Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

CAMP – Centro de Formação e Integração Social
Comunicação 1
Apostila do Programa de Aprendizagem
CAMP – Centro de Formação e Integração Social
Comunicação
Apostila do Programa de Aprendizagem
Elaborada por:
CARLOS DIEGO EGYDIO
A linguagem não é apenas uma forma de representação, como expressam, por seus limites, as crianças. Mais do que isso, ela é uma forma de compreensão e ação sobre o mundo.
 (Proposta Curricular do Estado de São Paulo, p.12)
O homem é um ser social
4
Formas e expressão de comunicação: verbal, escrita e digital
5
Comunicação verbal e não-verbal
6
Texto: comunicação
6
Componentes da comunicação: receptor, emissor, meio (canal), mensagem e código
10
Comunicação em massa e segmentada
13
Conceito de texto
14
Bilhete
14
Diário
16
Receitas
16
Estórias: fábulas e contos
17
Texto: uma fábula
19
Músicas
21
Relato pessoal
23
Texto informativo
24
Notícia
24
Legendas
25
Jornal
25
Exercícios de revisão sobre pontuação
29
Exercícios de revisão sobre acentuação
31
Crase
32
Nova reforma ortográfica
35
Emprego do s
37
Emprego do z
38
Emprego do g
39
Emprego do j
40
Emprego do x
40
Emprego do ch
41
Emprego das iniciais maiúsculas e minúsculas
43
Morfologia
46
Radical
46
Vogal temática
46
Tema
47
Desinências
48
Afixos
49
Vogal e consoante de ligação
50
Palavras cognatas
50
Classes de palavras
51
Emprego dos pronomes de tratamento
56
Abreviação
57
Uso de abreviaturas
58
Regras específicas para a concordância nominal e verbal
67
Uniformização da correspondência oficial
85
Correspondência e redação oficial
86
Características da redação oficial
86
Uso de abreviaturas nos documentos oficiais
88
Requerimento
89
Ofício
91
Telegrama
92
Declaração
94
Atestado
96
Memorando
97
Recibo
99
Certidão
100
Procuração
101
Ata
103
Dicas para o bom uso de e-mail
108
Saber ouvir
111
Relato verídico: caso GM
113
Saber falar
114
Itens importantes da fala eficaz
116
Teste sua habilidade comunicativa
117
Atendimento ao cliente
120
Atendimento de qualidade
122
Porque é importante saber lidar com os clientes?
126
Teste sua habilidade em atender o cliente
128
Tipos de consumidores
131
Negociação
133
Natureza da negociação
135
Negociação nas organizações
136
Etapas do processo de negociação
136
Gestão do conflito: lidando com sentimentos e atitudes que prejudicam a negociação
137
Teste sua habilidade como negociador
139
Mídia
142
A influência da mídia em nossas vidas
144
O que é marketing?
146
Conselhos e recomendações para um bom serviço
148
Adequação do discurso a situações formais e informais
150
Valor da leitura
155
Texto: “a regreção da redassão”
156
A importância do significado das palavras para o processo de leitura
159
Tipos de leituras
160
Conceito de fonema e letra
162
Produção dos sons da fala
164
Classificação dos fonemas
165
Texto descritivo
172
Tipo de descrição técnica: objeto
174
Tipo de descrição técnica: processo
175
Tipo de descrição técnica: ambiente
176
Dicas para elaboração de manuais técnicos
177
Referências bibliográficas
179
Objetivo: Fazer com que o aprendiz reflita sobre o papel da comunicação e reconheça as formas e expressão que usamos para nos comunicar, bem como o modo verbal e não verbal da comunicação. Assim, mostrar o conceito ao aprendiz que a comunicação possui componentes que garantem sua eficiência.
O HOMEM É UM SER SOCIAL
O homem, como ser social, precisa se comunicar e viver em comunidade, que é onde troca seus conhecimentos e suas experiências. Estes, por sua vez, irão levá-lo a assimilar e compreender o mundo em que vive, dando-lhe meios para transformá-lo.
Ao acumular as experiências de sua comunidade, o homem vai construindo uma cultura própria que é transmitida de geração para geração. Para transmitir sua cultura e para suprir a necessidade de buscar a melhor expressão de suas emoções, suas sensações e seus sentimentos, o homem se viu diante de certos desafios: um deles foi o de criar r desenvolver uma maneira de comunicar-se com seus semelhantes.
Distanciou-se, então, ainda mais dos outros animais, pois foi o único que conseguiu criar símbolos e signos de vários tipos (linguísticos, picturais e gráficos) com o intuito de comunicar-se.
(Roberto Melo Mesquita, Gramática da Língua Portuguesa, p.15)
FORMAS E EXPRESSÃO DE COMUNICAÇÃO: VERBAL, ESCRITA E DIGITAL
O ser humano, ao longo de sua vida, encontra diversas maneiras para expressar aquilo que os pensamentos manifestam. Para esta ação, utilizamos a linguagem, ou seja, é o meio que usamos para a transmissão de uma mensagem, isto é, para comunicar.
O termo linguagem pode designar um vocabulário especializado (linguagem científica), os meios pelos quais certos indivíduos se comunicam (linguagem gestual), um conjunto de procedimentos técnicos (linguagem cinematográfica), um conjunto de palavras ou instruções que permitem ordenar a uma máquina que execute determinadas operações (linguagem de programação de computadores) etc.
A manifestação da linguagem pode ser dar pela expressão:
- Verbal: quando a mensagem materializa-se através da utilização da língua, ou seja, pela própria fala;
- Escrita: quando a mensagem materializa-se através de palavras, ou seja, recursos textuais;
- Digital: quando a mensagem materializa-se através da combinação dos recursos textuais alinhados a utilização da língua, como por exemplo: email, salas de bate-papo, fóruns online entre outros.
COMUNICAÇÃO VERBAL E NÃO-VERBAL
Durante o nosso cotidiano, fazemos o uso de variadas combinações para que a pessoa que está recebendo a mensagem compreenda da forma correta. De uma forma inconsciente ou não, utilizamos a linguagem verbal e não-verbal para nos expressarmos. 
Ao utilizarmos os recursos da fala ou escrita como meio de comunicação, estamos colocando em prática a linguagem verbal. Já quando a comunicação se faz através de imagens, figuras, símbolos, tom de voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos, temos a linguagem não-verbal, onde as palavras são dispensadas, pois o que representa já diz tudo. Além desses dois casos, a comunicação ainda pode se tornar mista, ou seja, quando a linguagem verbal e a não verbal são combinadas na transmissão da mensagem.
TEXTO: COMUNICAÇÃO
É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?
“Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
“Pode. Eu quero um daqueles, daqueles...”
“Pois não?”
“Um... como é mesmo o nome?”
“Sim?”
“Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
“Sim, senhor.”
“Olha, é pontuda, certo?”
“O quê, cavalheiro?”
“Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta vem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso, uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
“Infelizmente, cavalheiro...”
“Ora, você sabe do que eu estou falando.”
“Estou me esforçando, mas...”
“Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
“Se o senhor diz, cavalheiro.”
“Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.”
“Sim, senhor. Pontudo numa ponta.”
“Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?”
“Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?”
“Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.”
“Sinto muito.”
“Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso,me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil metal, como você está pensando.”
“Eu não estou pensando nada, cavalheiro.”
“Chame o gerente.”
“Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feita do quê?”
“É de, sei lá. De metal.”
“Muito bem. De metal. Ela se move?”
“Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.”
“Tem mais de uma peça? Já vem montado?”
“É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.”
“Francamente...”
“Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa.”
“Ah, tem clique. É elétrico.”
“Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.”
“Já sei!”
“Ótimo!”
“O senhor quer uma antena externa de televisão.”
“Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo...”
“Tentemos por outro lado. Para o que serve?”
“Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.”
“Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e...”
“Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!”
“Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!”
“É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um...um... Como é mesmo o nome?
(Luis Fernando Veríssimo. Comunicação. In: Amor Brasileiro.
2. ed. Porto Alegre, L&PM, 1986.p.143-145.)
Exercícios
1. Quais problemas enfrentam as personagens do texto?
2. O vendedor sugere ao freguês que se comunique de outra maneira. Como? Por que o freguês não o faz o que lhe foi sugerido?
3. Você considerou bem claras as descrições do freguês? Procure um trecho que justifique sua resposta.
4. O freguês irrita-se com o vendedor, atribuindo-lhe a culpa pelo mal-entendido, e não à sua dificuldade de expressão. Você concorda com essa afirmação? Justifique sua resposta com base nos conceitos apresentados até o momento.
5. Já que não se lembrava do nome do objeto, a personagem poderia ter se expressado por meio de gestos, desenhos ou feito uma descrição que levasse em conta a finalidade, a utilidade do objeto pretendido.
a) O freguês procurou utilizar gestos em sua explicação? Com que resultado?
b) Se a personagem descrevesse a utilidade do objeto, seria compreendida mais facilmente. O que poderia ter dito?
COMPONENTES DA COMUNICAÇÃO: RECEPTOR, EMISSOR, MEIO (canal), MENSAGEM E CÓDIGO
Para a utilização da linguagem como representação dos nossos pensamentos, precisamos ter a percepção dos componentes que farão que a transmissão da mensagem intencionada chegue da melhor maneira possível de ser compreendida pelo ouvinte.
O ato comunicativo é feito através de uma interação, observada pelos seguintes componentes:
- Emissor: toma a iniciativa de enviar a mensagem. Pode ser individual ou coletiva;
- Receptor: é aquele que recebe a mensagem, seja ela escrita ou dita. Ao responder esta mensagem recebida, ele torna-se um emissor;
- Referente: é o contexto, a situação e os objetos aos quais a mensagem remete;
- Mensagem: é o conteúdo das informações transmitidas;
- Código: É a linguagem verbal ou não-verbal utilizada. É o conjunto de regras e combinações que o emissor e receptor devem conhecer para que a comunicação seja eficiente.
- Canal de comunicação: é o meio pelo qual a mensagem é transmitida. Esse meio pode ser: sons, sinais visuais, cheiros, gostos, etc.
Veja o exemplo de comunicação na frase:
Um motorista avança o sinal vermelho. O guarda de trânsito apita. O motorista para.
Para o exemplo anterior temos as seguintes situações:
Emissor: O guarda de trânsito
Receptor: O motorista
Mensagem: “Pare!”
Canal: O som do apito
Código: O conjunto das leis de trânsito
Referente: O incidente no trânsito
É perceptível que para que o ato da comunicação seja feito da forma esperada, deve-se ter a preocupação com os elementos citados acima, uma vez que eles integram de forma intencionada ou não esses componentes essenciais. Comunicar não é somente falar ou escrever, sem pensar no contexto, conteúdo, como transmitir a mensagem e sim a maneira de melhor combinar esses componentes para que o receptor compreenda com a mesma intenção que o emissor tentou realizá-la. 
Exercício
A Serpente
(COATL)
“Seu bom humor e espontaneidade a fazem popular entre os amigos. Está sempre alegre, é divertida e adora ouvir o que eles têm para contar. Faz qualquer sacrifício em nome da amizade e conquista as pessoas ao se tornar confidente delas. O trabalho não é prioridade na sua vida. Você não se deixa escravizar pela carreira, mas alcança o sucesso profissional mesmo assim. Embora não deixe transparecer, tem problemas como todo mundo e nem sempre consegue resolvê-los.
- Para ser feliz: decida impasses com mais rapidez. Sua hesitação pode emperrar projetos.”
Revista Claudia, ed. 441, out.2012/
http://claudia.abril.com.br/aberto/ch5/asteca.html. Acessado em maio 2003.
6. Indique o emissor, o destinatário, o código e o canal nessa matéria.
7. A partir das relações de concordância, podemos definir o sexo do público-alvo dessa matéria. Que palavras nos permitem isso?
8. O horóscopo asteca, ao contrário do horóscopo zodiacal, tem seus signos relacionados à data de nascimento completa (dia, mês e ano). Para que o público encontre seu signo, a revista Claudia apresenta uma relação que vai de 1º de janeiro de 1962 a 31 de dezembro de 1977 e uma nota de rodapé (se você nasceu antes de 1962 ou depois de 1977, acesse o nosso site). A partir dessas informações, defina o destinatário com mais precisão.
9. O que vocês acreditam que signifique “COATL” e qual seria a razão de ter essa palavra acompanhando o título?
Objetivo: Fazer com que os alunos continuem compreendendo a função da comunicação, levando-os a perceberem o envolvimento com o público. Após o contato com a base conceitual da comunicação, mostrar a eles que existem o gêneros textuais e suas características individuais.
COMUNICAÇÃO EM MASSA E SEGMENTADA
Após compreender os componentes da comunicação, nesse assunto ficará mais compreensível, principalmente pelo fato de focarmos no receptor da mensagem. A comunicação pode ter duas classificações principais quanto ao público que a mensagem intencionada: a comunicação em massa e comunicação segmentada. Tanto uma, como a outra, podem ser veiculadas através do rádio, televisão, internet, jornais, revistas, cinemas, teatros e entre outras formas de levar ao público o que se deseja.
Ainda focando no receptor da mensagem, imagine uma propaganda eleitoral para eleger o presidente da república. Com certeza os componentes da comunicação serão bem analisados para convencer o eleitor a votar no tal candidato. Podemos chamar esse tipo de expressão como comunicação de massa, ou seja, a intenção é que a mensagem seja transmitida a um grande número de receptores.
Um outro recurso que está sendo muito utilizado, e que faz parte da comunicação em massa, é a comunicação segmentada. Esse tipo de transmissão da mensagem é mais restrito, ou seja, tem a pretensão de alcançar um público alvo. Podemos pegar como exemplo a estreia de um programa de TV infantil, onde a divulgação será feita pela própria TV e vários tipos de pessoas poderão ver a propaganda do tal programa, mas a verdadeira intenção é atingir e convencer o público infantil a assisti-lo.
GÊNEROS TEXTUAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS
BILHETE
É um texto simples e breve, em que se transmite algo de maneira bem informal. Geralmente, quando não escrito a mão, é feito pelo formato de correio eletrônico. Mesmo sendo informal, ainda se preza o bom senso tanto com a gramática quanto com educação na seleção das palavras.
Atividadeem Grupo
Comunicação Cifrada
Em grupos, inventem um novo código, fazendo a correspondência entre cada símbolo e uma letra do nosso alfabeto.
Escrevam um bilhete no alfabeto português e um no novo código criado, entregue para o instrutor somente o bilhete cifrado e o novo alfabeto. Já o bilhete escrito em língua portuguesa deve ficar com o grupo para verificarem se a mensagem que foi decifrada é a mesma que se tentou transmitir no bilhete.
O instrutor distribuirá aleatoriamente os bilhetes para que os grupos possam decifrar as mensagens e depois compartilhá-las com a turma e verificar se ela manteve o mesmo sentido.
DIÁRIO
É um estilo de texto que é registrado fatos do cotidiano, impressões e confissões. Um exemplo disso é o Diário de Anne Frank, onde é contada a história dela e de um grupo de pessoas que se esconderam durante a ocupação nazista nos Países Baixos. Na maioria das vezes, o emissor é o próprio receptor, sem a intenção que outros vejam e apenas fique como registro.
RECEITAS
Se pararmos para pensar, o que nos vem à mente são as receitas culinárias, onde a produção do texto é mais livre. Mas também não podemos esquecer que existem as receitas médicas. Propositalmente, devemos lembrar esses dois exemplos para mostrar que neste estilo de texto prevalecem dois tipos muito comuns: o texto injuntivo e o texto prescritivo. 
Ao analisarmos as receitas culinárias, por exemplo, logo percebemos que a intenção é de nos ajudar a realizar uma determinada tarefa. Esta é uma das características do texto injuntivo, que tem como principal finalidade: instruir o receptor a realizar um determinado procedimento, deixando espaço para refletir se algo pode ser modificado nesse processo. Vale ressaltar que este estilo apenas sugere, mesmo que em sua construção utilize-se verbos no modo imperativo.
Já na observação de receitas médicas, por exemplo, nota-se a imposição de algum procedimento a ser seguido pelo receptor. Esta é uma das características do texto prescritivo, que tem a função de mostrar como o indivíduo deve realizar tal procedimento, mas sem ter outra opção de executá-lo. Este tipo de texto está presente em editais de concursos, no código de processo penal e entre outros documentos.
ESTÓRIAS
Costuma-se diferenciar estória de história pelo fato que ela tem a função de narrar lendas, contos tradicionais de ficção, ou seja, contos inverossímeis. Já a história tem um compromisso em relatar aquilo que realmente aconteceu, ou pelo menos chegar perto.
Podemos enquadrar neste estilo os contos e fábulas, que possuem características próprias. Veja: 
Fábulas
As fábulas são narrativas ficcionais que alertam sobre fatos que podem ocorrem na vida real, criticam comportamentos humanos e chegam até ironizar o ser humano. O texto apresentam personagens que geralmente são animais que pensam, falam e agem como se fossem seres humanos, encerrando com uma lição de moral que contêm ensinamentos que chamam a atenção para o nosso modo de agir e de sentir.
Contos
Os contos são narrativas que em sua construção encontramos elementos: como narrador, personagens, enredo (ou trama), indicadores de tempo e espaço físico. Todos esses elementos, que também são encontrados num romance, numa novela policial ou mesmo numa notícia de jornal, organizam-se no conto de acordo com a unidade da ação que é apresentada. Eles devem estar voltados para a resolução do conflito proposto pelo autor – que, no caso do conto, costuma ser um só. 
Além dessas características, outra que se torna importante é a extensão reduzida. E de uma forma mais simples, o bom conto é aquele em que, com os recursos
 estritamente necessários (a caracterização das personagens, as descrições, a construção da trama e seu desfecho), conta-se uma história que impressione o leitor.
Objetivo: Fazer com que os alunos continuem compreendendo os gêneros textuais e suas respectivas características. Neste encontro serão explorados os conceitos sobre a música e o relato pessoal.
UMA FÁBULA
Certa vez os animais resolveram preparar seus filhos para enfrentarem as dificuldades do mundo atual e, por isso, organizaram uma escola.
Adotaram um currículo prático que constava de corrida, escalagem, natação e voo. Para facilitar o ensino, todos os alunos deveriam aprender todas as matérias.
O pato, exímio em natação (melhor mesmo que o professor), conseguiu notas regulares em voo, mas era aluno fraco em corridas e escalagem. Para compensar esta fraqueza, ficava retido na escola todo o dia, fazendo exercícios extras. De tanto treinar corrida ficou com os pés terrivelmente esfolados e, por isso, não conseguia mais nadar como antes. Entretanto, como o sistema de promoção era a média aritmética das notas nos vários cursos, ele conseguiu ser um aluno sofrível, e ninguém se preocupou com o caso do pobre pato.
O coelho era o melhor aluno do curso de corrida, mas sofreu tremendamente e acabou com um esgotamento nervoso, de tanto tentar a natação.
O esquilo subira tremendamente, conseguindo belas notas no curso de escalagem, mas ficou frustrado no voo, pois o professor o obrigava a voar de baixo para cima e ele insistia em usar seus métodos, isto é, em subir nas árvores e voar de lá para o chão. 
Ele teve que se esforçar tanto na natação que acabou por passar com nota mínima em escalagem, saindo-se mediocremente em corrida.
A águia foi uma criança problema, severamente castigada desde o princípio do curso, porque usava métodos exclusivos dela para atravessar o rio ou subir nas árvores. No fim do ano, uma águia anormal que tinha nadadeiras conseguiu a melhor média em todos os cursos e foi a oradora da turma.
Os ratos e os cães de caça não entraram na escola porque a administração se recusou a incluir duas matérias que eles julgavam importantes, como escavar tocas e escolher esconderijos. Acabaram por abrir uma escola particular junto com as marmotas e desde o princípio, conseguiram grande sucesso.
(Autoria não identificada)
Exercícios
10. Por que os ratos, cães de caça e marmotas tiveram sucesso enquanto os outros animais tiveram problemas?
11. O que você diria dos “alunos” que não se submeteram ao currículo da escola?
(Os ratos, cães e as marmotas).
12. Um fenômeno bastante comum no mercado de trabalho é a competição egoísta entre as pessoas. O que sua equipe e você poderiam fazer, em seu dia-a-dia, para conseguirem competir em igualdade no mercado de trabalho?
13. Reflita e discuta sobre as seguintes frases:
a) Será a escola uma escada que permite à gente subir na vida?
b) A gente não aprende só na escola, não!
c) É preciso perder o medo, levantar a cabeça, discutir, fazer as coisas juntos, descobrir que a solução dos nossos problemas está em nós mesmos.
MÚSICAS
Podemos dizer que música é a arte de combinar harmonicamente uma sequência de sons de modo agradável e, que ao mesmo tempo, exprima variáveis de épocas e civilizações. Essa arte é criada através de três elementos organizacionais: melodia, harmonia e ritmo. Através dessa organização que se integra o significado subjetivo, aquele que esses elementos fazem com que o receptor tenha auxílio na compreensão da mensagem. 
Por possuir muitas combinações de sons e ao mesmo tempo, o silêncio, existem vários gêneros musicais, cada uma com sua composição e objetivo a ser alcançado. Normalmente, costuma-se dividir em quatro grandes grupos:
- Erudita: é o estilo que comumente é chamado de “culto”, por exemplo, a música clássica. No geral, sua composição é mais elaborada e exige do ouvinte maior concentração e contemplação;
- Popular: é a música do dia a dia, que geralmente segue algum modismo da atualidade em questão. Foi consolidada após a época da industrialização e urbanização da sociedade e podemos ter como exemplo: Funk, Pagode, Eletrônica e entre outros;
- Folclórica: São as músicas associadas a eventos folclóricos ou rituais. Predominam-se elementos culturais de cada grupo social e podemos ter como exemplo as cantigas de ninar e cantigas de roda; 
- Religiosas: são as músicas usadas para adoraçãoe oração em diversas festividades religiosas. Cada religião tem suas próprias músicas dentro deste estilo, como por exemplo, o gospel das igrejas evangélicas e os tambores do candomblé.
Dois Rios
O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão 
É que vai no alto 
Dois lados deram as mãos 
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só para poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E olhos veem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos veem
Que os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações
Exercícios
14. A letra da canção apresenta várias relações binárias, isto é, pares de elementos que se aproximam ou se opõem. Identifique no texto:
a) elementos que estejam em oposição;
b) elementos que formem um tipo de relação binária diferente.
15. A linguagem da canção apresenta bastante sonoridade. É o caso, por exemplo, da sonoridade criada pela repetição do som /s/ (lê-se cê) das palavras céu, só, sol, dissolve, após, renasce, braços e sentem, entre outras. Com base na 5ª e na 6ª estrofes, identifique outras repetições sonoras.
RELATO PESSOAL
É o tipo de narrativa em que alguém conta um episódio importante de sua vida. Por esse motivo, além de o relato apresentar os elementos essenciais do texto narrativo (personagens, fatos, tempo e espaço), ele tem como narrador o protagonista, isto é, a personagem mais importante da história.
Como o narrador é personagem, os verbos e pronomes são empregados na 1ª pessoa. Veja um exemplo: “Não me lembro do amanhecer do sexto dia”. Além disso, por narrar experiências vividas, reconstituídas pela memória, o narrador-protagonista emprega os verbos quase sempre no tempo passado.
Características gerais do relato pessoal:
- narra um episódio marcante da vida pessoal;
- há predomínio do tempo passado;
- apresenta os elementos básicos da narrativa: sequência de fatos, personagens, tempo e espaço;
- o narrador é protagonista;
- verbos e pronomes são empregados predominantemente na 1ª pessoa;
- presença de trechos descritivos e, eventualmente, de diálogos;
- a linguagem empregada é compatível com os interlocutores, sendo normalmente culta.
Objetivo: Fazer com que os alunos continuem compreendendo os gêneros textuais e suas respectivas características. Neste encontro serão explorados os conceitos sobre o texto informativo (notícia e legendas) e o jornal.
TEXTO INFORMATIVO
São os textos que nos auxiliam a compreender determinados fatos, ilustrações e fotos e situações que sozinhos, talvez, pudéssemos ter variadas interpretações. Para isso, podemos tomar como exemplo as notícias e as legendas.
NOTÍCIA
Como base do jornalismo, a notícia é o seu objeto e o seu fim. Ela fixa e pereniza um acontecimento e torna-o acessível ao público. 
A notícia tem como objetivo informar. Essa informação deve ser entendida como a veiculação de um fato real que desperte interesse e chegue ao leitor de maneira rápida e direta. Por isso, o primeiro parágrafo de uma notícia apresenta, normalmente, um apanhado geral dos fatos. Aos demais parágrafos cabem a particularização dos aspectos mais importantes.
Uma notícia pode dar origem a uma crônica (quando, por exemplo, um cronista comenta um fato noticiado), a uma reportagem (quando um repórter desenvolve uma sequência investigativa, apurando origens, causas e efeitos do fato), a uma charge (desenho que faz crítica com humor), a um editorial (quando se apresenta a opinião do jornal sobre um fato noticiado) e até mesmo a um conto.
Vale lembrar que para a produção da notícia, deve-se responder as seguintes questões no lead ( que é o primeiro parágrafo informando os aspectos gerais da notícia): O que? Quem? Quando? Onde? Como? Por que? E utilizar a 3ª pessoa, pois quem escreve apenas observa. Também se deve informar logo no primeiro parágrafo, chamado de lead, os dados essenciais da notícia respondendo as perguntas básicas e nos parágrafos posteriores, ou podemos chamar de corpo da notícia, dar mais detalhes sobre as informações e não se esquecer de dar à sua notícia um título bem instigante, que desperte a curiosidade de seu leitor.
LEGENDAS 
Chama-se legendas a explicação que acompanha fotos ou ilustrações. É um código verbal traduzindo o outro. O importante é a linguagem clara, sem muito “rodeios”, já que o texto deve ser explicativo.
JORNAL
É o veículo no qual se divulgam informações, comentários e imagens sobre o que acontece nas cidades, no país e no mundo. 
Os jornais tratam dos mais diversos assuntos: política, economia, esporte, tecnologia, arte, moda, negócios e entre outros temas. Veja a estrutura de um jornal:
- A primeira página
Funciona como um cartaz que o apresenta para o público. Geralmente é composta por: Selo do jornal (situado ao lado do nome), nome do jornal, manchete, chamadas, cabeçalho do jornal (local da publicação, data, ano, número, endereço, preço, editor responsável), título da notícia, fotos e os créditos, legenda das imagens e o índice. 
- Os cadernos
Geralmente um jornal possui cadernos variados. Eles são intitulados de acordo com os assuntos que abordam: economia, política, esporte etc. Outra característica é que o caderno costuma apresentar seções próprias. Já a periodicidade de cada caderno, dependerá do próprio jornal a publicar.
- As seções 
Cada um dos cadernos que constitui um jornal é formado por seções específicas. Em todo jornal há, por exemplo, um caderno reservado par colunas sociais, críticas de cinema, horóscopos etc., nomeado de acordo com suas especialidades.
- Os suplementos
São os cadernos que costumam aparecer em um dia determinado da semana. Podemos ter como exemplo: suplemento feminino, infantil, de arte e entre outros.
Atividade em Grupo nº 1
O grupo deverá desenvolver uma página que seja a primeira do jornal. Contendo:
- Os elementos citados nos conteúdos ministrados desse encontro;
- Notícias curtas de variados assuntos e seus respectivos leads;
- Criatividade;
- Pegar um jornal com o instrutor e fazer um relatório identificando cada estrutura citada neste encontro (estrutura, cadernos, e outros tópicos).
- Selecionar figuras diversas que contenham pessoas (da mídia ou não) e depois criar um suplemento sobre “fofocas” ou “esportes”.
O que deverá ser entregue ao instrutor para avaliação:
- Primeira página de um suposto jornal;
- Relatório;
- Suplemento sobre o tema escolhido.
Observação: A divisão das tarefas será de responsabilidade do grupo.
Atividade em grupo nº 2
Divida a turma em duplas para que elaborem uma apresentação criativa (quais tipos e finalidades) com uma produção escrita para os seguintes temas:
a) notícia
b) reportagem
c) editorial
d) legenda
e) quadro informativo
f) charge
g) entrevista
h) receita culinária
i) receita médica
j) manual de jogo
k) fábula
l) conto
m) música
Objetivo: Fazer uma revisão com os aprendizes quanto ao conceito de pontuação e acentuação, pois esses conceitos já foram abordados no curso de Formação Básica para o Trabalho (FBT). E em seguida, mostrar a eles as novas normas ortográficas.
Atividade em Grupo
1. Leia o poema abaixo e responda as questões propostas:
a) Justifique a presença da vírgula em “à toa, à toa”.
b) A fala da andorinha é indicada por dois sinais de pontuação. Identifique-os e verifique se é realmente necessário o emprego de ambos os sinais.
c) As vírgulas em “Andorinha, andorinha,” foram empregadas pela mesma razão que em “à toa, à toa”? Justifique.
d) As reticências no último verso indicam omissão de pensamento ou prolongamento do sentimento que está sendo expresso? Justifique.
2. Leia atentamente o textoa seguir:
a) Justifique o emprego dos dois travessões na primeira frase e substitua-os por outro sinal de pontuação que também esteja correto nessa função.
b) Se a palavra “porém” estivesse no início do período, haveria necessidade de vírgulas para isolá-la? Justifique.
c) Qual a função das aspas na palavra “façonismo”?
Exercício 
4. Acentue, se necessário, e faça a justificativa tanto para os casos que possuírem acento quanto para aqueles que não utilizarem:
Exercício prático
Faça um círculo com os aprendizes e entregue uma folha para cada um. Nesta folha que receberam, eles devem anotar as palavras que eles possuem dúvida para acentuar com o acento agudo ou circunflexo (limite no máximo 5 palavras). 
A folha de cada aprendiz será visualizada por todos os alunos (mas não precisa de identificação), pois além das palavras anotadas na folha, o aprendiz anotará o exercício no caderno e escreverá as palavras que ele viu na folha dos colegas que também lhe causa dúvida. Assim, quando o instrutor for explicar a acentuação das palavras que cada aluno escreveu no caderno e na folha, o mesmo tirará as dúvidas das próprias palavras, sem a necessidade de anotar as palavras que ele já conhece a acentuação.
CRASE
Basicamente, os alunos do FBT viram as seguintes regras: 
- que a crase só deve ocorrer antes de palavras femininas;
- que se vier antes de horas, sempre ocorrerá o acento;
- que se vier entre um intervalo de tempo, o acento não deve ser usado;
- que podemos utilizar a crase fazendo o teste de troca da palavra por ao e se fizer sentido, permanecerá com acento;
- que se fizer a troca por volta da, possuirá a crase; caso fique correto no sentido com volta de, não deverá ter crase.
Além dos casos acima, o acento torna-se obrigatório em:
1. Locuções adverbiais, conjuntivas ou prepositivas, formadas de palavras femininas: às vezes, à direita, à noite, à procura de, à proporção que. 
2. Nas expressões à moda de/ à maneira de, mesmo que essas expressões venham subentendidas: Usa temperos à mineira.
3. Nas palavras ÀQUELE (equivalendo “ a este”, “para aquele” e “naquele”), ÀQUELA ( equivalendo “a esta”, “para aquela” e “naquela”) e ÀQUILO (equivalendo “a isto”, “para aquilo” e “naquilo”). Exemplos: Não irei àquele lugar.
4. Se a expressão “a que” puder ser trocada por “ao que”, deverá ocorrer a crase. 
5. Se a expressão “a qual” puder ser trocada por “ao qual”, deverá ocorrer a crase.
Casos especiais:
1. Antes da palavra CASA: só deverá ocorrer a crase se a palavra vier acompanhada. Exemplo: Dirigiram-se à casa paterna.
2. Antes da palavra TERRA: só admitirá a crase quando não significar “terra firme”. Exemplos: Voltou à terra onde nascera / Os marinheiros vieram a terra firme.
3. Na expressão À DISTÂNCIA: deverá ter o acento quando a distância for determinada, caso contrário não deve conter a representação da crase: Vi-o a distância.
Crase facultativa:
1. Antes de pronome possessivo feminino: Cedi o lugar a minha avó ou Cedi o lugar à minha avó.
2. Após a palavra até: Vou até a cidade ou Vou até à cidade.
Exercícios
5. Preencha as lacunas com a, as, à, às:
a) Monumento erigido ___ memória do mestre.
b) Dirigi-me ___ piscina.
c) O Brasil manifestou ___ Argentina toda a solidariedade.
d) Fiéis ___ aspirações.
e) Chegaram ___ Estocolmo.
f) Quando voltarás ___ Curitiba da Rua das Flores?
g) Graças ___ Deus obedecemos ___ sinalização.
h) ___ minha mãe, que lhe dei eu?
i) Voltamos ___ a casa antes da chuva.
j) Após ___ compras, retornemos ___ casa de tua avó.
k) De volta ___ terra, o pescador descansou.
l) A medalha foi dada ___ aluna mais aplicada, mas não ___ qualquer aluna.
m) Pedrinho traja-se ___ antiga.
n) Fui ___ São Paulo, ___ tardinha.
o) Sentei-me ___ beira do rio e passei ___ meditar.
p) Vaguei ___ míngua e sem conforto.
q) Eis a menina ___ quem dei um presente.
r) ___ noite estava clara, e os namorados foram ___ praia ver a chegada dos pescadores que voltavam ___ terra.
s) Visava ___ vaga de chefe mais do que aspirava ___ de diretor.
t) O fenômeno ___ que aludi é visível ___ noite e ___ olho nu.
6. (UFPR) Em qual alternativa o vocábulo a deve receber acento grave?
a) Pintou o quadro a óleo.
b) Fomos a uma aldeia.
c) Dirigiram-se a Vossa Excelência.
d) Voltou a casa paterna.
e) Começou a chover.
7. (UFPR) Em qual das frases o a não deve receber acento grave?
a) Todos se referiam à casa de João.
b) Todos aspiravam à posição de João.
c) Todos visavam à exaltação de João.
d) Todos se dirigiram à casa de João.
e) Todos pretendiam à amizade de João.
NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA
De forma geral, o acordo da língua portuguesa tem como objetivo o estreitamento da unidade gráfica entre os países que possuem a língua portuguesa como meio de comunicação e além disso, facilitar a redação de documentos oficiais e a própria circulação da língua portuguesa no mundo.
Basicamente, os seguintes países falam a língua portuguesa: Brasil, Portugual, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique.
Durante as significativas mudanças que já ocorreram, pode-se citar: que em 1911 teve a mudança para a ortografia simplificada (eliminação da chamada grafia etimológica), em 1943 foi estabelecido um novo sistema ortográfico da língua, em 1971 teve a abolição do acento na sílaba subtônica das palavras derivadas formadas com os sufixos “-mente”, “-zinho” e “zito”. Por fim, em 1990 teve o acordo ortográfico dos países lusófonos, que não vigorou imediatamente, mas somente a partir de 1º de janeiro de 2009 e, por enquanto, apenas no Brasil. 
Pontos já abordados no componente Comunicação Oral e Escrita – FBT (Formação Básica para o trabalho):
- Reintegração das letras k, w e y;
- Fim do trema;
- Fim do acento circunflexo nos verbos e palavras com ee e oo.
- Uso do hífen;
- Uso do acento diferencial;
Novos conceitos para aplicar neste módulo:
a) Uso inicial da letra H: não houve alteração e depende da etimologia da palavra.
Exemplo: hélice, hoje, homem e humor.
b) Sequência consonântica das letras MPC, MPÇ e MPT: teve alteração, pois na nova ortografia deve-se obedecer a pronúncia culta de cada país. Deste modo, se o p for eliminado, a letra m passa a ser n:
Exemplo: assumpção - assunção
c) O acento agudo deixou de existir nos ditongos das paroxítonas.
Exemplo: espermatozoide, heroico, debiloide, paranoico e entre outras palavras.
d) O acento til (~) não foi afetado pela nova reforma ortográfica.
Exemplo: manhã e portão
e) O acento grave, mais conhecido como crase, não sofreu alteração com esse novo acordo.
f) Criação do acento opcional na palavra forma ou fôrma. A decisão caberá a quem escreve.
g) Hifenização com os prefixos “pós-” e “pró-”: sempre terá a presença do hífen. Já no caso do prefixo “pré-” é necessário consultar um dicionário atualizado, pois com a mudança ortográfica, segundo Pasquale Cipro Neto, não existe uma regra clara de utilização desta partícula e o recomendado é realizar consultas.
Objetivo: 
Fazer com que os alunos compreendam os conceitos e aplicações das regras de ortografia de forma criteriosa para que possam aplicá-los nos ambientes profissionais e sociais.
EMPREGO DO S
- Na terminação “ês” dos vocábulos que indicam origem, naturalidade, posição social.
Exemplos: francês, marquês, cortês, montês, freguês, japonês e inglês.
- Nos femininos que tiveram o sufixo “esa”, “isa”.
Exemplos: francesa, baronesa, japonesa, princesa, sacerdotisa, poetisa (substantivo), profetisa (substantivo), duquesa e consulesa.
- Nas palavras em ASE, ISE ou OSE, procedentes do grego.
Exemplos: fase, osmose, glicose, hidrólise e catálise.
- Nos verbos derivados cujo sufixo é “AR” e cuja palavra primitiva já tenha letra “s”.
Exemplos: avisar (aviso+ar), analisar (análise+ar), alisar, catalisar, frisar, improvisar, paralisar, pesquisar, pisar e arrasar.
- Em todas as formas dos verbos POR, QUERER, USAR e seus derivados.
Exemplos: quis, pus, puseste, puséssemos, repus, compôs e usado etc.
- Depois de umditongo, usamos S e não o Z.
Exemplos: Sousa, Neusa, coisa, pausa e lousa.
- No sufixo –OSO, formador de adjetivos qualificativos.
Exemplos: grandioso, pavoroso, prazeroso, maravilhoso etc.
EMPREGO DO Z
- Nos nomes abstratos com sufixos EZ, EZA, derivados de adjetivos.
Exemplos: Certeza (de certo), escassez (de escasso), invalidez (de inválido), beleza (de belo), lucidez (de lúcido), pobreza (de pobre), leveza (de leve) etc.
- Nos verbos derivados com o sufixo IZAR.
Exemplos: canalizar (canal + izar), fertilizar (fértil + izar), civilizar (civil + izar) etc.
- Nos derivados de -ZAL, -ZEIRO, -ZINHO e -ZITO.
Exemplos: cafezal, cafezinho, cafezito, irmãozinho etc.
- Palavras que possuem cognatos escritos com g ou c.
Exemplos: trazer (eu trago), rapaz (rapagão), audaz (audácia), veloz (velocidade).
- Nos vocábulos derivados de outros terminados em “z”.
Exemplos: Cruzeiro (cruz + eiro), felizardo (feliz + ardo), apaziguado (de paz), enraizar (de raiz) etc.
- Nas palavras de origem arábica, oriental e italiana:
Exemplos: azeite, bazar, bizantino, gazeta etc.
EMPREGO DO G
- Os substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem, -ágio, -égio, -ígio, -ógio e -úgio:
Exemplos: garagem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, relógio, prestígio, refúgio etc.
Exceção: pajem.
- As palavras derivadas de outras que se grafam com g:
Exemplos: massagista (de massagem), engessar (de gesso), faringite (de faringe), selvageria (de selvagem) etc.
- Os seguintes vocábulos:
algema
gesto
herege
rabugice
apogeu
gibi
megera
sugestão
auge
gilete
monge
tangerina
estrangeiro
gíria
rabugento
tigela
gengiva
giz
EMPREGO DO J
- Palavras derivadas de outras terminadas em -JA:
Exemplos: lojista (de loja), laranjeira (de laranja), cerejeira (de cereja).
- Todas as formas de conjugação dos verbos terminados em -JAR ou -JEAR:
Exemplos: arranjar, arranje, arranjemos, viaje, viajemos, despejar, despeje etc
- Vocábulos derivados de outros que possuem -J:
Exemplos: nojeira e nojento (de nojo), ajeitar (de jeito) etc.
- Palavras de origem ameríndia (principalmente tupi-guarani) ou africana:
Exemplo: pajé, canjica, jequitibá, jiló, jiboia etc.
- As seguintes palavras: 
 Berinjela
Jerônimo
Ojeriza
 Cafajeste
Majestade
Projeto
 Jeca
Majestoso
Sujeira
 Jegue
Manjedoura
Traje
Jeremias
Manjericão
Varejista
EMPREGO DO X
- Depois de ditongo, emprega-se X.
Exemplo: Trouxa, ameixa, faixa, afrouxar, baixela, baixo etc.
- Nos vocábulos de origem indígena ou africana:
Exemplo: Abacaxi, xavante, caxambu etc.
- Depois da sílaba EN-.
Exemplo: Enxada, enxaguar, enxaqueca, enxergar, enxofre etc.
- Palavras derivadas de –CH não utilizam X.
Exemplo: encharcar (de charco).
- Depois do -ME inicial.
Exemplo: mexilhão e mexer. 
- Exceções: encher e cognatos, enchova, enchamboado, mecha e seus derivados.
EMPREGO DO CH
- Deve-se considerar a origem da palavra, veja os seguintes vocábulos:
Bucha
charque
chávena
chimarrão
Chuchu 
cochilo
cochilar
fachada
ficha
flecha
mochila
pechincha
tocha
chute
debochar
fantoche
Exercícios
8. Complete com S ou Z:
a) extrava___ ar
b) anali___ar
 c) an___ioso
 d) mai___ena
e) bu___inar
f) fu___il
 g) lambu___ar h) sínte___e
i) grani___o
j) catali___ar
 k) vi___inho l) bali___a
m) aneste___ia
n) avi___ar
 o) corte___ia p) pra___o
q) trapé___io
r) va___io 
s) desli___ar
t) co___inha
u) fregue___ia
 v)avestru____ 
w) obe___idade
x) a___ar
y) capa___
z) quero___ene
9. Complete com G ou J:
a) mon___e 
b) ___ejum
c) ____esto
d) ti___ela
e) berin___ela
f) la___e
g) regur___itava
h) gen___iva
i) ar___ila
j) via___em (verbo)
 k) via___em (substantivo) 
l) ___eringonça
m) estran___eiro
n) su___estão
o) ma____estade
p) sar___ento
q) ru___ido
r) li___eiro
s) cafa___este
t) ___iló
u) tan___erina
v) pa___é
w) can___ica
x) su___eira
y) tra___e
z) fria___em
10. Preencha o espaço vazio com H, se for o caso:
a) ___élice
b) ___óbito
c) ___úmido
d) ___umildade
e) ___ábil
f) ___erva
g) ___ábito
h) ___óstia
i) ___álito
j) ___erbívoro
11. Complete com CH ou X:
a) abaca___i
b) amei___a
c) bru___a
d) bu___a
e) bo___e___a
f) boli___e
g) ___arque
h) ca___umba
i) col___ão
j) co___ilo
k) en___ada
l) en___ugar
m) fanto___e
n) la___ante
o) me___er
p) salsi___a
q) ve___ame
r) bai___ada
s) ___aruto
t) ___urrasco
u) ca___aça
v) ___erife
w) guin___o
x) en___er
EMPREGO DAS INICIAIS MAIÚSCULAS E MINÚSCULAS
Uso das letras maiúsculas:
- Atos governamentais (leis, decretos e portarias):
Exemplo: Decreto-Lei nº4.707, Lei nº 8.069, Portaria nº 3.220/MEC
- Conceitos políticos, filosóficos, sociais e jurídicos importantes:
Exemplo: Constituição Federal, Estado (significando nação), Poderes Executivo, Parlamento etc.
- Datas e feriados importantes.
Exemplos: Dia do Trabalho, Ano Novo etc.
- Fatos históricos.
Exemplos: Revolução Francesa, Conjuração Mineira etc.
- Festa e festividades religiosas.
Exemplos: Natal, Páscoa, Ramadã etc.
- Instituições, órgãos, repartições, corporações e unidades administrativas.
Exemplos: Câmara dos Deputados, Distrito Federal, Ministério da Cultura, Estado de Santa Catarina (se não tivesse o nome, seria minúscula), Prefeitura de Belo Horizonte (mesmo caso de Santa Catarina), Presidência da República.
- Nomes próprios, incluindo seres mitológicos e entidades religiosas.
Exemplos: Pedro, Sandra, Zeus, Shiva, Thor, Espírito Santo, Jesus Cristo, Virgem Maria etc. 
- Período histórico ou geológico.
Exemplo: Idade Moderna, Período Neolítico etc.
- Prêmios distinções e honrarias.
Exemplo: Medalha Chico Mendes de Resistência, Prêmio Nobel da Paz, Ordem do Mérito Cultural etc.
- Siglas com até três letras. Siglas com mais de quatro letras também são grafadas em maiúsculas, desde que não formem palavra.
Exemplo: ONU, INSS, BNDES, Fiesp, Sebrae, Petrobras etc.
- Título de eventos.
Exemplo: Semana de Arte Moderna, Corrida Internacional de São Silvestre etc.
- Topônimos reais ou fictícios, regiões, acidentes geográficos. Já para nas palavras “ interior”, “exterior”, “litoral”, “zona leste” etc. deve-se grafar com letras minúscula.
Exemplo: Portugal, Ocidente e Oriente, Hemisfério Sul e Norte, Vale do Jequitinhonha, Península Ibérica etc.
Uso das letras minúsculas
- Adjetivos pátrios ou gentílicos.
Exemplo: baiano, brasileiro, chinês, europeu etc.
- Calendário (dias da semana, meses e estações do ano).
Exemplo: sexta-feira, dezembro, primavera etc.
- Designação de ciclo escolar.
Exemplo: ensino fundamental, ensino médio, ensino superior etc.
- Festas e celebrações pagãs, populares ou folclóricas.
Exemplo: carnaval, boi-bumbá etc.
- Personagens e entidades do folclore.
Exemplo: curupira, cuca, iara, saci, boitatá e etc.
- Pontos cardeais e seus intermediários. Já nas abreviaturas, deve-se grafar com maiúsculas.
Exemplo: norte, sul, sudeste, sudoeste, nordeste etc.
Uso opcional entre maiúscula e minúscula
- Denominação de artes, ciências ou disciplinas.
Exemplo: Matemática ou matemática, Biologia Marinha ou biologia marinha etc
- Formas de tratamento, reverência e cortesia (em cartas, ofícios, petições etc).
Exemplo: Excelentíssimo Senhor Presidente da República ou excelentíssimo senhor Presidente da República etc.
- Hagiônimos (denominação de santos).
Exemplos: Santo Antônio ou santo Antônio.
- Título de produções artísticas, literárias e científicas ou citações bibliográficas. Caso o título possua mais de uma palavra, a primeira deve conter letra maiúscula.
Exemplo: Memórias Póstumas de Brás Cubas ou Memórias póstumas de Brás Cubas etc.
- Vias e lugares públicos.
Exemplo: Rodovia dos Bandeirantes ou rodovia dos Bandeirantes, Rua Veneza ou rua Veneza etc.
Objetivo: 
Fazer com que os alunos compreendam os conceitos e aplicações das classes morfológicase uso adequado dos verbos. 
MORFOLOGIA
Para identificar os morfemas que compõem uma palavra, procedemos a uma análise mórfica ou análise morfológica, ou seja, decompomos as unidades de significação da palavra, destacando seus morfemas ou elementos mórficos.
Os elementos mórficos, ou morfemas, são: radical, tema, vogal temática, afixos (prefixos e sufixos) e desinências.
Radical
Radical é elemento mórfico que fornece a significação da palavra. Veja os exemplos:
PEDRA
 PEDRINHA
PEDRADA
 RADICAL
Vogal temática
Vogal temática é o elemento mórfico que se agrega ao radical de uma palavra para que ela possa receber outros morfemas. As vogais temáticas podem ser nominais ou verbais.
a) nominais: são as vogais átonas a, e e o em final de substantivos e adjetivos:
ROSA 
POETA
LIVRO
TRISTE
VOGAL TEMÁTICA
b) verbais: são as vogais a, e e i, que agrupam os verbos nas três conjugações (1ª – verbos terminados; 2ª – verbos terminados em er; 3ª – verbos terminados em ir):
 CANTAR
 BEBER
 CAIR
VOGAL TEMÁTICA
Observação: as palavras que terminam com consoantes são denominadas atemáticas.
Tema
É o radical acrescido de vogal temática.
Nos verbos, obtém-se o tema destacando-se o r do infinitivo.
AMA-R
RECEBE-R
PARTI-R
 TEMA
MES-A
PRAT-O
LEV-E
radical
radical
radical
 vogal temática
 vogal temática
 vogal temática
Em palavras como luz, mar, azul, tatu, que terminam em consoante ou vogal tônica, há a coincidência entre radical e tema; ou seja: não havendo vogal temática, o tema coincide com o radical.
Desinências
São elementos mórficos que identificam as flexões das palavras, isto é, apresentam categorias gramaticais como gênero (masculino/ feminino), número (singular/ plural), tempo (passado/ presente/ futuro) etc.
a) desinências nominais: indicam gênero e número nos nomes. As vogais -o e -a são marcas de gênero. A ausência ou presença de -s são, respectivamente, marcas de singular e de plural.
PAT-A
PAT-O-S
desinência de 
desinência de 
desinência de
gênero feminino
gênero masculino
 
número plural
Não se deve confundir a vogal temática -a com a desinência de gênero feminino -a. Na palavra rosa, por exemplo, o -a é vogal temática, porque não se opõe a roso (a palavra nem existe); o mesmo, entretanto, não acontece com a palavra garota: o -a é desinência de gênero feminino, pois se opõe a garoto, onde o -o é desinência de gênero masculino. Veja outros casos:
PEDR-A
CAM-A
MOÇ-A
MOÇ-O
 vogal 
desinência de
 temática
 gênero
b) desinências verbais: as quatro principais categorias gramaticais dos verbos (tempo, modo, número e pessoa) apresentam-se na forma de duas desinências, uma para tempo e modo e, outra, para número e pessoa. Mas há desinências especiais também para as forma nominais dos verbos (infinitivo, particípio e gerúndio).
LEMBR-A-VA-S
Vogal temática
desinência modo-temporal
 desinência 
 (pretérito imperfeito do indicativo) 
 número-pessoal
 (2ª pessoa do singular)
LEMBR-A-R
LEMBR-ADO
LEMBR-A-NDO
 vogal
desinência
 
desinência do
vogal 
 desinência de
temática
do infinito
 particípio
temática
 gerúndio
(1ª conjugação)
Nem sempre as formas verbais possuem a vogal temática, pois tem casos que a desinência adere diretamente como o radical:
CANT-O
VEND-O
PART-O
CANT-E
VEND-A
PART-A
desinências de
 desinências
número-pessoa
modo-temporais
Afixos
São elementos mórficos que não se relacionam às flexões (quem identifica flexão é a desinência), mas criam palavras novas. Os afixos se agregam a uma raiz ou a um radical a fim de:
- mudar o sentido de uma palavra: fazer / desfazer
- estabelecer uma ideia acessória: gordo/ gorducho
- mudar a classe da palavra
Os afixos subdividem-se em sufixos e prefixos. Os prefixos são antepostos ao radical. Os sufixos são pospostos ao radical.
Vogal e consoante de ligação
Desprovidas de significação, a vogal e a consoante de ligação unem dois elementos mórficos para desfazer encontros desagradáveis ao ouvido e facilitar a pronúncia. Não são morfemas.
CHA-L-EIRA
CAFÉ-T-EIRA
consoante de ligação
HORT-I-CULTOR
CRON-Ô-METRO
vogal de ligação
Palavras cognatas
Exemplo: Flor, florzinha, floresta etc.
Exercícios
12. Identifique os morfemas que compõem as palavras a seguir:
a) guerras
b) morreria
c) viverá
d) sujo
13. Forneça algumas palavras cognatas de guerra.
14. Que elementos mórficos identificamos nas palavras se, também e menos?
15. A partir do radical frequent-, crie outras palavras, de acordo com o significado dado:
a) verbo: ir com freqüência, visitar amiudadas vezes
b) substantivo: aquele que freqüenta algum lugar
c) substantivo: ação ou efeito de freqüentar
d) adjetivo: local que pode ser freqüentado
e) adjetivo: assíduo num lugar ou numa coisa
CLASSES DE PALAVRAS
São dez as principais classes de palavras. Veja as dez classes gramaticais e suas características gerais:
Substantivo
- Designa os seres de modo geral: reais, imaginários, fenômenos etc;
- Assume desinências de gênero e número;
- Em orações, desempenha funções importantes como agente, alvo e destinatário da ação.
Exemplo:
O homem olha o rosto de uma bela mulher.
 substantivo masculino
 substantivo masculino
 pratica a ação
 alvo da ação
Artigo
- Define ou indefine um substantivo, indicando-lhe gênero e número;
- Em orações, acompanha os nomes e pode transformar qualquer palavra em substantivo.
Exemplo: 
O homem olha o rosto de uma bela mulher.
Artigo que define o substantivo e marca
artigo que indefine o substantivo e marca
o gênero masculino e o número singular
 o gênero feminino e o número singular
O estripador analisa e classifica as vítimas.
 artigo que anteposto ao adjetivo transforma-o em substantivo.
Adjetivo
- Qualifica os seres, indicando propriedade, característica ou estado;
- Assume o mesmo gênero e número do substantivo a que se refere;
- Dentro de uma oração, acompanha os substantivos ou a eles se relaciona por meio dos verbos, indicando as qualidades do nome.
Exemplo:
O homem olha o rosto de uma bela mulher.
qualifica e acompanha o substantivo mulher
Aquela mulher é bela.
Qualifica o substantivo por meio do verbo (é)
Numeral
- Quantifica os seres ou dinca a ordem em que eles se apresentam;
- Alguns numerais aceitam desinência de gênero;
- Em orações, geralmente o numeral acompanha um substantivo.
Exemplo:
O homem olha para três mulheres. A primeira é muito bela.
 numeral que quantifica indica a ordem em que aparece o substantivo
o substantivo
Pronome
- Designa uma das três pessoas do discurso: emissor, receptor ou referente (assunto) que, em gramática, são chamados respectivamente de primeira pessoa, segunda pessoa e terceira pessoa.
- O pronome apresenta desinências de número e indica gênero.
- Em orações, pode acompanhar ou substituir um nome. Portanto, pode ter a mesma função de um substantivo ou pode acompanhá-lo, assumindo seu gênero e seu número.
Exemplo:
Aquele homem está observando as mulheres. Ele está curioso.
 pronome que acompanha
pronome que substitui homem
o substantivo homem
Verbo
- Indica processo, exprimindo ação, fenômeno, estado ou mudança de estado.
- É palavra que apresenta o maior número de desinências, assumindo diversas categorias gramaticais (tempo, modo, número, pessoa, voz, aspecto).
- Quando expressa ação ou fenômeno, o verbo é elemento nuclear da oração; quando expressa estado ou mudança de estado, relaciona um nome a uma qualidade.
Exemplo:
Aquele homem está observando as mulheres. Ele está curioso.
 
locução verbal que expressa ação
verbo que expressa estado
 presente executada por homem,
 presente de ele, por isso 
 por isso está no singular
 está no singular
Advérbio
- Expressa as circunstâncias, por exemplo, tempo, lugar, modo, intensidadeetc.
- Não aceita desinências, portanto, é uma palavra invariável;
- Dentro de uma oração, pode modificar um verbo, um adjetivo, o próprio advérbio ou toda a oração.
Exemplo:
Ontem, um homem observava aquela mulher que é muito bela.
advérbio que expressa cirscuntância
 advérbio que expressa circunstância
 de tempo, é invariável
 de intensidade, é invariável, está 
 e ligado ao verbo
 ligado ao adjetivo
Preposição
- Ao unir palavras, designa relações, por exemplo, posse, material, tempo, finalidade.
- Não aceita desinências, sendo portanto uma palavra invariável.
- Em orações é mero conectivo.
Exemplo:
As pernas da mulher eram belas.
 preposição que relaciona os substantivos perna e mulher 
Conjunção
- Une palavras da mesma função e une orações;
- Não aceita desinências, ou seja, é uma palavra invariável;
- Quando liga orações, pode estabelecer entre elas uma relação de igualdade sintática ou de dependência sintática.
Exemplo:
O homem observava, mas não emite um pensamento sequer.
 conjunção que relaciona as orações, 
 é invariável, expressa oposição de ideias 
Interjeição
- Expressa emoção, apelo ou chamamento;
- Não aceita desinências;
- Muitas vezes, constitui frases completas e não desempenha função sintática nas orações.
Exemplo:
Oh! Que bela mulher é aquela!
interjeição que expressam admiração
Exercício
16. Classifique todas as palavras das frases abaixo conforme as classes de palavras da morfologia:
a) A roupa ficou suja com a brincadeira que fizeram
b) Luiz comprou um carro novo, mas ainda não chegou.
c) Ah! Foi ela que ganhou o primeiro lugar?
d) Minhas crianças estão bem comportadas.
Objetivo: 
Fazer com que os alunos compreendam os conceitos e aplicações das regras de concordância verbal e nominal. Além disso, que eles compreendam as recomendações para abreviações e emprego dos pronomes de tratamento.
EMPREGO DOS PRONOMES DE TRATAMENTO
Os pronomes pessoais de tratamento, embora sejam de segunda pessoa, exigem verbos, pronomes oblíquos e possessivos na terceira pessoa.
ABREVIAÇÃO
A abreviatura é um recurso convencional da língua escrita que consiste em representar de forma reduzida certas palavras ou expressões. A regra geral para abreviatura das palavras é simples. Basta escrever a primeira sílaba e a primeira letra da segunda sílaba, seguidas de ponto abreviativo. Veja os exemplos:
bras. (brasileiro)
num. (numeral)
Observações:
a) Se a segunda sílaba iniciar por duas consoantes, as duas farão parte da abreviatura. Exemplos:
pess. (pessoa)
constr. (construção)
secr. (secretário)
diss. (dissílabo)
b) O acento gráfico ou hífen existente na palavra original deve ser mantido na abreviatura. Exemplos:
séc. (século)
dec.-lei (decreto-lei)
adm.-financ. (administrativo-financeiro)
c) Algumas palavras apresentam abreviatura por contração, ou seja, pela supressão de letras no meio da palavra. Exemplos:
bel. (bacharel)
cel. (coronel)
cia. (companhia)
dr. (doutor)
Ilmo. (Ilustríssimo)
ltda. (limitada)
d) Algumas palavras não seguem a regra geral para abreviatura. Exemplos:
a.C. ou A.C. (antes de Cristo)
ap., apart. ou apto (apartamento)
btl. (batalhão)
cx. (caixa)
D. ( digno, Dom, Dona)
f. ou fl. ou fol. (folha)
id. (idem)
i.e. (isto é)
p. ou pág. (página)
pg. (pago)
pp. ou págs. (páginas)
P.S. (pós-escrito)
Q.G. (quartel-general) 
S.A. (Sociedade Anônima)
S.O.S. (Save Our Soul = Salve nossa alma, em apelo de socorro) 
u.i. (uso interno)
U.S.A. (United States of America = Estados Unidos)
SOBRE O USO DE ABREVIATURAS
A abreviatura deve ter metade ou menos da metade da palavra original, caso contrário, é preferível escrever a palavra por extenso.
Deve-se evitar ao máximo o uso de abreviaturas em textos corridos, utilizando-as preferencialmente em quadros, tabelas, listas, ou em documentos específicos, como dicionários, manuais técnicos e almanaques;
Antes de abreviar uma palavra, deve-se consultar dicionários e outras fontes de informação, a fim de verificar se já existem formas padronizadas; se isso não for possível, a palavra abreviada deve terminar em consoante e não em vogal. Ex.:
ed. (edição)
mús. (música)
Deve-se evitar a utilização de abreviaturas que remetem a mais de uma palavra, ou a um grupo de palavras que têm a mesma raiz, tal como bibl., raiz de bibliografia, bibliologia, biblioteconomia; nesse caso, deve-se abreviar de forma a não ocasionar dúvidas quanto ao significado. Ex.:
Bibliogr. (bibliografia)
Bibliol. (bibliologia)
Bibliotecon. (biblioteconomia)
Deve-se evitar o uso de etc. no fim de uma enumeração de itens, pois este não acrescenta outra informação senão a de que está incompleta, recomendando-se, para tanto, o uso de entre outros e de e outros. 
Ex.:
Os ingredientes utilizados na preparação do bolo foram: açúcar, farinha, fermento, ovos, leite, entre outros.
Nas abreviaturas de caráter internacional, não se utiliza o ponto abreviativo.
Ex.:
h, kg, km, kw, l.
As abreviaturas dos nomes dos estados brasileiros são constituídas de duas letras, ambas maiúsculas e sem ponto. Ex.:
BA (Bahia) 
SC (Santa Catarina)
Abreviaturas e a pontuação
O ponto da abreviatura também serve para indicar o final do período. Ex.:
"O professor respondeu a Pedro Marcolino Jr." (Não há a necessidade de repetir a pontuação.)
Abreviaturas e o dia a dia
Você já deve ter reparado nos jornais que possuem cadernos do tipo "Classificados", que o recurso da abreviatura é constantemente utilizado. Desta forma, o cliente economiza espaço e paga menos pelo seu anúncio.
Lista das principais abreviaturas, em ordem alfabética
Abreviaturas – A
17. Qual o pronome de tratamento que seria adequado utilizar com o seu superior imediato?
18. Qual seria a forma correta, através da gramática, a abreviação das palavras abaixo?
a) averiguação 
d) lamparina 
g) apressado
j) assassinato
b) especificar
e) estabilizador 
h)ressuscitar
c) professora
f) doutora 
i) casamento
REGRAS ESPECÍFICAS PARA A CONCORDÂNCIA NOMINAL E VERBAL
Observe:
No primeiro exemplo, o verbo estar se encontra na terceira pessoa do plural, concordando com o seu sujeito, as crianças. No segundo exemplo, o adjetivo animadas  está concordando em gênero (feminino) e número (plural) com o substantivo a que se refere: crianças. Nesses dois exemplos, as flexões de pessoa, número e gênero se correspondem.
Concordância é a correspondência de flexão entre dois termos, podendo ser verbal ou nominal.
CONCORDÂNCIA VERBAL
 
  Ocorre quando o verbo se flexiona para concordar com seu sujeito. 
Sujeito Simples
Regra Geral
O sujeito sendo simples, com ele concordará o verbo em número e pessoa. 
Veja os exemplos:
A orquestra tocou  uma valsa longa.
Os pares    que   rodeavam a nós dançavam bem.
 
Casos Particulares
Há muitos casos em que o sujeito simples é constituído de formas que fazem o falante hesitar no momento de estabelecer a concordância com o verbo. Às vezes, a concordância puramente gramatical é contaminada pelo significado de expressões que nos transmitem noção de plural, apesar de terem forma de singular ou vice-versa. Por isso, convém analisar com cuidado os casos a seguir.
1) Quando o sujeito é formado por uma expressão partitiva (parte de, uma porção de, o grosso de, metade de, a maioria de, a maior parte de, grande parte de...) seguida de um substantivo ou pronome no plural, o verbo pode ficar no singular ou no plural.
Por Exemplo:
A maioria dos jornalistas aprovou / aprovaram a ideia.
Metade dos candidatos não apresentou / apresentaram nenhuma proposta interessante.
Esse mesmo procedimento pode se aplicar aos casos dos coletivos, quando especificados:
Por Exemplo:
Um bando de vândalos destruiu/ destruíram o monumento.
Obs.: nesses casos, o uso do verbo no singular enfatiza a unidade do conjunto; já a forma plural confere destaque aos elementos que formam esse conjunto.
2) Quando o sujeito é formado por expressão que indica quantidade aproximada (cerca de, mais de, menos de, perto de...) seguida de numeral e substantivo, o verbo concorda com o substantivo. Observe: 
Cerca de mil pessoas participaram da manifestação.
Perto de quinhentos alunos compareceram à solenidade.
Mais de um atleta estabeleceu novo recorde nas últimas Olimpíadas.
Obs.: quando a expressão "mais de um" se associar a verbos que exprimem reciprocidade, o plural é obrigatório:
Por Exemplo: 
Mais de um colega se ofenderam na tumultuada discussão de ontem. (ofenderam um ao outro)
3) Quando se trata de nomes que só existem no plural, a concordância deve ser feita levando-se em conta a ausência ou presença de artigo. Sem artigo, o verbo deve ficar no singular. Quando há artigo no plural, o verbo deve ficar o plural. 
Exemplos: 
Os Estados Unidos possuem grandes universidades.
Alagoas impressiona pela beleza das praias.
As Minas Gerais são inesquecíveis.
Minas Gerais produz queijo e poesia de primeira.
Os Sertões imortalizaram Euclides da Cunha.
4) Quando o sujeito é um pronome interrogativo ou indefinido plural (quais, quantos, alguns, poucos, muitos, quaisquer, vários) seguido por "de nós" ou "de vós", o verbo pode concordar com o primeiro pronome (na terceira pessoa do plural) ou com o pronome pessoal. Veja:
Quais de nós são / somos capazes?
Alguns de vós sabiam / sabíeis do caso?
Vários de nós propuseram / propusemos sugestões inovadoras.
Obs.: veja que a opção por uma ou outra forma indica a inclusão ou a exclusão do emissor. Quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabíamos de tudo e nada fizemos", esta pessoa está se incluindo no grupo dos omissos. Isso não ocorre quando alguém diz ou escreve "Alguns de nós sabiam de tudo e nada fizeram.", frase que soa como uma denúncia.
Nos casos em que o interrogativo ou indefinido estiver no singular, o verbo ficará no singular.
Por Exemplo: 
Qual de nós é capaz?
Algum de vós fez isso.
5) Quando o sujeito é formado por uma expressão que indica porcentagem seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o substantivo. 
Exemplos:
25% do orçamento do país deve destinar-se à Educação.
85% dos entrevistados não aprovam a administração do prefeito.
1% do eleitorado aceita a mudança.
1% dos alunos faltaram à prova.
Quando a expressão que indica porcentagem não é seguida de substantivo, o verbo deve concordar com o número. Veja:
25% querem a mudança.
1% conhece o assunto.
6) Quando o sujeito é o pronome relativo "que", a concordância em número e pessoa é feita com o antecedente do pronome.
Exemplos:
Fui eu que paguei a conta.
Fomos nós que pintamos o muro.
És tu que me fazes ver o sentido da vida.
Ainda existem mulheres que ficam vermelhas na presença de um homem.
7) Com a expressão "um dos que", o verbo deve assumir a forma plural.
Por Exemplo:
Ademir da Guia foi um dos jogadores que mais encantaram os poetas.
Se você é um dos que admiram o escritor, certamente lerá seu novo romance.
8) Quando o sujeito é o pronome relativo "quem", pode-se utilizar o verbo na terceira pessoa do singular ou em concordância com o antecedente do pronome. 
Exemplos: 
Fui eu quem pagou a conta. / Fui eu quem paguei a conta.
Fomos nós quem pintou o muro. / Fomos nós quem pintamos o muro.
9) Quando o sujeito é um pronome de tratamento, o verbo fica na 3ª pessoa do singular ou plural.
Por Exemplo: 
Vossa Excelência é diabético?
Vossas Excelências vão renunciar?
10) A concordância dos verbos bater, dar e soar se dá de acordo com o numeral.
Por Exemplo:
Deu uma hora no relógio da sala.
Deram cinco horas no relógio da sala.
Obs.: caso o sujeito da oração seja a palavra relógio, sino, torre, etc., o verbo concordará com esse sujeito.
Por Exemplo:
O tradicional relógio da praça matriz dá nove horas.
11) Verbos Impessoais: por não se referirem a nenhum sujeito, são usados sempre na 3ª pessoa do singular. São verbos impessoais:
Haver no sentido de existir;
Fazer indicando tempo;
Aqueles que indicam fenômenos da natureza.
Exemplos: 
Havia muitas garotas na festa.
Faz dois meses que não vejo meu pai.
Chovia ontem à tarde.
Sujeito Composto
1) Quando o sujeito é composto e anteposto ao verbo, a concordância se faz no plural:
Exemplos: 
Pai e filho    conversavam longamente.
Pais e filhos   devem conversar com frequência.
2) Nos sujeitos compostos formados por pessoas gramaticais diferentes, a concordância ocorre da seguinte maneira: a primeira pessoa do plural prevalece sobre a segunda pessoa, que por sua vez, prevalece sobre a terceira. Veja: 
Teus irmãos, tu e eu tomaremos a decisão.
              Primeira Pessoa do Plural (Nós)
Tu e teus irmãos tomareis a decisão.
   
    Segunda Pessoa do Plural (Vós) 
Pais e filhos     precisam     respeitar-se. 
     
    Terceira Pessoa do Plural (Eles)
Obs.: quando o sujeito é composto, formado por um elemento da segunda pessoa e um da terceira, é possível empregar o verbo na terceira pessoa do plural.  Aceita-se, pois, a frase: "Tu e teus irmãos tomarão a decisão."
3) No caso do sujeito composto posposto ao verbo, passa a existir uma nova possibilidade de concordância: em vez de concordar no plural com a totalidade do sujeito, o verbo pode estabelecer concordância com o núcleo do sujeito mais próximo. Convém insistir que isso é uma opção, e não uma obrigação. 
Por Exemplo:
             Faltaram coragem e competência.
             Faltou coragem e competência.
4) Quando ocorre ideia de reciprocidade, no entanto, a concordância é feita obrigatoriamente no plural. Observe: 
Abraçaram-se vencedor e vencido.
Ofenderam-se o jogador e o árbitro.
 
Casos Particulares
1) Quando o sujeito composto é formado por núcleos sinônimos ou quase sinônimos, o verbo pode ficar no plural ou no singular.
Por Exemplo:
Descaso e desprezo marcam / marca seu comportamento.
2) Quando o sujeito composto é formado por núcleos dispostos em gradação, o verbo pode ficar no plural ou concordar com o último núcleo do sujeito.
Por Exemplo: 
Com você, meu amor, uma hora, um minuto, um segundo me satisfazem / satisfaz.
No primeiro caso, o verbo no plural enfatiza a unidade de sentido que há na combinação. No segundo caso, o verbo no singular enfatiza o último elemento da série gradativa.
3) Quando os núcleos do sujeito composto são unidos por "ou" ou "nem", o verbo deverá ficar no plural se a declaração contida no predicado puder ser atribuída a todos os núcleos.
Por Exemplo:
Drummond ou Bandeira representam a essência da poesia brasileira.
Nem o professor nem o aluno acertaram a resposta.
Quando a declaração contida no predicado só puder ser atribuída a um dos núcleos do sujeito, ou seja, se os núcleos forem excludentes, o verbo deverá ficar no singular. 
Por Exemplo: 
Roma ou Buenos Aires será a sede da próxima Olimpíada.
Você ou ele será escolhido. (Só será escolhido um)
4) Com as expressões "um ou outro" e "nem um nem outro", a concordância costuma ser feita no singular, embora o plural também seja praticado.
Por Exemplo: 
Um e outro compareceu / compareceram à festa.
Nem um nem outro saiu / saíram do colégio.
5) Quando os núcleos do sujeito são unidos por "com", o verbo pode ficar no plural. Nesse caso, os núcleos recebem um mesmo grau de importância e a palavra "com" tem sentido muito próximo ao de "e". Veja: 
O pai com o filho montaram o brinquedo.
O governador com o secretariado traçaram os planos para o próximo semestre.
Nesse mesmo caso, o verbo pode ficar no singular, se a ideia é enfatizar o primeiro elemento.
O pai com o filho montou o brinquedo.
O governador com o secretariado traçou os planos para o próximo semestre.
 
 Obs.:  com o verbo no singular, não se pode falar em sujeito composto. O sujeito é simples, uma vez que as expressões"com o filho" e "com o secretariado" são adjuntos adverbiais de companhia. Na verdade, é como se houvesse uma inversão da ordem. Veja: 
"O pai montou o brinquedo com o filho." 
"O governador traçou os planos para o próximo semestre com o secretariado."
6) Quando os núcleos do sujeito são unidos por expressões correlativas como: "não só...mas ainda", "não somente"..., "não apenas...mas também", "tanto...quanto", o verbo concorda de preferência no plural. 
Não só a seca, mas também o pouco caso castigam o Nordeste.
Tanto a mãe quanto o filho ficaram surpresos com a notícia.
7) Quando os elementos de um sujeito composto são resumidos por um aposto recapitulativo, a concordância é feita com esse termo resumidor.
Por Exemplo:
Filmes, novelas, boas conversas, nada o tirava da apatia.
Trabalho, diversão, descanso, tudo é muito importante na vida das pessoas.
Outros Casos
 O Verbo e a Palavra "SE"
Dentre as diversas funções  exercidas pelo "se", há duas de particular interesse para a concordância verbal: 
a) quando é índice de indeterminação do sujeito; 
b) quando é partícula apassivadora.
Quando índice de indeterminação do sujeito, o "se" acompanha os verbos intransitivos, transitivos indiretos e de ligação, que obrigatoriamente são conjugados na terceira pessoa do singular.
Exemplos:
Precisa-se de governantes interessados em civilizar o país.
Confia-se em teses absurdas.
Era-se mais feliz no passado.
Quando  pronome apassivador, o "se" acompanha verbos transitivos diretos (VTD) e transitivos diretos e indiretos (VTDI) na formação da voz passiva sintética. Nesse caso, o verbo deve concordar com o sujeito da oração.
Exemplos: 
Construiu-se um posto de saúde.
Construíram-se novos postos de saúde.
Não se pouparam esforços para despoluir o rio.
Não se devem poupar esforços para despoluir o rio.
O Verbo "Ser"
A concordância verbal se dá sempre entre o verbo e o sujeito da oração. No caso do verbo ser, essa concordância pode ocorrer também entre o verbo e o  predicativo do sujeito.
O verbo ser concordará com o predicativo do sujeito:
a) Quando o sujeito for representado pelos pronomes  - isto, isso, aquilo, tudo, o - e o predicativo estiver no plural.
Exemplos: 
Isso são lembranças inesquecíveis.
Aquilo eram problemas gravíssimos.
O que eu admiro em você são os seus cabelos compridos.
b) Quando o sujeito estiver no singular e se referir a coisas, e o predicativo for um substantivo no plural.
Exemplos:
Nosso piquenique   foram      só     guloseimas.
       Sujeito                            Predicativo do Sujeito
                    
Sua rotina     eram    só      alegrias.
 Sujeito                 Predicativo do Sujeito
Se o sujeito indicar pessoa, o verbo concorda com esse sujeito.
Por Exemplo: 
Gustavo era só decepções.
Minhas alegrias é esta criança.
Obs.: admite-se a concordância no singular quando se deseja fazer prevalecer um elemento sobre o outro.
Por Exemplo:
A vida é ilusões.
c) Quando o sujeito for pronome interrogativo que ou quem.
Por Exemplo: 
Que são esses papéis?
Quem são aquelas crianças?
d) Como impessoal na indicação de horas, dias e distâncias, o verbo ser concorda com o numeral.
Exemplos:
É uma hora.
São três da manhã.
Eram 25 de julho quando partimos.
Daqui até a padaria são dois quarteirões.
e) Quando o sujeito indicar peso, medida, quantidade e for seguido de palavras ou expressões como pouco, muito, menos de, mais de, etc., o verbo ser fica no singular.
Exemplos: 
Cinco quilos de açúcar é mais do que preciso.
Três metros de tecido é pouco para fazer seu vestido. 
Duas semanas de férias é muito para mim. 
f) Quando um dos elementos (sujeito ou predicativo) for pronome pessoal do caso reto, com este concordará o verbo.
Por Exemplo: 
 No meu setor, eu sou a única mulher.
            Aqui os adultos somos nós.
Obs.: sendo ambos os termos (sujeito e predicativo) representados por pronomes pessoais, o verbo concorda com o pronome sujeito.
Por Exemplo: 
Eu não sou ela.
Ela não é eu.  
g) Quando o sujeito for uma expressão de sentido partitivo ou coletivo e o predicativo estiver no plural, o verbo ser concordará com o predicativo.
Por Exemplo: 
A grande maioria no protesto eram jovens.
O resto foram atitudes imaturas.
O Verbo "Parecer"
O verbo parecer, quando seguido de infinitivo, admite duas concordâncias:
a) Ocorre variação do verbo parecer e não se flexiona o infinitivo.
Por Exemplo: 
Alguns colegas pareciam chorar naquele momento.
b) A variação do verbo parecer não ocorre, o infinitivo sofre  flexão.
Por Exemplo:
Alguns colegas parecia chorarem naquele momento.
Obs.: a  primeira construção é considerada corrente, enquanto a segunda, literária.
Atenção: 
Com orações desenvolvidas, o verbo parecer fica no singular.
Por Exemplo: 
As paredes parece que têm ouvidos. (Parece que as paredes têm ouvidos.)
 
A Expressão "Haja Vista"
A expressão haja vista admite as seguintes construções:
a) A expressão fica invariável (seguida ou não de preposição).
Por Exemplo: 
Haja vista as lições dadas por ele. ( = por exemplo)
Haja vista aos fatos explicados por esta teoria. ( = atente-se)
b) O verbo haver pode variar (desde que não seguido de preposição), considerando-se o termo seguinte como sujeito.
Por Exemplo: 
Hajam vista os exemplos de sua dedicação. ( = vejam-se)
CONCORDÂNCIA NOMINAL
A concordância nominal se baseia na relação entre um substantivo (ou pronome, ou numeral substantivo) e as palavras que a ele se ligam para caracterizá-lo (artigos, adjetivos,  pronomes adjetivos, numerais adjetivos e particípios). Basicamente, ocupa-se  da relação entre nomes.
A concordância do adjetivo ocorre de acordo com as seguintes regras gerais:
1) O adjetivo concorda em gênero e número quando se refere a um único substantivo.
Por Exemplo:
As mãos trêmulas denunciavam o que sentia.
2) Quando o adjetivo se refere a vários substantivos, a concordância pode variar. Podemos sistematizar essa flexão nos seguintes casos: 
a) Adjetivo anteposto aos substantivos:
- O adjetivo concorda em gênero e número com o substantivo mais próximo. 
Por Exemplo:
Encontramos caídas as roupas e os prendedores.
Encontramos caída a roupa e os prendedores.
Encontramos caído o prendedor  e a roupa. 
- Caso os substantivos sejam nomes próprios ou de parentesco, o adjetivo deve sempre concordar no plural.
Por Exemplo: 
As adoráveis Fernanda e Cláudia vieram me visitar.
Encontrei os divertidos primos e primas na festa. 
b) Adjetivo posposto aos substantivos:
- O adjetivo concorda com o substantivo mais próximo ou com todos eles (assumindo forma masculino plural se houver substantivo feminino e masculino).
Exemplos: 
A indústria oferece localização e atendimento perfeito.
A indústria oferece atendimento e localização perfeita.
A indústria oferece localização e atendimento perfeitos.
A indústria oferece atendimento e localização perfeitos.
Obs.: os dois últimos exemplos apresentam maior clareza, pois indicam que o adjetivo efetivamente se refere aos dois substantivos. Nesses casos, o adjetivo foi flexionado no plural masculino, que é o gênero predominante quando há substantivos de gêneros diferentes.
- Se os substantivos possuírem o mesmo gênero, o adjetivo fica no singular ou plural.
Exemplos:
A beleza e a inteligência feminina(s).
O carro e o iate novo(s).
3) Expressões formadas pelo verbo SER + adjetivo:
a) O adjetivo fica no masculino singular, se o substantivo não for acompanhado de nenhum modificador.
Por Exemplo:
Água é bom para saúde. 
b) O adjetivo concorda com o substantivo, se este for modificado por um artigo ou qualquer outro determinativo.
Por Exemplo:
Esta água é boa para saúde.
4) O adjetivo concorda em gênero e número com os pronomes pessoais a que se refere.
Por Exemplo:
Juliana as viu ontem muito felizes.
5) Nas expressões formadas por pronome indefinido neutro (nada, algo, muito, tanto, etc.) + preposição DE + adjetivo,este último geralmente é usado no masculino singular.
Por Exemplo: 
Os jovens tinham algo de misterioso.
6) A palavra "só", quando equivale a "sozinho", tem função adjetiva e concorda normalmente com o nome a que se refere.
Por Exemplo: 
Cristina saiu só.
Cristina e Débora saíram sós.
Obs.: quando a palavra "só" equivale a "somente" ou "apenas", tem função adverbial, ficando, portanto, invariável.
Por Exemplo:
Eles só desejam ganhar presentes.
7) Quando um único substantivo é modificado por dois ou mais adjetivos no singular, podem ser usadas as construções:
a) O substantivo permanece no singular e coloca-se o artigo antes do último adjetivo.
Por Exemplo:
Admiro a cultura espanhola e a portuguesa.
b) O substantivo vai para o plural e omite-se o artigo antes do adjetivo. 
Por Exemplo:
Admiro as culturas espanhola e portuguesa.
Obs.: veja esta construção:
Estudo a cultura espanhola e portuguesa.
Note que  ela  provoca incerteza: trata-se de duas culturas distintas ou de uma única, espano-portuguesa? Procure evitar construções desse tipo.
Casos Particulares
a) Essas expressões, formadas por um verbo mais um adjetivo, ficam invariáveis se o substantivo a que se referem possuir sentido genérico (não vier precedido de artigo).
Exemplos: 
É proibido entrada de crianças.
Em certos momentos, é necessário atenção.
No verão, melancia é bom.
É preciso cidadania.
Não é permitido saída pelas portas laterais.
b) Quando o sujeito dessas expressões estiver determinado por artigos, pronomes ou adjetivos, tanto o verbo como o adjetivo concordam com ele.
Exemplos:
É proibida a entrada de crianças.
Esta salada é ótima.
A educação é necessária.
São precisas várias medidas na educação.
Essas palavras adjetivas concordam em gênero e número com o substantivo ou pronome a que se referem. Observe: 
Seguem anexas as documentações requeridas.
A menina agradeceu: - Muito obrigada.
Muito obrigadas, disseram as senhoras, nós mesmas faremos isso.
Seguem inclusos os papéis solicitados.
Já lhe paguei o que estava devendo: estamos quites.
Essas palavras são invariáveis quando funcionam como advérbios. Concordam com o nome a que se referem quando funcionam como adjetivos, pronomes adjetivos, ou numerais.
Exemplos: 
As jogadoras estavam bastante cansadas. (advérbio)
Há bastantes pessoas insatisfeitas com o trabalho. (pronome adjetivo)
Nunca pensei que o estudo fosse tão caro. (advérbio)
As casas estão caras. (adjetivo)
Achei barato este casaco.(advérbio)
Hoje as frutas estão baratas. (adjetivo)
"Vais ficando longe de mim como o sono, nas alvoradas." (Cecília Meireles) (advérbio)
"Levai-me a esses longes verdes, cavalos de vento!" (Cecília Meireles). (adjetivo)
a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se refere.
Por Exemplo:
Pedi meia cerveja e meia porção de polentas.
b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece invariável.
Por Exemplo: 
A noiva está meio nervosa. 
Essas palavras são advérbios, portanto, permanecem sempre invariáveis.
Por Exemplo: 
Os escoteiros estão sempre alerta.
Carolina tem menos bonecas que sua amiga. 
Objetivo: 
Esclarecer as características e funções das correspondências oficiais bem como sua utilização em órgãos públicos e empresas; atentar-se ao caráter documental e jurídico e aos tramites necessários como: impessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Estabelecer ligações entre as correspondências comerciais e particulares e a vivência profissional dos aprendizes.
UNIFORMIZAÇÃO DA CORRESPONDÊNCIA OFICIAL
No serviço público não se podia, até pouco tempo atrás, falar em unidade dos padrões de correspondências relacionadas aos atos administrativos oficiais.
Porém, em 1991, foi criada pela Presidência da República uma comissão que visava à uniformização e à simplificação das normas de redação de atos e comunicações oficiais. A partir do trabalho dessa comissão, foi elaborado, em 1992, o Manual de Redação da Presidência da República, com a finalidade de racionalizar e padronizar a redação das comunicações oficiais.
Desse estudo, resultou a normativa nº4, de 6 de março de 1922, que visa a consolidar aquelas normas e torná-las obrigatórias no âmbito federal.
CORRESPONDÊNCIA E REDAÇÃO OFICIAL
Correspondência: É qualquer forma de comunicação escrita entre duas pessoas, a mesma pode dar-se através de um bilhete informal, uma carta, um recado, até chegar aos documentos oficiais que são estritamente formais.
Redação Oficial: Impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Fundamentalmente esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no artigo 37: “A administração pública direta, indireta, ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade e a impessoalidade princípios fundamentais de toda administração pública, claro está que devem igualmente nortear a elaboração dos atos e comunicações oficiais.
CARACTERÍSTICAS DA REDAÇÃO OFICIAL
Deve-se ter muito cuidado quando da elaboração de documentos oficiais, pois o mesmo distingue-se de outros tipos de textos como as obras literárias e os textos jornalísticos, ou seja, a linguagem deste texto deve ter o padrão culto, portanto o conhecimento da Língua Portuguesa é essencial. Como item indispensável, cursos específicos e o hábito da leitura diária são fundamentais para escrever bem.
Impessoalidade
A pessoa que elabora esse tipo de texto não pode opinar e nem deixar observações pessoais. A comunicação vai ter a presença de três pessoas:
a) emissor – quem se comunica;
b) mensagem – algo que deva ser comunicado;
c) receptor – quem vai receber essa comunicação.
O emissor sempre será o Serviço Público (Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Seção).
A mensagem será algum assunto relacionado ao Órgão que emitiu a comunicação.
O receptor da mensagem será o público (um único indivíduo ou um conjunto de cidadãos), ou outro órgão público.
Linguagem das Comunicações Oficiais
Da mesma forma que a linguagem Formal (regras da gramática formal) é exigida, não é permitido o uso de gírias, jargões técnicos e regionalismos.
Entende-se que qualquer tipo de comunicação que parta dos órgãos públicos deve ser compreendido por todos os cidadãos brasileiros.
Formalidade e Padronização
Todo tipo de comunicação oficial deve ser formal e seguir padrões:
- Uso correto do pronome de tratamento para uma autoridade;
- Polidez (gentileza e amabilidade)
- Uso de papéis uniformes (papéis timbrados do órgão expedidor) para o texto.
Clareza e Concisão
A clareza deve ser entendida como aquele texto que nos permite imediato entendimento, já a concisão é o texto que transmite um máximo de informações com o mínimo de palavras.
Fechos para Comunicações
Além da finalidade óbvia que é encerrar o texto, neste momento saudamos o destinatário. Deve ser feito desta forma:
- Para autoridades superiores, inclusive o Presidente da República:
Respeitosamente,
- Para autoridades da mesma hierarquia ou hierarquia inferior:
Atenciosamente,
Obs. O sinal de pontuação que se segue ao fecho é, obrigatoriamente, a vírgula. 
Identificação do Signatário
Exceto as comunicações que são assinadas pelo Presidente da República, todas as outras comunicações oficiais devem trazer o nome e o cargo da autoridade que as expede, logo abaixo do local de sua assinatura.
(espaço para assinatura)
JOSÉ DA SILVA
Ministro da Fazenda
USO DE ABREVIATURAS NOS DOCUMENTOS OFICIAIS
Deve-se adicionar a letra s (sempre minúscula) para indicar o plural nas abreviaturas que representam títulos ou formas de tratamento e naquelas em que a concordância exigir. Ex.:
Drs. (doutores) 
V. Exas. (Vossas Excelências)
REQUERIMENTO
Também conhecido comopetição, o requerimento consiste na solicitação de algo de direito a uma autoridade. Deve ser feito em papel ofício e escrito á mão, á máquina ou por computador.
Esse documento é composto de 4:
Invocação ou vocativo: o cargo da pessoa a quem se destina o requerimento.
Dados pessoais do requerente: sua identidade deve estar completa ( nome, estado civil, nacionalidade, endereço, número dos documentos pessoais ---- RG e CPF)
Motivo do pedido: caso seja necessário, pode ser fundamentado com a citação de documentos anexos.
Fecho: que segue um padrão( pode- se escrever “Pede e aguarda deferimento ou “pede deferimento”
Data e assinatura.
Atividade 1
Faça um requerimento ao (à) diretor (à) de sua escola para pedir a instalação de novos computadores para os alunos, além da permissão para utilizá-los durante o intervalo e após as aulas.Argumente que a concessão desses equipamentos irá desenvolver o conhecimento e a capacidade dos usuários.
Objetivo: 
Esclarecer as características e funções das correspondências oficiais bem como sua utilização em órgãos públicos e empresas; atentar-se ao caráter documental e jurídico e aos tramites necessários como: impessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade. Estabelecer ligações entre as correspondências comerciais e particulares e a vivência profissional dos aprendizes.
OFÍCIO
O ofício é um documento emitido por órgão público cujo assunto é bem variado: cumprimento, decisões, convites e determinações.
Com linguagem simples e formal é feito em duas vias, em papel ofício e sem rasuras. Os parágrafos podem ser numerados, exceto o primeiro e o último.
Normalmente, o ofício apresenta um timbre do órgão que expede o documento. O timbre é importante porque identifica o emissor ( nome da repartição expedidora e endereço completo).
O número representa a sequência em que os ofícios vão sendo emitidos, separado por barra dos dois últimos algarismos do ano em curso e , em seguida, vem o índice ( a sigla que informa que setor está expedindo o ofício). Além dessas siglas de uso interno da repartição, fazem parte do ofício: vocativo (invocação do destinatário) ; texto( corpo do ofício), que pode ser redigido na 1] pessoa do singular ou do plural; fecho; assinatura; e endereçamento, que se localiza na margem esquerda, no final da folha.
Atividade 1
Você é diretor (a) de uma escola municipal de um bairro em que a violência é significativa e, por isso, deseja solicitar policiais para a segurança do local. Escreva um ofício para a Delegacia de Ensino à qual sua escola está subordinada, explicando a situação e pedindo providências.
TELEGRAMA
Mensagem urgente e confidencial, transmitida eletronicamente para o local de entrega, onde é impressa e para entrega no endereço do destinatário.
Características Gerais: 
- Abrangência Nacional.
Quem pode usar:
- Pessoas físicas – sem contrato;
- Pessoas jurídicas – com ou sem contrato. 
Serviços Básicos:
- Entrega em domicílio e em Perímetro Urbano;
- O telegrama destinado a um local fora do perímetro urbano, onde não existe entrega domiciliária, ficará à disposição do destinatário retirar o telegrama na agência mais próxima, por um período de 7 dias corridos. O remetente é informado dessa situação;
- Devolução automática ao remetente, no caso de não entrega (são realizadas até três tentativas);
- Não há limite para o tamanho do texto;
- Entrega aos domingos e feriados nas cidades com população superior a um milhão de habitantes.
Os Correios não aceitam telegramas:
- Anônimos (sem os dados do remetente);
- Com dizeres injuriosos, ameaçadores, ofensivos à moral, contrários à ordem pública ou com notícias reconhecidamente falsas. 
Como utilizar:
- Em qualquer agência dos Correios;
- Na loja virtual dos Correios;
- Por telefone na Central de Atendimento aos Clientes dos Correios – CAC.
Quanto custa:
- A cobrança do telegrama com destino nacional é feita por páginas e não há limites de páginas. 
- O telegrama internacional é cobrado por palavras. As pessoas podem consultar o valor no site do correio.
DECLARAÇÃO
É expedido em relação a alguém quanto a um fato ou direito; pode ser um depoimento, explicação em que se manifeste a opinião, conceito, resolução ou observação. Alguns modelos são bastante comuns: uma escola que emite um documento para comprovar uma matrícula; uma empresa que declara à praça o extravio de documentos ou um candidato a emprego que obtém uma declaração de idoneidade. 
Algumas declarações precisam atestar uma verdade e por este motivo é necessário o reconhecimento de firma para que seja válida. Algumas declarações também devem ser feitas em papel timbrado da empresa ou trazer um carimbo do representante, para evitar falsificações.
Estrutura:
a) Título: DECLARAÇÃO;
b) Texto: nome do declarante – identificação pessoal ou profissional (ou ambas), residência, domicílio, finalidade e exposição do assunto;
c) Local e data;
d) Assinatura (e identificação do signatário)
Modelo de declaração de extravio: 
Modelo de declaração de vínculo empregatício:
Modelo de carta de referência:
Declaração de idoneidade
ATESTADO
Documento firmado por escrito, por servidor em razão do cargo que ocupa, ou função que exerce, declarando um fato existente, do qual tem conhecimento a favor de pessoas, mesmo que não haja registro formal.
Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra ATESTADO), em letras maiúsculas e centralizado sobre o texto.
2. Texto constante de um parágrafo, indicando a quem se refere, o número de matrícula e a lotação, caso seja servidor, e a matéria do Atestado.
3. Local e data, por extenso.
4. Assinatura, nome e cargo da chefia que expede o Atestado.
Objetivo: 
Esclarecer as características e funções das correspondências oficiais bem como sua utilização em órgãos públicos e empresas; atentar-se ao caráter documental e jurídico e aos tramites necessários como: impessoalidade, uso do padrão culto da linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade; 
Estabelecer ligações entre as correspondências comerciais e particulares e a vivência profissional dos aprendizes.
MEMORANDO
O memorando é uma forma de comunicação entre os departamentos administrativos de um mesmo órgão ou empresa. O memorando pode transitar entre colaboradores do mesmo nível hierárquico, ou entre níveis diferentes. 
O objetivo do memorando é a exposição de comunicados, novas idéias, projetos, agendamentos de reuniões, cancelamentos e outras informações, uma característica do memorando é sua agilidade, pois todos ficam sabendo da orientação ao mesmo tempo, evitam-se informações errôneas ou alteradas.
Geralmente, são enviados por correio eletrônico ou impressos e distribuídos.
Notas:
· Na numeração do documento não consta o ano. Consta o órgão de origem.
· A data deve estar na mesma linha do número e da identificação do memorando.
· O destinatário do memorando é mencionado pelo cargo que ocupa, Quanto ao emissor, já foi citado na numeração e virá explícito na assinatura.
· O assunto esclarece o teor da comunicação.
· Em relação ao texto, ele segue o mesmo padrão do ofício. (*)
· O fecho também segue a mesma normatização do ofício. (*)
(*) Veremos mais a frente como é elaborado o ofício.
Modelo de memorando oficial:
Exercício
Atividade 1
Elabore um memorando , seguindo as informações abaixo.
Imagine que o chefe do Departamento Pessoal de uma empresa precisa redigir um memorando que comunique a decisão da diretoria de suspender as horas extras.Escreva esse memorando, dirigindo- o a todos os departamentos da empresa.
Atividade 2
De acordo com o exemplo de memorando, indique qual o destinatário do mesmo, e qual o assunto?
RECIBO 
Significa o documento em que se confessa ou se declara o recebimento de algo. Normalmente, è um escrito particular , declara o recebo de pagamento 9 indica a quitação do pagamento de uma dívida em sua totalidade ou parcialmente); recibo por conta.
CERTIDÃO
Afirmação feita por escrito,objetivando comprovar ato ou assentamento constante de processo, livro ou documento que se encontre em repartições públicas. Podem ser de inteiro teor - transcrição integral, também chamada traslado - ou resumidas, desde
que exprimam fielmente o conteúdo do original. A Certidão difere do atestado e da declaração por comprovar fatos ou atos permanentes, enquanto os últimos dizem respeito a fatos e atos transitórios.
Observação:
Certidões autenticadas têm o mesmo valor probatório do original e seu fornecimento, gratuito por parte da repartição pública, é obrigação constitucional (Constituição Federal 1988, art. 5º, XXXIV, b), e servem de prova de ato jurídico. Por outro lado, o Código Penal estabelece pena a quem fornecer certidão falsa ou alterar seu conteúdo, valendo o mesmo para o atestado e a declaração.
Suas partes componentes são:
1. Título (a palavra CERTIDÃO), em letras maiúsculas, à esquerda, sobre o texto, com numeração.
2. Texto constante de um parágrafo, com o teor da Certidão.
3. Local e data, por extenso, em seqüência ao texto.
4. Assinaturas: do datilógrafo ou digitador da Certidão e do funcionário
que a confere, confirmadas pelo visto da chefia maior.
PROCURAÇÃO
Documento legal que transfere a alguém (outorgado) poderes para agir no nome de outra pessoa (outorgante).
Logo, quem concede o direito é o outorgante e quem recebe o outorgado. 
Há dois tipos de procuração: a pública e a particular. A primeira é lavrada em cartório por um tabelião, em livro próprio, o qual é arquivado. Já a segunda, é lavrada pelo outorgante ou pessoa autorizada, digitada ou de próprio punho.
O outorgado também é chamado de Procurador (aquele que representa) o outorgante de Constituinte (aquele que delega). 
A procuração precisa ter identificação, profissão de ambas as partes, os poderes delegados, a finalidade e o prazo de validade. Abaixo, após o corpo do texto, devem vir expressos local data e assinatura do outorgante ou constituinte.
Objetivo: 
Orientar os aprendizes em como deve ser elaborado uma ata, um e-mail corporativo e o uso adequado de correios eletrônicos das empresas. Explicar as diferenças de cada uma dessas ferramentas corporativas, quais as formas usuais e formais, orientá-los para que sigam as regras básicas e necessárias para que não cometam nenhum tipo de equívoco ou constrangimento.
ATA
É um documento que registra resumidamente as ocorrências, deliberações, resoluções e decisões de reuniões ou assembleias. 
Para evitar qualquer modificação posterior a ata deve ser redigida de tal maneira que isso não seja possível: 
- sem parágrafos ou alíneas, ocupando todo o espaço da página; 
- sem abreviaturas; 
- números escritos por extenso; 
- sem rasuras nem emendas; 
- sem uso de corretivo 
- com verbo no tempo pretérito perfeito do indicativo; 
- com verbo de elocução para registrar as diferentes opiniões. 
Se o relator cometer um erro, deve empregar a partícula retificativa “digo”, como neste exemplo: “Aos dezesseis dias do mês de julho, digo, de junho, de dois mil e cinco…” 
Quando se constatar erro ou omissão depois de lavrada a ata, usa-se em tempo: “Em tempo: Onde se lê julho, leia-se junho”. 
Veja a seguir um modelo de ata:
1.
Título da Reunião: 
2. Cidade, dd de mmm de aaaa das hh:mm as hh:mm: 
3. Local: 
4. Introdução: Descrição do título do evento, local, data, hora, participantes
5. Participantes: Nome completo/Instituição 
6. Agenda: Agenda/pauta da reunião: temas tratados e respectivos responsáveis 
7. Desenvolvimento: Descrição dos principais temas discutidos na reunião 
8. Conclusões: Descrição das conclusões e decisões provenientes da reunião 
9. Recomendações: Descrição das recomendações provenientes da reunião 
10. Distribuição: Pessoas a quem a ata deve ser enviada
Exercício
Redija uma ata de uma reunião de estudantes. Essa reunião foi realizada pelo diretório acadêmico de uma faculdade, para decidir sobre a continuação ou não da greve.
O questionamento se deve ao aumento das mensalidades e o mau salário pago aos professores, que, por essa razão, não tem comparecido ao trabalho regularmente.
DICAS PARA O BOM USO DE E-MAIL
Com os avanços tecnológicos, o e-mail se tornou a ferramenta padrão de comunicação pessoal e profissional. Contudo, existem alguns cuidados que devem ser levados em consideração, pois essa ferramenta é muito importante e não pode ser escrita e disparada de qualquer jeito, pois uma coisa é falar e outra é escrever. 
Algumas dicas para o bom uso de e-mail nas diversas situações:
- Saber separar o pessoal do profissional: o e-mail profissional aquele que a empresa disponibiliza para o funcionário, não deve ser usado para mensagens pessoais. Existem casos de pessoas que foram demitidas por justa causa por conta do uso indevido do e-mail.
- E-mail também é um documento: tome cuidado com a escrita e evite: piadinhas, ambivalência, duplo sentido e sarcasmo. Algumas mensagens podem ser mal interpretadas e voltar contra o emissor.
- Revise o e-mail: antes de realmente enviá-lo, confira tudo o que foi escrito, veja se faz sentido, corrija erros gramaticais e veja se não comeu letras. 
- Cuidado com respostas e encaminhamentos: ao receber mensagens automáticas e correntes de redes sociais, não as envie para seus contatos profissionais, pois não sabe-se qual a visão que o receptor tem deste tipo de correspondência.
- Assunto do e-mail: neste campo é importante destacar o assunto específico do e-mail em poucas palavras, mas tome cuidado para ser vago demais. Muitas pessoas colocam muitas informações neste campo e visualmente não fica legal.
- Seja objetivo: uma das características das mensagens online é o tamanho pequeno. Se for necessário estender o assunto, seja breve no corpo do e-mail e descreva melhor em um arquivo em anexo.
- Nomes e saudações: seja cortês ao iniciar um e-mail e tente utilizar “prezado”, “caro”, “querido” e ao finalizá-lo, não esqueça de configurar sua assinatura eletrônica com o seu nome, cargo, telefone, website e outras informações. 
- Exclua determinados e-mails: esse meio de comunicação não serve para armazenar informações sigilosas, principalmente por ações de hackers.
- Lista de contatos: Em algumas mensagens, é importante que se tenha uma lista de contatos atualizada e finalizada para que sejam enviados e-mails direcionados àquele destinatário.
- Tome cuidado com o acúmulo de e-mails: muitas vezes as pessoas deixam de ler ou conferir a caixa de entrada e acabam perdendo eventos importantes, tarefas a ser cumprida com prazo apertado e entre outros fatores.
Exercício
Mande um e-mail para o instrutor, de modo que atinja o principal objetivo:
Descrever como foi a atividade de leitura da revista Mundo Estranho, bem como o processo e o que foi aprendido com a leitura da matéria da revista escolhida.
Observação: não esqueça as dicas dadas em sala de aula.
Objetivo: 
Conscientizar o aprendiz sobre a importância de um atendimento adequado, mostrando que esse procedimento reflete a imagem da empresa. Atendimento com qualidade. Dicas para um bom atendimento e definição do atendimento ao cliente interno e externo. 
SABER OUVIR
A eficiência na comunicação pode ser alcançada com alguns cuidados, mas muita gente se preocupa com determinados aspectos, como desinibição e expressão verbal, ignorando pontos imprescindíveis para o êxito pretendido.
A fluência verbal e autodomínio são essenciais, mas todo esforço do comunicador pode ser inútil se lhe faltarem alguns elementos ligados à atenção, à capacidade de acompanhar e notadamente, o ato de saber ouvir. 
A lição vem de Sócrates: “temos de aprender a perguntar e a ouvir...”, mas a maioria das pessoas não tem paciência: ou interrompem a pessoa que fala ou simplesmente passam a ignorá-la. E assim, agem movidas por preconceitos em função de estereótipos. 
É importante frisar que a capacidade de atenção de uma pessoa, em média, é de 30 segundos! Daí o formato predominante do comercial no rádio e na televisão. É natural, então, que existagrande empecilho ao diálogo, que pressupõe disposição de efetiva troca de idéias e opiniões. 
O ato de ouvir exige, portanto, além de humildade, treinamento! 
A dificuldade é tão acentuada que há os que não conseguem sequer ouvir a primeira frase do parceiro e vai logo atalhando com a expressão “já sei o que você vai dizer”. E ouvir bem, de forma que uma entenda perfeitamente a posição do outro. Essa situação reclama atenção, respeito e consideração. 
Geralmente, um dos obstáculos à eficiência na comunicação é a tendência a avaliar ou prejulgar o que o parceiro está dizendo. Na verdade, há três requisitos indispensáveis da comunicação eficiente: saber ouvir, saber conviver e saber avaliar. 
Saber conviver: envolve, principalmente, a capacidade de atuar em grupo coletivamente; quem não consegue conviver bem com colegas ou superior nunca poderá ser um bom comunicador. Poderá ser um bom orador; a comunicação só se completa com o retorno, quando o estímulo provoca a resposta. 
Saber avaliar: significa autocrítica; esta é que dá à pessoa a dimensão exata do contexto, evitando erros insanáveis e abreviando o caminho do sucesso. 
RELATO VERÍDICO: CASO GM
“Esta é a segunda vez que mando uma carta para vocês e não os culpo por não me responderem. Eu posso parecer louco, mas o fato é o seguinte: nós temos uma tradição em nossa família que é a de comer sorvete depois do jantar”. 
Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas o tipo do sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo. 
Recentemente, comprei um novo Pontiac. E desde então, minhas idas à sorveteria se transformaram num problema. Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da loja para casa, o carro não funciona. Se compro qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona normalmente. Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não estou. 
Por mais tola que possa parecer a minha reclamação, o fato é que estou muito irritado com o meu Pontiac modelo 99 “
A carta gerou tantas piadas do pessoal da Pontiac que o presidente da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação. Ele resolveu levar o assunto a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta. 
O funcionário e o reclamante, um senhor bem-sucedido na vida e dono de vários carros, foram juntos à sorveteria no fatídico Pontiac. O engenheiro sugeriu sabor baunilha, para testar a reclamação, e o carro efetivamente não funcionou. O funcionário da General Motors voltou nos dias seguintes, à mesma hora, fez o mesmo trajeto, no mesmo carro, e só variou o sabor do sorvete. Mais uma vez, o carro só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha. 
O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro, que passou a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis. Depois de duas semanas, chegou à primeira grande descoberta. Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo porque este tipo de sorvete estava bem na frente. 
Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha em comparação com o tempo dos outros sabores, o motor não chegava a esfriar. Com isso, os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea. 
A partir desse episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha 99. 
Mais do que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da reforma do que não pegava com sorvete de baunilha. A General Motors distribuiu também um mesmo interno, exigindo que seus funcionários levem a sério até as reclamações mais estapafúrdias, "porque pode ser que uma grande inovação esteja por trás de um sorvete de baunilha", diz a carta da GM. 
SABER FALAR
Por mais que hoje em dia a linguagem esteja mais informal, pode-se ter certeza: a maneira como você fala e se comunica com as outras pessoas pode ser fundamental para o desenvolvimento de sua carreira.
Não estou falando de regras gramaticais ou do bom uso de nossa rica língua portuguesa, mas sim de tom de voz, intenção e até mesmo da construção de um discurso que, por puro descuido, pode soar agressivo ou fora de contexto, quando poderia ser usado, em cada pausa e palavra a seu favor. 
Cuidado ao falar muito Profissionalmente, isso pode ser um desastre.
Errado: falar demais, contando histórias longas ou casos detalhadíssimos, muitas vezes com pouco a ver com o que se está discutindo no momento. Pessoas assim são cansativas e, pode reparar, freqüentemente são interrompidas. Ninguém tem tempo nem paciência para ouvir sagas intermináveis.
Certo: Se você sabe que fala muito, não precisa se refrear demais. Apenas edite seu texto, e procure começar pelo que há de mais interessante ou importante no que vai apresentar. Assim, se o discurso ficar longo, o mais importante já terá sido tido. 
Humor na dose certa
Errado: fazer graça o tempo todo, contar piadas ou imitar pessoas. O piadista da turma pode até ser bem engraçado. Mas se não for um astro no que faz, dependendo da política da empresa, pode não ser tão bem visto quando se trata de uma promoção ou projeto que exija mais sobriedade. 
Certo: Reserve sua veia cômica para ocasiões especiais. Não há nada de mais em uma ou outra piada ocasional e em comentários divertidos, mostrando que você tem humor em ao sabe pegar leve. Mas apenas isso, para não transformar –se no bobo da empresa. 
Mantenha distância
Errado: falar pegando na outra pessoa, dando tapas no joelho ou tirando fios inexistentes na roupa do interlocutor. È inadmissível, além de terrivelmente constrangedor. 
Certo: Olhar firmemente nos olhos das outras pessoas. Um por um, se for o caso de convencer de sua platéia da importância de sua causa. O olhar, além de atrair a atenção e eventualmente cativar simpatias, é uma das mais poderosas e eloqüentes ferramentas da nossa fala. Pense nisso.
Palavrão: sinal vermelho
Errado: palavrões são completamente contra indicados. Os da categoria esdrúxula estão fora de questão, assim como frases inteiras de baixo calão. O mínimo que você estará provando é que só sabe se comunicar com o que há de pior.
ITENS IMPORTANTES NA FALA EFICAZ
- Voz: proporcional ao número de ouvintes, ritmo, articulação das palavras e saber pausar quando necessário; 
- Gestos: forma de mexer as partes do corpo durante o discurso, a atenção do olhar e atenção para o público em uma determinada exposição;
- Silêncio: encorajamento do interlocutor e aceitar a vez do outro de falar;
- Linguagem: termos adequados, sequência lógica e tipo de intenção de discurso.
TESTE SUA HABILIDADE COMUNICATIVA
Antonio Carlos Gil
Responda às questões seguintes, assinalando a opção que mais se aproxima de sua conduta. Ao terminar, confira na tabela os pontos e, a seguir, a interpretação dos resultados:
1) Você é receptivo a críticas a respeito de sua capacidade de comunicação?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
2) Você contesta mentalmente enquanto a outra pessoa está falando?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
3) Você olha para a pessoa que está falando?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
4) Você ouve com tranquilidade opiniões diferentes das suas?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
5) Quando você acha que já sabe o que a outra pessoa está tentando dizer, para de ouvir?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
6) Você se vale dos diferentes meios eletrônicos disponíveis para se comunicar?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
7) Você submete à crítica suas cartas e documentos importantes?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
8) Você costuma julgar o conteúdo da mensagem dos outros?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
9) Você planeja antecipadamente como vai comunicar-se?
( ) Nunca( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
10) Você é capaz de receber um feedback negativo sem ficar na defensiva?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
11) Você procura identificar o humor das pessoas quando se comunica com elas?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
12) Você pede aos outros para esclarecerem o que não compreende?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
13) Você tem dificuldade para participar de conversas cujo assunto não é de seu interesse?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
14) Você consegue imaginar como seu interlocutor se sente enquanto está conversando com você?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
15) Você tem dificuldade para se concentrar no que uma pessoa está falando meio a muito barulho?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
16) Você dispõe do tempo necessário para dar as informações de que as pessoas necessitam?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
17) Você se irrita quando as pessoas não entendem o que disse?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
18) Sua tendência é a de não ouvir as pessoas das quais discorda?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
19) Você costuma divagar enquanto está ouvindo os outros?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
20) Você costuma prestar atenção às ideias mais importantes e não aos detalhes?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
21) Você é capaz de prever a reação dos outros a suas palavras?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes 
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
22) Você sabe quais os assuntos, frases e palavras que lhe fazem reagir emocionalmente?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
23) Você procura conhecer os sentimentos das pessoas com quem fala?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
24) Você procura imaginar como as pessoas gostariam de receber suas informações?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
25) Você costuma se lembrar do conteúdo emocional ou da forma como as mensagens são passadas?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
26) Você costuma interromper uma conversa para corrigir quem fala?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
27) Você corta a conversação das pessoas para fazer perguntas?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
28) Você costuma pedir às pessoas para repetir o que disseram?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
 ( ) Muitas vezes
( ) Sempre
Pontuação
Para as questões: 1,2,4,6,7,9,10,11,12,14,16,20,21,22,23,24,25 e 28:
Nunca: 1
Algumas vezes: 2
Muitas vezes: 3
Sempre: 4
Para as questões 3,5,8,13,15,17, 18,19,26 e 27:
Nunca: 4
Algumas vezes: 3
Muitas vezes: 2
Sempre: 1
Interpretação 
Total de pontos:
- de 28 a 49: Sua comunicação não está muito eficiente. As outras pessoas podem não estar entendendo o que você quer dizer. Entretanto, você pode melhorar sua capacidade comunicativa. Ouça o que as pessoas tem a lhe dizer e aprenda com seus próprios erros.
- de 50 a 70: Nem sempre você consegue comunicar-se com eficiência. Algumas áreas devem merecer mais atenção. Procure identificá-las e melhorar seu desempenho.
- de 71 a 91: De modo geral, você comunica-se com eficiência, mas pode trabalhar alguns pontos.
- de 92 a 112: Você comunica-se muito bem. Entretanto, não se esqueça de que sempre é possível melhorar.
Retirado do livro Gestão de Pessoas – Enfoque nos papéis profissionais, p.89
ATENDIMENTO AO CLIENTE
O cliente faz parte do nosso cotidiano. Diariamente lidamos com várias situações ora estamos fornecendo informações sobre nossos produtos e serviços, ora estamos nos comunicando com nossos clientes.
Qual é o sentido da palavra atender? 
Atender (do aurélio) – significa dar ou prestar atenção, acolher com atenção ou cortesia.
Podemos perceber que atender o público é uma arte. Não basta transmitir informações, porque se este for o nosso intuito o ato será impessoal, mecânico e frio.
Será que o cliente não espera algo mais do nosso atendimento?
É este algo mais que vai diferenciar você e sua empresa das outras.
Este algo mais será determinado pelo seu estilo de atendimento. E é este estilo de atendimento diferenciado que iremos abordar neste trabalho.
O cliente exige cada vez mais um atendimento personalizado, o qual requer o constante aperfeiçoamento de suas habilidades.
Em nossas atividades profissionais, lidamos com diversos tipos de clientes:
- Os sensíveis.
- Os leais.
- Os mais emotivos.
- Os racionais.
Mas também, encontramos aqueles que são mais exigentes, críticos, detalhistas, etc. Porém, dentre estes, um se destaca é aquele que, quando não vê sua expectativa atendida, torna-se uma pessoa mais difícil de lidar, chegando a ser até “inoportuno” .
Como podemos atuar de forma bem sucedida nestas condições?
A eficácia ao lidar com clientes insatisfeitos requer, do atendente, o domínio de algumas técnicas mais sofisticadas de comunicação e, sobretudo, entender o fato de que só podemos atender bem, se buscarmos constantemente o autoconhecimento. A partir da análise das nossas emoções, desejos e atitudes, conseguiremos ver o cliente de forma mais integrada.
ATENDIMENTO DE QUALIDADE
O funcionário precisa ter em mente que é a ponte de ligação entre o cliente e a empresa. Pelo contato com o público, ele representa a organização em que trabalha. Para o cliente, o funcionário é a própria empresa. Dessa forma, quanto melhor a relação estabelecida, melhor as suas transações de negócios. Vejamos alguns princípios básicos para o bom relacionamento com o cliente:
 - LIDE BEM COM VOCÊ MESMO. Antes de atender um cliente, você precisa tomar consciência de seu próprio comportamento. Relacionar-se com uma pessoa é trocar emoções. Temos que aceitar que os clientes não são as causas dos nossos problemas e emoções negativas. 
 - SER CONSCIENTEMENTE CORTÊS. O funcionário deve atender bem a qualquer cliente que se dirija à empresa. Para isso, precisa superar seus próprios preconceitos ou uma eventual primeira impressão negativa que o cliente nos cause. Deve atender do modo como gostaria de ser tratado: com cortesia e sinceridade. O tratamento “senhor” (ou “senhora”) deve ser oferecido mesmo a jovens, a não ser que o cliente autorize explicitamente o “você”. 
 - DAR BOAS-VINDAS. CUMPRIMENTE SEMPRE COM UM SORRISO. O funcionário pode cumprimentar a todos com um sorriso. Este é um modo de se mostrar agradável e facilita muito o contato com o cliente. Sempre que possível, deve chamar o cliente pelo nome, procurando pronunciá-lo corretamente; esse tratamento proporciona um diferencial, pois extingue o tom mecanizado do atendimento.
 - TRATE O CLIENTE PELO NOME. Ouvir seu nome pronunciado com carinho é algo que cativa, reforça o interesse e estabelece proximidade.
 - ATENDER DE IMEDIATO. O funcionário não deve deixar o cliente esperando, principalmente se o serviço que está fazendo não tem relação com o assunto de que o cliente veio tratar. Para quem espera, um minuto parece muito tempo. Há pessoas que esperam dois minutos e depois são capazes de dizer, certos de que tiveram de aguardar quinze ou vinte minutos. No entanto, depois de ter sido inicialmente atendida, a pessoa aguarda com aceitação. 
 - MOSTRAR BOA VONTADE. Mesmo fora de sua área de trabalho, o funcionário pode cumprimentar a todos. Não só colegas de serviço, mas também clientes que já foram atendidos em outra ocasião. A gentileza não precisa ser somente do setor daquele funcionário, mas deve se estender a toda a empresa. É sempre gratificante para o cliente ser reconhecido e cumprimentado pelo funcionário que o atendeu anteriormente.- DISPENSAR ATENÇÃO AO CLIENTE. DÊ TRATAMENTO DIFERENCIADO. O funcionário deve fazer o cliente sentir-se bem-vindo. As pessoas são diferentes, portanto o tratamento deve ser diferenciado. Cada ser humano é um ser único e quer ser tratado de forma particularizada.
Uma observação agradável valoriza a relação. O funcionário deve dar tempo para que o cliente explique o que deseja, mantendo uma atitude amigável. 
 - NÃO CONFUNDA TRATAMENTO COM ATENDIMENTO. São duas coisas diferentes. Tratamento gera atendimento.
 - AGIR COM RAPIDEZ. O tempo é importante. O cliente deseja que seu problema seja resolvido o mais depressa possível. No entanto, ele não suportaria a impressão de que o funcionário deseja “ficar livre” dele. Rapidez não é sinônimo de descaso e irritação. 
 - NÃO O DEIXE ESPERAR. Quem gosta de esperar para ser atendido? Rapidez e qualidade é o lema dos atendentes; campeões do atendimento. Quando você não puder atendê-lo com rapidez, trate-o com rapidez, dizendo: “Não levarei mais que alguns minutos para atendê-la Sra. Maria”.
 - NÃO SE DISTRAIA COM TAREFAS PARALELAS. Não é possível atender com qualidade as duas pessoas ao mesmo tempo. O cliente precisa se sentir importante e não sentir que está atrapalhando.
 - PRESTAR ORIENTAÇÃO SEGURA. Muitas vezes, o cliente fica inibido diante do funcionário. Se este não é a pessoa que melhor poderia atendê-lo, deve orientá-lo clara e cortesmente. Iniciar o contato com uma expressão do tipo: “Em que posso servi-lo senhores”? é sempre positivo. 
 - EVITAR TERMOS TÉCNICOS. O funcionário pode ser competente e conhecer bem a terminologia técnica dos produtos com que lida, mas deve se abster de usar termos complexos diante de um cliente que os desconhece. Uma situação assim causa incompreensão (gerando novas perguntas) ou constrangimento. Abreviações e siglas também devem ser evitadas. O ideal é o funcionário usar expressões simples, (sem gírias) pronunciando-as em voz modulada e clara. 
 É importante ser paciente: as pessoas não são culpadas por não terem compreendido. 
 - NÃO DAR ORDENS. O funcionário jamais deve ordenar coisas aos clientes. Ninguém gosta de ouvir algo como: “O senhor tem que assinar aqui”. Uma expressão cordial teria valor bem mais positivo: “Por favor, o senhor pode assinar nessa linha?”.
 - CHAMAR UM CHEFE EM CASOS ESPECIAIS. Diante de um cliente teimoso (e muitas vezes sem razão), o funcionário deve procurar ajuda. Tentar atendê-lo mesmo numa situação adversa cria um clima negativo. Usando de habilidade, o funcionário deve procurar ajuda em escalões superiores. 
 - EVITAR ATITUDES NEGATIVAS. Expressões negativas tendem a criar clima negativo. O ideal é evitar expressões como: “Não pode”, “Está errado”, “Não deve”, “Pois não”. 
 - FALAR A VERDADE. Nas informações prestadas, a verdade é extremamente importante. Mesmo não sendo agradável, é melhor o funcionário assumir uma falha eventual que dar ao cliente a impressão de que esconde informações ou omite problemas. 
 - DAR ATENÇÃO ÀS RECLAMAÇÕES. O funcionário deve ficar atento para qualquer reclamação, queixa ou sugestão por parte do cliente. E, no caso, deve encaminhá-las ao superior imediato, para exame de decisão. 
 - AGIR COMO UM BOM CARTÃO DE VISITA. O funcionário deve lembrar que sua imagem corresponde à imagem da empresa. Por isso, o vestuário deve estar adequado e o material, organizado. Uma linguagem correta e cortês é o melhor cartão de visita de uma empresa. 
 - CUIDADOS PESSOAIS NO AMBIENTE DE TRABALHO. Conscientizando-se disso, estará se organizando melhor e ajudando a si mesmo. A mesa e o local de trabalho devem ser marcas de personalidade do próprio funcionário. 
A subjetividade da satisfação, a maneira como a empresa determina seus valores e os comunica aos funcionários e a necessidade de aceitar, que o ser humano não pode ser alijado do processo; formam o tripé que sustenta um atendimento de qualidade.
TENHA EM MENTE OS “NÃOS” DO BOM ATENDIMENTO
O seu atendimento será ótimo, se você lembrar destes 8 nãos:
 - NÃO deixe transparecer que você está exausto e que atendê-lo é uma tarefa árdua;
- NÃO use termos técnicos;
- NÃO discorde dele ou diga que ele está errado;
- NÃO fale mal da concorrência;
- NÃO use termos gastos ou enferrujados ( ex.: pois não);
- NÃO descuide da sua aparência;
- NÃO minta ou engane;
- NÃO dê ordens;
Tenha uma atitude entusiasmada, orientada para soluções.
O que é, então, um atendimento excelente, ou de nível superior? Aquele que faz com que o cliente se sinta plenamente satisfeito, recomende o serviço para conhecidos, e, mais importante, volte a consumir aquele serviço?
Esta meta é atingida quando:
 - O consumidor sente-se satisfeito e seguro com as informações obtidas
 - O que é prometido é cumprido - e até oferecido mais do que o prometido
 - O atendimento é cortês e ele recebe a atenção que esperava
 - Ao precisar de uma informação ou serviço adicionais ou pós-venda (troca de mercadoria, concerto, etc.), este é condizente com o que foi oferecido quando da compra do produto pelo cliente.
POR QUE É IMPORTANTE SABER LIDAR COM OS CLIENTES?
Antes de qualquer coisa, os clientes são o maior patrimônio de uma empresa.
Sem os clientes, não há razão de uma empresa existir.
Você pode até pensar se realmente é preciso se importar com o cliente, especialmente quando ele se apresenta de uma forma rude ou desagradável.
Felizmente, todos nós somos seres humanos, cometemos erros e acertos, e mesmo acertando o máximo possível, é bem provável que o cliente encontre falhas, e falhas faz parte da nossa natureza.
Tudo depende da forma como encaramos os fatos. Se considerarmos nossas falhas como oportunidades de crescimento, estaremos em consonância com as necessidades competitivas do mercado.
O mesmo acontece com os nossos clientes insatisfeitos. Temos duas opções, ou transferimos o problema para o outro (diretoria, gerência), ou assumimos o desafio de resolver a situação e conseqüentemente conquistá-los.
Sabemos que não é uma tarefa fácil, porém ao aceitar este desafio você estará se valorizando como profissional. E também, à medida que desenvolve este talento, perceberá que seus clientes ficarão cada vez menos zangados.
E, uma vez que seu cliente ficará mais satisfeito, você também se sentirá muito mais realizado como pessoa e como profissional.
Sem contar com os benefícios que sua empresa terá, pois clientes satisfeitos são clientes cativos.
Se você lidar de maneira eficaz com seus clientes, eles obterão o melhor possível de você e de sua organização, ou seja. Todos ganham
Você sabia que:
- 68% da perda de clientes tem como razão a má qualidade do serviço?
- Dos clientes insatisfeitos, apenas cerca de 5% efetivamente fazem uma reclamação?.
- Um cliente insatisfeito fala a aproximadamente para 16 pessoas sua frustação, e apenas a 4 quando ficou satisfeito?
- Custa 5 a 6 vezes mais caro conquistar um novo cliente do que manter um cliente existente?
- Seus clientes satisfeitos são sua melhor propaganda!
Objetivo: 
Continuar mostrando a importância do atendimento ao cliente e diferenciar os tipos de consumidores, saber negociar e resolver conflitos.
TESTE SUA HABILIDADE PARA ATENDER O CLIENTE
Denise Dutra
Sou uma pessoa que...
	1 - SEMPRE
	2 - QUASE SEMPRE
	3 - AS VEZES
	4 - NUNCA
a) _____ sinto prazer ao lidar com pessoas e perceber que posso ajudá-las de alguma forma.
b) _____conheço o perfil da clientela com a qual trabalho e busco sempre identificar suas necessidades e expectativas.
c) _____ faço todo o esforço para corresponder às expectativas dos meus clientes, assumindo a responsabilidade por tudo que posso resolver e/ou encaminhando adequadamente, quando o assunto sai de minha alçada.
d) _____ sei ouvir o cliente, mesmo quando este está fazendo uma reclamação, demonstrando atenção pelo que ele está dizendo.
e) _____... sou empático, demonstrando compreender seus sentimentos e o meu interesse em resolver seu problema.
f) _____ expresso-me claramente e de forma objetiva, usando uma linguagem adequada eprofissional. 
g) _____ sou assertiva, assumindo firmemente minhas posições, sem desconsiderar os direitos e o ponto de vista do cliente.
h) _____ tenho bom autocontrole, conseguindo conter minha ansiedade, estresse, e sentimentos negativos, tomando decisões e agindo de forma equilibrada e profissional.
i) _____ estou constantemente buscando conhecer-me melhor, perceber meus pontos de melhoria e avaliando a qualidade do meu trabalho.
j) _____ busco todas as informações necessárias ao bom desempenho de minha atividade mesmo que elas não cheguem até a mim, visando orientar, adequadamente, os clientes.
k) _____ tenho uma atitude receptiva, através do olhar, do sorriso e dos gestos, demonstrando ao cliente meu interesse em atendê-lo bem.
l) _____ respeito todos, sem fazer qualquer tipo de discriminação, procurando atender, igualmente a todos com a maior cortesia.
m) _____ tenho os conhecimentos necessários sobre a empresa/ setor/serviço/produto e as habilidades técnicas exigidas para fazer um atendimento rápido e eficaz.
n) _____ consigo perceber as reclamações dos clientes como uma oportunidade de melhoria e de compreender melhor suas necessidades, entendendo como uma crítica construtiva.
TOTAL DE PONTOS = SOME TODAS AS RESPOSTAS
Veja Seu Resultado:
Abaixo de 30 pontos = Sua HABILIDADE PARA ATENDER CLIENTES É BEM DESENVOLVIDA – Você deve ter facilidade para desempenhar suas funções e para se relacionar com os outros, de forma bem adequada e produtiva. Provavelmente, deve ser reconhecido como alguém extremamente profissional e que gosta do que faz! De qualquer forma, seja humilde para admitir eventuais falhas e dificuldades, buscando a sua própria superação e sendo melhor a cada dia!
31 a 41 pontos = Sua HABILIDADE PARA ATENDER CLIENTE É RAZOÁVEL – Você precisa, porém, desenvolver mais algumas competências. Em alguns aspectos, suas atitudes em relação aos clientes ainda não são totalmente satisfatórias. O primeiro passo é identificar os pontos de melhoria através da auto-análise, do feedback das pessoas que trabalham com você e também dos próprios clientes, buscando desenvolver as suas habilidades, através das ações adequadas às suas necessidades, tais como treinamentos, coaching, mentoring, auto- ajuda, psicoterapia, aconselhamento e leitura relacionadas ao tema. 
42 a 52 pontos = Sua HABILIDADE PARA ATENDER CLIENTES E FRACA – Parabéns pela sua sinceridade nas respostas! Este resultado demonstra que, provavelmente, você gosta do seu trabalho, mas não foi preparado para assumi –lo, ou sua atividade profissional, não corresponde ao seu perfil e interesses pessoais. Procure, a partir deste teste, da observação das situações do dia-a- dia, e principalmente, do feedback das pessoas, reconhecer suas vulnerabilidades e elaborar um plano de ações visando à melhoria de sua atuação.
Procure aprender com todas as experiências, mesmo que sejam negativas, evitando repetir situações que promovam frustrações e comprometam a sua imagem. Se você deseja continuar trabalhando com atendimento, ou ainda não pode mudar de atividade, esforce-se para desenvolver, pelo menos, aquelas competências que sejam mais críticas para a satisfação do cliente que impactarão o seu sucesso nessa sua atividade profissional. Busque ajuda e não desista, pois só você é capaz de vencer este desafio! Na classificação acima damos algumas sugestões para o desenvolvimento pessoal, que poderão ser extremamente úteis para você também!
O mais importante é que você tenha a certeza de que sempre é possível desenvolver as competências que envolvem a excelência no atendimento ao cliente, sejam elas, tanto técnicas como emocionais.
Exercício prático 1
1. Divida a sala em grupos de no máximo 6 pessoas para cumprirem os seguintes passos:
- O grupo deverá escrever e encenar uma situação em que o atendimento ao cliente não foi satisfatório, inclusive, pode ser uma situação que eles mesmos vivenciaram. O grupo deve se planejar para encenar o mau atendimento e também um bom atendimento (esta simula uma correção da primeira), ou seja, duas simulações onde todos do grupo devem participar;
- Os alunos dos outros grupos que assistem deverão anotar em uma folha separada aquilo que mesmo com a apresentação corrigida do próprio grupo ainda não foi suficiente para conquistar o cliente.
TIPOS DE CONSUMIDORES
O Consumo, que é vital para a sobrevivência e para o funcionamento da sociedade, se for exagerado e irresponsável, pode colocar em risco a sua vida e a do nosso planeta.
Hoje consumimos mais do que o planeta tem condições de repor!
Precisamos separar o que é necessário do que é desejado e refletir sobre o desperdício no consumo. 
- Necessidade: é algo indispensável para se viver.
- Desejo: não é básico. Pode ser perfeitamente dispensável.
Desejos e necessidades variam de pessoa para pessoa. O indispensável para uns pode ser dispensável para outros. A tendência à compra está relacionada com a personalidade de cada pessoa, com suas necessidades, objetivos e desejos.
Por isso, existem vários tipos de consumidores. Identificando a que tipo você pertence é possível melhorar e controlar a sua relação com o dinheiro.
Veja em qual destes você se encaixa:
Consciente
- Não compra tudo que vê e o que quer;
- Planeja seus gastos, reflete e prioriza antes de comprar;
- Pesquisa preços e compra de acordo com suas possibilidades;
- Conhece e defende seus direitos;
- Exige qualidade.
Consumista
- Compra por impulso;
- Nem sempre compra o que é necessário;
- Acumula coisas inúteis que pouco usará;
- Imita os outros. 
Alienado
- Não conhece os seus direitos;
- Não exige os seus direitos;
- Não pesquisa preços;
- Não tem objetivo definido.
Compulsivo
- Gasta desordenadamente e está sempre com dívidas;
- Compra para preencher ou compensar decepções e frustrações provocadas por problemas do dia a dia;
- Precisa de ajuda para controlar seus gastos;
- É dependente do consumo e não admite que tem um problema. Segundo os especialistas, há tratamento para esta doença, chamada de oneomania, por meio de psicoterapia e grupos de autoajuda, como os Devedores Anônimos.
Objetivo: 
Iniciar o processo de explicação, bem como o conceito, a função da negociação nas organizações, etapas e sentimentos que podem influenciar.
NEGOCIAÇÃO
Negociação é a procura comum da regulação das divergências. Durante muito tempo, ficou restrita a certos domínios específicos, tais como: relações diplomáticas, relações comerciais, relações políticas etc. Hoje, em virtude das mudanças verificadas mo âmbito das empresas e da sociedade global, a negociação tornou-se função das mais importantes. 
Nos Estados Unidos, na França, na Grã-Bretanha e em alguns outros países, o tópico negociação começou a ser introduzido nos programas de treinamento gerencial já na década de 50. No Brasil, somente a partir da década 70, com o início da abertura política, a revitalização do movimento sindical e a maior participação dos empregados na vida da empresa é que se começou a conferir maior importância ao assunto.
A negociação na empresa torna-se cada vez mais necessária. Primeiro porque, em virtude das mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais, os modelos tradicionais de gestão mostram-se insuficientes para garantir que os empregados desempenhem adequadamente suas atribuições. A alta hierarquia da empresa, ou seus especialistas, não podem definir isoladamente o que o pessoal operacional deve fazer.
Outro fator que determina a necessidade de negociação é a evolução das relações de autoridade. A simples transmissão de ordens já não se mostra suficiente para garantir o empenho dos subordinados na execução de suas tarefas. Mais bem informados acerca de sua importância no contexto da empresa, os trabalhadores atuais (pelo menos em alguns setores) são mais críticos em relação à hierarquia e exigem a justificação da pertinência de suas ações. 
Também cabe considerar que à medida que os empregados sentem que a empresa lhe satisfaz as necessidades fisiológicas e desegurança, passam a desejar um trabalho mais compensador, uma organização mais dinâmica e formas diferentes de autoridade. Já não querem ser meros executantes, mas desejam participar da vida da empresa.
A empresa vive essas evoluções e, para ajustar-se aos novos comportamentos, precisa negociar as mudanças. O profissional de recursos humanos, seguramente mais do que o das outras áreas, é solicitado a contribuir nesse processo, tanto na negociação direta, quanto no assessoramento à direção geral e de outros escalões da empresa.
NATUREZA DA NEGOCIAÇÃO
O conceito de negociação envolve a dialética de interesses, em parte divergentes, em parte convergentes. Daí por que a negociação pode ser entendida como um jogo estratégico entre o conflito e a cooperação.
Os jogos, de acordo com a conhecida teoria dos jogos, podem ser classificadas em diferentes grupos:
- Soma nula: em que os interesses dos jogadores são inteiramente opostos: o 
ganho de um implica a perda do outro. Esses jogos envolvem relações 
conflituais e estratégicas de confrontação e competição entre os agentes;
- Cooperação: em que os interesses dos jogadores são inteiramente comuns: 
ambos ganham ou perdem em conjunto. Esses jogos requerem relações 
cooperativas entre os agentes para se chegar a um bom resultado;
- Tipo misto: em que os interesses dos jogadores são parcialmente opostos: os 
jogadores podem ganhar ou perder, separadamente ou em conjunto. Esses jogos 
na realidade distribuem-se ao longo de um conjunto entre as duas posições 
extremas, constituídas pelo conflito total e pela cooperação total.
O modelo do jogo de soma nula tem sido o dominante nas negociações coletivas ou interpessoais. A definição adotada aqui sobre negociação aceita que seus agentes possam ser adversários e tenham interesses econômicos antagônicos, mas envolve principalmente a vontade de chegar a um acordo.
NEGOCIAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES
No âmbito organizacional, a negociação pode ocorrer em diferentes situações:
- entre duas pessoas;
- entre dois ou diversos grupos;
- no interior de um grupo.
Os motivos que determinam as negociações no âmbito das organizações também são os mais variados:
- para definir funções;
- para definir objetivos;
- para definir poderes e responsabilidades;
- análise de resultados;
- mudanças organizacionais;
- solução de conflitos interpessoais e intergrupais.
ETAPAS DO PROCESSO DE NEGOCIAÇÃO
- Planejamento: definição dos objetivos, margem de negociação, formulação de hipóteses acerca do comportamento do oponente, preparação do ambiente e do material, preparação física e psicológica.
- Quebra de gelo: deixar o interlocutor à vontade, pois é natural que exista uma tensão inicial.
- Exploração: utilizar meios para perguntar que não transpareça agressividade e outros sentimentos que possam surgir, com o objetivo de colher informações para a negociação e inclusive os pontos comuns entre as partes.
- Confronto: acontece após a apresentação das propostas realizadas. O ideal é uma boa apresentação da proposta e evitar o confronto, sendo sintética e enfatizando os pontos capazes de sensibilizar o outro negociador e até utilizando pontos que foram captados na etapa anterior. Utilizar o meio sabatina para averiguar se não teve dúvida, analisar a contraproposta e fechar um acordo.
- Avaliação: a negociação não termina no item anterior, pois é preciso analisar se o acordo atenta às expectativas dos objetivos, analisar as consequências das concessões e o próprio desempenho durante o processo e considerar os seguintes pontos para reflexão sobre o processo realizado:
- Seus objetivos estavam claros?
- As hipóteses acerca do comportamento do oponente se confirmaram?
- Algum aspecto do ambiente prejudicou a negociação?
- Você se sentiu à vontade?
- Deixou o oponente à vontade? Ouviu atentamente suas observações? Obteve dele as informações de que necessitava?
GESTÃO DO CONFLITO: LIDANDO COM SENTIMENTOS E ATITUDES QUE PREJUDICAM A NEGOCIAÇÃO
Os principais sentimentos e atitudes que devem ser evitados:
- raiva: pode levar a agressões perigosas;
- tristeza: enfraquece ou deprime, dificultando o desenvolvimento da 
argumentação;
- medo e angústia: bloqueiam a participação e inibem a criatividade;
- euforia: conduz o otimismo impensado, atrapalhando a lucidez;
- defesa: limita a interação com a outra parte;
- ataque: pode ser útil a curto prazo, mas serve para dificultar coesciações 
futuras;
- impaciência: impede que se dispinha do tempo necessário para o conhecimento do adversário e o desenvolvimento da própria argumentação;
- inflexibilidade: impede de enxergar a inadequação ou inviabilidade das próprias propostas;
- racionalismo: quando excessivo, impede que se reconheça o peso das emoções no debate;
- sentimentalismo: dificulta a tomada de decisões racionais;
- autoritarismo: pode provocar a ruptura da negociação;
- verborragia: pode tornar o negociador mais vulnerável ou provocar o distanciamento entre as parte.
Exercício prático 
2. Separe a sala em equipes de no máximo 6 pessoas para iniciar a atividade “A ESCOLHA DE UM APARTAMENTO”. Após a divisão, o grupo terá um líder e os outros do grupo serão colaboradores da empresa que são subordinados a este líder. Cada pessoa receberá uma folha informando sobre a sua função dentro do grupo e como deve iniciar o processo de negociação. É importante ressaltar que o líder não sabe a descrição da folha dos liderados e vice-versa.
Objetivo: 
 Continuar a reflexão as ações que envolvem o processo de negociação e fazer com que os aprendizes reconheçam as ações de marketing sobre os mais variados produtos e se atentarem sobre a influência da mídia, pois a mesma pode atuar de maneira positiva ou negativa.
TESTE SUA HABILIDADE COMO NEGOCIADOR
Antonio Carlos Gil
Responda às questões seguintes, assinalando a opção que mais se aproxima de sua conduta. Ao terminar, confira na tabela os pontos e, a seguir, a interpretação dos resultados:
1) Antes de iniciar a negociação, você analisa a posição da outra parte?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
2) Você lê documentos sobre o assunto em questão antes de definir como irá participar da negociação?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
3) Você costuma expor as fraquezas do adversário?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
4) Você define com clareza os objetivos das negociações de que vai participar?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
5) Você define previamente as margens aceitáveis da negociação?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
6) Você é capaz de prever o comportamento de seus oponentes?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
7) Você admite que a negociação constitui uma oportunidade para benefício mútuo?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
8) Você escolhe táticas de negociação de acordo com seus objetivos?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
9) Você é flexível nas negociações?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
10) Você utiliza deliberadamente a expressão corporal nas negociações?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
11) Você costuma ficar impaciente durante as negociações?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
12) Você se prepara física e psicologicamente paras as negociações?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
13) Você costuma entrar direto no assunto da negociação?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
14) Você prefere negociar situações de ganho total sempre que possível?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
15) Você costuma manifestar suas emoções com objetivo tático?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitasvezes
( ) Sempre
16) Você procura colocar-se no lugar do oponente?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
17) Você costuma fazer a oferta inicial?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
18) Sua costuma identificar os pontos fracos de seus adversários?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
19) Você transmite seus argumentos em linguagem simples?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
20) Você é capaz de perceber as intenções de seus oponentes por meio da expressão corporal?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
21) Você percebe as táticas que seus oponentes utilizam durante a negociação?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
22) Num debate acalorado, você controla suas emoções?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
23) Você se sente satisfeito negociando?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
24) Você costuma fazer o resumo do progresso feito, ao longo do debate?
( ) Nunca
( ) Algumas vezes
( ) Muitas vezes
( ) Sempre
Pontuação
Para as questões: 1,2,4,5,6,7,8,9,10,12,15,16,18,19,20,21,22,23 e 24:
Nunca: 1
Algumas vezes: 2
Muitas vezes: 3
Sempre: 4
Para as questões 3, 11, 13, 14 e 17:
Nunca: 4
Algumas vezes: 3
Muitas vezes: 2
Sempre: 1
Interpretação 
Total de pontos:
- de 24 a 42: Suas habilidades de negociação estão fracas. Aprenda a utilizar as estratégias e táticas mais adequadas para cada situação.
- de 43 a 60: Você precisa desenvolver suas habilidades de negociação em diversas áreas.
- de 61 a 78: Você tem habilidades para negociar em nível razoável, mas ainda pode melhorar muito.
- de 79 a 96: Você negocia muito bem. Entretanto, não se esqueça de que sempre é possível melhorar.
Retirado do livro Gestão de Pessoas – Enfoque nos papéis profissionais, p.89
MÍDIA
A palavra mídia é originada do latim “médium”, até a década de 60, o termo “media” em inglês era utilizado no Brasil. Para não fazer média com o mercado, o termo “aportuguesou-se” para mídia, designando os meios e veículos de comunicação.
Mídia são os meios de comunicação: tv, rádio,internet, jornal e outdoor. O veículo de comunicação é a razão social do meio (empresa ou instituição) são emissoras e títulos: Rádio Jovem Pan, revista Carta Capital, Rede Globo, Portal Terra; são empresas que investem num determinado meio (ou vários tipos de meios) e elaboram conteúdos diversos a serem veiculados, juntas formam a mídia. 
Há a mídia impressa, proveniente de material impresso (palpável e visual estático), como por exemplo, jornais, revistas, outdoor. A televisão,o cinema, o rádio e a internet compreendem a mídia eletrônica que alia o som, a imagem e a transmissão de informações num equipamento alimentado por algum tipo de energia (no caso do rádio, somente o som).
O outdoor e a internet é avaliado e trabalhado também como mídia alternativa. Mídia alternativa é a veiculação de conteúdo comunicativo fora dos meios tradicionais e do circuito “oficial” de exposição das mensagens. O busdoor é um exemplo de mídia alternativa, veiculando as peças na traseira e laterais dos ônibus. Referente à veiculação de peças publicitárias, toda agência de publicidade possui o departamento de mídia, que verifica os veículos adequados e verba para anunciar com eficácia a campanha publicitária.
Na década de 90,com o advento da internet comercial, muitos confundiam o termo mídia somente com a internet ou talvez com a televisão. Esperamos que este texto desvende todas as dúvidas “midiáticas” e que todo leitor entenda o que é estar na mídia.
Para entendermos melhor as aplicações da mídia, detalhamos no fim deste texto o significado de alguns termos utilizados nos veículos e nos trabalhos publicitários.
Audiência – Total de indivíduos atingidos por um veículo de comunicação.
Campanha – Conjunto de peças publicitárias: anúncios, comerciais, spots para a divulgação de um produto.
Cobertura geográfica – É a distância máxima que uma emissora ou distribuidora de veículo de comunicação pode atingir.
Briefing – É o objeto do cliente, ou seja, documento que apresenta as características e metas da empresa e produto do anunciante, fonte de informação para elaboração da campanha publicitária.
Mídia de massa – Veículo ou campanha que busca atingir o maior número de indivíduos.
Inserção – Veicular o anúncio(impresso) ou comercial (transmissão) na mídia.
A INFLUÊNCIA DA MÍDIA EM NOSSAS VIDAS
Somos, todos os dias, bombardeados por diversas mídias que, em comum, tem o objetivo de nos vender alguma coisa. Uma idéia, um produto, um sonho, etc. O instrumento publicitário atinge, na maioria das vezes, seu publico alvo de acordo com o objetivo de seus idealizadores. Mas até que ponto a mídia influencia nossas vidas? A partir de quando a liberdade torna-se libertinagem?
Em alguns casos é interessante questionarmos a força da comunicação como influência das atitudes da massa popular a qual atinge. Por isso, a responsabilidade dos veículos de mídia é enorme, afinal uma marca forte pode influenciar uma quantidade significativa de pessoas tanto positiva como negativamente.
Um bom exemplo de mídia questionável refere-se às antigas mídias de cigarro. Na época em que eram veiculadas, incitavam o jovem a fumar, com a idéia de que o cigarro estava ligado à aventura, maturidade e saúde. Nos comerciais exibidos na TV e/ou em mídia impressa, imagens ligadas a esporte e juventude atraiam, principalmente adolescentes, a experimentarem o cigarro. 
Após alguns anos, processos se acumularam contra a indústria do tabaco, vindos principalmente de pessoas que contraíram doenças respiratórias, as quais, circunstancialmente eram ligadas ao uso contínuo de cigarro. Em 2000, com a lei 10.167, a propaganda de cigarro foi proibida no Brasil. Segundo José Carlos Mattedi, da Agência Brasil. Pesquisas feitas na época avaliaram o impacto da ausência da propaganda de cigarros entre os jovens da época, segundo os pesquisadores:
“Pode ter havido outras motivações que levaram a uma diminuição no consumo ou na sua estabilização. Mas não tenho dúvidas que a proibição da propaganda foi fundamental para os resultados”, enfatiza Carlini. Além dele, trabalharam nas pesquisas: José Carlos Galduroz, Arilton Martins Fonseca e Ana Regina Noto.
“A propaganda de cigarro era bastante insinuante, ligada ao sucesso pessoal e a fatores como status econômico. Isso influenciava, principalmente, a camada jovem”, ressalta Carlini.
“Já o primeiro estudo que fizemos em 1987, também com estudantes, mas em 27 capitais, mostrava que 22,4% haviam experimentado tabaco, número esse que subiu para 32,7% dez anos depois, num aumento de 50%”, sublinha, sugerindo que caso a proibição não fosse aprovada, os dados atuais seriam acentuados. “O dado de 2005, de 21,7%, é menor do que o de quase 20 anos atrás”, pontua.
O número caiu tanto entre os meninos como entre as meninas. Nos primeiros, a queda foi de 36% (1997) para 21,9%. Na outra faixa, de 31,9% para 21,3%. Entre os pré-adolescentes (12 a 14 anos) também houve diminuição: de 13,8% para 8%.
Ao analisarmos uma pesquisa como essa, temos de forma clara, a idéia de quão poder tem a mídia. O Brasil ainda treme ao lembrar-se da ditadura e sua censura. No entanto, cabe ressaltar, que a responsabilidade dos veículos de comunicação refere-se, em parte, a educação de nossas crianças e jovens.
Portanto, cada mensagem deve ser analisada do ponto de vista crítico, evitando o desgaste ainda maior da sociedade atual, a qual tem seus filhos criados por terceiros, na medida em que, os pais, tornam-se ausentes ao serem explorados, de forma, cada vez mais intensa pelo sistema econômico atual.
O QUE É MARKETING?
Marketing, em sentido estrito, é o conjunto de técnicas e métodos destinados ao desenvolvimento das vendas, mediante quatro possibilidades: preço, distribuição,comunicação e produto. Em sentido amplo, é a concepção da política empresarial, na qual o desenvolvimento das vendas desempenha um papel predominante. 
Em inglês, market significa "mercado", e por isso o marketing pode ser compreendido como o cálculo do mercado ou uso do mercado. O marketing estuda as causas e os mecanismos que regem as relações de troca (bens, serviços ou ideias) e pretende que o resultado de uma relação seja uma transação (venda) satisfatória para todas as partes que participam no processo.
Apesar disso, marketing significa mais que vender, porque a venda é um processo de sentido único. O marketing é um processo com dois sentidos. A venda se apoia em acções de curto prazo. O marketing é uma atividade a médio e longo prazo. O objetivo final é assegurar a obtenção do maior benefício possível. No marketing encontram aplicação os mais modernos conhecimentos sobre a prospecção de mercados e a sondagem de opiniões.
O marketing é uma filosofia: uma postura mental, uma atitude, uma forma de conceber as relações de troca. É também uma técnica: um modo específico de executar uma relação de troca (ou seja, identificar, criar, desenvolver e servir a procura). O marketing pretende maximizar o consumo, a satisfação do consumidor, a escolha e a qualidade de vida.
O marketing tem uma área de atuação muito ampla, com conceitos específicos direcionados para cada atividade relacionada, por exemplo, o marketing cultural, o marketing político, o marketing de relacionamento, o marketing social, entre outros. O trabalho do profissional de marketing começa muito antes da fabricação do produto e continua muito depois da sua venda. Ele é um investigador do mercado, um psicólogo, um sociólogo, um economista, um comunicador, um advogado, reunidos em uma só pessoa.
Em Administração de Empresas, Marketing é um conjunto de atividades que envolvem o processo de criação, planejamento e desenvolvimento de produtos ou serviços que satisfaçam as necessidades do consumidor, e de estratégias de comunicação e vendas que superem a concorrência.
Segundo Philip Kotler, marketing é também um processo social, no qual indivíduos ou grupos obtêm o que necessitam e desejam através da criação, oferta e troca de produtos de valor com os outros.
Em marketing, o conceito de valor pode ser definido como todos os benefícios gerados para o cliente em razão do sacrifício feito por este na aquisição de um produto ou serviço. Oferecer ou agregar valor é um conceito diretamente relacionado com a satisfação do cliente, um dos principais objetivos do marketing. O conceito de marketing afirma que a tarefa mais importante da empresa é determinar quais são as necessidades e desejos dos consumidores e procurar adaptar a empresa para proporcionar a satisfação desses desejos.
Com o alcance proporcionado pela internet e a explosão de redes sociais, surgiu o conceito de Marketing 3.0, em que as empresas buscam uma aproximação com os consumidores e potenciais clientes, monitorando suas opiniões sobre os serviços ou produtos oferecidos pela empresa.
Desta forma, os consumidores têm papel fundamental na criação de novos produtos e serviços, adequados às reais necessidades do mercado.
Exercício prático 
3. Após contemplar todo o embasamento téorico sobre mídia e marketing, a sala será separada em grupos para a criação de um comercial de TV para realizarem o marketing de qualquer produto. Esse comercial deve adotar um sistema de mídia e objetivos determinados para embasar a apresentação.
 
CONSELHOS E RECOMENDAÇÕES PARA UM BOM SERVIÇO
Todo crescimento exige escolhas, a vida nos oferece infinitas possibilidades e nem sempre as mais fáceis são as mais adequadas, como explica o psicólogo Fernando Luís Moretti da Silva
A capacidade intelectual do ser humano o habilita a escolhas. O relógio biológico que faz parte do sistema nervoso, aos poucos vai tornando-se submisso ao controle central do seu proprietário. Adiando vontades emergentes ou as saciando imediatamente, o resultado destas escolhas é responsabilidade única de quem as tomou.
A capacidade de resolução de problemas tem um significado importante psicológico e social, pois é diretamente proporcional à confiança que pode estabelecer-se.
Partindo deste princípio e analisando o ambiente que vivemos, percebemos a dificuldade generalizada em abalizar e mantermos-nos tranquilos frente as demandas de necessidades sugeridas a todo instante. A especialidade ou especificação entra no cenário, por exemplo profissional, como tábua salva-vidas para o atenuamento de responsabilidades.
Mas as opções individuais, ou melhor, pessoais, sofrem a influência do contexto cultural e social dos dias de hoje também, seja confundindo, disfarçando, maquiando, ou escamoteando a amplitude de possibilidades necessárias para a plenitude da alma em troca de umas poucas específicas.
Hoje a cultura oriental mistura-se com a ocidental e vice versa, porque ambas são criações humanas e ambas possuem valores importantes e úteis a todos. Quando aparece um “maluco” falando o que não temos coragem de pensar, o fato costuma chamar nossa atenção e geralmente os cultuamos. Somos nós mesmos, todos, representados por um, que por não saber que era impossível foi lá e fez.
A massificação bate de frente com a vocação humana, daí surgem algumas neuroses. Optar tem a ver com sensibilidade, análise, conhecimento e por que não intuição? Nossas escolhas precisam ter nossa assinatura, nossa característica, única. Mesmo sendo um modelo universal, quando passadas por um processo de introjeção descontamina-se e surge talvez aparentemente, como se fosse a mesma coisa – mas passou pela transformação interna da absorção do indivíduo, engrandecendo-o por sentir-se satisfeito com o trabalho realizado e não simplesmente passada à frente como uma cópia ou xerox que não agrega nada e não conduz a nada.
Esse trabalho exige concentração, organização, adequação, discernimento. Muito bom quando nos organizamos para que faça parte de nosso dia a dia, tempo para pensarmos em nossas escolhas. Afinal a somatória delas reflete o indivíduo que as fez.
Quantas vezes preferimos não ter que passar por isso, quantas vezes nos omitimos para não expormos-nos, ou demonstrar fraqueza e isso acaba tendo consequências psicológicas para dois lados: o da esperteza característica dos que querem levar vantagem em tudo e o da baixa autoestima por detonar sentimentos de vazio, demonstrando que ainda não cortamos o cordão umbilical da responsabilidade.
Não nascemos sabendo, mas saber o significado das sensações é uma das características que podem nos diferenciar e agregar tranquilidade à vida. Podemos mudar de opinião porque nada é estável, a demonstração do envolvimento em qualquer causa é o que nos dará credibilidade.
Enfim todo crescimento exige escolhas, a vida nos oferece infinitas possibilidades e nem sempre as mais fáceis são as mais adequadas, nem sempre também as mais difíceis vão nos trazer os benefícios esperados.
É humanamente impossível acertar sempre, mas uma boa opção, já que as escolhas tem uma conotação tão importante em nossas vidas, é nos prepararmos para elas, responsabilizando-nos por nossas vidas e escolhas, se possível com tranquilidade. Opte por um tempo consigo mesmo todos os dias, só relaxe, e o importante no momento aparecerá, não se afobe, a resposta também virá. Pode não estar escrita nas estrelas do céu e sim em uma estrela dentro de você ou bem próxima.
Fernando Luís Moretti da Silva é Psicólogo Clínico
ADEQUAÇÃO DO DISCURSO A SITUAÇÕES FORMAIS E INFORMAIS
O que lhe estamos propondo é exatamente o atravessar da ponte. Ou seja, se até o momento você trabalhou como aprendeu a língua materna - e, geralmente, nós a aprendemos através de fragmentos de textos e da decoreba de regras que nem mesmo sabíamos para quê... - que tal trabalhar a partir de uma outra perspectiva - a da linguística -, em que o mais importante é perceber que uma Língua constitui-se de diversas variantes; que essas variantes precisam entrar na salade aula, ser entendidas e respeitadas enquanto tais; que a denominada variante padrão deve ser ensinada na escola, mas a partir de textos que a expliquem, aprofundem o conhecimento dos seus possíveis sentidos e ampliem o entendimento dos contextos em que foram produzidos? 
Afinal, quando falamos de adequação ou inadequação, estamos, no fim das contas, relativizando o contexto em que os enunciados acontecem. Para deixar claro o que isso quer dizer, podemos criar uma sistematização que possa ajudá-lo a perceber com que tipos de contexto podemos nos deparar no nosso dia-a-dia e como o uso da língua varia de acordo com cada um...
Podemos começar pensando em algumas situações em que o grau de formalidade se flexibiliza. Imaginemos, num primeiro momento, a enunciação oral e a escrita. Quando estamos falando, normalmente nos encontramos numa situação informal, em que a preocupação com a chamada norma culta praticamente fica de lado, pois pequenos desvios até reiteram a descontração que caracteriza essas situações. Isso não significa que não haja necessidade de adotar uma postura mais formal - e, portanto, mais afeita à norma culta - em algumas circunstâncias em que nos expressamos oralmente. O mesmo se dá em relação à expressão escrita. Num movimento contrário ao da oralidade, a língua escrita tende a aproximar-se mais da norma culta, pois é geralmente utilizada em situações formais. É claro que isso não exclui textos informais, em que a obediência às regras impostas pela norma culta não é a preocupação maior de quem escreve.
Para deixar mais claro o que estamos dizendo, procuramos sintetizar da seguinte maneira as situações que descrevemos acima:
LÍNGUA ORAL X LÍNGUA ESCRITA
	 Língua oral
	Grau de formalidade maior em:
	Grau de formalidade menor em:
	Discursos; conversas com autoridades; conversas com pessoas de pouca intimidade.
	Conversas no dia-a- dia; troca de informações rápidas; diálogos com pessoas íntimas.
	 Língua escrita
	Grau de formalidade maior em:
	Grau de formalidade menor em:
	Textos técnicos e acadêmicos; cartas a pessoas de pouca intimidade.
	Cartas a pessoas íntimas; e-mails; bilhetes.
Repare que o esquema acima não esgota os exemplos que cada situação pode conter. Eles são, como já foi dito, meros exemplos. E já que estamos exemplificando, que tal colhermos algumas dicas para cada situação? É claro que as dicas que vamos dar devem ser utilizadas nas situações de formalidade, pois elas mostram justamente o que ocorre nos contextos em que um emprego informal da língua é mais adequado que o formal. Vamos lá:
Formalidade e informalidade
	Informalmente se diz
	Formalmente se pede
	Apesar da dificuldade que ele passou, seu trabalho foi ótimo.
	Apesar da dificuldade por que ele passou...
	Fui e voltei de casa em meia hora.
	Fui a casa e voltei de lá em meia hora.
	Aquele aluno que não sei o nome me entregou a prova.
	Aquele aluno cujo nome não sei...
	Foi feito a experiência.
	Foi feita a experiência.
	O fato do professor faltar não diminui seu prestígio.
	O fato de o professor faltar...
	O filme que assistimos saiu de cartaz.
	O filme a que assistimos...
	Sua ausência não implica em falta grave.
	Sua ausência não implica falta grave.
	Quero que venha na minha casa.
	Quero que venha à minha casa.
É certo que essas "regrinhas" não são nada simpáticas e enumerá-las também não faz o nosso gênero. Mas, às vezes, elas nos pegam desprevenidos, bem no meio de um texto que exige um pouco mais de apuro. Por isso resolvemos dar essas dicas. 
Veja, contudo, que, assim como na aula anterior, a posição que estamos lhe apresentando não é consenso entre linguístas e professores de língua materna. Bagno (2001), que você já conhece, nos diz, em relação ao exemplo de número 3, que
O pronome CUJO vem desaparecendo da língua falada dos brasileiros de todas as classes sociais e de todos os níveis de escolaridade, e isso quase nos autoriza a dizer que ela não faz parte da gramática da nossa língua materna. Ele sobrevive ( a muito custo, porém) em determinados gêneros de texto escrito, ou ( bem mais raro ) na fala extremamente monitorada (p.85)
E agora? Qual o caminho a seguir: consagrar o uso ou enveredar pelo aspecto mais formal? Faça sua escolha!
Exercício 
4. Em grupos, de no máximo 4 integrantes, faça uma lista de frases do dia a dia que a população costuma dizer. Em seguida, indique uma maneira formal para aquela situação.
5. O que é mídia?
6. O que é marketing?
7. Indique três situações que os comerciais, programas de TV e outros veículos de comunicação influenciaram o comportamento da sociedade.
Objetivo: 
Conscientizar o aprendiz sobre a importância da aprendizagem através de diferentes leituras e gêneros textuais. Além disso, levá-los a ter contato com texto do mundo corporativo, auxiliando-os na análise e interpretação para criarem um senso crítico, inclusive, dos impactos das falhas de comunicação nos ambientes organizacionais.
VALOR DA LEITURA
Leitura e escrita são processos relacionados. Ninguém escreve sobre o que não conhece, ainda que domine as técnicas de escrever bem. O inverso também é verdadeiro: por mais que alguém conheça um terminado assunto, terá dificuldade em se expressar se não cominar alguns princípios básicos de redação.
Ao ler, as pessoas adquirem, atualizam e aprofundam conhecimentos; entram em contato com as ideias de outros autores, desenvolve o espírito, cultiva o respeito por pontos de vista diferentes, apropria-se de outros estilos de escrita.
Quando as pessoas leem para obterem conhecimento, e não apenas por entretenimento, passa não só a ser bem-informado em vários assuntos como a ter maior especialização na sua área profissional. 
Cultive o hábito de ler jornais, revistas em geral, revistas específicas da sua profissão, os bons autores nacionais e estrangeiros, as matérias disponíveis na internet. Não leia simplesmente. Para melhor assimilação do conteúdo, você pode recorrer a algumas estratégias.
Após ler, pare alguns instantes e pense:
- Quais são os objetivos do autor?
- Quais informações são mais importantes?
- Que informação nova está transmitindo?
- Tem algum ponto de vista especial?
- Induz o leitor a tomar algum posicionamento?
- É possível aplicar o que propõe?
A mesma influência que a leitura exerce sobre o conteúdo pode ser estendida à forma de escrever. Veja como o autor escreve, como apresenta as ideias no início, como desenvolve o assunto, como conclui seu texto, sempre atentando para o modo como constrói as frases. Lembre-se: se muitas vezes a apreensão do conteúdo se faz naturalmente, a assimilação da forma exige cuidado maior.
A REGREÇÃO DA REDASSÃO
 Semana passada recebi um telefonema de uma senhora que me deixou surpreso. Pedia encarecidamente que ensinasse seu filho a escrever.
- Mas, minha senhora – desculpei-me -, eu não sou professor.
- Eu sei. Por isso mesmo. Os professores não têm conseguido muito.
- A culpa não é deles. A falha é do ensino.
- Pode ser, mas gostaria que o senhor ensinasse o menino. O senhor escreve muito bem.
- Obrigado – agradeci -, mas não acredite muito nisso. Não coloco as vírgulas e nunca sei onde botar os acentos. A senhora precisa ver o trabalho que dou ao revisor.
- Não faz mal – insistiu -, o senhor vem e traz um revisor.
- Não dá, minha senhora – tornei a me desculpar -, eu não tenho o menor jeito com crianças.
- E quem falou em crianças? Meu filho tem 17 anos.
Comentei o fato com um professor, meu amigo, que me respondeu: “Você não deve se assustar, o estudante brasileiro não sabe escrever”. No dia seguinte, ouvi de outro educador: ‘O estudante brasileiro não sabe escrever’. Depois li no jornal as declarações de um diretor da faculdade: ‘O estudante brasileiro escreve muito mal’. Impressionado, saí a procura de outros educadores. Todos me disseram: acredite, o estudante brasileiro não sabe escrever. Passei a observar e notei que já não se escreve mais como antigamente.Ninguém mais faz diário, ninguém escreve em portas de banheiros, em muros, em paredes.
Não tenho visto nem aquelas inscrições, geralmente acompanhadas de um coração, feitas em casca de árvore. Bem, é verdade que não tenho visto nem árvore.
- Quer dizer – disse a um amigo enquanto íamos pela rua – que o estudante brasileiro não sabe escrever? Isto é ótimo para mim. Pelo menos diminui a concorrência e me garante emprego por mais dez anos.
- Engano seu – disse ele. – A continuar assim, dentro de cinco anos você terá que mudar de profissão.
- Por quê? – espantei-me. – Quanto menos gente sabendo escrever, mais chance eu tenho de sobreviver.
- E você sabe por que essa geração não sabe escrever?
- Sei lá – dei com os ombros -, vai ver que é porque não pega direito no lápis.
- Não senhor. Não sabe escrever porque está perdendo o hábito da leitura. E quando o perder completamente, você vai escrever para quem?
Taí um dado novo que eu não havia considerado. Imediatamente pensei quais as utilidades que teria um jornal no futuro: embrulhar carne? Então vou trabalhar num açougue. Serviria para fazer barquinhos, para fazer fogueira nas arquibancadas do Maracanã, para forrar sapato furado ou para quebrar um galho em banheiro de estrada? Imaginei-me com uns textos na mão, correndo pelas ruas para oferecer às pessoas, assim como quem oferece hoje bilhete de loteria:
- Por favor amigo, leia – disse, puxando um cidadão pelo paletó.
- Não, obrigado. Não estou interessado. Nos últimos cinco anos a única coisa que leio é a bula de remédio.
- E a senhorita não quer ler? – perguntei, acompanhando os passos de uma universitária. – A senhorita vai gostar. É um texto muito curioso.
- O senhor só tem escrito? Então não quero. Por que o senhor não grava o texto? Fica mais fácil ouvi-lo no meu gravador.
- E o senhor, não está interessado nuns textos?
- É sobre o quê? Ensina como ganhar dinheiro?
- E o senhor, vai? Leva três e paga um.
- Deixa eu ver o tamanho – pediu ele.
Assustou-se com o tamanho do texto:
- O quê? Tudo isso? O senhor está pensando que sou vagabundo? Que tenho tempo para ler tudo isso? Não dá para resumir tudo em cinco linhas?
Não há dúvidas: o estudante brasileiro não sabe escrever. Não sabe escrever porque não lê. E não lendo também desaprende a falar.[...]
[...] os estudantes não escrevem, não leem, não falam, não pensam. Tudo isso me faz pensar que estamos muito mais perto do imaginava da Idade da Pedra. A prosseguir nessa regressão, ou a regredir nessa progressão, não demora muito estaremos todos de tacape na mão reinventando os hieróglifos. Neste dia então a palavra escrever ganhará uma nova grafia: ex-crever.
1. Relacione o título com o conteúdo do texto.
2. Qual foi a reação inicial do narrador ao se conscientizar de que os alunos escrevem mal?
3. Como o amigo explicou ao narrador que ele estava equivocado em achar vantajoso os alunos escreverem mal?
4. O que se quis sugerir com esta grafia: “ex-crever”.
A IMPORTÂNCIA DO SIGNIFICADO DAS PALAVRAS PARA O PROCESSO DE LEITURA
A leitura, além de tudo, é um processo que buscamos o significado das palavras no contexto em que estão inseridas. Para isso, buscar o que as palavras gostariam de transmitir é fundamental para compreender aquilo que um texto elaborado e pronto realmente significaria para o leitor. Esse resgate em busca dos sentidos das palavras tem que ser constante e algo construído ao longo de cada leitura.
O significado das palavras torna-se muito importante para um bom entendimento daquilo que se lê. Quanto mais entramos em contato com as palavras, através dos mais variados gêneros, estamos aprimorando o nosso intelecto e aumentando nossa amplitude de vocabulário.
5. Faça uma lista de 10 palavras que você desconheça completamente o significado e anote no caderno o que ela realmente significa através da pesquisa em dicionários enciclopédicos.
TIPOS DE LEITURAS
Leitura sensorial
A primeira leitura que se faz de qualquer texto é uma leitura sensorial. Essa atitude é na verdade um elemento importante em nosso relacionamento com a realidade escrita. Basta lembrarmos do cuidado gráfico com que são apresentadas as revistas nas bancas: em cores, formas e embalagens procuram atrair o interesse do comprador. Com os livros acontece o mesmo: é só entrar numa livraria e perceber que todos aqueles volumes expostos e dispostos constituem uma mensagem apelativa aos nossos sentidos. Além disso, há quem sinta muito prazer em possuir livros, acariciando-os e exibindo-os como objetos artísticos: são os bibliófilos.
Leitura emocional
É quando passamos ao conhecimento do texto propriamente dito, percorrendo as páginas e travando contato com o conteúdo. A leitura então nos produz emoções: a história pode ser comovente ou tediosa, o artigo ou matéria pode fazer rir ou irritar, os poemas podem ser fáceis de ler e agradáveis ou complicados e aborrecidos. Normalmente, a leitura emocional conduz a apreciações do tipo “Gostei/ Não gostei”, sem maiores pretensões analíticas: é uma experiência descompromissada, da qual participam nosso gosto e nossa formação.
A leitura emocional costuma ser criticada, sendo muitas vezes chamada de superficial e alienante. Essa avaliação tem muito de racionalismo e nem sempre é verdadeira. Quando optamos por ler um romance de ficção científica, por exemplo, por “pura distração”, podemos entrar num universo cujas relações nos apresentam uma realidade diferente da nossa, capaz de nos conduzir, sem grandes floreios intelectuais, a pensar sobre nosso mundo. O mesmo pode acontecer com revistas em quadrinhos e outros textos considerados “menos nobres”. Isso não significa, no entanto, que não existam publicações que realmente invistam em nossa vontade de “descansar a cabeça”, oferecendo-nos um elenco de informações e ideias que reforçam os valores sociais dominantes. Isso também é relativo, pois há quem defenda esses valores...
Leitura intelectual
A leitura sensorial e a emocional fornecem subsídios importantes para a realização de um terceiro tipo de leitura: a intelectual. Esta não deve ser vista como uma forma esterilizante de abordar os textos, reduzindo-os a feixes de conceitos incapazes de despertar qualquer prazer. A leitura intelectual começa por uma processo de análise que procura detectar a organização do texto, percebendo como ele constitui uma unidade e como as partes se relacionam para formá-la. 
A leitura intelectual não se limita a analisar estruturalmente os textos. Na realidade, o que fundamenta é a consciência permanente de que todo texto é um ato de comunicação, respondendo, portanto, a um projeto de quem o produz. Em outras palavras: a leitura é intelectual quando o leitor nunca perde de vista o fato de que aquilo que está lendo foi escrito por alguém que tinha propósitos determinados ao fazê-lo. Procurar detectar esses propósitos juntamente com a informação transmitida e com a estruturação do texto é fazer uma leitura intelectual satisfatória.
Lembre-se a leitura intelectual implica uma atitude crítica, voltada não só para a compreensão do conteúdo do texto, mas principalmente ligada à investigação dos procedimentos de seu produtor. Por isso, ao ler, levante sempre a questão: “Mas.. o que pretendia quem escreveu isto?”.
6. Escolha dois textos, seja de revista ou de jornal, e preencha as informações a seguir:
a) De onde foi tirado o texto? Cite o nome e a data/edição.
b) Qual o título da matéria?
c) Quem é o autor do texto? Quais são os objetivos dele com o texto?
d) Quais informações são mais importantes?
e) Que informação nova está transmitindo?
f) Tem algum ponto de vista especial?
g) Induz o leitor a tomar algum posicionamento?
h) É possível aplicar o que propõe?
Objetivo: 
Fazer com que os aprendizes reconheçam os aspectos que envolvem a prática de fonética e fonologia. Com isso, levá-los a perceberem o envolvimento desses temas para o bom desenvolvimento da oralidade.
CONCEITO DE FONEMA E LETRA
Ao observarmos as palavras GIZ e FIZ, percebemos os sons das letras g e f, queocasiona uma profunda distinção: a diferença de significado entre as palavras giz e fiz.
Esses pequenos sons, essas unidades sonoras capazes de estabelecer distinção de significado entre duas palavras de uma língua são chamadas de fonemas.
Se os fonemas são sons, como podemos escrevê-los?
Por convenção, os fonemas são sempre escritos entre barras oblíquas: //. No nosso exemplo, temos /g/ e /f/ para representar os sons das letras g e f.
O fonema, sozinho ou combinado com outros fonemas, consegue formar palavras novas. Quando trocamos fonemas para formas novas palavras, temos o processo de comutação, possibilitou-se a criação de novas palavras.
A função de um fonema no interior de uma palavra é distinguir o significado. Com a substituição de um simples fonema, provoca-se uma total alteração de sentido, assim pode ser observado nos exemplos no início do texto.
Um fonema pode ser representado:
- por duas letras juntas:
- por letras diferentes:
Por outro lado, é preciso observar que:
- uma letra pode representar mais de um fonema:
- a letra h não representa fonema, quando se encontra em início de palavra:
Trata-se de uma espécie de marca, que registra a maneira como a palavra era escrita em latim.
PRODUÇÃO DOS SONS DA FALA 
Os sons vocais são produzidos por meio do aparelho fonador, que é constituído pelos órgãos dos sistemas digestório e respiratório.
Os pulmões, órgãos propulsores do ar, funcionam como um fole e formam a corrente de ar que atravessa os brônquios e a traqueia e chega à laringe, onde localizam-se as cordas vocais. Ao atravessá-las, a corrente de ar produz o som que deve passar pela glote, onde é dirigido para o nariz ou para a boca. A movimentação dos lábios e, principalmente da língua altera o fluxo de ar (som) que deve sair pela boca ou pelo nariz. A faringe, a boca e as fossas nasais funcionam como caixas de ressonâncias e são denominadas cavidades supralaríngeas.
Os sons resultantes dessa passagem da corrente de ar vão produzir os fonemas orais, nasais, sonoros e surdos.
- Fonemas orais: a corrente de ar escoa pela boca.
Exemplos: /a/, /p/, /b/, /f/, /i/, /v/, /o/
- Fonemas nasais: a corrente de ar escoa predominantemente pelas fossas nasais.
Exemplos: /ã/, /~e/, /õ/, /m/
- Fonemas sonoros: a corrente de ar faz vibrar as cordas vocais.
Exemplos: /b/, /d/, /v/, /z/, /r/
- Fonemas surdos: a corrente de ar não faz vibrar as cordas vocais, que permanecem em repouso.
Exemplos: /p/, /t/, /k/, /f/, /s/
CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS
Os fonemas da língua portuguesa classificam-se em vogais, semivogais e consoantes.
Vogal
Em português:
- Uma vogal sozinha pode constituir uma sílaba;
- Não há sílaba sem vogal;
- Não há sílaba com dois fonemas vocálicos (duas vogais).
Em nossa língua, há 12 fonemas vocálicos. Veja como cada um pode ser pronunciado e representado na escrita:
A letra a pode ter dois fonemas, é possível observar a diferença da pronúncia através dos exemplos:
Casa
Maçã/Campo/Anta
A letra e pode ter três fonemas, é possível observar a diferença da pronúncia através dos exemplos:
Medo/ Bebê
Teto/ Alcateia
Tempo/ Gente
A letra i pode ter dois fonemas, é possível observar a diferença da pronúncia através dos exemplos:
Pirata/ Difícil
Tímpano/ Pingo
A letra o pode ter três fonemas, é possível observar a diferença da pronúncia através dos exemplos:
Dor/ Pôde
Dó/ Porta
Tostões/ Tombo/ Ponta
A letra u pode ter dois fonemas, é possível observar a diferença da pronúncia através dos exemplos:
Tuba/ Último
Tumba/ Fundo
Para classificar as vogais, são usados quatro critérios:
- Zona de articulação
Região em que se dá a realização das vogais: anteriores (a língua em elevação avança em direção ao palato duro), médias (a língua fica em posição horizontal, quase em repouso) e posteriores (a língua em elevação avança para a frente da boca).
- Timbre
Grau de estreitamento ou alargamento do tubo de ressonância formado pelas cavidades da faringe e da boca: abertas (alargamento maior) e fechadas (estreitamento maior).
- Papel das cavidades bucal e nasal 
Região por onde escoa a corrente de ar expiratória: orais (ar passando predominantemente pela boca) e nasais (ar saindo predominantemente pelas fossas nasais).
- Intensidade
Força expiratória com que são pronunciadas as vogais: Tônicas (pronúncia com maior intensidade) e Átonas (pronúncia com menor intensidade).
Semivogal
Na língua escrita, as letras i e u, e às vezes e e o, representam os fonemas semivogais /y/ e /w/, respectivamente. Veja nos exemplos:
pai 
gávea
Encontro vocálico
As vogais e as semivogais podem aparecer juntas em um único grupo sonoro, formando os encontros vocálicos. Esses grupos classificam-se em ditongos, tritongos e hiatos.
Ditongo é encontro de uma vogal e uma semivogal ou vice-versa em uma mesma sílaba. Observe:
noite
Aurélio
 vogal
semivogal 
semivogal
vogal
Os ditongos podem ser:
- Crescentes: quando a semivogal soa primeiro que a vogal:
visualizar
glória
gávea
- Decrescentes: quando a vogal soa antes da semivogal:
fauna
leite
cardeais
- Orais: quando a vogal é oral:
répteis
água
quota
- Nasais: quando a vogal é nasal:
tição
frequente
quando
Tritongo é o encontro se uma semivogal com uma vogal e uma semivogal na mesma sílaba. Observe:
 iguais
 semivogal
 semivogal
 vogal
Os tritongos, assim como os ditongos, podem ser orais e nasais. Veja os exemplos:
- Orais: Uruguai, averiguei e redarguiu.
- Nasais: quão, enxáguem e saguões.
Hiato é o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente. Veja:
na-vi-o
sa-í-da
mo-er
Consoante
As consoantes são chamadas assilábicas porque não podem constituir sílabas sozinhas, isto é, só formam sílabas com a presença de uma vogal.
Os fonemas consonantais, ou consoantes, classificam-se conforme quatro critérios:
- Papel das cavidades bucal e nasal
Região por onde passa predominantemente a corrente de ar expiratória. Neste caso temos os nasais (/m/, /n/ e o fonema dessas letras junto com a letra h) e os orais (todas as outras consoantes).
- Modo de articulação
Obstáculo total ou parcial que a corrente de ar encontra ao passar pela cavidade bucal. Temos:
· Oclusivas (obstáculo total): letras t, k, g, b, d e p.
· Constritivas:
Fricativas (ruído de fricção): sons das letras f, v, s, z, j, g, ch.
Laterais (ar sai pelos cantos da boca): sons das letras l e lh.
Vibrantes (com vibração da língua): sons das letras r e rr.
- Papel das cordas vocais
Vibração, ou não, das cordas vocais durante a passagem do ar pela laringe. Temos:
· Surdas (sem vibração das cordas): sons das letras p, t, k, s, f e ch.
· Sonoras (com vibração das cordas): sons das letras b, d, g, v, g, j, l, lh, r, rr, m, n, nh e z.
- Ponto de articulação 
Local da cavidade bucal em que ocorre obstrução para a produção das consoantes. Temos: 
· Bilabiais (com fechamento dos lábios): sons das letras p, b e m.
· Labiodentais (contato do lábio inferior com os dentes superiores): sons das letras f e v.
· Linguodentais (contato da língua com os dentes superiores): sons das letras t, d e n.
· Alveolares (contato ou aproximação dos alvéolos dos dentes com a língua): sons das letras s, z, l e r.
· Palatais (dorso da língua toca o céu da boca ou o palato duro): sons das letras ch, j, g, lh e nh.
· Velares ( a parte posterior da língua aproxima-se do palato mole ou do véu palatino): sons das letras k, g e rr.
Encontro consonantal
É o grupo formado por mais de uma consoante numa mesma palavra, sem a presença de uma vogal intermediária.
Pode ocorrer o encontro consonantal na mesma sílaba, quando ele é inseparável, ou em sílabas diferentes, quando é separável ou disjunto.
Exemplo:
blusa
flauta
sublinhar
admitir
Exercícios
7. (PUC-RJ) Um mesmo fonema pode ser grafado de diferentes maneiras. Qual a lista de palavras que exemplifica essa afirmação?
a) paciente, centro, existência
b) existência, meses, batizaramc) projeto, prejudicando, propõe
d) quem, quando, psiquiatra
e) coisa, incomoda, continuidade
8. (FEI-SP) Identifique a alternativa em que a palavra apresente um hiato:
a) arrogância
 c) mão
 e)transportou
b) distinguia
 d) lazeira
9. (UFMT) Na expressão nossa façanha, você encontra:
a) 12 fonemas, 12 letras, uma palavra dissílaba
b) 12 fonemas, 10 letras, um hiato
c) 10 fonemas, 10 letras, um hiato
d) 10 fonemas, 2 dígrafos, uma palavra trissílaba
e) 9 fonemas, 2 dígrafos, um ditongo oral crescente
10. (ITA-SP) Dadas as palavras:
I – tung-stê-nio
 II – bis-a-vô
III – du-e-lo 
Constatamos que a separação silábica está correta:
a) apenas na I
d) em todas as palavras
b) apenas na II
e) n.d.a.
c) apenas na III
11. (UFDF) Marque a opção em que todas as palavras apresentam um dígrafo:
a) fixo, auxílio, tóxico, exame.
b) enxergar, luxo, bucho, olho.
c) bicho, passo, carro, banho.
d) choque, sintaxe, unha, coxa.
e) n.d.a.
12. (PUC-PR) na pronúncia correta da palavra GUERRA, aparecem:
a) duas consoantes e duas vogais.
b) três consoantes e duas vogais.
c) duas consoantes e três vogais.
d) três consoantes e três vogais.
e) duas consoantes, duas vogais e uma semivogal.
Objetivo: 
Fazer com que os aprendizes percebam como o texto descritivo está presente no cotidiano do mundo corporativo e da importância dele para as mais variadas funções. Em seguida, iniciar as classificações, tanto de parágrafo como de texto, dos tipos de descrições.
TEXTO DESCRITIVO
Descrição é a apresentação de um ser, de um processo ou de um local, por meio de palavras, com indicação do que lhes é característico.
Descrição técnica
A descrição técnica apresenta muitas das características gerais da descrição literária, mas existem detalhes marcantes que as diferenciam: enquanto a técnica esclarece e convence, a literária impressiona e agrada.
De acordo com a finalidade, assim se descreve. É diferente a descrição de um aparelho para que um leigo saiba usá-lo ou para que um técnico tenha as indicações necessárias a fim de poder montá-lo ou colocá-lo em funcionamento ou fazer-lhe um conserto.
Convém ressaltar, ainda, que a partir da finalidade escolhe-se o enfoque objetivo ou subjetivo. Assim, seleciona-se o que deve ser apresentado com destaque , que pormenores devem ser escolhidos e em que ordem se deve escrever se lógica ou cronológica.
O enfoque é tão importante quanto a finalidade, pois dele depende a forma verbal e as estrutura lógica da descrição:
- qual é o objeto a ser descrito?
- que parte dele deve ser ressaltada?
- de que ângulo de ser ressaltado?
- que pormenores devem ser valorizados?
- a que espécie de leitor se destina? Leigo ou técnico?
Assim, uma máquina de lavar roupas, por exemplo, pode ser descrita do ponto de vista:
- do possível comprador – texto para propaganda
- do usuário – manual de funcionamento
- do encarregado de instalação – manual de instalação
- do técnico que terá de montá-la ou consertá-la manuais de montagem ou de reparo.
Esses são fatores que devem ser considerados, pois deles dependem a extensão e o estilo da descrição. Geralmente, a descrição caracteriza-se pela seguinte estrutura:
- Introdução: observação de caráter geral;
- Desenvolvimento: detalhamento;
- Conclusão: observação de caráter geral que conclui a descrição.
A descrição técnica pode aplicar-se a:
- instrumentos, ferramentas, aparelhos e equipamentos – denominada descrição de objetos.
- funcionamento de mecanismos, processo de fabricação, procedimentos, fases de pesquisa, fatos e eventos – denominada descrição de processo.
- lugares – denominada descrição de ambientes. 
Tipos de descrições técnicas
Objeto
 Esse tipo de descrição define, apresenta características, mostra as partes e funções, indica finalidades. Nesse caso são abordados aspectos relativos a partes que compõem o objeto: forma, cor, aparência, dimensões, peso, material de que é feito, para que é utilizado etc.
Para a composição de um texto descritivo neste gênero, deve-se seguir:
- introdução: geralmente composta por um parágrafo, deve conter observações de caráter geral e principais partes que compõem o objeto.
- desenvolvimento: cada parte do objeto deve ser detalhada separadamente: dimensão/tamanho, cor/brilho, material de que é feito, função/utilidade, peso, forma/semelhança etc.
- conclusão: apresenta a apreciação das qualidades, a utilidade, ou ainda, qualquer afirmação que se refira ao todo do objeto. Normalmente está contida em um único parágrafo.
Processo
Essa descrição caracteriza-se pela ação, pelos movimentos próprios de todo e qualquer processo, com indicação clara das fases e dos resultados. É oportuno, ainda ressaltar, que a separação entre as descrições de objeto e de processo é meramente didática, uma vez que na descrição de um objeto qualquer pode ser abordado também o seu funcionamento.
Para a composição de um texto descritivo neste gênero, deve-se seguir:
- introdução: geralmente composta por um parágrafo, deve conter: o princípio científico em que se baseia o processo, normas e procedimentos para o funcionamento ou fabricação.
- desenvolvimento: detalhar cada fase ou estágio do processo.
- conclusão: apresenta, em um único parágrafo, a apreciação das qualidades, a utilidade, ou ainda, qualquer informação que se refira à visão do conjunto, aplicações do processo.
Exercícios
13. Escolha um objeto que está dentro da sala de aula. Após a escolha, faça a descrição dele com todos os detalhes que são necessários para distingui-lo de outro objeto que supostamente seria similar a ele. Após terminar a descrição, o instrutor indicará um colega para encontrar esse objeto.
14. Faça um roteiro descritivo para uma pessoa substituir você em um dia de trabalho. Esse roteiro trata-se de um texto descritivo e tem que ser o mais claro possível, pois a pessoa precisa de subsídios para conseguir executar as suas tarefas.
15. A sala será separada em dois grupos para a realização de uma dinâmica. Para isso, os aprendizes deverão fazer a descrição detalhada de 20 itens que existem dentro de uma casa, em qualquer cômodo. O instrutor conduzirá a dinâmica fazendo com que uma equipe tente adivinhar os códigos da outra equipe. A equipe poderá ter 5 chances de responder, acertando logo de 1ª, já ganha 50 pontos e vai perdendo 10 pontos a cada chance que não acertar. Essa pontuação ficará na lousa e a somatória maior definirá a equipe vencedora.
Objetivo: 
Continuar com a percepção como o texto descritivo está presente no cotidiano do mundo corporativo, continuando com as classificações de descrição. Em seguida, mostrar para os aprendizes como esse tipo de texto auxilia na criação de materiais técnicos.
Ambiente
Essa descrição de ambiente apresenta as características de determinado local, como por exemplo, descrição de um escritório – disposição das mesas, equipamentos eletrônicos, arquivos etc. – e descrição da empresa como um todo.
Para a composição de um texto descritivo neste gênero, deve-se seguir:
- introdução: em um parágrafo, deve conter informações gerais do local.
- desenvolvimento: deve apresentar os aspectos relevantes do ambiente, isto é, detalhes referentes à estrutura global: paredes, portas, chão, teto, luminosidade, odor, ruído, ventilação, dimensões etc. Nesta parte pode aparecer a descrição de objetos específicos.
- conclusão: apresenta a apreciação das qualidade, a utilidade e observações sobre o aspecto geral do local. 
Exercício
16. A turma será dividida em quatro equipes. Cada equipe receberá do instrutor um envelope com uma sequência de dicas para encontrarem o próximo envelope. Todos os envelopes estão espalhados nos prédios I, II e III dentro do CAMP. A equipe que terminar, deverá entregar todas as dicas em ordem para o instrutor.
DICAS PARA ELABORAÇÃO DE MANUAIS TÉCNICOS
Um manual possui uma linguagem objetiva, clara e acessível, facilmente compreendida pelo usuário.
Apresenta a estrutura da unidadeorganizacional, suas atribuições, descreve os procedimentos e estabelece os formulários a serem utilizados na consecução das rotinas detalhadas. Veja algumas dicas:
- Identifique as pessoas para quem a tarefa será destinada e escreva pensando no nível de compreensão delas. Saber seu público alvo é uma parte fundamental na escrita técnica.
- Escreva um sumário na frente do manual se ele for ter mais do que algumas páginas. Se o manual for muito longo, inclua um índice remissivo na parte de trás.
- Escreva uma breve introdução que descreva a tarefa em termos qualitativos. Dê ao usuário uma ideia da tarefa e qual será o resultado final. Esta oportunidade deve ser usada para fornecer conselhos importantes que ajudarão o usuário a fazer a tarefa correta e eficientemente.
- Conforme necessário, dê uma lista de equipamentos e itens relevantes que o usuário precisará para completar a tarefa. Se o seu manual de instruções for para a montagem de um produto e acompanha o produto a ser montado, inclua uma lista separada de todas as partes que devem ter sido fornecidas ao usuário.
- Cite claramente qualquer risco significante que possa causar machucados, morte, danos a propriedade e outros perigos. Use uma linguagem apropriada com as leis do local onde o manual será vendido.
- Escreva cada ação da instrução em um passo distinto, provendo toda informação que o usuário precisará para concluir aquele passo. A escrita deve ser literal, direta ao ponto e não pode ser ambígua.
- Se houver espaço em seu manual, inclua figuras e diagramas toda vez que for esclarecer uma etapa difícil para o usuário.
- Caso julgue necessário, crie e inclua uma lista de conselhos para guiar o usuário a completar a tarefa.
CADORE, Luís Agostinho. Curso Prático de Português. 5ªed. São Paulo: Ática, 1997.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário escolar da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2005.
CEREJA, William Roberto; MAGALHÃES, Thereza Cochar. Português: Linguagens/ 5ªsérie. 4ª ed. São Paulo: Atual, 2006.
DELMANTO, Dileta; CASTRO, Maria da Conceição. Português: Idéias e Linguagens, 5ª série. 12ª ed. São Paulo: Saraiva, 2005.
GIL, Antonio Carlos. Gestão de Pessoas: enfoque nos papéis profissionais. 1ª ed. São Paulo: Atlas, 2001.
GOLD, Miriam. Redação Empresarial: Escrevendo com sucesso na era da globalização. 3ªed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009.
INFANTE, Ulisses. Textos: leituras e escritas – língua e produção de textos, volume único. 2ªed. São Paulo: Scipione, 2005.
MAIA. Série Novo Ensino Médio: Português. 11ª ed. São Paulo: Ática, 2005.
MAZZAROTTO, Luiz Fernando. Nova Redação Gramática & Literatura: aprenda a elaborar textos claros, objetivos e eficientes. 2ª ed. São Paulo: Difusão cultural do livro, 2009.
MESQUITA, Roberto Melo. Gramática da Língua Portuguesa. 8ªed. São Paulo: Saraiva, 1999.
MONTANARI, Marilena E. de Lauro; PERROTTI, Edna Maria Barian. Superdicas para manter seu português em ordem. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2011.
PERROTTI, Edna Maria Barian. Superdicas para escrever bem diferentes tipos de texto. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2006.
SQUARISI, Dad. Superdicas de ortografia: conforme o VOLP (Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa). 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2009.
SITIOGRAFIA
BRASIL ESCOLA. Ortografia - Emprego das letras h, s, z, x, ch, g, j, ss, sc. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/gramatica/ortografia-emprego-das-letras.htm>. Acesso em: 27 jul. 2013.
COMUNICAÇÃO DIRIGIDA. Comunicação Segmentada. Disponível em: <http://comunicacaodirigida.wordpress.com/2008/06/10/comunicacao-segmentada/>. Acesso em 07 jan. 2013.
EDUCAÇÃO PÚBLICA. Erro e agramaticalidade: falando a gente se entende. Disponível em: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/oficinas/lportuguesa/lpe10/02.html>. Acesso em: 01 ago. 2013.
EHOW BRASIL. Como fazer um manual de instruções. Disponível em: <http://www.ehow.com.br/manual-instrucoes-como_10867/>. Acesso em: 14 jan. 2014.
IAZZETTA, F. O que é a Música (hoje). Florianopolis, 2001. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/iazzetta/papers/forum2001.pdf>. Acesso em:
08 jul. 2012.
INFOESCOLA. Comunicação: mídia. Disponível em: <http://www.infoescola.com/comunicacao/midia/>. Acesso em: 01 ago. 2013.
JORNAL DE DEBATES. Comunicação de massa. Disponível em: <http://jornaldedebates.uol.com.br/debate/midia-toma-partido-ou-cumpre-seu-papel/artigo/que-comunicacao-massa/9788>. Acesso em 07 jan. 2013.
MH – ASSESSORIA EMPRESARIAL. Você sabe o que é mídia? Disponível em: <http://www.mh.etc.br/blog/relacoes-humanas/voce-sabe-o-que-e-a-midia>. Acesso em: 12 jan. 2013.
MICHAELIS. Dicionário de Português Online. Disponível em: <http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=est%F3ria>. Acesso em 17 jan. 2013.
MUNDO EDUCAÇÃO. Texto injuntivo e prescritivo. Disponível em: <http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/texto-injuntivo-texto-prescritivo.htm>. Acesso em 08 jan. 2013.
MUNDO VESTIBULAR. Principais regras de ortografia. Disponível em: <http://www.mundovestibular.com.br/articles/94/3/Principais-Regras-de-Ortografia/Paacutegina3.html>. Acesso em: 27 jul. 2013.
PORTAL ZUN. Linguagem verbal e não verbal. Disponível em: <http://www.google.com.br/imgres?q=exemplo+de+bilhete&hl=pt-BR&biw=1140&bih=495&tbm=isch&tbnid=KJxIvM0ua0XHSM:&imgrefurl=http://www.zun.com.br/linguagem-verbal-e-nao-verbal/&docid=CN-eCtLvz66KlM&imgurl=http://www.zun.com.br/fotos/2011/12/bilhete.jpg&w=350&h=343&ei=hML3T7r4LoX-8ATdqZjLBg&zoom=1&iact=hc&vpx=370&vpy=159&dur=671&hovh=222&hovw=227&tx=151&ty=116&sig=114330078846816258834&page=4&tbnh=142&tbnw=145&start=45&ndsp=18&ved=1t:429,r:8,s:45,i:241>. Acesso em: 29 dez. 2013.
REIS, ODETE. Tipos de consumidores: em qual tipo você se encaixa? Disponível em: <http://www.odetereis.com.br/tipos-de-consumidores-em-qual-voce-se-encaixa/>. Acesso em: 28 jul. 2013.
SIGNIFICADOS. O que é Marketing. Disponível em: <http://www.significados.com.br/marketing/>. Acesso em: 01 ago. 2013.
SÓ PORTUGUÊS. Uso da crase. Disponível em: <http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint81.php>. Acesso em 27 jul. 2013.
SÓ PORTUGUÊS. Sintaxe de concordância. Disponível em: < http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint49.php>. Acesso em 27 dez. 2013.
SÓ PORTUGUÊS. Ortografia. Disponível em: < http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/fono16.php>. Acesso em 28 jul. 2013.
UQ MARKETING. A influência da mídia em nossas vidas! Disponível em: <http://www.uqmarketing.com.br/marketing/a-influencia-da-midia-em-nossas-vidas/>. Acesso em 01 ago. 2013.
WIKIPEDIA. Musica. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica#Estudo_da_m.C3.BAsica>. Acesso em: 15 mai. 2013.
 
 
SUMÁRIO
Fase 1 
1º Encontro 
2º Encontro 
3º Encontro 
4º Encontro 
Fase 2 
1º Encontro 
2º Encontro 
3º Encontro 
4º Encontro 
Fase 3
1º Encontro 
2º Encontro 
3º Encontro 
4º Encontro 
Fase 4
1º Encontro 
2º Encontro 
3º Encontro 
4º Encontro 
Fase 5
1º Encontro 
2º Encontro 
3º Encontro 
4º Encontro 
Referências Bibliográficas
Fase 1
1º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
1º Passo: Leia para os aprendizes o texto “O homem é um ser social” e leve-os a reflexão da importância da comunicação para manifestação de nossos interesses, ideias, transmissão de culturas e que nos faz mais socializados por termos uma ferramenta de interação: comunicação.
	
2º Passo: Apresentar o texto “Formas e expressão de comunicação: verbal, escrita e digital” e solicitar que façam as devidas anotações.
3º Passo: Ler o texto com os alunos, de forma que deixe claro o conceito exposto no texto.
4º Passo: Faça três listas na lousa. Solicite que os alunos indiquem formas de expressão e induza-os a enquadrarem na lista VERBAL, ESCRITA ou DIGITAL.
5º Passo: É o momento de fazeruma breve introdução ao próximo assunto, informando aos alunos que além das formas de expressão, nós temos também a combinação de outros recursos para auxiliar na transmissão da mensagem: através da comunicação verbal e não verbal. Na sequência, apresente o texto “Comunicação Verbal e Não verbal” e peça que façam as devidas anotações.
6º Passo: Leia o texto e explique-o para sanar qualquer dúvida conceitual. Após a explicação, leia o texto “Comunicação” para a classe.
7º Passo: Converse com a turma de modo a estimulá-los a perceber a presença da comunicação verbal e não verbal no texto. É o momento de reforçar o conceito exposto no 6º passo desse encontro e incrementar com os exemplos retirados do texto, indicados pelos alunos.
8º Passo: Para concluir a análise do texto perante o conteúdo, passe o questionário abaixo, intitulado como “trabalhando com o texto”, para que eles continuem a refletir sobre o assunto. Depois de decorridos 30 minutos, fazer a correção dos exercícios com a classe, estimulando-os a responderem e argumentarem sobre os diferentes pontos de vista.
Respostas:
1. Existe um grande problema de comunicação que se divide em duas partes no texto: o primeiro é que o cliente não consegue descrever o produto que deseja e mesmo assim tenta realizar a comunicação de uma forma que não é eficaz, pois o receptor não compreende os recursos que ele utiliza. Já o segundo problema está na dificuldade do receptor em codificar a mensagem direcionada a ele, mesmo com a utilização de recursos verbais (explicações) e não verbais (gestos e tentativas de desenhos ao ar livre).
2. A sugestão é que o freguês desenhe o produto e ele opta em não fazer essa ação pelo fato de acreditar que a descrição está sendo suficiente para a compreensão da mensagem (mesmo ele justificando que não sabe desenhar).
3. Espera-se que o aprendiz responda que as explicações não são claras. Podemos encontrar nos trechos: “Olha, é pontuda, certo?”, “É de, sei lá. De metal.”, “Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.” 
4. Espera-se que o aprendiz responda que o freguês que realmente possui dificuldade de expressão. O primeiro passe, e mais importante, é saber o que se deseja comunicar. Por mais que o freguês faça combinações entre os tipos de linguagens para que o vendedor a compreenda, a dificuldade de compreensão ainda existirá, uma vez que não se sabe ao certo o que se deseja comunicar.
 
Respostas:
5. a) Utilizou gestos, como em “Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.” Já o resultado começou a ficar positivo a partir desse ponto, pois esse tipo de linguagem fez que o vendedor começava a codificar a mensagem e imaginar o produto.
b) Espera-se que o aprendiz responda que a descrição seria: É um objeto de metal, pontiagudo, que tem a função de perfurar dois objetos (material leve como pano) e deixá-los unidos. 
 
9º Passo: Apresente o texto “Componentes da comunicação: receptor, emissor, meio (canal), mensagem e código” aos alunos e peça que façam as devidas anotações.
10º Passo: Leia o texto e explique-o para sanar qualquer dúvida conceitual.
11º Passo: Peça que a turma divida-se em grupos de aproximadamente 2 integrantes para a realização da atividade. 
Respostas:
6. Emissor: Revista Claudia/ Destinatário: Leitores/ Código: conjunto de características do regido por este signo/ Canal: matéria publicada.
7. Podemos deduzir que o público-alvo é do sexo feminino nos trechos “a fazem popular” “é divertida”.
8. Através de práticas culturais, a mulher busca mais este meio (em variadas modalidades) para alcançar determinadas respostas, principalmente em uma revista que visa atingir o público feminino.
9. COATL significa serpente na linguagem asteca e está acompanhando o título pelo fato que o horóscopo é asteca e podemos ter essa confirmação pelo enunciado do exercício 3.
2º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
2º Passo: Após a execução do 1º passo desse encontro, relembrar a função básica da comunicação: interação entre as pessoas e já apresentar aos alunos o texto “ Comunicação em Massa e Segmentada”, pedindo que façam as devidas anotações.
1º Passo: Pedir para que os alunos formem as mesmas duplas da aula anterior e inicie a aula com a correção da atividade que foi realizada em grupo no 1º encontro deste módulo.
3º Passo: Leia o texto e explique-o para sanar qualquer dúvida conceitual.
4º Passo: Conversar com turma de modo a esclarecer o que foi visto até aqui e avisá-los que os próximos temas abordarão a forma de expressão escrita (que foi abordada no início do 1º encontro). Desta forma, veja com a turma como eles conceituam a palavra “texto” e em seguida, mostre o real significado.
Texto: Conjunto coerente (sequência lógica) e coeso (norma culta) de ideias de um autor, exposto em diversas modalidades.
5º Passo: Apresente aos alunos a primeira modalidade de texto, ou seja, o gênero textual e peça para que eles façam as devidas anotações.
7º Passo: Ainda com os mesmos componentes, peça para eles realizarem a atividade “comunicação cifrada”. Para esta atividade, deixe aproximadamente 30 minutos.
6º Passo: Leia o texto e explique-o para sanar qualquer dúvida conceitual.
8º Passo: Ainda com os mesmos componentes, peça para que os grupos leiam a mensagem decifrada e verifique com o grupo que a transmitiu se é a mesma intenção que eles tiveram ao emiti-la. 
	 Leve os alunos a refletirem sobre a dificuldade de compreender a mensagem, se caso não tivesse o alfabeto com outros códigos para auxiliá-los, e que esse episódio pode acontecer no ambiente profissional, como por exemplo: letras incompreensíveis, grafias erradas e outros fatores que os alunos possam exemplificar.
9º Passo: Apresente aos alunos a modalidade “Diário” e peça que façam as devidas anotações.
10º Passo: Leia o texto e explique-o para sanar qualquer dúvida conceitual.
11º Passo: Apresente aos alunos a modalidade “Receitas” e peça que façam as devidas anotações.
 12º Passo: Leia o texto e explique-o para sanar qualquer dúvida conceitual.
 13º Passo: Apresente aos alunos a modalidade “Estórias” e peça que façam as devidas anotações.
 14º Passo: Leia o texto e explique-o para sanar qualquer dúvida conceitual.
3º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
1º Passo: Inicie o encontro com a leitura do texto “Uma fábula” e mostre as características do gênero textual após a leitura do texto para retomar os conceitos básicos da fábula.
2º Passo: Peça para os alunos responderem as questões em relação ao texto “Uma fábula” no próprio caderno e após, aproximadamente, 30 minutos, corrija com os alunos.
Respostas:
10. Por que os ratos, cães de caça e marmotas acreditaram no próprio potencial e aprimoraram as habilidades que já possuíam.
11. Que nem tudo o que faz sucesso é somente aquilo que a maioria julga ser o correto ou o melhor, e sim, a habilidade em realizar tal tarefa.
12. Os alunos precisam refletir sobre a importância que cada um tem com suas próprias habilidades e conhecimentos para contribuir com as diferentes organizações. Desta forma, podemos acreditar em uma igualdade no mercado de trabalho.
13. Nesta questão, os alunos são induzidos a perceber que a escola não é propriamente a escada para subir na vida, mas que a vida é composta por desafios e que muitas situações são vivenciadas no ambiente escolar (ou por convivência com amigos que passaram pela mesma situação). E por fim, a escola nos ajuda a desenvolver habilidades que muitas vezes ainda não apareceram.
3º Passo: Apresente aos alunos a modalidade “Músicas” e peça que façam as devidas anotações.
	5º Passo: Passe a música “Dois rios” da banda Skank para que eles a ouçam.
4ºPasso: Leia o texto com os alunos para tirar qualquer dúvida conceitual.
	6º Passo: Após a leitura e escuta da canção, peça para os alunos responderem as questões propostas para análise da música. Para esta atividade, deixe aproximadamente 40 minutos para realizarem os exercícios e depois faça a correção com a turma.
Respostas:
14. 
a) claro / escuridão, alto e chão.
b) pé /mão e pai/ mãe.
15.
Além da repetição exposta no enunciado do exercício, existe também a repetição do som oclusivo /p/ , nos exemplos: poder, para, pôr e outras palavras.
	7º Passo: Apresente aos alunos a modalidade “Relato Pessoal” e peça que façam as devidas anotações.
	9º Passo: Peça para os alunos produzirem um relato pessoal e entregue ao instrutor no final desta aula para continuarem outra etapa no próximo encontro.
	8º Passo: Leia o texto com os alunos para tirar qualquer dúvida conceitual
4º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Peça para os alunos lerem para a turma o relato pessoal produzido no encontro anterior. Não se esqueça de observar se o relato possui as características apresentadas. Apresente aos alunos a modalidade “texto informativo: notícia” e peça que façam as devidas anotações.
	3º Passo: Leia o texto com os alunos para tirar qualquer dúvida conceitual.
	4º Passo: Apresente aos alunos a modalidade “texto informativo: legendas” e peça que façam as devidas anotações.
	5º Passo: Leia o texto com os alunos para tirar qualquer dúvida conceitual.
	6º Passo: Apresente aos alunos a modalidade “Jornal” e peça que façam as devidas anotações.
	8º Passo: Divida a turma em grupos de, aproximadamente, 6 componentes e peça para realizarem a atividade em grupo nº 1 ou nº 2. Para isso, será necessário que você entregue jornais, folhas A3, lápis de cor, gizes e outros recursos que julgar necessário para que os alunos possam desenvolver a atividade. 
3
	7º Passo: Leia o texto com os alunos para tirar qualquer dúvida conceitual.
	9º Passo: Após acompanhar o trabalho dos grupos, levante com a classe como foi a produção das atividades, bem como suas dificuldades e dê um breve feedback.
Fase 2
1º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	2º Passo: Informe que eles desenvolverão uma atividade antes de qualquer apresentação de conceito para que depois sejam relembrados conceitos ao longo da explicação e resolução dos exercícios com a turma.
 Para iniciar a atividade divida a turma em grupos de, no máximo, três componentes e peça para realizarem a atividade em grupo. Para isso, será necessário que você entregue a cópia dos exercícios para que eles resolvam no próprio caderno e que um ajude o outro no próprio grupo.
	1º Passo: Conversar com a turma de modo a mostrar que neste módulo serão estudados alguns conceitos gramaticais, sendo que uns serão aprofundados e outros serão apenas revistos com uma propriedade mais exigente.
Andorinha
Manuel Bandeira
Andorinha lá fora dizendo:
 - “Passei o dia à toa, à toa!”
Andorinha, andorinha, minha cantiga é mais triste!
Passei a vida à toa, à toa...
Respostas do exercício 1:
a) A vírgula foi usada para marcar a repetição da expressão.
b) Usam-se travessão e aspas, mas o autor poderia ter optado por um deles.
c) Não. Em “Andorinha, andorinha” as vírgulas estão isolando um vocativo e não uma enumeração como em “à toa, à toa”.
d) Expressam prolongamento do sentimento que está sendo transmitido pelo poeta, como se nada mais houvesse a ser dito.
Americana – município localizado a 133 km de São Paulo – é apontado como um dos mais importantes polos têxteis do país. O que pouca gente sabe, porém, é que esse centro industrial cresceu a partir das casas dos tecelões. O “façonismo”, como é conhecido esse fenômeno, teve início durante a década de 30, quando os moradores da cidade recebiam das tecelagens os fios e toda a matéria-prima necessária para produzir o tecido em teares instalados nas suas próprias residências.
Respostas do exercício 2:
a) Os travessões dão destaque a um aposto. Poderiam ser corretamente substituídos por duas vírgulas.
b) Não, pois estaria na posição esperada.
c) As aspas ressaltam o valor significativo da palavra e marcam uma gíria.
	4º Passo: Após a correção dos exercícios e já ter relembrado com os alunos o tema “Pontuação”, é o momento de iniciar “Acentuação”. Primeiramente, será aplicado o exercício abaixo com o intuito dos alunos apontarem as próprias dificuldades e em seguida, relembrá-los quais são os passos para acentuação.
Respostas do exercício 4:
a) Não possui acento, pois é uma paroxítona que termina em o.
b) Possui acento, pois é uma paroxítona que termina com ditongo.
c) Possui acento, pois é uma oxítona que termina com a letra e.
d) Possui acento, pois é uma oxítona que termina com a letra a.
e) Não possui acento, pois é uma paroxítona que termina em a.
f) Possui acento, pois é uma paroxítona que termina com ditongo.
g) Possui acento, pois é uma oxítona que termina com a letra o.
h) Não possui acento, pois é uma paroxítona que termina em o.
i) Possui acento, pois é uma proparoxítona e todas são acentuadas.
j) Não possui acento, pois é uma oxítona que termina com a letra r.
k) Possui acento, pois é uma proparoxítona e todas são acentuadas.
l) Não possui acento, pois é uma paroxítona que termina com a letra e.
m) Não possui acento, pois é uma oxítona que termina com a letra l.
n) Possui acento, pois é uma paroxítona que termina com as letras is.
o) Não possui acento, pois é uma paroxítona que termina em a.
	3º Passo: Corrija os exercícios com a turma e relembre com eles as funções básicas dos sinais de pontuação.
a) foto				
b) patrimonio
c) paje
d) orixa
e) grade
f) dicionario
g) vitro
h) esparadrapo
i) pessima
j) lugar
k) comestico
l) estante
m) pastel
n) lapis
o) graxa
	5º Passo: Neste momento ainda será continuação do tema “Acentuação”, mas o foco será na parte da crase. Os alunos já tiveram o contato com as regras básicas no curso FBT, mas agora é o momento de relembrar e aprofundar nos casos mais específicos da regra.
	 Peça para os alunos fazerem as devidas anotações. 
	6º Passo: Após a anotação dos alunos, explique cada item para que não fiquem quaisquer dúvidas. Em seguida, passe os exercícios para fixação.
 
Respostas:
5.
a) à
b) à
c) à
d) às
e) a
f) à
g) a, à
h) À ou A
i) a
j) as, à
k) a
l) à, a 
m) à
n) a, à
o) à, a
p) à
q) a
r) a, à, a
s) à, à
t) a, à, a
Respostas:
6. d
7. e
	7º Passo: Corrija os exercícios com os alunos para sanar qualquer dúvida.
	8º Passo: Será iniciado o tema “Nova reforma ortográfica”. Peça para os alunos fazerem as devidas anotações.
2º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Apresentar todas as regras de ortografia e pedir para que os alunos façam as devidas anotações.
 
	2º Passo: Após de dar todas as explicações, passe os exercícios para fixação.
 
Respostas:
8. 
a) s	b) s	c) s	d) s	e) z	f) z
g) z	h) s	i) z	j) s	k) z	l) z
m) s	n) s	o) s	p) z	q) z	r) z
s) z	t) z	u) s	v) z	w) s	x) z
y) z	z) s
Respostas:
9.
a) g	b) j
c) g	d) g
e) j	f) j
g) g	h) g 
i) g	j) j
k) g	l) g 
m) g	n) g 
o) j	p) g
q) g	r) g
s) j	t) j
u) g	v) j
w) j	x) j
y) j	z) g
Respostas:
10.
Possuem h: a, d, e, g, h, i e j 
Respostas:
11.
a) x	b) x
c) x	d) ch
e) ch/ch	f) ch
g) ch	h) x 
i) ch	j) ch
k) x	l) x 
m) ch	n) x 
o) x	p) ch
q) x	r) x
s) ch	t) ch
u) ch	v) x
w) ch	x) ch
	3º Passo: Após de dar fazer todas as correções e sanar as dúvidas que surgiram durante esse processo, inicie o próximo tema que trata da explicação do uso de letras minúsculase maiúsculas.
 
3º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Iniciar o encontro informando que o assunto geral será sobre os aspectos que envolvem a morfologia, bem como a formação das palavras e classificação delas.
 
Morfemas são as unidades de significação responsáveis pela formação das palavras.
Cognatas são palavras que mantêm uma relação de significado e provêm de uma mesma raiz, que se manteve inalterada desde a origem ou sofreu modificações.
Respostas:
12.
a) GUERR- = radical/ A = vogal temática/ GUERRA = tema/ -S = desinência nominal de plural
b) MORR- = radical/ E = vogal temática/ MORRE = tema/ -RIA = desinência modo-temporal
c) VIV- = radical/ E = vogal temática/ VIVE = tema/ -RÁ = desinência modo-temporal
d) SUJ- = radical/ O = vogal temática/ SUJO = tema
Resposta:
13. Resposta possível: guerreiro, guerrilha, guerrinha, guerrear etc
14. Somente o radical.
Resposta:
15.
a) frequentar
b) frequentador 
c) frequentação
d) frequentável
e) frequente
	3º Passo: Após o término da correção, é o momento de iniciar a explicação sobre “CLASSES DE PALAVRAS”.
 
	2º Passo: Após toda a explicação sobre uma parte da morfologia que contempla o processo de formação das palavras, feche este tópico com os exercícios de fixação e em seguida faça a correção dos mesmos.
 
Resposta:
16.
a) A = artigo, roupa = substantivo, ficou = verbo, suja = adjetivo, com = preposição, a = artigo, brincadeira = substantivo, que = pronome, fizeram = verbo.
b) Luiz = substantivo, comprou = verbo, um = numeral, carro = substantivo, mas = conjunção, ainda = advérbio, não = advérbio, chegou = verbo.
c) Ah! = interjeição, foi = verbo, ela = pronome, que = pronome, ganhou = verbo, o = artigo, primeiro = numeral, lugar = substantivo.
d) Minhas = pronome, crianças = substantivo, estão = verbo, bem = advérbio, comportadas = adjetivo.
	4º Passo: Após o término da explicação, peça para que os alunos resolvam o exercício abaixo para finalizar este encontro com a correção do mesmo.
 
4º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
Você (v.)				= tratamento familiar
O senhor (sr.), a senhora (sr.ª)	= tratamento de respeito
Vossa Senhoria (V.S.ª) 		= tratamento cerimonioso
Vossa Excelência (V.Ex.ª)		= tratamento para altas autoridades
Vossa Eminência (V.Em.ª)		= tratamento para cardeais
Vossa Santidade (V.S.)		= tratamento para o papa
Vossa Alteza (V.A.) 		= tratamento para príncipes e duques
Vossa Magnificência (V.Mag.ª)	= tratamento para reitores de universidades
Vossa Majestade (V.M.)		= tratamento para reis
Vossa Reverendíssima (V.Rev.mª)= tratamento para sacerdotes
a.C. = antes de Cristo
A.C. = anno Christi, no ano de Cristo, na Era Cristã
a/c, A/C = ao(s) cuidado(s) de
acad. = academia
A.D. = aguarda deferimento
a = are (s)
A. = autor
AA. = autores
abr. = abril
abrev. = abreviatura
Abreviaturas – B
B = Beco
bel. = bacharel
bibliogr. = bibliografia
biogr. = biografia
biofís. = biofísica
bioq. = bioquímica
bot. = botânica
bras., brasil. = brasileiro
btl. = batalhão
A.D. = aguarda deferimento
a.D. = anno Domini
adj. = adjetivo
adm.= administração
aer. = aeronáutica
agr., agric. = agricultura
Al. = Alameda
alf. = alfabeto
álg. = álgebra
alm. = almirante
alt., altit.= altitude
alv. = alvará
a.m. = ante meridiem (antes do meio-dia)
anat. = anatomia
ap. ou apart. = apartamento
arc. ou arcaic. = arcaico
arqueol. = arqueologia
arquit. = arquitetura
arit. = aritmética
art., arts. = artigo, artigos
assem., assemb. = assembleia
assoc. = associação
astron. = astronomia
át. = átono, átomo
at.te, (atte.) = atenciosamente
atm. = atmosfera 
aum. = aumentativo
autom. = automóvel, automobilismo
 Av. = avenida
Abreviaturas – C
°C = grau centesimal, centígrado ou Celsius
C.-alm. = contra-almirante
c/ = com, conta
c/c = conta-corrente
cap. = capital, capitão, capítulo
caps. = capítulos 
Cel .= coronel
cf. = confira ou confronte
C.G.S. = centímetro, grama, segundo
Cia. = companhia
ciênc. = ciência(s)
círc.= círculo
cit. = citação, citado(s)
cl = centilitro(s)
clim., climatol. = climatologia
cm = centímetro(s)
cód. = código
col., cols. = coleção, coleções; coluna, colunas
com. = comandante, comendador, comércio, comum 
comp. = companhia (militarmente)
compl. = complemento
cons., consel., conselh., cons.º = conselheiro
conta aberta = c/a
cont. = contabilidade
const. = construção, constituição
cos.= cosseno
cp. = compare
créd. = crédito
cronol. = cronologia
cx. = caixa(s)
dm = decímetro(s)
doc., docs. = documento, documentos
Dr. = doutor
Dra. = doutora
Drs. = doutores
Dras. = doutoras
dz. = dúzia(s)
Abreviaturas - E
E.C. = Era Crtisã
ed. = edição
ed., edif. = edifício
E., EE. = editor, editores
ed., educ. = educação
E.D. = espera deferimento
e. g. = exempli gratia, por exemplo
elem. = elemento
eletr. = eletricidade
eletrôn. = eletrônica
E.M. = em mão(s)
Ema. = Eminência 
Emb., emb. = Embaixador
embriol. = embriologia
eng. = engenheiro, engenharia
enol. = enologia
Esc. = escola
esp. = espanhol, especial, espécie
equit. = equitação
est. = estação, estado(s), estante(s), estrofe(s)Est. = estrada
etc. = et cetera, e outras coisas, e os outros, e assim por diante.
Abreviaturas - D
D. = distrito
D. = Digno, Dom, Dona
dag = decagrama(s)
dal = decalitro(s)
dam = decâmetro(s)
d.C., D.C. = depois de Cristo
DD. = Digníssimo, distritos
dec. = decreto
demog., demogr. = demografia 
dep., deps. = departamento, departamentos
Dep. = deputado
des. = desenho
desc. = desconto(s)
dic. = dicionário
dipl. = diploma
gram. = gramática
gr. = grão (peso), grátis, grau, grego
ex. = exemplar(es), exemplo(s)
Ex.a ou Exa. = Excelência
Ex.mo ou Exmo. = Excelentíssimo
Abreviaturas – H
h = hora(s)
ha = hectare(s)
hab. = habitante(s)
h.c. = honoris causa, por honra, honorariamente
hip. = hipismo
hist. = história
histol. = histologia
hl = hectolitro(s)
Abreviaturas – F
f. = feminino, folha, forma
fac. = faculdade
farmac. = farmacologia
fasc. = fascículo
fem. = feminino, feminismo
ff., fl., fol.; fs., fols. = folha; folhas
fg., fig. = figura
filat. = filatelia
filol. = filologia
filos. ou fil. = filosofia
fís. = física
fisiol. = fisiologia
folcl. = folclore
fot. = fotografia, fotógrafo
fr. = francês, frase, fruto
Fr. = frei
fs. = fac-símile 
Abreviaturas - I
ib. = ibidem (no mesmo lugar)
id. = idem, o mesmo, do mesmo autor
i.e. = id est, isto é
Il.ma = Ilustríssima
Il.mo = Ilustríssimo
impr. = imprensa
índ. = índice
inf. = inferior, infantaria, infinito
inform. = informação
Ir. = Irmão, Irmã
Abreviaturas – G
g = grama(s)
G/P = ganhos e perdas
gal., gen. = general
genét. = genética, genético
gên. = gênero(s)
geom. = geometria 
gír. = gíria
G.M.T = Greenwich Meridian Time - hora do meridiano de Greenwich
Abreviaturas – J
Jr. = júnior
jur. = jurídico
just. = justiça
Abreviaturas – K
°K = grau(s) Kelvin
kg = quilograma(s)
km = quilômetro(s)
km2 = quilômetro(s) quadrado(s)
km/h = quilômetro(s) por hora
kV = quilovolt(s)
kVA = quilovolt(s)-ampère(s)
kw, kW = quilowatts
mat. = matemática
Me. = mestre
mec. = mecânica (ciência)
med. = medicina
méd. = médico
méd.vet. = médico veterinário
mg = miligrama(s)
memo., memor. = memorando
met. ou meteor. = meteorologia
metal. = metalurgia
m/p = meses de prazo
m/ = meu(s), minhas(s)
mil. = militar, milênio
miner. = mineração, mineralogia
mit., mitol. = mitologia
ml = mililitro
Mlle = mademoiselle (senhorita)
mm = milímetro(s)
mm2 = milímetro(s) quadrado(s)
mm3 = milímetro(s) cúbico(s)
MM. = meritíssimoM., mun.; MM. = município; municípios
mme. = madame (senhora)
mob. = mobiliário
mod. = moderno, modernismo, modismo, modo
Mons. = monsenhor
morf, morfol. = morfologia
m/s = metro por segundo
MTS = metro, tonelada, segundo
mus. = museu, museologia
mús. = música
Abreviaturas – L
l = litro(s)
l., liv., livr. = livro
lb. = libra, libra-peso
L. = Largo
lat. = latitude, latim
lég., légs. = légua, léguas
leg., legisl. = legislação
Lt.da, Ltda. = limitada (comercialmente)
lit, liter. = literatura
log., logar. = logaritmo
lóg. = lógica
long. = longitude
Abreviaturas – M
m. = mês, meses
m = metro(s)
m2 = metro(s) quadrado(s)
m3 = metro(s) cúbico(s)
m ou min = minuto(s)
Maj., maj. = major
Mal. = marechal
mV = milivolts
pal. = palavra(s)
par. = parônimo, parte
pat. ou patol. = patologia
P.B. = peso bruto
PC = personal computer, computador pessoal
pc. = pacote(s)
pç., pça = peça(s)
P.D. = pede deferimento
Pe. = padre
perf. = perfeito
p. ex. = por exemplo
pg. = pago, pagou
Ph.D. = Philosophiae Doctor (doutor em filosofia)
poét. = poética, poético
pol. = polegada(s)
polít. = política, político
pl. = plural
P.L. = peso líquido
p.m. = post meridiem (depois do meio-dia), post mortem (depois da morte)
port. = português
p.p = próximo passado; por procuração
pq = porque
proc. = processo, procuração, procurador
prod. = produção
Prof., prof. = professor
Profa., profa. = professora
Profas., profas. = professoras
Abreviaturas - N
n. = nome, número(s)
N. = Norte
N. da E. = nota da editora
N. da R. = nota da redação/do redator
N. do A. = nota do autor
N. do E. = nota do editor
nac. = nacional
náut. = náutica
N.E. = Nordeste
N.O. = Noroeste
N. S. = Nosso Senhor
N.Sra. = Nossa Senhora
N.T. = Novo Testamento, nota do tradutor
num. = numeral
núm., n° = número
Abreviaturas – O
O = Oeste
o/ = ordem
ob. = obra(s)
obs. = observação
odont., odontol. = odontologia
of. = ofício, oficial
ópt. = óptica
org., organiz. = organização
oz = onça(s) peso(s)
Abreviaturas - P
p/ = para
p., pp. = página(s) (ABNT)
pág., págs. = página(s)
Abreviaturas – S
s. = segundo (horário)
S. = São, Santo(a), Sul
S.A., S/A = Sociedade Anônima
S.A. = Sua Alteza; SS.AA. = Suas Altezas
s.d., s/d = sem data, sine die (sem dia marcado)
S.Ema. = Sua Eminência
S.Emas. = Suas Eminências
S.Exa. = Sua Excelência
S.Exas. = Suas Excelências
sarg. = sargento
sc., scs. = saco, sacos
S.E. = Sudeste
sec., secr. = secretaria, secretário, secretária
séc., sécs. = século, séculos
seç. = seção
seg., segs., ss. = seguinte, seguintes
sem. semana(s), semelhante(s), semestre(s)
sem., semin. = seminário
ser. = série
Símb. = símbolo
soc. = sociedade (comercialmente)
Sociol. = sociologia
S.O. = Sudoeste
S.O.S. = (do inglês Save Our Souls) sinal de socorro
Sr. = senhor
Sra. ou Sra.= senhora
Profas., profas. = professoras
Profs., profs. = professores
pron. = pronome, pronominal
P.S. = post scriptum (depois de escrito, pós-escrito)
psic., psican. = psicanálise
psicol. = psicologia
pt = ponto
Abreviaturas - Q
ql. = quilate(s)
Q.G. = quartel-general
quím. = química
Abreviaturas – R
R. = Rua
Rdv. = Rodoviária
ref. = referência, referente
rel., relat. = relatório
Relg. ou Rel. = religião
rem.te, Remte. = remetente
Rep. = República
Ret. = retórica
rev. = revista
Revmo. = reverendíssimo
rg., reg. = registro
Rod. = Rodovia
rpm = rotação por minuto
rps = rotação por segundo
r.s.v.p. ou RSVP = (do francês repondez síl vous plaît )- responda por favor
Rtn. = Retorno 
Abreviaturas – U
u.e. = uso externo
un. = unidade, uniforme
univ., univers.= universidade
us. = usado(s), usa-se
Sras. ou Srta = senhoras
Srs. = senhores
Sr.ta = senhorita
S.Revma. = Sua Reverendíssima
S.Revmas. = Suas Reverendíssimas
S.Sa. = Sua Senhoria
S.Sas. = Suas Senhorias
sta. = santa
sto. = santo
suc.= sucessor(es) (comercialmente)
S.W. = Sudoeste
Abreviaturas – V
v. = verbo, você
V, v = volt(s)
V. = Vila
V.A. = Vossa Alteza
v.-alm. = vice-almirante
V.Ema. = Vossa Eminência
V.Emas. = Vossas Eminências
V.Exa. = Vossa Excelência
V.Exas. = Vossa Excelências
vet., veter. = veterinária
v.g. = verbi gratia (por exemplo)
V.M. = Vossa Majestade; VV.MM. Vossas Majestades
V.Revma. = Vossa Reverendíssima
V.Revmas. = Vossas Reverendíssimas
vol., vols. = volume, volumes
vs. = versus(contra)
V.S. = Vossa Santidade
V.Sa. = Vossa Senhoria
V.Sas. = Vossa Senhorias
Abreviaturas – T
t = tonelada(s)
t., tt. = termo, termos
T., Trav. = Travessa
tb. = também
teat. = teatro
técn. = técnica
tecn., tecnol. = tecnologia
tel., tele. = telefone
Ten., ten. = tenente
teol. = teologia
terapêut. = terapêutica
tes.= tesoureiro
tip., tipogr. = tipografia
tít. = título
ton. = tonel, tonéis
topogr. = topografia
trad. = tradução, traduzido
transp. = transporte
trig., trigon. = trigonometria
trim. = trimestre(s)
Abreviaturas – W
W = watt(s)
W.C.= (water-closet) banheiro
Abreviaturas – Z
z= terceira incógnita (em Matemática)
zool. = zoologia
zootec. = zootecnia
Abreviaturas – X
x= primeira incógnita (em Matemática)
	1º Passo: Após iniciar a aula mostrando quais são os pronomes de tratamento e como é possível utilizar abreviaturas através da regra, peça para que os aprendizes façam os exercício abaixo.
Respostas:
17. senhor ou senhora.
18.
a) av.	 f) dra.
b) esp.	 g) apr.
c) prof,	 h) ress.
d) lamp,	 i) cas.
e) est.	 j) ass.
	2º Passo: Após terminar a correção dos exercícios, relembre com os alunos a regra geral da concordância verbal e nominal, na sequência, explique também a existência de casos especiais.
As crianças estão animadas.
Crianças animadas.
É proibido -  É necessário - É bom - É preciso - É permitido
Anexo -  Obrigado - Mesmo - Próprio - Incluso - Quite
Bastante - Caro - Barato - Longe
Meio - Meia
Alerta - Menos
Fase 3
1º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Proporcionar ao aprendiz a reflexão sobre a importância dos documentos oficiais usados em órgãos públicos e autarquias de governo. Leia o texto “Uniformização da correspondência oficial”
	2º Passo: Complete a reflexão inicial mostrando a diferença entre uma simples correspondência e redação oficial.
	3º Passo: Após terminar o momento de reflexão inicial, mostre aos alunos o texto “Características da redação oficial”.
	4º Passo: Explicar para os alunos quais e como utilizar as abreviaturas em documentos oficiais.
Você 					=	(v.)	
O senhor 				= 	(sr.)
a senhora				=	(sr.ª)	
Ilustríssimo				= 	(Ilmo.)
Vossa Senhoria 			=	(V.S.ª)
Vossa Excelência 			=	(V.Ex.ª)
Vossa Eminência 			=	(V.Em.ª)
Vossa Santidade 			=	(V.S.)	
Vossa Alteza 			=	(V.A.) 		
Vossa Magnificência 		=	(V.Mag.ª)	
Vossa Majestade 			=	(V.M.)		
Vossa Reverendíssima 		=	(V.Rev.mª)
	5º Passo: Iniciar outro assunto, abordando o conceito de Requerimento, sua estrutura.
Modelo de Requerimento
Il.mº. SR. Diretor da Escola Estadual Dom Bosco��(Nome da pessoa que solicita o requerimento), aluna regularmente matriculada no nono ano do ensino fundamental desta escola, vem respeitosamente solicitar a V. Sª a expedição dos documentos necessários à sua transferência para outro estabelecimento de ensino.�Nestes termos, pede deferimento
 Nestes termos
 Pede deferimento
São Paulo, 21 de outubro de 2013
 Assinatura
	6º Passo: Pedir para que os alunos elaborem um requerimento em folha separada, para entregar.
	7º Passo: Distribua os requerimentos entre os alunose peça para que eles identifique se está correto ou não, fazendo anotações no seu caderno.
Em seguida faça um breve comentário sobre as anotações feitas pelos aprendizes.
2º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Mostrar aos aprendizes o conceito e como elaborar um Ofício.
Ofício nº ___/___�Senhor (nome do � HYPERLINK "http://www.linkatual.com.br/modelo-oficio.html" �destinatário�)�(cargo)�(empresa ou órgão)
Eu, (nome), brasileiro, (estado civil), (profissão), inscrito no CPF sob o nº (informar), residente e domiciliado à (informar endereço), sirvo-me do presente para solicitar a Vossa Excelência (descreva sua solicitação) com a finalidade de (descrever o fim a que se deve o pedido).
Limitado ao exposto, fique com meus votos de estima e consideração.�(localidade), (dia) de (mês) de (ano)�(assinatura)�(seu nome)
	2º Passo: Pedir para os aprendizes elaborarem um ofício conforme as instruções a seguir.
	3º Passo: Pedir para os aprendizes entregarem os ofícios, após a elaboração.
Entregar os Ofícios de forma aleatória, para que eles, identifiquem se há algum erro e anotar em seu caderno.Após isso, fazer comentários em sala de treinamento.
	4º Passo: Apresente a modalidade “Telegrama” para os alunos e peça para que eles façam as devidas anotações.
São Paulo, 
Ilmo. Sr. (nome do empregado)
Nesta,
REF.: Abandono de Emprego
	Tendo V.S.a deixado de comparecer ao trabalho desde o dia dd/mm/aaaa, sem apresentar qualquer justificativa, vimos pela presente cientificá-lo, nos termos do dispositivo no artigo 482, letra I, da CLT, que lhe fica consignado o prazo de _____ dias, a contar do recebimento desta, para que reinicie suas atividades ou justifique, devidamente, no prazo, o motivo que impede seu comparecimento. Caso contrário sua atitude como ato de renúncia do cargo, ficando V.S.a demitido por abandono do emprego, na forma do dispositivo citado na Consolidação das Leis do Trabalho.
	Atenciosamente,
RAZÃO SOCIAL DO EMPREGADOR 
 
	5º Passo: Apresente a modalidade “Declaração” e, em seguida, “Atestado” para os alunos e peça para que eles façam as devidas anotações.
DECLARAÇÃO
A empresa ______________________, inscrita no CNPJ sob o nº _________, com sede na rua ______________, nº ________, na cidade de ____________________, declara para os devidos fins que, 
Em dd/mm/aaaa foram extraviados os documentos __________ (é importante escrever com detalhes os documentos e sua numeração).
Nome, cargo e assinatura do responsável.
Data e local.		
DECLARAÇÃO
Declaramos, para os devidos fins, que José da Silva, portador da Carteira Profissional nº _______, série __________, trabalha na Empresa ______________________,
Exercendo a função auxiliar de produção, desde dd/mm/aaaa.
Data e local
Nome, cargo e assinatura
DECLARAÇÃO
Declaro, para os devidos fins, que José da Silva, portador da Carteira de Trabalho nº ��������������________, série ________, foi funcionário de nossa empresa de dd/mm/aaaa a dd/mm/aaaa e neste período procedeu de maneira correta e condizente com as normas de trabalho, não tendo nada que o desabone profissional e moralmente.
Local e data
Nome, cargo e assinatura
DECLARAÇÃO
Eu, José da Silva, brasileiro, solteiro, vendedor, CPF nº __________________, declaro para os devidos fins de direito que não possuo antecedentes criminais e, portanto, não tenho nenhum impedimento legal para exercer a função de __________ (especifique a função).
Assim sendo, responsabilizo-me civil e criminalmente pela veracidade das informações prestadas.
Local e data
Nome e assinatura 
3º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Comece a mostrar os modelos de redação oficial através do texto “memorando”.
Memorando nº 19/DJ						 		Em 03
agosto de 2012.	
Ao Sr. Chefe do Departamento de Administração
Assunto: Administração. Instalação de microcomputadores
	Nos termos do “Plano Geral de Informatização”, solicito a Vossa Senhoria verificar a possibilidade de que sejam instalados três microcomputadores neste Departamento.
2.	Sem descer a mais detalhes técnicos, acrescento, apenas, que o ideal seria que o equipamento fosse dotado de “disco rígido” e de monitor padrão “EGA”. Quanto a programas, haveria necessidade de dois tipos: um “processador de textos” e outro “gerenciador de banco de dados”.
3.	Devo mencionar, por fim, que a informatização dos trabalhos deste Departamento ensejerá uma mais racional distribuição de tarefas entre os servidores e, sobretudo, uma melhoria na qualidade dos serviços prestados.
Atenciosamente,
Nome
Cargo do signatário
	2º Passo: Os aprendizes deverão fazer as duas atividades propostas, e em seguida o instrutor , poderá pedir para que alguns aprendizes leiam o seu Memorando para que os demais, observem se está correto, fazendo comentários.
	3º Passo: conceituar o que é Recibo.
	4º Passo: Pedir para os aprendizes elaborar um recibo de venda, um recibo de aluguel, com base no modelo acima.
RECIBO
VALOR R$ __________
Recebi(bemos) do(a) senhor(a) __________________________________, brasileiro(a), residente e domiciliado(a) na cidade de___________________________, na rua ______________________, n°____________, CPF/RG______________________, a importância de R$ ___________ (_________________________________________), referente ao pagamento da parcela numero _______ correspondente a uma parte dos serviços de ______________________________________ (jardinagem, pintura, reforma) prestados no mês de ______________________ na condição de autônomo e sem vínculo empregatício. 
Serviços devem iniciar em ____/____/_____ e devem terminar em ____/____/____, divididos em _______ partes, e _______ parcelas de pagamentos. 
Com a quitação desta parcela ficam restando ainda ________ parcelas, que serão pagas mediante a realizaçao de cada parte correspondente dos serviços acima mencionados. 
Pagamento efetuado em:�_____ Dinheiro�_____ Cheque Numero: _____________�_____ Cartão de Crédito/Débito
Por ser a expressão da verdade, dou quitação pela quantia recebida correspondente à respectiva parcela e firmo o presente recibo. ��______________________, _______ de __________________ de _________.
	5º Passo: conceituar o que é uma Procuração.
Por meio do presente instrumento particular de procuração, o OUTORGANTE: ________________________________, Brasileiro (a), ___________ (Estado Civil), _____________ (Profissão), RG nº ______________________, residente(s) e domiciliado(s) na Rua: ___________, nº __________, bairro:______________________, CEP: __________, Cidade: ____________, Estado: ______________; nomeia e constitui como seu procurador o Sr. OUTORGADO: ______________________, Brasileiro (a), __________, (Estado Civil), ___________, (Profissão), RG nº ________________________, CPF nº __________________________, residente(s) e domiciliado(s) na Rua: ______________________, nº __________, bairro: __________________________, CEP: ______________, Cidade: ____________________, Estado: __________________________.
	Outorgando-lhe amplos, gerais e ilimitados poderes, inerentes ao bom e fiel cumprimento desta procuração, bem como para o foro em geral, para que possa assim realizar os atos que forem necessários, inclusive: representá-lo (a) junto a Repartições Públicas Federais, Estaduais e Municipais, Secretaria da Receita Federal, Cartórios, Tabeliães e Registro de Imóveis, DETRAN, Justiça Eleitoral, Consórcios, Serasa, SPC, órgãos particulares, Bolsas de Valores, Juízo, Instância ou Tribunal; comprar, vender, ceder imóveis ou veículos, passar recibos; emitir e assinar notas promissórias, abrir, encerrar e movimentar conta corrente ou poupança, assinar, emitir, descontar e endossar cheques, assinar os documentos necessários para requerer benefício, admitir e dispensar empregados; receber mensalmente salário, adquirir e retirar documentosperante qualquer órgão do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e junto a particulares ou empresas privadas.
	Os efeitos desta procuração cessam a partir do dia dd/mm/aaaa
	Cidade. Estado, Data: _____ de _______________ de _______. 
4º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: conceituar o que é uma Ata e como é o processo de elaboração.
ATA DE REUNIÃO DE DIRETORIA	
	Aos cinco dias do mês de fevereiro de 2002, às 14 horas, na sede da Rua dos Mananciais, nº 82 – São Paulo – SP, reuniu-se a Diretoria da Jalento Industrial S.A., estando presentes todos os seus membros, conforme infra-assinados sob a presidência do Sr. Antonio de Souza, que convidou a mim. João Ângelo, para secretário. Assim reunidos, os senhores diretores, depois de comentar os relatórios da Consultoria Dédalo sobre a necessidade de melhorias no Atendimento ao Cliente, deliberaram sobre a liberação de verbas para o treinamento da qualidade profissional daquele setor Ficou resolvido também que casa Diretor efetuará uma previsão orçamentária sobre sua disponibilidade financeira para tal treinamento e o assunto será discutido na próxima reunião semanal de diretoria. Nada mais havendo a tratar, foi encerrada reunião, lavrando-se apresente Ata, que, lida e achada conforme, vai ser assinada por todos os presentes. São Paulo, 5 de fevereiro de 2002.
ATA DE REUNIÃO DE DIRETORIA
Data: 05-02-2002
Hora: 14 horas
Local: na Rua dos Mananciais, nº 82 – São Paulo – SP
Pauta
 Análise do relatório da Consultoria Dédalo:
 Deliberação sobre a liberação de verbas para treinamento do Setor de Atendimento ao Cliente.
Presentes:
Presidente – Sr, Antonio de Souza
Diretor Administrativo – Sr. João Ângelo
Diretor de Produção e Comercialização – Sr. Germano Bracht
Diretor Financeiro – Sra. Clarice Sá
Considerações:
1 – Há necessidade real de melhoria do Atendimento ao Cliente;
2 – Há necessidade de verbas para a realização de treinamentos.
Deliberações:
1 – Cada Diretor efetuará uma previsão orçamentária sobre suas disponibilidades financeira para a realização de treinamentos visando à melhoria no Atendimento ao Cliente.
2 – As verbas disponíveis para os treinamentos e um cronograma de treinamento serão discutidos na próxima reunião semanal da Diretoria.
São Paulo, 3 de agosto de 2012.
Assinatura dos presentes:
______________________ 		_____________________
ATA DA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA DO CONDOMÍNIO
DO EDIFÍCIO BARROS SÁ, REALIZADA NO DIA 22 DE MARÇO DE 2002:
Aos vinte e dois dias do mês de março do ano de dois mil e dois, por não ter havido número legal de condôminos presentes às vinte horas em primeira convocação, reuniram-se em Assembleia Geral Ordinária às vinte horas e trinta minutos em a segunda e última convocação os Srs. Condôminos do edifício BARROS SÁ, situado na Rua Santa Clara, nº 333, nesta cidade, para, previamente convocados por Edital distribuído aos interessados, mediante protocolo e/ou correspondência postal, no próprio deliberarem sobre a seguinte Ordem do Dia: 1) PRESTAÇÃO DE CONTAS; 2) ELEIÇÃO DE SÍNDICO E CONSELHO CONSULTIVO; 3) PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA; 4) ASSUNTOS GERAIS. Aberta a sessão foi indicada para presidir os trabalhos a Sra. Sandra Vieira (apt. º301), que, aceitando, convidou a Sra. Neide Gomes, representante da HOUSE & QUALITY, para secretariar os trabalhos. Procedeu-se à leitura do Edital de Convocação, não se registrando nenhuma reclamação ou impugnação. Passou-se ao primeiro item, PRESTAÇÃO DE CONTAS, e, por unanimidade, as contas do Sr. Síndico foram aprovadas. No segundo item, ELEIÇÃO DE SÍNDICO E CONSELHO CONSULTIVO, foi reeleito por unanimidade para o cargo de síndico o Sr. José Ribeiro (Cob. 02) e para compor o Conselho Consultivo foram eleitos os condôminos: Sandra Vieira (apt.º 301 – Presidente do Conselho), Sra. Sueli (apt.º 601), Dr. Marcos Nascimento (apt.º 303) e Sra. Regina Melo (apt.º 906). Finalizando este item, fica a administração ora eleita empossada por um período de um ano. No terceiro item, PREVISÃO ORÇAMENTÁRIA, foi apresentado ao plenário um estudo orçamentário, o qual consignava uma receita no valor de R$ 9.360,00 (nove mil, trezentos e sessenta reais), perfazendo um reajuste na atual receita de 26,74%. Colocada a matéria em votação, foi decidido por unanimidade não reajustar a cota condominial, mantendo a mesma receita líquida no valor de R$ 7.385,02 (sete mil, trezentos e oitenta e cinco reais e dois centavos) rateados pela fração ideal de cada unidade. Ainda neste item, ficou deliberado, por unanimidade, que o Sr. Síndico poderá repassar para a conta do condomínio na House & Quality a verba da caderneta de Poupança do Banerj, por 
 
quando houver necessidade de cobrir o saldo devedor. Ficou também aprovado por unanimidade que o Sr. Síndico, com o Conselho Consultivo, poderá reajustar a cota condominial quando julgar necessário, independentemente de aprovação de assembléia, até o percentual de 30% (trinta por cento). No quarto e último item, ASSUNTOS GERAIS, foram abordados os seguintes assuntos: 1) Foi solicitado que a House & Quality comunique ao procurador da unidade 902 o dano causado na caixa de telefone do nono andar, bem como que seja retirado o entulho, proveniente de obras realizadas em seu apartamento, da garagem, num prazo de três dias úteis, caso contrário o condomínio tomará as medidas necessárias; 2) Os condôminos presentes solicitam aos moradores que seja feita uma manutenção nos aparelhos de ar condicionado, para evitar gotejamento irregular, o que é proibido conforme a Lei nº 2749, de 23 de março de 1999; 3) O Sr. Síndico providenciará o conserto do barbará entupido na garagem, bem como do furado; 4) O Sr. Síndico informou que está negociando o contrato com a empresa de elevadores no valor de R$ 780,00 (setecentos e oitenta reais); 5) Foi solicitado que sejam lixadas e pintadas as portas dos elevadores, como também que seja verificado um local para colocação do escaninho; 6) Será colocado borrachão no elevador de serviço e corrimão nas escadas; 7) Foi informado que a unidade 1005 joga lixo pela janela, conforme papel encontrado por moradores no lixo, identificando a unidade. Nada mais havendo a ser tratado, a Sra. Presidente deu por encerrados os trabalhos, dos quais, eu, secretária, lavrei a presente ata, a qual segue assinada por mim e pela Sra. Presidente. Rio de Janeiro, 22 de março de 2002.
PRESIDENTE: SANDRA VIEIRA
SECRETÁRIA: NEIDE GOMES 
 
	2º Passo: Explique para tirar qualquer dúvida conceitual e peça para fazerem o exercício abaixo.
	3º Passo: Apresente aos alunos as dicas para utilização de e-mail.
1º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
Fase 4
	1º Passo: Iniciar o módulo mostrando os conteúdos e a importância para o ambiente profissional. Em seguida, apresente o conteúdo exposto no texto “Saber ouvir” e converse com os alunos sobre ele.
	2º Passo: Leia o texto “Relato verídico: caso GM” para a turma mostre o conteúdo exposto no texto anterior através da essência deste que acabou de ser lido.
	3º Passo: Iniciar o próximo tema abordando o texto “Saber falar”.
	4º Passo: Após iniciar o assunto sobre SABER FALAR, complemente a explicações mostrando os itens importantes para uma fala eficaz .
	5º Passo: Para que os alunos possam refletir e percebam a importância dos itens abordados anteriormente no processo de comunicação, aplique o exercício intitulado como “Teste sua habilidade comunicativa”. 
	6º Passo: Ao terminar o teste e refletirem sobre os pontos que são mencionados nele, iniciar o próximo tema abordando o texto “Atendimento ao cliente”.
	7º Passo: Continuar o assunto, completando com o tema “Atendimento de qualidade”
	8º Passo: Agora é o momento de iniciar o próximo assunto e mostrar qual a importância de um bom atendimento para a empresa.
Lembre-se:
O custo de conquistar um cliente novo é de 5 vezes maior do que de manter umcliente antigo.
2º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Pedir para os alunos responderem o teste e conclua a explicação através das respostas finais da pontuação.
	2º Passo: Após conversar com os alunos sobre os possíveis resultados dos testes e orientá-los sobre como melhorar para atender melhor o cliente, peça para que eles façam o exercício prático 1.
	3º Passo: Analisar as apresentações juntamente com a turma e finalizar o assunto de atendimento ao cliente. Para mostrar relação com esse tema, mostre aos alunos os tipos de consumidores através do texto abaixo.
3º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Inicie o tema negociação e seus aspectos, ressaltando também que muitas vezes esse processo é utilizado ao lidar com clientes e no cotidiano.
	2º Passo: Continue o assunto sobre negociação mostrando a natureza que envolve negociação.
	3º Passo: Continue o assunto sobre negociação mostrando a relevância da negociação para os ambientes organizacionais.
	4º Passo: Após apresentar todo um panorama geral sobre negociação, agora é o momento de iniciar a explicação de como o processo de negociação geralmente é estruturado.
	5º Passo: Aproveitando o momento de explicar as etapas da negociação, é importante ressaltar e mostrar quais os sentimentos e atitudes que prejudicam a negociação.
	6º Passo: Após terminar toda a parte teórica sobre negociação, aplique o exercício prático nº 2.
	7º Passo: Para finalizar este encontro, peça para os alunos comentarem como foi o desenvolvimento da atividade e dos conceitos aplicados durante a prática da negociação.
4º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Pedir para os alunos responderem o teste e conclua a explicação através das respostas finais da pontuação.
	2º Passo: Após a conclusão e debate sobre os aspectos que estão embasados neles, inicie o próximo tema que aborda do conceito de mídia.
	3º Passo: Para continuar o assunto “mídia” é o momento de comentar e pedir a participação dos alunos para a percepção de como a mídia influencia nas nossas vidas e na sociedade.
	4º Passo: Inicie o assunto “Marketing” e mostre a relação com o tema mídia e como pode também influenciar no atendimento ao cliente e em negociações.
	5º Passo: Termine a parte teórica e aplique o exercício prático nº 3. 
	6º Passo: Inicie este encontro relembrando que os tópicos abordados até o momento são para que os aprendizes consigam se desempenhar de forma satisfatória em qualquer ambiente de trabalho, para assim, iniciar o próximo tema.
	7º Passo: Após a parte inicial de aconselhamento, exposto no item anterior, mostre aos alunos a adequação do discurso dependendo da situação.
	8º Passo: Dentro do contexto de adequação ao discurso, mostre a formalidade na língua escrita e falada através do texto abaixo.
Respostas:
4. Pessoal
5. São os meios de comunicação.
6. É um conjunto de técnicas para venda.
7. Pessoal.
1º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
Fase 5
	1º Passo: Inicie o encontro mostrando os benefícios da leitura para uma formação social e cidadã mais crítica. 
	2º Passo: Após a explicação, Leia o texto “A regreção da redassão” para que os alunos percebam a importância da leitura na formação intelectual deles. Na sequência, peça para os alunos fazerem os exercícios.
Respostas:
1. Há uma crítica em relação à dificuldade dos alunos e das pessoas de modo geral em escrever, que pode ser observada no título: são empregadas, de forma gramaticalmente incorreta, as palavras “regressão” e “redassão”.
2. O narrador sentiu-se mais seguro como profissional, pois não teria concorrentes.
3. O amigo explicou-lhe que os alunos não sabiam escrever porque não liam e, se continuassem assim, o narrador não teria clientela e precisaria mudar de profissão.
4. Como os alunos não leem, a escrita será algo do passado. Há um comentário de que viveremos de novo a Idade da Pedra e nos comunicaremos através de hieróglifos.
	3º Passo: Ainda falando do processo de leitura, é um bom momento de deixar clara a importância de saber e reconhecer os significados das palavras e até as variantes que elas podem apresentar quanto ao contexto que estão inseridas. Para isso, utilize o texto “A importância do significado das palavras para o processo de leitura.”.
	4º Passo: Reforce o conceito sobre a valorização da leitura e mostre o novo conteúdo através do texto “Tipos de leitura”.
	5º Passo: Passe o exercício abaixo para que os alunos façam no próprio caderno.
	6º Passo: Para finalizar este tema, é importante que levante aquilo que os alunos conseguiram aprender através das leituras escolhidas por eles mesmos e como sempre é possível fazer isso sem ser algo cobrado. Feche o assunto incentivando-os a manter o contato com a leitura para que assim, eles consigam construir argumentos e expor opiniões fundamentadas e inteligentes.
2º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Explique para a sala o conceito de fonema e letra de acordo com o texto abaixo. É interessante estimular a participação dos alunos principalmente na parte dos fonemas, pois assim eles assimilarão de uma forma mais eficiente.
Fonema é a menor unidade sonora de uma língua, capaz de estabelecer distinção de significado entre as palavras.
Letra é a menor unidade gráfica de uma língua, também capaz de estabelecer distinção de significado entre as palavras.
carro			nosso			guerra
quente		canto			clarim	
 Gigante		 Jiló
 Casa		 Exato
 Táxi			Tóxico
 Hoje			Homem
	2º Passo: Após compreender a diferença básica entre um fonema e letra, é a hora de dos aprendizes perceberem qual são os tipos de fonemas e como eles realmente são pronunciados. Inicie o próximo assunto mostrando como os sons conseguem ser emitidos através do texto “PRODUÇÃO DOS SONS DA FALA”.
	3º Passo: Mostre aos aprendizes as especificações sobre a classificação dos fonemas descritos nos próximos textos, estimulando-os a praticarem os exemplos durante a explicação para perceberem os pontos de articulação e entre outros fatores que os fonemas envolvem.
As vogais são fonemas produzidos pela corrente de ar que faz vibrar as cordas vocais e que passa livremente pela boca ou pelas fossas nasais.
Observações:
1. Chamam-se reduzidas as vogais fracas pronunciadas em final de palavras. Em geral, reduzidos o /i/ e o /u/:
Leve		Prato
2. Qualquer vogal pode ser átona ou tônica, de acordo com a posição que ela ocupa na palavra.
Consoantes são fonemas assilábicos que se produzem na fala após vencerem obstáculos existentes na cavidade bucal.
	4º Passo: Após toda a explicação sobre a teoria que envolve fonética e fonologia, peça para os alunos resolverem os testes abaixo no próprio caderno. Na sequência, faça a correção para tirar quaisquer dúvidas.
Respostas:
7. b
8. b
9. d
10. c
11. c
12. a
	5º Passo: Após toda a explicação sobre a teoria que envolve fonética e fonologia, peça para os alunos resolverem os testes abaixo no próprio caderno. Na sequência, faça a correção para tirar quaisquer dúvidas.
3º Encontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Iniciar o encontro mostrando o conceito do texto descritivo e a importância dele no dia a dia dentro das empresas.
	2º Passo: Mostrar os tipos de descrições e qual o procedimento para elaboração de um parágrafo e até a montagem de um texto.
	3º Passo: Após fazer toda a parte de explicação dos tipos de descrição de objeto e processo, peça para os alunos fazerem os exercícios propostos.
Respostas:
13. Resposta pessoal. É interessante que os alunos consigam perceber os detalhes de descrição que o colega tenha feito.
14. Resposta pessoal. O instrutor deverá perceber se não tem nenhuma parte do processo que geraria dúvida para quem fosse executar.
15. Pessoal.
4ºEncontro (Carga Horária: 4 horas)
	1º Passo: Continuar mostrando os tipos de descrições, sendo que agora será a descrição de ambiente.
	2º Passo: Após fazer toda a parte de explicação dos tipos de descrição de ambiente, peça para os alunos fazerem o exercício proposto.
	3º Passo: Apresentar dicas para a elaboração de manuais técnicos.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Mais conteúdos dessa disciplina