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Apostila produzida através das aulas de Prótese 
Parcial Fixa na Faculdade de Odontologia de 
Ribeirão Preto - FORP/USP 
 
1 
 
PRÓTESE PARCIAL 
FIXA 
 
Sumário 
Introdução a prótese parcial fixa ............................................................................................................2 
Princípios biomecânicos dos preparos com finalidade protética....................................................4 
Planejamento em Prótese Parcial Fixa ..................................................................................................5 
Preparos para coroas totais em dentes posteriores ........................................................................ 12 
Preparos para coroas totais em dentes anteriores:.......................................................................... 13 
Preparos parciais metálico e estético.................................................................................................. 14 
Moldagem em Prótese Parcial Fixa ...................................................................................................... 17 
Afastamento gengival: técnica e cuidados ......................................................................................... 21 
Prótese Fixa Metalocerâmica de 3 elementos ou mais .................................................................... 25 
Prótese Fixa ultraconservadora ............................................................................................................ 30 
Prótese fixa adesiva ................................................................................................................................ 31 
Restaurações Provisórias ...................................................................................................................... 35 
Enceramento, inclusão e fundição em Prótese Parcial Fixa ........................................................... 38 
Cimentação em Prótese Fixa ................................................................................................................. 40 
Tratamento Protético em Dentes Tratados Endodonticamente com Pinos Intra-radiculares .. 42 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apostila produzida através das aulas de Prótese 
Parcial Fixa na Faculdade de Odontologia de 
Ribeirão Preto - FORP/USP 
 
2 
Introdução a prótese parcial fixa 
 
A prótese parcial fixa é a restauração parcial ou total da coroa de um dente (sendo este dente perdido ou 
apenas parte dele), quando se denomina prótese parcial fixa unitária, ou a substituição de um ou mais dentes 
perdidos, quando se denomina prótese parcial fixa múltipla. É um aparelho protético, que visa a substituição 
de um ou mais dentes ausentes, não podendo ser removida para limpeza ou inspeção. Consiste em 
restaurações fixadas em dois dentes extremos ao espaço edêntulo que funcionam como pilares, colunas e 
sustentam o dente artificial reposto. As próteses fixas podem ser fixadas sobre dentes ou sobre implantes. 
As substituições dos dentes perdidos são importantes, pois evitam a extrusão e movimentação dos dentes 
adjacentes ou antagonistas em direção ao espaço protético, restituem a função mastigatória, restauram a 
estética e fonética, e proporcionam conforto ao paciente. 
As próteses parciais fixas podem ser classificadas de acordo com o tipo, sendo total aquele que cobre 
totalmente a coroa do dente seja ela unitária ou múltipla, e parcial aquela que se repõe apenas partes da coroa, 
podendo ser inlay (não envolve cúspides), onlay (envolve cúspides), facetas ou 4/5. Ainda, pode ser 
classificada de acordo com o material ou infraestrutura, podendo ser: metálica, metal-free, metaloplástica 
(metal + resina) ou metalocerâmica (metal + porcelana). 
As próteses metais free são favoráveis pois possibilitam margem suprasulcular, comprometendo menos a 
estética. Por outro lado, são desfavoráveis por ter retenção e resistência ruim. 
As próteses parciais fixas têm as vantagens de proporcionar uma cimentação definitiva, apresentar pequeno 
volume, ser semelhantes aos dentes naturais, proporcionar maior eficiência mastigatória e conforto. Por outro 
lado, possui as desvantagens de ser um tratamento mais invasivo, necessitando de preparo dental, ter a 
possibilidade de tratamento endodôntico para retenção, higiene dificultada e custo maior quando comparado 
com uma PPR. 
Elementos que constituem a PPF 
Os elementos que constituem a PPF podem ser biológicos ou mecânicos. Como elementos biológicos temos 
o dente de suporte (pilar), que é desgastado e tem a função de sustentar a PPF, devendo ter sua área de 
inserção periodontal maior ou igual a dos dentes substituídos; e o espaço protético (edêntulo). Já como 
elemento mecânico temos o retentor; o pôntico e; o conector. 
Retentores: 
Os retentores vão cimentados aos dentes pilares e são restaurações responsáveis pela retenção do aparelho 
protético aos pilares, podendo ser em forma de coroa totais, sejam elas metálica, metalocerâmica ou 
metaloplástica; ou restauração parciais, como 4/5 ou 7/8. 
Pôntico 
O pôntico fica suspenso substituindo o dente ausente. Os tipos de pônticos são: sela, plano inclinado, higiênico, 
forma de bala e oval. 
O pôntico sela forma um contorno côncavo e amplo com o rebordo, não cooperando com a higiene. Isto provoca 
inflamação dos tecidos moles. Logo, não é recomendado, podendo até mesmo gerar abcesso. 
O pôntico de plano inclinado possui superfície convexa para facilitar a limpeza e a superfície lingual com 
contorno ligeiramente curvo, para evitar o acúmulo de alimentos. É o tipo mais indicado, sendo usado em áreas 
anteriores e posteriores. Apresenta boa estética e pode ser metalocerâmica ou metaloplástica. 
O pôntico higiênico é usado quando não houver nenhum contato com o rebordo. Ele restaura a oclusão e 
estabiliza os dentes adjacentes. Possui configuração convexa e distância ocluso-gengival de 3,0mm. É 
indicado para região posterior e confeccionado em metal. 
O pôntico em forma de bala é arredondado e fácil de limpar. Possui extremidade pequena e estética deficiente, 
sendo adequado para rebordos pequenos. É indicado para molares inferiores, pois têm rebordos finos e ele 
converge para o rebordo fino facilitando a higiene. 
 
Apostila produzida através das aulas de Prótese 
Parcial Fixa na Faculdade de Odontologia de 
Ribeirão Preto - FORP/USP 
 
3 
O pôntico oval possui superfície arredondada e exige um preparo do tecido mole. Apresenta facilidade de 
limpeza, acumulando o mínimo de alimento. É indicado para incisivos superiores, caninos, pré-molar e linha 
do sorriso alta, pois comprimi a gengiva e forma a papila. 
Conector: 
O conector é responsável pela união do retentor ao pôntico, podendo ser rígido ou semirrígido. Está presente 
nas estruturas monobloco ou individuais. Pode-se também unir retentor-retentor e pôntico-pôntico quando há 
mais de um dente pilar ou mais de um dente ausente respectivamente. 
Critérios para uma boa PPF 
O preparo protético se fundamenta em critérios, que quando combinados apresentam um prognóstico 
previsível. Os critérios são divididos em fatores biológicos, mecânicos e estéticos. Os fatores biológicos incluem 
conservar ao máximo estrutura dental, evitar sobrecontorno das restaurações, preferir margens 
supragengivais, encontrar a estabilidade oclusal e proteger os elementos dentários contra fratura. Já os fatores 
mecânicos incluem a forma de retenção, a forma de resistência e evitar deformação. Por fim, os fatores 
estéticos incluem mínima exposição de metal, conseguir espessura máxima de porcelana, obter superfícies 
oclusais funcionais e preferir margens intrasulculares para as próteses metalocerâmica e suprasulculares ou 
ao nível para próteses adesivas. 
Durante o preparo do dente pilar, deve-se sempre prevenir danos aos dentes adjacentes, tendo cuidado com 
as faces proximais; aos tecidos moles, tendo cuidado com a língua e bochecha e; com a polpa dentária,tendo 
cuidado com o calor gerado pela peça de mão, a ação dos químicos utilizados, as bactérias remanescentes 
que podem gerar micro infiltração e a redução axial. Há um relacionamento da prótese com o complexo dentina-
polpa, por isso, devemos observar a idade do paciente para saber o quão ampla essa polpa é. 
É importante também sempre prevenir a saúde periodontal, determinando forma e contorno correto da 
restauração, preparando a margem numa localização adequada e sempre orientando sobre a higiene oral. 
Margens e Geometria dos Preparos 
As margens podem ser colocadas suprasulculares, intrasulculares, ao nível do sulco gengival e subgengival. 
A margem suprasulcular deve estar de 2 a 3mm aquém da gengiva marginal livre, facilitando a execução, 
inspeção e limpeza pelo paciente. Sua limitação consiste nos casos de coroas com metal, podendo prejudicar 
a estética. A margem intrasulcular deve estar de 0,5 a 0,6mm dentro do sulco, sendo muito utilizada nos casos 
em que há cárie dentária, erosão cervical, restauração antigas subgengivais ou fraturas com extensão sulcular. 
É utilizada também por razões mecânicas, quando há necessidade de retenção adicional e por estética, uma 
vez que cobre a junção preparo-restauração. Já a margem subgengival gera uma invasão do espaço biológico, 
necessitando de tratamento periodontal prévio, que após a cicatrização de 50 a 60 dias, é determinada a nova 
margem do preparo. 
A geometria da margem (tipo de término cervical) mais empregadas são: ombro, chanfro, chanfro profundo e 
chanfrete. O ombro ou também conhecido como degrau biselado é indicado para margens vestibulares das 
coroas metalocerâmica posterior e metaloplásticas. Suas vantagens consistem no volume do material que 
acomoda, na remoção do esmalte sem suporte e por permitir o acabamento do metal. Por outro lado, possui a 
desvantagem de exigir uma extensão dentro do sulco. A margem em ombro é indicada para margens 
vestibulares de coroa metalocerâmica, collasless e cerâmica pura. Suas vantagens consistem no volume de 
material que acomoda. Por outro lado, suas desvantagens estão relacionadas com o fato de ter menor 
conservação na estrutura dental. O ombro inclinado está indicado para margem vestibular de matalocerâmicas 
e cerâmica puta. Suas vantagens estão no fato de proporcionar um bom volume do material. Por ouro lado, é 
menos conservador na estrutura dental. Por fim, o chanfro está indicado para restaurações metalocerâmica e 
coroas livres de metal. Suas vantagens estão no fato de acomodar um volume adequado do material 
restaurador, fácil controle e estética. Por outro lado, tem as desvantagens de deixar prismas de esmalte que 
podem comprometer a resistência-retenção. 
Critérios para selecionar o elemento de suporte para prótese fixa 
1. Analisar tamanho e irregularidades das raízes 
2. Verificar proporção coroa-raiz 
 
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3. Analisar tamanho e forma da coroa clínica 
4. Considerar a Lei de Ante 
5. Inclinação Axial dos pilares 
6. Análise da saúde pulpar: canais calcificados, nódulos 
7. Saúde periodontal: presença de inflamação 
8. Análise da furca: grau 1, 2 ou 3 
9. Tratamento endodôntico: satisfatório, insatisfatório 
10. Oclusão estável 
Curiosidades 
Uma prótese fixa convencional dura em média de 6 a 6,6 anos, e das próteses que estão sendo confeccionadas 
atualmente, mais de 60% são repetições. 
60% das margens subgengivais torna-se visíveis em um período de 2 anos, após a cimentação. 
Princípios biomecânicos dos preparos com finalidade protética 
 
Os preparos protéticos são preparos com características próprias, realizados em elementos dentais que 
receberão uma restauração protética posteriormente. Ao fazer o preparo, devemos seguir alguns fundamentos, 
como: proteção do completo dentinho-pulpar, saúde do periodonto, proteção dos remanescentes, oclusão 
apropriada, estética e longevidade. 
Quando falamos dos princípios dos preparos, temos o princípio estético, mecânico, que visa manter o material 
em posição e biológico. Todos os princípios estão interligados. 
O princípio mecânico tem como base a retenção e resistência. Sendo a retenção responsável por fazer a 
coroa parar em posição e a resistência para que ela não desloque. 
A retenção depende basicamente do contato existente entre as superfícies internas da restauração e as 
externas do dente preparado: retenção friccional. Deve apresentar características que impeçam que o 
deslocamento da restauração quando submetida a forças de tração, ou seja, impedir deslocamento no sentido 
do longo eixo. 
A forma de resistência previne o deslocamento da restauração quando submetido às forças oblíquas 
(movimentos excêntricos) que podem provocar a rotação da restauração. 
Se houver uma boa retenção e uma boa resistência, a restauração protética terá estabilidade. 
A retenção e resistência são então obtidas através de um preparo dental adequado, sendo o ponto principal 
para obtenção. De forma mais branda, mas também influenciando temos a fundição e cimentação. 
A estabilidade é conseguida através do grau de inclinação e conicidade, área total de superfície, área do 
cimento sob ação de cisalhamento e aspereza da superfície preparada. 
Se o preparo for feito com paredes paralelas entre si, será obtida alta resistência friccional, contudo, a 
restauração apresentará dificuldade de assentamento. Desta forma, deve ser dado ao preparo um grau de 
inclinação/conicidade de 3º em grau em cada parede, totalizando um grau de inclinação ideal de 6 a 10º. 
Deve-se ressaltar que a conicidade é inversamente proporcional à retenção, ou seja, quanto maior a 
conicidade, menor a retenção. As pontas diamantadas para preparo protético já possuem esta inclinação, desta 
forma, devem ser colocadas paralelas. Dentes com coroas clínicas longas exercem efetiva resistência, contudo 
coroas clínicas curtas não oferecem resistência ao deslocamento. Dentes curtos ou com paredes muito 
inclinadas formarão um ponto de fulcro no qual a restauração irá girar. A inclinação correta então garante 
oposição ao deslocamento, preservação de estrutura dental e sucesso da restauração, além de resistência às 
forças laterais. 
 
 
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A área total de superfície também influencia na estabilidade, sendo que quanto maior o volume do dente, 
maior a estabilidade. Os dentes mais volumosos são, respectivamente: molar, pré-molar, canino, incisivos 
superiores e incisivos inferiores. Não só o volume do dente, mas também a extensão da cobertura da 
restauração também influencia, sendo que as coroas totais apresentam maior cobertura que as parciais e 
dentro das parciais a tipo crown apresenta maior cobertura que a onlay, que apresenta maior cobertura que a 
inlay. Por fim, a adição de formas auxiliares de retenção, como sulcos, caixas e pinos, aumentam a retenção 
e melhora a resistência, devido ao aumento da área circunferencial, limitação de movimentos e limitação dos 
planos de inserção e remoção. 
A película de cimento está sujeita a pressões diversas que dependem da 
direção da força incidente. O cimento apresenta boa resistência a compressão 
e ao cisalhamento, mas é ruim em relação à tração. Desta forma, uma única 
direção de inserção e remoção, permite maior área do cimento sob ação de 
cisalhamento. 
A superfície prepara não pode ser muito polida, pois a aspereza da superfície 
proporciona maior imbricamento mecânico com o cimento. Na área cervical 
precisa de máximo detalhe, logo, deve estar lisa. Contudo, o corpo pode ter a rarunha da própria ponta 
diamantada. 
A durabilidade da restauração esta relacionada com s redução oclusal, redução axial satisfatória e reforço 
da estrutura. A redução oclusal deve acompanhar a inclinaçãodas cúspides, para aumentar a resistência, 
formar uma superfície antagônica às forças oblíquas e preservar o complexo dentinho-pulpar. A redução axial 
deve ser satisfatória para possibilitar reconstrução anatômica correta, devendo apresentar contornos corretos 
para preservar os complexo dentinho-pulpar e o periodonto. 
Ao fazer os preparos deve-se então ter atenção aos erros mais comuns afim de evitá-los, sendo eles: 
conicidade excessiva, desgaste exagerado na oclusal e axial, desgaste insuficiente, linha de término sem 
definição e nitidez ou incompatível com o material restaurador. 
Planejamento em Prótese Parcial Fixa 
 
Introdução 
O sucesso do tratamento em qualquer especialidade envolve o diagnóstico, o planejamento e um adequado 
plano de tratamento. O diagnóstico que é a descoberta de uma doença, qual o grau de comprometimento 
dessa doença e qual a causa ou causas dessa doença. Para isso é necessário um profundo conhecimento da 
normalidade do sistema estomatognático. O planejamento é a decisão de qual tipo de restauração será 
realizado. O conhecimento acerca dos vários tipos de restaurações existentes em prótese fixa e também dos 
materiais odontológicos existentes irão facilitar o planejamento. E plano de tratamento é a elaboração da 
sequência do tratamento em etapas, sempre com objetivo de devolver a dentição do paciente a um estado de 
saúde e estética. 
Diagnóstico 
Diagnóstico, segundo o dicionário Aurélio, é o conhecimento ou determinação de uma doença pelos sintomas 
e/ou mediante exames diversos. Porém, Tylman; Malone (1978) afirmam que diagnóstico envolve três grandes 
etapas: (1) Reconhecimento e identificação das condições anormais presentes na boca e sua influência na 
longevidade da dentição; (2) Avaliação da gravidade dessas condições anormais e (30) Determinação dos 
fatores etiológicos responsáveis pelas anormalidades. 
Para estabelecer um correto diagnóstico é necessário proceder à coleta do maior número de informações 
possíveis sobre o paciente e das condições médicas e dentárias pré-existentes. Essas informações são obtidas 
através da entrevista pessoal ou anamnese, histórias médica e odontológica, exames extra e intraoral, exame 
radiográfico e exame dos modelos de estudo. 
Dados pessoais 
 
Apostila produzida através das aulas de Prótese 
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Obtido pelo preenchimento da ficha clínica com nome, endereço, estado civil, profissão. O estado civil pode 
demonstrar um paciente mais calmo ou mais preocupado com aventuras e às vezes maior preocupação com 
determinado objetivo do tratamento, ou seja, estética ou função. A profissão fornece importantes informações 
como grau de estress, capacidade financeira e algumas vezes o seu nível social e portanto a preocupação com 
determinado objetivo do tratamento odontológico. 
Entrevista pessoal ou anamnese 
Nesta entrevista busca-se obter informações sobre a queixa principal ou a motivação do paciente em ter 
procurado tratamento dentário, que pode ter sido apenas o tratamento da urgência. Sobre a queixa do paciente, 
deve-se deixá-lo expressar com suas próprias palavras com mínimo de interferência profissional possível, pois 
pequenos detalhes desse relato podem fazer grandes diferenças no diagnóstico e principalmente no 
planejamento e plano de tratamento. 
Outra informação muito importante é a expectativa do paciente quanto ao tratamento. Existem pacientes cuja 
expectativa é de um tratamento rápido, outros buscam resultados estéticos impossíveis de serem atingidos 
com as técnicas reabilitadoras existentes, nestes casos é importante que o profissional forneça uma explicação 
adequada sobre as limitações do tratamento protético. 
Nesta etapa deve-se tentar traçar o perfil psicológico do paciente, quanto maior o conhecimento melhor será o 
relacionamento paciente/profissional. 
História médica 
Alergias a anestésico ou a materiais devem ser destacadas na ficha do paciente. Se houver relato de alergia 
a algum produto odontológico deve-se evitar o seu uso devido ao risco de alguma reação mais grave como o 
choque anafilático. 
Pacientes com diabetes podem apresentar alteração na saúde gengival e dificuldade de cicatrização após 
cirurgias periodontais ou pós-instalação de implantes. Para esses pacientes deve-se indicar o endocrinologista 
para realizar controle da doença. Necessitam de alimentação em horários regulares para o controle da glicemia, 
sessões longas podem levar à queda da glicemia e provocar alguns problemas para o paciente e profissional. 
Pacientes com anemia também devem ser monitorados pois esta pode trazer manifestações no periodonto e 
em alguns casos sintomas que se confundem com problemas cardíacos, como palpitações, respiração 
ofegante após pequenos exercícios físicos, sensação de cansaço e perda de energia. 
Para paciente hipertensão é necessário que esteja em tratamento médico adequado para o controle da pressão 
arterial. Não se deve exagerar na dose de substâncias vasoconstrictoras presentes em anestésicos e em fios 
retratores. 
Alguns medicamentos como anti-histamínicos e anti-hipertensivos provocam a diminuição da secreção salivar 
podendo levar ao quadro de xerostomia. Essa é uma situação importante, pois a falta de saliva aumenta 
significativamente o índice de cárie o que pode provocar a falha precoce do tratamento. 
A osteoporose provoca a diminuição da massa óssea com consequente, diminuição do sucesso dos implantes. 
Pacientes com osteoporose, submetidos a tratamento com bifosfonatos, podem apresentar osteonecrose após 
a instalação dos implantes ou mesmo após ferimentos provocados pelas próteses parciais removíveis e 
próteses totais. 
História prévia de hemorragia deve ser pesquisada, principalmente naqueles pacientes com doença 
periodontal, onde possa ser necessário uma intervenção cirúrgica. 
Dessa forma, uma avaliação de saúde geral do paciente deve ser feita com a finalidade de eliminar possíveis 
complicações no decorrer do tratamento. 
História odontológica 
Alguns pacientes podem apresentar grandes traumas de tratamentos odontológicos anteriores malsucedidos. 
Outros relatam que não visitam um dentista há muito tempo, demonstrando o pouco interesse na dentição. 
 
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7 
Nestes casos, é necessário motivar o paciente sobre os cuidados da dentição e a manutenção periódica para 
garantir o sucesso do novo tratamento. 
Outro aspecto muito importante é a pesquisa de hábitos parafuncionais. Apertamento e bruxismo estão 
comumente associados ao desgaste dental e, possivelmente, à perda da dimensão vertical de oclusão. Em 
algumas situações até a condição de trabalho pode desencadear um hábito. 
Exame extra-oral 
O exame extraoral se inicia durante a entrevista inicial ou anamnese. Neste momento, o profissional observa 
o aspecto facial procurando detectar alterações na dimensão vertical, presença de assimetria facial, suporte 
labial, linha do sorriso. Também é feita uma análise da pele, sua coloração e o próprio caminhar do paciente 
que pode sinalizar algum problema neurológico ou mesmo futura dificuldade na manutenção do trabalho 
reabilitador. 
Faz parte do exame extra oral a palpação dos músculos da mastigação e do conduto auditivo externo na busca 
por sinais e sintomas de disfunção temporomandibular. 
Além disso, faz-se a análise facial avaliando a distribuição dos terços faciais, em especial o terço inferior, 
observando se houve ou não a perda da dimensão vertical de oclusão. A dimensão vertical de oclusão pode 
estar diminuída como resultado de atrição severa ou perda de contenção posterior, e pode estar aumentada 
como consequência de um tratamento restaurador inadequado. Nos casos onde a dimensão vertical de oclusão 
estiver diminuída, pode se encontrar um aspecto facialtípico, com redução do terço inferior da face, intrusão 
dos lábios, aprofundamento dos sulcos nasogenianos, acúmulo de saliva nas comissuras labiais, queilite 
angular, sintomatologia articular nos casos mais severos e dificuldades fonéticas. Nos casos onde houver um 
aumento da dimensão vertical de oclusão, pode-se encontrar uma face alongada, sintomatologia muscular 
decorrente do estiramento das fibras musculares, dificuldade de deglutição e mastigação, além de alteração 
da fala, principalmente nos sons sibilantes e contatos dentários desagradáveis durante a fala. 
O suporte do lábio também deve ser observado. Em alguns casos pode ser encontrada situações clínicas onde 
houve grande perda de estrutura do rebordo alveolar na região anterior. Neste caso o paciente dever ser 
alertado sobre a provável necessidade de aumento cirúrgico através de enxerto ósseo e/ou de tecido 
conjuntivo. Caso seja contraindicado ou o paciente não aceite passar por uma intervenção cirúrgica, pode ser 
feita uma gengiva artificial, que pode ser removível (resina acrílica) ou integrante da prótese fixa (porcelana). 
A linha do sorriso é outro aspecto a ser observado e tem uma grande importância nos casos estéticos. Alguns 
pacientes não mostram a região cervical dos dentes anterossuperiores ao sorrir e são classificados como 
portadores da linha do sorriso baixa. Outros, porém, mostram até o tecido gengival na região anterossuperior 
e são classificados como portadores da linha do sorriso alta e aqueles pacientes com sorriso que mostram 
apenas as papilas interdentais são consideradas possuir a linha do sorriso normal. Os pacientes com sorriso 
normal e principalmente sorriso alto que necessitem restaurações protéticas na região anterossuperior 
apresentam-se como casos clínicos de grande desafio estético. A necessidade de margem da restauração 
dentro do sulco para esconder a cinta metálica das coroas ou mesmo a interface dente-restauração, é uma 
situação clínica onde deve ser tomado todos os cuidados com o tecido gengival, uma vez que uma pequena 
recessão decorrente de injúria durante o preparo ou moldagem podem ser determinantes para o insucesso do 
trabalho. 
Exame intra-oral 
O exame intra-oral deve ser realizado com auxílio de boa iluminação, fio dental, espelho e explorador em boas 
condições, ar e água. Neste exame avaliam-se: 
1- tecidos moles e a língua - em busca de alterações ou lesões, muitas vezes assintomáticas na bochecha, 
assoalho da boca e base da língua. A presença de alguns tipos de lesões pode mudar drasticamente o plano 
de tratamento. Avalia-se a condição bucal na sua totalidade. 
2- movimentos de abertura/fechamento, de lateralidade e de protrusão da mandíbula – para observar a 
amplitude dos movimentos, a presença de possíveis desvios ou deflexões da mandíbula e a presença de ruídos 
na articulação temporomandibular como estalidos e/ou crepitação. 
 
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3- exame oclusal – O exame da oclusão deve ser realizado de maneira estática e dinâmica, buscando avaliar 
o relacionamento dos dentes na arcada, assim como, entre as arcadas. Deve-se observar a presença de 
prematuridade oclusal na posição mandibular de relação cêntrica e o deslize cêntrico para a máxima 
intercuspidação habitual. Durante os movimentos de lateralidade e de protrusão, observar o tipo de desoclusão 
e a trajetória da guia anterior analisando as interferências oclusais nos lados de trabalho e de balanceio. É de 
fundamental importância identificar sinais de colapso da oclusão, como mobilidade e perda de suporte ósseo. 
A existência de hábitos parafuncionais podem exigir oclusais metálicas para prevenir fraturas e o uso noturno 
de placas estabilizadoras, para proteção da prótese quando instalada. Deve-se obter próteses com contatos 
bilaterais simultâneos dos dentes posteriores, posição de trabalho (RC ou MIH), guia lateral do canino, guia 
anterior pelos incisivos, nenhum contato oclusal do lado de não-trabalho nos posteriores e DV adequadamente 
mantida ou estabelecida. 
4- superfícies visíveis dos dentes para cáries, alteração de cor do esmalte, facetas de desgastes, qualidade 
das restaurações existentes, sensibilidade dentinária, qualidade da higienização bucal do paciente, presença 
de placa bacteriana e de tártaro. 
Sempre que um dente for selecionado como pilar, deve-se avaliar a presença de cáries e restaurações, além 
de identificar pacientes com maior susceptibilidade à cárie, pois vários estudos relatam que a principal causa 
de fracassos em prótese fixa é a cárie. Muitos fatores podem ser responsáveis pela incidência de cárie, entre 
eles a qualidade de adaptação da restauração e o grau de higienização mantido pelo paciente. 
Devido às próprias limitações dos materiais e técnicas, sempre haverá uma linha de cimentação, 50 μm é 
considerada ótima, porém até 120 μm é considerada clinicamente aceitável. Nesse sentido, o nível do término 
do preparo dentro do sulco gengival assume um papel muito importante no controle da biologia do tecido 
gengival. Quanto mais dentro do sulco, maior a probabilidade de ocorrerem alterações nessa área, dificultando 
a confecção e controle da prótese. O desajuste marginal facilita a dissolução do cimento pelos fluídos bucais, 
ocorrendo a formação de espaços entre a margem da coroa e o preparo, o que facilita o acúmulo de placa e 
consequentemente o aparecimento da cárie. 
Também devem ser considerados o perfil de emergência e a abertura das ameias cervicais das coroas. A coroa 
deve emergir reta do sulco gengival, sem causar pressão no epitélio sulcular, pois a convexidade na área e o 
acúmulo de placa levam a inflamação gengival. Essa situação acontece em decorrência de um preparo 
inadequado, com desgaste insuficiente. As ameias cervicais devem propiciar espaços para a acomodação das 
papilas gengivais e facilitar a higienização. 
5- com auxílio de sonda periodontal realizar a sondagem, de preferência, de todos os dentes para detectar 
presença de bolsas periodontais, áreas de sangramento gengival e regiões de molares com lesões de furca. 
Verificar presença de tecido gengival queratinizado, problemas mucogengivais. Um dos preceitos da 
reabilitação oral é que a saúde periodontal deve ser estabelecida antes do tratamento restaurador. Se o 
periodonto estiver inflamado, o profissional não terá referencias para a correta colocação do término do 
preparo, além da ocorrência de sangramento que dificultará os procedimentos operatórios, principalmente a 
moldagem. É fundamental a presença de uma faixa de gengiva queratinizada de no mínimo 2 mm para a 
manutenção da saúde gengival pós tratamento com prótese fixa. 
6. Número e distribuição dos dentes remanescentes na arcada – em prótese fixa a distribuição dos dentes 
é mais importante que o número de dentes. Em algumas situações clínicas podem ocorrer migrações dentárias 
em diferentes direções e sentidos, conforme o grupo de dentes. A esplintagem visa neutralizar as forças que 
agem nos sentidos vestíbulolingual e mesiodistal. O ideal é que em situações 
extremas, no mínimo um dente de cada segmento participe da prótese, o que 
é mais importante do que o número de pilares existentes para ocorrer 
estabilidade. O sentido de movimento vestibulolingual dos posteriores (plano 
sagital), caninos (plano lateral) e incisivos (Plano frontal) torna-se um fator 
determinante no planejamento. Uma prótese envolvendo dentes pilares de 2 
ou mais planos reduz o efeito da mobilidade individual de cada dente, através 
da estabilização ou sustentação, conhecido como Polígono de Roy. 
7. área edêntula – a qualidade do revestimento gengival da área possui 
grande importância, principalmente, em regiões estéticas, onde os pônticos 
 
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devem apresentar formas convexas e semelhantes aos dentes naturais. Deve-se avaliar, também, a 
quantidade de perda óssea, a espessura e altura do rebordo, um exame preliminar para a possibilidade de 
instalação de implantes e posterior confecção de prótese sobre implantes. 
Exame radiográfico 
O exame radiográfico consiste de radiografias panorâmicas, periapicais, de preferência, com a técnica do 
paralelismo e, em algumas situações, o exame tomográfico, especialmente em casos onde a opção de 
tratamento for a prótese sobre implantes. 
Nesse exame observa-se: 
1. Presença ou não de cáries, principalmente interproximais. 
2. Reincidência de cáries sob restaurações pré-existentes. 
3. Qualidade das restaurações protéticas existentes. 
4. Integridade ou não do ligamento periodontal e da lâmina dura. 
5. Presença de bolsa periodontal e/ou lesões de furca. 
6. Presença de cálculo subgengival. 
7. Qualidade do tratamento endodôntico. 
8. Presença de lesões ósseas e/ou raízes residuais. 
9. Morfologia e número de raízes dos dentes remanescentes. 
10. Relação coroa-raiz. 
11. Espaço biológico – espaço entre a crista óssea e a base do sulco. 
Exame dos modelos de estudo 
Os modelos das arcadas maxilar e mandibular do paciente, devidamente montados em articuladores semi 
ajustável na posição de relação cêntrica, constitui instrumento muito importante para a obtenção de 
informações para o diagnóstico e consequente elaboração do plano de tratamento. 
Neste exame observa-se: 
1. O relacionamento dos dentes superiores e inferiores sem a interferência de lábios, 
2. Bochechas e língua. 
3. Presença de interferências e prematuridades oclusais nos movimentos cêntricos e 
4. Excêntricos. 
5. Quantidade e extensão das áreas edêntulas. 
6. Presença de dentes extruídos. 
7. Dentes inclinados. 
8. Altura e tamanho das coroas dos dentes remanescentes. 
9. O padrão das facetas de desgastes. 
10. No modelo de estudo pode ser realizado o enceramento de diagnóstico, a confecção 
11. De restaurações provisórias e também a elaboração de guias radiográficos e/ou 
12. Cirúrgicos para casos de implantes. 
Planejamento e plano de tratamento 
Planejamento e plano de tratamento, muitas vezes, são utilizados como sinônimos. Porém, pode-se utilizar o 
termo planejamento para definir a restauração ou o tipo de tratamento a ser realizado. Plano de tratamento 
consiste na formulação de uma sequência lógica de tratamento, em etapas, com o objetivo de devolver ao 
paciente uma dentição saudável, funcional e estética. 
O planejamento correto é importante para o sucesso do tratamento, pois a execução perfeita de um 
procedimento impróprio ou desnecessário não será benéfica ao paciente. O tratamento com base no conceito 
de “ideal” ao invés de direcionado para as necessidades do paciente, na maioria das vezes, fracassará. 
O tratamento deve ser executado para preencher um ou mais dos seguintes objetivos: 
1. Corrigir a doença ou defeito existente, 
2. Prevenir doença futura, 
3. Restaurar a função e 
4. Melhorar a aparência. 
 
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Esses objetivos podem ser alcançados com restaurações que estabeleçam o equilíbrio oclusal, que 
mantenham ou restabeleçam a dimensão vertical de oclusão e que devolvam estética e fonação. Além disso, 
as restaurações devem possibilitar higiene e autolimpeza para manter as estruturas dentais e gengivais em 
estado normal de saúde e possuir propriedades mecânicas que proporcionem longevidade. 
Todos os tipos de restaurações possuem limitações e não apresentam as propriedades da estrutura dental. 
Um importante fator no planejamento é entender as limitações antes de selecionar a restauração ou o 
procedimento adequado. Os principais tipos de restaurações em prótese fixa são: 
1. Restaurações inlay e onlay metálica e estética 
2. Facetas laminadas ou “lentes de contato” de resina ou de cerâmica 
3. Coroas totais metálicas, metaloplásticas, metalocerâmicas e livres de metal. 
4. Próteses parciais fixas convencionais. 
5. Próteses parciais fixas livres de metal. 
6. Prótese fixa adesiva. 
7. Prótese fixa ultraconservadora. 
8. Prótese sobre implantes. 
Seleção dos dentes pilares 
Na seleção dos dentes pilares vários fatores devem ser considerados: 
1. Comprimento e forma da coroa clínica – quanto mais longa e volumosa for a coroa do dente maior será 
a capacidade retentiva das restaurações. Em casos de restaurações unitárias esse fator não é tão relevante 
como é em casos de próteses parciais fixas. 
2. Grau de destruição coronária – como a restauração, na maioria das vezes, não reforça a estrutura dental 
remanescente, onde houver a destruição de 2 ou mais cúspides pode ser indicado o tratamento endodôntico 
e a instalação de núcleo metálico fundido ou pinos pré-fabricados com núcleo de preenchimento. 
3. Comprimento e formas das raízes – quanto mais longa e irregular for a raiz de um dente pilar melhor será 
sua capacidade como pilar de prótese fixa. 
4. Relação coroa-raiz – a relação coroa-raiz ideal é 1:2, ou seja, o comprimento da raiz clínica, que é a porção 
radicular inserida no tecido ósseo, deve duas vezes maior que a coroa clínica, que é a porção do dente fora do 
tecido ósseo. A relação mínima aceita para suporte de prótese parcial fixa é a relação 1:1. Porém, em pacientes 
com manutenção pós-operatória rigorosa e que mantém uma excelente higienização e extremo cuidado na 
mastigação podem ser confeccionados próteses parciais fixas, em condições não tão favoráveis de proporção 
coroa-raiz, com grande índice de sucesso. 
5. Lei de Ante (1926) – diz que “as raízes dos dentes pilares devem ter uma área maior ou igual à área das 
raízes dos dentes ausentes”. Porém, isto nem sempre poderá ser encontrado, de modo que toda prótese parcial 
fixa com espaço entre os dentes pilares de mais de dois dentes ausentes, constitui-se em prótese de alto risco. 
Portanto, a orientação ao paciente sobre a chance de insucesso da prótese fixa e a possibilidade de outros 
tipos de tratamento deve ser realizada com muita clareza para que a relação paciente-profissional não seja 
prejudicada. 
6. Saúde do periodonto – é fundamental para a manutenção da integridade e sucesso da prótese fixa, 
portanto, não se deve iniciar o tratamento protético sem que a saúde gengival tenha sido atingida. 
7. Grau de mobilidade dental – em relação à mobilidade dental o principal é diagnosticar se a mesma é 
provocada por trauma oclusal ou por doença periodontal. 
Se após o tratamento adequado a mobilidade acentuada persistir, isso pode ser pela falta de inserção óssea 
e, portanto, o dente pode estar condenado e uma nova abordagem de tratamento deve ser avaliada. 
8. Inclinação dental – quando é realizada a extração de um dente, o dente posterior tende a se inclinar em 
direção mesial. Uma inclinação de até 30 graus é aceitável para um dente pilar de prótese parcial fixa, mais 
que 30 graus de inclinação o dente passa a não possuir características adequadas para suportar a carga 
adicional exercida pelo pôntico ou pônticos. 
 
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9. Saúde pulpar – todos os preparos com finalidade protética foram desenhados para dentes hígidos. Porém, 
é necessário um exame minucioso no dente indicado para ser pilar, pois todos os preparos protéticos exigem 
grande remoção de tecido dental saudável e invadem a dentina. Por isso, em regiões onde os possíveis dentes 
pilares se apresentem hígidos pode ser indicada a prótese sobre implante. 
10. Idade do paciente – paciente muito jovem apresenta dentes com polpas amplas e pequena quantidade de 
dentina, por isso há necessidade de exame radiográfico preciso para saber qual a profundidade de desgaste 
que pode ser realizado. Em um pacienteadulto a quantidade de dentina nos dentes é maior e, portanto, na 
maioria das vezes pode-se realizar um preparo com dimensões mais próximas da ideal. Independente da idade 
do paciente o preparo dever ser realizado com pontas diamantadas novas, alta rotação em bom estado e com 
excelente refrigeração para que o tecido pulpar seja mantido em condições de recuperação biológica 
adequada. 
11. Polígono de Roy – A arcada dentária apresenta dentes com diferentes direções de movimento 
dependendo da posição que ocupam na arcada, embora todos possuam maior movimentação no sentido 
vestíbulo-lingual. Os molares e pré-molares apresentam movimentação no sentido lateral, os caninos no 
sentido oblíquo e os incisivos no sentido anteroposterior. Assim, quando se unem os diferentes grupos dentais 
do lado direito e esquerdo forma-se um polígono, formado pelos dentes posteriores direito e esquerdo, pelos 
caninos direito e esquerdo e pelos incisivos. 
Quanto mais grupos dentais forem envolvidos na prótese maior será a estabilidade. Se um paciente tiver 
apenas um dente em cada grupo, poderá receber uma prótese parcial fixa com um bom prognóstico. Porém, 
a prótese sobre implante é uma excelente opção de tratamento quando o espaço edêntulo for grande. 
12. Pilar intermediário – é um problema a ser considerado na seleção de dentes pilares e planejamento de 
uma prótese fixa. Este dente intermediário tem a tendência de atuar com fulcro, o qual transmite forças de 
tração aos pilares terminais, ocasionando falhas no retentor mais fraco. Uma solução nestes casos, para que 
não sejam criadas sobrecargas aos dentes suportes, é a utilização de conectores não rígidos que impedem a 
ação de fulcro no suporte intermediário. Outra opção é a utilização de dois dentes pilares e colocar no espaço 
edêntulo anterior um pôntico em balanço ou cantilever. 
Um exemplo dessa situação é quando o paciente apresenta ausências do 1o. pré-molar e do 1o molar. As 
opções de prótese parcial fixa neste caso seriam: 1) Prótese fixa de 5 elementos com 3 dentes pilares (canino, 
2o. pré-molar e 2o. molar); 2) Prótese fixa de 5 elementos com encaixe semi-rígido na face distal do 2o pré-
molar ou 3) Prótese fixa de 4 elementos com 2 pilares (2o pré-molar e 2o. molar) com o pôntico do 1o pré- 
molar em cantilever. A indicação de prótese parcial fixa apenas se justifica se houver indicação de coroas nos 
dentes pilares, senão a melhor opção é a prótese sobre implante. 
O grande sucesso da prótese sobre implante faz dessa técnica uma excelente opção de tratamento para 
pacientes parcialmente e mesmo totalmente edêntulos. Portanto, em muitas situações citadas anteriormente 
podem ser indicadas o uso de prótese sobre implantes. 
Para a instalação de implantes devem-se levar em consideração alguns fatores como: a saúde do paciente, 
quantidade e qualidade do tecido ósseo na área edêntula, disponibilidade de tempo por parte do paciente, pois 
a prótese fixa pode ser realizada em menor tempo, previsibilidade estética, pois se o implante não ficar bem 
posicionado o resultado estético pode ser pior que de uma prótese convencional. Independente se a prótese 
fixa for confeccionada sobre dente ou sobre implante, o objetivo de tratamento deverá sempre ser o 
restabelecimento da função mastigatória, da estética e da fonação. 
Prognóstico 
O profissional deve propor um planejamento e um plano de tratamento que ofereça um prognóstico favorável. 
Enquanto dentes estratégicos devam receber todos os tipos de recursos para a sua manutenção, nem todo 
dente suporte possui igual importância para a manutenção em longo prazo do tratamento e da saúde gengival. 
É difícil fazer o prognóstico correto de um tratamento, porém sua importância é fundamental para auxiliar na 
tomada de decisão, pelo paciente e também pelo profissional, de qual planejamento executar. Devem ser evitar 
planejamentos muito complexos e ouvir o desejo do paciente não omitindo as limitações, vantagens, 
desvantagens, além dos procedimentos demorados, cansativos, doloridos e limitantes funcionalmente. 
 
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É importante lembrar que nos casos de prognóstico duvidoso ou quando o paciente não aceita uma prótese 
parcial fixa, existe a prótese sobre implantes que é uma excelente opção de tratamento para o edêntulo parcial. 
Manutenção 
A manutenção periódica do tratamento com prótese parcial fixa é de fundamental importância para o sucesso 
do tratamento. Durante estas visitas, o profissional terá condições de avaliar a capacidade de higienização do 
paciente, a qualidade do tecido gengival em torno dos dentes pilares e detectar de maneira precoce qualquer 
alteração negativa do tratamento e iniciar imediatamente as correções necessárias. Deve-se lembrar aos 
pacientes que as próteses fixas não duram para sempre e podem necessitar de substituição. A manutenção 
adequada, principalmente, por parte do paciente é fundamental para prolongar a saúde bucal e das 
restaurações. 
Preparos para coroas totais em dentes posteriores 
 
Cerâmica: apresenta a vantagem por ser estética e desvantagem ser friável. Para isso, precisa-se se um maior 
volume para que tenha boa resistência. Logo, isso exige um preparo maior no dente que for reabilitado. 
O que muda no preparo entre os dentes posteriores e anteriores é a forma do dente. Mas em qualquer que 
seja o dente, todas as paredes do dente devem estar preparadas (desgastadas). Logo, os preparos para coroas 
totais são agressivos, já que desgastam todas as paredes do dente. Desta forma, a posição e qualidade da 
broca determinará o sucesso do preparo e determinará o quanto do dente será desgastado. 
O preparo das coroas deve ser expulsivo, com as paredes convergindo para a oclusal (cônicas). E a quantidade 
de desgaste dependerá do material que será utilizado. As pontas diamantadas são tronco cônicas e essa 
conicidade da ponta dá a conicidade ideal do preparo, deixando as paredes convergentes. Por isso é 
importante se atender à posição da broca. 
Quanto desgastar na margem gengival? Isso irá depender do material que usaremos para a confecção da 
coroa. Para as coroas estéticas, o degrau deve ser de no mínimo 1mm. Desgastar mais ou não dependerá do 
que o dente permitir. Alguns livros defendem que o desgaste deve ser de 1,2 a 1,5mm, para que o desgaste 
seja maior, a polpa deve ser atrésica ou o dente apresentar tratamento endodôntico. Já para as coroas 
metálicas, o degrau deve ser de até 0,5mm, pois o material metálico muito espesso gera maior contração, 
podendo comprometer a adaptação da coroa. Ou seja, preparos com degrau cervical pequeno, são para coroas 
total metálicas, sem revestimento estético. Para restaurações estéticas, o degrau cervical deve ser maior, 
podendo usar cerâmica puro, metalocerâmica ou metaloplástica. 
Quanto desgastar na oclusal? Nas cúspides de balanceio deve-se desgastar 1mm, já nas cúspides de 
trabalho deve ser de 1,5mm, podendo chegar até 2mm, a depender do dente. Esse valor vale para qualquer 
tipo de restauração, seja ela estética ou metálica. 
Técnica para desgaste (silhueta): 
Inicialmente, deve-se definir a espessura do degrau cervical, de acordo com o tipo de coroa selecionada 
(estética ou metálica). A ponta da ponta diamantada é que define a forma do degrau, podendo ser em chanfro 
ou arredondo. Na face vestibular, posiciona a ponta diamantada em 45º com o longo eixo do dente. Nas faces 
proximais, posiciona a ponta diamantada paralela ao longo eixo do dente e vai invadindo a face proximal, 
observando a espessura do degrau de acordo com a restauração a ser confeccionada. A face palatina/lingual 
deve ser desgastada da mesma forma que a face vestibular. Delimita-se o contorno marginal do preparo 
seguindo o contorno do tecido gengival e definindo a largura do degrau de acordo com a restauração a ser 
confeccionada.Embaixo do degrau, deve-se deixar cera de 0,5 a 1mm de esmalte remanescente. Em seguida, 
parte-se para a conificação do preparo, na qual a ponta deve ser posicionada paralela ao longo eixo do dente 
e passar em todas as faces sempre na mesma inclinação. Logo, faz-se o desgaste da superfície oclusal 
acompanhando as vertentes cuspídeas. Cada cúspide apresenta uma vertente mesial e uma vertente distal 
que deve se apresentar no preparo. O desgaste oclusal não deve ser reto ou plano. Por fim, realiza o 
acabamento com brocas multilaminadas ou pontas diamantadas de granulação fina. 
 
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OBS: cerâmica que não gosta de ângulo vivo. Metálica gosta. As pontas diamantadas podem ter então pontas 
arredondadas ou quadradas a depender do material da coroa. 
Coroa total metálica: 
As coroas totais metálicas são indicadas para dentes com extensa destruição, com muitas restaurações, com 
necessidade de máxima retenção e estabilidade, para melhorar contorno para PPR, para corrigir o plano 
oclusal e dentes malposicionados e como retentor de prótese parcial fixa. Por outro lado, está contraindicada 
onde não houver necessidade de retenção máxima, onde a estética for importante e onde um retentor mais 
conservador for viável. Suas vantagens são: alta resistência, excelente retenção, facilidade de obtenção dos 
contornos axiais, custo laboratorial menor e oclusão mais aceitável. Por outro lado, possui desvantagens, 
como: grande remoção de tecido dental, restauração antiestética, inviável o teste de vitalidade e envolvimento 
com o tecido gengival. 
Coroa total metaloplástica: 
As coroas totais metaloplásticas são indicadas para dentes com extensa destruição, necessidade de máxima 
retenção e estabilidade, melhorar contorno para PPR, corrigir o plano oclusal, corrigir dente mal posicionados, 
ser usado como retentor de prótese parcial fixa e onde a estética for importante. Por outro lado, são 
contraindicadas em casos de câmara pulpar ampla, face vestibular íntegra e onde um retentor mais 
conservador for viável. Suas vantagens são: excelente retenção, estética satisfatória e custo laboratorial 
menor que uma CMC ou CP. Suas desvantagens são: maior remoção de tecido dental que uma CTM, 
envolvimento gengival, a resina pode sofrer desgaste, a reina sofre alteração de cor, estética inferior que uma 
CMC ou CP e inviável o teste de vitalidade. 
Coroa total metalocerâmica: 
As coroas totais metalocerâmica são indicadas para dentes com extensa destruição, necessidade de máxima 
retenção e estabilidade, melhorar contorno para PPR, corrigir o plano oclusal, corrigir dentes mal posicionados, 
como retentor de prótese parcial fixa e onde a estética for importante. Por outro lado, são contraindicadas 
para dentes com câmara pulpar ampla, face vestibular íntegra e onde um retentor mais conservador for viável. 
Suas vantagens são: excelente retenção, excelente estética e a pode ser colocada na oclusal. Suas 
desvantagens são: maior remoção do tecido dental, envolvimento gengival, pode provocar desgaste do 
antagonista, pode se fraturar e é inviável o teste de vitalidade. 
Preparos para coroas totais em dentes anteriores: 
 
O preparo protético se fundamenta em critérios de acordo com as diferentes restaurações protéticos. Se tratar 
dentro desses critérios o prognóstico será previsível. 
Há três tipos de coroas: coroas metaloplásticas, metalocerâmica e metal free (apenas cerâmica). Para dentes 
anteriores, coroas com metal não são muito indicadas, devido ao comprometimento estético. O coping, corpo 
de metal que recebe a cobertura da cerâmica, pode ser feito de zircônia. 
Para coroa metaloplástica, precisamos fazer retenção mecânica no metal. Por outro lado, a coroa 
metalocerâmica não precisa de retenção, pois há uma união química entre o metal e a cerâmica. 
O retratamento protético pode ser indicado quando houver infiltração marginal, restaurações perfuradas, 
fraturas ou desgaste do material estético, inflamação gengival (em peças muito pesadas) ou restaurações 
deslocadas (quando não suporta a resistência; pode gerar infiltração). 
Técnica – como preparar: 
Para um preparo adequado, devemos conhecer o material restaurador, o dente ou área a ser preparada, a 
quantidade de desgaste, o diâmetro e forma das pontas diamantadas que irá determinar a quantidade e forma 
de desgaste. 
Para restaurações metálicas deve-se preparar 1mm em área de não sobrecarga e 1,5mm em área de maior 
esforço. Já para restaurações cerâmicas deve-se preparar 1mm em área de não sobrecarga e 1,5 a 2mm em 
área de maior esforço. 
 
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Para o preparo usamos a modificação da técnica da silhueta, a fim de simplificar e diminuir o custo e tempo 
durante os preparos para coroas totais em prótese fixa. 
Inicia-se então com o contorno e determinação da linha de término cervical vestibular. Em seguida, desgasta 
as faces proximais e já realiza o contorno e determinação da linha de término cervical lingual ou palatina. Logo, 
determina a conicidade cervico-oclusal do preparo (6 a 10º), podendo realizar um sulco de orientação de 1 a 
1,5mm na face vestibular. Os dentes anteriores são desgastados em 2 planos, o primeiro com a ponta na linha 
de término e inclinação de 6 a 10º, e o segundo com uma inclinação maior do terço médio ao incisal. Na face 
palatina tenho cíngulo e a concavidade. Após desgastar o cíngulo, devo desgastar a concavidade com a ponta 
de pera. Finalmente, faz-se a adequação da face incisal, sendo 1 a 1,5mm, dentes superiores 
voltados para a face palatina e dentes inferiores voltado para a fase vestibular. O desgaste na 
face incisal permite uma espessura maior de material, obtendo translucidez e naturalidade. Os 
caninos ficam com a superfície desgastada em forma de ponta da lança, enquanto em incisivos 
a incisal fica plana. O preparo fica bom quando não tem retenção ativa olhando por oclusal. 
Para o acabamento do preparo, deve-se remover prismas de esmalte sem suporte da margem 
cervical, checar a presença de retenções ativas e arredondar ângulos externos. 
Preparos parciais metálico e estético 
 
Coroas parcial 4/5 
Coroa parcial é uma restauração extracoronária que recobre partes da coroa clínica de um dente. 
Considerando que o dente tem 5 faces (mesial, distal, vestibular, palatina/lingual e oclusal/incisal), 4 delas 
serão preparadas. Normalmente, todas as faces axiais ficam envolvidas pela restauração, exceto a vestibular. 
O deslocamento vestíbulo lingual da restauração é impedido por sulcos ou caixas confeccionados nas faces 
proximais e oclusais dos dentes. 
Este tipo de restauração é indicado para dentes com coroa clínica volumosa de comprimento médio ou longo, 
dentes com superfícies vestibulares íntegras, que não seja necessário alteração do contorno axial e que seja 
suportado por estrutura dental saudável, quando não houver discrepância entre a orientação axial do dente e 
a trajetória de inserção e remoção da prótese parcial fixa, para restaurar a guia anterior e esplintar dentes 
anteriores. 
Por outro lado, é contraindicada para dentes curtos, dentes sem vitalidade, principalmente anteriores em 
razão da falta de estrutura dental para preparos dos dispositivos de retenção, pacientes com elevado índice de 
cárie, dentes com destruição extensa, dentes com alinhamento desfavorável com a trajetória de inserção e 
remoção da prótese parcial fixa, dentes com cáries cervicais extensas, dentes bulbiformes, dentes muito 
estreitos no sentido vestíbulo lingual e para prótese fixa com espaço anodôntico muito longo. 
Suas vantagens estão relacionadas à preservação da estrutura dental saudável, permitir fácil acesso às 
margens para acabamento (dentista) e limpeza (paciente), visto queas margens são supragengivais, 
apresentar menor envolvimento gengival que as coroas totais, permitir maior facilidade para o escoamento do 
cimento e com isso um melhor assentamento da restauração, permitir maior facilidade para a verificação do 
completo assentamento da restauração e permite o teste de vitalidade pulpar (elétrico e térmico), pois 
apresenta uma face intacta. 
Por outro lado, suas desvantagens estão relacionadas com o fato de possuir menor capacidade retentiva que 
uma coroa total e de resistência, o ajuste da trajetória de inserção é muito limitado, sempre vai ocorrer alguma 
exposição de metal, fazendo com que a restauração não seja totalmente estética (a menos que seja metal 
free), o preparo de caixas, sulcos e/ou perfurações exigem muita habilidade por parte do operador e não é 
indicada em dentes sem vitalidade pulpar. 
Para o preparo, deve-se posicionar a ponta diamantada paralela ao longo eixo do dente, tanto no sentido 
vestíbulo-lingual quanto no sentido mesio-distal. Inicia pelo preparo da caixa oclusal de pelos menos 1/3 da 
distância vestíbulo-lingual, com profundidade de cerca de 1,5mm. Em seguida, prepara as caixas proximais, 
formando um degrau cervical de cerca de 1mm e se estendendo para cervical até liberar o contato com os 
 
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dentes proximais com uma ponta diamantada mais fina. Logo, desgasta a vertente interna da cúspide vestibular 
cerca de 1mm e a vertente interna da cúspide palatina em 1,5mm. Faz um biselamento da cúspide de trabalho, 
acompanhando o formato da cúspide palatina dos superiores. Nos dentes inferiores deve-se fazer um degrau 
no terço da face vestibular para proteger a cúspides vestibular, já que ela é uma cúspide de trabalho. Ou seja, 
é igual ao do superior descrito anteriormente, com degrau oclusal. Em seguida, defini o degrau cervical em até 
0,5mm ao nível do contorno gengival, tanto na palatina como nas proximais e conifica as cúspides palatinas, 
conicidade de 6 a 10 graus. 
As paredes externas convergem para a oclusal e as paredes interna divergem para oclusal. Tanto o grau de 
convergência quanto o de divergência é dado pela inclinação da ponta que deve ser posicionada paralela ao 
longo eixo do dente. 
 
Antigamente se fazia coroa 7/8, geralmente deixa apenas a cúspide mesiovestibular sem preparo. 
Onlay 
A onlay é uma restauração tipo MOD modificada, onde toda a superfície oclusal é recoberta pelo material 
restaurador, que pode ser metálico ou estético. 
Em uma restauração metálica fundida intracoronária (inlay) ou restauração de amálgama não existe a proteção 
das cúspides. Essas restaurações podem atuar como cunhas levando a fratura das cúspides. Enquanto uma 
determinada força aplicada sobre uma inlay pode levar à fratura do dente a mesma força aplicada sobre uma 
restauração onlay é dissipada sobre uma grande área com menor capacidade destrutiva. Logo, uma das 
vantagens da onlay é a melhor distribuição de forças da mastigação. 
Esta restauração é indicada em casos de dentes fraturados com cúspides vestibular e lingual intactas, 
restaurações MOD com istmos largos e dentes posteriores tratados endodonticamente com boas estruturas 
vestibular e lingual (o acesso para o tratamento endodôntico enfraquece estruturalmente o dente e a coroa 
devem ser protegidos após o tratamento). 
Pode-se iniciar o preparo pela redução oclusal com 1,5mm de espaço interoclusal na cúspide de trabalho e 
1,0mm na cúspide de balanceio. Faz-se sulcos de orientação e a redução deve ser realizada acompanhando 
as vertentes cuspídicas. Utilizando uma ponta diamantada faz-se um bisel amplo nas vertentes externas da 
cúspide de trabalho para garantir volume adequado de material. Esse bisel acompanha a inclinação das 
cúspides no arco oposto, estendendo-se do sulco central da face mesial ao sulco central da face distal. Em 
seguida faz-se as caixas oclusal e proximais e como o desgaste oclusal já foi realizado a profundida é menor 
cerca de 1,0mm. A seguir confecciona-se um degrau de cerca de 1,0mm de largura no terço oclusal da cúspide 
de trabalho. Por fim, com uma ponta diamantada mais fina, faz-se a separação dos dentes vizinhos. 
Onlay estética 
São restaurações confeccionadas em cerâmica ou resina composta e que são cimentadas com cimentos 
resinosos nos dentes preparados, que nada mais é que uma resina composta, para qual devemos preparar o 
dente com ácido e adesivo. 
 
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A onlay estética esta indicada quando o paciente ou dentista exige estética, seja para cavidades pequenas ou 
grandes; quando o paciente é alérgico a algum tipo de metal; quando o paciente já possui dentes antagonistas 
em cerâmica; quando os dentes apresentam um remanescente dentinário saudável; para dentes com 
tratamento endodôntico que apresentem estrutura dentária remanescente adequada; e para paciente com boa 
higiene oral. 
Por outro lado, está contraindicada para pacientes com hábitos parafuncionais severos; impossibilidade de 
manter o campo operatório seco, principalmente durante o ato da cimentação; presença de margens 
subgengivais; quando o paciente necessita de tratamento ortodôntico; e para pacientes com péssima higiene 
oral. 
Suas vantagens são: alta capacidade estética; saúde periodontal, principalmente nas restaurações 
confeccionadas em cerâmica; alta resistência à abrasão de cerâmica; boa radiodensidade o que permite a sua 
visualização através do exame radiográfico; presença de baixa condutibilidade térmica; grande estabilidade de 
cor principalmente a restauração de cerâmica; e capacidade de restabelecer a resistência do dente após o 
preparo de uma MOD ao do dente hígido. 
Todavia, possui desvantagens como: custo mais elevado; fragilidade da restauração de cerâmica antes da 
colagem; dificuldade da obtenção de contatos proximais, principalmente com a cerâmica; a qualidade estética 
depende da habilidade do técnico laboratorial; e técnica de adesão da restauração é muito sensível. 
O preparo das onlays estéticas são levemente diferentes da restauração metálica. O grau de conicidade é mais 
acentuado e todos os ângulos são arredondados, inclusive os internos. A cerâmica feldspatica é mais friável, 
desta forma, o preparo deve ser mais expulsivo, ou seja, conificação maior, de 15 a 20º. O espaço interoclusal 
nas caixas oclusais deve ser de 1,0 a 1,5mm. Na caixa proximal, o degrau cervical deve ser também de 1,0 a 
1,5mm para que a cerâmica suporte a carga oclusal. 
A extensão cervical do preparo deve permitir acabamento adequado tanto do preparo quanto da restauração 
e permitir isolamento absoluto. Deve-se evitar que o contato oclusal ocorre na interface dente-restauração, 
pois pode ocorrer a fratura da restauração. 
No recobrimento das cúspides deve-se obter volume suficiente de cerâmica 
para resistir às forças de mastigação, sendo 1,5 a 2,0mm nas cúspides de 
trabalho e de no mínimo 1,0mm nas cúspides de balanceio. 
Facetas estéticas – laminados 
São facetas confeccionadas em cerâmica ou em resina composta e que são 
fixadas sobre os dentes com uma resina composta como agente cimentante 
(colagem). Normalmente são confeccionados apenas na face vestibular dos 
dentes. 
São indicadas para dente ou dentes com alteração de cor, com defeitos no esmalte, com múltiplas 
restaurações, com anomalia de forma (conóides), dentes malposicionados e para fechamento de diastemas. 
E todas essas alterações devem estar em um paciente com boa higiene oral. 
Por outro lado, são contraindicadas para pacientes com hábitos parafuncionais severos, com mordida 
cruzada, mordida em topo-a-topo, dentes que não apresentam esmalte, embora essa contraindicação está 
minimizada porque podemos utilizar os adesivos dentinários para obteruma boa adesão da restauração com 
a superfície dentinária e para pacientes com péssima higiene oral. 
Suas vantagens são: alta qualidade estética, excelente capacidade de adesão com a estrutura dental (esmalte 
ou dentina), saúde periodontal uma vez que os preparos devem ser ao nível ou levemente supragengival e 
pela alta biocompatibilidade da cerâmica, alta resistência à abrasão da cerâmica e das resinas compostas de 
última geração, ausência de absorção de fluídos pela cerâmica e o preparo para esse tipo de restauração é 
bastante conservador. 
Por outro lado, suas desvantagens são: é uma restauração que exige um tempo maior para sua confecção, a 
cerâmica apresenta grande dificuldade para reparo quando houver uma fratura, apresenta algumas 
dificuldades técnicas para sua confecção; devido a friabilidade da cerâmica esta restauração é muito frágil 
 
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antes da colagem no dente preparado, já a faceta de resina composta apresenta-se mais resistente antes da 
colagem; as facetas laminadas apresentam um custo mais elevados principalmente em relação às resinas 
compostas diretas. 
O preparo é realizado em 3 planos, com todos os ângulos arredondados e com uma profundidade que varia 
de zero a 1,0mm, envolvendo toda a face vestibular do dente e se estendendo até levemente aquém do ponto 
de contato. Porém em dentes com grandes alterações de cor pode ser necessário levar o preparo até a face 
lingual, rompendo o ponto de contato. Teoricamente, deve-se deixar um V de separação entre um dente e o 
outro para saber onde começa um dente e termina o outro. Pode-se usar o mockup para orientar o preparo do 
dente 
Quanto a localização da margem gengival o preparo pode ser: intrasulcular, ao nível da gengiva marginal e 
supragengival. Deve-se evitar o preparo intrasulcular pois este tipo de preparo irá dificultar demasiadamente a 
colagem da restauração, o que pode levar ao fracasso do trabalho. 
O preparo pode terminar em degrau de 90 graus ou em chanfro. A indicação depende da preferência do 
profissional, porém o término em chanfro apresenta uma vantagem estética, pois a restauração termina 
gradativamente o que permite uma melhor combinação da cor. 
O ideal é que o laminado seja feito só em esmalte, já que a adesão na superfície de esmalte é muito mais 
eficiente que na dentina. Apesar de que atualmente há materiais que permitem uma boa adesão na dentina. 
Se o objetivo for apenas mudar a forma do dente, muitas vezes não há necessidade de fazer preparo no dente. 
Contudo, se o objetivo for mudar a cor de um dente escurecido, devemos desgastar mais. 
Os materiais mais utilizados para confecção das facetas são: resina composta, 
cerômero (resina com características diferentes de polimerização) e cerâmica 
(feldspática ou dissilicato de lítio). A profundidade do material pode ser de 0,3 a 
0,9mm. 
Dependendo da situação clínica e do substrato dental, o preparo da faceta 
laminada pode envolver a incisal e confeccionar um contra-bisel do lado lingual ou 
palatino (A); apenas desgastar a borda incisal em até 2mm (B) ou deixar sem 
preparo na borda incisal (C). 
Moldagem em Prótese Parcial Fixa 
 
Moldagem é o ato de selecionar, manipular, inserir o material de moldagem em uma moldeira, posicioná-la na 
boca do paciente e mantê-la imóvel até a completa reação do material e em seguida, removê-la. 
Molde ou impressão é reprodução negativa da superfície a ser copiada. 
Modelo ou reprodução positiva se obtém pela modelagem ou vazamento do molde, geralmente em gesso, 
materiais refratários ou resina epóxica. 
Materiais de moldagem 
O material de moldagem utilizados podem ser anelástico, sendo a godiva, pasta de óxido de zinco e eugenol, 
gesso e ceras; ou elásticos, tendo os hidrocoloides reversíveis e irreversíveis (alginato) e os elastômetros, 
sendo os polissulfetos, poliéter, silicona de adição e silicona de condensação. 
Esses materiais de moldagem devem preencher alguns requisitos desejáveis, como: odor e gosto agradáveis, 
biocompatibilidade, vida útil adequada, bom custo/benefício, manuseio fácil sem equipamentos, tempo de 
presa adequado, consistência e textura satisfatórias, propriedades elásticas adequadas, resistência à fratura 
ou rasgamento, estabilidade dimensional, compatibilidade com outros materiais, precisão no uso clínico e fácil 
desinfecção. 
Além do material, a execução de uma boa moldagem depende de três requisitos básicos: extensão do 
preparo dentro do sulco gengival, nitidez do término cervical e saúde do tecido gengival. A extensão 
subgengival do preparo deve preservar a saúde periodontal, pois a presença de inflamação gengival com 
 
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sangramento e exsudato inflamatório impede a obtenção de moldes precisos. Além disso, a maioria dos 
materiais de moldagem apresente alteração de suas propriedades na presença de umidade, o que resulta em 
dificuldades técnicas para a obtenção de um bom molde. O término cervical deve ser liso, polido e bem definido, 
para que possa ser copiado em seus detalhes durante a moldagem. As coroas provisórias devem ser bem 
adaptadas e ter contornos corretos, para manter a saúde gengival. 
Para uma boa moldagem, devemos selecionar adequadamente a moldeira, devendo ser resistente e rígida; 
aplicar o adesivo; misturar de forma homogênea e uniforme o material, preenchendo todas a moldeira com ele; 
verificar se o molde não apresenta nenhuma bolha, falha, rasgo, superfície rugosa ou exposição da moldeira; 
deve haver uma boa união entre o material pesado e o leve e boa resistência de união entre o material de 
moldagem e a moldeira; por fim, deve-se informar ao técnico sobre o material de moldagem utilizado. 
O ALGINATO possui desvantagens, como: estabilidade dimensional ruim alterada pela temperatura e 
umidade; requer vazamento imediato; possui propriedades elásticas moderadas e baixa resistência à fratura 
ou rasgamento, sendo ruim para áreas retentivas; incompatibilidade com materiais para moldagem; baixa 
reprodução de detalhes. Por outro lado, possui vantagens, como: odor e gosto agradáveis; biocompatibilidade; 
bom custo/benefício; manuseio fácil, sem equipamentos; tempo de presa de 3-4min; tempo de trabalho de 2-
3min; e fácil desinfecção. A moldagem em alginato pode ser usada para se obter: modelo de estudo, modelo 
antagonista, moldagem de transferência e coroas provisórias. 
Os POLISSULFETOS OU MERCAPTANAS é um material pouco utilizado atualmente. Era mais utilizado para 
moldagem de trabalho com casquetes de resina. Sua apresentação é feita em bisnagas. Há três tipos de 
consistências: baixa (seringa), regular e alta (moldeira). Possuem desvantagens, como: odor desagradável; 
necessidade de uso de moldeira individual e adesivo; tempo de presa longo de 7-10 min; presença de água 
como subproduto; alteração dimensional; vazamento do gesso imediato; e manchamento de roupa. Por outro, 
possuem vantagens, como boa reprodução de detalhes; baixo custo; alta resistência ao rasgamento; e tempo 
de trabalho longo de 4-6min. 
A apresentação da SILICONA DE CONDENSAÇÃO é feita em potes e bisnagas, apresentando consistência 
leve e pesada. Possui desvantagens como a formação de subproduto, sendo álcool etílico; baixa estabilidade 
dimensional; requer vazamento imediato; baixa resistência ao rasgamento; período de armazenamento curto; 
possui octoato de estanho (reação eczematosa); e gera manchamento de roupas. Por outro lado, possui 
vantagens, como: odor mais agradável; tempo de trabalho e tempo de presa suficientes; boa resistência ao 
rasgamento; boa recuperação elástica; boa reprodução de detalhes; fácil remoção e pode ser usado com 
moldeiras de estoque. 
A SILICONA DE ADIÇÃO possui desvantagens, como liberaçãode hidrogênio, sendo necessário aguardar 
1h para vazamento a fim de evitar porosidades no gesso; pode apresentar dificuldade de remoção da boca; 
possui um alto custo e vida útil curta. Por outro lado, possui vantagens, como tempo de presa curto; facilidade 
de manipulação; boa resistência ao rasgamento; excelente reprodução detalhes; excelente estabilidade 
dimensional; baixa deformação permanente; o vazamento pode ser feito em até 1 semana; pode ser feito um 
2º vazamento sem perda de qualidade; odor agradável; não é tóxico e nem irritante. 
O POLIÉTER possui desvantagens, como: apresentar elevada rigidez; remoção difícil; hidrofílico, isto é, pode 
absorver água; necessidade de moldeira individual; e pode provocar alergia devido a presença de éster 
sulfônico. Por outro lado, possui vantagens, como: não há subproduto; excelente estabilidade dimensional; 
vazamento em até 1 semana; permite um segundo vazamento; boa resistência ao rasgamento; facilidade de 
uso; boa recuperação elástica e é menos hidrofóbico. 
Modelos utilizados em PPF 
Os modelos utilizados em PPR são: modelo de estudo, modelo de relacionamento, modelo de trabalho/troquel, 
troquel isolado e modelo de transferência. 
O MODELO DE ESTUDO é a réplica do estado inicial da arcada, sendo então o modelo inicial. Pode ser feito 
em gesso tipo III ou IV e moldado em alginato. Este modelo deve ser montado em ASA com auxílio de um arco 
facial e registro em cêntrica, para que seja estudada a relação entre os dentes, espaços protéticos, oclusão e 
a partir daí seja feito o planejamento inicial. Neste modelo, podemos fazer o enceramento diagnóstico, a fim 
 
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de passar o orçamento do caso e esclarecer ao paciente o planejamento. Por meio dele, também é possível 
confeccionar a moldeira individual e os provisórios. 
O MODELO DE RELACIONAMENTO é a réplica da arcada após o preparado dos dentes. Pode ser feito em 
gesso tipo III ou IV e moldado em alginato. Também deve ser montado em ASA em máxima intercuspidação 
habitual (MIH). Após o início do enceramento no troquel, o modelo de relacionamento serve para esculpir os 
contornos axiais (vestibular, lingual e proximais) e para obter os contatos oclusais e proximais. 
O MODELO DE TRABALHO é a réplica dos dentes preparados, feito para execução dos trabalhos 
laboratoriais. Para se obter este modelo, a moldagem deve ser feita com silicona de condensação ou silicona 
de adição. O modelo deve ser vazado com gesso tipo III ou IV. Deve ser montado em ASA por meio da MIH. 
Para trabalhos laboratoriais, pode-se serrar troqueis removíveis isolados, nos quais serão feitos o enceramento 
e adaptação cervical. De volta ao modelo de relacionamento, são feitos os contornos axiais, interproximais e 
interoclusais. 
O MODELO DE TRANSFERÊNCIA é o modelo para o qual as estruturas metálicas foram transferidas ou 
arrastadas. É nele que haverá o coping ou estrutura metálica, para aplicação da parte estética. 
Técnicas de moldagem para obtenção do troquel ou modelo de trabalho: 
As técnicas de moldagem são: técnica do casquete, técnica da moldeira individual, técnica da dupla impressão 
ou reembasamento, técnica da dupla mistura, um só tempo e técnica da moldagem tripla. 
É feita moldagem do dente preparado, que muitas vezes está em torno de 0,5mm dentro do sulco gengival. O 
ideal é que na moldagem seja possível copiar esse pedaço do dente dentro do sulco gengival sem preparo 
(0,3mm + 0,5mm do degrau = 0,8mm de cópia intrasulcular). Para isso, a gengiva deve estar totalmente 
saudável, sendo ideal o biotipo gengival espesso. Logo, o ideal é que haja cópia de um mínimo de 0,3mm de 
dente, cervical à linha de término, é uma informação fundamental para a elaboração de restaurações indiretas. 
TÉCNICA DO CASQUETE: 
É uma técnica atraumática, simples, barata, precisa, confiável, segura e indolor. Proporciona grande conforto 
para o paciente pois moldamos individualmente cada dente além de não necessitar anestesia e nem a 
utilização de fio retrator. O afastamento gengival obtido pela técnica do casquete é apenas mecânico e o 
epitélio juncional e a inserção conjuntiva não são afetados, promovendo dessa maneira mínima ou nula 
recessão gengival. A técnica do casquete é extremamente útil para os casos de tecido gengival fino. 
O casquete, normalmente, é confeccionado em resina acrílica, podendo ser realizado de várias maneiras: pela 
técnica do pincel, técnica da bolinha, direto na boca e pela técnica da duplicação da coroa provisória. 
Técnica direta: 
Inicia manipulando a resina autopolimerizável em um pote de dappen com o auxílio de espátula 7. Faz um 
rolete com essa resina e adaptar sobre o dente preparado, previamente umedecido com água para evitar 
aderência da resina. O formato deve envolver o dente preparado, seguindo seu longo eixo e deve possibilitar 
sua apreensão pelo operador. Retira da boca do paciente e coloca em um recipiente com água para o término 
da polimerização da resina. Com fresa de tungstênio de corte transversal realizar o desgaste externo do 
casquete eliminando os excessos, deixando as superfícies retas, exceto na face vestibular do casquete que 
terá uma depressão para identificar o lado vestibular do casquete e facilitar os procedimentos de ajuste e 
moldagem. Retorna o casquete sobre o dente preparado e verificar a adaptação inicial. Com a fresa de 
tungstênio, alivia o interior do casquete, em profundidade pela inserção da fresa no sentido do longo eixo e em 
largura pela inclinação da mesma em direção à borda do casquete, criando espaço adequado para o 
reembasamento com resina acrílica Duralay. Verifica a adaptação do casquete no dente preparado. 
A resina deve ser manipulada com quantidade de monômero suficiente para obtenção de adequado 
molhamento dos grânulos e uma mistura com consistência uniforme. No início da fase fibrosa, com a superfície 
ainda brilhante (nesta fase há uma melhor adesão da resina recém manipulada com a já polimerizada), é 
levada ao interior do casquete, além das suas bordas. Em seguida, após breve inserção e remoção do conjunto 
casquete/resina em água, manipula-se a resina inserida no casquete até a fase plástica quando não há 
desprendimento de fibrilas de resina quando então o conjunto é levado ao dente preparado. A inserção do 
casquete é realizada em várias etapas, com compressão dos excessos contra o sulco gengival: a primeira 
 
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etapa vai até o terço médio do dente preparado em trajetória retilínea seguindo o longo eixo, os excessos de 
resina são manualmente comprimidos na direção do sulco gengival e nas faces proximais com o auxílio de 
espátula 7, na segunda etapa, faz-se uma outra compressão associada a movimentos rotacionais, para que o 
casquete se adapte ao preparo. Aguarda a fase borrachóide da resina acrílica, remove do dente e imerge o 
conjunto em água fria. Observa se houve a penetração da resina no sulco gengival verificada pela presença 
de resina além da margem do preparo, na forma de borda afilada. No entanto, se a borda estiver arredondada, 
o molde estará inadequado e deve-se repetir a operação de reembasamento. 
Posiciona a fresa de tungstênio na superfície externa do casquete, seguindo o longo eixo do preparo, 
desgastando os excessos ao nível da borda afilada. Realiza o alívio interno com broca de aço esférica números 
6 ou 8: o diâmetro da broca na porção oclusal ou incisal do casquete e nas paredes laterais ou axiais deve ser 
½ do diâmetro, sem interferir na borda afilada. Verifica o aspecto interno final do casquete com espaço 
adequado para o material de moldagem. Verifica a adaptação do casquete na boca que não pode travar no 
dente. Caso isso ocorra, significa que há excessos na borda afilada,devendo ser removidos internamente ou 
no comprimento da borda. 
A moldagem é feita com poliéter. Para isso, deve-se passar adesivo nas bordas externas e no interior do 
casquete e, aguardar o secamento. Dosar as pastas base e catalisadora, proporcionalmente em mesmo 
comprimento, e espatular. Inserir o material de moldagem, gradativamente, para evitar inclusão de bolhas de 
ar no interior do casquete, até acima da borda. Seca a região a ser moldada. Leva o conjunto casquete/poliéter 
no dente preparado e manter em posição sob leve pressão. Após o tempo recomendado pelo fabricante, 
remover o conjunto e analisar o molde. 
Plastificar parte de uma lâmina de cera 7 e envolver o casquete e o material de moldagem, formando um dique 
para conter o gesso tipo IV a ser vazado e assim, obter o troquel. 
Técnica do pincel: 
Esta técnica é realizada sobre modelo gesso. Deve delimitar uma linha demarcatória traçada em torno do dente 
cerca de 2mm acima do término do preparo. Nesta região, goteja cera dentro criando uma superfície de alívio. 
Isola o modelo com cel-Lac ou vaselina. Prepara dois potes dappen: um com pó outro monômero. Molha o 
pincel no monômero e depois no pó e vai depositando sobre o preparo. Deve-se tomar cuidado para que a 
resina não escoa para o término do preparo. Vai fazendo em poucas porções até que o casquete fique pronto. 
Por fim, faz o acabamento e polimento e a moldagem. 
Técnica da bolinha de resina acrílica: 
Deve-se proporcionar e manipular a resina acrílica, fazer uma bolinha e adaptar sobre o dente preparada, 
adaptando bem na cervical dando formato de casquete. O modelo deve estar isolado com cel-Lac ou vaselina. 
Por fim, faz o acabamento e polimento e a moldagem. 
Técnica da duplicação da provisória: 
Quando há uma coroa provisória adequada, pode-se duplicá-la. Para isso, manipula o alginato, coloca no 
dappen e insere a provisória no dappen dentre do alginato. Após a presa do alginato, usa um instrumento como 
alavanca para remover a coroa provisória. Após a remoção, fica a impressão das partes interna da provisória. 
Manipula a resina acrílica e verte sobre as impressões. Por fim, faz o acabamento e polimento e a moldagem. 
TÉCNICA DA MOLDEIRA INDIVIDUAL 
A moldeira individual confecciona da em resina acrílica autopolimerizável deve apresentar algumas 
características, como: (1) devem ser rígidas, com espessura suficiente para ter resistência à deformação, 
principalmente de retirada; (2) deve possuir cabo ou saliência onde encaixam-se os dedos para realizar a 
tração de retirada; (3) deve possuir extensão adequada, sendo metade dos dentes adjacentes ao dente 
preparado e 3mm além da margem cervical vestibular e lingual; (4) adaptação periférica da moldeira ao modelo 
é necessária e importante para que o material não extravase por esta região, facilitando a inclusão de bolhas 
de ar (um dos fatores principais de falha de moldagem) e para que funcionem como pontos de referência para 
o assentamento máximo da moldeira. 
Para obtenção da moldeira, deve-se inicialmente colocar cera rosa com isolante ou papel alumínio sobre a 
área da confecção da moldeira para obter um alívio para o material de moldagem, devendo deixar uma borda 
de 1mm. Em seguida, manipula a resina e coloca em posição (no modelo), fazendo uma pressão na região 
 
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superior para obter uma “pega” da moldeira. Após a remoção da moldeira, remove o alívio em cera, faz o 
acabamento, removendo os excessos até o limite pré-definido. Estando pronta, faz a prova na boca do 
paciente, se estiver tudo certo, passa-se adesivo na moldeira, para que haja aderência do material de 
moldagem. Antes de moldar, deve-se verificar se é necessário realizar o afastamento gengival. Primeiro, injeta 
no sulco o material de moldagem selecionado e logo após leva a moldeira carregada em posição, para 
comprimir o material de moldagem na região de dente preparado. Aguarda a presa e remove da boca, por meio 
das concavidades. Lava e desinfeta o molde; em seguida vaza o gesso. 
TÉCNICA DA DUPLA IMPRESSÃO OU REEMBASAMENTO 
Inicialmente realizamos o afastamento gengival pela técnica do fio duplo, o qual deve permanecer por 5min. 
Em seguida, realiza a manipulação da silicona de condensação com as mãos por aproximadamente 30 
segundos, até que se obtenha massa homogênea e de coloração uniforme. O material deve ser acomodado 
na moldeira e levado à boca até que se tenha a presa. Após obter a presa, remove a moldeira, faz a lavagem 
e desinfecção. Em seguida deve realizar o alívio do molde com instrumento cortante ou rotário para criar 
espaço para o material de moldagem leve. Manipulamos então o material de moldagem leve, sendo que parte 
deve será levado com uma seringa direto no sulco gengival após remoção do fio afastador e o restante irá 
moldeira na região de alívio. Esta técnica possui as vantagens de exigir um único operador, uma vez que é 
uma técnica fácil de maior previsibilidade. Por outro lado, possui as desvantagens de exigir um maior tempo, 
confecção de alívio e maior quantidade de material. Possui, então, dois passos e duas consistências. 
TÉCNICA DA IMPRESSÃO ÚNICA OU SIMULTÂNEA (TÉCNICA DA DUPLA MISTURA) 
Inicialmente é feito o afastamento gengival do dente preparado pela técnica fio duplo. Em seguida, manipula o 
material, insere na seguinte, remove o fio e insere o material no sulco do dente preparado e em todo ele. Deve-
se jogar um jato de ar para melhor inserção no sulco. Logo, carrega a moldeira com o material pesado e sobre 
ele uma camada de material de leve, e leva à boca do paciente. O molde deve reproduzir os detalhes dos 
dentes preparados, como o término do preparo, os dentes não preparados e o tecido mole. Esta técnica então 
usa apenas um passo de moldagem, mas com material de duas diferentes consistências. Suas vantagens 
são: menor tempo de trabalho, apenas uma inserção de moldeira e economia. Suas desvantagens são: exige 
um treinamento do operador com o auxiliar, é uma técnica mais sensível e com resultados menos previsíveis. 
TÉCNICA DA MOLDAGEM TRIPLA: 
Tem como desvantagem o fato de a moldeira ser flexível. Para moldagem, utilizamos o material leve. 
 
Ao fazer o gesso sobre o molde, pode-se colocar um pino para troquel. Para isso, coloca-se dois alfinetes na 
área correspondendo à superfície oclusal do dente de interesse e sobre ele apoio o pino. Deve isolar com 
vaselina a parte superior do pino e a parte inferior vai ficar retida no gesso IV. 
 
Afastamento gengival: técnica e cuidados 
 
O afastamento gengival é um procedimento clínico de extrema importância, uma vez que facilita o processo de 
moldagem e a obtenção de modelos de trabalho precisos, importantes para a elaboração dos trabalhos 
laboratoriais. 
Muitas vezes a região do término do preparo pode estar muito próxima ao término gengival, dificultando a 
acomodação do material de moldagem. Logo, o afastamento gengival auxilia na moldagem. 
Tendo o tecido gengival como referência, os preparos podem ser classificados 
como (1) Intrasulculares, (2) Ao nível gengival e (3) Supra gengivais. 
Do ponto de vista periodontal, o ideal é que os términos sejam supra gengivais 
ou ao nível gengival, pois facilitaria a higienização da interface dente/prótese. Porém, a grande porcentagem 
dos preparos tem seus limites intrasulculares, seja por exigência estética ou outras circunstâncias que 
acometem essas regiões, como por exemplo: lesões de cárie. 
 
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O término do preparo é considerado uma área nobre, porque a adaptação da peça protética está relacionada 
com a saúde periodontal, com o vedamento de possíveis infiltrações, de lesões de cárie e perda da retenção. 
Para que a restauração protética seja adequadamente adaptada ao dente pilar,é necessário que a moldagem 
seja precisa. Copiando a área nobre com exatidão. Assim, o técnico em prótese dentária terá em mãos modelos 
fiéis. 
O cirurgião-dentista deve criar um espaço físico entre o dente e a margem gengival que possibilite o 
escoamento e a inserção adequada do material de moldagem nesta região. Esse espaço físico é obtido por 
meio do afastamento gengival. 
Cada técnica de afastamento gengival tem características, alcance clínico e limites próprios. Deve-se 
considerar em cada técnica as repercussões no conforto do paciente no tras e pós-operatório, risco a saúde 
gengival e risco de recessão gengival permanente, principalmente em áreas estéticas. 
O afastamento gengival é, então, deflexão da gengiva marginal para longe do dente. Há o afastamento 
horizontal e vertical. O afastamento horizontal é responsável pela integridade e resistência à distorção e 
fratura do material utilizado na moldagem. O afastamento vertical permite a exposição da porção apical abaixo 
da linha de término, facilitando moldagem e o trabalho protético. 
Por que fazer o afastamento gengival? A impressão ou moldagem das margens do preparo é de fundamental 
importância para o sucesso da restauração protética. Para proceder à moldagem (moldagem de excelência) 
deve-se expor, ter acesso e isolar as margens dos dentes preparados. 
Os preparos intra-sulculares, indicados em áreas estética, quando há lesões cáries ou erosões que tenham 
atingido esse limite, coroas clínicas curtas e coroas estéticas, dificultam os procedimentos de moldagem devido 
ao difícil acesso do material de impressão no interior do sulco gengival, devido a presença do fluido intrasulcular 
e o potencial hemorrágico da mesma. Esses fatores são incompatíveis com a natureza hidrofóbica da maioria 
dos materiais de moldagem. 
Desta forma, os objetivos do afastamento gengival são: (1) permitir o afastamento lateral e vertical dos 
tecidos do sulco gengival, expondo as margens do preparo, sem provocar modificações permanentes ou menos 
comprometendo da saúde do periodonto; (2) permitir o acesso do material de moldagem às margens do 
preparo dental; (3) criar um espaço mínimo para espessura e resistência do material de moldagem durante a 
sua remoção; (4) controlar o fluido gengival e sangue. 
OBS: se a margem do preparo estiver localizada supragengival não haverá necessidade de afastamento 
gengival. 
Os métodos de afastamento gengival podem ser classificados em (1) Mecânico, (2) Mecânico-químico e 
(3) Cirúrgico, por meio da eletrocirurgia, curetagem gengival rotatória e laser. 
Método Mecânico: 
É a movimentação física dos tecidos gengivais, afastando-se dos dentes ou das margens dos preparos para 
permitir visualização e acesso para procedimento. São eles (1) o uso do fio retrator, (2) o uso do casquete de 
resina acrílica e (3) a matriz injetável ou inerte. 
Casquete de Resina Acrílica: 
Os casquetes de resina acrílica não causam desconforto, permitem a confecção de modelos de trabalho 
precisos, possui resultados clínicos muito satisfatórios e apresenta menor potencial traumático, isto é, a força 
exercida pela resina acrílica fluída dentro do sulco gengival não é suficiente para romper o epitélio juncional e 
a inserção conjuntiva. 
O casquete é feito inicialmente com resina rosa. Em seguida deve ser reembasado com resina dura lay. Ao 
remover, devemos olhar se foi bem feita, sendo que deve ser possível visualizar uma fina de camada de dura 
lay que representa o sulco gengival. Por fim, deve-se remover o excesso de resina e fazer o acabamento. 
Fio retrator: 
 
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O fio retrator é inserido no interior do sulco, promovendo o alargamento do sulco e alongando mecanicamente 
as fibras periodontais circunferenciais. O fio colocado no sulco deve estar visível em toda sua extensão e 
inserido com leve pressão usando instrumento de ponta romba dentro do sulco, afastando a gengiva. 
Esta técnica possui algumas desvantagens, como: desconforto, exigindo algumas vezes anestesia; traumas 
no periodonto, quando a técnica ou a seleção de fio e instrumentos tiver sido inadequada; técnica demorada e 
trabalhosa, dependendo principalmente do operador; colapso rápido do sulco após remoção, pode acontecer 
devido as forças que atuam para que o tecido gengival retorne a sua posição original, tais como a elasticidade 
da gengiva ao redor do dente e as forças de recuperação de gengiva aderida que foi comprimida durante o 
processo de afastamento; sangramento e exsudato, uma vez que o fio retrator não apresenta controle sobre 
estes. 
Por outro lado, possui algumas vantagens, como: menor custo; e atinge vários graus de retração (diferentes 
graus de espessura, diâmetro, calibre), isso possibilita utilizar em diferentes regiões e diferentes técnicas. 
Método mecânico-químico: 
Há a associação de fio retrator (algodão ou material sintético) e substâncias químicas (adstringentes ou 
vasoconstritores) que promoverão um efeito duplo (mecânico e químico). 
Essa associação promoverá o afastamento mecânico do tecido gengival e o controle da umidade e de possível 
sangramento pela ação da substância hemostática. 
A substância hemostática pode ser utilizada para molhar o fio retrator e/ou aplicação tópica em sangramento 
e fluidos. 
Os fios devem apresentar diâmetro para permitir o afastamento gengival e a entrada do material de moldagem 
no espaço sulcular. Sendo que estes podem ser: 
(1) Fios torcidos: são girados entre si, desatados e macios; desfiam mais facilmente; não mantêm a forma 
original após inserção e; absorvem mais líquidos. 
(2) Fios trançados: conjunto de fios entrelaçados; apresentam dificuldade de se manter em posição em 
determinadas áreas. 
(3) Fios tricotados: são semelhantes a pontos de tricô ou malha, são mais rígidos; absorvem menos líquidos, 
possuem configuração que permite a curvatura mais passiva na inserção - mais fácil inserção e manutenção 
no espaço. 
A utilização esta técnica tem a vantagens de proporciona adequado afastamento gengival criando uma 
situação de hemostasia e controle eficaz dos fluidos teciduais. 
Por outro lado, possui algumas desvantagens, como: alterações sistêmicas ou danos irreversíveis ao 
periodonto dependendo do tempo de permanência do fio, do tipo de solução hemostática e da pressão exercida 
no procedimento. 
As substâncias hemostáticas podem ser vasoconstritoras ou adstringentes. A ação vasoconstritora promove 
a contrição do fluxo sanguíneo por meio da coagulação – epinefrina. Já as adstringentes contêm sais de 
alumínio ou ferro, que causam isquemia local temporária contraindo o tecido gengival e controlando o fluido 
sulcular e sangue - sulfato de alumínio, cloreto de alumino e sulfato férrico. 
A epinefrina presente na substância hemostática gera vasoconstrição e hemostasia eficazes. Contudo, 
apresenta efeitos colaterais sistêmicos e locais significativos. Sua absorção varia com o grau de exposição do 
leito vascular, comprimento do fio, concentração da impregnação do fio, duração do tempo de aplicação. Possui 
algumas contraindicações, como pacientes com hipertireoidismo, diabetes, doenças cardiovasculares, que 
usam antidepressivos tricíclicos, betabloqueadores ou consumidores de cocaína. Além disso, pode provocar a 
síndrome adrenalinica ou síndrome da epinefrina, que gera taquicardia, apneia, hipertensão, ansiedade e 
depressão pós-operatória. A tendência é de desuso, uma vez que há substâncias eficazes sem manifestações 
sistêmicas. 
 
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O sulfato de alumínio é um hemostático adstringente com ação de contração tecidual. Ele precipita as 
proteínas dos tecidos inibindo o movimento transcapilar das proteínas do plasma interrompendo a hemorragia 
capilar.O tempo de permanência deve ser de 10 minutos. Sua vantagem é caracterizada por ser um 
hemostático eficaz e com pequeno colapso do sulco após remoção do fio retração. Por outro lado, possui gosto 
desagradável, risco de contaminação do sulco, risco de necrose. 
O sulfato férrico causa mínimo dano tecidual e apresenta uma hemostasia eficaz. Por outro lado, gera 
manchamento dos tecidos com cor entre amarelo-acastanhado a preto, altera a reação de polimerização do 
polivinilsiloxano e poliéter, gosto ácido para o paciente. O tempo de permanecia máximo deve ser de 10 
minutos. 
O Cloreto de alumínio age através da precipitação das proteínas teciduais. É vantajoso por irritar menos os 
tecidos, não apresentar efeitos sistêmicos, não gerar colapso do sulco após remoção do fio. Por outro lado, 
aumento o risco de contaminação do sulco, modifica a reprodução de detalhe da superfície, inibe a 
polimerização de polivinilsiloxano e poliéter. O tempo de permanência máximo deve ser de 10 minutos. 
Os instrumentos utilizados para a colocação do fio devem apresentar cabeças circulares, lisas e não 
serrilhadas, para colocar e comprimir os fios trançados ou torcidos com movimento de deslizamento. Já para 
os fios tricotados, o instrumento deve apresentar cabeça circular serrilhada. 
Técnicas de colocação dos fios: 
Técnico fio único ou um fio: esta técnica é relativamente simples e eficaz. Utilizada para moldagem de 1 a 3 
dentes com tecidos gengivais saudáveis; em preparos com pouca ou nenhuma extensão sub-gengival. 
Técnica do fio duplo ou dois fios: utilizado para moldagem de vários dentes, o sulco gengival apresenta mais 
que 2mm e quando é impossível adiar o procedimento até a melhora do tecido gengival. Deve-se utilizar um 
fio de menor espessura e em seguida um fio mais espesso. Proporciona melhor retração gengival, sem causar 
danos ao epitélio juncional, evitando possíveis lesões. Reduz tendência da crista marginal a retroceder e 
prejudicar a moldagem (diferente do fio único). Afasta principalmente o tecido gengival superficial. 
Passo a passo do afastamento mecânico-químico: caso seja necessário, deve-se iniciar anestesia. Se o 
paciente estiver com as coroas provisórias, deve-se removê-las e limpar os dentes preparados. Após seleção 
do fio retrator, instrumento de inserção e substância hemostática, deve-se cortar o fio com comprimento 
suficiente para circundar o dente. Realiza-se o isolamento relativo do dente com rolete de algodão e sugador. 
Molha o fio na substância selecionada, removendo o excesso com gaze. O fio deve circundar o dente, tomando 
cuidado para que as pontas fiquem voltadas para a face vestibular, facilitando a manobra de sua inserção entre 
a gengiva e o dente. Empurrar o fio para dentro do sulco suavemente com um instrumento adequado com 
ponta ligeiramente arredondada com serrilhas para reter o fio durante o seu posicionamento intra-sulcular. 
Iniciar a inserção do fio pela mesial, circundando o dente por palatino ou lingual e distal até encontrar a face 
vestibular. O instrumento deve ser angulado na direção do dente, de forma que o fio seja empurrado 
diretamente para dentro do sulco. Recortar excesso de fio deixando 2 a 3mm de ponta fora do sulco, para 
facilitar o pinçamento na sua remoção. Aguardar 5 minutos para um efeito satisfatório (máximo 10 minutos). 
Molhar a superfície com água antes de remover o fio, para que o fio não fique aderido ao epitélio do sulco, e 
remover o fio cuidadosamente. Injetar o material de moldagem no sulco, no espaço criado pelo afastamento 
gengival. 
Métodos cirúrgicos: 
Eletrocirurgia: 
Consiste na remoção do epitélio de parte da parede do sulco criando um espaço nítido entre o dente e a 
gengiva. Indicado em tecido gengival inflamado, com hiperplasia tecidual e vascular. Alcança uma hemostasia 
precisa e eficiente. O reparo dos tecidos acontece em torno de 24 dias. 
Esta técnica é contraindica em tecidos inflamados de gengiva fina, pois causa recessão gengival; em área 
estética, devido à dificuldade de prever a localização do tecido gengival após sua maturação; em pacientes 
portadores de marca-passo e; em término cervical do preparo próximo à crista óssea alveolar. 
Curetagem rotatória: 
 
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Esta técnica é realizada com pontas diamantadas de extremidade ovigal, no término cervical do dente, com a 
metade do diâmetro excisando o revestimento do sulco, criando um “canal” em torno do dente preparado, para 
colocação de material de moldagem 
É uma técnica rápida, capaz de reduzir o tecido em excesso e refazer o contorno gengival. 
Está indicada para sulco gengival menor ou igual 3mm e com boa quantidade de gengiva queratinizada 
É uma técnica menos traumática ao tecido e apresenta menor contração tecidual do que a eletrocirurgia. No 
entanto, seu efeito e a resposta tecidual podem ser consideradas semelhante às da eletrocirurgia. 
Laser: 
É utilizado o Laser de Neodymium: yttrium-aluminum-garnet (Na:YAG) 1.064nm. 
Apresenta hemostasia imediata e retração gengival mínima. Contudo, apresenta um alto custo, necessita de 
operador habilitado e experiente e requer evitar contato com os tecidos duros. 
Prótese Fixa Metalocerâmica de 3 elementos ou mais 
 
Etapas para execução da prótese fixa metalocerâmica de 3 ou mais elementos inicia-se pelo planejamento e 
diagnóstico do caso, a fim de se obter o plano de tratamento. Em seguida, são feitos modelos de estudos que 
são montados em ASA para o enceramento de diagnóstico. Clinicamente, é feito o preparo do dente e a 
confecção da provisória. Sobre esse preparo é feito um novo molde e modelo que deve ser montado no articular 
para confecção de estrutura metálica. Preparada a estrutura metálica, é feita a prova das metálicas, que em 
seguida deve ser moldada para tornar-se uma estrutura monobloco. Novamente a estrutura deve ser provada. 
A estrutura não se encaixa no modelo antigo, desta forma, deve ser feito o modelo de transferência, para que 
a colocação da cerâmica. Após a colocação da cerâmica é feita a prova estética. Se a peça for aprovada, faz-
se o glazeamento e cimenta a prótese. 
Quando falamos de estruturas metálicas, elas podem ser estruturas unitárias ou estruturas múltiplas. Quando 
são múltiplas, significa que ali há a ausência de algum elemento dentário que terei que recompor. Neste caso 
(múltipla), temos diferentes planos de tratamento, sendo a prótese fixa adesiva/conservadora, prótese fixa 
metal free e a prótese fixa convencional (metalocerâmica). 
Quando trabalhamos com prótese fixa conservadora, não há como realizar os moldes com casquetes, porque 
neste caso há equador protético presente. Para este caso, usamos moldeiras individuais ou parciais, utilizando 
elastômeros. Sobre o molde confeccionado, é feita um modelo com estrutura em monobloco (não permite ponto 
de solda para transferência). A estrutura em monobloco é uma condição ímpar, que podemos utilizar para 
próteses metal free, onde temos a estrutura de zircônia. 
Para uma prótese fixa convencional, uso o casquete individual e tenho essas estruturas separadas. Se elas 
estão separadas, há necessidade de realizar conexão com resina acrílica, para que se torne uma única 
estrutura como uma PPF. 
Na etapa de prova das estruturas metálicas para confecção da prótese metalocerâmica, inicialmente deve-se 
fazer uma avaliação prévia visual e modelo, observando as características da fundição, devendo ter uma 
margem afilada e superfície lisa. E não deve apresentar perfurações, porosidade, bordas arredondas e 
superfície rugosa. 
Uma estrutura adaptada perfeitamente ao troquel de gesso, nem sempre está adaptada ao dente preparado. 
Logo, na prova dessas estruturas metálicas, há um objetivo maior, sendo ele: adaptação cervical, com o ajuste 
e selamento da margem dos diferentes materiais restauradores, ao dente,por meio de um agente cimentante. 
Quanto menor o desajuste, menor será a espessura do agente cimentante, a solubilização do agente 
cimentante, a retenção do biofilme e a recidiva de cárie, resultando em melhor saúde periodontal 
Durante a prova das estruturas metálicas, devemos remover a provisória e fazer uma limpeza bem do cimento 
provisório, para só aí assentar a peça metálica e analisar sua adaptação. 
 
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Fatores a considerar na prova das estruturas metálicas: 
Contatos proximais: passar fio dental para ver se há interferência de contato proximal, o ideal é que haja um 
esmalte ali, no qual será colocado a cerâmica. Pode-se ainda colocar o papel carbono entre o dente para ver 
onde está pegando e eliminar a interferência. 
Integridade marginal: realizar inspeção clínica, usando um explorador adequado de ponta fina posicionada a 
45º em relação ao dente, com o qual irei realizar um movimento cérvico-oclusal e ocluso-cervical para ser está 
“pegando”. Pode-se ainda fazer exame radiográfico para ver se há falta ou excesso de material. Nesta situação, 
pode-se observar um desajuste marginal negativo (falta de material) ou positivo (excesso de material). Ambos 
os desajustes não permitem longevidade. No desajuste marginal negativo o metal se encontra aquém da 
margem preparada do dente e pode ser causado por um molde insatisfatório ou modelo sem definição do 
preparo. Para corrigir, deve-se realizar ajuste no preparo, novo molde e novo modelo. No desajuste marginal 
positivo a margem metálica está em excesso e pode ser causada por recorte inadequado do troquel ou 
estrutura grosseira. Como consequência, pode gerar área marginal com isquemia e deslocamento da estrutura. 
Para corrigir deve realizar correção e refinamento da estrutura metálica. Ainda, pode apresentar desajuste com 
espaço cervical, causado por molde impreciso e recorte inadequado do troquel. Para corrigir deve-se repetir o 
molde e o modelo. 
Adaptação cervical: uma infraestrutura metálica adaptada perfeitamente no troquel nem sempre estará 
adaptada perfeitamente no dente preparado, mesmo que este troquel seja uma réplica fiel. 
Esta é a área mais crítica da prótese, pois é dela que depende a saúde gengival, higienização do paciente e 
longevidade da prótese. 
Se o troquel for uma réplica perfeita, não haverá dificuldade de atingir o ajuste ideal. Para que uma coroa total 
se ajuste perfeitamente ao dente preparado, devem apresentar dimensões maiores que o próprio dente, 
criando espaço interno para acomodar a película de cimento, porém, sem perder as características de retenção. 
Para isso, a expansão do revestimento deve ser maior do que a contração da liga. 
Na margem cervical se encontram diferentes materiais (metal, porcelana/resina e cimento) que deverão se 
integrar harmoniosamente com o tecido periodontal (sulco gengival), respeitando sua biologia, não interferindo 
de maneira acentuada na flora bacteriana e possibilitando manutenção da saúde gengival e restabelecimento 
das funções pretendidas. Qualquer peça fundida para alcançar o ajuste ideal deve apresentar um excesso 
marginal no sentido vertical de até 0,2mm; este é obtido na demarcação da linha de término cervical com uma 
ponta de grafite ou cera, que deve ser coberta. Ao remover, será possível ver internamente a linha do término 
cervical e um pequeno excesso cervical, imprescindível para o ajuste marginal. 
Caraterísticas gerais de uma estrutura bem adaptada: 
Contato mínimo em alguns pontos, notadamente no terço cervical, entre o metal interno e o dente preparado; 
se este contato for acentuado, a retenção friccional será excessiva e a cimentação impossível de ser realizada 
sem desajuste vertical, pois não há espaço suficiente para acomodação da película do agente cimentante; se, 
por outro lado, não houver contato nenhum e, nem proximidade entre as partes, a peça metálica se apresentará 
folgada e dependerá exclusivamente do cimento para permanecer no seu lugar e isso será praticamente 
impossível se o local em questão for de carga funcional intensa. 
Espaço interno de 30-50um nas regiões correspondentes ao 1/3 médio e oclusal/incisal, sendo rara a 
ocorrência de contatos nessas regiões. 
Espaço interno de 150-200um, podendo chegar a 400um com ligas de metais básicos, entre a superfície oclusal 
do dente preparado e a superfície interna da peça fundida. 
Estabilidade: contato interno adequado para que a peça não se desloque. 
Como analisar a área que precisa de ajuste para o correto assentamento da prótese? 
Evidenciador de contato interno: consiste em uma fina camada de tinta hidrossolúvel aplicada à superfície 
interna das infraestruturas metálicas, que possibilitará a detecção de pontos que estão impedindo o 
 
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assentamento completo. Esses pontos serão removidos com brocas diamantadas e o processo será repetido 
até conseguir adaptação satisfatória. 
Película de elastômero: uso de elastômeros, como siliconas para evidenciar. Possui um alto custo. 
Radiografias: possibilita a percepção dos pontos de contatos internos que estão impedindo o assentamento. 
Mas as vezes pode permitir a visualização de áreas proximais desajustadas, dependendo o ângulo 
radiografado. 
Sondas exploradas: é um método complementar que possibilita observação dos locais corretamente adaptados 
e das áreas deficientes. Depende da percepção tátil e habilidade do profissional (subjetivo) e do próprio 
instrumento. 
Quanto menor a distância entre a estrutura da prótese e o dente, menor será a quantidade necessário de 
cimento para cimentação, logo, serão minimizadas as possibilidades da solubilização dos cimentos, retenção 
de placa bacteriana, desenvolvimento de doença periodontal e recidiva de cáries nessas margens. 
Contorno: perfil emergente. 
Oclusão: observar necessidade de ajuste oclusão. 
Acabamento da margem cervical. 
Quando trabalhamos com PPF de mais de um elemento (múltiplas – 3,4,5...), um pôntico vem conectado por 
meio do conector rígido com seu retentor, no outro conector, há uma divisão entre as partes. Para formar a 
conexão rígida, deve haver um espaço entre as regiões a serem conectadas de 0,1 a 0,3mm e superfícies 
paralelas. 
União com resina acrílica: 
A colocação de resina Duralay tem a finalidade de promover a união entre os retentores, constituindo uma 
peça única através da soldagem. Esta resina é mais indicada do que as convencionais para este procedimento 
por apresentar maior estabilidade dimensional e tempo de polimerização relativamente reduzido. 
É aconselhável utilizar-se quantidade de resina suficiente para unir, de maneira confiável, as duas partes. 
Resina em excesso pode significar maior alteração dimensional e, com isso, perder-se o que está se buscando 
evitar. 
A resina não pode estar muito mole, mas nem muito rígida, deve colocá-la antes da fase borrachoide, pois ela 
estando úmida ainda, adere à peça. Deve-se realizar isolamento relativo. 
Em próteses de 3 ou 4 elementos, apenas a resina Duralay é capaz de manter unidos. Contudo, se a prótese 
for extensa, atingindo os dois lados do arco, é interessante o uso de fios de aço ou brocas, associados à 
Duralay, para evitar ação de forquilha de uma peça bilateral. 
Após a polimerização da resina, remover a prótese, deixá-la na água e manter para o protético o mais rápido 
possível. 
Inclusão e Soldagem: 
É feita a inclusão da infraestrutura em revestimento, formando bloco com aproximadamente 1,5 a 2cm de 
altura. Previamente à inclusão, coloca-se sob as áreas a serem soldadas, um bastão de cera utilidade que tem 
como funções principais permitir a visualização da área, a limpeza com jatos de óxido de alumínio, o acesso 
da chama e o aquecimentouniforme. Para a inclusão utiliza-se revestimento próprio para solda ou revestimento 
para fundição, sem a adição do líquido especial, para reduzir a expansão, desnecessária nesta etapa. 
Decorridos 60 minutos da inclusão, leva-se o bloco de revestimento a um forno de fundição para eliminação 
da resina e desidratação do bloco. A cera utilidade é retirada anteriormente a esse passo, usando-se espátula 
ou água quente. Eleva-se o forno da temperatura ambiente até +/- 150ºC, no tempo aproximado de 40-50 
minutos, até eliminação completa da resina. Remove-se o bloco do forno e permite-se o resfriamento completo 
na bancada; procede-se à limpeza das áreas a serem soldadas com jatos de óxido de alumínio. 
 
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Caso utilize solda em pasta, entulha-se a mesma na área de união através de instrumentos, buscando-se o 
seu preenchimento completo, com excesso de +/- 20% sobre a área, para compensar a evaporação de água 
e fundente. A seguir, com chama fina de maçarico oxigênio-gás (bico de 1,0mm), inicia-se o aquecimento das 
extremidades para o centro, até que seja visível a mudança de cor pelo aumento da temperatura e o 
escoamento da solda. Os olhos do operador precisam de proteção de óculos escuros para a execução desses 
procedimentos. 
Caso utilize solda em bastão, entulha-se o fundente na área de união e se inicia o aquecimento da mesma 
forma. Quando atingir o ponto de avermelhamento, posicionar o bastão de solda, mantido com pinça, na área 
a ser soldada, quando então está se funde e escoa para a união, sob o efeito do calor e do fluxo 
Aguarda-se o resfriamento completo do bloco de revestimento com a peça soldada e procede-se à desinclusão 
e limpeza com instrumentos e jatos de óxido de alumínio 
Prova da peça Soldada: 
Após remoção das próteses provisórias, procede-se à limpeza completa dos dentes pilares, eliminando-se 
resíduos do cimento temporário e procede-se à prova da peça soldada. 
Esse procedimento deve ser realizado sem dificuldades, caso as etapas precedentes tenham sido executadas 
com cuidado. Assenta-se a peça com pressão digital firme e realiza-se nova avaliação da adaptação través de 
sonda exploradora. 
Durante a prova da peça soldada deve-se estar atendo para os seguintes itens: 
Adaptação cervical: deve ser feita com sonda explorada. Algumas vezes, reparos podem ser necessários, 
como reparo por fundição: em algumas situações durante a provas das infraestruturas soldadas, observa-se 
desajustes cervicais que passaram despercebidos durante a prova dos retentores ou, mais comumente, falhas 
no processo de soldagem que resultam em perda da adaptação cervical. Entre as causas mais comuns dessas 
falhas tem-se: 
• Fratura marginal do metal por queda acidental; 
• Espessura exageradamente fina da cinta metálica vestibular por usinagem excessiva, resultando em 
fratura; 
• Fratura durante a desinclusão da infraestrutura soldada do bloco de revestimento; 
• Derretimento da margem metálica por falha na inclusão e soldagem; 
• Manobra brusca ou intempestiva com instrumentos rotatórios. 
Se houver um degrau negativo acentuada, grosseiro e discrepante, cujo desgaste dentário poderia resultar em 
comprometimento estético por reduzir a espessura do material estético no local, está indicado um procedimento 
de reparo através da técnica de fundição secundária. 
Esta técnica consiste na preparação do metal da infraestrutura no local da falha, afinando-se suas bordas e 
criando retenções mecânicas com discos de carborundum e completando-se o término cervical com cera para 
fundição ou resina duralay. Esse passo pode ser executado diretamente na boca ou através de novo troquel 
obtido através de nova moldagem. 
Pressão no ligamento periodontal: essa pressão pode gerar dor e desconforto e impedir o assentamento correto 
das margens cervicais. O ajuste é realizado através do uso de substâncias evidenciadores aplicadas às 
superfícies internas dos retentores identificados como causadores da pressão ou nos quais não se obteve o 
ajuste desejado. Pequenos alívios com brocas, nos locais de atrição que impedem o assentamento, geralmente 
são suficientes para possibilitar a adaptação; esses desgastes devem ser realizados preferencialmente nas 
superfícies metálicas internas, mas se ocorrer riscos de perfuração, podem ser realizados cuidadosamente na 
própria superfície dentária. 
Ajuste oclusal: feito precedendo a remontagem. 
Espaço para porcelana: embora o espaço ideal possa ser obtido pelo protético, através do desgaste da 
infraestrutura e controle da espessura com espessimetro, é recomendável que não existam interferências que 
impeçam o fechamento mandibular na DVO do paciente. Passa esse desgaste se utiliza brocas de alta rotação, 
discos de carborundum e pontas de óxido de alumínio. 
 
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O espaço para porcelana também deve ser avaliado nas bordas incisais, pois a translucidez dessa área, se 
desejada, só ocorrerá se houver espaço suficiente de +/- 1,5 – 2,0mm. Deve haver ainda, espaço para abertura 
das ameias incisais compatível com a idade do paciente e espaço interproximal suficiente para possibilitar a 
individualização dos dentes, após aplicação da porcelana, com discos diamantados finos de 0,25mm. 
Tamanho mínimo: 3mm V-L e 2mm O-C (o V-L é maior, pois o O-C forma as ameias, que acomodam a papila). 
Apresentar superfície lisa, uniforme, isenta de poros. 
Estrutura sem movimentação. 
Esses requisitos garantem boa resistência mecânica. Se não seguir esses requisitos, terá uma ruptura. 
Registro e Remontagem: 
Muito raramente uma peça soldada e considerada satisfatória será capaz de retornar ao modelo de trabalho e 
se encaixar perfeitamente no seus respectivos troqueis. Além disso, o modelo de trabalho não dispõe da papila 
interproximal e do contorno gengival, para assegurar ao técnico de laboratório referências confiáveis para a 
aplicação da porcelana e ajuste estético. Estas são as razões pelas quais está indicada a remontagem da peça 
soldada. Desta forma, os objetivos para remontagem dos modelos são: obter o relacionamento oclusal; 
determinar a forma, tamanho e localização dos contatos oclusais; reproduzir corretamente o rebordo gengival 
e; determinar a forma a estética do pôntico 
Registro intermaxilar para montagem no ASA: é feito com resina acrílica, a qual colocaremos em duas regiões 
e obteremos a relação anteroposterior e a DVO. 
Remontagem: 
O modelo remontado deve apresentar as seguintes características: 
• Estrutura soldada que mantém exatamente as relações oclusais com os dentes antagonistas e 
proximais, com os dentes vizinhos, que apresenta na boca do paciente 
• Possibilitar remoção e reposição da peça soldada, de maneira confiável e reproduzível, para possibilitar 
correções originárias da aplicação da porcelana 
• Apresentar tecido gengival artificial ao redor das coroas para permitir relacionamento correto com a 
papila interproximal, perfil de emergência, cinta metálica sub-gengival, controle dos excessos 
• Reproduzir corretamente o rebordo gengival para possibilitar o relacionamento com os pônticos da 
prótese fixa 
Moldagem com alginato: devemos inicialmente colocar com os dedos o material em todo o contorno gengival, 
espaço e áreas sob pônticos, com a finalidade de obter reprodução precisa desses detalhes. É importante 
manter-se firmemente a peça soldada em posição, enquanto se aplica o alginato, para evitar deslocamento. 
Por fim, carrega-se a moldeira de estoque e leva em posição, moldando toda a arcada. Assim, iremos obter o 
molde de transferência (ou arrasto). 
Vazagem: inicialmente deve-se passar vaselina com o auxílio de um microbrush na superfície interna dos 
retentores da infraestrutura metálica, que irãoser removidas juntamente com o molde. Em seguida, manipula-
se resina acrílica e coloca neste espaço do retentor, sem deixar transbordar. No interior desse espaço, coloca-
se um parafuso, com a finalidade de formar retenção para o gesso. Feito isso, vaza-se o gesso sobre o molde. 
Após sua geleificação, monta-se em ASA por meio da máxima intercuspidação habitual. 
É importante observar se há algum material de moldagem na peça metálica, pois o ideal é que não exista, nos 
mostrando que ela estava bem adaptada e selada na cavidade oral. 
Em alguns casos de estrutura monobloco pode não ser necessário fazer o modelo de transferência. Mas se for 
necessário, devemos realizar uma moldagem com alginato (ou silicona de adição ou condensação) e nesta 
moldagem a peça metálica pode sair no molde. 
Ajuste final da aplicação da cerâmica → encaminha para prova clínica onde é feito o ajuste de oclusão e o 
ajuste estético → glazeamento (obtenção do brilho e resistência da cerâmica) → cimentação 
Ajuste clínico - prova estética: 
 
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• Verificar o contato proximal: desgaste com ponta diamantada, baixa rotação ou borracha abrasiva 
• Ajuste do contato dos pônticos no rebordo (pressão excessiva-isquemia-não-assentamento), para 
prótese fixa de 03 ou mais elementos. (Técnico deixa com “sobra”, excesso de cerâmica que devemos 
ajustar, pois fica estável) – o excesso causa isquemia 
• Checar o selamento marginal 
• Observar áreas isquêmicas ao redor da margem cervical 
• Determinar o perfil de emergência 
• Ajuste oclusal 
Na prova estética, devemos fazer o teste fonético (S). 
Prótese Fixa ultraconservadora 
 
A PPF ultraconservadora exige menor desgaste de estrutural dos dentes pilares, restabelece estética, oclusão 
e função mastigatória. É uma opção de tratamento para pequeno espaço protético, com sucesso mecânico e 
estético. 
A PPR ultraconservadora é um tipo de prótese mista que combina princípios de prótese fixa (estruturas 
metálicas, dentes pilares, pônticos, revestimento cerâmico e cimentação) e odontologia restauradora (materiais 
restauradores para estética, desgaste, polimento e adesivos). 
O que diferencia a prótese ultraconservador de uma prótese fixa convencional é um retentor inserido nas 
preparações proximal e oclusal dos dentes pilares, geralmente favorecendo a margem supragengival e a 
higiene. 
Posteriormente, os retentores metálicos são cobertos com resina composta, melhorando a longevidade da 
restauração, preservando a estrutura dos dentes e restaurando a estética da dentição. 
Etapas: 
Inicia removendo a restauração de amálgama dos dentes adjacentes ao espaço edêntulo, sendo mesial e 
oclusal no dente à distal, e distal e oclusal no dente à mesial. 
Em seguida, faz-se o preparo das caixas, devendo ser: largura vestibulolingual de pelo menos 1/3 da distância 
vestibulolingual da oclusal; desenho oclusal seguindo contorno do istmo; parede axial divergindo para oclusal; 
caixa oclusal com profundidade de cerca de 1,5 a 2,0mm; caixa no assoalho pulpar do lado oposto ao espaço 
protético com 1mm de profundidade (área de encaixe); ausência de ângulos vivos. 
Após o preparo, faz-se a moldagem com poliéter pela impressão tripla, a qual copia simultaneamente preparos 
dentários, dentes antagonistas e registro de mordida. Pode ser feita também com silicone de condensação. 
Após a obtenção dos modelos de trabalho, é feito o enceramento e fundição da estrutura metálica. Nesta fase 
a estrutura metálica deve ser adaptada à margem gengival da caixa proximal estando semelhante à adaptação 
da PPF convencional, evitando a necessidade de suplementação com resina composta nessa região 
inacessível. 
Os moldes são enviados para aplicação da cerâmica nos pônticos, deixando os retentores apenas com o opaco 
aplicado. 
A restauração deve ser posicionada nos preparos para avaliar a forma, contorno, adaptação, cor e oclusão. 
Para a cimentação, inicialmente deve ser realizado o pré-tratamento do opaco dos retentores com ácido 
fluorídrico a 10% por 1 minuto, lavagem minuciosa com água e secagem com ar. Em seguida, aplicar uma 
camada de silano. Com isolamento absoluto, realizar a profilaxia dos dentes pilares com pedra-pomes e 
algodão. A cimentação pode ser realizada com cimento resinoso autoadesivo, dispensando as etapas de 
condicionamento e aplica de adesivo. O cimento resinoso autoadesivo apresenta baixa solubilidade e boas 
propriedades mecânicas. 
Após a cimentação, os dentes pilares devem ser condicionados com ácido fosfórico a 37% por 20 segundos, 
lavados abundantemente e secados com ar para aplicação do agente de união. Em seguida, cobre os 
 
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retentores com resina composta restabelecendo a morfologia oclusal e contatos oclusais. A resina composta 
reforça as estruturas dentais remanescentes nas restaurações. 
Como a prótese parcial fixa ultraconservadora utiliza retentores metálicos inseridos nas caixas proximais 
preparadas, apoiando o pôntico que substitui o dente perdido, sua indicação é para reabilitação protética de 
pequenos espaços, sem danos estruturais à prótese e aos pilares. É indicada então para casos nos quais os 
dentes pilares possuem polpa vital, nenhuma alteração de tecidos moles, restauração de amálgama (Classe I 
ou II) e alinhamento adequado na arcada dentária. Contudo, sua indicação pode ser extrapolada para espaços 
maiores, quando há qualidade e posicionamento adequado dos dentes do pilar, espessura adequada da 
estrutura metálica que confere resistência à prótese e assentamento preciso da prótese. Também deve ser 
descartadas possíveis sobrecargas resultantes de hábitos parafuncionais e cuidados com a distribuição 
equilibrada dos contatos oclusais nas posições centradas da mandíbula, o que poderia causar danos à prótese 
e aos dentes pilares. 
Dentes pilares em condições estruturais e posicionais não ideais contraindica a PPF ultraconservadora, devido 
às dificuldades de adaptação e integração dos retentores metálicos nas caixas proximais. 
Outro aspecto a se considerar no dente pilar é quantidade e qualidade do remanescente dental, que pode 
contraindicar a PPF ultraconservadora caso esteja danificado, pois não terá força para receber os retentores 
metálicos. 
As PPR ultraconservadoras apresentam dois tipos de retenção nos dentes pilares: retidos pela ação do 
cimento auto-adesivo que possui ligação química ao metal dos retentores e às paredes pulpares e gengivais 
das caixas; e pela ação do compósito entre o retentor de cerâmica opaca e as paredes das caixas. 
O PPFU é um tipo de prótese que apresenta vantagens sobre as próteses fixas convencionais durante a 
fabricação, como procedimentos de execução de custo, tempo e facilidade, não requer equipamentos 
sofisticados nem pessoal com treinamento técnico especializado. E, no caso de desgaste da resina composta, 
por tempo ou outras ocorrências, o reparo é realizado clinicamente pela adição de material restaurador, de 
forma rápida e fácil, sem a necessidade de remoção total da prótese. Além disso, em caso de falha clínica, a 
PPFU pode ser removida sem procedimentos irreversíveis nos dentes do pilar, semelhante à preparação 
realizada na prótese adesiva, permitindo a execução de outro tipo de reabilitação menos conservador. O limite 
supragengival facilita os procedimentos de moldagem, adaptação, não necessitando de afastamento gengival; 
e facilidade limpeza da prótese. 
Prótese fixa adesiva 
 
A prótese fixa adesiva é uma prótese fixa alternativa, com preparos efetuados a nível de esmalte e fixação 
aos dentes pilares por meio de agente cimentante resinoso. Possuem duas características básicas que as 
distinguem das próteses fixas convencionais: (1) os desgastes dos dentespilares são mínimos; e (2) para sua 
fixação utiliza-se a técnica de condicionamento ácido e cimento resinoso. 
Os objetivos do mínimo desgaste realizado são eliminar as convexidades, expor uma camada de esmalte mais 
suscetível ao condicionamento ácido e evitar o sobrecontorno. 
É muito indicada para pacientes jovens, pois, diferente da fixa convencional, não precisa preparar os dentes 
adjacentes. Pacientes jovens apresentam câmara pulpar ampla e o preparo do dente das próteses 
convencionais pode expor a polpa. Na fixa convencional preparamos todas as paredes de um dente, na adesiva 
são só as proximais adjacentes ao elemento perdido. 
Nesta prótese, não há a necessidade de fazer prótese provisória, faz-se imediatamente a prótese definitiva. 
As próteses parciais fixas adesivas possuem um percentual significativo de sucesso e está diretamente 
relacionado ao sistema adesivo e cimentos resinosos utilizados e ao tipo de preparo realizados nos dentes 
pilares para obtenção de uma boa retenção. 
A prótese fixa adesiva está indicada para casos nos quais os dentes suportes íntegros, com pequenas 
restaurações ou pequenas lesões cariosas; quando os espaços protéticos são pequenos; e quando há 
ausência de apenas um elemento dental, pois o sistema de resistência e retenção é mais frágil, sendo que 
 
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qualquer esforço mastigatório pode deslocar; pode ainda ser utilizada como próteses fixas temporárias, uma 
vez que o paciente está sem dinheiro para pôr implante, que é a melhor opção. É indicado ainda para pacientes 
jovens e com comprometimento de saúde, por ser um tratamento mais simples. Pode reestabelecer guia 
oclusal anterior e servir de contenção fixa pós-tratamento ortodôntico. 
Por outro lado, esta prótese está contraindicada em casos de dentes pilares muito danificados, com 
mobilidade ou esmalte insuficiente; espaços protéticos amplos; dentes pilares muito inclinados, pois o desgaste 
terá que ser muito para conseguir o eixo de inserção; em oclusão desfavorável (bruxismo e apertamento); 
incisivos com dimensões vestíbulo-linguais reduzidas (superfície pequena); dentes com coroa clínica curta; 
dentes anteriores com deficiente estética; e em paciente com sensibilidade às ligas alternativas de Ni-Cr. 
As vantagens desta técnica estão no fato de ser uma restauração fixa, com preparo dental mínimo a nível de 
esmalte e boa manutenção da estética. Ainda, é um tratamento reversível, que permite recimentação, de fácil 
execução, menor custo e tempo clínico por terem menos procedimentos intraorais, sem necessidade de 
anestesia e atraumático. Há ausência de envolvimento pulpar e as margens supragengivais permitem que seja 
feito um bom isolamento absoluto e uma moldagem facilitada. Além disso, evita o uso de provisória. 
Apesar das diversas vantagens da PPFAdesiva, alguns estudos encontraram alta porcentagem de insucesso, 
após algum tempo de uso, como necessidade de nova fixação da peça (recimentação). 
Por outro lado, possui algumas desvantagens, como: seleção limita de pacientes, requer um bom alinhamento 
dos dentes pilares, possibilidade de alterações de cor no terço incisal, custo elevado da resina para fixação, 
possibilidade de acúmulo de biofilme e maior chance de soltura. Se for realizado com metal, pode ficar 
antiestética. 
Histórico: 
Baseada nos trabalhos de Rochette em 1973, desenvolveu-se uma técnica para estabilização (esplintagem) 
de dentes com problemas periodontais. Foi desenhada uma estrutura de ligas metálicas nobres (ouro) com 
perfurações que eram fixadas através de ácido fosfórico + resina composta nesses dentes abalados sem 
preparo prévio (como forma de contenção). Em 1977 – Howe, Denehy resolveram substituir dentes perdidos 
periodontalmente com essa estrutura metálica perfurada como retenção . Em 1982 – Livaditis e Thompson, 
vendo que essa estrutura metálica perfurada causava dificuldade de higienização, partir para estrutura metálica 
sem perfurações e produziu técnica para condicionar a estrutura metálica através do condicionamento 
eletrolítico do metal, que gera porosidade aumentando a força de adesão do cimento, sendo um tratamento 
trabalhoso e com custo elevado. Com a evolução, desenvolveu o jateamento com óxido de alumínio + primer 
metálico – assim é feita a cimentação adesiva. 
Análise e planejamento 
Para análise e planejamento do caso deve-se levar em consideração as condições periodontais dos elementos 
suporte, a oclusão, o comprimento do espaço protético, a altura dos elementos suportes e o paralelismo dos 
dentes suportes. 
Os componentes retentores da PPFA são determinados pelo segmento proximal, palatina/lingual e oclusal. 
O segmento proximal fornece a área do conector para pônticos ou outros retentores (evita que a prótese 
rotacione), gera fortalecimento vestíbulo-lingual, além de ser uma superfície adicional para união ao esmalte 
O segmento palatino/lingual é um retentor com significante área de interface esmalte/restauração protética, 
portanto, eleva o poder de fixação. 
O apoio no cíngulo e o apoio oclusal tem a função de promover e orientar a inserção da prótese e funciona 
como um ponto de parada da prótese. 
Alguns fatores contribuem para o correto contorno dos retentores, como a forma de resistência, retenção, 
contorno e fisiológica. A forma de resistência é influenciada pela forma de contorno, podendo ser intensificada 
pela extensão sobre áreas específicas do dente pilar. O segmento proximal é o principal responsável por essa 
forma de resistência; o apoio oclusal e no cíngulo também contribuem. A forma de retenção inclui fatores que 
contribuem para a fixação do retentor ao dente pilar, sendo as características do esmalte condicionado, a 
configuração das projeções no esmalte condicionada, onde a resina irá penetrar, as propriedades físicas do 
 
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sistema de fixação e a quantidade da interface esmalte/metal. A forma de contorno pode influenciar as formas 
de resistência e retenção. Por fim, a forma fisiológica preocupa-se com a preservação de um meio saudável 
para o tecido gengival e para desenvolver a função oclusal da restauração. 
Para trabalhar com o metal, os ângulos devem ser vivos. Se for trabalhar com retentores estéticos, ao invés 
de metal, devo desgastar mais o dente, chegando à dentina. Deve ser maior, para não fraturar, já que é um 
material friável. 
O preparo deve apresentar o mínimo desgaste, sendo apenas em esmalte, com o objetivo de retirar o 
abaulamento (convexidades) do esmalte, para obter um eixo de inserção. Deve haver uma união do segmento 
proximal com o lingual, envolvendo 180º ou mais do contorno dental, para obter um sistema de resistência e 
retenção adequado. Em dentes anteriores não dá para fazer isso, pois compromete a estética. O limite cervical 
deve terminar em nível zero, trabalhando em um ponto que não forme degrau (3228, 3113). A margem cervical 
deve estar de 1 a 2mm aquém da margem gengival livre para permitir isolamento absoluto e ser favorável para 
a gengiva. Deve haver um apoio na oclusal ou no cíngulo. A áreas de contato dos dentes adjacentes aos pilares 
deve ser preservada, devendo o preparo estar aquém do ponto de contato, pois isso pode comprometer a 
estética e essas estruturas, por ser muito delgada, pode ser deformada nas fases de fundição. 
Preparo em dentes anteriores: 
Inicia pela face proximal, utilizando a ponta diamantada 3113 posicionada na face proximal, paralela ao longo 
eixo do elemento dental remove-se a convexidade. Esta superfície torna-se plana no sentido inciso-cervical e 
curvo no sentido vestíbulo lingual. O término cervical do preparo deve estar 1 a 2mm acima da margem 
gengival. Lembrar de conferir se o eixo de inserçãoestá adequado, sem apresentar retenções. Em seguida, 
prepara a face palatina/lingual, na qual deve-se localizar os pontos de contato nos dentes pilares (superiores), 
com auxílio de papel carbono. Na área cervical, abaixo do cíngulo realiza-se o preparo com ponta diamantada 
3113 seguindo o contorno gengival. Este preparo elimina a convexidade dessa região e seu término deve estar 
localizado 1 a 2mm aquém da gengiva. Para o desgaste da concavidade palatina utiliza-se ponta diamantada 
em forma de pera (3118). Nos pontos marcados pelo carbono desgaste-se de 0,3 a 0,5mm para compensar a 
espessura da estrutura e no restante apenas remoção do brilho de esmalte. O segmento palatino/lingual 
estende-se até a superfície incisal, mas em dentes com translucidez significante a estrutura deve ser reduzida 
para evitar a coloração acinzentada. Por fim, confecciona-se o apoio no cíngulo, a fim de suporta a pressão da 
carga mastigatória sobre a estrutura metálica, evitando o seu deslocamento no sentido gengival durante a 
inserção. Esse apoio também contribui para dispersar as forças transmitidas aos dentes pilares através da 
conexão da estrutura metálica com a estrutura dental. O apoio no cíngulo é feito com ponta diamantada 
cilíndrica ou cone invertida. Deve ser um preparo bem definido, que permita a estabilização na direção cervical. 
Não importa a forma e posição da ponta diamantada, deve apenas haver um apoio nítido em cima do cíngulo. 
Preparo de dentes posteriores: 
Inicia pela face proximal com uma ponta diamantada 3113 ou 3228, eliminando-se a convexidade de contorno. 
Quando a linha do sorriso não mostrar o dente em questão pode-se avançar com o preparo além do ângulo 
próximo-vestibular. O preparo deve estar de 1 a 2mm aquém da margem gengival. Em seguida, passa para a 
face palatina/lingual, que deve incluir máxima extensão circunferencial, respeitando os contatos proximais com 
os dentes adjacentes para correta higienização. Com a mesma ponta diamantada do item anterior remove-se 
a convexidade. A união do segmento proximal com o lingual/palatino deve envolver 180º ou mais do contorno 
dental. Por fim, faz-se o apoio oclusal a fim de assegurar uma estabilização positiva para as fases de inserção 
e união. O preparo é bem definido, feito com ponta diamantada cilíndrica ou cone invertido, na crista marginal. 
Deve ter uma ligeira inclinação em direção à fossa central, acompanhando a anatomia externa do elemento 
dental. Os ângulos internos deste preparo são vivos. Em geral apresenta dimensão mésio-distal e vestíbulo-
lingual em torno de 1,5 a 2,0mm e profundidade em torno de 1mm. Após o término deste apoio bisela-se 
levemente, com ponta diamantada 3113, sua superfície externa. 
Quando necessário pode-se fazer uso de retenções adicionais como sulcos, canaletas ou caixas, pois 
aumentam a retenção friccional, a estabilidade da estrutura metálica e minimizam a tendência de movimento 
da prótese no sentido V-L. 
Moldagem: 
 
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Após o preparo dos dentes pilares executa-se a moldagem definitiva, selecionando-se um dos materiais 
disponíveis em prótese fixa. Comumente faz-se moldagem de relacionamento, que é a moldagem total com 
alginato, obtendo-se o modelo de relacionamento que será montado em articulador, e uma moldagem parcial 
com elastômero (mercaptana, poliéter e silicona de condensação ou de adição). A mercaptana e o poliéter 
exige a confecção de moldeira individual que normalmente é confeccionada em resina acrílica 
autopolimerizável rosa ou incolor. Após a moldagem e montagem dos modelos em articulador, este conjunto é 
enviado ao laboratório dentário para confecção da infraestrutura metálica ou outro material adequado como a 
zircônia. 
Prova da Estrutura Metálica: 
A estrutura metálica deve estar adequadamente adaptada, principalmente nas áreas marginais e apoios, sem 
se movimentar quando tentar deslocá-la. O único movimento admitido é na trajetória do plano de inserção. Em 
caso de prótese anterior, deve-se observar se está presente a cor acinzentada do metal através da translucidez 
do esmalte. A seguir faz-se os ajustes oclusais em MIH, RC e movimentos excursivos. Após os ajustes 
seleciona-se a cor da cerâmica e realiza-se a moldagem de transferência. 
Moldagem de Transferência: 
Posiciona-se a peça na boca e molda-se com uma moldeira de estoque e alginato. A peça sairá no alginato. A 
seguir isola-se o interior da peça com vaselina, manipula-se resina acrílica Duralay e preenche os retentores. 
Quando a resina estiver perdendo o brilho, coloca-se um fio de aço ou um pedaço de clips para servir como 
retenção. Após a polimerização da resina vaza-se o molde normalmente com gesso pedra tipo IV na região 
dos dentes e a base com gesso pedra tipo III. Após a presa do gesso, saca-se o modelo e remonta no 
articulador para aplicação da cerâmica. 
Prova da Estrutura Metálica com Cerâmica: 
A peça deverá ser novamente provada na boca, fazendo-se os ajustes necessários com pontas diamantadas 
(ponta número 744) em baixa velocidade. Após o glazeamento da cerâmica e o polimento da parte metálica 
esta peça é jateada internamente com óxido de alumínio e colocada em ultra-som (mergulhada em álcool 
isopropílico) por 10 minutos. A peça está pronta para ser fixada, não devendo ser provada novamente para 
não ocorrer contaminação. Caso a peça seja levada à boca deve-se repetir o procedimento de jateamento e 
ultrassom ou realizar uma boa lavagem com água e sabão, secar e aplicar ácido fosfórico a 37% ativamente 
sobre a superfície interna da restauração por pelo menos 20 segundos, lavar, secar e realizar a cimentação. 
Fixação/cimentação: 
A resina ideal para a fixação deve ter boas propriedades mecânicas, para resistir às cargas que a prótese será 
submetida; fluidez, para facilitar o escoamento de excesso de material durante a fixação e opacidade para 
mascarar a cor escura do metal. A resina Panavia F é a mais indicada. Esta resina é à base de BIS-GMA 
fosfatado, que se une quimicamente à superfície metálica tratada apenas com jato de óxido de alumínio; tem 
bom escoamento e não polimeriza na presença de oxigênio. 
Após o isolamento absoluto do campo operatório realiza-se a profilaxia dos dentes pilares, utilizando-se taça 
de borracha e uma mistura de pedra pomes e água. Lava-se abundantemente, seca-se e realiza-se o 
condicionamento ácido. A seguir manipula-se a resina Panavia, preenche-se a peça e leva-se em posição; 
remove-se todos os excessos e coloca-se Oxyguard na junção prótese / elemento dental. Esta substância isola 
a resina do oxigênio. Aguarda-se 5 minutos, remove-se o Oxyguard com um algodão, corta-se e remove-se o 
dique e lava-se abundantemente com água. Verificar se não há resíduos de resina. 
Existem vários protocolos para a fixação das próteses fixas adesivas. O importante é entender o processo de 
fixação, ou seja, o cimento resinoso deve se unir de um lado com a infraestrutura da prótese, seja metal ou 
livre de metal, e do outra lado deve se unir ao dente pilar seja apenas em esmalte ou também em dentina. 
Sobre o dente, o princípio é o mesmo da restauração de resina composta, ou seja, ataque ácido mais adesivo 
e do lado da infraestrutura temos alguns outros tratamentos, para melhorar a capacidade retentiva da prótese, 
entre eles, estão: jateamento com óxido de alumínio, uso primers metálicos, camada de estanho, silicatização 
e tratamentos com laser. O jateamento com óxido de alumínio é uma técnica de custo mais baixo. O primer 
metálico que é uma molécula bipolar com capacidade de se unir ao metal e copolimerizar com o cimento 
 
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resinoso. A combinação desses dois tratamentos mostrou ser bastante efetivo no aumento da retençãodas 
próteses adesivas. 
Alguns adesivos, como o Single Bond Universal (3M) possuem íons fosfato na composição e, portanto, podem 
atuar como primer para metal. Após a limpeza, com ácido fosfórico a 37%, lavagem e secagem. Aplica-se 
ativamente o adesivo Single Bonde Universal por 20 segundos, seca-se por 5 segundos e realiza a cimentação. 
É importante observar que existem vários protocolos de fixação de prótese parcial fixa adesiva, dependendo 
da marca comercial do cimento resinoso. Assim, é de fundamental importância que o profissional, leia a bula 
dos produtos e, siga rigidamente as orientações do fabricante. 
Prótese Mista: 
É um tipo de prótese onde um dos dentes suportes recebe um retentor fixo convencional e o outro recebe um 
retentor adesivo, com preparo conservador. Quando for indicado este tipo de prótese recomenda-se o uso de 
conector semi-rígido, pois se o retentor adesivo soltar tem condições de fixá-lo novamente. 
Prótese Adesiva Totalmente em Cerâmica: 
Diferentes materiais surgiram para a confecção de prótese adesiva, materiais como zircônia, cerâmica à base 
de alumina e cerâmica de dissilicato de lítio. Não existe um material cerâmico universal que solucione todos os 
casos clínicos e o sucesso depende da combinação perfeita do material, técnica de confecção e cimentação 
ou procedimentos de adesão da prótese adesiva em cada situação clínica. 
A zircônia apresenta-se como um material bastante promissor para a confecção de próteses parciais fixas 
adesivas em razão das propriedades mecânicas e agora também pela qualidade estética. Na atualidade é 
possível confeccionar restaurações em zircônia monolítica com excelente qualidade estética, através do uso 
de zircônia com maior translucidez e a complementação com maquiagem externa da restauração. 
Quanto ao preparo para prótese adesiva livre de metal, também vai depender da cerâmica a ser utilizada. 
Porém, de maneira geral, segue os mesmos princípios do preparo para metal e onde possível aumentar um 
pouco o desgaste por ser material cerâmico. 
 
Restaurações Provisórias 
 
São restaurações transitórias ou temporárias, que propiciam proteção e estabilização aos dentes pilares e 
restabelecem a função e a estética antes da instalação das próteses definitivas. 
Esta etapa é muito importante para o sucesso do tratamento com prótese parcial fixa e as justificativas para o 
uso das restaurações provisórias, podem ser: 
1. Proteção pulpar e efeito sedativo aos dentes preparados– isto vai propiciar conforto ao paciente, impedindo 
ou diminuindo a sensibilidade dentinária pós preparo cavitário. Normalmente as restaurações provisórias são 
confeccionadas em resina acrílica ou resina bisacrílica, que são materiais com baixa condutibilidade térmica. 
Assim protegendo a polpa tanto mecanicamente como termicamente. Quando a qualidade de adaptação e de 
contorno estiver adequada as restaurações provisórias irá impedir que o tecido gengival apresente inflamação 
2. Estabilidade posicional – as restaurações provisórias devem manter os dentes preparados estável na mesma 
posição desde o preparo até a cimentação da restauração, impedindo a extrusão, deslocamento proximal, 
giroversões. Esta estabilidade posicional é assegurada pelos contatos proximais e oclusais adequados. A 
posição dos tecidos gengivais também é assegurada por restaurações provisórias adequadas, caso contrário, 
pode ocorrem inflamação, recessão gengival ou mesmo crescimento gengival sobre a margem do preparo o 
que irá dificultar os outros procedimentos clínicos. 
3. Fornece meio adequado para o tecido gengival– As restaurações provisórias devem apresentar contornos 
corretos, devem ser bem adaptados nos preparos sem sobrecontorno ou subcontorno. A correta adaptação ao 
preparo somado ao contorno cervical e axial ótimo propicia a manutenção da saúde gengival. 
Consequentemente, as etapas seguintes do tratamento serão realizadas com maior facilidade. Etapas essas 
como a moldagem, afastamento gengival e até a cimentação final. 
 
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4. Função mastigatória - as restaurações provisórias devem ser confeccionadas com materiais com resistência 
suficiente para suportar os esforços da mastigação, propiciando conforto e bem-estar ao paciente. 
5. Estética e fonética – as restaurações provisórias devem apresentar forma e cor de maneira a permitir que o 
paciente se sinta satisfeito e seguro principalmente quando estão envolvidos os dentes anteriores e pré-
molares. Além disso, devem apresentar contornos axiais, palatinas e linguais que não interfiram na fala, nas 
pronuncias das palavras. 
6. Avalia e reforça a higiene doméstica – as restaurações provisórias devem contornos e formas corretas além 
de ser extremamente lisos e polidos para prevenir o acúmulo de biofilme. Assim permitindo uma maior 
facilidade na higienização e manutenção da saúde gengival durante e após o tratamento com prótese parcial 
fixa. 
7. Diagnóstico – as restaurações provisórias vão possibilitar observar o comportamento do paciente quanto à 
aceitação do tamanho, forma e distribuição dos dentes na arcada. Em casos mais extensos, permite avaliar a 
adaptação do paciente a uma nova dimensão vertical de oclusão, se o suporte labial está adequado e também 
a avaliação da fonética. Auxilia no diagnóstico de dentes pilares duvidosos durante o plano de tratamento. 
Permite verificar se o paralelismo dos preparos está adequado. 
8. Auxiliar no tratamento ortodôntico permitindo a colagem de brackets durante o movimento dentário. 
9. Permite a estabilização de dentes com mobilidade durante o tratamento periodontal. Além de servir de 
suporte para o cimento cirúrgico pós cirurgia periodontal. 
Contorno das restaurações provisórias: 
As superfícies vestibulares e linguais são ligeiramente convexas, não deve fazê-la muito convexa, pois dificulta 
a higienização. O perfil de emergência plano deve estar presente, sendo a área que sai da linha cemento 
esmalte e vai em direção à coroa. 
Os materiais mais empregados para a confecção da restauração provisória é a resina acrílica 
(polimetilmetacrilato) termopolimerizável e autopolimerizável e a resina bisacrílica. As resinas acrílicas PMMA 
apresentam facilidade de reparos e reembasamento. Porém apresenta falta de estabilidade na cor, ou seja, 
seu uso prolongado pode comprometer a estética. Em casos de perda de dimensão vertical muito grande e 
restaurações múltiplas, deve-se usar metais (ex. fio ortodôntico). 
O polimetilmetacrilato possui algumas desvantagens, como reação exotérmica, sendo a liberação de calor 
que pode ser evitada com jato de água e ar; Contração volumétrica durante a fase de confecção, devendo 
fazer movimento de retirada e reposicionamento, pois se ela polimerizar estática no dente, irá contrair e não 
será possível sua remoção; o monômero é irritante, causando certa ardência durante a confecção, deve se 
atentar se o paciente tem história de alergia. 
As resinas bisacrílicas são materiais que apresentam estabilidade de cor superior às resinas acrílicas, além de 
praticidade técnica, precisão de proporção, pouco ou nenhum odor, baixa reação exotérmica, boa adaptação 
marginal, resistência e estética favorável. Como desvantagens pode-se citar o alto custo comparado às resinas 
acrílicas e a dificuldade de reembasamento se houver necessidade de reparos pós confecção. 
As resinas acrílicas podem ser utilizadas como termopolimerizável, assim vão apresentar maiores resistências 
mecânicas e também maior estabilidade de cor. São indicadas para restaurações provisórias de longo prazo. 
Para a confecção da restauração provisória, podemos utilizar diferentes técnicas, sendo a direta, 
direta/indireta e indireta. 
• Direta/indireta: faço a provisória no laboratório e levo na boca apenas para reembasar. 
• Indireta: molda, manda para o técnicofazer. 
A técnica direta é aquela realizada direto na boca do paciente. Podendo ser realizada sem matriz, com molde 
de alginato, de silicone ou matriz plástica. 
1. Técnica da “bolinha” – nesta técnica manipula-se uma pequena quantidade de resina acrílica. 
Pega-se a resina acrílica na fase fribrilar, homogeneiza-se na água, para não aderir na luva, e na fase plástica 
leva-se ao dente preparado, tentando dar o melhor contorno possível do dente a ser restaurado. Deve-se 
 
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pressionar mais na região cervical para que a resina copie com a maior nitidez possível o término cervical do 
preparo, a fim de conseguir a melhor adaptação possível (obs: pede para o paciente ocluir para marcar o ponto 
de contato com o dente antagonista). Na fase borrachoide, com auxílio de um explorador, realiza-se a remoção 
(não remove completamente) e recolocação no dente preparado até iniciar o aquecimento, em seguida coloca-
se o material em água fria e aguarda-se a polimerização final da resina acrílica. (OBS: a polimerização final 
não pode ocorrer no dente, pois se acontecer não conseguimos remover a provisória sem a destruição do 
dente, além de ocorrer danos à gengiva e à polpa devido a reação exotérmica da resina). Após a presa, marca-
se as referências concretas do dente, como o limite cervical do preparo e os contatos proximais com os dentes 
vizinhos não preparados (se estiverem presentes). Em seguida, inicia-se com a fresa de tungstênio o desgaste 
do excesso de resina, não perdendo de vista a delimitação da margem cervical e posicionando-se a fresa 
levemente inclinada, tentando acompanhar o perfil de emergência do dente. Após a eliminação dos excessos, 
leva-se ao dente preparado, marca-se os limites vestibular e palatina da borda incisal para posterior remoção 
do excesso palatino e em seguida o ajuste oclusal e polimento. 
2. Técnica da matriz de alginato ou de silicone ou matriz plástica – nesta técnica antes do preparo 
é feita uma moldagem com um dos dois materiais e esse molde servirá de matriz para que a resina seja leva 
sobre o preparo cavitário. 
Deve levar à boca uma pequena quantidade de cera utilidade na área anodôntica, preenchendo-a com a melhor 
forma possível do dente ausente. Em seguida, confecciona uma matriz. Já com os preparos realizados, 
preenche a matriz de silicona com a resina acrílica com a cor adequada. Manipula-se a resina, em água, até a 
fase plástica. Levamos o conjunto matriz de silicona mais resina aos dentes preparados, aguarda-se alguns 
minutos e na fase borrachoide remove-se da boca. A resina pode sair junto com a matriz ou ficar em boca. Se 
a provisória permanecer na boca, solicita-se ao paciente fechar a boca e ocluir os dentes, na tentativa de 
facilitar o ajuste oclusal posteriormente. Após a polimerização da resina, realiza-se a eliminação dos excessos 
esculpindo os dentes ausentes. Normalmente, clinicamente, é necessário realizar o reembasamento para 
melhorar a adaptação cervical nos dentes preparados. 
3. Dente de estoque – nesta técnica após o preparo, seleciona-se um dente de estoque 
correspondente ao dente preparado, desgasta-se a porção lingual ou palatina preservando a face vestibular 
que será adaptada sobre o dente preparado. Feito isso, manipula-se a resina acrílica, leva-se ao dente de 
estoque e leva-se esse conjunto ao dente preparado. Após a presa da resina dá-se o acabamento e polimento. 
Técnica indireta-direta 
Nestas técnicas parte da confecção das provisórias é realizada em laboratório e parte clinicamente. Nos 
modelos é confeccionado o enceramento de diagnóstico. Após o enceramento finalizado confecciona-se a 
matriz diretamente no modelo com o enceramento. Essa matriz pode ser de alginato, silicona pesada ou 
mesmo uma matriz de polietileno à vácuo. Com a matriz pronta, realizam-se os preparos em boca e 
confeccionam-se as restaurações provisórias. 
Nesta técnica uma maneira de otimizar os procedimentos é após o enceramento finalizado e confeccionada a 
matriz remove-se o enceramento e realizam-se os preparos no modelo de gesso. Em seguida, isola-se o 
modelo preparado e confeccionam as provisórias sobre o modelo. Realiza-se o acabamento e polimento das 
provisórias. Com as provisórias prontas, agenda-se o paciente, os preparos são realizados e os provisórios 
são reembasados diretamente na boca do paciente. Há um ganho significativo de tempo utilizando esta técnica. 
Técnica indireta 
Nesta técnica as restaurações provisórias são confeccionadas totalmente em laboratório. Para isso necessita-
se de modelos gesso montados em articuladores com os preparos finalizados. Assim nesta técnica sempre 
será necessário a confecção de provisórias pelas técnicas direta e/ou indireta-direta. Portanto, a técnica indireta 
é mais indicada para confecção de provisórias de longa duração, como a confeccionada em resina 
termopolimerizável e/ou com reforço de metal fundido. São indicadas nos casos em que for necessário tempo 
de uso muito prolongado; ocorre fraturas muito frequentes das provisórias; o espaço anodôntico for longo. 
Essas restaurações provisórias podem ou devem ser reforçadas. 
Cimentação 
 
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As principais funções dos agentes cimentantes são fornecer selamento, impedindo a infiltração marginal e 
consequentemente a irritação da polpa. Não se deve confiar plenamente no cimento para resistir às forças da 
mastigação uma vez que são formuladas para apresentar uma menor resistência mecânica. A estabilidade das 
restaurações provisórias se dá principalmente pela forma correta dos preparos e pela adaptação correta das 
provisórias nos dentes e não pelo cimento temporário em si. 
Os cimentos provisórios devem apresentar algumas características desejáveis, como: selamento contra os 
fluídos orais, possuir resistência suficiente que permita sua remoção sem se fraturar, baixa solubilidade no 
meio bucal, boa compatibilidade química com a resina acrílica, conveniência na embalagem e manipulação, 
facilidade na remoção dos excessos, adequado tempo de trabalho e curto tempo de presa 
Os cimentos provisórios mais comuns, são: cimento de hidróxido de cálcio, de óxido de zinco e eugenol (ZOE) 
e cimentos livres de eugenol. A escolha do agente cimentante deve-se a alguns fatores como grau de retenção 
dos dentes pilares preparados, tempo de permanência na boca, técnica de confecção e se os dentes pilares 
são vitais ou não. Em dentes com vitalidade pulpar os cimentos de hidróxido de cálcio são bem indicados pois 
apresentam ação medicamentosa para a polpa. Quando os preparos dos dentes pilares apresentam pouco 
capacidade de resistência e retenção ou quando as restaurações provisórias irão permanecer por um tempo 
mais prolongado os cimentos de oxido de zinco e eugenol são os mais indicados. 
O sucesso da prótese definitiva pode estar diretamente relacionado à qualidade das restaurações provisórias. 
A restauração provisória cumpre funções durante o tratamento desde o final do preparo até do dia cimentação 
temporária ou definitiva da restauração definitiva e isso pode se prolongar por dias, meses até em algumas 
situações anos. Aqui alguns fatores que podem prejudicar o sucesso do tratamento e/ou o relacionamento 
profissional/paciente: coroas provisórias que se deslocam com facilidade e constância, nas situações mais 
inconvenientes tanto para o paciente como para o profissional; desajustes ou fraturas marginais que provocam 
sensibilidade a variações térmicas; inflamação e sangramento gengival localizado (paciente relata que não 
consegue escovar ou mesmo passar o fio dental pois ocorre sangramento); contatos proximais insuficientes 
ou inadequados levando a impacção alimentar; formas anatômicas inadequadas,mais comumente o 
sobrecontorno, causando desconforto ao paciente; incompatível com a dos dentes vizinhos ou antagonistas 
especialmente quando estão envolvidos os dentes anteriores. 
Portanto, quando o profissional toma consciência da importância das funções e qualidades das restaurações 
provisórias, o sucesso do tratamento com prótese parcial fixa ficará mais previsível. 
Em dentes tratados endodonticamente, os quais receberam pino posteriormente, devemos removemos a guta 
percha com condensador aquecido e deixamos de 4 a 5 mm de obturação apical, para colocação de um pino 
provisório. Faz-se o preparo do dente e coloca um fio de orto com uma argola e rarunhas, sendo que a argola 
deve estar voltada para a proximal. Coloca vaselina no canal, levamos a resina no canal e colocamos o pino 
de fio ortodôntico. Depois que polimerizou, faz-se a coroa sobre o pino. 
Enceramento, inclusão e fundição em Prótese Parcial Fixa 
 
O processo de obtenção de uma peça protética pela técnica da fundição envolve uma quantidade considerável 
de materiais, fases e variáveis. 
Enceramento: 
Para o preparo do troquel para início do enceramento, deve-se realizar um selamento da superfície, a fim de 
vedar irregularidades entres os cristais de gesso, tronando a superfície lisa e reduzindo a aderência da cera, 
uma vez que o padrão de cera precisará ser removido. 
A cera utilizada deve apresentar boa adaptação, uniformidade e cópia de detalhes da superfície, isto é, as 
paredes do troquel. Precisa ainda apresentar ótima estabilidade dimensional em temperatura ambiente, não 
descamar, não apresentar superfície rugosa e queimar sem formação de resíduos para não contaminar a liga. 
Para isto, temos alguns tipos de cera, sendo: 
 
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- Cera macia (tipo C): apresenta baixa temperatura de fusão, alterações dimensionais em temperatura 
ambiente, baixa contração de resfriamento, facilidade de manipulação, dificuldade de obter superfícies lisas 
por polimento e dificuldade de realizar esculturas complexas. Deve então ser mais utilizada em região cervical 
e não de corpo, não apresenta boas propriedades mecânicas para regiões mais amplas. 
- Cera média (tipo C): apresenta ponto de fusão intermediário, considerável contração pelo resfriamento e é 
estável após resfriamento. 
- Cera dura (tipo A): apresenta alta e constante temperatura de fusão, alta contração por resfriamento, alta 
estabilidade dimensional, é frágil e quebradiça. 
As ceras podem ser distorcidas quando há variações de temperatura, durante a aplicação e força para remoção 
do padrão do troquel, no armazenamento dependendo do tempo e temperatura e durante reparos no padrão 
devido a tensão no resfriamento. Desta forma, devem ser tomados alguns cuidados, como correto selamento 
e isolamento do gesso. 
O encerramento começa no troquel, em seguida passa para o articulador, para que seja analisada a oclusão 
com o antagonista e a relação com os dentes adjacentes. Após toda a verificação, desgasta uma camada fina 
da prótese, pois a fundição transformará o material em metal e sobre ele ainda irá o material estético. 
O padrão em cera deve acompanhar a anatomia do dente, caso contrário ficará regiões com maior e menor 
espessura do material estético. 
A margem do padrão de cera pode ter falhas quando houver excesso de cera, ondulações, quando for curta 
ou aberta. 
Inclusão: 
A inclusão consiste em envolver o padrão de cera com um material que duplique com exatidão a sua forma e 
detalhes anatômicos. Consiste na moldagem do padrão esculpido em cera com material adequado, sendo o 
material de revestimento. 
Alguns elementos constituem esta etapa, sendo o anel para fundição, base do anel, padrão de cera, conduto 
de alimentação, câmara de compensação e revestimento. 
O anel de fundição é feito de silicone e possui uma forma equidistante entre o padrão de cera e suas paredes. 
Suas extremidades são abertas e possui 3cm de diâmetro e 3cm de largura. Sua função é imprimir no 
revestimento uma concavidade para direcionar a liga fundida para o conduto de alimentação. Funciona como 
receptáculo para acomodar a sobra da liga após o preenchimento do molde. 
O conduto de alimentação tem a função de criar uma via de acesso para a liga fundida de chegar ao molde do 
anel de revestimento após a carbonização da cera. Deve ter uma inclinação de 45º, para permitir o padrão fora 
do centro térmico do anel e reduzir a velocidade de chegada da liga. O conduto pode ser montado de forma 
direta ou indireta. Na montagem direta um conduto leva o metal fundido direto da base do bloco para a área 
dos padrões, sendo indicada para unitários ou peças de pequena extensão. Já na montagem indireta um 
conduto leva o metal fundido para uma barra intermediária e depois para condutos menores e área dos 
padrões, sendo indicado para peças de maior extensão. 
Na superfície da cera pode ser utilizado um anti-bolhas, sendo um agende redutor de tensão superficial que 
tem por função minimizar a formação de bolhas de ar e facilitar o escoamento do revestimento sobre o padrão 
de cera. 
Revestimento: 
A etapa de revestimento consiste em reproduzir a anatomia do padrão de cera; resistir e suportar o 
aquecimento da queima do padrão e injeção do metal fluido e; compensar a contração da liga metálica. 
Há alguns tipos de revestimento, como: aglutinados por gesso (fundição e ouro), aglutinados por silicato de 
etila (fundição e ligas não preciosas para PPR) e aglutinados por fosfato (fundição de todo tipo). 
 
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O produto desse processo é um molde de revestimento endurecido que contém em seu interior o padrão de 
cera. A cera do padrão e o pino são eliminados pela ação do calor (técnica da cera perdida) em um forno 
apropriado. O interior do bloco de revestimento vazio será preenchido por uma liga metálica, injetada no interior 
do molde. 
Fundição: 
A fundição é o processo de se obter objetos vazando líquidos ou metal viscoso em um molde preparado ou 
forma. O objetivo de uma fundição é o de produzir réplicas de um objeto qualquer. 
A fundição é feita pelo método da cera perdida. 
Para inserção da liga metálica pode-se usar duas técnicas: pressão de ar e à vácuo e força centrífuga. 
Na técnica de pressão de ar e à vácuo a liga é derretida na cavidade feita pela base formadora do cadinho. 
Quando a liga é fundida a máquina exerce uma pressão sobre a mesma fazendo com que ela penetra no 
molde. O vácuo é aplicado à base do anel simultaneamente a aplicação da pressão. 
Na técnica da força centrífuga a liga é derretida em um cadinho separado do anel. Quando a liga é derretida, 
a mesma é injetada no molde por força centrífuga. 
Acabamento e polimento da peça fundida: 
Deve-se remover o pino do conduto de alimentação, retocar a escultura, alisar as superfícies com brocas 
abrasivas e polir com pedras, taça de borracha com pedra pomes e agente polidor. 
Falhas no processo de fundição podem gerar alguns problemas, como: 
- Rugosidade superficial ou irregularidades: podem ser do tipo bochechas de ar, causadas na inclusão do 
padrão de cera; películas de água, quando há separação do revestimento; o aquecimento rápido pode gerar 
fraturas pelo vapor d’água; o aquecimento prolongado pode desintegrar o revestimento; a temperatura da liga 
pode gerar contaminação pelo enxofre; ainda pode haver problemas relacionados com o impacto da liga 
fundida, presença de corpos estranhos e a fusão das ligas. 
- Distorção do padrão de cera: pode ser gerado por alterações térmicas, sendo um baixo ponto de fusão, que 
causa contração durante o resfriamento, alteração da forma durante o enceramento do troquel e variações de 
manipulação. Pode ainda ser gerado por alterações pela liberaçãode tensões induzidas, que causa tensões 
de compressão liberadas pelo resfriado e tensões pela expansão de presa. 
- Porosidades: pode ser devido a contração localizada, quando há insuficiência do metal fundido durante a 
solidificação ou esfriamento rápido. A porosidade pode ser microscópica quando há inclusão de ar ou óxido 
durante a fusão da liga. 
- Fundição incompleta: pode ser gerada pela ventilação insuficiente do molde, resultando em margem 
incompleta ou arredondada. Ainda pode haver fundição incompleta do padrão de cera, quando o 
preenchimento do molde pela liga é insuficiência. 
Cimentação em Prótese Fixa 
 
A cimentação é o procedimento operatório que visa a fixação de um ou mais elementos protéticos, aos dentes 
devidamente preparados, por meio de um agente cimentante previamente selecionado. 
Podemos em dividir a cimentação em temporária e definitiva. 
A cimentação temporária consiste na fixação de uma prótese fixa definitiva por um período determinado, 
utilizando-se um agente cimentante classificado como temporário. 
A cimentação temporária auxilia na observar da integração da prótese definitiva ao sistema estomatognática, 
em função, avaliando-se a resposta dos tecidos periodontais, a reação pulpar, as relações oclusais, se o 
assentamento está correto, o controle da higiene do paciente e a estética. Permanecendo em boca por cerca 
de 15 dias. 
 
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Está técnica possui algumas desvantagens, como a solubilização e desintegração do cimento temporário, que 
pode deslocar a peça totalmente ou parcial, o que pode gerar infiltração e contaminando o complexo dentinho-
pulpar. Desta forma, deve haver cuidados constante, com revisões periódicas e instruções ao paciente quanto 
a sensibilidade a alimentos, temperatura, odores e halitose. 
Os materiais mais utilizados para este tipo de cimentação são os cimentos de óxido de zinco com ou sem 
eugenol (Rely X NE, Temp Bond, Temp Bond Ne, Provy, Provicol) e os cimentos à base de hidóxido de cálcio 
(Hidro C, Dycal). 
Já a cimentação definitiva consiste na cimentação final da peça protética. 
O agente cimentante ideal deve ter compatibilidade biológica, ser isolante térmico e elétrico, apresentar efeito 
terapêutico, possuir alta resistência mecânica, apresentar fluidez satisfatória e ter baixa solubilidade no meio 
bucal, impedindo a infiltração marginal. 
Os cimentos mais utilizados são: fosfato de zinco, ionômero de vidro, ionômero de vidro modificado e os 
cimentos resinosos. 
O cimento de fosfato de zinco é indicado para próteses fixas com infraestrutura metálica, como as coroas 
totais metálicas, coros metaloplásticas ou coroas metalocerâmica, com exceção das próteses adesivas. 
Este cimento possui como vantagens o sucesso clínico comprovado, alta resistência mecânica, fluidez 
adequada e reduzida espessura de película. Por outro lado, possui como desvantagens o potencial de injuria 
termoquímica à polpa (não é um isolante térmico), a alta solubilidade na cavidade oral/infiltração, ou seja, se 
tiver alguma linha de cimento exposta, causará problemas, não possui propriedade antimicrobiana, apresenta 
falta de adesão às estruturas dentárias (embricamento mecânico) e sua manipulação possui muitos detalhes 
que podem dificultar. 
Para a manipulação, deve-se resfriar a placa, pois assim é possível acrescentar mais pó e assim, diminui da 
acidez do líquido. Em seguinte, deve-se dividir corretamente o pó, isto é dividir tudo em 4; desses 4, um deles 
deve ser dividido ao meio; e um desses meios deve ser dividido no meio novamente. A consistência adequada 
é a espessura de película em ponto de fio de bala. Em seguida, basta inserir o cimento na prótese e aplicar 
uma pressão para o assentamento correto. Após a cimentação, remova os excessos sem presa. Pode esperar 
ele endurecer, pois assim sai facilmente a película com o auxílio de uma sonda e fio dental. É importante não 
deixar excesso, pois dificulta a higienização e prejudica a saúde gengival 
Quando for cimentar vários elementos, deve-se cimentar dois elementos intercalados, ou seja, não cimentar 
dois dentes adjacentes ao mesmo tempo, pois os excessos podem se unir. 
O cimento de ionômero de vidro apresenta as mesmas indicações do cimento de fosfato de zinco 
(infraestrutura metálica). Devemos optar pelo CIV quando o paciente apresenta grande sensibilidade 
dentinária, alto risco de cárie, quando as margens da prótese estão em cemento (recessão gengival) e quando 
o paciente apresenta problema digestivos que geram alta acidez bucal. 
Este material possui como vantagens boas características mecânicas, atividade cariostática, boa fluidez com 
espessura de película satisfatória que melhora com pressão, baixa solubilidade após a polimerização final 
quando protegido, coeficientes de expansão e contração térmica próximos ao da estrutura dental e adesão à 
estrutura dental. 
Temos o cimento de ionômero de vidro modificado (modificado por resina), sendo um pouco mais resistente, 
e o cimento de ionômero de vidro convencional. 
A proporção deste material é de uma gota do líquido para uma pazinha de pó, que deve ser toda englobada 
durante a aglutinação. 
O cimento resinoso é indicado para todas as situações clínicas em PPF. Contudo, há algumas indicações 
específicas, que só ele pode ser utilizado como coroas de cerâmica pura, facetas laminadas, lentes de contato, 
próteses adesivas, próteses ultraconservadoras e pino intrarradiculares não metálicos. 
 
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Este cimento possui algumas vantagens como cores variadas, boa resistência mecânica (melhor resistência 
dentro os 3), adesividade à estrutura dental e baixa solubilidade (menor solubilidade dentre os 3). Contudo, 
apresenta as desvantagens de ser uma técnica muito sensível, com custo elevado. 
Após a aplicação do cimento na coroa, é recomendado fazer uma fotopolimerização inicial para remoção dos 
excessos de 10 segundos. Isso porque se polimerizar todo o tempo, ficará mais difícil de remover o excesso. 
Após limpar bem a área cervical, completa a polimerização. 
Protocolo clínico para a cimentação com qualquer agente cimentante 
Inicia com uma limpeza criteriosa da prótese e elementos suporte. Em seguida, faz o isolamento correto do 
campo operatório, manipula o agente cimentante e assenta corretamente a prótese, aplicando uma pressão 
de cimentação. Remove criteriosa os excessos de cimento. Finalmente, faz os ajustes oclusais adequados. 
Realiza as instruções ao paciente quanto à higienização e agenda um retorno após 48 horas. 
O processo de cimentação pode falhar quando o assentamento for feito inadequadamente, quando houver 
contaminação com umidade ou quando for deixado restos de cimento. 
Tratamento Protético em Dentes Tratados Endodonticamente com Pinos 
Intra-radiculares 
 
Os dentes tratados endodonticamente possuem menor quantidade de umidade (mas não é significativa), 
alterações na arquitetura devido a abertura coronária e o desgaste, propriedades físicas e mecânicas diferentes 
(módulo de elasticidade, resistência a tração e compressiva), alterações estéticas e enfraquecimento dental, 
uma vez que os dentes tratados endodonticamente apresentam história pregressa de extensas destruições por 
cárie e procedimentos restauradores. A remoção do teto da câmara pulpar reduz em 90% a resistência do 
dente. Preparos para MOD reduzem a resistência em 67-69%. 
O sucesso do dente tratado endodonticamente então está no bom selamento apical, sem nenhuma 
sensibilidade à pressão e apical, com ausência de exsudato, fístula e inflamação ativa. Tem um índice de 
sucesso que varia de 53 a 95% 
Para o tratamento protético desses dentes tratados endodonticamente, que já apresentam fragilidade daestrutura dentária, é indicado então o uso de pinos intra-radiculares. 
Os procedimentos de tratamento endodôntico e colocação de pino intrarradicular pode gerar fraturas 
radiculares quando força excessiva é colocada durante a condensação lateral, estresse na raiz é gerado 
durante a obturação, o preparo para pino é feito de forma excessiva, o núcleo gera um efeito de cunha, quando 
há corrosão do material do pino intra-radicular ou quando há algum tipo de trauma. Por isto, todas as etapas 
devem ser feitas com cautela. 
Os pinos intra-radiculares têm a função de prover retenção para o material restaurador definitivo ou para o 
material de preenchimento, em restaurações indiretas. 
Para um correto plano de tratamento do caso, deve-se avaliar a qualidade e quantidade de estrutura dental 
remanescente, os fatores oclusais, a posição do dente na arcada, a idade do paciente, as condições dos dentes 
adjacentes e antagonistas, a exigência estética e custo, a emergência de tratamento e experiência prévia do 
profissional. 
Os pinos intrarradiculares são indicados em casos de dentes anteriores enfraquecidos pela abertura de 
acesso, destruição coronária extensa, prevenção de fraturas na área da furca em molares com amplas fraturas 
e dente que sofre forças horizontais, de cisalhamento ou de compressão intensas e concentradas, sendo 
aqueles que são elementos suporte de PPF ou PPR. 
Os pinos intra-radiculares são classificados como pré-fabricados ou personalizados. Os pré-fabricados podem 
ser metálicos ou não metálicos, sendo que os não metálicos podem ser de fibra de carbono, fibra de vidro ou 
zircônia. Os pinos personalizados podem ser núcleos metálicos funcionados ou núcleos cerâmicos 
personalizados. 
 
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Esses pinos devem apresentar características ideais, como biocompatibilidade, fácil manuseio, preservação 
de dentina radicular, não gerar altas tensões à raiz, promover união químico/mecânica com o material 
restaurador ou de preenchimento, resistência à corrosão, ser estético (em casos de cerâmica pura, para não 
transparecer) e possuir boa relação custo/ benefício. 
Técnica de preparo para um pino intra-radicular 
Inicialmente devemos realizar a avaliação radiográfica do dente em questão, observando a extensão e 
qualidade do tratamento endodôntico, a anatomia radicular, a natureza do material obturador, se há presença 
de corpos estranhos ou processos patológicos, a relação do alvéolo com a raiz e se há perfurações ou desvios 
do conduto. É importante avaliar o nível ósseo, pois o risco de fratura aumento com o aumento da reabsorção 
óssea. Logo, o nível ósseo deve estar pelo menos no terço médio do pino. 
Em seguida, inicia-se o preparo do remanescente coronário, no qual deve ser removido todo o tecido cariado 
e restauração presente, remoção do esmalte que ficar em apoio dentinário e alisamento da superfície 
remanescente. 
Passamos então para o preparo do conduto radicular. Alguns fatores podem influenciar na retenção do pino, 
como: 
(1) O diâmetro, que deve estar limitado à remoção da guta-percha e do cimento obturador, preservando 
estrutura dental; o canal só será mais alargamento se dor extremamente estreito. 
(2) A extensão no preparo pela ser no mínimo igual ao comprimento da coroa clínica, sendo o ideal a proporção 
de 2/3; é importante deixar de 3 a 5mm de obturação apical remanescente; se o pino estiver no comprimento 
correto, terá maior dissipação de forças, por outro lado, se estiver curto, terá maior concentração de forças 
dentro da raiz, aumentando a probabilidade de fratura. Alguns fatores podem limitar a extensão do pino intra-
radicular, como o comprimento e a curvatura do canal e obstrução endodôntica. 
(3) O desenho do pino, quando cilíndrico, apresenta mais retenção do que os pinos cônicos. Uma dificuldade 
clínica é decidir entre: conservação de estrutura dentinária com menor retenção ou pino mais retentivo com 
preparo menos conservador. 
(4) A superfície dos pinos pode ser lisa ou com retenções superficiais. As retenções superficiais são 
microscópicas, feitas com jateamento ou asperização com pontas diamantadas, e macroscópicas, sendo 
inerentes aos pinos pré-fabricados. 
Para o preparo, então, removemos a guta percha com condensador aquecido (método térmico), com a broca 
Largo ou broca Peeso (método mecânico), alisando as paredes. O uso de soluções que dissolvem a gura 
percha (método químico) não é indicado para esta tarefa. 
Em dente unirradiculares o preparo deve ser ovoide. Já em dentes multirraciulares o preparo deve ser feito no 
conduto mais ampla e reto do dente, sendo nos inferiores o canal distal e nos superiores o canal palatino. 
Deve-se seguir a anatomia do conduto radicular evitando-se o enfraquecimento de suas paredes. 
A parte apical do tratamento é uma parte nobre, então temos que manter cerca de 4mm da região apical 
Núcleo metálicos fundidos – pino personalizado: 
Quando há grande perda da coroa dental, é impossível realizar um preparo protético. Logo, o NMF é um 
dispositivo protético que restabelece a porção coronária de um dente tratado endodonticamente permitindo sua 
reabilitação protética. 
Seu objetivo é devolver aos dentes condições de receber um preparo protético, para permitir a restauração da 
forma e função, sendo suporte para PPF e PPR. 
As vantagens do uso do NMF estão relacionadas com a facilidade do trabalho, com o fato de poder englobar 
o remanescente coronário no preparo, ter um limite cervical adequado e ainda permitir que a coroa seja refeita, 
quando necessário. 
 
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Por outro, tem as desvantagens de exigir procedimento de moldagem, com maior número de sessões clínica, 
além do metal ser muito rígido. 
Após realizar avaliação radiográfica, preparo do remanescente coronário e preparo do conduto radicular. Em 
seguida, passamos para a moldagem do canal para confecção do pino, podemos usar a técnica direta ou 
indireta. 
Na técnica direta a moldagem é feita diretamente na boca da porção radicular e a modelagem da porção 
coronária com o uso de um pin jet e resina acrílica autopolimerizável. 
Em seguida, vai para o processo de usinagem, para melhor adaptação clínica, onde são removidos os nódulos 
e irregularidades, a fim de feita fratura da raiz por concentração de stress. 
Estando prontos os núcleos, é feita a prova clínica, de forma que este deve se adaptar passivamente, sem 
deslocar-se ou rotacionar em posição. O ideal é que se faça uma radiografia para observar se o NMF atingiu 
toda a área de preparo intra-radicular. 
Estando aprovado o núcleo, é feita a limpeza do conduto, removendo os restos de cimento temporário, pois 
esses resíduos podem provocar concentração de stress de modo semelhante aos nódulos. 
Por fim, realiza-se a cimentação com fosfato de zinco, uma vez que minimiza efeito de hidrodinâmica. Deve-
se atentar-se à técnica de manipulação, dando a consistência adequada para cimentação. Mantem-se uma 
pressão digital durante a cimentação, evitando grandes compressão nas regiões apicais. Após a presa inicial, 
remove=se o cimento em excesso. 
Para a técnica indireta são usados materiais de moldagem elastoméricos que são levados ao interior do 
preparo intra-radicular por meio de clips metálico ou pinos de resina acrílica. 
Esta técnica tem alta porcentagem de risco, principalmente para o pré-molares superiores que possuem duas 
raízes estreitas e está em região de forças oblíquas. 
Cimento indicado: Cimento resinoso, Fosfato de zinco e Ionômero de vidro. 
Pinos pré-fabricados metálicos: 
Podem ser cônicos ou cilíndricos, sendo que os cilíndricos desgastam mais estrutura dentinária. Podem ser 
passivos (serrilhados ou lisos) ou ativos (rosqueáveis). 
Sãovantajosos pois possuem uso fácil e rápido, baixo custo, dispensa etapas laboratoriais, o preparo é mais 
conservador e está disponível em várias formas, tamanhos e materiais. 
Para seleção, devemos avaliar a quantidade de estrutura dental remanescente, a configuração do canal, as 
características dos pinos e a preservação da dentina radicular. 
Cimento indicado: Cimento resinoso, Ionômero de vidro e Ionômero de vidro modificado com resina. 
 
Para os pinos pré-fabricados não metálicos é importante pelo menos 2mm de dentina na região cervical. 
Cimento indicado: cimento resinoso. 
Pinos pré-fabricado de fibra de carbono: 
São compostos por 64% de fibras de carbono e 36% de matriz epóxica. Podem ser paralelos e passivos com 
extremidade cônica, de diâmetros diferentes, lisos ou serrilhados. 
São vantajosos pois possuem uma rigidez satisfaria, resistência à fadiga de 2 a 3 vezes maior que o titânio, 
desgasta menos estrutura dental e possui modulo de elasticidades semelhante à dentina. Contudo, são 
desvantajosos em casos de necessidade de retratamento do canal, uma vez que são muito difíceis de remover 
e não possuem radiopacidade. 
 
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Seu fracasso ocorre quando há fratura ou deslocamento do pino, fratura do dente ou textura inadequada do 
material de preenchimento. 
Pinos pré-fabricado de fibra de vidro: 
São compostos por 42% de fibra de vidro longitudinais/unidirecionais, 29% de matriz BIS GMA para envolver 
as fibras e 29% de partículas inorgânicas. Podem ser paralelos, cônicos, de diferentes diâmetros (1mm, 
1,25mm ou 1,5mm), com 19mm de comprimento, lisos ou serrilhados. 
São vantajosos pois possuem boa resistência mecânica, módulo de elasticidade próximo a estrutura dental, 
adesão química às resinas, sendo dispensável o tratamento de superfície prévio à cimentação, fácil 
manipulação, menor custo que fibra de carbono, fototransmissores, fáceis de remover e estéticos pois são 
translúcidos. 
Para a fixação do pino de fibra de vidro, deve-se preparar o conduto radicular com ácido fosfórico a 37% e fixar 
o pino com cimento autoadesivo. Em seguida, faz a confecção da porção coronária. Em canais muito amplos, 
pode-se utilizar de pinos acessórios ou realizar a individualização do pino de fibra de vidro em canais alargados 
utilizando-se resina composta. 
A principal desvantagem está na dificuldade de remoção, tendo riscos de desvios e perfurações. 
Pinos pré-fabricados cerâmicos: 
São compostos por zircônia tetragonal policristalina e óxido de ítrio (YTZP). 
Suas vantagens são: estética, com boa transmissão luz, biocompatibilidade, ausência de corrosão galvânica, 
uso fácil e rápido (direta), dispensa moldagem e fase laboratorial (direta) e está disponível em diferentes 
diâmetros. 
As principais desvantagens são: dificuldade de remoção e risco de desvios e perfurações devido ao alto 
módulo de elasticidade da cerâmica, concentração de tensões nas paredes radiculares, dificuldade de 
tratamento de superfície, reduzindo a resistência adesiva com os materiais resinosos, incompatibilidade 
química e diferença no módulo de elasticidade com resinas compostas e alto custo. 
Fixação dos pinos não metálicos: uso de cimentos resinosos - importante a formação da camada híbrida 
Extensão correta: prevenção de fraturas radiculares 
• Extensão no mínimo igual ao comprimento da coroa clínica 
• Importante: 3 a 5mm de obturação apical remanescente 
A integridade da raiz é sempre o fator mais importante. 
CIMENTOS 
O agente cimentante deve ser adesivo às estruturas de contato, apresentar baixa viscosidade, com pequena 
espessura de película, boas propriedades mecânicas (resistência flexural), radiopacidade, ser de fácil 
manipulação, apresentar selamento marginal e baixa solubilidade. 
O cimento que mais se aproxima dessas características ideais é o cimento resinoso. Mas apesar disto, é 
indicado em situações específicas. 
Os tipos de cimentos são: cimento de fosfato de zinco, cimento de ionômero de vidro cimento, cimento de 
ionômero de vidro cimento resino-modificado (híbrido) e cimento resinoso. 
O cimento fosfato de zinco é indicado para núcleos metálicos fundidos e pinos pré-fabricados metálicos; 
apresenta facilidade técnica, baixo custo, não ocorre adesão às estruturas e possui alta resistência à 
compressão. 
O ionômero de vidro apresenta adesão ao esmalte e à dentina, liberação de flúor, efeito anticariogênico. 
Contudo é susceptível à sinérese e embebição e possui baixa resistência à tensão. 
 
Apostila produzida através das aulas de Prótese 
Parcial Fixa na Faculdade de Odontologia de 
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O cimento resinoso é quimicamente ativado e por este motivo apresenta alta contração de polimerização. 
Pode também ser fotoativado, contudo é difícil polimerizar devido ao alcance da luz. Ambos são 
contraindicados para pinos intra-radiculares, sendo o mais indicado o cimento resinoso dual (químico e foto). 
Para a cimentação de núcleos, o canal deve estar limpo de todos os resíduos, inclusive lubrificantes. Para isto, 
pode-se utilizar hipoclorito de sódio (melhor para cimento resinoso) ou gluconato de clorexidina em gel. 
Pinos intra-radiculares obtidos pela tecnologia CAD/CAM 
Tornam os processos mais dinâmicos e previsíveis. Sendo que há 4 possibilidades: escaneamento de um 
padrão em resina obtido convencionalmente, escaneamento do molde e do modelo obtido no conduto 
preparado utilizando scanbody para conduto, escaneamento intraoral direto do conduto utilizando scanbody de 
escaneamento intra-radicular e escaneamento intraoral direto. 
Pinos desenvolvidos pela tecnologia CAD/ CAM podem surgir como alternativa viável para restaurações intra-
radiculares, mas esta modalidade de obtenção do pino depende diretamente do entendimento dos materiais 
referentes aos pinos e sua correta utilização. (Albuquerque et al., 2018).

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