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FUNDAÇÃO PEDRO LEOPOLDO FACULDADE DE DIREITO DE PEDRO LEOPOLDO GABRIEL MARTINS UTSCH PRINCÍPIOS RECORRENTES NAS DECLARAÇÕES DE DIREITOS HUMANOS (1776, 1789, 1948) Pedro Leopoldo 2020 2 GABRIEL MARTINS UTSCH Pedro Leopoldo 2020 Trabalho apresentado ao curso de Direito da Fundação Pedro Leopoldo como requisito parcial para obtenção de título de Bacharel em Direito. Orientador: Professor Drº. Francis Albert Cotta. 3 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 4 1.1 PRINCÍPIOS NO DIREITO ................................................................................. 5 2 CONTEXTO HISTÓRICO DA INDEPENDEÊNCIA DE 1776 ................................ 6 2.1 DECLARAÇÃO DO HOMEM E DO CIDADÃO ................................................... 7 2.2 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS ................................ 9 3 O QUE SÃO PRINCÍPIOS .................................................................................... 11 3.1 OS PRINCIPIOS IDENTIFICADOS NAS DECLARAÇÕES .................................. 11 4 CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NO BRASIL 1988 ......................................... 12 5 ANÁLISE COMPARATIVA .................................................................................. 13 6 COMO SURGIU CADA DECLARAÇÃO .............................................................. 13 6.1 EXPLICAR O QUE SE REPETE NAS DECLARAÇÕES ..................................... 13 7 CONCLUSÃO ....................................................................................................... 15 REFERÊNCIAS .................................................................................................... 16 4 1- INTRODUÇÃO Tendo como estudo, posso observar e entender que o trabalho vem como forma de nós mostrar os princípios, e de nós fazer entender sobre como são aplicados nas declarações de 1777, 1789 e 1948, nós mostrando quais suas origens, objetivos, causas e consequências de cada uma delas, fazendo possível encontrar cada princípio em cada declaração estudada. A objetividade das declarações é nós mostrar o contexto histórico de cada uma delas, portanto o trabalho e nos passar conhecimento de cada declaração estudada, sobre a ótica de que todas declarações tem o seu objetivo e princípios diferentes, mas sendo em cada uma delas possível abordar recorrentes formas de encontrar semelhanças em cada declaração. Nessa lógica observamos que a maioria dos artigos e leis ainda são aplicados de maneira que é possível garantir a segurança, a liberdade e igualdade impostas pela (DUDH) Declaração Universal dos Direitos Humanos, visando o bem estar e o direito, respeitando suas diferenças e etnias em cada país. 5 1.1 PRINCÍPIOS NO DIREITO Os princípios começam com a natureza moral, que são analisadas em virtudes, em argumentos voltados as razões morais, e existentes com significado lógico, ou seja, são verdades ou juízos fundamentais que servem de base ou de garantia de certeza a um sistema de conhecimento, filosófico ou científico. Dito por Reale( 2016) “Os princípios se abrem num leque de preceitos fundamentais, desde a intangibilidade dos valores da pessoa humana, vista como o fulcro de todo o ordenamento jurídico, até os relativos à autonomia da vontade e liberdade de contratar; à boa-fé como pressuposto da conduta jurídica; ao equilíbrio dos contratos, com a condenação de todas as formas de onerosidade excessiva para um dos contratantes; à exigência de justa causa nos negócios jurídicos; aos pressupostos de responsabilidade Civil ou Penal, etc.”. O Direito vigente está associado de princípios até as suas últimas ramificações. Eles estão presentes na sua elaboração, interpretação, aplicação e integração. Pode-se dizer que os princípios dão consistência ao Direito, enquanto os valores lhe dão sentido. Ao se elaborar uma norma jurídica, deve-se antes escolher os valores e princípios que se deseja consagrar. As regras de Direito devem ser irradicações de princípios e valores, assim como o mesmo é válido para todas as suas ramificações. No âmbito específico da teoria geral do Direito, os Princípios Gerais do Direito são enunciados normativos, de valor muitas vezes universal que orientam a compreensão do ordenamento jurídico no tocante à elaboração, aplicação, integração, alteração (derrogação) ou supressão (ab-rogação) das normas. Assim, o legislador não encontrando solução na analogia e nos costumes, por exemplo, para preenchimento das lacunas presentes nas leis, esse vai buscá-lo nos princípios gerais do Direito, sendo estes constituídos de regras que se encontram na consciência dos povos e podem ser universalmente aceitas, mesmo não escritas. Tais regras, de caráter genérico orientam a compreensão do sistema jurídico em sua aplicação. Os princípios gerais do Direito são diretrizes básicas e gerais que orientam o interprete ao aplicar o Direito no caso de omissão do texto legal. Os modelos dogmáticos ou hermenêuticos de Direito em sua grande maioria não constam em textos legais, mas representam enunciações doutrinárias e de princípios fundamentais, os quais alguns deles são tão importantes que os legisladores lhes conferem força de Lei, força cogente, inserindo-os no ordenamento jurídico. 6 As declarações de vontade deverá ser mais considerada a intenção do que o sentido literal da linguagem; a boa-fé se deve presumir e a má-fé deve ser provada; as obrigações contraídas devem ser cumpridas (pacta sunt servanda); deve haver equilíbrio nos contratos, com respeito à autonomia da vontade e da liberdade para contratar; a interpretação a ser seguida é aquela que se revelar menos onerosa para o devedor; a pessoa deve responder pelos próprios atos e não pelos atos alheios; nas relações sociais se deve tutelar a boa-fé e reprimir a má-fé; etc. Desta forma, podemos concluir que os Princípios Gerais do Direito são ideias basilares e fundamentais do Direito, que lhe dão apoio e coerência, que são respaldados pelo ideal de Justiça, de liberdade, igualdade, democracia, dignidade, etc., seriam ideias fundamentais de caráter geral dentro de cada área de atuação do Direito. 2- Contexto Histórico da independência de 1776 Eles foram diferente do processo de colonização dos espanhóis e dos portugueses, em que as colônias eram dominadas pelas metrópoles, Isso porque, as Treze Colônias Americanas possuíam autonomia. Assim, quando a metrópole tentou exercer maior poder sobre as colônias, reduzindo a autonomia conquistada, o movimento gerou insatisfação e revolta do povo. Causas da independência de 1776 A Independência dos Estados unidos surgiram da discrepância de interesses que havia entre a metrópole (Inglaterra) e as Treze Colônias. Na segunda metade do século XVIII, a política da Inglaterra em relação às Treze Colônias mudou drasticamente, e isso desagradou aos colonos, motivando a rebelião contra a Inglaterra. Reivindicações Os três princípios, foram direito à vida, direito à liberdade, e a busca à felicidade Tendo como Rei , O Rei Jorge III Consequência da independência de 1776 Logo depois da reunião do primeiro congresso, uma nova conversa foi convocada e feita no Segundo Congresso Continental da Filadélfia. Desse jeito, foi posto que a colônia não aceitaria mais as ordensvindas da metrópole, porque o desrespeito estava tomando níveis alarmantes. Assim, no dia 4 de julho de 1776, foi redigida a declaração de independência. Dito por Lynn Hunt(2020,p.220) 7 Ele recusou Assentimento a Leis, as mais salutares e necessitarias para o bem público. Ele proibiu aos Governadores aprovar Leis de importância imediata e urgente, a menos que sua aplicação fosse suspensa até que se obtivesse seu Assentimento; e, quando assim suspensas, deixou totalmente de lhes dar atenção. Ele recusou aprovar outras Leis para acomodar grandes distritos de pessoas, a menos que essas pessoas abrissem mão do Direito de Representação no Legislativo, um direito inestimável para elas e temível apenas para os tiranos. Ele convocou os corpos legislativos a se reunir em lugares inusitados, desconfortáveis e distantes dos locais em que se guardam os Arquivos públicos, com o único propósito de fatiga-los até que se submete a suas medidas. Síntese Tendo isso em mãos, podemos dizer que tudo foi feito de acordo com os mandos do rei, colocando-os sempre em submissão e os cansando de maneiras gradativa, até que seja feita toda sua vontade, colocando suas vontades acima de tudo, o tornando um rei tirano. 2.1 DECLARAÇÃO DO HOMEM E DO CIDADÃO Art.1º - homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundamentar-se na utilidade comum. Art. 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo- se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes, (Estatuto do Estrangeiro) Contexto histórico da Declaração dos Direitos do Homem e do cidadão, 1789 Na declaração de 1789 o povo de França levou a cabo a abolição da monarquia absoluta e o lançamento da primeira República Francesa. Apenas seis semanas depois do assalto à Bastilha, e apenas três semanas depois da abolição do feudalismo, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (francês: Déclaration des Droits de l'Homme et du Citoyen) foi adotada pela Assembleia Constituinte Nacional como o primeiro passo para o escrito de uma constituição para a República da França. A Declaração proclama que todos os cidadãos devem ter garantidos os direitos de “liberdade, propriedade, segurança, e resistência à opressão”. Isto argumenta que a necessidade da lei provém do facto que “… o exercício dos direitos naturais de cada 8 homem tem só aquelas fronteiras que asseguram a outros membros da sociedade o desfrutar destes mesmos direitos”. Portanto, a Declaração vê a lei como “uma expressão da vontade geral”, que tem a intenção de promover a igualdade de direitos e proibir “só ações prejudiciais para a sociedade”. Causas dos Direitos do Homem e do cidadão, 1789 Após a Revolução Francesa em 1789, a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão concedeu liberdades específicas da opressão, como uma “expressão da vontade geral”. Em 1789 o povo de França levou a cabo a abolição da monarquia absoluta e o estabelecimento da primeira República Francesa. Reivindicações Os princípios são, Os Direitos naturais inalienáveis e sagrados dos homens, os representantes do povo francês sancionaram as declarações visando que as anteriores tiveram muitas falhas, Ela é composta de um preâmbulo e 17 artigos referentes ao indivíduo e à Nação. Ela define direitos "naturais e imprescritíveis" como a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão. A Declaração reconhece também a igualdade, especialmente perante a lei e a justiça. Por fim, ela reforça o princípio da separação entre os poderes. Ela também busca o bem estar e a constituição, os princípios iluministas da revolução francesa era Liberté, Egalité, Fraternité, que foi o lema da Revolução Francesa na época da Declaração. Dito por Lynn Hunt(2020,p.227) 10. Ninguém deve ser molestado por suas opiniões, mesmo as Religiosas, desde que sua manifestação não perturbe a ordem Pública estabelecida pela lei. 11. A livre comunicação de pensamentos e opiniões é um dos Mais preciosos direitos do homem. Todo cidadão pode, portanto, Falar, escrever e publicar livremente, se aceitar a responsabilidade por Qualquer abuso desta liberdade nos termos estabelecidos pela lei. 12. A salvaguarda dos direitos do homem e do cidadão requer Uma força pública. Essa força é, portanto, instituída para o bem de Todos, e não para o benefício privado daqueles a quem é confiada. Síntese Entendendo um pouco melhor, podemos ver que todas as pessoas têm seu direito, desde que não ultrapasse o limite do próximo em qualquer área social, dando a qualquer 9 uma pessoa o direito de agir, pensar e falar, mas ressaltando que devem ser responsáveis pelos seus atos, porém o direito do Homem e do cidadão, é obtida por uma força pública, visando o bem de todos, sem privar ninguém de receber esse direito em particular. 2.2 DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS Artigo 1-. Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir uns para com os outros nu m espírito de fraternidade. Artigo 2'-. Todo ser humano pode fruir de todos os direitos e liberdades apresentados nesta Declaração, sem distinção de qualquer sorte, como raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra ordem, origem nacional ou social, bens, nascimento ou qualquer outro status. Além disso, nenhuma distinção deve ser feita com base no status político, jurisdicional ou internacional do país ou território a que uma pessoa pertence, seja ele território. Contexto Histórico da Declaração Universal dos Direitos Humanos, 1948 A Declaração Universal dos Direitos Humanos(DUDH) foi elaborada por uma comissão da Organização das Nações Unidas (ONU) entre 1946 e 1948. Entrou em vigor após uma Assembleia Geral da ONU realizada em 1948. Esse documento é composto por 30 artigos, os quais determinam os direitos básicos que todo ser humano deve possuir, independentemente da raça, religião, posição social, gênero, etc. A DUDH tem uma importância fundamental, pois ajudou a consolidar a ideia de direitos humanos, fortalecendo um ativismo que atua na busca de melhorias para a humanidade e no combate às desigualdades. Declaração Universal dos Direitos Humanos foi elaborada em 1946 em um contexto relacionado com eventos que se passaram durante a Segunda Guerra Mundial. Entre os episódios marcantes do maior conflito da história da humanidade, estão o Holocausto e o lançamento das bombas atômicas sobre duas cidades japonesas. A elaboração da DUDH ocorreu no mesmo período em que nazistas que haviam cometido crimes durante a guerra eram julgados no tribunal militar montado em Nuremberg. Durante os meses de atuação desse tribunal, detalhes de como os alemães 10 mataram seis milhões de judeus estavam sendo desvendados. Assim, o mundo tomava conhecimento dos horrores do Holocausto. Foi nesse contexto que as grandes autoridades do mundo, por meio da recém-criada Organização das Nações Unidas, resolveram organizar um documento que enumerasse direitos básicos para toda a humanidade. Tal iniciativa tinha como objetivo evitar que genocídios e outros horrores que foram cometidos na guerra acontecessem novamente. Causas da Declaração Universal dos Direitos humanos ,1948 A Declaração Universal dos Direitos Humanos somente foi criada em 1948, como forma de reação contra as atrocidades cometidas durante a Segunda Guerra Mundial, quando Hitler comandou o genocídio de judeus e outras minorias nos campos de concentração. Reivindicações A Declaração Universaldos Direitos Humanos (DUDH) é um documento marco na história dos direitos humanos. Elaborada por representantes de diferentes origens jurídicas e culturais de todas as regiões do mundo, a Declaração foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 10 de Dezembro de 1948, através da Resolução 217 A (III) da Assembleia Geral como uma norma comum a ser alcançada por todos os povos e nações. Ela estabelece, pela primeira vez, a proteção universal dos direitos humanos Dito por lynn Hunt(2020,p.234) Artigo 20.(1) Todo ser humano tem direito à liberdade de reunião e associação pacíficas. (2) Ninguém pode ser obrigado a pertencer a uma associação. Artigo 21.(1) Todo ser humano tem o direito de participar do Governo de seu país, diretamente ou por meio de representantes Livremente escolhidos. (2) Todo ser humano tem igual direito de acesso ao serviço público no seu país. (3) A vontade do povo deve ser a base da autoridade do governo; esta vontade deve ser expressa em eleições periódicas e legítimas, por sufrágio universal e igual, realizadas por voto secreto ou por procedimento equivalente que assegure a liberdade de voto. Tendo em vista que, todas as pessoa são livres, elas possuem total direito de escolha, nós dando a posse de que todas as pessoas podem fazer tudo da sua maneira, portanto ninguém é barrado ou impedindo de agir por livre e espontânea vontade, sem ser 11 oprimido ou forçado a agir contra sua vontade, visando somente o bem universal, e também proibindo que todas as pessoas sejam atacadas por suas atitudes, mas dando a consciência a elas de ser responsáveis pelos seus atos. 3- O QUE SÃO PRINCÍPIOS 3.1 OS PRINCIPIOS IDENTIFICADOS NAS DECLARAÇÕES liberdade A Declaração dos Direitos protege a liberdade de expressão, a liberdade de religião, o direito de guardar e usar armas, a liberdade de assembleia e a liberdade de petição. Esta também proíbe a busca e a apreensão sem razão alguma, o castigo cruel e insólito e a auto–inculpação forçada. Entre as proteções legais que proporciona, a Declaração dos Direitos proíbe que o Congresso faça qualquer lei em relação ao estabelecimento de religião e proíbe o governo federal de privar qualquer pessoa da vida, da liberdade ou da propriedade sem os devidos processos da lei. Em casos de crime federal é requerida uma acusação formal por um júri de instrução para qualquer ofensa capital, ou crime infame, e a garantia de um julgamento público rápido com um júri imparcial no distrito em que o crime ocorreu, e proíbe um duplo julgamento. Igualdade Fim de que esta declaração, sempre presente em todos os membros do corpo social, lhes lembre permanentemente seus direitos e seus deveres; a fim de que os atos do Poder Legislativo e do Poder Executivo, podendo ser a qualquer momento comparados com a finalidade de toda a instituição política, sejam por isso mais respeitados; a fim de que as reivindicações dos cidadãos, doravante fundadas em princípios simples e incontestáveis, se dirijam sempre à conservação da Constituição e à felicidade geral. Fraternidade Considerando ser essencial que os direitos humanos sejam Considerando que o reconhecimento Da dignidade inerente a todos os membros da família humana e de seus direitos iguais e inalienáveis é o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo. Considerando que o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os todos gozem de liberdade de palavra, de Crença e da liberdade de viverem a salvo do temor e da necessidade foi proclamado como a mais alta aspiração do ser humano comum. 12 Protegidos pelo império da lei, para que o ser humano não seja compelido, como último recurso, à rebelião contra a tirania e a opressão. 4- CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA DO BRASIL1988 Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos: 1- SOBERANIA 2- a cidadania; 3- Dignidade da pessoa humana; 4- os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa 5- o pluralismo político. Art.1° Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: 1- construir uma sociedade livre, justa e solidária 2 - garantir o desenvolvimento nacional 3- erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 4 - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: 1- independência nacional; 2 - prevalência dos direitos humanos; 3 - autodeterminação dos povos; 4- não-intervenção; 5 - igualdade entre os Estados; 6 - defesa da paz; 7 - solução pacífica dos conflitos; 13 8- repúdio ao terrorismo e ao racismo; 9- cooperação entre os povos para o progresso da humanidade; 10 - concessão de asilo político. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural. 5- ANÁLISE COMPARATIVA 2. 0 objetivo de toda associação política é a preservação dos direitos naturais e imprescritíveis do homem. Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e a resistência à opressão. 4. A liberdade consiste em poder fazer tudo o que não prejudique o outro: assim, o exercício dos direitos naturais de cada Homem não tem outros limites senão aqueles que asseguram aos outros membro s da sociedade o desfrute dos mesmo s direitos. Esses limites só podem ser determinados pela lei. 6- COMO SURGIU CADA DECLARAÇÃO Teve seu surgimento a partir de dificuldades, em que o governo surgia como soberania impondo suas ordens acimas de qualquer um, visando o bem particular de algumas pessoas dando prioridade a uns e sendo insatisfatório para outros, contudo foram feitas revoluções para que houvesse mudanças, e que fosse feitas de maneira mais convincentes, sem causar manifestações prejudicais ao povo. Sobre essas Declarações podemos ver que os governantes começaram a visar o bem maior dos povos, os respeitando, e dando os direitos devidos a cada cidadão, os tornando livres de quaisquer tipos de submissão de ordens e opressão social. 6.1 EXPLICAR O QUE SE REPETE NAS DECLARAÇÕES Estudando as três declarações, elas procuram defender e priorizar os direitos das pessoas sem distinção de origem, raça, sexo, cor ou religião, dando a todos os mesmos direitos em igualdade social. 14 A Declaração de Independência dos Estados Unidos prioriza uma liberdade de um povo reprimido e dividido, sem muita voz para mudar problemas sociais que eram enfrentados diariamente. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão foi um documento elaborado durante a Revolução Francesa de 1789, e que iria refletir a partir de sua divulgação, um ideal de âmbito universal, ou seja, o de liberdade, igualdade e fraternidade humana, acima dos interesses de qualquer particular. Em todas Declarações podemos ver a busca por uma igualdade de gênero, que seja justa sem opressão, não tornando as pessoas submissas à mandos superiores que retiram o total direitode liberdade de agir, pensar e se expressar em cada sociedade. Art.1º Os homens nascem e são livres e iguais em direitos. As distinções sociais só podem fundar-se na utilidade comum. Art.4º A liberdade consiste em poder fazer tudo aquilo que não prejudique outrem: assim o exercício dos direitos naturais de cada homem não tem por limites senão os que asseguram aos outros membros da sociedade o gozo dos mesmos direitos. Estes limites apenas podem ser determinados pela lei. Art.11º A livre comunicação dos pensamentos e das opiniões é um dos mais preciosos direitos do Homem; todo cidadão pode, portanto, falar, escrever, Imprimir livremente, respondendo, todavia, pelos abusos desta liberdade nos termos previstos na Lei. Art.17º Como a propriedade é um direito inviolável e sagrado, ninguém dela pode ser privado, a não ser quando a necessidade publica legalmente comprovada o exigir evidentemente e sob condição e sob condição de justa e prévia indenização. 15 7- CONCLUSÃO As três declarações nós deixa evidente de que todas elas visavam o bem do povo, afim de retirar um governo autoritário que buscavam ser acima de qualquer um e controladora de quais quer direitos, evitando guerras e desafetos mundiais tornando cada pais dentro da (DUDH)Sem quais quer diferença é igualdades, na independência dos Estados Unidos eles procuravam ser livres, não sendo submissos a uma autoridade liberal opressora. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão procuram a reivindicações dos cidadãos, com fundação em princípios simples e incontestáveis, Princípios são preceitos, leis ou pressupostos considerados universais que definem as regras pela qual uma sociedade civilizada deve se orientar. Em qualquer lugar do mundo, pois, quando adotados não oferecem resistência alguma essa adoção desses princípios está em consonância com o pensamento da sociedade e vale tanto para a elaboração da construção de um país quanto para acordos políticos entre as nações ou estatutos de condomínio. Portanto as leis não são perfeitas, possuem inúmeros defeitos, principalmente na declaração universal dos direitos humanos, pois muitas coisas são desobedecidas e escondidas, para que não expõe em mídia e cause conflitos até mesmo guerras, pois essa declaração luta contra esse tipo de ação, por causa disso é tão essencial esses documentos. É de grande importância serem conversados com as pessoas, para que todos saiba seus direitos e seu posicionamento na sociedade, sendo livres de escolhas. 16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS https://esquemaria.com.br https://jus.com.br https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf https://escola.britannica.com.br/artigo/Declara%C3%A7%C3%A3o-de- Independ%C3%AAncia-dos-Estados-Unidos/481124 http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-anteriores-%C3%A0- cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-at%C3%A9- 1919/declaracao-de-direitos-do-homem-e-do-cidadao-1789.html https://www.infoescola.com/direito/declaracao-dos-direitos-do-homem-e-do-cidadao/ https://esquemaria.com.br/ https://jus.com.br/ https://nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2018/10/DUDH.pdf https://escola.britannica.com.br/artigo/Declara%C3%A7%C3%A3o-de-Independ%C3%AAncia-dos-Estados-Unidos/481124 https://escola.britannica.com.br/artigo/Declara%C3%A7%C3%A3o-de-Independ%C3%AAncia-dos-Estados-Unidos/481124 http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-anteriores-%C3%A0-cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-at%C3%A9-1919/declaracao-de-direitos-do-homem-e-do-cidadao-1789.html http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-anteriores-%C3%A0-cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-at%C3%A9-1919/declaracao-de-direitos-do-homem-e-do-cidadao-1789.html http://www.direitoshumanos.usp.br/index.php/Documentos-anteriores-%C3%A0-cria%C3%A7%C3%A3o-da-Sociedade-das-Na%C3%A7%C3%B5es-at%C3%A9-1919/declaracao-de-direitos-do-homem-e-do-cidadao-1789.html https://www.infoescola.com/direito/declaracao-dos-direitos-do-homem-e-do-cidadao/