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Prévia do material em texto

Anatomia Humana
Material Teórico
Responsável pelo Conteúdo:
Prof. Dr. Carlos Eduardo de Oliveira Garcia
Revisão Textual:
Profa. Ms. Selma Aparecida Cesarin
Sistemas circulatório, imune e respiratório
5
• Sistema circulatório 
• Pequena circulação
• Grande circulação
• Sistema linfático
• Sistema respiratório
 · Compreender a importância dos estudos anatômicos de alguns dos principais 
sistemas, como o circulatório, imune e respiratório. 
 · Ser capaz de reconhecer as principais estruturas de cada sistema e suas principais 
características, bem como suas funções.
Prezado(a) aluno(a)
Nesta Unidade, daremos início aos estudos de um importante e diverso ramo da Anatomia, 
a Ciência que estuda a organização estrutural do corpo dos organismos. 
Adiante, estudaremos os sistemas circulatório, imune e respiratório, bem como suas 
principais estruturas e funções. 
Para que você obtenha melhor aprendizagem e memorização do assunto apresentado, 
leia com atenção o conteúdo e os materiais complementares, como referências bibliográficas 
e vídeos. 
Recomendamos a pesquisa de mais fontes que, certamente irão contribuir para sua 
formação, melhor desempenho e maior aprendizado.
Sucesso e bons estudos!
“Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação 
total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.”
Ayrton Senna
Sistemas circulatório, imune e respiratório
6
Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Contextualização
Esta é uma das Disciplinas mais interessantes dentro da Biologia e que se dedica a estudar 
a organização estrutural do corpo. 
A partir da divisão dos sistemas e seus principais órgãos, temos esta importante e interessante 
Disciplina, cujo objetivo é estudar a disposição e a relação entre as estruturas anatômicas 
pertencentes a cada região, sistema ou mesmo órgão do corpo e como se estabelecem as 
relações dessas informações com os aspectos funcionais.
Nesta Unidade, iremos aprender quais são as principais estruturas e órgãos que compõem 
cada sistema e de que forma atuam, para compreender o funcionamento do sistema.
7
Sistema circulatório 
O sistema circulatório ou vascular é composto por uma rede de vasos (canais) que se 
comunicam, através dos quais seu principal órgão, o coração, bombeia o sangue para todo o 
corpo e, após isso, retorna para o coração de onde é bombeado novamente. 
Esta rede de vasos é composta pelos vasos arteriais, os vasos venosos que contém o sangue.
Este sistema possui diversas funções como, por exemplo: 
• transportar através do sangue inúmeras substâncias nutritivas, oxigênio, resíduos, gás 
carbônico;
• atuar na regulação da temperatura do corpo; 
• transportar hormônios e sais minerais.
Figura 1. Esquema geral da circulação sanguínea.
Fonte: iStock/Getty Images
8
Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
CORAÇÃO
O coração é um órgão oco, formado por musculatura estriada especial, localizado no tórax, 
entre os dois pulmões e ocupa, juntamente, com os vasos que partem e chegam a ele, o 
mediastino médio. O coração é comumente definido como uma bomba muscular aspirante-
premente que gera e conduz seus próprios impulsos excitadores. 
O coração possui três túnicas básicas: o miocárdio, que é a camada mais espessa ou túnica 
média, composta principalmente de músculo estriado cardíaco, sendo que este músculo é o 
principal responsável pela contração; o epicárdio, que é externo, formado principalmente 
por tecido fibro-seroso e delgado e, por fim, o endocárdio, que é o revestimento interno 
das câmaras, tem contato com o sangue, formado principalmente por epitélio pavimentoso 
simples apoiado sobre tecido conjuntivo, além de ser delgado e liso. 
Possui em média o tamanho de uma mão fechada, com massa de cerca de 250 gramas 
em um indivíduo adulto e possui seu maior crescimento nos primeiros 7 anos de vida. Sua 
forma se compara a de um cone oblíquo com a base voltada para trás e para a direita, e o 
ápice ou ponta dirigida para frente e para a esquerda, tocando a parede do tórax na altura 
da 5ª costela, cerca de 9 cm à esquerda do plano mediano do corpo.
Figura 2. Visão geral do coração e suas principais camadas.
Fonte: Adaptado de Tortora, 2009.
9
Visão externa 
Podemos observar externamente as cavidades do coração por meio da presença de sulcos 
ou depressões existentes em sua superfície; o sulco interatrial, pouco marcado, vertical, 
separando o átrio direito do átrio esquerdo, o sulco atrioventricular, transversal, mais aparente 
que, por sua vez, separa os átrios dos ventrículos. 
O sulco interventricular, como o próprio nome refere, separa verticalmente os ventrículos 
direito e esquerdo. Os átrios são separados dos ventrículos devido à presença de duas valvas 
denominadas valvas atrioventriculares direita e esquerda, também conhecida por tricúspide e 
a valva que separa o átrio do ventrículo e a válvula bicúspide ou mitral, que por sua vez separa 
o átrio esquerdo do ventrículo esquerdo.
Figura 3. Visão externa do coração humano com suas principais estruturas.
Fonte: Adaptado de Tortora, 2009.
Visão interna
Internamente, cada metade do coração é dividida em duas partes, uma superior e outra 
inferior, formando 4 cavidades cardíacas: à direita, átrio e ventrículo direito e à esquerda, átrio 
e ventrículo esquerdo.
Com isso, podemos dividir o coração na parte direita e na esquerda, sendo a parte direita 
conhecida por venosa, por onde circula o sangue sem oxigênio, e a esquerda ou arterial, que 
é por onde circula o sangue oxigenado. 
10
Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Átrio direito 
Esta cavidade ocupa a área direita da base do coração e é o local de chegada das veias 
cava inferior e superior, responsáveis por trazer ao coração o sangue venoso dos membros 
inferiores, abdome (veia cava inferior) e dos membros superiores (veia cava superior). 
No átrio direito ainda chegam o seio coronário, responsável por conduzir o sangue venoso 
da própria musculatura do coração. O átrio direito e esquerdo são separados pelo septo 
cardíaco ou interatrial. Neste septo, localiza uma conhecida depressão chamada de fossa oval, 
que é o local onde, no feto, localiza-se o forame oval que comunica os dois átrios e permite a 
mistura do sangue venoso do átrio direito com o sangue arterial do átrio esquerdo. 
A parte interna do átrio é lisa em uma parte e rugosa na outra, devido a elevações 
musculares de sua parede, os músculos pectíneos. O átrio direito comunica-se com o ventrículo 
direito através do óstio atrioventricular, limitado por um anel fibroso que sustenta a valva 
atrioventricular ou tricúspide, cuja função consiste em permitir a passagem do sangue para o 
ventrículo e impedir seu refluxo para o átrio.
Ventrículo direito
Esta cavidade representa a maior parte da região anterior do coração. A espessura da parede 
do ventrículo direito é 1/3 da espessura do ventrículo esquerdo e seu interior é revestido por 
relevos musculares chamados de trabéculas cárneas.
O ventrículo direito está separado do esquerdo pelo septo interventricular que, aliado ao 
septo interatrial, forma o septo cardíaco que, por sua vez, irá separar os átrio e ventrículo 
direitos (coração venoso) do átrio e ventrículo esquerdo (coração arterial). 
Do ventrículo direito surge o tronco pulmonar, que irá se dividir em artéria pulmonar direita 
e artéria pulmonar esquerda, de onde partirá o sangue venoso rumo aos pulmões, onde irão 
realizar as trocas gasosas, que consiste na eliminação do CO2 e absorção do O2.
No início do tronco pulmonar está localizados um aparelho valvular, que existe para evitar 
o refluxo do sangue bombeado durante o relaxamento do ventrículo. Este aparelho valvular é 
constituído de 3 válvulas semilunares que em conjunto irão formar a valva pulmonar.
Átrio esquerdo 
O átrio esquerdo compõe quase a totalidade da base do coração e possui um apêndice 
ou aurícula que se estende para a região anterior. Possui as paredes similares às do átrio 
direito e é olocal de entrada das 4 veias pulmonares (duas direitas e duas esquerdas) que irão 
conduzir o sangue arterial vindo do coração após a hematose, ao contrário das demais veias 
do organismo. 
Vale lembrar que esta cavidade se comunica com o ventrículo esquerdo pelo óstio 
atrioventricular, limitado pelo anel fibroso onde se encontra a valva atrioventricular esquerda, 
bicúspide ou mitral.
11
Ventrículo esquerdo
Esta cavidade corresponde à maior parte da região posterior e à ponta (ápice) do coração. 
Possui suas paredes cerca de 3 vezes mais espessas que o direito e é dele que parte o sangue 
arterial que irá ser distribuído para todo o organismo. 
No ventrículo esquerdo, localizam-se as cúspides anterior e posterior da valva mitral. Além 
disso, é dele que parte a artéria de maior calibre e mais conhecida do organismo, a aorta. No 
local de partida da aorta, localiza-se a valva aórtica, que é similar ao tronco pulmonar, de onde 
partem 3 valvas semilunares. 
O espaço entre a parede da aorta e as válvulas semilunares chama-se seio aórtico, local 
de onde partem as primeiras ramificações da aorta, as artérias coronárias, que irão nutrir o 
músculo cardíaco, o coração.
Figura 4. Visão interna do coração humano com suas principais estruturas.
Fonte: Adaptado de Netter, 2011.
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Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
ARTÉRIAS 
As artérias são vasos que partem do coração e, portanto, enviam o sangue para o 
organismos, ou seja, possuem uma condução centrífuga. Transportam o sangue rico em 
oxigênio ou sangue arterial e nutrientes. As artérias vão se ramificando e reduzindo seu 
calibre ao atingir os órgãos e tecidos até atingirem calibres pequenos como o dos capilares, 
nível esse em que são realizadas as trocas de substâncias e/ou nutrientes trazidos com os 
resíduos celulares. 
VEIAS 
As veias se originam a partir dos capilares venosos e vão formando vasos maiores 
que confluem para o coração. A partir do aumento desses capilares, eles vão se unindo e 
formando as veias, atuando na condução centrípeta do sangue.
Figura 5. Esquema representando as camadas das artérias e das veias.
Fonte: Adaptado de Tortora, 2009.
13
Pequena circulação
A pequena circulação ou circulação pulmonar também conhecida por funcional 
inicia-se quando o sangue é bombeado do ventrículo direito através do tronco pulmonar e será 
conduzido pela bifurcação que forma as artérias pulmonares direita e esquerda, que conduzirão 
o sangue venoso até o pulmão. 
Dentro dos pulmões estas artérias vão se dividindo até chegar aos capilares, local onde, 
juntamente, com os alvéolos pulmonares, será realizada a troca do CO2 pelo O2 e segue pelos 
capilares venosos que, por sua vez, irão formar as veias pulmonares que agora carrega o sangue 
arterial. A partir daí, há duas veias pulmonares que, de cada pulmão, irão conduzir o sangue até 
o átrio esquerdo, fechando assim a pequena circulação ou circulação pulmonar.
Grande circulação
A grande circulação parte do ventrículo esquerdo do coração através da artéria aorta. 
Vale lembrar que ainda partem do ventrículo esquerdo dois ramos que são as artérias coronárias 
direita e esquerda que irão abastecer o próprio coração. 
A aorta parte do ventrículo em um trajeto ascendente e em seguida descendente, onde 
forma um arco e se divide em 3 grandes artérias; o tronco braquiocefálico, a artéria carótida 
comum esquerda e a subclávica esquerda. Essas irão se subdividir em uma grande rede de 
artérias que irão abastecer os membros inferiores, superiores e órgãos internos. 
Com isso, este sangue irá retornar ao coração através das veias cava superior e inferior, 
que irão se formar a partir da reunião de todas as veias de organismos. Assim, as cavidades 
cardíacas do lado esquerdo, a aorta e suas ramificações, redes capilares e veias correspondentes 
formam a grande circulação ou circulação sistêmica. 
Figura 6. Esquema representando a pequena e a grande circulação sanguínea.
Fonte: iStock/Getty Images
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Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Sistema linfático
O sistema linfático é um sistema vascular diferente do sistema vascular sanguíneo. 
O sistema linfático possui como principais características a drenagem auxiliar do sistema 
venoso formado por vasos e linfonodos, que são distribuídos por todo o corpo, e é nesses 
vasos e linfonodos que circula a linfa, um líquido incolor que provém do interstício celular. 
Além dos vasos e linfonodos, existe o baço que atua em ambos os sistemas vasculares, 
sanguíneo e linfático. As células do sistema linfático protegem o organismo contra substâncias 
estranhas, bactérias, vírus e outros possíveis patógenos, além de destruir e eliminar células 
com alterações, células do sangue envelhecidas ou danificadas.
Os tecidos precisam estar imersos em um líquido intersticial, que é renovado 
constantemente. Este líquido é chamado de linfa e possui composição similar a do plasma 
sanguíneo. Este líquido é constantemente produzido e drenado, pois os tecidos necessitam 
de um constante fluxo de nutrientes, bem como necessitam que os produtos catabólicos 
sejam retirados desses tecidos. 
Desta forma, este líquido será absorvido pelo sistema linfático que é formado por uma rede 
de capilares linfáticos cegos, emaranhados com a rede de capilares sanguíneos, com estrutura 
endotelial similar, no entanto, de calibre maior. 
Destes capilares linfáticos vão emergindo vasos pequenos que por confluência vão formando 
outros vasos maiores, satélites das veias na maioria das partes do corpo e, por fim, estes vasos 
linfáticos vão formar dois dos maiores coletores linfáticos do corpo, o ducto torácico e o 
ducto torácico direito. Os vasos linfáticos, assim como as, veias possuem valvas; no entanto, 
possuem paredes mais finas.
Com isso, sabemos que o sistema linfático é formado pelo tecido linfoide, que é um tecido 
conjuntivo constituído de diversas células reticulares e células de defesa, como os linfócitos, 
plasmócitos e macrófagos. 
Este tecido se distribui pelos locais do corpo sujeitos à penetração de substâncias 
patogênicas, como, por exemplo, o tecido conjuntivo das vias respiratórias, o tubo digestório 
e o trato urogenital. 
Este tecido é o principal componente dos órgãos linfoides, que são os responsáveis pela 
produção dos linfócitos e resposta imunológica.
15
Figura 7. Esquema geral do sistema linfático.
Fonte: iStock/Getty Images
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Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Órgãos linfóides
Os órgãos que compõem o sistema linfático são os linfonodos, baço, timo, medula 
óssea e o tecido linfoide associado às mucosas – MALT, e existem ainda estruturas menores 
que são classificadas como nódulos linfoides como, por exemplo, as tonsilas, placas de Peyer 
e apêndices.
Os tecidos linfoides podem ser classificados como primários como, por exemplo, o timo e 
a medula óssea, onde são produzidas respectivamente as células T e os linfócitos B. 
Os órgãos são considerados primários, pois neles os linfócitos expressam inicialmente 
os receptores de antígenos, desenvolvem-se e maturam, tornando-se funcionais. Os órgãos 
linfoides secundários compreendem os linfonodos, baço, sistema imunológico cutâneo e o 
sistema imunológico associado às mucosas.
Figura 8. Principais órgãos do sistema linfático.
Fonte: Adaptado de Tortora, 2009
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Órgãos linfóides primários
Medula óssea
A medula óssea está presente na medula dos ossos chatos e na cavidade dos ossos 
esponjosos. Podem ser de dois tipos principais, a medula óssea hematopoiética e 
medula amarela. 
As células originárias da hematopoiese surgem como células pluripotentes que originam 
células-filhas com potencial restrito e são conhecidas por células progenitoras. 
Essas células possuem uma diferenciação particular e podem originar uma linhagem de 
células, como eritroide, megacariocítica, granulocítica, monocítica e linfocítica que pode 
originar linfócitos B e células natural Killers (NK). 
A medula óssea ainda produz moléculasquímicas como as citocinas que estimulam a 
expansão e desenvolvimento de leucócitos e eritrócitos, além de também produzir anticorpos.
Figura 9. Esquema geral da medula óssea e suas principais células.
Fonte: iStock/Getty Images
Timo
O timo também é um órgão linfoide primário, pois é nele que se desenvolvem os 
linfócitos T; é bilobado (bilateral) e se localiza no mediastino. Pode ser dividido internamente 
em córtex (zona escura) e medula (zona clara). 
O timo produz os linfócitos T, realiza a diferenciação desses linfócitos e ainda faz a remoção 
dos linfócitos T reativos contra auto-antígenos. 
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Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Órgãos linfoides secundários
Linfonodos
Ao longo dos vasos linfáticos surgem os nodos linfáticos ou linfonodos (gânglios 
linfáticos) que se distribuem de forma irregular e podem apresentar tamanho variável, desde 
milímetros até dimensões de um grão de feijão. 
Os linfonodos atuam tanto na filtragem da linfa quanto produzindo linfócitos e evitando 
a progressão de infecções. Quando estes se apresentam entumecidos, devido à alguma 
inflamação, podem ser apalpados tanto na região inguinal quanto no pescoço. 
Os linfonodos recebem os vasos linfáticos aferentes de regiões distais a ele. A linfa então 
é filtrada pela esponja reticular do nodo e sai pelos vasos linfáticos eferentes, passando pelo 
hilo do nodo. 
O tecido linfoide que compõe o linfonodo é caracterizado pelos nódulos ou folículos 
e cordões medulares que são envoltos por uma rede reticular de capilares pelos quais a 
linfa passa. 
Os nódulos estão localizados na periferia do linfonodo, o córtex, que são os produtores 
dos linfócitos. 
Na região ventral do linfonodo está a medula, onde estão os cordões medulares que 
armazenam os linfócitos. 
Por fim, a linfa é filtrada e depurada de bactérias, substâncias estranhas e tóxicas nessa 
passagem pelos linfonodos. 
Baço
O baço é o maior órgão linfoide do organismo, altamente vascularizado, que atua 
inicialmente na vida fetal produzindo células sanguíneas vermelhas e brancas, no entanto, 
após essa fase atua na produção de linfócitos e monócitos. Está envolvido na filtragem do 
sangue contra antígenos presentes na linfa e possui atuação dos macrófagos além de grande 
atuação na destruição de eritrócitos, velhos processo conhecido por hemocaterese. 
O baço é principalmente composto de tecido reticular, vários linfócitos, células do sangue, 
macrófagos e, assim como em outros órgãos linfóides, o baço produz linfócitos e anticorpos. 
Pode ser dividido em polpa branca, que possui como função o desenvolvimento da resposta 
imunológica no baço, e a polpa vermelha, que contém os macrófagos que atuam no combate 
aos microrganismos e outras partículas no sangue.
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Sistema respiratório
O sistema respiratório é o responsável por transportar o ar para dentro e para fora 
dos pulmões. Pode ser dividido na parte condutora, que é responsável por transportar o ar, 
filtrá-lo, purificá-lo, aquecê-lo e umedecê-lo até a parte respiratória, que é a responsável 
pelas trocas gasosas, ou seja, trocar o dióxido de carbono pelo oxigênio. 
A parte condutora deste sistema é constituída por nariz, cavidade nasal, seios paranasais, 
faringe, laringe, traqueia e brônquios.
Figura 10. Esquema do sistema respiratório e suas principais estruturas.
Fonte: Wikimedia Commons
20
Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Vias respiratórias superiores
Cavidade nasal
A cavidade nasal ou fossas nasais representa a parte inicial do sistema respiratório e 
contém o vestíbulo, a área olfatória e a área respiratória. 
A cavidade se inicia nas narinas e se estende até as coanas, que comunicam a cavidade 
com a parte nasal da faringe. A cavidade nasal é dividida pelo septo nasal em duas partes e é 
formada por uma parte óssea e outra cartilaginosa. Nas paredes da cavidade, estão localizadas 
as conchas nasais e os seios paranasais, que são cavidades nos ossos da face em comunicação 
com a cavidade nasal. 
A maior parte da cavidade nasal é a área respiratória e possui esta denominação devido à 
sua constituição, epitélio pseudoestratificado colunar ciliado com células caliciformes. 
Estas células são responsáveis pela secreção de muco que retém as partículas sólidas e 
as desloca para a faringe pelos cílios. Além disso, a parte interna da cavidade nasal e dos 
seios paranasais contém tecido conjuntivo que é ricamente vascularizado, o que permite a 
umidificação e o aquecimento da mucosa e do ar inspirado.
Faringe
A faringe é um órgão comum ao sistema digestório e se localiza posteriormente à 
cavidade nasal, comunicando-se com as coanas e pode ser dividida em três partes principais, 
a nasofaringe, a bucofaringe e a laringofaringe
A nasofaringe é a continuação das fossas nasais que possui epitélio similar ao encontrado 
na cavidade nasal. Superiormente a ela, situa-se a tonsila faríngica ou adenoide. 
A bucofaringe é a continuação da boca e se inicia nos arcos que limitam a garganta, local 
onde se encontram as tonsilas palatinas (amígdalas) e termina na epiglote. 
Superiormente à bucofaringe, está a úvula, localizada no palato mole. A laringofaringe é um 
segmento modificado do sistema respiratório que é a laringe, órgão responsável pela fonação. 
Laringe 
A laringe é um tubo com 4 cm de comprimento e diâmetro, que está situada no pescoço 
e tem como função impedir a entrada de alimentos e líquidos para o sistema respiratório e é 
o órgão responsável pela fonação. 
Seu epitélio é pseudoestratificado colunar ciliado com células caliciformes, mas possui 
epitélio pavimentoso na superfície superior e lateral da epiglote e nas pregas vocais. Possui 
peças de cartilagem como a tireoide, cricoide e as aritenoides, que são hialinas, e a epiglote, 
que são elásticas. 
Essas cartilagens mantêm a laringe aberta, permitindo a passagem do ar, e podem se mover 
também, graças à contração de músculos da laringe, que impedem a entrada de líquidos e 
alimentos durante a deglutição, além de permitir a movimentação das pregas vocais graças à 
movimentação do músculo vocal, formado principalmente de musculatura estriada esquelética.
21
Figura 11. Esquema geral das vias aéreas superiores.
Fonte: iStock/Getty Images
Vias aéreas inferiores
Traqueia
A traqueia possui cerca de 10-12 cm de comprimento e 2-3 cm de diâmetro e é formada 
por semi anéis de cartilagem hialina, sendo revestida por epitélio pseudoestratificado colunar 
ciliado com células caliciformes. 
Esses semi-anéis possuem formato de “C” e cada semi-anel é completado por musculatura 
lisa e tecido elástico. Essa união é feita, também, por tecido conjuntivo que irá permitir 
elasticidade ao órgão. A traqueia possui entre 15 a 20 semi-anéis.
Brônquios
A traqueia se bifurca ao seu final e dá origem aos brônquios. Cada brônquio principal se 
destina a um pulmão, sendo o brônquio principal direito mais curto e de maior calibre que o 
esquerdo. Cada brônquio principal divide-se nos brônquios lobares ou de 2ª ordem, que se 
conectam com cada lobo pulmonar. Sendo assim, o brônquio principal direito irá originar 
um brônquio lobar superior, médio e um inferior, enquanto o brônquio esquerdo irá originar 
o brônquio lobar superior e inferior e a língula, que é uma divisão do brônquio lobar superior. 
 Cada brônquio lobar irá se dividir formando brônquios menores ou de 3ª ordem, que 
irão ventilar uma determinada área do pulmão. Essa área de penetração de cada um desses 
brônquios chama-se segmento bronco pulmonar. O pulmão direito possui 10 segmentos, 
enquanto o esquerdo possui 9 segmentos. 
22
Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Bronquíolos
Os brônquios irão se dividir dando origem aos bronquíolos e cada bronquíolo ramifica-se 
em cerca de 7 branquíolos terminais. Cada um destes irá originar um ou mais bronquíolos 
respiratórios que irão se dividir dando origem aos dúctulos alveolares que continuam com os 
sáculos, que possuem os alvéolos pulmonares. 
O alvéoloé uma área que possui epitélio simples pavimentoso, formado pelos 
pneumócitos tipo I e II. Estes pneumócitos tipo I são células pavimentosas, que por sua 
fina espessura facilitam a difusão de O2 para o sangue e os pneumócitos tipo II são células 
cúbicas que possuem surfactante pulmonar que é exocitado da célula e cobre a superfície 
dos alvéolos diminuindo a tensão superficial facilitando a expansão na expiração e evitando 
o colabamento na expiração. 
Pulmões
Os pulmões são os principais órgãos do sistema respiratório. Estes ocupam grande parte da 
cavidade abdominal, sendo o pulmão direito dividido em três lobos (superior, médio e inferior) 
e o pulmão esquerdo dividido em dois lobos (superior e inferior), e estes são visivelmente 
divididos por sulcos denominados fissuras. 
O pulmão direito pesa entre 275-550 gramas, enquanto o pulmão esquerdo, que é menor 
devido à presença do coração, pesa entre 225 e 450 gramas. 
Entre os pulmões direito e esquerdo, situa-se o mediastino, que é um espaço no qual se 
localiza o coração. 
Além disso, os pulmões são revestidos por uma membrana serosa chamada pleura, 
que também circunda a cavidade torácica.
Figura 12. Esquema representando as vias aéreas inferiores.
Fontes: Adaptado de Tortora, 2009.
23
Material Complementar
Para aprofundar seus conhecimentos, leia os livros e assista aos vídeos indicados a seguir:
Livros:
Sobotta. Atlas de Anatomia Humana. 23.ed. 2013. 3 volumes.
Netter. Atlas de Anatomia Humana. 6.ed. 2015
Sites:
https://www.youtube.com/watch?v=vlY3AOnqLtk;
https://www.youtube.com/watch?v=B5Avv2Zhc4I;
https://www.youtube.com/watch?v=_p9wLEj5QZc;
https://www.youtube.com/watch?v=nCRUBvzE2hE;
https://www.youtube.com/watch?v=73THGXdeKsY;
https://www.youtube.com/watch?v=5TRI1oHVtLA.
https://www.youtube.com/watch?v=vlY3AOnqLtk
https://www.youtube.com/watch?v=B5Avv2Zhc4I
https://www.youtube.com/watch?v=_p9wLEj5QZc
https://www.youtube.com/watch?v=nCRUBvzE2hE
https://www.youtube.com/watch?v=73THGXdeKsY
https://www.youtube.com/watch?v=5TRI1oHVtLA
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Unidade: Sistemas circulatório, imune e respiratório
Referências
JUNQUEIRA, L. C.; CARNEIRO, J. Histologia básica. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2008. p.339-58.
FATTINI, C. A., DANGELO, J. G. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3.ed. 
Rio de Janeiro: Atheneu, 2007.
NETTER, F. H. Atlas de Anatomia Humana. 5.ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
TORTORA, Gerald J.; GRABOWSKI, Sandra Reynolds. Princípios de Anatomia e 
Fisiologia. 9.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.
TORTORA, Gerard J.; DERRICKSON, Bryan. Principles of Anatomy and Physiology. 
12.ed. New Jersey: John Wiley & Sons, Inc., 2009.
SOBOTTA, J. Atlas de Anatomia Humana. 23.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2013. 3 volumes.
25
Anotações

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