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Aula 10
Direito Tributário p/ PC-MA (Delegado) Com videoaulas - Pós-Edital
Professor: Fábio Dutra
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO 
Curso de Teoria e Questões Comentadas 
Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 
 
AULA 10: Extinção do Crédito Tributário 
 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
Observações sobre a aula 01 
Extinção do Crédito Tributário 02 
Lista das Questões Comentadas em Aula 82 
Gabarito das Questões Comentadas em Aula 104 
Legislação Pertinente 105 
Súmulas Abordadas Durante a Aula 111 
Principais Jurisprudências Abordadas Durante a Aula 113 
Resumo da Aula 115 
 
Observações sobre a Aula 
 Olá amigo (a), tudo bem? 
 É sempre um enorme prazer estar aqui com você! Nesta aula, 
trabalharemos exclusivamente o assunto “extinção do crédito tributário”, que é 
rico em detalhes e sempre é cobrado em provas de concurso público! 
 No decorrer desse estudo, estudaremos o assunto “pagamento indevido 
e repetição do indébito”. Pode ter certeza de que todo esse conteúdo foi 
preparado com o máximo de cuidado, a fim de que se torne 100% 
compreensível. 
 É claro que, se surgir alguma dúvida, você pode me chamar no fórum!  
 Vamos começar! 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO 
Curso de Teoria e Questões Comentadas 
Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 
 
1 – EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 O art. 156 do CTN estabelece como causas de extinção do crédito 
tributário as seguintes: 
Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
I - o pagamento; 
II - a compensação; 
III - a transação; 
IV - remissão; 
V - a prescrição e a decadência; 
VI - a conversão de depósito em renda; 
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos 
termos do disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; 
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do 
artigo 164; 
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva 
na órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação 
anulatória; 
X - a decisão judicial passada em julgado. 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições 
estabelecidas em lei. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) 
Observação: Dação em pagamento não se confunde com pagamento. Aquela 
ocorre quando o credor aceita receber a obrigação de forma diversa do que 
foi estabelecido inicialmente. Como as obrigações tributárias são pecuniárias 
(em dinheiro), pagar com bens imóveis é uma forma de dação em 
pagamento. 
 Para o ilustre professor Leandro Paulsen1, o crédito tributário se extingue 
quando for (grifamos): 
 
1 PAUSEN, Leandro. Curso de Direito Tributário Completo. 6ª Edição. 2014. 
Pág. 268. 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO 
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Aula 10 - Prof. Fábio Dutra 
 
Satisfeito mediante pagamento, pagamento seguido de homologação no caso 
dos tributos sujeitos a lançamento por homologação, compensação, conversão 
em renda de valores depositados ou consignados ou dação em pagamento de 
bens imóveis na forma e condições estabelecidas por lei (incisos I, II, VI, 
VII, VIII e XI), ainda que mediante transação (inciso III); 
Desconstituído por decisão administrativa ou judicial (incisos IX e X); 
Perdoado (inciso IV: remissão); 
Precluso o direito do Fisco de lançar ou de cobrar o crédito judicialmente 
(inciso V: decadência e prescrição). 
 
Observação: Preclusão significa perda de direito de se manifestar no 
processo, por ter esgotado o prazo. No Direito Tributário, a decadência é 
perda do prazo para lançar; a prescrição, perda do prazo para propor ação de 
cobrança. 
 Uma questão muito discutida e controvertida é se a lista do art. 156 é 
taxativa (ou exaustiva) ou se é exemplificativa. 
 Nas provas de concursos públicos, normalmente se considera que as 
causas extintivas previstas no art. 156 do CTN são exaustivas, tendo em 
vista que no art. 141 do CTN, o próprio legislador estabelece que o crédito 
tributário somente se extingue nos casos previstos no próprio CTN. 
 Embora haja quem entenda de forma diferente, no sentido da 
possibilidade de lei de outro ente estabelecer outras formas de extinção do 
crédito tributário (o STF, inclusive, já decidiu nesse sentido), a decisão mais 
emblemática e que mais é cobrada em provas é a que diz respeito da 
impossibilidade de se estabelecer como causa de extinção do crédito 
tributário a dação em pagamento em bens móveis, por ofensa ao 
princípio da licitação, conforme resta claro pela jurisprudência transcrita a 
seguir: 
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUICIONALIDADE. OFENSA AO 
PRINCÍPIO DA LICITAÇÃO (CF, ART. 37, XXI). I - Lei ordinária distrital - 
pagamento de débitos tributários por meio de dação em pagamento. 
II - Hipótese de criação de nova causa de extinção do crédito 
tributário. III - Ofensa ao princípio da licitação na aquisição de 
materiais pela administração pública. IV - Confirmação do julgamento 
cautelar em que se declarou a inconstitucionalidade da lei ordinária distrital 
1.624/1997. 
(STF, ADI 1.917/DF, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Julgamento 
em 26/04/2007) 
 
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 Nessa ocasião, o STF teve a oportunidade de apreciar uma situação em 
que a lei ordinária permitia que as empresas quitassem seus débitos tributários 
por meio de dação em pagamento em bens móveis. De acordo com a 
Suprema Corte, essa possibilidade ofende o princípio da licitação. 
1.1 - Pagamento 
 O pagamento é a principal forma de extinção do crédito 
tributário. Isso também ocorre nas demais obrigações, como as civis, 
trabalhistas ou empresariais. 
 Por esse motivo, o CTN estabeleceu diversas regras específicas ao Direito 
Tributário, no que se refere ao pagamento. Algumas delas serão estudadas 
em tópicos específicos. As demais são explicadas a seguir. 
 Com o fito de deixar nosso curso sempre mais didático, alteramos a 
ordem seguida pela legislador, sendo que, de início, vamos tratar das formas 
em que o pagamento pode ser efetuado. 
 A regra geral, prevista no art. 162 do CTN, I, é a de que o pagamento 
seja efetuado em moeda corrente, cheque ou vale postal. 
Observação: O vale postal é uma ordem de pagamento, realizada por 
intermédio da empresa de correios. 
 Também é possível que o pagamento seja efetuado em estampilha, 
papel selado ou processo mecânico, apenas nos casos estabelecidos em 
lei. 
Observação: 
Estampilha e Papel selado: São selos adquiridos do fisco, após entrega de 
dinheiro, para comprovar a quitação da dívida tributária. 
 
Processo mecânico: É a autenticação fiscal que atesta pagamento de 
tributo. 
 De todo modo, em qualquer dessas modalidades, o pagamento acaba 
sendo feito em dinheiro. No que se refere ao cheque e ao vale postal, percebe-
se que são instrumentos de transferência de valores. Já em relação à 
estampilha, papel selado e ao processo mecânico trata-se de mecanismos de 
comprovação de que o pagamento foi realizado, em dinheiro. 
 A seguir, veremos algumas regras sobre as modalidades de pagamento. 
São assuntos que não costumam ser cobrados em prova, mas o conhecimento 
da literalidade do CTN é sempre essencial para enfrentar qualquer prova de 
Direito Tributário!  
 
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 Primeiramente, destacamos que a legislação tributária pode determinar 
que o contribuinte preste garantias para efetuar o pagamento por cheque ou 
vale postal. Contudo, tais exigências não podem tornar o pagamento 
impossível ou mais oneroso do que o pagamento em moeda (CTN, art. 
162, § 1º). Na prática, o dispositivo quer dizer que o fisco pode até tentar se 
proteger contra o “cheque sem fundo”, mas não pode, com esse objetivo, 
onerar o contribuinte ou impossibilitar o pagamento. 
 Ainda no que se refere ao pagamento por cheque, a extinção do crédito 
tributário não ocorre com a entrega do cheque, mas apenas com o resgate 
deste pelo sacado, que é basicamente a compensação bancária CTN, art. 
162, § 2º). 
 No que concerne ao pagamento feito em estampilha, a extinção do 
crédito tributário ocorre com a inutilização regular daquela (CTN, art. 162, § 
3º). Por exemplo, o “selo-pedágio” (uma espécie de estampilha), quando 
afixado no para-brisa do automóvel (inutilização regular), era utilizado para 
comprovar o pagamento do pedágio (considerado taxa, neste caso 
especíco). 
Observação: O § 3º do art. 162 excetua o disposto no art. 150 (referente ao 
lançamento por homologação). A exceção é bastante óbvia, tendo em vista 
que nesta modalidade de lançamento o pagamento fica sujeito à posterior 
homologação da autoridade fiscal. 
 Contudo, se houver a perda ou destruição da estampilha, ou mesmo erro 
no pagamento por esta modalidade, não há qualquer restituição ao 
contribuinte, salvo nos casos previstos na legislação tributária ou 
quando o erro seja imputável à autoridade administrativa (CTN, art. 
162, § 4º). Ora, se o servidor público errar, o contribuinte não pode ser punido 
por isso. 
 Prescreve o § 5º do mesmo artigo que o pagamento em papel selado ou 
por processo mecânico equipara-se ao pagamento em estampilha. Como 
havíamos dito, todos eles são semelhantes, e têm por objetivo comprovar 
pagamento já realizado. 
 Dando continuidade ao estudo do pagamento – e o que veremos a 
partir de agora é importante -, veja o que diz o art. 157 do CTN: 
Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do 
crédito tributário. 
 O que o dispositivo estabelece é que a imposição de multa se acumula 
com o pagamento do tributo, ou seja, se o contribuinte é multado, não deixa 
de continuar obrigado ao cumprimento da obrigação tributária relativa 
ao tributo. Bastante óbvio, não? 
 
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 Acrescente-se que em Direito tributário não há presunção de 
pagamento. Logo, se o sujeito passivo paga a última prestação de um crédito 
tributário, não se presume que as demais foram pagas. Do mesmo modo, ao 
pagar um tributo, não se presume que outros créditos relativos ao 
mesmo ou a outro tributo tenha sido pago. 
 Como exemplo, se o contribuinte possui dois apartamentos na cidade do 
Rio de Janeiro, ao quitar o IPTU de um dos apartamentos, não se presume que 
o IPTU relativo ao outro imóvel tenha sido pago. Tudo isso em consonância 
com o art. 158, I e II, do CTN. 
 No tocante ao local do pagamento do tributo, se a legislação tributária 
não dispuser nada a respeito, deve ser feito na repartição competente do 
domicílio do sujeito passivo (CTN, art. 159). Contudo, na prática atual, o 
pagamento é feito em rede bancária, credenciada pelo Fisco. 
 
A obrigação de pagar tributo é portável, ou seja, o 
devedor deve procurar o credor paga efetuar o 
pagamento. 
 
Observação: O recolhimento do tributo pelo estabelecimento bancário 
(pessoa jurídica de direito privado) encontra respaldo no art. 7º, § 3º, do 
CTN, já que isso não se confunde com a capacidade tributária ativa. 
 Quanto ao prazo de pagamento do tributo, em regra, é o próprio ente 
instituidor que o define. No entanto, se não houver disposição a respeito, o 
prazo é de 30 dias, a contar da notificação do lançamento ao sujeito 
passivo. 
Observação: Não se esqueça de que, com a notificação, o sujeito passivo 
tem a opção de pagar ou impugnar o lançamento. 
 Cumpre ressaltar que a regra dos “30 dias” não é aplicável ao 
lançamento por homologação. O motivo é bastante óbvio: como nessa 
modalidade o contribuinte deve antecipar o pagamento, não há notificação de 
lançamento. Sendo assim, cabe à legislação tributária definir o prazo 
para pagamento dos tributos lançados por homologação. 
 
Lembre-se: de acordo com o STF (RE 195.218/MG), a 
definição do prazo para recolhimento do tributo 
não se sujeita ao princípio da legalidade. 
 
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 Se o pagamento for efetuado antecipadamente, a legislação tributária 
pode conceder desconto, respeitadas as condições. O mais correto seria que o 
legislador tivesse dito lei em vez de legislação tributária, já que, como visto, 
esta compreende também os atos infralegais, e a concessão de desconto 
deve somente pode ser feita por lei em sentido estrito. 
1.1.1 – Efeitos da mora 
 Quando o sujeito passivo não efetua o pagamento do tributo até a data 
de vencimento, começam a surtir os efeitos da mora automaticamente. 
 
No Direito Tributário, os efeitos da mora ocorrem 
automaticamente (mora ex re). 
 Vamos ver o que diz o art. 161 do CTN: 
Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é 
acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da 
falta, sem prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da 
aplicação de quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei 
ou em lei tributária. 
§ 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são 
calculados à taxa de um por cento ao mês. 
 Repare que além dos juros de mora, o contribuinte também se sujeita 
ao pagamento de penalidades. Trata-se da multa moratória, que é a sanção 
pelo não cumprimento da obrigação tributária no tempo previsto na legislação 
tributária. 
 Se a lei não definir a taxa que servirá de base para o cálculo dos juros de 
mora, estes serão calculados à taxa de 1% ao mês, conforme prevê o § 1º, 
do art. 161, do CTN. 
 Nesse sentido, o STJ já decidiu que a taxa SELIC é composta da taxa de 
juros e da correção monetária, não podendo, portanto, ser cumulada com 
outro índice de correção: 
"(...) A taxa SELIC é composta de taxa de juros e taxa de correção 
monetária, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice de 
correção. (...)" 
(STJ, REsp 447.690/PR, Segunda Turma, Rel. Min Eliana Calmon, Julgamento 
em 05/06/2003) 
 
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1.1.2 – Consulta tributária 
 A consulta tributária é um procedimento administrativo com o objetivo 
de que o contribuinte satisfaça suas dúvidas relativas à legislação 
tributária. Vamos repetir novamente o texto do art. 161 do CTN, acrescido do 
seu § 2º: 
Art. 161: (...): 
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta 
formulada pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do 
crédito. 
 Sendo assim, se o contribuinte formula consulta tributária, dentro do 
prazo legal para pagamento do tributo, não há fluência de juros de mora 
nem mesmo aplicação de multa moratória. 
 Embora não se possam cobrar juros de mora,deve ficar claro que não 
estamos falando em mais um caso de suspensão do crédito tributário, 
já que a exigibilidade não fica suspensa. Além disso, não se trata de uma 
hipótese prevista no art. 151 do CTN. 
1.1.3 – Imputação em pagamento 
 A imputação em pagamento ocorre quando um mesmo sujeito passivo 
deve dois ou mais créditos tributários a uma mesma Fazenda Pública. Nesse 
caso, o recebimento deve ser feito obedecendo a ordem prevista no art. 163 
do CTN. 
Observação: Como atualmente os pagamentos são feitos diretamente na 
rede bancária, não há supervisão da autoridade administrativa para 
determinar a ordem em que os créditos devem ser pagos. Contudo, para fins 
de prova, tudo isso que será visto adiante é plenamente válido. 
Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do 
mesmo sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de 
direito público, relativos ao mesmo ou a diferentes tributos ou 
provenientes de penalidade pecuniária ou juros de mora, a autoridade 
administrativa competente para receber o pagamento 
determinará a respectiva imputação, obedecidas as seguintes regras, 
na ordem em que enumeradas: 
I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo 
lugar aos decorrentes de responsabilidade tributária; 
II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por 
fim aos impostos; 
 
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III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; 
IV - na ordem decrescente dos montantes. 
 Os incisos do art. 163 devem ser seguidos de forma hierárquica. Assim, 
em primeiro lugar, deve-se dar prioridade aos débitos em que o 
contribuinte figura como contribuinte, e só depois àqueles pelos quais é 
responsável. 
 Não sendo possível tal distinção, ou seja, digamos que em todos os 
débitos o sujeito passivo seja contribuinte. Neste caso, o segundo critérios diz 
respeito ao caráter contraprestacional do tributo. Assim, deve-se dar 
prioridade àqueles que são “mais vinculados” (contribuições de 
melhoria), e só depois receber os débitos que são “menos vinculados”, até que 
se chegue aos impostos (tributos não vinculados). 
 Se ainda assim persistirem as dúvidas, o próximo critério é o prazo 
prescricional. A autoridade administrativa deve dar prioridade àqueles cuja 
data de prescrição esteja mais curta. Faz todo o sentido, já que se não 
forem cobrados, há o risco de serem extintos pelas prescrição (como ainda 
vamos estudar). 
 Por último, caso os prazos de prescrição coincidam, a prioridade gira em 
torno do valor dos créditos. Nessa linha, têm prioridade os créditos 
tributários de maior valor. 
 Deve-se, então, seguir essa ordem, avançando para o próximo critério 
apenas se os dois créditos empatarem na primeira etapa, e assim 
sucessivamente até que se consiga estabelecer uma ordem de prioridade aos 
créditos objetos de pagamento. 
 Vamos esquematizar: 
CRITÉRIO PRIORIDADE +  - 
Pessoal Contribuinte/Responsável 
Vinculação do Fato Gerador Contribuição de Melhoria/Taxas/Impostos 
Prescrição Prazo mais curto/mais longo 
Valor do Crédito Valor maior/Valor menor 
1.1.4 – Pagamento indevido e restituição 
 Em Direito Tributário, não há vontade das partes para surgimento 
da obrigação. Ocorrendo o fato gerador, surge a obrigação tributária. Do 
mesmo modo, se o cumprimento da obrigação (pagamento) foi maior do que o 
devido ou se é indevido, não há qualquer discussão acerca da devolução: o 
sujeito passivo possui o direito ser restituído. Nas palavras do legislador 
do CTN, o direito à restituição surge independentemente de prévio 
protesto. 
 
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Não importa quem calculou o montante devido, se 
foi o Fisco ou o sujeito passivo. 
 É comum encontrarmos questões de provas que mencionem “repetição 
do indébito tributário”. Não se assuste, pois se refere única e 
exclusivamente ao direito do contribuinte de pleitear a restituição do que foi 
pago indevidamente. 
 Vamos ver o que diz o art. 165 do CTN: 
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio 
protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a 
modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do 
artigo 162, nos seguintes casos: 
I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que 
o devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou 
circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; 
II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota 
aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou 
conferência de qualquer documento relativo ao pagamento; 
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. 
Observação: O disposto no § 4º do art. 162 se refere à perda ou destruição 
da estampilha, ou o erro no pagamento por esta modalidade. Não há 
restituição neste caso. 
 As três hipóteses previstas no art. 165 do CTN se resumem basicamente 
em duas: restituição sem instauração de litígio (incisos I e II) e 
restituição com instauração de litígio (inciso III). Mais à frente, você 
entenderá o porquê de tal divisão, quando estudarmos os prazos que o sujeito 
passivo possui para pleitear a restituição. 
1.1.5 – Restituição de tributo indireto 
 Lembre-se, inicialmente, que os tributos indiretos são aqueles em que o 
contribuinte de direito é efetua apenas o recolhimento da obrigação tributária, 
mas quem realmente arca com o ônus tributário é o contribuinte de fato. 
Assim, ao realizar, por exemplo, a venda de mercadorias, o comerciante inclui 
o valor do tributo nos preço da mercadoria. 
 Nosso foco neste momento está em verificar como é feita a restituição 
dos tributos indiretos. Vamos recorrer, como sempre, ao CTN: 
 
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Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, 
transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita 
a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de 
tê-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente 
autorizado a recebê-la. 
 Percebe-se, portanto, que a restituição somente será feita em duas 
situações: 
 Se o contribuinte de direito comprovar ter assumido o encardo do tributo, 
isto é, não o ter transferido; 
 Se o contribuinte de fato autorizar expressamente o contribuinte de direito 
a receber a restituição. 
 Em síntese, o contribuinte de direito (quem efetuou o recolhimento) deve 
comprovar que não houve transferência do ônus tributário a terceiro. Se 
houver transferido, que o contribuinte de fato o autorize a pleitear a 
restituição. Caso contrário, não haverá restituição. 
 O entendimento do STF tem seguido essa linha, conforme fica 
demonstrado na seguinte súmula: 
Súmula STF 546 - Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, 
quando reconhecido por decisão, que o contribuinte "de jure" não recuperou 
do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. 
 Deve-se destacar também que o entendimento do STJ (REsp 
903.394/AL) é no sentido de que o contribuinte de fato não possui 
legitimidade para pleitear a restituição do que foi pago indevidamente, 
no que se refere aos tributos indiretos. 
 
Somente o contribuinte de direito pode pleitear a 
restituição de tributo indireto. 
1.1.6– Restituição de juros e multas 
 Ao pleitear a restituição do tributo pago indevidamente, o sujeito passivo 
também possui direito à restituição, na mesma proporção, dos juros de mora 
e da multa moratória paga a maior. 
 Vamos ver um exemplo: Geraldo deve R$ 100,00, a título de tributo. A 
multa e os juros por atraso de pagamento são calculados pelas respectivas 
taxas de 10% e 5%. Supondo que Geraldo, por equívoco, entendeu que o 
 
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tributo devido era de R$ 200,00 e efetuou o pagamento com atraso, acabou 
recolhendo o valor total de R$ 230,00. 
 No entanto, ao tomar conta de que o pagamento foi efetuado a maior, 
Geraldo tem direito de ser restituído em R$ 115,00 (R$ 100,00 de tributo, R$ 
10,00 de juros e R$ 5,00 de multa moratória). 
 Vejamos, então, o que diz o caput art. 167 do CTN: 
Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, 
na mesma proporção, dos juros de mora e das penalidades 
pecuniárias, salvo as referentes a infrações de caráter formal não 
prejudicadas pela causa da restituição. 
 Com relação às infrações de caráter formal, ou seja, multas punitivas, 
não há qualquer restituição, pois não decorrem do atraso do pagamento. 
1.1.7 – Juros de mora e correção monetária na restituição 
 No tópico anterior, nós estudamos a restituição das multas e juros pagos 
indevidamente, em função do recolhimento do valor incorreto do tributo. 
Portanto, não se confunde com o que veremos a partir de agora: correção 
monetária e juros devidos sobre o valor a ser restituído. O que seria isso? 
 Da mesma forma que o contribuinte, ao recolher o tributo em atraso, 
deve arcar com os encargos financeiros, o Fisco também está sujeito ao 
pagamento de juros e correção monetária sobre o valor a ser restituído 
ao sujeito passivo. Vamos, então, neste tópico, estudar o termo inicial da 
fluência dos juros de mora e da correção monetária. 
 No que se refere aos juros de mora, o par. único do art. 167 estabelece 
que eles incidem sobre o valor da restituição, a partir do trânsito em julgado 
da decisão definitiva que determinar a restituição: 
Art. 167. (...): 
Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir 
do trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar. 
Observação: Juros não capitalizáveis são os juros simples. 
 Essa regra também tem sido adotada pelo STJ, conforme se expõe a 
seguir: 
Súmula STJ 188 - Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, 
são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. 
 
==db697==
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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 Dessa forma, a partir do trânsito em julgado da decisão judicial, inicia-se 
a incidência dos juros de mora. 
 Contudo, com a inscrição do precatório até 1º de julho até o final do 
exercício seguinte (31 de dezembro do próximo ano), não há incidência de 
juros de mora. A incidência só volta a ocorrer se o precatório não for pago 
dentro do prazo, que é, como se afirmou, 31 de dezembro do ano seguinte. É 
a jurisprudência pacífica do STF: 
Súmula Vinculante 17 - Durante o período previsto no parágrafo 1º do 
artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios 
que nele sejam pagos. 
 Vejamos o que consta no art. 100, § 1º, da CF/88: 
Art. 100. Os pagamentos devidos pelas Fazendas Públicas Federal, 
Estaduais, Distrital e Municipais, em virtude de sentença judiciária, far-
se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos 
precatórios e à conta dos créditos respectivos, proibida a designação de 
casos ou de pessoas nas dotações orçamentárias e nos créditos 
adicionais abertos para este fim. (Redação dada pela Emenda 
Constitucional nº 62, de 2009). (Vide Emenda Constitucional nº 62, de 
2009) 
§ 1º Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles 
decorrentes de salários, vencimentos, proventos, pensões e suas 
complementações, benefícios previdenciários e indenizações por morte 
ou por invalidez, fundadas em responsabilidade civil, em virtude de 
sentença judicial transitada em julgado, e serão pagos com preferência 
sobre todos os demais débitos, exceto sobre aqueles referidos no § 2º 
deste artigo. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 62, de 
2009). 
Observação: Precatório é o documento expedido pelo Poder Judiciário para 
inclusão da verba necessária no orçamento público do ano seguinte. É o meio 
pelo qual as dívidas da Fazenda, decorrentes de sentenças judiciais, são 
pagas. 
 Segue abaixo uma ilustração do que foi visto até o momento, adaptada 
da obra do professor Ricardo Alexandre2: 
 
 
 
2
 ALEXANDRE, Ricardo. Direito tributário esquematizado. 4ª Edição. 2010. Pág. 436. 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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Juros de mora 
Súmula STJ 188 
CTN, art. 167, par. 
único 
Juros de mora 
Se o pagamento 
não foi feito 
 
 
 
 
 
 
 
 
 No que se refere à correção monetária - atualização monetária em face 
da inflação -, a contagem é diferente, já que o valor da restituição deve ser 
corrigido desde a data do pagamento indevido. Vejamos a pacífica 
jurisprudência do STJ, cristalizada na Súmula 162: 
Súmula STJ 162 - Na repetição de indébito tributário, a correção monetária 
incide a partir do pagamento indevido. 
 Esses são os conhecimentos que devemos levar para a prova. O 
candidato precisa memorizar as Súmulas 162 e 188 do STJ. 
 Destaque-se que a jurisprudência mais recente do STJ tem caminhado 
no sentido de que, após a edição da Lei 9.250/1995, aplica-se a taxa SELIC 
desde o recolhimento indevido, não podendo ser cumulada com 
qualquer outro índice de juros ou atualização monetária. 
 
Se a questão cobrar restituição, citando a taxa SELIC, 
entenda que deve ser aplicada desde o recolhimento 
indevido, vedada qualquer cumulatividade com outros 
índices. 
Caso contrário, considere as Súmulas 162 e 188, ambas 
do STJ. 
1.1.8 – Prazo para pleitear a restituição 
 Você se lembra quando estudamos o art. 165 do CTN? Naquele 
momento, eu havia dito que os incisos desse artigo se referem, basicamente, a 
duas situações distintas: restituição sem instauração de litígio (incisos I e 
II) e restituição com instauração de litígio (inciso III). 
Pagamento 
Indevido 
Ação de repetição 
do indébito 
Trânsito 
em julgado 
01/07/X1 31/12/X2 
Não incidem juros de 
mora 
Súmula Vinculante 17 
 
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 Pois bem, a partir de agora, estudaremos os prazos para pleitear a 
restituição nas duas situações. O que você deve saber, de antemão, é que o 
prazo é sempre de 5 anos, variando apenas o termo inicial da contagem 
desse prazo. 
 Os incisos I e II do art. 165 do CTN querem dizer a mesma coisa. 
Podemos dizer que se referem as mais diversas situações que levam o 
contribuinte a realizar o pagamento indevidamente, com exceção da hipótese 
prevista no inciso III do mesmo artigo, referente ao pagamento indevido 
realizado no curso de processo administrativo ou judicial. 
 Seguindoo raciocínio esposado acima, o art. 168, I, determina que o 
prazo para pleitear a restituição nas hipóteses tratadas nos incisos I e II do 
art. 165 é de 5 anos, contados da data da extinção do crédito tributário. 
 Uma observação deve ser feita neste ponto: na sistemática do 
lançamento de ofício e por declaração, o pagamento extingue de imediato o 
crédito tributário. Contudo, no lançamento por homologação, não é bem assim 
que acontece. 
 Quando o tributo é lançado por homologação, o sujeito passivo tem o 
dever de efetuar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, 
de sorte que a extinção definitiva do crédito tributário só ocorre com a 
homologação. 
 Como sabemos que o prazo que a autoridade possui para homologar é 
de 5 anos, e que muitas vezes a homologação ocorre tacitamente (automática, 
após o curso do prazo quinquenal), na prática, o sujeito passivo teria o prazo 
de 10 anos para pleitear a restituição. 
 Explique-se melhor: se a autoridade administrativa deixar ocorrer a 
homologação tácita, a extinção definitiva do crédito tributário ocorre 5 anos 
após a data do fato gerador. A partir daí, inicia-se a contagem do prazo para o 
contribuinte pleitear a restituição. Foi com base nesse raciocínio que o STJ 
sustentou a tese dos “5+5”. 
 Contudo, com o advento da LC 118/05, foi estabelecida a seguinte regra: 
Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 
5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a 
extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a 
lançamento por homologação, no momento do pagamento 
antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. 
 Com base no dispositivo acima citado, podemos afirmar que o prazo 
estabelecido no art. 168, I, é contado a partir do momento do pagamento 
antecipado, nos tributos que seguem a sistemática do lançamento por 
 
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homologação. Desse modo, o prazo de 5 anos conta-se do pagamento, da 
mesma forma como ocorre com as outras modalidades de lançamento. 
 
Pode-se afirmar que o prazo para buscar restituição, com 
base no art. 168, I, é de 5 anos, contados do 
pagamento indevido. 
 
Observação: O art. 4º, da LC 118/05, determinou que o art. 3º produz 
efeitos retroativos. O raciocínio do legislador era de que a norma era 
meramente interpretativa (CTN, art. 106, I). 
Contudo, a jurisprudência do STF e STJ já se encontra pacífica no 
sentido de que o citado art. 3º produz efeitos prospectivos. Sendo 
assim, todas as ações ajuizadas após a vigência da LC 118/05 estão 
submetidas ao novo prazo (apenas 5 anos), ainda que se refiram a 
pagamentos anteriores à vigência da referida LC. 
 Finalizado o estudo do inciso I, do art. 168, vamos avançar para o inciso 
II deste artigo, que se refere ao prazo para pleitear restituição de pagamento 
indevido, realizado no curso de processo administrativo ou judicial, em que se 
discute a legitimidade do lançamento. 
 Trata-se de situação de difícil verificação prática, que consiste no 
seguinte: o sujeito passivo ao obter uma decisão desfavorável, seja ela 
administrativa ou judicial, paga o tributo, oferecendo, em seguida, recurso 
contra a decisão condenatória. 
 Na realidade, o que é mais comum de acontecer é o não pagamento no 
âmbito do processo administrativo, pois as reclamações e os recursos 
nessa esfera têm o condão de suspender a exigibilidade do crédito 
tributário. No que se refere ao processo judicial, o sujeito passivo 
normalmente efetua o depósito do montante integral, que também 
suspende o crédito tributário, em vez de pagar o tributo. 
 O que se quis dizer na redação do dispositivo foi que o pagamento foi 
efetuado diante de decisão condenatória contra a qual cabia recurso. No 
julgamento desse recurso, o sujeito passivo obteve anulação da decisão 
anterior, obtendo decisão favorável. É nesse momento que se inicia a 
contagem do prazo de 5 anos para pleitear a restituição. 
 Por último, ressalte-se que a contagem do prazo limite para pleitear 
a restituição não é afetada se o tributo, ou melhor, a lei instituidora do 
tributo for declarada inconstitucional. Guarde isso! 
 
 
 
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1.1.9 - Prazo para anular decisão administrativa denegatória 
 Após a realização do pagamento indevido, o sujeito passivo pode pleitear 
a restituição tanto no âmbito administrativo como no Judiciário. Em qualquer 
caso, o prazo é de 5 anos. 
 Havendo opção pela via administrativa, tendo obtido decisão final 
desfavorável, o contribuinte tem o direito de acionar o Poder Judiciário, 
com vistas a anular a decisão administrativa que denegou a restituição 
do tributo pago indevidamente. 
 Vejamos o que diz o art. 169 do CTN: 
Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão 
administrativa que denegar a restituição. 
Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da 
ação judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data 
da intimação validamente feita ao representante judicial da Fazenda 
Pública interessada. 
 Repare que o dispositivo cria um evidente privilégio ao Fisco, devedor da 
ação de restituição proposta pelo sujeito passivo: o prazo exíguo de 2 anos. 
 O dispositivo também prescreve que ocorre a interrupção do prazo 
prescricional pelo início da ação judicial, que ocorre com a distribuição da 
ação. 
 Ademais, em vez de devolver o prazo integralmente, como é típico do 
fenômeno da interrupção, optou-se por recomeçar o prazo da metade, a partir 
da data da intimação (ou citação) feita ao representante judicial da Fazenda 
Pública. Trata-se de mais um privilégio, que impede que o prazo de 2 anos 
seja estendido. 
 Destaque-se que se o prazo for interrompido com 2 meses, por exemplo, 
o seu curso não será reiniciado pela metade, já que não se pode reduzir o 
prazo, para torná-lo inferior a 2 anos. No caso exemplificado, será reiniciada a 
contagem de mais 1 ano e 10 meses. 
 A regra se refere à prescrição intercorrente, que ocorre caso o 
processo judicial não se conclua no prazo fixado. É claro que esse prazo só se 
exaure se o autor da ação (sujeito passivo) for o responsável pela paralisação 
do processo. 
 Embora possa parecer complexo, saiba que, nas provas deconcurso 
público, normalmente o assunto costuma ser cobrado pela literalidade do art. 
169, o que torna a resolução das questões muito simples. 
 
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1.2 - Compensação 
 A essência da compensação ocorre quando duas pessoas são devedoras 
e credoras uma da outra, simultaneamente. Por exemplo: Sebastião deve ao 
Município de Salvador R$ 250,00, e este deve a Sebastião R$ 100,00. As 
dívidas podem ser extintas até o montante em que se compensarem. No 
exemplo citado, Sebastião continuará devendo à Fazenda Municipal o valor de 
R$ 150,00. 
 Nesse sentido, o art. 170 do CTN estabelece o seguinte: 
Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou 
cuja estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, 
autorizar a compensação de créditos tributários com créditos 
líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo 
contra a Fazenda pública. (Vide Decreto nº 7.212, de 2010) 
Parágrafo único. Sendo vincendoo crédito do sujeito passivo, a lei 
determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, 
não podendo, porém, cominar redução maior que a 
correspondente ao juro de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a 
decorrer entre a data da compensação e a do vencimento. 
 De início, cumpre-nos destacar que o art. 170 traz apenas as regras 
gerais acerca do instituto da compensação. Os detalhes devem ser 
estabelecidos na lei do ente federativo com o qual o contribuinte deseja 
realizar a compensação. Nesse ponto, vale frisar: a compensação somente 
se faz possível se houver lei autorizativa, estipulando quais os créditos 
que podem ser compensados. 
 
Não é suficiente a previsão no CTN para realizar a 
compensação. Cada ente federativo deve editar lei 
versando sobre a matéria. 
 Dito isso, vamos entender o dispositivo! 
 Os créditos tributários são aqueles devidos pelo sujeito passivo, ou 
seja, são créditos da Fazenda Pública, mas representam débitos para o sujeito 
passivo. No que se refere aos créditos do sujeito passivo contra a 
Fazenda, a situação é oposta e bastante óbvia: o sujeito passivo é o credor, e 
a Fazenda, devedora. 
Observação: Os créditos do sujeito passivo não necessariamente 
possuem natureza tributária. 
 
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 Os créditos tributários devem sempre estar vencidos, ou seja, quando o 
legislador permite que a compensação pode ter como objeto créditos vencidos 
ou vincendos, diz respeito aos créditos do sujeito passivo contra a 
Fazenda Pública. 
 Nessa esteira, se os créditos do sujeito passivo forem vincendos, ou seja, 
ainda estiverem por vencer, serão reduzidos (ajustados a valor presente) 
conforme os critérios definidos na lei autorizativa, desde que a redação não 
seja superior ao juro de 1% ao mês. 
 Os créditos do sujeito passivo contra a Fazenda também devem 
ser certos (quanto à existência) e líquidos (quanto ao valor). Para 
ilustrar essa regra, vamos ver um exemplo prático de compensação: imagine 
que a lei tenha autorizado a compensação de créditos gerados por pagamento 
indevidos a título de tributo. Em vez de pleitear a restituição, seria muito mais 
simples ao sujeito passivo compensar com os créditos tributários que deve a 
Fazenda, correto? 
 Entretanto, como vimos em tópicos anteriores, a discussão da 
legitimidade de valor já pago ao Fisco indevidamente. Até que ocorra o trânsito 
em julgado da decisão judicial, o crédito do sujeito passivo não é certo (na 
decisão final, pode ser julgado que ele não existe), não podendo se 
tornar objeto de compensação, até que a decisão se torne irrecorrível. 
 Com base nesse raciocínio, a LC 104/2001 incluiu a seguinte regra no 
CTN: 
Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento 
de tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do 
trânsito em julgado da respectiva decisão judicial. 
 Ora, se não se pode compensar antes do trânsito em julgado, 
obviamente também não é possível realizar a compensação com base em 
medida liminar: 
Súmula STJ 212 - A compensação de créditos tributários não pode ser 
deferida por medida liminar. 
 
 
Não caia em pegadinhas! Não é possível compensar 
créditos objetos de decisão judicial recorrível, 
medidas cautelares ou liminares ou, ainda, tutela 
antecipada. 
 Não obstante a proibição da compensação com base em liminar em 
mandado de segurança, a jurisprudência do STJ é pacífica no sentido de que o 
 
d
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mandado de segurança constitui ação adequada para declarar direito à 
compensação tributária: 
Súmula STJ 213 - O mandado de segurança constitui ação adequada para a 
declaração do direito à compensação tributária. 
1.3 - Transação 
 No âmbito do Direito Tributário, a transação tem por objetivo por fim a 
um litígio – administrativo ou judicial - instaurado entre o sujeito passivo e a 
Fazenda Pública. 
 Trata-se de uma forma alternativa para solucionar os conflitos entre as 
partes, mediante concessões mútuas, ou seja, cada parte cede parte de seu 
direito, a fim de que se chegue a um consenso. 
 
Diferentemente do Direito Civil, no Direito Tributário, a 
transação é terminativa (guarde essa palavra), ou seja, 
só existe diante de um litígio. 
 Não obstante a autorização da transação seja feita pela autoridade 
competente, nos termos do par. único do art. 171, a transação só pode 
ocorrer mediante lei autorizativa. 
 Como exemplo, a lei pode autorizar a Fazenda a deixar de receber parte 
do crédito tributário, com a condição de que o sujeito passivo desista do litígio 
e pague a parcela restante do crédito tributário dentro do prazo previsto. 
Observação: Veja que a extinção do crédito tributário pode ocorrer de forma 
combinada. No exemplo acima, uma parte foi extinta pela transação e a 
outra, pelo pagamento. 
1.4 - Remissão 
 A remissão é conceituada como o perdão da dívida. Por se tratar de 
benefício fiscal, deve ser regulada em lei específica, conforme estabelece o 
art. 150, § 6º, da CF/88. 
Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a 
conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou parcial 
do crédito tributário, atendendo: 
I - à situação econômica do sujeito passivo; 
 
b
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II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a 
matéria de fato; 
III - à diminuta importância do crédito tributário; 
IV - a considerações de equidade, em relação com as características 
pessoais ou materiais do caso; 
V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade 
tributante. 
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito 
adquirido, aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155. 
 Observe que o art. 172 do CTN traz regras direcionadas ao legislador. Ou 
seja, ao editar a lei específica concessora da remissão, o legislador deve seguir 
as diretrizes estabelecidas na norma acima. 
 Uma observação a ser feita é que não há conflito entre o que está 
previsto no art. 108, § 2º, do CTN, com o art. 172, IV. Quando estudamos as 
técnicas de integração, vimos que o aplicador da lei não pode utilizar da 
equidade como forma de dispensa do pagamento de tributo devido. 
Diferentemente disso, o art. 172, IV, permite que o legislador conceda 
remissão, considerando as características pessoais o materiais do caso, com 
base na equidade. 
 Destaque-se que a remissão pode se referir ao perdão tanto de 
tributo como de multas, desde que já tenha sido constituído o crédito 
tributário. Se, por outro lado, ainda não tiver havido o lançamento, o 
benefício será concedido sob a forma de isenção (para tributos) ou anistia 
(para multas), hipóteses de exclusão do crédito tributário, que são estudadas 
em tópico próprio. 
 
Se o crédito tributário está constituído = Remissão 
(tributo ou multa) 
Se o crédito tributário não está constituído = Isenção 
(tributo) ou Anistia (multa) 
 Por fim, vamos relembrar do mnemônico MARIPA. Aplicam-se as regras 
da moratória concedida em caráter individual (CTN, art. 155) à remissão, 
quando também estiver sendo concedida individualmente. 
 Vamos, então, relembrar como funciona: você deve saber que a 
remissão individual não gera direito adquirido. Por isso, em alguns casos,basta que o sujeito passivo comprove que faz parte do rol daqueles alcançados 
pela remissão. 
 
6
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 De qualquer modo, não estando satisfeitos os requisitos ou as condições, 
a remissão é revogada, ficando o sujeito passivo obrigado a pagar o 
crédito tributário acrescido de juros de mora. Caso seja constatado que 
houve dolo ou simulação do beneficiado ou de terceiro para se beneficiar 
ilicitamente da remissão, haverá, ainda, imposição de penalidade. 
 Cabe ressaltar também que há outra consequência, em se tratando da 
revogação da remissão: a contagem do prazo de prescrição. Se houve dolo ou 
simulação, o tempo decorrido entre a concessão da remissão e sua revogação 
não é contado para fins de prescrição. Por outro lado, se não houve dolo ou 
simulação, a revogação da remissão só pode ocorrer antes de findar o prazo 
prescricional. 
1.5 - Decadência 
 Sabe-se que, com a ocorrência do fato gerador, surge a obrigação 
tributária. No entanto, a dívida somente se torna exigível com o lançamento, 
que é o procedimento administrativo que constitui o crédito tributário. O prazo 
decadencial é justamente o prazo que a autoridade administrativa 
possui para promover o lançamento. No fim do prazo decadencial, ocorre a 
decadência. 
 Já o prazo prescricional é aquele que a Fazenda Pública possui, 
após o lançamento definitivo do tributo, para promover a ação de 
execução fiscal, com o objetivo de satisfazer o crédito tributário. No fim do 
prazo prescricional, ocorre a prescrição. 
 Veja, então, que, antes do lançamento corre prazo decadencial, e após o 
lançamento, prazo prescricional. Pode-se dizer, a grosso modo, que o 
lançamento é marco que divide o prazo decadencial do prazo 
prescricional. 
 Nesse ponto do nosso estudo, alguns detalhes devem ser frisados: 
 Tanto o prazo decadencial como o prescricional são de 5 anos (a distinção 
ocorre na fixação do termo inicial de contagem); 
 Tanto a decadência como a prescrição são causas de extinção do crédito 
tributário (art. 156, V). 
 O lançamento é o marco que divide o prazo decadencial do prazo 
prescricional. 
 Conforme o entendimento da jurisprudência e da doutrina, extinto o 
crédito, seja pela decadência ou pela prescrição, não há qualquer direito da 
Fazenda Pública em receber o crédito. Portanto, se o contribuinte paga 
crédito prescrito ou decaído, faz jus à restituição. 
 Deve-se destacar que, de acordo com o art. 146, III, b, da CF/88, cabe 
à lei complementar dispor sobre normas gerais em matéria de 
 
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prescrição e decadência tributárias. Sendo assim, não poderia, por 
exemplo, uma lei ordinária estabelecer prazos diferentes do que foi previsto no 
CTN (norma recepcionada com status de lei complementar). 
 Foi nessa linha que a Súmula Vinculante nº 8 do STF declarou 
inconstitucionais os dispositivos que previam prazo decadencial e 
prescricional de 10 anos, contrariando o disposto no CTN. 
 Além desse conhecimento básico acerca do instituto da decadência, é 
necessário conhecer as diferentes formas de contagem do prazo de 5 anos. 
Vamos, a partir deste momento, estudar cada uma delas. 
1.5.1 – Regra geral de contagem 
 A regra geral de contagem do prazo decadencial está prevista no art. 
173, I, do CTN. De acordo com esse dispositivo, o direito de a Fazenda Pública 
constituir o crédito tributário (decadência) extingue-se em 5 anos, contados 
do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado. 
 Em tese, o lançamento pode ser efetuado logo após a ocorrência 
do fato gerador. Portanto, o início da contagem do lapso temporal de 5 anos 
ocorre no dia 1º de janeiro do ano seguinte em relação à data de ocorrência do 
fato gerador. 
 A título de exemplo, imagine que o fato gerador de determinado tributo 
ocorra no dia 10 de janeiro de 2014. Nesse caso, o prazo decadencial começa 
a ser contado a partir de 01 de janeiro de 2015. A decadência, então, se 
consome no dia 01 de janeiro de 2020, exatamente 5 anos depois. 
 É muito importante que você perceba que, muito embora o prazo seja de 
5 anos, as regras de contagem podem fazer com que o prazo chegue 
praticamente aos 6 anos, se o fato gerador tiver ocorrido no dia 01 de janeiro, 
por exemplo. 
 Cumpre-nos destacar que a regra geral não se aplica aos tributos 
lançados por homologação. A contagem do prazo decadencial nos tributos 
em que se aplica tal modalidade de lançamento recebeu tratamento específico, 
o qual será estudado mais adiante. 
 
O prazo decadencial possui regras específicas para os 
tributos lançados por homologação. 
 
 
7
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1.5.2 – Regra da antecipação da contagem 
 A regra da antecipação da contagem do prazo decadencial está prevista 
no par. único do art. 173, do CTN, que estabelece o seguinte: 
Art. 173 - (...): 
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se 
definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data 
em que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário 
pela notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida 
preparatória indispensável ao lançamento. 
 Nós vimos que a regra geral é que o prazo decadencial seja contado a 
partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado, correto? 
 Ocorre que, se nesse intervalo (entre a data do fato gerador e o primeiro 
dia do exercício seguinte) a autoridade fiscal notificar o sujeito passivo de 
alguma medida indispensável ao lançamento, como o início de um 
procedimento de fiscalização, por exemplo, haverá antecipação da 
contagem do prazo decadencial para a data em que o sujeito passivo 
toma ciência do termo de início de fiscalização. 
 
Se a notificação do início de procedimento fiscal ocorrer 
após o “primeiro dia do exercício seguinte”, não haverá 
impacto sobre o curso do prazo decadencial. 
1.5.3 – Regra da anulação do lançamento por vício formal 
 Consoante o disposto no art. 173, II, do CTN, o direito de a Fazenda 
Pública constituir o crédito tributário extingue-se após o prazo de 5 anos, 
contados da data em que se tornar definitiva a decisão que houver 
anulado, por vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. 
 Trata-se de uma regra bastante tranquila de se entender. Vamos ver um 
exemplo prático: 
 Determinado sujeito passivo é notificado do lançamento de um tributo 
contra ele efetuado. Discordando de alguns aspectos descritos na notificação, o 
sujeito passivo impugna o lançamento. Ao final do litígio, chega-se à conclusão 
que, embora o fato gerador tenha ocorrido, a autoridade que promoveu o 
lançamento não possuía competência para o ato. A consequência disso é a 
anulação do lançamento. 
 
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 De acordo com o que estudamos até o momento, se houve lançamento, 
não há mais contagem de prazo decadencial, e sim prescricional. Contudo, 
veja que o lançamento foi anulado em decorrência de vício formal. 
Observação:Vício formal: diz respeito aos requisitos burocráticos. 
Exemplo: competência da autoridade. 
 
Vício material: diz respeito à obrigação tributária. 
Exemplo: não ocorrência do fato gerador. 
 Em decorrência da anulação, a Fazenda Pública deverá promover novo 
lançamento, corrigindo os erros formais ocorridos no lançamento anterior. Para 
isso, ela possui novamente à sua disposição o prazo de 5 anos, contados da 
data da decisão definitiva que anulou o lançamento. 
 
A devolução do prazo decadencial ocorre integralmente, 
ou seja, mais 5 anos para a Fazenda realizar novamente 
o lançamento. Contudo, a regra somente se aplica 
quando o o vício do lançamento é formal. 
 A devolução integral do prazo decadencial é denominada 
interrupção de prazo decadencial. Esse é o entendimento de parte da 
doutrina. Há quem entenda também que se trata de novo prazo decadencial, 
não havendo interrupção. 
Observação: 
A interrupção de um prazo, seja ele decadencial ou prescricional, indica 
que o prazo antigo é abandonado e novo prazo começar a ser contado 
novamente. Ou seja, o prazo é integralmente devolvido. 
 
A suspensão de um prazo indica que a contagem é suspensa, retornando, 
quando legalmente determinado, do momento em que havia parado. 
1.5.4 – Prazo decadencial nos tributos lançados por homologação 
 Na modalidade de lançamento por homologação, o sujeito passivo efetua 
o pagamento antecipado, sem prévio exame da autoridade administrativa. 
Posteriormente, esta homologa o lançamento, extinguindo o crédito tributário. 
 O prazo para homologação, como já foi visto no nosso curso, é de 5 
anos, contados da data da ocorrência do fato gerador (CTN, art. 150, § 
4˾). Se a homologação não ocorrer dentro do prazo, haverá a homologação 
tácita, ou seja, considera-se que o procedimento levado a cabo pelo 
contribuinte estava correto. 
 
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 O curso desse prazo também possui outra função, que é a possibilidade 
de a Fazenda Pública constatar eventuais diferenças que deixaram de 
ser pagas e constituir de ofício tais valores, com base no art. 149, V, do 
CTN. 
 Portanto, o prazo de 5 anos, contados da data da ocorrência do 
fato gerador é o prazo decadencial que a Fazenda possui para homologar a 
atividade do sujeito passivo e, sendo o caso, efetuar lançamento suplementar. 
 Contudo, nem sempre o prazo quinquenal é contado a partir da 
data de ocorrência do fato gerador (CTN, art. 150, § 4º). Há algumas 
exceções que serão vista a partir de agora. 
 Nos casos em que o sujeito passivo não declara nem paga qualquer 
valor até a data do vencimento, aplica-se a regra geral das demais 
modalidades de lançamento, ou seja, o prazo de 5 anos é contado a partir 
do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter 
sido efetuado (CTN, art. 173, I). 
 Por outro lado, se o sujeito passivo declara e paga o crédito 
tributário apenas de forma parcial, a regra é aquela típica dos tributos 
lançados por homologação, ou seja, conta-se 5 anos a partir da data do 
fato gerador (CTN, art. 150, § 4º). 
Observação: Neste caso, como já foi dito, eventuais diferenças ficam 
sujeitas ao lançamento suplementar, realizado de ofício, com base no art. 
149, V, do CTN. 
 Cabe destacar que o próprio § 4º, do art. 150, do CTN, excetua da regra 
dos tributos lançados por homologação quando for comprovada a 
ocorrência de dolo, fraude ou simulação. Diante da inexistência de regra 
específica sobre o assunto, aplica-se também nesta situação a regra geral 
da decadência, prevista no art. 173, I, do CTN. 
 Por último, temos também a situação em que o contribuinte presta a 
declaração, mas não efetua o pagamento devido no vencimento. Nesse 
caso, entende o STJ que a declaração do sujeito passivo é suficiente para 
constituir o crédito tributário (sem o respectivo lançamento), não havendo 
mais que se falar em decadência, mas sim em prescrição: 
1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, considera-se 
constituído o crédito tributário no momento da declaração realizada 
pelo contribuinte. 
2. A declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do 
crédito tributário, sendo este exigível independentemente de qualquer 
procedimento administrativo, de forma que, não sendo o caso de 
 
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homologação tácita, não se opera a incidência do instituto da 
decadência (CTN, art. 150, § 4º), incidindo apenas prescrição nos 
termos delineados no art. 174 do CTN. 
(STJ, AgRg no Ag 884.833/SC, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de 
Noronha, Julgamento em 25/09/2007) 
 Nesse sentido, veja a Súmula 436, lavrada pelo STJ: 
Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo 
débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra 
providência por parte do fisco. 
 Vejamos um exemplo prático: a Declaração de Débitos e Créditos 
Tributários Federais (DCTF) é uma declaração obrigatória para pessoas 
jurídicas em geral, referindo-se a diversos impostos e contribuições federais. O 
objetivo é informar o fisco sobre os tributos apurados pela empresa. A entrega 
dessa declaração constitui o crédito tributário, dispensando as providências do 
fisco nesse sentido. 
 Há que se destacar que, prestando a declaração desacompanhada de 
pagamento no vencimento, o sujeito ativo da obrigação tributária pode 
inscrever o sujeito passivo em dívida ativa, atividade preparatória para 
promover a ação de execução fiscal. 
 Vamos esquematizar o que vimos até o momento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Contribuinte 
declara e 
paga 
DECADÊNCIA – Lançamento por Homologação 
Art. 150, § 4º Conta-se da data do fato gerador 
Contribuinte 
não declara 
nada 
Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte 
Dolo, fraude 
ou 
simulação 
Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte 
Contribuinte 
declara e 
não paga 
 Ocorre a constituição do crédito tributário. 
 Terá início o prazo prescricional (data da declaração ou 
vencimento, o que for posterior). 
 
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Observação: Para entender melhor o nosso esquema, lembre-se que o prazo 
é sempre de 5 anos, alterando apenas a data a partir da qual se conta o 
referido prazo. 
1.6 – Prescrição 
 Como já foi dito, opera-se a prescrição quando não há propositura de 
ação de execução fiscal dentro do prazo estabelecido no CTN, com o 
objetivo de cobrar do sujeito passivo o crédito tributário na via judicial. 
 O prazo para que se promova a ação de execução fiscal é de 5 anos, 
contados da data da constituição definitiva do crédito tributário. 
Dissemos anteriormente que, após o lançamento, o prazo era prescricional, e 
de fato é. Contudo, tal prazo só começa a ser contado a partir do dia em que 
não mais se discute a legitimidade do lançamento, ou seja, a partir do dia 
em que o crédito tributário é considerado definitivamente constituído. 
 Importa-nos saber quando ocorre a constituição definitiva do crédito. 
Novamente, vamos nos lembrar: ao ser notificado do lançamento, o sujeito 
passivo tem um prazo fixado em lei para pagar ou impugnar o lançamento. 
 Caso o sujeito passivo cumpra com a obrigação tributária, pagando o 
tributo contra ele lançado, o crédito tributário é extinto pelo própriopagamento (CTN, art. 156, I). 
 Se, por outro lado, o sujeito passivo impugnar o lançamento, instaura-se 
um litígio entre a Fazenda Pública e o contribuinte ou responsável, em que se 
discute o crédito tributário. Ao final, caso a decisão seja desfavorável ao 
sujeito passivo, mantendo o crédito lançado, ocorre a constituição 
definitiva do crédito tributário. 
 Imaginemos, ainda, que o sujeito passivo, notificado do lançamento, não 
tome qualquer medida para efetuar o pagamento ou impugnar o lançamento. 
Nesse caso, também haverá a constituição definitiva do crédito tributário. 
 Perceba, então, que a constituição definitiva está relacionada ao fato de 
o lançamento não poder mais ser discutido. Afinal de contas, se o prazo 
prescricional é o prazo para a Fazenda promover a execução fiscal do sujeito 
passivo, não faz sentido algum executar algo que não se sabe ao certo 
se continuará existindo (a impugnação pode resultar na anulação do 
cancelamento). 
 Novamente, vale lembrar que o art. 146, III, b, da CF/88, determina que 
cabe à lei complementar definir normas gerais acerca da decadência e 
prescrição tributária. Portanto, somente outra lei complementar poderia 
alterar os prazos ou criar outras regras e restrições. 
 
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Estando o crédito tributário prescrito, ao fim do prazo quinquenal 
previsto no CTN, o que ocorre se a Fazenda Pública ainda assim 
executar o sujeito passivo? 
Neste caso, vale a Súmula 409 do STJ, cuja redação é a seguinte: “Em 
execução fiscal, a prescrição ocorrida antes da propositura da ação pode ser 
decretada de ofício (art. 219, § 5º, do CPC).” 
Veja que a prescrição será decretada de ofício pelo juiz, e isso pode se dar 
mesmo sem a oitiva da Fazenda Pública, conforme demonstra a 
jurisprudência do STJ, na ementa do julgamento do REsp 733.286-RS. 
Vale observar que a Súmula 409 considera o antigo CPC. No Novo CPC (Lei 
13.105/2015), o dispositivo que embasa a decretação da prescrição é o art. 
332, § 1º. 
1.6.1 – Prescrição para Tributos Lançados por Homologação 
 Estudamos acima que o termo inicial do prazo prescricional é a data de 
constituição definitiva do crédito tributário. Contudo, em se tratando de 
tributos lançados por homologação, é preciso tomar cuidado, pois a entrega da 
declaração, confessando a dívida, constitui o crédito tributário. 
 Neste caso, o prazo prescricional será contado a partir de que momento? 
Vejamos a jurisprudência do STJ sobre o tema: 
“(...)1. A Primeira Seção deste STJ no julgamento do REsp 1.120.295/SP, 
processado sob o rito do art. 543-C do CPC, confirmou entendimento no 
sentido de que o termo inicial do prazo prescricional quinquenal para 
cobrança dos tributos sujeitos a lançamento por homologação é a 
data do vencimento da obrigação tributária, e, quando não houver 
pagamento, a data da entrega da declaração, sendo esta posterior. 
 (...)” 
(STJ, AgRg no AREsp 349.146/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, 
Julgamento em 07/11/2013) 
 Portanto, o termo inicial do prazo prescricional é a data do vencimento 
da obrigação tributária ou a data da entrega da declaração, caso esta 
entrega ocorra em momento posterior ao vencimento da referida 
obrigação. Para não se perder no raciocínio, é sempre recomendável ter em 
mente que é a declaração que vai constituir o crédito tributário. Se a 
 
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declaração não foi entregue, não há que se falar em prescrição, mas 
ainda na decadência! 
 
Tributos lançados por homologação 
Termo inicial da prescrição: 
Data do vencimento; ou 
Data da entrega da declaração, se esta for posterior. 
1.6.2 – Interrupção do prazo prescricional 
 O legislador do CTN estabeleceu algumas situações que interrompem o 
prazo prescricional. Interromper significa que o prazo é integralmente 
devolvido, contado do “zero” novamente. 
 Vejamos, então, o que diz o art. 174 do CTN: 
Art. 174 - (...): 
Parágrafo único. A prescrição se interrompe: 
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; 
(Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) 
II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que 
importe em reconhecimento do débito pelo devedor. 
 São quatro hipóteses de interrupção do prazo prescricional. Nas três 
primeiras, a interrupção é consequência de ato judicial. Apenas a última se 
refere à possibilidade de o ato ser realizado na órbita administrativa 
(extrajudicial). 
Observação: O inciso IV traz também a única hipótese em que ocorre 
interrupção da prescrição por iniciativa do devedor. 
 
 
Se cair na prova uma questão afirmando a 
possibilidade de o prazo prescricional ser 
interrompido por iniciativa do devedor, a assertiva 
estará correta! 
 
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 O art. 174, I, traz como hipótese interruptiva do prazo prescricional o 
despacho do juiz que ordena citação em execução fiscal. Vamos 
entender o que vem a ser isso! 
 Ao admitir a ação de execução fiscal, o juiz realiza o despacho que 
ordena a citação do devedor, e é esse despacho que faz com que se 
interrompa a prescrição, devolvendo integralmente o prazo de 5 anos à 
Fazenda Pública. 
 Tome muito cuidado, pois antes da LC 118/05, a redação desse inciso 
era “pela citação pessoal feita ao devedor”. Ou seja, não era o despacho, mas 
a notificação pessoal ao devedor. Na prática, o devedor poderia “fugir”, e não 
ser notificado. Por esse motivo, alterou-se para o momento do despacho 
que ordena a citação. 
 
O que interrompe a prescrição é o despacho, e não a 
citação pessoal! Guarde muito bem isso! 
 No tocante ao protesto judicial, previsto no art. 174, II, do CTN, trata-
se de medida judicial intentada pelo credor (Fazenda Pública), com o objetivo 
de manifestar sua intenção de ver satisfeito o seu direito. 
 De acordo com Eduardo Sabbag3, 
À luz do crédito tributário, o protesto judicial somente se justifica na 
hipótese de a Fazenda estar impossibilitada de ajuizar a execução fiscal, 
diante da iminência do término do prazo prescricional. 
 Em relação aos atos judiciais que constituam em mora o devedor 
(CTN, art. 174, III), deve-se destacar que são as notificações, intimações ou 
interpelações judiciais, com a finalidade de manifestar a intenção do credor em 
receber a dívida. Podemos afirmar, então, que o protesto judicial, disposto no 
inciso anterior, está contido entre os atos judiciais que constituam em mora o 
devedor. 
 Por último, quando o art. 174, IV, mencionou ato do devedor, ainda 
que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito, não quis 
dizer nada além da conhecida confissão de dívida, que pode ocorrer tanto 
na esfera administrativa como na judicial. 
 
3
 SABBAG, Eduardo. Manual de direito tributário. 5ª Edição. 2013. Pág. 829. 
 
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 Imagine que a autoridade administrativa tenharealizado o lançamento 
de algum tributo e notificou o devedor. Considere ainda que o contribuinte 
manteve-se inerte, ou seja, não pagou nem impugnou o lançamento dentro do 
prazo previsto na legislação do respectivo ente federativo. Ocorrida a 
constituição definitiva do crédito tributário, tem início o prazo prescricional, 
para que se promova a ação de execução fiscal. 
 Passados dois anos, o devedor solicita à Fazenda o parcelamento de 
referido débito. Obviamente, o sujeito passivo está nesse momento 
reconhecendo que possui uma dívida com o Fisco. Interrompe-se, então, 
a prescrição, fazendo com que o Fisco tenha novamente 5 anos para promover 
a execução fiscal. 
 
São exemplos típicos de confissão de dívida: pedido de 
parcelamento e pedido de compensação de débito. 
 Por fim, é importante ressaltar que a consulta administrativa não é 
modo de interrupção de prescrição. Guarde muito bem isso, pois esse é o 
entendimento do STJ (EDcl no REsp 87.840/BA). 
1.6.3 – Suspensão do prazo prescricional 
 Distintamente do que ocorre com a interrupção da prescrição, na 
suspensão, o prazo deixa de ser contado, até que se encerre a situação 
o que suspendeu. Após esse evento, continua-se o curso do prazo 
prescricional do ponto onde havia parado. Ou seja, não há devolução 
integral do prazo, mas apenas suspensão temporária. 
 O CTN não dispôs expressamente sobre a suspensão da 
prescrição, mas a doutrina e a jurisprudência reconhecem hipóteses de 
prescrição, previstas indiretamente no CTN, em decorrência da lógica de 
aplicação dos dispositivos ali prescritos. 
 Em primeiro lugar, vamos nos lembrar das hipóteses de suspensão do 
crédito tributário. Vimos que o que se suspende não é o direito de lançar, mas 
sim a exigibilidade do crédito, impedindo a Fazenda Pública de promover 
a ação de execução fiscal. 
Observação: A execução fiscal é disciplinada pela Lei 6.830/1980, a 
conhecida Lei de Execuções Fiscais, ou simplesmente LEF. 
 Nessa esteira, se a Fazenda está impedida de promover a ação de 
execução fiscal, não há lógica alguma em correr o prazo prescricional, que tem 
como objetivo justamente punir o sujeito ativo, por se manter inerte em 
relação ao seu direito de exigir a dívida tributária, por meio da execução fiscal. 
 
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 Dessa forma, devemos memorizar que, se há suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário, também estará suspenso o curso do 
prazo prescricional. 
 
A suspensão do prazo prescricional permanecerá até que 
o crédito se torne exigível. 
 Cabe destacar também que quando a moratória em caráter individual 
for obtida fraudulentamente (dolo ou simulação), o tempo decorrido entre 
a sua concessão e a revogação não é contado para fins de prescrição, 
conforme consta no par. único do art. 155. Sendo assim, pode-se 
visualizar mais uma hipótese de suspensão do prazo prescricional. 
 Como o art. 155 também se aplica aos outros benefícios fiscais 
(MARIPA) previstos no CTN, quando concedidos de modo individual, podemos 
dizer que também haverá suspensão da prescrição, se houver situação 
semelhante à qual acabamos de estudar, ou seja, a obtenção fraudulenta de 
moratória, anistia, remissão, isenção e parcelamento. 
 A título de exemplo, caso o sujeito passivo se passe por outra pessoa 
para fazer jus à isenção de caráter individual no ano de 2013, e o Fisco 
descubra a fraude perpetrada em 2015, revogando-a, esses dois anos (entre a 
concessão e a revogação) não são contados para fins de prescrição. Portanto, 
houve suspensão do prazo prescricional por dois anos. 
 Outro caso de suspensão da prescrição é o disposto no art. 2º, § 3º, da 
Lei 6.830/1980 (LEF), cuja redação é a seguinte: 
§ 3º - A inscrição, que se constitui no ato de controle administrativo da 
legalidade, será feita pelo órgão competente para apurar a liquidez e 
certeza do crédito e suspenderá a prescrição, para todos os efeitos de 
direito, por 180 dias, ou até a distribuição da execução fiscal, se 
esta ocorrer antes de findo aquele prazo. 
 Como funciona isso? Lembre-se de que, com o lançamento, a dívida se 
torna exigível, mas é somente após a inscrição do crédito tributário em 
dívida ativa que este se torna exequível, isto é, passível de execução 
judicial. Portanto, para promover a ação de execução fiscal, é necessário que a 
Fazenda Pública inscreva o crédito tributário em dívida ativa. 
Observação: No âmbito federal, essa tarefa cabe à Procuradoria-Geral da 
Fazenda Nacional (PGFN), responsável por efetuar o exame de legalidade, 
certeza e liquidez. 
 
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 Desse modo, a LEF definiu que a inscrição do crédito tributário em dívida 
ativa suspende a prescrição por 180 dias, ou até a distribuição da execução 
fiscal, se esta ocorrer antes daquele prazo. 
 Isso significa que, inscrito o crédito, a Fazenda Pública tem um 
acréscimo de até 180 dias para promover a ação de execução fiscal, até que 
esta seja distribuída. Depois disso, o prazo volta a fluir, mas logo a seguir, com 
o despacho do juiz ordenando a citação (CTN, art. 174, I), ocorre a interrupção 
da prescrição, o que faz com que o prazo de 5 anos seja integralmente 
restituído. 
 A grande discussão doutrinária e jurisprudencial é que a LEF não poderia 
tratar de prescrição tributária, por ser tema cuja regulamentação compete 
exclusivamente à lei complementar, nos termos do art. 146, III, b, da CF/88. 
Nesse sentido, para o STJ (REsp 249.262/DF), a LEF não pode estipular 
causa de suspensão do prazo prescricional não prevista no CTN. Sendo assim, 
o art. 2º, § 3º, da LEF, não pode ser aplicado para execuções fiscais de 
dívida ativa de natureza tributária. 
1.6.3.1 – Prescrição Intercorrente 
 Há, na LEF, mais uma previsão de suspensão do prazo prescricional. 
Trata-se dos casos em que, no curso da ação de execução fiscal, não for 
localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a 
penhora (art. 40): 
Art. 40 - O Juiz suspenderá o curso da execução, enquanto não for 
localizado o devedor ou encontrados bens sobre os quais possa recair a 
penhora, e, nesses casos, não correrá o prazo de prescrição. 
 Desta forma, enquanto não localizado o devedor ou enconrados bens 
sobre os quais possa recair a penhora, admite-se a suspensão da execução 
fiscal, e a consequente suspensão da prescrição pelo prazo máximo de 
um ano. Se até então não for localizado o devedor ou encontrados bens 
penhoráveis, o juiz ordenará o arquivamento dos autos (LEF, art. 40, § 2º): 
Art. 40: 
(...) 
§ 2º - Decorrido o prazo máximo de 1 (um) ano, sem que seja localizado 
o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o Juiz ordenará o 
arquivamento dos autos. 
 Findo o prazo de um ano, com o arquivamento dos autos, tem início o 
curso do prazo prescricional. Isso significa que, após o prazo de cinco anos 
(prescrição), o Juiz poderá, de ofício, reconhecer a prescrição intercorrente, e 
 
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decretá-la de imediato, extinguindo o processo, com a extinção do crédito 
tributário. 
Nesse sentido, o STJ editou a seguinte súmula: 
Súmula STJ 314 – Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, 
suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da 
prescrição quinquenal intercorrente.É importante que o candidato esteja ciente de que o prazo prescricional, 
na realidade, se inicia com a constituição definitiva do crédito tributário. Não 
se esqueça, no entanto, que com a propositura de ação de execução fiscal, a 
prescrição se interrompe pelo despacho do juiz que ordenar a citação do 
executado (devedor). Portanto, o prazo prescricional retorna ao início. 
 Quando o prazo quinquenal começa a ser novamente contado? Neste 
caso, é interessante seguir a supracitada Súmula 314 do STJ, ou seja, a partir 
da data em que se encerra o período de um ano de suspensão do processo. 
 
O prazo prescricional também pode ser citado na prova 
como “interregno preclusivo”. Fique atento(a)! 
1.6.3.2 – Resumo das Hipóteses de Suspensão da Prescrição 
 Podemos citar como situações em que o prazo prescricional é suspenso 
as seguintes: 
 Suspende-se o prazo prescricional enquanto o crédito tiver sua 
exigibilidade suspensa, nos termos do art. 151 (moratória, depósito do 
montante integral, reclamações e recursos administrativos, liminares ou 
tutelas antecipadas e parcelamento). 
 Suspende-se o prazo prescricional quando a moratória for concedida 
individualmente, em decorrência de artifício doloso, até que ocorra 
a revogação do benefício. Tal regra também se aplica aos seguintes 
benefícios fiscais: anistia, remissão, isenção e parcelamento. 
 Suspende-se o prazo prescricional com a inscrição do crédito 
tributário em dívida ativa por 180 dias, ou até a distribuição da execução 
fiscal, se esta se der primeiro. 
 Suspende-se por até um ano o prazo prescricional, quando não for 
localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, no curso do 
processo de execução fiscal. 
 
 
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1.7 – Consignação em pagamento 
 A consignação em pagamento tem tudo a ver com a forma de extinção 
“pagamento”, tanto é que o próprio CTN a incluiu dentro da seção que cuida 
daquela modalidade de extinção do crédito tributário. 
 A ação de consignação em pagamento é movida no âmbito do 
Poder Judiciário, com o objetivo de que o sujeito passivo exerça o seu 
direito de pagar e quitar a obrigação tributária, quando se encontra 
impedido pelo próprio credor. 
 “Como assim, professor?” É isso mesmo o que você ouviu: pode 
acontecer, entre outras situações possíveis, de o credor recusar o pagamento 
do tributo, condicionando-o ao pagamento de outra obrigação. 
 Vamos ver as hipóteses que foram previstas no art. 164 do CTN: 
Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada 
judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos: 
I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao 
pagamento de outro tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento 
de obrigação acessória; 
II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências 
administrativas sem fundamento legal; 
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito 
público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. 
§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o 
consignante se propõe pagar. 
§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa 
efetuado e a importância consignada é convertida em renda; 
julgada improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-
se o crédito acrescido de juros de mora, sem prejuízo das 
penalidades cabíveis. 
 As hipóteses elencadas nos incisos I e II são os casos em que a Fazenda 
credora impõe condições absurdas ao contribuinte que não tem outra saída 
senão socorrer ao Judiciário. 
 Isso se deve ao fato de que, não pagando, o contribuinte fica sujeito 
também aos encargos moratórios (juros e multa), além da ação de 
execução fiscal, já que, se nenhuma medida for tomada, o crédito 
tributária continua plenamente exigível. 
 
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 Imagine agora a situação prevista no inciso III: o contribuinte possui um 
apartamento no Município de Guarulhos, e recebe notificações de lançamento 
de IPTU tanto do Município de São Paulo como do Município de Guarulhos. 
Trata-se de bitributação. O que fazer se não se sabe exatamente quem é 
credor da obrigação? Move-se, então, uma ação judicial de consignação em 
pagamento. 
 Destaque-se que, de acordo com o § 1º do art. 164, a consignação 
somente pode versar sobre o crédito que o consignante (sujeito passivo) se 
propõe a pagar. Portanto, o sujeito passivo deve depositar o valor que 
entende devido. 
 Embora seja discutível no âmbito da doutrina e da jurisprudência qual 
valor deve ser depositado, se aquele exigido pelo fisco ou o que o sujeito 
passivo entende devido, devemos levar para a prova a literalidade do CTN, 
que parece se referir a este. 
 Ao término da ação, julgada procedente a consignação proposta pelo 
sujeito passivo, o pagamento tem-se por efetuado e o valor que foi 
consignado judicialmente é convertido em renda. 
Observação: Converter-se em renda significa transferir para o credor, com o 
objetivo de quitar o tributo devido. 
 Por outro lado, se a consignação for julgada improcedente, deve-se 
proceder ao pagamento da diferença devida, bem como dos acréscimos 
legais (juros de mora e penalidades cabíveis). 
 
A extinção do crédito tributário não ocorre com a ação de 
consignação em pagamento, mas sim quando estiver 
julgada procedente. 
 Por último, deve ser salientada a distinção entre o depósito do montante 
integral e a ação de consignação em pagamento. Embora haja depósito do 
sujeito passivo em ambos os casos, o depósito do montante integral se refere 
a um ato isolado do sujeito passivo, podendo ocorrer tanto na via 
administrativa quando na judicial, com o objetivo de suspender o crédito 
tributário. 
 Por outro lado, a ação de consignação em pagamento consiste em um 
processo judicial, cujo objetivo é exercer o direito de pagar o crédito que tenha 
sido obstado pelo Fisco ou que tenha suscitado dúvida quanto ao real credor. 
Neste caso, o objetivo é pagar e extinguir o crédito. 
 
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Na consignação, o sujeito passivo quer pagar. 
No depósito, o sujeito passivo quer discutir ou evitar o 
débito. 
1.8 – Pagamento antecipado e a posterior homologação 
 Na sistemática do lançamento por homologação, como já foi diversas 
vezes explicado no nosso curso, o sujeito passivo paga o tributo sem prévio 
exame da autoridade administrativa. 
 Após o pagamento do sujeito passivo, a autoridade administrativa possui 
determinado prazo para atestar a correção do procedimento e do valor 
recolhido, e só então homologa a atividade do contribuinte. 
 Nessa esteira, pode-se dizer a extinção definitiva do crédito tributário, no 
que se refere aos tributos lançados por homologação, apenas ocorre com a 
homologação do lançamento, ato que, como regra, pode levar até 5 anos, 
contados do fato gerador. 
 Note bem que, embora a extinção do crédito só se dê com a 
homologação do lançamento, para fins de definição do prazo inicial para 
pleitear a restituição, a LC 118/05 estabeleceu que é considerado extinto 
na data do pagamento. 
 
O crédito lançado por homologação não é extinto na data 
do lançamento! Considera-se extinto apenas para 
fins de contagem de prazo para restituição. 
1.9 – Conversão do depósito em renda 
 Com o depósito do montante integral, exigido pela FazendaPública, o 
sujeito passivo suspende a exigibilidade do crédito tributário. Havendo decisão 
em favor da Fazenda Pública, ocorre a conversão do depósito em renda do 
vencedor da ação. 
 Portanto, o crédito que anteriormente estava com a exigibilidade 
suspensa, com a decisão definitiva torna-se extinto. 
1.10 – Decisão administrativa final 
 Ao ser notificado do lançamento contra ele efetuado, o sujeito passivo, 
como já foi visto, possui duas opções: pagar ou impugnar o lançamento. 
 
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 Ao impugnar administrativamente o lançamento, o sujeito passivo dá 
início ao processo administrativo fiscal, seguindo as normas específicas do ente 
federativo que detém a competência tributária do tributo objeto de discussão. 
 Se a decisão final no âmbito administrativo for favorável ao 
sujeito passivo, o crédito tributário fica definitivamente extinto, com 
base no art. 156, IX. 
 “E se a decisão final for desfavorável, professor?” 
 Nesse caso, cabe ao contribuinte pagar o crédito tributário ou ajuizar 
ação judicial para discutir no Poder Judiciário a legitimidade do lançamento 
contra ele efetuado. 
1.11– Decisão judicial transitada em julgado 
 Dando continuidade ao que foi dito no tópico anterior, caso o contribuinte 
recorra ao Judiciário para discutir a procedência do lançamento, é a decisão 
transitada em julgado (contra a qual não cabe recurso) que determinará se o 
crédito tributário subsistirá ou não. 
 Caso a decisão seja favorável ao sujeito passivo, tem-se por 
extinto o crédito tributário. Se, por outro lado, a decisão for em favor da 
Fazenda Pública, não haverá outra opção ao sujeito passivo, senão o 
pagamento. 
1.12 – Dação em pagamento em bens imóveis 
 A dação em pagamento é instituto do direito privado, regulado pelos 
arts. 356 a 359 do Código Civil. Trata-se de “pagamento” efetuado por meio da 
entrega de bem ou direito que não seja moeda. 
 Na seara do Direito Tributário, a dação em pagamento somente passou a 
ser prevista como modalidade de extinção do crédito tributário com advento da 
LC 104/2001 . 
 Destacamos que a extinção só pode ser feita com bens imóveis. É 
muito comum as questões de prova armarem verdadeiras pegadinhas para 
fazer o candidato bem preparado tropeçar por descuido na rápida leitura da 
questão. Portanto, tome muito cuidado com isso. Repita-se: BENS IMÓVEIS. 
 Mas como funciona isso? O contribuinte pode “sair” transferindo imóvel 
para a Fazenda, como forma de quitar a obrigação tributária? Não é bem 
assim! 
 Para que se realize a extinção do crédito tributário mediante dação em 
pagamento em bens imóveis é necessário que cada ente federado edite 
 
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lei autorizativa para disciplinar como será feita essa transferência e em que 
hipóteses pode ser feita. 
 
A dação em pagamento depende de lei autorizativa, 
editada por cada esfera do Estado. 
 Há quem entenda que a previsão da dação em pagamento como forma 
de extinção do crédito tributário tenha promovido a derrogação (revogação 
parcial) do art. 3º do CTN, que disciplina que o tributo deve ser uma prestação 
“em moeda”. 
 O raciocínio esposado não merece prosperar, haja vista que o próprio 
art. 3º do CTN permite que o tributo pode ser prestação “em moeda ou cujo 
valor nela se possa exprimir”. Com base nisso, eu te pergunto: os bens 
imóveis inegavelmente podem ser expressos em moeda. É evidente que sim. 
 
Questão 01 – CESPE/TJ-PR-Juiz/2017 
 
Em 3/6/2009, determinado contribuinte sofreu lançamento referente a fatos 
geradores de ICMS que teriam ocorrido em 1.º/3/2004, sem que tivesse 
havido declaração de débito nem qualquer pagamento de tributo. 
Nessa situação hipotética, 
a) houve prescrição, que se conta a partir do fato gerador, de modo que o 
lançamento não poderia ter sido realizado. 
b) houve decadência, que se conta, nesse caso, a partir do fato gerador, de 
modo que o lançamento não poderia ter sido realizado. 
c) não houve decadência nem prescrição. 
d) houve prescrição, contada do primeiro dia do exercício seguinte ao que o 
lançamento poderia ter sido realizado, de maneira que o crédito não poderia 
ter sido constituído. 
 
Comentário: Inicialmente, cumpre-nos esclarecer que o ICMS é um imposto 
lançado por homologação. Assim, via de regra, o prazo decadencial deveria ser 
contado a partir da data do fato gerador, não fosse o caso de não haver 
declaração de débito nem qualquer pagamento por parte do sujeito passivo. 
Nesta situação, o prazo decadencial tem seu termo inicial no primeiro dia do 
exercício seguinte, isto é, em 01/01/2005. Dessa forma, em 03/06/2009 ainda 
não havia expirado o prazo decadencial. 
 
 
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Como a questão refere-se ao lançamento, e não à cobrança, não cabe alegar 
prescrição no caso em comento. Por consequência, não houve decadência nem 
prescrição. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 02 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
De acordo com as disposições do CTN, é causa de extinção da exigibilidade do 
crédito tributário 
a) a consignação em pagamento. 
b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo 
tributário administrativo. 
c) a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies 
de ação judicial. 
d) o parcelamento. 
e) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: A consignação foi prevista no art. 156, VIII, do CTN, como 
causa de extinção do crédito tributário. Alternativa correta. 
 
Alternativa B: As reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras 
do processo tributário administrativo suspendem a exigibilidade do crédito 
tributário, nos termos do art. 151, III, do CTN. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: A concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em 
outras espécies de ação judicial suspende a exigibilidade do crédito tributário, 
nos termos do art. 151, V, do CTN. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: O parcelamento constitui causa de suspensão da exigibilidade 
do crédito tributário, nos termos do art. 151, VI, do CTN. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: A concessão de medida liminar em mandado de segurança 
suspende a exigibilidade do crédito tributário, nos termos do art. 151, IV, do 
CTN. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 03 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
No que diz respeito aos institutos da prescrição e da decadência, assinale a 
opção correta. 
a) A prescrição e a decadência estão previstas no CTN como formas de 
exclusão do crédito tributário. 
 
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b) O direito de ação para a cobrança do crédito tributário decai em cinco anos, 
contados da data da sua constituição definitiva. 
c) O protesto judicial é uma forma de interrupção da prescrição. 
d) O direito de a fazenda pública constituir o crédito tributário prescreve após 
cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado. 
e) As normas gerais sobre prescrição e decadênciana matéria tributária devem 
ser estabelecidas por meio de lei ordinária. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Na realidade, em conformidade com o art. 156, V, do CTN, a 
prescrição e a decadência constituem formas de extinção do crédito tributário. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Na verdade, o que ocorre é a prescrição no prazo citado na 
assertiva, e não decadência, como informado. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: Nos termos do art. 174, par. único, II, do CTN, o protesto 
judicial configura uma forma de interrupção da prescrição. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Novamente na tentativa de confundir o candidato, a banca 
substitui a decadência pela prescrição, tornando a assertiva incorreta. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa E: De acordo com o art. 146, III, “b”, da CF/88, as normas gerais 
sobre prescrição e decadência na matéria tributária devem ser estabelecidas 
por meio de lei complementar. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 04 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
A repetição do indébito tributário refere-se à possibilidade de o contribuinte 
requerer às autoridades fazendárias a devolução de valores pagos 
indevidamente a título de tributo. A respeito desse assunto, assinale a opção 
correta. 
a) Os juros moratórios na repetição do indébito tributário são devidos a partir 
da data do fato gerador. 
b) Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que 
denegar a restituição. 
c) Na repetição do indébito tributário, a correção monetária incide desde a data 
do fato gerador. 
d) O direito do sujeito passivo à restituição total ou parcial do tributo depende 
necessariamente de prévio protesto. 
e) O direito de pleitear a restituição extingue-se após dois anos do pagamento 
espontâneo do tributo. 
 
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Comentário: 
 
Alternativa A: De acordo com o art. 167, par. único, do CTN, a restituição 
vence juros não capitalizáveis, a partir do trânsito em julgado da decisão 
definitiva que a determinar. Este é, inclusive, o entendimento do STJ, contido 
em sua Súmula 188. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Trata-se da literalidade do art. 169, do CTN: Prescreve em dois 
anos a ação anulatória da decisão administrativa que denegar a restituição. 
Alternativa correta. 
 
Alternativa C: De acordo com a Súmula 162, do STJ, na repetição de indébito 
tributário, a correção monetária incide a partir do pagamento indevido, e não 
do pagamento indevido. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: O art. 165, do CTN, foi bastante claro, ao estabelecer que o 
sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio protesto, à 
restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a modalidade do seu 
pagamento, nos casos ali previstos. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: O direito de pleitear a restituição extingue-se após cinco anos, 
e não dois, como informado. Ademais, regra geral, a contagem se dá a partir 
da data da extinção do crédito tributário, que pode ocorrer com o pagamento, 
nos termos do art. 156, I, do CTN. No caso dos tributos lançados por 
homologação, considera-se como termo inicial para a contagem do referido 
prazo a data do pagamento antecipado. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra B 
 
No exercício do controle fiscal, o tribunal de contas identificou que a secretaria 
de fazenda do estado vinha, de forma contumaz, retardando por mais de cinco 
anos a constituição de muitos dos créditos tributários oriundos de tributos 
sujeitos a lançamento de ofício, fato que gerou, como consectário lógico, a 
impossibilidade de cobrar do contribuinte o crédito tributário. 
Nesses casos, não havia possibilidade de a autoridade competente realizar o 
lançamento. 
A respeito dessa situação hipotética e de aspectos legais a ela relacionados, 
julgue os itens que se seguem. 
 
Questão 05 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 
 
1 - Considerando-se que, nessa situação, não tenha havido anulação de 
lançamento por vício formal, os tributos referidos deveriam ter sido lançados 
em até cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em 
que o lançamento poderia ter sido efetuado. 
 
 
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Comentário: Exatamente! Em se tratando de tributos lançados de ofício, 
aplica-se o prazo previsto no art. 173, I, do CTN: o direito de a Fazenda 
Pública constituir o crédito tributário extingue-se após 5 anos, contados do 
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter 
sido efetuado. Questão correta. 
 
Questão 06 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 
 
2 - Caso um contribuinte apresente a declaração exigida por lei e efetive o 
pagamento antecipado de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, 
desde que inexistente lei estadual que fixe prazo distinto, o prazo para a 
homologação será de cinco anos, contados da efetiva ocorrência do fato 
gerador de cada tributo. 
 
Comentário: No que concerne aos tributos lançados por homologação, 
modalidade em que cabe ao contribuinte apresentar declaração e efetivar o 
pagamento antecipado do tributo devido, o prazo decadencial de cinco anos é 
contado da data de ocorrência do fato gerador, desde que inexistente lei 
estadual que fixe prazo distinto, em conformidade com o art. 150, § 4º, do 
CTN. Questão correta. 
 
Questão 07 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 
 
3 - A situação hipotética diz respeito à prescrição tributária de tributos 
estaduais. 
 
Comentário: A perda do prazo para lançar o tributo caracteriza a extinção do 
crédito tributário pela decadência, e não prescrição. Questão errada. 
 
Questão 08 – CESPE/CGE-PI-Auditor Governamental/2015 
 
Se houver pagamento indevido de ICMS, só será possível a restituição do 
tributo pago ao sujeito passivo de direito se ele provar ter assumido o encargo 
financeiro ou, no caso de ter havido repercussão econômica, ter expressa 
autorização do contribuinte de fato. 
 
Comentário: A restituição de tributos indiretos, como o ICMS, foi tratada no 
art. 166, cuja redação é a seguinte: “a restituição de tributos que comportem, 
por sua natureza, transferência do respectivo encargo financeiro somente será 
feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo 
transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a recebê-la”. 
Portanto, a questão está correta. 
 
 
 
 
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Questão 09 – CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 
 
Caso determinado contribuinte tenha dois ou mais débitos tributários vencidos 
com a União, estes deverão ser cobrados na seguinte ordem de precedência: 
impostos, taxas e contribuição de melhoria. 
 
Comentário: Em caso de imputação em pagamento, a autoridade 
administrativa deve respeitar a ordem prevista no art. 163, do CTN. Com 
relação às espécies tributárias, o art. 163, II, determina que a ordem de 
precedência é a seguinte: contribuições de melhoria, taxas e impostos. 
Questão errada. 
 
Questão 10 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
Lei estadual poderá prever que a compensação tributária seja utilizada pelo 
contribuinte devedor para abater créditos, ainda que vincendos, da fazenda 
pública. 
 
Comentário: O art. 170, do CTN, autoriza a compensação tributária pelos 
entes federados, mas os créditos vincendos devemser do sujeito passivo 
contra a Fazenda Pública, não o contrário. Questão errada. 
 
Questão 11 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
Conforme o CTN, lei estadual não poderá autorizar que a compensação 
tributária abarque tributos de espécies distintas. 
 
Comentário: Não há óbice no CTN à concessão de compensação tributária 
abarque tributos de espécies distintas. Questão errada. 
 
Questão 12 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
De acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, é possível efetivar a 
compensação tributária a contribuinte devedor que tenha créditos, por meio de 
medida liminar obtida na esfera judiciária. 
 
Comentário: De acordo com a Súmula 212, do STJ, a compensação de 
créditos tributários não pode ser deferida por medida liminar. Questão errada. 
 
Questão 13 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
A utilização do instituto da compensação tributária nos estados e nos 
municípios depende de lei ordinária, estadual ou municipal. 
 
 
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Comentário: O art. 170, do CTN, prevê que a lei pode, nas condições e sob 
as garantias que estipular, ou cuja estipulação em cada caso atribuir à 
autoridade administrativa, autorizar a compensação de créditos tributários com 
créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a 
Fazenda pública. A lei a que se refere o dispositivo é norma federal, estadual, 
distrital ou municipal. Questão correta. 
 
Questão 14 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Caso ocorra fato gerador em setembro de 2014 de tributo cujo lançamento 
tenha sido feito de ofício, o direito de a fazenda pública constituir o respectivo 
crédito tributário se extinguirá em setembro de 2019. 
 
Comentário: Como se trata de tributo lançado de ofício, o prazo decadencial 
segue a regra do art. 173, I, do CTN, tendo o seu termo inicial no primeiro dia 
do exercício financeiro seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido 
efetuado. Portanto, conta-se a partir de 01/01/2015. Consequentemente, o 
crédito tributário se extinguirá em 01/01/2020. 
 
A banca examinadora talvez tenha gerado dúvida nos candidatos, ao dizer que 
o lançamento “tenha sido feito de ofício”, pois se o tributo foi lançado, não há 
que se falar em direito de a fazenda pública constituir o crédito tributário 
(extinto pela decadência). De qualquer modo, tal direito não se extingue em 
setembro de 2019, independentemente de ter havido o lançamento ou não. 
Questão errada. 
 
Questão 15 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
A dúvida acerca do pagamento do IPTU incidente sobre imóvel situado em 
localidade limítrofe entre dois municípios autoriza o ajuizamento de ação de 
consignação em pagamento pelo proprietário. 
 
Comentário: Uma das hipóteses que enseja o ajuizamento de ação de 
consignação em pagamento é a exigência, por mais de uma pessoa jurídica de 
direito público, de tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. Logo, se há 
dúvida acerca do pagamento do IPTU incidente sobre imóvel situado em 
localidade limítrofe entre dois municípios é porque o sujeito passivo foi cobrado 
pelos dois entes, razão pela qual se justifica o ajuizamento da referida ação 
judicial. Questão correta. 
 
Questão 16 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
O direito à restituição do crédito tributário pago indevidamente extingue-se 
após cinco anos contados da data do pagamento, ainda que o tributo seja 
submetido ao lançamento por homologação. 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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Comentário: Em relação aos tributos não lançados por homologação, o prazo 
para pleitear a restituição do indébito tributário é de 05 anos, contados da data 
da extinção do crédito tributário, que normalmente ocorre na data do 
pagamento (CTN, art. 156, I). Em relação aos tributos lançados por 
homologação, o art. 3º, da LC 118/05, determina que o prazo de 05 anos seja 
contado a partir da data do pagamento. Portanto, a questão está correta. 
 
Questão 17 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Como condição da ação de repetição de indébito, exige-se que o contribuinte, 
para reaver o que tenha sido pago indevidamente, proteste o crédito tributário 
devido. 
 
Comentário: O art. 165, do CTN, estabelece que o direito à repetição do 
indébito tributário independe de prévio protesto pelo sujeito passivo. Questão 
errada. 
 
Questão 18 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Na ação de consignação em pagamento movida pelo contribuinte, a 
procedência do pedido extingue o crédito tributário, e o valor do depósito 
realizado é convertido em renda. 
 
Comentário: De fato, na ação de consignação em pagamento movida pelo 
contribuinte, a procedência do pedido (pagamento do valor que entende 
devido) extingue o crédito tributário, e o valor do depósito realizado é 
convertido em renda, em favor da Fazenda. Questão correta. 
 
Questão 19 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista 
Legislativo/2014 
 
O parcelamento requerido pelo contribuinte depois de transcorrido o prazo 
prescricional não restabelece a exigibilidade do crédito tributário. 
 
Comentário: Ao fim do prazo prescricional, o crédito tributário é extinto pela 
prescrição, não havendo que se falar em restabelecimento de sua exigibilidade. 
Portanto, a questão está correta. 
 
Questão 20 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista 
Legislativo/2014 
 
A regra de imputação de pagamento prevista no Código Civil de que a 
amortização da dívida ocorre primeiro sobre os juros e, somente depois, sobre 
o principal do crédito não se aplica à compensação de natureza tributária. 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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Comentário: Tal regra não se aplica ao crédito tributário, cuja imputação em 
pagamento segue o regramento do Código Tributário Nacional, mais 
precisamente em seu art. 163. Questão correta. 
 
Questão 21 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista 
Legislativo/2014 
 
Não é possível a compensação de débitos tributários federais com precatório 
estadual ofertado pelo contribuinte, a despeito de o Código Tributário Nacional 
prever a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, 
vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a fazenda pública. 
 
Comentário: A compensação tributária ocorre quando o sujeito passivo e o 
sujeito ativo são devedores e credores um do outro. Portanto, não é possível a 
compensação de débitos tributários federais com precatório estadual. Questão 
correta. 
 
Questão 22 – CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de 
Registros/2014 
 
No que se refere à prescrição e à decadência em matéria tributária, assinale a 
opção correta. 
a) À fazenda pública será concedido o prazo de cinco anos para constituir o 
crédito tributário, a partir da data em que se tornar definitiva a decisão que 
anular, por vício formal, lançamento anteriormente efetuado. 
b) A prescrição pode ser definida como a perda do direito de lançar, ou seja, 
de constituir o crédito tributário. 
c) A decadência pode ocorrer antes ou após a constituição definitiva do crédito 
tributário. 
d) Ocorre a decadência, em regra, após cinco anos contados da data do 
pagamento do tributo pelo contribuinte. 
e) Não é legalmente admissível a interrupção da prescrição nem da 
decadência, podendo, entretanto, ambas ser suspensas nas hipóteses legais. 
 
Comentário: 
 
AlternativaA: É exatamente o que consta no art. 173, II, do CTN. Trata-se 
do prazo decadencial para que a Fazenda promova novo lançamento em 
virtude de lançamento anteriormente anulado por vício formal. Alternativa 
correta. 
 
Alternativa B: A prescrição se refere à perda do direito de ajuizamento da 
ação de execução fiscal. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: A decadência opera-se apenas antes da constituição definitiva 
do crédito tributário. Após tal momento, inicia-se o curso do prazo 
prescricional. Alternativa errada. 
 
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Alternativa D: Em regra, a decadência ocorre após 05 anos, contados do 
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter 
sido efetuado. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Tão somente com o conhecimento do CTN, é possível eliminar 
esta assertiva, haja vista ser admissível em tal norma a interrupção da 
prescrição. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 23 – CESPE/TJ-DF-Juiz de Direito Substituto/2014 
 
A administração tributária do DF procedeu à análise dos livros fiscais e 
registros contábeis da sociedade empresária WYZ Ltda., em diligência de 
fiscalização realizada entre os dias 1.º/5/2014 e 10/5/2014, com notificação à 
contribuinte, em 1.º/5/2014, acerca do início da ação fiscal, tendo verificado o 
que se segue. 
Durante os meses de janeiro a junho de 2010, a contribuinte declarou em guia 
específica as operações de circulação de mercadoria, mas não recolhera ao DF 
qualquer valor referente ao ICMS. 
Durante os meses de julho a dezembro de 2010, a contribuinte declarou, em 
guia específica, as operações de circulação de mercadoria, mas recolhera 
parcialmente o montante devido de ICMS ao DF. Durante os meses de janeiro 
a dezembro de 2011, a contribuinte não declarou nem recolheu o ICMS devido 
pela realização das operações de circulação de mercadorias. 
Durante o período de fiscalização que se iniciou em 1.º/5/2014, a 
administração tributária do DF verificou que não fora declarada nem recolhida 
nenhuma obrigação tributária de ICMS no ano de 2014, razão por que notificou 
a contribuinte, solicitando esclarecimentos adicionais. 
Considerando os dados acima apresentados, assinale a opção correta com base 
no CTN e na jurisprudência do STJ. 
a) As diversas obrigações em apreço têm, em comum, o início e o fim do prazo 
decadencial: início em 1.º/5/2014 e término em 30/4/2019. 
b) Para evitar a decadência dos diretos referentes às obrigações tributárias 
geradas entre os meses de janeiro a junho de 2010, o fisco do DF deve lançar 
o tributo até 31/12/2014, data após a qual começará a correr o prazo de 
prescrição. 
c) Com relação às obrigações tributárias referentes aos meses de julho a 
dezembro de 2010, o lançamento tributário de ofício é prescindível porque o 
crédito já foi constituído pelo contribuinte. 
d) No que se refere às obrigações tributárias referentes aos meses de janeiro a 
dezembro de 2011, o fisco deve efetuar o lançamento dentro do prazo 
decadencial de cinco anos, que se iniciou no dia da ocorrência de cada fato 
gerador de obrigação fiscal não recolhida. 
e) No caso das obrigações tributárias de ICMS referentes aos meses de janeiro 
a maio de 2014, o fisco do DF deve efetuar o lançamento tributário de todas as 
obrigações em aberto até 31/12/2019, para evitar a decadência do direito. 
 
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Comentário: 
 
Alternativa A: Nenhuma das obrigações citadas tem como termo inicial do 
prazo decadencial o dia 01/05/2014 e o término em 30/04/2019. Alternativa 
errada. 
 
Alternativa B: Como a contribuinte declarou os débitos de 01/2010 a 
06/2010, mas não os pagou, o crédito tributário foi constituído pela entrega da 
declaração, não havendo prazo decadencial, mas sim prescricional. Alternativa 
errada. 
 
Alternativa C: Como os débitos de 07/2010 a 12/2010 foram integralmente 
declarados, o crédito tributário já foi constituído, quando da entrega da 
declaração pelo contribuinte. Alternativa correta. 
 
Alternativa D: Como se trata de tributo lançado por homologação, e não 
havendo declaração pelo contribuinte relativamente aos débitos de 01/2011 a 
12/2011, o início do prazo decadencial se dá em 01/01/2012, conforme prevê 
o art. 173, I, do CTN. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Como se trata de tributo lançado por homologação, e não 
havendo declaração pelo contribuinte relativamente aos débitos de 01/2014 a 
05/2014, o início do prazo decadencial se dá em 01/01/2015, conforme prevê 
o art. 173, I, do CTN, tendo seu término em 01/01/2010. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 24 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
A conversão do depósito em renda é modalidade de suspensão do crédito 
tributário. 
 
Comentário: A conversão do depósito em renda é modalidade de extinção do 
crédito tributário, conforme previsão no art. 156, VI, do CTN. Questão errada. 
 
Questão 25 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
O vencimento do crédito tributário ocorre dez dias depois da data em que se 
considera o sujeito passivo notificado do cálculo do montante do tributo 
devido. 
 
Comentário: De acordo com o art. 160 do CTN, quando a legislação tributária 
não fixar o tempo do pagamento, o vencimento do crédito ocorre trinta dias 
depois da data em que se considera o sujeito passivo notificado do 
lançamento. Ou seja, a legislação do ente federativo pode determinar que o 
prazo para pagamento é de 10 dias, mas, se isso não for feito, a regra é o 
prazo de 30 dias. Questão errada. 
 
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Questão 26 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
Caso a legislação tributária não disponha a respeito do local de pagamento do 
tributo, ele deve ser efetuado na repartição competente do local da ocorrência 
do fato gerador. 
 
Comentário: Caso a legislação tributária não disponha a respeito do local de 
pagamento do tributo, ele deve ser efetuado na repartição competente do 
domicílio do sujeito passivo. Questão errada. 
 
Questão 27 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
A lei pode autorizar a compensação de crédito tributário com créditos vencidos, 
líquidos e certos, possibilidade vedada para os vincendos. 
 
Comentário: O crédito tributário pode ser compensado com créditos líquidos e 
certos, vencidos ou vincendos do sujeito passivo contra a Fazenda Pública. 
Questão errada. 
 
Questão 28 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013 
 
Opera-se a dispensa legal de pagamento do tributo devido, pressupondo 
crédito tributário regularmente constituído, por meio da: 
a) isenção. 
b)prescrição. 
c)decadência. 
d) imunidade. 
e) remissão. 
 
Comentário: Dispensa legal de pagamento de tributo pode ser tanto remissão 
quanto isenção. Nesse caso, devemos observar as demais informações 
fornecidas pela questão. Veja que foi dito que o crédito tributário já foi 
constituído, logo, só pode ser remissão, típica modalidade de extinção do 
crédito tributário. A resposta correta é a letra E. 
 
Questão 29 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
Somente nos casos previstos no CTN pode ser modificado ou extinto o crédito 
tributário regularmente constituído. 
 
Comentário: De acordo com o art. 141 do CTN, o crédito regularmente 
constituído somente se modifica ou extingue, ou tem sua exigibilidade 
suspensa ou excluída, nos casos previstos no próprio CTN. Questão correta. 
 
 
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Questão 30 – CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011 
 
A compensação, modalidade de suspensão do crédito tributário, depende de lei 
regulamentadora que a autorize. 
 
Comentário: De fato, a compensação depende de lei regulamentadora que a 
autorize. Contudo, trata-se de modalidade de extinção, e não suspensão, do 
crédito tributário. Questão errada. 
 
Questão 31 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011 
 
De acordo com o CTN, constitui caso de extinção do crédito tributário: 
 
a) a concessão de isenção tributária. 
b) o transcorrer do prazo de cinco anos contados da constituição do crédito. 
c) a concessão de anistia. 
d) o depósito do montante integral do crédito. 
e) a concessão de parcelamento do crédito. 
 
Comentário: Com o transcorrer do prazo quinquenal, a contar da constituição 
definitiva do crédito tributário, este estará extinto pela prescrição. As demais 
modalidades se referem à suspensão ou exclusão do crédito tributário. A 
resposta, portanto, é a Letra B. 
 
Questão 32 – CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2010 
 
Pela remissão, o legislador extingue a punibilidade do sujeito passivo infrator 
da legislação tributária, impedindo a constituição do respectivo crédito 
tributário. 
 
Comentário: A remissão é causa de extinção do crédito tributário. Portanto, 
no momento da remissão, o crédito tributário já foi constituído. Questão 
errada. 
 
Questão 33 – VUNESP/Câmara-Mogi das Cruzes-SP/2017 
 
De conformidade com o Código Tributário Nacional, extingue o crédito 
tributário 
a) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo 
tributário administrativo. 
c) a moratória. 
d) a conversão de depósito em renda. 
e) a isenção. 
 
 
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Comentário: 
 
Alternativa A: A concessão de medida liminar em mandado de segurança 
suspende a exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: As reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras 
do processo tributário administrativo suspendem a exigibilidade do crédito 
tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: A moratória suspende a exigibilidade do crédito tributário. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa D: A conversão de depósito em renda constitui causa de extinção 
do crédito tributário, nos termos do art. 156, VI, do CTN. Alternativa correta. 
 
Alternativa E: A isenção exclui o crédito tributário. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 34 – FCC/DPE-ES-Defensor Público/2016 
 
A prescrição e a decadência são fenômenos que atingem o crédito tributário e, 
neste sentido, impedem o Estado de abastecer os cofres públicos. A respeito 
dos dois institutos, é correto afirmar: 
a) O prazo para constituição do crédito tributário é decadencial e conta da data 
em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o 
lançamento anteriormente efetuado. 
b) Somente atos judiciais, entre eles o protesto, interrompem o prazo 
prescricional. 
c) A prescrição se interrompe com a efetiva citação pessoal do executado. 
d) A constituição em mora é indiferente para fins do prazo prescricional. 
e) Tanto a prescrição quanto a decadência são hipóteses de exclusão do 
crédito tributário. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: O prazo para constituição do crédito tributário é realmente 
decadencial. De acordo com o art. 173, II, do CTN, tal prazo (de 05 anos) é 
contado da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por 
vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Conforme estabelece o art. 174, par. único, do CTN, a 
prescrição se interrompe por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, 
que importe em reconhecimento do débito pelo devedor. Alternativa errada. 
 
 
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Alternativa C: Na realidade, a prescrição se interrompe pelo despacho do juiz 
que ordenar a citação em execução fiscal, e não pela citação do executado. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa D: O prazo prescricional tem início a partir da constituição 
definitiva do crédito tributário, que pode se dar com o fim do prazo para o seu 
pagamento, ou seja, confunde-se com o momento a partir do qual o 
contribuinte encontra-se em mora. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Tanto a prescrição quanto a decadência são hipóteses de 
extinção do crédito tributário. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 35 – FCC/Pref. Teresina-Auditor Fiscal/2016 
 
Um contribuinte do ISS, tributo lançado por homologação em diversos 
Municípios brasileiros, desenvolveu a atividade de autolançamento a que se 
refere o caput do art. 150 do Código Tributário Nacional e, depois de apurar o 
montante devido no mês de agosto de 2015, efetuou o pagamento do crédito 
tributário apurado, no dia 25 do mês subsequente. 
Depois de ter quitado o referido débito para com a Fazenda Pública municipal, 
o contribuinte se deu conta de que havia errado na elaboração do cálculo do 
referido débito fiscal, o que redundou em pagamento a maior do que o 
efetivamente devido. 
Em razão disso, tomou a decisão de pleitear a restituição desse valor pago a 
maior. O direito de pleitear essa restituição, de acordo com o Código Tributário 
Nacional e a legislação de regência dessa matéria, poderá ser exercido até o 
dia 
a) 31 de dezembro de 2020. 
b) 25 de setembro de 2025. 
c) 25 de setembro de 2017. 
d) 25 de setembro de 2020. 
e) 25 de setembro de 2022. 
 
Comentário: De acordo com o art. 168, I, do CTN, O direito de pleitear a 
restituição extingue-se com o decurso do prazo de 5 anos, contados da data da 
extinção do crédito tributário. Em se tratando de lançamento por homologação, 
o referido prazo deve ser contado a partir da data do pagamento indevido, 
conforme prevê o art. 3º, da LC 118/05. 
 
Portanto, como o pagamento ocorreu em 25 de setembro de 2015 (mês 
subsequente à apuração do débito), o direito de pleitear essa restituição 
poderá ser exercido até o dia 25 de setembro de 2020. 
 
Gabarito: Letra D 
 
 
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Questão 36 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 
 
De acordo com o CTN, a modalidade de extinção do crédito tributário, 
autorizada por lei e baseada nas condições por ela estabelecidas, por meio da 
qual os sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária, mediante concessões 
mútuas, podem pôr fim a um litígio, extinguindo, desse modo, o crédito 
tributário, denomina-se 
a) decisão administrativa irreformável. 
b) decisão judicial passada em julgado. 
c) transação. 
d) compensação. 
e) conversão de depósito em renda. 
 
Comentário: De acordo com o art. 171, do CTN, a lei pode facultar, nas 
condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária 
celebrar transação que, mediante concessões mútuas, importe em 
determinação de litígio e consequente extinção de crédito tributário. Dessa 
forma, concluímos que a resposta da questão é transação. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 37 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 
 
De acordo com o CTN,é de cinco anos, contados da data da sua constituição 
definitiva, o prazo para a propositura de ação para a cobrança do crédito 
tributário. De acordo com o CTN, 
a) qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor suspende a fluência 
do referido prazo. 
b) o protesto judicial, extrajudicial ou administrativo suspende a fluência do 
referido prazo. 
c) o referido prazo, que é prescricional, se interrompe pela citação pessoal 
feita ao devedor. 
d) qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor, interrompe a fluência do referido 
prazo. 
e) a não propositura dessa ação, no referido prazo, acarretará a decadência do 
direito fazendário de cobrar. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: De acordo com o art. 174, par. único, III, do CTN, qualquer 
ato judicial que constitua em mora o devedor interrompe o prazo prescricional. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Apenas o protesto judicial interrompe a fluência do prazo 
prescricional, conforme prevê o art. 174, par. único, II, do CTN. Alternativa 
errada. 
 
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Alternativa C: De fato, este prazo é prescricional. Contudo, a sua interrupção 
ocorre pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal. É o que 
estabelece o art. 174, par. único, I, do CTN. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: De acordo com o art. 174, par. único, IV, do CTN, qualquer ato 
inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em reconhecimento do débito 
pelo devedor interrompe o prazo prescricional. Alternativa correta. 
 
Alternativa E: O que ocorre, na realidade, é a prescrição, e não decadência. 
Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 38 – FCC/PGE-MA-Procurador/2016 
 
Acerca dos institutos da decadência e da prescrição tributárias, é correto 
afirmar: 
a) A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos e 
cento e oitenta dias, contados da data da inscrição do crédito tributário na 
Dívida Ativa da Fazenda Pública, visto que durante cento e oitenta dias o prazo 
para inscrição na dívida ativa suspende o curso da prescrição. 
b) Prescreve em cinco anos a ação anulatória da decisão administrativa que 
denegar a restituição de pagamento indevido. 
c) Se a Administração Fiscal cobrar tributo indevido ou maior que o devido em 
face da legislação tributária aplicável, o direito de prejudicado pleitear 
restituição extingue-se com o decurso do prazo de dois anos. 
d) No caso de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão 
condenatória, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do 
prazo de cinco anos a contar da data em que se tornar definitiva a decisão 
administrativa ou transitar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, 
anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. 
e) Se a lei não fixar prazo para homologação, será ele de dez anos, a contar da 
ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude 
ou simulação, hipótese em que o prazo será de cinco anos do ato doloso, 
fraudulento ou simulado. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: É pacífico na jurisprudência que o prazo de suspensão da 
prescrição previsto no art. 2º, § 3º, da Lei 6.830/80, não se aplica à dívida 
ativa tributária, aplicando-se apenas o prazo quinquenal previsto no CTN. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa B: A ação anulatória da decisão administrativa que denegar a 
restituição de pagamento indevido prescreve em dois anos, conforme preceitua 
o art. 169, do CTN. Alternativa errada. 
 
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Alternativa C: O direito de pleitear restituição extingue-se com o decurso do 
prazo de cinco anos, e não dois anos, como afirmado. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: É o que prevê o art. 168, II, do CTN, ou seja, o prazo de cinco 
anos para pleitear a restituição é contado da data em que se tornar definitiva a 
decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha 
reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. 
Alternativa correta. 
 
Alternativa E: Trata-se do prazo para homologação tácita, previsto no art. 
150, § 4º, do CTN. Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco 
anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a 
Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se homologado o lançamento 
e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, 
fraude ou simulação. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 39 – FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016 
 
Há autorização legal para a repetição de pagamento de crédito tributário já 
realizado na hipótese de: 
a) lei que passou a definir para a situação prevista como fato gerador uma 
isenção em caráter específico na qual o contribuinte se enquadra 
perfeitamente. 
b) revogação da lei instituidora do tributo, pois a lei que exclui a incidência 
tributária deve retroagir para beneficiar o contribuinte. 
c) lei que diminui a alíquota do imposto devido, desde que o recolhimento 
tenha acontecido no mesmo exercício financeiro em que a lei entrou em vigor, 
pois a lei nova mais benéfica ao contribuinte deve retroagir. 
d) controle concentrado e abstrato de constitucionalidade em que o tributo foi 
declarado inconstitucional com efeito erga omnes e ex tunc. 
e) quando o contribuinte de direito recuperou do contribuinte de fato o valor 
do tributo recolhido indevidamente. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: De acordo com o art. 106, do CTN, a lei tributária apenas 
retroage no caso de lei nova expressamente interpretativa ou, em se tratando 
de penalidades, lei mais benéfica ao sujeito passivo. Em se tratando de 
isenção, não há que se falar na aplicação retroativa, haja vista se tratar de 
dispensa do pagamento de tributos. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: A lei que exclui a incidência tributária não retroage, por não 
enquadrar nas hipóteses previstas no art. 106, do CTN. Alternativa errada. 
 
 
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Alternativa C: A lei tributária apenas retroage no caso de lei nova 
expressamente interpretativa ou, em se tratando de penalidades, lei mais 
benéfica ao sujeito passivo. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Exige-se, para resolver a questão, um pouco de conhecimento 
de Direito Constitucional. Quando se diz que o efeito da decisão é erga omnes, 
quer dizer que é extensível a todos. Ao mencionar que a decisão possui efeito 
ex tunc, inferimos que a decisão do STF produziu efeitos retroativos. 
 
Assim, se o tributo foi declarado inconstitucional com efeito erga omnes e ex 
tunc, em sede de controle concentrado e abstrato de constitucionalidade, a 
referida decisão produzirá efeitos retroativos e, evidentemente, sendo a 
cobrança inconstitucional, os contribuintes poderão pleitear a restituição do 
valor pago referente ao tributo. Alternativa correta. 
 
Alternativa E: No caso dos tributos indiretos, só cabe repetição do indébito se 
o contribuinte de direito comprovar não ter recuperado o valor do tributo 
indevido. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 40 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 
 
Proposta a ação fiscal no prazo fixado para o seu exercício, a demora na 
citação, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica oacolhimento da arguição de prescrição ou decadência. 
 
Comentário: A prescrição e a decadência são institutos que extinguem o 
crédito tributário quando a Fazenda Pública não age no sentido de constituir o 
crédito tributário ou promover a ação de execução fiscal dentro do prazo 
previsto na legislação tributária. Portanto, se a ação fiscal foi proposta dentro 
do prazo previsto, a demora na citação do executado, por motivos inerentes ao 
mecanismo da Justiça, não justifica o acolhimento da arguição de prescrição ou 
decadência. Questão correta. 
 
Questão 41 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 
 
A concessão de medida liminar em mandado de segurança suspende tanto a 
prescrição quanto a decadência do crédito tributário, impedindo a Fazenda 
Pública de realizar o lançamento do tributo, inscrevê-lo em Dívida Ativa e 
ajuizar Execução Fiscal visando sua cobrança. 
 
Comentário: Embora a concessão de medida liminar em mandado de 
segurança tenha o condão de suspender a exigibilidade do crédito tributário, 
não há óbice à constituição do crédito tributário pelo lançamento, com o 
objetivo de evitar a decadência tributária. Questão errada. 
 
 
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Questão 42 – FCC/TJ-GO-Juiz Substituto/2015 
 
A prescrição intercorrente pode se operar durante o curso da execução fiscal, 
se o executado não for localizado ou não forem encontrados bens suficientes 
para garantir a execução. 
 
Comentário: Vimos durante a aula que o Juiz suspenderá o curso da execução 
fiscal, enquanto não for localizado o devedor ou encontrados bens sobre os 
quais possa recair a penhora. Contudo, decorrido o prazo máximo de um ano, 
sem que seja localizado o devedor ou encontrados bens penhoráveis, o Juiz 
ordenará o arquivamento dos autos, momento em que tem início o curso da 
prescrição intercorrente. Questão correta. 
 
Questão 43 – FCC/SEFAZ-PE-Julgador Administrativo Tributário do 
Tesouro Estadual/2015 
 
O Sr. Antônio dos Santos, em abril de 2010, foi notificado de um Auto de 
Infração lavrado pelo Estado do Pernambuco, exigindo um débito de ITCMD, no 
importe de R$ 34.659,67, supostamente devido em razão de uma doação 
realizada em outubro de 2007. O contribuinte apresentou tempestivamente 
impugnação administrativa, alegando que o auto de infração não continha a 
descrição do fato constitutivo da suposta infração fiscal, como exigia a 
legislação que disciplinava o processo administrativo fiscal do Estado do 
Pernambuco, razão pela qual o débito tributário deveria ser desconstituído. O 
julgador de primeira instância administrativa, em janeiro de 2011, contudo, 
não acolheu a defesa administrativa do contribuinte, mantendo incólume o 
débito fiscal. O Sr. Antônio dos Santos, então, interpôs recurso administrativo 
para instância administrativa superior, que, em setembro de 2013, deu 
provimento ao recurso, para anular o crédito tributário, asseverando que a 
Fiscalização não teria observado os requisitos de validade do auto de infração 
exigidos na mencionada legislação estadual. Diante do caso hipotético, o 
Estado do Pernambuco 
a) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma 
vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, que não 
tem o condão de interromper o prazo decadencial, não havendo o reinício da 
sua contagem. 
b) poderá lavrar outro auto de infração, visto que não ocorreu a decadência, 
porquanto o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, o que 
interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. 
c) poderá lavrar outro auto de infração, pois não ocorreu a decadência, uma 
vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício material, o que 
interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. 
d) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, posto 
que não houve, no lançamento de ofício anterior, dolo, fraude ou simulação, o 
que interromperia o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. 
e) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma 
vez que o prazo decadencial não se suspende ou se interrompe. 
 
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Comentário: A alegação do sujeito passivo na impugnação administrativa se 
referia a um elemento formal do lançamento, que seria a descrição do fato 
constitutivo da infração fiscal. Assim sendo, como o lançamento foi anulado 
por vício formal por decisão administrativa, a Fazenda Pública possui o prazo 
decadencial de cinco anos para constituir o crédito tributário (lavratura de auto 
de infração) contado da data em que se tornou definitiva a decisão 
administrativa, em razão da interrupção do prazo decadencial, nos termos do 
art. 173, II, do CTN. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Questão 44 – FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015 
 
De acordo com o Código Tributário Nacional, são causas de extinção, de 
suspensão de exigibilidade e de exclusão do crédito tributário, 
respectivamente, nessa ordem, 
a) a moratória; a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em 
outras espécies de ação judicial; a isenção. 
b) a isenção; a prescrição; a concessão de medida liminar em mandado de 
segurança. 
c) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita 
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; o depósito 
do seu montante integral; a anistia. 
d) o parcelamento; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 
2° do artigo 164 do CTN; a moratória. 
e) a anistia; as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do 
processo tributário administrativo; a decisão judicial passada em julgado. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: A moratória é causa de suspensão da exigibilidade do crédito 
tributário; a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada é causa de 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a isenção constitui hipótese de 
exclusão do crédito tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: A isenção é modalidade de exclusão do crédito tributário; a 
prescrição é modalidade de extinção do crédito tributário; a concessão de 
medida liminar em mandado de segurança é causa de suspensão da 
exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: A decisão administrativa irreformável é modalidade de extinção 
do crédito tributário; o depósito do seu montante integral é causa de 
suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a anistia constitui hipótese de 
exclusão do crédito tributário. Alternativa correta. 
 
Alternativa D: O parcelamento é modalidade de suspensão da exigibilidade do 
crédito tributário; a consignação em pagamento julgada procedente é 
 
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modalidade de extinção do crédito tributário; a moratória também constitui 
hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: A anistia constitui modalidade de exclusão do crédito 
tributário; as reclamações e os recursos administrativos caracterizam-se como 
hipótese de suspensão da exigibilidade do crédito tributário; a decisão judicial 
transitada em julgado é modalidade de extinção do crédito tributário. 
Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 45 – FCC/SEFAZ-PI-Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/2015 
 
Alei municipal que instituiu o IPTU no Município de São Simão das Setes 
Cruzes fixou o dia 1º de janeiro de cada exercício como data de ocorrência do 
fato gerador desse imposto, que é lançado de ofício, por expressa previsão 
legal. 
O Poder Executivo Municipal promove, anualmente, o lançamento de ofício 
desse imposto, logo no início do mês de fevereiro. 
No exercício de 2012, porém, excepcionalmente, por motivos de ordens 
técnica e jurídica, esse lançamento acabou não sendo efetuado na ocasião 
programada. 
Considerando os fatos acima e as normas do Código Tributário Nacional acerca 
da extinção do crédito tributário, é correto afirmar que o prazo 
a) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, 
teve início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado. 
b) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início 
a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado. 
c) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, 
teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. 
d) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início 
a partir da data da ocorrência do fato gerador. 
e) prescricional para se efetuar o lançamento por declaração teve início a partir 
da data da ocorrência do fato gerador. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Se o lançamento é realizado de ofício, não há que se falar em 
homologação tácita, o que só pode ocorrer nos tributos lançados por 
homologação. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Em conformidade com o disposto no art. 173, I, do CTN, o 
prazo decadencial para se efetuar o lançamento de ofício tem início a partir do 
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter 
sido efetuado. Alternativa correta. 
 
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Alternativa C: Se o lançamento é realizado de ofício, não há que se falar em 
homologação tácita, o que só pode ocorrer nos tributos lançados por 
homologação. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: A regra de contagem do prazo decadencial aplicável aos 
tributos lançados de ofício é a prevista no art. 173, I, já exposta no comentário 
de outra alternativa. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: O prazo para efetuar o lançamento é decadencial, e não 
prescricional. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Questão 46 – FCC/PGE-RN-Procurador do Estado/2014 
 
Uma lei estadual que autorize o Procurador do Estado a não ingressar com 
Execução Fiscal para cobrança de créditos tributários inferiores a um 
determinado valor, renunciando portanto a esta receita, está prevendo 
hipótese de 
a) extinção do crédito tributário, na modalidade transação. 
b) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade moratória 
específica. 
c) exclusão do crédito tributário, na modalidade isenção em caráter específico. 
d) extinção do crédito tributário, na modalidade remissão. 
e) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade anistia. 
 
Comentário: Ao estabelecer legalmente o perdão da dívida tributária, 
autorizando o Procurador do Estado a não ingressar com Execução Fiscal para 
cobrança de créditos tributários inferiores a um determinado valor, o Estado 
previu uma modalidade de extinção do crédito tributário denominada remissão, 
prevista no art. 156, IV, do CTN. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 47 – FCC/TCE-GO-Analista de Controle Externo/2014 
 
Sobre isenção, imunidade e remissão é correto afirmar que 
a) todas são causas de exclusão do crédito tributário. 
b) somente a imunidade e a isenção são causas de exclusão do crédito 
tributário. 
c) somente a isenção e a remissão são causas de extinção do crédito 
tributário. 
d) somente a imunidade define a incompetência tributária. 
e) todas impedem o surgimento da obrigação tributária diante da 
incompetência nas hipóteses por elas previstas. 
 
 
 
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Comentário: 
 
Alternativa A: Apenas a isenção é modalidade de exclusão do crédito 
tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Apenas a isenção é modalidade de exclusão do crédito 
tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: Apenas a remissão constitui causa de extinção do crédito 
tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Realmente, apenas a imunidade situa-se no patamar de 
definição de incompetência tributária, sendo prevista na própria Constituição 
Federal. Alternativa correta. 
 
Alternativa E: Apenas na imunidade não ocorre o surgimento da obrigação 
tributária, por se tratar de não incidência tributária. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 48 – FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013 
 
A ação para cobrança do crédito tributário 
a) decai em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. 
b) decai em 5 anos, contados do primeiro dia do exercício financeiro seguinte 
ao que deveria ter ocorrido o lançamento. 
c) prescreve em 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador. 
d) prescreve em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. 
e) decai em 5 anos, contados do lançamento. 
 
Comentário: A ação para cobrança do crédito tributário prescreve, e não 
decai, em 5 anos, contados a partir da contados da constituição definitiva do 
crédito, conforme prevê o art. 174, caput, do CTN. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 49 – FCC/PGE-SP-Procurador do Estado/2012 
 
Considere as seguintes afirmações: 
 
I. No Código Tributário Nacional há uma causa de extinção do crédito tributário 
que, cronologicamente, ocorre antes de sua própria constituição. 
 
II. O parcelamento, por ser forma de pagamento, é causa de extinção do 
crédito tributário. 
 
 
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III. Isenção e remissão são cronologicamente anteriores ao nascimento do 
crédito tributário. 
 
IV. A lei que dispensa o pagamento de valor de multa decorrente de auto de 
infração configura anistia, causa de exclusão do crédito tributário já constituí 
do, nos termos do disposto no Código Tributário Nacional. 
 
V. Na normatização brasileira, não há possibilidade de extinção do crédito 
tributário mediante a entrega ao fisco de algo que não seja dinheiro. 
 
Está correto APENAS o que se afirma em 
a) I e IV. 
b) IV e V. 
c) II, III e IV. 
d) II e IV. 
e) III e V. 
 
Comentário: 
 
Item I: De fato, existe uma causa de extinção do crédito tributário que, 
cronologicamente, ocorre antes de sua própria constituição: a decadência. O 
crédito decaído não chega a ser constituído. Item correto. 
 
Item II: O parcelamento constitui causa de suspensão da exigibilidade do 
crédito tributário, nos termos do art. 151, VI, do CTN. Item errado. 
 
Item III: A isenção de fato é cronologicamente anterior ao nascimento do 
crédito tributário, uma vez que a exclusão do crédito tributário impede a sua 
constituição pelo lançamento. Contudo, a remissão, sendo modalidade de 
extinção do crédito tributário, ocorre em momento posterior à sua constituição. 
Item errado. 
 
Item IV: A FCC adotou nesta questão o posicionamento do jurista Luciano 
Amaro, para quem a anistia pode se referir a multas lançadas ou não. O jurista 
também considera que a remissão se refere apenas aos tributos, sejam ele 
lançadosou não. Preste atenção, pois ainda que adotemos tal posicionamento, 
isso não torna o Item III correto, já que a remissão pode ou não ser 
cronologicamente anterior ao nascimento do crédito tributário. Item correto. 
 
Item V: Na realidade, o art. 156, XI, do CTN, permite a extinção do crédito 
tributário mediante dação em pagamento com bens imóveis, na forma e 
condições estabelecidas em lei. Item errado. 
 
Gabarito: Letra A 
 
 
 
 
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Questão 50 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
O contribuinte tem o direito de fazer consulta sobre dispositivos legais acerca 
de matéria tributária. Neste caso, 
a) julgada procedente a consulta, ou seja, reconhecendo o fisco que o sujeito 
passivo consulente não tem obrigação tributária, o crédito tributário sequer 
será constituído, razão pela qual a consulta é causa de exclusão do crédito 
tributário. 
b) somente a consulta judicial é causa de extinção do crédito tributário quando 
julgada procedente, ou seja, quando o fisco reconhece que o crédito tributário 
é ilegal. 
c) a consulta é procedimento judicial, que deve ser proposto antes da data do 
vencimento do tributo. 
d) a consulta formulada antes da notificação válida ao sujeito passivo, 
relativamente ao crédito tributário, suspende a exigibilidade do crédito 
tributário. 
e) não haverá mora e, portanto, incidência de juros moratórios, quando o 
sujeito passivo deixa de pagar o crédito na data vencimento, desde que 
pendente de resposta à consulta formulada antes do vencimento do tributo. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: A consulta tributária é um procedimento administrativo de 
iniciativa do sujeito passivo com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a 
legislação tributária. Logo, não há que se falar em exclusão do crédito 
tributário. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Não há previsão para extinção do crédito tributário mediante 
consulta judicial. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: A consulta, como comentado, é um procedimento 
administrativo de iniciativa do sujeito passivo com o objetivo de esclarecer 
dúvidas sobre a legislação tributária. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Tal situação não foi prevista no art. 151, do CTN, ao 
estabelecer as hipóteses de suspensão da exigibilidade do crédito tributário. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Em regra, O crédito não integralmente pago no vencimento é 
acrescido de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta. 
Contudo, não há mora na pendência de consulta formulada pelo devedor 
dentro do prazo legal para pagamento do crédito. Alternativa correta. 
 
Gabarito: Letra E 
 
 
 
 
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Questão 51 – FCC/DPE-AM-Defensor Público/2013 
 
O contribuinte pretende quitar seu débito com a Fazenda Pública através da 
entrega de bem imóvel de sua propriedade. Neste caso, esta medida só terá 
cabimento se 
a) houver lei do ente competente especificando a forma e as condições para a 
realização da dação em pagamento, hipótese em que será admitida como 
causa de extinção do crédito tributário. 
b) o bem imóvel estiver garantindo o juízo da execução e desde que haja 
interesse por parte do ente em receber aquele bem imóvel na forma de 
depósito, hipótese em que será admitida como causa de exclusão do crédito 
tributário. 
c) estiver o débito em fase de cobrança judicial e não houver sido apresentado 
embargos à execução fiscal pelo executado, bem assim que haja lei 
autorizando esta transação como forma de extinção do crédito tributário. 
d) for feita em juízo, nos autos da execução fiscal e mediante homologação 
judicial desta forma de compensação do crédito tributário como causa de 
extinção do crédito tributário. 
e) houver previsão legal do ente competente admitindo a entrega de bem 
imóvel como forma de pagamento direto, causa de extinção do crédito 
tributário, já que o tributo pode ser pago em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: A dação em pagamento com bens imóveis é prevista no art. 
156, XI, do CTN, como causa de extinção do crédito tributário. Contudo, esta 
modalidade de extinção do crédito tributário só pode ocorrer na forma e 
condições estabelecidas em lei do ente competente. Alternativa correta. 
 
Alternativa B: Não há que se falar nesta condição. Ademais, não se trata de 
causa de exclusão do crédito tributário, mas sim de extinção. Alternativa 
errada. 
 
Alternativa C: Não há que se falar nesta condição. Será a lei do ente 
competente que definirá a forma e condições em que se dará a dação em 
pagamento. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Não há que se falar nesta condição. Será a lei do ente 
competente que definirá a forma e condições em que se dará a dação em 
pagamento. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Esta alternativa está quase correta, ressalvado o fato de ter 
mencionado se tratar de “forma de pagamento direto”, o que não é verdadeiro. 
Seria forma de pagamento direto se houvesse o pagamento em moeda. A 
dação em pagamento, assim como a compensação e a transação, por exemplo, 
caracterizam-se como pagamento indireto. Alternativa errada. 
 
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Gabarito: Letra A 
 
Questão 52 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A Lei Estadual no 12.605/2012, do Estado da Bahia, aprovada pela Assembleia 
Legislativa daquele Estado, em seu artigo 11, assim prescreveu: 
“Art. 11 − Ficam extintos, independentemente de requerimento do sujeito 
passivo, os débitos vencidos até 30 de setembro de 2012, por veículo, 
relativos ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores − IPVA, 
cujo valor atualizado em 31 de outubro de 2012 seja igual ou inferior a R$ 
500,00 (quinhentos reais).” 
Esse é um típico caso de 
a) remição. 
b) anistia. 
c) remissão. 
d) isenção. 
e) moratória. 
 
Comentário: Trata-se do perdão de dívida tributária, hipótese de extinção de 
crédito tributário já constituído denominada remissão (e não remição, 
cuidado!). Destaque-se para o fato de que a CF/88 determina, em seu art. 
150, § 6°, que a remissão deve ser regulada em lei específica. O gabarito da 
questão é a letra C. 
 
Questão 53 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A empresa Argonautas Unidos S.A. obteve a concessão de medida liminar em 
mandado de segurança preventivo que impetrara contra a Fazenda Pública 
Estadual a fim de não pagar determinado tributo por entender indevido. Em 
razão desta concessão, a empresa realizou operação mercantil sem o devido 
destaque do imposto, deixando também de cumprir as obrigações acessórias 
relacionadas. O Fisco, por sua vez, a fim de prevenir a decadência do direito de 
lançar, lavrou auto de infração contra o contribuinte. Passados 121 dias, o 
mandado de segurança foi julgado no mérito desfavoravelmente ao 
contribuinte, tendo transitado em julgado. Surpreendido com a decisão, o 
contribuinte foi até a repartição fiscal e entregou documentos relativos a 
apartamento de sua propriedade, alegando que poderia pagar o tributo 
mediante dação em pagamento de bem imóvel. Em face da situação hipotética 
apresentada e do ordenamento jurídico vigente, 
a) a medida liminar em mandado de segurança e a remissão praeter tempus, 
espécies de suspensão do crédito tributário, ficam sem efeito quando 
denegado o mandado de segurança pela sentença, retroagindo os efeitos da 
decisão contrária.b) justifica-se o não cumprimento pela empresa das obrigações acessórias 
relacionadas com o tributo cujo pagamento foi obstado pela ordem judicial 
obtida pela empresa, pois nesta situação há dispensa legal do cumprimento 
das obrigações acessórias. 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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c) o pagamento de tributos mediante dação em pagamento de bem imóvel é 
uma das formas previstas de exclusão do crédito tributário, devendo o 
contribuinte cumprir a forma e as condições estabelecidas em lei. 
d) a suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o 
Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu 
crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não 
impossibilita a Fazenda de proceder a regular constituição do crédito tributário 
para prevenir a decadência do direito de lançar. 
e) caso fosse previsto em lei ordinária, o contribuinte poderia fazer a 
compensação do tributo devido com bem imóvel, exercendo seu direito 
subjetivo ao uso de uma das espécies de extinção do crédito tributário. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: A remissão não é espécie de suspensão, mas sim de extinção 
do crédito tributário. Item errado. 
 
Alternativa B: Foi estudado durante a aula que a suspensão da exigibilidade 
do crédito tributário não dispensa o sujeito passivo do cumprimento das 
obrigações acessórias. Item errado. 
 
Alternativa C: A dação em pagamento em bens imóveis é hipótese de 
extinção do crédito tributário, a ser promovida pelo sujeito passivo na forma e 
condições estabelecidas em lei. Item errado. 
 
Alternativa D: De fato, com o objetivo de prevenir a decadência do direito de 
lançar, o Fisco pode praticar os atos cabíveis para promover o lançamento do 
tributo devido, ainda que este esteja com sua exigibilidade suspensa. Item 
correto. 
 
Alternativa E: A compensação tributária é efetuada com base em créditos 
líquidos e certos que o sujeito passivo tenha contra a Fazenda Pública, e não 
mediante entrega de bem imóvel, pois esta configura a dação em pagamento, 
e não a compensação. Item errado. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 54 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 
 
Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que, 
havendo previsão em lei autorizativa, a remissão pode ser concedida por 
despacho fundamentado de autoridade administrativa, em razão da situação 
econômica do sujeito passivo. 
 
Comentário: Realmente, o art. 172, I, permite que a lei autorize a autoridade 
administrativa a conceder, por despacho fundamentado, remissão total ou 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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parcial do crédito tributário, atendendo à situação econômica do sujeito 
passivo. Questão correta. 
 
Questão 55 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 
 
Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que a ação 
para cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos contados da 
ocorrência do fato gerador, extinguindo-se para o Fisco o direito ao crédito. 
 
Comentário: Na realidade, a ação de cobrança do crédito tributário prescreve 
em cinco anos contados da data da constituição definitiva do crédito tributário, 
nos termos do art. 174, caput, do CTN. A partir de então, fica extinto o direito 
ao crédito. Questão errada. 
 
Questão 56 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 
 
Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que 
quando existe parcelamento do crédito tributário, o pagamento da última 
parcela gera presunção relativa de que as prestações anteriores estão pagas. 
Comentário: De acordo com o art. 158, I, do CTN, o pagamento parcial de 
um crédito não importa em presunção de pagamento das demais prestações 
em que se decomponha. Questão errada. 
Questão 57 – FCC/ICMS-SP/2009 
 
Em abril de 2008, foi realizada fiscalização em empresa atacadista, na qual 
constatou-se, em sua escrita fiscal, em relação ao ICMS devido no período de 
setembro de 2002 a novembro de 2003, que não teria havido o 
correspondente pagamento antecipado por parte do contribuinte e, em relação 
ao ICMS devido no período de dezembro de 2003 a março de 2005, teria 
havido pagamento antecipado a menor. Em virtude de tais fatos, foi lavrado 
Auto de Infração e Imposição de Multa com cobrança das diferenças de ICMS 
devido, mais multa e juros de mora. A regular notificação do Auto de Infração 
deu-se em abril de 2008. Nesse caso, 
a) os débitos de novembro de 2002 a novembro de 2003 estão prescritos. 
b) os débitos de dezembro de 2003 a abril de 2004 estão prescritos. 
c) houve decadência em relação aos débitos do período de setembro de 2002 a 
novembro de 2002. 
d) houve decadência em relação aos débitos do período de novembro de 2002 
a março de 2003. 
e) houve decadência e prescrição em relação aos débitos do período de 
novembro de 2002 a março de 2003. 
 
 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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Comentário: 
 
Alternativa A: Não há que se falar em prescrição, mas sim em prazo 
decadencial, já que não houve constituição do crédito tributário no período de 
setembro de 2002 a novembro de 2003. Item errado. 
 
Alternativa B: Não há prescrição em relação aos débitos declarados, já que 
não transcorreu o prazo de 5 anos, a partir da data de vencimento (presume-
se que seja em 30 dias após a data de surgimento do débito), quando 
ocorreria, em tese, o início do prazo prescricional. Item errado. 
 
Alternativa C: Se os débitos não foram declarados nem pagos, o prazo se 
inicia, como foi explicado durante a aula, a partir do primeiro dia do exercício 
seguinte, in casu, 01/jan/03. Assim, em 01/jan/08 ocorre a decadência de tais 
débitos. Portanto, o item está correto. 
 
Alternativa D: Não houve decadência em relação aos débitos a partir de 
janeiro de 2003. Item errado. 
 
Alternativa E: Não é possível haver concomitantemente decadência e 
prescrição para o mesmo débito já que, se uma delas extingue o crédito 
tributário, não há que se falar na ocorrência de outra causa de extinção. Item 
errado. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 58 – FCC/ICMS-SP/2009 
 
Sobre os prazos de natureza decadencial, previstos no CTN e correndo contra a 
Fazenda Pública, seja para homologar lançamento efetuado pelo contribuinte, 
seja para efetuar lançamento de ofício, é correto afirmar que são de 
a) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para efetuar o 
lançamento de ofício e cinco anos contatos a partir do primeiro dia do exercício 
seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado para homologar o 
realizado pelo contribuinte. 
b) cinco anos contados da constituição definitiva do crédito tributário para 
efetuar o lançamento de ofício e cinco anos contados da ocorrência do fato 
gerador para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. 
c) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, seja para efetuar o 
lançamento de ofício, seja para homologar o lançamento efetuado pelo 
contribuinte. 
d) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar 
lançamento efetuado pelo contribuinte e cinco anos contados a partir do 
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser 
efetuado, para o lançamento de ofício. 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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e) dez anos contados da constituição definitiva do crédito tributário, seja para 
efetuar o lançamento de ofício seja para homologar o lançamento efetuado 
pelo contribuinte. 
 
Comentário: O prazo para homologar o lançamento efetuado pelo 
contribuinte (a FCC entende que o lançamento é efetuado pelo contribuinte! 
Veja que interessante!) consiste na regra geral do lançamento por 
homologação: 05 anos a contar da data de ocorrência do fato gerador. 
 
Já o prazo para promover lançamento de ofício, que ocorre quando o 
contribuinte não declara e, consequentemente, não paga qualquer débito é de 
05 anos, a contar do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ser efetuado. Portanto, a única alternativa correta nesta 
questão é a Letra D. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 59 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
 
Um contribuinte é devedor do Município em relação aos seguintes créditos 
tributários de impostos: 
IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; 
ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; 
IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; 
ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; 
ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. 
O contribuinte realiza um único pagamento. De acordo com as normas do CTN, 
a autoridade administrativa competente para receber o pagamento 
determinará a respectiva imputação em primeiro lugar para o seguinte crédito 
tributário: 
a) IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; 
b) ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; 
c) IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; 
d) ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; 
e) ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. 
 
Comentário: De acordo com o art. 163, a imputação deve seguir as seguintes 
regras: 
I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar 
aos decorrentes de responsabilidade tributária; 
II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos 
impostos; 
III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; 
IV - na ordem decrescente dos montantes. 
 
O candidato deveria conhecer tais regras para que fosse possível determinar a 
alternativa correta. Veja que a solução ao caso apresentado ensejou a 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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utilização das quatro regras previstas, isso ocorreu porque há mais de um 
débito por obrigação própria (1ª Regra), há mais de um débito com natureza 
de imposto (2ª Regra), assim como também há mais de um débito com o 
mesmo prazo de prescrição (3ª Regra). 
 
Dessa forma, ficamos com os débitos de IPTU, no valor de R$ 400,00, e o 
valor de ISS, no valor de R$ 1.000,00, pois possuem prazo prescricional 
inferior. Como a última regra estabelece que se dê prioridade aos débitos de 
maior valor (ordem decrescente), a resposta correta é a Letra E: ISS – R$ 
1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Questão 60 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
 
Um contribuinte do Município, inconformado com a imposição de um auto de 
infração do ISS, decide discutir em juízo a incidência ou não do tributo, 
ingressa com a ação judicial que considera oportuna e efetua o depósito 
integral e em dinheiro do valor do crédito tributário em discussão. Nesse caso: 
a) o depósito judicial é condição inafastável para o regular processamento da 
ação; 
b) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia 
depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, suspendendo a 
exigibilidade do crédito tributário; 
c) o depósito da quantia questionada, integral ou parcial, suspende a 
exigibilidade do crédito tributário; 
d) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia 
depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, extinguindo o crédito 
tributário; 
e) o depósito judicial é desnecessário, pois o mero ajuizamento da ação 
suspende a exigibilidade do crédito tributário. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: O depósito do montante integral é facultativo, conforme 
jurisprudência do STF (Súmula Vinculante 28). Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Na realidade, com a decisão definitiva em favor da União, o 
depósito integral é convertido em renda em favor da Fazenda, extinguindo o 
crédito tributário, com base no art. 156, VI, do CTN. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: Apenas o depósito integral e em dinheiro suspende a 
exigibilidade do crédito tributário, conforme Súmula 112 do STJ. Alternativa 
errada. 
 
Alternativa D: Com a decisão definitiva no processo administrativo em favor 
da União, o depósito integral é convertido em renda em favor da Fazenda, 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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extinguindo o crédito tributário, com base no art. 156, VI, do CTN. Alternativa 
correta. 
 
Alternativa E: O mero ajuizamento da ação não suspende a exigibilidade do 
crédito tributário, devendo o sujeito passivo realizar o depósito do montante 
integral, caso não consiga obter a concessão de medida liminar ou tutela 
antecipada. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra D 
 
Questão 61 – FGV/CGE-MA/2014 
 
O INSS ingressou com execução fiscal em face do Estado Beta, pela falta de 
pagamento da contribuição previdenciária de alguns de seus agentes 
administrativos. Está provado nos autos que os créditos remontam aos anos de 
1991 a 1994 e não há comprovação de qualquer pagamento. 
O lançamento do tributo devido efetivou-se em março de 2001 e a inscrição 
em dívida ativa em setembro de 2003. O juiz de 1º grau extinguiu o processo 
com base na constatação de ter havido a decadência. 
A esse respeito, assinale a afirmativa correta. 
a) O Juiz errou, já que por se tratar de tributo lançado por homologação são 5 
anos para homologar e mais 5 anos para inscrever o crédito tributário. 
b) O juiz errou, visto que no caso da contribuição previdenciária deve haver 
antecipação do pagamento do tributo, não mais se falando de decadência. 
c) O juiz está correto, visto que o prazo decadencial, nesta espécie de tributo, 
conta-se da data do fato gerador. 
d) O juiz errou, havendo a aplicação, cumulativa e concorrente, dos prazos 
previstos no Código Tributário Nacional. 
e) O juiz está correto, contando-se o prazo decadencial do primeiro dia do 
exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 
 
Comentário: A contribuição previdenciária é tributo submetido à sistemática 
do lançamento por homologação, ou seja, cabe ao contribuinte efetuar o 
pagamento antecipado do referido tributo. 
 
Logo, a regra seria contar o prazo decadencial a partir do fato gerador. 
Contudo, como não houve qualquer pagamento, o prazo decadencial se inicia 
no primeiro dia do exercício seguinte (1992, 1993, 1994 e 1995). 
 
Contando cinco anos a partir do crédito mais recente (1995), percebe-se que 
houve decadência (há mais de cinco anos entre 1995 e 2001). Portanto, se o 
crédito mais recente decaiu, os demais também tiveram a mesma 
consequência. Portanto, não há que se falar em lançamento, nem em inscrição 
em dívida ativa e muito menos em execução fiscal. 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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Desse modo, a resposta é que o juiz está correto, contando-se o prazo 
decadencial do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado. Sendo assim, o gabarito é a Letra E. 
 
Questão 62 – FGV/Juiz-TJ-AM/2013 
 
O contribuinte realiza o fato gerador de ICMS em 01.03.2004. Em março de 
2008 a fiscalização, percebendo que o contribuinte não havia declarado nem 
recolhido o tributo, promove a autuação fiscal. No mesmo mês (março/2008) o 
contribuinte promove a impugnação administrativa da exigência fiscal. Em 
março de 2012 sobrevém a decisão administrativa definitiva (assim entendida 
a decisão insuscetível de novo recurso do contribuinte na fase administrativa). 
Permanecendo inadimplido o crédito fiscal, a Fazenda Pública ajuíza, em março 
de 2013, a competente Execução Fiscal, à qual o contribuinte opõe Embargos 
de Devedor alegando a extinção do crédito por força da decadência e/ou da 
prescrição. 
Diante do exposto, o magistrado incumbido de solucionar a causa deverá 
a) acolher o argumento de decadência do direito da Fazenda constituir o 
crédito tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão 
administrativa definitiva. 
b) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda ajuizar a Execução 
Fiscal, ante o decurso de nove anos entre o fato gerador e o ajuizamento da 
Execução Fiscal. 
c) acolher tanto o argumento da decadência quanto o argumento da 
prescrição. 
d) acolher o argumento da Fazenda, na impugnação aos Embargos de 
Devedor, no sentido de que não se consumou nem a decadência nem a 
prescrição. 
e) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda constituir o crédito 
tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão 
administrativa definitiva. 
 
Comentário: A decadência refere-se basicamente à perda do direito de lançar 
o crédito tributário, e a prescrição, a perda do direito da Fazenda Pública de 
promover a execução fiscal. Tudo bem até aqui? Vamos analisar a situação, e 
verificar se houve decadência ou prescrição. 
 
Como o ICMS é tributo lançado por homologação, e considerando o fato de não 
ter havido qualquer declaração e pagamento, o prazo decadencial é contato a 
partir do primeiro dia do exercício seguinte ao da ocorrência do fato gerador. 
Como o prazo decadencial se inicia em 2005, em 2008 (data da autuação) não 
houve ainda o término do prazo qüinqüenal. Portanto, não ocorreu o instituto 
da decadência. 
 
No que se refere à prescrição, a contagem se dá a partir da constituição 
definitiva do crédito tributário, o que ocorreu em março de 2012. Em março de 
 
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2013, data em que foi promovida a ação de execução fiscal, não houve a 
prescrição, por ter transcorrido apenas 1 ano, e não 5. 
 
Com base no exposto, cabe ao juiz acolher o argumento da Fazenda, na 
impugnação aos Embargos de Devedor, no sentido de que não se consumou 
nem a decadência nem a prescrição. Portanto, o gabarito é a Letra D. 
 
Questão 63 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 
 
Em relação à extinção do crédito tributário, assinale a afirmativa correta. 
a) Sempre sucede com a satisfação da obrigação tributária principal. 
b) Só advém se houver o pagamento integral do débito. 
c) Pode ocorrer por decreto instituidor de dação em pagamento. 
d) Acontece quando firmado acordo de parcelamento da dívida. 
e) Ocorre pela conversão de depósito judicial em renda da Fazenda. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Nem sempre ocorre a satisfação da obrigação tributária. A 
extinção pode ocorrer, por exemplo, por meio da decadência. Item errado. 
 
Alternativa B: Conforme explicado na assertiva anterior, se houver 
decadência, o crédito se extingue sem que haja pagamento integral. Item 
errado. 
 
Alternativa C: A dação em pagamento só pode ocorre mediante previsão em 
lei. Item errado. 
 
Alternativa D: O parcelamento é causa suspensiva do crédito tributário, e não 
extintiva. Item errado. 
 
Alternativa E: Conforme prevê o art. 156, VI, do CTN, a conversão de 
depósito em renda extingue o crédito tributário. Item correto. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Questão 64 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 
 
Todos os tributos são restituíveis, sempre que for provado que tenham sido 
pagos de forma indevida. 
 
Comentário: Se o tributo foi pago indevidamente, a regra é a restituição. 
Contudo, nem sempre isso acontece, quando se trata de tributos indiretos. 
Neste caso, a restituição só é feita a quem prove haver assumido o referido 
encargo, ou, no caso de tê-lo transferido a terceiro, estar por este 
expressamente autorizado a recebê-la, nos termos do art. 166 do CTN. 
Questão errada. 
 
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Questão 65 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 
 
A prova negativa da repercussão da carga tributária é condição para a 
repetição do indébito. 
 
Comentário: Não necessariamente deve se provar ter assumido o encargo 
financeiro (prova negativa de repercussão da carga tributária), podendo 
também tê-lo transferido a terceiro e estar por este expressamente autorizado 
a receber a restituição. Questão errada. 
 
Questão 66 – FGV/Consultor Legislativo - MA /2013 
 
Miguel pretende pagar tributo devido à Fazenda Estadual, especificando valor, 
espécie e exercício. A Fazenda, entretanto, verificou que Miguel tem outra 
dívida tributária, mais antiga, da qual ela é a credora. 
Com base na situação hipotética, assinale a afirmativa correta. 
(A) Cabe à Fazenda Estadual imputar o pagamento à dívida mais antiga para 
que não ocorra a prescrição. 
(B) A escolha da dívida a ser quitada é do contribuinte, em função do princípio 
da menor onerosidade. 
(C) O princípio da autonomia das dívidas tributárias só se aplica a débitos de 
Fazendas distintas. 
(D) A imputação ex officio do pagamento efetivada pela Fazenda, decorre do 
poder de império. 
(E) O direcionamento do pagamento pela Fazenda só pode ocorrer 
judicialmente. 
 
Comentário: A imputação em pagamento ocorre quando um mesmo sujeito 
passivo deve dois ou mais créditos tributários a uma mesma Fazenda Pública. 
Nesse caso, o recebimento deve ser feito obedecendo a ordem prevista no 
CTN. No art. 163, III, desta norma, o legislador estabelece que se deve dar 
prioridade ao crédito que possuir menor prazo de prescrição, isto é, à dívida 
mais antiga do contribuinte. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 67 – FGV/AFRE-RJ/2011 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito 
tributário, que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo 
que seja objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito 
em julgado da respectiva decisão judicial. 
 
Comentário: Dispõe o art. 170-A, do CTN, que é vedada a compensação 
mediante o aproveitamento de tributo, objeto de contestação judicial pelo 
 
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sujeito passivo, antes do trânsito em julgado da respectiva decisão 
judicial. Questão correta. 
 
Questão 68 – FGV/AFRE-RJ/2011-Adaptada 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do créditotributário, que a lei permite à autoridade administrativa conceder remissão 
total ou parcial do crédito tributário em virtude de erro ou ignorância 
escusáveis do sujeito passivo quanto à matéria de direito. 
 
Comentário: O art. 172, II, do CTN, permite que a lei autoriza a autoridade 
administrativa a conceder remissão total ou parcial do crédito tributário, 
atendendo ao erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, quanto a 
matéria de fato. Questão errada. 
 
Questão 69 – FGV/AFRE-RJ/2011 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito 
tributário, que no caso de consignação do pagamento pelo sujeito passivo, 
caso seja julgada procedente, o montante consignado é convertido em renda, 
ao passo que, na improcedência, o crédito tributário é cobrado acrescido de 
juros de mora, sem aplicação de qualquer penalidade. 
 
Comentário: O erro da questão está em dizer que, diante de consignação 
judicial julgada improcedente, não há aplicação de penalidade, contrariando o 
disposto no art. 164, § 2º, do CTN. Questão errada. 
 
Questão 70 – FGV/AFRE-RJ/2011 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito 
tributário, que caso haja dois ou mais débitos simultâneos do mesmo sujeito 
passivo para com o mesmo sujeito ativo, a imputação do pagamento compete, 
em primeiro lugar, ao contribuinte ou responsável pelo pagamento. Somente 
na hipótese de abstenção deste, a autoridade administrativa fará a imputação. 
 
Comentário: De acordo com o art. 163, I, do CTN, a imputação será feita em 
primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar aos 
decorrentes de responsabilidade tributária. Questão errada. 
 
Questão 71 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 
 
De acordo com o CTN, não se afigura como causa de extinção do crédito 
tributário: 
A) a decadência. 
B) a prescrição. 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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C) a anistia. 
D) a remissão. 
E) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita 
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória. 
 
Comentário: 
Alternativa A: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de 
acordo com o art. 156, V, do CTN. Alternativa errada. 
Alternativa B: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de 
acordo com o art. 156, V, do CTN. Alternativa errada. 
Alternativa C: Trata-se de modalidade de exclusão do crédito tributário, de 
acordo com o art. 175, II, do CTN. Alternativa correta. 
Alternativa D: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de 
acordo com o art. 156, IV, do CTN. Alternativa errada. 
Alternativa E: Trata-se de modalidade de extinção do crédito tributário, de 
acordo com o art. 156, IX, do CTN. Alternativa errada. 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 72 – FGV/AFRE-RJ/2010 
 
O Código Tributário Nacional, em seu artigo 156, relaciona expressamente as 
hipóteses de extinção do crédito tributário. As alternativas a seguir apresentam 
hipóteses que estão inseridas na extinção do crédito tributário, à exceção de 
uma. Assinale-a. 
a) Novação. 
b) Dação em pagamento com bens imóveis. 
c) Transação. 
d) Compensação. 
e) Pagamento antecipado e homologação do lançamento. 
 
Comentário: Essa questão é bastante simples. Basta a simples memorização 
das hipóteses de extinção do crédito tributário. A novação não foi prevista no 
art. 156 do CTN como causa de extinção do crédito tributário. Portanto, a Letra 
A é a resposta da questão. 
 
Questão 73 – FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada 
 
O crédito tributário não se extingue com a morte do contribuinte devedor. 
 
Comentário: A morte do contribuinte não foi prevista no art. 156 do CTN 
como causa de extinção do crédito tributário. Nesse caso, o crédito continua 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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existindo, havendo a transferência da responsabilidade tributária. Questão 
correta. 
 
Questão 74 – FGV/AFRE-RJ/2008 
 
O direito à repetição do indébito tributário extingue-se no prazo de _____ 
anos, a contar _____. Assinale a alternativa que complete corretamente as 
lacunas da frase acima. 
a) cinco + cinco / da extinção do crédito tributário 
b) cinco / da suspensão do crédito tributário 
c) cinco + cinco / da suspensão do crédito tributário 
d) cinco / da extinção do crédito tributário, salvo para o ICMS e o ISS 
e) cinco / da extinção do crédito tributário 
 
Comentário: Podemos dizer que, em regra, o direito à repetição do indébito 
tributário extingue-se no prazo de 5 anos, a contar da data da extinção do 
crédito tributário, conforme previsto no art. 168, I, do CTN. Portanto, a 
alternativa correta é a Letra E. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Questão 75 – FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2008 
 
Em relação a débito de tributo ainda não objeto de lançamento, o contribuinte 
pode: 
I. conseguir uma liminar em mandado de segurança. 
II. obter parcelamento. 
III. vê-lo abrangido por decadência. 
IV. alcançar êxito em ação de consignação de pagamento. 
Em tais hipóteses, o crédito tributário, respectivamente, terá sido objeto de: 
A) extinção, suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, 
extinção. 
B) suspensão de sua exigibilidade, exclusão, extinção e suspensão de sua 
exigibilidade. 
C) exclusão, suspensão de sua exigibilidade, extinção e exclusão. 
D) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, exclusão e 
exclusão. 
E) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, extinção e 
extinção. 
 
Comentário: 
 
Item I: Trata-se de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (CTN, art. 
151, IV). 
Item II: Trata-se de suspensão da exigibilidade do crédito tributário (CTN, 
art. 151, VI). 
 
 
http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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Item III: Trata-se extinção do crédito tributário (CTN, art. 156, V). 
 
Item IV: Trata-se extinção do crédito tributário (CTN, art. 156, VIII). 
 
Gabarito: Letra E 
 
Questão 76 – ESAF/AFRFB/2009 
 
Notificado o sujeito passivo do lançamento, inicia-se o prazo decadencial de 
cinco anos para extinção do crédito. 
 
Comentário: O prazo decadencial não tem início com a notificação do 
lançamento, mas sim, como regra, no primeiro dia do exercício seguinte 
àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. Questão errada. 
 
Questão 77 – ESAF/ACE-MDIC/2012 
 
O mandado de segurança não constitui ação adequada para a declaração do 
direito à compensação tributária. 
 
Comentário: De acordo com a Súmula 213 do STJ, o mandado de segurança 
constitui ação adequada para declarar direito à compensação tributária. 
Portanto, a questão está errada. 
 
Questão 78 – ESAF/AFTM-Natal/2001 
 
A decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando a 
obrigação tributária principal é excluída em decorrência de determinação legal. 
 
Comentário: A decadência ocorre quando a Fazenda Pública perde o direito de 
constituir o crédito tributário. Trata-se de hipótese de extinção do crédito 
tributário. Questão errada. 
 
Questão 79 – ESAF/AFRFB/2009 
 
O pagamento de débitos prescritos não gera o direito a sua repetição, na 
medida em que, embora extinta a pretensão, subsiste o direito material. 
 
Comentário: O pagamento de débitos decaídos ou prescritos gera direito á 
sua repetição (restituição). Não se esqueça disso. Questão errada.http://www.iceni.com/infix.htm
 
 
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Questão 80 – ESAF/AFRFB/2009 
 
A Constituição Federal autoriza que lei ordinária, em situações específicas, 
estabeleça normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente 
sobre decadência e prescrição. 
 
Comentário: De acordo com o art. 146, III, b, da CF/88, cabe à lei 
complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, 
especialmente sobre decadência e prescrição. Dessa forma, a questão está 
errada. 
 
Questão 81 – ESAF/Agente Tributário-MT/2002 
 
É sabido que o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, por 
meio do lançamento, extingue- se em cinco anos, contados a partir do primeiro 
dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido 
efetuado. Esse modo de extinção do crédito tributário é a decadência. 
 
Comentário: A questão apresenta a regra geral de contagem do prazo 
decadencial: primeiro dia do ano seguinte àquele em que o lançamento poderia 
ter sido efetuado. Ressalte-se que a decadência é modalidade de extinção do 
crédito tributário. Questão correta. 
 
Chegamos ao final de mais uma aula! Um abraço e até a próxima! 
 
 
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2 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
Questão 01 – CESPE/TJ-PR-Juiz/2017 
 
Em 3/6/2009, determinado contribuinte sofreu lançamento referente a fatos 
geradores de ICMS que teriam ocorrido em 1.º/3/2004, sem que tivesse 
havido declaração de débito nem qualquer pagamento de tributo. 
Nessa situação hipotética, 
a) houve prescrição, que se conta a partir do fato gerador, de modo que o 
lançamento não poderia ter sido realizado. 
b) houve decadência, que se conta, nesse caso, a partir do fato gerador, de 
modo que o lançamento não poderia ter sido realizado. 
c) não houve decadência nem prescrição. 
d) houve prescrição, contada do primeiro dia do exercício seguinte ao que o 
lançamento poderia ter sido realizado, de maneira que o crédito não poderia 
ter sido constituído. 
 
Questão 02 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
De acordo com as disposições do CTN, é causa de extinção da exigibilidade do 
crédito tributário 
a) a consignação em pagamento. 
b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo 
tributário administrativo. 
c) a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em outras espécies 
de ação judicial. 
d) o parcelamento. 
e) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
 
Questão 03 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
No que diz respeito aos institutos da prescrição e da decadência, assinale a 
opção correta. 
a) A prescrição e a decadência estão previstas no CTN como formas de 
exclusão do crédito tributário. 
b) O direito de ação para a cobrança do crédito tributário decai em cinco anos, 
contados da data da sua constituição definitiva. 
c) O protesto judicial é uma forma de interrupção da prescrição. 
d) O direito de a fazenda pública constituir o crédito tributário prescreve após 
cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado. 
e) As normas gerais sobre prescrição e decadência na matéria tributária devem 
ser estabelecidas por meio de lei ordinária. 
 
 
 
 
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Questão 04 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
A repetição do indébito tributário refere-se à possibilidade de o contribuinte 
requerer às autoridades fazendárias a devolução de valores pagos 
indevidamente a título de tributo. A respeito desse assunto, assinale a opção 
correta. 
a) Os juros moratórios na repetição do indébito tributário são devidos a partir 
da data do fato gerador. 
b) Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão administrativa que 
denegar a restituição. 
c) Na repetição do indébito tributário, a correção monetária incide desde a data 
do fato gerador. 
d) O direito do sujeito passivo à restituição total ou parcial do tributo depende 
necessariamente de prévio protesto. 
e) O direito de pleitear a restituição extingue-se após dois anos do pagamento 
espontâneo do tributo. 
 
Questão 05 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 
 
1 - Considerando-se que, nessa situação, não tenha havido anulação de 
lançamento por vício formal, os tributos referidos deveriam ter sido lançados 
em até cinco anos, contados do primeiro dia do exercício seguinte àquele em 
que o lançamento poderia ter sido efetuado. 
 
Questão 06 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 
 
2 - Caso um contribuinte apresente a declaração exigida por lei e efetive o 
pagamento antecipado de tributos sujeitos ao lançamento por homologação, 
desde que inexistente lei estadual que fixe prazo distinto, o prazo para a 
homologação será de cinco anos, contados da efetiva ocorrência do fato 
gerador de cada tributo. 
 
Questão 07 – CESPE/TCE-SC-Auditor Fiscal de Controle Externo/2016 
 
3 - A situação hipotética diz respeito à prescrição tributária de tributos 
estaduais. 
 
Questão 08 – CESPE/CGE-PI-Auditor Governamental/2015 
 
Se houver pagamento indevido de ICMS, só será possível a restituição do 
tributo pago ao sujeito passivo de direito se ele provar ter assumido o encargo 
financeiro ou, no caso de ter havido repercussão econômica, ter expressa 
autorização do contribuinte de fato. 
 
 
 
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Questão 09 – CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 
 
Caso determinado contribuinte tenha dois ou mais débitos tributários vencidos 
com a União, estes deverão ser cobrados na seguinte ordem de precedência: 
impostos, taxas e contribuição de melhoria. 
 
Questão 10 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
Lei estadual poderá prever que a compensação tributária seja utilizada pelo 
contribuinte devedor para abater créditos, ainda que vincendos, da fazenda 
pública. 
 
Questão 11 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
Conforme o CTN, lei estadual não poderá autorizar que a compensação 
tributária abarque tributos de espécies distintas. 
 
Questão 12 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
De acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, é possível efetivar a 
compensação tributária a contribuinte devedor que tenha créditos, por meio de 
medida liminar obtida na esfera judiciária. 
 
Questão 13 – CESPE/TCE-RN-Auditor/2015 
 
A utilização do instituto da compensação tributária nos estados e nos 
municípios depende de lei ordinária, estadual ou municipal. 
 
Questão 14 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Caso ocorra fato gerador em setembro de 2014 de tributo cujo lançamento 
tenha sido feito de ofício, o direito de a fazenda pública constituir o respectivo 
crédito tributário se extinguirá em setembro de 2019. 
 
Questão 15 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
A dúvida acerca do pagamento do IPTU incidente sobre imóvel situado em 
localidade limítrofe entre dois municípios autoriza o ajuizamento de ação de 
consignação em pagamento peloproprietário. 
 
 
 
 
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Questão 16 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
O direito à restituição do crédito tributário pago indevidamente extingue-se 
após cinco anos contados da data do pagamento, ainda que o tributo seja 
submetido ao lançamento por homologação. 
 
Questão 17 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Como condição da ação de repetição de indébito, exige-se que o contribuinte, 
para reaver o que tenha sido pago indevidamente, proteste o crédito tributário 
devido. 
 
Questão 18 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Na ação de consignação em pagamento movida pelo contribuinte, a 
procedência do pedido extingue o crédito tributário, e o valor do depósito 
realizado é convertido em renda. 
 
Questão 19 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista 
Legislativo/2014 
 
O parcelamento requerido pelo contribuinte depois de transcorrido o prazo 
prescricional não restabelece a exigibilidade do crédito tributário. 
 
Questão 20 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista 
Legislativo/2014 
 
A regra de imputação de pagamento prevista no Código Civil de que a 
amortização da dívida ocorre primeiro sobre os juros e, somente depois, sobre 
o principal do crédito não se aplica à compensação de natureza tributária. 
 
Questão 21 – CESPE/Câmara dos Deputados-Analista 
Legislativo/2014 
 
Não é possível a compensação de débitos tributários federais com precatório 
estadual ofertado pelo contribuinte, a despeito de o Código Tributário Nacional 
prever a compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, 
vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a fazenda pública. 
 
Questão 22 – CESPE/TJ-SE-Titular de Serviços de Notas e de 
Registros/2014 
 
No que se refere à prescrição e à decadência em matéria tributária, assinale a 
opção correta. 
 
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a) À fazenda pública será concedido o prazo de cinco anos para constituir o 
crédito tributário, a partir da data em que se tornar definitiva a decisão que 
anular, por vício formal, lançamento anteriormente efetuado. 
b) A prescrição pode ser definida como a perda do direito de lançar, ou seja, 
de constituir o crédito tributário. 
c) A decadência pode ocorrer antes ou após a constituição definitiva do crédito 
tributário. 
d) Ocorre a decadência, em regra, após cinco anos contados da data do 
pagamento do tributo pelo contribuinte. 
e) Não é legalmente admissível a interrupção da prescrição nem da 
decadência, podendo, entretanto, ambas ser suspensas nas hipóteses legais. 
 
Questão 23 – CESPE/TJ-DF-Juiz de Direito Substituto/2014 
 
A administração tributária do DF procedeu à análise dos livros fiscais e 
registros contábeis da sociedade empresária WYZ Ltda., em diligência de 
fiscalização realizada entre os dias 1.º/5/2014 e 10/5/2014, com notificação à 
contribuinte, em 1.º/5/2014, acerca do início da ação fiscal, tendo verificado o 
que se segue. 
Durante os meses de janeiro a junho de 2010, a contribuinte declarou em guia 
específica as operações de circulação de mercadoria, mas não recolhera ao DF 
qualquer valor referente ao ICMS. 
Durante os meses de julho a dezembro de 2010, a contribuinte declarou, em 
guia específica, as operações de circulação de mercadoria, mas recolhera 
parcialmente o montante devido de ICMS ao DF. Durante os meses de janeiro 
a dezembro de 2011, a contribuinte não declarou nem recolheu o ICMS devido 
pela realização das operações de circulação de mercadorias. 
Durante o período de fiscalização que se iniciou em 1.º/5/2014, a 
administração tributária do DF verificou que não fora declarada nem recolhida 
nenhuma obrigação tributária de ICMS no ano de 2014, razão por que notificou 
a contribuinte, solicitando esclarecimentos adicionais. 
Considerando os dados acima apresentados, assinale a opção correta com base 
no CTN e na jurisprudência do STJ. 
a) As diversas obrigações em apreço têm, em comum, o início e o fim do prazo 
decadencial: início em 1.º/5/2014 e término em 30/4/2019. 
b) Para evitar a decadência dos diretos referentes às obrigações tributárias 
geradas entre os meses de janeiro a junho de 2010, o fisco do DF deve lançar 
o tributo até 31/12/2014, data após a qual começará a correr o prazo de 
prescrição. 
c) Com relação às obrigações tributárias referentes aos meses de julho a 
dezembro de 2010, o lançamento tributário de ofício é prescindível porque o 
crédito já foi constituído pelo contribuinte. 
d) No que se refere às obrigações tributárias referentes aos meses de janeiro a 
dezembro de 2011, o fisco deve efetuar o lançamento dentro do prazo 
decadencial de cinco anos, que se iniciou no dia da ocorrência de cada fato 
gerador de obrigação fiscal não recolhida. 
 
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e) No caso das obrigações tributárias de ICMS referentes aos meses de janeiro 
a maio de 2014, o fisco do DF deve efetuar o lançamento tributário de todas as 
obrigações em aberto até 31/12/2019, para evitar a decadência do direito. 
 
Questão 24 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
A conversão do depósito em renda é modalidade de suspensão do crédito 
tributário. 
 
Questão 25 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
O vencimento do crédito tributário ocorre dez dias depois da data em que se 
considera o sujeito passivo notificado do cálculo do montante do tributo 
devido. 
 
Questão 26 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
Caso a legislação tributária não disponha a respeito do local de pagamento do 
tributo, ele deve ser efetuado na repartição competente do local da ocorrência 
do fato gerador. 
 
Questão 27 – CESPE/DPE-TO/2013 
 
A lei pode autorizar a compensação de crédito tributário com créditos vencidos, 
líquidos e certos, possibilidade vedada para os vincendos. 
 
Questão 28 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2013 
 
Opera-se a dispensa legal de pagamento do tributo devido, pressupondo 
crédito tributário regularmente constituído, por meio da: 
a) isenção. 
b)prescrição. 
c)decadência. 
d) imunidade. 
e) remissão. 
 
Questão 29 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
Somente nos casos previstos no CTN pode ser modificado ou extinto o crédito 
tributário regularmente constituído. 
 
 
 
 
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Questão 30 – CESPE/PROMOTOR-MP-RR/2011 
 
A compensação, modalidade de suspensão do crédito tributário, depende de lei 
regulamentadora que a autorize. 
 
Questão 31 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2011 
 
De acordo com o CTN, constitui caso de extinção do crédito tributário: 
 
a) a concessão de isenção tributária. 
b) o transcorrer do prazo de cinco anos contados da constituição do crédito. 
c) a concessão de anistia. 
d) o depósito do montante integral do crédito. 
e) a concessão de parcelamento do crédito. 
 
Questão 32 – CESPE/PROCURADOR FEDERAL/2010 
 
Pela remissão, o legislador extingue a punibilidade do sujeito passivo infrator 
da legislação tributária, impedindo a constituição do respectivo crédito 
tributário. 
 
Questão 33 – VUNESP/Câmara-Mogi das Cruzes-SP/2017 
 
De conformidade com o Código Tributário Nacional, extingue o crédito 
tributárioa) a concessão de medida liminar em mandado de segurança. 
b) as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do processo 
tributário administrativo. 
c) a moratória. 
d) a conversão de depósito em renda. 
e) a isenção. 
 
Questão 34 – FCC/DPE-ES-Defensor Público/2016 
 
A prescrição e a decadência são fenômenos que atingem o crédito tributário e, 
neste sentido, impedem o Estado de abastecer os cofres públicos. A respeito 
dos dois institutos, é correto afirmar: 
a) O prazo para constituição do crédito tributário é decadencial e conta da data 
em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por vício formal, o 
lançamento anteriormente efetuado. 
b) Somente atos judiciais, entre eles o protesto, interrompem o prazo 
prescricional. 
c) A prescrição se interrompe com a efetiva citação pessoal do executado. 
d) A constituição em mora é indiferente para fins do prazo prescricional. 
 
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e) Tanto a prescrição quanto a decadência são hipóteses de exclusão do 
crédito tributário. 
 
Questão 35 – FCC/Pref. Teresina-Auditor Fiscal/2016 
 
Um contribuinte do ISS, tributo lançado por homologação em diversos 
Municípios brasileiros, desenvolveu a atividade de autolançamento a que se 
refere o caput do art. 150 do Código Tributário Nacional e, depois de apurar o 
montante devido no mês de agosto de 2015, efetuou o pagamento do crédito 
tributário apurado, no dia 25 do mês subsequente. 
Depois de ter quitado o referido débito para com a Fazenda Pública municipal, 
o contribuinte se deu conta de que havia errado na elaboração do cálculo do 
referido débito fiscal, o que redundou em pagamento a maior do que o 
efetivamente devido. 
Em razão disso, tomou a decisão de pleitear a restituição desse valor pago a 
maior. O direito de pleitear essa restituição, de acordo com o Código Tributário 
Nacional e a legislação de regência dessa matéria, poderá ser exercido até o 
dia 
a) 31 de dezembro de 2020. 
b) 25 de setembro de 2025. 
c) 25 de setembro de 2017. 
d) 25 de setembro de 2020. 
e) 25 de setembro de 2022. 
 
Questão 36 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 
 
De acordo com o CTN, a modalidade de extinção do crédito tributário, 
autorizada por lei e baseada nas condições por ela estabelecidas, por meio da 
qual os sujeitos ativo e passivo da obrigação tributária, mediante concessões 
mútuas, podem pôr fim a um litígio, extinguindo, desse modo, o crédito 
tributário, denomina-se 
a) decisão administrativa irreformável. 
b) decisão judicial passada em julgado. 
c) transação. 
d) compensação. 
e) conversão de depósito em renda. 
 
Questão 37 – FCC/SEFAZ-MA-Auditor Fiscal/2016 
 
De acordo com o CTN, é de cinco anos, contados da data da sua constituição 
definitiva, o prazo para a propositura de ação para a cobrança do crédito 
tributário. De acordo com o CTN, 
a) qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor suspende a fluência 
do referido prazo. 
b) o protesto judicial, extrajudicial ou administrativo suspende a fluência do 
referido prazo. 
 
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c) o referido prazo, que é prescricional, se interrompe pela citação pessoal 
feita ao devedor. 
d) qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor, interrompe a fluência do referido 
prazo. 
e) a não propositura dessa ação, no referido prazo, acarretará a decadência do 
direito fazendário de cobrar. 
 
Questão 38 – FCC/PGE-MA-Procurador/2016 
 
Acerca dos institutos da decadência e da prescrição tributárias, é correto 
afirmar: 
a) A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos e 
cento e oitenta dias, contados da data da inscrição do crédito tributário na 
Dívida Ativa da Fazenda Pública, visto que durante cento e oitenta dias o prazo 
para inscrição na dívida ativa suspende o curso da prescrição. 
b) Prescreve em cinco anos a ação anulatória da decisão administrativa que 
denegar a restituição de pagamento indevido. 
c) Se a Administração Fiscal cobrar tributo indevido ou maior que o devido em 
face da legislação tributária aplicável, o direito de prejudicado pleitear 
restituição extingue-se com o decurso do prazo de dois anos. 
d) No caso de reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão 
condenatória, o direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do 
prazo de cinco anos a contar da data em que se tornar definitiva a decisão 
administrativa ou transitar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, 
anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. 
e) Se a lei não fixar prazo para homologação, será ele de dez anos, a contar da 
ocorrência do fato gerador, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude 
ou simulação, hipótese em que o prazo será de cinco anos do ato doloso, 
fraudulento ou simulado. 
 
Questão 39 – FCC/Pref. Campinas-SP-Procurador/2016 
 
Há autorização legal para a repetição de pagamento de crédito tributário já 
realizado na hipótese de: 
a) lei que passou a definir para a situação prevista como fato gerador uma 
isenção em caráter específico na qual o contribuinte se enquadra 
perfeitamente. 
b) revogação da lei instituidora do tributo, pois a lei que exclui a incidência 
tributária deve retroagir para beneficiar o contribuinte. 
c) lei que diminui a alíquota do imposto devido, desde que o recolhimento 
tenha acontecido no mesmo exercício financeiro em que a lei entrou em vigor, 
pois a lei nova mais benéfica ao contribuinte deve retroagir. 
d) controle concentrado e abstrato de constitucionalidade em que o tributo foi 
declarado inconstitucional com efeito erga omnes e ex tunc. 
e) quando o contribuinte de direito recuperou do contribuinte de fato o valor 
do tributo recolhido indevidamente. 
 
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Questão 40 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 
 
Proposta a ação fiscal no prazo fixado para o seu exercício, a demora na 
citação, por motivos inerentes ao mecanismo da Justiça, não justifica o 
acolhimento da arguição de prescrição ou decadência. 
 
Questão 41 – FCC/TJ-PE-Juiz Substituto/2015 
 
A concessão de medida liminar em mandado de segurança suspende tanto a 
prescrição quanto a decadência do crédito tributário, impedindo a Fazenda 
Pública de realizar o lançamento do tributo, inscrevê-lo em Dívida Ativa e 
ajuizar Execução Fiscal visando sua cobrança. 
 
Questão 42 – FCC/TJ-GO-Juiz Substituto/2015 
 
A prescrição intercorrente pode se operar durante o curso da execução fiscal, 
se o executado não for localizado ou não forem encontrados bens suficientes 
para garantir a execução. 
 
Questão 43 – FCC/SEFAZ-PE-Julgador Administrativo Tributário do 
Tesouro Estadual/2015 
 
O Sr. Antônio dos Santos, em abril de 2010, foi notificado de um Auto de 
Infração lavrado pelo Estado do Pernambuco, exigindo um débito de ITCMD, no 
importe de R$ 34.659,67, supostamente devido em razão de uma doação 
realizada em outubro de 2007. O contribuinte apresentou tempestivamente 
impugnação administrativa, alegando que o auto de infração não continha a 
descrição do fato constitutivo da suposta infração fiscal, como exigia a 
legislação que disciplinava o processo administrativo fiscal do Estado do 
Pernambuco, razão pela qual o débito tributário deveria ser desconstituído.O 
julgador de primeira instância administrativa, em janeiro de 2011, contudo, 
não acolheu a defesa administrativa do contribuinte, mantendo incólume o 
débito fiscal. O Sr. Antônio dos Santos, então, interpôs recurso administrativo 
para instância administrativa superior, que, em setembro de 2013, deu 
provimento ao recurso, para anular o crédito tributário, asseverando que a 
Fiscalização não teria observado os requisitos de validade do auto de infração 
exigidos na mencionada legislação estadual. Diante do caso hipotético, o 
Estado do Pernambuco 
a) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma 
vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, que não 
tem o condão de interromper o prazo decadencial, não havendo o reinício da 
sua contagem. 
b) poderá lavrar outro auto de infração, visto que não ocorreu a decadência, 
porquanto o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício formal, o que 
interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. 
 
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c) poderá lavrar outro auto de infração, pois não ocorreu a decadência, uma 
vez que o lançamento de ofício anterior foi anulado por vício material, o que 
interrompe o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. 
d) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, posto 
que não houve, no lançamento de ofício anterior, dolo, fraude ou simulação, o 
que interromperia o prazo decadencial, reiniciando a sua contagem. 
e) não poderá lavrar outro auto de infração, pois ocorreu a decadência, uma 
vez que o prazo decadencial não se suspende ou se interrompe. 
 
Questão 44 – FCC/TCM-GO-Auditor Conselheiro Substituto/2015 
 
De acordo com o Código Tributário Nacional, são causas de extinção, de 
suspensão de exigibilidade e de exclusão do crédito tributário, 
respectivamente, nessa ordem, 
a) a moratória; a concessão de medida liminar ou de tutela antecipada, em 
outras espécies de ação judicial; a isenção. 
b) a isenção; a prescrição; a concessão de medida liminar em mandado de 
segurança. 
c) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita 
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; o depósito 
do seu montante integral; a anistia. 
d) o parcelamento; a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 
2° do artigo 164 do CTN; a moratória. 
e) a anistia; as reclamações e os recursos, nos termos das leis reguladoras do 
processo tributário administrativo; a decisão judicial passada em julgado. 
 
Questão 45 – FCC/SEFAZ-PI-Auditor Fiscal da Fazenda Estadual/2015 
 
A lei municipal que instituiu o IPTU no Município de São Simão das Setes 
Cruzes fixou o dia 1º de janeiro de cada exercício como data de ocorrência do 
fato gerador desse imposto, que é lançado de ofício, por expressa previsão 
legal. 
O Poder Executivo Municipal promove, anualmente, o lançamento de ofício 
desse imposto, logo no início do mês de fevereiro. 
No exercício de 2012, porém, excepcionalmente, por motivos de ordens 
técnica e jurídica, esse lançamento acabou não sendo efetuado na ocasião 
programada. 
Considerando os fatos acima e as normas do Código Tributário Nacional acerca 
da extinção do crédito tributário, é correto afirmar que o prazo 
a) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, 
teve início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o 
lançamento poderia ter sido efetuado. 
b) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início 
a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento 
poderia ter sido efetuado. 
c) para homologação tácita do lançamento de ofício, por decurso de prazo, 
teve início a partir da data da ocorrência do fato gerador. 
 
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d) decadencial para se efetuar o lançamento de ofício desse imposto teve início 
a partir da data da ocorrência do fato gerador. 
e) prescricional para se efetuar o lançamento por declaração teve início a partir 
da data da ocorrência do fato gerador. 
 
Questão 46 – FCC/PGE-RN-Procurador do Estado/2014 
 
Uma lei estadual que autorize o Procurador do Estado a não ingressar com 
Execução Fiscal para cobrança de créditos tributários inferiores a um 
determinado valor, renunciando portanto a esta receita, está prevendo 
hipótese de 
a) extinção do crédito tributário, na modalidade transação. 
b) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade moratória 
específica. 
c) exclusão do crédito tributário, na modalidade isenção em caráter específico. 
d) extinção do crédito tributário, na modalidade remissão. 
e) suspensão da exigibilidade do crédito tributário, na modalidade anistia. 
 
Questão 47 – FCC/TCE-GO-Analista de Controle Externo/2014 
 
Sobre isenção, imunidade e remissão é correto afirmar que 
a) todas são causas de exclusão do crédito tributário. 
b) somente a imunidade e a isenção são causas de exclusão do crédito 
tributário. 
c) somente a isenção e a remissão são causas de extinção do crédito 
tributário. 
d) somente a imunidade define a incompetência tributária. 
e) todas impedem o surgimento da obrigação tributária diante da 
incompetência nas hipóteses por elas previstas. 
 
Questão 48 – FCC/PGE-BA-Analista de Procuradoria/2013 
 
A ação para cobrança do crédito tributário 
a) decai em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. 
b) decai em 5 anos, contados do primeiro dia do exercício financeiro seguinte 
ao que deveria ter ocorrido o lançamento. 
c) prescreve em 5 anos, contados da ocorrência do fato gerador. 
d) prescreve em 5 anos, contados da constituição definitiva do crédito. 
e) decai em 5 anos, contados do lançamento. 
 
Questão 49 – FCC/PGE-SP-Procurador do Estado/2012 
 
Considere as seguintes afirmações: 
 
 
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I. No Código Tributário Nacional há uma causa de extinção do crédito tributário 
que, cronologicamente, ocorre antes de sua própria constituição. 
 
II. O parcelamento, por ser forma de pagamento, é causa de extinção do 
crédito tributário. 
 
III. Isenção e remissão são cronologicamente anteriores ao nascimento do 
crédito tributário. 
 
IV. A lei que dispensa o pagamento de valor de multa decorrente de auto de 
infração configura anistia, causa de exclusão do crédito tributário já constituí 
do, nos termos do disposto no Código Tributário Nacional. 
 
V. Na normatização brasileira, não há possibilidade de extinção do crédito 
tributário mediante a entrega ao fisco de algo que não seja dinheiro. 
 
Está correto APENAS o que se afirma em 
a) I e IV. 
b) IV e V. 
c) II, III e IV. 
d) II e IV. 
e) III e V. 
 
Questão 50 – FCC/TJ-PE-Juiz/2013 
 
O contribuinte tem o direito de fazer consulta sobre dispositivos legais acerca 
de matéria tributária. Neste caso, 
a) julgada procedente a consulta, ou seja, reconhecendo o fisco que o sujeito 
passivo consulente não tem obrigação tributária, o crédito tributário sequer 
será constituído, razão pela qual a consulta é causa de exclusão do crédito 
tributário. 
b) somente a consulta judicial é causa de extinção do crédito tributário quando 
julgada procedente, ou seja, quando o fisco reconhece que o crédito tributário 
é ilegal. 
c) a consulta é procedimentojudicial, que deve ser proposto antes da data do 
vencimento do tributo. 
d) a consulta formulada antes da notificação válida ao sujeito passivo, 
relativamente ao crédito tributário, suspende a exigibilidade do crédito 
tributário. 
e) não haverá mora e, portanto, incidência de juros moratórios, quando o 
sujeito passivo deixa de pagar o crédito na data vencimento, desde que 
pendente de resposta à consulta formulada antes do vencimento do tributo. 
 
 
 
 
 
 
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Questão 51 – FCC/DPE-AM-Defensor Público/2013 
 
O contribuinte pretende quitar seu débito com a Fazenda Pública através da 
entrega de bem imóvel de sua propriedade. Neste caso, esta medida só terá 
cabimento se 
a) houver lei do ente competente especificando a forma e as condições para a 
realização da dação em pagamento, hipótese em que será admitida como 
causa de extinção do crédito tributário. 
b) o bem imóvel estiver garantindo o juízo da execução e desde que haja 
interesse por parte do ente em receber aquele bem imóvel na forma de 
depósito, hipótese em que será admitida como causa de exclusão do crédito 
tributário. 
c) estiver o débito em fase de cobrança judicial e não houver sido apresentado 
embargos à execução fiscal pelo executado, bem assim que haja lei 
autorizando esta transação como forma de extinção do crédito tributário. 
d) for feita em juízo, nos autos da execução fiscal e mediante homologação 
judicial desta forma de compensação do crédito tributário como causa de 
extinção do crédito tributário. 
e) houver previsão legal do ente competente admitindo a entrega de bem 
imóvel como forma de pagamento direto, causa de extinção do crédito 
tributário, já que o tributo pode ser pago em moeda ou cujo valor nela se 
possa exprimir. 
 
Questão 52 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A Lei Estadual no 12.605/2012, do Estado da Bahia, aprovada pela Assembleia 
Legislativa daquele Estado, em seu artigo 11, assim prescreveu: 
“Art. 11 − Ficam extintos, independentemente de requerimento do sujeito 
passivo, os débitos vencidos até 30 de setembro de 2012, por veículo, 
relativos ao Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores − IPVA, 
cujo valor atualizado em 31 de outubro de 2012 seja igual ou inferior a R$ 
500,00 (quinhentos reais).” 
Esse é um típico caso de 
a) remição. 
b) anistia. 
c) remissão. 
d) isenção. 
e) moratória. 
 
Questão 53 – FCC/ICMS-SP/2013 
 
A empresa Argonautas Unidos S.A. obteve a concessão de medida liminar em 
mandado de segurança preventivo que impetrara contra a Fazenda Pública 
Estadual a fim de não pagar determinado tributo por entender indevido. Em 
razão desta concessão, a empresa realizou operação mercantil sem o devido 
destaque do imposto, deixando também de cumprir as obrigações acessórias 
 
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relacionadas. O Fisco, por sua vez, a fim de prevenir a decadência do direito de 
lançar, lavrou auto de infração contra o contribuinte. Passados 121 dias, o 
mandado de segurança foi julgado no mérito desfavoravelmente ao 
contribuinte, tendo transitado em julgado. Surpreendido com a decisão, o 
contribuinte foi até a repartição fiscal e entregou documentos relativos a 
apartamento de sua propriedade, alegando que poderia pagar o tributo 
mediante dação em pagamento de bem imóvel. Em face da situação hipotética 
apresentada e do ordenamento jurídico vigente, 
a) a medida liminar em mandado de segurança e a remissão praeter tempus, 
espécies de suspensão do crédito tributário, ficam sem efeito quando 
denegado o mandado de segurança pela sentença, retroagindo os efeitos da 
decisão contrária. 
b) justifica-se o não cumprimento pela empresa das obrigações acessórias 
relacionadas com o tributo cujo pagamento foi obstado pela ordem judicial 
obtida pela empresa, pois nesta situação há dispensa legal do cumprimento 
das obrigações acessórias. 
c) o pagamento de tributos mediante dação em pagamento de bem imóvel é 
uma das formas previstas de exclusão do crédito tributário, devendo o 
contribuinte cumprir a forma e as condições estabelecidas em lei. 
d) a suspensão da exigibilidade do crédito tributário na via judicial impede o 
Fisco de praticar qualquer ato contra o contribuinte visando à cobrança de seu 
crédito, tais como inscrição em dívida, execução e penhora, mas não 
impossibilita a Fazenda de proceder a regular constituição do crédito tributário 
para prevenir a decadência do direito de lançar. 
e) caso fosse previsto em lei ordinária, o contribuinte poderia fazer a 
compensação do tributo devido com bem imóvel, exercendo seu direito 
subjetivo ao uso de uma das espécies de extinção do crédito tributário. 
 
Questão 54 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 
 
Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que, 
havendo previsão em lei autorizativa, a remissão pode ser concedida por 
despacho fundamentado de autoridade administrativa, em razão da situação 
econômica do sujeito passivo. 
 
Questão 55 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 
 
Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que a ação 
para cobrança do crédito tributário prescreve em cinco anos contados da 
ocorrência do fato gerador, extinguindo-se para o Fisco o direito ao crédito. 
 
Questão 56 – FCC/PGM-João Pessoa-PB-Procurador Municipal/2012 
 
Sobre as causas de extinção do crédito tributário, é correto afirmar que 
quando existe parcelamento do crédito tributário, o pagamento da última 
parcela gera presunção relativa de que as prestações anteriores estão pagas. 
 
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Questão 57 – FCC/ICMS-SP/2009 
 
Em abril de 2008, foi realizada fiscalização em empresa atacadista, na qual 
constatou-se, em sua escrita fiscal, em relação ao ICMS devido no período de 
setembro de 2002 a novembro de 2003, que não teria havido o 
correspondente pagamento antecipado por parte do contribuinte e, em relação 
ao ICMS devido no período de dezembro de 2003 a março de 2005, teria 
havido pagamento antecipado a menor. Em virtude de tais fatos, foi lavrado 
Auto de Infração e Imposição de Multa com cobrança das diferenças de ICMS 
devido, mais multa e juros de mora. A regular notificação do Auto de Infração 
deu-se em abril de 2008. Nesse caso, 
a) os débitos de novembro de 2002 a novembro de 2003 estão prescritos. 
b) os débitos de dezembro de 2003 a abril de 2004 estão prescritos. 
c) houve decadência em relação aos débitos do período de setembro de 2002 a 
novembro de 2002. 
d) houve decadência em relação aos débitos do período de novembro de 2002 
a março de 2003. 
e) houve decadência e prescrição em relação aos débitos do período de 
novembro de 2002 a março de 2003. 
 
Questão 58 – FCC/ICMS-SP/2009 
 
Sobre os prazos de natureza decadencial, previstos no CTN e correndo contra a 
Fazenda Pública, seja para homologar lançamento efetuado pelo contribuinte, 
seja para efetuar lançamento de ofício, é correto afirmar que são de 
a) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para efetuar o 
lançamento de ofício e cinco anos contatos a partir do primeiro dia do exercício 
seguinte àquele em que o lançamento poderia ser efetuado para homologar o 
realizado pelo contribuinte. 
b) cinco anos contados da constituição definitiva do crédito tributáriopara 
efetuar o lançamento de ofício e cinco anos contados da ocorrência do fato 
gerador para homologar o lançamento efetuado pelo contribuinte. 
c) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador, seja para efetuar o 
lançamento de ofício, seja para homologar o lançamento efetuado pelo 
contribuinte. 
d) cinco anos contados da ocorrência do fato gerador para homologar 
lançamento efetuado pelo contribuinte e cinco anos contados a partir do 
primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ser 
efetuado, para o lançamento de ofício. 
e) dez anos contados da constituição definitiva do crédito tributário, seja para 
efetuar o lançamento de ofício seja para homologar o lançamento efetuado 
pelo contribuinte. 
 
 
 
 
 
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Questão 59 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
 
Um contribuinte é devedor do Município em relação aos seguintes créditos 
tributários de impostos: 
IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; 
ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; 
IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; 
ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; 
ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. 
O contribuinte realiza um único pagamento. De acordo com as normas do CTN, 
a autoridade administrativa competente para receber o pagamento 
determinará a respectiva imputação em primeiro lugar para o seguinte crédito 
tributário: 
a) IPTU – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/10/13; 
b) ITBIM – R$ 500,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/13; 
c) IPTU – R$ 400,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13; 
d) ISS – R$ 2.000,00, na qualidade de responsável, vencido em 02/10/12; 
e) ISS – R$ 1.000,00, na qualidade de contribuinte, vencido em 02/09/13. 
 
Questão 60 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
 
Um contribuinte do Município, inconformado com a imposição de um auto de 
infração do ISS, decide discutir em juízo a incidência ou não do tributo, 
ingressa com a ação judicial que considera oportuna e efetua o depósito 
integral e em dinheiro do valor do crédito tributário em discussão. Nesse caso: 
a) o depósito judicial é condição inafastável para o regular processamento da 
ação; 
b) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia 
depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, suspendendo a 
exigibilidade do crédito tributário; 
c) o depósito da quantia questionada, integral ou parcial, suspende a 
exigibilidade do crédito tributário; 
d) com a decisão definitiva do processo contrária ao contribuinte, a quantia 
depositada deverá ser convertida em renda da Fazenda, extinguindo o crédito 
tributário; 
e) o depósito judicial é desnecessário, pois o mero ajuizamento da ação 
suspende a exigibilidade do crédito tributário. 
 
Questão 61 – FGV/CGE-MA/2014 
 
O INSS ingressou com execução fiscal em face do Estado Beta, pela falta de 
pagamento da contribuição previdenciária de alguns de seus agentes 
administrativos. Está provado nos autos que os créditos remontam aos anos de 
1991 a 1994 e não há comprovação de qualquer pagamento. 
 
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O lançamento do tributo devido efetivou-se em março de 2001 e a inscrição 
em dívida ativa em setembro de 2003. O juiz de 1º grau extinguiu o processo 
com base na constatação de ter havido a decadência. 
A esse respeito, assinale a afirmativa correta. 
a) O Juiz errou, já que por se tratar de tributo lançado por homologação são 5 
anos para homologar e mais 5 anos para inscrever o crédito tributário. 
b) O juiz errou, visto que no caso da contribuição previdenciária deve haver 
antecipação do pagamento do tributo, não mais se falando de decadência. 
c) O juiz está correto, visto que o prazo decadencial, nesta espécie de tributo, 
conta-se da data do fato gerador. 
d) O juiz errou, havendo a aplicação, cumulativa e concorrente, dos prazos 
previstos no Código Tributário Nacional. 
e) O juiz está correto, contando-se o prazo decadencial do primeiro dia do 
exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado. 
 
Questão 62 – FGV/Juiz-TJ-AM/2013 
 
O contribuinte realiza o fato gerador de ICMS em 01.03.2004. Em março de 
2008 a fiscalização, percebendo que o contribuinte não havia declarado nem 
recolhido o tributo, promove a autuação fiscal. No mesmo mês (março/2008) o 
contribuinte promove a impugnação administrativa da exigência fiscal. Em 
março de 2012 sobrevém a decisão administrativa definitiva (assim entendida 
a decisão insuscetível de novo recurso do contribuinte na fase administrativa). 
Permanecendo inadimplido o crédito fiscal, a Fazenda Pública ajuíza, em março 
de 2013, a competente Execução Fiscal, à qual o contribuinte opõe Embargos 
de Devedor alegando a extinção do crédito por força da decadência e/ou da 
prescrição. 
Diante do exposto, o magistrado incumbido de solucionar a causa deverá 
a) acolher o argumento de decadência do direito da Fazenda constituir o 
crédito tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão 
administrativa definitiva. 
b) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda ajuizar a Execução 
Fiscal, ante o decurso de nove anos entre o fato gerador e o ajuizamento da 
Execução Fiscal. 
c) acolher tanto o argumento da decadência quanto o argumento da 
prescrição. 
d) acolher o argumento da Fazenda, na impugnação aos Embargos de 
Devedor, no sentido de que não se consumou nem a decadência nem a 
prescrição. 
e) acolher o argumento de prescrição do direito da Fazenda constituir o crédito 
tributário, ante o decurso de oito anos entre o fato gerador e a decisão 
administrativa definitiva. 
 
Questão 63 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 
 
Em relação à extinção do crédito tributário, assinale a afirmativa correta. 
a) Sempre sucede com a satisfação da obrigação tributária principal. 
 
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b) Só advém se houver o pagamento integral do débito. 
c) Pode ocorrer por decreto instituidor de dação em pagamento. 
d) Acontece quando firmado acordo de parcelamento da dívida. 
e) Ocorre pela conversão de depósito judicial em renda da Fazenda. 
 
Questão 64 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 
 
Todos os tributos são restituíveis, sempre que for provado que tenham sido 
pagos de forma indevida. 
 
Questão 65 – FGV/Consultor-AL-MA/2013 
 
A prova negativa da repercussão da carga tributária é condição para a 
repetição do indébito. 
 
Questão 66 – FGV/Consultor Legislativo - MA /2013 
 
Miguel pretende pagar tributo devido à Fazenda Estadual, especificando valor, 
espécie e exercício. A Fazenda, entretanto, verificou que Miguel tem outra 
dívida tributária, mais antiga, da qual ela é a credora. 
Com base na situação hipotética, assinale a afirmativa correta. 
(A) Cabe à Fazenda Estadual imputar o pagamento à dívida mais antiga para 
que não ocorra a prescrição. 
(B) A escolha da dívida a ser quitada é do contribuinte, em função do princípio 
da menor onerosidade. 
(C) O princípio da autonomia das dívidas tributárias só se aplica a débitos de 
Fazendas distintas. 
(D) A imputação ex officio do pagamento efetivada pela Fazenda, decorre do 
poderde império. 
(E) O direcionamento do pagamento pela Fazenda só pode ocorrer 
judicialmente. 
 
Questão 67 – FGV/AFRE-RJ/2011 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito 
tributário, que é vedada a compensação mediante o aproveitamento de tributo 
que seja objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito 
em julgado da respectiva decisão judicial. 
 
Questão 68 – FGV/AFRE-RJ/2011-Adaptada 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito 
tributário, que a lei permite à autoridade administrativa conceder remissão 
 
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total ou parcial do crédito tributário em virtude de erro ou ignorância 
escusáveis do sujeito passivo quanto à matéria de direito. 
 
Questão 69 – FGV/AFRE-RJ/2011 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito 
tributário, que no caso de consignação do pagamento pelo sujeito passivo, 
caso seja julgada procedente, o montante consignado é convertido em renda, 
ao passo que, na improcedência, o crédito tributário é cobrado acrescido de 
juros de mora, sem aplicação de qualquer penalidade. 
 
Questão 70 – FGV/AFRE-RJ/2011 
 
O CTN expressamente estabelece, no que diz respeito à extinção do crédito 
tributário, que caso haja dois ou mais débitos simultâneos do mesmo sujeito 
passivo para com o mesmo sujeito ativo, a imputação do pagamento compete, 
em primeiro lugar, ao contribuinte ou responsável pelo pagamento. Somente 
na hipótese de abstenção deste, a autoridade administrativa fará a imputação. 
 
Questão 71 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 
 
De acordo com o CTN, não se afigura como causa de extinção do crédito 
tributário: 
A) a decadência. 
B) a prescrição. 
C) a anistia. 
D) a remissão. 
E) a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na órbita 
administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória. 
 
Questão 72 – FGV/AFRE-RJ/2010 
 
O Código Tributário Nacional, em seu artigo 156, relaciona expressamente as 
hipóteses de extinção do crédito tributário. As alternativas a seguir apresentam 
hipóteses que estão inseridas na extinção do crédito tributário, à exceção de 
uma. Assinale-a. 
a) Novação. 
b) Dação em pagamento com bens imóveis. 
c) Transação. 
d) Compensação. 
e) Pagamento antecipado e homologação do lançamento. 
 
 
 
 
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Questão 73 – FGV/Advogado-BADESC/2010-Adaptada 
 
O crédito tributário não se extingue com a morte do contribuinte devedor. 
 
Questão 74 – FGV/AFRE-RJ/2008 
 
O direito à repetição do indébito tributário extingue-se no prazo de _____ 
anos, a contar _____. Assinale a alternativa que complete corretamente as 
lacunas da frase acima. 
a) cinco + cinco / da extinção do crédito tributário 
b) cinco / da suspensão do crédito tributário 
c) cinco + cinco / da suspensão do crédito tributário 
d) cinco / da extinção do crédito tributário, salvo para o ICMS e o ISS 
e) cinco / da extinção do crédito tributário 
 
Questão 75 – FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2008 
 
Em relação a débito de tributo ainda não objeto de lançamento, o contribuinte 
pode: 
I. conseguir uma liminar em mandado de segurança. 
II. obter parcelamento. 
III. vê-lo abrangido por decadência. 
IV. alcançar êxito em ação de consignação de pagamento. 
Em tais hipóteses, o crédito tributário, respectivamente, terá sido objeto de: 
A) extinção, suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, 
extinção. 
B) suspensão de sua exigibilidade, exclusão, extinção e suspensão de sua 
exigibilidade. 
C) exclusão, suspensão de sua exigibilidade, extinção e exclusão. 
D) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, exclusão e 
exclusão. 
E) suspensão de sua exigibilidade, suspensão de sua exigibilidade, extinção e 
extinção. 
 
Questão 76 – ESAF/AFRFB/2009 
 
Notificado o sujeito passivo do lançamento, inicia-se o prazo decadencial de 
cinco anos para extinção do crédito. 
 
Questão 77 – ESAF/ACE-MDIC/2012 
 
O mandado de segurança não constitui ação adequada para a declaração do 
direito à compensação tributária. 
 
 
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Questão 78 – ESAF/AFTM-Natal/2001 
 
A decadência é forma de extinção do crédito tributário, que ocorre quando a 
obrigação tributária principal é excluída em decorrência de determinação legal. 
 
Questão 79 – ESAF/AFRFB/2009 
 
O pagamento de débitos prescritos não gera o direito a sua repetição, na 
medida em que, embora extinta a pretensão, subsiste o direito material. 
 
Questão 80 – ESAF/AFRFB/2009 
 
A Constituição Federal autoriza que lei ordinária, em situações específicas, 
estabeleça normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente 
sobre decadência e prescrição. 
 
Questão 81 – ESAF/Agente Tributário-MT/2002 
 
É sabido que o direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário, por 
meio do lançamento, extingue- se em cinco anos, contados a partir do primeiro 
dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido 
efetuado. Esse modo de extinção do crédito tributário é a decadência. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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3 – GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
 
 
1 Letra C 28 Letra E 55 Errada 
2 Letra A 29 Correta 56 Errada 
3 Letra C 30 Errada 57 Letra C 
4 Letra B 31 Letra B 58 Letra D 
5 Correta 32 Errada 59 Letra E 
6 Correta 33 Letra D 60 Letra D 
7 Errada 34 Letra A 61 Letra E 
8 Correta 35 Letra D 62 Letra D 
9 Errada 36 Letra C 63 Letra E 
10 Errada 37 Letra D 64 Errada 
11 Errada 38 Letra D 65 Errada 
12 Errada 39 Letra D 66 Letra A 
13 Correta 40 Correta 67 Correta 
14 Errada 41 Errada 68 Errada 
15 Correta 42 Correta 69 Errada 
16 Correta 43 Letra B 70 Errada 
17 Errada 44 Letra C 71 Letra C 
18 Correta 45 Letra B 72 Letra A 
19 Correta 46 Letra D 73 Correta 
20 Correta 47 Letra D 74 Letra E 
21 Correta 48 Letra D 75 Letra E 
22 Letra A 49 Letra A 76 Errada 
23 Letra C 50 Letra E 77 Errada 
24 Errada 51 Letra A 78 Errada 
25 Errada 52 Letra C 79 Errada 
26 Errada 53 Letra D 80 Errada 
27 Errada 54 Correta 81 Correta 
 
 
 
 
 
 
 
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4 – LEGISLAÇÃO PERTINENTE 
CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL 
Art. 156: causas de extinção do crédito tributário: 
Art. 156. Extinguem o crédito tributário: 
I - o pagamento; 
II - a compensação; 
III - a transação; 
IV - remissão; 
V - a prescrição e a decadência; 
VI - a conversão de depósito em renda; 
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento nos termos do 
disposto no artigo 150 e seus §§ 1º e 4º; 
VIII - a consignação em pagamento, nos termos do disposto no § 2º do artigo 
164; 
IX - a decisão administrativa irreformável,assim entendida a definitiva na 
órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; 
X - a decisão judicial passada em julgado. 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições 
estabelecidas em lei. (Incluído pela Lcp nº 104, de 10.1.2001) 
Parágrafo único. A lei disporá quanto aos efeitos da extinção total ou parcial do 
crédito sobre a ulterior verificação da irregularidade da sua constituição, 
observado o disposto nos artigos 144 e 149. 
Arts. 157 a 164: regras sobre pagamento: 
Art. 157. A imposição de penalidade não ilide o pagamento integral do 
crédito tributário. 
Art. 158. O pagamento de um crédito não importa em presunção de 
pagamento: 
I - quando parcial, das prestações em que se decomponha; 
 
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II - quando total, de outros créditos referentes ao mesmo ou a outros 
tributos. 
Art. 159. Quando a legislação tributária não dispuser a respeito, o pagamento 
é efetuado na repartição competente do domicílio do sujeito passivo. 
Art. 160. Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o 
vencimento do crédito ocorre trinta dias depois da data em que se 
considera o sujeito passivo notificado do lançamento. 
Parágrafo único. A legislação tributária pode conceder desconto pela 
antecipação do pagamento, nas condições que estabeleça. 
Art. 161. O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido 
de juros de mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem 
prejuízo da imposição das penalidades cabíveis e da aplicação de 
quaisquer medidas de garantia previstas nesta Lei ou em lei tributária. 
§ 1º Se a lei não dispuser de modo diverso, os juros de mora são 
calculados à taxa de um por cento ao mês. 
§ 2º O disposto neste artigo não se aplica na pendência de consulta formulada 
pelo devedor dentro do prazo legal para pagamento do crédito. 
Art. 162. O pagamento é efetuado: 
I - em moeda corrente, cheque ou vale postal; 
II - nos casos previstos em lei, em estampilha, em papel selado, ou por 
processo mecânico. 
§ 1º A legislação tributária pode determinar as garantias exigidas para o 
pagamento por cheque ou vale postal, desde que não o torne impossível ou 
mais oneroso que o pagamento em moeda corrente. 
§ 2º O crédito pago por cheque somente se considera extinto com o resgate 
deste pelo sacado. 
§ 3º O crédito pagável em estampilha considera-se extinto com a inutilização 
regular daquela, ressalvado o disposto no artigo 150. 
§ 4º A perda ou destruição da estampilha, ou o erro no pagamento por esta 
modalidade, não dão direito a restituição, salvo nos casos expressamente 
previstos na legislação tributária, ou naquelas em que o erro seja imputável à 
autoridade administrativa. 
§ 5º O pagamento em papel selado ou por processo mecânico equipara-se ao 
pagamento em estampilha. 
 
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Art. 163: regras sobre imputação em pagamento: 
Art. 163. Existindo simultaneamente dois ou mais débitos vencidos do mesmo 
sujeito passivo para com a mesma pessoa jurídica de direito público, 
relativos ao mesmo ou a diferentes tributos ou provenientes de penalidade 
pecuniária ou juros de mora, a autoridade administrativa competente 
para receber o pagamento determinará a respectiva imputação, 
obedecidas as seguintes regras, na ordem em que enumeradas: 
I - em primeiro lugar, aos débitos por obrigação própria, e em segundo lugar 
aos decorrentes de responsabilidade tributária; 
II - primeiramente, às contribuições de melhoria, depois às taxas e por fim aos 
impostos; 
III - na ordem crescente dos prazos de prescrição; 
IV - na ordem decrescente dos montantes. 
Art. 164: regras sobre consignação em pagamento: 
Art. 164. A importância de crédito tributário pode ser consignada 
judicialmente pelo sujeito passivo, nos casos: 
I - de recusa de recebimento, ou subordinação deste ao pagamento de outro 
tributo ou de penalidade, ou ao cumprimento de obrigação acessória; 
II - de subordinação do recebimento ao cumprimento de exigências 
administrativas sem fundamento legal; 
III - de exigência, por mais de uma pessoa jurídica de direito público, de 
tributo idêntico sobre um mesmo fato gerador. 
§ 1º A consignação só pode versar sobre o crédito que o consignante se 
propõe pagar. 
§ 2º Julgada procedente a consignação, o pagamento se reputa 
efetuado e a importância consignada é convertida em renda; julgada 
improcedente a consignação no todo ou em parte, cobra-se o crédito acrescido 
de juros de mora, sem prejuízo das penalidades cabíveis. 
Arts. 165 a 169: regras sobre pagamento indevido e sua restituição: 
Art. 165. O sujeito passivo tem direito, independentemente de prévio 
protesto, à restituição total ou parcial do tributo, seja qual for a 
modalidade do seu pagamento, ressalvado o disposto no § 4º do artigo 
162, nos seguintes casos: 
 
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I - cobrança ou pagamento espontâneo de tributo indevido ou maior que o 
devido em face da legislação tributária aplicável, ou da natureza ou 
circunstâncias materiais do fato gerador efetivamente ocorrido; 
II - erro na edificação do sujeito passivo, na determinação da alíquota 
aplicável, no cálculo do montante do débito ou na elaboração ou conferência 
de qualquer documento relativo ao pagamento; 
III - reforma, anulação, revogação ou rescisão de decisão condenatória. 
Art. 166. A restituição de tributos que comportem, por sua natureza, 
transferência do respectivo encargo financeiro somente será feita a 
quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de tê-lo 
transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a 
recebê-la. 
Art. 167. A restituição total ou parcial do tributo dá lugar à restituição, na 
mesma proporção, dos juros de mora e das penalidades pecuniárias, 
salvo as referentes a infrações de caráter formal não prejudicadas pela 
causa da restituição. 
Parágrafo único. A restituição vence juros não capitalizáveis, a partir do 
trânsito em julgado da decisão definitiva que a determinar. 
Art. 168. O direito de pleitear a restituição extingue-se com o decurso do prazo 
de 5 (cinco) anos, contados: 
I - nas hipótese dos incisos I e II do artigo 165, da data da extinção do crédito 
tributário; (Vide art 3 da LCp nº 118, de 2005) 
II - na hipótese do inciso III do artigo 165, da data em que se tornar definitiva 
a decisão administrativa ou passar em julgado a decisão judicial que tenha 
reformado, anulado, revogado ou rescindido a decisão condenatória. 
Art. 169. Prescreve em dois anos a ação anulatória da decisão 
administrativa que denegar a restituição. 
Parágrafo único. O prazo de prescrição é interrompido pelo início da ação 
judicial, recomeçando o seu curso, por metade, a partir da data da intimação 
validamente feita ao representante judicial da Fazenda Pública interessada. 
Arts. 170 e 170-A: regras sobre compensação: 
Art. 170. A lei pode, nas condições e sob as garantias que estipular, ou cuja 
estipulação em cada caso atribuir à autoridade administrativa, autorizar a 
compensação de créditos tributários com créditos líquidos e certos, 
vencidos ou vincendos, do sujeito passivo contra a Fazenda pública. 
(Vide Decreto nº 7.212, de 2010) 
 
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Parágrafo único. Sendo vincendo o crédito do sujeito passivo, a lei 
determinará, para os efeitos deste artigo, a apuração do seu montante, não 
podendo, porém, cominar redução maior que a correspondente ao juro 
de 1% (um por cento) ao mês pelo tempo a decorrer entre a data da 
compensação e a do vencimento. 
Art. 170-A. É vedada a compensação mediante o aproveitamento de 
tributo, objeto de contestação judicial pelo sujeito passivo, antes do trânsito 
em julgado da respectiva decisão judicial. 
Art. 171: regras sobre transação: 
Art. 171. A lei pode facultar, nas condições que estabeleça, aos sujeitos ativo e 
passivo da obrigação tributária celebrar transação que, mediante concessões 
mútuas, importe em determinação de litígio e conseqüente extinção de 
crédito tributário. 
Parágrafo único. A lei indicará a autoridade competente para autorizar a 
transação em cada caso. 
Art. 172: regras sobre remissão: 
Art. 172. A lei pode autorizar a autoridade administrativa a conceder, 
por despacho fundamentado, remissão total ou parcial do crédito 
tributário, atendendo: 
I - à situação econômica do sujeito passivo; 
II - ao erro ou ignorância excusáveis do sujeito passivo, quanto a matéria de 
fato; 
III - à diminuta importância do crédito tributário; 
IV - a considerações de equidade, em relação com as características pessoais 
ou materiais do caso; 
V - a condições peculiares a determinada região do território da entidade 
tributante. 
Parágrafo único. O despacho referido neste artigo não gera direito adquirido, 
aplicando-se, quando cabível, o disposto no artigo 155. 
Art. 173: regras sobre decadência: 
Art. 173. O direito de a Fazenda Pública constituir o crédito tributário extingue-
se após 5 (cinco) anos, contados: 
I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia 
ter sido efetuado; 
 
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II - da data em que se tornar definitiva a decisão que houver anulado, por 
vício formal, o lançamento anteriormente efetuado. 
Parágrafo único. O direito a que se refere este artigo extingue-se 
definitivamente com o decurso do prazo nele previsto, contado da data em 
que tenha sido iniciada a constituição do crédito tributário pela 
notificação, ao sujeito passivo, de qualquer medida preparatória 
indispensável ao lançamento. 
Art. 174: regras sobre prescrição: 
Art. 174. A ação para a cobrança do crédito tributário prescreve em cinco 
anos, contados da data da sua constituição definitiva. 
Parágrafo único. A prescrição se interrompe: 
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; 
(Redação dada pela Lcp nº 118, de 2005) 
II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor. 
LC 118/2005 
Art. 3º: regra para contagem de prazo para pleitear restituição, nos 
casos de tributo sujeito a lançamento por homologação: 
Art. 3º Para efeito de interpretação do inciso I do art. 168 da Lei no 
5.172, de 25 de outubro de 1966 – Código Tributário Nacional, a 
extinção do crédito tributário ocorre, no caso de tributo sujeito a 
lançamento por homologação, no momento do pagamento 
antecipado de que trata o § 1o do art. 150 da referida Lei. 
 
 
 
 
 
 
 
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5 – SÚMULAS ABORDADAS DURANTE A AULA 
Súmula STF 546: A jurisprudência do STF, quanto à restituição de tributos 
indiretos, é que cabe restituição do tributo indevidamente pago se o 
contribuinte de direito comprovar que não recuperou do contribuinte de fato o 
valor correspondente ao pagamento indevido: 
Súmula STF 546 - Cabe a restituição do tributo pago indevidamente, 
quando reconhecido por decisão, que o contribuinte "de jure" não recuperou 
do contribuinte "de facto" o "quantum" respectivo. 
Súmula STJ 188: De acordo com o STJ, na restituição do indébito tributário, 
os juros moratórios são devidos somente a partir do trânsito em julgado da 
sentença: 
Súmula STJ 188 - Os juros moratórios, na repetição do indébito tributário, 
são devidos a partir do trânsito em julgado da sentença. 
Súmula Vinculante 17: Com a inscrição do precatório até 1º de julho até o 
final do exercício seguinte (31 de dezembro do próximo ano), não há 
incidência de juros de mora. A incidência só volta a ocorrer se o precatório não 
for pago dentro do prazo, que é, como se afirmou, 31 de dezembro do ano 
seguinte. É a jurisprudência pacífica do STF: 
Súmula Vinculante 17 - Durante o período previsto no parágrafo 1º do 
artigo 100 da Constituição, não incidem juros de mora sobre os precatórios 
que nele sejam pagos. 
Súmula STJ 162: No que se refere à correção monetária - atualização 
monetária em face da inflação -, a jurisprudência do STJ é que o valor da 
restituição deve ser corrigido desde a data do pagamento indevido: 
Súmula STJ 162 - Na repetição de indébito tributário, a correção monetária 
incide a partir do pagamento indevido. 
Súmula STJ 212: 
Súmula STJ 212 - A compensação de créditos tributários não pode ser 
deferida por medida liminar. 
Súmula STJ 213: Não obstante a proibição da compensação com base em 
liminar em mandado de segurança, a jurisprudência do STJ é pacífica no 
sentido de que o mandado de segurança constitui ação adequada para 
declarar direito à compensação tributária: 
 
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Súmula STJ 213 - O mandado de segurança constitui ação adequada para a 
declaração do direito à compensação tributária. 
Súmula STJ 436: De acordo com a jurisprudência do STJ, O reconhecimento 
da dívida pelo contribuinte, configurado pela entrega de declaração, constitui o 
crédito tributário, dispensada qualquer outra providência por parte do fisco: 
Súmula STJ 436 - A entrega de declaração pelo contribuinte reconhecendo 
débito fiscal constitui o crédito tributário, dispensada qualquer outra 
providência por parte do fisco. 
Súmula STJ 314: Na execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, 
suspende-se o processo por um ano. Findo tal prazo, com o arquivamento dos 
autos, tem início o curso do prazo prescricional. É a jurisprudência do STJ: 
Súmula STJ 314 – Em execução fiscal, não localizados bens penhoráveis, 
suspende-se o processo por um ano, findo o qual se inicia o prazo da 
prescrição quinquenal intercorrente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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6 – PRINCIPAIS JURISPRUDÊNCIAS ABORDADAS DURANTE A AULA 
 O STF já decidiu que ofende ao princípio da licitação lei ordinária que 
estabeleça o pagamento de débitos tributários por meio de dação 
em pagamento móveis: 
EMENTA: AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUICIONALIDADE. OFENSA AO 
PRINCÍPIO DA LICITAÇÃO (CF, ART. 37, XXI).I - Lei ordinária distrital - 
pagamento de débitos tributários por meio de dação em pagamento. 
II - Hipótese de criação de nova causa de extinção do crédito 
tributário. III - Ofensa ao princípio da licitação na aquisição de 
materiais pela administração pública. IV - Confirmação do julgamento 
cautelar em que se declarou a inconstitucionalidade da lei ordinária distrital 
1.624/1997. 
(STF, ADI 1.917/DF, Plenário, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Julgamento 
em 26/04/2007) 
 O STJ já decidiu que a taxa SELIC é composta da taxa de juros e da 
correção monetária, não podendo, portanto, ser cumulada com outro 
índice de correção: 
"(...) A taxa SELIC é composta de taxa de juros e taxa de correção 
monetária, não podendo ser cumulada com qualquer outro índice de 
correção. (...)" 
(STJ, REsp 447.690/PR, Segunda Turma, Rel. Min Eliana Calmon, Julgamento 
em 05/06/2003) 
 O STJ já decidiu que a declaração do sujeito passivo é suficiente para 
constituir o crédito tributário, não havendo mais que se falar em 
decadência, mas sim em prescrição: 
1. Nos tributos sujeitos a lançamento por homologação, considera-se 
constituído o crédito tributário no momento da declaração realizada 
pelo contribuinte. 
2. A declaração do contribuinte elide a necessidade da constituição formal do 
crédito tributário, sendo este exigível independentemente de qualquer 
procedimento administrativo, de forma que, não sendo o caso de 
homologação tácita, não se opera a incidência do instituto da 
decadência (CTN, art. 150, § 4º), incidindo apenas prescrição nos 
termos delineados no art. 174 do CTN. 
(STJ, AgRg no Ag 884.833/SC, Segunda Turma, Rel. Min. João Otávio de 
Noronha, Julgamento em 25/09/2007) 
 
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 O STJ também já decidiu que o termo inicial do prazo prescricional, quanto 
aos tributos lançados por homologação, é a data do vencimento da 
obrigação tributária ou a data da entrega da declaração, caso esta 
entrega ocorra em momento posterior ao vencimento da referida 
obrigação: 
“(...)1. A Primeira Seção deste STJ no julgamento do REsp 1.120.295/SP, 
processado sob o rito do art. 543-C do CPC, confirmou entendimento no 
sentido de que o termo inicial do prazo prescricional quinquenal para 
cobrança dos tributos sujeitos a lançamento por homologação é a 
data do vencimento da obrigação tributária, e, quando não houver 
pagamento, a data da entrega da declaração, sendo esta posterior. 
 (...)” 
(STJ, AgRg no AREsp 349.146/SP, Primeira Turma, Rel. Min. Sérgio Kukina, 
Julgamento em 07/11/2013) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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7 – RESUMO DA AULA 
1 – EXTINÇÃO DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO 
 São causas de extinção do crédito tributário (CTN, art. 156): 
I - o pagamento; 
II - a compensação; 
III - a transação; 
IV - remissão; 
V - a prescrição e a decadência; 
VI - a conversão de depósito em renda; 
VII - o pagamento antecipado e a homologação do lançamento; 
VIII - a consignação em pagamento julgada procedente; 
IX - a decisão administrativa irreformável, assim entendida a definitiva na 
órbita administrativa, que não mais possa ser objeto de ação anulatória; 
X - a decisão judicial passada em julgado. 
XI – a dação em pagamento em bens imóveis, na forma e condições 
estabelecidas em lei. 
 De acordo com o CTN, o crédito tributário só se extingue nos casos 
previstos em seu texto. 
 De acordo com o STF, não se admite dação em pagamento em bens 
móveis, por ofensa ao princípio da licitação. 
1.1 - Pagamento 
 O pagamento extingue o crédito tributário e normalmente é realizado 
em moeda (O CTN estabelece outras modalidades, como cheque, por 
exemplo). 
 A imposição de penalidade não exclui o pagamento integral do 
crédito tributário. 
 
 O pagamento de um crédito não importa em presunção de pagamento 
das outras prestações em que se decomponha ou de outros créditos 
referentes ao mesmo ou a outros tributos. 
 
 
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 Quando a legislação tributária não fixar o tempo do pagamento, o 
vencimento do crédito ocorre 30 dias depois da data em que se 
considera o sujeito passivo notificado do lançamento. 
 
 O crédito não integralmente pago no vencimento é acrescido de juros de 
mora, seja qual for o motivo determinante da falta, sem prejuízo da 
imposição das penalidades cabíveis, não se aplicando tal regra no caso 
de pendência de consulta formulada pelo devedor dentro do prazo 
legal para pagamento do crédito. 
 Regras para imputação em pagamento (existência simultânea de dois ou 
mais débitos vencidos do mesmo sujeito passivo para com a mesma 
pessoa jurídica de direito público): 
Ordem CRITÉRIO PRIORIDADE 
1º Pessoal Contribuinte  Responsável 
2º Vinculação do Fato Gerador Contribuição de Melhoria  Taxas 
Impostos 
3º Prescrição Prazo mais curto  mais longo 
4º Valor do Crédito Valor maior  Valor menor 
1.1.4 – Pagamento indevido e restituição 
 Se o tributo foi pago indevidamente, o sujeito passivo faz jus à restituição, 
independentemente de prévio protesto, seja qual for a modalidade de 
pagamento. 
 
 No caso de restituição de tributos indiretos, a restituição somente será 
realizada em duas situações: 
 Se o contribuinte de direito comprovar ter assumido o encargo do 
tributo, isto é, não o ter transferido; 
 Se o contribuinte de fato autorizar expressamente o contribuinte de 
direito a receber a restituição. 
 
 Ao pleitear a restituição do tributo pago indevidamente, o sujeito passivo 
também possui direito à restituição, na mesma proporção, dos juros de 
mora e da multa moratória paga a maior. 
 
 Com relação às infrações de caráter formal, ou seja, multas punitivas, não 
há qualquer restituição, pois não decorrem do atraso do pagamento. 
 O prazo para pleitear a restituição é de 05 anos, contados: 
 da data da extinção do crédito tributário (data do pagamento 
antecipado, para tributos sujeitos ao lançamento por homologação); 
 
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 da data em que se tornar definitiva a decisão administrativa ou 
passar em julgado a decisão judicial que tenha reformado, anulado, 
revogado ou rescindido a decisão condenatória. 
 Prescreve em 02 anos a ação anulatória da decisão administrativa que 
denegar a restituição. 
1.2 - Compensação 
O CTN prevê a possibilidade de haver compensação de créditos tributários com 
créditos líquidos e certos, vencidos ou vincendos, do sujeito passivo 
contra a Fazenda pública. 
 A transação depende de lei. 
1.3 - Transação 
 A transação é uma forma alternativa para solucionar os conflitos entre as 
partes (sujeito ativo e sujeito passivo), mediante concessões mútuas, ou 
seja, cada parte cede parte de seu direito, a fim de que se chegue a um 
consenso. 
 
 A transação depende de lei. 
1.4 - Remissão 
 O CTN prevê a possibilidade de ser concedida remissão (perdão) 
total ou parcial do crédito tributário. 
 A transação depende de lei, que deve atender aos requisitos previstos 
nos incisosdo art. 172. 
1.5 - Decadência 
A decadência refere-se à perda do direito de efetuar a constituição do 
crédito tributário pelo lançamento. O prazo decadencial é de 05 anos. 
 
Existem três regras para contagem do prazo decadencial: 
 
Regra geral  Tem início a partir do primeiro dia do exercício seguinte àquele 
em que o lançamento poderia ter sido efetuado. É a regra observada pelos 
tributos sujeitos a lançamento de ofício ou por declaração. 
 
Anulação do lançamento por vício formal  O prazo de 05 anos é contado 
novamente, a partir da data da decisão definitiva que tenha anulado o 
lançamento. Aplica-se aos casos em que o lançamento, já efetuado, foi 
posteriormente anulado em decorrência de vício formal, subsistindo o direito 
da Fazenda na constituição do crédito tributário novamente, mediante 
 
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realização de novo lançamento. 
 
Antecipação da contagem do prazo  Ocorre a antecipação do termo inicial 
do prazo decadencial de 05 anos, que passa a ser a data em que tenha sido 
iniciada a constituição do crédito tributário pela notificação, ao sujeito passivo, 
de qualquer medida preparatória indispensável ao lançamento. Nesta situação, 
o prazo decadencial ainda não teve início (apenas com o primeiro dia do 
exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado). 
 Deve-se conhecer ainda as regras de contagem do prazo decadencial 
quanto aos tributos lançados por homologação. A regra específica é 
apresentada no art. 150, § 4º, do CTN, mas o entendimento jurisprudencial 
aponta algumas situações em que se utiliza a regra geral já apresentada 
acima, conforme o esquema a seguir apresentado: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1.6 – Prescrição 
 Opera-se a prescrição quando não há propositura de ação de execução 
fiscal dentro do prazo estabelecido no CTN, com o objetivo de cobrar 
do sujeito passivo o crédito tributário na via judicial. O prazo prescricional é 
de 05 anos. 
 Tal prazo só começa a ser contado a partir do dia em que não mais se 
discute a legitimidade do lançamento, ou seja, a partir do dia em que o 
crédito tributário é considerado definitivamente constituído. 
 No caso dos tributos lançados por homologação, o prazo prescricional tem 
início na data do vencimento da obrigação tributária ou na data da 
entrega da declaração, caso esta entrega ocorra em momento 
posterior ao vencimento da referida obrigação. 
Contribuinte 
declara e 
paga 
DECADÊNCIA – Lançamento por Homologação 
Art. 150, § 4º Conta-se da data do fato gerador 
Contribuinte 
não declara 
nada 
Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte 
Dolo, fraude 
ou 
simulação 
Art. 173, I Conta-se do 1º dia do ano seguinte 
Contribuinte 
declara e 
não paga 
 Ocorre a constituição do crédito tributário. 
 Terá início o prazo prescricional (data da declaração ou 
vencimento, o que for posterior). 
 
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 São situações que interrompem o prazo prescricional (prazo integralmente 
devolvido à Fazenda Pública): 
 
I – pelo despacho do juiz que ordenar a citação em execução fiscal; 
II - pelo protesto judicial; 
III - por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor; 
IV - por qualquer ato inequívoco ainda que extrajudicial, que importe em 
reconhecimento do débito pelo devedor. 
1.7 – Consignação em pagamento 
 A ação de consignação em pagamento é movida no âmbito do Poder 
Judiciário, com o objetivo de que o sujeito passivo exerça o seu 
direito de pagar e quitar a obrigação tributária, quando se encontra 
impedido pelo próprio credor. A extinção do crédito tributário somente 
ocorre quando a ação judicial consignatória é julgada procedente (CTN, art. 
164, § 2º). 
1.8 – Pagamento antecipado e a posterior homologação 
 A extinção definitiva do crédito tributário, no que se refere aos tributos 
lançados por homologação, apenas ocorre com a homologação do 
lançamento, ato que, como regra, pode levar até 5 anos, contados do 
fato gerador. 
1.9 – Conversão do depósito em renda 
 Com o depósito do montante integral, exigido pela Fazenda Pública, o 
sujeito passivo suspende a exigibilidade do crédito tributário. Havendo 
decisão em favor da Fazenda Pública, ocorre a conversão do depósito 
em renda do vencedor da ação. 
1.10 – Decisão administrativa final 
 Ao impugnar administrativamente o lançamento, o sujeito passivo dá início 
ao processo administrativo fiscal, seguindo as normas específicas do ente 
federativo que detém a competência tributária do tributo objeto de 
discussão. Se a decisão final no âmbito administrativo for favorável 
ao sujeito passivo, o crédito tributário fica definitivamente extinto. 
1.11– Decisão judicial transitada em julgado 
 Caso o contribuinte recorra ao Judiciário para discutir a procedência do 
lançamento, é a decisão transitada em julgado (contra a qual não cabe 
recurso) que determinará se o crédito tributário subsistirá ou não. Caso a 
decisão seja favorável ao sujeito passivo, tem-se por extinto o 
crédito tributário. 
 
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1.12 – Dação em pagamento em bens imóveis 
 Atualmente, o CTN admite a extinção do crédito tributário mediante 
dação em pagamento em bens imóveis. Para que se realize a extinção 
do crédito tributário mediante dação em pagamento em bens imóveis é 
necessário que cada ente federado edite lei autorizativa. 
 
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