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Livro Eletrônico
Aula 00
Interpretação de Exames Laboratoriais e Gasometria Arterial p/ Residência em
Fisioterapia 
Professor: Fábio Cardoso
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1 ʹ Apresentação .................................................................... Erro! Indicador não definido. 
2 ʹ Introdução ................................................................................................................... 4 
3 ʹ Noções de radiologia em adultos ................................................................................ 5 
 3.1 ʹ Interpretação .......................................................................................................... 5 
 3.2 ʹ Diagnosticos mais frequentes na emergência ........................................................ 19 
4 ʹ Exame laboratorial.............................................................................. ...............................30 
5 ʹ Bioquimica ................................................................................................................ 33 
6 ʹ Gasometria arterial.................................................................................................... 33 
Questões comentadas ..................................................................................................... 35 
Gabarito........................................................................................................................... .42 
LISTA DE QUESTÕES SEM COMENTÁRIOS................................................. ...............................43 
Referencias............................................................................................ ...............................47 
 
 
Fábio Cardoso
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1 ʹ APRESENTAÇÃO 
 
Prezado (a) concursando(a), parabéns pela iniciativa de adquirir o curso, 
trata-se de um passo importante para a sua aprovação !!! 
 
É com imensa satisfação que iniciaremos os estudos do Curso 
Preparatório para os vocês fisioterapeutas que concorrem as residências em 
fisioterapia . Neste curso serão abordados temas de Interpretação de exames 
laboratoriais, noções de radiologia e Gasometria arterial. Este material será 
desenvolvido com muita dedicação e responsabilidade. Esforçando-me ao 
máximo para oferecer o melhor e mais completo conteúdo possível para 
concursos que pode ser encontrado no mercado. 
 
Em todas as aulas serão apresentadas diversas questões de diferentes 
bancas que desenvolvem provas para concurso em todo o Brasil , procurando 
sempre dar ênfase ao seu estudo assim como criadas para sua fixação. A fim 
de discutirmos e ampliar os nossos conhecimentos as questões serão TODAS 
COMENTADAS. E para que você possa praticar bastante, teremos, no final do 
material questões sem comentários, com gabarito. 
 
Mas antes de iniciarmos, tomo a liberdade de me apresentar sou o professor 
Fabio Cardoso, Leciono e supervisiono no ensino superior há 11 anos, em cursos de 
graduação e pós-graduação, em diversas disciplinas ligadas a área de Fisioterapia 
intensiva, respiratória e hospitalar. Alem é claro da cardiovascular. E sou 
Fisioterapeuta em Brasília concursado também. 
 
Utilizarei uma linguagem informal, com ênfase nos temas que realmente 
são cobrados pelas banca organizadoras, ou seja, para que otimize ao máximo 
Fábio Cardoso
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a sua preparação e te habilite para a resolução de questões na área de 
fisioterapia, objetivando sua aprovação. 
 
Para isso, os alunos matriculados no curso terão acesso ao seguinte 
conteúdo: 
a) Material em pdf com a teoria de todos os assuntos mais cobrados na área 
de fisioterapia, contendo os principais conceitos, as aplicabilidades, as teorias, 
os recursos e as técnicas fisioterapêuticas. 
b) Questões comentadas de várias bancas, com ênfase na Banca sempre que 
possível. 
c) Figura-se que faça Mapas Mentais para facilitar a memorização dos principais 
tópicos da disciplina. Ajudo vocês nos tópicos principais, sugiro ainda, 
d) Resumos do conteúdo explanado em cada uma das aulas, isso melhora a fixação, 
e) Videoaulas, em aproximadamente 90% do curso, que complementarão o 
PDF. Os PDF são importantes pois nos vídeos me aproximo aos máximo deles. 
f) Acesso ao Fórum de dúvidas, onde você poderá tirar todas as dúvidas 
diretamente comigo. 
 
 
Este material é de extrema importância para que você obtenha êxito em ser 
aprovado em um concurso na área de Fisioterapia. 
 
 
 
 
 
 
Encontro-me sempre a disposição para tirar dúvidas e fazer esclarecimentos, via 
fórum de dúvidas ... 
Fábio Cardoso
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ANATOMIA E FISIOLOGIA DO APARELHO 
 
 
 
 
 
 
 
2 ʹ INTRODUÇÃO 
Olá pessoal tudo bem? Então, abordaremos assuntos de vital importância nesta aula de 
hoje. São assuntos de grande relevância e assuntos extensos que falam sobre a Interpretação de 
exames complementares específicos em pacientes críticos e trouxe ainda noções de raio X. São 
muitos tópicos. Então vamos lá. Nos vemos mais adiante. 
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3 ʹ EXAMES RADIOLÓGICOS 
 
Os exames radiológicos e complementares. Complementar e facilitar o diagnóstico do 
paciente, estes exames são importantes para sabe o estado geral do paciente. 
As Imagens são dados de informação sobre possíveis consequências pulmonares, 
cardíacas, neurológicas e ortopédicas causadas por uma patologia (TALLEY N J, O´CONNOR 
SIMON, 2000). 
 
3.1 ʹ NOÇÕES DE RADIOLOGIA EM ADULTOS 
Anatomia do tórax para uma interpretação adequada da radiografia de tórax é necessário 
que sejam consideradas todas as suas estruturas, desde a pele até as mais profundas. Limites: A 
caixa torácica é delimitada superiormente pela abertura superior do tórax, constituído 
posteriormente pela primeira vértebra torácica, anteriormente pela borda superior do esterno e 
lateralmente pelas primeiras costelas e suas carti lagens. Inferiormente o tórax é delimitado por 
sua abertura inferior, fechada pelo diafragma e constituída por T12, 12ª costelas, seis cartilagens 
costais inferiores e pela articulação xifoesternal. Compartimentos torácicos: A cavidade torácica 
pode ser dividida em um compartimento mediano, chamado mediastino, e dois laterais, 
constituídos pelas pleuras e pulmões. 
O mediastino, por sua vez, é dividido em superior e inferior, sendo o último subdividido em 
anterior, médio e posterior. O mediastino superior é limitado anteriormente pelo manúbrio esternal 
e posteriormente pelas quatro primeiras vértebras torácicas, sendo composto pelo timo, grandes 
veias, grandes artérias, traquéia, esôfago, ducto torácico e troncos simpáticos. O mediastino 
inferior é limitado anteriormente pelo corpo do esterno e posteriormente pelas oito vértebras 
torácicas inferiores. A sua porção anterior contém o timo, na parte média está o coração dentro do 
pericárdio, com os nervos frênicos de cada lado e o início dos grandes vasos, e na parte posterior 
encontram-seo esôfago, ducto torácico, parte descendente da aorta, veias ázigo e hemiázigo, 
veia cava inferior, troncos simpáticos, nervos intercostais e nervos esplâncnicos maior e menor. 
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Cissuras e Lobos Pulmonares: 
O pulmão direito possui duas cissuras (oblíqua e horizontal) que o dividem em lobos 
superior, médio e inferior. O pulmão esquerdo possui somente uma cissura (oblíqua) que o divide 
em lobos superior e inferior. 
 
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Segmentos pulmonares: Por sua vez, cada lobo pulmonar é subdividido em segmentos. É 
necessário conhecer a anatomia segmentar do pulmão para identificar os orifícios bronquiais e 
extrair corpos estranhos pela broncoscopia, encontrar a lesão na mesa operatória, prescrever a 
drenagem postural adequada para os abscessos pulmonares e para auxílio na investigação 
diagnóstica. O lobo superior do pulmão direito contém o segmento apical, posterior e anterior, o 
lobo médio é subdividido em segmento lateral e medial e o lobo inferior D em segmento apical, 
basal anterior, basal posterior, basal lateral e basal medial. Já o lobo superior do pulmão 
esquerdo é subdividido em segmentos apico-posterior, anterior, lingular superior e lingular inferior. 
O lobo inferior E, por sua vez, é subdividido em segmentos apical, basal anterior, basal lateral, 
basal posterior e basal medial. Cada segmento possui um brônquio segmentar, uma artéria 
segmentar, vasos linfáticos e nervos autonômicos. 
Anatomia cardiovascular do tórax: Na radiografia em PA o diâmetro cardíaco é 
normalmente menor que a metade do diâmetro transverso do tórax (índice cardiotorácico). O 
coração recobre a coluna torácica, grosseiramente ¾ para esquerda e ¼ para a direita. A aorta 
ascendente não é visualizada nem no PA nem no perfil, pois é encoberta pelos átrios e artéria 
pulmonar, já sua porção descendente pode ser identificada do arco aórtico até o diafragma. 
Abaixo do arco aórtico o hilo pulmonar pode ser visto ligeiramente mais alto à esquerda. Na 
radiografia simples de tórax não é possível definir as câmaras cardíacas individualmente, porém é 
imperativo saber tanto a sua localização normal quanto determinar se o tamanho e a disposição 
de cada uma delas estão na faixa de normalidade. A face esternocostal do coração é formada 
pelo átrio e ventrículo direitos. 
Na incidência póstero-anterior (PA) o contorno direito do mediastino é determinado de 
forma ascendente pelo átrio direito, veia cava superior e aorta ascendente. A margem esquerda, 
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por sua vez, é determinada pelo ventrículo esquerdo (ápice cardíaco) e pela aurícula esquerda 
logo acima, seguida pelo hilo pulmonar e o botão aórtico. Em condições normais existe uma 
concavidade logo abaixo do hilo pulmonar esquerdo, sendo identificável o átrio esquerdo apenas 
nos casos em que haja aumento de suas dimensões. A face diafragmática é formada pelos 
ventrículos direito e esquerdo e face inferior do átrio direito. No perfi l, o átrio esquerdo constitui a 
porção superior do contorno posterior do coração, porém não pode ser separado do ventrículo 
esquerdo, que completa está margem inferiormente. Já a margem anterior do coração no perfi l é 
determinada pelo ventrículo direito e átrio direito, seguidos da veia cava superior. 
 Quanto à circulação pulmonar normal, em PA, devido à ação da gravidade sobre os vasos 
pulmonares que são de baixa pressão, a uma mesma distância do hilo, os vasos da base são 
mais largos do que os do ápice. Essas são as estruturas que compõem o tórax e podem 
apresentar-se lesadas. Infelizmente a radiografia torácica não é capaz de evidenciar lesões em 
todos esses órgãos e o médico do serviço de emergência deve em alguns casos lançar mão de 
outros métodos de imagem, como a Tomografia Computadorizada, Ressonância Nuclear 
Magnética e o Ultra-som. 
A radiografia convencional demonstra apenas a diferença de densidade radiológica das 
estruturas normais ou lesões patológicas. Discutiremos a seguir a melhor maneira de utilizar a 
radiografia torácica no auxílio diagnóstico e suas indicações e interpretações nos principais casos 
da sala de emergência. 
3.2 ʹ INTERPRETAÇÃO 
O primeiro passo é escolher o tipo de incidência radiográfica apropriada. As incidências 
mais solicitadas na sala de emergência são: frontal (PA ou AP) e perfil. Os termos AP (antero-
posterior) e PA (pósteroanterior) referem-se à direção da penetração dos raios, de sua fonte ao 
filme. 
1. Ao solicitar PA, o paciente é colocado em posição ortostática e em máxima inspiração. Os raios 
X são dirigidos horizontalmente e atravessam o paciente de trás para frente. A incidência AP é 
geralmente obtida com uma unidade de raios X portátil, em pacientes acamados ou em crianças, 
sendo realizada com a colocação do filme no dorso do paciente, e os feixes de raios X entram por 
via anterior. A incidência PA é preferível e diferencia-se da AP por ser mais nítida, apresentar 
menor magnificação das estruturas, principalmente do coração, e por ser feita em inspiração 
máxima. A magnificação das imagens ocorre, pois os raios X assumem rumos divergentes. Isso 
acontece de forma mais evidente quanto mais próxima estiver a estruturada da fonte. Além disso, 
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quando a radiografia é realizada em expiração, a trama pulmonar torna -se mais densa, o pulmão 
aparece mais claro e o coração fica elevado e parece maior, podendo levar a interpretações 
equivocadas. 
A radiografia em expiração está indicada apenas na suspeita de aprisionamento aéreo 
focal de um enfisema assimétrico ou de obstrução brônquica e pneumotórax de pequeno volume. 
2. A incidência em perfil deve ser sempre solicitada e realizada juntamente com a PA. Por 
convenção, a incidência perfil é obtida com o lado esquerdo do paciente contra o chassi e os raios 
X atravessam o paciente da direita para a esquerda. 
3. O decúbito lateral (esquerdo ou direito) com raios horizontais é geralmente solicitado na 
suspeita de líquido na cavidade pleural, devido à mudança do nível hidroaéreo com a alteração do 
decúbito. O paciente é colocado em decúbito lateral sobre o lado a ser examinado e o feixe entra 
em sentido horizontal. 
A incidência apicolordótica é utilizada para melhor avaliação dos ápices pulmonares, lobo 
médio e língula, pois retira as clavículas dos campos pulmonares. O paciente assume uma 
posição em hiperlordose, com o feixe de raios X entrando anteriormente e encontrando o filme 
que está em contato com o dorso. 
 
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4. As incidências oblíquas podem ser realizadas para melhor localização ou caracterização de 
lesões parcialmente encobertas por outras estruturas. 
 
O segundo passo é avaliar a qualidade técnica do exame, uma vez que variações na 
intensidade e no tempo deexposição aos raios X, além de mudanças no posicionamento correto 
do paciente, podem levar a falsas conclusões. São três os parâmetros técnicos a serem 
observados: 
1. Se a dose de radiação aplicada foi adequada; 
2. Se o paciente estava em inspiração máxima; 
3. Se o paciente estava bem posicionado, centrado. 
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1. Em uma boa radiografia, os pulmões não devem estar completamente escurecidos. Deve-se 
visualizar a sombra da coluna vertebral apenas em suas porções superiores (até dois corpos 
vertebrais abaixo da projeção da clavícula) e os vasos do hilo pulmonar devem ser facilmente 
identificáveis. 
2. O ideal é que o exame seja realizado em apnéia inspiratória máxima. Quando o exame é feito 
nesta condição, podem ser visualizadas de 9 a 11 costelas posteriores projetando-se sobre os 
campos pulmonares. 
3. Para que o exame esteja bem centrado, as bordas mediais das clavículas devem estar 
eqüidistantes do centro da coluna (processos espinhosos). Além disso, as escápulas não devem 
se sobrepor às imagens pulmonares. O terceiro passo - Não existe uma forma única para a 
interpretação da radiografia simples de tórax, porém uma sistematização da avaliação é sempre 
recomendada, com o intuito de evitar o esquecimento de algum item a ser observado. É sugestão 
dos autores começar pela parte superior do abdômen, seguir para a caixa torácica (partes moles 
e ossos), depois para as estruturas do mediastino, pulmão, pleura e seios costofrênicos e 
diafragma. Cada pulmão deve ser observado individualmente e, a seguir, comparado entre si em 
busca de assimetrias. A interpretação da radiografia simples de tórax é realizada com a 
identificação das estruturas radiográficas do tórax através das diferentes densidades de acordo 
com o tecido irradiado. 
Os contornos do mediastino e do diafragma tornam-se radiologicamente visíveis devido a 
seu contraste com o pulmão aerado contíguo. O coração, a aorta e o sangue apresentam 
densidade intermediária, da mesma forma que o pulmão doente, sem ar. Assim, duas estruturas 
distintas, mas com a mesma densidade, estando em contato direto não podem ser diferenciadas. 
A borda cardíaca ficará mal definida se houver contato anatômico do coração com a condensação 
de uma pneumonia, com tumores mediastinais ou derrame pleural. 
Esse é o chamado Sinal da Silhueta,caracterizado pelo apagamento do contorno de uma 
estrutura que deixou de estar em contato com outra de densidade diferente . As bordas direita e 
esquerda do coração e a aorta ascendente são anteriores, enquanto que o botão aórtico e aorta 
descendente são posteriores. Assim, o borramento da borda direita do coração significa que há 
comprometimento do lobo médio direito (LMD), que está em contato anatômico com esta estrutura 
. Isso acontece da mesma forma com o acometimento do segmento anterior do lobo superior 
direito (LSD), que também está próximo da borda cardíaca direita, além de se relacionar com a 
aorta ascendente. Quando há uma condensação na mesma localização, mas sem perda da 
definição do contorno cardíaco, a lesão é de lobo inferior que tem localização posterior. 
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Do lado contra lateral, a língula tem posição muito semelhante ao lobo médio direito, 
mantendo contato direto com a maior parte da borda esquerda do coração. A porção superior da 
borda cardíaca esquerda está em contato com o segmento anterior do lobo superior esquerdo 
(LSE), enquanto o segmento apical posterior do LSE está em contato com o botão aórtico (Figura 
8). 
 
O mesmo raciocínio pode ser uti lizado nas imagens em perfil, onde é possível a 
identificação do diafragma direito em sua totalidade e apenas a metade posterior do diafragma 
esquerdo. A parte anterior do diafragma esquerdo está naturalmente apagada devido ao contato 
anatômico com o coração (a apresentação normal dos diafragmas em perfil é mostrada na ( figura 
9). Vasos pulmonares ou coxins gordurosos do pericárdio podem apagar uma pequena parte do 
contorno cardíaco e pacientes normais podem apresentar o sinal da silhueta. 
 
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Sinal do Broncograma aéreo - A árvore brônquica intrapulmonar não é visualizada 
habitualmente em uma radiografia simples, por apresentar paredes finas e estar preenchida por ar 
e circundada pelo ar alveolar. É necessário que o brônquio esteja cercado por estruturas de 
densidade diferente para ser visualizado. Quando isso ocorre, diz-se broncograma aéreo, como, 
por exemplo, nas pneumonias, edema pulmonar e infarto pulmonar.. A visualização desse sinal 
demonstra lesão alveolar com a substituição do ar por outro material de densidade diferente 
(edema, pus, sangue, etc.). O broncograma aéreo não estará presente em situações onde o 
brônquio está repleto de secreção, destruído ou congenitamente ausente (Figura 10) 
 
Colapso Lobar/Segmentar – Ocorre quando há redução de volume do lobo ou segmento 
pulmonar, decorrente de obstrução, compressão ou contração. O deslocamento das cissuras em 
direção à área colapsada, o aparecimento de brônquios e estruturas vasculares aglomeradas e a 
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mudança de posi- ção de uma “estrutura de referência” (um nódulo, granuloma, etc.) são sinais 
diretos de colapso. O deslocamento do hilo pulmonar (o esquerdo é naturalmente mais alto que o 
direito, portanto a alteração de seu nível pode indicar colapso pulmonar), a elevação do diafragma 
do lado lesado e o deslocamento de estruturas mediastinais para o lado da lesão são sinais 
indiretos do colapso. Carcinoma broncogênico, corpos estranhos, doenças inflamatórias, 
compressão (aneurisma, linfonodos aumentados, tumores mediastinais, cardiomegalia), presença 
de secreções e a cicatrização de processos inflamatórios crônicos, como silicose, podem causar 
colapso pulmonar (Figura 11). 
 
Classificação das lesões pulmonares As alterações radiológicas pulmonares podem ser 
classificadas em quatro categorias principais: 
1. Aumento da densidade pulmonar 
2. Diminuição da densidade pulmonar 
3. Atelectasia 
4. Anormalidades pleurais 
 A maioria das doenças que aumentam a densidade pulmonar acomete os espaços 
alveolares e o tecido intersticial de forma variável, todavia é interessante identificar três padrões 
radiológicos gerais, dependendo do componente que predomina: doença alveolar, doença 
intersticial e doença mista. Define-se consolidação parenquimatosa como a substituição do ar 
existente nos alvéolos por líquido, células ou uma combinação dos dois. A doença alveolar 
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caracteriza-se nas radiografias de tórax pela presença de uma ou mais imagens opacas, algo 
homogêneas, causando apagamento dos vasos pulmonares, com pequena ou nenhuma perda de 
volume. Os contornos das opacidades são mal definidos, exceto no pontode contato com a 
pleura, sendo possível a identificação de broncogramas aéreos (figura 12). As principais doenças 
que cursam com padrão acinar na radiografia simples de tórax estão listadas na tabela 2. 
 
O interstício é uma rede de tecido conectivo que dá suporte aos pulmões e normalmente 
não é visível na radiografia simples de tórax. Compreende as paredes de brônquios e alvéolos, 
além dos septos interlobulares e do tecido que acompanha brônquios e vasos pulmonares. Na 
avaliação das doenças intersticiais é importante observar a perda da dicotomização vascular 
habitual por alteração da arquitetura do interstício. Várias doenças podem causar alterações 
intersticiais (doenças intersticiais), que se manifestam como micronódulos, opacidades reticulares 
ou alterações retículo-nodulares. O padrão micronodular é decorrente de múltiplos nódulos 
medindo de 1 a 5 mm, que podem se tornar coalescentes, ocorrendo devido à expansão do 
interstício de maneira quase esférica secundária a presença de infiltrado celular, tecido fibroso ou 
ambos. As principais causas deste padrão são doenças infecciosas, como a tuberculose miliar, 
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pneumocistose e a histoplasmose. São causas também a sarcoidose, pneumoconioses, como a 
silicose e algumas neoplasias. 
 
O padrão reticular, por sua vez, caracteríza-se por inúmeras imagens lineares 
entrelaçadas que lembram uma rede. Ocorrem principalmente no edema pulmonar, linfangite 
carcinomatosa, infecções, especialmente virais, asbestose, e pneumonia intersticial linfoide. 
 
 
O padrão reticulonodular é o mais freqüente dos três, caracterizando-se por uma mistura 
dos dois primeiros padrões, com micronódulos associados a opacidades lineares. Pode ser 
encontrado em pneumoconioses, infecções, pneumopatias intersticiais e neoplasias. A densidade 
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pulmonar diminuída pode ser resultante de hiperinsuflação obstrutiva sem destruição pulmonar, 
como na asma; no aumento do volume de ar associado à diminuição de sangue no tecido, como 
no enfisema pulmonar; e na redução do volume de sangue, na ausência de hiperinsuflação, como 
no tromboembolismo pulmonar (figura 15 mostra área de densidade pulmonar diminuída em um 
caso de tromboembolismo pulmonar). 
 
As atelectasias e as afecções pleurais serão descritas mais adiante. São inúmeras as 
situações clínicas, no serviço de emergência, que têm sua investigação diagnóstica auxiliada pela 
radiografia simples de tórax. Neste texto discutiremos algumas das mais prevalentes e com maior 
morbidade. 
3.3 ʹ DIAGNOSTICOS MAIS FREQUENTES NA EMERGÊNCIA 
Atelectasia 
Colapso de parte ou de todo o pulmão com desvio do brônquio fonte para o lado da região 
colapsada11. A Radiografia evidencia regiões pulmonares radiodensas com desvio das estruturas 
em direção à lesão nos casos graves. Podem existir os sinais diretos e indiretos de colapso. 
Atelectasias laminares ocorrem quando uma população de alvéolos (geralmente nas bases) está 
hipoventilada por obstrução (impactaçãomucóide) ou por redução da expansibilidade pulmonar 
(ascite, cirurgias abdominais, decúbito, etc.) 
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Derrame pleural 
 A periferia da base de cada cavidade pleural forma um sulco bastante profundo ao redor do 
hemidiafragma correspondente. Este sulco é chamado seio ou ângulo costofrênico. O seio 
costofrênico tem quatro porções: anterior, posterior, lateral e medial. A porção mais profunda e 
mais caudal é o seio costofrênico posterior. É por esta razão que se justifica a obrigatoriedade da 
radiografia de perfil para ter certeza da ausência de derrame pleural. Derrame pleural é a invasão 
da cavidade por coleção líquida, podendo ser esta livre ou septada. São necessários 300 – 400 ml 
de líquido na cavidade para que o recesso costofrênico lateral seja atingido. Na dúvida, entre 
presença de líquido ou fibrose pleural, está indicado o uso da incidência em decúbito lateral com 
raios horizontais. 
O derrame pleural na radiografia em PA pode aparecer de três formas: 
a) Preenchendo os seios costofrênicos, 
b) Formando um menisco lateralmente com curvatura voltada para cima, 
c) Ocultando-se na região subpulmonar. 
d) Formando opacidades periféricas em “calota” quando está septado ou encistado (derrames 
inflamatórios). 
O derrame pleural freqüentemente apresenta uma borda superior côncava, ou menisco, 
que parece mais alta lateralmente do que medialmente. O derrame pleural torna-se característico 
com menisco quando tem mais de 175 ml de líquido. Contrariamente ao colapso pulmonar, o 
derrame pleural desvia as estruturas pulmonares para o lado oposto. Já o derrame subpulmonar 
fica retido entre o diafragma e o pulmão. Pode assemelhar-se a elevação do hemidiafragma em 
vez da imagem do menisco curvo. Para diferenciar o derrame subpulmonar da elevação do 
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diafragma deve-se observar a distância entre a bolha gástrica e a cúpula do diafragma, que 
geralmente estão em contato íntimo. 
 
 
 
Pneumotórax 
Nesta condição clínica, além das incidências em PA e perfil, o decúbito lateral com o lado 
afetado para cima pode ajudar no diagnóstico. Nos casos de pneumotórax de pequeno volume é 
útil a realização da radiografia expirada para facilitar a visualização da linha da pleura visceral. O 
pulmão parece estar deslocado da parede torácica, não havendo trama vascular em sua periferia. 
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O sinal do sulco profundo é um importante sinal, visto que pode ser o único indício da presença 
de ar no espaço pleural. Pacientes com pneumotórax em posição ortostática tem o ar pleural 
preferencialmente ocupando as regiões súpero-laterais do hemitórax, sendo a sua visualização 
relativamente facilitada. No entanto, pacientes em posição supina têm o ar desvia do para regiões 
mais basais e mediais, dificultando a sua visualização. O sinal descrito ocorre justamente na 
posição supina e representa a hiperlucescência e aprofundamento do ângulo costofrênico. 
 
Figura 19. Raio X evidencia colapso total do pulmão a D, com a seta indicando pulmão colapsado ao lado do mediastino. 
 
Dissecção de aorta 
 A radiografia simples de tórax geralmente não fornece grandes informações nos casos de 
dissecção de aorta. O achado mais comum é o alargamento de mediastino inespecífico, que, 
porém, aparece em apenas 35% dos casos. O contorno aórtico anormal (sinal do duplo contorno) 
e sinais de derrame pericárdico ou pleural são possíveis, no entanto menos freqüentes. 
 
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Congestão pulmonar 
Quando há aumentoda pressão pulmonar, as margens dos vasos passam a ter limites mal 
definidos devido ao extravasamento de líquido para o interstício, os vasos dos ápices ficam mais 
alargados e a circulação é visível até a periferia. Ocorre também o aumento difuso da 
radiodensidade nas regiões hilares. O septo interlobular pode se espessar com o acúmulo de 
líquido e surgem linhas curtas, horizontais e perpendiculares à pleura, as “linhas de Kerley”, que 
indicam edema intersticial. Quando existe edema alveolar, os vasos pulmonares podem não ser 
mais vistos, porque o pulmão adquire densidade de líquido, que é a mesma densidade dos vasos. 
Aumento de câmaras cardíacas 
O aumento do átrio direito é praticamente impossível de ser visualizado, uma vez que 
raramente acontece isoladamente. Ele pode aumentar na presença de hipertensão pulmonar ou 
na insuficiência tricúspide, porém nestas condições o aumento do ventrículo direito predomina, 
impedindo a definição do átrio. O aumento do ventrículo direito apresenta como sinais clássicos o 
coração em forma de bota e o preenchimento do espaço retroesternal. Uma vez que em adultos é 
raro o aumento desta câmara sem o acometimento simultâneo do ventrículo esquerdo, a forma de 
bota nem sempre é identificada. O preenchimento do espaço retroesternal ocorre, pois o aumento 
do ventrículo direito se faz superiormente, lateralmente e posteriormente. 
No perfil de pacientes normais o coração ocupa menos de 1/3 do espaço retroesternal. 
Caso haja o preenchimento de mais da metade deste espaço, isso representa um sinal claro do 
aumento do ventrículo direito. Entram como diagnóstico diferencial nestes casos adenomegalias 
retroesternais, tumores de mediastino, como linfomas e timomas, e o aumento da aorta 
ascendente ou da artéria pulmonar. Vários sinais clássicos definem o aumento do átrio esquerdo. 
O primeiro é o aumento da auriculeta esquerda, que é identificado quando da visualização de uma 
convexidade entre a artéria pulmonar esquerda e a borda do ventrículo esquerdo, local onde 
normalmente teríamos uma concavidade. O segundo sinal é a mudança do ângulo da carina 
devido à elevação do brônquio fonte esquerdo. O terceiro é o sinal do duplo contorno, que 
aparece nos grandes aumentos desta câmara, e é identificado com a presença de uma dupla 
densidade na sombra cardíaca, vista ao PA, à medida que o átrio esquerdo cresce para a direita. 
O último sinal é o aumento posterior da câmara visto ao perfil. 
O aumento do ventrículo esquerdo, por sua vez, é caracterizado por um aumento 
proeminente do ápice cardíaco para baixo, distinguível da disposição transversa vista com o 
aumento do ventrículo direito. O aumento do ventrículo esquerdo também pode ser visto no perfil 
com a dilatação do terço inferior da margem posterior do coração. 
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Derrame pericárdico 
Apresenta-se como um aumento difuso da imagem cardíaca, classicamente com a forma 
de “coração em moringa”, no entanto esta apresentação não é patognomônica desta condição 
clínica. 
 
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Embolia pulmonar 
Raramente é demonstrada nas radiografias de tó- rax e, quando há alterações, geralmente 
são inespecíficas. Podem existir atelectasias laminares, derrame pleural, elevação da cúpula 
diafragmática e aumento do tronco da artéria pulmonar. Classicamente dois sinais podem ser 
identificados: 
Sinal de Westermark: Sinal de oligoemia pulmonar. Caracteriza-se através da imagem 
radiográfica do tórax por uma dilatação proximal de um vaso embolizado, associado ao colapso 
dos vasos distais. Uma radiografia em PA mostra uma relativa hipertransparência na região, 
devido à hipoperfusão distal ao êmbolo. 
 
Sinal da Corcova de Hampton: Trata-se de uma consolidação em forma de cone, 
localizada especificamente em um ângulo costofrênico, com a base voltada para a pleura e o 
ápice para o hilo pulmonar. Essa consolidação periférica focal ocorre secundária à transudação 
hemorrágica ou infarto pulmonar. É um sinal raro e não específico, mas, associado a outros 
achados, corrobora para o diagnóstico de tromboembolismo pulmonar. 
Pneumonia 
 A radiografia pode apresentar consolidação parenquimatosa, infiltrado focal com aumento 
da radiodensidade, onde é possível por vezes a visualização de broncograma aéreo, o que 
sugere consolidação alveolar17. O infiltrado difuso com padrão intersticial ou interstício-alveolar 
pode sugerir quadro viral. Nas fases iniciais da doença é difícil a definição da etiologia do 
processo, se viral ou bacteriana. 
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Abscesso pulmonar 
Cavitação no parênquima pulmonar com centro radiotransparente (presença de ar), 
geralmente bem delimitada por um contorno radiopaco. Pode conter nível líquido em seu interior. 
Importante diagnóstico diferencial com neoplasia escavada. 
 
 
 
Pneumonia por Pneumocistisjiroveci 
A radiografia pode ser normal em 5 a 10% dos casos, mas o achado clássico é o infiltrado 
reticular heterogêneo, difuso, bilateral, e simétrico. Podem ser encontrados menos 
freqüentemente infi ltrado unilateral ou focal, condensações ou pneumotórax. 
Tuberculose 
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 Pode ter diversas apresentações, desde o achado típico da doença cavitária e apical até 
infiltrado retículo-nodular difuso. Adenopatia hi lar pode ser encontrada, assim como derrame 
pleural. 
 
Intubação seletiva 
A radiografia evidencia o tubo muito introduzido na via aérea, geralmente localizado no 
brônquio fonte direito. O pulmão que não é ventilado apresenta-se atelectasiado, com 
radiopacidade aumentada, podendo ter o desvio das estruturas mediastinais para este lado. 
Podem existir enfisema subcutâneo e pneumotórax no hemitórax ventilado. 
 
Enfisema subcutâneo/pneumomediastino 
Radiografia que evidencia ar dissecando o tecido celular subcutâneo. Também se 
evidencia a dissecação das fibras dos músculos peitorais pelo ar. O pneumomediastino 
caracteriza-se por um contorno radiotransparente ao redor da imagem cardíaca, vasos 
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mediastinais, vias aéreas principais e esôfago, delimitado externamente por uma tênue linha de 
orientação vertical que corresponde à pleura. Outro sinal importante é o “sinal do diafragma 
contínuo”, que evidencia a porção central do diafragma (infra - cardíaco) devido à interposição de 
uma coluna de ar entre o coração e o diafragma. 
 
Pulmão urêmico 
Nos casos de uremia é possível encontrar padrão radiológico bastante característico, com 
infiltrado reticular, e por vezes com acometimento alveolar e localização parahilar, preservando a 
periferia. Diz se que este padrão tem aspecto de “asa de borboleta”. A imagem não é 
patognomônica e pode ocorrer em outras doenças como hipersensibilidade e sarcoidose. 
 
 
 
 
4 ʹ EXAME LABORATORIAL 
 
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a) Hemograma 
É o estudo das células sanguíneas do paciente, e um exame que avaliar as três principais 
células do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas) comenta que o hemograma é dividido em 3 
partes: 
Eritogama, leucograma e plaquetas. 
O eritograma ou hemácias é o estudo das células vermelhas do sangue no qual são 
responsáveis pelo transporte dos gases pelo organismo. As hemácias são os glóbulos vermelhos, 
se o paciente tem anemia eles diminuem (PRESTO, B;PRESTO L, 2009). 
HEMOGRAMA 
O hemograma é a principal ferramenta diagnóstica em hematologia, constituído pelos 
seguintes exames: 
a) Contagem de Hemácias (Hm) 
 ** Valores de Referência 
Homem – 4.500.000 a 6.000.000 / mm3 
Mulher – 4.000.000 a 5.500.000 / mm3 
Rn – 4.000.000 a 6.000.000 / mm3 
 
- Interpretação dos resultados: 
Valores aumentados (policitemias): 
Diarreias, desidratação, queimaduras, policitemia Vera, cardiopatia crônica, intoxicações com 
álcool etílico ou outras drogas, vômitos profusos, acidose metabólica. 
Valores diminuídos: Anemias, leucemias, após hemorragias intensas e nas infecções graves. 
 
b) Determinação de Hemoglobina (Hb) 
** Valores de Referência Homem – 13,5 a 18,0 g/dL 
Mulher – 12,0 a 16,0 g/dL 
Rn – 13,5 a 19,5 g/dL 
- Interpretação 
Valores aumentados e valores diminuídos estão presentes praticamente em todas as 
condições que determinam aumento e diminuição das hemácias, respectivamente. 
c) Determinação do Hematócrito (Ht) 
 ** Valores de Referência Homem – 40 a 54% 
Mulher – 37 a 47% 
Rn – 44 a 64% 
- Interpretação 
Valores aumentados: ocorrem quando há hemoconcentração como nas policitemias, 
desidratações, queimaduras, dia rréias e vômitos intensos. Um hematócrito aumentado é 
sugestivo de macrocitose. 
Valores diminuídos: ocorrem quando há redução do número de eritrócitos, como nas 
anemias, leucemias e infecções. Um hematócrito reduzido dá ideia de microcitose 
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b)Leucograma 
É o estudo dos leucócitos células responsável pela defesa celular e imunidade do organismo. 
Quando há o aumento dos Leucócitos é porque o paciente está com alguma infecção, isto 
é chamada leucocitose que pode estar relacionada com necrose tecidual, infarto 
queimadurasdentre outros (GAMBAROTO G, 2006). 
Presto B, Presto L (2009), relata que pode ocorre também a diminuição dos leucócitos 
levando a uma leucopenia, o que tornara o paciente mais propicio a infecções, pode ser causada 
por utilização de medicamentos tais com antihipertensivos, antibióticos e ou por substâncias 
utilizadas em tratamento de diabéticos e ou por drogas quimioterápicas. 
Contagem Global de Leucócitos: ** Valores de Referência: 
Adultos – 4.000 a 10.000 / mm3 
Rn – 10.000 a 26.000 / mm3 
- Interpretação 
- Valores aumentados (Leucocitose): ocorrem em associaçã o aos processos inflamatórios, 
infecciosos e leucemias. Fisiologicamente temos leucocitose na infância, gravidez, durante o 
parto, durante a digestão, variações circadianas e após exercícios físicos extenuantes. 
- Valores diminuídos (Leucopenia): ocorrem quando há redução na produção dos leucócitos 
(deficiência d e vitamina A; depressão dos tecidos leucopoiéticos por infecção ou 
intoxicação; uso de medicamentos) o u no caso de aumento da destruição celular, 
provavelmente por anticorpos. Algumas infecções podem cursar com leucopenia, 
principalmente de um único tipo de leucócito: febre tifóide, dengue, rubéola, caxumba e 
tripanossomose. 
Contagem Diferencial de Leucócitos 
 
**Valores de Referência: 
Neutrófi los bastonetes (b) 3 a 5% 150 a 400 / mm3 
Neutrófi los Segmentados (S) 55 a 6 5% 3.000 a 5.000 /mm3 
Eosinófilos (E) 2 a 4% 100 a 300 / mm3 
Basófilos (B) 0 a 1% 50 a 80 / mm3 
Monócitos (M) 4 a 8% 200 a 650 /mm3 
Linfócitos (L) 20 a 30% 1.500 a 2.500 / mm3 
- Interpretação: 
Neutrofi lia: frequente nas infecções bacterianas, leucemias, processos inflamatórios. 
Eosinofilia: frequente nas parasitoses, processos imunoalérgicos e leucemias. Basofilia: 
processos imunoalérgicos e leucemias. 
Monocitose: infecções (septicemia, mononucleose e tuberculose). 
Linfocitose: infecções virais agudas e infecções crônicas (tuberculose e sífilis), leucemias, 
amigdalite s e processos ganglionares. 
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c)Plaquetas 
São células responsáveis pela ação de coagulação do sangue. Quando elevadas são 
chamadas de trombocitose e quando diminuída de trombocitopenia. Pacientes com as plaquetas 
muito baixas estão mais predispostos a sangramentos, e plaquetas muito elevadas podem levar a 
formação de trombos (PRESTO B, PRESTO L, 2009). 
Seu número normal é de 150.000 - 450.000 por microlitro de sangue. O tamanho de 
uma plaqueta varia entre 1 a 4 micrômetros. A contagem de plaquetas é feita pelo método 
automático. A maioria dos laboratórios usa a parelhos cuja contagem de plaquetas se f az 
no mesmo canal de contagens de hemácias, sendo que a diferenciação de ambas se dá 
pelo volume (plaquetas são menores que 20 fl e hemácias maiores que 3 0 fl). 
 
Devido ao grande volume de examesfeito por um laboratório ficou inviável a 
contagem manual de todas as plaquetas, mas a contagem manual não foi totalmente 
abandonada. Quando o número de plaquetas encontra -se diminuído, o laboratório faz um 
esfregaço de sangue para confirmar se elas estão diminuídas ou não. Se isso não for 
confirmado, a contagem de plaquetas é feita de modo manual, isto é, contagem em 
câmara de Neubauer. 
Os erros mais comuns em uma conta gem automática são: aparelhos m al calibrados e 
problemas na coleta d o sangue. A coleta é muito importante, uma coleta muito lenta, 
agitação errada do sangue colhido entre outros problema s podem fazer com que as 
plaquetas se agrupem e ao realizar a contagem em aparelhos, seu número estará diminuído. O 
agrupamento de plaquetas não é um sinal clínico. 
5 ʹ BIOQUÍMICO 
Serve para determinar e verificar a presença e a quantidade de substâncias orgânicas e 
inorgânicas no soro (parte líquida do sangue). 
Gasometria arterial e venosa é um exame invasivo no qual se coleta o sangue arterial, 
podemos obter a pressão arterial de oxigênio (PaCo2) e a pressão de dióxido de carbono 
(PaCO2), estes valores servem para avaliar o equilíbrio ácido-base do plasma sanguíneo 
(SARMENTO, 2003). 
6 ʹ GASOMETRIA 
a)Equilíbrio Ácido-Base 
O Organismo produz diariamente ácidos orgânicos que exige um sistema de 
tamponamento ou eliminação de ácidos, quando há falha nesses mecânismos acontecem os 
distúrbios acido base. Podemos verificar esta alteração realizando a equação e Henderson 
Hasselbach abaixo (WEST J, 2002). 
 
 
 
Tabela 7. Equação de Henderson Hasselbach 
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Quando se tem uma alteração que envolve o bicarbonato, o distúrbio é chamado de 
metabólico podendo ser Acidose ou alcalose metabólica. Porem quando se encontra alteração no 
PaCO2, os distúrbios são de caráter respiratórios. Teremos, no entanto quatro distúrbios 
primários. Acidose metabólica, alcalose metabólica, acidose respiratória e alcaloserespiratória. 
Ambos os distúrbios levam a compensações metabólicas (GAMBAROTO, 2006), (GUIMARÃES 
H, et al 2006). 
- Causas de Alcalose Metabólica: Hipovolemia, vômitos Pós hipercarpnia. 
- Causas de Acidose Respiratória: Asma, Enfisema. 
- Causa de Acidose Metabólica: Diarreia fistula entérica 
- Causas de Alcalose Respiratória: Ansiedade, Histeria (síndrome da hiperventi lação), hipóxia 
(GAMBAROTO G, 2006), (GUIMARÃES H, et al, 2006). 
Acidose Metabólica é causada pela queda primaria do HCO3, levando a queda do PH um 
exemplo pode ser a cetoacidose diabética (GAMBAROTO G, 2006). 
A acidose respiratória é ocasionada pelo aumento do PaCO2 ao qual se reduz a relação 
HCO3 / PaCO2, diminuindo o ph, podemos verificar uma acidose respiratória quando se tem uma 
hipoventilação e a desigualdade de ventilação – perfusão (GUIMARAES H, 2006). 
Alcalose Respiratória é o resultado do aumento do pH arterial, que decorre de um 
hiperventilação aguda com queda da PaCO2. Quando se mantém esta hiperventi lação em alta 
altitude, pode se observar uma alcalose respiratória compensada, com um retorno do pH no 
sentido do normal à medida que o rim excretará o bicarbonato (GAMBAROTO G, 2006). 
Alcalose metabólica sempre ocorre quando há a elevação do bicarbonato plasmático, 
geralmente ocasionado por distúrbios como vômitos prolongados grave, também pode ocorrer em 
pacientes com doença pulmonar de longa duração (GAMBAROTO G, 2006). 
 
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Bom pessoal, as questões ligadas a interpretação de exames complementares em paciente 
critico, com toda certeza passa por questões ligadas a gasometria arterial e ajustes de VM. Então 
eu trouxe questões ligadas a este assunto muitas foram confeccionadas para sua fixação. Bora 
praticar! 
 
 
 
 
QUESTÕES APRESENTADAS COMENTADAS 
Questão 1. Considere hipoteticamente que determinado paciente com histórico de vômitos, perda 
de peso e poliúria apresenta-se alerta, orientado e sem febre. Observam-se os seguintes sinais 
vitais: FC = 130 bpm; FR = 28 Irpm; PA = 112 mmHg x 80 mmHg; saturação de O2 = 98%. 
Gasometria: pH = 7,21; PaCO2 = 20 mmHg; HCO3 = 15 mEq/L. 
Com base no caso clínico apresentado, é correto afirmar que o paciente apresenta acidose 
 a) metabólica pura. 
 b) respiratória não compensada com hipoxemia grave. 
 c) metabólica com compensação respiratória. 
 d) respiratória pura. 
 e) metabólica associada à acidose respiratória com hipoxemia grave. 
Gabarito letra C 
Comentários: 
Observe que após avaliar os valores absolutos, veja que apresenta se com uma acidose 
metabólica e como os valores de PCO2 estão fora da normalidade temos então uma 
compensação. 
 
Questão 2. São consideradas contraindicações para Ventilação Não Invasiva: 
 a) instabilidade hemodinâmica, arritmias cardíacas, edema agudo de pulmão cardiogênico. 
 b) trauma, queimadura ou qualquer lesão de face, pneumotórax não drenado. 
 c) lesão pulmonar aguda, síndrome do desconforto respiratório agudo com hipoxemia grave, 
hipersecretividade. 
 d) distúrbios de deglutição e/ou inabilidade para manter higiene brônquica adequada, asma 
grave. 
 e) confusão mental, encefalopatia grave e apneia obstrutiva do sono. 
Gabarito letra B 
Comentários: 
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Observe que as contra indicações da VNI passam por estes item dispostos: 
Instabilidade hemodinâmica, arritmias, traumas ou lesões de face, apresentam se ainda com 
alterações de hipersecreção pulmonar, obstrução das vias aéreas, cirurgia de esôfago, vômitos, 
rebaixamento do nível de consciência Glasgow < que 10 e além de pneumotórax não drenado. 
 
Questão 3. São considerados critérios para início do desmame da ventilação mecânica, exceto: 
 a) oxigenação adequada com pressão arterial de oxigênio (PaO2) igual a 60 mmHg. 
 b) fração inspirada de oxigênio (F iO2) menor ou igual a 0,4. 
 c) pressão positiva ao final da expiração (PEEP) menor ou igual a 5 -10 mmHg. 
 d) relação PaO2/ F iO2 menor ou igual a 150-300. 
 e) nível de consciência adequado (desperto sem a utilização de sedativos). 
Gabarito letra D 
Comentários: 
Observe que a relação PaO2/ F iO2 estando inferior a valores de 300, traduz um grau de injúria 
pulmonar que inviabilizaria o processo de desmame da VM. Devemos corrigir a causa que levou o 
paciente a Ventilção Mecânica antes. 
Questão 4. São complicações hemodinâmicas da pressão positiva intermitente nas vias aéreas 
superiores: 
 a) A diminuição do pulso e o aumento da pressão arterial. 
 b) A diminuição do retorno venoso e a diminuição do débito cardíaco. 
 c) O aumento do retorno venoso e o aumento do débito cardíaco 
 d) O aumento da pressão de dióxido de carbono e o aumento do pulso. 
 e) NDA. 
Gabarito letra B 
Comentários: 
O aumento da pressão intrapulmonar causado pela PEEP, leva a uma diminuição do retorno 
venoso e como consequência diminuição do debito cardíaco, pois a compressão das veias cavas 
superiores e inferiores causam tais efeitos. 
Questão 5. É também conhecida como máscara de macronebulização. Permite alcançar uma 
FiO² de 21 a 40% com fluxo de 6 a 15 L/min. É indicada principalmente para pacientes com 
trauma facial ou para aqueles que não toleram a máscara facial. 
 a) Colar de traqueostomia; 
 b) Máscara de Venturi; 
 c) Tenda facial; 
 d) Cânulas Nasais. 
Gabarito letra C 
Comentários: 
Observem que temos vários dispositivos disponíveis para realizar a oxigenoterapia. Temos: 
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Colar de traqueostomia; usado geralmente para manter adequada oxigenação de forma úmida 
evitando assim a formação de rolhas, pelo ressecamento da secreção. Podem utilizar para este 
fim O2 de 5 a 15L/min; 
Máscara de Venturi; com oferta de bicos específicos de 24 a 50% determinados por cores e 
ofertas de O2 especificas para que a mistura atinja a FIO2 desejada; 
Tenda facial; por se acoplar a base do pescoço e não entrar em contato com a face o paciente e 
um recurso de oxigenoterapia por nevoa muito utilizado; 
Cânulas Nasais. Ou cateteres nasais são de oferta de baixos fluxos de 1 a 5L/min. 
Questão 6. Tipo de venti lação irregular com amplitudes altas de curta duração e períodos de 
apneia subsequente que costuma indicar mau diagnóstico ao paciente: 
 a) gasping 
 b) Kussmaul 
 c) apnêustica 
 d) Cheyne-Stokes 
Gabarito letra A 
 
Comentários: 
Observe que geralmente o padrão patológico respiratório, nos traduz a gravidade do quadro 
clinico do paciente. O gasping descrito acima é um também conhecido com peixe fora d`agua ou 
sede de ar. 
Kussmaul, onde existe uma amplitude e frequência respiratória profunda que se torna visível, 
característica do paciente com acidose metabólicaem casos de cetoacidose diabética. 
Apnêustica, ritmo onde há uma fase inspiratória prolongada seguida por apnéia, q ue pode ser 
seguida por uma salva inspiratória; este padrão ocorre nas lesões pontinas. 
Cheyne-Stokes. caracteriza-se por ciclos de hiperventilação e hipoventilação (até apnéia); tal 
padrão é observado nas lesões hemisféricas bilaterais, principalmente decorrentes de hipoxia. 
 
Questão 7. Paciente DPOC, 72 anos, em VMI – PCV, Pinsp: 24 cmH2O, PEEP: 5 cmH2O, FR: 12 
rpm, Tinsp: 1,2 seg, FiO2 : 50%. Após chegada da gasometria, o fisioterapeuta promoveu uma 
hiperventilação para eliminação de CO2 , aumentando a FR para 18 rpm. Assinale a alternativa 
que indica a relação I:E antes e após o ajuste da FR, respectivamente. 
 a) 1: 3,1 e 1:1,7. 
 b) 1:2 e 1:1. 
 c) 1:3 e 1:4. 
 d) 1:4 e 1:2. 
 e) 1:1 e 0,5:1. 
Gabarito letra A 
Comentários: 
Observe que esta questão poderia pegar muita gente que não tem bem definido em suas mentes 
de o quê é a relação I:E. Vamos lá. Aqui você precisa fazer assim: 
1 minuto equivale a 60segndos. 
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Dividindo 60/12 temos: 5 segundos para uma completa respiração ins e exp. Então observe que 
se eu já conheço a FR e o Tinsp logo teremos a resposta baseada em um cálculo simples. 
Desconta se o Tinsp e o que sobra e tempo Texp. Então 5 – 1,2seg e igual a 3.8. 
 
 
 
Logo a questão que mais se aproxima do correto é a letra A. Na FR de 12 irpm a relação era de 
1:3,1, quando o Fisioterapeuta ajustou a frequência para 18irpm ela caiu para 1:1,7. 
Pois 60/18 temos 3.3. este valor menos o tempo ins temos 1:2.1 entao por aproximação a 
resposta mais correta deverá ser letra A, não se esqueçam que o paciente possivelmente tenha 
drive respiratório os arredondamentos devem ser sempre para menos, nunca pra mais. 
Questão 8. Em uma análise gasométrica, é correto afirmar que 
 a) quando o pH está abaixo de 7,35, haverá baixa concentração de íons de H. 
 b) quando se aumenta a PCO2 no sangue arterial, haverá uma alcalose respiratória. 
 c) PO2 de 81 mmHg pode ser classificado como uma hipoxemia leve. 
 d) uma acidose metabólica parcialmente compensada a PCO2 estará dentro da normalidade. 
 e) em uma alcalose mista, a PCO2 estará diminuída e o HCO3 aumentado, em relação aos 
valores de referência. 
Gabarito letra E 
Comentários: 
Revisem os conceitos, se o PH esta ácido menor que 7,35 logo temos um aumento dos ions H 
pois isto causará uma acidose. O aumento da PCO2 no sangue causará uma acidose respiratória 
pois ele tem uma função de ácido. A PO2 normal varia de 80 a 100. Logo uma hipoxemia leve 
deve conter de 70 a 80mmHg. Em uma acidose metabólica parcialmente compensada devemos 
ter um desvio da PCO2 no sentido de correção ou seja tendendo a valores inferiores a 
normalidade. Ou seja PCO2<35mmHg. 
Questão 9. São benefícios da ventilação não invasiva, EXCETO 
 a) aumento da capacidade residual funcional. 
 b) diminuição do shunt intrapulmonar. 
 c) melhora da complacência pulmonar. 
 d) aumento da aerofagia. 
 e) melhora da relação PaO2/FiO2. 
Gabarito letra D 
Comentários: 
Aumento da aerofagia não se encontra como um benefício. Ele está mais para uma complicação 
decorrente do uso. Aerofagia um ingesta de ar não e um benefício mais sim uma complicação que 
pode a vir ocorrer. Para resolução do problema oriente o paciente a se manter de boca fechada 
durante a VNI. Caso não resolva, solicite a passagem de uma sonda nasogástrica para retirada 
do ar aprisionado no estomago. 
 
 
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Questão 10. A umidificação dos gases inalados, fornecidos pela ventilação pulmonar mecânica, é 
fundamental para a preservação da fisiologia das vias aéreas. Quais são as principais 
consequências da inalação de ar seco e frio nas vias aéreas? 
 a) Hipotermia e preservação das vias aéreas. 
 b) Hipertermia e ressecamento das vias aéreas. 
 c) Excesso de fornecimento de água. 
 d) Dificuldades no transporte extra-hospitalar do recém-nascido. 
 e) Discinesia ciliar e edema da mucosa das vias aéreas. 
Gabarito letra E 
Comentários: 
Observe que o desta maneira poderá ocorrer a agressão da mucosa das vias aéreas, o que nos 
leva a esperar uma discinesia ou hipofunção dos movimentos ciliares além de que toda agressão 
leva a um edema. Mas ai você me diz pode causar um ressecamento das vias aéreas, mas o 
hipertermia no item bem torna a questão errada. Pois não será capaz de causar febre ( 
hipertermia). 
Questão 11. A respiração por pressão positiva intermitente (RPPI) tem como contraindicação 
 a) atelectasia. 
 b) fibrose pulmonar. 
 c) hemoptise grave. 
 d) cifoescoliose. 
 e) pós-operatório. 
Gabarito letra C 
Comentários: 
Observe que o sangramento nasal grave e uma contra indicação de RPPI todas a demais são 
indicações de RPPI como forma de melhorar as trocas e a oxigenação. 
 
Questão 12. Em relação ao padrão respiratório, assinale a alternativa INCORRETA. 
 a) Apneia é a parada temporária da respiração. 
 b) Bradipneia é quando a respiração é lenta. 
 c) Eupneia é o termo usado para descrever um ciclo respiratório normal. 
 d) A taquipneia se caracteriza pelo padrão respiratório rápido e superficial. 
 e) Dispneia é o aumento da capacidade pulmonar respiratória. 
Gabarito letra E 
Comentários: 
Observação os demais casos de desconforto respiratórios são descritos como dispneia, 
conhecido como falta de ar, por sensação referida. Portanto existe uma diminuição da capacidade 
pulmonar respiratória. 
Questão 13. Marque a alternativa INCORRETA com relação aos efeitos pulmonares da Pressão 
Positiva Expiratória Final: 
 a) Aumento da CRF; recrutamento de alvéolos não ventilados. 
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b) Melhora a complacência pulmonar. 
 c) Aumento do shunt intrapulmonar. 
 d) Aumento da PaO2. 
Gabarito letra C 
Comentários: 
A PEEP é responsável por diminuir as áreas de shunt ou seja venti lar, abrir unidades alveolares, 
mantê-las estáveis e assim efetivar a troca gasosa. 
Questão 14. Assinale a alternativa correta. Paciente do sexo masculino, de 30 anos, internado 
na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no 2º PO (pós-operatório) de cirurgia abdominal em 
choque hipovolêmico, apresenta gasometria arterial: PH=7,25; PaCO2 =25mmHg; HCO3- =10,7 
mEq/L. O distúrbio primário é: 
 a) acidose metabólica 
 b) alcalose metabólica 
 c) acidose respiratória 
 d) alcalose respiratória 
 e) alcalose respiratória compensada 
Gabarito letra A 
Comentários: 
 Observem que o PH está indicando uma acidose, qual componente foi capaz de gerar tal 
distúrbio? HCO3 de 10,7 ou PCO2 de 25? Se você respondeu HCO3 acertou. O distúrbio primário 
causou a alteração do PH por queda das bases, ou seja queda do ions bicarbonato HCO3 -. Logo 
temos uma acidose metabólica e o PCO2 está sendo lavado, diminuído com intuito de compensar 
o PH mas ainda não foi possível. 
 
Questão 15. Assinale a alternativa correta. Paciente de 20 anos do sexo feminino, internada na 
Unidade de Terapia Intensiva (UTI), comatosa, com diagnóstico prévio de diabete e desidratação, 
apresenta gasometria arterial: PH=7,14; PaCO2 =21mmHhg; HCO3-=7mEq/L; PaO2 =98mmHg 
em ar ambiente. A resposta compensatóriado organismo normal é: 
 a) alcalose metabólica pura 
 b) acidose respiratória pura 
 c) alcalose respiratória pura 
 d) acidose metabólica pura 
 e) alcalose mista 
Gabarito letra D 
Comentários: 
Observe que o enunciado quer saber qual é a resposta frente ao quadro prévio da diabete e 
desnutrição. Então temos como resposta a letra D avaliando os dados da gasometria arterial. 
Questão 16. Assinale a alternativa incorreta. O nível de PaO2 diminuído pode ser resultado de: 
 a) baixa PO2 ambiente 
 b) hipoventilação 
 c) difusão prejudicada 
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 d) shunts anatômicos ou fisiológicos da direita para a esquerda 
 e) espaço morto diminuído 
Gabarito letra E 
Comentários: 
Segue o raciocínio, espaço morto é caracteri zado por áreas ventiladas e não perfundidas. Então, 
ele estando aumentado é que causara a hipoxemia. Não a sua diminuição. 
Questão 17. Assinale a alternativa incorreta. Considere os critérios para habilitar o desmame da 
ventilação mecânica. 
 a) paciente capaz de iniciar esforços inspiratórios 
 b) causa da falência respiratória resolvida ou controlada 
 c) PaO2 ≤ ou igual a 60 mmHg; FiO2 ≥ ou igual a 0,4; PEEP=5cm H2 O 
 d) equilíbrio ácido básico e eletrolítico normais 
 e) paciente hemodinamicamente estável 
Gabarito letra C 
Comentários: 
Observe que para evolução do desmame ventilatório é necessário uma FIO2 menor ou igual a 
0,4. Com uma PaO2 maior ou igual a 60mmHg e PEEP de 5cm H2O. 
Questão 18. O reconhecimento e o tratamento fisioterapêutico da exacerbação aguda da Doença 
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) devem ser realizados o mais breve possível. Nesse sentido, 
considere o seguinte caso clínico. LFM, 70 anos de idade, com DPOC de longa duração, é 
internado no hospital, e o exame físico revela diminuição bilateral dos ruídos respiratórios, sem a 
presença de sibilos. A gasometria arterial rea lizada em ar ambiente apresenta: 
PaO2 = 48 mmHg 
PCO2 = 67 mmHg 
pH = 7,30 
HCO3 = 30 mEq/L 
Qual distúrbio gasométrico o paciente apresenta e qual o tratamento fisioterapêutico adequado? 
 a) Acidose respiratória e inspirometria de incentivo. 
 b) Alcalose metabólica e inspirometria de incentivo. 
 c) Acidose respiratória e ventilação com pressão positiva não invasiva. 
 d) Acidose metabólica e venti lação com pressão positiva não invasiva. 
 e) Alcalose respiratória e indicação de oxigenioterapia. 
Gabarito letra C 
Comentários: 
Observe que o uso da VNI ventilação não invasiva tem com objetivo de aumentar a ventilação 
diminuir o trabalho respiratório e assim melhorar a acidose respiratória. Observe que a acidose 
respiratória está presente na gasometria listada acima, pois o PCO2 encontra se em 48 mmhg 
além de pH de 7,30. 
 
Questão 19. O oxímetro verifica a capacidade de saturação de O2 por meio do princípio da: 
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 a) espectrofotometria 
 b) ventilometria 
 c) espirometria 
 d) fluxometria 
Gabarito letra A 
Comentários: 
São emitidos feixes de luzes que mede as intensidades das radiações emitidas ou absorvidas 
pelos sistemas em análise no caso aqui a quantidade de hemoglobinas saturadas. Ventilometria e 
a medida do volume corrente através do ventilômetro, espirometria mede o pico de fluxo 
expiratório sendo decisivo o cálculo da obstrução das vias aéreas. Fluxometria no caso pode ser 
uma medida como por exemplo pico de fluxo expiratório. 
GABARITO 
 
 
1-C 
2-B 
3-D 
4-B 
5-C 
6-A 
7-A 
8-E 
9-D 
10-E 
11-C 
12-E 
13-C 
14-A 
15-D 
16-E 
17-C 
18-C 
19-A 
 
 
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QUESTÕES APRESENTADAS 
Questão 1. Considere hipoteticamente que determinado paciente com histórico de vômitos, perda 
de peso e poliúria apresenta-se alerta, orientado e sem febre. Observam-se os seguintes sinais 
vitais: FC = 130 bpm; FR = 28 Irpm; PA = 112 mmHg x 80 mmHg; saturação de O2 = 98%. 
Gasometria: pH = 7,21; PaCO2 = 20 mmHg; HCO3 = 15 mEq/L. 
Com base no caso clínico apresentado, é correto afirmar que o paciente apresenta acidose 
 a) metabólica pura. 
 b) respiratória não compensada com hipoxemia grave. 
 c) metabólica com compensação respiratória. 
 d) respiratória pura. 
 e) metabólica associada à acidose respiratória com hipoxemia grave. 
 
Questão 2. São consideradas contraindicações para Ventilação Não Invasiva: 
 a) instabilidade hemodinâmica, arritmias cardíacas, edema agudo de pulmão cardiogênico. 
 b) trauma, queimadura ou qualquer lesão de face, pneumotórax não drenado. 
 c) lesão pulmonar aguda, síndrome do desconforto respiratório agudo com hipoxemia grave, 
hipersecretividade. 
 d) distúrbios de deglutição e/ou inabilidade para manter higiene brônquica adequada, asma 
grave. 
 e) confusão mental, encefalopatia grave e apneia obstrutiva do sono. 
Questão 3. São considerados critérios para início do desmame da ventilação mecânica, exceto: 
 a) oxigenação adequada com pressão arterial de oxigênio (PaO2) igual a 60 mmHg. 
 b) fração inspirada de oxigênio (F iO2) menor ou igual a 0,4. 
 c) pressão positiva ao final da expiração (PEEP) menor ou igual a 5 -10 mmHg. 
 d) relação PaO2/ F iO2 menor ou igual a 150-300. 
 e) nível de consciência adequado (desperto sem a utilização de sedativos). 
Questão 4. São complicações hemodinâmicas da pressão positiva intermitente nas vias aéreas 
superiores: 
 a) A diminuição do pulso e o aumento da pressão arterial. 
 b) A diminuição do retorno venoso e a diminuição do débito cardíaco. 
 c) O aumento do retorno venoso e o aumento do débito cardíaco 
 d) O aumento da pressão de dióxido de carbono e o aumento do pulso. 
 e) NDA. 
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Questão 5. É também conhecida como máscara de macronebulização. Permite alcançar uma 
FiO² de 21 a 40% com fluxo de 6 a 15 L/min. É indicada principalmente para pacientes com 
trauma facial ou para aqueles que não toleram a máscara facial. 
 a) Colar de traqueostomia; 
 b) Máscara de Venturi; 
 c) Tenda facial; 
 d) Cânulas Nasais. 
Questão 6. Tipo de venti lação irregular com amplitudes altas de curta duração e períodos de 
apneia subsequente que costuma indicar mau diagnóstico ao paciente: 
 a) gasping 
 b) Kussmaul 
 c) apnêustica 
 d) Cheyne-Stokes 
 
Questão 7. Paciente DPOC, 72 anos, em VMI – PCV, Pinsp: 24 cmH2O, PEEP: 5 cmH2O, FR: 12 
rpm, Tinsp: 1,2 seg, FiO2 : 50%. Após chegada da gasometria, o fisioterapeuta promoveu uma 
hiperventilação para eliminação de CO2 , aumentando a FR para 18 rpm. Assinale a alternativa 
que indica a relação I:E antes e após o ajuste da FR, respectivamente. 
 a) 1: 3,1 e 1:1,7. 
 b) 1:2 e 1:1. 
 c) 1:3 e 1:4. 
 d) 1:4 e 1:2. 
 e) 1:1 e 0,5:1. 
Questão 8. Em uma análise gasométrica, é correto afirmar que 
 a) quando o pH está abaixo de 7,35, haverá baixa concentração de íons de H. 
 b) quando se aumenta a PCO2 no sangue arterial, haverá uma alcalose respiratória. 
 c) PO2 de 81 mmHgpode ser classificado como uma hipoxemia leve. 
 d) uma acidose metabólica parcialmente compensada a PCO2 estará dentro da normalidade. 
 e) em uma alcalose mista, a PCO2 estará diminuída e o HCO3 aumentado, em relação aos 
valores de referência. 
Questão 9. São benefícios da ventilação não invasiva, EXCETO 
 a) aumento da capacidade residual funcional. 
 b) diminuição do shunt intrapulmonar. 
 c) melhora da complacência pulmonar. 
 d) aumento da aerofagia. 
 e) melhora da relação PaO2/FiO2. 
 
 
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Questão 10. A umidificação dos gases inalados, fornecidos pela ventilação pulmonar mecânica, é 
fundamental para a preservação da fisiologia das vias aéreas. Quais são as principais 
consequências da inalação de ar seco e frio nas vias aéreas? 
 a) Hipotermia e preservação das vias aéreas. 
 b) Hipertermia e ressecamento das vias aéreas. 
 c) Excesso de fornecimento de água. 
 d) Dificuldades no transporte extra-hospitalar do recém-nascido. 
 e) Discinesia ciliar e edema da mucosa das vias aéreas. 
Questão 11. A respiração por pressão positiva intermitente (RPPI) tem como contraindicação 
 a) atelectasia. 
 b) fibrose pulmonar. 
 c) hemoptise grave. 
 d) cifoescoliose. 
 e) pós-operatório. 
Questão 12. Em relação ao padrão respiratório, assinale a alternativa INCORRETA. 
 a) Apneia é a parada temporária da respiração. 
 b) Bradipneia é quando a respiração é lenta. 
 c) Eupneia é o termo usado para descrever um ciclo respiratório normal. 
 d) A taquipneia se caracteriza pelo padrão respiratório rápido e superficial. 
 e) Dispneia é o aumento da capacidade pulmonar respiratória. 
Questão 13. Marque a alternativa INCORRETA com relação aos efeitos pulmonares da Pressão 
Positiva Expiratória Final: 
 a) Aumento da CRF; recrutamento de alvéolos não ventilados. 
b) Melhora a complacência pulmonar. 
 c) Aumento do shunt intrapulmonar. 
 d) Aumento da PaO2. 
Questão 14. Assinale a alternativa correta. Paciente do sexo masculino, de 30 anos, internado 
na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no 2º PO (pós-operatório) de cirurgia abdominal em 
choque hipovolêmico, apresenta gasometria arterial: PH=7,25; PaCO2 =25mmHg; HCO3- =10,7 
mEq/L. O distúrbio primário é: 
 a) acidose metabólica 
 b) alcalose metabólica 
 c) acidose respiratória 
 d) alcalose respiratória 
 e) alcalose respiratória compensada 
 
Questão 15. Assinale a alternativa correta. Paciente de 20 anos do sexo feminino, internada na 
Unidade de Terapia Intensiva (UTI), comatosa, com diagnóstico prévio de diabete e desidratação, 
apresenta gasometria arterial: PH=7,14; PaCO2 =21mmHhg; HCO3-=7mEq/L; PaO2 =98mmHg 
em ar ambiente. A resposta compensatória do organismo normal é: 
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 a) alcalose metabólica pura 
 b) acidose respiratória pura 
 c) alcalose respiratória pura 
 d) acidose metabólica pura 
 e) alcalose mista 
Questão 16. Assinale a alternativa incorreta. O nível de PaO2 diminuído pode ser resultado de: 
 a) baixa PO2 ambiente 
 b) hipoventilação 
 c) difusão prejudicada 
 d) shunts anatômicos ou fisiológicos da direita para a esquerda 
 e) espaço morto diminuído 
Questão 17. Assinale a alternativa incorreta. Considere os critérios para habilitar o desmame da 
ventilação mecânica. 
 a) paciente capaz de iniciar esforços inspiratórios 
 b) causa da falência respiratória resolvida ou controlada 
 c) PaO2 ≤ ou igual a 60 mmHg; FiO2 ≥ ou igual a 0,4; PEEP=5cm H2 O 
 d) equilíbrio ácido básico e eletrolítico normais 
 e) paciente hemodinamicamente estável 
Questão 18. O reconhecimento e o tratamento fisioterapêutico da exacerbação aguda da Doença 
Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) devem ser realizados o mais breve possível. Nesse sentido, 
considere o seguinte caso clínico. LFM, 70 anos de idade, com DPOC de longa duração, é 
internado no hospital, e o exame físico revela diminuição bilateral dos ruídos respiratórios, sem a 
presença de sibilos. A gasometria arterial rea lizada em ar ambiente apresenta: 
PaO2 = 48 mmHg 
PCO2 = 67 mmHg 
pH = 7,30 
HCO3 = 30 mEq/L 
Qual distúrbio gasométrico o paciente apresenta e qual o tratamento fisioterapêutico adequado? 
 a) Acidose respiratória e inspirometria de incentivo. 
 b) Alcalose metabólica e inspirometria de incentivo. 
 c) Acidose respiratória e ventilação com pressão positiva não invasiva. 
 d) Acidose metabólica e venti lação com pressão positiva não invasiva. 
 e) Alcalose respiratória e indicação de oxigenioterapia. 
 
Questão 19. O oxímetro verifica a capacidade de saturação de O2 por meio do princípio da: 
 a) espectrofotometria 
 b) ventilometria 
 c) espirometria 
 d) fluxometria 
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