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Eletrocardiograma (ECG) 
Traçado que representa a atividade elétrica do 
coração. Esse traçado é construído em um papel milimetrado a 
uma velocidade padrão de 25mm/s. Cada onda deste traçado 
representa um acontecimento cardíaco em uma determinada 
região do coração. 
Há três ondas características no eletrocardiograma: 
onda P, complexo QRS e onda T. A onda P consiste na 
despolarização atrial, o complexo QRS compreende a 
despolarização ventricular em conjunto com a repolarização 
atrial e, por fim, a onda T representa a repolarização ventricular. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A voltagem do registro elétrico do coração apresenta 
uma amplitude de aproximadamente 1mV. Já o potencial de 
ação da célula ventricular representa cerca de 110 mV. Essa 
diferença de voltagens entre o eletrocardiograma e as células 
ventriculares ocorre, pois o eletrocardiograma representa uma 
visão geral da atividade elétrica de todo o coração, ou seja, 
mensura a atividade elétrica de um órgão que está submerso a 
uma cavidade repleta de líquido e tecidos através de eletrodos 
na superfície corporal que detectam a atividade elétrica desse 
órgão. Portanto, o ECG não apresenta uma visão específica de 
cada célula, mas detecta a atividade elétrica abrangente de 
todo o coração. Enquanto isso, o potencial de ação mede a 
atividade elétrica no interior de uma única célula, sendo a 
voltagem muito maior, pois é detectada com uma precisão 
muito grande por ser apenas em uma única célula. 
O eletrocardiograma é aferido a partir de eletrodos 
presentes na superfície corporal. Esses eletrodos são 
responsáveis por detectar a atividade elétrica do coração. A 
parede torácica, os ossos, músculos, pulmão, líquido da 
cavidade torácica funcionam como isolantes elétricos, sendo o 
registro do ECG um traçado com ondas que representam o 
comportamento do coração com uma amplitude de 1mV, ou 
seja, uma visão geral da atividade elétrica do coração. 
Existem alguns eletrocardiogramas que são 
considerados de baixa ou de alta voltagem. Essas voltagens 
estão relacionadas com o biotipo do indivíduo. Indivíduos que 
apresentam características físicas como ser obeso ou 
apresentam enfisema pulmonar (líquido nos pulmões), todo o 
líquido e gordura que envolve a cavidade torácica acaba sendo 
uma espécie de barreira e a atividade elétrica do coração será 
de baixa voltagem, devido à presença dessas barreiras que 
funcionam como isolantes interferindo na percepção da 
voltagem elétrica do coração. 
 
 
 
 
 
O complexo QRS é maior do que a onda P e T, pois 
compreende dois acontecimentos: a despolarização ventricular 
e a repolarização atrial. Além disso, os ventrículos apresentam 
uma massa muscular muito maior quando comparado com os 
átrios. Portanto, qualquer acontecimento de despolarização 
nos ventrículos resultará em uma amplitude maior de ondas 
elétricas, pois refletem a movimentação e funcionamento de 
células cardíacas. Assim, se há um volume maior de células, 
consequentemente há uma atividade elétrica maior e 
amplitude maior no traçado do eletrocardiograma. 
Antes da despolarização a célula encontra-se em 
repouso, ou seja, não apresenta mudança elétrica. Assim, se 
não há mudança elétrica celular não há mudança do traçado no 
eletrocardiograma que permanecerá na linha de base, ou seja, 
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estará isoelétrica (comportamento neutro). Na despolarização 
(mudança de carga elétrica entre o meio intra e extracelular), 
no eletrocardiograma é representado o complexo QRS, ou seja, 
forma-se uma onda que se desloca da linha de base. Quando a 
membrana celular adquire carga positiva (platô) não havendo 
inversão de cargas na célula, no eletrocardiograma o traçado 
retorna para a linha de base. Por fim na repolarização, devido a 
inversão de cargas, é representado no eletrocardiograma uma 
onda, ou seja, há mudança da linha de base. 
Portanto, sempre que houver despolarização ou 
repolarização, o eletrocardiograma apresentará alguma 
atividade, ou seja, toda a vez que houver uma mudança da linha 
de base, no interior da cavidade torácica, há uma região do 
coração que estará sofrendo uma repolarização ou uma 
despolarização que quer dizer que uma área celular está 
sofrendo um potencial de ação. 
Dipolos 
 
 
Uma célula, durante a propagação do potencial de 
ação, pode apresentar uma área ativa e uma área em repouso. 
A área celular em repouso, apresenta valor negativo no interior 
e positivo no exterior. Já na área ativa, o interior celular estará 
positivo e o exterior negativo. 
O eletrodo presente na superfície corporal detecta a 
carga presente no exterior celular. Assim, na região externa da 
área ativa da célula há um negativo que se desloca em direção 
ao positivo (vetor aponta para o polo positivo). Essa área 
negativa em direção a positiva determina o chamado dipolo e a 
atividade elétrica será percebida na superfície corporal sendo 
registrada pelo eletrodo. 
O potencial de ação inicia no nodo sinoatrial dando 
início da formação da onda P. Quando os átrios estão 
totalmente despolarizados, a onda P está completamente 
formada ocorrendo logo em seguida a contração do átrio. 
Posteriormente forma-se o complexo QRS que compreende 
uma atividade ventricular de condução ocorrendo a 
despolarização do feixe de His e fibras de Purkinje, e logo em 
seguida a contração ventricular. Por último, surge a onda T onde 
ocorre a repolarização ventricular. 
A frequência cardíaca através do eletrocardiograma 
 
Por ser representado em um papel milimetrado e 
apresentar uma velocidade padrão de 25mm/s é possível 
calcular a frequência cardíaca no eletrocardiograma. 
O papel milimetrado é construído por quadrados 
grandes que contém quadrados menores. Cada quadrado 
grande contém 20 quadrados menores e o tempo para 
percorrer esses quadrados grandes é de 0,2 s, ou seja, 5 
quadrados grandes representam 1s. 
Para calcular a frequência cardíaca sempre é 
selecionado como regra o intervalo RR que compreende a 
distância entre dois complexos QRS. Para isso são utilizadas 
duas fórmulas: 
 
 
O número 1500 é utilizado, pois representa a 
quantidade de quadrados pequenos que seria percorrida em 1 
minuto (60 segundos). Esse número será dividido pelo número 
de quadrados pequenos existente no intervalo RR, ou seja, 
entre dois complexos QRS. 
O número 300 indica a quantidade de quadrados 
grandes que seria percorrida em 1 minuto (60 segundos). Esse 
número deverá ser dividido pela quantidade de quadrados 
grandes entre dois complexos QRS (intervalo RR). 
É recomendado utilizar a forma que abrange os 
quadrados pequenos, pois o resultado obtido será mais exato. 
Derivações 
Em um eletrocardiograma há 12 linhas representadas. 
Em cada uma dessas linhas haverá um registro diferenciado 
com características específicas no seu traçado. Essa diferença 
existe, pois, cada registro é detectado por um eletrodo 
localizado em diferentes regiões. Essas 12 linhas são as 
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chamadas derivações que aferem o comportamento elétrico do 
coração de formas diferentes. 
As derivações são classificadas em: derivações do 
plano frontal (6) e derivações do plano horizontal (6). As 6 
derivações do plano horizontal são: DI, DII, DIII, aVR, aVL e aVF. 
As 6 derivações do plano horizontal são: V1, V2, V3, V4, V5 e V6. 
Derivações do plano frontal 
O triângulo de Einthoven é um triângulo de 
representa as três derivações bipolares dos membros: DI, DII e 
DIII. No centro desse triângulo está localizado o coração, no qual 
tem como ponto central o nodo atrioventricular. 
Na DI, um eletrodo é colocado no braço direito e outro 
no braço esquerdo. O eletrodo colocado no braço esquerdo 
representa o terminal positivo e o colocado no braço direito 
consiste no terminal negativo. 
Na DII, um eletrodo é colocado no brado direito e 
outro na perna esquerda. O eletrodo colocado no braço direito 
representa o terminal negativo e o eletrodo na perna esquerda 
consiste no terminal positivo.Na DIII, um eletrodo é colocado no braço esquerdo e 
outro na perna esquerda. O eletrodo localizado no braço 
esquerdo consiste no terminal negativo e o eletrodo na perna 
esquerda compreende o terminal positivo. 
Cada uma dessas derivações apresenta um registro 
diferenciado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Todas essas derivações são representadas passando 
pelo nodo atrioventricular (ponto central do triângulo), ou seja, 
é neste ponto que há a intersecção das três derivações. A DI 
consiste em uma linha horizontal onde no lado direito (braço 
direito) está o terminal negativo e no lado esquerdo (braço 
esquerdo) o positivo. Nessa linha uma seta que aponta para o 
positivo, pois busca o sentido da despolarização que consiste do 
negativo para o positivo. Da mesma forma acontece com as 
outras duas derivações dos membros, onde DII representa uma 
seta direcionada para diagonal em busca do terminal positivo, 
em que o terminal negativo consiste no braço direto e o positivo 
a perna esquerda. Em DIII a seta também aponta para o 
terminal positivo e, o braço direito consiste no terminal 
negativo e a perna esquerda o terminal positivo. 
Essas derivações apresentam registros diferentes, pois 
os eletrodos estão colocados em situações que muitas vezes 
não acompanham o sentido usual da propagação do impulso 
elétrico, que consiste do nodo sinoatrial para o nodo 
atrioventricular, feixe de His e, por fim, fibras de Purkinje. 
Portanto o vetor do coração consiste em um vetor cardíaco 
diagonal da direita para esquerda que aponta para baixo. Assim, 
a propagação elétrica do coração é para a inferior, sendo mais 
próxima a derivação DII que, por este motivo, apresenta a maior 
amplitude de registro, pois percebe um nível maior da atividade 
elétrica do coração (mais próxima da propagação elétrica usual 
do coração). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As derivações unipolares aumentadas dos membros 
consistem na: aVR, aVL e aVF. 
A aVR é construída pelo braço esquerdo e a perna 
esquerda representando o terminal negativo e no braço direito 
representando o terminal positivo. O vetor apontará para o 
braço direito, por este ser o terminal positivo. 
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A aVL é constituída por um terminal negativo 
representado pela perna esquerda e braço direito e um 
terminal positivo representado pelo braço esquerdo. O vetor 
apontará para o terminal positivo, ou seja, o braço esquerdo. 
Na aVF o terminal positivo é representado pelo braço 
esquerdo e direito e o terminal positivo pela perna esquerda. O 
vetor apontará para baixo, pois a perna esquerda consiste no 
terminal positivo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Das três derivações unipolares a aVR apresenta um 
padrão negativo e muito diferenciado da representação das 
demais derivações. O sentido da seta, que sempre aponta para 
o positivo, é contrário ao sentido de propagação do coração 
(inferior esquerdo). 
As 6 derivações do plano frontal são representadas na 
chamada rosa dos ventos que consiste, portanto, no conjunto 
das três derivações unipolares e bipolares dos membros. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A derivação que mais se assemelha com a 
representação padrão do eletrocardiograma consiste na DII, 
pois esta é uma derivação que apresenta um sentido muito 
parecido com o sentido usual de condução elétrica do coração. 
Derivações torácicas ou precordiais 
São 6 as derivações do plano horizontal (observar o 
coração de trás para frente): V1, V2, V3, V4, V5 e V6. Cada uma 
dessas derivações apresenta localizações específicas no tórax. 
Todos os 6 pontos estão associados ao eletrodo que apresenta 
terminal positivo. O terminal negativo está conectado a perna 
esquerda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
V4, V5 e V6 apresentam marcações positivas do 
complexo QRS e V4 consiste na de maior amplitude. Nessas 
derivações, pois o sentido usual da condução elétrica do 
coração se aproxima desses terminais. Já V1, V2 e V3, possuem 
registros diferenciados, pois os terminais estão localizados mais 
próximos a linha média e não seguem o sentido usual da 
propagação elétrica do coração. 
Vetor cardíaco médio 
A partir dessas derivações é possível calcular o vetor 
cardíaco médio. Exemplo: DI, DII e DIII. 
Dessas derivações são selecionados os complexos QRS 
para determinar o vetor cardíaco médio. Há um papel 
milimetrado com o registro de DI, DII e DIII. Cada uma dessas 
derivações apresenta um tamanho desse complexo 
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representado por um vetor. Cada quadro no papel milimetrado 
corresponde a 1mm. Assim, são selecionadas duas derivações 
para serem representadas no papel milimetrado. Essas 
representações deverão seguir o direcionamento correto 
correspondente a cada uma delas. Após traçadas, no final de 
cada seta é representada uma linha imaginária perpendicular à 
ponta da seta havendo um ponto de intersecção entre elas. O 
vetor cardíaco médio é representado do ponto central (nodo 
atrioventricular) até este ponto de intersecção. 
Através do cálculo do vetor cardíaco médio é possível 
reconhecer se o coração está seguindo a linha normal de 
propagação elétrica do coração (em torno de 59°/60°). Caso 
o vetor não esteja seguindo o sentido usual, poderá indicar 
patologias como hipertrofia ventricular esquerda ou direita 
(Vetor direcionado para cima). 
Não necessariamente um indivíduo apresentará 
alguma alteração se o vetor cardíaco médio não apresentar 60°, 
pois há uma variação de amplitude de 0° a 90° considerada 
normal. Essa variação de amplitude do vetor cardíaco médio 
depende da estrutura de cada indivíduo. Indivíduos altos e 
magros apresentam um coração mais verticalizado e, portando 
o vetor cardíaco médio será mais inferior. Indivíduos baixos e 
mais gordos apresentam um coração mais horizontalizado e, 
portanto o vetor cardíaco médio será mais superior.

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