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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP CURSO DE PSICOLOGIA Nome: Stéphanie Thalia Lopes Martins RA: C982HF-0 Turno: Noite Turma: PS9Q44 Semestre: 9º Professor: Ingrid M. Stoker Tafarello Análise crítica do filme “O poço” O filme "O Poço" disponível no serviço de streaming Netflix, escrito por Galder Gaztelu-Urrutia, mistura suspense, drama e terror ao mesmo tempo em que aborda temas sensíveis e atuais, tais como desigualdade social e fome. O poço se trata de uma prisão vertical onde duas pessoas dividem a mesma cela de acordo com o andar que estão "presas". Uma vez por dia uma plataforma vertical desce com comida para os presos, porém conforme mais abaixo o nível, menos comida chega lá. A principal teoria no filme é que se todos racionassem a comida, colaborassem e comessem somente o necessário, ela seria suficiente para todos os níveis. O filme traz essa ideia ao tentar forçar a solidariedade e empatia dos prisioneiros nesse sistema vertical, porém quando os presos do andar de cima recebem o alimento, eles não pensam nos presos dos andares de baixo. É como se fosse a representável daquela frase de Rousseau: "o homem nasce bom, a sociedade o corrompe". Se levarmos essa frase e o filme numa análise da sociedade moderna, podemos ver exemplos de pessoas que não tinham acesso a praticamente nada, que viviam na miséria e quando possuem a oportunidade de ter um status social melhor, fazem o mesmo que aqueles que sempre tiveram acesso. Como há aqueles que possui=em uma grande riqueza e buscam ajudar os mais necessitados com ela. O filme traz essa crítica frente a desigualdade e a miséria como responsabilidade de todos, assim como a violência que nada mais é que uma consequência disso. O filme traz uma boa visão política, mas nem sempre acerta em relações coletivas, que deveriam trazer um sentimento de revolta pelo que é visto.