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Curso Superior Técnico Profissional de Gerontologia Relatório Reflexivo de Estágio Nome: Bruno Filipe Antunes Paulino Supervisionado por: Enf. Sylvie Pacheco Orientado por: Psicóloga Loide Aguiar maio, 2019 ................................................................................................................................................................................................................................................................ ............... Escola Superior de Saúde- Instituto Politécnico de Leiria Curso Técnico Superior Profissional de Gerontologia Autores: Bruno Filipe Antunes Paulino Nº 5170059 Unidade Curricular: Estágio Curricular Orientadora: Psicóloga Loide Aguiar Supervisora: Enf. Sylvie Pacheco Relatório de estágio realizado na Associação Lar Emanuel, apresentado à Escola Superior de Saúde de Leiria do Instituto Politécnico de Leiria para obtenção do Curso Técnico Superior Profissional de Gerontologia. III Rota dos Anos “Os anos são nuvens ligeiras que voam, São flores que murcham, folhas que envelhecem... Lindas melodias que nos ares ecoam, Lembranças bonitas que não mais esquecem! Os anos são mares que nós navegamos, Duras tempestades que na rocha atroam; Caminhos escuros que a correr trilhamos, Os anos são nuvens ligeiras que voam... Os anos são rios, correm docemente; Suaves perfumes que se desvanecem... Se deixam levar ao sabor da corrente... São flores que murcham, folhas que envelhecem! Dos cruéis algozes não escapa ninguém: Em nós deixam marcas, chagas que magoam... Não trazem só dores, transportam também Lindas melodias que nos ares ecoam São noites que arrastam um alvorecer De es’pranças, de sonhos que mais nos aquecem... São dias que trazem ao anoitecer Lembranças bonitas que não mais esquecem! Não vivas os anos euforicamente Mas com equilíbrio, na senda da paz... Dos anos passados nos resta somente A doce certeza do bem que se faz!” (Graciete Pio Santos1) “Perfume do Céu” 2004, 118 1 Utente do Lar Emanuel IV AGRADECIMENTOS Este espaço é dedicado àqueles que deram a sua contribuição para a realização deste trabalho. A todos eles deixo aqui o meu agradecimento sincero… À Enf. Sylvie Pacheco, supervisora da Escola Superior de Saúde de Leiria - IPL, pelo interesse, acompanhamento e disponibilidade que sempre demonstrou. À Dra. Loide, orientadora local, pela colaboração, incentivo, atenção, interesse e apoio que sempre me dedicou. À Sara, animadora do Lar Emanuel, pela colaboração, apoio, acompanhamento e disponibilidade que sempre demonstrou em todas as atividades. A toda a equipa técnica do Lar Emanuel, pela confiança depositada no meu trabalho, pela disponibilidade e pela forma como me recebeu, e em especial aos idosos que possibilitaram a realização deste estágio... Aos meus amigos que sempre se mostraram dispostos a ouvir os meus receios, dúvidas, ideias, e que sempre me apoiaram neste percurso… Em especial à família, sem a vossa ajuda não conseguiria chegar onde cheguei. O meu obrigado pela confiança, incentivo, dedicação, paciência e esforço que tiveram ao longo deste percurso. A todas as pessoas que me apoiaram e que, de uma maneira ou de outra, contribuíram para a realização deste relatório. V LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS ALE – Associação Lar Emanuel AVC – Acidente Vascular Cerebral DGS – Direção Geral da Saúde ESSLEI- Escola Superior de Saúde de Leiria IPL – Instituto Politécnico de Leiria O.V.A. – Obstrução da Via Aérea. PCR – Paragem Cardio Respiratória ROM – Range of motion S.B.V – Suporte Básico de Vida CTSP- Curso Técnico Superior Profissional PI – Pessoa Idosa INE – Instituto Nacional de Estatística VI RESUMO O presente relatório pretende refletir o trabalho realizado ao longo do estágio curricular inserido no 4.º semestre no 2.º ano do Curso Técnico Superior Profissional (CTSP) em Gerontologia, da Escola Superior de Saúde de Leiria (ESSLei). O estágio decorreu na Associação Lar Emanuel, designadamente no Centro Sénior, sendo esta uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social. O relatório de estágio reflete de forma pormenorizada todas as vivências, experiências e dificuldades sentidas durante o contexto prático nomeadamente a prestação de cuidados diretos ao utente, que levaram a tomar decisões sobre o caminho a seguir nos diferentes contextos. Para além disso, descreve igualmente as atividades destinadas à estimulação e entretenimento dos idosos. De referir que estas atividades não devem ser vistas de uma forma isolada, mas sim como os meios para atingir uma determinada finalidade, que neste caso foi a minha formação e evolução enquanto futuro Técnico de Gerontologia. Palavras-Chave: idoso, cuidados, envelhecimento, gerontologia VII ABSTRACT This report intends to reflect the work carried out during the 4th semester in the 2nd year of the Higher Vocational Technical Course (CTSP) in Gerontology, from the Higher School of Health of Leiria (ESSLei). The internship took place in the Lar Emanuel Association, namely in the Senior Center, this being an IPSS - Private Institution of Social Solidarity. The internship report reflects in detail all the experiences, experiences and difficulties experienced during the practical context, namely the provision of direct care to the user, which led to decisions on the way forward in different contexts. It also describes activities for the stimulation and entertainment of the elderly. It should be noted that these activities should not be seen in an isolated way, but rather as the means to achieve a certain purpose, which in this case was my formation and evolution as a future Gerontology Technician. Key words: elderly, care, aging, gerontology VIII VISÃO GERAL DO RELATÓRIO Relatório de Estágio Objetivos de Estágio Contextualização do Estágio Apresentação da Instituição História Missão Visão Valores Organizacionais Instalações Caraterização geral dos utentes Atividades Desenvolvidas Integração na equipa Prestação de cuidados diretos ao utente Criação do manual de acolhimento de colaboradores Formação de SBV e atuação em caso de O.V.A Atividades desenvolvidas com os utentes IX ÍNDICE AGRADECIMENTOS IV LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS V RESUMO VI ABSTRACT VII VISÃO GERAL DO RELATÓRIO VIII ÍNDICE IX ÍNDICE DE GRÁFICOS XI INTRODUÇÃO 11 OBJETIVOS DO ESTÁGIO: 13 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO 13 1.1. Apresentação da Instituição 13 História 13 Missão 14 Visão 14 Valores Organizacionais 14 Instalações 14 1.2. Caracterização geral dos utentes/clientes 15 2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 16 2.1. Integração na equipa 16 2.2. Prestação de cuidados diretos ao utente 16 2.3. Criação do manual de acolhimento de colaboradores 20 2.4. Formação de S.B.V e atuação em caso de O.V.A. 20 2.5. Atividades desenvolvidas com os utentes 21 X CONCLUSÃO 23 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24 APÊNDICES 25 APÊNDICE 1 – TRATAMENTO DE DADOS EM EXCEL 26 APÊNDICE 2 – TABELA QUE RELACIONA IDADES COM GÉNERO 26 APÊNDICE 3 – GÉNERO 27 APÊNDICE 4 – COMO VIVIAM? 27 APÊNDICE 5 – ESCOLARIDADE 28 APÊNDICE 6 – ESTADO CIVIL 28 APÊNDICE 7 – PROBLEMAS DE SAÚDE 28 APÊNDICE 8 – CRONOGRAMA DE ESTÁGIO 29 APÊNDICE 9 – PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM OS UTENTES 30 APÊNDICE10 - FORMAÇÃO DE SBV, PLANO DE SESSÃO, QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO E FOTOS. 31 APÊNDICE 11 – MANUAL DE ACOLHIMENTO DE AUXILIARES 38 APÊNDICE 12 – ATIVIDADE DE RISOTERAPIA 70 APÊNDICE 13 – ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO COGNITIVA 71 APÊNDICE 14 – FOTOS DA VISITA À FEIRA DE MAIO 80 APÊNDICE 15 – FOTOS DO JOGO DAS CARTAS 81 APÊNDICE 16 – FOTOS DA ATIVIDADE “ESQUERDA DIREITA” 82 APÊNDICE 17 – ATIVIDADE “ROCK AND ROLL” ADAPTADO 83 ANEXOS 101 ANEXO 1 - REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO 102 XI ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 Cronograma de Estágio 29 Figura 2 Manobras de SBV - Formação 37 Figura 3 Zonas de pressão 60 Figura 4 Sessão de Risoterapia 70 Figura 5 Desenvolvimento das atividades de estimulação cognitiva 79 Figura 6 Visita à Feira de Maio 80 Figura 7 Jogo das cartas 81 Figura 8 Rock and Roll adaptado 83 ÍNDICE DE TABELAS Tabela 1 Tratamento de dados em excel 26 Tabela 2 Relacionamento entre idade e género 26 Tabela 3 Planeamento de Atividades 30 ÍNDICE DE GRÁFICOS Gráfico 1 Género 27 Gráfico 2 Como viviam ? 27 Gráfico 3 Escolaridade 28 Gráfico 4 Estado Civil 28 Gráfico 5 Problemas de Saúde 28 Relatório Reflexivo de Estágio 11 INTRODUÇÃO O presente documento é referente ao relatório de estágio inserido no 4.º semestre no 2.º ano do Curso Técnico Superior Profissional (CTSP) em Gerontologia, da Escola Superior de Saúde de Leiria (ESSLei). Neste documento pretendo refletir acerca do ensino decorrido na Associação Lar Emanuel, em Leiria. Este relatório foi realizado com a supervisão da Enfermeira Sylvie Pacheco e orientação da Psicóloga Loide Aguiar. Para uma melhor apresentação e compreensão do relatório apresentado, o relatório é divido em 2 partes, a primeira sobre a Caracterização da Instituição e segunda parte sobre a fundamentação teórica, as atividades desenvolvidas e resultados. O Estágio teve início a 18 de fevereiro de 2019 e termina a 31 de maio de 2019, perfazendo um total de 525 horas. A realização do estágio é um processo decisivo na aquisição de competências e pretendeu reunir os vários conteúdos das restantes unidades curriculares que constituem o plano de estudos do presente curso e integrá-los na prática diária dos cuidados à PI. Os cuidados do técnico de Gerontologia à Pessoa Idosa (PI) são a temática central deste projeto para aquisição e desenvolvimento de competências técnicas e relacionais. Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) envelhecimento demográfico traduz alterações na distribuição etária de uma população expressando uma maior de população em idades mais avançadas. O envelhecimento é um processo evolutivo e normal, podendo ser influenciado por algumas alterações a nível da saúde(patologias), dos fatores físicos (perda da mobilidade), dos fatores económicos (reformas, perda de poder financeiro), dos fatores culturais e dos fatores sociais (isolamento, perda de um ente querido), surgindo assim, a necessidade de uma vigilância e monitorização constantes por um técnico especializado. Os profissionais de saúde responsáveis por estes cuidados são os técnicos de gerontologia. Para que seja possível intervir de forma eficaz e melhorar a qualidade de vida da PI, é importante que o técnico de gerontologia esteja desperto para os sinais e sintomas de complicações e que detenha conhecimentos sobre as medidas necessárias para controlar os possíveis danos que podem existir para a vida do idoso. Assim este estágio curricular tem como principais objetivos: planear, gerir e executar, sob supervisão, atividades promotoras do bem-estar físico, mental e social da pessoa idosa em diferentes contextos; intervir socialmente com os idosos, família e comunidade envolvente de forma responsável, assertiva e segura; projetar e promover o desenvolvimento de atividades Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 12 para promoção de um envelhecimento ativo e saudável; promover e educar, sob supervisão, para a adoção de medidas de segurança e cuidado por parte da pessoa idosa, entre outras. Para concretizar estes objetivos escolhi a instituição Associação Lar Emanuel, onde foi possível desenvolver um conjunto de atividades que permitiram atingir os objetivos delineados inicialmente, contribuindo assim para o desenvolvimento de competências. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 13 OBJETIVOS DO ESTÁGIO: • Planear, gerir e executar, sob supervisão, atividades promotoras do bem-estar físico, mental e social da pessoa idosa em diferentes contextos. • Projetar e promover o desenvolvimento de atividades e a organização de serviços para promoção de um envelhecimento ativo e saudável. • Implementar e participar na definição de planos de manutenção e organização do espaço e dos equipamentos das instituições. • Colaborar na avaliação da qualidade dos serviços prestados, propor e implementar medidas visando a melhoria continua dos cuidados. 1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO 1.1. Apresentação da Instituição História A Associação Lar Emanuel é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada há mais de trinta anos, embora tenha assumido aquele estatuto somente a partir de 1989. Nasceu precisamente a 25 de julho de 1976 sendo os seus fundadores, António dos Santos Martins, pastor evangélico, Joaquim Vieira, comerciante e grande promotor das artes plásticas, e Maria Fernanda Santos, médica pediatra. A Associação começou por assumir uma máxima que corporizou a filosofia da instituição como destinada “para as pessoas que não tinham nada nem ninguém”. Nos primeiros anos da sua existência, o Lar Emanuel funcionou em duas moradias contíguas ao Jardim Escola João de Deus, sob os auspícios da Associação Baptista de Evangelismo, tendo posteriormente mudado de instalações para a Rua Nossa Senhora do Amparo, em Marrazes, mais precisamente em 1989, altura em que se tornou uma IPSS. O Lar Emanuel, ciente da importância da mudança de instalações para a melhoria do serviço prestado e apesar das dificuldades, adquire um terreno em Gândara dos Olivais, na Rua do Ribeiro, em 2004, e inicia um novo projeto. Em 2005 é feita candidatura ao Projeto PARES não tendo sido aprovada. Em 2007, apresenta candidatura ao POPH no âmbito do QREN, que não foi aprovada. Perante estas dificuldades, mas certa quanto à obra, a Associação Lar Emanuel recorre ao crédito privado e desenvolve até 2011 o Centro Sénior. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 14 A 5 de outubro de 2011 é inaugurado e no mesmo mês faz-se a mudança de instalações. Missão • A missão da instituição é promover o bem-estar e a qualidade de vida, pondo-nos sempre no lugar do outro. Visão • Desenvolver continuamente os recursos e competências profissionais materiais e humanas necessárias para atingir a excelência. • Construir uma instituição sólida e assente em valores partilhados por todos os elementos da instituição. Valores Organizacionais • Ética • Responsabilidade Social • Competência e Profissionalismo • Tolerância • Confiança • Harmonia • Adaptabilidade Instalações A Associação Lar Emanuel funciona nas instalações do Centro Sénior, que é composto por quatro andares devidamente identificados de forma a facilitar orientação dos seus utentes. No piso 0, encontra-se a receção onde é possível obter as informações necessáriassobre a instituição. São trinta e seis quartos duplos e dez quartos individuais, distribuídos pelos pisos 0 e 1. No piso 0 encontram-se ainda os gabinetes de atendimento, responsável de turno, médico e de enfermagem. No piso -1 podemos encontrar o bar, sala de convívio e de estar e refeitório, O salão polivalente que se encontra no piso -1. Este espaço transforma-se em cinema, ginásio, sala de espetáculos, sala de estudos…de acordo com as atividades programadas e para as quais seja necessário um espaço amplo e com equipamentos de som e imagem apropriados para acolher um grande grupo. No piso 1, encontra – se a secretaria e os gabinetes de direção, direção técnica e recursos humanos. Aqui também se pode encontrar uma zona de lazer e o cabeleireiro. No piso 2 encontra-se o solário e a sala dos trabalhos manuais. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 15 O Centro Sénior tem ainda um conjunto de espaços funcionais, tais como lavandaria e cozinha, que permitem o bom desenvolvimento de todo o apoio servido aos residentes. 1.2.Caracterização geral dos utentes/clientes Após realizar a relação das idades entre homem e mulher posso constatar que existe uma maior longevidade no sexo feminino em relação ao sexo masculino, contudo é notável de uma maneira geral o paradigma atual que vivemos na nossa sociedade uma maior longevidade, ou seja idades muito avançadas. Tabela 1 – (Apêndice 2) Num universo de 81 pessoas 59 são do sexo feminino e 22 do sexo masculino como se pode ver no gráfico (Apêndice 3), o sexo feminino é maioritário. Para conhecer melhor os utentes da minha instituição tentei perceber aquando da sua admissão como era a sua vida fora da instituição. No que concerne à questão “como viviam”? podemos observar no gráfico em anexo (Apêndice 4) que 52% viviam acompanhados e 48% viviam sozinhos, o que me preocupa imenso a percentagem de pessoas a viver sozinhas pois leva ao isolamento e à solidão entre outros problemas sociais. Relativamente ao trajeto escolar, é notável que a maioria (42) tem o 1º ciclo, sendo que apenas 7 possuem licenciatura, 39 analfabetos, 3 sabem ler e escrever, mas não obtiveram qualquer grau académico, 6 frequentaram o ensino secundário, podemos observar no gráfico (Apêndice 5). Ao realizar um levantamento das profissões mais frequentes dos utentes é notário e podemos constatar que a profissão mais frequente (27) é “Domésticas” e logo de seguida “operário febril” e “comerciante” tendo estas o mesmo número “9”. No que concerne ao estado civil podemos constatar que 46 dos utentes eram viúvos a quando da sua admissão, 22 casados, 9 divorciados e 5 solteiros. Tento justificar os valores dos utentes que viviam sozinhos supondo que muitos destes eram viúvos e viveriam nas suas habitações com o parceiro(a). (Apêndice 6). Um dos pontos mais importantes e que faz todo o sentido referir é quais as patologias mais frequentes nos utentes a quando da sua admissão, pois são muitas das vezes estas que obrigam a sua ida para lares e residências pois em suas casas não têm condições para estar. Posso concluir que as patologias mais frequentes (30) são todo o tipo de demências nomeadamente do tipo alzheimer e logo de seguida demências vasculares (AVC) (20), fraturas do colo fémur e sua recuperação (13), doença oncológica (12) e por último as doenças do forro psiquiátrico (7). (Apêndice 7). Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 16 2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS Neste capítulo descrevo as atividades realizadas de acordo com o cronograma de estágio elaborado previamente ao início do mesmo e tendo em conta os objetivos inicialmente propostos. Começo por descrever a integração na equipa, atividades promotoras do bem-estar físico, mental e social da pessoa idosa nos diferentes contextos. Todas as fotografias referentes às atividades desenvolvidas ao longo do estágio vão em anexo ao presente relatório, devidamente legendadas com o nome da atividade em questão. 2.1.Integração na equipa No primeiro dia do estágio foi-me feita uma visita guiada, por parte da Psicóloga Loide Aguiar responsável pelos recursos humanos, e fui sendo apresentado a todos colaboradores da instituição, os quais se viriam a tornar verdadeiros agentes de integração e aprendizagem ao longo do estágio. O processo de integração na equipe de trabalho foi excelente, deixando à vista um ambiente de colaboração, disponibilidade e, desde logo, propício à participação nas atividades terapêuticas desta unidade. Foram-me dadas informações sobre o seu funcionamento, as rotinas, e as atividades que se realizam com os utentes. 2.2.Prestação de cuidados diretos ao utente A prestação dos cuidados diretos ao utente é algo que compete ao técnico de gerontologia realizar, como a prestação dos cuidados de higiene. Ao longo da prestação de cuidados posso afirmar que fui criando uma ligação e relação de intimidade com os utentes o que é benéfico para o desempenhar das minhas funções, podendo assim o utente aceitar a minha ajuda e os meus cuidados. Durante os cuidados de higiene realizei a lavagem dos olhos do utente com água tépida normal, com diferentes partes da manápula, esta técnica reduz a transmissão de microrganismos. A higienização do olho deve ser feita do canto externo do olho para o canto interno, prevenindo a conspurcação de acordo com a fisiologia do olho. Este procedimento é preconizado pelo autor e segundo os ensinamentos em sala de aula. (Veiga , et al., 2011) Ainda na higienização da cabeça, a lavagem do pavilhão auricular é importante visto que é uma região que acumula imensas secreções, assim ao realizarmos a sua higiene prevenimos a acumulação das mesmas. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 17 Durante a higiene do corpo é importante providenciar a sua privacidade, colocando o lençol superior da cama se estiver limpo a providenciar essa mesma privacidade, se não existir essa possibilidade devemos utilizar um toalhão de banho. A higiene dos membros superiores deve ser feita parte distal para a parte proximal (lavar e secar) em movimentos circulares dando especial atenção à região axilar, o estarmos a lavar e a secar da região distal para a proximal em movimentos circulares facilita o retorno venoso e se possível deveremos colocar o membro acima da cabeça o que permite o movimento do membro superior, facilita a lavagem da axila e promove a ROM normal da articulação, o facto de utilizarmos sabonete/ gel de banho faz com que os resíduos alcalinos do sabonete/gel de banho desencorajem a proliferação de bactérias na pele mas se não realizarmos uma boa secagem, o excesso de humidade causa a maceração nomeadamente nas pregas cutâneas e região infra mamária. Devemos sempre aprontar a bacia sobre a cama de modo a facilitar a imersão das mãos, pois amacia as cutículas e calosidades das mãos, remove a sujidade das unhas e aumenta a sensação de limpeza, secar meticulosamente reduz a humidade nos espaços interdigitais. Este procedimento foi realizado conforme preconizado pelo autor e aprendido em sala de aula. (Potter & Perry, 2008), este procedimento no meu ver é muito importante pois muitas das vezes a quando da minha chegada a junto do utente deparo-me com o utente com as mãos conspurcadas com fezes derivado ao utente colocar as mãos dentro da fralda. Os Cuidados perineais geralmente constituem uma parte do banho completo na cama, esteprocedimento como outro qualquer deve ser sempre feito pelo utente sempre que após avaliação cognitiva e músculo-esquelética se entenda que o utente é capaz de o fazer, antes de se realizar qualquer procedimento deve- se instruir o utente para o procedimento que se vai realizar. A higiene perineal deve ser feita sempre da “frente para trás”, pois a lavagem de “frente para trás” previne a transmissão de microrganismos do ânus para a uretra ou genitais, diminuindo a probabilidade de desenvolvimento de infeções urinárias (Potter & Perry, 2008). “Uma boa higiene oral envolve a limpeza, o conforto e o humedecimento das estruturas da cavidade oral. Os cuidados apropriados previnem os problemas orais. Infelizmente, os utentes em hospitais ou unidades de saúde não recebem os cuidados de que necessitam. Os cuidados orais devem ser realizados regularmente. Para encorajar a promoção e a recuperação da saúde oral, ensine os utentes a escovar os dentes após cada refeição, antes de ir para a cama e a usar Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 18 fio dentário uma vez por dia. Os frutos ácidos na dieta utente podem reduzir a formação de placa bacteriana.” (Potter & Perry, 2008). Este é um assunto que me preocupa dada a importância de uma boa higiene oral, a quando da higiene oral deve – se examinar a cavidade oral despistando patologias comuns como: cárie dentária, gengivite, periodontite, halitose, queilose e estomatite. Este é um dos procedimentos que tenho vindo a “batalhar” ao longo do estágio junto dos utentes uma vez que esta não é uma prática comum conforme se pode confirmar por o excerto anteriormente descrito. Outro aspeto relevante a refletir é a higienização das mãos que que segundo as normas da DGS é de extrema importância. Segundo (DGS, 2010), preconiza a higiene das mãos em 5 momentos fulcrais para o risco e controlo de infeção na prestação de cuidados ao utente, são estes antes do contacto com o doente, antes de procedimentos limpos ou asséticos, após contacto com o doente e após contacto com o ambiente do doente. É fundamental respeitar estes 5 momentos preconizados pela DGS pois a correta higienização das mãos e no momento correto previne a transmissão cruzada de microrganismo logo diminui a probabilidade de infeções que colocam em risco a saúde dos utentes uma vez que o idoso tem o seu sistema imunitário mais débil derivado aos fatores do envelhecimento. A quando da higienização das mãos posso afirmar que tento sempre ter em atenção os 5 momentos preconizados pela DGS. Na ALE existem utentes por determinadas razões utilizam sonda vesical a qual requer especiais cuidados porque são “portas de entrada” para possíveis microrganismos patogénicos levando a possíveis infeções do trato urinário. Passo a citar alguns desses mesmos procedimentos que a norma 019/2015 da DGS enumera. Segundo (DGS, "Feixe de Interveções" de Prevenção de Infeção Urinária Associada a Cateter Vesical. Norma nº019/2015, 2015) apresenta um “Feixe de intervenções de prevenção de infeção urinária associada ao cateter vesical”, sendo elas: o saco coletor sempre que este apresente uma quantidade superior a dois terços da sua capacidade, este deverá ser despejado, realizar diariamente a higiene do meato uretral, o cateter urinário deve ser fixo nos homens na região superior da coxa ou infra-abdominal e na mulher deve ser fixa na face interna da coxa, se o saco tiver uma torneira deverá ser esvaziado através desta sem que a torneira toque em Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 19 qualquer superfície e no final deve ser limpa com um toalhete de base alcoólica , evitar puxar ou introduzir o cateter urinário porque pode causar traumatismos. Todas estas técnicas foram realizadas conforme preconizado pela DGS. Nesta faixa etária é muito comum aparecerem problemas que comprometem a mobilidade tendo como principal fator o envelhecimento. De modo a prevenir complicações circulatórias e músculo esqueléticas e a manter a integridade da pele, é importante incentivar e/ou posicionar o utente de 2 em 2h, utilizando movimentos firmes e seguros, mantendo alinhamento corporal e promovendo a autonomia da pessoa. Diretamente relacionado com este diagnóstico está o risco de úlceras de pressão (UP). Para manter a integridade cutânea, é importante que durante a prestação dos cuidados de higiene exista uma avaliação das zonas de pressão, nomeadamente as proeminências ósseas, a fim de vigiar o estado da pele sobre as zonas de maior pressão, aplicar dispositivos de alívio de pressão e incentivar o autoposicionamento/posicionar. Esta vigilância e prevenção diária do risco de úlceras de pressão é crucial uma vez que, segundo (Anselmi, Peduzzi , & Junior, 2009)“ainda se constitui em problema importante no processo de atenção à saúde... por afetar a qualidade de vida...”. De forma a colmatar os diagnósticos de capacidade para se transferir comprometida dos utentes e o risco de queda, tendo em vista o objetivo de promover a transferência do utente, garantindo a sua segurança e prevenir quedas, é essencial avaliar o risco de queda segundo a escala de Morse e avaliar estado de consciência segundo a escala de Glasgow, manter cama baixa e travada, providenciar a campainha e providenciar vigilância ao utente. Visto que a mobilidade está comprometida existe a necessidade da utilização de produtos de apoio para a mobilização do mesmo. Um dos produtos de apoio mais frequente e mais utilizado na ALE é a cadeira de rodas, para a colocação do utente na cadeira de rodas é necessário colocar em prática as transferências, estas transferências se não forem bem realizadas colocam em risco o profissional de saúde e a segurança do utente. As transferências que são mais frequentes, são da cama para a cadeira e da cadeira para o cadeirão. Sendo uma prática do técnico de gerontologia, durante o estágio tive a oportunidade de auxiliar a alimentação dos utentes, visto que muitos deles não possuem capacidade para se alimentarem sozinhos. Na ALE podemos encontrar diferentes dietas, com diferentes valores nutricionais e consistências como as dietas pastosas, sendo estas administradas a utentes com dificuldade na deglutição ou com défice da dentição, este tipo de dieta pode também ser administrada a utentes com algum grau de disfagia a líquidos, sendo que apresenta uma consistência “pastosa” Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 20 Em relação à capacidade para se alimentarem, tomar banho e vestir-se despir-se e arranjar-se, na grande maioria dos utentes encontrava-se comprometida em grau moderado a elevado. Para manter a higiene e promover o conforto e aspeto cuidado do utente, o técnico de gerontologia tem de garantir a privacidade do utente, avaliar as suas capacidades e limitações para realizar o seu autocuidado, promovendo sempre a autonomia do utente. De forma a garantir uma alimentação adequada, são intervenções do técnico de gerontologia vigiar e supervisionar as refeições. Quando a deglutição do utente está comprometida e apresenta risco de aspiração, o utente é alimentado através de sonda nasogástrica. Esta prática por condutas internas da instituição é tarefa realizada por o responsável de turno, sendo este um auxiliar de ação direta, mas segundo (Potter & Perry, 2008) esta é uma prática de enfermagem. Após observar e executar todas as técnicas e procedimentos descritos anteriormenteconforme preconizado pelos autores anteriormente referenciados, foi notório algumas dificuldades e lacunas. A fim de ultrapassar estas dificuldades, realizei uma proposta de estratégias à instituição com o objetivo da melhoria da prestação de cuidados. por exemplo a adaptação do manual de acolhimento, fazendo constar neste manual técnicas e procedimentos importantes na prestação de cuidados diretos aos utentes. 2.3. Criação do manual de acolhimento de colaboradores Indo ao encontro de um dos objetivos estipulados inicialmente e sendo que o manual que existia na instituição tinha algumas lacunas e alguns conteúdos em défice, juntamente com a orientadora local, realizei um complemento ao manual de acolhimento de colaboradores visando a melhoria da prestação de cuidados ao utente como também a integração nas condutas internas da instituição. (Anexo 12). 2.4. Formação de S.B.V e atuação em caso de O.V.A. Visto que a PCR é um acontecimento súbito, constituindo-se como uma das principais causas de morte na Europa e nos Estados Unidos da América. Afeta entre 55-113 pessoas /100 000 habitantes, estimando- se entre 350 000-700 000 indivíduos afetados por ano, só́ na Europa. (INEM & DFEM, 2017) , posta esta questão e tendo formação acreditada, realizei a proposta à instituição de ministrar esta formação de SBV e como atuar em caso de OVA a fim de sensibilizar e capacitar todos os colaboradores a saber atuar em caso destas 2 situações muito prevalentes na franja dos idosos. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 21 Esta formação foi de facto importante porque consegui perceber enquanto formador que os formandos não possuíam quaisquer conhecimentos de como saber atuar neste tipo de quadro. O Feedback é positivo como se pode observar pela análise do “Questionário de Avaliação da Ação de Formação – Formando” Apêndice . 2.5. Atividades desenvolvidas com os utentes Das diversas atividades desenvolvidas ao longo do estágio são de salientar algumas das quais os utentes mais colaboraram. Uma das primeiras atividades que procurei dinamizar e incrementar foi o “jogo de cartas”. Sendo este jogo conhecido pela maioria dos idosos, este facto permitiu estabelecer uma maior relação de proximidade entre eles. Para além de promover a socialização, com esta atividade pretendia-se também trabalhar a memória recente, o raciocínio lógico e a concentração, ao nível cognitivo. Abordei cada utente na sua individualidade com o intuito de perceber qual a sua expectativa relativamente às atividades num futuro próximo. Assim sendo constatei que algumas atividades lúdicas e de asseio pessoal eram o desejo mais solicitado por parte do utente (pintar as unhas, aparar o bigode, ler o jornal, etc…). Consegui através de entrevistas informais criar uma atividade que consistia no diálogo sobre um tema (ou história de vida) que a pessoa mais gostasse de abordar, foi uma forma que encontrei para criar empatia suficiente com o utente no sentido de aprender o máximo acerca deles, perceber quais os momentos mais felizes da sua vida e suas expectativas relativamente à da valência. Com esta atividade foi para mim percetível que a memória para factos passados está bem mais preservada na maioria dos idosos, do que a memória para factos recentes do dia- a-dia. Uma outra atividade incrementada foi desenvolvida tendo em conta as conversas tidas com os utentes. A atividade consistiu num “Rock and Roll” adaptado. Uma vez que eu sei tocar acordeão e concertina, dinamizei um momento musical com todos os utentes, momento esse muito agradecido por todos e pedido para mais tarde realizar. Outra atividade na qual tive oportunidade de acompanhar o idoso foi os trabalhos manuais, atividade que já era realizada na instituição, possibilitando de se exprimirem através das artes plásticas e dos trabalhos manuais, tem como principal objetivo trabalhar a perceção e a coordenação motora fina. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 22 Uma vez que estive no acompanhamento da animação numa altura em, que as condições climatéricas o permitiram, em conjunto com a animadora Sara e restantes colaboradores, realizámos uma atividade ao ar livre que por todos os utentes foi bem aceite: atividade física com momentos musicais. Após o pequeno-almoço dirigimo-nos com eles até à zona do lago da instituição, uma zona que respeita a segurança, a tolerância ao esforço e o estado dos utentes. Uma atividade que foi possível desenvolver com os utentes foi a atividade “Esquerda ou Direita” esta atividade tem como objetivo a estimulação da atenção, memória e reconhecimento direita-esquerda. Esta atividade tem como objetivo específico o treino da atenção-concentração e coordenação motora. Inicialmente existiu alguma confusão na distinção da direita e da esquerda, mas por fim todos os utentes foram capazes de distinguir a sua direita e esquerda como também reconhecer os comandos. Outro tipo de atividade que tive a oportunidade de realizar foi convidar um amigo de longa data, “Risoterapeuta” que realizou uma atividade de Risoterapia que foi muito aceite por todos e levou a sair das rotinas institucionais. Como é de conhecimento geral em Leiria é realizada a “Feira de Maio” na qual tive a oportunidade de acompanhar os utentes à feira e foi muito proveitoso para todos. Não esquecendo uma parte importante do envelhecimento ativo, realizei atividades de estimulação cognitiva, atenção, perceção visual, raciocínio lógico e diferencial e também o cálculo. Todas as fotografias referentes às atividades desenvolvidas seguem em apêndice ao presente relatório. Relatório Reflexivo de Estágio 23 CONCLUSÃO Depois de apresentado neste relatório todo o meu percurso ao longo do estágio, importa fazer uma síntese e análise crítica dos principais aspetos e tecer algumas considerações sobre o processo de aprendizagem a que estive submetido e por consequência, às suas implicações futuras no meu desempenho profissional. A sua redação permitiu a reflexão sobre o trabalho e atividades desenvolvidas no decorrer do estágio, bem como a revisão global dos objetivos gerais programáticos. Em termos críticos poderia destacar positivamente o acolhimento e disponibilidade que me foi dispensado pela equipa dos profissionais que integram as equipas multidisciplinares do Lar Emanuel. O que concerne ao acompanhamento efetuado pela orientadora, foi um acompanhamento excelente, estando sempre pronta para o esclarecimento de qualquer dúvida ou problema que ocorresse. Assim considero que atingi todos os objetivos inicialmente propostos, chegando mais além, na medida em que aproveitei todos os momentos de aprendizagem e ultrapassei obstáculos. Como futuro Técnico de Gerontologia, revelei ser um profissional com conhecimento técnico científico e relacional, dando resposta aos problemas do utente. Enquanto futuro Técnico de Gerontologia, posso concluir que este estágio contribuiu para o meu enriquecimento, na medida em que foi possível, percecionar que cuidar pressupõe mais que limpar, ajeitar uma almofada, ou dar de comer. Cuidar é, ir mais além, é demonstrar dedicação, carinho e sobretudo amor. É preciso saber colocar-se do outro lado e avaliar como o utente se sente, transpor-se noutra vertente e entender certos sentimentos e determinadas emoções. Em suma, o momento mais gratificante pelo qual passei até ao momento foi receber um simples “obrigado” da parte de um utente, um sorriso ou um beijo no rosto, porque demonstra que de facto o meu papel enquanto Técnico de Gerontologiaestá a ser exercido de forma correta. Então cuidar é isso, é ser mais que um profissional, é amar o que se faz. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 24 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Anselmi, M. L., Peduzzi , M., & Junior, I. F. (2009). Incidência de úlcera por pressão e ações de enfermagem. Obtido de Scielo: http://www.scielo.br/pdf/ape/v22n3/a04v22n3 DGS. (14 de Junho de 2010). Orientação de boa prática para a higiene das mãos nas unidades de saúde Circular normativa nº 13/DQS/DSD. Obtido de https://www.dgs.pt/programa-nacional-de-controlo-da-infeccao/ficheiros-de- upload/circular-normativa-n-13-dqs-dsd-14-6-2010-higiene-maos- pdf.aspx+&cd=3&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt DGS. (15 de Dezembro de 2015). "Feixe de Interveções" de Prevenção de Infeção Urinária Associada a Cateter Vesical. Norma nº019/2015. Obtido de Direção Geral de Saúde: https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n- 0192015-de-15122015.aspx INEM, & DFEM. (2017). Manual de Suporte Básico de Vida - Adulto. Potter, P., & Perry, A. G. (2008). Fundamentos de Enfermagem - Conceitos e procediemntos (Vol. 5ª edição ). Lusociência. Veiga , B., Henriques, E., Barata, F., Santos, F., Santos, I. S., Martins, M. M., . . . Silva, P. C. (2011). Manual de Normas de Enfermagem, Procedimentos Técnicos. 150-170. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 25 APÊNDICES Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 26 APÊNDICE 1 – TRATAMENTO DE DADOS EM EXCEL APÊNDICE 2 – TABELA QUE RELACIONA IDADES COM GÉNERO Tabela 2 Relacionamento entre idade e género Idades Homens Mulheres Total 109-104 0 1 1 103-98 1 1 2 97-92 0 10 10 91-86 6 30 36 85-80 11 12 23 79-74 1 4 5 73-68 2 1 3 67-62 0 2 2 61-56 1 0 1 Total 22 61 83 0 2 4 6 8 10 12 109-104 103-98 97-92 91-86 85-80 79-74 73-68 67-62 61-56 Homens Tabela 1 Tratamento de dados em excel Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 27 APÊNDICE 3 – GÉNERO APÊNDICE 4 – COMO VIVIAM? 0 5 10 15 20 25 30 35 109-104 103-98 97-92 91-86 85-80 79-74 73-68 67-62 61-56 Mulheres 22 61 SEXO Homens Mulheres 39 43 Como viviam? Viviam Sozinhos Viviam Acompanhados Gráfico 1 Género Gráfico 2 Como viviam ? Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 28 APÊNDICE 5 – ESCOLARIDADE APÊNDICE 6 – ESTADO CIVIL APÊNDICE 7 – PROBLEMAS DE SAÚDE 0 5 10 15 20 25 30 35 40 45 Analfabetos Sabem ler e escrever 1ºciclo 2º ciclo 3º ciclo Secundário Licenciados Escolaridade 0 10 20 30 40 50 Solteiro Viúvos Casados Divorciados Estado Civil 0 5 10 15 20 25 30 35 Demência Fraturas e Recuperação Doença Mental AVC e recuperação Oncologia Problemas de Saúde Gráfico 3 Escolaridade Gráfico 4 Estado Civil Gráfico 5 Problemas de Saúde Relatório Reflexivo de Estágio 29 APÊNDICE 8 – CRONOGRAMA DE ESTÁGIO semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 Conhecer a Instituição (espaços físicos/profissionais/funcionamento) Cooperar em Equipa Multidisciplinar Reconhecer Princípios de Ergonomia e Equipamento de Proteção Individual Desenvolver Competências de Iniciativa Desenvolver Capacidades Interpessoais e Trabalho Colaborativo Desenvolver Competências Comunicacionais Auxiliar nos Cuidados de Higiene, Alimentação e Eliminação Promover o Autocuidado e a Autoestima dos Utentes Auxiliar na Marcha/ Transferência dos Utentes Zelar pela Segurança dos Utentes Animação Socio-cultural Formação de SBV e atuação em O.V.A. para Colabordores Promover a Autonomia dos Utentes Adaptar manual de acolhimento - Colaboradores Promover o Controlo de Infeção Promover a Hidratação Adapatar Atividades/Exercícios de Acordo com a Situação Clinica, Social, Psicológica da Pessoa Idosa Preparar Espessantes para os Utentes com Alterações de Deglutição Posicionar os Utentes alternando decubitos Entrega do Relatório Reflexivo Preparação da Defesa do Relatório Apresentação e discussão do Relatório Plano de Estágio fevereiro de 2018 março de 2018 abril de 2018 maio de 2018 junho de 2018 Atividades/Previsão Mensal Figura 1 Cronograma de Estágio Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 30 APÊNDICE 9 – PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM OS UTENTES Atividade Descrição Objetivo Geral Objetivo Específico Recursos Materiais Data e Hora Nivel de Dificuldade Utentes Tempo Estimado "Esquerda ou Direita" Em grupo e em roda, cada participante tem uma bola, sempre que o técnico diz: "esquerda" todos atiram/dão a bola ao colega da esquerda e apanham a bola que vem do colega da direita. O objetivo é cumprirem a ordem de acordo com o sentido dado pelo técnico "direita" ou "esquerda". Numa seguda fase troca-se o comando "esquerda/Direita" por "1/2", em que 1 = direita e 2 = esquerda. Os comandos podem ser alterados de acordo com a capacidade de cada grupo: "azul/vermelho", "maçã/pêra", "cão/gato"... No final pode ainda misturar - se todos os comandos, dizendo por exemplo: esquera, 1, perâ, cão, azul = esquerda, direita, esquerda, direita, direita. Estimulação da atenção, memória e reconhecimento, direita-esquerda. Treino atenção - concentração e coordenação motora. Bolas 13 de maio 10h30 3 em 5 Conscientes, orientados com boa capacidade motora 60 min "O todo é mais que as partes..." Ordenar as partes das imagens, de 1 a 5, de modo a ficar a imagem completa e correta. Estimulação da atenção, perceção visual e raciocínio lógico - Material fornecido 2 em 5 Utentes com défice da perceção visual e raciocínio lógico 10 min "Emoções Coloridas" Assinalar a cor correspondente a cada emoção de cada imagem. Estimulação da atenção perceção visual,raciocínio lógico e diferencial - Material fornecido 2 em 5 Utentes com défice de racíocinio lógico e diferencial 10 min "Qual é o número?" Respeitando as sequências apresentadas os utentes devem completar os números em falta Cálculo - Material fornecido 4 em 5 Utentes com dificuldade no cálculo e utentes analfabetos 15 min "Risoterapia" Sessão de risoterapia para os utentes Ajudar a trabalhar a àrea comportamental; Ajudar a relaxar provocando um equilíbrio emocional; Criar um bom humor que afasta medos e receios; - Risoterapeuta convidado Fernando Batista 16 de maio 14h 30 - Todos os utentes conscientes e orientados mesmo com dificulades em deambular "Feriados" Estabelecer a correspondência entre a comemoração, o dia e o mês de cada feriado nacional. Estimulação da Linguagem e Memória - Material fornecido 2 em 5Utentes com dificuldade na linguagem e memória 15 min "O que me deixa mais feliz é...?" 1) Questionar o grupo sobre o que é a felicidade e o que os deixa mais felizes. 2)Realizar um video com os utentes a nivel individual, onde partilhem o que os deixa felizes. Estimulação da autostima e linguagem - Computador, máquina de filmar e quadro de ardósia 2 em 5 Terapia em grupo sem limite máximo de participantes Tarde "Rock and Roll adaptado" Recriar uma pista de dança Reviver o estilos de dança na altura A dança na terceira idade traz benefícios para a saúde e auto estima. Acordeão 2 em 5 Utentes com capacidade fisica e motora Manhã Tabela 3 Planeamento de Atividades Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 31 APÊNDICE 10 - FORMAÇÃO DE SBV, PLANO DE SESSÃO, QUESTIONÁRIO DE AVALIAÇÃO E FOTOS. Plano de Sessão Objetivos gerais Os formandos deverão adquirir competências que lhe permitam executar corretamente as manobras de Suporte Básico de Vida e de desobstrução da Via Aérea Objetivos específicos • Compreender o conceito de cadeia de sobrevivência e conhecer os seus elos; identificar os riscos potenciais quer para a vítima quer para o reanimador; • Compreender o conceito de suporte básico de vida e descrever os procedimentos corretos para executar manobras de suporte básico de vida; • Saber como e quando iniciar e parar as manobras de suporte básico de vida; saber como e quando colocar uma vítima em posição lateral de segurança; • Saber identificar situações de obstrução da via aérea e executar manobras de desobstrução; • Os formandos deverão obter nota mínima (50%) para ser aprovado na ficha de avaliação. Duração 3 horas Formador Bruno Paulino Etapas Atividades didáticas Métodos e técnicas pedagógicas Equipam entos/meio s didáticos Avaliaçã o Tempo (min) Introdução Apresentação do tema Expositivo PPT _________ 90 m in Pré adquirido Interrogativo ---- Diagnóstic a Comunicação dos Objetivos Expositivo PPT _________ Conteúdos: Considerações gerais Cadeia de Sobrevivência Expositivo e Interrogativo PPT Contínua Curso Primeiros Socorros Módulo Suporte Básico de Vida e Técnicas de Desobstrução da Via Aérea Tema da sessão Suporte Básico de Vida e Técnicas de Desobstrução da Via Aérea Sessão Nº 1 População-alvo Auxiliares de Ação Direta Pré-requisitos --- Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 32 Algoritmo de SBV PLS Obstrução da Via Aérea Classificação de OVA Algoritmo de desobstrução da V.A. Desenvolvimento Desenvolvimento do algoritmo de SBV e Manobras de desobstrução Demonstrativo e Ativo Manequim de SBV e Ambú Contínua 75m in Síntese Expositivo e Interrogativo _________ Contínua Ficha de avaliação Expositivo Interrogativo Ficha Final Conclusão Correção da Ficha de Avaliação: Verificação e Justificação das questões Expositivo Interrogativo Ficha Final 10m in Entrega da corrigenda e comunicação dos resultados Expositivo Interrogativo Corrigenda Final Conclusão Expositivo ppt ________ Material Necessário: • Uma sala deve estar equipada com: computador (com colunas de som), videoprojector, quadro branco ou similar, marcadores e apagador; • Um insuflador adulto, com máscara; • Simulador de Compressões Torácicas. Os formandos devem ser portadores de: • Vestuário e calcado confortável; O FORMADOR Bruno Paulino F667273/2018 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 33 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 34 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 35 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 36 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 37 Figura 2 Manobras de SBV - Formação Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 38 APÊNDICE 11 – MANUAL DE ACOLHIMENTO DE AUXILIARES Manual de Acolhimento Auxiliares de Ação Direta Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 39 Ficha Técnica Obra: Manual de Acolhimento Autor: Associação Lar Emanuel e Estagiário de Técnico de Gerontologia Bruno Paulino - IPL Ano: 2019 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 40 “Fé, Humildade e Amor” Qualidades Fundamentais para Ser um Bom Cuidador (Paulo Freire) Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 41 1. Nota de Boas Vindas Caro(a) Colaborador(a), bem-vindo(a) ao Centro Sénior Lar Emanuel. Queremos dar-lhe as boas vindas em nosso nome e em nome de toda a equipa que compõe a nossa organização. Temos consciência das dificuldades que existem em integrar um novo elemento numa equipa, por esta razão é nosso objetivo fornecer todas as condições para contribuirmos para uma integração rápida e eficaz. Este manual pretende facultar todas as informações necessárias, relativas à organização e funcionamento da Instituição, proporcionando-lhe desta forma uma melhor compreensão e conhecimento da mesma. Pomos assim ao seu dispor, um conjunto de informações mais sistematizadas que, o auxiliarão a compreender a dinâmica da instituição. As dúvidas que possam vir a surgir, após a leitura deste manual podem ser colocadas junto dos seus colegas ou superiores hierárquicos, que estarão ao seu inteiro dispor para o(a) acompanhar e auxiliar em qualquer situação, que careça de apoio ou esclarecimento. Desejamos ainda, que possa usufruir com o maior interesse, motivação e empenho esta oportunidade. Constamos consigo para fazer parte do sucesso esta instituição. Mais uma vez renovamos os nossos votos de boas vindas. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 42 2. Introdução O presente Manual visa ser um instrumento facilitador no processo de integração dos novos colaboradores que contactampela primeira vez com o Lar Emanuel. O objetivo primordial deste Manual é fornecer um vasto conjunto de informações sobre a estrutura e organização interna, normas, regras e procedimentos em vigor na instituição, para que se possa integrar rapidamente na cultura institucional e se possa inserir com eficácia no seu novo posto de trabalho. Pretendemos também esclarecer e consciencializar o novo colaborador relativamente aos principais objetivos do Lar Emanuel, amissão, visão, valores e política de qualidade, bem como sobre a importância do seu contributo para a melhoria da qualidade de vida dos idosos. Uma vez que qualidade dos cuidados prestados está intimamente ligada à qualidade humana daqueles que os prestam, procuramos, no processo de admissão de um novo colaborador, valorizar as competências académicas, profissionais e humanas. Face à natureza do serviço prestado pela organização, os recursos humanos constituem – se como absolutamente decisivos para o cumprimento da missão do Lar Emanuel. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 43 3. História da Instituição A Associação Lar Emanuel é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada há mais de trinta anos, embora tenha assumido aquele estatuto somente a partir de 1989. Nasceu precisamente a 25 de julho de 1976 sendo os seus fundadores, António dos Santos Martins, pastor evangélico, Joaquim Vieira, comerciante e grande promotor das artes plásticas, e Maria Fernanda Santos, médica pediatra. A Associação começou por assumir uma máxima que corporizou a filosofia da instituição como destinada “para as pessoas que não tinham nada nem ninguém”. Nos primeiros anos da sua existência, o Lar Emanuel funcionou em duas moradias contíguas ao Jardim Escola João de Deus, sob os auspícios da Associação Baptista de Evangelismo, tendo posteriormente mudado de instalações para a Rua Nossa Senhora do Amparo, em Marrazes, mais precisamente em 1989, altura em que se tornou uma IPSS. Em 1990 foi celebrado o primeiro acordo de cooperação e a um de outubro de 1993 é celebrado o Acordo do Serviço de Apoio Domiciliário. Ainda no mesmo ano, lança-se o primeiro projeto para novas instalações e pedido de aprovação à CML, não tendo sido obtido. Em 1998 é criado o segundo projeto para terreno cedido pela CML na Urb. Vale Verde, no entanto, o concurso a apoio público foi inviabilizado. O Lar Emanuel, ciente da importância da mudança de instalações para a melhoria do serviço prestado e apesar das dificuldades, adquire um terreno em Gândara dos Olivais, na Rua do Ribeiro, em 2004, e inicia um novo projeto. Em 2005 é feita candidatura ao Projeto PARES não tendo sido aprovada. Em 2007, apresenta candidatura ao POPH no âmbito do QREN, que não foi aprovada. Perante estas dificuldades, mas certa quanto à obra, a Associação Lar Emanuel recorre ao crédito privado e desenvolve até 2011 o Centro Sénior. A 5 de outubro de 2011 é inaugurado e no mesmo mês faz-se a mudança de instalações. É com trabalho, responsabilidade social, dedicação e esforço que a Associação continua a desenvolver o serviço prestado procurando sempre a melhoria da qualidade e o bem-estar da população idosa. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 44 4. Missão A nossa missão é promover o bem-estar e a qualidade de vida, pondo-nos sempre no lugar do outro. 5. Visão • Desenvolver continuamente os recursos e competências profissionais materiais e humanas necessárias para atingir a excelência. • Construir uma instituição sólida e assente em valores partilhados por todos os elementos da instituição. 6. Valores Organizacionais • Ética • Responsabilidade Social • Competência e Profissionalismo • Tolerância • Confiança • Harmonia • Adaptabilidade Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 45 7. Política da Qualidade • Garantir uma prestação de serviços qualificada, competente e certificada de forma a satisfazer as necessidades dos idosos e respetivas famílias, colaboradores e fornecedores bem como da comunidade em geral, cumprindo os requisitos legais e regulamentos aplicáveis; • Incentivar o envolvimento e a participação ativa dos colaboradores numa dinâmica de trabalho que promova a melhoria contínua, a criatividade, a inovação e implementando ações que visam a melhoria da Qualidade; • Promover a formação profissional e pessoal dos Recursos Humanos, visando o reforço e melhoria das suas competências pessoais e profissionais; • Avaliar o desempenho da prestação de serviços; • Cumprir e adequar os procedimentos e organização da instituição à legislação em vigor; • Gerir eficazmente o Sistema de Gestão de Qualidade e da Segurança e Higiene no Trabalho bem como da Segurança Alimentar; • Satisfazer as necessidades e expectativas dos utentes, assegurando o respeito pelos seus direitos; • Dinamizar ações que promovam a participação dos colaboradores, utentes, familiares, parceiros e comunidade local. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 46 8. Organograma Direção Recursos Humanos Loide Aguiar Económico/ Financeiro e Economato Patricia Alves Administrativo Lídia Franco Receção e Assessoria Geral Fanny Santos Apoio ao Economato São Vitorino Animação e Desenvolvimento Pessoal de Clientes Sara Martins Apoio a Clientes, Lavandaria e Limpeza Emília Santos Apoio a Clientes Lavandaria Limpeza Transporte e Manutenção Diária Cozinha e HACCP Rui Lopes Cozinha Higiene Armazém de Géneros São Vitorino Residências Marta Martins Apoio a Clientes SAD SAD Melissa Lopes Cuidados Médicos Dr. Borrego Pires Equipa de Enfermagem Manutenção Luis Nascimento Consultoria Segurança David Martins Grupo de Qualidade Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 47 9. Legislação do trabalho e regras da associação A ALE (Associação Lar Emanuel) respeitará sempre, em todos os domínios, a legislação em vigor no que concerne as relações entre a associação e os seus colaboradores. Qualquer dúvida ou esclarecimento que tenha acerca de direitos e deveres do trabalhador, ou por parte da ALE, deverá contactar sempre a pessoa responsável pelo Departamento de Recursos Humanos ou consultar o Código de Trabalho, aprovado pela Lei n. º99/2003 de 27 de Agosto. Ainda assim pode ficar aqui com algumas informações: 9.1. Contratos de Trabalho Os contratos de trabalho podem ser de dois tipos: contratos a termo, certo ou incerto, e contratos por tempo indeterminado. O período experimental, depende do tipo de contrato e nele vem definido a sua duração. Durante o período experimental, salvo acordo escrito em contrário, qualquer das partes pode rescindir o contrato, sem necessidade de aviso prévio ou de invocação de justa causa não havendo direito a indeminização. 9.2. Horário de Funcionamento No Lar Emanuel a resposta social de Lar de Idosos funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano e o Serviço de ApoioDomiciliário funciona de segunda a sábado 8h às 15h Serviços Administrativos Segunda a Sexta 9h às 17h 30 Resposta Social da ERPI 24 horas por dia, 7 dias por semana Setor Social Segunda a Sexta 9h às 17h A administração reserva – se o direito de alterar os horários em vigor, sempre que as circunstâncias assim o justifiquem e não contrariem a legislação laboral em vigor. Na presença destas situações, as alterações, por norma serão comunicadas com a antecedência de 48 horas. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 48 9.3. Faltas As faltas podem ser justificadas ou injustificadas. São consideradas faltas justificadas: • As faltas dadas 15 dias seguidos, por altura do casamento; • As motivadas por falecimento do cônjuge, parentes ou afins; • As motivadas pela prática de atos necessários e inadiáveis; • As motivadas pela prestação de provas em estabelecimento de ensino; • As ausências não superiores a 4 horas e só pelo período estritamente necessário, justificadas pelo responsável da educação de menor, uma vez por trimestre, para deslocação à escola tendo em vista inteirar – se da situação coletiva do menor; • As motivadas pela impossibilidade de prestar trabalho devido a facto que não seja imputável ao seu trabalho, nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais, ou a necessidade de prestação de assistência inadiável a membros do seu agregado familiar. Serão consideradas injustificadas todas as faltas não previstas no número anterior. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 49 9.4. Pontos de Legislação a Reter Direitos do Colaborador: • Ter boas condições de trabalho; • Ter um intervalo para almoço; • Ter livre acesso aos direitos consignados pela lei nomeadamente no que respeita a faltas, licenças, férias e outros – o pessoal deverá gozar as férias no próprio ano civil. Estas serão marcadas, tendo em consideração os interesses da Instituição e dos funcionários, sem prejuízo do bom funcionamento da mesma; • Ter acesso a ações de formação; • Ter uma remuneração e promoções; • Ser respeitado pelos utentes e familiares; • Ser tratado com educação e urbanidade. Deveres dos Colaboradores: Conhecer e assumir de forma personalizada os valores e atitudes decorrentes dos princípios orientadores da Instituição Lar Emanuel; • Cumprir com profissionalismo, dedicação e motivação as suas funções profissionais; • Cumprir o seu horário de trabalho - este poderá ser alterado por conveniência de serviço de acordo com ambas as partes; • Comunicar e justificar por escrito atempadamente e sempre que possível, quando necessitar de faltar, salvo situação imprevista; • Cumprir as ordens em matérias de serviço que lhe são dadas pelos seus superiores hierárquicos; • Manter sigilo profissional; • Frequentar as ações de formação que lhe forem proporcionadas e que sejam consideradas de interesse; • Zelar pelo bom ambiente de trabalho; • Cuidar e conservar o equipamento da Instituição de forma correta e asseada; • Conhecer o Regulamento Interno. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 50 10. Segurança, higiene e saúde no trabalho A associação concede a cada trabalhador, seguro de acidentes de trabalho, equipamento de proteção individual adequado à função e consulta médica anual para testar a sua aptidão para a função que desempenha. • Cumpra as regras em vigor na Associação; • Cumpra as práticas de prevenção de lesões músculo-esqueléticas no desempenho da sua função; • Use sempre o equipamento de proteção individual; • Não deixe o local de trabalho sujo e desarrumado; • Não use ferramentas de trabalho de forma incorreta e inadequada; • Nunca utilize equipamentos ou ferramentas que não conheça, sem consultar a sua chefia direta; • Nunca limpe, lubrifique ou repare equipamentos em movimento; • Nunca trabalhe com roupas, calçado ou acessórios que ponham em risco a sua segurança. 11. Livro de Ponto O registo de trabalho é efetuado individualmente por registo biométrico de entradas e saídas. 12. Vencimentos O vencimento dos colaboradores é individualizado, orientado pela hierarquia estabelecida e está de acordo com as categorias profissionais; Os vencimentos devem ser pagos até ao dia 08 de cada mês. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 51 13. Fardamento No Lar Emanuel a cada colaborador que é admitido será entregue fardamento para o desempenho das suas funções profissionais. Cada colaborador deve fardar – se dentro da instituição. Sempre que as fardas não estejam em condições de serem usadas devem ser entregues na lavandaria para o respetivo tratamento. 14. Formação Profissional A constante formação dos colaboradores, tendo em vista o aumento das suas competências é fundamental. Assim, o Lar Emanuel disponibiliza todos os recursos para que os seus colaboradores possam ter formação. Anualmente, faz-se um levantamento das necessidades de formação nas várias áreas. Tomando como ponto de partida esse levantamento, e os objetivos da organização, é feito o plano de Formação. Será informado com a devida antecedência (2 semanas), da sua participação nas ações para si destinadas. 15. Reuniões de Trabalho O Lar Emanuel promove regularmente reuniões de trabalho com os vários setores da organização de forma a assegurar a análise conjunta do trabalho desenvolvido, de questões funcionais, técnicas e organizacionais. É feito anualmente um plano de reuniões que é afixado no placard destinado às várias informações para os colaboradores (Piso -1) e que deve consultar pois a sua participação é muito importante. 16. Avaliação de Desempenho A avaliação de Desempenho é fundamental para a gestão dos recursos humanos. Esta serve para avaliar o trabalho dos colaboradores, corrigir eventuais erros, verificar necessidade de formação, melhorar o desempenho dos colaboradores e por fim constitui um momento de autoavaliação. Anualmente será ainda realizada uma avaliação à própria instituição, através de inquéritos anónimos fornecidos aos colaboradores, utentes e familiares, de forma avaliar a satisfação dos mesmos com os serviços prestados ou realizados. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 52 PROCEDIMENTOS INTERNOS Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 53 O que esperamos dos nossos colaboradores(as)... É nosso objetivo que todos os colaboradores atuem da mesma forma junto dos nossos residentes, tendo em conta que os principais objetivos são: a prestação dos corretos cuidados de higiene, saúde, alimentação, envolvidos de carinho, atenção e respeito pelos gostos e vontades individuais de cada um dos nossos residentes. A consciência dos nossos atos, no trato ao idoso, estabelecidos através de relações de empatia face ao residente de quem cuidamos é ocorreto caminho para irmos de encontro às necessidades de cada um. Os nossos colaboradores têm de ser conscientes que o seu comportamento diário, atitudes e linguagem utilizada, são um dos pilares principais para o bem-estar de todos os que residem nesta casa. Cuidar em “Humanitude” é ter consciência que cuidamos de pessoas, com sentimentos, gostos, necessidades, valores individuais. Cuidar em “Humanitude” é respeitarmos a pessoa de quem cuidamos em todas as situações do dia e da noite. Cuidar em “Humanitude” é respeitar os pilares em que esta filosofia está assente... Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 54 17. O OLHAR Um olhar só conta como interação quando os olhos se encontram, “pupila com pupila”. Caso contrário não há ligação com a pessoa. CARATERÍSTICAS DO OLHAR EM “HUMANITUDE” Axial – De frente para a pessoa para que ela não se sinta “olhada de lado” e “escrutinada”. Horizontal – Ao mesmo nível da pessoa para que ela não se sinta “olhada de cima”. Longo – Um olhar que dura, não evasivo, para que a pessoa se sinta confortável e confiante. Próximo – Perto da pessoa, dentro do seu espaço íntimo, para que a pessoa não se sinta olhada de longe. ARMADILHAS A EVITAR QUANDO OLHAMOS PARA OS NOSSOS RESIDENTES Abordagem à cama e à cadeira Quando o cuidador chega à beira da cama ou da cadeira a pessoa pode não o/a ver e ser surpreendida. Isso pode causar ansiedade e agitação. A abordagem deve ser sempre de frente, isto é cara a cara, com os olhos nos olhos, inicialmente aos pés da cama (sempre que possível) ou à frente da cadeira. Ajudar às refeições Se um cuidador está de pé, não há trocas de olhares... e quando há são verticais. O cuidador deve ficar sentado ao mesmo nível que a pessoa, de frente para ela. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 55 Escolher o lado do cuidado Se o cuidador executa o cuidado do lado oposto para onde a pessoa olha, não há troca de olhares. A prestação de cuidados, por exemplo os cuidados pessoais, devem ser do lado que oferece mais oportunidades de interceção, o que permite mais trocas de olhares com a pessoa. 18. A PALAVRA “Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não dão luz aumentam a escuridão”. (Madre Teresa de Calcutá) Características da palavra em “Humanitude” Calma – Com um tom de voz suave, para que a pessoa não se sinta repreendida. Grave – Com um tom de voz mais profundo para que a pessoa oiça melhor e se sinta segura. Melodiosa – Com um tom de voz mais longo para que a pessoa se sinta “embalada”. Palavras positivas – Com palavras de apreço para que a pessoa se sinta encorajada e motivada. ATENÇÃO!!! Þ Atenção ao trato, tratar os utentes por Senhor X ou Dona X, nunca por TU. Þ Atenção às respostas aos utentes e familiares e ao tom de voz utilizado. Þ Atenção ao tipo de conversas que por vezes temos uma relação ao trabalho e sobre as colegas de trabalho à frente dos utentes e da família. Þ Atenção aos termos utilizados, não dizer “Está mijado”, Está Cagado”, “Está borrado”!! Þ Atenção ao tom de voz utilizado quando falam com os utentes, todos sabemos que é fácil perdermos a paciência com alguns, mas a paciência nunca se pode perder. Þ Quando a família faz algum reparo não dizer “Não fui eu”, “Não fui eu que tratei dela!”, em alternativa digam que “Pedimos desculpa, vou limpar, vou tratar, vou ver o que se passou!”. SOMOS UMA EQUIPA E DEVEMOS ASSUMIR OS ERROS COMO EQUIPA!... HOJE FALHO EU, AMANHÃ FALHARÁ OUTRO(A)... Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 56 19. O TOQUE Os “4 P’s” do toque Humanitude: Profissional, Progressivo, Permanente e Pacificante Profissional Substituir a pega em pinça pela pega em berço, utilizando as técnicas de manutenção relacional (ver imagens em anexo). Progressivo O toque só vem depois do olhar e da palavra. Existem sequências, progredindo das áreas menos sensíveis (mãos/costas) para as mais sensíveis (cara), ou das mais sociais para as menos sociais. Permanente A permanência do toque durante o cuidado é normalmente um fator relaxante. Uma mão relacional, ou um cuidador relacional (ou seja, uma mão ou um cuidador que estão focados na relação e nos estímulos de Humanitude) deve ficar sempre em contacto com a pessoa, enquanto uma mão discreta ou cuidador discreto (ou seja, uma mão ou um cuidador focado no procedimento de cuidado) pode interromper o contacto durante o cuidado e regressar de forma discreta. Pacificante Para ser um fator relaxante o toque deve ser: Suave: sem pressionar nem magoar; Vasto: ocupando largas superfícies corporais; Lento: porque a velocidade aumenta a força; Pressão Humanitude: o equivalente ao peso do braço relaxado. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 57 20. HIGIENE DOS RESIDENTES A manutenção da higiene pessoal é necessária para o conforto, proteção e sensação de bem-estar. As pessoas são geralmente capazes de satisfazer a sua própria necessidade de higiene. Primeiro, determine a capacidade de um utente para realizar o autocuidado, depois, preste os cuidados de higiene de acordo com as necessidades e preferências do utente. As células da pele e da mucosa trocam oxigénio, nutrientes e produtos de excreção com os vasos sanguíneos. As células necessitam de uma nutrição, hidratação e circulação adequadas para resistir a lesões e patologias. 21. MOBILIDADE O movimento pode ser definido «como a capacidade que a pessoa tem de interagir com o meio de uma maneira flexível e adaptável» (Hoeman S. P., 2011). Numa abordagem holística, o movimento tem parâmetros físicos, cognitivos, psicológicos, sociais, políticos, temporais e ambientais. Causas das alterações da mobilidade Doenças crónicas Doenças Respiratórias Envelhecimento Défice Sensorial Doenças Neurológicas Problemas orto- traumatológicos Dor intensa Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 58 As regras de arte da manutenção relacional 1. Antes de transferir avaliar: • A capacidade da pessoa; • Áreas dolorosas que necessitam de proteção/precaução; • O número de ajudas e cuidadores necessários; 2. Não substituir a pessoa; 3. Não levantar por baixo dos ombros. Importante: Coloque sempre a segurança primeiro! Posicionamentos O posicionamento/alternâncias de decúbito é essencial para a pessoa com alterações da mobilidade, com o objetivo de prevenir complicações associadas à imobilidade, como por exemplo as úlceras de pressão, proporcionar conforto e promover a autonomia da pessoa. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 59 Material necessário para os posicionamentos • Almofadas de textura moldável, adequadas ao posicionamento que se pretende; • Superfíciede apoio (colchões, cadeiras, poltronas, etc); Princípios Gerais: • Planear a atividade de acordo com o nível de dependência e a situação clínica; • Instruir a pessoa e família sobre o procedimento; • Solicitar a colaboração da pessoa de acordo com as suas capacidades; • Assistir a pessoa a posicionar-se; • As alternâncias de decúbito devem ter em consideração a condição do doente e as superfícies de apoio usadas; Considera-se que a pessoa em situação de imobilidade deve ser posicionada de duas em duas horas (Timmerman, 2007). No entanto, a frequência dos posicionamentos é determinada pela mobilidade da pessoa, pela condição clínica global, pelos objetivos do tratamento e ainda pelas condições globais da pele (APTF, 2009); ✓O conforto, o nível de mobilidade da pessoa e outros fatores de risco; ✓O contexto onde são prestados os cuidados; ✓A funcionalidade e compatibilidade com os locais da prestação de cuidados. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 60 Deve-se ainda… • Evitar posicionar a pessoa em contacto direto com dispositivos médicos, tais como tubos e sistemas de drenagem; • Avaliar regularmente a pele; • Utilizar ajudas de transferência para evitar a fricção e a torção; • Avaliação dos resultados no regime de reposicionamentos; Figura 3 Zonas de pressão Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 61 Posicionamentos que se podem efetuar • Decúbito dorsal – DD; • Decúbito semidorsal (direito/esquerdo) – DSD (D/E); Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 62 • Decúbito lateral (direito/esquerdo) – DL (D/E); • Decúbito ventral – DV; • Decúbito semiventral (direito/esquerdo) – DSV (D/E); Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 63 • Posição de Fowler. 22. CUIDADOS DE SAÚDE E ALIMENTAÇÃO No Lar Emanuel tentamos respeitar ao máximo os gostos e preferências do utente, desta forma, apesar da ementa estar pré-estabelecida nas refeições do pequeno-almoço, lanche e ceias devemos sempre preguntar ao utente o que deseja comer. Ao almoço e ao jantar devemos sempre preguntar se querem repetir e qual a sobremesa que desejam. Existe sempre uma grande variedade de sobremesas entre as quais pode escolher. À hora da refeição devem ser tidas em conta as dietas e restrições alimentares de cada utente. Nos utentes em que a refeição é feita no leito deverão ter sempre o cuidado de oferecer a refeição de forma adequada. Existem mesas de leito que devem ser utilizadas, a refeição deve ser sempre servida em prato, acompanhadas dos talheres necessários, guardanapos e babetes, se necessário. Não devem levar as refeições nas mãos, existem tabuleiros e carros de serviço para o efeito. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 64 22.1. SAÚDE Seguem-se informações e práticas sobre alguns assuntos relacionados com a saúde dos utentes, qualquer dúvida adicional deve ser esclarecida com os enfermeiros da instituição. DIABETES De acordo com a Federação Internacional da Diabetes, para a maior parte das pessoas que têm diabetes, os valores de glicemia normais são os seguintes: • Em jejum: (glicemia plasmática em jejum): menos de 110mg/dL • Após as refeições (glicemia plasmática pós-prandial): menos de 145 mg/dL Não deve ter valores inferiores a 80 mg/dL em nenhuma altura do dia. Quando os valores estão abaixo de 70 mg/dL falamos de hipoglicemia ou “baixa de açucar”, uma situação que pode ser perigosa e é de evitar. Quando o nível de glicemia está elevado (hiperglicemia) os utentes poderão sentir qualquer um destes possíveis sintomas: boca seca, sede, urinar frequentemente, cansaço e visão turva. Quando o nível de glicemia está baixo, o residente pode sentir nervosismo, tremores, suar mais do que o habitual ou cansaço. Os sintomas podem ser ligeiros no princípio, mas podem piorar rapidamente se não forem tratados. Se o nível de glicemia for inferior a 70mg/dL, deverá ser administrado imediatamente ao utente um hidrato de carbono como um copo de sumo de fruta, rebuçados, iogurte.... Pode ser necessário repetir o tratamento nos 15 a 20 minutos seguintes se os valores da glicemia não aumentarem. Esperar que os valores aumentem espontaneamente ou esperar para agir, não é seguro. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 65 TENSÃO ARTERIAL A pressão arterial é quantificada através de dois números. • O primeiro número e de referência o mais elevado, diz respeito à pressão que o sangue exerce nas artérias quando o coração está a bombear sangue. É a chamada pressão arterial sistólica – habitualmente chamada de “máxima”. • O segundo número indica-nos a pressão que o sangue exerce nas artérias, quando o coração está relaxado. É a chamada pressão arterial diastólica – habitualmente denominada de “mínima”. Os valores de referência da tensão arterial rondam os 120/80mmHg, estes valores podem variar consoante o utente e todos os seus antecedentes pessoais e os seus valores habituais. Acima dos valores de referência acresce o risco de doença coronária ou AVC. Como medir? • Escolha um local tranquilo, com uma temperatura amena • Repouse 15 minutos antes da avaliação • Evite substâncias estimulantes, como café, álcool ou tabaco, até 30 minutos antes • Evite roupas apertadas • Apoiar o braço, onde será avaliada a TA, à altura do coração • A avaliação no braço é mais fiável do que no pulso • Faça 2 ou 3 avaliações (triplicata) • Anotar os valores obtidos, hora e data. Mantenha-se atento aos sinais: • Tonturas; • Hemorragias nasais; • Dores de cabeça. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 66 Diarreia/Vómitos Diarreia- É observada como uma diminuição da consciência habitual das fezes que podem alcançar o estado líquido. O número de evacuações varia de um episódio isolado até mais de dez em 24h. Neste caso poderá ser administrada medicação em SOS com indicação da equipa de enfermagem. Não esquecer de redobrar a ingestão de líquidos para evitar a desidratação. Vómitos – O vómito é a expulsão do conteúdo gástrico através da boca, e algumas vezes do nariz. Neste caso pode se alterar a dieta fazendo um chá e umas bolachas que forma a ir experimentando se o organismo tolera. Urina Dor na região da bexiga, junto com ardor para urinar mais alteração na cor da urina e com cheiro forte, pode indicar uma infeção urinária. O volume de urina, a quantidade é um dado importante que o cuidador deve observar, a sua diminuição pode indicar que o idoso esteja desidratado.Deve se alertar a equipa de enfermagem destas alterações. Hemodiálise Quando os rins deixam de funcionar, a hemodiálise surge como opção de tratamento que permite remover toxinas e o excesso de água do seu organismo. Estes doentes devem respeitar as indicações alimentares consoante o plano nutricional estipulado. Tendo sempre em conta a restrição de líquidos, legumes e fruta. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 67 Sonda Nasogástrica É um tubo que é introduzido pelo nariz até ao estômago e permite a alimentação e a hidratação de doentes com dificuldade em engolir. Para alimentar um doente com sonda devem respeitar as seguintes indicações: • O mesmo deverá ficar na posição de sentado ou semi-sentado, podendo utilizar algumas almofadas para o amparar; Este cuidado evitará que haja regurgitação, vómitos ou aspiração da dieta para os pulmões. • A alimentação deve ser administrada lentamente, sem interrupção de modo a evitar a entrada de ar; • Não administrar volumes superiores a 200mL/400mL de cada vez; • Colocar um babete no peito; • A alimentação deve estar protegida do ar e à temperatura ambiente; • Após cada administração, lavar o tubo com água morna (10/20mL de água), utilizando uma seringa diferente da que é utilizada para a alimentação; • Fora dos horários das refeições, é aconselhado ingerir água. Todos os medicamentos por via oral devem ser triturados e acrescentar água morna, para que estes se dissolvam. No final lavar novamente a sonda. Avaliação do conteúdo gástrico – Importante!!! Medir periodicamente o resíduo gástrico com o auxílio de uma seringa. Numa fase inicial, medir com maior frequência para avaliar a tolerância aos volumes administrados. Após a medição, reintroduzir o resíduo, uma vez que este ainda tem componentes essenciais à digestão das refeições. Se o resíduo for superior a 100mL, não administrar logo a refeição. Esperar cerca de uma hora e voltar a executar o mesmo procedimento, até que seja inferior a 100mL. Se o volume for inferior, administrar a refeição. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 68 Colostomia Consiste na exteriorização do intestino grosso, normalmente do cólon, através da parede abdominal, para eliminação de gases ou fezes. Como mudar o saco numa colostomia: • Adaptar a placa de baixo para cima, parte por parte, procurando encaixá-la no estoma, do centro para a extremidade; • Procurar não deixar pregas ou bolhas de ar que facilitem vazamentos e que acabam fazendo com que o coletor descole; • Certifique-se de que a placa esteja bem-adaptada à pele; • Encaixe a bolsa coletora na placa; • Retire o ar dentro da bolsa e coloque o clamp para fechar. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 69 23. Nota Final Através deste Manual, esperamos que tenha ficado a conhecer melhor o Lar Emanuel onde, a partir de hoje inicia a sua colaboração. Se continuar com dúvidas disponha. Esperamos que tenha um papel participativo e que contribua para a melhoria contínua da qualidade dos nossos serviços. Desejamos que a partir de hoje “vista a nossa camisola”! A sua motivação e o seu empenho são vitais para nós. A Direção, Contactos Úteis Telefone: 244 825 843 E-mail: associacao@laremanuel.pt Responsável de Turno: 969919524 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 70 APÊNDICE 12 – ATIVIDADE DE RISOTERAPIA Figura 4 Sessão de Risoterapia Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 71 APÊNDICE 13 – ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO COGNITIVA “Qual é o número?” Instruções: Na tabela que se segue, adivinhe os números que faltam, respeitando a sequência. Áreas Estimuladas: Cálculo Nível de dificuldade: 2 em 3 1 3 5 9 11 13 17 21 23 27 31 35 39 41 45 47 49 53 57 59 63 67 71 75 79 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 72 “CONSTRUIR” Instruções: Construa uma frase que inclua as cinco palavras indicadas. Exemplo de resposta: Ontem, a chuva e o vento forte danificaram o meu telhado. __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ Telhado – Chuva – Ontem – Vento – Forte Batatas – Feira – Comprar – Vizinha – Dª Emília Relógio – Atrasada – Escritório – Acidente – Carro Escola – Nevão – Encerrada – Intenso – Abateu Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 73 “A PLATEIA” Instruções: Encontre e conte os elementos vestidos igual na plateia. Aponte os totais junto das imagens. Áreas Estimuladas: Atenção e Perceção Visual Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 74 Nível de dificuldade: 2 em 3 “PALAVRAS QUE RIMAM” Instruções: A partir de cada uma das palavras, selecione apenas uma imagem da palavra que rima. Áreas Estimuladas: Linguagem e Memória Nível de dificuldade: 1 em 3 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 75 FERIADOS Instruções Estabeleça a correspondência entre a comemoração, o dia e o mês de cada feriado nacional. Áreas Estimuladas Linguagem e memória Nível de dificuldade: II COMEMORAÇÃO DIA MÊS NATAL 1 DEZEMBRO DIA DA LIBERDADE 10 JANEIRO TODOS OS SANTOS 1 ABRIL DIA DE PORTUGAL 25 JUNHO DIA DO TRABALHADOR 1 AGOSTO ASSUNÇÃO DA NOSSA SENHORA 5 MAIO DIA DA IMACULADA CONCEIÇÃO 15 DEZEMBRO RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA 1 OUTUBRO ANO NOVO 8 NOVEMBRO IMPLANTAÇÃO DA RÉPUBLICA 25 DEZEMBRO Feriado da Cidade 22 Maio Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 76 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno FilipeAntunes Paulino maio de 2019 77 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 78 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 79 Figura 5 Desenvolvimento das atividades de estimulação cognitiva Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 80 APÊNDICE 14 – FOTOS DA VISITA À FEIRA DE MAIO Figura 6 Visita à Feira de Maio Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 81 APÊNDICE 15 – FOTOS DO JOGO DAS CARTAS Figura 7 Jogo das cartas Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 82 APÊNDICE 16 – FOTOS DA ATIVIDADE “ESQUERDA DIREITA” Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 83 APÊNDICE 17 – ATIVIDADE “ROCK AND ROLL” ADAPTADO Figura 8 Rock and Roll adaptado Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 84 Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 85 APÊNDICE 18 – APRESENTAÇÃO DA FORMAÇÃO DE SBV Apresentação Formador Bruno Paulino Experiência Expectativas Motivação Informação Relevante Outras Coisas.... CCP: F667273/2018 SBV+DAE: 8/2018 Válido até 01/2023 SUPORTE BÁSICO DE VIDA E TÉCNICAS DE DESOBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 86 RISCOS PARA O REANIMADOR Regra Básica “O reanimador não se deve expor a si nem a terceiros a riscos maiores do que os da vítima” RISCOS PARA O REANIMADOR • Reconhecer os riscos • Garantir segurança • Conhecer medidas universais de proteção Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 87 RISCOS PARA O REANIMADOR Antes de abordar a vítima... avaliar condições de segurança do local RISCOS PARA O REANIMADOR Potenciais Riscos • Físicos • Tóxicos • Infecciosos Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 88 SUPORTE BÁSICO DE VIDA Cadeia de Sobrevivência CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA 112 Suporte Básico de Vida Desfibrilhação Suporte Avançado de Vida Prevenir Ganhar Tempo Recuperar o Coração Recuperar qualidade de Vida Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 89 CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA Sucesso vs. Tempo Adaptado do texto: Cummins RO, Annais Emerg Med. 1989, 18:1269-1275 % Sucesso Tempo (minutos) 100 0 90 80 70 60 50 40 30 20 10 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A probabilidade de sucesso decresce 7- 10% em cada minuto CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA • Todos os elos da Cadeia de Sobrevivência são igualmente importantes. • A Cadeia de Sobrevivência tem a força do seu elo mais fraco. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 90 SUPORTE BÁSICO DE VIDA Conjugação de: • permeabilização das vias aéreas • ventilação • compressão torácica Com o objectivo de: • manter ventilação e circulação adequadas até obter meios para reverter a causa da paragem SUPORTE BÁSICO DE VIDA OBJECTIVOS • Garantir condições de segurança • Reconhecer a importância dos pedidos de ajuda • Descrever as manobras de reanimação e sua sequência Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 91 Segurança Verificar Consciência Pedir Ajuda Abrir Via Aérea Verificar Respiração Ligar 112 30 Compressões Torácicas 2 Ventilações Abanar Ombros Suavemente Perguntar “Estás Bem?” Se responder • Não mover a vítima. • Descobrir o que está mal. • Reavaliar regularmente. Verificar Consciência Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 92 ABRIR VIA AÉREA 1.Verificar a Existência de Objectos Móveis 2.Retirar apenas Objectos Móveis 3.Extensão da Cabeça 4.Elevação do Queixo VERIFICAR RESPIRAÇÃO Ver, Ouvir e Sentir (VOS) Durante 10 Segundos Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 93 • Colocar a base de uma mão no centro do peito • Colocar a outra por cima • Entrelaçar os dedos • Comprimir o peito – Ritmo 100 min-1 – Pressão 4-5 cm – Igual compressão : refluxo • Se possível mudar Prestador de SBV a cada 2 min COMPRESSÕES TORÁCICAS LIGAR 112 1. Informar a Central de Emergência que é uma Emergência Médica 2.Descrever a Vitima (Idade, Sexo, Estado) 3.Descrever do Local 4.Mencionar que sabe SBV e Aguardar Confirmação Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 94 CONTINUAR SBV 30compressões 2insuflações VENTILAÇÕES Fechar o nariz Inspirar normalmente Colocar os lábios sobre a boca Soprar até o peito expandir Demorar 1 segundo Deixar o peito baixar Repetir Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 95 Segurança Verificar Consciência Pedir Ajuda Abrir Via Aérea Verificar Respiração Ligar 112 30 Compressões Torácicas 2 Insuflações P L S QUANDO PARAR? • Quando ajuda diferenciada chegar • Quando Vitima respirar NORMALMENTE • Exaustão do reanimador Relatório Reflexivo de Estágio Bruno FilipeAntunes Paulino maio de 2019 96 POSIÇÃO LATERAL DE SEGURANÇA (PLS) Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 97 DESFAZER • DÚVIDAS SE RESPIRA NORMALMENTE • APÓS 30 MINUTOS DE PLS • REFAZER PARA LADO CONTRÁRIO OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA Adulto Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 98 OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA CLASSIFICAÇÕES Total – Não passa ar Não tosse Não respira Movimentos paradoxais (tórax dentro/abdómen fora) Parcial – Passa algum ar üTosse üRespira üRuídos üFala OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA DIAGNÓSTICO SINAIS E SINTOMAS Tosse ou tentativa de tossir Respiração ruidosa Dificuldade respiratória Movimentos respiratórios ineficazes Aflição Não consegue falar “Engasgado” Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 99 OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA MANOBRAS DE DESOBSTRUÇÃO Incentivar a Tossir • Pancadas Interescapulares • Compressões Abdominais OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA Consegue tossir eficazmente Incentivara Tossir Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 100 OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA Tosse ineficaz, Incapaz de falar ou respirar X 5 X 5 OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA Inconsciente Ligar 112 Iniciar SBV Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 101 ANEXOS Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 102 ANEXO 1 - REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO Associação Lar Emanuel – Estrutura Residencial Pessoas Idosas – Centro Sénior Capítulo I – Disposições Gerais Norma I Âmbito de Aplicação 1. A Associação Lar Emanuel é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com acordo de cooperação para a resposta social Estrutura Residencial Pessoas Idosas (ERPI), celebrado com o Centro Distrital de Leiria, em 10/12/1990, pessoa coletiva nº 502 528 915, registada na Direção Geral de Segurança Social sob a inscrição nº 30/90, a Fls 114 verso 115 do Livro nº 4 das Associações de Solidariedade Social em 8 Fevereiro de 1996. 2. A Associação Lar Emanuel está sedeada na Rua Nossa Senhora do Amparo (Estrada Marrazes) Lote 1, 2415-526 Leiria. A ERPI – Centro Sénior tem as suas instalações na Rua Ribeiro nº 6, Gândara Olivais 2415-357 Leiria. Norma II Legislação Aplicável A ERPI da Associação Lar Emanuel é uma resposta social que tem como objetivo proporcionar serviços permanentes e adequados à problemática biopsicossocial das pessoas idosas, contribuindo para a estimulação de um processo de envelhecimento ativo criando condições que permitam preservar e incentivar a relação intrafamiliar e potenciar a integração social. Esta resposta social rege-se igualmente pelo estipulado na seguinte legislação: - Portaria 67/2012, de 21 de março; - Portaria 196-A/2015, de 1 de julho; - Decreto Lei nº33/2014, de 4 de março; - Decreto Lei nº172-A/2014, Estatutos das IPSS; - Decreto Lei nº120/2015, de 30 de junho; - Portaria nº100/2017, de 7 de março; - Circular nº4, de 16/12/2014; - Circular nº5, de 23/12/2014; - Lei nº144/2015, de 8 de setembro Norma III Objetivos do Regulamento O presente Regulamento Interno de Funcionamento visa: 1. Promover o respeito pelos direitos dos clientes e demais interessados; 2. Assegurar a divulgação e o cumprimento das regras de funcionamento deste estabelecimento; 3. Promover a participação ativa dos clientes ou seus representantes legais, ao nível da organização da resposta social. Norma IV Serviços Prestados e Atividades Desenvolvidas A ERPI da Associação Lar Emanuel assegura a prestação dos seguintes serviços: 1. Alojamento 2. Alimentação 3. Cuidados de Higiene e Conforto Pessoal 4. Limpeza e arrumação do espaço individual do cliente 5. Acompanhamento Médico e Cuidados de Enfermagem 6. Tratamento de Roupa 7. Animação e Atividades Ocupacionais Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 103 Capítulo II - Processo de admissão clientes Norma V Condições de Admissão A admissão é feita pela Direção da Associação Lar Emanuel com base em proposta apresentada pela Direção Técnica da Instituição, que inclui as condições previstas na Portaria nº67/2012, de 21 de março e que obedece aos seguintes pontos: 1. O candidato manifestar vontade em ser admitido; 2. Ter idade igual ou superior a 65 anos que, por razões familiares, dependência, isolamento, solidão ou insegurança, não podem permanecer na sua residência (salvaguardando no entanto a admissão de pessoas com idade inferior cuja situação social o justifique); 3. Não apresentar perturbações graves que ponham em risco a integridade física dos outros clientes ou perturbe o normal funcionamento da Estrutura Residencial. 4. Decorrente de ausência, impedimento ou necessidade de descanso do cuidador. Norma VI Candidatura 1. Para efeitos de admissão, o candidato deverá inscrever-se através do preenchimento de uma ficha de candidatura durante a realização de entrevista que constitui parte integrante do seu processo, devendo fazer prova das declarações efetuadas, mediante a entrega de cópia dos seguintes documentos: 1.1. Cartão Cidadão e caso possua bilhete de identidade deverá entregar: - Cartão de Contribuinte; - Cartão de Beneficiário da Segurança Social; - Cartão de Utente dos Serviços de Saúde e/ou de subsistemas a que pertença; 1.2. Boletim de vacinas e relatório médico, comprovativo da situação clínica; 1.3. Comprovativo dos rendimentos do cliente/utente e respetivo agregado familiar (declaração IRS, nota de liquidação); 2. O período de candidatura decorre ao longo de todo o ano, devendo a respetiva entrevista ser, preferencialmente, por marcação telefónica prévia; 3. Em caso de admissão urgente, pode ser dispensada a apresentação de candidatura e respetivos documentos, devendo todavia ser desde logo iniciado o processo de obtenção dos dados em falta. Norma VII Critérios de Admissão São critérios de prioridade na seleção dos candidatos: 1. Casos considerados de maior carência humana nomeadamente situações de pobreza, doença ou solidão, que se encontrem claramente demonstradas; 2. Vontade expressa da pessoa em causa em ser admitida; 3. Pessoa que tenha outros parentes, nomeadamente cônjuge, já internado na instituição. A prioridade de cada admissão será encontrada pela apreciação conjunta dos vários critérios acima referidos, não dependendo exclusivamente da data de candidatura. Norma VIII Admissão 1. Recebida a candidatura, a mesma é analisada pela Direção Técnica, a quem compete elaborar a proposta de admissão quando tal se justificar e submete-la à decisão da Direção da Instituição. 2. É competentepara decidir a Direção da Instituição. 3. Da decisão será dado conhecimento ao cliente no prazo de 3 dias. 4. Nos termos da legislação em vigor, entre o cliente e/ou seu representante legal e a Instituição é celebrado, por escrito, um contrato de prestação de serviços e entregue um exemplar deste regulamento interno. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 104 5. No ato da admissão é devido o pagamento do mês que está a decorrer, se a admissão se realizar na 1ª quinzena, e de meio mês se a admissão tiver lugar na 2ª quinzena. Norma IX Acolhimento do novo Cliente 1. Marcar data de entrada; 2. Apresentar toda a infraestrutura ao cliente e/ou responsável pela admissão assim como a dinâmica de funcionamento; 2.1 Entrega e explicação do Manual de Acolhimento 3. Apresentar todo o pessoal que articulará com o cliente; 4. Apresentar os outros residentes. Norma X Processo Individual do Cliente O Processo Individual do Cliente, será elaborado com respeito pelo seu projeto de vida, suas potencialidades e competências do qual constarão designadamente: 1. Identificação do residente 2. Data de admissão 3. Identificação do médico assistente 4. Identificação e contacto do representante legal ou dos familiares 5. Identificação da situação social 6. Exemplar do contrato de prestação de serviços 7. Processo de saúde, que possa ser consultado de forma autónoma 8. Plano individual de cuidados (PIC), o qual deve conter as atividades a desenvolver, o registo dos serviços prestados e a identificação dos responsáveis pela elaboração, avaliação e revisão do PIC 9. Registo de períodos de ausência, bem como de ocorrências de situações anómalas 10. Cessação do contrato de prestação de serviços com indicação da data e motivo Norma XI Candidaturas em Espera 1. Realizada a candidatura, e caso não seja possível proceder à admissão por inexistência de vagas, esta ficará arquivada junto das outras candidaturas aguardando vaga que se adeque à situação apresentada seguindo os critérios de admissão. Assim que se verificar a possibilidade de admissão, o candidato ou o responsável pela candidatura é contactado para esta ser concretizada. 2. A candidatura deverá ser renovada cada 3 meses, pessoal ou telefonicamente, o que a não verificar-se determina o seu cancelamento. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 105 3. A candidatura será também cancelada quando o candidato ou familiar responsável informam que já não estão interessados em frequentar a ERPI ou por falecimento do candidato. Capítulo III – Instalações e regras de funcionamento Norma XII Instalações A ERPI - Centro Sénior é composta por edifício próprio construído de raiz localizado na Rua do Ribeiro nº 6 Gândara dos Olivais, União de freguesias Marrazes e Barosa, Concelho e Distrito de Leiria, composto por 4 pisos, distribuídos da seguinte forma: Piso -1: sala de estar, sala de refeições, salão polivalente, cozinha com respetivos armazéns, lavandaria, zona reservada ao pessoal: sala de refeições dos colaboradores, instalações sanitárias e cacifos dos colaboradores, Piso 0: Receção, gabinete médico, gabinete enfermagem, gabinete de atendimento, gabinete responsável turno, instalações sanitárias visitas, zona reservada aos clientes: 20 quartos duplos e 4 quartos individuais ambos com respetivas instalações sanitárias; Piso 1: sala reuniões, gabinete direção técnica, gabinete coordenação de serviços, gabinete recursos humanos, secretaria, gabinete contabilidade, gabinete direção, instalações sanitárias colaboradores, gabinete de cabeleireiro e estética, sala de estar, zona reservada aos clientes: 16 quartos duplos e 6 quartos individuais ambos com respetivas instalações sanitárias; Piso 2: Armazém de limpeza, armazéns de produtos, armazém de ferramentas, sala de trabalhos manuais, instalações sanitárias, gabinete mortuário Exterior: Jardim envolvente e parque de estacionamento Norma XIII Horários de Funcionamento 1. A Estrutura Residencial funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano; 2. O horário de funcionamento dos serviços administrativos é de 2ª a 6ª feira, das 9.00 às 12.30 e das 14.30 às 17.30. Norma XIV Entrada e Saída de Clientes / Visitas 1. Não existem, em princípio, quaisquer restrições no horário de visita. Recomenda-se contudo, que estas tenham lugar depois das 10.30 no período da manhã e durante todo o período da tarde. A Direção reserva-se o direito de quando necessário introduzir normas de exceção. 2. As saídas dos Clientes da Instituição são sempre da responsabilidade do próprio ou do seu responsável, sendo que as mesmas devem ser comunicadas à responsável de turno de serviço com indicação da hora provável de regresso. Norma XV Pagamento da Comparticipação Familiar O pagamento da comparticipação familiar (valor pago pela utilização desta resposta social) é efetuado entre o dia 1 e 10 de cada mês, na Secretaria da Instituição entre as 9.00 e as 12.30 e 14.30 e as 17.30, ou poderá igualmente ser feito através de transferência bancária. Norma XVI Tabela de Comparticipações Familiares A tabela de comparticipações familiares é calculada de acordo com a legislação/normativos em vigor e encontra-se afixada em local bem visível. 1. O cálculo do rendimento per capita do agregado familiar é realizado de acordo com o disposto na circular normativa nº4 de 16/12/2014 da Direção Geral da Segurança Social e no anexo à Portaria nº196-A de 2015 de 1 de Julho. Sendo o agregado familiar a considerar apenas a pessoa destinatária da resposta. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 106 2. O valor da comparticipação mensal na ERPI determina-se pela aplicação de uma percentagem sobre o rendimento do cliente, variável entre 75% a 90% de acordo com o grau de dependência do cliente. Quando no momento da admissão, o utente não esteja a receber o complemento por dependência de 1º grau e já tenha sido requerido, pode ser decidida a aplicação da percentagem máxima acima referida. 3. O cálculo do rendimento do cliente (RC) é realizado de acordo com a seguinte fórmula: RC=RAF/12-D Sendo que: RC= Rendimento mensal do cliente RAF= Rendimentos globais do cliente (anual ou anualizado) D= Despesas fixas mensais 4. A prova dos rendimentos declarados e despesas será feita mediante a apresentação de documentos comprovativos adequados e credíveis. O comprovativo de rendimentos do cliente (comprovativo do valor da reforma/pensão e/ou IRS do ano anterior) deverá ser entregue anualmente, durante o mês de maio para que a comparticipação familiar possa ser analisada/revista. 4.1 – Consideram-se despesas fixas: 4.1.1- O valor das taxas e impostos necessários à formação do rendimento líquido, designadamente o imposto sobre o rendimento. 4.1.2- As despesas com saúde e a aquisição de medicamentos de uso continuado em caso de doença crónica. A renda da casa ou prestação devida pela aquisição de habitação própria e permanente. 4.1.3- O limite máximo a considerar nas despesas será o valor correspondente à retribuição mínima mensal garantida (RMMG) em vigor, nos casos que a despesa seja inferior à RMMG è considerado o valor real desta. 5.Para efeitos de determinação do montante de rendimento do agregado familiar (RAF) consideram-se os seguintes rendimentos: a) De pensões (velhice, invalidez, sobrevivência, aposentação, reforma, ou outras de idêntica natureza,as rendas temporárias ou vitalícias, as prestações a cargo de companhias de seguros ou de fundos de pensões e as pensões de alimentos; b) Prediais (rendas dos prédios rústicos, urbanos e mistos); c) De capitais (juros de depósitos bancários, dividendos de ações ou rendimentos de outros ativos financeiros); d) Outras fontes de rendimento. 6. A comparticipação familiar poderá ser revista anualmente, não ultrapassando um aumento de 5%. Em caso de alteração à comparticipação familiar aplicada serão os interessados informados com 30 dias de antecedência. Norma XVII Refeições São servidas aos clientes quatro refeições diárias: pequeno-almoço às 9.00, almoço às 12.30, lanche às 16.30 e jantar às 19.00. O mapa semanal de ementas encontra-se afixado na entrada da sala refeições. Dietas e frequência de refeições para além dos horários previstos, serão prescritas segundo recomendação médica. Norma XVIII Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 107 Passeios ou Deslocações Todos os clientes terão direito a participar em passeios, convívios, ações de ocupação de tempos livres, quando organizados pela instituição, desde que para tal não haja inconveniente de ordem médica. À Instituição reserva-se o direito de limitar e selecionar o número de participantes, sempre que, por razões de espaço, não seja possível atender a todos os interessados. Norma XIX Quadro de Pessoal O quadro de pessoal encontra-se afixado em local bem visível, contendo a indicação do número de recursos humanos, formação e conteúdo funcional, definido de acordo com a legislação/normativos em vigor. Número Categoria Profissional Percentagem de Afetação 1 Diretor Técnico (licenciatura em serviço social) 100% 1 Animador(a) Sociocultural 100% 2 Enfermeiros(as) 100% 10 Ajudantes Ação Direta 100% 4 Ajudantes Ação Direta 100% com vista ao reforço do período noturno 1 Encarregado(a) Serviços Domésticos 100% 1 Cozinheiro(a) 100% 4 Ajudantes de Cozinha 100% 4 Empregados(as) Auxiliares 100% Norma XX Direção Técnica A direção técnica compete a um técnico superior de serviço social, cujo nome e formação se encontra afixado em lugar visível. Ao diretor técnico compete, em geral, dirigir o estabelecimento, assumindo a responsabilidade pela programação de atividades e a coordenação e supervisão de todo o pessoal, atendendo à necessidade de estabelecer o modelo de gestão técnica adequada ao bom funcionamento do estabelecimento, e em especial: 1.Promover reuniões técnicas com o pessoal; 2.Promover reuniões com os residentes, nomeadamente para a preparação das atividades a desenvolver; 3. Sensibilizar o pessoal face à problemática da pessoa idosa; 4.Planificar e coordenar as atividades sociais, culturais e ocupacionais dos idosos. Capítulo IV - Direitos e Deveres Norma XXI Contrato Nos termos da legislação em vigor, entre o cliente ou o seu representante legal e a entidade gestora do estabelecimento deve ser celebrado, por escrito, um contrato de prestação de serviços. Norma XXII Direitos e Deveres dos Clientes São direitos do Cliente: 1. Aceder a todos os serviços anteriormente mencionados e serem tratados com respeito, dignidade e privacidade; 2. Ter conhecimento/esclarecimento do Regulamento Interno; Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 108 3. Exercer de crítica construtiva em relação aos vários aspetos da Instituição bem como apresentar sugestões a fim de melhorar o seu funcionamento; 4. Exigir qualidade nos serviços prestados; 5. Receber o Manual de Acolhimento; 6. Ser informado e participar com responsabilidade e interesse nas atividades programadas; 7. Usufruir de ajudas adequadas à sua situação, de acordo com o previamente estabelecido e contratualizado; 8. Usufruir de sigilo e apoio na resolução de problemas, relativamente a qualquer situação de carácter pessoal. 9. Ter conhecimento de todas as alterações respeitantes às condições de prestação de serviços e respetivos custos; 10. Ter acesso ao livro de reclamações. São deveres dos Clientes: 1. Cumprir as normas e procedimentos expressos no Regulamento Interno bem como respeitar e colaborar com a Direção, todos os colaboradores, e restantes residentes; 2. Comunicar toda a informação relevante à Direção Técnica para que a mesma consiga responder com a equipa de cuidados às necessidades/interesses de cada cliente; 3. Responsabilizar-se pelos seus atos, perante os outros elementos da Instituição, cultivando a verdade, a liberdade, a exigência e a solidariedade; 4. Comparticipar nos custos da prestação dos serviços prestados, de acordo com as tabelas de comparticipação em vigor e contrato estabelecido, efetuando o pagamento da comparticipação até ao dia 10 de cada mês. Norma XXIII Direitos e Deveres da ERPI É direito da Direção da Instituição: 1. A gestão dos quartos e camas da Instituição é da exclusiva responsabilidade da Direção Técnica, dos seus responsáveis médicos, não sendo toleradas quaisquer interferências de pessoas familiares ou outras, muito embora, sejam bem- vindas sugestões que visem o interesse geral; 2. A manifestação de lealdade e respeito por parte dos seus clientes e familiares assim como a prestação devida dos serviços solicitados e contratualizados, conforme definido no Plano Individual do Cliente; 3. Receber atempadamente as comparticipações mensais dos clientes; 4. Suspender a prestação de serviços, sempre que se verifique desrespeito pelas regras e princípios do regulamento interno. É dever da Direção da Instituição: 1. Zelar pelo cumprimento das normas e legislação em vigor para o sector, garantindo a todos os clientes a concretização das medidas necessárias à sua qualidade de vida, salvaguardando os direitos de cada um e de todos em geral à livre realização de uma sã cidadania; Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 109 2. Desenvolver condições que permitam preservar e incentivar a relação com o meio exterior, através das atividades socioculturais; 3. Garantir ao cliente e familiar um exemplar do Regulamento Interno desta resposta social e o documento original do Contrato de Prestação de Serviços. 4. Comunicar qualquer alteração do presente regulamento interno ao Instituto da Segurança Social, I.P. Norma XXIV Direitos e Deveres do Familiar ou Representante Legal São direitos do Familiar ou Representante Legal: 1. Ter conhecimento do Regulamento Interno da Instituição; 2. Exercer de crítica construtiva bem como apresentar sugestões a fim de melhorar o funcionamento da Instituição; 3. Exigir qualidade nos serviços prestados; 4. Ser informado e participar com responsabilidade e interesse nas alterações da vida diária que ocorrerem com o seu familiar; 5. Ter conhecimento de todas as alterações respeitantes às condições de prestação de serviços e respetivos custos; 6. Ter acesso ao livro de reclamações. São deveres do Familiar ou Representante Legal: 1. Acompanhar o segundo outorgante nas atividades de sua competência e responsabilidade familiar, sempre que for possível; 2. Comparecer no Centro Sénior da Associação Lar Emanuel sempre que lhe for solicitado pelos responsáveis da Instituição; 3. Autorizar a utilização da imagem do segundo outorgante em vídeo ou fotografia no âmbito das atividades da instituição; 4. Cumprir as normas de funcionamento do Regulamento Interno da Estrutura Residencial da AssociaçãoLar Emanuel – Centro Sénior. Norma XXV Depósito e Guarda dos Bens dos Clientes 1. No ato da admissão é disponibilizada ao cliente, uma chave do cofre do respetivo quarto, onde poderá guardar os seus bens pessoais ficando estes à sua responsabilidade. 2. Poderá também colocar no cofre da Instituição outros objetos de valor desde que devidamente registados. 3. A Direção da Instituição não se responsabiliza por quaisquer objetos que não sejam colocados no cofre à sua guarda. Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 110 Norma XXVI Ausência do Cliente O cliente que estiver ausente por um período igual ou superior a 15 dias consecutivos terá uma redução de 10% na comparticipação familiar estipulada. Norma XXVII Cessação de Prestação de Serviços por facto não imputável ao prestador 1. O cliente poderá cessar a qualquer momento a prestação de serviços sem aviso prévio, perdendo, contudo, direito a qualquer reembolso relativo ao mês em curso. 2. Em caso de falecimento é devido meio mês se o óbito tiver lugar na 1ª quinzena do mês, ou o mês inteiro se o mesmo tiver lugar na 2ª quinzena. Norma XXVIII Livro de Reclamações Nos termos da legislação em vigor, este estabelecimento possui livro de reclamações, que poderá ser solicitado junto da Direção Técnica sempre que desejado. Capítulo V – Disposições Finais Norma XXIX Alterações ao regulamento Nos termos do regulamento da legislação em vigor, os responsáveis do estabelecimento deverão informar e contratualizar com os clientes ou seus representantes legais sobre quaisquer alterações ao presente regulamento com a antecedência mínima de 30 dias relativamente à data da sua entrada em vigor, sem prejuízo do direito à resolução do contrato a que este assiste. Estas alterações deverão ser comunicadas à entidade competente para o licenciamento/acompanhamento técnico da resposta social. Norma XXX Prevenção e controle de negligência, abusos, maus-tratos e discriminação É disponibilizado um Manual de Informação acerca desta temática a cada profissional da Associação Lar Emanuel de forma a que esteja apto a identificar e compreender possíveis comportamentos de risco contra a pessoa idosa. Norma XXXI Integração de Lacunas Em caso de eventuais lacunas, as mesmas serão supridas pela Direção da Instituição, tendo em conta a legislação/normativos em vigor sobre a matéria. Norma XXXII Entrada em Vigor O presente regulamento entra em vigor a 23 abril 2018 A Presidente da Direção Relatório Reflexivo de Estágio Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 111 OBSERVAÇÕES: ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________