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CITOLOGIA Luana Vaz 
UNIDADE DE MEDIDAS 
Apresentam tamanho na ordem de MICRÔMETROS. 
 
 
1 milímetro contém 1.000 micrômetros. 
0,5 milímetros contêm 500 micrômetros. 
1 mm = 1.000 µm e 0,5 mm = 500 µm. 
 
O DIÂMETRO DA CÉLULA SANGUÍNEA DENOMINADA 
DE GLÓBULO VERMELHO É DE APROXIMADAMENTE 
7 µM. 
TIPO DE EXAME CLÍNICO: HEMOGRAMA 
Com base no hemograma, há por milímetro cúbico: 
 
 na mulher acima de 16 anos – 3,9 até 5,0 milhões/mm3 ; 
 no homem acima de 16 anos – 4,0 até 5,5 milhões/mm3 ; 
 glóbulos vermelhos – MICRÓCITOS E MACRÓCITOS. 
 
 
IMPORTÂNCIA / APLICAÇÃO DAS DIMENSÕES DOS 
GLÓBULOS VERMELHOS 
O VALOR CORPUSCULAR MÉDIO – VCM 
O QUE SÃO MICRÓCITOS E MACRÓCITOS? 
Resposta: hemácias com diâmetros, respectivamente, 
inferior e superior a 7 µm. 
 ANEMIAS MICROCÍTICAS – ferropriva e talassêmicas; 
 ANEMIAS MACROCÍTICAS – perniciosa e 
megaloblástica. 
 
O ESPERMATOZOIDE APRESENTA COMPRIMENTO DE 65 
µM. 
 
Um estudante, ao observar uma determinada célula, com 
aumento de 100 x no microscópio óptico composto, 
visualizou algumas partes fundamentais como núcleo e 
citoplasma. Ao passar para o aumento máximo de 1.000 x, 
apenas notou a presença do núcleo ocupando todo o campo. 
Pergunta-se: qual é o tamanho aproximado deste núcleo? 
a) 1.500 µm. b) 750 µm. c) 500 µm. d) 375 µm. e) 150 µm 
 
EXAMES MICROSCÓPICOS 
EXAME IN VIVO 
estuda células vivas com o uso de corantes especiais (verde 
Janus, azul de Trypan) e com o emprego do Microscópio de 
Fase. 
EXAME POST MORTEM 
estuda células mortas, já fixadas e conservadas com o uso 
de diferentes tipos de corantes e com o emprego de 
diversos tipos de microscópios. 
 
BIÓPSIA é um exame que consiste na retirada de uma 
pequeno nódulo suspeito, em qualquer parte do corpo, 
para realizar uma análise laboratorial. 
NECROPSIA OU AUTÓPSIA: A mais conhecida das funções 
do IML é a necropsia, vulgarmente chamada de autópsia - 
exame do indivíduo após a morte 
VIVISSECÇÃO: dissecação anatômica ou qualquer 
operação congênere feita em animal vivo para estudo de 
algum fenômeno fisiológico. 
 
 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
TÉCNICA HISTOLÓGICA DE ROTINA PELO 
MÉTODO DE COLORAÇÃO HEMATOXILINA E 
EOSINA (H&E) 
É uma preparação post mortem. 
 Objetivo(s) e seleção do material para técnica por 
H&E. 
 Outros tipos de técnicas: citoquímicas e 
histoquímicas. 
A cito/histoquímica é uma técnica histológica que tem por 
objetivo a identificação da natureza química de constituintes 
celulares. Consiste na coloração específica desses 
constituintes, recorrendo basicamente a substâncias que, 
reagindo com os componentes celulares, dão origem a 
produtos corados. Um dos exemplos clássicos é a coloração 
de Groccot, a substância contendo sais de prata reage com a 
parede celular de fungos tornando-os visíveis ao 
microscópio de luz. Outras colorações incluem o Ziehl-
Nielsen, Fontana Masson, Picro-sirius, Verhoeff, entre 
outros. 
 Técnica do H&E, do Tricrômico de Masson e do T. 
de Mallory em relação a técnicas do PAS, de 
Gomori, de Feulgen. 
 Etapas e tempo de realização das técnicas. 
 Garantia da conservação do material é dado pelo 
tratamento químico ou físico do material (fixação). 
ETAPAS DA TÉCNICA HISTOLÓGICA DE ROTIN A 
 
COLETA DO MATERIAL 
O objetivo da coleta é retirar os órgãos a serem analisados 
de um determinado organismo. Dependendo do material a 
ser coletado, a remoção pode ser realizada com o organismo 
ainda vivo por biópsia ou durante uma cirurgia, assim como, 
após a morte pela realização de necropsia 
ANESTESIA 
 
FIXAÇÃO 
O material, uma vez coletado, é imediatamente lavado em 
água e introduzido no fixador. A fixação visa à preparação 
da morfologia e da constituição química das células e 
tecidos. Uma vez mergulhado o órgão no fixador, as células 
morrem imediatamente, evitando processos autolíticos. 
Agentes fixadores: físicos (calor, frio) e químicos (formol, 
Bouin, Zenker). 
Os mais utilizados são: FORMOL A 10%, LÍQUIDO DE 
BOUIN, DE HELLY E DE ZENKER. É muito comum o uso 
do líquido de Bouin. 
DESIDRATAÇÃO DO MATERIAL 
O material é desidratado com álcool, pois é solúvel na água 
e no xilol. Utiliza-se uma bateria alcoólica de concentrações 
crescentes. 
DIAFANIZAÇÃO DO MATERIAL 
Nesta etapa utiliza-se xilol, que é ao mesmo tempo 
solvente do álcool absoluto e da parafina. Além disso, o 
xilol clareia a peça, tornando-a translúcida, pois dissolve os 
lipídeos. 
IMPREGNAÇÃO DO MATERIAL 
Nesta etapa o xilol será substituído pela parafina fundida a 
mais ou menos 60º C. Utiliza-se parafina histológica com 
preparação especial. Componentes para a preparação de 
1,2 kg de parafina histológica 
INCLUSÃO OU EMBLOCAMENTO 
utiliza-se uma forminha de papel e/ou peças de alumínio 
o ocorre fora da estufa. Enche-se uma forminha com a 
parafina líquida. Com uma pinça aquecida, pega-se a peça e 
se a introduz no fundo da forminha. Quando a parafina 
começa a se solidificar, acrescenta-se água na cuba que 
contém a forminha. A inclusão é importante para dar 
suporte ao material. 
Aparamento do bloco de parafina: depois de sua 
solidificação, este é aparado com o auxílio de um bisturi ou 
espátula aquecida. Costuma-se grudar um suporte de 
madeira ao bloco para sua melhor fixação no micrótomo. 
MICROTOMIA 
Para a realização dessa etapa, utiliza-se um aparelho 
chamado micrótomo, que tira finas fatias de 5 a 10 
micrômetros do bloco de parafina. Antes de se iniciar esta 
etapa, devem-se limpar com álcool absoluto com o auxílio 
de uma gaze as lâminas que irão receber os cortes. As 
lâminas são colocadas em um suporte de madeira. Em 
seguida, são albuminizadas para ajudar a aderência dos 
cortes. Outro procedimento utilizado é o banho-maria. 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
COLORAÇÃO DAS LÂMINAS 
Atuação dos corantes: a hematoxilina é um corante básico 
e cora estruturas ácidas em azul ou roxo. A hematoxilina é 
um corante vermelho escuro, e, quando uma estrutura uma 
vez corada apresenta cor diferente do corante, diz-se que 
essa estrutura exibe o fenômeno chamado metacromasia 
em relação a esse corante. As estruturas ácidas que 
apresentam afinidade por corante básicos diz-se que são 
basófilas. 
 A eosina é um corante ácido de cor vermelha e cora 
estruturas básicas, como o citoplasma e fibras colágenas, 
em róseo. Essas estruturas são ditas acidófilas ou 
eosinófilas 
MONTAGEM DA LÂMINA 
Consiste em colar uma lamínula sobre o material para 
protegê-lo. A resina utilizada, o bálsamo do Canadá, não é 
hidrossolúvel, por essa razão, temos que desidratar as 
lâminas antes de se efetuar a montagem. 
 
O NÚCLEO É ÁCIDO, LOGO, POSSUI AFINIDADE POR 
CORANTE BÁSICO (ALCALINO), COMO A 
HEMATOXILINA. ASSIM, O NÚCLEO APRESENTA 
BASOFILIA CELULAR; JÁ O CITOPLASMA É ALCALINO 
(BÁSICO), POSSUI AFINIDADE PELO CORANTE ÁCIDO 
EOSINA. 
 
CÉLULAS EUCARIÓTICAS 
CLASSIFICAÇÃO 
morfológicos, fisiológicos, embriológicos, genéticos, 
histológicos e patológicos 
com base no nos graus de diferenciação e maturidade – 
LÁBEIS, ESTÁVEIS E PERMANENTES; 
com base no graus de individualidade – LIVRES, 
FEDERADAS, ANASTOMOSADAS, SINCÍCIOS E 
PLASMÓDIOS. 
 
 
 
NOMENCLATURA CELULAR 
 CÉLULAS VEGETAIS: de sustentação, de condução, da 
epiderme, do meristema e do parênquima. 
 CÉLULAS ANIMAIS: epiteliais, conjuntivas, musculares 
e nervosas. 
 CÉLULAS SOMÁTICAS: constituintes de uma parte do 
corpo, possuem 46 cromossomos (são diploides – 2n). 
 CÉLULAS GAMÉTICAS / GERMINATIVAS: células 
reprodutoras, possuem 23 cromossomos (são haploides – 
n). 
 CÉLULAS HAPLÓIDES: espermatozoide e oócito. 
 CÉLULAS DIPLÓIDES: melanócito, macrófago, miócito, 
neurônio. 
 CÉLULAS-TRONCO: embrionária, do cordão umbilical, 
da medula óssea, entre muitas outras. 
CÉLULAS E TECIDOS – MICROSCOPIA ÓPTICA 
(DE LUZ) 
LÁBEIS 
Tem um curto período de vida e são pouco especializadas.Não formando tecidos. 
EX. HEMÁCIAS, ESPERMATOZÓIDES, ETC. 
CÉLULAS ESTÁVEIS 
Multiplicam-se durante toda a fase de crescimento do 
indivíduo e param, podendo voltar a se multiplicarem em 
caso de uma cirurgia ou acidente. 
São mais especializadas que as células lábeis. 
EX. FIBRAS MUSCULARES LISAS, DO TECIDO ÓSSEO, 
CARTILAGINOSO, ETC 
Obs. As células vegetais são do tipo “estáveis”. 
CÉLULAS PERMANENTES (OU PERENES) 
São as mais especializadas (= diferenciadas); 
 Multiplicam-se apenas durante o período embrionário e 
não mais se reproduzem. 
EX. CÉLULAS NERVOSAS (NEURÔNIOS), FIBRAS 
MUSCULARES ESTRIADAS. 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
CÉLULAS LIVRES 
EX. LEUCÓCITOS E HEMÁCIAS. 
FEDERADAS 
EX. FIBROBLASTOS, OSTEÓCITOS. 
SINCÍCIOS 
FIBRAS MUSCULARES ESTRIADAS ESQUELÉTICAS. 
 
CÉLULA EUCARIÓTICA 
PRINCIPAIS CONSTITUINTES QUÍMICOS 
INORGÂNICOS: AGUA 
Constituída por dois gases na proporção de 2:1. 
 Sua fórmula química é: H2O e apresenta-se nos três 
estados da matéria. 
 É o constituinte mais abundanteda matéria viva e a sua 
quantidade no organismo vai depender de vários fatores, 
como: grau de evolução, idade, metabolismo celular. 
 Constitui a fase dispersante do sistema coloidal 
(solvente). 
 Catalizador das reações químicas e com função 
homeotérmica. 
 É um veículo condutor de substâncias entre as células. 
 Mantém o equilíbrio osmótico das células vegetais pelos 
mecanismos de plasmólise e de turgescência. 
INORGÂNICOS: SAIS MINERAIS 
 Composto químico que resulta da ação de um ácido 
sobre uma base (reação de salificação ou neutralização). 
 Os sais mais frequentes são cálcio, fósforo, cloro, sódio e 
potássio; e os menos encontrados são de iodo, ferro, e 
magnésio. 
SÃO FUNÇÕES DOS SAIS:  intervir no equilíbrio 
osmótico da célula, fazendo variar a sua concentração; 
  regular o equilíbrio ácido-básico (controlar o pH / função 
denominada de tampão). 
 
 
ORGÂNICOS: PROTEÍNAS 
 Constituem o substrato da matéria viva, são compostos 
nitrogenados, resultantes da polimerização de aminoácidos 
e com função mista, pois apresentam dois radicais, o 
amínico e o carboxila, respectivamente, -NH2 e -COOH. 
  Há PROTEÍNAS SIMPLES: por hidrólise, originam só 
aminoácidos. 
 Há PROTEÍNAS CONJUGADAS: por hidrólise, originam, 
além dos aminoácidos, outras substâncias (grupos 
prostéticos) como a glicose. 
 Proteoglicanas: são proteínas conjugadas que não 
formam cadeias ramificadas. Exemplo: glicosaminoglicanas 
com e sem o radical sulfato. 
 Glicoproteínas: são proteínas conjugadas que formam 
cadeias ramificadas. 
ORGÂNICOS: LIPÍDIOS 
 A reação entre álcool + ácidos graxos = lipídio + água. 
 A reação entre álcool + lipídio = triglicerídeos. 
 Funções: estrutura da matéria viva, como fonte 
energética, isolamento térmico dos animais e, ainda, 
reserva orgânica. 
 
 Ácidos graxos são derivados da série de hidrocarbonetos 
saturados de cadeia aberta. 
  Triglicerídeos são éster de glicerina, no qual grupos 
hidroxílicos são esterificados com um ácido graxo. 
 Ácido + álcool  éster + água. 
 
ORGÂNICOS: CARBOIDRATOS 
 Apresentam quimicamente: C, H e O; função é 
energética. 
 Vegetais / autótrofos: CO2 + H2O forma carboidrato + 
O2. 
 Animais / heterótrofos: C6H12O6 + O2 forma CO2 + H2O 
+ ATP 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
.  Importância biológica da glicose: respiração celular. 
  Animais: glicose: solúvel / glicogênio / concentração 
osmótica. 
 Vegetais: polimerização da glicose em amido. 
 Isômeros da glicose: frutose e galactose 
(monossacarídeos). 
 Hexoses e pentoses. 
 Dissacarídeos: sacarose e maltose são hidrossolúveis e 
doces. 
 Polissacarídeos: glicogênio, amido e celulose não são 
hidrossolúveis e nem doces. 
ORGÂNICOS: ÁCIDOS NUCLEICOS 
 Nucleotídeos formam ácidos nucleicos: DNA, RNA. 
 H3PO4 + pentose + base nitrogenada = nucleotídeo. 
  Nucleotídeos constituem o DNA e o RNA. 
 Pentose no DNA (desoxiribose) e no RNA (ribose). 
  Bases nitrogenadas: purínicas = adenina (A) e guanina 
(G). 
 Bases nitrogenadas: pirimidínicas = citosina (C) e timina 
(T). 
  Bases nitrogenadas: DNA = A/T e G/C – RNA = A/U e G/C. 
 U = Uracila – base pirimidínica do RNA. 
 DNA: comanda o funcionamento celular e transmite a 
informação genética. 
 RNA: constitui-se no códon/RNAm, nos ribossomos/RNAr 
e no RNAt. 
 
 
 
 
 
 
 
 
CÉLULA EUCARIÓTICA 
CONSTITUIDA POR MEMBRANA PLASMATICA, CITOPLASMA 
E NÚCLEO 
 
ESTRUTURA DA MEMBRANA PLASMÁTICA 
modelo do mosaico fluido + glicocálix 
 
 
 
Formada por uma bicamada de fosfolipídios, juntos as 
proteínas, constitui numa estrutura fluída, que se deforma 
com facilidade. 
Apresenta polaridade  externamente e internamente 
apresenta cargas elétricas e a parte central é apolar ( sem 
carga elétrica ). 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
TRANSPORTE PELA MEMBRANA PLASMATICA 
TRANSPORTE ATIVO, TRANSPORTE PASSIVO E 
OSMOSE 
 
COMO AS MOLÉCULAS ENTRAM E SAEM DAS 
CÉLULAS? 
A maior parte das moléculas (Ex: Glicose, 
aminoácidos, nucleotídeos) e íons, também 
chamados de “solutos”, entram e saem das células 
através de PROTEÍNAS ESPECIALIZADAS no 
transporte, altamente seletivas. Um menor número 
de pequenas moléculas polares (Ex: etnol) e 
apolares (EX: O2, CO2, N2) podem atravessar de 
um lado para outro da membrana através da 
bicamada de lipídeos. 
Além de solutos, ocorrem nas células a entrada e 
saída de partículas maiores, como proteínas e 
bactérias. 
DIFUSÃO SIMPLES 
TRANSPORTE PASSIVO 
Através da dupla camada de fosfolipídios e de canais 
formado por proteínas que atravessam a membrana celular 
OCORRE SEM A PARTICIPAÇÃO de proteínas 
transportadoras. É UM TRANSPORTE PASSIVO. 
Moléculas de baixo peso molecular, ou lipofílicas, como os 
gases oxigênio (O2), nitrogênio (N2), dióxido de carbono 
(CO2) e até mesmo as vitaminas lipossolúveis atravessam 
facilmente a bicamada lipídica, se dissolvendo na matriz 
lipídica. 
 
 
 
DIFUSÃO FACILITADA 
TRANSPORTE PASSIVO 
A substancia se liga a uma proteína transportadora que 
facilita o acesso da substancia de um lado a outro da 
membrana celular 
É o transporte passivo que acontece através de proteínas. O 
soluto passa do lado MAIS concentrado para o lado MENOS 
concentrado, isto é, a favor de gradiente. NÃO HÁ 
GASTO DE ENERGIA 
 
VELOCIDADE DA DIFUSÃO 
NA DIFUSÃO SIMPLES, a velocidade da difusão é 
diretamente proporcional a diferença de concentração da 
substancia ente os lados da membrana 
NA DIFUSÃO FACILITADA, a velocidade de difusão 
depende da capacidade da proteína carregadora 
 
 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
OSMOSE 
TRANSPORTE PASSIVO 
do meio MENOS CONCENTRADO em soluto (mais água e 
menos soluto) para o lado MAIS CONCENTRADO em 
soluto (menos água e mais soluto), sem gasto de energia. É 
um tipo de transporte passivo. 
Quando a água sai do interior da célula para o meio 
extracelular, a célula diminui de volume. Quando a água 
entra no citoplasma, a célula aumenta de volume. 
 
 
A osmose sempre ocorrerá da solução HIPÔTONICA ( 
menor tonicidade ) em direção a solução HIPERTÔNICA ( 
maior tonicidade ) 
o Quando colocadas em solução ISOTÔNICA, as 
células não perdem e nem ganham volume, pois a 
osmose não acontece 
o Quando colocadas em solução HIPERTÔNICA, as 
células irão murchar 
o Quando colocadas em solução HIPÔTONICAS as 
células irão inchar 
. 
 
 
 
 
TRANSPORTE ATIVO 
A BOMBA DE SÓDIO E POTÁSSIO (NAK-ATPASE) 
Um exemplo clássico de transporte ativo é a bomba de 
sódio e potássio (NaK-ATPase). A concentração do íons de 
potássio (K+) dentro da célula é alta e fora da célula é baixa. 
Veja na figura abaixo. O inverso é observado para o íon 
Na+: concentração baixa dentro da célula e alta fora. Essas 
concentrações devem ser mantidas para a que a célula 
funcione de forma adequada. A proteína transportadora 
NaK-ATPasebombeia Na+ para fora, contra o gradiente de 
concentração, e K+ para dentro, também contra gradiente 
de concentração 
 
Concentração de potássio: dentro da célula = alta; fora da 
célula = baixa. 
Concentração do sódio: dentro da célula = baixa; fora da 
célula = alta. 
Os dois íons são transportados CONTRA o gradiente de 
concentração 
 
QUANTO MAIOR O NUMERO DE PARTICULAS, MAIOR A 
CONCENTRAÇÃO, E QUANTO MAIOR O GRADIENTE DE 
CONCENTRAÇÃO, MAIS RÁPIDA E A DIFUSÃO 
 
 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
ENDOCITOSE, FAGOCITOSE E PINOCITOSE 
ENDOCITOSE 
Processo pelo qual as células vivas absorvem matéria 
(moléculas, pedaços de detritos ou outras células) - Entrada 
de substâncias em uma célula por englobamento das 
partículas pela membrana celular - Captação de 
macromoléculas, partículas ou células - Vesícula endocítica: 
formada a partir da membrana 
Processo de englobamento de grande quantidade de 
partículas pelas células eucarióticas. O processo de 
transporte visa absorver substâncias presentes no meio 
extracelular para o meio intracelular. 
A endocitose geralmente é classificada levando como base 
a substância que é absorvida durante o processo e pode ser 
classificada em: 
FAGOCITOSE: englobamento de partículas grandes e 
sólidas presentes no meio extracelular; 
PINOCITOSE: absorção de substâncias líquidas ou 
partículas menores dissolvidas; 
ENDOCITOSE MEDIADA: absorção de partículas que se 
ligam em receptores presentes na membrana externa. 
Assim que a partícula se liga nos receptores, a membrana 
plasmática se deforma para absorver a substância. 
 
Com a deformação da membrana, a partícula a ser 
absorvida passa a se localizar no interior de vesículas 
chamadas endossomos. 
 
 
 
 
 
FAGOCITOSE 
O englobamento de partículas grandes e sólidas, incluindo 
até microorganismos, pode ter diversas finalidades. Alguns 
protozoários se alimentam apenas por fagocitose e alguns 
processos do sistema imune dependem da fagocitose para 
controlar infecções. Ou seja, é através da fagocitose que 
partículas são absorvidas e digeridas no interior celular. 
O processo inicia-se com a aproximação da partícula a ser 
absorvida. a célula começa a deformar sua membrana 
plasmática, formando braços chamados de pseudópodes 
(do grego, "falsos pés") que se projetam para além da 
membrana e englobam a partícula formando uma vesícula 
chamada de fagossomo. 
 
PINOCITOSE 
A pinocitose envolve a absorção de partículas líquidas ou 
substâncias pequenas diluídas que não entram na célula 
pelos outros transportes como difusão ou bombeamento. 
No processo de pinocitose, a célula se encontra em meio 
aquoso contendo a substância a ser absorvida e, ao 
contrário do processo de fagocitose, a membrana 
plasmática não se deforma formando os pseudópodes, mas 
forma invaginações que são preenchidas pelo líquido a ser 
absorvido. Embora a célula não projete braços para 
envolver a substância, a pinocitose também gasta energia, 
sendo, portanto, um processo ativo. 
Diversos hormônios e os menores vasos sanguíneos 
dependem da pinocitose para serem absorvidos ou 
absorver moléculas, respectivamente 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
DIFERENÇAS ENTRE FAGOCITOSE E PINOCITOSE 
A FAGOCITOSE refere-se ao englobamento de partículas 
sólidas, a partir da formação dos pseudópodes. 
A PINOCITOSE é o englobamento de líquidos. Além disso, 
não se formam pseudópodes. Para englobar as partículas, a 
membrana plasmática sofre invaginações, aprofundando-se 
em direção ao seu citoplasma e formando um canal que se 
estrangula nas bordas. 
ENDOCITOSE MEDIADA 
A endocitose mediada por um receptor ocorre em diversas 
infecções virais, o próprio HIV entra na célula hospedeira 
por endocitose mediada. 
O processo é semelhante a fagocitose, mas neste caso, 
receptores proteicos localizados no lado externo da 
membrana plasmática possuem afinidade por substâncias 
específicas. 
Dessa forma, a substância, ao se ligar aos receptores, 
promove a deformação da membrana plasmática, que sofre 
invaginação absorvendo a substância no interior da célula 
através dos endossomos. 
Esse tipo de endocitose é mais rápida e eficiente, pois os 
receptores, ao se afinizar com a substância específica, 
promove uma deformação mais rápida da membrana 
plasmática. 
EXOCITOSE 
A exocitose consiste na eliminação dos restos das partículas 
digeridas para fora da célula. Ao final do processo de 
digestão das partículas, 
Esse processo de eliminação dos restos da digestão celular 
é chamado de CLASMOCITOSE. 
Os restos, que estão contidos na vesícula, serão 
encaminhados até a membrana e se fundirá com ela. Por 
conseguinte, ela se abrirá para o exterior e eliminará o 
conteúdo. A membrana da vesícula irá se reintegrar à 
membrana da célula que realizou a endocitose. 
A exocitose também pode ocorrer em células secretoras, 
sendo a forma pela qual a célula irá secretar as substâncias 
que produz. Por exemplo, as células de glândulas que 
liberam hormônios. 
 
Eliminação dos restos para fora da célula por exocitose 
 
A EXOCITOSE PODE OCORRER DE DUAS FORMAS: 
EXOCITOSE CONSTITUTIVA: liberação de substâncias de 
forma contínua. 
EXOCITOSE REGULADA: a eliminação de substâncias só 
ocorre na presença de um estímulo. 
MEMBRANA PLASMÁTICA –SISTEMA DE 
SINALIZAÇÃO 
SINALIZAÇÃO CELULAR 
A sinalização celular é a forma como as células conseguem 
comunicar-se. Durante esse processo, uma molécula 
sinalizadora é produzida e, então, liga-se à célula-alvo. 
 
A sinalização celular é a forma como uma célula comunica-
se com outra a partir de sinais por elas emitidos. São esses 
sinais que determinarão quando e como uma célula deverá 
agir. Por esse processo, torna-se possível a integração das 
células de um organismo multicelular. 
 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
ETAPAS DA SINALIZAÇÃO CELULAR 
Para que a sinalização celular ocorra, é importante a 
presença de alguns elementos: A CÉLULA 
SINALIZADORA, A MOLÉCULA SINALIZADORA E A 
CÉLULA-ALVO 
A CÉLULA SINALIZADORA é aquela responsável pela 
produção da MOLÉCULA SINALIZADORA, a qual, por sua 
vez, será responsável por levar informações entre as 
células. 
 JÁ A CÉLULA-ALVO receberá a molécula sinalizadora, 
que se ligará a receptores específicos. Esses receptores 
podem estar na membrana ou no interior da célula. 
1. As células sinalizadoras sintetizam e liberam a 
molécula sinalizadora; 
2. A molécula sinalizadora segue em direção à célula-
alvo, a qual pode estar localizada próxima ou não à 
célula sinalizadora; 
3. A molécula sinalizadora liga-se a um receptor 
específico, localizado na célula-alvo; 
4. Um sinal é emitido; 
5. Modificações no metabolismo da célula garantem 
uma resposta celular. 
TIPOS DE SINALIZAÇÕES 
Existem diferentes tipos de sinalização celular, que se 
diferenciam principalmente pela rota estabelecida pela 
molécula sinalizadora até alcançar a célula-alvo. 
SINALIZAÇÃO AUTÓCRINA: a molécula sinalizadora é 
produzida por uma célula sinalizadora que também é a 
célula-alvo; 
SINALIZAÇÃO PARÁCRINA: nessa sinalização, a molécula 
sinalizadora é liberada e atua em células que estão 
próximas a ela. Nesse processo, a molécula encontra a 
célula-alvo por processo de difusão; 
SINALIZAÇÃO ENDÓCRINA: nessa sinalização, as 
moléculas sinalizadoras, chamadas de hormônios, são 
lançadas na corrente sanguínea para atuar em células-alvo 
distantes; 
SINALIZAÇÃO SINÁPTICA: nessa sinalização, observa-se 
que as moléculas sinalizadoras, denominadas de 
neurotransmissores, são lançadas em junções 
especializadas entre neurônios e células-alvo, chamadas de 
sinapses; 
SINALIZAÇÃO NEUROENDÓCRINA: esse tipo de 
sinalização ocorre em neurônios especializados, que 
liberam os neurormônios, os quais serão lançados na 
corrente sanguínea, desencadeando resposta em células-
alvo distantes. 
 
JUNÇÕES DE ADESÃO 
As junções de adesão são um tipo de junção celularque 
formam uma espécie de cinturão em torno da célula, 
permitindo que ela se una a outras células à sua volta. Essas 
junções são importantes porque evitam a perda de líquido 
extracelular através da camada de células 
 
JUNÇÕES INTERMOLECULARES 
As junções intercelulares são especializações presentes nas 
regiões mediadas pela membrana plasmática e envoltórios 
celulares. Além das junções de adesão, outros tipos de 
junções intercelulares são: Desmossomos, Zônulas oclusivas 
(junções oclusivas), Nexos (junções comunicantes) 
 
 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
MEMBRANA CELULAR: ESPECIALIZAÇÕES 
1) Aumento de superfície 
2) Junções intercelulares 
AUMENTO DE SUPERFÍCIE 
Microvilosidades : presentes em muitos tipos celulares; nos 
mamíferos são mais bem estudadas em células epiteliais do 
intestino delgado Função: Aumento da superfície de 
absorção 
 
Estereocílios : semelhantes à microvilosidades, porém 
formam ramificações mais longas. Encontrados nos 
epitélios que revestem o epidídimo aparelho genital 
masculino . Função: Aumento da superfície de absorção . 
 
 
 
Cilios e Flagelos: estruturas móveis que se projetam da 
membrana plasmática das células e desempenham funções 
locomotoras e de defesa 
 
ORGANELAS CITOPLASMÁTICAS DE MEMBRANA 
Presente em todas as células eucarióticas, o retículo 
endoplasmático tem íntima relação estrutural com o núcleo 
celular. A membrana nuclear externa é contínua e forma as 
membranas que formam o retículo. 
Inclusive, essa organela possui uma quantidade abundante 
de membrana, que se dobra e ramifica. Assim, formam-se 
túbulos ramificados e vesículas que se comunicam entre si, 
formando uma espécie de labirinto ou enovelamento 
dentro do citoplasma. 
Ao redor da membrana nuclear externa que recobre o RE, 
podem ser observados ribossomos aderidos à parede, 
voltados para o ambiente citoplasmático — essa é a 
configuração do retículo rugoso. Enquanto isso, outras 
porções da mesma organela não possuem nenhum 
ribossomo preso, nesse caso, trata-se do RE liso. 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO RUGOSO / GRANULAR 
função do RE rugoso, que também pode ser chamado de 
ergastoplasma, se relaciona completamente com a 
presença de ribossomos em sua parede. Basicamente, os 
ribossomos são essenciais para a síntese de proteínas, onde 
são lidos os RNAm para a tradução dessas moléculas. 
tem a função de produzir proteínas que tenham 
característica transmembrana. Parte da estrutura proteica 
ficará dentro de um compartimento, enquanto que a outra 
parte fica em outro ambiente; para isso, a molécula 
atravessa uma membrana. 
São sintetizadas também as proteínas que ficarão dentro de 
compartimentos intracelulares, como o próprio citoplasma. 
E, por fim, também passam por essa organela as moléculas 
que serão secretadas pela célula, com atuação em outras 
regiões do organismo 
RETÍCULO ENDOPLASMÁTICO LISO OU AGRANULAR 
O retículo endoplasmático liso não tem ribossomos na 
membrana externa, então, tem menores relações com a 
síntese proteica. Sua função varia conforme o tecido e 
estímulos observados no meio. 
Eles participam, por exemplo, da construção de hormônios 
esteróides, que surgem a partir de moléculas de colesterol. 
Por exemplo, a aldosterona é uma molécula endócrina 
essencial para o equilíbrio iônico e da pressão arterial. Sua 
formação passa pelo REL, o que indica a importância dessa 
organela. 
Esse tipo de retículo também se relaciona com a 
desintoxicação do organismo. Por meio de oxidação, 
redução ou metilação de compostos químicos, a estrutura 
possibilita que substâncias tóxicas e nocivas fiquem 
desativadas no corpo humano. 
A ingestão frequente de álcool pode induzir que as células 
produzam REL cada vez mais eficientes, para dar conta de 
eliminar a molécula etílica de dentro do organismo. Afinal, 
os efeitos do uso persistente de álcool são extremamente 
danosos à saúde. 
O fígado é um dos órgãos mais importantes quando o tema 
é desintoxicação corporal. Por isso, é comum que as células 
dessa estrutura, OS HEPATÓCITOS, TENHAM UM 
RETÍCULO LISO BEM DE SENVOLVIDO. 
 
Essa organela também atua sobre a obtenção de glicose a 
partir de glicogênio. (o armazenamento de energia no 
corpo humano se dá por meio do glicogênio e, para acessar 
esse conteúdo energético, é necessário que essa molécula 
seja hidrolisada. Para tal fenômeno, em ambiente 
citoplasmático, o REL é essencial.) 
Pode-se citar, também, que o retículo sem ribossomos está 
envolvido na armazenagem de íons cálcio. Como esse 
elemento químico é vital para a contração muscular 
esquelética, pode-se observar que em músculos como o 
bíceps, tríceps e peitorais, os RELs são bem desenvolvidos. 
e atuantes — nessa localização, a organela pode ser 
chamada de RETÍCULO SARCOPLASMÁTICO. 
Por fim, é importante mencionar que os lipídios, em 
especial os fosfolipídios, são produzidos no retículo 
endoplasmático liso 
COMPLEXO DE GOLGI E LISOSSOMOS 
O complexo golgiense é um conjunto de vesículas 
achatadas (cisternas) que possuem porções laterais 
dilatadas e estão dispostas uma em cima da outra, 
formando uma espécie de pilha. Cada vesícula achada, que 
é uma espécie de saco membranoso, garante que o 
material dentro dela não se misture com o material 
presente no citoplasma da célula. 
A FACE CIS, também denominada de região formadora, é 
o local onde vesículas provenientes do retículo 
endoplasmático são incorporadas e caracteriza-se por suas 
membranas bastante semelhantes às do retículo 
endoplasmático. Isso se deve ao fato de que a vesícula 
proveniente do retículo endoplasmático adiciona sua 
membrana e também seu conteúdo ao interior do 
complexo golgiense por meio da fusão das membranas. A 
face cis é a porta de entrada no complexo. 
A FACE TRANS, também chamada de região de 
maturação, é o local onde são liberadas as vesículas de 
secreção e caracteriza-se por possuir membranas bastante 
parecidas com a membrana plasmática. Essa porção pode 
ser considerada a porta de saída e é o local mais distante 
do retículo. 
FUNÇÃO DO COMPLEXO DE GOLGI 
O complexo golgiense é uma organela que apresenta 
diversas funções, sendo alguma delas: adição de açúcares 
às proteínas e aos lipídios sintetizados no retículo 
endoplasmático (glicosilação); adição de sulfato às 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
proteínas e aos lipídios (sulfatação); fabricação de certas 
macromoléculas; formação da parede celular e do 
acrossomo (estrutura localizada na região da cabeça do 
espermatozoide); e transporte, via vesículas, de moléculas 
que saem do retículo endoplasmático. Geralmente o 
transporte dessas moléculas obedece a três destinos: 
membrana plasmática, vesículas de secreção e lisossomos, 
os quais serão responsáveis pela formação dessa organela. 
SECREÇÃO CELULAR 
O processo no qual o complexo golgiense transporta e 
elimina substâncias 
LISSOSOMOS 
O lisossomo é uma organela rica em enzimas digestórias 
que tem a função de realizar a DIGESTÃO 
INTRACELULAR . Ele atua no processo de degradação de 
macromoléculas e outras partículas capturadas pela célula 
por endocitose, além de ajudar na degradação de 
estruturas obsoletas na célula, permitindo a reciclagem de 
organelas e de componentes celulares envelhecidos. 
Para chegar até os lisossomos, os materiais que serão 
degradados seguem diferentes rotas. Na fagocitose, a 
célula estende projeções citoplasmáticas (pseudópodes) de 
modo a capturar uma determina partícula. Essas projeções 
se fusionam na ponta e formam o chamado fagossomo. 
Os fagossomos se fundem com lisossomos, e ocorre então a 
digestão intracelular. Muitas células se alimentam por meio 
desse processo, sendo esse o caso, por exemplo, das 
amebas. Macrófagos também realizam fagocitose, processo 
fundamental na defesa do nosso organismo. 
Quando ocorre a endocitose de líquidos e moléculas em 
vesículas menores, o conteúdoé entregue a endossomos, 
estruturas que têm a função de distribuir materiais 
endocitados. Os endossomos se encarregam de entregar o 
seu conteúdo aos lisossomos para que a digestão ocorra. 
 
 
Em relação ao processo de degradação de estruturas 
obsoletas da própria célula (autofagia), o que se observa é 
um cerco da organela por uma membrana dupla, formando 
um autofagossomo, e sua fusão com o lisossomo. Enzimas 
decompõem o material que foi cercado, e compostos 
orgânicos são liberados para o citosol para que a célula 
possa reutilizá-los. 
TIPOS DE LISOSSOMO? 
→ LISOSSOMO PRIMÁRIO 
Os lisossomos são chamados de lisossomos primários 
quando apresentam em seu interior apenas enzimas. Isso 
significa que essas organelas não participam de nenhum 
processo digestivo. 
→ LISOSSOMO SECUNDÁRIO 
Os lisossomos são chamados de secundários quando estão 
associados a um endossomo ou vacúolo para digestão. É no 
lisossomo secundário, portanto, que ocorre a digestão 
intracelular. 
origem das enzimas lisossomais? DOS 
RIBOSSOMOS 
PEROXISSOMOS 
METABOLISMO DE ÁCIDOS GRAXOS: os 
peroxissomos estão envolvidos na oxidação de ácidos 
graxos de cadeia longa, transformando-os em moléculas 
menores que podem ser usadas como fonte de energia ou 
para a síntese de outras moléculas. Esse processo é 
denominado B-oxidação, e ocorre pelo encurtamento das 
cadeias dos ácidos graxos sequencialmente em blocos de 
dois átomos de carbono por vez, transformando-os em 
acetil-coenzima A (acetil-CoA). Em mamíferos, a B-oxidação 
também ocorre nas mitocôndrias, além dos peroxissomos. 
Já nas células vegetais, esse processo ocorre apenas nos 
peroxissomos. 
DESINTOXICAÇÃO CELULAR: os peroxissomos, pela 
enzima catalase, são capazes de oxidar várias moléculas 
tóxicas que entram na corrente sanguínea provenientes do 
consumo de medicamentos, álcool, entre outros. Esse 
processo é muito importante nas células do fígado e do rim, 
uma vez que são receptores de diversas substâncias tóxicas 
do organismo. Aproximadamente 25% do etanol que 
bebemos são oxidados por meio dessa reação. 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
A CATALASE também é importante para converter o 
excesso de H2O2 presente na célula (e tóxico a ela) em H2O 
por meio da reação 
FORMAÇÃO DE PLASMALOGÊNIOS: os 
peroxissomos também possuem funções biossintéticas, 
como a formação inicial de plasmalogênios. Plasmalogênios 
são fosfolipídeos que participam da constituição da mielina 
dos axônios das células nervosas. Na ausência de 
plasmalogênios, danos ocorrem na mielinização dos 
axônios, levando a condições neurológicas graves." 
DOENÇAS PEROXISSÔMICAS 
ADRENOLEUCODISTROFIA LIGADA AO X: esse 
distúrbio peroxissomal está associado a um gene 
defeituoso localizado no cromossomo sexual X. A presença 
desse gene defeituoso leva à alta de uma proteína de 
membrana responsável pelo transporte de ácidos graxos 
para o interior dos peroxissomos. 
SÍNDROME DE ZELLWEGER: esse distúrbio é 
caracterizado pela presença de mutações que interferem 
nos sinais de importação das enzimas peroxissomais do 
citosol para o interior dos peroxissomos. Embora os 
peroxissomos estejam presentes, as enzimas permanecem 
no citosol, deixando os peroxissomos vazios. Essa condição 
dificulta até mesmo a visualização dessas organelas, mesmo 
em órgãos como rim e fígado, no quais eles são 
normalmente abundantes. A síndrome de Zellweger é uma 
doença grave, e os indivíduos afetados apresentam 
disfunções neurológicas, hepáticas e renais severas, 
frequentemente não sobrevivendo por mais do que 
algumas semanas após o nascimento. 
PROTEOSSOMOS 
Eliminar proteínas intracelulares indesejadas. Ação do 
peptídeo ubiquitina(selo de destruição / beijo da morte). 
Após reconhecimento, são trituradas nos proteossomos 
com consumo de ATP (lisossomos não consomem ATP). 
Os proteossomos são complexos proteicos intracelulares 
que se encarregam de degradar proteínas danificadas ou 
não funcionais, desempenhando um papel fundamental na 
homeostase proteica. 
Os proteossomos regulam vários processos celulares, 
como: Metabolismo, Sinalização, Divisão, Morte celular. 
 
 
 
MITOCÔNDRIAS 
ocorre a respiração celular, um processo em que moléculas 
orgânicas são utilizadas na fabricação de adenosina 
trifosfato (ATP), que é a principal fonte de energia das 
células. 
Mitocôndrias são organelas celulares de formato esférico 
ou alongado que medem cerca de 10 μm de comprimento e 
de 0,5 a 1,0 μm de largura. 
espermatozoides = 25 hepatócitos = 500 até 1.600; 
células renais = 300 certos ovócitos = 300.000; 
vida em hepatócitos de ratos = 7 dias / vida média = 10 
dias 
 
MEMBRANA EXTERNA: síntese de lipídios, metabolismo 
de ácidos graxos, permeabilidade a sais, açúcar, 
nucleotídeos (porina). 
ESPAÇO INTRAMEMBRANOSO: síntese de ATP, presença 
de prótons, além de trocas metabólicas com o citoplasma. 
Membrana interna: produção de ATP (cadeira respiratória) e 
início da síntese de colesterol. Apresenta 80% de lipídios e 
20% de proteínas. Transporte altamente específico. 
Presença de enzimas: ATPase, cardiolipina e porina. 
MATRIZ MITOCONDRIAL: local do Ciclo de Krebs (do 
ácido cítrico). Apresenta o DNA circular. Codifica apenas 5% 
das 700 proteínas aí existentes. 
MEMBRANAS CONTÍNUAS: via de transporte de 
moléculas que entram e saem da matriz. 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
Transformam energia química existente nos metabólitos em 
energia armazenada nas ligações fosfato de ATP. 
Glicose –180 g de CHO produzem 38 ATPs. 
1 ATP produz 10.000 K/cal. Portanto, 38 ATPs= 380.000 
K/cal. 
No calorímetro, 180 g de carboidrato = 690.000 K/cal. 
A diferença de 310.000 K/cal –dissipadas / calor 
(homeostasia). 
No trabalho osmótico, mecânico, elétrico, químico age a 
enzima ATPase, liberando a energia armazenada no ATP: ATP 
–P = ADP+ energiae ADP+ P = ATP 
Há problemas mitocondriais: doenças mitocondriais, como 
as disfunções musculares. 
 
RIBOSSOMOS E POLIRRIBOSSOMOS 
Tamanho: 0,020 / 0,030 µm = 20 / 30 nm de Ø. Sem 
membrana. 
Constituição química: 4 tipos de RNAr + 80 proteínas. 
Origem: RNAr / proteínas X subunidades maior e menor. 
Ação dos antibióticos nos ribossomos bacterianos. 
Polirribossomos: grupos de ribossomos + RNAm. Função: 
decodificam a mensagem contida no RNAm (códon) e/ou 
tradução do RNAm para síntese proteica. 
 Polirribossomos do citoplasma x ribossomos do REG/RER. 
TIPOS: bactéria, cloroplasto e mitocôndria x célula 
eucarionte. 
A fixação no RE é pela subunidade maior e no RNAm é pela 
subunidade menor 
RIBOSSOMOS 
Trata-se de pequenas partículas que medem de 20 nm a 30 
nm, sem membranas e formadas por proteínas e RNA 
ribossomal (RNAr). 
Nos eucariotos, os ribossomos são formados por quatro 
tipos de RNA ribossomal e, aproximadamente, 80 proteínas 
diferentes. A maior parte do RNA ribossomal é produzida 
no nucléolo, enquanto as proteínas são produzidas no 
citoplasma. As proteínas que formarão o ribossomo migram 
do citoplasma para o núcleo e associam-se aos RNA 
ribossomais, formando subunidades, que migram para o 
citoplasma. 
 
Os ribossomos são formados por duas subunidades: 
subunidade maior e subunidade menor. Essas saem do 
núcleo separadas, mas se unem no citoplasma. Um 
ribossomo funcional é formado por ambas unidas e ligadas 
a uma molécula de RNA mensageiro (RNAm). 
Esse ribossomo funcional é responsável por garantir a 
síntese de proteínas, e, quando o complexo é formado, 
podemos observar quatro sítios de ligação distintos, um 
sítio na unidade menor e três sítios na unidade maior (sítios 
P, A e E): 
Sítio para ligação da molécula de RNA mensageiro presente 
na unidade menor. 
SÍTIO P: Nesse local observa-se uma molécula de RNA 
transportador (RNAt) ligada à cadeia polipeptídica que está 
se formando. 
SÍTIO A : Nesse local observa-se a presença de RNA 
transportador carregando o próximo aminoácido,que será 
ligado à cadeia polipeptídica. 
SÍTIO E : Nesse local de saída, os RNA transportadores 
descarregados deixam o ribossomo." 
 
LOCALIZAÇÃO 
Os ribossomos podem ser encontrados livres no citosol 
(ribossomos livres) ou então ligados à membrana do 
retículo endoplasmático e do envelope nuclear (ribossomos 
ligados). 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
Não podemos esquecer-nos ainda dos ribossomos 
encontrados no interior de cloroplastos e mitocôndrias e 
que se destacam por serem menores que os outros citados. 
Nas células procariontes, em que não há núcleo definido, 
nem organelas membranosas, os ribossomos são 
encontrados apenas livres no citosol. 
FUNÇÃO DOS RIBOSSOMOS 
Os ribossomos são organelas responsáveis PELA 
SÍNTESE DE PROTEÍNAS NA CÉLULA . Células 
responsáveis por grande produção de proteínas, como as 
do pâncreas, são ricas nessas estruturas. Além disso, em 
células com grande atividade metabólica, os ribossomos 
podem ser encontrados em agrupamentos, conhecidos 
como polirribossomos. 
SÍNTESE DE PROTEÍNAS 
Na etapa DE INÍCIO , observa-se a aproximação das 
moléculas de RNA mensageiro e do RNA transportador, 
além das subunidades do ribossomo. O RNA transportador, 
nessa etapa, levará o primeiro aminoácido que formará a 
cadeia polipeptídica. 
Após a etapa de início, temos a etapa DE ELONGAÇÃO . 
Nela os aminoácidos são adicionados um a um. O RNA 
transportador chega ao sítio A e pareia-se por 
complementaridade ao códon do RNA mensageiro. 
Ocorre então uma ligação peptídica entre o aminoácido 
que está no sítio A e a cadeia polipeptídica em formação 
que está no sítio P. O ribossomo move o RNA transportador 
do sítio A para o sítio P, e o RNA transportador, do sítio P, 
segue para o sítio E, onde é liberado. O RNA mensageiro 
também desloca-se nesse processo, fazendo com que no 
sítio A localize-se no próximo códon que será traduzido. 
A última etapa é a etapa DE TÉRMINO , marcada pela 
chegada no sítio A do ribossomo do códon de término. As 
trincas UAG, UAA e UGA sinalizam o fim da tradução, uma 
vez que não codificam nenhum aminoácido. Quando essas 
trincas surgem, entra em ação o fator de liberação, que 
será responsável pela liberação do polipeptídio. Após o fim 
do processo, todos os componentes separam-se, inclusive 
as duas subunidades ribossomais. Para saber mais sobre o 
processo de síntese proteica, acesse o texto: Síntese de 
proteínas. 
 
 
DIFERENÇA ENTRE OS RIBOSSOMOS DE 
PROCARIOTOS E EUCARIOTOS 
Os ribossomos de procariotos e de eucariotos são bem 
semelhantes quanto a sua estrutura, entretanto, pequenas 
diferenças podem ser observadas entre eles. De maneira 
geral, os ribossomos dos eucariotos são maiores que 
aqueles presentes em organismos procariontes. Além disso, 
observa-se uma pequena diferença no que diz respeito à 
composição, sendo os ribossomos dos eucariotos mais 
complexos. 
CITOESQUELETO 
O citoesqueleto é responsável pela formação e 
movimentação da célula, pelo posicionamento das 
organelas e pelo tráfego de vesículas. 
Constituído quimicamente por proteínase de localização 
citoplasmática, podendo ser dinâmicos e estáveis. 
Tamanho dado em nm é do Ø. Comp. de microtúbulos / 
µm. 
Actina, miosina, tubulina, queratina, vimentina, desmina e 
proteínas neurofibrilares. 
Filamentos intermediários são os estáveis: queratina / 
células epiteliais; vimentina / células conjuntivas; desmina / 
fibras musculares lisas e estriadas (linha Z). 
Actina/ citoplasma é dinâmica x Actina/ miofibrila é estável. 
 Actina dinâmicax aumenta e diminui de tamanho 
(dímeros). 
Actina= actina G + troponina + tropomiosina 
MICROTÚBULOS 
Tubulinas se polimerizam e formam microtúbulos. 
*Centríolos, centrômeros e corpúsculos basais / cílios / 
flagelos. 
Microtúbulos: se desfazem e se refazem x polimerização. 
Polimerização é dependente de cálcio citoplasmático. 
Microtúbulos dos cílios são estáveis. 
Microtúbulos do fuso mitótico possuem curta duração. 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 Ação de substâncias químicas: colchicina, taxol e 
vimblastina. 
Função dos microtúbulos: morfologia celular, movimentos 
intracelulares e estruturação –cílios, flagelos, centríolos e 
corpúsculos basais. 
CÍLIOS E FLAGELOS 
Cílios e flagelos são também organelas microtubulares 
bastante estáveis que nada mais são que projeções 
digitiformes da membrana plasmática dotadas de 
movimento. Essencialmente similares em estrutura, os 
cílios são geralmente menores e ocorrem em grande 
número, enquanto os flagelos são maiores e encontram-se 
em pequeno número por célula. 
 O movimento dos cílios e flagelos reside numa interação 
altamente específica entre os microtúbulos existentes em 
seu interior que, para isso, dispõem-se de modo bastante 
organizado, formando 9 duplas de microtúbulos periféricos 
e mais dois centrais 
 
OS FILAMENTOS DE ACTINA 
Os filamentos de actina, ou, simplesmente, 
MICROFILAMENTOS , constituem o segundo elemento 
de impotância na composição do citoesqueleto de uma 
célula eucariótica típica. Apresentando diâmetros bem 
menores que os microtúbulos (cerca de 7 nm), os 
microfilamentos de actina (ou actina F) são, na realidade, 
polímeros polarizados (com extremidades "+" e "-", como 
nos microtúbulos) formados por arranjos, em dupla hélice, 
de moléculas globulares da proteína actina (a actina G), que 
se associam a moléculas de ATP. 
 
 
Distribuídos por todo o citossol, os microfilamentos 
formam, muitas vezes, feixes bem organizados como, por 
exemplo, nas chamadas fibras tensoras, importante 
componente citoesquelético de células em cultura, e no 
interior das microvilosidades 
 
FUNÇÕES DOS FILAMENTOS DE ACTINA 
Além de suporte esquelético, como no caso das 
microvilosidades, os microfilamentos também estão 
envolvidos em uma série de movimentos celulares. A 
contração da célula muscular constitui, certamente, o 
exemplo mais característico de movimento devido à ação 
de microfilamentos 
 
Esquema da disposição dos feixes de actina e miosina na 
fibra muscular (A), nos estados relaxado e contraído. Note 
que os filamentos de miosina (que atuam como proteínas 
motoras) deslizam em relação aos de actina neste tipo de 
movimento. Imagens de cortes de células musculares nos 
dois estados citados, podem ser vistas na fig. B. 
Este tipo de movimento é ocasionado por uma interação 
específica e reversível entre dois tipos de filamentos, com 
um consumo simultâneo de ATP. Um desses filamentos é 
constituído pela actina em sua forma F (além de outras 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
proteínas de ação reguladora), enquanto que o segundo 
tipo, de maior diâmetro, é formado por um feixe 
bipolarizado de uma outra proteína existente em maior 
quantidade — a miosina. Esta última atua como uma 
proteína motora (como as dineínas e cinesinas) em relação 
à actina. 
Assim, a contração muscular, provocada pelo estímulo 
nervoso, decorre do deslizamento dos feixes de miosina em 
relação à actina, tendo como consequência, o 
encurtamento (contração) da célula muscular. 
Com a presença de microfilamentos de actina em células 
não musculares (incluindo as células vegetais), juntamente 
com a constatação da existência de moléculas de miosina 
(embora em menor quantidade que nas células musculares 
e raramente detectáveis na forma de filamentos) e outras 
proteínas associadas, verificou-se que muitos dos 
movimentos observados nessas células são decorrentes de 
interações actomiosínicas, similares às existentes em 
células musculares. 
OS FILAMENTOS INTERMEDIÁRIOS 
Os chamados filamentos intermediários, com cerca de 10 
nm de diâmetro, são normalmente considerados como os 
componentes mais estáveis do citoesqueleto. 
Não são polímeros de proteínas globulares como nos casos 
anteriores mas sim de proteínas fibrosas trançadas, 
semelhantes a cabos de aço . Possuindo uma composição 
protéica heterogênea, os filamentos intermediários sãoparticularmente proeminentes em células, ou regiões 
celulares, sujeitas a tensões mecânicas. 
 
 
Assim, nas células epiteliais, uma classe de filamentos 
intermediários, formados por queratina, uma proteína 
extremamente resistente (que constituem as unhas e o 
cabelo no homem, por exemplo) forma uma rede que se 
estende por toda a célula, se utilizando dos desmossomos 
como sítios de ancoragem. Os neurofilamentos, outro tipo 
de filamento intermediário, são encontrados ao longo dos 
processos celulares de neurônios, contribuindo para sua 
estabilidade estrutural. Ao contrário dos outros elementos 
do citoesqueleto, os filamentos intermediários não estão 
comprometidos diretamente com movimentos celulares. 
 
núcleo celular 
Controle das atividades celulares, estabelecendo quais e 
quando as proteínas serão produzidas. 
Armazenamento da informação genética, uma vez que é no 
núcleo que está presente a maior parte do DNA. Dizemos 
especificamente que a maior parte do DNA está no núcleo, 
pois nas mitocôndrias e plastos observa-se também a sua 
presença. 
Duplicação do DNA. 
Síntese e processamento do RNA mensageiro, 
transportador e ribossomal. 
COMO AS CÉLULAS SÃO CLASSIFICADAS DE 
ACORDO COM SEUS NÚCLEOS CELULARES? 
 CÉLULAS MONONUCLEADAS: possui apenas um 
núcleo. Exemplo: células epiteliais. 
CÉLULAS BINUCLEADAS: possuem dois núcleos. 
Exemplo: células hepáticas. 
CÉLULAS PLURINUCLEADAS (polinucleadas): possuem 
vários núcleos. Exemplo: células das fibras musculares. 
 CÉLULAS ANUCLEADAS: não possuem núcleo. 
Exemplo: células das hemácias dos animais mamíferos. 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
NÚCLEO INTEFÁSICO 
Principal característica que distingue uma célula 
eucarionte de uma procarionte 
controla o metabolismo celular através da transcrição do 
DNA nos diferentes tipos de RNAs, os quais, são traduzidos 
em diferentes proteínas 
Na intérfase, o DNA pode atuar de duas maneiras: 
 autoduplicando-se (replicação) 
 transcrevendo sua informação em RNA 
 
DNA  DNA 
Replicação 
DNA  RNA  PROTEINAS 
Transcrição tradução 
 
ENVELOPE NUCLEAR 
Separa o conteúdo do núcleo do citoplasma 
Constituído por dupla membrana. A membrana interna 
apresenta a lâmina nuclear e a membrana externa 
apresenta ribossomos aderidos e é contínua com o retículo 
endoplasmático rugoso 
Membrana lipoprotéica (30% de lipídeos e 70% de 
proteínas) 
Possui poros (é descontínuo) 
 
 
 
NUCLEOPLASMA 
Solução aquosa de proteínas, RNAs, nucleotídeos e íons, 
onde estão mergulhados o nucléolo e a cromatina 
 
NUCLÉOLO 
É o local de síntese do RNA ribossômico NÚCLEO 
INTERFÁSICO 
O seu tamanho está relacionado com a intensidade de 
síntese protéica que ocorre no citoplasma da célula 
Constituído principalmente por proteínas e RNA 
ribossômico 
APRESENTAM 3 COMPONENTES 
centro fibrilar 
componente fibrilar denso 
 componente granular 
 
CROMATINA 
Estruturas filamentosas localizadas no interior do núcleo. 
 São unidades estruturais de DNA dentro do núcleo. 
Estruturas com todas as informações genéticas (genes). 
Responsáveis pela transmissão dos caracteres hereditários. 
 Quimicamente: DNA + histona(ácido + proteína). 
“Apresenta segmentos” com nucleotídeos –os genes. 
Cada gene contém um determinado código específico. 
Regiões de transcrição e 
processamento do RNAr e de 
montagem das subunidades 
ribossômicas 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 O conjunto destes códigos específicos é o código genético. 
 O código é transcrito numa molécula de RNAm. 
Tradução do código no citoplasma: RNAr / RNAt –proteína. 
 Fenótipo x manifestação da proteína. 
DNA + proteínas específicas associadas (histonas e não- 
histonas) + pequena quantidade de RNA 
Organização é dinâmica, podendo ser alterada de acordo 
com a fase do ciclo celular 
No núcleo interfásico, a cromatina pode estar 
compactada e/ou descompactada, dependendo do estágio 
funcional da célula. No núcleo em divisão, a cromatina está 
altamente compactada, na forma de cromossomos 
 
O SER HUMANO APRESENTA: 
46 cromossomos x células somáticas; 
 23 cromossomos x células gaméticas. 
 A MOSCA DAS FRUTAS APRESENTA: 8 cromossomos x 4 
cromossomos. 
 
 
ESTADOS FUNCIONAIS DA CROMATINA 
HETEROCROMATINA ou região heterocromática: É 
inativa (mais condensada), portanto não é transcrita em 
RNA 
HETEROCROMATINA CONSTITUTIVA (seqüências 
gênicas repetitivas que não são transcritas) 
HETEROCROMATINA FACULTATIVA (podem ser 
transcritas, porém são inativadas) Ex. cromossomo X – 
cromatina sexual 
EUCROMATINA OU REGIÃO EUCROMÁTICA: 10% 
é ativa (menos condensada), portanto é transcrita em RNA 
e o restante é inativo (mais condensada) 
A transcrição ocorre somente durante a intérfase 
CROMATINAS: Toda a porção do núcleo que se cora, 
com exceção do nucléolo. É formada por DNA complexado 
a proteínas 
 
HETEROCROMATINAS E EUCROMATINAS: níveis de 
compactação dos filamentos de cromatina 
CONDENSINA: proteína que condensa a cromatina no 
cromossomo 
 
EUCROMATINAS: fibras descondensadas - maior 
atividade gênica 
HETEROCROMATINAS: fibras condensadas – menor 
atividade gênica 
CROMOSSOMOS METAFÁSICOS 
Duas moléculas-filhas de DNA (duas cromátides) unidas 
pelo centrômero De acordo com a posição do centrômero, 
os cromossomos podem ser classificados como: 
METACÊNTRICOS: centrômero central, cromossomo com 
dois braços de tamanhos iguais 
SUBMETACÊNTRICOS: centrômero fora do centro, 
cromossomo com braços desiguais 
ACROCÊNTRICOS: centrômero subterminal 
TELOCÊNTRICOS: centrômero terminal 
 
Nucleossomos: DNA associado a proteínas histonas 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
NUCLEOSSOMOS: DNA ASSOCIADO A HISTONAS 
 
 
A ASSOCIAÇÃO DOS NUCLEOSSOMOS FORMA OS 
NUCLEOFILAMENTOS : 
 
EMPACOTAMENTO DO NUCLEOFILAMENTO FORMA A 
SOLENÓIDE: FIBRA DE 30NM DE DIÂMETRO 
 
 
 
Estrutura do cromossomo 
 
 
CICLO CELULAR MITÓTICO. 
O ciclo celular é formado por duas fases: INTERFASE E 
MITOSE. 
A INTERFASE corresponde à maior parte do ciclo, sendo 
um momento de grande atividade metabólica e também de 
crescimento celular. A MITOSE, por sua vez, é mais curta e 
é quando se observa a divisão da célula em duas células-
filhas. 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
INTERFASE 
A interfase é quando a célula apresenta intensa atividade, 
sendo a mitose precedida e sucedida por ela. A interfase 
pode ser subdividida em três fases: G1, S E G2. 
G1 (PRIMEIRO INTERVALO): ocorre logo após a mitose. 
Nesse período, observa-se a síntese de RNA, proteínas e 
organelas celulares, sendo considerada uma etapa de 
grande atividade. A célula recupera seu volume nesse 
momento, sendo observado um grande aumento de 
tamanho celular. É também quando se encontra o chamado 
ponto de restrição, que impede que células com material 
genético danificado, por exemplo, continuem o ciclo. A fase 
G1 é, geralmente, curta em tecidos que apresentam grande 
renovação; já nos tecidos que não se renovam, as células 
saem de G1 e entram numa fase chamada de G0. 
S (FASE DE SÍNTESE): seu principal evento é a 
duplicação do DNA. 
G2 (SEGUNDO INTERVALO): observa-se o acúmulo de 
energia necessária para a realização da divisão celular. 
Além disso, ocorre a verificação da duplicação dos 
cromossommos e de possíveis danos no DNA reparados. É 
também nesse momento que a tubulina, necessária para a 
formação dos microtúbulos, é sintetizada. 
 
 
 
MITOSE 
É um processo de divisão celular em que a célula-mãe dá 
origem a duas células-filhas, com mesmo número de 
cromossomos da célula que as originou. Esse processo pode 
ser dividido, didaticamente, em cinco etapas, as quais 
ocorrem continuamente. 
PRÓFASE : observa-se a presença dos cromossomos 
duplicados como duas cromátides-irmãs unidas pelo 
centrômero. Inicia-se a formação do fuso mitótico, formado 
por microtúbulos que partem do centrossomo e sãoresponsáveis por garantir a movimentação dos 
cromossomos durante a mitose. Nessa fase os nucléolos 
desaparecem. 
PROMETÁFASE: observa-se a fragmentação da 
membrana nuclear e uma maior condensação dos 
cromossomos. Os microtúbulos ligam-se em regiões 
especiais do cromossomo denominadas cinetocoro. 
METÁFASE: os cromossomos estão dispostos no plano 
equatorial da célula. Eles migram para essa região graças à 
ação dos microtúbulos. Nessa etapa os cromossomos 
atingem o maior grau de condensação. 
ANÁFASE: as cromátides-irmãs separam-se e migram 
para cada polo da célula devido ao encurtamento dos 
microtúbulos. Durante essa etapa, que é a mais curta de 
toda a mitose, observa-se o alongamento da célula. Ao 
final, em cada extremidade, será encontrada uma coleção 
completa de cromossomos. 
TELÓFASE : os envoltórios nucleares são reconstruídos, 
dando origem a dois núcleos. O nucléolo também 
reaparece, e os cromossomos descondensam-se. Os 
microtúbulos do fuso desaparecem. 
Durante as últimas etapas da mitose, ocorre a chamada 
CITOCINESE, que consiste na divisão do citoplasma. 
 A citocinese, em células animais e vegetais, ocorre de 
maneira distinta. Nas células animais, observa-se a 
formação de um sulco de clivagem que divide a célula em 
duas. Nas células vegetais, no entanto, a divisão do 
citoplasma em dois ocorre de maneira distinta. Nestas se 
observa a formação de vesículas que se movem para o 
centro da célula e formam a placa celular, a qual cresce 
para fora até atingir as paredes da célula e dividirem-na em 
duas. 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
CONTROLE DO CICLO CE LULAR 
As células normais passam pelo ciclo celular de forma 
regulada, o que garante que o desenvolvimento de um 
determinado ser vivo seja adequado. Algumas células do 
nosso corpo, por exemplo, dividem-se durante toda a vida, 
outras, no entanto, não o fazem com tanta frequência, e 
outras não se dividem durante a fase adulta. Sem a devida 
regulação, o ciclo ocorreria de maneira indiscriminada, o 
que demonstra a importância de um sistema de controle 
O sistema de controle do ciclo celular ocorre pela ação de 
diferentes moléculas. Nele há pontos de verificação, em 
que sinais permitem que a célula pare ou dê continuidade 
ao ciclo. São descritos três principais pontos de verificação: 
 
 
PONTO DE VERIFICAÇÃO G1 OU PONTO DE 
RESTRIÇÃO: sendo um dos mais importantes, o sinal de 
continuidade nesse ponto garante que a célula inicie o ciclo 
celular. Se a célula não receber o sinal, ela permanece em 
G0. 
PONTO DE VERIFICAÇÃO G2/M: responsável por 
promover os eventos iniciais da mitose. 
TERCEIRO PONTO DE VE RIFICAÇÃO: garante que a 
anáfase só se inicie quanto os cromossomos estiverem 
ligados ao fuso na placa metafásica. Quando todos os 
cromossomos estiverem alinhados, um sinal é emitido para 
que a anáfase inicie-se. 
 
 
 
 
 
 
Um fato interessante é que as células cancerígenas não 
atendem aos sinais que regulam o ciclo celular, desse 
modo, elas continuam a dividir-se de maneira 
indeterminada. Esse comportamento anormal das células 
pode ser extremamente danoso para o organismo. Como 
sabemos, vários tumores são difíceis de serem tratados e 
podem desencadear a morte do indivíduo. 
 
APOPTOSE –MORTE CELULAR PROGRAMADA 
GENETICAMENTE 
é um tipo de morte celular irreversível, onde o corpo 
elimina as células potencialmente agressivas ou que já 
tenham cumprido sua função. Diferentemente da necrose, 
a apoptose realiza sua função sem causar danos ao corpo. 
MECANISMOS DA APOPTOSE 
Imagine uma célula em perigo, enfrentando uma situação 
estressante ou danos irreparáveis no seu DNA. Em vez de 
gerar uma resposta exagerada e inflamatória no corpo, essa 
célula ativa um conjunto de sinais internos a partir de 
enzimas e vias que causam o seu suicídio programado. 
VIA INTRÍNSECA E EXTRÍNSECA 
As caspases são enzimas proteolíticas responsáveis pela 
execução dos eventos celulares que causam a apoptose. 
 Elas se encontram inativadas no interior das células, sendo 
ativadas por meio de duas vias: a VIA MITOCONDRIAL 
(intrínseca) e A VIA RECEPTOR DE MORTE (extrínseca) 
. 
 
 
 
 CITOLOGIA Luana Vaz 
 
ATIVAÇÃO DAS CASPASES 
Existem duas categorias principais de caspases: as caspases 
desencadeantes e as caspases executoras. As caspases 
desencadeantes são ativadas tanto pela via intrínseca 
quanto pela via extrínseca, e as caspases executoras são 
ativadas no final da apoptose, a partir das caspases 
desencadeantes. 
REMOÇÃO DOS CORPOS APOPTÓTICOS 
O resultado dessa ativação é a retração da célula, a 
formação de corpos apoptóticos e a fragmentação do DNA. 
Toda a “sujeira” é devidamente fagocitada pelos fagócitos e 
células vizinhas sem deixar rastros. É um processo 
sofisticado e programado. 
EXEMPLOS DE APOPTOSE 
CICLO MENSTRUAL: particularmente na fase 
menstrual, quando não ocorre a fertilização e implantação 
do óvulo fertilizado, inicia-se o processo de apoptose nas 
células do endométrio que revestem o útero. Este processo 
é fisiológico e necessário para a renovação do endométrio e 
manutenção do ciclo reprodutivo. 
 EMBRIOGÊNESE: durante a embriogênese, a apoptose 
ajuda a moldar a forma e a estrutura do embrião. Um 
exemplo são as membranas interdigitais das mãos e dos 
pés, que sofrem apoptose levando a separação dos dedos. 
NFECÇÕES VIRAIS: como nem tudo são flores, alguns 
processos patológicos também podem ativar a apoptose. 
Quando uma célula é infectada por um vírus, ela pode 
ativar mecanismos de apoptose para limitar a replicação 
viral e impedir a disseminação da infecção. 
APOPTOSE X NECROSE 
PAPEL FISIOLÓGICO E PATOLÓGICO: na necrose o 
processo é patológico, enquanto na apoptose o processo 
pode ser fisiológico ou patológico. 
TAMANHO DAS CÉLULAS: na necrose as células 
aumentam de tamanho durante seu processo de morte 
celular, enquanto na apoptose as células diminuem de 
tamanho. 
PROCESSO INFLAMATÓRIO: a necrose provoca 
inflamação, enquanto a apoptose ocorre sem processo 
inflamatório. 
 
 
Morte por apoptose é dependente das caspases. 
 Morte autofágica geralmente independe das caspases. 
 
ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS 
1.Diminuição do volume celular (atrofia). 
2.Cromatina fixada na carioteca, núcleo denso. 
3.Cariorréxis (fragmentação do núcleo). 
4.Agregação dos componentes celulares. 
5.No MOC –eosinofilia celular. 
6. Surgem corpos apoptóticos. 
7. Presença de macrófagos 
 
CAUSAS 
1.Por resposta imunológica. 2. Por ação do linfócito T 
citotóxico. 3. Para renovação das células lábeis. 4.No corte 
do suprimento hormonal. 5. Por estímulos fisiológicos / 
embriológicos. 6. Por alteração nos telômeros.

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