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Aula 02
Direito Tributário p/ PC-MA (Delegado) Com videoaulas - Pós-Edital
Professor: Fábio Dutra
 
 
Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 88 
DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO 
Curso de Teoria e Questões Comentadas 
Aula 02 - Prof. Fábio Dutra 
 
AULA 02: Limitações ao Poder de Tributar 
(Imunidades) 
 
 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
Observações sobre a aula 01 
Imunidades 02 
Espécies de Imunidades Tributárias 12 
Outras Espécies de Imunidades Tributárias 51 
Lista das Questões Comentadas em Aula 60 
Gabarito das Questões Comentadas em Aula 72 
Legislação Pertinente 73 
Súmulas Abordadas Durante a Aula 75 
Principais Jurisprudências Abordadas Durante a Aula 77 
Resumo da Aula 84 
 
Observações sobre a Aula 
Olá, amigo (a), tudo bem? 
Está pronto para mais uma aula? O assunto a ser tratado hoje é 
continuidade do que vimos na aula anterior. Dando prosseguimento ao estudo 
das limitações ao poder de tributar, estudaremos as imunidades tributárias. 
Fiz o máximo possível para tornar o conteúdo bastante claro, sem exigir 
conhecimento prévio de outros temas do Direito Tributário. Quando isso se 
fizer necessário, fazemos uma breve explicação do assunto. 
Caso você sinta dificuldade em compreender algum conceito, não deixe 
de nos notificar. O objetivo é trazer a você uma aula 100% 
compreensível! 
 Chega de papo! Vamos começar? 
 
 
 
 
 
 
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DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO 
Curso de Teoria e Questões Comentadas 
Aula 02 - Prof. Fábio Dutra 
 
1 - IMUNIDADES 
 O tema que será tratado nesta aula é de suma importância para 
concursos públicos. As bancas adoram cobrar imunidades tributárias nas 
provas de Direito Tributário. 
 Desta forma, vamos abordar o assunto no grau de profundidade que ele 
merece, com o intuito de deixá-lo totalmente preparado para qualquer prova 
sobre o assunto. 
 Assim, iniciaremos explicando o conceito de imunidade, isenção e não 
incidência. Posteriormente, serão abordadas as classificações doutrinárias das 
imunidades. Por fim, vamos estudar as imunidades em espécie! Vocês verão 
que o assunto é bem tranquilo, embora tenha certa riqueza de jurisprudência. 
 Antes de estudarmos as imunidades, gostaria de deixar claro que, 
embora se trate de uma dispensa constitucional do pagamento de tributos, a 
imunidade não exime certo ente das obrigações acessórias instituídas 
pela legislação tributária. 
 Nesse sentido, para o STF (RE 250.844), “exigir de entidade imune a 
manutenção de livros fiscais é consentâneo com o gozo da imunidade 
tributária (...)”. A manutenção de livros fiscais é um exemplo de obrigação 
acessória. 
A grosso modo, podemos dizer que as obrigações acessórias são 
condutas impostas ao contribuinte, que não possuem caráter pecuniário, 
criando obrigações de “fazer” ou “deixar de fazer” algo no interesse da 
arrecadação e fiscalização. Não se preocupe com detalhes por ora, pois isso é 
tema de outra aula. 
 
Ainda que em gozo de imunidade tributária, a pessoa 
jurídica não está dispensada de cumprir obrigações 
acessórias e de se submeter à fiscalização tributária. 
 Vamos, então, estudar o tema “Imunidades”. 
1.1 - Conceito de Imunidade, Isenção e Não Incidência 
A fim de compreendermos com exatidão a diferença entre os conceitos 
de imunidade, isenção e não incidência, é necessário que entendamos 
primeiramente o que vem a ser incidência tributária. 
 Quando uma lei institui determinado tributo, ela prevê os elementos 
essenciais para que seja possível sua cobrança (hipótese de incidência, sujeitos 
ativo e passivo, base de cálculo e alíquota). 
 
 
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 Veja que a hipótese de incidência, como elemento essencial na 
instituição dos tributos, prevê na lei uma situação que, ocorrida no mundo 
real, dará origem ao fato gerador do tributo. Dessa forma, quando a 
situação prevista em lei se concretizar, houve incidência tributária 
(ocorre o fato gerador). Nós já vimos superficialmente isso na aula anterior, 
você se lembra? 
 Agora que já sabemos o que é incidência tributária, o que poderia ser 
considerado não incidência? Podemos citar três situações: 
• A pessoa política não faz uso da competência tributária que lhe foi conferida. 
Podemos dizer que seria o caso de um tributo instituído “pela metade”, em que 
o ente não prevê todas as hipóteses de incidência capazes de gerar a 
tributação; 
• A pessoa política não possui competência tributária para determinar certas 
situações fáticas como hipótese de incidência. Esta hipótese se refere a 
situações que fogem do raio de incidência daquele tributo. Por exemplo, o IPVA 
não pode incidir sobre bicicletas; 
• A pessoa política é “barrada” pela CF/88. Ou seja, há certo dispositivo 
constitucional que inibe a possibilidade de o ente prever aquela situação como 
hipótese de incidência do tributo. 
Observação: Competência tributária é o poder conferido pela Constituição 
aos entes federados para instituírem tributos (impostos, taxas etc.), sempre 
por meio de lei. Como a CF/88 não cria tributos, é o exercício da 
competência tributária que torna possível a cobrança dos tributos. O 
tema será estudado em outra aula. 
 Todas as três situações acima se referem à não incidência tributária. 
Contudo, a última pode ser considerada como hipótese de não 
incidência constitucionalmente qualificada. Por tal motivo, é 
denominada IMUNIDADE. 
 
A imunidade pode ser considerada uma incompetência 
tributária. 
 Perceba, pela explicação inicial do tópico, que tanto na imunidade 
propriamente dita como nas demais situações que de não incidência, não há a 
ocorrência do fato gerador. Guarde isso! 
 Precisamos nos atentar ainda para o conceito de isenção. Trata-se de 
um benefício fiscal concedido pelo ente político, por intermédio de lei. 
 
 
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Ou seja, é a dispensa legal do pagamento do tributo, sendo considerada uma 
decisão política. 
 Neste caso, há uma hipótese de incidência prevista na lei que instituiu o 
tributo, e, por esse motivo, o fato gerador ocorre. Contudo, o tributo não vem 
a ser cobrado, pois a isenção é uma hipótese de exclusão do crédito tributário. 
Não iremos nos aprofundar neste conceito por enquanto, para não ter o risco 
de confundirmos. O momento irá chegar. 
 O que importa, por enquanto, é saber que a isenção decorre do 
exercício da competência tributária e o fato gerador do tributo chega a 
ocorrer, e a obrigação tributária chega a existir. Isto é, o ente poderia 
cobrar aquele tributo, mas decide isentar os contribuintes, mediante a edição 
de uma lei. Nesta aula, estamos adotando a doutrina clássica, pois é o 
posicionamento adotado pelo STF (ADI 286). 
 
Há divergência doutrinária sobre a existência ou não da obrigação 
tributária nos casos de isenção. 
A doutrina clássica, preconizada por Amílcar de Araújo Falcão1, dentre 
outros, defende que a isenção constitui apenas em dispensa legal do 
pagamento do tributo, isto é, o fato gerador ocorre, a obrigação tributária 
chega a existir, mas não o crédito tributário, tendo em vista que ocorre a sua 
exclusão, nos termos do art. 175, I, do CTN. Esta é a linha adotada pelo STF 
(ADI 286). 
A doutrina mais moderna entende que, em casos de isenção, não há 
ocorrência do fato gerador, de forma que a obrigação tributária não chega a 
existir. Nesta linha, De acordo com o autor Roque Antônio Carraza2, “a 
isençãopode ser definida como limitação legal do âmbito de validade da 
norma jurídica tributária, que impede que o tributo nasça ou faz com que ele 
surja de modo mitigado.” 
Dando continuidade ao nosso estudo, por outro lado, a imunidade é uma 
delimitação da competência tributária, ou melhor, uma limitação constitucional 
ao poder de tributar, posicionando-se ao lado dos princípios constitucionais 
tributários. Ou seja, existe um limite além do qual o ente instituidor não 
 
1 FALCÃO, Amílcar de Araújo. Fato gerador da obrigação tributária. 6ª Edição. 2002. Pág. 66 
2 CARRAZA, Roque Antônio. ICMS. 9ª Edição. Editora Malheiros. 2003 
 
 
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pode tributar, por expressa disposição constitucional. Vimos também 
que não ocorre o fato gerador neste caso. 
 Por último, há que se ressaltar que não importa a terminologia utilizada 
pela CF/88 para tratar das imunidades, visto que o simples fato de estar no 
texto constitucional dá ao instituto o título de imunidade. 
 Neste sentido, o STF (RMS 22.192/DF) já decidiu que, embora o art. 
195, § 7°, da CF/88, mencione a palavra “isentas”, a interpretação que deve 
ser dada é a de que se trata de verdadeira imunidade. 
 
Repare que, embora diferenciamos não incidência de 
imunidade, esta está inserida dentro do conceito daquela, 
com a ressalva de que foi prevista constitucionalmente. 
 Espero que o quadro abaixo possa auxiliá-los a entender melhor o que 
dissemos até agora. 
 
 
 
 
 
 
 
Por fim, cabe destacar o conceito de alíquota zero, que é mais uma 
hipótese em que o tributo acaba não sendo cobrado. Nesse caso, ocorre 
o fato gerador, contudo, o valor do tributo é nulo, já que a alíquota é zero. 
Isso ocorreria, por exemplo, se o Governo Federal decidisse reduzir a alíquota 
de Imposto de Importação a zero sobre determinados produtos essenciais ao 
País. 
1.2 – Classificação das Imunidades Segundo a Doutrina 
Neste tópico, iremos abordar as principais classificações das imunidades 
adotadas pela doutrina. À medida que expusermos uma classificação, traremos 
exemplos estatuídos na própria CF/88, com o objetivo de facilitar a absorção 
do assunto. 
Não Incidência Imunidade 
 Situação não 
prevista na lei 
instituidora ou 
impossível; 
 Não há norma que 
preveja; 
 Não ocorre fato 
gerador; 
a) Limitação ao poder 
de tributar; 
b) Previsão no texto 
constitucional; 
c) Não ocorre fato 
gerador; 
 
Isenção 
1. Opção política do 
ente tributante; 
2. Previsão em norma 
infraconstitucional; 
3. Ocorre fato gerador; 
 
 
 
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Aula 02 - Prof. Fábio Dutra 
 
1. Classificação quanto ao parâmetro para concessão: subjetivas, 
objetivas ou mistas 
 A Constituição Federal, ao instituir as imunidades, pode adotar como 
parâmetro tanto as pessoas (imunidade subjetiva) quanto as coisas 
(imunidade objetiva). Podemos ter ainda imunidades que consideram as coisas 
e as pessoas ao mesmo tempo, sendo estas denominadas imunidades mistas. 
 As imunidades subjetivas podem ser exemplificadas pela imunidade 
recíproca. De acordo com o art. 150, VI, a, da CF/88, é vedado à União, aos 
Estados, ao DF e aos Municípios instituir impostos sobre o patrimônio, a renda 
ou serviços, uns dos outros. Observe que a imunidade é direcionada a pessoas 
políticas, mas não o é às empresas privadas, por exemplo. Com isso, fica 
clara a importância que tem a “pessoa” para se definir se haverá ou 
não imunidade. 
 Cabe observar que a imunidade subjetiva não exime as pessoas por ela 
abrangidas da responsabilidade pela retenção de tributos, caso estejam 
designadas pela lei. Sendo assim, a União fica, a título de exemplo, 
responsável pela retenção do imposto de renda incidente sobre os 
rendimentos de seus servidores, pois estes não são imunes. 
 
Observação: Responsável tributário, como veremos em momento oportuno, 
é a pessoa que, embora não tenha relação pessoal com a situação que fez 
surgir o fato gerador, está a ela ligada por expressa disposição legal. 
 
 
Ainda que esteja imune, a “pessoa” pode estar sujeita 
por meio de lei a fazer retenção e recolhimento dos 
tributos devidos por outrem. 
Temos aqui mais um exemplo obrigação acessória: 
o fato de a empresa estar obrigada a descontar os 
tributos devidos por terceiros e recolhê-los. Veja que não 
há encargo financeiro, mas tão somente a obrigação de 
“fazer algo”. 
 No que se refere às imunidades objetivas, o exemplo amplamente 
utilizado é o da imunidade cultural. De acordo com o art. 150, VI, d, da CF/88, 
é vedado a todos os entes federativos instituir impostos sobre os livros, 
jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. Desta forma, não 
importa qual pessoa esteja vendendo um jornal, por exemplo. O que é 
relevante para a aplicação da imunidade é o bem que está sendo 
objeto de comercialização. 
 Por último, as imunidades mistas podem ser ilustradas pela imunidade 
que impede a incidência do Imposto sobre Propriedade Territorial Rural sobre 
 
 
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as pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore o proprietário 
que não possua outro imóvel. Atente para o fato de que as glebas rurais 
constituem o aspecto objetivo, e o fato de seu proprietário não poder possuir 
outro imóvel revela o aspecto subjetivo da referida imunidade. 
 Até aqui, tudo compreendido? Passemos, pois, para a segunda 
classificação. 
2. Classificação quanto à origem: ontológicas e políticas 
 As imunidades ontológicas são aquelas que decorrem do princípio da 
isonomia e do pacto federativo. Ou seja, são imunidades que, ainda que 
não houvesse sua previsão constitucional, existiriam. 
 Nesse sentido, podemos adotar como exemplo a imunidade recíproca. 
Repare que tal imunidade busca preservar a autonomia financeira dos entes 
federativos, protegendo, por isso mesmo, o pacto federativo. 
 Por outro lado, as imunidades políticas são aquelas que só existem 
por decisão expressa do legislador constituinte. Isso não quer dizer que 
elas não protegem outros princípios constitucionais. Por exemplo a imunidade 
cultural impede a cobrança de imposto sobre os livros, jornais, periódicos e o 
papel destinado à sua impressão. 
3. Classificação quanto à forma de previsão: explícitas ou implícitas 
 Configuram-se explícitas as imunidades expressas no próprio 
texto constitucional. Trata-se das hipóteses que o legislador já previu, no 
momento da elaboração da Constituição Federal. 
 É possível também que algumas imunidades não tenham sido 
reconhecidas expressamente, mas, por decorrerem de princípios 
constitucionais, a jurisprudência passe a aceitá-las da mesma forma que as 
que estão confeccionadas na CF. A essas imunidades, a doutrina 
denominou implícitas. Até o momento, não temos exemplos de 
imunidades implícitas. 
 Perceba que podemos fazer uma interligação entre o que foi visto aqui e 
o que vimos na classificação quanto à origem das imunidades. As imunidades 
políticas são sempre explícitas, pois necessariamente devem estar 
previstas no texto da Constituição. 
 Por outro lado, vimos que as imunidades ontológicas, ainda que não 
fossem previstas na CF, existiriam. Desta maneira, podemos afirmar que 
tais imunidades podem ser tanto explícitas como implícitas. 
 
 
 
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4. Classificação quanto à necessidade de regulamentação: 
incondicionadas e condicionadas 
 Esta classificação diz respeito à necessidade de que a imunidade, para 
surtir efeitos no mundo concreto, esteja regulamentada por norma 
infraconstitucional, ou seja, por leis. 
 Neste contexto, se as imunidades forem incondicionadas, como, por 
exemplo, a imunidade recíproca, não há necessidade de edição de lei, 
produzindo efeitos imediatamente. 
 Devemos lembrar que também há as imunidades condicionadas, que são 
aquelas que dependem de regulamentação por lei, para que possam produzir 
efeitos. Como exemplos, podemos citar a imunidade prevista no art. 150, VI, 
c, da CF/88. Trata-se da imunidade referente às instituições de educação e 
assistência social sem fins lucrativos. Estas só poderão gozar da benesse 
constitucional, caso haja regulamentação legal. 
 Recuperando os seus estudos de Direito Constitucional, podemos dizer 
que as imunidades condicionadas constituem normas de eficácia 
limitada, pois se faz necessária uma regulamentação infraconstitucional. 
5. Classificação quanto ao alcance: gerais e específicas 
 Em alguns casos, o legislador constituinte optou por incluir vários 
tributos e todos os entes federativos dentro de certas imunidades. Por 
exemplo, a imunidade recíproca veda a instituição de diversos impostos (sobre 
patrimônio, renda ou serviços) e tal vedação é extensiva à União, aos Estados, 
ao DF e aos Municípios. Neste caso, tal imunidade é denominada geral ou 
genérica. 
 
Todas as imunidades previstas no art. 150, VI, da CF/88 
são consideradas genéricas. 
 Por outro lado, em algumas situações, as imunidades são mais restritas, 
alcançando tributos específicos e, por consequência, apenas o ente competente 
para instituí-los. Cite-se, por exemplo, o caso da imunidade concedida ao IPI 
sobre operações de exportação (art. 153, § 3°, III). Tal imunidade pode ser 
denominada específica, tópica ou especial. 
 
 
 
 
 
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Aula 02 - Prof. Fábio Dutra 
 
 
 
Questão 01 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle Externo/2016 
 
O estabelecimento das hipóteses de imunidade tributária é reservado a lei 
complementar. 
 
Comentário: A imunidade tributária, por ser limitação ao poder de tributar, 
somente é definida na própria CF/88. Questão errada. 
 
Questão 02 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
A imunidade tributária visa preservar valores políticos, religiosos, sociais, 
econômicos e éticos da sociedade, com vistas a evitar que determinadas 
atividades sejam oneradas pela incidência dos tributos. 
 
Comentário: De fato, esse é o real objetivo das imunidades tributárias, isto é, 
preservar valores políticos, religiosos, sociais, econômicos e éticos da 
sociedade, com vistas a evitar que determinadas atividades sejam oneradas 
pela incidência dos tributos. Assim, por exemplo, a imunidade recíproca existe 
para proteger a autonomia financeira dos entes federados. Questão correta. 
 
Questão 03 – CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013 
 
Reputa-se de natureza política a imunidade tributária recíproca. 
 
Comentário: A imunidade recíproca é um sustentáculo do pacto federativo, 
protegendo a autonomia financeira das entidades políticas. Sendo assim, ela 
tem natureza ontológica, e não política. Questão errada. 
 
Questão 04 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
As entidades que gozem de isenção ou imunidade tributária não são passíveis 
de fiscalização, visto que a ação fiscalizadora constituiria abuso de poder do 
agente fiscalizador. 
 
Comentário: Não há exceções quanto à atividade de fiscalização tributária. 
Ainda que a entidade goze de imunidade ou mesmo de isenção, fica sujeita à 
fiscalização, devendo, ainda, cumprir obrigações acessórias a que estiver 
submetida. Questão errada. 
 
 
 
 
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Questão 05 – CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011 
 
Ainda que em gozo de imunidade tributária, a pessoa jurídica não está 
dispensada de cumprir obrigações acessórias e de se submeter à fiscalização 
tributária. 
 
Comentário: Conforme entendimento esposado pelo STF, o fato de a pessoa 
jurídica gozar de imunidade tributária não a exime da obrigação de cumprir 
obrigações acessórias. Questão correta. 
 
Questão 06 – CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
A criação de imunidade tributária é matéria típica de lei ordinária. 
 
Comentário: A criação de imunidade tributária é matéria exclusiva da própria 
Constituição Federal, não podendo ser prevista em lei ordinária. Questão 
errada. 
 
Questão 07 – FCC/MPE-PA-Promotor de Justiça/2014 
 
Sobre a Lei Complementar nº 87/96 - Lei Kandir, é correto afirmar que institui 
imunidades tributárias relativas ao ICMS dos Estados e Distrito Federal, dentre 
elas as operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou 
instrumento cambial e operações de arrendamento mercantil, não 
compreendida a venda do bem arrendado ao arrendatário. 
 
Comentário: A Lei Kandir tratou de diversos assuntos relacionados ao ICMS. 
Contudo, não é necessário conhecer nada sobre isso para que você acerte a 
questão acima. Basta saber que a imunidade tributária é definida apenas em 
norma constitucional. Portanto, lei complementar não pode instituir imunidades 
tributárias relativas ao ICMS ou a qualquer outro tributo. Questão errada. 
 
Questão 08 –FCC/TJ-PE-Titular de Serviços de Notas e de 
Registros/2013 
 
A imunidade tributária 
 
a) pode vir definida em lei ou na Constituição Federal, mas nunca em decreto. 
b) para ser concedida depende de requerimento do interessado à autoridade 
administrativa competente. 
c) pode ser criada por lei do ente competente para instituir o tributo, podendo 
ser em caráter geral ou em caráter específico. 
d) é prevista na Constituição Federal, que fixa as hipóteses de incompetência 
para o ente instituir o tributo nas situações por ela definidas. 
 
 
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e) é prevista na Constituição Federal, mas sua aplicação depende sempre de 
despacho de autoridade administrativa fiscal competente que reconheça a não 
incidência. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: A imunidade tributária apenas pode ser definida na 
Constituição Federal. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: A imunidade não fica sujeita à deferimento por parte da 
autoridade administrativa. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: Essa regra aplica-se à isenção, mas não à imunidade, visto que 
esta só pode ser definida na CF/88. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Realmente, a imunidade é prevista na Constituição Federal, 
fixando hipóteses de incompetência tributária para o ente instituir o tributo, ou 
seja, traça limites ao poder de tributar dos entes federativos. Alternativa 
correta. 
 
Alternativa E: Embora seja realmente prevista na CF, sua aplicação 
independe de despacho de autoridade administrativa. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra D 
Questão 09 – FGV/TCM-SP-Agente de Fiscalização/2015 
 
De acordo com o sistema constitucional tributário, a previsão de imunidade é: 
a) limitação à instituição de tributos estaduais e municipais, imposta pela 
União, através de lei complementar nacional; 
b) dispensa legal do pagamento do tributo ou penalidade pecuniária; 
c) modalidade especial de extinção do crédito tributário; 
d) não incidência qualificada pela lei; 
e) limitação constitucional aopoder de tributar. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: A imunidade constitui limitação ao poder de tributar, imposta 
única e exclusivamente pela Constituição Federal. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: A dispensa legal do pagamento de tributo ou penalidade 
pecuniária denomina-se isenção e anistia, respectivamente. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: A imunidade é uma forma de não incidência 
constitucionalmente qualificada, não se confundindo com modalidade de 
extinção do crédito tributário. Alternativa errada. 
 
 
 
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Alternativa D: A imunidade é uma forma de não incidência 
constitucionalmente qualificada, e não qualificada pela lei. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: De fato, a imunidade tributária constitui limitação 
constitucional ao poder de tributar. Alternativa correta. 
 
Gabarito: Letra E 
 
 
 
2 – ESPÉCIES DE IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS 
 Neste tópico, abordaremos as principais imunidades de forma 
aprofundada, e mencionaremos as demais, previstas fora do Capítulo do 
Sistema Tributário Nacional, apenas para que você tenha conhecimento da 
existência delas. Ok? 
2.1 – Imunidade Recíproca 
 Mencionamos a imunidade recíproca em vários exemplos no estudo da 
classificação doutrinária das imunidades, certo? Por esse motivo, creio que 
vocês acabaram tendo uma noção do que se trata. 
 Na verdade, tal imunidade – também denominada imunidade 
intergovernamental – existe para proteger a autonomia financeira dos entes 
federados e, consequentemente, o pacto federativo. Podemos afirmar, 
portanto, que ela configura uma cláusula pétrea, no entendimento da 
Suprema Corte (ADI 939). 
 Como é viabilizada esta proteção que acabamos de dizer? Ora, de acordo 
com o art. 150, VI, a, da CF/88, é vedado à União, aos Estados, ao 
Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre o patrimônio, 
renda ou serviços uns dos outros. 
 Você precisa estar atento ao fato de que a única espécie de tributo 
abrangida por esta imunidade são os impostos. Além disso, note que o 
conceito é ainda mais restrito: apenas os impostos sobre o patrimônio, renda 
ou serviços foram alcançados pela imunidade recíproca. 
 Para entender o assunto que vamos estudar, é necessário que você 
conheça o conceito de contribuinte de direito e contribuinte de fato. Esse 
tema toma relevância em situações nas quais as pessoas que arcam, de fato, 
com o ônus tributário não são as mesmas que recolhem o tributo ao erário. 
Isso ocorre nos denominados tributos indiretos. 
 Imaginemos que determinado cidadão compra uma TV de LED em uma 
loja de eletrodomésticos. Sobre a incidência do ICMS nesta operação, a loja é 
 
 
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eleita pela lei como contribuinte, e é ela quem vai recolher tal imposto, 
correto? No entanto, quem sofre o ônus do tributo não é a loja, mas sim a 
pessoa física que adquiriu a TV. Isso ocorre, porque a loja simplesmente 
acrescenta o custo daquele tributo no valor da TV. 
 Dessa forma, dizemos que contribuinte de direito é aquele eleito 
pela lei para recolher o tributo, e contribuinte de fato é o que arca 
realmente com o ônus do tributo. Entendido? 
 Tudo isso será visto com maiores detalhes em outras aulas. O 
importante agora é que você saiba distinguir tais figuras, para entender com 
precisão o que será dito a seguir. 
 Vejamos, então, como é o entendimento da Suprema Corte em relação à 
aplicabilidade da imunidade recíproca sobre os tributos indiretos: 
Ementa: TRIBUTÁRIO. ICMS. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. 
MUNICÍPIO. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, 
VI, A, DA CONSTITUIÇÃO. INAPLICABILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A 
imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição somente se aplica ao 
imposto incidente sobre serviço, patrimônio ou renda do próprio ente 
beneficiado, na qualidade de contribuinte de direito. II - Como o 
Município não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviços de energia 
elétrica, não tem o benefício da imunidade em questão, uma vez que esta 
não alcança o contribuinte de fato. Precedentes. III – Agravo regimental 
improvido. 
(STF, ARE 663.552-AgR/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, Julgado em 28/02/2012) 
 Para a Suprema Corte (ARE 663.552), a imunidade recíproca somente se 
aplica se o ente beneficiado estiver na condição de contribuinte de direito, não 
o alcançando como contribuinte de fato. 
 Vejam que quem faz o recolhimento do tributo, relativo aos serviços de 
energia elétrica, são as próprias prestadoras de serviço, sendo elas 
denominadas contribuinte de direito. 
 Por outro lado, a referida imunidade pode se aplicar em operações 
de importação de bens, quando o ente federado for o importador. Neste 
caso, perceba que há a identidade do contribuinte de fato e do 
contribuinte de direito, não havendo transferência do ônus tributário 
(STF, AI 518.405-AgR). 
 Além destas situações, podemos acrescentar que o STF (AI AgR/RS 
174.808 e RE 196.415/PR) já considerou ilegítima a incidência de IOF 
sobre aplicações financeiras dos entes federados, bem como a 
tributação da renda resultante de tais aplicações pelo IR. 
 
 
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O reconhecimento da imunidade tributária às operações financeiras não 
impede a autoridade fiscal de examinar a correção do procedimento adotado 
pela entidade imune. Constatado desvio de finalidade, a autoridade fiscal 
tem o poder-dever de constituir o crédito tributário e de tomar as 
demais medidas legais cabíveis (STF, RE 259.976-AgR). Para fins de 
provas, é interessante visualizarmos toda a emenda deste julgado, conforme 
se transcreve abaixo: 
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROPÓSITO 
MODIFICATIVO. EXCEPCIONALIDADE AUSENTE. ALEGADA CONTRADIÇÃO. 
INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO QUE TOMA COMO PREMISSA A VINCULAÇÃO DA 
IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA À ATIVIDADE ESSENCIAL DA 
ENTIDADE PROTEGIDA. APLICAÇÃO AO PRODUTO DE OPERAÇÕES 
FINANCEIRAS PARA AFASTAR O IOF. 
1. Conforme assentado em uma série de precedentes e no próprio acórdão 
embargado, a imunidade tributária é indiferente à integral gratuidade dos 
serviços prestados e abarca os meios de existência da entidade, ainda que 
inconfundíveis com a respectiva atuação institucional. 2. O benefício não 
será aplicável, dentre outros motivos, se ficar constatado (i) desvio 
de finalidade ou (ii) risco à concorrência e à livre iniciativa. 3. Tanto a 
decisão agravada como o acórdão recorrido indicaram explicitamente que as 
razões de recurso extraordinário basearam-se em meras presunções, que 
não são toleradas à luz do devido processo legal de constituição do crédito 
tributário. 
(...) 
(STF, RE 259.976 AgR-ED/RS, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 
Julgado em 19/10/2010) 
 
Observação: O caso concreto se referia à imunidade recíproca extensiva à 
OAB. Ainda hoje estudaremos mais detalhes sobre esta situação. 
Ressalte-se ainda que, para o STF (ADI 2.024 e RE 364.202/RS, 
respectivamente), a imunidade recíproca não pode ser invocada para as 
contribuições previdenciárias e para as taxas. Sendo assim, por exemplo, 
uma repartição federal poderia estar sujeita a pagar taxa pela coleta de lixo. 
 Até aqui vimos a aplicabilidade da imunidade recíproca aos entes 
federados. No entanto, há que se lembrar de que esta limitação constitucional 
ao poder de tributar é extensiva a outras pessoas jurídicas, de acordocom 
o art. 150, § 2°, da CF/88, a seguir transcrito: 
“Art. 150: (...) 
 
 
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§ 2º - A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às 
fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao 
patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades 
essenciais ou às delas decorrentes.” 
 A citada extensão é denominada “imunidade tributária recíproca 
extensiva” por parcela da doutrina . Note que há uma restrição neste 
parágrafo, que é a necessidade de que o patrimônio, a renda e os serviços das 
referidas entidades estejam vinculados às finalidades essenciais ou às delas 
decorrentes. Perceba ainda que esta restrição não foi feita em relação 
aos entes políticos, como demonstra a ementa do seguinte julgado: 
"O julgado recorrido contempla a conclusão de que a União não está 
condicionada ao ônus de comprovar vinculação do bem tributado a 
uma finalidade pública, o que somente ocorre nos casos das 
autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo poder público no 
que se refere à tributação do patrimônio, renda e serviços vinculados 
a suas finalidades essenciais. (...)” 
(STF, RE 635.012/RJ, Decisão Monocrática, Rel. Min. Dias Toffoli, Julgado em 
07/02/2013) 
 De qualquer modo, é interessante destacar a jurisprudência do STJ, no 
sentido de que há presunção de que os imóveis pertencentes às entidades 
autárquicas se destinam aos seus fins institucionais: 
PROCESSUAL CIVIL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IPTU. PRESUNÇÃO DE QUE O 
IMÓVEL SE DESTINA AOS FINS INSTITUCIONAIS DA ENTIDADE 
AUTÁRQUICA. 
ÔNUS DA PROVA EM CONTRÁRIO. INCUMBÊNCIA DO PODER TRIBUTANTE. 
1. Conforme a jurisprudência dominante do STJ, presume-se que o imóvel 
de entidade autárquica esteja afetado a destinação compatível com 
seus objetivos e finalidades institucionais. Portanto, o ônus de provar 
que o patrimônio da autarquia está desvinculado dos seus objetivos 
institucionais e, portanto, não abrangido pela imunidade tributária prevista 
no art. 150 da Constituição, recai sobre o poder tributante. Com efeito, assim 
como cabe ao executado- embargante o ônus da prova de sua pretensão 
desconstitutiva, incumbe ao embargado, réu no processo de embargos à 
execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do 
autor. Precedentes citados. 
2. Recurso especial não provido. 
(STJ, Segunda Turma, REsp 1.335.220/RJ, Rel. Min. Mauro Campbell 
Marques, Julgamento em 21/08/2012) 
 
 
 
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Para o STJ, o ônus de provar que o patrimônio da 
autarquia está desvinculado dos seus objetivos 
institucionais é do ente tributante. 
Destaque-se que, muito embora o texto constitucional restrinja a 
aplicação desta imunidade às autarquias e às fundações públicas, o 
entendimento predominante no STF (RE 407.099/RS e AC 1.550-2) é o de que 
a benesse é extensível também às empresas públicas (EP) e às sociedades de 
economia mista (SEM) prestadoras de serviço público de prestação 
obrigatória e exclusiva do Estado. 
 A princípio, você poderia pensar que isso seria proibido pelo art. 173, § 
2°, da CF/88, segundo o qual “as empresas públicas e as sociedades de 
economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do 
setor privado”. 
 Contudo, o que deve ser considerado é que existem dois tipos de EP e 
SEM, isto é, há aquelas exploradoras de atividade econômicas (sujeitas ao art. 
173, da CF/88) e há as prestadoras de serviços públicos (sujeitas ao art. 175, 
da CF/88). As únicas abrangidas pela imunidade recíproca são as 
prestadoras de serviço público. 
Nesse sentido, o STF já concedeu imunidade às seguintes EP e SEM: 
 Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) – (STF, RE 
407.099); 
 Infraero – (STF, RE 524.615-AgR); 
 Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia (CAERD) – (STF, AC 
1.550-2/RO); 
 Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – (STF, RE 
253.472) 
 Casa da Moeda do Brasil (CMB) – (STF, RE 610.517) 
Observação: Em 2014, tivemos mais três decisões favoráveis à imunidade 
gozada pela ECT. Senão, vejamos: 
 Em 15/10/2014, o STF reconheceu a imunidade relativa ao IPTU 
incidente sobre imóveis de propriedade da ECT, bem assim os por ela 
utilizados. 
 Em 12/11/2014, o Plenário do STF decidiu que não incide o ICMS sobre o 
serviço de transporte de bens e mercadorias realizado pela Empresa 
Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. 
 Em 26/11/2014, a Suprema Corte (ACO 879/PB) reafirmou sua 
jurisprudência a respeito da imunidade tributária relativa ao IPVA, gozada 
pela ECT. 
 
 
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Além dos casos acima citados, o entendimento do STF (RE 580.264/RS) 
tem sido o de que “as sociedades de economia mista prestadoras de ações e 
serviços de saúde, cujo capital social seja majoritariamente estatal, 
gozam da imunidade tributária prevista na alínea a do inciso VI do art. 150 da 
Constituição Federal”. 
Na direção oposta do que vimos, o STF (RE 285.716-AgR) negou à 
Petrobrás, sociedade de economia mista destinada à exploração econômica em 
benefício de seus acionistas, a imunidade recíproca. De acordo com a Suprema 
Corte, “é irrelevante para definição da aplicabilidade da imunidade 
tributária recíproca a circunstância de a atividade desempenhada estar 
ou não sujeita a monopólio estatal”. Dessa forma, podemos memorizar que 
o fato de a atividade estar sujeita a monopólio estatal não traz como 
consequência a aplicação de imunidade. 
 Ressalte-se que a OAB – entidade não integrante da administração 
pública indireta – também foi alcançada pela imunidade recíproca, no 
entendimento do STF (RE 259.976-AgR). De acordo com a Suprema Corte, a 
OAB desempenha atividade própria de Estado, motivo que faz com que 
ela também esteja imune. 
 No entanto, o fato de a OAB estar inserida no seleto rol de entidades 
abrangidas pela imunidade recíproca, não faz com que a Caixa de Assistência 
dos Advogados, mesmo integrando a estrutura da OAB, esteja imune. Isto 
ocorre porque a atividade da Caixa de Assistência dos Advogados tem sua área 
de atuação voltada aos benefícios individuais dos associados (STF, RE 
662.816/BA- AgR). 
 
A OAB é imune, mas a Caixa de Assistência dos 
Advogados não é! 
 No que se refere à delegação de serviços públicos (prestação por 
particulares), cumpre destacar que se o patrimônio pertencer a um ente 
federado, independentemente de estar ocupado por empresa 
delegatária de serviços públicos, continua imune à tributação (STF, RE 
253.394/SP). 
 Contudo, a atividade delegada em si, caso seja exercida com 
intuito lucrativo, não há que se falar em imunidade. É o caso, por 
exemplo, dos serviços de registros públicos, cartorários e notariais, que, 
por terem intuito lucrativo e serem devidamente remunerados, não 
estão imunes (STF, ADI 3.089). 
 Por conta desse entendimento, faz-se necessário transcrever trecho do 
voto do Min. Joaquim Barbosa, no julgamento da ADI 3.089: 
 
 
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“Nesse sentido, tanto os objetivos como os objetivos como os efeitos 
do reconhecimento da aplicação da imunidade recíproca são 
passíveis de submissão ao crivo jurisdicional,em um exame de 
ponderação e proporcionalidade não bastando a constatação objetiva de 
natureza pública do serviço que se está a tributar.” (Trecho do Voto do 
Min. Joaquim Barbosa) 
(STF, ADI 3.089/DF, Pleno, Rel. Min. carlos Britto, Julgado em 13/02/2008) 
 
 
O simples fato de o serviço ter natureza pública não 
basta para ficar caracterizada a imunidade! 
 Para concluir o tema, precisamos estudar a última norma que versa 
sobre a imunidade recíproca, que é o § 3° do art. 150, que diz o seguinte: 
“Art. 150: (...) 
§ 3º - As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se 
aplicam ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com 
exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a 
empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou 
pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exonera o 
promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao 
bem imóvel.” 
 Uma leitura atenta do dispositivo permite inferir que há duas hipóteses 
que escapam da abrangência da imunidade recíproca. 
 A primeira diz respeito a quando o patrimônio, a renda e os serviços são 
utilizados para exploração de atividades econômicas em concorrência com os 
empreendimentos privados. O que se deve ficar atento é ao motivo que fez o 
legislador constituinte inserir esta exceção, que é o fato de não permitir que 
haja concorrência desleal. Ou seja, seria injusto que determinadas 
entidades utilizassem da imunidade para concorrer no mercado, certo? 
 
Essa vedação é aplicável aos entes de direito público, 
pois as EP e SEM já possuem vedação própria no art. 
173, § 2°. 
 Há que se destacar que o STF (RE 242.827) já decidiu que a imunidade 
recíproca extensiva alcança o INCRA – autarquia federal -, 
desobrigando-o de pagar ICMS sobre a exploração de unidade 
 
 
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agroindustrial. No entendimento do tribunal, a exploração é ocasional e está 
inserida no âmbito de sua destinação social. Trata-se de um caso muito 
específico, mas é bom que você saiba que o STF assim já se posicionou. 
 A segunda hipótese afirma que a imunidade recíproca não exonera o 
promitente comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem 
imóvel. 
 A situação se refere a quando uma pessoa particular (promitente 
comprador) assina um contrato de compra e venda, adquirindo um imóvel de 
um ente imune. Lembre-se de que a mera assinatura do contrato não transfere 
a propriedade do bem, mas o comprador passa a ter sobre o bem o 
direito real de aquisição de coisa alheia, bastando, segundo a CF/88, 
para ser tributado normalmente. 
 Nesse contexto, o STF já sumulou o seguinte entendimento: 
Súmula STF 583 - Promitente-comprador de imóvel residencial transcrito 
em nome de autarquia é contribuinte do imposto predial territorial urbano. 
 Vamos esquematizar isso que vimos: 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 10 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
Há entendimento do STF segundo o qual é extensível, em alguns casos, a 
imunidade recíproca às empresas públicas, sob o argumento central de que 
elas reinvestem seus ganhos ou lucros na própria atividade-fim. 
 
IMUNIDADE 
RECÍRPOCA 
Impostos 
Patrimônio 
Renda 
Serviços 
Extensiva a 
autarquias e 
fundações públicas 
Vinculação a 
finalidades 
essenciais 
EP e SEM 
prestadoras 
de serviço 
público 
Não se aplica: 
Taxas 
Contr. Previd. 
Não se aplica: 
- Explor. Ativ. Econ. 
- Contrib. De fato 
- Caixa Assist. Adv. 
- Serv. Cartoriais 
d
 
 
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Comentário: O argumento central utilizado pelo STF para estender a 
imunidade recíproca às empresas públicas é o de que prestam serviços de 
caráter obrigatório e exclusivo de Estado. Questão errada. 
 
Questão 11 – CESPE/CGE-PI-Auditor Governamental/2015 
 
 
A imunidade recíproca entre os entes tributantes estabelece a vedação da 
cobrança de impostos e taxas entre a União, os estados, o Distrito Federal 
(DF) e os municípios. 
Comentário: A imunidade recíproca se restringe aos impostos, não 
alcançando as taxas. Questão errada. 
Questão 12 – CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013 
 
O princípio da imunidade recíproca, mediante o qual é vedado à União, aos 
estados, ao DF e aos municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou 
serviços uns dos outros, é extensivo às autarquias e às fundações instituídas e 
mantidas pelo poder público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos 
serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. 
 
Comentário: Trata-se da imunidade recíproca extensiva, prevista no art. 150, 
§ 2º, da CF/88, alcançando as autarquias e as fundações instituídas e 
mantidas pelo poder público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos 
serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. 
Questão correta. 
 
Questão 13 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
 
A imunidade tributária recíproca é princípio garantidor da Federação, motivo 
pelo qual não pode ser restringida nem mesmo por emenda constitucional. 
 
Comentário: Conforme estudamos, a imunidade recíproca constitui cláusula 
pétrea. Por esse motivo, não é possível haver proposta de emenda 
constitucional com o objetivo de abolir ou restringir tal princípio. Questão 
correta. 
 
Questão 14 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
 
A imunidade tributária recíproca é princípio garantidor da Federação, motivo 
pelo qual não pode ser restringida nem mesmo por emenda constitucional. 
 
Comentário: A imunidade recíproca é considerada cláusula pétrea por 
proteger a autonomia dos entes federados e, consequentemente, a Federação. 
8
 
 
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Portanto, podemos dizer que não pode ser restringida nem mesmo por emenda 
constitucional. Questão correta. 
 
Questão 15 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
 
O princípio da imunidade tributária recíproca não pode, à luz do 
posicionamento firmado pelo STF, ser invocado na hipótese de contribuições 
previdenciárias. 
 
Comentário: A imunidade recíproca é aplicável aos impostos, não podendo 
ser invocado na hipótese de contribuições previdenciárias. Questão correta. 
 
Questão 16 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
 
O princípio da imunidade tributária recíproca não pode, à luz do 
posicionamento firmado pelo STF, ser invocado na hipótese de contribuições 
previdenciárias. 
 
Comentário: Questão bem tranquila. A imunidade recíproca não se aplica às 
contribuições previdenciárias. Questão correta. 
 
Questão 17 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
O princípio da imunidade recíproca, que veda à União, aos estados, ao DF e 
aos municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços uns dos 
outros, não se aplica aos entes que compõem a administração indireta, como 
autarquias e fundações públicas. 
 
Comentário: A imunidade recíproca é extensiva às autarquias e fundações 
instituídas e mantidas pelo poder público, observadas as condições previstas 
no art. 150, § 2º, da CF/88. Questão errada. 
 
Questão 18 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
Como a imunidade recíproca está inserida entre as denominadas imunidades 
genéricas, pode o legislador constituinte derivado afastar a aplicação desse 
instituto em determinada hipótese. 
 
Comentário: De fato, a imunidade recíproca é considerada genérica, mas essa 
característica não concede ao constituinte derivado (pela via da emenda 
constitucional) o poder de afastar a imunidade, haja vista ser consideradacláusula pétrea. Questão errada. 
 
 
 
5
 
 
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Questão 19 – CESPE/PROMOTOR-MP-PI/2012 
 
Em razão do princípio da imunidade recíproca, é vedado à União, aos estados, 
ao DF e aos municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços 
uns dos outros, inclusive quando houver contraprestação ou pagamento de 
preços ou tarifas pelo usuário. 
 
Comentário: Consoante o disposto no art. 150, § 3º, da CF/88, a imunidade 
recíproca não se aplica ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados 
com exploração de atividades econômicas regidas pelas normas aplicáveis a 
empreendimentos privados, ou em que haja contraprestação ou pagamento de 
preços ou tarifas pelo usuário. Sendo assim, a questão está errada. 
 
Questão 20 – CESPE/JUIZ FEDERAL-1ª REGIÃO/2009 
 
Considerando que um estado da Federação possua dois imóveis, um para 
abrigar um gerador de energia e outro que é a residência oficial do 
governador, assinale a opção correta. 
a) O imóvel que abriga o gerador de energia estará imune ao pagamento de 
imposto, caso sirva para propiciar luz à residência oficial do governador. 
b) A residência oficial será imune ao pagamento de imposto somente se estiver 
situada em área residencial e urbana. 
c) Se não for finalidade essencial do estado fornecer moradia para o 
governador, pode ser cobrado IPTU do imóvel residencial. 
d) Haverá imunidade recíproca do imóvel que abriga o gerador, caso este seja 
utilizado para abastecer parte da cidade e seja cobrado tributo para isso. 
e) Se a residência oficial for vendida, o comprador estará imune ao pagamento 
do imposto de transferência de sua propriedade. 
Comentário: 
Alternativa A: Se o imóvel que abriga o gerador de energia está servindo 
para propiciar luz à residência oficial do governador, certamente estará imune 
ao pagamento de IPTU. Alternativa correta. 
Alternativa B: Não importa se a residência está situada em área residencial 
ou comercial, urbana ou rural. De qualquer modo, a imunidade subsiste. 
Alternativa errada. 
Alternativa C: O ente federativo não está vinculado a destinar o imóvel ao 
cumprimento de sua finalidade essencial como condição para usufruir da 
imunidade, já que tal restrição somente se aplica às autarquias e fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público. Alternativa errada. 
Alternativa D: Não há necessidade que o gerador abasteça a cidade, e muito 
menos que seja cobrado tributo em razão do fornecimento de energia. 
Alternativa errada. 
d
 
 
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Alternativa E: Em caso de alienação do imóvel em que esteja situada a 
residência oficial do governador, o comprador não estará imune, devendo 
realizar o pagamento do imposto devido em face da transferência da 
propriedade do referido bem. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra A 
Questão 21 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
Os serviços notariais e de registro, por serem exercidos em caráter público, 
por delegação do Poder Público, sujeitam-se à imunidade tributária recíproca. 
 
Comentário: O STF já decidiu que os serviços de registros públicos, 
cartorários e notariais, que, por terem intuito lucrativo e serem devidamente 
remunerados, não estão imunes. Questão errada. 
 
Questão 22 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
A sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto 
não é abrangida pela imunidade tributária recíproca. 
 
Comentário: O STF já se manifestou no sentido da extensão da imunidade 
tributária recíproca às sociedades de economia mista prestadora de serviços 
públicos. Assim, já foi concedida imunidade para a CAERD (Companhia de 
Águas e Esgoto de Rondônia), uma sociedade de economia mista prestadora 
de serviço público de água e esgoto. Questão errada. 
 
Questão 23 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
As sociedades de economia mista prestadoras de ações e serviços de saúde, 
ainda que seu capital social seja majoritariamente estatal, não gozam da 
imunidade tributária recíproca. 
 
Comentário: O STF já decidiu que as sociedades de economia mista 
prestadoras de ações e serviços de saúde, cujo capital social seja 
majoritariamente estatal, gozam da imunidade tributária prevista na alínea a 
do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Questão errada. 
 
Questão 24 – FCC/TRT-16ª Região – Analista Judiciário/2014 
 
Facundo, Auditor Fiscal da Receita Federal, pretende multar a Fundação “Vida 
e Paz”, fundação instituída e mantida pelo Poder Público, haja vista que a 
mesma jamais pagou imposto sobre seu patrimônio, renda e serviços. Nesse 
caso, 
b
 
 
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a) Facundo apenas pode cobrar tributo pelos serviços exercidos pela fundação, 
mas não sobre a renda e o patrimônio, os quais detém imunidade tributária. 
b) correta a postura de Facundo, vez que a citada fundação não detém 
imunidade tributária. 
c) correta a postura de Facundo, pois apenas as autarquias possuem 
imunidade tributária. 
d) incorreta a postura de Facundo, vez que a fundação possui imunidade 
tributária relativa aos impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços, 
vinculados a suas finalidades essenciais ou as delas decorrentes. 
e) Facundo apenas pode cobrar tributo sobre a renda da fundação, mas não 
sobre seus serviços e patrimônio, os quais detém imunidade tributária. 
 
Comentário: Sabemos que a imunidade recíproca foi estendida às autarquias 
às fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao 
patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou 
às delas decorrentes, conforme determina o art. 150, § 2º, da CF/88. Portanto, 
Facundo não pode multar a referida fundação, sob o fundamento de que tal 
entidade jamais pagou imposto sobre seu patrimônio, renda e serviços. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 25 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária recíproca é aplicável às autarquias e empresas públicas 
que prestem inequívoco serviço público, desde que distribuam lucros e tenham 
por objetivo principal conceder acréscimo patrimonial ao poder público. 
 
Comentário: Não existe tal regra na CF/88 e nem mesmo na jurisprudência 
do STF, no sentido de que condicionar a concessão de imunidade à distribuição 
de lucros. Questão errada. 
 
Questão 26 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
É uma das limitações constitucionais do poder de tributar a imunidade 
recíproca entre os Entes da Federação - União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios que garante a isonomia na distribuição de receitas tributárias. 
 
Comentário: Não se nega que a imunidade recíproca seja uma limitação 
constitucional ao poder de tributar. Contudo, não tem por objetivo garantir a 
isonomia na distribuição de receitas tributárias, mas sim proteger o pacto 
federativo, preservando a autonomia financeira dos entes federados. Questão 
errada. 
 
 
 
 
 
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Questão 27 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Compete à União instituir imposto sobre a renda e os proventos de qualquer 
natureza das autarquias e fundações públicas estaduais. 
 
Comentário: As autarquias e fundações públicas, ainda que estaduais, fazem 
jus à imunidade recíproca em relação aos impostos incidentes sobre a sua 
renda, conforme estabelece o art. 150, §2º. Questão errada. 
 
Questão 28 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Dentre as imunidades tributárias figura o impedimento à instituição de 
impostos por uma pessoa jurídica de direito público sobre o patrimônio, renda 
ou serviços de outras pessoas jurídicas de direito público. 
 
Comentário: Esta é a própria definição da imunidade recíproca, prevista no 
art. 150, VI, “a”, da CF/88. Questão correta. 
 
Questão 29 – ESAF/ATRFB/2012-Adaptada 
 
É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar 
imposto sobre o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros. Isso, em 
tese, impede à lei de um Município atribuir à União a condição de responsável 
pela retenção na fonte do imposto sobre serviços. 
 
Comentário: A obrigação de reter na fonte o imposto sobre serviços constitui 
obrigação acessória. Ainda que a União seja imune aos impostos sobre o 
patrimônio, a renda ou os serviços dos demais entes, subsiste a referida 
obrigação. Questão errada. 
 
Questão 30 – ESAF/ACE-MDIC/2012 
 
Sobre a imunidade recíproca, que é a vedação constitucional à instituição e 
cobrança, por parte das pessoas políticas tributantes, de impostos sobre 
Patrimônio, renda e serviços uns dos outros, podem afirmar que: 
a) a imunidade tributária gozada pela Ordem dos Advogados do Brasil não é da 
espécie recíproca, na medida em que a OAB desempenha atividade própria de 
Estado. 
b) no caso de sociedades de economia mista controladas pela União, é 
relevante para definição da aplicabilidade da imunidade tributária recíproca a 
circunstância de a atividade desempenhada pela empresa estar ou não sujeita 
a monopólio estatal. 
c) a imunidade tributária recíproca não é extensiva às autarquias, no que se 
refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a suas finalidades 
essenciais ou às delas decorrentes. 
 
 
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d) as sociedades de economia mista prestadoras de ações e serviços de saúde, 
cujo capital social seja majoritariamente estatal, gozam da imunidade 
tributária recíproca. 
e) a imunidade tributária recíproca aplica-se, inclusive, às taxas. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Foi justamente pelo fato de desempenhar atividade própria de 
Estado que fez com que o STF estendesse a imunidade recíproca à OAB. Item 
errado. 
 
Alternativa B: De acordo com a Suprema Corte, é irrelevante a circunstância 
de a atividade desempenhada estar ou não sujeita a monopólio estatal, para 
fins de aplicação da imunidade recíproca. Item errado. 
 
Alternativa C: Conforme prevê o art. 150, § 2º, da CF/88, a imunidade 
recíproca é extensiva às autarquias e às fundações públicas instituídas e 
mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos 
serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. Item 
errado. 
 
Alternativa D: O posicionamento do STF é o de que as sociedades de 
economia mista prestadoras de ações e serviços de saúde, cujo capital social 
seja majoritariamente estatal, gozam da imunidade recíproca. Item correto. 
 
Alternativa E: De acordo com o texto constitucional, a imunidade recíproca 
somente se aplica aos impostos. O STF já decidiu expressamente que não se 
estende às taxas, nem mesmo às contribuições previdenciárias. Item errado. 
Gabarito: Letra D 
Questão 31 - FGV/ISS-Cuiabá/2014 
 
Pretendendo adquirir, no mercado doméstico, caminhões para uso em serviço, 
o Município de Cuiabá pede ao Estado de Mato Grosso que afaste a incidência 
do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nessa operação 
específica. Assinale a solução juridicamente adequada a ser dada ao caso 
exposto. 
a) O Estado deve acolher o pleito mediante prova cabal de que os veículos 
serão mesmo empregados em atividades inerentes às atribuições do Município, 
pois, mesmo inexistindo lei estadual nesse sentido, o caso é de isenção de 
tributos. 
b) O Estado deve acolher o pleito mediante prova cabal de que os veículos 
serão mesmo empregados em atividades inerentes às atribuições do Município, 
pois o caso é de imunidade de tributos. 
c) O Estado poderá acolher o pleito mediante decisão administrativa afastando 
a incidência do ICMS ao caso. 
 
 
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d) O Estado não poderá acolher o pleito, ainda que os caminhões sejam 
mesmo empregados em atividades inerentes às atribuições do Município, pois 
é vedada a concessão de tratamento tributário diferenciado a entidades 
públicas que explorem a atividade econômica. 
e) O Estado não poderá acolher o pleito, pois a imunidade não favorece o 
Município neste caso concreto, já que ele é apenas o contribuinte de fato, e 
não o contribuinte de direito. 
 
Comentário: Esta questão cobra a jurisprudência do STF, no sentido de que a 
imunidade recíproca, em se tratando de tributos indiretos (como o ICMS), 
somente se aplica aos casos em que o ente imune está na condição de 
contribuinte de direito, e não na condição de contribuinte de fato, como foi 
apresentado no enunciado desta questão. Portanto, o Estado não pode acolher 
tal pleito, razão pela qual a alternativa correta é a Letra E. 
 
Gabarito: Letra E 
 
2.2 – Imunidade Religiosa 
O art. 150, VI, b, da CF/88 veda que todos os entes federativos cobrem 
impostos sobre os templos de qualquer culto. Levando em consideração o 
disposto no art. 5°, VI, da CF/88, podemos dizer que a liberdade de culto é 
um direito individual, o que faz com que a imunidade ora analisada se 
configure uma cláusula pétrea. 
 Verifica-se também que, pelo fato de o Brasil ser um país laico, a 
imunidade religiosa alcança todas as religiões, sem qualquer distinção. 
 
A imunidade religiosa é incondicionada! Grave isso! 
 Há que se ressaltar, nesse contexto, que, da mesma forma como ocorre 
com as demais imunidades inseridas no art. 150, VI, da Magna Carta, a 
imunidade religiosa somente alcança os impostos, não sendo extensiva, 
no entendimento do STF (RE 129.930), às contribuições sindicais. 
 Ainda seguindo o raciocínio do STF (RE 325.822), embora o texto 
constitucional mencione que a imunidade protege os “templos”, devemos 
entender que o legislador constituinte quis dizer que a vedação abrange 
também o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as 
finalidades essenciais da entidade religiosa. 
 Neste rumo, ainda que um imóvel pertencente a determinada 
entidade religiosa encontre-se alugado para terceiros, a imunidade 
 
 
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subsiste, pois embora a atividade exercida não esteja de acordo com o 
disposto no art. 150, § 4°, da CF/88, para o STF, basta que os recursos 
gerados estejam sendo vertidos para as finalidades essenciais de tais 
entidades. 
 Ademais, a Suprema Corte (RE 578.562), dando entendimento extensivo 
à imunidade religiosa, entende que os cemitérios que consubstanciam 
extensões destas entidades também são alcançados pela vedação 
constitucional em tela. 
 
Perceba que não são todos os cemitérios que estão 
abrangidos pela imunidade, mas apenas aqueles que são, 
de fato, mera extensão da entidade religiosa. 
 Por fim, cabe-nos ressaltar a decisão do STF (RE 562.351) no sentido de 
que a maçonaria não é alcançada pela imunidade religiosa, já que nas 
lojas maçônicas não se professa qualquer religião. 
 Vamos ao nosso esquema: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 32 – CESPE/Juiz-TJ-CE/2012 
 
Ao interpretar o dispositivo constitucional queveda a instituição de imposto 
sobre templos de qualquer culto, o STF entende que a imunidade limita-se aos 
prédios destinados ao culto. 
 
IMUNIDADE 
RELIGIOSA 
Impostos 
Patrimônio 
Renda 
Serviços 
Alcança Imóveis 
Alugados a 
Terceiros 
Relacionados 
com finalidades 
essenciais RECURSOS 
GERADOS 
Cemitérios 
(Extensão) 
Não se aplica: 
Maçonaria 
 
 
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Comentário: Como vimos, o entendimento do STF é o de que a imunidade 
religiosa alcança também o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com 
as finalidades essenciais das entidades religiosas. Questão errada. 
 
Questão 33 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
Em razão da imunidade constitucional conferida aos templos de qualquer culto, 
os entes federativos são impedidos de cobrar ou instituir taxas e impostos 
sobre o patrimônio e os serviços relacionados com as finalidades essenciais dos 
templos, mas não sobre as rendas decorrentes das contribuições dos fiéis. 
 
Comentário: Em primeiro lugar, a imunidade diz respeito aos impostos, e não 
às taxas. Em segundo, a imunidade compreende os impostos sobre o 
patrimônio, serviços e rendas relacionados com as finalidades essenciais dos 
templos, conforme art. 150, VI, b, c/c art. 150, § 4º, da CF/88. Questão 
errada. 
 
Questão 34 – CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011 
 
A CF confere benefício de isenção tributária aos templos religiosos, ou seja, 
sobre eles é conferida, pela ordem constitucional, exoneração de obrigação de 
pagar tributos. 
 
Comentário: O que a CF/88 confere é imunidade, e não isenção. Outrossim, o 
benefício é extensível apenas aos impostos, e não de forma generalizada aos 
tributos. Questão errada. 
 
Questão 35 – CESPE/Delegado/RN/2009 
 
 Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso 
não estão abrangidos pela imunidade tributária prevista na CF, uma vez que as 
normas que tratam de renúncia fiscal devem ser interpretadas restritivamente. 
 
Comentário: O STF entende que os cemitérios que consubstanciam extensões 
destas entidades também são alcançados pela vedação constitucional em tela. 
Questão errada. 
 
Questão 36 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
A imunidade sobre o templo de qualquer culto apenas alcança os impostos, 
sendo devidas, portanto, as taxas e contribuição de melhoria incidentes sobre 
o imóvel destinado ao templo. 
 
Comentário: De fato, a imunidade religiosa (sobre templos de qualquer culto) 
alcança tão somente os impostos, sendo devidas as taxas e contribuições de 
melhoria incidentes sobre as entidades religiosas. Questão correta. 
 
 
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Questão 37 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
É uma das limitações constitucionais do poder de tributar a imunidade aos 
impostos, taxas e contribuições de melhoria dos templos de qualquer culto. 
 
Comentário: A imunidade religiosa restringe-se apenas aos impostos, não 
alcançando as taxas e contribuições de melhoria. Questão errada. 
 
Questão 38 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Dentre as imunidades tributárias figura o impedimento à instituição de 
impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as 
finalidades essenciais dos templos de qualquer culto. 
 
Comentário: Trata-se da imunidade religiosa, prevista no art. 150, VI, “b”, da 
CF/88. Questão correta. 
 
2.3 Imunidade dos Partidos Políticos, Entidades Sindicais dos 
Trabalhadores, Instituições de Educação e de Assistência Social 
De acordo com o art. 150, VI, c, da CF/88, é vedado a todos os entes 
políticos cobrar impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços dos 
partidos políticos e suas fundações, dos sindicatos de trabalhadores e das 
instituições de educação e assistência social, sem fins lucrativos, atendidos 
os requisitos da lei. 
 
O art. 150, VI, “c”, trata da imunidade de várias entidades. Qual é a 
extensão dos termos “sem fins lucrativos” e “atendidos os 
requisitos da lei”? 
De acordo com Regina Helena Costa3: 
sem fins lucrativos  “Requisito a ser preenchido tão somente pelas 
instituições de educação e assistência social, uma vez que os partidos 
políticos e suas fundações, bem como as entidades sindicais de 
trabalhadores, são entes que, por sua própria natureza, não objetivam 
 
3 COSTA, Regina Helena. Curso de direito tributário: Constituição e Código Tributário Nacional. 4ª Edição. 2014. 
 
 
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lucro.” 
atendidos os requisitos da lei  “Aplicável a todas as pessoas nele 
mencionadas.” 
 
 
Somente sindicatos de trabalhadores estão abrangidos 
pela imunidade. Os sindicatos dos empregadores ou 
de setores (ou categorias) econômicos não estão. 
O que nos chama a atenção – e por tal motivo eu o negritei – é o fato de 
a norma constitucional exigir a edição de uma lei, para que as instituições de 
educação e assistência social gozem da referida imunidade. Além disso, seria 
uma lei ordinária ou complementar? 
 Para dirimir as dúvidas, será necessário recorrer ao entendimento do STF 
acerca do assunto, conforme vemos a seguir (grifos nossos): 
“Conforme precedente no STF (RE 93.770, Muñoz, RTJ 102/304) e na linha 
da melhor doutrina, o que a Constituição remete à lei ordinária, no 
tocante à imunidade tributária considerada, é a fixação de normas sobre a 
constituição e o funcionamento da entidade educacional ou 
assistencial imune; não, o que diga respeito aos lindes da imunidade, 
que, quando susceptíveis de disciplina infraconstitucional, ficou 
reservado à lei complementar.” 
(STF, ADI-MC 1.802/DF, Plenário, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Julgamento 
em 27/08/1988) 
 Perceba que, quando uma lei for fixar normas sobre a constituição e o 
funcionamento das referidas entidades, basta que se edite uma lei ordinária. É 
o que ocorreu com a edição da Lei 9.532/97, estabelecendo diversas regras 
relacionadas às entidades objeto da imunidade. No julgamento acima, o STF 
teve a oportunidade de analisar os requisitos previstos no § 2º, do art. 12, 
desta norma, e decidiu que a maioria deles se referiam à constituição e 
funcionamento dessas entidades, podendo, pois, serem regulados pela via de 
lei ordinária. 
Observação: De acordo com o art. 146, II, da CF/88, é necessária a edição 
de lei complementar para regular tais limitações ao poder de tributar. 
 Outra pergunta pertinente seria qual lei complementar cumpre com esse 
papel? Ora, trata-se de uma lei muito conhecida por nós (ou que ainda o será), 
que é o CTN. Em seu art. 14, a Lei 5.172/66 elenca os requisitos para que as 
já mencionadas entidades gozem da imunidade: 
 
 
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“Art. 14 – (...) 
I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas 
rendas, a qualquer título; 
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na 
manutenção dos seus objetivos institucionais; 
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros 
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.” 
 
Na falta de cumprimento destes requisitos, a autoridade 
competente pode suspender a aplicação do benefício da 
imunidade tributária, conforme preconiza o art. 14, § 1°. 
Perceba que, ao lermos na CF/88 quetais entidades não podem ter fins 
lucrativos, não quer dizer que elas não podem obter resultado financeiro 
positivo, pois isso é essencial para que qualquer entidade se desenvolva. No 
entanto, o que é vedado pelo CTN é que haja distribuição de seu 
patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título, inclusive aos sócios, 
gerentes etc. 
 Também não se pode confundir a repartição de lucros com a justa 
remuneração de seus colaboradores pelos trabalhos desenvolvidos na 
entidade. Isso é permitido. 
 Outro ponto a ser discutido em nosso curso, de suma importância para o 
conhecimento amplo da imunidade estudada, é a restrição de que somente o 
patrimônio, a renda e os serviços vinculados às finalidades essenciais 
da entidade estarão imunes aos impostos sobre eles incidentes. Trata-
se, pois, da mesma restrição feita à imunidade religiosa, disposta no art. 150, 
§ 4°, da CF/88. 
 
Repare que a imunidade religiosa não se submete às 
restrições do art. 14 do CTN. 
 Vale ressaltar que, da mesma forma como tem ocorrido com a imunidade 
religiosa, o STF tem sido bastante flexível na análise da vinculação 
asseverada na CF. Nesse sentido, vamos citar, a partir de agora, alguns 
julgados, da própria Corte, que já foram ou que há grandes chances de serem 
cobrados em prova. Portanto, atenção total! 
 
 
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Súmula Vinculante 52 - Ainda quando alugado a terceiros, permanece 
imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo 
art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja 
aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. 
 
Observação: Esta súmula vinculante possui a mesma redação da Súmula 
724 do STF. Isso significa que já se tratava de entendimento pacífico no STF. 
A distinção é que, a partir da sua publicação, o posicionamento nela contido 
possui efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder 
Judiciário e à administração pública direta e indireta. 
 Semelhantemente ao que estudamos na imunidade religiosa, o STF 
também entende que se aplica a imunidade quando o imóvel, pertencente às 
entidades referidas no art. 150, VI, c, estiver alugado a terceiros. A única 
condição é que a renda gerada seja aplicada nas atividades essenciais das 
entidades. 
 Além disso, de acordo com a mesma Corte (RE 144.900), são imunes os 
serviços não relacionados às finalidades essenciais das entidades, desde que 
a receita deles destine-se ao financiamento de tais finalidades. No caso 
concreto, foi considerado imune de ISS o serviço de estacionamento de 
veículos prestado por hospital em pátio interno. Vejamos a íntegra da 
ementa desse julgado: 
EMENTA: IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, C, DA CONSTITUIÇÃO. 
INSTITUIÇÃO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. EXIGÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE 
SERVIÇO CALCULADO SOBRE O PREÇO COBRADO EM ESTACIONAMENTO DE 
VEÍCULOS NO PÁTIO INTERNO DA ENTIDADE. Ilegitimidade. Eventual renda 
obtida pela instituição de assistência social mediante cobrança de 
estacionamento de veículos em área interna da entidade, destinada ao 
custeio das atividades desta, está abrangida pela imunidade prevista 
no dispositivo sob destaque. Precedente da Corte: RE 116.188-4. Recurso 
conhecido e provido. 
(STF, Primeira Turma, RE 144.900/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, Julgamento 
em 22/04/1997) 
 Na esteira desse entendimento, também foi considerado imune do 
IPTU imóvel de propriedade de uma entidade beneficente, em cujas 
instalações era mantida uma livraria. A imunidade subsiste, neste caso, 
pois o que importa é que as rendas auferidas sejam revertidas para a 
manutenção de suas atividades institucionais. 
 Sobre a renda destinada às finalidades essenciais, destaque-se que 
também já foi considerado imune pelo STF “a renda obtida pelo SESC 
na prestação de serviços de diversão pública, mediante a venda de 
ingressos de cinema ao público em geral”. 
 
 
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Para o STF, as escolas de ensino profissionalizante estão 
enquadradas no rol de entidades do art. 150, VI, c. Cite-
se, como exemplo, o SENAC e o SENAI. 
 Além disso, ainda que os imóveis estejam sendo utilizados como 
escritório e residência de membro da entidade, continuam imunes. Senão, 
vejamos: 
Instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos (...). O fato 
de os imóveis estarem sendo utilizados como escritório e residência 
de membros da entidade não afasta a imunidade prevista no art. 150, 
VI, alínea c, § 4º, da CF." 
(STF, RE 221.395, Segunda Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Julgamento em 
08/02/2000) 
Diferentemente do que acaba de ser visto, em 2010, a Segunda Turma 
do STF havia afastado a aplicação da imunidade prevista no art. 150, VI, “c”, 
da CF/88, aos terrenos baldios sem vinculação às finalidades essenciais das 
entidades imunes. 
Contudo, em 2013, a Primeira Turma da Colenda Corte, de forma 
divergente, decidiu que a constatação de que imóvel vago ou sem 
edificação não seria suficiente, por si sóば, para destituir a garantia 
constitucional da imunidade tributária. A ementa do julgamento do RE 
385.091/DF foi parcialmente transcrita abaixo: 
EMENTA: Imunidade. Entidade de assistência social. Artigo 150, VI, c, CF. 
Imóvel vago. Finalidades essenciais. Presunção. Ônus da prova. 
1. A regra de imunidade compreende o reverso da atribuição de competência 
tributária. Isso porque a norma imunitória se traduz em um decote na regra 
de competência, determinando a não incidência da regra matriz nas áreas 
protegidas pelo beneplácito concedido pelo constituinte. 
(...) 
3. No caso da imunidade das entidades beneficentes de assistência social, a 
Corte tem conferido interpretação extensiva à respectiva norma, ao 
passo que tem interpretado restritivamente as normas de isenção. 
(...) 
5. A constatação de que um imóvel está vago ou sem edificação não é 
suficiente, por si só, para destituir a garantia constitucional da 
imunidade. A sua não utilização temporária deflagra uma 
neutralidade que não atenta contra os requisitos que autorizam o 
gozo e a fruição da imunidade. 
6. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 
 
 
 
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(STF, Primeira Turma, RE 385.091/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Julgamento em 
06/08/2013) 
Certamente, essa divergência entre as turmas causa dúvidas no 
candidato sobre qual posicionamento levar para a prova. A orientação mais 
sensata é a de que seja seguido o mais recente julgamento, 
direcionado à manutenção da referida imunidade, em caso de imóvel 
vagos ou sem edificação. 
Ainda no que se refere à imunidade em tela, quando nossa análise recai 
sobre o ICMS (tributo indireto), há que se relembrar dos conceitos que já 
vimos sobre contribuinte de direito e de fato. Você se lembra, certo? Caso não 
tenha certeza, retorne ao tópico da imunidade recíproca e leia novamente. 
Vamos lá, então: 
“O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 210.251 - 
EDv/SP, fixou entendimento segundo o qual as entidades de assistência 
social são imunes em relação ao ICMS incidente sobre a 
comercialização de bens por elas produzidos, nos termos do art. 150, 
VI, "c" da Constituição. Embargos de divergência conhecidos, mas 
improvidos.” 
(STF, RE 186.175 ED-EDv/SP, Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, Julgamento em 
23/08/2006) 
 Embora já tenha havido decisões em sentido contrário em ocasiõesanteriores, atualmente, o entendimento predominante no STF é o de que a 
imunidade das entidades de assistência social abrange o ICMS 
incidente sobre a comercialização de bens por elas produzidos. 
 Esse posicionamento foi corroborado pelo STJ, no julgamento do RMS 
46.170-MS, ao reafirmar que a jurisprudência do STF é firme no sentido de 
que a imunidade prevista no art. 150, VI, c, da CF também se aplica ao 
ICMS, desde que a atividade seja relacionada com as finalidades essenciais da 
entidade. 
 Contudo, o STJ (RMS 46.170-MS, julgado em 23/10/2014) ressaltou que 
tal imunidade não se aplica em relação ao ICMS decorrente da prática 
econômica desenvolvida por entidade de assistência social sem fins lucrativos 
que tem por finalidade realizar ações que visem à promoção da pessoa com 
deficiência, quando desempenhar atividade franqueada da Empresa 
Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). 
 Dessa forma, ainda que a renda obtida pela entidade seja revertida em 
prol de suas atividades essenciais, a imunidade em relação ao ICMS não pode 
ser concedida no caso, porquanto a atividade econômica fraqueada dos 
 
 
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Correios foge dos fins institucionais da entidade, ou seja, o serviço 
prestado não possui relação com seus trabalhos na área de assistência social. 
 
Memorize para a prova: desempenho de atividade 
franqueada da ECT por entidade de assistência social sem 
fins lucrativos não a isenta do ICMS incidente sobre 
as operações. 
 No que se refere à figura do contribuinte de fato (adquirente de 
mercadorias ou serviços), o entendimento do STF é o mesmo aplicável à 
imunidade recíproca (também visto nesta aula): 
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 
TRIBUTÁRIO. ICMS. ENTIDADE SEM FINS LUCRATIVOS. IMUNIDADE 
RECÍPROCA. IMPOSSIBLIDADE. BENEFÍCIO DA IMUNIDADE NÃO ALCANÇA 
CONTRIBUINTE DE FATO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Entidade educacional 
que não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviço de 
energia elétrica, não tem benefício da imunidade em questão, uma 
vez que esta não alcança o contribuinte de fato. 
(STF, AI 731.786-AgR/SC, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 
Julgamento em 19/10/2010) 
 Além de tais casos, devemos guardar que a imunidade prevista no art. 
150, VI, c, da CF/88, também “abrange o Imposto de Importação e o 
Imposto sobre Produtos Industrializados, que incidem sobre bens a 
serem utilizados na prestação de seus serviços específicos” (STF, RE 
243.807). 
 Destaque-se que tal imunidade estende-se ao Imposto sobre 
operações financeiras (IOF) (STF, RE 192.899-AgR): 
EMENTA: IOF. Imunidade tributária. Instituição de educação sem fins 
lucrativos. A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, c, da Constituição, 
estende-se ao imposto sobre operações financeiras. Precedente: RE 
230.128-AgR, 1ª T., 8.10.2002, Ellen Gracie, DJ 8.11.2002. 
(STF, RE 192.899/MG, Primeira Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 
Julgamento em 20/06/2006) 
 O ensino de línguas estrangeiras também caracteriza-se como 
atividade educacional para aplicação da imunidade tributária, consoante 
o entendimento firmado pelo STF no RMS 24.283. 
 
 
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A cobrança de mensalidades pelas entidades 
educacionais não descaracteriza a imunidade, se 
não houver distribuição de rendas, lucro ou participação 
nos seus resultados. 
 Com o intuito de finalizar este tópico, vamos discorrer agora sobre a 
possibilidade de as entidades fechadas de previdência social serem abrangidas 
pela imunidade ora em análise. 
 Eis o posicionamento do STF para este assunto: 
Súmula STF 730 - A imunidade tributária conferida a instituições de 
assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, c, da Constituição, 
somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não 
houver contribuição dos beneficiários. 
 Nesse contexto, de acordo com a Suprema Corte, somente serão 
alcançadas pela imunidade conferida às entidades de assistência social as 
entidades fechadas de previdência social privada quando não houver 
contribuição dos beneficiários. 
 As entidades fechadas de previdência social privada são aquelas criadas 
por certas organizações, com o intuito de complementar o valor que será pago 
de aposentadoria pelo INSS aos seus funcionários. Normalmente, a 
contribuição ocorre tanto parte do patrocinador (organização) como do 
beneficiário (empregado). 
 Observe, entretanto, que a CF/88 não abarcou no art. 150, VI, c, as 
entidades de previdências, mas tão somente as de assistência social. 
Então, no entender do STF, somente se não houver contribuição dos 
beneficiários é que a entidade se caracterizará como assistencial, 
fazendo jus, assim, à imunidade. 
 Outro ponto digno de nota é o que foi disposto no art. 202, § 3°, da 
CF/88, como vemos a seguir: 
“Art. 202 – (...) 
§ 3º É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada 
pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, 
fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e outras 
entidades públicas, salvo na qualidade de patrocinador, situação na qual, 
em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do 
segurado.” 
 O dispositivo menciona que os entes políticos e as entidades a eles 
vinculadas (administração indireta) somente contribuirão com entidades de 
 
 
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previdência privada na condição de patrocinadores, e, mesmo assim, as 
contribuições deles não podem exceder às dos segurados. 
 Agora eu te pergunto: se as contribuições dos patrocinadores devem ser 
menores que a dos segurados, é porque sempre deve haver contribuições dos 
segurados, para que os entes públicos participem como patrocinadores, 
concorda? 
Fazendo uma relação, portanto, com o que acabamos de ver, não será 
possível que uma entidade tenha patrocinadores públicos e, ao mesmo tempo, 
goze da imunidade do art. 150, VI, c. 
Como de praxe nessa aula, vamos esquematizar a estudada imunidade 
(incluindo apenas o principal): 
 
 
 
 
 
 
Questão 39 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
A imunidade tributária conferida pela CF ao patrimônio, renda ou serviços dos 
partidos políticos, inclusive suas fundações, às entidades sindicais dos 
trabalhadores, às instituições de educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos, não se aplica aos imóveis alugados a terceiros, ainda que o valor 
deles decorrente seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades. 
 
Comentário: É fácil perceber o quanto a Súmula 724 do STF é cobrada em 
concursos, não é mesmo? A questão está errada. 
 
Questão 40 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
Está abrangida pela imunidade estabelecida na CF eventual renda que, obtida 
por instituição de assistência social mediante cobrança de estacionamento de 
veículos em área interna da entidade, destine-se ao custeio das atividades 
desta. 
IMUNIDADE 
Art. 150, VI, 
“c” 
Impostos 
Patrimônio 
Renda 
Serviços 
Partidos Políticos 
Sindicato Trab. 
Inst. Educacionais 
Inst. Assistenciais 
Abrange IOF 
 
 
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Comentário: Se os recursos decorrentes da cobrança de estacionamento de 
veículosem área interna da entidade estão sendo utilizados para ao 
financiamento das finalidades essenciais da entidade, há imunidade. Questão 
correta. 
 
Questão 41 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
A imunidade tributária conferida pela CF a instituições de assistência social 
sem fins lucrativos somente alcança as entidades fechadas de previdência 
social privada se houver contribuição dos beneficiários. 
 
Comentário: Tal imunidade somente alcança as entidades fechadas de 
previdência social privada se NÃO houver contribuição dos beneficiários. 
Questão errada. 
 
Questão 42 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
 
A imunidade tributária conferida aos partidos políticos, às entidades sindicais 
dos trabalhadores e às instituições de educação e de assistência social, sem 
fins lucrativos, não abrange o imposto sobre operações de crédito, câmbio e 
seguro, ou as relativas a títulos ou valores mobiliários. 
 
Comentário: De acordo com o que estudamos, a imunidade conferida aos 
partidos políticos, às entidades sindicais dos trabalhadores e às instituições de 
educação e de assistência social, sem fins lucrativos, abrange também o IOF - 
o imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou as relativas a 
títulos ou valores mobiliários. Portanto, questão errada. 
 
Questão 43 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
O imóvel pertencente a partido político permanece imune ao IPTU, ainda 
quando alugado a terceiros, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas 
atividades essenciais dessa entidade. 
 
Comentário: No mesmo ano, o CESPE cobrou essa assertiva duas vezes. Na 
presente questão, a Súmula 724 foi transcrita, de forma que a questão está 
correta. 
 
Questão 44 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
 
A imunidade tributária conferida aos partidos políticos, às entidades sindicais 
dos trabalhadores e às instituições de educação e de assistência social, sem 
fins lucrativos, não abrange o imposto sobre operações de crédito, câmbio e 
seguro, ou as relativas a títulos ou valores mobiliários. 
 
 
 
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Comentário: Conforme posicionamento do STF, a imunidade prevista no art. 
150, VI, c, da CF/88, abrange o IOF. Questão errada. 
 
Questão 45 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
A imunidade tributária conferida pela CF a instituições de assistência social 
sem fins lucrativos somente alcança as entidades fechadas de previdência 
social privada se houver contribuição dos beneficiários. 
 
Comentário: Nos termos da Súmula nº 730 do STF, a imunidade conferida a 
instituições de assistência social sem fins lucrativos somente alcança as 
entidades fechadas de previdência social privada se não houver contribuição 
dos beneficiários. Questão errada. 
 
Questão 46 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins 
lucrativos somente alcança as entidades fechadas de previdência social 
privada, se não houver contribuição dos beneficiários. 
 
Comentário: De acordo com a Súmula 730, do STF, a imunidade tributária 
conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, 
VI, c, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência 
social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Questão correta. 
 
Questão 47 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins 
lucrativos pela Constituição Federal somente alcança as entidades fechadas de 
previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. 
 
Comentário: De acordo com a Súmula 730, do STF, a imunidade tributária 
conferida a instituições de assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, 
VI, c, da Constituição, somente alcança as entidades fechadas de previdência 
social privada se não houver contribuição dos beneficiários. Questão correta. 
 
Questão 48 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária não abrange a renda obtida pelo SESC na prestação de 
serviços de diversão pública, mediante a venda de ingressos de cinema ao 
público em geral, e aproveitada em suas finalidades assistenciais. 
 
Comentário: Estudamos que já foi considerada imune pelo STF a renda obtida 
pelo SESC na prestação de serviços de diversão pública, mediante a venda de 
ingressos de cinema ao público em geral. Questão errada. 
 
 
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Questão 49 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária não abrange IPTU de imóvel pertencente a entidades 
sindicais dos trabalhadores, quando alugado a terceiros, mesmo que o valor 
dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades. 
 
Comentário: Ainda que o imóvel tenha sido alugado a terceiros, se a renda 
proveniente dessa locação estiver sendo utilizada nas atividades essenciais da 
entidade, o imóvel é considerado imune ao IPTU. Questão errada. 
 
Questão 50 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária não abrange renda obtida pela instituição de assistência 
social, por meio de cobrança de estacionamento de veículos em área interna 
da entidade, destinada ao custeio das atividades desta. 
 
Comentário: O STF já considerou imune da incidência de imposto a renda 
decorrente da cobrança de estacionamento de veículos em área interna da 
entidade de assistência social, destinada ao custeio das atividades desta. 
Questão errada. 
 
Questão 51 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
É uma das limitações constitucionais do poder de tributar a imunidade aos 
impostos que gravem o patrimônio, a renda ou os serviços das entidades de 
assistência social, sem fins lucrativos, desde que não distribuam qualquer 
parcela do seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título. 
 
Comentário: Esta questão cobrou a imunidade prevista no art. 150, VI, “c”, 
da CF/88, juntamente com o art. 14, I, do CTN. Assim sendo, de fato é 
considerada uma limitação ao poder de tributar a imunidade aos impostos que 
gravem o patrimônio, a renda ou os serviços das entidades de assistência 
social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei, dentre os quais 
podemos citar a exigência que não distribuam qualquer parcela do seu 
patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título. Questão correta. 
 
Questão 52 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Dentre as imunidades tributárias figura o impedimento à instituição de 
impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as 
finalidades essenciais das entidades sindicais, mas somente daquelas 
relacionadas aos trabalhadores. 
 
Comentário: De fato, existe imunidade impedindo a incidência de impostos 
sobre o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades 
 
 
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essenciais das entidades sindicais, conforme art. 150, VI, “c”, da CF/88. 
Contudo, apenas os sindicatos de trabalhadores estão imunes. Questão 
correta. 
 
Questão 53 – FGV/Pref. Recife-Auditor do Tesouro Municipal/2014 
 
Determinada escola foi autuada pelo Fisco Municipal por não ter recolhido o 
imposto sobre os serviços que presta, apesar de ter recebido o título de 
instituição de utilidade pública, tendo sua imunidade reconhecida por meio de 
ato declaratório próprio, não possuindo fins lucrativos. A Fazenda alega que a 
escola não se cadastrou junto à Secretaria de Educação, órgão que estabelece 
os critérios para que um estabelecimento possa ser considerado “educacional” 
e, portanto, imune, sendo essa exigência ato privativo do Poder Executivo, quepode condicionar a fruição do benefício ao cumprimento de obrigações 
acessórias. 
Nesse caso, a Fazenda agiu 
a) incorretamente, uma vez que a exigência de cadastro representa limite, a 
ser fixado por lei complementar, à imunidade gozada pela escola. 
b) corretamente, já que cabe ao Poder Executivo fixar a organização das 
entidades imunes. 
c) corretamente, eis que cabe à Secretaria de Educação exercer controle sobre 
as escolas. 
d) incorretamente, já que as exigências quanto à organização das entidades 
imunes devem ser veiculadas por lei complementar. 
e) corretamente, uma vez que, mesmo imune, a escola tem que cumprir as 
obrigações acessórias. 
 
Comentário: Sabemos que a regulação das limitações ao poder de tributar, 
como a imunidade tributária, deve ser realizada apenas por meio de lei 
complementar, conforme estabelece o art. 146, II, da CF/88. Sendo assim, a 
Fazenda não pode exigir cadastro junto à Secretaria de Educação, pois isso 
representa uma condição para o gozo da imunidade, que deve ser fixado 
apenas em lei complementar. 
 
Gabarito: Letra A 
2.4 – Imunidade Cultural 
O art. 150, VI, d, da CF/88 estabelece que é vedado a todos os entes 
federados instituírem impostos sobre os livros, jornais, periódicos e o papel 
destinado à sua impressão. 
 Trata-se da imunidade cultural – também denominada imunidade de 
imprensa – cujo principal objetivo é favorecer o acesso aos meios culturais, 
como livros, jornais e periódicos. 
 
 
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 De imediato, percebemos uma grande diferença entre as demais 
imunidades já vistas durante a aula e a cultural: esta é objetiva, incidindo 
sobre “coisas”, ao passo que as demais são subjetivas, sendo 
parâmetro para concessão a “pessoa”. 
 Seguindo essa linha de entendimento, poderíamos dizer que a imunidade 
não alcança o Imposto de Renda, por exemplo, incidente sobre os lucros 
auferidos pelas editoras: 
EMENTA: TRIBUTÁRIO. ANISTIA DO ART. 150, VI, D, DA CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL. IPMF. EMPRESA DEDICADA À EDIÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E 
COMERCIALIZAÇÃO DE LIVROS, JORNAIS, REVISTAS E PERIÓDICOS. 
Imunidade que contempla, exclusivamente, veículos de comunicação e 
informação escrita, e o papel destinado a sua impressão, sendo, portanto, 
de natureza objetiva, razão pela qual não se estende às editoras, 
autores, empresas jornalísticas ou de publicidade -- que permanecem 
sujeitas à tributação pelas receitas e pelos lucros auferidos. 
Consequentemente, não há falar em imunidade ao tributo sob enfoque, que 
incide sobre atos subjetivados (movimentação ou transmissão de valores e 
de créditos e direitos de natureza financeira). Recurso conhecido e provido. 
(STF, RE 206.774, Rel. Min. Ilmar Galvão, Julgamento em 03/08/1999) 
 No mesmo sentido, as operações financeiras realizadas pelas 
empresas que industrializam tais produtos não podem ser imunizadas 
do IOF (STF, RE 504.615-AgR). 
 Ademais, a referida imunidade acaba por defender o direito à liberdade 
de expressão, caracterizado nos incisos IV, V, IX e XIV do art. 5º da CF/88, o 
que a torna uma cláusula pétrea. 
 Vistos os conceitos iniciais da imunidade cultural, é necessário que 
conheçamos a jurisprudência a ela atinente, sendo de suma importância para 
as provas de concurso público. 
Assim sendo, a jurisprudência consagrada no STF era a de que, além dos 
livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão, também 
estavam imunes os outros insumos assimiláveis ao papel. Foi nessa 
linha que o STF demonstrou, por meio da Súmula 657, que a imunidade 
cultural abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de 
jornais e periódicos: 
Súmula STF 657 - A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da CF abrange 
os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e 
periódicos. 
 Seguindo esse mesmo raciocínio, porém em direção oposta, o STF 
 
 
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também já considerou que não está a tinta para impressão de jornais: 
"Ementa: - Imposto de importação. Tinta especial para jornal. Não-
ocorrência de imunidade tributária. - Esta Corte já firmou o 
entendimento (a título de exemplo, nos RREE 190.761, 174.476, 203.859, 
204.234 e 178.863) de que apenas os materiais relacionados com o 
papel - assim, papel fotográfico, inclusive para fotocomposicão por laser, 
filmes fotográficos, sensibilizados, não impressionados, para imagens 
monocromáticas e papel para telefoto - estão abrangidos pela imunidade 
tributária prevista no artigo 150, VI, "d", da Constituição. (...)” 
(STF, RE 273.308/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Moreira Alves, Julgamento 
em 22/08/2000) 
Ocorre que, ao julgar o Recurso Extraordinário 202.149, a Primeira 
Turma do STF chegou a considerar que a imunidade tributária relativa a livros, 
jornais e periódicos é ampla, total, apanhando produto, maquinário e insumos. 
A referência, no preceito, a papel seria, então, meramente exemplificativa e 
não exaustiva. 
Contudo, recentemente o Min. Celso de Mello admitiu e julgou embargos 
de divergência (DJe 16/04/2015), apresentados pela União, ocasião em que 
demonstrou que a decisão tomada pela Primeira Turma divergia da 
jurisprudência consagrada do STF, conhecendo e dando provimento ao 
recurso extraordinário da União. 
Sem nos aprofundarmos neste momento no rito processual, para nossa 
prova, isso significa que, atualmente, é recomendável seguir o entendimento 
mais restritivo, qual seja o de que apenas estão imunes livros, jornais, 
periódicos e o papel destinado a sua impressão, bem como outros 
insumos, desde que assimiláveis ao papel! 
Acrescente-se que, para a Suprema Corte, não há proteção 
constitucional à prestação de serviços de composição gráfica ou de 
impressão onerosos a terceiros (RE 723.018-AgR). 
 Na linha desse mesmo entendimento, o STF (RE 630.462-AgR) também 
considerou que os serviços de distribuição de periódicos, revistas, 
publicações, jornais e livros não estão abrangidos pela imunidade 
cultural. Portanto, nesse caso, incide o ISS (Imposto sobre Serviços) 
normalmente. 
 Além disso, não há que se falar em análise do valor cultural, como 
requisito para conceder a imunidade. De acordo com o STF, “os álbuns de 
figurinhas e os respectivos cromos adesivos estão alcançados pela 
imunidade tributária prevista no art. 150, VI, “d”, da Constituição 
Federal”. 
 
 
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A concessão da imunidade sobre livros, jornais e 
periódicos independe da prova do valor cultural ou 
pedagógico da publicação. 
A referida imunidade também abrange as apostilas: 
“EMENTA: IMUNIDADE. IMPOSTOS. LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E PAPEL 
DESTINADO À IMPRESSÃO. APOSTILAS. O preceito da alínea "d" do 
inciso VI do artigo 150 da Carta da República alcança as chamadas 
apostilas, veículo de transmissão de cultura simplificado.” 
(STF,RE 183.403/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Julgamento 
em 07/11/2000) 
 
 Ainda no que diz respeito à imunidade cultural, destacamos o julgamento 
do aguardado Recurso Extraordinário 330.817/RJ, com repercussão geral 
reconhecida, no qual ficou decidido pelo Supremo Tribunal Federal que livros 
eletrônicos e os suportes próprios para sua leitura são alcançados pela 
imunidade. Assim, podemos dizer que não apenas os livros digitais (e-books) 
mas também os denominados e-readers, isto é, equipamentos eletrônicos 
elaborados exclusivamente paraviabilizar o acesso aos livros digitais. 
 
 
Livros digitais e os equipamentos eletrônicos 
destinados à sua leitura são imunes da incidência 
de impostos! Isso vai cair nas próximas provas! 
 Destaque-se que a inserção de anúncios e publicidade em listas 
telefônicas, com o objetivo de permitir a divulgação das informações a 
custo zero para os assinantes, não descaracteriza a imunidade em tela 
(RE 199.183). 
 No entanto, é de se ressaltar que os encartes de propaganda com 
exclusiva índole comercial não podem ser considerados imunes, como vemos a 
seguir: 
“EMENTA: TRIBUTÁRIO. ENCARTES DE PROPAGANDA DISTRIBUÍDOS COM 
JORNAIS E PERIÓDICOS. ISS. ART. 150, VI, d, DA CONSTITUIÇÃO. Veículo 
publicitário que, em face de sua natureza propagandística, de exclusiva 
índole comercial, não pode ser considerado como destinado à cultura 
e à educação, razão pela qual não está abrangido pela imunidade de 
impostos prevista no dispositivo constitucional sob referência, a qual, 
ademais, não se estenderia, de qualquer forma, às empresas por eles 
 
 
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responsáveis, no que concerne à renda bruta auferida pelo serviço 
prestado e ao lucro líquido obtido.” 
(RE 213.094/ES, Rel. Min. Ilmar Galvão, julgamento em 22/6/1999) 
 
Observação: Mais uma vez podemos perceber o caráter objetivo da 
imunidade, a qual não alcançou as empresas! Nesse caso, 
excepcionalmente, a imunidade não alcançou nem mesmo os bens, por terem 
exclusiva índole comercial! 
 Esquematizando: 
 
 
 
 
 
 
Questão 54 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
A imunidade tributária conferida aos livros, jornais, periódicos e papel 
destinado à sua impressão estende-se aos serviços de composição gráfica 
necessários à composição do produto final. 
 
Comentário: Conforme o entendimento do STF, não há extensão da 
imunidade cultural aos serviços de composição gráfica. Dessa forma, a questão 
está errada. 
 
Questão 55– CESPE/ANATEL-Especialista Em Regulação/2014 
 
Segundo o STF, a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o 
papel destinado a sua impressão alcança álbum de figurinhas e os respectivos 
cromos adesivos, já que o constituinte não fez distinção de conteúdo, valor 
artístico ou didático das informações. 
 
Comentário: De fato, o entendimento do STF é o de que a imunidade alcança 
álbum de figurinhas e os respectivos cromos adesivos, já que o constituinte 
IMUNIDADE 
CULTURAL Impostos 
Livros, Jornais e Periódicos 
Papel destinado sua impressão 
As pessoas jurídicas não 
estão protegidas. 
Incide: IOF/IR/ISS 
Abrange: Álbum de Figurinhas/ 
Apostilas/Filmes e papéis fotográficos 
Não Abrange: Tinta/Encartes de 
propag./Serv. Composição Gráfica 
 
 
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não fez distinção de conteúdo, valor artístico ou didático das informações. 
Questão correta. 
 
Questão 56 – CESPE/JUIZ FEDERAL-1ª REGIÃO/2009 
 
A imunidade constitucional de livros não se estende à COFINS. 
Comentário: Como já foi mais do que repetido, a imunidade não se estende a 
contribuições para seguridade social. Portanto, esta questão está correta. 
 
Questão 57 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
A imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à 
sua impressão não se aplica ao álbum de figurinhas. 
 
Comentário: Vimos durante a aula que o STF já decidiu favoravelmente à 
extensão da imunidade cultural ao álbum de figurinhas. Questão errada. 
 
Questão 58 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
Há isenção de imposto sobre comercialização de livro, jornal, periódico e sobre 
a comercialização de papel destinado a impressão destes produtos. 
 
Comentário: O que há, na verdade, é imunidade de imposto sobre os livros, 
jornais, periódicos, bem como sobre o papel destinado a impressão destes 
produtos. Questão errada. 
 
Questão 59 – ESAF/ANAC-Especialista em Regulação/2016 
 
Quanto à imunidade tributária, assinale a opção correta. 
a) Os templos de qualquer culto são imunes a todos os tributos. 
b) A imunidade dos partidos políticos alcança impostos e taxas. 
c) A imunidade das entidades educacionais é descaracterizada pela cobrança 
de mensalidades. 
d) A imunidade dos livros, dos jornais e dos periódicos é subjetiva. 
e) O sujeito passivo imune não é dispensado do cumprimento de obrigações 
acessórias. 
 
Comentário: Temos aqui uma questão bastante ampla, cobrando várias 
imunidades. Vamos analisar cada alternativa: 
 
Alternativa A: A imunidade das entidades religiosas é relativa apenas aos 
impostos. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: A imunidade dos partidos políticos alcança apenas os impostos. 
Alternativa errada. 
 
 
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Alternativa C: A cobrança de mensalidades não descaracteriza a entidade 
imune, se não há distribuição de rendas, lucro ou participação nos seus 
resultados. A imunidade das entidades educacionais apenas define que tais 
entidades não tenham finalidade lucrativa, não vedando a cobrança de 
mensalidades. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Trata-se de imunidade claramente objetiva, já que o que está 
sendo protegido é o objeto (livro, jornal, periódicos e o papel destinado à sua 
impressão). Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Ainda que imune, a pessoa fica submetida ao cumprimento de 
obrigações acessórias perante o Fisco. Alternativa correta. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Questão 60 – FGV/TJ-AP-Juiz/2008 
 
A imunidade dos livros, jornais, periódicos e do papel destinado a sua 
impressão abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de 
jornais e periódicos. 
Comentário: De acordo com a Súmula 657 do STF, a imunidade cultural 
abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de jornais e 
periódicos. Questão correta. 
2.5 – Imunidade em favor da produção musical brasileira 
 Nesse momento, vamos tratar de uma emenda constitucional, que 
acrescentou mais uma imunidade ao texto constitucional, que afeta 
diretamente o tema estudado na aula de hoje. Trata-se da EC 75/2013, cujo 
projeto foi denominado PEC da Música. Vamos ver o que diz o seu texto: 
“Art. 1º O inciso VI do art. 150 da Constituição Federal passa a vigorar 
acrescido da seguinte alínea e: 
VI . instituir impostos sobre: 
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil 
contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou 
obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como os 
suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo 
na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a 
laser.” 
O que isso significa? A emenda trouxe mais uma imunidade 
tributária. 
 
 
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Lembre-se do que estudamos na semana passada: é 
permitido que uma emenda constitucional venha 
acrescentar novos direitos aos contribuintes, instituindo 
outras limitações ao poder de tributar! 
Vamos entender os termos mencionados no dispositivo constitucional: 
 
Fonogramas  Registro sonoro em suporte material (CDs ou disco de vinil) 
Videofonogramas  Registro de imagem e som em suporte material 
(DVDs). 
Obras Musicais  Relativas a música. 
Obras Literomusicais  Espetáculos ou reunião social em que se leem 
trechosliterários ou poemas e que há apresentações musicais. 
Sabendo-se que imunidade é uma forma de não incidência 
constitucionalmente qualificada, qual seria, portanto, a limitação imposta ao 
Estado pela EC 75/2013? Ora, está vedado a todos os entes federativos 
instituir impostos (e não tributos, como as bancas adoram cobrar) sobre 
fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras 
musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral 
interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou 
arquivos digitais que os contenham. 
 Destaque-se que a etapa de replicação industrial de mídias ópticas 
de leitura a laser foi excepcionada, não estando imune aos impostos. 
 Para facilitar a memorização de tal exceção, faz-se necessário entender o 
motivo de ela ter sido incluída no texto constitucional. Levando em 
consideração que a grande maioria dos CDs e DVDs fabricados no Brasil sai da 
Zona Franca de Manaus, o que houve foi a tentativa de manter aquele pólo 
industrial atrativo para as empresas. 
 Explique-se melhor: caso o processo de replicação se tornasse imune, 
não haveria motivo para as fábricas responsáveis por esta etapa industrial 
continuarem instaladas naquela longínqua região, já que o benefício fiscal lá 
concedido, hoje estaria imune em todo o território nacional. Entendeu? 
 O principal aspecto sobre essa novidade é saber como as bancas podem 
cobrar este assunto. Eu diria que elas vão permanecer estendendo aos tributos 
a imunidade que só abrange impostos, considerando incorreta a assertiva. 
 
 
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 Outra possibilidade é cobrar a exceção que nós vimos (sobre a replicação 
das mídias), bem como a restrição de que apenas os fonogramas e 
videofonogramas musicais produzidos no Brasil e que contenham 
obras de autores brasileiros – e/ou interpretadas por artistas 
brasileiros – estão imunes aos impostos. 
 Enfim, você deve saber o seguinte: 
1. Os fonogramas e videofonogramas devem ser produzidos no Brasil; 
2. As obras não precisam ser dos autores brasileiros. Entretanto, devem 
ser, no mínimo, interpretadas por artistas brasileiros; 
3. Abrange os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham; 
4. A etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser 
não está imune. 
 
Questão 61 – CESPE/TCE-RN-Assessor Técnico Jurídico/2015 
 
Os fonogramas musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais ou 
literomusicais de autores brasileiros, salvo na etapa de replicação industrial de 
mídias óticas de leitura a laser, são imunes às contribuições de intervenção 
econômica e aos impostos em geral, mas não às contribuições para a 
seguridade social, como as contribuições previdenciárias. 
 
Comentário: Na realidade, tal imunidade se restringe aos impostos, 
ressalvada etapa de replicação industrial de mídias óticas de leitura a laser. 
Questão errada. 
 
Questão 62 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
A imunidade tributária concernente ao impedimento à instituição de impostos 
sobre fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo 
obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros compreende a etapa de 
replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. 
 
Comentário: No art. 150, VI, “e”, da CF/88, foi prevista a referida imunidade, 
estando, contudo, excepcionada a etapa de replicação industrial de mídias 
ópticas de leitura a laser. Questão errada. 
 
 
 
 
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3 - OUTRAS ESPÉCIES DE IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS 
 Além das imunidades até agora estudadas, há várias outras espalhadas 
pela Constituição. 
 Em alguns casos, como no art. 195, § 7, o texto constitucional trata tais 
limitações ao poder de tributar como isenção. Não obstante tais previsões, 
de acordo com o STF, são consideradas imunidades. 
Como já vimos, a isenção seria a dispensa legal do pagamento do 
tributo, e não um preceito constitucional, condicionando o exercício da 
competência tributária. 
Feitas tais observações e revisões, seguem abaixo as demais imunidades 
mencionadas no corpo do texto constitucional: 
 São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: (a) 
o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder; (b) a obtenção de certidões em repartições 
públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse 
pessoal (art. 5°, XXXIV); 
 Ação popular, salvo comprovada má-fé, é isento (imune) de custas 
judiciais, as quais são consideradas taxas pelo STF (art. 5°, LXXIII); 
 São gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei, o registro 
civil de nascimento e a certidão de óbito (art.5°, LXXVI); 
 São gratuitas as ações de “habeas-corpus” e “habeas-data”, e, na forma da 
lei, os atos necessários ao exercício da cidadania (art. 5°, LXXVII); 
 As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico não 
incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação (art. 149, §2°, 
I); 
 O IPI não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao 
exterior (art. 153, §3°, III); 
 O ITR não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, 
quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel (art. 
153, §3°, II); 
 O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento 
cambial, sujeita-se exclusivamente à incidência do IOF, sendo imune 
de qualquer outro tributo (art. 153, §5°); 
 O ICMS não incidirá (art. 155, §2°, X): 
a) sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre 
serviços prestados a destinatários no exterior; 
 
 
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b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive 
lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia 
elétrica; 
c) nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de 
radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita; 
 À exceção do II, IE e ICMS nenhum outro imposto poderá incidir sobre 
operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, 
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País (art. 155, §3°); 
Observação: A imunidade se refere a todos os demais impostos, com 
exceção do II, IE e ICMS. Nesse sentido, vejamos uma importante súmula do 
STF: 
Súmula STF 659 - É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do FINSOCIAL 
sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, 
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. 
 O ITBI não incidirá sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao 
patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a 
transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou 
extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade 
preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou 
direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil (art. 
156, §2°,I); 
 São isentas (imunes) de impostos federais, estaduais e municipais as 
operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de 
reforma agrária (art. 184, §5°); 
 A contribuição previdenciária não incide sobre aposentadoria e 
pensão concedidas pelo regime geral de previdência social (art. 
195, II); 
 São isentas (imunes) de contribuição para a seguridadesocial as 
entidades beneficentes de assistência social que atendam às 
exigências estabelecidas em lei (art. 195, §7°); 
 A celebração do casamento é gratuita, portanto, imune a taxas (art. 
226, § 1º). 
Antes que você se desespere, pensando que não vai conseguir decorar 
tudo isso, posso garantir que durante o curso veremos todas as principais 
imunidades que são cobradas nas provas de Direito Tributário (as que 
foram inseridas dentro do capítulo que se dedica ao trato do Sistema Tributário 
Nacional. 
Portanto, à medida que formos explicando a matéria, você verá que a 
“decoreba” será quase que natural. Não se desespere, pois o objetivo deste 
 
 
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tópico é que você tenha conhecimento da existência de tais imunidades. Tudo 
bem? 
Antes de partirmos para as questões, vamos estudar a seguir a 
imunidade prevista no art. 195, § 7º. 
3.1 – A imunidade das entidades assistenciais, relativas a contribuição 
para a seguridade social 
 
 Digno de tópico específico, sobretudo por ser cobrado com certa riqueza 
de detalhes pelas bancas examinadoras, o art. 195, § 7º, da CF/88, estabelece 
o seguinte: 
 
Art. 195 - (...): 
§ 7º - São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades 
beneficentes de assistência social que atendam às exigências 
estabelecidas em lei. 
 
 Inicialmente, cumpre-nos destacar que, muito embora o legislador 
constituinte tenha dito que tais entidades são “isentas”, podemos afirmar, com 
base nos conceitos vistos no início da aula, que se trata de imunidade (STF, 
RMS 22.192/DF). 
 
Observação: Tenha muito cuidado com as questões literais, que podem 
transcrever a literalidade do texto constitucional, algo que será 
indubitavelmente correto. 
 Destaque-se que o benefício é concedido às entidades beneficentes de 
assistência social com a finalidade de prestação de serviços nas áreas de 
assistência social, saúde ou educação, conforme prevê o art. 1º, da Lei 
12.101/2009: 
Art. 1º - A certificação das entidades beneficentes de assistência social e 
a isenção de contribuições para a seguridade social serão concedidas às 
pessoas jurídicas de direito privado, sem fins lucrativos, reconhecidas 
como entidades beneficentes de assistência social com a 
finalidade de prestação de serviços nas áreas de assistência 
social, saúde ou educação, e que atendam ao disposto nesta Lei. 
 
Não são imunes apenas as entidades com a finalidade de 
prestação de serviços na área de assistência social, mas 
também na área da saúde ou educação. 
 Cabe ressaltar também que o art. 2º da mesma norma dispõe que tais 
entidades deverão obedecer ao princípio da universalidade do 
 
 
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atendimento, sendo vedado dirigir suas atividades exclusivamente a 
seus associados ou a categoria profissional. 
 Para gozar da imunidade prevista no art. 195, § 7º, a Lei 12.101/2009 
estabelece que a entidade beneficente deve estar certificada e que, para 
isso (certificação ou renovação), é necessário observar os seguintes 
requisitos : 
Art. 3º - A certificação ou sua renovação será concedida à entidade 
beneficente que demonstre, no exercício fiscal anterior ao do 
requerimento, observado o período mínimo de 12 (doze) meses de 
constituição da entidade, o cumprimento do disposto nas Seções I, II, 
III e IV deste Capítulo, de acordo com as respectivas áreas de atuação, e 
cumpra, cumulativamente, os seguintes requisitos: 
I - seja constituída como pessoa jurídica nos termos do caput do 
art. 1º; e 
II - preveja, em seus atos constitutivos, em caso de dissolução ou 
extinção, a destinação do eventual patrimônio remanescente a 
entidade sem fins lucrativos congêneres ou a entidades públicas. 
Parágrafo único. O período mínimo de cumprimento dos requisitos 
de que trata este artigo poderá ser reduzido se a entidade for 
prestadora de serviços por meio de contrato, convênio ou instrumento 
congênere com o Sistema Único de Saúde (SUS) ou com o Sistema Único 
de Assistência Social (Suas), em caso de necessidade local atestada pelo 
gestor do respectivo sistema. (Redação dada pela Lei nº 12.868, de 
2013) 
Observação: As sessões I, II, III e IV trazem regras específicas sobre a 
certificação das entidades da área da saúde, assistência social e educação, 
fugindo do escopo desse curso. 
 O certificado ao qual estamos nos referindo é o CEBAS (Certificado de 
Entidade Beneficente de Assistência Social). Trata-se de um certificado que, 
basicamente, comprova que a entidade preenche as condições de constituição 
e funcionamento, que devem ser atendidas para que a entidade receba o 
benefício constitucional. 
 Retornando à redação do dispositivo constitucional (art. 195, § 7º), é 
dito que a imunidade só alcança as entidades beneficentes de assistência social 
que atendam às exigências estabelecidas em lei. Neste momento, uma 
pergunta que deve ser feita é a seguinte: a lei exigida pelo constituinte seria 
ordinária ou complementar? 
 Da mesma forma como foi explicado na imunidade prevista no art. 150, 
VI, c, da CF/88 (já estudada por nós), você deve memorizar o seguinte: 
 
 
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Lei Ordinária  Fixação de normas sobre a constituição e o funcionamento da 
entidade educacional ou assistencial imune (Requisitos formais para o gozo 
da imunidade); 
Lei Complementar  Lindes da imunidade (Condições materiais para o 
gozo da imunidade) 
 
Observação: De acordo com o art. 146, II, cabe à lei complementar regular 
as limitações constitucionais ao poder de tributar. A imunidade, como já 
estudamos, é uma limitação ao poder de tributar. 
 
 
Por analogia, a lei complementar aplicável ao caso é 
aquela prevista no art. 14 do CTN, que se refere à 
imunidade do art. 150, VI, c. 
 Destaque-se que a emissão do CEBAS significa o mero reconhecimento 
de que a entidade preenche as condições de constituição e funcionamento, 
estando apta a gozar da imunidade prevista no art. 195, § 7º, da CF/88. 
Portanto, os requisitos para receber o CEBAS podem ser definidos em 
lei ordinária (Lei 12.101/2009). 
 Sendo assim, o STF (RMS 27.093/DF) entende que não ofende a CF/88 a 
exigência de emissão e renovação periódica do CEBAS. Neste caso, não há 
direito adquirido ao regime jurídico relativo à imunidade tributária, isto 
é, em caso de renovação, a entidade se sujeita às novas leis que porventura 
tenham alterado os requisitos e condições para renovação do CEBAS. 
 Explique-se melhor: para a emissão do CEBAS, a entidade deve se 
adequar aos requisitos legais naquele momento. Posteriormente, na época da 
renovação, não há alegação de direito adquirido ao regime jurídico 
anterior, ou seja, devendo se sujeitar à legislação superveniente. 
 Além disso, o STF também decidiu que a exigência de renovação 
periódica do CEBAS não ofende o disposto no art. 146, II, da CF/88, 
que reserva à lei complementar regulação das limitações ao poder de tributar. 
 Nesse contexto, é válido citar a Súmula 352 do STJ: 
Súmula STJ 352 - A obtenção ou a renovação do Certificado de Entidade 
Beneficente de Assistência Social (Cebas) não exime a entidade do 
cumprimento dos requisitos legais supervenientes. 
 
 
 
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 Cabe ressaltar que a Lei 12.101/2009 também determina alguns 
requisitos para fruição da imunidade, previstos em seu art. 29. Ao que parece, 
o legislador ordinário segue à risca o previsto na CF/88, entendendo tratar-se 
de isenção, e não de imunidade. Isso porque, se considerasse o dispositivo 
como imunidade que é, deveria haver lei complementar para regular os 
requisitos para o gozo da cláusula de não incidência constitucionalmente 
qualificada. Em vista dessa problemática, o Conselho Federal da Ordem dos 
Advogados do Brasil (CFOAB) propôs, no Supremo Tribunal Federal (STF), a 
Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4891, pendente de julgamento. 
 
Por fim, ressaltamos o entendimento do STF no sentido de que a 
entidade que satisfaz os requisitos da lei, faz jus à imunidade, não podendo ser 
obstada por autoridade administrativa, com o objetivo de restringir a eficácia 
do disposto no art. 195, § 7º, da CF/88 (norma que prevê a imunidade): 
 
A Associação Paulista da Igreja Adventista do Sétimo Dia, por qualificar-se 
como entidade beneficente de assistência social - e por também atender, 
de modo integral, as exigências estabelecidas em lei - tem direito 
irrecusável ao benefício extraordinário da imunidade subjetiva 
relativa às contribuições pertinentes à seguridade social. 
(...) 
Tratando-se de imunidade - que decorre, em função de sua natureza mesma, 
do próprio texto constitucional -, revela-se evidente a absoluta 
impossibilidade jurídica de a autoridade executiva, mediante 
deliberação de índole administrativa, restringir a eficácia do preceito 
inscrito no art. 195, § 7º, da Carta Política, para, em função de exegese 
que claramente distorce a teleologia da prerrogativa fundamental em 
Referência, negar, à entidade beneficente de assistência social que satisfaz 
os requisitos da lei, o benefício que lhe é assegurado no mais elevado plano 
normativo. 
 
(STF, Primeira Turma, RMS 22.192/DF, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento 
em 28/11/1995) 
 
 
Questão 63 – CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013 
 
Conforme jurisprudência do STF fundamentada no princípio da seletividade, 
operações e bens relacionados à saúde são imunes a tributação. 
 
 
 
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Comentário: Não há que se alegar que os bens essenciais ao ser humano 
devem ser imunes, por conta do princípio da seletividade. Há outros princípios 
que devem ser levados em consideração, como o da capacidade contributiva, 
da concorrência e da livre iniciativa. Questão errada. 
 
Questão 64– CESPE/JUIZ-TJ-BA/2012 
 
A CF concede imunidade em relação ao ICMS apenas às operações que 
destinem ao exterior produtos industrializados. 
 
Comentário: Na verdade, a CF imuniza o ICMS, dentre outras hipóteses, nas 
operações que destinem mercadorias para o exterior e sobre serviços 
prestados a destinatários no exterior. Questão errada. 
 
Questão 65 – FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016 
 
Existe imunidade de ITBI para, dentre outras, a hipótese de incorporação de 
uma pessoa jurídica por outra, desde que a atividade preponderante da 
incorporadora não seja a compra e venda desses bens ou direitos, locação de 
bens imóveis ou arrendamento mercantil. 
Comentário: De acordo com o art. 156, § 2º, I, da CF/88, O ITBI não incide 
sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patrimônio de pessoa 
jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens ou direitos 
decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica, salvo 
se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e 
venda desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento 
mercantil. Portanto, a questão está correta. 
Questão 66 – FCC/PGE-RN-Procurador/2014 
 
O exercício do direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou 
contra ilegalidade ou abuso de poder é protegido por meio de imunidade 
específica que impede a cobrança de taxas. 
 
Comentário: Conforme previsão no art. 5°, XXXIV, da CF/88, o direito de 
petição pode ser exercido independentemente do pagamento de taxas. 
Portanto, trata-se de imunidade. Questão correta. 
 
Questão 67 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
A Constituição Federal assegura isenção no pagamento de taxa para obtenção 
de certidões em repartições públicas e privadas que prestam serviço público, 
para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. 
 
 
 
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Comentário: O direito à obtenção de certidões é protegido por imunidade, em 
conformidade com o disposto no art. 5°, XXXIV, “b”, da CF/88. Portanto, não 
há que se falar em isenção. Questão errada. 
 
Questão 68 – FGV/ISS-CUIABÁ/2016 
 
As imunidades tributárias são consideradas regras negativas de competência, 
estabelecidas pela Constituição Federal, afastando a tributação de 
determinadas pessoas ou bases econômicas. Sobre as imunidades tributárias, 
analise as afirmativas a seguir. 
I. São imunes de contribuição para a seguridade social as entidades 
beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em 
lei. 
II. A imunidade dos templos de qualquer culto não alcança a COFINS 
(Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e a Contribuição ao 
PIS (Programas de Integração Social). 
III. É imune de taxas o exercício do direito de obtenção de certidões em 
repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de 
interesse pessoal. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
Comentário: 
 
Item I: Trata-se da imunidade prevista no art. 195, § 7º, da CF/88. Não 
obstante o dispositivo faça referência à isenção dessas contribuições, trata-se 
de cristalino caso de imunidade tributária. Item correto. 
 
Item II: A imunidade religiosa, prevista no art. 150, VI, “b”, da CF/88, se 
restringe aos impostos, não alcançando COFINS e PIS. Item correto. 
 
Item III: Embora se trate de uma norma alocada fora do capítulo que trata 
do Sistema Tributário Nacional, caracteriza-se como imunidade tributária, 
constituindo direito individual previsto no art. 5º, XXXIV, “b”, da CF/88. Item 
correto. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Chegamos ao fim da aula! Até nosso próximo encontro!  
 
 
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4 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
 
 
Questão 01 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle Externo/2016 
 
O estabelecimento das hipóteses de imunidade tributária é reservado a lei 
complementar. 
 
Questão 02 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
A imunidade tributária visa preservar valores políticos, religiosos, sociais, 
econômicos e éticos da sociedade, com vistas a evitar que determinadas 
atividades sejam oneradaspela incidência dos tributos. 
 
Questão 03 – CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013 
 
Reputa-se de natureza política a imunidade tributária recíproca. 
 
Questão 04 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
As entidades que gozem de isenção ou imunidade tributária não são passíveis 
de fiscalização, visto que a ação fiscalizadora constituiria abuso de poder do 
agente fiscalizador. 
 
Questão 05 – CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011 
 
Ainda que em gozo de imunidade tributária, a pessoa jurídica não está 
dispensada de cumprir obrigações acessórias e de se submeter à fiscalização 
tributária. 
 
Questão 06 – CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
A criação de imunidade tributária é matéria típica de lei ordinária. 
 
Questão 07 – FCC/MPE-PA-Promotor de Justiça/2014 
 
Sobre a Lei Complementar nº 87/96 - Lei Kandir, é correto afirmar que institui 
imunidades tributárias relativas ao ICMS dos Estados e Distrito Federal, dentre 
elas as operações com ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou 
instrumento cambial e operações de arrendamento mercantil, não 
compreendida a venda do bem arrendado ao arrendatário. 
 
 
 
 
 
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Questão 08 –FCC/TJ-PE-Titular de Serviços de Notas e de 
Registros/2013 
 
A imunidade tributária 
 
a) pode vir definida em lei ou na Constituição Federal, mas nunca em decreto. 
b) para ser concedida depende de requerimento do interessado à autoridade 
administrativa competente. 
c) pode ser criada por lei do ente competente para instituir o tributo, podendo 
ser em caráter geral ou em caráter específico. 
d) é prevista na Constituição Federal, que fixa as hipóteses de incompetência 
para o ente instituir o tributo nas situações por ela definidas. 
e) é prevista na Constituição Federal, mas sua aplicação depende sempre de 
despacho de autoridade administrativa fiscal competente que reconheça a não 
incidência. 
 
Questão 09 – FGV/TCM-SP-Agente de Fiscalização/2015 
 
De acordo com o sistema constitucional tributário, a previsão de imunidade é: 
a) limitação à instituição de tributos estaduais e municipais, imposta pela 
União, através de lei complementar nacional; 
b) dispensa legal do pagamento do tributo ou penalidade pecuniária; 
c) modalidade especial de extinção do crédito tributário; 
d) não incidência qualificada pela lei; 
e) limitação constitucional ao poder de tributar. 
 
Questão 10 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
Há entendimento do STF segundo o qual é extensível, em alguns casos, a 
imunidade recíproca às empresas públicas, sob o argumento central de que 
elas reinvestem seus ganhos ou lucros na própria atividade-fim. 
 
Questão 11 – CESPE/CGE-PI-Auditor Governamental/2015 
 
 
A imunidade recíproca entre os entes tributantes estabelece a vedação da 
cobrança de impostos e taxas entre a União, os estados, o Distrito Federal 
(DF) e os municípios. 
 
Questão 12 – CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013 
 
O princípio da imunidade recíproca, mediante o qual é vedado à União, aos 
estados, ao DF e aos municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou 
serviços uns dos outros, é extensivo às autarquias e às fundações instituídas e 
 
 
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mantidas pelo poder público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos 
serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes. 
 
Questão 13 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
 
A imunidade tributária recíproca é princípio garantidor da Federação, motivo 
pelo qual não pode ser restringida nem mesmo por emenda constitucional. 
 
Questão 14 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2013 
 
A imunidade tributária recíproca é princípio garantidor da Federação, motivo 
pelo qual não pode ser restringida nem mesmo por emenda constitucional. 
 
Questão 15 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
 
O princípio da imunidade tributária recíproca não pode, à luz do 
posicionamento firmado pelo STF, ser invocado na hipótese de contribuições 
previdenciárias. 
 
Questão 16 – CESPE/JUIZ-TJ-MA/2013 
 
O princípio da imunidade tributária recíproca não pode, à luz do 
posicionamento firmado pelo STF, ser invocado na hipótese de contribuições 
previdenciárias. 
 
Questão 17 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
O princípio da imunidade recíproca, que veda à União, aos estados, ao DF e 
aos municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços uns dos 
outros, não se aplica aos entes que compõem a administração indireta, como 
autarquias e fundações públicas. 
 
Questão 18 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
Como a imunidade recíproca está inserida entre as denominadas imunidades 
genéricas, pode o legislador constituinte derivado afastar a aplicação desse 
instituto em determinada hipótese. 
 
Questão 19 – CESPE/PROMOTOR-MP-PI/2012 
 
Em razão do princípio da imunidade recíproca, é vedado à União, aos estados, 
ao DF e aos municípios instituir impostos sobre patrimônio, renda ou serviços 
uns dos outros, inclusive quando houver contraprestação ou pagamento de 
preços ou tarifas pelo usuário. 
 
 
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Questão 20 – CESPE/JUIZ FEDERAL-1ª REGIÃO/2009 
 
Considerando que um estado da Federação possua dois imóveis, um para 
abrigar um gerador de energia e outro que é a residência oficial do 
governador, assinale a opção correta. 
a) O imóvel que abriga o gerador de energia estará imune ao pagamento de 
imposto, caso sirva para propiciar luz à residência oficial do governador. 
b) A residência oficial será imune ao pagamento de imposto somente se estiver 
situada em área residencial e urbana. 
c) Se não for finalidade essencial do estado fornecer moradia para o 
governador, pode ser cobrado IPTU do imóvel residencial. 
d) Haverá imunidade recíproca do imóvel que abriga o gerador, caso este seja 
utilizado para abastecer parte da cidade e seja cobrado tributo para isso. 
e) Se a residência oficial for vendida, o comprador estará imune ao pagamento 
do imposto de transferência de sua propriedade. 
 
Questão 21 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
Os serviços notariais e de registro, por serem exercidos em caráter público, 
por delegação do Poder Público, sujeitam-se à imunidade tributária recíproca. 
 
Questão 22 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
A sociedade de economia mista prestadora de serviço público de água e esgoto 
não é abrangida pela imunidade tributária recíproca. 
 
Questão 23 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
As sociedades de economia mista prestadoras de ações e serviços de saúde, 
ainda que seu capital social seja majoritariamente estatal, não gozam da 
imunidade tributária recíproca. 
 
Questão 24 – FCC/TRT-16ª Região – Analista Judiciário/2014 
 
Facundo, Auditor Fiscal da Receita Federal, pretende multar a Fundação “Vida 
e Paz”, fundação instituída e mantida pelo Poder Público, haja vista que a 
mesma jamais pagou imposto sobre seu patrimônio, renda e serviços. Nesse 
caso, 
a) Facundo apenas pode cobrar tributo pelos serviços exercidos pela fundação, 
mas não sobre a renda e o patrimônio, os quais detém imunidade tributária. 
b) correta a postura de Facundo, vez que a citada fundação não detém 
imunidade tributária. 
c) correta a postura de Facundo, pois apenas as autarquias possuem 
imunidade tributária. 
 
 
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d) incorreta a posturade Facundo, vez que a fundação possui imunidade 
tributária relativa aos impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços, 
vinculados a suas finalidades essenciais ou as delas decorrentes. 
e) Facundo apenas pode cobrar tributo sobre a renda da fundação, mas não 
sobre seus serviços e patrimônio, os quais detém imunidade tributária. 
 
Questão 25 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária recíproca é aplicável às autarquias e empresas públicas 
que prestem inequívoco serviço público, desde que distribuam lucros e tenham 
por objetivo principal conceder acréscimo patrimonial ao poder público. 
 
Questão 26 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
É uma das limitações constitucionais do poder de tributar a imunidade 
recíproca entre os Entes da Federação - União, Estados, Distrito Federal e 
Municípios que garante a isonomia na distribuição de receitas tributárias. 
 
Questão 27 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Compete à União instituir imposto sobre a renda e os proventos de qualquer 
natureza das autarquias e fundações públicas estaduais. 
 
Questão 28 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Dentre as imunidades tributárias figura o impedimento à instituição de 
impostos por uma pessoa jurídica de direito público sobre o patrimônio, renda 
ou serviços de outras pessoas jurídicas de direito público. 
 
Questão 29 – ESAF/ATRFB/2012-Adaptada 
 
É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios cobrar 
imposto sobre o patrimônio, a renda ou os serviços uns dos outros. Isso, em 
tese, impede à lei de um Município atribuir à União a condição de responsável 
pela retenção na fonte do imposto sobre serviços. 
 
Questão 30 – ESAF/ACE-MDIC/2012 
 
Sobre a imunidade recíproca, que é a vedação constitucional à instituição e 
cobrança, por parte das pessoas políticas tributantes, de impostos sobre 
Patrimônio, renda e serviços uns dos outros, podem afirmar que: 
a) a imunidade tributária gozada pela Ordem dos Advogados do Brasil não é da 
espécie recíproca, na medida em que a OAB desempenha atividade própria de 
Estado. 
 
 
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b) no caso de sociedades de economia mista controladas pela União, é 
relevante para definição da aplicabilidade da imunidade tributária recíproca a 
circunstância de a atividade desempenhada pela empresa estar ou não sujeita 
a monopólio estatal. 
c) a imunidade tributária recíproca não é extensiva às autarquias, no que se 
refere ao patrimônio, à renda e aos serviços vinculados a suas finalidades 
essenciais ou às delas decorrentes. 
d) as sociedades de economia mista prestadoras de ações e serviços de saúde, 
cujo capital social seja majoritariamente estatal, gozam da imunidade 
tributária recíproca. 
e) a imunidade tributária recíproca aplica-se, inclusive, às taxas. 
 
Questão 31 - FGV/ISS-Cuiabá/2014 
 
Pretendendo adquirir, no mercado doméstico, caminhões para uso em serviço, 
o Município de Cuiabá pede ao Estado de Mato Grosso que afaste a incidência 
do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nessa operação 
específica. Assinale a solução juridicamente adequada a ser dada ao caso 
exposto. 
a) O Estado deve acolher o pleito mediante prova cabal de que os veículos 
serão mesmo empregados em atividades inerentes às atribuições do Município, 
pois, mesmo inexistindo lei estadual nesse sentido, o caso é de isenção de 
tributos. 
b) O Estado deve acolher o pleito mediante prova cabal de que os veículos 
serão mesmo empregados em atividades inerentes às atribuições do Município, 
pois o caso é de imunidade de tributos. 
c) O Estado poderá acolher o pleito mediante decisão administrativa afastando 
a incidência do ICMS ao caso. 
d) O Estado não poderá acolher o pleito, ainda que os caminhões sejam 
mesmo empregados em atividades inerentes às atribuições do Município, pois 
é vedada a concessão de tratamento tributário diferenciado a entidades 
públicas que explorem a atividade econômica. 
e) O Estado não poderá acolher o pleito, pois a imunidade não favorece o 
Município neste caso concreto, já que ele é apenas o contribuinte de fato, e 
não o contribuinte de direito. 
 
Questão 32 – CESPE/Juiz-TJ-CE/2012 
 
Ao interpretar o dispositivo constitucional que veda a instituição de imposto 
sobre templos de qualquer culto, o STF entende que a imunidade limita-se aos 
prédios destinados ao culto. 
 
Questão 33 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
Em razão da imunidade constitucional conferida aos templos de qualquer culto, 
os entes federativos são impedidos de cobrar ou instituir taxas e impostos 
 
 
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sobre o patrimônio e os serviços relacionados com as finalidades essenciais dos 
templos, mas não sobre as rendas decorrentes das contribuições dos fiéis. 
 
Questão 34 – CESPE/JUIZ-TJ-ES/2011 
 
A CF confere benefício de isenção tributária aos templos religiosos, ou seja, 
sobre eles é conferida, pela ordem constitucional, exoneração de obrigação de 
pagar tributos. 
 
Questão 35 – CESPE/Delegado/RN/2009 
 
 Os cemitérios que consubstanciam extensões de entidades de cunho religioso 
não estão abrangidos pela imunidade tributária prevista na CF, uma vez que as 
normas que tratam de renúncia fiscal devem ser interpretadas restritivamente. 
 
Questão 36 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
A imunidade sobre o templo de qualquer culto apenas alcança os impostos, 
sendo devidas, portanto, as taxas e contribuição de melhoria incidentes sobre 
o imóvel destinado ao templo. 
 
Questão 37 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
É uma das limitações constitucionais do poder de tributar a imunidade aos 
impostos, taxas e contribuições de melhoria dos templos de qualquer culto. 
 
Questão 38 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Dentre as imunidades tributárias figura o impedimento à instituição de 
impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as 
finalidades essenciais dos templos de qualquer culto. 
 
Questão 39 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
A imunidade tributária conferida pela CF ao patrimônio, renda ou serviços dos 
partidos políticos, inclusive suas fundações, às entidades sindicais dos 
trabalhadores, às instituições de educação e de assistência social, sem fins 
lucrativos, não se aplica aos imóveis alugados a terceiros, ainda que o valor 
deles decorrente seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades. 
 
Questão 40 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
Está abrangida pela imunidade estabelecida na CF eventual renda que, obtida 
por instituição de assistência social mediante cobrança de estacionamento de 
 
 
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veículos em área interna da entidade, destine-se ao custeio das atividades 
desta. 
 
Questão 41 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
A imunidade tributária conferida pela CF a instituições de assistência social 
sem fins lucrativos somente alcança as entidades fechadas de previdência 
social privada se houver contribuição dos beneficiários. 
 
Questão 42 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
 
A imunidade tributária conferida aos partidos políticos, às entidades sindicais 
dos trabalhadores e às instituições de educação e de assistência social, sem 
fins lucrativos, não abrange o imposto sobre operações de crédito, câmbio e 
seguro, ou as relativas a títulos ou valores mobiliários. 
 
Questão 43 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
O imóvel pertencente a partido político permanece imune ao IPTU, ainda 
quando alugado a terceiros, desde que o valor dos aluguéis seja aplicado nas 
atividadesessenciais dessa entidade. 
 
Questão 44 – CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
 
A imunidade tributária conferida aos partidos políticos, às entidades sindicais 
dos trabalhadores e às instituições de educação e de assistência social, sem 
fins lucrativos, não abrange o imposto sobre operações de crédito, câmbio e 
seguro, ou as relativas a títulos ou valores mobiliários. 
 
Questão 45 – CESPE/JUIZ-TJ-PA/2012 
 
A imunidade tributária conferida pela CF a instituições de assistência social 
sem fins lucrativos somente alcança as entidades fechadas de previdência 
social privada se houver contribuição dos beneficiários. 
 
Questão 46 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins 
lucrativos somente alcança as entidades fechadas de previdência social 
privada, se não houver contribuição dos beneficiários. 
 
 
 
 
 
 
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Questão 47 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária conferida a instituições de assistência social sem fins 
lucrativos pela Constituição Federal somente alcança as entidades fechadas de 
previdência social privada se não houver contribuição dos beneficiários. 
 
Questão 48 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária não abrange a renda obtida pelo SESC na prestação de 
serviços de diversão pública, mediante a venda de ingressos de cinema ao 
público em geral, e aproveitada em suas finalidades assistenciais. 
 
Questão 49 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária não abrange IPTU de imóvel pertencente a entidades 
sindicais dos trabalhadores, quando alugado a terceiros, mesmo que o valor 
dos aluguéis seja aplicado nas atividades essenciais de tais entidades. 
 
Questão 50 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A imunidade tributária não abrange renda obtida pela instituição de assistência 
social, por meio de cobrança de estacionamento de veículos em área interna 
da entidade, destinada ao custeio das atividades desta. 
 
Questão 51 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
É uma das limitações constitucionais do poder de tributar a imunidade aos 
impostos que gravem o patrimônio, a renda ou os serviços das entidades de 
assistência social, sem fins lucrativos, desde que não distribuam qualquer 
parcela do seu patrimônio ou de suas rendas, a qualquer título. 
 
Questão 52 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
Dentre as imunidades tributárias figura o impedimento à instituição de 
impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as 
finalidades essenciais das entidades sindicais, mas somente daquelas 
relacionadas aos trabalhadores. 
 
Questão 53 – FGV/Pref. Recife-Auditor do Tesouro Municipal/2014 
 
Determinada escola foi autuada pelo Fisco Municipal por não ter recolhido o 
imposto sobre os serviços que presta, apesar de ter recebido o título de 
instituição de utilidade pública, tendo sua imunidade reconhecida por meio de 
 
 
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ato declaratório próprio, não possuindo fins lucrativos. A Fazenda alega que a 
escola não se cadastrou junto à Secretaria de Educação, órgão que estabelece 
os critérios para que um estabelecimento possa ser considerado “educacional” 
e, portanto, imune, sendo essa exigência ato privativo do Poder Executivo, que 
pode condicionar a fruição do benefício ao cumprimento de obrigações 
acessórias. 
Nesse caso, a Fazenda agiu 
a) incorretamente, uma vez que a exigência de cadastro representa limite, a 
ser fixado por lei complementar, à imunidade gozada pela escola. 
b) corretamente, já que cabe ao Poder Executivo fixar a organização das 
entidades imunes. 
c) corretamente, eis que cabe à Secretaria de Educação exercer controle sobre 
as escolas. 
d) incorretamente, já que as exigências quanto à organização das entidades 
imunes devem ser veiculadas por lei complementar. 
e) corretamente, uma vez que, mesmo imune, a escola tem que cumprir as 
obrigações acessórias. 
 
Questão 54 – CESPE/JUIZ-TJ-CE/2012 
 
A imunidade tributária conferida aos livros, jornais, periódicos e papel 
destinado à sua impressão estende-se aos serviços de composição gráfica 
necessários à composição do produto final. 
 
Questão 55– CESPE/ANATEL-Especialista Em Regulação/2014 
 
Segundo o STF, a imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o 
papel destinado a sua impressão alcança álbum de figurinhas e os respectivos 
cromos adesivos, já que o constituinte não fez distinção de conteúdo, valor 
artístico ou didático das informações. 
 
Questão 56 – CESPE/JUIZ FEDERAL-1ª REGIÃO/2009 
 
A imunidade constitucional de livros não se estende à COFINS. 
 
Questão 57 – FCC/ICMS-PE/2014 
 
A imunidade tributária sobre livros, jornais, periódicos e o papel destinado à 
sua impressão não se aplica ao álbum de figurinhas. 
 
Questão 58 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
Há isenção de imposto sobre comercialização de livro, jornal, periódico e sobre 
a comercialização de papel destinado a impressão destes produtos. 
 
 
 
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Questão 59 – ESAF/ANAC-Especialista em Regulação/2016 
 
Quanto à imunidade tributária, assinale a opção correta. 
a) Os templos de qualquer culto são imunes a todos os tributos. 
b) A imunidade dos partidos políticos alcança impostos e taxas. 
c) A imunidade das entidades educacionais é descaracterizada pela cobrança 
de mensalidades. 
d) A imunidade dos livros, dos jornais e dos periódicos é subjetiva. 
e) O sujeito passivo imune não é dispensado do cumprimento de obrigações 
acessórias. 
 
Questão 60 – FGV/TJ-AP-Juiz/2008 
 
A imunidade dos livros, jornais, periódicos e do papel destinado a sua 
impressão abrange os filmes e papéis fotográficos necessários à publicação de 
jornais e periódicos. 
Questão 61 – CESPE/TCE-RN-Assessor Técnico Jurídico/2015 
 
Os fonogramas musicais produzidos no Brasil, contendo obras musicais ou 
literomusicais de autores brasileiros, salvo na etapa de replicação industrial de 
mídias óticas de leitura a laser, são imunes às contribuições de intervenção 
econômica e aos impostos em geral, mas não às contribuições para a 
seguridade social, como as contribuições previdenciárias. 
 
Questão 62 – ESAF/MPOG-APO/2015 
 
A imunidade tributária concernente ao impedimento à instituição de impostos 
sobre fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo 
obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros compreende a etapa de 
replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser. 
 
Questão 63 – CESPE/PROCURADOR-MP-TCDF/2013 
 
Conforme jurisprudência do STF fundamentada no princípio da seletividade, 
operações e bens relacionados à saúde são imunes a tributação. 
 
Questão 64– CESPE/JUIZ-TJ-BA/2012 
 
A CF concede imunidade em relação ao ICMS apenas às operações que 
destinem ao exterior produtos industrializados. 
 
 
 
 
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Questão 65 – FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016 
 
Existe imunidade de ITBI para, dentre outras, a hipótese de incorporação de 
uma pessoa jurídica por outra, desde que a atividade preponderante da 
incorporadora não seja a compra e venda desses bens ou direitos, locação de 
bens imóveis ou arrendamento mercantil. 
 
Questão 66 – FCC/PGE-RN-Procurador/2014 
 
O exercício dodireito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou 
contra ilegalidade ou abuso de poder é protegido por meio de imunidade 
específica que impede a cobrança de taxas. 
 
Questão 67 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
A Constituição Federal assegura isenção no pagamento de taxa para obtenção 
de certidões em repartições públicas e privadas que prestam serviço público, 
para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse pessoal. 
 
Questão 68 – FGV/ISS-CUIABÁ/2016 
 
As imunidades tributárias são consideradas regras negativas de competência, 
estabelecidas pela Constituição Federal, afastando a tributação de 
determinadas pessoas ou bases econômicas. Sobre as imunidades tributárias, 
analise as afirmativas a seguir. 
I. São imunes de contribuição para a seguridade social as entidades 
beneficentes de assistência social que atendam às exigências estabelecidas em 
lei. 
II. A imunidade dos templos de qualquer culto não alcança a COFINS 
(Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e a Contribuição ao 
PIS (Programas de Integração Social). 
III. É imune de taxas o exercício do direito de obtenção de certidões em 
repartições públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de 
interesse pessoal. 
Assinale: 
a) se somente a afirmativa I estiver correta. 
b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. 
c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. 
d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. 
e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 
 
 
 
 
 
 
 
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5 – GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
 
 
1 Errada 24 Letra D 47 Correta 
2 Correta 25 Errada 48 Errada 
3 Errada 26 Errada 49 Errada 
4 Errada 27 Errada 50 Errada 
5 Correta 28 Correta 51 Correta 
6 Errada 29 Errada 52 Correta 
7 Errada 30 Letra D 53 Letra A 
8 Letra D 31 Letra E 54 Errada 
9 Letra E 32 Errada 55 Correta 
10 Errada 33 Errada 56 Correta 
11 Errada 34 Errada 57 Errada 
12 Correta 35 Errada 58 Errada 
13 Correta 36 Correta 59 Letra E 
14 Correta 37 Errada 60 Correta 
15 Correta 38 Correta 61 Errada 
16 Correta 39 Errada 62 Errada 
17 Errada 40 Correta 63 Errada 
18 Errada 41 Errada 64 Errada 
19 Errada 42 Errada 65 Correta 
20 Letra A 43 Correta 66 Correta 
21 Errada 44 Errada 67 Errada 
22 Errada 45 Errada 68 Letra e 
23 Errada 46 Correta - - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 – LEGISLAÇÃO PERTINENTE 
CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
Art. 150, VI, “a”: imunidade recíproca 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é 
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros; 
§ 2º A vedação do inciso VI, "a", é extensiva às autarquias e às fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao patrimônio, 
à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais ou às 
delas decorrentes. 
§ 3º As vedações do inciso VI, "a", e do parágrafo anterior não se aplicam ao 
patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com exploração de atividades 
econômicas regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou 
em que haja contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, 
nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto 
relativamente ao bem imóvel. 
 Art. 150, VI, “b”: imunidade religiosa 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é 
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
b) templos de qualquer culto; 
 Art. 150, VI, “c”: imunidade dos partidos políticos, entidades 
sindicais dos trabalhadores, instituições de educação e de assistência 
social 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é 
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas 
fundações, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de 
educação e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os 
requisitos da lei; 
 
 
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§ 4º As vedações expressas no inciso VI, alíneas "b" e "c", compreendem 
somente o patrimônio, a renda e os serviços, relacionados com as 
finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas. 
 Art. 150, VI, “d”: imunidade cultural 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é 
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão. 
 Art. 150, VI, “e”: imunidade em favor da produção musical brasileira 
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é 
vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: 
VI - instituir impostos sobre: 
e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo 
obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral 
interpretadas por artistas brasileiros bem como os suportes materiais ou 
arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação 
industrial de mídias ópticas de leitura a laser. (Incluída pela Emenda 
Constitucional nº 75, de 15.10.2013) 
 
CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL 
Art. 14: requisitos para o gozo da imunidade prevista no art. 150, VI, 
“c” 
Art. 14. O disposto na alínea c do inciso IV do artigo 9º é subordinado à 
observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas: 
I – não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a 
qualquer título; (Redação dada pela Lcp nº 104, de 2001) 
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos 
seus objetivos institucionais; 
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros 
revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 
 
 
==d85db==
 
 
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7 – SÚMULAS ABORDADAS DURANTE A AULA 
Súmula STF 583: A imunidade recíproca não exonera o promitente 
comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel: 
Súmula STF 583 - Promitente-comprador de imóvel residencial transcrito 
em nome de autarquia é contribuinte do imposto predial territorial urbano. 
Súmula Vinculante 52: 
Súmula Vinculante 52 - Ainda quando alugado a terceiros, permanece 
imune ao IPTU o imóvel pertencente a qualquer das entidades referidas pelo 
art. 150, VI, “c”, da Constituição Federal, desde que o valor dos aluguéis seja 
aplicado nas atividades para as quais tais entidades foram constituídas. 
Súmula STF 730: 
Súmula STF 730 - A imunidade tributária conferida a instituições de 
assistência social sem fins lucrativos pelo art. 150, VI, c, da Constituição, 
somente alcança as entidades fechadas de previdência social privada se não 
houver contribuição dos beneficiários. 
Súmula STF 657: 
Súmula STF 657 - A imunidade prevista no art. 150, VI, d, da CF abrange 
os filmes e papéis fotográficosnecessários à publicação de jornais e 
periódicos. 
Súmula STF 659: Na CF/88, consta que, à exceção do II, IE e ICMS nenhum 
outro imposto poderá incidir sobre operações relativas a energia elétrica, 
serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais 
do País. A vedação diz respeito aos impostos, não alcançando as contribuições: 
Súmula STF 659 - É legítima a cobrança da COFINS, do PIS e do 
FINSOCIAL sobre as operações relativas a energia elétrica, serviços de 
telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País. 
Além disso, o STF também decidiu que a exigência de renovação 
periódica do CEBAS não ofende o disposto no art. 146, II, da CF/88, 
que reserva à lei complementar regulação das limitações ao poder de tributar. 
O certificado ao qual estamos nos referindo é o CEBAS (Certificado de 
Entidade Beneficente de Assistência Social). Trata-se de um certificado que, 
basicamente, comprova que a entidade preenche as condições de constituição 
 
 
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e funcionamento, que devem ser atendidas para que a entidade receba o 
benefício constitucional. 
Súmula STF 352: O Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social 
(CEBAS) comprova que a entidade preenche as condições de constituição e 
funcionamento, que devem ser atendidas para que a entidade receba o 
benefício constitucional: 
Súmula STJ 352 - A obtenção ou a renovação do Certificado de Entidade 
Beneficente de Assistência Social (Cebas) não exime a entidade do 
cumprimento dos requisitos legais supervenientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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8 – PRINCIPAIS JURISPRUDÊNCIAS ABORDADAS DURANTE A AULA 
 O STF decidiu que a imunidade recíproca não alcança o contribuinte de fato: 
Ementa: TRIBUTÁRIO. ICMS. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. 
MUNICÍPIO. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, 
VI, A, DA CONSTITUIÇÃO. INAPLICABILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A 
imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição somente se aplica ao 
imposto incidente sobre serviço, patrimônio ou renda do próprio ente 
beneficiado, na qualidade de contribuinte de direito. II - Como o 
Município não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviços de energia 
elétrica, não tem o benefício da imunidade em questão, uma vez que esta 
não alcança o contribuinte de fato. Precedentes. III – Agravo regimental 
improvido. 
(STF, ARE 663.552-AgR/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Ricardo 
Lewandowski, Julgado em 28/02/2012) 
 O STF decidiu que é ilegítima a incidência de IOF sobre aplicações 
financeiras dos entes federados, bem como a tributação da renda 
resultante de tais aplicações pelo IR (AI AgR/RS 174.808 e RE 
196.415/PR). 
 O STF decidiu que o reconhecimento da imunidade tributária às operações 
financeiras não impede a autoridade fiscal de examinar a correção do 
procedimento adotado pela entidade imune. Constatado desvio de 
finalidade, a autoridade fiscal tem o poder-dever de constituir o 
crédito tributário e de tomar as demais medidas legais cabíveis: 
EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. PROPÓSITO 
MODIFICATIVO. EXCEPCIONALIDADE AUSENTE. ALEGADA CONTRADIÇÃO. 
INEXISTÊNCIA. ACÓRDÃO QUE TOMA COMO PREMISSA A VINCULAÇÃO DA 
IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA À ATIVIDADE ESSENCIAL DA 
ENTIDADE PROTEGIDA. APLICAÇÃO AO PRODUTO DE OPERAÇÕES 
FINANCEIRAS PARA AFASTAR O IOF. 
1. Conforme assentado em uma série de precedentes e no próprio acórdão 
embargado, a imunidade tributária é indiferente à integral gratuidade dos 
serviços prestados e abarca os meios de existência da entidade, ainda que 
inconfundíveis com a respectiva atuação institucional. 2. O benefício não 
será aplicável, dentre outros motivos, se ficar constatado (i) desvio 
de finalidade ou (ii) risco à concorrência e à livre iniciativa. 3. Tanto a 
decisão agravada como o acórdão recorrido indicaram explicitamente que as 
razões de recurso extraordinário basearam-se em meras presunções, que 
não são toleradas à luz do devido processo legal de constituição do crédito 
tributário. 
(...) 
 
 
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(STF, RE 259.976 AgR-ED/RS, Segunda Turma, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 
Julgado em 19/10/2010) 
 O STF decidiu que a União não está condicionada ao ônus de 
comprovar vinculação do bem tributado a uma finalidade pública, o 
que somente ocorre nos casos das autarquias e fundações instituídas e 
mantidas pelo poder público no que se refere à tributação do patrimônio, 
renda e serviços vinculados a suas finalidades essenciais: 
"O julgado recorrido contempla a conclusão de que a União não está 
condicionada ao ônus de comprovar vinculação do bem tributado a 
uma finalidade pública, o que somente ocorre nos casos das 
autarquias e fundações instituídas e mantidas pelo poder público no 
que se refere à tributação do patrimônio, renda e serviços vinculados 
a suas finalidades essenciais. (...)” 
(STF, RE 635.012/RJ, Decisão Monocrática, Rel. Min. Dias Toffoli, Julgado em 
07/02/2013) 
 O STJ já decidiu que há presunção de que os imóveis pertencentes às 
entidades autárquicas se destinam aos seus fins institucionais: 
PROCESSUAL CIVIL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. IPTU. PRESUNÇÃO DE QUE O 
IMÓVEL SE DESTINA AOS FINS INSTITUCIONAIS DA ENTIDADE 
AUTÁRQUICA. 
ÔNUS DA PROVA EM CONTRÁRIO. INCUMBÊNCIA DO PODER TRIBUTANTE. 
1. Conforme a jurisprudência dominante do STJ, presume-se que o imóvel 
de entidade autárquica esteja afetado a destinação compatível com 
seus objetivos e finalidades institucionais. Portanto, o ônus de provar 
que o patrimônio da autarquia está desvinculado dos seus objetivos 
institucionais e, portanto, não abrangido pela imunidade tributária prevista 
no art. 150 da Constituição, recai sobre o poder tributante. Com efeito, assim 
como cabe ao executado- embargante o ônus da prova de sua pretensão 
desconstitutiva, incumbe ao embargado, réu no processo de embargos à 
execução, a prova do fato impeditivo, modificativo ou extintivo do direito do 
autor. Precedentes citados. 
2. Recurso especial não provido. 
(STJ, Segunda Turma, REsp 1.335.220/RJ, Rel. Min. Mauro Campbell 
Marques, Julgamento em 21/08/2012) 
 O STF já concedeu imunidade às seguintes empresas públicas e sociedades 
de economia mista: 
 Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) – (STF, RE 
407.099); 
 
 
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 Infraero – (STF, RE 524.615-AgR); 
 Companhia de Águas e Esgoto de Rondônia (CAERD) – (STF, AC 
1.550-2/RO); 
 Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) – (STF, RE 
253.472) 
 Casa da Moeda do Brasil (CMB) – (STF, RE 610.517) 
 O STF já decidiu que apenas lei complementar pode regular a 
imunidade condicionada, prevista art. 150, VI, “c”, da CF/88: 
“Conforme precedente no STF (RE 93.770, Muñoz, RTJ 102/304) e na linha 
da melhor doutrina, o que a Constituição remete à lei ordinária, no 
tocante à imunidade tributária considerada, é a fixação de normas sobre a 
constituição e o funcionamento da entidade educacional ou 
assistencial imune; não, o que diga respeito aos lindes da imunidade, 
que, quando susceptíveis de disciplina infraconstitucional,ficou 
reservado à lei complementar.” 
(STF, ADI-MC 1.802/DF, Plenário, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Julgamento 
em 27/08/1988) 
 O STF decidiu que são imunes os serviços não relacionados às finalidades 
essenciais das entidades assistenciais, desde que a receita deles 
destine-se ao financiamento de tais finalidades. No caso concreto, foi 
considerado imune de ISS o serviço de estacionamento de veículos 
prestado por hospital em pátio interno: 
EMENTA: IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ART. 150, VI, C, DA CONSTITUIÇÃO. 
INSTITUIÇÃO DE ASSISTÊNCIA SOCIAL. EXIGÊNCIA DE IMPOSTO SOBRE 
SERVIÇO CALCULADO SOBRE O PREÇO COBRADO EM ESTACIONAMENTO DE 
VEÍCULOS NO PÁTIO INTERNO DA ENTIDADE. Ilegitimidade. Eventual renda 
obtida pela instituição de assistência social mediante cobrança de 
estacionamento de veículos em área interna da entidade, destinada ao 
custeio das atividades desta, está abrangida pela imunidade prevista 
no dispositivo sob destaque. Precedente da Corte: RE 116.188-4. Recurso 
conhecido e provido. 
(STF, Primeira Turma, RE 144.900/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, Julgamento 
em 22/04/1997) 
 O STF decidiu que os imóveis estejam sendo utilizados como escritório e 
residência de membro de entidade de educação e assistência social sem fins 
lucrativos continuam imunes. Senão, vejamos: 
Instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos (...). O fato 
de os imóveis estarem sendo utilizados como escritório e residência 
 
 
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de membros da entidade não afasta a imunidade prevista no art. 150, 
VI, alínea c, § 4º, da CF." 
(STF, RE 221.395, Segunda Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Julgamento em 
08/02/2000) 
 Em 2013, a Primeira Turma da Colenda Corte, de forma divergente, decidiu 
que a constatação de que imóvel vago ou sem edificação não seria 
suficiente, por si sóば, para destituir a garantia constitucional da 
imunidade tributária. A ementa do julgamento do RE 385.091/DF foi 
parcialmente transcrita abaixo: 
EMENTA: Imunidade. Entidade de assistência social. Artigo 150, VI, c, CF. 
Imóvel vago. Finalidades essenciais. Presunção. Ônus da prova. 
1. A regra de imunidade compreende o reverso da atribuição de competência 
tributária. Isso porque a norma imunitória se traduz em um decote na regra 
de competência, determinando a não incidência da regra matriz nas áreas 
protegidas pelo beneplácito concedido pelo constituinte. 
(...) 
3. No caso da imunidade das entidades beneficentes de assistência social, a 
Corte tem conferido interpretação extensiva à respectiva norma, ao 
passo que tem interpretado restritivamente as normas de isenção. 
(...) 
5. A constatação de que um imóvel está vago ou sem edificação não é 
suficiente, por si só, para destituir a garantia constitucional da 
imunidade. A sua não utilização temporária deflagra uma 
neutralidade que não atenta contra os requisitos que autorizam o 
gozo e a fruição da imunidade. 
6. Recurso extraordinário a que se nega provimento. 
 
(STF, Primeira Turma, RE 385.091/DF, Min. Rel. Dias Toffoli, Julgamento em 
06/08/2013) 
 O STF decidiu que as entidades de assistência social são imunes em 
relação ao ICMS incidente sobre a comercialização de bens por elas 
produzidos: 
“O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 210.251 - 
EDv/SP, fixou entendimento segundo o qual as entidades de assistência 
social são imunes em relação ao ICMS incidente sobre a 
comercialização de bens por elas produzidos, nos termos do art. 150, 
VI, "c" da Constituição. Embargos de divergência conhecidos, mas 
improvidos.” 
(STF, RE 186.175 ED-EDv/SP, Pleno, Rel. Min. Ellen Gracie, Julgamento em 
23/08/2006) 
 
 
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 No que se refere à figura do contribuinte de fato (adquirente de 
mercadorias ou serviços), o entendimento do STF é o mesmo aplicável à 
imunidade recíproca: 
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. 
TRIBUTÁRIO. ICMS. ENTIDADE SEM FINS LUCRATIVOS. IMUNIDADE 
RECÍPROCA. IMPOSSIBLIDADE. BENEFÍCIO DA IMUNIDADE NÃO ALCANÇA 
CONTRIBUINTE DE FATO. AGRAVO IMPROVIDO. I – Entidade educacional 
que não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviço de 
energia elétrica, não tem benefício da imunidade em questão, uma 
vez que esta não alcança o contribuinte de fato. 
(STF, AI 731.786-AgR/SC, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 
Julgamento em 19/10/2010) 
 O STF decidiu que a imunidade relativa à instituição de educação sem 
fins lucrativos estende-se ao Imposto sobre Operações Financeiras 
(IOF): 
EMENTA: IOF. Imunidade tributária. Instituição de educação sem fins 
lucrativos. A imunidade tributária prevista no art. 150, VI, c, da Constituição, 
estende-se ao imposto sobre operações financeiras. Precedente: RE 
230.128-AgR, 1ª T., 8.10.2002, Ellen Gracie, DJ 8.11.2002. 
(STF, RE 192.899/MG, Primeira Turma, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 
Julgamento em 20/06/2006) 
O STF decidiu que a imunidade cultural é objetiva, não alcançando editoras, 
autores, empresas jornalísticas ou de publicidade: 
EMENTA: TRIBUTÁRIO. ANISTIA DO ART. 150, VI, D, DA CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL. IPMF. EMPRESA DEDICADA À EDIÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E 
COMERCIALIZAÇÃO DE LIVROS, JORNAIS, REVISTAS E PERIÓDICOS. 
Imunidade que contempla, exclusivamente, veículos de comunicação e 
informação escrita, e o papel destinado a sua impressão, sendo, portanto, 
de natureza objetiva, razão pela qual não se estende às editoras, 
autores, empresas jornalísticas ou de publicidade -- que permanecem 
sujeitas à tributação pelas receitas e pelos lucros auferidos. 
Consequentemente, não há falar em imunidade ao tributo sob enfoque, que 
incide sobre atos subjetivados (movimentação ou transmissão de valores e 
de créditos e direitos de natureza financeira). Recurso conhecido e provido. 
(STF, RE 206.774, Rel. Min. Ilmar Galvão, Julgamento em 03/08/1999) 
 O STF também já decidiu que a tinta para impressão de jornais não 
está imune: 
 
 
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"Ementa: - Imposto de importação. Tinta especial para jornal. Não-
ocorrência de imunidade tributária. - Esta Corte já firmou o 
entendimento (a título de exemplo, nos RREE 190.761, 174.476, 203.859, 
204.234 e 178.863) de que apenas os materiais relacionados com o 
papel - assim, papel fotográfico, inclusive para fotocomposicão por laser, 
filmes fotográficos, sensibilizados, não impressionados, para imagens 
monocromáticas e papel para telefoto - estão abrangidos pela imunidade 
tributária prevista no artigo 150, VI, "d", da Constituição. (...)” 
(STF, RE 273.308/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Moreira Alves, Julgamento 
em 22/08/2000) 
 O STF já decidiu que não há proteção constitucional à prestação de 
serviços de composição gráfica ou de impressão onerosos a 
terceiros (RE 723.018-AgR). 
 O STF decidiu que a imunidade cultural também abrange as apostilas: 
“EMENTA: IMUNIDADE. IMPOSTOS. LIVROS, JORNAIS, PERIÓDICOS E PAPEL 
DESTINADO À IMPRESSÃO. APOSTILAS. O preceito da alínea "d" do 
inciso VI do artigo 150 da Carta da República alcança as chamadas 
apostilas, veículo de transmissão de cultura simplificado.” 
(STF,RE 183.403/SP, Segunda Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, Julgamento 
em 07/11/2000) 
 
 O Supremo Tribunal Federal que livros eletrônicos e os suportes 
próprios para sua leitura são alcançados pela imunidade. Assim, 
podemos dizer que não apenas os livros digitais (e-books)mas também os 
denominados e-readers, isto é, equipamentos eletrônicos elaborados 
exclusivamente para viabilizar o acesso aos livros digitais (RE 330.817/RJ) 
 O STF já decidiu que a inserção de anúncios e publicidade em listas 
telefônicas, com o objetivo de permitir a divulgação das 
informações a custo zero para os assinantes, não descaracteriza a 
imunidade cultural (RE 199.183). 
 O STF já decidiu que os encartes de propaganda com exclusiva índole 
comercial não podem ser considerados imunes, como vemos a seguir: 
“EMENTA: TRIBUTÁRIO. ENCARTES DE PROPAGANDA DISTRIBUÍDOS COM 
JORNAIS E PERIÓDICOS. ISS. ART. 150, VI, d, DA CONSTITUIÇÃO. Veículo 
publicitário que, em face de sua natureza propagandística, de exclusiva 
índole comercial, não pode ser considerado como destinado à cultura 
e à educação, razão pela qual não está abrangido pela imunidade de 
impostos prevista no dispositivo constitucional sob referência, a qual, 
 
 
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ademais, não se estenderia, de qualquer forma, às empresas por eles 
responsáveis, no que concerne à renda bruta auferida pelo serviço 
prestado e ao lucro líquido obtido.” 
(RE 213.094/ES, Rel. Min. Ilmar Galvão, julgamento em 22/6/1999) 
 
 O STF decidiu que a entidade que satisfaz os requisitos da lei, faz jus à 
imunidade, não podendo ser obstada por autoridade administrativa, com o 
objetivo de restringir a eficácia do disposto no art. 195, § 7º, da CF/88 
(norma que prevê a imunidade): 
 
A Associação Paulista da Igreja Adventista do Sétimo Dia, por qualificar-se 
como entidade beneficente de assistência social - e por também atender, 
de modo integral, as exigências estabelecidas em lei - tem direito 
irrecusável ao benefício extraordinário da imunidade subjetiva 
relativa às contribuições pertinentes à seguridade social. 
(...) 
Tratando-se de imunidade - que decorre, em função de sua natureza mesma, 
do próprio texto constitucional -, revela-se evidente a absoluta 
impossibilidade jurídica de a autoridade executiva, mediante 
deliberação de índole administrativa, restringir a eficácia do preceito 
inscrito no art. 195, § 7º, da Carta Política, para, em função de exegese 
que claramente distorce a teleologia da prerrogativa fundamental em 
Referência, negar, à entidade beneficente de assistência social que satisfaz 
os requisitos da lei, o benefício que lhe é assegurado no mais elevado plano 
normativo. 
 
(STF, Primeira Turma, RMS 22.192/DF, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento 
em 28/11/1995) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9 – RESUMO DA AULA 
9.1 – IMUNIDADES 
 A imunidade não exime certo ente das obrigações acessórias instituídas pela 
legislação tributária. As obrigações acessórias são condutas impostas ao 
contribuinte, que não possuem caráter pecuniário, criando obrigações de 
“fazer” ou “deixar de fazer” algo no interesse da arrecadação e fiscalização. 
 A não incidência tributária pode ocorrer de formas distintas, a saber: a 
pessoa política não faz uso da competência tributária que lhe foi conferida; 
a pessoa política não possui competência tributária para determinar certas 
situações fáticas como hipótese de incidência; e a pessoa política é impedir 
de tributar determinado fato pela própria CF/88. Neste último caso, temos a 
imunidade tributária. 
 A isenção, por outro lado, decorre do exercício da competência tributária. 
Trata-se de situação que, a princípio seria tributada, mas que, por 
decorrência de lei específica do ente competente para instituir o tributo, se 
torna isenta. 
9.2 – ESPÉCIES DE IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS 
9.2.1 – Imunidade Recíproca 
 A imunidade recíproca, prevista no art. 150, VI, a, da CF/88, veda à 
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir 
impostos sobre o patrimônio, renda ou serviços uns dos outros. Tal 
imunidade existe com o intuito de proteger a autonomia financeira dos 
entes federados e, consequentemente, o pacto federativo. 
 No que se refere aos tributos indiretos, o entendimento do STF é o de que a 
imunidade recíproca aplica-se apenas quando a entidade imune se encontra 
na situação de contribuinte de direito. 
 Vale destacar que, por decorrência de previsão na própria CF/88, a 
imunidade recíproca é extensiva às autarquias e às fundações 
instituídas e mantidas pelo Poder Público, no que se refere ao 
patrimônio, à renda e aos serviços, vinculados a suas finalidades essenciais 
ou às delas decorrentes. 
 Outro aspecto importante sobre a imunidade recíproca é que não se aplica 
a ao patrimônio, à renda e aos serviços, relacionados com 
exploração de atividades econômicas regidas pelas normas 
aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja 
contraprestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, 
nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto 
relativamente ao bem imóvel. 
 
 
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 Apresentamos a seguir um breve esquema sobre a imunidade recíproca: 
 
 
 
 
 
 
 
9.2.2 – Imunidade Religiosa 
 A denominada imunidade religiosa, prevista no art. 150, VI, “b”, da CF/88, 
veda que todos os entes federativos cobrem impostos sobre os 
templos de qualquer culto. Levando em consideração o disposto no art. 
5°, VI, da CF/88, podemos dizer que a liberdade de culto é um direito 
individual, o que faz com que a imunidade ora analisada se configure uma 
cláusula pétrea. 
 De acordo com o art. 150, § 4º, da CF/88, a referida imunidade 
compreende somente o patrimônio, a renda e os serviços, 
relacionados com as finalidades essenciais das entidades religiosas. 
 Apresentamos a seguir um breve esquema sobre a imunidade religiosa: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMUNIDADE 
RECÍRPOCA 
Impostos 
Patrimônio 
Renda 
Serviços 
Extensiva a 
autarquias e 
fundações públicas 
Vinculação a 
finalidades 
essenciais 
EP e SEM 
prestadoras 
de serviço 
público 
Não se aplica: 
Taxas 
Contr. Previd. 
Não se aplica: 
- Explor. Ativ. Econ. 
- Contrib. De fato 
- Caixa Assist. Adv. 
- Serv. Cartoriais 
IMUNIDADE 
RELIGIOSA 
Impostos 
Patrimônio 
Renda 
Serviços 
Alcança Imóveis 
Alugados a 
Terceiros 
Relacionados 
com finalidades 
essenciais RECURSOS 
GERADOS 
Cemitérios 
(Extensão) 
Não se aplica: 
Maçonaria 
 
 
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9.2.3 Imunidade dos Partidos Políticos, Entidades Sindicais dos 
Trabalhadores, Instituições de Educação e de Assistência Social 
 De acordo com o art. 150, VI, c, da CF/88, é vedado a todos os entes 
políticos cobrar impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços dos 
partidos políticos e suas fundações, dos sindicatos de trabalhadores e das 
instituições de educação e assistência social, sem fins lucrativos, 
atendidos os requisitos da lei. 
 Apresentamos a seguir um breve esquema sobre tal imunidade: 
 
 
 
 
 
 
9.2.4 – Imunidade Cultural 
 A imunidade cultural, prevista no art. 150, VI, “d”, da CF/88, estabelece 
que é vedado a todos os entes federados instituírem impostos sobre os 
livros, jornais, periódicos e o papel destinado à sua impressão. 
Trata-se de imunidade objetiva, alcançando apenas o objeto imune, e 
não a pessoaque o produz ou comercializa. 
 Apresentamos a seguir um breve esquema sobre a imunidade religiosa: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
IMUNIDADE 
Art. 150, VI, 
“c” 
Impostos 
Patrimônio 
Renda 
Serviços 
Partidos Políticos 
Sindicato Trab. 
Inst. Educacionais 
Inst. Assistenciais 
Abrange IOF 
IMUNIDADE 
CULTURAL Impostos 
Livros, Jornais e Periódicos 
Papel destinado sua impressão 
As pessoas jurídicas não 
estão protegidas. 
Incide: IOF/IR/ISS 
Abrange: Álbum de Figurinhas/ 
Apostilas/Filmes e papéis fotográficos 
Não Abrange: Tinta/Encartes de 
propag./Serv. Composição Gráfica 
 
 
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9.2.5 – Imunidade em favor da produção musical brasileira 
 A imunidade em favor da produção musical brasileira, contida no art. 150, 
VI, “e”, da CF/88, estabelece que é vedado a todos os entes federativos 
instituir impostos (e não tributos, como as bancas adoram cobrar) sobre 
fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil 
contendo obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros 
e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros bem como 
os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham. 
 Acerca dessa imunidade tributária, você deve saber o seguinte: 
 Os fonogramas e videofonogramas devem ser produzidos no Brasil; 
 As obras não precisam ser dos autores brasileiros. Entretanto, devem 
ser, no mínimo, interpretadas por artistas brasileiros; 
 Abrange os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham; 
 A etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser 
não está imune. 
9.3 - OUTRAS ESPÉCIES DE IMUNIDADES TRIBUTÁRIAS 
 São a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas: (a) 
o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direitos ou contra 
ilegalidade ou abuso de poder; (b) a obtenção de certidões em repartições 
públicas, para defesa de direitos e esclarecimento de situações de interesse 
pessoal (art. 5°, XXXIV); 
 Ação popular, salvo comprovada má-fé, é isento (imune) de custas 
judiciais, as quais são consideradas taxas pelo STF (art. 5°, LXXIII); 
 São gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei, o registro 
civil de nascimento e a certidão de óbito (art.5°, LXXVI); 
 São gratuitas as ações de “habeas-corpus” e “habeas-data”, e, na forma da 
lei, os atos necessários ao exercício da cidadania (art. 5°, LXXVII); 
 As contribuições sociais e de intervenção no domínio econômico não 
incidirão sobre as receitas decorrentes de exportação (art. 149, §2°, 
I); 
 O IPI não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao 
exterior (art. 153, §3°, III); 
 O ITR não incidirá sobre pequenas glebas rurais, definidas em lei, 
quando as explore o proprietário que não possua outro imóvel (art. 
153, §3°, II); 
 O ouro, quando definido em lei como ativo financeiro ou instrumento 
cambial, sujeita-se exclusivamente à incidência do IOF, sendo imune 
de qualquer outro tributo (art. 153, §5°); 
 
 
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 O ICMS não incidirá (art. 155, §2°, X): 
 sobre operações que destinem mercadorias para o exterior, nem sobre 
serviços prestados a destinatários no exterior; 
 sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive 
lubrificantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia 
elétrica; 
 nas prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão 
sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita; 
 À exceção do II, IE e ICMS nenhum outro imposto poderá incidir sobre 
operações relativas a energia elétrica, serviços de telecomunicações, 
derivados de petróleo, combustíveis e minerais do País (art. 155, §3°); 
 O ITBI não incidirá sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao 
patrimônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a 
transmissão de bens ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou 
extinção de pessoa jurídica, salvo se, nesses casos, a atividade 
preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou 
direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil (art. 
156, §2°,I); 
 São isentas (imunes) de impostos federais, estaduais e municipais as 
operações de transferência de imóveis desapropriados para fins de 
reforma agrária (art. 184, §5°); 
 A contribuição previdenciária não incide sobre aposentadoria e 
pensão concedidas pelo regime geral de previdência social (art. 
195, II); 
 São isentas (imunes) de contribuição para a seguridade social as 
entidades beneficentes de assistência social que atendam às 
exigências estabelecidas em lei (art. 195, §7°); 
 A celebração do casamento é gratuita, portanto, imune a taxas (art. 
226, § 1º).

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