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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS 
 
 
 
 
 
 
CURSO: ENFERMAGEM DISCIPLINA: PROPEDÊUTICA E PROCESSO 
DE CUIDAR DA SAÚDE DO ADULTO 
NOME DO ALUNO: JHNNIFER SOUZA DE MELO 
R.A: 0609523 POLO: UNIP – COARI 
DATA: 18\11\2023 
 
 
 
 
 
 
PROPEDÊUTICA E PROCESSO DE CUIDAR DA SAÚDE DO ADULTO 
INTRODUÇÃO 
O acompanhamento do desenvolvimento biopsicossocial é fundamental na 
atenção à saúde do adulto. Além da importância para promoção da saúde, 
desenvolvimento de potencialidades, diagnóstico e tratamento de patologias, contribui 
para uma melhor qualidade de vida. 
Desta forma, como recurso para a Sistematização da Assistência de 
Enfermagem, além da implantação do Processo de Enfermagem, se faz necessário a 
adoção de medidas sistematizadas, visando a prevenção dos riscos e a segurança 
dos usuários dos serviços de saúde. 
A partir disso fica claro a necessidade de abordar a disciplina “Propedêutica e 
processo de cuidar na saúde do adulto” por meio de práticas dinâmicas e 
padronizadas, para que assim o aluno posso prestar um atendimento padronizado e 
eficaz ao seu futuro cliente. 
Em continuidade a esse cuidado, outras atividades de enfermagem podem ser 
implementadas ao longo dos exames, dentre elas: oxigenoterapia no adulto, 
administrações de medicações, exames físicos (palpação e auscultura), inserção de 
sonda nasogastrica e sonda nasoenterica, acesso venoso, medicação por via 
intravenosa, aplicação e avaliação de curativos e banho no leito. Todas estas foram 
estudadas durante as aulas práticas no laboratório e constam nesse relatório divididas 
entre 15 roteiros. 
No decorrer do relatório estão apresentadas as maiores dificuldades, 
aprendizagens e facilidades. Neste relatório também são apresentados casos 
clínicos, presentes no manual de aulas práticas da UNIP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Roteiro 01: Oxigenioterapia. 
Vimos que tem por objetivo melhorar a ventilação pulmonar e a perfusão tecidual 
e corrigir acidose respiratória, ela fornece oxigênio para o transporte adequado no 
sangue, enquanto diminui o trabalho respiratório, reduz o estresse sobre o miocárdio 
e melhora a perfusão tecidual. 
Os procedimentos que devem ser realizados consistem em ; 
1. Higienizar as mãos conforme técnica; 
2. Reunir material necessário e levá-lo até o paciente; 
3. Explicar ao paciente o que será feito; 
4. Posiciona o paciente confortavelmente com cabeceira elevada; 
5. Instalar fluxômetro na rede de oxigênio; 
6. Monte o umidificador, colocando água destilada estéril até o nível 
indicado no recipiente, conecte ao extensor de silicone; 
7. Calçar luvas de procedimento; 
8. Medir o tamanho do cateter: da ponta do nariz até o lobo inferior da 
orelha, marcar o limite com fita adesiva; 
9. Limpe uma das narinas do paciente com gaze embebida em soro 
fisiológico; 
10. Lubrificar o cateter com solução fisiológica 0,9% e introduzi-lo em 
uma das narinas até aproximadamente 2 cm da marca da fita adesiva; 
11. Verificar se o cateter está no local correto; fixar o cateter com 
adesivo hipoalergênico ou esparadrapo; 
12. Abrir válvula de O2 conforme prescrição médica; 
13. Deixar paciente confortável; 
14. Monitorizar a saturação de oxigênio de forma contínua ou 
intermitente para avaliar a adequação da oxigenoterapia; 
15. Coloque etiqueta no umidificador e no cateter de oxigênio 
constando a data de instalação; 
16. Orientar ao paciente para respirar pelo nariz; 
17. Encaminhar material para o expurgo e descartar os materiais 
descartáveis; 
18. Retirar as luvas de procedimento; 
19. Higienizar as mãos; 
 
 
 
20. Registrar no prontuário. 
 
Vimos que a oxigenioterapia por máscara de nebulização venturi tem como 
objetivo objetivos: Fornecer aporte de oxigênio, corrigir acidose respiratória ou mista 
e fluidificar secreções. 
Imagem 01: Oxigenoterapia com máscara de Venturi 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Já a oxigenioterapia por inalação tem por objetivo: umidificar as vias aéreas, 
fluidificar secreções da membrana mucosa do trato respiratório, facilitando sua 
expulsão e ajudar no tratamento medicamentoso de doenças pulmonares Os 
procedimentos que devem ser realizados consistem em: 
Imagem 02: Oxigenoterapia por inalação 
 
Fonte: Google imagens, 2023 
1. Higienizar as mãos conforme técnica estabelecida na instituição; 
2. Montar a bandeja com o material necessário; 
3. Explicar o procedimento ao paciente; 
 
 
 
4. Posiciona-lo confortavelmente com cabeceira elevada ou em Fowler; 
5. Instalar fluxômetro na rede de oxigênio; 
6. Montar o umidificador, colocando água destilada estéril até o nível 
indicado no recipiente, conecte ao extensor (formato de traquéia); 
7. Calçar luvas de procedimento; 
8. Limpar as narinas do paciente; 
9. Posicionar a máscara de maneira confortável no paciente. Aplique a 
máscara sobre a boca e o nariz do paciente para formar uma vedação eficaz; 
10. Abrir válvula de O2 conforme prescrição médica; 
11. Retirar as luvas de procedimento; 
12. Higienizar as mãos; 
13. Registrar no prontuário do paciente. 
Praticamos as técnicas com os bonecos disponíveis em laboratório, não senti 
dificuldade para a realização das atividades. 
 
Roteiro 02: Aspiração endotraqueal. 
Vimos que a aspiração endotraqueal tem como objetivo manter vias 
aéreas pérvias; melhorar o padrão respiratório e o conforto do paciente, 
preparar o paciente para extubação; e coletar secreção para exame 
laboratorial. 
Vimos que consiste na retirada passiva de secreções endotraqueais, via 
cânula orotraqueal (TOT) ou cânula de traqueostomia (TQT), por meio de 
cateter acoplado a um sistema de sucção (aspirador elétrico ou rede de vácuo). 
 
Imagem 03: Aspiração endotraqueal 
 
Fonte: Enfermagem em foco, 2023. 
 
 
 
A professora indicou que ela é indicada nos seguintes casos: 
• Presença de secreção visível pela cânula; 
• Presença de sons adventícios à ausculta (roncos, estertores, 
crepitações); 
• Diminuição dos sons pulmonares; 
• Alterações na curva de fluxo do respirador; 
• Queda da saturação de oxigênio (SapO2); 
• Movimentação audível de secreções. 
Os procedimentos que devem ser realizados consistem em; 
1. Realizar higienização das mãos; 
2. Realizar ausculta pulmonar, para verificar a presença de ruídos 
adventícios; 
3. Separar o material a ser utilizado; 
4. Verificar o funcionamento da rede de vácuo (ajuste da pressão 
entre 80mmHg e 120mmHg) ou aspirador elétrico; 
5. Explicar o procedimento ao paciente; 
6. Vestir o EPI; 
7. Abrir a embalagem da sonda de aspiração, de modo a expor 
apenas a parte que será conectada ao circuito de aspiração; 
8. Calçar luva estéril (apenas a mão dominante devera permanecer 
estéril); 
9. Retirar o invólucro com a mão não dominante e segurar a sonda 
com a mão dominante; 
10. Ligar/abrir a fonte de sucção, com a mão não dominante; 
11. Desconectar o respirador ou a nebulização com a mão não 
dominante; 
12. Estimular reflexo de tosse, caso o paciente consiga; 
13. Introduzir a sonda na cânula, com a mão dominante 
(estéril), sem sucção (pinçar o circuito de aspiração com a mão não 
dominante); 
14. Proceder a retirada da sonda por movimentos circulares e 
suaves; 
15. Repetir o procedimento quantas vezes necessário, sempre 
intercalando com a respiração do paciente; 
 
 
 
16. Manter atenção aos sinais vitais e possíveis 
intercorrências, como por exemplo: sangramentos, queda da SapO2; 
17. Desconectar a sonda da fonte de sucção; 
18. Lavar o circuito de aspiração com água destilada (fr 
500ml); 
19. Desligar/fechar a fonte de sucção com a mão não 
dominante (menos contaminada); 
20. Proteger a extremidadedo circuito de sucção, com 
dispositivo próprio; 
21. Realizar nova ausculta pulmonar, para avaliara a eficácia 
do procedimento; 
22. Retirar EPI; 
23. Realizar higienização das mãos (pós-procedimento); 
24. Registrar o procedimento, bem como a avaliação da 
secreção removida (quantidade, coloração, consistência e odor). 
Em seguida fizemos uma breve estudada sobre a avaliação clínica e 
discussão de caso com enfoque no sistema respiratório oncológico, não 
chegamos a responder as questões do roteiro, visto que a professora não 
achou necessário pois estudamos isso com bastante aprofundamento. 
 
ROTEIRO 3 
AVALIAÇÃO CLÍNICA E DISCURSÃO DE CASO COM ENFOQUE NO 
CARDIOVASCULAR 
 
Senhora Maria, 70 anos, sexo feminino, viúva, comparece a Unidade Básica 
a acompanhada de seus familiares, evoluiu com queixas de cansaço aos 
mínimos esforços, ganho de peso e redução do volume urinário há uma 
semana. Tem diagnóstico médico de Insuficiência Cardíaca e está 
descompensada. Queixa -se também de tosse persistente e desânimo 
importante. Antecedentes pessoais: Infarto agudo do miocárdio há 2 anos, 
hipertensão e dislipidemia. Uso regular das seguintes medicações: enalapril 
20mg por dia, furosemida 40mg cedo e as 17hs, AAS 100mg no almoço, 
carvedilol 25mg a cada 12hs e sinvastatina 40mg ao deita. Exame físico 
encontra-se lenificada, com período de confusão mental, estase jugular 
mais+ \4+ e palidez cutânea. Pressão arterial (PA) = 90 \60mmHg, frequência 
cardíaca (FC) =140bpm e frequências respiratória (FR) = 35 rpm. Apresenta 
 
 
 
edema de membros inferiores (MMII) +++\4+, com enchimento lento e 
temperatura discretamente diminuída. Exames laboratoriais: Ureia = 70mg 
\dl; creatina = 2,5mg\dl; potássio (k+) = 3mEq \l, sódio (Na++) =145 mg \dl; 
hemoglobina (Há) =11 g\dl; hematócrito (Ht) = 36%, colesterol total = 260mg 
\dl; HDL - colesterol = 32mg\dl, LDL- colesterol = 180 e triglicérides (TG) = 
450mg\dl (UNIP, 2023). 
O que deve ser priorizado no exame clinico? 
Insuficiência renal e Insuficiência cardíaca. 
Quais parâmetros dos exames laboratoriais devem ser observados? Qual 
a correlação com a patologia? 
Alterações no exame de ureia, creatinina, potássio, colesterol e triglicerídeos. 
Caracterizando disfunção renal. 
Quais as características dos fármacos e quais os cuidados de 
enfermagem? 
Drogas vasoativas, hipoglicemiantes e diuréticos. Monitorizar a ingesta e a 
excreta a cada 2 horas, manter a posição de Fowler para facilitar a respiração, 
monitorizar a resposta ao tratamento diurético, avaliar a distensão venosa jugular, 
edema periférico, administrar dieta hipossódica, promover restrição hídrica. 
Proporcionar conforto ao paciente, dar apoio emocional, manter o paciente em 
repouso, observando o grau de atividade a que ele poderá se submeter; explicar 
antecipadamente os esquemas de rotina e as estratégias de tratamento, 
incentivar e permitir espaços para o cliente exprimir medos e preocupações, 
apoiar emocionalmente o cliente e familiares, promover ambiente calmo e 
tranquilo estimular e supervisionar a respiração profunda; executar exercícios 
ativos e passivos com os MMII; pesar o paciente diariamente; realizar balanço 
hídrico oferecer dieta leve, fracionada, hipossódica, hipolipídica, anotar alterações 
no funcionamento intestinal, administrar medicamentos conforme prescrição 
médica, adotando cuidados especiais observar o aparecimento de sinais e sintomas 
de intoxicação medicamentosa, transmitir segurança na execução das atividades. 
Quais os diagnósticos de enfermagem e suas possíveis intervenções? 
DIAG. Eliminações urinaria prejudicada, INTER: manter o equilíbrio 
eletrolítico. Manter o estado nutricional adequado. 
 
 
 
Os sintomas geralmente são suficientes para o enfermeiro diagnosticar uma 
insuficiência cardíaca. Os eventos a seguir podem confirmar o diagnóstico inicial: 
pulso fraco e acelerado, hipotensão arterial, determinadas anomalias nas bulhas 
cardíacas,aumento do coração, dilatação das veias do pescoço, acúmulo de líquido 
nos pulmões, aumento do fígado, ganho rápido de peso e acúmulo de líquido no 
abdome ou nos membros inferiores. Uma radiografia torácica pode revelar um 
aumento do coração e o acúmulo de líquido nos pulmões. Frequentemente, o 
desempenho cardíaco é a válido através de outros exames, como a ecocardiográfica, 
que utiliza ondas sonoras para gerar uma imagem do coração, e a eletrocardiografia, 
a qual examina a atividade elétrica do com ração. Outros exames podem ser 
realizados para se determinar a causa subjacente da insuficiência cardíaca. 
 
ROTEIRO 4 
PREPARO E ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
Administração de medicamentos por via oral 
Imagem 04: Medicamentos por via oral 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Subcutânea: a administração é feita na camada subcutânea da pele, 
permitindo uma absorção lenta. Nessa via é bastante utilizada a 
administração de medicamentos de uso contínuo. Os locais do corpo 
mais indicados são: a face superior externa do braço, a face anterior 
da coxa, a região supra e infra umbilical. O volume máximo permitido 
para essa via é de 1mL, com seringas entre 1 e 3mL, e a agulha deve 
ser fina e pequena, com bisel curto (NETIINA, 2016). 
 
 
 
 
A professora explicou que na hora da administração do medicamento, a agulha 
deve ser introduzida em um ângulo de 90° em adultos. 
Vantagens: o período de absorção da droga é lento e contínuo, 
impedindo que o organismo receba grandes quantidades de 
medicamento rapidamente; a adesão ao tratamento é alta, uma vez 
que a aplicação é relativamente fácil; e a dor ou desconforto na região 
é mínimo e tolerável. Desvantagens: a longo prazo, pode causar 
irritação na camada gordurosa da pele (NETIINA, 2016). 
 
Administração de medicamentos por via intramuscular 
Imagem 05: Administração de medicamentos por via subcutânea 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Intramuscular: a administração é feita diretamente no músculo. Essa 
via é adequada para medicamentos que necessitam de uma absorção 
rápida e para a introdução de agentes terapêuticos irritantes. Como os 
músculos estão abaixo da pele e dos tecidos adiposos, utiliza-se uma 
agulha mais longa. Geralmente, os medicamentos são injetados em 
um músculo do braço, coxa ou nádega. Vantagens: início de ação 
rápida e liberação lenta para a corrente sanguínea; evita-se que o 
medicamento passe pelo fígado, o que reduziria seu efeito; a dose 
 
 
 
administrada pode ser bem controlada; pode ser utilizada em pacientes 
inconscientes ou incapazes de deglutir o medicamento, ou ainda para 
aqueles que apresentam vômitos constantes; e pode ser utilizada para 
administrar medicamentos oleosos e mais densos, que poderiam ser 
irritantes em outras vias. Desvantagens: devido ao fato de o músculo 
ser um tecido altamente vascularizado, corre-se o risco de 
sangramento ou hemorragia; pode ocorrer a formação de abcessos no 
local da punção; dependendo do tipo de medicamento, o procedimento 
pode ser doloroso para o paciente; e não permite administrar grandes 
volumes (NETIINA, 2016). 
 
Imagem 06: Administração de medicamentos por via intramuscular 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Em seguida praticamos as técnicas apresentadas uns nos outros por meio de 
técnicas, a professora nos supervisou e atuou tirando dúvidas nesse processo. Não 
senti dificuldade para a administração de medicações. 
 
AULA PRÁTICA 
ROTEIRO 5 
 
 
 
INSERÇÃO DE SONDA NASOGÁSTRICA 
 Vimos os procedimentos utilizados para a inserção da sonda nasogastrica em 
adultos: 
 
 
Imagem 07: Sonda nasogástrica 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
1. Verificar a prescrição médica; 
2. Realizar higienização das mãos 
3. Organizar os materiais necessários para o procedimento e selecionar o 
calibre da sonda de acordo com a idade da criança ou adolescente; 
4. Conferir o nome do paciente e o procedimento a ser realizado, 
verificando a pulseira de identificação e a prescrição médica; 
5. Explicar sobre procedimento a ser realizado; 
6. Calçar as luvas e demais EPIs; 
7. Realizar a medição da sonda 
8. Realizar a marcação da sonda com esparadrapo; 
9. Verificar a qualidade da sonda, checando rupturas ou perviedade, com 
a manipulação do fio guia na sonda; 
10. Aplicar o gel lubrificante hidrossolúvel (lidocaína gel 2%) na extremidade 
da sonda; 
11. Introduzir a sonda lentamente pela narina fazendo movimentos 
unidirecionais até a marcação realizada anteriormente; 
 
 
 
12. Solicitar que o paciente ajude no procedimento se possível, realizando 
movimentos de deglutição facilitando o processo de evolução da sonda; 
13. Confirmar posicionamento no estômago: Preencher a seringa e conectá-
la à sonda e injetar o ar, auscultando o ruído na região epigástrica com o estetoscópio. 
Após o teste retirar o ar injetado; 
14. 16. Fixar a sonda no nariz criança utilizando esparadrapo, datar e anotar 
o calibre da sonda utilizada; 
15. Retirar as luvas e demais EPIs; 
16. Realizar higienização das mãos, 
17. Encaminhar ao Raio-X para confirmação do local da sonda; 
18. Após confirmar a localização da sonda pela radiografia, retirar o fio guia 
e iniciar a nutrição/medicação; 
19. Registrar no prontuário eletrônico o procedimento realizado, calibre e 
localização da sonda, sinais de resíduos e intercorrências 
 
AULA PRÁTICA 
ROTEIRO 6 
INSERÇÃO DE SONDA NASOENTÉRICA 
Em seguida vimos as técnicas para inserção de sonda nasoenterica: 
1. Explicar sobre procedimento a ser realizado; 
2. Calçar as luvas e demais EPIs; 
3. Realizar a medição da sonda, 
4. Realizar a marcação da sonda com esparadrapo; 
5. Verificar a qualidade da sonda, checando rupturas ou perviedade, com 
a manipulação do fio guia na sonda; 
6. Explicar e solicitar que o paciente ajude no procedimento se possível, 
realizando movimentos de deglutição facilitando o processo de evolução da sonda; 
7. Lubrificar a ponta da sonda com lubrificante hidrossolúvel (lidocaína gel 
2%); 
8. solicitar que permaneça com o queixo próximo ao peito, se necessário, 
auxiliá-lo; 
9. Introduzir a sonda lentamente pela narina fazendo movimentos 
unidirecionais; 
10. Aproveitar o reflexo de deglutição para introduzir a sonda em RNs; 
 
 
 
11. Introduzir a sonda até a marcação realizada anteriormente; 
12. Confirmar posicionamento no estômago: Preencher a seringa, conectá-
la à sonda e injetar o ar, auscultando o ruído na região epigástrica com o estetoscópio. 
Após o teste retirar o ar injetado; 
13. Retirar o fio-guia após a passagem correta e guardá-lo; 
14. Fixar a sonda no nariz crutilizando esparadrapo, datar e anotar o calibre 
da sonda utilizada; 
15. Aguardar a migração da sonda para duodeno, encaminhar ao Raio-X 
para confirmação do local da sonda após 4 horas da passagem (encaminhar para 
centro de referência conforme fluxo estabelecido na instituição); 
16. Retirar as luvas e demais EPIs; 
17. Lavar as mãos; 
18. Registrar no prontuário eletrônico o procedimento realizado, calibre e 
localização da sonda, sinais de resíduos e intercorrências. 
 
 
AULA PRÁTICA 
ROTEIRO 7 
AVALIAÇÃO CLÍNICA E DISCUSSÃO DE CASO COM ENFOQUE NO 
SISTEMA DIGESTÓRIO 
Durante a aula abordamos um caso clínico e em seguida uma avaliação 
química em foco no sistema digestório de uma paciente no seu primeiro dia de 
internação por pancreatite aguda (PA), sexo feminino, 45 anos. Informou que 
veio para o hospital por causa de do r abdominal aguda acompanhada de 
náuseas e vômitos que não aliviavam a dor. Apresentava antecedentes pessoais 
de colelitíase, dislipidemia, depressão e tabagismo h á mais de 20 anos. 
Exame físico: consciente , orientada, inquieta, com dor abdominal de forte 
intensidade (escore 10), posição no leito com as pernas fletidas de encontro 
com o tórax, dispneica,crepitações finas e difusas, sonda ausculta cardíaca 
com rítmicas, hipofoneticas em dois tempos, distensão abdominal importante, 
sonda nasogástrica (SNG) aberta, Abdome doloroso á palpação superficial, 
acesso venoso periférico instalado n a veia cubital esquerda, pele fria e úmida 
diurese por DDV evoluindo com oliguria. Medicações em uso domiciliar: fluoxetina 
 
 
 
20mg\manha e sisvastatina20mg \dia, Sinais vitais: frequência cardíaca (FC) = 
100bpm, dispneia com frequência respiratoria (FR) = 28rpm, saturação de 
oxigênio = 90%, pressão arterial (PA) = 90 \50mmHg, temperatura axilar = 
37,4°C: exame laboratoriais: paCO2 = 40 mmHg, paO2 = 85mmHg, hemoglobina 
(Hb) = 12g \dl, hematócrito (Ht) = 4 8%, leucócitos = 16.000u\l, albumina= 4,5g\l, 
amilase =440U\l, lipas = 400U\l, GGT = 22 U\L, TGO= 30U\l, TGP =22U\l. k= 3,2mEq\l, 
cálcio= 8,2mg\dl, colesterol total= 260mg\dl, glicose = 275mg\dl, ureia= 68mg\dl, 
creatina= 1mg\dl. Exames de imagem: tomografia de abdome apresentando 
proeminência da poção cefálica pancreática e liquido na cavidade peritoneal. 
Radiografia de tórax apresentando cúpulas diafragmáticas elevadas. 
O que deve ser priorizado no exame clinico? 
Evolução clínica da colicistite e funções hepática. 
Quais parâmetros dos exames laboratoriais de vem ser observados? 
Qual a correlação com a patologia? 
Alterações no exame de hematócrito, leucócitos, amilase, lipase, ureia, 
potássio, colesterol e glicose. Caracterizando disfunção biliar e hepática. 
 
Quais as características dos fármacos e quais os cuidados de 
enfermagem? 
Analgesia, anti-inflamatórios e antiespasmódico. Melhorar a condições biliar 
e hepática. 
Qual diagnósticos de enfermagem e suas possíveis intervenções? 
O diagnosticado é risco de função hepática prejudicada e sua respectiva 
intervenção é o controle da nutrição e da dor. 
AULA PRÁTICA 
ROTEIRO 8 
SONDAGEM VESICAL DE DEMORA – FEMININA 
Durante a aula vimos o do cateterismo vesical feminino: os cuidados e técnicas. 
 
 
 
 
 
 
Imagem 08: Sonda vesical de demora 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Vimos que tem como objetivo drenar a urina através da inserção de uma sonda 
pela uretra (ou via suprapúbica) até a bexiga. 
o procedimento, conhecido como cateterismo vesical feminino, pode 
ter dois diferentes objetivos: um deles é para fins de diagnóstico, 
quando são feitas coletas de amostras e controle de diurese, por 
exemplo. já quando a finalidade é terapêutica, a prática é utilizada em 
casos diferentes, como por disfunção da bexiga neurogênica e 
irrigação pós-operatória, entre outras situações (MOZACHI, 2005). 
A professora explicou que a escolha da sonda ideal depende de variáveis como 
idade do paciente, sexo, avaliação externa da uretra. até mesmo fatores como alívio 
rápido e drenagem prolongada, entre outras coisas. 
 
Em seguida vimos os passos a passos para a realização de um cateterismo 
vesical feminino: 
1. realizar higiene íntima na paciente, exceto se ela já tiver tomado banho. 
posicioná-la confortavelmente e preservar sua privacidade, fechando o quarto ou 
utilizando biombos. 
2. colocar o recipiente para os resíduos em local acessível. 
 
 
 
3. calçar luva de procedimento para avaliar trauma uretral, considerando a 
necessidade de tricotomia prévia. 
4. descartar as luvas de procedimento e lavar as mãos conforme o protocolo. 
5. abrir a bandeja de cateterismo usando a técnica asséptica. 
6. colocar a paciente em posição de decúbito dorsal: os joelhos flexionados, os 
pés sobre o leito mantendo os joelhos afastados (posição ginecológica). 
7. calçar as luvas estéreis e, a seguir sob o campo estéril, deve-se fazer o teste 
para avaliar a integridade do balão da sonda, insuflando-se ar com a seringa e 
desinsuflando em seguida. 
8. separar, com uma das mãos, os pequenos lábios de modo que o meato 
uretral seja visualizado; mantendo-os afastados, até que o cateterismo termine. 
atentar para o ponto que a mão que toca a genitália não tocará na sonda. 
9. Realizar antissepsia da região perineal, com movimentos únicos, utilizando 
gaze estéril embebida com clorehexidina ou iodopolividona, não alcoólicos, estéril e o 
auxílio da pinça cheron: primeiro, horizontalmente, do meato até o monte de vênus. A 
seguir, verticalmente do meato até final da comissura labial posterior, inicialmente 
sobre grandes lábios, após entre grandes e pequenos lábios. Por último, em 
movimentos circulares sobre o meato, de dentro para fora. 
10. Após antissepsia, proceder a colocação de campo fenestrado estéril e novo 
afastamento dos grandes lábios. As etapas seguintes são a aplicação do anestésico, 
no meato, situado abaixo do clitóris, na linha média, e a sondagem vesical. 
11. Ainda sob o campo estéril, conectar a sonda vesical com o sistema de 
coletor para então lubrificar bem a sonda com o anestésico tópico prescrito. 
12. Introduzir a sonda pré-conectada a um coletor de drenagem de sistema 
fechado, bem lubrificada por 5 cm a 7 cm no meato uretral, utilizando técnica asséptica 
estrita. Quando a urina não aparecer, verificar se a sonda não está na vagina. Se 
erroneamente posicionada, deixar a sonda na vagina como um marco indicando onde 
não inserir e introduzir outra sonda. 
13. Insuflar o balonete com água destilada (aproximadamente 10 ml), 
certificando-se de que a sonda está drenando adequadamente. 
14. Tracionar suavemente a sonda até sentir resistência. 
15. Fixar a sonda de demora, prendendo-a juntamente com o equipo de 
drenagem, na face interna da coxa com esparadrapo do tipo antialérgico. 
16. Secar a área e manter a paciente confortável. 
 
 
 
17. Lavar as mãos. 
18. Realizar anotação de enfermagem, assinar e carimbar. 
19. Manter o ambiente da paciente em ordem. 
Imagem 09: Simulação de colocação da sonda vesical de demora no sexo feminino 
 
 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Roteiro 09 – Sondagem Vesical de Demora Masculino 
Continuando a aula sobre sondagem vesical de demora, agora sobre como é 
realizado em pacientes do sexo masculino. Que também tem o objetivo de controlar 
o volume de urina, possibilitando sua eliminação em pacientes que estejam 
imobilizados, inconscientes ou com obstrução, mas nesse caso, é feito em pós-
operatório de cirurgias urológicas (CARMAGNANI et al., 2017). 
 
 
 
Após a breve explicação sobre o assunto, começamos a praticar o 
procedimento descrito logo abaixo, observando todos os detalhes e sempre com a 
orientação e correção da professora. 
1. Isolar o leito com biombo e posicionar o paciente em decúbito dorsal; 
2. Calçar as luvas de procedimento; 
3. Fazer a higiene íntima, retirar o material utilizado e descartar as luvas; 
4. Higienizar novamente as mãos; 
5. Abrir o material de cateterismo sobre o leito, entre as pernas do paciente, 
deixando uma das pontas próxima à região glútea; 
6. Abrir o material descartável, com técnica estéril, sobre o campo (sonda 
Foley, seringas, agulhas, gaze estéril e sistema coletor fechado) e colocar a 
clorexidina tópica na cúpula; 
7. Calçar as luvas estéreis e testar o cuf e a válvula da sonda utilizando 
seringa de 10 ml e água destilada; 
8. Conectar a sonda no coletor de urina de sistema fechado e a lidocaína 
gel a 2% na seringa (15 a 20 ml) com a ajuda de um colega; 
9. Fazer antissepsia do meato urinário para a base do pênis, trocando o 
algodão ou a gaze em cada etapa, posicionar o pênis perpendicularmente ao corpo 
do paciente, introduzir o bico da seringa no meato urinário e injetar o lubrificante 
anestésico lentamente; 
10. Introduzir a sonda Foley no meato urinário até a extremidade distal ou 
até observar a drenagem de urina, encher o cuf da sonda vesical de demora, utilizando 
a seringa previamente cheia; 
11. Fixar a sonda na região suprapúbica com adesivo hipoalergênico e 
retirar as luvas estéreis;12. Prender o coletor na parte inferior do leito, após rotulá-lo com a data, e 
deixar o paciente confortável; 
13. Recolher o material, descartá-lo no expurgo e higienizar as mãos. 
 
ROTEIRO 10 
AVALIAÇÃO CLÍNICA E DISCUSSÃO DE CASO COM ENFOQUE NO 
SISTEMA RENAL 
 
 
 
Analisamos o caso do M.F., Sexo feminino, 60 anos, casada, dois filhos, 
portadora d e leucemia mieloide aguda (LMA). Foi internada para transplante de 
medula óssea (TMO) halogênico com células de cordão umbilical, realizado em 
julho de 2008. Apresentava os seguintes antecedentes; Câncer de ovário bilateral 
em 2004 com histerectomia total e quimioterapia. Evoluiu no 5° dia pós – TMO 
pancitopenia (diminuição de todas as linguagens celulares do sangue) com 
rebaixamento de nível de consciência, taquipneia, dispneia intensa e disfunção 
renal. Fo i transferida para a (UTI), onde foi submetida a IOT. Suspeitava -se 
de infecção pulmonar, posteriormente confirmada na cultura do lavado brônquico. 
Como base nessa suspeita, iniciou -se amplo esquema antimicrobiano. Foi 
iniciada hemodiálise em virtude da insuficiência renal aguda (IRA) por necrose 
tubular aguda (NTA) secundaria a sepse. Apresenta -se sedada com uso de 
Dormonid (midazolan) e Fentanila, edema d e face e MMSS e MMII, com miosite 
importante, incluindo sangramento ativo e lesões orais (miosite secundaria à 
quimioterapia). Mantem SNE somente para medicações. Recebe dieta parenteral 
por cateter central (1.000ml/dia). Hemodinamicamente estável, A.C com bolhas 
rítmicas e normofoneticas sem sopros, A.P com murmúrios vesiculares diminuído 
nas bases e crepitações e terço médio dos pulmões, mantendo VM com 
pressão controlada ventilatória= 18, FIO2=40%, PEEP=10. Saturação de oxigênio 
(SatO2) = 95%, boa perfusão periférica, sem cianose de extremidade. Abdome 
globoso com diminuição de ruí dos hidroaéreos, eliminações fisiológicas (+), co 
m oligúria e urina de aspecto concentrado sendo submetida a sessões de 
hemodiálise modalidade continua. Apresenta pele ressecada. SSVV: PA= 
100/60mmHg, FC= 1 25 bpm, FR= 14ipm, TEMP. axilar= 36,5°. O esposo da 
paciente e um de seus filhos relatam a enfermeira da UTI que não conseguem 
mais realizar as suas atividades da vida diária depois da transferência da paciente 
para a UTI, pois acreditavam que o TMO teria sucesso e sentem culpa por 
não poderem m ais permanecer ao lado da paciente como nos pós TMO. 
Resultados de exames: creatinina= 2 .2mh/dl; ureia= 69mg/l; fosforo= 5 ,4 mg/dl; 
magnésio= 1,9mg/dl; potássio= 3,9mEQ/L; sódio=146mEq/L; GLICOSE=105mg/dl; 
Hb= 8,9 g/dl; Ht=25,5%; leucócitos= 30/Ul; Neutrófilos=0; Plaquetas= 16.000; 
Cálcio Iônico= 1,19; Gasometria arterial: pH=7,389; pCO2 = 26,4; pO2= 108,0; BE 
(excesso de base) = meno s 8; HCO2= 15,9; S atO2= 98,8%; Lactato = 8. a 
 
 
 
radiografia de tórax mostra velamento de seio costofrênico bilateralmente e 
aumento da trama vaso brônquica maior a direita; infiltrado reticular difuso. 
Em seguida respondemos as perguntas, a professora atuou tirando duvidas 
nesse processo, não senti dificuldade. 
“O que deve ser priorizado no exame clinico?” 
Insuficiência renal e insuficiência respiratória. 
“Quais parâmetros dos exames laboratoriais de vem ser observados? Qual 
a correlação com a patologia?” 
Sódio, Hb, plaquetas e pco2. Edemas e abdome globoso. 
“Quais as características dos fármacos e quais os cuidados de enfermagem?” 
Fármacos: Teicoplanina. Cuidados de enfermagem: evitar a formação de 
espuma durante a Reconstituição. 
FARM. Piperacilina. CUID.ENF. Deve ser administrada por Infusão intravenosa 
lenta em um período de, no mínimo, 30 min. 
FARM. Metronidazol. CUID. ENF. Infundir a uma velocidade de 5 ml/min, 
atentar para Aparecimento de parestesia, convulsão e outros sinais de 
neurotoxicidade. 
FARM. Dipirona. CUID. ENF. Manter prevenção contra quedas devido à 
Hipotensão postural. 
FARM. Tramadol. CUID. ENF. A medicação por via Intravenosa deve ser 
diluída com aproximadamente 50 a 100 ml de soro fisio - lógico 0,9% e infundida em 
30 a 60 minutos. 
FARM. Ambisome. CUID. ENF. Deve ser reconstituída em água estéril para 
injeção (sem bacteriostático ), não reconstituir com salina ou adicionar salina à 
solução reconstituída. 
FARM. Aciclovir. CUID. ENF. Durante a terapia, devem-se monitorar os níveis 
de ureia E creatinina, bem como provas de função hepática (transaminases e 
bilirrubinas). 
FARM. Albumina humana. CUID. ENF. Não infundir a albumina juntamente 
com verapamil ou vancomicina na mesma via. 
 
 
 
FARM. Filgrastima. CUID. ENF. Diluir e m soro glicosado 5% e infundir 
em 30 min. 
FARM. Micofenolato mofetil. Em caso de superdosagem, o metabólito ativo 
do fármaco pode ser aumentado com o uso de colestiramina. 
FARM. Tacrolimo. CUID. ENF. Ter cautela na administração simultânea com 
o tacrolimo e a ciclosporina, a fim de preservar a função renal. 
FARM. Metilprednisol ona. Monitorar nível de glicose sérica e glicemia 
capilar. 
FARM. Pantoprazol. Deve ser administrado com um pouco de líquido, antes 
ou durante o café da manhã. FARM. Nistatina oral. CUID. ENF. Monitorar náuseas, 
vômitos e diarreia. 
“Quais diagnósticos de enfermagem e suas possíveis intervenções?” 
DIAG. Perfusão tissular renal ineficaz. INTER. Controlar o volume de Diurese 
e o balanço hídrico. 
DIAG. Volume de líquidos excessivo. INTER. Medir a circunferência dos locais 
com edema para facilitar o acompanhamento Evolutivo. 
DIAG. Risco de desequilíbrio do volume de líquidos. INTER. Verificar a PA a 
cada 15 min durante a sessão de hemodiálise. 
DIAG. Mucosa Oral prejudicada. INTER. Inspecionar a cavidade oral 
diariamente, buscando avaliar o grau da mucosite. 
DIAG. Proteção ineficaz. Monitorar a contagem de Plaquetas diariamente para 
avaliar se está havendo recuperação da medula óssea. DIAG. Risco de infecção. 
INTER. Avaliar rigorosamente a paciente à procura de sinais e sintomas de infecção 
AULA PRÁTICA 
ROTEIRO 11 
AVALIAÇÃO CLÍNICA E DISCUSSÃO DE CASO COM ENFOQUE NO 
SISTEMA NEUROLÓGICO 
 O que deve ser priorizado no exame clinico? 
 Acidente vascular encefálico. 
 
 
 
Quais parâmetros dos exames laboratoriais devem ser observados? Qual 
a correlação com a patologia? 
Sódio, Hb, plaquetas e pco2. Edemas e abdome globoso. 
Quais as características dos fármacos e quais os cuidados de 
enfermagem? 
Tabela: Características dos fármacos e cuidados de enfermagem 
Características dos fármacos Cuidados de enfermagem 
Solução de glicose 5%. Não administrar simultaneamente com sangue 
no mesmo equipo, devido à possibilidade de 
pseudoaglutinação ou hemólise. 
Cefazolina. Pacientes com antecedente de alergia à 
penicilina não devem fazer uso de 
cefalosporina. 
Dipirona sódica Manter prevenção contra quedas devido à 
hipotensão postural 
Paracetamol Manter prevenção contra quedas devido à 
hipotensão postural. 
Pantoprazol Deve ser administrado com um pouco de 
líquido, antes ou durante o café da manhã. 
Fenitoína. Não misturar as preparações injetáveis à 
glicose a 5% nem com outro medicamento. 
Dexametasona. Monitorar nível de glicose sérica e glicemia 
capilar 
. Hidroxizina Realizar higiene oral mais frequentemente na 
paciente 
Noradrenalina Monitoramento de alterações da frequência 
cardíaca e arritmias. 
Fentanil. Monitorar função pulmonar 
 
 
 
Midazolam. Atenção para depressão respiratória, manter 
monitoração intensa de Pressão arterial, pelo 
risco de hipotensão. 
Fonte: Elaboradopelo autor, 2023. 
Quais diagnósticos de enfermagem e suas possíveis intervenções? 
Quais diagnósticos de enfermagem e suas possíveis intervenções? 
Diagnostico de enfermagem Intervenção 
Capacidade adaptativa intracraniana 
diminuída 
Garantir PIC < 20 mmHg. Manter PPC 
> 60 mmHg 
Risco de aspiração Avaliar capacidade de proteção de vias 
aéreas superiores. 
Risco para Desobstrução ineficaz de 
vias aéreas 
Realizar higiene traqueobrônquica 
sempre que necessário. 
Risco de volume de líquidos deficiente. Realizar rigoroso controle urinário. 
Evitar balanço hídrico negativo 
Risco de infecção Monitorar sinais e sintomas sistêmicos e 
locais de infecção (febre, taquicardia 
etc.) 
Glicemia instável Monitorar e registrar os valores de 
glicemia capilar. 
Fonte: Elaborado pelo autor, 2023. 
ROTEIRO 12 
CURATIVOS 
 Vimos que os curativos são um meio terapêutico que consiste na limpeza 
e na aplicação de uma cobertura estéril em uma ferida. Eles têm a finalidade 
de promover a rápida cicatrização e prevenir a contaminação ou infecções. Ao 
realizarmos um curativo, temos em mente o objetivo de limpar a ferida, tratar 
e prevenir infecções, prevenir contaminação exógena, remover corpos estranhos, 
proteger a ferida contra traumas mecânicos, promover hemostasia, fazer 
desbridamento mecânico e remover tecidos necróticos, bem como reduzir 
 
 
 
edemas, drenar ou absorver secreções e exsudatos inflamatórios, diminuir odor 
manter a umidade da ferida e fornecer o isolamento térmico eliminando assim 
fatores que possam prejudicar uma adequada cicatrização. 
Imagem 10: Preparo de curativo 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Materiais que devem ser utilizados: pacote de curativos, gazes estéril, soro 
fisiológico, fita adesiva. 
Método que deve ser adotado: lavar as mãos antes e após cada curativo, 
mesmo que seja em um mesmo paciente, verificar data de esterilização nos pacotes 
utilizados para o curativo, expor a ferida e o material o mínimo de tempo possível, 
utilizar sempre material esterilizado, se as gazes estiverem aderidas na ferida, 
umedecê-las antes de retirá-las, não falar e não tossir sobre a ferida e ao manusear 
material estéril, considerar contaminado qualquer material que toque sobre locais 
não esterilizados, usar luva s de procedimentos em todos os curativos, fazendo 
-os com pinças (técnica asséptica), utilizar luvas estéreis em curativos de 
cavidades ou quando houver necessidade de contato direto com a ferida ou 
com o material que irá entrar em contato com a ferida, se houver mais de uma 
ferida, iniciar pela menos contaminada, nunca abrir e trocar curativo de ferida 
limpa ao mesmo tempo em que troca de ferida contaminada, quando uma mesma 
pessoa for trocar vários curativos no mesmo paciente, deve iniciar pelos curativos 
 
 
 
de incisão limpa e fechada, seguindo -se de ferida aberta não infectada, drenos 
e por último as colostomias e fístulas em geral, ao embeber a gaze com soluções 
manter a ponta da pinça voltada para baixo, ao aplicar ataduras, fazê-lo no sentido 
da circulação venosa, com o membro apoiado, tendo o cuidado de não apertar. 
A professora explicou que os curativos devem ser realizados no leito com toda 
técnica asséptica, nunca colocar o material sobre a cama do paciente e sim sobre 
a mesa auxiliar, ou carrinho de curativo. O mesmo deve sofrer desinfecção após cada 
uso. 
Todo curativo deve ser realizado com a seguinte paramentação: luvas, 
máscara e óculos. Em caso de curativos de grande porte e curativos infectados 
(escaras infectadas com áreas extensas, lesões em membros inferiores, e ferida 
cirúrgica infectada) usar também o avental como paramentação. 
Quando o curativo for oclusivo deve-se anotar no esparadrapo a data, a 
hora e o nome de quem realizou o curativo. 
Vimos que em portadores de ostomias e fístulas devemos utilizar placa 
protetora e TCM na proteção da pele nas áreas adjacentes à ferida. Não comprimir 
com ataduras e esparadrapos o local da ferida para garantir boa circulação, trocar 
os curativos úmidos quantas vezes forem necessárias, o mesmo procedimento 
deve ser adotado para a roupa de cama, com secreção do curativo, quando o curativo 
da ferida for removido, a ferida deve ser inspecionada quanto a sinais florísticos. 
O curativo não deve ser realizado em horário de limpeza do ambiente, o ideal 
é após a limpeza. 
Em feridas em fase de granulação realizar a limpeza do interior da ferida 
com soro fisiológico em jatos, não esfregar o leito da ferida para não lesar o 
tecido em formação, os drenos devem ser de tamanho que permitam a 
permanência na posição vertical, livre de dobras e curva, mobilizar dreno conforme 
prescrição médica, em úlceras venosas e neuropatias diabética (pé diabético) 
manter o membro enfaixado e aquecido com algodão ortopédico, nas úlceras 
arteriais, manter membro elevado. 
Curativo semi-oclusivo: curativo absorvente é utilizado em feridas 
cirúrgicas, drenos e feridas exsudativas. 
 
 
 
Curativo oclusivo: não permite a entrada de ar ou fluídos, atua como 
barreira mecânica, impedindo a perda de fluídos. Também promove o isolamento 
térmico e veda a ferida, para impedir enfisema e formação de crosta. 
Curativo compressivo: para reduzir o fluxo sanguíneo. 
A professora pediu que um aluno praticasse e nos observamos enquanto ela o 
orientava, não tive dúvidas em relação ao processo. 
AULA PRÁTICA 
ROTEIRO 13 
PUNÇÃO VENOSA PERIFÉRICA 
Imagem 11: Realização de punção venosa periférica 
 
Fonte: Google Imagens, 2023 
Durante a aula a professora mostrou os materiais utilizados em punção venosa 
periférica 
Vimos as matérias necessários para a atividade: 
• Bandeja para acondicionar o material. 
• Luvas de procedimento. 
• Dispositivo venoso adequado para a rede venosa (considerar o tempo de 
permanência necessário). 
• Conector de sistema fechado. 
 
 
 
• Algodão com álcool a 70%. 
• Material para fixação: fita adesiva hipoalergênica ou filme transparente. 
• Garrote. 
Em seguida vimos as técnicas que devem ser segudas: 
• Higienizar as mãos. 
• Separar o material necessário. 
• Orientar o paciente sobre o procedimento a ser realizado. 
 • Higienizar as mãos e calçar as luvas. 
• Avaliar as condições da rede venosa do paciente, identifican- do o melhor 
local a ser puncionado. 
• Garrotear o membro aproximadamente 5 cm acima do local a ser puncionado. 
• Abrir o material com técnica asséptica. 
• Pedir para o paciente abrir e fechar a mão diversas vezes, mantendo a mão 
fechada até a obtenção do retorno venoso. 
• Fazer antissepsia ampla no local com compressa embebida em álcool a 70% 
com movimento único de baixo para cima. 
• Inserir o cateter na veia com a mão dominante com o bisel daagulha 
voltadopara cima, em ângulo de 30º,1 cm abaixo do local dapunção. 
• Após a verificação do refluxo sanguíneo, pedir para o pacien- te abrir a mão, 
introduzir delicadamente o corpo do cateter e retirar o mandril (cateter sobre agulha). 
• Soltar o garrote. 
• Adaptar conector de sistema fechado. 
• Fixar o cateter com filme transparente. 
• Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
• Retirar as luvas. 
• Higienizar as mãos 
• Checar o procedimento em prescrição médica. 
• Fazer anotação de enfermagem, relatando local da punção e dispositivo 
utilizado. 
 
ROTEIRO 14 
MEDICAÇÃO VIA INTRAVENOSA(IV) 
 
 
 
Vimos que via IV permite a administração de medicamentos diretamente 
na corrente sanguínea, através de um acesso venoso superficialou profundo. 
A solução a ser administrada deve ser límpida, transparente, não oleosa e não 
deve conter cristais visíveis em suspensão. É utilizada quando há necessidade 
de concentrações sanguíneas elevadas e efeitos imediatos do medicamento, 
através de uma única dose ou infusão contínua. As veias de preferência para a 
colocação dos dispositivos p ara o a cesso venoso periférico são: Metacarpianas, 
basílica, cefálica e cefálica acessória, veia intermédia do antebraço, veia intermediária 
do coto- velo, veia braquial, veias localizadas em membros inferiores (MMII) são 
indicadas como último recurso, em adultos. 
A administração de medicamentos por via endovenosa pode ser feita por 
a cesso periférico ou central. Os dispositivos utilizados para punção de acesso 
venoso periférico são: Cateter agulhado, cateter sobre agulha. 
Imagem 12: Administração de medicamento intravenosa 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
 Materiais que devem ser utilizados: par de luvas de procedimento, álcool, 
medicação a ser administrada, seringa, agulha, protetor de conexão 02 vias, 
01 bandeja, 01 bureta com soro correspondente a diluição da medicação (se 
necessário). 
 
 
 
Certificar-se dos 5 “C”, lavar as mãos, preparar a solução à ser administrada, 
preparar o material. 
Foi explicado que devemos identificar o paciente, checar o nome e o leito do 
cliente, orientar o cliente ou acompanhante quanto ao procedimento, calçar as luvas, 
proceder a anti-sepsia do local da infusão (conexão 2 vias) adaptar a seringa a 
conexão, abrir o Clamp, testar a permeabilidade da via, injetar a medicação prescrita 
lentamente, fechar o Clamp e desconectar a seringa; após término, proteger a 
conexão, em caso de uso da bureta, proceder a anti-sepsia do injetor e introduzir 
a medicação na bureta, abrir a pinça da bureta e controlar o gotejamento 
conforme tempo de infusão estipulado para a solução, em caso de cateter 
intermitente, após o término de medicação permeabilizar a via com SF 0,9% no 
volume indicado, em caso de infusão contínua com bureta adicionar soro, deixar o 
cliente confortável e com a campainha ao seu alcance, deixar o ambiente em ordem. 
Na pós–execução devemos desprezar o material utilizado no expurgo, lavar as 
mãos, realizar as anotações necessário 
Na avaliação devemos verificar a infiltração tecidual, se houve contaminação, 
os efeitos colaterais e reações pirogênicas. 
Após explica de todo esse conteúdo a professora disponibilizou todos os 
materiais, e nos orientou individualmente ensinando em bonecos as técnicas e nos 
deixou executar neles. 
Roteiro 15: banho no leito 
Vimos que o banho no leito tem a finalidade de: remover sujidade, suor, 
secreção e células descamativas; promover a necessidade básica de higiene e 
conforto do paciente; promover o relaxamento muscular; estimular a circulação e o 
funcionamento das glândulas sudoríparas; reduzir a flora transitória que é patogênica; 
possibilitar o exercício físico passivo do paciente; prevenir infecções e complementar 
exame físico. 
Imagem 13: Realização de banho no leito por enfermeiro 
 
 
 
 
Fonte: Google imagens, 2023. 
Foi explicado que os materiais usados para banho no leito: água e sabão; 
compressas; bacia; balde; jarra; toalha de banho e de rosto; roupa de cama; shampoo; 
condicionador; equipamentos de proteção individual (óculos, avental impermeável, 
máscara e luvas de procedimento); biombo; camisola ou pijama; pente ou escova de 
cabelo. 
A professora explicou a forma correta de realizar esse procedimento, não tive 
dificuldade. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ATIVIDADES EM ANEXO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ABCMED, 2022. Sonda nasogastrica - como é feito o procedimento de colocação 
da sonda? Disponível em: . Acesso em: 8 nov. 2023. 
 
AME. Dicionário de Administração de Medicamentos na Enfermagem: 2009-2010. 
Rio de Janeiro: EPUB, 2009. 
 
ARAÚJO, M.J.B.de. Técnicas fundamentais de enfermagem. 9 Ed. Rio de Janeiro: 
MJB de Araújo, 1996.

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