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UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE JOINVILLE - UNIVILLE 
CURSO DE PEDAGOGIA 
ESTÁGIO CURRICULAR - PEDAGOGIA HOSPITALAR 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO 
 
 
 
 
 
LARISSA CAROLINA ALVES 
NICOLLE THAIS SCHNEM 
PROFESSORA ORIENTADORA: SÔNIA MARCIA MARCILIO FAMBOMEL 
 
 
 
 
 
 
Joinville, SC 
2018 
 
SUMÁRIO 
 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS …………………....……………...……………………...…3 
1 Hospital infantil Dr. Jeser Amarante Faria: os primeiros contatos com a educação em 
espaço não escolar……………………………………..……………………………………...4 
1.1 Infraestrutura……………………………………………………………………………….4 
2 Observação e inserção no campo de estágio curricular de pedagogia 
hospitalar………………………………………………………………………………..….....5 
2.1 Observação ……………………………………………………………..………………….5 
2.1.1 Primeiro Dia……………………………………………………………………………...5 
2.1.2 Segundo Dia……………………………………………………………………………...6 
2.2 Inserção…………………………………………………………………………………….6 
2.2.1 Terceiro Dia……………………………………………………………………...……....6 
2.3 Participação…………………………………………………………………..………....….7 
2.3.1 Quarto Dia ………………………...……………………………………………………..7 
CONSIDERAÇÕES FINAIS………………………………………………………………...9 
REFERÊNCIAS……………………………………………………………………………..​​10 
ANEXOS……………………………………………………………………………………..11 
APÊNDICE A - PLANEJAMENTO DE ESTÁGIO……………………………………...12 
APÊNDICE B - PLANEJAMENTO DE INSERÇÃO…………………………………….20 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
O pedagogo vem ganhando cada vez mais espaço no mercado de trabalho e para 
atender as necessidades educacionais de uma sociedade cada vez mais diversificada, o Curso 
de Pedagogia da Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE, vem adotando em seu 
currículo, a possibilidade de desenvolver práticas pedagógicas em diversos espaços como 
prevê as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Pedagogia (2005), para isso o 
curso de Pedagogia, apresenta em sua grade o estágio supervisionado de Pedagogia Hospitalar 
tendo como propósito desenvolver práticas pedagógicas para atender crianças e adolescentes 
em espaços não escolares, aproximando os graduandos das práticas educativas fora do âmbito 
escolar. 
A Pedagogia Hospitalar é uma área da Pedagogia que trabalha a interdisciplinaridade 
entre pais, pedagogos e pacientes, permitindo a continuação da escolaridade de uma criança 
ou adolescente em período de tratamento no Hospital, vindo para atuar num trabalho 
integrado e de sentido complementar incentivando o aluno a não desistir dos estudos e 
futuramente dar continuidade fora dali ao retorno do ensino formal, portanto, “Inovar, abrir 
novos caminhos, nunca foi tarefa das mais fáceis” (MATOS, 2002, p. 23). 
A escola não é o único lugar em que a educação acontece e talvez nem o melhor; o 
ensino escolar não é uma prática exclusiva de transformação que contribui para consolidar o 
entendimento da educação, muito pelo contrário, Ceccim (1999, p. 83), afirma que mesmo 
doentes as pessoas continuam aprendendo, “O trabalho do educador no hospital é importante 
a fim de evitar prejuízos maiores, possibilitando a inclusão educativa e social”. 
O espaço hospitalar, necessita efetivar os processos educativos, através da atuação de 
um pedagogo capacitado a entender as particularidades deste ambiente. O pedagogo 
hospitalar tem como objetivo de trabalho dar continuidade às atividades educativas da criança 
e ou adolescente em processo de internação, que teve sua vida escolar interrompida, bem 
como, intervir nas relações inter e intrapessoal que ocorre no ambiente hospitalar e ainda, 
oferecer suporte emocional aos internos e a família quando necessário. 
O atendimento pedagógico-educacional no ambiente hospitalar deve ser 
entendido como uma escuta pedagógica às necessidades e interesses da 
criança, buscando atendê-las o mais adequadamente possível neste aspecto. 
(FONSECA, 2008, p. 14). 
 
3 
1. Hospital infantil Dr. Jeser Amarante Faria: os primeiros contatos com a educação em 
espaço não escolar 
O estágio curricular de pedagogia hospitalar foi realizado no hospital infantil Dr. 
Jeser Amarante Faria, situado na cidade de Joinville, rua Araranguá, 554 - bairro América. O 
hospital oferece atendimento a crianças e adolescentes, servindo como apoio em diversas 
especialidades para todo o estado de Santa Catarina e sendo referência para 25 municípios das 
regiões norte e nordeste do Estado. Além da equipe médica, conta também com uma equipe 
multidisciplinar, atuando em serviços como a pedagogia, psicologia, terapia ocupacional, 
serviço social, fisioterapia, nutrição e fonoaudiologia. 
 
1.1 Infraestrutura 
 
Atualmente o hospital conta com um local amplo contando com um pronto-socorro 
que atende uma demanda de aproximadamente 6 mil atendimentos por mês. Na área 
ambulatorial, especialistas realizam cerca de 5 mil consultas mensalmente em mais de 25 
áreas. O hospital também conta com centro ​cirúrgico, unidades de internação e três centros de 
terapia intensiva. 
A Instituição dispõe na área de apoio uma cozinha que prepara refeições para 
pacientes, acompanhantes e colaboradores, além dos setores de rouparia, farmácia, 
almoxarifado, manutenção e tecnologia da informação, que atuam como suporte para os 
serviços assistenciais. Custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o hospital infantil de 
Joinville mantém serviços sem gerar nenhum custo direto à população. Desde o início das 
atividades e a implantação dos serviços assistenciais, a gestão da unidade está sob a 
responsabilidade da Organização Social Hospital Nossa Senhora das Graças a qual é atuante a 
mais de 60 anos de atividade sem fins lucrativos. 
 
 
 
 
 
 
 
4 
2 Observação e inserção no campo de estágio curricular de pedagogia hospitalar 
Para que se possa realizar os primeiros contatos e a prática no espaço hospitalar, o 
curso proporciona através das disciplinas de Pedagogia Hospitalar e Estágio em Pedagogia 
Hospitalar, um período de regência no hospital infantil Dr. Jeser Amarante Faria, para a 
vivência da prática. O referido hospital é direcionado somente para crianças e adolescentes, 
portanto, procuramos desenvolver a prática pedagógica para socialização interna e 
educacional. 
 
2.1 Observação 
As observações de ambiente, rotinas e aplicações das atividades totalizaram 20h, e se 
fizeram em 4 (quatro) dias. 
Durante a observação, foi possível a familiarização com o ambiente e socialização de 
ideias com a pedagoga do hospital. 
 
2.1.1 Primeiro dia 
Iniciamos o estágio no dia 05 de junho de 2018, conhecendo a estrutura do hospital e 
socializando com os funcionários. Primeiramente, expomos nossas ideias para a pedagoga e 
conversamos sobre regras e informações importantes para o nosso trabalho funcionar de 
maneira correta. Porém, como a rotina do hospital não é efetiva, a pedagoga foi convocada 
para uma reunião interna, acompanhamos ela até a ala psiquiátrica do hospital onde tivemos o 
privilégio de participar de uma reunião de projeto para as crianças e adolescentes desta ala, o 
projeto seria a criação de um complexo terapêutico a fim de proporcionar um ambiente de 
lazer e relaxamento aos pacientes internados, visto que os mesmos têm uma rotina maçante e 
cansativa. Na reunião, foram expostos os objetivos do projeto, sua planta, cores dosmóveis e 
equipamentos utilizados no ambiente, formas de adaptar o local para cada necessidade que há 
no hospital, principalmente para a ala psiquiátrica. 
Obs: A inauguração do complexo terapêutico ocorreu no dia 13 de setembro de 2018. A obra 
possui 650 metros quadrados e foi investida pelo Governo do Estado de Santa Catarina com a 
ajuda de R$ 1,3 milhões; O complexo é conceituado em alinhamento com a Política Nacional 
de Saúde Mental e abriga área de convivência, jardim ​terapêutico, equipamentos para 
desenvolvimento físico e motor, quadra poliesportiva, playground e salas para terapia em 
grupo. (imagens 1 e 2). 
5 
2.1.2 Segundo dia 
No dia 12 de junho de 2018, foi o nosso segundo dia de estágio onde pudemos 
conversar e entender melhor qual o trabalho da pedagoga dentro do hospital. Observamos 
como a mesma entrou em contato com a escola de um dos novos pacientes e como foi a sua 
fala, quais materiais foram pedidos, que assuntos foram abordados entre outros. Logo após, a 
pedagoga nos explicou que há um descaso de algumas escolas, por muitas vezes não a 
orientarem quanto ao aluno internado, muitas vezes a própria é colocada em uma posição de 
dificuldade onde tem que haver um plano b para atender aquele paciente conforme a faixa 
etária e o nível de escolaridade. Durante esse período, a pedagoga nos mostrou atividades, 
provas e livros didáticos que as escolas mandam para os pacientes, 
Neste mesmo dia, por uma eventualidade a pedagoga precisou se retirar mais cedo do 
hospital, mas nós estagiárias, fomos autorizadas a permanecer no escritório da pedagogia para 
fazermos pesquisas e conversarmos sobre a atividade que iríamos elaborar no último dia de 
estágio. Portanto, utilizamos o tempo que tivemos para a escolha do livro que iria fazer parte 
da atividade pedagógica. Observamos e lemos vários livros do acervo hospitalar e chegamos a 
conclusão de que o hospital necessita de um acervo maior e até mesmo uma biblioteca para 
que os pacientes tenham um contato direto com a leitura, estimulando assim sua imaginação e 
ajudando em sua recuperação. Por fim, escolhemos o livro “Gato de botas” da coleção de 
teatro com fantoches, desenvolvendo a ideia de recontar a história com objetos aleatórios 
escolhidos por nós, estagiárias. 
 
2.2 Inserção 
A partir dos conceitos vistos em sala de aula, foi possível entender um pouco das 
rotinas e elaborar um plano de trabalho que fosse positivo nesse tipo de ambiente, podendo 
assim colocar em prática os objetivos e ideias discutidos entre as estagiárias. 
 
2.2.1 Terceiro dia 
 
Logo após chegarmos no hospital, a pedagoga nos recepcionou e iniciou suas 
atividades do dia. Lançou em seus sistema as informações coletadas durante o período da 
manhã nos atendimentos e verificou quais pacientes iríamos atender durante a tarde, 
6 
averiguando quais atividades deveríamos executar com os pacientes, em seguida, fomos para 
a área de oncologia para iniciar a aplicação das atividades. 
No nosso primeiro atendimento, a paciente estava deixando o hospital, contudo a 
pedagoga a chamou para que pudéssemos ter contato com ela. Depois de uma breve conversa 
e devidas apresentações, jogamos com ela o jogo da forca, estimulando-a escolher as palavras 
e nós, estagiárias descobrimos. A paciente tinha por volta de 7 anos e estava aprendendo a ler 
e a escrever, por isso, notamos que as palavras que ela escolhia, estavam em determinados 
pontos da sala. Logo após ela precisou ir para terminar de arrumar suas coisas para ir para a 
casa. 
Notamos nesse atendimento que, no início, a paciente estava envergonhada e trocou 
poucas palavras conosco, durante o processo de socialização, ela conseguiu conversar e 
sentir-se mais à vontade conosco. 
Posteriormente, fizemos um atendimento há um menino de 15 anos. Recebemos as 
atividades da pedagoga que nos deixou livres para a aplicação dos exercícios. Para iniciar o 
atendimento, conhecemos um pouco mais do paciente, conversando com ele, o deixando mais 
à vontade para expor suas ideias. Em seguida, explicamos a atividade, que consistia em 
transformar um texto em uma história em quadrinhos. Lemos com ele o texto e o auxiliamos 
no desenvolvimento de suas ideias. 
Por fim, a pedagoga lançou no sistema as informações necessárias e conversamos 
sobre a aplicação da atividade que faríamos no último dia de estágio. 
 
2.3 Participação 
Para que houvesse uma aplicação com consequências efetivas, a nossa atividade foi 
elaborada para atender a necessidade de leitura, criatividade e imaginação que os pacientes 
carecem por falta de estímulo e por causa de suas doenças. 
 
2.3.1 Quarto dia 
No quarto dia, pudemos executar o planejamento de forma que algumas coisas foram 
alteradas e acrescentadas durante o período de estágio. Para iniciar, expomos a atividade para 
a pedagoga hospitalar. Para aplicação, fomos para a ala de oncologia e começamos com um 
paciente de 5 anos. Chegando em seu quarto, fizemos a contação de história do livro “O gato 
de botas”, que continha dedoches dos personagens apresentados. Ele apresentou dificuldade 
7 
em se comunicar conosco por ser tímido, portanto, após a realização da contação, nós, 
estagiárias recontamos a história com os objetos dentro da caixa, como xícara, cola, tesoura, 
prendedor de cabelo, etc., deixando a história ainda mais divertida, provocando os risos do 
paciente. 
Em um segundo momento, aplicamos a atividade com três pacientes em um mesmo 
quarto. Diferentes do primeiro paciente, eles conversaram e se socializaram conosco. A 
recontação da história, foi um momento cômico mas ao mesmo tempo surpreendente pois um 
auxiliava o outro, dando ideias e proporcionando muitas risadas entre eles e nós pais e 
acompanhantes também. 
Sequencialmente, fomos para outro quarto onde havia duas pacientes, porém elas 
estavam bem debilitadas por conta da doença então novamente, nós recontamos a história 
tirando os objetos da caixa. A atividade não perdeu seu espírito hilário porque dessa vez, a 
acompanhante de uma das pacientes nos ajudou. 
Esses momentos lúdicos e cômicos, proporcionaram uma interação e socialização 
com os pacientes do mesmo quarto e envolveu até mesmo os pais e acompanhantes, além de 
proporcionar momentos diferenciados e alegres para os pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
O Pedagogo Hospitalar trabalha com as atividades escolares de forma lúdica e 
dinâmica, trazendo a sala de aula para dentro do hospital com o objetivo de ensinar, mas 
também de divertir os pacientes internados, seja no leito ou na brinquedoteca. Dentre todos os 
campos que a pedagogia oferece, a área hospitalar não poderia ser deixada de lado, visto que a 
demanda de crianças internadas é muito grande e o desenvolvimento das mesmas poderia ser 
afetado devido ao seu estado de saúde. 
Sendo assim, para os acadêmicos do curso de pedagogia foi de grande aprendizado a 
conclusão deste estágio para que pudessem abranger seu conhecimento, ouvir, ver e sentirde 
uma forma diferente a execução de atividades com os paciente e abrir seu leque de opções 
profissionais. Portanto, sem isso não teríamos a compreensão de qual a importância do 
pedagogo na área hospitalar e qual o real sentido para esta prática. 
Dentre os objetivos esperados, conseguimos atingir uma grande parte, no dia da 
concretização da atividade pedagógica, as crianças fizeram um grande esforço para poder 
participar da atividade e interagir com outros pacientes. Evidentemente, alguns obstáculos 
foram enfrentados como exemplo, a timidez dos pacientes, falta de recursos e também o 
receio que tínhamos de acontecer algo inesperado durante o atendimento. Porém, todos os 
momentos e experiências obtidos no hospital, resultaram no crescimento do conhecimento 
intelectual, pedagógico e até mesmo nos nossos valores pessoais. 
Sendo assim, o estágio, com certeza foi de grande valia tanto para nós estagiárias, 
quanto para os próprios pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
REFERÊNCIAS 
 
​​Hospital infantil Dr. Jeser Amarante Faria, Quem somos. Joinville: 2018. Disponível em 
<http://www.hjaf.org.br/index.php/institucional/quem-somos> Acesso em: 09/09/2018. 
 
LOPES. Elisângela. Henrique. ​Pedagogia Hospitalar: A humanização na educação.​​ 2010. 
artigo. Disponível em: 
<​http://www.unifan.edu.br/files/pesquisa/PEDAGOGIA%20HOSPITALAR%20a%20humani
za%C3%A7%C3%A3o%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20-%20ELIS%C3%82NGEL
A%20HENRIQUE.pdf​>. Acesso em: 19 set. 2018. 
 
DIAS. Maria, M. T. S; RODRIGUES. Karina, G. ​Pedagogia Hospitalar: O pedagogo e suas 
práticas educativas em espaços não escolares. ​​Disponível em: 
<​http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2017/23541_13120.pdf​>. Acesso em: 19 set. 2018 
 
SANTOS, Mariluce M. Oliveira; PEREIRA, Thais Silva; BARRETO, Maribel. ​O trabalho 
pedagógico educacional em classe hospitalar: Um estudo de caso. ​​Disponível 
em:<http://www.cairu.br/revista/arquivos/artigos/2013_1/11_TRAB_PED_EDUC_CLA_HO
SP_158_173.pdf> ​ Acesso em: 30/08/2018 
 
 
ESTEVES, R. Cáudia. PEDAGOGIA HOSPITALAR: um breve histórico. ​​Disponível em: 
<​https://pedagogiaaopedaletra.com/wp-content/uploads/2013/06/HIST%C3%93RICO-DA-PE
DAGOGIA-HOSPITALAR.pdf​> Acesso em: 30/08/2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
http://www.unifan.edu.br/files/pesquisa/PEDAGOGIA%20HOSPITALAR%20a%20humaniza%C3%A7%C3%A3o%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20-%20ELIS%C3%82NGELA%20HENRIQUE.pdf
http://www.unifan.edu.br/files/pesquisa/PEDAGOGIA%20HOSPITALAR%20a%20humaniza%C3%A7%C3%A3o%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20-%20ELIS%C3%82NGELA%20HENRIQUE.pdf
http://www.unifan.edu.br/files/pesquisa/PEDAGOGIA%20HOSPITALAR%20a%20humaniza%C3%A7%C3%A3o%20na%20educa%C3%A7%C3%A3o%20-%20ELIS%C3%82NGELA%20HENRIQUE.pdf
http://educere.bruc.com.br/arquivo/pdf2017/23541_13120.pdf
https://pedagogiaaopedaletra.com/wp-content/uploads/2013/06/HIST%C3%93RICO-DA-PEDAGOGIA-HOSPITALAR.pdf
https://pedagogiaaopedaletra.com/wp-content/uploads/2013/06/HIST%C3%93RICO-DA-PEDAGOGIA-HOSPITALAR.pdf
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ​(Livro usado na aplicação da atividade. Fonte: Internet) 
 
 
 
(IMAGEM DO COMPLEXO TERAPÊUTICO. FONTE PRIMÁRIA) (IMAGEM 1) 
11 
 
(IMAGEM DO COMPLEXO TERAPÊUTICO. FONTE PRIMÁRIA) (IMAGEM 2) 
 
 
 
 
12 
 
(REGISTRO DE FREQUÊNCIA DE ESTÁGIO. FONTE PRIMÁRIA) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
APÊNDICE A - PLANEJAMENTO DE ESTÁGIO 
1. JUSTIFICATIVA 
A infância é a parte da vida onde a ludicidade, a identidade, as brincadeiras e as 
amizades da criança estão em um ritmo frenético e algumas vezes o mesmo pode ser 
estagnado por conta da internação, seja por alguma doença grave ou apenas algum machucado 
ou fratura, fazendo com que a criança se encontre em uma rotina de práticas hospitalares que 
tratam-nas como pacientes, que necessitam de cuidados médicos e que afiguram-se distantes 
aos acontecimentos ao seu redor. Contudo , há leis que regem e cuidam para que essas 
crianças tenham diretos tanto quanto outra que não está internada como diz o Estatuto da 
Criança e do Adolescente hospitalizado, resolução n​º 41, de 13 de outubro de 1995; Item 9 - 
É direito da criança e do adolescente hospitalizado desfrutar de alguma forma de recreação, 
programa de educação para a saúde e acompanhamento do currículo escolar durante sua 
permanência hospitalar” (BRASIL, 1995). 
Fonseca (2003, p.14) diz que: o atendimento pedagógico – educacional, no ambiente 
hospitalar deve ser entendido como uma escuta pedagógica as necessidades e interesses da 
criança, buscando atendê-las o mais adequadamente possível nestes aspectos e não como uma 
mera suplência escolar ou “massacre” concentrando no intelecto da criança. 
O acompanhamento na escola hospitalar mesmo que seja por um curto período tem 
um caráter significativo para a criança hospitalizada dando a esta a oportunidade de atualizar 
suas necessidades escolares, permitindo a esta desvincular-se de suas restrições momentâneas 
possibilitando a apropriação de conceitos tanto pessoal quanto escolar. (FONSECA. 2003, 
p.9) 
Nesse sentido, os alunos do 2° ano do curso de pedagogia da Universidade da Região 
de Joinville - Univille, juntamente com a professora/orientadora apresenta uma proposta de 
planejamento para o estágio hospitalar obrigatório no Hospital Infantil Dr. Jesser Amarante 
Farias situado na região de Joinville-SC. Inicialmente será necessário observar e conhecer a 
infraestrutura do hospital, o seu funcionamento e também a prática do pedagogo hospitalar. 
Após a observação ao cotidiano do hospital serão integradas as atividades planejadas. 
14 
Com base no interesse do grupo, a proposta será uma contação de histórias visto que 
as crianças hospitalizadas estão inseridas em uma realidade rotineira necessitam estimular o 
imaginário e a ludicidade, para então ser capaz passar por mais essa etapa em sua vida. 
 
2. OBJETIVOS 
 
2.1 Objetivos gerais 
 
- Compreender a prática da pedagogia hospitalar nas classes hospitalares. 
- Proporcionar o bem-estar das crianças e adolescentes hospitalizados. 
- Possibilitar um ambiente mais humanizado aos pacientes internados. 
 
2.2 Objetivos específicos 
 
- Propor experiências com contação de histórias que visam estimular o imaginário e 
a ludicidade no ambiente hospitalar. 
- Realizar momentos de interação e divertimento aos pacientes internados. 
- Criar condições de aprendizagem para que a leitura e escrita sejam prazerosas. 
 
3. ETAPAS 
3.1 Observação do campo de estágio 
​“É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade 
de sair de nós próprios para aceder à escola das coisas, se as queremos conhecer e 
compreender.” (Emile Durkhein) 
15 
A etapa de observação será realizada no Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, 
tendo início no dia 5 de junho de 2018 e findando no dia 26 de junho de 2018, totalizando 16 
horas de estágio. A etapa de observação no Hospital é de extrema importância para que haja 
familiarização do estagiário com o ambiente hospitalar, pacientes que vão executar as 
atividades, profissionais que trabalham no hospital e os recursos que vão poder ser utilizados 
para as atividades planejadas. 
Nos dias de estágio, a pedagoga chefe irá conduzir nossa participação e orientar a 
execução das atividades. 
 
3.2 Observação da prática pedagógica 
 
“A Pedagogia Hospitalarvem se expandindo no atendimento à criança hospitalizada, 
e em muitos hospitais do Brasil tem se enfatizado a visão humanística.” (ESTEVES, 2007) 
No Brasil, a legislação reconheceu através do estatuto da Criança e do Adolescente 
Hospitalizado, através da Resolução nº. 41 de outubro e 1995, no item 9, o “Direito de 
desfrutar de alguma forma de recreação, programas de educação para a saúde, 
acompanhamento do currículo escolar durante sua permanência hospitalar”. 
Em Santa Catarina, a SED baixou Portaria que “Dispõe sobre a implantação de 
atendimento educacional na Classe Hospitalar para crianças e adolescentes matriculados na 
Pré-Escola e no Ensino Fundamental, internados em hospitais” (Portaria nº. 30, SER, de 05/ 
03/2001). 
Sabemos que a criança que se afastar do seu meio social, familiar e escolar, terá 
prejuízos no seu desenvolvimento e desempenho. Nestes casos, a pedagogia hospitalar 
executa papel fundamental para que, quando a criança hospitalizada retornar às suas 
atividades rotineiras, como ir a escola, não se sentir distante das atividades de aprendizagem e 
de seus colegas. 
Para contribuir de forma eficaz, o profissional pedagogo precisa estar capacitado tendo 
conhecimentos suficientes em desenvolver e aplicar conceitos educacionais, e estimular as 
crianças na aquisição de novas competências e habilidades, e ressaltar a importância de se ter 
16 
um local com recursos próprios dentro do hospital que seja apropriado para desenvolver este 
trabalho onde a criança interaja e construa novos conceitos. ​É um atendimento que pode 
auxiliar no processo de recuperação do paciente, caracterizado como uma nova modalidade 
educacional. Conforme Ceccim apud Ortiz e Freitas, “parece-me que, para a criança 
hospitalizada, o estudar emerge como um bem da criança sadia e um bem que ela pode 
resgatar para si mesma como um vetor de saúde no engendramento da vida, mesmo em fase 
do adoecimento e da hospitalização” (2005, p.47). 
A pedagogia hospitalar é um desafio. Nesta área o pedagogo desenvolve um trabalho 
solidário ajudando pacientes prejudicados na sua escolarização, proporcionando 
conhecimento e qualidade de vida ao paciente, além de ser a ponte que liga escola e hospital. 
A educação no hospital tem como princípio, o atendimento personalizado ao educando na 
qual se trabalha uma proposta pedagógica com as necessidades, estabelecendo critérios que 
respeitem a patologia do paciente. No hospital a criança está longe do seu cotidiano voltado 
pelos amigos, brincadeiras e escola entrando em contato com integrantes do hospital 
enfermeiras, médicos além da família, por isso é fundamental a atenção do educador, em 
articular atividades para a aceitação do paciente no hospital. 
 
 3.3 Participação - inserção na realidade 
 
A inserção na Pedagogia hospitalar, será uma experiência muito importante para o 
desenvolvimento dos acadêmicos pois possibilitará o contato com diferentes crianças 
entendendo suas necessidades, ambiente e convivência familiar, rotina e convivência no 
hospital, para assim preparar e realizar atividades direcionadas para cada criança. 
 
4. METODOLOGIA 
 Os acadêmicos do segundo ano de Pedagogia da Univille irão iniciar seu projeto do 
estágio em Pedagogia Hospitalar pesquisando autores que abordam o tema “Pedagogia 
Hospitalar” e “Contação de Histórias” que irão dar embasamento teórico para nosso projeto. 
Após a pesquisa, iremos pesquisar livros que possam interagir com os alunos, fazendo uma 
17 
ligação da contação de história com a atividade que virá a seguir. O projeto será realizado no 
Hospital Infantil Dr. Jeser Amarante Faria, localizado no bairro América, em Joinville. 
A contação de histórias será feita a partir de um narrador e os outros acadêmicos ficarão 
responsáveis pela atuação da história, para que a contação possa ser feita de forma lúdica e 
que consiga cativar crianças de todas as idades. 
 A história e a atividade que virá a seguir será adaptada para crianças de todas as 
idades, e, considerando que o ambiente hospitalar é dinâmico e cheio de imprevistos, a 
história e as atividades serão adaptadas para serem feitas de forma dinâmica, pois, os 
acadêmicos estarão preparados para adaptar a contação e atividades caso qualquer imprevisto 
venha a acontecer. 
 
5. AVALIAÇÃO 
A fim de atingir os objetivos propostos mediante a prática realizada no estágio com a 
contação de histórias, tendo como meta proporcionar um ambiente mais lúdico para que 
mesmo estando hospitalizadas, as crianças tenham uma estadia mais dinâmica e menos 
rotineira. 
Portanto, a avaliação será a partir de rodas de conversa onde poderemos observar cada 
uma de forma individual e coletiva; Posteriormente, será apresentado em forma descritiva 
para que seja comprovada e discutida com os demais envolvidos no estágio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
6. CRONOGRAMA 
PERÍODO - ATIVIDADE DATA LOCAL CARGA 
HORÁRIA 
Prática/Estágio - Aula de 
campo (visita orientada) 
A definir A definir 4h/a 
Fundamentação teórica 02 a 15/03/2018 UNIVILLE 4h/a 
Prática-Estágio - 
Planejamento 
26/03 a 
03/04/2018 
UNIVILLE 4h/a 
Integração/Treinamento 
- Campo/Hospital 
28/03/2018 Hospital Materno 
Infantil - Joinville 
4h/a 
Prática/Estágio - 
Observação do cotidiano 
- Campo/Hospital 
Junho 2018 Hospital Materno 
Infantil - Joinville 
4h/a 
Prática/Estágio - 
participação em 
atividade orientada no 
cotidiano 
Campo/Hospital 
Junho 2018 Hospital Materno 
Infantil - Joinville 
4h/a 
Prática/Estágio - 
planejamento e 
execução de atividades 
no cotidiano do 
campo/Hospital 
Junho 2018 Hospital Materno 
Infantil - Joinville 
8h/a 
Atividade complementar 
(MC Dia Feliz) 
A definir A definir 4h/a 
Elaboração de 
Relatório/Artigo 
A definir A definir 4h/a 
Socialização dos 
Resultados 
A definir A definir 2h/a 
TOTAL: 
 
 
 
19 
APÊNDICE B - PLANEJAMENTO DE INSERÇÃO 
 
1. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO 
Hospital Materno Infantil Dr. Jeser Amarante Faria 
 Rua Araranguá – 554| América| Joinville| SC 
 Estagiárias: Larissa Carolina Alves 
 Nicolle Thaís Schnem 
 
 
2. PROPOSIÇÃO DA ATIVIDADE 
Após a observação e a interação com as crianças, pudemos propor às crianças 
hospitalizadas, uma contação de história diferente, contando com o recurso dos dedoches 
e alguns adereços que não se encontram na história, a fim de proporcionar um momento 
de alegria em meio à rotina do hospital. 
3. OBJETIVOS 
Objetivos gerais 
● Compreender a prática da pedagogia hospitalar nas classes hospitalares. 
● Proporcionar o bem-estar das crianças e adolescentes hospitalizados. 
● Possibilitar um ambiente mais humanizado aos pacientes internados. 
 
Objetivos específicos 
● Propor experiências com contação de histórias que visam estimular o imaginário e a 
ludicidade no ambiente hospitalar. 
● Realizar momentos de interação e divertimento aos pacientes internados. 
● Criar condições de aprendizagem para que a leitura e escrita sejam prazerosas. 
 
4. PROCEDIMENTOS 
● Primeiro momento: Para a aplicação da atividade houve a necessidade de higienizar o 
livro ao qual contaríamos a história e os objetos trazidos pelas estagiárias, esse 
procedimento foi feito por meio de álcool em gel disponibilizado pelo próprio 
hospital. 
● Segundomomento: Após a higienização dos materiais, em conversa com a pedagoga 
do hospital, optamos por aplicar a atividade em leito, individual e em grupo, conforme 
a demanda de crianças no quarto; 
20 
● Terceiro momento: Para a realização da atividade, inicialmente contamos a história do 
livro “gato de botas” (disponibilizado pela pedagoga hospitalar) com os dedoches e 
retomamos algumas partes que poderia ser esquecida pelas crianças; Após a contação, 
pedimos que as crianças recontassem a história inserindo alguns objetos (ex: cola, 
xícara, lápis, caneta, pacote de bolacha entre outros) que levamos em uma caixa 
surpresa, os objetos eram retirados da caixa aleatoriamente em momentos variados 
deixando-as em uma situação cômica. 
● Finalização da atividade: Após esse momento lúdico com as crianças, pôde-se 
perceber que as crianças a qual foi realizada a atividade interagiram bastante com a 
história e também com os colegas que estavam no mesmo quarto, alguns tiveram um 
pouco de dificuldade por conta da timidez ou indisposição, porém, todos participaram 
e se divertiram com a atividade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
5. CRONOGRAMA 
 
DATA/TURNO
HORÁRIO 
26/06 
ATIVIDADE 
CARGA 
 HORÁRIA
 
ATENDIMENTO 
 
ESPAÇO (S) 
RECURSOS 
 
13h 
Conversa com 
a pedagoga 
sobre a 
aplicação da 
atividade e 
organização 
dos espaços. 
50 minutos 
Pedagoga 
Hospitalar e 
Estagiárias 
 
Sala de 
Higienização
. 
Sala 
Pedagógica 
 
---- 
14h – 16h 
Passando de 
leito em leito 
aplicando a 
atividade 
2h e 
20 min 
Pedagoga 
Hospitalar, 
estagiários, 
familiares e 
crianças 
 
Leito 
Livro, 
dedoches e 
objetos da 
caixa 
surpresa 
16h – 
16h20min Intervalo 20 min ---- ---- ---- 
16h25 min 
Finalização e 
avaliação das 
estagiárias 
30min 
Pedagoga 
Hospitalar e 
Estagiárias 
 
Sala 
pedagógica 
Material 
disponibiliza
do pela 
pedagoga 
 
 
6. AVALIAÇÃO 
A fim de atingir os objetivos propostos mediante a prática realizada no estágio com a 
contação de histórias, tendo como meta proporcionar um ambiente mais lúdico para que 
mesmo estando hospitalizadas, as crianças tenham uma estadia mais dinâmica e menos 
rotineira. 
Portanto, a avaliação será a partir de rodas de conversa onde poderemos observar cada 
uma de forma individual e coletiva; Posteriormente, será apresentado em forma descritiva 
para que seja comprovada e discutida com os demais envolvidos no estágio. 
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