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FACULDADE UNIÃO DE GOYAZES METODOLOGIA DO ATLETISMO TÓPICOS ESPECIAIS EM ATIVIDADES AERÓBICAS Prof. MDS. Vinícius Ramos Rezende MÉTODOS DE TREINO E PERIODIZAÇÃO DA CORRIDA PARA PRATICANTES INICIANTES, INTERMEDIÁRIOS E AVANÇADOS. O conhecimento das variáveis do treinamento é fundamental para a prescrição correta dos exercícios de corrida, assim como o conhecimento de como adequar essas variáveis. MÉTODOS DE TREINO O desenvolvimento da resistência é uma tarefa complexa devido ao fato de, na maior parte das modalidades, existirem diferentes combinações dos componentes aeróbicos e anaeróbicos presentes no desempenho. Assim, se pretendemos aperfeiçoar a aquisição de uma adaptação orgânica tão multifacetada, teremos, obviamente, que utilizar uma grande variedade de métodos e variantes que permitam abordar diferentes componentes metabólicos e musculares . (Alves, 2005). MÉTODO CONTÍNUO EXTENSIVO Caracteriza-se por exercícios de longa duração sem interrupção, com trabalho de alto volume e intensidade baixa a moderada (Weineck, 2003). Deve ser empregado principalmente no período inicial da preparação. Sua aplicação objetiva: a economia do sistema cardiovascular, aumento da solicitação do metabolismo de lipídios, a regeneração das reservas de glicogênio. 45% - 65% VO²máx. FC – 125 – 170 bpm 30-180 min. MÉTODO CONTÍNUO INTENSIVO Diminuição do volume de trabalho, com o concomitante aumento da intensidade. Objetivos – > as reservas de glicogênio muscular, > o limiar anaeróbio e a tolerância ao acúmulo de LACTATO. Melhorar capilarização dos tecidos FC – 170 – 190 bpm 20 – 30 min MÉTODO VARIATIVO Consiste na realização de esforços prolongados, durante os quais se efetuam variações significativas de intensidade, mas sem parar a atividade. Fartlek – Jogo de velocidades Objetiva – adaptação à variação metabólica durante a corrida. Melhora na resistência à fadiga e o aumento do limiar anaeróbio. 20 min – 2 hs FC – 140 -180 bpm MÉTODO INTERVALADO Melhora da capacidade aeróbica por meio da hipertrofia cardíaca. > das cavidades cardíaca Quando comparado com os métodos contínuos, permite uma aplicação maior do volume de carga p/ intensidades mais elevadas no treino aeróbio (weineck, 2003) 1. Curta duração I – ( 15 a 45s) 2. Curta duração II – ( 45s a 2min) 3. Média duração – (2 – 8 min) 4. Longa duração - > 8min) MÉTODO INTERVALADO EXTENSIVO Caracteriza-se por estímulos de média e longa duração (menor intensidade e maior volume) FC – 150 – 170 bpm VO² máx – 60% – 80% Exemplo: 4x20 min com FC entre 150 e 170 bpm e pausa de 1 min 30s entre as séries MÉTODO INTERVALADO INTENSIVO Estímulos predominantes de curta duração I e II são os mais indicados para esse método. Pode ser aplicado ao final da fase específica e durante a fase competitiva. FC – 170 – 180 bpm 80% e 95% do VO² Máx. Exemplo: 4x10 segundos com FC entre 170 – 180 bpm e pausa de 2 min 15s entre as séries. VARIAÇÕES DOS MÉTODOS TREINO APLICADO À CORRIDA Existem, ainda, diversa variações nos métodos de treinamento de corrida. O intuito da aplicação desses métodos é deixar o treino cada vez mais diversificado e motivador. Vale lembrar que essas variações aplicam-se tanto aos métodos extensivos quanto aos intensivos. A utilização dos métodos de treinamento não possui regras fixas, devendo estas ser adaptadas ao nível e à necessidade do aluno\atleta. (Alves, 2005). MÉTODO CONTÍNUO CRESCENTE MÉTODO CONTÍNUO CRESCENTE Aumentar gradativamente a resistência aeróbica do aluno. Indicado para alunos iniciantes que se encontrem na melhora do VO² máx. Indivíduos treinados – aumentar a média, em relação à intensidade de trabalho, na sessão de treino. Exemplo: 40 min de corrida contínua com aumentos a cada 10 min (10 min a 120 bpm, 10 min a 140 bpm, 10 min a 160 bpm, 10 min a 1800 bpm). MÉTODO CONTÍNUO CRESCENTE/DECRESCENTE MÉTODO CONTÍNUO CRESCENTE/DECRESCENTE O aumento gradativo da intensidade tem por intuito trabalhar os processos adaptativos (aeróbio- anaeróbio). Vantagem – redução gradativa da freqüência cardíaca. Exemplo: 40 min de corrida contínua com aumentos a cada 5 minutos até o vigésimo minuto e diminuição posterior a cada cinco min até o quadragésimo min. (5 min – 120 bpm, 5 min - 130bpm, 5 min – 140 bpm, 5 min 150 bpm, 5 min 140 bpm, 5 min 130 bpm, 5 min 120 bpm, 5 min 110 bpm). MÉTODO CONTÍNUO DECRESCENTE MÉTODO CONTÍNUO DECRESCENTE Utilizado apenas em indivíduos que já possuem certo nível de condicionamento físico. Trabalhos em alta intensidade e é bem- aplicado quando o intuito é melhora do limiar. Exemplo: 40 min de corrida contínua com reduções a cada 5 min até 40º min ( 5 min a 170 bpm, 5 min a 160 bpm, 5 min a 150 bpm, 5 min a 140 bpm, 5 min a 130bpm, 5 min a 120bpm, 5 min a 110 bpm, 5 min a 100 bpm). MÉTODO INTERVALADO CRESCENTE MÉTODO INTERVALADO CRESCENTE Aprimorar a resistência por meio de adaptações cardíacas específicas, como hipertrofia cardíaca, melhora da capacidade de esvaziamento e enchimento do coração. Melhoras do rendimento em menos tempo quando comparados aos contínuos, pela quebra do Estado Estável. Ex: 40 min corrida com aumentos de estímulos a cada 5 min até o 40º min alterando para 5 min de recuperação fixos em 120 bpm ( 5 min a 140 bpm, 5 min a 120 bpm, 5 min a 150 bpm, 5 min a 120 bpm, 5 min a 160 bpm, 5 min a 120 bpm, 5 min a 170 bpm 5 min a 120 bpm ). MÉTODO INTERVALADO DECRESCENTE Aplicado apenas em alunos avançados. Melhorar o limiar. Ex: 40 min de corrida com diminuição dos estímulos a cada 5 min até o 40º min alterando para 5 min de recuperação fixos em 120 bpm (5 min a 170 bpm, 5 min a 120 bpm, 5 min a 160 bpm, 5 min a 120 bpm, 5 min a 150 bpm, 5 min a 120 bpm, 5 min a 140 bpm, 5 min a 120 bpm). REFERÊNCIAS EVANGELISTA, ALEXANDRE LOPES. Treinamento de corrida de rua – uma abordagem fisiológica e metodológica. Ed. Phorte 2014. FUZIKI, MAURO KATMSUMI . Corrida de Rua – Fisiologia, treinamento e lesões. Ed. Phorte 2012.