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NEGÓCIOS DIGITAIS Prof. Me. Danillo Xavier Saes Prof. Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque Prof.ª Me. Márcia Pappa GRADUAÇÃO Unicesumar Acesse o seu livro também disponível na versão digital. C397 CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Edu- cação a Distância; SAES, Danillo Xavier; PAPPA, Márcia; ALBUQUERQUE, Ricardo Azenha Loureiro. Negócios Digitais. Danillo Xavier Saes; Márcia Pappa; Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque. Maringá-Pr.: Unicesumar, 2019. 216 p. “Graduação - EaD”. 1. Administração. 2. Digitais. 3. Negócios 4. EaD. I. Título. ISBN 978-85-459-1777-9 CDD - 22 ed. 005.2 CIP - NBR 12899 - AACR/2 Ficha catalográfica elaborada pelo bibliotecário João Vivaldo de Souza - CRB-8 - 6828 Impresso por: Reitor Wilson de Matos Silva Vice-Reitor Wilson de Matos Silva Filho Pró-Reitor Executivo de EAD William Victor Kendrick de Matos Silva Pró-Reitor de Ensino de EAD Janes Fidélis Tomelin Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi NEAD - Núcleo de Educação a Distância Diretoria Executiva Chrystiano Minco� James Prestes Tiago Stachon Diretoria de Graduação e Pós-graduação Kátia Coelho Diretoria de Permanência Leonardo Spaine Diretoria de Design Educacional Débora Leite Head de Produção de Conteúdos Celso Luiz Braga de Souza Filho Head de Curadoria e Inovação Tania Cristiane Yoshie Fukushima Gerência de Produção de Conteúdo Diogo Ribeiro Garcia Gerência de Projetos Especiais Daniel Fuverki Hey Gerência de Processos Acadêmicos Taessa Penha Shiraishi Vieira Gerência de Curadoria Giovana Costa Alfredo Supervisão do Núcleo de Produção de Materiais Nádila Toledo Supervisão Operacional de Ensino Luiz Arthur Sanglard Coordenador de Conteúdo Patrícia Rodrigues da Silva Designer Educacional Hellyery Agda G. Silva Projeto Gráfico Jaime de Marchi Junior José Jhonny Coelho Arte Capa Arthur Cantareli Silva Ilustração Capa Bruno Pardinho Editoração Ellen Jeane da Silva Qualidade Textual Jaqueline Mayumi Ikeda Loureiro Ilustração Marta Kakitani Rodrigo Barbosa da Silva Em um mundo global e dinâmico, nós trabalhamos com princípios éticos e profissionalismo, não so- mente para oferecer uma educação de qualidade, mas, acima de tudo, para gerar uma conversão in- tegral das pessoas ao conhecimento. Baseamo-nos em 4 pilares: intelectual, profissional, emocional e espiritual. Iniciamos a Unicesumar em 1990, com dois cursos de graduação e 180 alunos. Hoje, temos mais de 100 mil estudantes espalhados em todo o Brasil: nos quatro campi presenciais (Maringá, Curitiba, Ponta Grossa e Londrina) e em mais de 300 polos EAD no país, com dezenas de cursos de graduação e pós-graduação. Produzimos e revisamos 500 livros e distribuímos mais de 500 mil exemplares por ano. Somos reconhecidos pelo MEC como uma instituição de excelência, com IGC 4 em 7 anos consecutivos. Estamos entre os 10 maiores grupos educacionais do Brasil. A rapidez do mundo moderno exige dos educa- dores soluções inteligentes para as necessidades de todos. Para continuar relevante, a instituição de educação precisa ter pelo menos três virtudes: inovação, coragem e compromisso com a quali- dade. Por isso, desenvolvemos, para os cursos de Engenharia, metodologias ativas, as quais visam reunir o melhor do ensino presencial e a distância. Tudo isso para honrarmos a nossa missão que é promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária. Vamos juntos! Seja bem-vindo(a), caro(a) acadêmico(a)! Você está iniciando um processo de transformação, pois quan- do investimos em nossa formação, seja ela pessoal ou profissional, nos transformamos e, consequente- mente, transformamos também a sociedade na qual estamos inseridos. De que forma o fazemos? Crian- do oportunidades e/ou estabelecendo mudanças capazes de alcançar um nível de desenvolvimento compatível com os desafios que surgem no mundo contemporâneo. O Centro Universitário Cesumar mediante o Núcleo de Educação a Distância, o(a) acompanhará durante todo este processo, pois conforme Freire (1996): “Os homens se educam juntos, na transformação do mundo”. Os materiais produzidos oferecem linguagem dialógi- ca e encontram-se integrados à proposta pedagógica, contribuindo no processo educacional, complemen- tando sua formação profissional, desenvolvendo com- petências e habilidades, e aplicando conceitos teóricos em situação de realidade, de maneira a inseri-lo no mercado de trabalho. Ou seja, estes materiais têm como principal objetivo “provocar uma aproximação entre você e o conteúdo”, desta forma possibilita o desenvolvimento da autonomia em busca dos conhe- cimentos necessários para a sua formação pessoal e profissional. Portanto, nossa distância nesse processo de cresci- mento e construção do conhecimento deve ser apenas geográfica. Utilize os diversos recursos pedagógicos que o Centro Universitário Cesumar lhe possibilita. Ou seja, acesse regularmente o Studeo, que é o seu Ambiente Virtual de Aprendizagem, interaja nos fó- runs e enquetes, assista às aulas ao vivo e participe das discussões. Além disso, lembre-se que existe uma equipe de professores e tutores que se encontra dis- ponível para sanar suas dúvidas e auxiliá-lo(a) em seu processo de aprendizagem, possibilitando-lhe trilhar com tranquilidade e segurança sua trajetória acadêmica. A U TO RE S Professor Me. Danillo Xavier Saes Possui mestrado em Administração pela Universidade Estadual de Maringá. pós-graduação em Ambientes para Internet pelo Centro Universitário de Maringá, especialização em Gestão Estratégica de Empresas pelo Instituto Paranaense de Ensino e Graduação em Processamento de Dados também pelo Centro Universitário de Maringá, também possui Formação em Coaching Integral Sistêmico pela Febracis. Atua como Professor Universitário desde 2008 e coordena os cursos de Análise e Desenvolvimento de Sistemas e Sistemas para Internet do EAD Unicesumar desde 2012. No contexto acadêmico do Unicesumar, teve inúmeras oportunidades de articular projetos pedagógicos e tecnológicos, participando de ações internas, como a implantação da plataforma de estudos desenvolvida pela Instituição (Studeo), além de acompanhar e participar do recebimento de Comissões do MEC para avaliações institucionais e de cursos. <http://lattes.cnpq.br/8228177169774711>. Professora Me. Márcia Pappa Graduada em Engenharia de Produção pela Universidade Estadual de Maringá (2004), especialista em Gestão Empresarial pelo Centro Universitário de Maringá (2009) e mestre em Engenharia Urbana pela Universidade Estadual de Maringá (2012). <http://lattes.cnpq.br/9032725512494940>. Professor Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002), Pós-Graduado em Dinâmica dos Grupos pela SBDG – Sociedade Brasileira da Dinâmica dos Grupos, Bacharel em Administração de Empresas pela Universidade Estadual de Maringá (1998). É avaliador do Ministério da Educação desde 2002. Foi professor do Departamento de Administração da Universidade Estadual de Maringá nos anos de 2006 e 2007. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Gestão de Negócios, atuando principalmente nos seguintes temas: Desenvolvimento de Pessoas, Negócios Digitais, Empreendedorismo, Cultura Organizacional, Cultura Digital, Diagnóstico Organizacional, Planejamento Estratégico. Atualmente assessor da coordenação dos cursos de Administração e Gestão e professor do Departamento de Administração do Centro Universitário de Maringá - Unicesumar, nos cursos presenciais e a distância (EAD). <http://lattes.cnpq.br/4578255535407075> SEJA BEM-VINDO(A)! Olá, seja bem-vindo(a) ao mundo dos negócios digitais. Antes de falar um pouco sobre o livro, queremos lhe parabenizar pela sua disposição em estudar um tema atual e que traz muitas oportunidades de negócios que nemsempre exigirá de você muito investi- mento financeiro, mas sim, investimento intelectual e criativo. A internet está repleta de exemplos de pessoas que têm conseguido empreender no mercado digital de várias maneiras e vêm alcançando excelentes resultados financeiros. Atenção, isso não quer dizer que seja fácil, muito pelo contrário, para ter sucesso neste segmento altamente competitivo é necessário muito esforço e dedicação, sem contar com o conhecimento necessário dos consumidores que se procura alcançar. É disso que este livro trata, das ferramentas necessárias para que se tenha sucesso em- preendendo no mundo dos negócios digitais. Para tanto, o livro está dividido em cinco unidades de maneira que cada uma lhe dará a oportunidade de aumentar o seu co- nhecimento para ajudar você a alcançar o sucesso naquilo que esteja almejando com a leitura deste material. Logo na primeira unidade, você tomará conhecimento a respeito do conceito de siste- mas, isso é muito importante, considerando entender que o seu negócio, mesmo sendo virtual, é parte de um cenário maior e mais complexo que irá lhe ajudar a planejar suas ações com maior cuidado. Isso irá remeter à necessidade de elaborar sistemas de infor- mação que sejam capazes de controlar os dados necessários para o bom desenvolvi- mento do seu negócio, por isso, neste tópico, lhe será explicado o que é um sistema de informação, o que se deve fazer para informatizar o seu sistema de informação, além de pontuar a estrutura necessária para que isso seja possível. Também, ainda nessa unida- de, você ficará sabendo da importância dos dados para o seu negócio e, principalmente, os cuidados que são necessários para transformar esses dados em informações valiosas para o seu empreendimento. A segunda unidade inicia abordando os conceitos do e-commerce ou comércio eletrô- nico. Neste momento, você aprenderá sobre os tipos de e-commerce existentes, seus diferenciais, as estruturas necessárias para ter o seu comércio eletrônico, desde o mais simples até o mais completo sistema de e-commerce existente. No final desta unidade, será apresentando um parâmetro do crescimento do comércio eletrônico no Brasil, o qual trago algumas informações que, tenho certeza, irão animá-lo (a) investir neste tipo de negócio. Na terceira unidade, conceituaremos os sistemas de e-business, apresentando os tipos de sistemas que existem e diferenciando os sistemas interfuncionais dos funcionais. Ou- tro ponto importante será lhe mostrar como os processos de gerenciamento dos siste- mas de e-business evoluíram, e finalizo essa unidade tratando das fases do planejamen- to para a implementação dos sistemas de e-business. APRESENTAÇÃO NEGÓCIOS DIGITAIS Na unidade quatro, o foco será o capital humano na administração das tecnologias de e-business, de maneira que vou lhe explicar como é a relação que existe entre os negócios eletrônicos e os processos da empresa. Como a realidade da maioria das pessoas no Brasil está muito mais relacionada com microempresas e empresas de pequeno e médio porte, vou lhe apresentar soluções de baixo custo para a re- alidade desses tipos de empreendimentos, além de lhe mostrar algumas soluções gratuitas de modo que você possa iniciar o seu negócio digital com o mínimo de investimento possível. Finalizamos a unidade trazendo um assunto muito importante: a segurança da in- formação de e-business. Apesar de não muito extenso, este tópico vai deixá-lo (a) em alerta para tomar os devidos cuidados e as providências necessárias para evitar fraudes, e até mesmo ser vítima de roubos virtuais. Por fim, a quinta e última unidade apresentará os passos necessários para a criação de negócios digitais, expondo a infraestrutura necessária para sua criação e mos- trar alguns conceitos importantes que precisam ser levados em consideração na gestão desse tipo de negócio. Finalizamos a unidade explicando, rapidamente, os princípios do marketing digital de maneira que, sem me aprofundar no assunto, seja possível levá-lo (a) a entender os caminhos iniciais para vislumbrar o sucesso dos seus negócios digitais. Não é possível esgotar alguns assuntos neste livro, mas temos certeza que ele é o ponto de partida para que você consiga tirar do papel seus sonhos empreendedo- res voltados especificamente para o mercado digital, e ter todo o sucesso o qual você nasceu para alcançar. Boa sorte nessa aventura! Um grande abraço. APRESENTAÇÃO SUMÁRIO 09 UNIDADE I CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO 15 Conceito de Sistemas 24 Conceito de Sistemas de Informação 26 Recursos de um Sistema de Informação 29 Tipos de Sistemas de Informação 35 Transformação de Dados em Informação 52 Referências 53 Gabarito UNIDADE II COMÉRCIO ELETRÔNICO 57 Conceito de Comércio Eletrônico 62 Estrutura do Comércio Eletrônico (E-Commerce) 64 B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas 79 Funcionamento de um Site de Comércio Eletrônico 80 Crescimento do E-Commerce no Brasil 91 Referências 93 Gabarito SUMÁRIO 10 UNIDADE III SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) 97 Sistemas de E-Business 102 Sistemas Interfuncionais 109 Sistemas Funcionais 118 Processos de Gerenciamento de E-Business 124 Implementação de E-Business 139 Referências 141 Gabarito UNIDADE IV RELAÇÃO ENTRE EMPRESA E ADMINISTRAÇÃO DA TECNOLOGIA DE E-BUSINESS (EB) 144 O Capital Humano na Administração das Tecnologias de E-Business 147 A Relação entre o E-Business e os Processos de Negócios da Empresa 150 Soluções Gratuitas para E-Business 153 Segurança dos Sistemas de E-Business 180 Referências 181 Gabarito SUMÁRIO 11 UNIDADE V NEGÓCIOS DIGITAIS 184 Criação de Negócios Digitais 192 Infraestrutura dos Negócios Digitais 196 Gestão dos Negócios Digitais 201 Marketing Aplicado aos Meios Digitais (E-Marketing) 214 Referências 215 Gabarito 216 CONCLUSÃO U N ID A D E I Prof. Me. Danillo Xavier Saes Prof. Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque Prof.ª Me. Márcia Pappa CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Objetivos de Aprendizagem ■ Apresentar o conceito de sistemas. ■ Explicar sistemas de informação. ■ Descrever os recursos necessários na implementação de sistemas de informação. ■ Apresentar os diferentes tipos de sistemas de informação. ■ Explicar como é realizada a transformação de dados em informação. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Conceito de Sistemas ■ Conceito de Sistemas de Informação ■ Recursos de um Sistema de Informação ■ Tipos de Sistemas de Informação ■ Transformação de dados em informação Conceito de Sistemas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 15 CONCEITO DE SISTEMAS Caro(a) aluno(a), a palavra “sistema”, em nosso cotidiano, é utilizada em diversos contextos, por exemplo, em nossa casa, temos os sistemas: elétrico, hidráulico e de aquecimento. Em uma cidade, na sua infraestrutura, podemos encontrar o sistema de iluminação pública, da rede de esgoto, de transportes etc., se voltar- mos nossos olhos para o poder público, veremos o sistema de saúde e também a rede pública de ensino. Finalmente, dentro das empresas, nos deparamos com sistemas de limpeza, rotinas de atendimento e também os famosos Sistemas de Informação (SI). Então, é possível dizer que muito do que está ao nosso redor tem relação com o conceito de sistema, no entanto, muitas vezes, não paramos para pensar no real significado dessa terminologia. Afinal, o que é um sistema? Como pontuamos, essa palavra faz parte do nosso dia a dia e é interessante compreendê-la. Um sistema não é simplesmente um computador que automatiza tarefas, vai muito além disso. Um sistema é mais abrangente e não se prende apenas ao computador. É claro que, com a infor- mática, sistemas tecnológicos se tornam cada vez mais comuns e deutilidade essencial para o funcionamento de empresas. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E16 De acordo com Batista (2006), um sistema é caracterizado pela influência que cada componente exerce sobre os demais e também pela união de todos, pro- porcionando resultados que fazem com que o objetivo almejado seja atingido. Para o autor, existe uma definição clássica para sistemas: “o conjunto estru- turado ou ordenado de partes ou elementos que se mantém em interação, ou seja, em ação recíproca, na busca da consecução de um ou de vários objetivos” (BATISTA, 2006, p. 13). O objetivo desta unidade é contribuir para o seu entendimento sobre o funcio- namento de um SI e a sua importância no contexto empresarial, para que, como futuros administradores e gestores em empresas, tenham subsídios suficientes para entender as ferramentas existentes no mercado que podem contribuir para a otimização do seu trabalho e também para o alcance de melhores resultados. Para resumir, sistema é o conjunto de pequenas partes isoladas que são organizadas para que possam interagir entre si e formar um todo unitário e, con- sequentemente, mais complexo. O corpo humano é um exemplo bem próximo da sua realidade, como mostra a Figura 1 a seguir. Figura 1 - Os sistemas do corpo humano Fonte: Shutterstock Conceito de Sistemas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 17 Nós, seres humanos, somos um organismo vivo e sistêmico formado por inúmeras partes isoladas que, em conjunto, formam o nosso corpo como um todo. Temos o sistema nervoso, o sistema respiratório, cérebro, pulmões, coração, membros superiores e inferiores. Cada parte isolada com uma função específica, mas que se comunicam e dependem umas das outras para o seu perfeito funcionamento. Imagine uma situação simples que muitas pessoas vivenciam, como uma simples dor de cabeça. Para que você possa tratar esse mal-estar, é necessário ingerir um medicamento, um analgésico, por exemplo. Não é necessário, porém, que você injete esse remédio diretamente na sua cabeça, que é a fonte da dor que você está sentindo. Você pode tomar um comprimido que entra por sua boca, vai até seu estômago, se dissolve, entra na sua corrente sanguínea e faz o efeito para que sua enfermidade seja curada. Assim, nosso corpo é sistêmico, ou seja, partes isoladas mas interconectadas para se comunicar. Outro exemplo simples de entender é o nosso sistema solar. Os planetas são pequenas partes isoladas e interdependentes, que giram em torno do sol. A Terra, mais especificamente, possui um satélite natural, a Lua. Essas partes iso- ladas (Terra, Sol, Lua e planetas) fazem parte de um conjunto e se relacionam de alguma maneira. Essas ligações entre as partes proporcionam as estações do ano, fases da lua, sucessão de dias e noites e assim por diante, como mostra a Figura 2. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E18 Figura 2 - O sistema solar Fonte: Shutterstock Outra definição de sistema, mas que permeia o mesmo contexto, é enfatizada por O’Brien (2004, p. 7), afirmando que “um sistema é um grupo de componentes inter-relacionados que trabalham rumo a uma meta comum, recebendo insu- mos e produzindo resultados em um processo organizado de transformação”. Diante dessa definição, é importante enfatizarmos que um sistema possui três funções básicas de interação: Uma estrutura oferece um caráter de sistemas, consistindo em elementos combinados de tal forma que qualquer modificação num deles implica uma modificação em todos os outros. (Claude Lévi-Strauss) Conceito de Sistemas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 19 CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E20 Para exemplificar essas fases, vamos imaginar uma fábrica de móveis. Essa indús- tria recebe a madeira bruta, que é sua matéria-prima, para iniciar a fabricação de seus produtos. Nesse momento, estamos na fase da entrada. Em seguida, essa mesma madeira começa a passar por um processo de transformação, em que será convertida em um produto, aqui é o momento do processamento. Ao finalizar a produção, temos os móveis prontos, que serão enviados para serem comercia- lizados para os consumidores, essa é a fase da saída. Outro exemplo para você entender ainda mais: uma loja utiliza um programa de computador para cadastrar seus clientes, organizar o estoque e controlar as vendas, isso é muito comum hoje. Esse tipo de sistema é chamado de Sistema de Informação, pois o seu produto maior são as informações que ficam armaze- nadas em seu banco de dados. Então, ao chegar um novo cliente, o atendente fará o seu cadastro no sistema. Essa é fase da entrada de dados que, isoladamente, não tem muita utilidade. Posteriormente, imagine que o gerente comercial desta loja quer enviar um car- tão para os aniversariantes do mês. Nesse momento, ele consulta no sistema quais são os clientes que estão comemorando seu aniversário naquele período. Aqui contece o processamento daqueles dados que foram inseridos anteriormente. Para finalizar, esse mesmo gerente emite um relatório com a lista desses aniver- sariantes para confeccionar o cartão, esse relatório é a saída. Simples, não é? Agora, além das funções de entrada, processamento e saída, O’Brien (2004) coloca que o conceito de um sistema fica ainda mais útil quando incluímos mais dois componentes adicionais: feedback e controle. O autor explica que siste- mas que são dotados desses componentes podem ser conhecidos como sistemas cibernéticos, ou seja, sistema automonitorado ou autorregulado. Conheceremos os detalhes sobre esses dois componentes: ■ Feedback: são dados sobre o desempenho do sistema. Dados sobre o desempenho das vendas são relevantes para que o gerente de vendas possa tomar decisões baseadas em informações importantes. ■ Controle: é a monitoração e a avaliação do feedback, de forma que possa determinar se o sistema está caminhando para a realização da sua meta. Conceito de Sistemas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 21 Essa função proporciona que sejam feitos ajustes necessários nas funções de entrada e processamento, de forma que proporcione maior garantia para que seja alcançada a produção adequada. Observe a Figura 3 a seguir para compreender com mais facilidade o funciona- mento de um sistema. Figura 3 - Funções básicas de um sistema Fonte: Shutterstock De acordo com O’Brien (2004), é possível e necessário, identificar as atividades básicas dos Sistemas de Informação, sendo elas: entrada, processamento, saída, armazenamento e controle. Tais atividades ocorrem em todo SI que estiver sendo utilizado. Observe, na tabela a seguir, alguns exemplos que poderão ajudar a clarear um pouco mais sobre essas atividades: Tabela 1 - Atividades básicas dos Sistemas de Informação Entrada Escaneamento ótico de etiquetas com códigos de barras em mercadorias. Processamento Calcular salários, impostos e outras deduções na folha de pagamento de funcionários. Saída Produzir relatórios e demonstrativos de desempenho de vendas. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E22 Armazenamento Manter registros sobre clientes, empregados e produtos. Controle Gerar sinais audíveis para indicar entrada adequada de dados de vendas. Fonte: O’Brien (2004, p. 14). O SISTEMAEMPRESARIAL Como conceituamos anteriormente, o sistema é um conjunto de pequenas par- tes independentes que formam um todo unificado. Pensando em uma empresa, o seu funcionamento é sistêmico, pois a organização é esse “todo unificado”, que é formado por “pequenas partes independentes” que são os seus departamentos. Todas trabalham exercendo suas funções específicas, mas com o objetivo maior que é ver a empresa gerar lucro, crescer e se manter no mercado. Batista (2006) esclarece que existem dois tipos de sistemas: ■ Sistema aberto: depende e sofre influência de fatores internos e externos a ele. Ex.: sistemas biológicos e sistemas sociais. ■ Sistema fechado: não depende e não sofre influência de fatores externos. Ex.: relógio e máquina. O dinamismo do mercado faz com que a empresa se transforme constantemente, por esse motivo, o autor coloca a empresa como um sistema aberto, devido a essa interação existente, não apenas com os atores ligados diretamente a ela, mas também com o meio ambiente em que se encontra. Para o mesmo autor (2006, p. 18), “define-se uma empresa como um sistema aberto, pois ela sofre intera- ção dos seus subsistemas (departamentos) e do ambiente externo (mercado em que atua)”. Como vimos, um sistema, de maneira geral, funciona por meio da entrada, processamento e saída de insumos. Para uma empresa, é exatamente da mesma maneira. Veja a figura que mostra um modelo genérico de um sistema empre- sarial, segundo Batista (2006, p. 18). Conceito de Sistemas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 23 Figura 4 - Modelo de um Sistema Empresarial Fonte: Batista (2006, p. 18). Por meio dessa representação, você consegue verificar a prova de que uma empresa é um sistema aberto. Temos o ambiente interno da organização, no qual encontramos matéria-prima, funcionários, equipamentos e departamentos que transformarão tais insumos em produtos ou serviços acabados, como já exem- plificamos anteriormente. Também, vemos que o ambiente externo à empresa a influencia por meio da sociedade, economia, concorrência, legislação e outros fatores que não ficam fora dos limites empresariais. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E24 CONCEITO DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Até o momento, tratamos de conceitos que irão ajudá-lo a compreender melhor os assuntos que estão por vir. Agora, abordaremos um assunto que se aproxima mais diretamente aos pontos do nosso estudo: os Sistemas de Informação (SI). Hoje é muito comum ouvir falar nessa expressão, visto que faz parte do coti- diano empresarial. O que devemos sempre lembrar é que vivemos um período em que a infor- mação e o conhecimento são extremamente valorizados no cenário do mercado. A informação em si passa a ser moeda de troca, tendo, muitas vezes, maior valor do que um produto palpável. O QI de uma empresa é determinado pelo grau em que sua infraestrutura conecta, compartilha e estrutura informações. (Steve H. Haeckel e Richard L. Nolan) Conceito de Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 25 Se olharmos para o passado, é possível observar diversas mudanças em nossa sociedade que causam impactos positivos a ela. Antes de acontecer a Revolução Industrial, os trabalhos eram realizados de forma artesanal, sendo desenvolvi- dos pelas habilidades específicas de algumas pessoas. Com a mudança ocorrida, foram desenvolvidas máquinas e equipamentos que substituíram o trabalho bra- çal realizado até então. Mais à frente, surgem as linhas de produção, como as de Henry Ford, permitindo que os produtos fossem desenvolvidos em série. Após a invenção do computador muita coisa mudou, proporcionando gran- des impactos, como aqueles mencionados no parágrafo anterior. Com o passar do tempo, as atividades operacionais são cada vez mais substituídas por máquinas. Hoje, robôs fazem os “trabalhos artesanais” que eram realizados antigamente. A informática vem como uma ferramenta importante para o mundo empresa- rial, com o intuito de melhorar o fluxo das informações geradas no ambiente da empresa, para que as pessoas envolvidas possam tomar decisões sábias e funda- mentadas nessas informações, pensando sempre no crescimento da organização. Então, como forma de gerenciar todas as informações produzidas em uma empresa (e sabemos que não são poucas), entram em cena os famosos Sistemas de Informação, que têm por finalidade auxiliar gestores e administradores no momento de gerenciar a empresa e tomar suas decisões. Afinal, o que é um Sistema de Informação? Observaremos as definições de dois autores para enfatizar o seu entendimento. De acordo com Côrtes (2008, p. 25), um sistema de informação é considerado um conjunto de componentes ou módulos inter-relacio- nados que possibilitam a entrada ou coleta de dados, seu processamen- to e a geração de informações necessárias à tomada de decisões volta- das ao planejamento, desenvolvimento e acompanhamento de ações. Para O’Brien (2004, p. 6), Sistema de Informação é “um conjunto organizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicações e recursos de dados que coleta, transforma e dissemina informações em uma organização”. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E26 RECURSOS DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO De acordo com a definição do autor O’Brien (2004), o “conjunto organizado”, que é o SI, apresenta a seguinte forma: Figura 5 - Recursos de um Sistema de Informação Fonte: O’Brien (2004, p. 6). Recursos de um Sistema de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 27 Agora, para exemplificar e esclarecer melhor cada uma das partes desse con- junto, observe a tabela a seguir, com alguns detalhes sobre cada item pontuado pelo autor: Tabela 2 - Recursos de um Sistema de Informação e suas particularidades Recursos Humanos Especialistas: analistas de sistemas, programadores, operadores de computador. Usuários finais: todos os demais que utilizam sistemas de informação. Recursos de Hardware Máquinas: computadores, monitores de vídeo, unidades de disco, impressoras e scanners. Mídias: fita magnética, discos óticos, cartões e formulá- rios de papel. Recursos de Software Programas: sistemas operacionais, planilhas eletrôni- cas, processadores de textos e programas de folha de pagamento. Recursos de Dados Descrição de produtos, cadastro de clientes, arquivos de funcionários e banco de dados de estoque. Recursos de Rede Meios de comunicação, acesso a redes e software de controle. Fonte: adaptado de O’Brien (2004, p. 11). Muitas vezes, pensamos que quando se fala em Sistema de Informação (SI), rela- cionamos apenas os computadores e os programas devidamente instalados neles, mas observando a definição do autor e a Figura 5, é possível perceber que tem uma dimensão maior, pois seus recursos envolvem tanto a tecnologia como as pessoas que participam do processo. Um SI em uma empresa possui grande importância para o bom funciona- mento desta. Primeiramente, para melhorar o fluxo das informações geradas pelos mais diversos subsistemas (departamentos e setores). Posteriormente, para tirar o máximo de proveito desse fluxo de informações de maneira eficaz, de forma que o administrador ou gestor possa tomar decisões corretas e respon- der ao mercado com o mesmo dinamismo e agilidade que o mundo globalizado impõe (BATISTA, 2006). CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E28Um exemplo de Sistema de Informação é o sistema nervoso do corpo hu- mano, também chamado de rede neural humana. Suas entradas são as informações que lhe chegam do meio ambiente, por meio de seus órgãos dos sentidos: olfato, audição, gustação, visão, tato e sexto sentido (telepatia, premonição, feeling e outros fenômenos conhecidos, mas ainda não expli- cados). As saídas são constituídas pelos movimentos musculares e pela fala. Os canais de comunicação são os nervos. A memória e o processador se en- contram espalhados pelo sistema nervoso, mais concentrados no cérebro e no cerebelo. A velocidade de processamento do cérebro é baixa — cerca de 100 sinais por segundo — mas por operar em paralelo, ele consegue reali- zar até 10 quatrilhões de operações por segundo, com seus 100 bilhões de neurônios. Fonte: adaptado de Mattos (2005). Tipos de Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 29 TIPOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Dentro de uma empresa é muito comum encontrarmos pessoas ou departamentos que precisam de níveis e também quantidade de informações diferentes. Vamos imaginar, por exemplo, uma pequena empresa na área de treinamento: para que seja feita a aquisição de material de ensino para os novos alunos, é necessário que a empresa tenha uma informação sobre a quantidade de alunos matriculados e ativos em cada curso, para poder efetuar esse pedido. Essa é uma informação simplesmente operacional para tomar uma decisão momentânea de curto prazo. Agora, dentro desta mesma empresa de treinamento, imagine a situação de abrir uma filial da empresa em outra cidade. Para tomar essa decisão, é necessá- rio uma quantidade muito maior de informações, como: número de habitantes, poder aquisitivo do público-alvo, cultura da cidade, concorrência, dentre outras. Tais informações são mais estratégicas e envolvem mais cruzamentos de dados para que os gestores possam tomar uma decisão mais assertiva. Uma empresa possui uma estrutura hierárquica dividida em camadas que podem explicar a natureza, a abrangência e a profundidade das decisões e ações a serem desenvolvidas. No topo dessa camada, são tomadas as decisões de cará- ter estratégico, que envolvem questões internas e externas e também de médio e longo prazo. Em nível intermediário, as decisões tomadas são consideradas táticas, ou seja, utilizam um parâmetro externo, porém voltam-se mais para a CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E30 implantação e o desenvolvimento das decisões estratégicas. Por fim, temos as decisões operacionais, que envolvem pontos de ordem prática (CÔRTES, 2008). Para facilitar o seu entendimento, exemplificaremos nos baseando na empresa de treinamento que foi citada anteriormente: A decisão estratégica se encaixa na prospecção de uma nova empresa, em que é feita uma pesquisa de mercado, análise da concorrência, dentre outras informações relevantes. Em um nível tático, a escola decide ampliar o negócio já existente, como a criação de uma sala de berçário ou maternal, que até então não existia. É claro que essa deve se amparar nos sinais de mercado e se basear nas informações estratégicas que são obtidas. Agora, em um nível operacional, encontram-se as atividades do cotidiano dessa escola, como distribuição de turmas, contratação de professores, compra de materiais e assim por diante. Observe o organograma a seguir, para enfatizar ainda mais o entendimento desse assunto: Figura 6 - Exemplo de tipos de Sistemas de Informação Fonte: o autor. Com base nessas informações, podemos observar a existência de tipos diferentes de sistemas de informação que podem ser utilizados dentro da mesma organiza- ção, mas para finalidades e objetivos distintos. O’Brien (2004, p. 23) afirma que: Tipos de Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 31 em termos conceituais, os sistemas de informação no mundo real po- dem ser classificados de maneiras diferentes. Vários tipos de sistemas de informação, por exemplo, podem ser classificados conceitualmente ora como operações, ora como sistemas de informação. Eles são classi- ficados dessa maneira para destacar os papéis principais que cada um desempenha nas operações e administração de um negócio. Agora, observe a seguinte ilustração desse mesmo autor e veja que ele classifica os Sistemas de Informação em duas categorias: Figura 7 - Categorias dos Sistemas de Informação Fonte: O’Brien (2004). Os Sistemas de Apoio às Operações são utilizados para processar dados gera- dos e utilizados nas operações que acontecem dentro da empresa. Eles produzem uma grande diversidade de informações que podem ser utilizadas interna ou externamente à organização. Esses sistemas não se caracterizam por criar infor- mações específicas para serem utilizadas a níveis gerenciais. O’Brien (2004, p. 24) aponta que “o papel dos sistemas de apoio às operações de uma empresa é processar transações eficientemente, controlar processos industriais, apoiar comunicações e atualizar bancos de dados da empresa”. Veja a tabela a seguir: CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E32 Tabela 3 - Sistemas de Apoio às Operações SISTEMAS DE APOIO ÀS OPERAÇÕES Sistemas de Apoio de Processamento de Transações Processam dados resultantes de ope- rações empresariais, atualizam banco de dados e produzem documentos empresariais. Ex.: processamento de vendas e reabas- tecimento do estoque. Sistemas de Controle de Processos Monitoram e controlam processos industriais. Ex.: refinamento de petróleo por meio da utilização de sensores eletrônicos conectados a computadores para monitorar continuamente os processos químicos e fazer ajustes em tempo real que controlam o processo de refino. Sistemas Colaborativos Apoiam equipes, grupos de trabalho, bem como comunicações e colabo- ração nas empresas, permitindo o aumento de produtividade. Ex.: e-mail, chat e sistemas de video- conferência. Fonte: adaptado de O’Brien (2004, p. 24). Uma outra categoria de sistema pontuada pelo autor que foi possível observar na Figura 7, vista anteriormente, são os Sistemas de Apoio Gerencial. Estes sistemas são responsáveis por fornecer informações pertinentes que servi- rão de apoio aos gerentes para realizar a tomada de decisão de maneira eficaz. Normalmente, as tarefas desempenhadas por esse tipo de sistema são mais com- plexas. Observaremos a tabela que, de forma objetiva, mostra as subdivisões desse tipo de sistema. Tipos de Sistemas de Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 33 Tabela 4 - Sistemas de Apoio Gerencial SISTEMAS DE APOIO GERENCIAL Sistemas de Informação Gerencial Fornecem informações na forma de relatórios e demonstrativos pré-estipu- lados para os gerentes. Ex.: gerente de vendas obtém um relatório para analisar as vendas de um período; relatórios das tendências de custo. Sistemas de Apoio à Decisão Fornecem apoio interativo especifica- mente para o processo de decisão dos gerentes. Ex.: atribuição de preço de produtos; previsão de lucros; análise de riscos. Um gerente de propaganda pode utilizar um pacote de planilhas eletrô- nicas para realizar análise de simulação quando é testado o impacto de orça- mentos alternativos de propagandas sobre as vendas previstas para novos produtos. Sistemas de Informação Executiva Proporcionam informações críticas e elaboradas especificamente para as ne- cessidades de informação dos executi- vos. Tais informações devem ser de fácilvisualização para uma multiplicidade de gerentes. Ex.: um terminal acionado por um executivo em que visualiza instantane- amente textos e gráficos que destacam áreas fundamentais de desempenho organizacional e competitivo. Fonte: adaptado de O’Brien (2004, p. 25). Com base nessa etapa do nosso estudo, é possível observar que tudo gira em torno da informação, seja para uma simples realização de uma atividade puramente operacional, seja para uma tomada de decisão estratégica que poderá definir os rumos que a empresa irá tomar. Como já pontuamos no início desta unidade, CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E34 a informação é moeda de troca e cada vez mais tem maior valor agregado. Por isso, a valorização desse bem precioso faz com que as empresas se preocupem em organizá-las e utilizá-la da melhor maneira possível. Da mesma maneira que uma loja precisa manter sua vitrine bem arrumada para atrair seus clientes, ou um açougue necessita que a higiene de seu ambiente seja impecável, ou ainda uma indústria que precisa manter um controle eficiente de seu estoque de matéria-prima para evitar o desperdício e ter prejuízo, assim também devemos tratar a Senhora Informação. Então, os sistemas são utiliza- dos justamente para isso: cuidar desse patrimônio da empresa. Além dos dois tipos de sistemas elencados, O’Brien (2004) enfatiza que existem outras categorias de sistemas de informação que podemos encontrar e utilizar nas organizações. São elas: ■ Sistemas Especialistas: sistemas baseados no conhecimento, fornecendo conselho especializado. Funcionam para usuários como consultores e especialistas. Ex.: acesso à intranet de uma empresa. ■ Sistemas de Administração do Conhecimento: sistemas baseados no conhecimento e dão apoio à criação, à organização e à disseminação de conhecimento empresarial dentro da organização. Ex.: acesso à intranet para melhores práticas de negócio; estratégias de propostas de vendas; sistemas de resolução de problemas do cliente. ■ Sistemas de Informação Estratégica: fornecem à empresa produtos/ser- viços estratégicos com o intuito de obter vantagem competitiva. Por meio dele é possível verificar as necessidades da empresa e obter informações relevantes para que a vantagem competitiva seja alcançada. ■ Sistemas de Informação para as Operações: servem para apoiar as apli- cações operacionais e gerenciais das funções organizacionais mais básicas. Ex.: sistemas que apoiam aplicações de contabilidade, finanças, marke- ting, administração de recursos humanos, dentre outros. Transformação de Dados em Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 35 TRANSFORMAÇÃO DE DADOS EM INFORMAÇÃO Normalmente, as pessoas confundem os termos dados e informação como sendo sinônimos e isso é muito comum de acontecer, porém como estamos falando de Sistemas de Informação, é importante diferenciar essas terminologias, pois tec- nicamente são distintas. Quando falamos em dados, estamos nos referindo a fatos isolados e bru- tos, que não estão organizados, não são interpretados e não fazem parte de um contexto. Côrtes (2008, p. 26) explica que dados “são sucessões de fatos brutos, que não foram organizados, processados, relacionados, avaliados ou interpreta- dos, representando apenas partes isoladas de eventos, situações ou ocorrências”. A partir dos dados é que são produzidas as informações. Após o dado ser processado, organizado e interpretado, como mencionou o autor, gera-se, então, a informação propriamente dita. Podemos dizer que a informação é o resultado de alguns dados que se transformaram em algo útil para quem irá utilizá-la. Este autor pontua que “quando os dados passam por algum tipo de relacionamento, avaliação, interpretação ou organização, tem-se a geração de informação. A partir CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E36 do momento que os dados são transformados em informações, decisões podem ser tomadas” (CÔRTES, 2008, p. 26). No início do nosso estudo, foram pontuadas as três funções básicas de um sistema. No caso de um Sistema de Informação, o funcionamento é exatamente o mesmo. Observe a figura a seguir: Figura 8 - Esquema básico de funcionamento de um sistema de processamento de dados Fonte: Côrtes (2008, p. 27). Para que você entenda melhor, exemplificaremos. No dia em que você foi efe- tuar sua matrícula no curso de graduação, foi necessário que a responsável pela secretaria fizesse o seu cadastro. Naquele momento, a secretária fez uma coleta de dados em que você informou seu nome, endereço, telefones, e-mail, números de documentos e outro dados relevantes ao cadastro. Se considerarmos apenas um desses itens, isoladamente, temos apenas um dado e pronto. Este dado iso- lado não possui relevância para tomar decisões. Com o passar do tempo, o seu cadastro na instituição ficou mais recheado de pequenos dados isolados, pois você quitou suas mensalidades, participou de atividades extraclasse, seus pro- fessores fizeram o lançamento de suas notas e assim por diante. Agora, vamos imaginar que você se formou, mas quer iniciar um outro curso de graduação na mesma instituição. Como foi um aluno exemplar e também manteve a sua situação financeira em dia com a faculdade, você, então, resolve negociar um desconto diferenciado para o seu próximo curso de graduação. Para que os gestores possam decidir em te conceder esse desconto, eles precisarão ter acesso ao seu histórico, ou seja, a toda sua vida acadêmica durante o outro curso que você fez. Assim, terão informações suficientes que comprovam seus argu- mentos de bom aluno e bom pagador para concederem o desconto solicitado. Transformação de Dados em Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 37 Observe, então, a real importância das informações no cotidiano de uma empresa. Pegamos uma situação simples de tomada de decisão com base nas informações disponíveis. Um SI fazendo parte efetiva da vida de uma organiza- ção ajuda, de maneira positiva, o tomador de decisões, de forma que ele possa se basear em informações concisas e confiáveis, diminuindo a chance de erros. ATRIBUTOS DA INFORMAÇÃO Empresas diferentes, sistemas diferentes e realidades diferentes. É muito impor- tante ter essa consciência de que, para cada realidade, uma necessidade distinta. De qualquer maneira, em qualquer uma dessas realidades, as informações são de suma importância para os seus gestores. Assim, Cortês (2008) pontua alguns critérios que permitem analisar as infor- mações sobre diferentes aspectos, de forma que não apenas o seu potencial de utilização seja verificado, mas também a realização de comparações que podem ser úteis no momento de análise da relevância dos dados originais em relação ao sistema de informação que os processou para resultar na informação desejada. Nesse contexto, o autor enaltece alguns atributos que podem ser utilizados para qualificar uma informação. Vamos a eles: 1. Nível de utilização: atributo que indica a quantidade de vezes que uma informação é utilizada. Possibilita prospectar as necessidades do públi- co-alvo (usuários) em relação àquele tipo de informação. 2. Facilidade de acesso: qual a facilidade de encontrar uma determinada informação? Uma baixa facilidade de acesso pode comprometer a velo- cidade com que uma decisão é tomada ou mesmo tornar a informação inútil. Embora não seja a mesma coisa, esse atributo está relacionado à velocidade com que a informação é obtida (ver próximo item). Uma baixa facilidade de acesso, por exemplo, pode ser compensada por um usuário com bons conhecimentossobre o sistema em uso. Nessas con- dições, apesar do acesso ser difícil, ele poderá obter a informação com uma velocidade superior àquela obtida por um usuário com menor grau de conhecimento técnico. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E38 3. Velocidade: a informação deverá ser fornecida na velocidade necessária à resolução de um problema ou tomada de decisão. De pouco ou nada adianta uma informação que seja verídica, exata, precisa e reprodutível (vide próximos itens), se ela chegar quando não há mais tempo para que o problema seja resolvido. Esse atributo está relacionado com a facili- dade de acesso. 4. Qualidade: característica superior ou atributo distintivo positivo que faz uma informação ou um sistema de informações se sobressair em relação a outros. Embora seja um atributo por vezes subjetivo, é de fundamen- tal importância que a opinião dos usuários de sistemas de informação sobre a qualidade (dos sistemas ou da informação) seja considerada, for- necendo subsídios à melhoria dos processos de geração e processamento de informações. 5. Atualidade: a informação apresentada é atual ou condizente com o momento presente. Mesmo uma informação gerada há algum tempo pode ser atual à medida que fornece subsídios ao entendimento de certos con- textos ou situações (ou seja, ela é condizente com o momento presente). 6. Fidedignidade: as informações apresentadas são merecedoras de crédito, de confiança e de fé. Em geral, esse atributo se refere mais a aspectos qua- litativos do que quantitativos da informação (por exemplo, um relatório que avalie as condições para execução de um projeto pode ser fidedigno em sua análise, sendo, portanto, merecedor de crédito). 7. Veracidade: capacidade de ser verdadeira ou de representar a verdade. Isso está relacionado à origem dos dados (sua veracidade) e ao seu proces- samento, por exemplo, quando um relatório informa que uma aplicação financeira resultou em lucro, obviamente que essa informação deverá ser verdadeira. 8. Exatidão: que não contém erro, transmitindo fatos com rigor, por exem- plo, quando o sistema calcula o valor de uma dívida, esse valor deverá ser correto. Dados deverão ser apresentados exatamente da maneira (valor e conteúdo) como foram obtidos. “Santos” (município localizado no lito- ral paulista) não pode ser tomado como sinônimo de “litoral paulista” (que engloba outros municípios) ou vice-versa. Transformação de Dados em Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 39 9. Precisão: capacidade de lidar com valores numéricos tais como eles se apresentam originalmente, por exemplo, 24,5º C é diferente de 24º C ou 18,45 não é igual a 18,5. Alguns sistemas de informação promovem o arredondamento (18,458 torna-se 18,5) ou truncamento (18,458 torna- -se 18,4) de números, seja para facilitar operações de digitação, seja para melhorar a apresentação de relatórios. Nesses casos, é necessário verifi- car o quanto essas operações (arredondamento ou truncamento) podem comprometer a qualidade da informação apresentada. Para uma análise desse tipo de problema, sugere-se pesquisar a teoria dos erros, que ana- lisa questões, como quantidade de casas decimais, arredondamento e truncamento, dentre outras. 10. Reprodutibilidade: sob as mesmas circunstâncias de processamento e com o mesmo conjunto original de dados, a informação gerada deverá ser sempre a mesma, por exemplo, o resultado de uma operação contábil deverá ser sempre igual para um mesmo conjunto de dados processados da mesma maneira. 11. Economia: a informação deverá conter apenas o que for importante, suprimindo o que for desnecessário (ver próximo item). 12. Integralidade: (qualidade do que é integral) a informação deverá conter tudo o que for necessário à tomada de decisão. Nessa relação de atributos, os termos economia e integralidade podem parecer antagônicos, mas, na verdade, acabam sendo complementares. Muitos sistemas de informação “confundem” quantidade com qualidade, fornecendo aos usuários mais informações do que o necessário ao entendimento de um problema ou à tomada de uma decisão. Uma informação fornecida de maneira integral (com integralidade) deverá conter tudo o que for necessário ao entendi- mento ou à solução de um problema, mas apenas isso (economia). 13. Inteligibilidade: uma informação deverá ser compreensível ao usuário. Na concessão de crédito, por exemplo, uma pessoa que atue no aten- dimento ao consumidor deverá ser informada de maneira simples se o crédito deverá ou não ser concedido a um cliente. É mais inteligível informar “o crédito não foi aprovado, pois o cliente não quitou um finan- ciamento anterior” do que “o cliente encontra-se com saldo devedor além do prazo admitido pelo departamento financeiro”. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E40 14. Orientação: informar ao usuário a que se destina a informação apresen- tada, facilitando a sua compreensão e uso. PAPÉIS DOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES Dentro de uma empresa tudo precisa ter uma finalidade clara e definida, sendo que cada setor, departamento, equipamento e até mesmo o processo possui uma atribuição definida de maneira individual, mas que tem como foco principal o bem-estar coletivo da empresa. Uma organização deve funcionar de forma simi- lar a uma engrenagem. Todas as “peças e pedaços” precisam trabalhar de forma sincronizada, cada uma assumindo o seu papel individual, mas que possuem o mesmo objetivo comum, que é fazer com que a empresa como um todo se sus- tente e possa almejar o crescimento no mercado. Assim como os departamentos, pessoas e equipamentos têm suas atribui- ções definidas dentro das empresas, os Sistemas de Informação também possuem seus papéis. O’Brien (2004) explica que existem três razões fundamentais para as aplica- ções de tecnologia da informação existirem dentro das empresas. Tais razões são encontradas nos três papéis vitais que os sistemas de informação podem desem- penhar no contexto organizacional, são eles: ■ Suporte aos processos e às operações. ■ Suporte para a tomada de decisões de funcionários e gerentes. ■ Suporte às estratégias na busca de vantagem competitiva. As redes sociais têm importante papel na política, no entanto elas também têm sido celeiro das fake news. Será que podemos confiar em informação que não seja dos veículos de comunicação oficial? Transformação de Dados em Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 41 De maneira resumida, os sistemas de informações devem fornecer para as empre- sas apoio às operações, subsídios para os momentos de tomada de decisão gerencial e também suporte para a obtenção de vantagem competitiva. Observe a figura seguinte: Figura 9 - Papéis dos Sistemas de Informação Fonte: O’Brien (2004, p. 18). Com o passar do tempo, os Sistemas de Informações vão expandindo seus papéis no contexto empresarial, permeando e integrando cada vez mais todas as fases, etapas e hierarquias da empresa, como é possível observar na figura anterior. Lidar com a informação e saber utilizá-la com sabedoria, hoje, é um diferencial competitivo para as empresas que querem crescer no mercado. Não basta ter informações, é preciso gerenciá-las para poder utilizá-las com competência, e esse suporte, um SI pode fornecer para os administradores e gestores que estão inseridos nas organizações. A inserção de SI dentro das organizações está cada vez mais comum. O’Brien (2004) mostra essa realidade por meio de uma linha de tempo interessante que vale a pena você observar na figura e nas explicações a seguir.CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E42 Veja só: Figura 10 - Inserção de SI nas organizações através do tempo Fonte: O’Brien (2004, p. 20). Transformação de Dados em Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 43 Fazendo uma leitura rápida dessa figura, podemos observar que até os anos 60, os sistemas de informação eram simples, sendo responsáveis apenas processa- mento eletrônico de transações, manutenção de registros e contabilidade, sendo utilizados única e exclusivamente para setores operacionais das empresas. Com o passar do tempo, chegando à década de 70, fica visível que os pro- dutos da informação não estavam atendendo adequadamente às necessidades de tomada de decisão. Nesse período, surge o conceito de sistemas de apoio à decisão, com o intuito de fornecer aos seus usuários finais e gerenciais subsídios significativos para os processos de decisão empresarial. Mais à frente, chegando aos anos 80, um SI passa assumir novos papéis dentro das empresas. Por conta da evolução dos computadores, os pacotes de software, os aplicativos e as redes de comunicação passaram a fornecer condições para o surgimento da computação pelo usuário final. Nessa fase, os usuários finais passam ter a possibilidade de utilizar seus próprios recursos de computação que forneciam apoio às suas exigências de trabalho, não sendo mais necessária a espera pelo apoio indireto do departamento de serviços de informação. Nessa fase, é possível notar que os usuários ganham mais autonomia, tempo e eficiên- cia em seus trabalhos. Ainda nesse mesmo período, os sistemas começam a auxiliar os executivos como uma maneira fácil de obter as informações críticas que eram necessárias. Por fim, nessa fase, aconteceram as inovações no desenvolvimento e aplicações de técnicas de inteligência artificial (IA) nos sistemas de informações das empresas. Começam a existir sistemas especialistas e também baseados no conhecimento, fazendo com que os SI passassem a assumir um novo papel dentro das organiza- ções. Atualmente, esse tipo de sistema serve como um consultor pelos usuários, fornecendo conselhos e informações especializadas em áreas temáticas específicas. Passando o tempo, chegamos aos anos 90, quando esse novo papel dos sis- temas de informação vindos da década anterior teve continuidade. Nessa fase, os sistemas de informação passam a assumir um conceito mais estratégico den- tro das organizações. A tecnologia se torna um componente integrante dos seus processos, produtos e serviços, ficando inserida nas empresas como forma de obter vantagem competitiva no mercado, que está cada vez mais globalizado. CONCEITOS E FUNDAMENTOS DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IU N I D A D E44 No final dos anos 90, vivenciamos o acelerado crescimento das redes de comunicação (internet, intranets etc.). Estas tecnologias modificam radicalmente o potencial dos sistemas de informação no mundo dos negócios, rumando para o século XXI. Os sistemas de e-business e de e-commerce passam a fazer parte do cotidiano das empresas de maneira revolucionária. Foi possível perceber, no estudo desta unidade, que a informação é vital para o funcionamento de uma empresa, porém não basta reter informações, é necessário filtrá-las, organizá-las, analisá-las, processá-las e, principalmente, utilizá-las de maneira estratégica, obtendo vantagem competitiva. Assim, uma empresa precisa investir na organização da informação, que é a força motriz, a qual permite que a empresa viva de verdade. Procure ligar as ideias que serão expostas nas próximas unidades para que você possa construir novos conhecimentos por meio dessa ligação de conceitos, teorias e práticas. Na próxima unidade, faremos uma abordagem mais específica sobre o comércio eletrônico, em que falaremos sobre o conceito, seu funciona- mento, tipos diferentes de lojas virtuais e outros assuntos. Transformação de Dados em Informação Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 45 • Você aprendeu nesta unidade que sistemas são um conjunto de partes inter-relacionadas e interdependentes que, juntas, formam um todo, por exemplo, o corpo humano. • Os sistemas de informação são um conjunto de componentes inter-rela- cionados e interdependentes com entrada, processamento, saída e fee- dback que transformam dados em informação e informação, em conhe- cimento. • Para que um sistema de informação funcione adequadamente, depende de seus recursos: hardware, software, redes, dados e pessoas. • Os sistemas de informação são divididos em dois tipos, sendo: de apoio às operações de apoio à tomada de decisão gerencial. • Talvez a principal utilidade dos sistemas de informação, além do apoio à gestão da organização, é a transformação de dados em informação, uma vez que, sem informação, as organizações terão muita dificuldade em crescer. 46 1. A palavra “sistema” pode ser utilizada em diversos contextos sem perder o seu sentido literal, por exemplo, em uma residência, é possível encontrar os siste- mas elétrico, hidráulico e de aquecimento, cada um com uma função diferente, mas sem que altere o significado da palavra “sistema”. Assim, analise as senten- ças a seguir e marque V para verdadeiro e F para falso: )( Sistema é a relação existente entre estruturado ou ordenado de partes ou elementos que se mantêm em interação. )( A sociedade contém uma unicidade de sistemas, incluindo os indivíduos e suas funções sociais, políticas e econômicas. )( Sistema é o conjunto de pequenas partes isoladas que são organizadas para que possam interagir entre si e formar um todo unitário. )( As organizações são exemplos de sistemas fechados porque fazem interfa- ce e interagem com outros sistemas em seu ambiente. Assinale a alternativa correta: a) V, V, V e V. b) F, F, F e F. c) V, F, V e F. d) F, V, F e V. e) V, V, F e F. 2. Todo sistema é formado pelo ciclo de entrada, processamento, saída e feedback. Este ciclo tem como funções controlar os resultados do sistema de forma que possam ser atendidas as metas definidas. Diante dessa informação, assinale a alternativa correta: a) Entrada é responsável pela transformação de insumos em produtos. b) Saída é responsável pela captação e reunião de elementos que são transfor- mados em produtos. c) Processamento é a transferência de elementos produzidos durante o ciclo do sistema até seu destino final. d) Feedback é a informação obtida no início do ciclo do sistema antes deste ser finalizado. e) Saída é responsável pela transformação de insumos em produtos. 47 3. Os sistemas de Informação, segundo O’Brien (2004, p. 6), são “um conjunto or- ganizado de pessoas, hardware, software, redes de comunicações e recursos de dados que coleta, transforma e dissemina informações em uma organiza- ção”. Diante dessa informação, leia as afirmações a seguir: I. Recursos de rede são os meios de comunicação, acesso a redes e software de controle. II. Recursos de software são programas: sistemas operacionais, planilhas ele- trônicas, processadores de textos e programas de folha de pagamento. III. Recursos de dados computadores, monitores de vídeo, unidades de disco, impressoras e scanners. IV. Recursos de hardware, analistas de sistemas, programadores e operadores de computador. Assinale a alternativa que apresenta as afirmativas corretas. a) Somente a afirmativa I está correta. b) Somente as afirmativas I e II estão corretas. c) Somente as afirmativas III e IV estão corretas. d) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas. e) Todas as afirmativas estão corretas. 4. O’Brien (2004, p. 24) nosexplica que “o papel dos sistemas de apoio às opera- ções de uma empresa é processar transações eficientemente, controlar proces- sos industriais, apoiar comunicações e atualizar bancos de dados da empresa”. Com base nessa informação, marque V para verdadeiro e F para falso nas sen- tenças a seguir: )( Sistemas de apoio ao processamento de transações processam dados re- sultantes de operações empresariais. )( Sistemas colaborativos monitoram e controlam processos industriais. )( Sistemas de controle de processos apoiam equipes, grupos de trabalho, bem como comunicações e colaboração nas empresas. )( Sistemas de apoio ao processamento de transações monitoram e contro- lam processos industriais. 48 Assinale a alternativa correta: a) V, V, V e F. b) F, F, F e V. c) V, F, V e F. d) F, V, F e V. e) V, F, F e F. 5. Uma das diversas funções dos sistemas de informação é processar dados em informação. Para que essa informação seja útil, é necessário, no entanto, que ela tenha alguns atributos, caso contrário, a informação perde seu valor. Dian- te dessa informação, assinale a alternativa correta a respeito dos atributos da informação. a) Um atributo importante da informação está relacionado à sua facilidade de acesso, de modo que uma baixa facilidade de acesso pode auxiliar na velo- cidade com que uma decisão seja tomada. b) A velocidade da informação é um outro atributo relevante, uma vez que esta deve ser fornecida no tempo necessário à resolução de um problema. c) O atributo de qualidade da informação é uma característica que, por seu caráter subjetivo, não tem tanta importância. d) A informação deve sempre ser atual, portanto, o atributo atualidade é fun- damental, tendo em vista que toda informação antiga é inapropriada. e) A informação deverá conter não só o que for importante, uma vez que o atributo economia é fundamental no processo de análise de informação. 49 A FORD E A UPS LOGISTICS: O VALOR PARA OS NEGÓCIOS DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO A Ford Motor Company e a UPS Logistics perceberam ganhos de produtividade seis me- ses antes do esperado, com um sistema de informação projetado para tornar a entrega de carros e caminhões novos mais rápida e confiável. A Ford adotou um software aplica- tivo de logística de propriedade da UPS Logistics, uma divisão da United Percel Service, Inc., a maior companhia de entregas de pacotes do mundo. Ela substituiu um grupo de sistemas e processo manuais locais que não pode fornecer aos gerentes da Ford um relato completo sobre o estado de seus carros e caminhões enquanto estes se dirigem a concessionárias locais da Ford nos Estados Unidos e no Canadá. Em fevereiro de 2000, a Ford começou a trabalhar com a UPS Logistics num esforço que já reduziu quatro dos 14 ou 15 dias do ciclo típico necessário para deslocar um veículo de uma unidade industrial para uma concessionária. Fazendo isso, a Ford também viu o valor de seu estoque de veículos encolher em US$ 1 bilhão, o que, por sua vez, esperou- -se reduzir os cursos de manutenção de estoques em US$ 125 milhões, de acordo com os funcionários do fabricante de autos. A meta final das duas companhias é diminuir tempo de entrega em mais dois dias – para um total de seis – e eles estão quase conse- guindo. No passado, a Ford dava às suas concessionárias locais datas de entrega calculadas que não eram precisas. Essas datas eram, então, passadas para os clientes que estavam aguardando. Além disso, os atrasos da ferrovia ou dos transportes por caminhão altera- riam mais os prazos. No final, a Ford não tinha um bom controle sobre o estado de seus veículos em trânsito. “Uma vez que o tivesse despachado, não poderíamos dar uma data precisa, apenas um número aproximado de dias, quanto qualquer um poderia vê-lo ou saber onde estava”, diz Taylor. “Agora podemos”. Por exemplo, Pete Greiner, proprietário da concessionária Greiner da Ford em Casper, Wyoming, diz que começou a ver melhores previsões de entrega seis meses após o iní- cio do processo. Antigamente, ele falaria para os clientes em espera que seus carros e caminhões chegariam dentro de um certo número de dias. Às vezes, isso não era bom o suficiente. “Tivemos consumidores que ficaram tão frustrados porque tinham férias ou viagens de caça se aproximando e disseram: ‘Se você não puder conseguir o caminhão a tempo, eu vou a outro lugar’”, conta Greiner. “Agora podemos dizer aos clientes: ‘Acre- ditamos firmemente que seu caminhão estará aqui em 25 de agosto’, e, caramba, ele chega mesmo”. A maioria dos sistemas tradicionais da Ford para localizar a entrega de veículos era de soluções momentâneas locais que não davam para a companhia uma visão unificada dos eventos. De fato, grande parte das informações utilizadas para localizar veículos era escrita em papel. O novo sistema online da Ford localiza carros e caminhões por meio de um número de identificação de veículo (NIV). Os funcionários da UPS Logistics e da Ford, assim como as pessoas nas estradas de ferro e companhias de transportes rodoviários, que levam veículos da Ford, utilizam computadores portáteis para ler o código de barras 50 de cada NIV, enquanto o veículo segue de uma fábrica por trem ou por caminhão para uma concessionária. Executivos, tanto da UPS Logistics, sediada em Atlanta, e da Ford, recusaram-se a fazer um comentário sobre quanto o projeto custou. Contudo, 120 pessoas se envolveram: 93 da UPS Logistics e 27 da Ford. Paralelamente às mudanças de tecnologia, a reorganização dos processos pessoais de companhias ao longo da cadeia de distribuição também tem ajudado a melhorar o de- sempenho na entrega. Por exemplo, a Ford persuadiu algumas de suas 6.000 conces- sionários a ampliar as horas durante as quais recebem e descarregam novos veículos. Anteriormente os negociantes recebiam os veículos de segunda à sexta-feira, das 9 às 17 horas, quando a maioria do pessoal de seus escritórios e da manutenção estava traba- lhando. Agora, muitos negociantes locais alteraram suas jornadas de trabalho de forma a poder receber entregas à noite e nos fins de semana. A UPS Logistics ajudou a Ford nas ferrovias e nas rotas de transportadoras rodoviárias. A UPS Logistics monitora o trânsi- to em escritórios ferroviários e fora deles, no campo, diz Andy Gonta, vice-presidente de despachos de automóveis da Canadian National Railrod Co., em Montreal, Canadá. Antes, uma remessa de carros e caminhões “chegaria numa fábrica numa sexta-feira a pararia até segunda-feira, assim como os veículos que chegassem no sábado ou no do- mingo”, explica Gonta. “Demoraria até quarta-feira para que você conseguisse retirá-lo”. A próxima inovação no programa de trabalho da Ford: um aplicativo de rede projetado para possibilitar às concessionárias locais localizarem, em tempo real, veículos específi- cos em trânsito. O sistema permite aos concessionários obter dados de muitos sistemas industriais finais diferentes da Ford, juntá-los com informações de transportadoras por ferrovias e estradas de rodagem e selecioná-los num sistema de middleware* que orga- niza a informação e a torna disponível na web, acessível online. Finalmente, diz Taylor que o sistema é “muito semelhante” ao aplicativo de acompanhamento de pacotes da UPS, existente na Internet. Fonte: O’Brien (2004, p. 36). *Middleware é uma camada de software entre a rede e os aplicativos. Este software for- nece serviços como identificação, autenticação, autorização, diretórios e segurança. Na Internet atual, os aplicativos, geralmente, precisam eles mesmos fornecer esses serviços, o que os levam a competir gerando padrões incompatíveis. Os middlewares promovem a padronização e a operacionalidade, tornando os aplicativos de rede muito mais fácil de usar. Material Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR Sistemas de Informação Gerenciais - 11ª edição Kenneth C. Laudon e Jane Price Laudon Editora: Pearson Sinopse: Sistemas de informação gerenciais traz ferramentas valiosas para que profissionais de Administração, Sistemas de Informação, Ciências Contábeis, Engenharia da Computação e Engenharia de Produção atinjam as metas corporativas, tais como excelência operacional, desenvolvimento de novos produtos e serviços, melhoria na tomada de decisões e conquista de vantagem competitiva. Esta obra apresenta uma ampla gama de estudos de caso e exemplos reais, com diversos exercícios e uma apresentação teórica clara. Aborda temas variados, como social business, ferramentas de mídias sociais, tecnologia móvel e serviços baseados em localização, computação em nuvem, big data, comércio eletrônico, dentre outros. O Quinto Poder Ano: 2013 Sinopse: ao fundar o polêmico site WikiLeaks, Julian Assange conta com o apoio do amigo Daniel Domscheit-Berg. O objetivo da página é fornecer uma plataforma para que denunciantes, anonimamente, exponham segredos do governo e crimes corporativos. Com o crescimento do site, a dupla logo passa a dar mais furos noticiosos do que a mídia convencional. O grau de infl uência de Assange aumenta, e a relação entre os dois amigos acaba bastante abalada. O site olhar digital é uma página que trata a respeito de tecnologia e possui um acervo imenso de vídeos muito interessantes, além de reportagens a respeito de tecnologia. É uma excelente forma para se manter atualizado. Web: <https://olhardigital.com.br/>. REFERÊNCIAS BATISTA, E. O. Sistemas de Informação: o uso consciente da tecnologia para o ge- renciamento. São Paulo: Saraiva, 2006. CÔRTES, P. L. Administração de sistemas de informação. São Paulo: Saraiva, 2008. LÉVI-STRAUS, C. [1972]. Structuralism and Ecology. Conferência republicada no Le regard éloigné. Paris: Plon, 1983, p. 143-166. MATTOS, A. C. M. Sistemas de informação: uma visão executiva. São Paulo: Saraiva, 2005. O’BRIEN, J. A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da inter- net. São Paulo: Saraiva, 2004. GABARITO 53 1) Alternativa C. 2) Alternativa C. 3) Alternativa B. 4) Alternativa E. 5) Alternativa B. GABARITO U N ID A D E II Prof. Me. Danillo Xavier Saes Prof. Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque Prof.ª Me. Márcia Pappa COMÉRCIO ELETRÔNICO Objetivos de Aprendizagem ■ Expor o conceito de comércio eletrônico. ■ Entender a estrutura de um sistema de e-commerce. ■ Estudar os tipos de e-commerce. ■ Mostrar o funcionamento de um sistema de e-commerce. ■ Verificar informações sobre o crescimento do e-commerce no Brasil. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Conceito de comércio eletrônico ■ Estrutura do e-commerce ■ B2B, B2C, C2C e compras coletivas ■ Funcionamento de um site de comércio eletrônico ■ Crescimento do e-commerce no Brasil Conceito de Comércio Eletrônico Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 57 CONCEITO DE COMÉRCIO ELETRÔNICO Comércio! Esta palavra movimenta a nossa economia. Diversos municípios brasileiros têm o comércio como principal setor econômico, que impulsiona o desenvolvimento de inúmeras regiões. Com o passar do tempo, os consumido- res foram se tornando mais exigentes e também conhecedores dos produtos e serviços que pretendem comprar. O acesso à informação proporciona a todas as classes maior possibilidade de se manterem informado sobre novidades e ten- dências a respeito dos mais variados ramos de atividade. Assim como o consumidor evoluiu, as empresas também evoluíram. Como vimos na unidade anterior, os sistemas de informação passam a fazer parte do cotidiano das empresas, pois as tecnologias vêm com o objetivo de otimizar o trabalho e a vida dos empresários, sejam eles micros, sejam eles grandes. O mundo capitalista em que vivemos oferece os mais variados produtos e serviços. Esta oferta vai desde um simples eletrodoméstico para sua cozinha até a realização do sonho pessoal de levar sua família para passear 20 dias pela COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E58 Europa. O consumo de bens e serviços passa por altos e baixos, de maneira que, em alguns anos, as pessoas gastam muito e, em outros, consomem menos. E assim a economia vai girando. As lojas abastecem seus estoques com seus produtos, preparam suas equipes de vendedores, fazem suas divulgações para atrair a atenção dos consumidores e fecham as suas vendas. Esta é uma dinâmica vivenciada pelas empresas do comér- cio. Então, surgem alguns concorrentes, fazendo com que os preços comecem a ser comparados, as facilidades de pagamento são levadas em consideração e o atendimento de qualidade passa a se tornar um diferencial competitivo. É preciso inovar e melhorar diariamente mediante a busca por capacitação e qualificação, permitindo que o trabalho se profissionalize cada vez mais. Muñoz-Seca (2004) explica que o conhecimento é o motor da melhora permanente. Diante da realidade vivenciada pelas pessoas, com o passar do tempo, as empresas identificaram formas de tentar se aproximar ainda mais dos seus clien- tes e de se superar diante da concorrência que, a cada dia, torna-se mais acirrada. Com a popularização da Internet e a facilidade de acesso à tecnologia, os comer- ciantes passam a contar com novas possibilidades para os negócios, não apenas como uma ferramenta que irá facilitar o seu dia a dia de trabalho, mas como uma forma de proporcionar o aumento das chances de crescimento por meio da conquista de novos mercados. Mediante a Internet, as fronteiras territoriais são quebradas, proporcionando, além da conquista de novos clientes, a possibi- lidade de ser mais competitivo. No período em que vivemos atualmente, é muito comum falarmos de comér- cio eletrônico ou e-commerce. Com o passar dos anos, as pessoas se acostumaram mais com a ideia de fazer negócio com alguém que não se vê fisicamente. O para- digma de não confiar em uma loja virtual tem sido quebrado e isso é possível de confirmar pelo grande crescimento das vendas feitas pela Internet. Esta realidade começou singela há alguns anos e foi ganhando espaço e con- fiança dos consumidores. No início da Internet, a rede não tinha fins empresariais, era utilizada pelo estado e por universidades como ferramenta de pesquisa e para permitir e facilitar a comunicação. Com o passar do tempo, as empresas começaram a perceber que ela poderia ter finalidades comerciais como forma de crescimento e aumento de receita. Conceito de Comércio Eletrônico Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 59 Posteriormente, com o desenvolvimento da parte visual da Internet, as com- panhias começaram a se inserir nesta grande rede, inicialmente, por meio de páginas com objetivos institucionais como forma de divulgar os produtos e ser- viços oferecidos. Mais adiante, devido à popularização do acesso à rede mundial e também facilidade na obtenção de tecnologia, as organizações passam a perce- ber que é possível oferecer mais do que apenas um lugar onde os clientes entram para ver e conhecer os seus produtos de maneira passiva. Assim, surgem as lojas virtuais e o crescimento do comércio eletrônico mundial e também no Brasil. Catalani et al. (2006, p. 16) faz uma pontuação a respeito do surgimento do uso comercial da Internet: de início, houve até polêmica e resistência da comunidade acadêmica a respeito do uso comercial da rede. Esse fato foi superado pela força das empresas diante do gigantesco apelo que o novo meio oferecia, capaz que era de alcançar milhões de pessoas e, consequentemente, gerar inú- meras oportunidades de negócio. Diante dessa nova realidade, diversas empresas começam a se inserir virtualmente no mercado não apenas para divulgar seus produtos e serviços, mas também para negociá-los com clientes que até então não faziam parte de suascarteiras. É uma nova maneira de fazer negócio e almejar o crescimento da empresa e o aumento dos lucros a serem obtidos. Então, chegando a este ponto, você pode se questionar: é vantajoso fazer compras pela Internet? Será que essa tendência fará com que as lojas físicas desapareçam? Lojas serão extintas? Acredito que seja muito pretensioso afir- mar. Realmente, eu não acredito nisso. Agora, sobre vantagens e desvantagens de comercializar produtos pela rede mundial, isso depende muito do ponto de vista de cada um e também do tipo de produto ou serviço que você estará adquirindo. Se você já tem o hábito de fazer compras em lojas virtuais, deve ter percebido que, em inúmeras categorias de produtos, a diferença de valor é considerável. O fator preço é algo que leva muitos consumidores a optarem pela compra ele- trônica, pois acabam economizando um bom valor fazendo esta opção. Não imagine que, pelo fato de uma loja não possuir um ambiente físico, ela não requer investimento, muito pelo contrário. Apesar de não terem gastos com equipe de vendas de balcão, visual de loja, mostruário e outras coisas mais, as empresas de COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E60 e-commerce precisam de investimentos pesados, principalmente em tecnologia, pois a loja em si é um sistema que precisa funcionar 24 horas. Outro ponto importante é a comodidade de escolher o produto desejado sem precisar sair de casa. Nesse momento, enquanto você está lendo este livro, você pode fazer uma pequena pausa, visitar uma loja virtual e comprar um frasco de perfume, ou então, você recebe uma gratificação salarial em seu trabalho e, no mesmo momento, da sua mesa de trabalho, você pode acessar o site de uma agência de viagens e adquirir o tão sonhado pacote para suas férias. Ainda, em uma noite de insônia, é possível aproveitar para registrar seu pedido no site do supermercado para que, no outro dia, o seu jantar esteja garantido. Tudo isso faz parte da nossa realidade de hoje. Sim, é possível fazer compras de supermercado sem sair de casa. O único detalhe é que você pode gostar de um tomate mais maduro, e a pessoa que irá separar seu pedido pode gostar dele mais verde. Sinceramente, nesse caso, eu ainda prefiro fazer a feira com minha família! Existe uma grande variedade de aplicações de comércio eletrônico. Da maneira mais simplista, o (e-commerce) é utilizado para realizar a troca eletrô- nica de informações entre as partes sem utilizar o papel para fazer isso. Alguns exemplos são: o correio eletrônico, a transferência eletrônica de fundos e outras tecnologias similares. Com o passar do tempo, o termo e-commerce passa a ter um novo enfoque on-line para desempenhar funções tradicionais que vão mais além dessas já citadas. Assim, com o crescimento do comércio eletrônico (e-commerce), temos aplicações que controlam estoques, cuidam da logística, exibem catálogos ele- trônicos, controlam pedidos e também são utilizadas para o desenvolvimento de ações de marketing e publicidade. Tais funções agem como iniciadores para um ciclo de gerenciamento de um pedido completo (ALBERTINI, 2000). Conceito de Comércio Eletrônico Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 61 No decorrer desta unidade, apresentaremos assuntos específicos sobre o e-com- merce de forma a esclarecer suas funcionalidades para que você, futuro gestor, possa utilizar esses conhecimentos de forma a contribuir para o crescimento da empresa em que estiver inserido. O QUE É COMÉRCIO ELETRÔNICO (E-COMMERCE)? Como pontuamos na introdução do nosso livro, há muita confusão entre as definições de comércio eletrônico (e-commerce) e e-business (EB). Conforme explicado, o e-commerce (comércio eletrônico) faz parte do e-business (negócio eletrônico). É a negociação de compra e venda por um meio eletrônico, no caso, a Internet, mas vai um pouco além. Este tipo de sistema envolve não apenas a Considera-se que o termo Comércio Eletrônico é um conceito guarda-chu- va, ou seja, integra uma série muito ampla de novas e velhas aplicações. (Alberto Luis Albertini) O e-commerce brasileiro deve crescer 15% em 2018 em relação ao mesmo período do ano passado, com previsão de faturamento de R$ 69 bilhões. O ano pode registrar mais de 220 milhões de pedidos nas lojas virtuais, com um tíquete médio de R$ 310. Em 2017, o e-commerce obteve faturamento de R$ 59,9 bi e fechou com 203 milhões de pedidos e um tíquete médio de R$ 294. Os dados são da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (AB- Comm). Para saber mais, acesse: <https://www.ecommercebrasil.com.br/ noticias/e-commerce-deve-crescer-15-em-2018-e-chegar-a-r-69-bi-de-fa- turamento/>. Fonte: E- Commerce Brasil (2018, on-line)1. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E62 negociação, mas os processos que se relacionam a ela, como atendimento, marke- ting, sistema de logística, pagamento de produtos, dentre outros. De acordo com Albertini (2000, p.15), o comércio eletrônico “é a realização de toda a cadeia de valor dos processos de negócio num ambiente eletrônico, por meio da aplicação intensa das tecnologias de comunicação e da informação, atendendo aos objetivos de negócio”. Ainda para O’Brien (2004, p. 244), “o e-commerce envolve a realização de uma ampla variedade de processos empresariais para apoiar a compra e a venda eletrônica de bens e de serviços”. O comércio eletrônico (e-commerce) se baseia, principalmente, na negociação de compra e venda, mas você pode perceber com as definições que, para que uma venda seja efetivada, existem diversos proces- sos que a rodeiam. Por isso, um sistema de comércio eletrônico (e-commerce) engloba as realidades pontuadas de forma que possa controlar todo o processo para que o cliente possa se sentir satisfeito. ESTRUTURA DO COMÉRCIO ELETRÔNICO (E-COMMERCE) Hoje, as atividades de negócios feitas pelo meio eletrônico são constituídas e baseadas na estrutura da Internet, utilizando as ferramentas de tecnologia da informação e comunicação. Albertini (2000, p. 20) relaciona alguns pontos que consideramos importantes para que essa infraestrutura tenha um bom funcio- namento em um sistema de comércio eletrônico, são eles: Estrutura do Comércio Eletrônico (E-Commerce) Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 63 Figura 1 - Infraestrutura para um comércio eletrônico Fonte: o autor. Observe os componentes citados e perceba que é bem simples de entender. O consumidor de hoje quer facilidades para adquirir seus bens e serviços, então, precisamos proporcionar a ele esta sensação de bem-estar no processo de com- pra e venda. Também é necessário mantermos um canal de comunicação com os clientes, mesmo em uma loja física, isso é uma forma de mantê-los informados sobre suas novidades e lançamentos e de também ter um histórico, para quando for necessário, obter algum tipo de informação importante. Ainda, uma loja virtual precisa pensar em criar uma experiência positiva para o visitante, pois é preciso lembrar que seu cliente está apenas a um clique de distância do seu concorrente. Assim, proporcionar ao cliente virtual essa agradável experiência irá mantê-lo dentro da sua loja virtual por mais tempo e, consequentemente, aumentando as chances de ele gastar um pouco mais. Essa comunicação é um fator importantíssimo em um site de e-commerce. O último ponto colocado pelo autor é chamado de Infovia, ou seja, é o meio pelo qual o cliente se comunica com a loja eletrônica, esse meio nada mais é do que a pró- pria Internet. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E64Albertini (2000) ainda afirma que existem dois pilares que oferecem suporte para as aplicações e infraestrutura para um sistema de comércio eletrônico, são eles: ■ Políticas Públicas: para aspectos como acesso universal, privacidade e modelo de preço de informação. ■ Padrões Técnicos: como forma de ditar a natureza da publicação de informações, interfaces de usuário e transporte no interesse de compati- bilidade pela rede inteira. O autor pontua que, para termos um melhor entendimento da integração des- ses componentes da infraestrutura, podemos fazer uma comparação com um negócio de transporte tradicional. Ele menciona que qualquer aplicação de e-com- merce de sucesso necessitará da infraestrutura da Infovia, da mesma forma que um comércio tradicional precisa das estradas para transportar as mercadorias de um lugar para outro. Infovia é uma estrutura que está em constante construção, sendo ela uma mistura de estrada de dados interconectados de diversas formas, como fios de telefone, cabos de TV, sinais de rádio, celular e satélite. Essa Infovia também adquire rapidamente novos sistemas de acesso local e também infovias meno- res. Tudo isso resume o fluxo da comunicação entre os usuários e os sistemas de comércio eletrônico. B2B, B2C, C2C E COMPRAS COLETIVAS Com o crescimento das compras virtuais, as lojas eletrônicas ganharam força e começaram a atingir um público cada vez maior e mais diversificado. Assim, também surgiram diferentes categorias de comércio eletrônico, que possuem B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 65 funcionamento similar, mas focadas em públicos distintos ou com formas dife- rentes de abordar o mesmo público. As tecnologias que temos disponíveis atualmente fizeram uma verdadeira revolução na forma de se trabalhar e utilizar os computadores, deixando apenas de armazenar e processar informações, sendo utilizadas como ferramentas de comunicação, proporcionando a interatividade por meio da conexão pela rede, tornando-se mecanismos de disseminação da informação, colaboração e intera- ção. Tudo isso independentemente da sua localização geográfica. A tecnologia faz com que os canais de comunicação entre partes (especial- mente empresas com seus clientes, passem a ser digitais, oferecendo um universo de novas possibilidades, tanto para empresas como para os próprios clientes (CATALANI et al., 2006). Esta talvez tenha sido a maior revolução de todas. O comércio eletrônico e suas diferentes maneiras de realizar transações possi- bilitou, por exemplo, que pessoas possam, dentro de suas casas, competir com grandes varejistas, e ainda tendo uma vantagem significativa, seu custo opera- cional é infinitamente menor. B2C - BUSINESS TO CONSUMER (EMPRESA PARA CONSUMIDOR) Esse é o tipo de comércio eletrônico (e-commerce) mais comum. São as lojas virtuais cujas propagandas nós estamos acostumados a ver e nas quais realiza- mos nossas compras. Este é o tipo de negócio que o empresário precisa dar muita atenção a diversos pontos para que seja realmente de sucesso. O que chama atenção é a quantidade de empresas “reais” que ainda não ade- riram ao comércio eletrônico, principalmente do tipo B2C. Se você ainda tem dúvidas a respeito de colocar, ou não, o seu negócio para vender pela Internet, ou até mesmo iniciar um negócio do tipo loja virtual, dê uma olhada nos dados a seguir. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E66 Gasto global do e-commerce por categoria Com base nas mais recentes publicações mensais a respeito do gasto em e-commerce ao redor do mundo e em dólares americanos. Moda e beleza Mídia física e eletrônicos Alimentação e cuidados pessoais Móveis e utensílios US$408.0 Bilhões US$359.4 Bilhões US$139.8 Bilhões US$225.5 Bilhões US$341.5 Bilhões US$212.7 Bilhões US$11.2 Bilhões US$52.5 Bilhões Brinquedos e hobbies Hospedagem e viagem Música digital Jogos eletrônicos Figura 2 - Consumo mundial em dólares na modalidade B2C no período mensal entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018 Fonte: Kemp (2018, on-line, tradução nossa)2. Ficou animado com os dados, não é mesmo? Não pense, porém, que uma loja virtual fará com que você trabalhe menos ou não precise investir em estoque, visual etc. Lembre-se que uma loja eletrônica está aberta 24 horas, precisa ter os produtos disponíveis o mais rápido possível para atender os clientes e tam- bém precisará de um “visual virtual”, que é o layout, bastante atraente para que o seu visitante se sinta confortável em ficar o máximo de tempo possível dentro da sua loja, afinal, ele está a apenas um clique de distância de inúmeros concor- rentes. Já pensou nisso? O’Brien (2004, p. 244) explica que “as empresas precisam desenvolver praças de mercado eletrônico atraentes para seduzir seus consumidores e vender produ- tos e serviços a eles”. Esse tipo de loja deve se preocupar muito com isso, pois é uma maneira de se aproximar seu cliente e de causar uma boa experiência a ele desde o momento da entrada no website. B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 67 Com o passar do tempo, as lojas virtuais se tornaram mais dinâmicas e criati- vas, fugindo apenas daquela exposição eletrônica de produtos e proporcionando ao consumidor virtual facilidade, comodidade, confiança e simplicidade no momento de realizar suas compras. Existem lojas que possuem uma vendedora virtual que serve como uma ajudante. Num mercado em que a tecnologia está inserida em grande parte do processo e está disponível a todos os concorrentes, é preciso utilizar tal tecnologia com criatividade para tirar o melhor proveito dela e aumentar os resultados. Além da aparência, é muito importante também a preocupação com a segu- rança das informações. Catalani et al. (2006, p. 63) enfatiza que “o sucesso do comércio eletrônico depende do uso correto de tecnologias de segurança”. Nenhum de nós, em sã consciência, quer ter problemas de fraude com o cartão de crédito, por exemplo, na fatura do próximo mês, vir uma conta a ser paga pela compra de uma TV 50’’ que você não realizou. Para isso, é necessário que uma loja vir- tual faça investimentos que proporcionem o conforto de uma compra segura para seus consumidores. Hoje, mesmo em estabelecimentos comerciais tradicionais, corremos o risco de ter problemas com a segurança da nossa informação. Eventualmente, vemos no noticiário que cartões de crédito foram clonados, ou que informações vaza- ram de um banco de dados de uma determinada empresa. Infelizmente, estamos sujeitos a esse tipo de situação, tanto na loja física como na loja virtual. Como afirma Catalani et al. (2006, p. 63), “os riscos de um cliente de comércio eletrônico ter seus dados expostos são diferentes dos riscos oferecidos pelas lojas físicas”. A autora explica que, para lidar com situações de risco de fraude e vaza- mento de informações, existem diversos sistemas de segurança considerados O Comércio Eletrônico B2C permite que a organização diminua a quantida- de de intermediários, possibilitando a redução de preços. (Emerson de Oliveira Batista) COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E68 “extremamente eficazes”, pois, por meio deles, são implementadas táticas e téc- nicas que cuidam da integridade física dos computadores, havendo igualmente, uma preocupação em relação a como os dados trafegam pela Internet. Tudo isso, meu amigo, inclui bons investimentos em hardware e software por parte do comerciante virtual para que o nível de segurança seja alto e trate com zelo as informações transmitidas pelo usuário deste sistema. Agora, temosum outro problema com a segurança. De nada adianta uma empresa investir milhões em sua loja virtual, preocupando-se com a segurança e integridade das informações do seu cliente, se esse mesmo cliente acessa a loja eletrônica de um computador público, como de uma lan house. Temos que tomar muito cuidado com isso, pois em computadores que mui- tas pessoas têm acesso, corremos um risco muito grande, afinal, não sabemos quem esteve naquela máquina antes de nós e se alguma pessoa deixou instalado algum tipo de programa malicioso que pode capturar os dados digitados (inclu- sive login e senha) e enviar por e-mail para ela mesma! Ficou assustado(a) com isso? Que bom! Pode nos servir de alerta, pois esse tipo de ação é possível de ser feita. Então, muito cuidado! A melhor segurança é a prevenção. B2B - BUSINESS TO BUSINESS (EMPRESA PARA EMPRESA) Este tipo de e-commerce possui um funcionamento similar ao B2C, porém, ao invés de envolver um consumidor final que compra e uma empresa que vende, ele proporciona comunicação e negociação entre duas empresas. O’Brien (2004, p. 244) explica que “esta categoria de e-commerce envolve mercados eletrônicos e ligações diretas de mercado entre empresas”. Além de ser um site no qual uma empresa compra de outra, de acordo com Batista (2006), este tipo de e-commerce também pode ser um portal B2B, sendo esta ferramenta uma facilitadora de transações comerciais entre empresas, bus- cando produtos, bens e serviços em vários fornecedores que participam desse contexto. Esta ferramenta pode oferecer oportunidades para viabilizar finan- ciamentos de operações e providenciar a melhor opção de logística para que a mercadoria adquirida chegue até o seu destino. Tudo isso proporciona redução B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 69 de custos para os dois lados envolvidos. Este site oferece uma integração efetiva com os participantes da cadeia comercial e também disponibiliza informações atualizadas sobre os produtos. Segundo este mesmo autor, a utilização de um Portal B2B permite: ■ A integração com outras empresas em uma comunidade de negócios. ■ A criação de um ambiente de relacionamento e troca de informações entre os parceiros de negócio. ■ Às empresas, estar na dianteira dos processos de compra e venda pela Web, sem a necessidade de arcar com os custos e riscos estabelecidos pela res- ponsabilidade de ter um site de comércio eletrônico próprio (BATISTA, 2006, p. 104). Veja, a seguir, algumas vantagens para se utilizar uma ferramenta de comércio eletrônico do tipo B2B (BATISTA, 2006): ■ Menor custo de compras e menor volume de estoques. ■ Maior eficiência, simplicidade, flexibilidade e agilidade no processo de compra. ■ Acesso instantâneo a uma grande variedade de produtos e serviços ofe- recidos por ampla variedade de fornecedores. ■ Acesso rápido a informações técnicas e assistência. ■ Flexibilidade na comparação de preços, condições de pagamentos e pra- zos de entrega. ■ Facilidade na negociação entre fornecedores. ■ Garantia de seriedade e honestidade dos parceiros comerciais e cumpri- mento dos prazos de entrega. De forma geral, o objetivo de um e-commerce B2B é estreitar laços entre os par- ceiros de negócios e reduzir custos para ambas as partes. Assim, as oportunidades de negócios entre as empresas envolvidas aumentam, e os empresários passam a melhorar seus retornos financeiros com o fato de economizar em alguns processos. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E70 TIPOS DE NEGÓCIOS B2B De acordo com Batista (2006), existem quatro tipos de negócios B2B diferentes, conforme demonstrado na tabela a seguir: Tabela 1 -Tipos de Negócio B2B TIPO DE NEGÓCIO DESCRIÇÃO EXEMPLOS Canal Eletrônico Websites que permitem transações eletrônicas usando a Internet, subs- tituindo o antigo EDI (Intercâmbio Eletrônico de Dados). Pão de Açúcar; Dell Computer; Connectmed. E-marketplace Websites que agrupam clientes e fornecedores num mesmo ambiente virtual, facilitando a negociação em tempo real. Mercado Eletrônico; Construservice; AliExpress; Wish. E-procurement Websites que realizam a cotação on-line de produtos com vários for- necedores, fechando a transação com a ajuda de um Sistema de Gestão Empresarial (ERP). Mercado Eletrônico; Rede Cotação; Minuto Seguros. Apoio Logístico Websites que fornecem serviços de apoio logístico, como entrega e esto- cagem de produtos. Nimbi; NetEnvios. Fonte: adaptado de Batista (2006, p. 105). Jovens criam site para acelerar negócios entre pequenas empresas. Para saber mais, acesse: <https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2012/06/26/ jovens-criam-site-para-acelerar-negocios-entre-pequenas-empresas.htm>. Fonte: o autor. B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 71 C2C - CONSUMER TO CONSUMER (CONSUMIDOR PARA CONSUMIDOR) Essa categoria de comércio eletrônico faz parte da realidade de negociação direta entre consumidores, que podem vender e comprar produtos e serviços entre si. Pode ser feito por meio de um site de leilão online, tornando esse modelo de e-commerce uma importante estratégia de negócio. A propaganda pessoal ele- trônica de produtos e serviços para compra e venda em sites, jornais eletrônicos, portais etc., também é uma importante forma de realizar o C2C (O’BRIEN, 2004). Imagine que você é um artista plástico e quer divulgar suas esculturas na Internet, então você cria um blog para divulgar suas criações. A interação com possíveis clientes começará a surgir. Passando o tempo, você fará suas vendas por intermédio dessa ferramenta, mesmo que não utilize um sistema de emis- são de boleto bancário ou cartão de crédito. Você está fazendo a negociação pelo blog com outra pessoa, você se insere na categoria C2C. No Brasil, um exemplo de página que se encaixa nesta categoria é o Mercado Livre. Segundo informações divulgadas pela própria empresa, ela teve suas ope- rações iniciadas em 1999 com o passar do tempo, novidades foram lançadas aos usuários, aumentando sua aceitação. Em 2002, mais consolidada, a empresa começa a cobrar pelos anúncios em destaque, o que não fazia até então e, a partir de 2004, a cobrança é para qual- quer tipo de anúncio, mesmo que não seja em destaque. Com o tempo, implanou sistemas de segurança e de cobrança, o chamado Mercado Pago, mais uma fer- ramenta para proporcionar garantia para as partes envolvidas na negociação. No ano de 2007, implanou uma ferramenta de comparação de preços como um atrativo diferenciado para o usuário. Neste mesmo ano, abriu seu capital na Bolsa Eletrônica de Nova Iorque, Nasdaq. Além do Brasil, o Mercado Livre tem operações na Costa Rica, no Panamá, na República Dominicana, na Argentina, no Chile e na Colômbia. Em 2017, a empresa superou marca de 211 milhões de usuários registrados na América Latina e alcançaram uma receita líquida de 1,4 bilhões de dólares. São 10 milhões de vendedores e 34 milhões de compradores ativos. Ainda, segundo o Mercado Livre, ele é hoje a maior empresa de e-com- merce do Brasil. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E72 Figura 3 - Sites de e-commerce mais acessados no Brasil em 2017 Fonte: Mercado Livre (2018, on-line)3. Veja, a seguir, o seu funcionamento: Figura 4 - Funcionamento do Mercado Livre Fonte: adaptado de ([2018], on-line)4. B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 73 COMPRA COLETIVA - OS NOVOS PORTAIS DE DESCONTOS Esta modalidade decomércio eletrônico surgiu no Brasil em 2008. Teve um período de intenso crescimento e conquistou seu espaço com resultados bas- tante lucrativos. O funcionamento é bem simples, o site de compra coletiva fecha com uma empresa qualquer uma oferta de um determinado produto ou serviço, em que este será oferecido por um curto período de tempo, com um valor bastante atra- tivo e com uma regra simples de que uma quantidade mínima de pessoas precisa adquirir a oferta para que ela seja ativada. Após a finalização do período e a ati- vação da oferta, os compradores recebem, por e-mail, um cupom que devem apresentar impresso na empresa onde consumirão o produto e retirarão o serviço. É importante salientar que as empresas que anunciam suas ofertas em sites de compra coletiva não precisam, necessariamente, ter um sistema de comércio eletrônico. Geralmente, empresas que utilizam este tipo de serviço têm por obje- tivo chamar a atenção do cliente por meio do preço anunciado como forma de atraí-lo para seu estabelecimento e, posteriormente, fidelizá-lo. É uma estraté- gia que o empresário precisa calcular bem para que não tenha prejuízo e consiga atender à demanda de consumo, caso isso não ocorra, o prejuízo pode ser grande com as reclamações que podem surgir por parte dos consumidores. Com o crescimento em baixa, Peixe Urbano e Groupon Brasil anunciam fu- são. Esse é o título da reportagem explicando porque os dois maiores sites de compra coletiva do Brasil decidiram se juntar. Para saber mais, acesse: <http://www.meioemensagem.com.br/home/ultimas-noti- cias/2017/11/27/groupon-adquire-peixe-urbano.html>. Fonte: o autor. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E74 Foi justamente o que aconteceu, muitos problemas entre consumidores e for- necedores fizeram com que o mercado de compras coletivas entrasse em crise e precisasse ser revisto. Principalmente porque o brasileiro, diferente do nor- te-americano, não tem a cultura da compra e venda com cupons de desconto, mas esse período de crise serviu para as empresas de compra coletiva se rein- ventarem e mudarem seu foco, passando a atuarem como portais de desconto. A situação econômica do Brasil, a partir de 2016, favoreceu a busca por cupons de desconto pelos consumidores, afinal, crise é oportunidade. OUTROS TIPOS DE E-COMMERCE A seguir, pontuaremos outros tipos de e-commerce para que você também fique por dentro dessas categorias: ■ Business to Employee (B2E): pode ser traduzido para “negócio com o cola- borador”. De acordo com Batista (2006), esse é um tipo de transação do comércio eletrônico considerado uma linha intermediária entre o B2B e o B2C. Quando empresas começaram a construir suas intranets, esses sites são utilizados para a comunicação interna da organização e também para o envio de instruções administrativas. O autor coloca que, à medida que a empresa avança em seus negócios online, as linhas se confundem entre comunicação da empresa com os funcionários e suas atividades de comér- cio eletrônico. Também é uma forma de os funcionários disseminarem O usuário que frequentemente faz compras em lojas online pode econo- mizar até R$ 4.733 por ano utilizando cupons de desconto. Para saber mais, acesse:<http://economia.estadao.com.br/noticias/releases-ae,segundo-le- vantamento-procura-por-cupons-de-desconto-online-correspondeu-a-cer- ca-de-50,70001702415>. Fonte: o autor. B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 75 informações entre si por meio de seu rápido compartilhamento. ■ Business to Management (B2M): esta modalidade de e-commerce se rela- ciona às transações entre empresas e organizações do governo. Mesmo sendo uma categoria recente, possui possibilidade de expansão rápida pelo fato de o governo utilizar suas operações para despertar o cresci- mento do comércio eletrônico. O funcionamento é bem simples, sendo que o fornecedor deve cadastrar seus produtos e valores no portal do governo, que fará as licitações e efetuará a compra pelo meio eletrônico (BATISTA, 2006). ■ Social Commerce (S-Commerce): sabemos da força que as redes sociais, como Facebook e Instagram, têm no Brasil e no mundo. A disseminação de informações por esse grande quintal virtual, chamado de rede social, é incrível. As pessoas compartilham fotos, pensamentos, ideologias, ati- vidades e fofocas. Observe a imagem a seguir: Usuários ativos das redes sociais no mundo Com base nas mais recentes publicações mensais dos usuários ativos de cada rede social, em milhões. Facebook Youtube Whatsapp FB Messenger Wechat QQ Instagram Tumblr Qzone Sina Weibo Twitter Baidu Tieba Skype Linkedin Viber Snapchat Reddit Line Pinterest yy Telegram Vkontakte BBM Kakaotalk 2,167 1,500 1,300 1,300 980 843 800 794 568 376 330 300 300 260 260 255 250 203 200 117 100 97 63 49 Redes sociais Data corrigida para 27 de janeiro de 2018 Aplicativos de comunicação/ Messenger/VOIP Figura 5 - Usuários ativos das redes sociais no mundo COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E76 Fonte: Kemp (2018, on-line, tradução nossa)2. Isso mesmo, só o Facebook tem mais de 2 bilhões de usuários espalhados por todo mundo. No Brasil, são 130 milhões de usuários em rede social, sendo que 59% dessas pessoas estão no Facebook. Usuários de mídias Sociais Com base nas mais recentes publicações mensais dos usuários ativos de cada rede social 130.0 Milhões 62% 120.0 Milhões 57% Número total de usuários das mídias sociais ativos que acessam via serviço móvel Número total de usuários das mídias sociais ativos Usuários das mídias sociais em porcentagem do total da população Número total de usuários das mídias sociais ativos que acessam via serviço móvel em porcentagem do total da população Figura 6 - Usuários de Mídia Social. Fonte: Kemp (2018, on-line, tradução nossa)2. Redes Sociais mais ativas Dados com base em pesquisas: os números representam a atividade relatada pelos usuários Youtube Facebook Whatsapp FB Messenger Instagram Google+ Twitter Skype Linkedin Pinterest Snapchat Tumblr 60% 59% 56% 43% 40% 32% 27% 22% 21% 21% 18% 13% Redes sociais Aplicativos de comunicação/ Messenger/VOIP Figura 7 - Mídias Sociais mais ativas B2B, B2C, C2C e Compras Coletivas Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 77 Fonte: Kemp (2018, on-line, tradução nossa)1. Em outras palavras, Facebook e Instagram, que faz parte do mesmo grupo, pos- suem, juntos, 99% dos usuários de rede social do Brasil. Diante dessa realidade, muitas empresas têm utilizado as redes sociais como estratégia de marketing para aproximar ainda mais de seus clientes. Então, por que não compartilhar informações que possam gerar lucro para a empresa? Todo tipo de negócio que é efetuado por uma rede social é chamado de social commerce, se um amigo está recomendando um determinado produto, então, significa que eu posso confiar em sua procedência. Assim tem acontecido com essa tendência do comércio eletrônico. Um estudo divulgado no site IDGNOW indica que o social commerce alcança a marca de R$ 100 milhões por ano no país. Até 2018, esse tipo de comércio deverá responder por 6% do e-commerce, ou seja, R$ 1,8 bilhão em transações. ■ Mobile Commerce (M-Commerce): mobilidade, essa palavra tem sido enfatizada pelas pessoas da atualidade. Com a popularização de celu- lares e tablets, o termo passa a fazer parte comum do nosso cotidiano. Então, diante dessa realidade, surge o chamado m-commerce, ou comér- cio móvel, que é a realização de uma negociação utilizando dispositivo móvel, como celulares, smartphones ou tablets. Usuários de serviçomóvel x conexões móveis Comparação com o número de usuários de serviço móvel com o número de conexões móveis. 143.0 Milhões 68% 237.7Milhões 113% 1.66 Número total de conexões móveis Número de usuários únicos de serviços móveis (qualquer tipo de dispositi- vo) Penetração de serviços móveis (usuário único x total da população) Média do número de conexões por usuários únicos de serviço móvel Conexões móveis como porcentagem do total da população. Figura 8 - Usuários de smartphones x conexões móveis COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E78 Fonte: Kemp (2018, on-line, tradução nossa)2. Observe, na figura anterior, que existem mais celulares em funcionamento do que a população de brasileiros, são 237 milhões de celulares contra 200 milhões de pessoas e muitos desses celulares são utilizados para fazer compras. Segundo a WeAreSocial (2008), 27% desses celulares foram utilizados em 2017 para fazer compras on-line. O m-commerce vem como um aliado das lojas virtuais, que, com certeza, manterão suas plataformas de e-commerce, mas já pensando em disponibilizar aplicativos específicos para a tecnologia móvel. Também é uma estratégia de se aproximar do cliente e mantê-lo ainda mais informado sobre produtos e lança- mento de promoções. Social commerce, como usar as redes sociais para impulsionar as vendas. Para saber mais, acesse: <http://computerworld.com.br/social-commerce- -como-usar-redes-sociais-para-impulsionar-vendas>. Fonte: o autor. O Poder do M-Commerce M-commerce: o principal driver de crescimento do comércio eletrônico: 1/4 das vendas do e-commerce já é realizada por meio de dispositivos móveis. Para saber mais, acesse: <https://ecommercenews.com.br/artigos/tenden- cias-artigos/m-commerce-o-principal-driver-de-crescimento-do-comercio- -eletronico/>. Fonte: o autor. Funcionamento de um Site de Comércio Eletrônico Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 79 FUNCIONAMENTO DE UM SITE DE COMÉRCIO ELETRÔNICO COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E80 Viu só? O funcionamento é bem simples, apesar de ser um sistema bastante complexo, robusto e repleto de linhas de código. Agora, todas as vezes que você comprar algo em uma loja virtual, ficará mais claro para você os processos pelos quais sua compra passa. Só posso dizer “boas compras”. CRESCIMENTO DO E-COMMERCE NO BRASIL Com o passar do tempo, as pessoas, principalmente os brasileiros, começaram a confiar mais na realização de compras pela Internet. A desconfiança é muito comum, afinal, quando falamos em compra virtual, estamos falando em negociar com alguém sem fazer contato físico direto e isto, no início, causa desconforto para quem irá realizar a compra. É possível perceber, sem citar números de pesquisas sérias, que o comércio eletrônico, no Brasil, tem crescido exponencialmente. Cada vez mais as pes- soas têm acesso à Internet devido à sua popularização, e estão, dessa forma, em busca de alternativas mais práticas para consumir os produtos, os serviços e a opções mais baratas. Comprar virtualmente em nosso país é uma realidade que começa se tornar comum para as pessoas, pois elas começam a perceber que existem empresas sérias e idôneas, as quais é possível confiar e realizar uma negociação, mesmo que virtualmente. É claro que você não deve simplesmente entrar no site blablabla.com.br e passar o número do seu cartão de crédito, muito cuidado com isso. É preciso saber onde e, principalmente, de quem você está comprando. Por isso, é muito importante ter boas referências da loja virtual e isso é muito simples de ser feito. Converse com seus amigos para saber se já compraram da loja e se tiveram ou não problemas. Verifique as opiniões de outros consumidores no próprio site da Crescimento do E-Commerce no Brasil Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 81 loja ou até mesmo nas redes sociais. Tudo isso são ferramentas que proporcio- narão a você confiança maior no momento de fechar negócio com essa empresa. Muito importante também é saber se a loja existe de verdade. Uma dica é verificar se existe um telefone fixo para contato com os clientes, pois esse rela- cionamento de atendimento é essencial caso você venha a ter algum problema com sua compra. As avaliações são muito importantes, já que o comércio eletrônico, no Brasil, deve crescer 15% em 2018, segundo o site E-commerce Brasil: O ano de 2018 pode registrar mais de 220 milhões de pedidos nas lojas virtuais, com um tíquete médio de R$ 310. Em 2017, o e-commerce obteve faturamento de R$ 59,9 bi e fechou com 203 milhões de pedidos e um tíquete médio de R$ 294 (E-commerce Brasil, 2018, on-line)1. Esses dados são confirmados pela figura a seguir, que mostra o gasto do e-com- merce por categoria de produtos. Existe um site, no Brasil, que faz uma avaliação das lojas virtuais do nosso país. Nessa página, é possível obter informações sobre a idoneidade da loja e também ter acesso a opiniões de outros clientes, além de concorrer a prê- mios por participar dessa grande comunidade. O site se chama Ebit, para saber mais, acesse: <www.ebit.com.br>. Fonte: o autor. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E82 Gasto do e-commerce por categoria Valor total anual gasto pelos consumidores de e-commerce Moda e beleza Mídia física e eletrônicos Alimentação e cuidados pessoais Móveis e utensílios US$6.361 Bilhões US$5.165 Bilhões US$1.532 Bilhões US$2.415 Bilhões US$3.209 Bilhões US$4.918 Bilhões US$160 Milhões US$468 Milhões Brinquedos e hobbies Hospedagem e viagem Música digital Jogos eletrônicos Figura 11 - Consumo mundial em dólares na modalidade B2C no período anual entre janeiro de 2017 e janeiro de 2018 Fonte: Kemp (2018, on-line, tradução nossa)1. Percebeu que é muito dinheiro gasto? Bilhões de dólares só com itens de moda e beleza (roupas, perfumes, maquiagem etc.). E a tendência é crescer, como será mostrado na figura a seguir. Crescimento do e-commerce por categoria Valor total anual gasto pelos consumidores de e-commerce Moda e beleza Mídia física e Eletrônicos Alimentação e cuidados pessoais Móveis e utensílios +13% +12% +16% +13% +12% +20% +14% +12% Brinquedos e hobbies Hospedagem e viagem Música digital Jogos eletrônicos Figura 12 - Crescimento do e-commerce por categoria Fonte: Kemp (2018, on-line, tradução nossa)1. Crescimento do E-Commerce no Brasil Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 83 O comércio eletrônico do Brasil segue a tendência de crescimento do mercado mundial e as empresas brasileiras não podem ficar de fora, é preciso encontrar o seu segmento e investir. No decorrer desta unidade, foi possível entender melhor o funcionamento de um sistema de comércio eletrônico e também os diferentes tipos de e-com- merce que existem. De maneira geral, o funcionamento básico de um sistema de e-commerce é o mesmo nas diversas situações. É a negociação entre duas partes que utilizam o meio eletrônico para fechar algum tipo de negócio. Um vende e o outro compra, seja de uma loja para um cliente, seja de uma empresa para outra empresa ou até mesmo entre duas pessoas que negociam entre si. O crescimento das lojas virtuais é nítido. Agora, o que você deve avaliar, como futuro gestor ou administrador, é o potencial que a empresa na qual você está inserido tem para investir nesse setor e também a capacidade que a organização tem de ousar e arriscar em um determinado nicho de mercado.A implantação de uma loja eletrônica requer muito planejamento, da mesma forma que uma loja física, assim como investimentos em tecnologia, pessoal capacitado e um bom sistema para controle de logística. A tendência de as pessoas começarem a utilizar cada vez mais a Internet para fazer compras foi comprovada com os números apresentados no final da unidade. Entrar no comércio virtual pode ser uma forma de sua empresa con- quistar novos mercados e aumentar o seu faturamento, afinal, a rede mundial proporciona para todos nós uma verdadeira quebra de fronteiras. Temos que nos atentar, no entanto, não apenas a sistemas de comércio ele- trônico como forma de proporcionar crescimento da empresa. Muitas vezes, a empresa pode, em determinados momentos, ao invés de aumentar o seu Panorama do e-commerce no Brasil - indicadores estratégicos. A empresa Sorting traz um panorama do crescimento do comércio eletrônico no Brasil no período de 2001 a 2016. Para saber mais, acesse: <https://www.sorting. com.br/panorama-do-e-commerce-no-brasil-indicadores-estrategicos>. Fonte: o autor. COMÉRCIO ELETRÔNICO Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIU N I D A D E84 faturamento, optar por otimizar seus processos para conseguir fazer redução de custos, por exemplo. Para isso, existem outros sistemas de informação que são voltados a uma realidade mais abrangente, os chamados e-business, que se caracterizam mais como um modelo de negócio, mas isso é assunto para a nossa próxima unidade. • Comércioeletrônico: é a realização de toda a cadeia de valor dos proces- sos de negócio em um ambiente eletrônico, por intermédio da aplicação intensa das tecnologias de comunicação e da informação, atendendo aos objetivos de negócio. • Estrutura do e-commerce: é constituída por serviços de negócios co- muns para facilitar o processo de compra e venda; distribuição de men- sagem e informação como uma forma de enviar e recuperar informação; conteúdo multimídia e rede de publicação para criar um produto e uma forma de disponibilizar e comunicar informações sobre ele; Infovia para prover o sistema de comunicação ao longo do qual todo comércio eletrô- nico deve transitar. • B2B, B2C, C2C e compras coletivas: são modalidades de comércio ele- trônico do tipo empresa para empresas (B2B); empresa para consumidor (B2C); consumidor para consumidor (C2C) e compras coletivas, que é a compra conjunta de produtos ou serviços como forma de diminuir os cus- tos para os consumidores. • Funcionamento de um site de comércio eletrônico: o computador se conecta à loja virtual por meio de um provedor de acesso. Na loja, o clien- te navega e escolhe o produto desejado, confirma a compra e escolhe a forma de pagamento. Ao ter a confirmação do pagamento, a loja virtual separa o produto o encaminha à transportadora ou aos correios, que irão realizar a entrega para o cliente. • Crescimento do e-commerce no Brasil: a tendência é de crescimento do comércio eletrônico. A Associação Brasileira de Comércio Eletrônico esti- ma um crescimento de 12%. 85 1. A Internet possibilitou a criação de vários tipos de negócios eletrônicos. Assim, relacione as categorias de comércio eletrônico com sua definição: 1. Business to Employee (B2E). 2. Business to Management (B2M). 3. Social Commerce (s-commerce). 4. Mobile Commerce (m-commerce). )( É um tipo de transação do comércio eletrônico considerado uma linha inter- mediária entre o B2B e o B2C. )( Esta modalidade de e-commerce se relaciona às transações entre empresas e organizações do governo. )( É um tipo de transação do comércio eletrônico que tem utilizado as redes sociais como estratégia de marketing para se aproximar ainda mais de seus clientes. )( Realização de uma negociação utilizando um dispositivo móvel, como celular, smartphone ou tablet. Assinale a alternativa correta: a. 1, 2, 3 e 4. b. 4, 3, 2 e 1. c. 3, 2, 1 e 4. d. 2, 1, 4 e 3. e. 1, 4, 3 e 2. 2. De acordo com Batista (2006), existem quatro tipos de negócios B2B diferentes. Relacione os tipos de negócios B2B com sua definição: 1. Canal eletrônico. 2. E-marketplace. 3. E-procurement. 4. Apoio logístico. )( Websites que realizam a cotação online de produtos com vários fornecedo- res, fechando a transação com a ajuda de um Sistema de Gestão Empresarial (ERP). )( Websites que agrupam clientes e fornecedores num mesmo ambiente virtual, facilitando a negociação em tempo real. 86 )( Websites que permitem transações eletrônicas usando a Internet, substi- tuindo o antigo EDI (Intercâmbio Eletrônico de Dados). )( Websites que fornecem serviços de apoio logístico, como entrega e estoca- gem de produtos. Assinale a alternativa correta: a. 1, 2, 3 e 4. b. 4, 3, 2 e 1. c. 3, 2, 1 e 4 d. 2, 3, 4 e 1. e. 1, 3, 2 e 4. 3. O objetivo de um e-commerce B2B é estreitar laços entre os parceiros de negó- cios e reduzir custos para ambas as partes. A respeito das vantagens da utiliza- ção do B2B, analise as afirmativas a seguir: I. Menor custo de compras e menor volume de estoques. II. Maior eficiência, simplicidade, flexibilidade e agilidade no processo de com- pra. III. Acesso instantâneo a uma grande variedade de produtos e serviços ofereci- dos por ampla variedade de fornecedores. IV. Acesso demorado a informações técnicas e assistência. Assinale a alternativa correta: a. Somente a alternativa I. b. Somente as alternativas II e III. c. Somente as alternativas III e IV. d. Somente as alternativas I, II e III. e. Somente as alternativas I, II e IV. 87 4. O’Brien (2004, p. 244) explica que B2B é um tipo de e-commerce que envolve mercados eletrônicos e ligações diretas de mercado entre empresas. Sobre a utilização de um portal B2B, analise as afirmativas a seguir: I. A integração com o governo em uma comunidade de negócios. II. A criação de um ambiente de relacionamento e troca de informações entre empresas e consumidores. III. As empresas estarem na dianteira dos processos de compra e venda pela web sem a necessidade de arcar com os custos e riscos estabelecidos pela responsabilidade de ter um site de comércio eletrônico próprio. IV. A integração com outras empresas em uma comunidade de negócios. Assinale a alternativa correta: a. Somente a alternativa I. b. Somente as alternativas II e III. c. Somente as alternativas III e IV. d. Somente as alternativas I, II e III. e. Somente as alternativas I, II e IV. 5. O’Brien (2004, p. 244) afirma que “o e-commerce envolve a realização de uma ampla variedade de processos empresariais para apoiar a compra e a venda eletrônica de bens e de serviços”. Albertini (2000, p. 20), por sua vez, relaciona alguns pontos que considera importantes para que a infraestrutura de e-com- merce tenha um bom funcionamento. Com base no exposto, relacione os pon- tos de infraestrutura com a sua definição: 1. Serviços de negócios comuns. 2. Distribuição de mensagem e informação. 3. Conteúdo multimídia e rede de publicação. 4. Infovia. )( Uma forma de enviar e recuperar informação. )( Facilitar o processo de compra e venda. )( Forma de disponibilizar e comunicar informações sobre o produto. )( Prover o sistema de comunicação ao longo do qual todo comércio eletrôni- co deve transitar. 88 Assinale a alternativa correta: a. 1, 2, 3 e 4. b. 3, 2, 1 e 4. c. 2, 1, 3 e 4. d. 1, 3, 2 e 4. e. 4, 3, 2 e 1. 89 5 MITOS SOBRE E-COMMERCE Existem muitos Mitos sobre e-commerce; com a aproximação da melhor época do ano para o comércio virtual, muitos novos e-empreendedores dão forças a alguns deles. O primeiro Mito é: tudo que pode ser construído pela Internet ou para a Internet é grátis! Recebo por dia uma dezena de e-mails perguntando qual a melhor plataforma gratuita de e-commerce. A verdade é: Não existe! Existem plataformas de baixo custo, e sim, eu indico para os empreendedores virtuais de primeira viagem que comecem por elas, por causa do baixo custo. Ótimo! Alguns meses se passame recebo reclamações imensas dizendo que a plataforma é ruim, que todas as lojas têm a mesma cara, que não aceitam customizações, que o suporte não funciona, que tem limite de produtos e imagens! Etc. A grande verdade é que: Não se vende Ferrari em banca da feira! Loja customizada com a cara do seu negócio precisa de um webmaster, e isso custa dinheiro porque até o de- senvolvedores web precisam comer! O Segundo Mito: pode usar qualquer foto do produto, pode-se até copiar de outro site! As imagens de qualquer loja virtual são as prateleiras das lojas! Se bagunçadas, não ven- dem, se com pouca visibilidade – não vendem! Se vazias – não vendem! Já é suficien- temente difícil levar um consumidor até uma loja virtual para quando ele se interessar pelo produto, veja fotos embaçadas e sem definição. “Em e-commerce é preciso criar a experiência da compra sem o toque no produto, e só se consegue isso encantando os olhos”. Mas eu noto que, na maioria dos projetos de e-commerce que tem um Plano de Negócios, o investimento nas imagens é esquecido! E ele é parte importante e significativa do investimento, em média, cada imagem de pro- duto custa R$ 10,00 – pense então na lupa (ZOOM) e outras visões do produto! Depen- dendo do número de visões do produto, e tem que ser no mínimo três, o investimento em imagem pode representar de 20% a 40% do valor do total do projeto de loja virtual! Se for escolhido um fotógrafo para criar as imagens, e isso acontece muito com moda, esse custo sobe bastante, chegando a 150,00 por imagem! E o que é comprado é o di- reito de uso da imagem, o fotógrafo é um artista e vende a divulgação de uma arte produzida por ele, isso se chama “direito de uso de imagem” e normalmente o contrato é de dois anos, após esse período é preciso comprar novamente o direito de uso. Use uma empresa especializada em produção de imagens de produtos para e-commerce. Copiar a imagem de produtos de outro site é CRIME! Fere a lei de propriedade de imagem! E os processos normalmente atingem a casa dos milhões de reais. O Terceiro Mito: quem tem loja virtual trabalha menos do que quem tem loja física. Numa loja física segue-se a rotina: Limpar a loja, arrumar as prateleiras, disponibilizar o troco, levantar as portas, sorrir para o cliente! Na loja virtual, esse trabalho NUNCA ACA- BA! Simplesmente porque a loja nunca fecha! 90 Existe um mito forte de que é possível administrar uma loja virtual à noite depois do trabalho! E, em princípio, talvez seja possível, mas sempre se coloque no lugar do con- sumidor, somos todos consumidores, e se você tem dúvidas sobre um produto e manda um e-mail para a loja virtual, você espera receber a resposta minutos depois! É a vocação dos negócios na Web – Tudo ONLINE! O Quarto Mito: não é preciso ter estoque para ter loja virtual! Vou vender primeiro e depois eu compro! Trabalhar com estoque de terceiros é coisa de e-commerce de grande varejo e de admi- nistração primorosamente profissional, não é para iniciantes. Quando o cliente compra qualquer coisa que seja numa loja virtual, ele tem pressa em receber! E se após a venda é que será feita a entrada no estoque, problemas imensos podem acontecer e gerar uma chamada ao Código de Defesa do Consumidor. Quinto Mito: o cliente de loja virtual nem nota o valor do frete na hora da compra. Antes mesmo do preço da mercadoria, um dos fatores mais fortes de abandono de car- rinhos de compra em loja virtual é o valor do frete! E, em alguns casos, o valor do frete é o que leva à efetivação da compra e não o preço. Existem inúmeras maneiras de delivery para lojas virtuais, mas é preciso negociar! Prazo e preço e repassar essas conquistas aos consumidores só trará mais vendas para a loja. e-consumidor sabe exatamente o que é um frete justo e privilegia lojas que usam o FRE- TE GRÁTIS para produtos com valor de ticket diferenciado. Esses mitos atrapalham as iniciativas do e-commerce nacional e acabam por esconder grandes ideias de lojas virtuais. Fonte: adaptado de Oliveira (2009, on-line)5. REFERÊNCIAS 91 ALBERTINI, A. L. Comércio eletrônico: modelo, aspectos e contribuições de sua apli- cação. São Paulo: Atlas, 2000. BATISTA, E. O. Sistemas de Informação: o uso consciente da tecnologia para o ge- renciamento. São Paulo: Saraiva, 2006. CATALANI, L.; KISCHINEVSKY, A.; RAMOS, E.; SIMÃO, H. E-commerce. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. MUÑOZ-SECA, B. RIVEROLA, J. Transformando conhecimento em resultados: a gestão do conhecimento como diferencial na busca de mais produtividade e com- petitividade. São Paulo: Clio Editora, 2004. O’BRIEN, J. A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da inter- net. São Paulo: Saraiva, 2004. Referências on-line ¹Em:<https://www.ecommercebrasil.com.br/noticias/e-commerce-deve-crescer- -15-em-2018-e-chegar-a-r-69-bi-de-faturamento/>. Acesso em: 30 out. 2018. 2Em: <https://wearesocial.com/blog/2018/01/global-digital-report-2018>. Acesso em: 30 out. 2018. 3Em:<https://s3.amazonaws.com/mercado-ideas/wp-content/uploads/si- tes/6/2018/04/03181046/grafico-01_texto-01_Prancheta-1-c%C3%B3pia_v2.jpg>. Acesso em: 30 out. 2018. 4Em:<http://mundodasrodas.com.br/Mercado-Livre/Img-Funcionamento-Mp.jpg>. Acesso em: 16 out. 2018. 5Em: <http://ecommercegirl.com/?p=856>. Acesso em: 31 out. 2018. MATERIAL COMPLEMENTAR E-commerce: conceitos, implementação e gestão Nara Stefano e Izabel Cristina Zattar Editora: Inter Saberes Sinopse: com o avanço acelerado das tecnologias de informação e comunicação, dominar os conceitos, as estratégias e as ferramentas que compõem o universo do e-commerce se tornou fundamental para todos os que almejam alcançar sucesso no meio empresarial. Venha refl etir conosco sobre as vantagens e os desafi os que costumam ser encontrados no e-commerce e conhecer melhor o funcionamento das tecnologias envolvidas nessa atividade. Ao fi nal desta leitura, você conseguirá perceber os aspectos que diferenciam o mercado digital do tradicional e poderá aplicar esses conhecimentos na prática do seu cotidiano de trabalho. Girlboss Ano: 2017 Sinopse: é uma série de televisão americana baseada na história de Sophia Amoruso, um dos nomes mais respeitados da moda, contudo, é uma releitura bem livre, criada por Kay Cannon. Comentário: esta série da Netfl ix é sensacional quando o assunto é comércio eletrônico. Nela, você pode ter uma ideia bastante precisa da realidade de como iniciar uma empresa de comércio eletrônico. No canal da Ecommerce Brasil, no Youtube, você encontra uma série de vídeos a respeito das práticas e funcionamentos do comércio eletrônico. Web: <https://www.youtube.com/playlist?list=PL8A3F9A49386E1364> GABARITO 93 1) Alternativa A. 2) Alternativa C. 3) Alternativa D. 4) Alternativa C. 5) Alternativa C. U N ID A D E III Prof. Me. Danillo Xavier Saes Prof. Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque Prof.ª Me. Márcia Pappa SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Objetivos de Aprendizagem ■ Conceituar Sistemas de E-business. ■ Definir os Sistemas Interfuncionais. ■ Explicar os Sistemas Funcionais. ■ Compreender a evolução dos processos de gerenciamento de e-business. ■ Identificar as fases do planejamento da implementação de e-business. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Sistemas de E-business ■ Sistemas Interfuncionais ■ Sistemas Funcionais ■ Processos de gerenciamento de e-business ■ Implementação de e-business Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 97 SISTEMAS DE E-BUSINESS Neste momento, temos um mercado competitivo e exigente para as empresas que desejam se manter e também obter crescimento. A cada dia, encontramos novos produtos e serviços sendo oferecidos para os consumidores, sempre supe- rando seus antecessores com algum atributo ou benefício que ofereça maior valor, como qualidadesuperior, mais rentabilidade ou menor preço. Diante desse cenário, as empresas precisam encontrar modelos de gestão e de tomada de decisão que as auxiliem a permanecer e prosperar nesse mercado. Para isso, é necessária a implantação de ferramentas que proporcionem eficiência nas tomadas de decisão. Uma dessas ferramentas é a Internet, que proporciona maior integração dos negócios, melhor comunicação entre os envolvidos nos negócios e também melhor divulgação dos produtos e serviços oferecidos pelas empresas. Os profissionais modernos precisam ser multifuncionais. A tecnologia pro- porciona que, mesmo longe fisicamente, você possa gerenciar as informações importantes para tomar suas decisões de maneira mais rápida. Diante dessa realidade em que vivemos, a utilização de tecnologias, especial- mente a Internet, como ferramenta facilitadora nos processos de negócios das organizações, contribui de maneira significativa para a melhoria da produtivi- dade e a otimização das atividades empresariais. Veremos, a seguir, informações sobre sistemas de informação que permeiam esta realidade. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E98 SISTEMAS DE E-BUSINESS Para iniciarmos nossa conversa a respeito do tema e-business, vou lhe propor uma reflexão: você já parou para pensar no poder de comunicação e interação que a Internet oferece aos seus usuários? São várias as interações que podem ser vivenciadas, como pesquisas rea- lizadas em sites, pesquisa de tendências de moda e de receitas gastronômicas, busca de prestadores de serviços, comunicação com pessoas que estão distantes pelas redes sociais ou até mesmo a distração com leituras, jogos ou bate-papos. É buscando essa comunicação que as empresas estão se adaptando a uma nova realidade, isto é, a comunicação via Internet, seja ela feita com os clientes, os fornecedores ou os parceiros de negócios. Essa troca de informação apro- xima as transações e tem como resultado maior agilidade e confiabilidade nas rotinas de trabalho. Nas empresas, as tecnologias favorecem as mudanças que a sociedade viven- cia, chegando ao momento que causa rupturas do modo antigo para o novo, podendo mudar valores, hábitos e costumes de uma sociedade (GUIMARÃES; JOHNSON, 2007). As pessoas são peças fundamentais no bom uso da tecnologia, essas devem ser integradas ao processo de mudança ou atualização da tecnologia, assim, a empresa consegue integrar os hábitos antigos às novas metodologias de traba- lho e obter os resultados esperados. Segundo Laudon e Laudon (2011), uma empresa é uma organização formal e tem como objetivo principal gerar lucros, nesse sentido, podemos salientar que para a empresa entrar e permanecer no cenário da Internet, ela precisa de orga- nização e comunicação com todos os envolvidos no processo. A possibilidade de fazer negócios via Internet pode ser entendida como e-bu- siness, pois, quando a organização realiza tais transações, por exemplo, a venda de um produto ou serviço, a negociação com um fornecedor ou o contato com um cliente, ela está realizando e-business. É importante saber diferenciar e-business de e-commerce, pois, como vimos na unidade anterior, o e-commerce é compreendido como sendo a venda pela Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 99 Internet, já o e-business é todo o suporte que a empresa oferece para que essa venda seja realizada da melhor forma possível, superando as expectativas dos clientes. Guimarães e Johnson (2007) estabelecem o e-business como o uso de siste- mas de informação e recursos tecnológicos para apoiar as transações de negócios que ocorrem internamente e externamente à empresa. Uma empresa é constituída por vários setores, por exemplo, venda/marke- ting, finanças e contabilidade, recursos humanos e, se for uma indústria, inclui-se a área produtiva. Quando ela decide fazer negócios via Internet, esses setores precisam ter comunicação e integração entre si para que alcancem seu objetivo principal. Os sistemas de informação gerencial proporcionam a integração des- ses módulos de operação com os dos dados e informações. A Figura 1, a seguir, representa os setores e o fluxo de informação que a empresa realiza no e-business, nesta configuração, todas as fases do processo (interno e externo) estão interligadas e se comunicam entre si. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E100 Administração Administração Ad m in is tr aç ão Figura 1 - Visão geral da arquitetura de e-business Fonte: O´Brien (2010). De acordo com Lientz e Rea (2001), quando a empresa consegue a implementação do e-business na organização, tem como resultado a integração e a nivelamento entre as regras de negócios e as transações eletrônicas, ou seja, utilizando um sistema de informação, os dados e as informações são mais apuradas e consis- tentes, possibilitando, desta forma, a utilização dos recursos da empresa para dar suporte ao comércio eletrônico. Para O’Brien (2010), o uso das tecnologias, redes e Internet, além de dar suporte ao comércio eletrônico, também é suporte para as comunicações e as colaborações entre empresas, tanto internamente quanto externamente, isto é, os colaboradores fazem parte desse processo, sendo necessária a troca de infor- mações entre os setores, como também ocorre a comunicação entre cliente e parceiros de negócios, sendo necessário que a empresa esteja preparada para atuar nessa rede. Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 101 As empresas precisam inovar no modo de pensar e agir quando se fala em negó- cios pela Internet, com muita frequência, temos a resistência de colaboradores quando se fala em mudança e o medo também faz parte nesta etapa. Para que você consiga refletir um pouco mais sobre esse assunto, vamos ima- ginar que você precisará cozinhar um prato diferente e que nunca experimentou ou comeu antes, por onde começaria? De acordo com o guia “Inovação na prática do Sebrae” (2010), primeiramente, seria necessário olhar a receita. Pois nela temos a indicação de quais ingredien- tes utilizar, a quantidade de cada um e o modo de preparo, ou seja, a sequência de utilização dos ingredientes e o tempo de preparo. Com todos os ingredien- tes disponíveis, é o momento de colocarmos a mão na massa. Seguir a receita nos dá a segurança de que estamos fazendo tudo certinho, colocamos para cozi- nhar e observaremos se está ficando como a receita explica, se possível, pedimos opinião de outras pessoas para sabermos se está tudo certo antes de servirmos. Quando fazemos um prato pela primeira vez, não conseguimos sair da receita, uma vez que ela nos traz segurança, portanto, é difícil inovar em algo que não conhecemos. À medida que repetimos a receita, nos sentimos mais seguros, colocamos toques pessoais. Com um pouco mais de experiência, podemos até mudar de ingredientes e criar variações do prato, se apenas seguirmos a receita, nunca conseguiremos inovar. Inovar é uma forma de fazer diferente, é criar novas soluções para os pro- blemas que ocorrem e é muito simples, pois só exige esforço intelectual do empresário e de seus colaboradores. Na empresa, acontece da mesma forma, quando falamos em transações empresariais utilizando os recursos tecnológicos, queremos dizer que é preciso Por que as rotinas de trabalho de uma empresa são alteradas quando há a implementação do e-business? SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E102 colocar em prática o conhecimento e as habilidades para desempenhar uma tarefa da melhorforma possível, pois a integração entre os recursos se faz necessária e, para isso, ocorre, também, a troca de informações entre os colaboradores. SISTEMAS INTERFUNCIONAIS Muitas organizações de olho no mercado estão utilizando os sistemas que abran- gem toda a cadeia de negociação, ou seja, integram os recursos internos e externos à organização, como clientes, parceiros e fornecedores. Para que essa integração aconteça, é necessário que as organizações utilizem sistemas conhecidos, como ERP, CRM, EAI e SCM. ERP - ENTERPRISE RESOURCE PLANNING (PLANEJAMENTO DE RECURSOS EMPRESARIAIS) O ERP - Enterprise Resource Planning significa Planejamento de Recursos Empresariais. Este sistema promove a integração entre todos os setores de uma organização, isto é, contribui para maior e melhor troca de informações entre os departamentos da organização, como permite também uma integração com os clientes e fornecedores. Veja a Figura 2. Sistemas Interfuncionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 103 x Figura 12 - Integração entre os departamentos da empresa Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 82). De acordo com O’Brien (2010), o ERP é um sistema interfuncional, que atua como um estrutura para integrar os diversos processos de negócios de uma empresa, ou seja, é um sistema de informação que trata a regra de negócios de forma a tornar as operações mais confiáveis. Como nós já vimos na Unidade I, o ERP também é um sistema de informa- ção que faz a comunicação interna e externa de uma empresa, por exemplo, um cliente faz um pedido de 100 unidades de bonés para uma determinada indús- tria. No momento do pedido, a indústria utiliza o software ERP para cadastrá-lo, a partir daí, o setor financeiro já consegue visualizar este pedido pelo sistema, SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E104 sem ter a necessidade de digitá-lo novamente, fazendo as análises necessárias do cliente para sua liberação. Em sequência, o setor comercial visualiza essa quan- tidade vendida nas suas metas de vendas, o setor de produção consegue fazer o planejamento da quantidade a ser produzida e a necessidade de matéria-prima, passando pelo setor produtivo, e nesse momento, o pedido é controlado em cada etapa de produção pelo código de barras. Nessa etapa, o cliente consegue acom- panhar o andamento do seu pedido utilizando a Internet, com login e senha para se conectar ao ambiente da empresa, até o momento de ser faturada a nota fiscal. A troca de informações em um sistema ERP acontece de maneira simples e rápida, os dados inseridos são rapidamente visualizados em informações por meio de relatórios, conforme exposto na Figura 3. Figura 3 - Integração entre os departamentos da empresa Fonte: adaptado de Laudon e Laudon (2014, p. 296). Sistemas Interfuncionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 105 Agora, imagine se essa indústria não utiliza um software ERP, quantas operações seriam feitas em duplicidade, necessitando de maior tempo e, muitas vezes, de mais colaboradores para executar a mesma rotina. CRM – CUSTOMER RELATIONSHIP MANAGEMENT (GERENCIAMENTO DO RELACIONAMENTO COM O CLIENTE) A maioria das empresas investem todos os seus esforços na busca por novos clientes e acabam se esquecendo da importância em realizar ações para manter aqueles clientes que já fazem parte de sua carteira de negócios. O’Brien (2004, p. 210) explica: ■ Custa seis vezes mais vender a um novo cliente que vender a um cliente antigo. ■ Normalmente, um cliente insatisfeito com a empresa contará sua má expe- riência para oito a dez pessoas. ■ Uma companhia pode aumentar seus lucros em 85% aumentando sua retenção anual de clientes em apenas 5%. ■ As chances de vender um produto a um novo cliente são de 15%, enquanto as chances de vender um produto a um cliente existente são de 50%. ■ 70% dos clientes insatisfeitos farão novamente negócios com a empresa caso ela repare seu erro rapidamente. ■ Mais de 90% das companhias existentes não têm a integração das vendas e serviços necessários para dar suporte ao e-commerce. Pensando neste item e em outras estimativas, algumas empresas já percebe- ram a necessidade de manter um relacionamento mais aprimorado com seus clientes, identificando seus hábitos e costumes, valores de compras, tipo de aten- dimento desejado, pós-venda, enfim, todo tipo de informação que possa ajudar a empresa a se aproximar do seu cliente a oferecer, sempre que possível, atendi- mento personalizado. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E106 A gestão de relacionamento com o cliente para os autores Gordon e Gordon (2006) é a filosofia que norteia uma empresa a ter foco no cliente, atendendo às suas necessidades e resolvendo possíveis problemas que venham a acontecer. Os sistemas de CRM consistem em uma família de módulos que executam as atividades relacionadas ao contato com o cliente, isto é, as atividades de vendas, pesquisa de satisfação, apoio e atendimento ao cliente, programa de fidelidade, atendimento via representantes ou frente de loja, esses são integrados com o objetivo de tomar decisões e melhorar o atendimento às necessidades dos clien- tes (O’BRIEN, 2004). Os sistemas de CRM, na maioria das vezes, englobam as áreas de: ■ Vendas. ■ Marketing direto e satisfação. ■ Atendimento e suporte ao consumidor. EAI - ENTERPRISE APPLICATION INTEGRATION (INTEGRAÇÃO DAS APLICAÇÕES DA EMPRESA) A necessidade de tomada de decisão de forma rápida e ágil é uma realidade nas empresas, dessa maneira, as rotinas administrativas também precisam dessa agilidade e é nesse intuito que a integração das aplicações (EAI) está presentes, pois trocam informações entre sistemas de informação de forma a processar os dados de forma rápida. Pense sobre como um sistema CRM pode melhorar o atendimento ao clien- te. Para saber mais, acesse: <http://www.youtube.com/watch?v=NvXmbl- --3qI>. Fonte: o autor. Sistemas Interfuncionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 107 Segundo O’Brien (2004), o software de EAI possibilita a integração entre as várias soluções de e-business, de acordo com a regra de negócios estabele- cida pela organização, por exemplo, a empresa utiliza um sistema de informação gerencial para os setores de compras, almoxarifado, expedição, vendas, finan- ceiro e produção, mas a parte de contabilidade não está inserida nesse sistema. Para que a empresa não precise digitar todos os dados de entrada no sistema da contabilidade novamente, as soluções EAI fazem a conexão entre os dois sis- temas a partir de um único comando. No momento da entrada da nota fiscal de compras, no setor almoxarifado, é alimentado o estoque da matéria-prima e geradas contas a pagar no módulo financeiro, a partir desse comando, o sis- tema de contabilidade também é alimentado com esses dados automaticamente. SCM - SUPPLY CHAIN MANAGEMENT (GERENCIAMENTO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS) Considere uma empresa que produz chocolates, sorvetes, achocolatados, entre outros. Todos os dias, a indústria precisa planejar, programar, acompanhar e con- trolar as atividades relacionadas à produção e à distribuição de seus produtos. Onde essa empresa compra o cacau, o leite, ou seja, os materiais para produzir seus produtos? Como ela identifica a qualidade destes materiais? Qual o investi- mento realizado para adquirir esses materiais? Quais produtos serão produzidos em cada unidade fabril? Qual a quantidade de cada produto? Quanto de cada produto está sendo vendido para os supermercados,panificadoras, enfim, para os seus clientes? Como irá distribuir seus produtos até o ponto de venda? Estas e outras perguntas precisam ser feitas para que a empresa tenha infor- mação para iniciar uma produção. Dessa forma, podemos entender como conceito básico de SCM todas as atividades que estão relacionadas aos produtos, desde o momento da aquisição da matéria-prima até o momento da entrega desse pro- duto ao cliente (GUIMARÃES; JOHNSON, 2007). Outro conceito que pode ser abordado, segundo O’Brien (2004), é o SCM englobar as relações entre empresas necessárias para a fabricação de um produto e sua distribuição nos pontos de vendas. Observe a Figura 4. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E108 Figura 4 - Administração Interconectada da Cadeia de Suprimentos Fonte: O’Brien (2004). O gerenciamento da cadeia de suprimentos é uma decisão estratégica para o e-bu- siness, pois relacionando ao e-commerce, quando a empresa vende um produto pela Internet, ela precisa atender e superar as exigências dos clientes, entregando um produto no prazo certo, com ótima qualidade e com menor custo, assim, as empresas estão se organizando para conseguir trocar informações e otimizar processos entre todos os participantes dessa cadeia. Podemos citar algumas atividades que fazem parte do processo de gerencia- mento da cadeia de suprimentos, são eles: ■ Relacionamento com os fornecedores, desde a seleção até a avaliação dos produtos oferecidos: neste caso, é mantida uma relação de confiança, desenvolvendo estratégias para que o fornecedor possa abastecer o seu cliente no momento de precisão. Pode ser integrado nessa relação o EAI, em que sistemas de informação são integrados para que ocorra a troca de informações de forma rápida e segura. No caso da Garoto, por exem- plo, ela tem uma integração com seus fornecedores que, quando o sistema de informação acusa que a matéria-prima, o leite, chegou no seu estoque mínimo, o sistema automaticamente envia um pedido de compra para o fornecedor e este realiza o despacho do material. Sistemas Funcionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 109 ■ Planejamento e programação da produção: de acordo com as vendas que estão sendo realizadas nos pontos de vendas, a indústria consegue acom- panhar pelo sistema de informação esses dados inseridos, a partir desse momento, começa a etapa de planejamento para identificar a quantidade de produtos que devem ser produzidos. Essas informações estão relacio- nadas com os demais setores da organização, como o setor de vendas, o setor de almoxarifado, que passa a informação de estoque disponível, o setor de compras, que passa a informação da quantidade que já foi com- prada de matéria-prima, possibilitando, então, análises do setor produtivo. ■ Controle das ordens de produção: esta etapa se faz necessária, pois para que a indústria consiga entregar seus produtos no prazo prometido ao cliente, ela deve acompanhar a movimentação da produção em cada etapa produtiva, identificando possíveis problemas que podem afetar esse prazo de entrega. Empresas utilizam sistemas de informação para fazer esse con- trole, e o acompanhamento dos processos também pode ser feito de modo automatizado, por exemplo, a leitura de código de barras para identificar a etapa de produção em que o produto se encontra. ■ Acompanhamento das entregas aos clientes: este acompanhamento é fun- damental, desde fatores, como de que modo o produto será entregue, que tipo de transporte será utilizado, até quantos dias serão necessários para que o produto chegue ao seu destino final. Algumas empresas disponi- bilizam a informação do status do pedido no site da própria empresa. A Garoto, por exemplo, disponibiliza acesso aos parceiros e negócios B2B, e, além disso, fornece informações referentes ao andamento do pedido, em que momento da entrega está e a previsão de chegada ao destino final. SISTEMAS FUNCIONAIS Os gestores cada vez mais estão adotando a postura de assumir a responsabilidade pela tecnologia da informação na empresa, já que os sistemas de informações são aliados para a tomada de decisão. Os sistemas funcionais dizem respeito às funcionalidades voltadas para a gestão dos processos de forma organizada. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E110 Estudaremos os sistemas de marketing, automação da força de vendas, siste- mas de manufatura, sistemas de recursos humanos, sistemas contábeis e sistemas financeiros. Sistemas de Marketing O marketing é um conjunto de ações e ideias que a empresa disponibiliza para gerar no seu público-alvo a necessidade de procura por seus produtos e ser- viços. As estratégias que a empresa disponibiliza para gerar essa necessidade, basicamente, são apoiadas nos 4Ps, sendo eles: produto, preço, praça e promo- ção. Relacionada a estas áreas de atuação do marketing surgiu também a esfera dos clientes, como os 4 Cs: cliente (solução para o cliente), custo (para o cliente), conveniência e comunicação. Em virtude dessa necessidade é que as empresas estão se preocupando cada vez mais em utilizar as informações que disponibilizam para agir, ou seja, colo- car em prática ações que atendam a esse mercado e conhecer cada vez mais o seu público-alvo. Segundo O’Brien (2004), os sistemas de informação fornecem tecnologia que apoiam essas funções do marketing, como o uso da rede Internet ou Intranet, que possibilita maior e melhor comunicação com o cliente. Hoje, nós já temos disponibilizados no mercado softwares específicos para a área de marketing, um exemplo que podemos entender mais detalhadamente é a empresa CrMall, sistemas de informação de marketing, esta disponibiliza para os seus clientes algumas ferramentas, como: ■ Marketing digital: é um conjunto de ferramentas e estratégias utilizadas por meio da Internet para promoção, comunicação e comercialização de produtos e serviços (FERREIRA, 2015, p. 51). ■ E-mail marketing: a partir do banco de dados e de um consentimento do potencial cliente, a empresa envia os e-mails, e posteriormente, tem a informação de quem os abriu, dia e hora desta abertura, quem clicou em algum link do e-mail, e-mails que retornaram, como também o encami- nhamento desse e-mail e para quem foi feito esse direcionamento. Sistemas Funcionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 111 ■ Bluetooth marketing: esta tecnologia é utilizada para envio de promoções, fotos, músicas, jingles e vídeos em um raio de aproximadamente 200 m. ■ SMS marketing: a partir do cadastro realizado no banco de dados, o sis- tema permite o envio de mensagens para celular, podendo filtrar quando será feito esse envio, por exemplo, datas comemorativas, aniversários, dia do profissional, divulgação de eventos, entre outros. ■ Geomarketing: esta é uma ferramenta fantástica, pois além de a empresa saber quem são seus clientes, ou seja, quem é o seu público-alvo, precisa saber onde eles estão localizados. Com essa ferramenta, é possível loca- lizar em uma região como as pessoas estão distribuídas, por faixa etária, sexo ou idade, como também definição de melhores localidades para pro- pagandas, por exemplo, outdoors, banners ou panfletos. Com o auxílio da tecnologia da informação, a empresa consegue direcionar suas ações e torná-las mais eficientes, fazendo com que realmente atinjam os objeti- vos traçados na formulação da estratégia. Observe a Figura 5. Figura 5 - Sistemas de Informação de Marketing Fonte: O’Brien (2004). SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E112Segundo O’Brien (2004), a função organizacional do marketing engloba ações de marketing interativo, disponibilizando ferramentas e utilizando a Internet, em que o cliente participa das campanhas por meio de grupos de bate-papos, ques- tionários ou correio eletrônico, como oferece também subsídio para o marketing direcionado, englobando cinco componentes alvos, sendo eles: comunidade; con- teúdo; contexto; aspectos demográficos e psicológicos; comportamento on line. Automação da Força de Vendas Os sistemas voltados à automação da força de vendas substituem as anotações feitas em papel, as fichas de arquivos ou os bloco de anotações que são utiliza- dos para registrar e arquivar informações referentes aos clientes. Segundo Gordon e Gordon (2006), os sistemas de automação da força de vendas dão suporte aos gestores, oferecendo informações referentes aos clien- tes, aos pedidos e à área de atendimento por representante, de forma a fornecer informações para novas vendas e atender bem aos seus clientes. Em muitas empresas, a equipe de vendas é equipada com smartphones, note- books, navegadores de redes e softwares de gerenciamento que, segundo O’Brien (2004), permitem a conexão com o banco de dados, assim como a Internet e extranet, possibilitando uma melhor comunicação entre os colaboradores e os clientes, melhor otimização do tempo e menores custos. Quando os vendedores/representantes saem da estrutura interna da empresa e vão até seus clientes, já podem acessar antecipadamente as informações destes mesmos, por exemplo, produtos adquiridos na última visita, valor da compra, giro do estoque, e assim, poupar o tempo de ambos, já que precisamos ser rápi- dos e eficazes também nas negociações comerciais. Um exemplo é o sistema de automação de vendas da Pfizer Pharmaceutical, que disponibiliza para os 2.700 representantes de venda da empresa os padrões de prescrição dos médicos e dos requisitos das organizações assistenciais por estes administradas e as informações sobre os programas promocionais da empresa. Os representantes de vendas usam o sistema para acessar com maior rapidez as informações críticas de maneira a melhor aproveitar seu reduzido tempo de Sistemas Funcionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 113 contato pessoal com os médicos. Um ano depois da implementação, as ven- das aumentaram em 26%, em parte, devido ao impacto do sistema (GORDON; GORDON, 2006). Sistemas de Manufatura O setor produtivo das indústrias tem como objetivo principal atingir as metas propostas pelo gestor da produção, como metas de produtividade, eficiência, custo e qualidade. Muitos são os imprevistos que acontecem no “chão-de-fábrica”, imaginem vocês que estamos em uma fábrica de pães, os processos são automatizados, uti- lizamos sistemas de informação, o gerente de produção realizou o planejamento e a programação da produção e, no meio da tarde, aconteceu um problema na rede elétrica e as máquinas pararam. E agora, como devemos proceder? Este exemplo ilustra um imprevisto que pode acontecer, deixando a indús- tria parada, porém por mais imprevistos que possam acontecer, o setor produtivo deve estar preparado para tomar decisões rápidas, neste caso, o gestor poderia utilizar os colaboradores para fazer a manutenção nas máquinas e equipamentos. O mercado exige decisões rápidas e seguras, o consumidor está esperando o produto com as características do momento da compra, dessa forma, a tecno- logia da informação é um aliado para esta tomada de decisão. Segundo O’Brien (2004), a manufatura integrada por computador é um con- ceito de visão global que auxilia nas rotinas administrativas do setor produtivo e tem como objetivo simplificar os processos, automatizar e integrar essas rotinas. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E114 Veja a Figura 6. Figura 6 - Sistema de manufatura Fonte: O’Brien (2004). Os sistemas de manufatura incluem a etapa de desenvolvimento do produto, que auxilia os engenheiros a desenvolver, testar e propor modificações nos produtos (CAE), como também o projeto do produto auxiliado por computador (CAM), passando pelas etapas de planejamento, programação e controle da produção (LAUDON; LAUDON, 2011). Os sistemas de manufatura são sistemas de informação que acompanham o processo produtivo, monitorando-os e controlando-os, englobando os cinco componentes: matéria-prima, equipamento, pessoal, instalação de produção, especificações e instruções. O controle dos processos e das máquinas é encontrado em fábricas, nas quais os sistemas produtivos são monitorados por máquinas, por exemplo, as lavan- derias industriais. Nesse tipo de processo existem máquinas automatizadas que fazem a comunicação com o sistema de informação. No sistema, os produtos Sistemas Funcionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 115 são cadastrados, recebem uma instrução de lavagem indicando os produtos a serem utilizados e as quantidades, emitem uma ordem de produção em comu- nicação com as máquinas e tem-se o início do processo. Os sistemas de controle acompanham esse processo para identificar possíveis problemas, faz a análise das informações para verificar se tudo está ocorrendo conforme o planejado, desde o controle de temperatura até a mistura dos insumos. De acordo com O’Brien (2004), um avanço nesses controles, tanto de máqui- nas quanto de processos, é a robótica, isto é, são robôs que possuem a inteligência de computador e as atividades físicas semelhantes as dos seres humanos contro- lados por esses computadores. Sistemas de Recursos Humanos Sabemos que as pessoas, em uma organização, fazem a diferença na estratégia competitiva, o capital humano é um ativo que contribui significativamente para o alcance das metas e melhorias dos resultados de uma empresa. Antigamente, as empresas utilizavam os sistemas apenas para pagamento e cartão-ponto, hoje, com essa valorização dos colaboradores, os sistemas passa- ram a ser utilizados para: ■ Fazer planejamento para atender às necessidades dos colaboradores. ■ Acompanhar o desenvolvimento e a evolução dos colaboradores. ■ Controle das políticas e programas de pessoal (O’BRIEN, 2004, p. 228). Os diferentes níveis de planejamento, sejam eles estratégico (longo prazo), tático (médio prazo) ou operacional (curto prazo), têm suas decisões tomadas com base em dados reais, os sistemas de recursos humanos contribuem fornecendo informações valiosas. Observe a Figura 7. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E116 Figura 7 - Sistemas de Recursos Humanos Fonte: O’Brien (2004). Sistemas Contábeis O financeiro de uma empresa é um item fundamental a ser controlado e, com os sistemas contábeis, tem-se melhor e maior acompanhamento do andamento contábil da organização. De acordo com O’Brien (2004), o sistema contábil básico de uma empresa apresenta os seguintes itens (Figura 8): ■ Processamento de pedidos: com a inserção de um pedido no banco de dados, a empresa relaciona as vendas realizadas com o controle de esto- que de produto acabado e a geração de contas a receber. ■ Controle de estoque: o sistema contábil fornece informações de movi- mentação de estoque para a expedição fazer o faturamento dos pedidos, como também a realização de novos pedidos. ■ Contas a receber: fornece relatórios para tomada de decisão, relacionando contas a receber geradas pelo sistema no momento da inserção de um Sistemas Funcionais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 117 pedido, e se for umaindústria, quando um prestador de serviço causa um defeito na peça, esse valor é descontado das contas a pagar, então, o sis- tema relaciona com um recebimento. ■ Contas a pagar: fornece relatórios demonstrando as informações referen- tes aos pagamentos dos fornecedores, como também previsões de contas a pagar de compras futuras. ■ Folha de pagamento: apresenta os resultados referentes aos colabora- dores da organização, formalizando os contracheques e os relatórios de pagamentos. ■ Livro-razão geral: organiza as informações financeiras, como contas a receber, contas a pagar, folha de pagamento e custo do processo produ- tivo, apresentando os resultados de um período para a empresa. Figura 8 - Informações do Sistema Contábil Fonte: O’Brien (2004). SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E118 Sistemas Financeiros As atividades relacionadas ao setor financeiro incluem: administração de caixa; administração de investimentos; orçamento de capital e previsão; planejamento financeiro. A necessidade de acompanhar as movimentações que estão acontecendo na empresa, como demonstrativos de resultados, controle da inadimplência ou evolução das receitas e despesas, é automatizada quando utilizada a função finan- ceira no sistema de informação. O uso de sistemas na área financeira possibilita algumas ações, entre elas: ■ Realização e análise do Demonstrativo Gerencial de Resultado (DRE). ■ Integração com outros departamentos, contas a pagar, a receber, caixa, banco e controladoria. ■ Baixa automática de títulos enviados às instituições financeiras. ■ Agendamento automático de pagamento de fornecedores e funcionários. ■ Controle das informações entre matriz e filiais. ■ Auditoria dos lançamentos realizados no sistema. PROCESSOS DE GERENCIAMENTO DE E-BUSINESS A tecnologia da informação passou por uma revolução ao longo dos anos, mudan- ças ocorreram nos conceitos e também na tecnologia. Tanto as pessoas como as empresas estão menos resistentes ao uso da Internet e mais confiantes nos pro- cessos de compras, pagamentos, movimentações bancárias etc. Os negócios realizados pela Internet estão proporcionando comodidade e praticidade, visto que a tecnologia utilizada passa por um processo de melho- rias e atualizações para que realmente possam ser utilizados os serviços de forma tranquila e satisfatória. Processos de Gerenciamento de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 119 A Figura 9 ilustra, de forma rápida, a evolução da tecnologia da informação e os itens observados na visão dos negócios e dos clientes. Administrando Tecnologias de e-Business Evolução da tecnologia de informação Valor do Cliente • Responsabilidade • Compromisso • Custos menores E-Business • Agilidade, Flexibilidade • Estratégia Empresarial • Cadeira de Suprimentos Fornecedores Parceiros da Empresa • Computação Global e Empresarial: intranets • Infraestrutura de TI Figura 9 - Administrando tecnologias Fonte: O´Brien (2007). Na década de 60, a importância maior que era dispensada para esse termo se refere ao processamento dos dados, dessa forma, os mainframes (grandes com- putadores) eram importantes para o armazenamento dos dados inseridos no sistema, estes dados advindos dos setores da empresa. Com o passar dos tempos, os gestores começam a se importar com a infor- mação gerada pelo sistema de informação, nesse momento, a tecnologia foi inserida nos ambientes de negócios, pois, com a análise da informação, faziam- -se necessários recursos tecnológicos mais rápidos e seguros que possibilitassem análises rápidas e seguras. Nos dias atuais, as empresas encontram-se na fase em que a integração dos dados inseridos no sistema é ideal, buscando as tão sonhadas redução de cus- tos e melhoria da eficiência. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E120 De acordo com Brito (1997), a evolução da tecnologia da informação está relacionada aos avanços dos estudos nesta área e também ao mercado no qual as empresas atuam, a competitividade e a necessidade de estabelecer estratégias. Diante desse fato, fica evidente a necessidade de ter melhor controle dos seus sistemas, como também um planejamento das atividades a serem realiza- das nessa tecnologia. No Quadro 1, a seguir, são demonstradas duas visões de autores relacionando a evolução das características tecnológicas. Reinhard (1996) demonstra a utilização da tecnologia da informação na empresa, e Brito (1997) analisa a TI com os negócios da empresa. Quadro 1 – Evolução das características tecnológicas DÉCADA CARACTERÍSTICAS (REINHARD, 1996) BRITO (1997) 1960 Empresas se iniciam no uso de TI. Poucas opções tecnológicas (software e equi- pamentos). Processos de construção de aplicativos traba- lhosos com pouco suporte de ferramentas. Automação de rotinas manuais. Escassez de mão-de-obra técnica. Desenvolvimento com caráter artesanal. 1970 Aumento do impacto dos sistemas nas em- presas. Analistas passam a considerar: conceitos de desenvolvimento organizacional, processo decisório, adoção de novações, aprendiza- gem, interface humana, computador, relacio- namento entre profissionais de TI e usuário. TI como recurso organizacional estra- tégico. Era de processamento de dados. Recursos de infor- mática como instru- mento de apoio aos negócios. 1980 Mudanças no ambiente externo das empre- sas. Terceirização, sistemas interoganizacionais. Arquitetura de sistemas. Desenvolvimento de sistemas, consideran- do-se aspectos econômicos, legais, políticos, culturais. Execução dos negó- cios passa a depender cada vez mais da aplicação da TI. Processos de Gerenciamento de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 121 DÉCADA CARACTERÍSTICAS (REINHARD, 1996) BRITO (1997) 1990 TI como centro da estratégia empresarial Conhecimento como fonte de geração de valor TI assume caráter mais estratégico TI proporciona a transformação dos negócios Fonte: Pacheco e Tait (2000). Essa evolução é caracterizada pelo avanço da tecnologia, como também pela maior valorização do capital humano nas organizações, uma vez que somente a implantação de uma tecnologia não resolve os problemas da empresa, assim como não abrem mercados, é necessária a aplicação de um conhecimento para avaliar as informações, e a partir desse ponto, tomar decisões. De acordo com Pacheco e Tait (2000), o uso estratégico da tecnologia da informação envolve aspectos técnicos e organizacionais, os aspectos técnicos devem ser acompanhados de sua evolução no mercado, mas sem deixar de lado os recursos internos da organização. Diante de um mercado que oferece variadas formas de aplicação de tecnolo- gia no âmbito empresarial, é necessário que os gestores avaliem a real necessidade da sua empresa, aliando a tecnologia aos recursos disponíveis, integrando pes- soas, máquinas e sistemas de informação. Seguindo esse raciocínio, devem ser levados em consideração alguns pon- tos, como: ■ Qual será a infraestrutura necessária para atender à estratégia da empresa, analisando os computadores necessários para inserção de dados, assim como para armazenamento das informações? ■ Que tipo de banco de dados será utilizado? ■ Que tipo de software será utilizado para os processos operacionais e estra- tégicos da organização? ■ Que tipo de profissional será necessário para o acompanhamento dos dados inseridos no sistema, fazer auditorias, passar treinamento e acom- panhar os usuários? SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E122 A análise desses itens é importantepara que seja feita a escolha correta da tec- nologia aliada aos processos de negócios. A ORGANIZAÇÃO DE E-BUSINESS As empresas de e-business estão se reestruturando e, de acordo com O’Brien (2004), elas estão concentrando seus esforços nas estratégias de negócios, e esta reestruturação busca a agilidade de processos, o foco no cliente e a competiti- vidade no mercado. A reestruturação da organização para o apoio ao e-business e ao e-com- merce, na grande maioria das vezes, incentiva as empresas a criarem um padrão para realização das suas atividades, criam rotinas administrativas, englobando a estrutura como um todo. Observe a Tabela 1. Tabela 1 - As sete dimensões da e-organização ORGANIZAÇÃO TRADICIONAL E-ORGANIZAÇÃO Estrutura da Organização Hierárquica Horizontal, conectada Liderança Foco centralizado Cada um é um líder Pessoal e Cultural Tomada de decisão vertical Premiação individual Autoridade legada Colaboração recompen- sada Coerência Relevância interna Relevância do cliente Conhecimento Individualista Institucional Alianças Aliada a parceiros distantes Complementa lacunas atuais Aliada a concorrentes, clientes e fornecedores Cria novos valores Direção De cima para baixo Distribuída Fonte: O’Brien (2004). Segundo O’Brien (2004), as empresas que fazem negócios pela Internet estabe- lecem uma estrutura organizacional horizontal em que ocorrem a comunicação Processos de Gerenciamento de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 123 entre os setores e a troca de informações, estabelece também o espírito de lide- rança para todos os colaboradores, incentivando a proatividade. Ainda segundo o autor, a tecnologia utilizada é um incentivo à exploração do conhecimento individual e à disseminação desse conhecimento para toda empresa, com objetivo de integração entre as ações para melhor atendimento ao cliente. Essas dimensões devem estar alinhadas à organização dos sistemas de e-bu- siness adotado pela empresa, como também a tecnologia que ela disponibiliza, seguindo esse raciocínio, a autora Zuini (2011) abordou sete tendências para os negócios feitos na Internet, são eles: ■ E-commerce personalizado: neste caso, as empresas devem buscar a personalização dos produtos/serviços, pois a concorrência no mercado eletrônico também existe, assim, oferecer um diferencial, seja no pro- duto, seja no serviço, acaba cativando o cliente. Nesse aspecto, pode ser citado o exemplo da Café Store, que oferece um mix de produtos dife- renciados das grandes empresas, como submarino, cafés e utensílios para sua preparação. ■ Serviços offline: neste caso, serviços e produtos são oferecidos pela Internet, como seguros e créditos, e antes nem se pensava em comprar esse tipo de produto/serviço pela Internet. ■ Serviços baseados em redes sociais: a tendência é o oferecimento de pro- dutos e serviços nas redes sociais, como facebook e twitter. ■ Livros eletrônicos: as vendas de livros eletrônicos pela Internet já são uma tendência, empresas como a Agbook oferecem para o autor a possibili- dade de disponibilizar o livro na loja virtual e determinar o seu preço. ■ E-learning: os cursos a distância são uma tendência a ser explorada, pois estão em crescimento no país e muitas empresas já estão de olho neste mercado. ■ Geolocalização: com a tecnologias nos aparelhos, como os smartphones, já é possível fazer a rastreabilidade dos usuários, uma tendência para as empresas oferecerem serviços diferenciados utilizando esta opção. ■ Leilões online: esse é um mercado a ser explorado, as vendas dos mais variados tipos de produtos já se encontram à disposição. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E124 As tendências estão sendo divulgadas, o mercado é promissor, por isso, é necessário um bom planejamento para que as opções disponíveis sejam utiliza- das da melhor maneira e também para que a empresa consiga ter um diferencial no mercado. No caso dessa empresa, ela reúne várias marcas para vender seus produtos pela Internet, cada marca, ou seja, cada empresa deve organizar sua estrutura para que consiga realmente atender a esse objetivo, pensando nas sete dimensões do modelo de e-organização e fazendo com que sua moda chegue a qualquer localidade. A organização dos processos de negócios utilizando os recursos tecnológicos alcança os resultados planejados quando há o envolvimento de todos os colabo- radores e parceiros de negócios, principalmente dos diretores da empresa e com a participação ativa das estratégias desenvolvidas para esse negócio. IMPLEMENTAÇÃO DE E-BUSINESS De acordo com uma pesquisa realizada em outubro de 2011 pela empresa Pitney Bowes, o e-commerce, no Brasil, já é um hábito verdadeiramente global, de acordo com a pesquisa. Em geral, 93% dos consumidores entrevistados (91% no Brasil) compraram produtos online, sendo que 49% (45% no Brasil) realiza- ram compras nos últimos 30 dias. A pesquisa também descobriu que os consumidores online querem quatro coisas básicas ao comprar produtos: preços competitivos (71%); ampla seleção de produtos (42%); check-out fácil e intuitivo (35%); baixos custos de transporte e de impostos (35%). Especificamente para os brasileiros, o baixo preço (59%), a praticidade e agilidade no processo de pagamento (56%) são os principais atra- tivos para comprarem pelo e-commerce. Outra pesquisa feita em 2018 pelo site We Are Social.com complementa as informações da pesquisa anterior, conforme mostra a Figura 10. Implementação de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 125 Crescimento do e-commerce por categoria Valor total anual gasto pelos consumidores de e-commerce Moda e beleza Mídia física e Eletrônicos Alimentação e cuidados pessoais Móveis e utensílios +13% +12% +16% +13% +12% +20% +14% +12% Brinquedos e hobbies Hospedagem e viagem Música digital Jogos eletrônicos Figura 11 - Crescimento do e-commerce por categoria Fonte: Kemp (2018, on-line)¹. Perceba que a Figura 11 apresenta o crescimento do gasto financeiro com e-com- merce, no Brasil, no ano de 2017. Esses números referem-se a um valor de aproximadamente 10 milhões de dólares americanos, conforme ilustra a Figura 12. Gasto do e-commerce por categoria Valor total anual gasto pelos consumidores de e-commerce Moda e beleza Mídia física e Eletrônicos Alimentação e cuidados pessoais Móveis e utensílios US$6.361 Bilhões US$5.165 Bilhões US$1.532 Bilhões US$2.415 Bilhões US$3.209 Bilhões US$4.918 Bilhões US$160 Milhões US$468 Milhões Brinquedos e hobbies Hospedagem e viagem Música digital Jogos eletrônicos Figura 12 - Gasto financeiro do e-commerce por categoria Fonte: Kemp (2018, on-line)¹. Diante deste cenário, a empresa deve estar voltada ao mercado e preparada para atender os seus clientes, a preparação dos gestores é essencial para que consigam SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E126 entender as exigências do mercado e repassá-las aos seus colaboradores para que todos caminhem no mesmo objetivo. A abordagem gerencial possui três componentes essenciais que, segundo O’Brien (2004, p. 407), são classificados como: ■ Administrar o desenvolvimento e a implementação em comum de estra- tégias de e-business e de TI. ■ Administrar o desenvolvimento de aplicações de e-business e a pesquisa e implementação de novas tecnologias de informação. ■ Administrar os processos, profissionais e subunidades dentro da organi- zação de TI e da função de sistemas de informação na empresa. Estas funções de administração de planejamento e implementação da tecnologia estão ligadas aos gestores da organizaçãode modo que transmitam as informa- ções aos demais colaboradores. Uma estrutura que aborda a gestão das organizações pode ser visualizada na Figura 13. Figura 13 - Estrutura gerencial Fonte: O’Brien (2007). Essa estrutura representa a hierarquia que a empresa disponibiliza para acompa- nhar a estrutura e os processos desenvolvidos no e-business. Fazendo a junção das atividades a serem desenvolvidas pelos gestores no processo de administra- ção dos sistemas de e-business com o seu planejamento, tem-se como resultado o alinhamento das necessidades da empresa e a busca pela satisfação das neces- sidades dos clientes. Implementação de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 127 A Figura 14, a seguir, apresenta estratégias a serem desenvolvidas para imple- mentação do e-business e ações a serem colocadas em prática. Percepções-Chave Mais Questões Visualização do valor da empresa e do cliente Estratégia e modelos de e-Business Estratégias e arquitetura de e-Business/TI Desenvolvimento e instalações de aplicações de e-Business Objetivos-Chave Prioridades Feedback Feedback Figura 24 - Estratégias para implementação do e-business Fonte: O’Brien (2007). Para que essa estrutura organizacional tenha sucesso no seu trabalho, é necessá- rio que seja feito um planejamento dos negócios: basicamente, tem como objetivo o desenvolvimento de estratégias de forma que a empresa consiga superar as expectativas nos negócios eletrônicos. Esse planejamento pode ser pensado relacionando os seguintes fatores (LIENTZ; REA, 2001): ■ Âmbito: avaliar a amplitude que o projeto irá atender os recursos necessários, pensando de forma abrangente, identificando os recursos tecnológicos necessários, a forma de organização dos processos, os proce- dimentos operacionais e a ligação/conexão entre clientes e fornecedores. ■ Políticas: esses projetos de e-business geralmente ocorrem em períodos específicos. Na empresa, deve-se ter cuidado de como será feito o plano de ação, tanto no relacionamento com os colaboradores como na forma de apresentação do projeto. SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E128 ■ Coordenação: nós já vimos, nas unidades anteriores, que as pessoas são parte fundamental no uso da tecnologia na implementação desses negó- cios na empresa, o envolvimento de toda equipe de trabalho se torna fator diferencial para o sucesso do empreendimento, dessa forma, faz-se necessária uma coordenação voltada às pessoas e também aos procedi- mentos operacionais. ■ Subprojetos: identificar as etapas que devem ser realizadas paralelamente à visão global da empresa, algumas fases são colocadas em prática pen- sando nas atividades específicas, como as atividades que eram feitas antes da implantação do e-business, que podem ser estudadas e otimizadas para a inserção desse processo no sistema adotado pela empresa. Podemos verificar que essas atividades são de importância para os gestores da organização, visando a integração entre pessoas e tecnologia, obtendo resultado satisfatório. Esse planejamento, quando realizado de forma clara e objetiva, é um norteador das ações que serão executadas no dia a dia, principalmente no rela- cionamento com o cliente. Como falamos de pessoas, não podemos nos esquecer da resistência que pode ser encontrada no momento da ação desse planejamento, dessa maneira, o plano deve ser bem elaborado e a equipe de implantação dos procedimentos deve estar preparada, porque em um momento de incerteza das ações, pode oca- sionar frustrações no âmbito organizacional. De acordo com Lientz e Rea (2001), existe um passo a passo que pode ser utilizado como um método para o desenvolvimento de um projeto de e-busi- ness e que integra pessoas e tecnologia, vejamos: 1. Defina as tarefas de trabalho. 2. Determine as principais aplicações do e-business. 3. Defina o detalhamento dentro de um subprojeto. 4. Desenvolva um horário para todo o grupo de atividades. 5. Análise o plano do projeto. 6. Complete todas as fases do projeto. Implementação de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 129 7. Analise os horários para análise do projeto. 8. Apresente o plano para a equipe de trabalho. Um exemplo que pode ser citado é o caso da Abacus Energy que criou um plano de implementação global de e-business, que para os fornecedores se tornou de difícil manuseio, pois a empresa não seguiu um modelo e pulou etapas do pla- nejamento, incluindo a pouca quantidade de pessoas participando dessa etapa. Resultado, muitas reuniões foram necessárias para que o plano fosse compreen- dido e chegou-se à conclusão de que deveria ser feito um planejamento global e um planejamento para cada área envolvida. Além do planejamento, os gestores também devem levar em considera- ção a arquitetura da tecnologia da informação, ou seja, plataforma tecnológica, recursos de dados, arquitetura de aplicações e organização da tecnologia da infor- mação. Veremos, de forma mais detalhada, cada um desses itens (REYNOLDS; STAIR, 2006): ■ A plataforma tecnológica: se refere aos equipamentos e redes que apoiam o uso do e-commerce e e-business, como a Internet, a intranet, a extra- net, os softwares e os sistemas e as redes de telecomunicações. ■ Os recursos de dados: são referentes aos tipos de banco de dados uti- lizados, pois são eles que fornecem e armazenam os dados, gerando as informações para decisões dos gestores. ■ Arquitetura de aplicações: corresponde à integração entre as tecnologias utilizadas, por exemplo, no momento que ocorre uma venda pela Internet, esse recurso está interligado ao software em que ocorre a troca de infor- mações referente à quantidade de estoque e à movimentação financeira. ■ Organização da Tecnologia da Informação: a distribuição das funções e tarefas é planejada para atender à estratégia da empresa, a forma da orga- nização da TI depende da missão e visão da organização. Conforme estudamos nesta unidade, a competitividade existente no mundo de hoje se volta cada vez mais para as empresas satisfazerem às necessidades e as desejos dos clientes. Essa competitividade também exige que os gestores tomem SISTEMAS DE E-BUSINESS (EB) Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IIIU N I D A D E130 decisões mais rápidas e administrem as estratégias empresariais para terem um diferencial no mercado. As ferramentas de e-business proporcionam essa agili- dade, pois quando a empresa faz conexões pela rede, está trocando informações e experiências de modo a se superar no mercado. Vimos, portanto, no decorrer desta unidade que, por meio do e-business, é possível proporcionar agilidade no acesso a informações gerenciais para as ati- vidades do cotidiano, como também estreitar o relacionamento com os clientes da empresa. A tecnologia existente entre esses dois elos está cada vez mais avan- çada, permitindo o acesso a informações relevantes e atualizadas para a tomada de decisões com mais rapidez e segurança. É possível utilizar ferramentas relacionadas aos negócios eletrônicos no desenvolvimento de parcerias que a empresa pode firmar com fornecedores, pro- movendo maior troca de informações, reduzindo, ao final, o custo e o tempo na negociação e nas transações, como também proporcionando um estreitamento dos laços entre os envolvidos. Você pôde perceber, em nosso estudo, que os softwares ERP contribuem para essas parcerias, pois quando a empresa utiliza um sistema de gestão inte- grada, consegue obter informações mais confiáveis e seguras, alimentadas pelos colaboradores. Esses sistemas também permitem maior agilidade dos processos. Hoje quando falamos em relacionamento com ocliente, devemos pen- sar neste assunto como um verdadeiro diferencial competitivo para a empresa. Muitas organizações possuem o seu foco estratégico direcionado para o consu- midor e precisam de tecnologia para auxiliá-las a manter essa relação empresa/ cliente de forma solidificada e eficiente. Nesse contexto, vimos que existem fer- ramentas no mercado para satisfazer esse tipo de necessidade, uma delas é o CRM, uma opção poderosa para fazer análise do mercado e definições de estra- tégias competitivas. Outra ferramenta que as indústrias podem utilizar para reduzir seu tempo de processamento de pedidos e que estudamos no decorrer desta unidade foi o SCM, Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos, em que toda a cadeia de abas- tecimento, desde a fabricação da matéria-prima até a chegada do produto final ao consumidor, é acompanhada pelos sistemas de informações, também resultando Implementação de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 131 em maior agilidade desse processo. É preciso pensar que esse tipo de sistema, pelo fato de envolver diversas empresas na utilização da ferramenta, precisa ser muito bem planejado entre as organizações que estarão envolvidas para que a comunicação entre as partes seja eficiente e confiável. Muito bem, caro(a) aluno(a), diante desses assuntos que abordamos no decor- rer desta unidade, foi possível verificar que a tecnologia está disponível e mais acessível para as empresas. Dessa forma, cabe aos gestores avaliarem as opções e verificar qual melhor se adapta à sua realidade organizacional. Espero que esta unidade o tenha ajudado a alcançar os seus objetivos e con- tribuído para o seu desenvolvimento, tanto pessoal como profissional. • Sistemas E-Business: utilização de ferramentas tecnológicas e a Internet por uma organização formal, com o objetivo de gerar lucros. O cenário da Internet precisa de organização e comunicação com todos os envolvidos no processo. • Sistemas Interfuncionais: junção dos sistemas de informação da organi- zação conhecidos como ERP, CRM, EAI e SCM, que integram toda a cadeia de negociação, como os recursos internos e externos, clientes, parceiros e fornecedores. • Sistemas Funcionais: são os sistemas voltados às funcionalidades da ges- tão dos processos de forma organizada, como os sistemas de marketing, de automação da força de vendas, de manufatura, de recursos humanos, con- tábeis e financeiros. • Processos de Gerenciamento de E-Business: a organização dos processos de negócios utilizando os recursos tecnológicos alcança os resultados pla- nejados quando há o envolvimento de todos os colaboradores e parceiros de negócios, principalmente, dos diretores da empresa, com a participação ativa das estratégias desenvolvidas para esse negócio. Portanto, é necessário que a organização esteja alinhada com o e-business de modo que o proces- so de gerenciamento seja realizado de modo sinérgico. • Implementação de E-Business: para implementar sistemas de e-business nas organizações, é necessário administrar e implementar sistemas, tecno- logias, processos, profissionais e as estratégias de negócio em conjunto com o departamento de TI da empresa e os demais setores. Também é importan- te que sejam definidas as tarefas de trabalho, que sejam determinadas as principais aplicações do e-business, que os projetos sejam detalhados em subprojetos e que o plano de trabalho seja apresentado para as equipes de trabalho envolvidas diretamente com a implantação do e-business. 132 1. A utilização da Internet para transações comerciais caminha para uma ampla consolidação. A maioria das pessoas já utiliza a Internet em seu dia a dia em processos de compras, pagamentos, movimentações bancárias etc., propor- cionando comodidade e praticidade. Diante disso, leia as afirmativas sobre a evolução dos itens da tecnologia da informação e as suas melhorias: I. Intranets e infraestrutura de TI não proporcionaram evolução para o e-busi- ness. II. Evolução da tecnologia de informação proporciona demora, rigidez, estra- tégia empresarial e cadeia de suprimentos. III. Responsabilidade, compromisso, custos menores e aumentado o valor para o cliente. IV. Evolução da tecnologia de informação proporciona evolução para o e-bu- siness. Assinale a alternativa correta: a) Somente a alternativa I. b) Somente as alternativas II e III. c) Somente as alternativas III e IV. d) Somente as alternativas I, II e III. e) Todas as alternativas estão corretas. 2. O desenvolvimento da tecnologia da informação vem contribuindo para o crescimento do e-business e melhorando a competitividade das organizações. Diante dessa afirmação, assinale a alternativa correta: I. Somente nos anos 60 é que as empresas iniciam a utilização da TI. II. A execução dos negócios passa a depender cada vez mais da aplicação da TI a partir dos anos 70. III. Nos anos 80, a TI assume caráter mais estratégico e proporciona a transfor- mação dos negócios. IV. É a partir dos anos 90 que a TI passa ser utilizada como recurso organizacio- nal estratégico, na era do processamento de dados, são utilizados recursos de informática como instrumento de apoio aos negócios. 133 Assinale a alternativa correta: a) Somente a alternativa I. b) Somente as alternativas II e III. c) Somente as alternativas I e IV. d) Somente as alternativas I, II e III. e) Todas as alternativas estão corretas. 3. Quando a empresa decide investir em tecnologia da informação para imple- mentar sistemas de informação a fim de viabilizar o e-business em sua orga- nização, alguns pontos necessitam de atenção. Diante do exposto, assinale a alternativa correta sobre os pontos que devem ser levados em consideração quando uma empresa decide investir em TI: a) Ao se definir a estratégia da empresa, é indiferente a preocupação com a necessidade de computadores para serem utilizados com inserção de dados, assim como para armazenamento das informações. b) Que tipo de profissional será necessário para o acompanhamento dos dados inseridos no sistema, fazer auditorias, passar treinamento e acompa- nhar os usuários. c) A utilização de softwares para os processos operacionais não deve ser levado em conta, uma vez que a evolução da TI é muito mais rápida que a evolução do mercado. d) Identificar as etapas que devem ser realizadas paralelamente à visão local da empresa. e) Todas as alternativas estão corretas. 134 4. Muitas empresas pecam na implantação de sistemas de e-business, pois os tratam como uma ação isolada da organização. Sabe-se, no entanto, que o correto é que haja uma reestruturação organizacional de modo a proporcio- nar integração do e-business e do e-commerce com as atividades, as rotinas administrativas e sua estrutura como um todo. Sabendo disso, leia as afirma- tivas sobre o tipo de organização tradicional ou e-business e sua respectiva característica: a) A organização tradicional mantém uma estrutura hierárquica, enquanto uma empresa focada em e-business se estrutura de maneira horizontal e conectada. b) Por coerência com sua estrutura organizacional, a tomada de decisões de uma empresa tradicional se faz de maneira delegada, recompensando a colaboração entre funcionários à medida que a organização em e-business incentiva a tomada de decisões verticais, premiando individualmente seus funcionários. c) As alianças de uma empresa tradicional procuram complementar lacunas existentes em sua organização, ao contrário da empresa focada em e-bu- siness, que busca se aliar aos stakeholders para que possam criar novos valores à organização. d) A direção de comando de empresas tradicionais se dá de cima para baixo, enquanto que nas empresas de e-business, de modo distribuído. Assinale a alternativa correta: a) Somente a alternativa I. b) Somente as alternativas II e III. c) Somente as alternativas III e IV. d) Somente as alternativasI, III e IV. e) Todas as alternativas estão corretas. 135 5. Ao pensar na implantação da tecnologia da informação na organização, é ne- cessário o planejamento de diversos fatores voltados ao alinhamento da orga- nização com a TI. Diante disso, leia as afirmativas a respeito desses fatores que precisam ser planejados: I. Avaliar a amplitude que o projeto irá atender e os recursos necessários, pensando de forma abrangente, identificando os recursos tecnológicos necessários, esse é o âmbito do planejamento. II. Os projetos de e-business geralmente ocorrem em períodos específicos e, na empresa, deve-se ter cuidado de como será feito o plano de ação, tanto no relacionamento com os colaboradores como na forma de apresentação do projeto, essa é a preocupação que se deve ter ao pensar as políticas no planejamento. III. As pessoas são parte fundamental no uso da tecnologia, na implemen- tação desses negócios na empresa, o envolvimento de toda equipe de trabalho se torna fator de diferencial para o sucesso do empreendimento e isso só ocorre com a utilização de subprojetos. IV. Identificar as etapas que devem ser realizadas paralelamente à visão global da empresa, algumas fases são colocadas em prática pensando nas atividades específicas, item que fica a cargo de uma boa coordenação de planejamento. Assinale a alternativa correta: a) Somente as alternativas I e II. b) Somente as alternativas II e III. c) Somente as alternativas III e IV. d) Somente as alternativas I, III e IV. e) Todas as alternativas estão corretas. 136 GERENCIANDO SUA LOJA VIRTUAL: DETALHES QUE MUITOS EMPREENDEDORES ESQUECEM Finalmente você terminou de preparar o seu site de e-commerce. Preparou seu produto com fotos perfeitas, abasteceu o estoque, se preocupou com um site de acesso rápido e funcional. A maioria dos empreendedores em negócios digitais se preocupa com esses detalhes, no entanto, esquece que precisa entregar os produtos que vendeu. Que precisa repor o estoque com novos produtos. Que os clientes irão solicitar atendimento e que você precisa dar atenção a essas demandas. Enfim, a partir de agora, é necessário gerenciar as operações diárias da empresa. E, muitas vezes isso, pode ser mais complexo do que a preparação inicial da loja. Vamos ver em detalhes cada uma dessas atividades. Entrega O ponto crucial e determinante para o sucesso do negócio digital, a entrega precisa ser rápida. Apesar dos clientes saberem que a compra está sendo feita por uma loja virtual, a maioria não tem disposição para esperar muito tempo pela entrega, portanto, o tempo de entrega do produto precisa ser o mais rápido possível. Infelizmente, o Brasil deixa muito a desejar neste aspecto. A maioria das entregas ainda são realizadas pelos Correios, e nem sempre esse processo é rápido e barato, problema que também poderá ser enfrentado caso deseje utilizar transportadoras. Neste caso, o valor da remessa pode ficar mais caro ainda, o ideal é que o empreendedor busque parcerias para otimizar a velocidade de entrega e minimizar o custo do frete. Estoque Apesar de a loja ser virtual, os produtos são reais e precisam ser entregues. Pela facilida- de de compra e pelo alcance que esta permite, o estoque dos produtos necessita ter um giro rápido de maneira a evitar a falta de produtos. Essa situação, muitas vezes, estará fora do controle do lojista, uma vez que existe uma dependência dos fornecedores. Por isso, é importante ter uma boa quantidade de fornecedores que possam manter o es- toque sempre abastecido e, quando for o caso de produtos de fornecedores exclusivos, manter contratos de abastecimento de modo a diminuir problemas de escassez. Atendimento A mesma velocidade que o cliente busca na entrega de sua encomenda, ele também procura no atendimento. Mesmo em uma loja virtual, é preciso dedicar muita atenção ao atendimento de seus clientes com as dúvidas e, principalmente, com reclamações. Ao se comercializar produtos, é inevitável que os clientes tenham algumas perguntas a respeito dos produtos que estão sendo vendidos. Ao receber suas encomendas, estas podem chegar avariadas, ou mesmo erradas, ou ainda, o cliente deseje realizar a troca. 137 Ter um canal de atendimento ao consumidor é muito importante. Dar a devida atenção ao cliente é uma maneira de tranquilizá-lo e relação à idoneidade da loja e a certeza de que, em futuras negociações, os problemas poderão ser resolvidos. Esse tipo de ação por parte do lojista aumenta a confiança junto aos seus clientes, e a consequência disso é a fidelização. Em um mundo virtual a facilidade de encontrar produtos similares e lojas concorrentes, na qual a escolha se dá por um clique de mouse, estar atento a todos esses detalhes em seu negócio é fundamental com certeza, o diferencial para a empresa alcançar ou não o sucesso. Fonte: adaptado de Andrade (2017, on-line)2. MATERIAL COMPLEMENTAR Gestão de e-business e e-commerce: Estratégia, Implementação e Prática Dave Chaff ey Editora: Campus Sinopse: este livro é um guia abrangente para os aspectos da implementação do e-business e do e-commerce em uma organização. Ele se desenvolve sobre teorias e conceitos e questiona a validade desses modelos à luz das diferenças entre a Internet e outras mídias. Um dos principais objetivos do autor é identifi car e analisar as decisões-chave gerenciais necessárias às organizações que estão caminhando para o e-business e considerar o processo pelo qual essas decisões podem ser tomadas. As questões-chave são as seguintes: que abordagem à estratégia do e-business devemos tomar? Quanto precisamos investir? Quais processos devem ser nossas prioridades? Devemos adotar novos modelos de negócio e receita? Quais são as principais mudanças que precisarão ser feitas na organização para facilitar o e-business Dado o amplo escopo do tema relacionado ao negócio eletrônico, Chaff ey faz uso de uma abordagem integrada com modelos novos e já existentes de várias disciplinas, inclusive sistemas de informação, estratégia, marketing, gerenciamento da cadeia de suprimentos e gerenciamento de recursos humanos. Este livro tem como objetivo equipar os atuais e futuros gerentes com alguns dos conhecimentos práticos e habilidades para ajudá-los a levarem suas organizações na direção do e-business. Amor sem Escalas Ano: 2010 Sinopse: o fi lme conta a vida de Ryan Bingham, que é interpretado pelo ator George Clooney. Ryan é um homem frio que coleciona milhas aéreas e viaja pelo mundo demitindo pessoas. A empresa para a qual trabalha acaba de contratar Natalie, que desenvolveu um sistema para demitir pessoas de videoconferências. Esta notícia coloca em risco a carreira que Bingham tanto ama, por isso, ele precisa viajar com Natalie e provar que esse sistema é um grande erro. A revista eletrônica Resi possui uma série de artigos acadêmicos de alto nível nas áreas de Administração da Informação e Sistemas de Informação com foco especial no uso da computação e tecnologias de informação e comunicação pelas organizações e sua infl uência sobre elas e sobre a sociedade. Web: <http://www.periodicosibepes.org.br>. REFERÊNCIAS 139 ALBERTINI, A. L. Comércio eletrônico: modelo, aspectos e contribuições de sua apli- cação. São Paulo: Atlas, 2000. BATISTA, E. O. Sistemas de Informação: o uso consciente da tecnologia para o ge- renciamento. São Paulo: Saraiva, 2006. BRITO, M. J. Tecnologia da informação e mercado futuro - O caso da BM&F. Tecno- logia da informação e estratégia empresarial. São Paulo: FEA/USP, 1996. CATALANI, L.; KISCHINEVSKY, A.; RAMOS, E.; SIMÃO, H. E-commerce. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. CÔRTES, P. L. Administração de sistemas de informação. São Paulo: Saraiva, 2008. FERREIRA, A. B. J. Marketing digital: uma análise do mercado 3.0. Curitiba: InterSa- beres, 2015 GORDON. S, R.; GORDON, J.R. Sistemas de Informação: Uma Abordagem Gerencial. Rio de Janeiro: LTC: 2006. GUIMARÃES. A, S.; JOHNSON. G, F. Sistemas de Informações: Administraçãoem Tempo Real. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2007. LAUDON. K, C.; LAUDON. J, P. Sistemas de Informação Gerencial. 7 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2014. ______. Sistemas de Informação Gerencial. 7 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. LIENTZ. B, P.; REA. K, P. Comece bem no E-business. São Paulo: Market Books, 2001. MATTOS, A. C. M. Sistemas de informação: uma visão executiva. São Paulo: Saraiva, 2005. MUÑOZ-SECA, B. RIVEROLA, J. Transformando conhecimento em resultados: a gestão do conhecimento como diferencial na busca de mais produtividade e com- petitividade. São Paulo: Clio Editora, 2004. O’BRIEN, J. A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da inter- net. São Paulo: Saraiva, 2004. PACHECO, R.C.S. TAIT, T.F.C. Tecnologia de Informação: evolução e aplicações. Te- oria e Evidência Econômica. Passo Fundo, v. 8, n. 14, p. 97-113. STAIR. R, M.; REYNOLDS. G, W. Princípios de Sistema de Informação. São Paulo: Cengage Learning, 2006. TURBAN, E. Tecnologia da Informação para Gestão. Trad. SCHINKE, Renate. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. REFERÊNCIAS Referências on-line ¹Em: <https://wearesocial.com/blog/2018/01/global-digital-report-2018>. Acesso em: 31 out. 2018. ²Em: <https://www.ecommercebrasil.com.br/artigos/quais-as-etapas-mais-negli- genciadas-no-gerenciamento-do-e-commerce/>. Acesso em: 31 out. 2018. GABARITO 141 1) Alternativa C. 2) Alternativa C. 3) Alternativa B. 4) Alternativa D. 5) Alternativa A. U N ID A D E IV Prof. Me. Danillo Xavier Saes Prof. Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque Prof.ª Me. Márcia Pappa RELAÇÃO ENTRE EMPRESA E ADMINISTRAÇÃO DA TECNOLOGIA DE E-BUSINESS (EB) Objetivos de Aprendizagem ■ Verificar a importância do capital humano na administração das tecnologias de e-business. ■ Compreender a relação entre o e-business e os processos de negócios da empresa. ■ Apresentar soluções de e-business de baixo custo para pequenas e médias organizações. ■ Conceituar a Segurança da Informação em sistemas de e-business. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ O capital humano na administração das tecnologias de e-business ■ A relação entre o e-business e os processos de negócios da empresa ■ Soluções gratuitas para e-business ■ Segurança dos sistemas de e-business RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E144 O CAPITAL HUMANO NA ADMINISTRAÇÃO DAS TECNOLOGIAS DE E-BUSINESS A tecnologia da informação passou a ser uma força propulsora de mudança organizacional e gerencial. As ferramentas que auxiliam os gestores, como a Internet, a intranet, o hardware, o software e os recursos multimídias atendem a um número maior de colaboradores na organização. A tecnologia da informação não pode ser visualizada apenas como um meio de organização das rotinas diárias da empresa, e sim, encarada como uma fer- ramenta que proporciona vantagem competitiva e possibilidade de alavancar a participação no mercado. A evolução que vemos acontecer, gira, hoje, em torno da tecnologia, e isso faz parte da realidade de empresas dos mais diversos seg- mentos e tamanhos. Não podemos, no entanto, nos esquecer do fator humano, que é parte fun- damental desse processo, pois sem ele a tecnologia não atende ao seu objetivo principal: a melhora do desempenho do processo e a otimização das rotinas administrativas. Atualmente, a valorização do conhecimento faz parte da rea- lidade das empresas. As pessoas assumem cada vez mais papéis estratégicos e menos operacionais, sendo valorizadas por isso. Assim, a tecnologia se insere O Capital Humano na Administração das Tecnologias de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 145 nesse contexto por meio de ferramentas que devem auxiliar os sujeitos em suas atividades empresariais. Dessa forma, é preciso sempre lembrar que cabem aos gestores administrar todos esses fatores, humanos e tecnológicos, rotinas administrativas e tecnolo- gias. Agora, pense como você faria para integrar esses fatores de forma a obter os resultados que a tecnologia da informação oferece ao mundo corporativo. A tecnologia da informação nas empresas nem sempre é utilizada de forma correta. O gerenciamento da tecnologia da informação não é considerado tarefa fácil, visto que muitos sistemas de informação apresentam problemas de estru- turação, de modo que a administração desses recursos se torna essencial. O envolvimento dos gestores e colaboradores da empresa contribui significa- tivamente para o bom uso da tecnologia, já que caminhando juntos e buscando o propósito da empresa, trabalham no sistema de forma a garantir que as fer- ramentas disponibilizadas sejam utilizadas com o máximo proveito. É preciso alinhamento das ideias entre gestores, um setor de tecnologia da informação e usuários para que o resultado seja satisfatório. Segundo O’Brien (2004), o envolvimento dos gerentes de todas as áreas da organização facilita a administração da tecnologia da informação, desenvolvendo uma governança corporativa, em que o incentivo à participação nos processos de negócios é realizado em cada momento, desde a análise de ferramentas disponí- veis no sistema até problemas com usuários finais. Esse envolvimento torna-se primordial na administração da tecnologia da informação. Laudon e Laudon (2014) lembram que a explosão na utilização da tecnologia da informação pelas empresas gerou uma demanda crescente por profissionais e administradores de sistemas de informação. A consequência disso na gestão de e-business se dá na complicada tarefa de encontrar capital humano de quali- dade e, além disso, reter esse profissional na organização. Uma possibilidade para solucionar essas dificuldades referentes ao capital humano se dá pela utilização da terceirização ou outsourcing. Laudon e Laudon (2014) explicam que a Internet abriu novas possibilidades voltadas à terceirização de postos de trabalho. Esta prática pode ser vantajosa para as empresas em vir- tude dos custos dessas operações serem mais baixos do que a contratação direta RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E146 por esse tipo de mão-de-obra. Os autores complementam que esse tipo de ação tem sido bem-sucedida em tarefas que envolvem o trabalho de programação e manutenção de sistemas, além dos serviços de call center para o relacionamento com o cliente. Independente, da organização decidir por optar, ou não, pela terceirização, não é possível ter uma empresa na qual toda a sua operação seja executada por terceiros. Sempre será necessária a contratação de modo direto de colaboradores. Neste caso, Laudon e Laudon (2014) recomendam que a busca por esse profis- sional esteja centrada nas seguintes habilidades básicas: Profundo conhecimento da forma de utilização dos novos itens de har- dware e software pelas empresas para torná-las mais eficientes e efeti- vas, aumentar a proximidade com clientes e fornecedores, melhorar a tomada de decisão, obter vantagens competitivas e assegurar a sobrevi- vência da empresa. Isso inclui sólido domínio de bancos de dados, no que diz respeito ao seu projeto, implantação e gestão. Capacidade de liderar o projeto e a implantação de novos sistemas de informação, de trabalhar com outros profissionais do negócio para ga- rantir que os sistemas atendam aos objetivos corporativos e de traba- lhar com pacotes de software que ofereçam novas soluções de sistema (LAUDON; LAUDON, 2010, p. 27). É preciso ter em mente que um profissional bem preparado tem condições de contribuir para o crescimento com qualidade da organização. Principalmente no momento atual, onde a tecnologia da informação está tão presente nas organizações. A Relação entre o E-Businesse os Processos de Negócios da Empresa Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 147 A RELAÇÃO ENTRE O E-BUSINESS E OS PROCESSOS DE NEGÓCIOS DA EMPRESA É importante desmistificar o termo e-business, este nada mais é do que a uti- lização da tecnologia da informação na execução dos principais processos de negócios da empresa. Portanto e-business, refere-se à maneira pela qual a orga- nização conduz sua gestão com a utilização da tecnologia da informação. Os diversos sistemas de apoio gerencial e de apoio às operações apresenta- das na Unidade I são o primeiro passo a respeito da relação entre e-business e processos de negócios. Muitas empresas, na tentativa de melhorar seus processos de gestão, bus- cam, na tecnologia da informação, a solução para suas dificuldades operacionais. A maioria, no entanto, comete um erro clássico, o de tentar adequar o processo tradicional da organização à tecnologia que está sendo implementada. Isso não funciona. Ao adotar sistemas de informação os processos organizacionais devem ser alterados de acordo com as ferramentas tecnológicas que passaram a ser ado- tadas, principalmente em sistemas integrados, conforme podemos visualizar na figura a seguir. RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E148 Figura 1 - Sistemas integrados que automatizam processos de negócios Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 51). Observe, na Figura 1, que o e-business é uma organização na qual todos os seus processos estão interligados e relacionados pela utilização dos sistemas de infor- mação. Essa integração permite que os gestores tenham acesso aos indicadores de desempenho de maneira precisa e pontual no momento que precisarem con- sultá-los. O resultado dessa integração pode ser visto na Figura 2. A Relação entre o E-Business e os Processos de Negócios da Empresa Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 149 Sales by Type 2012 Consumer Brand Manufacturer 11.6%Catalog/CallCenter 13.6% Retail Chain 36.9% Web Only 37.9% Sales Revenue 2000 1500 1000 500 0 2009 2010 2011 2012 2013 2014 Returns on Investment $0 $10 $20 $30 $40 $50 ROI (in Dollars) Commercial e-mail $42.08 Search engine (keywords and context marketing) $21.90 Online catalogs $19.86 Display Ads $19.57 Internet other $16.75 Direct mail (postal) $12.57 Social networking sites $12.45 DR newspaper $12.26 DR magazine $10.26 Mobile internet $10.08 Telephone marketing $8.42 Radio $8.28 Television $6.62 Average Quantity 0 5 10 15 20 Average Amount $0 $50 $100 $150 $200 $250 Figura 2 - Painel digital dos principais indicadores da empresa Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 50). O que se vê na Figura 2 é conhecido como painel digital, um resumo dos princi- pais indicadores organizacionais. A utilização desse tipo de relatório só é possível em e-business tendo em vista a necessidade da ampla utilização de sistemas de informação interligados. Em outras palavras, uma empresa que não seja efeti- vamente e-business não consegue obter resultados satisfatórios com esse tipo de ferramenta e pior, pode até informações erradas. RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E150 SOLUÇÕES GRATUITAS PARA E-BUSINESS É bem provável que você esteja, neste momento, questionando o custo de tornar uma pequena empresa, quem sabe até mesmo uma microempresa, em e-business, pois saiba que você tem razão. Algumas dessas soluções, que são utilizadas pelas grandes empresas, são muito caras, na verdade, seus valores estão na casa dos milhares de reais. No mercado, existem soluções de qualidade para os pequenos negócios que podem ajudar as empresas que não tenham condições de imple- mentar sistemas de informação caríssimos e torná-las em e-business. Utilizando o sistema de buscas do Google ou qualquer outro sistema de buscas na Internet, é possível encontrar diversas soluções de e-business que são muito acessíveis e algumas, inclusive, gratuitas. Uma dessas soluções gratuitas é oferecida pela empresa MarketUp em parceria com o sebrae. A MarketUp é uma startup que desenvolveu um sistema ERP oferecido gra- tuitamente, a sua funcionalidade é bem simples e intuitiva, observe na figura a seguir. Soluções Gratuitas para E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 151 Figura 3 - Tela de apresentação do sistema de e-business MarketUP Fonte: o autor. Além de gratuito, o sistema MarketUp é totalmente online de maneira que a empresa necessita apenas de bom acesso à Internet. Outra boa opção de sistemas e-business gratuitos é o sistema de gestão empresarial integrada Freedom ERP, um software que necessita ser instalado no computador. A dificuldade desse sistema é a necessidade de ter certo conhecimento em tecno- logia da informação, inclusive em programação, para acertar a configuração dos Para ter mais informações a respeito da solução de e-business totalmen- te gratuita para as micro e pequenas empresas. Acesse: acesse: <https:// marketup.com/>. Fonte: o autor. RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E152 módulos, se necessário. Outro ponto negativo é o fato de que, no momento em que a empresa deseja expandir seus negócios, alguns módulos são comercializados. No caso de a empresa não ter os conhecimentos necessários, é possível formali- zar um contrato de manutenção com a distribuidora da solução Freedom ERP. Figura 4 - Tela de abertura sistema Freedom ERP Fonte: File Buzz ([2018], on-line)¹. É possível ter todas as informações necessárias a respeito da funcionalidade do sistema Freedom ERP. Para saber mais, acesse: <http://freedom.org.br>. Fonte: o autor. Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 153 Ao realizar uma busca de sistemas ERP, foram mostrados 60 diferentes tipos de softwares ERP entre gratuitos, gratuitos para testar e pagos. Para saber mais, acesse: <https://www.baixaki.com.br>. Fonte: o autor. Mais uma boa ferramenta de sistema e-business gratuito é o ERP Lite Free Plus, que permite a integração da empresa. O ponto negativo é a necessidade de pagamento quando a empresa crescer e precisar aprimorar ou adicionar maior funcionalidade ao sistema. Além dessas opções, é possível encontrar milhares de outras ferramentas ERP gratuitas para as pequenas empresas, basta fazer uma rápida pesquisa pela Internet ou em sites de download de arquivos, por exemplo, o Baixaki. Independentemente da solução a ser escolhida, é sempre bom lembrar que esses softwares, por melhores que sejam, com o crescimento da empresa e o aumento da complexidade das operações, a tendência será a aquisição de soluções pagas. SEGURANÇA DOS SISTEMAS DE E-BUSINESS Tanto no mundo físico como no virtual, estamos vulneráveis a diversos perigos que nos rodeiam. Preocupamo-nos com a segurança de nossos bens e optamos por fazer um seguro do automóvel e da casa. Também é importante zelar por nossa família, então fazemos um seguro de vida. Voltando nosso olhar às empre- sas, temos diversos bens e patrimônios investidos, assim, faz-se necessário um seguro empresarial para a proteção de furtos, incêndio e vendaval. RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E154 Pensando agora no mundo eletrônico e virtual, temos um bem patrimo- nial que não é palpável: a informação. É preciso dar muita atençãono que diz respeito à sua proteção, afinal, muitas vezes, ela tem mais valor que o próprio equipamento em que está armazenada. Entender a importância sobre segurança da informação é bem simples. Basta fazermos uma comparação com uma situação que, acredito, muitos já passaram. Você mesmo, que está lendo este livro agora, pode ter passado por situação simi- lar ou conhece alguém que já passou. Que situação é essa? Alguém roubou sua câmera digital depois de uma viagem de férias. Isso realmente é uma situação muito desagradável. Hoje é muito fácil comprar uma nova câmera. Essa tecnologia já não é mais uma novidade e, sendo assim, tornou-se mais barata e acessível, ainda mais com os créditos pessoais que temos no mercado. O grande detalhe, porém, é que as fotos que você havia tirado nessa viagem de férias, infelizmente, não podem ser recuperadas ou compradas de volta! Aquele momento registrado em que você e sua esposa estavam deliciando o prato de sopa quente acompanhado de uma taça de vinho tinto na cidade de Gramado ficará apenas na sua memória! Outra situação é você ligar o seu computador em um belo dia e, simples- mente, ele parar de funcionar. Neste caso, você o leva a uma loja que presta serviços de assistência técnica e solicita um orçamento. Passadas algumas horas, o técnico liga para você informando que o seu HD está queimado, não sendo possível recuperar as informações contidas nele. Então, você tem a sensação de que o chão abriu embaixo de você. E agora? “O meu trabalho de conclusão de curso estava gravado neste computador!” ,“o artigo que eu estava escrevendo para enviar para um congresso estava salvo em minha pasta”, “aquelas músicas que eu tanto gosto de ouvir estavam salvas e orga- nizadas dentro dele”. Pois é! Você compra outro mas as informações se foram. Com estas duas pequenas situações fica bem clara a importância de zelar pela informação. Hoje, como vivemos em um mundo voltado cada vez mais à tecnologia e ao virtual, precisamos conhecer ferramentas e subsídios que pos- sam nos auxiliar a não nos deparar com problemas como estes. Proteger os computadores com programas antivírus, ter cópias de segu- rança dos seus arquivos importantes, alterar as senhas de acesso de suas contas Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 155 de e-mail, sistemas e redes sociais com mais frequência. São pequenas ações que podem fazer uma grande diferença no futuro. Infelizmente, a maioria das pes- soas não se preocupam com isso, até sentir na própria pele a dor do prejuízo causado pela falta de cuidado. Segurança é o afastamento do perigo. Então, tenho certeza de que ninguém gostaria que sua conta bancária fosse invadida por um hacker e as suas econo- mias conquistadas com tanto suor fossem desviadas para outra conta. Por esse motivo, as empresas, principalmente as maiores, precisam investir vigorosamente na segurança e integridade das suas informações, tanto física como virtualmente. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A sua empresa já parou para pensar quão valioso são os dados e as informações armazenadas no sistema de informação? Será que as empresas estão preparadas para transparecer o cuidado que elas têm com a segurança para os seus clien- tes e fornecedores? Em virtude disso, a segurança da informação é um assunto que está sendo abordado pelos gestores com conhecimento aprofundado sobre o assunto e sabendo lidar com imprevistos ocorridos no uso da tecnologia. Segundo Guimarães e Johnson (2007), foi realizada uma pesquisa pela con- sultoria Price Waterhouse Coopers e a revista InfoExame a qual revelou que 30% das empresas brasileiras ainda não têm qualquer preocupação com a política de privacidade de seus dados. Há problemas mesmo entre aquelas empresas que já desenvolveram suas normas de privacidade. Muitos funcionários desconhecem estas normas, uma vez que 55,7% das empresas, dentre as que afirmam ter uma política de privacidade, dizem que divulgam as normas somente no momento da contratação. Em contrapartida, 25,5% das organizações já demitiram, pelo menos uma vez, por abuso no e-mail ou navegação na Internet. A quantidade de informações que a empresa soma ao longo do tempo de uso de um sistema de informação é armazenada em um banco de dados, e estes, por sua vez, precisam ser protegidos. RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E156 Para termos uma ideia de como as empresas cuidam do seu patrimônio, exemplificaremos o caso da empresa Merrill Lynch, que tinha sua sede no Word Trade Center, de acordo com Guimarães e Johnson (2007), após os atentados de 11 de setembro de 2001, a empresa poderia ter parado seu funcionamento, mas ela tinha armazenado suas informações em bancos de dados distribuídos entre vários pontos do mundo. Neste caso, a empresa optou pela distribuição do banco de dados em locali- dades diferentes, mas também se deve dar atenção à vulnerabilidade do sistema, na atualização dos dados da empresa para esses servidores, pode haver invasão por terceiros e roubo desses dados atualizados. Em relação à segurança da informação, na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), existe uma norma que é a ISO/IEC 27002:2005, que trata de questões relacionadas à tecnologia da informação e técnicas de segurança, mais especificamente, definindo um código de prática para a gestão da segurança da informação. Essa norma estabelece diretrizes e princípios gerais para iniciar, implementar, manter e melhorar a gestão de segurança da informação em uma organização. Os objetivos definidos nessa norma proveem diretrizes gerais sobre as metas geral- mente aceitas para a gestão de segurança da informação (ABNT, 2007). A implantação de um sistema de segurança da informação deve ser planejada na empresa como um todo, pensando nos recursos que a empresa disponibiliza, sejam pessoas ou máquinas. Um planejamento das etapas e atividades a serem realizadas torna-se essencial, uma forma de se fazer isso é utilizando a ferra- menta de qualidade chamada ciclo PDCA. A ferramenta do PDCA é aplicada em diferentes etapas, que são: o plane- jamento, a execução, a verificação e a ação. Voltado à segurança da informação, segundo a Promon Business & Technology Review (2005, p. 21), podemos enten- der da seguinte forma: Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 157 RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E158 A segurança da informação deve ser vista como uma forma de minimizar os impactos causados por interrupções inesperadas, como também garantir a qua- lidade das informações geradas e garantir que o sistema não seja invadido por pessoas não autorizadas (BATISTA, 2006). Ainda de acordo com o autor, os sistemas de informações sofrem algumas ameaças, são elas: Quadro 2 - Principais ameaças para o sistema de informação AMEAÇA EFEITO Incêndio Os computadores, arquivos e registros manuais po-dem ser destruídos. Falha elétrica Todo o processamento é suspenso, o equipamento pode ser danificado e podem ocorrer acidentes de dados ou interrupções dos serviços de telecomunica- ção. Mau funcionamento do hardware Os dados são processados sem precisão ou de modo incompleto. Erros de software Os erros gerados pelos usuários durante transmissão, entrada, validação, processamento da informação, destruição acidental ou não podem prejudicar o pro- cessamento ou gerar informações que não represen- tam a realidade ou não são confiáveis Crime por computador O uso ilegal de hardware, softwares ou dados resulta no roubo de dinheiro ou na destruição de dados ou serviços valiosos. Mau uso do computadorOs sistemas de computador são usados com propósi-tos antiéticos. Fonte: Batista (2006, p. 237). Na empresa, a informação fica disponibilizada para vários funcionários em que acessos remotos são liberados, com login e senha, dessa forma, o sistema fica vulnerável, pois a conexão com a empresa feita pelos funcionários pode aconte- cer em redes variadas, seguras ou não (TURBAN, 2004). Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 159 A seguir, são listadas algumas terminologias utilizadas para segurança da informação. Quadro 3 - Problemas com a segurança da informação PROBLEMAS COM A SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO Backup Cópia extra dos dados e/ou programas, mantida em local seguro. Decriptografar Transformação de código criptografado em dados legí-veis, após a transmissão; Criptografar Transformar dados em código criptografado antes de sua transmissão. Exposição O dano, perda ou prejuízo que pode ocorrer, caso algo saia errado em um sistema de informação. Tolerância a falhas A capacidade de um sistema de informação continuar operando, normalmente por um tempo limitado e/ou a um nível reduzido, quando acontece uma falha. Controles de sistemas e informação Os procedimentos, dispositivos ou software que procu- ram assegurar que o sistema opera como planejado. Integridade (dos dados) Uma garantia de precisão, integridade e confiabilidade dos dados. A consistência do sistema é garantida pela integridade de seus componentes e sua integração. Risco A probabilidade que uma ameaça se concretize. Ameaças (ou perigos) Os diversos perigos aos quais um sistema está exposto. Vulnerabilidade A suscetibilidade do sistema ao dano causado pela ameaça. Fonte: Turban (2004, p. 540). Quando falamos em segurança, existem três elementos que estão relacionados e devem ser planejados e programados para se ter um resultado satisfatório, são eles: confidencialidade, integridade e disponibilidade. 1. A confidencialidade está relacionada à propriedade de somente liberar a informação para as pessoas autorizadas, ou seja, aquelas que têm acesso liberado. RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E160 2. A integridade garante que a manipulação da informação não altere a sua originalidade. 3. A disponibilidade se refere a ter a informação no momento que a empresa precisa. REQUISITOS DE SEGURANÇA A segurança das informações não pode ser validada apenas pela tecnologia existente, as políticas de planejamento e gerenciamento das ações por parte dos gestores é fundamental. Antes que a empresa inicie um projeto de segurança, vimos que o ciclo PDCA determina ações a serem realizadas em cada etapa, a avaliação de risco é uma forma que a empresa tem para identificar quais são os riscos aos quais ela está suscetível, como também quais controles serão necessários. Segundo Laudon e Laudon (2014), a avaliação de risco permite que os gestores da empresa, em conjunto com os especialistas em segurança, consigam determi- nar qual o prejuízo que a empresa terá caso algum processo não seja controlado. Por exemplo, podemos avaliar em uma empresa a quantidade de pedidos recebidos pelo sistema de informação em um ano, caso aconteça uma falha no sistema elétrico e a empresa deixe de operar o sistema por algum período, poderá ser estimado qual o prejuízo causado. Estes fatores devem ser avaliados cuida- dosamente para evitar decisões precipitadas. Alguns passos podem ser seguidos pelos gestores quando falamos em ava- liação de risco, são eles: 1. Desenvolver a consciência dos riscos de tecnologia da informação. 2. Quantificar os impactos aos negócios. 3. Desenvolver soluções aplicáveis para a realidade da empresa. 4. Colocar em prática essas soluções. 5. Elaborar programas de melhoria contínua. Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 161 Depois de avaliados os riscos para a informação da empresa, é necessário estabe- lecer uma política de segurança, pois, com isto a empresa consegue determinar pessoas responsáveis e o caminho a ser percorrido, os responsáveis têm um norte a seguir para a implementação dos recursos. Segundo Laudon e Laudon (2014), a política de segurança permite estabe- lecer uma hierarquia para os riscos, com definições de prioridade e metas de segurança aceitáveis. Após a avaliação dos riscos, a empresa determina como será a implantação das tecnologias referentes à segurança, estas são de extrema importância, pois são a base desse procedimento juntamente com os colabora- dores responsáveis. FUNCIONAMENTO DE UM SISTEMA DE SEGURANÇA Para um bom funcionamento do sistema de segurança, é necessário que a empresa tenha em mente o que deve ser protegido, contra o que será necessário proteger e como será feita a proteção. Você já pensou em entrar na Internet do seu computador sem um antivírus? Em poucos minutos, diversas invasões poderiam acontecer e dados poderiam ser perdidos, arquivos poderiam ser roubados e informações pessoais prolifera- das nas redes. Nas empresas, também acontecem estes problemas, pois algumas delas ainda não estão preocupadas com a segurança dos seus dados e ficam vul- neráveis a invasões. Para Laudon e Laudon (2004), a segurança dos sistemas de informação está relacionada à proteção dos computadores contra danos e o uso não autorizado, em relação a este fato, existem três importantes aspectos da segurança, que são: garantir a segurança dos dados; proteger os PCs e redes; desenvolver os planos de recuperação dos desastres que afetam os sistemas de informação. Esses fatores exigem, por parte dos gestores, uma atenção maior do que em tempos anteriores, visto que a necessidade do uso da informação e a dependência do uso da tecnologia aumentaram consideravelmente, uma vez que o mercado está em constante evolução, exigindo respostas rápidas e confiáveis. RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E162 As estratégias devem ser avaliadas para que mecanismos de defesas sejam adotados, segundo Laudon e Laudon (2004), elas devem abordar a segurança dos dados, a proteção dos PCs e redes e a recuperação dos desastres, podendo ser avaliadas da seguinte maneira: Quadro 4 - Objetivos da estratégia de defesa OBJETIVOS DA ESTRATÉGIA DE DEFESA 1. Prevenção e detenção Os controles de desenho podem impedir que aconte- çam erros, impedir os criminosos de atacar o sistema e, melhor ainda, negar acesso às pessoas não autoriza- das. A prevenção e a detenção são importantes, prin- cipalmente onde o potencial de dano é muito alto. 2. Detecção Pode ser que não seja economicamente viável evitar todos os perigos e as medidas de detenção podem não funcionar. Por isso, os sistemas desprotegidos são vulneráveis a ataques. Da mesma forma, como num incêndio, que quanto antes for detectado, mais fácil será combatê-lo e menor será o dano. 3. Limitação Esta estratégia visa a reduzir (limitar) as perdas depois de acontecer algum problema. Os usuários normal- mente querem que seus sitemas voltem a funcionar o mais rápido possível. Isto pode ser feito por meio de um sistema de tolerância a falhas que permite a operação provisória de um sistema defeituoso até que a recuperação total tenha sido efetuada. 4. Recuperação O plano de recuperação explica como consertar um sistema de informação danificado o mais rápido possí- vel. Umas das formas de recuperação rápida é substi- tuir os componentes ao invés de consertá-los. 5. Correção Corrigir as causas dos danos aos sistemas pode evitar que o problema aconteça novamente. Fonte: Turban (2004, p. 545-546). Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr oduç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 163 PESSOAS X SEGURANÇA Você acredita que as pessoas escolhem como querem fazer uso da tecnologia? Muitos defendem a ideia de que as pessoas utilizam a tecnologia da maneira que acreditam ser a melhor para sua vida, apesar de muitos não conseguirem nem pensar em viver longe da tecnologia, ainda há uma grande parte da população brasileira, incluindo jovens, que optam por não utilizar os recursos tecnológi- cos disponíveis no mercado. Na empresa, essa opção vai de encontro com o objetivo da organização, ou seja, se ela utiliza um sistema de informação ou conexão via internet com clien- tes e fornecedores, o colaborador precisa se adequar a esta regra. A resistência é um fator a ser considerado, vejamos o exemplo do processo de instalação de um ERP na Petrobrás. Para que o sistema inicializasse, foram feitas 170.000 horas-aula para os funcionários. Durante esse período de trei- namento, alguns colaboradores encararam essa tecnologia como um problema muito grande, dado que colaboradores operacionais não conseguiam manusear o mouse. Dessa forma, as pessoas devem receber uma atenção especial. Para um bom recebimento da tecnologia da informação por parte dos cola- boradores e, consequentemente, um uso adequado, é necessário planejar algumas ações voltadas para o capital humano. O treinamento da equipe de trabalho é um item fundamental, os gestores precisam montar uma estratégia para contratar, desenvolver e remunerar os colaboradores. Segundo Gordon e Gordon (2006), com a utilização da tecnologia, alguns funcionários mudam de função, outros são contratados e até demissões acontecem por não se encaixarem no modelo de negócio adotado. Quando a empresa resolve investir em um sistema de informação, na grande maioria das vezes, é realizada também a contratação de uma consultoria de processos, já que as atividades que são realizadas pelos colaboradores podem se tornar mais eficientes e ágeis com a utilização de um sistema, desta forma, a orientação visa a garantir a melhoria desses processos. A consultoria também auxilia no treinamento das equipes, e para que este realmente alcance o resultado desejado, deve se focar em alguns itens funda- mentais, são eles: RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E164 ■ Fazer treinamento no momento que os colaboradores irão utilizar a fer- ramenta em suas atividades diárias. ■ Estimular o uso do computador, os treinamentos devem ser realizados na própria tecnologia. ■ No momento da negociação da empresa com o fornecedor da tecnologia, os treinamentos precisam ser pensados e programados, de preferência incluídos no contrato da prestação de serviço. ■ Os treinamentos são mais eficazes no próprio horário de trabalho dos colaboradores. As pessoas estão ligadas diretamente com a vulnerabilidade dos sistemas na empresa, um dos fatores é o uso do e-mail, de acordo com Laudon e Laudon (2014), o e-mail pode conter anexos que podem ser enviados com segredos do negócio da empresa, dados confidenciais de clientes, enfim, informações do banco de dados da empresa e que podem servir para outros externos à organização. Basicamente, a segurança dos sistemas de informação está vulnerável a dois tipos de riscos (MATTOS, 2005): ■ O mau funcionamento não intencional de componentes, como hardware, software e pessoas. ■ O mau funcionamento causado por pessoas mal-intencionadas. Mattos (2005) ainda considera que o organismo humano está sujeito a várias falhas, e algumas devido: ■ À fadiga humana: durante o período de trabalho, as pessoas não têm a mesma eficiência durante todo o período, no decorrer do dia, acabam se esgotando física ou mentalmente. ■ A problemas pessoais: algumas pessoas não conseguem separar o ambiente empresarial do familiar, levando problemas para a empresa, influenciando no desempenho. ■ À falta de concordância com a empresa: em alguns momentos, o relacio- namento das pessoas com a política de trabalho acaba tendo conflitos. Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 165 ■ A interesses pessoais: dependendo do que o colaborador tem como obje- tivo, o uso de um sistema de informação pode propiciar fraudes e erros sem controle. ■ À incompetência: a falta de treinamento de busca de informação ou de motivação para as atividades desempenhadas. O acompanhamento dos colaboradores pela equipe de tecnologia da informa- ção é de vital importância para identificação desses empecilhos que podem influenciar no uso da tecnologia e deixar os sistemas vulneráveis. Falhas e erros humanos são comuns, visto que todos nós estamos suscetíveis a erros, mas trei- namento adequado e acompanhamento das ações diminuem consideravelmente estes percalços. Segundo Turban (2004), as empresas podem formular estratégias visando a aproximação dos colaboradores de uma empresa com a equipe de tecnologia da informação, são elas: Quadro 5 - Estratégias de aproximação entre colaboradores e equipe de TI ESTRATÉGIAS • Implantar uma unidade especial de apoio aos usuários que coordene a garan- tia de qualidade, a administração dos dados e os sistemas administrativos. • Implantar uma unidade de treinamento e desenvolvimento do usuário final, responsável pelo treinamento e a certificação de pacotes de software de siste- ma de informação. • Dar total prioridade e visibilidade à computação de usuário final. • Treinar os funcionários do departamento de sistema de informação para que entendam os negócios da empresa. • Implementar uma equipe de resolução de conflitos que rapidamente admi- nistre conflitos entre o departamento de sistema da informação e os usuários finais. • Reconhecer o diretor da tecnologia da informação como membro da adminis- tração da empresa. • Conceder aos funcionários o poder de tomar decisões instantâneas, no senti- do de reduzir interferências e atrasos para os usuários finais. • Desenvolver um plano de falhas para cada uma das unidades usuárias, de modo a reduzir as interferências em seu trabalho quando um sistema falha. Fonte: Turban (2004, p. 536). RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E166 Essas estratégias devem estar alinhadas aos controles, pois não adianta os ges- tores de TI fazerem o planejamento das estratégias, a programação de como serão executadas e, se no momento de colocar em prática, não houver con- trole e acompanhamento das ações dos usuários no sistema. Esses controles de acessos podem ser considerados físicos quando uma pessoa é restrita a deter- minadas áreas, e controles lógicos quando relacionados às travas nos sistemas de informação. Dentre os controles de acesso ao sistema de informação, pode- mos citar os seguintes: Controle de Acesso Diante deste tema, podemos considerar o termo controle de acesso como sendo o conjunto de políticas e métodos que a empresa adota para evitar que pessoas indevidas acessem os sistemas disponíveis (LAUDON; LAUDON, 2007). Para obter o acesso à informação, o usuário precisa ser autorizado pela libe- ração dos acessos, como também precisa ser autenticado. Esta autenticação é feita geralmente com o uso de senhas que os usuários cadastram no sistema de informação, depois dessa senha cadastrada, os gestores liberam o acesso das ferra- mentas que o usuário irá utilizar para realizar suas atividades nas rotinas diárias. Por exemplo, para um usuário que trabalha no setor financeiro e cadastra o movimento bancário, o gestor irá liberar o acesso ao módulo financeiro e à fer- ramenta de movimento bancário. Com isso, esse usuário não terá acesso a outros módulos do sistema, como compras, almoxarifado,comercial etc. Controle Biométrico O controle biométrico é uma forma de identificação das pessoas que estão libe- radas para utilização do sistema de informação por meio de identificações físicas e comportamentais, entre as mais frequentes estão: fotografia do rosto, impres- sões digitais, geometria da mão, leitura da íris, padrão de vasos sanguíneos na retina do olho humano, voz, assinatura, dinâmica de digitação, dentre outras medidas biométricas (LAUDON; LAUDON, 2004). Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 167 Algumas empresas já estão adotando esse tipo de controle com os seus ser- vidores, liberando somente as pessoas devidamente identificadas para ter acesso ao local que eles estão armazenados. Firewall O firewall é um dispositivo que garante a sua navegação na Internet de forma tranquila, ele acompanha as informações que são processadas entre sua máquina e o servidor da empresa, permitindo acessos e bloqueando arquivos que possam danificar os dados e a segurança das informações. O firewall é uma combinação de hardware e software que controla o fluxo de tráfego que entra ou sai da rede. Geralmente, é instalado entre as redes internas da empresa e as redes externas, como a Internet, embora também possa ser uti- lizado para proteger partes da rede da empresa do restante da rede (LAUDON; LAUDON, 2007, p. 226). Hackers Para o autor Mattos (2005), os hackers são pessoas que mexem nas coisas, fuça- doras, que geralmente começam como um garoto jovem que se interessa por computador e, com isso, ele vai descobrindo que é possível invadir outros compu- tadores, espalhar programas para executar algumas funções, bisbilhotar arquivos alheios etc., desta forma, torna-se um criminoso cibernético. Um cracker é um hacker especializado em quebrar proteções, enquanto um hacker se aproveita das falhas de segurança, o cracker elimina a segurança dos sistemas. Segundo Mattos (2005), algumas ações podem ser consideradas como de hackers, são elas: Quadro 6 - Ações criminosas de um hacker 1. Gerar um cartão de crédito válido, mas falso, e fazer compras com ele; 2. Bombardear uma conta com milhares de e-mails, bloquendo sua caixa de correio; RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E168 3. Trafegar pela Internet sem ser descoberto (usando, com isso, um site não iden- tificável, localizado em alguns países). 4. Invasão de um banco, transferindo dinheiro de uma conta para sua. 5. Invadir uma rede de computadores e copiar as senhas usadas. 6. O tráfego de uma rede, coletando informações. 7. Provocar uma parada em um computador que administra uma rede (servidor) da Internet ou em um computador específico. 8. Apagar os Bios de um computador, o tornando inútil. 9. Alterar o conteúdo de uma home page. 10. Construir vírus, worms e trojans. 11. Instalar pequenos programas pela Internet. 12. Enviar material criminoso encriptado por meio de figuras, músicas e outras formas disfarçadas (terrorismo). 13. Copiar software comercial. 14. Quebrar a proteção de softwares comerciais, que podem então ser usados sem senha ou registro. 14. Construir bombas caseiras, ou produtos químicos letais (terrorismo). 15. Abrir cadeados, travas e fechaduras. 16. Alterar o medidor de consumo de energia elétrica. 17. Construir equipamentos anti-radar. 18. Interceptar ligações telefônicas, ou fazer ligações gratuitas. 19. Mudar a área de acesso de um telefone celular. 20. Usar computador de terceiros para armazenar arquivos próprios. 21. Coletar informações sobre o que está sendo digitado no teclado e enviá-las via e-mail. 22. Intercambiar músicas pela Internet em formato MP3 diretamente entre dois computadores. Fonte: Mattos (2005, p. 128-129). Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 169 Vírus Os vírus podem causar grandes prejuízos para as organizações, eles são conside- rados pequenos programas que capturam dados, travam sistemas operacionais, roubam senhas pessoais e podem também apagar os registros dos dados inseri- dos no sistema de informação. Os vírus de computador são comparados aos que atacam o organismo humano, pois assim que conseguem acesso a um computador, automaticamente se reproduzem e se proliferam para outras máquinas. Esta proliferação acon- tece com o uso da Internet, eles podem utilizar meios para serem enviados para outros computadores, por exemplo, falhas de segurança, e-mails ou downloads. Dessa forma, é necessária a conscientização dos colaboradores da organi- zação seu computador e os recursos que estão disponíveis de maneira correta, além da segurança instalada pela própria organização. Caro(a) aluno(a), nesta unidade, nosso estudo esteve voltado para questões referentes ao capital humano, a relação entre e-business e negócios, soluções gra- tuitas para e-business e segurança dos dados e informações. O desenvolvimento da tecnologia da informação, com o consequente aumento desta pelas organizações, demanda a utilização de mão-de-obra preparada. Assim, o maior desafio para as empresas, além da necessidade de implemen- tar ferramentas de sistemas de informação está na contratação e retenção de pessoas competentes para a gestão dessas ferramentas. Além disso, a utilização da tecnologia da informação, tende a transformar os processos de negócios da empresa de modo que esta precise estar adequada aos novos modelos tecnoló- gicos, e não o contrário. Muitos empreendedores podem se assustar com os novos rumos que a ges- tão das empresas vem tomando, no entanto, a existência de diversas ferramentas tecnológicas, muitas gratuitas, permitem que as empresas possam iniciar seus e-business e se colocarem em uma condição favorável junto ao mercado, dimi- nuindo o impacto frente aos grandes concorrentes. Por último, a segurança dos e-business, talvez o item mais importante desta unidade, tenta mostrar às empresas a importância da segurança, visando, garan- tir a qualidade, a integridade e a totalidade das informações, fato que se torna RELAÇÃO ENTRE EMPRESA Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. IVU N I D A D E170 fundamental à medida em que, as empresas começam a utilizar a tecnologia para inserir, armazenar e trocar dados, seja nos processos internos, seja nos exter- nos à organização. É importante levar em consideração que o fator segurança precisa ser consi- derado com os olhares voltados para dentro e para fora da empresa. Internamente, é preciso que sejam realizadas ações para assegurar que o sistema tenha um bom funcionamento e, ainda, seja atribuída a devida atenção à relação existente com a equipe de trabalho que opera o sistema, que deve ser devidamente treinada e capacitada para executar esta tarefa. Medidas simples que a empresa pode adotar no seu dia a dia contribuem para o bom andamento do sistema de segurança, como o controle de acessos aos usuários do sistema de informação, o acompanhamento das ações realizadas por esses usuários na rede, o bloqueio de sites da Internet, o bloqueio de downloads, ou seja, ações que podem ajudar na segurança das informações. De maneira geral, é preciso que os responsáveis pela segurança das informa- ções voltem seus olhos para os dois lados, interno e externo, pois as atividades do cotidiano da empresa que se relacionam com os colaboradores também pre- cisam ser zeladas e ter a atenção devida pelo departamento de TI. Acredito que esta unidade foi muito útil para os seus estudos e desejo que tenha muito sucesso em sua caminhada. A seguir, um breve resumo sobre os temas abordados nesta unidade. Segurança dos Sistemas de E-Business Re pr od uç ão p ro ibid a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 171 • Capital humano: o profissional deve ter profundo conhecimento da for- ma de utilização dos novos itens de hardware e software pelas empresas para torná-las mais eficientes e efetivas, aumentar a proximidade com clientes e fornecedores, além de capacidade de liderar projetos de im- plantação de novos sistemas de informação e trabalhar com outros profis- sionais do negócio para garantir que os sistemas atendam aos objetivos corporativos. • Relação entre e-business e processos da empresa: quando as empre- sas adotam tecnologia da informação na solução para suas dificuldades operacionais, os processos organizacionais devem ser alterados de acordo com as ferramentas tecnológicas. • Soluções gratuitas para e-business: existem diversas opções de ferra- mentas gratuitas para e-business, dentre elas, destacam-se: MarketUp, Freedom ERP e ERP Lite Free Plus. Ademais, uma rápida busca na Internet utilizando o Google pode retornar muitas outras opções. • Segurança dos sistemas de e-business: um dos itens mais importantes em uma empresa, tendo em vista o aumento da utilização das ferramen- tas de tecnologia da informação, a implementação de estratégias de segu- rança por parte das empresas é fundamental como medida para resguar- dar suas informações, não só quanto ao roubo, mas em caso de problemas técnicos ou mesmo acidentes. 172 1. Uma maneira das organizações diminuírem o impacto com a mão-de-obra é pela opção da terceirização. É praticamente impossível, no entanto, que toda a operação da empresa seja terceirizada, por isso, sempre será necessária a contratação de funcionários. Diante dessa informação, analise as afirmativas a respeito do perfil de funcionário que a empresa deve procurar: I. Profundo conhecimento na forma de utilização dos antigos itens de hardware e software. II. Domínio de bancos de dados no que diz respeito ao projeto à implantação e à gestão dos sistemas de informação da organização. III. Ter capacidade para liderar projetos de implantação de novos sistemas de informação. IV. Garantir que os sistemas da empresa atendam aos objetivos corporativos. Assinale a alternativa correta: a) Somente a afirmativa I. b) Somente as afirmativas I e II. c) Somente as afirmativas III e IV. d) Somente as afirmativas I, II e III. e) Somente as afirmativas II, III e IV. 2. Muitas empresas, para melhorar seus processos de gestão, buscam, na tecno- logia da informação a solução para suas dificuldades operacionais. A maioria, porém, comete um erro clássico. Sobre isto, analise as afirmativas. I. As empresas, quando implantam sistemas de informação, tentam adequar o processo tradicional da organização à tecnologia que está sendo imple- mentada. II. As empresas, quando implantam sistemas de informação, tentam adequar a nova tecnologia de informação ao processo tradicional da organização. III. Ao adotar sistemas de informação, os processos organizacionais devem ser alterados de acordo com as ferramentas tecnológicas adotadas. IV. Não há necessidade de se preocupar com os processos antigos, tendo em vista que, na implantação dos sistemas de informação, todo processo orga- nizacional será reorganizado. 173 Assinale a alternativa correta: a) Somente a afirmativa I. b) Somente a afirmativa II. c) Somente as afirmativas III e IV. d) Somente as afirmativas I, II e III. e) Somente as afirmativas II, III e IV. 3. Um problema que micro e pequenas empresas podem enfrentar na instalação de sistemas e-business está no elevado custo deste tipo de sistema. Com base nessa informação, assinale a alternativa correta. a) Tendo em vista os elevados custos dos sistemas de e-business, micro e pe- quenas empresas não têm condições de utilizar esses tipos de sistemas. b) O alto custo dos sistemas de e-business não é fator impeditivo para as micro e pequenas empresas, uma vez que existem no mercado ofertas de soluções gratuitas desses sistemas. c) Apesar de existirem muitas soluções gratuitas de sistemas de e-business, esses softwares não são recomendados para uso comercial. d) As grandes empresas de sistemas de e-business oferecem módulos gratui- tos de seus sistemas apenas para organizações com mais de 300 funcioná- rios. e) É muito difícil para as micro e pequenas empresas terem acesso aos siste- mas de e-business gratuitos, uma vez que estes só podem ser adquiridos fora do mercado nacional. 174 4. Quando uma empresa decide implementar um sistema de informação, a segu- rança deste deve ser planejada pensando em toda a organização. Para tanto, é necessário realizar o planejamento das etapas e atividades a serem realizadas. Uma forma de fazer isto é utilizando a ferramenta de qualidade chamada ciclo PDCA. Diante disto, relacione cada etapa do ciclo PDCA com sua respectiva atividade. 1 - PLAN ( ) Monitorar e revisar o Sistema de Gestão da Segurança da Informação. 2 - DO ( ) Implementar e operar o Sistema de Gestão da Segurança da Informação. 3 - CHECK ( ) Estabelecer um Sistema de Gestão de Segurança da Infor-mação. 4 - ACT ( ) Manter e melhorar o Sistema de Gestão da Segurança da Informação. Assinale a alternativa correta: a) 1, 2, 3 e 4. b) 3, 2, 1 e 4. c) 4, 2, 3 e 1. d) 4, 3, 2 e 1. e) 2, 3, 4 e 1. 175 5. Pensar na segurança da informação é uma maneira de diminuir as conse- quências dos problemas que possam ocorrer com interrupções inespera- das dos sistemas, além de garantir que os sistemas não sejam invadidos por hackers. Com esta informação, relacione os tipos de ameaças ao sistema de informações com seu respectivo problema: 1 - Falha elétrica ( ) Programas processam dados sem preci- são, de modo incompleto ou sem atender à necessidade do usuário. 2 - Crime por computador ( ) Os sistemas são usados com propósitos antiéticos. 3 - Mau uso do computador ( ) O uso ilegal de hardware, software ou dados resulta no roubo de dinheiro ou na destruição de dados ou serviços valiosos. 4 - Erros de software ( ) todo o processamento é suspenso, o equipamento pode ser danificado e podem ocorrer acidentes de dados ou interrupções dos serviços de telecomunicações. Assinale a alternativa correta: a) 1, 2, 3 e 4. b) 3, 2, 1 e 4. c) 4, 3, 2 e 1. d) 1, 4, 3 e 2. e) 2, 3, 1 e 4. 176 SEGURANÇA NA INTERNET A Internet já está presente no cotidiano de grande parte da população e, provavelmen- te, para estas pessoas, seria muito difícil imaginar como seria a vida sem poder usufruir das diversas facilidades e oportunidades trazidas por esta tecnologia. Por meio da Inter- net você pode: • encontrar antigos amigos, fazer novas amizades, encontrar pessoas que comparti- lham seus gostos e manter contato com amigos e familiares distantes; • acessar sites de notícias e de esportes, participar de cursos a distância, pesquisar assuntos de interesse e tirar dúvidas em listas de discussão; • efetuar serviços bancários, como transferências, pagamentos de contas e verifica- ção de extratos; • fazer compras em supermercados e em lojas de comércio eletrônico, pesquisar pre- ços e verificar a opinião de outras pessoas sobre os produtos ou serviços ofertados por uma determinada loja; • acessar sites dedicados a brincadeiras, passatempos e histórias em quadrinhos, além de grande variedade de jogos para as mais diversas faixas etárias; • enviar a sua declaração de Imposto de Renda, emitir boletim de ocorrência, con- sultar os pontos em sua carteira de habilitação e agendar a emissão de passaporte; • consultar a programação das salas de cinema, verificar a agenda de espetáculos te- atrais, exposições e shows e adquirir seus ingressos antecipadamente; • consultar acervos de museus e sites dedicados à obra de grandes artistas, onde é possível conhecer a biografia e as técnicas empregadas por cada um. Estes são apenas alguns exemplos de como você pode utilizar a Internet para facilitar e melhorara sua vida. Aproveitar esses benefícios de forma segura, entretanto, requer que alguns cuidados sejam tomados e, para isto, é importante que você esteja informado dos riscos aos quais está exposto para que possa tomar as medidas preventivas neces- sárias. Alguns destes riscos são: Acesso a conteúdos impróprios ou ofensivos: ao navegar, você pode se deparar com páginas que contenham pornografia, que atentem contra a honra ou que incitem o ódio e o racismo. Contato com pessoas mal-intencionadas: existem pessoas que se aproveitam da falsa sensação de anonimato da Internet para aplicar golpes, tentar se passar por outras pes- soas e cometer crimes, como estelionato, pornografia infantil e sequestro. Furto de identidade: assim como você pode ter contato direto com impostores, tam- bém pode ocorrer de alguém tentar se passar por você e executar ações em seu nome, levando outras pessoas a acreditarem que estão se relacionando com você, e colocando em risco a sua imagem ou reputação. 177 Furto e perda de dados: os dados presentes em seus equipamentos conectados à In- ternet podem ser furtados e apagados pela ação de ladrões, e códigos maliciosos. Invasão de privacidade: a divulgação de informações pessoais pode comprometer a sua privacidade, de seus amigos e familiares e, mesmo que você restrinja o acesso, não há como controlar que elas não serão repassadas. Além disto, os sites costumam ter políticas próprias de privacidade e podem alterá-las sem aviso prévio, tornando público aquilo que antes era privado. Divulgação de boatos: as informações na Internet podem se propagar rapidamente e atingir um grande número de pessoas em curto período de tempo. Enquanto isto pode ser desejável em certos casos, também pode ser usado para a divulgação de informa- ções falsas, que podem gerar pânico e prejudicar pessoas e empresas. Dificuldade de exclusão: aquilo que é divulgado na Internet nem sempre pode ser totalmente excluído ou ter o acesso controlado. Uma opinião dada em um momento de impulso pode ficar acessível por tempo indeterminado e pode, de alguma forma, ser usada contra você e acessada por diferentes pessoas, desde seus familiares até seus chefes. Dificuldade de detectar e expressar sentimentos: quando você se comunica via In- ternet não há como observar as expressões faciais ou o tom da voz das outras pessoas, assim como elas também não podem observar você (a não ser que vocês estejam utili- zando webcams e microfones). Isto pode dificultar a percepção do risco, gerar mal-en- tendido e interpretação dúbia. Dificuldade de manter sigilo: no seu dia a dia, é possível ter uma conversa confidencial com alguém e tomar cuidados para que ninguém mais tenha acesso ao que está sendo dito. Na Internet, caso não sejam tomados os devidos cuidados, as informações podem trafegar ou ficar armazenadas de forma que outras pessoas tenham acesso ao conteúdo. Uso excessivo: o uso desmedido da Internet, assim como de outras tecnologias, pode colocar em risco a sua saúde física, diminuir a sua produtividade e afetar a sua vida social ou profissional. Plágio e violação de direitos autorais: a cópia, alteração ou distribuição não autori- zada de conteúdos e materiais protegidos pode contrariar a lei de direitos autorais e resultar em problemas jurídicos e em perdas financeiras. Outro grande risco relacionado ao uso da Internet é o de você achar que não corre ris- cos, pois supõe que ninguém tem interesse em utilizar o seu computador ou que, entre os diversos computadores conectados à Internet, o seu dificilmente será localizado. É justamente este tipo de pensamento que é explorado pelos malfeitorespois, ao se sentir seguro, você pode achar que não precisa se prevenir. 178 Esta ilusão, infelizmente, costuma terminar quando os primeiros problemas começam a acontecer. Muitas vezes os malfeitores estão interessados em conseguir acesso a gran- des quantidades de computadores, independente, de quais são, e para isto, podem efe- tuar varreduras na rede e localizar grande parte dos computadores conectados à Inter- net, inclusive o seu. Um problema de segurança em seu computador pode torná-lo indisponível e colocar em risco a confidencialidade e a integridade dos dados nele armazenados. Além disto, ao ser comprometido, seu computador pode ser usado para a prática de atividades ma- liciosas, por exemplo, servir de repositório para dados fraudulentos, lançar ataques con- tra outros computadores (e assim esconder a real identidade e localização do malfeitor), propagar códigos maliciosos e disseminar spam. Fonte: adaptado de Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segu- rança no Brasil (2017, on-line)². Material Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR A loja de tudo - Jeff Bezos e a era da Amazon Brad Stone Editora: Intrínseca Sinopse: pioneira no comércio de livros pela Internet, a Amazon esteve à frente da primeira grande febre das pontocom. Mas Jeff Bezos, seu visionário criador, não se contentaria com uma livraria virtual descolada: ele queria que a Amazon disputasse de uma seleção ilimitada de produtos e preços radicalmente baixos – e se tornasse “a loja de tudo”. Para pôr em prática esta visão, Bezos desenvolveu uma cultura corporativa de ambição implacável e de alto sigilo que poucos conheciam de verdade. O jornalista Brad Stone obteve acesso inédito a funcionários e executivos da Amazon, além de familiares e amigos de Bezos. O resultado é uma análise de como é a vida na gigante do comércio online, com detalhes que expõem um mundo de competitividade sem limites. Mr. Robot: Sociedade Hacker Ano: 2015 Sinopse: Elliot Alderson é um engenheiro de cibersegurança e hacker que sofre de transtorno de ansiedade social e depressão clínica. Se vê numa encruzilhada quando o líder de um misterioso grupo de hackers o recruta para destruir a fi rma que ele é pago para proteger. Motivado pelas suas crenças pessoais, ele luta para resistir à chance de destruir os CEOs da multinacional que ele acredita estarem controlando — e destruindo — o mundo. O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT). BR mantém um site com diversas informações a respeito dos incidentes de segurança em computadores que envolvam redes conectadas à Internet no Brasil. Web: <https://www.cert.br>. REFERÊNCIAS BATISTA, E. O. Sistemas de Informação: o uso consciente da tecnologia para o ge- renciamento. São Paulo: Saraiva, 2006. GORDON, S, R.; GORDON, J. R. Sistemas de Informação: Uma Abordagem Geren- cial. Rio de Janeiro: LTC: 2006. GUIMARÃES. A, S.; JOHNSON. G, F. Sistemas de Informações: Administração em Tempo Real. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2007. LAUDON. K, C.; LAUDON. J, P. Sistemas de Informação Gerencial. 11 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2014. _______________________. Sistemas de Informação Gerencial. 7 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. _______________________. Sistemas de Informação Gerencial. 5 ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2004. MATTOS, A. C. M. Sistemas de informação: uma visão executiva. São Paulo: Saraiva, 2005. O’BRIEN, J. A. Sistemas de Informação e as decisões gerenciais na era da inter- net. São Paulo: Saraiva, 2004. TURBAN, E. Tecnologia da Informação para Gestão. Trad. Schinke, R. 3.ed. Porto Alegre: Bookman, 2004. Referências online ¹Em: <https://www.filebuzz.com/software_screenshot/full/freedom_erp_demo- 631619.png>. Acesso em: 01 nov. 2018. ²Em: <https://cartilha.cert.br/seguranca/>. Acesso em: 01 nov. 2018. GABARITO 181 1) Alternativa E. 2) Alternativa A. 3) Alternativa B. 4) Alternativa B. 5) Alternativa C. U N ID A D E V Prof. Me. Danillo Xavier Saes Prof. Me. Ricardo Azenha Loureiro Albuquerque Prof.ª Me. Márcia Pappa NEGÓCIOS DIGITAIS Objetivos de Aprendizagem ■ Apresentar os passos necessários para a criação de negócios digitais. ■ Conhecer a infraestrutura para a criação de negócios digitais. ■ Estudar a gestão dos negócios digitais. ■ Entendero funcionamento do marketing digital. Plano de Estudo A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade: ■ Criação de negócios digitais ■ Infraestrutura dos negócios digitais ■ Gestão dos negócios digitais ■ Marketing aplicado aos meios digitais NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E184 CRIAÇÃO DE NEGÓCIOS DIGITAIS Faz um bom tempo que os negócios digitais deixaram de ser tendência e passa- ram a ser algo comum. As empresas, principalmente as do varejo, com suas lojas físicas, que têm interesse em crescer e se manter no mercado, precisam pensar seriamente na possibilidade de levar seus negócios para o mundo digital. De 1995, ano em que o comércio eletrônico tem início, até os dias de hoje, como mostra a Figura 1, o faturamento deste tipo de negócio saiu do zero com previsão de chegar a mais de 600 bilhões de dólares por ano em 2017. Fa tu ra m en to d e co m ér ci o el et rô ni co e m pr es a- co ns um id or (b ilh õe s de d ól ar es ) Anos 700 600 500 400 300 200 100 0 19 96 19 97 19 98 19 99 20 00 20 01 20 02 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 20 11 20 12 20 13 20 14 20 15 20 16 20 17 Figura 1 - Crescimento do comércio eletrônico Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 325). Criação de Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 185 Do início do comércio eletrônico até os dias de hoje, muitas destas empresas digitais faliram. O que se tem visto é o domínio cada vez maior de empresas que nasceram no mundo digital e se tornaram gigantes da tecnologia, como Google, Amazon, eBay e Expedia (LAUDON; 2014). Esta informação é muito impor- tante porque deixa claro para quem quiser se aventurar neste mercado se adaptar a esta nova modalidade de negócio. Muitos sites de grandes grupos varejistas de comércio eletrônico do Brasil têm sofrido para alcançar o lucro, e muitos grupos do varejo que nasceram exclu- sivamente para atuar no mercado digital, ou já venderam suas operações ou já fecharam suas “portas” (o correto, neste caso, seria: desligaram os seus servido- res de acesso à Internet). O maior problema de empresas exclusivamente do mercado digital está nos custos de operações. Em 1999, Jeff Bezos, fundador da Amazon, tinha um negócio de sucesso com mais de 4 mil funcionários, no entanto, acumulava um prejuízo de 350 milhões de dólares (PERSONA, 2009), com o passar dos anos, a empresa foi se ajustando e encontrou o seu espaço hoje é uma das maiores empresas de negócios digitais. Se para as empresas que surgem a fim de atuar especifica- mente no mundo digital esse modelo de negócio é difícil, de ser explorado, para as empresas físicas que desejam expandir para a Internet também é. A grande maioria dos empresários e empreendedores que possuem empresas tradicionais acreditam que montar um negócio para funcionar no meio digital seja apenas desenvolver um site na Internet, escolher um sistema de e-commerce e cadastrar os produtos ou serviços de suas organizações no site e pronto. Realmente, este é o caminho, mas o que se tem percebido é que esta escolha não é a mais acertada. O Netscape foi o primeiro portal da Internet a comercializar publicidade de grandes corporações, sendo o precursor da ideia de que a Web poderia ser utilizada como uma nova mídia para publicidade e vendas. Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 325). NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E186 Apesar do negócio digital ser mais um canal de vendas para as empresas, ele tem algumas particularidades que necessitam ser ajustadas em conjunto com a sua empresa física. Quando surgir a ideia de criar um negócio digital, o cami- nho para isso é o mesmo para criar uma empresa qualquer, montar um plano de negócios, mesmo que a empresa já exista e já atue no mercado há muitos anos. O plano de negócios é um documento no qual os empreendedores preen- chem com a identificação dos objetivos de negócios de uma empresa e definem suas estratégias (TURBAN, 2004 p. 9). No plano de negócio, deverá constar o modelo de negócio a ser praticado no mundo digital, ou seja, é preciso pontuar quais serão as atividades planejadas e concebidas para resultar lucro no mercado virtual. Stefano (2016, p. 90) explica que o modelo de negócios é “o centro do plano de negócios, o qual podemos definir como o documento que o descreve e que deve sempre levar em conta o ambiente concorrencial”. A escolha do modelo de negócio não é exclusivo para empresas virtuais, mas o comércio eletrônico tem algumas particularidades que precisam ser levadas em consideração, como: ■ A Internet/Web está disponível em qualquer parte, a qualquer momento. ■ Os dispositivos móveis estendem o serviço para áreas e comerciantes locais. ■ A tecnologia atravessa fronteiras nacionais e abrange todo o planeta. ■ Existe um conjunto de padrões tecnológicos especificamente para a Internet. ■ O comércio pode atravessar fronteiras nacionais e culturais harmoniosa- mente, sem modificações. ■ Os sistemas de computador independentes podem comunicar-se facilmente. ■ A tecnologia funciona pela interação com o usuário. Criação de Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 187 ■ A tecnologia reduz os custos de informação e eleva a qualidade. ■ A tecnologia permite que mensagens personalizadas de texto, áudio e vídeo sejam entregues tanto a indivíduos quanto a grupos. ■ A tecnologia suporta geração de conteúdos e redes sociais. ■ Os custos de comunicação, armazenagem e processamento das informa- ções caem vertiginosamente. ■ A personalização de mensagens de marketing e a customização de pro- dutos e serviços baseiam-se em características individuais. ■ Novos modelos de negócio de Internet social permitem a criação e a dis- tribuição de conteúdo criados por usuários e o suporte a redes sociais (LAUDON; 2014, p. 328). Além dos modelos de negócio tradicionais de compra e venda, a Internet tem contribuído para o surgimento de novos modelos de negócio, e este é mais um motivo para que o empreendedor tenha maior preocupação na elaboração de seu plano de negócios e, principalmente, em seu modelo de negócio. NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E188 Para isso, o Quadro 1 traz uma sugestão de plano de negócio. Quadro 1 - Elementos essenciais para elaborar um plano de negócios ELEMENTO DESCRIÇÃO Proposição de valor É como uma empresa atende às necessidades dos clientes e relação aos produtos e serviços. Modelo de receita Descreve como a empresa vai gerar receita, pro- duzir lucros e retorno sobre o capital investido. Exemplo de modelos de receita de: assinatura - a empresa oferece seu conteúdo ou serviços aos usuários e cobra uma taxa de inscrição para o acesso de algumas ou todas as suas ofertas; taxa - uma empresa recebe uma taxa para ativar ou exe- cutar uma transação; vendas - uma empresa deriva receita com a venda de bens, informações ou serviços; afiliado - dirige uma empresa de negócios para um afiliado e recebe uma taxa de referência ou percentagem das receitas de todas as vendas resultantes. Oportunidade de mercado Refere-se ao marketspace pretendido da empresa e às oportunidades financeiras disponíveis (poten- ciais e globais). Ambiente competitivo Refere-se às outras empresas que operam no mes- mo marketspace vendendo produtos similares. Vantagem competitiva Alcançada por uma empresa quando pode produzir um produto de qualidade superior ou trazer o produto ao mercado a um preço mais baixo do que a maioria ou a totalidade dos seusconcorrentes. Estratégia de mercado É o plano que detalha exatamente como se pre- tende entrar num novo mercado e atrair novos clientes. Criação de Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 189 ELEMENTO DESCRIÇÃO Desenvolvimento organiza- cional Descreve como a empresa organizará o trabalho que precisa ser feito. Equipe de gestão São os colaboradores da empresa responsáveis por fazer o trabalho do modelo de negócio. Fonte: Stefano (2016, p. 91-92). No plano de negócio, como você viu anteriormente, se define o modelo de negó- cio, no nosso caso virtual. Para isto, os tipos de modelos de negócios podem ser observados no Quadro 2. Quadro 2 - Modelos de negócios de Internet CATEGORIA DESCRIÇÃO EXEMPLOS Loja virtual (e-tailer) Vende produtos diretamente aos consumi- dores ou a empresas individuais. Amazon RedEnvelope.com Corretora de transações Poupa tempo e dinheiro dos usuários, processando transações de venda online, gerando uma comissão a cada vez que ocorre uma compra. ETrade.com Expedia Criadores de mercado Provê um ambiente digital no qual compradores e vendedores possam se reunir, procurar e apresentar produtos e determinar preços. Pode atender os consumidores ou ao comércio eletrônico B2B, gerando receitas com as comissões de transação. eBay Priceline.com Exostar Elemica Provedor de conteúdo Gera receita fornecendo conteúdo digital, como notícias, músicas, fotos ou vídeos pela Web. O cliente pode pagar para acessar o conteúdo, ou pode gerar receita pela venda de espaço publici- tário. WSJ.com Gettylmages.com iTunes.com Games.com NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E190 CATEGORIA DESCRIÇÃO EXEMPLOS Provedor de comunidade virtual Provê um local de reunião online onde as pessoas que tenham interesses seme- lhantes possam se comunicar e descobrir informações úteis. Facebook Google plus iVillage, Twitter Portal Provê um ponto inicial de entrada na Web aliado a conteúdo especializado e outros serviços, Yahoo Bing Google Provedor de serviços Provê aplicações Web 2.0, tais como compartilhamento de fotos e vídeos, e conteúdo gerado por usuários como serviços. Oferece também armazenamento de dados online e cópia de segurança de arquivos. Google Apps Photobucket.com Dropbox Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 335). Depois de definir o modelo de negócio, é preciso definir o modelo de receita do seu negócio digital. Laudon e Laudon (2014, p. 337) explicam que o modelo de receita é a maneira pela qual a empresa irá obter os seus rendimentos, gerar lucros e produzir um rendimento superior em seus investimentos. É claro que, mesmo que a empresa adote um modelo de receita em específico, nada a impede de utilizar uma combinação de diversos modelos, como mostra o Quadro 3. Criação de Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 191 Quadro 3 - Modelos de receitas para negócios de Internet MODELO DE RECEITA DESCRIÇÃO EXEMPLO Modelo de propaganda O site gera receita atraindo um gran- de público de visitantes, e anúncios podem ser expostos. Para isto, é indi- cado gerar algum tipo de conteúdo que desperte o interesse das pessoas. UOL Terra Modelo de vendas As empresas obtêm receita com a venda de produtos, informações ou serviços aos clientes. Amazon iTunes Modelo de assinatura Um site que ofereça conteúdo ou serviços cobrando, para isso, uma taxa regular de assinatura para acesso integral ou parcial ao que oferece. Netflix Xbox Live Estadão Modelo de free/free- mium As empresas oferecem serviços e conteúdos básicos gratuitamente e cobram por recursos avançados ou especiais. Google Spotify Pandora Flickr Modelo de taxa por transação Uma empresa recebe uma taxa por permitir ou executar uma transação. eBay Mercado Livre Modelo de receita por afiliação Os sites afiliados enviam visitantes para outros sites em troca de uma taxa de referência ou percentual de receita de qualquer venda resultante. MyPoints Epinions Yelp Fonte: adaptado de Laudon e Laudon (2014, p. 337-338). Uma sugestão para quem quer entrar no mercado digital e não tem muito dinheiro e nem muito conhecimento técnico, é a utilização de sites de e-commerce com modelos prontos de lojas virtuais. Também é possível fazer parte de sites de shoppings virtuais, em que a prin- cipal vantagem é a quantidade de visitas destes sites. NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E192 INFRAESTRUTURA DOS NEGÓCIOS DIGITAIS O investimento em infraestrutura para empresas atuarem em negócios digi- tais não é barato. É necessário investir em computadores, servidores de dados e acesso, softwares de gerenciamento, sem contar nos investimentos em segu- rança. Para as pequenas e médias empresas, todo esse investimento não vale a pena, neste caso, é mais interessante contratar empresas que oferecem o serviço de lojas virtuais prontas, como foi dito no tópico anterior. A infraestrutura a ser utilizada na implementação de uma solução para negócios digitais deverá se consistir de hardware, software, tecnologias de gestão de dados, de rede, de telecomunicações e de serviços, como mostra a Figura 2. Figura 2 - Infraestrutura de Tecnologia da Informação Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 147). O hardware é todo equipamento voltado ao processamento computacional, armazenamento e periféricos de entrada e saída. É composto por servidores, computadores pessoais, notebooks e dispositivos móveis, como celulares, que permitem acesso aos dados corporativos e à Internet. Infraestrutura dos Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 193 A configuração na estrutura de hardware mais comum utilizada atualmente pelas empresas é a cliente/servidor, de maneira que o cliente é o computador utilizado pelos usuários como ponto de entrada de dados ou utilizando os apli- cativos da organização que estão armazenados no servidor, um computador potente que pode estar instalado na própria empresa ou em data centers espa- lhados pela Web. A Figura 3 mostra uma estrutura cliente/servidor. Figura 3 - Estrutura interna cliente/servidor Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 149). No caso da Figura 3, o servidor fica instalado na própria empresa. Este tipo de estrutura pode ser vantajoso para aquelas organizações que tenham condições de manter um pessoal especializado na manutenção e uma assessoria na confi- guração e manutenção deste tipo de estrutura. A outra possibilidade, como foi dito, é que o servidor esteja instalado em data centers, ou seja, empresas que terceirizam a utilização de servidores e que utilizam a Internet como meio de conexão. Veja na Figura 4. NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E194 Figura 4 - Estrutura cliente/servidor utilizando Internet Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 150). Também conhecido como Cloud Computing este tipo de estrutura pode ser mais vantajoso para empresas que preferem manter o foco em seu negócio, deixando a estrutura de acesso e utilização de servidores a cargo de empresas terceiras. A Figura 5 mostra um exemplo de estrutura Cloud Computing. Figura 5 - Cloud Computing (Computação na nuvem) Fonte: Laudon e Laudon (2014, p. 154). Infraestrutura dos Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 195 Para fazer com que o hardware funcione são necessários softwares aplicativos e softwares de sistema. Os softwaresaplicativos são os programas que o usuário utiliza corriqueiramente no desenvolvimento de suas atividades, por exemplo, o pacote Office da Microsoft, enquanto que os softwares de sistema são aque- les que fazem especificamente os computadores funcionarem, como Windows, Linux ou Mac OS. Tanto os softwares aplicativos quanto os de sistema são adqui- ridos de terceiros. Os softwares de gestão de dados são os programas utilizados pelos usuários para gerenciar as empresas, como sistemas de estoque, gestão de clientes e for- necedores e os sistemas de gerenciamento dos negócios virtuais. Todos os itens de hardware e software devem estar conectados em uma estru- tura de rede e telecomunicações que possibilite acesso à Internet e também à transmissão de dados, voz e vídeo. É importante lembrar que essa infraestru- tura de redes e telecomunicações é um dos itens mais importantes e críticos em um negócio digital e demanda maior atenção. Depois da empresa decidir pelos equipamentos, softwares e conexões de rede que serão utilizados, tudo isso deverá ser montado na própria empresa. Os ser- vidores que irão funcionar 24h por dia deverão ficar localizados em um setor da empresa designado como datacenter, ou seja, uma instalação que reúne os servidores com os softwares de gestão da empresa e dos negócios digitais. Além disso, ele deve dar todo o suporte em questões referentes à energia elétrica, ao backup de sistemas e à segurança. NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E196 GESTÃO DOS NEGÓCIOS DIGITAIS As empresas que lidam com negócios digitais têm certa vantagem e relação às empresas tradicionais, que seria a forte cultura digital. Parece insignificante, mas a presença desse tipo de cultura facilita a gestão dessas empresas, simplesmente por saberem utilizar os sistemas de informação de maneira mais eficiente do que a maioria das empresas tradicionais. Além da gestão da organização de maneira tradicional, ou seja, mesmo as empresas digitais têm uma estrutura organizacional que demanda atenção em sua gestão, a utilização dos conceitos e teorias da administração devem ser utilizadas como se faz nas empresas tradicionais. Em outras palavras, independentemente da empresa ter o seu negócio digital, ela também possui departamentos de recur- sos humanos, comercial, de produção e administrativo. E a maneira de gerir essa estrutura é como gerir uma empresa qualquer, aplicando os conceitos teóricos da administração. Por serem empresas que possuem seus negócios inteiramente voltados ao mundo digital, algumas particularidades, no entanto, precisam ser levadas em consideração, por exemplo, maior presença digital na gestão da empresa. Esta presença digital se dá pela utilização das ferramentas de gestão, como sistemas ERP, que jáforam apresentados neste livro em unidades anteriores. Outro ponto que merece atenção na gestão de negócios digitais é o fato desse tipo de organização estar lidando com incertezas tecnológicas que se fazem pre- sentes no mundo digital. Day et al. (2010, p. 20) explicam que estas incertezas estão “enraizadas em sinais ambíguos de mercado e nas estruturas competiti- vas embrionárias que distinguem as tecnologias emergentes das estabelecidas”. Assim, a necessidade das empresas que atuam com negócios digitais é buscar profissionais que tenham novas habilidades com diferentes maneiras de pensar e que levem em consideração novas abordagens inovadoras de administração, tendo em vista a grande complexidade e incerteza que as mudanças tecnológi- cas proporcionam. Por conta deste cenário, o administrador de empresas que atua com negó- cios digitais tem como principal papel gerenciar e controlar as incertezas que são consequências das tecnologias emergentes, este tipo de condição não pode Gestão dos Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 197 ser tratada como uma análise usual. Day et al. (2010, p. 23) falam de gestores que atuam com tecnologias emergentes são bem-sucedidos justamente por “não administrarem a incerteza, mas sim, navegarem por ela e a explorarem”. Se você me perguntar qual a melhor maneira de gerenciar empresas de negó- cios digitais, minha resposta é simples: não existe “a melhor maneira”, até porque não existe receita para administrar qualquer tipo de empresa. Agora, levando em consideração tudo o que temos dito a respeito da incerteza, é necessário que fique claro, mesmo utilizando preceitos e conceitos das tradicionais teorias da administração uma nova abordagem de gestão, diferentemente da utilizada pelas empresas tradicionais, precisa ser aplicada. Como as mudanças causadas pela tecnologia ocorrem muito rapidamente, a organização precisa estar alicerçada em um contexto mais dinâmico, de modo que o processo de tomada de decisão ocorra de maneira acelerada. Esta condi- ção demanda que as estratégias sejam formuladas de maneira abrangente e com maior capacidade de adaptação. Day et al. (2010, p. 26) trazem como exemplo a Microsoft no final dos anos 80, que tinha como estratégia “perseguir simultane- amente as plataformas Windows, OS/2 e Unix”. Esse tipo de estratégia que, em um primeiro momento, parecia ser dispersa, mostrou-se “uma estratégia robusta e adaptável”, que se utilizou de um pensamento divergente, e também o planeja- mento do cenário, que possibilitou explorar múltiplas opções. Isto mostra que as empresas digitais devem utilizar o planejamento como uma ferramenta de apren- dizado, e não apenas como um mecanismo de controle ou de previsibilidade. Na questão financeira, diferentemente das empresas tradicionais que utilizam ferramentas de gestão, as quais consideram fluxos de caixa descontados ou com prazos de retorno muito simples, o que muitas vezes, desconsidera o ambiente de incerteza, proporcionado pela tecnologia das empresas digitais precisam que os recursos sejam alocados de maneira um pouco mais informal e interativa, com compromissos financeiros reavaliados ao passar do tempo, ao invés de decisões simples entre sim ou não das empresas tradicionais. Em relação à exploração do mercado, os gestores das empresas de negócios digitais precisam analisar o mercado por uma perspectiva diferente das empresas tradicionais. Os negócios digitais, na maioria das vezes, apresentam tecnologias inovadoras que são desconhecidas da maioria dos clientes, e isto faz com que os NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E198 gestores digitais mantenham seu foco na identificação de mercados para produ- tos que possam sanar necessidades de clientes pioneiros dispostos a utilizar essas tecnologias inovadoras. Esse estudo de mercado remete ao desenvolvimento de pesquisas de tecnologias de maneira mais flexível, com a utilização de uma estra- tégia mais adaptável e por uma busca de múltiplas alternativas. O Quadro 4 traz um comparativo entre a maneira de gerenciar empresas tradicionais e empresas digitais. Quadro 4 - Diferenças na gestão de empresas tradicionais x empresas digitais DOMÍNIO EMPRESAS TRADICIONAIS EMPRESAS DIGITAIS Ambiente/setor • Risco e incerteza admi- nistráveis (poucos resul- tados discretos definem o futuro). • Volátil e imprevisível (nenhuma base para a previsão do futuro), altas complexidade e ambi- guidade. Estrutura • Estável e previsível. • Turbulenta e incerta. Feedback • Linear e estruturado. • Causalmente ambíguo. Relação com: Fornecedores, concor- rentes, clientes, canais, agências reguladoras • Conhecidos. • Novos ou desconhecidos. Domínio do mercado • Definido claramente. • Em formação/evoluindo. Gestão dos Negócios Digitais Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 199 Clima organizacional• Regras aceitas, zonas de conforto conhecidas. • Limites rígidos e bem definidos, com dependência nas capa- cidades existentes. • Sem regras, sem sa- bedoria convencional, em geral irrelevante ou enganosa. • Limites permeáveis, com ênfase em ultrapassar li- mites, no uso de padrões para superar a ausência de capacidades e em uma dependência de recursos externos. Tomada de decisão • Procedimentos e pro- cessos bem estabeleci- dos, evitando conflitos. • Tomada de decisão acelerada que valoriza o conflito construtivo e a intuição. Formulação de estra- tégia • Enfoque no ganho de vantagem em alavancar recursos, tempo pre- sente, ferramentas de estratégia “tradicionais”, pensamento conver- gente. • Enfoque na criação de um conjunto robusto e adaptável de estratégias múltiplas; tempo real, processo voltado para as questões; desenvolvi- mento de cenário; pensa- mento divergente. Recursos financeiros • Fluxo de caixa descon- tado tradicional/prazo para retorno ou criação de valor para acionista. • Procedimentos bem especificados (risco explícito/negociações recompensadoras. • Parâmetros claros. • Valor de opções reais; heurísticos. • Procedimentos informais e interativos (pequenos compromissos iniciais). • Juízo amadurecido. NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E200 Avaliação de mercado • Pesquisa estrutura- da em um contexto definido, com atributos conhecidos, concessões identificáveis e concor- rentes conhecidos. • Enfoque na demanda primária. • Experimentação e abor- dagens de sondar para aprender. • Pesquisa de necessidade latente. • Análise dos usuários líderes. • Enfoque na demanda secundária. Pesquisa e desenvolvi- mento - P&D. • Processo formal de desenvolvimento de produto em uma série de etapas que visa a reprodução, as medidas definidas, as especifi- cações fixas e à pressão de tempo para a comer- cialização. • Processo adaptado para o desenvolvimento em estágio inicial por meio da experimentação, le- vando adiante múltiplas alternativas e um prazo de tempo elástico. Gerenciamento de pessoal • Recrutamento, seleção, supervisão, promoção e compensação tradicio- nais. • Novo/ênfase na diversi- dade, quebra de regras, novos sistemas de com- pensação, e assim por diante. Apropriação dos ganhos • Ganhos apropriados por meio de vantagens sustentáveis baseadas na durabilidade, na ambiguidade causal, nas barreiras à imitação e em ameaças acredi- táveis. • Ganhos apropriados por meio de mecanismos como patentes, segredos, vantagem de tempo e controle dos ativos com- plementares. Fonte: adaptado de Day et al. (2010, p. 25). Perceba que as diferenças na maneira, de gerir empresas digitais frente às empre- sas tradicionais são pontuais. De tudo isso é preciso que fique claro, como já foi dito, não existe uma receita de sucesso. O que se tem, em termos de gestão, são modelos que, uma vez utilizados, trouxeram bons resultados, e agora são repli- cados para quem queira utilizar. Marketing Aplicado aos Meios Digitais (E-Marketing) Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 201 O importante, quando for gerenciar seu negócio digital, independente, do modelo de gestão ou da ferramenta administrativa adotada, a tradicional rela- ção custo x benefício deve sempre estar presente. MARKETING APLICADO AOS MEIOS DIGITAIS (E-MARKETING) A Associação Americana de Marketing (AMERICAN MARKETING ASSOCIATION, [2018] on-line)¹ traz uma definição de marketing como uma atividade, um conjunto de conhecimentos e os processos de criar, comunicar, entregar e trocar ofertas que tenham valor para consumidores, clientes, par- ceiros e sociedade em geral. Em outras palavras, o marketing é o conjunto de ferramentas que tem como escopo apresentar para o mundo produtos e serviços desenvolvidos pelas empresas para atender às necessidades dos clientes. Kotler e Keller (2013, p. 3) completam essa definição ao explicar que o marke- ting “envolve a identificação e a satisfação de necessidades humanas e sociais”, ou seja, “atende às necessidades de maneira lucrativa”. Marketing, então, é entender o cliente para oferecer-lhe aquilo que ele deseja ou necessita. Quando a Apple lançou iPhone e quando a Toyota apresentou o Prius, seu carro híbrido, elas receberam uma enxurrada de pedidos por que haviam projetado o produto certo, com base em uma cuidadosa lição de casa de marketing (KOTLER; KELLER, 2013, p. 3). Há alguns anos, como o surgimento da Internet e, posteriormente, o início da comercialização dos produtos por meio do comércio eletrônico, as empresas e os profissionais de marketing criaram termos para diferenciar o marketing tradicio- nal daquele praticado pela Internet. Surgia, então, o e-marketing ou marketing digital, e com o crescimento das redes sociais, o marketing social. Tudo isso em um período de um pouco mais de 20 anos, quando em 1994, são publicados os NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E202 primeiros anúncios na Internet, ao mesmo tempo em que as pessoas estão come- çando a tomar contato com esta nova mídia de comunicação. Para empresas digitais, é preciso entender que os conceitos do marketing tradicional vão se aplicar de maneira um pouco diferente. Essas empresas digi- tais ou e-business têm sua operação quase que totalmente voltada ao mundo digital e, com isso, o e-marketing passa a ser uma parte essencial das atividades dessas organizações. Strauss (2012, p. 5) explica que o e-marketing “consiste no uso da tecnologia da informação para as atividades de marketing”, ou seja, é o resultado da tecno- logia da informação aplicado ao marketing tradicional. Atualmente, a utilização da Internet pelas pessoas e pelas empresas já está consolidada. É claro que existem algumas organizações que ainda não se deram conta da importância de estar no meio digital, assim como ainda existem algu- mas pessoas que, da mesma forma, ainda não se preocupam em fazer parte de redes sociais ou utilizar as ferramentas disponíveis na Internet como parte do seu dia a dia, mas percebe-se que, em alguns anos, não haverá mais esta lacuna. Por conta disso, diferenciar o marketing digital do marketing tradicional vem perdendo o sentido, na verdade, o marketing digital está se tornando mais uma ferramenta do marketing tradicional, tendo em vista que o negócio eletrônico, como explica Strauss (2012, p. 8), se tornou simplesmente uma parte de como as coisas são realizadas, ou seja, “o e-business é apenas business e, e-marketing é apenas marketing”. A autora ressalta: “o e-business sempre terá modelos, con- ceitos e práticas exclusivas” e, com isso, deverá utilizar ferramentas específicas do e-marketing. VANTAGENS DO MARKETING DIGITAL X MARKETING TRADICIONAL Utilizar o marketing digital tem inúmeras vantagens frente ao marketing tradicional. Em primeiro lugar, a redução de custos se dá por atingir os clientes certos com um custo muito menor em relação aos métodos tradicionais. Os resultados Marketing Aplicado aos Meios Digitais (E-Marketing) Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 203 podem ser rastreáveis e mensuráveis com a possibilidade de conseguir dados detalhados com relação ao resultado das campanhas de marketing e à reação dos clientes. O alcance é global, podendo chegar a mercados espalhados por todo o mundo. É possível oferecer ofertas personalizadas em ações de marketing um a um com acesso instantâneo aos clientes de maneira individual, promovendo campanhas mais interessantes e tendo como resultado melhores taxas de con- versão, isto é, aumento das compras. De qualquer forma, independentemente, de sua empresaser ou não digital, as ferramentas de marketing digital têm se tornado muito mais eficazes do que as do marketing tradicional. Você ainda tem alguma dúvida? Percebeu a importância de trabalhar com mídia digital? A maneira de anun- ciar utilizando as ferramentas de Internet, porém, também é diferente das maneiras tradicionais de anúncios. PASSO A PASSO EM MARKETING DIGITAL Apesar do título deste tópico fazer referência a um passo a passo, na verdade, o que vou te apresentar é apenas uma sugestão de muitas que você poderá encon- trar se fizer uma pesquisa no Google sobre marketing digital. No entanto, algumas dessas sugestões são comuns e devem ser utilizadas na maioria das campanhas de marketing digital a ser implementadas por empresas que têm seus negócios digitais. Produção de Conteúdo As novas gerações, de acordo com Bortoli (2013 p. 23), sobretudo aquelas conhecidas como Millenials ou geração Y, “grupo de pessoas que nasceram no período de 1978 até 2000”, e a geração Z, “aquelas pessoas que nasceram a partir do ano 2000”, as duas têm como característica pessoas nascidas em um mundo no qual a tecnologia da informação já estava praticamente desenvolvida, princi- palmente aqueles que nasceram a partir de 1994, cresceram junto com a Internet. NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E204 E o que mais se encontra na Internet é conteúdo, no entanto, a maioria do con- teúdo que se encontra nela é superficial. Essa superficialidade diz respeito, justamente, à característica dessa geração Y, na qual Calliari (2012, p. 12) aponta ser esta “a geração dos 140 caracteres, o limite máximo de informações transmitidas pelo Twitter”. Para essa geração, “não se trata apenas de conseguir informação com facilidade e velocidade, mas também de fornecê-la, à sua maneira [...]. Eles realmente têm as condições para formar opinião em escala global” (CALLIARI, 2012, p. 15). São essas pessoas que têm utilizado a Internet de maneira mais eficiente em termos de divulgação de conteúdo. São os youtubers, os bloggers, os “twiteiros” e etc., ou seja, os jovens que aprenderam a utilizar a rede para expressar suas opiniões e interesses. As pessoas que trabalham com marketing perceberam o impacto que isso tem na for- mação das opiniões dos seguidores desse pessoal, passando a estudar e, aprender como fazer. É por isso que a produção de conteúdo na Internet é uma estraté- gia bastante utilizada e muito eficaz para ser utilizada como marketing digital. Para fazer um marketing de conteúdo eficiente, é preciso seguir cinco prin- cípios fundamentais: 1. Fazer marketing de conteúdo é transformar sua marca em fonte de conhe- cimento relevante para o consumidor. 2. Fazer marketing de conteúdo é conhecer onde o seu público procura informação. 3. Fazer marketing de conteúdo é compreender que os consumidores não estão preocupados ou interessados em sua marca. Eles estão preocupados com as suas próprias vontades e objetivos de vida, mas se você oferecer o que eles precisam para alcançar seus objetivos, eles podem começar a prestar atenção em você. 4. Fazer marketing de conteúdo é estar presente no processo de compra do consumidor e oferecer exatamente o que ele precisa saber para tomar sua decisão. 5. Fazer marketing de conteúdo é construir um relacionamento confiável com o consumidor, inclusive no pós-venda (REZ, 2016, p. 60). Marketing Aplicado aos Meios Digitais (E-Marketing) Re pr od uç ão p ro ib id a. A rt . 1 84 d o Có di go P en al e L ei 9 .6 10 d e 19 d e fe ve re iro d e 19 98 . 205 Antes de decidir sobre qual conteúdo tratar faça uma pesquisa utilizando ferra- mentas de busca, como o Google, de modo a encontrar palavras-chave que têm se destacado nas buscas para escrever sobre assuntos quais as pessoas apresen- tam maior interesse. É muito importante que você possa medir o desempenho de suas campanhas, seja dos conteúdos, seja de outras ferramentas que esteja utilizando. Por isso, o Google disponibiliza duas ferramentas que são imprescindíveis para a realiza- ção do seu marketing digital: Google Adwords e Google Analytics. A primeira é uma ferramenta na qual você compra palavras-chave para poder ser encontrado nas buscas realizadas pelas pessoas utilizando o Google. A segunda ferramenta faz a medição de acessos que o seu site tem recebido, e isso é muito importante para que você possa ter uma ideia da receptividade de suas campanhas online. Outras ferramentas para anunciar em redes sociais também podem ser uti- lizadas, como o Facebook Ads e o Instagram Ads. Apesar de sua utilização estar diminuindo, o e-mail ainda pode ser uma boa ferramenta para ser utilizada pelo marketing digital. O e-mail marketing deve ser- vir para atrair pessoas que realmente estejam interessadas no conteúdo que esteja sendo divulgado, assim, é preciso estar atento para não exagerar na frequência de envio dos e-mails e, muito menos, se não tiver autorização para o seu envio. Fazer parte de redes sociais também é importante. O Facebook e o Instagram, atualmente, têm se mostrado as redes sociais mais utilizadas. É preciso lembrar que as redes sociais não substituem as páginas web das empresas, elas, na ver- dade, são ferramentas de marketing digital que a empresa precisa utilizar. Existem outras maneiras de trabalhar o marketing digital a mais de empre- sas com negócios digitais, no entanto, essas apresentadas são as mais utilizadas. Outro ponto que precisa ser esclarecido é o fato de estarmos lidando com algo cuja tendência é estar em constante mudança e renovação, por isto, é impor- tante estar ciente de que aquilo que foi apresentado neste capítulo, mais cedo ou mais tarde, irá mudar, tendo em vista o desenvolvimento de novas tecnologias, a criação de novas redes sociais e a mudança de comportamento das pessoas. NEGÓCIOS DIGITAIS Reprodução proibida. A rt. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. VU N I D A D E206 Independentemente disso, como foi dito, essas são as melhores práticas atu- ais para começar um trabalho de marketing digital voltado à divulgação do seu negócio digital. • Criação de negócios digitais: além dos modelos de negócios tradicio- nais de compra e venda, a Internet tem contribuído para o surgimento de novos modelos de negócio, e este é mais um motivo para que o empreen- dedor considere investir na abertura de um negócio digital. • Infraestrutura dos negócios digitais: deve-se investir em hardware, software e tecnologias de rede, seja local, seja remota com a utilização de soluções de software local ou pela nuvem. • Gestão dos negócios digitais: não existe “a melhor maneira” para gerir um negócio digital, até porque não existe receita para administrar qual- quer tipo de negócio. É necessário, no entanto, administrar os negócios digitais levando em consideração a utilização de uma nova abordagem de gestão, diferente da utilizada pelas empresas tradicionais, tendo em vista a velocidade com que as mudanças acontecem no mundo digital. • Marketing aplicado aos meios digitais: o marketing digital segue os princípios do marketing tradicional, porém, para que se tenha um resulta- do eficiente, é necessário investir na geração de conteúdo como principal ferramenta de atração de novos consumidores. Isto é preciso dada a forma como a geração Y moldou a utilização da Internet como mídia de divulga- ção, que é totalmente diferente das mídias tradicionais, como rádio e TV. 207 1. Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, ter um negócio digital de- manda muito trabalho. Desde que o comércio eletrônico teve início, muitas empresas digitais faliram. Atualmente, o que se tem visto são grandes empre- sas, como Google, Amazon, e eBay dominarem o mercado dos negócios digi- tais. Diante desta informação, analise as afirmações a seguir: I. Estar ciente da dificuldade do mercado digital para os pequenos negócios deixa claroque se aventurar neste ramo pode trazer grandes surpresas de maneira que a empresa consiga prosperar com facilidade. II. O cenário para os negócios digitais tem se mostrado bastante promissor, no entanto, muitos sites de grandes grupos varejistas vêm sofrendo para alcançar o lucro. III. Apesar do sucesso da Amazon em 1999, a empresa vinha acumulando pre- juízos de milhões de dólares. Este cenário só melhorou com o passar dos anos, conforme a Amazon se ajustava ao mercado de negócios digitais. IV. Empresas específicas do mercado digital têm menos dificuldade em atuar com negócios digitais do que empresas físicas que desejam expandir seus negócios para a Internet. Assinale a alternativa correta: a) Somente a afirmativa I. b) Somente as afirmativas I e II. c) Somente as afirmativas II e III. d) Somente as afirmativas I, II e III. e) Somente as afirmativas II, III, e IV. 208 2. Um item muito importante logo que se tenha definido o modelo de negócio digital em que se deseja atuar é o modelo de receita desse negócio, ou seja, a maneira pela qual a empresa irá obter os seus rendimentos, gerar lucros e pro- duzir seus rendimentos. Assim, associe as duas colunas, os modelos de receita e suas descrições. Modelos de receita Descrição (1) Modelo de propaganda ( ) O site gera receita expondo anúncios para os seus visitantes. (2) Modelo de assinatura ( ) A empresa obtém receita comerciali- zando produtos. (3) Modelo de vendas ( ) A empresa tem receita cobrando por permitir ou executar atividades. (4) Modelo de taxa por transação ( ) O site gera receita por meio de paga- mentos regulares em troca de conteúdo ou serviço. A sequência correta é: a) 1, 2, 3 e 4. b) 1, 3, 4 e 2. c) 2, 1, 4 e 3. d) 3, 2, 4 e 1. e) 4, 3, 2 e 1. 209 3. Apesar de parecer sem grande importância, a cultura digital presente nas em- presas que lidam com negócios digitais traz uma vantagem significativa que facilita seus processos de gestão organizacional. Diante desta informação, ana- lise as afirmações a seguir: I. Uma empresa digital necessita de uma organização moldada em preceitos tradicionais tendo em vista a existência de estrutura organizacional. II. A utilização dos conceitos e teorias da administração pelas empresas digi- tais deve ser utilizada de maneira diferente das empresas tradicionais. III. A gestão da estrutura organizacional das empresas digitais deve ser realiza- da da mesma maneira que é realizada a gestão desta mesma estrutura em empresas tradicionais. IV. Mesmo que as empresas digitais sejam gerenciadas nos moldes das empre- sas tradicionais, se faz necessário adaptar os modelos de gestão frente, a algumas particularidades que existem nessas empresas digitais. Assinale a alternativa correta: a) Somente a afirmativa I. b) Somente as afirmativas I e IV. c) Somente as afirmativas II e III. d) Somente as afirmativas I, II e III. e) Somente as afirmativas II, III, e IV. 4. O cenário em ambientes tecnológicos tem como característica o fato de mu- danças ocorrerem rapidamente, o que pode causar problemas para as estraté- gias das empresas que são totalmente digitais. Diante desta informação, assi- nale a alternativa correta: a) Para diminuir as incertezas que possam ocorrer em função das rápidas mu- danças do ambiente tecnológico, é importante que as empresas formulem estratégias abrangentes. b) Para eliminar as incertezas que possam ocorrer em função das rápidas mu- danças do ambiente tecnológico, é importante que as empresas formulem estratégias abrangentes. c) Para diminuir as incertezas que possam ocorrer em função das rápidas mu- danças do ambiente tecnológico, é importante que as empresas formulem estratégias específicas. 210 d) Para eliminar as incertezas que possam ocorrer em função das rápidas mu- danças do ambiente tecnológico, é importante que as empresas formulem estratégias específicas. e) Independentemente das incertezas que possam ocorrer em função das rá- pidas mudanças do ambiente tecnológico, não existe nada que as empresas possam fazer face às suas estratégias abrangentes. 5. Independentemente do tipo das empresas, todas precisam comercializar seus produtos e serviços e, para que isto ocorra, é necessária a utilização dos con- ceitos de marketing, sejam os conceitos tradicionais, sejam os conceitos do marketing digital. Diante desta informação, analise as afirmações a seguir: I. Empresas digitais que tenham suas operações totalmente voltadas ao mer- cado digital: é essencial conhecer e entender o funcionamento das ferra- mentas de marketing digital. II. O marketing digital consiste no uso da tecnologia da informação para as atividades de marketing. III. Como o negócio eletrônico tem se tornado mais um canal de vendas para muitas empresas tradicionais, o marketing digital também está se tornando mais uma ferramenta do marketing tradicional. IV. Utilizar o marketing digital pelas empresas traz algumas dificuldades que precisam ser superadas, principalmente no que diz respeito ao custo opera- cional, tendo em vista o vasto alcance que as campanhas alcançam. Assinale a alternativa correta: a) Somente a afirmativa I. b) Somente as afirmativas I e IV. c) Somente as afirmativas II e III. d) Somente as afirmativas I, II e III. e) Somente as afirmativas II, III, e IV. 211 SSTARTUP, O CAMINHO DAS PEDRAS Quando se deseja investir em um negócio, seja ele qual for, é necessário um período de preparação onde o empreendedor, no caso de empresas de mercados tradicionais, deve elaborar o plano de negócios para o nascimento de sua nova empresa. Em um ambiente de negócios digitais, é muito comum que o modelo de empresas a ser utilizado no início de novos empreendimentos seja o de startup. Este tipo de empresa, tem como caracte- rística ser mais dinâmica do que modelos de empresas tradicionais, principalmente em seu planejamento inicial. Diferentemente do que acontece com as empresas que irão atuar em mercados tradicio- nais, e deverão elaborar seus planos de negócios, as startups de negócios digitais reali- zam seu planejamento simultaneamente ao desenvolvimento da empresa, de maneira que ajustes estratégicos, mudanças de foco no negócio ou mesmo o encerramento do empreendimento ocorram de maneira muito rápida. Muito disso é em função do am- biente tecnológico, que tem como característica ser muito volátil. Portanto, ao decidir atuar com negócios digitais, o ideal é que você pense em criar uma startup. Toda empresa começou de uma ideia. Se você já tem algo em mente que poderia ser uma startup, converse com o maior número de pessoas conhecidas ou não a respeito dessa sua ideia. Não precisa ficar com medo de que possam roubá-la, aliás, o que muitos empreendedores dizem nesse meio é que, se você acredita na sua ideia, mas demorou tanto para colocá-la em prática de maneira que alguém o fez antes de você, agradeça a essa pessoa, porque ela o ajudou a evitar de cometer um erro. Isto acontece porque, normalmente, você ainda não estava suficientemente seguro e, por conta disso, havia grande chance de fracassar. É muito importante conversar com as pessoas sobre a sua ideia, mas, o mais importante nesses bate-papos é aproveitar para validar o seu negócio. Por melhor que seja a sua ideia, ela precisa atender a alguma necessidade do mercado, ou resolver problemas para os seus futuros clientes. Nessa etapa de validação da sua startup, ficará claro para você se essa ideia tem ou não futuro e, com isso, você poderá economizar tempo e dinheiro. Ninguém sabe tudo, e você precisará de muitas habilidades e várias competências para que a sua startup se torne um sucesso. Por isso, é necessário encontrar pessoas com competências e habilidades complementares às suas. O ideal é ter um time de fundado- res que sejam bons em gestão, tecnologia, operações e vendas. Para montar o seu time, sua rede de contatos será muito importante, por isso, busque pessoas, com quem você tenha afinidade e facilidade em trabalhar juntos paraevitar futuros problemas de entrosamento. No caso de você decidir que seu time de fundadores sejam seus sócios, elabore um bom termo de sociedade. É inevitável que as desavenças aconteçam, ou que as pessoas pro- curem novos desafios, por isso, lembre-se de pensar em cláusulas contratuais específi- 212 cas para a destituição da sociedade. É muito importante e poderá evitar muitos proble- mas jurídicos no futuro, principalmente se o negócio der muito certo. Tudo aquilo que é muito praticado e testado tende a alcançar melhores resultados, por- tanto, procure testar e testar muitas vezes o seu produto ou serviço. Para isto, você não precisa ter o produto desenvolvido ou o serviço em funcionamento. É possível realizar algo conhecido como MVP (minimum viable product), algo como uma versão mínima viável do produto. Com o MVP, é possível ter uma versão reduzida e funcional do pro- duto ou serviço e que poderá ser utilizado como ferramenta de teste sem ter investido muito dinheiro no seu desenvolvimento e descobrir de maneira rápida problemas e re- alizar ajustes necessários. Saber se a sua startup está sendo bem-sucedida é fundamental, por isso, conhecer as métricas do seu negócio tem grande importância. Os números são expressões de su- cesso ou fracasso do seu negócio. Conhecê-los irá funcionar como uma bússola para direcionar o caminho a ser seguido pelo seu empreendimento. Por isso, acompanhe de perto as métricas da sua startup, como: taxas de conversão de visitantes em comprado- res. Mas atenção, cuidado com as “métricas da vaidade”, números expressivos que, na verdade, não dizem nada, como: número de visitantes ou números de downloads. Depois de muito trabalho sua startup começa a crescer, mas, para decolar, é necessário apoio. Buscar instituições como incubadoras, aceleradoras e programas de capacitação é uma boa estratégia. Com a sua startup bem encaminhada, inserida em alguma instituição de apoio, é o mo- mento de partir para o mercado em busca de investimento para ajudá-lo a consolidar o voo do seu negócio. Mas cuidado, antes de aceitar investidores, preste atenção nas con- dições contratuais e na quantidade de ações que você irá dispor para tal. Existem muitas instituições de investimento de risco interessadas em participar de startups promisso- ras, por isso, tenha seu plano de captação de recursos bem elaborado. Outro caminho interessante é buscar por recursos de fomento governamental. A principal característica das startups é a sua cultura de empresas ágeis, flexíveis e com facilidade para atrair talentos, por isso, preserve ao máximo estes valores enquanto seu negócio cresce e procure valorizar seus colaboradores. Por fim, se a sua startup cresceu e tem se destacado, pense grande e busque novos mer- cados em outras regiões e, por que não, outros países. Fonte: adaptado de Albuquerque (2018, on-line)². Material Complementar MATERIAL COMPLEMENTAR O Círculo Ano: 2017 Sinopse: baseado no livro de Dave Eggers, o fi lme, protagonizado por Tom Hanks e Emma Watson, traz algumas refl exões sobre o futuro da sociedade em relação a empresas digitais que detêm o controle sobre nossos dados. O Círculo é a maior empresa do mundo e controla as informações pessoais de todos, e-mails, contas bancárias, celulares etc. Quando uma jovem consegue o emprego tão sonhado na poderosa empresa, ela percebe que o sonho pode ser bem diferente da realidade. No site Sebrae mercados, você encontra textos, vídeos, sugestões e toda informação atualizada a respeito de negócios digitais. Web: <http://www.sebraemercados.com.br/negocios-digitais/>. REFERÊNCIAS CALLIARI, M. Código Y: decifrando a geração que está mudando o país. São Paulo: Évora, 2012. BORTOLI, J. Geração Y. Reinventando a maneira de fazer negócios. [S.n.]: Farroupi- lha, 2013. DAY, G. S.; SCHOEMAKER, P. J. H.; GUNTHER, R. E. Gestão de tecnologias emergen- tes. A visão da Wharton School. São Paulo: Bookman, 2010. KOTLER, P.; KELLER, K. L. Marketing Essencial: conceitos, estratégias e casos. 5. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2013. PERSONA, M. Receitas de Grandes Negócios. [S.I]: Smashwords, 2009. REZ, R. Marketing de conteúdo: a moeda do século XXI. São Paulo: DVS, 2016. STEFANO, N. E-commerce: conceitos, implementação e gestão. Curitiba: Interssa- beres, 2016. STRAUSS, J. E-marketing. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012. TURBAN, E. Comércio eletrônico: estratégia e gestão. São Paulo: Prentice Hall, 2004. Referências on-line ¹Em:<https://www.ama.org/AboutAMA/Pages/Definition-of-Marketing.aspx>. Acesso em: 05 nov. 2018. ²Em:<http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/10-dicas-para-tirar-sua-i- deia-do-papel-e-montar-uma-startup-de-sucesso,4cde974198962510VgnVCM- 1000004c00210aRCRD>. Acesso em: 05 nov. 2018. GABARITO 215 1) Alternativa C. 2) Alternativa B. 3) Alternativa B. 4) Alternativa A. 5) Alternativa D. CONCLUSÃO Durante este livro, buscamos trazer conteúdo atualizado sobre um tema que sofre muitas mudanças, por se tratar de tecnologia. Na primeira unidade, o assunto foi conceito de sistemas, você aprendeu que o seu negócio faz parte de um conjunto de elementos que compõem o cenário no qual sua empresa está inserida. Por isso, o planejamento é essencial juntamente com os sistemas de informação e a manei- ra como proceder no tratamento dos dados. Ainda nesta unidade, tomou conheci- mento de que é possível informatizar o seu sistema de informações e você teve con- tato com a estrutura necessária para que isso seja viável de acordo com a realidade e o tamanho do seu empreendimento. Na segunda unidade, o assunto discutido foram os conceitos a respeito do comércio eletrônico e seus conceitos teóricos. É possível que novas ferramentas de e-com- merce surjam, mas o conceito permanece. Na unidade três, os conceitos apresen- tados foram a respeito dos negócios eletrônicos ou e-business. Além das questões teóricas, você pôde conhecer os diferentes tipos de sistemas e entender um pouco sobre o funcionamento dos processos de gerenciamento desses sistemas de e-bu- siness. A quarta unidade foi dedicada ao estudo do capital humano na administração das tecnologias de e-business e a relação existente entre negócios digitais e processos organizacionais. O desafio aqui foi apresentar sistemas e processos mais voltados à realidade das pequenas organizações, que são a maioria no Brasil. Por isso, fizemos questão de lhe mostrar muitas soluções gratuitas com qualidade, de maneira que seja muito fácil para que você inicie o seu negócio digital com pouco investimento financeiro. Na unidade cinco, finalizamos o livro apresentando uma infraestrutura inicial para a criação do seu negócio digital. Por fim, abordamos brevemente o marketing digital de maneira que seja possível utilizar poderosas ferramentas, muito destas, gratuitas, para que você possa ter sucesso em seus empreendimentos digitais. Espero que você tenha conseguido aproveitar ao máximo tudo o que foi posto aqui para ajudar no desenvolvimento do seu conhecimento e que este conteúdo possa ajudá-lo a alcançar suas metas. Um grande abraço!