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DIDÁTICA 
Professor Herbert Schützer 
Professora Sheila Pereira dos Santos Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
SUMÁRIO 
BLOCO 1: INTRODUÇÃO À DIDÁTICA E O PAPEL DO PROFESSOR ................................. 03 
BLOCO 2: APRENDIZAGEM ............................................................................................ 14 
BLOCO 3: DIDÁTICA NA PRÁTICA .................................................................................. 23 
BLOCO 4: PROJETO PEDAGÓGICO E PLANEJAMENTO DE ENSINO ................................ 33 
BLOCO 5: AVALIAÇÃO .................................................................................................... 43 
BLOCO 6: DIDÁTICA E O SÉCULO XXI ............................................................................. 59 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
BLOCO 1: INTRODUÇÃO À DIDÁTICA E O PAPEL DO PROFESSOR 
Neste primeiro bloco vamos conhecer os elementos fundamentais da didática e sua importância 
para a formação do professor, bem como seus deveres e dilemas. 
 
 
 
 
4 
 
1.1 Conceito de Pedagogia, Ensino e Didática 
 
Ensino - definições e características 
A função da didática é explicar, esclarecer e fazer compreender. O ensino individualizado fica no 
passado. Conhecer as características dos alunos e, dessa forma, o processo que educadores 
planejam, executam e avaliam os resultados é sistematizado pela didática. 
 
Origens e significados de ensino e instrução 
Tais conceitos, atualmente, dão outros significados para a Educação, como ensinar, do latim 
insegnare, que significa marcar com um sinal; em que aquele que ensina deixa uma marca no 
aluno. E instrução, do latim instruere, que significa erguer, construir, formar; entendendo a 
instrução como processo e produto. 
 
O ato de ensinar 
O ato de ensinar, considerado não neutro, está situado no tempo e em um lugar. Contribui para 
produzir um certo tipo de ser humano, sociedade, dando vez e voz aos valores e crenças de 
grupos sociais. 
 
Desenvolvimento de conteúdos 
Ensinar implica desenvolver conteúdos a partir das propostas da didática. O professor pode 
organizar-se e dar significados aos novos conhecimentos. 
O planejamento permite que ele desenvolva as etapas seguintes: 
 APLICAÇÃO - aplicação do novo conhecimento a situações práticas. 
 GENERALIZAÇÃO - o novo conhecimento responde a outros problemas similares cotidianos. 
 ASSIMILAÇÃO - as causas dos fenômenos e integração ao conhecimento prévio do aluno. 
 APRESENTAÇÃO - apresentação da utilidade do novo conhecimento. 
 PREPARAÇÃO - apresentação objetiva do conteúdo e uso de recursos que estimulam os 
sentidos. 
 
 
 
 
5 
 
Conceituando o processo educacional 
A Pedagogia é a Ciência da Educação e a educação é um amplo campo de conhecimento no qual 
a didática se situa. 
 
Função da didática 
Como elemento da educação, a didática exerce várias funções no processo de ensino-
aprendizagem, pois prepara o professor para realizar uma análise crítica dos elementos que 
compõem a prática pedagógica e permite a compreensão do processo de ensino: seus objetivos, 
conteúdos, estratégias de ensino possíveis e a avaliação da aprendizagem. 
 
Relação entre a didática e outras disciplinas pedagógicas 
A Didática se relaciona com outras disciplinas pedagógicas como ferramenta de ensino. Com 
métodos e técnicas ela contribui para o desenvolvimento dos entendimentos dos sentidos da 
educação (Filosofia da Educação), dos condicionantes (Sociologia da Educação) e dos aspectos 
comportamentais (Psicologia da Educação) que apresenta favorecendo a aprendizagem. 
 
1.2 Didática na formação do professor 
 
Didática e docência 
A Didática constitui-se em um dos ramos mais importantes da pedagogia, formando um 
conjunto de conhecimentos que busca investigar os fundamentos, contextos e formas de 
realização da instrução, sendo a imperativa para o processo ensinar/aprender. 
 
Didática na formação docente 
Os docentes precisam dominar as bases teóricas e suas articulações com o ensino real, dessa 
forma poderão reavaliar sua prática educativa. 
Os objetivos a serem alcançados dependem de um planejamento, cujas metas e ações tenham 
a didática como ferramenta que o docente aplica dentro das possibilidades para trilhar o 
caminho da aprendizagem. 
 
 
 
 
 
6 
 
Contribuição da didática para a formação de professores 
Todo bom professor necessita ser teoricamente bem fundamentado, exercer reflexões críticas 
sobre a educação, planejar e atuar como mediador entre o conhecimento e o aprendiz, na 
reprodução, produção e transformação do conhecimento. 
 
Prática pedagógica 
Para desenvolver a aprendizagem, é preciso que exista a situação de ensino que ocorre entre 
professor e alunos, em que o professor transmite, organiza a construção e a assimilação de 
conhecimentos usando diferentes recursos e instrumentos. Os valores e crenças da equipe 
pedagógica e de sua localidade reforçam a atuação do professor num contexto sociocultural. 
 
Competências do professor 
Para o bom desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, o professor deve: 
• Identificar os condicionamentos da prática pedagógica. 
• Identificar limites do educador e maneiras de superá-los. 
• Redigir um planejamento coerente. 
• Desenvolver habilidades emocionais e habilidade comunicativas. 
• Possibilitar relações interpessoais e a democracia. 
 
Características da escolarização 
O processo educacional requer uma série de elementos, como organização, espaços e regras. 
Nesse sentido, é importante observar as seguintes condições que precisar estar ordenadas: 
• Espaços definidos para educar. 
• Horários rígidos. 
• Seleção de conteúdos apropriados. 
• Obrigatoriedade de frequência. 
• Avaliação e certificação da aprendizagem. 
 
 
 
 
 
7 
 
1.3 Os saberes docentes 
 
Em termos gerais, podemos entender que o processo de ensino é a sequência de atividades do 
professor e dos alunos que visa a assimilação de conhecimentos e o desenvolvimento de 
habilidades e atitudes. 
Esse processo se insere em um universo que: 
• Abrange a dinâmica de relações sociais e interesses de grupos sociais específicos; 
• Inclui uma prática pedagógica que é determinada pelo contexto econômico, social e cultural; 
• Abrange o desempenho de papéis de professores e alunos em diversas situações. 
 
O professor é considerado um mediador entre o aluno e as matérias que serão conhecidas. Para 
isso, o professor organiza materiais, recursos, ambientes e condições para que ocorra a 
atividade de aprendizagem dos alunos. 
Importante destacar, todavia, que a ação do professor é condicionada por sua filosofia de vida, 
por suas convicções políticas, por sua competência profissional e por suas preferências em 
relação a métodos de trabalho, entre outras. 
O ensino, portanto, não é uma ação neutra na qual há um conhecimento a transmitir/apreender, 
mas é um processo multidimensional. O fato de ser multidimensional e acontecer em um 
universo complexo, exige do professor uma multiplicidade de saberes. 
Podemos dizer que os saberes do professor possuem três dimensões fundamentais: a humana, 
a técnica e a político-social. 
1) Dimensão humana: composta pelas relações interpessoais, grupais e pelos aspectos 
subjetivos. 
2) Dimensão técnica: envolve a capacidade de conduzir o processo de ensino levando o aluno 
ao aprendizado por meio de uma ação sistemática e a capacidade de planejar, selecionar 
conteúdos, estratégias de ensino, avaliar, ou seja, de dominar os aspectos objetivos do ensino. 
3) Dimensão político-social: ligada à compreensão que o educador possui em relação a sua 
cultura e à sociedade e os compromissos políticos que assume durante o ato de ensinar. Em 
outras palavras, trata-se de ter consciência de como o seu trabalho educativo colabora para 
formar um certo tipo de cidadão e de sociedade. 
 
As visões reducionistas sobre o ensino costumam afirmar apenasuma dessas dimensões e negar 
que elas devem caminhar juntas, ou seja, uma junção das três dimensões: a humanista, a técnica 
e a político-social. 
 
 
 
8 
 
Os saberes do professor se referem a essas dimensões no ato de ensinar. Esses saberes são 
desenvolvidos durante a formação inicial e a formação continuada dos professores. 
Hoje, no Brasil, temos uma Base Nacional Comum que defende que a formação de professores 
no país deve se assentar em cinco eixos: 
1) em sólida formação teórica; 
2) na unidade teoria e prática durante o processo de formação; 
3) no compromisso social e a democratização da escola; 
4) no trabalho coletivo; 
5) na articulação entre a formação inicial e continuada. 
 
Aqui, vamos comentar os dois primeiros eixos. 
Uma sólida formação teórica é composta por: saberes conceituais e metodológicos da área que 
ele irá ensinar; saberes integradores, que são os relativos ao ensino dessa área; e saberes 
pedagógicos. A cada um deles está relacionado um saber fazer, ou seja, uma relação teoria e 
prática. 
 
a) Saberes conceituais e metodológicos da área específica: significa saber o conteúdo a ser 
ensinado. Mesmo sendo muito importante o professor conhecer bem o conteúdo a ensinar, ele 
não pode ser apenas um repetidor de conteúdos para os alunos, como se fosse uma máquina. 
Ele precisa ser capaz de analisar, fazer uma crítica fundamentada dos conteúdos dos livros de 
sua área e tentar identificar quais foram as questões que fizeram o ser humano produzir aquele 
conhecimento e como esse conhecimento foi produzido. Saber os métodos para produzir 
conhecimento utilizados pela área do conteúdo que ensina é tão importante quanto saber o 
conhecimento que foi produzido. 
Quando o professor sabe as razões, os problemas que geraram a necessidade de produção de 
certo conhecimento, ele se torna capaz de dizer aos alunos se esse conhecimento ainda serve 
para alguma coisa nos dias de hoje. Quando o professor conhece os métodos de produção desse 
conhecimento, ele se torna capaz de dizer se eles são confiáveis ou não e, também, torna-se 
capaz de provocar seus alunos a construírem novos conhecimentos que podem, ou não, superar 
os conhecimentos que já existem. 
O importante é ensinar que a produção de conhecimento é dinâmica, e que o conhecimento é 
gerado a partir de problemas que a humanidade decidiu que seriam importantes resolver e que 
pode ser atualizado ou completamente reformulado pelas pessoas nos dias atuais. Muito 
conhecimento foi produzido em tempos e ocasiões em que os materiais e métodos para tais 
 
 
 
9 
 
descobertas eram limitados, e esse é um dos fatores que justificam a necessidade de sua 
atualização por meio dos instrumentos dos quais dispomos hoje. 
Com o objetivo de preparar os alunos para fazerem descobertas, o professor pode tentar 
reconstruir com eles o caminho que fizeram as pessoas que produziram aquele conhecimento. 
Quando o professor conhece o conteúdo que pretende ensinar, ele tem condições de planejar 
um ensino que rompa com uma simples memorização de fatos e com uma assimilação 
medianamente compreensível de conceitos e sistemas conceituais pelos alunos. 
O professor deve planejar e desenvolver atividades de ensino que permitam que seus alunos 
trabalhem os aspectos conceituais, procedimentais e atitudinais presentes nos conteúdos 
escolares de forma inter-relacionada. 
 
b) Saberes integradores: são os saberes relacionados ao ensino dos conteúdos escolares e 
provenientes das pesquisas realizadas na área de ensino do conteúdo específico. 
O conteúdo escolar proposto aos alunos não pode se reduzir a uma coleção de fatos, conceitos, 
leis e teorias, como tradicionalmente ocorre. 
O professor de hoje tem que refletir, ser crítico e saber que nem sempre a melhor maneira de 
ensinar é igual à maneira como foi ensinado. Ele precisa ter consciência de quando deve mudar 
e o que deve ser feito para mudar a forma de ensinar. Para isso, é importante analisar o que 
pode produzir de efeitos nos alunos quando seleciona essa ou aquela técnica de ensino, esse ou 
aquele recurso didático. 
O professor precisa se permitir ser criativo e renovar as práticas didáticas tradicionalmente 
conhecidas. Precisa estar atento ao conhecimento que os estudantes já trazem para a escola em 
razão de suas experiências de vida e saber que tudo o que se propuser a ensinar deve “dialogar” 
com esses conhecimentos prévios dos alunos. Atenção: diálogo não significa sempre 
concordância, pode ser que novos conhecimentos entrem em conflito com o que o aluno já sabe 
e isso exigirá um trabalho mediador do professor para que ideias equivocadas sejam substituídas 
por outras mais confiáveis. 
A concepção construtivista, por exemplo, entende a aprendizagem dos alunos como uma 
(re)construção de conhecimento a partir de seus conceitos iniciais, e que evoluem por meio de 
atividades de ensino nas quais situações problemáticas de interesse dos alunos são exploradas 
e o professor propõe uma organização do trabalho que resulte na produção de conhecimento 
por e para eles. 
 
 
 
10 
 
Ao planejar o ensino, o professor deve se preocupar em fornecer estímulos e oportunidades 
para que o aluno construa conhecimentos, desenvolva habilidades e atitudes, tudo de maneira 
integrada. 
Ensinar é um ato intencional do professor com vistas a atingir objetivos de aprendizagem dos 
alunos. 
O professor tem uma linguagem que desenvolveu ao longo de sua formação acadêmica. Uma 
das funções da escola é introduzir o aluno nessa nova linguagem, mas sem desmerecer o modo 
habitual de os alunos se expressarem, porque isso não é justo com suas histórias de vida e pode 
inibi-los, se forem censurados. 
O aprendizado de uma nova forma de se expressar ocorrerá lentamente ao passo que o 
professor der oportunidade aos estudantes de exporem suas ideias sobre os fenômenos 
estudados, criar um ambiente encorajador para que eles adquiram segurança e envolvimento 
com o mundo e com o linguajar da ciência. 
Os alunos precisam aprender a questionar, a testar possíveis soluções, a identificar o que deu 
certo e o que não deu, precisam aprender a argumentar sobre as decisões que tomaram, seja 
individual ou coletivamente. 
 
c) Saberes pedagógicos: os saberes pedagógicos são aqueles provenientes de várias áreas da 
Pedagogia, integrados nos atos de ensinar, planejar, executar e avaliar a eficácia do ensino. 
Algumas vezes eles são entendidos como sinônimos dos saberes integradores, mas enquanto 
estes estão voltados a saber trabalhar integradamente as três dimensões dos conteúdos e 
promover o desenvolvimento integral dos alunos, os saberes pedagógicos se relacionam a uma 
compreensão ampla da Educação, do universo no qual se insere o seu trabalho educativo, uma 
compreensão integrada dos componentes contextuais da escola. Eles abrangem o saber avaliar, 
o compreender as interações professor-aluno, o identificar o caráter social do conhecimento 
etc. 
Entre esses saberes estão aqueles que o professor desenvolve durante sua profissionalização, 
em sua atuação no ambiente escolar, no contexto em que a escola se insere e com o qual o 
professor precisa saber se relacionar, porque os aspectos contextuais interferem no seu 
trabalho e na aprendizagem dos alunos. 
Em resumo, o professor não pode ter uma visão alienada e imaginar que basta planejar boas 
aulas para que a aprendizagem de todos aconteça, é preciso ter uma visão ampla das questões 
sociais e organizacionais que permeiam o seu trabalho e ter noção de que as decisões didáticas 
 
 
 
11 
 
que toma em seu trabalho produzem consequências na vida dos alunos, na própria vida e na 
vida da sociedade. 
 
1.4 Pesquisa sobre o ato de ensinar 
 
No vídeo indicado a seguir, é discutida a importância da aproximação entre a pesquisa e o aluno, 
para transformar os saberes. Para Paulo Freire, o professor deve procurar trazer os novos 
conhecimentospara a sala de aula, para dar um caráter ativo ao saber. A pesquisa ajuda a dar 
ao conhecimento uma prática dinâmica. Os saberes dos alunos também devem ser 
considerados, para que professores e alunos possam aprender juntos. Segundo o autor, 
qualquer disciplina pode executar esse método de integração para que alunos de qualquer nível 
possa fazer descobertas e se tornar sujeito do seu próprio conhecimento. 
 
1.5 Deveres e dilemas éticos na profissão 
 
Competências do professor e dilemas éticos 
O profissional deve ser orientado pela ética, pois é comum que enfrente alguns dilemas. Toda 
pessoa pode errar, mesmo tentando ser responsável, justa e solidária. Por isso, torna-se 
necessária a reflexão constante sobre a atuação cotidiana, de forma a poder redirecionar suas 
ações e trajetória do ensino, procurando deixar clara sua posição política e manter o 
compromisso com as regras acordadas com os educandos. Assim, diante dos dilemas, o 
professor pode sempre encontrar uma saída que encaminhe a educação para seu objetivo, que 
é a aprendizagem do aluno. 
Dilema 1: Prevenir a violência na escola e fora dela 
Criar sistemas para conter a violência (que pode ser violento) ou deixar tudo como está? 
ENSINAR Exige Pesquisa: Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire. Publicado em 22 jun. 
2015. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=2NfxvONcboo>. Acesso em: 4 
set. 2018. 
 
 
 
 
12 
 
Convencer os alunos de que a violência não compensa (a violência simbólica praticada na escola 
não compensa para todos? A chacota (bullying), por exemplo, compensa para alguns alunos que 
a praticam regularmente.) 
Possível saída 
 Negociar as regras com os alunos. 
Dilema 2: Lutar contra preconceitos e discriminações sexuais, étnicas e sociais 
Conformar-se e deixar como está porque é difícil mudar, ou tentar tirá-los da cabeça dos alunos? 
Direcionar o tempo para cumprir o programa ou analisar as situações com os alunos? 
o Possível saída 
 Promover, incessantemente, a reflexão dos alunos. 
Dilema 3: Participar da criação de regras de vida comum 
Saber que tem o dever de ser um professor comprometido, mas não ser. 
Perceber que os alunos não obedecem às regras criadas por eles: insistir ou retroceder? 
o Possível saída 
 Reforçar o próprio comprometimento. 
Dilema 4: Analisar a relação pedagógica, a autoridade e a comunicação em aula 
O professor conhece os próprios sentimentos em relação aos alunos? 
Comportar-se de maneira distante ou atender às necessidades de afeto dos alunos. 
o Possível saída 
 Investir no próprio desenvolvimento pessoal para que consiga analisar como se 
comporta com os alunos. 
Dilema 5: Desenvolver o senso de responsabilidade, solidariedade e o sentimento de justiça 
Correr o risco de errar na tentativa de ser justo ou evitar julgar? 
o Possível saída 
 Para que o professor não tenha medo de correr o risco, os direitos e deveres dos alunos 
e dos professores precisam ser claros e aceitos por todos. 
 
 
 
13 
 
 
 
Fechamento 
Neste bloco tivemos a oportunidade de conhecer alguns conceitos e práticas do ensino e a 
função da didática na formação do professor. Conhecemos também os dilemas éticos que ele 
enfrenta no desempenho da sua função e as competências necessárias para a qualidade da 
prática docente. 
 
 
Referências 
ARENDT, Hannah. Entre o passado e o futuro. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 2003. 
BOURDIEU, Pierre. A reprodução. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1992. 
CANDAU, Vera Maria. Didática em questão. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1984. 
FREIRE. P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 22. ed. Rio de 
Janeiro: 2002. 
LIBÂNEO, J. C. Pedagogos, para quê? São Paulo: Cortez, 1990. 
LUCKESI, C. C. O papel da didática na formação do educador. In CANDAU, Vera (org.). A 
Didática em questão. Petrópolis: Vozes, 2001. 
PERRENOUD, Philippe. As competências para ensinar no século XXI. Porto Alegre: Artmed 
Editora, 2014. 
 
 
 
 
14 
 
 
BLOCO 2: APRENDIZAGEM 
Neste bloco estudaremos os tipos de aprendizagem a partir dos conceitos de alguns estudiosos 
sobre o tema, como Ausubel, Skinner, Rogers, entre outros, para conhecermos melhor as 
propostas das escolas psicológicas da aprendizagem. A seguir, veremos os ritmos existentes da 
aprendizagem e as necessidades de diversificação das práticas para se atingir os objetivos 
educacionais a partir das propostas de Gardner. Completaremos o tema com a progressão da 
aprendizagem e sua organização e direção na instituição escolar. 
 
 
 
15 
 
 
2.1 Tipos de aprendizagem 
 
Os tipos de aprendizagem são: 
• Comportamentalista (Behaviorista) – Principais teóricos: Watson e Skinner 
• Cognitivista – Principais teóricos: Piaget e Ausubel 
• Humanista – Principal teórico: Rogers 
• Sociointeracionista (sócio-histórica) – Principal teórico: Vygotsky 
 
Aprendizagem comportamentalista (Behaviorista) 
A matriz comportamentalista parte do pressuposto que o organismo está sujeito às influências 
do meio e que a experiência é a base do conhecimento, sendo assim, o comportamento humano 
pode ser modificado com a mudança de ambiente. 
Watson: propôs estudar o comportamento a partir das condutas observáveis que seriam 
descritas na forma de estímulo e resposta (E – R). 
Skinner: analisou a aprendizagem a partir do condicionamento operante, um comportamento 
condicionado pela repetição de tal forma que o aluno aprenda de forma mecânica e automática. 
 
Aprendizagem cognitivista 
Para os cognitivistas, a aprendizagem vai além das influências do ambiente, o ser humano 
procura saber como funciona o mundo e, para que alcance esse objetivo, é preciso de estímulos 
para o desenvolvimento dos mecanismos intelectuais que possibilitam a aquisição de novos 
conhecimentos. 
Piaget: deu ênfase ao desenvolvimento do sujeito e aos aspectos relacionados com a 
aprendizagem, que evolui desde o nascimento do sujeito, passando pelos estágios pré-
operatório, operatório concreto e formal, da infância ao amadurecimento. 
Ausubel: desenvolveu a teoria da aprendizagem significativa, que procurou explicar os 
mecanismos internos da mente e suas relações com o aprendizado e a elaboração do 
conhecimento do sujeito. 
 
 
 
 
 
16 
 
Aprendizagem humanista 
Essa abordagem trata dos sentimentos, valores e expectativas e, nesse sentido, os processos 
cognitivos envolvem o afetivo, o social, o psicomotor e a personalidade humana. A totalidade 
do ser humano está centrada no contínuo desenvolvimento da aprendizagem. 
Rogers: a capacidade interior do ser humano é a base da sua teoria. Em todas as pessoas existe 
um impulso inerente para a autonomia e, ao desenvolver-se, o sujeito ativa as capacidades 
orgânicas. 
 
Aprendizagem sócio-histórica 
 
Essa abordagem é constituída de duas partes relacionadas, uma são as condições 
socioeconômicas e políticas, relacionadas à vida da comunidade na qual se vive, e a outra é 
formada pelos elementos simbólicos e as representações em que o sujeito vinculado se encontra 
em diferentes fases da vida. 
Vygotsky: são duas as formas de funcionamento da mente, a primeira é a elementar: de origem 
genética, denominada estágio sensorial-motor, a segunda são os processos superiores: que são 
construídos pela história social do indivíduo na sua relação com o mundo. 
 
2.2 Ritmos de aprendizagem 
 
Sobre os ritmos de aprendizagem, considere que: 
• Cada criança apresenta um ritmo próprio no seu processo de desenvolvimento. 
• A história de cada uma delas é particular e única, decorrente da sua estrutura biológica, 
psicológica, social e cultural. 
• Nem todos aprendem ao mesmo tempo as mesmas coisas. 
 
Tipos de ritmos que os alunos podem apresentar 
• Sensíveis 
• Pragmáticos 
• Competitivos 
• Lentos 
• Portadores de necessidades especiais 
• Superdotados 
 
 
 
 
17 
 
Diversificar é necessário 
O ritmo de aprendizagem não está relacionado com as capacidadesintelectuais, mas com a 
motivação e interesse que a pessoa tem sobre o assunto, por isso promover o envolvimento do 
aluno é uma das missões do professor, com “mais do mesmo” não é possível conseguir que o 
aluno se envolva e aprenda. Para diversificar, há a necessidade do envolvimento de todos. 
 
Gardner (1995) 
Howard Gardner, importante estudioso americano, investigou a natureza e realização das 
potencialidades humanas, estudando a respeito dos talentos internos das crianças. Seu principal 
objeto eram os alunos que, em suas séries escolares, eram rotulados de alunos “incapazes” de 
aprender. A partir da ideia de que era possível medir o Quociente de Inteligência de forma 
genérica e única, que acabava por desmerecer muitos talentos, Gardner (1995, p. 22) realizou o 
estudo das multiformas de inteligência, a Teoria das Inteligências Múltiplas, na qual a mente é 
um instrumento multifacetado. 
 
Multifaces da inteligência de Gardner 
Defendeu a existência de sete inteligências que funcionam combinadas, e qualquer papel adulto 
sofisticado envolverá uma fusão de várias delas. 
1. verbal ou linguística 
2. lógico-matemática 
3. sinestésica corporal 
4. espacial 
5. musical 
6. interpessoal 
7. intrapessoal 
 
Vygotsky 
O desenvolvimento dos indivíduos parte das interações com o meio social no qual está inserido, 
devido as formas psicológicas mais sofisticadas que decorrerem das interações da vida social. 
 
 
 
 
 
18 
 
As diferenças na sala de aula 
Na prática educacional é preciso ter consciência de que os estilos de aprendizagem e as 
inteligências individuais devem nortear o estilo de ensino (Perrenoud, 2002). Dessa premissa, 
deve-se considerar as questões a seguir: 
• Novas práticas que levem em conta os perfis individuais de inteligência; 
• Individuo faz uma interpretação pessoal da realidade; 
• Cada indivíduo utiliza um conjunto de estratégias cognitivas que mobilizam na 
aprendizagem; 
• Em suma, cada pessoa aprende a seu ritmo, modo e estilo. 
 
Metodologia diversificada 
As dificuldades de aprendizagem ocorrem pelo fato de alguns professores não conseguirem 
dominar suas práticas pedagógicas em sala de aula, as metodologias que ajudem a superação 
das dificuldades do processo. Nesse contexto, existem diversas práticas metodológicas que, 
quando executados de maneira eficaz, podem fazer a diferença no ensino. Assim, didática é a 
ferramenta para estimular a aprendizagem para ser desenvolvida nos espaços educacionais, 
podem ser: 
o Atividades 
 abertas 
 diversificadas 
 
Prática do ensino 
Ações educativas 
O fenômeno educativo é uma ação que acontece em vários ambientes, no escolar (LIBÂNEO, 
2005). Na escola encontramos as ações em que são praticadas como prática educativa, que pode 
ser considerada como um meio eficaz para o desenvolvimento educacional. Suas ações não se 
dão de forma isolada das relações sociais, políticas, culturais e econômicas da sociedade. As 
ações educativas abrangem as seguintes ações e práticas: 
 
• Atividades de ensino-aprendizagem, materiais didáticos e curriculares diversificados e 
diversificáveis. 
 
 
 
19 
 
• Conjunto de ajudas e apoios variáveis, em quantidade e qualidade, na realização das 
atividades. 
• A adaptação curricular significativa de alcance individual e grupal. 
 
2.3 Progressão de aprendizagem 
 
A seguir, apresentamos algumas práticas a partir da pedagogia diferenciada, tendo em vista a 
progressão de cada aluno: 
1) ajustar situações-problema ao nível do aluno; 
2) visão linear dos objetivos do ensino; 
3) teoria e prática nas atividades de aprendizagem; 
4) abordagem formativa ao avaliar o aluno em situação de aprendizagem; 
5) observar resultados e tomar decisões de progressão; 
6) teoria dos ciclos de aprendizagem de Perrenoud. 
 
Tópico 1: ajustar situações-problema ao nível do aluno 
Cada aluno percorre um percurso individual no processo de aprendizagem. Dessa forma, o 
melhor procedimento será adotar uma perspectiva de longo prazo para que cada aluno possa a 
seu tempo se desenvolver. O papel do professor ganha maior importância nas decisões da 
progressão em decorrência da diferença de tempo de cada um. 
 
Tópico 2: visão linear dos objetivos do ensino 
Espera-se que o professor tenha como prática colocar cada aluno, individualmente, em 
situações de aprendizagem ideais, levando em conta os conhecimentos prévios, seus interesses 
e sua interação com o saber. 
 
Tópico 3: teoria e prática nas atividades de aprendizagem 
A responsabilidade pela motivação dos alunos transcende os domínios do professor, porém 
focaliza a contribuição deste com o que lhe for tangível. 
 
 
 
20 
 
 
Tópico 4: abordagem formativa ao avaliar o aluno em situação de aprendizagem 
O ensinar e o aprender devem ser o objetivo na prática cotidiana, pois é no desenvolvimento da 
aprendizagem que o professor pode avaliar cada um e suas habilidades, de forma a procurar os 
significados da avaliação da aprendizagem. 
 
Tópico 5: observar resultados e tomar decisões de progressão 
No processo de ensino-aprendizagem o mais importante é ter dados periódicos sobre as 
competências dos alunos para tomar decisões de progressão, para que na seleção das avaliações 
sejam realizadas orientações com o grupo ou individualmente, inclusive envolvendo outros 
profissionais e a família. 
 
Tópico 6: teoria dos ciclos de aprendizagem de Perrenoud 
O autor defende os Ciclos de Aprendizagem como forma de organização educacional para 
enfrentar o fracasso escolar. Os ciclos podem garantir a progressão da aprendizagem levando 
em conta o tempo de cada um, desde que os objetivos sejam claros para os professores e alunos, 
empregando-se uma pedagogia diferenciada e com a utilização de avaliação formativa e 
trabalho coletivo do corpo docente. 
 
2.4 Organização e direção de situações de aprendizagem 
 
No vídeo “Maurício Pietrocola fala sobre estratégias de ensino”, o Professor Maurício Pietrocola 
fala sobre as estratégias que o professor precisa adotar de acordo com o conteúdo que irá 
abordar, tomando cuidado em fazer a transposição didática do conhecimento científico para 
que o conteúdo possa ser absorvido pelos educandos, pois o aluno não possui os conhecimentos 
da ciência. Os professores devem ficar atentos aos saberes dos alunos, que hoje é substancial 
em virtude do domínio tecnológico que já possuem e, dessa forma, oferecer aos educandos uma 
proposta metodológica que favorece o protagonismo dos alunos. Muitas vezes o protagonismo 
fica na proposta e não ocorre na sala de aula, por isso, o professor deve buscar situações de 
aprendizagem para cada conteúdo que irá desenvolver. 
 
 
 
 
21 
 
 
 
Fechamento 
Conhecemos conceitualmente as propostas teóricas sobre a aprendizagem e, dessa forma, 
pudemos perceber que existem diferentes teorias sobre as formas que o ser humano aprende 
ou pode aprender. Vimos que a partir dos tipos de aprendizagem é possível ao professor 
desenvolver métodos diversificados para alcançar os objetivos de qualidade da aprendizagem. 
Observamos também, que cada aluno apresenta um ritmo próprio e, em virtude dessa 
característica humana, a educação e o professor devem estar preparados para diversificar, 
ofertando ao aluno uma ampla possibilidade de desenvolver seus saberes. Finalmente, vimos a 
experiência da condução de um processo de aprendizagem e como se pode organizar uma 
atividade que estimule o aluno a ser sujeito do seu próprio conhecimento. 
 
 
TV CCP. Maurício Pietrocola fala sobre estratégias de ensino. Publicado em 5 de jun. 2017. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=UFPGPsV8ZBU>. Acesso em: 13 set. 
2018. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=UFPGPsV8ZBU
 
 
 
22 
 
Referências 
GARDNER, Howard. Inteligências múltiplas: a teoria na prática. Porto Alegre: Artes Médicas, 
1995. 
GASPAR, A.; MONTEIRO, I. C. Atividades experimentais de demonstraçõesem sala de aula: uma 
análise segundo o referencial da teoria de Vygotsky. Investigações em Ensino de Ciências. v. 10, 
n. 2, p. 227-254, 2005. 
LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, para quê? 8. ed. São Paulo: Cortez, 2005. 
 
PERRENOUD, P. Dez novas competências para ensinar. Porto alegre: artes Médicas Sul, 2000. 
REGO, T. C. Vygotsky: uma perspectiva histórico-cultural da educação. 13.ed. São Paulo: 
Editora Vozes. 2002. 
 
 
 
 
23 
 
 
BLOCO 3: DIDÁTICA NA PRÁTICA 
 
Neste bloco vamos conhecer alguns aspectos das relações ensino-aprendizagem. Abordaremos 
os conceitos dessas relações e as possíveis metodologias que podem garantir o melhor 
aproveitamento da relação ensinar-aprender. Dessa forma, desenvolveremos a consciência da 
importância da boa formação docente para a construção da postura esperada do bom educador 
em prol da melhor aprendizagem, que garanta ao educando a capacidade de se tornar sujeito 
da sua história. 
Conhecer os tipos de métodos e técnicas de ensino permitirá que o estudante construa a 
percepção das possibilidades disponíveis para serem aplicadas nas inúmeras situações de ensino 
que se apresentarem no desempenho da função docente. 
 
 
 
 
 
 
24 
 
3.1 A relação do ensino e aprendizagem 
 
Dois conceitos 
Na relação ensino-aprendizagem o processo envolve dois conceitos, o de ensino, que é o ato de 
ensinar, de transmitir conhecimentos, e a aprendizagem, que se constitui no 
método relacionado com o ato ou efeito de aprender. 
 
Ensino-aprendizagem 
Ensino-aprendizagem é um termo que define um processo complexo formado por um sistema 
de interações comportamentais entre professores e alunos. Nessa relação entre os 
componentes, o professor procura ensinar e o aluno aprende em uma situação diferente 
daquela que teria sem o auxílio de alguém. 
 
Relação comportamental 
O processo ensino-aprendizagem inclui os comportamentos complexos e difíceis de perceber na 
relação professor-aluno. Principalmente por ser uma relação constituída por múltiplos 
componentes em interação. 
 
Ensinar e aprender 
A relação é constituída por uma interação entre dois organismos. Mas as perguntas sobre a 
interação aparecem a respeito do que é ensinar... e o que é aprender? As definições são comuns: 
transmitir conhecimento ou conteúdo. 
Paulo Freire (1971), apontou que essas expressões são compatíveis com o que ele define como 
“concepção bancária” de educação, que não permite o desenvolvimento de uma educação 
adequada. 
 
Comportamento de ensinar 
É uma relação crítica, que envolve e coloca em interação três efeitos: o efeito do que o professor 
faz, o efeito no aluno e a efetiva aprendizagem do aluno. 
Quadro 3.1: Situações de ensino 
 
 
 
25 
 
 
Fonte: adaptado de Kubo e Botomé (2001). 
Dessa forma, deve-se observar a situação antecedente, como os objetivos de ensino definidos, 
as características dos aprendizes e as matérias e condições de ensino; a seguir, a classe de 
respostas do professor e, finalmente, a situação consequente, o desempenho do educando. 
 
Comportamentos do aprender 
Deve-se observar o comportamento do aluno a partir de duas situações, a que é composta pelos 
três componentes do processo, situação, ação e resultados, e pela variável do organismo que 
não aprendeu, e sua interação com a aprendizagem (PERRENOUD, 2014). 
 
 
Os aspectos da situação de aprendizagem na qual o sujeito (aluno) está inserido não 
necessariamente são percebidos por ele, que age segundo o contexto social do meio. 
 
3.2 Educação problematizadora 
 
Concepção problematizadora 
 
 
 
26 
 
Crítica ao ensino do sistema capitalista que forma o homem não pensante e desumanizado. A 
educação deve priorizar o pensamento libertador, possibilitando plenas condições de atuar em 
seu contexto social, pois somente o homem é capaz de refletir sobre si mesmo (FREIRE, 1971). 
 
Educação Bancária 
Paulo Freire classificou a educação organizada pelo sistema capitalista como uma educação que 
neutraliza a conduta social das classes subalternas cujo método de aprendizado implantado não 
atendia às necessidades político-filosóficas e educacionais. Para Freire, a educação é o ato de 
depositar, transferir e transmitir valores e conhecimentos. 
 
Educação opressora 
Na prática educacional opressora o educador é o que educa; os educandos, os que são 
educados. O educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem. O educador é o que 
pensa; os educandos, os pensados. E o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a 
escutam docilmente (FREIRE, 1989). 
 
Tomada de consciência 
Segundo Fochezatto e Conceição (2012), somente ao enxergar criticamente a ausência de ética, 
será possível acreditar em si e na união com seus pares para enfrentar a alienação em que está 
envolvido. 
 
Educação libertadora 
Para atingir esses objetivos a educação deve proporcionar uma concepção político-pedagógica 
onde prevaleça o diálogo problematizador que estimule a reflexão e, dessa forma, a ação, na 
qual o educando possa intervir no processo e, assim, tornar-se sujeito da própria história 
(FREIRE, 1976). 
 
 
 
 
27 
 
A educação problematizadora pode desenvolver a dialogicidade, criando uma nova relação, a 
do educador-educando e a do educando-educador. 
 
3.3 Métodos e técnicas de ensino 
 
Métodos e técnicas 
O monge luterano Jean Amos Comenius (1592-1670) foi o primeiro educador a propor um 
método universal como arte de "ensinar tudo a todos“. Métodos e técnicas se constituem a 
maneira pela qual o professor, ou o instrutor de ensino, utiliza para ensinar aos seus alunos. É a 
didática a ciência que estuda os métodos e técnicas de ensino. 
 
Tipos de métodos 
Os tipos de métodos são agrupados em duas categorias, os tradicionais, normalmente passivos, 
e os modernos, ativos-participativos. 
 
Aplicar métodos e técnicas 
Para aplicar os métodos e técnicas de ensino, deve-se considerar os saberes docentes, que são 
formados pela experiência que ele traz consigo, o conhecimento e como utiliza, e os saberes 
pedagógicos, que o permite saber ensinar. 
 
Saberes do Professor 
Para Saviani (1996), o processo educativo é um fenômeno complexo, os saberes envolvidos 
também são. Nesse sentido, o educador deve dominar cinco saberes, o didático-curricular, o 
pedagógico, o conteúdo específico, o crítico-contextual e o atitudinal. 
Quatro autores elencam em três categorias os saberes necessários para que o professor seja 
bem-formado. Veja a tabela 3.1 a seguir: 
 
 
Tabela 3.1: Conhecimentos para a boa formação docente 
 
 
 
28 
 
 
Fonte: Brighenti; Biavatti; Souza, 2015. 
Metodologia do ensino 
A metodologia do ensino inclui método e técnicas de ensino. O método se aplica por meio de 
técnicas de ensino. O método de ensino compõe-se de um “conjunto de procedimentos lógica 
e psicologicamente ordenados” utilizados pelo professor a fim de “levar o educando a elaborar 
conhecimentos, adquirir técnicas ou habilidades e a incorporar atitudes e ideais. 
A efetivação do processo de ensino deve considerar três dimensões, a individual, a em grupo, a 
coletiva e a socializada-individualizante. 
Os métodos de ensino constituem-se na aplicação da reflexão, da inovação, da problematização, 
do trabalho em grupo e da mediação e facilitação pelo professor. 
Os métodos de ensino podem ser definidos conforme observa-se na Tabela 3.2, a seguir: 
 
Tabela 3.2: Definições e principais métodos de ensino 
 
Fonte: Brighenti; Biavatti; Souza (2015). 
 
 
 
 
29 
 
Que métodos e técnicas utilizar 
A escolha do melhor método em um determinado contexto deve observar os objetivos para tal, 
considerando o tempo disponível para sua aplicação, o tipo de aluno, o assunto e as condições 
materiais disponíveis para o desenvolvimento da aprendizagem. 
Diante desse contexto, o professor deve escolher a melhor maneira de apresentar o 
conhecimento, tendo à disposiçãoos métodos expositivo, ativo, comparativo, dialético, 
interrogativo e demonstrativo. 
 
3.4 Envolvimento do aluno 
 
O que é o envolvimento do aluno com a aprendizagem? 
Sinônimo de envolvimento escolar, é expressa na forma como o aluno participa das aulas e 
atividades escolares. Pode ser demonstrado como um comportamento passivo ou ativo. 
Em língua portuguesa, é importante perceber que a palavra envolvimento pode ser interpretada 
de forma diferente da palavra comprometimento. 
E então, queremos alunos apenas envolvidos ou totalmente comprometidos com a 
aprendizagem? 
Queremos alunos formados pela integração de pensamentos, sentimentos e comportamentos 
em situações de aprendizagem. 
Pensamentos do aluno sobre: 
• a importância da escola; 
• as próprias aspirações pessoais; 
• a capacidade de definir objetivos de vida e aprendizagem. 
Sentimentos se relacionam à sensação de pertencer a um grupo (colegas da escola, professores 
e comunidade em geral). 
Comportamentos podem demonstrar alunos interessados/desinteressados, 
disciplinados/indisciplinados em situações de aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
Envolvimento + disciplina + ação do professor 
Segundo Velázquez (2004, p. 23-24), pesquisas mostram que o envolvimento está ligado ao 
interesse do aluno. 
• Aluno mais envolvido = melhor resultado acadêmico = comportamentos negativos na escola 
(indisciplina) menos frequentes. 
• Ação do professor = identificar e auxiliar o aluno a identificar os próprios interesses de 
aprendizagem. 
 
Autoridade x Autoritarismo 
AUTORIDADE = uma característica atribuída àqueles que detêm um conhecimento ou são 
exemplos morais. 
AUTORITARISMO = imposição de uma autoridade que alguém detém devido à posição que 
ocupa em uma organização social. 
 
Envolvimento + disciplina + ação do professor 
Para manter a disciplina, a escola costuma usar basicamente três estratégias: 
1. Usar a força: ameaças e punições aplicadas aos estudantes (autoritarismo). 
2. Chantagem afetiva: sensibilizar o estudante a se comportar bem para não romper com a 
relação de amizade com o professor ou com a turma (autoritarismo). 
3. Ensinar o aluno a se responsabilizar por seus atos (autoridade). 
 
Ações do professor 
1. Construir sua autoridade. 
2. Ajudar o aluno a identificar os próprios interesses. 
3. Criar atividades ligadas aos interesses dos alunos. 
4. Criar código de regras de conduta juntamente com os alunos. 
5. Prevenir comportamentos indisciplinados por meio do diálogo. 
 
 
 
 
 
31 
 
3.5 O professor como mediador da aprendizagem 
 
No vídeo indicado a seguir, sobre as propostas de Paulo Freire, é discutida a questão do 
comprometimento do professor. Para que tal proposta se consolide, é necessário que ele 
exponha aos alunos suas convicções, posição política e a autocrítica. 
O professor deve fortalecer as relações de confiança sendo claro e verdadeiro, para desenvolver 
a autonomia do aluno. Nesse sentido, o professor deve estar sempre observando os alunos e 
seus comportamentos. Lendo o espaço da sala de aula, o professor pode perceber o que está 
acontecendo no espaço pedagógico. 
Outra questão a ser coloca para o aluno é a política, para o desenvolvimento da criticidade e da 
necessidade que o educando dever ter ao fazer escolhas, pois vida é constituída de escolhas. 
Para que isso aconteça de forma imparcial, o professor deve ter um comprometimento ético 
com o saber, para não influenciar as escolhas dos alunos. 
 
Fechamento 
O bloco proporcionou o conhecimento da didática na prática. A partir das relações ensino-
aprendizagem, percebeu-se que ela envolve inúmeros conceitos e dimensões que contribuem 
para a prática docente. A metodologia do ensino, discutida a partir dos métodos e técnicas de 
ensino, permitiu a reflexão sobre as possibilidades do desenvolvimento da aprendizagem por 
meio das escolhas corretas pelo professor para aplicá-las nas aulas. Para isso, conhecemos a 
necessidade da boa formação do professor, bem como o seu comprometimento com a 
educação. 
 
 
FONSECA. A. A. Cap. 3.2 Ensinar exige comprometimento. Pedagogia da autonomia, de 
Paulo Freire. Publicado em 15 de março de 2017. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=jSOjZd0Q1Vk>. Acesso em: 21 set. 2019. 
 
 
 
32 
 
Referências 
BRIGHENTI, J.; BIAVATTI, V. T.; SOUZA, T. R. Metodologias de ensino-aprendizagem: uma 
abordagem sob a percepção dos alunos. Revista GUAL, Florianópolis, v. 8, n. 3, p. 281-304, set. 
2015. 
FOCHEZATTO, A.; CONCEIÇÃO, G. H. A proposta da educação problematizadora no 
pensamento Paulo Freire. Disponível em: 
<acervo.paulofreire.org/xmlui/bitstream/handle/.../FPF_PTPF_07_0004.pdf>. Acesso em: 10 
set. 2018. 
FREIRE, P. A pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 
__________. Uma educação para a liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976. 
__________. Educação como prática da liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. 
KUBO Olga M.; BOTOMÉ, Sílvio P. Ensino-Aprendizagem: uma interação entre dois processos 
comportamentais. Revista Interação em Psicologia, v. 5, 2001. Disponível em: 
<https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3321>. Acesso em: 25 ago. 2018. 
PERRENOUD, Philippe. As competências para ensinar no séc. XXI. Porto Alegre: Artmed Editora, 
2014. 
SAVIANI, Dermeval. Educação: do senso comum à consciência filosófica. 12. ed. Campinas: 
Autores Associados, 1996. 
VELÁZQUEZ, F. et al. Matemáticas e internet. Barcelona: Graó, 2004. 
 
 
https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3321
https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3321
https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3321
https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3321
https://revistas.ufpr.br/psicologia/article/view/3321
 
 
 
33 
 
 
BLOCO 4: PROJETO PEDAGÓGICO E PLANEJAMENTO DE ENSINO 
Conhecer o que é um projeto pedagógico e um planejamento de ensino e seus objetivos e 
composição será de imensa importância para o professor em formação, em virtude de serem 
objetos obrigatórios na educação e fazerem parte das atividades profissionais do professor. 
Nesse sentido, procurou-se discutir neste bloco cada um deles e sua importância para que os 
objetivos da educação possam ser atingidos. 
 
 
 
 
34 
 
4.1 Escola e currículo 
 
Em entrevista com o Professor Miguel Arroyo, que pode ser encontrada no link apresentado a 
seguir, é abordado o tema currículo. Ele afirma que as tensões que as escolas vivem atualmente 
são decorrentes do currículo, que não são significativos para os alunos. Além disso, ele faz uma 
crítica à falta de reflexão sobre a superação ou não dos currículos escolares, que, 
consequentemente, necessitam mudar na busca de maior motivação e aproximação dos temas 
cotidianos que afetam os alunos e que são desenvolvidos como um segundo currículo na 
educação. 
O professor defende a tese da inserção do currículo praticado, ou currículo real, mas isso sofre 
com a obstrução das instâncias governamentais responsáveis pelo currículo, no sentido de 
manter o currículo fechado. 
 
4.2 Projeto pedagógico 
 
Para elaborar um projeto pedagógico é necessário, primeiramente, que se considere as 
intenções do projeto, ou seja, o que se pretende com sua elaboração. O projeto envolve duas 
dimensões a serem consideradas, a da escola, que diz respeito às possibilidades de inovações a 
serem inseridas para elevar a qualidade do ensino, e a dimensão dos profissionais que 
participam da sua elaboração, que reflete e faz questionamentos que contribuam para a 
qualificação do projeto da escola. 
Os responsáveis pela elaboração de um projeto pedagógico são: a coordenação, a direção, o 
corpo docente e todos os outros membros que exercem atividades de suporte, pois o projeto é 
um produto coletivo. 
 
Construção do Projeto Pedagógico 
Para a construção do projeto pedagógico é necessário considerar uma série de situações e 
procedimentos a seremobservados. Cada uma delas possui importância e significado para a 
eficácia do projeto. Nesse sentido, deve observar, primeiramente, se os educadores explicitam 
SIMPRO MINAS. Programa Extraclasse 180: currículo no ambiente escolar (1ª parte). 
Publicado em 22 de nov. de 2011. Disponível no em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=y0yFvwm8qTc>. Acesso em: 24 set. 2018. 
https://www.youtube.com/watch?v=y0yFvwm8qTc
 
 
 
35 
 
seus propósitos e apontam metas e objetivos comuns, se estão vislumbrando caminhos para 
melhorar a atuação da escola. 
Devemos considerar que o Projeto Pedagógico confere identidade à escola num contexto local, 
como uma instituição que tem personalidade própria, que reflete a vontade coletiva. A escola 
contextualiza as práticas e necessidades da comunidade escolar, alinhada com as diretrizes 
nacionais, e com as normas, regulamentos e orientações curriculares que regem o sistema e 
escolhe as metodologias. 
Finalmente, deve-se ter em mente que o Projeto Pedagógico é, ao mesmo tempo, um dever e 
um direito da escola. E deve ser um instrumento democrático (coletivo), abrangente e 
duradouro. 
 
Os princípios do Projeto Pedagógico 
O projeto pedagógico é um instrumento que se fundamenta em princípios, estes, por sua vez, 
apresentam duas dimensões, a das garantias dos educandos de acesso, permanência e sucesso, 
e a da gestão estratégica, que deve valorizar os profissionais, zelar pela qualidade do ensino, 
propiciar a integração curricular, promover a integração, escola, família e comunidade, e gerir 
com autonomia a escola. 
 
Fases da construção do Projeto Pedagógico 
Para elaborar um projeto pedagógico, é recomendado que algumas etapas ou fases de 
construção sejam seguidas: 
1ª fase – Diagnóstico 
• Como é a nossa escola? 
Levantar informações 
• O que fazer? 
Analisar os dados apurados e mudar, visando melhorar o desempenho da escola 
• Como fazer? 
Mudar conteúdos, metodologias de ensino e processos de avaliação 
 
2ª Fase – A escola que se quer construir 
• Precisa-se buscar uma fundamentação que oriente a ação conjunta dos seus segmentos. 
 
3ª fase – Execução das ações definidas pelo coletivo 
 
 
 
36 
 
• Nessa fase são definidas as maneiras pelas quais se procurará superar os desafios do 
cotidiano, aproveitando as propostas apresentadas pelos participantes. 
 
Articulação do Projeto com a prática pedagógica 
Para que a articulação do Projeto com a prática pedagógica seja possível, a escola necessita de 
um planejamento, no qual organizará seu trabalho e sua prática pedagógica. As ações 
implementadas devem se articular para alcançar uma educação de qualidade, conforme o 
previsto no Projeto Pedagógico. 
 
4.3 Planejamento e suas etapas 
 
O projeto pedagógico e o planejamento de ensino possuem etapas de elaboração que precisam 
ser seguidas para que tenham os fundamentos necessários para atender aos objetivos 
educacionais. 
No primeiro momento, compete observar o planejamento a partir das suas caraterísticas e 
conceitos. 
O planejamento é uma necessidade em todos os campos da atividade humana. Hoje adquiriu 
maior importância na educação por causa da complexidade da organização dos sistemas de 
ensino. A função do planejamento é procurar antecipar as atividades e situações durante o ano 
letivo na busca da melhoria do ensino e da aprendizagem e procurar evitar que os profissionais 
da educação sejam surpreendidos por situações. 
Toda atividade educacional exige planejamento. Na área da educação temos os seguintes tipos 
de planejamento: 
Planejamento educacional – consiste na tomada de decisões sobre a educação no conjunto do 
desenvolvimento geral do sistema educacional do país. A elaboração desse tipo de 
planejamento necessita de propostas com objetivos a longo prazo para a educação, que definam 
a política educacional e sua implementação. 
Planejamento de currículo – o planejamento curricular é formular objetivos educacionais a partir 
daqueles expressos nos PCNs. O currículo é composto por um núcleo comum e outro 
diversificado, cabe à escola interpretar e operacionalizar esses currículos. 
 
 
 
37 
 
Planejamento de ensino – esse consiste no que é a especificação do planejamento de currículo. 
É uma tradução em termos mais concretos e operacionais do que o professor fará na sala de 
aula, para conduzir os alunos a alcançar os objetivos educacionais propostos. 
Para elaborar um plano ou planejamento, deve-se procurar seguir as seguintes etapas: 
Etapa 1 - Conhecimento da realidade – objetivos educacionais e institucionais 
Conhecer o contexto escolar permite prever o processo de ensino mais adequado, de forma a 
procurar meios de despertar o processo de aprendizagem nas condições mais favoráveis para 
que o aluno alcance as metas. 
“Partir de objetivos claros e definidos é o primeiro passo para adequar o plano do processo de 
ensino como o de aprendizagem” (SACRISTÁN apud MERCHAN, 2000. p. 37). 
O planejamento escolar requer, primeiramente, que sejam respondidas às seguintes perguntas: 
• O que pretendo alcançar? A aprendizagem; 
• Em quanto tempo pretendo atingir os objetivos? Nas várias etapas do ano letivo; 
• Como devo proceder para alcançar o que pretendo? Planejar; 
• O que fazer e como fazer? Usar a melhor metodologia; 
• Quais os recursos necessários? Livros, textos, filmes etc.; 
• Como analisar e verificar se os objetivos foram alcançados? Escolher o melhor tipo de 
verificação da aprendizagem e, se necessário, replanejar. 
 
Etapa 2 - Elaboração – conteúdos 
A partir de informações e dados fornecidos pela equipe escolar e por sondagem diagnóstica, 
temos condições de estabelecer o que é possível alcançar, como fazer para alcançar o que 
julgamos ser possível fazer e como avaliar os resultados. É importante procurar garantir que não 
ocorra a concentração do conteúdo, é bem mais produvito para a aprendizagem do aluno rever 
os conteúdos periodicamente, com esse cuidado podemos ter um melhor planejamento do 
conteúdos. 
A partir disso, começamos a elaborar o plano que deve procurar ter os seguintes passos para: 
• a seleção dos conteúdos – escolher os temas de acordo com o previsto pelo PCN; 
• organização dos conteúdos – procurar a melhor sequência para a efetiva aprendizagem. 
 
Etapa 3 - Execução – procedimentos de ensino e recursos de ensino 
Ao elaborarmos o plano de ensino, antecipamos, de forma organizada, todas as etapas do 
trabalho escolar. A execução do plano consiste no desenvolvimento das atividades previstas. Na 
 
 
 
38 
 
execução, sempre haverá o elemento não plenamente previsto. Às vezes, a reação dos alunos 
ou as circunstâncias do ambiente exigirão adaptações e alterações no planejamento. Isto é 
normal e não dispensa o planejamento, pois, uma das características de um bom planejamento 
deve ser a flexibilidade. 
 
Etapa 4 - Avaliação do planejamento 
Ao término de cada etapa da execução do planejamento, executa-se a avalição do próprio plano 
com vistas ao replanejamento. 
Nessa etapa, a avaliação possui um sentido diferente da avaliação do ensino-aprendizagem, pois 
está vinculada ao plano e seu sentido e significado amplo em todas as esferas, planos de curso, 
de unidade e de aula. Disso decorre que, além de avaliar os resultados do ensino-aprendizagem, 
procura-se avaliar a eficácia do plano durante seu desenvolvimento, a eficiência do próprio 
professor e a eficiência do sistema escolar dentro do que está disponível para se apurar sua 
eficácia. 
 
Etapa 5 - Aperfeiçoamento 
O planejamento, sua formulação, execução e reformulação são partes essenciais dos resultados 
qualitativos da aprendizagem, e o uso criativo e racional do planejamento, verificado pelos 
resultados alcançados pelos alunos e pelo próprio sistema escolar. Torna-se importante avaliar 
o planejamento para constatar sua eficiência ou não. Em decorrência disso, o professor pode e 
deve realizar uma reflexão sobrea implementação do planejamento e verificar se a melhor 
maneira de ensinar uma atividade durante o período foi eficaz, não esquecendo que o 
planejamento é uma maneira de alcançar os objetivos e, por isso, se for necessário, o professor 
deve revê-lo, replanejar. 
 
4.4 Seleção de conteúdos e recursos 
 
Conteúdo de uma disciplina 
Segundo Claudino Piletti (2010), no seu livro Didática Geral, o conteúdo é importante porque “a 
aprendizagem só se dá em cima de um determinado conteúdo. Quem aprende, aprende alguma 
coisa (...)”. Ele deve reunir, com base no conhecimento produzido pela ciência, os saberes 
científicos necessários e pertinentes à formação do educando e que possam ser aprendidos por 
eles depois de adequados a cada nível de ensino. 
 
 
 
 
39 
 
Como fazer a seleção do conteúdo? 
Os professores devem ter competência para selecionar conteúdos e recursos disponíveis, 
levando em conta critérios que: 
• tenham relevância para seus alunos; 
• estejam alinhados aos objetivos de aprendizagem previstos no plano; 
• tenham consistência e fidedignidade; 
• sejam simples e intuitivos, para não impactar o processo de aprendizagem. 
 
Conteúdo de uma disciplina 
Nesta etapa da seleção, o professor deve se perguntar: o que selecionar? Quais conceitos 
incluir? Qual a abrangência e profundidade dos temas? Também deve observar as necessidades 
de adaptações, escolha de exemplos e aplicações, e observar as relações com as outras 
disciplinas. 
 
Etapas na seleção de conteúdo 
É preciso conhecer o perfil e o currículo da disciplina e dos alunos, analisar o conteúdo próprio 
do assunto, extrair todos os itens importantes, comparar com outros itens da disciplina e levar 
em conta a participação dos alunos. Dessa forma os conteúdos serão consistentes e permitirão 
aos educandos perceber a utilidade e os significados que ele possui. 
 
Parâmetros para escolha dos conteúdos 
Oito parâmetros devem ser seguidos pelo professor durante o processo de escolha do conteúdo: 
• O conteúdo possui alinhamento com o currículo? 
• É de qualidade e adequado ao propósito? 
• Possibilita métodos pedagógicos inovadores, promovendo engajamento e facilitando o 
aprendizado? 
• Possui formas efetivas de avaliar o aprendizado? 
• É fácil de usar? 
• Funciona com os sistemas disponíveis na sua escola? 
• A infraestrutura disponível em sua escola é suficiente para o uso do recurso? 
• Possui funcionalidades para inclusão? 
 
 
 
 
 
40 
 
Seleção do conteúdo 
Nessa fase, o professor deve observar os critérios a serem utilizados para a seleção do conteúdo, 
são eles: 
Adequação – se o conteúdo está de acordo com o nível em que o aluno está. 
Viabilidade – se existem condições para a aprendizagem. 
Utilidade – se o conteúdo vai ser útil para os alunos. 
Significados – se o aluno vai conseguir relacionar com algum dos conhecimentos que já possui. 
Possibilidades – se vai ser possível desenvolver o conteúdo dentro do ano letivo. 
Validade – se o conteúdo está dentro do especificado pelas normas curriculares. 
 
Organização dos conteúdos 
Escolhidos os conteúdos, o professor deve organizá-los de forma que ele seja compreensível e 
apreendido pelo aluno. Deve observar os critérios de sequência, continuidade e integração. 
Ao organizar o conteúdo, o professor deve se ater a dois princípios básicos: 
• o lógico: que é existência de relações entre seus elementos; 
• o psicológico: que permite ao aluno estabelecer relações significativas para ele. 
 
Recursos de Ensino 
Os recursos de ensino são diversos, psicológicos e materiais, dentre outros, porém, são 
limitados. Cabe aos professores empreender uma dinâmica no sentido da busca de diversas 
formas para complementar a aula; recursos como os audiovisuais, entre outros, devem ser 
utilizados para aproximar o aluno da realidade. Além desses, os recursos disponíveis na escola, 
como livros, espaços, quadro negro/giz/apagador; jornais, cartazes, revistas; televisão; aparelho 
de som; aparelho DVD; e computador com projetor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
A utilização dos recursos permite um melhor aproveitamento dos conteúdos desenvolvidos em 
sala, como mostra a tabela a seguir: 
 
 
Aprendemos Retemos 
1% por gosto 10% da leitura 
1,5% através do tato 20% do que ouvimos 
3,5% através do olfato 30% do que vemos 
11% ouvindo 50% do vemos e escutamos 
83% através da visão 70% do que discutimos 
 
90% do que realizamos 
Fonte: adaptado de Haidt (1994). 
 
 
Fechamento 
Neste bloco conhecemos os principais elementos constitutivos do Projeto Pedagógico e do 
Plano de Ensino, os princípios, os componentes, os objetivos do projeto, os profissionais que 
devem participar de sua elaboração e as etapas a serem seguidas pelos responsáveis por sua 
construção, bem como os critérios a serem observados. Aprendemos que os recursos para a 
implementação do projeto e do plano devem ser buscados de forma que contribuam para 
favorecer a aprendizagem e, consequentemente, alcançar os objetivos da educação. 
 
 
Aprendizagem significativa 
 
 
 
42 
 
Referências 
 
HAIDT, R. C. C. Curso de Didática Geral. São Paulo: Ática, 1994. 
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo, Editora Cortez, 1991. 
___________. Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5. ed. Goiânia: Editora 
Alternativa, 2004. 
MERCHÁN, Paloma Arroyo. Teorías del aprendizaje. Madrid, España, Taymar Reprografía S.L, 
2000. p. 37-38. 
PARO, Vitor Henrique. Administração escolar: introdução crítica. São Paulo: Cortez, 1996. 
PILETTI, Claudino. Didática geral. 24. ed. São Paulo: Editora Ática, 2010. 
SANT’ANNA, I.M.; SANT’ANNA, V. M. Recursos educacionais para o ensino: quando e por quê? 
Petrópolis: Vozes, 2004. 
TURRA, Clódia Maria Godoy et al. Planejamento de ensino e avaliação. Porto alegre: Sagra, 
1995. 
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Planejamento de Ensino-Aprendizagem e projeto político 
pedagógico. São Paulo: Libertad, 2000. 
 
 
 
 
43 
 
 
BLOCO 5: AVALIAÇÃO 
No estudo deste bloco será possível compreender as características que as avaliações possuem, 
bem como sua inserção dentro do processo de ensino e as suas implicações na educação 
contemporânea. A participação do professor no processo avaliativo e a importância do total 
conhecimento do processo de forma a permitir que o educando tenha plenas condições de 
demonstrar seu conhecimento e as mudanças ocasionadas pelo desenvolvimento da 
aprendizagem. 
 
 
 
44 
 
5.1 Conceito, princípios, lógicas e funções 
 
História da Avaliação 
Segundo Perrenoud (1998), a avaliação surgiu na educação no século XVII, quando ocorreu a 
ampliação da educação na Europa, para louvar a excelência e estigmatizar o fracasso escolar, no 
contexto da sociedade liberal que se formava, que proclamava o princípio da meritocracia. 
Antes de a avaliação se institucionalizar na educação, existiam os exames orais, que serviam 
como processo de verificação da aprendizagem dos alunos, permitindo classificá-los para 
promoção ou não. 
Desde o início de sua implantação, a avalição foi motivo de controvérsias. Com críticas a favor e 
contra o processo de aplicação, de hierarquização e poder que ela confere. 
 
A escola e a avalição 
A escola se acostumou com as desigualdades que a avalição criou e com o êxito desigual dos 
alunos. A Pedagogia também se conformou com a avalição, pois ela apenas revela desigualdades 
de aptidão. A escola ensinava e os alunos, se tivessem vontade e capacidade intelectual, 
aprendiam. A tradição da educação compromete o desenvolvimento da educação, como 
podemos observar no gráfico 1. 
 Gráfico 1: Comparação Brasil-Chile – Ensino Fundamental completo 
 
Fonte: IDEB, 2014. 
Significado de avaliar 
Segundo Perrenoud (1998), avaliar é reconhecer ou atribuir valor a algo. Tendo como 
consequência a realidade do êxito ou o fracasso do aluno, sendoêxito a referência de um 
modelo de aluno socialmente esperado. Na atualidade, a avalição tem um caráter classificatório, 
 
 
 
45 
 
ocorrendo em períodos definidos, favorecendo certo tipo de alunos e estabelecendo uma 
relação utilitarista com o saber. 
 
Concepções de Avaliação 
De acordo com Melo (2007), a avaliação apresenta dois modelos: o tradicional e o progressista. 
• Tradicional – domínio das quantificações dos resultados e a classificação do aluno; 
• Progressista – enfatiza o processo, as qualificações e a avaliação diagnóstica do aluno. 
 
A educação progressiva possui diferentes abordagens que podem ser aplicadas no processo 
avaliativo, são elas: 
• Humanista – autoavaliação; 
• Comportamentalista – tem como objetivo a mudança de comportamento; 
• Sociocultural – é uma avaliação mútua do processo, uma autoavaliação do professor e do 
aluno; 
• Cognitivista – é a avalição qualitativa, porém se exerce pressão para o bom desempenho. 
 
Outras concepções de avaliações 
A autora Jussara Hoffman (1993) definiu duas outras concepções para a avalição: 
Avaliação mediadora: “Essa avaliação é ação, no sentido de levar o aluno do saber provisório a 
um saber enriquecido. ” 
Avaliação dialógica, que subsidia a avaliação mediadora, que se efetiva através do diálogo. 
 
Lógica da avaliação 
Toda avalição possui um certo ordenamento e objetivo. Devido às várias interpretações, vamos 
ver como alguns pensadores da educação concebem a sua lógica: 
Para Perrenoud (1998), a avalição é para verificação, uma forma de regulação da aprendizagem 
e dos comportamentos observáveis dos alunos. 
Para Scriven (1978), a avalição tem como objetivo classificar quem está sendo avaliado. 
Para Bloom (1972), a avaliação é uma coleta sistemática de evidências, a partir das quais se 
determinam mudanças e como elas ocorrem nos alunos. 
A educação busca objetivos de aprendizagem dos quais fazem parte uma elevação constante da 
qualidade do ensino e a avalição do sistema, que é feita através de uma prova, e espera que as 
 
 
 
46 
 
novas formas de desenvolvimento do processo avaliativo venham colaborar para esse 
desenvolvimento. 
 
 Gráfico 2: Trajetória do IDEB para o Brasil e Estados – 2005-2096 – Ensino 
Fundamental 
Fonte: INEP. 
 
Funções da Avalição 
No processo avaliativo do ensino-aprendizagem as provas podem cumprir diferentes funções, a 
saber (LUCKESI, 1995): 
• Formativa – serve para que o professor saiba o estágio em que o aluno se encontra, 
localizando falhas, percebendo as dificuldades e os comportamentos cognitivos. 
• Diagnóstica – serve para determinar capacidades (aptidões, conhecimentos prévios, 
potencial de aprendizagem etc.); permite descobrir as dificuldades de aprendizagem. 
• Somativa – é utilizada para determinar resultados, atribuindo conceitos ou notas. 
Geralmente é aplicada no final do período letivo. 
 
A avaliação diagnóstica, geralmente aplicada no início do período letivo, tem a função de: 
• diagnosticar 
• retroinformar 
• favorecer 
 
 
 
 
47 
 
5.2 Tipos e etapas de avaliação 
 
São vários os tipos e etapas do processo avaliativo; os pensadores da educação, Perrenoud 
(1998), Luckesi (1990, 1995, 2002, 2004), Esteban, Hoffmann e Silva, (2003) e Freire (1987) 
classificam os diferentes tipos, a seguir: 
 
Avaliação Diagnóstica 
Serve para determinar capacidades, causas implícitas das dificuldades de aprendizagem e ponto 
de partida para organização da sequência do ensino, aplicada no início de uma unidade, 
bimestre ou ano letivo; finalidade prognóstica. 
 
Avaliação Somativa 
O objetivo mais comum dessa avalição é mais que a formativa, visa determinar resultados 
alcançados ao final de um período, tema, bimestre ou ano letivo, atribuindo conceitos, notas 
etc. As principais características são: 
• nem tanto sua periodicidade, mas sim ocorrer no final de uma etapa; 
• sua maior abrangência; a maneira de entendê-la e colocá-la em prática depende do PPP da 
escola que orienta o professor. 
 
Avaliação Mediadora 
A avaliação mediadora fundamenta-se no diálogo e aproximação do professor com seus alunos 
de forma que as práticas de ensino sejam repensadas e modificadas de acordo com a realidade 
sociocultural deles. Nesse sentido, na avaliação o erro é considerado como parte da formação 
do conhecimento e não como algo a ser punido. Na perspectiva mediadora, o professor é capaz 
de propor situações desafiadoras que possibilitem a reflexão e ação tornando a aprendizagem 
mais significativa. O processo de avaliação mediadora tem por intenção promover melhores 
oportunidades de desenvolvimento aos alunos e de reflexão crítica da ação pedagógica, a partir 
de desafios intelectuais permanentes e de relações afetivas. 
 
Avaliação Dialógica 
A avaliação dialógica foi fundada nos ideais do educador brasileiro Paulo Freire; não possui o 
caráter punitivo. “A avaliação dialógica é transdisciplinar, isto é, considera o desenvolvimento e 
a aprendizagem dos alunos na pluralidade integrada das disciplinas do currículo escolar como 
um todo” (MENEZES, 2001). Dialogicamente, avaliar é construir o conhecimento fundamentado 
 
 
 
48 
 
nas experiências de cada um que está inserido no processo educativo. Respeitando as condições 
individuais, o professor por suas atitudes e contribuição ao processo é permeado principalmente 
pela paciência e dedicação. O professor, além de mediador do conhecimento, é parte do 
processo, responsável por promover questionamentos e conduzir o diálogo para chegar ao 
resultado esperado, à construção do conhecimento. 
 
Etapas de avaliação – Objetivos da avaliação 
É necessário determinar o que vai ser avaliado e formular os objetivos da avaliação, para 
possibilitar a mudança de comportamento do aluno, bem como distinguir os conteúdos que 
contribuem para o objetivo da mudança de comportamento. Especificar a situação que permite 
determinar se os objetivos foram atingidos, determinar um nível mínimo de desempenho. No 
plano de aula do professor deve constar se foram aplicadas todas as ferramentas necessárias 
para ministrar as aulas. E a forma de saber se o aluno aprendeu é avaliar para que ele demonstre 
o aprendizado, por um ou mais processos: avaliação continuada e/ou avaliação pontual. 
 
Critérios de avaliação 
O professor deve contribuir para que as expectativas com relação à avaliação não interfiram nos 
resultados. Dessa forma, os critérios adotados devem ser informados e manter uma coerência 
em relação ao desenvolvimento dos alunos, bem com o estabelecimento do grau de 
desempenho, se nota ou conceito etc. 
 
 
Estabelecer os critérios de avaliação – Múltiplos instrumentos 
Escolher os melhores instrumentos para avaliar depende dos objetivos a serem medidos, das 
condições em que serão usados. Se o desempenho não for satisfatório, crie motivações, 
exercícios e atividades que permitam o alcance dos objetivos. O professor pode ser 
“construtivista” e usar provas, ser “tradicional” e usar autoavaliação. 
É preciso que o professor indique as dimensões do comportamento ou o que será avaliado para 
os alunos: a aquisição do conhecimento, habilidades, atitudes, interesses etc. Nesse sentido, as 
taxionomias ou as classificações mais simples de objetivos educacionais facilitam a realização 
desta etapa. O professor pode determinar se o que irá avaliar recai no domínio cognitivo 
(conhecimento, capacidades), no domínio afetivo (interesses, atitudes, valores etc.) ou no 
domínio psicomotor (habilidades motoras simples ou complexas). 
 
 
 
 
49 
 
Aferição dos resultados 
Segundo o que está previsto no plano de aula, o professor, de quem depende da função da 
elaboração da avaliação em sua prática pedagógica, deve deixar explícito para o aluno se a 
avaliação será pontuada e como será quantificada e, após a aplicação, o professor deve 
compartilhar os resultados com alunos, escola e família.5.3 Objetivos educacionais 
Objetivos, avaliação e planejamento 
Os objetivos educacionais estão colocados no planejamento da escola e do professor e o 
planejamento articula-se à avaliação porque além de prever o que deve acontecer também é 
objeto de reflexão após os resultados parciais e finais. Dessa forma, os objetivos educacionais 
só podem ser alcançados se os resultados forem os esperados no planejamento (CASTANHO, 
1989). 
Os objetivos educacionais expressam, portanto, propósitos definidos, explícitos quanto ao 
desenvolvimento das qualidades humanas, que todos os indivíduos precisam adquirir para se 
capacitarem para a vida em sociedade, objetivo mais genérico que a formativa (CASTANHO, 
1989). 
Objetivos e finalidades 
A educação acompanha os processos da aprendizagem procurando compreender como os 
alunos estão se concretizando, obtendo informações relevantes para o próprio 
desenvolvimento, possibilitando o planejamento e replanejamento dos métodos escolhidos 
para serem aplicados durante o processo (CASTANHO, 1989). 
 
 
Papel dos processos avaliativos 
Durante o processo avaliativo, procura-se apurar o grau de subjetividade que interfere na 
avaliação. Dessa forma, pode-se refletir sobre a atribuição de notas e se há necessidade de 
procedimentos próprios para cada situação. No processo avaliativo deve-se considerar também 
a pessoalidade entre alunos e professores, que interfere no processo de reflexão do professor, 
sendo sua atribuição de notas a mais justa (ESTEBAN; HOFFMANN; SILVA, 2003). 
 
Ação do professor 
 
 
 
50 
 
Observou-se em algumas pesquisas que a questão pessoal do professor (LUCKESI, 1990), com 
seus juízos de valor, ao avaliar o aluno faz parte do processo avaliativo mesmo em situações nas 
quais esse professor é treinado para lidar com procedimentos sistematizados. 
Destaca-se: 
• A responsabilidade de cada professor como avaliador; 
• A necessidade de que ele reflita sobre o papel da avaliação em seu trabalho; 
• A necessidade de aprimoramento dos meios de avaliar; 
• A importância da avaliação incluída no processo de ensino e aprendizagem como meio 
para o autodesenvolvimento dos alunos. 
Guia dos processos de avaliação em sala de aula: 
• O professor deve aprimorar as formas de acompanhar e avaliar as aprendizagens dos 
alunos de modo mais construtivo; 
• As avaliações devem ser realizadas em condições que favoreçam ao aluno exprimir o 
que realmente sabe. 
 
A responsabilidade do professor 
A educação coloca algumas questões ao professor no desempenho da sua função, segundo 
Libâneo (1991), quanto aos dilemas que aparecem e que ele necessita enfrentar (O que avaliar? 
Como avaliar?). Além disso, o professor precisa de atenção no sentido de procurar compreender 
os porquês dos alunos. Em cada situação ele deve ponderar para procurar criar as melhores 
condições para a aprendizagem, preparando bem as provas e os alunos para realizá-las. Para 
isso, deve dar provas com frequência, diminuindo a pressão sobre os alunos; facilitar o 
acompanhamento do desenvolvimento do aluno; usar a prova corrigida como meio de ensino; 
mostrar para os alunos os pontos da aprendizagem em que será necessário trabalhar com mais 
empenho; ajudar os alunos a superarem sua tensão emocional durante as provas; e procurar 
elucidar e mostrar caminhos para a realização da avaliação sem a preocupação com as respostas. 
 
Características da prova 
Alguns cuidados para que não se interfira no que o aluno sabe no momento da avalição devem 
ser observados pelo professor com relação à prova. De acordo com Luckesi (1990), é importante 
para o professor ao elaborar a prova ter os seguintes critérios: 
• A prova deve se referir ao que realmente foi trabalhado em sala de aula; 
 
 
 
51 
 
• Deve abranger a maior parte possível do conteúdo do ensino desenvolvido e ser 
equilibrada; 
• Diferentes tipos de aprendizagens estão envolvidos no ensino, diferentes tarefas de 
prova são necessárias. 
 
Fatores intervenientes 
Quando da preparação e aplicação da prova, o professor deve considerar fatores que podem 
interferir no bom desempenho dos alunos, dentre eles: 
• Extensão da prova; 
• Nível de dificuldade da prova; 
• Forma de atribuir os pontos às questões; 
• Qualidade das questões ou itens; 
• Ambiente onde a prova é realizada. 
 
5.4 Técnicas e instrumentos 
Os tipos de técnicas e instrumentos de avaliação são utilizados não só em conformidade com o 
que se pretende avaliar, mas consideram também os diferentes alunos a quem ela se destina. 
Alguns tipos de avaliação são mais utilizados pela facilidade que lhes está associada, quer na 
aplicação ou na aferição dos resultados, por exemplo, os testes. Por outro lado, há cada vez mais 
atenção ao protagonismo dos alunos em todas as etapas do processo de avaliação, pelo que, 
outras técnicas e instrumentos estão sendo utilizados, como a observação e a entrevista, que 
podem fornecer outro tipo de informação de base qualitativa que permite avaliar atitudes e 
motivações. Em todos os casos, a escolha obedece a critérios que devem ser definidos caso a 
caso. 
 
Para saber mais 
O vídeo “Avaliação da aprendizagem”, do pelo professor Cipriano Luckesi, afirma a importância 
da avaliação na educação, que serve para verificar o andamento do processo de ensino-
aprendizagem ao mostrar a partir dos resultados o que está ocorrendo neste processo. Ao 
indicar os resultados, cabe à gestão providenciar as mudanças quando os resultados não são os 
esperados. 
O autor afirma que a avaliação serve para mostrar a qualidade do que foi ensinado. Para que 
tenha efeito, é necessário que haja rigor metodológico na prática avaliativa. O instrumento 
 
 
 
52 
 
avaliativo deve ter sistematicidade, ou seja, as questões devem ter uma relação concreta com o 
que foi ensinado, de forma a ser inteligível para aluno, com nível de complexidade equivalente 
ao que foi ensinado. Finalmente, Luckesi afirma ser fundamental o entendimento das questões 
pelos alunos, e isso pode ser alcançado a partir dos critérios adotados na formulação e correção 
das provas. 
 
 
Critérios a seguir na avaliação dos instrumentos 
Validade: permite verificar se um instrumento de avaliação mede efetivamente aquilo que é 
suposto medir; 
Fidelidade: permite verificar se os instrumentos produzem resultados semelhantes, quando 
aplicado, várias vezes, em situações idênticas; 
Exequibilidade: permite verificar a aplicabilidade do instrumento. 
 
Avaliação Dissertativa 
Constitui-se numa avalição composta por uma série de perguntas que exige capacidade de 
estabelecer relações, resumir, analisar e julgar. Sua função é verificar a capacidade de analisar 
o problema central, abstrair fatos, formular ideias e redigi-las. A vantagem desse tipo de avalição 
é permitir ao aluno agir com liberdade para expor os pensamentos, mostrando habilidades de 
organização, interpretação e expressão. A análise permite definir o valor de cada pergunta e 
atribuir pesos a clareza das ideias, para a capacidade de argumentação e conclusão e a 
apresentação da prova. 
 
Resolução de Problemas 
Avaliação que se baseia em situações reais ou idealizadas que exige aplicação formal do 
conteúdo. Sua função é verificar a capacidade de aplicação de conceitos e leis científicas, seleção 
das variáveis relevantes, abstrair fatos, interpretar e elaborar gráficos e discutir relações de 
proporcionalidade. A vantagem desse tipo de avalição é a facilidade na atribuição de notas; é 
também de elaboração fácil para o professor. Possibilita ao aluno a formalização dos 
SM BRASIL. Avaliação da aprendizagem - Cipriano Luckesi. Publicado em 6 de fevereiro de 
2012. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=JqSRs9Hqgtc>. Acesso em: 25 
set. 2018. 
 
 
 
 
53 
 
conhecimentos. O resultado é que o valor dos problemas apresentados pode ser variado de 
acordo com as conquistas individuais.Seminário 
Os seminários são exposições orais para os colegas de turma ou outros assistentes. Trata-se de 
uma apresentação oral com materiais de apoio adequados ao assunto. Sua função é a 
transmissão verbal das informações pesquisadas de forma eficaz. As vantagens desse tipo de 
avaliação é que ela contribui para a aprendizagem do ouvinte e do expositor, exige pesquisa, 
planejamento e organização das informações; desenvolve a oralidade em público. A pontuação 
pode ser aberta com valores diferentes para cada etapa do desenvolvimento do tema. Pode-se 
estimular a turma a participar com perguntas e opiniões, além de respeitar as características 
individuais. 
 
Trabalho em grupo 
É uma atividade de natureza diversa, pois permite a utilização de vários meios de expressão 
(escrita, oral, gráfica, corporal etc.), e é realizada coletivamente. Sua função é desenvolver o 
espírito colaborativo e a socialização. As vantagens desse tipo de atividade são a possibilidade 
de o trabalho ser organizado em classes numerosas e a abrangência de diversos conteúdos em 
caso de escassez de tempo. Os resultados podem ser apurados a partir da observação dos 
participantes e a colaboração entre os colegas; pode-se atribuir valores às diversas etapas do 
processo e ao produto final. É uma prática propícia quando há problemas de socialização, 
principalmente a partir da organização de jogos e atividades em que a colaboração seja o 
elemento principal. 
 
Portfólio 
O portfólio é um instrumento de avaliação constituído pela “organização de uma coletânea de 
registros sobre aprendizagens do aluno que favoreçam ao professor, aos próprios alunos e às 
famílias uma visão evolutiva do processo” (HOFFMANN, 2002, p. 201). Deve ser organizado pelo 
aluno, sob orientação do professor. Para adquirir uma função avaliativa, deve-se observar se ele 
contribui para entender o processo de aprendizagem do aluno e indica ao professor que 
caminho seguir. São as intenções de quem o organiza que o torna significativo. 
 
 
 
 
 
54 
 
Estudo de caso 
O estudo de caso é uma abordagem de ensino baseada em situações reais em qualquer contexto 
social. As abordagens de ensino e aprendizagem baseadas em situações de contexto real são 
importantes, pois envolvem diferentes situações que permitem desenvolver competências e 
habilidades relativas à resolução de problemas, à tomada de decisão, à capacidade de 
argumentação e ao trabalho efetivo em equipe. 
 
Teste 
Pode ser utilizado em diferentes momentos, é mais frequentemente utilizado no início de um 
curso de formação. Os testes permitem identificar o nível de conhecimentos dos educandos e 
as áreas onde os conhecimentos estão menos consolidados. Contribui na análise do 
desenvolvimento do grupo, pois permite identificar a homogeneidade ou diversidade de níveis 
de conhecimentos do grupo, o que permite ao formador adequar as sessões, redefinindo os seus 
objetivos. Os testes normalmente são elaborados pelo professor a partir da organização do 
enunciado. O objetivo é posicionar os diferentes alunos em face aos conhecimentos de partida 
e de chegada e ao modo como decorre o processo de aprendizagem. 
 
Observação 
A observação é um instrumento de avaliação utilizado na escola com fim informal. Nem sempre 
é reconhecida pelo professor e outros envolvidos como parte do processo avaliativo ou como 
instrumento que traduz resultados significativos. Utilizada dessa forma, os dados colhidos que 
poderiam tornar-se valiosas informações para a condução do processo de ensino e 
aprendizagem são desprezados na tomada de decisão. 
 
Elaborando um Plano de Aula 
Você sabe para que serve um plano? Em qualquer situação da nossa vida, um plano nos ajuda a 
responder três perguntas básicas: 
- Onde estamos? 
- Para onde queremos ir? 
- Como chegaremos lá? 
Na Didática, isso não é diferente. Ao se deparar com o desafio de dar aula, você pode pensar: 
por onde começo? O que devo fazer? 
 
 
 
55 
 
É aí que entra o Plano de Aula. Ele é o seu instrumento de trabalho e o seu preenchimento 
envolve várias etapas. Você verá que definir um caminho a seguir pode contribuir para a sua 
estratégia didática em sala de aula e melhorar sua prática pedagógica. 
Nas escolas, existem formulários nos quais o professor escreve o seu plano de aula. Em geral, 
eles seguem o formato a seguir, mas há outros que colocam os itens na vertical, por exemplo. 
 
 
 
O mais importante é que seja fácil para o professor visualizar o que planejou e que ele possa 
identificar como um item se relaciona com o outro. 
Imagine que você recebeu o formulário do plano de aula da sua escola. E agora? Por onde 
começar? 
Primeiro, vamos começar pelo tema central da sua aula. Por exemplo: o tema da nossa aula é 
“Elaboração de um Plano de Aula”. 
Em seguida, vamos passar ao campo de objetivos. Um objetivo é uma meta, mas ela precisa 
dialogar com diferentes partes do processo de ensino e aprendizagem. 
Então, antes de preencher esse campo, vamos pensar um pouco sobre a sua importância e como 
esse diálogo acontece? 
Embora o plano de aula deva apresentar quais objetivos têm que ser trabalhados numa 
determinada aula, eles precisam ser coerentes com o que foi definido anteriormente no Projeto 
Político Pedagógico, o PPP. 
Isso é o que chamamos de Coerência Externa, a adequação que os objetivos do plano de aula 
devem ter com os objetivos educacionais, mais amplos, traçados no PPP. Dizemos que é externa 
porque comparamos o plano de aula com algo que está fora dele, ou seja, os objetivos do PPP 
que foram escritos previamente. 
 
 
 
56 
 
O plano de aula também precisa apresentar uma coerência interna, ou seja, os itens que 
compõem o plano de aula (tema central, objetivos instrucionais, conteúdos, estratégias de 
ensino e avaliação) devem ser coesos entre si. 
Em outras palavras, os objetivos previstos devem ser coerentes com o conteúdo que o professor 
traz em sala, como as estratégias didáticas adotadas para que o aluno compreenda esse 
conteúdo e desenvolva habilidades e atitudes definidas, e com as formas de avaliar, que devem 
permitir verificar se o aluno alcançou os objetivos pretendidos. 
Agora que você já sabe porquê os objetivos precisam dialogar interna e externamente com cada 
parte do processo de ensino e aprendizagem, como devemos preencher essa parte do plano de 
aula? 
Lembre-se que um objetivo é uma meta, ou seja, é onde queremos que nosso aluno chegue. 
Então, cuidado para não colocar o seu objetivo enquanto professor ou o que você espera que 
seu aluno seja capaz de fazer com aquilo que aprendeu. 
Os objetivos podem ser instrucionais, específicos, comportamentais ou de aprendizagem: esses 
objetivos devem focar o que aluno deverá aprender, podendo ser o que está relacionado ao 
conhecimento (campo cognitivo), às suas habilidades (campo motor) ou atitudes (campo 
emocional). 
Mas como colocamos o objetivo em nosso plano de aula? Uma sugestão para facilitar a sua 
identificação é utilizar verbos no infinitivo e sempre indicando uma ação do seu aluno. 
Um exemplo disso são os objetivos de aprendizagem da Taxonomia de Bloom, tais como: 
conhecer, compreender, aplicar, analisar, sintetizar e avaliar. Sua escolha vai depender da meta 
que seu aluno precisa atingir. Por exemplo: após a sua aula, ele deverá ser capaz de conhecer 
um conceito de Biologia? Compreender uma função matemática? Aplicar o que aprendeu sobre 
gêneros textuais depois de realizar aquela atividade de Português? 
Agora que você já sabe quais objetivos pretende fazer seu aluno alcançar, sobre o que você vai 
falar durante a aula? 
Chegamos ao conteúdo que será estudado: qual será ou quais serão os assuntos tratados em 
aula. Eles são um desdobramento do tema central da aula e devem ser capazes de estimular o 
aluno a atingir os objetivos definidos nos três domínios do comportamento. Alguns autores 
defendem que os conteúdos (ou conhecimento)possuem três dimensões: conhecimento 
declarativo (corresponde ao SABER), conhecimento atitudinal (corresponde ao SER) e 
conhecimento de procedimentos, ou procedimental (corresponde ao FAZER). Esse é um 
indicativo de que os conhecimentos trabalhados em aula devem ser interligados aos objetivos 
de aprendizagem estabelecidos anteriormente. 
 
 
 
57 
 
Método ou estratégia: esse item abrange os procedimentos do professor, como ele pretende 
agir durante a aula. Por exemplo, aula expositiva, debate, jogo, seminário, dinâmica de grupo, 
entrevista etc. 
Também é importante indicar que espaços pretende utilizar e como será a ação desejada dos 
alunos e sua organização – individual, duplas, trios, equipes etc. 
Bom, você já sabe sobre o que vai falar e como fará isso, mas quais ferramentas vão ajudá-lo em 
sala de aula? É para isso que servem os recursos didáticos. Eles são os instrumentos que serão 
utilizados para auxiliar suas atividades. Podem ser lousa, giz, jornais, revistas, livros, tubo de 
ensaio, microscópio, televisão, computador, entre outros. 
Agora, chegamos a mais uma etapa muito importante do seu plano de aula: como você vai 
avaliar tudo o que planejou? 
Nessa etapa, o professor definirá quais procedimentos utilizará para acompanhar o 
desenvolvimento dos alunos e saber como eles evoluem apara atingir os objetivos de 
aprendizagem planejados. Lembra deles? 
Alguns exemplos desses procedimentos incluem observação, testes, trabalhos dos alunos, 
conversas etc. Ainda que seja o último item que normalmente consta nos formulários para 
redação de planos de aula, ele pode ser pensado após os objetivos da aula. 
 
 
Fechamento 
Neste bloco você aprendeu sobre o aparecimento da avaliação no processo de ensino-
aprendizagem e que existem várias concepções sobre avaliação a partir dos conceitos colocados 
pelos pensadores da educação. Pôde compreender que a avaliação não é uma prática aleatória 
na educação, ao contrário, ela é produto de estudos sistemáticos para saber como construir 
uma prova, bem como os possíveis modelos que podem ser usados de acordo com o contexto 
em que está inserido. Viu a importância da avaliação para o sistema educacional e para a 
aprendizagem qualitativa, que pode ser atingida quando o professor conhece os tipos, etapas e 
funções que a avaliação cumpre para que a educação possa alcançar seus objetivos. Você 
também pode conhecer as etapas de elaboração do seu plano de aula, importante instrumento 
que vai ajudá-lo a organizar seu fazer educativo e acompanhar a aprendizagem de seus alunos. 
 
 
 
 
 
58 
 
Referências 
BLOOM, B. S. Taxionomia de objetivos educacionais: domínio cognitivo. Porto Alegre: Globo, 1972. 
CASTANHO, M. E. Os objetivos educacionais. In. VEIGA, Ilma P. Alencastro (coord.). Repensando a 
Didática. Campinas, SP: Editora Papirus, 1989. 
ESTEBAN, Maria Teresa; HOFFMANN, Jussara; SILVA, Janssen Felipe (org.). Práticas avaliativas e 
aprendizagens significativas em diferentes áreas do currículo. Porto Alegre: Mediação, 2003. 
FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 36. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. 
HOFFMANN, Jussara M. Avaliação mediadora: uma prática de construção da pré-escola à 
universidade. Porto Alegre: Mediação, 1993. 
______. Avaliar para promover: as setas do caminho. Porto alegre: Mediação, 2002. 
INEP. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais ‘Anísio Teixeira’ – Ministério da 
Educação – MEC. Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB): metas intermediárias 
para a sua trajetória no Brasil, Estados, Municípios e Escolas. Disponível em: 
<http://download.inep.gov.br/educacao_basica/portal_ideb/o_que_sao_as_metas/Artigo_projeco
es.pdf>. Acesso em: 10 set. 2018. 
LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Editora Cortez, 1991. 
________. Organização e gestão da escola: teoria e prática. Goiânia: Editora Alternativa, 2004. 
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem na escola e a questão das representações 
sociais. Eccos Revista Científica, São Paulo, v. 4, n. 2, p. 85, 2002. 
________. Considerações gerais sobre avaliação no cotidiano escolar. Revista Aprender a Fazer, 
Curitiba, n. 36, p. 4, 2004. 
________. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. São Paulo: Cortez, 1995. 
________. Verificação ou avaliação: o que pratica a escola? Série Ideias, Fundação para o 
Desenvolvimento da Educação, São Paulo, v. 8, p. 71-80. 1990. 
MELO, M. M. (org.) Avaliação na educação. São Paulo: Editora Melo, 2007. 
MENEZES, E. T.; SANTOS, T. H. Verbete avaliação dialógica. Dicionário Interativo da Educação 
Brasileira - Educabrasil. São Paulo: Midiamix, 2001. Disponível em: 
<http://www.educabrasil.com.br/avaliacao-dialogica/>. Acesso em: 25 de set. 2018. 
PERRENOUD, P. Avaliação: da excelência à regularização das aprendizagens: entre duas lógicas. 
Porto Alegre: Artmed, 1998. 
SCRIVEN, M. Perspectivas e procedimentos de avaliação. In: BASTOS, L.; PAIXÁO, L. (orgs.) 
Avaliação Educacional II. Petrópolis: Vozes, 1978. 
 
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/portal_ideb/o_que_sao_as_metas/Artigo_projecoes.pdf
http://download.inep.gov.br/educacao_basica/portal_ideb/o_que_sao_as_metas/Artigo_projecoes.pdf
http://www.educabrasil.com.br/avaliacao-dialogica/
 
 
 
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BLOCO 6: DIDÁTICA E O SÉCULO XXI 
Estudaremos neste bloco as tendências pedagógicas do século XXI, conhecendo as propostas de 
cada um dos dois grandes grupos, o liberal e o progressista, para a educação e as finalidades que 
almejam. Procuraremos compreender o que são e a importância das metodologias ativas, as 
novas propostas que foram inseridas na educação para melhorar a qualidade da aprendizagem. 
Neste século, é de suma importância o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) 
na educação, devido às contribuições que agregam novas possibilidades de qualificação do 
processo de ensino-aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
 
6.1 Análise crítica de práticas educativas 
 
O Professor Janderson Lacerda, entrevistado neste bloco, abordou o tema respondendo 
questões sobre a competência e o conhecimento no ofício de professor, com ênfase nas críticas 
atribuídas ao aspecto cognitivo da aprendizagem como finalidade da escola para promover a 
formação integral dos alunos e seus significados para o professor. Finalizando, o entrevistado 
discorreu sobre a aprendizagem ir além da questão do que ensinar e sobre por que ensinar. 
O Professor Janderson afirmou ser necessário ajustar competência e conhecimento para o bom 
exercício da docência. Criticou a perspectiva que enfatiza apenas os aspectos cognitivos da 
aprendizagem, afirmando ser necessária a inserção do aluno na escolha dos processos, de forma 
que ele possa ser sujeito da sua própria educação. Por fim, ele defendeu a tese da flexibilidade 
do conteúdo como forma de tornar a aula mais atrativa e substancial para o aluno. 
 
6.2 Tendências pedagógicas liberais e progressistas 
 
A prática escolar é regida por normas de ordem sociopolítica que estabelecem condições para 
sua realização e que implicam em diferentes concepções que surgem na sociedade sobre o 
homem que ela pretende formar. Nesse sentido, o papel da escola na formação dos indivíduos 
passa pelo modo como o professor realiza seu trabalho, que está relacionado com esses 
pressupostos (GADOTTI, 1988). 
As diferentes tendências pedagógicas, produtos das diversidades de concepções da educação, 
são classificadas por Libâneo (1990) em: “liberais” e “progressistas”. No grupo de liberais 
encontramos a tendência “tradicional”, a “renovada progressivista”, a “renovada não diretiva” 
e a “tecnicista”, e na do segundo grupo, a tendência “libertadora”, a “libertária” e a “crítico-
social dos conteúdos”. 
A seguir, conceitua-se cada uma das tendências: 
 
Liberais 
 Tradicional = a função da escola é transmitir a cultura geral. O ensino é desenvolvido combase nas decisões tomadas unilateralmente pelo professor. Os alunos precisam obedecer, 
memorizar conteúdos e reproduzi-los quando solicitados. Ausência de ações para atender 
 
 
 
61 
 
às características individuais dos alunos devido às suas diferenças sociais e culturais. A plena 
realização como pessoa depende do esforço do aluno para aprender. 
 
 Renovada Progressivista = o conhecimento dos conteúdos tradicionais da cultura é o 
caminho para o desenvolvimento das aptidões individuais dos alunos. Há um olhar para os 
interesses e necessidades do aluno vistos como mais importantes do que os conteúdos que 
se deve aprender. Leva em consideração suas experiências anteriores e tenta ligar o 
aprendizado escolar a elas. Tenta-se reproduzir na escola as situações de vida que o aluno 
enfrentará. Ensina-se por meio de pesquisas, estudos do meio, trabalhos em grupo, projetos 
e solução de problemas. 
 
 Renovada Não Diretiva = ensinar significa oferecer condições para que o aluno desenvolva 
sua autonomia. Pratica a autoavaliação porque entende que ninguém é melhor do que o 
aluno para avaliar como e quanto progrediu no aprendizado. A comunicação entre professor 
e alunos é feita com base no relacionamento empático. O conteúdo é menos importante 
que o significado que ele pode ter para os interesses do aluno. O professor é um organizador 
das experiências de aprendizagem para que o aluno atribua significados. 
 
 Tecnicista = treina o aluno a dominar as técnicas que serão necessárias para que ele se insira 
no sistema produtivo e trabalhe para o modelo de sociedade previsto. Os conteúdos não 
precisam ser significativos para o aluno, e são transmitidos como verdades a absorver. O 
aluno deve ser disciplinado, atento às aulas para memorizar os conteúdos. 
 
Progressistas 
 
 Libertadora = a função da educação é problematizar as relações sociais para que professor 
e alunos (os oprimidos) se libertem das condições que os impedem de “ser-mais”. O 
conhecimento ocorre quando o aluno toma consciência do mundo em que vive e busca o 
aprendizado necessário para que consiga superar as limitações que esse mundo lhe impõe. 
O aluno é visto como um ser ativo, que tem o direito de analisar e criticar os conteúdos 
estudados, sem necessidade de se conformar com aquilo que não faz sentido. 
 
 Libertária = defende um novo tipo de relações de poder na escola; autogestão pedagógica 
realizada por professores e alunos. O professor coloca os conteúdos à disposição dos alunos 
 
 
 
62 
 
e estabelece com eles um tipo de relação na qual não há hierarquia. Ele organiza as 
discussões, estimula o debate, organiza os alunos de forma a produzirem em grupo. 
Aprender a trabalhar em grupo é algo muito valorizado. 
 
 Crítico-social dos conteúdos = entende que há conhecimentos construídos pela 
humanidade que fazem parte da cultura humana. Tais conteúdos devem ser trabalhados na 
escola, sem pretensão de neutralidade, mas devem ser aproximados da realidade vivida nos 
dias de hoje e, por isso, precisam ser ressignificados pelos alunos. A aprendizagem ocorre 
quando o aluno consegue superar a visão inicialmente confusa da realidade trabalhada nos 
conteúdos e passa a ter uma visão mais nítida e integrada sobre ela. 
 
6.3 Metodologias ativas 
 
O vídeo sobre metodologias ativas, indicado a seguir, discorre sobre seus conceitos e práticas. 
Nele podemos verificar que as metodologias ativas são decorrentes de estudos recentes, devido 
ao desejo de mudança do modelo de aula praticado pela escola. O tipo de aula desenvolvido 
não mais atendia às necessidades da realidade mais complexa e de formação com autonomia. 
A experiência na ONG Solar dos meninos enriqueceu as aulas com as novas dinâmicas 
implementadas a partir das metodologias ativas. Outra questão apontada diz respeito à 
mudança do modelo pedagógico, que é mais traumático quando implementado no meio do 
percurso, assim a inserção no início do percurso do aluno é mais adequada, pois quando entra 
na instituição ele recebe todas as informações sobre o modelo vigente, que embora cause algum 
estranhamento inicial, o aluno se insere muito mais satisfatoriamente. 
Defende-se no vídeo que as aulas expositivas não são muito adequadas para a aprendizagem 
qualitativa, contudo, com as metodologias ativas o aluno se constitui como sujeito e é muito 
mais criativo e autônomo. Isso é possível quando se propõe uma experiência educacional 
transdisciplinar. 
A preparação do professor para a utilização das metodologias ativas, requer a sua adaptação ao 
novo modelo, e é importante refletir sobre as características do professor e a proposta 
pedagógicas da escola, buscando uma síntese dos conhecimentos que o professor já tem, com 
as novas propostas educacionais das metodologias ativas. Nesse sentido, a preparação do 
professor é um importante fator, pois a mudança pode gerar alguns incômodos devido às 
influências do modelo de ensino tradicional. 
 
 
 
63 
 
 
 
6.4 Tecnologias educacionais (TICs) 
 
No vídeo Como usar as Novas Tecnologias na Educação: sala de aula deve ser ambiente de 
criação, se discute o uso ou não das novas tecnologias na sala de aula. Aponta as restrições ao 
uso das tecnologias por vários motivos, dentre eles a preservação do equipamento. Quanto ao 
uso da internet, defende sua utilidade para a educação, contudo é preciso saber, primeiro o que 
é e como funciona a internet, para saber selecionar os conteúdos. As tecnologias nas escolas 
não devem ser passivas diante das tecnologias, os alunos devem aprender as linguagens para 
poder criar e se tonar a ativo na internet. Portanto, a escola precisa proporcionar o domínio da 
linguagem usadas pelas tecnologias da informação. Assim, o estudante pode se tornar sujeito, 
criando saber, produzindo conhecimento. 
 
 
6.5 Portfólio de TICs 
1. TIC na Educação: o que é e como utilizar? 
Disponível em: <http://naescola.eduqa.me/carreira/praticas-inovadoras/tic-na-educacao-o-
que-e-e-como-utilizar/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
Neste site é possível conhecer algumas das questões que envolvem o uso das TICs pelo professor 
e as contribuições que ela possibilita para a motivação dos alunos, também indica os padrões 
de qualidade esperados do professor para desenvolver qualitativamente a aula com auxílio das 
ferramentas das tecnologias da informação. 
 
CANAL FUTURA. Metodologias Ativas para educar – Conexão. Publicado em 22 de janeiro 
de 2018. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=z0Y3BzUWnMI>. Acesso em: 
26 set. 2018. 
 
FONSECA, A. A. Como usar as novas tecnologias na Educação: sala de aula deve ser 
ambiente de criação. Publicado em 24 de setembro de 2015. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=Zge9v2jIhRA>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
http://naescola.eduqa.me/carreira/praticas-inovadoras/tic-na-educacao-o-que-e-e-como-utilizar/
http://naescola.eduqa.me/carreira/praticas-inovadoras/tic-na-educacao-o-que-e-e-como-utilizar/
 
 
 
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2. TIC na educação do Brasil 
Disponível em: <http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/communication-and-
information/access-to-knowledge/ict-in-education/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
O site da Unesco trata do uso das tecnologias na educação numa perspectiva mundial, 
apresentando seu programa para o uso das TICs e faz uma comparação com o uso das 
tecnologias no Brasil. 
 
3. TIC Educação: publicações 
Disponível em: <https://cetic.br/pesquisa/educacao/publicacoes/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
Aqui pode-se ver algumas pesquisas sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação 
nas escolas brasileiras. 
 
4. TICs na educação: o uso de software livre na promoção da acessibilidade 
Medeiros, M. M; Queiroz, M. J. TICs na educação: o uso de software livre na promoção da 
acessibilidade. Revista Brasileira da Educação Profissional e Tecnológica. v. 1, n. 14, 2018. 
Disponível em: <http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/RBEPT/article/view/6875/pdf>.Acesso em: 26 set. 2018. 
 
Neste artigo publicado na Revista brasileira da educação profissional e tecnológica é possível 
conhecer alguns dos softwares livres que estão disponíveis para o uso na educação. 
 
5. TICs na Educação: 10 recomendações para aplicá-la 
Disponível em: <https://www.goconqr.com/pt-BR/examtime/blog/tics-na-educacao/>. Acesso 
em: 26 set. 2018. 
 
No site está disponível uma abordagem sobre o uso das tecnologias educacionais que parte de 
algumas premissas que escolas e educadores devem seguir para implementar TIC na sala de aula 
e mesmo como sugestão de atividades extras. 
 
6. Como usar as novas tecnologias para ajudar na aprendizagem das crianças na 
Educação Infantil? 
Disponível em: <http://ferramentasdoprofessor.com.br/05-formas-simples-e-praticas-de-
utilizar-as-tecnologias-na-educacao-infantil/>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
Aqui encontramos algumas dicas para o uso das tecnologias educacionais para serem utilizadas 
na educação infantil. 
 
7. Uso das TIC na alfabetização de alunos da Educação Especial 
Disponível em: 
<http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=43
5>. Acesso em: 26 set. 2018. 
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/communication-and-information/access-to-knowledge/ict-in-education/
http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/communication-and-information/access-to-knowledge/ict-in-education/
https://cetic.br/pesquisa/educacao/publicacoes/
https://cetic.br/publicacao/pesquisa-sobre-o-uso-das-tecnologias-de-informacao-e-comunicacao-nas-escolas-brasileiras-tic-educacao-2016/
https://cetic.br/publicacao/pesquisa-sobre-o-uso-das-tecnologias-de-informacao-e-comunicacao-nas-escolas-brasileiras-tic-educacao-2016/
http://www2.ifrn.edu.br/ojs/index.php/RBEPT/article/view/6875/pdf
https://www.goconqr.com/pt-BR/examtime/blog/tics-na-educacao/
http://ferramentasdoprofessor.com.br/05-formas-simples-e-praticas-de-utilizar-as-tecnologias-na-educacao-infantil/
http://ferramentasdoprofessor.com.br/05-formas-simples-e-praticas-de-utilizar-as-tecnologias-na-educacao-infantil/
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=435
http://www.gestaoescolar.diaadia.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=435
 
 
 
65 
 
Neste trabalho pode-se conhecer as propostas para que o professor utilize as ferramentas 
tecnológicas na alfabetização de alunos com necessidades especiais. 
 
8. TIC Educação mostra aumento no uso da internet pelo celular para fim pedagógico 
Disponível em: <https://www.moodlelivre.com.br/noticias/1792-tic-educacao-mostra-
aumento-no-uso-da-internet-pelo-celular-para-fim-pedagogico>. Acesso em: 26 set. 2018. 
 
Pode-se conhecer nesse trabalho como usar o celular em prol da aprendizagem dos alunos. 
 
 
 
Fechamento 
Neste bloco estudamos as novas tendências pedagógicas do século XXI, pudemos conhecer os 
dois grupos que dominam o pensamento pedagógico, bem como as correntes de pensamento 
que se formaram em cada um deles. Também estudamos sobre as metodologias ativas, que 
trouxeram novas propostas pedagógicas para a educação, que transformaram o modelo 
tradicional de ensino, requerendo adaptação do professor, devido a grande mudança de 
paradigma que insere na educação. Finalmente, estudamos sobre as Tecnologias de Informação 
e Educação (TICs) e aprendemos sua importância para dinamizar e inovar o processo de ensino-
aprendizagem. 
 
 
 
https://www.moodlelivre.com.br/noticias/1792-tic-educacao-mostra-aumento-no-uso-da-internet-pelo-celular-para-fim-pedagogico
https://www.moodlelivre.com.br/noticias/1792-tic-educacao-mostra-aumento-no-uso-da-internet-pelo-celular-para-fim-pedagogico
 
 
 
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Referências 
GADOTTI, Moacir. Pensamento pedagógico brasileiro. São Paulo: Ática, 1988. 
LIBÂNEO, José Carlos. Democratização da escola pública. São Paulo: Loyola, 1990.

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