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Aula 10 Direito Tributário p/ PC-MA (Delegado) Com videoaulas - Pós-Edital Professor: Fábio Dutra http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra AULA 10: Extinção do Crédito Tributário SUMÁRIO PÁGINA Observações sobre a aula 01 Extinção do Crédito Tributário 02 Lista das Questões Comentadas em Aula 82 Gabarito das Questões Comentadas em Aula 104 Legislação Pertinente 105 Súmulas Abordadas Durante a Aula 111 Principais Jurisprudências Abordadas Durante a Aula 113 Resumo da Aula 115 Observações sobre a Aula Olá amigo (a), tudo bem? É sempre um enorme prazer estar aqui com você! Nesta aula, trabalharemos exclusivamente o assunto “extinção do crédito tributário”, que é rico em detalhes e sempre é cobrado em provas de concurso público! No decorrer desse estudo, estudaremos o assunto “pagamento indevido e repetição do indébito”. Pode ter certeza de que todo esse conteúdo foi preparado com o máximo de cuidado, a fim de que se torne 100% compreensível. É claro que, se surgir alguma dúvida, você pode me chamar no fórum! Vamos começar! http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 1 – EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO O art. 156 do CTN estabelece como causas de extinção do crédito tributário as seguintes: Art. 156. Extinguem o crédito tributário: I - o pagamento; II - a compensação; III - a transação; IV - remissão; V - a prescrição e a decadência; VI - a conversão de depósito em renda; VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; X - a decisão judicial passada em julgado. XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Observação: Dação em pagamento não se confunde com pagamento. Aquela ocorre quando o credor aceita receber a obrigação de forma diversa do que foi estabelecido inicialmente. Como as obrigações tributárias são pecuniárias (em dinheiro), pagar com bens imóveis é uma forma de dação em pagamento. Para o ilustre professor Leandro Paulsen1, o crédito tributário se extingue quando for (grifamos): 1 PAUSEN, Leandro. Curso de Direito Tributário Completo. 6ª Edição. 2014. Pág. 268. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 3 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Satisfeito mediante pagamento, pagamento seguido de homologação no caso dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, compensação, conversão em renda de valores depositados ou consignados ou dação em pagamento de bens imóveis na forma e condições estabelecidas por lei (incisos I, II, VI, VII, VIII e XI), ainda que mediante transação (inciso III); Desconstituído por decisão administrativa ou judicial (incisos IX e X); Perdoado (inciso IV: remissão); Precluso o direito do Fisco de lançar ou de cobrar o crédito judicialmente (inciso V: decadência e prescrição). Observação: Preclusão significa perda de direito de se manifestar no processo, por ter esgotado o prazo. No Direito Tributário, a decadência é perda do prazo para lançar; a prescrição, perda do prazo para propor ação de cobrança. Uma questão muito discutida e controvertida é se a lista do art. 156 é taxativa (ou exaustiva) ou se é exemplificativa. Nas provas de concursos públicos, normalmente se considera que as causas extintivas previstas no art. 156 do CTN são exaustivas, tendo em vista que no art. 141 do CTN, o próprio legislador estabelece que o crédito tributário somente se extingue nos casos previstos no próprio CTN. Embora haja quem entenda de forma diferente, no sentido da possibilidade de lei de outro ente estabelecer outras formas de extinção do crédito tributário (o STF, inclusive, já decidiu nesse sentido), a decisão mais emblemática e que mais é cobrada em provas é a que diz respeito da impossibilidade de se estabelecer como causa de extinção do crédito tributário a dação em pagamento em bens móveis, por ofensa ao princípio da licitação, conforme resta claro pela jurisprudência transcrita a seguir: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUICIONALIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LICITAÇÃO (CF, ART. 37, XXI). I - Lei ordinária distrital - pagamento de débitos tributários por meio de dação em pagamento. II - Hipótese de criação de nova causa de extinção do crédito tributário. III - Ofensa ao princípio da licitação na aquisição de materiais pela administração pública. IV - Confirmação do julgamento cautelar em que se declarou a inconstitucionalidade da lei ordinária distrital 1.624/1997. (STF, ADI 1.917/DF, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Julgamento em 26/04/2007) http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 4 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Nessa ocasião, o STF teve a oportunidade de apreciar uma situação em que a lei ordinária permitia que as empresas quitassem seus débitos tributários por meio de dação em pagamento em bens móveis. De acordo com a Suprema Corte, essa possibilidade ofende o princípio da licitação. 1.1 - Pagamento O pagamento é a principal forma de extinção do crédito tributário. Isso também ocorre nas demais obrigações, como as civis, trabalhistas ou empresariais. Por esse motivo, o CTN estabeleceu diversas regras específicas ao Direito Tributário, no que se refere ao pagamento. Algumas delas serão estudadas em tópicos específicos. As demais são explicadas a seguir. Com o fito de deixar nosso curso sempre mais didático, alteramos a ordem seguida pela legislador, sendo que, de início, vamos tratar das formas em que o pagamento pode ser efetuado. A regra geral, prevista no art. 162 do CTN, I, é a de que o pagamento seja efetuado em moeda corrente, cheque ou vale postal. Observação: O vale postal é uma ordem de pagamento, realizada por intermédio da empresa de correios. Também é possível que o pagamento seja efetuado em estampilha, papel selado ou processo mecânico, apenas nos casos estabelecidos em lei. Observação: Estampilha e Papel selado: São selos adquiridos do fisco, após entrega de dinheiro, para comprovar a quitação da dívida tributária. Processo mecânico: É a autenticação fiscal que atesta pagamento de tributo. De todo modo, em qualquer dessas modalidades, o pagamento acaba sendo feito em dinheiro. No que se refere ao cheque e ao vale postal, percebe- se que são instrumentos de transferência de valores. Já em relação à estampilha, papel selado e ao processo mecânico trata-se de mecanismos de comprovação de que o pagamento foi realizado, em dinheiro. A seguir, veremos algumas regras sobre as modalidades de pagamento. São assuntos que não costumam ser cobrados em prova, mas o conhecimento da literalidade do CTN é sempre essencial para enfrentar qualquer prova de Direito Tributário! http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutrawww.estrategiaconcursos.com.br Página 5 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Primeiramente, destacamos que a legislação tributária pode determinar que o contribuinte preste garantias para efetuar o pagamento por cheque ou vale postal. Contudo, tais exigências não podem tornar o pagamento impossível ou mais oneroso do que o pagamento em moeda (CTN, art. 162, § 1º). Na prática, o dispositivo quer dizer que o fisco pode até tentar se proteger contra o “cheque sem fundo”, mas não pode, com esse objetivo, onerar o contribuinte ou impossibilitar o pagamento. Ainda no que se refere ao pagamento por cheque, a extinção do crédito tributário não ocorre com a entrega do cheque, mas apenas com o resgate deste pelo sacado, que é basicamente a compensação bancária CTN, art. 162, § 2º). No que concerne ao pagamento feito em estampilha, a extinção do crédito tributário ocorre com a inutilização regular daquela (CTN, art. 162, § 3º). Por exemplo, o “selo-pedágio” (uma espécie de estampilha), quando afixado no para-brisa do automóvel (inutilização regular), era utilizado para comprovar o pagamento do pedágio (considerado taxa, neste caso especíco). Observação: O § 3º do art. 162 excetua o disposto no art. 150 (referente ao lançamento por homologação). A exceção é bastante óbvia, tendo em vista que nesta modalidade de lançamento o pagamento fica sujeito à posterior homologação da autoridade fiscal. Contudo, se houver a perda ou destruição da estampilha, ou mesmo erro no pagamento por esta modalidade, não há qualquer restituição ao contribuinte, salvo nos casos previstos na legislação tributária ou quando o erro seja imputável à autoridade administrativa (CTN, art. 162, § 4º). Ora, se o servidor público errar, o contribuinte não pode ser punido por isso. Prescreve o § 5º do mesmo artigo que o pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha. Como havíamos dito, todos eles são semelhantes, e têm por objetivo comprovar pagamento já realizado. Dando continuidade ao estudo do pagamento – e o que veremos a partir de agora é importante -, veja o que diz o art. 157 do CTN: Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário. O que o dispositivo estabelece é que a imposição de multa se acumula com o pagamento do tributo, ou seja, se o contribuinte é multado, não deixa de continuar obrigado ao cumprimento da obrigação tributária relativa ao tributo. Bastante óbvio, não? http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 6 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Acrescente-se que em Direito tributário não há presunção de pagamento. Logo, se o sujeito passivo paga a última prestação de um crédito tributário, não se presume que as demais foram pagas. Do mesmo modo, ao pagar um tributo, não se presume que outros créditos relativos ao mesmo ou a outro tributo tenha sido pago. Como exemplo, se o contribuinte possui dois apartamentos na cidade do Rio de Janeiro, ao quitar o IPTU de um dos apartamentos, não se presume que o IPTU relativo ao outro imóvel tenha sido pago. Tudo isso em consonância com o art. 158, I e II, do CTN. No tocante ao local do pagamento do tributo, se a legislação tributária não dispuser nada a respeito, deve ser feito na repartição competente do domicílio do sujeito passivo (CTN, art. 159). Contudo, na prática atual, o pagamento é feito em rede bancária, credenciada pelo Fisco. A obrigação de pagar tributo é portável, ou seja, o devedor deve procurar o credor paga efetuar o pagamento. Observação: O recolhimento do tributo pelo estabelecimento bancário (pessoa jurídica de direito privado) encontra respaldo no art. 7º, § 3º, do CTN, já que isso não se confunde com a capacidade tributária ativa. Quanto ao prazo de pagamento do tributo, em regra, é o próprio ente instituidor que o define. No entanto, se não houver disposição a respeito, o prazo é de 30 dias, a contar da notificação do lançamento ao sujeito passivo. Observação: Não se esqueça de que, com a notificação, o sujeito passivo tem a opção de pagar ou impugnar o lançamento. Cumpre ressaltar que a regra dos “30 dias” não é aplicável ao lançamento por homologação. O motivo é bastante óbvio: como nessa modalidade o contribuinte deve antecipar o pagamento, não há notificação de lançamento. Sendo assim, cabe à legislação tributária definir o prazo para pagamento dos tributos lançados por homologação. Lembre-se: de acordo com o STF (RE 195.218/MG), a definição do prazo para recolhimento do tributo não se sujeita ao princípio da legalidade. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 7 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Se o pagamento for efetuado antecipadamente, a legislação tributária pode conceder desconto, respeitadas as condições. O mais correto seria que o legislador tivesse dito lei em vez de legislação tributária, já que, como visto, esta compreende também os atos infralegais, e a concessão de desconto deve somente pode ser feita por lei em sentido estrito. 1.1.1 – Efeitos da mora Quando o sujeito passivo não efetua o pagamento do tributo até a data de vencimento, começam a surtir os efeitos da mora automaticamente. No Direito Tributário, os efeitos da mora ocorrem automaticamente (mora ex re). Vamos ver o que diz o art. 161 do CTN: Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. Repare que além dos juros de mora, o contribuinte também se sujeita ao pagamento de penalidades. Trata-se da multa moratória, que é a sanção pelo não cumprimento da obrigação tributária no tempo previsto na legislação tributária. Se a lei não definir a taxa que servirá de base para o cálculo dos juros de mora, estes serão calculados à taxa de 1% ao mês, conforme prevê o § 1º, do art. 161, do CTN. Nesse sentido, o STJ já decidiu que a taxa SELIC é composta da taxa de juros e da correção monetária, não podendo, portanto, ser cumulada com outro índice de correção: "(...) A taxa SELIC é composta de taxa de juros e taxa de correção monetária, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice de correção. (...)" (STJ, REsp 447.690/PR, Segunda Turma, Rel. Min Eliana Calmon, Julgamento em 05/06/2003) http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 8 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 1.1.2 – Consulta tributária A consulta tributária é um procedimento administrativo com o objetivo de que o contribuinte satisfaça suas dúvidas relativas à legislação tributária. Vamos repetir novamente o texto do art. 161 do CTN, acrescido do seu § 2º: Art. 161: (...): § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Sendo assim, se o contribuinte formula consulta tributária, dentro do prazo legal para pagamento do tributo, não há fluência de juros de mora nem mesmo aplicação de multa moratória. Embora não se possam cobrar juros de mora,deve ficar claro que não estamos falando em mais um caso de suspensão do crédito tributário, já que a exigibilidade não fica suspensa. Além disso, não se trata de uma hipótese prevista no art. 151 do CTN. 1.1.3 – Imputação em pagamento A imputação em pagamento ocorre quando um mesmo sujeito passivo deve dois ou mais créditos tributários a uma mesma Fazenda Pública. Nesse caso, o recebimento deve ser feito obedecendo a ordem prevista no art. 163 do CTN. Observação: Como atualmente os pagamentos são feitos diretamente na rede bancária, não há supervisão da autoridade administrativa para determinar a ordem em que os créditos devem ser pagos. Contudo, para fins de prova, tudo isso que será visto adiante é plenamente válido. Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a diferentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a autoridade administrativa competente para receber o pagamento determinará a respectiva imputação, obedecidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas: I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos decorrentes de responsabilidade tributária; II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos impostos; http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 9 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; IV - na ordem decrescente dos montantes. Os incisos do art. 163 devem ser seguidos de forma hierárquica. Assim, em primeiro lugar, deve-se dar prioridade aos débitos em que o contribuinte figura como contribuinte, e só depois àqueles pelos quais é responsável. Não sendo possível tal distinção, ou seja, digamos que em todos os débitos o sujeito passivo seja contribuinte. Neste caso, o segundo critérios diz respeito ao caráter contraprestacional do tributo. Assim, deve-se dar prioridade àqueles que são “mais vinculados” (contribuições de melhoria), e só depois receber os débitos que são “menos vinculados”, até que se chegue aos impostos (tributos não vinculados). Se ainda assim persistirem as dúvidas, o próximo critério é o prazo prescricional. A autoridade administrativa deve dar prioridade àqueles cuja data de prescrição esteja mais curta. Faz todo o sentido, já que se não forem cobrados, há o risco de serem extintos pelas prescrição (como ainda vamos estudar). Por último, caso os prazos de prescrição coincidam, a prioridade gira em torno do valor dos créditos. Nessa linha, têm prioridade os créditos tributários de maior valor. Deve-se, então, seguir essa ordem, avançando para o próximo critério apenas se os dois créditos empatarem na primeira etapa, e assim sucessivamente até que se consiga estabelecer uma ordem de prioridade aos créditos objetos de pagamento. Vamos esquematizar: CRITÉRIO PRIORIDADE + - Pessoal Contribuinte/Responsável Vinculação do Fato Gerador Contribuição de Melhoria/Taxas/Impostos Prescrição Prazo mais curto/mais longo Valor do Crédito Valor maior/Valor menor 1.1.4 – Pagamento indevido e restituição Em Direito Tributário, não há vontade das partes para surgimento da obrigação. Ocorrendo o fato gerador, surge a obrigação tributária. Do mesmo modo, se o cumprimento da obrigação (pagamento) foi maior do que o devido ou se é indevido, não há qualquer discussão acerca da devolução: o sujeito passivo possui o direito ser restituído. Nas palavras do legislador do CTN, o direito à restituição surge independentemente de prévio protesto. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 10 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Não importa quem calculou o montante devido, se foi o Fisco ou o sujeito passivo. É comum encontrarmos questões de provas que mencionem “repetição do indébito tributário”. Não se assuste, pois se refere única e exclusivamente ao direito do contribuinte de pleitear a restituição do que foi pago indevidamente. Vamos ver o que diz o art. 165 do CTN: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Observação: O disposto no § 4º do art. 162 se refere à perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta modalidade. Não há restituição neste caso. As três hipóteses previstas no art. 165 do CTN se resumem basicamente em duas: restituição sem instauração de litígio (incisos I e II) e restituição com instauração de litígio (inciso III). Mais à frente, você entenderá o porquê de tal divisão, quando estudarmos os prazos que o sujeito passivo possui para pleitear a restituição. 1.1.5 – Restituição de tributo indireto Lembre-se, inicialmente, que os tributos indiretos são aqueles em que o contribuinte de direito é efetua apenas o recolhimento da obrigação tributária, mas quem realmente arca com o ônus tributário é o contribuinte de fato. Assim, ao realizar, por exemplo, a venda de mercadorias, o comerciante inclui o valor do tributo nos preço da mercadoria. Nosso foco neste momento está em verificar como é feita a restituição dos tributos indiretos. Vamos recorrer, como sempre, ao CTN: http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 11 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la. Percebe-se, portanto, que a restituição somente será feita em duas situações: Se o contribuinte de direito comprovar ter assumido o encardo do tributo, isto é, não o ter transferido; Se o contribuinte de fato autorizar expressamente o contribuinte de direito a receber a restituição. Em síntese, o contribuinte de direito (quem efetuou o recolhimento) deve comprovar que não houve transferência do ônus tributário a terceiro. Se houver transferido, que o contribuinte de fato o autorize a pleitear a restituição. Caso contrário, não haverá restituição. O entendimento do STF tem seguido essa linha, conforme fica demonstrado na seguinte súmula: Súmula STF 546 - Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. Deve-se destacar também que o entendimento do STJ (REsp 903.394/AL) é no sentido de que o contribuinte de fato não possui legitimidade para pleitear a restituição do que foi pago indevidamente, no que se refere aos tributos indiretos. Somente o contribuinte de direito pode pleitear a restituição de tributo indireto. 1.1.6– Restituição de juros e multas Ao pleitear a restituição do tributo pago indevidamente, o sujeito passivo também possui direito à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e da multa moratória paga a maior. Vamos ver um exemplo: Geraldo deve R$ 100,00, a título de tributo. A multa e os juros por atraso de pagamento são calculados pelas respectivas taxas de 10% e 5%. Supondo que Geraldo, por equívoco, entendeu que o http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 12 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra tributo devido era de R$ 200,00 e efetuou o pagamento com atraso, acabou recolhendo o valor total de R$ 230,00. No entanto, ao tomar conta de que o pagamento foi efetuado a maior, Geraldo tem direito de ser restituído em R$ 115,00 (R$ 100,00 de tributo, R$ 10,00 de juros e R$ 5,00 de multa moratória). Vejamos, então, o que diz o caput art. 167 do CTN: Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição. Com relação às infrações de caráter formal, ou seja, multas punitivas, não há qualquer restituição, pois não decorrem do atraso do pagamento. 1.1.7 – Juros de mora e correção monetária na restituição No tópico anterior, nós estudamos a restituição das multas e juros pagos indevidamente, em função do recolhimento do valor incorreto do tributo. Portanto, não se confunde com o que veremos a partir de agora: correção monetária e juros devidos sobre o valor a ser restituído. O que seria isso? Da mesma forma que o contribuinte, ao recolher o tributo em atraso, deve arcar com os encargos financeiros, o Fisco também está sujeito ao pagamento de juros e correção monetária sobre o valor a ser restituído ao sujeito passivo. Vamos, então, neste tópico, estudar o termo inicial da fluência dos juros de mora e da correção monetária. No que se refere aos juros de mora, o par. único do art. 167 estabelece que eles incidem sobre o valor da restituição, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que determinar a restituição: Art. 167. (...): Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar. Observação: Juros não capitalizáveis são os juros simples. Essa regra também tem sido adotada pelo STJ, conforme se expõe a seguir: Súmula STJ 188 - Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. ==db697== http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 13 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Dessa forma, a partir do trânsito em julgado da decisão judicial, inicia-se a incidência dos juros de mora. Contudo, com a inscrição do precatório até 1º de julho até o final do exercício seguinte (31 de dezembro do próximo ano), não há incidência de juros de mora. A incidência só volta a ocorrer se o precatório não for pago dentro do prazo, que é, como se afirmou, 31 de dezembro do ano seguinte. É a jurisprudência pacífica do STF: Súmula Vinculante 17 - Durante o período previsto no parágrafo 1º do artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos. Vejamos o que consta no art. 100, § 1º, da CF/88: Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far- se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos adicionais abertos para este fim. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009). (Vide Emenda Constitucional nº 62, de 2009) § 1º Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte ou por invalidez, fundadas em responsabilidade civil, em virtude de sentença judicial transitada em julgado, e serão pagos com preferência sobre todos os demais débitos, exceto sobre aqueles referidos no § 2º deste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 2009). Observação: Precatório é o documento expedido pelo Poder Judiciário para inclusão da verba necessária no orçamento público do ano seguinte. É o meio pelo qual as dívidas da Fazenda, decorrentes de sentenças judiciais, são pagas. Segue abaixo uma ilustração do que foi visto até o momento, adaptada da obra do professor Ricardo Alexandre2: 2 ALEXANDRE, Ricardo. Direito tributário esquematizado. 4ª Edição. 2010. Pág. 436. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 14 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Juros de mora Súmula STJ 188 CTN, art. 167, par. único Juros de mora Se o pagamento não foi feito No que se refere à correção monetária - atualização monetária em face da inflação -, a contagem é diferente, já que o valor da restituição deve ser corrigido desde a data do pagamento indevido. Vejamos a pacífica jurisprudência do STJ, cristalizada na Súmula 162: Súmula STJ 162 - Na repetição de indébito tributário, a correção monetária incide a partir do pagamento indevido. Esses são os conhecimentos que devemos levar para a prova. O candidato precisa memorizar as Súmulas 162 e 188 do STJ. Destaque-se que a jurisprudência mais recente do STJ tem caminhado no sentido de que, após a edição da Lei 9.250/1995, aplica-se a taxa SELIC desde o recolhimento indevido, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice de juros ou atualização monetária. Se a questão cobrar restituição, citando a taxa SELIC, entenda que deve ser aplicada desde o recolhimento indevido, vedada qualquer cumulatividade com outros índices. Caso contrário, considere as Súmulas 162 e 188, ambas do STJ. 1.1.8 – Prazo para pleitear a restituição Você se lembra quando estudamos o art. 165 do CTN? Naquele momento, eu havia dito que os incisos desse artigo se referem, basicamente, a duas situações distintas: restituição sem instauração de litígio (incisos I e II) e restituição com instauração de litígio (inciso III). Pagamento Indevido Ação de repetição do indébito Trânsito em julgado 01/07/X1 31/12/X2 Não incidem juros de mora Súmula Vinculante 17 http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 15 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Pois bem, a partir de agora, estudaremos os prazos para pleitear a restituição nas duas situações. O que você deve saber, de antemão, é que o prazo é sempre de 5 anos, variando apenas o termo inicial da contagem desse prazo. Os incisos I e II do art. 165 do CTN querem dizer a mesma coisa. Podemos dizer que se referem as mais diversas situações que levam o contribuinte a realizar o pagamento indevidamente, com exceção da hipótese prevista no inciso III do mesmo artigo, referente ao pagamento indevido realizado no curso de processo administrativo ou judicial. Seguindoo raciocínio esposado acima, o art. 168, I, determina que o prazo para pleitear a restituição nas hipóteses tratadas nos incisos I e II do art. 165 é de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Uma observação deve ser feita neste ponto: na sistemática do lançamento de ofício e por declaração, o pagamento extingue de imediato o crédito tributário. Contudo, no lançamento por homologação, não é bem assim que acontece. Quando o tributo é lançado por homologação, o sujeito passivo tem o dever de efetuar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, de sorte que a extinção definitiva do crédito tributário só ocorre com a homologação. Como sabemos que o prazo que a autoridade possui para homologar é de 5 anos, e que muitas vezes a homologação ocorre tacitamente (automática, após o curso do prazo quinquenal), na prática, o sujeito passivo teria o prazo de 10 anos para pleitear a restituição. Explique-se melhor: se a autoridade administrativa deixar ocorrer a homologação tácita, a extinção definitiva do crédito tributário ocorre 5 anos após a data do fato gerador. A partir daí, inicia-se a contagem do prazo para o contribuinte pleitear a restituição. Foi com base nesse raciocínio que o STJ sustentou a tese dos “5+5”. Contudo, com o advento da LC 118/05, foi estabelecida a seguinte regra: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. Com base no dispositivo acima citado, podemos afirmar que o prazo estabelecido no art. 168, I, é contado a partir do momento do pagamento antecipado, nos tributos que seguem a sistemática do lançamento por http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 16 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra homologação. Desse modo, o prazo de 5 anos conta-se do pagamento, da mesma forma como ocorre com as outras modalidades de lançamento. Pode-se afirmar que o prazo para buscar restituição, com base no art. 168, I, é de 5 anos, contados do pagamento indevido. Observação: O art. 4º, da LC 118/05, determinou que o art. 3º produz efeitos retroativos. O raciocínio do legislador era de que a norma era meramente interpretativa (CTN, art. 106, I). Contudo, a jurisprudência do STF e STJ já se encontra pacífica no sentido de que o citado art. 3º produz efeitos prospectivos. Sendo assim, todas as ações ajuizadas após a vigência da LC 118/05 estão submetidas ao novo prazo (apenas 5 anos), ainda que se refiram a pagamentos anteriores à vigência da referida LC. Finalizado o estudo do inciso I, do art. 168, vamos avançar para o inciso II deste artigo, que se refere ao prazo para pleitear restituição de pagamento indevido, realizado no curso de processo administrativo ou judicial, em que se discute a legitimidade do lançamento. Trata-se de situação de difícil verificação prática, que consiste no seguinte: o sujeito passivo ao obter uma decisão desfavorável, seja ela administrativa ou judicial, paga o tributo, oferecendo, em seguida, recurso contra a decisão condenatória. Na realidade, o que é mais comum de acontecer é o não pagamento no âmbito do processo administrativo, pois as reclamações e os recursos nessa esfera têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário. No que se refere ao processo judicial, o sujeito passivo normalmente efetua o depósito do montante integral, que também suspende o crédito tributário, em vez de pagar o tributo. O que se quis dizer na redação do dispositivo foi que o pagamento foi efetuado diante de decisão condenatória contra a qual cabia recurso. No julgamento desse recurso, o sujeito passivo obteve anulação da decisão anterior, obtendo decisão favorável. É nesse momento que se inicia a contagem do prazo de 5 anos para pleitear a restituição. Por último, ressalte-se que a contagem do prazo limite para pleitear a restituição não é afetada se o tributo, ou melhor, a lei instituidora do tributo for declarada inconstitucional. Guarde isso! http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 17 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 1.1.9 - Prazo para anular decisão administrativa denegatória Após a realização do pagamento indevido, o sujeito passivo pode pleitear a restituição tanto no âmbito administrativo como no Judiciário. Em qualquer caso, o prazo é de 5 anos. Havendo opção pela via administrativa, tendo obtido decisão final desfavorável, o contribuinte tem o direito de acionar o Poder Judiciário, com vistas a anular a decisão administrativa que denegou a restituição do tributo pago indevidamente. Vejamos o que diz o art. 169 do CTN: Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública interessada. Repare que o dispositivo cria um evidente privilégio ao Fisco, devedor da ação de restituição proposta pelo sujeito passivo: o prazo exíguo de 2 anos. O dispositivo também prescreve que ocorre a interrupção do prazo prescricional pelo início da ação judicial, que ocorre com a distribuição da ação. Ademais, em vez de devolver o prazo integralmente, como é típico do fenômeno da interrupção, optou-se por recomeçar o prazo da metade, a partir da data da intimação (ou citação) feita ao representante judicial da Fazenda Pública. Trata-se de mais um privilégio, que impede que o prazo de 2 anos seja estendido. Destaque-se que se o prazo for interrompido com 2 meses, por exemplo, o seu curso não será reiniciado pela metade, já que não se pode reduzir o prazo, para torná-lo inferior a 2 anos. No caso exemplificado, será reiniciada a contagem de mais 1 ano e 10 meses. A regra se refere à prescrição intercorrente, que ocorre caso o processo judicial não se conclua no prazo fixado. É claro que esse prazo só se exaure se o autor da ação (sujeito passivo) for o responsável pela paralisação do processo. Embora possa parecer complexo, saiba que, nas provas deconcurso público, normalmente o assunto costuma ser cobrado pela literalidade do art. 169, o que torna a resolução das questões muito simples. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 18 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 1.2 - Compensação A essência da compensação ocorre quando duas pessoas são devedoras e credoras uma da outra, simultaneamente. Por exemplo: Sebastião deve ao Município de Salvador R$ 250,00, e este deve a Sebastião R$ 100,00. As dívidas podem ser extintas até o montante em que se compensarem. No exemplo citado, Sebastião continuará devendo à Fazenda Municipal o valor de R$ 150,00. Nesse sentido, o art. 170 do CTN estabelece o seguinte: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) Parágrafo único. Sendo vincendoo crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. De início, cumpre-nos destacar que o art. 170 traz apenas as regras gerais acerca do instituto da compensação. Os detalhes devem ser estabelecidos na lei do ente federativo com o qual o contribuinte deseja realizar a compensação. Nesse ponto, vale frisar: a compensação somente se faz possível se houver lei autorizativa, estipulando quais os créditos que podem ser compensados. Não é suficiente a previsão no CTN para realizar a compensação. Cada ente federativo deve editar lei versando sobre a matéria. Dito isso, vamos entender o dispositivo! Os créditos tributários são aqueles devidos pelo sujeito passivo, ou seja, são créditos da Fazenda Pública, mas representam débitos para o sujeito passivo. No que se refere aos créditos do sujeito passivo contra a Fazenda, a situação é oposta e bastante óbvia: o sujeito passivo é o credor, e a Fazenda, devedora. Observação: Os créditos do sujeito passivo não necessariamente possuem natureza tributária. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 19 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Os créditos tributários devem sempre estar vencidos, ou seja, quando o legislador permite que a compensação pode ter como objeto créditos vencidos ou vincendos, diz respeito aos créditos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Nessa esteira, se os créditos do sujeito passivo forem vincendos, ou seja, ainda estiverem por vencer, serão reduzidos (ajustados a valor presente) conforme os critérios definidos na lei autorizativa, desde que a redação não seja superior ao juro de 1% ao mês. Os créditos do sujeito passivo contra a Fazenda também devem ser certos (quanto à existência) e líquidos (quanto ao valor). Para ilustrar essa regra, vamos ver um exemplo prático de compensação: imagine que a lei tenha autorizado a compensação de créditos gerados por pagamento indevidos a título de tributo. Em vez de pleitear a restituição, seria muito mais simples ao sujeito passivo compensar com os créditos tributários que deve a Fazenda, correto? Entretanto, como vimos em tópicos anteriores, a discussão da legitimidade de valor já pago ao Fisco indevidamente. Até que ocorra o trânsito em julgado da decisão judicial, o crédito do sujeito passivo não é certo (na decisão final, pode ser julgado que ele não existe), não podendo se tornar objeto de compensação, até que a decisão se torne irrecorrível. Com base nesse raciocínio, a LC 104/2001 incluiu a seguinte regra no CTN: Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Ora, se não se pode compensar antes do trânsito em julgado, obviamente também não é possível realizar a compensação com base em medida liminar: Súmula STJ 212 - A compensação de créditos tributários não pode ser deferida por medida liminar. Não caia em pegadinhas! Não é possível compensar créditos objetos de decisão judicial recorrível, medidas cautelares ou liminares ou, ainda, tutela antecipada. Não obstante a proibição da compensação com base em liminar em mandado de segurança, a jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que o d http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 20 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra mandado de segurança constitui ação adequada para declarar direito à compensação tributária: Súmula STJ 213 - O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação tributária. 1.3 - Transação No âmbito do Direito Tributário, a transação tem por objetivo por fim a um litígio – administrativo ou judicial - instaurado entre o sujeito passivo e a Fazenda Pública. Trata-se de uma forma alternativa para solucionar os conflitos entre as partes, mediante concessões mútuas, ou seja, cada parte cede parte de seu direito, a fim de que se chegue a um consenso. Diferentemente do Direito Civil, no Direito Tributário, a transação é terminativa (guarde essa palavra), ou seja, só existe diante de um litígio. Não obstante a autorização da transação seja feita pela autoridade competente, nos termos do par. único do art. 171, a transação só pode ocorrer mediante lei autorizativa. Como exemplo, a lei pode autorizar a Fazenda a deixar de receber parte do crédito tributário, com a condição de que o sujeito passivo desista do litígio e pague a parcela restante do crédito tributário dentro do prazo previsto. Observação: Veja que a extinção do crédito tributário pode ocorrer de forma combinada. No exemplo acima, uma parte foi extinta pela transação e a outra, pelo pagamento. 1.4 - Remissão A remissão é conceituada como o perdão da dívida. Por se tratar de benefício fiscal, deve ser regulada em lei específica, conforme estabelece o art. 150, § 6º, da CF/88. Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo: I - à situação econômica do sujeito passivo; b http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 21 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de fato; III - à diminuta importância do crédito tributário; IV - a considerações de equidade, em relação com as características pessoais ou materiais do caso; V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante. Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155. Observe que o art. 172 do CTN traz regras direcionadas ao legislador. Ou seja, ao editar a lei específica concessora da remissão, o legislador deve seguir as diretrizes estabelecidas na norma acima. Uma observação a ser feita é que não há conflito entre o que está previsto no art. 108, § 2º, do CTN, com o art. 172, IV. Quando estudamos as técnicas de integração, vimos que o aplicador da lei não pode utilizar da equidade como forma de dispensa do pagamento de tributo devido. Diferentemente disso, o art. 172, IV, permite que o legislador conceda remissão, considerando as características pessoais o materiais do caso, com base na equidade. Destaque-se que a remissão pode se referir ao perdão tanto de tributo como de multas, desde que já tenha sido constituído o crédito tributário. Se, por outro lado, ainda não tiver havido o lançamento, o benefício será concedido sob a forma de isenção (para tributos) ou anistia (para multas), hipóteses de exclusão do crédito tributário, que são estudadas em tópico próprio. Se o crédito tributário está constituído = Remissão (tributo ou multa) Se o crédito tributário não está constituído = Isenção (tributo) ou Anistia (multa) Por fim, vamos relembrar do mnemônico MARIPA. Aplicam-se as regras da moratória concedida em caráter individual (CTN, art. 155) à remissão, quando também estiver sendo concedida individualmente. Vamos, então, relembrar como funciona: você deve saber que a remissão individual não gera direito adquirido. Por isso, em alguns casos,basta que o sujeito passivo comprove que faz parte do rol daqueles alcançados pela remissão. 6 http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 22 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra De qualquer modo, não estando satisfeitos os requisitos ou as condições, a remissão é revogada, ficando o sujeito passivo obrigado a pagar o crédito tributário acrescido de juros de mora. Caso seja constatado que houve dolo ou simulação do beneficiado ou de terceiro para se beneficiar ilicitamente da remissão, haverá, ainda, imposição de penalidade. Cabe ressaltar também que há outra consequência, em se tratando da revogação da remissão: a contagem do prazo de prescrição. Se houve dolo ou simulação, o tempo decorrido entre a concessão da remissão e sua revogação não é contado para fins de prescrição. Por outro lado, se não houve dolo ou simulação, a revogação da remissão só pode ocorrer antes de findar o prazo prescricional. 1.5 - Decadência Sabe-se que, com a ocorrência do fato gerador, surge a obrigação tributária. No entanto, a dívida somente se torna exigível com o lançamento, que é o procedimento administrativo que constitui o crédito tributário. O prazo decadencial é justamente o prazo que a autoridade administrativa possui para promover o lançamento. No fim do prazo decadencial, ocorre a decadência. Já o prazo prescricional é aquele que a Fazenda Pública possui, após o lançamento definitivo do tributo, para promover a ação de execução fiscal, com o objetivo de satisfazer o crédito tributário. No fim do prazo prescricional, ocorre a prescrição. Veja, então, que, antes do lançamento corre prazo decadencial, e após o lançamento, prazo prescricional. Pode-se dizer, a grosso modo, que o lançamento é marco que divide o prazo decadencial do prazo prescricional. Nesse ponto do nosso estudo, alguns detalhes devem ser frisados: Tanto o prazo decadencial como o prescricional são de 5 anos (a distinção ocorre na fixação do termo inicial de contagem); Tanto a decadência como a prescrição são causas de extinção do crédito tributário (art. 156, V). O lançamento é o marco que divide o prazo decadencial do prazo prescricional. Conforme o entendimento da jurisprudência e da doutrina, extinto o crédito, seja pela decadência ou pela prescrição, não há qualquer direito da Fazenda Pública em receber o crédito. Portanto, se o contribuinte paga crédito prescrito ou decaído, faz jus à restituição. Deve-se destacar que, de acordo com o art. 146, III, b, da CF/88, cabe à lei complementar dispor sobre normas gerais em matéria de 9 http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 23 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra prescrição e decadência tributárias. Sendo assim, não poderia, por exemplo, uma lei ordinária estabelecer prazos diferentes do que foi previsto no CTN (norma recepcionada com status de lei complementar). Foi nessa linha que a Súmula Vinculante nº 8 do STF declarou inconstitucionais os dispositivos que previam prazo decadencial e prescricional de 10 anos, contrariando o disposto no CTN. Além desse conhecimento básico acerca do instituto da decadência, é necessário conhecer as diferentes formas de contagem do prazo de 5 anos. Vamos, a partir deste momento, estudar cada uma delas. 1.5.1 – Regra geral de contagem A regra geral de contagem do prazo decadencial está prevista no art. 173, I, do CTN. De acordo com esse dispositivo, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário (decadência) extingue-se em 5 anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Em tese, o lançamento pode ser efetuado logo após a ocorrência do fato gerador. Portanto, o início da contagem do lapso temporal de 5 anos ocorre no dia 1º de janeiro do ano seguinte em relação à data de ocorrência do fato gerador. A título de exemplo, imagine que o fato gerador de determinado tributo ocorra no dia 10 de janeiro de 2014. Nesse caso, o prazo decadencial começa a ser contado a partir de 01 de janeiro de 2015. A decadência, então, se consome no dia 01 de janeiro de 2020, exatamente 5 anos depois. É muito importante que você perceba que, muito embora o prazo seja de 5 anos, as regras de contagem podem fazer com que o prazo chegue praticamente aos 6 anos, se o fato gerador tiver ocorrido no dia 01 de janeiro, por exemplo. Cumpre-nos destacar que a regra geral não se aplica aos tributos lançados por homologação. A contagem do prazo decadencial nos tributos em que se aplica tal modalidade de lançamento recebeu tratamento específico, o qual será estudado mais adiante. O prazo decadencial possui regras específicas para os tributos lançados por homologação. 7 http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 24 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 1.5.2 – Regra da antecipação da contagem A regra da antecipação da contagem do prazo decadencial está prevista no par. único do art. 173, do CTN, que estabelece o seguinte: Art. 173 - (...): Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Nós vimos que a regra geral é que o prazo decadencial seja contado a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado, correto? Ocorre que, se nesse intervalo (entre a data do fato gerador e o primeiro dia do exercício seguinte) a autoridade fiscal notificar o sujeito passivo de alguma medida indispensável ao lançamento, como o início de um procedimento de fiscalização, por exemplo, haverá antecipação da contagem do prazo decadencial para a data em que o sujeito passivo toma ciência do termo de início de fiscalização. Se a notificação do início de procedimento fiscal ocorrer após o “primeiro dia do exercício seguinte”, não haverá impacto sobre o curso do prazo decadencial. 1.5.3 – Regra da anulação do lançamento por vício formal Consoante o disposto no art. 173, II, do CTN, o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após o prazo de 5 anos, contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Trata-se de uma regra bastante tranquila de se entender. Vamos ver um exemplo prático: Determinado sujeito passivo é notificado do lançamento de um tributo contra ele efetuado. Discordando de alguns aspectos descritos na notificação, o sujeito passivo impugna o lançamento. Ao final do litígio, chega-se à conclusão que, embora o fato gerador tenha ocorrido, a autoridade que promoveu o lançamento não possuía competência para o ato. A consequência disso é a anulação do lançamento. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 25 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra De acordo com o que estudamos até o momento, se houve lançamento, não há mais contagem de prazo decadencial, e sim prescricional. Contudo, veja que o lançamento foi anulado em decorrência de vício formal. Observação:Vício formal: diz respeito aos requisitos burocráticos. Exemplo: competência da autoridade. Vício material: diz respeito à obrigação tributária. Exemplo: não ocorrência do fato gerador. Em decorrência da anulação, a Fazenda Pública deverá promover novo lançamento, corrigindo os erros formais ocorridos no lançamento anterior. Para isso, ela possui novamente à sua disposição o prazo de 5 anos, contados da data da decisão definitiva que anulou o lançamento. A devolução do prazo decadencial ocorre integralmente, ou seja, mais 5 anos para a Fazenda realizar novamente o lançamento. Contudo, a regra somente se aplica quando o o vício do lançamento é formal. A devolução integral do prazo decadencial é denominada interrupção de prazo decadencial. Esse é o entendimento de parte da doutrina. Há quem entenda também que se trata de novo prazo decadencial, não havendo interrupção. Observação: A interrupção de um prazo, seja ele decadencial ou prescricional, indica que o prazo antigo é abandonado e novo prazo começar a ser contado novamente. Ou seja, o prazo é integralmente devolvido. A suspensão de um prazo indica que a contagem é suspensa, retornando, quando legalmente determinado, do momento em que havia parado. 1.5.4 – Prazo decadencial nos tributos lançados por homologação Na modalidade de lançamento por homologação, o sujeito passivo efetua o pagamento antecipado, sem prévio exame da autoridade administrativa. Posteriormente, esta homologa o lançamento, extinguindo o crédito tributário. O prazo para homologação, como já foi visto no nosso curso, é de 5 anos, contados da data da ocorrência do fato gerador (CTN, art. 150, § 4˾). Se a homologação não ocorrer dentro do prazo, haverá a homologação tácita, ou seja, considera-se que o procedimento levado a cabo pelo contribuinte estava correto. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 26 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra O curso desse prazo também possui outra função, que é a possibilidade de a Fazenda Pública constatar eventuais diferenças que deixaram de ser pagas e constituir de ofício tais valores, com base no art. 149, V, do CTN. Portanto, o prazo de 5 anos, contados da data da ocorrência do fato gerador é o prazo decadencial que a Fazenda possui para homologar a atividade do sujeito passivo e, sendo o caso, efetuar lançamento suplementar. Contudo, nem sempre o prazo quinquenal é contado a partir da data de ocorrência do fato gerador (CTN, art. 150, § 4º). Há algumas exceções que serão vista a partir de agora. Nos casos em que o sujeito passivo não declara nem paga qualquer valor até a data do vencimento, aplica-se a regra geral das demais modalidades de lançamento, ou seja, o prazo de 5 anos é contado a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado (CTN, art. 173, I). Por outro lado, se o sujeito passivo declara e paga o crédito tributário apenas de forma parcial, a regra é aquela típica dos tributos lançados por homologação, ou seja, conta-se 5 anos a partir da data do fato gerador (CTN, art. 150, § 4º). Observação: Neste caso, como já foi dito, eventuais diferenças ficam sujeitas ao lançamento suplementar, realizado de ofício, com base no art. 149, V, do CTN. Cabe destacar que o próprio § 4º, do art. 150, do CTN, excetua da regra dos tributos lançados por homologação quando for comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Diante da inexistência de regra específica sobre o assunto, aplica-se também nesta situação a regra geral da decadência, prevista no art. 173, I, do CTN. Por último, temos também a situação em que o contribuinte presta a declaração, mas não efetua o pagamento devido no vencimento. Nesse caso, entende o STJ que a declaração do sujeito passivo é suficiente para constituir o crédito tributário (sem o respectivo lançamento), não havendo mais que se falar em decadência, mas sim em prescrição: 1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, considera-se constituído o crédito tributário no momento da declaração realizada pelo contribuinte. 2. A declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito tributário, sendo este exigível independentemente de qualquer procedimento administrativo, de forma que, não sendo o caso de http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 27 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra homologação tácita, não se opera a incidência do instituto da decadência (CTN, art. 150, § 4º), incidindo apenas prescrição nos termos delineados no art. 174 do CTN. (STJ, AgRg no Ag 884.833/SC, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Julgamento em 25/09/2007) Nesse sentido, veja a Súmula 436, lavrada pelo STJ: Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. Vejamos um exemplo prático: a Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF) é uma declaração obrigatória para pessoas jurídicas em geral, referindo-se a diversos impostos e contribuições federais. O objetivo é informar o fisco sobre os tributos apurados pela empresa. A entrega dessa declaração constitui o crédito tributário, dispensando as providências do fisco nesse sentido. Há que se destacar que, prestando a declaração desacompanhada de pagamento no vencimento, o sujeito ativo da obrigação tributária pode inscrever o sujeito passivo em dívida ativa, atividade preparatória para promover a ação de execução fiscal. Vamos esquematizar o que vimos até o momento: Contribuinte declara e paga DECADÊNCIA – Lançamento por Homologação Art. 150, § 4º Conta-se da data do fato gerador Contribuinte não declara nada Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte Dolo, fraude ou simulação Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte Contribuinte declara e não paga Ocorre a constituição do crédito tributário. Terá início o prazo prescricional (data da declaração ou vencimento, o que for posterior). http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 28 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Observação: Para entender melhor o nosso esquema, lembre-se que o prazo é sempre de 5 anos, alterando apenas a data a partir da qual se conta o referido prazo. 1.6 – Prescrição Como já foi dito, opera-se a prescrição quando não há propositura de ação de execução fiscal dentro do prazo estabelecido no CTN, com o objetivo de cobrar do sujeito passivo o crédito tributário na via judicial. O prazo para que se promova a ação de execução fiscal é de 5 anos, contados da data da constituição definitiva do crédito tributário. Dissemos anteriormente que, após o lançamento, o prazo era prescricional, e de fato é. Contudo, tal prazo só começa a ser contado a partir do dia em que não mais se discute a legitimidade do lançamento, ou seja, a partir do dia em que o crédito tributário é considerado definitivamente constituído. Importa-nos saber quando ocorre a constituição definitiva do crédito. Novamente, vamos nos lembrar: ao ser notificado do lançamento, o sujeito passivo tem um prazo fixado em lei para pagar ou impugnar o lançamento. Caso o sujeito passivo cumpra com a obrigação tributária, pagando o tributo contra ele lançado, o crédito tributário é extinto pelo própriopagamento (CTN, art. 156, I). Se, por outro lado, o sujeito passivo impugnar o lançamento, instaura-se um litígio entre a Fazenda Pública e o contribuinte ou responsável, em que se discute o crédito tributário. Ao final, caso a decisão seja desfavorável ao sujeito passivo, mantendo o crédito lançado, ocorre a constituição definitiva do crédito tributário. Imaginemos, ainda, que o sujeito passivo, notificado do lançamento, não tome qualquer medida para efetuar o pagamento ou impugnar o lançamento. Nesse caso, também haverá a constituição definitiva do crédito tributário. Perceba, então, que a constituição definitiva está relacionada ao fato de o lançamento não poder mais ser discutido. Afinal de contas, se o prazo prescricional é o prazo para a Fazenda promover a execução fiscal do sujeito passivo, não faz sentido algum executar algo que não se sabe ao certo se continuará existindo (a impugnação pode resultar na anulação do cancelamento). Novamente, vale lembrar que o art. 146, III, b, da CF/88, determina que cabe à lei complementar definir normas gerais acerca da decadência e prescrição tributária. Portanto, somente outra lei complementar poderia alterar os prazos ou criar outras regras e restrições. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 29 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Estando o crédito tributário prescrito, ao fim do prazo quinquenal previsto no CTN, o que ocorre se a Fazenda Pública ainda assim executar o sujeito passivo? Neste caso, vale a Súmula 409 do STJ, cuja redação é a seguinte: “Em execução fiscal, a prescrição ocorrida antes da propositura da ação pode ser decretada de ofício (art. 219, § 5º, do CPC).” Veja que a prescrição será decretada de ofício pelo juiz, e isso pode se dar mesmo sem a oitiva da Fazenda Pública, conforme demonstra a jurisprudência do STJ, na ementa do julgamento do REsp 733.286-RS. Vale observar que a Súmula 409 considera o antigo CPC. No Novo CPC (Lei 13.105/2015), o dispositivo que embasa a decretação da prescrição é o art. 332, § 1º. 1.6.1 – Prescrição para Tributos Lançados por Homologação Estudamos acima que o termo inicial do prazo prescricional é a data de constituição definitiva do crédito tributário. Contudo, em se tratando de tributos lançados por homologação, é preciso tomar cuidado, pois a entrega da declaração, confessando a dívida, constitui o crédito tributário. Neste caso, o prazo prescricional será contado a partir de que momento? Vejamos a jurisprudência do STJ sobre o tema: “(...)1. A Primeira Seção deste STJ no julgamento do REsp 1.120.295/SP, processado sob o rito do art. 543-C do CPC, confirmou entendimento no sentido de que o termo inicial do prazo prescricional quinquenal para cobrança dos tributos sujeitos a lançamento por homologação é a data do vencimento da obrigação tributária, e, quando não houver pagamento, a data da entrega da declaração, sendo esta posterior. (...)” (STJ, AgRg no AREsp 349.146/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, Julgamento em 07/11/2013) Portanto, o termo inicial do prazo prescricional é a data do vencimento da obrigação tributária ou a data da entrega da declaração, caso esta entrega ocorra em momento posterior ao vencimento da referida obrigação. Para não se perder no raciocínio, é sempre recomendável ter em mente que é a declaração que vai constituir o crédito tributário. Se a http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 30 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra declaração não foi entregue, não há que se falar em prescrição, mas ainda na decadência! Tributos lançados por homologação Termo inicial da prescrição: Data do vencimento; ou Data da entrega da declaração, se esta for posterior. 1.6.2 – Interrupção do prazo prescricional O legislador do CTN estabeleceu algumas situações que interrompem o prazo prescricional. Interromper significa que o prazo é integralmente devolvido, contado do “zero” novamente. Vejamos, então, o que diz o art. 174 do CTN: Art. 174 - (...): Parágrafo único. A prescrição se interrompe: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. São quatro hipóteses de interrupção do prazo prescricional. Nas três primeiras, a interrupção é consequência de ato judicial. Apenas a última se refere à possibilidade de o ato ser realizado na órbita administrativa (extrajudicial). Observação: O inciso IV traz também a única hipótese em que ocorre interrupção da prescrição por iniciativa do devedor. Se cair na prova uma questão afirmando a possibilidade de o prazo prescricional ser interrompido por iniciativa do devedor, a assertiva estará correta! http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 31 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra O art. 174, I, traz como hipótese interruptiva do prazo prescricional o despacho do juiz que ordena citação em execução fiscal. Vamos entender o que vem a ser isso! Ao admitir a ação de execução fiscal, o juiz realiza o despacho que ordena a citação do devedor, e é esse despacho que faz com que se interrompa a prescrição, devolvendo integralmente o prazo de 5 anos à Fazenda Pública. Tome muito cuidado, pois antes da LC 118/05, a redação desse inciso era “pela citação pessoal feita ao devedor”. Ou seja, não era o despacho, mas a notificação pessoal ao devedor. Na prática, o devedor poderia “fugir”, e não ser notificado. Por esse motivo, alterou-se para o momento do despacho que ordena a citação. O que interrompe a prescrição é o despacho, e não a citação pessoal! Guarde muito bem isso! No tocante ao protesto judicial, previsto no art. 174, II, do CTN, trata- se de medida judicial intentada pelo credor (Fazenda Pública), com o objetivo de manifestar sua intenção de ver satisfeito o seu direito. De acordo com Eduardo Sabbag3, À luz do crédito tributário, o protesto judicial somente se justifica na hipótese de a Fazenda estar impossibilitada de ajuizar a execução fiscal, diante da iminência do término do prazo prescricional. Em relação aos atos judiciais que constituam em mora o devedor (CTN, art. 174, III), deve-se destacar que são as notificações, intimações ou interpelações judiciais, com a finalidade de manifestar a intenção do credor em receber a dívida. Podemos afirmar, então, que o protesto judicial, disposto no inciso anterior, está contido entre os atos judiciais que constituam em mora o devedor. Por último, quando o art. 174, IV, mencionou ato do devedor, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito, não quis dizer nada além da conhecida confissão de dívida, que pode ocorrer tanto na esfera administrativa como na judicial. 3 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. 5ª Edição. 2013. Pág. 829. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 32 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Imagine que a autoridade administrativa tenharealizado o lançamento de algum tributo e notificou o devedor. Considere ainda que o contribuinte manteve-se inerte, ou seja, não pagou nem impugnou o lançamento dentro do prazo previsto na legislação do respectivo ente federativo. Ocorrida a constituição definitiva do crédito tributário, tem início o prazo prescricional, para que se promova a ação de execução fiscal. Passados dois anos, o devedor solicita à Fazenda o parcelamento de referido débito. Obviamente, o sujeito passivo está nesse momento reconhecendo que possui uma dívida com o Fisco. Interrompe-se, então, a prescrição, fazendo com que o Fisco tenha novamente 5 anos para promover a execução fiscal. São exemplos típicos de confissão de dívida: pedido de parcelamento e pedido de compensação de débito. Por fim, é importante ressaltar que a consulta administrativa não é modo de interrupção de prescrição. Guarde muito bem isso, pois esse é o entendimento do STJ (EDcl no REsp 87.840/BA). 1.6.3 – Suspensão do prazo prescricional Distintamente do que ocorre com a interrupção da prescrição, na suspensão, o prazo deixa de ser contado, até que se encerre a situação o que suspendeu. Após esse evento, continua-se o curso do prazo prescricional do ponto onde havia parado. Ou seja, não há devolução integral do prazo, mas apenas suspensão temporária. O CTN não dispôs expressamente sobre a suspensão da prescrição, mas a doutrina e a jurisprudência reconhecem hipóteses de prescrição, previstas indiretamente no CTN, em decorrência da lógica de aplicação dos dispositivos ali prescritos. Em primeiro lugar, vamos nos lembrar das hipóteses de suspensão do crédito tributário. Vimos que o que se suspende não é o direito de lançar, mas sim a exigibilidade do crédito, impedindo a Fazenda Pública de promover a ação de execução fiscal. Observação: A execução fiscal é disciplinada pela Lei 6.830/1980, a conhecida Lei de Execuções Fiscais, ou simplesmente LEF. Nessa esteira, se a Fazenda está impedida de promover a ação de execução fiscal, não há lógica alguma em correr o prazo prescricional, que tem como objetivo justamente punir o sujeito ativo, por se manter inerte em relação ao seu direito de exigir a dívida tributária, por meio da execução fiscal. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 33 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Dessa forma, devemos memorizar que, se há suspensão da exigibilidade do crédito tributário, também estará suspenso o curso do prazo prescricional. A suspensão do prazo prescricional permanecerá até que o crédito se torne exigível. Cabe destacar também que quando a moratória em caráter individual for obtida fraudulentamente (dolo ou simulação), o tempo decorrido entre a sua concessão e a revogação não é contado para fins de prescrição, conforme consta no par. único do art. 155. Sendo assim, pode-se visualizar mais uma hipótese de suspensão do prazo prescricional. Como o art. 155 também se aplica aos outros benefícios fiscais (MARIPA) previstos no CTN, quando concedidos de modo individual, podemos dizer que também haverá suspensão da prescrição, se houver situação semelhante à qual acabamos de estudar, ou seja, a obtenção fraudulenta de moratória, anistia, remissão, isenção e parcelamento. A título de exemplo, caso o sujeito passivo se passe por outra pessoa para fazer jus à isenção de caráter individual no ano de 2013, e o Fisco descubra a fraude perpetrada em 2015, revogando-a, esses dois anos (entre a concessão e a revogação) não são contados para fins de prescrição. Portanto, houve suspensão do prazo prescricional por dois anos. Outro caso de suspensão da prescrição é o disposto no art. 2º, § 3º, da Lei 6.830/1980 (LEF), cuja redação é a seguinte: § 3º - A inscrição, que se constitui no ato de controle administrativo da legalidade, será feita pelo órgão competente para apurar a liquidez e certeza do crédito e suspenderá a prescrição, para todos os efeitos de direito, por 180 dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se esta ocorrer antes de findo aquele prazo. Como funciona isso? Lembre-se de que, com o lançamento, a dívida se torna exigível, mas é somente após a inscrição do crédito tributário em dívida ativa que este se torna exequível, isto é, passível de execução judicial. Portanto, para promover a ação de execução fiscal, é necessário que a Fazenda Pública inscreva o crédito tributário em dívida ativa. Observação: No âmbito federal, essa tarefa cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), responsável por efetuar o exame de legalidade, certeza e liquidez. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 34 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Desse modo, a LEF definiu que a inscrição do crédito tributário em dívida ativa suspende a prescrição por 180 dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se esta ocorrer antes daquele prazo. Isso significa que, inscrito o crédito, a Fazenda Pública tem um acréscimo de até 180 dias para promover a ação de execução fiscal, até que esta seja distribuída. Depois disso, o prazo volta a fluir, mas logo a seguir, com o despacho do juiz ordenando a citação (CTN, art. 174, I), ocorre a interrupção da prescrição, o que faz com que o prazo de 5 anos seja integralmente restituído. A grande discussão doutrinária e jurisprudencial é que a LEF não poderia tratar de prescrição tributária, por ser tema cuja regulamentação compete exclusivamente à lei complementar, nos termos do art. 146, III, b, da CF/88. Nesse sentido, para o STJ (REsp 249.262/DF), a LEF não pode estipular causa de suspensão do prazo prescricional não prevista no CTN. Sendo assim, o art. 2º, § 3º, da LEF, não pode ser aplicado para execuções fiscais de dívida ativa de natureza tributária. 1.6.3.1 – Prescrição Intercorrente Há, na LEF, mais uma previsão de suspensão do prazo prescricional. Trata-se dos casos em que, no curso da ação de execução fiscal, não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora (art. 40): Art. 40 - O Juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora, e, nesses casos, não correrá o prazo de prescrição. Desta forma, enquanto não localizado o devedor ou enconrados bens sobre os quais possa recair a penhora, admite-se a suspensão da execução fiscal, e a consequente suspensão da prescrição pelo prazo máximo de um ano. Se até então não for localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o juiz ordenará o arquivamento dos autos (LEF, art. 40, § 2º): Art. 40: (...) § 2º - Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano, sem que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o Juiz ordenará o arquivamento dos autos. Findo o prazo de um ano, com o arquivamento dos autos, tem início o curso do prazo prescricional. Isso significa que, após o prazo de cinco anos (prescrição), o Juiz poderá, de ofício, reconhecer a prescrição intercorrente, e http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 35 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra decretá-la de imediato, extinguindo o processo, com a extinção do crédito tributário. Nesse sentido, o STJ editou a seguinte súmula: Súmula STJ 314 – Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente.É importante que o candidato esteja ciente de que o prazo prescricional, na realidade, se inicia com a constituição definitiva do crédito tributário. Não se esqueça, no entanto, que com a propositura de ação de execução fiscal, a prescrição se interrompe pelo despacho do juiz que ordenar a citação do executado (devedor). Portanto, o prazo prescricional retorna ao início. Quando o prazo quinquenal começa a ser novamente contado? Neste caso, é interessante seguir a supracitada Súmula 314 do STJ, ou seja, a partir da data em que se encerra o período de um ano de suspensão do processo. O prazo prescricional também pode ser citado na prova como “interregno preclusivo”. Fique atento(a)! 1.6.3.2 – Resumo das Hipóteses de Suspensão da Prescrição Podemos citar como situações em que o prazo prescricional é suspenso as seguintes: Suspende-se o prazo prescricional enquanto o crédito tiver sua exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151 (moratória, depósito do montante integral, reclamações e recursos administrativos, liminares ou tutelas antecipadas e parcelamento). Suspende-se o prazo prescricional quando a moratória for concedida individualmente, em decorrência de artifício doloso, até que ocorra a revogação do benefício. Tal regra também se aplica aos seguintes benefícios fiscais: anistia, remissão, isenção e parcelamento. Suspende-se o prazo prescricional com a inscrição do crédito tributário em dívida ativa por 180 dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se esta se der primeiro. Suspende-se por até um ano o prazo prescricional, quando não for localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, no curso do processo de execução fiscal. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 36 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 1.7 – Consignação em pagamento A consignação em pagamento tem tudo a ver com a forma de extinção “pagamento”, tanto é que o próprio CTN a incluiu dentro da seção que cuida daquela modalidade de extinção do crédito tributário. A ação de consignação em pagamento é movida no âmbito do Poder Judiciário, com o objetivo de que o sujeito passivo exerça o seu direito de pagar e quitar a obrigação tributária, quando se encontra impedido pelo próprio credor. “Como assim, professor?” É isso mesmo o que você ouviu: pode acontecer, entre outras situações possíveis, de o credor recusar o pagamento do tributo, condicionando-o ao pagamento de outra obrigação. Vamos ver as hipóteses que foram previstas no art. 164 do CTN: Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos: I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória; II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal; III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. § 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar. § 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância consignada é convertida em renda; julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra- se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis. As hipóteses elencadas nos incisos I e II são os casos em que a Fazenda credora impõe condições absurdas ao contribuinte que não tem outra saída senão socorrer ao Judiciário. Isso se deve ao fato de que, não pagando, o contribuinte fica sujeito também aos encargos moratórios (juros e multa), além da ação de execução fiscal, já que, se nenhuma medida for tomada, o crédito tributária continua plenamente exigível. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 37 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Imagine agora a situação prevista no inciso III: o contribuinte possui um apartamento no Município de Guarulhos, e recebe notificações de lançamento de IPTU tanto do Município de São Paulo como do Município de Guarulhos. Trata-se de bitributação. O que fazer se não se sabe exatamente quem é credor da obrigação? Move-se, então, uma ação judicial de consignação em pagamento. Destaque-se que, de acordo com o § 1º do art. 164, a consignação somente pode versar sobre o crédito que o consignante (sujeito passivo) se propõe a pagar. Portanto, o sujeito passivo deve depositar o valor que entende devido. Embora seja discutível no âmbito da doutrina e da jurisprudência qual valor deve ser depositado, se aquele exigido pelo fisco ou o que o sujeito passivo entende devido, devemos levar para a prova a literalidade do CTN, que parece se referir a este. Ao término da ação, julgada procedente a consignação proposta pelo sujeito passivo, o pagamento tem-se por efetuado e o valor que foi consignado judicialmente é convertido em renda. Observação: Converter-se em renda significa transferir para o credor, com o objetivo de quitar o tributo devido. Por outro lado, se a consignação for julgada improcedente, deve-se proceder ao pagamento da diferença devida, bem como dos acréscimos legais (juros de mora e penalidades cabíveis). A extinção do crédito tributário não ocorre com a ação de consignação em pagamento, mas sim quando estiver julgada procedente. Por último, deve ser salientada a distinção entre o depósito do montante integral e a ação de consignação em pagamento. Embora haja depósito do sujeito passivo em ambos os casos, o depósito do montante integral se refere a um ato isolado do sujeito passivo, podendo ocorrer tanto na via administrativa quando na judicial, com o objetivo de suspender o crédito tributário. Por outro lado, a ação de consignação em pagamento consiste em um processo judicial, cujo objetivo é exercer o direito de pagar o crédito que tenha sido obstado pelo Fisco ou que tenha suscitado dúvida quanto ao real credor. Neste caso, o objetivo é pagar e extinguir o crédito. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 38 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Na consignação, o sujeito passivo quer pagar. No depósito, o sujeito passivo quer discutir ou evitar o débito. 1.8 – Pagamento antecipado e a posterior homologação Na sistemática do lançamento por homologação, como já foi diversas vezes explicado no nosso curso, o sujeito passivo paga o tributo sem prévio exame da autoridade administrativa. Após o pagamento do sujeito passivo, a autoridade administrativa possui determinado prazo para atestar a correção do procedimento e do valor recolhido, e só então homologa a atividade do contribuinte. Nessa esteira, pode-se dizer a extinção definitiva do crédito tributário, no que se refere aos tributos lançados por homologação, apenas ocorre com a homologação do lançamento, ato que, como regra, pode levar até 5 anos, contados do fato gerador. Note bem que, embora a extinção do crédito só se dê com a homologação do lançamento, para fins de definição do prazo inicial para pleitear a restituição, a LC 118/05 estabeleceu que é considerado extinto na data do pagamento. O crédito lançado por homologação não é extinto na data do lançamento! Considera-se extinto apenas para fins de contagem de prazo para restituição. 1.9 – Conversão do depósito em renda Com o depósito do montante integral, exigido pela FazendaPública, o sujeito passivo suspende a exigibilidade do crédito tributário. Havendo decisão em favor da Fazenda Pública, ocorre a conversão do depósito em renda do vencedor da ação. Portanto, o crédito que anteriormente estava com a exigibilidade suspensa, com a decisão definitiva torna-se extinto. 1.10 – Decisão administrativa final Ao ser notificado do lançamento contra ele efetuado, o sujeito passivo, como já foi visto, possui duas opções: pagar ou impugnar o lançamento. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 39 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Ao impugnar administrativamente o lançamento, o sujeito passivo dá início ao processo administrativo fiscal, seguindo as normas específicas do ente federativo que detém a competência tributária do tributo objeto de discussão. Se a decisão final no âmbito administrativo for favorável ao sujeito passivo, o crédito tributário fica definitivamente extinto, com base no art. 156, IX. “E se a decisão final for desfavorável, professor?” Nesse caso, cabe ao contribuinte pagar o crédito tributário ou ajuizar ação judicial para discutir no Poder Judiciário a legitimidade do lançamento contra ele efetuado. 1.11– Decisão judicial transitada em julgado Dando continuidade ao que foi dito no tópico anterior, caso o contribuinte recorra ao Judiciário para discutir a procedência do lançamento, é a decisão transitada em julgado (contra a qual não cabe recurso) que determinará se o crédito tributário subsistirá ou não. Caso a decisão seja favorável ao sujeito passivo, tem-se por extinto o crédito tributário. Se, por outro lado, a decisão for em favor da Fazenda Pública, não haverá outra opção ao sujeito passivo, senão o pagamento. 1.12 – Dação em pagamento em bens imóveis A dação em pagamento é instituto do direito privado, regulado pelos arts. 356 a 359 do Código Civil. Trata-se de “pagamento” efetuado por meio da entrega de bem ou direito que não seja moeda. Na seara do Direito Tributário, a dação em pagamento somente passou a ser prevista como modalidade de extinção do crédito tributário com advento da LC 104/2001 . Destacamos que a extinção só pode ser feita com bens imóveis. É muito comum as questões de prova armarem verdadeiras pegadinhas para fazer o candidato bem preparado tropeçar por descuido na rápida leitura da questão. Portanto, tome muito cuidado com isso. Repita-se: BENS IMÓVEIS. Mas como funciona isso? O contribuinte pode “sair” transferindo imóvel para a Fazenda, como forma de quitar a obrigação tributária? Não é bem assim! Para que se realize a extinção do crédito tributário mediante dação em pagamento em bens imóveis é necessário que cada ente federado edite http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 40 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra lei autorizativa para disciplinar como será feita essa transferência e em que hipóteses pode ser feita. A dação em pagamento depende de lei autorizativa, editada por cada esfera do Estado. Há quem entenda que a previsão da dação em pagamento como forma de extinção do crédito tributário tenha promovido a derrogação (revogação parcial) do art. 3º do CTN, que disciplina que o tributo deve ser uma prestação “em moeda”. O raciocínio esposado não merece prosperar, haja vista que o próprio art. 3º do CTN permite que o tributo pode ser prestação “em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir”. Com base nisso, eu te pergunto: os bens imóveis inegavelmente podem ser expressos em moeda. É evidente que sim. Questão 01 – CESPE/TJ-PR-Juiz/2017 Em 3/6/2009, determinado contribuinte sofreu lançamento referente a fatos geradores de ICMS que teriam ocorrido em 1.º/3/2004, sem que tivesse havido declaração de débito nem qualquer pagamento de tributo. Nessa situação hipotética, a) houve prescrição, que se conta a partir do fato gerador, de modo que o lançamento não poderia ter sido realizado. b) houve decadência, que se conta, nesse caso, a partir do fato gerador, de modo que o lançamento não poderia ter sido realizado. c) não houve decadência nem prescrição. d) houve prescrição, contada do primeiro dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ter sido realizado, de maneira que o crédito não poderia ter sido constituído. Comentário: Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que o ICMS é um imposto lançado por homologação. Assim, via de regra, o prazo decadencial deveria ser contado a partir da data do fato gerador, não fosse o caso de não haver declaração de débito nem qualquer pagamento por parte do sujeito passivo. Nesta situação, o prazo decadencial tem seu termo inicial no primeiro dia do exercício seguinte, isto é, em 01/01/2005. Dessa forma, em 03/06/2009 ainda não havia expirado o prazo decadencial. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 41 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Como a questão refere-se ao lançamento, e não à cobrança, não cabe alegar prescrição no caso em comento. Por consequência, não houve decadência nem prescrição. Gabarito: Letra C Questão 02 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 De acordo com as disposições do CTN, é causa de extinção da exigibilidade do crédito tributário a) a consignação em pagamento. b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo. c) a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial. d) o parcelamento. e) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. Comentário: Alternativa A: A consignação foi prevista no art. 156, VIII, do CTN, como causa de extinção do crédito tributário. Alternativa correta. Alternativa B: As reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo suspendem a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, III, do CTN. Alternativa errada. Alternativa C: A concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, V, do CTN. Alternativa errada. Alternativa D: O parcelamento constitui causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, VI, do CTN. Alternativa errada. Alternativa E: A concessão de medida liminar em mandado de segurança suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, IV, do CTN. Alternativa errada. Gabarito: Letra A Questão 03 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 No que diz respeito aos institutos da prescrição e da decadência, assinale a opção correta. a) A prescrição e a decadência estão previstas no CTN como formas de exclusão do crédito tributário. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 42 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra b) O direito de ação para a cobrança do crédito tributário decai em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. c) O protesto judicial é uma forma de interrupção da prescrição. d) O direito de a fazenda pública constituir o crédito tributário prescreve após cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. e) As normas gerais sobre prescrição e decadênciana matéria tributária devem ser estabelecidas por meio de lei ordinária. Comentário: Alternativa A: Na realidade, em conformidade com o art. 156, V, do CTN, a prescrição e a decadência constituem formas de extinção do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa B: Na verdade, o que ocorre é a prescrição no prazo citado na assertiva, e não decadência, como informado. Alternativa errada. Alternativa C: Nos termos do art. 174, par. único, II, do CTN, o protesto judicial configura uma forma de interrupção da prescrição. Alternativa errada. Alternativa D: Novamente na tentativa de confundir o candidato, a banca substitui a decadência pela prescrição, tornando a assertiva incorreta. Alternativa errada. Alternativa E: De acordo com o art. 146, III, “b”, da CF/88, as normas gerais sobre prescrição e decadência na matéria tributária devem ser estabelecidas por meio de lei complementar. Gabarito: Letra C Questão 04 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 A repetição do indébito tributário refere-se à possibilidade de o contribuinte requerer às autoridades fazendárias a devolução de valores pagos indevidamente a título de tributo. A respeito desse assunto, assinale a opção correta. a) Os juros moratórios na repetição do indébito tributário são devidos a partir da data do fato gerador. b) Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. c) Na repetição do indébito tributário, a correção monetária incide desde a data do fato gerador. d) O direito do sujeito passivo à restituição total ou parcial do tributo depende necessariamente de prévio protesto. e) O direito de pleitear a restituição extingue-se após dois anos do pagamento espontâneo do tributo. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 43 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Alternativa A: De acordo com o art. 167, par. único, do CTN, a restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar. Este é, inclusive, o entendimento do STJ, contido em sua Súmula 188. Alternativa errada. Alternativa B: Trata-se da literalidade do art. 169, do CTN: Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. Alternativa correta. Alternativa C: De acordo com a Súmula 162, do STJ, na repetição de indébito tributário, a correção monetária incide a partir do pagamento indevido, e não do pagamento indevido. Alternativa errada. Alternativa D: O art. 165, do CTN, foi bastante claro, ao estabelecer que o sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, nos casos ali previstos. Alternativa errada. Alternativa E: O direito de pleitear a restituição extingue-se após cinco anos, e não dois, como informado. Ademais, regra geral, a contagem se dá a partir da data da extinção do crédito tributário, que pode ocorrer com o pagamento, nos termos do art. 156, I, do CTN. No caso dos tributos lançados por homologação, considera-se como termo inicial para a contagem do referido prazo a data do pagamento antecipado. Alternativa errada. Gabarito: Letra B No exercício do controle fiscal, o tribunal de contas identificou que a secretaria de fazenda do estado vinha, de forma contumaz, retardando por mais de cinco anos a constituição de muitos dos créditos tributários oriundos de tributos sujeitos a lançamento de ofício, fato que gerou, como consectário lógico, a impossibilidade de cobrar do contribuinte o crédito tributário. Nesses casos, não havia possibilidade de a autoridade competente realizar o lançamento. A respeito dessa situação hipotética e de aspectos legais a ela relacionados, julgue os itens que se seguem. Questão 05 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 1 - Considerando-se que, nessa situação, não tenha havido anulação de lançamento por vício formal, os tributos referidos deveriam ter sido lançados em até cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 44 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Exatamente! Em se tratando de tributos lançados de ofício, aplica-se o prazo previsto no art. 173, I, do CTN: o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Questão correta. Questão 06 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 2 - Caso um contribuinte apresente a declaração exigida por lei e efetive o pagamento antecipado de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, desde que inexistente lei estadual que fixe prazo distinto, o prazo para a homologação será de cinco anos, contados da efetiva ocorrência do fato gerador de cada tributo. Comentário: No que concerne aos tributos lançados por homologação, modalidade em que cabe ao contribuinte apresentar declaração e efetivar o pagamento antecipado do tributo devido, o prazo decadencial de cinco anos é contado da data de ocorrência do fato gerador, desde que inexistente lei estadual que fixe prazo distinto, em conformidade com o art. 150, § 4º, do CTN. Questão correta. Questão 07 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 3 - A situação hipotética diz respeito à prescrição tributária de tributos estaduais. Comentário: A perda do prazo para lançar o tributo caracteriza a extinção do crédito tributário pela decadência, e não prescrição. Questão errada. Questão 08 – CESPE/CGE-PI-Auditor Governamental/2015 Se houver pagamento indevido de ICMS, só será possível a restituição do tributo pago ao sujeito passivo de direito se ele provar ter assumido o encargo financeiro ou, no caso de ter havido repercussão econômica, ter expressa autorização do contribuinte de fato. Comentário: A restituição de tributos indiretos, como o ICMS, foi tratada no art. 166, cuja redação é a seguinte: “a restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la”. Portanto, a questão está correta. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 45 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 09 – CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 Caso determinado contribuinte tenha dois ou mais débitos tributários vencidos com a União, estes deverão ser cobrados na seguinte ordem de precedência: impostos, taxas e contribuição de melhoria. Comentário: Em caso de imputação em pagamento, a autoridade administrativa deve respeitar a ordem prevista no art. 163, do CTN. Com relação às espécies tributárias, o art. 163, II, determina que a ordem de precedência é a seguinte: contribuições de melhoria, taxas e impostos. Questão errada. Questão 10 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 Lei estadual poderá prever que a compensação tributária seja utilizada pelo contribuinte devedor para abater créditos, ainda que vincendos, da fazenda pública. Comentário: O art. 170, do CTN, autoriza a compensação tributária pelos entes federados, mas os créditos vincendos devemser do sujeito passivo contra a Fazenda Pública, não o contrário. Questão errada. Questão 11 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 Conforme o CTN, lei estadual não poderá autorizar que a compensação tributária abarque tributos de espécies distintas. Comentário: Não há óbice no CTN à concessão de compensação tributária abarque tributos de espécies distintas. Questão errada. Questão 12 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 De acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, é possível efetivar a compensação tributária a contribuinte devedor que tenha créditos, por meio de medida liminar obtida na esfera judiciária. Comentário: De acordo com a Súmula 212, do STJ, a compensação de créditos tributários não pode ser deferida por medida liminar. Questão errada. Questão 13 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 A utilização do instituto da compensação tributária nos estados e nos municípios depende de lei ordinária, estadual ou municipal. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 46 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: O art. 170, do CTN, prevê que a lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. A lei a que se refere o dispositivo é norma federal, estadual, distrital ou municipal. Questão correta. Questão 14 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 Caso ocorra fato gerador em setembro de 2014 de tributo cujo lançamento tenha sido feito de ofício, o direito de a fazenda pública constituir o respectivo crédito tributário se extinguirá em setembro de 2019. Comentário: Como se trata de tributo lançado de ofício, o prazo decadencial segue a regra do art. 173, I, do CTN, tendo o seu termo inicial no primeiro dia do exercício financeiro seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Portanto, conta-se a partir de 01/01/2015. Consequentemente, o crédito tributário se extinguirá em 01/01/2020. A banca examinadora talvez tenha gerado dúvida nos candidatos, ao dizer que o lançamento “tenha sido feito de ofício”, pois se o tributo foi lançado, não há que se falar em direito de a fazenda pública constituir o crédito tributário (extinto pela decadência). De qualquer modo, tal direito não se extingue em setembro de 2019, independentemente de ter havido o lançamento ou não. Questão errada. Questão 15 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 A dúvida acerca do pagamento do IPTU incidente sobre imóvel situado em localidade limítrofe entre dois municípios autoriza o ajuizamento de ação de consignação em pagamento pelo proprietário. Comentário: Uma das hipóteses que enseja o ajuizamento de ação de consignação em pagamento é a exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. Logo, se há dúvida acerca do pagamento do IPTU incidente sobre imóvel situado em localidade limítrofe entre dois municípios é porque o sujeito passivo foi cobrado pelos dois entes, razão pela qual se justifica o ajuizamento da referida ação judicial. Questão correta. Questão 16 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 O direito à restituição do crédito tributário pago indevidamente extingue-se após cinco anos contados da data do pagamento, ainda que o tributo seja submetido ao lançamento por homologação. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 47 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Em relação aos tributos não lançados por homologação, o prazo para pleitear a restituição do indébito tributário é de 05 anos, contados da data da extinção do crédito tributário, que normalmente ocorre na data do pagamento (CTN, art. 156, I). Em relação aos tributos lançados por homologação, o art. 3º, da LC 118/05, determina que o prazo de 05 anos seja contado a partir da data do pagamento. Portanto, a questão está correta. Questão 17 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 Como condição da ação de repetição de indébito, exige-se que o contribuinte, para reaver o que tenha sido pago indevidamente, proteste o crédito tributário devido. Comentário: O art. 165, do CTN, estabelece que o direito à repetição do indébito tributário independe de prévio protesto pelo sujeito passivo. Questão errada. Questão 18 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 Na ação de consignação em pagamento movida pelo contribuinte, a procedência do pedido extingue o crédito tributário, e o valor do depósito realizado é convertido em renda. Comentário: De fato, na ação de consignação em pagamento movida pelo contribuinte, a procedência do pedido (pagamento do valor que entende devido) extingue o crédito tributário, e o valor do depósito realizado é convertido em renda, em favor da Fazenda. Questão correta. Questão 19 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 O parcelamento requerido pelo contribuinte depois de transcorrido o prazo prescricional não restabelece a exigibilidade do crédito tributário. Comentário: Ao fim do prazo prescricional, o crédito tributário é extinto pela prescrição, não havendo que se falar em restabelecimento de sua exigibilidade. Portanto, a questão está correta. Questão 20 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 A regra de imputação de pagamento prevista no Código Civil de que a amortização da dívida ocorre primeiro sobre os juros e, somente depois, sobre o principal do crédito não se aplica à compensação de natureza tributária. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 48 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Tal regra não se aplica ao crédito tributário, cuja imputação em pagamento segue o regramento do Código Tributário Nacional, mais precisamente em seu art. 163. Questão correta. Questão 21 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 Não é possível a compensação de débitos tributários federais com precatório estadual ofertado pelo contribuinte, a despeito de o Código Tributário Nacional prever a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a fazenda pública. Comentário: A compensação tributária ocorre quando o sujeito passivo e o sujeito ativo são devedores e credores um do outro. Portanto, não é possível a compensação de débitos tributários federais com precatório estadual. Questão correta. Questão 22 – CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros/2014 No que se refere à prescrição e à decadência em matéria tributária, assinale a opção correta. a) À fazenda pública será concedido o prazo de cinco anos para constituir o crédito tributário, a partir da data em que se tornar definitiva a decisão que anular, por vício formal, lançamento anteriormente efetuado. b) A prescrição pode ser definida como a perda do direito de lançar, ou seja, de constituir o crédito tributário. c) A decadência pode ocorrer antes ou após a constituição definitiva do crédito tributário. d) Ocorre a decadência, em regra, após cinco anos contados da data do pagamento do tributo pelo contribuinte. e) Não é legalmente admissível a interrupção da prescrição nem da decadência, podendo, entretanto, ambas ser suspensas nas hipóteses legais. Comentário: AlternativaA: É exatamente o que consta no art. 173, II, do CTN. Trata-se do prazo decadencial para que a Fazenda promova novo lançamento em virtude de lançamento anteriormente anulado por vício formal. Alternativa correta. Alternativa B: A prescrição se refere à perda do direito de ajuizamento da ação de execução fiscal. Alternativa errada. Alternativa C: A decadência opera-se apenas antes da constituição definitiva do crédito tributário. Após tal momento, inicia-se o curso do prazo prescricional. Alternativa errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 49 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Alternativa D: Em regra, a decadência ocorre após 05 anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Alternativa errada. Alternativa E: Tão somente com o conhecimento do CTN, é possível eliminar esta assertiva, haja vista ser admissível em tal norma a interrupção da prescrição. Alternativa errada. Gabarito: Letra A Questão 23 – CESPE/TJ-DF-Juiz de Direito Substituto/2014 A administração tributária do DF procedeu à análise dos livros fiscais e registros contábeis da sociedade empresária WYZ Ltda., em diligência de fiscalização realizada entre os dias 1.º/5/2014 e 10/5/2014, com notificação à contribuinte, em 1.º/5/2014, acerca do início da ação fiscal, tendo verificado o que se segue. Durante os meses de janeiro a junho de 2010, a contribuinte declarou em guia específica as operações de circulação de mercadoria, mas não recolhera ao DF qualquer valor referente ao ICMS. Durante os meses de julho a dezembro de 2010, a contribuinte declarou, em guia específica, as operações de circulação de mercadoria, mas recolhera parcialmente o montante devido de ICMS ao DF. Durante os meses de janeiro a dezembro de 2011, a contribuinte não declarou nem recolheu o ICMS devido pela realização das operações de circulação de mercadorias. Durante o período de fiscalização que se iniciou em 1.º/5/2014, a administração tributária do DF verificou que não fora declarada nem recolhida nenhuma obrigação tributária de ICMS no ano de 2014, razão por que notificou a contribuinte, solicitando esclarecimentos adicionais. Considerando os dados acima apresentados, assinale a opção correta com base no CTN e na jurisprudência do STJ. a) As diversas obrigações em apreço têm, em comum, o início e o fim do prazo decadencial: início em 1.º/5/2014 e término em 30/4/2019. b) Para evitar a decadência dos diretos referentes às obrigações tributárias geradas entre os meses de janeiro a junho de 2010, o fisco do DF deve lançar o tributo até 31/12/2014, data após a qual começará a correr o prazo de prescrição. c) Com relação às obrigações tributárias referentes aos meses de julho a dezembro de 2010, o lançamento tributário de ofício é prescindível porque o crédito já foi constituído pelo contribuinte. d) No que se refere às obrigações tributárias referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2011, o fisco deve efetuar o lançamento dentro do prazo decadencial de cinco anos, que se iniciou no dia da ocorrência de cada fato gerador de obrigação fiscal não recolhida. e) No caso das obrigações tributárias de ICMS referentes aos meses de janeiro a maio de 2014, o fisco do DF deve efetuar o lançamento tributário de todas as obrigações em aberto até 31/12/2019, para evitar a decadência do direito. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 50 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Alternativa A: Nenhuma das obrigações citadas tem como termo inicial do prazo decadencial o dia 01/05/2014 e o término em 30/04/2019. Alternativa errada. Alternativa B: Como a contribuinte declarou os débitos de 01/2010 a 06/2010, mas não os pagou, o crédito tributário foi constituído pela entrega da declaração, não havendo prazo decadencial, mas sim prescricional. Alternativa errada. Alternativa C: Como os débitos de 07/2010 a 12/2010 foram integralmente declarados, o crédito tributário já foi constituído, quando da entrega da declaração pelo contribuinte. Alternativa correta. Alternativa D: Como se trata de tributo lançado por homologação, e não havendo declaração pelo contribuinte relativamente aos débitos de 01/2011 a 12/2011, o início do prazo decadencial se dá em 01/01/2012, conforme prevê o art. 173, I, do CTN. Alternativa errada. Alternativa E: Como se trata de tributo lançado por homologação, e não havendo declaração pelo contribuinte relativamente aos débitos de 01/2014 a 05/2014, o início do prazo decadencial se dá em 01/01/2015, conforme prevê o art. 173, I, do CTN, tendo seu término em 01/01/2010. Alternativa errada. Gabarito: Letra C Questão 24 – CESPE/DPE-TO/2013 A conversão do depósito em renda é modalidade de suspensão do crédito tributário. Comentário: A conversão do depósito em renda é modalidade de extinção do crédito tributário, conforme previsão no art. 156, VI, do CTN. Questão errada. Questão 25 – CESPE/DPE-TO/2013 O vencimento do crédito tributário ocorre dez dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do cálculo do montante do tributo devido. Comentário: De acordo com o art. 160 do CTN, quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do lançamento. Ou seja, a legislação do ente federativo pode determinar que o prazo para pagamento é de 10 dias, mas, se isso não for feito, a regra é o prazo de 30 dias. Questão errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 51 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 26 – CESPE/DPE-TO/2013 Caso a legislação tributária não disponha a respeito do local de pagamento do tributo, ele deve ser efetuado na repartição competente do local da ocorrência do fato gerador. Comentário: Caso a legislação tributária não disponha a respeito do local de pagamento do tributo, ele deve ser efetuado na repartição competente do domicílio do sujeito passivo. Questão errada. Questão 27 – CESPE/DPE-TO/2013 A lei pode autorizar a compensação de crédito tributário com créditos vencidos, líquidos e certos, possibilidade vedada para os vincendos. Comentário: O crédito tributário pode ser compensado com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. Questão errada. Questão 28 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013 Opera-se a dispensa legal de pagamento do tributo devido, pressupondo crédito tributário regularmente constituído, por meio da: a) isenção. b)prescrição. c)decadência. d) imunidade. e) remissão. Comentário: Dispensa legal de pagamento de tributo pode ser tanto remissão quanto isenção. Nesse caso, devemos observar as demais informações fornecidas pela questão. Veja que foi dito que o crédito tributário já foi constituído, logo, só pode ser remissão, típica modalidade de extinção do crédito tributário. A resposta correta é a letra E. Questão 29 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 Somente nos casos previstos no CTN pode ser modificado ou extinto o crédito tributário regularmente constituído. Comentário: De acordo com o art. 141 do CTN, o crédito regularmente constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade suspensa ou excluída, nos casos previstos no próprio CTN. Questão correta. http://www.iceni.com/infix.htmProf. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 52 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 30 – CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011 A compensação, modalidade de suspensão do crédito tributário, depende de lei regulamentadora que a autorize. Comentário: De fato, a compensação depende de lei regulamentadora que a autorize. Contudo, trata-se de modalidade de extinção, e não suspensão, do crédito tributário. Questão errada. Questão 31 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011 De acordo com o CTN, constitui caso de extinção do crédito tributário: a) a concessão de isenção tributária. b) o transcorrer do prazo de cinco anos contados da constituição do crédito. c) a concessão de anistia. d) o depósito do montante integral do crédito. e) a concessão de parcelamento do crédito. Comentário: Com o transcorrer do prazo quinquenal, a contar da constituição definitiva do crédito tributário, este estará extinto pela prescrição. As demais modalidades se referem à suspensão ou exclusão do crédito tributário. A resposta, portanto, é a Letra B. Questão 32 – CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2010 Pela remissão, o legislador extingue a punibilidade do sujeito passivo infrator da legislação tributária, impedindo a constituição do respectivo crédito tributário. Comentário: A remissão é causa de extinção do crédito tributário. Portanto, no momento da remissão, o crédito tributário já foi constituído. Questão errada. Questão 33 – VUNESP/Câmara-Mogi das Cruzes-SP/2017 De conformidade com o Código Tributário Nacional, extingue o crédito tributário a) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo. c) a moratória. d) a conversão de depósito em renda. e) a isenção. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 53 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Alternativa A: A concessão de medida liminar em mandado de segurança suspende a exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa B: As reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo suspendem a exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa C: A moratória suspende a exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa D: A conversão de depósito em renda constitui causa de extinção do crédito tributário, nos termos do art. 156, VI, do CTN. Alternativa correta. Alternativa E: A isenção exclui o crédito tributário. Alternativa errada. Gabarito: Letra D Questão 34 – FCC/DPE-ES-Defensor Público/2016 A prescrição e a decadência são fenômenos que atingem o crédito tributário e, neste sentido, impedem o Estado de abastecer os cofres públicos. A respeito dos dois institutos, é correto afirmar: a) O prazo para constituição do crédito tributário é decadencial e conta da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. b) Somente atos judiciais, entre eles o protesto, interrompem o prazo prescricional. c) A prescrição se interrompe com a efetiva citação pessoal do executado. d) A constituição em mora é indiferente para fins do prazo prescricional. e) Tanto a prescrição quanto a decadência são hipóteses de exclusão do crédito tributário. Comentário: Alternativa A: O prazo para constituição do crédito tributário é realmente decadencial. De acordo com o art. 173, II, do CTN, tal prazo (de 05 anos) é contado da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Alternativa errada. Alternativa B: Conforme estabelece o art. 174, par. único, do CTN, a prescrição se interrompe por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. Alternativa errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 54 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Alternativa C: Na realidade, a prescrição se interrompe pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal, e não pela citação do executado. Alternativa errada. Alternativa D: O prazo prescricional tem início a partir da constituição definitiva do crédito tributário, que pode se dar com o fim do prazo para o seu pagamento, ou seja, confunde-se com o momento a partir do qual o contribuinte encontra-se em mora. Alternativa errada. Alternativa E: Tanto a prescrição quanto a decadência são hipóteses de extinção do crédito tributário. Alternativa errada. Gabarito: Letra A Questão 35 – FCC/Pref. Teresina-Auditor Fiscal/2016 Um contribuinte do ISS, tributo lançado por homologação em diversos Municípios brasileiros, desenvolveu a atividade de autolançamento a que se refere o caput do art. 150 do Código Tributário Nacional e, depois de apurar o montante devido no mês de agosto de 2015, efetuou o pagamento do crédito tributário apurado, no dia 25 do mês subsequente. Depois de ter quitado o referido débito para com a Fazenda Pública municipal, o contribuinte se deu conta de que havia errado na elaboração do cálculo do referido débito fiscal, o que redundou em pagamento a maior do que o efetivamente devido. Em razão disso, tomou a decisão de pleitear a restituição desse valor pago a maior. O direito de pleitear essa restituição, de acordo com o Código Tributário Nacional e a legislação de regência dessa matéria, poderá ser exercido até o dia a) 31 de dezembro de 2020. b) 25 de setembro de 2025. c) 25 de setembro de 2017. d) 25 de setembro de 2020. e) 25 de setembro de 2022. Comentário: De acordo com o art. 168, I, do CTN, O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário. Em se tratando de lançamento por homologação, o referido prazo deve ser contado a partir da data do pagamento indevido, conforme prevê o art. 3º, da LC 118/05. Portanto, como o pagamento ocorreu em 25 de setembro de 2015 (mês subsequente à apuração do débito), o direito de pleitear essa restituição poderá ser exercido até o dia 25 de setembro de 2020. Gabarito: Letra D http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 55 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 36 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 De acordo com o CTN, a modalidade de extinção do crédito tributário, autorizada por lei e baseada nas condições por ela estabelecidas, por meio da qual os sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária, mediante concessões mútuas, podem pôr fim a um litígio, extinguindo, desse modo, o crédito tributário, denomina-se a) decisão administrativa irreformável. b) decisão judicial passada em julgado. c) transação. d) compensação. e) conversão de depósito em renda. Comentário: De acordo com o art. 171, do CTN, a lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de litígio e consequente extinção de crédito tributário. Dessa forma, concluímos que a resposta da questão é transação. Gabarito: Letra C Questão 37 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 De acordo com o CTN,é de cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva, o prazo para a propositura de ação para a cobrança do crédito tributário. De acordo com o CTN, a) qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor suspende a fluência do referido prazo. b) o protesto judicial, extrajudicial ou administrativo suspende a fluência do referido prazo. c) o referido prazo, que é prescricional, se interrompe pela citação pessoal feita ao devedor. d) qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor, interrompe a fluência do referido prazo. e) a não propositura dessa ação, no referido prazo, acarretará a decadência do direito fazendário de cobrar. Comentário: Alternativa A: De acordo com o art. 174, par. único, III, do CTN, qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor interrompe o prazo prescricional. Alternativa errada. Alternativa B: Apenas o protesto judicial interrompe a fluência do prazo prescricional, conforme prevê o art. 174, par. único, II, do CTN. Alternativa errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Alternativa C: De fato, este prazo é prescricional. Contudo, a sua interrupção ocorre pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal. É o que estabelece o art. 174, par. único, I, do CTN. Alternativa errada. Alternativa D: De acordo com o art. 174, par. único, IV, do CTN, qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor interrompe o prazo prescricional. Alternativa correta. Alternativa E: O que ocorre, na realidade, é a prescrição, e não decadência. Alternativa errada. Gabarito: Letra D Questão 38 – FCC/PGE-MA-Procurador/2016 Acerca dos institutos da decadência e da prescrição tributárias, é correto afirmar: a) A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos e cento e oitenta dias, contados da data da inscrição do crédito tributário na Dívida Ativa da Fazenda Pública, visto que durante cento e oitenta dias o prazo para inscrição na dívida ativa suspende o curso da prescrição. b) Prescreve em cinco anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição de pagamento indevido. c) Se a Administração Fiscal cobrar tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, o direito de prejudicado pleitear restituição extingue-se com o decurso do prazo de dois anos. d) No caso de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos a contar da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou transitar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. e) Se a lei não fixar prazo para homologação, será ele de dez anos, a contar da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, hipótese em que o prazo será de cinco anos do ato doloso, fraudulento ou simulado. Comentário: Alternativa A: É pacífico na jurisprudência que o prazo de suspensão da prescrição previsto no art. 2º, § 3º, da Lei 6.830/80, não se aplica à dívida ativa tributária, aplicando-se apenas o prazo quinquenal previsto no CTN. Alternativa errada. Alternativa B: A ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição de pagamento indevido prescreve em dois anos, conforme preceitua o art. 169, do CTN. Alternativa errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 57 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Alternativa C: O direito de pleitear restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos, e não dois anos, como afirmado. Alternativa errada. Alternativa D: É o que prevê o art. 168, II, do CTN, ou seja, o prazo de cinco anos para pleitear a restituição é contado da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Alternativa correta. Alternativa E: Trata-se do prazo para homologação tácita, previsto no art. 150, § 4º, do CTN. Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Alternativa errada. Gabarito: Letra D Questão 39 – FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016 Há autorização legal para a repetição de pagamento de crédito tributário já realizado na hipótese de: a) lei que passou a definir para a situação prevista como fato gerador uma isenção em caráter específico na qual o contribuinte se enquadra perfeitamente. b) revogação da lei instituidora do tributo, pois a lei que exclui a incidência tributária deve retroagir para beneficiar o contribuinte. c) lei que diminui a alíquota do imposto devido, desde que o recolhimento tenha acontecido no mesmo exercício financeiro em que a lei entrou em vigor, pois a lei nova mais benéfica ao contribuinte deve retroagir. d) controle concentrado e abstrato de constitucionalidade em que o tributo foi declarado inconstitucional com efeito erga omnes e ex tunc. e) quando o contribuinte de direito recuperou do contribuinte de fato o valor do tributo recolhido indevidamente. Comentário: Alternativa A: De acordo com o art. 106, do CTN, a lei tributária apenas retroage no caso de lei nova expressamente interpretativa ou, em se tratando de penalidades, lei mais benéfica ao sujeito passivo. Em se tratando de isenção, não há que se falar na aplicação retroativa, haja vista se tratar de dispensa do pagamento de tributos. Alternativa errada. Alternativa B: A lei que exclui a incidência tributária não retroage, por não enquadrar nas hipóteses previstas no art. 106, do CTN. Alternativa errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 58 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Alternativa C: A lei tributária apenas retroage no caso de lei nova expressamente interpretativa ou, em se tratando de penalidades, lei mais benéfica ao sujeito passivo. Alternativa errada. Alternativa D: Exige-se, para resolver a questão, um pouco de conhecimento de Direito Constitucional. Quando se diz que o efeito da decisão é erga omnes, quer dizer que é extensível a todos. Ao mencionar que a decisão possui efeito ex tunc, inferimos que a decisão do STF produziu efeitos retroativos. Assim, se o tributo foi declarado inconstitucional com efeito erga omnes e ex tunc, em sede de controle concentrado e abstrato de constitucionalidade, a referida decisão produzirá efeitos retroativos e, evidentemente, sendo a cobrança inconstitucional, os contribuintes poderão pleitear a restituição do valor pago referente ao tributo. Alternativa correta. Alternativa E: No caso dos tributos indiretos, só cabe repetição do indébito se o contribuinte de direito comprovar não ter recuperado o valor do tributo indevido. Alternativa errada. Gabarito: Letra D Questão 40 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 Proposta a ação fiscal no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica oacolhimento da arguição de prescrição ou decadência. Comentário: A prescrição e a decadência são institutos que extinguem o crédito tributário quando a Fazenda Pública não age no sentido de constituir o crédito tributário ou promover a ação de execução fiscal dentro do prazo previsto na legislação tributária. Portanto, se a ação fiscal foi proposta dentro do prazo previsto, a demora na citação do executado, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. Questão correta. Questão 41 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 A concessão de medida liminar em mandado de segurança suspende tanto a prescrição quanto a decadência do crédito tributário, impedindo a Fazenda Pública de realizar o lançamento do tributo, inscrevê-lo em Dívida Ativa e ajuizar Execução Fiscal visando sua cobrança. Comentário: Embora a concessão de medida liminar em mandado de segurança tenha o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, não há óbice à constituição do crédito tributário pelo lançamento, com o objetivo de evitar a decadência tributária. Questão errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 59 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 42 – FCC/TJ-GO-Juiz Substituto/2015 A prescrição intercorrente pode se operar durante o curso da execução fiscal, se o executado não for localizado ou não forem encontrados bens suficientes para garantir a execução. Comentário: Vimos durante a aula que o Juiz suspenderá o curso da execução fiscal, enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a penhora. Contudo, decorrido o prazo máximo de um ano, sem que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o Juiz ordenará o arquivamento dos autos, momento em que tem início o curso da prescrição intercorrente. Questão correta. Questão 43 – FCC/SEFAZ-PE-Julgador Administrativo Tributário do Tesouro Estadual/2015 O Sr. Antônio dos Santos, em abril de 2010, foi notificado de um Auto de Infração lavrado pelo Estado do Pernambuco, exigindo um débito de ITCMD, no importe de R$ 34.659,67, supostamente devido em razão de uma doação realizada em outubro de 2007. O contribuinte apresentou tempestivamente impugnação administrativa, alegando que o auto de infração não continha a descrição do fato constitutivo da suposta infração fiscal, como exigia a legislação que disciplinava o processo administrativo fiscal do Estado do Pernambuco, razão pela qual o débito tributário deveria ser desconstituído. O julgador de primeira instância administrativa, em janeiro de 2011, contudo, não acolheu a defesa administrativa do contribuinte, mantendo incólume o débito fiscal. O Sr. Antônio dos Santos, então, interpôs recurso administrativo para instância administrativa superior, que, em setembro de 2013, deu provimento ao recurso, para anular o crédito tributário, asseverando que a Fiscalização não teria observado os requisitos de validade do auto de infração exigidos na mencionada legislação estadual. Diante do caso hipotético, o Estado do Pernambuco a) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, que não tem o condão de interromper o prazo decadencial, não havendo o reinício da sua contagem. b) poderá lavrar outro auto de infração, visto que não ocorreu a decadência, porquanto o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, o que interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. c) poderá lavrar outro auto de infração, pois não ocorreu a decadência, uma vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício material, o que interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. d) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, posto que não houve, no lançamento de ofício anterior, dolo, fraude ou simulação, o que interromperia o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. e) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma vez que o prazo decadencial não se suspende ou se interrompe. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 60 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: A alegação do sujeito passivo na impugnação administrativa se referia a um elemento formal do lançamento, que seria a descrição do fato constitutivo da infração fiscal. Assim sendo, como o lançamento foi anulado por vício formal por decisão administrativa, a Fazenda Pública possui o prazo decadencial de cinco anos para constituir o crédito tributário (lavratura de auto de infração) contado da data em que se tornou definitiva a decisão administrativa, em razão da interrupção do prazo decadencial, nos termos do art. 173, II, do CTN. Gabarito: Letra B Questão 44 – FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015 De acordo com o Código Tributário Nacional, são causas de extinção, de suspensão de exigibilidade e de exclusão do crédito tributário, respectivamente, nessa ordem, a) a moratória; a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; a isenção. b) a isenção; a prescrição; a concessão de medida liminar em mandado de segurança. c) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; o depósito do seu montante integral; a anistia. d) o parcelamento; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2° do artigo 164 do CTN; a moratória. e) a anistia; as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; a decisão judicial passada em julgado. Comentário: Alternativa A: A moratória é causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada é causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a isenção constitui hipótese de exclusão do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa B: A isenção é modalidade de exclusão do crédito tributário; a prescrição é modalidade de extinção do crédito tributário; a concessão de medida liminar em mandado de segurança é causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa C: A decisão administrativa irreformável é modalidade de extinção do crédito tributário; o depósito do seu montante integral é causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a anistia constitui hipótese de exclusão do crédito tributário. Alternativa correta. Alternativa D: O parcelamento é modalidade de suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a consignação em pagamento julgada procedente é http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 61 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra modalidade de extinção do crédito tributário; a moratória também constitui hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa E: A anistia constitui modalidade de exclusão do crédito tributário; as reclamações e os recursos administrativos caracterizam-se como hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a decisão judicial transitada em julgado é modalidade de extinção do crédito tributário. Alternativa errada. Gabarito: Letra C Questão 45 – FCC/SEFAZ-PI-Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/2015 Alei municipal que instituiu o IPTU no Município de São Simão das Setes Cruzes fixou o dia 1º de janeiro de cada exercício como data de ocorrência do fato gerador desse imposto, que é lançado de ofício, por expressa previsão legal. O Poder Executivo Municipal promove, anualmente, o lançamento de ofício desse imposto, logo no início do mês de fevereiro. No exercício de 2012, porém, excepcionalmente, por motivos de ordens técnica e jurídica, esse lançamento acabou não sendo efetuado na ocasião programada. Considerando os fatos acima e as normas do Código Tributário Nacional acerca da extinção do crédito tributário, é correto afirmar que o prazo a) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, teve início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. b) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. c) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. d) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. e) prescricional para se efetuar o lançamento por declaração teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. Comentário: Alternativa A: Se o lançamento é realizado de ofício, não há que se falar em homologação tácita, o que só pode ocorrer nos tributos lançados por homologação. Alternativa errada. Alternativa B: Em conformidade com o disposto no art. 173, I, do CTN, o prazo decadencial para se efetuar o lançamento de ofício tem início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Alternativa correta. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 62 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Alternativa C: Se o lançamento é realizado de ofício, não há que se falar em homologação tácita, o que só pode ocorrer nos tributos lançados por homologação. Alternativa errada. Alternativa D: A regra de contagem do prazo decadencial aplicável aos tributos lançados de ofício é a prevista no art. 173, I, já exposta no comentário de outra alternativa. Alternativa errada. Alternativa E: O prazo para efetuar o lançamento é decadencial, e não prescricional. Alternativa errada. Gabarito: Letra B Questão 46 – FCC/PGE-RN-Procurador do Estado/2014 Uma lei estadual que autorize o Procurador do Estado a não ingressar com Execução Fiscal para cobrança de créditos tributários inferiores a um determinado valor, renunciando portanto a esta receita, está prevendo hipótese de a) extinção do crédito tributário, na modalidade transação. b) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade moratória específica. c) exclusão do crédito tributário, na modalidade isenção em caráter específico. d) extinção do crédito tributário, na modalidade remissão. e) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade anistia. Comentário: Ao estabelecer legalmente o perdão da dívida tributária, autorizando o Procurador do Estado a não ingressar com Execução Fiscal para cobrança de créditos tributários inferiores a um determinado valor, o Estado previu uma modalidade de extinção do crédito tributário denominada remissão, prevista no art. 156, IV, do CTN. Gabarito: Letra D Questão 47 – FCC/TCE-GO-Analista de Controle Externo/2014 Sobre isenção, imunidade e remissão é correto afirmar que a) todas são causas de exclusão do crédito tributário. b) somente a imunidade e a isenção são causas de exclusão do crédito tributário. c) somente a isenção e a remissão são causas de extinção do crédito tributário. d) somente a imunidade define a incompetência tributária. e) todas impedem o surgimento da obrigação tributária diante da incompetência nas hipóteses por elas previstas. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 63 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Alternativa A: Apenas a isenção é modalidade de exclusão do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa B: Apenas a isenção é modalidade de exclusão do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa C: Apenas a remissão constitui causa de extinção do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa D: Realmente, apenas a imunidade situa-se no patamar de definição de incompetência tributária, sendo prevista na própria Constituição Federal. Alternativa correta. Alternativa E: Apenas na imunidade não ocorre o surgimento da obrigação tributária, por se tratar de não incidência tributária. Alternativa errada. Gabarito: Letra D Questão 48 – FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013 A ação para cobrança do crédito tributário a) decai em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. b) decai em 5 anos, contados do primeiro dia do exercício financeiro seguinte ao que deveria ter ocorrido o lançamento. c) prescreve em 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador. d) prescreve em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. e) decai em 5 anos, contados do lançamento. Comentário: A ação para cobrança do crédito tributário prescreve, e não decai, em 5 anos, contados a partir da contados da constituição definitiva do crédito, conforme prevê o art. 174, caput, do CTN. Gabarito: Letra D Questão 49 – FCC/PGE-SP-Procurador do Estado/2012 Considere as seguintes afirmações: I. No Código Tributário Nacional há uma causa de extinção do crédito tributário que, cronologicamente, ocorre antes de sua própria constituição. II. O parcelamento, por ser forma de pagamento, é causa de extinção do crédito tributário. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 64 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra III. Isenção e remissão são cronologicamente anteriores ao nascimento do crédito tributário. IV. A lei que dispensa o pagamento de valor de multa decorrente de auto de infração configura anistia, causa de exclusão do crédito tributário já constituí do, nos termos do disposto no Código Tributário Nacional. V. Na normatização brasileira, não há possibilidade de extinção do crédito tributário mediante a entrega ao fisco de algo que não seja dinheiro. Está correto APENAS o que se afirma em a) I e IV. b) IV e V. c) II, III e IV. d) II e IV. e) III e V. Comentário: Item I: De fato, existe uma causa de extinção do crédito tributário que, cronologicamente, ocorre antes de sua própria constituição: a decadência. O crédito decaído não chega a ser constituído. Item correto. Item II: O parcelamento constitui causa de suspensão da exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, VI, do CTN. Item errado. Item III: A isenção de fato é cronologicamente anterior ao nascimento do crédito tributário, uma vez que a exclusão do crédito tributário impede a sua constituição pelo lançamento. Contudo, a remissão, sendo modalidade de extinção do crédito tributário, ocorre em momento posterior à sua constituição. Item errado. Item IV: A FCC adotou nesta questão o posicionamento do jurista Luciano Amaro, para quem a anistia pode se referir a multas lançadas ou não. O jurista também considera que a remissão se refere apenas aos tributos, sejam ele lançadosou não. Preste atenção, pois ainda que adotemos tal posicionamento, isso não torna o Item III correto, já que a remissão pode ou não ser cronologicamente anterior ao nascimento do crédito tributário. Item correto. Item V: Na realidade, o art. 156, XI, do CTN, permite a extinção do crédito tributário mediante dação em pagamento com bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. Item errado. Gabarito: Letra A http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 65 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 50 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 O contribuinte tem o direito de fazer consulta sobre dispositivos legais acerca de matéria tributária. Neste caso, a) julgada procedente a consulta, ou seja, reconhecendo o fisco que o sujeito passivo consulente não tem obrigação tributária, o crédito tributário sequer será constituído, razão pela qual a consulta é causa de exclusão do crédito tributário. b) somente a consulta judicial é causa de extinção do crédito tributário quando julgada procedente, ou seja, quando o fisco reconhece que o crédito tributário é ilegal. c) a consulta é procedimento judicial, que deve ser proposto antes da data do vencimento do tributo. d) a consulta formulada antes da notificação válida ao sujeito passivo, relativamente ao crédito tributário, suspende a exigibilidade do crédito tributário. e) não haverá mora e, portanto, incidência de juros moratórios, quando o sujeito passivo deixa de pagar o crédito na data vencimento, desde que pendente de resposta à consulta formulada antes do vencimento do tributo. Comentário: Alternativa A: A consulta tributária é um procedimento administrativo de iniciativa do sujeito passivo com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a legislação tributária. Logo, não há que se falar em exclusão do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa B: Não há previsão para extinção do crédito tributário mediante consulta judicial. Alternativa errada. Alternativa C: A consulta, como comentado, é um procedimento administrativo de iniciativa do sujeito passivo com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a legislação tributária. Alternativa errada. Alternativa D: Tal situação não foi prevista no art. 151, do CTN, ao estabelecer as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. Alternativa E: Em regra, O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. Contudo, não há mora na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Alternativa correta. Gabarito: Letra E http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 66 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 51 – FCC/DPE-AM-Defensor Público/2013 O contribuinte pretende quitar seu débito com a Fazenda Pública através da entrega de bem imóvel de sua propriedade. Neste caso, esta medida só terá cabimento se a) houver lei do ente competente especificando a forma e as condições para a realização da dação em pagamento, hipótese em que será admitida como causa de extinção do crédito tributário. b) o bem imóvel estiver garantindo o juízo da execução e desde que haja interesse por parte do ente em receber aquele bem imóvel na forma de depósito, hipótese em que será admitida como causa de exclusão do crédito tributário. c) estiver o débito em fase de cobrança judicial e não houver sido apresentado embargos à execução fiscal pelo executado, bem assim que haja lei autorizando esta transação como forma de extinção do crédito tributário. d) for feita em juízo, nos autos da execução fiscal e mediante homologação judicial desta forma de compensação do crédito tributário como causa de extinção do crédito tributário. e) houver previsão legal do ente competente admitindo a entrega de bem imóvel como forma de pagamento direto, causa de extinção do crédito tributário, já que o tributo pode ser pago em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. Comentário: Alternativa A: A dação em pagamento com bens imóveis é prevista no art. 156, XI, do CTN, como causa de extinção do crédito tributário. Contudo, esta modalidade de extinção do crédito tributário só pode ocorrer na forma e condições estabelecidas em lei do ente competente. Alternativa correta. Alternativa B: Não há que se falar nesta condição. Ademais, não se trata de causa de exclusão do crédito tributário, mas sim de extinção. Alternativa errada. Alternativa C: Não há que se falar nesta condição. Será a lei do ente competente que definirá a forma e condições em que se dará a dação em pagamento. Alternativa errada. Alternativa D: Não há que se falar nesta condição. Será a lei do ente competente que definirá a forma e condições em que se dará a dação em pagamento. Alternativa errada. Alternativa E: Esta alternativa está quase correta, ressalvado o fato de ter mencionado se tratar de “forma de pagamento direto”, o que não é verdadeiro. Seria forma de pagamento direto se houvesse o pagamento em moeda. A dação em pagamento, assim como a compensação e a transação, por exemplo, caracterizam-se como pagamento indireto. Alternativa errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 67 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Gabarito: Letra A Questão 52 – FCC/ICMS-SP/2013 A Lei Estadual no 12.605/2012, do Estado da Bahia, aprovada pela Assembleia Legislativa daquele Estado, em seu artigo 11, assim prescreveu: “Art. 11 − Ficam extintos, independentemente de requerimento do sujeito passivo, os débitos vencidos até 30 de setembro de 2012, por veículo, relativos ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores − IPVA, cujo valor atualizado em 31 de outubro de 2012 seja igual ou inferior a R$ 500,00 (quinhentos reais).” Esse é um típico caso de a) remição. b) anistia. c) remissão. d) isenção. e) moratória. Comentário: Trata-se do perdão de dívida tributária, hipótese de extinção de crédito tributário já constituído denominada remissão (e não remição, cuidado!). Destaque-se para o fato de que a CF/88 determina, em seu art. 150, § 6°, que a remissão deve ser regulada em lei específica. O gabarito da questão é a letra C. Questão 53 – FCC/ICMS-SP/2013 A empresa Argonautas Unidos S.A. obteve a concessão de medida liminar em mandado de segurança preventivo que impetrara contra a Fazenda Pública Estadual a fim de não pagar determinado tributo por entender indevido. Em razão desta concessão, a empresa realizou operação mercantil sem o devido destaque do imposto, deixando também de cumprir as obrigações acessórias relacionadas. O Fisco, por sua vez, a fim de prevenir a decadência do direito de lançar, lavrou auto de infração contra o contribuinte. Passados 121 dias, o mandado de segurança foi julgado no mérito desfavoravelmente ao contribuinte, tendo transitado em julgado. Surpreendido com a decisão, o contribuinte foi até a repartição fiscal e entregou documentos relativos a apartamento de sua propriedade, alegando que poderia pagar o tributo mediante dação em pagamento de bem imóvel. Em face da situação hipotética apresentada e do ordenamento jurídico vigente, a) a medida liminar em mandado de segurança e a remissão praeter tempus, espécies de suspensão do crédito tributário, ficam sem efeito quando denegado o mandado de segurança pela sentença, retroagindo os efeitos da decisão contrária.b) justifica-se o não cumprimento pela empresa das obrigações acessórias relacionadas com o tributo cujo pagamento foi obstado pela ordem judicial obtida pela empresa, pois nesta situação há dispensa legal do cumprimento das obrigações acessórias. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 68 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra c) o pagamento de tributos mediante dação em pagamento de bem imóvel é uma das formas previstas de exclusão do crédito tributário, devendo o contribuinte cumprir a forma e as condições estabelecidas em lei. d) a suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda de proceder a regular constituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito de lançar. e) caso fosse previsto em lei ordinária, o contribuinte poderia fazer a compensação do tributo devido com bem imóvel, exercendo seu direito subjetivo ao uso de uma das espécies de extinção do crédito tributário. Comentário: Alternativa A: A remissão não é espécie de suspensão, mas sim de extinção do crédito tributário. Item errado. Alternativa B: Foi estudado durante a aula que a suspensão da exigibilidade do crédito tributário não dispensa o sujeito passivo do cumprimento das obrigações acessórias. Item errado. Alternativa C: A dação em pagamento em bens imóveis é hipótese de extinção do crédito tributário, a ser promovida pelo sujeito passivo na forma e condições estabelecidas em lei. Item errado. Alternativa D: De fato, com o objetivo de prevenir a decadência do direito de lançar, o Fisco pode praticar os atos cabíveis para promover o lançamento do tributo devido, ainda que este esteja com sua exigibilidade suspensa. Item correto. Alternativa E: A compensação tributária é efetuada com base em créditos líquidos e certos que o sujeito passivo tenha contra a Fazenda Pública, e não mediante entrega de bem imóvel, pois esta configura a dação em pagamento, e não a compensação. Item errado. Gabarito: Letra D Questão 54 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que, havendo previsão em lei autorizativa, a remissão pode ser concedida por despacho fundamentado de autoridade administrativa, em razão da situação econômica do sujeito passivo. Comentário: Realmente, o art. 172, I, permite que a lei autorize a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 69 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra parcial do crédito tributário, atendendo à situação econômica do sujeito passivo. Questão correta. Questão 55 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que a ação para cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, extinguindo-se para o Fisco o direito ao crédito. Comentário: Na realidade, a ação de cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos contados da data da constituição definitiva do crédito tributário, nos termos do art. 174, caput, do CTN. A partir de então, fica extinto o direito ao crédito. Questão errada. Questão 56 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que quando existe parcelamento do crédito tributário, o pagamento da última parcela gera presunção relativa de que as prestações anteriores estão pagas. Comentário: De acordo com o art. 158, I, do CTN, o pagamento parcial de um crédito não importa em presunção de pagamento das demais prestações em que se decomponha. Questão errada. Questão 57 – FCC/ICMS-SP/2009 Em abril de 2008, foi realizada fiscalização em empresa atacadista, na qual constatou-se, em sua escrita fiscal, em relação ao ICMS devido no período de setembro de 2002 a novembro de 2003, que não teria havido o correspondente pagamento antecipado por parte do contribuinte e, em relação ao ICMS devido no período de dezembro de 2003 a março de 2005, teria havido pagamento antecipado a menor. Em virtude de tais fatos, foi lavrado Auto de Infração e Imposição de Multa com cobrança das diferenças de ICMS devido, mais multa e juros de mora. A regular notificação do Auto de Infração deu-se em abril de 2008. Nesse caso, a) os débitos de novembro de 2002 a novembro de 2003 estão prescritos. b) os débitos de dezembro de 2003 a abril de 2004 estão prescritos. c) houve decadência em relação aos débitos do período de setembro de 2002 a novembro de 2002. d) houve decadência em relação aos débitos do período de novembro de 2002 a março de 2003. e) houve decadência e prescrição em relação aos débitos do período de novembro de 2002 a março de 2003. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 70 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Comentário: Alternativa A: Não há que se falar em prescrição, mas sim em prazo decadencial, já que não houve constituição do crédito tributário no período de setembro de 2002 a novembro de 2003. Item errado. Alternativa B: Não há prescrição em relação aos débitos declarados, já que não transcorreu o prazo de 5 anos, a partir da data de vencimento (presume- se que seja em 30 dias após a data de surgimento do débito), quando ocorreria, em tese, o início do prazo prescricional. Item errado. Alternativa C: Se os débitos não foram declarados nem pagos, o prazo se inicia, como foi explicado durante a aula, a partir do primeiro dia do exercício seguinte, in casu, 01/jan/03. Assim, em 01/jan/08 ocorre a decadência de tais débitos. Portanto, o item está correto. Alternativa D: Não houve decadência em relação aos débitos a partir de janeiro de 2003. Item errado. Alternativa E: Não é possível haver concomitantemente decadência e prescrição para o mesmo débito já que, se uma delas extingue o crédito tributário, não há que se falar na ocorrência de outra causa de extinção. Item errado. Gabarito: Letra C Questão 58 – FCC/ICMS-SP/2009 Sobre os prazos de natureza decadencial, previstos no CTN e correndo contra a Fazenda Pública, seja para homologar lançamento efetuado pelo contribuinte, seja para efetuar lançamento de ofício, é correto afirmar que são de a) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para efetuar o lançamento de ofício e cinco anos contatos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado para homologar o realizado pelo contribuinte. b) cinco anos contados da constituição definitiva do crédito tributário para efetuar o lançamento de ofício e cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. c) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, seja para efetuar o lançamento de ofício, seja para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. d) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar lançamento efetuado pelo contribuinte e cinco anos contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado, para o lançamento de ofício. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutrawww.estrategiaconcursos.com.br Página 71 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra e) dez anos contados da constituição definitiva do crédito tributário, seja para efetuar o lançamento de ofício seja para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. Comentário: O prazo para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte (a FCC entende que o lançamento é efetuado pelo contribuinte! Veja que interessante!) consiste na regra geral do lançamento por homologação: 05 anos a contar da data de ocorrência do fato gerador. Já o prazo para promover lançamento de ofício, que ocorre quando o contribuinte não declara e, consequentemente, não paga qualquer débito é de 05 anos, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado. Portanto, a única alternativa correta nesta questão é a Letra D. Gabarito: Letra D Questão 59 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 Um contribuinte é devedor do Município em relação aos seguintes créditos tributários de impostos: IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. O contribuinte realiza um único pagamento. De acordo com as normas do CTN, a autoridade administrativa competente para receber o pagamento determinará a respectiva imputação em primeiro lugar para o seguinte crédito tributário: a) IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; b) ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; c) IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; d) ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; e) ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. Comentário: De acordo com o art. 163, a imputação deve seguir as seguintes regras: I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos decorrentes de responsabilidade tributária; II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos impostos; III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; IV - na ordem decrescente dos montantes. O candidato deveria conhecer tais regras para que fosse possível determinar a alternativa correta. Veja que a solução ao caso apresentado ensejou a http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 72 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra utilização das quatro regras previstas, isso ocorreu porque há mais de um débito por obrigação própria (1ª Regra), há mais de um débito com natureza de imposto (2ª Regra), assim como também há mais de um débito com o mesmo prazo de prescrição (3ª Regra). Dessa forma, ficamos com os débitos de IPTU, no valor de R$ 400,00, e o valor de ISS, no valor de R$ 1.000,00, pois possuem prazo prescricional inferior. Como a última regra estabelece que se dê prioridade aos débitos de maior valor (ordem decrescente), a resposta correta é a Letra E: ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. Gabarito: Letra E Questão 60 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 Um contribuinte do Município, inconformado com a imposição de um auto de infração do ISS, decide discutir em juízo a incidência ou não do tributo, ingressa com a ação judicial que considera oportuna e efetua o depósito integral e em dinheiro do valor do crédito tributário em discussão. Nesse caso: a) o depósito judicial é condição inafastável para o regular processamento da ação; b) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário; c) o depósito da quantia questionada, integral ou parcial, suspende a exigibilidade do crédito tributário; d) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, extinguindo o crédito tributário; e) o depósito judicial é desnecessário, pois o mero ajuizamento da ação suspende a exigibilidade do crédito tributário. Comentário: Alternativa A: O depósito do montante integral é facultativo, conforme jurisprudência do STF (Súmula Vinculante 28). Alternativa errada. Alternativa B: Na realidade, com a decisão definitiva em favor da União, o depósito integral é convertido em renda em favor da Fazenda, extinguindo o crédito tributário, com base no art. 156, VI, do CTN. Alternativa errada. Alternativa C: Apenas o depósito integral e em dinheiro suspende a exigibilidade do crédito tributário, conforme Súmula 112 do STJ. Alternativa errada. Alternativa D: Com a decisão definitiva no processo administrativo em favor da União, o depósito integral é convertido em renda em favor da Fazenda, http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 73 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra extinguindo o crédito tributário, com base no art. 156, VI, do CTN. Alternativa correta. Alternativa E: O mero ajuizamento da ação não suspende a exigibilidade do crédito tributário, devendo o sujeito passivo realizar o depósito do montante integral, caso não consiga obter a concessão de medida liminar ou tutela antecipada. Alternativa errada. Gabarito: Letra D Questão 61 – FGV/CGE-MA/2014 O INSS ingressou com execução fiscal em face do Estado Beta, pela falta de pagamento da contribuição previdenciária de alguns de seus agentes administrativos. Está provado nos autos que os créditos remontam aos anos de 1991 a 1994 e não há comprovação de qualquer pagamento. O lançamento do tributo devido efetivou-se em março de 2001 e a inscrição em dívida ativa em setembro de 2003. O juiz de 1º grau extinguiu o processo com base na constatação de ter havido a decadência. A esse respeito, assinale a afirmativa correta. a) O Juiz errou, já que por se tratar de tributo lançado por homologação são 5 anos para homologar e mais 5 anos para inscrever o crédito tributário. b) O juiz errou, visto que no caso da contribuição previdenciária deve haver antecipação do pagamento do tributo, não mais se falando de decadência. c) O juiz está correto, visto que o prazo decadencial, nesta espécie de tributo, conta-se da data do fato gerador. d) O juiz errou, havendo a aplicação, cumulativa e concorrente, dos prazos previstos no Código Tributário Nacional. e) O juiz está correto, contando-se o prazo decadencial do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Comentário: A contribuição previdenciária é tributo submetido à sistemática do lançamento por homologação, ou seja, cabe ao contribuinte efetuar o pagamento antecipado do referido tributo. Logo, a regra seria contar o prazo decadencial a partir do fato gerador. Contudo, como não houve qualquer pagamento, o prazo decadencial se inicia no primeiro dia do exercício seguinte (1992, 1993, 1994 e 1995). Contando cinco anos a partir do crédito mais recente (1995), percebe-se que houve decadência (há mais de cinco anos entre 1995 e 2001). Portanto, se o crédito mais recente decaiu, os demais também tiveram a mesma consequência. Portanto, não há que se falar em lançamento, nem em inscrição em dívida ativa e muito menos em execução fiscal. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. FábioDutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 74 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Desse modo, a resposta é que o juiz está correto, contando-se o prazo decadencial do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Sendo assim, o gabarito é a Letra E. Questão 62 – FGV/Juiz-TJ-AM/2013 O contribuinte realiza o fato gerador de ICMS em 01.03.2004. Em março de 2008 a fiscalização, percebendo que o contribuinte não havia declarado nem recolhido o tributo, promove a autuação fiscal. No mesmo mês (março/2008) o contribuinte promove a impugnação administrativa da exigência fiscal. Em março de 2012 sobrevém a decisão administrativa definitiva (assim entendida a decisão insuscetível de novo recurso do contribuinte na fase administrativa). Permanecendo inadimplido o crédito fiscal, a Fazenda Pública ajuíza, em março de 2013, a competente Execução Fiscal, à qual o contribuinte opõe Embargos de Devedor alegando a extinção do crédito por força da decadência e/ou da prescrição. Diante do exposto, o magistrado incumbido de solucionar a causa deverá a) acolher o argumento de decadência do direito da Fazenda constituir o crédito tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão administrativa definitiva. b) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda ajuizar a Execução Fiscal, ante o decurso de nove anos entre o fato gerador e o ajuizamento da Execução Fiscal. c) acolher tanto o argumento da decadência quanto o argumento da prescrição. d) acolher o argumento da Fazenda, na impugnação aos Embargos de Devedor, no sentido de que não se consumou nem a decadência nem a prescrição. e) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda constituir o crédito tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão administrativa definitiva. Comentário: A decadência refere-se basicamente à perda do direito de lançar o crédito tributário, e a prescrição, a perda do direito da Fazenda Pública de promover a execução fiscal. Tudo bem até aqui? Vamos analisar a situação, e verificar se houve decadência ou prescrição. Como o ICMS é tributo lançado por homologação, e considerando o fato de não ter havido qualquer declaração e pagamento, o prazo decadencial é contato a partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador. Como o prazo decadencial se inicia em 2005, em 2008 (data da autuação) não houve ainda o término do prazo qüinqüenal. Portanto, não ocorreu o instituto da decadência. No que se refere à prescrição, a contagem se dá a partir da constituição definitiva do crédito tributário, o que ocorreu em março de 2012. Em março de http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 75 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 2013, data em que foi promovida a ação de execução fiscal, não houve a prescrição, por ter transcorrido apenas 1 ano, e não 5. Com base no exposto, cabe ao juiz acolher o argumento da Fazenda, na impugnação aos Embargos de Devedor, no sentido de que não se consumou nem a decadência nem a prescrição. Portanto, o gabarito é a Letra D. Questão 63 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 Em relação à extinção do crédito tributário, assinale a afirmativa correta. a) Sempre sucede com a satisfação da obrigação tributária principal. b) Só advém se houver o pagamento integral do débito. c) Pode ocorrer por decreto instituidor de dação em pagamento. d) Acontece quando firmado acordo de parcelamento da dívida. e) Ocorre pela conversão de depósito judicial em renda da Fazenda. Comentário: Alternativa A: Nem sempre ocorre a satisfação da obrigação tributária. A extinção pode ocorrer, por exemplo, por meio da decadência. Item errado. Alternativa B: Conforme explicado na assertiva anterior, se houver decadência, o crédito se extingue sem que haja pagamento integral. Item errado. Alternativa C: A dação em pagamento só pode ocorre mediante previsão em lei. Item errado. Alternativa D: O parcelamento é causa suspensiva do crédito tributário, e não extintiva. Item errado. Alternativa E: Conforme prevê o art. 156, VI, do CTN, a conversão de depósito em renda extingue o crédito tributário. Item correto. Gabarito: Letra E Questão 64 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 Todos os tributos são restituíveis, sempre que for provado que tenham sido pagos de forma indevida. Comentário: Se o tributo foi pago indevidamente, a regra é a restituição. Contudo, nem sempre isso acontece, quando se trata de tributos indiretos. Neste caso, a restituição só é feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la, nos termos do art. 166 do CTN. Questão errada. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 76 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 65 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 A prova negativa da repercussão da carga tributária é condição para a repetição do indébito. Comentário: Não necessariamente deve se provar ter assumido o encargo financeiro (prova negativa de repercussão da carga tributária), podendo também tê-lo transferido a terceiro e estar por este expressamente autorizado a receber a restituição. Questão errada. Questão 66 – FGV/Consultor Legislativo - MA /2013 Miguel pretende pagar tributo devido à Fazenda Estadual, especificando valor, espécie e exercício. A Fazenda, entretanto, verificou que Miguel tem outra dívida tributária, mais antiga, da qual ela é a credora. Com base na situação hipotética, assinale a afirmativa correta. (A) Cabe à Fazenda Estadual imputar o pagamento à dívida mais antiga para que não ocorra a prescrição. (B) A escolha da dívida a ser quitada é do contribuinte, em função do princípio da menor onerosidade. (C) O princípio da autonomia das dívidas tributárias só se aplica a débitos de Fazendas distintas. (D) A imputação ex officio do pagamento efetivada pela Fazenda, decorre do poder de império. (E) O direcionamento do pagamento pela Fazenda só pode ocorrer judicialmente. Comentário: A imputação em pagamento ocorre quando um mesmo sujeito passivo deve dois ou mais créditos tributários a uma mesma Fazenda Pública. Nesse caso, o recebimento deve ser feito obedecendo a ordem prevista no CTN. No art. 163, III, desta norma, o legislador estabelece que se deve dar prioridade ao crédito que possuir menor prazo de prescrição, isto é, à dívida mais antiga do contribuinte. Gabarito: Letra A Questão 67 – FGV/AFRE-RJ/2011 O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito tributário, que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo que seja objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Comentário: Dispõe o art. 170-A, do CTN, que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 77 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Questão correta. Questão 68 – FGV/AFRE-RJ/2011-Adaptada O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do créditotributário, que a lei permite à autoridade administrativa conceder remissão total ou parcial do crédito tributário em virtude de erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo quanto à matéria de direito. Comentário: O art. 172, II, do CTN, permite que a lei autoriza a autoridade administrativa a conceder remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de fato. Questão errada. Questão 69 – FGV/AFRE-RJ/2011 O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito tributário, que no caso de consignação do pagamento pelo sujeito passivo, caso seja julgada procedente, o montante consignado é convertido em renda, ao passo que, na improcedência, o crédito tributário é cobrado acrescido de juros de mora, sem aplicação de qualquer penalidade. Comentário: O erro da questão está em dizer que, diante de consignação judicial julgada improcedente, não há aplicação de penalidade, contrariando o disposto no art. 164, § 2º, do CTN. Questão errada. Questão 70 – FGV/AFRE-RJ/2011 O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito tributário, que caso haja dois ou mais débitos simultâneos do mesmo sujeito passivo para com o mesmo sujeito ativo, a imputação do pagamento compete, em primeiro lugar, ao contribuinte ou responsável pelo pagamento. Somente na hipótese de abstenção deste, a autoridade administrativa fará a imputação. Comentário: De acordo com o art. 163, I, do CTN, a imputação será feita em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos decorrentes de responsabilidade tributária. Questão errada. Questão 71 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 De acordo com o CTN, não se afigura como causa de extinção do crédito tributário: A) a decadência. B) a prescrição. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 78 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra C) a anistia. D) a remissão. E) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória. Comentário: Alternativa A: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de acordo com o art. 156, V, do CTN. Alternativa errada. Alternativa B: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de acordo com o art. 156, V, do CTN. Alternativa errada. Alternativa C: Trata-se de modalidade de exclusão do crédito tributário, de acordo com o art. 175, II, do CTN. Alternativa correta. Alternativa D: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de acordo com o art. 156, IV, do CTN. Alternativa errada. Alternativa E: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de acordo com o art. 156, IX, do CTN. Alternativa errada. Gabarito: Letra C Questão 72 – FGV/AFRE-RJ/2010 O Código Tributário Nacional, em seu artigo 156, relaciona expressamente as hipóteses de extinção do crédito tributário. As alternativas a seguir apresentam hipóteses que estão inseridas na extinção do crédito tributário, à exceção de uma. Assinale-a. a) Novação. b) Dação em pagamento com bens imóveis. c) Transação. d) Compensação. e) Pagamento antecipado e homologação do lançamento. Comentário: Essa questão é bastante simples. Basta a simples memorização das hipóteses de extinção do crédito tributário. A novação não foi prevista no art. 156 do CTN como causa de extinção do crédito tributário. Portanto, a Letra A é a resposta da questão. Questão 73 – FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada O crédito tributário não se extingue com a morte do contribuinte devedor. Comentário: A morte do contribuinte não foi prevista no art. 156 do CTN como causa de extinção do crédito tributário. Nesse caso, o crédito continua http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 79 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra existindo, havendo a transferência da responsabilidade tributária. Questão correta. Questão 74 – FGV/AFRE-RJ/2008 O direito à repetição do indébito tributário extingue-se no prazo de _____ anos, a contar _____. Assinale a alternativa que complete corretamente as lacunas da frase acima. a) cinco + cinco / da extinção do crédito tributário b) cinco / da suspensão do crédito tributário c) cinco + cinco / da suspensão do crédito tributário d) cinco / da extinção do crédito tributário, salvo para o ICMS e o ISS e) cinco / da extinção do crédito tributário Comentário: Podemos dizer que, em regra, o direito à repetição do indébito tributário extingue-se no prazo de 5 anos, a contar da data da extinção do crédito tributário, conforme previsto no art. 168, I, do CTN. Portanto, a alternativa correta é a Letra E. Gabarito: Letra E Questão 75 – FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2008 Em relação a débito de tributo ainda não objeto de lançamento, o contribuinte pode: I. conseguir uma liminar em mandado de segurança. II. obter parcelamento. III. vê-lo abrangido por decadência. IV. alcançar êxito em ação de consignação de pagamento. Em tais hipóteses, o crédito tributário, respectivamente, terá sido objeto de: A) extinção, suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, extinção. B) suspensão de sua exigibilidade, exclusão, extinção e suspensão de sua exigibilidade. C) exclusão, suspensão de sua exigibilidade, extinção e exclusão. D) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, exclusão e exclusão. E) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, extinção e extinção. Comentário: Item I: Trata-se de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (CTN, art. 151, IV). Item II: Trata-se de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (CTN, art. 151, VI). http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 80 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Item III: Trata-se extinção do crédito tributário (CTN, art. 156, V). Item IV: Trata-se extinção do crédito tributário (CTN, art. 156, VIII). Gabarito: Letra E Questão 76 – ESAF/AFRFB/2009 Notificado o sujeito passivo do lançamento, inicia-se o prazo decadencial de cinco anos para extinção do crédito. Comentário: O prazo decadencial não tem início com a notificação do lançamento, mas sim, como regra, no primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Questão errada. Questão 77 – ESAF/ACE-MDIC/2012 O mandado de segurança não constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação tributária. Comentário: De acordo com a Súmula 213 do STJ, o mandado de segurança constitui ação adequada para declarar direito à compensação tributária. Portanto, a questão está errada. Questão 78 – ESAF/AFTM-Natal/2001 A decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando a obrigação tributária principal é excluída em decorrência de determinação legal. Comentário: A decadência ocorre quando a Fazenda Pública perde o direito de constituir o crédito tributário. Trata-se de hipótese de extinção do crédito tributário. Questão errada. Questão 79 – ESAF/AFRFB/2009 O pagamento de débitos prescritos não gera o direito a sua repetição, na medida em que, embora extinta a pretensão, subsiste o direito material. Comentário: O pagamento de débitos decaídos ou prescritos gera direito á sua repetição (restituição). Não se esqueça disso. Questão errada.http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 81 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 80 – ESAF/AFRFB/2009 A Constituição Federal autoriza que lei ordinária, em situações específicas, estabeleça normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre decadência e prescrição. Comentário: De acordo com o art. 146, III, b, da CF/88, cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre decadência e prescrição. Dessa forma, a questão está errada. Questão 81 – ESAF/Agente Tributário-MT/2002 É sabido que o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, por meio do lançamento, extingue- se em cinco anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Esse modo de extinção do crédito tributário é a decadência. Comentário: A questão apresenta a regra geral de contagem do prazo decadencial: primeiro dia do ano seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Ressalte-se que a decadência é modalidade de extinção do crédito tributário. Questão correta. Chegamos ao final de mais uma aula! Um abraço e até a próxima! Prof. Fábio Dutra Email: fabiodutra08@gmail.com Facebook: http://www.facebook.com/ProfFabioDutra Periscope: @ProfFabioDutra http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 82 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 2 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA Questão 01 – CESPE/TJ-PR-Juiz/2017 Em 3/6/2009, determinado contribuinte sofreu lançamento referente a fatos geradores de ICMS que teriam ocorrido em 1.º/3/2004, sem que tivesse havido declaração de débito nem qualquer pagamento de tributo. Nessa situação hipotética, a) houve prescrição, que se conta a partir do fato gerador, de modo que o lançamento não poderia ter sido realizado. b) houve decadência, que se conta, nesse caso, a partir do fato gerador, de modo que o lançamento não poderia ter sido realizado. c) não houve decadência nem prescrição. d) houve prescrição, contada do primeiro dia do exercício seguinte ao que o lançamento poderia ter sido realizado, de maneira que o crédito não poderia ter sido constituído. Questão 02 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 De acordo com as disposições do CTN, é causa de extinção da exigibilidade do crédito tributário a) a consignação em pagamento. b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo. c) a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial. d) o parcelamento. e) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. Questão 03 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 No que diz respeito aos institutos da prescrição e da decadência, assinale a opção correta. a) A prescrição e a decadência estão previstas no CTN como formas de exclusão do crédito tributário. b) O direito de ação para a cobrança do crédito tributário decai em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. c) O protesto judicial é uma forma de interrupção da prescrição. d) O direito de a fazenda pública constituir o crédito tributário prescreve após cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. e) As normas gerais sobre prescrição e decadência na matéria tributária devem ser estabelecidas por meio de lei ordinária. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 83 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 04 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 A repetição do indébito tributário refere-se à possibilidade de o contribuinte requerer às autoridades fazendárias a devolução de valores pagos indevidamente a título de tributo. A respeito desse assunto, assinale a opção correta. a) Os juros moratórios na repetição do indébito tributário são devidos a partir da data do fato gerador. b) Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. c) Na repetição do indébito tributário, a correção monetária incide desde a data do fato gerador. d) O direito do sujeito passivo à restituição total ou parcial do tributo depende necessariamente de prévio protesto. e) O direito de pleitear a restituição extingue-se após dois anos do pagamento espontâneo do tributo. Questão 05 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 1 - Considerando-se que, nessa situação, não tenha havido anulação de lançamento por vício formal, os tributos referidos deveriam ter sido lançados em até cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Questão 06 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 2 - Caso um contribuinte apresente a declaração exigida por lei e efetive o pagamento antecipado de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, desde que inexistente lei estadual que fixe prazo distinto, o prazo para a homologação será de cinco anos, contados da efetiva ocorrência do fato gerador de cada tributo. Questão 07 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 3 - A situação hipotética diz respeito à prescrição tributária de tributos estaduais. Questão 08 – CESPE/CGE-PI-Auditor Governamental/2015 Se houver pagamento indevido de ICMS, só será possível a restituição do tributo pago ao sujeito passivo de direito se ele provar ter assumido o encargo financeiro ou, no caso de ter havido repercussão econômica, ter expressa autorização do contribuinte de fato. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 84 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 09 – CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 Caso determinado contribuinte tenha dois ou mais débitos tributários vencidos com a União, estes deverão ser cobrados na seguinte ordem de precedência: impostos, taxas e contribuição de melhoria. Questão 10 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 Lei estadual poderá prever que a compensação tributária seja utilizada pelo contribuinte devedor para abater créditos, ainda que vincendos, da fazenda pública. Questão 11 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 Conforme o CTN, lei estadual não poderá autorizar que a compensação tributária abarque tributos de espécies distintas. Questão 12 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 De acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, é possível efetivar a compensação tributária a contribuinte devedor que tenha créditos, por meio de medida liminar obtida na esfera judiciária. Questão 13 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 A utilização do instituto da compensação tributária nos estados e nos municípios depende de lei ordinária, estadual ou municipal. Questão 14 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 Caso ocorra fato gerador em setembro de 2014 de tributo cujo lançamento tenha sido feito de ofício, o direito de a fazenda pública constituir o respectivo crédito tributário se extinguirá em setembro de 2019. Questão 15 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 A dúvida acerca do pagamento do IPTU incidente sobre imóvel situado em localidade limítrofe entre dois municípios autoriza o ajuizamento de ação de consignação em pagamento peloproprietário. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 85 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 16 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 O direito à restituição do crédito tributário pago indevidamente extingue-se após cinco anos contados da data do pagamento, ainda que o tributo seja submetido ao lançamento por homologação. Questão 17 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 Como condição da ação de repetição de indébito, exige-se que o contribuinte, para reaver o que tenha sido pago indevidamente, proteste o crédito tributário devido. Questão 18 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 Na ação de consignação em pagamento movida pelo contribuinte, a procedência do pedido extingue o crédito tributário, e o valor do depósito realizado é convertido em renda. Questão 19 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 O parcelamento requerido pelo contribuinte depois de transcorrido o prazo prescricional não restabelece a exigibilidade do crédito tributário. Questão 20 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 A regra de imputação de pagamento prevista no Código Civil de que a amortização da dívida ocorre primeiro sobre os juros e, somente depois, sobre o principal do crédito não se aplica à compensação de natureza tributária. Questão 21 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista Legislativo/2014 Não é possível a compensação de débitos tributários federais com precatório estadual ofertado pelo contribuinte, a despeito de o Código Tributário Nacional prever a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a fazenda pública. Questão 22 – CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de Registros/2014 No que se refere à prescrição e à decadência em matéria tributária, assinale a opção correta. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 86 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra a) À fazenda pública será concedido o prazo de cinco anos para constituir o crédito tributário, a partir da data em que se tornar definitiva a decisão que anular, por vício formal, lançamento anteriormente efetuado. b) A prescrição pode ser definida como a perda do direito de lançar, ou seja, de constituir o crédito tributário. c) A decadência pode ocorrer antes ou após a constituição definitiva do crédito tributário. d) Ocorre a decadência, em regra, após cinco anos contados da data do pagamento do tributo pelo contribuinte. e) Não é legalmente admissível a interrupção da prescrição nem da decadência, podendo, entretanto, ambas ser suspensas nas hipóteses legais. Questão 23 – CESPE/TJ-DF-Juiz de Direito Substituto/2014 A administração tributária do DF procedeu à análise dos livros fiscais e registros contábeis da sociedade empresária WYZ Ltda., em diligência de fiscalização realizada entre os dias 1.º/5/2014 e 10/5/2014, com notificação à contribuinte, em 1.º/5/2014, acerca do início da ação fiscal, tendo verificado o que se segue. Durante os meses de janeiro a junho de 2010, a contribuinte declarou em guia específica as operações de circulação de mercadoria, mas não recolhera ao DF qualquer valor referente ao ICMS. Durante os meses de julho a dezembro de 2010, a contribuinte declarou, em guia específica, as operações de circulação de mercadoria, mas recolhera parcialmente o montante devido de ICMS ao DF. Durante os meses de janeiro a dezembro de 2011, a contribuinte não declarou nem recolheu o ICMS devido pela realização das operações de circulação de mercadorias. Durante o período de fiscalização que se iniciou em 1.º/5/2014, a administração tributária do DF verificou que não fora declarada nem recolhida nenhuma obrigação tributária de ICMS no ano de 2014, razão por que notificou a contribuinte, solicitando esclarecimentos adicionais. Considerando os dados acima apresentados, assinale a opção correta com base no CTN e na jurisprudência do STJ. a) As diversas obrigações em apreço têm, em comum, o início e o fim do prazo decadencial: início em 1.º/5/2014 e término em 30/4/2019. b) Para evitar a decadência dos diretos referentes às obrigações tributárias geradas entre os meses de janeiro a junho de 2010, o fisco do DF deve lançar o tributo até 31/12/2014, data após a qual começará a correr o prazo de prescrição. c) Com relação às obrigações tributárias referentes aos meses de julho a dezembro de 2010, o lançamento tributário de ofício é prescindível porque o crédito já foi constituído pelo contribuinte. d) No que se refere às obrigações tributárias referentes aos meses de janeiro a dezembro de 2011, o fisco deve efetuar o lançamento dentro do prazo decadencial de cinco anos, que se iniciou no dia da ocorrência de cada fato gerador de obrigação fiscal não recolhida. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 87 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra e) No caso das obrigações tributárias de ICMS referentes aos meses de janeiro a maio de 2014, o fisco do DF deve efetuar o lançamento tributário de todas as obrigações em aberto até 31/12/2019, para evitar a decadência do direito. Questão 24 – CESPE/DPE-TO/2013 A conversão do depósito em renda é modalidade de suspensão do crédito tributário. Questão 25 – CESPE/DPE-TO/2013 O vencimento do crédito tributário ocorre dez dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do cálculo do montante do tributo devido. Questão 26 – CESPE/DPE-TO/2013 Caso a legislação tributária não disponha a respeito do local de pagamento do tributo, ele deve ser efetuado na repartição competente do local da ocorrência do fato gerador. Questão 27 – CESPE/DPE-TO/2013 A lei pode autorizar a compensação de crédito tributário com créditos vencidos, líquidos e certos, possibilidade vedada para os vincendos. Questão 28 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013 Opera-se a dispensa legal de pagamento do tributo devido, pressupondo crédito tributário regularmente constituído, por meio da: a) isenção. b)prescrição. c)decadência. d) imunidade. e) remissão. Questão 29 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 Somente nos casos previstos no CTN pode ser modificado ou extinto o crédito tributário regularmente constituído. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 88 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 30 – CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011 A compensação, modalidade de suspensão do crédito tributário, depende de lei regulamentadora que a autorize. Questão 31 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011 De acordo com o CTN, constitui caso de extinção do crédito tributário: a) a concessão de isenção tributária. b) o transcorrer do prazo de cinco anos contados da constituição do crédito. c) a concessão de anistia. d) o depósito do montante integral do crédito. e) a concessão de parcelamento do crédito. Questão 32 – CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2010 Pela remissão, o legislador extingue a punibilidade do sujeito passivo infrator da legislação tributária, impedindo a constituição do respectivo crédito tributário. Questão 33 – VUNESP/Câmara-Mogi das Cruzes-SP/2017 De conformidade com o Código Tributário Nacional, extingue o crédito tributárioa) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo. c) a moratória. d) a conversão de depósito em renda. e) a isenção. Questão 34 – FCC/DPE-ES-Defensor Público/2016 A prescrição e a decadência são fenômenos que atingem o crédito tributário e, neste sentido, impedem o Estado de abastecer os cofres públicos. A respeito dos dois institutos, é correto afirmar: a) O prazo para constituição do crédito tributário é decadencial e conta da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. b) Somente atos judiciais, entre eles o protesto, interrompem o prazo prescricional. c) A prescrição se interrompe com a efetiva citação pessoal do executado. d) A constituição em mora é indiferente para fins do prazo prescricional. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 89 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra e) Tanto a prescrição quanto a decadência são hipóteses de exclusão do crédito tributário. Questão 35 – FCC/Pref. Teresina-Auditor Fiscal/2016 Um contribuinte do ISS, tributo lançado por homologação em diversos Municípios brasileiros, desenvolveu a atividade de autolançamento a que se refere o caput do art. 150 do Código Tributário Nacional e, depois de apurar o montante devido no mês de agosto de 2015, efetuou o pagamento do crédito tributário apurado, no dia 25 do mês subsequente. Depois de ter quitado o referido débito para com a Fazenda Pública municipal, o contribuinte se deu conta de que havia errado na elaboração do cálculo do referido débito fiscal, o que redundou em pagamento a maior do que o efetivamente devido. Em razão disso, tomou a decisão de pleitear a restituição desse valor pago a maior. O direito de pleitear essa restituição, de acordo com o Código Tributário Nacional e a legislação de regência dessa matéria, poderá ser exercido até o dia a) 31 de dezembro de 2020. b) 25 de setembro de 2025. c) 25 de setembro de 2017. d) 25 de setembro de 2020. e) 25 de setembro de 2022. Questão 36 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 De acordo com o CTN, a modalidade de extinção do crédito tributário, autorizada por lei e baseada nas condições por ela estabelecidas, por meio da qual os sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária, mediante concessões mútuas, podem pôr fim a um litígio, extinguindo, desse modo, o crédito tributário, denomina-se a) decisão administrativa irreformável. b) decisão judicial passada em julgado. c) transação. d) compensação. e) conversão de depósito em renda. Questão 37 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 De acordo com o CTN, é de cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva, o prazo para a propositura de ação para a cobrança do crédito tributário. De acordo com o CTN, a) qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor suspende a fluência do referido prazo. b) o protesto judicial, extrajudicial ou administrativo suspende a fluência do referido prazo. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 90 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra c) o referido prazo, que é prescricional, se interrompe pela citação pessoal feita ao devedor. d) qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor, interrompe a fluência do referido prazo. e) a não propositura dessa ação, no referido prazo, acarretará a decadência do direito fazendário de cobrar. Questão 38 – FCC/PGE-MA-Procurador/2016 Acerca dos institutos da decadência e da prescrição tributárias, é correto afirmar: a) A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos e cento e oitenta dias, contados da data da inscrição do crédito tributário na Dívida Ativa da Fazenda Pública, visto que durante cento e oitenta dias o prazo para inscrição na dívida ativa suspende o curso da prescrição. b) Prescreve em cinco anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição de pagamento indevido. c) Se a Administração Fiscal cobrar tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, o direito de prejudicado pleitear restituição extingue-se com o decurso do prazo de dois anos. d) No caso de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos a contar da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou transitar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. e) Se a lei não fixar prazo para homologação, será ele de dez anos, a contar da ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação, hipótese em que o prazo será de cinco anos do ato doloso, fraudulento ou simulado. Questão 39 – FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016 Há autorização legal para a repetição de pagamento de crédito tributário já realizado na hipótese de: a) lei que passou a definir para a situação prevista como fato gerador uma isenção em caráter específico na qual o contribuinte se enquadra perfeitamente. b) revogação da lei instituidora do tributo, pois a lei que exclui a incidência tributária deve retroagir para beneficiar o contribuinte. c) lei que diminui a alíquota do imposto devido, desde que o recolhimento tenha acontecido no mesmo exercício financeiro em que a lei entrou em vigor, pois a lei nova mais benéfica ao contribuinte deve retroagir. d) controle concentrado e abstrato de constitucionalidade em que o tributo foi declarado inconstitucional com efeito erga omnes e ex tunc. e) quando o contribuinte de direito recuperou do contribuinte de fato o valor do tributo recolhido indevidamente. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 91 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 40 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 Proposta a ação fiscal no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. Questão 41 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 A concessão de medida liminar em mandado de segurança suspende tanto a prescrição quanto a decadência do crédito tributário, impedindo a Fazenda Pública de realizar o lançamento do tributo, inscrevê-lo em Dívida Ativa e ajuizar Execução Fiscal visando sua cobrança. Questão 42 – FCC/TJ-GO-Juiz Substituto/2015 A prescrição intercorrente pode se operar durante o curso da execução fiscal, se o executado não for localizado ou não forem encontrados bens suficientes para garantir a execução. Questão 43 – FCC/SEFAZ-PE-Julgador Administrativo Tributário do Tesouro Estadual/2015 O Sr. Antônio dos Santos, em abril de 2010, foi notificado de um Auto de Infração lavrado pelo Estado do Pernambuco, exigindo um débito de ITCMD, no importe de R$ 34.659,67, supostamente devido em razão de uma doação realizada em outubro de 2007. O contribuinte apresentou tempestivamente impugnação administrativa, alegando que o auto de infração não continha a descrição do fato constitutivo da suposta infração fiscal, como exigia a legislação que disciplinava o processo administrativo fiscal do Estado do Pernambuco, razão pela qual o débito tributário deveria ser desconstituído.O julgador de primeira instância administrativa, em janeiro de 2011, contudo, não acolheu a defesa administrativa do contribuinte, mantendo incólume o débito fiscal. O Sr. Antônio dos Santos, então, interpôs recurso administrativo para instância administrativa superior, que, em setembro de 2013, deu provimento ao recurso, para anular o crédito tributário, asseverando que a Fiscalização não teria observado os requisitos de validade do auto de infração exigidos na mencionada legislação estadual. Diante do caso hipotético, o Estado do Pernambuco a) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, que não tem o condão de interromper o prazo decadencial, não havendo o reinício da sua contagem. b) poderá lavrar outro auto de infração, visto que não ocorreu a decadência, porquanto o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, o que interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 92 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra c) poderá lavrar outro auto de infração, pois não ocorreu a decadência, uma vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício material, o que interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. d) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, posto que não houve, no lançamento de ofício anterior, dolo, fraude ou simulação, o que interromperia o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. e) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma vez que o prazo decadencial não se suspende ou se interrompe. Questão 44 – FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015 De acordo com o Código Tributário Nacional, são causas de extinção, de suspensão de exigibilidade e de exclusão do crédito tributário, respectivamente, nessa ordem, a) a moratória; a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies de ação judicial; a isenção. b) a isenção; a prescrição; a concessão de medida liminar em mandado de segurança. c) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; o depósito do seu montante integral; a anistia. d) o parcelamento; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2° do artigo 164 do CTN; a moratória. e) a anistia; as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo tributário administrativo; a decisão judicial passada em julgado. Questão 45 – FCC/SEFAZ-PI-Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/2015 A lei municipal que instituiu o IPTU no Município de São Simão das Setes Cruzes fixou o dia 1º de janeiro de cada exercício como data de ocorrência do fato gerador desse imposto, que é lançado de ofício, por expressa previsão legal. O Poder Executivo Municipal promove, anualmente, o lançamento de ofício desse imposto, logo no início do mês de fevereiro. No exercício de 2012, porém, excepcionalmente, por motivos de ordens técnica e jurídica, esse lançamento acabou não sendo efetuado na ocasião programada. Considerando os fatos acima e as normas do Código Tributário Nacional acerca da extinção do crédito tributário, é correto afirmar que o prazo a) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, teve início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. b) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. c) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 93 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra d) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. e) prescricional para se efetuar o lançamento por declaração teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. Questão 46 – FCC/PGE-RN-Procurador do Estado/2014 Uma lei estadual que autorize o Procurador do Estado a não ingressar com Execução Fiscal para cobrança de créditos tributários inferiores a um determinado valor, renunciando portanto a esta receita, está prevendo hipótese de a) extinção do crédito tributário, na modalidade transação. b) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade moratória específica. c) exclusão do crédito tributário, na modalidade isenção em caráter específico. d) extinção do crédito tributário, na modalidade remissão. e) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade anistia. Questão 47 – FCC/TCE-GO-Analista de Controle Externo/2014 Sobre isenção, imunidade e remissão é correto afirmar que a) todas são causas de exclusão do crédito tributário. b) somente a imunidade e a isenção são causas de exclusão do crédito tributário. c) somente a isenção e a remissão são causas de extinção do crédito tributário. d) somente a imunidade define a incompetência tributária. e) todas impedem o surgimento da obrigação tributária diante da incompetência nas hipóteses por elas previstas. Questão 48 – FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013 A ação para cobrança do crédito tributário a) decai em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. b) decai em 5 anos, contados do primeiro dia do exercício financeiro seguinte ao que deveria ter ocorrido o lançamento. c) prescreve em 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador. d) prescreve em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. e) decai em 5 anos, contados do lançamento. Questão 49 – FCC/PGE-SP-Procurador do Estado/2012 Considere as seguintes afirmações: http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 94 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra I. No Código Tributário Nacional há uma causa de extinção do crédito tributário que, cronologicamente, ocorre antes de sua própria constituição. II. O parcelamento, por ser forma de pagamento, é causa de extinção do crédito tributário. III. Isenção e remissão são cronologicamente anteriores ao nascimento do crédito tributário. IV. A lei que dispensa o pagamento de valor de multa decorrente de auto de infração configura anistia, causa de exclusão do crédito tributário já constituí do, nos termos do disposto no Código Tributário Nacional. V. Na normatização brasileira, não há possibilidade de extinção do crédito tributário mediante a entrega ao fisco de algo que não seja dinheiro. Está correto APENAS o que se afirma em a) I e IV. b) IV e V. c) II, III e IV. d) II e IV. e) III e V. Questão 50 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 O contribuinte tem o direito de fazer consulta sobre dispositivos legais acerca de matéria tributária. Neste caso, a) julgada procedente a consulta, ou seja, reconhecendo o fisco que o sujeito passivo consulente não tem obrigação tributária, o crédito tributário sequer será constituído, razão pela qual a consulta é causa de exclusão do crédito tributário. b) somente a consulta judicial é causa de extinção do crédito tributário quando julgada procedente, ou seja, quando o fisco reconhece que o crédito tributário é ilegal. c) a consulta é procedimentojudicial, que deve ser proposto antes da data do vencimento do tributo. d) a consulta formulada antes da notificação válida ao sujeito passivo, relativamente ao crédito tributário, suspende a exigibilidade do crédito tributário. e) não haverá mora e, portanto, incidência de juros moratórios, quando o sujeito passivo deixa de pagar o crédito na data vencimento, desde que pendente de resposta à consulta formulada antes do vencimento do tributo. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 95 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 51 – FCC/DPE-AM-Defensor Público/2013 O contribuinte pretende quitar seu débito com a Fazenda Pública através da entrega de bem imóvel de sua propriedade. Neste caso, esta medida só terá cabimento se a) houver lei do ente competente especificando a forma e as condições para a realização da dação em pagamento, hipótese em que será admitida como causa de extinção do crédito tributário. b) o bem imóvel estiver garantindo o juízo da execução e desde que haja interesse por parte do ente em receber aquele bem imóvel na forma de depósito, hipótese em que será admitida como causa de exclusão do crédito tributário. c) estiver o débito em fase de cobrança judicial e não houver sido apresentado embargos à execução fiscal pelo executado, bem assim que haja lei autorizando esta transação como forma de extinção do crédito tributário. d) for feita em juízo, nos autos da execução fiscal e mediante homologação judicial desta forma de compensação do crédito tributário como causa de extinção do crédito tributário. e) houver previsão legal do ente competente admitindo a entrega de bem imóvel como forma de pagamento direto, causa de extinção do crédito tributário, já que o tributo pode ser pago em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir. Questão 52 – FCC/ICMS-SP/2013 A Lei Estadual no 12.605/2012, do Estado da Bahia, aprovada pela Assembleia Legislativa daquele Estado, em seu artigo 11, assim prescreveu: “Art. 11 − Ficam extintos, independentemente de requerimento do sujeito passivo, os débitos vencidos até 30 de setembro de 2012, por veículo, relativos ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores − IPVA, cujo valor atualizado em 31 de outubro de 2012 seja igual ou inferior a R$ 500,00 (quinhentos reais).” Esse é um típico caso de a) remição. b) anistia. c) remissão. d) isenção. e) moratória. Questão 53 – FCC/ICMS-SP/2013 A empresa Argonautas Unidos S.A. obteve a concessão de medida liminar em mandado de segurança preventivo que impetrara contra a Fazenda Pública Estadual a fim de não pagar determinado tributo por entender indevido. Em razão desta concessão, a empresa realizou operação mercantil sem o devido destaque do imposto, deixando também de cumprir as obrigações acessórias http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 96 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra relacionadas. O Fisco, por sua vez, a fim de prevenir a decadência do direito de lançar, lavrou auto de infração contra o contribuinte. Passados 121 dias, o mandado de segurança foi julgado no mérito desfavoravelmente ao contribuinte, tendo transitado em julgado. Surpreendido com a decisão, o contribuinte foi até a repartição fiscal e entregou documentos relativos a apartamento de sua propriedade, alegando que poderia pagar o tributo mediante dação em pagamento de bem imóvel. Em face da situação hipotética apresentada e do ordenamento jurídico vigente, a) a medida liminar em mandado de segurança e a remissão praeter tempus, espécies de suspensão do crédito tributário, ficam sem efeito quando denegado o mandado de segurança pela sentença, retroagindo os efeitos da decisão contrária. b) justifica-se o não cumprimento pela empresa das obrigações acessórias relacionadas com o tributo cujo pagamento foi obstado pela ordem judicial obtida pela empresa, pois nesta situação há dispensa legal do cumprimento das obrigações acessórias. c) o pagamento de tributos mediante dação em pagamento de bem imóvel é uma das formas previstas de exclusão do crédito tributário, devendo o contribuinte cumprir a forma e as condições estabelecidas em lei. d) a suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não impossibilita a Fazenda de proceder a regular constituição do crédito tributário para prevenir a decadência do direito de lançar. e) caso fosse previsto em lei ordinária, o contribuinte poderia fazer a compensação do tributo devido com bem imóvel, exercendo seu direito subjetivo ao uso de uma das espécies de extinção do crédito tributário. Questão 54 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que, havendo previsão em lei autorizativa, a remissão pode ser concedida por despacho fundamentado de autoridade administrativa, em razão da situação econômica do sujeito passivo. Questão 55 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que a ação para cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, extinguindo-se para o Fisco o direito ao crédito. Questão 56 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que quando existe parcelamento do crédito tributário, o pagamento da última parcela gera presunção relativa de que as prestações anteriores estão pagas. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 97 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 57 – FCC/ICMS-SP/2009 Em abril de 2008, foi realizada fiscalização em empresa atacadista, na qual constatou-se, em sua escrita fiscal, em relação ao ICMS devido no período de setembro de 2002 a novembro de 2003, que não teria havido o correspondente pagamento antecipado por parte do contribuinte e, em relação ao ICMS devido no período de dezembro de 2003 a março de 2005, teria havido pagamento antecipado a menor. Em virtude de tais fatos, foi lavrado Auto de Infração e Imposição de Multa com cobrança das diferenças de ICMS devido, mais multa e juros de mora. A regular notificação do Auto de Infração deu-se em abril de 2008. Nesse caso, a) os débitos de novembro de 2002 a novembro de 2003 estão prescritos. b) os débitos de dezembro de 2003 a abril de 2004 estão prescritos. c) houve decadência em relação aos débitos do período de setembro de 2002 a novembro de 2002. d) houve decadência em relação aos débitos do período de novembro de 2002 a março de 2003. e) houve decadência e prescrição em relação aos débitos do período de novembro de 2002 a março de 2003. Questão 58 – FCC/ICMS-SP/2009 Sobre os prazos de natureza decadencial, previstos no CTN e correndo contra a Fazenda Pública, seja para homologar lançamento efetuado pelo contribuinte, seja para efetuar lançamento de ofício, é correto afirmar que são de a) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para efetuar o lançamento de ofício e cinco anos contatos a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado para homologar o realizado pelo contribuinte. b) cinco anos contados da constituição definitiva do crédito tributáriopara efetuar o lançamento de ofício e cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. c) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, seja para efetuar o lançamento de ofício, seja para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. d) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar lançamento efetuado pelo contribuinte e cinco anos contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado, para o lançamento de ofício. e) dez anos contados da constituição definitiva do crédito tributário, seja para efetuar o lançamento de ofício seja para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 98 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 59 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 Um contribuinte é devedor do Município em relação aos seguintes créditos tributários de impostos: IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. O contribuinte realiza um único pagamento. De acordo com as normas do CTN, a autoridade administrativa competente para receber o pagamento determinará a respectiva imputação em primeiro lugar para o seguinte crédito tributário: a) IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; b) ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; c) IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; d) ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; e) ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. Questão 60 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 Um contribuinte do Município, inconformado com a imposição de um auto de infração do ISS, decide discutir em juízo a incidência ou não do tributo, ingressa com a ação judicial que considera oportuna e efetua o depósito integral e em dinheiro do valor do crédito tributário em discussão. Nesse caso: a) o depósito judicial é condição inafastável para o regular processamento da ação; b) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, suspendendo a exigibilidade do crédito tributário; c) o depósito da quantia questionada, integral ou parcial, suspende a exigibilidade do crédito tributário; d) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, extinguindo o crédito tributário; e) o depósito judicial é desnecessário, pois o mero ajuizamento da ação suspende a exigibilidade do crédito tributário. Questão 61 – FGV/CGE-MA/2014 O INSS ingressou com execução fiscal em face do Estado Beta, pela falta de pagamento da contribuição previdenciária de alguns de seus agentes administrativos. Está provado nos autos que os créditos remontam aos anos de 1991 a 1994 e não há comprovação de qualquer pagamento. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 99 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra O lançamento do tributo devido efetivou-se em março de 2001 e a inscrição em dívida ativa em setembro de 2003. O juiz de 1º grau extinguiu o processo com base na constatação de ter havido a decadência. A esse respeito, assinale a afirmativa correta. a) O Juiz errou, já que por se tratar de tributo lançado por homologação são 5 anos para homologar e mais 5 anos para inscrever o crédito tributário. b) O juiz errou, visto que no caso da contribuição previdenciária deve haver antecipação do pagamento do tributo, não mais se falando de decadência. c) O juiz está correto, visto que o prazo decadencial, nesta espécie de tributo, conta-se da data do fato gerador. d) O juiz errou, havendo a aplicação, cumulativa e concorrente, dos prazos previstos no Código Tributário Nacional. e) O juiz está correto, contando-se o prazo decadencial do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Questão 62 – FGV/Juiz-TJ-AM/2013 O contribuinte realiza o fato gerador de ICMS em 01.03.2004. Em março de 2008 a fiscalização, percebendo que o contribuinte não havia declarado nem recolhido o tributo, promove a autuação fiscal. No mesmo mês (março/2008) o contribuinte promove a impugnação administrativa da exigência fiscal. Em março de 2012 sobrevém a decisão administrativa definitiva (assim entendida a decisão insuscetível de novo recurso do contribuinte na fase administrativa). Permanecendo inadimplido o crédito fiscal, a Fazenda Pública ajuíza, em março de 2013, a competente Execução Fiscal, à qual o contribuinte opõe Embargos de Devedor alegando a extinção do crédito por força da decadência e/ou da prescrição. Diante do exposto, o magistrado incumbido de solucionar a causa deverá a) acolher o argumento de decadência do direito da Fazenda constituir o crédito tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão administrativa definitiva. b) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda ajuizar a Execução Fiscal, ante o decurso de nove anos entre o fato gerador e o ajuizamento da Execução Fiscal. c) acolher tanto o argumento da decadência quanto o argumento da prescrição. d) acolher o argumento da Fazenda, na impugnação aos Embargos de Devedor, no sentido de que não se consumou nem a decadência nem a prescrição. e) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda constituir o crédito tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão administrativa definitiva. Questão 63 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 Em relação à extinção do crédito tributário, assinale a afirmativa correta. a) Sempre sucede com a satisfação da obrigação tributária principal. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 100 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra b) Só advém se houver o pagamento integral do débito. c) Pode ocorrer por decreto instituidor de dação em pagamento. d) Acontece quando firmado acordo de parcelamento da dívida. e) Ocorre pela conversão de depósito judicial em renda da Fazenda. Questão 64 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 Todos os tributos são restituíveis, sempre que for provado que tenham sido pagos de forma indevida. Questão 65 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 A prova negativa da repercussão da carga tributária é condição para a repetição do indébito. Questão 66 – FGV/Consultor Legislativo - MA /2013 Miguel pretende pagar tributo devido à Fazenda Estadual, especificando valor, espécie e exercício. A Fazenda, entretanto, verificou que Miguel tem outra dívida tributária, mais antiga, da qual ela é a credora. Com base na situação hipotética, assinale a afirmativa correta. (A) Cabe à Fazenda Estadual imputar o pagamento à dívida mais antiga para que não ocorra a prescrição. (B) A escolha da dívida a ser quitada é do contribuinte, em função do princípio da menor onerosidade. (C) O princípio da autonomia das dívidas tributárias só se aplica a débitos de Fazendas distintas. (D) A imputação ex officio do pagamento efetivada pela Fazenda, decorre do poderde império. (E) O direcionamento do pagamento pela Fazenda só pode ocorrer judicialmente. Questão 67 – FGV/AFRE-RJ/2011 O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito tributário, que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo que seja objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Questão 68 – FGV/AFRE-RJ/2011-Adaptada O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito tributário, que a lei permite à autoridade administrativa conceder remissão http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 101 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra total ou parcial do crédito tributário em virtude de erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo quanto à matéria de direito. Questão 69 – FGV/AFRE-RJ/2011 O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito tributário, que no caso de consignação do pagamento pelo sujeito passivo, caso seja julgada procedente, o montante consignado é convertido em renda, ao passo que, na improcedência, o crédito tributário é cobrado acrescido de juros de mora, sem aplicação de qualquer penalidade. Questão 70 – FGV/AFRE-RJ/2011 O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito tributário, que caso haja dois ou mais débitos simultâneos do mesmo sujeito passivo para com o mesmo sujeito ativo, a imputação do pagamento compete, em primeiro lugar, ao contribuinte ou responsável pelo pagamento. Somente na hipótese de abstenção deste, a autoridade administrativa fará a imputação. Questão 71 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 De acordo com o CTN, não se afigura como causa de extinção do crédito tributário: A) a decadência. B) a prescrição. C) a anistia. D) a remissão. E) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória. Questão 72 – FGV/AFRE-RJ/2010 O Código Tributário Nacional, em seu artigo 156, relaciona expressamente as hipóteses de extinção do crédito tributário. As alternativas a seguir apresentam hipóteses que estão inseridas na extinção do crédito tributário, à exceção de uma. Assinale-a. a) Novação. b) Dação em pagamento com bens imóveis. c) Transação. d) Compensação. e) Pagamento antecipado e homologação do lançamento. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 102 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 73 – FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada O crédito tributário não se extingue com a morte do contribuinte devedor. Questão 74 – FGV/AFRE-RJ/2008 O direito à repetição do indébito tributário extingue-se no prazo de _____ anos, a contar _____. Assinale a alternativa que complete corretamente as lacunas da frase acima. a) cinco + cinco / da extinção do crédito tributário b) cinco / da suspensão do crédito tributário c) cinco + cinco / da suspensão do crédito tributário d) cinco / da extinção do crédito tributário, salvo para o ICMS e o ISS e) cinco / da extinção do crédito tributário Questão 75 – FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2008 Em relação a débito de tributo ainda não objeto de lançamento, o contribuinte pode: I. conseguir uma liminar em mandado de segurança. II. obter parcelamento. III. vê-lo abrangido por decadência. IV. alcançar êxito em ação de consignação de pagamento. Em tais hipóteses, o crédito tributário, respectivamente, terá sido objeto de: A) extinção, suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, extinção. B) suspensão de sua exigibilidade, exclusão, extinção e suspensão de sua exigibilidade. C) exclusão, suspensão de sua exigibilidade, extinção e exclusão. D) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, exclusão e exclusão. E) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, extinção e extinção. Questão 76 – ESAF/AFRFB/2009 Notificado o sujeito passivo do lançamento, inicia-se o prazo decadencial de cinco anos para extinção do crédito. Questão 77 – ESAF/ACE-MDIC/2012 O mandado de segurança não constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação tributária. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 103 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Questão 78 – ESAF/AFTM-Natal/2001 A decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando a obrigação tributária principal é excluída em decorrência de determinação legal. Questão 79 – ESAF/AFRFB/2009 O pagamento de débitos prescritos não gera o direito a sua repetição, na medida em que, embora extinta a pretensão, subsiste o direito material. Questão 80 – ESAF/AFRFB/2009 A Constituição Federal autoriza que lei ordinária, em situações específicas, estabeleça normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre decadência e prescrição. Questão 81 – ESAF/Agente Tributário-MT/2002 É sabido que o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, por meio do lançamento, extingue- se em cinco anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Esse modo de extinção do crédito tributário é a decadência. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 104 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 3 – GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 1 Letra C 28 Letra E 55 Errada 2 Letra A 29 Correta 56 Errada 3 Letra C 30 Errada 57 Letra C 4 Letra B 31 Letra B 58 Letra D 5 Correta 32 Errada 59 Letra E 6 Correta 33 Letra D 60 Letra D 7 Errada 34 Letra A 61 Letra E 8 Correta 35 Letra D 62 Letra D 9 Errada 36 Letra C 63 Letra E 10 Errada 37 Letra D 64 Errada 11 Errada 38 Letra D 65 Errada 12 Errada 39 Letra D 66 Letra A 13 Correta 40 Correta 67 Correta 14 Errada 41 Errada 68 Errada 15 Correta 42 Correta 69 Errada 16 Correta 43 Letra B 70 Errada 17 Errada 44 Letra C 71 Letra C 18 Correta 45 Letra B 72 Letra A 19 Correta 46 Letra D 73 Correta 20 Correta 47 Letra D 74 Letra E 21 Correta 48 Letra D 75 Letra E 22 Letra A 49 Letra A 76 Errada 23 Letra C 50 Letra E 77 Errada 24 Errada 51 Letra A 78 Errada 25 Errada 52 Letra C 79 Errada 26 Errada 53 Letra D 80 Errada 27 Errada 54 Correta 81 Correta http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 105 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 4 – LEGISLAÇÃO PERTINENTE CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL Art. 156: causas de extinção do crédito tributário: Art. 156. Extinguem o crédito tributário: I - o pagamento; II - a compensação; III - a transação; IV - remissão; V - a prescrição e a decadência; VI - a conversão de depósito em renda; VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 164; IX - a decisão administrativa irreformável,assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; X - a decisão judicial passada em julgado. XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do crédito sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua constituição, observado o disposto nos artigos 144 e 149. Arts. 157 a 164: regras sobre pagamento: Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do crédito tributário. Art. 158. O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento: I - quando parcial, das prestações em que se decomponha; http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 106 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos. Art. 159. Quando a legislação tributária não dispuser a respeito, o pagamento é efetuado na repartição competente do domicílio do sujeito passivo. Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do lançamento. Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder desconto pela antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. § 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são calculados à taxa de um por cento ao mês. § 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Art. 162. O pagamento é efetuado: I - em moeda corrente, cheque ou vale postal; II - nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por processo mecânico. § 1º A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o pagamento por cheque ou vale postal, desde que não o torne impossível ou mais oneroso que o pagamento em moeda corrente. § 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate deste pelo sacado. § 3º O crédito pagável em estampilha considera-se extinto com a inutilização regular daquela, ressalvado o disposto no artigo 150. § 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta modalidade, não dão direito a restituição, salvo nos casos expressamente previstos na legislação tributária, ou naquelas em que o erro seja imputável à autoridade administrativa. § 5º O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 107 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Art. 163: regras sobre imputação em pagamento: Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, relativos ao mesmo ou a diferentes tributos ou provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a autoridade administrativa competente para receber o pagamento determinará a respectiva imputação, obedecidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas: I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos decorrentes de responsabilidade tributária; II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos impostos; III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; IV - na ordem decrescente dos montantes. Art. 164: regras sobre consignação em pagamento: Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos: I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória; II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências administrativas sem fundamento legal; III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. § 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se propõe pagar. § 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa efetuado e a importância consignada é convertida em renda; julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis. Arts. 165 a 169: regras sobre pagamento indevido e sua restituição: Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 162, nos seguintes casos: http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 108 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la. Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela causa da restituição. Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar. Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 (cinco) anos, contados: I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito tributário; (Vide art 3 da LCp nº 118, de 2005) II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública interessada. Arts. 170 e 170-A: regras sobre compensação: Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) http://www.iceni.com/infix.htmProf. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 109 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. Art. 171: regras sobre transação: Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em determinação de litígio e conseqüente extinção de crédito tributário. Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a transação em cada caso. Art. 172: regras sobre remissão: Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito tributário, atendendo: I - à situação econômica do sujeito passivo; II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de fato; III - à diminuta importância do crédito tributário; IV - a considerações de equidade, em relação com as características pessoais ou materiais do caso; V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade tributante. Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155. Art. 173: regras sobre decadência: Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue- se após 5 (cinco) anos, contados: I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado; http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 110 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Art. 174: regras sobre prescrição: Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos, contados da data da sua constituição definitiva. Parágrafo único. A prescrição se interrompe: I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; (Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. LC 118/2005 Art. 3º: regra para contagem de prazo para pleitear restituição, nos casos de tributo sujeito a lançamento por homologação: Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a lançamento por homologação, no momento do pagamento antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 111 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 5 – SÚMULAS ABORDADAS DURANTE A AULA Súmula STF 546: A jurisprudência do STF, quanto à restituição de tributos indiretos, é que cabe restituição do tributo indevidamente pago se o contribuinte de direito comprovar que não recuperou do contribuinte de fato o valor correspondente ao pagamento indevido: Súmula STF 546 - Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, quando reconhecido por decisão, que o contribuinte "de jure" não recuperou do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. Súmula STJ 188: De acordo com o STJ, na restituição do indébito tributário, os juros moratórios são devidos somente a partir do trânsito em julgado da sentença: Súmula STJ 188 - Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. Súmula Vinculante 17: Com a inscrição do precatório até 1º de julho até o final do exercício seguinte (31 de dezembro do próximo ano), não há incidência de juros de mora. A incidência só volta a ocorrer se o precatório não for pago dentro do prazo, que é, como se afirmou, 31 de dezembro do ano seguinte. É a jurisprudência pacífica do STF: Súmula Vinculante 17 - Durante o período previsto no parágrafo 1º do artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios que nele sejam pagos. Súmula STJ 162: No que se refere à correção monetária - atualização monetária em face da inflação -, a jurisprudência do STJ é que o valor da restituição deve ser corrigido desde a data do pagamento indevido: Súmula STJ 162 - Na repetição de indébito tributário, a correção monetária incide a partir do pagamento indevido. Súmula STJ 212: Súmula STJ 212 - A compensação de créditos tributários não pode ser deferida por medida liminar. Súmula STJ 213: Não obstante a proibição da compensação com base em liminar em mandado de segurança, a jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que o mandado de segurança constitui ação adequada para declarar direito à compensação tributária: http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 112 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Súmula STJ 213 - O mandado de segurança constitui ação adequada para a declaração do direito à compensação tributária. Súmula STJ 436: De acordo com a jurisprudência do STJ, O reconhecimento da dívida pelo contribuinte, configurado pela entrega de declaração, constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco: Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco. Súmula STJ 314: Na execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano. Findo tal prazo, com o arquivamento dos autos, tem início o curso do prazo prescricional. É a jurisprudência do STJ: Súmula STJ 314 – Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da prescrição quinquenal intercorrente. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 113 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 6 – PRINCIPAIS JURISPRUDÊNCIAS ABORDADAS DURANTE A AULA O STF já decidiu que ofende ao princípio da licitação lei ordinária que estabeleça o pagamento de débitos tributários por meio de dação em pagamento móveis: EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUICIONALIDADE. OFENSA AO PRINCÍPIO DA LICITAÇÃO (CF, ART. 37, XXI).I - Lei ordinária distrital - pagamento de débitos tributários por meio de dação em pagamento. II - Hipótese de criação de nova causa de extinção do crédito tributário. III - Ofensa ao princípio da licitação na aquisição de materiais pela administração pública. IV - Confirmação do julgamento cautelar em que se declarou a inconstitucionalidade da lei ordinária distrital 1.624/1997. (STF, ADI 1.917/DF, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Julgamento em 26/04/2007) O STJ já decidiu que a taxa SELIC é composta da taxa de juros e da correção monetária, não podendo, portanto, ser cumulada com outro índice de correção: "(...) A taxa SELIC é composta de taxa de juros e taxa de correção monetária, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice de correção. (...)" (STJ, REsp 447.690/PR, Segunda Turma, Rel. Min Eliana Calmon, Julgamento em 05/06/2003) O STJ já decidiu que a declaração do sujeito passivo é suficiente para constituir o crédito tributário, não havendo mais que se falar em decadência, mas sim em prescrição: 1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, considera-se constituído o crédito tributário no momento da declaração realizada pelo contribuinte. 2. A declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do crédito tributário, sendo este exigível independentemente de qualquer procedimento administrativo, de forma que, não sendo o caso de homologação tácita, não se opera a incidência do instituto da decadência (CTN, art. 150, § 4º), incidindo apenas prescrição nos termos delineados no art. 174 do CTN. (STJ, AgRg no Ag 884.833/SC, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de Noronha, Julgamento em 25/09/2007) http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 114 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra O STJ também já decidiu que o termo inicial do prazo prescricional, quanto aos tributos lançados por homologação, é a data do vencimento da obrigação tributária ou a data da entrega da declaração, caso esta entrega ocorra em momento posterior ao vencimento da referida obrigação: “(...)1. A Primeira Seção deste STJ no julgamento do REsp 1.120.295/SP, processado sob o rito do art. 543-C do CPC, confirmou entendimento no sentido de que o termo inicial do prazo prescricional quinquenal para cobrança dos tributos sujeitos a lançamento por homologação é a data do vencimento da obrigação tributária, e, quando não houver pagamento, a data da entrega da declaração, sendo esta posterior. (...)” (STJ, AgRg no AREsp 349.146/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, Julgamento em 07/11/2013) http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 115 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 7 – RESUMO DA AULA 1 – EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO São causas de extinção do crédito tributário (CTN, art. 156): I - o pagamento; II - a compensação; III - a transação; IV - remissão; V - a prescrição e a decadência; VI - a conversão de depósito em renda; VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento; VIII - a consignação em pagamento julgada procedente; IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; X - a decisão judicial passada em julgado. XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições estabelecidas em lei. De acordo com o CTN, o crédito tributário só se extingue nos casos previstos em seu texto. De acordo com o STF, não se admite dação em pagamento em bens móveis, por ofensa ao princípio da licitação. 1.1 - Pagamento O pagamento extingue o crédito tributário e normalmente é realizado em moeda (O CTN estabelece outras modalidades, como cheque, por exemplo). A imposição de penalidade não exclui o pagamento integral do crédito tributário. O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento das outras prestações em que se decomponha ou de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros tributos. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 116 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o vencimento do crédito ocorre 30 dias depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do lançamento. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis, não se aplicando tal regra no caso de pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Regras para imputação em pagamento (existência simultânea de dois ou mais débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público): Ordem CRITÉRIO PRIORIDADE 1º Pessoal Contribuinte Responsável 2º Vinculação do Fato Gerador Contribuição de Melhoria Taxas Impostos 3º Prescrição Prazo mais curto mais longo 4º Valor do Crédito Valor maior Valor menor 1.1.4 – Pagamento indevido e restituição Se o tributo foi pago indevidamente, o sujeito passivo faz jus à restituição, independentemente de prévio protesto, seja qual for a modalidade de pagamento. No caso de restituição de tributos indiretos, a restituição somente será realizada em duas situações: Se o contribuinte de direito comprovar ter assumido o encargo do tributo, isto é, não o ter transferido; Se o contribuinte de fato autorizar expressamente o contribuinte de direito a receber a restituição. Ao pleitear a restituição do tributo pago indevidamente, o sujeito passivo também possui direito à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora e da multa moratória paga a maior. Com relação às infrações de caráter formal, ou seja, multas punitivas, não há qualquer restituição, pois não decorrem do atraso do pagamento. O prazo para pleitear a restituição é de 05 anos, contados: da data da extinção do crédito tributário (data do pagamento antecipado, para tributos sujeitos ao lançamento por homologação); http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 117 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. Prescreve em 02 anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. 1.2 - Compensação O CTN prevê a possibilidade de haver compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. A transação depende de lei. 1.3 - Transação A transação é uma forma alternativa para solucionar os conflitos entre as partes (sujeito ativo e sujeito passivo), mediante concessões mútuas, ou seja, cada parte cede parte de seu direito, a fim de que se chegue a um consenso. A transação depende de lei. 1.4 - Remissão O CTN prevê a possibilidade de ser concedida remissão (perdão) total ou parcial do crédito tributário. A transação depende de lei, que deve atender aos requisitos previstos nos incisosdo art. 172. 1.5 - Decadência A decadência refere-se à perda do direito de efetuar a constituição do crédito tributário pelo lançamento. O prazo decadencial é de 05 anos. Existem três regras para contagem do prazo decadencial: Regra geral Tem início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. É a regra observada pelos tributos sujeitos a lançamento de ofício ou por declaração. Anulação do lançamento por vício formal O prazo de 05 anos é contado novamente, a partir da data da decisão definitiva que tenha anulado o lançamento. Aplica-se aos casos em que o lançamento, já efetuado, foi posteriormente anulado em decorrência de vício formal, subsistindo o direito da Fazenda na constituição do crédito tributário novamente, mediante http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 118 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra realização de novo lançamento. Antecipação da contagem do prazo Ocorre a antecipação do termo inicial do prazo decadencial de 05 anos, que passa a ser a data em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Nesta situação, o prazo decadencial ainda não teve início (apenas com o primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado). Deve-se conhecer ainda as regras de contagem do prazo decadencial quanto aos tributos lançados por homologação. A regra específica é apresentada no art. 150, § 4º, do CTN, mas o entendimento jurisprudencial aponta algumas situações em que se utiliza a regra geral já apresentada acima, conforme o esquema a seguir apresentado: 1.6 – Prescrição Opera-se a prescrição quando não há propositura de ação de execução fiscal dentro do prazo estabelecido no CTN, com o objetivo de cobrar do sujeito passivo o crédito tributário na via judicial. O prazo prescricional é de 05 anos. Tal prazo só começa a ser contado a partir do dia em que não mais se discute a legitimidade do lançamento, ou seja, a partir do dia em que o crédito tributário é considerado definitivamente constituído. No caso dos tributos lançados por homologação, o prazo prescricional tem início na data do vencimento da obrigação tributária ou na data da entrega da declaração, caso esta entrega ocorra em momento posterior ao vencimento da referida obrigação. Contribuinte declara e paga DECADÊNCIA – Lançamento por Homologação Art. 150, § 4º Conta-se da data do fato gerador Contribuinte não declara nada Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte Dolo, fraude ou simulação Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte Contribuinte declara e não paga Ocorre a constituição do crédito tributário. Terá início o prazo prescricional (data da declaração ou vencimento, o que for posterior). http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 119 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra São situações que interrompem o prazo prescricional (prazo integralmente devolvido à Fazenda Pública): I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; II - pelo protesto judicial; III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. 1.7 – Consignação em pagamento A ação de consignação em pagamento é movida no âmbito do Poder Judiciário, com o objetivo de que o sujeito passivo exerça o seu direito de pagar e quitar a obrigação tributária, quando se encontra impedido pelo próprio credor. A extinção do crédito tributário somente ocorre quando a ação judicial consignatória é julgada procedente (CTN, art. 164, § 2º). 1.8 – Pagamento antecipado e a posterior homologação A extinção definitiva do crédito tributário, no que se refere aos tributos lançados por homologação, apenas ocorre com a homologação do lançamento, ato que, como regra, pode levar até 5 anos, contados do fato gerador. 1.9 – Conversão do depósito em renda Com o depósito do montante integral, exigido pela Fazenda Pública, o sujeito passivo suspende a exigibilidade do crédito tributário. Havendo decisão em favor da Fazenda Pública, ocorre a conversão do depósito em renda do vencedor da ação. 1.10 – Decisão administrativa final Ao impugnar administrativamente o lançamento, o sujeito passivo dá início ao processo administrativo fiscal, seguindo as normas específicas do ente federativo que detém a competência tributária do tributo objeto de discussão. Se a decisão final no âmbito administrativo for favorável ao sujeito passivo, o crédito tributário fica definitivamente extinto. 1.11– Decisão judicial transitada em julgado Caso o contribuinte recorra ao Judiciário para discutir a procedência do lançamento, é a decisão transitada em julgado (contra a qual não cabe recurso) que determinará se o crédito tributário subsistirá ou não. Caso a decisão seja favorável ao sujeito passivo, tem-se por extinto o crédito tributário. http://www.iceni.com/infix.htm Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 120 de 120 DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO Curso de Teoria e Questões Comentadas Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 1.12 – Dação em pagamento em bens imóveis Atualmente, o CTN admite a extinção do crédito tributário mediante dação em pagamento em bens imóveis. Para que se realize a extinção do crédito tributário mediante dação em pagamento em bens imóveis é necessário que cada ente federado edite lei autorizativa. http://www.iceni.com/infix.htm