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Fisiopatologia 1ºano 2ºsemestre 
Raquel Ascenção rmascecaomail.com
 Historia Natural da Doença 
 
Como a doença evolui, origem da doença, como se evolui na pessoa e como é transmitida, desfecho e consequência. 
Diferença entre Saúde e Doença Perda de saúde 
Perda de homeostasia (desequilíbrio do equilíbrio interno)
Sofrimento
	
 Ausência da doença 
 Bem- estar 
Características da doença O agente etiológica atua através de mecanismos patogénicos e produz manifestações da doença que vão dar origem a sintomatologia: 
- Associada a alterações estruturais
- Associada a alterações funcionais
· Etiologia (causa da doença)
 Externas 
· Agentes físicos 
· Agentes químicos 
· Agentes vivos 
· Alergénio ambientaisCausa desconhecida, etiologia primaria ou idiopática, essencial, espontânea, criptogénica
 Internas 
· Etiologia genética 
· Etiologia congénita
· Patogenia (mecanismo através do qual a etiologia atua)
Lesão/ erro genético Célula/tecido/órgão Alterações estruturais + alterações funcionais Reação Sintomas / sinais
· Patocronia (evolução da doença no tempo)Doença aguda Tempo de evolução curto
Doença cronica Doença que vai evoluindo ao longo do tempo
Quando recuperamos 100% e a doença volta Fase Recidiva
Quando não há a recuperação total da doença estamos no período de convalescença
Período prodrómico inicia-se a sintomatologia 
Exacerbação Agravamento da doença em estado Acne 
Acne Expressão e intensidade máxima da sintomatologia 
Recrudescência Agravamento da sintomatologia no período de declínio
Período de incubação Etapa onde não há sintomatologia, antecedente as manifestações clinicas
Período de declínio Pode ser em crise (manifestações desaparecem bruscamente) ou em lise (fim progressivo)
· Semiologia (estudo da doença = interpretação queixas do doente + MCDT’s) 
Sintoma O que o paciente diz que sente
Sinais Medico que recolhe no paciente
· Gerais – presentes em várias patologias
· Específicos- permitem concentrar a atenção num determinado órgão ou sistema.
Recolha dos sinais 
· Anatomoclínicos Exame objetivo (Ex:. oscular o paciente)
· Fisiopatológicos Mostram a fisiopatologia do doente (Ex:, analise ao sangue procurando os níveis de uma hormona produzida pelo fígado)
· Etiológicos Estudo de microrganismos (cultura ou estudo serológico)
Os sinais e os sintomas podem ser patognomónicos Pois podem dar os sinais de “aviso” que ajudam a dar o diagnóstico.
Síndrome Combinação de sinais e sintomas associados a uma doença em particular
Distribuição Pode ser local e sistémica 
· Diagnóstico (identificação/ nomeação da doença especifica)
Recolha de dados 
· Anamnese (conversar com o doente)
· Exploração física 
· Provas complementares 
 Análise e interpretação dos dados:Diagnostico Terapêutica
· Sensibilidade 
· Especificidade
· Prognóstico (previsão das consequências e do fim da doença)
Fatores de prognóstico:
· Efeito do tratamento
· Hospedeiro 
· Interação hospedeiro/ doença
· Patogenia da doença
Utilidade do prognóstico: 
· Predizer a evolução individual da doença
· Distinguir grupos para aplicar tratamentos diferentes
· Estabelecer comparação entre ensaios clínicos 
· Conhecer a história natural da doença 
· Avaliar as variações e interações detetadas 
· Analisar a forma de intervir a longo prazo
Parâmetros a avaliar:
· Remissão e recidiva
· Morbilidade (incapacidade vs recuperação funcional)
· Mortalidade (esperança de vida)
Léxico médico (convenções para padronizar nomes e mecanismos)
 
Considerações gerais – meios complementares de diagnóstico- 
Valor semiológico 
· Verdadeiros positivos (VP)
· Verdadeiros negativo (VN)
· Falso positivo (FP)
· Falso negativo (FN)
	Na clinica, e uma vez pedido um teste diagnostico, a sensibilidade e a especificidade do teste deixa de ser importante, passando a interessar só os valores preditivos do teste, isto é, a probabilidade de, perante um resultado positivo ou negativo, existir ou não doença.
	Os valores preditivos de um teste diagnóstico dependem, essencialmente, de três fatores: sensibilidade e especificidade do teste e prevalência da doença. A sensibilidade e especificidade, pelo contrário, não dependem da prevalência da doença.
As relações entre estas variáveis são:
Quanto > sensibilidade > valor preditivo negativo
Quanto> prevalência da doença > valor preditivo positivo e > valor preditivo negativo , isto é, quanto mais frequente é a doença mais provável é encontrar verdadeiros positivos (aumentando o valor preditivo positivo), mas também é mais provável encontrar falsos negativos (diminuindo o valor preditivo negativo)
Mecanismos fisiopatológicos básicos
· Lesão celular
· Imunidade / inflamação 
· Regulação térmica corpo – febre
· Regulação dos fluidos orgânicos - Edema
· Dor
· Fisiopatologia da Lesão celular
Rudolf virchow desenvolveu a teoria celular. E afirmava que as células eram contituidas por subunidades complexas patologia molecular
Células tecidos órgãos sistemas orgânicos funções vitais 
Células parenquimatosas Função 
Tecido intersticial Suporte
As células estão dependentes do tecido intersticial:
· Fornecimento dos nutrientes 
· Eliminação dos produtos nocivos resultantes do metabolismo celular
Modo de ação dos mecanismos patogénicos 
Diretamente sobre as células parenquimatosas Lesão celular direta
· Défice na produção de energia
· Alterações da membrana celular
· Alterações genéticas 
· Distúrbios metabólicos
Promovendo alterações no tecido intersticial lesão celular indireta 
 
Lesão celular direta: défice na produção de energia
(por interferência na produção de ATP por fosforilação oxidada)
Principal causa de lesão celular – diminuição do oxigénio
· Hipoxia (redução da disponibilidade de O2)
· Anóxia (ausência total de O2)
Resultam de : 
· Obstrução da vias aéreas (afogamento)
· Oxigenação inadequada do sangue nos pulmões (pneumonia)
· Transporte inadequado de O2 na circulação (anemia)
· Incapacidade de utilização do O2 na respiração celular (intoxicação por cianetos que inibe a cadeia respiratória celular)
Causas de lesão celular:
· Hipoxia 
· Anoxia 
· hipoglicémica
Lesão celular direta: alteração na membrana celular
· Produção de espécies reativas de oxigénio Destruição dos lípidos da membrana
· Ativação do sistema do complemento 
· Enzimas 
· Destruição direta por vírus
· Indução de resposta imunitária por exposição de antigénios virais de superfície por vírus 
· Agentes físicos e químicos 
· Lesões mecânicas diretas
Lesão celular direta: alterações genéticas
· Presentes na nascença (congénitas)
· Provocadas a nível do DNA após o nascimento 
· Radiações ionizantes São responsáveis por a alteração na síntese de proteínas e enzimas com repercussões no funcionamento e estrutura celular 
· Espécies reativas de oxigénio 
· Infeções virais 
· Drogas mutagénicas
Lesão celular direta: distúrbios metabólicos
· Substancias toxicas exógenas:
· Álcool 
· Drogas 
· Metais pesados
· Agentes infeciosos (toxinas produzidas por bactérias)
· Toxicidade direta (+ frequente. Ex:. metais pesados)
· Toxicidade indireta (necessária ativação metabólica previa)
· A acumulação de substâncias endógenas também pode provocar distúrbios metabólicos e lesão celular
· Degenerescência gorda: acumulação de lípidos no citoplasma de algum tecidos 
· Hemossiderose e hemocromatose: excesso de ferro no organismo (armazenamento nos macrófagos e nas células parenquimatosas; sob a forma de homosideria e ferritina)
· Doença de Wilson: excesso de cobre no organismo (acumulação a nível intracelular)
· Distúrbios metabólicos adquiridos: alterações patológicas por aumento da glicose a nível sanguíneo 
· bilirrubina
Lesão celular indireta
Constituição do interstício celular: 
· Células (fibroblastos, macrófagos, linfócitos, adipócitos)
· Agua 
· Eletrófilos 
· Proteínas fibrilares (colagénio, elastina)
· Glicoproteínas
· Ácido hialurónico e fibronectina
Lesão celular reversível ou degenerescência celular
A resposta celular cursa dentro dos limites da homeostasia e ocorre o regresso ao estado inicial após a eliminação do estímulo perturbador 
Se existir metabolismo energético e/ ou síntese proteica alterados Acumulação de várias substâncias no interior da célula Alterações funcionais e estruturais.
Umas das substancias mais frequentemente acumuladas a nível celular é a agua o que pode levar a: Edema celular reversível ou degenerescência hidrópica ou degenerescência vacuolar.
 Patogénese do edema:
· Alterações no metabolismo energético por <respiração celular Redução do ATP celular
· Alterações no funcionamento da bomba de Na+/K+ com falência da bomba
· Entrada de Na+ para o meio intracelular no mesmo sentido que Cl- e água.
Edema:
· Reticulo endoplasmático
· Complexo de golgi
· Mitocondria 
… Com redução na produção de energia Aumento da glicólise anaeróbica 
· Grande quantidade de ácido láctico 
· Redução do pH
· Diminuição do metabolismo celular
Outras alterações estruturais:
· Edema das microvilosidades
· Formação de invaginações da membrana citoplasmática´
· Desorganização das junções intercelulares 
· Fragmentações dos organelos 
… Mas a estrutura do núcleo mantem-se inalterada
Lesão celular irreversíveis – necrose celular
· As células não conseguem voltar ao estado de homeostasia Necrose celular
· A necrose celular caracteriza-se por:
· Alterações morfológicas 
· Alterações funcionais 
· Alterações bioquímicas
Alterações morfológicas 
A nível nuclear:
· Picnose – condensação do núcleo
· Cariorrexis – fragmentação nuclear 
· Cariólise – dissolução do núcleo e lise da cromatina
No citoplasma:
· Perda de organelos com rutura das respetivas membranas
· Formação de vacúolos citoplasmáticos 
· Limites da fronteira celular tornam-se impercetíveis 
· Autólise (digestão por enzimas lisossómicas)
Alterações funcionais:
· Disfunção do núcleo 
· Diminuição da produção de energia
· Perda das funções da membrana citoplasmática 
Alterações bioquímicas
· Perda do gradiente transmembranar de cálcio com influxo do ião cálcico para o interior da célula 
Necrose é diferente de Apoptose
· Necrose Devida a uma agressão patológica
· Apoptose Morte celular programada
Após a morte celular as células podem apresentar diversas evoluções morfológicas que correspondem a diferentes tipos de necrose: 
· Necrose por coagulação – coagulação do conteúdo celular
· Ocorre em órgão sólidos, associada ao défice no aporte de sangue
· Necrose por liquefracção – destruição enzimática das células 
· Enzimas da própria célula = autólise (isquémia cerebral)
· Enzimas de outras células = heterólise (pus)
· Necrose gorda 
· Ação das enzimas do pâncreas exócrino, por extravasamento dos ductos pancreáticos e destruição dos adipócitos dos tecidos vizinhos
· Associada a lesão traumática (torax, tecido subcutâneo e abdomem)
· Necrose caseosa 
· Infeções cronicas granulomatosas especificas (TP)
· Necrose fibrinóide – é frequente na destruição do tecido conjuntivo
· Associada a doenças autoimunes (estrutura normal substituída por fibrina)
· Nas arteríolas na hipertensão maligna
· Gangrena (= necrose tecidular extensa)
· Seca, húmida ou gasosa
A gangrena seca 
· Frequente nas extremidades dos membros
· Resulta da obstrução arterial
· Zona necrótica, escura , seca e bem desmarcada do tecido adjacente
· Infeção bacteriana secundaria insignificante
 A gangrena húmida 
· Grave sobreinfecçao bacteriana do material necrótico 
· Ocorre nas extremidades e em órgãos internos
· Difícil a separação dos tecidos saudáveis adjacentes (exsudação,odor fétido)
 A gangrena gasosa 
· Infeção por bactérias produtoras de gás
· Crepitação À palpação 
Fisiopatologia da resposta inflamatória 
Definição de resposta inflamatória:
· Resposta biológica e fisiológica dos tecidos vivos à agressão 
· Assenta na vascularização 
· Orientação dos meios de resposta para o local de agressão 
· Paradigma de resposta imunitária inespecifica
· Fenómenos locais + sistémicos = reação de fase aguda
· A resposta inflamatória , é inata e independente: 
· Natureza do estímulo 
· Existência ou não de contactos prévios
· Resposta paradoxal
· Sinais clássicos de inflamação: 
· Calor 
· Rubor
· Tumor
· Dor
· Impotência funcional
· Léxico medico: -ite
Início da resposta inflamatória Afluxo de sangue ao tecido
Transporte de mediadores
Agressão Vasodilatação Fenómenos vasculares
Ativação das células endoteliais
Sinais cardeais de celsus
Início da resposta inflamatória 
-Alterações no calibre dos vasos que dependem da intensidade do estímulo levando ao aumento do fluxo sanguíneo: vasoconstrição transitória e vasodilatação 
 - Aumento da permeabilidade vascular leva a que as proteínas plasmáticas e leucócitos saiam dos vasos para os tecidos e, consequentemente leva a:
· Redução da pressão osmótica intravascular 
· Acumulação de água e proteínas no espaço extracelular
· Estase (fluxo circulatório diminui) Perda de fluidos e aumento da concentração de glóbulos vermelhos
Ativação de mecanismos endoteliais na resposta inflamatória 
· Contração das células endoteliais (intervalos intercelulares)
· Mediadores moleculares (histamina, bracidina,leucotrienos e substancia P)
· Transitória imediata, reversível, curta duração (15 a 30 min)
· Apenas nas vénulas pós-capilares
· Retração juncional (aumento da permeabilidade vascular)
· Processo reversível mediado por citocinas (IL-1 e TNF-α)
· Reorganização do citoesqueçeto das células endoteliais 
· Pode ocorrer 4-6 h apos o estimulo inicial e persistir até ou mais de 24 h
Início da resposta inflamatória: extravasamento de leucócitos 
1. Marginação dos leucócitos 
2. Rolar dos leucócitos sobre o endotélio
3. Ativação celular
4. Adesão celular
5. Diapedese ou transmigração endotelial
6. Migração através da lâmina basal
Marginação dos leucócitos Rolar dos leucócitos Ativação endotelial
Rolar dos leucócitos:
· Presença de mediadores (histamina, trombina, PAF)
· Expressão de P-selectina nas células endoteliais
Adesão dos leucócitos:
· Presença de mediadores –citosina (IL-1, TNF)
· Expressão de E-seletina nas células endoteliais 
Diapedese /migração transendotelial:
· Reorganização do citoesqueleto dos leucócitos 
· Ligação homofilcas entre a mesma molécula no leucócito e endotélio
· PECAM-1,CD99
Início da resposta inflamatória: quimiotaxia 
Quimiotaxia 
· Chamada unidirecional dos leucócitos em direção á lesão 
· Movimentação orientada por gradiente químico
· Fatores quimiotáticos:
· Exogéneos, de natureza lipídica/péptidos- ex:.produtos bacterianos
· Endógenos, de natureza molecular
1. Ligação dos fatores quimiotáticos a recetores na membrana dos leucócitos
2. Ativação da via da fosfolipase C + aumento de cálcio no citosol
3. Ligação dos filamentos intracelulares 
4. Mobilidade celular + ativação leucocitária 
· Síntese de metabolismo do ácido araquidónio
· Desgranulação e secreção de enzimas lisossomas 
· Reações de stress oxidativo
· Modulação das moléculas de adesão
Funções efetoras
Inicio da resposta inflamatória: fagocitose 
Fagocitose
· Responsabilidade dos fagócitos 
 Células do sistema mononuclear fagocítico
 Leucócitos PMN (especialmente neutrofilos)
· 3 Passos:
1. Reconhecimento e ligação do agente a ser eliminado
O reconhecimento da maioria dos microrganismos dá-se apenas apos o revestimento por opsoninas. Ligam-se a recetores específicos dos leucócitos e aumentam a eficiência da fagocitose
Opsosinas major:
· Fragmento Fc da imunoglobina G (IgG)
· Fração C3b do complemento 
· Lectinas
2. Invaginação 
Os pseudópodes rodeiam o agente enclausuramento completo em fagossoma fagossoma + lisossomas = fagolisossomas
3. Morte ou degradação 
Ocorre nos fagolisossomas. E é feita por 2 mecanismos: 
· Dependentesdo oxigénio (burst oxidativo)
· Independente do oxigénio (acidificação por ação de enzimas)
Indução e mecanismos de resposta inflamatória 
Mediadores daa inflamação
· Rede organizada de comunicação e de ampliação de respostas biológicas 
· Tem como base o fenómeno inflamatório 
· Dois grandes grupos:
· Resposta inata (não antigénio especifica): muita rapidez, não há especificidade 
· Resposta adquirida (antigénio especifica): lentidão e complexidade, é um antigénio específico, resposta por anticorpos ou por linfócitos
 
Resposta inata, não-antigénio especifica
· É a principal forma de ativação da resposta inflamatória
· As três principais vias de ativação:
· TLR (recetores toll-like) ativação dos mediadores intracelulares
· Complemento recrutamentp de células inflamtorias e destruição de agentes patogénicos por citólise
· Recetores neurogénicos
Indução e mecanismos da resposta inflamatória: mediadores celulares
· Neutrófilos
· Origem na medula óssea 
· Permanecem pouco tempo em circulação 
· Estao programadas para sair dos vasos sanguíneos para os tecidos 
· Combate aos microorganismos
· Principal função efetora: fagocitose no local de inflamação armas em grânulos 
· Sistema fagocitico mononucleado (sistema reticuloendotelial)
Envolve todas as células que partilham a capacidade de fagocitar:
· Monócitos/ macrófagos 
· Neutrófilos
· Eosinófilos 
· Monócitos/ macrófagos 
Representam duas fases da mesma célula:
· A fase circulante (monócitos) – origem na medula óssea, circulam durante 2 a 3 dias 
· Fase tecidular (macrófagos) – nos tecidos, vida media de dias a anos
Ação de fatores quimiotáticos + moléculas de adesão 
Monocitos migram para o local de agressão 24 a 48h apos a inflamação 
Diferenciam-se em macrófagos 
Permanecem no tecido conjuntivo ou agrupados noutros tecidos (ex:. células de kupffer , no figado)
Heterogeneidade (subpopulações) - diferentes marcadores 
Ativação dos macrófagos:
· Ativação rápida – os macrófagos respondem em segundos ou minutos (habitualmente a um estimulo de fagocitose)
· Ativação lenta – semelhante a um processo de hipertrofia (em resposta á IL-4 e IL-3) em que os macrófagos sofrem modificações 
Adaptação dos macrófagos:
· Células espumosas, por ingestão e interiorização de lípidos (aterosclerose)
· Células gigantes multinucleadas, por fusão de vários macrófagos (marca da resposta inflamatória cronica)
· Mastócitos 
Células tecidulares com origem na medula óssea 
Respondem a sinais inflamatórios com libertação imediata e tardia de medidores 
Implicados na patologia e mortalidade de resposta anafilática e outras alterações alérgicas 
Capacidade de ativação através da ligação dos receptores Fc e IgE especificas 
Concentração em locais de interface com o meio externo
Localização ambundante:
· Pele 
· Timo e tecido linfoide
· Pulmão , mucosa nasal e conjuntiva 
· Útero e bexiga 
· Língua, sinovial e mesent+erio
· Em torno dos grandes e pequenos vasos 
· Camadas subserosas e submocosas do aparelho intestinal 
· Eosinófilos 
Células raras no sangue periférico dos indivíduos saudáveis
Eosinofilia no sangue e tecidos está presente em processos inflamatórios 
· Infeções por parasitas (helmintas)
· Reações inflamatórias alérgicas medidas pela IgE
Desenvolvem-se e amadurecem na medula óssea 
Circulam 6 a 12 horas no sangue periférico 
Identificadas pela coloração específica (eosina)
A grande maioria encontra-se nos tecidos, onde estão vários dias – intestinos e pulmão 
· Plaquetas
Células sanguíneas anucleadas 
Fragmentos de megacariócitos (células da medula óssea)
Não saem da circulação sanguínea 
Atuam rapidamente libertando os seus mediadores por estarem presentes sempre que h+a lesão vascular
Papel ativo 
· Na integridade do endotélio 
· Na coagulação sanguínea e fibrinólise
· Na resposta inflamatória (permeabilidade vascular e vasoconstrição)
· Células endoteliais
Funções:
· Revestem a superfície vascular 
· Regulam o fluxo de nutrientes
· Regulam a atividade biológica de várias moléculas e as próprias células sanguíneas 
O endotélio vascular:
· Regula o tónus vasomotor 
· Tem capacidades anti trombóticas 
· Tem capacidades anti-inflamatórias
· Gere o crescimento do músculo liso vascular e a resposta inflamatória local
· Regulação do fluxo sanguíneo
 
As alterações que ocorrem no local da inflamação modificam as propriedades das células endoteliais e induzem o endotélio a criar um microambiente antifibrionolitico e pro-trombótico
Mediadores moleculares
Mediadores extracelulares Derivam do plasma
Existem na circulação e têm que ser ativados para terem propriedades biológicas 
· Complemento
· Cininas 
· Fatores de coagulação 
Mediadores intracelulares Derivam da produção local das células 
Encontram-se nos grânulos celulares 
· São secretados por ativação celular 
· Ou sintetizados de novo em resposta a estímulos (como as prostaglandinas)
Os mediadores estabelecem a linguagem de comunicação entre as células 
Princípios gerais desta comunicação:
· Os mediadores geralmente exercem ação através de recetores 
· Alguns mediadores estimulam a célula-alvo a libertar moléculas efetoras
· Ação num único alvo, grupo de alvos ou atividade alargada 
· Efeitos podem variar de tecido para tecido 
· A função é estreitamente regulada maioria tem controlo molecular
Aminas vasoativas – histamina
· 3 fontes mastócitos e basófilos , células gástricas , terminações nervosas no cérebro
· Todas as células exceto os mastócitos exibem recetores de histamina
· É libertada em resposta a estímulos:
· Agressão física – traumatismo, calor e frio 
· Reações imunológicas envolvendo a ligação de IgE aos receptores dos mastócitos 
· Frações do complemento – C3a e C5a (anafilatoxinas)
· Neuropeptideos como a substancia P
· Citocinas – IL-1; IL-8 
A histamina na resposta inflamatória contribui para a dor e fundamentalmente para efeitos vasoativos:
· Contração do músculo liso 
· Dilatação arteriolar
· Aumento da permeabilidade venular por contração das células endoteliais 
 Diferentes açoes consoante o recetor a que se liga 
 Pouco depois de libertada é inativada pelas histaminases
Aminas vasoativas – serotonina
· Mediador com efeitos semelhantes aos da histamina
· Importante na modulação da dor
· Sintetizada e armazenada nos grânulos densos das plaquetas e nas células gástrica enterocromafins
· A ação na dor depende do tipo de célula ou de recetor em que atua:
· Nível periférico – sensibiliza fibras nervosas aferentes – hiperalgesia
· Nível central – reduz a libertação de neurotransmissores
Sistema do complemento 
· Completa a ação dos anticorpos Reveste as células de modo a torna-las mais atrativas para a fogocitose as frações do completo que atuam como obstunizaçoes são C3b fazer a comunicação entre as células para saber qual é a célula a fagocitar
· Composto por proteínas e glicoproteínas sintetizadas: 
· Hepatócitos (>)
· Células sanguíneas
· Macrófagos do aparelho gastrointestinal e urinário 
· É composto por nove fração proteicas plasmáticas principais: C1 a C9 presentes no plasma de forma inativa
Sistema de Cininas 
· São péptidos vasoativos muito potentes
· O protótipo é a bradicinina
· A bradicinina tem ação muito semelhante à histamina:
· Aumento da permeabilidade vascular
· Dilatação arteriolar 
· Contractura do músculo liso não vascular (ex:. musculo liso brônquico)
· Dor
· Tempo de açao curto: inativação rápida pela ação das cinases 
Sistema de coagulação- fibrinólise 
· Cascata de protéases plasmáticas 
· Á formação de trombos e a atividade reguladora da coagulação (anticoagulação) estão muito relacionadas e dependentes de mediadores inflamatórios
Radicais livres de oxigénio 
· Um dos sinais de ativação celular na resposta inflamatória é a formação de radicais livres de oxigénio
· Os neutrófilos são as células que precocemente os formam e libertam em resposta a agentes quimiotateis, complexos imunes e ativade fagocitica
· Implicados em:
· Lesões dos tecidos 
· Ativação de protéases e inativação de antiproteases
· Lesão celular direta
· Mecanismosantioxidades protetores: catálase e glutatião 
Óxido nítrico 
· Radical solúvel gasoso de curta ação 
· Atua somente nas células próximas do local de origem
· Os efeitos são regulados pelo ritmo de síntese 
· Produzido: células endoteliais, macrófagos e células da microglia 
· Acão a nível endotelial Inibe a atividade plaquetar e a adesão de leucócitos 
Metabolitos do ácido araquidónio (eucosanóides)
· O ácido araquidónico é uma acido gordo polinsaturado 
· Os metabolitos do ácido araquidónico interferem em diversos processos biológicos incluindo inflamação e homeostase
 Fator ativador das plaquetas (PAF)
· Mediador derivado dos fosfolípidos em largo espectro de efeitos inflamatórios
· Capacidade de agregar plaquetas e provocar degranulaçao 
· Derivado de membrana de neutrófilos, monocitos , basófilos, células endoteliais e plaquetas
· Provoca vasoconstrição e broncoconstriçao (tem uma capacidade cem a dez mil vezes superior à histamina)
 Citocinas 
· Pequenos peptídeos usados pelas células na comunicação intercelular e no controlo do ambiente interno celular
· Podem atuar:
· Nas células que as produzem Efeito autócrino
· Nas células vizinhas Efeito parácrino
· Sistematicamente Efeito endócrino
· Agrupam-se por varias famílias :
· Interleucinas
· Fatores de crescimento celular
· Quimiocinas
· Fatores de necrose tumoral
· Interferões 
· Nenhuma destas moléculas assegura uma função específica Antes complementa De forma sinérgica ou antagónica, as ações de outras 
Proteínas de resposta inflamatória 
· Conjunto de proteínas, cuja concentração sérica reage rapidamente a um fenómeno inflamatório:
· Proteína C reactiva (PCR) ↑ 
· α1- antitripsina (AAT) ↑ 
· Albumina ↓ 
· Transferrina ↓ 
· Podem ser utilizadas como marcadores do processo inflamatório 
Evolução, regulação e consequências da resposta inflamatória 
· A resposta inflamatória é uma resposta fisiológica dos tecidos vivos à agressão 
· Biodiversidade
· Uma resposta fisiológica pode conduzir a processos patogénicos não dependentes do agressor inicial, mas do evoluir da inflamação 
· Mem sempre a resposta inflamatória é benéfica para o hospedeiro
· É benéfico o papel da inflamação numa infeção , pela ativação:
· Do sistema do complemento 
· Cascata da coagulação 
· Células fagociticas e imunitárias 
· Mas… se a intensidade e a extensão do fenómeno inflamatório reativo à infeção forem demasiados inapropriados
· Agressão generalizada dos tecidos e órgãos do hospedeiro 
· Lesões por citoxicidade direta ou indireta das células inflamatórias 
· Situações muito graves, fatais (Ex:. sépsis)
· A inflamação a mais ou a menos é prejudicial, tentando definir-se uma baliza fisiológica para a “boa” inflamação 
Fisiopatologia da regulação térmica corporal 
Febre= elevação anormal da temperatura corporal que ocorre como parte de uma resposta biológica especifica que é medida e controlada pelo SNC
· Indicador objetivo do estado fisiológico do individuo
Objetivos de determinação:
· Avaliar a gravidade da doença 
· Avaliar o caracter orgânico 
· Predizer a evolução da doença
· Monitorizar a eficácia da terapêutica instituída
O homem é um ser homeotérmico e tem uma necessidade de manter a temperatura constante. O centro termorregulador está situado no hipotálamo anterior = área pré-otica e tenta manter um equilíbrio entre a produção de calor pelos tecidos e a dissipação de calor (independentemente das variações ambientais)
Existe um padrão térmico baixo pela manha e alto à tarde que se verifica na febre, mas existe situações de hipertermia. Neste caso, há uma desregulação do mecanismo periférico de perda/produção de calor.
Os anestésicos inalantes, como o halotano e relaxantes musculares levam a hipertermia maligna.
Fatores de variação da temperatura corporal:
· Temperatura ambiente – em climas quentes é elevada
· Zona do corpo – superior no reto versus axila
· Idade- temperaturas basais, mais baixas nos idosos
· Sexo – no sexo feminino aumento de temperatura apos a ovulação 
· Ritmo circadiano– acrescimento de temperatura entre as 6 e as 18
· Exercício – a atividade física aumenta a temperatura
· Gravidez- aumenta por subida dos níveis de progesterona
· Estado pós-prandial - durante a digestão há um acrescimento de temperatura
· Alterações endócrinas – a tiroxina acelera o metabolismo 
Febre vs. Hipertermia
Temperatura ambiente – o set point hipotalámico é normal, e a temperatura corporal aproximasse do set-point e é normal.
Febre – o set point hipotalamico é elevado, e a temperatura corporal segue o set point e é elevado
Calor doentio – set point hipotalamico é normal e a temperatura corporal é elevada independentemente do set point normal
Etiologia da febre 
· Infeções 
· Neoplasias
· Hemorragias
· Doença metabólicas agudas
· Traumatismo
· Doenças do foro imunológico 
· Drogas ou fármacos
· Obstrução vascular
· Doenças endócrinas
A febre ou pirexia, é um sinal de doença em que existe uma alteração da termorregulação.
Pirogénios = substancia que provocam febre e podem ser exógenos ou endógenos.
· Os pirogénios endógenos são principalmente citosinas
· IL-1
· TNF-αProduzidas por leucócitos ativados por pirogénios exógenos 
· Linfotoxina
· IFN-α
· IL-6
São produzidos por: leucócitos (> monócitos), células endoteliais, células epiteliais e fibroblastos.
· Os pirogénios exógenos são bactérias (metabolitos e toxinas), vírus, fatores de crescimento, substancias químicas , fármacos, queimaduras , radiações ionizantes e complexos imunes. O mais estudado é o LS que é produzido por todas as bactérias gram-negativo. Podem produzir febre diretamente a partir de LPS ou indiretamente por síntese de pirogénios endógenos por células endoteliais e por leucócitos ativados pela resposta inflamatória local.
O LPS ou as citosinas entram no sangue e vão até ao hipotálamo onde ativam as células endoteliais dos órgãos que possuem recetores específicos.
A prostaglandina, penetra no hipotálamo, ativa as células hipotalâmicas apos fixação em recetores específicos e induz a produção de AMP cíclico. Isto leva ao aumento do limiar de temperatura do termostato hipotalamico.
Seguidamente o hipotálamos ativa os neurónios periféricos que controlam a vasoconstrição cutanêa e a contração muscular, aumentando a produção de calor e elevando a temperatura sanguínea.
As citocinas podem também atingir o hipotálamo via neurogénica (nervo vago) fibras noradrenérgicas
Após controlo ou eliminação do agente desencadeante de febre:
· Redução os pirogénios sanguíneos 
· Ajuste da temperatura a nível do hipotálamo 
· Regresso ao valor basal 
· Perda de calor com vasodilatação 
· Perda de calor com vasodilatação cutânea e sudação leva o corpo á temperatura normal
Febre muito elevada (41-42ºC) antioiréticos endógenos 
Períodos de reação febril
1. Fase prodrómica
Queixas inespecíficas:
· Cefaleias moderadas
· Fadiga mal estar geral
· Dores fugazes
· Vasoconstrição 
· Piloerecção 
· Pele pálida
2. Fase de calafrios 
· Tremor generalizado
· calafrios
3. Fase de rubor
· Vasodilatação 
· rubor
4. Fase de defervescência
 Sudação
· Estabilização da temperatura corporal
Manifestações clinicas da febre, resultantes da ação direta ou indireta das citocinas:
· Anorexia 
· Mialgias
· Artralgias
· Fadiga
· Taquipneia
· Taquicardia
· Desidratação
· Cefaleias
· Delírio 
· Sonolência
· Convulsões 
· Lesões herpéticas
Alterações no metabolismo induzidas pela febre
· As alterações estão dependentes da libertação de citocinas
· Alterações metabólicas Aumento da taxa metabólica Consumo de reservas de hidratos de carbono, proteínas e lípidos
· Cada aumento de 1ºC de temperatura corporal Aumenta 13% consumo de oxigénio e aumento das necessidades calóricas e hídricas
Alterações no sangue induzidas pela febre:
· Leucocitose com neutrófila (infeções bacterianas agudas)
· Linfocitose (infeções virais)
· Linfopenia (febre tifoide)
A febre como componente da resposta inflamatória aguda
Febre Reação de defesa desenvolvida para lutar contra uma agressão microbiana, física ou química.Esta reação é controlada por várias citocinas:Exercem o efeito pirogénico e efeito pró-inflamatório sobre células e tecidos (pleiotrofia)
IL-1α
IL-1β
TNF-α
As citocinas podem atuar no fígado:
- Diminuindo a síntese de proteínas negativas da fase aguda (albumina e transferrina)
- Aumentando a síntese das proteínas positivas de fase aguda (PCR, frações do complemento)
As citocinas podem atuar no endotélio, vénulas e capilares:
- Saída das células dos vasos
- Migração tecidular dos leucócitos 
Efeitos benéficos da febre
A subida de temperatura ajuda a resposta do organismo sobre agentes infeciosos:
· Microrganismos: destroem agentes agressores diminuição do crescimento
· Bactérias: diminuem a replicação (por diminuição no soro de Fe, Cu e Zn)
· Vírus: inibição da replicação (por autodestruição celular), favorece a fagocitose e a produção de INF antiviral
· Resposta imunoinflamatoria estimula a transformação linfoblastica, aumenta a motilidade dos PMN
· Recém-nascidos:
· Baixa relação entre a massa metabolicamente ativa e a superfície corporal 
· Dificulta o ajuste térmico face a variações de temperatura ambientais 
· Menor eficiência dos circuitos centrais e periféricos 
· Antes da puberdade 
· Densidade das glândulas sudoríparas e o debito são reduzidos 
· Dissipação de calor essencialmente por vasodilatação cutânea
· Evidente na cabeça, tronco e membro
· Puberdade 
· Ação das hormonas sexuais
· Glândulas sudoríparas e sebáceas aumentam de número e de capacidade secretora
· A dissipação de calor passa a ser por evaporação 
· Idosos:
 - Tem um menor capacidade de adaptação ao calor:
· Declínio generalizado da atividade endocrina
· Atrofia cutânea 
· Perda significativa de glândulas sudoríparas
· Redução da vasodilatação, em particular cutânea
· Diminuição da capacidade de adaptação ao frio:
· Atrofia musular
· Diminuição de atividade motora, de resposta vasoconstritora cutanea, sensibilidade à adrenalina, debito cardíaco, sensibilidade periférica, percepçao do calor, metabolismo e subnutrição
· Menor redistribuição do sangue e da circulação esplâncnica e renal para a área cutanea
· Alterações cognitivas (impedem a comunicação de sintomas)
A febre encontra-se frequentemente ausente nos idosos sendo a temperatura máxima possível de ser atingida numa infeção desde de 0,1 a 0,2ºC por cada década de vida acima dos 30 anos.
Recomenda-se nos idosos que se considere febre quando:
· Temperatura persistentemente elevada (1,1ºC) em relação aos valores basais habituais (normalmente inferiores nos idosos)
· Temperaturas orais repetidas de 37,2ºÇ ou rectais de 37,5ºC
Tipos de febre
· Intermitente – a temperatura volta ao valor normal pelo menos uma em cada 24h Ex:.infeçao por agentes piogénicos, tuberculose miliar e linfomas
· Remitente – a temperatura não volta ao normal, mas varia alguns durante o dia. EX:.febre inespecifica
· Continua – mantem-se acima do normal com variações mínimas inferiores a 1ºC EX:. febre tifoide não tratada e endocardite infeciosa
· Recorrente ou recidivante – sucessão de períodos febris que alternam com períodos sem febre EX:. paludismo, doença de Hodgkin
· Febrícula – a temperatura é inferior a 38ºC de predomínio vespertino, acompanhada de sudorese Ex:. tuberculose pulmonar
Tratamento da febre
Assenta em 4 principios:
1. Modificações do ambiente externo, como meio de transferir calor do ambiente interno para o externo
2. Suporte do estado hipermetabolico através de hidratação e fornecimento de hidratos de carbono de cadeia simples
3. Proteção dos órgãos mais vulneráveis (cerebro)e alinio das artralgias
4. Tratamento do fator etiológico da febre
Os antipiréticos mais prescritos atuam:
· Diminuição da concentração de PgE2 no sistema nervoso central Inibição direta da ciclooxigenase
· Ação supressora sobre expressão de genes pos- inflamatórios desencadeada nas células pelo LPS ou pelas citocinas
O paracetamol tem uma ação essencialmente central:
· É eficaz na inibição de COX
· Não consegue estimular a produção dos antipiréticos endógenos
· Difere de outros antipiréticos pela incapacidade de atuar perifericamente, diminuído a inflamação
Fisiopatologia da dor
A dor está na relação direta com a destruição tecidular, lesão nos tecidos.
Definição: “a dor é sempre subjetiva. A atividade induzida por um estímulo nocivo é dor, esta é sempre um estado psicológico”
· Abordagem pluridisciplinar
· Dor como representação simbólica = sensação + vivência
· Experiencia subjetiva complexa 5º sinal vital
Definição: “a dor é uma experiencia sensorial e emocional desagradável associada a lesão tecidular real ou potencial, ou descrita em termos de uma tal”
· Componente emocional = sofrimento
· Resposta física a estimulo= nocicepçao 
· Nocicepção/ dor
Para perceber a intensidade da dor, são utilizadas escalas de dor de 0 a 10 e são uteis na analise comparativa.
Tipos de dores:
· Dor Aguda – de intensidade alta, tem um pico e um decrescimo. Esta associada a lesoes exteriores ao corpo
· Dor cronica – intensidade mais baixa, mas mais prolongada no tempo. Associada a disfunçoes nos orgaos 
Mecanismos da dor: neuroanatomia e neurofisiologia· Terminações nervosas livres de fibras finas
 A& dor aguda, bem localizada, fugaz, apos estimulo
 C menor diâmetro, não mielinizadas, condução lenta, dor difusa
· Superfícies cutâne, mucosa, planos musculares, capsulas órgão, parede vasos 
· Recetores Nociceptores · Fibras nociceptivas Aβ
 Fibras grossas
 Bem mielinizadas
 Condução rápida
 Detetam estímulos inóculos 
 Não contribuem para a sensibilidade dolorosa
 Podem reduzir a dor 
Principais características dos nociceptores cutâneos
· Ausência de atividade espontânea; não adaptação 
· Limiar de resposta elevado
· Possibilidade de sensibilização previa 
· Possibilidade de codificar a intensidade e a localização do estimulo
· Possibilidade de transformar energia do estimulo em impulsos nervosos (transdução)
Os nociceptores pode ser ativados por um mecanismo direto ou por um indireto.
Recetores – classificação por tipo de estímulo 
Sensibilização Acão de diversas substancias químicas; “caldo alogénico” Estimulo continuo Sensibilização
Sensibilização periférica e central 
· Sensibilização – para um determinado estímulo:
· Redução do limiar de ativação 
· Aumento e prolongamento das descargas
· Aumento da atividade espontânea
· Sensibilização hiperalgesia 
· Resposta dolorosa exagerada a estímulos que normalmente provoca dor 
· Sensibilidade dolorosa exagerada 
Alodinia ≠ hiperalgesia 
Resposta dolorosa a estímulos que não provocam dor e leva a alterações da qualidade de sensações que não sendo dolorosas desencadeiam resposta dolorosa com perda de especificidade sensorial
· Hiperalgesia Primaria 
Ocorre no local da lesão e leva a mecanismos de sensibilização periféricos pelos mediadores inflamatórios + ativação dos nociceptores silenciosos
· Hiperalgesia Secundaria 
Ocorre nas áreas contiguas à lesão e desencadeia mecanismos de sensibilização central (ponta posterior da medula)
Trajeto de estímulos da periferia ao SNC 
1. Ativação dos nociceptores 
2. Alterações no potencial de ação que desencadeia uma onda de despolarização/ repolarizaçao transmitida ao longo da fibra nervosa ate ao SNC 
3. A penetração no SNC faz-se pelas raízes posterioree da medula 
4. A penetração no SNC faz-se de forma convergente – convergência das aferências nociceptivas cutâneas e viscerais numa mesma raiz dor referida
 Trajeto da medula ao cérebro 
1. Os aferentes primários estabelecem uma sinapse com os neurónios das pontas posteriores da medula
2. Desta sinapse nasce o segundo neurónio / aferente secundário / …
3. O segundo neurónio fara chegar ao cérebro a informação da periferia 
Da medula até ao cérebro os impulsos nervosos são transmitidos por uma das duas vias sensoriais medulares: via lemniscal (via dorsoleminscal média) e a Via extralemniscal (via antero-lateral).
	
Via lemniscal– via dorsolemniscal média 
· Fibras grossas mielinizadas 
· Transmissão de grande velocidade 
Trageto:
1. Colunas dorsais medula
2. Tálamo (núcleos ventrais da base)
3. 3º Neurónio cruza linha media 
4. Áreas corticais especificas
Transmite todo o tipo de informação sensorio – discriminativa que necessita de ser rigorosa e rapidamente transmitida e tem um elevado grau de orientação espacial e temporal
Via estralemniscal – via ântero-lateral
Transmite largo espectro de informação que não necessita de rapidez nem precisão:
· Sensibilização térmica 
· Sensibilização dolorosa ou álgica
Tipo de sensibilidade e vias medulares 
Principais vias ascendentes de condução dos estímulos nociceptivo/dor
Trajeto da medula ao cérebro:
· Vias medulares ascendentes 
· Múltiplas 
· Vias alternativas 
 Via espinho – ponto – amigdalina
 Via espinho – hipotalâmica
Classificação da dor
· Classificação temporal 
· Dor aguda 
· Dor cronica 
 Dor aguda
· Mecanismo protetor e biologicamente útil
· Sinal de alarme
· Componente reativo
· Curta duração 
· Resulta de trauma ou lesão óbvia
· Termina com a cura de lesão que lhe deu origem 
· Geralmente bem localizada, pode ser referida
· Tratamento “simples”
 Dor cronica 
· Associada a patologia oncológica ou a doenças cronicas
· “Dor persistente ou recorrente de duração ≥ 3 meses e/ou que persiste para alem da cura da lesão que lhe deu origem 
· Dor prolongada, desgastante e multifatorial
· Mal localizada e mal definida
· Provoca perturbações e desregulações dos mecanismos homeostáticos com gravidade Diagnostico /doença/ síndrome
· Tratamento em equipas multidisciplinares 
Classificação de acordo com os mecanismos fisiopatológicos 
· Nociceptiva
· Neuropática
· Psicogénica
· Funcional
· Funcional
 Mista
Dor nociceptiva 
· Manifestação direta e sintomática da açao de estímulos
· Estímulo pode ser extrínseco ou intrínseco
· Vias intactas
· Somática ou visceral
· Dor aguda, geralmente auto-limitada 
· Componente inflamatório AINEs
· Inibem a síntese de prostaglandinas
· Prostaglandinas sensibilizam os recetores e amplificam a resposta neuronal aos estímulos térmicos / químicos / mecânicos nos terminais nociceptivos 
Dor neuropática 
· Associada a alterações estruturais e /ou funcionais das vias de condução 
· Muitas vezes cronica
· Estímulo difícil de identificar 
· Lesões primárias dos elementos nervosos
· Difícil de tratar
Dor psicogénica ou funcional 
· Origem psicológica
· Uma ou várias localizações 
· Não se identificam lesões tecidulares ou nervosas
· Respostas exageradas a estímulos e descrições exuberantes
Modulação antinociceptiva endógena 
Dor com ampla variação individual e interindividual
Mecanismos de defesa Modulação da dor
A modulação da dor ocorre a sobretudo 2 niveis:
· Controlo espinhal ou segmentar (primeira sinapse)
· Controlo suprassegmentar ou supraespinhal (via descendente a nível medular)
Medição da dor 
Mecanismos fisiopatológicos básicos:
· Lesão celular
· Imunidade / inflamação
· Regulação térmica corporal – febre 
· Dor 
· Regulação dos fluidos orgânicos – Edema
Regulação dos fluidos orgânicos – edema
Edema = acumulação de fluido no espaço intersticial
Para verificar Sinal de godé, ou seja , faz-se pressão com o dedo e espera para ver se fica marcado ou não
Cavidade pleural Hidrotórax 
Cavidade peritoneal Ascite
Cavidade pericárdica Derrame pericárdico 
O edema pode ser localizado, onde existe uma alteração local ou pode ser generalizado onde ocorre retenção de água e solido ou depleção proteica grave e ansarca.
Fisiopatologia do edema: fluidos e compartimentos corporais
· Fluidos corporais
Distribuídos em vários compartimentos 
Servem como meio de transporte
São vitais para a função celular e tecidular
· Distribuição da água no organismo
Compartimento intracelular (2/3)
Compartimento extracelular (1/3) : - intravascular (plasma, 1/5)
 - intersticial (espaço entre as células)
· Outros compartimentos líquidos 
LinfaRelação total água/ peso
Líquido sinovial, liquido cérebro- espinhal
· Água corporal total 
Soma dos fluidos de todos os compartimentos 
Definida como % peso corporal toral
Varia com a constituição do organismo, género e idade
Compartimentos de água no organismo Humano 
Flutuação do aporte diário MAS regulação volume de agua dentro de limites estreitos. Quantidade constante com trocas de água/ solutos = manutenção composição fluidos
Forças de Starling
O movimento de água entre o compartimento intracelular e o compartimento extracelular é determinado pelas forças osmóticas.
Equilíbrio entre:
A força osmótica das proteínas intracelular e outras substâncias não difusíveis 
Transporte ativos de iões para fora das células
Movimento de água entre o plasma e o fluido intersticial:
 Equilíbrio entre:
Pressão hidrostática vs forças osmóticas e pressão oncótica
Segundo Starling , o movimento de liquido através da parece capilar para o espaço intersticial (filtração) é favorecido pela pressão hidrostática capital e a pressão osmótica intersticial e é contrariada pela pressão oncótica plasmática e pressão hidrostática intersticial.
Mecanismo de formação do Edema
Fenómenos paralelos à formação do edema 
· ↓ Volume intravascular 
 ↓ Perfusão renal
 Ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona
 ↑ Reabsorção renal de água e sódio
 Agravamento do edema 
· ↑ Pressão hidrostática intersticial 
 Opõe-se à saída de mais fluido
 
2 Tipos de líquido acumulado no espaço intersticial:
· Transudado: pobre em células e proteínas; verdadeiro ultrafiltrado plasmático 
· Exsudado: Rico em células e proteínas; causado por alterações da permeabilidade da membrana capilar ou obstrução linfática 
1. ↑ Pressão hidrostática capilar 
2. ↓ Pressão oncótica plasmática
3. ↑ Permeabilidade capilar 
4. Obstrução linfática
5. ↑ Pressão hidrostática capilar 
2 Mecanismos:
· ↑ Pressão venosa Ex:. Trombose venosa
· Retenção de agua e sal Ex:. insuficiência renal
6. ↓ Pressão oncótica plasmática
Por ↓ da concentração de albumina plasmática 
Mecanismos: 
· ↓ Produção de albumina Ex:. Malnutrição proteica
· ↑ Perda de proteínas plasmáticas Ex:. Glomerulopatias (síndrome nefrótica)
7. ↑ Permeabilidade capilar
· Alterações / lesões de endotélio Saída de proteínas plasmáticas e líquido para o espaço intersticial ↓ Pressão oncótica plasmática e ↑ pressão oncótica intersticial 
· Causas: 
· Processo inflamatório 
· Resposta imune
· Queimaduras
· Traumatismo 
8. Obstrução linfática
· Impede a normal remoção do excesso de fluido e proteínas com acumulação no espaço intersticial
· Causas: principais iatrogénicas (cirurgia)
Consequências do edema
· Disfunção celular 
 Alteração da integridade do interstício (microambiente celular)
 Dificuldade de processos metabólicos ↓ Cicatrização e ↑ infeção 
· Perigo de vida 
 Edema pulmonar 
 Edema cerebral 
 Edema da laringe
Etiopatologia do Edema: Edema inflamatório 
· Edema como um dos sinais cardiais de inflamação 
· Resulta do aumento da permeabilidade capilar e da pressão hidrostática 
· É m edema localizado
· Extensão limitada pelo:
 ↑ Drenagem linfática 
 ↑ Progressivo da pressão hidrostática do tecido intersticial 
Etiopatologia do edema: edema da obstrução venosa
Causas: 
· Formação de trombos endovenosos 
· Compressão extrínseca das veias
Depende da circulação colateral
Resulta de: 
↑ pressão hidrostática capilar e transudação de fluido para o espaço intersticial
Fatores condicionantes da acumulação intersticial de fluidos
 
Etiopatogenia do edema: Edema cardíaco 
Consequências:
· ↓ Débito cardíaco 
· ↑ Pressão venosa central
· ↓ Pressão de perfusão renal 
· Ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona 
· Retenção hidrossalina
· ↑ Pressão hidrostática capilar + ↓ drenagem linfática 
· Edemageneralizado 
Etiopatogenia do edema: Edema da Hipoproteinemia
Consequências:
· ↓ pressão coloidosmótica plasmática 
· Agravada por hiperaldosteronismo secundário 
Causas:
· Malnutrição 
· Redução da síntese proteica hepática
· Perda urinaria de proteínas
· Perda intestinal de proteínas
Etiopatogenia do edema: Edema renal 
· Edema ligeiro por ↓ filtração glomerular com retenção hidrossalina e HTA 
· Edema franco por perda de proteínas pela urina  síndrome nefrótico 
Fisiopatologia do Aparelho Cardiovascular
Doenças cardiovasculares
· Principal cauda de morte a nível mundial 
· Causada por alterações patológicas do coração e vasos sanguíneos 
· Principais causas de doença cardiovascular:
· Tabaco 
· Diabetes
· Obesidade
· Sedentarismo
· Dieta (sal, gorduras saturadas e açucar)
Mas é uma doença multifatorial com dois grupos de fatores de risco:
· Modificáveis 40% portugueses com HTA!
· Não modificáveis 
Isquémia 
É a interrupção parcial ou total da circulação sanguínea 
Obstrução vascular Privação de O2 (hipoxia ou anoxia) e nutrientes isquémia 
Implica:
- isquémia (lesão celular)
- Enfarte (morte celular)
As consequências clinicas da isquemia são variadas dependendo da:
· Sensibilidade do tecido (órgão)
· Duração da isquémia 
· Presença ou não de circulação colateral
· Velocidade de instalação 
· Taxa metabólica do tecido
1. Sensibilidade à isquémia 
No cérebro e coração pode ocorrer enfarte nos primeiros minutos apos oclusão arterial
O músculo-esquelético pode resistir horas a isquémia
2. Duração da isquémia
Isquemia transitória e reversível Mecanismos compensatórios Circulação colateral e resistência celular à hipoxia Eventual recuperação
3. Circulação colateral
4. Velocidade da instalação 
As isquemias graduais Desenvolvimento de mecanismos de compensação 
5. Taxa de metabólica 
↓ taxa ↑ resistência à isquémia 
Causa de Isquémia:
· Compressão extramural ou torção do peliculo vascular
· Espasmo da musculatura lisa vascular
· Patologia da parede vascular
· Hiperviscosidade sanguínea 
· Trombose e/ou embolia 
O enfarte ou morte celular ocorre por: 
· Oclusões arteriais (trombose / embolia) Enfarte pálido 
· Oclusões venosas Enfartes vermelhos ou hemorrágio
Trombose 
Formação de uma massa solida a partir dos constituintes sanguíneos, no interior dos vasos ou dos vasos ou do coração de um individuo vivo.
· Etiologia 
 
Anomalia da parede vascular 
Ex:. Traumatismo com lesão endotelial
Tríade de VirchowConjunto de acontecimentos que predispõe a trombose
Alteração do fluxo sanguíneo
Ex:. Turbulência
 
Anomalia dos constituintes sanguíneos 
Ex:. hipercoagulabilidade 
· Fisiopatologia 
Ocorre em vasos na presença de 1 ou mais condições de tríade de Virchow
Trombo constituído por camadas de fibrina e de células sanguíneas aderentes à parede vascular
Trombo ≠ coágulo 
O coágulo é a solidificação dos constituintes sanguíneos. Mas no coágulo os constituintes estão distribuídos de forma arbitrária e é menos aderente.
Fenómenos que promovem trombose = hemostase
· Lesão vascular 
· Acumulação de plaquetas no local (tampão plaquetário)
· Consolidação por deposição de fibrina
· Homeostasia = equilíbrio hemóstase / fibrinólise
Trombos arteriais ≠ venosos 
Trombos arteriais:
· Quando existe lesão endotelial e/ou turbulência
· Geralmente por aterosclerose
· Principal causa de oclusão das artérias de medio e grande calibre 
· Composto por fibrina e plaquetas com poucos eritrócitos Trombo pálido 
Trombos venosos:
· Locais de estase e de fluxo sanguíneo turbulento
· Associados ou não a alterações coagulação (adquiridas ou hereditárias)
Flebotrombose:
· Afeta as veias profundas 
· Vasos sem sinais inflamatórios prévios 
· Pode soltar-se porque é pouco aderente 
Flebotrombose ≠ Tromboflebite
· Trombose secundária e processo inflamatório
· Ocorre nas veias superficiais 
· Trombos aderentes
Trombos no interior das cavidades cardíacas 
· Processo inflamatório do endocárdio (atingindo válvulas cardíacas- vegetações)
· Valvulopatias
· Alterações do ritmo cardíaco 
· Alterações da parede cardíaca 
Coagulação intravascular disseminada 
Formação de pequenos trombos em toda a microcirculação ↓ Generalizada da perfusão tecidular choque 
Pode se acompanhada de grandes hemorragias por consumo exagerado dos fatores de coagulação, trombocitopenia e ativação do sistema fibrinolítico 
Embolia 
Oclusão total ou parcial de um vaso por uma massa (solida, liquida ou gasosa) – Êmbolo – com origem noutro local, transportado pela corrente sanguínea
Classificação 
· TromboemboliasMais raras:
 - Embolia ateromatosa
 - Embolia tumoral
· Embolia gasosa
· Embolia gorda
· Embolia amniótica 
Tromboembolias
· > 90 % êmbolos têm origem em trombos que se fragmentam ou soltam dos vasos onde ocorre a trombose
· Origem mais frequente na circulação venosa profunda dos membros inferiores e do plexo venoso pélvico 
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