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Aula 2
Professora Camila Costa
Universidade Estácio de Sá
Terapia de Nutrição Enteral e 
Parenteral
Seleção da via de acesso
Vias de acesso
 Escolha da via para alimentação enteral 
depende de 3 fatores:
Patologia do paciente;
Previsão de permanência da sonda de 
alimentação;
Preferência do paciente.
Vias de acesso
Sonda ou estomia
 Período provável da TNE:
 Curta duração – sondas nasoenterais (cateter enteral) 
com posicionamento gástrico, duodenal ou jejunal;
 Longa duração – estomias de nutrição (gastrostomia, 
jejunostomia).
 Risco de broncoaspiração e refluxo grave:
 Via de acesso pós-pilórica (pacientes com déficit 
neurológico, inconscientes, obstrução gástrica, gastroparesia 
e história de aspiração).
Curta duração – < 6 semanas
Longa duração – > 6 semanas
Posicionamento da sonda
Vantagens e 
desvantagens 
do 
posicionamento 
da sonda
Localização gástrica Localização 
duodenal/jejunal
Vantagens Maior tolerância a fórmulas variadas 
(poliméricas, oligoméricas, fórmula 
artesanal)
Boa aceitação de fórmulas hiperosmóticas
Permite a progressão mais rápida para 
alcançar o valor calórico total ideal
Permite introdução de grandes volumes em 
curto tempo
Fácil posicionamento da sonda
Menor risco de 
aspiração
Maior dificuldade de 
saída acidental da 
sonda
Permite nutrição 
enteral quando a 
alimentação gástrica 
não é possível
Desvantagens Alto risco de aspiração em pacientes com 
dificuldades neuromotoras de deglutição
A ocorrência de tosse, náusea ou vômitos 
favorece a saída acidental da sonda 
nasoenteral
Requer utilização de 
endoscopia para 
posicionar o dispositivo
Requer dieta normo ou 
hipo-osmolares
Vias de acesso
Sonda ou estomia
Sondas nasoenterais
 Técnicas para acesso enteral: às cegas, por 
endoscopia, radioscopia, laparoscopia ou cirurgia.
 Material biocompatível, flexível, macia, 
resistente ao enrijecimento (poliuretano ou 
silicone; polietileno e polivinil são indesejáveis para 
longos períodos), sem poros e comprimento 
apropriado para o local de alimentação desejada.
Calibre 3 a 4 mm;
Comprimento: 85 cm estômago e 120 cm pós-pilórico;
Demarcação da sonda facilita o posicionamento;
Fio-guia: facilita a instalação;
Radiopaca: facilita a visualização radiológica, dando 
segurança ao profissional;
Aferição do posicionamento – controle radiológico 
é o melhor método.
Vias de acesso – estomia
 A gastrostomia endoscópica percutânea (percutaneous
endoscopic gastrostomy – PEG) (via percutânea) deve ser 
indicada sempre que a via gástrica for viável, for de 
longa duração e sempre que:
Houver distúrbio de deglutição em pacientes 
neurológicos;
Neoplasia de trato gastrointestinal superior;
 Pacientes em ventilação prolongada;
 Período perioperatorio de orofaringe;
Necessidades de adaptação alimentar pela via oral.
Técnica cirúrgica – obstrução e mais longo prazo.
Gastrostomia endoscópica percutânea
Vias de acesso
Sonda x estomia
Sonda nasogástrica Gastrostomia
Curta duração Longa duração
Passagem manual Passagem endoscópica ou 
cirúrgica
Orifício pequeno (3 a 4 mm) – fácil 
obstrução, não permite usar dieta artesanal
Orifício grande (6 a 8 mm) –
permite dieta artesanal (infundir 
sopa, suco, vitamina, etc.)
Deslocamento comum Difícil deslocamento
Complicações como: migração da sonda 
para o esôfago, aspiração pulmonar, lesão 
da mucosa do TGI pela ponta da sonda, 
infecções das vias aéreas e trato 
respiratório superior, estenose esofágica, 
paralisia das cordas vocais.
Praticamente sem complicações a 
longo prazo, somente problemas 
com inserção.
Vias de acesso – estomia
Indicações da jejunostomia
Contraindicações da 
jejunostomia
 Obstrução do TGI alto;
 Neoplasia em orofaringe/ 
esôfago, estômago e 
pâncreas;
 Esofagectomia;
 Gastrectomia total;
 Pancreatectomia;
 Gastroparesia.
 Via gástrica viável
Métodos de administração da 
TNE
Métodos de administração da TNE
Intermitente Contínua
Técnica de 
administração
Bolus: administração de dieta com 
auxílio de uma seringa.
Procedimento – aspirar a dieta com a 
seringa; conectar a seringa na sonda; 
lentamente empurrar o êmbolo da 
seringa para que o conteúdo seja 
infundido gradativamente. 
Recomenda-se não ultrapassar 20 mL
por minuto.
Gravitacional: administração da 
dieta em frasco por gotejamento, 
suspenso em suporte. Permite uma 
administração mais lenta que o bolus.
Procedimento – conectar o equipo ao 
frasco plástico descartável ou 
diretamente no frasco da dieta. 
Conectar o extremo do equipo na 
sonda e regular a velocidade de 
administração com a pinça do equipo.
Consiste na administração por 
gotejamento contínuo (bomba 
infusora).
Alimentação contínua: 
administração por períodos de 
aproximadamente 24 horas 
(protocolos de 20 a 21 h).
Alimentação cíclica:
administração contínua por 
períodos de aproximadamente 12 
horas (geralmente noturna). 
Indicada para NE complementar 
em pacientes com ingestão via 
oral, para estimular a aceitação 
alimentar.
Procedimento – conectar o 
extremo do equipo à sonda e 
regular a velocidade de 
administração da dieta enteral.
Métodos de administração da TNE
Intermitente Contínua
Indicações 
específicas
Pacientes com esvaziamento gástrico 
normal e/ou NE domiciliar
Pacientes incapazes de tolerar 
alimentação intermitente, 
imobilizados, que requerem 
infusões mais lentas e precisas, 
eventualmente à noite.
Protocolo de 
início
Dieta na concentração total, a cada 3 
a 4 horas (50 a 100 mL), conforme 
tolerância e meta a ser alcançada. 
Evoluir o volume a cada 24 horas.
Monitorar volume residual gástrico e 
tolerância gastrointestinal.
Atingir a meta em até 72 horas.
Dieta na concentração total, 
começando com 20 a 30 
mL/hora, e avançando para a 
meta nutricional com aumentos 
de 10 a 20 mL a cada 12 a 24 
horas, conforme tolerância.
Atingir a meta em até 72 horas.
Aspectos 
psicológicos
Mais desejável ao paciente domiciliar.
Permite deambulação.
Maior segurança e confiabilidade 
de infusão em decorrência do 
uso da bomba de infusão.
TNE – avaliação e evolução
 A aspiração de resíduos gástricos é útil para avaliar o 
esvaziamento gástrico e evitar o risco de regurgitação e 
aspiração pulmonar. Para verificação do resíduo gástrico, é 
realizada a aspiração do conteúdo gástrico através da 
sonda com uma seringa, e o volume aspirado é 
mensurado:
 Se o volume gástrico aspirado por inferior a 200 mL,
reinfundi-lo através de sonda nasoenteral ou 
gastrostomia, com a seringa, realizar lavagem com 20 mL
de água filtrada e instalar a dieta enteral prescrita;
 Se for maior que 200 mL, repetir os procedimentos 
acima, fechar a sonda e comunicar a equipe médica.
Caso clínico
Paciente de 79 anos, ao tomar banho sozinho, tem queda 
e sofre traumatismo craniano. Entra com ausência de 
nível de consciência no pronto atendimento. Respira 
normalmente e com boa condição hemodinâmica. A 
tomografia cerebral mostra fratura de crânio sem 
comprometimento de massa encefálica. A equipe 
multiprofissional de TN é convocada.
 Qual a sua conduta nutricional?
 Indicação de TNP
 Indicação de TNE
Caso clínico
 Qual a melhor via de acesso para a nutrição enteral?
 Gastrostomia
 Jejunostomia
 Sonda nasoenteral no estômago
 Sonda nasoenteral no jejuno
 Qual a melhor técnica de infusão enteral para este 
paciente?
 Em bolo com seringa
 Com bomba de infusão contínua
 Gravitacional intermitente
 Tanto faz a técnica de infusão

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