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A Declaração Universal dos Direitos Humanos surgiu em 1948, em um momento de pós-guerra, holocausto e muitos genocídios. Por isso, se percebeu a necessidade de se impor regras, limites e a consciência de preservação á vida. 
Foi então que a recém-criada ONU depois de diversas conversas e debates criasse junto a diversos lideres mundiais algumas regras que preservasse a vida e o direito em vários aspectos. Surge então em 1948, os 30 artigos com direitos básicos á todos os cidadãos, e se fez necessário à aprovação desse artigo pelos países-membros, após aprovada se fez necessário disseminar esse documento em todos os países, intitulada também como a “Carta Magna Universal”. Conforme Ribeiro.
A Declaração foi redigida por representantes de todas as regiões do mundo e abarcou todas as tradições legais. Inicialmente adotada pelas Nações Unidas a 10 de Dezembro, de 1948, é o documento dos direitos Humano mais universal em existência, delineando os direitos fundamentais que formam a base para uma sociedade democrática. RIBEIRO, Amarolina. "Declaração Universal dos Direitos Humanos"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola. uol.com.br/geografia/declaracao-universal-dos-direitos-humanos.htm. Acesso em 17 de setembro de 2020.
A Declaração foca nos direitos e princípios básicos a dignidade humana priorizando a paz, a cidadania e a democracia no mundo. Esse documento é reputado como um guia de ações, de princípios e normas morais contemplando o respeito e a dignidade humana, e que deve ser fiscalizada e cobrada por todos.
No documento, reconhece o direito à vida, ao pensamento e liberdade de expressão, de religião e o direito a ir e vir entre outros. Porém o seu primeiro artigo já nos traz a dimensão e riqueza desse documento. Conforme o Artigo I da DUDH: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.
A dimensão deste documento é importante porque delineou a trajetória em todos os aspectos e dimensões dos seres humanos, desde a liberdade de expressão, a direitos que tangem o direito a um julgamento publico e honesto á direito que se referem a uma moradia digna, ou então, respeito à natureza, ao pensamento e a opinião. Enfim, representa um ideal comum a ser atingido por todos.
	Mas, a implantação desse documento sofreu e sofre muitas dificuldades e muitas ações estão sendo feitas até os dias atuais para que sejam reconhecidos e cumpridos esses direitos em sua totalidade, embora em muitos países reconheça ainda não está sendo efetivada em sua magnitude. Conforme a Organização das nações unidas disponível em https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/declaracao/: “Uma série de tratados internacionais de direitos humanos e outros instrumentos adotados desde 1945 expandiram o corpo do direito internacional dos direitos humanos”.
	Assim também, a Declaração ao longo dos tempos delinearam vários outros documentos norteadores de direitos, convenções, tratados internacionais e até mesmo serviu de inspiração a nova constituição federal brasileira de 1988 e antes disso, a fim de ser regulamentada elencou a criação do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos e o  Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e seu Protocolo Opcional para que a declaração tivesse sua validação e propagação. Segundo a ONU:
Eles incluem a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio (1948), a Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1965), a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (1979), a Convenção sobre os Direitos da Criança (1989) e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), entre outras. A Organização das nações unidas disponível em https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/declaracao
	Porém, no que tange a educação, a Declaração Universal, também reflete acerca das questões educacionais e já apontava a necessidade de se ter os direitos à escolaridade e acessibilidade aos cidadãos assegurados, e desde então todos os demais documentos e tratados foram orientados pela DUDH. Acerca da declaração em seu artigo é amparado em diversos pontos:
O Artigo 22 diz que toda pessoa tem direitos sociais, econômicos e culturais “indispensáveis [...] ao livre desenvolvimento de sua personalidade”. 
• O Artigo 26 consagra um direito à educação e afirma: “A educação será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana”. 
• O Artigo 29 reafirma a visão holística dos direitos humanos ao estabelecer: “Toda pessoa tem deveres perante a comunidade, onde – e somente onde – é possível o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade”.
	
Assim também, em consoante a Declaração à Constituição Federal de 1988 onde o Brasil é signatário da DUDH, vê-se em seus artigos embasamento e influência gradativamente inserida ao longo das mudanças tanto do contexto histórico do país quanto na promulgação de novas leis. Ou seja, à medida que o país enfrentava seus problemas e dificuldades históricas, políticas e sociais a ideia de reforma das leis brasileiras se figurou também em um contexto em que a Declaração dos Direitos Humanos de difundiu e se consolidou como Direito Civil mais importante. Por isso a ideia de um regime político democrático e a ideia de crescimento e consolidação legislativa das garantias e direitos fundamentais se institucionalizava em 1988, reconhecida como a “Constituição Cidadã”, pois representou a harmonia com a DUDH. A harmonia já representada nos primeiros artigos:
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação. (BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. P.05).
Em consoante a Declaração:
I- Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
II- Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou outro estatuto. Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autônomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.
III- Todas as pessoas têm direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
IV- Ninguém pode ser mantido em escravidão ou em servidão; a escravatura e o comércio de escravos, sob qualquer forma, são proibidos. (A Organização das nações unidas disponível em https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/declaracao)
Assim, é nesse sentido de assegurar os direitos civis, de expressão, de cidadania, de convivência e de paz que a constituição brasileira trouxe em constância com a DUDH grandes avanços para a sociedade em um contexto pós-ditadura, pós-guerra, pós-industrialização. Porém, assim como assegurados e respaldos nos direitos humanos, a constituição reformulou também aspectos legais á educação brasileira.
O sistema educacional brasileiro sofreu várias reformulações e influencias políticas desde a época colonial, ate os dias atuais e à medida que o país foi se reformulando novas conquistas foi adquirida a população e a conquista dos direitos também. Conforme a Constituição federal de 1988e a DUDH. 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. (BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: Centro Gráfico, 1988. P.05).
Das Declarações Universais:
XXVI. “Toda a pessoa tem direito à educação. A educação deve ser gratuita, pelo menos a correspondente ao ensino elementar fundamental. O ensino elementar é obrigatório. O ensino técnico e profissional dever ser generalizado; o acesso aos estudos superiores deve estar aberto a todos em plena igualdade, em função do seu mérito”. (A Organização das nações unidas disponível em https://nacoesunidas.org/direitoshumanos/declaracao).
	Por fim, é seguindo essas resoluções que a Constituição de 1988 trouxe ao contubérnio social da população brasileira as premissas da Declaração Universal. E a partir daí novos e mais amplos esforços para redesenhar a Educação brasileira se fez, desfez e refez. 
A BNCC e os impactos para a educação.
A constituição também preve um documento amplo que regulamente e atinja a todos os novéis a educação 
	A BNCC assemelha-se aos PCNs quando assume a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, reconhecendo que ela é uma atividade humana e faz parte de um processo de interação entre os sujeitos. A linguagem materializa-se em práticas sociais, com objetivo e intenção

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