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Prévia do material em texto

Brasília-DF. 
Fitoterapia aplicada à estética
Elaboração
Juliana Lopez de Oliveira
Produção
Equipe Técnica de Avaliação, Revisão Linguística e Editoração
Sumário
APRESENTAÇÃO ................................................................................................................................. 4
ORGANIZAÇÃO DO CADERNODE ESTUDOS E PESQUISA ..................................................................... 5
UNIDADE I
INTRODUÇÃO À ESTÉTICA ...................................................................................................................... 9
CAPÍTULO 1
HISTORICIDADE DOS PADRÕES DE BELEZA ................................................................................ 9
CAPÍTULO 2
SISTEMA TEGUMENTAR ............................................................................................................ 13
UNIDADE II
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA ....................................................................................................... 21
CAPÍTULO 1
ENVELHECIMENTO CUTÂNEO .................................................................................................. 21
CAPÍTULO 2
DISCROMIAS .......................................................................................................................... 44
CAPÍTULO 3
ACNE VULGARIS ..................................................................................................................... 54
CAPÍTULO 4
CABELOS ............................................................................................................................... 60
CAPÍTULO 5
HIDROLIPODISTROFIA GINOIDE ............................................................................................... 69
CAPÍTULO 6
FITOTERAPIA EM FLACIDEZ CUTÂNEA ..................................................................................... 100
UNIDADE III
FITOCOSMÉTICOS ............................................................................................................................. 104
CAPÍTULO 1
FITODERMOCOSMÉTICOS ................................................................................................... 104
PARA (NÃO) FINALIZAR .................................................................................................................. 115
REFERÊNCIAS ............................................................................................................................... 116
4
Apresentação
Caro aluno
A proposta editorial deste Caderno de Estudos e Pesquisa reúne elementos que se 
entendem necessários para o desenvolvimento do estudo com segurança e qualidade. 
Caracteriza-se pela atualidade, dinâmica e pertinência de seu conteúdo, bem como pela 
interatividade e modernidade de sua estrutura formal, adequadas à metodologia da 
Educação a Distância – EaD.
Pretende-se, com este material, levá-lo à reflexão e à compreensão da pluralidade 
dos conhecimentos a serem oferecidos, possibilitando-lhe ampliar conceitos 
específicos da área e atuar de forma competente e conscienciosa, como convém ao 
profissional que busca a formação continuada para vencer os desafios que a evolução 
científico-tecnológica impõe ao mundo contemporâneo.
Elaborou-se a presente publicação com a intenção de torná-la subsídio valioso, de modo 
a facilitar sua caminhada na trajetória a ser percorrida tanto na vida pessoal quanto na 
profissional. Utilize-a como instrumento para seu sucesso na carreira.
Conselho Editorial
5
Organização do Caderno 
de Estudos e Pesquisa
Para facilitar seu estudo, os conteúdos são organizados em unidades, subdivididas em 
capítulos, de forma didática, objetiva e coerente. Eles serão abordados por meio de textos 
básicos, com questões para reflexão, entre outros recursos editoriais que visam a tornar 
sua leitura mais agradável. Ao final, serão indicadas, também, fontes de consulta, para 
aprofundar os estudos com leituras e pesquisas complementares.
A seguir, uma breve descrição dos ícones utilizados na organização dos Cadernos de 
Estudos e Pesquisa.
Provocação
Textos que buscam instigar o aluno a refletir sobre determinado assunto antes 
mesmo de iniciar sua leitura ou após algum trecho pertinente para o autor 
conteudista.
Para refletir
Questões inseridas no decorrer do estudo a fim de que o aluno faça uma pausa e reflita 
sobre o conteúdo estudado ou temas que o ajudem em seu raciocínio. É importante 
que ele verifique seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. As 
reflexões são o ponto de partida para a construção de suas conclusões.
Sugestão de estudo complementar
Sugestões de leituras adicionais, filmes e sites para aprofundamento do estudo, 
discussões em fóruns ou encontros presenciais quando for o caso.
Praticando
Sugestão de atividades, no decorrer das leituras, com o objetivo didático de fortalecer 
o processo de aprendizagem do aluno.
6
Atenção
Chamadas para alertar detalhes/tópicos importantes que contribuam para a 
síntese/conclusão do assunto abordado.
Saiba mais
Informações complementares para elucidar a construção das sínteses/conclusões 
sobre o assunto abordado.
Sintetizando
Trecho que busca resumir informações relevantes do conteúdo, facilitando o 
entendimento pelo aluno sobre trechos mais complexos.
Para (não) finalizar
Texto integrador, ao final do módulo, que motiva o aluno a continuar a aprendizagem 
ou estimula ponderações complementares sobre o módulo estudado.
7
Introdução
O mercado da estética é emergente e a demanda por profissionais especializados para 
atuar nesse cenário também é crescente. Para alcançar um “ideal de beleza”, pessoas 
procuram diferentes métodos para alcançar suas metas por meio de dietas, exercícios 
físicos e cirurgias plásticas. Trabalhar com mecanismos que podem interferir na 
autoestima e na satisfação da imagem corporal é um fenômeno complexo. 
A busca por orientação nutricional, suplementação e fitoterapia para fins esportivos 
e estéticos têm crescido de forma exponencial. Esse é um campo novo no cenário da 
saúde.
O presente caderno de estudos foi desenvolvido com o objetivo de enriquecer seus 
conhecimentos relativos à ação dos fitoquímicos e fitoterápicos no tratamento de 
desordens estéticas e melhora do desempenho físico. Cada capítulo representa um 
convite à reflexão de diferentes aspectos relacionados à fitoterapia, sendo de fundamental 
importância lembrar que a busca e aprimoramento de conhecimento não termina ao 
final da leitura destas páginas. Ao contrario, nosso objetivo é orientá-lo de uma forma 
abrangente e despertar o espírito crítico associado ao interesse pelo aprofundamento 
dos conhecimentos relativos às questões aqui apresentadas.
Objetivos
 » Apresentar os principais conceitos relativos à fitoterapia no tratamento 
de desordens estéticas.
 » Abordar os principais aspectos fisiopatológicos relacionados a cada 
desordem estética.
 » Analisar os mecanismos por meio dos quais os fitoquímicos atuam no 
tratamento da desordem estética. 
9
UNIDADE IINTRODUÇÃO À 
ESTÉTICA
CAPÍTULO 1
Historicidade dos padrões de beleza
O costume de ornamentar o corpo existe desde os tempos mais primórdios e os conceitos 
de beleza se modificaram no decorrer da história. 
Cada cultura “modela” ou “fabrica” à sua maneira um corpo humano. Cada 
sociedade imprime, no corpo físico, determinadas transformações, mediante as 
quais o cultural se inscreve e grava sobre o biológico; arranhando, perfurando, 
queimando a pele. Inscrevem verdadeiras obras artísticas ou indicadores rituais 
de posição social: mutilação do pavilhão auricular, corte ou distensão do lóbulo, 
perfuração do septo, dos lábios, da face, alongamento do pescoço, apontamento 
ou extração de dentes, atrofiamento dos membros, musculação, obesidade ou 
magreza, bronzeamento, cortes de cabelo, penteados, pinturas, tatuagens, entre 
outras práticas que tentam ser explicadas por razões sociais, de ordem ritual ou 
estética [...]. 
Fonte: Castellan,C. Moda e Estética. In: PUJOL, AP. Nutrição aplicada à Estética, 2011.
A influência da moda nos padrões de beleza
O que é beleza? Muito é questionado sobre o que é beleza, pois os conceitos de beleza se 
modificaram no decorrer da história. 
Na Grécia antiga, o corpo era visto como elemento de glorificação e de interesse do 
Estado, além de valorizado por sua capacidade atlética, sua saúde e sua fertilidade. 
Porém, a partir da Idade Média toda e qualquer preocupação com o corpo era proibida, 
e cobrir o corpo era obrigação religiosa, de fé e de temor. Tal pensamento só é alterado 
durante o Período Renascentista. 
10
UNIDADE I │ INTRODUÇÃO À ESTÉTICA
Siebert (1995) e Rosário (2004) relatam que no Período Renascentista o trabalho 
artesão e a realização terrena passam a ser valorizados, em conjunto com o pensamento 
científico e o estudo do corpo. Nesse período a redescoberta do corpo, principalmente 
no que diz respeito às artes, com o corpo nu aparecendo como destaque por escultores 
e pintores, como Michelangelo, Da Vinci, entre outros. 
No Renascimento se fez o uso de maquiagem e tinturas de cores mais claras no cabelo, 
como na Itália, quando as mulheres ficavam ao sol para clarear algumas mechas. 
Posteriormente a esse período, as mulheres eram exuberantes e mais gordinhas (como 
as representadas pelo pintor Rubens).
A inovação nos trajes femininos vem de meados do século XVI, quando os decotes 
começam a ser explorados. É o princípio da sedução, as mulheres da corte querem ser 
atraentes, têm o compromisso elisabetano de deixar o colo exposto.
No século XVIII, a beleza estava nos exageros da vida na corte, o ideal feminino era 
representado pela rainha Maria Antonieta. Durante o século XIX e nas primeiras 
décadas do século XX, as mulheres sofriam com apertados espartilhos para ficar com a 
cintura excessivamente fina. 
Com o cataclismo da Segunda Guerra Mundial, a moda sofre transformações e as 
silhuetas são obrigadas a ficar escondidas sob trajes de aspecto militar. No pós-guerra, 
em 1947, surge o “new look” do grande estilista francês Christian Dior (1905-1957), 
que enfatizava as formas com cinturas finas e bem marcadas, exigindo que as mulheres 
partissem para regimes e cuidados até então esquecidos no período da guerra. Cintas 
recomeçam a ser vendidas para evidenciar a cintura e seios exuberantes. Na década de 
1920 e 1930 quem estipulava os ideais de beleza eram as artistas de Hollywood como 
Marlene Dietrich, por exemplo.
Atualmente, os desfiles de moda e as celebridades do cinema e da televisão ditam o que 
deve ser considerado belo e ideal. Por esse motivo, os distúrbios alimentares (como 
a anorexia e a bulimia) são mais propensos a surgirem do que nas outras épocas da 
história na qual esses conceitos estéticos não eram muito rígidos.
É importante ressaltar que para ser belo é preciso que exista um equilíbrio entre a 
saúde e beleza, pois é indiscutível que a saúde do organismo reflete na pele, nos cabelos, 
nas unhas etc. 
11
INTRODUÇÃO À ESTÉTICA │ UNIDADE I
A influência da mídia nos padrões de beleza
O conflito entre o corpo real e o ideal, imposto e estimulado de forma exponencial pela 
mídia, muitas vezes leva as mulheres a uma busca por dietas radicais e cirurgias plásticas 
prejudiciais à saúde física e mental. Observa-se a multiplicação de casos de distorção da 
imagem corporal, que resultam em distúrbios alimentares, como a anorexia e bulimia. 
Segundo Fernandes (2005, p.13), 
[...] o corpo está em alta! Alta cotação, alta produção, alto investimento...
alta frustração. Alvo do ideal de completude e perfeição, veiculado na 
pós-modernidade, o corpo parece servir de forma privilegiada, por 
intermédio da valorização da magreza, da boa forma e da saúde perfeita, 
como estandarte de uma época marcada pela linearidade anestesiada 
dos ideais [...]
A visão errônea da imagem corporal reflete a percepção do próprio corpo como maior 
ou mais pesado que ele é na verdade, sobretudo após a comparação com modelos de 
beleza impostos pela mídia. Nesse sentido, a imagem corporal é uma percepção que 
integra os níveis físico, emocional e mental. 
Segundo Cury (2005), não estar bonita pode levar à perda da autoestima e à insegurança. 
Para Castilho (2001), as mulheres são mais propensas a ter uma imagem corporal 
negativa que os homens, já que, em geral, são mais estimuladas pela sociedade a avaliar 
seu valor pessoal como dependente de uma atração física.
De uma forma geral, os meios de comunicação são tendenciosos na sua grande maioria, 
não divulgam as notícias com imparcialidade e geralmente se colocam a serviço da 
classe dominante e do capital. Campos (2007) diz:
Ao mesmo tempo em que publicam uma notícia sobre o corpo visando 
à saúde e ao bem-estar, publicam inúmeras promovendo a doença, 
seja física ou psíquica. Promovem a doença física, com incentivo ao 
fumo, ao álcool, a práticas e intervenções cirúrgicas visando à estética 
e provavelmente servindo a grandes empresas que vendem produtos, 
medicamentos, próteses, entre outros. O ser humano procura adquirir 
tudo o que as propagandas colocam como objetos de satisfação pessoal, 
os corpos se transformam em busca de satisfação que na grande maioria 
das vezes deve gerar angustia, pois as propagandas estão servindo aos 
interesses do sistema capitalista daquele momento [...]
A mulher é mais influenciada pela mídia, pois culturalmente a mensagem transmitida 
para a maioria das mulheres é a de que tanto seus corpos como elas mesmas só terão 
12
UNIDADE I │ INTRODUÇÃO À ESTÉTICA
aprovação e aceitação se forem atraentes e em perfeitas condições de saúde, para assim 
conquistarem um posto de poder e status. 
O resultado disso é o crescente número de adolescentes insatisfeitas com o próprio 
corpo, quando na verdade estão com peso aceito não só pela sociedade, mas dentro 
da normalidade pelo índice de massa corporal (IMC) preconizado pela Organização 
Mundial da Saúde (OMS). 
Assim, os indivíduos fazem quase tudo para manter o corpo dentro dos modelos 
construídos e dominantes, abrindo espaço para uma indústria do corpo; a matéria 
física precisa entrar, então, em uma linha de produção que inclui ginástica, 
musculação, regimes alimentares, tratamentos estéticos, tratamentos de saúde, 
consumo da moda e de bens. As indústrias da beleza, da saúde e do status 
têm no corpo seu maior consumidor, e então à espera de homens e mulheres, 
academias, estéticas, salões de beleza, spas, clínicas médicas, hospitais, estilistas, 
costureiros, butiques, entre outros. O corpo está a serviço, portanto, da produção 
que o domina, utilizando-se da ilusão de fazê-lo belo, saudável e forte.
Fonte: Castellan, C. Moda e Estética. In: PUJOL, AP. Nutrição aplicada à Estética, 2011.
13
CAPÍTULO 2
Sistema tegumentar
A pele e seus órgãos acessórios, como pelos, unhas, glândulas e receptores 
especializados, constituem o sistema tegumentar. A pele é um dos maiores órgãos 
em área de superfície e peso. É composta pela epiderme, de epitélio estratificado 
pavimentoso queratinizado; e pela derme, de tecido conjuntivo. Subjacente, unindo-a 
aos órgãos, há a hipoderme (ou fáscia subcutânea), de tecido conjuntivo frouxo e 
adiposo. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2013)
Em mamíferos, esse competente é a barreira que protege contra a exposição a estímulos 
nocivos no meio ambiente e na circulação sistémica. Essas exposições podem ocorrer 
por meio do contato direto com produtos químicos nocivos; ambientalmente por meio 
da exposição a poluentes atmosféricos, terapeuticamente por meio da administração de 
cremes tópicos, ou por meio de um número de exposições sistêmicas. (JUNQUEIRA; 
CARNEIRO, 2013)
Funções da pele
 » regulação da temperatura corporal;
 » proteção;
 » sensação;
 » excreção;
 » imunidade;
 » síntese de vitamina D3.
Camadas da pele
Estruturalmente a pele consiste de três partes principais:
1. Epiderme.
2. Derme.
3. Hipoderme.
14
UNIDADE I │ INTRODUÇÃO À ESTÉTICA
Figura 1. Camadasda pele. 
Fonte: Adaptado de Schrader et al., 2012.
Epiderme
A epiderme é composta de epitélio escamoso estratificado queratinizado e contém 
quatro tipos de células: queratinócitos, melanócitos, células de langerhans e merkel. 
O queratinócito (kerato = córneo) é uma célula que sofre queratinização. No processo 
de queratinização, as células formadas nas camadas basais são empurradas para a 
superfície, acumulando queratina e, ao mesmo tempo, o citoplasma, núcleo e outras 
organelas desaparecem e as células morrem. As células queratinizadas descamam e são 
substituídas pelas células subjacentes que, por sua vez, se tornam queratinizadas. Esse 
processo dura de 2 a 4 semanas. 
Os queratinócitos são capazes, também, de produzir e secretar fatores de crescimento, 
hormônios, mediadores da resposta inflamatória e da resposta imune, como: citocinas 
e proteínas de baixo peso molecular capazes de participar de regulação da resposta 
imunológica (Interleucinas IL-1, IL-6, IL-7, IL-8, IL-10, IL-12, Interferon, Fator de 
Necrose Tumoral (TNF), Fator Crescimento de Fibroblastos).
Os melanócitos (melan = negro) produzem melanina, um dos pigmentos responsáveis 
pela cor da pele, e absorve radiação ultravioleta.
As células de Langerhans atuam nas respostas imunológicas e são facilmente lesadas 
pela radiação. Essas células são capazes de detectar antígenos, os captam e apresentam 
aos linfócitos T locais. Já as células de merkel são responsáveis pela sensação do tato. 
15
INTRODUÇÃO À ESTÉTICA │ UNIDADE I
Camadas da epiderme
As características da epideme variam de acordo com a região do corpo e os estímulos 
de pressão e atrito sofridos na região. A palma das mãos e a planta dos pés, que sofrem 
um atrito maior, possuem uma epiderme constituída por várias camadas celulares 
e por uma camada superficial de queratina bastante espessa. Esse tipo de pele foi 
denominado pele grossa (ou espessa). Não possui pêlos e glândulas sebáceas, mas as 
glândulas sudoríparas são abundantes. A pele do restante do corpo tem uma epiderme 
com poucas camadas celulares e uma camada de queratina delgada e foi designada pele 
fina (ou delgada). A epiderme da pele grossa mede 0,8 a 1,4mm, enquanto a da pele 
fina, 0,07 a 0,12mm. (JUNQUEIRA; CARNEIRO, 2013)
A epiderme é constituída por quatro camadas: o estrato basal, o estrato espinhoso, o 
estrato granuloso e o estrato córneo. 
Figura 2. Camadas da epiderme. 
Fonte: adaptado de Neill, 2015.
A camada basal (basale = base) contém células que são capazes de divisão celular 
continuada e melanócitos. As células se multiplicam produzindo queratinócitos, que 
são empurrados para a superfície e se tornam parte das camadas mais superficiais 
(queratinização). O estrato basal também contém células de merkel, que são sensíveis 
ao tato.
16
UNIDADE I │ INTRODUÇÃO À ESTÉTICA
Estrato espinhoso (spinosum = em forma de espinho) é uma camada da epiderme 
que contém cerca de 10 fileiras (lâminas) de células poliédricas (de muitos lados) com 
projeções semelhantes a espinhos. A melanina também é encontrada nessa camada. 
Estrato granuloso (granulum = pequeno grão) é a terceira camada da epiderme e 
consiste de cerca de cinco fileiras de células planas com grânulos de cor escura.
O estrato lúcido (lucidum = claro) está presente somente na pele espessa das palmas 
das mãos e planta dos pés. Ela consiste de cerca de cinco fileiras de células mortas. 
O estrato córneo (corneum = endurecido) consiste de cerca de 30 fileiras de células 
planas mortas, essas fileiras são completamente preenchidas por queratina. Essa 
camada evita a perda de H2O trans-epidérmica. O estrato córneo contém um fator de 
hidratação natural (NMF) que é essencial para a hidratação adequada do estrato córneo, 
a homeostase da barreira, descamação e plasticidade. Há uma redução significativa no 
nível de NMF relacionada à idade. 
A concentração de água nessas camadas depende do fator natural de hidratação (NMF 
– natural moisturizer factor), que é formado, principalmente, por ácido carboxílico 
da pirrolidona (pca), ácido urocânico, lactato, ureia, serina, glicina, arginina, ornitina, 
citrulina, alanina, histidina e fenilalanina. (HARDING et al., 2003)
O NMF é indispensável para manter as propriedades mecânicas do estrato córneo, 
pois tem uma ação lipofilmógena (HARDING et al., 2003). Além do NMF, a camada 
lipoproteica epidérmica também é fundamental. A barreira lipídica é constituída, 
principalmente, de ceramidas (40%), colesterol livre e composto (25%), ácidos graxos 
livres (25% - ácido oléico e palmítico principalmente) e fosfolipídeos. (HARDING et al., 
2003; CASPERS et al., 2003) 
Outro componente importante para a hidratação da pele são as aquaporinas (AQP). 
Aquaporinas são proteínas da membrana que transportam água e, em alguns casos, 
também pequenos solutos, como glicerol. As aquaporinas desempenham papel 
fundamental na hidratação da pele. Na epiderme são expressas aquaporinas do 
tipo 3 (AQP3), porém essas proteínas estão amplamente distribuídas nos tecidos. 
(VERKMAN, 2005) 
Estudos revelam que animais carentes de aquaporinas 3 apresentam menor hidratação 
do estrato córneo e, isso pode ser explicado pela redução no transporte de glicerol para a 
epiderme (VERKMAN, 2005). Outras pesquisas mostraram que o uso de hidratantes que 
estimulam aquaporinas podem promover aumento da expressão gênica e protéica dessas 
proteínas e de 2 vezes no índice de glicerol no extrato córneo. (SCHRADER et al., 2012)
17
INTRODUÇÃO À ESTÉTICA │ UNIDADE I
Derme
A derme (derma = pele) é composta de tecido conjuntivo contendo fibras colágenas e 
elásticas. A combinação de fibras colágenas e elásticas dá à pele sua força, extensabilidade 
(capacidade de extensão) e elasticidade (capacidade de retornar à forma original após 
uma extensão). 
As pequenas lacerações na pele devido à distenção extensa que permanecem visíveis 
como linhas brancas são denominadas estrias (stria = faixa). A derme contém, 
principalmente, fibroblastos, os macrófagos e os adipócitos. A matriz extracelular é 
composta por mucopolissacarídeos, glicosaminoglicanas (ácido hialurônico, sulfato 
heparina, condroitina). 
Os glicosaminoglicanos atuam também na produção de colágeno pelos fibroblastos, 
bem como no seu arranjo tridimensional. Além disso, os proteoglicanos são capazes de 
incrementar o depósito de colágeno e reconstituir a matriz extracelular.
Glicosaminoglicanos são cadeias de polissacarídeos ligados a proteínas na forma de 
proteoglicanos, os quais se associam ao colágeno, determinando a organização da 
matriz. (GUIRRO; GUIRRO, 2005)
A elastina é uma proteína altamente hidrofóbica (c/ 750 aas), principal componente 
das fibras elásticas. É rica em prolina e glicina, porém apresenta pouca hidroxiprolina 
e hidroxilisina por não ser glicosilada. São secretadas para o espaço extracelular e se 
agrupam em fibras elásticas próximas à membrana plasmática. Lembram uma rede de 
3 camadas paralelas à epiderme e fornecem elasticidade.
O colágeno é o maior constituinte conectivo dos animais. Pertence à família das proteínas 
fibrosas, produzidas por células do tecido conjuntivo, constituem de 25% a 30% do total 
das proteínas de todo o corpo. Mais de 29 variedades de colágeno foram encontradas, 
cada um com uma combinação particular. Na pele encontra-se, principalmente, o 
colágeno tipo I (85%) e o tipo III (15%), cerca de 8% a 11% do total sintetizado por todo 
o organismo. 
Hipoderme
A hipoderme é a camada mais profunda da pele, apesar de ter limites muito pouco 
definidos como a derme, e de ser composta por elementos comuns. A espessura da 
hipoderme varia de pessoa para pessoa e também conforme as várias regiões do corpo, 
já que essa camada é bastante espessa em várias áreas e praticamente inexistente em 
outras, como por exemplo nas pálpebras. 
18
UNIDADE I │ INTRODUÇÃO À ESTÉTICA
Os principais componentes da hipoderme são os adipócitos, células especializadas na 
síntese e na acumulação de gorduras. Esses adipócitos,que constituem a principal 
reserva de energia do organismo, encontram-se agrupados em pequenos lóbulos 
separados entre si por finos septos de tecido conjuntivo através dos quais circulam os 
vasos sanguíneos e as fibras nervosas. (GUIRRO; GUIRRO, 2005)
Figura 3. Células constituintes da pele humana. A pele humana é composta de epitélio estratificado da epiderme 
(1) e derme (2). A epiderme é composta principalmente de queratinócitos. Queratinócitos basais (3) sofrem 
diferenciação terminal para formar o estrato espinhoso (4), estrato granuloso (5), e barreira do estrato córneo (6). 
Estrato lúcido (7) é uma camada adicional presente sob o estrato córneo em áreas de pele grossa como as 
palmas das mãos e planta dos pés. Melanócitos (8) e células de Langerhans (9) que apresentam antigenos são 
também produtoras de pigmento presente na epiderme. A derme é uma camada rica em tecido conjuntivo e 
é dividido em regiões papilar (10) e reticular (11). A derme contém muitos tipos de células incluindo fibroblastos 
que sintetizam o colágeno e outras moléculas da matriz extracelular que proporcionam resistência mecânica 
à pele. Adipócitos, macrófagos, mastócitos, células dendríticas, células T + CD4, células T + CD8 também 
abundantemente presentes na derme para além de outras estruturas, incluindo unidade pilossebácea, glândulas 
sudoríparas, nervos, natural killers e vasos linfáticos. 
Fonte: Adaptado de Jatana e DeLuise, 2014.
19
INTRODUÇÃO À ESTÉTICA │ UNIDADE I
Tipos de pele
Características da pele alípica ou seca 
 » déficit de água e lipídeos (muitas vezes desidratada);
 » sensação de estiramento e descamação;
 » desidratação do extrato córneo e alteração e coesão dos corneócitos que 
afetam o metabolismo cutâneo normal;
 » pode resultar em envelhecimento.
Pele seca adquirida: RUV, exposição a situações climáticas e agentes químicos 
(detergentes, solventes).
Pele seca constitucional: pele sensível, senil, com eritema, rosácea e sensibilidade 
a agentes externos.
Características da pele lipídica ou oleosa:
 » comum em adolescentes e adultos jovens;
 » aparece na puberdade, apresenta-se com maior número de glândulas 
sebáceas;
 » aparência brilhante, espessa, poros dilatados, coloração opaca, irrita 
facilmente, aspereza;
 » os orifícios pilossebáceos estão aumentados e há tendência ao 
tamponamento folicular (formação de comedões);
 » sebo composto por glicerídeos, ceras e esteróis.
Características da pele eutrófica:
 » Produz constantemente gordura e sebo, que constituem emulsão e suor. 
Esta camada hidrolipídica recobre a camada córnea e auxilia na coesão, lubrificação e 
proteção da pele.
20
UNIDADE I │ INTRODUÇÃO À ESTÉTICA
Fototipos de pele
Os fototipos de pele podem ser classificados de acordo com a escala Fitzpatrick. Foi 
criada em 1976 pelo dermatologista e diretor do departamento de Dermatologia da 
Escola de Medicina de Harvard, Thomas B. Fitzpatrick. De acordo com Fitzpatrick, os 
fototipos de pele são classificados a partir da capacidade de cada pessoa em se bronzear 
sob exposição solar e sua sensibilidade e tendência a ficar vermelhas sob os raios solares.
Tabela 1. Classificação dos fototipos de pele
CLASSIFICAÇÃO CARACTERÍSTICA DAS DA PELE
Fototipo I branca; sempre queima; nunca bronzeia
Fototipo II branca; frequentemente queima; bronzeia pouco
Fototipo III branca; queima suavemente: bronzeia normalmente
Fototipo IV branca; raramente queima; bronzeia mais que a média
Fototipo V morena; raramente queima; bronzeia intensamente
Fototipo VI negra; nunca queima; profundamente pigmentada
Fonte: Fitzpatrick, 1976.
21
UNIDADE II
FITOTERAPIA 
APLICADA À 
ESTÉTICA
CAPÍTULO 1
Envelhecimento cutâneo
Envelhecimento intrínseco e extrínseco 
A integridade da pele é de grande importância psicológica, social, além de fisiológica. 
Esse tecido exerce importantes funções estéticas e sensoriais, influenciando de maneira 
direta a relação do indivíduo com o meio ambiente e social que o cerca.
Existem dois processos independentes e simultâneos, distintos em aspectos clínicos, 
e biológicos que afetam a pele e contribuem para a complexidade do envelhecimento 
cutâneo: os formados pelos componentes intrínsecos, processos de envelhecimento 
degenerativo determinado em termos genéticos (cronoenvelhecimento) e os 
resultantes de fatores ambientais, em particular à exposição solar (fotoenvelhecimento, 
envelhecimento extrínseco ou actínico). 
Envelhecimento intrínseco ou cronossenescência
O envelhecimento intrínseco, verdadeiro ou cronológico é esperado, previsível, 
inevitável e progressivo, e as alterações estão na dependência direta do tempo de vida. 
Fatores Causais: 
 » genéticos;
 » hormonais;
 » imunológicos;
 » psicológicos.
Conforme o envelhecimento progride, a multiplicação celular diminui, os fibroblastos 
diminuem sua função e causam uma desorganização da matriz extracelular, 
22
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
comprometendo a síntese e a atividade de proteínas importantes, que garantem 
elasticidade e resistência à pele, como a elastina e o colágeno.
Alterações superficiais do cronoenvelhecimento são: atrofia difusa progressiva, palidez, 
diminuição da elasticidade.
Envelhecimento extrínseco ou actinossenescência
Relaciona-se com alterações da superfície cutânea provocadas, principalmente, pelo 
fotoenvelhecimento, como as modificações dos contornos e elasticidade da pele, que se 
manifestam por sulcos, dobras e rugas associados à flacidez. (FISHER, 2002)
Fotoenvelhecimento
É causado pela ação da luz ultravioleta, a qual ativa citocinas inflamatórias, 
metaloproteínas e colagenoses, bem como pela indução por radicais livres.
A radiação UV gera oxigênio singlete, o qual ativa metaloproteinases e causa efeitos 
deletérios em larga escala no DNA mitocondrial.
Apesar de a totalidade dos processos celulares e biológicos que envolvem o 
envelhecimento ainda ser pouco esclarecida, existem alguns fatores que justificam 
a gênese da falência orgânica. (KRABBE et al., 2004; BASU et al., 203; FRYE et 
al., 2008; BERRA; RIZZO, 2009; PIRER et al., 2005; BROWN-BORG et al., 2007; 
CAMPISI, 2005; BAIRD, 2006)
 » Danos ao DNA e outras estruturas biológicas induzidas por:
 › estresse oxidativo;
 › inadequados mecanismos de reparo ao DNA;
 › instabilidade genética dos genomas (mitocondrial e nuclear).
Inflamação subclínica crônica
A liberação de mediadores inflamatórios como citocinas, fator alfa de necrose tumoral 
(TNF-alfa, do inglês tumor necrosis factor alpha) e eicosanoides (prostaglandinas 2, 
leucotrienos, tramboxanos) pode desencadear e/ou agravar desordens estéticas.
Hoje em dia, se consome de 20 a 50 vezes mais alimentos com alto poder pró-
inflamatório, ricos em ácidos graxos ômega 6, gorduras saturadas, gorduras trans e 
alimentos com alto índice glicêmico (IG), que anti-inflamatórios, ricos em ácidos graxos 
ômega 3, fibras, vitaminas, minerais e alimentos com baixo IG. 
23
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Além da questão dietética, podemos citar outros fatores que estão relacionados com 
o processo inflamatório, como as substâncias tóxicas (metais pesados, agrotóxicos, 
xenobióticos e medicamentos) e os fatores mecânicos (hipertensão arterial) e genéticos 
(hiper-homocisteína). 
Alterações no metabolismo de ácidos graxos
Excessiva liberação de ácidos graxos livres para o plasma, que promove a resistência à 
Insulina.
AGES (produtos finais da glicosilação avançada)
As moléculas de glicose, naturalmente presentes na pele, aderem às fibras de colágeno 
e elastina. Esses açúcares criam pontes rígidas entre proteínas, formando os produtos 
finais da glicação avançada (AGE, do inglês Advanced Glycation End-products) e 
acarretando a chamada reação de Maillard ou cross-linking. Essas pontes promovem a 
perda da função das proteínas, são importantes para elasticidade e prevenção de rugas 
cutâneas.
Recentes pesquisas apontam como o consumo de carboidratos de alto índice glicêmico 
promovea glicação no organismo por meio de ligações cruzadas. O estresse oxidativo 
induzido pela hiperglicemia promove, de igual modo, a formação de produtos finais de 
glicação avançada e a ativação da proteína cinase-C.
A dieta de alta carga glicêmica e alto IG também promove o acúmulo de gordura, 
contribuindo para a obesidade e o armazenamento de gordura no tecido adiposo, o 
qual, por sua vez, secreta adipocinas que contribuem para o processo inflamatório. 
Sugere-se que o consumo de alimentos predominantemente de baixo IG e uma baixa 
carga glicêmica oferece longevidade e prevenção do envelhecimento cutâneo. 
 » Alterações no sistema endócrino de uma maneira geral, com excessiva 
produção de:
 › angiotensina;
 › GH;
 › IGF-1;
 › hormônios tireoideanos;
 › insulina.
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UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
 » Alterações no sistema nervoso, como:
 › ativação constante das fibras Nervosas simpáticas;
 › disfunção endotelial; e
 › a reduzida ação da Enos (óxido nítrico sintase endotelial).
 » Perda de células pós-mitóticas resultando em:
 › menor número de neurônios e células musculares; e
 › deterioração na estrutura e função das células em todos os órgãos e 
tecidos.
Falhas na replicação do código genético com o 
envelhecimento por encurtamento de telômeros e ação 
reduzida de telomerases
O envelhecimento e o acúmulo de danos mitocondriais levam ao estresse oxidativo, 
que ativa a tirosina quinase Src. A Src fosforila a transcriptase telomerase reversa 
(TERT), resultando na exposição do núcleo ao TERT. Durante cada replicação do 
DNA, a divisão encurta os telômeros dos cromossomos, o que leva a senescência 
celular. A falta de atividade TERT nuclear induzida por envelhecimento, finalmente, 
leva ao envelhecimento celular devido ao encurtamento dos telômeros. (BRANDES et 
al., 2005)
Formação de metaloproteinases de matriz (MMPs)
A exposição à radiação ultravioleta promove um aumento de espécies reativas de 
oxigênio (ROS) na pele. Por sua vez os ROS são capazes de ativar a uma via de sinalização 
que resulta na liberação de metaloproteinases de matriz (MMPs), enzimas capazes de 
degradar fibras elásticas e colágenas. (MEHTA; FITZPATRICK, 2007) 
25
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Figura 4. Esquema representativo do processo de envelhecimento extrínseco. 
Fonte: Adaptado de Mehta e Fitzpatrick, 2007.
Imayama et al. (1998) quantificaram o colágeno ao longo do tempo e verificaram que 
ocorre perda de 1% a cada ano, em ambos os sexos, embora a quantidade colágeno na 
pele seja maior em homens que mulheres. Em mulheres na menopausa 30% colágeno 
(tipo I e III) é perdido na pele nos primeiros 5 anos da menopausa e 2,1% por ano. 
(SAAVEDA et al., 2009) 
Com o envelhecimento, o tipo de colágeno dominante se inverte. A fibronectina e o 
colágeno tipo III crescem em quantidade, ao passo que do tipo I diminui. De acordo 
com Imayama et al. (1998), como na pele, o colágeno tipo I constitui a maioria, essa 
alteração pode estar relacionada com:
 » perda de coesão entre os componentes da pele; 
 » resistência;
 » contração. 
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UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Mecanismos envolvidos no processo de 
envelhecimento
Os principais mecanismos, aspectos hormonais e nutricionais envolvidos no processo 
de envelhecimento são:
 » inflamação;
 » restrição calórica;
 » estresse oxidativo e antioxidantes;
 » eixo somatotrófico (GH-IGF1) e resistência à insulina;
 » alimentos anti-aging (que mimetizam a restrição calórica).
Inflamação
O envelhecimento tem sua base em um processo inflamatório discreto, porém, crônico.
Na pele envelhecida há uma característica comum: a produção de molécula de adesão 
intracelular I (ICAM – I, do inglês inter-cellular adhesion molecule I). A produção dessa 
molécula desencadeia uma cascata de reações, que conduz a um processo inflamatório. 
Esse, por sua vez, ocasiona a produção de radicais de oxigênio altamente reativos, os 
quais, acredita-se, venham a causar o envelhecimento.
Figura 5. Modelo microinflamatório do envelhecimento cutâneo. 
Fonte: GOYARTS et al., Ann N Y Acad Sci; 1119: 32-39, 2007. 
27
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Eixo somatotrófico (GH-IGF-1) e resistência à insulina
GH e IGF-1 são hormônios que estimulam as vias anabólicas que estão associadas à 
produção de espécies reativas de oxigênio, pois aumentam a fosforilação oxidativa. 
Elevadas concentrações de GH e IGF-1 são capazes de reduzir níveis plasmáticos de 
enzimas antioxidantes em diversos modelos de animais experimentais. (BROWN-
BORG; RAKOCZY, 2003)
Figura 6. Eixo somatotrófico (GH-IGF-1). 
GH 
Vias da insulina
IGF-1
 » Produção de espécies reativas de oxigênio com subprodutos do metabolismo;
 » Aumento da fosforilação oxidativa.
Estímulo de via anabólicas associadas à:
Fonte: Brown-Borg e Rakoczy, 2003.
A resistência à insulina provoca a liberação de citosinas inflamatórias, aumento de 
espécies reativas de oxigênio (EROSs) e disfunção mitocondrial.
Estratégias de controle do processo de 
envelhecimento
Restrição calórica
Diversas são as evidências científicas de que a restrição calórica desacelera o processo 
de envelhecimento e aumenta o tempo máximo de vida em diferentes espécies. Em 
roedores, a redução da ingestão energética de 30% a 60% logo após o desmame até o 
sexto mês de vida aumentou proporcionalmente, de 30% a 60% na expectativa de vida. 
(FORSTER et al., 2000) 
De acordo com Weindruch et al., (1997), as principais alterações orgânicas promovidas 
pela restrição calórica em modelo experimental são: 
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UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
 » redução de EROs e modulação do sistema antioxidante endégoneo, 
reduzindo o dano tecidual induzido por radicais livres;
 » redução da circulação de triiodotironina (T3), reduzindo a temperatura 
corporal e gasto energético (MAGLICH et al., 2004).
Dentre os genes anti-aging que são ativados pela RC, destacam-se dois que formam as 
proteínas: SIRT-1 e AMPK que são importantes sensores energéticos.
Acredita-se que a SIRT- 1 (SIRTUÍNA 1) media os efeitos benéficos na saúde e 
longevidade proporcionados pela restrição calórica. (GOMES-CABRERA et al., 2007)
 » Benefícios da sua ativação:
 › aumenta a resistência ao estresse;
 › aumenta a proteção celular;
 › reduz a neurodegeneração (Alzheimer);
 › reduz a inflamação;
 › reduz o envelhecimento celular.
 » Adaptações orgânicas causadas pela RC (restrição calórica) (MASORO, 
2005):
 › ativação de genes envolvidos no reparo celular e sobrevivência;
 › resistência ao estresse;
 › proteção contra dano oxidativo;
 › inibição de genes envolvidos na mediação da inflamação;
 › prevenção de algumas mudanças na expressão de genes.
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FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Tabela 2. Características e funções de SIRT-1 e AMPK.
AMPK SIRT-1
Definição Enzima metabólica quinase Enzima desacetilase de histonas
Localização celular Citoplasma Núcleo
Concentração intracelular Aumenta na juventude
Diminui na senescência
Aumenta na juventude 
Diminui na senescência
Funções fisiológicas » Sensor energético.
 » Otimiza oxidação de substratos em situações de 
jejum e exercícios físicos.
 » Regula atividade celular metabólica.
 » Ativa em situação de jejum ou exercícios 
físicos.
 » Mantém a integridade celular.
 » Aumenta o tempo de sobrevida da célula.
Ações anti-aging » Mantém as funções metabólicas típicas de uma 
célula jovem. 
 » Promove a biogênese mitocondrial.
 » Protege contra o EO.
 » Regula negativamente a transcrição 
de genes envolvidos como processo 
inflamatório.
 » Mantém a integridade do DNA.
 » Diminui a adiposidade.
Fonte: REZNICK et al., 2007; FULCO et al., 2003; YEUNG et al., 2004; PICARD et al., 2004.
Estresse oxidativo e uso de antioxidantes
Os radicais livres são os principais causadores do envelhecimento e de doenças 
degenerativas ligadas à idade. Em paralelo a sua formação endógena, o organismo 
também se sujeita, ao longo da vida, a uma série de condiçõesextremas que interferem 
na quantidade de radicais livres e influenciam o processo de envelhecimento.
O estresse oxidativo é definido como um desequilíbrio na geração de substâncias pró-
oxidantes e antioxidantes em favor da geração excessiva de radicais livres e espécies 
reativas de oxigênio (EROS) e nitrogênio (ERNS), ou em detrimento da diminuição da 
velociade de remoção desses devido à redução de enzimas e nutrientes que participam 
do sistema de defesa antioxidante. (BARBOSA et al., 2010) 
O aumento da geração de radicais livres e espécies reativas provoca alterações 
estruturais e funcionais em nível celular, devido à oxidação de biomoléculas, como 
descrito anteriormente. O radical hidroxil e outros oxidantes altamente reativos podem 
reagir com lipídios nas membranas, removendo o átomo de hidrogênio e gerando um 
radical com carbono central que pode rapidamente combinar-se com oxigênio para 
formar o radical peroxil, resultando em um ciclo de peroxidação lipídica que leva à 
formação de hidroxiperóxidos, os quais podem reagir com as bases de DNA e iniciar 
lesões mutagênicas. (DREW, B. et al., 2003)
Quando a produção de espécies reatrivas supera a capacidade de ação dos antioxidantes, 
ocorre a oxidação de biomoléculas (lipídios, proteínas e ácidos nucléicos), gerando 
30
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
metabólitos específicos – os marcadores do extresse oxidativo – que podem ser 
identificados e quantificados. Os cinco metabólitos mais estudados para avaliação 
do estresse oxidativo são: 8-hidroxi-2-deoxiguanosina (80hDg), Timina glicol (Tg), 
5-hidroximetilmuracil, formilamidoprimidina e a 8-hidroxideoxiadenina. Outra forma 
de mensuração de produtos finais da peroxidação lipídica, como o ácido tiobarbitúrico 
(TBARS) e os F2 isoprostanos (KADIISKA, et al. 2005). 
As lesões causadas pelos radicais livres nas células podem ser prevenidas ou reduzidas 
por meio da atividade de antioxidantes, sendo esses encontrados em muitos alimentos. 
Os antioxidantes podem agir diretamente na neutralização da ação dos radicais livres 
ou participar indiretamente de sistemas enzimáticos com essa função.
Os antioxidantes atuam em diferentes níveis na proteção dos organismos, sendo o 
primeiro mecanismo de defesa contra os radicais livres a impedir sua formação, em 
particular pela inibição das reações em cadeia com o ferro e o cobre. Os antioxidantes 
são capazes de interceptar os radicais livres gerados pelo metabolismo celular ou por 
fontes exógenas, impedindo o ataque sobre os lipídios, os aminoácidos das proteínas, a 
dupla ligação dos ácidos graxos poliinsaturados e as bases do DNA, evitando a formação 
de lesões e a perda da integridade celular.
O reparo das lesões causadas pelos radicais livres também é papel dos antioxidantes, 
atuando na remoção de danos da molécula de DNA e na reconstituição de membranas 
celulares danificadas. Tanto o uso oral quanto a aplicação tópica de antioxidantes 
representa uma estratégia interessante de proteção cutânea contra o estresse oxidativo 
ocasionado por diferentes agentes.
Figura 7. Fontes endógenas e exógenas de espécies reativas.
Fonte: Shindo, Y. J Invest Dermatol 100:260-265, 1993. 
31
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Defesas antioxidantes endógenas
 » Enzimas que removem os radicais livres como, por exemplo, a superóxido 
dismutase (SOD), catalase (CAT) e glutationa peroxidase (GPx).
 » Proteínas que reduzem a disponibilidade de pró-oxidantes como o ferro.
Fitoterapia aplicada ao controle do 
envelhecimento da pele
Cassis/groselha negra (Ribes nigrum)
Os frutos da groselha negra (Ribes nigrum L., Grossulariaceae) são originários do norte 
da Ásia e foram levados para a Europa. As propriedades da groselha negra são conferidas 
a partir dos seus constituintes bioquímicos, alguns dos quais incluem antocianinas 
(especificamente delfinidina-3-O-glucosideo, delfinidina-3-O-rutinosideo, cianidina-
3-O-glucosideo e cianidina-3-O-rutinosideo), flavonóis, ácidos fenólicos e ácidos 
graxos poliinsaturados. Uma infinidade de estudos foram publicados com relação as 
suas diversas aplicações terapêuticas.
Diversos estudos a cerca do potencial terapêutico de groselha, revelam propriedades 
benéficas no que diz respeito à hipertensão e outras doenças cardiovasculares 
associadas, doenças neoplásicas, doenças neurodegenerativas e doenças oculares e a 
neuropatia diabética (GOPALAN et al., 2012). Tem sido demonstrado que o óleo das 
sementes atua como um inibidor da agregação plaquetária e apresenta potencial efeito 
anticoagulante por meio da inibição da formação de fibrina. Outros relatos científicos 
apontam para a influência da Ribes nigrum no perfil de lípidos no soro: aumento do 
nível de colesterol HDL e diminuição de triglicerídeos ou colesterol total, bem como 
marcadores inflamatórios séricos reduzidos. (VAGIRI et al., 2012; ZHU et al., 2011)
Estudos recentes in vitro e in vivo apontam para uma atividade fitoestrogênica da Ribes 
nigrum. (NANASHIMA et al., 2015)
Nos últimos anos, houve um crescimento na utilização de seus frutos em cosméticos e 
na dermatologia. Apesar disso, ainda há controvérsias a respeito das doses seguras e de 
sua toxicidade. 
32
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Figura 8. Ribes nigrum. 
Fonte: Gopalan et al., 2012.
Segundo Miladinović et al. (2014), seus efeitos são:
 » antioxidante; 
 » anti-inflamatório; 
 » anti-neoplasicas; 
 » regula o sistema circulatório; 
 » saúde da visão; 
 » antibacteriano e antiviral.
Chá verde (Camellia sinensis)
Os polifenóis presentes no chá verde, principalmente o epigalocatequiina-3-galato 
(EGCG), exerceu efeito protetor em edemas cutâneos resultantes da exposição aos raios 
UVB. (KATIYAR et al., 2001; AFAQ et al., 2003; KATIYAR et al., 1999)
Estudos mostram que o chá verde (EGCG) tem a capacidade de bloquear a infiltração 
de leucócitos induzida por radiação UVB em ratos, como também na pele humana, 
e assim, pode inibir a produção de radicais livres induzidos por radiação UVB. 
A epigalocatequina-3-galato reduz a atividade de AP-1 e inibe a expressão de 
metaloproteinases com potente efeito anti-envelhecimento. (KATIYAR et al., 2001; 
AFAQ et al., 2003; KATIYAR et al., 1999)
Segundo OyetakinWhite et al. (2012), os efeitos fotoprotetores são:
 » redução do eritema gerado pela exposição à radiação UV;
 » inibição da via de sinalização responsável pela liberação de MMPs;
33
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
 » inibição de NOS e da produção de H2O2;
 » prevenção da depleção de enzimas antioxidantes: catalase, glutationa 
peroxidase, superoxido dismutase e glutationa;
 » inibição da lipoperoxidação e oxidação de proteínas induzidas por UVB;
 » inibição da infiltração de monócitos, macrófagos e neutrófilos;
 » proteção contra a imunossupressão induzida por UVB por meio da 
produção de IL-12;
 » inibição dos danos ao DNA;
 » ativação de enzimas de reparo ao DNA;
 » modulação dos fatores de transcrição AP-1 e NF-κB;
 » inibição do crescimento do tumor, progressão e angiogênese.
Posologia indicada na literatura de referência (BRADLEY et al., 1992; PANIZZA, 2012):
 » Infusão: 1,5 g (3 col de café) em 150 ml de água, tomar 1 xícara de chá de 
2 a 3 x ao dia. 
 » Extrato seco: tomar 1 cápsula de 375 mg de 2 a 3 vezes ao dia.
 » Tintura 20%: tomar 40 gotas diluidas em água de 2 a 3 vezes ao dia. 
Erva mate (Illex paraguariensis)
Estudos revelaram que o Illex paraguariensis apresenta capacidade de inibir a formação 
dos AGES (produtos finais da glicosilação avançada). Diversos autores verificaram 
que o Ilex paraguaiensis foi eficaz em neutralizar o efeito do peróxido nitrito no 
estresse nitrosativo, induzido em células epiteliais e macrófagos. Esse efeito se deve à 
alta presença de ácidos clorogênicos, outros derivados fenólicos, quercetina, rutina e 
canferol, no extrato aquosos. (XU et al., 2009; GUGLIUCCI et al., 2010; BIXBY et al., 
2005; DUDONNÉ et al., 2009)
Segundo Bradley et al. (1992) e Panizza(2012) as posologias indicadas na literatura de 
referência são:
 » Folha seca de 2 a 4g, na forma de infusão, 3 vezes ao dia.
34
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
 » Tintura (1:5) 2 a 4 ml 3 vezes ao dia.
 » Extrato seco 300 mg 3 vezes ao dia.
Barg et al. (2014) estudaram o efeito da ingestão oral e aplicação tópica de Camellia 
sinensis e Illex paraguariensis em ratos expostos à radiação ultravioleta. Os resultados 
revelaram que o tratamento oral e tópico com “chá” mate ou chá verde impediram o 
aumento de peroxidação lipídica induzida pela exposição à radiação ultravioleta. O 
dano oxidativo das proteínas foi avaliado por meio da determinação de grupos carbonila 
baseados na reação com dinitrofenilhidrazina (DNPH). Somente o uso tópico, para as 
duas plantas, mostrou efeito protetor. 
Chá branco (Camellia sinensis)
Extraído de brotos e flores da planta camellia sinensis, o chá branco apresenta menor 
quantidade de cafeína, porém também é rico em polifenóis e catequinas (EGCG).
As principais ações relatadas a respeito do uso de chá branco é o efeito positivo no 
combate ao dano induzido por radiação UVB na pele, redução da peroxidação lipídica; 
prevenção de câncer. (CAMOUSE et al., 2009)
Açafrão (curcuma longa)
O açafrão (curcuma longa) possui várias atividades farmacológicas documentadas, 
sendo a hipoglicemiante uma delas. Em coelhos diabéticos, a incorporação de 0,5% 
de curcumina em um período de 8 semanas produziu redução não apenas da glicemia, 
mas também do colesterol, triglicerídeos e fosfolipídios do sangue (BABU et al., 1995). 
Em um modelo similar de diabetes induzida em ratos, a administração oral e tópica 
da curcumina demonstrou melhorar de forma significativa lesões renais associadas 
à diabetes e à cicatrização de feridas na pele (BABU; SRINIVASAN, 1998; SIDHU et 
al., 1999). A curcumina modula alvos moleculares como o NF-kB e consequentemente 
a indução dos genes induzidos por esse fator de transcrição, como mediadores 
inflamatórios.
Seus principais constituintes antioxidantes são a curcumina, o ácido ferúlico e o ácido 
p-cumárico, que atuam inibindo a peroxidação lipídica. (SELVAM et al., 1995)
Em modelos animais, o extrato do rizoma de Curcuma longa preservou a elasticidade 
da pele e reduziu a expressão de MMPs induzidas por UVB.
35
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
A curcumina é um potente inibidor da expressão de MMPs induzida por UVB, bloqueia 
a produção de ROS, inibe a fosforilação de p68 e c-Jun, modulando a via de sinalização 
MAPK/NF-κB/AP-1 em fibroblastos humanos. (LIMA et al., 2011) 
Exerce efeito inibidor:
 » Fosfolipase A2.
 » LOX-Lipoxigenases. 
 » COX- cicloxigenases. 
 » Leucotrienos, tromboxanos e prostaglandinas. 
 » TNF-alfa.
Sumiyoshi e Kimura (2009) investigaram o efeito do extrato de cúrcuma sobre os danos 
da pele, incluindo mudanças na espessura e na elasticidade da pele, pigmentação e rugas 
causadas ao longo prazo por baixa dose de radiação ultravioleta B em camundongos 
sem pêlo. O extrato de cúrcuma (300 ou 1000 mg/kg do animal, duas vezes por dia) 
foi administrado todos os dias por via oral, durante 19 semanas. Os pesquisadores 
observaram que o extrato impediu um aumento da espessura da pele e da redução da 
elasticidade da pele, reduziu a formação de rugas e de melanina (1000 mg/kg do animal, 
duas vezes por dia) e reduziu a expressão de metaloproteinase de matriz-2 (MMP-2). 
Contraindicada para pessoas portadoras de obstrução dos dutos biliares e úlceras 
gastroduodenais. (BRASIL, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, 2011) 
Segundo a American Herbal Pharmacopoeia, (2005) e Panizza (2012) a posologia 
indicada na literatura de referência é:
 » Tintura (1:5): 50 a 100 gotas 1 a 3 vezes ao dia.
 » Extrato seco (3:1): dose de 375 mg, 2 vezes ao dia.
 » Decocção: 1,5 g (3 colher de café) em 150 ml de água (1 xícara de chá), 
tomar 1 xícara de chá de 1 a 2 vezes ao dia, de acordo com a RDC no 
10/2010 (ANVISA).
36
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Chlorella e Spirulina 
São formas de vida que resistiram e se adaptaram a todo o tipo de mudança climática, 
radiação e até mesmo venenos criados pelo homem que levaram diversos outros 
organismos à extinção. 
A Chlorella apresenta 70% de sua composição da mais pura clorofila, é uma das maiores 
fontes de clorofila em nosso planeta. Estudos recentes revelam que a Chlorella reduz 
MMP-1, MCP-1 e previne a redução de pro-colágeno induzida por UVB em fibroblastos 
humanos. (YAMAGISHI et al., 2005) 
A Spirulina apresenta cerca de 35% de clorofila, porém apresenta ações antioxidantes 
importantes aumentando os níveis das enzimas GPx, GST, SOD, CAT, além de reduzir a 
lipoperoxidação. A Spirulina é utilizada e recomendada pela National Aeronautics and 
Space Administration (NASA) e pela European Space Agency (ESA) como alimento 
primário para missões espaciais de longa duração. (PREMKUMAR et al., 2004; DENG; 
CHOW, 2010) 
Tabela 3. Composição nutricional da chlorella.
VITAMINAS MINERAIS AMINOÁCIDOS OUTROS
B-Caroteno
Vitamina B2
Vitamina B5
Vitamina B6
Vitamina C
Vitamina E
Biotina
Ácido Fólico 
Ácido nucléico 
Niacina
Cálcio
Ferro
Cobre
Fósforo
Potássio
Magnésio
Zinco
Selênio
Inositol 
Arginina
Fenilalanina 
Histidina
Isoleucina 
Leucina
Lisina
Metionina 
Treonina 
Triptofano 
Valina
Ácido aspártico
Cisteína 
Ácido Glutâmico
Glicina
Prolina 
Serina 
Tirosina
Alanina
Clorofila
Luteína 
Fonte: Yamagishi et al., 2005.
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FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Segundo Alonso (1998), Boorhem e Lage (2009) as doses normalmente utilizadas são:
 » 1 a 10 gramas ao dia para adultos;
 » planta em pó – ingerir 2 a 3 cápsulas de 500mg 2 vezes ao dia.
Deve-se começar com doses menores e ir gradualmente aumentando. Essas algas 
apresentam ação nutritiva destoxificante, portanto, a dose deve ser estabelecida de 
acordo com cada caso. 
Silybum marianum L. (Cardo Mariano)
Membro da família Asteraceae, o Silybum marianum L. tem suas prorpiedades 
terapêuticas principalmente atribuídas à presença de silimarina, uma mistura de 
flavonolignanas compreendida por quatro isômeros: silibinina, isosilibinina, silicristina 
e silidianina. Suas ações hepatoprotetoras e antioxidantes foram muito estudadas nos 
últimos anos. Efeitos sinérgicos com o Allium sativum documentados pela literatura 
recente, indicam um forte efeito hepatoprotetor in vivo. (SHAARAWY et al., 2009) 
Efeitos (ASGHAR; MASSOD, 2008; RAMASAY; AGARWAL, 2008):
 » antioxidante;
 » auxilia o processo de destoxificação hepática;
 » administração de silimarina tem demonstrado aumentar os níveis de 
glutationa e diminuir o estresse oxidativo;
 » estudos in vitro demonstraram que a silimarina exerce marcante inibição 
durante os estágios tardios da glicação;
 » decresce significativamente a produção de IL-18 e os níveis de COX-2, 
portanto, efeito anti-inflamatório;
 » reduz o acúmulo tecidual de AGEs e o cross-linking do colágeno;
 » reduz fragilidade dos vasos capilares e o excesso de permeabilidade dos 
vasos sanguíneos;
 » aumento da sensibilidade dos receptores de insulina.
Estudos relacionados ao desenvolvimento de fotocarcinoma revelaram que a silimarina 
pode reverter, inibir ou retardar o processo de carcinogênese em uma ou em todas as 
fases. (VAID; KATIYAR, 2010)
38
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Figura 9. Ação da silimirina nas fases da fotocarcinogênes. 
Fonte: Vaid e Katiyar, 2010.
 » Na fase de iniciação ocorrem alterações genéticas nas células. 
 » Na fase de promoção, a irradiação UV adicional leva a expansão clonal 
das células iniciadas. 
 » Fase da progressão do tumor envolve a transformação do tumor benigno 
em um tumor maligno invasivo e potencialmente metastático. 
Segundo Alonso (1998), Boorhem e Lage (2009) a posologia indicada na literatura de 
referência é:
 » Usualmente o Silybum marianum L. é prescrito na forma de extrato 
seco padronizado (70%-80%) em cápsula, com uma dosagemde 100mg-
300mg, 3 vezes ao dia (dosagem para adulto). 
 » Infusão: 1 a 2 colheres de droga vegetal em pó em 1 xícara d’água (200ml).
Ginseng (Panax ginseng) 
O Panax ginseng é uma das plantas medicinais mais utilizadas na medicina oriental 
tradicional. Ele tem muitas atividades biológicas e farmacológicas, incluindo 
antienvelhecimento, anti-inflamatório e desempenha atividades antioxidantes. 
Os principais componentes do ginseng são ginsenósidos, que são saponinas esteroides 
que compreendem de 3% a 6% da composição química da planta. 
Estudo recente mostrou que a aplicação tópica de saponinas totais de ginseng e 
ginsenósido Rb1 impedem o fotoenvelhecimento da pele induzido por UVB em ratos 
sem pelos. (KANG et al., 2009)
39
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Outros estudos in vitro e in vivo revelaram que o extrato de ginseng aumenta os níveis 
de procolágeno tipo I e diminui os níveis e atividade de MMP-1 em camundongos ou 
fibroblastos irradiados com UV. (HAWANG et al., 2012; HE et al., 2011) 
Posologia indicada na literatura de referência (BARNES, 2012; BOORHEM; LAGE, 
2009; HUANG, 1999):
 » Extrato padronizado (G115): foi utilizado em diversos estudos em doses 
de 100 a 400mg ao dia, por 4 a 12 semanas.
 » Planta em pó: ingerir 2 a 3 cápsulas de 500 mg/dia.
Polypodium leucotomos
Estudos mostram que o uso tópico de polypodium leucotomos está relacionado à 
preservação das células Langerhans quando expostas à luz solar. (GOMES et al., 2001)
Além disso, recente estudo envolvendo nove indivíduos saudáveis de tipos de pele 
II a III foram expostos a doses variadas de radiação ultravioleta artificial sem e após 
administração oral de PL (7,5 mg / kg). Os pesquisadores mostraram que houve redução 
significativa do eritema, de queimadura solar, proliferação de células epidérmicas e 
tendência para a preservação de células de Langerhans na pele. (MIDDELKAMP-HUP 
et al., 2004)
Ações:
 » antioxidante; 
 » inibição da lipoperoxidação. 
Vitis vinifera (Videira)
Diversos estudos indicam que a Vitis vinifera reduz a peroxidação lipídica e protege 
contra a oxidação proteica e lipídica induzida pelo peroxinitrato. O ácido cafeico, 
presente em uvas brancas e vinho branco, inibe a expressão de COX2 induzida por UVB 
por meio da supressão da atividade transcricional de AP-1 e NF-kB. As proantocianidinas 
da semente da uva inibiram a ativação de MAPK (envolvida na via de liberação das 
metaloproteinases de matriz) e NF-kB em modelos animais (oral). (BAXTER, 2008; 
KANG et al., 2009) 
40
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
O extrato de V. vinifera mostrou capacidade antioxidante in vitro mais forte do que a 
vitamina C ou a vitamina E em culturas de queratinócitos humanos normais e também 
na atividade fotoenvelhecimento in vivo de uma formulação de base desse extrato. 
Segundo Nassiri-Asl e Hosseinzadeh (2009) as doses mencionadas na literatura são:
 » 240ml vinho tinto ou 240-480ml suco uva;
 » extrato seco de 300 a 900mg ao dia.
Rubus idaeus (óleo de framboesa)
Efeitos (PARRY et al., 2005):
 » possui propriedades anti-inflamatórias;
 » mantém o equilíbrio da função de barreira da pele;
 » evita o ressecamento da pele sendo indicado para peles sensíveis e secas;
 » rico em ômega-3, -6 e -9 e fonte de vitamina E gama-tocopherol (ação 
antioxidante com função de reparar e condicionar a pele);
 » importante ação anti-inflamatória;
 » sua aplicação tópica está relacionada com a melhora da elasticidade da 
pele.
Olea europaea (folha de oliveira)
Estudos científicos mostraram que a folha de oliveira é capaz de aumentar a sobrevida 
dos fibroblastos em 15%, além de inibir os radicais de nitrogênio responsáveis pelo 
câncer de pele e inflamação, e reduzir significativamente o eritema induzido pela 
radiação UVB. (OLSZEWER, 2008; SUMIYOSHI; KIMURA, 2010)
Figura 10. Folha de Olea europaea. 
Fonte: Hashmi et al., 2015.
41
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Composição da folha de oliveira:
 » ácidos graxos (ômega 3, 6 e 9);
 » vitaminas A, E, B1, B2, B3 e B6;
 » cobre, potássio, magnésio, manganês, 
 » sódio, fósforo, zinco, selênio, cromo;
 » fibra alimentar;
 » proteínas;
 » fitoesteróis;
 » flavonoides (oleuropeína, rutina, hesperidina, luteolina, apigenina, 
quercetina e canferol);
 » ácido oleanóico, colina, apigenina, pleuropeína, ácido palmítico, alfa 
linolênico e oléico.
Posologia indicada na literatura de referência segundo Lee, (2006); Cardoso, (2009); 
Panizza et al. (2012).
 » Tintura: ingerir de 40 a 60 gotas em 200 ml água 4 vezes/dia.
 » Infusão: 1 colher de sobremesa da folha seca em 200 ml de água 4 vezes/
dia.
Sweet pepper (Capsicum annuum)
O tratamento tópico com capsiato, principal componente da sweet pepper, diminuiu 
significativamente os danos da pele induzido por UVB e inibiu a expressão de COX-2, 
as citocinas pró-inflamatórias, e os fatores angiogênicos, incluindo plaquetas/molécula 
de adesão de células endoteliais-1 e ICAM-1. Além disso, inibe a fosforilação de ERK1/2 
(envolvido na liberação de metaloproteinases de matriz) e NF-κB/p65. (HARADA; 
OKAJIMA, 2007) 
42
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Fitoterápicos que mimetizam a ação da 
restrição calórica
Alguns compostos bioativos apresentam ação semelhante à restrição calórica. (INGRAM 
et al, 2006) 
 » kampferol (presente no chá verde e preto);
 » resveratrol;
 » sesamol;
 » piceatanol (metabólito do Resveratrol);
 » genisteína; e
 » quercetina.
O potente efeito antioxidante dessas substâncias reduz os danos que geram o 
envelhecimento precoce à pele.
Resveratrol
É um potente indutor de Sirtuínas (SIRT-1 e AMPK, que são importantes moléculas 
anti-aging induzidas pela RC, sendo o principal composto bioativo com atividade 
mimética da RC. (BAUR et al., 2006)
O resveratrol tem sido relatado como um inibidor da NADPH e ADP Fe+, que induz a 
peroxidação lipídica e bloqueia ação dos raios UV, além de ser um eficiente scavenger 
de radicais peroxil 2,2’-azobis- (2-amidinopropano)-dihidroclorido.
O seu grupo hidroxil do anel B inibe a produção de EROS, reduz a peroxidação lipídica 
e protege contra a oxidação proteica e lipídica induzida pelo peroxinitrato.
O resveratrol tem 95% de eficácia na prevenção da peroxidação lipídica, comparado com 
65% da vitamina E, 37% da vitamina C. Além disso, os estudos indicam que o resveratrol 
age sobre os mecanismos de sinalização celular relacionados ao fotoenvelhecimento 
mediado pelos raios UV, incluindo MAP quinases, fator nuclear NFKappaB e 
metaloproteinases da matriz (BAXTER, 2008). Pré-tratamento de camundongos (com 
resveratrol) inibiu a ativação da via do NFkB induzida pela radiação UVB. (ADHAMI et 
al., 2003; REAGAN-SHAW et al., 2004)
43
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Fitoterápicos ricos em resveratrol:
 » Vitis vinífera - extrato e semente.
 » Cranberry (Vaccinium oxycoccus).
 » Lingonberry (Vaccinium vitis idaea L). 
Kampferol
É ativador de SIRT-1, PGC-1 alfa (do inglês, Coactivador Peroxisome Proliferator-
activated receptor γ Coactivator 1 - alfa) e modulador da produção de hormônio 
tireoideano. (SILVA et al., 2007).
Fitoestrógenos (lignanas e isoflavonas)
São considerados compostos anti-aging por apresentarem atividade estrogênio-simile. 
(CORNWELL et al., 2004)
Ações do estrógeno:
 » poderoso antioxidante;
 » protetor da osteoporose;
 » dá expressão de genes associados à longevidade.
Cacau
Benefícios da ingestão dos flavonoides do cacau segundo Henrich et al. (2006): 
 » proteção contra o eritema induzido pela radiação UV;
 » melhora as condições dermatológicas em mulheres;
 » contribuem para a fotoproteção endógena e afeta a superfície da pele e as 
variáveis de hidratação.
44
CAPÍTULO 2
Discromias
As alterações da cor da pele podem se apresentar de modos distintos. Pode ocorrer 
desde a ausência total de cor (acromia) até o excesso de pigmentos (hipercromia).
Podemos classificar as discromias (dis=disforme, cromia=cor) em trêscategorias 
distintas: 
1. acromias (ausência de pigmento).
2. hipocromia (hipo=menos, cromia=cor).
3. hipercromia (hiper=muito, cromia=cor).
Acromias
Ocorrem por problemas metabólicos ou por destruição de células matrizes que produzem 
a melanina. As acromias mais conhecidas são o vitiligo e o albinismo. Normalmente, as 
acromias ocorrem por excesso de foto exposição, em pessoas idosas e nas extremidades 
dos membros, são consideradas irreversíveis.
As acromias produzidas por desidratação e por fotoenvelhecimento podem ser evitadas 
com fotoprotetores e hidratação.
O vitiligo é uma patologia caracterizada por destruição dos melanócitos. Ocorre mais 
comumente ao redor dos orifícios, sobre saliências ósseas, e nas áreas expostas à 
radiação ultravioleta. (BARROS et al., 2002)
Albinismo é uma ausência congênita, parcial ou total de pigmentação na pele, devido 
a uma alteração genética da síntese de melanina. Esses melanócitos não produzem 
melanina. A pele é muito branca e muito sensível, o pelo é completamente branco ou 
amarelo, as unhas são frágeis e os olhos muito claros. (SORIANO et al., 2000)
Hipocromias
São lesões com menos coloração do que o restante da pele. Podem ser de origem 
genética ou produzidas por fungos (micoses). Quando se trata de uma lesão genética, é 
irreversível. 
45
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Hipercromias
Caracterizam-se pelo excesso de pigmento e as lesões mais frequentes são:
Efélides 
Conhecidas popularmente por “sardas”. Podem se instalar nos primeiros anos de vida. 
São manchas de coloração castanha, de 2 a 4 mm de diâmetro, ocorrendo em pessoas 
com predisposição genética, geralmente ruivos.
Lentigo solar, lentigo senil ou melanose solar, e 
melanose senil 
São semelhantes às efélides, em tamanho maior. São máculo-pápulas pigmentadas, 
com bordas nítidas, aparecendo isoladamente ou em caráter múltiplo. Aparecem no 
dorso das mãos e lateral da face, na pele fotoenvelhecida. São também chamadas de 
manchas senis.
Há uma discreta escamação na sua superfície e costuma apresentar uma coloração 
acastanhada. Pode apresentar também coloração negra em regiões que já se expuseram 
ao sol, motivo pelo qual há a necessidade de se estabelecer um diagnóstico diferencial 
com o lentigo maligno, considerado uma melanose pré-cancerosa, que pode evoluir a 
um melanoma.
Melasma ou cloasma 
São hipercromias normalmente simétricas que ocorrem na face, atingindo, 
principalmente, as regiões salientes como a região malar, dorso do nariz, frontal, mento 
e supra-labial.
É uma hipermelanose adquirida que ocorre em áreas de pele expostas à radiação 
ultravioleta, acomete mulheres e representam 90% dos casos.
O melasma pode surgir por estímulos hormonais, principalmente pelo incremento 
dos estrogênios e do hormônio melano-estimulante. Por esse motivo, o surgimento do 
melasma gravídico é tão frequente.
Outros transtornos hormonais também podem desencadear um melasma, ou agravá-
lo, como no caso de alterações ginecológicas, hipofisárias, tireoideanas ou suprarrenais. 
Também já é bem conhecida a influência de hepatopatias (problemas de fígado) e 
46
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
carências nutricionais como hipovitaminoses, anemia ferropriva, hipoproteinemia, 
entre outros.
Em organismos predispostos, o melasma também pode surgir ou se agravar devido a 
tratamentos internos com fotosensibilizantes: sulfas e hormônios (corticotrofinas ou 
estrogênios); ou por tratamentos externos como uso de cosmético fotosensibilizante 
sem a proteção adequada: por peelings.
Nevus 
São hipercromias genéticas chamadas popularmente de manchas de nascimento. Os 
nevus não são passíveis de tratamento convencional; podem apenas ser removidos 
cirurgicamente quando apresentarem transtornos estéticos graves. Mesmo assim, o 
nevus será substituído por uma cicatriz.
Fisiopatologia da hipercromia 
Há uma diferença etiológica entre o tecido epitelial e o tecido conjuntivo. As células 
matrizes do epitélio são os melanócitos e os queratinócitos, e a principal célula matriz 
da derme é o fibroblasto. Portanto, apesar da proximidade desses tecidos, eles não têm 
nenhuma semelhança.
A camada basal, que é a camada intermediária entre a derme e a epiderme, deveria 
permitir apenas o fluxo de nutrientes da derme para epiderme. Porém, deveria deter 
a migração de pigmentos para a derme. Uma pele jovem e saudável, depois de um 
bronzeado excessivo, descasca completamente e não deixa regiões hipercrômicas.
Quando se trata de uma hipercromia dérmica, normalmente dermo-epidérmica, parte 
do pigmento produzido na camada basal segue seu caminho fisiológico, ou seja, pelas 
camadas mais superficiais da epiderme e, outra parte dele (pigmento) migra para o 
interior da derme.
Na derme esses pigmentos são recebidos como invasores, pois o tecido conjuntivo não 
reconhece essas células como constituintes desse tecido e se prepara para destruí-los. Os 
macrófagos são recrutados para exterminá-los. Entretanto, o processo de melanização 
não cessa e a camada basal danificada não consegue impedir a migração constante de 
pigmento para a derme.
Portanto, um dos maiores problemas da hipercromia não é o excesso de pigmento 
superficial, nem o profundo. O superficial é muito fácil de ser removido com técnicas 
de peeling adequadas. O profundo, a sua própria fisiologia, por meio dos macrófagos, 
47
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
se incumbe de destruí-los. O principal problema da hipercromia e o que a torna 
praticamente irreversível, é a permeabilidade patológica da camada basal.
Uma vez alterada a permeabilidade da camada basal, permitindo a migração de 
pigmentos para a derme, é muito difícil ser revertida, principalmente porque o 
tratamento convencional, que é feito para hipercromia, faz uso constante de substâncias 
tóxicas, agressivas e irritantes.
Para remover o pigmento superficial se faz, frequente, o uso de ácidos, cremes abrasivos 
e equipamentos que produzem esfoliações superficiais. Esses procedimentos são 
agressivos e não ajudam em nada na recuperação da camada basal. Essas técnicas apenas 
melhoram a aparência da hipercromia, o que já é um grande passo, pois estimulam a 
cliente a dar sequência ao tratamento.
Argumentos que explicam a distribuição 
fenotípica da cor da pele em todos os seres 
humanos
São eles:
 » síntese de vitamina D;
 » degradação de ácido fólico pelos raios ultravioletas;
 » resistência à exposição solar direta;
 » com o avanço da idade o no de melanócitos decaem de 6% a 8% cada 
década.
Os melanócitos sintetizam a melanina e os grânulos depositados protegem o DNA do 
núcleo. São células presentes nas camadas granulosa e espinhosa, ou abaixo da basal. 
Apresenta prolongamentos capazes de transferir a melanina para o interior das células 
epiteliais.
Nos melanócitos, a melanina produzida fica armazenada em estruturas 
intracitoplasmáticas, melanossomas. A tirosina, aminoácido essencial, é o elemento 
inicial biossintético da melanina. A síntese ocorre graças à ação da tirosinase, enzima 
que contém cobre, produzida no retículo endoplasmático rugoso e no complexo de 
Golgi.
48
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Figura 11. Melanogênese. 
Fonte: Silva e Castro, 2008.
Hiperpigmentação
Figura 12. Mecanismo da hiperpigmentação causada pela exposição à Radiação Ultravioleta.
Fonte: Silva e Castro, 2008.
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FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Fotodermatose
A luz solar, indispensável à vida, é causadora de uma série processos patológicos 
cutâneos, conhecidos como fotodermatoses.
Os principais responsáveis pela fotodermatose são os raios UVA e UVB, porém as 
alterações dependem da frequência da exposição, do grau de melanização da pele e da 
predisposição.
A radiação solar, sendo uma radiação policromática, é composta por uma série de 
radiações que abrangem o espectro visível e não visível.
 » Luz visível: com comprimento de onda que varia de 400 a 800 nm, 
de acordo com a sensibilidadedo olho (retina), variando de pessoa para 
pessoa.
 » Infravermelho: seu comprimento de onda se situa além do espectro 
visível, de 800 a 10.000 nm.
 » Ultra violeta A - UVA: raios também chamados de black light ou raios 
longos, com comprimento variando entre os 320 e 400 nm.
 » Ultra violeta B - UVB: ou raios “médios” ou “eritematogênicos”. Têm a 
particularidade de serem retidos pelo vidro (ou pelo menos em sua maior 
parte), com comprimento de onda variando 280 e 320 nm.
 » Ultra violeta C - UVC: raios “curtos” com características bactericidas. 
Suas ondas são retidas pelo quartzo e apresentam um comprimento de 
onda entre 190 e 280 nm.
Quanto à agressão solar, essa pode ser classificada de acordo com os critérios de Mark 
Rubin, descritos a seguir:
 » Mark Rubin I: ocorrem alterações somente na epiderme. As características 
são: sardas (efélides), lentigos, aumento da espessura da camada córnea 
e superfície áspera e opaca.
 » Mark Rubin II: ocorrem alterações na epiderme e na derme papilar. As 
características são: sardas (efélides), lentigos, aumento da espessura da 
camada córnea, superfície áspera e opaca, queratoseactínica, lentigo senil 
e apresentam rugas e vincos delicados.
50
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
 » Mark Rubin III: ocorrem alterações na epiderme, na derme papilar e 
na derme reticular. As características são: sardas (efélides), lentigos, 
aumento da espessura da camada córnea, superfície áspera e opaca, 
queratoseactínica, lentigo senil, rugas e vincos acentuados, coloração 
amarelada e sensação de couro fino e também apresenta uma superfície 
descamativa.
Fitoterapia
Vaccinium vitis idaea L (Lingonberry)
Ativo nutricosmético vegetal obtido do extrato de lingonberry (Vaccinium vitis 
idaea L.), um produto produzido e patenteado por Beijing Gingko Group (BGG). 
Contem uma serie de compostos antioxidantes, incluindo 10% de resveratrol, 35% de 
proantocianidinas e 10% de antocianinas.
Proporciona clareamento da pele por inibir a ação da tirosinase e a síntese de melanina. 
(WANG et al., 2005)
Punica granatum (Pomegranate)
Indicado para manchas causadas pela exposição à luz solar por inibir ação dos 
melanócitos. O extrato de Pomegranate apresenta efeito protetor contra a lesão celular 
UVA-UVB-induzida e protege os fibroblastos humanos contra a morte celular UV-
induzida, reduzindo a ativação do fator de transcrição NF-kappaB e da caspase-3, além 
de preservar os níveis do antioxidante glutationa. (ASLAM et al., 2005; YOSHIMURA 
et al., 2005; KASAI et al., 2006; PARK et al., 2010) 
Em estudo realizado em humanos, a utilização do extrato de Punica granatum em doses 
de 200 mg/dia (100 mg acido elágico) ou 100 mg/dia (50 mg acido elágico) exerceu 
efeito protetor contra a queimadura solar causada pela radiação ultravioleta e mostrou 
uma tendência para a redução da síntese de melanina. (KASAI, 2006)
Outros estudos realizados in vivo indicaram que o uso do extrato de Punica granatum 
protege contra a oxidação de lipídios e proteínas induzida pela radiação UVB, reduz a 
expressão de metaloproteinases de matriz e reduz a fosforilação do fator de transcrição 
NF-kappaB, exercendo um efeito anti-inflamatório. (PARK et al., 2010; ASLAM et al., 
2005) 
51
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Composição:
 » Suco: antocianinas, glicose, ácido ascórbico, ácido elágico, ácido gálico, 
ácido cafeico, catequinas, EGCG, quercetina, rutina, ferro e aminoácidos.
 » Óleo da semente: ácido punícico, ácido elágico, esteróis.
 » Pericarpo: ácido gálico, catequinas, EGCG, quercetina, rutina, flavonas, 
flavononas, antocianidinas.
 » Folhas: taninos, flavonas.
 » Flores: ácido gálico, triterpenoides. 
 » Raiz e casca da árvore: elagitaninas (punicalina e punicalagina, alcaloides 
piperidínicos). 
Picnogenol (Pinus Pinaster)
Um estudo realizado em 30 mulheres com melasma, a utilização do extrato por 30 dias 
em dose de 25mg /3xdia (total 75mg/dia) reduziu os sintomas relacionados ao quadro 
(fadiga, dor, obstipação) e também reduziu a intensidade da mancha e a sua área, sem 
apresentar efeitos colaterais. 
Outros resultados relacionados ao uso do Picnogenol. (KIM et al., 2008; NI; MU, 2002)
 » Forte atividade inibidora tirosinase e biossíntese melanina.
 » Propriedades antioxidantes: superóxido, radicais hidroxila.
 » Os estudos mostram aumento de glutationa peroxidase.
 » Anti-melanogênica por meio de suas ações antioxidativas .
 » Estimula o sistema enzimático endógeno.
 » Protege contra Radiação ultravioleta.
Olea europaea L. (Oliveira)
Oli-OlaTM é um extrato 100% natural da oliva produzido por agricultura orgânica na 
região sul do Mediterrâneo. Trata-se de um extrato do fruto da oliveira (oliva) que possui 
padronização em hidroxitirosol (3%), um polifenol com potente ação antioxidante.
52
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Segundo diversos estudos é capaz de 
 » promover efeito peeling na pele; 
 » proteger fibroblastos e estimular suas mitoses; e 
 » melhorar a expressão gênica de fibroblastos.
De acordo com Braam et al. (2006) o tratamento com hidroxitirosol (associado a 
vitamina E e quercetina) modula a expressão gênica de fibroblastos com a idade.
Estudos demonstram que o uso de antioxidantes orais poderiam diminuir os efeitos 
deletérios da radiação ultravioleta sobre a pele prevenindo a hiperpigmentação cutânea. 
(HANDOG et al., 2009)
Litchi chinensis (Lichia)
A lichia é um importante fruto para a economia da Tailândia. Seu fruto é rico em 
quercetina, ácido rosmarínico, ácido gálico e compostos fenólicos. Os efeitos terapêuticos 
dos frutos são atribuídos à presença de compostos fenólicos anti-inflamatórios. Estudos 
in vitro demonstraram um efeito anti-tirosinase e não mostrou nenhuma atividade 
citotóxica para as células. (KANLAYAVATTANAKUL et al., 2012) 
Dosagens e formas de administração ainda não foram estabelecidos.
Artocarpus communis
Artocarpus communis é uma planta agrícola que também é utilizada na medicina 
popular para a prevenção de doenças de pele, incluindo a acne e a dermatite. Os 
extratos de A. communis têm sido utilizados para inibir a melanogênese, no entanto, 
o mecanismo anti-melanogênese ainda não foi investigado. Fu et al. (2014) revelaram 
o possível mecanismo de ação dessa planta. O estudo in vitro constatou que o extrato 
promove decréscimo do conteúdo de melanina e da atividade da tirosinase. Tal efeito se 
deu pela downregulating do fator de transcrição MITF, importante fator de transcrição 
regulador da síntese de enzimas melanogênicas tais como tirosinase, TIRP1 e TIRP2. 
Dosagens e formas de administração ainda não foram estabelecidos.
53
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Figura 13. Artocarpus communis. 
Fonte: <http://www.tropilab.com/breadfruit.html>. Acessado em 11/07/2015.
Polypodium leucotomos 
O Polypodium leucotomos apresenta propriedades benéficas para a pele. Esses efeitos 
são atribuídos à presença de numerosos compostos com propriedades antioxidantes 
e fotoprotetoras. Diversos estudos avaliaram a atividade de extrato de Polypodium 
leucotomos e seu efeito fotoprotetor. Todos os pacientes se expuseram à luz solar durante 
o consumo de 250 a 480mg/dia do extrato por via oral. Na maioria dos estudos, os 
participantes estavam sem uso de filtro solar. Os resultados indicam que o Polypodium 
leucotomos exerce importante efeito protetor na pele de indivíduos em exposição solar. 
(MIDDELKAMP-HUP et al., 2004; GOMBAU et al., 2006; CAPOTE et al., 2006)
Além disso, a administração via oral também parece proporcionar benefícios adjuvantes 
no tratamento de vitiligo e melasma. Muitas evidências científicas indicam um efeito 
significativo na melhora da gravidade do melasma em mulheres após 12 semanas de 
uso. (NESTOR et al., 2014)
54
CAPÍTULO 3
Acne vulgaris
Palavra de origem grega akmés, significa vértice, cume. Acne é uma doença extremamente 
comum, afetando quase 80% de adolescentes e adultos jovens entre 11 e 30 anos. 
Sabe-se que doisterços dos pacientes com acne apresentam curso autolimitado, no 
entanto, outros casos requerem atenção e tratamento por tempo prolongado para evitar 
a evolução para formas graves da acne com cicatrizes permanentes.
Atualmente, entende-se a acne como doença crônica caracterizada por apresentar 
curso prolongado, padrão de recorrência e remissão, manifestação de surtos agudos 
ou início insidioso e impacto psicossocial que afeta a qualidade de vida dos pacientes. 
(MONTEIRO, 2011)
As glândulas sebáceas produzem sebo, que atravessa a superfície da pele através da 
abertura do folículo. Manifesta-se principalmente na face e em regiões anteriores e 
posteriores do tórax.
Agentes promotores do desequilíbrio do folículo pilossebáceo:
 » cosméticos;
 » transtornos emocionais;
 » hormônios hipofisários;
 » medicamentosos;
 » fatores genéticos;
 » distúrbios imunológicos;
 » distúrbios gastrintestinais;
 » transtornos alimentares.
Fisiopatologia 
A fisiopatologia da acne tem quatro fatores primários que interagem de modo complexo:
1. hiperqueratinização folicular;
2. aumento da produção sebácea;
55
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
3. colonização bacteriana;
4. resposta imunológica e inflamatória.
Desses fatores, os dois primeiros (alteração de crescimento e diferenciação folicular e 
a hiperplasia sebácea) são os mais importantes, pois são responsáveis pela formação 
da lesão inicial da acne: o microcomedão. Esse pode evoluir para uma lesão não 
inflamatória, o comedão, ou evoluir com inflamação e lesões inflamatórias como pápula, 
pústula ou nódulos. (GOLLNICK et al., 2003) 
Na adolescência, o aumento do estímulo do eixo hipotálamo-hipófise-gônodas, a 
liberação de esteroides sexuais (androgênios e estrogênios) e o aumento dos hormônios 
anabólicos (GH e IGF-1) resultam em aumento da massa corporal e desenvolvimento 
físico (crescimento ósseo, longitudinal e distribuição do tecido adiposo) e na maturação 
dos órgãos e sistemas (desenvolvimento das mamas, pelos pubianos e maturação da 
genitália). Porém, em paralelo, esse processo provoca uma hiperatividade sebácea.
A acne é um processo multifatorial que tem como consequência hiperatividade 
sebácea, queratinização do óstio folicular e proliferação de Staphylococos epidermidis, 
Pityrosporum ovale e, principalmente, de Propionibacterium acnes.
Esses microrganismos possuem enzimas chamadas esterases, capazes de hidrolisar os 
triglicerídeos do sebo, liberando ácidos graxos livres que são altamente irritantes.
Além disso, a Propionobacteriun acne produz enzimas como lipase e fosfatase que 
participam na ruptura folicular pela liberação de fatores quimiotáticos, promovendo a 
atração de neutrófilos e linfócitos para o lúmem folículo (fragmentos da parede celular 
estimulam macrófagos a produzirem IL8, IL1β e fator de necrose tumoral alfa) com a 
liberação de citocinas pró-inflamatórias. (TOYODA; MOROHASHI, 2001) 
Figura 14. Patogênese da acne. 
Fonte: Toyoda e Morohashi, 2001.
56
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Classificação em relação ao grau da acne:
 » Grau 1: comedões abertos ou fechados, sem inflamação.
 » Grau 2: comedões e pústulas. Presença de processo inflamatório (líquidos 
pustulentos).
 » Grau 3: aspecto visual idêntico ao grau 2, porém com cobertura de mais 
60% rosto ou dorso e com presença de alguns nódulos.
 » Grau 4: pústulas, nódulos, cistos, inflamados e doloridos, com grande 
probabilidade de formação de cicatrizes na pele.
A importância da integridade fisiológica e 
funcional do trato gastrointestinal
A geração da regulação imunofisiológica no intestino depende do estabelecimento da 
microbiota ativa, pois forma barreira contra microrganismos invasores. Trata-se de 
um canal entre os nutrientes e a circulação sistêmica e barreira contra toxinas de uma 
variedade de fontes.
No processo alimentar, a absorção pode ser alterada por sintomas de má absorção, 
interação entre os nutrientes, alteração da permeabilidade da mucosa, e, 
consequentemente, disbiose.
Hiperpermeabilidade intestinal
O aumento da permeabilidade intestinal ocorre quando estruturas de adesão às células 
epiteliais (desmossomas) são destruídas, fazendo aumentar a permeabilidade de 
antígenos via paracelular e reduzir a absorção de nutrientes via transcelular.
Alguns fatores como a má digestão, hipocloridria, ausência de fatores de proteção à 
mucosa intestinal, déficit nos fatores de crescimento da mucosa, toxinas bacterianas, 
irritantes químicos, radicais livres e disbiose podem causar e/ou agravar a permeabilidade 
intestinal.
Consequências do aumento da permeabilidade intestinal:
 » absorção de macromoléculas tóxicas;
 » estado crônico de hipersensibilidade imunológica;
 » diminuição da absorção de vitaminas e minerais;
57
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
 » depósito de toxinas e complexos imunes em tecidos, dificultando a 
drenagem;
 » retenção hídrica, devido resposta alérgica.
O tratamento da hiperpermeabilidade intestinal consiste na utilização de probióticos, 
prebióticos, fibras solúveis, insolúveis e glutamina. A glutamina é um potente auxiliador 
no processo de reparação da mucosa intestinal e do sistema imunológico enfermo, pois 
sua oxidação produz energia para os macrófagos, linfócitos e fibroblastos.
O uso de prebióticos, substâncias alimentares não digeríveis, é uma maneira de 
modificar favoravelmente a composição e/ou atividade da microbiota intestinal. Um 
tipo de prebiótico de cadeia curta, frutooligossacarídeos (FOS), é bem conhecido para 
o efeito de promoção de saúde, pois estimulam bifidobactérias colônicas, reduzindo o 
PH fecal e a consistência das fezes, aumentando a resistência a infecções e modulando 
o sistema imunológico. (GIBSON et al., 2004) 
Fitoterapia
Uma das estratégias mais utilizadas no tratamento da acne é a inibição da enzima 5-alfa-
redutase, responsável pela conversão de testosterona em dihidrotestosterona (DHT). 
A DHT quando ativa seus receptores dérmicos provoca a hiperatividade sebácea, 
agravando o quadro da acne. 
Na tabela abaixo estão as principais plantas medicinais que apresentam efeitos 
antiandrogênicos. 
Tabela 4. Plantas medicinais com efeito antiandrogênico.
PLANTA EFEITO BIOLÓGICO
Ganoderma lucidum Redução da atividade da enzima 5-alfa-redutase, reduzindo os níveis 
de DHT. 
Glycyrrhiza glabra (Licorice) Redução da testosterona total.
Camellia sinensis (Chá verde) As epigalocatequinas inibem a enzima 5-alfa-redutase, reduzindo os 
níveis de DHT.
Mentha spicata Redução na testosterona livre, aumento de FH, FSH e estradiol.
Serenoa repens (Saw palmetto) Efeito antiandrogênico, inibição da enzima 5-alfa-redutase. 
Fonte: Grant e Ramasamy, 2012.
58
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Tabela 5. Outras plantas utilizadas no tratamento da acne.
PLANTA EFEITO BIOLÓGICO
Aloe vera Antibacteriana e anti-inflamatória (uso tópico).
Camelia sinensis Inibição da 5-alfa-redutase, efeito anti-inflamatório (uso tópico).
Commiphora mukul Atividade antibacteriana (uso oral – cautela, pois afeta a atividade 
tireoidiana).
Curcuma longa Atividade antibacteriana e anti-inflamatória (uso tópico e oral).
Melaleuca alternifolia (Tea tree oil) Efeito antibacteriano e anti-inflamatório (uso tópico).
Magnolia officinalis 
(magnolol)
Ação anti-inflamatória por meio da redução de IL-8 e TNF-alfa.
Citrus aurantium 
(hesperidina)
Ação anti-inflamatória por meio da redução de IL-8 e TNF-alfa.
Garcinia mangostana 
(Mangostin)
Redução da produção de TNF-alpha e de citocinas pro-inflamatórias 
(in vitro). 
Fonte: Azimi et al., 2012; Chomnawang et al., 2007. 
Outro importante mecanismo de ação dos fitoterápicos é o controle da produção de 
sebo e do processo inflamatório. 
Figura 15. Mecanismo de ação do EGCG e resveratrol no controle da secreção sebácea. 
Fonte: Fisk et al., 2014. 
Uma revisão recente da literatura identificou os principais compostos ativos e os 
respectivos mecanismos envolvidos no tratamento daacne. 
59
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Um fitoquímico de destaque é o resveratrol. Polifenol extraído a partir da pele de 
uvas e outras plantas. Estudos in vitro indicaram que o resveratrol interfere com a 
hiperqueratinização (HOLIAN; WALTER, 2001), inflamação (SUBBARAMAIAH et al., 
1998), e proliferação da P. Acnes (DOCHERTY et al., 2007), além de exercer efeito 
antioxidante (JAGDEO et al., 2010), o que pode diminuir a gravidade da acne por vários 
mecanismos, incluindo uma diminuição na produção de produtos de peroxidação de 
lípidos comedogênicos. São fitoterápicos ricos em resveratrol: Vitis vinífera (extrato e 
semente), Cranberry (Vaccinium oxycoccus) e Lingonberry (Vaccinium vitis idaea L).
As catequinas presentes na Camelia sinensis, Epigalocatequina galato e Polyphenon-60 
e seus efeitos redutores de lesões inflamatórias de acne têm sido observadas nos 
estudos clínicos. Ensaios em células humanas indicaram que Polyphenon-60 regula 
negativamente a expressão de toll-like receptor 2 e interleucina-8. Os seus efeitos 
na produção de sebo não foram estudados, mas não foram encontrados efeitos anti-
inflamatórios em comedões fechados, o que sugere que o efeito sobre a síntese de sebo 
é de mínima a moderada. (JUNG et al., 2012) 
Evidências in vitro revelaram que o EGCG afeta todos os quatro principais mecanismos 
patogênicos envolvidos no desenvolvimento de acne. EGCG inibe o crescimento de P. 
Acnes, induz a apoptose de sebócitos e reprime cascatas inflamatórias, normalmente 
induzidas por P. Acnes (YOON et al., 2013). Além disso, o EGCG pode ter um efeito 
inibidor indireto sobre queratinização anormal por meio da diminuição da expressão 
de interleucina-1α em queratinócitos. Os efeitos antiproliferativos da EGCG nos 
queratinócitos foram evidenciados em outro estudo (BALASUBRAMANIAN; ECKERT, 
2007), apoiando ainda mais a sua capacidade para inibir a hiperproliferação de 
queratinócitos.
60
CAPÍTULO 4
Cabelos
O cabelo e uma fibra natural, sendo que a superfície do cabelo não e quimicamente 
homogênea. A fibra capilar é formada por varias estruturas, cada qual com uma 
característica diferente da outra, e isso leva o cabelo a se tornar um assunto de estudo 
mais complexo. O folículo capilar é composto por duas estruturas: um filamento externo 
a derme (haste) e outro interno a derme (bulbo).
Figura 16. Estrutura do cabelo.
Fonte: <http://www.tricologia.com.br/sobre_cabelos_2.asp>. Acessado em: janeiro de 2015. 
Ciclo de crescimento dos cabelos
O ciclo biológico do cabelo é constituído por três fases: anágena (crescimento), catágena 
(repouso) e telógena (queda).
1. Anágena: fase de crescimento ativo do cabelo. Pode durar por vários 
meses e até vários anos; a média é de três anos. O comprimento do cabelo 
61
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
do indivíduo é determinado por essa fase, ou seja, se for mais longa em 
uma determinada pessoa, ela poderá ter cabelos mais compridos que 
outra cuja fase é mais curta.
2. Catágena: fase de transição. O período é relativamente curto, dura de 2 
a 4 semanas, e é quando ocorre uma interrupção do crescimento dos fios.
3. Telógena: a fase telógena dura de 3 a 6 meses e durante esse período 
ocorre o desprendimento dos fios do couro cabeludo. Eles podem 
facilmente ser arrancados apenas penteando ou lavando os cabelos. 
Terminada essa fase, um cabelo novo cresce da mesma raiz, reiniciando 
o ciclo.
Figura 17. Esquema do folículo de cabelo humano na fase anágena. Em destaque na figura a glândula sebácea 
(1), o músculo eretor da pele (2), células da matriz (3), papila folicular (4), bainha externa da raiz. A bainha externa 
da raiz, bulbo capilar e papila folicular são responsáveis pelo crescimento do cabelo. 
Fonte: Adaptado de Jatana e DeLuise, 2014.
62
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
 » Cabelo saudável: no fio de cabelo saudável a cutícula tem um padrão 
regular. Quando está em boas condições, as moléculas de água e de 
proteína ficam seladas dentro do cabelo, mantendo-o maleável, forte e 
macio.
 » Cabelo danificado: no cabelo danificado, algumas das escamas estão 
“abertas” favorecendo a perda de umidade e proteína, tornando-o menos 
flexível e mais sujeito a rupturas.
Composição química e estrutura dos cabelos
 » Carbono: 45%
 » Hidrogênio: 7%
 » Oxigênio: 28%
 » Nitrogênio: 15%
 » Enxofre: 5%
 » Ferro, cobre, zinco, iodo, proteínas, aminoácidos, lipídios e água.
Estima-se cerca de 100.000 a 150.000 fios de cabelo e que o crescimento seja em torno 
de 10mm/mês, havendo queda normal de 60 a 100 fios/dia. (SINCLAIR, 2002)
Cor e textura dos cabelos
A proporção de melanina e feomelanina define a cor do cabelo (pigmentos são fagocitados 
por células da matriz do folículo e distribuídos ao longo do pêlo).
 » A coloração dos pelos resulta da inatividade dos melanócitos, células 
resistentes no bulbo do folículo piloso e que produzem grânulos de 
pigmento escuro (melanina) sintetizado a partir da tirosina.
 » Leucotricose: apoptose dos melanócitos de acordo com padrões genéticos 
familiares.
 » Trabalhos que prometem acabar com os cabelos brancos, mas clinicamente 
não se observa.
63
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Apoptose do melanócito no envelhecimento do 
folículo piloso humano e um indicador de estresse 
oxidativo induzido pelos danos teciduais
Anágeno VI do folículo piloso foi obtido por meio da microdissecação de biópsias da 
pele humana de mulheres voluntárias com idade entre 50 e 72 anos após menopausa. 
(ARCH et al., 2006). Os resultados foram:
 » diminuição no número de melanócitos e um aumento na incidência de 
apoptose do bulbo capilar estão associados ao estresse oxidativo;
 » envelhecimento do folículo piloso caracterizado pela ausência de 
protetores do estresse oxidativo (Bcl-2) e fatores de crescimento do 
melanócito (c-Kit);
 » maior frequência de estresse oxidativo associado aos danos do DNA 
ocorre em folículos de cabelos grisalhos;
 » os melanócitos da unidade de pigmento são altamente e seletivamente 
susceptíveis ao dano causado pelo estresse oxidativo exógeno.
Pigmentação do cabelo em humanos – aspectos 
biológicos
A biossíntese da melanina e a subsequente transferência do melanócito para o bulbo 
capilar (para os queratinocitos) dependem da biodisponibilidade dos precursores da 
melanina e da transdução de sinais.
O pigmento do cabelo contribui para a excreção rápida de metais pesados, substâncias 
químicas e toxinas. O aumento dessas substâncias leva ao aumento do estresse oxidativo. 
(TOBIN, 2008)
Emerit e cols. (2004) em um estudo com objetivo de avaliar o papel das reações de 
fotosensibilização para o embranquecimento capilar e demonstrar os efeitos protetores 
da supróxido dismutase (SOD) constataram que SOD protege o DNA dos melanócitos 
contra a ação dos radicais livres. (EMERIT et al., 2004)
Processo inflamatório dos pêlos
É desencadeado por fatores intrínsecos, anormalidades genéticas e foliculares. Sofre 
influência por vários estímulos (interno ou externo) queratinocitos presentes nos 
folículos (parte bulbar e perivascular, além da parte externa: folículo e epitélio) produz 
64
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
citocinas pró-inflamatoria, incluindo IL-1, IL-2,IL-4, IL-5, IL-8,IL-10, fator de necrose 
tumoral, linfócitos. A IL-1 interfere no ciclo do cabelo, levando a um ciclo prematuro. Ao 
analisar os cabelos de pacientes com alopecia, observa-se decréscimo de melanócitos e 
melanossomas.
Figura 18. Causas da inflamação. 
Fonte: RINGMAN et al., 2005.
Eflúvios
Classificação
 » Alopecias difusas cicatriciais: radiações ionizantes, queimaduras extensas, 
neoplasias, pseudopelada, foliculite decalvante, penfigoide cicatricial.
 » Alopecias difusas não cicatriciais: androgenética/androgênica, areata, 
quimioterapia, sifilis , colagenose sistêmica, tração, desnutrição 
congênita, eflúvio telógeno (pós-parto, febre, estresse, dieta restritiva), 
endocrinopatias metabólicas e nutricionais(desnutrição, deficiência 
zinco, biotina, ácidos graxos essenciais, ferro), drogas (anticoagulante, 
hipervitaminose A, retinoides, lítio, estatinas). 
65
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Figura 19. Androgenética. 
Fonte: Andrew G. Messenger, Disorders of hair growth, 2004.
 Alopecia
Os vários tipos de alopecia se manifestam de acordo com a fase do ciclo de crescimento 
em que são acometidos, podendo ser reversíveis ou irreversíveis. 
Alopecia androgênica masculina
A alopecia androgênica (AAG) é uma característica clínica de queda de cabelo nos 
homens, tendo uma condição genética comum e sendo produzido pela ação dos 
andrógenos circulantes. O folículo capilar produz fios mais finos (lunagem), menores 
e despigmentados. No entanto ainda se desconhece a causa da ação dos andrógenos 
sobre os folículos pilosos nas diversas partes do corpo.
Alopecia androgênica feminina
Trata-se de uma condição genética comum, causada por um gene único, autossômico 
dominante, porém com prevalência reduzida no gênero feminino, podendo ou não estar 
associada às endocrinopatias androgênicas. Caracteriza-se pela perda e pelo afinamento 
progressivo dos cabelos, iniciando no vértex, podendo chegar ao quadro de calvície, 
preservando, na maioria das vezes, a linha frontal. Na mulher pode ser decorrente 
de fatores isolados ou associados entre si, como o aumento da secreção glandular de 
andrógenos pelos ovários, suprarrenais ou ambos; alteração de níveis sanguíneos de 
SHBG; maior sensibilidade de receptores androgênicos dos folículos pilosos; aumento 
66
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
na conversão de testosterona em DHT nos tecidos pela elevação da taxa de 5-alfa-
redutase e predisposição genética.
Alopecia areata 
Doença multifatorial com componentes autoimunes, atuando em indivíduos 
predispostos em termos genéticos, cujas causas reais permanecem desconhecidas. 
(ANDREW, 2004) 
Fitoterapia
Para redução dos efeitos causados por processos inflamatórios no couro cabeludo, a 
utilizadação de fitoterápicos por via oral ou em formulações para uso tópico é uma 
conduta frequente. A seguir veremos uma relação de compostos ativos presentes em 
plantas, com propriedade anti-inflamatória. 
Fitoterápicos com propriedades anti-inflamatórias
 » Flavonoides (quercetina, campferol, flavonas, antocianinas, resveratrol, 
isoflanoides): inibem atividade fosfolipase A2, cicloxigenases e 
lipoxigenases. (HOLMES-MCNARAY et al., 2000) 
 » Cúrcuma: bloqueia expressão genética citocinas pró-inflamatórias, inibe 
fosfolipase A2, LOX, COX, Tromboxanos, TNF alfa. (RINGMAN et al., 
2005; LEITE et al., 2003)
 » Gengibre: inibe COX, LOX, tem potente ação anti-inflamatória. 
(GRZANNA et al., 2005) 
 » Própolis: antioxidante, inibe a síntese de prostaglandinas e leucotrienos 
pelos macrófagos. (BORRELLI et al., 2002)
 » Fitoterápicos: atividade anti-inflamatória, ação antioxidante, efeito 
imunoestimulador (ex.: camomila, pimenta, equinácea, cardo mariano). 
(SANDERSON et al., 2006) 
Outros estudos indicam que a utilização de extratos de algumas plantas em formulações 
para uso tópico, no couro cabelulo, aumenta o crescimento do pelo. O efeito está 
principalmente relacionado à capacidade de indução de fatores de crescimento dérmico 
do folículo piloso. Estudos realizados em seres humanos, em animais e in vitro destacam 
três plantas que apresentam esses efeitos, são estas: 
67
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Rubus idaeus (Óleo de Framboesa)
Estudos recentes apontam para o efeito modulador de fatores de crescimento, como 
o IGF-1, por meio da aplicação tópica do óleo de framboesa. Estudo realizado com 4 
homens com alopecia, com o uso de uma formulação para uso tópico contendo 0,01% 
de óleo de framboesa durante 5 meses, revelou aumento da velocidade de crescimento 
dos cabelos. 
Figura 20. Utilização do óleo de framboesa em homens com alopecia. 
Fonte: N. Harada et al., 2008 
Alecrim (Rosmarinus Officinalis)
Estudos in vitro e in vivo com a administração tópica do extrato de Rosmarinus 
officinalis (RO-ext, 2 mg/dia/mouse) melhorou o crescimento do pelo em camundongos. 
Além disso, a RO-ext promoveu o crescimento de pelos em camundongos C3H/He que 
tiveram suas áreas dorsais raspada. (MURATA et al., 2013) 
O mecanismo de atividade antiandrogénica de RO parece estar voltado para a inibição 
de testosterona 5α–redutase, o qual é bem reconhecido como uma das estratégias mais 
eficazes para o tratamento de alopecia androgénica.
68
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Panax Ginseng (Red Ginseng)
Estudos recentes que analisaram in vitro e in vivo a ação de extratos de Panax ginseng 
por meio de uso tópico em animais e em cultura de folículos capilares humanos. Os 
resultados de ambos os estudos indicaram que o extrato e seus ginsenosideos promovem 
aumento da proliferação de células da papila dérmica em humanos, estimulando 
proliferação dos queratinócitos na matriz do cabelo, além de inibir a transcrição do 
receptor de andrógeno induzida por DHT. Esses resultados sugerem que o ginseng 
vermelho (Panax Ginseng) pode promover o crescimento do cabelo em seres humanos. 
(KIM et al., 2015; PARK et al., 2015)
69
CAPÍTULO 5
Hidrolipodistrofia ginoide
Fisiopatologia
A “celulite” representa um dos maiores desafios da medicina nos últimos anos, sendo 
agravado pelos padrões atuais de beleza feminina que exigem uma solução para o 
problema. Estima-se que 90% das mulheres apresentam este distúrbio. (MURAD, 
2009)
Termos para descrever esta patologia:
 » hidrolipodistrofia ginoide;
 » lipoesclerose nodular;
 » paniculopatia edematofibroesclerótica;
 » paniculose;
 » fibroedema geloide
 » mesenquimatose;
 » lipodistrofia segmentar;
 » lipoesclerose nodular;
 » linfostase cutânea regional.
A ausência de uma base fisiopatogênica definida leva à impossibilidade de se estabelecer 
uma forma terapêutica adequada e elaboração de protocolos de atendimento. O 
descrédito sobre as propostas terapêuticas da celulite, tanto por parte dos profissionais 
como pelos pacientes, é unânime. Por outro lado, ilustrações mostram que desde os 
tempos remotos as mulheres já apresentavam celulite, fazendo parte da história da 
humanidade. (GODOY, 2003)
A insulina estimula a lipogênese e a sua afinidade é aumentada pelo estrogênio e pela 
prolactina. O estímulo a lipogênese provoca hipertrofia adipocitária, aumento da 
viscosidade da substância fundamental e alteração na microcirculação, dificultando 
as trocas metabólicas e a oxigenação. Evolui para fibroesclerose e encapsulamento de 
70
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
adipócitos. (SEGERS, 1984; CURRI, 1991; CIPORKIN; PASCHOAL, 1992; MARTIN, 
1994)
Consequências
 » Edema. O líquido intersticial geleificado comprime a circulação linfática 
dificultando a escoagem.
 » Déficit circulatório. Ocorre compressão das arteríolas dificultando 
a difusão de O2 e de nutrientes do vaso para as células, assim como o 
retorno dos exudatos.
 » Lipogênese e hipertrofia do adipócito. Devido à dificuldade de 
trocas metabólicas o adipócito acumula reservas no seu interior e aumenta 
a resistência de sua membrana (encarcerando as reservas) tornando-se 
um micronódulo.
 » Acúmulo de líquido. A matriz intersticial geleificada, com acúmulo de 
exudatos aumenta a pressão oncótica e retém mais líquido no seu interior.
 » Proliferação desordenada de fibras de elastina. Ocorre um 
agrupamento dos micronódulos tornando-os macronódulos adipocitários.
Segundo Guirro (2002), no FEG (Fibroedema giloide) as alterações causadas nos 
fibroblastos, especialmente pelo estrógeno, promovem modificações estruturais 
nas GAGs com hiperpolimerização, aumentando o seu poder hidrofílico e a pressão 
osmótica intersticial. Esse mecanismo gera acúmulo de líquido entre os adipócitos com 
consequente deposição de colágeno na matriz-intersticial.
A não uniformidade na deposição dessas fibras de colágeno acarreta uma esclerose 
irregular de tamanhosvariados, tanto ao redor dos adipócitos quanto dos vasos 
sanguíneos. As mudanças no tamanho dos capilares levam quase sempre à formação de 
microaneurismas, por seu estrangulamento, permitindo o extravasamento de plasma 
para o interstício em conjunto com algumas citocinas e linfócitos, reforçando essa 
desordem.
O estrógeno é responsável pelo desequilíbrio da matriz, desencadeando 
comprometimento vascular e levando ao aparecimento de citocinas pró-inflamatórias.
Howard Murad propõe a teoria do “Princípio da água”, que propõe tratar a lipodistrofia 
ginoide como doença sistêmica e evolutiva, baseada nos 3 pontos-chave: reparar, 
reidratar e revitalizar as células.
71
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Com o envelhecimento, as células perdem a capacidade de se hidratar e entram em 
colápso e se tornam incapazes de reter água, tornando-se ineficientes em suas funções.
A causa real da celulite é o dano infligido pela água às células da pele e do tecido 
conjuntivo, bem como pelo enfraquecimento dessas. A pele se deteriora a ponto 
das células gordurosas flutuantes serem capazes de passarem pela derme e atingir a 
superfície. (MURAD, 2006)
Os componentes básicos da formação são: 
 » ruptura dos vasos sanguíneos, 
 » danos à derme,
 » acúmulo de água “desperdiçada” (edema), 
 » hiperplasia e hipertrofia dos adipócitos e 
 » afinamento da epiderme.
Para escolha e eficácia nos tratamentos mais modernos contra a celulite é 
importantíssimo conhecer seus estágios, causas e fatores desencadeantes.
Para Ribeiro (2010) a “celulite” consiste em uma desordem do tecido adiposo, com 
presença de edema (hidro) e com a função venolinfática alterada, visivelmente 
identificada por distúrbio topográfico na região ginoide. Em 2009, houve nova 
classificação: a escala da celulite pode variar da “casca de laranja”, casos mais leves; 
“queijo cottage” com “covinhas” irregulares e o pior caso quando se parece com “colchão 
acolchoado”, conforme abaixo.
Estágio 1
 » discreta dilatação dos vasos;
 » aumento da temperatura provocada por edema e hiperpermeabilidade 
dos capilares;
 » ausência de alteração circulatória;
 » aumento de volume das células do tecido gorduroso na região afetada 
ocasionado por acúmulo de gordura dentro da célula;
 » acúmulo de gordura no local.
72
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Estágio 2
 » aumento da gordura local; 
 » início do aparecimento da fibrose;
 » aumento dos volumes das células que geram microcompressão nos vasos 
linfáticos, causando alteração circulatória;
 » acúmulo de toxinas com formação de edema.
Estágio 3
 » microvarises e vasos;
 » sensação de peso e cansaço nas pernas;
 » agravamento de problemas circulatórios;
 » fibrose (alteração tripla hélice);
 » desordenação do tecido e aparecimento de nódulos, que apesar de 
profundos são vistos como irregularidades na superfície;
 » presença de nódulos na apalpação “aspecto de saco de nozes”.
Estágio 4
 » aumento de edema desordenado das células gordurosas;
 » pernas inchadas, pesadas e doloridas;
 » aparecimento de fibroesclerose;
 » depressões;
 » perda acentuada da circulação.
73
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Figura 21. Estágios da lipodistrofia ginoide. 
Fonte: Rossi e Vergnanini, 2000.
Godoy e Godoy (2010) sugerem causa vascular da celulite, especificamente com maior 
envolvimento do sistema linfático, comprometimento linfático regional e linfostase 
cutânea regional. A abordagem vascular, enfatizando o sistema linfático, abre nova 
perspectiva no tratamento da celulite (lipedema).
Lipedema é uma doença vascular crônica que acomete principalmente mulheres. 
Caracterizado pelo depósito anormal de gordura nas pernas e próximo do quadril, a 
pele se apresenta em hipotermia e a terapia é difícil. Nunca se deve confundir com 
linfedema. Edema com formação de cacifo pode ser proveniente de hipotiroidismo, 
hipoproteinemia severa. Estudos apresentam excelentes resultados com utilização de 
rutina e castanha da índia, além do uso de meias de compressão.
Emanuele e cols. (2010) avaliaram, por meio da coleta salivar de DNA, 200 mulheres 
com IMC 25kg/m2 apresentando celulite com grau maior ou igual a 2 com o objetivo de 
encontrar uma base genética para a celulite. Os genes apontados pelo estudo são os da 
enzima conversora de angiotensina 1(ECA) e gene do fator indutor de hipóxia (1HIF1A).
Pacientes com alteração genética no gene da ECA tem concentração aumentada de ECA 
no sangue e tecidos, consequentemente maior vasoconstrição. Apresentam também 
baixos níveis de bradicinina (vasodilatador), resultando em maior vasoconstrição local, 
maior distúrbio de oxigenação tecidual. Altos níveis do fator alfa indutor de hipóxia 
74
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
(1HIF1A) desequilibram o tecido fibroso e aumentam a inflamação. (EMANUELE et 
al., 2010)
Com o aumento da ingestão calórica, aumenta a hipóxia por interferir na rede vascular, 
desregulando a função endócrina do adipócito. Mais de 50% dos pacientes com celulites 
em graus mais avançados apresentaram estímulo do fator de indução de hipóxia-1alfa 
(HIF1A) - HIF1A. (EMANUELE et al., 2010)
Emanuele et al. (2011) constataram que a expressão da adiponectina no tecido adiposo 
subcutâneo é reduzida em mulheres com celulite. A adiponectina apresenta importantes 
efeitos protetores, anti-inflamatórios e vasodilatadores.
Figura 22. Alterações endócrinas da lipodistrofia ginoide. 
Fonte: Rossi e Vergnanini, 2000.
Resumo das causas
As principais causas da celulite são os hormônios, principalmente o estrogênio, distúrbios 
vasculares e a genética. Existem também fatores predisponentes (idade, obesidade, 
distúrbios circulatórios), determinantes (estresse, fumo, desequilíbrios glandulares, 
diabetes, maus hábitos alimentares e disfunção hepática), além de condicionantes 
(aumento da pressão capilar, dificuldade de reabsorção linfática e acúmulo de água nos 
espaços intercelulares).
75
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Importância da destoxificação hepática
O estilo de vida moderno impõe um ritmo de vida com exposição constante a 
diversos xenobióticos. O termo xenobiótico é definido com uma substância estranha e 
normalmente prejudicial ao organismo vivo. São também conhecidos como poluentes 
orgânicos persistentes (POPs), produtos químicos que contém carbono, introduzidos 
no ambiente em número cada vez maior, decorrente da atividade industrial. Estima-se 
que mais de 80 mil desses produtos químicos foram introduzidos no ambiente desde a 
Segunda Guerra Mundial. (CARVALHO; MARQUES, 2008) 
Sabe-se que mulheres acometidas por “celulite” em graus elevados, apresentam um 
nível considerável de toxinas e xenobióticos no organismo. Isso se deve ao fato de estar 
associado ao aumento da permeabilidade intestinal e baixa capacidade de drenagem 
linfática nas regiões afetadas. 
O fígado é o órgão responsável por cerca de 60% desse processo, seguido pelo intestino 
(20%). Portanto, para garantir a destoxificação adequada devemos suprir as necessidades 
hepáticas e condições intestinais adequadas. Otimizar os sistemas de destoxificação do 
organismo humano é de extrema importância para redução do acúmulo de toxinas em 
tecidos adiposos e fígado. É através de um complexo sistema hepático que o organismo 
consegue metabolizar e eliminar esses xenobióticos. Processo que depende a ação de 
diversos nutrientes para as suas reações químicas. 
As principais rotas de eliminação de toxinas são pela urina e bile, mas o suor, o leite, as 
lagrimas, o ar exalado e outras secreções também atuam na eliminação de toxinas do 
nosso organismo.
Muitos fitoterápicos apresentam compostos biativos capazes de dar suporte enzimático 
para as reações relacionadas ao processo de destoxificação hepática, contrbuindo, assim, 
para a biotransformação de xenobióticos que poderão ser eliminados do organismo por 
via renal. 
Mecanismos envolvidos na destoxificação:
 » Eliminam químicos lipofílicos estranhos,que ficam na membrana celular 
e que são de difícil quebra e excreção.
 » Habilitam o organismo a eliminar xenobióticos, as substâncias lipofílicas 
são transformadas em hidrofílicas, facilitando sua excreção.
76
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Fases da destoxificação
O processo de destoxificação é composto por 2 fases:
Fase I – biotransformação
São reações catalisadas por uma grande variedade de enzimas, sendo a família do 
citocromo P450 a mais significativa. O resultado das reações da fase I é um intermediário 
reativo, que deverá sofrer reação de conjugação (fase II) para que não possa agir como 
radical livre, ligando-se facilmente ao DNA, proteínas e ao RNA, causando efeitos 
irreversíveis ao funcionamento celular. Esse intermediário reativo é solúvel em água, 
porém normalmente não são diretamente eliminados. 
Reações de fase I: oxidação, redução, hidrólise e hidratação.
Nutrientes que estimulam as reações de fase I: vitaminas B2, B3, B6, B12, ácido fólico, 
glutationa, BCAA, flavonoides, fosfatidilcolina e molibdênio.
Fase II – Conjugação
Reações que transformam o intermediário reativo em uma molécula hidrossolúvel 
atóxica. Essas reações devem acontecer o mais rápido possível. 
Reações de conjugação: sulfatação, glicuronidação, acetilação, acilação, metilação.
Nutrientes que estimulam as reações de fase II: glicina, taurina, glutamina, 
n-acetilcisteína, cisteína, metionina, sulfato e vitamina B5.
As enzimas que atuam nesse processo têm sua atividade influenciada por alguns 
fatores como, genética, gênero, idade, estado de saúde, e nutrição, além do controle da 
quantidade de xenobióticos absorvidos. A maioria das enzimas envolvidas no processo 
são expressas mediante o contato com o xenobióticos. Desequilíbrios e disfunções 
hepáticas ocorrem muitas vezes pelo excesso de xenobióticos versus a falta de substrato 
para metabolização. A fitoterapia é mais uma ferramenta importante, pois fornece 
fitoquímicos que agem como destoxificantes e como hepatoprotetores. 
Algumas estratégias são importantes para garantir a eliminação adequada de tóxicos 
químicos (álcool, hormônios, alérgenos, micróbios, metabólitos microbianos etc.), 
como restaurar as funções hepáticas:
 » redução do uso e exposição a agentes que têm um efeito adverso sobre a 
função hepática;
77
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
 » restauração da flora intestinal, com particular atenção ao trânsito e 
permeabilidade intestinal conservada e presença de microrganismos 
benéficos;
 » estímulo para destoxificação hepática. A ingestão de alguns fitoquímicos e 
nutrientes pode auxiliar esse processo: silimarina (Sylibum marianum), 
bioflavonoides, catequinas (Camellia sinensis), selênio, cisteína, vitamina 
C etc.
Fitoterapia aplicada ao tratamento da 
lipodistrofia ginoide
No tratamento da lipodistrofiaginoide é importante atuarmos em várias frentes: 
suporte para destoxificação hepática, melhora das condições de trânsito intestinal 
e permeabilidade intestinal, estímulo para redução de gordura corporal, melhora 
da permeabilidade capilar e redução do edema, suprimento de antioxidantes e 
substâncias anti-inflamatórias. Veremos a seguir as principais plantas que atuam 
nessas diversas frentes. 
Suporte para a destoxificação hepática
Conforme destacado anterioremente, o suporte para destoxificação hepática é um 
processo importante no tratamento da hidrolipodistrofia ginóide. A seguir serão 
destacadas algumas plantas medicinais que apresentam ação detoxificante e/ou 
hepatoprotetora.
Cardo mariano (Silybum marianum L.)
O Silibium marianum L. pertence à família Asteraceae e suas folhas, flores, raízes e frutos 
são utilizados em fitoterapia. Seu principal efeito é o hepatoprotetor e antioxidante, 
que está associado à presença de flavonoides, como a Silimarina. (TIEN et al., 2011; 
GALHARDI, 2009) 
O cardo mariano tem sido utilizado como medicamento desde o século IV a.C para 
tratar náuseas, mordidas de serpentes, problemas menstruais e indutores da lactação. 
Relatos encontrados na literatura indicam que no século XVI o cardo mariano passou 
a ser utilizado no tratamento de doenças hepatobiliares, sendo hoje indicado para esse 
fim em todo o mundo. (FERREIRA, 2011) 
78
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Estudos científicos revelaram que o Silibium marianum apresenta ação antioxidante, 
antiperoxidação lipídica, antifibrótica, anti-inflamatória da membrana, além de 
estabilizar mecanismos imunomoduladores de regeneração do fígado. Atualmente, 
suas principais aplicações referem-se ao tratamento da hepatite, cirrose e proteção 
hepática contra substâncias tóxicas. (LOGUERCIO; FESTI, 2011)
Dentre os isômeros da silimarina estão a silibina, que é o composto mais ativo e o que 
apresenta maior quantidade (60%-70%), seguida da silicristina (20%), silidianina 
(10%) e a isosilibidina (5%). (PRADHAN; GIRISH, 2006) 
Os mecanismos de ação da silimarina envolvem diferentes rotas bioquímicas, tais como 
(WELUNGTON; ARVIS, 2001):
 » estimulação da taxa sintética de RNA ribossomal (rRNA) por meio da 
estimulação da transcrição da polimerase 1 e do rRNA, protegendo as 
membranas celulares de danos induzidos por radicais e bloqueando a 
recaptação de toxinas, como a alfa-amanitina;
 » aumento dos níveis séricos de glutationa e de glutationa S-transferase;
 » a silimarina pode facilitar a conjugação da bilirrubina com o ácido 
glicurônico (reação de fase II) ou ainda inibir a enzima gama-glucuronidase 
frente a toxinas patogênicas de bactérias intestinais.
Além disso, a silibina também é um potente inibidor da beta-glucuronidase intestinal 
humana, bloqueando a liberação e reabsorção de xenobióticos livres e seus metabólitos 
conjugados de glicuronídeo. (LOGUERCIO; FESTI, 2011)
É importante destacar que a silibina interage com algumas enzimas do grupo enzimático 
P450, o que pode interferir no metabolismo de determinados fármacos, dependendo da 
enzima necessária para a sua metabolização. Portanto, é fundamental que o profissional 
prescritor verifique se o fitoterápico e os outros fármacos utilizados concomitantemente 
pelo paciente fazem uso da mesma via. 
A administração de silimarina já foi testada em diferentes concentrações e em diversos 
estudos científicos. Wu et al. (2008) administraram silimarina em doses diferentes em 
ratos. A silimarina exerceu efeitos benéficos em estágios iniciais de danos hepáticos 
e alterações gordurosas, além de reduzir a histopalotogia das células desse órgão, 
impedindo a formação de carcinoma hepatocelular durante o estado pré-carcinogênico. 
A silimarina também foi capaz de bloquear a progressão do câncer após a formação de 
nódulos, recuperou a estrutura de hepatócitos e, de maneira dose-dependente, reduziu 
a formação de radicais livres.
79
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Em outro estudo, Bonifaz (2009) analisou o efeito da silimarina sobre o vírus da hepatite 
C e a expressão gênica de células de hepatoma humano. Os resultados sugerem que a 
silimarina exerceu um efeito benéfico, porém, enfatizaram que ainda é necessário mais 
estudos prospectivos, randomizados e controlados para se comprovar esse benefício.
Além disso, outros pesquisadores mostraram os benefícios da silimarina como protetor 
contra a lesão hepática grave após envenenamento pelo cogumelo Amanita phalloides 
e como agente protetor contra a medicação utilizada no tratamento da tuberculose. 
(SALHANICK et al., 2008; BEDI et al., 2009) 
Usualmente, o Silubum marianum L é prescrito na forma de extrato seco padronizado 
(70%-80%) em cápsula, com uma dosagem de 100mg-300mg, 3 vezes ao dia (dosagem 
para adulto). A prescrição da silimarina de forma isolada é restrita aos médicos. Efeitos 
adversos são raros, porém doses acima de 1.500mg por dia podem exercer efeito laxativo 
e aumentar a secreção de bile. 
Alcachofra (Cynara scolymus)
Oriunda do mediterrâneo, a Cynara scolymus pertence à família Compositae e suas 
folhas, brácteas e raiz são utilizadasmundialmente para fins medicinais. Em suas folhas 
as principais substâncias químicas encontradas são os ácidos fenólicos, flavonoides 
e sesquiterpenos, sendo a cinarina (ácido monocafeioilquínico) o princípio ativo da 
planta. (NOLDIN; CECHINEL, 2003) 
Diversos estudos utilizando o extrato de alcachofra em diversas concentrações 
indicam que a infusão das folhas secas dessa planta apresentam ação hepatoprotetora, 
antioxidante, colerética, colagoga, antidespéptica, diurética, antibacteriana, redutora 
de colesterol e estimulante do sistema hepatobiliar (PITTLER et al., 2003). Além disso, 
a alcachofra é indicada contra náuseas, indigestão e aterosclerose. (HOLTMANN et al., 
2003) 
Küçukgergin et al. (2010), em estudo utilizando extrato de folha de alcachofra em 
ratos alimentados com uma dieta rica em gordura e colesterol, durante um mês, 
demonstraram que após o tratamento houve diminuição dos níveis séricos de colesterol 
e triglicérides, porém não no fígado, mas ocorreu redução significativa da disfunção 
hepática e níveis de malondialdeído cardíaco, além de aumentar a vitamina E no fígado 
e a atividade da glutationa peroxidase. 
Mehmetçik et al. (2008), em um modelo de estresse oxidativo induzido em ratos por 
tetracloreto de carbono (CCI4), avaliaram a capacidade hepatoprotetora do extrato 
de folha de alcachofra. Os ratos tratados com o extrato de alcachofra apresentaram 
80
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
reduções significantes nas atividades das transaminases plasmáticas, melhoria das 
alterações histopatológicas no fígado, diminuição dos níveis de malondialdeído e dieno 
conjugado e aumento na atividade da glutationa peroxidase e glutationa redutase. Os 
resultados sugerem que a administração in vivo de extrato de alcachofra pode ser útil 
para a prevenção de hepatotoxicidade induzida pelo estresse oxidativo. 
Outro grupo de pesquisadores estudou os efeitos de um extrato feito da parte comestível 
da alcachofra. O extrato foi capaz de proteger os hepatócitos do estresse oxidativo, além 
de evitar a diminuição de glutationa e o aumento de malondialdeído e ainda induzir a 
apoptose de células cancerígenas. (MICCADEI et al., 2008) 
É importante ressaltar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adverte 
que o uso da Cynara scolymus deve ser feito com cautela em pacientes com doenças da 
vesícula biliar, hepatite grave, falência hepática e câncer no fígado. 
Alho (Allium sativum)
O Allium sativum é um fitoterápico pertencente à família Liliaceae e seus bulbos são 
utilizados com finalidades medicinais e culinárias desde a antiguidade 
A alicina é o principal composto bioativo encontrado no alho e exerce ação antiviral, 
antifúngica e antibiótica, seguido da aliina que exerce efeito hipotensor e hipoglicemiante. 
O alho também contém selênio agindo como antioxidante.
Iciek et al. (2011), em modelo de ratos, mostraram que os componentes ativos do alho 
reduzem as espécies reativas de oxigênio e malonialdeído, com aumento na glutationa 
S-transferase, sugerindo uma ação hepatoprotetora, pela indução de enzimas de fase II. 
O extrato de alho pode alterar as enzimas citocromo P450 no fígado, sendo essas 
responsáveis pela metabolização de compostos químicos exógenos, como medicamentos. 
Estudos mostraram que a ingestão de um suplemento de alho em pó reduziu as 
concentrações sanguíneas de Saquinavir e Ritonavir (medicamentos utilizados no 
tratamento antirretroviral de pacientes portadores do vírus HIV) e esse efeito foi 
atribuído à estimulação das isoenzimas P450 e toxicidade gastrointestinal grave. Por 
outro lado, estudos realizados com os compostos ativos dialil sulfeto e dialil disulfeto, 
derivados do alho, não apresentaram estímulo das isoenzimas P450 e nem toxicidade 
gastrointestinal grave. (GALLICANO et al., 2003)
Cox et al. (2006), em estudo que avaliou a influência da suplementação de alho sobre a 
farmacocinética do Docetaxel, fármaco utilizado no tratamento de câncer, revelou que, 
81
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
apesar de alguns estudos terem mostrado que a alicina pode interferir na atividade da 
enzima CYP3A4, o alho não afetou significativamente a disposição de Docetaxel. 
A Anvisa adverte que o alho na forma de fitoterápico não deve ser utilizado por indivíduos 
menores de três anos e pessoas com gastrite e úlcera gástrica, hipotensão, hipoglicemia, 
hemorragia e em pessoas que fazem uso de anticoagulantes. 
Boldo (Peumus boldus)
O Peumus boldus pertence à família Moniiniaceae e tem sua origem nas regiões 
montanhosas do Chile, por isso é conhecido no Brasil como boldo ou boldo-do-Chile. 
Em suas folhas encontramos alcaloides pertencentes à classe dos benzoquinolínicos 
(0,4%-0,5%), sendo a boldina o principal deles (cerca de 12%-19%), além de taninos, 
óleo essencial, flavonoides e glicolipídicos. (SCHWANZ et al., 2008) 
Os principais efeitos relacionados ao boldo são: estimulação de secreções gástricas, 
antidispéptico, colerético, colagogo, antiespasmódico, tratamento de cálculos biliares, 
cistite e colelitíase acompanhada de dor e diurético. (SCHWANZ et al., 2008) 
Estudos revelam que a boldina apresenta baixa toxicidade, não exerce efeito sobre 
a atividade do citocromo P450, mas sim promove forte inibição da peroxidação das 
microssomas do fígado humano, a boldina por ser considerada um valioso antioxidante, 
agente hepatoprotetor e anti-inflamatório agudo. (LANHERS et al., 1991; KRINGSTEIN 
et al., 1995) 
Apesar dos efeitos benéficos, em alguns casos, mediante outros resultados obtidos na 
literatura a respeito da toxicidade do extrato hidroalcoólico de folha seca de boldo, 
sugere-se moderação e cuidado na administração de boldo, principalmente quanto ao 
uso prolongado e também durante o primeiro trimestre da gravidez, principalmente 
pela falta de conhecimento de mecanismos. (ALMEIDA et al., 2000) 
Em acordo com esses estudos a Anvisa orienta que o uso desse fitoterápico deve ser 
cauteloso e monitorado, principalmente em pessoas com doença hepática aguda 
ou severa, colecistite séptica, espasmos do intestino e íleo e câncer no fígado. É 
contraindicada para indivíduos que apresentem obstrução das vias biliares, doenças 
severas no fígado e gestantes. 
82
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Estímulo para a lipólise
Metilxantinas
As metilxantinas são classificadas como β-agonistas. As principais metilxantinas 
obtidas a partir de extratos botânicos são cafeína, teobromina e teofilina. A mais 
utilizada é a cafeína, normalmente utilizada na concentração de 1% a 2%. Ela penetra 
na pele facilmente, facilitando sua ação. A cafeína atua diretamente na célula adiposa, 
promovendo a lipólise, inibindo a fosfodiesterase e aumentando AMPc. Diversas plantas 
medicinais contêm metilxantinas. (HEXSEL et al., 2005)
Tabela 6. Composição de metilxantinas em plantas medicinais 
METILXANTINA PLANTA 
Cafeína
Café/Coffea arábica (Rubiaceae)
Chá verde/Camelia sinensis (Theaceae)
Cacau/Theobroma cacao L. (Sterculiaceae)
Guaraná, Paullinea cupana (Spindaceae)
Erva mate, Ilex paraguariensis (Aquifoliaceae)
Teobromina
Chá verde/Camelia sinensis (Theaceae)
Cacau/Theobroma cacao L. (Sterculiaceae)
Erva mate, Ilex paraguariensis (Aquifoliaceae)
Chá preto/ Thea sinensis R. (Theaceae)
Teofilina
Chá verde/Camelia sinensis (Theaceae)
Cacau/Theobroma cacao L. (Sterculiaceae)
Erva mate, Ilex paraguariensis (Aquifoliaceae)
Chá preto/ Thea sinensis R. (Theaceae)
Fonte: Adaptado de Hexsel et al., 2005.
Chá verde (Camellia sinensis)
As catequinas do chá verde inibem a enzima que degrada a norepinefrina, prolongando 
sua ação no SNS. 
Além disso, a cafeína, também presente no chá verde, influencia a atividade do SNS 
inibindo a fosfodiesterase, enzima que rapidamente degrada o cAMP intracelular, e que 
é sinal para degradação de norepinefrina. 
O aumento da oxidação lipídica tem sido relacionado também à capacidade de 
“upregulation” de genes que envolvem a beta-oxidação hepática (estudo feitocom 
ratos) e ao decréscimo da expressão da síntese de ácidos graxos pelo fígado. Esses 
resultados apareceram 24 horas depois da ingestão das catequinas de chá verde. 
83
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Autores mostram que os resultados positivos da suplementação com catequinas de chá 
verde em relação à perda de peso e maior sobre condição de elevadas concentrações de 
norepinefrina, assim como durante o exercício. (MURASE et al., 2002)
O consumo de chá verde pode melhorar a sensibilidade à insulina e o perfil lipídico de 
animais, além de alterar a expressão de genes envolvidos na homeostase de glicose e 
lipídios. 
As catequinas diminuem a atividade da proteína IKK, envolvida na fosforilação do IKB-α 
induzida pela ativação mediada pelo TNF- α. Como consequência, temos a inibição 
do fator de transcrição NF-kB. As catequinas também reduzem a expressão gênica da 
proteína JNK e do fator de transcrição AP-1, ativados pelo TNF- α. (SERISIER et al., 
2008; TSUNEKI et al., 2004) 
Cereus Sp (Koubo)
É um ativo natural com ação moderada do apetite, lipolítica, hipocolesterolênica, 
diurética e antioxidante. Atribui-se seus efeitos a betalaína e indicaxantina presente no 
extrato de Koubo, além da perda de peso devido à eliminação de líquidos em excesso 
e de toxinas, ao mesmo tempo em que preserva e repõe os minerais. (GUEDES et al., 
2009; DA SILVA et al., 2008).
A tiramina e a N-metiltiramina são consideradas marcadores da espécie, que ao sofrerem 
hidroxilação, originam dopamina, neurotransmissor endógeno da noradrenalina e 
adrenalina (catecolaminas), que atuam como agonista de receptores b3, estimulando 
a liberação do glucagon, desencadeando o processo de quebra de gordura (lipólise). 
(GUEDES et al., 2009; DA SILVA et al., 2008)
Rubus idaeus (Framboesa – Raspberry)
Segundo Wang et al., (2012) os efeitos da Rubus idaeus são:
 » efeito lipolítico e redução de peso corporal em ratos e camundongos; 
 » redução de esteatose hepática induzida por dieta hiperlipídica em ratos;
 » melhora da circulação;
 » aumento da adiponectina no tecido adiposo;
 » ação antioxidante e aumento da resistência capilar (rico em flavonoides).
Doses usuais: de 50 a 300mg
84
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Crocus sativus L (Açafrão verdadeiro) 
O açafrão verdadeiro contém carotenoides (crocinas), lactonas sesquiterpênicas 
(picrocina), óleo essências (safranal e cineol), triterpenos pentacíclicos (derivados do 
ácido oleanoico) e flavonoides. 
Efeitos (SHEMSHIAN et al., 2014):
 » anti-inflamatório;
 » antidepressivo (comparado à fluoxetina);
 » redução dos sintomas da TPM; 
 » anti-hipertensivo; 
 » efeitos cardiovasculares (redução da oxidação de lipoproteínas 
plasmáticas);
 » Alzheimer;
 » melhora da memória;
 » lipólise (aumento do metabolismo hepático - enxaqueca).
Apesar de seus diversos efeitos benéficos já documentados, sua toxicidade é alta, 
principalmente para o fígado, portanto, doses altas devem ser evitadas, bem como seu 
uso prolongado.
Doses usuais: de 30 a 50mg dia (depressão, TPM, melhora da memória). 
Aronia melanocarpa (Chokeberry)
Recentemente os efeitos benéficos do consumo de suco orgânico chokeberry (JOC) no 
tratamento da celulite foram investigados (SAVIKIN et al., 2014). Vinte e nove mulheres 
com idade entre 25-48 com um grau de celulite 2 de acordo com a escala Nurnberger-
Muller consumiram 100 ml do suco ao dia, durante 90 dias. Os resultados indicaram 
uma redução do tecido subcutâneo de ± 1.9 mm em 97% das mulheres e redução do 
edema em 55,2%. Essas evidências indicam que o suco orgânico chokeberry (Aronia 
melanocarpa) pode contribuir significativamente no tratamento da celulite. 
85
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Ação antioxidante e anti-inflamatória
Açafrão (Curcuma longa)
O açafrão (Curcuma longa) possui várias atividades farmacológicas documentadas, 
sendo a hipoglicemiante uma delas. Em coelhos diabéticos, a incorporação de 0,5% de 
curcumina em um período de 8 semanas produziu redução não apenas da glicemia, mas 
também do colesterol, triglicerídeos e fosfolipídios do sangue. A curcumina modula 
alvos moleculares como o NF-kB e consequentemente a indução dos genes induzidos 
por este fator de transcrição como mediadores inflamatórios. (BABU; SRINIVASAN, 
1998; SIDHU et al., 1999)
Gengibre (Zingiber officinale)
Potencial atividade moduladora da insulina foi identificada em estudos com o suco de 
gengibre (gengibre fresco) em ratos diabéticos tipo I, produzindo o aumento dos níveis 
de insulina e o decréscimo dos níveis de glicose rápida plasmática. Os efeitos estão 
ligados aos receptores do tipo 5-HT (envolvido no controle da glicemia). O gengibre 
possui potencial efeito antiglicante. O 6-gingerol bloqueia a translocação da subunidade 
do NF-kB do citoplasma para o núcleo e, consequentemente, a indução dos genes 
induzidos por este fator de transcrição como mediadores inflamatórios. (SARASWAT 
et al., 2010; AKHANI et al., 2004; AL-AMIN et al., 2006) 
Posologia indicada na literatura de referência (BOORHEM; LAGE, 2009; HUANG, 
1999; PANIZZA, 2012):
 » Decocção: de 0,5 a 1 g (1 a 2 col de café) em 150 ml de água, 1 xícara de 
chá de 2 a 4 vezes ao dia (RDC no 10/2010 - ANVISA). 
 » Extrato seco: uma dose de 125 a 250 mg, 2 a 4 vezes ao dia. 
 » Tintura 20%: de 15 a 25 gotas, 2 a 4 vezes ao dia, em água. 
Chlorella pyrenoidosa (Chlorella) 
 A Chlorella apresenta efeito destoxificante, imunoestimulante, ajuda na recuperação 
de tecidos lesados, melhora processos digestivos e apresenta ação anti-inflamatória 
(inibe expressão de mediadores pró-inflamatórios), antifúngica, antiaterogênica (reduz 
lipoperoxidação) e antioxidante.
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UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Doses normalmente utilizadas (ALONSO, 1998; BOORHEM; LAGE, 2009):
 » De 1 a 10 gramas ao dia para adultos.
 » Planta em pó: ingerir 2 a 3 cápsulas de 500 mg 2 vezes/dia.
Deve-se começar com doses menores e ir gradualmente aumentando. Essas algas 
apresentam ação nutritiva destoxificante, portanto, a dose deve ser estabelecida de 
acordo com cada caso. 
Syzygium aqueum (Jambu)
Syzygium aqueum é uma espécie da família Myrtaceae, comumente chamado de 
jambu de água, é nativo da Malásia e Indonésia. Está bem documentado como planta 
medicinal, e várias partes da árvore são usadas na medicina tradicional, por exemplo, 
como um antibiótico. O extrato da folha de S. aqueum apresenta uma composição 
significativa de compostos fenólicos. O extrato apresenta atividade antioxidante e 
também exibiu outras atividades, considerando-o um ingrediente cosmético ideal. 
Observou-se, in vitro, efeito de inibição da tirosinase e capacidade para provocar a 
ativação da lipólise dos adipócitos (células de gordura). Além disso, o extrato não foi 
citotóxico para as linhagens de células utilizadas em estudos e foi demonstrado que 
tem boas propriedades cosmecêuticas. Portanto, a utilização desse extrato, isolado ou 
em combinação com outros princípios ativos, é de grande interesse para a indústria de 
cosméticos. (PALANISAMY et al., 2011)
Vaccinium myrtillus (Mirtilo)
Efeitos (KALUF, 2008):
 » Antioxidante e vasorregulador.
Redução do edema e da permeabilidade capilar
Hibiscus (Hibiscus sabdariffa)
O hibiscus possui atividade diurética e favorece a digestão lenta e difícil. Além disso, 
devido à presença de ácidos orgânicos, possui ação levemente laxante. Em cultura de 
células estimulada por uma mistura de hormônios, o hibiscus inibiu significativamente 
o acúmulo de partículas de gordura. (KIM et al., 2007)
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FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Posologia indicada na literatura (PANIZZA, 2012):
 » Infusão: utilizar 3 g (1 colher de sopa) da planta seca em 150 ml de água 
(1 xícara de chá). Utilizar 3 vezes ao dia. 
 » Tintura: 75 gotas, 3 vezes ao dia, em meio copo de água. 
Borago officinales (Borragem)
Os principais efeitos relacionados à borragem é a ação diurética (melhora a filtração 
glomerular e a excreçãourinária), efeito anti-inflamatório e redução do acúmulo de 
gordura corporal por meio do aumento da expressão gênica da proteína desacopladora 
1 no tecido adiposo marrom.
Posologia indicada na literatura de referência (Hoffman, 1987):
 » Infusão: 2 colheres de 5 ml cheias de planta seca para uma xícara de água 
fervente, 3 vezes ao dia.
 » Tintura: 1 a 4ml, 3 vezes ao dia. 
Centella asiatica (Centela)
A centela apresenta ação anti-inflamatória e melhora a insuficiência venosa, além de 
exercer efeito no tropismo dos tecidos conjuntivos e favorece a cicatrização de feridas.
Posologia indicada na literatura de referência (BRITISH HERBAL PHARMACOPOEIA, 
1983):
 » Folha desidratada: 0,6 g, na forma de infusão, 3 vezes ao dia.
Aesculus hippocastanum (Castanha-da-Índia) 
A castanha-da-Índia contém principalmente cumarinas, flavonoides, saponinas, 
taninos. Seus principais efeitos são a melhora do edema e da microcirculação, redução 
da fragilidade capilar e da insuficiência venosa (hemorroidas e varizes).
A castanha-da-Índia pertence à família Hippocastanaceae e suas sementes apresentam, 
principalmente, os seguintes constituintes: cumarinas, flavonoides (canferol, 
quercetina, isoquercetina e rutina são os principais), saponinas (escina de 3% a 10%), 
taninos, além de alantoína, aminoácidos adenina, adenosina e guanina, ácido cítrico, 
colina e fitoesterol. (BARNES, 2012)
88
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Seu uso tradicional está relacionado ao tratamento de varizes, hemorroidas, flebite, 
diarreia, febre e aumento da próstata. A German Commission E aprovou o seu uso para 
o tratamento da insuficiência venosa crônica nas pernas. (BLUMENTHAL et al., 1998)
Estudos in vitro e in vivo documentaram efeitos anti-inflamatórios e aumento do tônus 
venoso induzido por escina associado a um aumento da síntese de PGF2α (prostaglandina 
relacionada à contração nesse tecido) no tecido venoso. (FARNSWORTH; CORDELL, 
1976; VOGEL et al., 1970; LONGIAVE et al., 1978)
Diversos ensaios clínicos validaram o efeito do extrato da semente de Aesculus 
hippocastanum em pacientes com insuficiência venosa crônica. Uma análise sistemática 
reuniu 17 ensaios duplo-cegos randomizados e controlados que aplicaram o extrato 
para insuficiência venosa e compararam com grupos placebo e com o medicamento 
de referência (O-β-hidroxietilrutosídeos, picnogenol). Os ensaios utilizaram o extrato 
equivalente a 50 - 150 mg de escina ao dia, durante 2 a 16 semanas e mostraram 
redução quanto à dor nas pernas, edema e prurido resultantes de insuficiência venosa 
crônica. Quando comparado com o medicamento de referência, o extrato da semente 
de Aesculus hippocastanum teve a mesma eficácia no alívio dos sintomas. (PITTLER 
et al., 2006) 
Posologia indicada na literatura de referência (BLUMENTHAL et al., 2000; BRASIL, 
2010b; PANIZZA et al., 2012):
 » Tintura: ingerir 20 a 30 gotas em ½ xícara d’água (100 ml) após o café 
da manhã e o jantar.
 » Decocção: 1,5g (1/2 col sopa) em 150 ml (xíc chá). Utilizar 1 xícara de chá, 
2 vezes ao dia, logo após as refeições. 
Equisetum arvense (cavalinha)
A cavalinha apresenta ação diurética, remineralizante (silício, potássio, magnésio, 
alumínio, cálcio, flúor, fósforo, sódio) e adstringente. (PANIZZA et al., 2012)
Posologia indicada na literatura (BOORHEM; LAGE, 2009; BRASIL 2009d):
 » Infusão: 3g (1 col sopa) em 150 ml de água, de 2 a 4 vezes ao dia.
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FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Ruscus aculeatus (Gilbarbeira)
Efeitos (SHULZ et al., 2002):
 » Altera a permeabilidade vascular, melhorando o edema, incrementa a 
função renal e venosa.
Melilotus officinalis (Trevo cheiroso)
Efeitos (KALUF, 2008):
 » Aumenta a drenagem linfática, diminui a permeabilidade capilar e 
estimula os histiócitos do tecido conjuntivo.
Taraxacum officinale (dente-de-leão) 
O Taraxacum officinale pertence à família Asteraceae e seu rizoma, flores, inflorescência, 
sementes são muito utilizadas na medicina popular. Os principais efeitos relatados são 
para o tratamento da dispepsia, azia, distúrbios no baço e fígado (hepatite), anorexia, 
inflamações, câncer de mama e útero. 
O dente-de-leão é rico em terpenoides e princípios amargos (principalmente taraxacin 
e taraxacerin), além de conter compostos esteroides, incluindo beta-amirina, 
taraxasterol e etaraxero que estão relacionados com a bile; um terpeno antialérgico 
(desacetylmatricarina); polissacarídeos (principalmente fructosanos e inulina) e 
pequenas quantidades de pectina, resina, mucilagem e flavonoides. Em toda a planta são 
encontrados os ácidos hidroxicinâmicos, chicórico, monocafeil-tartárico e clorogênico 
e a cumarina nas folhas. Além disso, o Taraxactun officinale também é fonte de 
clorofila e uma variedade de vitaminas e minerais, tais como β-caroteno, vitaminas C 
e D, vitaminas do complexo B, colina, silício, ferro, sódio, magnésio, potássio, zinco, 
cobre, manganês e fósforo.
Choi et al. (2010), em estudo realizado com coelhos alimentados com uma dieta 
hipercolesterolêmica, demonstraram que o uso da folha e raiz de Taraxacum officinale 
aumenta a atividade da glutationa, da glutationa peroxidase e a superóxido dismutase. 
Por outro lado, a atividade da enzima glutationa S-transferase diminuiu com o uso da 
raiz, bem como da catalase. No que diz respeito à peroxidação lipídica no fígado, o 
tratamento com a raiz do dente de leão resultou em redução significativa no nível de 
TBARS (um produto da peroxidação lipídica), mas o mesmo não ocorreu com a folha. 
Outros estudos confirmam o efeito do dente-de-leão sobre o aumento da atividade da 
glutationa, com consequente diminuição da peroxidação lipídica hepática. (PARK et 
al., 2010) 
90
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
O efeito protetor do extrato de raiz de dente-de-leão foi testado em lesões hepáticas 
induzidas por álcool in vivo e in vitro. Em células hepáticas tratadas com etanol 39% 
na presença do extrato aquoso de raiz de dente-de-leão (TOH), nenhum dano foi 
observado, enquanto que o extrato alcoólico de dente-de-leão (TOE) não apresentou 
atividade hepatoprotetora potente. No mesmo estudo, os camundongos que receberam 
TOH (lg/kg de peso corporal/dia) apresentaram uma redução significativa de 
transaminases hepáticas e aumento das atividades antioxidantes das enzimas catalase, 
glutationa S-transferase, glutationa, glutationa peroxidase e glutationa redutase, além 
de apresentarem melhora nos níveis de malondialdeído. Os autores concluíram que a 
administração de TOH protegeu contra a hepatotoxicidade induzida pelo etanol. Esses 
resultados sugerem que o extrato aquoso de dente-de-leão tem ação hepatoprotetora 
contra a toxicidade induzida pelo álcool, elevando o potencial antioxidante e diminuindo 
a peroxidação lipídica. (YOU et al., 2010) 
Por outro lado, outros estudos em linhagem de hepatoma humano Hep G2, relatam 
evidências de citotoxicidade e produção de citocinas (fator de necrose tumoral (TNF)-
alfa e interleucina (IL)-1 alfa) em comparação aos controles. Além disso, a apoptose de 
células Hep G2 foi fortemente induzida, pelo aumento da quantidade de TNF-α e IL-lα. 
(KOO et al., 2004) 
 » Contraindicações: de acordo com a ANVISA o uso desse fitoterápico 
deve ser evitado na presença de obstrução dos ductos biliares e do trato 
intestinal.
O dente-de-leão apresenta ação anti-inflamatória e diurética (melhora a filtração 
glomerular e a excreção urinária), estimula o metabolismo hepático e linfático, atua na 
produção de óxido nítrico e, portanto, estimula a lipólise. Seus principais constituintes 
são ácidos e fenóis (ácido cafeico, ácido clorogênico), cumarinas; flavonoides minerais 
(potássio).
Posologia indicada na literatura de referência (BRADLEY, 1992; BRITISH HERBAL 
PHARMACOPOEIA, 1983, BOORHEM; LAGE, 2009; BRASIL, 2011):
 » Folha seca: 4 a 10 g, na forma de infuso, 3 vezes ao dia.
 » Folha, extrato líquido: 4 a 10 ml (1:1), 3 vezes ao dia.
 » Raiz, tintura: 5 a 10 ml (1:5) 3 vezes aodia. 
 » Decocção da raiz: 3 a 4g (3 a 4 col de chá) em 150 ml de água. Utilizar 1 
xícara 3 vezes ao dia. 
91
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Echinodorus macrophyllus (Chapéu de couro)
Efeito (GILBERT et al., 2005): 
 » Redução de edemas por retenção de líquido e processos inflamatórios.
Fitoterápicos termogênicos
Os termogênicos são outro recurso que pode ser utilizado para aumento do gasto 
energético e, consequente redução do tecido adiposo.
O tecido adiposo marrom (TAM) é especializado para o gasto de energia, um processo 
chamado termogênese adaptativa. Estudos recentes demonstraram a existência de 
TAM metabolicamente ativo em seres humanos adultos. Além disso, diversas evidências 
recentes indicam que reduzidos tamanhos de TAM estão presentes em indivíduos com 
maior adiposidade, sendo negativamente correlacionada com o índice de gordura 
corporal e gordura visceral (VIRTANEN et al., 2009). O aumento da quantidade ou da 
atividade do TAM tornou-se uma grande promessa para o tratamento da obesidade e 
suas doenças associadas. 
A prevalência do TAM diminui com a idade, sendo mais de 50% aos vinte anos e menos 
de 10% aos cinquenta e sessenta anos. É muito provável que a diminuição da atividade 
do TAM esteja associada ao acúmulo de gordura corporal que ocorre com o avançar da 
idade. (YONESHIRO et al., 2011) 
No tratamento da celulite, a redução de gordura corporal é uma etapa importante e o 
uso de fitoterápicos com efeito termogênico é uma conduta a ser considerada. 
Um número grande de compostos ativos e plantas medicinais tem sido proposto 
como ferramentas para aumentar o gasto energético e reduzir a gordura corporal. Os 
principais são:
 » cafeína e outras metilxantinas;
 » agonistas de receptores β2-adrenérgicos;
 » polifenóis do chá verde;
 » capsaicinoides e capsinoides.
Principais efeitos celulares relacionados ao uso de termogênicos:
 » atividade de catecolaminas;
92
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
 » ativação enzimática;
 » ativação mitocondrial da beta-oxidação;
 » ativação das proteínas desacopladores (UCP´s).
A seguir está uma relação de plantas que apresentam efeito termogênico e suas 
características. 
Undaria pinnatifida (fucoxanthina)
Existem cerca de 6.000 espécies de algas divididas em três classes principais: verdes 
(clorofíceas), vermelhas (rodofíceas) e marrons (feofíceas). As algas foram colhidas 
durante séculos em muitos países, especialmente na Ásia, para várias utilizações. A 
fucoxantina é um dos principais carotenoides presentes nos cloroplastos das algas 
marrons, sendo o mais abundante de todos os carotenoides e desempenhando um 
papel importante no processo de fotossíntese. (MIYASHITA et al., 2011; MATSUNO et 
al., 2001) 
O teor de lípidos das algas é relativamente baixo, porém os lípidos de algas castanhas 
contêm muitos tipos de compostos bioativos, tais como PUFAs, ômega-3, fucoxantina, 
fucosterol e polifenóis. Entre esses, a fucoxantina tem se destacado nos últimos anos, 
pois muitos estudos recentes indicam que sua ingestão promove importante efeito anti-
obesogênico e anti-diabético. (SHAHIDI, 2008)
Ratos que receberam suplementação de lipídios da Undaria pinnatifida, apresentaram 
redução do tecido adiposo branco, além de prover aumento da expressão gênica da 
proteína UCP1 em WAT. Esse resultado indicou que a fucoxantina pode regular 
positivamente a expressão de UCP1 em WAT, sugerindo que a sua ingestão pode 
contribuir para a redução de peso corporal, impulsionando o desenvolvimento de mais 
pesquisas. (MAEDA et al., 2005)
Em 2009, Woo e cols. investigaram em camundongos com obesidade induzida por 
dieta rica em gordura (20% de gordura, peso/peso) os efeitos anti-obesogênicos de 
fucoxantina. Os camundongos foram dividos em três grupos experimentais, o primeiro 
grupo recebeu somente a dieta, o segundo recebeu a dieta acrescida de 0,05% de 
fucoxantina e o terceiro recebeu dieta acrescida de 0,02% de fucoxantina durante 6 
semanas. Os resultados indicaram redução do peso corporal, da gordura visceral e 
tamanhos dos adipócitos, além do aumento da expressão de mRNA UCP-1 e UCP-3 em 
tecido adiposo marrom e de UCP-2 no tecido adiposo branco. (WOO et al., 2009) 
93
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Recentemente, um estudo duplo-cego, placebo-controlado, randomizado, realizado 
com 151 mulheres em pré-menopausa com estatose hepática não alcoólica, confirmou os 
resultados já obtidos em experimentos realizados com animais. Os resultados revelaram 
que a ingestão diária de 600mg do extrato de Undaria pinnatifida, contendo 2.4mg 
de fucoxantina e óleo de romã, por 16 semanas, promoveu redução de peso corporal, 
gordura corporal e hepática, melhora do perfil lipídico e aumento do gasto energético. 
(ABIDOV et al., 2010)
 Coleus forskohlii (Forskolin)
É uma planta indígena que pertencente à família Labiatae e cresce em regiões áridas e 
semiáridas da Índia e Tailândia. Forskolin é um extrato que contém no mínimo 10% de 
Forskolin, um composto diterpênico encontrado nas raízes de Coleus forskohlii. 
Alguns estudos evidenciaram um aumento da utilização da gordura corporal, da 
taxa metabólica basal e regulação da resposta termogênica com o uso de Forskolin. 
Em animais, Forskolin promoveu diminuição significativa da ingestão de alimentos. 
(GODARD et al., 2005; HANLK et al., 2005)
Godard e cols. (2005) em estudo controlado por placebo, randomizado, duplo-cego 
examinaram o efeito do Forskolin sobre a composição corporal, a testosterona, a 
taxa metabólica e pressão arterial em homens com sobrepeso e obesidade (IMC ≥ 26 
kg/m2). Trinta homens foram divididos em dois grupos, Forskolin (n=15) e placebo 
(n=15). O grupo tratado recebeu 250 mg do extrato a 10% de Coleus forskohlii durante 
12 semanas. Após o período de tratamento foi observada uma significativa redução de 
gordura corporal no grupo tratado com Forskolin, quando comparado ao placebo. Além 
disso, os autores relatam uma tendência ao aumento de massa magra e níveis séricos de 
testosterona, porém sem diferença estatística. 
Outro grupo de pesquisadores analisou os efeitos da suplementação Coleus forskolhii 
sobre a composição corporal em mulheres com sobrepeso. As mulheres receberam 250 
mg do extrato a 10% de Coleus forskohlii (n=7) ou placebo (n=12), duas vezes ao dia, 
durante 12 semanas. Os autores concluíram que não houve diferença significativa entre 
os dois grupos de mulheres em relação ao peso e gordura corporal ou em termos de 
média de consumo diário de energia, gordura, carboidrato e proteína. (HENDERSON 
et al., 2005)
As evidências sobre C. forskohlii como um supressor do apetite e perda de peso são 
inconsistentes. Dessa forma, é necessário uma maior quantidade de pesquisas sobre o 
assunto para elucidar a farmacoterapia e bioatividade do extrato.
94
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Aframomum melegueta (grão-do-paraíso) 
Aframomum melegueta é uma espécie da família do gengibre (Zingiberaceae). Na 
nomenclatura popular é denominado como grãos-do-paraíso, pimenta melegueta, 
aligátor e grãos de pimenta da Guiné. (AKENDENGUE et al., 1994)
Melegueta é comumente empregado na culinária do Ocidente e do Norte da África, 
onde tem sido tradicionalmente importado por meio de rotas de caravanas pelo deserto 
do Saara, e de onde foram distribuídos para a Sicília e Itália. Os italianos chamaram 
de “grãos-do-paraíso” devido ao alto valor do produto, bem como o sigilo de seu país 
de origem. A Europa adquiriu um gosto para o tempero como um substituto para a 
pimenta real. (AKENDENGUE et al., 1994)
Suas sementes são utilizadas como um tempero para aromatizar alimentos e tem 
uma ampla gama de utilizações terapêuticas, tais como, para o tratamento de dores 
de estômago, diarreia e picada de insetos, analgésico e anti-inflamatório periférico. 
(AKENDENGUE et al., 1994)
Aframomum melegueta é rica em compostos pungentes não voláteis, como 6-paradol, 
6-gingerol, 6-shogaol e outros compostos relacionados.Assim como a capsaicina, esses 
compostos ativam TRPV1 (Receptor de Potencial Transitório do tipo Vaniloide 1), 
aumentando o gasto energético por meio da ativação do BAT em seres humanos e ratos. 
(YONESHIRO et al., 2012; ONO et al., 2011)
Estudo realizado em ratos revelou que a administração intragástrica de um extrato 
alcoólico de Aframomum melegueta ou de 6-paradol, composto pungente isolado da 
semente, promoveram efeito simpaticomimético dose-dependente. A administração 
do 6-paradol isolado promoveu aumento da temperatura no tecido adiposo marrom, 
indicando que ele é um dos compostos responsáveis pela ação termogênica de 
Aframomum melegueta. (IWAMI et al., 2011) 
Sugita e cols. (2013) realizaram um estudo duplo-cego, controlado por placebo, com o 
objetivo de avaliar o efeito do extrato de Aframomum melegueta sobre o gasto energético. 
Após análise tomográfica realizada com protocolo específico para identificação de 
tecido adiposo marrom, 19 voluntários saudáveis do sexo masculino com idade 
entre 20 e 32 anos foram divididos em quatro grupos: BAT positivo (indivíduos que 
apresentavam tecido adiposo marrom) + placebo, BAT positivo + 40 mg de extrato, BAT 
negativo (indivíduos que não apresentavam tecido adiposo marrom) + placebo e BAT 
negativo + 40 mg de extrato. Em um segundo momento, os extratos e placebo foram 
administrados aos grupos experimentais e a análise do gasto energético foi realizada 
por calorimetria indireta até 2 horas após a administração. Os resultados demostraram 
95
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
que a administração de 40 mg do extrato de Aframomum melegueta aumentou o gasto 
energético, porém, somente no grupo BAT positivo. Tais resultados sugerem que o 
extrato pode ser uma ferramenta potencial para aumentar a termogênese no tecido 
adiposo marrom.
O mesmo grupo de pesquisadores, em estudo cego, randomizado e controlado por 
placebo realizado com 19 voluntárias do sexo feminino não obesas com idades entre 20 
a 22 anos, avaliou o efeito da ingestão oral do extrato de Aframomum melegueta sobre 
o peso e a gordura corporal. O extrato (30mg/dia, 1 dose de 10 mg antes das principais 
refeições) ou placebo foi ingerido pelo grupo de mulheres durante quatro semanas. 
Os resultados indicaram que ambos os grupos não tiveram alteração do conteúdo de 
gordura subcutânea, porém houve redução de gordura visceral e aumento do gasto 
energético no grupo tratado com o extrato de Aframomum melegueta. (SUGITA et al., 
2014)
Até o momento, as evidências científicas indicam que o extrato de “grãos-do-paraíso” 
pode ser uma promissora e eficaz ferramenta para aumentar o gasto energético e reduzir 
a gordura corporal, porém mais estudos devem ser realizados para estabelecer doses 
seguras e eficazes para humanos. 
Pausinystalia yohimbe (Ioimbina)
Árvore nativa da África Central, Pausinystalia yohimbe pertencente à família Rubiaceae, 
gênero Pausinystalia L. A ioimbina, um antagonista do receptor alfa-2, é o principal 
constituinte ativo da casca da Pausinystalia yohimbe. Utilizada inicialmente como 
uma droga para disfunção erétil, a ioimbina passou a ser introduzida em suplementos 
para emagrecimento e melhora da performance esportiva. (ERNEST; PITTLER, 1998; 
OSTOJIC, 2006; PITTLER et al., 2005)
Os riscos envolvidos no uso da ioimbina já foram bem documentados pela comunidade 
científica. Estudos alertam para seus efeitos adversos, que incluem a hipertensão, a 
ansiedade e agitação. Há também relato de caso de dor de cabeça aguda grave e 
hipertensão. (ERNEST; PITTLER, 1998; PITTLER et al., 2005)
Em 2007/2008, o Centro Nacional para Medicina Complementar e Alternativa 
(NCCAM) constatou que, de acordo com os estudos disponíveis até o momento, não se 
sabe se a ingestão de ioimbina pode afetar a saúde de alguma maneira e, portanto, não 
existe segurança para sua utilização. 
96
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Tabela 7. Outros fitoterápicos com efeito termogênico.
FITOTERÁPICO EFEITO
Camelia sinensis 
(Chá verde)
Aumento da taxa de oxidação de gordura durante um período de 24 horas após a 
ingestão. Tais efeitos estão relacionados ao EGCG e não à cafeína. 
Capsaicina 
(chili pepper, cayenne)
Aumento do gasto energético basal e redução de gordura corporal. 
Aframomum melegueta 
(grãos-do-paraíso)
Redução de gordura corporal e visceral. Aumento do gasto energético.
Citrus aurantium
(Laranja amarga)
Como efedra, Citrus aurantium contém alcalóides que são agonistas adrenérgicos. Os 
efeitos já indicados pela litertura são aumento do gasto energético, da termogênese e 
da lipólise. 
Fontes: HURSEL et al., 2011; MAEDA et al., 2007; HAN et al., 2005. 
Obstipação e permeabilidade intestinal
Por fim, outro ponto importante a ser cuidado no tratamento da hidrolipodistrofia 
ginoide é o funcionamento intestinal. Lembrando que o intestino também é uma via de 
eliminação de xenobióticos, não podemos esquecer de que auxilia a regular o trânsito 
intestinal do paciente e reduz a permeabilidade. 
A constipação do intestino é um sintoma frequente que afeta entre 2% e 27% da 
população de países ocidentais, dependendo do grupo estudado, sendo mais frequente 
em mulheres e idosos (COFRE et al., 2008). O critério mais utilizado para definição de 
constipação crônica são os critérios de Roma II, com a presença de dois ou mais dos 
seguintes sintomas, por pelo menos 12 semanas (não necessariamente consecutivas) 
nos últimos 12 meses (LOCKE et al., 2000): 
 » esforço excessivo em mais de 25% das evacuações intestinais; 
 » fezes duras ou muito volumosas em mais de 25% das evacuações; 
 » sensação de evacuação incompleta em mais de 25% das vezes; 
 » sensação de bloqueio ano-retal em mais de 25% das evacuações; 
 » necessidade de manobras manuais para facilitar a evacuação em mais de 
25% das vezes; 
 » menos de 3 evacuações semanais;
 » critérios insuficientes para diagnosticar a síndrome do intestino irritável. 
Para tratamento da constipação, a ingestão de água, o uso de pré e probióticos para 
restauração da microbiota intestinal e o consumo adequado de fibras são fundamentais. 
97
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
A fitoterapia pode ser bastante útil visto que diversas matérias-primas vegetais 
possuem ação laxativa e prebiótica. Laxantes fazem parte da lista de medicamentos 
mais utilizados pelos pacientes sem prescrição médica e, portanto, frequentemente 
são utilizados de maneira inadequada e de forma abusiva. O abuso no uso de laxante, 
sendo eles compostos por plantas medicinais ou não, pode causar efeitos indesejáveis, 
como desequilíbrio eletrolítico e da composição bacteriana intestinal, desordens da 
motilidade e pseudomelanose coli, uma alteração colônica benigna. (CASASNOVAS et 
al., 2011) 
Os laxantes podem estimular o peristaltismo intestinal, como as espécies vegetais que 
contém derivados antraquinônicos que alteram a motilidade colônica, acelerando o 
trânsito intestinal; e alteram a absorção colônica e secreção resultando no acúmulo de 
fluidos. 
É importante ressaltar que os antranoides provocam a destruição das células epiteliais 
por meio de perdas celulares, reduzem as criptas mucosas e aumentam a proliferação 
celular, levando a mudanças na absorção, secreção e motilidade. Portanto, não devem 
ser utilizados com frequência ou de forma crônica.
Tabela 8. Plantas medicinais utilizadas no tratamento da obstipação por efeito estimulante do peristaltismo 
intestinal.
PLANTA (NOME 
POPULAR/
CIENTÍFICO)
FAMÍLIA/PARTE 
UTILIZADA
EFEITOS/CONTRAINDICAÇÕES
Aloe vera/ Aloe 
barbadensi
Liliaceae/ Seiva das folhas Efeito laxativo:
- Os componentes responsáveis por esse efeito são aloinas A e B, emodina e 
antraquinonas livres como aloe emodina.
- Melhor efeito terapêutico é obtido a partir do uso do gel fresco da planta, mas o 
uso do gel estabilizado processado a frio consegue manter as mesmas propriedades 
benéficas. 
Contraindicações:
- O aloe vera pode reduzir os níveis glicêmicos e issopode ser especialmente 
perigoso em pacientes que tomam medicações hipoglicemiantes. 
- Em pacientes com uso de medicamentos glicosídicos para o coração devido à 
depleção de potássio. 
- O aloe vera inibe o tromboxano A2 e prostaglandinas, e pode reduzir a agregação 
plaquetária e prolongar o tempo de sangramento, por isso deve ser suspenso antes 
de procedimentos cirúrgicos. 
- Alguns trabalhos ainda apontam seu efeito na indução de abortos e estimulo à 
menstruação. 
98
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
Sene/Cassia angustifólia Fabaceae/ Folhas O conteúdo de antraquinonas do sene é de 2% a 5% destacando-se os senosídeos 
a e b, também possuindo antraquinonas livres e, portanto, apresenta efeito 
estimulante do peristaltismo intestinal.
Contraindicações: 
- Não há evidências de risco de câncer de cólon ou efeito tóxico para pacientes que 
usam laxantes a base de extratos de sene ou senosídeos. Porém, o uso contínuo 
pode até causar constipação paradoxal. 
- O efeito colateral do uso do sene é diarreia com perda de potássio. 
- É contraindicado nas obstruções intestinais, enterites e colites, hipocalemia. 
- Não deve ser usado na gravidez, lactação e em crianças com menos de 7 anos. 
Os constituintes do sene passam para o leite materno e também podem aumentar o 
fluxo menstrual. 
Ruibarbo/ Rheum 
palmatum
Polygonaceae/raiz - Efeitos antidiarreico ou laxante, dependendo da dose. As doses mais altas, devido 
à quantidade de compostos antraquinonicos e de antraquinonas livres, é responsável 
pelo seu efeito laxativo, no entanto, em doses pequenas (0,3g/dia) exerce efeito 
antidiarreico e digestivo (por ação predominante dos taninos).
Contraindicação: o alto conteúdo de oxalato de cálcio não o torna recomendável em 
casos de litíase renal.
Frângula/Frangula alnus 
Mill
Rhamnaceae/Casca A casca da frângula contém de 6% a 9% de glicosídeos de antraquinona, entre os 
quais os mais importantes são a glucofragulina A e B. Dos laxantes antraquinônicos, 
é o que possui efeito mais suave.
Contraindicações:
- Na gestação e na lactação não deve ser utilizada por mais de 2 semanas 
contínuas, assim como outros laxantes da mesma classe. 
- Devido à perda de potássio que pode ocorrer com uso de doses altas por tempo 
prolongado, pode potencializar os efeitos das drogas antiarrítmicas.
Cáscara sagrada/
Rhamnus purshiana
Rhamnacea/ Casca dos 
caules e dos ramos
A cáscara sagrada contém pelo menos 8% de antranoides. Preparações na forma 
de extratos e extratos líquidos são usadas, mas não é adequado seu uso como 
chá devido ao seu odor desagradável. Recomenda-se utilizá-la à noite para que as 
bactérias intestinais possam converter os glicosídeos neste período e proporcionar 
um efeito cerca de 8 horas depois. 
Contraindicações/efeitos adversos:
- Doses acima de 8g/dia pode provocar hipovolemia por desidratação. 
- Evitar seu uso na gestação e lactação, pois pode provocar efeito oxitóxico, cólicas 
e diarreia no lactente.
- Nunca usar em processos de obstrução intestinal. 
- Pode causar cólicas e diarreias dependendo da dose e da sensibilidade de cada 
indivíduo. 
- Outros efeitos colaterais descritos são deficiência de vitaminas e minerais, 
esteatorreia, melanose do cólon e pigmentação da urina. 
- Seu uso também está contraindicado em esofagite por refluxo, abdômen agudo, 
íleo paralítico, cólon irritável, doença inflamatória intestinal, apendicite, diverticulite ou 
doença diverticular do cólon.
Funcho/Foeniculum 
vulgare
Umbelliferae/ Folha, fruto 
e raiz
O funcho contém óleos essenciais (2% a 6%), dos quais 50% a 70% são 
constituídos de trans anetol e mais de 20% de funchona.
- Efeito laxativo por ter atividade estimulatória sobre a motilidade. 
Efeitos adversos: não foram vistas diferenças significativas em relação a efeitos 
adversos, apenas uma discreta redução de potássio sérico durante o tratamento.
Fontes: Casasnovas et al., 2011; Thompson et al., 1999; Morales et al., 2009; Lemli, 1988; Benedicte, et al., 2005; Alonso et 
al., 2004; Picon et al., 2010.
99
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Outros laxantes podem agir como formadores de massa. São constituídos pelas fibras 
naturais ou, mais recentemente, as sintéticas, e são a base para o tratamento inicial 
da constipação. Os agentes formadores de massa e volume possuem efeitos laxativos 
suaves de baixo risco que estimulam os efeitos fisiológicos de uma dieta rica em fibra. 
Os laxantes formadores de massa apresentam também capacidade de retenção de água, 
o que os torna úteis para tratamento sintomático de diarreia em alguns pacientes. São 
amplamente reconhecidos por seu valor no controle em longo prazo do cólon irritável e 
diverticulite crônica. (CARVALHO, 2005) 
É importante ressaltar que é necessário ingerir os agentes formadores de massa com 
uma quantidade suficiente de líquidos, para que não haja obstrução intestinal. Seu 
efeito não é imediato e pode demorar de 12 a 24 horas para ocorrer. Os principais 
constituintes desse grupo são as gomas e mucilagens. 
Tabela 9. Plantas medicinais com efeito laxante por aumentar o volume da massa fecal 
PLANTA MEDICINAL DOSE DIÁRIA RECOMENDADA
Sementes de linho 30g-50g (sementes inteiras esmagadas)
Plantago
5g-lOg 
(Quando utilizar a casca reduzir a dose diária para 3g)
Agar 5g-lOg
Fonte: adaptado de Schultz et al., 2011.
100
CAPÍTULO 6
Fitoterapia em flacidez cutânea
A flacidez é uma sequela decorrida da falta de atividade física, emagrecimento abrupto e 
envelhecimento fisiológico. Também chamada de hipotonia, a flacidez se refere à perda 
de tonicidade. Após a terceira década de vida, inicia-se uma progressiva e contínua 
perda de massa muscular que é substituída por gordura. Esse processo é consequência 
de alterações hormonais e metabólicas características da idade. As fibras da derme 
se tornam mais grossas, as fibras elásticas perdem parte de sua elasticidade e há um 
decréscimo gradual da gordura depositada no tecido subcutâneo. Todas essas alterações 
desencadeiam o aparecimento da flacidez. 
Causas da flacidez
 » genética;
 » constituição física;
 » falta de exercícios;
 » obesidade; 
 » efeito sanfona;
 » má postura.
Nutrientes mais importantes no combate da 
flacidez
Colágeno
O colágeno é uma proteína estrutural básica encontrada na matriz extracelular e nos 
tecidos conectivos, representando cerca de 30% do total de proteínas no corpo humano. 
(VARGAS et al., 1997)
Bioquimicamente, a molécula de colágeno é formada quase inteiramente por glicina, 
que representa um terço da sequência, além de prolina e lisina. Os aminoácidos 
prolina e lisina são modificados a hidroxiprolina e hidroxilina por meio de processos 
enzimáticos, que requerem oxigênio, ascorbato e ferro como cofatores para as enzimas. 
101
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
A prolina e hidroxiprolina são vitais para a biossíntese de colágeno, estrutura e força. 
(BARBUL et al., 2008) 
No artigo de revisão de Zagh, a autora infere o estudo de Matsuda et al., os quais 
investigaram o efeito da ingestão de colágeno hidrolisado na matriz extracelular da 
derme de suínos. Os autores administraram diariamente, por via oral, 0,2g de colágeno 
hidrolisado por quilo de peso, durante 62 dias, sendo comparado ao grupo controle que 
recebeu água e lactoalbumina. Essa pesquisa encontrou como resultados diâmetros e 
densidade de fibroblastos, bem como densidade das fibras de colágeno significativamente 
maiores no grupo que recebeu colágeno hidrolisado, comparado ao grupo controle. Os 
autores consideram que o efeito foi dependente de proteínas específicas e não apenas 
do aumento da ingestão de aminoácidos. (MATSUDA et al., 2006; ZAGUE et al., 2008)
Outro estudo citado nesta revisão de Zagh, foi o de Sumida et al., que avaliou o efeito 
da ingestão diária de 10g de colágeno hidrolisado sobre a hidratação da pele de 20 
mulheres saudáveis de origem oriental, comparado ao grupo placebo. Foi observado 
uma melhora gradual, mas não significativa,na capacidade de absorção de água durante 
60 dias, no grupo suplementado com colágeno hidrolisado. O estudo ressalta que ambos 
os suplementos continham adição de 0,4g de vitamina C, sugerindo que o colágeno 
tenha efeito quando associado ao ácido ascórbico. Novas pesquisas são necessárias 
para comprovar esses efeitos e identificar os possíveis mecanismos de ação do colágeno 
hidrolisado em relação ao tecido cutâneo. (SUMIDA et al., 2004; ZAGUE et al., 2008)
Estudo recente, realizado por Furuzawa-Carballeda et al. avaliou o efeito da adição de 
1% de colágeno polimerizado em culturas de cartilagem e tecido sinovial obtidos de 
indivíduos com osteoartrite de joelho. A pesquisa revelou que a adição de colágeno 
induziu ao aumento da proliferação de condrócitos na cartilagem da matriz extracelular, 
bem como elevação da produção de citocina anti-inflamatória (IL-10) e modulação das 
citocinas pró-inflamatórias (IL-1b e TNF-alfa). Os autores concluem que é possível que 
este mecanismo possa contribuir para regeneração tecidual e estabelecer regulação da 
inflamação na osteoartrite. (FURUZAWA-CARBALLEDA et al., 2009)
Vários estudos demonstraram que o colágeno hidrolisado atravessa a barreira da 
mucosa do intestino delgado como um peptídeo completo que não está sujeito a clivagem 
enzimática, sendo difundido na corrente sanguínea, atingindo concentração máxima 
em 6h. Esse peptídeo se acumula na cartilagem tecidual, estimulando a produção de 
colágeno tipo II e proteoglicanos na matriz extracelular da cartilagem. (KRUG et al., 
1999)
Clark et al. (2008) avaliaram o efeito de 10g de colágeno hidrolisado, diluído em 5 
ml de líquido, durante 24 semanas, na atividade da articulação em atletas fisicamente 
102
UNIDADE II │ FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA
ativos e sem evidência de doença articular. Os resultados do estudo apontaram que 
o uso de colágeno hidrolisado é seguro nos indivíduos com articulações saudáveis e 
que possivelmente esse suplemento reduz o risco de deterioração das articulações em 
grupos de alto risco. Os autores sugerem que novas pesquisas devem ser realizadas 
para oferecer suporte a esses achados. (CLARK et al., 2008)
Fitoterapia
Utilização de óleos
Os óleos são ricos em vitamina E e ácidos graxos essências. Apresentam ação benéfica 
no tratamento e prevenção da flacidez de pele por meio do seu uso tópico ou ingestão 
na dieta.
Óleo de framboesa (raspberry oil) (PARRY et al., 2005)
 » rico em ômega-3, ω-6 e ω-9;
 » baixa razão ω-6/ω-3;
 » importante ação anti-inflamatória;
 » fonte de vitamina E e gama-tocopherol (ação antioxidante com função de 
reparar e condicionar a pele).
Óleo de semente de abóbora (pumkin seed oil)
 » rico em ácidos linoléico, oléico, palmítico e esteárico;
 » fonte de vitamina E;
 » importante ação antioxidante e anti-inflamatória;
 » tem a capacidade de reter água, deixando a pele macia e hidratada;
 » é ideal para peles secas, ásperas e danificadas, ajuda a prevenir o 
surgimento de linhas finas de expressão e a atenuar as já existentes. 
(CAILI et al., 2006)
103
FITOTERAPIA APLICADA À ESTÉTICA │ UNIDADE II
Óleo de macadâmia
A barreira epidérmica é uma proteção normal formada por esfingolipídios, esteróis 
e ácidos graxos livres sintetizados pelas próprias células da epiderme que, por sua 
natureza hidrofóbica, promove a hidratação cutânea por impedir a perda de água. O óleo 
de macadâmia apresenta os seguintes benefícios (MOODLEY et al., 2007; MAGUIRE 
et al., 2004):
 » rico em ácidos oléico, linoléico, linolênico e palmitoléico;
 » fonte de alfa-tocoferol, esqualeno, beta-sitosterol, campesterol e 
stigmasterol.
Isoflavonas da soja
Possuem propriedades antioxidantes. A isoflavona é um composto da soja, também 
chamado de fitoestrogênio, sua estrutura química é semelhante ao estrógeno. São 
conhecidas como fitohormônios.
Antocianinas e proantocianidinas
Alta capacidade antioxidante, principalmente para radicais superóxido e peroxil. Os 
compostos antioxidantes podem entrar nas células humanas de uma maneira funcional, 
agindo na extinção do oxigênio, mesmo em baixas doses. É um importante inibidor da 
COX-1 e COX-2, por exemplo, o açaí. (SCHAUSS et al., 2006) 
104
UNIDADE IIIFITOCOSMÉTICOS
CAPÍTULO 1
Fitodermocosméticos 
O segmento de fitoterápicos e fitocosméticos tem sido alvo de interesse de profissionais 
altamente qualificados, propiciando um índice elevado de pesquisas científicas nos 
países desenvolvidos, fundamentais para o contínuo desenvolvimento e lançamento 
de novos produtos. Estudos farmacológicos e experimentais estão disponíveis para as 
principais plantas e seus derivados comercializados no país.
Muitas plantas apresentam efeitos benéficos significativos sobre a estrutura do sistema 
tegumentar. Tendo como principal foco o apelo natural, a fitocosmética se dedica ao 
estudo e á aplicação dos princípios ativos extraídos dos vegetais. Aplica-se em produtos 
tópicos para higiene, produtos estéticos, corretivos e produtos para manutenção da 
saúde da pele.
Entre os produtos da Amazônia que tem utilização segura na indústria de cosméticos, e 
que têm tido constante procura no mercado, pode-se mencionar. 
 » Óleo de copaíba: tem uma forte demanda no mercado de Manaus, como 
remédio natural com amplo espectro de uso. Tem sido experimentado 
pela indústria de cosméticos, mas a baixa tecnologia de cultivo e extração, 
o deixa dependente do puro extrativismo predatório, tornando seu 
preço muito elevado e sua qualidade muito baixa, para sua utilização e 
comercialização em maior escala. 
 » Urucum: utilizado na indústria de alimento como corante natural, pode 
ser também utilizado na indústria de cosméticos. Não tem sido estudado 
no Brasil para se descrever a estrutura química de seus pigmentos. 
 » Andiroba: planta de uso medicinal, cujo óleo é utilizado em medicina 
caseira para fricção de tecidos inflamados, como repelente e na indústria 
de cosméticos como protetor solar. 
105
FITOCOSMÉTICOS │ UNIDADE III
 » Pau-rosa: produz um óleo muito utilizado pelas indústrias de cosméticos 
multinacionais como fixador de perfumes; tem sido explorado de forma 
predatória e está fadado à extinção; tem sua comercialização proibida.
A seguir está uma relação de plantas utilizadas em fitocosmética, bem como seus efeitos 
já reconhecidos em cosmética e seus compostos ativos.
Tabela 10. Plantas comumente utilizadas na fitocosmética/fitodermocosmética
PLANTA EFEITOS/COMPOSTOS ATIVOS USO EM COSMÉTICA
Alecrim (Rosmarinus 
offincialis)
Antisséptico e estimulante da circulação (óleo 
essencial). 
Anti-inflamatório (ácido cafeico/rosmarínico e 
falvonoides).
Estrias e dermatite seborrieca (extratos glicólicos de alecrim).
Melhora da circulação e tonificante da pele (folhas ou partes 
floridas) antisseborreica, antiacnéico, antisséptico.
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Aloe (Aloe vera spp.)
Hidratante, cicatrizante, anti-inflamatória, 
antiviral, antibacteriana, antifúngica e proterora 
contra a radiação ultravioleta (mucilagens e 
glicoproteínas). 
Leites contendo o extrato glicólico aplicado como hidratante e para 
limpeza de pele. 
Cremes com ação calmante, anti-inflamatória, hidratante e 
revitalizante para peles sensíveis e secas. 
Cremes contendo aloesina para inibição da síntese de melanina, 
úteis no tratamento do melasma e machas senis.
Emoliente, umectante, calmante.
Concentrações usuais: 1 a 10%.
Arnica
(Arnica montana)
Ação adstringente, anti-inflamatória, antisséptica 
(ácidos orgânicos, carotenoides, flavonoides, 
óleo essencial, saponinas e taninos).
Prevenção e tratamento de microvarizes e em produtos 
cosmiátricos. A tintura de arnica é usada como princípio ativo em 
formulações para traumatismos musculares. 
Aumento da circulação sanguínea.
Redução de irritações cutâneas como acne, furunculose e urticária.
Estimulante, adstringente, rubefaciente. 
Concentrações usuais: 1 a 2%.
Bardana (Arctium 
lappa)
Taninos, óleos essenciais, saponinas, 
heterosídeos, resinas.
Antisseborreica,antiacneica, antisséptica. 
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Barbatimão 
(Stryphnodendron 
barbatiman)
Cicatrizante e antibacteriano. Ulcerações tópicas na forma de creme, pomada ou gel.
Bétula (Betula Alba)
Ácido tânico, óleos essenciais, saponinas, 
heterosídeos. 
Antisseborreica, estimulante, coadjuvante no tratamento da celulite. 
Concentrações usuais: 2 a 5%.
Hamamélis (Hamamelis 
virginiana)
Adstringente, hemostática, vasoconstritora, 
tonicovascular e anti-hemorrágica (taninos, 
saponinas, flavonoides, mucilagens e resinas).
Afecções do sistema vascular venoso, como varizes, flebites e 
hemorroidas, e também como antidiarreico. 
Extrato e a água de hamamélis para pele mista e oleosa, bem como 
em loções adstringentes e tônicas.
Leites de limpeza contendo o extrato aquoso com ação 
purificadora, hidratante e tônica da pele oleosa. 
Adstringente, refrescante. 
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Hera (Hedera helix)
Anti-inflamatória, cicatrizante, antivaricosa e 
anticelulítica (saponinas triterpênicas, rutina, 
emetina, carotenóides e α-tocoferol)
Produtos cosméticos e cosmiátricos para celulite.
Calmante, elasticizante. 
Concentrações usuais: 2 a 10%.
106
UNIDADE III │ FITOCOSMÉTICOS
Camomila (Matricaria 
camomila)
Inflamatório, antieritematoso e antipruriginoso 
(óleos essenciais, flavonoides).
Suavizantes, calmantes e antissépticos (óleo 
essencial).
Ação tópica anti-inflamatória, antialérgica, descongestionante e 
refrescante.
Loções com extrato glicólico aplicadas em peles finas e sensíveis.
Cremes com extrato glicólico apliacados em peles oleosas e 
acneicas.
Xampu contendo extrato glicólico de camomila usado para clarear 
cabelos (apigenina). 
Concentrações usuais: 2 a 10%.
Calêndula (Calendula 
officinalis)
Inflamatórios e antiedematosa (triterpenoides).
Antisséptica, adstringente, cicatrizante, emoliente 
e ativadora da circulação.
Formulações anti-aging, formulações para atenuação de cicatrizes e 
para pele sensível e seca.
Tinturas ou suspensões aplicadas topicamente no tratamento de 
acne e erupções cutâneas. 
Calmante, cicatrizante, reduz vermelhidão e irritação da pele.
Concentraçõe usuais: 2 a 10%.
Castanha-da-
índia (Aesculus 
hipocastanum)
Saponinas, flavonoides, taninos, heterosídeos. Vasoconstritora, coadjuvante no tratamento da celulite, indicada par 
varizes. 
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Cavalinha (Equisetum 
arvense)
Heterosídeos, ácidos orgânicos, taninos. Adstringente, cicatrizante, elasticizante. Utilizada em produtos para 
celulite e estrias. 
Concentrações usuais: 3 a 5%.
Centella (Centella 
asiática)
Alcaloides, óleos essencais, saponinas, 
flavonoides.
Cicatrizante, ativa a microcirculação do tecido conjuntivo, ativa o 
metabolismo do fibroblasto, anticelulítica, anti-inflamatória.
Concentrações usuais: 1 a 10%.
Ginkgo (Ginkgo biloba)
Aumento da resistência dos capilares, 
microcirculação superficial e oxigenação dos 
tecidos, diminuição da permeabilidade vascular e 
peroxidação lipídica (flavonoides).
Extrato glicólico estimula o crescimento do cabelo (tônico capilar).
Cremes e loções contendo o extrato glicólico são utilizados para 
peles sensíveis, atuando como estimulantes celulares e efeito 
anti-aging. 
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Jojoba (Simmondsia 
chinensis)
Emolientes (ésteres de ácidos graxos). Emoliente, principalmente para pessoas com pele seca e sensível. 
Agente condicionador para cabelos secos.
Efeito filmógeno na pele evitando a desidratação. 
Malva (Malva 
sylvestris)
Inflamatórios (mucilagem, ácidos fenólicos, 
antocianinas, flavonóides, taninos, vitaminas 
A, B1, B2 e C, oxalato de cálcio, resinas e 
aminoácidos: lisina e leucina).
Indicada como anti-inflamatório, emoliente, adstringente e laxativo. 
Concentrações usuais: 2 a 10%.
Melissa (Melissa 
officinallis)
Resinas, óleos essenciais, saponinas ácidas, 
taninos.
Antisséptica, descongestionantes. 
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Menta (Mentha 
piperitta)
Óleos essenciais, taninos, flavonoides, 
nicotinamida.
Antisséptica, refrescante, regula as secreções sebáceas.
Concentrações usuais: 1 a 2% (extrato vgetal).
Salvia (Salvia 
officinallis L.)
Taninos, saponinas, óleos essenciais, flavonoides. Antisséptica, antisseborreica.
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Tilia (Tilia platyphyllos)
Mucilagem, tanino, óleo essencial, flavonoides. Calmante, emoliente.
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Urtiga (Urtiga dióica)
Ácidos orgânicos, taninos, sais mineirais, 
caroteoides.
Adstringente, antirradicais livres, revitalizante, tônico capilar. 
Concentrações usuais: 1 a 5%.
Fontes: BAI et al., 2010; MENGONI et al., 2011; SUI et al., 2012; DRAELOS, 2001; CHOI; CHUNG, 2003; KAPOR et al., 2009; WANG 
et al., 2008; GEDIYA et al., 2011; HEXSEL et al., 2005; ABURJAI; NATSHEH, 2003. 
107
FITOCOSMÉTICOS │ UNIDADE III
Óleos essenciais (Aromaterapia)
Também chamados de óleos voláteis, são definidos como produtos obtidos de partes de 
plantas por meio da destilação por arraste como vapor d’agua, bem como os produtos 
obtidos por expressão dos pericarpos de frutos cítricos. São, de forma geral, misturas 
complexas de substâncias voláteis, lipofílicas, geralmente odoríferas e líquidas. A 
denominação óleo deriva da aparência oleosa à temperatura ambiente. Porém, sua 
principal característica é a volatilidade, diferindo-se, assim, dos óleos fixos. Possuem 
aroma agradável e intesno, em sua grande maioria. São solúveis em solventes orgânicos 
apolares e, em água, apresentam solubilidade limitada. (SIMÕES et al., 2004)
A aromaterapia é a terapia que utiliza os compostos aromáticos voláteis das plantas, 
ou seja, os óleos essenciais. Esses são utilizados quando diluídos em óleos vegetais que 
atuam como carreadores. 
Um alerta! O uso de óleos essenciais por via oral é contraindicado e pode ser uma 
conduta arriscada, pois não existem dados na literatura que garantam a segurança por 
essa via de administração.
Alecrim (Rosmarinus officinalis)
Principais efeitos (HUSSAIN et al., 2010):
 » Antibacteriano.
 » Ele pode agir diminuindo dores de cabeça, isso acontece devido ao seu 
efeito estimulante da circulação (age aumentando o fluxo sanguíneo para 
o cérebro).
 » É considerado o óleo dos estudantes, pois age melhorando a memória e 
a atenção.
 » Resultados sugerem que o alecrim possui um efeito anti-implantativo 
(impedindo o ínicio da gravidez) sem, contudo, interferir com o normal 
desenvolvimento da gravidez após a implantação. 
 » Uma dieta de 0,3% a 0,6% de extrato de alecrim por 4 semanas 
consecutivas aumentou a atividade no fígado da glutationa stransferase 
(GST) e quinona reductase (enzimas de desentoxicação do corpo) e do 
estomago (GST), mas não afetou seus níveis nos pulmões.
108
UNIDADE III │ FITOCOSMÉTICOS
O óleo essencial de alecrim pode ser encontrado em vários quimiotipos, provenientes de 
subspécies da planta e de regiões com meio ambiente diferenciado (solo, temperatura, 
sol, água etc). A proximidade ou não do alecrim do mar, parece interferir em muito 
na química de seu óleo essencial. Os principais quimiotipos e suas propriedades 
terapêuticas estão descritas abaixo:
 » Quimiotipo 1 (canfenona): contém mais canfenona (=cânfora), 
produzido principalmente na Espanha, mas pode ser obtido também 
no mercado da França e da Itália. Possui efeito estimulante do sistema 
nervoso central, sendo útil em letargia, sonolência e preguiça. Também 
é aplicado em congestão nasal e pulmonar e dores localizadas. Efeito 
semelhante, apesar de bem mais rico (devido à presença dos terpenos), 
ao óleo de cânfora branca chinesa.
 » Quimiotipo 2 (cineol): contém mais cineol (=eucaliptol). É menos 
estimulante que o anterior, mas apresenta as mesmas propriedades de 
descongestão nasal e pulmonar, sendo igualmente útil no tratamento de 
dores. Hoje, vários países o produzem como a Índia, Tunísia, Marrocos, 
Inglaterra, França, Itália, entre outros.
 » Quimiotipo 3 (verbenona): esse tipo possui mais verbenona. 
Produzido na França, Itália, Córsegae regiões mediterrâneas. Apresenta 
boas propriedades para proteção e tratamento de doenças degenerativas 
do fígado (cirrose, hepatite, intoxicações, icterícia e alcoolismo). O Brasil 
produz esse óleo com teores de verbenona em torno de 4-8%.
 » Quimiotipo 4 (borneol): uma variedade com teor mais elevado de 
borneol, um componente que o torna muito parecido com o quimiotipo 
canfenona, porém não tão excitante. Costuma ser produzido no Marrocos 
e na Itália. É confundido com o QT1 ou QT2, porém possui menor teor de 
cânfora e cineol.
 » Quimiotipo 5 (pineno): essa variedade possui mais pineno no óleo. O 
Brasil e a Argentina o produzem, mas pode ser obtido da Europa também. 
É totalmente diferente dos outros, pois não possui alto teor de cetonas, o 
que o torna um suave relaxante. Seu aroma herbáceo o torna um excelente 
óleo para inalações e massagem com características antiestresse, sendo 
também muito útil na eliminação e tratamento de varizes e má circulação 
(trombose, flebite etc.), devido ao seu teor em monoterpenos. Esse óleo 
também possui mais mirceno, que lhe agrega efeitos analgésicos em 
dores musculares.
109
FITOCOSMÉTICOS │ UNIDADE III
Tabela 11. Óleos essenciais e indicações para seu uso.
ÓLEO ESSENCIAL INDICAÇÕES EM ESTÉTICA E COSMÉTICA
Artemísia (Artemisia vulgaris)
Cabelos: revitalizante, refrescante e antisséptico.
Uso tópico/cosmético para pele: poros obstruídos, pele envelhecida e 
inflamada. 
Aromatização: indicada para estresse, cansaço, desânimo, insônia, depressão 
e traumas. 
Bergamota (Citrus bergamia)
Cabelos: opacos e oleosos.
Uso tópico/cosmético para pele: acne, manchas de pele, pele seca, cicatrizes, 
“celulite”.
Aromatização: ansiedade, depressão, tensão nervosa, insônia, medo e dores 
de cabeça. 
Canela (Cinnamomum zeylanicum)
Cabelos: ressecados, opacos e secos. Tônico para o couro cabeludo. 
Uso tópico/cosmético para pele: acne, poros abertos. 
Aromatização: depressão, cansaço, fadiga mental, tensão, estagnação, 
exaustão, fraqueza, falta de concentração. 
Copaíba (Copaifera afficinallis)
Cabelos: opacos e queda excessiva.
Uso tópico/cosmético para pele: pele envelhecida, acne, inflamação e 
oleosidade.
Aromatização: estresse, ansiedade e desânimo.
Cravo (Eugenia caryophyllata)
Cabelos: secos.
Uso tópico/cosmético para pele: oleosidade excessiva e acne. 
Aromatização: fadiga mental, dores de cabeça, memória fraca. 
Erva-doce (Foeniculum vulgare)
Cabelos: cabelos frágeis, caspa e queda excessiva.
Uso tópico/cosmético para pele: celulite, pele oleosa e envelhecida. Tônico 
para a pele. 
Aromatização: estresse, medo, ansiedade e fraqueza. 
Eucalipto (Eucalyptus globus)
Cabelos: caspas, cabelos opacos e fracos, assepsia do couro cabeludo, 
estímulo de crescimento. 
Uso tópico/cosmético para pele: acne.
Aromatização: estresse, fadiga mental, ansiedade, falta de energia, humor. 
Gengibre (Zingiber officinallis)
Cabelos: quebradiços, danificados, sem brilho e com queda.
Uso tópico/cosmético para pele: varizes, pele envelhecida, falcidez e “celulite”.
Aromatização: enxaqueca, memória fraca, desânimo, nervosismo, insônia.
Gerânio (Pelargonium graveolens)
Cabelos: oleosos.
Uso tópico/cosmético para pele: poros abertos, acne, pele desidratada e 
envelhecida. 
Aromatização: ansiedade, nervosismo, agitação, insônia. 
Hortelã-pimenta (Mentha piperita)
Cabelos: crescimento capilar, refrescante e antisséptico para o couro cabeludo.
Uso tópico/cosmético para pele: acne, poros abertos, “celulite”, varizes, 
manchas. 
Aromatização: fadiga mental, depressão, estafa, medo, falta de atenção. 
Lavanda (lavandula officinalis)
Cabelos: opacos.
Uso tópico/cosmético para pele: acne, peles oleosas, secas ou inflamadas. 
Aromatização: estresse, ansiedade, depressão, agitação, insônia, dor de 
cabeça, medo. 
110
UNIDADE III │ FITOCOSMÉTICOS
Lemongrass/Capim-limão (Cymbopogon citratus)
Cabelos: opaco, oleosos e com queda.
Uso tópico/cosmético para pele: poros abertos, acne, pele oleosa.
Aromatização: dores de cabeça, enxaqueca, nervosismo, estresse, tensão, falta 
de concentração, fadiga crônica. 
Manjericão/Quimiotipo Menthi chavicol (Ocimum 
basilicum)
Cabelos: opacos e com queda.
Uso tópico/cosmético para pele: acne, inflamação.
Aromatização: falta de concentração, insônia, cansaço mental, depressão, 
nervosismo, dor de cabeça.
Melaleuca/Tea tree (Melaleuca alternifólia)
Cabelos: secos, quebradiços, opacos.
Uso tópico/cosmético para pele: acne. Micoses e unhas encravadas. 
Aromatização: desânimo, cansaço.
Olíbano (Boswelia carteri)
Cabelos: secos.
Uso tópico/cosmético para pele: pele envelhecida, cicatrizes, manchas, acne.
Aromatização: depressão, ansiedade, medo, estados obsessivos. 
Fontes: Lavabre, 1995; Silva, 2004.
Formas de utilização dos óleos essenciais
 » Aromatização ambiental: 15 a 20 gotas do óleo essencial para 500 ml de 
água.
 » Banho: 1 gota do óleo essencial na bucha ou 3 a 5 gotas na banhiera. 
 » Banho de assento: 3 a 5 gotas de óleo essencial em bacia com água.
 » Compressas: 2 gotas de óleo essencial para meio litro de água.
 » Escalda-pés: 10 gotas de óleo essencial para 5 litros de água.
 » Massagem: 10 a 20 gotas de óleo essencial em 60 ml de óleo vegetal. 
 » Vaporização facial: 4 a 6 gotas de óleo essencial por litro de água. 
Óleos vegetais empregados em estética 
Óleo de abacate (Avocato oil)
 » Efeitos e propriedades: nutritivo e revitalizante. Rico em vitaminas A, B1, 
B2 e C, em lipídios, aminoácidos e substâncias nutrientes essenciais.
 » Utilização em estética: cremes e óleos para massagem, cremes nutritivos. 
Usado nos fitocosméticos em produtos para a face, corpo e cabelos.
111
FITOCOSMÉTICOS │ UNIDADE III
Óleo de amêndoas (Almond oil)
 » Efeitos e propriedades: emoliente, evita o ressecamento da pele. Rico em 
vitaminas A, B1, B2, B6, ácido graxos e proteínas; age como suavizante, 
nutritivo e emoliente para todos os tipos de pele.
 » Utilização em estética: batons, bronzeadores, óleos para banhos e 
massagem, cremes para prevenção de estrias. Usado nos cuidados para 
peles sensíveis e delicadas, em crianças, idosos e grávidas.
Óleo de avelã (Hazel nut oil)
 » Efeitos: emoliente, evita o ressecamento da pele.
 » Utilização em estética: batons, bronzeadores, óleos para banhos e 
massagem, cremes para a prevenção de estrias. 
Óleo de bétula (Betula alba oil)
 » Efeitos: elasticizante, estimulante.
 » Utilização em estética: óleos e cremes para massagem, loções para pele 
oleosa.
Óleo de borragem (Borage oil)
 » Efeitos: regenerador do tecido celular (eczemas), previne a desidratação 
da pele.
 » Utilização em estética: cremes para as mãos, cremes nutritivos, produtos 
demaquilantes.
Óleo de calêndula (Marigold oil)
 » Efeitos: cicatrizante, anti-inflamatório, calmante.
 » Utilização em estética: produtos pós-sol, produtos para queimaduras, 
bronzeadores.
112
UNIDADE III │ FITOCOSMÉTICOS
Óleo de damasco (Apricot kemel oil)
 » Efeitos: regenerativo, rico em vitamina E.
 » Utilização em estética: cremes nutritivos, bronzeadores, demaquilantes.
Óleo de gergelim (Sesame oil)
 » Efeitos: emoliente.
 » Utilização em estética: cremes nutritivos.
Óleo de Jojoba (Jojoba oil)
 » Efeitos: emoliente.
 » Utilização em estética: cremes ou loções hidratantes (utilizados em 
produtos para tratamento capilar) 1 a 2% em xampus e condicionadores.
Óleo de macadâmia (Macadamia nut oil)
 » Efeitos: previne o envelhecimento cutâneo.
 » Utilização em estética: cremes ou loções hidratantes, nutritivo. 
Óleo de melaleuca (Melaleuca altemifolia oil)
 » Efeitos: ação germicida, bacteriostático, fungistático.
 » Utilização em estética: cremes, loções cremosas, soluções, géis 
antissépticos para acne e queimadura. 
Óleo de semente de uva (Grapessed oil)
 » Efeitos: hidratante e antioxidante, rico em vitamina E.
 » Utilização em estética: óleos para banhos, loções e cremes para a prevenão 
de estrias. 
113
FITOCOSMÉTICOS │ UNIDADE III
Formas FarmacêuticasUsadas na 
Fitocosmética 
Diversas são as formas farmacêuticas empregadas na fitocosmética. A seguir, está a 
relação das principais formas utilizadas. 
Creme não iônico (melhor para fitocosmético)
 » Conceito: forma farmacêutica semissólida que consiste de uma emulsão, 
formada por uma fase lipofílica e uma fase aquosa. Contém um ou mais 
princípios ativos dissolvidos ou dispersos em uma base apropriada e é 
utilizado normalmente para aplicação externa na pele ou nas membranas 
mucosas.
Xampus
 » Conceito: solução ou suspensão, contendo um ou mais princípios ativos, 
para aplicação na superfície do couro cabeludo.
Espuma
 » Conceito: forma farmacêutica que consiste de um grande volume de gás 
disperso em um líquido, geralmente contendo uma ou mais substâncias 
ativas. É formada pela ação de um propelente, podendo, também, haver 
outros excipientes.
Gel
 » Conceito: forma farmacêutica semissólida com um ou mais princípios 
ativos, que contém um agente gelificante para fornecer firmeza a uma 
solução ou dispersão coloidal (um sistema no qual partículas de dimensão 
coloidal – tipicamente entre 1 nm e 1 mm – são distribuídas uniformemente 
através do líquido). Um gel pode conter partículas suspensas.
Pomada
 » Conceito: forma farmacêutica semissólida para aplicação na pele ou nas 
membranas mucosas, que consiste de solução ou dispersão de um ou 
114
UNIDADE III │ FITOCOSMÉTICOS
mais princípios ativos em baixas proporções, em uma base adequada. 
Ex.: lenço umedecido.
Sabonete líquido
 » Conceito: solução, contendo um ou mais princípios ativos, para aplicação 
na superfície cutânea.
Óleos vegetais prensados a frio
 » Conceito: líquido gorduroso solúvel em éter e insolúvel em água.
115
Para (não) Finalizar
A atuação dos profissionais da área da saúde em estética exige desse uma dedicação 
especial na busca de novos conhecimentos. Diariamente, novas pesquisas se iniciam e 
novas descobertas surgem a respeito da influência dos fitoquímicos e fitoterápicos no 
desenvolvimento e tratamento de desordens estéticas. 
Atualmente, ainda são escassos os resultados de trabalhos científicos relacionados à 
questões estéticas. Modismos e o marketing envolvido na venda de produtos para esse 
público estão fortemente presentes. Muitas das alternativas fitoterápicas disponíveis 
no mercado não apresentam comprovação científica de sua eficácia e segurança. Mais 
estudos devem ser desenvolvidos para esclarecer o real mecanismo de ação desses 
produtos e estabelecer doses seguras para utilização.
A leitura de artigos científicos, o desenvolvimento de pesquisas e a observação clínica 
fazem parte do dia a dia desse profissional. Realizar um curso de pós-graduação 
diferencia esse profissional no mercado de trabalho, mas a atualização das informações 
obtidas é uma obrigação dos profissionais da saúde, pois a matéria-prima de seu 
trabalho é a vida humana. 
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