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É um distúrbio progressivo que se dá pelas transformações intraepiteliais do útero. Podendo 
evoluir para um processo invasor em um período que pode variar de 10 a 20 anos. 
 
Fatores de risco: 
Infecções pelo HPV; 
Inicio precoce de atividade sexual (coitara); 
Múltiplos parceiros sexuais; 
Tabagismo; 
Baixa condição socioeconômica; 
Imunossupressão; 
Uso prolongado de contraceptivos orais* 
 **Há literaturas que não consideram o uso de contraceptivos orais como um fator de risco. 
 
 99% das mulheres com câncer de colo do útero apresentaram HPV. Os principais tipos de 
HPV oncogênicos são os tipos 16 e 18, correspondentes a 70% dos casos. 
 Os tipos 06 e 11 também fazem parte da vacina quadrivalente contra o HPV, porém, são 
tipos não-oncogênicos. 
 
Manifestações Clinicas 
É uma doença de crescimento lento e silencioso (por isso o rastreamento é importante); 
Existe uma fase pré-clínica (assintomática), no entanto, há transformações intraepiteliais 
progressivas e importantes, onde a detecção dessas lesões precursoras é por meio da realização 
periódica do exame preventivo do colo do útero (colposcopia); 
É de progressão lenta até atingir o estágio invasor (carcinoma invasor) e nessa fase a cura se 
torna mais complicada. Os sintomas do carcinoma invasor são: sangramento vaginal, corrimento 
(leucorréia) e dor. 
: sangramento vaginal (podendo ser espontâneo, após o 
coito ou após esforço); leucorréia, dor pélvica e podem estar associados a queixas urinárias ou 
intestinais nos casos mais graves. 
Exame Citopatológico 
O exame deve começar a ser feito aos 25 anos para as mulheres que iniciaram a vida sexual; 
Depois de 2 exames negativos o intervalo entre os exames será de 3 anos; 
O exame citopatológico deve ser feito até os 64 anos e interrompidos quando, depois dessa idade, 
a mulher apresentar 2 exames negativos consecutivos nos últimos 5 anos. 
 
Resultados anormais 
Atipias de significado indeterminado; 
Lesão intraepitelial de baixo grau; 
Lesão intraepitelial de alto grau; 
Carcinoma epidermoide invasor; (é a lesão e tecido epitelial) 
Adenocarcinoma in situ ou invasor; (é a lesão em tecido glandular) 
 
Recomendações iniciais após resultado anormal 
Fonte: Rômulo Passos, 2020. 
 Note que na maioria dos resultados a conduta é encaminhar para a colposcopia, com 
exceção das Atipias de significado indeterminado em células escamosas provavelmente não 
neoplásicas e no caso das lesões intraepiteliais de baixo grau. 
 
Recomendações para exame citopatológico em mulheres histerectomizadas de 
acordo com o Protocolo de Atenção Básica: Saúde das Mulheres do Ministério da 
Saúde de 2016: 
– Deve-se seguir a rotina de rastreamento normalmente; 
– Não irá fazer mais o rastreamento, visto que a possibilidade de se 
encontrar lesões uterinas são quase nulas; 
 Exceção: Caso a histerectomia foi feita como tratamento de câncer de útero ou por lesão 
precursora, a conduta é seguir o protocolo de acordo com a situação 
 Lesão precursora – Realizar controle cito/colposcópico semestrais até obter 2 resultados 
normais consecutivos; 
 Câncer invasor – Realizar controle por 5 anos (trimestral nos primeiros 2 anos e 
semestral nos 3 anos seguintes); 
 
Coleta do Exame Citopatológico 
Para ter acesso ao colo uterino é necessário o auxílio do espéculo para iniciar a coleta da parte 
interna e externa do colo uterino. 
 A coleta da parte externa do colo uterino (ectocérvice) deve ser realizada com o auxílio da espátula 
de Ayre. 
Já a coleta da parte interna do útero (endocérvice) será realizada com o auxílio da escova 
endocervical. 
 
 
A coleta pode ser feita em qualquer período da gestação, porém é preferível que seja realizado 
até o 7º mês. Durante a coleta, só pode utilizar a espátula de Ayres, ou seja, só será coletado as 
células da ectocérvice. 
Exceção: Em situações onde a gestante possui um vínculo frágil com o serviço de saúde ou não tem 
dificuldade em aderir o programa de rastreamento, o momento da gestação e acompanhamento 
de pré-natal é um momento oportuno para a coleta do exame. Desta forma, a coleta do exame 
deve ser completa (na ectocérvice e endocérvice). 
 
Cuidados antes da coleta citopatológica 
- Evitar uso de lubrificantes, espermicidas ou pomadas vaginais por 48hrs antes da coleta; 
- Evitar o exame de USG vaginal nas 48hrs antes da coleta por causa do gel para introduzir o 
transdutor; 
- O exame não pode ser realizado no período menstrual, por isso, deve-se aguardar o 5º dia após 
o término da menstruação. No entanto, o Protocolo de Atenção Básica: Saúde das Mulheres do 
Ministério da Saúde de 2016, afirma que se aquela for a única oportunidade do indivíduo, deve ser 
colhido e aplicado o gel acético. 
 
É na Junção Escamo-Colunar (JEC), conhecida também como zona de transformação, que se localiza 
mais de 90% das lesões precursoras ou malignas do colo do útero. 
 
 
 
Informações importantes (CAB Nº16: Controle dos cânceres de colo do útero e da 
mama – Ministério da Saúde, 2016): 
– Só é recomendado sobre a justificativa da 
paciente ter usando preservativos com lubrificantes ou espermicidas; 
– As mulheres devem ser rastreadas, conforme as 
recomendações. No caso de o laudo citopatológico mencionar alguma dificuldade diagnóstica por 
conta de uma atrofia, será necessário realizar a estrogenização. 
– Fazem parte deste grupo: mulheres infectadas pelo HIV, imunossuprimidas 
por conta de transplante de órgãos, mulheres em tratamento de câncer e em uso crônico de 
corticoiticoides. Nesses casos, o exame deve ser realizado depois do início da atividade sexual e com 
intervalos semestrais no primeiro ano e, quando resultado normal, manter seguimento anual 
enquanto manter o fator de imunossupressão. Em mulheres HIV + com CD4+ < de 200 células/mm³, 
priorizar a correção dos níveis de CD4+ e, simultaneamente, fazer o rastreamento citopatológico 
a cada 6 meses. 
 
Tratamento do Câncer de Colo do Útero 
Cirurgia; 
Radioterapia externa ou braquiterapia (radioterapia intravaginal); 
Quimioterapia; 
Cuidados paliativos, quando necessário. 
 
De acordo com a Lei nº 12..732/2012, o paciente tem o direito de iniciar o tratamento de neoplasia 
maligna em até 60 dias. 
 Art. 2º - O paciente com neoplasia maligna tem o direito de se submeter ao primeiro 
tratamento no SUS, no prazo de até 60 dias, contados a partir do dia que foi firmado o diagnóstico 
em laudo patológico ou em prazo menor, a depender da necessidade terapêutica do caso registrado 
em prontuário único. 
 § 1º - Para que esse prazo seja cumprido: Considera-se efetivamente iniciado o primeiro 
tratamento da neoplasia maligna, com a realização de terapia cirúrgica ou com o inicio de radioterapia 
ou quimioterapia, conforme a necessidade do caso; 
 § 2º - Os pacientes acometidos por manifestações dolorosas consequentes de neoplasias 
malignas terão tratamento privilegiado e gratuito, quanto ao acesso às prescrições e dispensação 
de analgésicos opiáceos ou correlatos. 
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama. 
: Aparecimento de nódulos, geralmente indolor, duro e irregular. 
Mas, também há tumores que são de consistência branda, globosa e bem definida. 
: Edema cutâneo similar a uma casca de laranja; Retração cutânea; dor; 
mamilo invertido; hiperemia da mama; descamação ou ulceração do mamilo; secreção papilar, 
principalmente quando é unilateral e espontânea. 
 
Fatores de risco 
Histórico familiar; 
Idade; 
Menarca precoce e menopausa tardia; 
Primeira gravidez depois dos 30 anos; 
Álcool e sedentarismo; 
Nuliparidade (nunca teve filho); 
Obesidade; 
Associação do uso de anticonceptivos orais; 
Terapia de reposição hormonal; 
Exposição à radiação; 
**O tabagismo não é considerado um fator de risco. E a prática de atividade física é considerado 
um fator protetor.** 
 
Métodos Diagnósticos 
Exame Clínico das Mamas (ECM); 
Mamografia; 
Autoexame dasMamas (AEM) – Sendo que esse método não há evidencias de redução da 
mortalidade. É recomendado como uma terapia complementar. 
 
Rastreamento do Câncer de Mama nas mulheres assintomáticas 
– Todas as mulheres com idade ≥ 40 anos, com uma periodicidade 
anual. Será realizado a inspeção estática, dinâmica e palpação das mamas. 
 Inspeção estática – Paciente sentada ou em pé, com os braços ao longo do corpo. Iremos 
observar: tamanho, simetria, contorno, textura, e características como vascularização, manchas, 
coloração, secreção etc; 
 Inspeção dinâmica – Paciente sentada ou pé, com os braços erguidos, com as mãos atrás 
da nuca e depois com as mãos no quadril. Iremos observar: abaulamentos, retração dos seios, os 
mamilos e as aréolas quanto a forma, coloração, simetria, presença de lesão, etc; 
 Palpação – Iremos apalpar das axilas até os mamilos em movimentos circulares no sentido 
horário; 
 – Mulheres com idades entre 50 e 69 anos, com um intervalo máximo de 2 anos 
entre os exames; 
– Deve ser feito anualmente por mulheres ≥ 35 anos 
que pertencem ao grupo de risco elevado de desenvolver câncer de mama. 
 
Quem faz parte desse grupo de risco elevado para desenvolver câncer de mama? 
- Mulheres com histórico familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau com diagnóstico de 
câncer de mama, abaixo dos 50 anos de idade; 
- Mulheres com histórico familiar de, pelo menos, um parente de primeiro grau com diagnóstico de 
câncer de mama bilateral ou câncer de ovário¸ em qualquer faixa etária; 
- Mulheres com histórico familiar de câncer de mama masculino; 
- Mulheres com um diagnostico histopatológico de lesão mamária proliferativa com atipia ou neoplasia 
lobular in situ. 
 
Etapas do exame clinico das mamas 
 
 
Conforme o Ministério da Saúde, os resultados da mamografia são classificados conforme o Breast 
Imaging Reporting and Data System (BI-RADS). Esse sistema tem categorias de 0 a 6 para 
descrever os achados do exame e nos diz as recomendações de conduta. 
 
 
É importante ressaltar que a mamografia deve ser realizada nas mulheres com sinais/sintomas de 
câncer de mama, como: nódulo, espessamento e descarga mamilar. A mastalgia, mesmo sendo uma 
queixa frequente, não representa indicação para mamografia., pois o sintoma ‘’dor’’ não caracteriza 
sintoma de câncer de mama, não tem expressão correspondente em imagens. Outras situações 
diagnósticas com indicação de mamografia são o controle radiológico de lesão provavelmente benigno 
(BI-RADS 3) e a avaliação de mama masculina. 
 
 
 
 
 
 
 
Planejamento familiar, também conhecido como planejamento reprodutivo, é um conjunto de ações 
de regulação da fecundidade, que auxilia adultos, jovens e adolescentes, com vida sexual ativa com 
ou sem parceiros estáveis, assim como aqueles que se preparam para iniciar sua vida sexual a 
preverem e controlarem a geração e o nascimento de filhos. 
As ações do planejamento familiar ou reprodutivo estão definidas e amparadas pela Lei nº 
9.263/1996 e essas ações são voltadas para o fortalecimento dos direitos sexuais e reprodutivos 
dos indivíduos e são baseados em ações clinicas, preventivas e educacionais dos meios, métodos e 
técnicas para regular a fecundidade. 
 
 
 
Métodos de Anticoncepção 
- Ogino-Knaus (tabelinha); 
- Temperatura basal corporal (por conta do aumento do LH); 
- Muco Cervical (Billings) – Muco clara de ovo e elástico; 
- Sinto-térmica (temperatura corporal + sintomas); 
- Coito interrompido – Retirada do pênis antes da ejaculação – (alta taxa de falhas); 
- Método do colar; 
 
Métodos de barreira 
- Preservativos masculinos e femininos; 
- Diafragma; 
- Espermaticidas; 
- Capuz cervical; 
- Esponjas vaginais. 
 
Diafragma 
 
Capuz cervical 
 
Espoja vaginal 
 
 
Considerações importantes sobre o diafragma 
1. O diafragma deve ser colocado em todas as relações sexuais, antes de qualquer contato entre o 
pênis e a vagina; 
2. Pode ser colocado na hora da relação ou, no máximo, duas horas antes; 
3. Pode ser usada com ou sem geleia espermicida; 
4. Só deve ser retirado de seis a oito horas depois da última relação sexual e não deve permanecer 
por mais de 24hrs; 
5. Quando a mulher está bem orientada, a colocação do diafragma é simples e não dói; 
6. Não deve ser usado durante a menstruação; 
7. Após retirar o diafragma, deve-se lava-lo com água e sabão, seca-lo bem com um pano macio e 
guarda-lo em um estojo, em um lugar seco, fresco, não exposto à luz do sol . Não se deve polvilhar 
o diafragma com talcos, pode danificar ou causar irritações na vagina ou no colo uterino.; 
8. Quando o diafragma está bem colocado, não atrapalha a relação sexual nem é percebido pelo 
homem; 
9. Ao detectar qualquer IST, suspender o uso. 
Métodos contraceptivos definitivos 
– Em mulheres. Não é possível realizar a retirada do útero como 
método contraceptivo. Só é permitido apenas em casos de doenças como câncer. 
– Para homens (Conforme a Lei nº9.263/1996) 
 
Pessoas com mais de 25 anos ou com pelo menos 2 filhos vivos 
OU 
Em casos que há risco de vida para a mulher ou para o futuro bebê 
 
É necessário aguardar 60 dias entre a manifestação da vontade de fazer a cirurgia e sua execução. 
 
 
 
Mulheres em amamentação 
Minipílula e amamentação 
 
O DIU pode ser inserido logo após o parto ou 4 semanas depois. 
 
 
 
Anticoncepção de emergência 
– Esquema de Yuzpe. É uma 
combinação de estrógeno e progesterona é administrada até, no máximo, cinco dias depois de ter 
ocorrido relação sexual desprotegida. 
– É a melhor opção, pois é o 
que tem o menor efeito adverso. 
Quanto mais precoce, maior é a proteção. 
*O prazo ideal é de até 72 horas 
*O prazo máximo é de até 5 dias. 
 
Mecanismo de ação da anticoncepção de emergência 
A pílula irá atrasar ou inibir a ovulação. Ele interfere na migração dos espermatozoides do colo 
uterino às trompas ou no processo de adesão e capacitação dos espermatozoides nas trompas. 
Por fim, impedindo a fecundação. 
 
Vale ressaltar que o risco de se adquirir IST por meio de atividade sexual desprotegida do 
preservativo. Isso também precisa ser considerado na hora da atuação profissional e, não apenas, 
os métodos anticoncepcionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejamos os sinais de gravidez: 
– São os sinais que podem estar presentes na gestação ou em outras 
circunstâncias. E esses sinais são: 
-Amenorreia; 
- Náuseas, vômitos, tonturas, mudança no apetite, aumento da frequência urinária, sonolência, etc; 
- Modificações anatômicas, como: aumento das mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos 
de Montgomery, saída de colostro pelos mamilos, coloração arroxeada vulvar, aumento do volume 
abdominal, etc; 
*Tubérculos de Montgomery 
 
 
– São os sinais que indicam grandes chances de uma gravidez, como: 
- Sinal de Goodell (amolecimento da cérvice uterina) com um aumento do seu volume; 
- Aumento das paredes vaginais; 
- O exame da fração beta HCG já da positivo 
 
- Há a presença dos BCF (é detectado pelo sonar, a partir de 10 a 12 semanas, e pelo Pinard, a 
partir de 20 semanas); 
- Há a percepção dos movimentos fetais, a partir de 18 a 20 semanas; 
- Já é possível realizar a USG; 
 
 
 
Calendário de Consultas 
 De acordo com o MS, são ofertados no mínimo 6 consultas de pré-natal, que são acompanhadas 
em atendimento intercalados entre o médico e o enfermeiro.. 
O calendário deve ter inicio precoce, ainda no 1º trimestre, e deve ser regular. 
– mensalmente; 
– quinzenalmente; 
– semanalmente.
 
Exames de Rotina 
 
*Será solicitado apenas se houver necessidade clínica. 
 
 
No caso do TTOG realizado no segundo trimestre: 
De acordo com o Caderno de Atenção Básica nº32 e o Protocolo de Saúde da Mulher da Atenção 
Básica de 2016, se a gestante estiver com uma glicemia de jejum de 85 a 90mg/dL e não 
apresentar fatores de risco, iremos considerar a gestante normal e nãoserá necessário 
encaminhar par realizar o exame de TTOG. 
Agora, se essa gestante apresentar uma glicemia de jejum de 85 a 90mg/dL com fatores de risco 
ou glicemia entre 90 a 110mg/dL mesmo sem fatores de risco, iremos encaminhar a gestante 
para realizar o TTPG. 
GLICEMIA EM JEJUM >110 a conduta é repetir o exame e se, mesmo assim, o resultado for >110 é 
dado o diagnóstico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG); 
TTOG EM JEJUM >110 DEPOIS DE 2HRS >140 é dado o diagnóstico de DMG. 
 
Já, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) TODAS as mulheres devem realizar o 
TTOG. 
GLICEMIA EM JEJUM >92 é dado o diagnóstico de DMG; 
TTOG EM JEJUM >153 E DEPOIS DE 2HRS >180 é dado o diagnóstico de DMG. 
-Teste rápido de proteinúria (indicado para mulheres com hipertensão na gravidez); 
- Malária: através da gota espessa, em todas as consultas de pré-natal, se necessário. (Indicado 
para regiões onde há uma grande incidência de casos de malária, como a região norte do Brasil). 
 
Idade Gestacional (IG) e Data Provável do Parto (DPP) 
É possível determinar a idade gestacional pela medida da altura uterina, conforme os parâmetros: 
- Até a 6º semana, não ocorre nenhuma alteração no tamanho do útero; 
- Na 8º semana, o útero possui o dobro do seu tamanho normal; 
- Na 10º semana, o útero tem 3x o seu tamanho normal; 
- Já na 12º o útero preenche a pelve e se torna palpável na sínfise púbica; 
- Na 16º semana, o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical; 
- Na 20º semana, o fundo uterino está na altura da cicatriz umbilical; 
- A partir da 20º semana, existe direção direta entre as semanas de gestação e a medida da altura 
uterina. No entanto, esse parâmetro se torna menos fidedigno a partir da 30º semana de IG. 
 
A situação transversal do bebê reduz a medida da altura uterina e pode falsear a relação com a 
idade gestacional. Quando não for possível determinar clinicamente a IG, é necessário fazer o quanto 
antes a ultrassonografia obstétrica. 
 
Idade Gestacional (IG) 
Para calcular a idade gestacional é preciso ter duas informações: 
- Data da última menstruação (DUM); 
- Data da consulta; 
Então iremos contas os dias que se passaram nesse intervalo de datas e com o resultado dessa 
conta, iremos dividir por 7 (que correspondem aos dias da semana), o resultado dessa divisão será 
a quantidade de semanas e se for numero quebrados, os números depois da virgula equivale ao 
numero de dias. 
: 
Exemplo 1 
DUM: 05/12/2018 
CONSULTA: 12/02/2019 
Dezembro possui 31 dias, porem a DUM foi dia 5. Desta forma, devemos subtrair 5 dos 31 dias. 31-5=26 dias. 
Dezembro = 26 
Janeiro = 31 
Fevereiro = 12 (pois a data da consulta é dia 12/02) 
26 + 31 + 12 = 69 dias. 
 
Em seguida, iremos dividir este valor por 7 
69/7 = 9,8 
Ou seja. 9 semanas e 8 dias. 
 
Exemplo 2 
DUM: 01/01/2019 
Consulta: 12/02/2019 
Janeiro possui 31 dias, porem a DUM foi dia 01. Desta forma, devemos subtrair 1 dos 31 dias. 31 – 1 = 30 dias. 
Janeiro = 30 
Fevereiro = 12 
30 + 12 = 42 
 
Em seguida, iremos dividir este valor por 7 
42/7 = 6 
Ou seja, 6 semanas. 
 
 
Data Provável do Parto (DPP) 
Já para calcular a DPP iremos precisar apenas da DUM. 
Nesse cálculo, iremos empregar a Regra de Naegele, onde iremos somar 7 ao dia e subtrair 3 (nos 
meses de abril a dezembro), ou manter o 7 no dia e adicionar 9 (nos meses de janeiro a março) 
Exemplo 1: 
DUM: 05/09/2018 
 
 
Dia: 05 + 7 = 12 
Mês: 09 – 3 = 06 
Ano: 2019 
Logo, a data DPP será 12/06/2019 
 
Exemplo 2: 
DUM: 10/02/2012 
Dia: 10 + 7= 17 
Mês: 02 + 09 = 11 
Ano: 2012. 
 
No cálculo de DPP temos a situação onde quando somamos 7 no dia o valor vai exceder os 30 ou 
31 dias do mês. Nessas situações, iremos somar 1 no mês e subtrair 3 ou somar 9 conforme o mês 
correspondente da conta. Por exemplo: 
DUM: 27/01/2012 
Dia: 27 + 7 = 34 (não existe dia 34. Por isso, iremos subtrair 34 pela quantidade de dias em janeiro, no caso, 31 
dias. 34 – 31 = 03.) 
Mês: 01 + 01 + 09 = 11 (consecutivamente, mês, adição de 1 por ter excedido a quantidade de dias na conta 
anterior e mais 9 por se tratar do mês de janeiro e, segundo a regra de Naegele, nos meses de janeiro a março 
iremos somar 9) 
Ano: 2012 (permanece o mesmo ano) 
Logo, a DPP será 03/11/2012. 
 
DUM: 28/09/2018 
Dia: 28 + 7 = 07 
Mês: 09 + 01 - 03 = 07 
Ano: 2019 
Logo, a DPP será 07/07/2019. 
 
 
DUM: 26/12/2019 
Dia: 26 + 7 = 02 
Mês: 12 + 01 - 03 = 10 
Ano: 2020 
Logo, a DPP será 02/10/2020. 
 
Manobras de Leopold 
undo uterino 
orso (ou Posição) 
presentação (cefálica, pélvica ou córmica); 
ituação (longitudinal ou transversal) 
 
As situações que podem ser encontradas são: longitudinal (Apresentação cefálica ou pélvica), 
transversa (Apresentação córmica) e obliqua. 
 
 
As apresentações que podem ser encontradas são: cefálica, pélvica ou córmica. 
 
Manobras de Palpação (Leopold) 
Iremos palpar o fundo uterino 
 Iremos palpar o dorso do bebê 
 Iremos palpar em busca da apresentação (geralmente, encontramos a cabeça na região 
pélvica); 
 Iremos palpar em busca da situação. 
Fonte: Rômulo Passos, 2018. 
 
Ausculta dos BCF 
 A partir da 10º/12º semana 
 A partir da 20º semana
entre 110 e 160bpm (Segundo o Protocolo de Atenção Básica) 
Já segundo o Manual de Pré-Natal de Baixo Risco, CAB nº32, o valor é de 120 a 160bpm. 
 
Vacinação da Gestante 
 
De acordo com a nota informativa do PNI, nº 94/82017, a vacina contra a febre amarela poderá 
ser feita na gestante em qualquer fase da gestação, se ela não for vacinada, em lugares onde 
houve a confirmação de casos e de circulação do vírus. 
 
 
Prescrição de suplementos Alimentares 
Os principais suplementos alimentares prescrevidos para as mulheres em ciclo gravídico-puerperal 
são: ácido fólico, sulfato ferroso e vitamina A. 
Fonte: Rômulo Passos, 2018. 
Segundo o Protocolo de Saúde da Mulher do MS de 2016, é considerado hipertensão arterial (HAS) 
na gestação, PA sistólica ≥ 140mmHg e/ou diastólica ≥ 90mmHg em situações onde esses valores 
são: 
- Mantidos em medidas repetidas; 
- Em condições ideais; 
- Em, pelo menos, 3 dias diferentes; 
- Com duas medidas em cada avaliação. 
Neste mesmo protocolo, a HAS é definida quando a PAS é ≥ 140mmHg e/ou PAD ≥ 90mmHg em 
duas medidas com um intervalo mínimo de 4 horas. 
 
Síndromes Hipertensivas da Gestação 
 
A presença de edema não é mais considerada um critério para diagnosticar a pré-eclâmpsia. 
A pré-eclâmpsia é caracterizado por HAS após a 20º semana de gestação + proteinúria. O edema, 
apesar de não ser considerado um sinal especifico para o diagnóstico, é necessário levar esse sinal 
em consideração mesmo assim. 
 
 
Síndrome de HELLP 
 
É uma complicação grave que acomete de 4 a 12% das gestantes com pré-eclâmpsia ou eclampsia. 
Está relacionado a altos índices de morbimortalidade materno-fetal. 
Sintomas: Mal-estar, epigastralgia ou dor no hipocôndrio direito, náuseas, vômitos, perda de apetite 
e cefaleia 
Mesmo que acompanhe outras doenças, a Síndrome de HELLP é considerada como um agravamento 
do quadro de pré-eclâmpsia. 
Prevenção das convulsões com sulfato de magnésio: 
De acordo com o Protocolo de Atenção Básica de 2016, deve-se administrar dose de ataque de 4g 
por via intravenosa seguida de dose de manutenção de 2g/hora individualizadas de acordo com a 
gestante. É preciso monitorar os reflexos patelares e o débito urinário. 
Caso ocorra superdosagem e seja necessário reverter a ação do sulfato de magnésio, é necessário 
administrar 1g EV de Gluconato de Cálcio que irá agir neutralizando a ação do sulfato de magnésio. 
 
Situações Hemorrágicas na Gravidez 
- Abortamento; 
- Descolamento cório-amniótico; 
- Gravidez ectópica; 
- Mola hidatiforme 
- Placenta Prévia (PP); 
- Descolamento Prematuro da Placenta (DPP);- Vasa prévia; 
- Ruptura uterina. 
 
Abortamento 
Abortamento é a interrupção da gestação até a 22º semana gestacional ou quando o feto for < 
de 500g. 
Abortamento Precoce – É considerado precoce quando ocorre até a 13º semana; 
Abortamento Tardio – É considerado tardio quando ocorre entre a 13º semana e a 22º semana. 
 
Tipos de abortamento 
– Quando ocorre a perda do bebê sem nenhuma técnica para provocar o 
abortamento. 
– Quando há intervenção humana para provocar o aborto. 
– É quando ocorre um sangramento mas ainda tem como 
manter a gestação por ação medicamentosa, repouso, etc; 
– Quando o sangramento é intenso e não há a possibilidade de manter o bebê. 
– O feto já faleceu porém ficou retido no útero. 
– Quando há presença de sinais infecciosos. 
 
Descolamento Prévio da Placenta (DPP) X Placenta Prévia (PP) 
 
 
 
Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) 
O diagnóstico de DMG pode exigir da paciente um aumento considerável de exames e 
monitoramento durante o pré-natal e o pós-parto; 
Na maioria dos casos, os efeitos relacionados a DMG para a mãe e o bebê em formação não são 
graves; 
Para a maioria das mulheres, a DMG só responde bem a dietas e exercícios físicos; 
É permitido usar adoçantes artificiais com moderação; 
Acerca de 10 a 20% das mulheres, irão necessitar usar insulina caso as medidas não 
farmacológicas não controlarem a DMG, principalmente as de ação rápida e Intermediária; 
Os hipoglicemiantes são contraindicados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
– É a mulher que está em trabalho de parto 
 – É o processo que a mulher passa para que o bebê venha a nascer 
 
Condições para o diagnóstico de trabalho de parto 
– Essas contrações precisam ser rítmicas, de 3 a 4 contrações a cada 10 
minutos e ter uma duração de 40 a 60 segundos. 
– Corresponde a descida do colo uterino. 
– Corresponde a abertura do colo uterino. 
 
Indicadores menos precisos do trabalho de parto 
Perda do tampão mucoso e a formação da bolsa de águas. 
Estágios do parto e os mecanismos do parto em vértice 
 
Fonte: Rômulo Passos, 2018. 
 
Entendendo os estágios do trabalho de parto 
– Inicia-se com as contrações dolorosas, que vão modificar ativamente a cérvice do 
colo uterino. Vai terminar quando sua ampliação estiver completa (10 cm); 
 – Inicia-se com a dilatação total da cérvice e termina com a expulsão do feto; 
 – É quando ocorre a saída da placenta e das membranas. Inicia-se, geralmente, 
entre 5 a 10 minutos depois do término do período expulsivo e no manejo ativo do parto espera-se 
até 30 minutos para a saída da placenta; 
 – É o período após a dequitação e corresponde ao útero voltando a suas funções 
anteriores. Pode ocorrer entre 1 a 4 horas após o parto* 
Manejo ativo – São medidas utilizadas de forma ativa para que ocorra o desprendimento da placenta 
o quanto antes para que seja possível diminuir a hemorragia pós parto, que é um fator importante 
de mortalidade materna. 
* Esse período é o de maior risco materno por causa da hipotenia uterina que pode vir a causar 
hemorragia pós parto (HPP).

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