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RESUMÃO – OMBRO E COTOVELO
1- Nas fraturas da clavícula, Allman classificou em três grupos de acordo com a prevalência da fratura em:
1. Fraturas do terço médio da clavícula
2. Fraturas do terço distal
3. Fratura do terço proximal
Nas fraturas do terço distal (grupo 2 de Almann), neer descreve três estagios:
I – fratura com desvio minimo, localizada entre o conoide e trapezoide ou entre os ligamentos coracoclaviculares e acromioclavicular.
II – Fraturas proximais ao ligamentos coracoclaviculares, se divide:
	IIa – com conoide preservado
	IIb- Com conoide roto
III – Fraturas da articulação acromioclavicular.
A quem acrescente o tipo IV que seria a fratura do terço lateral da clavícula em crianças.
As fraturas do estagio II geralmente são instáveis. A Fixação com placa não é a melhor indicação pois tem pouco batente lateral para a fixação da placa. A melhor opção seria a amarria com fios inabsoviveis da região coraco clavicular.
2- Alteração anatômica ao nível do cotovelo é contra-indicação a atroscopia uma vez que pode levar a lesão iatrogênica. Um exemplo dessa condição é a transposição prévia do nervo ulnar .
3- Deformidade de sprengel ou escapula elevada congênita é alteração esporádica, mais comum anomalia congênita da região escapular. Ocorre pela interrupção da descida escapular normal entre a 9 e 12 semana gestacional. O quadro clinico se caracteriza por fraqueza de serratil, escapula hipoplásica e elevada em relação ao lado contra lateral. Em deformidades leves o tratamento clinico é o mais indicado. Nos quadros mais graves a cirurgia de Green se caracteriza por descolar subperiostealmente os músculos superiores e mediais com ressecção da porção supraclavicular da escapula com seu rebaixamento, reinserção muscular e manutenção do posicionamento com pino de tração.
4- A associação dos testes para o ombro: Jobe = supra espinhal, patte = infra espinhal, Speed = cabeça longa do bíceps, Gerber = subescapular .
5- Os acromiale é a falta de ossificação entre os centros do acrômio (basoacromiale, mesoacromiale, metaacromiale, preacromiale) onde o mais comum é a falta de fusão entre meso e metaacromiale. A incidência radiológica melhor para a avaliação dessa condição é a axilar que consiste em: O paciente supino com ombro e cotovelo a 90 graus mão pronada o filme sobre o ombro e a ampola é dirigida na direção da axila do doente. O eponimo é incidência de Thomas.
6- Capsulite adesiva é doença que possui como denominador comum a retração capsular e restrição de movimento. Possui três fases distintas: (1) dolorosa – tem movimento mas dói muito, (2) congelamento – perda do movimento do ombro, dura cerca de 12 meses, (3) – descolngelamento – retorno gradual da função, pode demorar até dois anos para o retorno completo da articulação. A pessoa que tem essa afecção se enquadra no seguinte perfil (fatores predisponentes): Mulher com mais de 50 anos, diabética (insulino dependente tem maior chance ainda), que já teve ave, sofre de hipertiroidismo e sofreu trauma sobre o ombro. TABAGISMO NÃO DA CAPSULITE)
7- ARTROPLASTIA TOTAL DO OMBRO- RESULTADOS:
a. Sequela de fratura – Resultado variável uma vez que o posicionamento das tuberosidades mal consolidadas pode levar a um resultado ruim.
b. Osteoartrose primaria – melhores resultados. Se for em paciente jovem e artrose concêntrica considerar hemiartroplastia, paciente idoso e artrose sempre artroplastia total.
c. Osteoartrose primaria paciente jovem com artrose excêntrica = artroplastia total
d. Osteoartrose por instabilidade – resultado regular uma vez que a instabilidade pode ser decorrente de insuficiência do manguito e vai levar a falha da artroplastia.
e. Artropatia do manguito – contra indicação a artroplastia convencional. Indicação de artroplastia reversa. O deltoide vai luxar a prótese.
8- A classsificação de goutallier leva em consideração a lesão do manguito rotador e sua transformação em gordura: 0 – sem lesão, I – pequena lesão gordurosa, II- menos lesão do que músculo, III- transformação gordurosa igual a massa muscular, IV – mais gordura do que músculo
9- Classificação de Hasting – para calssificação heterotopica do cotovelo: 1- sem limitação de movimento; 2a – com limitação da flexo/extensão; 2b – com limitação da prono supinação; 2c – com limitação de ambos; 3 – anquilose CLASSIFICAÇÃO QUE LEVA EM CONSIDERAÇÃO A PERDA DE MOVIMENTO COM A CALSSIFICAÇÃO HETEROTOPICA DO COTOVELO.
10- Na classificação de o´driscoll 1 = acomete ligamento lateral mas pode não estar luxado, 2 – acomete ligamento lateral e cotovelo esta luxado, 3 – acomete ligamento medial e no 3A a banda anterior esta integra, no 3B ele rompe, e 3C vem acompanhado de grande lesão de partes moles.
11- O procedimento de almquist é para o cotovelo de tenista e consiste em ressecar o epicôndilo lateral com transposição do ancôneo.
12- A praxia do ulnar é a complicação mais comum nas fraturas supraintercondileanas do úmero distal e não se utiliza a transposição profilática como medida rotineira uma vez que aumenta as chences de praxia mas sim isola-se ele.
13- Sobre as fraturas da cabeça do radio o mecanismo é carga axial com o antebraço pronado, a cupulectomia não acarreta instabilidade se a estrutura ligamentar medial e a radioulnar distal estiverem integras .
14- Sobre as luxações do cotovelo, o mecanismo clássico se da com a lesão partindo do lado lateral para o medial, o teste de pivô shift é realizado com o paciente em supino, braço ao longo do corpo, com uma Mao o examinador fixa o úmero e com a outra, de uma flexão de 15 graus do cotovelo, parte para extensão exercendo compressão axial e stress um valgo com punho supinado, o teste vai ser positivo caso reproduza luxação, flexão do cotovelo vai reduzir a articulação. O nervo ulnar é o mais frequentemente acometido na luxação.
15- Lac – Classificação de Rockwood:
I – Distenção dos acromioclaviculares
II – Ruptura dos acromioclaviculares e distenção dos coracoclaviculares
III – Ruptura dos acrômio e coracoclaviculares com espaço coracoclavicular aumentado em até 100% em relação ao lado normal
IV – Clavicula posterior, PENETRA O MUSCULO TRAPÉZIO
V – Espaço coracoclavicular aumentado 100 a 300% em relação ao lado contra lateral
VI- Clavicula inferior ao acrômio ou ao coracoide, se inferior ao coracoide ligamentos coracoclaviculares rotos.
++++ IMPORTANTE SALIENTAR..... SEMPRE QUE É FALADO ESPAÇO AUMENTADO É EM RELAÇAO AO CORACOIDE.
++++ NÃO É A CLAVICULA QUE SOBE MAS O ACROMIO QUE DESCE
16 – A cavidade glenoide tem 40 graus de anterversão, por isso para termos um ap com correção devemos rodar interno 40 graus o ombro que devemos realizar o estudo radiológico (incidência de liberson), a incidência apical de Garth (para avaliação dos quadros de instabilidade gleno umeral) adiciona 45 graus de componente caudal para o raio na incidência de liberson possibilitando observar a região Antero inferior da glenoide e a região postero lateral do úmero.
West Point o paciente é posisiconado ventral com o braço e cotovelo abduzido a 90 graus e mão pendenteo raio é inclinado 25 graus em relação ao torx e a mesa, evidencia bem o rebordo anterior da glenoide.
+++ WEST POIT O PACIENTE É PRONADO OU EM DECUBITO VENTRAL!!!
17 Fratura do tubérculo maior com 5mm ou mais de desvio é critério de instabilidade e deve ser tratado cirurgicamente.
18 – Capsula redundante ou capsula de grande volume, é a principal causa de instabilidade multidirecional do ombro, e a capsuloplastia é o tratamento de escolha com bons resultados na maioria dos casos.
19 – a lesão slap tipo II o tratamento é a reinserção labral.
20- Tratamento cirúrgico da fratura da escapula apenas quando tiver lesão neurovascular associada.
21 – Paciente com ressecção da cabeça radial estão sujeitos a instabilidade postero-lateral da articulação do cotovelo por ausência de contato radiocaptelar e por insuficiência do ligamento colateral lateral.
22 – Indicação para reparo cirúrgico das fraturas da clavícula 1 de allman: Fratura exposta, comprometimento neurovascular, espícula óssea que podelevar a solução de continuidade da pele, intolerância cosmética.
23 – o sinal de gêiser é um achado na artrografia do ombro e consiste no extravasamento de contraste para a bursa sub deltoidea geralmente na articulação acromioclavicular (efusão). Indica rutura antiga do manguito e que será de difícil reparo.
24 – Ellman fez uma classificação ultra sonografica em que descreve e separa por estágios a ruptura parcial do manguito da seguinte forma:
I – Ruptura até 3mm
II – entre 3 e 6 mm
III- > 6mm
25 – Pacientes com capsulite adesiva do ombro apresentam primeiramente perda da rotação interna seguida pela flexão e rotação lateral.
26 – Na paralisia obstétrica o sinal de cloud Bernard horner esta relacionado ao tipo Klumpke quando temos arrancamento de T1.
Na paralisia de Erb Duchene (C5-C6) temos a criança com o braço aduzido (paralisia do deltoide(C5), cotovelo extendido (tríceps por integridade da raiz de C7 e paralisia do bíceps braquial) e antebraço pronado por paralisia do supinador
27 – A deformidade de Sprengel é mais comum unilateral, no sexo feminino, pode ter ou não presença de osso omovertebral e o trapézio é o músculo mais acometido na doença. OSSO OMEVERTEBRAL É UMA CONEXÃO ANOMALA GERALMENTE FIBROSA ENTRE A ESCAPULA (ÂNGULO SUPERIOR) E AS VERTEBRAS CERVICAIS.
28 – Em posição neutra do ombro, o ligamento glenoumeral superior é restritor primário para a translação inferior da cabeça umeral.
30 – indicação absoluta de fixação de fratura de terço médio de clavícula:
A – fratura exposta ou com risco iminente de rutura de pele
B – comprometimento vascular
C – lesão neurológica progressiva
D – dissociação escapulotoracica
31 – no cisto ósseo unicameral temos altas doses de PGE no seu interior e por isso a injeção de corticoide pode ser efetiva no tratamento desta condição.
32 – Na fratura supracondileana do úmero em flexão o nervo mais acometido é o ulnar pelo trauma direto sobre ele.
33- Sindrome de Watenberg é entidade rara e caracateriza-se por compressão do ramo sensitivo radial. Ele fica sub cutâneo entre 5 a 10cm proximal a estiloide radial e passa entre o braquiradial e extensor radial longo do carpo que é o principal ponto de compressão. A clinica referida pelo paciente é de parestesia no dorso da mão principalmente tabaqueira anatômica e 1 dedo.
34 – A lesão de Bankart é lesão labral anteroinferior após luxação anterior do ombro. Lesão de Hill Sachs é lesão postero lateral da cabeça umeral após luxação anterior. Já a lesão de McLaughlin é a lesão Antero medial da cabeça umeral na luxação posterior gleno umeral
35 – Os músculos mais envolvidos na síndrome compartimental do antebraço são os flexores profundo dos dedos e flexor longo do polegar.
36 – A técnica de Bell Towse para reconstrução do ligamento anular na fratura de monteggia em crianças utiliza enxerto central de tendão tricipital.
37 – Na fratura do capitulo do úmero a principal complicação é a limitação de movimento articular
38- contra indicado a ressecção da cabeça radial quando temos a ruptura do colateral medial ou da membrana interossea ou sinal de instabilidade radio ulnar.
39 – Espaço quadrangular = redondo maior e menor, porção longa e lateral do tríceps = circunflexa posterior do úmero e nervo axilar.
40 – osteocondrite dissecante do capitulo do úmero a principal indicação cirúrgica é a presença de corpos livres articulares.
41 – dor após tratamento cirúrgico de tendinite calcaria pensar em capsulite adesiva pois as duas entidades podem advir em conjunto
42 – Junto ao ligamento transverso, a inserção do subescapular no tubérculo menor do úmero serve de anteparo para o tendão da porção longa do bíceps e sua luxação medial deve levantar suspeita quanto a sua ruptura.
43 – a força de supinação é 15% maior se comparada com a de pronação.
44 – a fratura proximal do úmero que apresenta menor incidência de osteonecrose é a impactada em valgo.
45 - Artroplastia reversa do ombro é contra-indicada na ausência de deltoide.
46 – Luxação posterior do cotovelo inveterada temos o bloqueio da pronação devido ao tensionamento do bíceps ao redor do côndilo umeral.
47 – a manipulação excessiva no reparo do supra pode levar a lesão do nervo supraescapular
48 – Fratura do capitelo é b3.
49 – Espaço triangular – Redondo maior e menor e cabeça longa do tríceps passa a artéria circunflexa da escapula.
50 – Intervalo triangular = redondo maior, cabeça longa e lateral do tríceps – intima relação com artéria braquial profunda e nervo radial.
51 – o ligamento glenoumeral superior limita a translação inferior do úmero com o braço aduzido, o ligamento glenoumeral inferior tem duas bandas anterior e posterior que limitam a translação inferior do úmero com o braço em abdução de 90 graus sendo que com rotação externa a banda anterior atua e com rotação interna a banda posterior atua, com o braço abduzido o efeito estabilizador do subescapular é perdido.
52 – a escapula tem 45 graus de anteversão a glenoide tem 5 graus de retroversão a cabeça do úmero tem 20 graus de retroversão e angulação cranial de 130 graus.
53 – intervalo dos rotadores é entre o supra e o sub e é tida como área enfraquecida da capsula articular.
54 - A ROTAÇÃO INTERNA É O PRIMEIRO MOVIMENTO A SE PERDER NA CAPSULITE ADESIVA
55 – A INCISURA ESPINOGLENOIDAL OU INCISURA DA ESCAPULA É O LOCAL POR ONDE O NERVO SUPRAESCAPULAR PASSA E QUALQUER ALTERAÇÃO NESSE ESPAÇO PODE LEVAR A ALTERAÇÃO DO SUPRA O DO INFRA ESPINHAL.
56 – A PRINCIPAL ARTERIA NUTRICIA DO UMERO PROXIMA É A ARQUEADA QUE É RAMO DA CIRCUNFLEXA ANTERIOR. A CIRCUNFLEXA POSTERIOR PASSA PELO ESPAÇO QUADRANGULAR JUNTO COM O NERVO AXILAR E IRRIGA A MENOR PARTE DO UMERO.

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