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Estudo de caso sobre assistência de enfermagem em urgência: homem de 55 anos com HAS, DM e hiperlipidemia que teve dor torácica e parada cardiorrespiratória. Aborda corrente de sobrevivência, Suporte Básico de Vida (100–120/min, 5 cm, 30:2), reconhecimento de PCR, desfibrilação e fármacos.

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CLARETIANO ENFERMAGEM (BACHARELADO)
VANESSA ALBUQUERQUE DE JESUS (RA 8024286)
ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, CENTRO DE TERAPIA INTENSIVA E UNIDADES ESPECIALIZADAS
 Projeto referente à disciplina de Assistência De Enfermagem Em Urgência E Emergência, Centro De Terapia Intensiva E Unidades Especializadas, sob orientação da Prof° Jean Pierre C. Boncompani.
BOA VISTA- RR
2020
Descrição do Projeto:
Homem, 55 anos, sedentário, com diagnóstico médico de Hipertensão Arterial Sistêmica, Diabetes Melito e hiperlipidemia em tratamento irregular, durante o expediente de trabalho de serviços gerais queixa-se de dor no peito há mais de 10 minutos, em queimação, refere suor frio e apresenta pele pálida. Não acata a sugestão de um colega de trabalho para ir embora e continua trabalhando no ambiente aberto, sob o sol. Passado uma hora, o homem cai ao chão, desacordado.
Os colegas de trabalho chamaram o Serviço de Atendimento Móvel às Urgências. Enquanto a ambulância não chega, uns de seus colegas colocam a mão na boca do homem e puxam a língua enquanto outros colocam o homem de lado. Ao chegar a ambulância, a equipe inicia o atendimento e encaminha o homem ao hospital. No hospital, os colegas de trabalho relataram que ele apresentou vários episódios de parada cardiorrespiratória – PCR e que inicialmente precisou chocar e depois administraram medicamentos e ele não melhorou. Constatado óbito, uma hora após a admissão hospitalar.
 
.
Aspectos a serem explicados neste estudo de caso:
· Explique corrente de sobrevivência e como ela deveria ser aplicada no caso.
· Explique como deveria ser o Suporte Básico de Vida na ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
· Nos primeiros sintomas, o que pode estar acontecendo com o homem? Explique.
· Quando o homem cai ao chão, a conduta dos colegas de trabalho foi a mais adequada? Justifique a resposta.
· Como se identifica a PCR?
· Compare com as diretrizes internacionais e descreva, detalhadamente, as melhores condutas.
· Explique sobre o choque elétrico na PCR e os ritmos chocáveis.
· Explique quais os medicamentos usados no tratamento da PCR, suas indicações e formas de administração.
· Explique as causas da PCR.
· Explicar corrente de sobrevivência e como ela deveria ser aplicado no caso.
A corrente de sobrevivência é dividida em 5 etapas, que são:
1°- Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do Serviço Médico de
Emergência, pelo telefone 192 ou 193.
2°- RCP imediata, com ênfase nas compressões torácicas de alta qualidade.
3°- Rápida desfibrilação e manter as manobras de RCP.
4°- Serviços médicos básicos e avançados de emergência
5°- Suporte Avançado de Vida e cuidados pós PCR.
Deveria ter sido realizado imediatamente a sequência de atendimento C, A, B:
C: Compressões torácicas de alta qualidade;
A: Vias aéreas – abrir vias aéreas;
B: Boa ventilação – garantir via aérea avançada.
· Explique como deveria ser o Suporte Básico de Vida na ressuscitação cardiopulmonar (RCP).
Verificar se o local é seguro para o socorrista e a vítima. Verificar se a vítima responde, se há ausência de respiração ou apenas gasping e se há presença de pulso. Acionar serviço médico de emergência. Manter uma frequência de compressões de 100 a 120/min. Realizar compressão de, no mínimo, 2 polegadas (5 cm), mantendo as duas mãos sobre a metade inferior do esterno.
Esperar o retorno total do tórax após cada compressão e não se apoiar sobre este após cada compressão. Limitar as interrupções nas compressões torácicas a menos de 10 segundos.
· Nos primeiros sintomas, o que pode estar acontecendo com o homem?
Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
· Quando o homem cai no chão, a conduta dos colegas de trabalho foi a mais adequada?
Não. A conduta de ter colocado a mão na boca dele não foi adequada, pois ele inconscientemente poderia ter mordido a mão de seu colega de trabalho, e também deveriam ter feito compressões torácicas até o atendimento médico chegar.
· Como se identifica uma PCR? Compare com as diretrizes internacionais e
descreva detalhadamente, as melhores condutas:
Se identifica uma PCR quando o paciente se apresenta inconsciente, ausência de respiração (apneia) ou em gasping (respiração agoniada) e ausência de pulso.
Melhores condutas em um ambiente extra hospitalar: Para pessoas leigas, entrar em contato imediatamente com o Serviço Médico Especializado e mediante instruções via telefone iniciar somente as compressões torácicas.
Para socorristas treinados, iniciar as manobras sendo 30 compressões para 2 ventilações. Sendo cada ventilação em aproximadamente 1 segundo. Ou manter uma frequência de compressões de 100/min.
Melhores condutas em um ambiente intra hospitalar: Sem via aérea avançada alternar 30 compressões torácicas com 2 ventilações. Com via aérea avançada, compressões torácicas contínuas por 2 minutos, com 1 ventilação a cada 6 segundos sem interromper as compressões.
· Explique sobre o choque elétrico na PCR e os ritmos chocáveis: 
Desfibrilação elétrica: é um procedimento terapêutico que consiste na aplicação de uma corrente elétrica contínua ‘não sincronizada’ no músculo cardíaco. Esse choque despolariza em conjunto todas as fibras musculares do miocárdio, tornando possível a reversão de arritmias graves como a Taquicardia Ventricular e a Fibrilação Ventricular, permitindo ao nó sinusal retomar a geração e o controle do ritmo cardíaco. 
Ritmos chocáveis na PCR: Fibrilação ventricular (FV) e Taquicardia ventricular sem pulso (TVSP). 
· Explique quais os medicamentos usados no tratamento da PCR, suas indicações e formas de administração: 
Adrenalina: É usada em todos os casos de PCR, tem efeito vasoconstritor periférico intenso, aumenta a pressão na aorta, melhorando o fluxo coronariano e cerebral. A dose recomendada é de 1 mg IV repetida a cada 3 ou 5 minutos se necessário. Não deve ser administrado juntamente com soluções alcalinas. Se não for possível a infusão IV, utilizar o dobro da dose por via endotraquial, seguida de 10 ml de solução salina. 
Vasopressina: Ela é tão eficaz quanto a adrenalina e com menos efeitos negativos para o coração. Tem uma duração mais longa (10 a 20 minutos). Pode ser utilizada em todas as modalidades de PCR, no lugar da primeira ou da segunda dose de epinefrina. Além de via IV, pose ser administrada por via intraóssea, em dose única de 40 UI. 
Atropina: Pelo seu efeito bloqueio vagal, é utilizada nas bradicardias acentuadas e nos bloqueios átrio-ventriculares (BAV). Também utilizada na assistolia e na Atividade Elétrica sem Pulso. A dose recomendada é de 0,5 a 1 mg IV em intervalos de 3 a 5 minutos.
Amiodarona: Cardiotônico com efeito comparável ao da dobutamina, já que melhora a função cardíaca e provoca a queda da resistência periférica. Pode ser utilizada alternada com adrenalina e atropina. 
Lidocaína: Aumenta o limiar de Fibrilação Ventricular e de excitabilidade dos ventrículos. Indicado nos casos de Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular sem pulso, que não respondem ao choque elétrico ou ainda em outras taquicardias, como a taquicardia ventricular compulso. A dose recomendada é de 1 a 15 mg/kg IV em bolus, podendo ser repetida metade dessa dose a cada 5 ou 10 minutos, num total de até 3 mg/Kg. Uma dose de manutenção (2 a 4 mg/min) é sempre necessária após a reversão de uma FV/TV. 
Dobutmina: Melhora a contração cardíaca com indicação no período pós parada cardíaca. Produz vasoconstrição arterial sistêmica mínima nas doses usuais de 2,5mg a 10mg/kg/min.
· Explique as causas da PCR:
São várias as causas de uma PCR, podendo ser decorrente de choque circulatório, choque séptico, algum trauma, doença cardiovascular, entre outras.
Um infarto pode causar parada cardiorrespiratória, já que este pode prejudicar o músculo do coração, impedindo-o de se contrair corretamente e até mesmo fator de estresse que pode levar a um infarto resultando de uma PCR.
Referencias:
KAKUSHI, L. E. Assistência de Enfermagem em Urgência e Emergência, Centro de Terapia Intensivae Unidades Especializadas. Batatais: Claretiano, 2018. Unidade 02. Acesso em 21 de outubro de 2018.
Arq. Bras. Cardiol. vol.101 no.2 supl.3 São Paulo Aug. 2013. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0066782X2013003600001>. Acesso em: 21 de outubro de 2018.
American Heart Association (AHA), 2017. Disponível em: <https://eccguidelines.heart.org/wp-content/uploads/2017/12/2017-FocusedUpdates_Highlights_PTBR.pdf>. Acesso em 22 de outubro de 2018.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TRANS-PLANTES E ÓRGAÕS. Biblioteca – textos e publicações sobre transplantes. 2018. Disponível em:
<http://www.abto.org.br/abtov03/default.aspx?mn=512&c=955&s=0&friendly=biblioteca---textos e-publicacoes-sobre-transplantes>. Acesso em: 22 de outubro de 2018.

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