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CITOLOGIA Em 1665, o cientista inglês Robert Hooke (1635-1703), observando pedaços de cortiça ao microscópio, observou pequeníssimas cavidades semelhantes às de uma colméia, a que chamou de pequenas celas, células. Apenas no século XIX se reconheceu a célula como a unidade funcional de todos os organismos vivos. Atualmente, os três postulados da teoria celular citados são: Todos os seres vivos são formados por células; a célula é a unidade morfofisiológica dos seres vivos e; uma célula provém de outra célula. Essa teoria foi formulada, por volta de meados do século XIX, por dois cientistas alemães, Mathias Schleiden (1804-1881) eTheodor Schwann (1810-1882), defendia que todos os seres vivos são constituídos por células (primeiro postulado), que a célula é uma espécie de "fábrica química" onde se realizam todos os processos necessários à vida do organismo (segundo postulado) e que cada célula deriva de uma outra célula (terceiro postulado). Foi na patologia e na fisiologia que o alemão Rudolf Virchow (1821-1902), de formação médica verificou a teoria celular, determinando-se o centro da doença dos tecidos para as células. A célula doente foi por ele considerada não como uma estrutura qualitativamente diferente, mas apenas como uma modificação da célula sã. Esta afirmação abriu caminho a pesquisas sobre a identificação das condições que alteram o estado normal de uma célula e a resposta da própria célula àquelas condições patológicas. Todos os seres vivos são formados por células: apenas uma nos organismos unicelulares, muitíssimas nos pluricelulares. Este conceito, que hoje nos parece simples, tem uma origem muito remota, sendo preciso recuar até ao século XVII, quando os primeiros instrumentos ópticos, como o microscópio, permitiram ao homem observar objetos muito pequenos de cuja existência nem se suspeitava. O tempo de vida de uma célula pode variar conforme a espécie. No ser humano, existem células que vivem apenas alguns dias, e outras que podem acompanhar o indivíduo por toda a vida. Quanto a longevidade das células, estas podem ser classificadas em lábeis (curta duração), estáveis (duram meses ou anos) ou permanentes (duram toda a vida). As células lábeis são pouco diferenciadas e possuem grande capacidade de duplicação, como por exemplo, as hemácias. O tempo de vida de uma hemácia é de aproximadamente 90 dias. As células estáveis se multiplicam durante o crescimento do organismo, um exemplo dessas células são as epiteliais. Diferente das células lábeis e estáveis, as células permanentes possuem grande capacidade de diferenciação e se multiplicam apenas na fase embrionária. As células procariontes são assim designadas devido à carência de membrana plasmática. Ao contrário das eucarióticas, as procarióticas não possuem organelas membranosas (retículo endoplasmático liso e rugoso, complexo de golgi, mitocôndrias, plastos, lisossomos e vacúolos) e muito menos um núcleo delimitado pela cariomembrana (carioteca) envolvendo os cromossomos. Acredita-se que essas células, com estrutura e funcionamento bem simplificado, tenham sido os primeiros organismos do mundo vivo, chamadas de protobactérias ou protocélulas. Essas células apresentam uma parede esquelética (parede celular) externamente à membrana plasmática, com função de proteção e controle das trocas de substâncias com o meio ambiente. Dispersos no citoplasma ficam os ribossomos, auxiliando a síntese protéica, através da decodificação do comando enviado pelo material genético.O material genético desses organismos, geralmente um único filamento emaranhado de DNA circular (ácido desoxirribonucléico) chamado cromatina, encontra-se mergulhado no hialoplasma da célula. Atualmente as células procarióticas, grupo de seres unicelulares ou coloniais, são representadas pelas bactérias e cianobactérias (algas azuis ou cianofíceas). As células eucariontes, também denominadas de células eucarióticas, são consideradas células verdadeiras, mais complexas em relação às procarióticas por possuírem um desenvolvido sistema de membranas. Este tipo celular, típico da constituição estrutural dos fungos, protozoários, animais e plantas, apresenta interior celular bem compartimentado, ou seja, uma divisão de funções metabólicas entre as organelas citoplasmáticas: retículo endoplasmático liso e rugoso (RER), mitocôndrias, organoplastos, lisossomos, peroxissomo e complexo de golgi.No entanto, um importante aspecto evolutivo das células eucarióticas é a individualização de um núcleo ou carioteca, delimitado por membrana nuclear ou cariomembrana, restringindo em seu interior o material cromossômico. Evolutivamente acredita-se que o surgimento das células eucariontes tenha partido do processo de emissão de prolongamentos ou invaginações da membrana plasmática em células primitivas, que foram adquirindo crescente complexidade à medida que se multiplicavam. Quanto à existência dos cloroplastos e mitocôndrias no interior dos eucariotos, acredita-se que relações simbióticas foram mantidas entre células procarióticas englobadas por células eucarióticas, mantendo um harmônico sistema celular. Polirribossomos ou Polissomas mRNA e diversos ribossomas – processa a tradução ou síntese das moléculas protéicas. mRNA com a seqüência do nucleotídeo que será traduzida – formando a estrutura primária da proteína Ribossoma é um complexo de diversas proteínas e alguns ácidos ribonucléicos que se associam assumindo uma estrutura tridimensional apropriada para tradução. Formado por 2 sub-unidades presentes no citosol. Livres – síntese de proteínas hidrofílicas que: a Citosol ou matriz citoplasmática b Subunidades protéicas para certos componentes celulares como microtúbulos e microfilamentos c Proteínas que serão incorporadas às estruturas que não sintetizam proteínas com núcleo, peroxisomas ou sintetiza somente parte de suas proteínas como as mitocôndrias e os cloroplástos. Presente em células que possuem grande quantidade de ribossomas livres Células especializada para síntese que exerce função no citosol– eritroblasto e cianoblasto. Células que se reproduzem em ritmo acelerado – embrionárias e tumores de crescimento rápido. Aderidos ao RER Aderem (mecanismo complexo) e injetam suas proteínas no RER separando-as do citosol Retículo Endoplasmático É uma rede contínua de tubos, vesículas achatdas e vesículas esféricas, cuja parede é membranosa e cujo interior, ou cisterna, ode conter material amorfo. Pode ser Rugoso ou Liso RER – Retículo Endoplasmático Rugoso · Morfologia variável – cisternas achatadas e lâminas paralelas · Quantidade proporcional à atividade de síntese protéica. · Molécula é sintetizada a partir de um polipeptídio sinal que marca as cadeias protéicas que serão secretadas no retículo. · Polipetptídeos em geral formados com sinais (em geral série de aa.) na extremidade NH2 ou COOH que indicam os destinos (cortado com proteases das cisternas) · Sofrem alterações no RER e/ou Golgi · Nas cisternas do RER, cadeias polipeptídicas interagem e geram as estruturas 2árias, 3árias e 4árias das proteínas. · Processos de proteólise limitada, formando fragmentos biologicamente ativos. · Adição de diversos radicais como hidroxila, sulfato e fosfato. · Em geral uma glicolização inicial igual para todas as proteínas ð Golgi onde ocorre a hidrólise parcial da fração glicídica das glicoproteínas e adição de novos açúcares – glicosilação terminal (como endereço na carta), formando diferentes glicoproteínas. Complexo ou Aparelho de Golgi : É onde ocorrem as modificações moleculares, empacotamento e endereçamento das proteínas sintetizadas no retículo endoplasmático rugoso Camillo Golgi (1843-1926) - Neurologista e histologista italiano realizou no final do Sec. XIX estudos clássicossobre o sistema nervoso, que são citados ainda hoje e foi pioneiro no desenvolvimento de diversas técnicas. Golgi foi uma das grandes figures da ciência do século IX - Nobel de Filosofia e Medicina em 1906. ML - Sob microscopia de luz o Golgi aparece como estrutura enovelada única ou múltipla de forma irregular. A localização do Golgi é variável na célula, em geral próximo ao núcleo e dos centríolos. Nas céls secretoras entre o núcleo e os grânulos de secreção. Tamanho varia – pequeno nas céls musculares, médio nas entêro-endócrinas e grande nas que secretam glicoprotéinas. Estruturas semelhantes a sacos curvos e membranosos achatados e empilhados Cis – face convexa – rede pré golgiana Cisternas médias Trans – face côncava – rede pós-golgiana Vesículas transportadoras do RER, vesículas de 60 nm Æ Membrana do Golgi com enzimas relacionadas com a síntese e com distribuição variável de fosfolipídeos (glicossiltrnsfersaes) sulfatação (sulfotransferases) e fosforilação (fosfotransferases). Síntese da porção glicídica das proteoglicanas. Desidratação de macro moléculas – grânulos imaturos e maduros (mais eletrondensos e menores). · Formação dos grânulos de secreção, dos leucócitos e lisossomas. · Como resultado uma grande diversidade funcional das glicoproteínas. · Algumas glicoproteínas são marcadas graças à fosforilação de sua fração glicídica e vão para os lisossomos (enzimas lisossômicas) (adição de radicais fosfato aos resíduos de manose interagem com receptores para manose-6-fosfato, localizados na face cis do Golgi. · Processo de proteólise formando a próproteína em uma proteína ativa, o processo se termina nos grânulos de secreção. – Céls. b das ilhotas de Langerhans do pâncreas (pró insulina _ insulina)- ausência desta enzima pode levar a diabetes. · Fig. 10.13 e fig. 10.15 e tab 10.1 REL – Retículo Endoplasmático Liso · Formações tubulosas que se anastomosam profusamente · Participa nos processos de metabolização e Desintoxicação de compostos – enzimas na membrana. · Hepatócitos do fígado tem esta capacidade – ex. barbitúricos · Solubização da bilerrubina pela glicuroniltransferase · Principal reservatório de Ca++ - Células musculares estriadas esqueléticas, o Ca++ volta após a liberação por processo ativo de bombeamento. · Síntese de fosfolipídeos para as membranas celulares – enzimas integrantes da membrana do REL (algumas podem ser completadas no Golgi como esfingomielina e glicolipídios). · Flipases auxiliam a transferência dos novos fosfolipídeos produzidos no REL e através de vesículas transportadoras são distribuídas para as outras membranas onde vão sofrendo modificações. · 1 – mairoria das organelas são capazes de modificar as membranas · 2 – ao se destacarem carregam com si certas moléculas lipídicas e deixam outras pra traz. · 3 – o Citosol (que é hidrofílico) possuí proteínas transportadoras de fosfolipídeos, que transferem certos fosfolipídeos de uma membrana para outra envolvendo a parte hidrofóbica. · Síntese de triglicerídeos (ac. Graxos + glicerol da luz) no epitélio do tubo digestivo para os linfáticos. · Comunicação do REL com o RER, mas dados indicam que são estruturas distintas. TIPOS CELULARES GERAIS 1) Céls. que sintetizam ativamente as proteínas que não são segregadas e permanecem no citoplasma. Síntese em polirribossomas livres. Ex. eritroblastos, céls. Embrionárias e tumorais de crescimento rápido 2) Cels. que sintetizam e segregam proteínas para dentro do retículo e exportam diretamente sem acumula-las. Síntese no RER com polirribossomas presos à superfície externa por RER, Golgi desenvolvido, s/grânulos de acúmulo de secreção. Ex. plasmócitos, fibroblastos. 3) Céls. que sintetizam e segregam proteínas acumulanodo-as em grânulos citoplasmáticos que geralmente permanecem na célula para uso posterior. Ex. Leucócitos, macrófagos com grânulos com proteínas e enzimas de diversas funçoões como as enzimas lisosímicas. 4) Céls. que sintetizam, segregam e acumulam ativamente proteínas em grânulos que serão exportados por exocitose. Acumulam enzimas que são liberadas após determinados estímulos. Ex. cel. exócrina do pâncreas e parótida. 5) Céls. caliciformes ou mucosas.- Glicoproteínas que contém muitos polissacarídeos – moléculas viscosas e hidrófilas poranto lubrificam e defendem. Núcleo deslocado para base, ápice celular dilatado com poucos e grandes grânulos pouco eletrondensos, pouco de RER na base e Golgi supranuclear desenvolvido. Podem conter sulfato na molécula 6) Células produtoras de esteróides Mitocôndrias e REL sintetizam os esteróides. Secreção Celular Atividade pela qual a cél. retira do líquido extracelular um produto cuja composição difere quantitativa e qualitativamente da composição do plasma sangüíneo. Secreção transporte seletivo através da célula – glândulas sudoríparas e gls. de sal. – NaCl células digestivas – enzimas células caliciformes – glicoproteínas células do pâncreas – transporte seletivo e secreção de enzimas – invaginações e mitocôndrias alongadas. Transporte ativo gasta mais energia que secreção. PROTEÍNAS São polímeros de aminoácidos, que formam cadeias longas, extensas. Os aminoácidos se combinam e formam as proteínas por meio de ligações peptídicas, ou seja, todos possuem um grupo amina e um grupo OH (carboxílico). Ligação entre um grupo AMINA e um grupo OH à Peptídeo (que nada mais é que a ligação entre dois aminoácidos). Uma proteína, pequena, em média possui aproximadamente de 70 a 80 aminoácidos. Função Descrição Exemplo Estrutural Atuam na formação da estrutura do organismo. Colágeno (tendões e Ligamentos), Queratina. Enzimática São proteínas que atuam como catalisadores biológicos. lipase Informaciona l Levam informações, atuando como mensageiros químicos. Hormônios (endógenos), Fero-hormônios (exógenos) Energética Proteínas que na ausência de carboidratos são oxidadas para obtenção de energia. Defesa Atuam na constituição dos anticorpos, substâncias que destroem os antígenos Imunoglobulinas. Na parte estrutural das proteínas, o que determina a sua função, é a estrutura primária formada pelos aminoácidos. A estrutura secundária é formada pro aminoácidos da mesma seqüência, “dobrados”. E quando a proteína adquire ou possui uma forma tridimensional, esta recebe o nome de estrutura terciária. CARBOIDRATOS São os açúcares, Monossacarídeos, Dissacarídeos, Trissacarídeos, Polisacarídeos, etc. Podemos chamá-lo também de fonte de combustível do corpo. São moléculas que aos serem quebradas, geram uma quantidade razoavelmente grande de energia. Função Descrição Exemplo Estrutural* Atuam na formação da estrutura do organismo. Só possui esta função em bactérias e vegetais Celulose. Informaciona l Atuam como mensageiros Glicocálix (adesão e reconhecimento celular) Energética São oxidados para a obtenção de energia. - Os carboidratos são armazenados em geral, no fígado e nos músculos nos animais sob a forma de GLICOGÊNIO. Nos vegetais é armazenado sob a forma de AMIDO LIPÍDEOSSão formados por tri-glicerídeos (ácido graxo + glicerol). Função Descrição Exemplo Estrutural Atuam na formação da estrutura da membrana plasmática das células. Lipídes da membrana plasmática dascélulas. Informaciona l Atuam como mensageiros Hormônios Sexuais (estrógeno, Testosterona, Progesterona, Esteróides) Energética São oxidados para a obtenção de energia. - ÁCIDOS NUCLÉICOS São formados por um açúcar, uma base nitrogenada e um fosfato. Possui função informacional. Um polímero de nucleotídeos forma o DNA. É válido lembrar que as bases nitrogenadas são Timina, Guanina, Citosina e Adenina. VITAMINAS As vitaminas são os co-fatores metabólicos dos organismos. Atuam auxiliando em diversas reações químicas no organismo e no metabolismo. Por exemplo, a deficiência de vitamina C causa a má formação ou formação incompleta do colágeno. A deficiência de vitamina A, causa a chamada cegueira noturna. MINERAIS São considerados os FATORES metabólicos. Atuam de forma estrutural e tem a mesma importância das proteínas. Tomemos como exemplo o Cálcio, que atua na coagulação, nas contrações musculares, dentre outras funções. ÁGUA A Água é o solvente universal, o fluido onde as reações podem ocorrer de uma forma mais fácil, assim auxiliando sua execução. Membrana Plasmática: estrutura FUNÇÕES DA MEMBRANA PLASMÁTICA · Constitui uma barreira permeável seletiva que controla a passagem de íons e pequenas moléculas. · Forma o suporte físico para a atividade ordenada das enzimas nela contidas · Possibilita o deslocamento de substâncias no citoplasma através da formação de pequenas vesículas. · Realiza a endocitose e a exocitose. · Possui receptores que interagem especificamente com moléculas do meio externo A ESTRUTURA DA MEMBRANA · Apesar das suas funções diferenciadas, todas as membranas biológicas têm uma estrutura geral comum: cada uma é um filme muito fino de moléculas lipídicas e protéicas, mantidas unidas principalmente por interações não-covalentes. · São estruturas dinâmicas, fluidas, e a maioria das moléculas é capaz de se mover através do plano das membranas. · As moléculas lipídicas arranjam-se como uma camada dupla contínua de espessura aproximada de 5nm. · Os lipídios das membranas são moléculas anfipáticas, a maioria das quais forma espontaneamente duplas camadas. · As moléculas hidrofílicas podem formar interações eletrostáticas favoráveis, ou pontes de hidrogênio, com as moléculas de água. · Moléculas hidrofóbicas são incapazes de formar interações energéticas com as moléculas de água. · As moléculas de lipídios espontaneamente se agregam direcionando suas caudas hidrofóbicas para o interior e expondo as suas cabeças hidrofílicas para a água. · Podem formar micelasesféricas,com as caudas voltadas para dentro, ou podem formar lâminas bimoleculares, ou bicamada, com as caudas hidrofóbicas contidas entre as cabeças hidrofílicas. · As moléculas de fosfolipídeos formam espontaneamente duplas camadas em ambientes aquosos. · Uma pequena fenda na bicamada cria uma borda livre em contato com a água; esta situação é energeticamente desfavorável, por isso os lipídeos espontaneamente rearranjam-se para eliminar os ângulos livres. · Isto é fundamental para a formação de células vivas, é uma conseqüência da natureza anfipática das moléculas de fosfolipídeos. · A fluidez de uma bicamada lipídica depende da sua composição · Ela não é composta exclusivamente de fosfolipídeos; também contém colesterol e glicolipídeos. As moléculas de colesterol diminuem a permeabilidade da membrana. Eles orientam-se na bicamada com seus grupamentos hidroxila próximos aos grupos das cabeças polares das moléculas de fosfolipídeos. · Nesta posição,o anel esteróide torna-se rígido e imobiliza as regiões das cadeias de hidrocarboneto mais próximas aos grupos das cabeças polares. · Quatro principais fosfolipídeos predominam na membrana plasmática de várias células de mamíferos: fosfatidilcolina, fosfatidiletanolamina, fosfatidilserina e Esfingomielina. · Somente a fosfatidilserina carrega carga global negativa; as outras três são eletricamente neutras em pH fisiológico, Juntos, esses quatro fosfolipídeos constituem mais da metade da massa de lipídeos na maioria das membranas · Dizer que a bicamada se comporta como uma estrutura fluída significa que seus componentes giram em torno dos seus eixos, se deslocam sobre a superfície e podem atravessar de uma camada para outra através de um movimento denominado flip-flop · Os hidratos de carbono das membranas celulares fazem parte dos glicolipídios e das glicoproteínas · As glicoproteínas de membrana contém oligossacarídeos ou polissacarídeos. · Os glicolipídeos: · são encontrados na superfície do folheto não citosólico das membranas plasmáticas · estão classificados em cerebrosídeos (monossacarídeo + ceramida) e gangliosídeos (oligossacarídeo com ac. siálico. · Funções dos glicolipídeos e glicoproteínas: · Proteção da membrana contra as condições adversas freqüentemente ali encontradas · Por seus efeitos elétricos pode alterar o campo elétrico através da membrana e das concentrações dos íons, especialmente cálcio, na superfície da membrana · Podem participar dos processos de reconhecimento celular, com proteínas ligadoras de carboidratos associados à membrana (glicocálice) ligam-se aos grupos de açúcares, tanto em glicolipídeos como em glicoproteínas, no processo de adesão célula-célula · A assimetria da bicamada lipídica é funcionalmente importante · A fosfolipase C, por exemplo,cliva um inositol-fosfolipídeo do folheto citosólico da membrana plasmática, gerando dois fragmentos: o diacilglicerol que permanece na membrana e auxilia na ativação da proteína quinase C, e o IP-3( inositol trisfosfato) que é liberado no citosol e estimula a liberação do cálcio do reticulo endoplasmático. · A assimetria dos fosfolipídes das suas membranas plasmáticas é útil para distinguir células vivas de mortas. Quando as células animais sofrem uma morte celular programada, ou apoptose, a fosfatidilserina, que normalmente fica confinada no folheto citosólico na bicamada lipídica da membrana plasmática é translocada para o folheto extracelular. A fosfatidilserina serve como um sinal para induzir células adjacentes a fagocitar e digerir a célula morta. · Proteínas de membrana · As proteínas dão a cada tipo de membrana na célula as propriedades funcionais características. A sua quantidade e os tipos são variáveis. Na membrana mielínica menos de 25% da sua massa proteína. Ao contrário, nas membranas envolvidas na produção de ATP, aproximadamente 75% são proteínas. · Uma membrana plasmática típica está entre estes dois valores, com as proteínas contribuindo com aproximadamente 50% da sua massa. · Há aproximadamente 50 moléculas lipídicas para cada molécula protéica em uma membrana que tenha 50% da sua massa em proteínas. · As proteínas de membrana podem estar associadas à bicamada lipídica de várias maneiras podendo ser Integrais ou intrínsecas e periféricas ou extrínsecas · Transmembranas (integrais) Podem atravessar a bicamada lipídica) em uma única vez ou de passagem múltipla · Mosaico Fluído · As proteínas se deslocam e giram em torno do próprio eixo. ·A atividade das proteínas pode variar de acordo com as modificações dos lipídios vizinhos. · A mobilidade pode ser restringida devido a ação do citoesqueleto. Membrana Plasmática - mecanismos de transporte ativo e transporte passivo Passivo · Difusão · Difusão Facilitada · Osmose · Co-transporte Ativo · Bomba de Na/K · Endocitose: 1. Pinocitose 2. Fagocitose CO-TRANSPORTE · Transporte impulsionado por gradientes iônicos – A célula pode usar energia potencial de gradientes de íons, geralmente Na+, ( K+ e H+). Para transportar moléculas e íons através da membrana. · Ex. epitélio do intestino delgado transporta glicose contra um gradiente, concomitante com a penetração do Na+ . A concentração de Na+ no citoplasma é muito baixa, esses entram por difusão passiva, a energia do movimento do Na+ é utilizada por essas células para realizar o co-transporte, que movimenta íons e moléculas na mesma direção, chama-se simporte. A liberação do Na+ no citoplasma causa uma modificação na forma da molécula tranportadora, que perde sua afinidade para a glicose, desse modo a glicose captada na luz intestinal é liberada dentro da célula epitelial, em seguida difunde-se no citoplasma pela parte basal das célula epitelial por difusão facilitada para os capilares. · Quando o movimento do íon que fornece energia é na direção contrária da molécula transportada, chama-se antiporte. Serve para aa, íons, moléculas ENDOCITOSE Endocitose é definida pelo tamanho da partícula TRANSPORTE EM QUANTIDADE Pinocitose – células bebendo – ingestão de fluído e moléculas por pequenas vesículas (<150 nm de diâmetro). Todas as células de eucariontes continuamente praticam. Fagocitose – células comendo – ingestão de partículas grandes como microorganismos, debris celulares por vesículas grandes chamadas de fagossomos (em geral > 250 nm). São exclusivos das células fagocíticas · Pinocitose não seletiva · As vesículas englobam todos os solutos que estiverem freqüentes no fluído extracelular. · Pinocitose seletiva que é realizada em 2 etapas- 1a a substância a ser incorporada adere a receptores da superfície celular, na 2a a membrana se afunda e o material a ela aderido passa para uma vesícula. Esta se destaca e entra na célula (ex, eritroblastos com transferritina do plasma) – permite incorporar grande quantidade de moléculas e água e está restrita a sítios específicos da membrana. Quando a vesícula se destaca, sua superfície é irregular e filamentosa (vesícula coberta) a vesícula é coberta por uma malha pentagonal ou hexagonal constituída principalmente por moléculas de clatrina (tem a capacidade de se associarem sem gasto de energia em para formar estruturas esféricas). Compartimento Endossomal Desde a parte periférica do citoplasma até as proximidades do aparelho de Golgi e do núcleo. É um sistema irregular de túbulos e vesículas com interior ácido (pH entre 5 e 6). Este compartimento dirige as vesículas de pinocitose que se fundem nele para os diferentes compartimentos celulares. É o local para separação e endereçamento das moléculas introduzidas via pinocitose – via endocítica. Endossomos precoces (pH menos ácido) – moléculas dissolvidas ou ligadas a receptores da membrana passam para os endossomos tardios. Proteínas integrais da membrana da vesícula endocítica se concentram em regiões tubulares especializadas dos endossomos precosses que constituem regiões de reciclagem de membrana. Desta região partem vesículas que levam a membrana com suas proteínas de volta para a superfície celular. As moléculas que passam para os endossomos tardios acabam nos lissossomos. As membranas retiradas da superfície celular e introduzidas nas células é compensada por vesículas de secreção e por retorno via vesículas da membrana das vesículas de pinocitose depois que liberam suas cargas nos endossomos. O citoesqueleto ● · estabelece,· modifica e mantém a forma das células. ● · Responsável pelos movimentos celulares como contração, pseudópodos, filopódios e deslocamentos intracelulares de ribossomos, organelas, cromossomos, vesículas e grânulos e ● · pelo próprio tamanho (grande volume) das células dos eucariontes. ● · transporte de organelas de um local a outro, a ● · segregação dos cromossomos durante a mitose. ● · É predominante e estruturalmente complexo em eucariontes. · O citoesqueleto é constituído de uma estrutura de 3 tipos de proteínas filamentosas: Filamentos intermediários, microtúbulos e filamentos de actina. Sendo a tubulina e a actina muito conservados durante a filogênese. Os principais elementos são os microtúbulos, filamentos de actina, filamentos de miosina, filamentos intermediários e macromoléculas diversas que assumem funções diferentes conforme o tipo celular. Apenas os filamentos intermediários são estáveis, exercendo papel de sustentação. FILAMENTOS INTEMEDIÁRIOS (pois estão entre os Æ da actina e da miosina): · Cordonal com diâmetro de 8-10 nm (entre actina e miosina) · constituídos por proteínas de filamentos intermediários que são uma família grande e heterogenia. · mais estáveis que os microtúbulos e que os filamentos de actina. · Não participam da contração celular nem nos movimentos de organelas. · Abundantes em células que sofrem atrito (epiderme) onde se prendem os desmossomos, nos axônios e em células musculares. · Ausentes em células de multiplicação rápida (culturas e embriões) e nos oligodendrócitos (produtoras de mielina). Um tipo está presente na lâmina nuclear, logo abaixo da membrana nuclear interna. Outros tipos se estendem através do citoplasma, fornecendo a célula resistência mecânica pois. · Resistem a grandes forças tensoras · É o mais durável dos 3 (resiste a salinas concentradas e detergentes não iônicos). · No citoplasma da maioria das células animais formando uma rede através do citoplasma, circundando o núcleo e se estendendo até a periferia da célula. Em geral ancorado nas junções celulares como desmossomos. Dentro do núcleo (lâmina nuclear) que fornece estrutura a carioteca. Protege as células de estresse mecânico. São como cordas trançadas juntas fornecendo resistência à tensão. Formam ligações entre as a hélices entre as espirais proporcionando grande resistência ao estiramento. Nos fibroblastos os filamentos intermediários são constituídos de proteína vimetina. Formados pela agregação de moléculas alongadas, cada uma formadas por 3 cadeias de polipeptídeos enroladas em hélice. As proteínas se agregam espontaneamente. O monômero protéico do filamento intermediário consiste de um domínio em bastão central com regiões globulares nas extremidades. 1. Pares de monômeros se associam para formar dímeros. 2. Pares de dímeros se associam para formar tetrâmeros 3. Os tetrâmeros se empacotam juntos por suas porções terminais e se associam em uma formação em hélice contendo 8 grupos de tetrâmeros que geram o filamento intermediário. Encontrados como filamentos de : 1 - queratina - exclusivo das células epiteliais, + de 30 tipos), formadosda combinação de diferentes sub-unidades de queratina. Em geral de uma extremidade da célula epitelial a outra e ancorados nos desmossomos.e se associam lateralmente com ouro compartimento celular atra’ves de seus domínios da cabeça e caudas globulares. Este arranjo distribuí o estresse entre todas as células. 2 - vimetina e filamentos relacionados a vimetina - tecido conjuntivo , células musculares e células de suporte do SN (neuroglia) 3 - neurofilamentos – nas células nervosas, no corpo celular e dos prolongamentos dos neurônios 4 – lamina nuclear A, B e C - reforçam a carioteca (intranuclear) das células animais. Muitos filamentos intermediários são posteriormente estabilizados e reforçados por proteínas acessórias que ligam transversalmente em feixes de fibras. Ex. plectina. A vimetina por exemplo liga os filamentos intermediários aos microtúbulos e aos filamentos de actinas e a estruturas adesivas dos desmossomos. O envelope nuclear é apoiado por uma rede de filamentos intermediários. Formam a rede bi dimensional de filamentos intermediários chamada de lâmina nuclear na face interna da carioteca que fornece local de ligação para as cromatinas contendo DNA. São constiutídos de lamina, se desfazem e se re-organizam a cada divisão celular, quando o envelope nuclear se desfaz e se forma nas células filhas. A disassociação da lamina é controlada pela fosforilação e desfosforilação da lamina pela proteína quinase. Após a fosforilação da lamina as ligações ente os tetrâmeros se enfraquece e o filamento desintegra. No final da mitose a desfosforilação causa a reorganização da lamina. FILAMENTOS DE ACTINA (microfilamentos): · Encontrados nas células dos eucariontes, · essencial para os movimentos celulares, como aderir na superfície, se deslocar, emitir pseudópodos, fagocitar, se dividir em 2. · instáveis como os microtúbulos, mas podem formar estruturas estáveis, como no músculo ou nos microvilos do epitélio intestinal. · Associados com um grande número de proteínas que se ligam a actina. · Podem se contrair (“músculos das células”) ou emitir prolongamentos como nos fibroblastos, ou formar o anel que se contraí durante a divisão celular. · São estruturas flexíveis formados por uma estrutura quaternária fibrosa composta actina F (7 nm de diâmetro), constituída de 2 cadeias em espiral de filamentos compostos de Actina G lembrando um colar de pérolas. · Estão arranjados em forma de hélice que completa um giro a cada 37 nm. Possuí ainda polaridade com um terminal (+) e um (-). · Bastante flexível e em geral menor que os microtúbulos e a quantidade (comprimento total) de filamentos de actina na célula é cerca de 30 Xs a de microtúbulos. Raramente estão isolados nas células, é comum vários filamentos de actina se agregarem para formar feixes mais espessos. Os filamentos de actina podem crescer pela adição de actina G nas terminações, sendo mais rápida na terminação (+) que na (-). Um filamento de actina puro , como um microtúbulo, é muito instável e pode se desmontar por ambos os lados. Cada actina G possuí um ATP fortemente ligado, que é hidrolizado a ADP após ser incorporado a actina F, a hidrólise reduz a força da ligação (como nos microtúbulos) e reduz a estabilidade do polímero. A hidrólise de nucleotídeos promove a despolimerização, ajudando a desmantelar os filamentos de actina após serem formados. CONTRAÇÃO DO MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO SARCÔMERO = UNIDADE FUNCIONAL Fonte Junqueira e Carneiro - Histologia Básica - Miofibrílas Actina Actina G (globular) Æ de 5,6 nm Meromiosina Pesada – atividade ATPásica, combina com a actina na banda H p/ fora Bastão com 2-3 mm Æ X 20 mm de comprimento PM – 500.000 enrolados em hélice · Actina + Miosina compões 55% das proteínas do músculo estriado. Contração Muscular · Relaxado – Actina bloqueada e Miosina ligada ao ATP (ATPase na cabeça da Miosina) · Contração – Ca++ liga ATP – desliga Liga até 50 Xs/s e desloca ± 0,5 mm por vez Deslizamento da Actina sobre a Miosina Inicia na Banda A Quando o Ca++ está disponível se liga a unidade TnC da troponida e ativa a ATPase Muda a configuração espacial das 3 sub-unidades de troponina Empurra a molécula de tropomiosina mais para dentro do sulco da hélice de actina Fica exposto os sítios de ligação dos componentes globurlares de actina, fica livre para interagir com as cabeças de miosina Retículo Sarcoplasmático · Ca++ contraí · Sem Ca++ relaxa · Rede de cisternas do REL · Envolve grupos de miofilamentos · Íons Ca++ armazenados nas sisteranas e liberados passivamente · Após a contração são bombeados pro processo ativo para dentro das cisternas e interrompem a contração. MICROTÚBULOS: São mais rígidos que os filamentos de actina, são longos, tubulares cilíndricos e constituídos pela tubulina. Em geral uma das terminações está ligada a um centro único organizador de microtúbulo (MTOC) chamado centrossomo. formado por subunidades (a-b-héterodimeros) na mesma orientação formado filamento criando assim uma polaridade. Vários protofilamentos se unem para formar o microtúbulo com 13 subunidades distintas. Estão presentes no citoplasma com 25 nm de diâmetro com peso de 110 kD, tubulina ae tubulina b (5 nm cada) (presentes no citosol) que se juntam para formar dímeros (a molécula GTP da a-tubulina está tão fortemente ligada que pode ser considerada uma parte integral da proteína, já a b-tubulina não está tão firmemente ligada). Em corte transversal sua parede é constituída por 13 pares de dímeros. em constante reorganização havendo polarização dos dímeros em uma extremidade (extremidade +) e despolarização na outra (extremidade -). A polarização é mediada por Ca2+(polarização rápida) e pelas proteínas associadas aos microtúbulos (MAPS – microtubule aassociated protein) para polarização mais duráveis. Quebram mais facilmente que os filamentos intermediários. Formam o fuso mitótico durante a divisão celular. Podem ser permanentes nos cílios e flagelos com a região central bem organizada. Cílio: parte central constituída de 2 microtúbulos (axionema) circundados por 9 duplas de microtúbulos. Nas duplas o microtúbulo A é complexo e possuí 13 subunidades + 2 braços de dineína. O microtúbulo B possuí 2 ou 3 sub unidades comuns com microtúbulo A. Quando ativados na presença de ATP, os braços de dineína ligam-se ao microtúbulo adjacente, encurvando os microtúbulos. Centríolos: 1 par de centríolos com ângulo reto entre si, com 150 nm de diâmetro por 200 a 500 nm de comprimento, próximos ao aparelho de Golgi chamados de centrossomo ou centro celular. Constituídos de 9 trincas de microtúbulos unidos por pontes protéicas. Microtúbulo A é complexo com 13 sub unidades, já os microtúbulos B e C tem subunidades de tubulina em comum. Centrossomo = centríolo + matriz amorfa contendo anéis de g-tubulina Ao redor dos centríolos, encontramos centenas de estruturas em forma de anel formadas de g-tubulina e cada um serve como ponto de partida ou centro de nucleação para o crescimento do mictrotúbulo. Os centríolos não possuem papel na nucleação dos microtúbulos no centrossomo (a g-tubulina é suficiente). A concentração de ab-tubulina livre é pequena e por este motivo (para haver formação de microtúbulos é necessário uma concentraçãoelevada de ab-tubulina livre, já o alongamento de microtúbulos pré-existentes é rápido. Em algumas células o centrossomo não contêm centríolos e é constituído de material amorfo de onde se originam os microtúbulos. O centrossomo é MTOC (microtubuloe organizing center). Constituídos de material amorfo onde se dispõem 27 microtúbulos em 9 feixes, cada um com 3 microtúbulos paralelos presos entre si. Os corpúsculos basais onde se inserem os cílios e flagelos apresentam a mesma estrutura. Drogas que interferem: A uréia despolimeriza os microtúbulos, colchicina (alcalóide) (vincristina e vimblastina) que paralisa a mitose na interfase, se combina especificamente com dímeros de tubulina impedindo a adição de novas tubulinas a extrmidade +. Assim como a extremidade – continua, o microtúbulo desaparece. Taxol (alcalóide) acelera a formação de microtúbulos e os estabiliza. Assim não sobra tubulina livre no citoplasma para formar as fibras do fuso mitótico e a mitose também não ocorre. Estabilidade, cílios são muito estáveis, já fuso mitótico não. Há constante troca entre os dímeros de tubulina do citoplasma e os dímeros polimerizados dos microtúbulos, havendo formação e dissoluções permanentes. A capacidade das moléculas de tubulina hidrolizarem hidrolizarem GTP. Cada dímero livre de tubulina contém uma molécula de GTP fortemente ligada que é hidrolizada a GDP (continua fortemente ligada, mas não tanto), logo após uma subunidade ser adicionada a um microtúbulo em crescimento. As moléuclas de tubulina associadas ao GTP se ligam eficientemente na parede do microtúbulo, enquanto as moléculas que possuem GDP possuem um configuração diferente e se ligam mais fracamente uma a outra. Quando a polimerização ocorre rapidamente, moléculas de tubulina são adicionadas ao final do microtúbulo mais rapidamente que o GTP que elas carregam é hidrolizado, assim a porção final do microtúbulo em formação possui subunidades de tubulina-GTP, chamada de capuz GTP. Nesta situação, como o microtúbulo somente pode se despolimerizar pela perda de subunidades da sua extremidade livre, o crescimento do microtúbulo continuará. Como o processo químico é ao acaso, pode ocorrer que a tubulina da extremidade livre do microtúbulo hidrolize seu GTP antes de uma nova tubulina seja adicionada, assim o terminal será constituído de uma tubulina-GDP, e uma vez iniciada a despolarização, ela tenderá a continuar e o microtúbulo começa a retrair rapidamente e pode até desaparecer. As tubulinas liberadas ficam como estoque no citoplasma (num fibroblasto cerca da ½ das tubulinas se encontram desta forma) disponíveis para o crescimento de microtúbulos. Nas células com arranjo. As moléculas de tubulina no reservatório trocam seu GDP por GTP, tornando-se novamente competentes para serem adicionadas a outro microtúbulo que esteja na fase de crescimento. 1 – Dímeros de tubulina-GTP se ligam mais fortemente que dímeros de tubulina-GDP. 2 – Microtúbulos que adicionaram recentemente dímeros de tubulina-GTP tendem a crescer. 3 – De vez em quando ou quando o microtúbulo passa a crescer lentamente as subunidades no capuz-GTP serão hidrolizados a GDP antes de novas unidades de tubulina-GTP se ligarem. 4 – O capús de GTP é perdido e as unidades de tubulina-GDP são menos fortes no polímero e são liberadas e o microtúbulo começa a diminuir. Balanço de montagem e desmontagem é mantido. Colchicina – se liga fortemente a terminação da tubulina livre e impede a sua polimerização em microtúbulos, assim o fuso mitótico desaparece rapidamente e a célula se paralisa no meio da mitose. Taxol – liga-se fortemente aos microtúbulos e impede que percam subunidades, assim o microtúbulo cresce, mas não diminuí. Entretanto o resultado final é o mesmo da colchicina. Este é o princípio de algumas drogas utilizadas no tratamento do câncer. Numa célula normal como conseqüência da instabilidade dinâmica o centrossomo (ou centro organizador) está continuamente emitindo novos microtúbulos num padrão exploratório em diferentes direções e os retraindo. Entretanto o microtúbulo poderá se estabilizar pela adição de outra molécula ou estrutura celular que impeça a despolimerização da tubulina. O centrossomo pode ser comparável a um pescador que lança sua linha em diversas direções e quando não é fisgada é recolhida rapidamente, mas se é fisgada, a linha permanece no local segurando o peixe para o pescador. Este sistema de exploração aleatória e de estabilização seletiva, permite aos centrossomos e outros centros celulares de nucleação de estabelecerem um sistema altamente organizado de microtúbulos na célula, ligando partes selecionadas. Este sistema é utilizado para posicionar organelas uma em relação à outra. Microtúbulos organizam o interior da célula. As células são capazes de modificar dinamicamente seus microtúbulos para diferentes objetivos. Mitose – os microtúbulos se tornam inicialmente mais dinâmicos, alternando entre formação e desintegração mais freqüentemente que os microtúbulos do citoplasma. Isto permite que se desassociem rapidamente e formem os fusos mitóticos. Célula especializada com uma determinada estrutura fixa, a instabilidade dos microtúbulos é suprimida por proteínas que se ligam no término dos microtúbulos, ou ao longo e os estabilizam. Estes microtúbulos manterão a forma da célula. Células polarizadas – ex. célula nervosa, onde o axônio de um lado e os dendritos de outro (os microtúbulos do axônio apontam para a mesma direção com o terminação + apontado para o terminal axônico. Células secretoras geralmente mantém o Golgi em direção ao local de secreção. A polarização é decorrente dos microtúbulos, mantendo organelas em determinados locais e direcionando o tráfego de movimento entre uma parte da célula e outra. Velocidade pode chegar a 10cm/dia – muito mais rápidos que seria por difusão. Microtúbulos atuam com os outros filamentos celulares do citoesqueleto e com uma série de proteínas que se ligam a eles. Algumas proteínas associadas a microtúbulos os estabilizam, enquanto outras ligam os microtúbulos a outros componentes celulares, incluindo outros citofilamentos. Influenciam a distribuição de membrana nos eucariontes através de proteínas motoras associadas a microtúbulos. Proteínas Motoras. Movimento saltatório – movem as Mitocôndrias e outras organelas envoltas por membrana gerado por proteínas motoras. Proteínas motoras – se ligam aos filamentos de actina ou aos microtúbulos, utilizam energia derivada da hidrólise do ATP e trafegam sobre o filamento em uma direção. Podem também aderir a outros componentes celulares e transportar suas cargas ao longo dos filamentos Duas grandes famílias Dineínas: geralmentes se movem em direção ao terminal + dos microtúbulos (para longe do centrossomo) Quinesinas: se movem em direção ao terminal (-) em direção ao centrossomo. Move-se na velocidade de 0,3 mm/s em passos de 8 nm. As 2 possuem 2 cadeias pesadas e várias cadeias leves. Cada cadeia pesada forma uma cabeça globular que interage com o microtúbulo de maneira estéreo específica. São ATP dependente e “caminham” pelo microtúbulo. O aparelho de Golgi e RE dependem dos microtúbulos para sua localização e posicionamento intracelular. Com o desenvolvimento da célula o RE cresce e a quinesina aderida do lado de fora da membrana do RE o puxa-o para fora ao longo dos microtúbulos, alongando-o como uma rede. A dineína puxa o Golgi na direção contrária para dentro em direção aonúcleo. Se tratar a células com drogas que inibem o crescimento dos microtúbulos as organelas mudam de local. Movimentos dos Cílios e Flagelos CÍLIOS São prolongamentos longos com motilidade, presentes nas superfície de algumas células epiteliais. De 5 a 10 mm de comprimento por 0,25 mm de diâmetro. São envolvidos por membrana plasmática e contêm 2 microtúbulos centrais cercados por 9 pares de microtúbulos periféricos unidos entre si. Estão inseridos nos corpúsculos basais que são estruturas eletrondensas presentes no ápice das células, sob a membrana (análoga aos centríolos). Exibem rápido movimento de vaivém. Em geral o movimento é coordenado e gera uma corrente de fluído ou de partículas numa determinada direção. Utilizam ATP e 1 célula da traquéia pode ter 250 cílios (mais de 1 bilhão por cm2). São constituídos por um feixe de microtúbulos paralelos envoltos por membrana. Nos mamíferos, presentes na árvore respiratória (deslocam o muco e partículas a ele aderidas), oviduto (desolcam o oócito). Nos protozoários podem ser utilizados para locomoção, alimentação. Os microtúbulos são um pouco diferentes dos encontrados nas células. Cada um dos pares de microtúbulos (9) são constituídos por um microtúbulo A (inteiro) com um microtúbulo B (um pouco maior que se encaixa como uma orelha no A). Encontramos ainda raios radiais, uma bainha interna que envolve o par de microtúbulos centrais (ambos inteiros e separados entre si). Entre os 9 pares encontramos uma ligação de nexina. Cada um dos microtúbulos possui um braço interno e um externo de dineína ciliar. Como se aproximando o microtúbulo adjacente. Estas dineínas fazem contatos periódicos com o microtúbulo adjacente e se movem ao longo deste na presença de ATP produzindo a força para o batimento ciliar. Outros tipos de proteínas atuam para ancorar e ligar ao microtúbulos juntos e converter o movimento de deslocamento produzidos pelas ligações de dineínas. FLAGELOS é longo e em geral único . Nos vertebrados está apenas no espermatozóide, sendo 1 por células.é longo e em geral único. Nos vertebrados está no espermatozóide. É diferente do flagelo bacteriano. Ambos são feixes de 9 pares de microtúbulos em círculo (fundidos) com um par central (separados). Dineína (vários polipeptídeos com 400.000 dáltons) com atividade ATPásica, é um par de braços ligados aos microtúbulos dos pares periféricos.É a interação entre a dineína e os túbulos vizinhos que acarreta num deslizamento entre pares vizinhos e assim o movimento. Corpúsculos basais estruturas semelhantes a centríolos com 9 agregados de 3 túbulos periféricos sem os centrais. Apresentam prolongamentos dotados de estriações transversais que se dirigem para dentro do citoplasma formando as raízes dos cílios. São produzidos à partir do material pericentriolar. Resumo dos produtos da oxidação dos açúcares e das gorduras. Produção líquida a partir da oxidação de 1 molécula de glicose Citosol (glicólise) Glicose → 2 piruvatos + 2 NADH + 2 ATP Mitocôndria (piruvato desidrogenase e ciclo do ácido cítrico) 2 piruvatos → 2 acetil CoA + 2 NADH 2 acetil CoA → 6 NADH + 2 FADH2 + 2 GTP Resultado líquido na mitocôndria 2 piruvatos → 8 NADH + 2 FADH2 + 2 GTP Mitocôndrias Organelas de forma arredondada ou alongada presentes no citoplasma das células dos eucariontes eu participam da respiração aeróbia e de diversas outras funções. Acredita-se que são originárias de organismo simbiontes que se instalaram no citoplasma. A membrana mitocôndria externa é parecida com a membrana plasmática de células eucariontes e é muito sensível aos detergentes e ao ultra-som. A membrana interna tem muita semelhança com a membrana das bactérias e contém o sistema de transferência de energia para ATP. Em geral com diâmetro de 0,5 a 1,0 mm, de 1.000 a 2.000 numa célula hepática, podem formar cadeias longas que se movimentam com os microtúbulos do citoesqueleto. Em outras células permanecem fixas em um local e liberam os ATPs diretamente no local onde será consumido. Ex, nas células cardíacas estão localizadas no aparelho contrátil, nos espermatozóides próximas ao flagelo. O número varia bastante, numa célula muscular pode aumentar 10 Xs pelo crescimento e divisão mitocondrial se o músculo é repetidamente estimulado para contração. Mais numerosas nas células de metabolismo energético alto como células musculares estriadas, de transporte de íons, células sensitivas da retina. Podem se distribuir por todo o citoplasma e mudando constantemente de locais, em ouras células são fixas, localizando-se próximo aos locais onde existe grande consumo de energia, como próximo a cílios (epitélio), flagelo (espermatozóide) entre as miofibrilas (células musculares). Nas células transportadoras de íons as mitocôndrias estão associadas às dobras da membrana plasmática, nesta região as membranas são ricas em ATPase. 4 compartimentos Matriz: espaço interno grande preenchido por uma mistura concentrada de centenas de enzimas, incluindo aquelas necessárias para a oxidação do piruvato e ácidos graxos e para o ciclo do ácido cítrico. A matriz possuí muitas cópias idênticas do genoma ou DNA mitocondrial, ribossomos mitocondriais, RNAts e várias outras enzimas necessárias para a expressão dos genes mitocondriais. Membana Interna:é dobrada em várias cristas que aumentam muito a área superficial interna. Contêm proteínas de 3 tipos: 1) Aquelas que realizam as reações de oxidação e a cadeia de transporte de elétrons. 2) ATP sintase que produz o ATP na matriz e 3) Proteínas transportadoras que permitem a passagem de metabólitos para dentro e para fora da matriz. Um gradiente eletroquímico de H+ , que conduz a ATP sintase, é estabelecido através da membrana e esta deve ser impermeável a íons e a maioria das moléculas com carga. Membrana Externa: Possuí grande quantidade de proteínas formadoras de canais (porinas) e é permeável a todas as moléculas menores que 5000 daltons. Outras proteínas de membrana incluem enzimas envolvidas na síntese lipídca e de enzimas mitocondriais que convertem substratos lipidico sem formas que são subseqüentemente metabolizadas na matriz. Espaço Intermembranoso: contém diversas enzimas que utilizam o ATP para passarem para fora da matriz para fosforilar outros nucelotídeos. Junto com os cloroplatos, as mitocôndrias são as únicas organelas subcelulares com seu próprio genoma. Apesar da maioria das cerca de 1000 proteínas mitocôndrias serem codificadas pelo genes nucleares, 13 proteínas são codificadas pelo mtDNA de mamíferos que são absolutamente necessárias para a respiração pela fosforilação oxidativa. Possuem os mesmos genes na maioria dos organismos contendo genes adicionais para proteínas ribossomais mitocondriais. Estas 13 proteínas incluem 7subunidades (ND1, 2, 3, 4, 4L, 5, 6) para a NADH-ubiquinone oxidoredutase (complex I), 1 subunidade para a ubiquinone-cytochrome c oxidoredutase (complex III), 3 subunidades (COX1, 2, 3) para cytochrome oxidase (complex IV), 2 subunidades para a ATP sintetase (complex V). Todas são proteínas integrais de membrana imersasna membrana interna em associação com outras subunidades de complexos de transporte de elétrons. Enquanto a glicólise (fermentação) produz somente 2 moléculas de ATPs por molécula de glicose, a fosforilação oxidativa cada par de elétrons doado por um NADH produzido na mitocôndria conduz a produção de 2,5 moléculas de ATP, uma vez que incluí a energia necessária para transportar este ATP para o citosol. A fosforilação oxidativa produz também 1,5 moléculas de ATP para cada 2 elétrons do FDHA2 ou a partir da molécula de NADH produzida pela glicólise no citosol. Assim começando com a glicólise e terminando com a fosforlização oxidatativa, há uma produção liquidada de 30 ATPs. A fosforilação oxidativa na mitocôndria produz ainda um grande quantidade de ATP a partir do NADH e do FADH2 derivados da oxidação das gorduras. A ATP sintase também pode funcionar ao contrário para hidrolizar APT em bombear H+ . A APT sintase pode ou sintetizar APT aproveitando a força derivada do movimento dos prótons ou bombear os prótons contra seu gradiente através da hidrolização do ATP. A direção da operação a cada instante depende da mudança de energia livre líquida (DG) para ambos os processos de translocação do H+ e síntese de ATP a partir de ADP + Pi. Em muitas bactérias a ATP sintase é revertida rotineiramente na transição entre aeróbica e anaeróbica. A ATPsintase é única em sua habilidade de converter energia eletroquímica armazenada em um gradiente iônico transmembrana diretamente em energia de ligação fosfato – ATP. ULTRA ESTRUTURA Apresentam dupla membrana de bi camada lipídica a membrana mitocôndria externa é lisa e muito permeável a diversos tipos de moléculas com peso abaixo de 5kD (kilodaltons). Devida à presença de porinas (proteínas transportadoras) que formam canais aquosos com diâmetro de 1nm entre duas membranas. Entre as 2 membranas temos o espaço intermembranoso. Assim a membrana externa é como uma peneira que é permeável a moléculas de 5.000 daltons ou menos, incluindo pequenas proteínas. Isto faz este espaço intermembranoso semelhante ao citosol com respeito a pequenas moléculas. A membrana externa é rica em colesterol e a só a interna possuí cardiolipina fosfolipídio com 4 ác. Graxos e contribuí para dificultar a passagem de partículas com carga elétrica pela membrana interna que atrapalharia o gradiente que gera o fluxo de prótons e a captação de energia no ATP, pelo processo quimiosmótico. Os fosfolipídeos da membrana da mitocôndria são sintetizados no REL da célula e transferidas para as mitocôndrias por proteínas transportadoras especiais. As mitocôndrias também modificam estes fosfolipídeos. Membrana interna possui cristas em prateleiras e tubulares que aumentam a superfície. Na superfície interna apresentam partículas em forma de raquete que são os corpúsculos elementares com cerca de 10 nm onde se geram os ATPs e calor. Este aumento de superfície aumetna a síntes de ATP. No fígado as cristas mitocôndrias correspondem a 1/3 do total das membranas da célula. As célula musculares cardíacas possuem 3Xs mais cristas que os hepatócitos.. Membrana interna é impermeável a passagem de íons e da maioria das pequenas moléculas, com exceção as rotas fornecidas pelas proteínas transportadoras que são altamente especializadas. Membrana interna é o local do transporte de elétrons e da bomba de prótons e contém ATP sintase. As maiorias das proteínas de membrana imersas na membrana internas são componentes das cadeias de transporte de elétrons necessários para a fosforilação oxidativa. Possuí uma composição lipídica distintas e várias proteínas transportadoras que permitem a entrada de pequenas moléculas com e ácidos graxos na matriz. É mais rica em proteínas · Enzimas e proteínas que constituem a cadeia transportadora de elétrons · Proteínas dos corpúsculos elementares, com atividade de ATP-sintetase, sem a qual a membrana não teria a capacidade de acoplar o transporte de elétrons à síntese de ATP. · Proteínas que fazem parte de múltiplos sistemas de transporte ativo. No interior das mitocôndrias a matriz é finamente granulosa (30 – 50 nm) e eléron-densa contendo cálcio de função pouco conhecida. Contém ainda filamentos de DNA, ribossomos (15 nm) menores que do citosol e semelhantes aos de bactérias. A estrutura mitocondrial varia conforme a célula e seu estado funcional, em geral a quantidade de cristais e a elétron-densidade são proporcionais a atividade respiratória da célula. A matriz contém centenas de enzimas entre as quais relacionadas com ciclo do ácido cítrico, com a b-oxidação de ácidos graxos e coma replicação, transcrição e tradução do DNA mitocondrial. Nas células procariontes não existem mitocôndrias e a cadeia transportadora de elétrons encontra-se na face interna da membrana plasmática dessas células. As mitocôndrias tomam parte na síntese de hormônios esteróides e o desencadeamento a apoptose (pela abertura de canais não específicos localizados na membrana interna da mitocôndria) permitindo a passagem de citocromo c e caspases. Processo quimiosmótico, onde os íons H+ (prótons), produzidos no ciclo do ácido cítrico na matriz mitocôndria, são transportados ativamente através da membrana interna e acumulados no espaço intermembranoso, graças à energia liberada pelos elétrons, durante a sua passagem pela cadeia transportadora de elétrons. A energia do fluxo retrógrado de prótons, através dos corpúsculos elementares, é usada para transformar ADP em ATP. No tecido adiposo multilocular, as mitocôndrias produzem calor, pois a membrana interna apresenta termogenina (termo – calor, gen – gerar) permite que os prótons acumulados no espaço intermembranoso, fluam livremente de volta para a matriz, sem passar pelos corpúsculos elementares, e a energia é dissipada na forma de calor. As mitocôndrias se originam de mitocôndrias pré existentes. Contêm DNA, RNA (mRNA, rRNA, tRNA) e todo o sistema molecular para a síntese de algumas proteínas. O DNA das bactérias e das mitocôndrias codifica mRNAs formados apenas por éxons, sem íntrons. O genoma das mitocôndrias humanas (16.569 nucleotídeos) formando 2 genes para rRNA de proteínas, num total de 37 genes. 4 dos 64 códons apresentam significados diferentes do código genético universal. Acredita-se que a origem das mitocôndrias seja exclusivamente materna originária das mitocôndrias do óvulo (há quem conteste). O DNA mitocondrial se apresenta em várias cópias sob a forma de anéis de cadeia dupla com circunferência de 5 a 6 mm. Replica-se independentemente do DNA nuclear. A maior parte das proteínas mitocondriais é sintetizada no citosol, em polirribossomos livres e daí transferida para as mitocôndrias. As proteínas possuem um pequeno segmento da molécula que é um sinal de endereçamento para a mitocôndria . As proteínas são mantidas distendidas pela ação da haperone hps 70 utilizando energia de ATP, permitindo que penetrem na mitocôndria. Uma vez dentro da mitocôndria, outra chaperone (com gasto de ATP) se liga a proteína e esta assume sua estruturatridimensional ou conformação ativa e o sinal removido por proteases. Proteínas desdobradas entram nas mitocôndrias e nos cloroplastos. A maioria das proteínas das mitocôdrias são sintetizadas fora delas, codificada por genes no núcleo e importadas do citosol. Em geral possui um sinalizador N-terminal que permite que transpasse simultaneamente as 2 membranas por locais onde a membrana externa está em contato com a membrana interna. Cada proteína é desdobrada conforme é transportada e a seqüência de sinal clivada após o transporte completado. Proteínas Chaperonas dentro das organelas ajudam a puxar as proteínas. Através da dupla membrana, e uma vez dentro a proteína de dobra novamente. A inserção de proteínas transmembrana dentro da membrana interna por exemplo é guiado por seqüências de sinal na proteína que inicia com uma parada do processo de transporte através das membranas. São chamadas de translocadores de proteínas - complexo TOM – funcionam através da membrana externa e complexos TIM através da membrana interna. Eles contém receptores para os precursores mitocondriais de proteínas. Complexo OXA media a inserção na membrana interna de proteínas produzidas dentro da mitocôndria, e ajuda também a inserir algumas proteínas que são incialmente transportadas pelo TIM e TOM. O crescimento das mitocôndrias exige a importação contínua de proteínas e a incorporação de novos lipídios. Para a maioria das membranas os fosfolipídios devem ser importados do RE, que são transportados individualmente por proteínas transportadores de lipídios que extraí a molécula de fosfolipídio de uma membrana e libera em outra. Estas proteínas garantem, que as diferentes membranas celulares mantenham suas características distintas. ATP – adenosina-trifosfato – é o principal combustível da célula. Possuí duas ligações instáveis que liberam 10 Kcal/mol cada. Geralmente apenas 1 ligação é rompida ATP ?ATPase ? ADP (difosfato de adenonisa)+ Pi (fosfato inorgânico) + energia No citoplasma a energia é armazenada na forma de triglicerídeos (gorduras neutras), glicogênio, metabólitos Ácido plamítico (ácido graxo) – 126 mols (moléculas grama) de ATP Glicose – 38 mols de ATP Respiração celular – impede que a célula aqueça demasiadamente C6H12O6 + 6 CO2 ? 6 CO2 + 6 H2O + calor (energia – 690 kcal/mol) Glicólise Anaeróbica ou Fermentação alcoólica –- no citosol envolve cerca de 11 enzimas Eficiência baixa pois dos 690 kcal/mol da glicose, apenas 2 mols de ATP/mol de glicose ou 20 kcal/mol de glicose. Glicose – 2 piruvatos e liberando energia que é armazenado em 2 ATP. Nas leveduras de cerveja depois piruvato é transformado em etanol e por isso é ferementação alcoólica (produto final é o álcool etílico). 2 ADP + 2Pi + energia da glicose ? 2 ATP Fosforilação oxidativa – nas mitocôndrias produz 2 mol + 36 mols de ATP por mol de glicose. O piruvato é oxidado até H2O e CO2 Produção da acetilcoenzima A – Acetil-CoA produzida a partir da coenzima A e de acetato originados do piruvato ou da b-oxidação dos ácidos graxos. Piruvato, derivado da glicólise e ácidos graxos atravessam as membranas mitocondriais e na matriz geram acetado que se liga a Coenzima-A para formar o Acetil-CoA. Complexo desidrogenase do piruvato - Sistema multienzimático da matriz mitocondrial, com cópias múltiplas de 3 enzimas, 5 coenzimas e 2 proteases reguladoras. Converte o piruvato em acetil-CoA, liberando Co2 que é eliminado da mitocôndria. Acetil-CoA entra no ciclo do Ác. Cítrico. Nas 2 membranas mitocondriais, transferem ácidos graxos para a matriz mitocondrial. São degradados pleo cilco da b-oxidação que remove 2 C de cada vez produzindu uma molécula de acetil-CoA. Ciclo do ácido cítrico ou Ciclo de Krebbs ou Ciclo dos ácidos tricaboxílicos – A função é produzir elétrons com alta energia e prótons, gerando CO2. Seqüência cíclica de reações enzimática na qual ocorre pela presença da desidrogenase a produç!ao gradual de elétrons e prótons. Os eletros são captados pelo NAD (Nicotinamida-Adenina-Dinucleotídeo), FAD (Flavina Adenina Ddinuceltoídeo), citocromos, que funcionam como transportadores de elétrons (oxiredução). O hidrogênio resultante das reações é liberado na matriz mitocondiral na forma de pórtons (H+). Inicia com a condensação da acetil-CoA (proveniente do piruvato) com ácido oxalacético, que por sua vez, recomeça o ciclo. O resultado é que graças a desidrogenases, ocorre a produção de H+ que dará prótons e elétrons. Descabioxilases levam à produção de CO2, e no processo forma-se 2 mols de ATP por mol de glicose consumida. O sistema transportador de elétrons – cadeia formada pro enzimas que compostos não enzimáticos que transportam elétrons. Citocromos, compostos orgânicos ricos em ferro. São transportados elétrons de alta energia que vão cedendo esta energia para 3 lugares da cadeia onde ocorre a síntese de ATP. Produz 36 moles de ATP por mol de glicose. No final do sistema transportador, os elétrons ativam moléculas de oxigênio gerando O- pela citocromo-oxidades. Este O- combina-se com prótons produzindo água. (o cianeto inibe a citocromo oxidase e por isso é tóxico e letal) C6H12O6 + 6 O2 → 6 CO2 + 6 H2O + energia Oxidação fosforilativa, pois ocorre a fosforilação do ADP que vira ATP e vai para o citosol. Calcula-se que a mitocôndria armazene cerca de 50% da energia liberada pelos nutrientes, o restante é liberado na forma de calor. Tipos de Fibras Musculares Estriadas Esqueléticas · Vermelhas ou Tipo I Aeróbica Energia a partir de ac. Graxos Muita Mioglobina (cor vermelha) Muito Citocromo Ciclistas, Maratonistas, músculo do voo de aves e membros de mamíferos Slow Switch – principalmente fosforilação oxidativa Contração lenta e contínua com muitas mitocôndrias - resistênte Inervação de condução lenta – motoneurônios de impulso contínuo 2,5 m/s Tempo de contração – 99 a 140 ms · Brancas ou Tipo II (A, B e C) Anaeoróbica Pouco citocromo, mioglobia e muito retículo sarcoplamsático e túbulos T Pouca resistência Fast Switch – energia da glicose Corredor de 100 metros, musculos peitorais do peru e da galinha Contração rápida Inervação de condução rápida – motoneurônios grandes 5,4 m/s – impulso descontínuo Tempo de contração – 40 a 88 ms · Intermediárias + fácil Branca _ Vermelha · No homem os 3 tipos são encontrados no mesmo músculo · Os nevos que controlam o tipo (se inverter os nervos invertem as fibras) Ciclo de divisão celular ou Ciclo celular – envolve ¸ do zigoto até no homem cerca 1014 células somáticas. Portanto crescimento - do no. de células no organismo, pois as células mantêm seus volumes constantes. No adulto, o ciclo prossegue a partir de células pré-existentes - reposição de células mortas e regeneração - cicatrização. Organismo mantém o número de células constante. A morte celular pode ser causada por lesão ou por apotose ou um tipo de morte celular programada. Na formação de células gaméticas (reprodução sexuada) ® gametas formados por meiose, onde a carga genética é reduzida ¸ ½ - haplóides. Ciclo celular: são os processos que ocorrem desdea formação de uma célula até sua própria ¸em 2 células filhas =s. É dividido em interfase onde a célula cresce e se prepara para uma nova divisão e a outra etapa é a divisão, onde se originam duas células filhas, cariocinese ou mitose - ¸ do núcleo ou, citocinese ¸ do citoplasma. Ajuste do ciclo para que tenha o tempo suficiente para que a célula dobre de tamanho e em seguida se divida, mantendo assim o tamanho das células dentro de um parâmetro, assim como seus conteúdos. O controle nos eucariontes é feito por diversos produtos gênicos, também regulados por fatores extracelulares, como nutrientes ou fatores de crescimento, que fazem que ocorra a divisão celular coordenadamente com as necessidades do organismo como um todo. Grande conservação filogenética de certos processos, reforçando a origem comum das célula Diferentes mecanismos de separação dos cromossomos por diferentes organismos: Bactéria: - os cromossomos filhos se separam a partir das suas origens de replicação e são separados pelo crescimento da membrana plasmática entre eles. Dinoflagelados típicos: diversos feixes de microtúbulos passam através de túneis pelo envelope núcleo intacto para estabelecer a polaridade da divisão. Os cromossomos se movem em associação com a membrana nuclear interna sem serem arrastados pelos microtúbulos. Hipermatigotas e dinoflagenados atípicos: Um fuso central simples entre os 2 centríolos é formado em um túnel através do envelope nuclear intacto. Os cromossomos são aderidos pelos seus cinetóforos a membrana nucelar e interagem com os fusos polares via os microtúbulos cienetorfóricos. Diatomáceas e leveduras: O envelope nuclear continua intacto e os fusos de microtúbulos se formam dentro do núcleo e são nucleados pelos fusos polares do corpo e associados com o envelope nuclear. Um único microtúbulo cinetofórico se liga a cada cromossomo pelo seu pólo. Animais: .Os fusos iniciam suas formações fora do núcleo, na prometáfase o núcleo se desintegra e permite que os cromossomos sejam capturados pelos fusos de microtúbulos mitóticos que se tornam microtúbulos cinetofóricos. Fases do ciclo celular É na interfase que ocorre a duplicação dos componentes da célula mãe, incluindo a duplicação do DNA. As células de mamíferos terminam sua duplicação de DNA, pelo menos 2 horas antes da mitose. G1 - (gap) – 12 h - intervalo de tempo desde a mitose até o início da síntese de DNA. É período pós mitótico ou ou pré-sitnético G0 - (gap) - variável - Estado quiescente que a célula assume se não entrar em mitose novamente. DNA – 2C R – Ponto de restrição, quando a célula atravessa este ponto entra em mitose novamente, fica no final da G0. S - (Síntese) 8 h - é que ocorre a duplicação ou síntese de DNA. DNA com conteúdo intermediário G2 - 4 h - Intervalo entre o término da síntese de DNA e a próxima mitose, pós-sintético ou pré-mitótico. – DNA – 4C M - (Mitose) 1 h - (mitose) – cariocinese e citocinese Clivagem, é quando no embrião as fases G1 e G2 são drasticamente reduzidas e a célula diminuí de tamanho a cada divisão. O sistema de controle do ciclo celular cuja coração é uma coleção de proteínas associadas que é ativada em seqüência para desencadear as diversas etapas do ciclo. As Quinases dependentes de ciclinas (Cdks) que controlam a entrada na fase S e fase M. Cdk (M-Cdk) inicia a fase M, onde os cromossomos condensam, a carioteca se desfaz, o RE e o Golgi se reorganizam, a célula perde a adesão a outras células e a matriz extracelular, o citoplasma se reorganiza que segregarão os cromossomos e os replicarão e a célula se dividirá em 2. Se a população celular possuí multiplicação assimcrônica, então a porcentagem e cada tipo celular num dado instante é proporcional ao período de cada fase. Se o tempo médio do ciclo for conhecido poderá ser calculada cada fase do ciclo. Através da sincronização celular ou de populações naturalmente sincrônicas (ex. fungo Physarum que é um plasmódio) ou no início do desenvolvimento embrionário durante os 10 primeiros ciclos celulares em mamíferos. A indução com drogas também é possível. As organelas citoplasmáticas como mitocôndrias são duplicadas e depois divididas entre as células filhas. O RE e o Golgi se fragmentam e são distribuídos entre as células filhas, onde se reorganizam na telófase. Alguns fragmentos de organelas são associados aos microtúbulos do fuso por proteínas motoras, atingindo as células filhas conforme o fuso se alonga na anáfase. Os ooutros componentes da célula como proteínas solúveis, são distribuídos aleatoriamente entre as células falhas. Drogas antimitóticas podem atuar na 1 – síntese dos ribonucleotídeos – ex. 6-mercaptopurina (análoga das purinas); dioxonorleucina e azasserina que impedem a ação do ácido fólico, necessária à síntese das purinas. 2 – Na transformação dos ribonucleotídeos em desoxiribonucleotídeos agindo como inibidores. Ex. arabinosil citosídeo e a fluorouracila; inibindo enzimas que participam da síntese e polimerização dos trifosfatos de desoxirribonucletídeos. 3 - inibe a síntese do DNA. Ex. mitomicina que se liga fortemente a dupla hélice do DNA, impedindo-a de abrir para replicação. 4 – Impede a síntese de RNA. Actinomicina D que se combina com as guaninas do DNA. Inibindo a RNA polimerase. Ex. rifamicina. 5 – Inibe a síntese protéica ex. puromicina que compete com os aminoácitos na síntese dos plipetptídeos. Com exceção da rifamicina e da puromicina, os outros compostos são utilizados em terapias contra o câncer. PERÍODOS DO CICLO a célula precisa crescer até alcançar um tamanho que permita a divisão, portanto 95% do ciclo é gasto na interfase, mas pode variar bastante. Fatores como temperatura, disponibilidade de nutrientes, hormônios e de fatores de crescimento, idade da célula, pressão osmótica, pressão hidrostática, pressão de oxigênio externa. Em geral o ciclo dura 12 horas em tecidos de mamíferos com crescimento muito rápido e 24 horas em outros tecidos de crescimento lento. Em leveduras pode durar apenas 1 hora e meia. Na interfase (95% do ciclo) a célula aumenta de tamanho, o DNA é replicado e o centrômero duplicado. Os cromossomos estão descondensados no núcleo. G1 é a fase mais longa e variável, em geral ocupa muitas horas e pode variar entre as células de um mesmo tipo, pois é o mais influenciado por fatores extracelulares. E é o período em que os bloqueadores e sincronizadores atuam. Há exceções, como em amoeba proteus (fase G1 é ausente), Physarium sp e Tetrahymena sp (fase G2 é a mais longa). Nas células embrionárias logo após a fertilização a fase G1 é ausente ou tem duração muito curta. Após entrarem na fase S, os fatores extracelulares não mais determina os eventos do ciclo celular que passam a depender de controles disparados intracelularmente. Por este motivo às demais etapas do ciclo celular possuem tempos mais constantes. S dura de 7 a 8 horas. G2 dura cerca de 2 a 4 horas mas aumenta nas células tumorais. Mitose dura 1 horamais aumenta em células tumorais e células transformadas. Eventos Bioquímicos da interfase A síntese de DNA é periódica na interfase, quase exclusiva do período S, as sínteses de RNAs e de proteínas ocorrem continuamente durante toda a interfase. A maior síntese de RNA é na G1 e no começo de S, sendo 80% RNAr. Os RNAs extranucleares são sintetizados em picos durante os períodos G1 e G2. São poucas proteínas sintetizadas continuamente durante toda a interfase. Apenas algumas enzimas e tubulina, já que são recicladas entre o citoesqueletao e as fibras do fuso durante a divisão celular. Também as ciclinas que se acumulam durante a interfase. A síntese da maioria das enzimas segue um padrão descontínuo característico de cada enzima. PERÍODO G1 Papel controlador da decisão de continuar proliferando ou entrar em G0, determinado primariamente por fatores de crescimento (procariontes) e nutrientes (eucariontes). Estas respostas geradas são monitoradas por controladores internos do ciclo, constituído por diversos componentes protéicos que agem induzindo ou impedindo a progressão do ciclo. Reinício da síntese de RNA e proteínas que estava interrompida durante a mitose (M). A célula cresce e continua em S. Síntese de enzimas catalizadoras da síntese de trifosfatos de desoxirribonucleosídeos, enzimas da sínese das DNA-polimerase e enzimas ativadores dos genes que codifica as histonas deve ocorrer neste período. São evidenciados os primórdios dos novos centríolos (pró-centríolos), perpendicularmente a cada membro do par de centríolos existentes nas células. O ponto de restrição ou ponto R seria transposto apenas quando proteínas sintetizadas em G1 fossem acumuladas até que alcançassem a uma quantidade crítica. Uma vez ultrapassado este ponto a célula prossegue até o final da mitose. Outro mecanismo de controle é a interrupção temporária desta fase pela presença de danos no DNA, para que mecanismos de reparo operem. Em mamíferos o sinal é dado por uma proteína p53 cujos níveis intracelulares aumentam em resposta a danos do DNA. Mutações da p53 podem levar a um câncer. Se houver um ambiente extracelular desfavorável ou um DNA danificado o sistema de controle do ciclo celular pode aplicar frios moleculares e interromper o ciclo. PERÍODO S - Síntese Início da síntese de DNA, em geral é um ponto de não retorno que leva a divisão celular. Duplica o DNA da célula por replicação. 2C ? 4C. Nos eucariontes a cromatina está associada a histonas e ambas são duplicadas nesta fase ao contrário dos procariontes onde só o DNA é duplicado. Duplicação do DNA se dá pelo desenrolamento da dupla hélice e separação das 2 cadeias de DNA (moldes) e pela síntese de uma cadeia complementar a cada uma (cadeias filhas). A seqüência e dada pelo pareamento das bases (modelo de Watson e Crick). Por isso é uma duplicação semiconservativa formando 2 moléculas de DNA idênticas a original. Cada cromátide é constituída de uma única fita de DNA. A replicação é assincrônica dentro do núcleo. Genes individuais e terminam sua duplicação em momentos definidos na fase S. Em geral começa pela eucromatina (geneticamente ativa) e termina com a heterocromatina. A velocidade de replicação do DNA é de 30 mm / minuto (3.000 bases/min) dos núcleos de células eucariontes de vertebrados. A replicação inicia-se em diversos sítios de origem de replicação (replicons) pode estar presente a cada 3 mil ou 300 mil) pares de bases. Um cromossomo humano possuí em média 200 pontos de origem e no núcleo de mamíferos cerca de 20.000 a 30.000 replicons. As unidades de replicação que iniciam sua síntese ao mesmo tempo são chamadas de famílias de replicons. Cada replicon é ativado somente uma vez por ciclo. Em procariontes a molécula de DNA inicia sua replicação em um única origem de replicação. A propagação a partir do ponto de origem é bi-direcional até encontrar os extremos da cadeia em formação dos replicons vizinhos e a partir das forquilhas de replicação (onde o DNA abre). A replicação do DNA ocorre pela DNA-polimerase que polimeriza somente na direção 5’?3’ e as cadeias filhas devem ser sintetizadas na direção 5’?3’. Como os filamentos de DNA são antiparalelos (5’?3’ e 3’?5’), a replicação é semidescontínua, uma vez que a forquilha de replicação caminha em uma única direção. Ou seja, a cadeia filha que avança na direção 5’?3’ é a cadeia líder ou cadeia contínua a outra cadeia e copiada de forma intermitente e descontínua através da síntese de uma série de fragmentos (de 1.000a 2.000 nucelotídeos em E.coli e de 200 a 300 nucleotídeos em eucariontes)ou fragmentos de Okazaki que depois de unidos formarão a cadeia retardatária ou cadeia descontínua. Replicação do DNA DNA-plimerase (DNApol) nos eucariontes e procariontes, sintetizam DNA a partir de seus precursores. Os precursores devem estar na forma de trifosfatos de desoxirribonuceosídeos ou desoxirribonucletoídeos trifosfatados. São dATP, dCTP, dTTP, dGTP, contendo as bases adenina (A), citosina (C), timina (T) e guanina (G). Além de serem moléculas estruturais, estes desoxirribonucelotídeos fornecem energia para a síntes de novos filamentos de DNA, pois passam de trifosfatos para monofosfatos, liberando energia e o fosfato inorgânico. DNAs-polimerases a) cada desoxirribonucelotídeo a ser incorporado é selecionado de modo que sua base nitrogenada seja complementar e possa parear com as bases da cadeia molde (AT, CG) b) O crescimento da cadeia sempre é 5’?3’, a enzima sempre adiciona um monofosfato de desoxirribonucelosídeo (com o fosfato ligado ao carbono que ocupa a posição 5’ da pentose – C5’) a um C3’ livre de um nucleotídeo preexistente. c) DNA-polimerases não conseguem iniciar a síntese de novo, todas requerem um segmento inicial de nucleotídeos primer para dar continuidade a cadeia. Só conseguem alongar cadeias preexistentes e não podem juntar dois desoxirribonucleostídoes através da formação de uma ponte fosfodiéster inicial. DNA-polimerase I – 300 a 400 moléculas por célula DNA-polimerase II – 40 moléculas por célula DNA-polimerase III – em E.coli com 10 moléculas por célula. São as mais abundantes pois possuem funções adicionais, no reparo do DNA como exonuclases (removendo nucleotídeos já incorporados) Células de eucariontes DNA-polimerase a(replica em cadeia descontínua a cadeia retardatária) e DNA-polimerase d(replica em cadeia contínua) corresponde am DNA-polimerase III da E.coli DNA-polimerase e está relacionada com mecanismos de reparo, e a DNA-polimerase greplicação do DNA mitocondrial. Outras enzimas DnaA: causa a separação das cadeias nas origens da replicação e em seguida atua a Helicase: desenrolam a dupla hélice de DNA em cada forquilha de replicação à frente da polimerase. Quebra as pontes de hidrogênio consumindo energia fornecida pelo ATP. Proteínas SSP (single strand protein) – que se ligam às regiões (estabilizando) das cadeias simples de DNA e mantêm os filamentosseparados enquanto se processa a replicação. Impedem que se refaçam as pontes de hidrogênio entre as bases e depois de desfeitas as hélices, impede que aquelas regiões sofram torções, além de protegerem os filamentos simples de eventual degradação por nucleases. DNA-topoisomerases – a mais conhecida é a DNA-girase: impede que haja um superenrolamento do DNA após o desenrolamento de uma das extremidades, introduzindo quebras, seguidas de reuniões das ligações fosfodiéster na molécula do DNA. Também consomem energia do ATP. Primer – pequeno segmento de RNA(1 a 60 nucleotídeos) com uma seqüência complementar ao DNA molde. Primase – enzima responsável pela formação dos primers dos fragmentos de Okazaki da cadeia descontínua. Nos eucariontes a atividade primásica está localizada na própria DNA-polimerase a e d em procariontes e DNA-polimerase III em eucariontes. RNA-polimerase sintetiza o primer para a cadeia contínua, que sintetiza o RNA na transcrição. Ambas catalizam a extensão do primer formando sempre na direção 5’?3’, um filamento de DNA que contém um curto segmento inicial Outras DNA-polimerases que possuem atividade exonuclease 5’removem os primer de RNA e os substituí por desoxirribonucleotídeos. DNA-ligase liga os fragmentos completos. Cromatina DNA, assim como as histonas devem ser duplicadas na fase S. Ocorre a passagem do conjunto de enzimas de replicação através da molécula de DNA, que se apresenta organizada em nucleossomos. A fibra nucleossômica se desorganiza durante esta passagem. As histonas são completamente dissociadas do DNA, e a montagem do DNA recém duplicado em nucleossomo parece ocorrer logo atrás da forquilha de replicação. Proteínas específicas que se ligam às histonas nucleossômicas e as transferem ao DNA, 1O - Associação em tetrâmeros de histonas H3 e H4, 2O - Associação em dímeros de H2A e H2B. São formados a partir de histonas recém-sintetizadas em S como de histonas provenientes da desagregação de nucleossomos pré-existentes. Mecanismos para manter a integridade do DNA Estima-se que ocorra 1 erro para cada replicação de 108 bases. Leitura de prova - a DNA polimerase confere as à medida que as adiciona ao novo filamento de DNA, e remove a base se estiver errada. Mesmo assim alguns erros podem passar. Ocorrem erros durante a síntese, exposições a fatores deletérios do ambiente. - Raios cósmicos e outras radiações com muita energia podem atuar diretamente no DNA com modificações nas bases ou ruptura da dupla cadeia ou indiretamente pela produção de íons superóxido que são quimicamente muito ativos. - Radiação ultra violeta solar também pode formar dímeros de timinas adjacentes na cadeia de DNA. Os íons superóxido são destruídos pela superóxido-desmutase. Os íons H+ são neutralizados por sistemas do equilíbrio ácido-básico. Oxidações intranucleares são reduzidas por sistemas redutores como NADPH2, glutation e a vitamina E. DNA é a única molécula que se danificada, pode ser reparada dentro da célula. Dependendo do grau do dano e se o DNA é de uma célula germinativa ou somática esta alteração poderá ter diferentes conseqüências. Reparo do DNA danificado 1o – identificação da alteração e a remoção da parte defeituosa da molécula. Usa diferentes mecanismos e corta a molécula com endonucleases (enzimas que cortam o DNA na parte central) 2o – O segmento removido é substituído por um segmento correto de DNA. Em leveduras existem mais de 50 genes diferentes, cujos produtos (enzimas, proteínas) participam dos processos de reparo do DNA. No xeroderma pigmentosum as células humanas são incapazes de corrigir a dimerização das bases pirimídicas, produzidas pela ação dos raios ultravioleta, e estas pessoas tendem a desenvolver câncer. PERÍODO G2 Ocorrem os preparativos para a próxima mitose. Só quando todo o DNA já foi duplicado e que possíveis danos já tenham sido reparados. São sintetizadas as proteínas não histônicas que vão se associar aos cromossomos durante sua condensação na mitose. Fator promotor de maturação (MPF) é acumulado no citoplasma. É considerado o regulador geral da transição de G2 para M, induzindo a entrada em mitose. MPF causa: condensação cromossômica Ruptura do envoltório nuclear Montagem do fuso e degradação da proteína ciclina Síntese de RNAs, principalmente os extranucleares e a síntese geral de proteínas iniciada no G1. Se houver uma replicação incompleta do DNA ou DNA danificado, o sistema de controle do ciclo celular pode aplicar freios moleculares e interromper o ciclo. O Núcleo da Célula Núcleo - característica que distingue células - procarionte – eucarionte Informação genética no DNA do núcleo, pequena porção fora dele nas mitocôndrias e cloroplastos DNA _ RNAs _ Proteínas Núcleo mitótico - Mitose ¸célular Núcleo interfásico - Interfase período entre ¸ replicação DNA → DNA Transcrição tradução DNA → RNA → Proteína NÚCLEO: envoltório nuclear, cromatina, nucleoplasma e nucléolo número em geral é único e central ou periférico, acompanha a forma da célula, ou irregulares. Polinucleares – cels. Musculatres (dezenas), céls. Hepáticas (2), céls gigantes (até milhares). Tamanho variável de acordo com o metabolismo e conteúdo de DNA da célula. Céls. ativas com maior quantidade de proteínas relacionadas com a transcrição do DNA (urodelos são os maiores, em aves pequenos). Envoltório Nuclear Visível em MET, delimita o núcleo Unidades de membrana com 5 a 6 nm de espessura. A cisterna perinuclear tem espessura de 10-50 nm. Face interna com espessamento – Lâmina nuclear Face externa em continuidade com o RER (com composição química ») – núcleo como especialização do RE Membranas lipoprotéicas – assimétricas com as porções glicídicas voltadas para a cisterna perinuclear, 30% lipídeos (90% fosfolipídeos, 30% triclicérides, colestrerol e éseres de colestero), 70% proteínas (com algumas glicoproteínas) algumas comuns ao RER (como glicose-6-fosfatase, citocromo P-450, citocromo b5) Poros (1,5 a 25% da área funcional)– fusão da m.interna e externa – permitem o trânsito de macromoléculas, uniformemente distribuídos e variam em quantidade conforme a cél. e estágio funcional (+ ativa, + poros) Complexo do Poro Æ externo de 120 nm e interno de 9 nm e canal central com cerca de 40 nm. 2 aneis com arrango octagonal ancorados na bicamada lipídica, um ligado à superfície nuclear e outra a superfçie citoplasmática. Se conectam a 8 fibrilas radiais que se dirigem ao anel central do canal central e estruturas filamentosas nucleoporinas (cerca de 100) proteínas envolvidas. Abertura e fechamento parcial do complexo Moléculas coma até 9 nm Æ atravessam rapidamente, os RNA são grandes e passam pelo poro com gasto energético e o poro abre até 25 nm de Æ após o sinal. Proteínas de PM elevado (polimerases do DNA – 100.000 dátons e do RNA 200.000 dáltons) são sintetizada no citoplasma com sinal de localização nuclear (4-8 aa) reconhecido pela importina (proteína citoplasmática que se liga à proteína a ser transportada) e liga aocomplxo do poro e a proteína atravessa o poro com gasto energético. Após a passagem a importina retorna ao citoplasma. O sinal de localização nuclear permanece e permite que a proteína re-entre no núcleo após a mitose. Exportação de RNA do núcleo para o citoplasma – gasto energético – mRNA, tRNA e rRNA como complexos RNA-proteína o sinal de exportação nuclear pode estar no RNA ou na proteína. mRNA complecado com cerca de 20 proteínas formando as ribonucleoproteínas nuclares heterogêneas ou hnRNPs. rRNA também transportado em subunidades ribossômicas, tRNA ainda é desconhecido. Lâmina Nuclear – rede fibrosa com 10-20 nm de espessura iterrompida nos poros – em mamíferos pela proteína laminas A, B e C – dão forma e suporte estrutural à carioteca e responsável pela ligação das fibras crômatínicas ao envoltório. Na Mitose ocorre uma fosforilação temporária e desorganização, recompostas depois. Lamina – dímero de sub unidades protéicas que se associam através das porções a hélice de cada cadeia polipeptídica, com as 2 porções globulares de cada cadeia ficando nas extremidades. Com mudança do pH e concentração iônica os dímeros se polimerizam formando filamentos. São proteínas intrínsecas à membrana interna. A lamina B possúi uma proção lipídca que se insere na bicamada e a essa se associama as laminas A e C. Nucleoplasma Solução aquosa de proteínas, RNAs, nucelosídeos, nocleotídeos e íons + nucléolo e cromatina + proteínas (maioria enzimas de síntese e duplicação de DNA como DNA-polimerase, RNA-polimerase, topoisomerases, helicases etc...) Matriz nuclear : Lâmina nuclear + estrutural nucleolar e rede fibrilar interna (» ao citoesqueleto citoplasmático) teriam a função de ancorar as cromatinas no núcleo durante e enzimas na interfase MATERIAL GENÉTICO Cromatina (croma=cor) toada a porção do núcleo que se cora e é visível ao ML menos o nucléolo. Eucariontes – DNA + proteínas = cromatina Núcleo interfásico – cromatina compactada e/ou descompactada Núcleo em ¸ (mitose ou meiose) cromatina altamente compactada em cromossomos Condensação varia conforme o tipo celular, grau de atividade e estado de diferenciação que se encontra. Céls. nervosas e os espermatócitos apresentam cromatina pouco condensada em certas fases Plasmócitos c/ cromatina c/ grumos densos (roda de carroça) Eritroblastos condensação gradual da cromatina durante a maturação e em mamíferos culmina com a expulsão no núcleo. Cromatina com Proteínas Histonas e não-histonas com também com pequena quantidade de RNA – resultado final basofilia. Histonas – estáveis, = em massa ao DNA, PM baixo, basófilas (ricas em aa. Básicos – arginina e lisina), ligam ao DNA pelos radicais amino com o fosfato do DNA. (nem todos os fosfatos ligados a histonas, por isso a cromatina é corada por corantes básicos – basófila). H1 (220 aa-PM=23.000 dáltons é menos conservada variando entre os ¹s tecidos), [H2A, H2B, H3 e H4] (102 a 135 aa) – H3 e H4 são bastante conservadas sendo =s em ervilhas e boi e H2A e H2B com muitas seqüências idênticas. 1 região globular (enovelada), 2 regiões filamentosas. Os aa. Básicos encontram-se + nos segmento filamentoso N terminal. Os aa podem ser acetilados ou foforilados, que levam a modificação da carga eletrostática da histona e mudam a interação com o DNA e influindo na cromatina. Protaminas (» histonas) nos o~ de salmão, tubarão e truta. DNA 2O Watson e Crick (figura) 2 cadeias de plinucleotídeos complementares e antiparalelas, que se associam por pontes de hidrogênio formando uma dupla hélice com diâmetro de 2 nm. Quantidade de DNA é Express em pares de bases, chamado valor C (107 até 1011pb) Céls. somáticas = 2C de DNA Céls. germinativas = C de DNA Em geral ñ conforme sobe na filogenia com exceções (alguns urodelos com 30 Xs mais DNA que Homo sapiens, peixes pulmonados também mais elevado) paradoxo do valor C. A quantidade de DNA no citoplasma dos vertebrados é superior a mínima necessária para armazenar informação genética. RNA associado à cromatina (3%) constituído de cadeias de RNA nascente, que ainda estavam associadas a fita molde do DNA. Cromatina também contém proteínas acídicas (não histônicas) e podem ligar ao DNA ou dispersas, são muito heterogêneas (neurônios e céls. glandulares com muitas). Funções 1) Estruturais dos cromossomos (+ de 30), colaboram na disposição e dispersão do DNA nos cromossomos. 2) Relacionadas com o processo de duplicação e reparo do DNA (DNA-polimerases, helicases, topoisomerases). 3) Participam do processo de ativação e repressão gênica. Nucleossomo – unidade estrutural básica da cromatina – cilíndrico e achatado com 10 nm de Æ e 6 nm de altura, com 200 pares de bases (pb) de DNA associados a um octâmero de hstonas e a uma molécula de H1. O octâmero é formado por 2 moléculas de H1, H2, H3 e H4. o H1 se associa externamente ao DNA que envolve o penâmero. Centro nucleossômico após a digestão por proteases, sob MET, cromatina assume forma de um colar de contas. Cada conta constituída de um octâmero de H2A, H2B, H3 e H4.em torno de qual se enrola um segmento de DNA com 146 pb. Conectandose um centro nucleossômico a outro encontra-se um segmento de DNA não associado a proteínas com 15 a 100 pb, chamado de DNA de ligação. No Núcleo Interfásico Fibras de 10 nm – 1o nível de compactação da cromatina, associação de nucleossomos adjacentes e a organização depende da associação com às H1 de nucleossomos vizinhos Fibras de 30 nm – 2o nível de compactação da cromatina, enovelmanto das fibras de 10 nm em estrutura helicoidal com cada espiral com 6 nucleossomos, com H1 no interior da fibra (H1 e Mg++ são importantes na estabilização) Interfase – maior parte da cromatina que contêm genes ativamente transcritos (90% de 30 nm e 10% de 10 nm) o que permite o acesso as enzimas envolvidas na trascrição. As fibras de 30 nm podem se organizar em grandes alças que se prendem no envoltório nuclear pela lâmina nuclear. 10 % da cromatina altamente condensado - heterocromatina Cromatina e Expressão Gênica Gene – seqüência de nucleotídeos do DNA que é expresso em uma produto funcional – RNA ou cadeia Polipeptídica. Éxons – segmentos codificadores dos genes Introns – segmentos não codificadores Splicing remoção e digestão dos íntrons e posterior junção dos éxons No RNA maduro somente éxons. Eucariontes – maioria dos gens com íntrons – exceção genes que codificam histonas e os interferons de aves e mamíferos. Expressão de um gene Trancrição em uma molécula de RNA (RNA polimerase que cataliza a polimerização dos ribonuceosídeos trifosfatados (ATP, CTP, GTP e UTP) na presença de Cg++ e Mn++ Somente uma fita de DNA – molde Forma RNA complementar a fita de DNA copiada no sentido 5’- 3’ Eucariontes 3 RNAs RNA- polimerase I transcreve os rRNA nucleolares (28S, 5,8S e 18S) RNA – polimerase II sintetiza os mRNAs (posteriormente traduzidos em proteínas) RNA – polimerase III transcreve os tRNAs e a molécula do rRNA 5S Promotor - DNA contém um gene com cerca de 40 pb que liga na RNA polimerase e abrea hélice desenrolando até encontrar o sinal de término. Aí libera o RNA no nucleoplasma. Genes repetidos – fenômeno filogenético Cópias únicas- nos genomas haplóides – só 1 vez – genes estruturais – 58% dos genes de mamíferos, 54% de anfíbios, e 33% de céls. vegetais. Medianamente repetitivos – (100 a 10.000 cópias) todos eucariontes tem e a proporção aumenta com a filogênese e com o aumento do genoma – Os + são que codificam RNA ribossômico e histonas Altamente repetitivos – (acima de 10.000 cópias) seqüências curtas e restritas – DNA satélite isolados como bandas satélites. Amplificação Gênica - ¹s estímulos e fases do desenvolvimento. – fenômeno ontogenético. Tanto em genes únicos como em seqüências redundantes – alguns pufes dos cromossomos politênicos. Estados Funcionais da Cromatina. Mesma fita pode apresentar os 2 estados (alterações cíclicas) Heterocromatina – coloração mais intensa ML – não é transcrita pelo RNA Constitutiva – seqüências gênicas altamente repetitivas que nunca são trasncritas, principalmente nos centrômero, telômero e ao redor ds constrições secundárias. Facultativa – condensada em algumas céls. e descondensada em outras – ex. cromossomo X das fêmeas de mamíferos onde 1 é inativado aleatoriamente. – cromatina sexual dos neutrófilos - raquete Eucromatina – mais clara e homogêna em ML 10% na forma de cromatina ativa e menos condensada Restante menos condensada eucromatina inativa. Interfase – transcrição da cromatina ativa. – Ativação pela acetilação (acetila) e ubiqutinação (proteína ubiquitina não histônica) das histonas Nucléolo – esféricos e s/ membrana (1 a 7 mm) tamanho em geral relacionado com a síntese protéica em geral único. 60% proteínas e rRNA e pouco DNA(ribossômico). RNAs nucleolares de baixo PM MET – centro fibrilar (fibras de 4-8 nm) – rRNA e enzimas pa ribossomos e grânulos RNAr. componenete fibrilar denso (fibrilas finas (3-5nm) e componente granular (grânulos de Æ 10-15 nm). Região organizadora do nucléolo – NORs No homem 5 pares de cromossomos que na telófase se unem. Em geral DNAr em muitas cópias (homem 400 cópias) Gene – RNA-polimeraseI- rRNA (cerca de 13.000 nucleotídeos – pré rRNA) – clivagem enzimática – rRNA 28s (5.000 nucleotídeos), rRNA 18S (2.000 nucleotídeos), rRNA 5.8S (160 nucleotídeos). Proteínas são adicionadas ao rRNA, clivagem snoRNA até sair do nucléolo na forma de sub unidades. Cromossomo - estado condensado da cromatina durante a mitose ou meiose - máximo na metáfase. Metáfase – cromossomo – 2 moléculas de DNA em uma das 2 cromátides Cromátide (0,35-2 mm comprimento por 0,25-3 mm de largura) – compactação da fibra de 30 nm Esqueleto metafásico – histonas, ao redor alças de DNA não associado as histonas. Proteínas centrais não histônicas com 170 e 135 kDa. Constrição primária ou Centrômero – une as 2 cromátides Metacêntricos Sub-metacêntricos Acrocêntricos telocêntricos Cinetócoro – estrutura protéica associada a cada cromátide (0,3 mm de Æ por 0,1 de mm de comprimento) – onde se ligam os microtúbulos do fuso de divisão. Constrições secundárias – sempre no mesmo lugar, ex. RON Telômero – na extremidade do cromossomo (do Gr. Telos=fim) – impedem a adesão dos cromossomos mantendo sua estabilidade. – são replicadas pela telomerase Bandas – formadas por diferentes colorações – usado em cariótipo Banda C – DNA é desnaturado e corado com Giensa Banda G – material tratado com tripsina e corado com Giensa Banda Q – corante fluorescentes como quinacina. Cariótipo - complemento cromossômico típico da espécie, tamanho e morfologia. Usa tratamento com colchicina (alcalóide que impede a polimerização dos microtúbulos do fuso durante a divisão) Ideograma – representação do cariótipo, onde os cromossomos são ordenados aos pares. Homólogo – cada cromossomo apresenta 1 homólogo. Haplóide – n cromossomos Diplódie – 2 n cromossomos. Cromossomos Politênicos – (polis= muito, tainia= fio) cromossomos gigantes observados sob ML em larvas de insetos dípteros. Em diferentes tecidos como túbulos de Malpighi, gls. Salivares, trato digetivo etc... 150 a 250 mm de comprimento. Até 1.000 Xs o cromossomo normal do animal. Grande número de filamentos paralelos Homólogos pareiam e duplicam repetidas vezes Cromômeros – regiões mais compactadas Intercromoméricas – menos compactadas Padrão de bandas e interbandas típico. Pufes – desespirilização do DNA – padrão típico para cada tecido, produzem RNA é um processo de amplificação gênica. Ecdisona hormônico produzido na gl. Protoráxica tem controle na produção dos pufes. Cromossomos Plumosos em ovócitos de anfíbios, na prófase (diplóteno) da meiose. Até 1,5 mm de comprimento unidos pelo quiasma Constituído por 2 cromátides Cromômeros – regiões mais compactadas Intercromoméricas – menos compactadas Alguns dos cromômeros se desespiralizam formando alças simétricas – aspecto de pluma Intensas síntese de RNA nas plumas Coincide com a fase de intenso crescimento do ovócito. Divisão Celular - Caracterização das Fases da Mitose Divisão Celular - Caracterização das fases da Meiose A informação contida nos genes é copiada e transmitida para células-filhas milhões de vezes durante a vida de um organismo pluricelular. A genética emergiu como ciência no início do século XX. quando Hugo de Vries e Carl Correns redescobriram os trabalhos de Gregor Mendel (de 1866). Os genes são elementos que contêm as informações que determinam as características de um organismo, assim o conhecimento da estrutura físico química desses elementos torna-se uma ferramenta importante para a compreensão da genética. o 1869: Johann Miescher – composto de natureza ácida, rico em fósforo e nitrogênio, desprovido de enxofre e resistente à ação da pepsina (nucleína). o 1880: Albrecht Kossel – nucleínas continham bases nitrogenadas. o 1889: Richard Altman – confirmação da sua natureza ácida - ácido nucléico que, degradado, liberava 2 bases púricas (A e G) e 2 bases pirimídicas (T e C). o 1912: Phoebis Levene e Walter Jacobs – base nitrogenada + pentose + fosfato – nucleotídeo o 1933: James Alloway – extrato de bactérias S transformava bactérias R em S. o 1944: Oswald Avery - Tratamento com DNAse tira do extrato o poder de transformar bactérias R em S. o 1952: Hershey e Chase - Vírus bacteriófago T2 - proteínas não contêm fósforo e DNA não contem enxofre o 1953: James Watson e Francis Crick - O modelo da dupla hélice duas cadeias polinucleotídicas dispostas em hélice unidas por pontes de H entre pares de bases específicos (A-T e C-G), sendo as duas cadeias são complementares e antiparalelas sugerem um possível mecanismo de cópia para o material genético. Bases púricas: dois anéis contendo N fundidos (A e G) Bases pirimídicas: um anel contendo N (T, C e U) Cadeias de nucleotídeos Ligações fosfodiéster entre nucleotídeos As cadeias possuem orientação (extremidades 5’ e 3’) Duas cadeias antiparalelas Esqueletos açúcar-fosfato ficam para fora e as bases para dentro As duas fitas são complementares (A-T e C-G) e antiparalelas Pares de bases fazem pontes de H. A dupla hélice gira para a direita. Pares A-T e C-G têm diâmetro exato para caberdentro da dupla hélice. A hélice dá uma volta completa a cada 3,4nm (aprox. 10pb) -> distância entre dois pares vizinhos é de 0,34nm. O modelo apresentado por Watson e Crick é a forma DNA B, principal forma presente nas células. O DNA pode assumir outras formas dependendo da composição de bases e das condições do meio. - DNA A: quando a umidade é muito baixa. Tem 11pb por volta completa da hélice e a distância entre os pares adjacentes é cerca de 0,25nm. - DNA Z: a hélice gira para a esquerda, 12pb por volta completa da hélice. Ocorre em moléculas curtas de DNA compostas por nucleotídeos alternados purina-pirimidina. genes são partes da molécula de DNA Seqüência de nucleotídeos -> Seqüência de aminoácidos Genoma: toda a informação contida no DNA de um organismo Eucariontes possuem o DNA nuclear dividido em cromossomos A maioria das células humanas possui duas cópias de cada cromossomo – cromossomos homólogos (exceto cromossomos sexuais de homens - Y) 46 cromossomos no total: 22 pares + XX ou XY Cariótipo: conjunto de cromossomos de um organismo. Estudo de aberrações cromossômicas BANDEAMENTO DOS CROMOSSOMOS Bandas G: coloração com Giemsa “junk” DNA - seqüências de DNA repetitivas. introns e exons 1,5% do genoma codificam proteínas Genoma humano é 200x maior que de S. cerevisiae,30x menor que algumas plantas e anfíbios e 200x menor que algumas espécies de ameba Organismos semelhantes podem ter o tamanho do genoma muito diferente Seres humanos possuem 46 cromossomos, algumas espécies de cervos possuem 6, enquanto algumas espécies de carpas possuem mais de 100 cromossomos. Espécies com tamanho de genoma semelhante podem ter número e tamanho de cromossomos muito diferentes. Seqüências de nucleotídeos funcionais são conservados na evolução, enquanto os não funcionais podem mutar livremente. Sintenia: a presença de regiões de cromossomos com os mesmos genes na mesma ordem em diferentes espécies. O processo de replicação, separação das cópias e divisão nas células filhas a cada divisão celular passa por uma série de estágios que, em conjunto, são chamados de ciclo celular.Durante a intérfase ocorre a replicação e na mitose os cromossomos são separados e distribuídos para as células filhas. Durante a intérfase, a cromatina é fina e alongada de modo que os cromossomos são dificilmente distingüíveis. Na mitose, os cromossomos estão altamente condensados e são mais facilmente visualizados. Centrômero, telômero e origem de replicação São seqüências de nucleotídeos especializadas às quais ligam-se proteínas específicas que guiam a replicação e segregação de cromossomos. Origem de replicação: onde a duplicação do DNA inicia-se. Centrômero: onde os fusos mitóticos ligam-se aos cromossomos para separá-los. Telômeros: seqüências de nucleotídeos repetidas nas terminações dos cromossomos. Permitem replicação eficiente e evitam o reconhecimento dessas terminações como regiões que precisam de reparo. A figura abaixo indica os tipos de cromossomos (I) metacêntrico, (II) submetacêntrico, (III) acrocêntricoe (IV) telocêntrico , a seta aponta o cêntromero e a cabeça de seta a cromátide irmã.