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Aula 02
Urinálise p/ EBSERH (Biomédico)
Professor: Thaiana Cirqueira
26274965572 - roger mendonça
Biomédico - Análises Clínicas - EBSERH 
Teoria e exercícios comentados 
Prof. Thaiana Cirqueiraʹ Aula 02 
 
 
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AULA 02: Urinálise 2 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
Apresentação 01 
1. Exame Químico da Urina 02 
2. Exame Microscópico da Urina 17 
3. Teste de ┚-HCG – Teste de Gravidez 34 
4. Questões Apresentadas 37 
5. Gabarito 42 
6. Referências Bibliográficas 43 
 
 
 
 
Olá pessoal, tudo bem? 
 Vamos continuar com o estudo da Urina? 
Nesta aula, gostaria da atenção redobrada de vocês, ok!? Pois é a 
parte da Urinálise que mais é cobrado em provas! Então vamos lá... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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O fato da urina ter aparência normal não quer dizer que está 
ausente de alterações que podem ser indicativos de patologia. Por isso é 
necessário a realização dos testes bioquímicos e microscópicos. Vamos 
estudar cada um nesta aula... 
 
 
1. Exame Químico da Urina 
 
 
Imagem 1. Exame químico da urina feito com tira reativa. 
 
Essa parte do exame de urina que realiza a análise de parâmetros 
através de tiras reativas, sendo uma metodologia bem simples e rápida. 
Podemos determinar um ou mais dos seguintes parâmetros na urina: 
sangue, bilirrubina, urobilinogênio, cetonas (ácido acético), proteína, 
nitrito, glicose, pH, densidade, leucócitos e ácido ascórbico. 
Cada fita reativa possui quadradinhos coloridos compostos por 
substâncias químicas que reagem com a urina. As fitas normalmente, são 
armazenadas em frasco com dessecante em um recipiente opaco e bem 
fechado, bem como mantidas em temperatura ambiente e usadas de 
acordo com as orientações do fabricante. Essas tiras devem ser 
descartadas de acordo com os procedimentos de segurança aplicáveis. 
 
 
 
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Professora, como podemos realizar a técnica de tira reativa? 
Eu te respondo em tópicos, para facilitar o entendimento: 
 Colocar a urina em tubo cônico 
 Misturar bem a amostra e mergulhar a tira completamente. 
 Retirar o excesso da urina com papel absorvente. 
 Comparar as cores das reações com a tabela do fabricante, com 
boa iluminação e no momento determinado. Ou, colocar a tira 
reativa no equipamento que realiza sua leitura de forma 
automática. 
 
E qual o volume de urina para podermos ter uma amostra 
representativa? 
Bem, varia de 10 a 15 mL, usualmente 12mL. 
 
Observações: sempre que indicado deve-se realizar testes 
comprobatórios, outro item que devemos nos atentar é a possível 
presença de substâncias interferentes. O profissional deve conhecer os 
princípios e o significado do teste, bem como estabelecer inter-relações 
entre os achados bioquímicos e entre os resultados dos exames físicos e 
microscópicos. 
 
Abaixo posso te mostrar a metodologia e significado clínico de cada 
exame realizado na análise química da urina, usando a fita reativa: 
 
 
 
 
 
 
 
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 pH 
 
Um indivíduo sadio geralmente produz a primeira urina da manhã com 
pH ligeiramente ácido, entre 5,0 e 6,0, o pH normal das outras 
amostras do dia pode variar de 5,5 a 7,0. O valor do pH urinário deve ser 
avaliado juntamente com outras informações do paciente, como valor do 
equilíbrio ácido-básico do sangue, função renal do paciente, presença de 
infecção no trato urinário, ingestão de alimento e tempo entre a coleta e 
análise. 
Princípio do teste: O teste é baseado no princípio do indicador duplo, 
que dá uma ampla variação de cores cobrindo toda a faixa de pH da 
urina. As faixas de cores variam do laranja ao amarelo e verde ao azul. 
Valor esperado: 5,5- 6,5, sabendo que rins normais possam produzir 
urina com pH de 4,5 a 8,2, PORÉM em dieta habitual o pH da urina gira 
em torno de 6,0. 
Limitações do método: se ficar excesso de urina na fita reativa é 
possível que o tampão ácido da porção da proteína saia e afete a porção 
do pH, gerando um pH mais baixo (ácido) que o real, gerando o que 
chamamos de efeito run-over. 
Significado clínico: O pH pode ajudar a detectar distúrbios eletrolíticos 
sistêmicos de origem metabólica ou respiratória. Na acidose metabólica 
haverá produção de urina ácida, bem como se houver alcalose 
respiratória, gera uma urina alcalina. Ou ainda, o pH pode indicar algum 
distúrbio resultante da incapacidade renal de produzir ou reabsorver 
ácidos ou bases. O conhecimento do pH urinário também é importante 
para se identificar cristais no exame microscópico e também dizer 
sobre a formação de cálculo. Pessoas que comem alimentos ricos em 
proteínas costumam ter urina mais ácida, enquanto vegetarianos têm 
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urina alcalina, devido ao bicarbonato formado por muitas frutas e 
vegetais. Se a urina não foi corretamente conservada o pH estará bem 
elevado, indicando necessidade de nova coleta de urina. 
 
 Proteínas 
 
A determinação de proteínas na urina é a que mais se relaciona a 
doença renal. A urina normal contém quantidades pequenas de proteína, 
em média menos de 10mg/dL ou 150mg por 24 horas. 
A albumina, por ter baixo peso molecular é a principal proteína sérica 
encontrada na urina normal. Porém mesmo quando presente em grande 
quantidade no plasma, sua quantidade na urina ainda é pequena, pois 
nem toda albumina que vai para os glomérulos é filtrada e grande parte 
da albumina filtrada é reabsorvida pelos túbulos. Podem ser encontradas 
as microglobulinas séricas e tubulares, a proteína de Tamm-Horsfall 
produzida pelos túbulos e as proteínas provenientes de secreções 
prostáticas, seminais e vaginais. 
Princípio do teste: baseado na mudança de cor pelo indicador azul de 
tetrabronfenol na presença de proteína. A reação positiva é indicada pela 
mudança de cor do amarelo/verde. 
Valor esperado: ausência: menos de 10 mg/dL (valor normal) 
 Traços proteicos: 10 mg/dL a 30 mg/dL 
 1+: 30 mg/dL 
 2+: 40 mg/dL a 100 mg/dL 
 3+: 150 mg/dL a 350 mg/dL 
 4+: maior que 500 mg/dL 
Normalmente quando há proteinúria também há reação positiva para 
sangue e achados microscópicos de cilindros, hemácias, leucócitos ou 
bactérias. 
Limitações do método: urina alcalina (pH<9) pode gerar resultado 
falso-positivo. Uso de quinidina, cloroquina, trimetropim, fenazopiridina, 
polivinilprolidona e os resíduos de desinfetantes que contém grupamentos 
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de amônia quaternária ou clorohexidina no tubo de coleta da urina pode 
gerar resultado falso-positivo. 
Significado clínico:As principais causas patológicas da proteinúria são: 
lesão da membrana glomerular, distúrbios que afetam a reabsorção 
tubular das proteínas filtradas e aumento do nível sérico de proteínas de 
baixo peso molecular. Quando a membrana glomerular está 
comprometida a filtração seletiva fica prejudicada e grandes quantidades 
de albumina sérica e de globulina passam por essa membrana, sendo 
excretadas na urina. Exemplos que afetam a membrana glomerular são: 
substâncias anormais: agentes tóxicos, complexos imunes encontrados no 
lúpus e na glomerulonefrite estreptocócica. Os distúrbios que afetam a 
reabsorção tubular há albumina e outras proteínas de baixo peso 
molecular, o que difere da lesão da membrana glomerular. 
- Proteína de Bence Jones – a excreção 
dessa proteína ocorre em pessoas com mieloma múltiplo, onde há 
proliferação dos plasmócitos produtores de imunoglobulina, deixando o 
soro com as cadeias leves das imunoglobulinas, que são as proteínas de 
Bence-Jones, que ultrapassam a capacidade de reabsorção tubular e são 
excretadas na urina. A confirmação deve ser realizada por dosagem de 
proteínas e imunoeletroforese do soro e da urina. 
 
- Microalbuminúria – constantes quantidades de albumina são 
excretadas por diabéticos, sendo comum a nefropatia. O início das 
complicações renais pode ser previsto principalmente pela detecção de 
microalbuminúria, que pode retardar a evolução da doença apenas 
estabilizando o nível de glicose no sangue. O termo microalbuminúria se 
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refere a proteinúria não detectada pelas tiras reativas, sendo necessário 
empregar métodos imunológicos para sua determinação. 
 
- Proteína ortostática (postural) – neste caso a proteinúria é 
benigna e transitória, produzida quando há exposição ao frio, exercício 
vigoroso, febre alta, desidratação e na fase aguda de várias doenças. Nos 
últimos meses de gravidez pode estar relacionada a pré-eclâmpsia 
(correlacionar com sintomas clínicos). Quando a pessoa fica em pé por 
muito tempo pode se elevar, devido a pressão sobre a veia renal. 
 
 
 
01) (IDECAN - Farmacêutico Bioquímico - Pref. Pancas/ES -
2014). Nos testes realizados em amostras de urina determinaǦse 
a presença de proteína de Bence Jones. Esta proteína estará 
presente em: 
A) hepatite. 
B) diabetes mellitus 
C) mieloma múltiplo 
D) pancreatite aguda 
E) insuficiência cardíaca 
 
Comentário: Como estudamos as proteínas de Bence Jones está 
presente nas urinas de pacientes com mieloma múltiplo. Resposta: 
Letra C. 
 
 
 
 
 
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 Glicose 
 
O teste de glicosúria é muito utilizado para detecção e controle da 
diabetes. 
Princípio do teste: baseado em uma reação enzimática dupla 
sequencial. A glicose oxidase catalisa a formação de ácido glutâmico e 
peróxido de hidrogênio para a oxidação da glicose. A peroxidase catalisa a 
reação de peróxido de hidrogênio como cromogênio iodeto de potássio 
para oxidar o cromógeno para mudança de cor de azul ao verde para 
marrom. 
 Valor esperado: é que pequenas porções de glicose (acima de 
30mg/dL) podem estar presentes na urina normal. A leitura normalmente 
é registrada como: traços, 1+, 2+, 3+, 4+ ou com medidas 
quantitativas que vão de 100mg/dL a 2g/dL. Níveis elevados de cetonas 
acompanham normalmente a glicosúria. 
Limitações do teste: densidade elevada (>1.020) e pH elevado e nível 
de ácido ascórbico (>50mg/dL) pode gerar resultado falso-negativo e 
baixo nível de glicose. Corpos cetônicos reduzem a sensibilidade do teste. 
Níveis moderados de corpos cetônicos (>ou=40mg/dL) podem causar 
resultados falso-negativos em amostras com pequenas porções de glicose 
(<100mg/dL). A reatividade pode ser influenciada pela densidade e 
temperatura da urina. 
Significado clínico: normalmente a glicose é filtrada pelos glomérulos e 
reabsorvida no túbulo contorcido proximal, por isso a urina tem 
quantidades mínimas de glicose. 
 
Se os níveis séricos de glicose se elevam muito os túbulos deixam de 
transportá-la e ela aparece na urina. Isso ocorre devido ao limiar renal, 
que no caso da glicose é de 160 a 180mg/dL. 
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Recomenda-se que seja feito o jejum antes dos testes seletivos, bem 
como para monitorar a diabetes, quando é colhida a urina duas horas 
após a refeição. 
 
 Cetonas 
 
Este termo engloba a acetona, ácido acetoacético e ácido beta-
hidroxibutírico. 
Quando o uso de carboidratos como fonte principal de energia é 
comprometido e os estoques de gorduras do organismo precisam ser 
metabolizados para suprir energia, pode-se detectar cetonas na urina. 
Isso ocorre devido a incapacidade de metabolizar carboidratos, como na 
diabetes mellitus, aumento da perda de carboidratos por vômitos e 
ingestão insuficiente de carboidratos associada a carência alimentar e 
redução de peso. 
Princípio do teste: baseado no desenvolvimento de alterações de cor 
variando entre amarelo-rosa para uma leitura negativa para marrom 
quando o ácido acetoacético reage como nitroprussiato. 
Valor esperado é que em dietas com restrição ou em outras instâncias 
o metabolismo de carboidratos anormais os corpos cetônicos aparecem 
em excesso na urina antes de aparecer no sangue. O registro é feito 
qualitativo como: negativo, pequeno, moderado ou grande, ou como 
negativo, 1+, 2+ ou 3+. 
Limitações do método: urina com pigmentação elevada ou grandes 
porções de metabólitos de levodopa contidos podem causar resultados 
fracamente positivos. Alta densidade e baixo pH da urina podem causar 
resultado falso-positivo, assim como a utilização de captopril, ácido 
valproico, vitamina C (ácido ascórbico). Amostras mal conservadas podem 
gerar resultado falso-negativo, devido a volatização da acetona e a 
degradação do ácido acetoacético por bactérias. 
Significado clínico: é muito importante para a monitorização e 
acompanhamento da diabetes mellitus. A cetonúria demonstra a 
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deficiência de insulina, indicando a necessidade de regular a dosagem no 
tratamento ou não. O acúmulo excessivo de cetonas no sangue provoca 
desequilíbrio eletrolítico, desidratação e até acidose, o que pode levar ao 
coma diabético. 
 
 Sangue 
 
O sangue pode estar presente na urina em forma de hemácias íntegras 
(hematúria) ou de hemoglobina, por produto de destruição das hemácias 
(hemoglobinúria). 
 
A hematúria produz urina vermelha e opaca e a hemoglobinúria 
produz urina vermelha e transparente. Uma quantidade de sangue 
superior a 5 células por microlitro é considerada clinicamente importante. 
Portanto, o método para determinar presença de sangue é a análise 
química e utilizar o exame microscópico para distinguir hematúria e 
hemoglobinúria. 
Princípio do teste: baseado na atividade da peroxidase ligada a 
hemoglobina, que catalisa a reação do hidroperoxido orgânico e 
cromógeno. A cor resultante varia de amarelo ao verde até azul escuro. O 
aparecimento de manchas verdes na área garantepresença de eritrócitos 
intactos na urina (hematúria). 
Valor esperado: resultado negativo. 
Limitações do teste: densidade e proteína na urina elevadas podem 
reduzir a reatividade na área do teste do sangue. Contaminantes 
oxidantes como hipoclorito, podem gerar resultados falso-positivo. 
Peroxidase microbiana associada com infecção do trato urinário pode 
causar um resultado falso-positivo. Concentrações elevadas de ácido 
ascórbico (>50mg/dL) podem causar resultado falso-negativo. 
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Significado clínico: a hematúria tem relação com os distúrbios de 
origem renal ou urogenital, sendo o sangramento resultante de 
traumatismo ou irritação dos órgãos desse sistema. São as principais 
causas de hematúria: cálculos renais, doenças glomerulares, tumores, 
traumatismo, pielonefrite e exposição a produtos tóxicos ou a drogas. A 
hematúria não patológica pode ser observada após exercício vigoroso ou 
durante a menstruação. Já a hemoglobinúria ocorre como resultado da 
lise das hemácias no trato urinário, ou também por hemólise intravascular 
e subsequente filtração de hemoglobinas pelos glomérulos. Neste caso 
não irão ser encontradas hemácias no caso de hemólise intravascular. Em 
condições normais a filtração glomerular da hemoglobina é impedida pela 
formação de grandes complexos de hemoglobina e haptoglobina na 
circulação, entretanto, se a quantidade hemoglobina livre ultrapassar a de 
haptoglobina, como nas anemias hemolíticas, reações transfusionais, 
queimaduras graves, infecções e exercício físico intenso, haverá 
hemoglobina em excesso para a filtração glomerular. A reabsorção da 
hemoglobina filtrada fará com que apareça grandes grânulos marrom-
amarelados de hemossiderina nas células do epitélio dos túbulos renais. 
 
Tabela 1. Significado clínico da presença de sangue na urina 
Hematúria Hemoglobinúria 
Cálculos renais 
Glomerulonefrite 
Pielonefrite 
Tumores 
Trauma 
Exposição a produtos ou drogas 
tóxicas 
Exercício físico intenso 
Reações transfusionais 
Anemia hemolítica 
Queimaduras graves 
Infecções 
Exercício físico intenso 
 
 
 
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 Bilirrubina 
 
Esta pode ser a primeira indicação de hepatopatia e as vezes, 
detectada bem antes que a icterícia. Sendo assim, pode nos permitir a 
diagnosticar precocemente a hepatite, cirrose, doenças da vesícula biliar e 
câncer. 
Princípio do teste: baseado na ligação da bilirrubina com dicloroanilina 
diazotizado em meio forte. As cores variam através de vários tons de rosa 
a violeta na fita reativa. 
Valores esperados: montantes de bilirrubina detectáveis não estão 
presentes normalmente na urina. 
Limitações do método: metabólitos de drogas, como Piridium e 
Serenium, que geram coloração ao pH baixo, podem causar resultado 
falso-positivo. Sulfato de idoxil pode produzir cor amarelo alaranjada a 
vermelha, que pode interferir na interpretação de leituras. Ácido ascórbico 
(>25mg/dL) e nitrito positivo podem causar resultado falso-negativo. 
Como a bilirrubina é um composto instável rapidamente destruída quando 
expostas a luz, as amostras devem ser imediatamente analisadas, pois 
sua exposição ao ar ambiente provoca oxidação e conversão em 
biliverdina, que não reage nas provas de oxidação. 
Significado clínico: A bilirrubina conjugada aparece na urina quando 
seu ciclo normal de degradação é interrompido por obstrução do ducto 
biliar ou quando a integridade do fígado está comprometida, permitindo 
seu extravasamento para a circulação. 
 
 
 
 
 
 
 
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 Vamos recordar aqui como é a produção da bilirrubina para 
entender como esta pode aparecer na urina. 
A bilirrubina é um composto amarelo muito pigmentado e produto da 
degradação da hemoglobina. Normalmente, as hemácias têm 120 dias de 
vida e após isso é destruída no baço e fígado por fagócitos do sistema 
reticuloendotelial. A hemoglobina liberada é decomposta em ferro, 
proteína e protoporfirina. O ferro e proteína são reutilizados pelo 
organismo e a protoporfirina é convertida em bilirrubina. A bilirrubina é 
liberada para a circulação, onde se liga a albumina e então é transportada 
para o fígado. A bilirrubina circulante não pode ser excretada, por estar 
ligada a albumina, que é insolúvel a água. No fígado, a bilirrubina se 
conjuga como ácido glicurônico pela ação da glicoronil-transferase, 
formando o digicuronídio de bilirrubina, então solúvel em água. A 
bilirrubina conjugada, normalmente, não aparece na urina, pois passa 
diretamente do fígado para o ducto biliar e intestino. No intestino é 
convertida em urobilinogênio e então excretada nas fezes como urobilina. 
A hepatite e cirrose produzem lesão hepática e geram a 
bilirrubinúria. A icterícia devido à grande destruição de hemácias não 
produz bilirrubinúria, isso porque a bilirrubina sérica está presente na 
forma não-conjudada e, portanto, não pode ser excretada pelos rins. 
 
 
 Urobilinogênio 
 
Da mesma forma que a bilirrubina, o urobilinogênio é um pigmento 
biliar resultante da degradação da hemoglobina, sendo produzido no 
intestino a partir da redução da bilirrubina pelas bactérias intestinais. 
Metade do urobilinogênio é reabsorvido pelo intestino, caindo no sangue e 
voltando para o intestino pelo ducto biliar. O urobilinogênio que 
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permanece no intestino é excretado nas fezes, onde é oxidado e 
convertido em urobilina, dando as fezes a coloração marrom. O 
urobilinogênio aparece na urina quando estão circulando no sangue, a 
caminho do fígado, pode passar pelos rins e ser filtrado pelos glomérulos. 
Normalmente, encontra-se pequena quantidade de urobilinogênio na 
urina. 
Princípio do teste: baseado na reação de Ehrlilch, em que o 
dimetilaminobenzaldeído reage com urobilinogênio. As cores variam do 
bege ao rosa até o escuro. 
Valor esperado: só costuma aparecer quando seus níveis sanguíneos 
ultrapassam 1,5 mg/dL. 
Limitações do método: a ausência de urobilinogênio não pode ser 
determinada. A área do teste reage com substâncias que derivam da 
reação de Ehrlich, como ácido paraaminossalicílico. Amostras colhidas ao 
acaso podem gerar resultados falso-negativos, já que maior quantidade 
de urobilinogênio é excretada nas duas ou três horas seguinte às 
refeições. Além disso, à sensibilidade do urobilinogênio a luz, requer que 
as amostras sejam analisadas imediatamente. 
Significado clínico: pode ser encontrado em grande quantidade na 
urina quando em hepatopatias e distúrbios hemolíticos. As disfunções 
hepáticas diminuem a capacidade de processamento hepático do 
urobilinogênio que a circulação sanguínea traz do intestino, por sua vez o 
urobilinogênio que permanece no sangue é filtrado pelos rins. A icterícia 
clínica, devido distúrbios hemolíticos, se deve da presença de bilirrubina 
não-conjugada, derivados da destruição das hemácias. Grande 
quantidade de bilirrubina é conjugada no fígado e passa para o intestino, 
produzindomuito urobilinogênio, que então é reabsorvido em grande 
quantidade. O fígado ao ficar sobrecarregado tem dificuldade de processar 
o urobilinogênio que volta para a circulação e assim, sobra maior 
quantidade para excreção urinária. A ausência de urobilinogênio, embora 
não possa ser detectada, representa a obstrução do ducto biliar. 
 
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 Nitrito 
 
Este é um método rápido para detectar infecções do trato urinário. 
Princípio do teste: depende da conversão do nitrato em nitrito, pela 
ação de bactérias gram negativas na urina. Com o pH ácido da área 
reagente, o nitrito da urina reage com o ácido-p-arsanílico para formar 
um composto diazônio e este composto se liga ao N-naftiletilenodiamina 
dihidrocloreto e produz a cor rosa na fita. 
Valor esperado: negativo. 
Limitações do teste: ácido ascórbico (>25mg/dL) pode gerar resultado 
falso-positivo na urina contendo baixo nível de nitrito (<0,03mg/dL). O 
resultado negativo nem sempre significa que o paciente está sem 
bacteriúria, isso porque podem ocorrer quando infecções do trato urinário 
são causadas por organismos que não contém nitrato redutase. Bactérias 
gram positivas e leveduras não são capazes de reduzir nitrato, mas 
causam infecções, logo não serão detectadas pela prova do nitrito. 
 Significado clínico: a prova de nitrito é útil para o diagnóstico 
precoce das infecções da bexiga (cistite), pois muitas vezes os pacientes 
são assintomáticos ou têm sintomas leves, que leva o médico a pedir uma 
cultura da urina. A pielonefrite, processo inflamatório dos rins e pelve 
renal, é uma complicação da cistite não tratada e pode gerar lesões dos 
tecidos renais, comprometer a função renal, levar a hipertensão e até 
mesmo a septicemia. Dessa maneira, a detecção de bacteriúria pela prova 
de nitrito, com subsequente terapia, pode evitar maiores complicações. A 
prova com nitrito também pode servir para avaliar o sucesso da terapia 
com o antibiótico e para examinar as pessoas que têm infecções 
periódicas, principalmente o grupo de alto risco que são os diabéticos e 
as gestantes. 
 
 
 
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 Leucócitos 
 
Um dos achados mais frequentes no exame de urina tipo I é de 
leucócitos, indicando uma possível infecção ou inflamação do trato 
urinário. 
 Princípio do teste: baseado no desenvolvimento de cor variando do 
bege para leitura negativa, ao rosa quando a esterase se liga ao Naftol 
AS-D cloroacetato que está vinculada a uma ligação éster é liberada pela 
ação hidrolítica da esterase e juntamente como sal diazônio para formar 
uma cor corante azo. 
Valor esperado: negativo. 
Limitações do teste: grande excreção de proteína na urina 
(>500mg/dL) pode causar resultado falso-negativo. A nitrofurantoína 
torna a reação amarela. Tetraciclina pode gerar resultado falso-negativo 
em baixo nível de leucócitos. Alta concentração de glicose 
(>2.000mg/dL) pode atenuar a reação a um baixo nível de leucócitos. 
Amostras com grande quantidade de pigmento amarelo podem produzir 
cor verde em vez de púrpura, e isso é interpretado como reação positiva. 
 Significado clínico: Indica uma infecção ou inflamção do trato 
urinário e tem a vantagem de detectar mesmo a presença de leucócitos 
lisados, que não aparecem no exame microscópico. 
 
 
 Ácido ascórbico 
 
 Princípio do teste: a composição abrange certos corantes que em 
seu estado oxidado, são coloridos, mas se tornam incolores quando 
reduzidos pelo ácido ascórbico. 
Limitações do método: urina alcalina (pH 8 a 9) pode atenuar a reação. 
 
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02) (IADES – SES/DF – Farmacêutico Bioquímico – 2014). O exame 
químico da urina que tem como princípio a mudança de cor do indicador 
azul de tetrabromofenol, com reação positiva pela mudança do amarelo 
até o verde, denomina-se? 
a) Proteína 
b) Ácido ascórbico 
c) Glicose 
d) Corpo cetônico 
e) Nitrito 
 
Comentário: Na parte da teoria expus o princípio de cada teste realizado 
com a fita reativa e assim, sabemos que a proteína baseia-se no indicador 
de azul de tetrabromofenol. Resposta: Letra A. 
 
 
2. Exame Microscópico da Urina 
 
O exame microscópico tem finalidade de identificar os elementos 
insolúveis na urina. 
E afinal, o que podemos encontrar no sedimento urinário? 
De forma bem resumida e prática eu te respondo que podem ser: 
 
- Células sanguíneas (hemácias, leucócitos e eosinófilos); 
- Agentes biológicos (vírus, bactérias e fungos); 
- Cristais (oxalato, fosfato, urato, drogas); 
-Cilindros (hialinos, granulosos, leucocitários, hemáticos, gordurosos, 
céreos). 
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 Detalharemos um pouco mais a frente estes tópicos, agora vamos 
falar um pouco sobre a metodologia do exame microscópico da urina: 
 
Bem, para esta análise as amostras devem ser corretamente 
conservadas. Em seguida, devem ser centrifugadas em um tubo cônico, 
contendo pelo menos 12mL de urina, já que este volume é suficiente 
para que a amostra seja representativa dos elementos nela presentes. 
Após a centrifugação, se deve desprezar o sobrenadante e colocar uma 
gota do sedimento homogeneizado na lâmina, recobrindo-a com lamínula. 
No pequeno aumento do microscópio deve-se observar a presença 
de cilindros e verificação da composição geral do sedimento. Após isso 
passar para o grande aumento (40x) e observar no mínimo 10 campos. 
As hemácias e os leucócitos são registrados como número por dez 
campos de grande aumento; os cilindros, como número por dez campos 
de pequeno aumento. As células epiteliais, os cristais e outros elementos 
são calculados pela média e registrados como 1+, 2+, 3+ e 4+ ou em 
raros, esporádicos, poucos, moderados, muitos e agrupados. A expressão 
“incontáveis” é para quando for observada uma quantidade 
excessivamente grande de células e cristais. 
Após toda análise da lâmina, deve-se correlacionar os resultados da 
microscopia com os dos exames físicos e bioquímicos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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03) (UNICISAL – Farmacêutico Bioquímico – 2015). Dadas as 
afirmativas: 
I - Ao centrifugar uma urina com coloração avermelhada pode-se 
diferenciar o resultado em: hematúria verdadeira ou mioglobinúria. 
II – A análise sedimentar da urina auxilia na elucidação da etiologia 
da turbidez aumentada. Essa análise deve ser procedida 
imediatamente após a coleta de urina para evitar resultados falsos-
negativos. 
III – O pH urinário pode ser diminuído de acordo com a dieta, 
presença de infecção bacteriana e tempo de retenção da urina. 
IV – A hiperglicemia diabética é fator etiológico da glicosúria. A 
glicosúria também pode ser causada por lesão detúbulo proximal 
renal. 
 
Verifica-se que estão corretas apenas: 
a) I e II 
b) II e IV 
c) III e IV 
d) I, II e III 
e) I, II e IV 
 
Comentário: Na fase química vimos a diferença entre hematúria e 
mioglobinúria e sabemos que a urina estará vermelha e opaca em casos 
de hematúria e a mioglobinúria está vermelha e transparente. 
Sabemos também que sempre correlacionamos o aspecto da urina, sua 
fase química com a microscopia, pois é na microscopia que podemos ver 
a possível causa de turbidez da amostra analisada. A diabetes pode 
causar uma lesão renal e ser fator para a glicosúria. Porém, 
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diferentemente do que a banca fala na afirmativa III, o pH não diminui 
por tempo de retenção da urina e nem por infecção bacteriana. Ele tem 
relação com o valor do equilíbrio ácido-basico do sangue, função renal do 
paciente, presença de infecção no trato urinário, ingestão de alimento e 
tempo entre a coleta e análise (aumenta o pH). Resposta: Letra E. 
 
Vamos falar um pouco sobre os componentes do sedimento 
urinário? 
 
 Hemácias – hematúria, esta é a nomenclatura que se dá 
quando há um elevado número de hemácias na urina. Parecem 
discos incolores com diâmetro de aproximadamente 7 microns. 
Os achados na urina são anormais, pois normalmente as 
hemácias não podem entrar no filtrado dos néfrons íntegros, 
sendo assim correlacionada com lesões na membrana glomerular 
ou nos vasos do sistema urogenital. Em grande quantidade pode 
estar relacionada a glomerulonefrite, ou ainda em infecções 
agudas, reações tóxicas e imunológicas, neoplasias e distúrbios 
circulatórios. Quando há exercício físico intenso as hemácias e os 
cilindros hialinos podem estar presentes. Estas podem ser 
confundidas com leveduras e gotículas de óleo e se houver 
dificuldade para identificação das hemácias, pode-se adicionar 
ácido acético. O ácido acético lisará as hemácias, mas não afeta 
leveduras ou gotículas de óleo. Quando estão em tamanhos 
variáveis são chamadas de dismórficas e pode ser em 
decorrência de hemorragia glomerular. O exame dos sedimentos 
com hemácias dismórficas com o uso de corante Wright mostra 
que essas células são hipocrômicas e evidencia presença de 
vesículas e protrusões celulares. 
 
 
 
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 Leucócitos – geralmente são encontrados menos de cinco 
leucócitos por campo, porém em urina feminina esse número 
pode ser maior. Os leucócitos podem passar para a urina através 
de uma lesão glomerular ou capilar ou ainda através de uma 
forma abemóide, indo para os locais de infecção ou inflamação. 
Os leucócitos têm cerca de 12 mícrons e contêm grânulos 
citoplasmáticos e núcleos lobulados. O número elevado na urina 
é chamado de piúria e indica a presença de infecção ou 
inflamação no sistema urogenital. As causas podem ser: 
infecções bacterianas (pielonefrite, cistite, prostatite e uretrite) 
ou por glomerulonefrite, lúpus eritematoso sistêmico e tumores. 
Quando encontramos grande número de leucócitos e bactérias, 
são prováveis amostras que darão resultado positivo para a 
cultura. Em urina alcalina há lise dos leucócitos, produzindo 
“células brilhantes”, que são vistas em urinas hipotônicas e não 
têm relação com pielonefrite ou qualquer outra doença 
específica. Os eosinófilos quando presentes na urina têm relação 
com nefrite intersticial medicamentosa, em pequenas infecções 
urinárias e na rejeição de transplante de rins. 
 
 
 
 
04) (IADES – EBSERH/Piauí – Farmacêutico – 2014). O exame de 
urina é usado como método diagnóstico complementar desde o século II. 
Neste exame, pode-se detectar a presença de leucócitos, também 
chamados de piócitos. A presença de leucócitos no exame de urina 
indica: 
a) Inflamação nas vias urinárias 
b) Infecção por Ancylostoma duodenale 
c) Presença de nitritos 
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d) Presença de cristais de urato 
e) Sangramento uterino 
 
Comentário: Nem precisamos saber sobre as outras afirmativas e de 
cara já conseguimos concluir que os piócitos têm relação com inflamação 
nas vias urinárias. Mais adiante falaremos sobre ous outros tópicos, ok? 
Resposta: Letra A. 
 
 Vamos seguindo! 
 
 Células epiteliais - não é incomum encontrar essas células, a 
menos que estejam presentes em grande número ou em formas 
anormais, representam uma descamação de células velhas. São 
encontrados três tipos de células e são classificadas de acordo com 
seu local de origem: 
- As mais frequentes e menos significativas são as células 
pavimentosas, que provém da vagina e das porções inferiores da 
uretra masculina e feminina. São maiores e contêm citoplasma 
abundante e irregular e núcleo central. 
- As células epiteliais transicionais originam-se do revestimento da 
pelve renal da bexiga e superior da uretra. São menores que as 
pavimentosas, esféricas, caudadas ou poliédricas. 
- Já as mais importantes são as células epiteliais dos túbulos renais, 
pois pode indicar necrose tubular, sendo importantes se 
encontradas na urina. Sua presença nos indica lesões tubulares 
(pielonefrite, reações tóxicas, infecções virais, rejeição de 
transplante e efeitos secundários da glomeurlonefrite. Estas 
células são redondas e maiores que os leucócitos e com um 
núcleo redondo. 
 
 
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05) (IADES – SES/DF – Farmacêutico Bioquímico – 2014). As 
células encontradas na urina que indicam necrose tubular e são muito 
importantes na rejeição do enxerto renal são denominadas células: 
a) Dos túbulos renais 
b) Epiteliais transicionais 
c) Epiteliais caudadas 
d) Escamosas 
e) Descamativas 
 
Comentário: Viu só como pode ser cobrada em prova sobre as células? 
Tudo que expus a você, hein? Resposta: Letra A. 
 
 Cilindros – são os únicos elementos exclusivamente renais e 
formam-se principalmente no interior da luz do túbulo contorcido 
distal e do ducto coletor. O principal componente dos cilindros é a 
proteína de Tamm-Horsfall, excretada pelas células dos túbulos 
renais e é encontrada tanto em urinas normais quanto em 
anormais. Essa proteína não é detectável pela tira reativa e não tem 
relação do elevado nível de proteínas e presença de cilindros. 
 
Abaixo, resumidamente, tentarei mostrar a origem do cilindro e seu 
significado clínico: 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tabela 2. Tipos de cilindros, origem e significado clínico. 
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Tipo Origem Significado Clínico 
Hialino Secreção tubular da 
proteína de Tamm-
Horsfallque se agrega 
às fibrilas 
Gromerulonefrite, 
pielonefrite, doença 
renal crônica, 
insuficiência cardíaca 
congestiva, estresse 
e exercício físico 
Normal: 0 a 2/campo 
Hemático Hemácias 
emaranhadas ou 
ligadas à matriz das 
proteínas de Tamm-
Horsfall 
Gromerulonefrite, 
exercício físico 
intenso. 
Leucocitário Leucócitos 
emaranhados ou 
ligados à proteína 
Tamm-Horsfall 
Pielonefrite, nefrite 
intersticial aguda 
Bacteriano Bactérias presas à 
matriz da proteína de 
Tamm-Horsfall 
Pielonefrite 
De células epiteliais Células tubulares que 
permanecem ligadas às 
fibrilas da proteína de 
Tamm-Horsfall 
Lesão do túbulo renal 
Granular Desintegração de 
cilindros leucocitários, 
lisossomos das células 
tubulares, agregados 
proteicos 
Glomerulonefrite, 
pielonefrite, estresse 
e exercício físico. 
Céreo Cilindros hialinos e 
granulares 
Estase do fluxo 
urinário 
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Adiposo Lipidúria, corpos 
adiposos ovais 
Síndrome nefrótica 
Largo Formação nos ductos 
coletores ou em 
túbulos distais 
Extrema estase do 
fluxo urinário. 
 
 
 Imagem 2. Resumo dos cilindros encontrados na urina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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06) (UFSM – Farmacêutico – 2014). Dentre os cilindros avaliados no 
exame microscópico do sedimento urinário, aquele que geralmente está 
associado à proteinúria intensa e que indica estase urinária severa é o 
cilindro: 
a) Hialino 
b) Céreo 
c) Leucocitário 
d) Hemático 
e) Granuloso 
 
Comentário: Se houvesse a opção do cilindro largo aqui, iríamos marca-
lo, certo? Porém dentre estes cilindros que a banca deixou como 
alternativa o cilindro céreo é o que se encaixa na descrição do enunciado, 
já que indica estase urinário. Os cilindros leucocitários estão relacionados 
com pielonefrite/ nefrite, os cilindros hemáticos estão associados a 
glomerulonefrite e o cilindro granuloso, juntamente com o cilindro 
granuloso estão envolvidos nas pielonefrites e glomerulonefrites. 
Resposta: Letra B. 
 
07) (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR – 
2015). Sobre o aparecimento de cilindros no exame de sedimentoscopia 
urinária, podemos afirmar que: 
A) Os cilindros hialinos são transparentes e homogêneos. 
B) Os cilindros granulosos resultam de alterações degenerativas e 
sugerem lesão renal avançada. 
C) Os cilindros céreos são patognomônicos de glomerulonefrite crônica. 
D) Todas estão corretas. 
E) Nenhuma é correta. 
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Comentário: Esta questão está com os itens totalmente certos! 
Resposta: Letra D. 
 
 Bactérias – normalmente a urina não apresenta bactérias, mas se 
as amostras não forem coletadas em condições estéreis, pode 
ocorrer contaminação bacteriana, bem como pela exposição 
prolongada da amostra em temperatura ambiente. 
 
 Leveduras – normalmente Candida albicans pode ser observada 
em urina de pacientes diabéticos e em mulheres com candidíase 
vaginal. 
 
 Parasitas – o mais frequentemente encontrado é o Trichomonas 
vaginalis, devido a contaminação por secreções vaginais. 
 
 
 
 
08) (VUNESP - Analista em Saúde - Biomédico/ Bioquímico - Pref. 
São José dos Campos/SP- 2015). Assinale a alternativa correta quanto 
ao exame denominado de Urina tipo I. 
a) O parasita Trichomonas vaginalis pode ser encontrado na análise 
microscópica do sedimento, sendo que a caracterização se dá pela 
sua movimentação. 
b) As leveduras, Candida albicans e outras, não podem ser observadas 
e identificadas na análise microscópica, devido aos seus tamanhos e 
ausência de coloração. 
c) A positividade da fita reativa para o parâmetro nitrito tem 
correlação direta com o aumento de hemácias e células epiteliais no 
sedimento urinário. 
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d) Exercício físico intenso pode ser a causa dos aumentos das 
determinações semiquantitativas de corpos cetônicos e 
urobilinogênio na fita reativa. 
e) A presença de cilindros granulosos na análise microscópica do 
sedimento não deve constar no laudo por ser artefato de técnica e, 
portanto, sem significado clínico. 
 
Comentário: Além da morfologia característica do parasita 
Trichomonas vaginalis, este tem motilidade característica durante a 
visualização da lâmina. O item b está errada, pois conseguimos sim 
identificar leveduras pela suas características morfológicas durante 
a análise. Nitrito positivo na fita reativa está correlacionado com a 
presença de bactérias na urina. Já o exercício físico intenso pode 
ocasionar hematúria. E a presença de cilindros grabulócitos devem 
ser relatados em laudo, pois estes podem indicar pielonofreite ou 
glomerulonefrite. Resposta: letra A. 
 
 Espermatozóides – podem ser encontrados na urina após relação 
sexual ou ejaculação noturna. 
 
 Muco – é um material proteico produzido por glândulas e células 
epiteliais do sistema urogenital. Não é considerado significativo, 
apenas se for em grande quantidade. 
 
 Cristais – é comum encontrar cristais na urina. Eles são formados 
pela precipitação dos sais da urina submetidos a alterações de pH, 
temperatura ou concentração. 
 
 
 
 
 
 
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 Tabela 3. Cristais normais encontrados na urina: 
Cristal pH Cor Sensibilidade 
Ácido úrico Ácido Marrom-
amarelado 
Álcalis 
Urato amorfo Ácido Cor de tijolo ou 
marrom-
amarelado 
Álcalis e calor 
Oxalato de 
cálcio 
Ácido/neutro 
(alcalino) 
Incolor 
(envelope) 
HCl diluído 
Fosfato amorfo Alcalino/neutro Branco-incolor Ácido acético 
diluído 
Fosfato de 
cálcio 
Alcalino/neutro Incolor Ácido acético 
diluído 
Fosfato triplo Alcalino Incolor Ácido acético 
diluído) 
Biurato de 
amônio 
Alcalino Marrom-
amarelado 
Ácido acético 
com calor 
Carbonato de 
cálcio 
Alcalino Incolor Gás do ácido 
acético 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tabela 4. Cristais anormais que podem ser encontrados na urina: 
Cristal pH Cor Sensibilidade 
Cistina Ácido Incolor Amônia, HCL 
diluído 
Colesterol Ácido Incolor Clorofórmio 
Leucina Ácido/neutro Amarela Álcali quente ou 
álcool 
Tirosina Ácido/neutro Incolor/amarela Álcali ou calor 
Bilirrubina Ácido Amarela Ácido acético, 
HCl, NaOH, 
éter, 
clorofórmio 
Sulfonamidas Ácido/neutro Verde Acetona 
Corante 
radiográfico 
Ácido Incolor 10% de NaOH 
Ampicilina Ácido/neutro Incolor Em refrigeração 
forma feixes 
 
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Imagem 3. Atlas do sedimento urinário. 
 
 
Imagem 4. Resumo do sedimento urinário. 
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09) (EBSERH – Biomédico – 2013). São cristais urinários que possuem 
significado patológico: 
a) Oxalato de cálcio 
b) Ácido úrico 
c) Tirosina 
d) Fosfatos amorfos 
 
Comentário: Qualquer dúvida nessa questão basta dar mais uma 
olhadinha nas tabelas que coloquei sobre os cristais normais e anormais 
que podem ser encontrados na urina, o único apresentado que tem 
significado clínico é o cristal de Tirosina. Resposta: Letra C. 
 
10) (IADES – EBSERH/UFTM – Farmacêutico – 2014). Considere o 
texto a seguir, relacionado à análise de um exame de urina de rotina. 
“Provavelmente o achado isolado mais sugestivo de doença renal, 
especialmente se associado a outros achados do exame de urina 
(cilindúria, lipidúria e hematúria)”. O texto faz referência à: 
a) Proteinúria 
b) Glicosúria 
c) Anúria 
d) Cetonúria 
 
Comentário: Acabamos de ver a relação da proteína na urina e falar 
sobre sua importância, não é mesmo? Agora ficou fácil distinguir os 
termos e saber qual analito diz a respeito de doença renal! Resposta: 
Letra A. 
 
 
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11) (UNIMONTES – Farmacêutico Bioquímico – 2014). A 
sedimentoscopia da urina pode avaliar diversos parâmetros importantes 
no diagnóstico de patologias. Assinale a alternativa cujo parâmetro NÃO 
pode ser avaliado na sedimentoscopia. 
a) Hemácias 
b) Glicose 
c) Leucócitos 
d) Cristais 
 
Comentário: Mais uma questão super fácil para quem já estudou todo o 
conteúdo de urinálise. Garanto que você conseguiu se dar bem em mais 
uma questão! Resposta: Letra B. 
 
12) (IDECAN -Farmacêutico - Bioquímico - Pref. Simonésia/MG - 
2016) - “O Exame Sumário de Urina (EAS) é um dos testes urológicos 
disponíveis mais importantes e úteis, embora com muita frequência os 
detalhes sejam negligenciados e informações importantes passem 
despercebidas ou sejam erroneamente interpretadas.” (Urologia Geral de 
Smith e Tanagho – 18. ed.) Analise os elementos a seguir, encontrados 
ao examinar uma lâmina de sedimento urinário microscópico manual. 
Sobre os elementos anteriores, assinale a sequência correta. A) Cristais 
de cistina / cristais de urato de amônio / cilindro de leucócitos com 
eritrócitos / cilindro hialino. B) Cristais de carbonato de cálcio / cristais de 
urato de amônio / cilindro de leucócitos / cilindro de gordura. C) Cristais 
de fosfato triplo / cristais de fosfato de cálcio / cilindro hemático com 
eritrócitos / cilindro hialino. D) Cristais de urato de amônio / cristais de 
fosfato triplo / cilindro de leucócitos com eritrócitos / cilindro céreo. 
 
 
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Comentário: Cristais de fosfato triplo tem a aparência de “tampa de 
caixão”, isso já indica que a urina está alcalina, e o próximo cristal tem 
característica de fosfato de cálcio presente em urinas alcalinas. Na 
imagem número 3 vemos um cilindro, nele está aderido estruturas que 
podem ser eritrócitos ou leucócitos, e por último percebemos um outro 
cilindro translúcido e homogêneo, caracterizando um cilindro hialino. 
Resposta: Letra C. 
 
3. Teste do ┚-HCG – Teste de gravidez. 
 
O hormônio da gonadotrofina coriônica humana (┚-HCG) é 
amplamente dosado nos testes de gravidez. Isso porque quando uma mulher 
está gestante é um hormônio importante e necessário para a manutenção e 
desenvolvimento da gestação. Ela é produzida pelo trofoblasto, um grupo de 
células do embrião que dá origem à placenta. 
Cerca de 7 a 10 dias após a concepção, o embrião em formação chega à 
parede do útero e se aloja nela, nesta fase o ┚-HCG consegue alcançar a 
corrente sanguínea da mãe, sendo assim detectável, geralmente nas 
primeiras semanas atingem 100 mUI / ml. 
 Nas primeiras semanas de gestação, os níveis de hCG dobram a cada 2 
ou 3 dias. Habitualmente, o pico do BhCG ocorre ao redor da 10ª semana de 
gravidez (100 – 200 UI / ml), e começam a partir da 20ª semana. 
 
 O teste: 
 
O ┚-HCG produzido pelo feto passa para a circulação sanguínea da mãe 
e é filtrado pelos rins, sendo parte dele eliminado pela urina. Logo, o ┚-HCG 
pode ser dosada tanto no sangue como na urina da mulher. 
O teste qualitativo não fornece valores, apenas diz se há ou não 
gonadotrofina coriônica humana circulando no sangue na mãe, a amostra 
utilizada para este exame é a urina. Já o ┚-HCG quantitativo é a forma usada 
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na maioria dos exames de sangue, o resultado é fornecido em valores, 
geralmente em mili unidades internacionais por mililitro (mUI/ml). 
 
 
 Princípio do teste de ┚-HCG na urina: 
 
O teste de urina tem uma sensibilidade que gira em torno de 25 
mUI / ml do hormônio na urina. É utilizado a metodologia de 
imunoensaio (método de sanduíche). 
A membrana é sensibilizada com anticorpos anti- hCG. Durante o teste 
a amostra de urina reage com conjugado pré-fixado, esta mistura migra 
cromatograficamente através de membrana e por ação de capilaridade reage 
com anti- hCG fixados na membrana. 
Quando é visualizando uma linha colorida na área do teste, significa que 
existe o hormônio da amostra, ou seja, teste positivo. Logo a ausência indica 
um resultado negativo. Em casos que não apareça nenhuma linha o teste está 
invalidado, pois a primeira linha sempre é o controle do teste, se esta falha, o 
teste não é válido. 
 
 
Imagem 05. Teste de gravidez, resultado negativo e positivo respectivamente. 
 
 
 
 
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 Limitações: 
 
Resultados falso-negativos podem ocorrer quando a gravidez está ainda 
em fase muito inicial, e os níveis do hormônio ainda estão muito baixos, sendo 
indetectáveis pelo teste. 
O resultado falso positivo pode surgir em situações como quando a 
paciente está fazendo tratamento de fertilização que contenham HCG, ou inda 
se a paciente abortou ou deu à luz a menos de 8 semanas da realização do 
teste. Existem alguns casos raros de patologias que produzem HCG como a 
mola hidatiforme, um tumor do tecido placentário. 
 
 
13) (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR – 
2015). Sobre a gonadotropina coriônica, analise as assertivas: 
I. Suas concentrações elevam-se até a vigésima segunda semana da 
gestação. 
II. Pode ser determinada no soro e urina por meio de métodos 
imunológicos como imunofluorescência, enzima imunoensaio e 
hemaglutinação.III. Exibe uma elevação exponencial nos primeiros 60 dias de gestação. 
 
É CORRETO afirmar que: 
A) Somente I é correta. 
B) Somente II é correta. 
C) I e II são corretas. 
D) Somente III é correta. 
E) Todas são corretas. 
 
Comentário: Como vimos, temos as concentrações de gonadotropina 
coriônica elevando-se até a vigésima semana, após isso começa a cair as 
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concentrações. Os testes de gravidez não são realizados por 
imunofluorescência. Resposta: Letra D. 
 
 
 
 
4. Questões Apresentadas 
 
 
01) (IDECAN - Farmacêutico Bioquímico - Pref. Pancas/ES -
2014). Nos testes realizados em amostras de urina determinaǦse 
a presença de proteína de Bence Jones. Esta proteína estará 
presente em: 
A) hepatite. 
B) diabetes mellitus 
C) mieloma múltiplo 
D) pancreatite aguda 
E) insuficiência cardíaca 
02) (IADES – SES/DF – Farmacêutico Bioquímico – 2014). O exame 
químico da urina que tem como princípio a mudança de cor do indicador 
azul de tetrabromofenol, com reação positiva pela mudança do amarelo 
até o verde, denomina-se? 
A) Proteína 
B) Ácido ascórbico 
C) Glicose 
D) Corpo cetônico 
E) Nitrito 
 
 
 
 
 
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03) (UNICISAL – Farmacêutico Bioquímico – 2015). Dadas as 
afirmativas: 
I - Ao centrifugar uma urina com coloração avermelhada pode-se 
diferenciar o resultado em: hematúria verdadeira ou mioglobinúria. 
II – A análise sedimentar da urina auxilia na elucidação da etiologia da 
turbidez aumentada. Essa análise deve ser procedida imediatamente após 
a coleta de urina para evitar resultados falsos-negativos. 
III – O pH urinário pode ser diminuído de acordo com a dieta, presença 
de infecção bacteriana e tempo de retenção da urina. 
IV – A hiperglicemia diabética é fator etiológico da glicosúria. A glicosúria 
também pode ser causada por lesão de túbulo proximal renal. 
 
Verifica-se que estão corretas apenas: 
A) I e II 
B) II e IV 
C) III e IV 
D) I, II e III 
E) I, II e IV 
 
04) (IADES – EBSERH/Piauí – Farmacêutico – 2014). O exame de 
urina é usado como método diagnóstico complementar desde o século II. 
Neste exame, pode-se detectar a presença de leucócitos, também 
chamados de piócitos. A presença de leucócitos no exame de urina 
indica: 
A) Inflamação nas vias urinárias 
B) Infecção por Ancylostoma duodenale 
C) Presença de nitritos 
D) Presença de cristais de urato 
E) Sangramento uterino 
 
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05) (IADES – SES/DF – Farmacêutico Bioquímico – 2014). As 
células encontradas na urina que indicam necrose tubular e são muito 
importantes na rejeição do enxerto renal são denominadas células: 
A) Dos túbulos renais 
B) Epiteliais transicionais 
C) Epiteliais caudadas 
D) Escamosas 
E) Descamativas 
 
06) (UFSM – Farmacêutico – 2014). Dentre os cilindros avaliados no 
exame microscópico do sedimento urinário, aquele que geralmente está 
associado à proteinúria intensa e que indica estase urinária severa é o 
cilindro: 
A) Hialino 
B) Céreo 
C) Leucocitário 
D) Hemático 
E) Granuloso 
 
07) (FAFIPA - Serviço de Biomedicina - Pref. Londrina/PR – 
2015). Sobre o aparecimento de cilindros no exame de sedimentoscopia 
urinária, podemos afirmar que: 
A) Os cilindros hialinos são transparentes e homogêneos. 
B) Os cilindros granulosos resultam de alterações degenerativas e 
sugerem lesão renal avançada. 
C) Os cilindros céreos são patognomônicos de glomerulonefrite crônica. 
D) Todas estão corretas. 
E) Nenhuma é correta. 
08) (VUNESP - Analista em Saúde - Biomédico/ Bioquímico - Pref. 
São José dos Campos/SP- 2015). Assinale a alternativa correta quanto 
ao exame denominado de Urina tipo I. 
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A) O parasita Trichomonas vaginalis pode ser encontrado na análise 
microscópica do sedimento, sendo que a caracterização se dá pela 
sua movimentação. 
B) As leveduras, Candida albicans e outras, não podem ser observadas 
e identificadas na análise microscópica, devido aos seus tamanhos e 
ausência de coloração. 
C) A positividade da fita reativa para o parâmetro nitrito tem 
correlação direta com o aumento de hemácias e células epiteliais no 
sedimento urinário. 
D) Exercício físico intenso pode ser a causa dos aumentos das 
determinações semiquantitativas de corpos cetônicos e 
urobilinogênio na fita reativa. 
E) A presença de cilindros granulosos na análise microscópica do 
sedimento não deve constar no laudo por ser artefato de técnica e, 
portanto, sem significado clínico. 
 
09) (EBSERH – Biomédico – 2013). São cristais urinários que possuem 
significado patológico: 
A) Oxalato de cálcio 
B) Ácido úrico 
C) Tirosina 
D) Fosfatos amorfos 
 
10) (IADES – EBSERH/UFTM – Farmacêutico – 2014). Considere o 
texto a seguir, relacionado à análise de um exame de urina de rotina. 
“Provavelmente o achado isolado mais sugestivo de doença renal, 
especialmente se associado a outros achados do exame de urina 
(cilindúria, lipidúria e hematúria)”. O texto faz referência à: 
A) Proteinúria 
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C) Anúria 
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D) Cetonúria 
 
11) (UNIMONTES – Farmacêutico Bioquímico – 2014). A 
sedimentoscopia da urina pode avaliar diversos parâmetros importantes 
no diagnóstico de patologias. Assinale a alternativa cujo parâmetro NÃO 
pode ser avaliado na sedimentoscopia. 
A) Hemácias 
B) Glicose 
C) Leucócitos 
D) Cristais 
 
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disponíveis mais importantes e úteis, embora com muita frequência os 
detalhes sejam negligenciados e informações importantes passem 
despercebidas ou sejam erroneamente interpretadas.” (Urologia Geral de 
Smith e Tanagho – 18. ed.) Analise os elementos a seguir, encontrados 
ao examinar uma lâmina de sedimento urinário microscópico manual. 
Sobre os elementos anteriores, assinale a sequência correta. A) Cristais 
de cistina / cristais de urato de amônio / cilindro de leucócitos com 
eritrócitos / cilindro hialino. B) Cristais de carbonato de cálcio / cristais de 
urato de amônio / cilindro de leucócitos / cilindro de gordura. C) Cristais 
de fosfato triplo / cristais de fosfato de cálcio / cilindro hemático com 
eritrócitos / cilindro hialino. D) Cristais de urato de amônio / cristais de 
fosfato triplo / cilindro de leucócitos com eritrócitos / cilindro céreo. 
 
 
 
 
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IV. Suas concentrações elevam-se até a vigésima segunda semana da 
gestação. 
V. Pode ser determinada no soro e urina por meio de métodos 
imunológicos como imunofluorescência, enzima imunoensaio e 
hemaglutinação. 
VI. Exibe uma elevação exponencial nos primeiros 60 dias de gestação. 
 
É CORRETO afirmar que: 
A) Somente I é correta. 
B) Somente II é correta. 
C) I e II são corretas. 
D) Somente III é correta. 
E) Todas são corretas. 
 
05. Gabarito 
 
 
 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 
C A E A A B D A C A B C D 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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06. Referências Bibliográficas 
 
 
1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC/ANVISA n. 
302 de 13 de outubro de 2005. Dispõe sobre regulamento técnico para 
funcionamento de laboratórios clínicos. Disponível em: 
www.anvisa.gov.br/hotsite/segurancadopaciente/documentos/rdcs/RDC%
20N%C2%BA%20302-2005.pdf. 
 
2. Araújo, Maria Rita E. Hemocultura: recomendações de coleta, 
processamento e interpretação dos resultados. J. Infect. Control 2012. 
 
4. Centro de Medicina Diagnóstica Fleury. Manual de Exames. São Paulo: 
Fleury, 2003. 
 
5. Jornal Boa Mão. Ano VII. N 31. 2010 
 
6. NETTER, Frank H.. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2000. 
 
7. Manual de Vigilância Sanitária Sobre o Transporte de Material Biológico 
Humano para fins de Diagnóstico Clínico. Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (ANVISA), 2015. 
 
8. Material de Coleta de Material Biológico. Laboratório Central Hospital 
São Paulo, 2014/2015. 
 
9. MOORE, Keith L.. Anatomia Orientada para a Prática Clínica. 4ed. 
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. 
 
10. NR 32 – Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde. 
Portaria GM n. 1.748, de 30 de agosto de 2011. 
 
11. Recomendações da Sociedade Brasileira De Patologia Clínica / 
Medicina Laboratorial (SBPC/ML): Coleta e Preparo da Amostra Biológica. 
Editora Manole Ltda. 1ª edição-2014. 
 
12. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial 
(SBPC/ML). Recomendações da SBPC/ML para coleta de sangue venoso. 
Rio de Janeiro (Brasil); 2010. 
 
13. Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial. Exame 
de urina de rotina. Coleta de urina de 24 horas. In: Gestão da fase pré-
analítica. Rio de Janeiro (Brasil); 2010. 
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14. King Strasinger, Susan: Uroanálise e Fluidos Biológicos. Editorial 
Premier, 3ª Edição, 2000. 
 
15. http://www.labtestsonline.org.br/understanding/features/samples/. 
Acessado em 18/12/2015 
 
16. http://www.respirardf.com.br/respirar-exames/broncoscopia.html. 
Acessado em 18/12/2015 
 
17. http://www.auladeanatomia.com/. Acessado em 18/12/2015. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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