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Patos/PB 
2020 
 
 
 
 
ÉDNA LIRA DE OLIVEIRA 
JONDINELLE DANTAS PEREIRA 
LUZINETE SILVA 
ORLANDO LAURENTINO 
RENATA NÓBREGA BONFIM QUEIROZ 
THAIS HELENA AZEREDO RODRIGUES NOGUEIRA 
VALDENI MENDES SIMÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR EM GRUPO: 
A enfermagem na ESF; Pré-Natal 
 
Patos/PB 
2020 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PRODUÇÃO TEXTUAL INTERDISCIPLINAR EM GRUPO: 
A enfermagem na ESF; Pré-Natal 
 
Trabalho de Produção Textual Interdisciplinar 
apresentado como requisito parcial para a obtenção de 
média bimestral na disciplina Bioética e legislação em 
enfermagem, Sistematização da assistência em 
enfermagem, Estratégia saúde da família e enfermagem 
na saúde da mulher. 
 
Orientador: Richardson Dantas Wanderley 
 
ÉDNA LIRA DE OLIVEIRA 
JONDINELLE DANTAS PEREIRA 
LUZINETE SILVA 
ORLANDO LAURENTINO 
RENATA NÓBREGA BONFIM QUEIROZ 
THAIS HELENA AZEREDO RODRIGUES NOGUEIRA 
VALDENI MENDES SIMÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 3 
2 A IMPORTÂNCIA DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NA ESF – DESAFIO I ......... 4 
2.1 PRÉ-NATAL NA ESF; ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM – DESAFIO II ....... 5 
2.2 A PRIMEIRA CONSULTA, EXAMES E TESTES RÁPIDOS – DESAFIO III .... 6 
2.3 INFLUÊNCIA DA SÍFILIS NO ABORTO E ASSISTÊNCIA ADEQUADA – 
DESAFIO IV .................................................................................................................... 7 
2.4 DILEMAS ÉTICOS NA DIVULGAÇÃO DE RESULTADO DE EXAMES E 
POSSÍVEL TRATAMENTO – DESAFIO V .................................................................... 8 
2.5 PLANO DE CUIDADO– DESAFIO VI ................................................................. 9 
3 CONCLUSÃO ........................................................................................................ 10 
REFERÊNCIAS ............................................................................................................ 11 
 3 
1 INTRODUÇÃO 
A temática “Assistência de enfermagem à saúde da mulher na 
atenção básica” apresentada pela Produção Textual Interdisciplinar em Grupo (PTG) 
relaciona a teoria com a prática profissional. Assim, favorece a aprendizagem, 
estimula a corresponsabilidade do aluno pelo aprendizado eficiente e eficaz, promove 
o estudo dirigido à distância, desenvolve os estudos independentes, sistemáticos e o 
auto aprendizado, promove a aplicação da teoria e conceitos para a solução de 
problemas práticos relativos à profissão, além de direcionar o estudante para a busca 
do raciocínio crítico e a emancipação intelectual. 
A atenção básica em saúde é a porta de entrada para o Sistema Único 
de saúde (SUS), tendo a enfermagem como principal instrumento de organização do 
serviço, além da oferta de condutas exclusivas da profissão de enfermagem, 
contemplando o tratamento e a reabilitação do usuário, situação descrita nos seis 
desafios propostos na PTG. 
No decorrer deste trabalho acadêmico iremos propor soluções para 
todos os desafios apresentados pela SGA, com justificativa técnica adequada, 
mediante a leitura dos artigos sugeridos na bibliografia. Os temas abordados serão a 
epidemiologia, a enfermagem na Estratégia Saúde da Família (ESF); com foco na 
saúde da mulher (planejamento familiar, prevenção de infecções sexualmente 
transmissíveis), tratamento farmacológico, dilemas éticos e a construção de um Plano 
de Cuidado para a gestante citada na SGA. 
 
 
 
 
 4 
2 A IMPORTÂNCIA DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NA ESF – DESAFIO I 
A construção do perfil epidemiológico da área de abrangência da 
Estratégia da Saúde da Família (ESF) é o primeiro passo para o planejamento das 
ações em saúde. Pois com o perfil epidemiológico de uma comunidade traçado, é 
possível identificar as necessidades, causas, e assim propor soluções a curto, médio 
e longo prazo, com ações efetivas dentro do Plano Municipal de Saúde. A SGA traz a 
vivência da Enfermeira Vitória, que após construir o perfil epidemiológico da sua área 
de trabalho, ver duas situações como prioridades: a gravidez na adolescência e as 
infecções sexualmente transmissíveis, repercutindo negativamente nos indicadores 
em saúde da comunidade em que atua como enfermeira. 
A adolescência é a etapa de desenvolvimento para atingir a 
maturidade biopsicossocial, momento de despertar a sexualidade, mediante 
alterações hormonais, comum na fase de puberdade. Para Brasil, 2013; 
É nesta fase que se iniciam os interesses pelas relações afetivas e sexuais e 
os momentos de “ficar”, conhecer, namorar, descobrir novas sensações, 
sentimentos e, em muitos casos, vivenciar a primeira relação sexual. É neste 
período, portanto, que os(as) adolescentes precisam ter a oportunidade de 
receber informações e orientações sobre a sua saúde sexual, reprodutiva e 
se proteger de doenças, como as sexualmente transmissíveis: DST/Aids, 
hepatites, entre outras (BRASIL, 2013, p. 136). 
São vários os fatores que contribuem para a gravidez na 
adolescência; aspectos socioeconômicos, falta ou a inadequação das informações 
quanto à sexualidade e aos métodos contraceptivos, o baixo acesso aos serviços de 
saúde e a falta de comunicação com os pais, puberdade precoce e o decréscimo da 
idade da primeira menstruação são fatores que estão favorecendo o começo 
prematuro da idade reprodutiva de adolescentes. 
Dessa forma iremos auxiliar a Enfermeira Vitória no planejamento de 
ações que ajudem a promover saúde, prevenir gravidez precoce e evitar o contágio 
por ISTs. Conforme a descrição na Tabela 1. 
Tabela 1 – Ações de prevenção à gravidez na adolescência e infecção por ISTs 
Causa Indicador de 
saúde 
Ação Usuário 
 
Falta de informação 
sobre sexualidade e 
método 
contraceptivo. 
Gravidez na 
adolescência e 
infecção por ISTs. 
- Palestra na comunidade sobre 
gravidez na adolescência e infecção 
por ISTs; 
- Disponibilizar os métodos 
Pais dos 
adolescentes e 
adolescentes; 
 5 
contraceptivos (pílulas, preservativo 
M e F); 
- Agendar os Testes Rápidos para 
ISTs ao término da palestra; 
Baixo acesso aos 
serviços de saúde 
Gravidez na 
adolescência e 
infecção por ISTs. 
- Busca ativa da equipe junto ao 
Agente Comunitário de Saúde nas 
famílias que não comparecem a 
UBS; 
- Visita Domiciliar; 
- Ofertar o Planejamento Familiar na 
visita domiciliar e incentivar a ida na 
UBS; 
Toda a família 
cadastrada na 
ESF; 
Puberdade Precoce Gravidez na 
adolescência e 
infecção por ISTs. 
- Acompanhamento mensal com 
consulta em Puericultura, até a idade 
de adolescência; 
- Na consulta fazer uma anamnese 
direcionada; se o adolescente tem 
vida sexual ativa, se faz uso de 
método contraceptivo e que tipo, tem 
atraso menstrual, alterações de 
mama, abdome, náuseas ou falta de 
apetite, se violência sexual, ofertar o 
TIG 
- Educação em Saúde; alertar sobre 
os riscos da facilidade das 
informações na internet sobre 
sexualidade e a erotização precoce 
promovida pelos meios de 
comunicação; 
Pais dos 
adolescentes em 
acompanhamento 
na consulta 
mensal; 
 
 
Adolescentes; 
 
 
 
Pais dos 
adolescentes; 
Sócio-econômico Gravidez na 
adolescência e 
infecção por ISTs. 
- Firmar parceria com a Secretaria de 
Desenvolvimento Social para 
amparar os usuários em situação de 
vulnerabilidade sócio-econômica; 
Família; 
 
 Fonte: Produção própria da equipe (2020) 
2.1 PRÉ-NATAL NA ESF; ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM – DESAFIO II 
A assistência da enfermagem para a adolescente com suspeita 
diagnóstico de gestação, inicia-se com um acolhimento sensibilizado. Iniciando o 
processo de avaliação respeitando seus medos, anseios, realizando uma abordagem 
direcionada aos seguintes aspectos; se o adolescente tem vida sexual ativa, se faz 
uso de método contraceptivo e que tipo, se tem atraso menstrual, alteraçõesde mama, 
abdome, náuseas ou falta de apetite, se houve violência sexual, bem como ofertar o 
Teste Imunológico de Gravidez (TIG). O TIG por ser um teste de resultado 
instantâneo, evita que a adolescente tenha que ir a um laboratório, além de ajudar no 
registro da gestação ainda no primeiro trimestre, caso positivo. Caso negativo orientar 
a mesma ao uso de métodos contraceptivos nas próximas relações sexuais (BRASIL, 
 6 
2013). 
Nos casos de TIG positivo a gestante é cadastrada no 
SISPRENATAL, recebe uma caderneta de gestação para registro de todo os 
atendimentos, realiza o exame físico pela enfermagem, na primeira consulta pré-natal: 
peso, altura, pressão arterial, avaliação de mucosas, da tireoide, das mamas, dos 
pulmões, do coração, do abdome e das extremidades (BRASIL, 2013). 
A enfermagem também irá realizar a prescrição dos exames 
preconizados pelo Ministério da Saúde em primeira consulta e indicar a imunização 
(Vacina antitetânica –Dt, dTpa, Hepatite B, Influenza), concluindo a anamnese junto 
ao médico da equipe, chegando ao diagnóstico de gestação de alto risco da senhora 
N.A.A, 17 anos, devido histórico de aborto há 3 meses e positivo para o diagnóstico 
de sífilis. Dessa forma a mesma será encaminhada ao pré-natal de alto risco, com 
acompanhamento de obstetra em alto risco. Mas, continuará sendo acompanhada 
pela Atenção Básica, junto com seus parceiros, objetivando acompanhamento do pré-
natal e tratamento da infecção por sífilis. Dessa forma, pode se pensar numa visita 
domiciliar para realizar busca ativa de ISTs na comunidade. 
A periodicidade das consultas dar-se da seguinte forma; até a 28ª 
semana – mensalmente; da 28ª até a 36ª semana – quinzenalmente; da 36ª até a 41ª 
semana – semanalmente, considerando o diagnóstico gestacional para o pré-natal de 
baixo risco. Mas, como N.A.A teve diagnóstico gestacional em pré-natal de alto risco 
as consultas devem ser mensalmente com equipe especializada em pré-natal de alto 
risco na Maternidade de referência, alternando com o acompanhamento da equipe 
multiprofissional na Atenção Básica (PINTO, 2016). Para finalizar a consulta a 
enfermeira Vitória prestou as principais orientações quanto a saúde alimentar, 
atividade física, cuidados com a saúde bucal, funcionamento do serviço, quanto ao 
agendamento dos exames, e do acompanhamento com obstetra de alto risco. 
2.2 A PRIMEIRA CONSULTA, EXAMES E TESTES RÁPIDOS – DESAFIO III 
Como preconiza o Ministério da Saúde os exames devem ser 
solicitados na primeira consulta de pré-natal, pela enfermagem; (Hemograma, 
Tipagem sanguínea e fator Rh, Coombs indireto - se for Rh negativo, Glicemia de 
jejum; Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR; Teste rápido diagnóstico 
anti-HIV; Anti-HIV; Toxoplasmose IgM e IgG; Sorologia para hepatite B (HbsAg); 
 7 
Exame de urina e urocultura; Ultrassonografia obstétrica - não é obrigatório, com a 
função de verificar a idade gestacional; Citopatológico de colo de útero -se necessário; 
Exame da secreção vaginal - se houver indicação clínica; Parasitológico de fezes - se 
houver indicação clínica; Eletroforese de hemoglobina - se a gestante for negra, tiver 
antecedentes familiares de anemia falciforme ou apresentar história de anemia 
crônica) (BRASIL, 2013). 
Os testes rápidos tem relevante importância para o diagnóstico rápido 
e intervenção imediata, dessa forma a enfermeira Vitória utilizará dos conhecimentos 
éticos para informar a gestante e seus parceiros do resultado do TR. Bem como 
informar o tratamento adotado para a gestante e seus parceiros, haja em vista que o 
resultado foi reagente para sífilis, assim; 
[...] quando o TR treponêmico for utilizado como o primeiro teste, nos casos 
reagentes, uma amostra de sangue venoso deverá ser coletada e 
encaminhada para realização de um teste não treponêmico laboratorial e 
definição do diagnóstico (PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES 
TERAPEUTICAS PARA A PREVENÇÃO DA TRANSMISSÇAO DE HIV, 
SIFILIS E HEPATITES VIRAIS, 2018). 
 Após confirmação do diagnóstico de sífilis, a enfermagem deve explicar 
a gestante e seus parceiros o tratamento adequado. Segundo o manual de Protocolo 
clínico e diretrizes terapêuticas para a prevenção da transmissão de HIV, Sífilis e 
hepatites virais, (2018); a penicilina benzatina é a única opção segura e eficaz para 
tratamento adequado das gestantes. Em situação que configure a falta do antibiótico 
penicilina, a OMS orienta a utilização de ceftriaxina 1g, via muscular para gestante 
com sífilis latente recente, tendo assim que notificar e investigar possível caso de sífilis 
congênita. Outra situação a ser orientada no tratamento da sífilis com antibiótico-
terapia de penicilina benzatina é a presença da Reação de Jarisch-Herxheimer – 
exacerbação das lesões cutâneas, sem a necessidade da interrupção do tratamento, 
não configurando um processo alérgico, mas uma resposta proteica do organismo. O 
tratamento para os parceiros sexuais de N.A.A por apresentar teste imunológico 
reagentes; portanto, devem ser tratadas presumivelmente com apenas uma dose de 
penicilina benzatina IM (2.400.000 UI). Além de manter o monitoramento para 
classificar a resposta ao tratamento e definir a conduta mais correta para cada caso. 
2.3 INFLUÊNCIA DA SÍFILIS NO ABORTO E ASSISTÊNCIA ADEQUADA – 
 8 
DESAFIO IV 
 O aborto relatado pela senhora N.A.A a cerca de 3 meses atrás, 
conforme a SGA trouxe, pode estar relacionada a infecção por sífilis. Se a mesma não 
procurou o serviço de saúde para acompanhamento de pré-natal, não realizou TR de 
sífilis, e já estava infectada, a probabilidade de aborto para os casos sem tratamento 
é elevada. A maioria dos casos acontece porque a mãe não foi testada para sífilis 
durante o pré-natal ou porque recebeu tratamento não adequado para sífilis antes ou 
durante a gestação (BRASIL, 2019). 
 Sífilis congênita é o resultado da transmissão da espiroqueta do 
Treponema pallidum da corrente sanguínea da gestante infectada para o concepto 
por via transplacentária ou, ocasionalmente, por contato direto com a lesão no 
momento do parto (transmissão vertical) (BRASIL, 2019). Dessa forma a assistência 
adequada é crucial para o sucesso ou insucesso da gestação. A busca ativa da 
gravidez na adolescência, a identificação da gestação no primeiro trimestre, o 
acompanhamento mensal e/ou trimestral da testagem para sífilis durante a gestação 
para os casos não reagentes, bem como o tratamento adequado para os casos 
reagentes de sífilis com antibioticoterapia adequada e monitoramento são essenciais 
para prevenir abortos, reduzir as sequelas no feto, evitar o contágio da infecção na 
comunidade. 
2.4 DILEMAS ÉTICOS NA DIVULGAÇÃO DE RESULTADO DE EXAMES E 
POSSÍVEL TRATAMENTO – DESAFIO V 
 Ao receber o resultado de reagente para sífilis a senhora N.A.A pediu 
ajuda a enfermeira Vitória para divulgar o resultado ao seu marido. Nesse contexto, a 
conduta da enfermagem deve contemplar a gestante e seus parceiros. Assim, deverá 
ser oferecido o tratamento aos parceiros de N.A.A, já que os mesmos estão envolvidos 
na relação e a atividade sexual entre os mesmos interferem na gestação, caso a 
patologia não seja tratada. Como princípio ético da enfermagem deverá ser mantido 
o pudor e a intimidade das pessoas envolvidas, conforme descrição no art 43 do 
Código de ética da Enfermagem; 
Art. 43 Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade da pessoa, em todo 
seu ciclo vital e nas situações de morte e pós-morte (BRASIL, 2020). 
 9 
2.5 PLANO DE CUIDADO– DESAFIO VI 
 Mediante a situação gestacional da senhora N.A..A iremos apresentar 
um Plano de Cuidados a Gestante, levando em consideração as etapas de 
sistematização da enfermagem, conforme descrição na Tabela 02. 
Tabela 2 – Plano de cuidado em etapas de sistematização da enfermagem 
 
Equipe de enfermagem; 
- Definir quais profissionais da atenção básica irão atender a 
paciente (enfermeira,técnica de enfermagem, recepcionista, 
ACS), bem como estabelecer um processo de contra referência 
com a equipe de obstetrícia que fará o acompanhamento do pré-
natal de alto risco, estabelecendo padrões e condutas 
semelhantes. 
 
Instrumentos e ferramentas de 
apoio clínico; 
- Adquirir antibióticos para tratamento da gestante e seus 
parceiros e ofertar preservativo a comunidade com risco de surto 
por ISTs 
- Capacitar os demais profissionais para prestar suporte clínico 
nas situações de intercorrências gestacionais; médico, técnicos, 
bioquímico, condutor socorrista da ambulância básica. 
Ferramentas para detecção, 
intervenção e avaliação da 
assistência; 
- Estabelecer um protocolo de atendimento na UBS para os casos 
de gravidez na adolescência com resultado reagente para sífilis, 
utilizando nomenclatura padrão, comum a todos os profissionais 
envolvidos. 
 - Realizar busca ativa na comunidade para possíveis 
contaminados por ISTs. 
- Avaliar periodicamente sinais de complicações na gestação, 
prevenindo aborto e demais complicações neomaterna. 
- Garantir os exames de imagem para acompanhamento do 
desenvolvimento embrionário do feto, investigando possíveis más 
formações congênitas. 
 Fonte: Produção própria da equipe (2020) 
 O Plano de Cuidado representado pela Tabela 2 é baseado nos 
princípios da CIPE; uma terminologia padronizada que representa o domínio da 
prática e unifica a linguagem da enfermagem no âmbito mundial (CIPE, 2018). 
 Apresentamos três diagnósticos da NANDA-I identificados no exame 
físico da senhora N.A.A, bem como sugestão de intervenção. 
● Primeiro diagnóstico NANDA-I; Infecção por sífilis; tratamento com antibiótico. 
● Segundo diagnóstico NANDA-I; Risco de sífilis congênita; Uso de antibiótico, 
monitoramento com USG observando desenvolvimento embrionário. 
● Terceiro diagnóstico NANDA-I; Risco de aborto; acompanhamento em obstetrícia 
de alto risco. 
 10 
3 CONCLUSÃO 
A confecção deste portfólio nos possibilitou a revisão dos conteúdos 
das disciplinas do semestre, através dos artigos propostos na bibliografia. Na ocasião 
tivemos a oportunidade de solucionar seis desafios referente à Situação Geradora de 
Aprendizagem – SGA, assim desenvolvemos justificativas técnicas, sugerimos 
alternativas de tratamento e intervenções epidemiológicas dentro da nossa futura 
atuação profissional, a enfermagem. 
Na ocasião percebemos a importância da criação de um perfil 
epidemiológico da área de trabalho, do planejamento multiprofissional, da 
necessidade de planos de intervenção efetivos, sendo capaz de resolver os problemas 
em saúde de forma individual e coletiva. 
Através do conhecimento adquirido nas disciplinas Bioética e 
legislação em enfermagem, Sistematização da assistência em enfermagem, 
Estratégia saúde da família e enfermagem na saúde da mulher, montamos um 
trabalho coerente, esclarecedor e capaz de nos nortear no futuro, através da 
problemática apresentada, gravidez na adolescência, agravado por infecção por ISTs. 
Por fim, este trabalho foi de extrema importância para a nossa vida 
acadêmica, pois passamos a conhecer as Políticas que regem a Estratégia Saúde da 
Família (ESF), bem como sua estrutura organizacional e seus processos de trabalho, 
estabelecendo novas relações com o contexto social, reconhecendo a estrutura e as 
formas de organização social, suas transformações e expressões. 
 
 
 
 
 11 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN nº564/2017. Aprova 
o novo Código de ética dos profissionais de enfermagem. 
 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de 
Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco [recurso eletrônico] / Ministério 
da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – 1. ed. 
rev. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. 
 
_________. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento 
de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. 
Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas 
com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST)/Ministério da Saúde, Secretaria 
de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e 
Infecções Sexualmente Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. 
 
_________. Ministério da Saúde. Política Nacional de atenção básica. Brasília: 
Ministério da Saúde, 2012. 
 
NORTH AMERICAN NURSING DIAGNOSIS ASSOCIATION - NANDA International. 
Diagnósticos de enfermagem da NANDA: definições e classificação 2018- 2020. Porto 
Alegre: Artmed; 2018 
 
 
PINTO, S. N. Estratégia da Saúde da Família. Londrina: Editora e Distribuidora 
Educacional S.A., 2016. 
 
PROTOCOLO CLÍNICO E DIRETRIZES TERAPÊUTICAS PARA PREVENÇÃO DA 
TRANSMISSÃO VERTICAL DE HIV, SÍFILIS E HEPATITES VIRAIS / Ministério da 
Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância, Prevenção e 
Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites 
Virais. – Brasília: Ministério da Saúde, 2018. 
 
. 
 
 
	SUMÁRIO
	1 INTRODUÇÃO
	2 A IMPORTÂNCIA DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO NA ESF – DESAFIO I
	2.1 PRÉ-NATAL NA ESF; ASSISTÊNCIA DA ENFERMAGEM – DESAFIO II
	2.2 A PRIMEIRA CONSULTA, EXAMES E TESTES RÁPIDOS – DESAFIO III
	2.3 INFLUÊNCIA DA SÍFILIS NO ABORTO E ASSISTÊNCIA ADEQUADA – DESAFIO IV
	2.4 DILEMAS ÉTICOS NA DIVULGAÇÃO DE RESULTADO DE EXAMES E POSSÍVEL TRATAMENTO – DESAFIO V
	2.5 PLANO DE CUIDADO– DESAFIO VI
	3 CONCLUSÃO
	REFERÊNCIAS

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