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Luysa Gabrielly de Araujo Morais – Medicina - @lugaaraujo TIREOIDITES É um termo genérico para o acometimento inflamatório da glândula tireoide Pode ter como etiologia diversos fatores como: autoimune, infeccioso, traumático, drogas, radiação etc. TIPOS TIREOIDITE DE HASHIMOTO (TIREOIDITE CRONICA LINFOCÍTICA) TIREOIDITE SUBAGUDA LINFOCÍTICA TIREOIDITE SUBAGUDA GRANULOMATOSA TIREOIDITE PÓS PARTO TIREOIDITE INFECCIOSA TIREOIDITE MEDICAMENTOSA TIREOIDITE ACTÍNICA TIREOIDITE FIBROSANTE DE REIDEL TIREOIDITE SUBAGUDA LINFOCÍTICA Elevação dos hormônios tireoidianos na periferia sem que isso gere um quadro clínico de tireotoxicose. Mas com o passar do tempo pode gerar quadro de tireotoxicose e evolução para hipotireoidismo. Autolimitada; QUADRO INICIAL →laboratorial (achado) ou tireotoxicose Anti TPO e anti tg até 50% dos casos DIAGNÓSTICO → clínica + RAIU (pouco disponível) TRATAMENTO → reposição de L4T (se evoluir para hipotireoidismo) e beta bloqueador TIREOIDITE DE DE QUERVAIN Tireoidite subaguda dolorosa e tireoidite granulomatosa Dor na região cervical +/- tireotoxicose Quadro pós viral há 1-3 semanas Febre, leucocitose e VHS +/- corticoides Tratamento – AINE +/- corticoides 50% dos casos pode evoluir para Hashimoto DOR (apenas ela e infecciosa) + quadro viral como fator comum antecessor. TIREOIDITE PÓS PARTO Quadro agudo subaguda linfocítica 1 ano pós parto →2º-4º mês Anti TPO Recidiva alta 70% Variante TH Tratamento → beta bloqueador +/- L4T TIREOIDITE INFECCIOSA Dor + febre + sinais flogísticos presentes Aguda e piogênica Tuberculosa e fúngica Luysa Gabrielly de Araujo Morais – Medicina - @lugaaraujo Pode ter histórico de cirurgia (porta de entrada) TIREOIDITE MEDICAMENTOSA Amiodarona MEDCURSO 2018 DEFINIÇÃO: Acometimento inflamatório da tireoide que gera lesão inflamatória no parênquima tireóideo culminando com o extravasamento do conteúdo coloide dos folículos (T3/T4). Gerando quadros de tireotoxicose inicial, seguida de hipotireoidismo autolimitado, subagudo ou, em alguns casos, franco. TIREOIDITE DE HASHIMOTO TH ETIOPATOGENIA: Reação imune via celular e humoral (fator genético) + Fatores ambientais (infecções virais e consumo de iodo). Ocorre formação de imunocomplexos na membrana basal das células foliculares levando à infiltração linfocitária e hiperplasia folicular. Anti tireoperoxidase - TPO 95-100% dos casos. → Maior sensibilidade em tireoidites auto imunes; caso negativo solicitar o anti TG (tireoglobulina). Anti TG (tireoglobulina) + ANTI TPO → juntos tem sensibilidade de 95-100%. QUADRO CLÍNICO: 1. FASE: Hashitoxicose 2. FASE: Hipotireoidismo subclínico - elevação do TSH com T4 e T3 normal. 3. FASE: Hipotireoidismo clinicamente manifesto. TIREOIDITE ATRÓFICA - casos de evolução tardia da TH, com anticorpos positivos, sem bócio e com hipotireoidismo. Associação com outras doenças autoimunes em especial a doença celíaca. ENCEFALOPATIA DE HASHIMOTO: altos títulos de anti TPO; tem boa resposta a glicocorticoides; manifestações semelhantes as manifestações de AVC, convulsões, psicose, aumento de proteínas no líquor e alterações no eletroencefalograma. DIAGNÓSTICO: Bócio + hipotireoidismo + Anti TPO aumentado Presença de hipotireoidismo não é obrigatória para o diagnóstico. HISTOPATOLÓGICO→ Infiltrado linfocítico podendo gerar centros germinativos linfoides. Células de Askanazy são patognomônicas e representam estágio avançado da lesão de células foliculares. USG→ glândula aumentada, hipoecogênica ou nódulos mal definidos. PAAF (CRITÉRIOS) → dor Local; crescimento rápido; presença de nódulos TRATAMENTO Reposição adequada de hormônio Glicocortidoides caso dor tireoidiana importante ou bócio de crescimento rápido com sintomas compressivos. TIREOIDITE SUBAGUDA LINFOCÍTICA Indolor; Tireotoxicose seguida de hipotireoidismo autolimitado; Anti TPO positivo em títulos mais baixos que TH. Luysa Gabrielly de Araujo Morais – Medicina - @lugaaraujo HISTOPATOLÓGICO→Infiltrado linfocítico difuso em menor intensidade e não associado a lesões degenerativas e fibróticas importantes. Quadro clínico 1. FASE: Tiretoxicose clinicamente manifesta. Diferenciar de Graves porque é autolimitada e normalmente não tem oftalmopatia. ➔ Dura 2-8 semanas. 2. FASE: Hipotireoidismo subclínico 3. FASE: Hipotireoidismo manifesto (RARA DE ACONTECER) 4. FASE: Eutireoideo em até 2-4 meses. DIAGNÓSTICO → Tireotoxicose e RAIU <5% (Graves >40%) TRATAMENTO→ Beta bloqueador para os sintomas cardiovasculares e neuromusculares; NÃO usar tionamidas; reposição hormonal. TIREOIDITE DE QUERVAIN ETIOPATOGENIA → reativação pós viral por reação imunológica mimética. Reação inflamatória do tipo granulomatosa, rica em macrófagos ativados, células gigantes de Langerhans e linfócitos CD4 em seu entorno. QUADRO CLÍNICO → 1. FASE: Quadro gripal 2. FASE: sd álgica tireoidiana - região cervical, garganta ou ouvidos (tubas auditivas); pode ser muito intensa e a tireoide se encontrar aumentada e dolorosa dificultando o exame físico. 3. FASE: 50% apresentam tireotoxicose 4. FASE: hipotireoidismo subclínico 5. FASE: eutireoidismo após 1-3 meses. VHS quase sempre >50mm/h e às vezes >100mm/h; TRATAMENTO → AINE ou aspirina e se não melhorar em 24-48 horas usar corticoide. TIREOIDITE PÓS PARTO Tireoidite autoimune indolor e subaguda manifestada dentro do primeiro ano após o parto. Normalmente apresenta quadro tireotóxico seguido de hipotireoidismo e eutireoidismo em até 1-4 meses. TRATAMENTO com beta bloqueadores no caso de sintomas de tireotoxicose e reposição hormonal no caso de hipotireoidismo. TIREOIDITE INFECCIOSA TIREOIDITE AGUDA PIOGÊNICA → quadro álgico agudo, geralmente unilobular, associado a febre alta, calafrios e a presença de sinais de flogose e supuração do lobo afetado. Aureus, pyogenes, pneumoniae e H. influenzae. DIAG →punção aspirativa guiada por USG + microbiológico TTO → drenagem cirúrgica do abscesso e ATB TIREOIDITE TUBERCULOSA E FÚNGICA → imunodeprimidos; aumento bilateral da glândula e quadro infeccioso. TIREOIDITE ACTÍNICA Luysa Gabrielly de Araujo Morais – Medicina - @lugaaraujo Pós terapia com iodo radioativo para doença de Graves. Cursa com dor tireoidiana e exacerbação do hipertireoidismo nas primeiras semanas pós aplicação. Tende a evoluir para hipotireoidismo. TIREOIDITE MEDICAMENTOSA Alfainterferon; interleucina 2 e amiodarona (efeito Wolff Chaikoff pelo iodo na sua molécula e pela inibição da conversão periférica de t4 em t3). TIREOIDITE FIBROSANTE DE REIDEL Rara; quarta e sexta década de vida; mulheres; Faz parte das doenças fibrosantes idiopáticas A glândula encontra-se endurecida e infiltra os tecidos adjacentes podendo ocasionar disfagia (esôfago) e dispnéia (traqueia). Paciente eutireoideo normalmente ou hipotireoideo. Pode apresentar hipoparatireoidismo associado (raro). DIAGNÓSTICO → biópsia a céu aberto (PAAF de difícil execução pela rigidez do tecido - lenhoso). TRATAMENTO → tamoxifeno Glicocorticoide caso dor ou sintomas compressivos. Rituximab em refratários. Cirurgia caso comprometimento do esôfago ou traqueia.