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TROMBOS E TRÍADE DE VIRSHOW: Lesão endotelial Alterações no fluxo normal: TROMBOSE Hipercoagulabiliade do sangue – condições que aumentam o número de plaquetas na circulação predispõem à trombose. Processo patológico de coagulação do sangue dentro do sistema vascular, no indivíduo vivo. Endotélio Plaquetas Cascata de coagulação Lesão endotelial – que ocorre nos processos inflamatórios, arteriosclerose e compressão externa que favorece a aglutinação plaquetária. Lesão endotelial nos infartos miocárdicos (subendocárdica) Lesão endotelial Ulceração endotelial nas placas de ateroma Ateroma - depósito lipídico na superfície interna das paredes das artérias. Alterações do fluxo sanguíneo – tende à agregação plaquetária facilitando a trombose. Ocorre nos processos varicosos onde a estase sanguínea é relevante, na fibrilação atrial pela turbulência, na anemia falciforme pela aglutinação das hemácias deformadas que favorecem a estase e outras situações em que a circulação possa estar retardada. Turbulência do fluxo arterial -Estase venosa -Imobilização -“doença da classe econômica das viagens aéreas” -hiperviscosidade do sangue -falcemia Alterações do fluxo sanguíneo Trombose venosa profunda A trombose venosa profunda é de grande importância e gravidade. 1 em cada 10 mortes em hospital ocorrem decorrentes da embolia pulmonar, sua principal complicação. A TVP, quando diagnosticada e tratada precocemente, geralmente evolui bem, bastando o uso de anticoagulantes, que atualmente podem ser administrados por via injetável e/ou por via oral. O uso destes anticoagulantes diminui a chance das complicações como embolia pulmonar e síndrome pós trombótica, ou ao menos minimiza seu impacto. O tempo de tratamento pode variar de poucas semanas até indefinidamente dependendo de sua origem, e pode envolver mais do que um tipo de medicação ao longe desse tempo. Trombose Venosa Profunda Alterações do fluxo sanguíneo Fibrilação atrial A fibrilação atrial é um tipo comum de arritmia cardíaca, no qual o ritmo dos batimentos cardíacos é, em geral, rápido e irregular. http://www.minhavida.com.br/saude/temas/arritmia-cardiaca Hipercoagulabilidade Fatores genéticos - polimorfismo do gene da protrombina Fatores adquiridos - hiperestrogenismo (gestação, contraceptivos orais) - obesidade - tabagismo - diabetes - idade - neoplasias avançadas - anticorpos antiplaquetas por terapia com heparina - síndrome do anticorpo antifosfolipídio OBS.: A síndrome do anticorpo antifosfolipídeo (SAF) é uma doença sistêmica autoimune caracterizada por trombose arterial e venosa, morbidade gestacional e presença de níveis séricos de anticorpos antifosfolipídeos elevados e persistentemente positivos. O tratamento da SAF ainda é sujeito a controvérsias, já que qualquer decisão terapêutica potencialmente irá confrontar-se com o risco de uma cobertura antitrombótica insuficiente ou com o risco excessivo associado à anticoagulação e seus principais efeitos adversos. Papel do endotélio Efeitos anti-trombóticos Antiplaquetários: Barreira anatômica para MEC Prostaciclina (PGI) Óxido nítrico Adenosina trifosfatase Anticoagulantes: Trombomodulina Moléculas semelhantes à heparina Fibrinólise t-PA (ativador do plasminogênio tecidual) Efeitos pró-trombóticos Produção basal do fator de von Willebrand Expressão de fator tecidual (por TNFα e IL-1) Inibidores dos ativadores do plasminogênio TROMBOSE ❖FATOR DE VON WILLEBRAND É uma glicoproteína, sintetizada pelos megacariócitos e células endoteliais. Funções: - mediação da adesão plaquetária nos locais de lesão vascular, levando à ativação da GPIIb-IIIa e à consequente agregação plaquetária. -transporte do fator VIII coagulante. No plasma, o fator Von Willebrand e o fator VIII coagulante circulam como um complexo constituído em sua grande maioria pelo primeiro e com um pequeno percentual do segundo. As atividades funcionais do fator de Von Willebrand são: ligação ao fator VIII coagulante, à glicoproteína Ib das plaquetas, à matriz subendotelial e ao complexo glicoprotéico IIb/IIIa plaquetário. ❖Plasminogênio Proteína inativa no fígado. É ativada em plasmina. ❖Fibrinólise (t-PA (ativador do plasminogênio tecidual) Este é o processo de dissolução progressiva da fibrina e assim do coágulo, que posteriormente à sua formação deve ser dissolvido. O sistema fibrinolítico desempenha um importante papel nessa dissolução e na manutenção da integridade dos tecidos implicados. Protege o organismo contra riscos de uma trombose ou de uma embolia. Sistema fibrinolítico TROMBOSE Papel do endotélio Coagulação do sangue TROMBOSE Papel do endotélio Inibição plaquetária Inibem a formação de trombos, sem interferir de forma significativa nos demais segmentos da coagulação. Ex.: Aspirina - AAS TROMBOSE Os trombos podem ser de 3 tipos: Vermelhos - ricos em hemácias, é aderente à parede vascular, tendendo a oclusão, mais frequentes em veias (Flebotrombose); Brancos - constituídos basicamente de plaquetas e fibrina, estão geralmente associados às alterações endoteliais, se dispõe em camadas alternadas chamadas linhas de Zahn, ocorrendo nas artérias e cavidades cardíacas. Mistos - são os mais comuns, associados dos dois tipos, encontrados em cavidades cardíacas e aneurismas. Os trombos podem ocluir os vasos de maneira parcial ou total, impedindo nesse caso, a circulação; são divididos em dois tipos: Trombos murais ou parietais – oclui parcialmente a luz vascular, sendo encontrado nas artérias de grande calibre (aorta, ilíacas) e cavidades cardíacas. Trombos oclusivos totais – fecha completamente a luz vascular, encontrado nas artérias e veias de médio e pequeno calibres (femural, poplítea, radial) TROMBOSE TROMBOSE Efeitos da trombose Trombos arteriais e intracardíacos - trombos murais - ateroesclerose tromboembolia sistêmica Trombos venosos -trombose venosa de MMII (membros inferiores) tromboembolia pulmonar Trombo arterial Tromboembolia arterial (sistêmica) Trombose arterial Tromboembolia venosa (pulmonar) Tromboembolia venosa (pulmonar) Destino dos trombos Propagação Embolização Dissolução Organização e recanalização EMBOLI A EMBOLIA É o transporte pelo sangue de fragmentos de trombo, gordura, gases ou outros corpos estranhos, a ponto distantes de sua sede de origem. Cerca de 99% das embolias correspondem a deslocamentos de trombos (tromboembolismo). São exemplos de êmbolo: glóbulos de gordura, fragmentos de medula óssea, bolhas de gases, fragmentos de placas ateromatosas, células tumorais, parasitas e líquido amniótico. EMBOLIA Embolia pulmonar – se origina em cerca de 95% dos casos de trombo das veias das pernas. É a forma mais comum e uma das mais graves. Embolia sistêmica – são mais observados nas artérias do cérebro, extremidades inferiores, baço, rins. Embolia por líquido amniótico – durante trabalho de parto tumultuoso, o líquido amniótico pode penetrar em seios venosos uterinos rompidos e embolizar. Embolia gasosa – a introdução de ar no sangue pode ser por várias circunstâncias em que se produzem soluções de continuidade na parede dos vasos, principalmente veias (cirurgia ou traumatismo). Embolia gordurosa – presença de glóbulos de gordura na circulação sanguínea. Relacionada com fraturas externas de ossos longos ÊMBOLOS Embolia gordurosa cerebral INFART O INFART OÉ uma área localizada de necrose isquêmica. A isquemia é definida como deficiência do suprimento de sangue em uma determinada área de tecido ou órgão. Geralmente, a isquemia é produzida por trombose ou embolia. Outras causas de obstrução arterial: placas ateromatosas, arterites, compressões e torções vasculares. INFART OCONCEITO99% são de origem embólica TIPO Infartos brancos (ou anêmicos) Infartos vermelhos (ou hemorrágicos) MORFOLOGIA Tornam-se melhores marcados ao longo dos dias. Coloquialmenteo infarto é dividido em três tipos: 1 – BRANCO Esse é um tipo de infarto que não causa hemorragia. É caracterizado não somente pela obstrução das artérias do coração, mas também as dos rins, baço e cérebro. Causas: quase sempre arterial. 2 – VERMELHO Esse tipo de infarto tem como aspecto uma intensa hemorragia, o que faz com que a área fique com tom avermelhado, podendo ser visto em órgãos que há forte circulação colateral. Causas: obstrução arterial ou venosa. 3 – AGUDO NO MIOCÁRDIO É o campeão e o nome do infarto comum, sendo súbito e intenso. Causas: a principal é a aterosclerose, mas existem muitas outras. Classificação usada pela terceira definição universal de infarto do miocárdio INFART OO infarto é uma doença multifatorial, isso quer dizer que ele pode ser provocado por vários fatores que poderão agir de maneira simultânea e conjunta. Algumas causas e fatores de risco do infarto são: Alcoolismo, Depressão, Diabetes descontrolado, Estresse, Hereditariedade: histórico familiar, Hipertensão, Idade: homens (normalmente acima dos 45 anos) e mulheres (com 55 anos ou mais), Obesidade, Sedentarismo, Tabagismo, Uso de alguns medicamentos, uso de drogas ilícitas. INFARTO Infartos brancos (ou anêmicos) Obstrução arterial em órgãos sólidos com circulação terminal ( com pouca ou nenhuma circulação colateral) Exemplos: Coração, baço, rins. INFART O Infarto branco (isquêmico) Infartos vermelhos (ou hemorrágicos) Encontrados em órgãos frouxos e naqueles com irrigação dupla ou com rica irrigação colateral. Pode ser causado por obstrução arterial ou venosa. INFARTO INFARTO Trombose venosa (infarto hemorrágico) INFART O ATEROSCLEROSE Doença de artérias de grande e médio calibre caracterizada por alterações representadas pelo acúmulo de lipídeos, carboidratos complexos, componentes do sangue e material intercelular ATEROSCLEROSE É uma das causas mais importantes de óbito em todo o mundo • No Brasil responsável por 25% de todos os óbitos • Há uma correlação positiva entre incidência de aterosclerose e a porcentagem de calorias na dieta derivadas de lipídeos, quantidade de gorduras de origem animal e taxa de colesterol • Mais comum na porção abdominal da aorta e artérias coronarianas • Lesões ateroscleróticas acentuam-se com a idade • Interação de fatores genéticos e estilo de vida • Hiperlipidemia é o mais importante ATEROSCLEROSE – CAUSAS Hiperlipidemia = lesão endotelial – diminuição da vasodilatação Lipoproteínas atravessam e acumulam no espaço subendotelial Acumulo progressivo destes lipídeos na região subendotelial Radicais livres - LDL oxidado - mais tempo na circulação e penetra no endotélio mais facilmente - mais citotóxico - penetra nos macrofágos - Estimula mais a secreção de fatores pró-inflamatórios Adiposidade Maior quantidade de tecido adiposo aumenta secreção de proteínas inflamatórias Fatores de risco: Tabagismo Alteração do colesterol Alteração do Triglicérides Hipertensão Diabetes Sedentarismo História familiar Obesidade Estresse emocional A aterosclerose é causada pelo acúmulo de lípideos (gorduras) nas artérias, que podem ser fabricados pelo próprio organismo ou adquiridos através dos alimentos. Usualmente, a aterosclerose não produz qualquer tipo de sintoma até que um estreitamento acentuado ou obstrução de uma ou mais artérias ocorra .O sintoma depende do órgão afetado pela obstrução da artéria . ESTUDAR!!!