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Disciplina: Língua Brasileira de Sinais - Libras III (LBR107) 
Avaliação: 
Avaliação Final (Discursiva) - Individual Semipresencial ( 
Cod.:638845) ( peso.:4,00) 
Prova: 18936352 
Nota da 
Prova: 
- 
1. Tratando da aprendizagem de Libras por ouvintes, os autores Leite e McCleary 
(2009) partem da própria experiência do primeiro deles. Assim, usando a 
metodologia de estudos em diário, Leite registrou cotidianamente sua experiência de 
aprendiz de Libras como segunda língua em contextos formais e informais, e 
encontrou algumas dificuldades que ouvintes têm na aquisição da Libras. As 
dificuldades que encontrou na área linguística estava relacionada aos seguintes 
aspectos: modalidade, datilologia, morfossintaxe, classificadores, unidades não 
manuais, uso do espaço, a semântica. Disserte sobre essas dificuldades. 
 
FONTE: LEITE, T. A.; MCCLEARY, L. Estudo em diário: fatores complicadores e 
facilitadores no processo de aprendizagem da Língua de Sinais Brasileira por um 
adulto ouvinte. In: QUADROS, R. M.; STUMPF, M. R. Estudos Surdos IV. 
Petrópolis: Arara Azul, 2009. 
Resposta Esperada: 
Modalidade: normalmente, os iniciantes observam as mãos dos sinalizantes e isto faz 
com que percam informações. Com o passar do tempo, tomam consciência de que é 
preciso focalizar o rosto, ganhando, assim, na qualidade da captação e percepção. 
Datilologia: parece fácil, entretanto, exige certo ritmo quando inserido no discurso 
espontâneo. Muitas vezes é dado pouco espaço à prática de soletração manual nos 
cursos de Libras. 
Morfossintaxe: incorre-se no erro de dar muita ênfase no ensino de vocabulário, sem 
contextualizar a construção de sentenças, o que leva o ouvinte a produzir os sinais na 
estrutura linear de sua primeira língua e, por isso, a realização daquilo que é chamado 
de uma interlíngua, chamada de Português sinalizado. 
Classificadores: devido a uma abordagem muito simples sobre esses elementos por 
parte dos professores, os ouvintes tendem a ficar confusos quanto ao seu uso e sua 
semelhança com as unidades lexicais estabilizadas e, por vezes, tornam-se muito 
parecidos com pantomimas. 
Unidades não manuais: essas unidades são difíceis de produzir, sobretudo porque, como 
os cursos focalizam muito em ensinar lista de sinais e as expressões são apenas para a 
distinção de determinados itens lexicais, as explicações para o uso prosódico e sintático 
ficam comprometidas. 
O uso do espaço: no espaço ocorrem vários processos de recuperação referencial, e isto 
é de estabelecimento das relações entre as unidades numa sentença, dispensando a 
necessidade de artigos e preposições no estabelecimento de certas relações gramaticais e 
coesivas. 
Semântica: o ensino de vocabulário geralmente compreende uma lista de sinais com sua 
tradução em Português, levando a crer que todos os sinais têm um equivalente em 
Português, mas que também algumas palavras do Português podem ter várias acepções 
de sinais, como no caso do verbo CAIR. 
 
https://portaldoalunoead.uniasselvi.com.br/ava/notas/request_gabarito_n2.php?action1=TEJSMDA1OQ==&action2=TEJSMTA3&action3=NjM4ODQ1&action4=MjAyMC8x&prova=MTg5MzYzNTI=#questao_1%20aria-label=
2. Os estudos sobre línguas sinalizadas são recentes, e a emergência repentina de 
pesquisas nessa área da linguística, criou a necessidade urgente de nomear 
fenômenos que eram observados durante a descrição das línguas de sinais. O mais 
adequado foi lançar mão de termos já usados na descrição das línguas orais e este 
parece ser o caso dos classificadores. Os classificadores são muito importantes nas 
línguas de sinais. Disserte sobre os classificadores e suas características. 
 
FONTE: SCHEMBRI, Adam. Rethinking 'Classifiers' in Signed Languages. In: 
EMMOREY, K. Perspectives on classifier constructions in sign languages. London: 
Lawrence Erlbaum Associates, 2003. 
Resposta Esperada: 
Os classificadores são elementos que classificam e especificam determinado aspecto de 
uma entidade designada por um nome. Seus usos são variáveis em algumas línguas. A 
noção de elementos nominais ou verbais classificadores nasce a partir de estudos de 
línguas consideradas classificadoras, amplamente estudadas nas línguas faladas por 
vários autores. Um classificador é um afixo ou pedaço de palavra que se encaixa ou 
acompanha um nome ou verbo para dar informações sobre a relação significado-função 
e a classe a que se refere esse nome ou verbo. Os classificadores têm significado, já que 
eles mostram ou apontam alguma característica saliente de um objeto de mundo que é 
referido por um nome. 
Eles podem ser definidos por dois critérios bem específicos: 1. Eles se realizam como 
morfemas na estrutura de superfície sob condições específicas; 2. Eles têm significado, 
já que os classificadores denotam alguma característica saliente ou imputada a uma 
entidade que é referida por um nome. Os classificadores em línguas orais podem estar 
inseridos em oito categorias diferentes: material (constituição), função, forma, 
consistência, tamanho, locação, arranjo e quantia. 
Um classificador em língua de sinais trata-se de uma configuração manual que se 
assemelha a um fonema/morfema, cujo significado é construído no contexto do 
enunciado. 
Os elementos classificadores de um (língua oral) e outro (língua de sinais) não 
representam o mesmo fenômeno. Libras tem classificadores que se comportam como os 
que aparecem nas línguas predicativas. Na tipologia e morfologia dos Classificadores da 
ASL de Supalla (1981), os classificadores foram divididos em: especificadores de 
tamanho e forma; classificador semântico; classificador corpo; classificador parte do 
corpo; classificador instrumento e morfemas para outras propriedades de classes de 
nomes. Algumas configurações classificadoras são mais específicas e remetem a um 
significado mais estável, outras, porém, são mais genéricas. 
 
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