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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE ANGICOS – CMA DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS LICENCIATURA EM PEDAGOGIA EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA PROFESSORA: ALESSANDRA MIRANDA MENDES SOARES Isabele Adriana Rosa da Silva Rosa de Lima Batista Silva Venâncio Ricardo Pereira Sobrinho VALADÃO, Gabriela Tannus; MENDES, Enicéia Gonçalves. Inclusão escolar e o planejamento educacional individualizado: estudo comparativo sobre práticas de planejamento em diferentes países. Revista Brasileira de Educação. V.23.e230076. 2018. Diante da leitura ao artigo, vimos a importância do Plano de desenvolvimento individual, onde identificamos que pode ser percebido através de ações preferenciais, onde visa contemplar as necessidades da população à qual ele é direcionado. Para que possamos entender sobre essa importância, devemos entender o termo educação não significa somente a escolarização promovida pela escola, mas todas as influências ocorridas na formação do estudante. Para Plaisance (2004), as principais influências na formação do estudante são: • A frequência, que representa o tempo, de forma qualitativa e quantitativa, em que há um leque de ideias e práticas com o estudante; • O currículo, que é dividido em três análises: o conteúdo programático da escola, denominado de padrão; o oculto, que é, sem dúvida, o mais difícil de ser mensurável, pois sua análise é subjetiva; e o real, que registra o que realmente foi transmitido e absorvido pelo estudante; e • A cultura na qual está inserido o estudante, em que ele será analisado em virtude de sua classe social, região, tipo de comportamento, dentre outros aspectos ligados à cultura da qual ele sofre influências. Em outros países como Estados Unidos, na Itália e na França, o processo de escolarização de pessoas PAEE prevê o planejamento cuidadoso particularizado, caso a caso, que define como serão organizados o processo e o percurso educacional do indivíduo, haja vista que, nesses países, requisitos legais e regulamentos oficiais garantem esse tipo de procedimento (Tannús-Valadão, 2010). Nos Estados Unidos e na Itália, foram criadas leis específicas sobre o PEI centrado no indivíduo, tais como: o PL n. 101.476 Ato Educacional, para indivíduos com deficiência (IDEA, 1990); e a lei n. 104 (Itália, 1992). A França promulgou, por meio da lei n. 102 de 2005, a garantia de PEI para todo alunado PAEE do país (França, 2005). PEI se refere aos aspectos adaptados ou modificados do programa educacional e se centra na prioridade sobre as necessidades, apesar de os estudantes também poderem demandar outras necessidades educacionais que não exigem o mesmo grau de intensidade de planejamento e monitorização. O montante de adequação e apoio irá variar de acordo com as necessidades individuais de aprendizagem de cada estudante, podendo os estudantes com necessidades mais complexas exigirem modificações educacionais significativas (IDEA, 2004). PEI deve estar em acordo com os objetivos educacionais orientados para atender às capacidades, às habilidades e às potencialidades dos estudantes PAEE, incluindo objetivos didáticos, de reabilitação, além dos aspectos sociais e de bem-estar. A ideia é oferecer ao estudante uma diversidade de condições, com outras atividades extracurriculares, para favorecer a transição para o trabalho, a vida adulta e a escola técnica ou o ensino superior universitário. Outros países o PEI define precisamente os procedimentos tanto para a conduta da escolarização e das ações pedagógicas quanto para as ações psicológicas, educativas, sociais, médicas e paramédicas, a fim de satisfazer as necessidades dos estudantes. Embora, nos demais países, tais benefícios sociais das pessoas com deficiências estejam garantidos em leis, como, por exemplo, o benefício de prestação continuada no Brasil, a diferença, em se tratando da França, é que naquele país há uma política mais integrada, de responsabilidade de uma única instituição, que são as chamadas “maisons departamentalles du handicap”, responsáveis pela avaliação e pelo planejamento de todos os suportes de que o indivíduo precisa. Nos demais países, há uma distribuição dessas responsabilidades entre setores educacionais, de saúde, da assistência social, do trabalho etc., e disso decorre uma fragmentação dos serviços que dificultam avaliar o quanto as políticas de fato caminham para garantir os direitos sociais das pessoas PAEE. O modelo de PEI nos demais países, com foco principal no indivíduo é mais voltado para o planejamento exclusivo da vida escolar, embora todos enfatizem a importância de se incluir medidas de controle do processo de transição da escola para a comunidade, mesmo porque a responsabilidade do sistema educacional por essas pessoas praticamente cessa por volta dos 20 ou 21 anos de idade. A legislação educacional brasileira, a LDB n. 9394/96, reformulada em 2013 (Brasil, 1996, 2013), traz um dispositivo que garantiria um certificado de escolaridade, denominado como “terminalidade específica”, cuja finalidade seria a de comprovar grau de escolarização. Entretanto, se a educação desses alunos não for devidamente avaliada e planejada, o certificado de terminalidade específica pode, além de mascarar o fracasso escolar (Iacono e Mori, 2004), excluir da escola estudantes que não avançam para o ensino médio (Lima, 2009). Tal dispositivo, em tese, pode continuar sendo utilizado para abreviar o percurso de escolarização de alunos do PAEE, ainda que a escolarização que lhes seja oferecida apresente qualidade duvidosa. Pode-se perceber que, no Brasil, quando há propostas de planejamento educacional destinadas a alunos do PAEE, essas podem ser consideradas como planejamentos com foco nos serviços prestados pelo professor de Educação Especial, que não são, necessariamente, centrados nos estudantes, não havendo, ainda, referências a como o ensino na classe comum é planejado. Na falta de dispositivos legais e de estudos sobre os benefícios gerados com a implementação do PEI em nosso país, o caminho a prosseguir na investigação foi o de buscar referências em países que já possuíam essa prática instalada como parte da escolarização de pessoas PAEE. A diferença entre os conceitos de PEI centrado no indivíduo e de plano de AEE indica a necessidade de se modificar a política de como é elaborado o planejamento educacional para alunos do PAEE no país. Levando-se em consideração o que acontece em outros países, sugere-se a adoção do modelo de PEI centrado no indivíduo, visto que tem maior probabilidade de otimizar o processo de escolarização do PAEE em classes comuns de escolas regulares. PLANO DE DESENVOLVIMENTO INDIVIDUAL (PDI) PARTE I – INFORMAÇÕES E AVALIAÇÃO GERAL DO ALUNO 1- IDENTIFICAÇÃO: NOME COMPLETO: Maria Eduarda dos Anjos DATA DE NASCIMENTO: ENDEREÇO: BAIRRO: CIDADE: 2- DADOS FAMILIARES: NOME DO PAI: NOME DA MÃE: PROFISSÃO, ESCOLARIDADE E IDADE DO PAI: PROFISSÃO, ESCOLARIDADE E IDADE DA MÃE: NÚMERO DE IRMÃOS: MORA COM: 3- INFORMAÇÃO ESCOLAR: Nome da escola: Escola Estadual Presidente Tancredo Neves Endereço da escola: Ano de escolaridade atual (classe regular): Idade com que entrou na escola: História escolar (comum) e antecedentes relevantes: História escolar (especial) e antecedentes relevantes: Motivo do encaminhamento para o atendimento educacional especializado (dificuldades apresentadas pelo aluno): 4- AVALIAÇÃO GERAL ÂMBITO FAMILIAR Apontar de forma descritiva as condições familiares do aluno 1- Características do ambiente familiar (condições da moradia e atitudes): 2- Convívio familiar (relações afetivas, qualidade de comunicações, expectativas): 3- Condições do ambiente familiar para a aprendizagem escolar: ÂMBITO ESCOLAR Apontar de forma descritiva as condições da escola para atender às Necessidades Educacionais do aluno 1- Em relaçãoà cultura e filosofia da escola: 2- Em relação à organização da escola (acessibilidade física, organização das turmas; mobiliários adequados, critérios de matrícula, número de alunos nas salas, interação com as famílias, orientação/apoio aos professores, procedimentos de avaliação, formação continuada de professores, desenvolvimento de projetos, atividades propostas para a comunidade escolar, grupos de estudo etc.): 3- Em relação aos recursos humanos (professor auxiliar de sala, instrutor de LIBRAS, tutor na sala de aula, parceria com profissionais da saúde etc): 4- Em relação às atitudes frente ao aluno (alunos, funcionários, professores, gestores, pais etc.) 5- Em relação ao professor da sala de aula regular (formação inicial e continuada, motivação pra trabalhar, reação frente às dificuldades do aluno, aspecto físico da sala de aula, recursos de ensino- aprendizagem,, estratégias metodológicas, estratégias avaliativas, apoio de especialistas etc.): 5- AVALIAÇÃO DO ALUNO 5.1- CONDIÇÕES DE SAÚDE GERAL Caso o aluno apresente alguma deficiência, problemas de comportamento e/ou problemas de saúde, descreva: 1- Tem diagnóstico da área da saúde que indica surdez, deficiência visual, deficiência física, deficiência intelectual ou transtorno global de desenvolvimento? 1.1-Se sim, qual a data e resultado do diagnóstico? 1.2-Se não, qual é a situação do aluno quanto ao diagnóstico? 2- Tem outros problemas de saúde? 2.1- Se sim, quais? 3- Faz uso de medicamentos controlados? 3.1- Se sim, quais? 3.2- O medicamento interfere no processo de aprendizagem? Explique. Sim.A aluna fica sonolenta e não consegue captar as informações . 4- Existem recomendações da área da saúde? 4.1- Se sim, quais? 5.2- NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS DO ALUNO Caso o aluno apresente alguma necessidade educacional especial, descreva: 1- Deficiência(s) ou suspeita de deficiência(s) específica(s) apresentada(s): Deficiência Intelectual e Deficiência Física. 2- Sistema linguístico utilizado pelo aluno, na sua comunicação: 3- Tipo de recurso e/ou equipamento já utilizado pelo aluno: 4- Tipo de recurso e/ou equipamento que precisa ser providenciado para o aluno: 5- Implicações da NEE do aluno para a acessibilidade curricular: 6- Outras informações relevantes: 5.3- NECESSIDADES APRESENTADAS: • Acompanhamento individualizado; • Tempo disponível para uma aprendizagem eficaz; • Atividades lúdicas com músicas e comunicação acessível através da informática. • 5.4- DESENVOLVIMENTO DO ALUNO FUNÇÃO COGNITIVA E METACOGNITIVAS PERCEPÇÃO (considerar as potencialidades e dificuldades): Ao avaliar o aluno, considere os seguintes aspectos: percepção visual, auditiva, tátil, sinestésica, espacial e temporal. Observações: ATENÇÃO (considerar as potencialidades e dificuldades): Ao avaliar o aluno, considere os seguintes aspectos: seleção e manutenção de foco, concentração, compreensão de ordens, identificação de personagens. Observações: MEMÓRIA (considerar as potencialidades e dificuldades): Ao avaliar o aluno, considere os seguintes aspectos: memória auditiva, visual, verbal e numérica. Observações: LINGUAGEM (considerar as potencialidades e dificuldades): Ao avaliar o aluno, considere os seguintes aspectos compreensão da língua oral, expressão oral, leitura, escrita, uso de outros sistemas linguísticos (LIBRAS, comunicação alternativa etc.) Observações: RACIOCÍNIO LÓGICO (considerar as potencialidades e dificuldades): Ao avaliar o aluno, considere os seguintes aspectos: compreensão de relações de igualdade e diferença, reconhecimento de absurdos e capacidade de conclusões lógicas; compreensão de enunciados; resolução de problemas cotidianos; resolução de situações-problema, compreensão do mundo que o cerca, compreensão de ordens e de enunciados, causalidade, sequência lógica etc. Observações: FUNÇÃO MOTORA E PSICOMOTORAS DESENVOLVIMENTO E CAPACIDADE MOTORA (considerar as potencialidades e dificuldades): Ao avaliar o aluno, considere os seguintes aspectos: postura, locomoção, manipulação de objetos e combinação de movimentos, lateralidade, equilíbrio, orientação espaço-temporal, coordenação motora. Observações: FUNÇÃO INTERPESSOAIS - AFETIVOS ÁREA EMOCIONAL – AFETIVA – SOCIAL (considerar as potencialidades e dificuldades): Ao avaliar o aluno, considere os seguintes aspectos: estado emocional, reação à frustração, isolamento, medos; interação grupal, cooperação, afetividade. Observações: LÍNGUA PORTUGUÊSA MATEMÁTICA HISTÓRIA GEOGRAFIA Com base nas dificuldades e nas potencialidades apresentadas pelo aluno, indicar quais são as suas necessidades educacionais especiais que constituirão os objetivos no planejamento pedagógico no AEE: _____________________________________________________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________________________ PARTE II: PLANO PEDAGÓGICO ESPECIALIZADO NOME DO ALUNO: SÉRIE: __________________ANO: __________________ DATA DE NASCIMENTO: ___ PERÍODO DA EXECUÇÃO DO PLANO: _________________________ PROFESSORA DO AEE: ___________________ PROFESSORA DA CLASSE REGULAR: 1- AÇÕES NECESSÁRIAS PARA ATENDER ÀS NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS DO ALUNO: ÂMBITOS Ações necessárias: Ações já existentes: Ações que precisam ser desenvolvidas: Responsáveis ESCOLA SALA DE AULA FAMÍLIA SAÚDE 2- ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: Tipo de AEE ( ) sala de recursos multifuncionais ( ) intérprete na sala regular ( ) professor de LIBRAS ( x ) professor de apoio ( ) domiciliar ( ) hospitalar ( ) outro? Qual? Frequência semanal ( ) 2 vezes por semana na sala de recursos multifuncionais ( ) 3 vezes por semana na sala de recursos multifuncionais ( ) 4 vezes por semana na sala de recursos multifuncionais ( ) 5 vezes por semana na sala de recursos multifuncionais ( x ) todo o período de aula, na própria sala de aula ( ) outra? Qual? Tempo de atendimento ( ) 50 minutos por atendimento ( x ) durante todas as aulas, na própria sala de aula ( ) outro? Qual? Composição do atendimento ( x ) atendimento individual ( ) atendimento grupal ( x ) atendimento na própria sala de aula com todos os alunos Outros profissionais envolvidos ( x ) Fonoaudiologia ( x ) Psicologia ( ) Assistência Social ( x ) área médica. Qual a especialidade? _______________ ( ) outro? Qual? Orientações a serem realizadas pelo professor de AEE ( x ) orientação ao professor de sala de aula. Quais? ( x ) orientação ao professor de Educação Física. Quais? ( x ) orientação aos colegas de turma. Quais? ( ) orientação ao diretor da escola. Quais? ( x ) orientação ao coordenador pedagógico. Quais? ( x ) orientação à família do aluno. Quais? ( ) orientação aos funcionários da escola. Quais? ( ) outras orientações. Quais? 3- SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS: ÁREAS A SEREM TRABALHADAS NA SALA DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS Apontar as áreas e o que será desenvolvido com o aluno, em cada uma delas, no AEE: Área Cognitiva Área Motora Área Social OBJETIVOS Descrever os objetivos que pretende alcançar com o aluno, em cada área, no AEE: ATIVIDADES DIFERENCIADAS Descrever as atividades que pretende desenvolver no AEE com o aluno: ( x ) comunicação alternativa ( x ) informática acessível ( ) LIBRAS ( x ) adequação de material ( ) outra? Qual? METODOLOGIA DE TRABALHO O planejamento para o trabalho é traçado a partir de uma avaliação diagnóstica, realizada de maneira interventiva, objetivando a percepção das potencialidades da aluna, de acordo com suas reações, sem mediação e, posteriormente, com mediação.O trabalho é centrado na realidade da criança, emsua identidade, seu nome, sua família, suas motivações, no que ela já sabe, em seu repertório de competências, em suas motivações, no que ela já sabe, em seu repertório de competências, em suas habilidades, em sua singularidade. RECURSOS MATERIAIS E EQUIPAMENTOS Descrever os recursos/equipamentos que serão produzidos e utilizados para o aluno, no AEE: CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO Descrever o período e pontuar os critérios que serão utilizados para avaliar o desempenho do aluno, no AEE: AVALIAÇÃO DO PERÍODO No final do período, descrever as conquistas do aluno e quais objetivos foram alcançados, no AEE. Registrar de que forma as ações do AEE repercutiram no desempenho escolar do aluno. DATA: NOME DA PROFESSORA DO AEE: Cristiane Meireles de Oliveira ASSINATURA DO PROFESSOR DO AEE: http://saladerecursosceciliameireles.blogspot.com/2012/08/modelo-de-pdi.html