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SP1. “AI MINHA GARGANTA” Acadêmica: Jéssica Thaynna Resende Figueiredo 5º período de medicina OBJETIVO GERAL: Caracterizar as manifestações das infecções agudas virais e bacterianas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1.1 Diferenciar as doenças febris agudas de etiologias bacterianas e virais É importante saber diferenciar uma doença febril aguda de etiologia bacteriana e viral, porque as duas cursam vários sinais e sintomas parecidos, e também para que o médico não de um antibiótico sem necessidade para o seu paciente. Dessa forma montei uma tabela para diferenciar as doenças febris bacterianas e virais, com os dados que consegui. Doenças Febris Bacteriana Viral Leucograma Leucocitose com neutrofilia e as vezes desvio à esquerda Linfocitose, eventualmente linfopenia e presença de linfócitos atípicos Febre Moderada/Grave Geralmente >38ºC Ausente/leve <38ºC Podendo ser alta de acordo com a carga viral Secreção Mucopurulento Coriza hialina Procalcitonina Elevada Normais Aumentada >40mg/L Aumentada <40mg/L Sintomas Sem sintomas gripais/ São mais severos Obstrução ou secreção nasal e tosse São mais brandos na maioria dos casos Língua Pode apresentar saburra lingual Não apresenta saburra lingual Presença de placas Placas espessas nas amigdalas Ausente ou placas finas nas amigdalas Resolução Podem agravar se não entrar com medicações (antibióticos) Geralmente se resolvem sozinhas entre o 5º a 10º dia Linfonodos localizados Geralmente aumentados Geralmente normais Cultura da orofaringe Positiva Negativa 1.2 Definir terapia antimicrobiana profilática, empírica e dirigida, identificando os critérios que indicam o espectro de cobertura A terapia antimicrobiana profilática o próprio nome já define, ou seja, o uso profilático de antibióticos em pacientes que não apresentam sinais ou sintomas de infecções, com o objetivo de prevenir o seu surgimento em situações de alto risco como em cirurgias, evitando que o processo infeccioso se instale. A terapia antimicrobiana pode ser a presuntiva ou empírica uso inicial de antimicrobianos baseado nos agentes mais prováveis da infecção (manifestações clínicas). A terapia dirigida/específica/guiada é executada mediante identificação do microrganismo por meio de teste laboratorial utilizando o antibiótico especifico. Dentre os vários grupos de antimicrobianos e seus respectivos espectros de ação contra as bactérias, ressalta-se um dos grupos maiores, os betalactâmicos. Os antibióticos beta-lactâmicos incluem o grupo das Penicilinas (naturais e semi-sintéticas), Cefalosporinas (primeira à quarta geração), Carbapenêmicos, Monobactâmicos e associações com inibidores da beta-lactamase. ESPECTRO DE AÇÃO Classificação Exemplo Antifúngicos Anfotericina B Anaerobicidas Metronidazol Gram-positivos Penincilina Gram-negativos Aminoglicosídeo Amplo espectro Ceftriaxona 1.3 Caracterizar as infecções das vias aéreas superiores, diferenciando faringoamidalites virais, bacterianas e alérgicas As infecções das vias aéreas superiores (IVAS) são as condições mais comuns que afetam os seres humanos, principalmente as crianças e tem incidência início do outono ao início da primavera. Entre as IVAS temos rinossinusites, otite média aguda (OMA), faringoamigdalites, causadas principalmente vírus e bactérias. Em geral, no décimo dia de sintomas separa uma infecção viral de uma bacteriana. Abaixo foi criado uma tabela para diferenciar as infecções. A rinossinusite para denominar os processos infecciosos que acometem os seios paranasais, uma vez que, quase sempre, a rinite e a sinusite são doenças em continuidade. Ocorre a inflamação e o edema do complexo ostiomeatal podem levar à obstrução dos óstios de drenagem dos seios paranasais, acarretando diminuição da oxigenação do seio, do movimento dos cílios e, consequentemente, do clearance mucociliar, estase de secreção e infecção. Já otite média é a infecção da orelha média, da tuba auditiva e de celas da mastoide precedida de uma infecção viral da via aérea superior. Por último, as faringotonsilites são doenças inflamatórias e infecciosas envolvendo faringe, tonsilas palatinas (amígdalas) e tonsilas faríngeas (adenóides). As principais causas de faringoamigdalites são de origem virais (90% dos casos), apenas uma pequena parcela de 10% que é de origem bacteriana. Quadro Agentes Rinossinusite Viral Duração de 5 a 7 dias, ás vezes podem se prolongar ou podem com melhora do quadro. Sintomas como: dor de garganta, coriza, obstrução nasal, espirros, tosse seca e febre de intensidade variável. No exame físico: congestão da mucosa nasal e faríngea e hiperemia das membranas timpânica. Rinovírus, Coronavírus, Vírus Sincicial Respiratório (VSR), Parainfluenza, Influenza, Coxsackie, Adenovírus Rinossinusite Bacteriana Piora do quadro com persistência e gravidade dos sintomas (por mais de 10 dias). São sintomas: rinorreia mucopurulenta anterior ou posterior, edema e hiperemia da mucosa nasal, acompanhado de halitose aumento dos folículos linfoides, ocasionalmente, pode haver dor à palpação dos seios da face. Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae. Em menor frequência Moraxella catarrhalis, Staphylococcus aureus e estreptococo beta- hemolítico. Rinite Alérgica É definida como inflamação da mucosa de revestimento nasal, mediada por IgE, após exposição a alérgenos e com os sintomas: obstrução nasal, rinorreia aquosa, espirros e prurido nasal. Ácaros da Poeira; Fungos; Baratas; Animais; Polens; Ocupacionais; Irritantes ou Poluentes. OMA Viral Alteram a mucosa da tuba auditiva e diminuem a função dos leucócitos polimorfonucleares. Sintomas: otalgia, febre, irritabilidade, choro e inapetência. Vírus sincicial respiratório, adenovírus e influenza A e B. OMA Bacteriana Otalgia, febre, irritabilidade, choro e inapetência Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhali Faringoamigdalite Viral Apresenta sintomas de leve intensidade. Os principais são dor de garganta e disfagia. A maioria dos pacientes irá apresentar mialgia e febre baixa, associadas a coriza hialina e espirros. Rinovírus, coronavírus (5%), adenovírus (5%), herpes simples (4%), influenza (2%) e parainfluenza (2%), entre outros (coxsakie, citomegalovírus, Epstein- Barr vírus, HIV). Faringoamigdalites Bacterianas Dor faríngea, odinofagia e otalgia reflexa. A febre é de intensidade variável e pode ser acompanhada de queda do estado geral. O exame físico revela hiperemia, aumento de tonsilas e exsudato purulento, além de adenomegalia em cadeia jugulo-digástrica. Streptococcus pyogenes (estreptococo beta- hemolítico do grupo A); Mycoplasma pneumoniae; Staphylococcus aureus, Haemophilus sp, Moraxella catarrhal 1.4 Caracterizar o quadro gripal quanto ao mecanismo de lesão, o diagnóstico, as complicações e o tratamento GRIPE (INFLUENZA) A gripe é uma zoonose, causada por vírus classificados como influenza A, influenza B e influenza C. É um vírus de RNA de cadeia simples recoberto por hemaglutininas e neuraminidades, que causa problemas respiratórios, ou seja, o vírus da gripe se multiplica nas células respiratórias o que causa destruição do epitélio respiratório e produção de citocinas pró- inflamatórias circulantes. As hemaglutininas (H) são importantes para a adesão ao epitélio respiratório, e as neuraminidases (N) formam grupos de espiculas agregadas na superfície das células e participam na liberação do vírus no ápice de células infectadas. Entre as principais características da gripe encontram-se algumas que merecem destaque, a saber: 1. A proteção adquirida contra um sorotipo de influenza não garante proteção cruzada, não conferindo a imunidade permanente, por isso a vacina é tomadaanualmente, além do poder de mutabilidade do vírus. 2. Transmite-se por via aérea (gotículas de saliva) e tem curto período de incubação, o que permite rápida disseminação. QUADRO CLÍNICO A gripe tem começo abrupta ou súbito, com período de incubação de 1 a 4 dias, pode apresentar cefaleia, calafrios, dor de garganta, coriza, tosse seca, mialgias, prostração e febre as vezes elevada, rouquidão, causando o mal-estar de forma geral, podem ocorrer episódios de diarreia e vômitos, principalmente em crianças. Ao exame clínico, observa-se abatimento (prostração) na fase aguda, e a ausculta respiratória e frequentemente não significativa (poucos roncos, alguns estertores). A radiografia de tórax tem poucas alterações. Podem-se observar infiltrados intersticiais, bilaterais e simétricos mínimos. O hemograma apresenta leucopenia moderada e hemossedimentação aumentada. COMPLICAÇÕES Nos casos graves pode ocorrer hipoxemia e rabdomiolise. Foram descritos quadros neurológicos raros de encefalites durante ou após a gripe que ocorre 2 a 3 semanas após a gripe. As encefalites letárgicas cursam com cefaleia, tremores, delírio e até convulsões, além da tríade clássica de febre, letargia e movimentos oculares. Em relação à ocorrência de gripe em crianças em uso de aspirina ou ácido acetilsalicílico, convém mencionar a descrição de casos de síndrome de Reye. O comprometimento do miocárdio é raro, e a síndrome de choque tóxico ocorre quando há infecção por Staphylococcus aureus. O comprometimento respiratório pode ocorrer por ação direta do vírus, por ação concomitante do vírus e de bactérias ou apenas por infecção bacteriana. A infecção viral pode causar quadros de insuficiência respiratória grave denominado de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), mas foram descritos principalmente pelo vírus da H1N1. DIAGNÓSTICO O diagnóstico pode ser realizado pelos testes de imunofluorescência ou enzimaimunoensaio (ELISA), no qual ocorre a coleta com um swaby da secreção em nariz/garganta que detectam a ocorrência de influenza. PROFILAXIA A vacinação é profilaxia da gripe visto que não existe nenhum tratamento, há não ser tratar os sintomas. Por isso, a vacinação tem sido associada a redução de internações, morte e complicações infecciosas. Existem algumas drogas antivirais utilizadas em pacientes cujas complicações devem ser evitadas como: amantadina, rimantadina, zanamivir e oseltamivir. 1.5 Identificar os diferentes modos de transmissão dos agentes microbianos e as medidas de precaução recomendadas aos possíveis contactantes, incluindo profilaxia pós- exposição De modo geral a transmissão das IVAS (rinossinusite bacteriana ou viral e faringoamidalite bacteriana ou viral) ocorre no ar ou objetos contaminados por meio de gotículas produzidas pela tosse, espirros, fala, beijo, ou pelo contato de mãos contaminadas, no qual entra em contato com a outra pessoa sadia pelo nariz, boca ou olhos. Já a otite média ocorre depois de uma infecção respiratória, seja uma gripe ou resfriado comum, no qual ocorre passagem desses microoganismo da via respiratória (nariz ou garganta) que entram em contato com a tuba auditiva. Os microorganismos são de diversos e foram citados acima no quadro do objetivo 3. Para se prevenir das IVAS e de suas complicações, algumas medidas devem ser tomadas, especialmente no inverno, período de maior frequência dessas doenças. Deve-se: lavar as mãos com água e sabão com frequência, utilizar lenço descartável e cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, utilizar álcool em gel nas mãos, evitar de tocar nariz/olhos/ boca, evitar contato com pessoas que tenham sintomas, não utilizar os mesmos copos e/ou talheres, evitar aglomerações e se vacinar. Para se prevenir com relação às demais infecções (sinusites, faringites e amigdalites), além dessas medidas é importante também: avaliar se há alergia para evitar os fatores desencadeadores das crises, evitar a exposição à fumaça de cigarro e produtos químicos irritantes, e pode ser necessária a correção anatômica de fatores predisponentes em casos de infecções crônicas e repetitivas. A maioria das IVAS é causada por vírus e resulta em sintomas leves ou moderados e são passageiros. Nesses casos o controle da febre e outros sintomas, assim como a boa hidratação, boa alimentação, exercícios físicos, são as medidas mais importantes. Se houver a persistência dos sintomas por mais de 7 dias ou o agravamento dos mesmos indicam a necessidade de avaliação médica. 1.6 Aplicar os conceitos de incidência, período de incubação e período de transmissão em diferentes situações clinicas Até julho de 2019, foram registrados 1.756 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave causadas pelo vírus influenza e a incidência maior é do tipo H1N1. O período de incubação do vírus H1N1 é de 3 a 5 dias, quando começa a manifestação dos sintomas, e durante esse período as pessoas podem transmitir a doença. O período de transmissão do vírus em crianças é de até 14 dias, enquanto que nos adultos é de até 7dias. A doença pode começar a ser transmitida até um dia antes do início do surgimento dos sintomas. 1.7 Diagnóstico (strep-test) e tratamento (antibióticos de escolha e resistências bacteriana) de amigdalites bacterianas O STREP A é um teste rápido imunocromatográfico, qualitativo para detectar o antígeno de estreptococos do grupo A diretamente de material da garganta com o swaby. O teste serve como um indicador precoce de faringite e é positivo quando aparecem duas faixas visíveis, uma na janela Teste e outra na janela Control. O tratamento específico de faringoamigdalites agudas são os antibióticos: Doses em crianças Doses em adultos Fenoximetilpenicilina (Penicilina V Oral) 1ª escolha 27 kg: 800.000 U (500 mg), 8/8 horas, por 10 dias. 750 mg/dia para adultos, divididos em três doses, por 10 dias. Penicilina G benzatina 1ª escolha 27kg: 1.200.000 U, IM, dose única. 1,2 a 2,4 milhões unidades/dia, dose única. Amoxicilina 1ª escolha 40-50 mg/kg/dia, VO, 8/8 horas ou 12/12 horas, por 10 dias. 500mg, 8/8horas ou 875mg de 12/12horas, por 7 a 10 dias. Eritromicina estolato (alérgicos a penicilina) 20-40mg/kg/dia, em 2-3 tomadas por dia, por 10 dias. 250mg ou 500mg, 6/6horas, por 7 a 10 dias. Azitromicina (tratamento alternativo) 5 a 12 mg/Kg/dia, por 3 dias. 500 mg/dia dose única, por 3 ou 5 dias. Claritromicina (tratamento alternativo) 15 mg/kg/dia, divido em duas doses, por no máximo 10 dias. 250mg, 12/12horas ou 500mg liberação prolongada 1x ao dia, por no máximo 10 dias. Amoxicilina+ác. Clavulânico 2ª escolha 25/3,6 a 45/6,4 mg/kg/dia divididos em duas doses para infecções leves a moderadas, por 7 a 10 dias. 875mg/125mg, de 12/12horas, por 7 ou 10 dias. Cefaclor 2ª escolha 20- 40mg/Kg/dia, divido em duas tomadas, por no máximo 10 dias. 250mg, 8/8horas, por 7 a 10 dias. Cefalexina (Indicado na falha terapêutica de penincilinas) 30mg/kg/dia, 8/8h, por 10 dias. 250mg, 6/6horas ou 500mg 6/6horas 12/12horas ou 1g de 12/12horas, , por 7 a 10 dias. Clindamicina (Indicado na falha terapêutica de penincilinas) 10 a 40 mg/kg/dia, de 8/8horas, de 10 a 14 dias. 300-600 mg, 8/8 horas, de 10 a 14 dias. As bactérias utilizam mais de uma estratégia para evitar a ação dos antimicrobianos, a resistência a determinado antimicrobiano ocorre quando a bactéria altera seu DNA e seu material genético e um dos principais fatores para a resistência foi o uso abusivo e incorreto dos antimicrobianos. As infecções por Pseudomonas aeruginosa multirresistentes ou extensivamente resistentesesistentes a pelo menos três grupos de antimicrobiano e uma menor porcentagem resistente a cinco grupos de antimicrobianos. Além de mecanismos que favorecem a resistência intrínseca a antibióticoscomo beta-lactmâmicos, quinolonas e aminoglicosídeos, cepas de P. aeruginosa frequentemente apresentam mutações cromossomiais que resultam em resistência adquirida. Dependendo do padrão de resistência, as cepas podem ser classificadas em multirresistentes (MDR) que são resistentes a 3 classes de antibióticos, extensivamente resistentes (XDR) que são resistentes a quase todas as classes de antibióticos com exceção a uma ou duas classes, e panrresistentes (PDR) são aquelas bactérias resistentes a todos os antibióticos de todas as classes testadas. Os tratamentos disponíveis a essas cepas resistentes são: polimixinas, carbapenêmicos e outros beta-lactâmicos, aminoglicosídeos, ceftazidima-avibactam e fosfomicina. 1.8 Discorrer sobre infecção por Influenza H1N1 (manifestação clínica, transmissão, profilaxia e tratamento) MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS Os adultos jovens saudáveis e as crianças são proporcionalmente mais afetados que os outros grupos da população. A manifestação clínica no início tem febre, tosse, coriza, diarreia e vômitos. A manifestação clínica da doença causada pelo vírus influenza A (H1N1) varia desde casos afebris, formas moderadas do comprometimento do trato respiratório superior até as formas graves e fatais de pneumonia. As manifestações do trato respiratório inferior tendem a se resolver em um período de duas semanas. Manifestações neurológicas atípicas como convulsões, encefalite, encefalopatia, hemiplegia, quadriparesia, mielopatia aguda e ataxia foram descritas em casos esporádicos. Outras formas clinicas complicadas incluem miocardite, insuficiência cardíaca, linfo- histiocitose fagocitica, síndrome de Guilllain-Barre, miosite e rabdomiolise. A pneumonite viral difusa e outra complicação grave que pode ocorrer. TRANSMISSÃO A transmissão ocorre como na gripe de pessoa a pessoa, pela inalação de gotículas eliminadas pela tosse, espirro, beijo ou fala de pessoas infectadas ou, ainda, por meio do contato direto com superfícies contaminadas com vírus influenza H1N1 ou quando a pessoa toca nos olhos, o nariz ou boca com as mãos contaminadas. O período de incubação do H1N1 varia de 1 a 4 a 4 dias, semelhante ao período de incubação da influenza sazonal. O pico da carga viral ocorre no dia do início dos sintomas e, posteriormente, evolui com queda gradativa. Nas crianças e adultos jovens podem alcançar dez dias ou mais. ACHADOS LABORATORIAIS INESPECÍFICOS Na infecção pelo influenza A (H1N1), o hemograma pode revelar o número de leucócitos normais ou leucopenia (com linfopenia), as transaminases, a desidrogenase láctica, creatinoquinase e creatinina apresentam padrão elevado. Os achados radiográficos variaram desde o padrão normal a alterações intersticiais reticulonodulares, incluindo casos com opacificação do espaço aéreo. Entre os aspectos tomográficos, foram revelados pequenos nódulos centrilobulares, inclusive com halo em “vidro fosco”, e áreas de consolidação do parênquima, com distribuição segmentar ou multifocal, localizadas principalmente nas zonas inferiores dos pulmões. Ao estudo histológico, observou-se dano alveolar difuso exsudativo e, em alguns casos, bronquiolite necrosante caracterizada por extensa necrose da parede bronquiolar e preenchimento do lúmen bronquiolar por exsudato fibrinoso e leucócitos. TRATAMENTO Existem duas classes de drogas antivirais para tratamento das infecções causadas pelos vírus influenza (H1N1): os inibidores da neuraminidase (ex.: oseltamivir e o zanamivir) e os inibidores da hemaglutinina (p. ex: amantadina e a rimantadina). Os vírus influenza são resistentes as adamantinas e outras classes de antivirais. O tratamento deve ser iniciado até 48 horas após o início dos sintomas e mantido por cinco dias. No SUS é disponibilizado o tratamento com fosfato de oseltamivir e zanamivir. A dose de fosfato de oseltamivir (Tamiflu®) para adultos e de 75 mg, duas vezes ao dia, por cinco dias. O zanamivir para adultos 10mg, duas vezes ao dia, também por 5 dias, e contraindicado em menores de cinco anos para tratamento ou para quimioprofilaxia e para todo paciente com doença respiratória crônica pelo risco de broncoespasmo severo. Além disso, não pode ser administrado em paciente em ventilação mecânica porque essa medicação pode obstruir os circuitos do ventilador. MEDIDAS DE PREVENÇÃO VACINAÇÃO E OUTRAS MEDIDAS A higienização das mãos seja ela lavando com água e sabão ou utilizando álcool em gel sendo uma das principais medidas para prevenir a infecção por influenza. Evitar contato com a pessoa contaminada, evitar de tocar os olhos, o nariz e a boca e, ao tossir ou espirrar, utilizar lenço para proteger a face. A vacinação e o método mais eficaz para a prevenção contra influenza e suas complicações. 1.9 Discorrer sobre Corona vírus (Covid-19) (manifestação clínica, transmissão, profilaxia e tratamento) A infecção ocorre pelo vírus SARS-CoV-2 causa o COVID-19 que tem os principais sintomas febre acima de 37,8ºC, fadiga, tosse seca, podendo evoluir para dispneia ou sintomas mais graves como a SARS. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por gotículas de saliva, seja ela tosse, fala, espirro, beijo ou aperto de mão e podendo ocorrer quando a pessoa toca em algum objeto contaminado e coloca a mão nos olhos, boca ou nariz, dessa forma se infecta. A medida de proteção é higienização das mãos seja ela lavada com água e sabão, ou pelo uso do álcool em gel, utilização de mascaras, evitar aglomerações, evitar colocar as mãos no rosto (olhos, nariz e boca). Uma doença com rápida disseminação, caracterizada como uma pandemia, não existe vacina ou tratamento especifico para o COVID-19. Se caso a pessoa tiver sintomas leves/ brandos ou moderados deve ficar em isolamento de 14 dias, sem contato com outras pessoas, se hidratar bem, alimentar bem, usar máscara, higienizar bem as mãos, já se os sintomas forem graves o médico deve ser procurado, porque o vírus ataca o sistema respiratório, causando nas células respiratórias. As pessoas podem ser sintomáticas ou assintomáticas, podendo transmitir o vírus. O diagnóstico é feito pelo teste de PCR, identificando a sequência de RNA do vírus. Em exames de imagem como raio-X do tórax pode-se encontrar infiltrados pulmonares unilaterais ou bilaterais, na TC do tórax geralmente mostra múltiplas áreas lobulares e subsegmentares bilaterais de opacidade ou consolidação em vidro fosco. As pessoas que são grupo de risco são os idosos, pessoas com comorbidades como diabetes, hipertensão, imunocomprometidos (AIDS), pessoas com asma. Quando os sintomas são graves e o paciente está internado ele é intubado quando não tem alívio dos sintomas respiratórios (desconforto respiratorio persistente e/ou hipoxemia) após oxigenioterapia padrão. Os cuidados para auxilio respiratório são: oxigênio suplementar, cânulas nasais de alto fluxo, nebulização de medicamentos, broncodilatadores e se necessário a intubação. Estão sendo realizados estudos com medicamentos antimaláricos (cloroquina e hidrocloroquina) associados com azitromicina e a FDA liberou o uso em pacientes graves. Outro estudo está sendo realizado na Austrália com a ivermectina que é um antiparasitário para combater o COVID-19, porém nada ainda é certo, e no atual cenário o melhor ainda é isolamento das pessoas, a quarentena.