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MINHA IDENTIDADE
MEU NOME:
MORO COM:
NOME DA MÃE:
NOME DO PAI:
ENDEREÇO: FONE:
DATA NASCIMENTO: ______/________/______ DATA DO BATISMO: ______/_______/_______
MEU PADRINHO:
MINHA MADRINHA:
CATEQUISTA: FONE:
DIA DE CATEQUESE: HORÁRIO:
A história do meu nome: Descubra qual o significado do seu nome e porque esse nome foi escolhido para você.
MINHA TURMA DE CATEQUESE:
NOME: ANIVERSÁRIO
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Querido Catequizando,
Que a Paz de Jesus esteja com você!
Esta apostila é para ajudar você a conhecer um pouco da história da nossa Igreja,
nossa comunidade e a formação do povo de Deus. Nela, encontrará ajuda através de
textos e citações bíblicas, para serem lidas durante cada encontro. Você e sua família
poderão partilhar o que foi falado no encontro da semana, através do Gesto Concreto.
Ao final de cada encontro, você terá oportunidade de fazer sua oração espontâ-
nea, entrando em sintonia com Deus Pai e nosso irmão Jesus. Fale também com Maria,
pois Ela também o escutará.
Também ao final de cada encontro, você encontrará atividades que lhe ajudarão a
conhecer melhor a Bíblia, Jesus, nossa Igreja e uma historinha ligada ao tema do en-
contro.
Esta apostila é fruto da união de vários trabalhos, não nossos, mas de catequistas
que colocaram seus trabalhos a disposição de todos no site
http:/www.catequisar.com.br/texto/apostila/apostilas_comunhao.htm. O nosso traba-
lho foi o de fazer a união de várias apostilas do site, com outros materiais, procurando
oferecer aos nossos catequizandos um material de apoio que falasse a linguagem da
criança, que tivesse conteúdo e atividades e que fosse de baixo custo, pois se fosse-
mos adotar livros, não atingiríamos nenhum dois objetivos propostos acima.
Um forte abraço na Paz de Jesus.
Equipe de Catequese
http://www.catequisar.com.br/texto/apostila/apostilas_comunhao.htm
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Senhores Pais ou Responsáveis,
Assim como precisamos da família e da sociedade para fazer nascer e crescer nossos fi-
lhos e filhas, mesmo que a primeira responsabilidade seja sempre dos pais, também precisa-
mos da Igreja, para que eles, renascidos pelo Batismo, cresçam conosco na fé.
Sabemos que os pais são os primeiros catequistas dos filhos e filhas, mas nós catequistas
nos colocamos à disposição como colaboradores na educação da fé. Porém, o nosso trabalho,
feito em comunhão com a Igreja, só terá êxito com o seu empenho e colaboração!
A Catequese pretende ajudar a formar discípulos de Jesus, que o seguem, em comunida-
de. Faremos isso através de Encontros ordenados e sistemáticos, de acordo com um progra-
ma, e as faltas à Catequese quebram a sequência normal da descoberta e do caminho da fé;
por isso pedimos a presença das crianças e o acompanhamento dos pais, num estreito diálogo
conosco.
Não se preocupem em que os seus filhos e filhas ―saibam muitas coisas‖. Mas alegrem-se
sempre, ao verificar que eles saboreiam a alegria de serem cristãos, e vão descobrindo a Pes-
soa e o Mistério de Jesus, o Deus vivo e o Senhor das suas vidas!
Procurem aproveitar todas as oportunidades de receber, vocês próprios, formação e cate-
quese. Pensem e vivam de acordo com os valores do Evangelho, busquem rezar e celebrar com
seus filhos e filhas, de modo a que a fé seja vivida em comum na pequena Igreja que é a famí-
lia e se exprima na grande família que é a Igreja.
Lembre-se: participar na Eucaristia Dominical (Missa) é um bem de primeira necessidade.
Procure organizar a agenda do fim-de-semana, pondo a Eucaristia, em primeiro lugar. Custe o
que custar!
Para refletir:
• Por que queremos que os nossos filhos freqüentem a Catequese?
• O nosso Deus é o Deus de Jesus Cristo?
• Que imagem temos de Deus?
• Como falar de Deus aos nossos filhos? Como ajudá-los a conhecê-Lo e a relacionar-se com
Ele?
Olhando para Jesus, vemos como Ele fala com Deus e de Deus. Jesus o chama de Pai, ou
melhor, de "Paizinho" (Abba) e nos diz que o seu Pai também é nosso Pai, que nos ama. Fale-
mos aos nossos filhos de um Deus assim: próximo, amigo, bom; um Deus que só quer que
sejamos felizes, um Deus que gosta que contemos as nossas alegrias e as nossas tristezas;
um Deus que nunca se zanga e que não castiga ninguém, apenas pede que sejamos bons e
amigos uns dos outros; um Deus que perdoa sempre, absolutamente sempre.
Um forte abraço na paz de Jesus.
Equipe de Catequese
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ÍNDICE DOS ENCONTROS
ENCONTROS TEMAS DATAS
Consulta Minha Identidade
Consulta Orações Católicas
Consulta Como procurar e encontrar citações Bíblicas
Consulta Os livros da Bíblia - Abreviações
1º. ENCONTRO Revisão
UNIDADE 5 - CAMINHANDO COM JESUS
2º. ENCONTRO O Batismo de Jesus
3º. ENCONTRO O começo da missão de Jesus
4º. ENCONTRO Os milagres de Jesus
5º. ENCONTRO O Sermão da Montanha - As bem-aventuranças
6º. ENCONTRO Jesus nos ensina a rezar
7º. ENCONTRO Jesus nos conta histórias
8º. ENCONTRO Jesus e o Reino de Deus
9º. ENCONTRO Jesus, o caminho que leva ao Pai
10º. ENCONTRO Jesus, morte e ressurreição
UNIDADE 6 - CAMINHANDO COM A IGREJA PRIMITIVA E SACRAMENTAL
11º. ENCONTRO Apóstolos – amigos de Jesus
12º. ENCONTRO Pentecostes, nascimento da Igreja
13º. ENCONTRO Igreja, povo de Deus
14º. ENCONTRO Maria, Mãe de Jesus e Mãe da Igreja
15º. ENCONTRO Os mandamentos da lei de Deus e os da Igreja
16º. ENCONTRO Sacramentos, Sinais sensíveis de Deus
17º. ENCONTRO Sacramentos de Iniciação Cristã
18º. ENCONTRO Sacramentos de Serviço e de Comunhão
19º. ENCONTRO Sacramentos de Cura
UNIDADE 7 - CAMINHANDO COM A IGREJA LITÚRGICA E DOUTRINAL
20º. ENCONTRO A Santa Missa
21º. ENCONTRO A Missa parte por parte
22º. ENCONTRO Eucaristia, Deus se faz Pão
23º. ENCONTRO O Ano Litúrgico
24º. ENCONTRO Corpus Christi
25º. ENCONTRO Vocação, um chamado de Deus
26º. ENCONTRO Missão, ação permanente do cristão
27º. ENCONTRO Dízimo, gesto de amor, gratidão e fé
28º. ENCONTRO Campanha da Fraternidade
29º. ENCONTRO Os Santos, testemunhas do amor de Deus
30º. ENCONTRO São Francisco, o santo da ecologia e da Paz
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ORAÇÕES CATÓLICAS
SINAL DA CRUZ
Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus,
Nosso Senhor, dos nossos inimigos. Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
PAI NOSSO
Pai nosso, que estais no Céu, santificado seja
o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja
feita a vossa vontade, assim na terra, como no
Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje, perdo-
ai-nos as nossas dívidas, assim como nós per-
doamos os nossos devedores, e não nos deixeis
cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.
GLÓRIA AO PAI
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e sempre,
Amém.
CREDO
Creio em Deus Pai Todo-Poderoso, criador
do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único
Filho Nosso Senhor, o qual foi concebido pelo
poder do Espírito Santo, nasceu de Virgem Maria,
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, mor-
to e sepultado, desceu á mansão dos mortos,
ressuscitou no terceiro dia, subiu ao Céu, está
sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, de
onde há de vir a julgar os vivos e mortos.
Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Cató-
lica, na comunhão dos santos, na remissão dos
pecados, na ressurreição da carne, na vida eter-
na. Amém!
AVE MARIA
Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convos-
co, bendita sois Vós entre as mulheres, e bendito
é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pe-
cadores, agora e na hora da nossa morte. Amém.
ANJO DA GUARDA
Santo Anjo do Senhor meu zeloso guardador
já que a ti me confiou a piedade Divina: sempre
me rege, guarda, governa e ilumina.Amém.
ESPÍRITO SANTO
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos
vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso a-
mor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado e
renovareis a face da terra.
Oremos: Deus que instruístes os corações
dos vossos fiéis com a luz do Espírito Santo, fa-
zei que apreciemos retamente todas as coisas
segundo o mesmo Espírito e gozemos sempre da
sua consolação. Por Cristo, Senhor nosso. Amém.
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a espe-
rança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado;
Compreender que ser compreendido,
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se nasce para a vida eter-
na...
EVANGELHO DE SÃO MATEUS, CAPÍTULO 4,
VERSÍCULOS DE 23 A 25.
APOCALIPSE, CAPÍTULO 11, VERSÍCULO 19
E CAPÍTULO 12, VERSÍCULOS DE 1 A 6
E VERSÍCULO 10.
COMO PROCURAR E ENCONTRAR UMA CITAÇÃO BÍBLICA
As citações tem sempre a seguinte ordem: título do livro (abreviado), capítulo e versículo.
Ex: Jo 10,10 = lê-se assim: Evangelho de João, capítulo 10, versículo 10.
A vírgula ( , ) separa o capítulo do versículo:
(Jo 6,50 = Evangelho de João, capítulo 6, versículo 50).
O ponto ( . ) indica um pulo entre os versículos. Neste caso lê-se o(s) número(s) que vem antes e de-
pois do ponto:
(Jo 1,3.9 = Evangelho de João, capítulo 1, versículos 3 e 9).
O traço ( - ) indica que devemos ler de um versículo até o outro:
(Jo 17,20-26 = Evangelho de João, capítulo 17, versículos de 20 a 26);
também pode indicar uma seqüência de capítulos:
(Jo 17,20-18,12 = Evangelho de João, do capítulo 17, versículo 20 até o
capítulo 18, versículo 12).
O ponto e vírgula ( ; ) separam uma citação de outra: Jo 1,5;16,14 = lê-se o versículo 5 do capítulo 1
e o versículo 14 do capítulo 16.
ou um livro de outro: Jo 1,5;Mt 1,22 = neste caso, deve-se procurar as
duas citações pedidas, uma no Evangelho de João e outra no Evangelho
de Mateus.
Um esse ( s ) indica o versículo imediatamente posterior ao citado:
Jo 1,5s = Evangelho de João, capítulo um, versículos cinco e seguinte, 6.
ou seja, Jo1,5s = Jo 1,5-6.
Dois esses (ss) indicam os versículos seguintes ao citado, até onde se fizer necessária a citação.
Às vezes encontramos um a, ou b, ou ainda um c depois da citação do versículo. EX: Jo 1,18a = lê-se
a primeira parte do versículo dezoito. Quando a letra que vem logo depois da citação é b, deve-se ler
a segunda parte do versículo e quando é c, lê-se a terceira parte do versículo (isso acontece porque
um versículo pode ser formado por uma, duas ou até três frases).
Quando o livro tem um só capítulo, omite-se a indicação do capítulo, e cita-se só o versículo. Ex: Jd3
= Epístola de Judas, versículo três. Quando o livro tem mais de um capítulo, o numero que vem logo
após a indicação do livro é a indicação do capitulo. Ex: Jo2 = deve-se ler todo o capítulo dois do E-
vangelho de João.
Portanto, se lê:
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OS LIVROS DA BÍBLIA
(abreviações)
OBS: Estes livros não tem na Bíblia dos Evangélicos
ANTIGO TESTAMENTO
Amós Am
Abdias Ab
Gênesis Gn Jonas Jn
Êxodo Ex Miquéias Mq
Levítico Lv Naum Na
Números Nm Habacuc Hab
Deuteronômio Dt Sofonias Sf
Josué Js Ageu Ag
Juízes Jz Zacarias Zc
Rute Rt Malaquias Ml
I e II Samuel 1Sm, 2Sm
NOVO TESTAMENTO I e II Reis 1Rs, 2Rs
I e II Crônicas 1Cr, 2Cr
Esdras Esd Mateus Mt
Neemias Ne Marcos Mc
Tobias Tb Lucas Lc
Judite Jt João Jo
Ester Est Atos dos Apóstolos At
I e II Macabeus 1Mc, 2Mc Romanos Rm
Jó Jó I e II Coríntios 1Cor, 2Cor
Salmos Sl Gálatas Gl
Provérbios Pr Efésios Ef
Eclesiastes Ecl Filipenses Fl
Cântico dos Cânticos Ct Colossenses Cl
Sabedoria Sb I e II Tessalonicenses 1Ts, 2Ts
Eclesiástico Eclo I e II Timóteo 1Tm, 2Tm
Isaías Is Tito Tt
Jeremias Jr Filemon Fm
Lamentações Lm Hebreus Hb
Baruc Br Tiago Tg
Ezequiel Ez I e II Pedro 1Pd, 2Pd
Daniel Dn I, II e III João 1Jo, 2Jo, 3Jo
Oséias Os Judas Jd
Joel Jl Apocalipse Ap
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10
1º. REVISÃO
1 – Complete:
A Bíblia significa: ___________________________________________________________________________
A Bíblia se divide em duas grandes partes: ________________________e_________________________
O Antigo Testamento tem_______________Livros e o Novo Testamento tem ____________________
2 – Escreva como se lê:
Jo 2,3.8 ____________________________________________________________________________________
Lc 3, 1-5 ___________________________________________________________________________________
Mc 6, 7-10; 13, 3-8_________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 - Com a Bíblia na mão, tentem encontrar os livros abaixo indicados e escreva-os na ordem
em que aparecem na Bíblia.
( ) Atos dos apóstolos ( ) Gênesis
( ) Carta aos romanos ( ) Mateus
( ) Isaías ( ) Salmos
( ) Juízes ( ) Eclesiástico
( ) João.
4 - Leia o Salmo 23 (22) e escreva o versículo que mais lhe tocou.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
5 - Assinale ―V‖ nas sentenças verdadeiras e ―F‖ nas falsas:
( ) Deus criou todas as coisas para nós.
( ) Adão e Eva foram nossos primeiros pais.
( ) O homem não quer ser feliz.
( ) Deus não cuida do homem porque não o ama.
( ) Adão e Eva eram felizes porque não conheciam o pecado.
( ) Deus não quer que o homem seja feliz.
6 - Complete a cruzadinha:
a) Nome dos mensageiros de Deus...
b) Um dos momentos onde Deus se manifestou ao seu povo através de seus mensageiros...
c) Os anjos vivem no céu para adorar e... a Deus.
d) Nome do anjo que nos protege.
e) Os anjos são...
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7 - João Batista era filho de Zacarias e Isabel. Ele foi o precursor de _____________. Ele pregava
um batismo de conversão e, para isso, utilizava ________________. Além disso, dizia que viria
outro mais importante que batizaria com o _____________________________ e ele não seria digno
de lhe amarrar as sandálias. Mesmo assim, foi _______________________ quem batizou Jesus.
Depois que foi batizado por João Batista, Jesus foi para o ____________________, onde passou
_____ dias e foi tentado. Esse período é a ________________________.
8 - Deus enviou como mensageiro o anjo ____________________ a uma cidade chamada Nazaré.
O anjo falou a Virgem que ela conceberia sem pecado e ela disse seu SIM a Deus. Depois de
um tempo, Maria foi visitar sua parenta _________________, que muito feliz ficou ao saber que
ela seria mãe do Salvador. Passado mais um tempo, José e Maria se puseram a caminho de
________________, pois o Imperador queria fazer um censo da população. Completaram-se os
dias para o parto e Maria deu à luz ao menino _________________ numa gruta e o colocou numa
________________.
9 - Descubra, no caça-palavras, o nome dos 12 apóstolos de Jesus.X M A T E U S O P A
B A R T O L O M E U
J F S I M A O X D S
U I L A N D R E R T
D L N G T I A G O Z
A I J O A O V O Q M
S P T A D E U X T U
N E M O T S K L M O
J
e
s
u
s
a
b
c
d
e
12
10. Qual foi o primeiro milagre realizado por Jesus? Onde ele aconteceu?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
__________________________________________________
11. Vamos completar as frases utilizando as palavras abaixo?
a) O ___________________ mora em nós para nos tornar mais santos: Ele nos dá coragem para
praticarmos o bem.
b) Foi ____________________ que prometeu aos apóstolos enviar o Espírito Santo.
c) Ao recebermos o Batismo, Deus _______________________, Filho e Espírito Santo vêm morar
em nosso coração.
d) No mistério da ______________________ o Pai é a ______________ Pessoa, o Filho é a
___________________ Pessoa e o Espírito Santo é a ___________________ Pessoa.
“ESTAREI SEMPRE AO SEU LADO”
Quando o menino ia saindo para escola,
o pai lhe disse, como dizia todos os dias:
- Minha bênção! Onde você estiver, estarei
ao seu lado.
Pouco depois houve um terremoto na re-
gião, derrubando quase todas as casas. O
homem, que estava trabalhando fora, correu
aflito para a escola. Mas que tristeza! Da
escola não restou tijolo sobre tijolo. Come-
çou a procurar o filho no meio dos escom-
bros. Outros que já tinham vindo com a
mesma finalidade, diziam-lhe:
- Não adianta procurar. Infelizmente não
sobrou ninguém.
Mas ele continuou procurando. Vieram os
homens do Corpo de bombeiros. Vasculha-
ram tudo, e disseram a mesma coisa. Mas o
pai continuava escavando o chão.
E assim, vieram outras pessoas dizendo
para o pai:
- Não adianta mesmo. Conforme-se. Po-
nha nas mãos de Deus.
Mas ele continuava revolvendo terras e
escombros durante horas e horas: Quero
encontrar meu filho, vivo ou morto.
Até que, ao afastar uma enorme pedra,
ouviu uma voz fraquinha:
- Pai... estou aqui!
- Você está bem?
- Sim, mas com muita fome e sede...
Comigo estão mais 14 colegas... Éramos
36... Estamos presos em um vão, entre dois
pilares... Depressa, papai.
O pai abriu uma brecha no meio dos es-
combros, e todos puderam sair ilesos. O
menino repetia triunfante:
- Eu sabia que meu pai estava ao meu
lado.
(História verídica, acontecida na Romênia.)
PALAVRA DE VIDA:
Não tenhas medo, eu estou contigo – Is 43,5
Aconteça o que acontecer, Deus é como
este pai, sempre está ao nosso lado, para
nos resgatar, proteger e nos mar.
Acredite sempre nisso: Deus sempre está
ao nosso lado!
Jesus – terceira – Pai – Espírito Santo – primeira – Santíssima Trindade - segunda
2º. BATISMO DE JESUS
BATISMO - Leitura bíblica: Mt 3, 13-17
Jesus nasceu numa família semelhante à nossa. Os pri-
meiros anos de sua vida são parecidos com a vida de qual-
quer outra criança: chora, come, brinca, tem amiguinhos,
aprende a trabalhar como carpinteiro, frequenta o Templo
religioso... Jesus vivia igual aos outros, menos no pecado.
Jesus tinha uma missão a cumprir: anunciar a todos o
amor de Deus Pai. Ao iniciar seu ministério, sua missão, Je-
sus tinha por volta de 30 anos de idade. Ele foi batizado no
Rio Jordão por João Batista.
Nesse batismo, Deus Pai disse a todas as pessoas que lá
estavam presentes: ―Este é o meu filho amado‖.
O Batismo é sinal de graça de Deus que age dentro de
nós.
O batismo nos leva a ter uma nova vida, como filhos de
Deus muito amados.
Tendo recebido o Batismo, Jesus fez o seu programa de
vida: Ser amigo de todas as pessoas principalmente os po-
bres, os doentes e as crianças.
Assim como Jesus, nós também, por causa do nosso Batismo, devemos nos comprometer
em amar a Deus e em ajudar as pessoas, principalmente os pobres e oprimidos.
Por causa deste seu programa, Jesus é chamado de ―Libertador‖ e ―Salvador do Mundo‖.
O batismo é para quem tem fé em Jesus Cristo e quer continuar a missão que ele iniciou. É
para quem se compromete com os outros e vive a fé na comunidade. É colocar sua inteligên-
cia, seus dons e seus bens a serviço do Reino de Deus.
Assim, a pessoa se torna participante da missão de Jesus.
Vamos descobrir alguns fatos importantes sobre a vida de João Batista? Decifre os códigos
conforme a tabela seguinte e complete o texto.
A B C D E F G H I J K L
M N O P Q R S T U V X Z
Mãe de João Batista - _________________________________
Pai de João Batista - __________________________________
Isabel era prima de - _________________________________
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João Batista foi escolhido por ______________ para anunciar a vinda de Jesus. Ele pedia às
pessoas que se preparassem, arrependendo-se de seus pecados, pois a vinda do ____________________
estava próxima. João ___________________ o povo nas águas do Rio _____________________. Ele dizia:
― ─ Eu batizo vocês na ________________, mas virá Aquele que os batizará no ________________________
________________. Ele é mais poderoso que _______‖. Nesse momento o Espírito Santo desceu
sobre Jesus em forma de ______________ e veio do céu uma voz que dizia: ―─ Este é o meu
_____________________ muito amado em quem coloco toda a minha afeição.‖
Atividades:
1 – Dividir a turma em dois grupos. Ler Ma 1,1-11 e responder:
a) Qual era o Batismo que João pregava._____________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
b) – Como vivemos o nosso batismo?________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
c) O que e mais importante: ser batizado ou assumir o compromisso de transformar o mundo
para melhor?________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
d) Para vocês está bem claro o que é ser cristão ou não ser cristão?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
e) Partilhe o que foi respondido pelo grupo.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2. Encontre no diagrama as sete palavras que servirão para completar o texto abaixo:
Y Z X V D E S E R T O I P
J O A O D B A T I S T A C
M Z C O N V E R S A O X I
D W Z L X S A L V A D O R
V I D A N T J J O R D A O
João Batista preparava o povo, conversando e mos-
trando o que eles deveriam fazer para esperar o Sal-
vador.
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______________________ era primo de Jesus e filho de Zacarias e Isabel. Ele viveu muito tempo
no ___________________________ preparando o coração das pessoas para a vinda do
____________________ Jesus. Batizava as pessoas no rio ________________ e pedia que todos mu-
dassem de ________________. Isto é a _____________________.
3. Complete com as palavras escritas abaixo:
Quando _______________ foi ________________ no rio _______________, Deus se manifestou
como ______________, Filho e _____________________: _____________________ da Santíssima Trin-
dade.
Gesto concreto:
1 – Jesus veio para cumpriro que os profetas anunciaram. Os acontecimentos do passado ser-
viram para preparar a vinda de Jesus. Responda:
a) Escreve um fato da sua vida que você não esquece:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
b) Por que você não se esquece desse fato?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
c) O que você aprendeu com ele?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 – Pergunte para o seu pai e sua mãe o que é mais importante no batismo.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
JORDÃO TRINDADE ESPÍRITO PAI
BATIZADO MISTÉRIO JESUS
16
O HOMEM VELA
Havia uma vez um homem chamado ―Vela‖ que, cansado das trevas que rodeavam sua
existência, quis abrir-se à luz. Era esse seu anseio, seu desejo, sua ambiçao: receber luz.
Um dia, a luz verdadeira que ilumina a todo homem, chegou com sua presença contagiosa
e o iluminou e acendeu! A vela sentiu-se feliz por haver recebido a luz que vence as trevas e
dá segurança aos corações.
Muito pronto, deu-se conta de que o haver recebido a luz constituia não só uma alegria,
mas também uma forte exigência...
Sim, tomou consciência de que, para que a luz permanecesse nele, tinha que alimentá-la
desde seu interior, através de um diário derreter-se, de consumir-se permanentemente...
Então sua alegria cobrou uma dimensão mais profunda, pois entendeu que sua missão era
consumir-se ao serviço de luz e aceitou com forte consciência sua nova vocação.
Por momentos pensava que haveria sido mais cômodo não ter recebido a luz, pois em lugar
de um diário derreter-se, sua vida teria sido um estar ali tranquilamente. Até teve a tentação
de não se sentir tão molesto...
Também descobriu que no mundo existem muitas correntes de ar que buscam apagar a
luz. E a exigência que ele aceitou de alimentar a luz, desde seu interior, se uniu à chama forte
de defender a luz de certa correntes de ar que circulam pelo mundo.
Mas ainda, sua luz permitiu-lhe olhar mais facilmente ao seu redor e começou a dar-se
conta de que existem muitas velas apagadas: umas porque nunca tiveram a oportunidades de
receber luz, outras por medo de derreter-se.... e as de mais longe, porque não puderam
defender-se de algumas correntes de ar e se perguntou muito preocupado:
- Poderei eu acender outras velas?
E pensando, descobriu também sua vocaçao de apóstolo da luz. Então se dedicou a acender
velas, de todas as caracteristicas, tamanhos e idade, para que houvessem muitas velas no
mundo.
Cada dia crescia sua alegria e sua esperança, porque em seu diário consumir-se,
encontrava por todas as partes velas:
Velas velhas;
Velas homens
Velas mulheres
Velas jovens
Velas recém nascidas...
17
3º. O COMEÇO DA MISSÃO DE JESUS
Jesus inicia sua missão a partir de seu ba-
tismo. Ele foi batizado no Rio Jordão por João
Batista, seu primo e precursor.
Deste o Antigo Testamento, o profeta Isaí-
as anunciava Jesus como o Servo de Deus que
vem para reorganizar o povo disperso e ser
luz das nações, para que a salvação seja atu-
ante, até os confins da terra.
Servo é todo o povo oprimido. O servo é
também Jesus Cristo, cabeça de um povo que
consegue a liberdade.
Após receber o batismo de João, Jesus ini-
cia uma nova fase em sua vida. Deixa a sua cidade de origem, Nazaré, onde morava sua famí-
lia, e vai morar em Cafarnaum, às margens do mar da Galileia.
Mesmo identificado com a pregação do Batista, Jesus orienta seu ministério para as regiões
habitadas com maior ou menor concentração de população. O anúncio da boa-nova é o da
conversão à prática da justiça, com a integração dos excluídos, frágeis, doentes e enfermos.
Durante o seu ministério na Galileia e por outros lugares, acorriam a Ele gentios e judeus.
O grande número de doentes e enfermos era a expressão das precárias condições de vida do
povo oprimido, com o qual Jesus se relacionava e comungava. Fica bem em evidência o caráter
universalista do anúncio de Jesus, visando à libertação de toda opressão e ao favorecimento da
vida.
Os destinatários da mensagem de Jesus somos todos nós, quando nos abrimos à Palavra,
para escutá-la com sinceridade, alcançamos a paz, a salvação, a vida. Ele continua a revelar-se
para nossa divindade, quando fazemos o esforço necessário para nossa conversão.
Ele vem e anuncia aos seus discípulos que sua missão não será de grandes triunfos, mas
convida muitos a participarem de sua missão. ―Quem quiser vir após mim, renuncie a si mes-
mo, carregue sua cruz e siga-me‖ (Mt 16,24).
Como cada um de nós tem um projeto de vida, Jesus também tem um. Primeiramente, ele
apresenta suas credenciais: ―O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com
a unção‖. Depois ele diz para que veio:
Anunciar a boa-nova aos pobres;
Dar liberdade aos presos;
Recuperar a visão aos cegos;
Dar liberdade aos oprimidos.
Aos ricos, Jesus diz que ocupem o seu devido lugar, e o único lugar justo é onde Deus está,
junto ao pobre, sofredor, excluído e marginalizado. Por isso a mensagem de Jesus aos ricos é
dura e exigente: ―Ai de vós ricos, porque tiveram sua alegria. Ai de vós, que agora tem tudo,
porque vão passar fome‖ (Lc 6,24-26; 10,17-28).
http://fabricio9al.blogcatolico.com.br/2009/01/05/jesus-inicia-sua-missao-mt-412-1723-25/
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Ele traz uma mensagem para todos, mas os que mais necessitam tem o seu carinho especi-
al.
Atividades:
1 - Escreva o que você entendeu das passagens lidas no encontro de hoje.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2 – Quem é João Batista (Jo 1,19-28)?________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 – João é a voz que clama (Jo 1,19-23)?_____________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
4 – Quem é Jesus (Jo 1,29-34)?______________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
5 – João batizava com _________________________ Jesus com o ________________________________
6 – Qual livro Jesus leu na sinagoga no dia de sábado?_______________________________________7 – No dia seguinte, ___________ viu Jesus que vinha a ele e disse: ___________________________.
___________________________________________________________________________________________.
8 - A Missão de Jesus é__________________________________________; proclamar a _____________.
______ dos ___________________ e aos ________________ a recuperação da ______________________,
para restituir a ______________________ aos _____________________________ E para proclamar o
ano da ________________________________________(Lc 4, 16-22)
Gesto concreto:
1 – Procure e leia Lc 9,46-48 e Mt 10,40-42 e responda:
a) Qual o motivo da discussão?______________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
19
b) – O que Jesus fez?________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
c) Qual será a recompensa de quem fizer o bem ao mais pequenino?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
d) Escreva o que você pode fazer concretamente a exemplo de Jesus?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2 - Vamos rezar o terço todos os dias colocando em intenção a mamãe?
O BOI E O BURRO NO PRESÉPIO
Um dos anjos de Belém achou bom contratar dois animais para ajudar José e Maria na gru-
ta. O primeiro a chegar, naturalmente, foi o leão:
- Somente um rei como eu pode servir o Rei do mundo.
- Não! Você é muito feroz e abrutalhado. Poderá devorar meio mundo.
E dispensou o leão. Veio a raposa, toda sorrateira dizendo:
- Sou uma velha raposa. Eu conheço todos os galinheiros da região. Deixe comigo. Não vai
faltar gemada para o menino. E para os pais, aquele franguinho caipira e saboroso.
- Tome vergonha, raposa desonesta. Que mau exemplo para uma criança. Pode ir embora.
Veio o pavão. Chegou abrindo a roda para mostrar sua plumagem. Desfilando para cima e
para baixo, exclamou:
- Essa pobre gruta vai virar um palácio das mil-e-uma-noites com minha presença chique.
- Nada disso, disse o anjo. Não precisamos de vaidades e ostentações. Retire-se, por favor.
E assim foram passando outros animais. Será que nenhum deles serviria? O anjo estava pa-
ra se retirar meio desiludido, quando avistou o boi e o burro, sempre quietos e ocupados em
seu trabalho. Chamou-os:
- Vocês ficaram sabendo que estou contratando gente para servir a Jesus Menino?
- Sim! Ficamos sabendo. Mas não temos nada para oferecer. Só temos que aguentar cala-
dos as pauladas que dão em nossos lombos.
E o boi acrescentou:
- Poderíamos afastar as moscas de cima do Menino, balançando nossos rabos.
O anjo riu gostosamente e disse para os dois: ―É exatamente disso que o Filho de Deus está
precisando. Venham vocês dois‖.
Palavra de vida: Jesus exclamou: ―Eu vos bendigo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque
estas coisas que escondestes aos sábios e aos entendidos, vós as revelastes à gente simples‖.
(Mt 11,25)
20
4º. OS MILAGRES DE JESUS
Jesus vivia com os apóstolos, no meio do po-
vo.
Jesus pregava o Reino de Deus, preocupan-
do–se com o bem do povo.
Recebia a todos o que procuravam, como
seus amigos, principalmente os necessitados, os
pobres, os doentes e os injustiçados. Atendia e
rezava a Deus por todos eles.
Assim, Jesus foi formando uma grande famí-
lia, a sua comunidade, que seguia e ajudava a
Jesus a pregar e a falar do amor de Deus Pai.
Jesus, em sua vida aqui na terra, nos deu e-
xemplo de muita confiança e fé em Deus. Atra-
vés dos milagres, Jesus mostrou a todos que
Deus é Misericordioso.
Os milagres de Jesus são compreendidos no
contexto do anúncio do Reino de Deus: ―Mas se
é pelo Espírito de Deus que eu expulsos demô-
nios, então o Reino de Deus já chegou a vós‖ (Mt
12,28). Jesus inaugura o Reino de Deus e os mi-
lagres são uma chamada a uma adesão pessoal a Deus. Isto é fundamental e característico nos
milagres que Jesus realizou. Reino e milagres são realidades inseparáveis.
Os milagres de Jesus não eram frutos de técnicas (como um médico) ou da atuação de de-
mônios ou anjos (como um mago), mas o resultado do poder sobrenatural do Espírito de Deus.
Portanto, Jesus fez milagres para confirmar que o Reino estava presente n’Ele, anunciar a
derrota definitiva das forças do mal e aumentar a fé em sua Pessoa. Não podem ser explicados
como prodígios assombrosos, mas e sim como atuações do próprio Deus, com um significado
mais profundo que o próprio feito prodigioso. Os milagres sobre a Natureza são sinais de que
o poder divino que atua em Jesus se estende para muito além do mundo humano e se mani-
festa como poder de domínio também sobre as forças da natureza. Os milagres de cura e os
exorcismos são sinais de que Jesus manifestou seu poder de salvar o homem do mal que ame-
aça a sua alma. Uns e outros são sinais de outras realidades espirituais: as curas do corpo - a
libertação da escravidão da enfermidade - significam a cura da alma da escravidão do pecado;
o poder de expulsar o demônio indica a vitória de Cristo sobre o mal; a multiplicação dos pães
faz referência ao dom da Eucaristia; a tempestade acalmada é um convite para confiar em
Cristo nos momentos tempestuosos e difíceis; a ressurreição de Lázaro anuncia que Cristo é a
própria ressurreição e é a figura da ressurreição final, etc.
Um aspecto nos milagres de Jesus chama a atenção: Ele sempre perguntava o que a pessoa
queria. Jamais fez um milagre sem a pessoa querer. Isto vem nos mostrar que a fé é funda-
mental na graça de receber um milagre. Somente que tem fé recebe milagres. É a própria fé da
pessoa que realiza o milagre.
21
O que são milagres:
Ocorrências que maravilham ou espantam; efeitos no mundo físico, que ultrapassam todos
os conhecidos poderes humanos ou naturais, e que, portanto, são atribuídos a uma causa so-
brenatural, a Deus.
Milagre é algo inexplicável entendido apenas pela fé.
Deus permite que certos milagres aconteçam para a nossa edificação e para aumentar a
nossa fé.
Jesus confirma seu amor através dos milagres.
Veja alguns milagres que Jesus fez:
A prontidão de Jesus nas Bodas de Caná: Jo 2, 1-12
A solidariedade e a partilha de Jesus na multiplicação dos pães: Jo 6, 1-15
A visão de Jesus na cura de dois cegos: Mt 9, 28-30
O cego Bartimeu: Mc, 10, 46-52
A paz de Jesus e a fé dos discípulos na tempestade acalmada: Mt 8, 23-27
O poder e a coragem de Jesus na cura do paralítico: Mc 2, 1-12
Atividades:
1. Através do milagre das bodas de Caná, Jesus nos ensinou algo muito importante. Pinte a
garrafa de vinho que mostra esse ensinamento de Jesus.
2. Arrume os pães em ordem numérica crescente, decifre a mensagem e copie.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
FALTAR PARTILHAREM NÃO PARA
TODOS NINGUÉM VAI SE NADA
6 3 4
4
8
2 9 5 1 7
Devemos ir a
muitas festas
É bom beber
vinho
Devemos ajudar os
outros em suas
dificuldades
Não precisamos
nos preocupar com
os problemas dos
outros
22
3. O que a seguinte frase quer dizer: ―Devemos olhar com os olhos do coração‖?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________4. Pensando na passagem da tempestade acalmada, procure no diagrama seis palavras que
manifestam características de Jesus nessa passagem bíblica.
5. Desenhe em um só quadro a cena da cura do paralítico, da forma como você a entendeu.
Gesto concreto:
Faça a seguinte pergunta a cinco pessoas diferentes: ―Que milagre você quer que Jesus rea-
lize em sua vida‖? Anote as respostas em seu caderno e ore durante a semana para cada um
dos milagres seja realizado.
A B C A D E F G P H I J L
X V U T T S R Q O P O N M
G E N E R O S I D A D E I
Z A B N C R D E E M F G H
J L M C N A O P R I Q R S
T U V Ã X Ç Z A B Z C D E
F G H O I Ã J L M A N O P
T S R P R O N T I D Ã O Q
U V X Z E A B C D E F G H
I J L M N O P Q R S T U V
23
1) ______________________________________________________________________________________
2) ______________________________________________________________________________________
3) ______________________________________________________________________________________
4) ______________________________________________________________________________________
5) ______________________________________________________________________________________
O ALPINISTA PENDURADO
Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e mais desafios. Ele re-
solveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o Pico do Aconcágua. Mas ele queria a
glória somente para ele, e resolveu escalar sozinho sem nenhum companheiro, o que seria
natural no caso de uma escalada dessa dificuldade. Começou a subir e foi ficando cada vez
mais tarde, e porque não havia se preparado para acampar, resolveu seguir a escalada, decidi-
do a atingir o topo.
Escureceu, e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha. Não era possível enxer-
gar um palmo à frente do nariz, não se via absolutamente nada. Tudo era escuridão, zero de
visibilidade, não havia lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens. Subindo por uma "pa-
rede" a apenas 100m do topo ele escorregou e caiu...
Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguia ver as manchas que passavam cada
vez mais rápidas na mesma escuridão, e sentia a terrível sensação de ser sugado pela força da
gravidade. Ele continuava caindo ... e nesses angustiantes momentos, passaram por sua mente
todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua vida... de repente ele sentiu um
puxão forte que quase o partiu pela metade .
Shack!... Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança com
grampos a uma corda comprida que fixou em sua cintura. Nesses momentos de silêncio, sus-
pendido pelos ares na completa escuridão, não havia nada a fazer a não ser gritar:
- Ó meu Deus, me ajude!
De repente uma voz grave e profunda vinda dos céus, respondeu:
- O que você quer de mim, meu filho?
- Me salve meu Deus, por favor!!!
- Você realmente acredita que Eu possa te salvar?
- Eu tenho certeza, meu Deus.
- Então, corte a corda que te mantém pendurado...
Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem se agarrou mais ainda à corda e re-
fletiu que se fizesse isso morreria...
Conta o pessoal de resgate que, ao realizar as buscas, encontrou um alpinista congelado,
morto, agarrado com força com as suas duas mãos a uma corda... A somente meio metro do
chão...
24
5º. O SERMÃO DA MONTANHA - AS BEM-AVENTURANÇAS
O Sermão da Montanha é um sermão revo-
lucionário. Nele Jesus vira a ―mesa‖. Vamos en-
tender a virada da mesa?
No tempo de Jesus, o povo judeu cultivava a
convicção de que a prosperidade material, o
sucesso, a riqueza, eram sinais das bênçãos de
Deus. A pobreza, a miséria, a doença, eram
sinais de maldição.
Agora os bem-aventurados não são os ricos
desde mundo, os saciados, os favorecidos,
mas, sim, os que têm fome, os que choram os
pobres e os perseguidos. É a nova lógica... Je-
sus encarnou a realidade do povo. A sua men-
sagem era a resposta às necessidades da épo-
ca. A aliança era vivida na oração, no jejum, na
esmola, na pureza dos ritos.
E hoje, como viver a nova e eterna Aliança?
Como é a nossa realidade? O nosso tempo estar marcado pela busca do ter e pela falta de
Deus. As palavras honestidade, moral, verdade, amor, justiça e fraternidade perdem o seu ver-
dadeiro valor.
Valorizamos mais o ter do que o ser, e isso nos traz angústia. Às vezes somos tentados a
desanimar, até a deixar tudo. A questionarmos: vale a pena continuar?
O mundo atual é um grande desafio para nós. As palavras de Jesus pronunciadas no Ser-
mão da Montanha, e a sua vivência no dia a dia, colocam-se em confronto com essa angústia e
são válidas até hoje, porque são palavras de vida.
1) Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!
2) Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!
3) Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!
4) Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!
5) Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
6) Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus!
7) Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
8) Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos
Céus!
9) Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem fal-
samente todo o mal contra vós por causa de mim.
10) Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perse-
guiram os profetas que vieram antes de vós.
Colocando em prática as bem-aventuranças em nossa vida, poderemos, então, dar frutos
concretos de santidade para a Igreja e para o mundo, sustentados pela graça de Deus.
25
Atividades:
1. Procure na cruzadinha as palavras que completam as frases abaixo:
Felizes os _________________ porque deles é o Reino do Céu.
Felizes os ___________________, porque serão consolados.
Felizes os ___________________, porque possuirão a terra.
Felizes os que têm ___________________ de justiça, porque serão saciados.
Felizes os que são ___________________, porque encontrarão misericórdia.
Felizes os _________________, porque verão a Deus.
Felizes os que ____________________, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que são _________________ por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes vocês, se forem ________________ e perseguidos, e se disserem todo tipo de calúnia
contra...
2 – Leia Mateus 5, 1 -12 e complete as atividades:
a – Qual foi o monte que aconteceu o Sermão?
____________________________________________________________________________________________
b – Com as suas palavras: o quer dizer Bem Aventurados?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Q A C D W H R G M M Ç I Ã O V B F N
E F A I N S U L T A D O S H S Z F J
O L E A X C T N M N Ç F D E I V B A
S I B W S D M B G S Õ Ç E U J E M A
A T E P P R E T F O L F R Y U D S V
P O B R E S E M E S P I R I T O S P
E S B O E N F E R M U L O L O N V T
R E R M I S E R I C O R D I O S O S
S C D O Õ Ç E U J E M S I B W S D M
E A I V L F R Y U D S A T E P P R E
G E A E X B F O M E E S E D E W Y N
U B W M M A I V L F R Y R A Ç Ã O P
I E P A I E A E X B F O I V L F R Y
D B R P U R O S D E C O R A Ç Ã O Y
O E S A D W H R G M O C D O Õ Ç E U
S R M Z I N S U L T M A I V L F R Y
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c – Para você, o que é o Reino de Deus?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
d – Qual é o significadode Misericórdia?
____________________________________________________________________________________________
e - Por que os limpos de coração verão a Deus, na sua opinião?
____________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
f – Escreva a bem aventurança que você mais gostou e explique por quê:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3. Responda:
a) Por que Jesus deu esses conselhos ao povo?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
b) Onde está o maior tesouro que alguém pode querer, segundo ensinou Jesus?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
1 - Escolha um versículo da passagem das bem-aventuranças e reflita sobre ele antes de dor-
mir. Você deve fazer isso durante a semana, escolhendo um versículo diferente para reflexão a
cada dia. Faça uma agenda dos 7 dias da semana a vá anotando, dia a dia, as passagens esco-
lhidas.
2 – O que você pode fazer concretamente para o próximo durante esta semana?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 – Como você ver o mundo hoje?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
4 – O que você mais valoriza na sua vida, na vida da sua família e da nossa Igreja?
Você:_______________________________________________________________________________________
Sua família:_________________________________________________________________________________
A Igreja:____________________________________________________________________________________
27
A LATINHA DE LEITE
Dois irmãozinhos maltrapilhos, provenientes da favela, um deles de cinco anos e o outro
de dez, iam pedindo um pouco de comida pelas casas da rua que beira o morro. Estavam fa-
mintos.
- Vai trabalhar e não amole - ouvia-se detrás da porta - aqui não há nada moleque, dizia
outro.
As múltiplas tentativas frustradas entristeciam as crianças... Por fim, uma senhora muito
atenta disse-lhes:
- Vou ver se tenho alguma coisa para vocês... coitadinhos!
E voltou com uma latinha de leite.
Que festa! Ambos se sentaram na calçada. O menorzinho disse para o de dez anos:
-Você é mais velho, tome primeiro.
E olhava para ele com seus dentes brancos, a boca semi-aberta, mexendo a ponta da lín-
gua.
Eu, como um tolo, contemplava a cena... Se vocês vissem o mais velho olhando de lado
para o pequenino! Leva a lata à boca e, fazendo gesto de beber, aperta fortemente os lábios
para que por eles não penetre uma só gota de leite. Depois, estendendo a lata, diz ao irmão:
- Agora é sua vez. Só um pouco.
E o irmãozinho, dando um grande gole exclama:
- Como está gostoso!
- Agora eu, diz o mais velho.
E levando a latinha, já meio vazia, à boca, não bebe nada. ―Agora você‖.
- Agora eu. Agora você. Agora eu...
E, depois de três, quatro, cinco ou seis goles, o menorzinho, de cabelo encaracolado,
barrigudinho, com a camisa de fora, esgota o leite todo...ele sozinho.
Esse "agora você", "agora eu" encheram-me os olhos de lágrimas...
E então, aconteceu algo que me pareceu extraordinário. O mais velho começou a cantar, a
sambar, a jogar futebol com a lata de leite. Estava radiante, o estômago vazio, mas o coração
trasbordante de alegria. Pulava com a naturalidade de quem não fez nada de extraordinário,
ou melhor, com a naturalidade de quem está habituado a fazer coisas extraordinárias sem
dar-lhes maior importância.
Daquele moleque nós podemos aprender a grande lição, "quem dá é mais feliz do que
quem recebe". É assim que nós temos de amar. Sacrificando-nos com tal naturalidade, com tal
elegância, com tal discrição, que os outros nem sequer possam agradecer-nos o serviço que
nós lhe prestamos.
28
6º. ESUS NOS ENSINA A REZAR
Conversar é bom! Conversar com quem a gente gosta é melhor ainda. Às vezes, a gente
acha difícil "puxar conversa" com um novo colega. Aí é bom quando aparece alguém que já o
conhece e nos ajuda dizendo o que o novo companheiro gosta de fazer, como ele gosta de ser
tratado, etc.
Um dia, os apóstolos estavam achando difícil conversar com Deus e pediram a Jesus uma
ajuda. Queriam saber o que poderiam pedir a Deus, que palavras deveriam usar, qual seria,
afinal, a melhor forma de ter essa conversa com Deus.
Jesus respondeu que não era preciso falar muito, explicar muitas coisas, porque Deus, nos-
so querido Papai do Céu, já sabe do que precisamos mesmo antes de pedirmos.
Nossa oração deve ser sempre sincera, ou seja, aquilo que está dentro do nosso coração.
Mas respondendo ao pedido dos apóstolos, Jesus disse que deveríamos rezar assim:
Procure em sua Bíblia: Lucas 11,1-4
Com essa oração, Jesus quis fazer um resumo de tudo o que podemos e devemos pedir a
Deus. É uma oração muito importante, que devemos rezar sempre, lembrando que nela, como
filhos que honram o Pai, louvamos o nome de Deus e pedimos por nós e por todos os irmãos,
pois Jesus nos ensinou a chamar Deus de Pai Nosso!
29
PAI-NOSSO MEDITADO
Será inútil dizer PAI NOSSO, se em minha vida não ajo como filho de Deus, fechando meu
coração ao amor;
Será inútil dizer QUE ESTAIS NO CÉU, se os meus valores são representados pelos bens da
terra;
Será inútil dizer SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME, se penso apenas em ser cristão por
medo, superstição e comodismo;
Será inútil dizer VENHA A NÓS O VOSSO REINO, se acho tão sedutor a vida aqui, cheia de
supérfluos e futilidades;
Será inútil dizer SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, se no fun-
do desejo mesmo é que os meus desejos se realizem;
Será inútil dizer O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAI HOJE, se prefiro acumular riquezas,
desprezando meus irmãos que passam fome;
Será inútil dizer PERDOAI AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM
NOS TEM OFENDIDO, se não me importo em fazer injustiças, oprimindo e magoando aos que
atravessam o meu caminho;
Será inútil dizer E NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO, se escolho sempre o caminho
mais fácil que nem sempre é o caminho certo;
Será inútil dizer MAS LIVRAI-NOS DO MAL, se por minha própria vontade procuro os praze-
res materiais e tudo que é proibido me seduz;
Será inútil dizer AMÉM, porque sabendo que sou assim continuo e nada faço para me mo-
dificar.
Atividades:
1 – Complete a oração de São Francisco de Assis
Senhor, fazei-me instrumento de vossa ___________. Onde houver _________, que eu
leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o ____________; Onde houver
_______________, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a __________;
Onde houver ____________, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve
a _______________; Onde houver ______________, queeu leve a alegria; Onde houver tre-
vas, que eu leve a __________.
Ó Mestre, ____________que eu procure mais; Consolar, que ser __________________;
_________________, que ser compreendido; amar, que ser _________________. Pois, é
____________que se recebe, é perdoando que se é __________________, e é
____________________que se vive para a vida eterna.
2 – O que você achou da oração do Pai-Nosso e da Oração de São Francisco de Assis?
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
30
3 – Qual frase te chamou mais atenção na Oração do Pai-Nosso e na de São Francisco?
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
Reze a Deus todas as manhãs e todas as noites para agradecer por tudo o que Ele lhe deu e
para pedir pelos doentes, pelos pobres, pelas crianças abandonadas, pelo Brasil, pela família,
pela comunidade, pelas catequistas e por você mesmo.
O PODER DA ORAÇÃO
Uma pobre senhora, com visível ar de der-
rota estampado no rosto, entrou num arma-
zém, se aproximou do proprietário conhecido
pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado al-
guns mantimentos.
Ela explicou que o seu marido estava muito
doente e não podia trabalhar e que tinha sete
filhos para alimentar.
O dono do armazém zombou dela e pediu
que se retirasse do seu estabelecimento.
Pensando na necessidade da sua família ela
implorou:
- Por favor, senhor, eu lhe darei o dinheiro
assim que eu tiver...- ao que lhe respondeu
que ela não tinha crédito e nem conta na sua
loja.
Em pé no balcão ao lado, um freguês - que
assistia à conversa entre os dois - se aproxi-
mou do dono do armazém e lhe disse que ele
deveria dar o que aquela mulher necessitava
para a sua família por sua conta.
Então o comerciante falou meio relutante
para a pobre mulher:
- Você tem uma lista de mantimentos?
- Sim -, respondeu ela. Muito bem, coloque
a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu
lhe darei em mantimentos.
A pobre mulher hesitou por uns instantes e
com a cabeça curvada, retirou da bolsa um
pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o
depositou suavemente na balança.
Os três ficaram admirados quando o prato
da balança com o papel desceu e permaneceu
embaixo.
Completamente pasmado com o marcador
da balança, o comerciante virou-se lentamen-
te para o seu freguês e comentou contrariado:
- Eu não posso acreditar!
O freguês sorriu e o homem começou a co-
locar os mantimentos no outro prato da ba-
lança. Como a escala da balança não equili-
brava, ele continuou colocando mais e mais
mantimentos até não caber mais nada. O co-
merciante ficou parado ali por uns instantes
olhando para a balança, tentando entender o
que havia acontecido... Finalmente, ele pegou
o pedaço de papel da balança e ficou espan-
tado, pois não era uma lista de compras e sim
uma oração que dizia:
- Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas
necessidades e eu estou deixando isto em
suas mãos...
O homem deu as mercadorias para a pobre
mulher no mais completo silêncio, que agra-
deceu e deixou o armazém. O freguês pagou
a conta e disse:
- Valeu cada centavo...
...Só mais tarde o comerciante pôde reparar
que a balança havia quebrado, entretanto só
Deus sabe o quanto pesa uma oração...
7º. JESUS NOS CONTA HISTÓRIAS
―Tudo isso, Jesus o disse às multidões em parábolas, e nada lhes disse a não ser em
parábolas, afim de que se cumprisse o que fora dito pelo profeta: abrirei a boca para
proferir parábolas, proclamarei coisas escondidas desde a fundação do mundo‖
(Mt 13,34-35).
Jesus andava de aldeia em aldeia com seus
discípulos. Ele ensinava o povo através de pe-
quenas histórias - parábolas – para ensinar me-
lhor e para que o povo compreendesse o que
ele queria dizer.
Jesus fazia comparações, dizendo que o
―Reino de Deus‖ era semelhante a um semeador,
ao fermento na massa ou a um pai de família.
Jesus explicava como deveria ser o comporta-
mento das pessoas diante da palavra de Deus,
contando parábolas como a do tesouro escon-
dido, do servo fiel, do fariseu e do publicano.
Ele contava as parábolas sem dar muita ex-
plicação, para que aquele que ouvisse estas pe-
quenas histórias ficasse pensando nelas até en-
contrar uma resposta. Ele queria que as pessoas
se convertessem.
Para Jesus, era importante que as pessoas acreditassem em Deus, que fizesse uma experi-
ência de fé. Hoje, nós também, quando lemos os escritos dos Evangelhos, que narram os ensi-
namentos de Jesus, suas parábolas e milagres, somos convidados a fazer esta experiência de
fé que pode transformar nossa vida.
Mas o que é parábola?
É uma pequena narrativa ligada à realidade, usada por Jesus para apresentar seus ensina-
mentos.
Nas parábolas, quem tem que se posicionar, quem tem que decidir é o ouvinte. As parábo-
las não são pequenas histórias que contêm uma só lição. Elas são narrativas abertas de onde
se podem tirar muitas lições de vida, muitos frutos para a vida. Elas devem ser ouvidas, de-
pois, refletidas e transformadas em ações.
As parábolas tem um ponto central, em torno do qual todas elas giram: o Reino de Deus. O
Reino de Deus não tem fronteiras, como dois países. O Reino de Deus está em todo o ser hu-
mano que valoriza as coisas de Deus. O Reino de Deus está em todos os seres humanos que
ouvem as parábolas, refletem sobre elas e, por fim, aplica-as em suas vidas.
32
Atividades:
1 – Procure ler na Bíblia Jo 10,1-6
a) Quem é o Pastor?________________________________________________________________________
b) Quem são as ovelhas?____________________________________________________________________
c) A voz de quem as ovelhas conhecem?____________________________________________________
d) As ovelhas ouvem a voz do ladrão?_______________________________________________________
e) Quem as ovelhas seguem?_______________________________________________________________
f) De quem as ovelhas fogem?_____________________________________________________________
g) Você ouve a voz de quem?______________________________________________________________
h) Concretamente, como você demonstra que ouve a voz do Pastor?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2 – O que quer dizer Parábolas? Explique o que você entendeu.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 – Vamos nos dividir em dois grupos diferentes: depois de ler o texto, encená-lo.
O primeiro ler Lucas 10, 25 – 37 - a parábola do Bom Samaritano.
O segundo ler Lucas 15, 4 – 7 – a parábola do Bom Pastor.
4 - Qual foi a história que você mais gostou? O que você entendeu?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
5 – O que você vai fazer para ajudar a construir o Reino de Deus, hoje, de acordo com as pará-
bolas?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
1 – Procure na Bíblia e leia Mt 19,13-15, reflita e responda:
a) O quevocê achou?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
33
b) O que você entendeu?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
c) Porque os discípulos não deixavam as crianças se aproximarem de Jesus. Você concorda
com isso?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
d) Porque Jesus disse que o Reino de Deus é para aqueles que são como as crianças? O que
Jesus ver nas crianças e em você que são valores do Reino de Deus?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
A PARÁBOLA DOS POTES
Havia dois grandes e belos potes que, num
canto do quintal, falavam entre si e diziam:
- Ah, que tédio! Que vida! Viver aqui, exposto
a todo, sol vento chuva, calor. Por mais que eu me
proteja, como sobreviverei? Aqui estou, perfeita-
mente tampado, lacrado para proteger-me e ainda
assim sinto-me ameaçado, vazio. Não vejo graça
em estar aqui.
Tranquilamente retrucava o outro:
- Veja, eu me encontro aqui aberto, nada me
protege a boca, ou melhor, o meu interior. Cai a
chuva, eu a recebo. Vem o vento, eu o sinto dentro
de mim. Vem o sol e leva as gotinhas que retor-
nam para o céu. E nem por isso me sinto ameaça-
do.
- Ora, grandes vantagens! Seu interior não
guarda mais as cores originais como o meu, sua
cor é cada vez mais diferente. Você não é mais o
mesmo!
- Sim. E isto me alegra, o meu interior se
transforma a cada dia, à medida que novas coisas
me penetram, posso sentir cada criatura que me
visita e cada uma delas deixa algo de si para mim,
assim como deixo para elas, pouco a pouco a mi-
nha cor.
- É, mas você não tem mais paz. A todo ins-
tante, você é solicitado, carregam você todo o dia
para levar água, ao passo que eu permaneço no
meu lugar. Ninguém me incomoda, quando se
aproximam, já sei o que eles querem.
- Sim, se solicitam é porque tenho algo para
dar, e o que doo não é diferente do que você pode
dar. Deixou-me encher pela água que cai da chu-
va, tanto sobre mim quanto sobre você. Encho-me
até transbordar. Outros seres precisam desta água
e os sirvo. Esvazio-me e me deixo encher de novo.
Assim, minha vida é um constante dar e receber.
Enquanto isso, me desinstalo, sai do meu pequeno
mundo e vou ao encontro de outros mundos. Já
conheci potes diversos, animais, pessoas, tantas
coisas e seres. E cada um me fez perceber o pote
que eu sou.
- Não sei, se continuar assim, brevemente se-
rás um pote quebrado, gasto e, então de que adi-
antará tudo isso?
- Creio que se me desgasto a cada dia é para
ser possível levar vida a outros seres. Vejo que o
mais importante não é ser um pote intacto, tal
como fui feito, mas um pote de valor como estou
me tornando. Se vou durar pouco tempo não im-
porta, se o pouco que eu viver tiver sentido, se me
trazer alegrias e me fazer sentir cada vez mais o
que é ser pote. Isto me basta...
Já era tarde, o sol já havia se escondido quan-
do os dois se cansaram de falar. O pote aberto,
sentindo-se cansado, logo adormeceu o que não
foi possível para o outro pote, ele não conseguia
dormir, pois algumas palavras ditas pelo compa-
nheiro lhe vinham à mente e não o deixavam em
paz.
Na manhã seguinte, um pote acordava, o outro
dormia, porque fora grande seu esforço durante a
noite para retirar a tampa que o acompanhava há
tanto tempo...
8º. JESUS E O REINO DE DEUS
Jesus não fez de si nem de seu Pai o centro de sua pre-
gação. Ele pregou o Reino de Deus e não a si mesmo. Tanto
Marcos como Mateus colocam que as primeiras palavras de
Jesus foram sobre o Reino de Deus. ―O reino de Deus esta
próximo, convertei-vos e crede no evangelho‖ (Mc 1,14; Mt
4,17).
Pela quantidade de vezes que aparece o termo Reino de
Deus nos evangelhos, não se pode duvidar da centralidade
deste tema para Jesus. Para Ele, a realidade última da histó-
ria não é ele mesmo nem seu Pai, mas o Reino de Deus. Até
Deus é visto dentro da totalidade do Reino, pois Deus nun-
ca aparece na história do Antigo Testamento como um
Deus em si, mas como um Deus para a história e, por isso,
como um Deus de um povo. ―Eu serei vosso Deus e vós se-
reis o meu povo‖.
Se por um lado Jesus tem como centro de sua pregação o Reino de Deus, por outro, ele
nunca diz o que é realmente. A única coisa que ele diz é que o Reino de Deus está próximo.
Para falar do Reino ele usa diversos meios. Vejamos o que entendemos hoje por Reino de
Deus:
O Reino é o projeto do Pai: fazer do mundo, da sociedade uma família de filhos e ir-
mãos, um lugar para todos se sentirem bem, uma humanidade liberta de toda opressão e re-
conciliada com o próximo, com a natureza, consigo mesma e com Deus.
O Reino do Pai começa a se realizar na história, no meio das pessoas, através de Jesus
que, na força do Espírito, é o grande anunciador do Reino do Pai. Esse Reino visa tirar do ser
humano a condição de escravo e dignificá-lo como filho de Deus.
O Reino de Deus não é limitado a um lugar geográfico e nem a um certo tempo da his-
tória. Não se trata nem de uma dominação de Deus à imitação de certos regimes ditatoriais,
mas se caracteriza pela instauração da fraternidade, da bondade, da misericórdia, da justiça,
da igualdade, da paz...
Aí se entende porque Jesus disse: "Nem todo aquele que diz 'Senhor, Senhor', entrará no
Reino do Céu. Só entrará aquele que faz a vontade do meu Pai, que está no céu" (Mt 7,21).
Não pode haver compromisso entre Cristo e o mal. Ele espera a decisão das pessoas:
"Quem não está comigo está contra mim" (Mt 12,30).
Assim como João, o Batista, Jesus proclama que o Reino de Deus está perto. Segundo Mc
9,1 Jesus diz: ―Em verdade vos digo: alguns dos presentes não sofrerão a morte até que vejam
chegar com poder o Reino de Deus‖. Em suas parábolas afirma que a colheita já está madura
(Mt 9,37), que os campos já estão ficando brancos (Jo 4,35), que agora há vinho novo (Mc
2,22). Noutros momentos afirma que, se expulsa demônios, é porque o Reino de Deus chegou
(Mt 12,28), e em Mc 14,25 afirma que ―já não beberei do fruto da videira até o dia em que be-
berei de novo no Reino de Deus‖.
Jesus não só espera o Reino de Deus, mas também afirma que ele está perto, que sua vinda
é eminente, que o Reino não deve ser objeto de esperança, mas de certeza.
Atividades:
1 - Jesus usou várias comparações para explicar o Reino de Deus. No capítulo 13 do Evangelho
de Mateus ele conta sete parábolas a respeito do Reino. Vamos encontrar as Parábolas e ver de
que se trata. Lei os textos e escreva o tema de cada Parábola:
a) - Mt 13,5-9:______________________________________________________________________________
b) - Mt 13,24-30: __________________________________________________________________________
c) - Mt 13,31-32: __________________________________________________________________________
d) - Mt 13,33: ______________________________________________________________________________
e) - Mt 13,44: ______________________________________________________________________________
f) - Mt 13,45-46: ___________________________________________________________________________
g) - Mt 13,47-50: __________________________________________________________________________
2 – Leia os demais textos, encontre o nome das Parábolas, junte com as de cima e preencha a
cruzadinha:
h) - Lc 18.1-8: _____________________________________________________________________________i) - Lc 13.6-9: _____________________________________________________________________________
j) - Mt 221-14: ____________________________________________________________________________
l) - Mt 25.1-13: __________________________________________________________________________
g R
e E
b I
d N
f O
a D
i E
h D
j E
l U
c S
3 – Qual destas Parábolas você achou mais interessante e por quê?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
1 – Leia as Parábolas do Reino de Deus, escreva e as encontre na cruzadinha:
a) - Mt 18,2-14:________________________________________________________________________
b) - Mt 18,23-35: ______________________________________________________________________
c) - Mt 20,1-16: _______________________________________________________________________
d) - Mt 21,28-32: ______________________________________________________________________
e) - Mt 21,33-46: ______________________________________________________________________
f) - Mt 25,14-30: ______________________________________________________________________
g) - Mc 4,26-9: ________________________________________________________________________
h) - Lc 7,41-43: ________________________________________________________________________
i) - Lc 10,25-37: _______________________________________________________________________
j) - Lc 11,5-8: _________________________________________________________________________
k) - Lc 12,16-2: ________________________________________________________________________
l) - Lc 14,16-24: _______________________________________________________________________
m) - Lc 15,8-10: ________________________________________________________________________
n) - Lc 15,11-32: _______________________________________________________________________
o) - Lc 16,1-9: _________________________________________________________________________
p) - Lc 16,19-3: ________________________________________________________________________
q) - Lc 17,7-10: ________________________________________________________________________
r) - Lc 18,9-14: ________________________________________________________________________
s) - Lc 19,12-27: _______________________________________________________________________
A S D R O V E L H A P E R D I D A T F F
C T V B H J A D I D R E P A M C A R D A
I O R A G R A N D E C E I A X D P L D R
S G L A Z A R O J U R T V B D E Q Ç O I
E D F M B C G U I O A S D R X V H C I Z
R U N I P A M A D E D R E T N E M E S E
O D R G U G L E O V I N H A E D X S F U
D E H O B B R H I G A S Z T E O X A I E
A Z N I L C I R A A I I A D F R B I L O
R M D M I V C A E D G D V M L E F A H G
V I Y P C K O V N M O J O J F S F A O G
A N W O A Z L D A U Y R K R D E G R S H
L A A R N Z O F D J J F E G P S H J K J
S S J T O F U S I E T U N I S O V R E S
H N L U F E C K D S G S K L D X H G D B
Ç P L N H J O F S O T N E L A T D L A Z
H M G O A D M I N I S T R A D O R A I A
V B O M S A M A R I T A N O F G F H A F
A PARÁBOLA DOS POÇOS
Era o país dos poços. Qualquer visitante que
chegasse, enxergaria somente poços grandes,
pequenos, feios, lindos, ricos e pobres...
Os poços falavam entre si, mas à distância, por-
que havia terra seca entre um poço e outro. Na
realidade, quem falava era a boca do poço, ao
nível da terra.
E, como a boca era oca, o poço dava a sensação
de vazio, angústia, criando eco...
Havia poços com bocas muito largas, permitindo
receber um monte de coisas inúteis. Quando estas
passavam de moda, era só mudar para outras,
também inúteis e passageiras... E as bocas conti-
nuavam vazias, ressequidas e sedentas, bem como
a terra ao seu redor.
E NO FUNDO... O POÇO NÃO ESTAVA CONTENTE!
E, por falar em fundo:
Bem, a maioria dos poços, entre as frestas dei-
xadas pelas coisas, permitia de vez em quando,
sentir entre os dedos algo diferente: eram mo-
mentos em que percebiam água no fundo. Diante
desta sensação tão rara, alguns até tinham medo e
procuravam evitar o contato com o fundo.
Outros, porque tinham coisas demais, abarrota-
vam a boca, esqueciam logo a sensação do pro-
fundo, e se ocupavam novamente com a superfí-
cie...
Mas, nesta superfície, às vezes algum poço fala-
va desta experiência diferente. Até que houve um
poço que, olhando bem para seu interior, entusi-
asmou-se e quis continuar. Como as coisas que
abarrotavam sua boca o incomodassem, procurou
libertar-se delas, lançando-as corajosamente para
longe. E o silêncio chegou! E ele começou a ouvir
o borbulhar da água lá no fundo e sentiu uma paz
profunda, viva e duradoura, refrescante e salutar...
E este poço descobriu que sua razão de ser era
esta: a vida se encontra na profundidade de si
mesmo e não na multidão de coisas que se acu-
mulam em sua boca.
E SE TORNAVA MAIS POÇO QUANTO MAIS PRO-
FUNDIDADE TINHA!
Feliz com a descoberta, procurou tirar água do
seu interior, e a água, ao sair, refrescou a terra
seca ao seu redor e tornou-se fértil e boa, e as
flores começaram a brotar. A notícia se espalhou e
as reações foram diversas: uns se mostraram in-
crédulos, outros sentiram o impulso por também
fazer a experiência do profundo de si mesmo. Mas
muitos desprezaram a novidade, muito difícil.
Era mais fácil deixar tudo como estava...
Sem dúvidas, alguns resolveram fazer a experi-
ência e começaram a libertar-se dos objetos inú-
teis que abarrotavam sua boca: igualmente encon-
traram água em seu interior.
A partir de então, as surpresas aconteceram: por
mais água que se retirasse para regar ao redor, o
poço não se esvaziava!
E aprofundando ainda mais, descobriram que:
ELES ESTAVAM UNIDOS ENTRE SI POR ALGO CO-
MUM: A ÁGUA ERA A MESMA!
E começou uma comunicação profunda porque
as paredes dos poços deixaram de ser limites.
Mas, a descoberta mais sensacional veio depois: A
ÁGUA QUE LHES DAVA VIDA VINHA DE UM MESMO
LUGAR: O MANANCIAL...
O manancial estava bastante longe: na monta-
nha que dominava o País dos Poços.
Lá estava ela: majestosa, serena pacífica! E com
o segredo da vida em seu interior.
A montanha estava sempre lá. Algumas vezes
visível entre as nuvens: outras vezes radiante de
esplendor...
O manancial não havia sido descoberto antes
porque os poços preocupavam-se apenas com sua
superfície. A partir da nova descoberta, esforça-
vam-se por aumentar seu interior, crescendo em
profundidade, para que o manancial chegasse
mais facilmente...
A ÁGUA QUE TIRAVAM DELES TORNOU A TERRA
MAIS BELA!
Enquanto isso, lá fora, os que não faziam a ex-
periência do profundo, continuaram a aumentar
sua boca, procurando futilidades...
9º. JESUS, O CAMINHO QUE LEVA AO PAI
Em um momento da História, Deus mostrou o seu rosto
e sua vontade: entrou na História e se fez homem na pes-
soa de Jesus de Nazaré.
Para chegarmos a Deus, é necessário seguir os passos de Jesus, fazendo
hoje o que ele fez naquele tempo: estar ao lado dos que precisam.
Promover a justiça e a paz.
Espalhar o amor.
Catequista: Vamos escrever nas pegadas abaixo atitudes que comunicam a presença de Je-
sus, Caminho Verdade e Vida e que nos ajudam a chegar até ao Pai.
Deus também nos fala através de acontecimentos, dos milagres, das tragédias, em tudo
Deus quer nos falar, nos ensinar. Temos que estar atentos ao que acontece e perceber a pre-
sença de Deus em nossas vidas.
Vamos ler em Mt 8,23-27
Refletindo:
Catequista: Os discípulos ainda não conheciam totalmente o poder de
Jesus,foi preciso que quase se afogassem para perceber que estavam
com Senhor de todas as coisas e situações.
Leitor 1 – Hoje estamos vivendo situações como a dos discípulos, as-
saltos, violências, estamos sempre com medo de que algo aconteça.
Leitor 2 – Não podemos mais sair de casa, nos divertir, ficamos trancados
dentro de casa com medo de tudo e de todos.
Catequista: Mas Jesus é o Senhor de todas as coisas, ele tem poder para
nos livrar de todo mal, mas para isso precisamos confiar plenamente no seu
poder, como os discípulos, que estavam apavorados no barco, mas estavam
com Jesus e eram fiéis a ele.
Todos: Precisamos ser fieis ao amor de Deus.
Catequista: Quando sairmos de casa, ou mesmo dentro, e estivermos em
perigo, apavorados com alguma situação, precisamos confiar e clamar pelo
nome de Jesus, pois ele com certeza nos ajudará.
Leitor 1: Mas devemos clamar por ele só nos momentos de perigo?
Leitor 2: Não, em nossa vida, todos os dias podemos clamar por Jesus, seja na hora de fa-
zer uma prova, de fazer uma tarefa difícil, no momento de tristeza, de brigas e violências que
vemos na televisão. Podemos clamar pelo nome de Jesus a toda hora.
Todos: Jesus, seja o nosso auxílio e nossa proteção.
Atividades:
1 – Leia Jo 14,6 e responda:
a) Jesus disse: ―Eu sou o ________________________ a _______________________ e a
_____________. Ninguém vai ai __________, se não por _____________‖.
2 – Leia Lc 6,46 e responda, colocando V quando for verdadeiro e F quando for falsa:
O que Jesus espera de cada pessoa que o chama "Senhor"?
( ) Que faça as coisas que ele diz
( ) Que ignore as coisas que ele diz
( ) Que desobedeça as coisas que ele diz
( ) Que rejeite as coisas que ele diz
3. Leia Mt 6,33 e responda: Jesus prometeu as coisas básicas da vida para aqueles que buscam
em primeiro lugar ___________ de Deus e a sua justiça, que é:
( ) O dinheiro.
( ) A glória.
( ) A igreja.
( ) O Reino.
Gesto concreto:
1 – Responda com a sua família:
a) - Que tipo de Igreja estou ajudando a construir na minha Comunidade?
____________________________________________________________________________________________
b) – Sou daqueles que assume os compromissos batismais, ou fico apenas olhando de longe,
criticando...?
____________________________________________________________________________________________
Deus está sempre conosco, Ele é para todos, não é algo individual, particular. Ele quer a fe-
licidades de seus filhos, de todos e não somente de alguns. Existem pessoas que vivem como
se Deus não existisse. Para elas o que importa é ter riqueza, carro, casas, empregos bons, ga-
nhar muito. Mas isso não traz a felicidade. Nós somos dependentes de Deus, queiramos ou
não, se somos batizados na Igreja de Jesus Cristo, somos seus filhos e somos dependentes
Dele.
Gesto concreto da família
Orar pelos necessitados
Participar das missas na comunidade
Ajudar uma família mais necessitada (cada membro da família vai doar algo de si mesmo,
as crianças podem doar brinquedos que podem ser utilizados ainda, roupas. Os pais podem
doar alimentos, para ajudarmos os Vicentinos em seu trabalho de assistência aos mais neces-
sitados.) As doações podem ser entregues ao catequista.
PEGADAS NA AREIA
Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor, e através do Céu, passavam cenas de minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixadas dois pares
de pegadas na areia; um era o meu e o outro do Senhor.
Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei pa-
ra trás, para as pegadas na areia, e notei que muitas vezes no caminho
da minha vida havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e an-
gustiosos da minha vida. Isso aborreceu-me deveras, e perguntei então
ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que eu resolvi Te seguir, Tu
andarias sempre comigo, todo o caminho, mas notei que durante as
maiores atribulações do meu viver havia na areia dos caminhos da vida,
apenas um par de pegadas. Não compreendo porque nas horas em que
eu mais necessitava de Ti, Tu me deixastes".
O Senhor respondeu:
Meu querido Filhinho, Eu te amo e jamais te deixaria nas horas da tua prova e do teu sofrimento.
Quando vistes na areia apenas um par de pegadas, foi exatamente aí que EU TE CARREGUEI EM MEUS
BRAÇOS".
10º. JESUS, MORTE E RESSURREIÇÃO
O time de futebol ao qual Fábio pertencia estava nervo-
so. Pudera! Iria jogar contra o time da cidade vizinha e eles
conheciam pouco o desempenho dos jogadores.
Quanto treino! Quantas renúncias! Mas a VITÓRIA foi
consoladora. Três a um!
A vida de todos é assim: passagem de um estado para o
outro, de uma situação para outra. A cada momento é pre-
ciso enfrentar o desconhecido, o novo. E às vezes o novo é
difícil, exige sacrifícios, uma espécie de morte.
Todos nós lutamos desesperadamente para termos
mais vida e, ao mesmo tempo, fugimos do sacrifício que
nos poderia trazer mais vida.
Nem sempre é fácil aceitar estas palavras do evangelho:
morrer para dar fruto, perder a vida para salvá-la, para que
ela floresça em vida eterna (Jo 12, 24-25).
Jesus salvou a humanidade com o SACRIFÍCIO de sua VIDA, por sua CRUZ e RESSURREIÇÃO.
O tremor que apavorou os guardas na manhã da RESSURREIÇÃO anunciava o triunfo definitivo
de Jesus sobre a morte. O Salvador, gloriosamente ressuscitado, conservou apenas as cinco
chagas, a fim de as apresentar ao Pai, em favor daqueles mesmos que as fizeram.
Alguns textos bíblicos nos revelam o espanto e a certeza provocados pela ressurreição:
TIRARAM O MEU SENHOR DO SEPULCRO E NÃO SABEMOS ONDE O PUSERAM! (Jo 20, 2)
Eis que o anjo de Deus, que fora quem removera a pedra, lhes apareceu, anunciando ju-
bilosamente: NÃO TEMAIS! Sei que procurais Jesus Nazareno, que foi crucificado. Ele já
não está aqui, pois ressuscitou como havia dito. Eis o lugar onde O haviam posto. Ide
depressa dizer a seus discípulos que Ele ressuscitou e eis que irá adiante de vós para a
Galileia. Lá o vereis! (Mt 28, 5-7).
A aparição de Jesus a Madalena é rica do carinho e presença do Ressuscitado (Jo 20, 11-
18).
A aparição de Jesus aos discípulos de Emaús, que veremos melhor no próximo encon-
tro, é narrada por São Lucas, com o estilo claro e minucioso que caracteriza o seu evan-
gelho (Lc 24, 13-35).
Os apóstolos haviam passado o domingo de Páscoa nas mais vivas emoções e, de tarde,
encontravam-se reunidos a vários discípulos, no Cenáculo, o lugar sagrado das recordações
eucarísticas e das últimas confidências do Senhor. As portas estavam trancadas por temor dos
Judeus. Discutiam com animação sobre as aparições de Jesus, quando, de repente, O Mestre
apareceu no meio deles, dizendo carinhosamente: ―A PAZ ESTEJA CONVOSCO!‖.
Vejamos como se deu o encontro com os apóstolos: Lc 24, 36-49 e Jo 20, 19-23.
Assim, no mesmo dia de seu triunfo sobre a Morte, Jesus instituiu o sacramento da Confis-
são, para que sua ressurreição fosse símbolo e nos trouxesse a graça de nossa ressurreição
espiritual.
A ressurreição de Jesus é o fato mais importante de sua vida e da nossa fé, é a ―lente‖ para a
leitura e compreensão de todos os fatos, vida e pessoas de Jesus.
Jesus aceitou a sua morte como oferenda livre de amor. Páscoa é um dia de festa porque Je-
sus venceu a maldade do pecado e ressuscitou. Se vivermos com Cristo, morrendo, viveremos.
Colocando um pouco de Páscoa em nós e no mundo, seremos presença de paz e alegria no
Senhor.
Atividades:
1. Para você, o que é Páscoa?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2. Complete:A palavra Páscoa quer dizer ___________________. Os hebreus celebravam também
a Páscoa muito antes de Jesus instituí-la. Nesta festa eles rememoravam
_______________________________________________________. A Páscoa acontece sempre que saí-
mos da __________________. Se Jesus não tivesse ressuscitado, ___________________, seria a nos-
sa fé. Quem nos diz isso é ____________________________________________________. A ressurrei-
ção de Jesus é garantia de nossa vida _________________________________________________.
3. Como você costuma celebrar a Páscoa?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
4. Procure no diagrama palavras que recordem a Páscoa.
R T A L E G R I A M L K P O
L I B E R T A Ç A O P Ç A W
N G S X C P O T M N T Y S P
Q P M L H Y T X O K L C S V
V I D A C N B M R P Z W A P
R E S S U R R E I Ç A O G P
Q A S F G H Ç N B C X M E A
N G H T P E X O D O B G M Z
5 – Leia na Bíblia os textos abaixo e responda as questões:
a – João 19, 19. O que Pilatos mandou escrever na cruz de Jesus?
____________________________________________________________________________________________
b – Lucas 23, 39–43. Por que Jesus perdoou e disse ao bom ladrão que estaria, naquele dia,
com Ele no Paraíso?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
6 - Pesquise e escreva nomes de algumas pessoas que sofreram ou sofrem para livrar outras
pessoas do mal, das drogas, da violência, etc.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
7 - Agora, escreva uma oração bem bonita colocando todas essas pessoas na proteção de Je-
sus e Maria para ajudá–las:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
8 – Descubra os gestos concretos para viver bem a Páscoa, completando os quadrinhos. Colo-
cando as letras conforme os números.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
S c a ã m o T r e É p u J v i l g b q n
6 2 8 15 1 7 4 6 10 12 5 3 11 9 1 1 6 3
3 16 9 17 8 9 ; 9 16 9 1 3 5 18 9 19 12 9
;
13 9 1 12 1 14 9 20 2 9 12 3 6 8 7 9 .
.
3 5 3 15 - 14 6 1 2 6 5 6 9 12 14 6 1 3 5 9 15
-
Gesto concreto:
1. Pense e responda: que pedra você precisa remover em sua vida para poder acontecer a Pás-
coa em sua vida? Agora, ore todas as noites ao longo da semana para conseguir removê-las.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2. Pesquise: qual é o significado do círio pascoal e do girassol?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 – Pesquise com seus pais como podemos transformar a situação de morte (a fome, o desem-
prego, as doenças...) em situações de vida (as alegrias, a saúde, o alimento...) e escreva as
respostas:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
A TRANSFORMAÇÃO DA LAGARTA
Uma lagarta que nasceu de pequenos ovinhos
germinados sobre as folhas verdes do chão de
uma linda Floresta.
Rastejava sobre a terra buscando se firmar. A-
prendia a viver assim conhecendo outras lagartas
bichinhos alimentando-se, subindo nas árvores,
abrigando-se na umidade da terra, em um ritmo
para muitos muito lento e para ela natural.
Dia após dia vivendo rastejando sobre a terra.
Um dia, chegada uma certa hora, hora que tal-
vez só ela soubesse qual, um processo novo acon-
tecia.
Começou a tecer um casulo como uma casca a-
cinzentada, a sua volta envolvendo-se inteira co-
mo se protegendo, não sei e ali foi ficando por um
bom tempo que a Sabedoria da Natureza determi-
nava como sendo necessário.
Interessante que para muitas pessoas, ao olha-
rem para aquele casulo pendurado em um galho,
achavam que ali não havia vida parecia mesmo
estar tudo morto.
- Não há movimento aparente, não há cor, não
há som, então não há vida (alguns diziam).
Outros curiosos diziam já ter aberto outros ca-
sulos e o que viram?
Uma massa se movimentando de forma extre-
mamente lenta. Que coisa esquisita - pensavam. E
os dias se seguiam.
E por incrível que pareça, pois existe um tempo
para tudo, quando menos esperávamos aquele
mesmo casulo foi tomando uma certa tonalidade
um pouco de cor como se fosse ficando quase
transparente.
E na sabedoria do tempo começaram a aparecer
cores dentro deste casulo e suaves movimentos.
Em um dia de sol. O casulo iniciou a abrir e algo
começou lentamente a sair de dentro e a abertura
foi aumentando.
É como se algo colorido com movimentos leves
se espreguiçasse, abrindo-se mais aos raios do
Sol e numa espécie de magia lindos pares de asas
coloridas se estenderam este novo corpo que nas-
ce ou renasce buscando no desequilíbrio o seu
equilíbrio começando a se movimentar mais.
E o casulo abre inteiramente.
O que vemos?
Aquele Ser em forma de uma linda Borboleta.
Que ali está pronta para voar.
Voar em direção a luz do sol para se aquecer.
Buscando mais brilho mais cores.
Agora aquela lagarta pode ver e sentir o mundo
de diferentes ângulos sendo borboleta.
Ela voa alto na copa das árvores. Voa alimen-
tando-se no néctar das flores.
É leve e livre.
É suave embeleza a vida.
Parecendo frágil muito forte se revela.
Agora semeando o pólen das folhas que em su-
as patas transporta delicadamente.
Semeia mais vida e beleza na Natureza.
E em suas angelicais passagens entrega por so-
bre as folhas pequenos ovos.
Para que nasçam novas lagartas.
Acredito que elas já nascem sabendo no seu ín-
timo que um dia voarão.
E vivem a vida tranquilamente.
Rastejando por sobre a terra.
Para um dia voar livremente.
O nascer, crescer, orrer se assemelham a esta
bonita história de Vida, Morte e Ressurreição.
11º. APÓSTOLOS – AMIGOS DE JESUS
É muito bom ter amigos. Eles nos ajudam
nas horas felizes e estão presentes nas horas
tristes também. Quando estamos em dificul-
dades, eles são os nossos apoios.
Todos nós temos amigos.
Quem são os nossos amigos (partilhar)?.
Com Jesus não foi diferente. Ele tinha
seus colaboradores, seus discípulos e ami-
gos, que foram capazes de deixar tudo e se-
gui-lo. Eles eram amigos de confiança de
Jesus, por isso Jesus deixou para eles conti-
nuarem seu projeto.
Jesus pode contar com seus amigos e co-
laboradores. Eles estavam juntos no mesmo
trabalho. Era um trabalho de equipe. Era da-
da a mesma atividade para todos.
Falar do Reino de Deus era a atividade dos
discípulos e amigos de Jesus. Anunciar a bo-
a-notícia, a novidade de Deus para os homens e as mulheres que viviam na esperança de um
mundo mais justo.
Eles se uniram na campanha de transformar o mundo no tempode Jesus. Eles queriam
converter os corações dos pecadores, acolher os excluídos, cuidar dos doentes, orientar e a-
companhar os desanimados, os pobres e os fracos.
Eles foram escolhidos e chamados para dar início à primeira missão da comunidade de Je-
sus.
Eles eram: ―PEDRO e ANDRÉ, seu irmão; TIAGO, filho de Zebedeu e JOÃO, seu irmão; FELIPE
e BARTOLOMEU; TOMÉ e MATEUS, o cobrador de impostos; TIAGO, filho de Alfeu, e TADEU;
SIMÃO, o zelote, e JUDAS ISCARIOTES, aquele mesmo que o entregou‖ (Mt 10,1-4).
Todos eles foram aprendendo com Jesus que ser filho de Deus é ser também instrumento
de paz e de amor. Assim, foram se tornando seus discípulos e seus amigos. A amizade se for-
talecia a cada dia. Eles estavam sempre juntos de Jesus, ouvindo seus ensinamentos e seguin-
do seus passos.
Depois de escolher o seu grupo, Jesus os envia em missão, desejando que ela durasse para
sempre.
Todos nós, como discípulos de Jesus, temos o compromisso de dar continuidade ao man-
dato de Jesus, de evangelizar e falar do Reino de Deus às pessoas que não o conhecem. Todos
somos convidados a assumir a mesma missão dos discípulos e amigos de Jesus.
Apóstolos quer dizer ―Enviados‖. Este foi o primeiro grupo enviado por Jesus para levar
a mensagem de amor e salvação a todos os povos e assim, até hoje, continuar a sua
missão aqui na terra.
Atividades:
1. Desembaralhe as letras e descubra o nome dos 12 apóstolos.
___________________ _____________________ ______________________ _____________________
___________________ _____________________ ______________________ _____________________
___________________ _____________________ ______________________ _____________________
2. Escreva o nome de alguns dos apóstolos de Jesus hoje:
Papa _________________________________________________________________________________
Bispo ________________________________________________________________________________
Padre ________________________________________________________________________________
3. Jesus continua querendo mais seguidores que possa continuar sua Missão na terra:
Catequista ___________________________________________________________________________
Você ________________________________________________________________________________
E também... _________________________________________________________________________
4. Escreva nas placas o que é preciso fazer para seguir Jesus:
ÃOMIS PDORE OTIAG RIAMO OOJÃ ÉRADN
SMÃIO
TMBERLOUAO ETUSMA TÉMO
TGOAI TEUDA
ILPIEF
SUADJ CISOETSRIA
5. Marque as frases com V ou F, dizendo se são verdadeiras ou falsas.
( ) ser ―pescador de homens‖ significar falar a todos do amor de Deus.
( ) só podem ser ―pescadores de homens‖ os adultos.
( ) podemos sempre trazer mais gente para a Igreja de Jesus.
PARA CASA:
1. Quantos e quais os nomes dos apóstolos pescadores?
____________________________________________________________________________________________
2. Quantos e quais os nomes dos apóstolos cobradores de impostos?
____________________________________________________________________________________________
3. Qual a missão que Jesus designou aos apóstolos?
____________________________________________________________________________________________
4. Responda com suas palavras:
a – O que quer dizer ―Enviados‖?
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
b – Você é também um apóstolo de Jesus? Por quê?
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
c- Você pode ajudar a melhorar o mundo? Como?
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
Que tal convidar um amigo para participar da missa e do encontro de catequese no próximo
sábado?
Para meditar:
OS DISCÍPULOS DE EMAÚS
Depois de sua morte, dois discípulos estavam indo para Emaús quando Jesus começou a
caminhar ao lado deles. Os discípulos não o reconheceram.
— Sobre o que vocês estão conversando? — perguntou Jesus.
Eles pararam com um jeito triste, e um deles, chamado Cleópas, disse:
— Você não sabe o que aconteceu nos últimos dias?
— Não! O que aconteceu? — indagou Jesus, mostrando-se curioso.
Eles então contaram o que havia acontecido com Jesus.
Jesus disse que eles tinham demorado a acreditar no que os profetas haviam dito e come-
çou a explicar as passagens da Sagrada escritura que falavam dele, começando com os livros
de Moisés e os escritos dos profetas.
Quando chegaram perto do povoado, Jesus disse que ia para mais longe.
— Fique conosco. Já está anoitecendo! — convidaram os discípulos.
Jesus aceitou o convite e sentou-se à mesa com eles. Pegou o pão e deu graças a Deus.
Depois, partiu o pão e o repartiu com os discípulos, que neste momento perceberam que era
Jesus quem estava com eles.
Os dois discípulos conversaram sobre como se sentiram enquanto Jesus falava com eles na
estrada, explicando a Sagrada Escritura. Depois, levantaram-se e foram para Jerusalém, onde
encontraram os onze discípulos reunidos.
— É verdade! Simão viu o mestre. Jesus ressuscitou! — disse um dos discípulos.
Enquanto falavam, Jesus apareceu no meio deles, dizendo:
— Que a paz esteja com vocês!
Todos ficaram assustados e com medo, mas Jesus os tranquilizou:
— Recebi todo o poder no Céu e na Terra. Por isso, dirijam-se a todos os povos do mundo
e façam com que sejam meus seguidores. Batizem esses seguidores em nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo e ensinem-nos a obedecer à palavra de Deus. Lembrem-se de que eu esta-
rei com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.
Adaptado do Novo Testamento, Evangelho de Lucas 24, 13-35
DOIS AMIGOS
Diz uma lenda árabe que dois amigos
viajavam pelo deserto e em um determi-
nado ponto da viagem discutiram. Um es-
bofeteou o outro. O ofendido, sem nada a
dizer, escreveu na areia:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO ME BATEU
NO ROSTO.
Seguiram viagem e chegaram a um oá-
sis, onde resolveram tomar banho. O que
havia sido esbofeteado começou a afo-
gar-se sendo salvo pelo amigo. Ao recu-
perar-se pegou um estilete e escreveu
numa pedra:
HOJE, MEU MELHOR AMIGO SALVOU-ME
A VIDA.
Intrigado, o amigo perguntou:
- Por que depois que te bati, tu escre-
veste na areia e agora escreves na pedra?
Sorrindo, o outro amigo respondeu:
- Quando um grande amigo nos ofende,
devemos escrever na areia, onde o vento
do esquecimento e do perdão se encarre-
ga de apagar, porém quando nos faz algo
grandioso, devemos gravar na pedra da
memória do coração, onde vento nenhum
do mundo poderá apagar...
12º. PENTECOSTES – NASCIMENTO DA IGREJA
FICARAM TODOS CHEIOS DO ESPÍRITO SANTO – At 2,4
No dia de Pentecostes, judeus vindos de todos
os cantos do mundo vinham se apresentar ao Se-
nhor em Jerusalém. Nesse dia, os apóstolos e os
discípulos de Jesus estavam em Jerusalém, com me-
do dos soldados romanos que os perseguiam. Esta-
vam todos reunidos num lugar chamado Cenáculo,
junto com Maria, mãe de Jesus e, então, receberam
o Espírito Santo.
Foi um acontecimento maravilhoso! Naquele ins-
tante, os amigos de Jesus receberam o Espírito San-
to e, a partir daquele momento, perderam o medo e
começaram a falar sobre Jesus para todo o mundo!
Naquela hora, houve uma explosão de comunica-
ção. Os apóstolos saíram para as ruas e começaram
a anunciar o Evangelho, a falar para todas as pesso-
as que Jesusera o Filho de Deus. Havia ressuscitado
e subido ao Céu.
Na verdade, foi naquele dia, que a Igreja come-
çou a sua história. O evangelho só chegou até nós hoje porque o Espírito Santo não abando-
nou a Igreja. E Ele continua agindo no mundo, em cada comunidade.
De forma muito especial, o Espírito Santo distribui DONS entre nós.
DOM = talento que recebemos de Deus e que devemos usar em benefício da comunidade.
O Espírito Santo tem sete dons: SABEDORIA, ENTENDIMENTO, CONSELHO, FORTALEZA, CI-
ÊNCIA, PIEDADE, TEMOR DE DEUS. Esses dons do Espírito Santo nos ajudam a compreender
melhor a mensagem de Jesus e nos dão a forças para viver como ele viveu e assim sermos ver-
dadeiramente filhos de nosso Pai que é Deus.
Cada um de nós também recebeu o Espírito Santo no dia em que foi batizado.
Como cada Dom age em mim:
1. SABEDORIA – Ajuda-me a conhecer melhor o mundo em que vivemos e a buscar
uma vida melhor para todos.
2. CIÊNCIA – Faz-me perceber com clareza os fatos da vida.
3. PIEDADE – Faz-me ter um coração dócil a Deus e cultivar mais a oração.
4. TEMOR DE DEUS – Faz-me ter maior respeito, amor e adoração a Deus, e não medo.
5. CONSELHO – Dá-me capacidade de ajudar os irmãos com bons conselhos.
6. FORTALEZA – Dá-me força e coragem para lutar contra o mal.
7. ENTENDIMENTO – Faz-me conhecer a vontade de Deus e a força do seu amor.
O Espírito Santo é:
Onipotente: porque pode tudo.
Onisciente: porque sabe tudo.
Onipresente: porque está em todo lugar.
Ele é como o vento, não sobra em um único lugar, mas também nos corações de todas as
pessoas de boa vontade que procuram a verdade.
Ativi- dades:
1 - Vamos conhecer melhor como o Espírito Santo age? Leia os trechos bíblicos abaixo e es-
creva o que entendeu:
a - O Espírito Santo nos fala – Atos 1, 16.
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____________________________________________________________________________________
b - O Espírito Santo nos ensina – Jo 14, 26.
____________________________________________________________________________________
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c - O Espírito Santo nos ajuda – Rm 8, 26-27.
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d - O Espírito Santo nos orienta – Atos 16, 6-7.
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2 – Ler o trecho da 1ª Carta de São Paulo aos Coríntios 3, 16 e comentar: O que quer dizer:
―ser tempo de Deus?‖
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____________________________________________________________________________________
3 – O Espírito Santo apareceu, forma visível aos Apóstolos com Maria, mãe de Jesus, no Cená-
culo: At 2, 1-4. Leia o trecho que aparece essa afirmação e desenhe o símbolo do Espírito San-
to.
4 - Vamos nos dividir em grupo com 4 pessoas e seguir o que se pede:
―O Espírito Santo nos torna capazes de amar‖.
.
a - Em pé, vamos nos dar as mãos.
b – Vamos fechar os olhos e rezar a oração do Espírito Santo.
c- Permanecendo do mesmo jeito, converse com Jesus. (Não tenha pressa, deixe o Espírito
Santo te guiar.).
Escreva o que você sentiu:
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____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
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O que você achou da experiência?
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____________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
A força do Espírito Santo nos aluda a eliminar do nosso coração os sentimentos que nos
atrapalham quando queremos amar a Deus e ao próximo como a nós mesmo. O amor do Espí-
rito Santo nos transforma, nos motivando a fazer a vontade de Deus na nossa vida, sendo tes-
temunhas de Jesus.
Procure em Rm 1,29 e Gl 5,22 e complete o quadro:
O Espírito Santo é como um vento que, com
força, varre para longe:
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______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
______________________________________________
O fogo do amor do Espírito Santo nos
transforma e nos faz ter:
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____________________________________________
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____________________________________________
____________________________________________
O Espírito Santo nos santifica e conduz hoje na igreja. Ele transforma as pessoas. Você
pode ser transformado pelo poder do Espírito Santo que recebemos em nosso batismo.
O que você pode fazer, com a força do Espírito Santo, que está em seu coração, para
mudar a situação de dor, de sofrimento, de tristeza que estão perto de você?
UMA ENORME FORÇA
Um mestre e seu discípulo
caminhavam por uma estrada
de terra depois de uma violenta
tempestade. Em determinado
ponto eles viram uma carroça
atolada até o eixo. O cavalo
fazia uma força tremenda para
tirar a carroça da lama, en-
quanto o carroceiro, ajoelhado
ao lado, pedia as bênçãos de
Deus para conseguir resolver o
problema. Ao ver a cena, o dis-
cípulo disse:
- Que homem de sorte! Vamos ajudá-lo?
O mestre respondeu:
- Não! Vamos seguir nosso caminho!
Mas adiante, ainda sem entender por que não haviam ajudado o pobre homem, o
discípulo avistou outra carroça nas mesmas condições. Só que, desta vez, o carroceiro
estava furioso, falando palavrões e maldizendo a situação. Desta vez, o mestre suge-
riu:
- Vamos ajudar esse homem.
O discípulo não entendeu e perguntou:
- Mas, senhor, o outro carroceiro estava rezando e nós não o ajudamos; este está
xingado e nós vamos ajudá-lo?
O mestre respondeu:
- Tudo o que ele está falando é da boca para fora. Observe a ação deste homem.
O discípulo olhou e viu o homem com o ombro cheio de sangue, embaixo da
carroça, fazendo uma enorme força para tirá-la da lama.
Eles ajudaram o rapaz, que, em seguida, agradeceu e foi embora. Depois disso, o
mestre citou a frase de Santo Inácio de Loyola:
- Nós devemos rezar, sim, como se tudo dependesse de Deus, mas devemos agir
como se tudo dependesse de nós.
13º. IGREJA, POVO DE DEUS
A IGREJA SOMOS TODOS NÓS
A Igreja é a comunidade dos seguidores de Jesus. Deve ser uma comuni-
dade viva, com a finalidade de continuar a missão que Jesus nos deixou. Para
que isso aconteça, é necessário que vivamos o amor de Jesus Cristo, e que
nos coloquemos a serviço da comunidade.
Cada um de nós é um "tijolo" que forma a Igreja no mundo todo: se nós
faltamos, aquele lugar na Igreja fica vazio, pois só nós é que podemos preen-
chê-lo.
Todos os cristãos batizados formam a Igreja. Nela, todos somos iguais em
dignidade.
Porém, cada um na Igreja tem seu papel, isto é, todos tem seu valor: Papa,
Bispos, Padres, Religiosos e Religiosas e, principalmente, os Leigos, que so-
mos nós.
Conheço a minha Igreja?
Às vezes, pensamos que Igreja é aquele monte de tijolos
uns em cima do outro que formam o lugar onde o povo vai
rezar...
Não, não, Igreja significa POVO REUNIDO DIANTE DE DEUS.
Vamos conhecer como começou a Igreja Católica Apostólica
Romana. Tudo teve início com a morte, Ressurreiçãoe Ascen-
são de Jesus. Através do convívio dos apóstolos com Jesus, eles puderam conhecê-Lo e amá-
Lo. Aos poucos foi se criando uma profunda afeição entre os apóstolos e Jesus. Após a Ascen-
são, eles foram enviados pelo próprio Jesus que mandou descer sobre eles o Espírito Santo
(Pentecostes) e a partir deste momento eles começaram a falar em nome de Jesus e a pregar a
todos que encontravam as coisas que Jesus tinha-lhes ensinado. Eles formaram, então, as pri-
meiras comunidades cristãs (seguidoras de Cristo), que começaram a formar um novo povo de
Deus e procuravam viver os valores do Evangelho de Cristo. Muitos foram perseguidos, mas
testemunharam, com seu sangue, o evangelho que pregaram. Todos deram a sua vida por Je-
sus.
E mais ainda, o próprio Jesus fala a Simão (Pedro): ―Simão, tu és pedra e sobre esta pedra
construirei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá vencê-la‖. (Mt. 16,18) E Pedro foi,
assim o primeiro Papa da História da Igreja. E hoje nós, que fomos Batizados, somos chama-
dos a sermos apóstolos de Jesus, e pregar o Evangelho e a vivê-lo, mesmo que isto seja difícil,
A Igreja é a Família de Deus.
A Igreja somos todos nós que temos a mesma fé.
por que o que Jesus nos ensina no Evangelho, é totalmente ao contrário do que a sociedade
nos obriga a viver.
Atividades:
1- Leia At 2,42-47. Esse é o ―retrato‖ da vida das primeiras comunidades dos seguidores de
Jesus. Cite alguns elementos destas comunidades:
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
2- Cite agora alguns elementos da comunidade-Igreja que você participa:
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________
3- Todos na Igreja têm uma missão. Escreva o nome e a missão de cada uma dessas pessoas:
Papa_________________________________________________________
Bispo________________________________________________________
Padre________________________________________________________
Religiosos(as)_________________________________________________
Catequista___________________________________________________
4 - A Igreja, família de Deus, é composta de pequenos grupos que chamamos de comunidade.
Esta comunidade é chamada de Paróquia. Nossa Paróquia se chama:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
A Igreja é: ____________________________ pois vive em unidade, todos creem na
mesma e única verdade; ________________________ pois é santificada por Cristo, atra-
vés do Espírito Santo para a glória de Deus, e seus membros são chamados ‖santos‖
(ela é a comunhão dos santos); __________________________________ pois é universal,
ou seja, para todo mundo;______________________________________pois foi fundada
sobre os Apóstolos e continua a missão deles, dirigida pelos seus sucessores, os
Bispos.
Gesto concreto:
Jesus ressuscitado nos convida a olhar para Ele e viver a nossa vida na fé. Enquanto estamos
neste tempo, somos chamados a viver na esperançosa vigilância, no amor aos irmãos e na co-
munhão fraterna como igreja, da mesma forma que os primeiros cristãos, conforme At 2,42-
47. Complete o quadro com gestos concretos:
OS PRIMEIROS CRISTÃOS VIVIAM HOJE EM DIA
Unidos de coração
Tinham tudo em comum, entre eles não havia
pobres.
Eram perseverantes na oração
Freqüentavam todos os dias o Templo (Igreja)
Partiam o pão nas casas
Louvavam a Deus, cativando todo o povo.
A LIÇÃO DO FOGO
Um membro de uma determinada igreja ao qual
participava frequentemente, sem nenhum aviso,
deixou de participar e ir às missas.
Após algumas semanas, o frei daquela igreja
decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria.
O frei encontrou o homem em casa sozinho,
sentado diante da lareira, onde ardia um fogo
brilhante e acolhedor.
Adivinhando a razão da visita, o homem deu as
boas-vindas ao frei, conduziu-o a uma grande
cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando.
O frei acomodou-se confortavelmente no local
indicado, mas não disse nada.
No silêncio sério que se formara, apenas con-
templava a dança das chamas em torno das ra-
chas de lenha, que ardiam.
Ao cabo de alguns minutos, o frei examinou as
brasas que se formaram e cuidadosamente sele-
cionou uma delas, a mais incandescente de todas,
empurrando - a para o lado.
Voltou então a sentar-se, permanecendo silen-
cioso e imóvel.
O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e
quieto.
Aos poucos a chama da brasa solitária diminuí-
a, até que houve um brilho momentâneo e seu
fogo apagou-se de vez.
Em pouco tempo o que antes era uma festa de
calor e luz, agora não passava de um negro, frio e
morto pedaço de carvão recoberto de uma espes-
sa camada de fuligem acinzentada.
Nenhuma palavra tinha sido dita desde o pro-
tocolar cumprimento inicial entre os dois amigos.
O frei, antes de se preparar para sair, manipu-
lou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o
de volta no meio do fogo.
Quase que imediatamente ele tornou a incan-
descer, alimentado pela luz calor dos carvões
ardentes em torno dele.
Quando o frei alcançou a porta para partir, seu
anfitrião disse:
- Obrigado frei por sua visita e pelo belíssimo
sermão. Estou voltando ao convívio da igreja.
Deus te abençoe!
Sem a participação na igreja, somos brasa que
não queima, não aquece, não serve para nada.
14º. MARIA, MÃE DE DEUS E MÃE DA IGREJA
AVE, CHEIA DE GRAÇA, O SENHOR É CONTIGO - Lc 1,28
Na vida de cada um de nós, a mãe desempenha um papel
determinante. Deveria ter sido diferente para Jesus? É verda-
de que Ele fala com mais frequência do Pai que está nos
céus. E mesmo nos escritos do Novo Testamento, Maria ra-
ramente é evocada. No entanto, podemos e devemos per-
guntar: Quem era aquela mulher que deu a vida a Jesus e o
acompanhou?
Uma jovem de Nazaré, prometida em casamento ao car-
pinteiro José. Provavelmente não teria mais de 14 anos de
idade, quando do noivado, segundo os costumes da época.
Uma jovem que estremece quando o anjo do Senhor vem a
ela e lhe fala. Ela escuta a saudação, as palavras que expri-
mem a sua eleição. Ela não pronuncia o seu o sim cegamen-
te. Põe as suas objeções: "Como será isso?" Depois aceita a
sua vocação, porque "nada é impossível a Deus". É por isso que acrescenta: "Faça-se em mim
segundo a tua palavra" (Lc 1,35.37-38).
A Virgem Maria, que espera um filho, põe-se a caminho com o seu esposo. O seu filho vem
ao mundo "longe de casa", em condições muito pobres, ignorado por todos. Quando chegam
os pastores - também eles gente pobre - e louvam a Deus pelo o que Ele fez pelo seu povo.
Maria escuta atentamente. Conserva com cuidado todas estas coisas, meditando-as no seu
coração (Lc 2,15-19).
Quarenta dias mais tarde, Maria e José levaram o menino a Jerusalém para consagrá-lo ao
Senhor, segundo as prescrições rituais. É aí que Simeão e Ana, duas pessoas que esperam a
vinda do Messias, O reconhecem. Simeão louva a Deus por tê-lo deixado ver "a salvação" com
os seus próprios olhos. E acrescenta, dirigindo-se a Maria"...este menino será sinal de contra-
dição, e uma espada transpassará a tua alma!" (Lc 2,22-29).
Aos doze anos, Jesus encontra-se em Jerusalém com os pais para a festa da Páscoa. No re-
gresso, Maria e José dão contade que Jesus não está com eles. Procuram-no durante três dias,
como quaisquer pais procuram o filho perdido. Encontram-no no Templo e ouvem-no falar da
"casa do Pai". E o evangelista repete: "Sua mãe conservava todas estas coisas no seu coração"
(Lc 2,51).
Jesus tem trinta anos. Leva vida itinerante com os discípulos. Em Caná, na Galileia, é convi-
dado para um casamento. Maria está também entre os convidados. Ela percebe que não há
mais vinho e pede indiretamente a Jesus: "Eles não têm vinho." (Jo 2,3). Confia que Jesus resol-
verá a situação, embora a tenha afastado: "A minha hora ainda não chegou". Mas Maria não
confiou em vão: havia seis jarras de pedra de cem litros cada. Jesus diz aos criados para en-
cherem de água essas jarras. Eles fazem o que Jesus pede. Quando o mestre de cerimônias
provou, viu que a água estava transformada em vinho. Este foi (diz-nos o evangelista São João)
o primeiro "milagre" que Jesus fez. Os discípulos compreendem quem é Jesus e acreditam n'Ele
(Jo 2,1-11).
Jesus deixou a sua casa em Nazaré e fundou a sua própria
"família". Um dia, quando a multidão se apertava à sua volta,
disseram-lhe: "Tua mãe e teus irmãos estão lá fora e querem
falar contigo". Então Jesus, estendendo a mão para os seus dis-
cípulos, responde: "Aqui estão minha mãe e meus irmãos, pois
todo aquele que fizer a vontade do meu Pai que está nos Céus,
esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe" (Mt 12,46-50).
Para o evangelista São João, tudo o que Jesus diz e faz tem
um sentido oculto. Assim acontece quando narra que Maria e o
discípulo que Jesus amava se encontravam junto à cruz. Jesus
diz à sua mãe: "Mulher, eis o teu filho", e ao discípulo: "Eis a tua
mãe" (Jo 19,26.27). A partir desse momento, o discípulo levou-
a para sua casa. E a Mãe de Jesus converte-se na Mãe de todos
os cristãos.
Fala-se de Maria, pela última vez, na festa de Pentecostes.
Os discípulos de Jesus encontram-se reunidos em Jerusalém.
Rezam enquanto esperam que o Espírito Santo os envie em missão. Maria, a Mãe de Jesus, está
com eles no momento em que nasce a Igreja do seu Filho (At 1,12-14).
Por tudo isso a Igreja celebra Maria, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, que somos todos nós. Ela
também é a nossa Mãe.
Nós cristãos veneramos a santíssima Virgem de muitas maneiras. Cantamos os seus louvo-
res e pedimos à Mãe de Jesus a sua intercessão. Em todo o mundo, nós cristãos rezamos e
cantamos o Magnificat de Maria e saúdam-na com as palavras do anjo:
―Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco.
Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. Amém!‖
Atividades:
1 - Vamos meditar na Palavra de Deus – Jo 2, 1-11. O que aconteceu durante aquela festa?
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Assim como Jesus atendeu à Maria nesta festa de casamento, Ele continua atendendo a sua
mãe em favor de todos nós. Por isso a BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA é invocada na Igreja
como nossa protetora.
Existem diversas formas de expressarmos nosso amor à Maria: nas festas litúrgicas dedica-
das à Mãe (como a festa de Nossa Senhora Aparecida e de Nossa Senhora de Fátima que cele-
bramos em nossa paróquia), na reza do Terço, etc...
INICIO - PELO
SINAL DA SANTA
CRUZ
2 - Maria, mãe de Deus, é uma só, mas nós a invocamos por diversos títulos: Pesquise com sua
família, durante a semana, alguns nomes que se referem à Virgem Maria e qual a razão desses
títulos.
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O ROSÁRIO E O TERÇO
O rosário é uma oração bíblica, cristocêntrica (Cristo é o centro), pois,
os mistérios contemplados são os mistérios centrais da história da salva-
ção, da nossa fé, nesses mistérios meditamos toda a vida de Jesus desde
seu nascimento até a sua ressurreição e as orações que se rezam são
orações tiradas da Sagrada Escritura. É por isso que se diz que o rosário
é a Bíblia do povo.
A palavra ROSÁRIO vem de rosa. Cada Ave-Maria é uma rosa que en-
tregamos à nossa Mãe Maria
O rosário é composto de 20 mistérios para serem contemplados e é
dividido em quatro partes, cada qual contendo cinco mistérios. Cada
uma dessas partes é chamada de terço.
Mistérios Gozosos - segunda e sábado
Contemplam a infância de Jesus
1º- Anunciação à Virgem Maria;
2º- Visitação de Nossa Senhora a sua prima Isabel;
3º- Nascimento de Jesus em Belém;
4º- Apresentação de Jesus e purificação de Maria;
5º- Perda e encontro de Jesus no Templo.
Mistérios Dolorosos - terça e sexta
Contemplam a Paixão e Morte de Jesus
1º- Agonia de Jesus no horto;
2º- Flagelação de Jesus;
3º- Jesus é coroado de espinhos;
4º- Jesus carregando a cruz no caminho do Calvá-
rio;
5º- Jesus é pregado na cruz.
Mistérios Gloriosos - quarta e domingo
Contemplam a glória de Jesus,
1º- Ressurreição de Jesus;
2º- Ascensão de Jesus ao Céu;
3º- Vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos;
4º- Assunção de Maria;
5º- Coroação de Maria no Céu.
Mistérios Luminosos - quinta
Contemplam a vida pública de Jesus:
1º- Batismo de Jesus no rio Jordão;
2º- Jesus se revela nas Bodas de Caná;
3º- Jesus anuncia o Reino de Deus;
4º- Transfiguração de Jesus;
5º- Jesus institui a Eucaristia na Ceia Pascal.
A família que reza o terço segue o exemplo da família de Nazaré: põe Jesus no centro, partilha
com Ele alegrias e sofrimentos, coloca nas suas mãos necessidades e projetos,
e recebe esperança e força.
Gesto concreto:
Reze com seus familiares, durante esta semana, um rosário. Peça à Nossa Senhora de sua
devoção que ela esteja intercedendo junto ao seu Filho amado para que você e seus familiares
vivam em paz, amor, harmonia, saúde, e que nunca falte o emprego para nenhum membro de
sua família, pois assim nunca faltará o pão de cada dia na mesa.
PROBLEMAS NO CÉU
Deus fazia a sua costumeira ronda pelo
céu. Percebeu que algumas pessoas não eram
suficientemente puras para estar ali. Elas
mesmas se envergonhavam diante dos bem-
aventurados, gente de imaculada beleza!
O que está acontecendo? - pensou Deus -
Será que Pedro não está vigiando bem a porta
do céu? Por que ele está deixando essa gente
entrar? Será que a idade avançada debilitou a
sua coragem? Isso não pode continuar.
Pediu, então, a um anjo mensageiro que
fosse chamar Pedro. O anjo chegou onde Pe-
dro estava. Este tomava conta da entrada do
céu. Parecia muito feliz e tranqüilo.
- Pedro, disse o anjo, vim substituir você
um pouquinho. Deus precisa falar com você.
Pedro foi depressa ao encontro do Senhor.
Chegando à sua presença, fez uma profunda
reverência. O Senhor foi logo dizendo:
- Há muita gente que não deveria estar a-
qui nesta santa e celestial morada. Por que
você os deixou entrar?
Pedro respondeu assustado:
- Não é possível! Como é que isso pôde a-
contecer? Estou tão surpreso quanto o Se-
nhor! Fico no meu lugar, dia e noite, vigiando
a entrada do céu. Permaneço atento para que
só entrem as pessoas que são purificadas.
- Calma, Pedro. Talvez alguém esteja tra-
paceando. Olhe! Você conhece aquelas pes-
soas?
- Não, Senhor. Francamente, nunca as vi e
com certeza não passaram por mim. Eu lhe
prometoque vou encontrar o responsável por
isso. Se eu não conseguir, o Senhor pode me
tirar do cargo de porteiro do céu.
Pedro voltou rapidamente para seu posto.
Conferiu a fechadura. Verificou se não havia
alguma entrada clandestina. Nada. Tudo esta-
va na mais perfeita ordem. Sorriu tranqüilo e
continuou vigiando a grande porta.
Poucos dias depois, para sua surpresa,
constatou a presença de novos intrusos. Por
onde entraram? Como? Foi logo procurar
Deus. Ambos resolveram então permanecer
perto da entrada para descobrir o que estava
acontecendo. Ficaram atentos. O que viram?
Uma cena fantástica! Fora do céu, nas pro-
ximidades da porta de entrada, uma multidão
chorava. Eram as pessoas que Pedro não dei-
xara entrar.
Profundamente comovida, lá estava Maria
ajudando-os. A Mãe de Deus encostara uma
escada no muro e fazia as pessoas subir por
ela e entrar no céu.
Pedro suspirou aliviado. Tendo provado sua
inocência, disse a Deus:
- Talvez seja bom o Senhor ter uma con-
versa com ela...
Mas Deus, vendo o carinho, a doçura e a
ternura com que Nossa Senhora tratava aque-
les infelizes, concluiu:
- Não adianta, Pedro! Você a conhece bem.
Ela sempre vai conseguir um jeitinho de con-
tinuar ajudando! Mãe... é Mãe!
DECÁLOGO: Dez Mandamentos, sinais da estrada, rumo ao Reino de Deus.
15º. OS MANDAMENTOS DE DEUS E DA IGREJA
COMPROMISSOS DA ALIANÇA COM DEUS - Ex 20,1-17
Deus nos falou pelos profetas e continua a se comunicar conosco a-
través de sua Palavra, pessoas e acontecimentos.
Quando Moisés estava conduzindo o Povo de Deus pelo deserto, havia
muita confusão entre as pessoas porque elas não se respeitavam. Deus,
então, através de Moisés, deu-lhes regras para que pudessem viver em
paz.
Essas regras são os Dez Mandamentos, e nós, como Povo de Deus, devemos obedecê-las
hoje também.
A Igreja é o povo de Deus. Com ela, Jesus fez a Nova e Eterna aliança no seu sangue. A pa-
lavra ―Igreja‖ significa assembléia. É um povo reunido na fé, no amor e na esperança pelo cha-
mado de Jesus Cristo. Os apóstolos reuniam a comunidade cristã para ouvirem a Palavra de
Deus, orar e celebrar a Eucaristia.
1. Amar a Deus sobre
todas as coisas.
2. Não tomar seu Santo
Nome em vão.
3. Guardar Domingos e
Dias Santos.
4. Honrar pai e mãe.
5. Não matar.
6. Não pecar contra a
castidade.
7. Não furtar.
8. Não levantar falso tes-
temunho.
9. Não desejar a mulher do
próximo.
10. Não cobiçar as coisas
alheias.
1. _________________________
___________________________
2. _________________________
___________________________
3. _________________________
___________________________
4. _________________________
___________________________
5. _________________________
___________________________
6. _________________________
___________________________
7. _________________________
___________________________
8. _________________________
___________________________
9. _________________________
___________________________
10. ________________________
___________________________
1. Amar a Deus, nosso Pai,
antes de tudo.
2. Respeitar e louvar sempre a
Deus.
3. Mostrar que é filho de Deus
participando da Missa.
4. Amar e respeitar os pais.
5. Respeitar e conservar a vida
do próximo e a sua.
6. Respeitar o próprio corpo e
o do outro.
7. Não tirar o que é do outro.
8. Defender sempre a verdade
e a justiça.
9. Não usar as pessoas, mas
amá-las.
10. Respeitar e conservar os
bens do outro.
Decálogo
Dez Mandamentos
Eles podem ser
entendidos assim:
Como eu posso
viver os mandamentos
A Igreja é comparada a um corpo cuja cabeça é Jesus Cristo e os membros somos nós. As-
sim, como cuidamos do nosso corpo, precisamos também cuidar da Igreja: rezando por ela;
participando da Liturgia e dos sacramentos e colaborando com suas necessidades.
O que podemos fazer de bom pela igreja realiza-se nos seus mandamentos que são:
1º - PARTICIPAR DA MISSA AOS DOMINGOS E DIAS SANTOS DE GUARDA.
Quem ama a Jesus participa do banquete eucarístico – a Missa – sempre nos dias de precei-
to, aos domingos, e também nos seguintes dias de guarda:
Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo: 25 de dezembro;
Solenidade da Santa Mãe de Deus: 1º de janeiro;
Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, em data variá-
vel, sempre, porém, numa quinta-feira;
Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria: 8 de dezembro.
2º CONFESSAR-SE, AO MENOS, UMA VEZ A CADA ANO.
Um católico consciente sabe que é capaz de errar e precisa do perdão que Deus dá através
do Sacramento da Reconciliação e Penitência, por isso procura confessar-se várias vezes. Mas
há alguns que se descuidam. A estes, a Igreja lembra o dever de confessar-se, ao menos, uma
vez a cada ano.
3º COMUNGAR AO MENOS PELA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO.
A melhor maneira de celebrar a Páscoa da Ressurreição é comungando, recebendo Jesus
Ressuscitado. Desde que esteja bem preparado, o cristão comunga sempre que participa da
Missa.
4º JEJUAR A NÃO COMER CARNE QUANDO A IGREJA MANDA.
Na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa, meditamos mais sobre a Paixão de Jesus.
A Igreja pede, então, que o fiel faça jejum e abstenha-se de comer carne nestes dias.
5º AJUDAR NAS NECESSIDADES DA IGREJA.
O cristão deve ajudar a Igreja de acordo com suas possibilidades. Essa ajuda material pode
ser feita colaborando financeiramente com o dízimo, ou doando seu tempo nos vários serviços
e atividades da comunidade.
Quando praticamos, por amor à igreja os Mandamentos que ela nos dá, vivemos melhor
nosso compromisso do Batismo e nossa fé se fortalece.
Através dos mandamentos da Igreja, colocamos em prática os mandamentos da Lei de
Deus.
Atividades:
1. Será que você consegue marcar 10 pontos nessa Loteria? Marque coluna (1) se a primeira
resposta estiver certa; coluna (2) se a segunda estiver certa e coluna do meio (x) se as duas
estiverem corretas.
1 X 2 1 2
1. Devemos participar da Santa Missa Aos domingos.
Nos dias santos de
preceito.
2. É dia santo de Guarda 12 de outubro. 8 de dezembro.
3. Quantos são os mandamentos da Igreja? 5 10
4. A festa do Corpo e Sangue de Cristo...
Cai sempre na quinta-
feira.
É uma festa com data
variável.
5. Devemos fazer jejum...
Principalmente quando a
igreja manda.
Na festa da Páscoa.
6. O dia do Natal... É dia santo de guarda.
Cai sempre no sába-
do.
7. Os mandamentos da igreja...
Nos ajudam a viver o
Batismo.
Fortalecem a nossa fé.
8. Nos dias Santos de Guarda...
Participamos da santa
missa.
Não precisamos ir à
missa.
9. O dia 1º de janeiro...
É um dia santo de guar-
da.
É a solenidade da
Santa mãe de Deus.
10. O bom cristão confessa De 10 em 10 anos.
Ao menos uma vez a
cada ano.
2. Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, de modo a completar as frases:
a) Participar da santa Missa... ( ) ...de acordo com as suas possibilidades.
b) Confessar-se... ( ) ...pelo menos na Páscoa.
c) Comungar... ( ) ...aos domingos e dias santos de guarda.
d) Jejuar e não comer carne... ( ) ...ao menos uma vez por ano.
e) Ajudar nas necessidades da Igreja... ( ) ... quando a Igreja manda.
Quem ama de verdade a Jesus
cumpre com alegria e ama os
Mandamentos da Igreja
3. Complete o texto e depois escreva as palavras na cruzadinha:
a) Devemos participar da ____________________ aos domingos e dias santos de _______________ .
a b
b) A Igreja é _____________________cuja cabeça é _______________________.
c d
c) Devemos _____________________________ e não comer carne quando manda a Igreja.
e
d) Temos o dever de comungar pelo menos na _______________________.
f
Gesto concreto:
Procure observar em sua comunidade como as pessoas procuram ajudar a Igreja. Escreva
aqui o que você observou. Se quiser, procure entrevistar algum cristão bem comprometido.
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ENTREVISTA COM DEUS
Sonhei que tinha marcado uma entrevista com
Deus.
- Entre - falou Deus:
- Então, você gostaria de me entrevistar?
- Se você tiver um tempinho - disse eu.
Deus sorriu e falou:
- Meu tempo é eterno, suficiente para fazer todas
as coisas; que perguntas você tem em mente?
- O que mais o surpreende na humanidade? - per-
guntei.
Deus respondeu:
- Que se aborreçam de ser crianças e queiram logo
crescer e aí, desejem ser crianças outra vez.
I
G
R
E
A
J
a
b
c
d
e
f
- Que desperdicem a saúde para fazer dinheiro e aí percam dinheiro para restaurar a
saúde.
- Que pensem ansiosamente sobre o futuro, esqueçam o presente e, dessa forma
não vivam nem o presente, nem o futuro.
- Que vivam como se nunca fossem morrer e que morram como se nunca tivessem
vivido.
Em seguida, a mão de Deus segurou a minha e por um instante ficamos silenciosos;
então eu perguntei:
- Pai, quais as lições de vida que você quer que seus filhos aprendam?
Com um sorriso, Deus respondeu:
- Que aprendam que não podem fazer com que ninguém os ame. O que podem fa-
zer é que se deixem amar.
- Que aprendam que o mais valioso não é o que tem na vida, mas quem tem na vida.
- Que aprendam que não é bom se compararem uns com os outros. Todos serão
julgados individualmente sobre seus próprios méritos, não como um grupo na base da
comparação!
- Que aprendam que uma pessoa rica não é a que tem mais, mas a que precisa me-
nos.
- Que aprendam que só é preciso alguns segundos para abrir profundas feridas nas
pessoas amadas e que é necessário muitos anos para curá-las.
- Que aprendam a perdoar, praticando o perdão.
- Que aprendam que há pessoas que os amam muito, mas que simplesmente não
sabem como expressar ou demonstrar seus sentimentos.
- Que aprendam que dinheiro pode comprar tudo, exceto felicidade.
- Que aprendam que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la total-
mente diferente.
- Que aprendam que um amigo verdadeiro é alguém que sabe tudo sobre eles e
gosta deles mesmo assim.
- Que aprendam que não é suficiente que eles sejam perdoados, mas que se perdo-
em a si mesmos.
Por um tempo, permaneci sentado, desfrutando aquele momento.
Agradeci a ele pelo seu tempo e por todas as coisas que ele tem feito por mim e pela
minha família.
Ele respondeu:
- Não tem de quê. Estou sempre aqui, 24 horas por dia. Tudo o que você tem a fazer
é chamar por mim e eu virei.
- Você pode esquecer o que eu disse.
- Você pode esquecer o que eu fiz, mas jamais você esquecerá como eu te fiz sentir
com essas palavras.
- Então, por favor, arranje um tempo para passar isto que escrevi para aqueles de
quem você gosta.
16º. SACRAMENTOS: SINAIS VISÍVEIS DE DEUS
Leitura bíblica: Jo 7, 37
Quando você ama uma pessoa, você demonstra este amor a-
través de sinais: um abraço, um beijo, um presente, um aperto de
mão, uma ajuda. O presente, o abraço, o aperto de mão e a ajuda,
não são o amor que você tem por ela; são, SINAIS. E a pessoa que
recebe estes sinais sabe que escondido neles está todo o amor
que você tem por ela.
Deus nos ama e nos mostra este amor em tudo o que existe.
Os sacramentos são sinais que podemos ver e tocar, através
dos quais é dada às pessoas graças, que não podemos enxergar, mas que ajudam na vivência
da fé e no seguimento de Jesus.
Jesus é o maior sinal do amor de Deus entre os homens. Ele é o Sacramento do Pai.
A Igreja continua, no mundo, a ser sinal - Sacramento de Jesus - para que as pessoas se
encontrem com Deus, vivam no seu amor e sejam felizes.
Para que ―todos tenham vida plena‖, a Igreja oferece 7 sinais:
Os 7 sacramentos que acompanham a vida de uma pessoa.
Situação da Vida Sacramento
O que acontece
quando recebemos o sacramento
Nascemos para fé Batismo
Começamos a fazer parte da grande família
que é a Igreja.
Crescemos como Cristãos
Confirmação
(Crisma)
Assumimos com mais maturidade
o compromisso na Igreja.
Erramos e nos arrependemos Confissão Recebemos o perdão de Deus na comunidade.
Precisamos de alimentos para fé e a
vida em comunidade
Eucaristia
(Comunhão)
Recebemos o Corpo e Sangue de Cristo
unidos a todos os irmãos.
Alguém sente vocação de serviço
total a Deus e ao irmão
Ordem
O cristão se torna sacerdote
a serviço da comunidade.
Homem e mulher se amam e querem
se casar.
Matrimônio
Os dois se comprometem a viver seu amor
como cristãos de verdade.
Somos atingidos pela doença
Unção dos
Enfermos
A graça de Deus e o carinho da Igreja
ajudam o doente que sofre,
Os Sacramentos são sinais visíveis do nosso encontro com Deus.
Estes sinais mostram a presença de Jesus em nós.
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Assim, por exemplo, no Batismo: Gesto: derramamento
de água na cabeça do batizado. Palavra de fé: ―Eu te batizo
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo‖.
Na Bíblia encontramos o modo como Jesus, autor dos
sacramentos, os instituiu.
BATISMO: Jesus institui o Batismo quando ELE mesmo
foi batizado por João, no rio Jordão (Mt 3, 13-17). Depois,
antes de subir aos céus, deu a ordem: ―Ide, pois, ensinai
todas as nações, batizai-as em Nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo‖ (Mt 28, 19).
RECONCILIAÇÃO OU CONFISSÃO E PENITÊNCIA: Apare-
cendo aos discípulos, fechados no Cenáculo com medo dos
judeus, Jesus se pôs no meio deles. Disse-lhes: ―A Paz es-
teja convosco!‖ Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado e
os discípulos alegraram-se ao ver o Senhor. Jesus disse-lhes: ―A Paz esteja convosco! Como o
Pai me enviou, assim eu vos envio‖. Depois destas palavras, soprou sobre eles, dizendo: ―Re-
cebei o Espírito Santo. Aqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados. Aqueles
a quem não perdoardes, não serão perdoados‖ (Jo 20, 19-23).
EUCARISTIA: Durante a Ceia, Jesus tomou o pão e, depois de o benzer, partiu-o e o deu aos
discípulos, dizendo: ―Tomai, isto é meu corpo‖. Em seguida, tomou o cálice, deu graças e a-
presentou-o aos discípulos, dizendo: ―Isto é o meu sangue‖ (Mc 14, 22-24).
CONFIRMAÇÃO OU CRISMA: ―Pedro e João foram enviados a samaritana e, quando lá chega-
ram, fizeram orações sobre os fiéis. Impuseram as mãos sobre eles, para que recebessem o
Espírito Santo‖ (At 8, 14-17).
MATRIMÔNIO: O casamento existe desde a criação dohomem, mas foi Jesus quem fez do
casamento um sacramento e chamando-o de Matrimônio. Jesus ensinou às multidões e res-
pondeu às perguntas que os fariseus lhe faziam, dizendo: ―Não separe o homem o que Deus
uniu‖ (Mc 10, 9).
ORDEM: Tomando o pão, deu graças, partiu-o e deu aos discípulos, dizendo: ―Isto é meu
corpo que é dado por vós! Fazei isto em memória de mim‖ (Lc 22, 19).
UNÇÃO DOS ENFERMOS: ―Alguém dentre Vós está triste? Reze! Está alegre? Cante! Está en-
fermo? Chame os sacerdotes da Igreja e estes façam oração sobre ele, ungindo-o com óleo em
Nome do Senhor. A oração da fé salvará o enfermo e o Senhor o restabelecerá‖ (Tg 5, 13-15).
TODO SACRAMENTO CONSTA DE: GESTO OU SINAL E PALAVRA DE FÉ
Atividades:
1. Responda e memorize:
a) O que são sacramentos?__________________________________________________________________
b) Quantos e quais são os sacramentos? Escreva-os em ordem:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
c) Qual sacramento você já recebeu? _______________________________________________________
d) Que sacramentos você está se preparando para receber? _________________________________
e) - Qual é o sacramento que nos abre as portas para podermos receber os outros sacramen-
tos? ________________________________________________________________________________________
2 - Complete e memorize:
O sacramento que perdoa nossos pecados chama-se: ________________________________________
O sacramento que confirma em nós o Espírito Santo é a ______________________________________
O sacramento que une para sempre dois jovens no amor chama-se __________________________
O sacramento que torna um homem sacerdote chama-se ____________________________________
Sacramentos
Sinais visíveis do nosso encontro com Deus
Sacramentos de
_ _ _ _ _ _ _ _ _
Sacramentos de
_ _ _ _
Sacramentos de
_ _ _ _ _ _ _
B
E
C
R
U
d
os
E
O
M
Segundo o que você aprendeu, veja as figuras abaixo e ligue-as conforme o seu respectivo nome.
O Batismo é o nascimento. Como a criança que nasce de-
pende dos pais para viver, também nós dependemos da
vida que Deus nos oferece.
A Eucaristia é o alimento. Ninguém vive sem se alimentar.
Para viver, dependemos não só da comida, mas também do
pão da fraternidade, do carinho, da justiça.
A Crisma é a força de Deus. Nós só conseguimos viver por-
que Deus nos dá essa força. Essa força de Deus é o Espírito
Santo agindo em nós.
A Penitência é a volta. Quase todo dia a gente cai e se
levanta. Pequenas quedas e grandes tombos. Ninguém quer
ficar no chão.
A Unção dos Enfermos é a cura. A doença nos mostra que
somos limitados. A doença é também sinal de nossa falta de
fraternidade, de nosso pecado.
A Ordem é a dedicação. Todo dia precisamos de ajuda de
outras pessoas para viver com a gente, orientar, mostrar o
caminho.
O Matrimônio é o amor. Ninguém consegue viver sem a
presença e a amizade de outras pessoas.
Gesto concreto:
Escreva uma oração agradecendo a Jesus os sacramentos.
A BUSCA DE DEUS
Havia um pequeno menino que queria se encontrar
com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela
frente, portanto ele encheu sua mochila com pastéis e
guaraná, e começou sua caminhada. Quando ele andou
umas três quadras, encontrou um velhinho sentado em
um banco da praça olhando os pássaros. O menino
sentou-se junto dele, abriu sua mochila, e ia tomar um
gole de guaraná, quando olhou o velhinho e viu que ele
estava com fome, então lhe ofereceu um pastel. O ve-
lhinho muito agradecido aceitou e sorriu ao menino.
Seu sorriso era tão incrível que o menino quis ver de
novo, então ele ofereceu-lhe seu guaraná. Mais uma
vez o velhinho sorriu ao menino. O menino estava mui-
to feliz! Ficaram sentados ali sorrindo, comendo pastel
e bebendo guaraná pelo resto da tarde sem falarem um
ao outro. Quando começou a escurecer, o menino esta-
va cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de
sair ele se voltou e deu um grande abraço no velhinho.
O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já
havia recebido. Quando o menino entrou em casa, sua
mãe surpresa perguntou ao ver a felicidade estampada
em sua face.
- O que você fez hoje que te deixou tão feliz?
Ele respondeu.
- Passei a tarde com Deus - e acrescentou - Você
sabe, ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi.
Enquanto isso, o velhinho chegou em casa radiante,
e seu filho perguntou:
- Por onde você esteve que te deixou tão feliz?
Ele respondeu:
- Comi pastéis e tomei guaraná no parque com
Deus.
Antes que seu filho pudesse dizer algo ele falou:
- Você sabe que ele é bem mais jovem do que eu
pensava?
17º. SACRAMENTOS DE INICIAÇÃO CRISTÃ
Quando Jesus disse a Nicodemos que era preciso nascer de
novo, Jesus estava falando da vida nova que ele dá aos homens.
Renascer pela água e pelo Espírito Santo é começar uma vida
nova em Deus.
O Batismo é o primeiro sacramento que recebemos; é o sa-
cramento que dá a vida nova. Por ele começamos a participar
da Vida de Deus: a vida da graça.
O Batismo nos torna: Filhos de Deus; Irmãos de Jesus; Mo-
rada do Espírito Santo; Membros da igreja.
O Batismo é como a porta que abre para nós os tesouros do
amor de Deus, mas precisamos crescer neste amor, para que a
nossa vida seja cada vez mais parecida com a Vida de Deus.
Para crescer no amor de Deus, somos fortalecidos pelo Sa-
cramento da CONFIRMAÇÃO, que aperfeiçoa em nós o Batismo.
Pela Eucaristia, que é o corpo e sangue de Cristo temos o alimento espiritual que nos man-
tém na graça e nos faz participantes da vida eterna com Deus.
O BATISMO, a CRISMA e a EUCARISTIA são chamados de Sacramentos de iniciação cristã,
porque fazem de nós novas criaturas.
O Batismo nos torna filho de Deus, por ele passamos a fazer parte da família de Deus. Pelo
Batismo a Santíssima Trindade vem morar em nós.
Confirmação aperfeiçoa o nosso batismo e faz de nós testemunhas do amor de Deus. Nela
recebemos uma força especial do Espírito Santo.
Eucaristia é o alimento espiritual que nos fortalece na caminhada para a vida eterna com
Deus. Nela recebemos o próprio Jesus, em corpo, sangue, alma e divindade.
Atividades:
1. No encontro de hoje, vimos a importância dos Sacramentos do Batismo, da Confirmação e
da Eucaristia. Agora, de acordo com o que aprendemos sobre cada um deles, escreva a letra B
no quadradinho cuja frase esteja ligada ao Batismo; C quando for sobre a Confirmação e E so-
bre a Eucaristia:
Recebemos força especial do Espírito Santo e aperfeiçoa em nós o Batismo
Com este sacramento nos tornamos filhos de Deus;
Apaga em nós o pecado original;
Através deste sacramento recebemos o Corpo e o Sangue de Jesus;
Com este sacramento nos tornamos cristãos adultos, testemunhas do Amor de
Deus;
É o alimento espiritual que nos prepara para a Vida Eterna
2. Procure no caça-palavras os sacramentos da iniciação cristã:
X S M B T I M O B O T N
C O X U M X T S A L O X
R L X O T B C K T I N P
E U C A R I S T I A Z D
S G I M O P R T S M O S
M B C B C R I S M A N U
A T O M X Z T O O V I Z
3. Retire do texto as palavras que completam a frase abaixo:
Pelo Batismo nos tornamos ____________________________ de Deus, ________________ de Je-
sus, _________________________ do Espírito Santo, __________________da Igreja.
4. Na conversa com Nicodemos, Jesus fala que precisamos nascer pela água e pelo Espírito.
Quem teve um encontro pessoal com Jesus passa a viver uma vida nova. Para você, o que sig-
nifica viver da vida nova que Jesus nos dá?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
O Batismo é o primeiro sacramento que recebemos. Assim como nós temos a certidão de
nascimento; existe também o documento que nos lembra o dia em que começamos a partici-
par da Família de Deus, através do Batismo: é a Certidão de Batismo. Procure preencher os es-
paços abaixo, com os dados do dia de seu Batismo. Se você não souber, pergunte depois à sua
família ou peça para ver na sua Certidão de Batismo:
No dia _______ de __________________ de ________________.
Na Igreja ____________________________________________,
Da cidade de ___________________________________, recebi o Sacramento
do Batismo, tornando-me assim Filho de Deus e membro da Igreja.
O Celebrante foi __________________________________.
Meu Padrinho ___________________________________e minha Madrinha
__________________________________, prometeram, junto com meus pais,
que iriam me ajudar a crescer como cristão católico.
Foi um dia muito importante para a minha vida!
Converse com seus pais: para receber o Sacramento da Eucaristia, basta participar apenas
dos encontros de catequese? Que outras atitudes deve ter uma pessoa que realmente deseja
receber o Corpo e Sangue de Jesus?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
FERNÃO CAPELO GAIVOTA
Numa praia, havia uma porção de gaivotas em busca de seu alimento enquanto apenas uma, sozi-
nha, tentava voar de maneira diferente das outras, de uma forma muito especial, mas não conseguia,
caía. Só que nunca desistia! Tentava voar cada vez melhor!
Quando finalmente conseguiu, descobriu o quanto se amava e o real sentido de viver!
Descobriu que podia aprender a voar, ser livre!
Agora o importante não era receber elogios por sua vitória, queria apenas partilhar com seus amigos
o que havia descoberto. Mas eles só lembravam de comer os restos deixados pelos pescadores, miga-
lhas de pão e peixes velhos - pela metade.
Assim não deram importância ao amigo Fernão Capelo Gaivota, que por sua insistência em fazê-los
o ouvir acabou por ser excluído do grupo, tendo que viver sozinho em um lugar muito distante.
Mas nem isso fazia Fernão ser triste. O que o entristecia era ver que seus amigos não queriam a-
prender a voar, aprender a ser feliz, aprender a pegar peixes frescos em cada mergulho magnífico que
podiam dar.
Descobriu que o medo e o tédio são as razões porque a vida de uma gaivota é tão curta, e sem isso
a perturbar-lhe, viveu de fato uma vida longa e feliz.
Quando foi para uma terra longínqua, conheceu Henrique - que lhe ensinou muitas coisas! Porém
seu mestre Henrique foi embora, coube então a Fernão Capelo Gaivota a missão de ensinar as novas
gaivotas como voar.
Foi no momento em que estas gaivotas pequenas ficaram um pouco maiores, que ele percebeu que
já haviam aprendido o necessário e que podiam continuar sozinhas. Então, mesmo ainda sem permis-
são, resolveu voltar para a sua terra, tentando finalmente mostrar a felicidade de voar a seus antigos
amigos.
Queria poder ensinar que o paraíso não é em um lugar nem em um tempo determinado, que o para-
íso é perfeito, que está ao alcance de todos. É que basta querer, que todos podem ir a qualquer lugar a
qualquer momento.
Realizando os voos que aprendera, voltou próximo à sua terra. Contudo, o mais velho do grupo im-
pediu que os demais falassem ou mesmo olhassem para Fernão. Todavia, ao perceberam os seus movi-
mentos e lembrando da antiga amizade, foram se aproximando desejando aprender a voar também.
- Pode me ensinar a voar como você? - Perguntou um deles.
- Claro. - Disse Fernão.
E começou a ensinar que o corpo é o nosso pensamento numa forma que podemos visualizar. Então
para voar, basta querer! Ensinou tudo o que tinha aprendido com seu mestre amigo Henrique e mais o
que aprendera sozinho ensinando as gaivotas mais novas.
- Deu certo! - Gritou uma gaivota ao conseguir voar livremente.
- Dá sempre certo quando sabemos o que estamos fazendo. - Respondeu Fernão.
Assim foram passando os dias e ensinando mais e mais gaivotas. Todas aprendiam! Umas mais de-
vagar, outras mais rápidas, mas todas quando queriam aprendiam.
Quando novamente Fernão Capelo Gaivota percebeu que estava na hora de crescerem sozinhas, par-
tiu para outra terra longínqua, a fim de divulgar ainda mais seus movimentos. E assim foi ensinando a
quem quisesse ser feliz. Seus discípulos mais tarde fizeram o mesmo, ensinando outras novas gaivotas.
18º. SACRAMENTOS DE SERVIÇO E DE COMUNHÃO
Leitura bíblica: Lc 22, 19-20; Mt 19, 3-6
Algumas pessoas, depois de já terem sido consagradas pelos Sacramentos do Batismo e da
Confirmação, sentem-se chamadas por Deus para outro tipo de consagração especial: são os
padres, através do sacramento da Ordem, e os noivos, através do sacramento do Matrimônio.
A Ordem e o Matrimônio são chamados Sacramentos do Serviço e da Comunhão.
São sacramentos de serviço, porque o padre recebe de Jesus a missão de servir ao Povo de
Deus, a Igreja, evangelizando, celebrando a Missa, perdoando pecados, preparando o povo
para o grande encontro com o pai no céu.
No Matrimônio cristão, os noivos deixam suas casas e se unem para formar uma nova fa-
mília, sob as bênçãos de Deus, servindo um ao outro e aos filhos que nascerem do amor entre
eles.
São sacramentos da comunhão, porque o padre precisa estar em comunhão, isto é, tem
que viver bem unido a Jesus e toda a Igreja: ao Papa, aos bispos, aos outros padres e a todos
nós que formamos a grande família de Deus. Os casados também precisam viver em comu-
nhão com Deus, entre eles e com seus filhos. Jesus Cristo, através do sacramento do Matrimô-
nio, fortalece essa comunhão do casal.
Jesus institui o sacramento da Ordem quando celebrou a Última Ceia com seus apóstolos,
dando-lhes poder para agir em seu nome aqui na terra. Esse poder foi transmitido a muitos
outros homens através dos séculos, porque Jesus veio para salvar as pessoas de todos os tem-
pos.
O sacramento da Ordem é dado em três graus:
Bispos: são os sucessores dos apóstolos e auxiliares do Papa, sucessor do apóstolo São
Pedro;
Presbíteros (padres, sacerdotes): são os auxiliares dos Bispos. Estão à frente de paró-
quias ou realizam outra função na Igreja, determinada pelos Bispos, para o bem do po-
vo de Deus;
Diáconos: não são sacerdotes, mas recebem o poder de servir ao Povo de Deus na cele-
bração da Palavra, batizando, assistindo e abençoando os casamentos e realizando ou-
tros serviços sob a autoridade do Bispo. O Diácono pode ser casado ou não. Os casados
O casamento é uma união sagrada entre um homem e
uma mulher e que deve durar para sempre. O casal
tem o dever de educar seus filhos que Deus lhe der
como bons cristãos, manifestando para eles o amor de
Deus.
são chamados de diáconos permanentes. Os não casados são os que estão se preparan-
do para o sacerdócio. São diáconos ―provisórios‖.
Os Bispos conferem o sacramento da Ordem. Durante a Missa de Ordenação, o Bispo
impõe as mãos sobre o jovem e diz uma oração de consagração.
O Papa é o Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que foi o primeiro Papa. O Papa go-
verna toda a Igreja de Jesus Cristo, juntamente com os Bispo do mundo inteiro.
Se vivermos em união com Deus, poderemos perceber melhor a nossa vocação. A voca-
ção é um chamado especial de Deus para realizarmos o plano que Ele tem para cada um de
nós.
Procure estar atento à vocação que Deus quer dar a você.
Qual é a diferença de um Frei para um padre?
Um frade é antes de tudo uma pessoa consa-
grada a Deus, que se entrega totalmente a Ele e, por
amor dele, está disposta a prestar serviços aos mais
necessitados. Em vez de cuidar da própria família,
acha que tem amor suficiente para cuidar dos que
não têm ninguém que olhe por eles.
A palavra Frade quer dizer irmão, e dá um dos
sentidos mais importantes da vocação. Um frade é
uma pessoa que está disposta a viver a vida inteira
com outros irmãos, sem se casar, dando teste-
munho para todas as pessoas de que, no céu, nós
vamos viver para sempre um profundo amor de ir-
mãos e irmãs entre todas as pessoas.
Um frade é alguém que coloca todo o seu apoio,
toda a sua esperança e toda a sua força, por amor a
Deus, nos outros frades, seus irmãos. Sua garantia
não está no dinheiro, na saúde, num diploma, numa família, nem mesmo numa instituição. São
os outros irmãos.
Alguns frades também podem tornar-se sacerdotes. Às vezes falamos de frades e de pa-
dres. Todos os capuchinhos são frades, palavra que quer dizer Irmãos. Padres, em geral, são
os de uma diocese ou de uma ordem ou congregação religiosa que receberam o Sacramento
da Ordem e celebram Missas, administram Sacramentos. Alguns frades, ordenados sacerdotes,
também são padres.
Os sacramentos da Ordem e do Matrimônio fo-
ram instituídos por Jesus para que as pessoas
que os recebessem contribuíssem de modo es-
pecial, através do seu serviço, à salvação de
outros.
Atividades:
1. Pesquise e escreva o nome:
a) do papa atual: ___________________________________________________________________________
b) do bispo de sua diocese: _________________________________________________________________
c) do pároco de sua paróquia: _______________________________________________________________
2. Complete a segunda coluna de acordo com a primeira:
a Os cristãos se casam na Igreja
porque desejam...
criá-los com muito amor e educá-los na fé
cristã.
b Amor, respeito, fidelidade, ajuda... uma presença especial de Deus em sua vidas e
no lar que querem construir com amor.
c Com relação aos filhos, prome-
tem...
sinal visível e eficaz da graça de Deus na vida
de um casal cristão.
d O Sacramento do Matrimônio... é o que os noivos prometem um ao outro
quando se casam.
3. Tente encontrar na cruzadinha o lugar de cada atitude que ajuda os esposos a realizar sua
missão na família cristã:
COMPREENSÃO – ALEGRIA – ORAÇÃO – PERDÃO – PACIÊNCIA – AMOR
DEDICAÇÃO – OTIMISMO – COLABORAÇÃO – RESPEITO
M
A
T
R
I
M
Ô
N
I
O
Gesto concreto:
Para fazer durante a semana: entrevistar alguma pessoa que viva bem sua vocação, a fim
de dar seu testemunho pessoal. Anotar as idéias principais e relatá-las ao grupo na próxima
semana.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
ANJOS DE UMA ASA SÓ
Deus estava sentado, calado, sob a sombra de
um pé de jabuticaba. Lentamente sem pecado,
Deus erguia suas mãos, então colhia uma ou ou-
tra fruta....
Saboreava sua criação negra e adocicada. Fe-
chava os olhos e pensava... Permitia-se um sorri-
so piedoso. Mantinha seu olhar complacente. Foi
então que, das nuvens, um de seus muitos arcan-
jos desceu e veio em sua direção... Já ouviu a voz
de um anjo?
É como o sussurro da brisa... Ele tinha asas lin-
das... brancas, imaculadas. Ajoelhou-se aos pés
de Deus e falou:
- Senhor... visitei sua criação como pediu. Fui a
todos os cantos. Estive no sul, no norte, no leste e
oeste.
- Vi e fiz parte de todas as coisas... Observei
cada uma de suas crianças humanas. E por ter
visto vim até o senhor... para tentar entender. Por
que? Por que cada uma das pessoas sobre a terra
tem apenas uma asa?
- Nós, anjos, temos duas... Podemos ir até o
amor que o senhor representa sempre que dese-
jarmos. Podemos voar para a liberdade sempre
que quisermos. Mas o humano, com sua única
asa, não pode voar. Não podem voar com apenas
uma asa..."
Deus na brandura dos gestos, respondeu paci-
entemente ao seu anjo:
- Sim... eu sei disso. Sei que fiz os humanos
com apenas uma asa...
Intrigado, com a consciência absoluta de seu
senhor, o anjo queria entender e perguntou:
- Mas por que o senhor deu aos homens ape-
nas uma asa quando são necessárias duas asas
para poder voar... para poder ser livre?
Conhecedor que era de todas as respostas,
Deus não teve pressa para falar...
Comeu outra jabuticaba, obscura e suave e en-
tão respondeu...
- Eles podem voar, sim, meu anjo. Dei aos hu-
manos apenas uma asa para que eles pudessem
voar mais e melhor que Eu ou vocês, meus arcan-
jos...
- Para voar, meu amigo, você precisa de suas
duas asas... Embora livre, sempre estará sozinho.
Talvez da mesma maneira que Eu... Mas os hu-
manos... Os humanos com sua única asa precisa-
rão sempre, dar as mãos para alguém a fim de
terem suas duas asas. Cada um deles tem, na
verdade, um par de asas... uma outra asa, em
algum lugar do mundo, que completa o par. As-
sim eles aprenderão a se respeitar, pois ao que-
brar a única asa de outra pessoa podem estar
acabando com as suas próprias chances de voar.
- Assim meu anjo, eles aprenderão a amar ver-
dadeiramente outra pessoa... aprenderão que
somente permitindo-se amar, eles poderão voar.
Tocando a mão de outra pessoa, em um abraço
correto e afetuoso, eles poderão encontrar a asa
que lhes falta... e poderão finalmente voar. So-
mente através do amor irão chegar até onde es-
tou... assim como você, meu anjo. E eles nunca,
nunca estarão sozinhos quando forem voar.
19º. SACRAMENTOS DE CURA
Leitura bíblica: Lc 5, 17-26; Tg 5, 14
Jesus é o amigo de todas as horas. Na alegria e na tristeza Ele caminha ao nosso lado, por-
que conhece a fraqueza da natureza humana e não quer que nada impeça a nossa caminhada
para o céu, onde viveremos para sempre a seu lado, eternamente felizes, sem sofrimentos.
Na cura do paralítico, Jesus mostra que nem o pecado e nem a doença podem nos afastar
do amor de Deus. Ainda hoje, através dos sacramentos da Reconciliação ou Penitência e da
Unção dos Enfermos, Jesus pode nos curar.
Jesus sabia muito bem que poderíamos pecar depois do batismo
e ficaríamos tristes, porque perderíamos a graça batismal, isto é, a
participação na vida divina. Com seu coração misericordioso, insti-
tuiu o sacramento de Reconciliação e Penitência, também chamado
sacramento do perdão, dando-nos uma nova oportunidade para que
não vivêssemos afastados do seu Amor, devido ao pecado.
Nos evangelhos, vemos quantas pessoas Jesus curou e como tinha amor aos doentes e pe-
cadores que, cheios de fé, O procuravam. Ainda hoje, Ele tem compaixão dos que sofrem,
especialmente dos doentes e quer estar perto deles através do sacramento da Unção dos En-
fermos para ajudá-los em sua dor.
Sempre que um cristão cair gravemente enfermo, pode receber a sagrada Unção. Da mesma
forma, pode recebê-lo novamente se a doença voltar a se agravar ou se estiver correndo peri-
go de vida ou já velhinho e fraco.
Como é bom ter Jesus ao nosso lado, como médico do corpo e da alma, não é mesmo?
Veja como age o padre ao levar este sacramento ao doente. Ele passa um óleo consagrado,
na testa e nas mãos da pessoa e diz esta linda oração:“Por esta santa Unção e pela Sua piíssi-
ma misericórdia, o Senhor venha em seu
auxílio com a graça do Espírito Santo,
para que, liberto de teus pecados, ele te
salve e, na Sua bondade, alivie os teus
sofrimentos.”
O Senhor Jesus Cristo, que devolveu a saúde do corpo e da alma ao paralíti-
co, continua sua obra de cura e salvação através dos sacramentos da Re-
conciliação ou Penitência e da Unção dos Enfermos.
Atividades:
1. Assinale as frases verdadeiras:
Nós nos reconciliamos com Deus e com os irmãos, quando:
( ) não nos preocupamos com os outros;
( ) perdoamos a quem nos ofendeu;
( ) fazemos o que Deus nos pede;
( ) criamos desunião entre os colegas;
( ) pedimos perdão pelo erro que cometemos.
2. Complete as frases abaixo, escolhendo palavras do quadro ao lado:
a) Quando pecamos precisamos nos reconciliar com
_____________________ e com os irmãos.
b) O sacramento da _______________________________ ou da
____________________ é também chamado sacramento do per-
dão.
c) Através deste sacramento nossos pecados são perdoados.
No entanto é preciso estar ___________________________ e que-
rer ________________________.
3. Qual é o sacramento que os cristãos recebem quando estão gravemente doentes?
Descubra a resposta seguindo as setas.
A
U L A D O Z C R F S V A X A
V
N T M O Z P S A N E R P O P
L
M Ç A C L M E L P V M S Z W
Resposta: ________________________________________________________________________________
4. Pinte os quadrinhos onde estão as letras Y, X, Z, W. Copie a mensagem formada pelos qua-
drinhos que restaram:
X N X E M Z X O X P E Z
C X X A D O Z X N Y E M
A Z X D O X Z E W N Ç A
P X Z O W D E X M Y Z W
N W X O S Z A X F W A S
T W A R Y D O Z A X M W
O R Y W D W E X D E U S
Arrependimento
Reconciliação
Melhorar
Deus
Penitência
Resposta: __________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
Pense e responda:
a) Por que é importante que os doentes recebam a Unção dos Enfermos?
____________________________________________________________________________________________
b) O que os sacerdotes usam para ministrar esse sacramento?
____________________________________________________________________________________________
O MENINO E JESUS
Certo dia, no aniversário de Jesus, apareceu um
menino tímido e triste na sua casa.
- Chega mais perto - disse Jesus - por que es-
tás com medo?
- Eu não trouxe nenhum presente para ti.
- Oh, mas eu gostaria que me desses três coi-
sas.
- Mas, eu nada tenho para dar-te.
- Podes dar o desenho que fizestes hoje de
manhã?
- Ninguém gostou deste desenho - respondeu
o menino com tristeza.
- É por isso mesmo que eu o quero. Quero que
sempre me dês aquilo que os outros não gostam
e também aquilo que tu mesmo não gostas em ti
e o que te deixa frustrado, nervoso e triste.
- É isso mesmo o que queres, Jesus? - Pergun-
tou surpreso o menino.
- Sim. Ah! Como segundo presente dá-me o
teu prato.
- Eu o quebrei hoje de manhã.
- Sim, é por isso que eu o quero. Quero con-
sertá-lo. Quero que sempre tragas o que se que-
bra em tua vida. E, como último presente, quero a
resposta que destes a teus pais, quando te per-
guntaram se havias quebrado o prato.
O menino, sem jeito, disse baixinho:
- Eu menti.
- Eu sei, mas quero que sempre tragas para
mim o que está errado: tua maldade, tuas menti-
ras e tuas tristezas, teus complexos e tua falta de
confiança. Não precisas carregar tudo isso conti-
go. Quero libertar-te e, a partir de hoje, podes vir
todo dia conversar comigo para aliviar o que te
pesa. Hoje, no meu aniversário, é um dia especial
e o dia apropriado para fazer este acordo: Meu
amor para ti, em cada dia do ano.
- Obrigado Jesus. Assim terei um ano verda-
deiramente novo e toda uma vida muito mais
feliz.
Que tal ler Jo 20, 21-23
e recordar o que fez Jesus?
Jesus transmitiu aos apóstolos o poder e a
missão de continuar perdoando e devolven-
do a paz e a reconciliação às pessoas e à
comunidade. Os padres, sucessores dos
apóstolos, têm a missão e o poder de per-
doar os pecados. E, quando confessamos,
podemos ficar em paz, com a certeza de
que Deus nos deu o seu perdão.
20º. A SANTA MISSA
A FESTA DO CEBOLINHA
Você também foi convidado para a festa de aniversário do Cebolinha. Preste muita atenção
em tudo que acontece, depois nós vamos ver que a Missa é uma festa também!
Cebolinha está muito feliz! É seu aniversário!
Ele convidou muitas pessoas para sua festa.
Dona Maria Cebola, a mãe do Cebolinha, preparou
tudo com muito carinho: bolo, enfeites, mesa, músi-
cas, brincadeiras...
Cada pessoa que chegava para a festa era recebida
com alegria pela família, deixando todos muito à von-
tade.
O Cascão e o Cebolinha estavam de mal por causa
de uma briga no futebol, mas Cascão aceitou o convite do amigo e quando chegou à festa,
abraçou o Cebolinha e pediu desculpas.
As pessoas estavam animadas e conversavam sobre suas vidas, sobre os acontecimentos
da última semana, sobre seus problemas e suas alegrias. Então, o Seu Cebola, pai do Ceboli-
nha, começou a contar coisas de quando ele ainda era bem pequenino. Falava com orgulho de
como o seu filho era esperto, bonzinho, inteligente...
Muitas pessoas começaram a abraçar o Cebolinha, desejando-lhe feliz aniversário, tudo de
bom e que Deus lhe iluminasse e lhe cobrisse de bênçãos.
O Cebolinha ganhou muitos presentes. As pessoas que chegavam, vinham lhe ofertar seu
presente com um grande sorriso de felicidade.
Sua mãe trouxe um bolo lindo e colocou sobre a mesa, junto com os refrigerantes.
Cebolinha estava abrindo seus presentes, cada um lhe dava mais alegria que o outro...
Então, ele olhou para sua mãe e falou:
- Lembla, mãe? No ano passado a vovó estava aqui também. Agola ela já está lá no céu, e
eu sei que um dia nos vamos nos encontlá com ela, junto com Nossa Senhola, os anjos e os
santos... Po falá em santo, que bom que o Padle João veio, né mãe?
- É mesmo, Cebolinha. Ele batizou você quando ainda era um bebê e agora tá aqui feste-
jando seu aniversário!
Chegou a hora de cantar PARABÉNS. Todos ficaram de pé, se aproximaram da mesa e can-
taram com entusiasmo.
Partiu-se o bolo e serviu-se o refrigerante. Todos comeram e beberam.
Estava uma delícia!!!
Cada um que ia embora agradecia a família pela festa, pela receptivida-
de, por tudo. E se despediam com um sorriso e um até breve.
No dia seguinte, Cebolinha foi brincar com seus presentes. Então, ele viu
que tinha muitos, muitos brinquedos e resolveu dar alguns deles para o
Cascão.
Veja a comparação da festa do Cebolinha com a missa:
FESTA DO CEBOLINA MISSA NA COMUNIDADE
Convite para a festa Jesus nos convida para a Missa (seu banquete)
A mãe prepara a festa Alguém prepara a Missa
Os convidados são recebidos Entrada / Saudação / Equipe de acolhida
Cascão pede desculpas Ato Penitencial
Conversa dos convidados Glória / Liturgia da Palavra
Abraçam o Cebolinha Oração da comunidade
Ganhando presentes Apresentação das ofertas
Bolo e refrigerante na mesa Consagração
Abrindo os presentes Ofertório
Cebolinha fala da avó e do padre Oração eucarística – Memorial de Jesus
Parabéns Amém / Pai Nosso / Abraço da paz
Comer e beber Comunhão
Ir embora e agradecer Ação de graças / Despedida
Dia seguinte e repartir brinquedos
Nosso compromisso para a semana que a Missa
nos pede
A Eucaristia é o sacramento que atualiza e faz a memória do sacrifício de Jesus: em cada
Eucaristia temos a presença do Cristo que pela sua morte e ressurreição continua nos salvan-
do.
A Missa é a reunião da família de Deus que louva e agradece,pede perdão e se alimenta
com o Corpo de Jesus. É uma grande festa da qual devemos participar e não apenas assistir a
ela.
GESTOS E ATITUDES
O homem é corpo e alma. Por isso ele age com a alma e com o corpo ao mesmo tempo. O
seu olhar, as suas mãos, a sua palavra, o seu silêncio, o seu gesto, tudo é expressão de sua
vida. Na Missa fazemos parte da Assembléia dos filhos de Deus, por isso na Celebração Euca-
rística, não podemos ficar isolados, mudos, cada um no seu cantinho. A nossa fé, o nosso a-
mor e os nossos sentimentos são manifestados através dos gestos, das palavras, do canto, da
posição do corpo e também do silêncio. Tanto o canto como o gesto, ambos dão força à pala-
No domingo, a gente não vai à escola.
Papai não trabalha.
É o dia de descanso.
Domingo é dia sagrado,
Porque é o dia especial de Jesus.
Por isso, o domingo é o dia em
que a gente deve pensar mais em
Deus.
A coisa mais bonita do domingo é a
Missa.
Eu sempre vou à igreja aos domingos.
Vai também muita gente grande e mui-
ta criança.
Todos vão lá para se encontrar com
Jesus
E para rezarmos juntos.
vra. A Oração não diz respeito apenas à alma do homem, mas ao homem todo, que é também
corpo. O corpo é a expressão viva da alma.
Entenda melhor o significado de alguns gestos:
ESTAR SENTADO
É sinal de atenção e acolhimento; estamos atentos, calmos, concentrados para
ouvir a palavra que o Senhor vai nos dirigir.
FICAR DE PÉ
Mostra que estamos prontos para seguir; é atitude de respeito, fé, prontidão...
FICAR DE JOELHOS
Posição de adoração a Deus diante do Santíssimo Sacramento e durante a consa-
gração do pão e vinho.
GENUFLEXÃO (ajoelhar-se)
É um gesto de adoração a Jesus na Eucaristia. Fazemos quando entramos na i-
greja e dela saímos, se ali existir o Sacrário.
ESTENDER AS MÃOS
Significa nosso desejo de estarmos voltados para Deus; nossa dependência dEle;
esperamos que Ele nos atenda; louvamos e agradecemos, porque Ele é nosso
Deus.
MÃOS JUNTAS
Significam recolhimento interior, busca de Deus, fé, súplica, confiança e entrega
da vida.
SILÊNCIO
Ajuda o aprofundamento nos mistérios da fé. O silêncio também é necessário
para interiorizar e meditar, sem ele a Missa seria como chuva rápida que não pe-
netra na terra.
DAR AS MÃOS
Gesto de união e fraternidade. É o que fazemos no Pai Nosso.
ERGUENDO O CORPO E SANGUE DE JESUS
O padre oferece Jesus ao Pai e agradece pela salvação que Ele nos dá por Jesus.
OFERECER
É reconhecer que Ele merece; apresentamos a Deus os dons que ele mesmo nos
deu, junto com o esforço e os trabalhos que fazemos.
MÃO NO CORAÇÃO
Sinal de arrependimento e reconhecimento de nossa culpa pelos nossos pecados,
confiando no perdão de Deus.
ABRAÇO
É SINAL DE FRATERNIDADE; QUEREMOS TRANSMITIR A PAZ DE Jesus aos nossos
irmãos, junto com o perdão que Ele nos dá.
Atividades:
1. Tente ilustrar os seguintes gestos comumente feitos nas Celebrações Eucarísticas:
GENUFLEXÃO MÃOS LEVANTADAS MÃOS JUNTAS DE PÉ
2 - Vamos meditar, com muita atenção, Lc 22, 14-20.
a - O que Jesus Celebra com seus Apóstolos?
--------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------
b - O que Jesus pede para os Apóstolos?
--------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------
c - Quando nós, católicos, fazemos memória da Santa Ceia?
--------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------
Gesto concreto:
No encontro de hoje, aprendemos o significado de alguns gestos que são realizados du-
rante a Missa. Que tal encerrar este encontro com algum deles? Hoje vamos nos despedir com
o abraço da paz após a nossa oração final.
A PRESENÇA DE DEUS
Havia um casal de ateus que tinha uma filha. Os
pais jamais lhe falaram de Deus. Uma noite, quan-
do a menina tinha cinco anos, seus pais brigaram
e o pai atirou em sua mãe. Em seguida o pai se
suicidou. Tudo isto diante da menininha.
Ela foi enviada a um lar adotivo. Sua nova mãe,
católica, levou-a à igreja. Nesse dia a mãe expli-
cou à catequista que a menina jamais havia escu-
tado falar de Jesus e que por favor ela tivesse pa-
ciência. A catequista apanhou uma imagem de
Jesus e perguntou a todos:
- Alguém sabe quem é esta pessoa?
A menininha respondeu:
- Eu sei, eu sei, esse é o homem que estava se-
gurando na minha mão na noite em que meus pais
morreram...
21º. A MISSA, PARTE POR PARTE
Numa certa cidade, uma bela catedral estava sendo
construída. Ela era inteiramente feita de pedras, e cente-
nas de operários moviam-se por todos os lados para
levantá-la. Um dia, um visitante ilustre passou para visi-
tar a grande construção. O visitante observou como a-
queles trabalhadores passavam, um após o outro, carre-
gando pesadas pedras, e resolveu entrevistar três deles.
Fez a mesma pergunta para todos.
- O que você está fazendo?
- Carregando pedras, disse o primeiro.
- Defendendo meu pão, respondeu o segundo.
Mas o terceiro respondeu:
- Estou construindo uma catedral, onde muitos lou-
varão a Deus, e onde meus filhos aprenderão o caminho do céu.
O que essa história mostra é que todos fazem a mesma coisa, mas a maneira de fazer é di-
ferente. Assim também acontece com a Missa. Ela é igual para todos, mas a maneira de parti-
cipar é diferente, dependendo da fé e do interesse de cada um:
Existem os que vão para cumprir um preceito;
Há os que vão à Missa para fazer seus pedidos e orações;
E há aqueles que vão à Missa para louvar a Deus em comunhão com seus irmãos.
A missa, ou celebração Eucarística, é um ato solene com que os católicos celebram o sacri-
fício de Jesus Cristo na cruz, recordando a Última Ceia. A nossa refeição sempre reúne em tor-
no da mesa pessoas que se querem bem - é um momento de partilha, de confraternização, de
amizade.
Há dois mil anos também era assim. E foi uma ceia que Jesus escolheu para reunir seus a-
póstolos durante a Páscoa do ano de Sua morte. Com certeza Jesus queria um ambiente de
confraternização e cordialidade para esse encontro que, só Ele sabia, seria o último a reunir o
grupo todo.
Normalmente, aquela ceia seguiria o ritual das ceias cultuais judaicas. No início o hospe-
deiro tomava um pedaço de pão, erguia um palmo acima da mesa e dizia uma breve oração
antes de dividir o pão com todos. E na Páscoa, para assegurar as graças divinas, a ceia incluía
o sacrifício de um cordeiro.
Mas, dessa vez, no início Jesus tomou o pão, partiu e, no lugar da oração convencional,
disse ―Tomai, comei. Isto é o Meu Corpo que será entregue por vós‖.
Pronunciando aquelas palavras, Jesus se colocava no lugar do cordeiro sacrificado habitu-
almente e os pedaços do pão que distribuía representavam o seu corpo - que brevemente, pe-
lo sacrifício na cruz, seria entregue para a salvação de toda a humanidade.
No fim da ceia Jesus tomou o cálice de vinho e o abençoou dizendo ―Bebei dele todos; por-
que isto é o meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado em favor de muitos para re-
missão de pecados‖.
Assim foi instituído o sacramento da Eucaristia, que é o ritual central da missa e a memória
da paixão de Cristo. Nesse ritual, através da comunhão, mostramos nossa gratidão por poder
partilhar a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O ritual da missa justamente revive todos os momentos daquela memorável refeição com o
mesmo sentido de fraternidade. São quatro partes ou momentos bem distintos.
Vamos entender um pouquinho o que acontece na Missa.
I – RITOS INICIAIS
A primeira parte da missa,os Ritos Iniciais, marca a chegada e a reunião de todos os
convidados em torno da mesa.
Entrada
É a procissão do povo de Deus que se dirige à casa do Pai.
Todos estão alegres e cantando.
De pé
Saudação
No início da Missa o padre faz uma pequena saudação, cum-
primentando os participantes. Essa é a saudação que São
Paulo fazia para as comunidades.
De pé
Ato
Penitencial
O Ato Penitencial é um convite para cada um olhar
dentro de si mesmo diante do olhar de Deus, re-
conhecer e confessar os seus pecados, o arrepen-
dimento deve ser sincero. É um pedido de perdão
que parte do coração com um sentido de mudança
de vida e reconciliação com Deus e os irmãos.
De pé
Glória
Sabemos que Deus sempre nos perdoa. Nós o louvamos re-
zando ou cantando o Glória.
De pé
Oração
da Coleta
É o momento de colocarmos todas as nossas intenções que
nós trazemos no coração.
De pé
2 - A LITURGIA DA PALAVRA
É o momento em que vamos partilhar o Pão da Palavra, Deus nos fala através da Bíblia.
1ªLeitura
Sempre tirada do Primeiro Testamento. Sentado
Salmo
É a resposta nossa a Deus, uma oração. Sentado
2ª Leitura
Sempre tiradas dos Atos dos Apóstolos, cartas de São Paulo,
São Pedro, São Tiago, São João, São Judas ou do Apocalipse,
que estão no Novo Testamento.
Sentado
Evangelho
É a Boa Notícia. O Evangelho é tirado dos 4 evangelistas:
Mateus, Marcos, Lucas e João.
Narra a vida e a mensagem de Jesus.
É o padre quem proclama, mas é Cristo quem nos fala.
Antes da Proclamação do Evangelho, fazemos o sinal da cruz:
na testa, para que Deus tome conta do nosso pensamento;
na boca, para que a gente passe essa Palavra para os ou-
tros;
no coração, para que a Palavra permaneça em nosso cora-
ção.
De pé
Homilia
É a conversa que o padre tem com a
assembléia, nos orientando sobre a
mensagem de Deus, transportando-a
para nossa vida hoje. Essa Palavra
tem que transformar nosso viver
Sentado
Credo
É o símbolo da nossa fé, professamos que cremos em Deus
Pai, Filho e Espírito Santo.
De pé
Oração da
Comunidade
É onde fazemos nossos pedidos: a-
gradecemos a Deus tudo que ele nos
dá, louvamos e bendizemos, pedimos
pela Igreja... Essa oração está de a-
cordo com o Ano Litúrgico que esta-
mos vivendo.
De pé
3 – LITURGIA EUCARÍSTICA
É o momento central de toda ceia - todos vão alimentar-se. É a Liturgia Eucarística, o coração da missa.
Ela revive o mistério pascal de Cristo, isto é, sua morte e ressurreição.
Apresentação das
ofertas
Está na hora de preparar a mesa para o grande
banquete. Além do Pão e do Vinho, oferecemos
tudo o que somos e temos.
Sentado
Oração sobre as
oferendas
Pedimos para Deus acolher o Pão e o Vinho que estão sendo
oferecidos.
De pe
Oração
Eucarística
Toda a Oração Eucarística é dirigida a Deus Pai.
Nós proclamamos que Deus é santo; agradecemos pelo seu Fi-
lho que continua no meio de nós; pedimos a unção do Espírito
Santo para santificar os dons do Pão e do Vinho.
Momento da Memória da Última Ceia de Nosso Senhor Je-
sus Cristo, em que o Pão e o Vinho são transformados em Cor-
po e Sangue de Cristo. O Pão e o Vinho são símbolos, sinais
visíveis que mostram o invisível -> Corpo e Sangue de Jesus.
Oferecemos a Deus o Pão, o Vinho e a nossa Vida.
Rezamos pela Igreja (Papa, Bispos, Padres, Ministros).
Rezamos pelos nossos irmãos que já partiram para junto
de Deus.
Pedimos para que ao final desta vida, possamos encontrar
no céu com Nossa Senhora, os apóstolos, os anjos e santos.
AMÉM : É o grande ofertório da missa. É o mo-
mento em que oferecemos toda a nossa vida. É o nos-
so ―assim seja‖, nossa aceitação de todo o Mistério
Pascal.
Normalmente, é cantado com bastante ênfase, com as mãos
estendidas e toca-se o sino.
De pé
Pai Nosso
É a oração que Jesus nos ensinou.
O mais importante é viver o Pai Nosso no dia a dia.
De pé
Oração da Paz Pede pela unidade da Igreja (todos nós) e pela paz.
Muitas vezes, nesse momento, o padre nos convida a abraçar
nosso irmão desejando-lhe a ―paz de Jesus‖.
De pé
Cordeiro de Deus É a oração que nos diz que só Cristo pode perdoar nossos pe-
cados.
De pé
Comunhão É a hora da refeição, onde o próprio Cristo é o nosso alimento.
Com atitudes de respeito, atenção e muito amor, nós recebe-
mos Jesus. Unimo-nos a todas as pessoas que sofrem e se ale-
gram, pois em Jesus somos todos irmãos.
De pé
Oração depois da
comunhão
Esta oração liga-se ainda a liturgia eucarística, e é o seu fecha-
mento, pedindo a Deus as graças necessárias para se viver no
dia-a-dia tudo que se manifestou perante a assembléia durante
a celebração.
De pé
4 – RITOS FINAIS
Encerrando a Ceia, a bênção e a despedida dos Ritos Finais têm o mesmo sentido da bênção dada por
Jesus a seus discípulos após sua ressurreição: nesse momento Jesus os enviava ou despedia para apre-
goar pelo mundo a palavra de Deus.
Avisos Este momento é oportuno para dar-se avisos à comunidade, bem
como para as últimas orientações do presidente da celebração.
Sentados
Despedida
O padre dá a benção e se despede.
Só que a missa não termina aí. Ela deve continuar durante a se-
mana, lembrando-nos do que celebramos. Afinal, Missa vem de
Missão.
De pé
Atividades:
1 - De onde foi tirada a oração do Cordeiro de Deus?
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Quem disse a frase: ―Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo‖?
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De qual momento da Missa você mais gosta?
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Gesto concreto:
Participe de uma missa e observe o que acabamos de refletir. Veja se apareceu algo dife-
rente. Anote e traga para o nosso próximo encontro.
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ONDE ESTÃO SEUS OLHOS
Um adolescente, após ter sido castigado por seus pais várias vezes e chegado a con-
clusão de que não conseguiria se corrigir, dirigiu-se ao diretor do colégio e humilde-
mente perguntou:
- Professor, o que devo fazer para não cometer esses erros novamente? Eu tenho me
esforçado, mas eu não estou conseguindo!
O professor então sabiamente tomou um copo, encheu de água e entregou ao jovem
dizendo: ―Filho, ande com esse copo por todo o colégio, entre em todas as salas, suba
e desça todas as escadas, entre em todos os cantos do jardim, no sótão e volte aqui
sem derramar uma só gota desta água‖.
- Impossível – disse o jovem – eu não vou conseguir.
- Se você quiser, vai conseguir sim – disse o mestre.
O jovem saiu devagar com os olhos fixos no copo, subiu, desceu escadas, entrou e
saiu de salas, cantos, sótão, jardins e voltou sem ter derramado a água.
O professor olha, bate nos ombros carinhosamente e diz:
- Não viu as garotas que passeavam pelo jardim no horário das aulas? Os colegas
que te convidaram para um copo de bebida, uma tragadinha no cigarro?- Não – respondeu o jovem – eu estava com os olhos fixos no copo.
O professor sorri e diz:
- Se você fixar os olhos em Deus, como fez com o copo, terá a força que tanto pre-
cisa para vencer as tentações, e não cometerá mais as faltas pelas quais tem sido cas-
tigado. Olhe para Deus e deixe-O ser o rumo de sua vida.
22º. EUCARISTIA, DEUS SE FAZ PÃO
Leitura Bíblia: Lc 22, 14-20.
Antes de entregar sua vida por amor a nós, Cristo quis
celebrar com seus amigos, os apóstolos, a ÚLTIMA CEIA, na
quinta-feira santa.
Quando estavam todos reunidos na sala preparada pe-
los apóstolos, Jesus disse: ―Chegou o momento feliz em
que deixarei a vocês um lindo presente. Eu gostaria muito
de estar sempre com vocês, mas como não é possível, que-
ro ser para vocês o verdadeiro alimento, o alimento espiri-
tual da vida de vocês‖.
O presente que Cristo nos deixou foi a Eucaristia. Com
este presente, mesmo depois de sua morte, ele estaria
sempre conosco.
Foi com estas palavras que Jesus instituiu a Eucaristia: ―Tomai e comei. Isto é o meu Corpo
que será entregue por vós. Tomai e bebei. Isto é o meu sangue que será derramado por vós.
Fazei isto para celebrar a minha memória‖.
Ao pronunciar estas palavras, Jesus olhou para cada apóstolo presente e certamente pen-
sou em cada um de nós.
A Eucaristia transforma nossa vida
Assim como o alimento fortalece o nosso corpo, previne doenças e nos ajuda a crescer e
viver melhor, a Eucaristia também fortalece nossa vida espiritual, a graça de Deus que recebe-
mos no Batismo.
Também, quando vamos a uma festa, procuramos nos preparar bem. Do mesmo modo,
precisamos estar preparados e prontos para receber Jesus na Sagrada Comunhão, procuran-
do...
...acreditar na presença de Jesus na Eucaristia;
...estar em estado de graça, isto é, sem pecado mortal;
...guardar uma hora de jejum antes de comungar. Água e remédios não quebram o je-
jum.
Através da Santa Comunhão recebemos todas as graças e bênçãos do céu, antecipando a
vida eterna que teremos junto a Deus.
A Eucaristia é o sacramento que fortalece a nossa fé e nos faz crescer espiritualmente.
A sagrada Eucaristia produz muitos frutos na nossa vida quando recebemos bem prepara-
dos:
aumenta a nossa união com Cristo;
apaga os pecados veniais;
nos preserva dos pecados mortais;
realiza a união, na Igreja, com todos os filhos de Deus;
compromete a nossa vida com os irmãos mais necessitados;
une mais os cristãos.
Atividades:
1 - Vamos meditar, com muita atenção, Lc 22, 14-20.
a)- O que Jesus Celebra com seus Apóstolos? ________________________________________________
b) - O que Jesus pede para os Apóstolos?---------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------
c) - Quando nós, católicos, fazemos memória da Santa Ceia?-----------------------------
--------------------------------------------------------------------------------
2 - Descubra a mensagem, utilizando os códigos:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
a b c d e f g h i j l m n o p q r s t u v x z
3 - Vamos responder com atenção?
a) Que cuidados precisamos ter para receber Jesus na Eucaristia?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
b) Escreva três frutos da Sagrada Comunhão em nossas vidas.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
4 – Complete com as palavras do quadro trocando os números por vogais:
1=a; 2=e; 3=i; 4=o; 5=u.
Os __________ que Deus nos dá todos os dias. D4NS
As ____________________________ dos nossos irmãos. N2C2SS3D1D2S
As ____________________________ da criação. M1R1V3LH1S
O _____________________________dos necessitados. S4FR3M2NT4
A _____________________________entre irmãos. P1RT3LH1
A _____________________________dos aflitos. D4R
A _____________________________dos que foram acolhidos. 1L2GR31
O _____________________________que une o amor. P2RD14
A _____________________________dos que celebram a Eucaristia. 5N3D1D2
A _____________________________pelo alimento que fortalece o cor-
po e o espírito.
1Ç14D2 GR1Ç1S
Gesto concreto:
1. Escreva uma oração, agradecendo a Deus o presente maravilhoso da Eucaristia.
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____________________________________________________________________________________________
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____________________________________________________________________________________________
2. Como seria sua comunidade se todos vivessem bem a Eucaristia? Responda junto com seus
pais.
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VOU À MISSA POR VOCÊ...
Um certo padre conta, com entusiasmo, o mi-
lagre que converteu seu pai, e que deu início à sua
vocação.
Num domingo muito frio entrou na mercearia
de seu pai, Sr. Januário, uma senhora muito pobre,
o rosto marcado pelo sofrimento, mas com um
brilho especial no olhar, dirigiu-se para o comer-
ciante e disse:
―Senhor, estou com muita fome e meus filhos
em casa esperam que eu leve alguma coisa para o
almoço. Meu marido está doente e desempregado.
Será que o senhor me daria alguns alimentos, não
posso pagar, mas como vejo que hoje, domingo, o
senhor está aqui trabalhando e não poderá, por-
tanto, ir à missa , eu irei pelo senhor...‖
O comerciante, que na verdade não costumava
ir à missa, apesar de se dizer católico, fez a se-
guinte proposta para a pobre mulher:
―Aqui está uma sacola vazia que não pesa na-
da, primeiro a senhora vai à missa, quando retor-
nar eu pesarei novamente, se há realmente algum
valor nesta sua atitude, ela voltara mais pesada, a
diferença que a balança apontar será o quinhão
que lhe darei‖.
Lá se foi a mulher fortalecida pela sua fé, de-
dicou aquela missa ao comerciante. Enquanto isso
na mercearia, Januário contava a todos, o aconte-
cido e já estava até arrependido pelo modo como
tinha agido.
Uma hora depois retorna a pobre mulher tra-
zendo nas mãos a sacola vazia e no rosto cansado
um sorriso de uma paz que impressionava. Januá-
rio colocou a sacola sobre a balança e mal pode
conter as lágrimas que começaram a rolar de seus
olhos, pois tamanho era o peso da sacola que a
balança extrapolou a medida máxima. Ele conferia
e conferia, e não havia nada errado, a balança es-
tava perfeita, o peso da sacola é que era na verda-
de muito grande. Januário cumpriu o prometido
dando aquela senhora todo o mantimento que
precisaria para pelo menos quatro meses. Daquele
domingo em diante, Januário nunca mais perdeu
uma missa, convertido ainda foi agraciado com a
vocação de seu filho que se tornou padre.23º. O ANO LITÚRGICO
O ano civil começa no dia 01 de janeiro e termina no dia 31 de dezembro. O ano escolar
começa, geralmente no mês de fevereiro, e termina no mês de novembro. Assim também te-
mos o ano litúrgico, que é o "calendário" oficial da Igreja Católica: inicia-se 04 domingos antes
do Natal e termina 04 domingos antes do Natal do próximo ano.
Através do ano litúrgico, revivemos anualmente todo o Mistério da Salvação, centrado em
Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus. Ano Litúrgico é o Calendário Religioso da Igreja Católi-
ca. Contém a data dos acontecimentos da história da salvação. Não coincide com o Ano Civil.
Começa com o Advento (novembro-dezembro), que são as quatro semanas anteriores ao Na-
tal.
A Estrutura do Ano Litúrgico
Ciclo do
Natal
Advento
Início 4 domingos antes do Natal
Término 24 de dezembro à tarde
Espiritualidade Esperança e purificação da vida
Ensinamento Anúncio da vinda do Messias
Cor Roxa
Natal
Início 25 de dezembro
Término Na festa de batismo de Jesus
Espiritualidade Fé, alegria e acolhimento
Ensinamento O filho de Deus se fez Homem
Cor Branca
Tempo Comum (1ª Parte)
Início Após o Batismo de Jesus
Término Véspera da 4ª feira de Cinzas
Espiritualidade Esperança e escuta da Palavra
Ensinamento Anúncio do Reino de Deus
Cor Verde
Ciclo da
Páscoa
Quaresma
Início Quarta-feira de cinzas
Término Quarta-feira da Semana Santa
Espiritualidade Penitência e conversão
Ensinamento A misericórdia de Deus
Cor Roxa
Páscoa
Início Quinta-feira Santa
Término No Pentecostes
Espiritualidade Alegria em Cristo Ressuscitado
Ensinamento Ressurreição e vida eterna
Cor Branca
Tempo Comum (2ª Parte)
Início Segunda- feira após o Pentecostes
Término Véspera do 1º Domingo do Advento
Espiritualidade Vivência do Reino de Deus
Ensinamento Os cristãos são o sinal do Reino
Cor Verde
Para melhor expressarmos os diferentes momentos do ano litúrgico, usamos as cores. Elas
estão presentes nas celebrações litúrgicas (missas): no altar e nas vestes do sacerdote, de a-
cordo com o momento celebrado:
BRANCO: Alegria, festa. Usado nos dias de festas e solenidades (Natal, Páscoa, Quinta-
feira Santa, Santíssima Trindade, Cristo Rei...) Pode ser substituída por amarelo, bege ou
dourado;
VERDE: Esperança. Usado no tempo comum, mantendo viva a esperança da igreja pere-
grina, que caminha rumo ao reino de Deus;
ROXO: Penitência, espera. Usado na quaresma (tom mais escuro) e no advento (tom
mais claro);
VERMELHO: Sangue, fogo. Usado para celebrar o martírio, a morte dos santos da igreja.
E na festa de Pentecostes;
RÓSEO: Expectativa, alegria do Senhor que se aproxima. Usado no 3º domingo do ad-
vento e no 4º domingo da quaresma;
PRETO: Luto. Usado em missas pelas almas e em sepultamentos.
Atividades:
1. No Domingo de Ramos, na sexta-feira Santa da Paixão, na Solenidade de Pentecostes e na
Festa dos Mártires o sacerdote usa estola na cor ____________________________ e no 4º Domingo
de Quaresma e no 3º Domingo do advento a estola usada é na cor ___________________________.
2. Encontre no diagrama o nome de algumas das grandes festas litúrgicas:
ADVENTO – NATAL – BATISMO – QUARESMA – SEMANA SANTA
ASCENSÃO DO SENHOR – PETENCOSTES
3. Nossa fé se expressa muito por gestos, cores, músicas, símbolos. Observando os objetos
litúrgicos abaixo, escreva ao lado de cada desenho em que tempo litúrgico costumamos vê-
los.
____________________________ ____________________________ ____________________________
A S C E N S A O D O S E N H O R P S
D B B L P R H M V P X T A Z Q R X E
V M B A T I S M O X X L P P V A B M
E V N C U G P H Y S W P E R T C P A
N R S D W M O P Q Z T A N N N T V N
T X Z A S N B O J H I I T J G J M A
O C X N A T A L N M P W E O U P V S
C X V M N T R U Y Y Z X C C P L M A
X Z P V D E X X V M N P O R S V Z N
X B A C X Z X G H I J K S N Y Y O T
D E S F X X L P R Z Z Y T K T V V A
O U C C S W K K Q U A R E S M A B P
T U O M T Q S R S T V X S Z C C D B
P H A X C S I U F R T P U I H J G L
Gesto concreto:
Durante o Ano Litúrgico celebramos muitas festas de Nossa Senhora e dos Santos. Sua co-
munidade paroquial possui um Padroeiro. Procure conhecer sua história e escreva abaixo o
resultado de sua pesquisa.
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A PURIFICAÇÃO
Um jovem monge, que vivia num mosteiro no
deserto, sentindo-se pouco inteligente e incapaz
de guardar os ensinamentos espirituais recebidos,
procurou o seu mestre e disse-lhe:
- Mestre, grave desgosto me acabrunha. Apesar
dos esforços constantes que faço, não chego a
conservar na memória, durante muito tempo, as
instruções que, para boa conduta na vida, recebo
dos mestres. Vão, também, para o esquecimento,
os trechos mais belos que leio, diariamente, nos
Santos Evangelhos!
O Mestre, que tinha em sua cela dois cântaros
vazios, disse-lhe:
- Meu filho, toma um daqueles cântaros; joga-
lhe um pouco d’água; lava-o depois cuidadosa-
mente; enxuga-o com teu próprio hábito e deixa-
o ficar no lugar em que está.
Maravilhado, embora, com tais palavras, fez o
jovem monge exatamente o que o mestre lhe
determinara.
Concluída a tarefa, o mestre perguntou-lhe qual
dos cântaros estava mais limpo, mais claro e puro.
O jovem monge tomou nas mãos o cântaro que
acabara de enxugar e respondeu: - Este, por
certo, está mais limpo. Lavei-o com muito
cuidado.
Retorquiu, então, o mestre:
- E, no entanto, repara bem, meu filho, esse
cântaro não mais retém vestígio algum da água
que o purificou. Também aquele que ouve,
confiantemente, a palavra de Deus, embora não
grave na memória o teor dos santos
ensinamentos, traz o coração tão puro como um
cântaro lavado.
COLE AQUI UMA GRAVURA DO
SANTO PADROEIRO
24º. CORPUS CHRISTI
Hoje, vamos aprender um pouco sobre uma festa muito
importante no nosso calendário religioso: a festa de Corpus
Christi.
As celebrações do Tempo Pascal: Paixão, Morte e Ressur-
reição de Jesus e sua Ascensão ao céu encerram-se com a
celebração de Pentecostes.
Celebrando, no domingo seguinte, a Solenidade da San-
tíssima Trindade: o Pai que nos criou; o Filho que nos salvou
e o Espírito Santo que nos santifica e nos conduz, hoje, na
Igreja.
Na quinta-feira depois desse domingo, celebramos a So-
lenidade do Corpo e Sangue de Cristo, mais conhecido como
Corpus Christi. Esta é uma expressão que veio do latim e
quer dizer: Corpo de Cristo.
Esta é uma solenidade que nos faz lembrar o cuidado de Deus para com o seu povo. Muito
tempo antes de Jesus nascer, Deus já cuidavadeste povo que estava escravo no Egito. Deus
com mão forte e poderosa libertou-os da escravidão e, no deserto, deu água para saciar sua
sede e, como alimento, deu um pão que chovia do céu todas as manhãs – o maná; deu tam-
bém carne de codornizes.
Jesus também deu alimento ao povo que o escutava. Certa ocasião, uma grandiosa multi-
dão o acompanhava. Havia apenas cinco pães e dois peixes para alimentá-los. Com este ali-
mento, Jesus deu de comer a 5.000 homens, sem contar as mulheres e crianças.
Antes de morrer, Jesus nos deixou o seu maior presente: a Eucaristia. Foi na quinta-feira
santa, durante a Última Ceia com seus apóstolos: Jesus se tornou o nosso alimento. Deus não
nos dá mais o maná, mas nos dá o Corpo e Sangue do seu Filho como alimento.
Jesus prometeu que estaria sempre conosco. Na Eucaristia, ele cumpre esta promessa: ele
permanece conosco e é o alimento para o nosso corpo e nossa alma.
Dia após dia, a cada instante, em cada minuto, no mundo todo, a Igreja celebra a Eucaristi-
a. O cristão é convidado a participar pelo menos uma vez por semana, aos domingos, da Euca-
ristia.
Uma forma de celebrar esta festa é participar da procissão Solene, que leva a Hóstia Consa-
grada pelas ruas da cidade. A procissão desse dia é o testemunho da fé dos cristãos. É uma
Igreja peregrina que caminha com Jesus vivo e ressuscitado, que está junto do Pai, preparando
muitas moradas para os que nele acreditam.
Há uma tradição antiga em muitas cidades brasileiras de enfeitar as casas ou as ruas com
flores, serragem tingida e outros elementos, formando um tapete por onde o padre caminha
carregando a Hóstia Consagrada dentro de um objeto chamado ostensório. O povo segue em
procissão, junto com o padre, rezando e cantando hinos de louvor a Jesus, presente na Euca-
ristia.
É muito legal participar da decoração das ruas e das casas para esta celebração! Porém, é
mais legal ainda participar desta procissão com bastante fé e amor. Melhor ainda: é muito ba-
cana participarmos da missa todo domingo, rezando e - para os que já fizeram a primeira co-
munhão - recebendo Jesus Cristo em nós através da Eucaristia.
Por fim, vale lembrar que quem recebe o Corpo de Cristo está fortalecendo sua alma para
ser capaz de viver tudo aquilo que Ele nos ensinou, a começar pelo amor a Deus e ao próximo.
Quem tem essa força de Deus sabe que precisa lutar para que o mundo se torne um lugar
bom para todos viverem, inclusive para os mais humildes, para os sem-terra, sem-teto, sem-
trabalho, sem-saúde, sem-educação etc.
Atividades:
1 – O que Comemoramos na Festa de Corpus Christi?
____________________________________________________________________________________________
2 – Em que dia da semana comemoramos a Festa de Corpus Christi?__________________________
3 - Neste ano ela será comemorada no dia _______ de __________________.
4 – Na Eucaristia, depois da Consagração, o Padre diz: ―EIS O MISTÉRIO DA NOSSA FÉ‖. A As-
sembléia (o povo) responde:
―TODAS AS VEZES ___________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
5 – Leia 1Cor 11,23-25 e responda:
a) Qual acontecimento da vida de Jesus é narrado por São Paulo?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
b) Durante a Ceia, o que Jesus pega?_________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
c) O que Jesus diz ao pegar o pão?___________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
d) O que Jesus diz ao pegar o vinho?_________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
e) Para quem Jesus dá este novo mandamento?_______________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Só rezar, cantar ou ir à missa não vale - é preciso também fazer o
bem! Senão, para que gastar tanta força e energia?
Gesto concreto:
1 - Procure o Salmo 23 (O Senhor é meu Pastor). Leia com seus familiares com bastante aten-
ção e complete a cruzadinha. Na coluna do meio você irá descobrir o nome que damos para a
solicitude de Deus para com todas as suas criaturas.
1. De quem este salmo nos fala?_________________________________________________________
2. O que o Pastor nos restaura?__________________________________________________________
3. O que me deixa tranqüilo? ___________________________________________________________
4. Por onde ele me conduz sem temor?__________________________________________________
5. Por onde ele me guia? ________________________________________________________________
6. Como são as pastagens para onde o Pastor me leva?___________________________________
7. Com o que ele unge minha cabeça? ___________________________________________________
8. Como fico vendo teu bastão? _________________________________________________________
9. O que terei todos os dias? ____________________________________________________________
10. Quando terei felicidade e amor?_______________________________________________________
11. O que será a casa de Deus para mim? ________________________________________________
P
Ç
J
V
C H
D
L
Q L
F C
V
M D
2 – Leia com atenção e procure se lembrar em que parte da missa rezamos esta oração:
―Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos,
Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda‖.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
O VALOR DA EUCARISTIA
Numa certa cidade, existia um homem que
vivia bebendo, sem controle de quem era Je-
sus, o todo poderoso. Uma senhora muito
religiosa, que vivia a prática da Igreja Católi-
ca, sempre aconselhava esse bêbado, ir à i-
greja e receber a Eucaristia.
Ele sempre dizia a mesma coisa:
- Que Eucaristia que nada... o que é isso?
Eucaristia... não acredito em nada disso...
prefiro minha pinguinha!!!
De tanta insistência daquela senhora, um
dia aquele homem resolveu ir participar da
missa e ver o que era essa tal Eucaristia!
Na hora da consagração do Corpo e Sangue
de Cristo, enquanto o padre erguia a hóstia, o
homem não parava de rir... todo mundo ajoe-
lhado, num momento tão sagrado aquele
homem, não parava de rir...
Depois que acabou a missa o padre, foi
conversar com esse homem...
- Puxa vida meu filho, numa hora tão im-
portante da missa, no auge mais alto você
não parava de rir, você precisa ter mais res-
peito!!!
E o homem disse:
- Mas padre, eu não conseguia parar de rir
naquela hora... como um homem tão peque-
nino como o senhor, carregava um homem
tão grande como aquele no altar!!!
25º. VOCAÇÃO, UM CHAMADO DE DEUS
PRIMEIRA VOCAÇÃO: CHAMADO À VIDA
Se eu não existisse, ninguém iria notar minha
ausência; nem notaria a ausência de qualquer ou-
tro ou outra que existisse. Mas, antes de eu existir,
Deus já me conhecia e amava; por isso me chamou
à vida: sou criaturasua. Cada pessoa é criatura de
Deus, amada e convidada por ele ao banquete da
vida. A vida é, assim, o primeiro chamado de Deus,
a primeira vocação.
Se a vida já é vocação, devo-lhe uma resposta.
Qual será a resposta que Deus espera de mim?
Certamente a vida tem um sentido a descobrir,
uma obra a realizar. E ninguém o faz em meu lugar.
A primeira resposta ao chamado da vida é compromisso sagrado de quem a considera um
dom de Deus confiado aos cuidados humanos. Colocar-se a serviço da vida já é responder a
vocação.
A vocação tem uma dimensão pessoal e uma dimensão comunitária: pessoal, porque nin-
guém pode responder em meu lugar; comunitária, porque ela precisa da comunidade para de-
sabrochar.
SEGUNDA VOCAÇÃO: VOCAÇÃO CRISTÃ
O amor do Pai não só nos chama à vida, mas também nos chama à Fé: esta segunda voca-
ção é a cristã. É uma caminhada que inicia no Batismo e perdura a vida toda. Cristo é que nos
traz o convite do Pai para abraçar esse caminho, um caminho a ser feito em comunidade. Os
Apóstolos foram a primeira comunidade de Jesus, Juntamente com outros seguidores, homens
e mulheres.
Os que aceitam o convite de Jesus para entrar em seu grupo, formam comunidade e procu-
ram viver como aprenderam do Mestre. Reúnem-se para a escuta da Palavra de Deus, para a
comunhão eucarística, para o serviço fraterno, para o socorro dos pobres, doentes e desampa-
rados.
Nessa comunidade, animada pelo Espírito de Jesus, surgem diferentes serviços, também
chamados ministérios: um é o serviço da Palavra, outro da Eucaristia, outro do socorro aos
enfermos, outro da ajuda aos pobres, outro de instrução aos novos que ingressam na comuni-
dade, etc. Cada um com sua função, uns ajudando os outros, e todos juntos formando a co-
munidade. Jesus mesmo disse que veio para servir, e para nos reunir numa família de irmãos e
irmãs que têm a Deus por Pai.
Deus nos chama, pelo Batismo, para a vida e o serviço.
Deus nos faz vários chamados: vocação à existência, vocação humana, vocação cristã e vo-
cação específica (cristãos leigos e leigas, diáconos, padres, bispos, religiosos e religiosas).
Em todos os chamados podemos observar:
Deus chama através de fatos e acontecimentos ou através de pessoas.
Deus toma a iniciativa de chamar.
Escolhe livremente e permite total liberdade de resposta.
Deus chama para uma missão de serviço ao povo.
Atividades:
1 - Qual o sentido que estou dando à minha vida?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2 - Que valores você considera importantes para se realizar como um ser chamado para a vi-
da?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 - Se vocação é um chamado de Deus e uma resposta de pessoa humana, como é que você se
relaciona com Deus e se deixa influenciar por ele?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
4 - Quando respondemos ao chamado de Deus estamos colaborando com a construção do
Reino. Você acha que, para os discípulos, foi preciso ter coragem para deixar tudo e seguir
Jesus? _____________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
5 - E nos dias de hoje, há pessoas que trabalham, estudam e encontram tempo e coragem pa-
ra responder à sua vocação? Dê algum exemplo. ____________________________________________
____________________________________________________________________________________________
6 - E vocês, crianças? Como podem fazer um trabalho na vocação a que Deus os chamou?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
1 - Leia o Salmo 138 com os seus familiares, procurando entender como é que a vida é voca-
ção.
2 - Procure descobrir o nome de alguns dos seguidores e seguidoras de Jesus, lendo o Evan-
gelho nestas passagens: Lc 6,12-19 e Lc 8,1-3. Sugestão: Se você fizer a leitura junto com
outra pessoa, será ainda melhor.
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____________________________________________________________________________________________
3 - Procure descobrir quais são os serviços ou ministérios que existem em sua comunidade;
informe-se sobre isso com alguma pessoa que atua na comunidade. Trata-se de serviços co-
mo estes: liturgia, catequese, pastoral da saúde, da criança, dos idosos, pastoral vocacional,
pastoral familiar, pastoral da juventude, Ordem Franciscana Secular, apostolado de oração,
grupos de oração, de reflexão, etc. Tente ver quais os serviços que mais lhe chamam a aten-
ção, procure conhecê-los mais de perto. Quem sabe, por si, comece despertar em você uma
vocação cristã mais comprometida e cheia de calor.
____________________________________________________________________________________________
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A ESCOLA DOS ANIMAIS
Certa vez, os animais decidiram que deveriam
fazer algo heroico para resolver os problemas de
"um novo mundo". Assim, organizaram uma es-
cola.
Adotaram um currículo de atividades que
compreendia corrida, alpinismo, natação e voo.
Para ministrar o currículo mais facilmente, todos
os animais teriam todas as matérias.
O pato era melhor do que o seu professor em
natação, no entanto tirou apenas uma nota média
na matéria de voo, o suficiente para ser aprovado,
mas em corrida, ele era muito ruim.
Então os organizadores dos cursos fizeram
com que ele saísse das aulas de natação e ficasse
depois do horário das aulas para treinar mais cor-
rida.
Por correr muito e praticar muito, suas pati-
nhas chatas ficaram tão machucadas e inchadas
que ele acabou diminuindo a sua média em nata-
ção. Todos os outros alunos de natação se senti-
ram menos ameaçados e mais confortáveis acerca
desse fato, exceto o pato, é claro.
O coelho começou como o melhor aluno da
classe em corrida, mas por causa de tentar muito
para nadar melhor, acabou pegando pneumonia e
teve que sair da escola.
O esquilo mostrou uma tremenda habilidade
em alpinismo. Já nas aulas de voo ele não ia nada
bem, estava até frustrado porque o professor in-
sistia em que ele começasse a voar a partir do
chão ao invés de ficar pulando do topo de uma
árvore para outra.
Ele desenvolveu uma cãibra resultante de e-
xaustão de tal maneira que acabou recebendo
uma nota baixa em alpinismo e outra ainda mais
baixa em corrida.
A águia era uma estudante problemática e foi
disciplinada por ser uma não-conformista. Por
exemplo, na classe de alpinismo, ela podia supe-
rar qualquer aluno chegando mais rápido ao topo
das árvores. Mas ela insistia em fazer isso de sua
própria maneira para chegar lá. Finalmente, por-
que ela se recusava a participar das aulas de na-
tação, acabou sendo expulsa da escola.
MORAL DA HISTÓRIA: Deus fez cada criatura
com certas habilidades para ser bem sucedida em
determinadas áreas. Nas áreas em que você não
tem dons ou habilidades, nestas áreas, você nun-
ca será excelente. Dedique-se às áreas que Deus
lhe fez com habilidades - este é o segredo de ser
bem sucedido!
Quando você força alguém ou a si mesmo
dentro de um molde no qual ele(ou você mesmo)
não tem habilidade, você causa culpa, frustração,
faz com que esta pessoa, ou até você mesmo,
fique aquém do que seria esperado. Caminhar
nesta direção é ir para o fracasso.
Um pato foi feito para ser um pato, a águia
para ser águia, e você foi feito para ser você
mesmo, e ninguém mais.
26º. MISSÃO: AÇÃO PERMANENTE DO CRISTÃO
A MISSÃO É UMA CONSEQUÊNCIA DO EVANGELHO QUE JESUS MANDOU ANUNCIAR
O batismo nos possibilita participar do Banquete Euca-
rístico. Alimentados pelo Pão da Palavra e pelo Corpo e San-
gue de Cristo, somos enviados para a missão: ―Ide e anunci-
ai a todos os povos‖, não só para os que estão perto de nós,
mas também para os que estão longe.
Todos os cristãos recebem no batismo a missão de ser
discípulos de Jesus. Ele percorria as cidades, ia de aldeia em
aldeia, sentia compaixão do povo que sofria, curava os do-
entes e alimentava o povo faminto.
Em sua oração, pedia ao Pai operários para a messe que
era muito grande. Messe é plantação. Jesus comparava o
Reino de Deus com um semeador, que semeava as sementes
no campo. Quem vai ajudar na colheita?
Nós somos convocados a trabalhar na messe de Deus que é o mundo todo. Muitos cristãos
respondem a essa convocação de Deus e sai para trabalhar nas missões. Você também é cha-
mado para a missão.
Todos nós temos uma missão a cumprir. Somos todos missionários, desde o nascer até o
morrer. Deus na sua infinita bondade e misericórdia chama cada um de nós para uma mis-
são. Somos Missionários do Senhor. Assim foi desde o início. Desde a Criação, já em Adão e
Eva, como está no Gênesis 1,27-28: ―Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de
Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: ―Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos,
enchei a terra e submetei-a. Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre
todos os animais que se arrastam sobre a terra.‖ Assim, ao serem criados, Adão e Eva já rece-
biam uma missão: cuidar da terra e povoá-la. Foram os primeiros missionários. Depois viriam
outros como nos mostra o Antigo Testamento. Foram muitos, até chegar em Maria que, pelo
Espírito Santo, teria a grande missão de ser a Mãe do Filho de Deus. Maria assumiu essa dificí-
lima missão por inteiro. Desde o anúncio do Anjo, a visita a sua prima Isabel, a fuga para o
Egito, a apresentação no Templo, as Bodas de Caná, na vida pública de Jesus, o Calvário, e por
último em Pentecostes, Maria foi a grande Missionária do Pai, sempre intercedendo pela hu-
manidade.
Antes de voltar para junto do Pai, Jesus deixou como herança para os seus discípulos a
continuidade do anuncio do Reino de Deus. Os apóstolos receberam a missão, fizeram as suas
partes e passaram para nós. Somos continuadores do mandato missionário que Jesus deu aos
seus Apóstolos. Por isso, a Igreja é missionária. Nós somos missionários. Ser missionário é a
identidade do seguidor e seguidora de Jesus Cristo. Ou somos missionários, ou não somos
seguidores de Jesus Cristo.
Você já parou para pensar porque nasceu? O que você estar fazendo aqui no planeta terra?
Se a nossa vida for somente para tentar aproveitar o máximo possível cada hora e cada minu-
to, ela não tem sentido. Deus, ao nos criar idealizou um sentido para a nossa vida.
Fazer com que sua vida tenha sentido é realizar a missão que Deus nos confiou. A nossa
vida só terá sentido, quando estamos realizando a nossa missão.
Ninguém veio a essa vida com a missão de juntar dinheiro e comer do bom e do melhor.
Ganhar dinheiro e alimentar-se faz parte da vida, mas, não pode ser a razão da vida.
Pessoas como Jesus Cristo, Maria, São José, São Francisco de Assis, Madre Tereza de Calcu-
tá e tantos santos da nossa Igreja e outros anônimos, que lutaram e lutam para melhorar a
vida dos mais fracos e dos mais pobres, não estavam motivadas pela idéia de ganhar dinheiro.
O que move essas pessoas generosas a trabalhar diariamente, a não desistir nunca?
A resposta é uma só: a consciência de sua missão nesta vida.
Quando você tem a consciência de que através do seu trabalho você está realizando sua
missão você desenvolve uma força extra, capaz de levá-lo ao cume da montanha mais alta do
planeta.
Ser Missionário é...
Colocar-se à disposição dos irmãos, principalmente dos doentes, pobres e marginaliza-
dos;
Testemunhar e não se preocupar em falar aos outros;
Anunciar o Evangelho a todas as criaturas;
Denunciar todo tipo de opressão que escraviza o ser humano e as criaturas;
Ter as mesmas atitudes de Jesus Cristo;
Ter o coração aberto para todos que se achegarem;
Rezar com o coração e não somente com a boca;
Não ter medo de dizer sim, como Maria;
Ser fiel ao projeto de Deus para a humanidade.
Atividades:
1 – O que move as pessoas generosas a trabalhar para um mundo melhor?
____________________________________________________________________________________________
2 – Você já parou para pensar porque nasceu e o que estar fazendo aqui no planeta terra.
a) Se já, o que você descobriu?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
b) Como cristão batizado, qual é a sua missão no mundo hoje?
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 – Complete:
a) Ser missionário é ____________________ a _________________________ dos irmãos;
b) Anunciar o __________________________ a todas as ___________________________;
c) Denunciar todo tipo de _______________________ que escraviza o ser _____________________;
d) Ter as mesmas _____________________ de Jesus;
e) Rezar com o _______________________ e não somente com a _________________;
f) Não ter medo de dizer ___________ como _____________________.
Gesto concreto:
1 – Pesquise e escreva a missão de algumas pessoas que você conhece:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
2 – Como Discípulo de Jesus, o que você pode fazer concretamente para anunciar a todos o
Reino de Deus.
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
3 – Procure os gestos concretos que podemos dar testemunho do nosso batismo e da nossa
missão: Acolhida, Amor, Anúncio, Bate-papo, Coletas, Comunhão, Convites, Oração, Serviço,
Testemunho, Vida e Visitas.
W A C O L H I D A Q C R A D I V
A Z U S D F G H K J O L V Ç C Ç
S E R V I Ç O V X Z M C I V O B
Q X S A N Ú N C I O U X S V L B
A R O M A J G J C O N V I T E S
T E S T E M U N H O H K T V T U
Z O R A Ç Ã O N P G Ã H A L A J
B A T E - P A P O X O H S P S M
O FÓSFORO E A VELA
- Bom dia, Senhora vela. Tudo bem contigo? Tem
trabalhado muito?
- Bom dia, Fósforo. Trabalhado? Eu não. Estou
sossegada no meu canto. O meu único sentimento
é de medo de um dia ser acesa. E daí? O que será
de mim? E minha beleza, onde vai parar?
- Sabe, Vela, eu tenho uma tarefa muito impor-
tante a executar: Eu tenho a tarefa de acender-te.
- Não! Isso não! Se eu for acesa, então meus di-
as estão contados. Ninguém mais vai admirar a
minha beleza.
- Mas tu preferes passar a vida inteira aí, inerte,
sem ter experimentado a vida?
- Mas, queimar dói e consome as minhas forças.
- Mas a única coisa importante em nossa vida é
amar, e o amor supõe entrega, supõe doação,
supõe gastar a vida pelo outro e esse entregar a
vida pelo outro é o jeito de amar como Deus ama.
Olha! Esse é o único sentido de sua existência,
pois, deque vale uma vela apagada?
- Sabe, Senhor Fósforo. Essa sua proposta me
causa muito, muito medo, mas, acho que você
tem razão. Não sou feliz assim, me sinto muito
só, triste, sem vida. Estou me convencendo que
minha missão é iluminar, é brilhar. É ser luz para
o outro, mesmo que para isso eu precise me con-
sumir, precise me doar por inteira, como fez Jesus
Cristo, que "amou tanto o mundo, que amou até o
fim".
- Isso mesmo, vela. Que bom que você encon-
trou sua vocação e decidiu assumir sua missão.
- Vamos lá, fósforo. Não dá mais pra voltar a-
trás. Eu te peço. Acenda-me!
27º. DÍZIMO, GESTO DE AMOR, GRATIDÃO E FÉ
Os primeiros Cristãos dividiam seus bens com os pobres da
comunidade, Assim não havia necessitados entre eles.
Logo, o dízimo deverá ajudar a nos desapegarmos dos
bens materiais para colocarmos em Deus a nossa confiança.
Tudo vem de Deus e a ele pertence. Daí o sentido da grati-
dão, que desencadeia a prosperidade.
O Dízimo é cuidado dentro da Igreja pela pastoral do Dízi-
mo que é encarregado pela arrecadação, Prestação de contas
e, juntamente com o pároco, de efetuar os pagamentos.
A prestação de contas, prestadas mensalmente, ajuda au-
mentar o interesse porque todos podem saber o que entrou e
como foi empregado o dinheiro. Com ele podemos pagar: Á-
gua, luz, velas, hóstias, vinhos, cursos de formação...
O fato de contribuir no dízimo mostra: Amor pela comuni-
dade, vontade de ajudar e crescimento da comunidade.
10 BOAS RAZÕES PARA SER DIZIMISTA
01 O dízimo é uma profunda relação entre você e Deus.
02 Ofertar o dízimo é reconhecer os dons gratuitos recebidos do Pai, retribu-
indo, de forma justa, parte do que d'Ele você recebeu.
03 Com seu dízimo você ajuda a manter a comunidade religiosa, patrimônio
de todos.
04 O dízimo é, também, para manter os que vivem para o Evangelho.
05 O dízimo que você oferece vai se transformar em Evangelho, em remédio,
em pão, em missão.
06 Você vai se sentir extremamente gratificado quando verificar, daqui a al-
gum tempo, o que o seu dízimo tornou possível.
07 Em vez de se sentir obrigado, você vai ficar agradecido a Deus por lhe dar
condições de participar com seu dízimo.
08 A prática do dízimo integra, cada vez mais, a pessoa à comunidade.
09 A sua oferta permanente tornará vitoriosa a Pastoral do Dízimo.
10 Com a oferta do dízimo, você será participante ativo na construção do Rei-
no de Deus.
Atividades:
1 - Em que o dízimo é aplicado?
2 - Substitua os números por letra e veja que frase bonita:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
D I Z M O A T E R G S P L H
1 2 3 2 4 5 6 7 5 1 8 6 4 5 9
8 10 8 11 7 5 1 8 12 6 9 7 2 13 14 6
3 – Escreva a frase que você encontrou acima:
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
4 - Dividam-se em 2 grupos, respondam as tarefas em seu caderno da catequese e mostre aos
seus colegas:
GRUPO 1: Qual é o fundamento do Dízimo – Ler Gênesis 1, 1 – 31.
1. Achou na bíblia alguma ligação com o dízimo? Qual?
2. De quem é o mundo é o tudo que nele contém?
3. A quem foi entregue o mundo?
4. Como podemos agradecer a Deus tudo o que recebemos?
1
2 3 4
5
6
7
MISSÕES - evangelização nas regiões mais
distantes do mundo.
CONSTRUÇÕES e reformas das igrejas.
FORMAÇÃO DE LIDERANÇA - materiais para
cursos, etc.
CULTO - materiais para as missas e manu-
tenção da igreja (luz, água, funcionários...).
MEIOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - evange-
lização em rádio e televisão.
VOCAÇÕES - estudos nos seminários para a
formação de novos padres.
VEÍCULOS - manutenção dos veículos para a
evangelização nos lugares mais distantes.
GRUPO 2: Era uma vez um homem rico – Ler Lucas 12, 13 – 21 e 18, 18 – 27.
1. O que esta parábola no traz?
2. O apego ao dinheiro é bom ou ruim? Por quê?
3. Hoje as pessoas acumulam bens?
4. Conhece alguma pessoa, que depois de rico deixou de ir a Igreja?
Gesto concreto:
Pesquise na sua família se tem alguém com contribui com o dízimo mensalmente. Você
também pode contribuir. Junte algumas moedas e todo mês na missa com as crianças deposite
nos pés do altar, na hora do ofertório.
O RICO E O POBRE
Um homem muito rico morreu e foi para o céu.
São Pedro recebeu-o na entrada e, após os cum-
primentos iniciais, disse-lhe:
- Acompanhe-me. Vou lhe mostrar sua casa.
O homem rico acompanhou a São Pedro, que o
levou por uma avenida muito bonita. Mostrando
várias casas, ia falando:
- Esta é de fulano, esta de beltrano, etc.
Em um certo momento, uma bela casa sobre a
colina chamou a atenção do homem rico.
- E aquela - perguntou a São Pedro -, de quem
é?
- É do seu motorista - respondeu São Pedro.
O homem continuou acompanhando Pedro e
pensando: ―se aquela bela casa é do meu motoris-
ta, imagine como será a minha...‖.
Chegaram a uma casa bem pobre.
- É aqui, disse São Pedro.
O homem ficou atordoado e disse:
- Mas como? Se o meu motorista ganhou aque-
la casa, por que a minha é assim tão pobre?
São Pedro respondeu:
- Paciência, a culpa não é minha. Nós fazemos
as casas aqui com o material que vocês mandam
lá debaixo. O senhor só mandou esse!
A VACA E O PORCO
Conta-se que um rico fazendeiro foi queixar-se
ao padre da paróquia local, dizendo que as pes-
soas não o viam com bons olhos porque ele não
ajudava as outras pessoas nem contribuía com as
obras assistenciais da igreja.
Disse o fazendeiro:
- Ora, todos sabem que, quando eu morrer,
deixarei tudo o que tenho para a igreja e seus
pobres.
O sacerdote, homem sábio, disse ao fazendeiro:
- Vou-lhe contar a história da vaca e do porco.
Um dia, o porco foi reclamar com a vaca porque
ninguém lhe dava valor. Todos o desprezavam.
―Afinal‖, disse ele, ―eu dôo tudo o que tenho aos
homens. Eles consomem a minha carne, usam
meus pêlos para fazer pincéis e aproveitam até
meus ossos. Mesmo assim sou um animal des-
considerado. O mesmo não acontece com você,
que dá apenas o leite e é reverenciada por todos‖,
concluiu o pobre porco.
A vaca, que ouvia com atenção, respondeu:
―Talvez seja porque eu doo um pouco de mim
todos os dias, enquanto estou viva, e você só tem
utilidade depois de morto‖.
O fazendeiro agradeceu ao padre pela lição e
retirou-se pensativo.
28º. CAMPANHA DA FRATERNIDADE
A Campanha da Fraternidade é um grande mutirão de evan-
gelização e conscientização da Igreja Católica no Brasil, com o
apoio de várias Igrejas cristãs.
Foi criada em 1962, é organizada pela Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil (CNBB) e se desenvolve durante o período
da Quaresma.
A cada ano é escolhido um tema para ajudar os cristãos e to-
das as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade e a
O que é a Campanha da Fraternidade?
O percurso da Quaresma é acompanhado pela realização da Campanha da Fraternidade a
maior campanha da solidariedade do mundo cristão. Cada ano é contemplado um tema urgen-
te e necessário.
A Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização que ajuda os cristãos
e as pessoas de boa vontade a concretizarem, na prática, a transformação da sociedade a par-
tir de um problema específico, que exige a participação de todos na sua solução. Ela tornou-se
tão especial por provocar a renovação da vida da igreja e ao mesmo tempo resolver problemas
reais.
Seus objetivos permanentes são: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de
Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida
em fraternidade,a partir da justiça e do amor: exigência central do Evangelho. Renovar a
consciência da responsabilidade de todos na promoção humana, em vista de uma sociedade
justa e solidária.
Os temas escolhidos são sempre aspectos da realidade sócio-econômico-política do país,
marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria. Os problemas
que a Campanha visa ajudar a resolver, se encontram com a fraternidade ferida, e a fé, tem o
compromisso de restabelecê-la.
Qual é a relação entre Campanha da Fraternidade e a Quaresma?
A Campanha da Fraternidade é um instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de
conversão e renovação interior a partir da realização da ação comunitária, que para os católi-
cos, é a verdadeira penitência que Deus quer em preparação da Páscoa. Ela ajuda na tarefa de
colocar em prática a caridade e ajuda ao próximo. É um modo criativo de concretizar o exercí-
cio pastoral de conjunto, visando a transformação das injustiças sociais.
A Campanha da Fraternidade é a maneira na qual a Igreja no Brasil, celebra a quaresma em
preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada
e principalmente comprometida com as questões específicas de nosso povo, como atividade
essencial ligada à Páscoa do Senhor.
http://www.cnbb.org.br/
http://www.cnbb.org.br/
http://www.cnbb.org.br/
Atividades:
1 - De que CAMPANHAS você já participou?
____________________________________________________________________________________________
2 - Qual é o TEMA da CAMPANHA DA FRATERNIDADE desse ano?
Ano: _______________TEMA: ________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
3 - Qual é o LEMA da CAMPANHA DA FRATERNIDADE desse ano?
LEMA: _____________________________________________________________________________________
De qual citação Bíblica ele foi tirado:________________________________________________________
4 – Qual é o Objetivo permanente da Campanha da Fraternidade?
___________________________________________________________________________________________
Gesto concreto:
1 - Qual é o OBJETIVO da CAMPANHA DA FRATERNIDADE desse ano?
OBJETIVO: __________________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
___________________________________________________________________________________________
2 – Faça um desenho relativo à Campanha da Fraternidade deste ano.
A PARÁBOLA DOS SETE VIMES
Era uma vez um pai que tinha sete filhos. Quando estava para morrer, chamou-os e
disse-lhes:
- Filhos, já sei que não posso durar muito; mas, antes de morrer, quero que cada um
de vocês busque um vime seco e me traga aqui.
- Eu também? - perguntou o menor, que só tinha quatro anos. O mais velho tinha
vinte e cinco e era um rapaz muito esforçado e o mais valente da freguesia.
- Você também - respondeu o pai ao garotinho. Saíram os sete filhos. Daí a pouco,
retornaram, trazendo cada um o seu vime seco. O pai pegou no vime que trouxe o fi-
lho mais velho e entregou-o ao mais novinho, dizendo-lhe:
- Parta esse vime.
O pequeno partiu o vime, e não lhe custou nada parti-lo. Depois o pai entregou o
outro ao mesmo filho mais novo e disse-lhe:
- Agora, parta também esse.
O pequeno partiu-o. Partiu, um a um, todos os outros que o pai lhe foi entregando,
e não lhe custou nada parti-los todos. Partindo o último, o pai disse outra vez aos fi-
lhos:
- Agora, busquem outro vime e tragam-no para mim.
Os filhos tornaram a sair. Daí a pouco, estavam outra vez ao pé do pai, cada um com
o seu vime.
- Agora, entregue-os a mim - disse o pai.
E dos vimes todos fez um feixe, atando-os com um cordão de palha. Voltou-se para
o filho mais velho e disse-lhe:
- Tome, este feixe! Parta-o!
O filho empregou quanta força tinha, mas não foi capaz de partir o feixe.
- Não pode? - perguntou ao filho.
- Não, meu pai, não posso.
- E algum de vocês é capaz de parti-lo? Experimentem.
Não foi nenhum capaz de parti-lo, nem dois juntos, nem três, nem todos juntos.
O pai disse-lhes, então:
- Meus filhos, o mais pequenino de vocês partiu, sem nada lhe custar, todos os vi-
mes, enquanto os partiu um por um; e o mais velho de vocês não pôde parti-los todos
juntos; nem vocês, todos juntos, foram capazes de partir o feixe. Pois bem, lembrem-
se disso e do que lhes vou dizer: enquanto estiverem unidos, como irmãos que são,
ninguém zombará de vocês, nem lhes fará mal, ou os vencerá. Mas logo que se sepa-
rarem ou reinar entre vocês a desunião, facilmente serão vencidos. Acabou de dizer
isso e morreu.
Os filhos foram muito felizes, porque viveram sempre em boa irmandade, ajudando-
se sempre uns aos outros. E como não houve forças que os desunissem, também nun-
ca houve forças que os vencessem.
29º. OS SANTOS, TESTEMUNHAS DE DEUS
NÓS, CATÓLICOS ADORAMOS SOMENTE A DEUS,
E A MAIS NINGUÉM
A perfeição é para nós, humanos, uma utopia: estar
distante de nós. Descobrimos que só em Deus ela será
encontrada.
Sabemos que por melhor que seja alguém, ela é uma
pessoa limitada e comete erros. Por isso, nenhum huma-
no pode servir de modelo absoluto para nós. Somos limi-
tados porque não somos Deus, isto é, não somos perfei-
tos. Mas se não somos modelos de perfeição, somos
chamados a ser modelo de busca e de luta por um mundo
melhor.
Aqui entra os santos da nossa Igreja. Eles não são mo-
delo de perfeição, mas de que lutando e buscando a
Deus, podemos nos aproximar mais da perfeição, de
Deus. É a superação do ser humano.
O bonito e dignificante neles, é que não se deixam le-
var pelos limites e erros cometidos. Confiando e acredi-
tando mais no AMOR DE DEUS do que no castigo, eles se entregaram a Deus pelo seu irmão,
ofertando suas vidas por amor, seguindo o exemplo de Jesus Cristo que disse: ―Quem quiser
ganhar a sua vida, vai perdê-la‖.
E nesse sentido os temos como modelos. Porque foram capazes de entregar suas vidas por
amor, nós os veneramos como exemplo de luta e busca.
Vejamos o que significa o termo ―Santo‖.
A palavra ―santo‖ vem do grego ―hagios‖, que significa ―consagrado a Deus, divino, sagrado,
piedoso‖.
É quase sempre usada no plural, ―santos‖. ―Senhor, de muito tenho ouvido a respeito desse
homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém‖ (At 9,13). ―Passando Pedro por
toda parte, desceu também aos santos que habitavam em Lida‖ (At 9,32). ―... encerrei muitos
dos santos nas prisões...‖ (At 26,10).
A idéia da palavra ―santo‖ é de um grupo de pessoas escolhidas para o Senhor e o Seu Rei-
no. Há três referências relacionadas ao caráter piedoso dos santos; ―... que a recebais no Se-
nhor como convém aos santos...‖ (Rm 16,2). ―...com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para
o desempenho no seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo‖ (Ef 4,12). ―Mas a impudicí-
cia e toda sorte de impurezas ou cobiça nem sequer se nomeiem entre vós, como convém a
santos‖ (Ef 5,3).
Portanto, nos termos das Escrituras, os ―santos‖ são o corpo de Cristo, os cristãos, a Igreja.
Todos os cristãos são considerados santos... e ao mesmo tempo são chamados para serem
santos. 1Cor 1,2 diz claramente: ―...à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em
Cristo Jesus, chamados para ser santos...‖ As palavras ―santificados‖ e ―santos‖ têm a mesma
origem grega. Os cristãos são santos pela virtude da sua conexão com Jesus Cristo. Os cristãos
são chamados a ser santos, para cada vez mais permitir que a sua vida diáriase aproxime da
sua posição em Cristo. Essa é a descrição e o chamado bíblico dos santos.
Dentre os santos e santas, está Maria, a mãe de Jesus. Nela a graça de Deus e a disponibili-
dade ao serviço. Nós a veneramos porque se mostrou tão acolhedora que Deus a escolheu pa-
ra ser a mãe do seu Filho amado, Jesus Cristo.
Nós católicos VENERAMOS os santos e não os adoramos. Só Deus é digno de adoração. Ve-
nerar é admirar, reconhecer as virtudes, pedir a intercessão e imitar. Santos são os bem-
aventurados que nos fala o Evangelho de Mt 5,1-12:
Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes os que choram, porque serão consolados.
Felizes os mansos, porque possuirão a terra.
Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.
Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Felizes os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o Reino do Céu.
Felizes sereis, quando vos insultarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o gênero de
calúnias contra vós, por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque grande será a vossa recompensa no Céu; pois também assim
perseguiram os profetas que vos precederam.
Atividades:
1 –O que é ser santo?_______________________________________________________________________
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2 – Por que nós Católicos só adoramos a Deus?______________________________________________
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3 – Por que amamos, veneramos, pedimos a intercessão e imitamos os santos?
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4 – Leia Mt 5,1-12 e responda:
a) – Qual bem-aventurança você mais gostou e por quê:
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b) – Qual você acha mais difícil de realizar?
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c) – Quais as que você já faz?
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Gesto concreto:
1 – Qual é o santo de sua devoção?__________________________________________________________
2 – Pesquise e escreva a história do santo de sua devoção ou de seus familiares:
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____________________________________________________________________________________________
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3 – O que posso fazer para ter uma vida santa, imitando os santos e santas?
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4 - Descubra na cruzadinha os nomes dos Santos e Santas padroeiros das comunidades de São
Paulo.
São Francisco de Assis, Santo Antônio, São João, São Pedro, Santa Rita, Nossa Senhora
dos Anjos, Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora de Fátima, Bom Jesus, São José O-
perário, São Sebastião, Santa Clara, Santa Terezinha, Sagrada Família E Ana Paula
N O S S A S E N H O R A D O S A N J O S S
S O Q W E R T Y I U O P A L U A P A N A A
I D S F G B O M J E S U S H J K L Ç M N Z
S X A S C V B N M Q W E R T Y U I I S T K
S A N S A J K S G A Y U I O P D T A A O S
A K T F G S D R H H S Y E E U A Q Y G A Y
E G A U Y M E V U I A O D B F T A B R N H
D B T I U K A N E O N P A E N S Z N A T N
O N E O I H S B H D T Ç D U J A X K D O M
C J R P O F G M N O A A B P I N S L A N J
S H E H S A O P E D R O N L O T W P F I K
I K Z N J Y H O Q O I A H G O A E Ç A O L
C Ç I M K H H K H T T O A F G C B J M L K
N L N B G N R N U J A J M P R L G H I A U
A O H V J C E L P L J O F V A A R T L D F
R Y A X K S Z X C V B A N M J R R T I S D
F T O S A E E R G B N S Z X C A E A A R F
O R K S L D Q W E R T A Y U I O P C O M K
A F S A O J O S E O P E R A R I O E I U I
S O H A Ç A R T Y U I O P V B G N J M D P
N S B E P C O A I T S A B E S O A S S Y A
A LIÇÃO DO MONGE
Vivia num convento dos frades um frei muito santo, todos o admiravam pelo seu modo de
agir e de rezar. Um jovem noviço entrou para o convento motivado pelas atitudes e exemplos
desse frei. Um certo dia, o frei faz um convite ao noviço:
- Você quer sair comigo para evangelizar?
O jovem ficou muito feliz com o convite, afinal, sair e evangelizar com o frei era tudo o que
ele sempre sonhara.
No dia seguinte saíram bem cedinho, em direção à cidade cruzando-a de ponta a ponta sem
dizer uma só palavra. Quando retornaram ao mosteiro, o jovem, triste, por não ter evangeliza-
do, diz ao frei:
- Frei, pensei que íamos evangelizar. Não ajudamos ninguém, não levamos a Palavra de
Deus para nenhuma pessoa sequer.
O frei sorrindo lhe respondeu:
- Hoje você aprendeu uma grande lição. Nós evangelizamos mais do que com palavras.
Quando os jovens que bebiam e zombavam de uma donzela, na taberna, nos viram, pararam
de atormentar a moça e mudaram o seu procedimento. A menina para quem acenamos, correu
sorrindo para contar à sua mãe que passamos por ali. Aquela pobre senhora que ao nos ver,
fez o sinal da cruz, hoje foi seu último suspiro aqui nesta terra.
- Meu jovem, aprenda esta lição: as palavras movem, mas os testemunhos arrastam.
Passados alguns anos, o jovem se tornou o superior do convento, e o que aprendeu do velho
amigo frei ensinava aos noviços.
30º. SÃO FRANCISCO, O SANTO DA ECOLOGIA E DA PAZ
Há mais de 800 anos, nasceu em Assis, na Itália, um jo-
vem chamado Francisco. Nasceu em 1182 e morreu em
1226. Tornou-se muito importante pelo testemunho de sua
vida. Francisco era filho de família rica. Seu pai, Bernardone,
era comerciante, tinha uma loja de tecidos e freqüentava as
feiras internacionais, para comprar e vender. Numa de suas
viagens à França, conhece u Dona Joana com quem se casou.
Tiveram pelo menos dois filhos, Francisco e Ângelo.
Francisco era muito popular entre os jovens de Assis.
Moço rico, era amigo das festas e tinha fama de esbanjão,
patrocinando com frequência as diversões dos companhei-
ros. Sonhava em conquistar honrarias e muita glória. Seu pai
o incentivava a tornar-se cavaleiro. Francisco tinha 20 anos
quando as cidades de Assis e de Perúgia entraram em guer-
ra. Francisco combateu por sua cidade e se deu mal. Ferido e preso, só voltou para casa um
ano depois, e bastante doente. Cuidado pela mãe durante a convalescência, teve tempo de
pensar na vida, pois a glória que buscava já não lhe enchia o coração.
Deu-se conta que um outro senhor, infinitamente maior e mais valioso, lhe disputava o co-
ração. A ele valia a pena consagrar sua vida. Sentiu despertar dentro de si um desejo intenso
de seguir Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas o caminho ainda não estava absolutamente claro.
Numa ocasião, o jovem Francisco encontrava-se em oração numa pequena igrejinha, dedi-
cada a São Damião. Rezava diante do Crucifixo, quando percebeu que o crucificado começou a
falar-lhe claramente ao coração: ―Francisco, vai e restaura a minha igreja‖. Não foi preciso re-
petir duas vezes. Vestiu uma túnica pobre e começoua reconstruir as paredes da igrejinha. E
esmolava as pedras de que necessitava.
Noutra ocasião, ficou muito impressionado a ouvir, na pequena igrejinha da porciúncula, a
leitura do Evangelho do envio dos apóstolos em missão: ―Não leveis bolsa, nem mochila, nem
calçado... O Reino de Deus está próximo‖ (Lc 10,3-9). E exclamou consigo mesmo: ―é isto que
eu quero, é isto que eu procuro é isto que eu desejo fazer de todo o meu coração‖.
Andava, um dia pelo caminho, quando deparou com um leproso. Estarreceu. Teve vontade
de fugir. Mas resistindo ao impulso natural, aproximou-se, abraçou o leproso e o beijou. ―O
que me parecia amargo se tornou depois doce para mim‖, dirá no testamento. Parece que lhe
ficou a sensação de ter abraçado o Cristo, presente naquele infeliz. Pois dirá mais tarde:
―Quando vês um pobre, tens à sua frente um espelho do Senhor e de sua pobre Mãe‖ (2Cel 85).
Dedicou-se aos leprosos e tratou com amabilidade a quantos se aproximavam dele, pobres,
doentes, ladrões e marginais, como os ricos e letrados.
São Francisco é o santo da ecologia, pois em sua vida ele trator todas as criaturas como su-
as irmãs, respeitando todas elas como imagem e semelhança e Deus. Além de ser o SANTO DA
ECOLOGIA, é também o Santo da PAZ. Quando todos estimulavam à guerra, São Francisco pre-
gava a paz.
Atividades:
1 – Vamos rezar a oração da paz de São Francisco e a Oração Vocacional
ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a espe-
rança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar que ser consolado;
Compreender que ser compreendido,
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo que se nasce para a vida eter-
na...
ORAÇÃO PARA UMA FELIZ
ESCOLHA DA VOCAÇÃO
Senhor, Que queres que eu faça?
Coloco-me diante de ti com a mesma per-
gunta de São Francisco de Assis.
Como eu desejo ser simples, humilde, irmão
de toda criatura, hoje venho louvar-te pela
natureza toda: O Sol; As Plantas; A Água; As
Aves; Os Animais; O Homem e a Mulher, si-
nais da tua presença E de tua bondade imen-
sa.
Quero ser um instrumento em tuas mãos
para transmitir a PAZ neste mundo cheio de
guerras e semear o BEM onde há tanto ódio.
Ilumina-me, Senhor, para que eu possa esco-
lher o caminho que apontas para mim.
Que saiba descobrir na minha vida, a tua san-
tíssima vontade.
Que possa imitar o Cristo, seguindo os pas-
sos de São Francisco de Assis. Amém!
2 - O que lhe chama mais atenção na história de Francisco?
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3 - O que Jesus pede para ser reconstruído ou consertado hoje?
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4 - Francisco sentiu-se inquieto. Quais são as suas maiores inquietações? Elas são parecidas
com as de Francisco?
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5 – São Francisco, quando todo mundo tinha nojo, ele abraçou e beijou o leproso. Quem são
os ―leprosos‖ que pedem hoje nosso abraço e a nossa ajuda?
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Gesto concreto:
Ponha-se num lugar tranqüilo e reflita esta passagem do Evangelho: Mt 10,1-10. Que
reações lhe desperta esta mensagem de Jesus? Francisco, ao ouvir esta passagem ex-
clamou: ―É isto que eu quero, é isto que eu procuro, é isto que eu desejo fazer de todo
meu coração!‖.
PRINCÍPIOS DA PAZ
1º - Amar e respeitar a vida humana como valor absoluto.
2º - Jamais portar armas, de qualquer tipo que seja.
3º - Dizer sempre não a qualquer forma de violência.
4º - Perdoar sempre restrições.
5º - Tomar sempre partido do mais fraco, principalmente das crianças e dos pobres.
6º - Participar de grupos comunitários de organizações do povo.
7º - Nos conflitos e tensões, manter serenidade e buscar sempre a verdade.
8º - Dizer não às leis e ordens que vão contra o povo.
9º - Suportar sofrimentos e perseguições por causa da justiça e da verdade.
10º - Vencer o medo das pessoas, de críticas e de idéias divergentes. A paz exige fir-
meza e segurança.
11º - Sorrir sempre, acolher as pessoas com cordialidade, ser capaz de ouvir os pro-
blemas e razões do outro.
12º - Recomeçar a cada manhã, acreditando sempre que a PAZ é possível.
AS QUATRO VELAS E A CRIANÇA
Quatro velas estavam queimando calmamente.
O ambiente estava tão silencioso que podia ouvir-se o diálogo que travavam:
A primeira vela disse:
- Eu sou a Paz! Apesar de minha luz, as pessoas não conseguem manter-me. Acho
que me vou apagar.
E, diminuindo devagarzinho, apagou-se totalmente. A segunda vela disse:
- Eu me chamo Fé! Infelizmente sou muito supérflua. Há pessoas que não querem
saber de mim. Não faz sentido continuar-me queimando.
Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela e a apagou.
Baixinho e triste, a terceira vela se manifestou:
- Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar. As pessoas me deixam de la-
do, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles que as amam.
E, sem esperar, apagou-se. De repente, entrou uma criança e viu as três velas apa-
gadas.
- Que é isso? Vocês deviam-se queimar e ficar acesas até o fim.
Dizendo isso, começou a chorar.
Então a quarta vela falou:
- Não tenha medo, criança, enquanto eu queimar podemos acender as outras velas.
Eu sou a Esperança.
A criança, com os olhos brilhantes, pegou a vela que restava e acendeu todas as ou-
tras.