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Prévia do material em texto

Curso Superior Técnico Profissional de Gerontologia 
 
 
 
 
 Relatório Reflexivo de Estágio 
 
 
Nome: Bruno Filipe Antunes Paulino 
 
 
 
 
 
 
Supervisionado por: Enf. Sylvie Pacheco 
Orientado por: Psicóloga Loide Aguiar 
 
 
 
 maio, 2019 
 
................................................................................................................................................................................................................................................................ ............... 
 
 
 
 
 
 
Escola Superior de Saúde- Instituto Politécnico de Leiria 
Curso Técnico Superior Profissional de Gerontologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autores: 
Bruno Filipe Antunes Paulino 
Nº 5170059 
 
 
 
Unidade Curricular: 
Estágio Curricular 
 
 
Orientadora: Psicóloga Loide Aguiar Supervisora: Enf. Sylvie Pacheco 
 
Relatório de estágio realizado na Associação Lar Emanuel, apresentado à 
Escola Superior de Saúde de Leiria do Instituto Politécnico de Leiria para 
obtenção do Curso Técnico Superior Profissional de Gerontologia. 
 
 
 
III 
 
 
 
 
 
 
Rota dos Anos 
 
“Os anos são nuvens ligeiras que voam, 
São flores que murcham, folhas que envelhecem... 
Lindas melodias que nos ares ecoam, 
Lembranças bonitas que não mais esquecem! 
 
Os anos são mares que nós navegamos, 
Duras tempestades que na rocha atroam; 
Caminhos escuros que a correr trilhamos, 
Os anos são nuvens ligeiras que voam... 
 
Os anos são rios, correm docemente; 
Suaves perfumes que se desvanecem... 
Se deixam levar ao sabor da corrente... 
São flores que murcham, folhas que envelhecem! 
 
Dos cruéis algozes não escapa ninguém: 
Em nós deixam marcas, chagas que magoam... 
Não trazem só dores, transportam também 
Lindas melodias que nos ares ecoam 
 
São noites que arrastam um alvorecer 
De es’pranças, de sonhos que mais nos aquecem... 
São dias que trazem ao anoitecer 
Lembranças bonitas que não mais esquecem! 
 
Não vivas os anos euforicamente 
Mas com equilíbrio, na senda da paz... 
Dos anos passados nos resta somente 
A doce certeza do bem que se faz!” 
 
(Graciete Pio Santos1) 
 
 “Perfume do Céu” 2004, 118 
 
 
1 Utente do Lar Emanuel 
 
 
 
IV 
AGRADECIMENTOS 
 
Este espaço é dedicado àqueles que deram a sua contribuição para a realização deste trabalho. 
A todos eles deixo aqui o meu agradecimento sincero… 
À Enf. Sylvie Pacheco, supervisora da Escola Superior de Saúde de Leiria - IPL, pelo interesse, 
acompanhamento e disponibilidade que sempre demonstrou. 
À Dra. Loide, orientadora local, pela colaboração, incentivo, atenção, interesse e apoio que 
sempre me dedicou. 
À Sara, animadora do Lar Emanuel, pela colaboração, apoio, acompanhamento e 
disponibilidade que sempre demonstrou em todas as atividades. 
A toda a equipa técnica do Lar Emanuel, pela confiança depositada no meu trabalho, pela 
disponibilidade e pela forma como me recebeu, e em especial aos idosos que possibilitaram a 
realização deste estágio... 
Aos meus amigos que sempre se mostraram dispostos a ouvir os meus receios, dúvidas, ideias, 
e que sempre me apoiaram neste percurso… 
Em especial à família, sem a vossa ajuda não conseguiria chegar onde cheguei. O meu obrigado 
pela confiança, incentivo, dedicação, paciência e esforço que tiveram ao longo deste percurso. 
A todas as pessoas que me apoiaram e que, de uma maneira ou de outra, contribuíram para a 
realização deste relatório. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
V 
 
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS 
 
ALE – Associação Lar Emanuel 
AVC – Acidente Vascular Cerebral 
DGS – Direção Geral da Saúde 
ESSLEI- Escola Superior de Saúde de Leiria 
IPL – Instituto Politécnico de Leiria 
O.V.A. – Obstrução da Via Aérea. 
PCR – Paragem Cardio Respiratória 
ROM – Range of motion 
S.B.V – Suporte Básico de Vida 
CTSP- Curso Técnico Superior Profissional 
PI – Pessoa Idosa 
INE – Instituto Nacional de Estatística 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VI 
RESUMO 
 
O presente relatório pretende refletir o trabalho realizado ao longo do estágio curricular inserido 
no 4.º semestre no 2.º ano do Curso Técnico Superior Profissional (CTSP) em Gerontologia, da 
Escola Superior de Saúde de Leiria (ESSLei). 
O estágio decorreu na Associação Lar Emanuel, designadamente no Centro Sénior, sendo esta 
uma IPSS – Instituição Particular de Solidariedade Social. 
O relatório de estágio reflete de forma pormenorizada todas as vivências, experiências e 
dificuldades sentidas durante o contexto prático nomeadamente a prestação de cuidados diretos 
ao utente, que levaram a tomar decisões sobre o caminho a seguir nos diferentes contextos. Para 
além disso, descreve igualmente as atividades destinadas à estimulação e entretenimento dos 
idosos. 
De referir que estas atividades não devem ser vistas de uma forma isolada, mas sim como os 
meios para atingir uma determinada finalidade, que neste caso foi a minha formação e evolução 
enquanto futuro Técnico de Gerontologia. 
Palavras-Chave: idoso, cuidados, envelhecimento, gerontologia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VII 
ABSTRACT 
 
This report intends to reflect the work carried out during the 4th semester in the 2nd year of the 
Higher Vocational Technical Course (CTSP) in Gerontology, from the Higher School of Health 
of Leiria (ESSLei). 
The internship took place in the Lar Emanuel Association, namely in the Senior Center, this 
being an IPSS - Private Institution of Social Solidarity. 
The internship report reflects in detail all the experiences, experiences and difficulties 
experienced during the practical context, namely the provision of direct care to the user, which 
led to decisions on the way forward in different contexts. It also describes activities for the 
stimulation and entertainment of the elderly. 
It should be noted that these activities should not be seen in an isolated way, but rather as the 
means to achieve a certain purpose, which in this case was my formation and evolution as a 
future Gerontology Technician. 
 
Key words: elderly, care, aging, gerontology 
 
 
 
 
 
 
 
 
VIII 
VISÃO GERAL DO RELATÓRIO 
 
Relatório de Estágio 
Objetivos de 
Estágio 
Contextualização 
do Estágio
Apresentação da 
Instituição 
História 
Missão
Visão 
Valores 
Organizacionais 
Instalações
Caraterização geral 
dos utentes 
Atividades 
Desenvolvidas 
Integração na 
equipa 
Prestação de 
cuidados diretos ao 
utente 
Criação do manual 
de acolhimento de 
colaboradores 
Formação de SBV e 
atuação em caso de 
O.V.A
Atividades 
desenvolvidas com 
os utentes 
 
 
 
IX 
ÍNDICE 
AGRADECIMENTOS IV 
LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E ACRÓNIMOS V 
RESUMO VI 
ABSTRACT VII 
VISÃO GERAL DO RELATÓRIO VIII 
ÍNDICE IX 
ÍNDICE DE GRÁFICOS XI 
INTRODUÇÃO 11 
OBJETIVOS DO ESTÁGIO: 13 
1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO 13 
1.1. Apresentação da Instituição 13 
História 13 
Missão 14 
Visão 14 
Valores Organizacionais 14 
Instalações 14 
1.2. Caracterização geral dos utentes/clientes 15 
2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 16 
2.1. Integração na equipa 16 
2.2. Prestação de cuidados diretos ao utente 16 
2.3. Criação do manual de acolhimento de colaboradores 20 
2.4. Formação de S.B.V e atuação em caso de O.V.A. 20 
2.5. Atividades desenvolvidas com os utentes 21 
 
 
 
 
X 
CONCLUSÃO 23 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 24 
APÊNDICES 25 
APÊNDICE 1 – TRATAMENTO DE DADOS EM EXCEL 26 
APÊNDICE 2 – TABELA QUE RELACIONA IDADES COM GÉNERO 26 
APÊNDICE 3 – GÉNERO 27 
APÊNDICE 4 – COMO VIVIAM? 27 
APÊNDICE 5 – ESCOLARIDADE 28 
APÊNDICE 6 – ESTADO CIVIL 28 
APÊNDICE 7 – PROBLEMAS DE SAÚDE 28 
APÊNDICE 8 – CRONOGRAMA DE ESTÁGIO 29 
APÊNDICE 9 – PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM OS 
UTENTES 30 
APÊNDICE10 - FORMAÇÃO DE SBV, PLANO DE SESSÃO, QUESTIONÁRIO DE 
AVALIAÇÃO E FOTOS. 31 
APÊNDICE 11 – MANUAL DE ACOLHIMENTO DE AUXILIARES 38 
APÊNDICE 12 – ATIVIDADE DE RISOTERAPIA 70 
APÊNDICE 13 – ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO COGNITIVA 71 
APÊNDICE 14 – FOTOS DA VISITA À FEIRA DE MAIO 80 
APÊNDICE 15 – FOTOS DO JOGO DAS CARTAS 81 
APÊNDICE 16 – FOTOS DA ATIVIDADE “ESQUERDA DIREITA” 82 
APÊNDICE 17 – ATIVIDADE “ROCK AND ROLL” ADAPTADO 83 
ANEXOS 101 
ANEXO 1 - REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO 102 
 
 
 
 
 
 
XI 
ÍNDICE DE FIGURAS 
Figura 1 Cronograma de Estágio 29 
Figura 2 Manobras de SBV - Formação 37 
Figura 3 Zonas de pressão 60 
Figura 4 Sessão de Risoterapia 70 
Figura 5 Desenvolvimento das atividades de estimulação cognitiva 79 
Figura 6 Visita à Feira de Maio 80 
Figura 7 Jogo das cartas 81 
Figura 8 Rock and Roll adaptado 83 
 
ÍNDICE DE TABELAS 
Tabela 1 Tratamento de dados em excel 26 
Tabela 2 Relacionamento entre idade e género 26 
Tabela 3 Planeamento de Atividades 30 
 
ÍNDICE DE GRÁFICOS 
Gráfico 1 Género 27 
Gráfico 2 Como viviam ? 27 
Gráfico 3 Escolaridade 28 
Gráfico 4 Estado Civil 28 
Gráfico 5 Problemas de Saúde 28 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
 
 
11 
INTRODUÇÃO 
O presente documento é referente ao relatório de estágio inserido no 4.º semestre no 2.º ano do 
Curso Técnico Superior Profissional (CTSP) em Gerontologia, da Escola Superior de Saúde de 
Leiria (ESSLei). Neste documento pretendo refletir acerca do ensino decorrido na Associação 
Lar Emanuel, em Leiria. Este relatório foi realizado com a supervisão da Enfermeira Sylvie 
Pacheco e orientação da Psicóloga Loide Aguiar. 
Para uma melhor apresentação e compreensão do relatório apresentado, o relatório é divido em 
2 partes, a primeira sobre a Caracterização da Instituição e segunda parte sobre a fundamentação 
teórica, as atividades desenvolvidas e resultados. 
O Estágio teve início a 18 de fevereiro de 2019 e termina a 31 de maio de 2019, perfazendo um 
total de 525 horas. A realização do estágio é um processo decisivo na aquisição de competências 
e pretendeu reunir os vários conteúdos das restantes unidades curriculares que constituem o 
plano de estudos do presente curso e integrá-los na prática diária dos cuidados à PI. 
Os cuidados do técnico de Gerontologia à Pessoa Idosa (PI) são a temática central deste projeto 
para aquisição e desenvolvimento de competências técnicas e relacionais. 
Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE) envelhecimento demográfico traduz 
alterações na distribuição etária de uma população expressando uma maior de população em 
idades mais avançadas. O envelhecimento é um processo evolutivo e normal, podendo ser 
influenciado por algumas alterações a nível da saúde(patologias), dos fatores físicos (perda da 
mobilidade), dos fatores económicos (reformas, perda de poder financeiro), dos fatores 
culturais e dos fatores sociais (isolamento, perda de um ente querido), surgindo assim, a 
necessidade de uma vigilância e monitorização constantes por um técnico especializado. Os 
profissionais de saúde responsáveis por estes cuidados são os técnicos de gerontologia. Para 
que seja possível intervir de forma eficaz e melhorar a qualidade de vida da PI, é importante 
que o técnico de gerontologia esteja desperto para os sinais e sintomas de complicações e que 
detenha conhecimentos sobre as medidas necessárias para controlar os possíveis danos que 
podem existir para a vida do idoso. 
Assim este estágio curricular tem como principais objetivos: planear, gerir e executar, sob 
supervisão, atividades promotoras do bem-estar físico, mental e social da pessoa idosa em 
diferentes contextos; intervir socialmente com os idosos, família e comunidade envolvente de 
forma responsável, assertiva e segura; projetar e promover o desenvolvimento de atividades 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 12 
para promoção de um envelhecimento ativo e saudável; promover e educar, sob supervisão, 
para a adoção de medidas de segurança e cuidado por parte da pessoa idosa, entre outras. 
Para concretizar estes objetivos escolhi a instituição Associação Lar Emanuel, onde foi possível 
desenvolver um conjunto de atividades que permitiram atingir os objetivos delineados 
inicialmente, contribuindo assim para o desenvolvimento de competências. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 13 
OBJETIVOS	DO	ESTÁGIO:	
• Planear, gerir e executar, sob supervisão, atividades promotoras do bem-estar físico, 
mental e social da pessoa idosa em diferentes contextos. 	
• Projetar e promover o desenvolvimento de atividades e a organização de serviços para 
promoção de um envelhecimento ativo e saudável. 	
• Implementar e participar na definição de planos de manutenção e organização do espaço 
e dos equipamentos das instituições. 	
• Colaborar na avaliação da qualidade dos serviços prestados, propor e implementar 
medidas visando a melhoria continua dos cuidados.	
	
1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTÁGIO 
1.1. Apresentação da Instituição 
História 
A Associação Lar Emanuel é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), 
fundada há mais de trinta anos, embora tenha assumido aquele estatuto somente a partir de 
1989. Nasceu precisamente a 25 de julho de 1976 sendo os seus fundadores, António dos Santos 
Martins, pastor evangélico, Joaquim Vieira, comerciante e grande promotor das artes plásticas, 
e Maria Fernanda Santos, médica pediatra. 
A Associação começou por assumir uma máxima que corporizou a filosofia da instituição como 
destinada “para as pessoas que não tinham nada nem ninguém”. Nos primeiros anos da sua 
existência, o Lar Emanuel funcionou em duas moradias contíguas ao Jardim Escola João de 
Deus, sob os auspícios da Associação Baptista de Evangelismo, tendo posteriormente mudado 
de instalações para a Rua Nossa Senhora do Amparo, em Marrazes, mais precisamente em 
1989, altura em que se tornou uma IPSS. 
O Lar Emanuel, ciente da importância da mudança de instalações para a melhoria do serviço 
prestado e apesar das dificuldades, adquire um terreno em Gândara dos Olivais, na Rua do 
Ribeiro, em 2004, e inicia um novo projeto. Em 2005 é feita candidatura ao Projeto PARES 
não tendo sido aprovada. Em 2007, apresenta candidatura ao POPH no âmbito do QREN, que 
não foi aprovada. Perante estas dificuldades, mas certa quanto à obra, a Associação Lar 
Emanuel recorre ao crédito privado e desenvolve até 2011 o Centro Sénior. 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 14 
A 5 de outubro de 2011 é inaugurado e no mesmo mês faz-se a mudança de instalações. 
Missão 
• A missão da instituição é promover o bem-estar e a qualidade de vida, pondo-nos 
sempre no lugar do outro. 
Visão 
• Desenvolver continuamente os recursos e competências profissionais materiais e 
humanas necessárias para atingir a excelência. 
• Construir uma instituição sólida e assente em valores partilhados por todos os 
elementos da instituição. 
Valores Organizacionais 
• Ética 
• Responsabilidade Social 
• Competência e Profissionalismo 
• Tolerância 
• Confiança 
• Harmonia 
• Adaptabilidade 
Instalações 
A Associação Lar Emanuel funciona nas instalações do Centro Sénior, que é composto por quatro 
andares devidamente identificados de forma a facilitar orientação dos seus utentes. 
No piso 0, encontra-se a receção onde é possível obter as informações necessáriassobre a instituição. 
São trinta e seis quartos duplos e dez quartos individuais, distribuídos pelos pisos 0 e 1. No piso 0 
encontram-se ainda os gabinetes de atendimento, responsável de turno, médico e de 
enfermagem. No piso -1 podemos encontrar o bar, sala de convívio e de estar e refeitório, 
O salão polivalente que se encontra no piso -1. Este espaço transforma-se em cinema, ginásio, sala de 
espetáculos, sala de estudos…de acordo com as atividades programadas e para as quais seja necessário 
um espaço amplo e com equipamentos de som e imagem apropriados para acolher um grande grupo. 
No piso 1, encontra – se a secretaria e os gabinetes de direção, direção técnica e recursos humanos. 
Aqui também se pode encontrar uma zona de lazer e o cabeleireiro. 
No piso 2 encontra-se o solário e a sala dos trabalhos manuais. 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 15 
O Centro Sénior tem ainda um conjunto de espaços funcionais, tais como lavandaria e cozinha, que 
permitem o bom desenvolvimento de todo o apoio servido aos residentes. 
 
1.2.Caracterização geral dos utentes/clientes 
Após realizar a relação das idades entre homem e mulher posso constatar que existe uma maior 
longevidade no sexo feminino em relação ao sexo masculino, contudo é notável de uma maneira 
geral o paradigma atual que vivemos na nossa sociedade uma maior longevidade, ou seja idades 
muito avançadas. Tabela 1 – (Apêndice 2) 
Num universo de 81 pessoas 59 são do sexo feminino e 22 do sexo masculino como se pode 
ver no gráfico (Apêndice 3), o sexo feminino é maioritário. 
Para conhecer melhor os utentes da minha instituição tentei perceber aquando da sua admissão 
como era a sua vida fora da instituição. No que concerne à questão “como viviam”? podemos 
observar no gráfico em anexo (Apêndice 4) que 52% viviam acompanhados e 48% viviam 
sozinhos, o que me preocupa imenso a percentagem de pessoas a viver sozinhas pois leva ao 
isolamento e à solidão entre outros problemas sociais. Relativamente ao trajeto escolar, é 
notável que a maioria (42) tem o 1º ciclo, sendo que apenas 7 possuem licenciatura, 39 
analfabetos, 3 sabem ler e escrever, mas não obtiveram qualquer grau académico, 6 
frequentaram o ensino secundário, podemos observar no gráfico (Apêndice 5). Ao realizar um 
levantamento das profissões mais frequentes dos utentes é notário e podemos constatar que a 
profissão mais frequente (27) é “Domésticas” e logo de seguida “operário febril” e 
“comerciante” tendo estas o mesmo número “9”. No que concerne ao estado civil podemos 
constatar que 46 dos utentes eram viúvos a quando da sua admissão, 22 casados, 9 divorciados 
e 5 solteiros. Tento justificar os valores dos utentes que viviam sozinhos supondo que muitos 
destes eram viúvos e viveriam nas suas habitações com o parceiro(a). (Apêndice 6). Um dos 
pontos mais importantes e que faz todo o sentido referir é quais as patologias mais frequentes 
nos utentes a quando da sua admissão, pois são muitas das vezes estas que obrigam a sua ida 
para lares e residências pois em suas casas não têm condições para estar. 
Posso concluir que as patologias mais frequentes (30) são todo o tipo de demências 
nomeadamente do tipo alzheimer e logo de seguida demências vasculares (AVC) (20), fraturas 
do colo fémur e sua recuperação (13), doença oncológica (12) e por último as doenças do forro 
psiquiátrico (7). (Apêndice 7). 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 16 
2. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS 
Neste capítulo descrevo as atividades realizadas de acordo com o cronograma de estágio 
elaborado previamente ao início do mesmo e tendo em conta os objetivos inicialmente 
propostos. 
Começo por descrever a integração na equipa, atividades promotoras do bem-estar físico, 
mental e social da pessoa idosa nos diferentes contextos. 
Todas as fotografias referentes às atividades desenvolvidas ao longo do estágio vão em anexo 
ao presente relatório, devidamente legendadas com o nome da atividade em questão. 
2.1.Integração na equipa 
No primeiro dia do estágio foi-me feita uma visita guiada, por parte da Psicóloga Loide Aguiar 
responsável pelos recursos humanos, e fui sendo apresentado a todos colaboradores da 
instituição, os quais se viriam a tornar verdadeiros agentes de integração e aprendizagem ao 
longo do estágio. O processo de integração na equipe de trabalho foi excelente, deixando à vista 
um ambiente de colaboração, disponibilidade e, desde logo, propício à participação nas 
atividades terapêuticas desta unidade. Foram-me dadas informações sobre o seu 
funcionamento, as rotinas, e as atividades que se realizam com os utentes. 
2.2.Prestação de cuidados diretos ao utente 
A prestação dos cuidados diretos ao utente é algo que compete ao técnico de gerontologia 
realizar, como a prestação dos cuidados de higiene. Ao longo da prestação de cuidados posso 
afirmar que fui criando uma ligação e relação de intimidade com os utentes o que é benéfico 
para o desempenhar das minhas funções, podendo assim o utente aceitar a minha ajuda e os 
meus cuidados. 
Durante os cuidados de higiene realizei a lavagem dos olhos do utente com água tépida normal, 
com diferentes partes da manápula, esta técnica reduz a transmissão de microrganismos. A 
higienização do olho deve ser feita do canto externo do olho para o canto interno, prevenindo a 
conspurcação de acordo com a fisiologia do olho. Este procedimento é preconizado pelo autor 
e segundo os ensinamentos em sala de aula. (Veiga , et al., 2011) 
Ainda na higienização da cabeça, a lavagem do pavilhão auricular é importante visto que é uma 
região que acumula imensas secreções, assim ao realizarmos a sua higiene prevenimos a 
acumulação das mesmas. 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 17 
Durante a higiene do corpo é importante providenciar a sua privacidade, colocando o lençol 
superior da cama se estiver limpo a providenciar essa mesma privacidade, se não existir essa 
possibilidade devemos utilizar um toalhão de banho. 
A higiene dos membros superiores deve ser feita parte distal para a parte proximal (lavar e 
secar) em movimentos circulares dando especial atenção à região axilar, o estarmos a lavar e a 
secar da região distal para a proximal em movimentos circulares facilita o retorno venoso e se 
possível deveremos colocar o membro acima da cabeça o que permite o movimento do membro 
superior, facilita a lavagem da axila e promove a ROM normal da articulação, o facto de 
utilizarmos sabonete/ gel de banho faz com que os resíduos alcalinos do sabonete/gel de banho 
desencorajem a proliferação de bactérias na pele mas se não realizarmos uma boa secagem, o 
excesso de humidade causa a maceração nomeadamente nas pregas cutâneas e região infra 
mamária. 
Devemos sempre aprontar a bacia sobre a cama de modo a facilitar a imersão das mãos, pois 
amacia as cutículas e calosidades das mãos, remove a sujidade das unhas e aumenta a sensação 
de limpeza, secar meticulosamente reduz a humidade nos espaços interdigitais. Este 
procedimento foi realizado conforme preconizado pelo autor e aprendido em sala de aula. 
(Potter & Perry, 2008), este procedimento no meu ver é muito importante pois muitas das vezes 
a quando da minha chegada a junto do utente deparo-me com o utente com as mãos 
conspurcadas com fezes derivado ao utente colocar as mãos dentro da fralda. 
Os Cuidados perineais geralmente constituem uma parte do banho completo na cama, esteprocedimento como outro qualquer deve ser sempre feito pelo utente sempre que após avaliação 
cognitiva e músculo-esquelética se entenda que o utente é capaz de o fazer, antes de se realizar 
qualquer procedimento deve- se instruir o utente para o procedimento que se vai realizar. 
A higiene perineal deve ser feita sempre da “frente para trás”, pois a lavagem de “frente para 
trás” previne a transmissão de microrganismos do ânus para a uretra ou genitais, diminuindo a 
probabilidade de desenvolvimento de infeções urinárias (Potter & Perry, 2008). 
“Uma boa higiene oral envolve a limpeza, o conforto e o humedecimento das estruturas da 
cavidade oral. Os cuidados apropriados previnem os problemas orais. Infelizmente, os utentes 
em hospitais ou unidades de saúde não recebem os cuidados de que necessitam. Os cuidados 
orais devem ser realizados regularmente. Para encorajar a promoção e a recuperação da saúde 
oral, ensine os utentes a escovar os dentes após cada refeição, antes de ir para a cama e a usar 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 18 
fio dentário uma vez por dia. Os frutos ácidos na dieta utente podem reduzir a formação de 
placa bacteriana.” (Potter & Perry, 2008). 
Este é um assunto que me preocupa dada a importância de uma boa higiene oral, a quando da 
higiene oral deve – se examinar a cavidade oral despistando patologias comuns como: cárie 
dentária, gengivite, periodontite, halitose, queilose e estomatite. 
Este é um dos procedimentos que tenho vindo a “batalhar” ao longo do estágio junto dos utentes 
uma vez que esta não é uma prática comum conforme se pode confirmar por o excerto 
anteriormente descrito. 
Outro aspeto relevante a refletir é a higienização das mãos que que segundo as normas da DGS 
é de extrema importância. 
Segundo (DGS, 2010), preconiza a higiene das mãos em 5 momentos fulcrais para o risco e 
controlo de infeção na prestação de cuidados ao utente, são estes antes do contacto com o 
doente, antes de procedimentos limpos ou asséticos, após contacto com o doente e após contacto 
com o ambiente do doente. É fundamental respeitar estes 5 momentos preconizados pela DGS 
pois a correta higienização das mãos e no momento correto previne a transmissão cruzada de 
microrganismo logo diminui a probabilidade de infeções que colocam em risco a saúde dos 
utentes uma vez que o idoso tem o seu sistema imunitário mais débil derivado aos fatores do 
envelhecimento. 
A quando da higienização das mãos posso afirmar que tento sempre ter em atenção os 5 
momentos preconizados pela DGS. 
Na ALE existem utentes por determinadas razões utilizam sonda vesical a qual requer especiais 
cuidados porque são “portas de entrada” para possíveis microrganismos patogénicos levando a 
possíveis infeções do trato urinário. 
Passo a citar alguns desses mesmos procedimentos que a norma 019/2015 da DGS enumera. 
Segundo (DGS, "Feixe de Interveções" de Prevenção de Infeção Urinária Associada a Cateter 
Vesical. Norma nº019/2015, 2015) apresenta um “Feixe de intervenções de prevenção de 
infeção urinária associada ao cateter vesical”, sendo elas: o saco coletor sempre que este 
apresente uma quantidade superior a dois terços da sua capacidade, este deverá ser despejado, 
realizar diariamente a higiene do meato uretral, o cateter urinário deve ser fixo nos homens na 
região superior da coxa ou infra-abdominal e na mulher deve ser fixa na face interna da coxa, 
se o saco tiver uma torneira deverá ser esvaziado através desta sem que a torneira toque em 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 19 
qualquer superfície e no final deve ser limpa com um toalhete de base alcoólica , evitar puxar 
ou introduzir o cateter urinário porque pode causar traumatismos. 
Todas estas técnicas foram realizadas conforme preconizado pela DGS. 
Nesta faixa etária é muito comum aparecerem problemas que comprometem a mobilidade tendo 
como principal fator o envelhecimento. De modo a prevenir complicações circulatórias e 
músculo esqueléticas e a manter a integridade da pele, é importante incentivar e/ou posicionar 
o utente de 2 em 2h, utilizando movimentos firmes e seguros, mantendo alinhamento corporal 
e promovendo a autonomia da pessoa. Diretamente relacionado com este diagnóstico está o 
risco de úlceras de pressão (UP). Para manter a integridade cutânea, é importante que durante 
a prestação dos cuidados de higiene exista uma avaliação das zonas de pressão, nomeadamente 
as proeminências ósseas, a fim de vigiar o estado da pele sobre as zonas de maior pressão, 
aplicar dispositivos de alívio de pressão e incentivar o autoposicionamento/posicionar. Esta 
vigilância e prevenção diária do risco de úlceras de pressão é crucial uma vez que, segundo 
(Anselmi, Peduzzi , & Junior, 2009)“ainda se constitui em problema importante no processo de 
atenção à saúde... por afetar a qualidade de vida...”. De forma a colmatar os diagnósticos de 
capacidade para se transferir comprometida dos utentes e o risco de queda, tendo em vista o 
objetivo de promover a transferência do utente, garantindo a sua segurança e prevenir quedas, 
é essencial avaliar o risco de queda segundo a escala de Morse e avaliar estado de consciência 
segundo a escala de Glasgow, manter cama baixa e travada, providenciar a campainha e 
providenciar vigilância ao utente. 
Visto que a mobilidade está comprometida existe a necessidade da utilização de produtos de 
apoio para a mobilização do mesmo. Um dos produtos de apoio mais frequente e mais utilizado 
na ALE é a cadeira de rodas, para a colocação do utente na cadeira de rodas é necessário colocar 
em prática as transferências, estas transferências se não forem bem realizadas colocam em risco 
o profissional de saúde e a segurança do utente. As transferências que são mais frequentes, são 
da cama para a cadeira e da cadeira para o cadeirão. 
Sendo uma prática do técnico de gerontologia, durante o estágio tive a oportunidade de auxiliar 
a alimentação dos utentes, visto que muitos deles não possuem capacidade para se alimentarem 
sozinhos. Na ALE podemos encontrar diferentes dietas, com diferentes valores nutricionais e 
consistências como as dietas pastosas, sendo estas administradas a utentes com dificuldade na 
deglutição ou com défice da dentição, este tipo de dieta pode também ser administrada a utentes 
com algum grau de disfagia a líquidos, sendo que apresenta uma consistência “pastosa” 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 20 
Em relação à capacidade para se alimentarem, tomar banho e vestir-se despir-se e arranjar-se, 
na grande maioria dos utentes encontrava-se comprometida em grau moderado a elevado. Para 
manter a higiene e promover o conforto e aspeto cuidado do utente, o técnico de gerontologia 
tem de garantir a privacidade do utente, avaliar as suas capacidades e limitações para realizar o 
seu autocuidado, promovendo sempre a autonomia do utente. De forma a garantir uma 
alimentação adequada, são intervenções do técnico de gerontologia vigiar e supervisionar as 
refeições. Quando a deglutição do utente está comprometida e apresenta risco de aspiração, o 
utente é alimentado através de sonda nasogástrica. Esta prática por condutas internas da 
instituição é tarefa realizada por o responsável de turno, sendo este um auxiliar de ação direta, 
mas segundo (Potter & Perry, 2008) esta é uma prática de enfermagem. 
Após observar e executar todas as técnicas e procedimentos descritos anteriormenteconforme 
preconizado pelos autores anteriormente referenciados, foi notório algumas dificuldades e 
lacunas. A fim de ultrapassar estas dificuldades, realizei uma proposta de estratégias à 
instituição com o objetivo da melhoria da prestação de cuidados. por exemplo a adaptação do 
manual de acolhimento, fazendo constar neste manual técnicas e procedimentos importantes na 
prestação de cuidados diretos aos utentes. 
 
2.3. Criação do manual de acolhimento de colaboradores 
Indo ao encontro de um dos objetivos estipulados inicialmente e sendo que o manual que existia 
na instituição tinha algumas lacunas e alguns conteúdos em défice, juntamente com a 
orientadora local, realizei um complemento ao manual de acolhimento de colaboradores 
visando a melhoria da prestação de cuidados ao utente como também a integração nas condutas 
internas da instituição. (Anexo 12). 
2.4. Formação de S.B.V e atuação em caso de O.V.A. 
Visto que a PCR é um acontecimento súbito, constituindo-se como uma das principais causas 
de morte na Europa e nos Estados Unidos da América. Afeta entre 55-113 pessoas /100 000 
habitantes, estimando- se entre 350 000-700 000 indivíduos afetados por ano, só́ na Europa. 
(INEM & DFEM, 2017) , posta esta questão e tendo formação acreditada, realizei a proposta à 
instituição de ministrar esta formação de SBV e como atuar em caso de OVA a fim de 
sensibilizar e capacitar todos os colaboradores a saber atuar em caso destas 2 situações muito 
prevalentes na franja dos idosos. 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 21 
Esta formação foi de facto importante porque consegui perceber enquanto formador que os 
formandos não possuíam quaisquer conhecimentos de como saber atuar neste tipo de quadro. 
O Feedback é positivo como se pode observar pela análise do “Questionário de Avaliação da 
Ação de Formação – Formando” Apêndice . 
2.5. Atividades desenvolvidas com os utentes 
Das diversas atividades desenvolvidas ao longo do estágio são de salientar algumas das quais 
os utentes mais colaboraram. Uma das primeiras atividades que procurei dinamizar e 
incrementar foi o “jogo de cartas”. Sendo este jogo conhecido pela maioria dos idosos, este 
facto permitiu estabelecer uma maior relação de proximidade entre eles. Para além de promover 
a socialização, com esta atividade pretendia-se também trabalhar a memória recente, o 
raciocínio lógico e a concentração, ao nível cognitivo. 
Abordei cada utente na sua individualidade com o intuito de perceber qual a sua expectativa 
relativamente às atividades num futuro próximo. Assim sendo constatei que algumas atividades 
lúdicas e de asseio pessoal eram o desejo mais solicitado por parte do utente (pintar as unhas, 
aparar o bigode, ler o jornal, etc…). 
Consegui através de entrevistas informais criar uma atividade que consistia no diálogo sobre 
um tema (ou história de vida) que a pessoa mais gostasse de abordar, foi uma forma que 
encontrei para criar empatia suficiente com o utente no sentido de aprender o máximo acerca 
deles, perceber quais os momentos mais felizes da sua vida e suas expectativas relativamente à 
da valência. Com esta atividade foi para mim percetível que a memória para factos passados 
está bem mais preservada na maioria dos idosos, do que a memória para factos recentes do dia-
a-dia. 
Uma outra atividade incrementada foi desenvolvida tendo em conta as conversas tidas com os 
utentes. A atividade consistiu num “Rock and Roll” adaptado. Uma vez que eu sei tocar 
acordeão e concertina, dinamizei um momento musical com todos os utentes, momento esse 
muito agradecido por todos e pedido para mais tarde realizar. 
Outra atividade na qual tive oportunidade de acompanhar o idoso foi os trabalhos manuais, 
atividade que já era realizada na instituição, possibilitando de se exprimirem através das artes 
plásticas e dos trabalhos manuais, tem como principal objetivo trabalhar a perceção e a 
coordenação motora fina. 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 22 
Uma vez que estive no acompanhamento da animação numa altura em, que as condições 
climatéricas o permitiram, em conjunto com a animadora Sara e restantes colaboradores, 
realizámos uma atividade ao ar livre que por todos os utentes foi bem aceite: atividade física 
com momentos musicais. Após o pequeno-almoço dirigimo-nos com eles até à zona do lago da 
instituição, uma zona que respeita a segurança, a tolerância ao esforço e o estado dos utentes. 
Uma atividade que foi possível desenvolver com os utentes foi a atividade “Esquerda ou 
Direita” esta atividade tem como objetivo a estimulação da atenção, memória e reconhecimento 
direita-esquerda. Esta atividade tem como objetivo específico o treino da atenção-concentração 
e coordenação motora. Inicialmente existiu alguma confusão na distinção da direita e da 
esquerda, mas por fim todos os utentes foram capazes de distinguir a sua direita e esquerda 
como também reconhecer os comandos. 
Outro tipo de atividade que tive a oportunidade de realizar foi convidar um amigo de longa 
data, “Risoterapeuta” que realizou uma atividade de Risoterapia que foi muito aceite por todos 
e levou a sair das rotinas institucionais. 
Como é de conhecimento geral em Leiria é realizada a “Feira de Maio” na qual tive a 
oportunidade de acompanhar os utentes à feira e foi muito proveitoso para todos. 
Não esquecendo uma parte importante do envelhecimento ativo, realizei atividades de 
estimulação cognitiva, atenção, perceção visual, raciocínio lógico e diferencial e também o 
cálculo. 
Todas as fotografias referentes às atividades desenvolvidas seguem em apêndice ao presente 
relatório.
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
 
 
23 
CONCLUSÃO 
 
Depois de apresentado neste relatório todo o meu percurso ao longo do estágio, importa fazer 
uma síntese e análise crítica dos principais aspetos e tecer algumas considerações sobre o 
processo de aprendizagem a que estive submetido e por consequência, às suas implicações 
futuras no meu desempenho profissional. A sua redação permitiu a reflexão sobre o trabalho e 
atividades desenvolvidas no decorrer do estágio, bem como a revisão global dos objetivos gerais 
programáticos. Em termos críticos poderia destacar positivamente o acolhimento e 
disponibilidade que me foi dispensado pela equipa dos profissionais que integram as equipas 
multidisciplinares do Lar Emanuel. 
O que concerne ao acompanhamento efetuado pela orientadora, foi um acompanhamento 
excelente, estando sempre pronta para o esclarecimento de qualquer dúvida ou problema que 
ocorresse. 
Assim considero que atingi todos os objetivos inicialmente propostos, chegando mais além, na 
medida em que aproveitei todos os momentos de aprendizagem e ultrapassei obstáculos. Como 
futuro Técnico de Gerontologia, revelei ser um profissional com conhecimento técnico 
científico e relacional, dando resposta aos problemas do utente. 
Enquanto futuro Técnico de Gerontologia, posso concluir que este estágio contribuiu para o 
meu enriquecimento, na medida em que foi possível, percecionar que cuidar pressupõe mais 
que limpar, ajeitar uma almofada, ou dar de comer. Cuidar é, ir mais além, é demonstrar 
dedicação, carinho e sobretudo amor. É preciso saber colocar-se do outro lado e avaliar como 
o utente se sente, transpor-se noutra vertente e entender certos sentimentos e determinadas 
emoções. 
Em suma, o momento mais gratificante pelo qual passei até ao momento foi receber um simples 
“obrigado” da parte de um utente, um sorriso ou um beijo no rosto, porque demonstra que de 
facto o meu papel enquanto Técnico de Gerontologiaestá a ser exercido de forma correta. Então 
cuidar é isso, é ser mais que um profissional, é amar o que se faz. 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 24 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Anselmi, M. L., Peduzzi , M., & Junior, I. F. (2009). Incidência de úlcera por pressão e ações de 
enfermagem. Obtido de Scielo: http://www.scielo.br/pdf/ape/v22n3/a04v22n3 
 
DGS. (14 de Junho de 2010). Orientação de boa prática para a higiene das mãos nas unidades 
de saúde Circular normativa nº 13/DQS/DSD. Obtido de 
https://www.dgs.pt/programa-nacional-de-controlo-da-infeccao/ficheiros-de-
upload/circular-normativa-n-13-dqs-dsd-14-6-2010-higiene-maos-
pdf.aspx+&cd=3&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt 
 
DGS. (15 de Dezembro de 2015). "Feixe de Interveções" de Prevenção de Infeção Urinária 
Associada a Cateter Vesical. Norma nº019/2015. Obtido de Direção Geral de Saúde: 
https://www.dgs.pt/directrizes-da-dgs/normas-e-circulares-normativas/norma-n-
0192015-de-15122015.aspx 
 
INEM, & DFEM. (2017). Manual de Suporte Básico de Vida - Adulto. 
 
Potter, P., & Perry, A. G. (2008). Fundamentos de Enfermagem - Conceitos e procediemntos 
(Vol. 5ª edição ). Lusociência. 
 
Veiga , B., Henriques, E., Barata, F., Santos, F., Santos, I. S., Martins, M. M., . . . Silva, P. C. 
(2011). Manual de Normas de Enfermagem, Procedimentos Técnicos. 150-170. 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 26 
APÊNDICE 1 – TRATAMENTO DE DADOS EM EXCEL 
 
 
APÊNDICE 2 – TABELA QUE RELACIONA IDADES COM GÉNERO 
Tabela 2 Relacionamento entre idade e género 
Idades Homens Mulheres Total 
109-104 0 1 1 
103-98 1 1 2 
97-92 0 10 10 
91-86 6 30 36 
85-80 11 12 23 
79-74 1 4 5 
73-68 2 1 3 
67-62 0 2 2 
61-56 1 0 1 
Total 22 61 83 
 
0 2 4 6 8 10 12
109-104
103-98
97-92
91-86
85-80
79-74
73-68
67-62
61-56
Homens 
Tabela 1 Tratamento de dados em excel 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 27 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICE 3 – GÉNERO 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICE 4 – COMO VIVIAM? 
 
 
 
 
 
 
 
 
0 5 10 15 20 25 30 35
109-104
103-98
97-92
91-86
85-80
79-74
73-68
67-62
61-56
Mulheres 
22
61
SEXO
Homens Mulheres
39
43
Como viviam?
Viviam Sozinhos Viviam Acompanhados
Gráfico 1 Género 
Gráfico 2 Como viviam ? 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 28 
APÊNDICE 5 – ESCOLARIDADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICE 6 – ESTADO CIVIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
APÊNDICE 7 – PROBLEMAS DE SAÚDE 
 
 
 
 
 
 
 
0 5 10 15 20 25 30 35 40 45
Analfabetos
Sabem ler e escrever
1ºciclo
2º ciclo
3º ciclo
Secundário
Licenciados
Escolaridade
0
10
20
30
40
50
Solteiro Viúvos Casados Divorciados
Estado Civil
0 5 10 15 20 25 30 35
Demência
Fraturas e Recuperação
Doença Mental
AVC e recuperação
Oncologia
Problemas de Saúde 
Gráfico 3 Escolaridade 
Gráfico 4 Estado Civil 
Gráfico 5 Problemas de Saúde 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
 
 
29 
APÊNDICE 8 – CRONOGRAMA DE ESTÁGIO 
semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2 semana 3 semana 4 semana 1 semana 2
Conhecer a Instituição (espaços físicos/profissionais/funcionamento)
Cooperar em Equipa Multidisciplinar
Reconhecer Princípios de Ergonomia e Equipamento de Proteção Individual
Desenvolver Competências de Iniciativa
Desenvolver Capacidades Interpessoais e Trabalho Colaborativo
Desenvolver Competências Comunicacionais
Auxiliar nos Cuidados de Higiene, Alimentação e Eliminação 
Promover o Autocuidado e a Autoestima dos Utentes
Auxiliar na Marcha/ Transferência dos Utentes
Zelar pela Segurança dos Utentes
Animação Socio-cultural 
 Formação de SBV e atuação em O.V.A. para Colabordores 
Promover a Autonomia dos Utentes
Adaptar manual de acolhimento - Colaboradores 
Promover o Controlo de Infeção
Promover a Hidratação
Adapatar Atividades/Exercícios de Acordo com a Situação Clinica, Social, Psicológica da Pessoa Idosa
Preparar Espessantes para os Utentes com Alterações de Deglutição
Posicionar os Utentes alternando decubitos
Entrega do Relatório Reflexivo 
Preparação da Defesa do Relatório
Apresentação e discussão do Relatório
Plano de Estágio
fevereiro de 2018 março de 2018 abril de 2018 maio de 2018 junho de 2018
Atividades/Previsão Mensal
Figura 1 Cronograma de Estágio 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino 
 maio de 2019 
 
30 
APÊNDICE 9 – PLANIFICAÇÃO DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS COM OS 
UTENTES 
 
 
 
Atividade Descrição Objetivo Geral Objetivo Específico 
Recursos 
Materiais 
Data e 
Hora 
Nivel de 
Dificuldade Utentes 
Tempo 
Estimado 
"Esquerda ou Direita" 
Em grupo e em roda, cada participante tem uma 
bola, sempre que o técnico diz: "esquerda" todos 
atiram/dão a bola ao colega da esquerda e 
apanham a bola que vem do colega da direita. O 
objetivo é cumprirem a ordem de acordo com o 
sentido dado pelo técnico "direita" ou 
"esquerda". Numa seguda fase troca-se o 
comando "esquerda/Direita" por "1/2", em que 1 
= direita e 2 = esquerda. Os comandos podem ser 
alterados de acordo com a capacidade de cada 
grupo: "azul/vermelho", "maçã/pêra", 
"cão/gato"... No final pode ainda misturar - se 
todos os comandos, dizendo por exemplo: 
esquera, 1, perâ, cão, azul = esquerda, direita, 
esquerda, direita, direita. 
Estimulação da atenção, 
memória e reconhecimento, 
direita-esquerda. 
Treino atenção - 
concentração e 
coordenação 
motora. 
Bolas 
13 de 
maio
10h30
3 em 5 
Conscientes, 
orientados 
com boa 
capacidade 
motora
60 min
"O todo é mais que as partes..."
Ordenar as partes das imagens, de 1 a 5, de 
modo a ficar a imagem completa e correta.
Estimulação da atenção, 
perceção visual e raciocínio 
lógico 
-
Material 
fornecido 
2 em 5 
Utentes com 
défice da 
perceção 
visual e 
raciocínio 
lógico 
10 min
"Emoções Coloridas"
Assinalar a cor correspondente a cada emoção de 
cada imagem.
Estimulação da atenção 
perceção visual,raciocínio 
lógico e diferencial 
-
Material 
fornecido 
2 em 5 
Utentes com 
défice de 
racíocinio 
lógico e 
diferencial 
10 min
"Qual é o número?"
Respeitando as sequências apresentadas os 
utentes devem completar os números em falta 
Cálculo -
Material 
fornecido 
4 em 5 
Utentes com 
dificuldade no 
cálculo e 
utentes 
analfabetos 
15 min
"Risoterapia" Sessão de risoterapia para os utentes 
Ajudar a trabalhar a àrea 
comportamental;
Ajudar a relaxar provocando 
um equilíbrio emocional;
Criar um bom humor que 
afasta medos e receios;
-
Risoterapeuta 
convidado 
Fernando 
Batista 
16 de 
maio 
14h 30 
-
Todos os 
utentes 
conscientes e 
orientados 
mesmo com 
dificulades em 
deambular 
"Feriados"
Estabelecer a correspondência entre a 
comemoração, o dia e o mês de cada feriado 
nacional. 
Estimulação da Linguagem 
e Memória 
-
Material 
fornecido 
2 em 5Utentes com 
dificuldade na 
linguagem e 
memória 
15 min
"O que me deixa mais feliz é...?"
1) Questionar o grupo sobre o que é a felicidade 
e o que os deixa mais felizes.
2)Realizar um video com os utentes a nivel 
individual, onde partilhem o que os deixa felizes.
Estimulação da autostima e 
linguagem
-
Computador, 
máquina de 
filmar e 
quadro de 
ardósia
2 em 5 
Terapia em 
grupo sem 
limite máximo 
de 
participantes 
Tarde
"Rock and Roll adaptado" Recriar uma pista de dança
Reviver o estilos de dança 
na altura
A dança na 
terceira idade 
traz benefícios 
para a saúde e 
auto estima. 
Acordeão 2 em 5 
Utentes com 
capacidade 
fisica e motora 
Manhã 
Tabela 3 Planeamento de Atividades 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 31 
APÊNDICE 10 - FORMAÇÃO DE SBV, PLANO DE SESSÃO, QUESTIONÁRIO DE 
AVALIAÇÃO E FOTOS. 
Plano de Sessão 
 
Objetivos gerais Os formandos deverão adquirir competências que lhe permitam executar corretamente as 
manobras de Suporte Básico de Vida e de desobstrução da Via Aérea 
Objetivos específicos 
• Compreender o conceito de cadeia de sobrevivência e conhecer os seus elos; identificar os 
riscos potenciais quer para a vítima quer para o reanimador; 
• Compreender o conceito de suporte básico de vida e descrever os procedimentos corretos 
para executar manobras de suporte básico de vida; 
• Saber como e quando iniciar e parar as manobras de suporte básico de vida; saber como e 
quando colocar uma vítima em posição lateral de segurança; 
• Saber identificar situações de obstrução da via aérea e executar manobras de 
desobstrução; 
• Os formandos deverão obter nota mínima (50%) para ser aprovado na ficha de avaliação. 
 
Duração 3 horas 
Formador Bruno Paulino 
 
Etapas Atividades didáticas 
Métodos e 
técnicas 
pedagógicas 
Equipam
entos/meio
s didáticos 
Avaliaçã
o 
Tempo 
(min) 
Introdução 
Apresentação do tema Expositivo PPT _________ 
90 m
in 
Pré adquirido Interrogativo ---- 
Diagnóstic
a 
Comunicação dos 
Objetivos 
Expositivo PPT _________ 
Conteúdos: 
Considerações gerais 
Cadeia de Sobrevivência 
Expositivo e 
Interrogativo 
PPT 
 
Contínua 
Curso Primeiros Socorros 
Módulo Suporte Básico de Vida e Técnicas de Desobstrução da Via Aérea 
Tema da sessão Suporte Básico de Vida e Técnicas de Desobstrução da Via Aérea 
Sessão Nº 1 
População-alvo Auxiliares de Ação Direta 
Pré-requisitos --- 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 32 
Algoritmo de SBV 
PLS 
Obstrução da Via Aérea 
Classificação de OVA 
Algoritmo de 
desobstrução da V.A. 
Desenvolvimento 
Desenvolvimento do 
algoritmo de SBV e 
Manobras de desobstrução 
Demonstrativo 
e Ativo 
Manequim 
de SBV e 
Ambú 
Contínua 
75m
in 
Síntese 
Expositivo e 
Interrogativo 
_________ Contínua 
Ficha de avaliação 
Expositivo 
Interrogativo 
Ficha Final 
Conclusão 
Correção da Ficha de 
Avaliação: Verificação e 
Justificação das questões 
Expositivo 
Interrogativo 
Ficha Final 
10m
in 
Entrega da corrigenda e 
comunicação dos 
resultados 
Expositivo 
Interrogativo 
Corrigenda Final 
Conclusão Expositivo ppt ________ 
 
Material Necessário: 
• Uma sala deve estar equipada com: computador (com colunas de som), videoprojector, quadro 
branco ou similar, marcadores e apagador; 
• Um insuflador adulto, com máscara; 
• Simulador de Compressões Torácicas. 
 
Os formandos devem ser portadores de: 
• Vestuário e calcado confortável; 
O FORMADOR 
Bruno Paulino 
F667273/2018 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 33 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 34 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 35 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 36 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 37 
 
Figura 2 Manobras de SBV - Formação 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 38 
APÊNDICE 11 – MANUAL DE ACOLHIMENTO DE AUXILIARES 
 
 
 
 
 
 
 
Manual de Acolhimento 
 
Auxiliares de Ação Direta 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 39 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficha Técnica 
 
 
Obra: Manual de Acolhimento 
Autor: Associação Lar Emanuel e Estagiário de Técnico de Gerontologia Bruno Paulino - IPL 
Ano: 2019 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
“Fé, Humildade e Amor” 
 
Qualidades Fundamentais para Ser um Bom Cuidador 
 
(Paulo Freire) 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 41 
1. Nota de Boas Vindas 
 
Caro(a) Colaborador(a), bem-vindo(a) ao Centro Sénior Lar Emanuel. 
 
Queremos dar-lhe as boas vindas em nosso nome e em nome de toda a equipa que compõe a nossa 
organização. 
 
Temos consciência das dificuldades que existem em integrar um novo elemento numa equipa, por 
esta razão é nosso objetivo fornecer todas as condições para contribuirmos para uma integração 
rápida e eficaz. 
Este manual pretende facultar todas as informações necessárias, relativas à organização e 
funcionamento da Instituição, proporcionando-lhe desta forma uma melhor compreensão e 
conhecimento da mesma. 
 
Pomos assim ao seu dispor, um conjunto de informações mais sistematizadas que, o auxiliarão a 
compreender a dinâmica da instituição. As dúvidas que possam vir a surgir, após a leitura deste manual 
podem ser colocadas junto dos seus colegas ou superiores hierárquicos, que estarão ao seu inteiro 
dispor para o(a) acompanhar e auxiliar em qualquer situação, que careça de apoio ou esclarecimento. 
 
Desejamos ainda, que possa usufruir com o maior interesse, motivação e empenho esta 
oportunidade. 
 
Constamos consigo para fazer parte do sucesso esta instituição. 
 
Mais uma vez renovamos os nossos votos de boas vindas. 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 42 
2. Introdução 
 
O presente Manual visa ser um instrumento facilitador no processo de integração dos novos 
colaboradores que contactampela primeira vez com o Lar Emanuel. 
O objetivo primordial deste Manual é fornecer um vasto conjunto de informações sobre a estrutura 
e organização interna, normas, regras e procedimentos em vigor na instituição, para que se possa 
integrar rapidamente na cultura institucional e se possa inserir com eficácia no seu novo posto de 
trabalho. 
Pretendemos também esclarecer e consciencializar o novo colaborador relativamente aos principais 
objetivos do Lar Emanuel, amissão, visão, valores e política de qualidade, bem como sobre a 
importância do seu contributo para a melhoria da qualidade de vida dos idosos. 
Uma vez que qualidade dos cuidados prestados está intimamente ligada à qualidade humana 
daqueles que os prestam, procuramos, no processo de admissão de um novo colaborador, valorizar as 
competências académicas, profissionais e humanas. 
Face à natureza do serviço prestado pela organização, os recursos humanos constituem – se como 
absolutamente decisivos para o cumprimento da missão do Lar Emanuel. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 43 
3. História da Instituição 
 
A Associação Lar Emanuel é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), fundada há mais 
de trinta anos, embora tenha assumido aquele estatuto somente a partir de 1989. Nasceu 
precisamente a 25 de julho de 1976 sendo os seus fundadores, António dos Santos Martins, pastor 
evangélico, Joaquim Vieira, comerciante e grande promotor das artes plásticas, e Maria Fernanda 
Santos, médica pediatra. 
A Associação começou por assumir uma máxima que corporizou a filosofia da instituição como 
destinada “para as pessoas que não tinham nada nem ninguém”. Nos primeiros anos da sua existência, 
o Lar Emanuel funcionou em duas moradias contíguas ao Jardim Escola João de Deus, sob os auspícios 
da Associação Baptista de Evangelismo, tendo posteriormente mudado de instalações para a Rua 
Nossa Senhora do Amparo, em Marrazes, mais precisamente em 1989, altura em que se tornou uma 
IPSS. 
Em 1990 foi celebrado o primeiro acordo de cooperação e a um de outubro de 1993 é celebrado o 
Acordo do Serviço de Apoio Domiciliário. Ainda no mesmo ano, lança-se o primeiro projeto para novas 
instalações e pedido de aprovação à CML, não tendo sido obtido. Em 1998 é criado o segundo projeto 
para terreno cedido pela CML na Urb. Vale Verde, no entanto, o concurso a apoio público foi 
inviabilizado. 
O Lar Emanuel, ciente da importância da mudança de instalações para a melhoria do serviço prestado 
e apesar das dificuldades, adquire um terreno em Gândara dos Olivais, na Rua do Ribeiro, em 2004, e 
inicia um novo projeto. Em 2005 é feita candidatura ao Projeto PARES não tendo sido aprovada. Em 
2007, apresenta candidatura ao POPH no âmbito do QREN, que não foi aprovada. Perante estas 
dificuldades, mas certa quanto à obra, a Associação Lar Emanuel recorre ao crédito privado e 
desenvolve até 2011 o Centro Sénior. 
A 5 de outubro de 2011 é inaugurado e no mesmo mês faz-se a mudança de instalações. 
É com trabalho, responsabilidade social, dedicação e esforço que a Associação continua a 
desenvolver o serviço prestado procurando sempre a melhoria da qualidade e o bem-estar da 
população idosa. 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 44 
4. Missão 
A nossa missão é promover o bem-estar e a qualidade de vida, pondo-nos sempre no lugar do outro. 
 
5. Visão 
• Desenvolver continuamente os recursos e competências profissionais materiais e humanas 
necessárias para atingir a excelência. 
• Construir uma instituição sólida e assente em valores partilhados por todos os elementos da 
instituição. 
 
6. Valores Organizacionais 
• Ética 
• Responsabilidade Social 
• Competência e Profissionalismo 
• Tolerância 
• Confiança 
• Harmonia 
• Adaptabilidade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 45 
7. Política da Qualidade 
• Garantir uma prestação de serviços qualificada, competente e certificada de forma a satisfazer 
as necessidades dos idosos e respetivas famílias, colaboradores e fornecedores bem como da 
comunidade em geral, cumprindo os requisitos legais e regulamentos aplicáveis; 
• Incentivar o envolvimento e a participação ativa dos colaboradores numa dinâmica de trabalho 
que promova a melhoria contínua, a criatividade, a inovação e implementando ações que 
visam a melhoria da Qualidade; 
• Promover a formação profissional e pessoal dos Recursos Humanos, visando o reforço e 
melhoria das suas competências pessoais e profissionais; 
• Avaliar o desempenho da prestação de serviços; 
• Cumprir e adequar os procedimentos e organização da instituição à legislação em vigor; 
• Gerir eficazmente o Sistema de Gestão de Qualidade e da Segurança e Higiene no Trabalho 
bem como da Segurança Alimentar; 
• Satisfazer as necessidades e expectativas dos utentes, assegurando o respeito pelos seus 
direitos; 
• Dinamizar ações que promovam a participação dos colaboradores, utentes, familiares, 
parceiros e comunidade local. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 
 
46 
8. Organograma 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Direção
Recursos Humanos 
Loide Aguiar 
Económico/ Financeiro e 
Economato 
Patricia Alves 
Administrativo 
Lídia Franco 
Receção e Assessoria Geral 
Fanny Santos 
Apoio ao Economato 
São Vitorino 
Animação e Desenvolvimento 
Pessoal de Clientes
Sara Martins 
Apoio a Clientes, Lavandaria 
e Limpeza 
Emília Santos
Apoio a Clientes 
Lavandaria 
Limpeza 
Transporte e Manutenção 
Diária 
Cozinha e HACCP
Rui Lopes 
Cozinha 
Higiene Armazém de Géneros
São Vitorino 
Residências 
Marta Martins 
Apoio a Clientes 
SAD
SAD
Melissa Lopes 
Cuidados Médicos
Dr. Borrego Pires 
Equipa de Enfermagem 
Manutenção
Luis Nascimento 
Consultoria Segurança
David Martins 
Grupo de Qualidade 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino 
 maio de 2019 
 
47 
9. Legislação do trabalho e regras da associação 
A ALE (Associação Lar Emanuel) respeitará sempre, em todos os domínios, a legislação em vigor no 
que concerne as relações entre a associação e os seus colaboradores. 
Qualquer dúvida ou esclarecimento que tenha acerca de direitos e deveres do trabalhador, ou por 
parte da ALE, deverá contactar sempre a pessoa responsável pelo Departamento de Recursos 
Humanos ou consultar o Código de Trabalho, aprovado pela Lei n. º99/2003 de 27 de Agosto. 
Ainda assim pode ficar aqui com algumas informações: 
 
9.1. Contratos de Trabalho 
Os contratos de trabalho podem ser de dois tipos: contratos a termo, certo ou incerto, e contratos 
por tempo indeterminado. 
O período experimental, depende do tipo de contrato e nele vem definido a sua duração. Durante o 
período experimental, salvo acordo escrito em contrário, qualquer das partes pode rescindir o 
contrato, sem necessidade de aviso prévio ou de invocação de justa causa não havendo direito a 
indeminização. 
 
9.2. Horário de Funcionamento 
 
No Lar Emanuel a resposta social de Lar de Idosos funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano e o 
Serviço de ApoioDomiciliário funciona de segunda a sábado 8h às 15h 
 
Serviços Administrativos Segunda a Sexta 9h às 17h 30 
Resposta Social da ERPI 24 horas por dia, 7 dias por semana 
Setor Social Segunda a Sexta 9h às 17h 
 
A administração reserva – se o direito de alterar os horários em vigor, sempre que as circunstâncias 
assim o justifiquem e não contrariem a legislação laboral em vigor. Na presença destas situações, as 
alterações, por norma serão comunicadas com a antecedência de 48 horas. 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 48 
9.3. Faltas 
 
As faltas podem ser justificadas ou injustificadas. 
São consideradas faltas justificadas: 
• As faltas dadas 15 dias seguidos, por altura do casamento; 
• As motivadas por falecimento do cônjuge, parentes ou afins; 
• As motivadas pela prática de atos necessários e inadiáveis; 
• As motivadas pela prestação de provas em estabelecimento de ensino; 
• As ausências não superiores a 4 horas e só pelo período estritamente necessário, justificadas 
pelo responsável da educação de menor, uma vez por trimestre, para deslocação à escola tendo 
em vista inteirar – se da situação coletiva do menor; 
• As motivadas pela impossibilidade de prestar trabalho devido a facto que não seja imputável ao 
seu trabalho, nomeadamente doença, acidente ou cumprimento de obrigações legais, ou a 
necessidade de prestação de assistência inadiável a membros do seu agregado familiar. 
Serão consideradas injustificadas todas as faltas não previstas no número anterior. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 49 
9.4. Pontos de Legislação a Reter 
Direitos do Colaborador: 
• Ter boas condições de trabalho; 
• Ter um intervalo para almoço; 
• Ter livre acesso aos direitos consignados pela lei nomeadamente no que respeita a faltas, 
licenças, férias e outros – o pessoal deverá gozar as férias no próprio ano civil. Estas serão 
marcadas, tendo em consideração os interesses da Instituição e dos funcionários, sem prejuízo 
do bom funcionamento da mesma; 
• Ter acesso a ações de formação; 
• Ter uma remuneração e promoções; 
• Ser respeitado pelos utentes e familiares; 
• Ser tratado com educação e urbanidade. 
 
Deveres dos Colaboradores: 
Conhecer e assumir de forma personalizada os valores e atitudes decorrentes dos princípios 
orientadores da Instituição Lar Emanuel; 
• Cumprir com profissionalismo, dedicação e motivação as suas funções profissionais; 
• Cumprir o seu horário de trabalho - este poderá ser alterado por conveniência de serviço de 
acordo com ambas as partes; 
• Comunicar e justificar por escrito atempadamente e sempre que possível, quando necessitar 
de faltar, salvo situação imprevista; 
• Cumprir as ordens em matérias de serviço que lhe são dadas pelos seus superiores 
hierárquicos; 
• Manter sigilo profissional; 
• Frequentar as ações de formação que lhe forem proporcionadas e que sejam consideradas de 
interesse; 
• Zelar pelo bom ambiente de trabalho; 
• Cuidar e conservar o equipamento da Instituição de forma correta e asseada; 
• Conhecer o Regulamento Interno. 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 50 
10. Segurança, higiene e saúde no trabalho 
 
A associação concede a cada trabalhador, seguro de acidentes de trabalho, equipamento de proteção 
individual adequado à função e consulta médica anual para testar a sua aptidão para a função que 
desempenha. 
• Cumpra as regras em vigor na Associação; 
• Cumpra as práticas de prevenção de lesões músculo-esqueléticas no desempenho da sua 
função; 
• Use sempre o equipamento de proteção individual; 
• Não deixe o local de trabalho sujo e desarrumado; 
• Não use ferramentas de trabalho de forma incorreta e inadequada; 
• Nunca utilize equipamentos ou ferramentas que não conheça, sem consultar a sua chefia 
direta; 
• Nunca limpe, lubrifique ou repare equipamentos em movimento; 
• Nunca trabalhe com roupas, calçado ou acessórios que ponham em risco a sua segurança. 
 
11. Livro de Ponto 
O registo de trabalho é efetuado individualmente por registo biométrico de entradas e saídas. 
 
12. Vencimentos 
O vencimento dos colaboradores é individualizado, orientado pela hierarquia estabelecida e está de 
acordo com as categorias profissionais; 
Os vencimentos devem ser pagos até ao dia 08 de cada mês. 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 51 
13. Fardamento 
No Lar Emanuel a cada colaborador que é admitido será entregue fardamento para o desempenho 
das suas funções profissionais. 
Cada colaborador deve fardar – se dentro da instituição. Sempre que as fardas não estejam em 
condições de serem usadas devem ser entregues na lavandaria para o respetivo tratamento. 
 
14. Formação Profissional 
A constante formação dos colaboradores, tendo em vista o aumento das suas competências é 
fundamental. Assim, o Lar Emanuel disponibiliza todos os recursos para que os seus colaboradores 
possam ter formação. 
Anualmente, faz-se um levantamento das necessidades de formação nas várias áreas. Tomando 
como ponto de partida esse levantamento, e os objetivos da organização, é feito o plano de Formação. 
Será informado com a devida antecedência (2 semanas), da sua participação nas ações para si 
destinadas. 
 
15. Reuniões de Trabalho 
O Lar Emanuel promove regularmente reuniões de trabalho com os vários setores da organização de 
forma a assegurar a análise conjunta do trabalho desenvolvido, de questões funcionais, técnicas e 
organizacionais. 
É feito anualmente um plano de reuniões que é afixado no placard destinado às várias informações 
para os colaboradores (Piso -1) e que deve consultar pois a sua participação é muito importante. 
 
16. Avaliação de Desempenho 
A avaliação de Desempenho é fundamental para a gestão dos recursos humanos. Esta serve para 
avaliar o trabalho dos colaboradores, corrigir eventuais erros, verificar necessidade de formação, 
melhorar o desempenho dos colaboradores e por fim constitui um momento de autoavaliação. 
Anualmente será ainda realizada uma avaliação à própria instituição, através de inquéritos anónimos 
fornecidos aos colaboradores, utentes e familiares, de forma avaliar a satisfação dos mesmos com os 
serviços prestados ou realizados. 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 52 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCEDIMENTOS INTERNOS 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 53 
O que esperamos dos nossos colaboradores(as)... 
 
É nosso objetivo que todos os colaboradores atuem da mesma forma junto dos nossos residentes, 
tendo em conta que os principais objetivos são: a prestação dos corretos cuidados de higiene, saúde, 
alimentação, envolvidos de carinho, atenção e respeito pelos gostos e vontades individuais de cada 
um dos nossos residentes. 
 
A consciência dos nossos atos, no trato ao idoso, estabelecidos através de relações de empatia face 
ao residente de quem cuidamos é ocorreto caminho para irmos de encontro às necessidades de cada 
um. 
 
Os nossos colaboradores têm de ser conscientes que o seu comportamento diário, atitudes e 
linguagem utilizada, são um dos pilares principais para o bem-estar de todos os que residem nesta 
casa. 
 
Cuidar em “Humanitude” é ter consciência que cuidamos de pessoas, com sentimentos, gostos, 
necessidades, valores individuais. Cuidar em “Humanitude” é respeitarmos a pessoa de quem 
cuidamos em todas as situações do dia e da noite. Cuidar em “Humanitude” é respeitar os pilares em 
que esta filosofia está assente... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 54 
17. O OLHAR 
 
Um olhar só conta como interação quando os olhos se encontram, “pupila com pupila”. Caso 
contrário não há ligação com a pessoa. 
 
CARATERÍSTICAS DO OLHAR EM “HUMANITUDE” 
 
Axial – De frente para a pessoa para que ela não se sinta “olhada de lado” e “escrutinada”. 
Horizontal – Ao mesmo nível da pessoa para que ela não se sinta “olhada de cima”. 
Longo – Um olhar que dura, não evasivo, para que a pessoa se sinta confortável e confiante. 
Próximo – Perto da pessoa, dentro do seu espaço íntimo, para que a pessoa não se sinta olhada de 
longe. 
 
ARMADILHAS A EVITAR QUANDO OLHAMOS PARA OS NOSSOS RESIDENTES 
 
Abordagem à cama e à cadeira 
Quando o cuidador chega à beira da cama ou da cadeira a pessoa pode não o/a ver e ser 
surpreendida. Isso pode causar ansiedade e agitação. 
A abordagem deve ser sempre de frente, isto é cara a cara, com os olhos nos olhos, inicialmente aos 
pés da cama (sempre que possível) ou à frente da cadeira. 
 
Ajudar às refeições 
Se um cuidador está de pé, não há trocas de olhares... e quando há são verticais. 
O cuidador deve ficar sentado ao mesmo nível que a pessoa, de frente para ela. 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 55 
Escolher o lado do cuidado 
Se o cuidador executa o cuidado do lado oposto para onde a pessoa olha, não há troca de olhares. 
A prestação de cuidados, por exemplo os cuidados pessoais, devem ser do lado que oferece mais 
oportunidades de interceção, o que permite mais trocas de olhares com a pessoa. 
 
18. A PALAVRA 
 
“Todas as nossas palavras serão inúteis se não brotarem do fundo do coração. As palavras que não 
dão luz aumentam a escuridão”. 
(Madre Teresa de Calcutá) 
 
Características da palavra em “Humanitude” 
Calma – Com um tom de voz suave, para que a pessoa não se sinta repreendida. 
Grave – Com um tom de voz mais profundo para que a pessoa oiça melhor e se sinta segura. 
Melodiosa – Com um tom de voz mais longo para que a pessoa se sinta “embalada”. 
Palavras positivas – Com palavras de apreço para que a pessoa se sinta encorajada e motivada. 
ATENÇÃO!!! 
Þ Atenção ao trato, tratar os utentes por Senhor X ou Dona X, nunca por TU. 
Þ Atenção às respostas aos utentes e familiares e ao tom de voz utilizado. 
Þ Atenção ao tipo de conversas que por vezes temos uma relação ao trabalho e sobre as colegas de 
trabalho à frente dos utentes e da família. 
Þ Atenção aos termos utilizados, não dizer “Está mijado”, Está Cagado”, “Está borrado”!! 
Þ Atenção ao tom de voz utilizado quando falam com os utentes, todos sabemos que é fácil 
perdermos a paciência com alguns, mas a paciência nunca se pode perder. 
Þ Quando a família faz algum reparo não dizer “Não fui eu”, “Não fui eu que tratei dela!”, em 
alternativa digam que “Pedimos desculpa, vou limpar, vou tratar, vou ver o que se passou!”. 
SOMOS UMA EQUIPA E DEVEMOS ASSUMIR OS ERROS COMO EQUIPA!... HOJE FALHO EU, 
AMANHÃ FALHARÁ OUTRO(A)... 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 56 
19. O TOQUE 
Os “4 P’s” do toque Humanitude: 
Profissional, Progressivo, Permanente e Pacificante 
 
Profissional 
Substituir a pega em pinça pela pega em berço, utilizando as técnicas de manutenção relacional (ver 
imagens em anexo). 
Progressivo 
O toque só vem depois do olhar e da palavra. 
Existem sequências, progredindo das áreas menos sensíveis (mãos/costas) para as mais sensíveis 
(cara), ou das mais sociais para as menos sociais. 
Permanente 
A permanência do toque durante o cuidado é normalmente um fator relaxante. Uma mão relacional, 
ou um cuidador relacional (ou seja, uma mão ou um cuidador que estão focados na relação e nos 
estímulos de Humanitude) deve ficar sempre em contacto com a pessoa, enquanto uma mão discreta 
ou cuidador discreto (ou seja, uma mão ou um cuidador focado no procedimento de cuidado) pode 
interromper o contacto durante o cuidado e regressar de forma discreta. 
Pacificante 
Para ser um fator relaxante o toque deve ser: 
Suave: sem pressionar nem magoar; 
Vasto: ocupando largas superfícies corporais; 
Lento: porque a velocidade aumenta a força; 
Pressão Humanitude: o equivalente ao peso do braço relaxado. 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 57 
20. HIGIENE DOS RESIDENTES 
A manutenção da higiene pessoal é necessária para o conforto, proteção e sensação de bem-estar. 
As pessoas são geralmente capazes de satisfazer a sua própria necessidade de higiene. Primeiro, 
determine a capacidade de um utente para realizar o autocuidado, depois, preste os cuidados de 
higiene de acordo com as necessidades e preferências do utente. 
As células da pele e da mucosa trocam oxigénio, nutrientes e produtos de excreção com os vasos 
sanguíneos. As células necessitam de uma nutrição, hidratação e circulação adequadas para resistir a 
lesões e patologias. 
 
21. MOBILIDADE 
O movimento pode ser definido «como a capacidade que a pessoa tem de interagir com o meio de 
uma maneira flexível e adaptável» (Hoeman S. P., 2011). Numa abordagem holística, o movimento tem 
parâmetros físicos, cognitivos, psicológicos, sociais, políticos, temporais e ambientais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Causas das 
alterações 
da 
mobilidade 
Doenças crónicas 
Doenças 
Respiratórias 
Envelhecimento 
Défice Sensorial 
Doenças 
Neurológicas 
Problemas orto-
traumatológicos 
Dor intensa 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 58 
As regras de arte da manutenção relacional 
1. Antes de transferir avaliar: 
• A capacidade da pessoa; 
• Áreas dolorosas que necessitam de proteção/precaução; 
• O número de ajudas e cuidadores necessários; 
2. Não substituir a pessoa; 
3. Não levantar por baixo dos ombros. 
Importante: Coloque sempre a segurança primeiro! 
 
Posicionamentos 
O posicionamento/alternâncias de decúbito é essencial para a pessoa com alterações da mobilidade, 
com o objetivo de prevenir complicações associadas à imobilidade, como por exemplo as úlceras de 
pressão, proporcionar conforto e promover a autonomia da pessoa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 59 
Material necessário para os posicionamentos 
 
• Almofadas de textura moldável, adequadas ao posicionamento que se pretende; 
• Superfíciede apoio (colchões, cadeiras, poltronas, etc); 
 
 
 
 
 
 
 
Princípios Gerais: 
 
• Planear a atividade de acordo com o nível de dependência e a situação clínica; 
• Instruir a pessoa e família sobre o procedimento; 
• Solicitar a colaboração da pessoa de acordo com as suas capacidades; 
• Assistir a pessoa a posicionar-se; 
• As alternâncias de decúbito devem ter em consideração a condição do doente e as superfícies 
de apoio usadas; 
 
Considera-se que a pessoa em situação de imobilidade deve ser posicionada de duas em duas horas 
(Timmerman, 2007). No entanto, a frequência dos posicionamentos é determinada pela mobilidade 
da pessoa, pela condição clínica global, pelos objetivos do tratamento e ainda pelas condições globais 
da pele (APTF, 2009); 
✓O conforto, o nível de mobilidade da pessoa e outros fatores de risco; 
✓O contexto onde são prestados os cuidados; 
 ✓A funcionalidade e compatibilidade com os locais da prestação de cuidados. 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 60 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deve-se ainda… 
 
• Evitar posicionar a pessoa em contacto direto com dispositivos médicos, tais como tubos 
e sistemas de drenagem; 
• Avaliar regularmente a pele; 
• Utilizar ajudas de transferência para evitar a fricção e a torção; 
• Avaliação dos resultados no regime de reposicionamentos; 
 
 
 
 
 
 
Figura 3 Zonas de pressão 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 61 
Posicionamentos que se podem efetuar 
• Decúbito dorsal – DD; 
 
 
• Decúbito semidorsal (direito/esquerdo) – DSD (D/E); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 62 
• Decúbito lateral (direito/esquerdo) – DL (D/E); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Decúbito ventral – DV; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
• Decúbito semiventral (direito/esquerdo) – DSV (D/E); 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 63 
 
• Posição de Fowler. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22. CUIDADOS DE SAÚDE E ALIMENTAÇÃO 
No Lar Emanuel tentamos respeitar ao máximo os gostos e preferências do utente, desta forma, 
apesar da ementa estar pré-estabelecida nas refeições do pequeno-almoço, lanche e ceias devemos 
sempre preguntar ao utente o que deseja comer. Ao almoço e ao jantar devemos sempre preguntar 
se querem repetir e qual a sobremesa que desejam. Existe sempre uma grande variedade de 
sobremesas entre as quais pode escolher. 
À hora da refeição devem ser tidas em conta as dietas e restrições alimentares de cada utente. 
 
Nos utentes em que a refeição é feita no leito deverão ter sempre o cuidado de oferecer a refeição 
de forma adequada. Existem mesas de leito que devem ser utilizadas, a refeição deve ser sempre 
servida em prato, acompanhadas dos talheres necessários, guardanapos e babetes, se necessário. 
Não devem levar as refeições nas mãos, existem tabuleiros e carros de serviço para o efeito. 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 64 
22.1. SAÚDE 
Seguem-se informações e práticas sobre alguns assuntos relacionados com a saúde dos utentes, 
qualquer dúvida adicional deve ser esclarecida com os enfermeiros da instituição. 
 
DIABETES 
De acordo com a Federação Internacional da Diabetes, para a maior parte das pessoas que têm 
diabetes, os valores de glicemia normais são os seguintes: 
 
• Em jejum: (glicemia plasmática em jejum): menos de 110mg/dL 
• Após as refeições (glicemia plasmática pós-prandial): menos de 145 mg/dL 
 
Não deve ter valores inferiores a 80 mg/dL em nenhuma altura do dia. Quando os valores estão 
abaixo de 70 mg/dL falamos de hipoglicemia ou “baixa de açucar”, uma situação que pode ser perigosa 
e é de evitar. 
 
Quando o nível de glicemia está elevado (hiperglicemia) os utentes poderão sentir qualquer um 
destes possíveis sintomas: boca seca, sede, urinar frequentemente, cansaço e visão turva. 
Quando o nível de glicemia está baixo, o residente pode sentir nervosismo, tremores, suar mais do 
que o habitual ou cansaço. Os sintomas podem ser ligeiros no princípio, mas podem piorar 
rapidamente se não forem tratados. Se o nível de glicemia for inferior a 70mg/dL, deverá ser 
administrado imediatamente ao utente um hidrato de carbono como um copo de sumo de fruta, 
rebuçados, iogurte.... Pode ser necessário repetir o tratamento nos 15 a 20 minutos seguintes se os 
valores da glicemia não aumentarem. Esperar que os valores aumentem espontaneamente ou 
esperar para agir, não é seguro. 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 65 
 
TENSÃO ARTERIAL 
 
A pressão arterial é quantificada através de dois números. 
• O primeiro número e de referência o mais elevado, diz respeito à pressão que o sangue exerce 
nas artérias quando o coração está a bombear sangue. É a chamada pressão arterial sistólica 
– habitualmente chamada de “máxima”. 
• O segundo número indica-nos a pressão que o sangue exerce nas artérias, quando o coração 
está relaxado. É a chamada pressão arterial diastólica – habitualmente denominada de 
“mínima”. 
 
Os valores de referência da tensão arterial rondam os 120/80mmHg, estes valores podem variar 
consoante o utente e todos os seus antecedentes pessoais e os seus valores habituais. Acima dos 
valores de referência acresce o risco de doença coronária ou AVC. 
Como medir? 
• Escolha um local tranquilo, com uma temperatura amena 
• Repouse 15 minutos antes da avaliação 
• Evite substâncias estimulantes, como café, álcool ou tabaco, até 30 minutos antes 
• Evite roupas apertadas 
• Apoiar o braço, onde será avaliada a TA, à altura do coração 
• A avaliação no braço é mais fiável do que no pulso 
• Faça 2 ou 3 avaliações (triplicata) 
• Anotar os valores obtidos, hora e data. 
 
Mantenha-se atento aos sinais: 
 
• Tonturas; 
• Hemorragias nasais; 
• Dores de cabeça. 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 66 
 
Diarreia/Vómitos 
 
Diarreia- É observada como uma diminuição da consciência habitual das fezes que podem alcançar 
o estado líquido. O número de evacuações varia de um episódio isolado até mais de dez em 24h. Neste 
caso poderá ser administrada medicação em SOS com indicação da equipa de enfermagem. Não 
esquecer de redobrar a ingestão de líquidos para evitar a desidratação. 
 
Vómitos – O vómito é a expulsão do conteúdo gástrico através da boca, e algumas vezes do nariz. 
Neste caso pode se alterar a dieta fazendo um chá e umas bolachas que forma a ir experimentando se 
o organismo tolera. 
 
Urina 
Dor na região da bexiga, junto com ardor para urinar mais alteração na cor da urina e com cheiro 
forte, pode indicar uma infeção urinária. O volume de urina, a quantidade é um dado importante que 
o cuidador deve observar, a sua diminuição pode indicar que o idoso esteja desidratado.Deve se 
alertar a equipa de enfermagem destas alterações. 
 
Hemodiálise 
Quando os rins deixam de funcionar, a hemodiálise surge como opção de tratamento que permite 
remover toxinas e o excesso de água do seu organismo. Estes doentes devem respeitar as indicações 
alimentares consoante o plano nutricional estipulado. Tendo sempre em conta a restrição de líquidos, 
legumes e fruta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 67 
 
Sonda Nasogástrica 
 
É um tubo que é introduzido pelo nariz até ao estômago e permite a alimentação e a hidratação de 
doentes com dificuldade em engolir. 
 
Para alimentar um doente com sonda devem respeitar as seguintes indicações: 
• O mesmo deverá ficar na posição de sentado ou semi-sentado, podendo utilizar algumas 
almofadas para o amparar; Este cuidado evitará que haja regurgitação, vómitos ou aspiração 
da dieta para os pulmões. 
• A alimentação deve ser administrada lentamente, sem interrupção de modo a evitar a entrada 
de ar; 
• Não administrar volumes superiores a 200mL/400mL de cada vez; 
• Colocar um babete no peito; 
• A alimentação deve estar protegida do ar e à temperatura ambiente; 
• Após cada administração, lavar o tubo com água morna (10/20mL de água), utilizando uma 
seringa diferente da que é utilizada para a alimentação; 
• Fora dos horários das refeições, é aconselhado ingerir água. 
 
Todos os medicamentos por via oral devem ser triturados e acrescentar água morna, para que estes 
se dissolvam. No final lavar novamente a sonda. 
 
Avaliação do conteúdo gástrico – Importante!!! 
Medir periodicamente o resíduo gástrico com o auxílio de uma seringa. Numa fase inicial, medir 
com maior frequência para avaliar a tolerância aos volumes administrados. Após a medição, 
reintroduzir o resíduo, uma vez que este ainda tem componentes essenciais à digestão das refeições. 
Se o resíduo for superior a 100mL, não administrar logo a refeição. Esperar cerca de uma hora e 
voltar a executar o mesmo procedimento, até que seja inferior a 100mL. Se o volume for inferior, 
administrar a refeição. 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 68 
 
Colostomia 
Consiste na exteriorização do intestino grosso, normalmente do cólon, através da parede abdominal, 
para eliminação de gases ou fezes. 
 
Como mudar o saco numa colostomia: 
• Adaptar a placa de baixo para cima, parte por parte, procurando encaixá-la no estoma, do 
centro para a extremidade; 
• Procurar não deixar pregas ou bolhas de ar que facilitem vazamentos e que acabam fazendo 
com que o coletor descole; 
• Certifique-se de que a placa esteja bem-adaptada à pele; 
• Encaixe a bolsa coletora na placa; 
• Retire o ar dentro da bolsa e coloque o clamp para fechar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 69 
 
 
 
23. Nota Final 
 
Através deste Manual, esperamos que tenha ficado a conhecer melhor o Lar Emanuel onde, a partir 
de hoje inicia a sua colaboração. Se continuar com dúvidas disponha. 
Esperamos que tenha um papel participativo e que contribua para a melhoria contínua da qualidade 
dos nossos serviços. 
Desejamos que a partir de hoje “vista a nossa camisola”! 
A sua motivação e o seu empenho são vitais para nós. 
 
A Direção, 
 
 
 
 
Contactos Úteis 
 
 
Telefone: 244 825 843 
E-mail: associacao@laremanuel.pt 
Responsável de Turno: 969919524 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 70 
APÊNDICE 12 – ATIVIDADE DE RISOTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
Figura 4 Sessão de Risoterapia 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 71 
APÊNDICE 13 – ATIVIDADES DE ESTIMULAÇÃO COGNITIVA 
 
“Qual é o número?” 
 
Instruções: Na tabela que se segue, adivinhe os números que faltam, respeitando a sequência. 
 
Áreas Estimuladas: Cálculo 
 
Nível de dificuldade: 2 em 3 
 
 
1 3 5 9 11 13 
17 21 23 27 31 
 35 39 41 45 47 
49 53 57 59 63 
 67 71 75 79 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 72 
“CONSTRUIR” 
 
Instruções: Construa uma frase que inclua as cinco palavras indicadas. 
 
 
 
Exemplo de resposta: Ontem, a chuva e o vento forte 
danificaram o meu telhado. 
 
 
 
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________ 
 
 
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________ 
 
 
__________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________________ 
 
 
Telhado – Chuva – Ontem – Vento – Forte 
Batatas – Feira – Comprar – Vizinha – Dª Emília 
Relógio – Atrasada – Escritório – Acidente – Carro 
Escola – Nevão – Encerrada – Intenso – Abateu 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 73 
 
“A PLATEIA” 
Instruções: Encontre e conte os elementos vestidos igual na plateia. Aponte os totais junto das 
imagens. 
 
 
 
 
Áreas Estimuladas: Atenção e Perceção Visual 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 74 
Nível de dificuldade: 2 em 3 
“PALAVRAS QUE RIMAM” 
Instruções: A partir de cada uma das palavras, selecione apenas uma imagem da palavra que rima. 
Áreas Estimuladas: Linguagem e Memória 
Nível de dificuldade: 1 em 3 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 75 
FERIADOS 
Instruções 
Estabeleça a correspondência entre a comemoração, o dia e o mês 
de cada feriado nacional. 
Áreas Estimuladas 
Linguagem e memória 
Nível de dificuldade: II 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMEMORAÇÃO DIA MÊS 
 
NATAL 
 
1 
 
DEZEMBRO 
 
DIA DA LIBERDADE 
 
10 
 
JANEIRO 
 
TODOS OS SANTOS 
 
1 
 
ABRIL 
 
DIA DE PORTUGAL 
 
25 
 
JUNHO 
 
DIA DO 
TRABALHADOR 
 
1 
 
AGOSTO 
 
ASSUNÇÃO DA NOSSA 
SENHORA 
 
5 
 
MAIO 
 
DIA DA 
IMACULADA 
CONCEIÇÃO 
 
 
15 
 
 
DEZEMBRO 
 
RESTAURAÇÃO DA 
INDEPENDÊNCIA 
 
1 
 
OUTUBRO 
 
ANO NOVO 
 
8 
 
NOVEMBRO 
 
IMPLANTAÇÃO DA 
RÉPUBLICA 
 
25 
 
DEZEMBRO 
 
Feriado da 
Cidade 
 
22 
 
Maio 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 
 
76 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno FilipeAntunes Paulino maio de 2019 
 
77 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 
 
78 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino 
 maio de 2019 
 
79 
 
 
 
Figura 5 Desenvolvimento das atividades de estimulação cognitiva 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 80 
APÊNDICE 14 – FOTOS DA VISITA À FEIRA DE MAIO 
 
 
 
 
 
Figura 6 Visita à Feira de Maio 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino 
 maio de 2019 
 
81 
APÊNDICE 15 – FOTOS DO JOGO DAS CARTAS 
 
Figura 7 Jogo das cartas 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino 
 maio de 2019 
 
82 
APÊNDICE 16 – FOTOS DA ATIVIDADE “ESQUERDA DIREITA” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 83 
APÊNDICE 17 – ATIVIDADE “ROCK AND ROLL” ADAPTADO 
 
 
 
 
 
 
Figura 8 Rock and Roll adaptado 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 84 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 85 
APÊNDICE 18 – APRESENTAÇÃO DA FORMAÇÃO DE SBV 
 
Apresentação
Formador
Bruno Paulino
Experiência
Expectativas
Motivação
Informação Relevante
Outras Coisas....
CCP: F667273/2018
SBV+DAE: 8/2018
Válido até 01/2023
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
E 
TÉCNICAS DE DESOBSTRUÇÃO 
DA VIA AÉREA 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 86 
 
RISCOS PARA O REANIMADOR
Regra Básica
“O reanimador não se deve expor a 
si nem a terceiros a riscos 
maiores do que os da vítima”
RISCOS PARA O REANIMADOR
• Reconhecer os riscos
• Garantir segurança
• Conhecer medidas universais de proteção
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 87 
 
RISCOS PARA O REANIMADOR
Antes de abordar a vítima...
avaliar condições de segurança do local
RISCOS PARA O REANIMADOR
Potenciais Riscos
• Físicos
• Tóxicos
• Infecciosos
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 88 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Cadeia de Sobrevivência
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA
112
Suporte Básico 
de Vida
Desfibrilhação
Suporte 
Avançado de Vida
Prevenir
Ganhar 
Tempo
Recuperar o 
Coração
Recuperar 
qualidade de 
Vida
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 89 
 
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA
Sucesso vs. Tempo
Adaptado do texto: Cummins RO, 
Annais Emerg Med. 1989, 18:1269-1275
%
Sucesso
Tempo (minutos)
100
0
90
80
70
60
50
40
30
20
10
1 2 3 4 5 6 7 8 9
A probabilidade de 
sucesso decresce 7-
10% em cada 
minuto
CADEIA DE SOBREVIVÊNCIA
• Todos os elos da Cadeia de Sobrevivência 
são igualmente importantes.
• A Cadeia de Sobrevivência tem a força do 
seu elo mais fraco.
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 90 
 
 
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
Conjugação de: • permeabilização das vias aéreas
• ventilação
• compressão torácica
Com o objectivo de:
• manter ventilação e circulação
adequadas até obter meios para
reverter a causa da paragem
SUPORTE BÁSICO DE VIDA
OBJECTIVOS 
• Garantir condições de segurança
• Reconhecer a importância dos pedidos de ajuda
• Descrever as manobras de reanimação e sua
sequência
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 91 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Segurança
Verificar Consciência
Pedir Ajuda
Abrir Via Aérea
Verificar Respiração
Ligar 112
30 Compressões Torácicas
2 Ventilações
Abanar Ombros 
Suavemente
Perguntar “Estás Bem?”
Se responder
• Não mover a vítima.
• Descobrir o que está mal.
• Reavaliar regularmente.
Verificar Consciência
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 92 
 
ABRIR VIA AÉREA
1.Verificar a Existência 
de Objectos Móveis
2.Retirar apenas 
Objectos Móveis
3.Extensão da Cabeça
4.Elevação do Queixo
VERIFICAR RESPIRAÇÃO
Ver, Ouvir e Sentir 
(VOS)
Durante 10 Segundos
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 93 
 
• Colocar a base de uma mão 
no centro do peito
• Colocar a outra por cima
• Entrelaçar os dedos
• Comprimir o peito
– Ritmo 100 min-1
– Pressão 4-5 cm
– Igual compressão : refluxo
• Se possível mudar Prestador 
de SBV a cada 2 min
COMPRESSÕES TORÁCICAS
LIGAR 112
1. Informar a Central de 
Emergência que é uma 
Emergência Médica
2.Descrever a Vitima 
(Idade, Sexo, Estado)
3.Descrever do Local
4.Mencionar que sabe 
SBV e Aguardar 
Confirmação
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 94 
 
CONTINUAR SBV
30compressões 2insuflações
VENTILAÇÕES
Fechar o nariz
Inspirar normalmente
Colocar os lábios sobre a 
boca
Soprar até o peito 
expandir
Demorar 1 segundo
Deixar o peito baixar
Repetir
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 95 
 
Segurança
Verificar Consciência
Pedir Ajuda
Abrir Via Aérea
Verificar Respiração
Ligar 112
30 Compressões Torácicas
2 Insuflações
P L S
QUANDO PARAR?
• Quando ajuda diferenciada chegar
• Quando Vitima respirar NORMALMENTE
• Exaustão do reanimador
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno FilipeAntunes Paulino maio de 2019 96 
 
POSIÇÃO LATERAL DE 
SEGURANÇA (PLS)
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 97 
 
DESFAZER
• DÚVIDAS SE RESPIRA NORMALMENTE
• APÓS 30 MINUTOS DE PLS
• REFAZER PARA LADO CONTRÁRIO
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA
Adulto
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 98 
 
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA
CLASSIFICAÇÕES
Total – Não passa ar
Não tosse
Não respira
Movimentos paradoxais 
(tórax dentro/abdómen 
fora)
Parcial – Passa algum ar
üTosse
üRespira
üRuídos
üFala
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA
DIAGNÓSTICO
SINAIS E SINTOMAS
Tosse ou tentativa de tossir
Respiração ruidosa
Dificuldade respiratória
Movimentos respiratórios 
ineficazes
Aflição
Não consegue falar
“Engasgado”
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 99 
 
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA
MANOBRAS DE DESOBSTRUÇÃO
Incentivar a Tossir
• Pancadas 
Interescapulares
• Compressões 
Abdominais
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA
Consegue tossir
eficazmente
Incentivara 
Tossir
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 100 
 
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA
Tosse ineficaz, 
Incapaz de falar 
ou respirar
X 5
X 5
OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA
Inconsciente
Ligar 112
Iniciar SBV
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 101 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXOS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 102 
ANEXO 1 - REGULAMENTO INTERNO DE FUNCIONAMENTO 
 
Associação Lar Emanuel – Estrutura Residencial Pessoas Idosas – Centro Sénior 
 
Capítulo I – Disposições Gerais 
Norma I 
 Âmbito de Aplicação 
1. A Associação Lar Emanuel é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, com acordo de cooperação para a resposta 
social Estrutura Residencial Pessoas Idosas (ERPI), celebrado com o Centro Distrital de Leiria, em 10/12/1990, pessoa coletiva 
nº 502 528 915, registada na Direção Geral de Segurança Social sob a inscrição nº 30/90, a Fls 114 verso 115 do Livro nº 4 das 
Associações de Solidariedade Social em 8 Fevereiro de 1996. 
2. A Associação Lar Emanuel está sedeada na Rua Nossa Senhora do Amparo (Estrada Marrazes) Lote 1, 2415-526 Leiria. A 
ERPI – Centro Sénior tem as suas instalações na Rua Ribeiro nº 6, Gândara Olivais 2415-357 Leiria. 
 
Norma II 
Legislação Aplicável 
 
A ERPI da Associação Lar Emanuel é uma resposta social que tem como objetivo proporcionar serviços permanentes e 
adequados à problemática biopsicossocial das pessoas idosas, contribuindo para a estimulação de um processo de 
envelhecimento ativo criando condições que permitam preservar e incentivar a relação intrafamiliar e potenciar a integração 
social. 
 
Esta resposta social rege-se igualmente pelo estipulado na seguinte legislação: 
- Portaria 67/2012, de 21 de março; 
- Portaria 196-A/2015, de 1 de julho; 
- Decreto Lei nº33/2014, de 4 de março; 
- Decreto Lei nº172-A/2014, Estatutos das IPSS; 
- Decreto Lei nº120/2015, de 30 de junho; 
- Portaria nº100/2017, de 7 de março; 
- Circular nº4, de 16/12/2014; 
- Circular nº5, de 23/12/2014; 
- Lei nº144/2015, de 8 de setembro 
 
Norma III 
 Objetivos do Regulamento 
O presente Regulamento Interno de Funcionamento visa: 
1. Promover o respeito pelos direitos dos clientes e demais interessados; 
2. Assegurar a divulgação e o cumprimento das regras de funcionamento deste estabelecimento; 
3. Promover a participação ativa dos clientes ou seus representantes legais, ao nível da organização da resposta social. 
 
Norma IV 
 Serviços Prestados e Atividades Desenvolvidas 
A ERPI da Associação Lar Emanuel assegura a prestação dos seguintes serviços: 
1. Alojamento 
2. Alimentação 
3. Cuidados de Higiene e Conforto Pessoal 
4. Limpeza e arrumação do espaço individual do cliente 
5. Acompanhamento Médico e Cuidados de Enfermagem 
6. Tratamento de Roupa 
7. Animação e Atividades Ocupacionais 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 103 
Capítulo II - Processo de admissão clientes 
Norma V 
 Condições de Admissão 
A admissão é feita pela Direção da Associação Lar Emanuel com base em proposta apresentada pela Direção Técnica da 
Instituição, que inclui as condições previstas na Portaria nº67/2012, de 21 de março e que obedece aos seguintes pontos: 
1. O candidato manifestar vontade em ser admitido; 
2. Ter idade igual ou superior a 65 anos que, por razões familiares, dependência, isolamento, solidão ou insegurança, 
não podem permanecer na sua residência (salvaguardando no entanto a admissão de pessoas com idade inferior cuja 
situação social o justifique); 
3. Não apresentar perturbações graves que ponham em risco a integridade física dos outros clientes ou perturbe o 
normal funcionamento da Estrutura Residencial. 
4. Decorrente de ausência, impedimento ou necessidade de descanso do cuidador. 
 
Norma VI 
 Candidatura 
1. Para efeitos de admissão, o candidato deverá inscrever-se através do preenchimento de uma ficha de 
 candidatura durante a realização de entrevista que constitui parte integrante do seu processo, 
 devendo fazer prova das declarações efetuadas, mediante a entrega de cópia dos seguintes 
 documentos: 
1.1. Cartão Cidadão e caso possua bilhete de identidade deverá entregar: 
 - Cartão de Contribuinte; 
 - Cartão de Beneficiário da Segurança Social; 
 - Cartão de Utente dos Serviços de Saúde e/ou de subsistemas a que pertença; 
1.2. Boletim de vacinas e relatório médico, comprovativo da situação clínica; 
1.3. Comprovativo dos rendimentos do cliente/utente e respetivo agregado familiar (declaração IRS, nota de 
liquidação); 
2. O período de candidatura decorre ao longo de todo o ano, devendo a respetiva entrevista ser, preferencialmente, por 
marcação telefónica prévia; 
3. Em caso de admissão urgente, pode ser dispensada a apresentação de candidatura e respetivos documentos, devendo 
todavia ser desde logo iniciado o processo de obtenção dos dados em falta. 
 
Norma VII 
Critérios de Admissão 
São critérios de prioridade na seleção dos candidatos: 
1. Casos considerados de maior carência humana nomeadamente situações de pobreza, doença ou solidão, que se 
encontrem claramente demonstradas; 
2. Vontade expressa da pessoa em causa em ser admitida; 
3. Pessoa que tenha outros parentes, nomeadamente cônjuge, já internado na instituição. 
 
A prioridade de cada admissão será encontrada pela apreciação conjunta dos vários critérios acima referidos, não 
dependendo exclusivamente da data de candidatura. 
 
Norma VIII 
 Admissão 
1. Recebida a candidatura, a mesma é analisada pela Direção Técnica, a quem compete elaborar a proposta de admissão 
quando tal se justificar e submete-la à decisão da Direção da Instituição. 
2. É competentepara decidir a Direção da Instituição. 
3. Da decisão será dado conhecimento ao cliente no prazo de 3 dias. 
4. Nos termos da legislação em vigor, entre o cliente e/ou seu representante legal e a Instituição é celebrado, por escrito, 
um contrato de prestação de serviços e entregue um exemplar deste regulamento interno. 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 104 
5. No ato da admissão é devido o pagamento do mês que está a decorrer, se a admissão se realizar na 1ª quinzena, e de 
meio mês se a admissão tiver lugar na 2ª quinzena. 
 
Norma IX 
Acolhimento do novo Cliente 
1. Marcar data de entrada; 
2. Apresentar toda a infraestrutura ao cliente e/ou responsável pela admissão assim como a dinâmica de 
funcionamento; 
2.1 Entrega e explicação do Manual de Acolhimento 
3. Apresentar todo o pessoal que articulará com o cliente; 
4. Apresentar os outros residentes. 
Norma X 
 Processo Individual do Cliente 
O Processo Individual do Cliente, será elaborado com respeito pelo seu projeto de vida, suas potencialidades e 
competências do qual constarão designadamente: 
1. Identificação do residente 
2. Data de admissão 
3. Identificação do médico assistente 
4. Identificação e contacto do representante legal ou dos familiares 
5. Identificação da situação social 
6. Exemplar do contrato de prestação de serviços 
7. Processo de saúde, que possa ser consultado de forma autónoma 
8. Plano individual de cuidados (PIC), o qual deve conter as atividades a desenvolver, o registo dos serviços prestados 
e a identificação dos responsáveis pela elaboração, avaliação e revisão do PIC 
9. Registo de períodos de ausência, bem como de ocorrências de situações anómalas 
10. Cessação do contrato de prestação de serviços com indicação da data e motivo 
 
Norma XI 
 Candidaturas em Espera 
1. Realizada a candidatura, e caso não seja possível proceder à admissão por inexistência de vagas, esta ficará arquivada 
junto das outras candidaturas aguardando vaga que se adeque à situação apresentada seguindo os critérios de admissão. 
Assim que se verificar a possibilidade de admissão, o candidato ou o responsável pela candidatura é contactado para esta ser 
concretizada. 
2. A candidatura deverá ser renovada cada 3 meses, pessoal ou telefonicamente, o que a não verificar-se determina o seu 
cancelamento. 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 105 
3. A candidatura será também cancelada quando o candidato ou familiar responsável informam que já não estão 
interessados em frequentar a ERPI ou por falecimento do candidato. 
 
Capítulo III – Instalações e regras de funcionamento 
Norma XII 
 Instalações 
A ERPI - Centro Sénior é composta por edifício próprio construído de raiz localizado na Rua do Ribeiro nº 6 Gândara dos 
Olivais, União de freguesias Marrazes e Barosa, Concelho e Distrito de Leiria, composto por 4 pisos, distribuídos da seguinte 
forma: 
Piso -1: sala de estar, sala de refeições, salão polivalente, cozinha com respetivos armazéns, lavandaria, zona reservada ao 
pessoal: sala de refeições dos colaboradores, instalações sanitárias e cacifos dos colaboradores, 
Piso 0: Receção, gabinete médico, gabinete enfermagem, gabinete de atendimento, gabinete responsável turno, 
instalações sanitárias visitas, zona reservada aos clientes: 20 quartos duplos e 4 quartos individuais ambos com respetivas 
instalações sanitárias; 
Piso 1: sala reuniões, gabinete direção técnica, gabinete coordenação de serviços, gabinete recursos humanos, secretaria, 
gabinete contabilidade, gabinete direção, instalações sanitárias colaboradores, gabinete de cabeleireiro e estética, sala de 
estar, zona reservada aos clientes: 16 quartos duplos e 6 quartos individuais ambos com respetivas instalações sanitárias; 
Piso 2: Armazém de limpeza, armazéns de produtos, armazém de ferramentas, sala de trabalhos manuais, instalações 
sanitárias, gabinete mortuário 
Exterior: Jardim envolvente e parque de estacionamento 
 
Norma XIII 
 Horários de Funcionamento 
1. A Estrutura Residencial funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano; 
2. O horário de funcionamento dos serviços administrativos é de 2ª a 6ª feira, das 9.00 às 12.30 e das 14.30 às 17.30. 
 
Norma XIV 
 Entrada e Saída de Clientes / Visitas 
1. Não existem, em princípio, quaisquer restrições no horário de visita. Recomenda-se contudo, que estas tenham lugar 
depois das 10.30 no período da manhã e durante todo o período da tarde. 
A Direção reserva-se o direito de quando necessário introduzir normas de exceção. 
2. As saídas dos Clientes da Instituição são sempre da responsabilidade do próprio ou do seu responsável, sendo que as 
mesmas devem ser comunicadas à responsável de turno de serviço com indicação da hora provável de regresso. 
 
 
Norma XV 
 Pagamento da Comparticipação Familiar 
O pagamento da comparticipação familiar (valor pago pela utilização desta resposta social) é efetuado entre o dia 1 e 10 
de cada mês, na Secretaria da Instituição entre as 9.00 e as 12.30 e 14.30 e as 17.30, ou poderá igualmente ser feito através 
de transferência bancária. 
 
Norma XVI 
 Tabela de Comparticipações Familiares 
A tabela de comparticipações familiares é calculada de acordo com a legislação/normativos em vigor e encontra-se afixada 
em local bem visível. 
1. O cálculo do rendimento per capita do agregado familiar é realizado de acordo com o disposto na circular normativa 
nº4 de 16/12/2014 da Direção Geral da Segurança Social e no anexo à Portaria nº196-A de 2015 de 1 de Julho. 
Sendo o agregado familiar a considerar apenas a pessoa destinatária da resposta. 
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2. O valor da comparticipação mensal na ERPI determina-se pela aplicação de uma percentagem sobre o rendimento 
do cliente, variável entre 75% a 90% de acordo com o grau de dependência do cliente. Quando no momento da 
admissão, o utente não esteja a receber o complemento por dependência de 1º grau e já tenha sido requerido, 
pode ser decidida a aplicação da percentagem máxima acima referida. 
3. O cálculo do rendimento do cliente (RC) é realizado de acordo com a seguinte fórmula: RC=RAF/12-D 
Sendo que: 
RC= Rendimento mensal do cliente 
RAF= Rendimentos globais do cliente (anual ou anualizado) 
D= Despesas fixas mensais 
4. A prova dos rendimentos declarados e despesas será feita mediante a apresentação de 
documentos comprovativos adequados e credíveis. O comprovativo de rendimentos do cliente 
(comprovativo do valor da reforma/pensão e/ou IRS do ano anterior) deverá ser entregue 
anualmente, durante o mês de maio para que a comparticipação familiar possa ser 
analisada/revista. 
 4.1 – Consideram-se despesas fixas: 
 4.1.1- O valor das taxas e impostos necessários à formação do rendimento líquido, designadamente o imposto sobre o 
rendimento. 
 4.1.2- As despesas com saúde e a aquisição de medicamentos de uso continuado em caso de doença crónica. A renda da 
casa ou prestação devida pela aquisição de habitação própria e permanente. 
 4.1.3- O limite máximo a considerar nas despesas será o valor correspondente à retribuição mínima mensal garantida 
(RMMG) em vigor, nos casos que a despesa seja inferior à RMMG è considerado o valor real desta. 
 
5.Para efeitos de determinação do montante de rendimento do agregado familiar (RAF) consideram-se os seguintes 
rendimentos: 
 a) De pensões (velhice, invalidez, sobrevivência, aposentação, reforma, ou outras de idêntica natureza,as rendas temporárias ou vitalícias, as prestações a cargo de companhias de seguros ou de fundos de 
 pensões e as pensões de alimentos; 
 b) Prediais (rendas dos prédios rústicos, urbanos e mistos); 
 c) De capitais (juros de depósitos bancários, dividendos de ações ou rendimentos de outros ativos 
 financeiros); 
 d) Outras fontes de rendimento. 
 
6. A comparticipação familiar poderá ser revista anualmente, não ultrapassando um aumento de 5%. Em caso de 
alteração à comparticipação familiar aplicada serão os interessados informados com 30 dias de antecedência. 
 
Norma XVII 
Refeições 
São servidas aos clientes quatro refeições diárias: pequeno-almoço às 9.00, almoço às 12.30, lanche às 16.30 e jantar às 
19.00. 
O mapa semanal de ementas encontra-se afixado na entrada da sala refeições. Dietas e frequência de refeições para além 
dos horários previstos, serão prescritas segundo recomendação médica. 
 
Norma XVIII 
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Passeios ou Deslocações 
Todos os clientes terão direito a participar em passeios, convívios, ações de ocupação de tempos livres, quando organizados 
pela instituição, desde que para tal não haja inconveniente de ordem médica. À Instituição reserva-se o direito de limitar e 
selecionar o número de participantes, sempre que, por razões de espaço, não seja possível atender a todos os interessados. 
Norma XIX 
 Quadro de Pessoal 
O quadro de pessoal encontra-se afixado em local bem visível, contendo a indicação do número de recursos humanos, 
formação e conteúdo funcional, definido de acordo com a legislação/normativos em vigor. 
Número Categoria Profissional Percentagem de Afetação 
1 Diretor Técnico (licenciatura em serviço social) 100% 
1 Animador(a) Sociocultural 100% 
2 Enfermeiros(as) 100% 
10 Ajudantes Ação Direta 100% 
4 Ajudantes Ação Direta 100% 
 com vista ao reforço do período noturno 
1 Encarregado(a) Serviços Domésticos 100% 
1 Cozinheiro(a) 100% 
4 Ajudantes de Cozinha 100% 
4 Empregados(as) Auxiliares 100% 
 
Norma XX 
 Direção Técnica 
A direção técnica compete a um técnico superior de serviço social, cujo nome e formação se encontra afixado em lugar 
visível. 
Ao diretor técnico compete, em geral, dirigir o estabelecimento, assumindo a responsabilidade pela programação de 
atividades e a coordenação e supervisão de todo o pessoal, atendendo à necessidade de estabelecer o modelo de gestão 
técnica adequada ao bom funcionamento do estabelecimento, e em especial: 
1.Promover reuniões técnicas com o pessoal; 
2.Promover reuniões com os residentes, nomeadamente para a preparação das atividades 
 a desenvolver; 
3. Sensibilizar o pessoal face à problemática da pessoa idosa; 
4.Planificar e coordenar as atividades sociais, culturais e ocupacionais dos idosos. 
 
Capítulo IV - Direitos e Deveres 
Norma XXI 
Contrato 
Nos termos da legislação em vigor, entre o cliente ou o seu representante legal e a entidade gestora do estabelecimento 
deve ser celebrado, por escrito, um contrato de prestação de serviços. 
Norma XXII 
Direitos e Deveres dos Clientes 
São direitos do Cliente: 
1. Aceder a todos os serviços anteriormente mencionados e serem tratados com respeito, dignidade e privacidade; 
2. Ter conhecimento/esclarecimento do Regulamento Interno; 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 108 
3. Exercer de crítica construtiva em relação aos vários aspetos da Instituição bem como apresentar sugestões a fim de 
melhorar o seu funcionamento; 
4. Exigir qualidade nos serviços prestados; 
5. Receber o Manual de Acolhimento; 
6. Ser informado e participar com responsabilidade e interesse nas atividades programadas; 
7. Usufruir de ajudas adequadas à sua situação, de acordo com o previamente estabelecido e contratualizado; 
8. Usufruir de sigilo e apoio na resolução de problemas, relativamente a qualquer situação de carácter pessoal. 
9. Ter conhecimento de todas as alterações respeitantes às condições de prestação de serviços e respetivos custos; 
10. Ter acesso ao livro de reclamações. 
São deveres dos Clientes: 
1. Cumprir as normas e procedimentos expressos no Regulamento Interno bem como respeitar e colaborar com a Direção, 
todos os colaboradores, e restantes residentes; 
2. Comunicar toda a informação relevante à Direção Técnica para que a mesma consiga responder com a equipa de 
cuidados às necessidades/interesses de cada cliente; 
3. Responsabilizar-se pelos seus atos, perante os outros elementos da Instituição, cultivando a verdade, a liberdade, a 
exigência e a solidariedade; 
4. Comparticipar nos custos da prestação dos serviços prestados, de acordo com as tabelas de comparticipação em vigor 
e contrato estabelecido, efetuando o pagamento da comparticipação até ao dia 10 de cada mês. 
 
Norma XXIII 
 Direitos e Deveres da ERPI 
É direito da Direção da Instituição: 
1. A gestão dos quartos e camas da Instituição é da exclusiva responsabilidade da Direção Técnica, dos seus responsáveis 
médicos, não sendo toleradas quaisquer interferências de pessoas familiares ou outras, muito embora, sejam bem-
vindas sugestões que visem o interesse geral; 
2. A manifestação de lealdade e respeito por parte dos seus clientes e familiares assim como a prestação devida dos 
serviços solicitados e contratualizados, conforme definido no Plano Individual do Cliente; 
3. Receber atempadamente as comparticipações mensais dos clientes; 
4. Suspender a prestação de serviços, sempre que se verifique desrespeito pelas regras e princípios do regulamento 
interno. 
É dever da Direção da Instituição: 
1. Zelar pelo cumprimento das normas e legislação em vigor para o sector, garantindo a todos os clientes a concretização 
das medidas necessárias à sua qualidade de vida, salvaguardando os direitos de cada um e de todos em geral à livre 
realização de uma sã cidadania; 
Relatório Reflexivo de Estágio 
 
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2. Desenvolver condições que permitam preservar e incentivar a relação com o meio exterior, através das atividades 
socioculturais; 
3. Garantir ao cliente e familiar um exemplar do Regulamento Interno desta resposta social e o documento original do 
Contrato de Prestação de Serviços. 
4. Comunicar qualquer alteração do presente regulamento interno ao Instituto da Segurança Social, I.P. 
 
Norma XXIV 
Direitos e Deveres do Familiar ou Representante Legal 
São direitos do Familiar ou Representante Legal: 
1. Ter conhecimento do Regulamento Interno da Instituição; 
2. Exercer de crítica construtiva bem como apresentar sugestões a fim de melhorar o funcionamento da Instituição; 
3. Exigir qualidade nos serviços prestados; 
4. Ser informado e participar com responsabilidade e interesse nas alterações da vida diária que ocorrerem com o seu 
familiar; 
5. Ter conhecimento de todas as alterações respeitantes às condições de prestação de serviços e respetivos custos; 
6. Ter acesso ao livro de reclamações. 
São deveres do Familiar ou Representante Legal: 
1. Acompanhar o segundo outorgante nas atividades de sua competência e responsabilidade familiar, sempre que for 
possível; 
2. Comparecer no Centro Sénior da Associação Lar Emanuel sempre que lhe for solicitado pelos responsáveis da 
Instituição; 
3. Autorizar a utilização da imagem do segundo outorgante em vídeo ou fotografia no âmbito das atividades da 
instituição; 
4. Cumprir as normas de funcionamento do Regulamento Interno da Estrutura Residencial da AssociaçãoLar Emanuel 
– Centro Sénior. 
 
Norma XXV 
 Depósito e Guarda dos Bens dos Clientes 
1. No ato da admissão é disponibilizada ao cliente, uma chave do cofre do respetivo quarto, onde poderá guardar os seus 
bens pessoais ficando estes à sua responsabilidade. 
2. Poderá também colocar no cofre da Instituição outros objetos de valor desde que devidamente registados. 
3. A Direção da Instituição não se responsabiliza por quaisquer objetos que não sejam colocados no cofre à sua guarda. 
 
 
 
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Bruno Filipe Antunes Paulino maio de 2019 110 
Norma XXVI 
 Ausência do Cliente 
O cliente que estiver ausente por um período igual ou superior a 15 dias consecutivos terá uma redução de 10% na 
comparticipação familiar estipulada. 
 
Norma XXVII 
 Cessação de Prestação de Serviços por facto não imputável ao prestador 
1. O cliente poderá cessar a qualquer momento a prestação de serviços sem aviso prévio, perdendo, contudo, direito a 
qualquer reembolso relativo ao mês em curso. 
 2. Em caso de falecimento é devido meio mês se o óbito tiver lugar na 1ª quinzena do mês, ou o mês inteiro se o mesmo 
tiver lugar na 2ª quinzena. 
 
Norma XXVIII 
 Livro de Reclamações 
Nos termos da legislação em vigor, este estabelecimento possui livro de reclamações, que poderá ser solicitado junto da 
Direção Técnica sempre que desejado. 
 
Capítulo V – Disposições Finais 
Norma XXIX 
Alterações ao regulamento 
Nos termos do regulamento da legislação em vigor, os responsáveis do estabelecimento deverão informar e contratualizar 
com os clientes ou seus representantes legais sobre quaisquer alterações ao presente regulamento com a antecedência 
mínima de 30 dias relativamente à data da sua entrada em vigor, sem prejuízo do direito à resolução do contrato a que este 
assiste. 
Estas alterações deverão ser comunicadas à entidade competente para o licenciamento/acompanhamento técnico da 
resposta social. 
 
Norma XXX 
Prevenção e controle de negligência, abusos, maus-tratos e discriminação 
É disponibilizado um Manual de Informação acerca desta temática a cada profissional da Associação Lar Emanuel de forma 
a que esteja apto a identificar e compreender possíveis comportamentos de risco contra a pessoa idosa. 
 
Norma XXXI 
Integração de Lacunas 
Em caso de eventuais lacunas, as mesmas serão supridas pela Direção da Instituição, tendo em conta a 
legislação/normativos em vigor sobre a matéria. 
 
Norma XXXII 
 Entrada em Vigor 
O presente regulamento entra em vigor a 23 abril 2018 
 
 A Presidente da Direção 
 
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OBSERVAÇÕES: 
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