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Ana Luisa Sekulic de Paula Pessoa. RA 534799-0 DIREITO PRÁTICA JURÍDICA SUPERVISIONADA- MEDIAÇÃO E ARBITRAGEM São Paulo, 11 de novembro de 2020. O presente trabalho tem o intuito de dissertar sobre as Técnicas de Mediação e a Constelação Familiar como mecanismo de efetivação das mediações e como isso interfere diretamente e de forma prática nas composições de mediação e arbitragem no ordenamento jurídico brasileiro. Posto isso, primeiramente é importante ressaltar que a mediação e arbitragem são meios alternativos de solução de conflitos e litígios. Assim, pode- se dizer que a medição é um diálogo entre duas ou mais partes que estão em determinado conflito, buscando um acordo entre elas, uma solução que seja boa e favorável para ambas. Importante frizar que as que as partes serão assistidas por um mediador. Já a arbitragem consiste na decisão por meio de um árbitro que será um terceiro imparcial em relação as partes. Ressalta-se que as senteças proferidas pelos tribunais arbitrais tem a mesma eficácia de senteças judiciais. Assim, há também um outro método alternativo para resolução de conflitos, principalmente conflitos familiares que é chamado constelação familiar. Esse método visa a identificação da razão de determinado conflito familiar para um estudo aprofundado a fim de que se descubra quais foram os fatores que deram origem a esses determinados conflitos garantindo a eles uma efetiva solução. Na constelação familiar está inserida o que é chamado de Direito Sistêmico. Pode-se dizer que uma de suas bases é a consideração pela pessoa e pela bagagem que ela traz, que é a família. Dessa forma, pode-se dizer que esse direito possibilita tanto aos magistrados quanto aos envolvidos no processo uma melhor compreensão do conflito em questão e em tese, pode trazer muitos resultados favoráveis aos envolvidos. Isso tende a ter uma acentuada diminuição de custos, provocar celeridade processual e também desafogar o fluxo do judiciário que centenas de processos em andamento. Assim, pode-se dizer que as constelações familiares tem sido aplicadas em diversos âmbitos do judiciário e tem sido usadas, principalmente em litígios em que o próprio sistema familiar é o causador do conflito, ou seja, a é imprescritível uma clara compreensão do sitema familiar brasileiro para que se chegue a composições amigáveis de sucesso. Alguns pressupostos básicos dessa constelação devem ser levados em consideração como como as chamadas Ordens do Amor e é por meio dela que o sistema familiar se equilibra. Bert Helling em seu método terapêutico afirma que a constelação familiar deve ser usada no ramo do direito como uma nova alternativa para a solução de conflitos no campo do direito familiar. Essa deve ser efetivada pelo pensamento sistêmico que é tratar de questões físicas e mentais a partir da revelação de dinâmicas ocultas de uma família. Ademais, ressalta-se que o jurista Sami Storch por meio do conceito e perspectiva do Direito Sistêmico enfatiza que deve-se haver conexões estabelecidas com as leis sistêmicas, com o princípio base das famílias qual seja a afetividade para que possa haver um resultado efetivo do conflito e que esse seja favorável e beneficente para ambas as partes. Posto isso, para Ana Lucia Braga em sua doutrina, a constelação familiar permite acesso a algo que está ou estava presente no sistema familiar de determinado indivíduo e que alguns sofrimentos e atitudes tem sua origem na história de família que pode acarretar em conflitos graves entre membros da família e outros, tristezas, inseguranças, eventos passados, crimes cometidos no passado, mortes, suicídios entre outros. Esse sistema permite acessar algo que muitas vezes não é compreendido nem percebido, se não estudado de forma profunda. Assim, é importante ressaltar como esse método da constelação familiar irá influenciar nas relações de soluções de conflitos no âmbito jurídico. Essa prática terapêutica é aplicada de fato ao judiciário brasileiro e está respaldada na Resolução do CNJ nº 125/2010 que estimula a solução de conflitos de forma consensual e tem como procedimento obrigatório pelo Código de Processo Civil de 2015. Nesse sentido, muitos juízes, mediadores e árbitros têm se capacitado para aplicação da Constelação Familiar em casos concretos, permitindo que a justiça ofereça soluções alternativas aos litígios de família. Portanto, pode-se dizer que a constelação familiar pode ser considerada uma técnica e pode ser usada para a efetivação de composições amigáveis em meios de solução de conflitos perante o judiciário brasileiro, sendo usada essa técnica principalmente em composições de mediação e arbitragem. Referências 1. https://www.arbitragem.com.br/index.php/conciliacao-mediacao-e- arbitragem-o-que-e 2. HELLINGER, B. Constelações Familiares: o reconhecimento das ordens do amor. São Paulo: Cultrix,2017. 3. HELLINGER, Bert. Simetria oculta do amor. São Paulo: Cultrix, 2012. 4. BRAGA, ANA LUCIA, Constelação Familiar – Relatos de Conflitos e Soluções -