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SÉRIE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO - HARDWARE
MONTAGEM E 
MANUTENÇÃO DE 
COMPUTADORES
Série TeCNOLOGiA DA iNFOrMAÇÃO - hArDwAre
montagem e 
manutenção De 
computaDoRes
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI
Robson Braga de Andrade
Presidente
DIRETORIA DE EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor de Educação e Tecnologia
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL – SENAI
Conselho Nacional
Robson Braga de Andrade
Presidente 
SENAI – Departamento Nacional
Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti
Diretor-Geral
Gustavo Leal Sales Filho
Diretor de Operações
Série TeCNOLOGiA DA iNFOrMAÇÃO - hArDwAre
montagem e 
manutenção De 
computaDoRes
SENAI
Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial 
Departamento Nacional
Sede
Setor Bancário Norte • Quadra 1 • Bloco C • Edifício Roberto 
Simonsen • 70040-903 • Brasília – DF • Tel.: (0xx61) 3317-
9001 Fax: (0xx61) 3317-9190 • http://www.senai.br
© 2012. SENAI – Departamento Nacional
© 2012. SENAI – Departamento Regional de Santa Catarina
A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecâ-
nico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por 
escrito, do SENAI.
Esta publicação foi elaborada pela equipe do Núcleo de Educação a Distância do SENAI de 
Santa Catarina, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por 
todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.
SENAI Departamento Nacional 
Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP
SENAI Departamento Regional de Santa Catarina 
Núcleo de Educação – NED
 
 
FICHA CATALOGRÁFICA 
__________________________________________________________________ 
 S491m 
 Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional. 
Montagem e manutenção de computadores / Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial. Departamento Nacional, Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. 
Brasília : SENAI/DN, 2012. 
322 p. il. (Série Tecnologia da informação - Hardware). 
 
 ISBN 978-85-7519-498-0 
 
 1. Computadores - Equipamento de entrada e saída. 2. 
Montagem (Computadores). 3. Computadores – Manutenção e 
reparos. 4. Sistemas operacionais. I. Serviço Nacional de 
Aprendizagem Industrial. Departamento Regional de Santa Catarina. 
II. Título. III. Série. 
 
CDU: 004.3 
 
 
Lista de ilustrações
Figura 1 - Máquina Pascalina .......................................................................................................................................25
Figura 2 - Máquina diferencial e máquina analítica ............................................................................................25
Figura 3 - MARK I .............................................................................................................................................................26
Figura 4 - ENIAC ...............................................................................................................................................................26
Figura 5 - Evolução dos semicondutores................................................................................................................27
Figura 6 - Processador Intel 8088 ...............................................................................................................................36
Figura 7 - Exemplo de barramentos PCI-E ...............................................................................................................39
Figura 8 - Barramentos do computador 1 ..............................................................................................................39
Figura 9 - Barramentos de computador 2 ...............................................................................................................41
Figura 10 - Barramento 3 ...............................................................................................................................................43
Figura 11 - Processador ..................................................................................................................................................45
Figura 12 - Memória cache L2 dentro do processador .......................................................................................46
Figura 13 - Processador com dois núcleos ..............................................................................................................48
Figura 14 - Processador de IBM Cell de 45nm comparado a uma moeda ..................................................50
Figura 15 - Placa-mãe .....................................................................................................................................................56
Figura 16 - Portas da placa-mãe .................................................................................................................................57
Figura 17 - Soquete AM2 ...............................................................................................................................................58
Figura 18 - Soquete AM3 ...............................................................................................................................................59
Figura 19 - Soquete 775 .................................................................................................................................................60
Figura 20 - Soquete 1156 ..............................................................................................................................................60
Figura 21 - Soquete 1366 ..............................................................................................................................................61
Figura 22 - Slots de memória DIMM ..........................................................................................................................62
Figura 23 - Imagem mostrando placa-mãe e seus chipsets (norte – Northbridge e 
sul – Southbridge) ..............................................................................................................................................................62
Figura 24 - Slots PCI-e e PCI ..........................................................................................................................................63
Figura 25 - Teste de inicialização (POST) 1 .............................................................................................................64
Figura 26 - Bateria da BIOS e jumper para reset ....................................................................................................65
Figura 27 - Conector ATX de 24 pinos ......................................................................................................................66
Figura 28 - Conector auxiliar 4 pinos ........................................................................................................................66
Figura 29 - Interface IDE/PATA ....................................................................................................................................67
Figura 30 - Interface SATA ............................................................................................................................................68
Figura 31 - Interface do drive de disquetes FDD ..................................................................................................68
Figura 32 - Barramentos ................................................................................................................................................74
Figura 33 - Barramento ISA 1 .......................................................................................................................................75Figura 34 - Slot PCI ...........................................................................................................................................................76
Figura 35 - Slot AGP .........................................................................................................................................................77
Figura 36 - Slots PCI-e 16X acima, e 1X abaixo ......................................................................................................79
Figura 37 - Ponte USB (USB Bridge) ............................................................................................................................81
Figura 38 - HUB USB .......................................................................................................................................................82
Figura 39 - Conectores USB encontrados no mercado .....................................................................................83
Figura 40 - Cabo firewire 6 pinos, IEEE 1394-a, 400Mbps ..................................................................................85
Figura 41 - Cabo firewire 4 pinos, IEEE 1394-a, 400Mbps ..................................................................................85
Figura 42 - Cabo firewire 9 pinos, IEEE 1394-b, 800Mbps ..................................................................................86
Figura 43 - IBM-PC ...........................................................................................................................................................90
Figura 44 - Conector DIN, espelhos do gabinete e gabinete AT .....................................................................92
Figura 45 - Características da fonte AT .....................................................................................................................92
Figura 46 - Gabinetes AT ................................................................................................................................................93
Figura 47 - Placa-mãe ATX ............................................................................................................................................94
Figura 48 - Conector da fonte ATX e reforço de corrente ..................................................................................95
Figura 49 - Ligação direta e tesões da fonte ATX ..................................................................................................96
Figura 50 - Gabinetes ATX .............................................................................................................................................97
Figura 51 - Placa-mãe BTX ............................................................................................................................................98
Figura 52 - Memória SIMM 30 vias .......................................................................................................................... 103
Figura 53 - Memória SIMM 72 vias .......................................................................................................................... 103
Figura 54 - Memórias DIMM ...................................................................................................................................... 104
Figura 55 - Tipos de memória SODIMM ............................................................................................................... 104
Figura 56 - Exemplo de memória ROM ................................................................................................................. 105
Figura 57 - Cálculo da taxa de transferência ....................................................................................................... 110
Figura 58 - Posição dos chanfros ............................................................................................................................. 112
Figura 59 - Exemplo de disco rígido (HD) ............................................................................................................. 118
Figura 60 - Componentes do disco rígido ............................................................................................................ 119
Figura 61 - Geometria do HD .................................................................................................................................... 121
Figura 62 - Mapa de Jumpers ................................................................................................................................... 123
Figura 63 - Conectores SATA e PATA ....................................................................................................................... 126
Figura 64 - Conector SATA.......................................................................................................................................... 127
Figura 65 - Adaptador PARA/SATA .......................................................................................................................... 127
Figura 66 - Unidades SSD 2,5” e 1,8” ....................................................................................................................... 128
Figura 67 - Controladora SCSI da fabricante Atto ............................................................................................. 129
Figura 68 - Controladora SCSI RAID Adaptec 39320 ........................................................................................ 130
Figura 69 - Conectores para discos rígidos .......................................................................................................... 130
Figura 70 - Controladora que é um hardware ...................................................................................................135
Figura 71 - RAID 0 e RAID 1 ....................................................................................................................................... 137
Figura 72 - RAID 3 e RAID 5 ....................................................................................................................................... 139
Figura 73 - RAID 0 + 1 ................................................................................................................................................. 141
Figura 74 - RAID 1 + 0 ................................................................................................................................................. 141
Figura 75 - CD-ROM ...................................................................................................................................................... 146
Figura 76 - Parte traseira do CD-ROM .................................................................................................................. 147
Figura 77 - Compact Disc (CD-R) ............................................................................................................................. 148
Figura 78 - Digital Video Disc (DVD) ....................................................................................................................... 149
Figura 79 - Processo de gravação .......................................................................................................................... 150
Figura 80 - Funcionamento interno ..................................................................................................................... 150
Figura 81 - Geração do sinal de vídeo ................................................................................................................. 150
Figura 82 - Mídia Blu-Ray de 200GB ........................................................................................................................ 153
Figura 83 - Placa de vídeo Trident dos anos 90 .................................................................................................. 156
Figura 84 - Placa de vídeo do início dos anos 2000 ..........................................................................................157
Figura 85 - Conexões supervídeo, DVI e VGA ...................................................................................................... 157
Figura 86 - Duas Placas ATI X1950 em modo Crossfire ................................................................................... 159
Figura 87 - Configuração da resolução da placa de vídeo ............................................................................. 160
Figura 88 - Conversor Analógico/Digital medindo ondas de som em intervalos frequentes ........... 162
Figura 89 - Placa de som ............................................................................................................................................. 162
Figura 90 - Placa de fax-modem .............................................................................................................................164
Figura 91 - Modem tradicional (à esquerda) e softmodem (à direita). ..................................................... 166
Figura 92 - Ligação telefone/fax-modem ............................................................................................................. 166
Figura 93 - Teclado original para Windows .......................................................................................................... 170
Figura 94 - Teclado com acionadores do tipo domo de borracha ............................................................. 172
Figura 95 - Lâmina de plástico com chaves impressas .................................................................................... 172
Figura 96 - O microprocessador e o circuito controlador de um teclado ................................................ 173
Figura 97 - Conector DIN ............................................................................................................................................ 174
Figura 98 - Conector Mini-DIN (Ps2) ....................................................................................................................... 174
Figura 99 - Conector USB ........................................................................................................................................... 174
Figura 100 - Primeiro mouse ....................................................................................................................................175
Figura 101 - Estrutura interna do mouse ............................................................................................................176
Figura 102 - Mouse Óptico ........................................................................................................................................ 177
Figura 103 - Componentes do Mouse Óptico .................................................................................................... 178
Figura 104 - Trackball ................................................................................................................................................... 178
Figura 105 - Processadores Intel Xeon e AMD Opteron .................................................................................. 180
Figura 106 - Placa-mãe Intel com suporte a dois processadores................................................................. 181
Figura 107 - Memória ECC .......................................................................................................................................... 182
Figura 108 - Barramento PCI-X ................................................................................................................................. 184
Figura 109 - Fonte simples de servidor não-redundante ............................................................................... 185
Figura 110 - Fonte de alimentação redundante. O conjunto contém 2 fontes ...................................... 186
Figura 111 - Conectores de fonte de alimentação ............................................................................................ 186
Figura 112 - Placa-mãe de servidor ........................................................................................................................ 187
Figura 113 - Gabinete Full ATX ................................................................................................................................. 188
Figura 114 - Gabinete Full ATX, vista com acesso aos HDs ........................................................................... 188
Figura 115 - Embalagens para memória RAM .................................................................................................... 194
Figura 116 - Embalagens para discos rígidos ...................................................................................................... 194
Figura 117 - Pulseira antiestática ............................................................................................................................ 195
Figura 118 - Plásticos antiestáticos ......................................................................................................................... 195
Figura 119 - Adesivo mostrando que o componente que está dentro de um invólucro é sensível 
à ESD ................................................................................................................................................................................... 196
Figura 120 - Pincéis antiestáticos ............................................................................................................................ 196
Figura 121 - Manta antiestática................................................................................................................................ 197
Figura 122 - Manuseio correto de placas ............................................................................................................. 198
Figura 123 - Manuseio incorreto de placas ......................................................................................................... 198
Figura 124 - Manuseio incorreto de processadores ......................................................................................... 199
Figura 125 - Placa-mãe ................................................................................................................................................ 200
Figura 126 - Retirando a proteção do soquete 775 .......................................................................................... 201
Figura 127 - Abrindo a trava e a tampa do soquete ......................................................................................... 201
Figura 128 - Retirando a proteção antiestática do processador .................................................................. 202
Figura 129 - Instalação do processador no soquete 775: delimitadores do 
processador e soquete (G e H), F ranhura para retirar e colocar o processador ...................................... 203
Figura 130 - Travando a tampa do soquete 775 ................................................................................................ 203
Figura 131 - Processador com pasta térmica ...................................................................................................... 204
Figura 132 - Pasta térmica comum ........................................................................................................................ 204
Figura 133 - Pasta térmica à base de prata .......................................................................................................... 205
Figura 134 - Inserindo o cooler ...............................................................................................................................205
Figura 135 - Conector do cooler do processador ............................................................................................... 206
Figura 136 - Conectando coolers de 3 ou 4 pinos a placa-mãe .................................................................... 206
Figura 137 - Numeração dos slots de memória .................................................................................................207
Figura 138 - Instalando módulo de memória ..................................................................................................... 208
Figura 139 - Instalação da fonte de alimentação .............................................................................................. 208
Figura 140 - Fixando espelho da placa mãe ........................................................................................................ 209
Figura 141 - Parafuso de rosca grossa ................................................................................................................... 210
Figura 142 - Parafuso rosca fina ............................................................................................................................... 210
Figura 143 - Suportes para placa-mãe metálicos .............................................................................................. 210
Figura 144 - Suportes para placa-mãe plásticos ................................................................................................ 211
Figura 145 - Furação placa-mãe ............................................................................................................................... 211
Figura 146 - Suportes da placa-mãe ...................................................................................................................... 212
Figura 147 - Suportes da placa-mãe dentro do gabinete .............................................................................. 212
Figura 148 - Fixando a placa-mãe dentro do gabinete ................................................................................... 213
Figura 149 - Pinos de conexão da placa-mãe no painel frontal do gabinete .......................................... 214
Figura 150 - Esquema de botões e leds do gabinete ....................................................................................... 214
Figura 151 - Fios que fazem ligação do painel frontal à placa-mãe............................................................ 215
Figura 152 - Painel frontal conectado à placa-mãe .......................................................................................... 216
Figura 153 - Esquema de portas USB frontais ..................................................................................................... 217
Figura 154 - Conector USB frontal do gabinete e sua indicação de pinos ............................................... 217
Figura 155 - Pinos onde serão instaladas as portas USB ................................................................................. 217
Figura 156 - Duas portas USB frontais ligadas à placa-mãe .......................................................................... 218
Figura 157 - Leitor de cartões mais porta USB frontal ..................................................................................... 219
Figura 158 - Instalando o leitor de cartões .......................................................................................................... 219
Figura 159 - Conector do leitor de cartões .......................................................................................................... 219
Figura 160 - Conector do leitor de cartões conectado à placa-mãe .......................................................... 220
Figura 161 - Instalando o disco rígido ................................................................................................................... 220
Figura 162 - Cabo SATA de 7 pinos ......................................................................................................................... 221
Figura 163 - Portas SATA numeradas na placa-mãe ......................................................................................... 222
Figura 164 - Instalando o drive de DVD ................................................................................................................ 222
Figura 165 - Cabos SATA do HD e drive de DVD conectados à placa-mãe ............................................... 223
Figura 166 - Instalando a placa de vídeo .............................................................................................................. 224
Figura 167 - Conector Auxiliar de 4 pinos (ATX12V) ......................................................................................... 224
Figura 168 - Conector de ATX de 24 pinos (ATX12V) ....................................................................................... 225
Figura 169 - Placa-mãe alimentada com os dois conectores de energia .................................................. 225
Figura 170 - Prendendo o cabo auxiliar ................................................................................................................ 226
Figura 171 - Conector de energia SATA, 15 pinos.............................................................................................. 226
Figura 172 - Adaptador de conector de periféricos para SATA ..................................................................... 227
Figura 173 - Arrumação interna de cabos ........................................................................................................... 228
Figura 174 - Micro inicializando, POST .................................................................................................................. 229
Figura 175 - BIOS na tela MAIN ................................................................................................................................ 231
Figura 176 - Tela advanced do BIOS ....................................................................................................................... 231
Figura 177 - Tela boot do BIOS .................................................................................................................................. 232
Figura 178 - Mudando a sequência de boot (Boot Device Priority) ..............................................................233
Figura 179 - Configurações de segurança do BIOS ........................................................................................... 234
Figura 180 - Aba Exit do BIOS .................................................................................................................................... 234
Figura 181 - Resetando o BIOS ................................................................................................................................. 236
Figura 182 - Placa de diagnóstico karta post st8679........................................................................................ 239
Figura 183 - Testador de fontes Rexus PST-3 ...................................................................................................... 239
Figura 184 - Memtest em funcionamento ........................................................................................................... 241
Figura 185 - PC-Check em funcionamento .......................................................................................................... 242
Figura 186 - Analogia de um sistema de arquivos ............................................................................................ 250
Figura 187 - Disco particionado em duas partições primárias ..................................................................... 253
Figura 188 - Acessando o gerenciador do computador ................................................................................. 255
Figura 189 - Gerenciador do computador ........................................................................................................... 255
Figura 190 - Diminuindo uma partição ................................................................................................................. 256
Figura 191 - Digitando o valor da nova partição ............................................................................................... 256
Figura 192 - Espaço livre para criação de nova partição .................................................................................257
Figura 193 - Criando uma nova partição .............................................................................................................. 258
Figura 194 - Especificando o tamanho da partição .......................................................................................... 258
Figura 195 - Escolhendo a letra da partição ........................................................................................................ 259
Figura 196 - Opções de formatação de disco ..................................................................................................... 259
Figura 197 - Computador com duas partições ................................................................................................... 260
Figura 198 - Tela do instalador do Windows 7 carregando ............................................................................ 264
Figura 199 - Escolhendo idioma e layout de teclado ....................................................................................... 265
Figura 200 - Instalação e reparo do Windows 7 ................................................................................................. 266
Figura 201 - Tipo de instalação do Windows ....................................................................................................... 267
Figura 202 - Tela mostrando dispositivos de armazenamento do computador ................................... 268
Figura 203 - Criando uma partição no instalador do Windows .................................................................... 269
Figura 204 - Partições criadas no processo de instalação do Windows .................................................... 269
Figura 205 - Selecionando partição para instalar o Windows ....................................................................... 270
Figura 206 - Copiando arquivos para o computador e instalando o Windows ...................................... 270
Figura 207 - Tela de cadastro do primeiro usuário e nome do computador ........................................... 271
Figura 208 - Tela de cadastro de senha ................................................................................................................. 272
Figura 209 - Tela para digitar chave do sistema operacional ........................................................................ 272
Figura 210 - Tela de preferência de atualização do Windows 7 .................................................................... 273
Figura 211 - Selecionando em qual ambiente o computador será usado ............................................... 274
Figura 212 - Ajustando horário e data do sistema operacional ................................................................... 274
Figura 213 - Área de trabalho do Windows ......................................................................................................... 275
Figura 214 - Caminho de informações sobre o computador ........................................................................ 277
Figura 215 - Tela do sistema mostrando informações básicas sobre o computador ........................... 277
Figura 216 - Gerenciador de dispositivos ............................................................................................................. 278
Figura 217 - Tela do Windows Update ................................................................................................................... 278
Figura 218 - Rede ponto a ponto ............................................................................................................................ 284
Figura 219 - Rede multiacesso ................................................................................................................................. 284
Figura 220 - Rede em anel ........................................................................................................................................ 285
Figura 221 - Rede local ............................................................................................................................................... 286
Figura 222 - Rede WAN ................................................................................................................................................ 286
Figura 223 - Modelo de referência OSI .................................................................................................................. 287
Figura 224 - Modelo TCP/IP ....................................................................................................................................... 288
Figura 225 - Acessando a interface de rede ........................................................................................................ 290
Figura 226 - Acessando as configurações do adaptador ................................................................................ 290
Figura 227 - Acessando as configurações da placa de rede .......................................................................... 291
Figura 228 - Propriedades de conexão local ....................................................................................................... 291
Figura 229 - Propriedades de Protocolo TCP /IPv4 .......................................................................................... 292
Figura 230 - Acessando o prompt de comando ................................................................................................. 294
Figura 231 - Usando o comando PING .................................................................................................................294
Figura 232 - Comando Ipconfig ............................................................................................................................... 296
Figura 233 - Funcionamento do comando Tracert ........................................................................................... 297
Figura 234 - Funcionamento do Netstat ............................................................................................................... 297
Quadro 1 - Matriz curricular ..........................................................................................................................................20
Tabela 1 - Conversão entre sistemas de numeração ............................................................................................29
Tabela 2 - Sufixos ...............................................................................................................................................................30
Tabela 3 - Grandezas ........................................................................................................................................................31
Tabela 4 - Processadores Intel ......................................................................................................................................51
Tabela 5 - Taxas de velocidades dos barramentos ..............................................................................................79
Tabela 6 - Taxas de transferência USB ........................................................................................................................84
Tabela 7 - Potência dos dispositivos ...........................................................................................................................99
Tabela 8 - Nomenclatura e taxa de transferência ............................................................................................... 111
Tabela 9 - Taxa de transferência das memórias ................................................................................................... 113
Tabela 10 - Modelos de memórias ........................................................................................................................... 113
Tabela 11 - Modo PIO .................................................................................................................................................... 124
Tabela12 - Taxa de transferência do CD-ROM ..................................................................................................... 149
Tabela 13 - Modelo de referência OSI ..................................................................................................................... 288
Sumário
1 Introdução ........................................................................................................................................................................19
2 História do Computador .............................................................................................................................................23
2.1 História e evolução dos computadores ..............................................................................................24
2.2 Evolução das máquinas computacionais ...........................................................................................24
2.3 Sistema de numeração .............................................................................................................................28
2.4 Unidades de grandeza na informática .................................................................................................29
3 Arquitetura de computadores ..................................................................................................................................35
3.1 Processadores ..............................................................................................................................................36
3.2 Arquitetura dos processadores e barramentos ................................................................................38
3.3 Bits internos, externos e capacidade de processamento ..............................................................41
3.4 Capacidade do barramento de endereços .........................................................................................43
3.5 Frequência do processador .....................................................................................................................44
3.6 Memória cache .............................................................................................................................................45
3.7 Tecnologia de múltiplos núcleos ...........................................................................................................47
3.8 Nanometria ....................................................................................................................................................49
4 Placas- mãe ......................................................................................................................................................................55
4.1 Conhecendo a placa-mãe ........................................................................................................................56
4.2 Portas de entrada e saída .........................................................................................................................57
4.3 Soquete para processador .......................................................................................................................57
4.3.1 Soquete AM2 ..............................................................................................................................58
4.3.2 Soquete AM2+ ...........................................................................................................................58
4.3.3 Soquete AM3 ..............................................................................................................................58
4.3.4 Soquete LGA-775 ......................................................................................................................59
4.3.5 Soquete LGA-1156 ....................................................................................................................60
4.3.6 Soquete LGA-1366 ....................................................................................................................61
4.4 Slots de memória .........................................................................................................................................61
4.5 Chipset ............................................................................................................................................................62
4.6 Slots PCI e PCI Express ...............................................................................................................................63
4.7 ROM BIOS .......................................................................................................................................................63
4.7.1 BIOS ................................................................................................................................................64
4.7.2 POST...............................................................................................................................................64
4.7.3 SETUP ............................................................................................................................................64
4.7.4 Bateria da CMOS ........................................................................................................................65
4.8 Conector de energia ...................................................................................................................................66
4.9 Interface IDE / PATA.....................................................................................................................................67
4.10 Interface SATA ............................................................................................................................................67
4.11 Conector floppy disk ................................................................................................................................68
4.12 Placas-mãe com dispositivos on-board e off-board .....................................................................69
5 Barramentos ....................................................................................................................................................................73
5.1 Conhecendo os barramentos .................................................................................................................74
5.2 Barramento ISA ............................................................................................................................................75
5.3 Barramento PCI ............................................................................................................................................76
5.4 Barramento AGP ..........................................................................................................................................77
5.5 Barramento PCI Express ............................................................................................................................79
5.6 Outros barramentos ...................................................................................................................................80
5.7 Barramento USB ...........................................................................................................................................80
5.7.1 HUB USB .......................................................................................................................................82
5.7.2 Conectores USB .........................................................................................................................82
5.8 Barramento IEEE 1394 - FireWire ............................................................................................................84
6 Padrões de Gabinetes e Fontes XT, AT, ATX e BTX ..............................................................................................89
6.1 Padrão XT .......................................................................................................................................................906.2 Padrão AT ........................................................................................................................................................90
6.3 Padrão ATX .....................................................................................................................................................93
6.3.1 Placa-mãe ATX ...........................................................................................................................93
6.3.2 Fonte ATX ....................................................................................................................................95
6.3.3 Gabinete ATX ..............................................................................................................................96
6.4 Padrão BTX .....................................................................................................................................................97
7 Memórias ....................................................................................................................................................................... 101
7.1 Tipos de encapsulamentos ................................................................................................................... 102
7.1.1 Dual In-Line Package (DIP) ................................................................................................. 102
7.1.2 Single In-Line Pin Package (SIPP) ..................................................................................... 102
7.1.3 Single In-Line Memory Module (SIMM) ......................................................................... 102
7.1.4 Dual In-Line Memory Module (DIMM) ........................................................................... 103
7.1.5 Small Outline Dual In-Line Memory Module (SODIMM) .......................................... 104
7.2 Memória ROM ............................................................................................................................................ 105
7.3 Memória RAM ............................................................................................................................................ 106
7.3.1 Memória FMP .......................................................................................................................... 107
7.3.2 Memória EDO .......................................................................................................................... 107
7.3.3 Memória SDRAM SDR ........................................................................................................... 107
7.3.4 Memória SDRAM DDR .......................................................................................................... 108
7.3.5 Memória DDR operando em Dual Channel .................................................................. 110
7.3.6 Memória DDR3 ........................................................................................................................ 112
8 Unidades de Disco Rígido ........................................................................................................................................ 117
8.1 A história do HD ........................................................................................................................................ 118
8.2 As partes principais de um HD ............................................................................................................ 119
8.2.1 Disco ou prato ........................................................................................................................ 119
8.2.2 Cabeçote .................................................................................................................................. 119
8.2.3 Atuador ...................................................................................................................................... 120
8.2.4 Motor ......................................................................................................................................... 120
8.3 Geometria do disco ................................................................................................................................. 121
8.4 Padrão IDE e EIDE ..................................................................................................................................... 122
8.5 Padrões PATA e ATAPI .............................................................................................................................. 124
8.6 Padrão SATA ................................................................................................................................................ 125
8.6.1 Unidade de estado sólido – SSD ....................................................................................... 127
8.7 Padrão SCSI ................................................................................................................................................. 129
9 Tecnologia RAID .......................................................................................................................................................... 133
9.1 O que é RAID? ............................................................................................................................................ 134
9.2 RAID por software e por hardware ..................................................................................................... 134
9.3 Tipos de RAID – níveis ............................................................................................................................. 136
9.3.1 RAID nível 0 ............................................................................................................................. 136
9.3.2 RAID nível 1 ............................................................................................................................. 136
9.3.3 RAID nível 2 ............................................................................................................................. 137
9.3.4 RAID nível 3 ............................................................................................................................. 137
9.3.5 RAID nível 4 ............................................................................................................................. 138
9.3.6 RAID nível5 ............................................................................................................................... 138
9.3.7 RAID nível 0+1 ......................................................................................................................... 140
9.3.8 RAID nível 1 + 0 ....................................................................................................................... 141
9.3.9 RAID nível 5 + 0 ....................................................................................................................... 142
10 Unidades de discos ópticos .................................................................................................................................. 145
10.1 Conhecendo as unidades de discos ópticos ................................................................................ 146
10.2 CD-ROM ..................................................................................................................................................... 147
10.2.1 CD-ROM ................................................................................................................................. 147
10.2.2 CD-R (Compact Disc Recordable) .................................................................................. 148
10.2.3 CD-RW (Compact Disc Recordable Rewritable) ...................................................... 148
10.3 Unidades de DVD ................................................................................................................................... 14910.3.1 DVD-ROM .............................................................................................................................. 150
10.3.2 DVD-R (Digital Video Disc Recordable) ....................................................................... 151
10.3.3 DVD-RW (Digital Video Disc Recordable Rewritable) ............................................. 151
10.4 HD-DVD ..................................................................................................................................................... 152
10.5 Blu-Ray ....................................................................................................................................................... 153
11 Placas de Expansão .................................................................................................................................................. 155
11.1 Placas de vídeo ....................................................................................................................................... 156
11.2 Placa de som ............................................................................................................................................ 161
11.2.1 Entradas e saídas de áudio digital ................................................................................. 163
11.3 Placa de fax-modem ............................................................................................................................. 163
11.3.1 Tipos de modulação ........................................................................................................... 164
11.3.2 Protocolos V.90 e V.92 ........................................................................................................ 165
11.3.3 WinModems ou Softmodems ......................................................................................... 165
12 Periféricos .................................................................................................................................................................... 169
12.1 Teclado ....................................................................................................................................................... 170
12.1.1 Teclas ........................................................................................................................................ 170
12.1.2 Funcionamento .................................................................................................................... 171
12.1.3 A interface com o computador ...................................................................................... 173
12.2 Mouse ......................................................................................................................................................... 175
12.2.1 Funcionamento .................................................................................................................... 176
12.3 Trackball .................................................................................................................................................... 178
13 Hardware para Servidores ..................................................................................................................................... 179
13.1 Processadores.......................................................................................................................................... 180
13.2 Placas-mãe ............................................................................................................................................... 180
13.3 Memória .................................................................................................................................................... 182
13.4 Barramentos ............................................................................................................................................ 183
13.5 Fontes de alimentação ......................................................................................................................... 184
13.6 Conectores de energia ......................................................................................................................... 186
13.7 Gabinetes .................................................................................................................................................. 187
14 Procedimento de montagem de computadores .......................................................................................... 191
14.1 Cuidados com componentes internos ........................................................................................... 192
14.1.1 Eletricidade estática ........................................................................................................... 192
14.2 Manuseando as peças .......................................................................................................................... 197
14.2.1 Manuseio de placas e processadores ........................................................................... 197
14.3 Montando o primeiro computador ................................................................................................. 199
14.3.1 Parafusos................................................................................................................................. 210
14.3.2 Configurando o BIOS .......................................................................................................... 229
14.3.3 Detecção de falhas .............................................................................................................. 237
14.3.4 Ferramentas de diagnósticos de hardware ................................................................ 238
14.3.5 Testador de fonte ................................................................................................................. 239
14.3.6 Testadores de hardware via software ........................................................................... 240
14.3.7 Testadores de memória ..................................................................................................... 240
14.3.8 Testador de Hardware ........................................................................................................ 241
15 Sistemas Operacionais ........................................................................................................................................... 245
15.1 Conhecendo o sistema operacional................................................................................................ 246
15.2 Tipos de sistemas operacionais ........................................................................................................ 248
15.2.1 Sistemas Operacionais de Tempo Real ....................................................................... 248
15.2.2 Sistemas Operacionais Monousuário e Monotarefa .............................................. 248
15.2.3 Sistemas Operacionais Monousuário e Multitarefa ............................................... 249
15.2.4 Sistemas Operacionais Multiusuários e Multitarefas ............................................. 249
15.2.5 Sistemas de arquivos .......................................................................................................... 249
15.2.6 Sistemas de arquivos usados no Windows ................................................................. 250
15.2.7 Sistemas de arquivos usados no Linux/UNIX ............................................................ 250
15.2.8 Sistemas de arquivos usados no Windows ................................................................. 250
15.2.9 Sistemas FAT .......................................................................................................................... 251
15.2.10 FAT16 ..................................................................................................................................... 25115.2.11 NTFS ....................................................................................................................................... 251
15.3 Particionamento de disco ................................................................................................................... 252
15.4 Gerenciador de Disco do Windows ................................................................................................. 254
15.5 Criando uma nova partição ................................................................................................................ 257
15.6 Sistemas operacionais desktop e servidor ................................................................................... 261
15.6.1 Sistema operacional de servidores ............................................................................... 262
15.6.2 Sistemas operacionais Microsoft ................................................................................... 262
15.6.3 Sistemas operacionais Linux ........................................................................................... 262
15.6.4 Sistemas operacionais UNIX ............................................................................................ 263
15.6.5 Instalação de sistema operacional ................................................................................ 263
16 Fundamentos de Redes ......................................................................................................................................... 281
16.1 Definição de redes ................................................................................................................................ 282
16.2 Cronologia de redes .............................................................................................................................. 282
16.3 Topologias de redes .............................................................................................................................. 284
16.4 Classificação de redes ........................................................................................................................... 285
16.4.1 LAN – Local Area Network ................................................................................................ 285
16.4.2 WAN – Wide Area Network ............................................................................................... 286
16.5 Arquitetura de protocolos .................................................................................................................. 287
16.5.1 Modelo de Referência OSI ................................................................................................ 287
16.5.2 Modelo de Referência TCP/IP .......................................................................................... 288
16.6 Endereçamento IP ................................................................................................................................. 289
16.7 Usando ferramentas de redes ........................................................................................................... 292
16.7.1 PING – Packet Internet Grouper ..................................................................................... 293
16.7.2 IPCONFIG ................................................................................................................................ 295
16.7.3 Netstat – Network Statistic............................................................................................... 297
Referências ........................................................................................................................................................................ 301
Minicurrículo dos autores ........................................................................................................................................... 305
Índice .................................................................................................................................................................................. 307
1
Olá caro aluno!
Seja bem vindo à unidade curricular Montagem e Manutenção de Computadores! 
A partir de agora, você é convidado a conhecer a história da computação, os componentes 
do computador, os conceitos de sistemas operacionais e saberá como instalar um sistema 
operacional, montar e reparar microcomputadores, além de ver conceitos de redes de 
computadores.
Esta unidade curricular está organizada em 16 capítulos. No capítulo após a introdução, 
você verá a história do computador, desde a sua criação, evolução, as unidades de grandeza 
utilizadas no mundo computacional e o sistema de numeração. No terceiro capítulo, Arquitetura 
de Computadores, você verá os componentes dos computadores e seu funcionamento.
Já no quarto capítulo, o tema abordado será a respeito das características da placa-mãe, 
enquanto que o quinto capítulo tratará sobre os barramentos, no qual você conhecerá os mais 
utilizados nos computadores. 
No sexto capítulo, Padrões XT, AT, ATX e BTX, estudaremos os padrões de gabinetes, fontes 
e placas-mães. Seguindo o estudo, você verá no capítulo 7 as funções das memórias e as 
diferenças entre diversos tipos que podemos encontrar no computador e no mercado.
No oitavo capítulo, estudaremos as unidades de discos rígidos. Você saberá como eles 
funcionam e suas características. O próximo passo será descobrir o que é o RAID. Portanto, no 
capítulo 9, você verá como o sistema RAID funciona, quais as diferenças e onde usá-lo.
No capítulo 10, o tema abordado será a respeito das unidades de discos ópticos, onde 
estudaremos o funcionamento destas unidades e as tecnologias disponíveis no mercado. Já 
no capítulo 11, veremos algumas placas de expansão e suas funcionalidades, enquanto que 
no próximo capítulo, que trata sobre os Periféricos, será abordado o funcionamento de alguns 
periféricos como mouses e teclados.
No capítulo 13, Hardware para Servidores, você conhecerá hardwares específicos para 
servidores. No décimo quarto capítulo você aprenderá a montar um computador e configurá-lo 
para uso, no décimo quinto, aprenderá o que são os sistemas operacionais e suas características. 
No último capítulo, você aprenderá os fundamentos de redes.
 Esperamos que o conteúdo desta unidade curricular atenda suas expectativas e que 
você adquira conhecimentos que possa utilizar em sua vida profissional. Para o profissional, 
é importante estar preparado tanto nas competências técnicas quanto nas relacionais, para 
introdução
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS20
poder atuar pró-ativamente, conduzindo as pessoas com as quais trabalha a 
excelentes resultados e à satisfação profissional.
A seguir, são descritos na matriz curricular, os módulos e as unidades 
curriculares previstos e as respectivas cargas horárias. 
 
Agora, você é convidado a trilhar os caminhos do conhecimento. Faça deste 
processo um momento de construção de novos saberes, onde teoria e prática 
devem estar alinhadas para o seu desenvolvimento profissional. Bons estudos!
Técnico em Redes de Computadores 
MóDULOS DENOMINAÇÃO UNIDADES CURRICULARES
CARGA 
hORáRIA
CARGA 
hORáRIA 
DO 
MóDULO
Básico Básico
• Eletroeletrônica Aplicada
60h
340h
• Montagem e Manutenção 
de Computadores
160h
• Ferramentas para Docu-
mentação Técnica
120h
Específico I Ativos de Rede
• Cabeamento Estruturado 108h
464h
• Arquitetura de Redes 80h
• Comunicação de Rede 
Local PR: UCR5
120h
• Interconexão de Redes PR: 
UCR5
96h
• Gerenciamento e Monito-
ramento de Rede PR: UCR 
6 e 7
60h
Específico II Servidores de Rede
• Servidores de Rede 120h
396h
• Serviços de Rede 120h
• Serviços de Convergência 60h
• Segurança de Redes 96h
Quadro 1 - Matriz curricular
Fonte: SENAI DN
1 iNTrODuÇÃO 21
Anotações:
2
história do Computador
Pronto para embarcar no mundo da montagem e manutenção de computadores? Então, 
prepare-se para percorrer os caminhos do conhecimento! Otema que você verá agora será a 
história do computador. Você já se perguntou sobre a evolução das máquinas que hoje fazem 
parte da maioria das organizações e lares? Pois bem, aqui veremos a evolução dos computadores 
e seu sistema de medidas. Que tal agora conhecer os objetivos de aprendizagem? Acompanhe!
Ao final deste capítulo, você terá subsídios para: 
a) conhecer a evolução das máquinas computacionais;
b) conhecer o sistema de numeração usado nos computadores;
c) entender as unidades de grandeza na informática.
A partir de agora, você terá a oportunidade de conhecer diversos temas sobre o assunto que 
farão a diferença em suas práticas. Por isso, dedique-se ao estudo, lembrando que motivação e 
comprometimento são fundamentais para uma aprendizagem significativa e prazerosa. Pronto 
para conhecer o início da computação? Vamos lá!
 
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS 24
2.1 hiSTóriA e evOLuÇÃO DOS COMpuTADOreS
O computador é uma máquina constituída por componentes e circuitos ele-
trônicos, capaz de receber, armazenar, processar e transmitir dados e informa-
ções. De modo geral, ele tem como função receber dados, processá-los e, por 
fim, fornecer uma saída, que pode ser um resultado na tela ou uma página na 
impressora. 
 
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ph
ot
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-?
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É importante que você saiba que os computadores passaram por um proces-
so evolutivo muito extenso até chegarem aos modelos que se conhece hoje em 
dia. Para contextualizar essa evolução, que tal vermos os primeiros equipamentos 
destinados a automatizar tarefas, como cálculos e processamento de dados em 
geral? Siga em frente!
2.2 evOLuÇÃO DAS MáquiNAS COMpuTACiONAiS
Para iniciar o estudo, é importante que você saiba que, ao francês Blaise Pascal, 
é creditada uma das maiores contribuições para a evolução da computação. Foi 
por volta de 1642, que ele inventou a primeira calculadora mecânica de que se 
tem notícia, a chamada Máquina Pascalina, que você poderá observar a seguir. 
Mais adiante, em 1822, o cientista inglês Charles Babbage construiu um modelo 
do que viria a ser a máquina diferencial, composta de rodas movidas por meio de 
uma manivela. Prosseguindo com seus trabalhos, Babbage projetou a Máquina 
Analítica, composta por uma unidade central de processamento, dispositivos de 
entrada e saída e, ainda, dotada de uma capacidade de armazenar números. 
2 hiSTóriA DO COMpuTADOr 25
 
Esta máquina possuía um mecanismo tão complexo que 
não pôde ser construída pelo próprio cientista. 
 VOCÊ 
 SABIA?
No entanto, os princípios das ideias de Babbage são usados na computação 
até hoje, por isso, ele é conhecido como o “Pai do Computador”.
 
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Figura 1 - Máquina Pascalina
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Figura 2 - Máquina diferencial e máquina analítica
Durante a Segunda Guerra Mundial, a IBM, em parceria com a Marinha Norte-
Americana, patrocinou o projeto de um estudante de Harvard. Desse projeto, nasceu o 
computador eletromecânico (constituído por relés), denominado MARK I.
A primeira máquina totalmente eletrônica, no entanto, foi 
lançada em 1943. Ela foi projetada pelo matemático Allan 
Turing e foi batizada de Colossus. 
 VOCÊ 
 SABIA?
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS 26
Anos mais tarde, surgiu o ENIAC (Electronic Numerical Interpreter and Calculator), 
desenvolvido na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Tratava-se do 
primeiro computador digital de grande porte, composto por 17 mil válvulas, 
medindo 5,5m de altura por 25m de comprimento e pesando 30 toneladas.
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Figura 3 - MARK I 
Nas próximas quatro décadas, o processo evolutivo continuou, mas não mais 
com o uso de mecanismos complexos ou por meio de dispositivos eletromecânicos. 
Nesse período, houve um grande progresso na área de eletrônica, o que 
possibilitou o aposento da válvula e a utilização de transistores e, posteriormente, 
de circuitos integrados ou chips. Como símbolo dessa época, pode-se citar o 
lançamento do TX-0, pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussets), em 
1946; o IBM 1401 e o IBM 360, na década de 60; o PDP 11, em 1970; o Altair 8800, 
já baseado em um Processador Intel e o 8080, em 1975. Mais adiante, em 1979, o 
Atari 800 tornava-se popular.
 
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Figura 4 - ENIAC 
2 hiSTóriA DO COMpuTADOr 27
Mas foi em 1981 que a história do computador começou a mudar. Neste ano, 
a IBM lançou o IBM-PC, um computador dotado de um processador Intel (8088) 
de 8 bits, voltado ao uso pessoal. Mais adiante, esses equipamentos passaram a 
adotar o sistema operacional da recém-criada Microsoft, o MS-DOS. Com vistas 
no mercado em expansão, em 1984, a Apple Computers lançou o Macintosh, um 
computador com arquitetura interna um pouco diferente do IBM-PC, mas com um 
diferencial ainda maior: o sistema operacional desenvolvido com interface gráfica, 
possibilitando o uso de mouse para acionar ícones na tela, o que representou uma 
revolução para a época.
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Figura 5 - Evolução dos semicondutores
A partir de então, a história já fica muito mais próxima dos usuários domésticos. 
Depois do IBM-PC, a Intel passou a dominar o mercado de processadores, 
fornecendo CPUs para os maiores fabricantes de computadores. Foi assim com 
o Intel 80286, 80386, 80486, Pentium, Pentium II, Pentium III, Pentium IV, Core 2 
Duo, Core 2 Quad, I3 e I5 e Intel I7.
 SAIBA 
 MAIS
É importante salientar que, apesar de ter sofrido diversas 
melhorias, o padrão IBM-PC é usado até hoje devido à sua 
arquitetura aberta, que se tornou referência para o mercado 
de computadores. 
Mas a história das máquinas computacionais não para por aqui. O desenvol-
vimento de inovações na área está em constante transformação e vai continu-
ar acontecendo. No mercado de tecnologia, a volatilidade e a efemeridade dos 
eventos são uma realidade. 
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS 28
É importante que você fique atento aos lançamentos dos 
fabricantes de hardware e software para não ficar parado 
no tempo. 
 FIQUE 
 ALERTA
E então, está gostando do assunto? Na próxima etapa veremos alguns sistemas 
de numeração mais conhecidos. Em frente! 
2.3 SiSTeMA De NuMerAÇÃO
Você sabia que o sistema de numeração mais difundido na matemática é o 
decimal? É verdade! Por esse motivo, fica fácil compreender que ele é composto 
por dez símbolos (de 0 a 9). Como ele é utilizado frequentemente, também se 
presume que você saiba que com dois dígitos decimais é possível fazer cem 
combinações distintas, de 00 a 99. Quando se trata de informática, no entanto, é um 
pouco diferente. Os sistemas utilizados são o binário (composto por dois símbolos: 
0 e 1) e o hexadecimal (composto por 16 símbolos: de 0 a 9 e de A a F). Como os 
equipamentos eletrônicos normalmente trabalham com os estados “ligado” ou 
“desligado”, adotou-se o sistema binário para representar esses estados, onde “0” 
equivale ao estado desligado e “1” equivale ao estado ligado. Os números binários 
também são usados para representar caracteres. Para cada caractere digitado em 
um editor de texto, por exemplo, existe uma sequência de 8 dígitos binários que 
o representa. Com relação aos números hexadecimais, diz-se que são usados para 
representar endereços ou posições na memória do computador.
Todos os computadores baseiam-se nos sistemas 
numéricos estudados aqui, sejam eles microcomputadores 
desktops padrão IBM-PC, Macintosh ou mainframe.
 FIQUE 
 ALERTA
2 hiSTóriA DO COMpuTADOr 29
Tabela 1 - Conversão entre sistemas de numeração
Observe a seguir, a tabela de conversão entre sistemas de numeração!
 
 BINáRIO OCTAL DECIMAL hExADECIMAL
 0 0 0 0
 1 1 1 1
 10 2 2 2
 11 3 3 3
 100 4 4 4
 101 5 5 5
 110 6 6 6
 111 7 7 7
 1000 10 8 8
 1001 11 9 9
 1010 12 10 A
 1011 13 11 B
 1100 14 12 C
 1101 15 13 D
 1110 16 14 E
 1111 17 15 F
 
Que tal aprender a fazer a conversão de bases, tais como 
conversões de bináriopara decimal, entre outras? Para 
isso, acesse o site: <http://www.lia.ufc.br/~paty/icc/
notas/4/index.html> e confira! 
 SAIBA 
 MAIS
Preparado para seguir o estudo? Pois saiba que este assunto não para por aqui. 
A seguir, você verá as unidades de grandeza na informática.
2.4 uNiDADeS De GrANDezA NA iNFOrMáTiCA
Como você pôde observar na tabela anterior, cada sistema de numeração 
permite um determinado número de combinações a cada grupo de dígitos. Com 
quatro dígitos binários, por exemplo, é possível formar 16 combinações. Já com 5 
dígitos, você poderia formar 32 combinações. Esse cálculo é obtido elevando-se a 
base 2 ao número de dígitos. Assim,
24 = 16, 25 = 32, 210 = 1024
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS 30
Para representar essas grandezas, existem os sufixos. O sufixo K (quilo), que 
em decimal representa 1000 vezes (como em Kg, Km), em binário representa 210 
vezes (1.024). Logo, um quilobyte (1KB) representa 1.024 bytes, conforme a tabela 
que você verá a seguir.
Tabela 2 - Sufixos
SUFIxO POTêNCIA QUANTIDADE
Quilo (K) 210 1.024
Mega (M) 220 1.048.576
Giga (G) 230 1.073.741.824
Tera (T) 240 1.099.511.627.776
Peta (P) 250 1.125.899.906.843.620
Exa (E) 260 1.152.921.504.607.870.000
Zetta (Z) 270 1.180.591.620.718.450.000.000
Yotta (Y) 280 1.208.925.819.615.700.000.000.000
Com a popularização das memórias e dos discos rígidos com valores na casa 
dos gigabytes, é comum que você ouça pessoas falando algo como 2 gigas de 
memória, 160 gigas de HD, etc. A pergunta é: está correto usar o plural nesses 
casos ou o certo é usar o singular, como 2 giga ou 160 giga? O que você acha?
É importante destacar que giga é apenas a grandeza, 
o fator multiplicador. A unidade de medida de espaço 
em memória é o byte, este sim, vai para o plural (2 bytes, 
por exemplo). Assim, se você quer usar o plural, use a 
grandeza e as unidades juntas, ou seja, 2 gigabytes. Ao 
usar apenas a grandeza, esta não vai para o plural, sendo 
obrigatório o uso do singular, ou seja, 2 giga ou 160 giga.
 VOCÊ 
 SABIA?
Outro componente que utiliza o sistema internacional é o “transistor”, que 
é a base para a construção dos processadores. A tecnologia atual permite que 
você encontre processadores formados por transistores de tamanho de 45 
nanômetros. Mas o que significa isso? Essa é uma boa pergunta! A unidade de 
medida de comprimento (ou tamanho) é o metro, cujo símbolo é “m”, onde 1 
milímetro é o equivalente a 1m/1.000. Diante do exposto, é possível formar a 
tabela a seguir. Confira!
2 hiSTóriA DO COMpuTADOr 31
Tabela 3 - Grandezas
SUFIxO POTêNCIA QUANTIDADE
Metro (m) - 1
Milímetro (mm) 10-3 0,001
Micrômetro (μm) 10-6 0,000001
Nanômetro 10-9 0,000000001
Conheça agora um relato interessante sobre a implantação de uma rede de 
computadores e o endereçamento de endereços IP e MAC. Confira no Casos 
e relatos!
 CASOS e reLATOS
Implantando uma rede de computadores
Fábio abriu uma empresa de informática e como os trabalhos triplicaram 
nos últimos meses, ele resolveu contratar mais dois funcionários. Assim, 
Carlos e Joana foram selecionados para as funções e passaram a fazer parte 
da empresa. No entanto, Fábio precisa interligar os computadores em rede. 
Como profissionais da área, eles sabem que as redes de computadores 
foram criadas para possibilitar que computadores pudessem trocar 
dados uns com os outros ou, até mesmo, compartilhar recursos, como 
impressoras. Sendo assim, para que os computadores em uma rede fossem 
diferenciados uns dos outros, foram adotadas duas formas de identificação 
de cada computador: uma decimal e a outra hexadecimal. Agora que Fábio 
interligou os computadores, os endereços hexadecimais identificam o 
computador somente em uma rede local, e quando identificados de forma 
decimal, podem ter visibilidade na Internet.
Com o relato que você conheceu anteriormente, é possível concluir que um 
nanômetro equivale a um milímetro dividido por um milhão. É essa a grandeza 
dos transistores que formam os processadores atuais.
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS 32
 
 reCApiTuLANDO
Nesse primeiro capítulo, você conheceu a história do computador e sua 
evolução, vendo os principais computadores que foram marcos na história 
da computação. Estudou também os sistemas de numeração e grandezas 
da computação. Mas ainda tem muita coisa interessante aguardando por 
você! O convite agora é para vermos a arquitetura dos computadores. 
Vamos para a próxima etapa?
2 hiSTóriA DO COMpuTADOr 33
Anotações:
Arquitetura de Computadores
33
Certamente você utiliza ou já utilizou com frequência um computador, certo? E já parou para 
pensar sobre o funcionamento e os componentes dos computadores? Pois esse será o assunto 
que você passará a estudar a partir de agora. Mas antes, conheça os objetivos de aprendizagem 
deste capítulo. 
Ao final desse capítulo, você terá subsídios para:
a) compreender o que são os processadores e suas características;
b) conhecer o que são barramentos e quais são os principais barramentos encontrados em 
um computador.
Vamos agora conhecer mais detalhes sobre um dos principais componentes do computador 
como ele faz a troca de informações com outros dispositivos usando os barramentos.
36 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
3.1 prOCeSSADOreS 
Toda a atividade de um computador pode ser definida por um modelo 
bastante simples, conhecido como ENTRADA>PROCESSAMENTO>SAÍDA. 
Neste universo, é fácil identificar a atividade central – o processamento, que, 
como você viu anteriormente, será o tema central deste capítulo. Na etapa de 
processamento, são executadas todas as operações da máquina, como acesso a 
discos rígidos e memórias, cálculos, etc. Pois saiba que quem realiza essa atividade 
é o processador, o componente principal de um computador, popularmente 
conhecido como “cérebro da máquina”.
Todas as tarefas de um computador têm a participação 
do processador, como por exemplo, a execução de jogos, 
músicas, acesso à Internet e aos mais variados programas. 
Enfim, tudo passa por ele. 
 VOCÊ 
 SABIA?
Em outra classificação, o processador também recebe o nome de CPU 
(Central Processing Unit – Unidade Central de Processamento). Trata-se de um 
chip responsável por buscar e executar instruções presentes na memória do 
computador. Essas instruções (processos) consistem em operações matemáticas 
e lógicas, além de operações de busca, leitura e gravação de dados. Para 
reforçar esses conceitos, vale conhecer o que Brain (2000) apresenta como uma 
representação de uma CPU. Acompanhe a figura seguinte.
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01
1)
Figura 6 - Processador Intel 8088
 
Já o primeiro microprocessador utilizado em um computador pessoal foi 
o Intel 8080, lançado em 1974, capaz de executar instruções de 8 bits. Mesmo 
sendo o primeiro, o 8080 não foi muito popular na época, fator reservado ao Intel 
8088, lançado em 1979 e incorporado a um PC IBM – comercializado a partir de 
1981. A partir do lançamento do IBM PC, o computador pessoal ficou bastante 
conhecido e desejado por muitos consumidores. A Intel, de olho nesse mercado, 
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 37
não parou de pesquisar e evoluir, lançando (em espaços de tempo cada vez 
menores) processadores mais modernos e velozes. Com isso, surgiram o 80286, 
depois o 80386, 80486, Pentium, Pentium II, Pentium III e Pentium IV, Celeron, 
Xeon, Itanium, Core, Core Duo, Core Quad, I3, I5 e I7. Todos foram produzidos pela 
Intel e são melhorias do design básico do 8088. Isso tratando apenas de Intel. Seu 
principal concorrente, a AMD, evoluiu paralelamente, com os 286, 386, 486, 586, 
K5, K6-3, Athlon, Duron, Sempron, Athlon 64 FX, Phenom e Turion.
Essa evolução foi prevista por Gordon Moore, fundador da 
Intel que, em abril de 1965, publicou um artigo científico 
na revista Electronic Magazine, dizendo que o poder de 
processamento dos chips teria um aumento de 100% a 
cada período de 18 meses. Essa previsão ficou conhecida 
como Lei de Moore. 
 VOCÊ 
 SABIA?A complexidade de custo de componentes mínimos tem 
aumentado em uma taxa brutal, ao fator de dois por ano. 
Certamente baseado em curto prazo, pode ser esperado 
que continue, se não aumentar. Em longo prazo, a taxa de 
aumento é um pouco mais incerta, embora não haja razões 
para acreditar que isso não se mantenha quase constante por 
ao menos uma parcela de 10 anos. Isso significa que até 1975, 
o número de componentes por circuito integrado de custo 
mínimo será 65.000. Eu acredito que esses tipos de circuitos 
“grandes” podem ser construídos em um único componente 
(pastilha). (MOORE, 2009).
Mas não existe uma maneira absoluta para determinar a capacidade de um 
processador. É necessário avaliar uma série de fatores, como sua arquitetura 
interna, o número de núcleos, a velocidade de operação (clock interno e externo), o 
tamanho da memória cache, o número de bits internos e externos, o tamanho dos 
barramentos de dados e endereços. Enfim, é preciso conhecer completamente as 
suas especificações técnicas. Para tornar essa tarefa mais fácil, a partir de agora, 
você estudará alguns dos fatores capazes de mensurar a capacidade (e o preço) 
de um processador.
Hoje em dia, é muito comum encontrar computadores, em muitas casas, Brasil 
afora. Com essa popularização, é natural que pessoas que não conhecem a fundo 
38 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
a tecnologia cometam algumas gafes. Por exemplo: é comum chamar de CPU a 
parte que fica embaixo do monitor, onde você conecta todos os periféricos.
E, então, essa nomenclatura é certa ou errada? O que 
você acha? É errada. Apesar de ser bastante popular, essa 
nomenclatura não é a correta, visto que CPU é abreviatura 
em inglês para Unidade Central de Processamento 
– ou seja, o “processador”, conforme você estudou 
anteriormente. Nesse caso, você deve chamar a referida 
parte de gabinete. Sim, este é o nome correto!
 FIQUE 
 ALERTA
Agora que você já sabe o que são os processadores, conheça a arquitetura 
desses processadores e os barramentos. Vamos seguir o estudo!
3.2 ArquiTeTurA DOS prOCeSSADOreS e bArrAMeNTOS
Entre outras partes, a CPU é composta internamente por duas subunidades 
principais: a ALU (Arithmetic Logic Unit – Unidade Lógica e Aritmética), responsável 
pela execução das operações lógicas e aritméticas e tomadas de decisão; e pela 
CU (Control Unit – Unidade de Controle), responsável pelos sinais de controle do 
computador. Além das duas unidades básicas, a CPU é composta também por 
barramento interno, registradores, unidade de decodificação e pelas caches 
de instruções e de dados. Para compor essas unidades, os processadores são 
produzidos sob uma pastilha de silício. Essa pastilha é composta por várias 
“microchaves”, chamadas de transistores. Você já ouviu falar neles? Pois saiba que 
eles são responsáveis por permitir a lógica de execução das instruções.
Quanto mais transistores houver na pastilha, maior será a 
capacidade de processamento da CPU.
 FIQUE 
 ALERTA
Além da CPU, existem outros componentes necessários ao funcionamento 
pleno do computador, que são os periféricos de entrada e saída (em inglês, 
utiliza-se a sigla I/O, de input/output). Como exemplos de dispositivos de entrada, 
podem-se citar: teclado, mouse, scanner, etc. Já os dispositivos de saída podem 
ser: placa de vídeo, de som, monitor, etc.
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 39
 
Esses dispositivos utilizam barramentos para 
comunicarem-se com a CPU. Assim, quando for necessário 
gravar um arquivo no disco rígido ou ler as informações 
vindas do teclado, é por meio dos barramentos que os 
dados chegarão ao processador para serem tratados. 
 VOCÊ 
 SABIA?
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Figura 7 - Exemplo de barramentos PCI-E
Todas essas informações trafegam por um barramento rápido e eficiente, ligado 
diretamente ao processador, chamado de barramento local. Este barramento 
também é chamado de Front Side Bus (FSB) que, em uma tradução literal, significa 
barramento frontal, por situar-se diretamente à frente do processador. O FSB é o 
barramento que faz a ligação entre processador e memórias RAM. Um diagrama 
em blocos da arquitetura de um PC é mostrado na figura a seguir.
O barramento local, por sua vez, é dividido em três partes distintas. Acompanhe, 
a seguir, os barramentos e as suas funções específicas.
CPU Barramento Local RAM
RAM
Cache
Interface Barramento E/S
Dispositivos E/S
externos
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01
1)
Figura 8 - Barramentos do computador 1 
Fonte: Adaptado de Silva (1999)
1) Barramento de dados: se é que é possível atribuir valores distintos aos 
barramentos, diz-se que o barramento de dados é o mais importante dos três, 
pois é por ele que as informações propriamente ditas trafegam. Em forma de 
40 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
sinais digitais, os dados deslocam-se por meio das vias do barramento de dados 
sendo que, quanto mais vias houver, maior será a capacidade de trabalho do 
processador. Os primeiros processadores só podiam trabalhar com 4 ou 8 bits 
de dados no barramento. Logo depois, esse número subiu para 16, 32 e, mais 
recentemente, para 64 bits. Fazendo uma analogia, é como se houvesse uma 
rodovia com várias pistas. O número de pistas é o número de bits do barramento 
e a velocidade na qual eles trafegam, que é chamada de frequência do FSB. Como 
exemplo, pode-se citar um processador Pentium IV de 3 GHz – FSB 400MHz, 
que tem 64 vias no barramento externo por onde os dados trafegam a 400Mhz 
(na verdade, a frequência real não é esta, mas isso você estudará mais adiante). 
Processadores mais modernos podem ter a velocidade do FSB mais alta, como 
1066, 1333 ou 1600Mhz.
2) Barramento de endereços: as informações que trafegam no barramento 
de dados provêm de algum lugar e devem ser depositadas em algum destino. Pois 
bem, o local na memória onde o processador vai buscar a informação ou onde 
ele vai gravá-la é fornecido pelo barramento de endereços. Neste caso, quanto 
maior for o barramento de endereços, maior será a capacidade de memória do 
computador.
3) Barramento de controle: você já sabe que as informações trafegam pelo 
barramento de dados e serão buscadas ou escritas na memória, no local indicado 
pelo barramento de endereços. Mas como saber se a operação é de leitura ou 
de escrita? Bem, essa função é reservada ao barramento de controle. Neste 
barramento trafegam vários sinais de controle como os que você verá a seguir. 
Acompanhe!
a) RW – este sinal indica se a operação em questão é de leitura ou gravação.
b) INT – sinal utilizado para que dispositivos externos possam interromper o 
processador de forma que ele efetue uma operação que não pode esperar.
c) NMI – Non-Maskable Interrupt ou Interrupção Não-Mascarável é uma inter-
rupção especial usada quando o tempo de resposta é crítico, como em casos 
de falhas de hardware ou erros de paridade no acesso à memória.
d) VCC – entrada de corrente elétrica que alimenta os circuitos internos do pro-
cessador (pode haver vários VCCs no processador).
e) GND – sinal usado para controle de energia (como se fosse um fio-terra). 
Também podem ser encontrados vários destes sinais no processador.
f) RESET – sinal ligado ao botão RESET do gabinete do computador. Ao ser 
ativado, o processador para o que está fazendo e inicia as operações nova-
mente, como se o usuário tivesse acabado de ligar a máquina.
g) CLOCK – é o sinal digital usado internamente para sincronizar todo o funcio-
namento do processador.
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 41
A seguir, você conhecerá uma figura que ilustra os três barramentos. Assim, 
será possível verificar que o barramento de dados é bidirecional, pois a informação 
entra e sai da memória a todo instante, de maneira aleatória. Aliás, é por isso que 
ela é chamada de RAM (Random Access Memory ou Memória de Acesso Aleatório). 
Mas fique tranquilo, pois esse assunto você estudará mais adiante.
Linhas de controle
R/W
(ler/escrever)
CPU
Registro 1
Registro 2
Registro 3
MEMóRIA...
...
Local de memória 2
Local de memória 0
Local de memória 1
Local de memória 14
Local de memória 15
Dados
Endereços
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1)
Figura 9 - Barramentos de computador 2
Fonte: Adaptado de Megaestudio (2009)
Já os barramentos de controle e de endereços apenas saem da CPU em direção 
à memória.
3.3 Bits iNTerNOS, exTerNOS e CApACiDADe De prOCeSSAMeNTO
Dentre as diversas características do processador, pode-se citar o número de bits 
como uma das mais importantes, sendo bastante relevante no seu desempenho 
final. Cabe salientar que existem dois valores relacionados ao número de bits com 
que o processador trabalha: os bits internos e os externos. O número de bits 
INTERNOS está relacionado à capacidade de execução das operações.
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42 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
O primeiro processador para PC produzido em larga 
escala – o 8088, trabalhava com 16 bits internamente, 
ou seja, só podia executar instruções com esse número 
de bits. Nesse caso, ele só conseguia manipular números 
com valores até 65.536, isso porque 216 = 65.536. Ou seja, 
é um valor mínimo considerando os 64 bits com os quais 
os processadores trabalham hoje, mas para os padrões do 
início dos anos 80, já era um valor considerável. 
 SAIBA 
 MAIS
 É natural e lógico que quanto mais bits internos o processador trabalhar, 
mais rapidamente ele poderá fazer cálculos e processar dados em geral 
(consequentemente, ele será mais caro).
Portanto, os bits internos determinam a capacidade de processamento dos 
processadores.
Já o número de bits ExTERNOS está relacionado à capacidade com que o 
processador troca dados com a memória. O desempenho dessa comunicação se 
deve a dois fatores: à frequência de operação do barramento e ao número de vias 
que ele possui. Esse número de vias é o número de bits externos do processador.
O processador 8088, que você estudou anteriormente, trabalhava com 16 bits 
internamente, porém, ao se comunicar com a memória, usava apenas os 8 bits 
externos que possuía. Na verdade, o processador 8086, lançado anteriormente, 
já possuía 16 bits tanto interna quando externamente, contudo, as placas-mãe 
da época não possuíam barramentos locais com “tamanha capacidade”. Para 
resolver o problema, a Intel lançou o 8088, que trabalhava com os 8 bits externos 
compatíveis com as placas-mãe da época. Este exemplo mostra que o número de 
bits externos está ligado diretamente ao hardware da placa-mãe e às memórias, 
devendo ser, necessariamente, compatíveis com tais.
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Os processadores 80286 já trabalhavam com 16 bits externamente. Mais 
adiante, os 80386 e 80486 atingiram a marca dos 32 bits externos, algo superado 
apenas com o lançamento do Pentium, que passou a trabalhar com 64 bits 
externos. Neste caso, cabe salientar que, apesar do barramento externo já ter 
64 bits, ele ainda trabalhava internamente com instruções de 32 bits, o que só 
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 43
mudou anos mais tarde, com o lançamento das arquiteturas de 64 bits da AMD e 
depois, da Intel.
E você sabe o que é a capacidade de barramento de endereços? Esse será o 
assunto que estudaremos a seguir. Reúna autonomia e dedicação e bons estudos!
3.4 CApACiDADe DO bArrAMeNTO De eNDereÇOS
Você já sabe que o processador troca informações com a memória por meio 
do seu barramento de dados. Sabe, também, que quanto mais vias tiver esse 
barramento e quanto maior for a frequência com que os dados ali trafeguem, 
maior será o desempenho final do processador. Mas e a capacidade de memória 
que o processador pode endereçar está ligada a quem? Ao seu barramento 
de endereços! O número de vias do barramento de endereços especifica a 
capacidade que o processador tem de acessar células na memória. Por exemplo, 
um processador que possui 32 bits no barramento de endereços pode endereçar 
até 4 gigabytes de memória, pois 232 = 4.294.967.296 bytes => 4 GB.
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Figura 10 - Barramento 3
Cabe aqui uma informação importante: o fato de o 
processador poder endereçar essa memória não significa 
que ela será reconhecida pelo sistema operacional. 
 FIQUE 
 ALERTA
Mas, veja bem! Para identificar essa capacidade, por exemplo, é preciso que 
o PC tenha instalado um sistema operacional de 64 bits, como: Windows XP, 
Windows Vista ou Windows 7, em suas versões de 64 bits. Isso também é válido 
para outros sistemas operacionais como Linux e Unix.
44 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
3.5 FrequêNCiA DO prOCeSSADOr
Quando se fala sobre barramento de dados, vale lembrar, como exemplo, do 
Pentium IV, 3GHz – FSB 400MHz. Nele aparecem dois valores, ambos utilizando 
o Hertz (Hz), que é a unidade de medida de frequência. Sendo que 1Hz significa 
uma oscilação de 1 ciclo por segundo, 1KHz seriam 1.000 ciclos por segundo, e 
assim por diante. Mas por que na especificação aparecem dois valores? É o que 
você verá a partir de agora.
a) Clock interno: indica a velocidade de execução das operações. No exemplo, 
constata-se que o processador é capaz de executar 3 bilhões de ciclos em 
um segundo. Se uma operação levar um ciclo de clock para ser executada, 
pode-se concluir que esse processador poderá executar 3 bilhões de opera-
ções por segundo. É preciso saber que há casos em que as instruções ocu-
pam mais de um ciclo de clock para serem executadas. Por outro lado, um 
determinado ciclo de clock pode executar mais de uma instrução;
b) Clock externo: trata da velocidade ou frequência com que os dados trafe-
gam no barramento local. É também chamado de frequência do Front Side 
Bus (FSB) e indica a velocidade na troca de dados entre memória, chipset e 
processador. No exemplo, o FSB 400Mhz indica o clock externo, ou seja, a 
frequência do barramento externo.
É importante destacar que essa não é a frequência real, mas sim, a equivalente. 
Isso porque os processadores da Intel são considerados Quad Data Rate (QDR) e 
são capazes de transportar quatro palavras de dados por pulso de clock.
Neste caso, a frequência real, ou seja, aquela configurada no Setup da placa-mãe 
deve ser dividida por 4, no caso 100MHz. Já os processadores da AMD são Double 
Data Rate (DDR), transportando duas palavras de dados por pulso de clock. Assim, 
se um processador AMD acusar FSB de 400MHz, significa que trabalha com clock 
externo real de 200MHz.
Um detalhe de extrema importância é que esses ciclos de 
clock diferem de fabricante para fabricante. Por isso, um 
Pentium IV de 2.4GHz (2400 MHz) não é igual ao Athlon XP 
2400.
 FIQUE 
 ALERTA
Este último, na verdade, trabalha a 2.0GHz, porém, em testes realizados pelo 
próprio fabricante, constatou-se que seu desempenho final é equivalente ao do 
concorrente, de 2,4GHz. Assim, o 2400 é apenas uma nomenclatura (tendenciosa, 
é claro), mas que não representa o clock real.
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 45
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Figura 11 - Processador
Ainda a esse respeito, vale citar que ao longo da evolução dos processadores, 
algumas tecnologias foram e continuam sendo desenvolvidas, a fim de melhorar 
o desempenho das CPUs. Assim como o Hyper-Transport da AMD (que usa dois 
barramentos para comunicação externa: um para acesso à memória e outro 
para acesso ao Chipset), ou seja, o controle da memória é feito pelo processador, 
não mais pelo chipset. A Intel desenvolveu o Hyper-Threading e, recentemente, 
fabrica processadores com a tecnologia Dual Core, Quad Core, Six Core e Octa 
core. Outras tecnologias desenvolvidas por esses fabricantes permanecem até 
hoje embutidas nos núcleos de seus processadores, tais como o MMX e o 3DNOW.
3.6 MeMóriA CAChe
Um dos fatores de maior relevância no desempenho final dos processadores 
é, sem dúvida, o tamanho da memória cache. Você sabe o que é? Trata-se de uma 
memória estática, constituída por circuitos eletrônicos muito rápidos chamados 
flip-flops. A memória principal do computador é constituída por circuitos 
capacitivos,que demoram certo tempo para fazer a carga e descarga, o chamado 
tempo de refresh. No caso da cache, esse tempo não existe, conferindo a ela um 
desempenho muito superior.
Como o processador está constantemente trocando informações com a 
memória, a busca de dados poderia representar um fator de queda de rendimento, 
caso o periférico envolvido fosse a memória principal. Para resolver esse problema, 
os processadores passaram a utilizar o recurso da memória cache. Como a maioria 
das instruções do processamento é executada em sequência (pois é assim que elas 
ficam armazenadas na memória), o processador pode presumir (com uma pequena 
porcentagem de erro) quais instruções terá de executar na sequência. 
46 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Nesse caso, as instruções e os dados mais utilizados pelo processador são 
trazidos para a cache antecipadamente e quando o processador for buscar algo 
na memória, primeiramente ele consulta a cache. Se a informação estiver ali, o 
problema estará resolvido. Se não estiver, aí sim, ele busca na memória principal.
Como você pôde perceber, quanto maior a quantidade 
de memória cache, mais instruções e dados serão 
trazidos para ela, diminuindo o número de vezes que o 
processador terá de buscar informações na lenta memória 
principal (memória RAM). Assim, quanto mais memória 
cache, maior será o desempenho.
 FIQUE 
 ALERTA
O advento da memória cache surgiu com o 80386. Não que ele possuísse 
este tipo de memória. Naquela época, era comum ver placas-mãe com alguns 
chips de memória soldados na placa. Era a memória cache externa. Como ela 
ficava na placa-mãe, para que o processador pudesse acessá-la, ele enfrentava 
clock externo (que naquela época ficava em torno de 25MHz). Para resolver 
esse problema, a partir do 80486 DX, a cache (de 16KB) foi trazida para dentro 
do processador, aumentando o seu desempenho, pois ela trocava dados com 
o núcleo do processador, utilizando seu clock interno, que é maior que o clock 
externo. 
O lançamento do Pentium trouxe consigo a cache interna, agora chamada 
de L1 (de 32KB) e a possibilidade do uso de uma porção de memória estática 
(aproximadamente 256KB) junto à placa-mãe, a chamada Cache L2. Nessa 
época, portanto, era comum utilizar os termos cache interna e externa. Hoje em 
dia, contudo, esse conceito caiu em desuso, visto que tanto L1 quanto L2 estão 
internas ao processador. Aliás, 256KB externos, acessados a 25MHz, nem são 
comparáveis aos 3MB de L2 internos existentes nos processadores atuais. Alguns 
processadores da AMD e da Intel possuem memórias cache L3.
L2
Bus
Core 1 Core 2
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Figura 12 - Memória cache L2 dentro do processador
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 47
Percebeu a importância da memória cache para o desempenho da sua 
máquina? Conheça agora a tecnologia de múltiplos núcleos!
3.7 TeCNOLOGiA De MúLTipLOS NúCLeOS
Além do clock, do número de bits e do tamanho da cache, outro fator determina 
o desempenho de um processador. Trata-se do número de cores ou núcleos. Até 
os processadores Pentium IV, o interior dos chips era dotado apenas de um núcleo, 
que executava todas as operações. Os fabricantes recorriam ao aumento do clock 
com a tentativa de melhorar o desempenho final. Quando os processadores 
ultrapassaram a marca dos 3GHz, eles começaram a consumir muita energia e 
passaram a esquentar muito. Percebeu-se, então, que para atingir os 4GHz os 
recursos de hardware seriam comprometidos, e seriam exigidos dispositivos de 
refrigeração mais caros. Assim, cogitou-se a hipótese de não aumentar o clock, mas 
sim, o número de núcleos, que trabalhariam em conjunto, dividindo as tarefas.
A primeira tentativa foi o lançamento da tecnologia Hyper-Threading. Você 
lembra desse termo? Esse tema já foi estudado anteriormente. Caso o processador 
tenha esse recurso, um processador de um núcleo passa a ser “visto” pelo sistema 
operacional como se fossem dois, o que aumenta o desempenho final em cerca 
de 10% a 20%.
Mais adiante, a Intel resolveu criar um processador 
realmente com dois núcleos. Trata-se do Pentium D 
que, na verdade, era um encapsulamento composto 
internamente por dois Pentium IV normais. 
 VOCÊ 
 SABIA?
Ele trabalhava com um clock interno de até 3,6Ghz e possuía cache L2 dupla 
de 2Mb para cada núcleo. O problema é que o processador aquecia demais e 
consumia muita energia, dissipando uma potência de até 130 Watts, o que era 
inconcebível! Sendo assim, dividir as tarefas entre os núcleos era o caminho para 
seguir avançando no desempenho dos processadores. Nesse sentido, a indústria 
resolveu inovar, lançando um processador que já fosse Dual Core na essência, ou 
seja, que possuísse um chip já duplicado. Foi lançado o Core 2 Duo, que trabalhava 
com 2,40GHz a um FSB de 1066MHz, dissipando apenas 65W. 
Logo, percebeu-se que esse era o caminho, o que levou ao lançamento posterior 
do Core 2 Quad (dois Core 2 Duo em um único encapsulamento), somando, em 
um único processador, quatro núcleos. Paralelamente, a AMD também lançou 
seus processadores multicore, os conhecidos Athlon Fx2, Fx3 e Fx4. Para entender 
48 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
melhor, observe uma imagem interna do chip do Core 2 Duo, que demonstra a 
simetria entre os núcleos.
L2
Bus
Core 1 Core 2
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Figura 13 - Processador com dois núcleos
Agora, você é convidado a conhecer um caso importante sobre a quantidade 
de núcleos. Lembre-se de aplicar estes conhecimentos em seu dia a dia, pois ao 
unir teoria e prática você torna sua aprendizagem ainda mais significativa!
 CASOS e reLATOS
Quantidade de núcleos
João começou a fazer um curso de edição de vídeo usando o software 
Adobe Premiere CS5 e estava bastante empolgado com o curso. Assim, 
procurou informações de requisitos mínimos para rodar esse software em 
sua casa. No site do fabricante, constatou que os requisitos mínimos eram 
um processador de dois núcleos com pelo menos 2.0GHz e com suporte 
a 64 bits, e um sistema operacional de 64 bits e 4Gb de memória RAM. Os 
requisitos correspondiam com o hardware que possuía em casa, então foi 
ao site da Adobe para fazer o download do programa na modalidade Trial 
(teste de 30 dias). Instalando o software em seu computador, criou um novo 
projeto de vídeo e começou a editá-lo, sendo que, após alguns minutos, seu 
projeto de vídeo estava pronto e João resolveu codificar seu vídeo para o 
padrão de vídeos em Blu-Ray, a fim de fazer um teste. João ficou assustado, 
pois sua máquina ficou extremamente lenta. Enquanto a máquina fazia a 
codificação do arquivo de vídeo, João resolveu verificar, no gerenciador de 
tarefas do Windows, o quanto de processamento estava sendo usado para 
essa tarefa. Ele constatou que quase 100% do poder de processamento 
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 49
de sua máquina estava comprometido, não o deixando utilizar a máquina 
para outras tarefas, enquanto o micro realizava a codificação. Na aula 
seguinte, João procurou seu professor do curso e contou sua experiência, 
questinando o motivo de seu micro ficar tão lento a ponto de não o deixar 
rodar outros aplicativos com velocidade razoável. Seu professor explicou 
que os programas de vídeo não consomem muito recurso do processador 
para fazer a montagem do projeto de vídeo, mas podem consumir até 
100% do recurso da máquina na hora de finalizar um projeto de vídeo, ou 
seja, modificar o vídeo de um formato para outro (codificação). Assim, disse 
para João que se quisesse melhorar o desempenho poderia comprar uma 
placa de vídeo indicada pela Adobe para diminuir o tempo de codificação 
do projeto de vídeo (algumas destas placas trabalham auxiliando o 
processador). Mas, se quisesse continuar fazendo outras atividades com 
o computador enquanto o mesmo codificava o vídeo, deveria trocar seu 
processador para outro com quatro ou seis núcleos, pois com mais núcleos 
o computador conseguiria fazer mais tarefas paralelamente e commenor 
perda de desempenho.
Instalação de processadores
Na instalação dos processadores, devemos usar pasta térmica entre o 
processador e o cooler, a fim de aumentar a área de contato entre os dois 
dispositivos, melhorando, consequentemente, a transferência de calor do 
processador para o cooler. Mas lembre-se de que não é recomendado que 
sejam colocados adesivos (como o de garantia) em cima do processador, 
pois pode atrapalhar a transferência de calor entre os dispositivos, causando 
travamento do computador, resets aleatórios ou, até mesmo, queima do 
processador.
3.8 NANOMeTriA
Outro conhecimento importante para mensurar a capacidade dos 
processadores é o tamanho dos transistores com que eles são construídos. Um 
milímetro é uma medida comum, fácil de ser visualizada. Mas você sabe o que é 
um nanômetro? Bem, basta pegar 1mm e dividir por 1 milhão. Pequeno, não é? 
Isso é 1nm.
50 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 14 - Processador de IBM Cell de 45nm comparado a uma moeda
E saiba que o primeiro processador da Intel, o 4004, possuía apenas 2000 
transistores. Lançado em 1985, o 80386 tinha 275 mil transistores. Já o Pentium 
III, comercializado de 1999 a 2001, possuía menos de 30 milhões de transistores, 
com tamanhos que iam de 250 a 130 nanômetros.
A primeira versão do Pentium IV já possuía 42 milhões de 
transistores, com 180 nanômetros cada. Já a última versão 
foi lançada em 2006, com a tecnologia de 65 nanômetros. 
Hoje em dia, os processadores são construídos com 
tecnologia de 45 nanômetros, tornando possível que 
mais 700 milhões de microchaves eletrônicas habitem um 
minúsculo espaço dentro de um chip.
 VOCÊ 
 SABIA?
Agora ficou mais fácil perceber que o objetivo da miniaturização é fazer com 
que mais e mais elementos caibam dentro de um chip, certo? Com isso, será 
possível diminuir o consumo de energia e aumentar a capacidade e o desempenho 
dos processadores.
E que tal ver o que você estudou a respeito dos processadores por meio de 
uma tabela? A seguir, você poderá observar os processadores Intel, desde o 
primeiro (de 4 bits), até os chips comercializados atualmente.
Como esses dados são modificados à medida que novos 
processadores entram no mercado, recomenda-se refazer 
a pesquisa periodicamente, consultando os sites oficiais 
dos fabricantes de processadores.
 FIQUE 
 ALERTA
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 51
Tabela 4 - Processadores Intel
80386 SX 25MHz 32 16 3ª Geração: primeiro processador a trabalhar 
 com instruções de 32 bits, embora usasse um 
 barramento externo de 16 bits.
80386 DX 33MHz 32 32 1985 - Processador de 32 bits. Podia trabalhar 
 em conjunto com um coprocessador 
 matemático, o 80387. Possibilitava a utili- 
 zação de memória cache externa (na placa- 
 mãe), sendo constituído por 275.000 transistores.
80486 SX 33MHz 32 32 4ª Geração: 32 bits, interna e externamente, 
 porém sem coprocessador interno. Cache 
 interna de 8 KB.
80486 DX 66, 75 e 100MHz 32 32 32 bits, interna e externamente, com copro 
 cessador interno. Cache interna de 16KB 
 com 1.200.000 transistores.
Pentium 75MHz, 100MHz, 32 64 5ª Geração: a Intel passou a patentear os 
 133MHz, 166MHz, nomes dos processadores. Trabalhava inter- 
 200MHz, MMX 233 namente com instruções de 32 bits, mas 
 acessava a memória com blocos de 64 bits. 
 Operava com cache L1 de 16 Kbytes (8K para 
 dados e 8K para instruções), possibilitando 
 o uso de cache externa. O Pentium 200 MMX 
 tinha 32KB de cache, utilizando Soquete 7 e 
 3.100.000 transistores.
Pentium II 233MHz a 32 64 6ª Geração: arquitetura Risc/Cisc, Cache L2 
 450MHz interna. Soquete slot 1 (cartucho). Era 
 constituído por 7.500.000 transistores.
NOME FREQUêNCIA Bits Bits DETALhES
 INT. ExT. 
4004 740KHz 4 4 Datado do ano de 1971, foi o primeiro pro- 
 cessador criado pela Intel. Trabalhava a 
 740KHz e possuía 2.000 transistores.
8008 1MHz 8 8 Primeiro processador de 8 bits, lançado em 
 1972.
8080 2MHz 8 8 Lançado em 1974, com 6.000 transistores.
8086 5MHz 16 16 Primeiro processador de 16 bits.
8088 4,77MHz a 8MHz 16 8 1ª Geração: processador utilizado no 1º PC, o 
 IBM-PC/XT, em 1981, com 8 bitsexternos 
 para baratear o custo e 29.000 transistores.
80286 16MHz a 25MHz 16 16 2ª Geração: PC operando a 16 bits externa e 
 internamente. Inaugurou a arquitetura PC- 
 AT, com 134.000 transistores.
52 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Pentium IV HT 3,73GHz 32/64 64 Os processadores HT usam a tecnologia 
 Hyper-Threading, que consiste em aproveitar 
 partes ociosas do processador para executar 
 outras tarefas. Ele é visto pelo sistema opera 
 cional como um processador de dois núcleos, 
 embora não o seja. Na verdade, o desem- 
 penho final é de 10 a 20% maior que um 
 processador sem essa tecnologia. Clocks de 
 2,66 a 3.6GHz e tecnologia de 90 e 65nm.
Pentium D 3,73GHz 32/64 64 Processador com dois núcleos de Pentium IV. 
 Primeiro processador de dois núcleos da In- 
 tel. A partir deste, todos os processadores da 
 Intel usam o Soquete LGA-775. Clocks de 2,66 
 a 3,6GHz constituídos por 230 milhões de 
 transistores.
Core 2 Duo 2,4GHz 64 64 Projeto genuinamente Dual. A pastilha já tem 
 2 núcleos. Clocks de 1,8 a 2,66GHz. Tecnologia 
 de 45 nanômetros com 820 milhões de 
 transistores. Usa soquete LGA-775.
Core 2 Quad 2,4GHz a 3,2GHz 64 64 Duas pastilhas de Core 2 Duo integradas no 
 mesmo processador. Usa soquete LGA-775.
I3 1,2GHz a 3,3GHz 64 64 Processador com dois núcleos e com a tec- 
 nologia Hyper-Threading habilitada, au- 
 mentando o desempenho do processador. A 
 arquitetura de comunicação FSB foi subs- 
 tituída pela arquitetura DMI. Usa soquete 1156. 
 Tecnologias de 32nm.
I5 2,6GhH a 3,4GHz 64 64 Processador com quatro núcleos e com a tec- 
 nologia Turbo boost, que faz overclock no 
 processador em momentos nos quais é 
 necessário maior desempenho. Usa soquete 
 1156 e tecnologia de 45 e 32nm.
I7 2,6GHz a 3,3 GHz 64 64 Processador com quatro núcleos e tecnolo- 
 gias Hyper-Threading e Turbo boost. Usa 
 soquete 1156 e 1366. Usa tecnologia de 45nm.
NOME FREQUêNCIA Bits Bits DETALhES
 INT. ExT. 
Pentium III 233MHz a 32 64 Alguns processadores saíram com soquete 
 1130MHz slot 1 e outros com um novo, chamado PGA 
 370. Eram comuns clock de 700 MHz e 800 
 MHz. Era constituído por 7.500.000 transistores. 
Pentium IV 1,4GHz a 3,4GHz 32 64 7ª Geração: capaz de processar 4 dados por 
 pulso de clock (QDR), Pipeline de 20 etapas. 
 Soquetes PGA 423 e 478 e LGA775, com 42 a 
 125 milhões de transistores.
3 ArquiTeTurA De COMpuTADOreS 53
Conheça um pouco mais sobre o assunto acessando os 
sites: <http://ark.intel.com/> e <http://products.amd.com/
en-us/>.
 SAIBA 
 MAIS
Os fabricantes de processadores como AMD e Intel costumam lançar 
novos processadores a cada 6 meses. Esses novos processadores podem ser 
simplesmente os mesmos processadores do lançamento do semestre anterior, 
porém com maior velocidade de clock. Podem haver também, inovações 
como a adoção de novas tecnologias ou instruções, ou ainda, a diminuição do 
tamanho dos transistores (nm), que permitem o aumento dos mesmos dentro do 
processador e, consequentemente, o aumento do poder de processamento e a 
economia de eletricidade, em alguns casos.
Como você pôde ver na tabela anterior, esta baseia-se em processadores Intel. 
Existem outros fabricantes de processadores para plataforma IBM/PC, como a 
AMD e a VIA. Todos os conceitos até aqui estudados são aplicados a esses outros 
processadores. Nosso próximo assunto será a respeito das placas-mães.
 reCApiTuLANDO
Nesse capítulo, você estudou o processador, conheceu sua importância, 
arquiteturae os principais fatores que o tornam a peça mais importante 
dentro do computador. Aproveite para reler o conteúdo e relembrar, com 
especial atenção: os barramentos internos, a memória cache, o tamanho dos 
transistores e o clock. Outra dica é pra que você verifique a tabela mostrada 
no final do capítulo e pesquise na Internet outros materiais relativos ao 
tema, pois como você pôde ver, este assunto é muito volátil e é possível 
que agora mesmo esteja sendo lançado um novo modelo de processador 
no mercado. Então, o que você está esperando? Mãos à obra!
4
 
placas-mãe
A partir de agora, você passa a estudar a placa-mãe e suas características. A placa-mãe é 
um dos principais componentes dos nossos computadores. Portanto, atenção e motivação são 
fundamentais para um estudo significativo e prazeroso. Mas antes de iniciar o estudo, conheça 
os objetivos de aprendizagem. 
Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:
a) compreender o que é a placa-mãe;
b) identificar as partes da placa-mãe;
c) conhecer os soquetes e quais são encontrados no mercado;
d) conhecer as portas de entrada e saída.
Curioso para conhecer melhor o tema central deste capítulo? Então vamos em frente! 
Lembre-se de que apreender bem os itens que compõem a placa-mãe é fundamental para que 
você compreenda seu objetivo e funcionamento.
4
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS56
4.1 CONheCeNDO A pLACA-MÃe
Como o próprio nome diz, a placa-mãe é a principal placa existente no 
computador. É nela que são conectadas todas as demais, as chamadas placas de 
expansão, como a de vídeo, a de rede, etc. Na placa-mãe também são conectados 
todos os periféricos que devem ser ligados ao PC, tais como teclado, mouse, 
monitor, impressora, etc. 
Além das placas de expansão e dos periféricos externos, a placa-mãe é ainda 
responsável por fornecer os conectores e os slots para a colocação de unidades 
de disco, memória e processador. Enfim, as placas-mãe também são conhecidas 
como Motherboard ou Mainboard. Acompanhe, a seguir, a identificação de cada 
um dos itens que compõem a placa-mãe.
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Figura 15 - Placa-mãe
Mas, antes de comprar uma placa-mãe, dê uma olhada no site do fabricante. 
Lá é possível verificar as características da placa-mãe, como: o suporte a quais 
modelos de processadores; quais slots de expansão ela possui; as ferramentas para 
manutenção e detecção de falhas (diagnóstico); a ferramenta para atualização 
de BIOS; as versões mais novas do BIOS; os drivers dos dispositivos on-board; os 
manuais; entre outras coisas.
E que tal verificar alguns sites agora? Comece por estes 
e sinta-se à vontade para pesquisar mais em outros sites 
sobre placas-mãe.
<http://www.asus.com>; 
<http://www.gigabyte.com.tw>; 
<http://www.foxconnchannel.com>.
 SAIBA 
 MAIS
E você já ouviu falar em portas de entrada e de saída? Esse será o próximo 
assunto! Siga com dedicação!
4 pLACAS-MÃe 57
4.2 pOrTAS De eNTrADA e SAíDA
É por meio delas que o computador se comunica com os periféricos externos. 
Na figura a seguir, você poderá visualizar a interface paralela (na cor lilás), o 
conector do teclado (na cor roxa), o conector do mouse (na cor verde), as portas 
USB e RJ45 (de rede) e as entradas e saídas de áudio. Note que a utilização de 
cores distintas facilita a identificação das portas. Essa facilidade foi trazida pela 
especificação PC97 e é utilizada até hoje.
Figura 16 - Portas da placa-mãe
Agora ficou mais claro compreender as placas de entrada e saída, certo? 
Podemos seguir? Vamos saber o que é o soquete para o processador!
4.3 SOqueTe pArA prOCeSSADOr
É neste encaixe que o processador será colocado. Existem diversos modelos de 
processadores no mercado, cada um com um soquete específico. Sendo assim, a 
placa-mãe deve ser compatível com o processador a ser usado.
Os primeiros modelos de processador Pentium utilizavam 
o Soquete 7. Mais adiante, os processadores Pentium II 
surgiram com uma nova proposta, o Slot 1 (semelhante a 
um cartucho de videogame Atari). 
 VOCÊ 
 SABIA?
O Pentium III saiu em duas versões, Slot 1 e Soquete PGA 370 (Pin Grid Array – 
370 pinos). Mais tarde, o Pentium IV utilizava o Soquete PGA 423 e PGA 478, que 
inauguraram um novo conceito de encaixe de processador. Trata-se do Padrão 
ZIF (Zero Insert/input Force – Força de Inserção Zero). A partir desse padrão, não foi 
mais preciso exercer qualquer força para conectar o processador. Pelo contrário, 
bastava inseri-lo e baixar uma alavanca para que ele fosse fixado.
Com o aumento do número de pinos, a possibilidade de um deles quebrar 
com o manuseio era grande. Pensando nisso, a Intel lançou no mercado um 
novo modelo de soquete, agora sem pinos – o LGA 775 (Landing Grid Array – 775 
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS58
contatos). Esse soquete, também conhecido por Soquete T, é utilizado nos últimos 
modelos de Pentium IV e na arquitetura Core. Mais recentemente, para suportar 
os processadores Intel I3, I5 e I7, foram lançados no mercado os Soquetes 1156 e 
1366, também chamados de Soquete D.
Vamos conhecer alguns tipos de soquetes? Acompanhe!
4.3.1 Soquete AM2
Soquete de 940 pinos usado pela AMD, com suporte a memórias DDR2, para 
os seguintes processadores:
a) Athlon 64;
b) Athlon 64 FX;
c) Sempron;
d) Athlon 64 X2.
Figura 17 - Soquete AM2
4.3.2 Soquete AM2+
Este soquete é o substituto do soquete AM2. A AMD criou esse novo soquete 
para que placas-mãe com o AM2+ pudessem suportar processadores com a 
tecnologia Hyper Transport. Os processadores com soquete AM2 funcionam com 
placas-mãe soquete AM2+ e vice versa.
4.3.3 Soquete AM3
Este é o soquete mais atual usado pela AMD, com suporte a memórias DDR3. 
Dá suporte aos seguintes processadores:
4 pLACAS-MÃe 59
a) Atlhon II X2-240 ao 250;
b) Phenon II X2;
c) Phenon II X3;
d) Phenon II X4;
e) Phenon II X6.
Figura 18 - Soquete AM3
4.3.4 Soquete LGA-775
Este modelo é o sucessor do antigo soquete 478. Tem como característica a 
ausência dos pinos expostos no processador. As placas mães com soquete 775 
é quem possuem os pinos de contato com o processador, e isso reduz o risco 
dos pinos que antes se encontravam nos processadores fossem danificados. 
Porém, o cuidado passa a ser maior na placa-mãe onde os pinos são encontrados. 
Processadores que usam o soquete 775:
a) Pentium IV (últimos);
b) Pentium D;
c) Core 2 Duo;
d) Core 2 Quad.
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS60
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Figura 19 - Soquete 775
4.3.5 Soquete LGA-1156
O soquete 1156 foi desenvolvido para substituir o antigo soquete LGA-775. 
A ideia da Intel é usar esse soquete para seus processadores intermediários. Os 
processadores que usam o soquete LGA-1156 são:
a) I3;
b) I5;
c) I7 - Família 8XX.
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Figura 20 - Soquete 1156
4 pLACAS-MÃe 61
4.3.6 Soquete LGA-1366
Este soquete foi lançado para ser usado com os processadores mais 
sofisticados da Intel. Substituiu o soquete 771, que era usado exclusivamente nos 
processadores Xeon para servidores. No momento, somente os processadores I7, 
da Família 9XX e Xeon usam esse soquete, que trouxe como novidade o uso da 
tecnologia de triple-channel. 
Processadores que usam o soquete 1366:
a) I7 – 9XX;
b) Xeon – a partir da Família 55XX.
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Figura 21 - Soquete 1366
4.4 SLOTS De MeMóriA
Na placa em questão, você pôde ver quatro slots de memória: dois azuis e dois 
pretos. Tratam-se de memórias DDR-2 ou DDR-3 a serem usadas em Dual Channel. 
Fique tranquilo, pois este conceito você estudará mais adiante. Neste caso, ao 
utilizar dois módulos de memória, deve-se colocá-los ou nos slots azuis ou nos 
pretos. Se você colocar uma memória em um slot de cada cor, o Setup reconhecerá 
as memórias, mas trabalhará em single channel. É possível, ainda, encontrar placas 
que possuem slots para memórias DDR de 184 ou, até mesmo, placas mais antigas, 
com slots para memórias SDRAM DIMM 168. Slotspara memórias SIMM 30 e SIMM 
72 vias só serão encontrados em placas de 486 para baixo.
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS62
Figura 22 - Slots de memória DIMM
4.5 ChipSeT
É um conjunto de circuitos integrados ou chip responsável pela comunicação 
entre o processador e os diversos elementos da placa-mãe. Dada a complexidade 
desta atividade, ele é dividido em duas partes: Ponte Sul I1 e Ponte Norte I2.
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Figura 23 - Imagem mostrando placa-mãe e seus chipsets (norte – Northbridge e sul – Southbridge)
a) Ponte norte (northbridge) – é a parte do chipset responsável pelo controle 
do FSB (Front Side Bus), controle da frequência de operação da memória, do 
barramento AGP, PCI Express, etc. Em virtude desse trabalho todo, a ponte 
norte geralmente é coberta por um dissipador de calor, visto que o chip 
aquece muito e, sem o arrefecimento adequado, poderia ser danificado. 
 Normalmente, os chipsets são desenvolvidos por empresas como VIA 
Technologies, SiS, AMD/ATI e Intel. É, portanto, comum encontrar um mesmo 
chipset em modelos concorrentes de placa-mãe. Na ilustração anterior, você 
pôde observar uma figura que ilustra os chipsets.
b) Ponte sul (southbridge) – é responsável pelo controle de elementos que 
não exigem muito processamento e por dispositivos de entrada e saída, 
como interfaces IDE (SATA e PATA) e USB. A memória CMOS (que armazena 
os parâmetros do Setup) também fica localizada na ponte sul.
4 pLACAS-MÃe 63
4.6 SLOTS pCi e pCi expreSS
Os slots PCI são as terminações dos barramentos. Neles, serão colocadas a 
placas de expansão que não exigem muito desempenho ou velocidade, como 
placas de fax modem e placas de som. Já slots PCI Express são reservados para 
placas com maior poder de processamento e que, normalmente, exigem mais 
do computador como, por exemplo, as placas de vídeo e as de rede de 1Gbps ou 
10Gbps.
Figura 24 - Slots PCI-e e PCI
Para apagar as configurações e senha do BIOS, basta 
mudar o jumper de posição por alguns segundos, e depois 
voltar o jumper à posição original.
 VOCÊ 
 SABIA?
4.7 rOM biOS
ROM é abreviatura de Read Only Memory. Trata-se de uma memória só de 
leitura, não volátil, que armazena o Sistema Básico de Entrada e Saída. Na 
verdade, dentro da ROM existe um firmware composto por três microprogramas, 
conhecidos por BIOS, POST e Setup. A função de cada um desses programas você 
conhecerá a partir de agora.
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS64
4.7.1 BIoS
BIOS é o acrônimo de Basic Input Output System (ou Sistema Básico de Entrada 
e Saída). Ele é responsável por controlar o uso e dar suporte ao hardware do 
computador, sendo considerado um sistema operacional de baixo nível.
4.7.2 PoSt
POST é o acrônimo de Power On Self Test, uma espécie de autoteste que é 
executado durante a inicialização do computador. Neste caso, se houver alguma 
falha, como ausência do teclado, erro nas memórias ou placa de vídeo, alguma 
sinalização é emitida. No caso do teclado, uma mensagem será exibida na tela 
dando conta da sua ausência. Se houver falha de memória, uma sequência de 
bipes será emitida (normalmente bipes longos e contínuos). Se houver falha na 
placa de vídeo, a resposta do POST será a emissão de um bipe longo e três curtos. 
Esses códigos de erros podem variar de acordo com o fabricante da BIOS ou da 
placa-mãe.
BI
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Figura 25 - Teste de inicialização (POST) 1
4.7.3 SeTup
setup é o programa de configuração da placa-mãe. É nele que: se configura a 
data, a hora e a presença ou não de floppy disks; habilita-se ou não determinados 
dispositivos; configura-se a frequência das memórias; enfim, toda a configuração 
de hardware é feita aqui. Após essa configuração, uma espécie de “arquivo de 
parâmetros” é gerada e enviada para a CMOS (Complementary Metal-Oxide-
Semiconductor), onde uma pequena porção de memória presente no chipset 
(ponte sul) é responsável por guardar essa informação.
4 pLACAS-MÃe 65
4.7.4 BAterIA dA CMoS
Como você já viu, a CMOS tem a função de guardar as informações de 
configuração do computador. É importante saber que ela é volátil, ou seja, 
necessita de alimentação para que não perca as informações. Nesse caso, existe 
uma bateria de 3 volts, cujo modelo é conhecido como CR 2032 e que tem a 
função de não permitir que esses dados sejam perdidos quando o computador 
for desligado.
Figura 26 - Bateria da BIOS e jumper para reset
É comum existir, na placa-mãe, um jumper, que está 
localizado próximo à bateria da CMOS, com a indicação 
“Clear CMOS”. Ele serve para apagar as configurações 
gravadas na CMOS, o que é necessário quando se faz uma 
configuração errada que não permite que o micro seja 
iniciado novamente ou quando o usuário põe uma senha 
na inicialização do micro e acaba esquecendo qual era. 
 FIQUE 
 ALERTA
Vale lembrar que muitos técnicos, ao realizarem esse procedimento, dizem 
que apagaram a BIOS. Isso é errado, visto que esta só se apaga quando se faz uma 
atualização de firmware, que não foi o caso.
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS66
4.8 CONeCTOr De eNerGiA
O conector de alimentação, que você poderá verificar na figura seguinte, é 
um ATX 24, que recebe o cabo vindo da fonte. É possível encontrar conectores 
com apenas 20 pinos, dependendo da placa-mãe. Os processadores modernos 
exigem um pouco mais de corrente da fonte. Para suprir essa necessidade, existe 
o conector de reforço de corrente (auxiliar). Os conectores de reforço de corrente 
costumam ser de 4 pinos. Em placas-mãe que aceitam processadores topo de 
linha, ou são destinadas ao público de entusiastas, pode ser encontrado um 
conector de 8 pinos na placa-mãe.
Figura 27 - Conector ATX de 24 pinos
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Figura 28 - Conector auxiliar 4 pinos
4 pLACAS-MÃe 67
4.9 iNTerFACe iDe / pATA
Este conector possui 40 pinos e é responsável por receber o cabo que vem do 
disco rígido IDE. Trata-se de um cabo de 80 vias, muito embora, no passado, ele 
tivesse apenas 40. Mas este assunto você verá num outro capítulo. Esta porta é 
capaz de trocar dados com o HD a uma taxa de transferência que pode chegar a 
133MB/s e, por isso, é chamada de ATA 133. O conector IDE/PATA pode ser visto 
na figura 29, observe que eles são numerados como IDE1 e IDE2.
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Figura 29 - Interface IDE/PATA
4.10 iNTerFACe SATA
Este conector recebe o cabo que vem do disco rígido SATA. Trata-se de uma 
evolução do IDE PATA, pois, diferentemente do anterior, no qual a comunicação 
é paralela, neste os dados trafegam de maneira serial, razão pela qual a taxa de 
transferência começa em 150MB/s. Entretanto, ele pode atingir até 6GBits/s com 
a nova versão das interfaces SATA 3.0. Atualmente, a maioria dos dispositivos de 
armazenamento (como discos rígidos e drives ópticos) estão usando esse tipo de 
interface. Confira, a seguir, as versões do Serial Ata!
SATA 1.0 – Velocidade de 1,5 Gbits/s ou 150 MB/s.
SATA 2.0 – Velocidade de 3.0Gbits/s ou 300MB/s.
SATA 3.0 – Velocidade de 6.0Gbits/s ou 600MB/s
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS68
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Figura 30 - Interface SATA
4.11 CONeCTOr FLOppy DiSk
Este conector possui 34 pinos e recebe o cabo que vem do Floppy Disk ou 
unidade de disquete. Com a popularização das Flash Memory (ou pendrives), é cada 
vez mais raro encontrar placas que disponibilizem este tipo de porta, isso porque 
um pendrive de apenas 1GB é capaz de armazenar o conteúdo de aproximadamente 
711 disquetes. Atualmente, existem placas-mãe chamadas de Legacy Free (livre do 
legado, em tradução literal). Elas não trazem nenhuma interface que as liguem ao 
passado como conectores IDE paralelos ou floppy disk, nem mesmo as interfaces 
paralela e serial, substituindo tudo isso por conectores SATA e portas USB.
Figura 31 - Interface do drive de disquetes FDD
4 pLACAS-MÃe 69
4.12 pLACAS-MÃe COM DiSpOSiTivOS ON-bOArD e OFF-bOArD
Certamente você já deve ter ouvido falar do termo on-board, certo? Ele é utilizado 
para identificar umaplaca-mãe que traz consigo uma série de itens integrados. 
Dentre eles, pode-se citar placas de vídeo, som, rede, fax, etc. Muitas pessoas, e até 
mesmo técnicos em informática, costumam duvidar da qualidade dessas placas.
O que vai definir qual placa comprar é a utilização que 
se quer dar ao equipamento. Por exemplo, se você quer 
utilizar o PC para jogos 3D ou para atividades profissionais 
que exigem alto desempenho no tratamento de gráficos, 
como aplicativos CAD/CAM (AutoCad, CorelDraw, 
PhotoShop), será preciso uma placa de vídeo robusta, que 
certamente não virá integrada à placa-mãe. 
 FIQUE 
 ALERTA
Por outro lado, se a utilização não requer maiores recursos, é possível comprar 
uma placa bem barata e que já traga todos os recursos integrados, permitindo o 
acesso à Internet, a utilização de suítes de escritório e a visualização de vídeos e 
imagens de maneira confortável.
Existe ainda um meio termo: é possível comprar uma placa-mãe com itens on-
board e, em caso de necessidade, incluir os dispositivos off-board que necessitar, 
bastando, para isso, desabilitar o recurso on-board no setup da placa-mãe. Assim, 
mesmo que você possua uma placa de rede 100Mbps on-board, é possível adquirir 
uma de 1Gbps com fibra óptica e integrá-la ao equipamento sem problema 
nenhum, o mesmo vale para placas de som e vídeo.
Dentro deste contexto, conheça agora um caso importante sobre as placas de 
vídeo off-board, no Casos e relatos. 
 CASOS e reLATOS
Placas de vídeo off-board
Lucas resolveu fazer um upgrade em seu computador e, para isso, necessitava 
de uma nova placa-mãe. Procurou uma loja de informática que um amigo 
lhe indicara e que possuía atendentes com bastante conhecimento técnico 
e o ajudariam a fazer a melhor escolha da sua placa-mãe. Chegando à loja, 
Lucas foi atendido por Marcos, que lhe perguntou em que podia ajudá-lo. 
Lucas disse a Marcos que precisava de uma nova placa-mãe que suportasse 
seu processador Intel Core 2 Quad e seus dois módulos de memória DDR2. 
MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS70
Marcos mostrou a Lucas as opções disponíveis de placas-mãe que eram 
divididas em três segmentos: uso doméstico, que tinha como característica 
recursos mais simples; uso empresarial, que era mais estável; e, por último, 
as placas-mãe utilizadas por gamers ou entusiastas por jogos, sendo estes, 
clientes que procuram por alto desempenho e estabilidade. Lucas pediu 
para conhecer as opções para uso doméstico, pois não precisava de uma 
máquina top de linha, e sim, uma máquina com preço mais acessível e 
que executasse bem seus projetos básicos em AutoCad e, eventualmente, 
jogasse um jogo. Marcos informou que a placa-mãe que dispunha possuía 
os recursos on-board (instalados na placa-mãe e não poderiam ser retirados 
da placa, somente desabilitados caso fosse a vontade do usuário), placas 
de som, placa de vídeo e placa de rede. E disse ainda que possuía um 
barramento PCIe de 16X que possibilitaria à Lucas uma futura expansão 
de uma placa de vídeo off-board (placa adcionada posteriormente no 
barramento), caso ele necessitasse.
Lucas fechou negócio com a placa-mãe sugerida por Marcos, e ainda 
comprou uma placa de vídeo off-board PCIe 16X. Entretanto, Marcos lhe 
informou que a placa não estava disponível e chegaria em 3 dias. Lucas 
concordou em receber depois a placa de vídeo, levou sua nova placa-mãe 
para casa, fez a montagem do micro e tudo funcionou corretamente. Após 
a montagem, Lucas instalou novamente o sistema operacional, para o 
mesmo detectar todos os hardwares e os demais programas. No terceiro 
dia, Lucas estava ansioso pela chegada da placa de vídeo, havia testado seu 
novo computador com o AutoCad, o qual estava estudando na faculdade, e 
o desempenho em projetos 2D foi bom. Porém, os projetos em 3D travavam 
um pouco a imagem em projetos grandes.
No dia seguinte, Marcos ligou para Lucas e lhe informou que sua placa 
estava disponível. Lucas foi à loja, pegou sua placa e foi para casa fazer a 
instalação da mesma.
Chegando em casa, inseriu a placa no barramento PCIe, ligou o micro e o 
monitor não deu sinal de vídeo, mesmo o computador, aparentemente, ter 
iniciado corretamente. Lucas teve a ideia de devolver o cabo de vídeo para 
a placa on-board e a imagem apareceu no monitor, ele não entendera o que 
estava acontecendo, possuía uma placa de vídeo, mas a mesma não estava 
ligando. Pesquisou na Internet o que poderia estar acontecendo, pois a 
loja de informática já estava fechada e ele não poderia ir até lá pedir ajuda, 
somente no dia seguinte. Achou uma informação interessante em um fórum, 
que descrevia que ao colocarmos uma placa de vídeo off-board, algumas 
placas-mãe identificariam a nova placa e desabilitariam a placa on-board 
automaticamente, mas outras não, pois o vídeo on-board permaneceria em 
funcionamento, e o off-board, não. Lucas viu o procedimento para entrar 
4 pLACAS-MÃe 71
no BIOS e mudar a prioridade da placa de vídeo, escolheu inicializar a placa-
mãe com a placa de vídeo off-board no barramento PCIe. Após salvar as 
configurações de vídeo e retornar o cabo para a placa de vídeo off-board, o 
vídeo funcionou corretamente e, logo após, ele fez a instalação do driver de 
vídeo e o teste com o AutoCad. O desempenho ficou muito bom e ele ficou 
contente com a aquisição de seu novo hardware.
Como você viu no Casos e relatos, para instalar uma placa de vídeo off-board 
é necessário configurar no BIOS a preferência pelo vídeo off-board. Em alguns 
casos, é possível somente inserir a placa de vídeo no slot e, automaticamente, o 
BIOS reconhece a placa de vídeo off-board.
Existem diversos fabricantes no mercado disponibilizando bons produtos, 
mas há também aqueles que fabricam produtos de baixa qualidade. No caso 
das placas-mãe, é importante que você fique atento com algumas marcas, tais 
como: Asus, Gigabyte, Foxconn, PC Chips, MSI, EVGA, Tyan, Intel e ECS. É necessário 
pesquisar o histórico dos produtos, conhecer a fundo a tecnologia e, sobretudo, 
usar a experiência adquirida ao longo dos anos. Assim, você poderá escolher uma 
placa de acordo com conceitos técnicos que norteiam a profissão.
 reCApiTuLANDO
Nesse capítulo você conheceu a placa-mãe. Aprendeu que ela é o 
componente responsável por interligar todos os periféricos e placas 
de expansão, compreendeu como a placa recebe diversos dispositivos 
indispensáveis ao funcionamento do computador. Conheceu todos os itens 
que a integram e viu a diferença entre as placas on-board e off-board. Por 
fim, viu alguns sites que oportunizam conhecer o ambiente dos fabricantes 
de placas-mãe. No próximo capítulo, você verá outro item importante no 
estudo do hardware: os barramentos. Vamos em frente!
barramentos
5
barramentos
A partir de agora, você estudará os barramentos dos computadores. Você sabe sua utili-
dade? Eles são componentes muito importantes para o computador, pois têm a finalidade de 
transferir dados de um dispositivo a outro.
Neste capítulo, você terá a oportunidade de saber mais sobre temas ligados aos barramen-
tos. E agora, o convite é para conhecer os objetivos de aprendizagem.
Ao final desse capítulo, você terá subsídios para:
a) conhecer os barramentos encontrados em uma placa-mãe;
b) conhecer os tipos de barramentos que podem ser vistos no mercado.
Que tal iniciar o estudo com bastante atenção e dedicação? Vamos em frente!
5
74 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
5.1 CONheCeNDO OS bArrAMeNTOS
Os conceitos que você estudará agora estão bastante difundidos, e já apare-
cem no Novo Dicionário Aurélio (1999). Veja a definição de barramentos: “[...] é o 
conjunto de vias internas que interligam componentes e periféricos. (Correspon-
de, nesta acepção, ao inglês bus, abreviatura de busbar)”. Apesar de não se tratar 
de uma literatura técnica, o conceito é tão simples quanto exato. Os barramentos 
são mesmo vias ou condutores elétricos por onde os sinais digitais trafegam, in-
terligando todos os componentes e periféricos de um computador. Existemdois 
tipos de barramentos. Conheça cada um deles!
a) Barramentos internos – as placas de expansão conectam-se aos barramen-
tos internos por meio dos slots. Cada barramento possui um tamanho de 
palavra de dados com que pode trabalhar, bem como, uma frequência má-
xima suportada. Todos esses fatores vão indicar com qual desempenho cada 
dispositivo vai se comunicar. Como exemplo desses barramentos, pode-se 
citar: barramento local, barramento IDE, ISA, VLB, PCI, AGP, PCI Express, etc.
b) Barramentos externos – são utilizados para conectar periféricos que ficam 
fora do gabinete, como: teclado, mouse, pendrives, impressoras, etc. Para co-
nectar-se aos barramentos externos, esses periféricos se utilizam de portas, 
tais como: porta serial, paralela, USB, porta PS2, FireWire, IrDA, etc.
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Figura 32 - Barramentos
755 bArrAMeNTOS
Agora que você já sabe o que são os barramentos e já conhece o barramento 
interno e o externo, saiba mais sobre o barramento ISA.
5.2 bArrAMeNTO iSA
O barramento ISA (Industry Standard Architecture) era utilizado nos primeiros 
computadores pessoais, os IBM PC–XT, que trabalhavam com palavras de dados 
de 8 bits. Mais adiante, com o lançamento da arquitetura AT, o ISA passou a ope-
rar com 16 bits. Sua frequência de operação era de 8 MHz, o que se traduz em uma 
taxa de transferência de 8MB/s no IBM PC ede16MB/s, no AT286. O barramento 
ISA necessitava de pelo menos dois ciclos de clock para realizar operações de es-
crita e leitura. Considerando uma frequência de operação de 8MHz, conclui-se 
que ele conseguia executar apenas 4 milhões de operações por segundo.
Atualmente, não são fabricadas mais placas-mãe que 
contenham slots ISA em sua estrutura. Para encontrar um 
desses slots é preciso procurar em micros mais antigos, 
como Pentium III ou inferiores.
 VOCÊ 
 SABIA?
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Figura 33 - Barramento ISA 1
E o barramento PCI, você sabe o que é? Sim, não? Então vamos prosseguir 
para descobrir!
76 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
5.3 bArrAMeNTO pCi
Criado pela Intel na época do desenvolvimento do processador Pentium, o 
barramento PCI (Peripheral Component Interconnect) é utilizado até hoje, dada a 
sua capacidade de trabalhar a 32 ou 64 bits, o que oferece altas taxas de transfe-
rência de dados. Operando com palavras de 32 bits e uma frequência de 33MHz, 
ele atinge uma taxa de 132MB por segundo. Trata-se de um barramento Plug and 
Play (PnP) – traduzido como Conecte e Use, ou seja, que permite que uma placa 
seja a ele conectada e, automaticamente, reconhecida pelo sistema operacional.
Vale lembrar que para que isso funcione, é preciso que 
o sistema operacional suporte este recurso, o que só 
aconteceu, de fato, com o lançamento do Windows 98. 
 FIQUE 
 ALERTA
Em tese, o Windows 95 já era Plug and Play, porém, depois de diversos proble-
mas de incompatibilidade e de não reconhecimento automático de dispositivos, 
ele passou a ser chamado, de forma pejorativa, de Plug and Pray, que em inglês 
significa Conecte e Reze. Curioso, não é? Outro detalhe a ser comentado é que 
não adianta apenas conectar o dispositivo no slot PCI e esperar que ele funcione 
com seu melhor desempenho. O fato de o sistema operacional reconhecer o dis-
positivo automaticamente (devido ao PnP), não significa que tenha o driver para 
ele. No caso de você instalar determinado modelo de placa de rede, por exemplo, 
o Windows XP vai reconhecê-la apenas como Network Interface Card. Seria, então, 
necessário ir ao site do fabricante e baixar o driver específico, indispensável para a 
instalação do dispositivo. Outros exemplos são as placas de fax modem PCI Com-
munication Device e as de som PCI Multimedia Audio Device.
Figura 34 - Slot PCI
775 bArrAMeNTOS
5.4 bArrAMeNTO AGp
O barramento AGP (Accelerated Graphics Port) foi desenvolvido pela Intel com 
o intuito de obter maiores taxas de transferência entre a placa-mãe e as placas 
de vídeo. E você sabe por quê? Principalmente para um melhor desempenho nas 
aplicações 3D. Para suprir as necessidades requeridas pelas aplicações de vídeo, 
o primeiro AGP (1X) trabalhava a 66MHz e com palavras de dados de 32bits, o 
que proporciona uma velocidade duas vezes maior que o PCI. Essa taxa de trans-
ferência de 264MB por segundo (32bits / 8 * 66MHz) poderia chegar a 532MB/s 
quando no esquema de velocidade 2X, e muito mais, quando nos modos 4X e 8X. 
Geralmente, só se encontra um único slot AGP nas placas-mãe, visto que esse só 
interessa às placas de vídeo. Mas, é importante lembrar sempre que, em se tratan-
do de informática, a evolução é algo constante. Com os barramentos destinados 
às placas de vídeo não seria diferente. O avanço das tecnologias de imagem, bem 
como dos aplicativos gráficos, exige cada vez mais das interfaces de vídeo. Nesse 
universo, o barramento AGP, mesmo com suas maiores taxas de transferência, 
ficou abaixo dos requisitos mínimos para determinadas placas. Assim, tornou-se 
necessária a criação de um novo barramento que atenda a essa demanda. Surgiu 
então o PCI Express, que você conhecerá em seguida. Antes, porém, observe a 
figura seguinte com os slots dos três barramentos que você estudou até então: 
ISA, PCI e AGP.
Figura 35 - Slot AGP
78 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
 CASOS e reLATOS
Barramentos AGP e PCI Express
Jonas adora jogos de computador. Há dois anos, comprou um computador 
com os recursos mais avançados, inclusive a melhor placa de vídeo que 
sua placa-mãe suportava em seu barramento AGP 8X: uma ATI X850 XT. No 
mês passado, resolveu comprar um monitor maior. Até o momento, pos-
suía um monitor de cristal líquido de 19 polegadas e resolveu substituí-lo 
por um de 24 polegadas, que conseguia trabalhar com uma resolução de 
1920X1080 linhas contra 1280X1024 do seu antigo monitor, uma grande 
diferença, pois teria uma área maior de monitor que lhe proporcionaria um 
envolvimento melhor com seus jogos.
Depois de instalar seu novo monitor, usando um cabo DVI, Jonas não per-
deu tempo e executou seu jogo, após fazer as novas configurações para a 
máxima qualidade do jogo, verificou que a imagem do jogo saltava, dando 
a impressão de lentidão, e resolveu alterar as configurações e baixar a qua-
lidade de vídeo. No novo teste, o resultado foi positivo. Jonas pensou no 
problema: possuía a melhor placa de vídeo de dois anos atrás que execu-
tava seu jogo no antigo monitor com máxima qualidade e resolução, mas 
agora, com o novo monitor e resolução maior, o resultado não era satisfa-
tório para ele. Então começou a pesquisar na Internet qual seria a melhor 
solução para seu problema: rodar seu jogo com a melhor resolução de seu 
novo monitor. Após fazer pesquisas na internet, verificou as possibilidades 
de expansão de sua placa-mãe, cogitando a possibilidade de substituição 
da sua placa de vídeo, e viu que os fabricantes de placas de vídeo não fa-
ziam mais estas placas sofisticadas para o barramento AGP, somente para 
o novo barramento PCIe 16X. Desta forma, ele não encontraria uma placa 
de vídeo com maior poder de processamento que sua atual. Pesquisou a 
respeito desse novo barramento e constatou que ele era duas vezes mais 
rápido que o AGP (2133MB/s do barramento AGP, contra 4000MB/s do PCIe 
16X), além de existir placas-mãe que possibilitavam a instalação de duas 
placas de vídeo, aumentando ainda mais o desempenho para jogos. De-
pois de conhecer esses dados, decidiu que iria fazer a substituição de sua 
placa-mãe por uma com suporte à CrossFire (tecnologia da ATI que permitia 
instalar mais de uma placa de vídeo funcionando em paralelo) e substituiria 
sua placa de vídeo por uma com barramento PCIe 16X com suporte à Cros-
sFire, o que resolveria seu problema com desempenho.
795 bArrAMeNTOS
5.5 bArrAMeNTO pCi expreSS
A evolução natural da interface dos jogos de computador, bem como o au-
mento de carga gráfica nos aplicativos de engenharia e desenho, fizeram com 
que o padrão AGP se tornasse obsoleto eincapaz de fornecer taxas de transfe-
rência suficientes para suprir a demanda dos softwares aplicativos e de entrete-
nimento. Para resolver tal problema, uma das medidas da indústria foi a criação 
do barramento PCI Express, o substituto dos barramentos Peripheral Component 
Interconnect (PCI) e Accelerated Graphics Port (AGP). Esta nova tecnologia trouxe 
maiores taxas de transferência e a capacidade de operar com placas de vídeo mais 
modernas e capazes de atender às demandas do mercado. Observe, na tabela 
que segue, comparações entre as taxas dos diversos padrões de barramentos.
Tabela 5 - Taxas de velocidades dos barramentos 
BARRAMENTO CLOCK NÚMERO DE 
Bits
DADOS POR 
PULSO
TAxA DE TRANSF.
PCI 33 MHz 32 1 133 MB/s
PCI 66 MHz 32 1 266 MB/s
PCI 33 MHz 64 1 266 MB/s
PCI 66 MHz 64 1 533 MB/s
AGP x1 66 MHz 32 1 266 MB/s
AGP x2 66 MHz 32 2 532 MB/s
AGP x4 66 MHz 32 4 1064 MB/s
AGP x8 66 MHz 32 8 2128 MB/s
PCI - X 1x 66 MHz 64 1 533 MB/s
PCI - X 4x 133 MHz 64 1 1066 MB/s
PCI - X 8x 133 MHz 64 2 2132 MB/s
PCI - X 16x 133 MHz 64 4 4266 MB/s
Fonte: Adaptado de Clube do Hardware (2009)
Figura 36 - Slots PCI-e 16X acima, e 1X abaixo
80 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Com a criação do barramento PCI Express de 8X e 16X 
foi possível, novamente, usar duas placas de vídeo 
trabalhando de forma a aumentar o desempenho de 
vídeo. Os dois principais fabricantes são a NVIDIA e a 
AMD/ATI que, respectivamente, possuem as tecnologias 
SLI e CrossFire. Para saber mais detalhes sobre essas 
tecnologias, realize pesquisa em: <www.nvidia.com> e 
<www.amd.com> ou leia o artigo do Clube do Hardware, 
disponível em: 
<http://www.clubedohardware.com.br/artigos/1291>.
 SAIBA 
 MAIS
Além dos barramentos que você conheceu, ainda existiram outros. Esse será o 
assunto que você verá na próxima etapa!
5.6 OuTrOS bArrAMeNTOS
Existiram outros tipos de barramentos, como o Vesa Local Bus (VLB), que traba-
lhava com palavras de dados de 32bits e frequência de 66MHz. Com a evolução da 
informática, outros apareceram mais frequentemente nas placas on-board. Tra-
tam-se dos slots Audio Modem Riser (AMR) e Conection Network Riser (CNR), usados 
para modems e placas de rede on-board e também nas placas-mãe de baixo custo.
Estes slots não são mais usados em placas-mãe atuais. FIQUE ALERTA
Podemos seguir? Vamos aos barramentos USB. Acompanhe!
5.7 bArrAMeNTO uSb
Hoje em dia, os técnicos que necessitam instalar uma impressora ou qualquer 
outro dispositivo USB, muitas vezes, não sabem que até certo tempo atrás essa 
tarefa era encarada com uma dificuldade razoável, reservada apenas a técnicos 
ou pessoas com mais experiência. E você sabe por quê? Essa dificuldade se devia 
ao fato de que cada periférico tinha sua porta ou conector específico. 
Assim, uma impressora ou scanner deveria utilizar a porta paralela (conector 
DB 25) ou, em alguns casos, a porta SCSI. No caso do mouse, usava- se a porta 
serial (conector DB 9), isso sem contar o teclado, que usava a porta DIN ou PS-2 
815 bArrAMeNTOS
(conector Mini-DIN). Enfim, tudo funcionava sem uma padronização. Para resol-
ver esse problema, em 1995, foi criado o USB Implementers Fórum, uma aliança 
promovida por várias empresas (como NEC, Intel e Microsoft) com o intuito de 
desenvolver uma tecnologia que permitisse o uso de um tipo de conexão comum 
entre computador e periféricos.
Desse fórum surgiu o Padrão Universal Serial Bus (USB) que, em português, 
significa Barramento Serial Universal, ou seja, uma tecnologia que tornou mais 
simples e fácil a conexão de diversos tipos de dispositivos, como câmeras digi-
tais, pendrives, modems, mouse, teclado, etc. Essa facilidade se deve ao fato de 
que o USB é um barramento totalmente plug and play, que reconhece qualquer 
dispositivo conectado à sua interface. Além disso, trata-se de um barramento hot 
plugging, ou seja, que permite conectar e desconectar qualquer dispositivo com 
o computador ligado, sem que este sofra danos. Além disso, não é necessário 
reiniciar o computador para que o aparelho instalado possa ser usado. Basta co-
nectá-lo devidamente e ele estará pronto para o uso. O barramento USB permite 
a conexão de até 127 dispositivos. Ocorre que, normalmente, o computador dis-
ponibiliza um número pequeno de conectores (4 atrás e dois na frente). É preciso 
utilizar hubs USB, que são aparelhos que usam uma porta USB do computador e 
disponibilizam mais 4 ou 8 outras portas. É preciso, contudo, usar esse dispositivo 
com critério, pois conectar vários periféricos em uma única porta certamente vai 
gerar um ”gargalo” que comprometerá a velocidade de comunicação dos equi-
pamentos em questão.
É possível, também, conectar um PC ao outro por meio da interface USB. Tal 
ligação, contudo, não pode ser feita utilizando um cabo A/A (extensão USB), nem 
com um cabo A/B (usado para conectar impressoras ao micro). Para permitir a li-
gação de dois PCs é necessário um dispositivo chamado ponte USB (USB bridge), 
também chamado adaptador USB-USB, desenvolvido por fabricantes como Anchor 
Chips e e-Tek Labs, que você pode conhecer melhor por meio da figura a seguir. 
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Figura 37 - Ponte USB (USB Bridge)
82 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
5.7.1 HuB uSB
Como você estudou anteriormente, podemos conectar vários dispositivos 
USB em uma única porta. Mas, fisicamente, como é possível fazer isso? Quando 
a quantidade de portas USB não é suficiente, é possível usar um hub USB para 
aumentar a quantidade de portas disponíveis no computador. Normalmente, um 
hub USB “cria” quatro portas a partir de uma porta USB do computador. Se neces-
sitarmos de mais portas, é possível ligar um hub USB a outro, chegando assim, à 
capacidade máxima do barramento USB, que é de 127 dispositivos.
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Figura 38 - HUB USB
Quanto mais dispositivos conectados a um hub USB, mais 
lento ficará o acesso a esse dispositivo. Isso acontece em 
função de a velocidade de uma porta USB ser dividida 
entre todos os dispositivos que estão transferindo dados.
 FIQUE 
 ALERTA
5.7.2 ConeCtoreS uSB
Dependendo do fabricante e da utilidade de um dispositivo USB podem ser 
adotados quatro tipos criados para interfaces USB. Vamos saber quais são!
835 bArrAMeNTOS
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Figura 39 - Conectores USB encontrados no mercado 
a) Conector tipo A: conector mais comum USB, normalmente usado nos pendrives.
b) Conector tipo B: conector normalmente usado para conectar um disposi-
tivo como uma impressora ou scanner a um computador. Na extremidade 
do cabo conectado ao computador, usa-se o conector tipo A; e o tipo B, é 
utilizado na outra extremidade, ligado à impressora ou ao scanner.
c) Conectores tipo mini A e mini B: normalmente usados em dispositivos pe-
quenos como câmeras digitais, filmadoras ou dispositivos de áudio portátil. 
Na extremidade do cabo conectado ao computador usa-se o conector tipo 
A; e o tipo mini A ou B é conectado ao dispositivo portátil.
É indispensável que você conheça outra importante 
característica do USB: o cabo de comunicação leva 
consigo, além dos dados, a alimentação para o dispositivo 
conectado à porta. Com isso, é possível alimentar 
equipamentos que consomem pouca energia, como: 
mouse, teclado, pendrive, etc. No caso de equipamentos 
maiores, como impressoras, por exemplo, é preciso usar 
fonte própria.
 VOCÊ 
 SABIA?
Outra característica a ser destacada é de que os cabos USB devem ter até 5 
metros de comprimento, não havendo garantias de que os aparelhos funcionem 
com conexões superiores a essa. Quanto à velocidade, o barramento USB 1.0 
pode operar de 1,5Mbps (megabits por segundo) até 12 Mbps. A velocidade mais 
baixa geralmente é usada por dispositivos como mouse e teclado, já velocidades 
mais altas são utilizadas por equipamentos como scanners e câmeras digitais. No 
caso do USB 2.0, a velocidade pode chegar a 480Mbps, o equivalente a cerca de 
60 MB por segundo. Salienta-seque para todas as versões, o conector é o mesmo 
e totalmente compatível com os demais. Na verdade, o dispositivo conectado à 
84 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
porta USB tenta comunicar-se a 480Mbps. Se não conseguir, por uma incompati-
bilidade do hardware ou do sistema operacional, ele tenta a taxa de 12Mbps e, em 
último caso, opera em low speed, a 1,5Mbps.
Como você já estudou, o barramento USB está disponível 
nas versões 1.0 e 2.0, podendo operar de 1,5 a 480Mbps. 
Para que opere na sua maior taxa de transferência de 
dados, é preciso que tanto o dispositivo quanto a porta 
sejam 2.0. Caso você venha a conectar um pendrive que 
opere na versão 2.0 em uma porta USB de uma placa-mãe 
moderna, que também disponibilize uma entrada USB 2.0, 
a comunicação se dará a 480Mbps. Contudo, se conectar 
o mesmo dispositivo a uma placa-mãe antiga, que possua 
apenas portas USB 1.0, o sistema operacional vai detectar 
essa discrepância e emitir uma mensagem recomendando 
que utilize uma porta de alta velocidade, visto que, para 
manter a compatibilidade, a taxa de transmissão cairá para 
12Mbps, o máximo suportado pela porta USB 1.0 da placa-
mãe.
 FIQUE 
 ALERTA
Para finalizar esta etapa de estudos sobre o barramento USB, acompanhe na 
tabela a seguir, as versões e taxas de transferência de dados do USB.
Tabela 6 - Taxas de transferência USB
TAxAS DE TRANSFERêNCIA DO BARRAMENTO USB
MODO USB 1.0 USB 1.1 USB 2.0
Low Speed 1,5 Mbps 1,5 Mbps 1,5 Mbps
Full Speed 12 Mbps 12 Mbps 12 Mbps
High Speed Não Opera Não Opera 480 Mbps
Fonte: Adaptado de Clube do Hardware (2009)
Que tal aprender ainda mais sobre o padrão USB? Para 
isso, acesse o site <http://www.infowester.com/usb.php> e 
leia o material disponibilizado por Emerson Alecrim.
 SAIBA 
 MAIS
5.8 bArrAMeNTO ieee 1394 - Firewire
O barramento FireWire foi desenvolvido pela Apple no começo da década de 
1990, sendo padronizado apenas em 1995, por meio da norma IEEE 1394. Tinha 
como função substituir as caras interfaces SCSI, permitindo conexões externas 
de altas velocidades com scanner e dispositivos de imagem. São padrões de co-
855 bArrAMeNTOS
municação serial, comumente utilizados para conexão de câmeras filmadoras ou 
dispositivos do gênero. A seguir, conheça algumas características do FireWire.
a) Pode conectar até 63 aparelhos em um único barramento.
b) O cabo deve ter o tamanho máximo recomendado, ou seja, 4,5m.
c) Possui duas especificações: IEEE 1394 e IEEE 1394b.
d) Possui taxa de transmissão de 400 Mbps (IEEE 1394) e 800 Mbps (IEEE 1394b).
Você sabia que a Sony foi umas das primeiras empresas, além da própria Apple, 
a utilizar essa tecnologia, que é também conhecida como i.LINK? Interessante, 
não? Podemos conhecer os conectores i.LINK, também conhecidos como Firewi-
re, nas ilustrações a seguir.
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Figura 40 - Cabo firewire 6 pinos, IEEE 1394-a, 400Mbps
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Figura 41 - Cabo firewire 4 pinos, IEEE 1394-a, 400Mbps
86 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 42 - Cabo firewire 9 pinos, IEEE 1394-b, 800Mbps
Quanto conhecimento novo, você não acha? E agora você já sabe o que são os 
barramentos FireWire, suas funções e importância. Continue dedicado aos estu-
dos e siga motivado!
 reCApiTuLANDO
Neste capítulo, você se dedicou aos barramentos e viu que eles podem 
ser internos (Local, ISA, PCI, AGP) e externos (USB, FireWire, etc.). Também 
observou que as placas conectam-se aos barramentos internos por meio 
dos slots e que os periféricos o fazem por meio das portas de comunicação. 
Descobriu que houve uma evolução nos barramentos, que aumentaram 
suas velocidades a fim de comportar as exigências das placas de expansão 
modernas. O primeiro dos barramentos estudado foi o ISA, em seguida, o 
PCI e AGP, chegando, por fim, aos barramentos PCI Express, que operam nas 
versões 1x, 4x, 8x e 16x, podendo atingir taxas de transferência de mais de 
4 GB/s (ideais para placas de vídeo de alto desempenho). Por último, você 
conheceu os barramentos externos USB 2.0, que permitem trocar dados 
a uma taxa de 480Mbps e o FireWire que, na sua versão IEEE 1394b, pode 
atingir uma taxa de 800Mbps. E então, gostou dos conteúdos? Prepare-se 
para embarcar em um novo caminho de conhecimentos. Bons estudos!
87875 bArrAMeNTOS
Anotações:
6
padrões de Gabinetes e 
 Fontes xT, AT, ATx e bTx
6
Neste capítulo, você terá a oportunidade de conhecer as características dos modelos XT, AT, 
ATX e BTX (placas-mãe, gabinetes e fontes), bem como verá um histórico das arquiteturas, por 
meio de figuras e ilustrações, que tornam possível a diferenciação de um padrão em relação 
ao outro. Nesta fase, você é convidado a explorar mais sobre esse tema. Mas, antes de iniciar, 
conheça os objetivos de aprendizagem.
Ao final desse capítulo, você terá subsídios para compreender as diferenças entre os padrões 
XT, AT, ATX e BTX.
Começaremos agora mais um capítulo repleto de conhecimentos. Prepare-se para aprender 
os padrões de gabinetes, placas-mãe e fontes. Vamos lá! 
90 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
6.1 pADrÃO xT
O padrão XT foi o primeiro utilizado na construção de computadores pessoais, 
sendo modelo para o IBM-PC, o primeiro computador para uso doméstico (e 
pessoal) a ser produzido em larga escala. IBM significa International Business 
Machines e PC vem de Personal Computer ou, em tradução literal, computador 
pessoal. Uma imagem do IBM-PC, de 1981, pode ser observada a seguir.
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Figura 43 - IBM-PC
Puxa, quantas mudanças tiveram os computadores até chegarem aos que 
conhecemos hoje, não é mesmo? Conheça agora, o padrão AT. 
6.2 pADrÃO AT
Para iniciar o estudo, é importante que você saiba o que são gabinetes.
[...] quando falamos ‘gabinete’, nos referimos à caixa que 
envolve o computador e protege os componentes internos 
do equipamento. Além disso, consideraremos a fonte de 
alimentação do computador como parte integrante do 
gabinete, como se ambos fossem uma única peça. As siglas 
AT e ATX também servem para identificar a placa-mãe quanto 
ao tipo de gabinete para o qual ela foi projetada. Outra 
informação importante é que os padrões AT e ATX são usados 
tanto para gabinetes no formato torre, quanto para gabinetes 
em formato horizontal. (INFOWESTER, 2009).
916 pADrõeS De GAbiNeTeS e FONTeS xT, AT, ATx e bTx
O padrão AT (sigla para Advanced Tecnology) foi introduzido juntamente com 
os processadores 80286. Ele foi o padrão utilizado nos computadores desde os 
anos 80 até meados dos 90, sendo substituído somente na segunda metade 
daquela década, já na era dos processadores Pentium II.
Nesse modelo, a distribuição dos itens da placa-mãe dificultava a manutenção. 
E sabe por quê? Pois muitas vezes as memórias e, até mesmo, o processador 
ficavam embaixo da fonte. Aliás, muitas outras características podem soar 
estranhas para aqueles que só conhecem os gabinetes atuais. Por isso, conheça 
rapidamente um apanhado geral das características.
a) Placa-mãe AT
 A placa-mãe modelo AT não possuía portas seriais nem paralelas integradas. 
Era preciso utilizar “espelhos”, uma espécie de chapa de metal com os 
conectores embutidos, sendo que deles saíam flat cables ligados à placa-
mãe. Com relação ao conector do teclado, usava-se o modelo DIN, que você 
verá na próxima figura. 
b) Fonte AT
 A fonte modelo AT possuía dois conectores responsáveis por fornecer 
alimentação à placa-mãe. Esses conectores deveriam ser ligados com os 
fios pretos voltados para o centro, conforme figura a seguir. Outro fato 
relevante é que esta fonte não operava em modo standby, ou seja, possuía 
um interruptor que, quando ligado, fazia com que a fonte ficasse totalmente 
operacional, com o ventilador ligado e com as tensões presentes em 
todos os conectores e, quando desligado, fazia com que a fonte ficasse 
totalmente sem tensão. Já os outros conectores de alimentação de HDs e 
Floppy eram “normais”,ou seja, as extremidades possuíam fios amarelos e 
vermelhos (com tensões de 12 e 5 volts, respectivamente) e dois fios pretos 
(terra) ao centro.
c) Gabinete AT
 Devido ao fato de possuir as características estudadas no item anterior (como 
fonte com muitos cabos e placa-mãe com projeto obsoleto), o gabinete 
apresentava uma distribuição interna que dificultava a organização dos 
cabos, resultando em uma ventilação deficitária e aspecto visual prejudicado, 
conforme pode ser visto nas figuras seguintes. Por esses motivos e devido 
ao avanço no desenvolvimento dos processadores, o padrão AT foi logo 
descontinuado. 
92 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 44 - Conector DIN, espelhos do gabinete e gabinete AT
Figura 45 - Características da fonte AT
936 pADrõeS De GAbiNeTeS e FONTeS xT, AT, ATx e bTx
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Figura 46 - Gabinetes AT
Estudando o gabinete AT você encerrou o estudo do padrão AT. Ficou claro 
até aqui? Então vamos adiante para conhecermos o próximo padrão!
6.3 pADrÃO ATx
Com o surgimento da arquitetura Pentium II e o consequente aumento de 
clock dos processadores, houve um aumento da temperatura no interior do 
gabinete. As características do padrão AT prejudicavam a ventilação interna, o 
que dificultava o arrefecimento. Para resolver problemas dessa natureza, foi 
criado, em 1997, o padrão Advanced Tecnology Extended (ATX), que proporcionou 
uma redistribuição interna dos itens de um PC, melhorando a ventilação. 
Mas, lembre-se de que este padrão pode ser diferenciado do padrão estudado 
anteriormente, em função de algumas características: a placa-mãe, a fonte e o 
gabinete. Vamos saber mais sobre cada uma delas! 
6.3.1 PLACA-Mãe AtX 
A placa-mãe deste padrão passou a trazer as portas ‘serial’ e ‘paralela’ 
embutidas. Isso dispensou a utilização dos espelhos com flat cables, o que 
melhorou o aspecto interno, bem como, a ventilação. Foi possível, também, incluir 
uma série de placas de expansão on-board, como placas de som e rede. Outra 
mudança foi a utilização dos conectores PS2 para teclado e mouse. Enfim, uma 
série de mudanças que fizeram com que o padrão fosse rapidamente adotado e 
utilizado até hoje. A seguir, visualize a figura com uma placa-mãe ATX.
94 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 47 - Placa-mãe ATX
 CASOS e reLATOS
Placa-mãe com padrão ATx
João ganhou seu primeiro computador no final dos anos 90. Seu micro 
possuía a última versão do processador Pentium Classic com 233Mhz 
e com tecnologia MMX. Com o passar do tempo, foi necessário fazer a 
instalação de softwares mais novos e, com isso, o computador ficou mais 
lento. João economizou durante alguns meses e conseguiu juntar dinheiro 
para comprar uma nova placa-mãe, memória e processador Pentium 4 de 
2.8Ghz (muito mais veloz que o seu). Após ter todas essas peças novas do 
computador, procurou um amigo para colocá-las em seu antigo gabinete, 
do tipo AT. Ao ver as peças, o colega de João falou que não era possível 
fazer o upgrade das novas peças no antigo gabinete, pois a nova placa-mãe 
possuía o padrão ATX, sendo que os gabinetes padrão AT não suportam 
placas-mãe ATX. Isto devido ao seu tamanho, que é menor e, além disso, a 
furação para as portas I/O (entrada e saída atrás do micro) possuem outro 
padrão. O amigo de João disse ainda que seria necessário comprar uma 
nova fonte, pois não é possível instalar uma fonte AT em uma placa-mãe 
ATX. 
Após as orientações do colega, João comprou uma nova fonte, um novo 
gabinete e o micro pôde ser montado. João ficou muito contente com o 
resultado, pois seu micro ficou duas vezes mais rápido.
956 pADrõeS De GAbiNeTeS e FONTeS xT, AT, ATx e bTx
O amigo de João também explicou que os gabinetes ATX possuem vários 
pontos de fixação para placas-mãe. Mesmo havendo vários tamanhos de 
placas-mãe, os pontos de fixação dos gabinetes ATX coincidem com os 
pontos de fixação de todas as placas-mãe. 
Puxa! Que bom que João pôde contar com a ajuda de um amigo para saber 
mais sobre as placas-mãe e os gabinetes, não é mesmo? Vamos seguir o estudo!
6.3.2 Fonte AtX
A fonte do modelo ATX possui apenas um conector para alimentar a placa-mãe, 
que pode ser de 20 ou 24 pinos. Mais tarde, com o passar dos anos, o lançamento 
de processadores mais poderosos passou a exigir mais corrente da fonte, 
havendo necessidade de mais um conector de quatro pinos. Outra característica 
importante da fonte ATX é que ela pode operar em modo standby, fornecendo 
tensão à placa-mãe mesmo quando o PC está efetivamente desligado. Isso gera 
a possibilidade de utilizar o recurso WOL, sigla de Wakeup on Lan ou Wakeup on 
Modem, que permite ligar o PC por meio de um comando oriundo da rede ou da 
placa de fax-modem. As figuras a seguir, ilustram bem esse modelo. Observe!
Figura 48 - Conector da fonte ATX e reforço de corrente
96 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Verde
Preto
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+3.3Vdc|Vs
-12Vdc
COM
PS-ON
-5Vdc | NC
+5Vdc
2412
+12Vdc
+5Vsb
PWR_OK
+12Vdc
COM
COM
COM
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COM
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+5Vdc
+5Vdc
+3.3Vdc
+3.3Vdc
Co
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+5Vdc
+5Vdc
+3.3Vdc
Figura 49 - Ligação direta e tesões da fonte ATX
 VOCÊ 
 SABIA?
Como a fonte ATX é ligada diretamente pela placa-mãe, 
é possível que o técnico encontre dificuldades para saber 
onde está o defeito, caso o micro não esteja ligando. Pode 
ser que a fonte esteja sem problemas e a causa do “não 
ligamento” seja a própria placa-mãe. Nesse caso, é preciso 
garantir que a fonte está ligando e está convertendo a 
quantidade de energia correta. Para isso, você deve usar 
um procedimento bem simples: faça um curto-circuito 
entre os fios do conector (o verde e um dos pretos). A fonte 
deverá ligar, ela ligando é importante que o técnico faça a 
medição das voltagens entregues por elas (veja na figura 
49), pois é possível que a fonte esteja convertendo mais 
eletricidade que deveria ( o que prejudicaria componentes 
internos) ou menos eletricidade, o que poderia acarretar 
no micro ligar mas não dar nenhum sinal de inicialização. 
Esse tipo de teste permite somente que o técnico ligue 
a fonte de alimentação sem “carga”, ou seja, ela não está 
ligada a nenhum componente que esteja consumindo 
energia. Em alguns casos é possível que ao conectar uma 
nova placa de vídeo ( que consuma mais potência que 
a fonte consegue suportar) que o micro não ligue, ou 
ligue funcione por alguns instantes e desligue. Ao fazer 
o upgrade de seu computador verifique se sua fonte 
de alimentação suporta o consumo de eletricidade de 
todos os componentes.
6.3.3 GABInete AtX
Além de permitir uma melhor ventilação, o gabinete ATX passou a explorar o 
design como característica principal. Assim como na linha automotiva é comum 
vermos carros “tunados”, ou seja, com personalizações – as mais diferentes possíveis 
–, é comum encontrarmos gabinetes ATX com formatos e cores variadas, o que são 
os diferenciais desse padrão. Para entender melhor, observe as próximas figuras.
976 pADrõeS De GAbiNeTeS e FONTeS xT, AT, ATx e bTx
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Figura 50 - Gabinetes ATX
 SAIBA 
 MAIS
Para conhecer mais tipos de gabinetes você pode pesquisar 
nos sites dos fabricantes desses produtos, como: <www.
corsair.com>, <www.thermaltake.com> e 
<www.coolermaster.com>.
Vamos ao padrão BTX? Perceba as mudanças que esse padrão trouxe!
6.4 pADrÃO bTx
Mais uma vez, o aquecimento gerado pelos processadores foi o motor 
propulsor de mudanças na arquitetura dos PCs. Em 2003, com o lançamento de 
processadores com frequências que passavam da casa dos 3GHz, o aquecimento 
interno do gabinete passou a ser um problema muito grave. Pensando nisso, a 
Intel introduziu o padrão Balanced Tecnology Extended (BXT), que propunha uma 
redistribuição completa no posicionamento dos componentes da placa-mãe.
Nessa nova concepção, o processador fica localizadomais à frente da placa, 
logo na parte frontal do gabinete, próximo à entrada de ar. Alinhados a ele, você 
pode encontrar o chipset ponte norte e a placa de vídeo, sabidamente alguns dos 
componentes responsáveis pelas altas temperaturas dentro do gabinete.
98 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Um fato curioso é a nova distribuição dos conectores 
traseiros. Normalmente, no padrão ATX, era comum 
encontrar os conectores de teclado e mouse localizados na 
extrema direita da placa-mãe (ao olhar o gabinete desktop 
de frente). No padrão BTX, esses conectores (quando 
existem, pois é comum encontrar modelos de placas 
legacy free) ficam localizados mais ao centro.
 VOCÊ 
 SABIA?
Por fim, cabe ressaltar que o padrão BTX, mesmo tendo sido lançado em 
2003, ainda não se tornou padrão de mercado. E você sabe por quê? Isso se deve 
ao fato de que, atualmente, o aquecimento dos processadores foi diminuído 
sensivelmente. Os novos chips da plataforma Core dissipam uma potência média 
de 45 a 65 Watts, muito inferior aos 115 Watts do Pentium Extreme Edition, por 
exemplo. Com isso, diminuiu a pressa dos fabricantes por substituir um padrão 
(que funcionou bem até agora) por outro que está ainda em fase de testes.
E para compreender melhor esse padrão, observe a seguir, uma placa-mãe.
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Figura 51 - Placa-mãe BTX
Uma das principais dúvidas dos técnicos é sobre 
qual potência deve ter a fonte para cada tipo de 
microcomputador. Bem, a resposta é simples: vai 
depender do tipo de placas, processador e da quantidade 
de dispositivos que você terá no seu computador.
 FIQUE 
 ALERTA
No exemplo a seguir, note que, ao calcular a potência da fonte, considerando os 
dispositivos instalados e a existência de dois discos rígidos, chega-se à conclusão 
de que ela deverá ter, no mínimo, 305W para suprir a demanda. É recomendável 
996 pADrõeS De GAbiNeTeS e FONTeS xT, AT, ATx e bTx
usar uma fonte com potência sempre superior ao calculado, para obter certa 
folga. Ou seja, o ideal seria utilizar uma fonte de 500W.
Tabela 7 - Potência dos dispositivos
AThLON 64 Fx 100 W (VALOR ESTIMADO)
HD (cada) 25 w + 25 W (valor estimado)
Drive de CD 25 W (valor estimado)
Drive de DVD 25 W (valor estimado)
Placa de vídeo 3D 80 W (valor estimado)
Mouse óptico 25 W (valor estimado)
Total 305 W
Fonte: Adaptado de Infowester (2009)
Agora você já sabe quais foram as mudanças trazidas pelo padrão BTX, não é 
mesmo? Mas o aprendizado não para por aqui. Ainda tem muita coisa importante 
aguardando por você!
 reCApiTuLANDO
Muito bem, aqui você finaliza uma importante etapa de estudos, onde 
conheceu os padrões de arquitetura de computadores, ou seja, os modelos 
seguidos para a construção de placas-mãe, gabinetes, fontes, denominados 
XT, AT, ATX e BTX e descobriu que existe uma série de diferenças entre 
eles. Além disso, você viu que o fator que mais influenciou a evolução 
dos modelos foi a temperatura, ou seja, à medida que os processadores 
foram evoluindo, houve um aumento da temperatura interna do gabinete, 
gerando a necessidade de redistribuir os componentes do computador, 
com o objetivo de facilitar a ventilação. Isso fez surgir os padrões aqui 
estudados. Continue percorrendo os caminhos do conhecimento!
7
Memórias
7
A partir de agora, o objetivo será estudar as memórias e seu detalhes técnicos. As memórias 
são as responsáveis pelo armazenamento de dados nos computadores. Para que o processador 
possa executar suas tarefas, ele busca na memória todas as informações necessárias ao 
processamento. Existem dois tipos básicos de memórias: ROM e RAM, com diversos tipos de 
encapsulamentos, como veremos nesse capítulo. Está pronto para iniciar? Então conheça os 
objetivos de aprendizagem!
Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:
a) diferenciar os tipos de encapsulamento de memórias;
b) compreender as diferenças entre os tipos de memórias RAM e ROM;
c) conhecer os tipos de memória RAM.
E então, ficou curioso para conhecer as diferenças das memórias? Siga motivado para 
conhecer mais sobre esses componentes que estão presentes no seu dia a dia!
102 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
7.1 TipOS De eNCApSuLAMeNTOS
O encapsulamento está ligado à parte física, ou seja, ao modo como o chip é 
“embalado”. De acordo com essa característica, ele recebe um nome - geralmente 
um acrônimo em inglês - relacionado à sua característica. Que tal agora conhecer 
os tipos de encapsulamentos de memórias mais usados nos PCs? Acompanhe!
7.1.1 duAL In-LIne PACkAGe (dIP)
Este é um tipo de encapsulamento de memória antigo e que foi utilizado em 
computadores XT e 286. Também é utilizado para encapsular chips que não sejam 
propriamente memórias, como conjuntos de portas lógicas ou outros circuitos 
integrados.
7.1.2 SInGLe In-LIne PIn PACkAGe (SIPP)
Este tipo de encapsulamento foi utilizado em placas-mãe equipadas com 
processadores 286 e nas primeiras versões do 386. Trata-se de uma placa com 
diversos chips soldados e que faz sua ligação à placa-mãe por meio de pinos. Por 
esta razão, as memórias são, até hoje, conhecidas popularmente como pentes.
7.1.3 SInGLe In-LIne MeMory ModuLe (SIMM)
O encapsulamento SIMM foi o primeiro a utilizar um conector de encaixe, 
conhecido por slot, para sua conexão à placa-mãe, abandonando de vez os pinos. 
Neste caso, não se justificava mais o apelido popular de pente, passando a ser 
chamado de memória.
Saiba que haviam dois tipos de módulos SIMM: SIMM-30 e SIMM-72. Veja a 
diferença entre eles. 
a) SIMM de 30 contatos: eram muito utilizados nas plataformas 386 e nas 
primeiras versões dos micros equipados com processador 486. Estes módulos 
tinham a capacidade de armazenamento que ia de 1MB a 16MB. Você pode 
conhecer melhor este módulo visualizando a primeira parte da figura seguinte.
1037 MeMóriAS
Figura 52 - Memória SIMM 30 vias
b) SIMM de 72 contatos: eram utilizados nos micros 486 e nas primeiras versões 
do Pentium, com capacidades que iam dos 4MB aos 64MB. Para conhecê-lo, 
observe a segunda parte da próxima figura.
Figura 53 - Memória SIMM 72 vias
 É importante lembrar que, na contagem dos pinos (ou contatos), deve-se 
considerar apenas um lado da memória, por isso o encapsulamento tem o 
termo single no nome.
7.1.4 duAL In-LIne MeMory ModuLe (dIMM)
Este é o padrão de encapsulamento que surgiu para substituir o tipo SIMM. Ao 
contrário do que você pode pensar, ele não está ligado unicamente aos módulos 
de memória SDRAM, utilizados em placas-mãe equipadas com processadores 
Pentium II, Pentium III e em alguns modelos de Pentium IV. Mas qual a origem 
do nome DIMM? Na verdade, o nome DIMM vem do fato de que são módulos 
destinados a desktops, sendo considerados os dois lados da memória na contagem 
dos pinos, por isso a palavra dual no nome. Assim, um módulo DIMM de 168 pinos 
tem, na verdade, 84 pinos de cada lado. 
Existem três variedades deste encapsulamento: o DIMM-168, usado em 
memórias SDRAM SDR PC100, por exemplo; o DIMM-184, usado em memórias 
SDRAM DDR; e o DIMM 240, usado em memórias SDRAM DDR2 e DDR3. Observe 
que os módulos DIMM 168 possuem dois chanfros, justamente para que não 
104 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
sejam encaixados nos slots destinados aos módulos DIMM 184 e DIMM 240. As 
figuras a seguir ilustram um exemplo de cada módulo DIMM. Confira!
Figura 54 - Memórias DIMM
7.1.5 SMALL outLIne duAL In-LIne MeMory ModuLe (SodIMM)
Ainda sobre encapsulamentos, é importante que você saiba que existem 
os módulos SODIMM, destinados a Notebooks. Para Morimoto (2009), eles são 
basicamente versões miniaturizadas dos módulos destinados a desktops. Existem 
dois modelos deste tipo de memória: os módulos SODIMM SDR (que possuem 144 
pinos), e os SODIMM DDR, DDR2 e DDR3. Este fato impede o encaixe incorreto, já 
que ambos são incompatíveis.
Figura 55 - Tipos de memória SODIMM
Agora que você já conhece alguns tipos de encapsulamento, saiba mais sobre 
a memória ROM.
1057 MeMóriAS7.2 MeMóriA rOM
ROM é a sigla para Read Only Memory (memória somente de leitura). Como o 
próprio nome diz, trata-se de uma memória que só permite leitura, ou seja, suas 
informações são gravadas pelo fabricante uma única vez e, depois, não podem 
ser alteradas ou apagadas, somente acessadas, tendo seu conteúdo gravado 
permanentemente. Estas memórias são chamadas de “não voláteis”, pois não 
necessitam de alimentação elétrica para manterem seus dados. Existem quatro 
tipos básicos de memória ROM: PROM, EPROM, EEPROM (E2PROM) e Flash-
EPROM. Conheça cada uma delas a seguir.
a) Programmable Read Only Memory (PROM) - é um tipo de ROM que tem 
sua gravação feita uma única vez durante o processo de fabricação de 
determinado equipamento. Os dados gravados na memória PROM não 
podem ser apagados ou alterados e são, normalmente, gravados pelo 
fabricante de periféricos para armazenar um firmware específico;
b) Erasable Programmable Read Only Memory (EPROM) – é um tipo de 
memória ROM que pode ser programada - e ainda ter seu conteúdo apagado 
- utilizando equipamentos especiais (geralmente encontrados em oficinas de 
manutenção eletrônica). O apagamento é feito por meio da aplicação de luz 
ultra-violeta em uma “janela” transparente (de vidro) existente na parte superior;
c) Electrically Erasable Programmable Read Only Memory (E2PROM) – são 
memórias cujo conteúdo pode ser apagado não pela aplicação de luz, mas sim, 
aplicando pulsos elétricos em determinados pinos de programação. Por isso 
recebem o nome de Electrically Erasable (apagamento elétrico). Esta tecnologia 
permite a reprogramação da memória sem que ela seja removida do circuito ou 
placa;
d) Flash-EPROM – são memórias E2PROM que utilizam baixas tensões de 
apagamento, proporcionando um menor tempo para este procedimento. 
Na língua inglesa, diz-se que isto é feito em um flash de tempo, daí o nome 
Flash-EPROM. Quando utilizada para armazenar a BIOS do computador, ela 
permite que a atualização seja feita por meio de softwares apropriados ou, 
até mesmo, acionando alguns comandos durante o POST. Tudo depende 
dos recursos que o fabricante da placa-mãe em questão disponibiliza.
Su
m
zi
 (2
0-
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Figura 56 - Exemplo de memória ROM
106 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Mas afinal, o que é firmware? Firmware é o conjunto de instruções operacionais 
programadas diretamente no hardware de um equipamento eletrônico. É 
armazenado permanentemente num circuito integrado (chip) de memória de 
hardware, como uma ROM, PROM, EPROM ou ainda EE-PROM e memória flash, 
no momento da fabricação do componente. A programação de um firmware 
em princípio é não-volátil (não perde seu conteúdo com o desligamento da 
eletricidade) e inalterável, entretanto, quando presente na forma de PROM ou 
EPROM, o firmware pode ser atualizado. (WIKIPEDIA, 2009).
Ah, agora ficou mais fácil entender, certo? E nosso próximo assunto será a 
memória RAM. Bons estudos!
7.3 MeMóriA rAM
RAM é a sigla para Random Access Memory (memória de acesso aleatório). Trata-se 
de uma memória “volátil”, ou seja, um tipo de chip que permite tanto a leitura quanto 
a gravação dos dados, mas que exige uma alimentação constante, sob pena de perder 
os dados armazenados. Em outras palavras, as memórias do tipo RAM perdem seus 
dados quando o computador é desligado. Existem dois tipos básicos de memória 
RAM. Vamos conhecer cada um deles? Confira a seguir, alguns conceitos. 
a) Dynamic Random Access Memory (DRAM): são as memórias do tipo 
dinâmico e geralmente são armazenadas em cápsulas Complementary Metal 
Oxide Semiconductor (CMOS). Memórias deste tipo possuem alta capacidade, 
isto é, podem comportar grandes quantidades de dados. No entanto, o 
acesso a essas informações costuma ser mais lento que o acesso a memórias 
estáticas. As memórias do tipo DRAM costumam ter preços bem menores 
que as memórias do tipo estático, pois sua estruturação é menos complexa, 
ou seja, utiliza tecnologia mais simples, porém viável.
b) static Random Access Memory (SRAM): são memórias do tipo estático. São 
muito mais rápidas que as memórias DRAM, porém armazenam menos dados 
e possuem preço elevado se for comparado o custo por MB. As memórias 
SRAM costumam ser usadas em chips de cache. As memórias utilizadas como 
memória principal do computador são do tipo dinâmica (DRAM) e serão 
detalhadas na sequência.
Sempre que necessitarmos saber qual a quantidade de 
memória RAM necessária para executar um programa de 
forma satisfatória, devemos verificar a especificação do 
produto que usamos. Os fabricantes de software sempre 
informam os requisitos mínimos e recomendáveis de 
hardware necessários para executar seus programas. 
Portanto, sempre tome como referência o recomendado! 
 VOCÊ 
 SABIA?
1077 MeMóriAS
7.3.1 MeMórIA FMP
FMP é a sigla para Fast Mode Page. É um tipo de memória assíncrona que 
usa encapsulamento SIMM-30 pinos e opera com 8 bits. E você sabe em quais 
computadores essa memória era utilizada? Era usada principalmente nos PCs 386, 
sendo necessários quatro módulos para formarem 32 bits do barramento externo 
do processador.
7.3.2 MeMórIA edo
EDO é a sigla para Extended Data Out. Trata-se de um tipo de memória assíncrona 
que chegou ao mercado no início de 1997 e que possui um desempenho superior 
às memórias FMP. Esse tipo de memória precisava ser usado com módulos em 
pares. Sabe por quê? Pois os processadores daquela época (Pentium) podiam 
acessar 64 bits por vez, mas cada módulo de memória EDO trabalhava apenas 
com 32 bits. No caso de processadores 486, esse acesso era feito a 32 bits e, assim, 
um único módulo poderia ser usado. Memórias EDO usam o encapsulamento 
SIMM-72.
7.3.3 MeMórIA SdrAM Sdr
Visando uma maior integração ente os componentes, foram criados módulos 
de memória que atuam com 64 bits simultaneamente, ideais para barramentos 
de processadores Pentium ou superiores. Os primeiros módulos de 64 bits eram 
chamados de DIMM-168 (Dual Inline Module Memory com 168 pinos, sendo 84 
de cada lado do módulo). E por ser mais rápida, ela passou a ser chamada de 
Synchronous Dynamic Random Access Memory (SDRAM). É uma memória síncrona 
que opera em frequências mais altas que a EDO, variando de 66MHz a 133MHz. 
Essa memória utiliza o encapsulamento DIMM e é conhecida como PC-66, PC-
100 e PC133. Costuma ser chamada apenas de memória SDRAM ou, ainda, de 
memória DIMM, mas o correto é SDRAM SDR.
108 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
 CASOS e reLATOS
Testando a memória RAM
Zeca começou a fazer um curso de montagem e manutenção de 
microcomputadores. Duas semanas após o início do curso, seu computador 
começou a mostrar uma tela azul quando abria vários programas 
ao mesmo tempo. Como está fazendo um curso de manutenção de 
microcomputadores, perguntou ao seu professor o que poderia estar 
ocasionando essa tela azul. Seu professor disse que poderiam ser duas 
possibilidades: 1- A memória RAM poderia estar com algum endereço da 
memória com problema, o que ocasiona a tela azul do Windows, também 
conhecida como BSD (Blue screen of death), que significa tela azul da 
morte. A segunda possibilidade seria o caso de o sistema operacional 
- ou algum dos programas que ele tentava abrir - estarem gravados em 
um endereço do disco rígido com problemas. Agora que Zeca conhecia as 
duas possibilidades, perguntou ao professor como poderia comprovar se 
era de fato um problema na memória RAM ou no Disco Rígido. O professor 
mostrou a ele um programa de teste de memória chamado Memtest, que 
deveria ser usado na inicialização do computador. Ali o programa faria 
um teste que seria o seguinte: iria gravar dados em todos os endereços da 
memória RAM. Se o programa tentasse gravar algum dado em um endereço 
de memória com defeito, apareceria uma tela mostrando que havia um 
problema na memória. Caso isso acontecesse, o professor lhe orientou a 
primeiramente retirar a memória RAM e limpar seus contatos com uma 
borracha (ou limpa contatos), e recolocá-la no local. Apósrecolocada, 
seria necessário novamente rodar o Memteste e, caso aparecesse o mesmo 
problema, possivelmente a memória RAM estaria com problema, sendo 
necessário substituí-la. João fez esse procedimento e comprovou que seu 
único “pente” de memória estava com problema, fez a sua substituição e o 
computador não mostrou mais as telas azuis. 
7.3.4 MeMórIA SdrAM ddr
A memória Double Data Rate (DDR) é um tipo baseado na tecnologia SDRAM, 
natural substituta das memórias DIMM de 168 pinos. Também chamada de 
SDRAM–II, atinge altas taxas de transferência de dados, podendo chegar a 
3,2GB por segundo.
1097 MeMóriAS
Na época em que os PCs operavam com processadores Pentium III era comum 
(e suficiente) que se trabalhasse com memórias com frequência de 133MHz, pois 
esse era o valor do FSB dos processadores. Caso você não lembre, a frequência 
do FSB é a “velocidade” na qual o processador troca dados com a memória (na 
verdade, atualmente essa troca se dá entre o chipset e o processador). Neste caso, 
não havia problema, pois as frequências da memória e do FSB eram iguais. Com 
o lançamento do Pentium IV, esse equilíbrio se desfez, gerando a necessidade de 
se procurar memórias mais eficientes.
A primeira tentativa foi com a utilização de memórias RAMBUS, do fabricante 
de mesmo nome. O problema é que esta era uma memória proprietária, que não 
se tornou padrão de mercado, isto porque esquentava demais, era muito cara e, 
além de tudo, só funcionava com processadores Intel. A AMD, que foi preterida 
nesta história, procurou o seu caminho investindo nas memórias DDR. Era um 
modelo novo, também SDRAM, pois era uma memória síncrona, dinâmica e, 
sobretudo, RAM. Ela também é considerada uma memória DIMM, pois usa este 
tipo de encapsulamento (no caso, uma DIMM 184, com 92 pinos de cada lado). 
A AMD levou a melhor, pois este tipo de memória acabou se tornando padrão, 
desbancando as RAMBUS em pouco tempo.
Mas o que diferencia a memória Double Data Rate da memória SDR? É a 
possibilidade de realizar duas operações por pulso de clock (daí o nome – Double 
Data Rate). Outra característica é a tensão de alimentação que caiu dos 3,3 volts das 
SDR para 2,5 volts (o que diminuiu a temperatura). Esses fatores mostraram uma 
vantagem e tanto para a época, visto que uma memória trabalhando a 133MHz 
podia ser compatível com um processador com 266MHz de FSB. Vale destacar que 
a frequência REAL da memória continua sendo 133MHz, mas devido à taxa dupla 
de operações por ciclo de clock, ela se comporta como se trabalhasse a 266MHz.
Também é importante frisar que as memórias DIMM-168 usavam uma 
nomenclatura baseada na sua frequência de operação. Nas memórias DDR (ou 
DIMM-184) isso não ocorre. Observe o exemplo: numa memória SDRAM PC-
133, o número “133” significa que a memória trabalha a 133MHz. Mas quando 
se encontra uma memória DDR-266 PC-2100, não significa que ela trabalhe a 
2.100MHz. Nesse caso, é possível calcular a taxa de transferência de dados (em 
MB/s – Megabytes por segundo) utilizando a seguinte fórmula:
Taxa de Transferência = Frequência Nominal x Palavra de Dados
110 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Para fazer o cálculo, observe que a frequência de operação é 266MHz, pois 
é uma DDR-266, e que a memória trabalha com palavras de dados de 64 bits. A 
memória que você estudou é conhecida como PC-2100, pois atinge uma taxa de 
transferência de 2100MB/s. Assim, o número que vem depois do “PC” refere-se à 
taxa de transferência, diferentemente do que ocorria nas memórias SDRAM SDR. 
Dessa forma, é possível concluir porque as memórias DDR-200, DDR-333 e DDR-
400 são chamadas, respectivamente, de PC-1600, PC-2700 e PC-3200.
E então, percebeu que esta memória é mais complexa e mais detalhada do 
que as outras? É isso mesmo! Observe um exemplo. 
Figura 57 - Cálculo da taxa de transferência
7.3.5 MeMórIA ddr oPerAndo eM duAL CHAnneL
O modo Dual Channel das memórias DDR tem como principal objetivo utilizar 
dois controladores de memória da placa-mãe simultaneamente, a fim de dobrar 
a taxa de transferência de dados. Isso ocorre, pois para efeito de cálculo, as 
memórias poderiam trabalhar com palavras de dados de 128 bits por vez. No 
exemplo anterior, a taxa de transferência de dois módulos de memória DDR-266, 
operando em Dual Channel, seria de 4.200MB/s em vez de 2.100MB/s, pois Tx 
= 266MHz x 128 bits/8. Assim, o resultado dessa operação é aproximadamente 
4.200MB/s. É importante salientar que para que isso funcione, é preciso que 
a placa-mãe esteja preparada para operar em Dual Channel. Sabe-se que as 
placas mais antigas não operavam desse modo. Outro fato importante é que as 
memórias devem ser iguais, ou seja, de mesmo tamanho, modelo, frequência, 
tipo e, inclusive, do mesmo fabricante. Na verdade, essas memórias são vendidas 
em kits (contendo duas é claro) para evitar incompatibilidades.
Por fim, é importante que você saiba que o fato de uma placa-mãe não 
reconhecer duas memórias em Dual Channel não significa que ela não reconhecerá 
suas capacidades totais. O único prejuízo seria na taxa de transferência, mas não 
no volume de memória reconhecido.
1117 MeMóriAS
Vamos conhecer mais sobre a técnica de Dual 
Channel? Então acesse o site técnico: <http://
www.clubedohardware.com.br/artigos/Tudo-o-Que-Voce-
Precisa-Saber-Sobre-Memorias-Dual-Channel/673>.
 SAIBA 
 MAIS
MeMórIA ddr2
A memória DDR2 (Double Data Rate 2) é mais uma prova de que na informática a 
única constante é a mudança (ou evolução). Sim, a memória DDR2 é, obviamente, 
uma evolução da DDR, mantendo algumas características, como a possibilidade 
de executar mais de uma operação por vez e o encapsulamento DIMM. Na 
verdade, a DDR2 pode executar quatro operações por pulso de clock e utiliza o 
encapsulamento com 240 pinos (DIMM-240). A tensão de operação também caiu 
dos 2,5 volts da DDR para 1,8 volts. Como a tensão é diferente, não deve haver 
a possibilidade de utilizar uma memória no lugar da outra. Para evitar que isso 
aconteça, houve uma mudança no corte (ou chanfro) da memória, conforme você 
poderá observar nas tabelas seguintes. 
Outra diferença é que as memórias DDR trabalhavam com frequências de 
266MHz, 333MHz e 400MHz, já as DDR2 são encontradas nas versões de 400MHz, 
533MHz, 667MHz e 800MHz. Como você já estudou anteriormente, a DDR2 pode 
executar quatro operações por pulso de clock. Isso faz com que a nomenclatura 
seja alterada. Assim, uma DDR2 800, na verdade, trabalha com frequência real 
de 200Mhz, pois os valores reais correspondem a 1⁄4 do valor nominal. Assim, os 
valores mostrados na tabela a seguir referem-se à frequência nominal e não à real.
Tabela 8 - Nomenclatura e taxa de transferência
FREQUêNCIA NOMENCLATURA
400 MHz DDR2 -400 ou PC2 3200
533 MHz DDR2 -533 ou PC2 -4300
677 MHz DDR2 -677 ou PC2 -5300
800 MHz DDR2 -800 ou PC2 -6400
Quantos tipos de memórias diferentes você já conheceu até aqui! E agora, 
saiba mais sobre a memória DDR3.
112 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
7.3.6 MeMórIA ddr3
É fabricada com tecnologia de 90 nanômetros, o que permite operar com 
uma tensão relativamente baixa (1,5 volts). Esta memória surgiu com o propósito 
de reduzir em 40% o consumo de energia em relação à DDR2. Vale lembrar que 
as memórias DDR2 operavam com tensões que variavam de 1,8V a 2,1V e que 
as DDR tinham valor ainda superior, ou seja, 2,5V. Essa diferença de tensão em 
relação às demais fez com que novamente o chanfro fosse modificado, alterando 
sua posição para evitar o encaixe de um modelo de memória no slot do outro. Isso 
fica bem evidenciado na figura a seguir.
Figura 58 - Posição dos chanfros
Em assistências técnicas e lojas de informática é comum os 
técnicos dividirem as memórias em dois grandes grupos: 
Memórias DIMM, referindo-se às memórias para Pentium 
III e afins, e Memórias DDR. Em termos técnicos, essa 
divisão é totalmente incorreta. Na verdade, DIMM é o tipo 
de encapsulamento, logo, tanto as SDRAM antigas quanto 
as DDR, DDR2 e DDR3 são DIMM.O certo, nesse caso, é 
referir-se às memórias antigas como SDRAM SDR e às 
novas, como SDRAM DDR, SDRAM DDR2, SDRAM DDR3 (no 
caso das DDRs pode-se até omitir o termo SDRAM). Saber 
a nomenclatura correta e usar termos técnicos quando for 
preciso é fundamental para transmitir confiança ao cliente 
que procura um técnico para dar manutenção em um 
equipamento. Pense nisso e bom trabalho!
 FIQUE 
 ALERTA
1137 MeMóriAS
O baixo consumo de energia permite a operação em altas frequências sem 
superaquecimento, daí o fato de ser possível encontrar memórias operando de 
800MHz a 1333MHz. Por evolução natural da tecnologia, as memórias DDR3 
realizam 8 acessos por ciclo de clock contra 4 realizados pelas DDR2. Assim como 
na tecnologia anterior, os acessos são realizados a endereços subjacentes, de 
forma que não existe a necessidade de aumentar a frequência real das células de 
memória. Inicialmente, os módulos DDR3 foram lançados em versão DDR3-1066 
(133Mhz x 8), DDR3-1333 (166Mhz x 8) e DDR3-1600 (200Mhz x 8). Os três padrões 
são também chamados, respectivamente, de PC3-8500, PC3-10667 e PC3-12800, 
dando ênfase à taxa de transferência teórica.
Para concluir o estudo sobre as memórias, verifique as tabelas a seguir. Você 
terá algumas nomenclaturas e características das memórias.
Tabela 9 - Taxa de transferência das memórias
MEMóRIA FREQ. NOMINAL FREQ. BASE OU 
REAL
TAxA
SDRAM PC-66 66 MHz 66 MHz 528 MB/s
SDRAM PC- 100 100 MHz 100 MHz 800 MB/s
SDRAM PC- 133 133 MHz 133 MHz 1064 MB/s
DDR-200 ou PC-1600 200 MHz 100 MHz 1600 MB/s
DDR-266 ou PC-2100 266 MHz 133 MHz 2100 MB/s
DDR-333 ou PC-2700 333 MHz 166 MHz 2700 MB/s
DDR-400 ou PC-3200 400 MHz 200 MHz 3200 MB/s
DDR2-800 ou PC2-6400 800 MHz 200 MHz 6400 MB/s
DDR3-1600 ou PC3-12800 1600 MHz 200 MHz 12800 MB/s
Tabela 10 - Modelos de memórias
MODELO CONTATOS BARRAMENTO ENCAPSULAMENTO TIPO
FMP 30 8 bits SIMM Assíncrona
EDO 72 32 bits SIMM Assíncrona
SDRAM - SDR 168 64 bits DIMM Síncrona
SDRAM - DDR 184 64 bits DIMM Síncrona
SDRAM - DDR 2 240 64 bits DIMM Síncrona
SDRAM - DDR 3 240 64 bits DIMM Síncrona
Você já conhecia todos esses tipos de memórias? Saiba que conhecer a diferença 
entre elas é muito importante para o técnico em redes de computadores. No 
próximo capítulo, nosso tema de estudo será a respeito das unidades de discos 
magnéticos. Mas antes, é hora de recapitular o aprendizado!
114 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
 reCApiTuLANDO
Este capítulo foi dedicado ao estudo das memórias do computador. Você 
viu que elas são divididas em dois grandes grupos: as ROM, memórias só 
de leitura, não-voláteis e que normalmente são utilizadas para armazenar 
o firmware básico da placa-mãe – o BIOS; e também as RAM, memórias de 
acesso aleatório, voláteis (ou seja, que perdem seus dados quando o micro 
é desligado) e que são utilizadas como memória principal do computador, 
aquela que fica constantemente trocando informações com o processador. 
As memórias RAM sofreram um processo evolutivo muito grande, seja no seu 
formato físico (encapsulamento), seja no seu princípio de funcionamento. 
Quanto ao encapsulamento, você viu que elas partiram dos modelos 
SIPP (os famosos pentes de memória), passando pelos modelos SIMM de 
30 e 72 pinos e, por fim, chegando aos modelos DIMM de 168, 184 e 240 
pinos (ou contatos). Já quanto ao princípio de funcionamento, você viu 
que as memórias evoluíram dos primeiros modelos FMP, passando pelas 
memórias EDO, SDRAM SDR atingindo os pontos máximos de desempenho 
com os modelos SDRAM DDR, DDR2 e DDR3. Enfim, você aprendeu que, 
nesta área, a evolução é constante e, assim sendo, é bem provável que em 
breve existam outros modelos no mercado. Por isso, continue estudando 
para ficar preparado.
1157 MeMóriAS
Anotações:
unidades de Disco rígido
88
Você sabia que o disco rígido é o dispositivo responsável por armazenar as informações que 
ficam gravadas permanentemente nos computadores? Trata-se de uma memória de massa, 
referenciada por sua sigla em Inglês: HD, de Hard Disc. Sabe-se também que no passado este 
dispositivo era conhecido como Winchester, muito embora este nome não seja comumente 
usado hoje em dia. É no HD que ficam armazenados todos os programas, jogos, arquivos, fotos 
e músicas. Com isso, você já pode perceber a importância do seu estudo para o entendimento 
do funcionamento do computador. Questões como: capacidade de armazenamento, número 
de pratos (ou discos), interface de comunicação, número de rotações por minuto e outros itens 
são fundamentais. Aperte os cintos e embarque nessa trajetória sobre as unidades de disco 
magnéticos. Mas antes de iniciar, acompanhe os objetivos de aprendizagem. Ao final desse 
capítulo, você terá subsídios para:
a) compreender o que é o disco rígido;
b) conhecer as partes dos discos rígidos;
c) conhecer os padrões de interfaces que os discos rígidos usam;
d) identificar o padrão SCSI.
Vamos agora aprender mais detalhes sobre esse dispositivo que é extremamente importante 
para o armazenamento dos nossos dados. Mãos à obra nos estudos!
118 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
8.1 A hiSTóriA DO hD
A IBM foi a responsável pelo lançamento do HD, quando criou (em 1956) o 305 
Random Access Method of Accounting and Control (RAMAC), o primeiro dispositivo 
de armazenamento de dados por meio magnético, com capacidade de 5MB. 
Com custo e dimensões gigantescos para os padrões atuais, ele media 14 x 8 
polegadas e custava 35 mil dólares. Na verdade, esse dispositivo não era um HD 
propriamente dito, pois este só foi lançado em 1973, também pela IBM. Já em 
1980, a empresa lançou o IBM 3340, um HD com um pouco mais de 5 polegadas, 
existente em duas versões, com capacidades de armazenamento de 5MB e 
10MB, respectivamente. Ao ler estes valores, percebe-se que isso não representa 
quase nada na atualidade. No entanto, quando foi criado, quando os sistemas de 
armazenamento eram baseados em fitas, foi muito representativo.
iS
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ck
ph
ot
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0-
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)
Figura 59 - Exemplo de disco rígido (HD)
Um detalhe curioso que merece destaque pode ser 
extraído de Infowester (2009): trata-se do fato de que 
o HD 3340 foi lançado em uma versão com capacidade 
de 60MB, sendo que 30MB eram fixos e os outros 30MB 
eram removíveis. Essa característica fez este HD ganhar 
o apelido de “30-30”. Na época existia um rifle chamado 
Winchester 30-30 e logo a comparação entre os dois 
foi inevitável. Como consequência, o HD passou a ser 
chamado também de Winchester, nome que é usado até 
hoje por algumas pessoas que não fazem ideia de que 
este nome veio de uma arma.
 VOCÊ 
 SABIA?
Agora que você conheceu um pouco da história dos HDs, saiba quais as partes 
que o compõem.
8 uNiDADeS De DiSCO ríGiDO 119
8.2 AS pArTeS priNCipAiS De uM hD
A partir de agora, você conhecerá os componentes do HD: discos ou pratos 
(onde os dados são efetivamente armazenados); motor; cabeçote de leitura e 
gravação; atuador e controladora. Todos esses componentes localizam-se dentro 
de uma “caixa metálica”, como esta que você pode observar na figura a seguir.
Pratos
Motor
Atuador
Cabeça de
leitura e
gravação
Braço
iS
to
ck
ph
ot
o 
(2
0-
-?
)
Figura 60 - Componentes do disco rígido
Veja, na sequência, os detalhes de cada componente.
8.2.1 dISCo ou PrAto 
É a peça responsável pelo armazenamento de dados propriamente dito. Trata-
se de um ou mais discos de alumínio (ou determinado tipo de cristal) cobertos 
por uma superfície magnética (óxido de ferro). Um HD pode ter de 1 a 5 discos 
(um embaixo do outro). Num HD de 160GB, por exemplo, podem existir 4 discos, 
cada um com capacidade de 40GB, mas isso varia de fabricante para fabricante.
8.2.2 CABeçote 
É um dispositivo muito pequeno e sensível, localizado na ponta do atuador. 
O atuador movimenta a cabeça do meio até a borda dos discos enquanto estes 
giram, efetuando assim, os processos de leitura e gravação. Durante o processo 
de gravação, o cabeçote converte energia elétrica em impulsos magnéticos,que atuam sobre a camada de óxido de ferro. Já no processo de leitura, ocorre 
o contrário, ou seja, a cabeça é “excitada” pelo campo magnético da superfície 
e gera eletricidade. Um HD pode ter mais de um cabeçote, um para cada lado 
120 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
do disco. Os cabeçotes ficam muito próximos dos discos, mas jamais entram em 
contato com eles. Caso isso ocorresse, o disco ficaria danificado. Aliás, é por essa 
razão que não se deve expor o HD a quedas ou pancadas bruscas, sob pena de 
arranhar os discos.
8.2.3 AtuAdor
É a peça responsável por mover o braço e o cabeçote sobre os pratos, 
permitindo a leitura e a gravação de dados.
8.2.4 Motor 
O motor é a peça do HD que confere a ele maior ou menor desempenho. É 
comum ouvir que um HD tem 7.500RPM, 10.000RPM ou 15.000RPM. Trata-se 
da velocidade do motor, onde RPM significa totações por minuto. E saiba que, 
quanto maior for a velocidade do motor, maior será o desempenho do HD.
Agora que você já conhece a estrutura interna do HD, 
uma pergunta: você sabe como fazer a manutenção nos 
dados que estão gravados em um HD? Eis a resposta: para 
fazer esse tipo de manutenção você deve utilizar, com 
frequência, alguma ferramenta de correção de arquivos 
corrompidos e recuperação de blocos danificados (os 
famosos bad blocs). Um exemplo desse tipo de ferramenta 
é o scandisk do Windows. Outra maneira de tornar o 
acesso aos dados mais seguro e rápido é utilizando 
uma ferramenta desfragmentadora. Ela faz com que os 
pedaços de arquivos que estão espalhados pelo HD sejam 
realocados e armazenados em espaços contíguos do 
disco, o que faz com que esses arquivos sejam lidos mais 
rapidamente.
 FIQUE 
 ALERTA
E você, gostou do estudo das partes que compõem o HD? Pois, agora, você 
está pronto para seguir o estudo sobre a geometria do disco. Vamos seguir com 
disciplina e motivação!
8 uNiDADeS De DiSCO ríGiDO 121
8.3 GeOMeTriA DO DiSCO
Para que os dados possam ser armazenados nos discos, a controladora 
utiliza informações conhecidas por trilhas, setores e cilindros. O conjunto dessas 
informações é denominado “geometria de disco”, gerada durante a fabricação 
do HD, por meio de um processo de mapeamento de informações, conhecido 
como formatação física. Após essa formatação, o HD fica dividido logicamente, 
conforme ilustrado na figura a seguir.
D
’im
itr
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Ca
m
ar
go
 (2
01
1)
Figura 61 - Geometria do HD
 CASOS e reLATOS
Identificando problemas no disco rígido
Maria comprou um laptop há dois meses e como esse equipamento é 
o seu primeiro computador, não tomava muitos cuidados na hora de 
movimentar o equipamento de uma superfície para outra, de vez em 
quando havendo pequenas quedas. Um dia, o laptop de Maria começou 
a ter problemas, após ela tentar abrir um documento de texto, que ela 
usava todos os dias, apareceu uma tela de erro no programa: “Arquivo 
corrompido”. Maria não sabia o que fazer e entrou em contato com um 
técnico de manutenção de micros, e lhe explicou o que acontecia. O técnico 
foi até sua residência e fez o procedimento para verificar se o disco rígido 
possuía algum setor (área) com problemas. Para isso, ele ligou o laptop, e 
quando o Windows iniciou, e ele foi até o “Meu computador”, onde clicou 
com o botão direito no disco rígido “C:” e escolheu a opção “Propriedades”, 
na qual encontrou várias abas (todas de propriedades do disco rígido). O 
122 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
técnico escolheu a aba “ferramentas”, onde encontraria a ferramenta para 
fazer a “Verificação de erros” no HD. Essa ferramenta do Windows permite 
verificar se há algum erro físico, que pode ter sido ocasionado por choques 
físicos no HD ou, até mesmo, falha do produto. Após o técnico executar 
a ferramenta de verificação de erros, ele constatou que o disco possuía 
setores com problemas, e explicou à Maria que não conseguiria reaver os 
dados que estavam ali. Assim, orientou-a para fazer backup dos dados mais 
importantes de seu computador com frequência e que, se ela quisesse 
sanar esse problema do HD (pois futuramente mais arquivos poderiam ser 
corrompidos), seria necessária a substituição do mesmo. O técnico sugeriu 
também que ela entrasse em contato com o fabricante do laptop para 
que fosse averiguado se o lote de HDs do computador de Maria não teve 
falhas de construção, sendo que, nesse caso, o fabricante deveria trocar 
gratuitamente seu HD, mas não recuperaria os seus dados.
Como você pôde ver, os discos rígidos são dispositivos que trabalham de forma 
semelhante a um toca discos, porém, com tecnologia magnética. Por ele possuir 
um disco e um braço é preciso ter cuidado, especialmente, para evitar choques 
físicos nesse dispositivo. Caso o braço toque o prato, os dados gravados na região 
que foi tocada serão perdidos, e essa área provavelmente será inutilizada. 
Mas como verificar problemas físicos no disco? Para verificar se possuímos 
problemas físicos no disco, basta usar a ferramenta do Windows chamada 
“Verificação de erros”, ou Scandisk, encontrada nas propriedades do disco rígido. 
Há também a possibilidade de fazermos o download da própria ferramenta de 
diagnóstico do fabricante, chamada de Disc Manager.
8.4 pADrÃO iDe e eiDe
Você já ouviu falar nos padrões IDE e EIDE? Sim? Não? Vamos entender 
melhor! Nos primeiros discos rígidos, a placa controladora era ligada aos discos 
por meio de um cabo com diversos fios metálicos e essa ligação era muito 
suscetível a ruídos elétricos, que causavam a perda de informações, de modo que 
a controladora era obrigada a solicitar várias vezes os mesmos dados aos discos. 
Para resolver esse problema, em 1986, a Western Digital criou o padrão IDE, sigla 
para Integrated Drive Electronic (em português, Unidade Eletrônica Integrada). 
Nesse novo modelo, o cabo que ligava os discos à controladora não existia mais. 
A controladora passou a estar integrada à placa de circuitos do próprio HD e os 
ruídos desapareceram. Essa solução tornou-se padrão para discos rígidos e é 
usada até hoje.
8 uNiDADeS De DiSCO ríGiDO 123
Alguns anos após o seu lançamento houve uma melhoria na interface IDE, que 
proveu um aumento na velocidade de transferência de dados do HD. Trata-se do 
padrão EIDE, sigla para Enhanced Integrated Drive Eletronic, o qual permitiu que 
dois dispositivos fossem instalados no mesmo conector IDE. Para que isso ocorra, 
contudo, é preciso que alguns jumpers que ficam na parte traseira do HD sejam 
configurados. 
Mas como configurar os jumpers? Para isso, é preciso obedecer ao mapa de 
jumpers que vem em cada HD. Em síntese, isso pode ser feito de três maneiras. 
Acompanhe!
a) Master – significa que este é o único Disco Rígido que estará ligado ao cabo, 
ou será o primeiro Disco Rígido quando dois discos forem ligados ao cabo.
b) Slave – significa que este é o segundo Disco Rígido que estará ligado ao 
cabo.
c) Cable select (CS) – significa que, com a utilização de um cabo “especial”, 
chamado CS, a configuração de quem será o mestre e o escravo será deter-
minada pela posição do Disco Rígido no cabo e não pela configuração do 
jumper.
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Figura 62 - Mapa de Jumpers
Neste caso, o HD que ficar na ponta do cabo será o master. Conheça, a seguir, os 
padrões PATA e ATAPI, importantes para troca de dados entre o HD e a placa-mãe.
124 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
8.5 pADrõeS pATA e ATApi
O padrão PATA vem de Parallel Advanced Tecnology Attachment. Trata-se de 
uma tecnologia que permite a troca de dados entre o HD e a placa-mãe por meio 
de um cabo paralelo (flat cable) de 40 ou 80 vias. Na verdade, a comunicação do 
computador com os HDs propriamente ditos é feita por um circuito conhecido 
como Programmed I/O (PIO). A taxa de transferência de dados do Disco Rígido 
para o computador depende do modo PIO utilizado, veja a seguir.
Tabela 11 - Modo PIO
MODO PIO TAxA DE TRANSFERêNCIA
Modo 1 5,2 MB/s
Modo 2 8,3 MB/s
Modo 3 11,1 MB/s
Modo 4 16,6 MB/s
Modo 5 22 MB/s
Atualmente,os HDs operam em outro modo, chamado de Ultra-ATA (também 
conhecido com Ultra-DMA ou UDMA). Este padrão permite a transferência de 
dados numa taxa que vai de 33MB/s a 133MB/s, conhecidos como UDMA 33, 
UDMA 66, UDMA 100 e UDMA 133. Os números nestas siglas representam a taxa 
de transferência. Assim, o UDMA 33 transmite dados a uma taxa de 33MB/s, o 
UDMA 66 faz o mesmo em até 66MB/s, e assim por diante. É importante salientar 
que, para que o HD troque dados com a placa-mãe na velocidade máxima, é 
imprescindível que ela opere na mesma taxa. Se um HD ATA-133 for instalado 
em uma placa-mãe que só opera no modo ATA-66, não significa que não vai 
funcionar, mas sim, que a troca de dados ocorrerá a 66MB/s, quando poderia ser 
muito mais alta, caso a placa-mãe também operasse a 133MB/s.
Já o padrão ATAPI é sigla para Attachment Packet Interface. Trata-se de uma 
melhoria do padrão ATA para permitir que possamos ligar unidades de CD-ROM 
na mesma interface IDE reservada para HDs, utilizando inclusive o mesmo flat 
cable. É o próprio computador, através de seu BIOS e/ou chipset da placa-mãe, 
que reconhece quando utilizar a interface ATA ou a interface ATAPI.
Conforme você estudou, o conector IDE Paralelo tem 40 pinos, mas o cabo 
pode ser de 40 ou 80 vias. Você sabe qual é a diferença entre um e outro? Bem, 
apesar de o cabo de 80 vias ter o dobro de fios, o conector também tem 40 pinos. 
Isso ocorre porque, para cada via de dados, existe um fio usado como aterramento 
ou blindagem, o que permite operações a maiores taxas de transferência. O cabo 
de 40 vias permite operação a 33MB/s no máximo, já o de 80 vias pode operar a 
133MB/s, devido à operação em altas taxas, que gera maior campo magnético e 
que, por sua vez, é dissipado ou absorvido pela blindagem existente no cabo de 
80 vias. 
8 uNiDADeS De DiSCO ríGiDO 125
Um fato importante a ser citado é que é comum encontrar 
um cabo de 40 vias sendo usado para ligar o CD-ROM. 
Nesse caso não há problema, já que o dispositivo opera 
a, no máximo, 8,8MB/s (CD 60x). Também é importante 
salientar que, caso você utilize um cabo de 40 vias para 
ligar um HD ATA 133, o Setup o reconhecerá como ATA 33. 
Faça o teste e comprove.
 VOCÊ 
 SABIA?
Fácil, não é mesmo? E com esse teste você poderá comprovar os conteúdos 
estudados. Vamos lá, pratique! E agora, o convite é para aprender sobre o padrão 
SATA. 
8.6 pADrÃO SATA
Como você pôde acompanhar anteriormente, os HDs PATA trocam dados 
com a placa-mãe por meio de um cabo paralelo, conhecido por flat cable. Essa 
característica limita a taxa de transferência de dados em 133MB/s. Isso ocorre 
pois, ao aumentar a frequência, a corrente elétrica que circula em cada fio (lado 
a lado) faz com que um campo magnético surja em sua volta. Esse campo gera 
interferência e, como consequência, a perda de dados. Para resolver o problema, 
surgiu o padrão Serial Advanced Technology Attachment (padrão SATA) ou Serial 
ATA, que faz com que o HD conecte-se à placa-mãe por meio de um cabo serial.
Com a informação trafegando por um único fio, serialmente, não há problemas 
de geração de campo magnético. A frequência pode, portanto, aumentar. Isso fica 
evidenciado quando se compara a maior taxa de transferência do PATA (133MB/s) 
com a menor taxa do SATA, que já começa em 150MB por segundo, sem contar o 
SATA II, que pode operar a 300MB/s e, ainda, o SATA III, que chega a 600MB/s.
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126 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
É importante que você fique atento para o fato de o cabo 
serial ser muito menor que o cabo paralelo, pois utiliza 
somente quatro fios. Este cabo é todo blindado para evitar 
ruídos externos e apresenta uma vantagem muito clara: 
como ele é menor, proporciona maior espaço livre dentro 
do gabinete, o que permite maior ventilação, um fator 
sempre importante nos computadores.
 FIQUE 
 ALERTA
Ainda em comparação aos discos PATA, é possível notar que no Serial ATA não 
há necessidade de jumpers para identificar o disco master (primário) ou secundário 
(slave), pois cada dispositivo conecta-se a um único canal de transmissão, 
permitindo usar toda a capacidade possível. Outra característica importante é 
que o padrão permite o uso da técnica hot-swap, que torna possível a troca de um 
dispositivo Serial ATA com o computador ligado. Por exemplo, é possível trocar 
um HD sem a necessidade de desligar a máquina, desde que ele não seja o HD 
que contém o sistema operacional do micro.
Por último, é preciso saber que, para manter a compatibilidade, é possível 
encontrar no mercado alguns adaptadores SATA/PATA. Além disso, muitos 
fabricantes de placas-mãe já estão desenvolvendo placas com as duas interfaces, 
o que elimina de vez o problema da compatibilidade.
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Figura 63 - Conectores SATA e PATA
Diante disso, é possível elencar uma série de vantagens do padrão SATA em 
relação ao PATA, o que pode ser resumido da seguinte maneira. Observe! 
a) Possui maior taxa de transferência de dados.
b) Permite maior ventilação interna ao gabinete.
c) Dispensa jumpers para indicar master e slave.
d) É compatível com o padrão anterior, por meio da utilização de um adaptador.
e) Permite a troca de HDs com o micro ligado.
8 uNiDADeS De DiSCO ríGiDO 127
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Figura 64 - Conector SATA
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Figura 65 - Adaptador PARA/SATA
8.6.1 unIdAde de eStAdo SóLIdo – SSd
As unidades SSD, também conhecidas por Unidade de Estado Sólido (Solid 
State Drive – SSD) são dispositivos de armazenamento que podem ser usados 
para armazenar programas e arquivos de computador como um disco rígido 
tradicional, sendo diferenciado pela forma como armazena dados. As unidades 
SSD armazenam dados em chips de memória Flash (NAND ou NOR), ao invés de 
gravação magnética usado pelos discos rígidos para armazenar dados. Pelo fato 
de usar chips de memória flash para armazenar seus dados esse novo dispositivo 
de armazenamento é mais rápido que os tradicionais discos rígidos por dois 
motivos: ao contrário dos discos rígidos as unidades SSD armazena seus dados 
de forma digital em chips flash não necessitando fazer conversão dos dados da 
forma digital para magnética, e também pelo fato de não possuir braço que faz a 
leitura e gravação de dados, por esses motivos as unidades SSD são muito mais 
velozes que os discos rígidos e também usam menos eletricidade.
128 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Inicialmente as unidades SSD tinham o propósito de serem usados em 
computadores portáteis, pois possuíam a característica importante de economizar 
eletricidade, aumentando a autonomia das baterias desse tipo de computador. 
Atualmente as unidades SSD possuem o tamanho de 2,5” e 1,8” polegadas, 
que são tamanhos padrões para unidades de armazenamento de computadores 
móveis, porém com adaptadores é possível que unidades SSD de 2,5” sejam 
adaptadas para 3,5” (que é o tamanho padrão de discos rígidos de computadores 
de mesa), permitindo que os mesmos sejam usados em computadores de mesa.
As unidades SSD usam as interfaces SATA, sendo compatível com todas as 
placas mães do mercado que usa esse tipo de interface. Uma outra característica 
de unidades SSD é que pelo seu alto valor essas unidades possuem capacidades 
menores que os discos rígidos.
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Figura 66 - Unidades SSD 2,5” e 1,8”
Foi muito interessante o estudo sobre as unidades de discos magnéticos, você 
concorda? Em caso de dúvidas, lembre-se de reler os conteúdos e buscar outras 
fontes de pesquisa.
É bastante comum ouvir os técnicos utilizando duas 
nomenclaturas para se referirem aos HDs: HD IDE e 
HD SATA. Isso está correto? O que você acha? Bem, na 
verdade não está, visto que IDE se refere a uma classe 
maior de HDs, nos quais a placa controladora está ligada 
diretamente aos discos por meio de circuito impresso, 
e não por meio de um flat cable. Neste caso, tanto o 
SATA quando o PATA são discos IDE,só que um utiliza 
transmissão serial e outro, paralela.
 VOCÊ 
 SABIA?
8 uNiDADeS De DiSCO ríGiDO 129
Agora que você já sabe diferenciar os padrões SATA e PATA, conheça um novo 
padrão!
8.7 pADrÃO SCSi
SCSI é sigla para Small Computer System Interface. É um padrão muito utilizado 
para conexões de HD, scanners, impressoras, CD-ROM ou qualquer outro 
dispositivo que necessite de alta transferência de dados.
Normalmente, este padrão é utilizado em servidores, dada a sua alta taxa de 
transferência de dados e também devido à sua interface, que permite a conexão 
de até 15 periféricos simultaneamente. Isso é feito por meio da configuração 
binária de jumpers, fazendo com que cada HD receba um endereço, chamado de 
SCSI ID. Essa característica é muito importante quando se utiliza a técnica de RAID, 
que você estudará no próximo capítulo. Na próxima figura, observe um esquema 
de ligação de diversos dispositivos SCSI a uma placa controladora, assim você o 
compreenderá melhor.
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Figura 67 - Controladora SCSI da fabricante Atto
Existem algumas placas-mãe destinadas a servidores que já trazem uma 
interface SCSI on-board. No entanto, é mais comum a utilização de placas de 
expansão, conforme pode ser visto na próxima figura.
130 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 68 - Controladora SCSI RAID Adaptec 39320
Com relação aos conectores, existem dois tipos: o Narrow SCSI, com 50 pinos; 
e o Wide SCSI, composto por 68 pinos. E que tal observar a figura seguinte para 
verificar as diferenças entre os diversos conectores para HDs? Confira!
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Figura 69 - Conectores para discos rígidos
 SAIBA 
 MAIS
Para conhecer mais detalhes sobre as unidades de Estado 
sólido – SSD e seu desempenho leiam o artigo: <http://www.
clubedohardware.com.br/artigos/Teste-da-Unidade-SSD-
-Patriot-Wildfire-de-120-GB/2366/1>.
8 uNiDADeS De DiSCO ríGiDO 131
 reCApiTuLANDO
Esse capítulo foi dedicado ao estudo dos discos rígidos. Você conheceu os 
modelos, suas características físicas e descobriu como funciona a gravação 
de dados. Viu que eles evoluíram muito nos últimos anos. Essa evolução 
pôde ser verificada pela capacidade de armazenamento dos dispositivos, 
que se elevou dos 5MB, desde o primeiro HD, até os 1,5 terabytes, que 
podem ser encontrados hoje. Houve evolução, também, na interface de 
comunicação com a placa-mãe, que pode ser feita paralelamente (ATA ou 
SCSI) ou serialmente (SATA), com taxas de transferência que podem chegar 
aos 600MB/s. Outra evolução pôde ser percebida na velocidade de rotação 
dos motores, que passou de 5.000RPM para 15.000RPM (encontrada em 
HDs para servidores). Enfim, mais uma parte do computador que você 
conheceu! O próximo capítulo já lhe aguarda com o tema de assunto: a 
técnica de RAID.
Tecnologia rAiD
99
A tecnologia RAID é muito utilizada em servidores corporativos, onde a perda de dados ou 
a indisponibilidade do computador podem gerar prejuízos muito grandes para as empresas. 
Imagine um servidor bancário que armazena dados de clientes ou, então, um servidor de banco 
de dados de uma empresa de cartão de crédito. Com esses exemplos, é possível perceber o 
quão crítico pode ser o funcionamento de um computador. A tecnologia RAID já é bastante 
difundida e é usada há alguns anos, sendo uma forma bastante eficiente de proteger os dados 
e garantir a segurança da informação nos computadores de diversas empresas. Ficou curioso 
para saber mais sobre essa importante tecnologia? Conheça os objetivos de aprendizagem 
deste capítulo e garanta um estudo significativo e prazeroso! Ao final desse capítulo, você terá 
subsídios para:
a) conhecer a tecnologia RAID;
b) compreender os níveis de RAID.
Está pronto para iniciar o estudo sobre a tecnologia RAID? Saiba que ela pode ser usada para 
aumentar o desempenho do computador ou aumentar a segurança. Siga com atenção! 
134 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
9.1 O que é rAiD?
A tecnologia RAID surgiu no final dos anos 80 como resultado do trabalho de 
pesquisadores da Universidade de Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos. RAID é 
a sigla para Redundant Array of Independent (ou Inexpensive) Disks. Sua definição 
em português seria Matriz Redundante de Discos Independentes. De um modo 
simplificado, é uma técnica responsável por combinar vários HDs de modo que 
eles sejam “vistos” pelo sistema operacional como se fossem um só (ou um volume 
lógico). Existem alguns tipos de RAID que provêm tolerância a falhas. Em outros 
tipos, o fator mais beneficiado é o desempenho. A seguir, você poderá estudar os 
diversos níveis de RAID. De imediato, já se pode saber que para montar um RAID 
serão necessários no mínimo dois discos. Com relação ao número máximo, vai 
depender do nível de RAID e do modelo da controladora.
As controladoras RAID on-board e off-board possuem 
um comando que deve ser executado na inicialização 
do computador, para acessar as configurações das 
controladoras RAID. Por exemplo, as controladoras da 
Adaptec usam o conjunto de teclas “CTRL + A” para acessar 
suas configurações. Essas teclas devem ser apertadas após 
o POST do computador.
 VOCÊ 
 SABIA?
Usar RAID por software ou por hardware? Você sabe qual a diferença? Então 
siga em frente para descobrir!
9.2 rAiD pOr SOFTwAre e pOr hArDwAre
A tecnologia RAID pode ser implementada de duas maneiras: por hardware 
ou por software. A implementação por hardware é a mais utilizada, isso porque 
independe do sistema operacional, não utiliza o processador da placa-mãe para 
funcionar e apresenta melhores resultados em termos de desempenho. 
A desvantagem é que este modo de operação exige 
a compra de uma placa de expansão (que pode 
ser conectada nos barramentos PCI, PCI-e e PCI-X), 
denominada “controladora RAID”, o que gera um custo 
adicional. 
 FIQUE 
 ALERTA
1359 TeCNOLOGiA rAiD
Atualmente, essa desvantagem vem sendo vencida pelo fato de que diversos 
fabricantes já disponibilizam controladoras RAID na própria placa-mãe, o que 
torna a técnica RAID viável, até mesmo em computadores domésticos. A diferença 
é que a controladora não é SCSI, mas sim, IDE operando com HDs SATA, o que não 
representa qualquer empecilho. Na próxima ilustração, você poderá visualizar 
uma controladora SCSI RAID do fabricante Adaptec. Observe!
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Figura 70 - Controladora que é um hardware
E a implementação de RAID baseado em software? Essa, por sua vez, não é muito 
utilizada, visto que, embora ofereça o benefício do menor custo (pois dispensa 
a compra de uma placa controladora), depende de configurações avançadas do 
sistema operacional. Outro fator que prejudica é que o desempenho é muito 
ruim, pois a ausência da controladora específica transfere para o processador do 
micro o trabalho pesado do RAID, propriamente dito.
Para montar um sistema RAID é recomendável que todos 
os discos em uso tenham a mesma capacidade, velocidade 
de rotação, quantidade de memória cache e também, o 
mesmo modelo. 
 FIQUE 
 ALERTA
E você sabia que existem alguns tipos de RAID? É verdade. Acompanhe!
136 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
9.3 TipOS De rAiD – NíveiS
Existem diversos modos de operação da tecnologia RAID, que são chamados 
de “níveis de RAID”. Cada um tem um conjunto de características muito específico. 
Conheça cada um desses níveis. 
9.3.1 rAId níveL 0 
Este nível também é conhecido como striping ou “fracionamento”. Nele, os 
dados são divididos em pequenos segmentos e distribuídos entre os discos. Isso 
faz com que o processo de escrita e leitura de dados seja acelerado. Na verdade, 
quanto mais discos houver, maior será o desempenho, visto que os dados serão 
divididos por um número maior e os segmentos ficarão menores, sendo gravados 
mais rapidamente em cada disco. 
Se houvesse apenas um HD, essa gravação (ou leitura) seria feita seqüencial-
mente ao longo do disco, o que leva mais tempo. Por prover um desempenhosuperior, o RAID 0 é utilizado em aplicações que exijam alta performance, como 
aplicações de tratamento de imagem e vídeo. Uma vantagem deste nível de RAID 
é que todo o volume de discos pode ser usado para armazenamento efetivo de 
dados, visto que não há tolerância a falhas. Assim, se você tem dois HDs de 250GB 
cada, o volume final para armazenamento de dados será de 500GB. Para prover o 
RAID 0 são necessários, no mínimo, 2 HDs. O número máximo depende do mode-
lo da controladora. O uso do RAID 0 não trás segurança as informações gravadas 
no disco, somente desempenho, na hipótese de um disco falhar perde-se o con-
teúdo como um todo.
9.3.2 rAId níveL 1 
Também é conhecido como mirroring ou “espelhamento”. Neste caso, um 
HD idêntico ao HD principal do computador trabalha em paralelo com ele, de 
modo que a informação gravada em um disco é igualmente (e simultaneamente) 
gravada no outro. Por um lado, isso provê tolerância a falhas, visto que, se um dos 
discos apresentar defeito, o outro pode assumir o computador imediatamente, 
uma vez que possui os mesmos dados do disco danificado. 
Por outro lado, este arranjo de discos apresenta duas desvantagens. A 
primeira é que o volume útil de dados é sempre a metade do total. Se você tem 2 
HDs de 250GB cada, o volume final para armazenamento não é 500GB, mas sim, 
250GB. Outra desvantagem é que, por fazer a gravação de dados duplicados, o 
desempenho torna-se inferior ao RAID 0. Nesse caso, recomenda-se a utilização 
deste nível de RAID em aplicações que não exijam muito desempenho, mas sim, 
1379 TeCNOLOGiA rAiD
tolerância a falhas. Para prover o RAID 1 são necessários, no mínimo, 2 HDs. O 
número máximo de discos também é 2.
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Figura 71 - RAID 0 e RAID 1 
Fonte: Adaptado de Emdstore (2009)
Veja no link seguinte como montar um sistema com RAID 
0 e 1: <http://www.clubedohardware.com.br/artigos/
Como-Montar-um-Sistema-RAID/1296/1>.
 SAIBA 
 MAIS
9.3.3 rAId níveL 2 
Este tipo de RAID provê um mecanismo de detecção de falhas em discos rígidos, 
de modo que todos os discos da matriz ficam sendo “monitorados” pelo mecanismo. 
Na verdade, este nível de RAID é pouco usado atualmente, visto que praticamente 
todos os discos rígidos novos saem de fábrica com mecanismos de detecção de 
falhas implantados. Para prover o RAID 2 são necessários, no mínimo, 2 HDs.
9.3.4 rAId níveL 3 
Neste nível, os dados são divididos entre os discos do arranjo, exceto em um, 
que é reservado para armazenar a informação de paridade, razão pela qual este 
RAID é chamado de “paridade fixa” ou “dedicada”. Este nível de RAID mostra-
se bastante eficiente no que diz respeito ao desempenho, considerando que é 
capaz de dividir os dados entre os discos. Por outro lado, também é satisfatório 
no quesito tolerância a falhas, visto que, em caso de perda de algum dos discos, 
a informação nele contida pode ser obtida por meio de cálculos matemáticos 
realizados pela controladora envolvendo o conteúdo do disco da paridade e o 
conteúdo dos HDs que restaram no arranjo. 
138 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Essas duas características fazem com que o RAID 3 consiga oferecer altas taxas de 
transferência e confiabilidade das informações. Para prover o RAID 3 são necessários, 
no mínimo, 3 HDs. O número máximo depende do modelo da controladora. Uma 
desvantagem deste RAID é que a paridade sempre ocupa a área de um disco rígido, 
de modo que a área útil final pode ser calculada com a seguinte fórmula.
Área útil do RAID 3 = Capacidade dos discos X (Total de discos – 1)
Neste caso, vamos usar o exemplo de um arranjo composto por 3 HDs de 
100GB cada. Acompanhe!
Área útil = 100 x (3-1) = 100 x 2 = 200GB
9.3.5 rAId níveL 4 
Este tipo de RAID é muito semelhante ao nível 3, pois também utiliza a paridade 
fixa, ou seja, reserva um HD para armazenar o cálculo da paridade. A diferença 
está no fato de que a reconstrução de dados (no caso de falha de um HD) ocorre 
em tempo real. Por esse motivo, este nível é usado apenas em aplicações que 
utilizam arquivos grandes (como armazenamento de vídeos), porque a cada 
arquivo gravado, a paridade é calculada, o que torna o processo mais lento. Para 
prover o RAID 4 são necessários, no mínimo, 3 HDs. O número máximo depende 
do modelo da controladora.
9.3.6 rAId níveL5
Este nível de RAID tem funcionamento semelhante aos níveis 3 e 4, 
diferenciando-se deles apenas pelo fato de que não há um disco fixo para 
armazenar a paridade. Neste caso, ela é distribuída em todos os discos do arranjo, 
o que confere ao RAID 5 o nome de “paridade rotativa”. A distribuição de paridade 
torna o processo mais ágil, uma vez que não há necessidade de acessar o HD de 
paridade a todo o momento em que uma gravação ou leitura ocorre. Por prover 
tolerância a falhas e possuir um desempenho bastante satisfatório, este nível é o 
mais utilizado no ambiente corporativo. 
1399 TeCNOLOGiA rAiD
A desvantagem é que, assim como nos níveis 3 e 4, há perda de área útil 
(correspondente a um HD). Outra desvantagem é que as controladoras RAID 
que implementam o nível 5 são geralmente mais caras. Para prover o RAID 5 
são necessários, no mínimo, 3 HDs e o número máximo depende do modelo da 
controladora. Confira, na figura seguinte, as diferenças entre os RAID 3 e 5.
Block 6
Block 5
Block 4
Block 3
Block 2
Block 1
DADOS:
DISCOS:
Mirror
Block 1
DISCO 3 DISCO 4
Block 5
Block 3
Block 1
DISCO 1 DISCO 2
Block 6
Block 4
Block 2
Striping
Striping
M
irr
or
in
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Mirror
Block 3
Mirror
Block 5
Mirror
Block 2
Mirror
Block 4
Mirror
Block 6
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Figura 72 - RAID 3 e RAID 5 
Fonte: Adaptado de Emdstore (2009
 CASOS e reLATOS
Usando RAiD
No curso de manutenção de computadores, Zeca aprendeu o que era 
RAID e ficou bastante interessado em usar essa tecnologia para deixar 
seu micro mais rápido, utilizando o RAID tipo 0. Após a aula, chegou em 
casa e verificou no manual da sua placa-mãe se sua máquina, que tinha 
pouco mais de um ano, possuía essa tecnologia on-board. Constatou que 
sua placa-mãe tinha suporte ao RAID dos tipos 0 e 1. No dia seguinte, foi a 
uma loja de informática e comprou mais um disco rígido idêntico ao seu 
de 500GB do mesmo fabricante e modelo. Agora que ele já sabia que sua 
placa-mãe tinha suporte ao RAID 0 (que era o seu interesse), e já possuía 
outro HD, começou a fazer o backup dos seus dados, pois seu professor 
explicou, na última aula, que para usar o RAID via hardware (a controladora 
RAID está embutida na placa-mãe), era necessário instalar novamente o 
sistema operacional. Como no ato de instalar o sistema há a necessidade de 
formatar o HD, ele fez logo seu backup. Após o backup estar ok, ele instalou 
o segundo disco na porta apropriada, configurou seu BIOS para inserir via 
140 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
CD e olhou no manual qual era a tecla de atalho para configurar o RAID 0. No 
manual dizia para pressionar CTRL + M após aparecerem as configurações 
do POST. Ele salvou a configuração de boot e reiniciou a máquina com o DVD 
de instalação do Windows 7. Após a tela de POST, pressionou as teclas CTRL 
+ M, e viu que apareceu um menu parecido com o BIOS onde era mostrado 
os HDs e como montar um volume RAID 0 ou 1. Ele escolheu a opção de 
RAID 0, salvou a configuração e reiniciou o computador novamente. Após 
o boot, o drive de DVD informou que tinha um instalador do Windows e 
mostrou a seguinte mensagem: “aperte uma tecla para rodar o instalador 
do Windows”. Zeca apertou a tecla enter e o processo de instalação do 
Windows começou, o Windows identificou somente um HD em RAID, e 
fez a instalação. Após o Windows e todos os programas instalados, Zeca 
percebeu que seu computador havia ficado quase duas vezes mais rápido.
9.3.7 rAId níveL 0+1
Como o próprio nome sugere, o RAID 0+1 é uma combinação dos níveis 0 
e 1. Os dados, portanto, são segmentados e distribuídos entre os discos, o que 
melhora o desempenho. Contudo, no arranjode discos, os HDs também são 
duplicados, o que provê redundância. No caso de utilizar 4 discos para compor 
o arranjo, dois deles serão utilizados para guardar informações úteis, divididas e 
distribuídas, já os outros dois serão utilizados para replicar a informação existente 
nos anteriores. A vantagem, neste caso, é que este nível de RAID é implementado 
por controladoras mais simples (e baratas). A desvantagem é que a capacidade 
final do volume é sempre a metade do número de discos. Se o arranjo for 
composto por 4 HDs de 100GB cada, o volume final será de 200GB. Para prover 
o RAID 0 + 1 são necessários, no mínimo, 4 HDs. O número máximo depende do 
modelo da controladora, mas deve ser par.
1419 TeCNOLOGiA rAiD
 
Block 6
Block 5
Block 4
Block 3
Block 2
Block 1
DADOS:
DISCOS:
Mirror
Block 1
DISCO 3 DISCO 4
Block 5
Block 3
Block 1
DISCO 1 DISCO 2
Block 6
Block 4
Block 2
Striping
Striping
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Mirror
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Mirror
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Mirror
Block 2
Mirror
Block 4
Mirror
Block 6
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1)
Figura 73 - RAID 0 + 1 
Fonte: Adaptado de Emdstore (2009)
9.3.8 rAId níveL 1 + 0
Trata-se de uma variação do RAID 0 +1, diferindo apenas no fato de que, em 
vez de fazer um espelhamento de dois RAID 0, o nível 1+0 (ou RAID 10, como 
também é conhecido) executa a operação de striping entre dois RAID 1, conforme 
você pode ver na próxima figura.
Block 8
Block 7
Block 7
Block 6
Block 5
Block 4
Block 3
Block 2
Block 1
DADOS:
DISCOS:
DISCO 3 DISCO 4
DISCO 1 DISCO 2
Block 5
Block 3
Block 1
Mirroring
Mirroring
Block 8
Block 6
Block 4
Block 2
Block 7
Block 5
Block 3
Block 1
Block 8
Block 6
Block 4
Block 2
Striping
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01
1)
Figura 74 - RAID 1 + 0 
Fonte: Adaptado de Pantherproducts (2009)
142 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
9.3.9 rAId níveL 5 + 0
Também conhecido como RAID 50, é composto de vários RAID 5, unidos por 
meio de um grande RAID 0. Este nível de RAID é bastante sofisticado e só pode ser 
executado por controladoras de alto nível e, por isso, são bem caros. Destina-se a 
servidores de arquivos de grande porte, como storages ou algo no gênero. 
Percebeu a diferença entre os diversos modos de operação da tecnologia 
RAID? Cada nível possui suas características e funções. 
 reCApiTuLANDO
Nesse capítulo, você conheceu o RAID, em alguns casos, utilizado para 
aumentar o desempenho no acesso aos dados. Viu também que, na maioria 
das vezes, esta técnica é utilizada para prover redundância, o que torna 
os sistemas tolerantes a falhas. Aprendeu que esta técnica pode ser feita 
por hardware - que apresenta melhor desempenho, porém, maior custo 
- ou por software, que não é muito utilizado. Finalmente, você aprendeu 
que há diversos níveis de RAID, cada um com características específicas, 
apresentando vantagens e desvantagens. Agora é hora de se preparar para 
conhecer as unidades ópticas, tema do próximo capítulo. Até lá!
1439 TeCNOLOGiA rAiD
Anotações:
10
unidades de Discos ópticos
10
Você sabe o que são discos ópticos? Se você não sabe, fique tranquilo, pois será o assunto 
desse capítulo. Unidades de discos ópticos são os drives que recebem mídias com características 
bastante específicas. Nessas mídias, a gravação ou leitura de dados não ocorre por meio 
magnético, como nos HDs e disquetes, mas sim, por meio de feixes de LASER. Essas mídias são 
leitores de Compact Disc (CDs) ou Digital Video Disc (DVDs), dispositivos nos quais o processo 
de funcionamento e a parte física são bastante semelhantes, por isso, primeiramente você irá 
estudar essas características inerentes a todos e, em seguida, as especificidades de cada tipo de 
mídia. Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:
a) compreender o funcionamento dos drives ópticos;
b) conhecer os tipos de mídias ópticas;
c) conhecer os tipos de tecnologias ópticas.
Entusiasmado para conhecer mais detalhes dos dispositivos ópticos? Então vamos saber 
mais sobre essa tecnologia que está no nosso dia a dia!
146 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
10.1 CONheCeNDO AS uNiDADeS De DiSCOS ópTiCOS
Nas unidades ópticas, o processo de funcionamento pode ser resumido 
da seguinte maneira: dados digitais são esculpidos no CD como pequenas 
elevações ou pontos de depressão. Como o laser brilha no movimento entre um 
tipo de meio e outro, um sensor detecta essa mudança na reflexão, quando a 
luz se encontra na fase de transição do ponto mais baixo para o mais alto. Cada 
transição é entendida como bit 1. Já a falta de transições é entendida como bit 0 
(nível lógico baixo). O funcionamento da leitura e escrita em uma mídia óptica 
pode ser observado na próxima figura. 
Etiqueta
Camada de
Alumínio
Camada de
Policarboneto
Sentido
0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0
Alumínio
LAND
PIT
Plástico
Transparente
laser
sensor
LAND
laser
sensor
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01
1)
Figura 75 - CD-ROM
Fonte: Adaptado de Computer Desktop Encyclopedia (2009)
Você já reparou que na parte frontal das unidades de CD 
existe um pequeno orifício? E sabe qual a sua utilidade? 
Bem, imagine que você está usando o micro e uma mídia 
contendo arquivos importantes está inserida na unidade 
leitora de CD. Em determinado momento, a energia 
elétrica é interrompida (o famoso “faltou luz”) e você tem 
que sair para uma reunião importante e precisa daqueles 
arquivos. O que fazer, visto que a unidade não abre, pois 
não há energia elétrica para isso? Neste caso, basta inserir 
uma haste de metal (pode ser uma ponta de um clipe de 
papel) no orifício e pronto, a unidade de CD vai abrir e 
o seu problema estará resolvido. Mas é importante ficar 
atento para que esse procedimento seja excepcional, e 
que jamais seja usado com o micro ligado, principalmente 
se a mídia estiver girando dentro da unidade.
 VOCÊ 
 SABIA?
Nas unidades destinadas a esse tipo de mídia, a conexão ao computador é 
feita por meio de conectores localizados na parte traseira do dispositivo, onde 
você pode encontrar entradas para o cabo de alimentação (energia), para o cabo 
de dados (responsável por transmitir os dados do CD para o computador) e para 
14710 uNiDADeS De DiSCOS ópTiCOS
o cabo de áudio (que deve ser ligado na placa de som para que seja possível a 
reprodução de CDs de áudio no Windows 98). Na parte da frente, normalmente 
encontra-se a bandeja onde as mídias são depositadas. O cabo de dados dos drives 
de CD geralmente deve ser conectado à interface IDE da placa-mãe (a mesma 
usada por HDs). Observe, na próxima figura, a parte traseira da mídia.
D
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go
 (2
01
1)
Figura 76 - Parte traseira do CD-ROM 
Fonte: Adaptado de Infowester (2009)
Não tente usar um drive óptico aberto. Com a velocidade 
de rotação da mídia, é possível que ela seja lançada contra 
objetos ou contra pessoas por perto.
 FIQUE 
 ALERTA
10.2 CD-rOM
As mídias do tipo CD-ROM foram as primeiras a utilizarem o método óptico de 
gravação de dados. No início, elas foram muito utilizadas para armazenar músicas, 
que só podiam ser lidas (daí o nome CD-ROM). Mais adiante, com o lançamento 
dos CD-R, houve a possibilidade gravar dados nessas mídias. A gravação poderia 
ser feita uma única vez, não havendo possibilidade de apagá-los. Por último, 
surgiram os CD-RW, que permitiam a gravação e o apagamento dos dados, o que 
popularizou de vez os CDs como mídia para armazenamento. Acompanhe os 
detalhes dessa evolução!
10.2.1 Cd-roM 
Discos de dados com capacidade para 700MB ou 80 minutos de música. Esta 
mídia é utilizada normalmente para áudio (CDs de música). Para acessar este 
disco é necessário apenas um dispositivo leitor de CD.
148 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
10.2.2 Cd-r (CoMPACt dISC reCordABLe)
Nesta mídia é possível gravar dados uma única vez, de tal modo que não é 
possível alterar ou apagar essas informações, pois o material usado no CD-R sofre 
uma transformação quando atingido pelo laser do gravador de CD, deixandoa 
mídia como um CD-ROM comum. Para gravar neste dispositivo é necessário, no 
mínimo, um dispositivo CD-RW.
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0-
-?
)
Figura 77 - Compact Disc (CD-R)
10.2.3 Cd-rW (CoMPACt dISC reCordABLe reWrItABLe) 
Esta mídia permite gravar dados várias vezes, sendo possível, inclusive, apagar 
aquelas informações gravadas anteriormente. Isso ocorre, pois neste caso, o 
material usado sofre uma ‘transformação’ quando atingido pelo laser do gravador 
de CD, mas depois pode, ainda, sofrer outra ação para voltar ao estado original, o 
que vai permitir o apagamento dos dados e, consequentemente, novas gravações. 
Para gravar neste dispositivo é necessário, no mínimo, um dispositivo CD-RW.
Com relação ao desempenho, é importante que você saiba 
que quanto maior for a velocidade de rotação (velocidade 
na qual o CD gira), mais rapidamente as informações 
chegarão à placa-mãe.
 FIQUE 
 ALERTA
No início dos anos 90, era comum vermos CDs de velocidade simples, os 
chamados 1X. Esses dispositivos trocavam dados com a placa-mãe a 150KB por 
segundo (KB/s). A evolução natural da tecnologia fez surgirem os CDs 2X, 4X, 8X, 
16X, 24X, 52X, e 60X. Para calcular o valor da taxa de transferência de um drive 
de CD, basta multiplicar a velocidade do drive (essa informação está presente na 
parte frontal do aparelho) por 150. Por exemplo, se um drive possui 60X, deve-se 
fazer 60 ×150 = 9000KB/s, algo em torno de 8,8 megabytes por segundo. A seguir, 
conheça os valores de taxas de transferência dos CDs.
14910 uNiDADeS De DiSCOS ópTiCOS
Tabela 12 - Taxa de transferência do CD-ROM
VELOCIDADE TAxA DE TRANSFERêNCIA
1X 150 KB/s
2X 300 KB/s
8X 1200 KB/s
16X 2400 KB/s
24X 3600 KB/s
52X 7800 KB/s
60X 9000 KB/s
Agora que você já aprendeu sobre o CD-ROM, chegou a hora de ter mais 
informações sobre os DVDs.
10.3 uNiDADeS De DvD
O DVD é uma mídia de armazenamento com capacidade de 4,7GB (no mínimo), 
valor bastante superior ao CD, que permite apenas 700MB. A sigla vem do inglês 
Digital Video Disc, o que prova sua predisposição para armazenar vídeos. 
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)
Figura 78 - Digital Video Disc (DVD)
Quem especificou as normas para a fabricação do DVD foram as próprias in-
dústrias de eletrônicos e de entretenimento, maiores interessados nesse merca-
do. O princípio de funcionamento é bastante semelhante ao do CD. As pequenas 
diferenças tecnológicas propiciam um aumento na capacidade de armazena-
mento. Nesse sentido, os 4,7GB de capacidade referem-se à gravação de dados 
em face única. No caso de face dupla, é possível atingir uma capacidade de 8,5GB, 
ou ainda, 17GB com dupla camada em face dupla. A gravação deste tipo de mídia 
é feita partindo do centro e dirigindo-se para as extremidades. 
Ainda com relação ao funcionamento, vale citar que a leitura é feita com 
o auxílio de um motor, localizado na parte interna do DVD, responsável por 
movimentar uma cabeça de leitura. É ela quem “varre” o disco para executar a 
leitura ou gravação em pontos específicos da mídia.
150 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Para efetuar a referida leitura, um laser é emitido em direção à mídia, que 
reflete a luz até atingir um sensor (captador óptico). Após a leitura, o sinal digital 
é convertido em analógico, amplificado e exibido na tela em forma de som e 
imagem. Conheça, a seguir, algumas mídias e leitoras de DVD.
10.3.1 dvd-roM 
Discos que permitem apenas leitura, mas não a gravação de dados. Para 
acessar este tipo de mídia é necessário apenas um dispositivo leitor de DVD (CD-
RW/DVD Combo).
Face única, camada única (4.7gb)
Face dupla, camada dupla (17gb)
Face única, camada dupla (8.5gb)
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1)
Figura 79 - Processo de gravação 
Fonte: Adaptado de Brain (2009)
Leitura de Disco do DVD
Motor de
Rastreamento
Motor
do disco
Captador
laser
RPM do disco 500
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Figura 80 - Funcionamento interno 
Fonte: Adaptado de Brain (2009)
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1)
Figura 81 - Geração do sinal de vídeo 
Fonte: Adaptado de Brain (2009)
15110 uNiDADeS De DiSCOS ópTiCOS
Além do DVD-ROM, temos o DVD-R e o DVD-RW. Quer saber as características 
de cada um deles? Então prossiga!
10.3.2 dvd-r (dIGItAL vIdeo dISC reCordABLe) 
Nesta mídia é possível gravar dados uma única vez, de modo que não se pode 
alterar ou apagar essas informações. Para gravar neste dispositivo é necessário, 
no mínimo, um dispositivo DVD-RW.
10.3.3 dvd-rW (dIGItAL vIdeo dISC reCordABLe reWrItABLe)
Esta mídia permite gravar dados várias vezes, sendo possível inclusive apagar 
aquelas informações gravadas anteriormente. Para gravar neste dispositivo é 
necessário, no mínimo, um dispositivo DVD-RW. 
 CASOS e reLATOS
Armazenamento de vídeo
Gabriel gostava de criar vídeos a partir de sua webcam. Porém, percebeu 
que ela era bastante limitada com relação à qualidade de imagem 
(resolução) e que para fazer uma filmagem, era necessário que a webcam 
ficasse conectada ao computador, o que limitava demasiadamente 
suas possibilidades de filmagens. A mãe de Gabriel, vendo que o garoto 
queria explorar mais sobre filmagens, porém estava limitado com relação 
ao equipamento, decidiu lhe dar uma filmadora simples, mas que fazia 
filmagens na resolução de 1920X1080 linhas, que é a melhor qualidade 
do mercado (o chamado Full HD). Gabriel não perdeu tempo e assim que 
ganhou a filmadora, tratou de fazer novas filmagens. Depois de fazer a 
edição dos vídeos e notar que seu computador demorava bastante para 
processar as imagens, pois os arquivos eram muito grandes (em alguns 
casos, maiores que 4GB), viu que a imagem era superior se comparada aos 
filmes que já assistira em filmes gravados em DVD. Após os vídeos editados 
no computador - e ele notar que as imagens e sua montagem dos filmes 
ficaram muito boas -, Gabriel queria mostrar para os amigos e para a família, 
porém, deparou-se com um problema. Um filme de duas horas gravado 
em qualidade Full HD ocupou o espaço de 18GB em um único arquivo. 
Esse vídeo não caberia em um DVD (e os aparelhos de DVD não suportam 
152 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
trabalhar com essa qualidade de vídeo), então Gabriel teve que diminuir a 
qualidade de seus vídeos para o padrão de 480p (720X480 linhas), caindo 
bastante a qualidade de seu trabalho. Mas, ele conseguiu mostrar um 
trabalho bacana a seus amigos e familiares. Para o próximo aniversário, 
Gabriel já combinou com seus pais que quer um gravador de Blu-Ray, assim 
poderá guardar seus vídeos em uma única mídia com a máxima qualidade 
de sua filmadora.
10.4 hD-DvD
HD-DVD é abreviatura em Inglês para High Density Digital Video Disc ou 
Disco de Vídeo Digital de Alta Densidade. Foi o primeiro padrão de DVD de alta 
densidade, o que provê uma alta capacidade de armazenamento. Promovido por 
empresas como NEC, Sanyo, HP, Microsoft e Intel, foi fomentado pela indústria do 
cinema, que precisava de uma mídia que comportasse vídeos com alto padrão de 
qualidade e definição, o que exige muito espaço. 
Aliás, para quem está acostumado aos DVDs comuns, que armazenam em 
média 4,7GB, vai se surpreender com os 15GB de capacidade do HD-DVD, que 
pode chegar a 30GB se for utilizado o processo de dupla camada. Se o HD-DVD 
comportar mídia gravável nos dois lados do CD, essa capacidade pode chegar a 
60GB. Assim, é possível perceber que é possível gravar muitos arquivos. Apesar 
desses valores parecerem bem grandes, o HD-DVD já perdeu mercado, pois foi 
substituído por uma mídia com maior capacidade ainda, o Blu-Ray, que você 
estudará na sequência.
 FIQUE 
 ALERTA
Como o tamanho dos discos óticos do CD, DVD, HD-DVD 
e Blu-ray existe no mercado leitores de ópticos que lêem 
mais de um tipo de disco. Normalmente um drive que lê a 
tecnologia mais moderna também consegue ler tecnolo-
gias mais antigas, EX: Um drive de Blu-ray conseguirá ler 
discos Blu-ray, DVD´s e CD´s. Existem no mercado drives no 
mercado que são chamados de Drives combo, essesdrives 
conseguem ler as tecnologias mais novas como o Blu-ray e 
suas anteriores, porém só grava nas tecnologias anteriores 
a mais nova, essa é uma forma dos fabricantes populariza-
rem a nova tecnologia no mercado e barateá-la também. 
15310 uNiDADeS De DiSCOS ópTiCOS
10.5 bLu-rAy
Devido a questões mercadológicas, os fabricantes resolveram interromper 
o desenvolvimento do HD-DVD, no início do ano de 2008. Em seu lugar, as 
indústrias se dedicaram à produção e comercialização do Blu-Ray, uma mídia 
capaz de armazenar 25GB de dados, podendo atingir facilmente os 50GB, caso o 
processo de fabricação envolva dupla camada. Novamente, se a mídia permitir a 
utilização dos dois lados, esse valor pode chegar a 100GB. Para finalizar, veja uma 
imagem de um DVD Blu-Ray.
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)
Figura 82 - Mídia Blu-Ray de 200GB
Para saber mais detalhes sobre as mídias de Blu-Rayss, 
acesse o site da Hughsnews: <http://www.hughsnews.ca/
faqs/authoritative-blu-ray-disc-bd-faq/9-disc-capacity>.
 SAIBA 
 MAIS
 reCApiTuLANDO
Nesse capítulo você aprendeu um pouco mais sobre hardware, pois foi 
apresentado às unidades ópticas. Descobriu que nelas, o processo de 
leitura e gravação é feito por meio de raios laser um pouco diferentes, pois 
não há processos magnéticos como nos disquetes e HDs. Viu também, que 
a evolução marcou estas mídias, que iniciaram com o simples CD- ROM de 
700MB, passando pelos DVDs de 4,7GB, tendo chegado hoje, aos incríveis 
50GB, disponíveis nas mídias Blu-Ray. Percebeu que, devido à segurança 
que eles proporcionam - pois podem manter os dados gravados por muito 
tempo-, são utilizados para arquivamento definitivo de dados. No caso de 
arquivamento temporário, o que mais tem sido usado são as memórias 
flash, conhecidas como pendrives. Certamente agora, você terá maiores 
conhecimentos sobre os tão conhecidos dispositivos de armazenamento, 
não é mesmo? Prepare-se para uma nova etapa de estudos. Até lá!
11
placas de expansão
11
Além dos dispositivos que você estudou até agora, existem outros de fundamental 
importância e imprescindíveis ao funcionamento do computador. Sabe quais são? Esses 
dispositivos são as placas de expansão, que você terá a oportunidade de explorar a partir de 
agora. Perceba que a ênfase também está nas placas de vídeo, placas de som e placas de fax-
modem. O convite agora é para conhecer os objetivos de aprendizagem! 
Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:
a) compreender o que s ão placas de expansão, ou placas off-board;
b) conhecer os tipos comuns de placas de expansão.
Preparado para iniciar o estudo das placas de expansão? Você verá que é a elas que você 
recorrerá, em alguns casos, para acrescentar um novo recurso em seu computador ou uma 
atualização. Vamos juntos conhecer os detalhes dessas placas!
156 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
11.1 pLACAS De víDeO
As placas de vídeo são responsáveis por interpretar as informações binárias 
geradas no computador e convertê-las em sinais elétricos capazes de serem 
reproduzidos em um monitor de vídeo, seja ele de tubo (CRT - Cathode Ray Tube) 
ou de cristal líquido (LCD - Liquid Crystal Display). Os primeiros computadores 
dispunham de placas de vídeo bastante simples, pois os monitores da época 
reproduziam apenas informações monocromáticas. Havia também, os primeiros 
monitores coloridos, mas com resolução (número de colunas x número de linhas) 
que não passava dos 800x600, com 65536 cores, ou de 1024x768, com 256 cores. 
Um exemplo desse tipo de placa de vídeo você poderá visualizar a seguir. Trata-
se de uma Trident 9440, muito comum no início dos anos 90. Nesse modelo é 
possível perceber a existência de dois chips, que somados, conferiam à placa um 
total de 1MB de memória de vídeo.
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Figura 83 - Placa de vídeo Trident dos anos 90
O avanço da indústria do entretenimento, em especial a de jogos de 
computador, impulsionou o desenvolvimento das placas de vídeo. Nessa nova 
fase, elas ganharam processadores próprios e mais capacidade de memória, o que 
tornou possível a execução de jogos 2D e um maior conforto na movimentação 
de objetos na tela. Nesta mesma linha, as placas chegaram ao estágio atual, o 
qual permite que as mesmas suportem recursos 3D, ou seja, imagens em três 
dimensões processadas pelo de GPU (Graphics Processing Unit, ou unidade de 
processamento gráfico), que é o item central da placa de vídeo.
15711 pLACAS De expANSÃO
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Figura 84 - Placa de vídeo do início dos anos 2000
O surgimento dos monitores LCD, bem como o avanço da tecnologia, fez com 
que novas conexões passassem a fazer parte das placas de vídeo. Dentre elas, 
pode-se citar: a S-Vídeo, usada para reproduzir o sinal da placa de vídeo em televi-
sores ou projetores multimídia; e a Saída DVI, usada normalmente em monitores 
de cristal líquido. Você poderá observar todas essas conexões na figura a seguir.
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Figura 85 - Conexões supervídeo, DVI e VGA
158 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
 CASOS e reLATOS
Quando usar conexões de vídeo VGA ou DVI?
Ivan está fazendo um curso de web design, no qual está aprendendo 
a trabalhar com tratamento de imagens. No momento, ele possui um 
microcomputador com monitor de 15 polegadas, que lhe disponibiliza 
uma resolução de 1024X768 pixels. Essa resolução não é adequada ao seu 
trabalho, pois a ferramenta que ele usa para edição de imagens possui 
janelas que parecem “pop-ups” e ocupam muito espaço no monitor, 
atrapalhando a edição em um monitor pequeno. Com esse problema, 
Ivan decidiu comprar um monitor maior, com suporte a uma resolução 
mais adequada à sua necessidade. O monitor escolhido por Ivan possui 24 
polegadas, com suporte a 1920X1080 pixels, tecnologia de cristal líquido 
(LCD) e entrada para dois tipos de cabos de vídeo: o tradicional (VGA) e o 
DVI. Após comprar o monitor e fazer a instalação do mesmo (utilizando o 
cabo VGA - analógico), Ivan reparou que a imagem de seu monitor estava 
com interferências que pareciam “fantasmas”. Ele então desconecta o 
cabo de vídeo e o reconecta, porém, o problema continua. Sendo assim, 
como não conseguiu resolver o problema e não tem certeza se este é de 
fato uma interferência ou algo no monitor, ele resolve entrar em contato 
com um colega, que é técnico de manutenção de computadores. Depois 
de relatar o problema ao colega, o mesmo lhe disse para fazer um teste, 
trocando o cabo VGA pelo DVI (que por trabalhar com sinais digitais não 
sofre problemas de interferência como o VGA). Ivan não perdeu tempo, 
lembrou que junto com o monitor LCD vieram dois cabos, um VGA, que 
ele já conhecia, e o outro, DVI. Ele desconectou o cabo VGA de sua placa de 
vídeo e do monitor e colocou o cabo DVI na entrada apropriada no monitor 
e, em sua placa de vídeo. Após ligar o micro, ele verificou que a interferência 
havia sumido e a imagem havia ficado mais nítida.
Com o Casos e relatos anterior, você pôde ver quando é possível usar conexões 
de vídeos VGA ou DVI, certo? E saiba que, mais recentemente, o desempenho das 
placas de vídeo passou a contar com um grande aliado: trata-se do barramento 
PCI Express, que pode trocar dados com o chipset a altas taxas de transferência. 
Além disso, ele permite que sejam utilizadas duas placas de vídeo em conjunto, 
de modo que elas compartilhem, paralelamente, o processamento de imagens, o 
que resulta em um desempenho superior e uma melhor qualidade e resolução na 
tela. Essa técnica é possível quando se usa o método SLI (Scalable Link Interface), 
no caso de placas fabricadas pela NVIDIA; ou o método CrossFire, em se tratando 
de placas fabricadas pela AMD/ATI.
15911 pLACAS De expANSÃO
Esses recursos não servem apenas para melhorar 
o desempenho de jogos de computador. Muitos 
engenheiros, arquitetos e projetistas ou pessoas 
que trabalham com editoração eletrônica e edição 
de imagens também fazem uso do alto poder de 
processamentoresultante dessas técnicas, isso porque 
eles utilizam programas como: Corel Draw, AutoCad, 
StudioWork ou PhotoShop, todos altos consumidores de 
recursos gráficos do computador.
 VOCÊ 
 SABIA?
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Figura 86 - Duas Placas ATI X1950 em modo Crossfire
Mas, veja bem! Nem só de placas poderosas vive o mercado da informática. 
Muitas vezes, os micros não precisam de tanta qualidade na geração de imagem. 
Um exemplo é o mercado corporativo, onde os PCs são usados normalmente 
para a execução de tarefas simples, como suítes de programas de escritório, 
navegadores de Internet, entre outros. Nesse caso, uma placa on-board pode 
tranquilamente dar conta do recado. 
Mesmo assim, caso uma aplicação necessite de uma resolução mais aprimorada, 
a placa de vídeo pode utilizar parte da memória RAM principal, resolvendo 
o problema, embora paliativamente. Além do mais, se você for observar as 
características de uma placa on-board de hoje - como memória e chipset -, é bem 
provável que descubra que ela tem capacidade superior a determinadas placas off-
board utilizadas antigamente. Enfim, cabe ao técnico observar as necessidades do 
usuário e recomendar a melhor placa com o melhor custo-benefício para cada caso.
E que tal agora conhecer dois itens importantes na medição da qualidade 
das placas de vídeo? Trata-se da resolução e do esquema de cores. O conjunto 
de colunas e linhas formadoras da imagem na tela do monitor é definido como 
‘resolução’. Quando a resolução está configurada para 1024 x 768, significa que a 
imagem é formada por quadros de 1024 colunas de pixels por 768 linhas. Assim, 
quanto maior for a capacidade de resolução de uma placa de vídeo, ou seja, quanto 
mais pixels por linha ela for capaz de gerar, melhor será a definição da imagem.
160 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
E você sabia que o número de cores que cada placa de vídeo suporta está ligado 
ao número de bits por pixel? É verdade! Os monitores monocromáticos usavam 
placas que trabalhavam com apenas 1 bit por pixel, isso porque essa quantidade 
permitia representar duas cores (preto e banco). Mais adiante, quando surgiram 
os monitores coloridos, foi necessário aumentar esse número para 8 bits, visto 
que seria o necessário (e suficiente) para reproduzir 256 cores. Atualmente, as 
placas de vídeo trabalham com valores elevados de esquemas de cores. É comum 
encontrarmos placas que geram 16 bits por pixel, o que permite reproduzir 65.536 
cores, pois 216 = 65.536. Esse esquema é conhecido como Hi Color. Além desse, é 
possível encontrar o esquema de 24 bits (16.777.216 cores) e 32 bits (4.294.967.296 
cores). Estes dois últimos são conhecidos como True Color (cores verdadeiras) e 
esses valores podem ser configurados no sistema operacional, conforme a figura 
a seguir.
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Figura 87 - Configuração da resolução da placa de vídeo
E você já se perguntou como é possível comparar placas de vídeo atualmente? 
Saiba que não é uma tarefa fácil, pois é preciso saber qual o processador da placa 
de vídeo (GPU), a velocidade das memórias e a velocidade do barramento no 
qual a placa de vídeo será instalada. O resultado de todas essas variáveis será a 
velocidade da placa de vídeo.
Que tal verificar as tabelas criadas pelo site Clube do 
Hardware? Por meio dele, você poderá conferir as 
velocidades em GB/s das placas de vídeo AMD/ATI e 
NVIDIA. Note que, quanto maior a velocidade e GB/s, mais 
rápida será a placa. Para isso, acesse os seguintes sites.
ATI: <http://www.clubedohardware.com.br/artigos/
Tabela-Comparativa-dos-Chips-da-AMD-ATI/520>.
NVIDIA: <http://www.clubedohardware.com.br/artigos/
Tabela-Comparativa-dos-Chips-da-NVIDIA/519>.
 SAIBA 
 MAIS
16111 pLACAS De expANSÃO
O próximo assunto será a respeito das placas de som. Prepare-se para percorrer 
mais uma importante etapa de sua aprendizagem!
11.2 pLACA De SOM
Ao escutar uma música no formato MP3 tocando em seu computador, 
normalmente os usuários nem fazem ideia de qual tecnologia está envolvida em 
todo esse processo, que torna possível que um punhado de bits (em forma de 
arquivo) seja capaz de acionar os alto-falantes e reproduzir o som. Além de todos 
os itens de hardware que você já estudou até aqui, um em especial, é o principal 
responsável por esse processo. Já sabe qual é? 
Trata-se da placa de som. É ela quem faz a conversão dos sinais elétricos digitais 
em sinais analógicos, que por sua vez, são reproduzidos nas caixas de som. Quando 
se fala ao microfone, o processo é inverso, ou seja, o sinal analógico é convertido 
em digital para que possa ser armazenado no computador. E assim como nas outras 
placas de expansão, pode-se ter placas de som on-board e off-board.
Atualmente, quase todas as placas-mãe saem de 
fábrica dotadas de placa de som on-board, até porque, 
normalmente, o sinal de áudio gerado por essas placas é 
mais do que suficiente para a grande maioria dos usuários. 
 VOCÊ 
 SABIA?
Existem, porém, aqueles usuários profissionais, que trabalham com edição de 
áudio ou utilizam o computador para reproduzir músicas em festas e eventos do 
gênero. Nesses casos, é necessária uma placa um pouco mais sofisticada.
Mas o que há de diferente nas placas off-board? Bem, o sinal analógico 
caracteriza-se por assumir diversos valores em um período de tempo. Por isso, é 
representado por uma forma de onda senoidal. Ao digitalizar esse sinal, é preciso 
efetuar diversas medidas de tensão, em vários períodos. O número de vezes que 
essas medições são feitas é chamado de ‘taxa de amostragem’.
Mas o que é onda senoidal? A onda senoidal obedece uma função seno ou 
cosseno e é a forma de onda mais simples. Todas as outras, mesmo as mais 
complexas, podem ser decompostas em conjuntos de ondas senoidais. Em 
eletrônica, é a forma de onda utilizada como ‘onda portadora’ na maior parte das 
modulações de rádio. 
162 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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01
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Figura 88 - Conversor Analógico/Digital medindo ondas de som em intervalos frequentes
Para saber mais sobre onda senoidal, acesse: <http://www.
feiradeciencias.com.br/sala15/15_07.asp>.
 SAIBA 
 MAIS
As placas profissionais apresentam altas taxas de amostragem, o que garante que 
o som digitalizado sairá o mais próximo possível do som analógico original, ou que 
o som digitalizado será convertido para analógico e reproduzido nos alto-falantes 
com todos os timbres: agudos, graves, frequências, enfim, com a maior fidelidade 
possível. Fora esses detalhes tecnológicos, as placas de som (tanto on-board 
quanto off-board) são bem parecidas, apresentando os mesmos conectores. E 
para facilitar a compreensão, veja a seguir, um modelo de placa de som e seus 
conectores de entrada e saída.
Quando ligar um amplificador de áudio à saída speaker da 
placa de som de um micro, não deixe o volume da mesma 
no máximo. Sabe por quê? Pois pode danificar a porta 
de entrada do amplificador (line in). Para esse tipo de 
conexão, use a saída line out da placa de som. O volume 
dessa saída é padrão, sendo o recomendado para esse tipo 
de ligação.
 FIQUE 
 ALERTA
Joystick
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Line out 1
Saída para o
alto-falante
Entrada de
microfone
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Figura 89 - Placa de som
16311 pLACAS De expANSÃO
11.2.1 entrAdAS e SAídAS de áudIo dIGItAL
Placas de som off-board e algumas on-board possuem entradas e saídas de 
áudio digital chamadas S/PDIF. Essas conexões permitem que sinais de áudio, no 
formato digital, sejam enviados da nossa placa de som para um aparelho de som, 
por exemplo, ou ao contrário, usando um único cabo. É comum pessoas fazerem 
a ligação de seus computadores para assistirem filmes ou jogarem em grandes 
aparelhos de TV. É possível também, ligar a placa de som no receiver de home 
theater e usar os recursos de surround, ou seja, usar os 5.1 canais de áudio. 
Para fazer a ligação de áudio, não necessitamos de 6 fios saindo da nossa placa 
de som para o receiver (conexão analógica).É possível usar um cabo RCA, ou um 
cabo Toslink (de fibra óptica) para fazer a ligação de nossa saída de áudio digital no 
receiver. Nesse único cabo, conectado entre os dois equipamentos, passarão todos 
os 5.1 canais de áudio (sem interferências), pois estamos usando sinais digitais.
11.3 pLACA De FAx-MODeM
Nesta etapa você vai estudar as placas de fax-modem que ficam dentro do 
computador e são destinadas à conexão por meio de linha discada com o provedor 
de Serviços de Internet, ou Internet Service Provider (ISP). Mas, a popularização dos 
serviços de banda larga pode colocar em desuso estas placas (que funcionam em 
banda estreita e não passam dos 56Kbps). No entanto, ainda é possível encontrar 
algumas instaladas em computadores de muitos lares brasileiros. Afinal, o que 
significa modem?
A palavra modem é o resultado da aglutinação das palavras modulador e 
demodulador. Na verdade, é exatamente isso que este dispositivo faz. Quando 
o computador precisa enviar dados por meio de uma linha telefônica, ele utiliza 
os sinais elétricos analógicos dessa linha como portadores das informações que 
se quer transmitir. O sinal digital composto por “zeros” e “uns” é convertido em 
valores de tensão e correntes compatíveis com a linha telefônica. Esse processo de 
conversão é chamado de ‘modulação’. Quando a informação chega ao outro lado 
da linha, o processo inverso é necessário, ou seja, o sinal elétrico analógico deve 
ser digitalizado e dele são extraídas as informações componentes da mensagem. 
Esse processo é chamado de ‘demodulação’.
164 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 90 - Placa de fax-modem
Os modems analógicos são pouco usados atualmente. 
Eles podem ser usados para fazer acesso remoto a 
computadores que também tenham -. Esse procedimento 
pode ser usado como alternativa para acessar servidores, 
caso o link de Internet não esteja em funcionamento.
 VOCÊ 
 SABIA?
Depois de conhecer a função dos modems, veja a seguir, os tipos de modulação!
11.3.1 tIPoS de ModuLAção
Tecnicamente, pode-se dizer que há três tipos básicos de modulação. Vamos 
descobrir quais são!
Modulação por frequência – neste caso, a frequência da portadora é alterada 
para representar os valores “0” e “1”. Como o sinal é analógico, alguma variável 
deve servir de parâmetro para essa representação. Assim, o valor “0” pode ser 
representado por uma frequência mais baixa e o valor “1”, por uma frequência mais 
alta.
Modulação por fase – neste caso, a fase do sinal é que sofre alteração de 
acordo com o bit a ser modulado. Assim, o valor “0” pode ser representado por 
uma senóide e o valor “1”, por uma cossenóide.
Modulação por amplitude – neste tipo de modulação, a variável a ser 
alterada é a amplitude do sinal da portadora. Assim, para representar o valor “0”, 
a amplitude do sinal é reduzida. Já para representar o valor “1”, esta amplitude 
é elevada ao maior valor. Durante o processo de conexão com o provedor, uma 
16511 pLACAS De expANSÃO
série de sinais são trocados entre o seu modem e o modem do ISP (Internet Service 
Provider). São sinais que informam aos envolvidos que uma linha telefônica vai 
transportar dados por uma faixa de frequência genuinamente destinada ao 
tráfego de voz. É por isso que você escuta uma série de ruídos durante o processo 
de conexão. É o handshaking ou “aperto de mãos”. Após os acertos iniciais, o alto-
falante é desligado e a comunicação começa. 
11.3.2 ProtoCoLoS v.90 e v.92
Ao trabalhar com placas de fax-modem, você vai se deparar com uma 
especificação técnica, sendo possível encontrar placas V.90 e V.92. É preciso 
conhecer essas especificações para identificar quais as características da placa em 
questão. Trata-se, portanto, do protocolo de transmissão de dados utilizado pelos 
modems. É natural imaginar que a placa V.92 é “melhor” que a V.90, mas é preciso 
saber o porquê dessa afirmação. O protocolo V.92, lançado em 2001, nada mais 
é do que uma evolução do padrão V.90, apresentando três diferenças básicas em 
relação a este, acompanhe.
a) Maior velocidade de upload – a taxa de upload do padrão V.90 era de 
apenas 33.600bps. No V.92, esse valor aumentou para 48.000bps. Vale 
lembrar que o valor de 56Kbps refere-se à taxa de download, e não de upload.
b) Recurso quick connect – no padrão V.90, o tempo de handshaking era de 
aproximadamente 20 segundos. No V.92, esse tempo caiu cerca de 50%, 
ficando em 10 segundos.
c) Tecnologia Modem On Hold (MOh) – é um recurso por meio do qual 
o computador informa ao usuário que alguém está tentando ligar para o 
telefone usado na conexão. O usuário pode atender a ligação sem desconectar 
da Internet, já que a conexão fica “pausada”. Para usar este recurso, contudo, 
o provedor precisa estar habilitado e, é claro, deve-se pagar uma taxa pelo 
serviço para a operadora de telefonia.
11.3.3 WInModeMS ou SoFtModeMS
Os SoftModem ou WinModem utilizam a tecnologia Host Signal Processing (HSP), 
a qual transfere muitas de suas tarefas, tais como a modulação e a demodulação, 
para o processador do micro, barateando o custo da placa. Com isso, hoje em dia 
é possível encontrar este tipo de placa por preços muito baixos. No entanto, como 
já estudamos, com a popularização dos serviços de banda larga é provável que, 
em breve, não se ouça mais falar de placas para acesso discado à Internet. Um 
SoftModem (modem por software) é um modem construído com pouquíssimos 
166 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
componentes, pois trabalhando em conjunto com um software específico, é 
capaz de usar os recursos do processador e da RAM do computador no qual está 
instalado. Nos modems tradicionais, essas tarefas são desempenhadas por um 
hardware dedicado, o que torna o produto mais caro. A seguir, veja dois exemplos 
de placas: uma SoftModem e outra de um modem tradicional, bem como o 
esquema de ligação de um telefone a uma placa de fax-modem.
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Figura 91 - Modem tradicional (à esquerda) e softmodem (à direita). 
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Figura 92 - Ligação telefone/fax-modem
16711 pLACAS De expANSÃO
 reCApiTuLANDO
Neste capítulo você conheceu um pouco mais sobre as placas de 
expansão. Descobriu que as primeiras placas de vídeo geravam apenas 
imagens monocromáticas, mas que logo foram melhoradas a ponto de 
reproduzirem figuras com milhares de cores. Percebeu que a evolução 
neste campo é ditada pela indústria do entretenimento, principalmente 
pelos fabricantes de jogos de computador que, em busca da reprodução 
de cenários quase reais, exigem muito do computador em termos de 
processamento de imagens. Aqui, você também teve a oportunidade de 
explorar as placas de som, conhecendo todo o processo de digitalização 
de áudio. Por último, estudou as placas de fax-modem, seu princípio 
de funcionamento, os tipos de modulação e os protocolos V.90 e V.92, 
verificando as diferenças existentes entre os modems tradicionais e os 
SoftModem. Você está quase pronto para solucionar os problemas que um 
computador apresentar. Mas ainda faltam alguns capítulos e o próximo 
assunto será a respeito dos periféricos.
periféricos
1212
Você já parou para pensar sobre o funcionamento de dois dos periféricos mais importantes dos 
computadores? E sabe quais são? Neste capítulo, você aprenderá mais sobre o teclado e o mouse, 
conhecendo suas características e funcionamento, assim como os tipos de conexões existentes 
para esses tipos de periféricos. Mas antes de iniciar, confira os objetivos de aprendizagem!
Ao final desse capítulo, você terá subsídios para:
a) compreender o funcionamento dos teclados;
b) compreender o funcionamento dos mouses;
c) conhecer as conexões usadas por esses dispositivos de entrada.
As oportunidades de aprendizagem serão muitas. Faça desse processo uma construção 
significativa e prazerosa. Bons estudos! 
170 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
12.1 TeCLADO
Para iniciar, é importantedestacar que os periféricos são os dispositivos por 
meio dos quais o usuário interage com a máquina. Aqui, você também vai conhecer 
as principais características e o princípio do funcionamento do teclado e do mouse.
Muito embora os teclados modernos disponham de diversas teclas e funções 
especiais, é preciso saber que o seu design original é baseado nas máquinas 
de escrever mecânicas. Como todos os outros elementos vistos até agora, o 
teclado sofreu grandes modificações, sendo que, atualmente, são encontrados 
em diversos leiautes e modelos: alguns ergonômicos e outros com design muito 
arrojado.
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20
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Figura 93 - Teclado original para Windows
12.1.1 teCLAS
Normalmente os teclados são compostos por um conjunto de 80 a 110 teclas, 
dentre as quais estão as teclas do alfabeto, do teclado numérico, de função e de 
controle. A disposição das teclas obedece a um padrão mundial. No Brasil, utiliza-
se a disposição conhecida como QWERTY, referência feita à posição das primeiras 
seis letras da quarta fileira.
Mas, por que as letras são dispostas de maneira tão “desorganizada”? Não seria 
mais fácil se estivessem em ordem alfabética? A origem mais aceita para justificar 
o padrão QWERTY é de que essa disposição foi escolhida porque evitava o trava-
mento do mecanismo das antigas máquinas de escrever. Existem ainda outras 
disposições como a QWERTZ e AZERTY, ambos comumente usados na Europa.
Além das teclas alfabéticas, existem ainda o teclado numérico e o teclado de 
funções, este último lançado pela IBM, em 1986, e composto por teclas de F1 até 
F12. Existem as teclas de controle, como: Home, End, Insert, Delete, Page Up, Page 
Down, Control (Ctrl), (Alt), Shift e Escape (Esc), que quando usadas em conjunto, 
17112 periFériCOS
simultaneamente, assumem diversas funções, dependendo do aplicativo que está 
sendo usado. Finalmente, existem as teclas relacionadas ao sistema operacional 
usado, como a Windows ou Start, e o teclado desenvolvido para os usuários do 
Linux, que vem com o pinguim “Tux” estampado e a logomarca ou mascote do 
Linux.
 CASOS e reLATOS
Investindo em dispositivos de entrada duráveis
João possui um computador que comprou há três anos. Na época, seu 
computador tinha uma configuração muito acima da média, pois ele 
havia escolhido o processador, a placa de vídeo e a placa-mãe mais 
sofisticados. Porém, depois de três anos, seu micro não rodava mais 
todos os jogos atuais com o desempenho esperado. Assim, João decidiu 
fazer um upgrade em seu computador (substituir peças antigas por mais 
modernas). Decidiu trocar o processador, a placa-mãe, a placa de vídeo 
e as memórias, pois suas memórias antigas (DDR2) não eram suportadas 
em sua nova placa-mãe com suporte à memória (DDR3). Ao planejar sua 
atualização, João decidiu não trocar alguns itens de seu computador, 
pois eram de boa qualidade e não influenciariam no desempenho de 
sua máquina. Eles eram: teclado, mouse, monitor, gabinete e fonte de 
alimentação. Após comprar as peças e ler o manual da placa-mãe, o 
próprio João fez a atualização de seu micro, e ficou bastante satisfeito 
com o resultado. Ficou ainda mais contente, pois como já havia comprado 
dispositivos de entrada e saída e gabinete de boa qualidade acabou 
economizando, afinal, não precisou comprá-los novamente.
Agora que você conheceu o caso de João, vamos ao funcionamento dos 
teclados? Em frente!
12.1.2 FunCIonAMento
Os teclados funcionam de forma bastante simples. São compostos por diversas 
chaves acionadas pelas teclas, convertendo as batidas em sinais elétricos para 
o computador. Na maioria dos teclados, abaixo das teclas, existe uma matriz de 
borracha composta por bolhas ou domos. Quando pressionamos a tecla, a bolha 
abaixa. Quando levantamos o dedo, o coeficiente elástico da borracha traz a tecla 
172 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
novamente para cima (posição de descanso). Existem teclados em que os domos 
são individuais, o que torna uma possível limpeza mais difícil, pois manusear 
mais de cem pecinhas dessas durante a manutenção pode ser algo complicado. 
Observe os domos na figura a seguir.
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Figura 94 - Teclado com acionadores do tipo domo de borracha
Note que, abaixo dos domos de borracha, existe uma matriz de plástico 
composta por duas lâminas, na qual são impressos diversos contatos. São as 
chaves propriamente ditas. Quando os domos são pressionados, eles fecham os 
contados das chaves, fazendo com que uma corrente elétrica flua entre as suas 
extremidades.
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20
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Figura 95 - Lâmina de plástico com chaves impressas
17312 periFériCOS
As microchaves ficam em contato direto com um microprocessador existente 
em cada teclado. É ele quem faz a leitura da matriz, identifica a posição em que a 
chave foi acionada e interpreta esse comando, comparando-o com um mapa de 
caracteres (uma espécie de tabela de consulta) armazenado em sua memória. É 
esse mapa que informa ao computador que determinada tecla corresponde a um 
caractere ASCII, por exemplo.
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Figura 96 - O microprocessador e o circuito controlador de um teclado
12.1.3 A InterFACe CoM o CoMPutAdor
Depois de gerar o código ASCII correspondente a uma tecla, é preciso enviar 
essa informação à placa-mãe. Isso é feito por meio da interface de comunicação. E 
existem diversos tipos de interfaces! A primeira ficou conhecida como DIN, muito 
utilizada em computadores com padrão AT. Mais adiante, a IBM lançou o padrão 
PS2, com conector Mini-DIN, tão difundido e que é utilizado até hoje. Por fim, vale 
citar os teclados que utilizam a interface USB para conexão ao computador, pois 
trata-se de uma interface bastante fácil de usar e que está se tornando padrão 
para a conexão de periféricos nos computadores modernos.
E você sabia que é possível, ainda, fazer essa conexão sem usar fios? Isso 
acontece quando utilizamos teclados dotados de circuitos que conectam-se 
ao computador por meio de raios infravermelhos (IR), radiofrequência (RF) 
ou conexões Bluetooth. Para tal, há um receptor conectado fisicamente ao 
computador que é capaz de trocar dados com o teclado, sem a utilização de fios. 
Observe os conectores nas figuras a seguir.
174 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 97 - Conector DIN
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Figura 98 - Conector Mini-DIN (Ps2)
Não conecte ou desconecte mouses ou teclados que usem 
a porta PS/2 com o computador ligado. Essa porta não é 
plug and play e o ato de desconectar - ou reconectar - um 
periférico PS/2 com o computador ligado, pode danificar 
a porta PS/2 na placa-mãe.
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 ALERTA
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Figura 99 - Conector USB
17512 periFériCOS
12.2 MOuSe
A invenção do mouse é atribuída a Douglas Englebart, um pesquisador 
da Universidade de Standford que, em 1964, criou o primeiro protótipo do XY 
Position Indicator For a Display System. Este era um objeto de madeira, que não 
lembrava os mouses que conhecemos hoje em dia. Inicialmente, ele não tinha 
muita utilidade, pois todos os comandos realizados no computador eram feitos 
com o auxílio do teclado.
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Figura 100 - Primeiro mouse
Curioso para saber mais sobre Douglas Englebart? Então 
acesse: <http://augmentinghumanintellect.blogspot.com.
br/p/douglas-engelbart.html> e conheça a história desse 
grande pesquisador!
 SAIBA 
 MAIS
No entanto, em uma visita à Xerox, em 1979, o fundador da Apple Computers 
(Steve Jobs) observou vários protótipos de mouses que lhe despertaram bastante 
interesse. Em razão disso, a Apple aprofundou os estudos a respeito do novo 
dispositivo, o que culminou no lançamento do Apple Macintosh, em 1984, que 
trazia um sistema operacional totalmente moderno, com interface gráfica 
composta por janelas e objetos na tela, acessíveis por intermédio do mouse – 
uma revolução para a época. O restante da história certamente você já conhece.O mouse popularizou-se e é encontrado em todos os computadores pessoais 
fabricados atualmente.
O mouse, por muitos anos, foi um dos dispositivos 
de entrada mais usados, inclusive para desenho no 
computador. Para facilitar a vida de profissionais que 
necessitavam criar desenhos a mão livre, foi criada a 
‘mesa digitalizadora’ (tablete gráfico), que permite o 
desenho com canetas desenvolvidas para serem usadas 
com esse dispositivo.
 VOCÊ 
 SABIA?
176 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
12.2.1 FunCIonAMento
Com relação ao princípio de funcionamento, são encontrados dois tipos de 
mouse. Ambos possuem dois botões para selecionar objetos e um disco, chamado 
scroll, que serve para navegar entre páginas, para cima e para baixo. Um dos 
mouses, o mais tradicional, opera com o auxílio de uma esfera. O outro, o mouse 
óptico, opera com um feixe de luz que varre a superfície por onde passa. 
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Figura 101 - Estrutura interna do mouse
Fonte: Adaptado de Infowester (2009)
Como você já estudou, o mouse tradicional tem em sua parte inferior uma esfera 
coberta por um material de borracha. Essa esfera gira quando ele é movimentado 
sobre uma superfície, que deve utilizar um mousepad como base de apoio. Existem 
dois roletes que ficam em contato com a esfera e, como consequência, sofrem a 
ação da mesma. Esses roletes estão presos a uma haste plástica que possui um 
disco perfurado na extremidade. Pode haver ainda um terceiro rolete, responsável 
por estabilizar o giro da esfera, conferindo maior precisão ao movimento, conforme 
você viu na figura anterior. Os discos perfurados ficam propositadamente 
posicionados entre sensores compostos por um LED infravermelho e um foto 
transistor. Quando os discos estão girando, ora eles permitem a passagem de luz do 
LED para o transistor, ora não, sendo que os sensores registram tanto o movimento 
vertical quanto o horizontal. No interior do mouse, há um chip responsável por 
efetuar a contagem do número de pulsos, ou seja, quantos instantes a esfera girou 
em um sentido e em outro. Essas informações são passadas ao computador, que as 
entende como coordenadas X e Y. Ele simplesmente repassa essa informação ao 
cursor, incrementando os valores de X e Y à posição atual da seta na tela. 
17712 periFériCOS
MouSe óPtICo
O Mouse óptico foi desenvolvido pela Agilent Technologies no ano de 1999, e o 
primeiro mouse comercializado com essa tecnologia foi o Microsoft IntelliMouse. 
Atualmente os mouses tradicionais (que usavam a bolinha) são absoletos, os 
mouses ópticos tomaram seu lugar em função da sua precisão, menor necessida-
de de limpeza e queda do preço desse tipo de mouse, que hoje tem valor equiva-
lente aos antigos mouses tradicionais.
A tecnologia óptica desenvolvida para mouses permite que o mesmo trabalhe 
em quase todas as superfícies, sem a necessidade de um mouse pad. Os mouses 
ópticos possuem um LED, que é usado para iluminar a superfície onde o mouse 
será usado e a partir do reflexo se posicionar na superfície.
Como o mouse óptico funciona:
a) Um LED vermelho emite luz direto na superfície. O reflexo desta luz volta, 
passa por uma lente e chega a um sensor que captura milhares de imagens.
b) Um processador analisa as varias imagens anteriormente coletadas com as 
mais atuais 
c) Baseado na mudança das imagens o processador determina qual a direção 
o mouse foi movimentado e a distância percorrido por ele, essas informa-
ções são enviadas para o computador
d) O computador movimenta o cursor na tela baseado nas coordenadas infor-
madas pelo mouse, Essas informações são enviadas do mouse para o com-
putador centenas de vezes por segundo, permitindo que o movimento do 
mouse seja suave e preciso. 
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Figura 102 - Mouse Óptico
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01
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Figura 103 - Componentes do Mouse Óptico
12.3 TrACkbALL
O TrackBall é um dispositivo que funciona de forma semelhante ao mouse, 
porém seu funcionamento não depende do movimento do TrackBall em cima de 
um mouse pad como um mouse, para movimentar o cursor na tela o usuário so-
mente precisa movimentar a esfera do TrackBall. Os trackballs foram criados entre 
a década de 50 e 60 e foram utilizados com freqüência nos primeiros laptops até o 
início da década de 90, quando ainda não existia a tecnologia do trackpad (usado 
nos notebooks e netbooks atuais). 
Atualmente os trackballs continuam a serem vendidos, mas em menor escala 
que os mouses. Algumas pessoas optam pelo uso do TrackBall em função de cau-
sarem menor incidência de dores nos pulsos (LER – Lesão por esforço repetitivo), 
pois para usar o TrackBall necessitamos somente movimentar a esfera dele usado 
o dedo polegar. Veja abaixo exemplo do TrackBall.
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Figura 104 - Trackball
17912 periFériCOS
Quanto conhecimento, não é mesmo? E no próximo capítulo, você estudará os 
hardwares para servidores. 
 reCApiTuLANDO
Nesse capítulo, você conheceu um pouco mais sobre o mouse e o teclado, 
que são periféricos de entrada básicos do computador. Aprendeu como 
mouses e teclados funcionam e quais são as conexões comumente usadas 
por esses dispositivos, como as interfaces: Seriais; PS/2 ou Mini-DIM; USB 
e Bluetooth. No próximo capítulo, você conhecerá os tipos de hardwares 
diferentes: os hardwares para servidores.
13
hardware para Servidores
13
Você sabe o que são servidores? São computadores que tem como tarefa “servir” seus clientes 
de informações ou serviços de redes. Um servidor diferencia-se de um computador comum por 
ter algumas características muito particulares, especialmente com relação à alta disponibilidade. 
Em outras palavras, um servidor precisa ter um hardware de alta qualidade para que seja mínima 
a possibilidade de falhas e, consequentemente, de indisponibilidade de serviços na rede. 
Um servidor não necessita somente de hardware de confiança, mas também de softwares 
preparados para terem alta disponibilidade. Lembre-se de que um software com problemas 
pode causar a parada de um servidor. Antes de iniciar o estudo, conheça os objetivos de apren-
dizagem. Ao final deste capítulo, você terá subsídios para:
a) verificar as diferenças dos processadores de servidores e dos computadores desktop;
b) conhecer as características das placas-mãe para servidores;
c) conhecer as características de memórias para servidores;
d) conhecer as características dos barramentos para servidores;
e) conhecer as características das fontes para servidores;
f) conhecer as características dos gabinetes para servidores.
Ao final deste capítulo, você conhecerá algumas características particulares de hardwares 
para servidores, assim como, características e componentes dos mesmos e, também, alguns 
servidores que são independentes de fabricantes. Existem no mercado servidores com compo-
nentes proprietários, sendo necessário, para tanto, fazer um curso do fabricante dos servidores 
para ter maior conhecimento da tecnologia e prestar suporte técnico. Pronto para iniciar o es-
tudo sobre esses hardwares? 
182 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
13.1 prOCeSSADOreS
Os servidores de rede e workstations podem usar processadores comuns aos 
computadores domésticos. Porém, é mais comum encontrar servidores com pro-
cessadores especialmente desenvolvidos para eles. Na plataforma x86, a Intel e a 
AMD fazem processadores próprios para esse segmento. A Intel tem sua linha de 
processadores XEON (pronuncia-se “Zion”), e a AMD tem a linha Opteron.
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Figura 105 - Processadores Intel Xeon e AMD Opteron
Veja, a seguir, algumas das principais diferenças dos processadores de servido-
res, comparados aos processadores para micros domésticos.
a) Suporte a multiprocessamento simétrico (SMP), ou seja, em uma única pla-
ca-mãe é possível que seja instalado mais de um processador físico. Somente 
processadores desenvolvidos para servidor podem trabalharem conjunto. 
b) Maior quantidade de memória cache.
c) Menor consumo de eletricidade que os processadores desktops (na maioria 
dos casos).
d) Na maioria dos casos, soquetes diferentes. A AMD usa o soquete “F”, que 
não é usado em micros domésticos, já a Intel, usa o mesmo soquete do I7 - o 
LGA 1366 - para os novos processadores Xeon.
13.2 pLACAS-MÃe
As placas-mãe para servidores são parecidas com as dos micros de mesa. Na 
maioria dos casos, essas placas-mãe não possuem suporte a barramentos PCI-e 
de 16X. Esse tipo de barramento é exclusivo para placas de vídeo de alto desem-
penho, o que não é usado em servidores. Que tal agora conhecer algumas carac-
terísticas de placas-mãe de servidores? Vamos lá!
18313 hArDwAre pArA ServiDOreS
a) Placa de vídeo on-board.
b) Mais de um BIOS (para backup, caso um tenha problema na hora da atualização).
c) Algumas possuem suporte a mais de um processador.
d) Suporte a mais discos rígidos.
e) Suporte a tecnologias on-board de SCSI e SAS.
f) Suporte a mais opções de RAID On-board.
g) Sempre usam memórias ECC e, em alguns casos, ECC Registrada.
h) Possuem duas placas de rede integradas à placa-mãe.
i) Suporte de até 12 módulos de memória RAM.
j) Caso haja mais de um processador na placa-mãe, existem bancos de memó-
ria diferenciados para cada processador.
k) Placa-mãe com tamanho Full ATX, que necessita de gabinetes próprios.
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Figura 106 - Placa-mãe Intel com suporte a dois processadores
E você sabia que a maioria das placas-mãe de servidores possuem mais de 
uma placa de rede instaladas de forma on-board? Essas placas podem ser usa-
das em conjunto, a fim de duplicar a velocidade de acesso à rede. Neste caso, se 
existirem duas placas de rede de 1Gbps na placa-mãe, o servidor verá como se 
tivesse um link de dados de 2Gbps. Caso um dos cabos seja desconectado aci-
dentalmente, por exemplo, o servidor continuará provendo dados à rede, mas a 
1Gbps, ou seja, usando duas placas de rede ao mesmo tempo, podemos ter maior 
desempenho na rede e redundância. Mas, para que esses benefícios sejam habi-
litados, é necessário que o administrador de rede configure as placas de rede no 
sistema operacional e que configure o switch para usar essa técnica (que pode ser 
chamada de Link Agregation ou Port Agregation).
184 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Para conhecer mais características de servidores como 
tecnologias e opções no mercado, pesquise em sites de 
fabricantes de servidores, como: <www.ibm.com.br>, 
<www.dell.com.br>, <www.hp.com.br>, <www.oracle.
com.br>, <www.itautec.com.br>.
 SAIBA 
 MAIS
E então, você gostou do estudo sobre as placas-mãe? O próximo passo será 
conhecer as memórias. Pronto para continuar? Siga atento!
13.3 MeMóriA
Os servidores podem usar dois tipos de memórias: uma chamada de UDIMM 
(Unregistered memory) e a outra RDIMM (Registered memory), ambas usam o re-
curso ECC (Error Correcting Code). Ou seja, caso algum dado esteja corrompido e 
seja enviado para ser processado pelo processador, a memória RAM ECC possui 
recursos para detectar dados corrompidos e tentar corrigir esse dado. Caso não 
seja possível, a memória não deixa com que o dado seja processado pelo mes-
mo, possivelmente evitando que o servidor trave. Servidores que usam memórias 
RDIMM ECC possuem maior suporte à memória RAM que servidores que usam 
memórias UDIMM. O fato de um servidor ter muita memória RAM torna obrigató-
rio o uso de memórias do tipo ECC, tornando o equipamento mais estável. Para 
saber se seu servidor usa memórias UDIMM ou RDIMM verifique no manual do 
fabricante ou da placa-mãe. 
Fisicamente, além da etiqueta falando que a memória é ECC, ela se diferencia 
por ter 9 chips de memória. Acompanhe a figura.
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Figura 107 - Memória ECC
18513 hArDwAre pArA ServiDOreS
 CASOS e reLATOS
Fazendo testes de memória em servidores
Ricardo é administrador de redes de uma empresa de médio porte que pos-
sui dez servidores executando diversos serviços de redes. Em uma segun-
da-feira, o servidor de páginas web começou a mostrar mensagens de erros 
e reiniciou duas vezes. Ricardo, que já tinha trabalhado com suporte técni-
co antes de estudar redes de computadores, logo imaginou que o proble-
ma poderia ser na memória do servidor. Lembrou-se do programa Memtest 
que fazia teste de memória e que possuía uma cópia desse programa em 
um CD. Pegou o CD, mudou a sequência de boot do servidor (para ele ler o 
CD antes de inicializar o Sistema Operacional) e reinicializou o servidor. O 
servidor começou a rodar o Memtest e parou, não mostrando as informa-
ções de processador e memória. Ricardo, ao ver esse problema, suspeitou 
que estivesse relacionado com o fato de o programa não ter suporte a pro-
cessadores de servidores, ou a memórias ECC (que esse servidor possuía). 
Sendo assim, foi ao site do fabricante e comparou sua versão do Memtest à 
versão mais nova. Percebeu então, que sua versão era muito antiga e não ti-
nha suporte ao chipset de servidores Xeon e memórias ECC. Com isso, fez o 
download da versão mais nova, gravou o software em outro CD e executou 
a ferramenta. Após alguns minutos, o software mostrava que alguns ende-
reços de memória estavam com problemas. Os servidores da empresa de 
Ricardo ainda estavam dentro do prazo de garantia on-site do fabricante (o 
serviço técnico vem ao local para fazer reparos), e ele resolveu ligar para o 
suporte técnico, comentando sobre os testes realizados. No dia seguinte, o 
técnico especializado em servidores veio com novos módulos de memória, 
fez a troca, e o servidor voltou a funcionar corretamente. 
Assim como aconteceu com Ricardo, lembre-se de sempre verificar se a versão 
do software de testes possui suporte ao hardware que se quer testar.
13.4 bArrAMeNTOS
As placas-mãe de servidores atuais possuem barramentos PCI, PCI Express de 
1 e 4 X e, em algumas placas, 8X. Com esses barramentos, é possível instalar mais 
placas de rede no servidor ou controladoras de disco com maior poder de proces-
samento, para uso de RAID via hardware.
186 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Há um barramento que é exclusivo para servidores, que é chamado de PCI-X 
(não confundir com PCI Express). Esse barramento pode transferir até 1066MB/s, 
sendo muito mais rápido que os barramentos PCI de 32 bits.
Esses barramentos são usados quase que exclusivamente para controladoras 
de discos SCSI ou SAS e utilizados para placas de rede múltiplas (uma placa de 
rede possui 4 portas de rede). Na figura seguinte, é mostrada uma placa-mãe com 
dois barramentos PCI de 32 bits abaixo, e dois barramentos PCI-X de 64 bits, aci-
ma. Reparem que eles são um pouco maiores que os PCIs comuns.
Figura 108 - Barramento PCI-X
É possível instalar uma placa PCI em um barramento 
PCI-X. Para isso, é preciso somente conferir se a placa PCI 
trabalha com 3,3 volts. Atendendo a esse requisito, pode 
ser instalada no slot PCI-X. Caso seja uma placa PCI de 5 
Volts, fisicamente não é possível instalá-la. 
 VOCÊ 
 SABIA?
13.5 FONTeS De ALiMeNTAÇÃO
Em servidores, também usamos fontes de alimentação que convertem a ele-
tricidade alternada (CA) para a contínua. As fontes para servidores são sempre 
fontes de potência real, ou seja, se a fonte diz que ela suporta 600 Watts de carga, 
ela atenderá a essa demanda de eletricidade. 
18713 hArDwAre pArA ServiDOreS
Figura 109 - Fonte simples de servidor não-redundante
Dependendo da necessidade do cliente, na compra dos servidores - ou mes-
mo das fontes - é possível que elas sejam redundantes, ou seja, no espaço de uma 
fonte de alimentação, existem duas. As fontes redundantes têm a finalidade de 
dar maior disponibilidade a um servidor. Se um servidor contém duas fontes, no 
caso de queimar uma, consequentemente, o servidor não desligará e os serviços 
de rede não serão interrompidos. 
Mas aí vem uma questão: uma das fontes de meu servidor queimou, eu pre-
ciso desligar o equipamento para trocar a fonte? A respostaé “não”. Se a fonte é 
redundante, você poderá retirar a fonte queimada e substituí-la com o servidor 
ligado. Existem servidores com duas ou três fontes. Nos modelos mais simples de 
servidores, normalmente esse tipo de fonte é opcional. Já em servidores maiores, 
com mais de um processador, fontes redundantes tornam-se itens de série.
As fontes de alimentação simples, normalmente, são 
usadas para pequenos servidores, pois estes são, com 
frequência, destinados a pequenas empresas. Em alguns 
casos, essas fontes podem ser retiradas sem que seja 
necessário desmontar o gabinete.
 VOCÊ 
 SABIA?
Fontes redundantes normalmente são opcionais em pequenos servidores, 
mas de série, em servidores maiores (com dois ou mais processadores). É possível 
fazer a troca de uma das fontes sem que seja desligado o servidor. Veja, a seguir, 
uma fonte redundante.
188 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 110 - Fonte de alimentação redundante. O conjunto contém 2 fontes
Sempre ligue um servidor em um nobreak, de preferência 
‘gerenciável’. O uso de nobreak é necessário para que, em 
caso de quedas de energia, o servidor não seja desligado 
indevidamente, corrompendo arquivos carregados na 
memória.
 FIQUE 
 ALERTA
Você já conhecia as fontes de alimentação? Percebeu sua importância? O pró-
ximo assunto será a respeito dos conectores de energia.
13.6 CONeCTOreS De eNerGiA
Os conectores de energia fornecidos por fontes de servidores costumam ser iguais 
aos de fontes ATX convencionais. Fontes de alimentação para servidores com mais 
de um processador possuem 1 conector auxiliar de 4 (ATX12V) ou 8 (EPS12V) pinos 
para cada processador. Ou seja, caso a placa-mãe possua dois soquetes, a fonte a ser 
conectada na placa-mãe deve ter dois conectores auxiliares, de 4 ou 8 pinos. Proces-
sadores que consomem mais energia costumam requerer conectores de 8 pinos (EP-
S12V). As fontes para servidores possuem os conectores tradicionais usados em mi-
cros de mesa também. Para recapitular, são eles: o conector de 24 pinos (ATX12V24), 
o conector de periféricos (4 pinos periférico 4X- 12V + 5V), o conector de drive de 
disquetes (conector Floppy 4X pinos – 12V + 5V) e o SATA (4X pinos – 12V + 5V).
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Figura 111 - Conectores de fonte de alimentação
18913 hArDwAre pArA ServiDOreS
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Figura 112 - Placa-mãe de servidor
Fonte: Adaptado de Intel (2011)
Na figura anterior, você pôde ver o esquema de uma placa-mãe para servido-
res. Nela foi possível verificar os dois soquetes de processadores e um conjunto 
de seis bancos de memória para cada processador. Mas, perceba que na parte de 
alimentação, temos alguns detalhes. Sabe quais são? Então acompanhe! 
a) Dois conectores de 8 pinos (EPS12V), um para cada processador.
b) Um conector de 24 pinos (ATX12v24 ) para alimentação da placa mãe.
Percebeu a importância dos conectores de energia? Continue aprendendo! 
13.7 GAbiNeTeS
Na maioria das vezes, você verá servidores montados por grandes empresas 
no ramo de computação, como: IBM, HP, DELL, ITAUTEC, entre outros. Porém, é 
possível montar um servidor com as peças que você preferir. Para iniciar, escolha 
um gabinete. O gabinete usado por servidores pode ser do tipo torre ou do tipo 
horizontal, para ser montado em um hack fechado.
E você sabe quais são os gabinetes usados por servidores? São do tipo Full 
ATX, que acomodam placas-mãe maiores que os gabinetes ATX, estudados an-
teriormente. Esses gabinetes costumam ter suporte a discos frontais ao gabinete 
(que podem ser retirados sem desmontar o gabinete), além de suporte a fontes 
redundantes e sensor de intrusão (botão que fica na tampa do gabinete e registra 
no BIOS quando o gabinete foi aberto, a fim de saber o dia e a hora que houve 
modificações no hardware da máquina).
190 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 113 - Gabinete Full ATX
Figura 114 - Gabinete Full ATX, vista com acesso aos HDs 
Na figura anterior, você pôde ver a parte frontal de um gabinete de servidor. 
Nesse gabinete, é possível instalar até 6 discos rígidos na parte frontal. Esse tipo 
de acesso facilita a substituição de discos, caso seja necessária a substituição de 
um disco defeituoso ou, até mesmo, o acréscimo de mais um disco, sem necessi-
tar desligar o servidor.
19113 hArDwAre pArA ServiDOreS
Esses suportes de discos rígidos são chamados de gavetas 
hot swap ou hot-plug. Os termos hot-swap ou hot-plug 
querem dizer que o dispositivo pode ser “tirado a quente”, 
ou seja, com o servidor ligado. 
 VOCÊ 
 SABIA?
Além disso, podem ser usados como dispositivos hot swap/hot-plug discos rí-
gidos com tecnologias SCSI, SATA e SAS.
 reCApiTuLANDO
Aqui, você viu que os hardwares dos servidores possuem alguns re-
cursos especiais, tais como: fontes redundantes, memórias com cor-
reções de erros e gabinetes especiais para facilitar a manutenção 
(possibilitando a retirada dos discos rígidos sem desligar o servidor). 
Esses são alguns dos exemplos que podemos encontrar no mercado. 
Vamos agora ao próximo capítulo, para conhecer o Procedimento de 
montagem de computadores. Siga motivado!
procedimento de 
Montagem de Computadores
1414
Nesse capítulo que inicia, você conhecerá as etapas de como montar um computador. 
Este procedimento é de grande importância para o profissional de manutenção de 
microcomputadores e, quanto mais computadores forem montados, melhor é sua habilidade 
técnica.
A montagem de microcomputadores é uma atividade que requer alguns cuidados, dentre 
eles a atenção quanto às peças a serem utilizadas. É necessário conhecer e estar atento aos 
componentes internos, para que não sejam instalados de forma incorreta e que não sejam 
danificados quando manuseados. Antes de iniciar, conheça os objetivos de aprendizagem!
Ao final desse capítulo, você terá subsídios para:
a) conhecer os cuidados a serem tomados com componentes internos do computador;
b) conhecer o que é a eletricidade estática;
c) conhecer como armazenar componentes internos do computador;
d) conhecer o processo de montagem de um microcomputador;
e) saber configurar um BIOS;
f) conhecer procedimentos de teste de hardware.
Após estudar sobre os componentes internos de um computador e conhecer o procedimento 
de montagem, você será capaz de realizar esta tarefa na prática e do começo ao fim. Fique atento 
a cada etapa desse estudo e aproveite para realizar anotações ao longo do seu aprendizado, 
como forma de enfatizar o que você aprende. 
194 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
14.1 CuiDADOS COM COMpONeNTeS iNTerNOS
Antes de introduzir o assunto do procedimento de montagem de microcom-
putadores, é necessário conhecer alguns componentes internos: as placas eletrô-
nicas.
As placas eletrônicas são peças feitas de fibra de vidro. Possuem trilhas 
metálicas que interconectam os componentes eletrônicos, tais como transistores, 
resistores, circuitos integrados (CI), entre outros. A maioria desses componentes 
trabalham com voltagens de 3 a 5 volts. 
No mundo da eletrônica há um efeito físico que pode trazer problemas para 
os componentes eletrônicos, caso não seja controlado. Esse efeito é conhecido 
como eletricidade estática ou, no inglês, Electro Static Discharge (ESD). Conheça, a 
seguir, como ocorre esse efeito e quais consequências pode apresentar. 
14.1.1 eLetrICIdAde eStátICA
A eletricidade estática pode ser criada de diversas formas. Basicamente, são 
cargas elétricas que estão paradas em um objeto ou pessoas. Essa eletricidade se 
forma principalmente em locais secos ou com atrito de materiais sintéticos, como 
por exemplo com sapatos ao entrarem em contato com o piso sintético ou em 
roupas, como as de lã.
O ato de vestir ou despir uma peça de roupa de lã é um 
dos procedimentos mais comuns de manifestação da 
eletricidade estática. Quando ocorre, é possível visualizar 
pequenas fagulhas ou ouvir estalos que comprovam tal 
feito. 
 VOCÊ 
 SABIA?
O que poucas pessoas sabem éque esse tipo de eletricidade, quando se 
manifesta no nosso corpo, é capaz de danificar componentes de uma placa de 
um computador. Nesse caso, tende a sair de um corpo com mais carga elétrica 
para outro com menor carga. 
Na situação a seguir, você acompanhará uma experiência de manifestação da 
eletricidade estática, bastante comum entre as pessoas, e que representa muito 
bem a situação de eletricidade estática entre dois corpos.
1 INTERMITENTE
Tudo aquilo que se 
interrompe e recomeça 
a intervalos. Em um 
momento aparece e em 
outros não.
19514 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
 CASOS e reLATOS
Equilíbrio elétrico
Numa manhã de segunda-feira, Luiz se prepara para chegar mais cedo ao 
trabalho. A cidade de Brasília estava por receber um grande evento e, por 
esse motivo, receberia muitos visitantes.
Ao colocar uma das mãos sobre o carro, Luiz se assusta e dá um passo para 
trás. Você saberia dizer o que aconteceu naquele momento?
Em regiões mais secas do país é relativamente comum as pessoas sentirem 
choque ao tocar em um automóvel. Isso acontece porque um dos corpos 
está mais carregado eletricamente que o outro. Sendo assim, ao tocar a 
carroceria, Luiz e o carro tendem a entrar em equilíbrio elétrico, ou seja, os 
dois corpos irão possuir a mesma carga elétrica. 
Em um acontecimento como este é comum resultar em um simples susto, mas 
por vezes é possível que circuitos eletrônicos causem prejuízos como queima de 
componentes ou problemas intermitentes1.
A seguir, saiba como lidar com as consequências da eletricidade estática. 
CoMo evItAr ProBLeMAS CoM eLetrICIdAde eStátICA (eSd)
Para diminuirmos a possibilidade de problemas causados pela eletricidade es-
tática é necessário que sejam tomados alguns cuidados, como o armazenamento 
dos componentes eletrônicos em invólucros apropriados. Conheça alguns mode-
los de invólucros que devem ser usados para armazenar placas, processadores, 
memórias e discos rígidos.
Embalagem para memórias
As memórias RAM devem sem armazenadas em caixinhas, como a da figura a 
seguir, ou ainda, em sacos antiestáticos, que você conhecerá na sequência.
196 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 115 - Embalagens para memória RAM
Evite adquirir memórias que estiverem envolvidas em 
plásticos que não sejam os antiestáticos. É muito comum 
encontrar, no mercado, memórias envolvidas em plástico-
bolha, o qual é uma fonte de eletricidade estática e com 
isso, faz com que as memórias possam ter problemas 
intermitentes.
De uma forma geral, o plástico-bolha não é adequado 
para envolver componentes eletrônicos. Portanto, evite 
utilizá-los.
 SAIBA 
 MAIS
Embalagem para discos rígidos – hD
Os HDs também possuem embalagens próprias. No Brasil, não é comum um 
disco rígido acompanhar uma caixa que contenha os detalhes do produto, mas é 
comum acompanhar uma caixa plástica, como a da figura a seguir, que protege o 
disco contra choques físicos e eletricidade estática.
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Figura 116 - Embalagens para discos rígidos
19714 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Pulseira antiestática
A pulseira antiestática tem a função de retirar a eletricidade estática de nosso 
corpo, mas por si só, ela não faz essa tarefa. Em uma das extremidades da pulseira 
há uma espécie de garra, que deve estar conectada a um local aterrado, e a outra 
extremidade deve ser colocada no pulso do técnico.
É importante salientar que a pulseira antiestática deve ser utilizada no braço 
que menos é utilizado durante o procedimento, ou seja: o técnico que trabalha 
mais com o braço esquerdo deve colocar a pulseira no braço direito, e o técnico 
que trabalha com o lado direito deverá colocar a pulseira no lado esquerdo. Essa 
é uma forma de evitar problemas no manuseio de componentes do computador.
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Figura 117 - Pulseira antiestática
Plásticos antiestáticos
Os plásticos antiestáticos têm como função proteger placas e componentes 
eletrônicos da eletricidade estática que existe fora da embalagem. Esses plásticos 
costumam acompanhar: placas-mãe, placas de rede, placas de vídeo e, algumas 
vezes, pentes de memória. De uma forma geral, os plásticos antiestáticos têm 
cor escura e sempre vêm com um adesivo ou desenho mostrando que protegem 
materiais contra eletricidade estática. Veja um exemplo, na figura a seguir.
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Figura 118 - Plásticos antiestáticos
198 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 119 - Adesivo mostrando que o componente que está dentro de um invólucro é sensível à ESD
PInCéIS PArA LIMPezA de CoMPonenteS
É muito comum, entre os técnicos de manutenção de computadores, a tarefa 
de limpeza de componentes como placas, coolers, ventoinhas, dissipadores de 
calor, etc. Para essa atividade, se faz necessário o uso de pincéis antiestáticos. 
Apesar da maioria dos técnicos usarem qualquer tipo de pincel para realizar 
esse procedimento, há chances de no momento da fricção entre o pincel e a peça 
a ser limpa, acabar gerando eletricidade estática. Para evitar esse problema, é 
recomendável utilizar pincéis antiestáticos, que costumam ser identificados com 
o adesivo mostrado na figura anterior ou com algum texto dizendo que evitam 
eletricidade estática. 
Conheça, a seguir, alguns modelos de pincéis antiestáticos.
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Figura 120 - Pincéis antiestáticos
19914 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
MAntA AntIeStátICA
As mantas antiestáticas são materiais que ficam em cima de uma bancada ou 
mesa, e permitem que o trabalho seja realizado com componentes eletrônicos 
em sua superfície. A manta antiestática tem, em uma de suas extremidades, um 
fio que deve ser ligado a um local aterrado, de forma a eliminar a eletricidade de 
sua superfície ou de qualquer componente depositado em sua superfície. 
É comum encontrar nas mantas um local para conectar a pulseira antiestática, 
permitindo que o corpo do técnico e dos componentes fiquem aterrados e livres 
de eletricidade estática.
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Figura 121 - Manta antiestática
14.2 MANuSeANDO AS peÇAS
Para um técnico em manutenção de microcomputadores, é extremamente 
importante saber que se deve evitar o contato direto com componentes 
eletrônicos, especialmente se não estiver usando uma pulseira antiestática. Todas 
as placas devem ser manuseadas pelas extremidades, evitando assim, o contato 
direto da mão do técnico com os componentes e trilhas. 
14.2.1 MAnuSeIo de PLACAS e ProCeSSAdoreS
O manuseio das placas se dá sempre pelas bordas, para evitar que haja contato 
das mãos, pois podem ter eletricidade estática e, consequentemente, danificar 
a placa. Outro fator que requer atenção quanto a esta peça é o fato dela sofrer 
oxidação. 
200 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
É comum algumas pessoas transpirarem nas mãos, e essa umidade pode oxidar 
os contatos dos componentes, causando maus contatos. Na figura a seguir, você 
pode visualizar a forma correta de manuseio das placas sem que o suor das mãos 
prejudique a peça. Em seguida, veja a maneira incorreta do manuseio.
Figura 122 - Manuseio correto de placas
Figura 123 - Manuseio incorreto de placas
Os processadores também são componentes bastante sensíveis à ESD e, 
portanto, não devem entrar em contato com as mãos, a fim de evitar danificá-los 
com eletricidade estática. Veja na figura a seguir, a forma incorreta de manuseio 
de processadores.
20114 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Figura 124 - Manuseio incorreto de processadores
14.3 MONTANDO O priMeirO COMpuTADOr
O primeiro passo para a montagem de um computador é ter um espaço amplo 
para trabalhar, no qual seja possível disponibilizar com segurança o gabinete e 
os componentes. É recomendável que as peças estejam em cima de uma manta 
antiestática devidamente aterrada.
Para montar um computador, como exemplo, usaremos os seguintes materiais.
a) Processador Intel Celeron D 2.8GHz.
b) Cooler originalda Intel para soquete 775.
c) Pasta térmica para equipamentos eletrônicos.
d) Placa-mãe Intel D102GGC2.
e) Dois módulos de memória DDR2 de 1GB e 667Mhz cada uma.
f) Placa de vídeo ATI X1600XT com 256MB e barramento PCI Express 16X.
g) Gabinete ATX.
h) Fonte ATX de potência nominal de 450 Watts com conector de 20 Pinos.
i) Drive de gravação de DVD com interface SATA.
j) Disco rígido Samsung de 160GB 7200RPM com interface SATA.
k) Leitor de cartões ligado em uma interface USB na placa-mãe.
Acompanhe, a seguir, o passo a passo de como proceder na montagem de um 
computador.
202 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
PASSo 1 
Primeiramente, serão montados os componentes na placa-mãe. Esse 
procedimento será realizado fora do gabinete, a fim de poder visualizar pequenos 
problemas que podessam vir a acontecer no processo de montagem. Caso seja 
realizada a montagem dos componentes da placa-mãe com ela já instalada no 
gabinete, há maior dificuldade de ver os pequenos detalhes e os problemas.
PASSo 2
Na imagem a seguir, você pode ver uma placa-mãe sem nenhum componente 
conectado a ela. Após acomodar a placa em cima da manta antiestática (ou 
mesmo na espuma que acompanha a placa mãe na caixa), conecte o processador, 
os módulos de memória e o cooler.
Figura 125 - Placa-mãe
A placa a seguir é para processadores Intel, com soquete 775. Ao ser retirada da 
caixa, você verá que ela possui uma proteção do soquete, que deve ser removida. 
Veja na figura a seguir, como retirar a proteção do processador para instalação.
20314 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Figura 126 - Retirando a proteção do soquete 775
Para retirar a proteção do soquete, você deve abrir a trava e empurrar a 
proteção plástica de dentro para fora. Ou então, puxar pelas extremidades a 
tampa plástica, mesmo com a trava fechada.
Após retirar a proteção do soquete 775, você deve abrir a trava e a tampa do 
soquete, para poder instalar o processador.
Para abrir o soquete é necessário puxar a alavanca “A” no sentido oposto ao 
soquete e depois puxar a alavanca “B” para cima. Com esses dois movimentos, 
é possível abrir a tampa metálica e colocar o processador no soquete. Veja, na 
figura a seguir, como proceder.
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Figura 127 - Abrindo a trava e a tampa do soquete
Fonte: Adaptado de Intel
Que a forma como é colocado o processador no soquete 775 
é semelhante aos novos soquetes da Intel, o 1155 e o 1366?
 VOCÊ 
 SABIA?
204 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
PASSo 3
Os fabricantes de processadores costumam colocar um plástico ou espuma 
antiestática embaixo dos processadores, a fim de proteger seus contatos contra 
eletricidade estática. Já no caso dos processadores que têm terminais expostos, 
a proteção serve também para que os mesmos não sejam amassados. Na figura a 
seguir, veja como ocorre o processo de retirada da proteção que acompanha um 
processador da Intel.
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Figura 128 - Retirando a proteção antiestática do processador
Fonte: Adaptado de Intel
PASSo 4
Após retirar a proteção do processador, você deve colocar o processador no 
soquete. Na figura a seguir, é mostrado como se deve colocar o processador 
no soquete aberto. Deve-se pegar o processador sempre pelas laterais, pois é 
necessário evitar tocar os contatos. Veja que o soquete apresenta alguns pinos 
delimitadores nos detalhes G e H, na imagem a seguir. 
Você sabe o qual é a função desses pinos? 
Os pinos delimitadores não deixam que o processador seja encaixado de mais 
de uma maneira. Na figura a seguir, são mostrados o soquete e o processador 
no sentido correto de instalação, com o alinhamento dos pinos delimitadores 
do processador (G) com o do soquete (H). Em volta do soquete são encontradas 
ranhuras, para que seja mais fácil a colocação e remoção do processador (F), veja 
como:
20514 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
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Figura 129 - Instalação do processador no soquete 775: delimitadores do 
processador e soquete (G e H), F ranhura para retirar e colocar o processador
Fonte: Adaptado de Intel (2011)
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Figura 130 - Travando a tampa do soquete 775
Fonte: Adaptado de Intel (2011)
PASSo 5
Após colocar o processador no soquete, você deve colocar a pasta térmica na 
superfície do processador. A pasta térmica é um produto que devemos passar 
entre o processador e o cooler a fim de aumentar a área de contato entre os 
dois dispositivos, o que facilita a troca de calor do processador para o cooler. 
É obrigatório o uso da pasta térmica, porém, esta pode ser substituída por um 
cooler novo, já que ele vem com elastômero.
Elastômero é um polímero (possui aspecto de borracha) que costuma vir com 
coolers novos (ainda não usados). O elastômero, quando aquecido, entra em fusão 
com o processador e o cooler, funcionando de forma semelhante à pasta térmica. 
Não é comum encontrar elastômero em lojas de informática, mas nada impede 
206 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
que o elastômero seja removido e seja usada a pasta térmica (caso seja preferência 
do usuário). Podem ser utilizadas tanto as pastas tradicionais quanto as térmicas, 
as quais conseguem transferir o calor mais rapidamente do processador para o 
cooler. 
Existem pastas comuns que normalmente são brancas e parecem uma 
pomada, como você pode visualizar na figura a seguir. 
Figura 131 - Processador com pasta térmica
Existem também pastas térmicas mais sofisticadas, que podem ter em sua 
composição prata ou ouro. Na figura a seguir, você pode ver um modelo de pasta 
térmica com composição de prata.
Figura 132 - Pasta térmica comum
Caso você faça a desmontagem do cooler de um 
computador e encontre uma massa (elastômero), retire-a, 
pois ela não pode ser reutilizada. Após o primeiro uso, o 
cooler deve ser limpo com álcool isopropílico e depois, 
deve ser utilizada a pasta térmica de sua preferência. 
Para a retirada do elastômero, evite utilizar chaves de 
fenda, pois elas riscam a superfície do cooler e diminuem a 
área de contato com o processador. 
 FIQUE 
 ALERTA
20714 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Figura 133 - Pasta térmica à base de prata
PASSo 6
A próxima etapa de montagem dos componentes da nossa placa-mãe é o 
cooler. Nessa etapa, será mostrado como fazer a fixação do cooler e sua instalação 
de forma correta. Na figura, é mostrado um cooler para soquetes 775. Fique 
atento ao ver como funciona o sistema de travamento e destravamento desse 
cooler, pois é muito comum ter pinos de fixação quebrados e isso pode influenciar 
a eficiência de retirada do calor do processador. Um cooler que não está bem fixo 
na superfície do processador pode causar problemas de superaquecimento.
Figura 134 - Inserindo o cooler
208 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Você deve conectar o conector de alimentação do cooler na placa-mãe. 
Normalmente, o conector de alimentação fica próximo aos slots de memória 
(locais onde instalamos as memórias RAM) ou abaixo do soquete. Costuma ter 
o nome de “CPU_FAN”. FAN é sempre o termo usado na placa-mãe para locais 
onde podem ser conectados os coolers ou as ventoinhas. Em uma placa-mãe 
usada, eles encontram-se ao lado direito dos slots de memória. Normalmente, os 
coolers vendidos com os processadores da Intel possuem conectores com 4 pinos, 
mas existem coolers de outros fabricantes para processadores Intel que possuem 
somente 3 pinos. Eles também podem ser conectados no conector CPU_FAN de 
4 pinos, como o da figura a seguir. Na sequência, veja como deve ser conectado.
Figura 135 - Conector do cooler do processador
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Figura 136 - Conectando coolers de 3 ou 4 pinos a placa-mãe
20914 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
PASSo 7
Após fixar o cooler e ligá-lo ao conector de alimentação da placa-mãe, você 
deve fazer a instalação dos módulos de memória. Na placa-mãe que usamos 
como exemplo, há apenas dois slots para instalação de memória. Repare, na figura 
seguinte, que os slots possuemnumeração para identificá-los e que foram usadas 
as palavras DIMM1 e DIMM2. 
É importante que você preencha os slots sempre do menor número para o 
maior, primeiro o DIMM1 e depois, o DIMM2. Quando houver somente um módulo 
de memória, use o slot DIMM1. Esta placa-mãe terá dois módulos de memória 
DDR2 de 1GB cada uma. Veja, na figura a seguir, o processo de instalação dos 
módulos de memória. 
Figura 137 - Numeração dos slots de memória
Para realizar a instalação dos módulos de memória, abra as travas brancas do 
slot de memória. Repare que os módulos de memória possuem uma ranhura, 
que deve estar alinhada com a ranhura do slot da placa-mãe. Após alinhar os 
módulos de memória com o slot da placa-mãe, pressione as memórias em sua 
parte superior. Automaticamente, as travas brancas irão posicionar-se na parte de 
dentro, segurando as memórias. Caso seja necessário retirar algum dos módulos 
de memória, pressione as travas brancas para fora do slot, e o módulo de memória 
será desencaixado. Veja esse procedimento na figura a seguir.
210 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 138 - Instalando módulo de memória
Fonte: Adaptado de Intel (2011)
PASSo 8
Após instalar os componentes da placa-mãe (processador, coolers e módulos 
de memória) você deve começar a colocar os componentes dentro do gabinete. O 
primeiro componente a ser inserido é a fonte de alimentação. A fonte é instalada 
por dentro do gabinete, conforme figura a seguir. 
Figura 139 - Instalação da fonte de alimentação
21114 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
A fonte possui quatro parafusos, os quais devem ser aparafusados do lado 
de fora do gabinete. Os parafusos usados para essa finalidade são os de rosca 
grossa, que você conhecerá nas páginas seguintes. Devem ser colocados todos os 
parafusos de fixação da fonte, pois se por acaso, a mesma cair, estará estragando 
componentes internos do computador, já que na maioria dos gabinetes, a fonte 
está localizada acima da placa-mãe.
Sempre deixe a fonte com a chave de alimentação 
selecionada em 220 volts, é um procedimento simples 
e evita que usuários desatentos queimem a fonte de 
alimentação.
 FIQUE 
 ALERTA
Após instalada a fonte, você deve realizar a instalação do espelho da placa-mãe. 
Esse componente acompanha a placa e normalmente serve apenas para um tipo 
de placa-mãe. É importante você ter o cuidado para não perder esse componente.
Para instalá-lo, você deve fixá-lo por dentro do gabinete, fazendo uma leve 
pressão e encaixá-lo dentro do gabinete, fazendo pressão para fora dele. Veja 
como realizar este procedimento na figura a seguir.
Figura 140 - Fixando espelho da placa mãe
Realizado esse processo, chegou o momento de fixar os componentes internos 
no computador. Mas antes, você conhecerá um pouco sobre os parafusos 
utilizados no computador.
212 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
14.3.1 PArAFuSoS
Na parte interna do computador, há dois tipos de parafusos. Esses parafusos 
possuem duas bitolas (diâmetro do parafuso) diferentes, uma mais fina e a outra mais 
grossa. Veja, nas figuras a seguir, parafusos de rosca grossa e parafusos de rosca fina.
Figura 141 - Parafuso de rosca grossa
Figura 142 - Parafuso rosca fina
Os parafusos de rosca grossa são usados na fixação de discos rígidos (HD), 
da placa-mãe, da fonte de alimentação e das tampas do gabinete. Os parafusos 
de rosca fina são usados para fixar drives de CD/DVD/Blu-ray, drives de disquete, 
leitor de cartões interno, placas de expansão e tampas para fechar os espaços das 
placas de expansão.
Além dos parafusos de rosca grossa e fina, é possível encontrar suportes para 
placa-mãe, que podem ser metálicos ou plásticos. Esses suportes também são 
comumente chamados de espaçadores e são usados quando o gabinete não 
possui um ponto de apoio necessário na placa-mãe. É comum usar esses suportes 
nas extremidades do lado direito, na região das memórias e das conexões com 
os botões liga e reset. Nas figuras a seguir, você conhecerá os suportes de placas-
mãe metálicos e plásticos.
Figura 143 - Suportes para placa-mãe metálicos
21314 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
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Figura 144 - Suportes para placa-mãe plásticos
Preste atenção ao aparafusar. Caso o parafuso não entre, 
verifique se ele está alinhado corretamente. Se o parafuso 
for usado em um local incorreto, este pode vir a estragar 
a rosca do furo, inutilizando-o e, consequentemente, não 
fixando corretamente um componente interno.
 FIQUE 
 ALERTA
PASSo 9
Retomando ao procedimento de instalação da placa-mãe, veja na figura 
seguinte, que a placa possui 6 furos. Esses furos servem para fixação de placa no 
gabinete e todos eles devem ser usados. 
Os furos mostrados na figura possuem bordas metálicas. Nesses furos podem 
ser usados parafusos, sem nenhum tipo de arruela. Acompanham o gabinete, 
parafusos de rosca grossa e arruelas. As arruelas só devem ser usadas em furos 
da placa-mãe que não tenham bordas metálicas. É possível usar espaçadores 
plásticos nos furos que não possuem bordas metálicas também.
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Figura 145 - Furação placa-mãe
214 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Após verificar os furos na placa-mãe, você deve conferir se os furos da mesma 
coincidem com os suportes do gabinete. Os furos das placas são padronizados, 
assim como os dos gabinetes.
É possível que algum dos furos da placa-mãe não tenha suporte nativo no 
gabinete. Por esse motivo, você poderá usar espaçadores metálicos, que ficam 
entre o gabinete e a placa-mãe, ou ainda, os espaçadores plásticos. É bom dar 
preferência, sempre que possível, a espaçadores metálicos, por possuirem 
suporte a parafusos, não deixando folga entre a placa-mãe e o gabinete. Já os 
espaçadores plásticos, costumam deixar folga. 
Nas figuras seguintes, será mostrado o suporte feito pelo fabricante do 
gabinete e um espaçador metálico (em dourado), que permite que seja colocado 
um parafuso em sua superfície.
Figura 146 - Suportes da placa-mãe
Figura 147 - Suportes da placa-mãe dentro do gabinete
21514 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Após verificar se todas as necessidades de suporte da placa-mãe foram 
atendidas, você deve instalar a placa-mãe dentro do gabinete. Esse processo é 
um pouco trabalhoso, pois é preciso segurar a placa-mãe por suas extremidades 
e incliná-la, de forma a encaixar primeiramente os conectores de entrada e saída 
com o espelho e depois, deve-se descer a placa-mãe até que ela fique apoiada 
em cima dos suportes que irão fixá-la. Veja como ocorre esse procedimento na 
figura a seguir.
Figura 148 - Fixando a placa-mãe dentro do gabinete
No momento do alinhamento da placa-mãe com os 
suportes do gabinete, permaneça com a placa-mãe um 
pouco levantada, a fim de evitar que os suportes do 
gabinete arranhem alguma trilha elétrica da mesma.
 FIQUE 
 ALERTA
PASSo 10
Existem alguns gabinetes nos quais é possível retirar o suporte onde a placa-mãe é 
fixada. Com isso, fica mais fácil fazer a instalação da placa-mãe no gabinete.
Após a fixação da placa-mãe dentro do gabinete, você deve fazer a instalação 
dos itens do painel frontal do gabinete. São eles: Power LED, HDD LED, Power 
Switch (POWER_SW), Reset Switch (RESET_SW) e os conectores USB.
Conforme visto anteriormente, no canto inferior direito das placas-mãe estão 
localizados os pinos para fazer a conexão dos botões de liga e reset, além das 
luzes do HD (HD LED) e daquela que mostra se o computador está ligado (Power 
216 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
LED). Na figura seguinte, você verá a área onde devem ser conectados os itens do 
painel frontal do gabinete. 
Figura 149 - Pinos de conexão da placa-mãe no painel frontal do gabinete
Nas placas-mãe atuais, os pares de pinos são identificados por cores, para 
facilitar a distinção dos conectores que serão conectados ali. 
Para saber em que posição conectar os fios dos itens do painel frontal, veja, 
na figura a seguir, os conectorescoloridos da placa-mãe. Você poderá também 
consultar o manual de instruções. 
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Figura 150 - Esquema de botões e leds do gabinete
Na figura que você acabou de visualizar, repare que há um único pino sozinho 
(que não tem par). Ele serve de referência com relação à posição dos outros, caso 
a placa não tenha diferenciado os pares de forma colorida. Esse pino, mostrado 
como pino 9, não é usado.
Agora que você já sabe onde deve conectar os fios do painel frontal, você vai 
saber como diferenciar esses fios, para depois conectá-los aos seus respectivos 
locais na placa-mãe.
21714 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Na figura a seguir, você verá os fios que fazem a ligação dos itens do painel 
frontal com o gabinete. Nesta figura, você perceberá que cada fio acompanha 
uma identificação. A descrição de cada informação é a seguinte. Acompanhe!
a) POWER LED – Liga o LED verde do gabinete, que fica brilhante quando o 
computador está ligado. Esse conector possui polaridade. O fio branco é 
o negativo (-) e a outra cor é o positivo.
b) RESET SW – Liga o botão Reset do painel frontal à placa-mãe. Permite 
também que o computador seja reiniciado a partir do botão do gabinete. A 
sigla SW vem do inglês SWITCH que, em português, significa chave ou botão. 
Esse conector não possui polaridade.
c) POWER SW – Liga o botão de liga/desliga do painel frontal à placa-mãe. 
Permite que o computador seja ligado ou desligado a partir do botão do 
gabinete. Esse conector não possui polaridade.
d) h.D.D LED – Liga o LED vermelho do gabinete, que fica brilhante quando 
o computador está acessando o disco rígido. Esse conector possui 
polaridade. O fio branco é o negativo (-) e a outra cor é o positivo.
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Figura 151 - Fios que fazem ligação do painel frontal à placa-mãe
Os fios do painel frontal não costumam ser de mesma coloração dos pinos da 
placa-mãe. Procure sempre ler a identificação dos conectores do painel frontal, e 
veja as respectivas posições no esquema fornecido pela placa-mãe. 
Na figura que representa o esquema de botões e leds de um gabinete, nas 
áreas do HD LED e do POWER LED, repare que é mostrada a polaridade de cada um 
dos pinos. Essas áreas da placa-mãe se conectam às luzes do painel frontal, mas se 
essas luzes forem conectadas com a polaridade trocada, elas não acenderão. 
218 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Se após a montagem você perceber que as luzes frontais não acendem, mude 
a polaridade dos fios, pois eles podem estar invertidos. O fio branco sempre deve 
ficar na posição de negativo (-) e a outra cor, no positivo (+). Após a conexão 
dos fios do painel frontal, você encontrará um resultado parecido com o da figura 
a seguir.
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Figura 152 - Painel frontal conectado à placa-mãe
Após conectar as luzes e botões do painel frontal, você deve conectar as 
portas USB. Em gabinetes simples, como os utilizados neste passo a passo, é 
comum ter até 2 portas USB. A maioria das placas-mães possuem suporte para 
até 4 portas USB frontais. A placa utilizada como exemplo neste procedimento, 
possui suporte para até 4 portas. Na figura de representação dos pinos, que você 
verá no próximo passo, são mostrados dois conjuntos de pinos, que serão usados 
para conectar os dispositivos USB frontais. 
PASSo 11
Chegou o momento de realizar a conexão entre a placa-mãe e as duas portas 
USB frontais. E, na sequência, você ligará o leitor de cartões às duas outras 
conexões USB da placa.
No manual das placas-mãe também são informadas as posições dos fios da 
porta USB. Como você pode ver na figura seguinte, há a identificação de cada um 
dos pinos, assim como nos conectores de luzes e botões de ligar e reset. Nesse 
caso, os conectores USB do painel frontal também possuem identificação.
21914 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
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Figura 153 - Esquema de portas USB frontais
Figura 154 - Conector USB frontal do gabinete e sua indicação de pinos
Figura 155 - Pinos onde serão instaladas as portas USB
220 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Repare que os pinos de conexão USB na placa-mãe também possuem um pino 
que não tem par. Ele é denominado de pino 10. Esse pino serve como referência 
e sempre ao lado do pino 10 estão os pinos GROUND ou GND, que são pinos 
negativos (-) da porta USB. Sempre que fizer uma conexão de portas USB verifique 
se o GND está próximo do pino 10, e se na outra extremidade está o pino VCC, que 
é o POWER (+). No caso da inversão desses pinos, qualquer dispositivo conectado 
a essa porta USB será danificado!
Que a conexão incorreta dos fios da porta USB na placa-
mãe pode queimar o dispositivo conectado à porta USB?
 VOCÊ 
 SABIA?
Na figura a seguir, são mostradas duas fileiras de pinos. Se cada porta USB 
necessita de 4 pinos, então em cada conjunto de pinos, como mostrado na 
figura anterior, é possível conectar até duas portas USB, sempre deixando sem 
conectorização o pino 10. Veja, então, como fica a conexão de duas portas USBs 
no conjunto de portas USB 1 da placa-mãe.
Figura 156 - Duas portas USB frontais ligadas à placa-mãe
PASSo 12
Você aprenderá agora como instalar o leitor de cartões e utilizar outro conjunto 
de portas USB da placa-mãe.
Primeiramente, conheça o leitor de cartões. Esse leitor entra na baia onde 
anteriormente eram instalados os drives de disquetes. Esse leitor usa duas portas 
USB, uma para ele mesmo e a outra que conecta-se com mais uma porta USB 
frontal, totalizando três portas USB frontais no gabinete. Veja na figura seguinte, 
um leitor de cartões.
22114 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
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Figura 157 - Leitor de cartões mais porta USB frontal
O leitor de cartões será instalado no gabinete, pela parte da frente, conforme 
figura. Após a fixação, você deve ligar o conector do leitor de cartões na placa-mãe. 
Esse tipo de conector permite que ele seja instalado em somente uma posição, 
evitando problemas de inversão de pinos da portas USB. Em alguns gabinetes, as 
portas USB também já são nesse padrão. 
Figura 158 - Instalando o leitor de cartões
Figura 159 - Conector do leitor de cartões
222 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 160 - Conector do leitor de cartões conectado à placa-mãe
PASSo 13
Após a instalação do leitor de cartões, o próximo passo é a instalação do disco 
rígido, que deverá ser instalado por dentro do micro. A maioria dos gabinetes 
permite a instalação de pelo menos quatro discos. O disco rígido deve ser fixado 
com quatro parafusos de rosca grossa, como você verá na figura seguinte. 
Figura 161 - Instalando o disco rígido
Quando for instalar o disco rígido verifique se, ao colocá-lo na posição escolhida, 
não atrapalhará a manutenção do computador. Há no mercado placas-mães cujo 
jumper de reset da BIOS fica acima das portas SATA. Se esse fosse o nosso caso, o 
jumper ficaria atrás do disco rígido. Se algum dia fosse necessário resetar o BIOS, 
possivelmente teria que retirar o disco para fazer esse procedimento. Portanto, 
antes de instalar o disco rígido, verifique se a posição dele não atrapalha o 
manuseio dos itens da placa-mãe. Esses itens são: 
22314 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
a) acesso ao jumper do BIOS;
b) acesso às portas SATA, o que pode atrapalhar o acréscimo de mais 
dispositivos SATA;
c) acesso aos fios do painel frontal;
d) a placa de vídeo é muito grande e os cabos SATA do HD encostam-se à placa de 
vídeo. Caso um dia tenha que tirar o disco, terá que retirar também a placa de vídeo.
Que ao utilizar os 4 parafusos para a fixação do disco 
rígido você evita que o disco possa vibrar, evitando que tal 
impacto arranhe a parte interna dele? Essa movimentação, 
inclusive, permite que disco rígido possa perder dados 
contidos nele.
 VOCÊ 
 SABIA?
PASSo 14
Após instalado o disco rígido no gabinete, você deve fazer a conexão do disco 
à placa-mãe. Como o disco possui uma interfaceSATA, você utilizará um cabo 
SATA de 7 pinos, para fazer essa conexão. 
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Figura 162 - Cabo SATA de 7 pinos
Após conectar uma das extremidades do cabo SATA ao disco, você irá conectar 
a outra extremidade à placa-mãe. A placa-mãe que está sendo usada como 
modelo possui quatro portas SATA, todas elas numeradas como SATA 1, SATA 2, 
SATA 3, SATA 4. É recomendado que, quando usado mais de um dispositivo SATA 
conectados à placa-mãe, deve-se colocar o disco onde está o sistema operacional 
na primeira porta, ou seja, na porta SATA 1.
224 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 163 - Portas SATA numeradas na placa-mãe
PASSo 15
Depois dessa etapa, é necessário então instalar o drive de DVD. Para isso, você 
deve inseri-lo pela frente do gabinete, conforme a figura seguinte. O drive de 
DVD deve ser fixado com quatro parafusos de rosca fina. É interessante apertar 
apenas um pouco, e verificar se o drive ficou alinhado com o gabinete. Depois de 
confirmado este alinhamento, aperte devidamente os parafusos.
Figura 164 - Instalando o drive de DVD
Uma vez fixados os parafusos no drive de DVD, chegou o momento de fazer 
a conexão do cabo SATA de 7 pinos no drive. Na outra extremidade, você deve 
conectá-lo na porta SATA2 da placa-mãe. Após conectado o cabo SATA do drive 
de DVD, você deverá ter como resultado o que é mostrado na figura a seguir.
22514 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Figura 165 - Cabos SATA do HD e drive de DVD conectados à placa-mãe
PASSo 16
Nessa nova etapa, você saberá como instalar a placa de vídeo. A placa-mãe 
utilizada neste procedimento já possui uma placa de vídeo onboard. Ainda assim, 
você irá aprender como instalar uma placa de vídeo offboard no barramento PCI 
Express.
A placa-mãe utilizada nesse exemplo é uma placa-mãe simples e só possui slot 
PCI Express de 16X. Existem outras placas mais sofisticadas, que podem ter mais de 
um slot PCI Express. Nesse caso, você deve verificar no manual da placa-mãe qual 
o primeiro slot a ser usado. O slot PCI Express 16X na placa-mãe deste exemplo é o 
primeiro slot, o mais próximo ao processador e é exclusivo para placas de vídeo.
Antes de colocar a placa de vídeo, você deve verificar se no fundo do gabinete 
há alguma fenda aberta ao lado do slot que você irá usar. Caso não esteja aberta, 
basta movê-la devagar até ela se desprender do gabinete. Na figura que você 
viu anteriormente, é possível identificar que há duas fendas abertas no gabinete. 
Escolha a que se localiza mais próxima do slot PCI Express 16X e conecte a placa 
de vídeo. Após sua conexão na placa mãe, é necessário fixá-la com um parafuso 
de rosca grossa.
226 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 166 - Instalando a placa de vídeo
Se for necessário abrir uma fenda atrás do micro para 
instalar a placa de vídeo, tenha cuidado ao tirar a tampa 
metálica no fundo do gabinete, pois essa peça metálica 
pode arranhar placa-mãe.
 FIQUE 
 ALERTA
PASSo 17
A próxima etapa do procedimento de montagem é a conexão dos cabos de 
força na placa-mãe e nos drives. A placa-mãe deve ser alimentada por dois cabos 
de força: um conector chamado ATX12V24, de 20 ou 24 Pinos (dependendo da 
placa), e um conector chamado Auxiliar, ou AUX de 4 (ATX12V) ou 8 (EPS12V) 
pinos. Nas figuras seguintes, você conhecerá um conector Auxiliar de 4 (ATX12V) 
pinos e outro de 20 pinos, que com mais 4 formam um conector de 24 pinos.
Figura 167 - Conector Auxiliar de 4 pinos (ATX12V)
22714 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Figura 168 - Conector de ATX de 24 pinos (ATX12V)
A maioria das placas-mãe atuais recebem alimentação da fonte por meio de 
um cabo ATX de 24 pinos (ATX 12V), que é usado para os circuitos da placa-mãe, 
como os chipsets, memórias e barramentos. Já o processador recebe um cabo de 
alimentação exclusivo, como é o caso do cabo Auxiliar. Esse cabo pode ser de 4 
ou 8 pinos. Placas-mãe simples e intermediárias, normalmente, têm um conector 
de 4 pinos na mesma. As placas de servidores, workstations e para entusiastas por 
overclock, por exemplo, necessitam de mais energia, por isso usam um conector 
de 8 pinos. 
A placa-mãe utilizada como exemplo nessa montagem será conectada a um 
conector ATX de 20 pinos e um de 4 pinos (ATX 12V).
Na figura seguinte, você verá os dois conectores alimentando a placa-mãe. 
Nesse momento, se você quisesse ligar o computador para teste, ele funcionaria, 
porém, teria que alimentar ainda os drives de DVD e disco rígido, para poder 
inicializar o computador.
Figura 169 - Placa-mãe alimentada com os dois conectores de energia
228 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
O cabo do conector auxiliar deve ser preso em algum local do gabinete, para 
que não atrapalhe o funcionamento do cooler. Na figura a seguir, é mostrado 
que o cabo auxiliar pode ser preso no fundo do gabinete, por meio de uma fita 
plástica, também chamada de “abraçadeira”. Esse recurso evita que o cabo se 
desloque para cima do cooler, evitando travar essa peça. É um cuidado simples 
que se deve ter, porém, bastante importante, já que é bastante comum acontecer 
de o conector cair sobre o cooler.
Figura 170 - Prendendo o cabo auxiliar
PASSo 18
Falta pouco para você terminar a montagem de seu computador! Para isso, 
é necessário, neste momento, alimentar o drive de DVD e o disco rígido. Serão 
necessários, então, dois cabos SATA de alimentação (também chamado de cabo 
SATA de 15 pinos). Caso sua fonte não possua cabos de alimentação SATA, é 
possível adquirir adaptadores de conector de periféricos para SATA. 
Pc
 S
up
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Figura 171 - Conector de energia SATA, 15 pinos
22914 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Figura 172 - Adaptador de conector de periféricos para SATA
Após conectar todos os cabos de energia, você deverá preocupar-se em 
arrumar os cabos dentro do computador. No computador que estamos montando, 
usamos cabos de dados SATA, se montássemos um computador com disco 
rígido e drive óptico IDE deveríamos nos preocupar mais com a arrumação dos 
cabos, pois como os cabos são largos, se não estiverem organizados, atrapalham 
o fluxo de ar dentro do computador, podendo contribuir para uma elevação na 
temperatura interna. 
A organização dos cabos internos pode variar de acordo com o gabinete 
utilizado. No exemplo mostrado aqui, montamos um computador com disco 
rígido e drive óptico com interfaces SATA, o que facilita na organização e ventilação 
interna, mas caso no seu computador possuam dispositivos IDE, sempre junte os 
cabos de dados, a fim de melhorar o fluxo de ar dentro do computador.
Acompanhe, a seguir, duas formas de organização dos cabos.
a) Cabos de energia: Tente juntá-los no ponto onde parecem ser mais nume-
rosos. Normalmente, costumam ficar pouco abaixo do drive de DVD, ao lado 
das memórias. Para juntá-los, use uma fita plástica “abraçadeira”. Quanto 
aos cabos de alimentação que não forem utilizados, enrole-os e deixe-os no 
mesmo ponto.
b) Cabos de dados: Junte os cabos de dados em um ponto onde são mais 
numerosos. Para prendê-los, utilize também as “abraçadeiras”.
Veja, na figura a seguir, uma sugestão de arrumação dos cabos.
230 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Figura 173 - Arrumação interna de cabos
Após arrumarmos os cabos de nosso computador, é recomendável que 
liguemos a primeira vez o computador com a tampa aberta, pois caso haja algum 
detalhe a ser ajustado, não é necessário abri-lo novamente. Mas lembre-se: não é 
recomendável usar o computador de forma usual com a tampa aberta, pois, dessa 
forma, os componentes ficam expostos, podendo causar algum acidente e além 
disso, ele acumulará mais poeira.
Conheça os erros mais comuns durante a montagem 
de microcomputadores. Acesse o tutorial de Gabriel 
Torres e Cássio Lima no seguinte endereço: <http://
www.clubedohardware.com.br/artigos/Erros-Tipicos-de-
Montagem/703/1>.
 SAIBA 
 MAIS
Após realizar as etapas anteriores e organizaros cabos, é o momento de ligar o 
computador e verificar se está tudo funcionando conforme o esperado. Ao ligar a 
máquina pela primeira vez, você deve conectar os seguintes cabos:
a) de alimentação: verifique se a fonte está com a tensão (voltagem) correta 
do estabilizador ou tomada;
b) cabos de vídeo;
c) cabos de mouse e teclado;
d) cabo de rede;
e) cabos das caixas de som e microfone.
Se estiver tudo certo, seu computador emitirá um sinal sonoro (um “beep”) e 
mostrará a tela do POST (Power On Self Test). Essa tela confirma que o computador 
23114 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
encontrou os componentes básicos para iniciar: processador, memória e placa 
de vídeo. Caso falte algum desses componentes, o computador emitirá sinais 
sonoros de forma seguida. Os “beeps” podem variar para cada placa-mãe e, se no 
seu caso, forem três beeps, verifique se os módulos de memória ou placa de vídeo 
estão com mau contato. 
A primeira tela de inicialização do seu computador deverá ser a seguinte:
BI
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1)
Figura 174 - Micro inicializando, POST
Na primeira vez que você inicia o computador, deverá aparecer, no rodapé 
do POST, qual será a tecla usada para entrar nas configurações do BIOS, também 
chamado de SETUP. As teclas normalmente utilizadas são as teclas F2 e DELETE.
No caso da placa-mãe que estamos usando, você deve apertar a tecla “F2” 
quando o computador é ligado. Caso não consiga entrar em uma tela azul, como 
mostra a figura seguinte, reinicialize o computador e tente novamente. Podem ser 
necessárias algumas reinicializações do computador até que você se acostume 
com o ponto para apertar a tecla e entrar nas configurações do BIOS.
14.3.2 ConFIGurAndo o BIoS
Todos os computadores do padrão PC possuem um BIOS. Como visto 
anteriormente, BIOS é um programa escrito em uma memória ROM ou Flash que 
fica na placa-mãe. O programa do BIOS faz com que o computador seja inicializado 
e fique pronto para rodar um sistema operacional. No BIOS são configurados 
parâmetros como hora e data do sistema e a sequência de inicialização dos 
dispositivos de armazenamento.
232 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Num sistema BIOS, também é possível verificar dados do hardware, como:
a) tipo de processador utilizado;
b) quantidade de memória instalada e a capacidade de cada módulo de memória;
c) temperatura do processador e da parte interna do gabinete; e
d) qual a tensão (voltagem) elétrica que a fonte está fornecendo aos componentes.
O BIOS foi criado pela AMI – Americam Megatrens, Inc. –, mas há outros 
fabricantes de BIOS. É provável que você encontre, ao longo de sua profissão, BIOS 
diferentes, por isso, tente memorizar os nomes e as opções que serão abordados 
em seu livro didático.
CoMo ConFIGurAr 
Você já deve ter reparado que ao lado do BIOS há informações sobre os 
comandos de como operá-lo, ao lado direito da tela. Em alguns BIOS, essas 
informações podem estar no rodapé da tela. 
Primeiramente, você verá as opções que são da primeira aba. Essa primeira 
tela do BIOS é a tela MAIN. Na aba da tela principal, você encontrará as seguintes 
informações.
AMIBIOS – Fabricante da BIOS
a) BIOS Version: Versão do BIOS em uso.
b) Build date: Quando esse BIOS foi criado.
Processor - Processador
a) Type: Mostra qual o processador foi instalado na placa-mãe. No exemplo 
deste livro, trata-se de um Intel Pentium 4 de 3.8GHz.
b) Speed: Velocidade do clock do processador, 3.800 MHz, que é igual a 3.8GHz.
c) Quantidade de processadores: 1e.
system Memory – Total de memória
a) Total physical memory: Quantidade de memória instalada, que é 2048MB ou 2GB.
b)Total system resources: Memória usada pelo sistema. Poderia mostrar a 
quantidade de memória que a placa de vídeo onboard utiliza, mas como não 
está sendo usada (pois há uma placa offboard) o valor apresentado é 0MB.
c) Total avaliable memory: Total de memória disponível.
23314 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
System Time – Mostra a hora no exato momento. Para mudar esses valores, 
basta selecionar o campo que deseja alterar, por meio da tecla TAB, e usar os 
botões + ou – para alterar o valor do campo. Lembre-se de que o horário utilizado 
servirá como referência para o sistema operacional.
System Date – Mostra a data. Para mudar os valores, basta usar a tecla TAB, 
selecionar o campo desejado e depois usar as teclas + ou -.
Language – Mostra as linguagens disponíveis do BIOS. É bastante comum estar 
disponível nos idiomas inglês, francês e espanhol. Em alguns BIOS de computadores 
montados por fabricantes brasileiros é possível encontrar o BIOS em português. 
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1)
Figura 175 - BIOS na tela MAIN
Após verificar as configurações, informações e opções da tela MAIN, você terá 
acesso à aba Advanced. Para chegar a essa aba, basta apertar, no teclado, a seta 
para o lado direito.
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Figura 176 - Tela advanced do BIOS
234 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Na aba Advanced é possível encontrar as seguintes opções para configurações.
a) Processador – Processor Configuration: Mostra configurações do 
processador. É como se fosse possível habilitar o recurso de Hyper Thread, 
por exemplo. Em algumas placas-mãe, nessa área, é possível mudar o 
multiplicador do processador, permitindo fazer overclock.
b) Dispositivos de armazenamento IDE e SATA – IDE configuration: Nessa 
área serão mostradas configurações do SMART, por exemplo, que é um 
recurso que avisa caso o disco esteja com problemas, entre outros.
c) Configurações do drive de disquetes – Floppy Configuration: Permite 
habilitar ou desabilitar o controlador do drive de disquetes. Deixar o drive de 
disquete somente para leitura dos mesmos, impedindo qualquer outro tipo de 
gravação.
d) Configurações de portas de entrada e saída – super i/O configuration: 
Configurações das portas Seriais e Paralelas (interfaces de conexões com 
dispositivos externos).
e) Configurações das portas USB – USB configuration: Permite configurar, 
habilitar ou desabilitar o conjunto de portas frontais do gabinete.
f) Configurações das placas PCI – PCI configuration: Configurações relativas 
a placas PCI, como a escolha de quais IRQs cada barramento PCI usará.
g) Configurações das memórias: Permite configurar a velocidade da memória, 
a taxa de atualização da memória e, até mesmo, a tensão (voltagem) que as 
memórias usarão.
Importante: na aba advanced você não fará nenhuma alteração.
Você conhecerá agora a aba Boot. Nesta aba, você encontrará configurações 
que permitem escolher a partir de qual dispositivo de armazenamento será 
inicializado o computador. Nos BIOS recentes existem as opções de “bootar” a 
partir de drives ópticos, discos rígidos, dispositivos USB (HDs externos e pendrives), 
pela rede e, em poucas placas-mãe, a partir de discos com interface Firewire. 
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1)
Figura 177 - Tela boot do BIOS
23514 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Ainda na aba Boot, você acessará a opção “Boot settings Configuration”. 
Para poder entrar nessa opção, basta clicar com a seta para baixo e quando a 
opção estiver em branco, apertar “ENtER”. Após esta operação, você encontrará 
a sequência com que os dispositivos de armazenamento serão inicializados.
A ordem de boot selecionada no momento é a seguinte. Acompanhe!
a) Primeiramente o BIOS procurará um disco de inicialização do drive de CD/DVD. 
b) Não encontrando nenhum disco de instalação dentro do drive, ele passa 
para a segunda opção, que é a do HD, o disco rígido.
c) Não havendo um sistema operacional instalado no HD, ele passa para a 
terceira opção, a “disabled”, que significa que a opção está desabilitada.
É interessante que a sequência de boot seja como a que é apresentada na 
figura seguinte, pelo seguinte motivo: no momento que você desejar instalar um 
sistema operacional, provavelmente você utilizará uma mídia óptica (CD ou DVD). 
Uma vez que o drive óptico é o primeiro dispositivo a ser inicializado, o computador 
irá ler o CD de instalaçãodentro do drive óptico e, consequentemente, começará 
a fazer a instalação do sistema operacional.
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Figura 178 - Mudando a sequência de boot (Boot Device Priority)
É importante ressaltar que o CD/DVD deve ser inicializável. Caso contrário, não 
será possível realizar a instalação do sistema operacional a partir dessa mídia.
Se desejar mudar o dispositivo a ser inicializado, primeiramente você deve 
selecionar o campo “1st Boot Device” e, em seguida, apertar a tecla “ENTER”. 
Lá aparecerão todos os dispositivos de armazenamento que seu BIOS suporta 
inicializar.
A aba seguinte é a security. Essa aba tem como finalidade as opções de 
segurança do BIOS, mas a função mais comum utilizada nessa guia é a escolha de 
senhas para o acesso ao BIOS.
236 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
As senhas podem ser configuradas de duas formas: para serem usadas como 
Administrador ou como User (usuário). A diferença entre os dois é a seguinte: 
se você configurar o BIOS com senha, toda vez que a tecla F2 for acionada, 
será solicitada uma senha. Se você inserir a senha do Administrador, você terá 
a liberdade de alterar qualquer configuração do BIOS. Mas se você utilizar a 
senha do User, você somente poderá visualizar as configurações do BIOS, e não 
modificá-las. 
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Figura 179 - Configurações de segurança do BIOS
Não há uma preocupação em colocar senha no BIOS para computadores 
domésticos, a menos que esse computador seja utilizado em um ambiente de 
trabalho. Nesse caso, é interessante que se cadastre uma senha, a fim de não 
permitir que as configurações sejam alteradas.
A aba seguinte é a “EXit”. Trata-se de uma aba bastante importante, pois além 
de ser usada para sair do BIOS, ela possui algumas opções que facilitam em caso 
de configurações indevidas no BIOS. 
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Figura 180 - Aba Exit do BIOS
23714 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
A aba “sair” apresenta as seguintes características.
a) Save Changes and Exit – Salva configurações e sai do BIOS.
b) Discard Changes and Exit – Descarta qualquer mudança feita na sessão atual 
e sai do BIOS.
c) Discard Changes – Descarta as alterações feitas nessa sessão.
d) Load Setup Defauts – Carrega opções padrões do BIOS. 
e) Load Custom Defaults – Carrega opções personalizadas pelo usuário.
f) Save Custom Defaults – Permite que o usuário salve uma configuração 
personalizada como Default (padrão).
Provavelmente as duas opções mais usadas na aba EXIT são: Save changes 
and exit e Load Setup Defaults. Caso você tenha alterado alguma opção dentro 
do BIOS, e não se lembra qual foi, use a opção Load Setup Defaults, para que 
seja carregada a configuração padrão do BIOS e, provavelmente, sua máquina 
inicializará corretamente. 
ProCedIMento PArA reSet do BIoS
Ao trabalhar com manutenção de microcomputadores, algumas vezes é possível 
encontrar problemas, como: não lembrar da senha utilizada para acesso ao BIOS ou 
a rejeição do boot pelo drive de CD ao reinstalar o sistema operacional. Nesses dois 
casos, a única forma de realizar o trabalho seria fazendo um reset do BIOS.
Os manuais das placas-mães apresentam um tópico que mostra como fazer o 
reset do BIOS da placa utilizada. Trata-se de um procedimento bastante simples, 
mas para realizá-lo é necessário abrir a máquina para resetar o BIOS. Para realizar 
esse trabalho, o micro não deve estar ligado à tomada. 
São quatro formas de apagar as configurações do BIOS:
a) mudando a posição do jumper;
b) não encontrando o jumper para resetar o BIOS, retire a bateria por alguns 
segundos;
c) caso não encontre o jumper e seja retirada a bateria, mesmo assim, não será 
perdida a senha. Ao retirar a bateria, encoste os dois polos do suporte da 
mesma (uma está na borda e a outra na parte de baixo) por alguns segundos.
d) em placas-mãe, como por exemplo as da marca Intel, há uma particularidade: 
nenhum dos procedimentos acima funcionaria. Sendo assim, deve-se 
mudar a posição do jumper e ligar o micro. Após esse procedimento, o 
computador automaticamente entrará no BIOS em uma nova aba chamada 
238 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Maintence. Nessa aba há a opção chamada reset passwords. Selecionando 
essa opção, somente as senhas serão perdidas. Para essa placa-mãe voltar 
ao funcionamento, você deve salvar a alteração na aba EXIT, desligar o 
computador e retornar o jumper na opção original. 
Figura 181 - Resetando o BIOS
 CASOS e reLATOS
Problema com a placa-mãe nova
Roberto resolveu montar um novo computador, ele já possuíra dois 
computadores e já tinha um bom conhecimento sobre softwares, hardwares 
e de como usá-lo, porém tinha o interesse de aprender a montar o seu 
computador, detalhe a detalhe. Pela vontade de montar seu próprio micro 
Roberto comprou um livro de montagem e manutenção. Após terminar 
de ler o livro e com seus novos conhecimentos, começou a comprar os 
hardwares de seu computador: uma nova placa-mãe, um processador, 
memória, disco rígido, gabinete, fonte de 550 Watts reais, placa de vídeo 
e um gravador de Blu-Ray. Agora que Roberto possuía todos os hardwares 
necessários e também os conhecimentos, ele começou a montagem de seu 
novo equipamento. Após a montagem, Roberto fez todas as verificações 
de cabos e conexões, e avaliou se nenhuma placa estava encostando no 
gabinete. Estava tudo ok e o mesmo encontrava-se pronto para ser ligado 
na energia. Entretanto, após ligar o computador na energia, Roberto notou 
que o computador não inicializava. O led da placa-mãe estava aceso, o 
23914 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
que demonstrava que ali chegava energia. Roberto pensou, então, que 
pudesse ser um problema na fonte, procurou seu livro e viu como era o 
procedimento para fazer a ligação da fonte fora do gabinete e constatou 
que a a mesma estava ok. Roberto não sabia mais o que fazer para testar 
o micro, e começou a pensar que o problema era na placa-mãe, até que 
teve a ideia de ler o manual. Ao passar página a página do manual, reparou 
que havia uma orientação do fabricante para mudar a posição do jumper 
do BIOS, ali dizia “por padrão do fabricante o jumper do BIOS está na 
posição para que a bateria não alimente o BIOS, mude o mesmo para a 
outra posição no processo de montagem de seu computador”. Roberto 
não perdeu tempo, desligou o micro da energia, esperou o led da placa-
mãe apagar (o que demonstrava que a placa não estava mais energizada) e 
mudou a posição do jumper. Depois disto, ele ligou a máquina na tomada e 
o computador inicializou. Nada como ler os procedimentos do fabricante!
14.3.3 deteCção de FALHAS
Após montarmos nosso computador ou fazermos uma manutenção preventiva 
em um computador é recomendável fazer a verificação se tudo está funcionando 
corretamente. Serão mostrados agora alguns dos itens mais comuns de serem 
esquecidos, portanto crie um check list (lista de verificação) com esses itens para 
não se esquecer de nada.
a) Verifique a tensão elétrica de entrada da fonte (voltagem).
b) Verifique a sequência de Boot do computador.
c) Fixe os cabos dentro do gabinete.
d) Verifique a quantidade de pasta térmica em caso de superaquecimento.
e) Fixe corretamente o cooler, cheque se ele não possui folga.
f) Verifique se todas as conexões frontais do micro estão funcionando (luzes, 
conectores de som e portas USB).
g) Cuidado para não apertar demasiadamente a “abraçadeira” plástica, para 
não estragar os cabos de energia ou de dados.
h) Verificar compatibilidade de placas (slots de expansão).
i) Verificar se não há nenhum cabo encostando ou próximo às ventoinhas do 
processador e placa de vídeo.
j) Verificar se a fonte é adequada para utilização do computador em questão 
(potência).
k) Verificar se disco rígido está corretamente fixado.
240 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
14.3.4 FerrAMentAS de dIAGnóStICoS de HArdWAre
Conheceremos agora, como verificar problemas em nossos computadores. 
Já sabemos os fundamentos dos computadores, como verificarfalhas comuns 
nos mesmos e agora veremos quais ferramentas devemos usar para analisar 
problemas de hardware em computadores. 
Como sabemos, os computadores são equipamentos que usam a eletricidade 
e componentes eletrônicos para manipular informações digitais. Sabemos 
também que a eletricidade é invisível, então como podemos analisar problemas 
em nossos computadores? Analisar problemas em computadores nem sempre é 
uma tarefa fácil, para isso devemos usar ferramentas de hardware e software de 
modo a conseguirmos avaliar se existe um ou mais componentes danificados ou, 
até mesmo, se estão mal configurados.
PLACAS de dIAGnóStICoS
Existem no mercado placas de teste de hardware. Há alguns anos atrás elas 
tinham preço bastante alto, mas, atualmente, existem versões dessas placas que 
possuem o preço bastante acessível, sendo altamente recomendável a compra 
destas para a pessoa que deseja trabalhar nessa área.
Com as placas de diagnósticos conseguimos fazer alguns testes, é possível, 
desta forma, fazer a verificação de erros, especialmente da placa-mãe. Exemplo: 
Um usuário fez o upgrade do seu processador, que antes possuía 4 núcleos 
e agora foi trocado por um novo, de 6 núcleos. Porém, o usuário não checou a 
compatibilidade entre a placa-mãe e o processador, e o computador está instável, 
ou seja, quando se exige grande poder de processamento, o micro reinicializa. 
Esse problema poderia, possivelmente, ser corrigido com a atualização do BIOS, 
que é o software que reconhece o processador e suas características, mas para 
ter certeza, somente usando uma placa de diagnósticos. No momento em que 
o computador fosse inicializado, ela mostraria os erros e, com isso, o técnico 
chegaria à conclusão que seria necessária a atualização do BIOS. As placas de 
diagnósticos não mostram em seu display “o que” exatamente o técnico deve 
fazer, porém elas mostram todos os detalhes de inicialização do computador, o 
que irá ajudá-lo a analisar o problema.
Outro caso em que as placas de diagnósticos podem ser bastante úteis, seria 
para a detecção de defeito na placa-mãe ou processador. É muito comum quando 
um computador para de funcionar, o técnico substituir alguns cabos e verificar 
maus contatos, mas não são todos que retiram um processador, por exemplo, e 
testam o mesmo em outra placa-mãe. Eles geralmente não o fazem, pois há o risco 
de um hardware como esse, com problema, avariar a placa-mãe operacional, e o 
mesmo ocorre com a placa-mãe. Para isso, as placas de diagnósticos foram criadas.
24114 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Mas como usar uma placa de diagnósticos? As placas de diagnósticos 
normalmente são placas que possuem barramento PCI, o que possibilita a 
instalação direta das mesmas na placa-mãe. Em alguns casos, a mesma placa 
pode ser usada para computadores de mesa (desktops) e para laptops, se estes 
possuírem os barramentos Mini-PCI ou Mini PCIe, que são portas exclusivas para 
laptops.
Veja na imagem a seguir, um modelo de placa de diagnóstico Karta post 
st8679. Essa placa possui três componentes: uma interface para testes de laptops 
com barramento Mini PCI; uma interface com barramento PCI para testes em 
desktops; e um display, que pode ser acoplado a qualquer das interfaces. 
G
eo
rg
e 
D
oy
le
 ([
20
--
?]
1)
.
Figura 182 - Placa de diagnóstico karta post st8679
14.3.5 teStAdor de Fonte
Outra ferramenta importante que um técnico deve possuir é um testador de 
fonte. Esse item não é obrigatório, caso ele já possua um multímetro, porém, um 
testador de fontes facilita muito o trabalho do técnico, visto que essa ferramenta 
mostra todas as voltagens em um único display e emite alarmes para quando há 
voltagens acima ou abaixo do normal. Vejamos na imagem abaixo, como é um 
testador de fontes.
G
eo
rg
e 
D
oy
le
 ([
20
--
?]
1)
.
Figura 183 - Testador de fontes Rexus PST-3
242 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
14.3.6 teStAdoreS de HArdWAre vIA SoFtWAre
Além das ferramentas físicas que conhecemos há pouco (placas de diagnóstivos 
e testadores de fontes), podemos fazer testes de nosso computador via softwares. 
Quando nosso computador não inicializa, ou seja, não temos nenhuma imagem 
ou sinais de áudio, devemos usar as ferramentas anteriores para verificar se 
há problemas com a fonte de alimentação ou, até mesmo, um problema com 
componentes ligados à placa-mãe. Entretanto, quando nosso computador 
inicializa, roda o sistema operacional e apresenta falhas, podemos usar também 
recursos de software para ajudar-nos a descobrir qual o problema.
Falaremos sobre dois tipos de software de testes extremamente importantes e 
que devem fazer parte do ferramental do técnico, são eles: testador de memórias 
e testador de hardware (de forma individual).
14.3.7 teStAdoreS de MeMórIA
É importante o técnico de informática ter disponível um testador de memória. 
Embora existam equipamentos para testar memórias RAM, eles não possuem 
preço acessível, não justificando sua compra. Existem softwares que permitem ao 
técnico fazer testes de memória usando o próprio computador como plataforma 
de testes. Um software recomendado é o Memtest, que pode ser encontrado no 
site <http://www.memtest.org/>. Para usá-lo, é necessário gravar o programa em 
um CD bootável.
E você sabe como funciona um testador de memória? As memórias RAM são 
dispositivos que, como sabemos, guardam informações. Para que o computador 
encontre as informações dentro da memória, ela organiza as mesmas a partir de 
endereços. Os softwares de teste escrevem informações em todos os endereços 
da memória e, depois, as apaga. Eles ficam fazendo esse procedimento por vários 
minutos e, normalmente, quando uma memória está com problema, quer dizer 
que um ou mais endereços dela não estão acessíveis para gravação, o que ocasiona 
travamentos no computador. O teste de memória, quando acha esse endereço 
com problema, mostra um despejo de memória, ou seja, ele fica tentando gravar 
informações (sem sucesso) em um endereço, e mostra isso na tela. Quando um 
erro na memória é encontrado, normalmente temos que substituir o módulo de 
memória, mas antes de fazê-lo, faça uma limpeza nos contatos do módulo de 
memória para ter certeza que o problema não era um mau contato.
Vejamos a seguir imagens do Memtest em funcionamento.
24314 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
M
EM
TE
ST
 (2
01
1)
Figura 184 - Memtest em funcionamento
Um dos problemas mais comuns em computadores, especialmente em regiões 
litorâneas, são os problemas relacionados à oxidação nos contatos de placas. Os 
módulos de memória RAM costumam requerer atenção com frequência. Quando 
nosso computador é ligado - e o mesmo emite 3 beeps -, temos duas possibilidades: 
Ou nosso computador, no ato do POST, não detectou a memória RAM, ou não 
detectou a placa de vídeo. No caso de nosso computador possuir placa de vídeo 
offboard, só existe uma alternativa: a memória RAM. O primeiro passo seria limpar 
a mesma. Para isso, basta retirarmos a memória do slot da placa-mãe e fazer a 
limpeza seus contatos com uma borracha escolar e depois recoloca-la no slot. 
Como já estudamos, os computadores são equipamentos digitais, que 
funcionam com eletricidade. Vamos em frente!
14.3.8 teStAdor de HArdWAre
Agora que conhecemos o testador de memórias, vimos que é possível fazer 
testes de nossos módulos de memória, mas e se, por acaso, eu quiser fazer 
um teste de uma porta serial? Ou mesmo dos recursos da minha placa-mãe? 
Para essas questões, existem softwares como o PC-Check. Softwares como o 
PC-Check (<http://www.eurosoft-uk.com/pccheck.html>) permitem que o 
técnico verifique cada um dos componentes do computador, contando que 
ele esteja inicializando. Podemos fazer testes: de interfaces seriais; paralelas; 
de vídeo; do processador; da placa mãe e, até mesmo, um teste de stress, ou 
seja, o software simula uma sobrecarga nos hardwares do computador a fim 
de simular um problema. O PC-Check, assim como a maioria dos softwaresde teste de hardwares, não necessita do Windows para funcionar, somente 
um CD bootável com uma cópia do PC-Check, assim como o Memtest. 
244 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
PC
-C
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 (2
01
1)
Figura 185 - PC-Check em funcionamento
 reCApiTuLANDO
Como você pôde acompanhar neste capítulo, o estudo de como proceder 
para a montagem de computadores deve ser realizado com atenção 
e dedicação, já que se trata de uma prática que requer cuidados com as 
peças que serão utilizadas na montagem. 
Nesse capítulo, você estudou a eletricidade estática, como ela ocorre e 
os cuidados que se deve ter para evitar consequências graves com esse 
tipo de eletricidade. Você conheceu também, quais são os componentes 
eletrônicos que deverão ser instalados no computador. Aprendeu a 
manusear placas, montar um computador do início ao fim e, ainda, aprendeu 
como configurar um BIOS e como fazer testes básicos de hardware.
Vamos estudar agora os Sistemas Operacionais.
24514 prOCeDiMeNTO De MONTAGeM De COMpuTADOreS
Anotações:
Sistemas Operacionais
15
Pronto para entrar no mundo dos sistemas operacionais? Aqui aprenderemos quais os 
sistemas operacionais disponíveis no mercado e quais as suas diferenças. Você saberá como 
instalar um sistema operacional, fazer o particionamento e as características dos sistemas de 
arquivos. Antes de iniciar, conheça os objetivos de aprendizagem.
Ao final desse capítulo, você terá subsídios para:
a) conhecer os sistemas operacionais;
b) verificar os tipos de sistemas operacionais;
c) compreender os sistemas de arquivos;
d) compreender as diferenças entre sistemas operacionais domésticos e de servidores;
e) conhecer as opções de sistemas operacionais disponíveis no mercado;
f) compreender o procedimento para particionar um disco rígido usando o Windows 7;
g) conhecer o procedimento para instalação do Windows 7.
Aperte os cintos e embarque nesta viagem rumo ao conhecimento. Bons estudos!
248 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
15.1 CONheCeNDO O SiSTeMA OperACiONAL
O sistema operacional é o software mais importante de um computador. Ele 
é responsável por trabalhar como um intermediário entre nós, os usuários e o 
hardware. É o sistema operacional que recebe nossas “ordens” e as converte 
para uma linguagem de máquina, fazendo com que a máquina processe essas 
informações. Quanto mais moderno for o sistema operacional, mais recursos ele 
possuirá e mais simples será a sua utilização. 
Mas qual hardware deve ser usado em cada sistema operacional? Todos os 
fabricantes de sistemas operacionais nos informam os requisitos mínimos e os 
recomendáveis para que o sistema operacional funcione. Conheça agora os 
requisitos de sistema do Windows 7.
Se quiser executar o Windows 7 no seu PC, você vai precisar de:
a) Processador de 1 gigahertz (GHz) ou superior de 32 bits (x86) 
ou 64 bits (x64);
b) 1 gigabyte (GB) de RAM (32 bits) ou 2 GB de RAM (64 bits);
c) 16 GB de espaço em disco disponível (32 bits) ou 20 GB (64 
bits);
d) Dispositivo gráfico DirectX 9 com driver WDDM 1.0 ou superior.
Requisitos adicionais para usar determinados recursos:
a) Acesso à Internet (taxas podem ser aplicadas);
b) Dependendo da resolução, a reprodução de vídeo pode 
exigir mais memória e hardware gráfico mais avançado;
c) Alguns jogos e programas podem exigir uma placa de 
vídeo compatível com DirectX 10 ou superior para melhor 
desempenho;
d) Para alguns recursos do Windows Media Center, um 
sintonizador de TV e hardware adicional podem ser necessaries;
e) O Windows Touch e Tablet PCs exigem hardware específico;
f ) O Grupo Doméstico exige uma rede e PCs com o Windows 7;
g) A autoração de DVD/CD requer uma unidade ótica compatível;
h) O BitLocker exige Trusted Platform Module (TPM) 1.2;
i) O BitLocker To Go exige uma unidade flash USB;
j) O Modo Windows XP requer mais 1 GB de RAM e mais 15 GB 
de espaço disponível no disco rígido;
h) Música e sons requerem saída de áudio. (MICROSOFT, 2011).
24915 SiSTeMAS OperACiONAiS
Os requisitos mínimos são as recomendações mínimas do fabricante para que 
o sistema operacional funcione. O sistema funcionará, porém seu desempenho 
não será bom. Os fabricantes fazem testes com hardwares antigos para saber 
qual o hardware mínimo para o sistema operacional funcionar (somente o 
sistema operacional, não considerando o uso de mais nenhum software). Já os 
requisitos recomendáveis são as configurações do hardware necessárias para que 
o software funcione sem lentidão, de forma bastante satisfatória, inclusive com 
mais programas sendo executados ao mesmo tempo.
Portanto, é preciso pensar. Temos um computador somente para usar o 
sistema operacional? A resposta é não. Necessitamos usar aplicativos como 
editores de texto, navegadores de Internet, entre outros, todos estes no sistema 
operacional. Sendo assim, não é recomendável basear-se nos requisitos mínimos 
de hardware para instalar o sistema operacional em um computador, e sim, nos 
requisitos recomendados.
E você sabe quais são os requisitos mínimos do Windows 7? Acompanhe!
a) Processador de 1 gigahertz (GHz) ou superior de 32 bits (x86) ou 64 bits (x64);
b) 1 gigabyte (GB) de RAM (32 bits) ou 2GB de RAM (64 bits.
c) 16GB de espaço em disco disponível (32 bits) ou 20GB (64 bits).
d) Dispositivo gráfico DirectX 9 com driver WDDM 1.0 ou superior. 
Vamos agora aos exemplos dos requisitos recomendados para usarmos o 
Windows 7.
a) Processador com mais de 1 gigahertz (GHz) ou superior de 32 bits (x86) ou 
64 bits (x64);
b) 2 gigabyte (GB) de RAM (32 bits) ou 2GB de RAM (64 bits).
c) 16GB de espaço em disco disponível (32 bits) ou 20GB (64 bits).
d) Dispositivo gráfico DirectX 9 com driver WDDM 1.0 ou superior. 
Lembre-se sempre de que usando a configuração de requisitos recomendados 
você não terá problemas quanto ao desempenho em seu computador.
Todos os fabricantes de software divulgam os requisitos 
de hardwares necessários para que seu software funcione 
corretamente. Não deixe de conhecê-los antes de usar um 
programa!
 FIQUE 
 ALERTA
Conheça agora, os tipos de sistemas operacionais!
250 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
15.2 TipOS De SiSTeMAS OperACiONAiS
Atualmente, existem vários equipamentos que usam sistemas operacionais, 
não somente os computadores. Alguns aparelhos de celulares e dispositivos de 
monitoramento também usam sistemas operacionais. 
Para atender essas necessidades, existem 4 tipos de sistemas operacionais, 
que são: o Sistema Operacional de Tempo Real (RTOS – Real Time Operation a 
System); Monousuário e Monotarefa; Monousuário Multitarefa; Multiusuário e 
Multitarefas. Entenda melhor cada um deles!
15.2.1 SISteMAS oPerACIonAIS de teMPo reAL 
São sistemas operacionais criados para serem usados em equipamentos que 
não podem atrasar o processamento de nenhuma informação. Um exemplo seria 
a “centralina” de um carro. Centralina? Isso mesmo! A centralina é responsável por 
fazer a mistura de ar combustível do carro e não pode atrasar em uma tarefa como 
essa, pois poderia causar uma falha no carro ou, até mesmo, um acidente. Para 
se ter outro exemplo serial, é possível pensar em um equipamento que controla 
os processos de uma fábrica e não pode ter atraso, pois poderia comprometer 
alguma etapa na fabricação de algum produto.
Normalmente, os sistemas operacionais de tempo real não têm uma interface 
simples para o usuário final, mas têm uso restrito e necessitam de pessoal 
especializado para operá-los.
15.2.2 SISteMAS oPerACIonAIS MonouSuárIo e MonotAreFA 
São sistemas operacionais que não diferenciam o usuário que está na máquina. 
Não existe uma tela de autenticação no sistema (login), nem é possível configurá-lo. 
Além de não diferenciar quem está na frente do computador, ele só permite usar 
um programa por vez, ou seja: é possível usar um editor de texto, mas se o usuário 
quiser usar um software de planilha, será preciso salvar o trabalho feito pelo editor 
de texto, fechar o programa editor de texto e executar o softwarede planilha.
Esses sistemas operacionais são usados atualmente para sistemas embarcados, 
tais como alguns telefones celulares e Dispositivos Pessoais Digitais (PDA- 
Personal Digital Assistent), ou o Palmtop, por exemplo. Esses dispositivos, como 
são de uso pessoal, não pedem um usuário e senha e nem possibilitam que mais 
de um programa rode ao mesmo tempo. Esse tipo de sistema operacional não 
é mais usado para computadores, tendo sido usado no passado para sistemas 
operacionais, como o MS DOS.
25115 SiSTeMAS OperACiONAiS
15.2.3 SISteMAS oPerACIonAIS MonouSuárIo e MuLtItAreFA 
São sistemas operacionais que também não diferenciam o usuário que está 
usando a máquina e não há uma tela para fazer login, porém ele pode rodar 
mais de um programa ao mesmo tempo. Podemos falar que as versões mais 
antigas do Windows (anteriores ao Windows 2000) eram sistemas operacionais 
monousuários e multitarefas, pois não diferenciavam os usuários que usavam as 
máquinas, porém permitiam que os usuários usassem mais de um programa ao 
mesmo tempo. Como exemplo desse sistema, podemos citar o uso do editor de 
texto ao mesmo tempo em que a planilha eletrônica é também utilizada.
15.2.4 SISteMAS oPerACIonAIS MuLtIuSuárIoS e MuLtItAreFAS 
São sistemas operacionais que permitem o cadastro de mais de um usuário 
na mesma máquina. O cadastro de mais de um usuário em uma mesma máquina 
permite que os usuários tenham pastas próprias e configurações diferenciadas 
para cada usuário. Por exemplo: cada usuário do computador poderia usar em 
sua área de trabalho um papel de paredes diferente, ou seja, um usuário não 
afeta a área de trabalho do outro. Isso não seria possível em sistemas operacionais 
monousuários. Esses sistemas também permitem o uso de mais de um programa 
ao mesmo tempo. 
15.2.5 SISteMAS de ArquIvoS
‘Sistema de arquivos’ é a forma como dados são organizados dentro de um 
dispositivo de armazenamento. Cada sistema operacional possui suporte a alguns 
sistemas de arquivos. E os sistemas de arquivos mais modernos permitem que o 
sistema operacional consiga gerenciar maiores discos rígidos, maiores partições 
e maiores tamanhos de arquivos únicos. 
É de responsabilidade do sistema de arquivos gerenciar arquivos de dados, 
pastas, atributos ou permissões de arquivos e pastas.
252 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 186 - Analogia de um sistema de arquivos
Fonte: Adaptado de Wikipedia (2011)
Cada sistema operacional possui seus sistemas de arquivos. É possível escolher 
o sistema de arquivos que iremos usar em nosso computador. Confira alguns 
exemplos a seguir.
15.2.6 SISteMAS de ArquIvoS uSAdoS no WIndoWS
Os sistemas de arquivos usados no Windows podem ser: FAT16, FAT32 e NTFS.
15.2.7 SISteMAS de ArquIvoS uSAdoS no LInuX/unIX
Já no Linux/UNIX temos: Ext2, Ex3 e Ext4.
15.2.8 SISteMAS de ArquIvoS uSAdoS no WIndoWS
Nos sistemas operacionais da Microsoft podemos usar os sistemas de arquivos 
(file system): FAT16, FAT32 e NTFS. E saiba que esses sistemas não têm suporte 
a outros sistemas de arquivos, o que representa que, se for colocado um disco 
rígido com sistema de arquivos Ext3 (um sistema de arquivos do Linux dentro 
de um computador que está rodando Windows), o mesmo não conseguirá 
ler o conteúdo do disco rígido com Ext3. Vale ressaltar ainda, que sistemas 
operacionais Linux/Unix têm suporte aos sistemas de arquivos da Microsoft. 
Portanto, conseguem ler sistemas de arquivo FAT16, FAT32 e NTFS. Mas quais 
são as características dos sistemas de arquivos da Microsoft? Essa é uma boa 
pergunta. Vamos conferir quais são!
25315 SiSTeMAS OperACiONAiS
15.2.9 SISteMAS FAt
A sigla FAT significa tabela de alocação de arquivos ou, em inglês, File Allocation 
Table. O sistema de arquivos FAT já é um sistema de arquivos antigo e pouco 
usado. Existem três versões do sistema de arquivos FAT: FAT12, FAT16 e FAT32. 
No entanto, o FAT12 não é mais usado atualmente.
15.2.10 FAt16
É um sistema de arquivos usado pelos sistemas operacionais Microsoft DOS, 
do Windows 3.X até o Windows 95. Esse sistema de arquivos tem capacidade para 
gerenciar um disco ou uma partição (parte de um disco) de, no máximo, 2GB. No 
passado, caso tivéssemos um disco rígido de 4GB e quiséssemos usar o FAT16, 
teríamos que, obrigatoriamente, dividir o disco rígido em duas partes de 2GB 
cada. 
Uma característica importante do FAT16, ao se utilizar esse sistema de 
arquivos, é com relação aos nomes de arquivos e pastas. Os nomes de arquivos e 
pastas podem ter, no máximo, 8 caracteres (sem contar a extensão). Sendo assim, 
tratando-se de um arquivo de texto, não conseguiríamos escrever um nome de 
arquivo “computador” e, sim, “computad.txt”.
Atualmente, não é comum vermos computadores 
usando o FAT16, apesar de ser possível usá-lo em discos 
modernos.
 VOCÊ 
 SABIA?
15.2.11 ntFS
O NTFS (New Technology File System) foi um sistema de arquivos baseado 
no HPSF (High Performance File System), criado pela IBM e Microsoft para o IBM 
OS/2 (isso mesmo, o sistema operacional IBM OS/2 foi criado em parceria com 
a Microsoft). O NTFS começou a ser usado no servidor de redes da Microsoft - o 
Windows NT -, em 1995. Esse novo sistema de arquivos tinha várias vantagens se 
comparado a seus antecessores, como o gerenciamento de disco de até 2TB. O 
tamanho de arquivos era limitado somente pelo tamanho da partição e melhor 
desempenho. Ele possui também suporte a permissões de arquivos e pastas, 
o que permite maior segurança. E saiba que, atualmente, todos os sistemas da 
Microsoft usam como padrão o NTFS.
254 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Caso precise gravar um arquivo que tenha tamanho maior 
que 2GB em um pendrive, o mesmo deve ter o sistema de 
arquivos NTFS.
 FIQUE 
 ALERTA
Mas você sabe o que é o particionamento de disco? Essa é uma técnica muito 
importante. Vamos saber mais!
15.3 pArTiCiONAMeNTO De DiSCO
Particionamento é uma técnica usada para dividir um disco rígido em mais 
de uma partição lógica. Mas qual a sua utilidade? Particionando um disco rígido 
em duas partes, por exemplo, é possível fazer a instalação de mais de um sistema 
operacional no mesmo disco. Podemos também, com duas partições, usar uma 
partição para o sistema operacional e programas e a outra partição, para guardar 
arquivos dos usuários daquele computador.
Cada partição de disco é mostrada no Windows com uma letra. A partição 
primária do sistema operacional usa a letra “C:”. Conforme vamos criando mais 
partições, são acrescentadas letras de “D” a “Z”, a nossa escolha. Mas veja bem: 
não é possível usar as letras “A” e “B”, pois as mesmas são reservadas para os 
antigos drives de disquetes.
É possível criar três tipos de partições: primária, estendida e lógica. Entenda 
cada uma delas!
A partição primária é usada para instalar o sistema operacional. Sistemas 
operacionais da Microsoft precisam, obrigatoriamente, de uma partição primária 
para que seja instalado o Windows. Caso seja necessária a instalação de um 
segundo sistema operacional, devemos criar mais uma partição primária. É 
possível criar até quatro partições primárias em um disco rígido.
A partição primária também pode ser usada para guardar informações que não 
sejam do sistema operacional, porém, só nela é possível que sistemas operacionais 
sejam inicializados. Para entender melhor, pense no seguinte exemplo: em um 
disco rígido foram criadas duas partições primárias, uma para o sistema operacional 
e outra para guardar dados. Caso um dia seja necessário reinstalar o sistema 
operacional, podemos somente apagar os dados da partição primária (onde está 
o sistema operacional) e reinstalá-lo. A partição onde guardamos nossos dados 
(estendida ou segunda partição primária) não sofrerá nenhuma alteração.
25515 SiSTeMAS OperACiONAiS
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Figura 187 - Disco particionado em duas partições primárias
A partição estendida é uma partição primária especial. Só pode haver uma 
partiçãoestendida em cada disco rígido. Por ser uma partição primária especial, 
em um disco rígido onde exista uma partição estendida, a mesma toma lugar de 
uma partição primária, ou seja, havendo uma partição estendida em um disco 
rígido, só podemos ter três partições primárias. 
Já a partição lógica, que também pode ser chamada de unidade lógica, fica 
dentro da partição estendida. É possível criar até 12 partições lógicas em um 
disco rígido, e o mesmo pode ter até 15 partições, sendo elas: 3 primárias e uma 
estendida, contendo 12 partições lógicas.
Para trabalharmos com particionamento podemos usar ferramentas do 
próprio sistema operacional ou de outras empresas. No caso do Windows, o 
particionamento pode ser feito no ato da instalação do sistema operacional. Se 
o Windows instalado for a versão Vista ou 7, é possível criar partições dentro do 
próprio Windows, usando a ferramenta “Gerenciamento de disco”. 
No passado, antes da criação do Windows XP, usávamos uma ferramenta do 
MS DOS para criar partições chamadas FDISK, sendo que essa ferramenta já vinha 
com o DOS. Um dos problemas dessa ferramenta era: para criar novas partições 
era necessário apagar todo o conteúdo do disco. O uso dela era recomendado 
somente antes de instalar algum sistema operacional. 
Um software muito famoso criado pela Symantec era o Partition Magic. Essa 
ferramenta permitia o redimensionamento de partições sem apagar o conteúdo 
do disco. Era um software bastante popular, sendo que, atualmente, não é 
mais usado, pois ele só trabalha com a versão de NTFS usado até Windows XP 
(não sendo compatível com as versões mais novas do NTFS, que são usadas no 
Windows Vista e 7). Outros softwares de particionamento de disco são: o Cute 
Partition Manager e o Paragon. Existem vários outros disponíveis de forma paga 
ou de graça na Internet. No processo de instalação do Windows, você verá como 
256 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
criar partição de disco usando o Gerenciamento de disco do Windows. E você 
sabe quais são os softwares de particionamento de disco? Acompanhe a seguir.
a) Gerenciamento de disco (no Windows Vista e 7);
b) FDISK;
c) Partition Magic;
d) Paragon;
e) Cute partition Manager.
Não é necessário nenhum software extra para criar 
partições ou redimensionar partições, caso você use 
o Windows Vista ou Windows 7. Para o serviço de 
redimensionamento e criação de partições, pode ser 
usado o Gerenciamento de disco do Windows.
 FIQUE 
 ALERTA
15.4 GereNCiADOr De DiSCO DO wiNDOwS
A partir de agora, saberemos como criar uma partição em um micro com o 
Windows recém instalado. Nesse exemplo, quem instalou o sistema operacional 
não fez o particionamento de disco no ato da instalação do sistema, por isso 
estaremos mostrando como criar uma nova partição usando o Gerenciador de 
Discos do Windows. Esse procedimento é o mesmo para versões do Windows 
Vista e do Windows 7. Para fazer o mesmo procedimento com o Windows XP 
necessitamos de uma ferramenta fora do Windows como o Partition Magic.
Pense que o computador que estamos usando possui um disco rígido de 20GB. 
Esse disco possui somente duas partições: a primeira foi criada pelo Windows 7 
e é uma partição usada pelo sistema. Não devemos alterá-la. A segunda é nossa 
partição primária, e é com essa que estaremos trabalhando.
Devemos primeiramente acessar o gerenciador do computador, que é 
o programa que gerencia vários outros programas do Windows, inclusive o 
Gerenciador de Discos, que é onde devemos ver o processo de particionamento 
de discos dentro do Windows nas versões 2000: XP, Vista e 7. 
25715 SiSTeMAS OperACiONAiS
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Figura 188 - Acessando o gerenciador do computador
Para acessar o gerenciador do computador, clique no botão Iniciar, posicione 
o mouse em cima da opção Computador, clique com o botão direito do mouse e 
selecione a opção Gerenciar. Observe a figura anterior.
Já na próxima figura, observe o gerenciador do computador. Nessa tela, são 
mostradas várias informações do sistema assim como ferramentas.
Estaremos trabalhando na penúltima opção, Gerenciamento de Disco, que já 
está selecionada. Lá é mostrado nosso Disco (Disco 0) com suas duas partições.
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Figura 189 - Gerenciador do computador
258 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Perceba que não possuímos espaço livre em nosso disco. Por isso, para criar 
uma nova partição devemos diminuir a nossa partição “C” e liberar espaço a fim 
de criarmos outra partição. Para diminuir uma partição, devemos clicar com o 
botão direito em cima da partição a ser diminuída e selecionar a opção Diminuir 
Volume. Acompanhe a seguir.
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Figura 190 - Diminuindo uma partição
 
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Figura 191 - Digitando o valor da nova partição
Como você pôde ver na figura anterior, temos a ferramenta que irá diminuir a 
partição. Por padrão, essa ferramenta sugere um tamanho a ser diminuído. Esse 
número padrão não é obrigatório. No campo “Digite o espaço a diminuir em MB”, 
25915 SiSTeMAS OperACiONAiS
estaremos colocando o valor de 8000, que quer dizer 8000MB ou 8GB. Esse será o 
espaço liberado para a criação de uma nova partição.
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Figura 192 - Espaço livre para criação de nova partição
Após rodarmos a ferramenta para diminuir a partição, temos uma partição 
de aproximadamente 8GB disponível. Veja na figura que segue, que há um 
retângulo com uma tarja preta escrita “espaço não alocado”. Esse retângulo é 
uma partição que ainda não tem um sistema de arquivos, por isso ainda não 
está disponível para uso.
E para criar uma nova partição? Você sabe como deve proceder? Vamos 
aprender juntos a seguir.
15.5 CriANDO uMA NOvA pArTiÇÃO
Após fazer os procedimentos de diminuição da única partição do disco, teremos 
espaço livre para a criação de outra partição. Lembre-se de que a criação de uma 
partição sempre necessita de espaço livre. Com todas as figuras anteriores você 
pôde perceber que para criar uma nova partição, devemos clicar com o botão 
direito em cima do espaço não alocado e selecionar a opção novo volume simples.
260 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
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Figura 193 - Criando uma nova partição
Após clicar em novo volume simples, o assistente da ferramenta de 
particionamento perguntará qual será o tamanho da nova partição. Temos 
um espaço livre de 8GB, porém não somos obrigados a usar todo esse espaço 
e poderíamos, por exemplo, fazer duas partições de 4GB cada uma. Mas nesse 
exemplo estaremos usando todo o espaço livre para criar uma nova partição.
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Figura 194 - Especificando o tamanho da partição
Depois de selecionar o tamanho de nossa partição devemos atribuir uma letra 
para nossa partição. Todos os dispositivos de armazenamento do Windows se 
baseiam em letras.
26115 SiSTeMAS OperACiONAiS
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Figura 195 - Escolhendo a letra da partição
As letras podem ser escolhidas de D a Z. Se houver drives ópticos, pendrives ou 
unidades de redes mapeadas em seu computador podem aparece menos opções 
de letras, porque algumas podem estar sendo usadas por esses dispositivos de 
armazenamento.
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Figura 196 - Opções de formatação de disco
A última etapa do processo de criação de nossa partição é a de formatá-lo. Na 
figura seguinte, dentro das opções de formatações, temos um campo chamado 
262 MONTAGeM e MANuTeNÇÃO De COMpuTADOreS
Sistema de Arquivos onde é possível selecionar o Sistema de Arquivos que 
queremos. Como estamos usando o Windows, só teremos as opções NTFS e 
FAT32. Outras opções importantes nessa última tela são a de Rótulo do Volume, 
que serve para darmos um nome a essa partição. Não é obrigatório alterar o nome 
sugerido pelo Windows. Temos também as opções Executar uma Formatação 
Rápida e Ativar Compactação de Arquivos e Pastas. 
Saiba que a opção de formatação rápida serve para formatar o disco 
rapidamente,

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