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Princípios Mecânicos 
Retenção: 
É a qualidade que uma prótese apresenta de atuar contra as forças de 
deslocamento ao longo de sua vida de duração. Logo a retenção deve 
apresentar características que impeçam o deslocamento axial das 
restaurações submetidas as forças de tração. 
❖ Retenção Friccional: Depende do contato entre a parte 
(superfície) interna da restauração e a parte (superfície) externa 
do dente preparado. 
 PARALELA A PAREDE =  RETENÇÃO FRICCIONAL 
Quanto mais PARALELA for a parede do dente preparado, mais será a 
retenção friccional da restauração. Entretanto o aumento exagerado 
dessa tensão dificulta a cimentação, pela resistência ao escoamento, o 
que impede o assentamento final e leva a um desajuste oclusal e 
cervical da restauração. 
Não é possível realizar a retenção mecânica da restauração 
trabalhando isoladamente com a retenção friccional e a ação do agente 
cimentante, o que torna os 2 complementares para manter a 
restauração na posição correta. 
• Coroas longas (ex: após tratamento periodontal):  ângulo de 
convergência oclusal – sem prejuízo na retenção 
• Coroas Curtas: ângulo próximo ao paralelismo – recebe meios 
adicionais de retenção como a confecção de sulcos nas 
paredes axiais. Isso aumenta a sup. de contato 
Em preparos excessivamente cônicos sem plano de inserção definido a 
presença de sulco é importante para diminuir a chance da coroa se 
deslocar e limitar sua inserção e remoção em uma única direção. 
Definição de Plano de Inserção Único: 
A posição de inclinação dos dentes no arco deve ser analisada em um 
modelo de estudo. Assim é possível controlar melhor o nível de 
desgaste necessário nas faces dentarias, assim preserva-se a saúde 
pulpar (SEMPRE OBJETIVO PRINCIPAL) sem perder as características 
de retenção e estética. 
Quanto maior a área preparada maior a retenção. 
Dentes cariados ou restaurados as caixas provenientes da remoção de 
tecido cariado também conferem capacidade retentiva ao preparo. 
Meios adicionais – caixas, canaletas, pinos, orifícios, etc – são 
importantes para compensar qualquer tipo de deficiência existente no 
dente a ser preparado. 
O polimento excessivo pode contribuir para diminuição da retenção se o 
cimento somente características de união por imbricação mecânica. 
Resistência ou Estabilidade: 
 
A forma de resistência previne o deslocamento da prótese quando 
submetida a FORÇAS OBLIQUAS, que podem provocar sua ROTAÇÃO. 
Torna relevante sabe quase áreas do dente e da superfície interna da 
restauração podem impedir esse movimento. 
 
Força lateral (ciclo mastigatório ou parafunção) a coroa tende a girar 
em torno de um fulcro (ponto de apoio) o que deixa o cimento sujeito a 
forças de cisalhamento, podendo causar ruptura e iniciar o processo 
de deslocamento da prótese. 
 
❖ Fatores Relacionados a forma de resistência do preparo: 
• Magnitude e direção da força: Forças de grande intensidade e 
direcionadas lateralmente (pacientes com bruxismo) podem 
causar deslocamento da prótese. 
• Relação altura/largura do preparo: Quanto maior a altura das 
paredes maior a área de resistência para impedir o 
deslocamento quando submetido a forças laterais. Se a 
largura for maior que a altura, maior será o raio de rotação, 
logo suas paredes não vão oferecer resistência suficiente. 
 
ALTURA DO PREPARO TEM QUE SER PELO MENOS IGUAL A 
LARGURA. 
Quando isso não for possível deve-se confeccionar sulcos, 
canaletas e caixas para criar novas áreas de resistência. 
Coroas curtas aumentamos a resistência: 
 Diminuindo a inclinação das paredes axiais 
 Confecção de canaletas axiais – sendo mais efetivas se 
localizadas nas proximais dos dentes preparados por se 
antagonizarem a direção predominante das forças 
funcionais e parafuncionais. 
• Integridade do dente preparado: A porção coronária integra 
(em estrutura dentaria ou núcleo metálico) resiste melhor as 
forças laterais do que aquelas parcialmente restauradas ou 
destruídas. 
 
Rigidez Estrutural 
 
O preparo deve ser feito de maneira que a restauração apresente 
espessura suficiente para que o metal (coroa metálica), metal e 
cerâmica (coroas metalocerâmicas) resistam as forças mastigatórias e 
não comprometam a estética do tecido periodontal. Fazendo o desgaste 
seletivo de acordo com as necessidades estética e funcional da 
restauração. 
 
Integridade Marginal 
 
O desajuste marginal desempenha importante papel na retenção de 
biofilme (placa bacteriana) que leva a formação de carie e doença 
periodontal, sendo estes os maiores fatores de insucesso na PPF 
Mesmo com as melhores técnicas sempre haverá um desajuste entre 
a margem da restauração e o termino cervical do dente. Esse 
Nikolle Teixeira 
 
 
desajuste deve ser preenchido com cimentos que possuem diferentes 
graus de degradação. Com o passar do tempo cria-se um espaço 
favorável entre o dente e a prótese para a retenção de biofilme. 
Margens inadequadas facilitam esse processo patológico e impedem a 
boa adaptação da prótese. Assim a linha de cimento exposta ao meio 
bucal e qualidade da higiene determinam a longevidade da prótese. 
 
Princípios Biológicos 
 
Preservação do Órgão Pulpar: 
 
O potencial de irritação pulpar com um preparo protético depende de 
vários fatores: 
• Calor gerado durante o preparo 
• Qualidade das pontas diamantadas e da caneta de alta 
rotação 
• Quantidade de dentina remanescente 
• Permeabilidade dentinária 
• Reação exotérmica dos materiais empregados 
(principalmente resinas em coroas provisórias) 
• Grau de infiltração marginal 
Logo deve-se realizar métodos que visem preservar a vitalidade pulpar 
como: 
• Desgastes seletivos das faces dos dentes de acordo com 
necessidade estética e funcional da prótese 
 Desgaste excessivo: diminui a área preparada, prejudica a 
retenção da prótese, pode levar danos irreversíveis a polpa 
(inflamação e sensibilidade) 
 Desgaste Insuficiente: Sobrecontorno da prótese que 
esteticamente gera prejuízo para o periodonto. 
 
Preservação da Saúde Periodontal: 
 
Fatores relevantes que tornam a preservação periodontal 
imprescindível no preparo protético: 
• Higiene oral 
• Forma 
• Contorno 
• Localização da margem cervical do preparo 
A melhor localização do termino cervical é a que o profissional 
consegue controlar todos os preparos clínicos e o paciente matem a 
higienização efetiva. Logo para a hemostasia o preparo deve se 
estender o mínimo possível para dentro do sulco gengival. Isso apenas 
com a finalidade estética aparente sem modificar biologicamente o 
tecido gengival. Coroas metalocerâmicas sem colar o metal, ou apenas 
coroas cerâmicas devem ser consideradas. 
 
A extensão cervical pode variar de 2mm aquém da gengiva marginal 
até 1mm no interior do sulco 
 
Dentes tratados periodontalmente o termino cervical com extensão 
supra gengival pode deixar dentina exposta que gera sensibilidade. Já a 
extensão subgengival pode causar comprometimento pulpar e 
enfraquecimento da estrutura remanescente, pois sua direção apical 
exigirá maior desgaste dentário para evitar áreas retentivas. Logo, 
deve-se avaliar no modelo de estudo a melhor localização do termino. 
Pacientes com grupo de risco a cárie NÃO devem ter o termino 
cervical no nível gengival. Nesses casos o termino deve ser estendido 
SUBGENGIVALMENTE. 
❖ Razões Frequentes para colocação intrassucular do termino 
gengival: 
• Estética – mascarar a cinta metálica 
• Restaurações de amalgama ou resina em cavidades cuja as 
paredes gengivais já estejam no nível intrassucular 
• Presença de caries que se estendam para dentro do sulco 
gengival 
• Presença de fraturas que terminem subgengivalmente 
• Razoes mecânicas que normalmente estão relacionadas a 
dentes curtos – buscam maior área de dente preparado e 
consequentemente maior retenção e estabilidade, isso evita 
necessidade de procedimento cirúrgico periodontal para 
aumento de coroa clínica. 
• Colocação do termino em área de relativa imunidade à cárie(região correspondente ao sulco gengival) 
Sempre ciente que quanto mais profunda for a localização mais difícil 
serão os procedimentos de moldagem, adaptação, higienização e isso 
facilita a instalação de processos inflamatórios. Caso a extensão seja 
excessiva os danos serão mais sérios pois afeta a distância biológica do 
periodonto. 
O preparo subgengival dentro dos níveis convencionais 0,5 a 1mm não 
traz problemas para o Tec. Gengival tendo adaptação , forma, contorno 
e polimento satisfatórios. 
 
Estética: 
 
Depende diretamente da saúde gengival e da qualidade da prótese. 
A confecção com forma, contorno e cor corretos estão diretamente 
ligados ao desgaste de estrutura. Outro ponto é a relação do contato 
pôntico com a gengiva. A falta de tecido por reabsorção óssea no 
sentido vertical e anteroposterior , gera um contato incorreto isso 
causa transtorno estético e desconforto para o paciente, pela 
retenção de alimento nessa área. 
 
Tipos de Termino Cervical: 
 
Ombro ou Degrau arredondado 
 
Ângulo entre as paredes gengival e axial forma aproximadamente 90º, 
mantendo arredondado a interseção entre as duas paredes que evita a 
formação de tensões na cerâmica 
 
 
 
 
❖ Indicado para: 
• Coroas confeccionadas em cerâmica 
• Dentes anteriores ou posteriores 
❖ Contraindicado em: 
• Dentes com coroa clinica curta 
• Largura vestíbulo-lingual que impeça a realização de desgaste 
uniforme de 1mm de espessura na região do termino 
cervical, 1,5mm nas faces axiais e 2mm nas faces oclusais e 
incisal 
A presenta do termino em ombro ou degrau é importante para 
proporcionar uma espessura uniforme e suficiente à cerâmica nessa 
região que permite resistir aos esforços mastigatórios e diminui a 
chance de fratura. Esse termino pode dificultar o escoamento dos 
cimentos que interfere no ajuste oclusal, logo deve-se realizar uma 
técnica de cimentação que proporcione uma fina camada de cimento no 
interior da coroa. O pincel é ideal para isso. 
 
Ombro ou Degrau Biselado: 
 
Ângulo entre as paredes gengival e axial forma aproximadamente 90º, 
entre as paredes axial e cervical com um biselamento da aresta 
cavossuperficial. 
❖ Indicado para: 
• Coroas metalocerâmicas com ligas áureas na sua face 
vestibular e na metade das faces vestibuloproximais 
• Exclusivamente nas faces em que a estética for 
indispensável (face vestibular e metade das faces proximais). 
 
Consiste em um desgaste acentuado da estrutura dentária que gera 
um espaço adequado para a colocação da estrutura metálica e da 
cerâmica de revestimento. O Bisel deve apresentar inclinação mínima 
de 45º que permite um selamento marginal e um escoamento melhor. 
Essa técnica proporciona um colar de reforço que reduz alterações 
dimensionais provocadas durante a queima da cerâmica e, 
consequentemente o desajuste marginal. Tem também a função de 
acomodar, sem sobrecontorno. 
 
 
 
Chanfrado: 
 
A junção entre a parede axial e gengival é feita por um segmento de 
círculo, que deverá apresentar espessura suficiente para acomodar o 
metal e a faceta estética. Considerado pela maioria como o tipo de 
termino ideal pois permite espessura adequada para as facetas de 
cerâmica e seus respectivos suportes metálicos, o que facilita a 
adaptação da peça fundida e o escoamento do cimento. 
❖ Indicado para: 
• Coroas metalocerâmicas com ligas básicas (apresentam 
maior resistência que as ligas de ouro) logo a infraestrutura 
pode ser mais fina sem sofrer alteração por contração. 
• Coroas metaloplásticas independente do tipo de liga utilizada 
• Restaurações MOD em metal quando indicada a proteção das 
cúspides vestibulares ou lingual 
• Deve ser realizado apenas nas faces envolvidas 
esteticamente – pois não justifica maior desgaste 
exclusivamente para colocação de metal. 
 
 
Chanfrete: 
 
A junção entre a parede axial e gengival é feita por um segmento de 
círculo de pequena dimensão (+/- metade do chanfrado), devendo 
apresentar espessura suficiente para acomodar o metal. 
a adaptação da peça fundida e o escoamento do cimento são 
facilitados, permitindo uma visualização nítida da linha de acabamento 
e a preservação da estrutura dentária. 
❖ Indicado para: 
• Coroas total metálica 
• Faces lingual e linguloproximal das coroas metaloplásticas e 
metalocerâmicas independente da liga. 
• Coroas parciais dos tipos: ¾ e 4/5. 
• Dentes com tratamento periodontal ou recessão gengival 
que resulte em aumento acentuado da coroa clínica – para 
obter maior conservação da estrutura dentaria e do próprio 
órgão pulpar. Estética fica parcialmente prejudicada 
 
 
 
Outros fatores que podem modificar a 
configuração do termino cervical: 
 
• Presença de cárie 
• Restaurações Subgengivais 
 
 
 
Indicações: 
• Terapêutica: Quando o dente possui uma cárie extensa 
• Protética 
 
Podem ser dos seguintes tipos: 
• Metálica 
• Veneer 
• Metalocerâmica 
• Resina Indireta 
 
Coroa Metalocerâmica 
 
 
Coroa Metálica 
 
Indicada quando o fator estético não precisa ser considerado (2º e 3º 
molar) 
A única diferença desse tipo de preparo para o de coroa 
metalocerâmica está na quantidade de desgaste realizado na face 
vestibular tendo em vista que esta sera recoberta apenas com metal. 
❖ Desgaste: 
• Face vestibular deve apresentar +/- 0.6mm 
• Faces oclusais das áreas funcionais das CCC (médio-oclusal F. 
vestibular dentes inf. e médio-oclusal F. palatina dentes sup 
deve ser +/- 1,2mm – correspondente ao diâmetro da 
ponta diamantada. Importante para dar maior rigidez a 
estrutura metálica e resistência a ação das forças 
mastigatórias que atuam nas faces da coroa. 
❖ Término Cervical: 
Todos devem apresentar configuração de CHANFRETE. 
Nikolle Teixeira

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