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Faculdade de Agronomia e Engenharia Florestal Departamento de Economia Agrária e Desenvolvimento rural Secção de Comunicação e Sociologia Agrária Curso: Agroeconomia e Extensão Agrária Disciplina: Gestão de Programas de Extensão Agrária Tema: Abordagem do Quadro Lógico e de Questões para compreensão do artigo Discente: Docentes: Monjane, Walter André Nícia Givá, PhD Eng°. Joaquim Bucuane (Msc) Maputo, Abril de 2020 PART I 1. Como define o QL? R: Entende-se por quadro lógico uma ferramenta para planificação, gestão e avaliação de programas e projectos, aplica técnicas e instrumentos para melhorar a participação e transparência Proporciona uma orientação mais direccionada para o alcance dos objectivos. 2. Como é justificada a importância no uso do QL? R: A importância no uso do quadro lógico justifica-se do seguinte modo: · Na análise da situação corrente, incluindo a identificação das necessidades dos actores chaves e na definição dos objectivos; · Estabelece a relação causal entre os meios e recursos, actividades, resultados, propósito e o objectivo geral (lógica vertical); · Define as premissas/ assunções na qual a lógica do projecto foi construída; · Identifica os potenciais riscos para se alcançar os objectivos e os propósitos; · Estabelece um sistema de monitoria e avaliação do desempenho do projecto; · Estabelece o fluxo de comunicação e o processo de aprendizagem entre os actores chaves e.g. os clientes/beneficiários, planificadores, decisores, e os implementadores. 3. Porquê que se diz que a abordagem do QL deve ser adoptada como intrumento para formular o pensamento? R: Permite que a informação seja analisada e organizada de forma estruturada, questões relevantes sejam levantadas e reflectidas sobre elas, permite a identificação de fraquezas e ajuda na tomada de decisões, informadas com base no racional do projecto, objectivos pretendidos e os meios existentes para alcance dos mesmos. 4. O que entende por planificação orientada para os objectivos? R: É um meio interactivo para apoiar uma análise estruturada e sistematizada de um projecto ou ideia de programa; é uma forma de descrever o projecto de uma forma lógica para que esteja: Sumariamente desenhado, descrito com objectividade, capaz de ser avaliado, e claramente estruturado. 5. Apesar do QL ser considerado um instrumento eficaz para o desenvolvimento e monitoria de projectos tem as suas limitações. Enumere 2 limitações e dê exemplos concretos inspirados no seu projecto individual. R: As duas limitações com os repectivos exemplos são: · Rigidez na administração do projecto, enfatizando em demasia os objectivos e os factores externos alternativos→ revisões regulares aos projectos para reavaliação e ajuste. Exemplo: O Projecto de Gestão da Biodiversidade enfatiza a redução dos níveis de perda da biodiversidade e as prováveis soluções imediatas. Os recursos económicos, materiais, humanos, que a empresa dispõe, são somente aplicáveis para problemas com mesma natureza. Não contempla por ex. a capacitação de alguns elementos da comunidade local, para a fiscalização face a essa redução de espécies. · É apenas um instrumento analítico, não interfere em políticas (como ex. distribuição de receitas, oportunidade de emprego, acesso a recursos, participação local, etc) e não substitui análise do grupo alvo, análise de custo benefício, calendarização, análise de impacto entre outros. Exemplo: O Projecto de Gestão da Biodiversidade não contempla no seu plano, empregar a comunidade local que explora os recursos no seu dia-a-dia, que por um lado iria ocupá-los (obteriam mais receitas, teriam maior acesso aos recursos e maior envolvimento das comunidades na tomada de decisão), e isso poderia contribuir na redução de exploração de áreas, animais, etc, no perímetro em causa no parque da Gorongosa. Por outro lado ajudaria num massivo controle dos caçadores furtivos. 6. A abordagem do QL integra 2 estágios principais: a. Diga em que estágio está o desenvolvimento do seu projecto individual? R: Estágio de Análise. PARTE II 1. Qual foi o principal argumento que levou o autor a escrever o artigo? R: O 'arcabouço lógico' é uma ferramenta para a preparação de projectos, adoptado por várias agências que financiam os programas de desenvolvimento no terceiro mundo. 2. Quando é que este instrumento se tornou popular e porquê? R: Este instrumento tornou-se popular nos anos 80 e, devido sua aplicação ao setor público, viu-se a rápida disseminação da estrutura durante esse período, pela sua aplicação mais clara e detalhada do desempenho, e gerenciamento de programas de desenvolvimento. 3. Liste as vantagens deste instrumento identificadas pelo autor. R: Facilita no planeamento do programa/projeto e na gestão, especialmente a gestão nos níveis estratégicos e institucionais. 4. O autor sublinha algumas ambiguidades do instrumento e propõe alternativas. Liste essas lacunas e identifique as alternativas propostas pelo autor para cada uma das lacunas. R: As lacunas do instrumento são: · Por de trás da simplicidade da ferramenta, há alguns problemas embaraçosos, diferentes maneiras de lidar com isso são responsáveis por algumas das modificações feitas no quadro pelas várias agências que adotaram seu uso (diferentes interpretações e ênfase pelas agências que adoptaram e alguns pontos de discórdia); · As variações mais óbvias dizem respeito à nomenclatura de células, colunas e linhas, mas estas são amplamente estilísticas; · Surgimento de diferenças e questões mais substantivas. Alternativas Propostas: · A matriz original usa a célula inferior do resumo narrativo, denominado entradas, para descrever recursos, que é uma fórmula seguida pela ODA. Entretanto isso mantém o clima dentro da hierarquia, uma vez que todas as categorias são estágios, sejam meios ou fins; · A matriz GTZ, na qual a célula inferior esquerda descreve não recursos, mas atividades. A abordagem GTZ fornece um resumo mais útil do projeto para quem o implementa, mas introduz um certo grau de inconsistência na matriz, pois um processo aparece em uma coluna onde outras entradas são estados; · A ACORD produz outra variante: sua estrutura inclui atividades e recursos (chamados de 'entradas'), mas como células separadas em duas linhas, com atividades acima das entradas, criando assim uma hierarquia de cinco etapas. Isso tem a virtude de tornar clara a diferença entre atividades e recursos e captura os dois conjuntos de informações, mas com o custo de complicar a matriz; · É necessário algum cuidado na descrição de atividades e resultados.