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SP1. “AI MINHA GARGANTA” 
Acadêmica: Jéssica Thaynna Resende Figueiredo 5º período de medicina 
OBJETIVO GERAL: Caracterizar as manifestações das infecções agudas virais e 
bacterianas. 
OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 
1.1 Diferenciar as doenças febris agudas de etiologias bacterianas e virais 
 
É importante saber diferenciar uma doença febril aguda de etiologia bacteriana e viral, 
porque as duas cursam vários sinais e sintomas parecidos, e também para que o médico não de 
um antibiótico sem necessidade para o seu paciente. Dessa forma montei uma tabela para 
diferenciar as doenças febris bacterianas e virais, com os dados que consegui. 
 
Doenças Febris Bacteriana Viral 
Leucograma Leucocitose com neutrofilia 
e as vezes desvio à esquerda 
Linfocitose, eventualmente 
linfopenia e presença de 
linfócitos atípicos 
Febre Moderada/Grave 
Geralmente >38ºC 
Ausente/leve <38ºC 
Podendo ser alta de acordo 
com a carga viral 
Secreção Mucopurulento Coriza hialina 
 
 
Procalcitonina 
Elevada Normais 
 Aumentada >40mg/L Aumentada <40mg/L 
Sintomas Sem sintomas gripais/ 
São mais severos 
Obstrução ou secreção nasal 
e tosse 
São mais brandos na maioria 
dos casos 
Língua Pode apresentar saburra 
lingual 
Não apresenta saburra 
lingual 
Presença de placas Placas espessas nas 
amigdalas 
Ausente ou placas finas nas 
amigdalas 
Resolução Podem agravar se não entrar 
com medicações 
(antibióticos) 
Geralmente se resolvem 
sozinhas entre o 5º a 10º dia 
Linfonodos localizados Geralmente aumentados Geralmente normais 
Cultura da orofaringe Positiva Negativa 
 
 
1.2 Definir terapia antimicrobiana profilática, empírica e dirigida, identificando os 
critérios que indicam o espectro de cobertura 
 
A terapia antimicrobiana profilática o próprio nome já define, ou seja, o uso profilático de 
antibióticos em pacientes que não apresentam sinais ou sintomas de infecções, com o objetivo 
de prevenir o seu surgimento em situações de alto risco como em cirurgias, evitando que o 
processo infeccioso se instale. 
A terapia antimicrobiana pode ser a presuntiva ou empírica uso inicial de antimicrobianos 
baseado nos agentes mais prováveis da infecção (manifestações clínicas). 
A terapia dirigida/específica/guiada é executada mediante identificação do microrganismo 
por meio de teste laboratorial utilizando o antibiótico especifico. 
Dentre os vários grupos de antimicrobianos e seus respectivos espectros de ação contra as 
bactérias, ressalta-se um dos grupos maiores, os betalactâmicos. Os antibióticos beta-lactâmicos 
incluem o grupo das Penicilinas (naturais e semi-sintéticas), Cefalosporinas (primeira à quarta 
geração), Carbapenêmicos, Monobactâmicos e associações com inibidores da beta-lactamase. 
 
 
 
 
ESPECTRO DE AÇÃO 
Classificação Exemplo 
Antifúngicos Anfotericina B 
Anaerobicidas Metronidazol 
Gram-positivos Penincilina 
Gram-negativos Aminoglicosídeo 
Amplo espectro Ceftriaxona 
 
 
1.3 Caracterizar as infecções das vias aéreas superiores, diferenciando faringoamidalites 
virais, bacterianas e alérgicas 
 
As infecções das vias aéreas superiores (IVAS) são as condições mais comuns que afetam 
os seres humanos, principalmente as crianças e tem incidência início do outono ao início da 
primavera. Entre as IVAS temos rinossinusites, otite média aguda (OMA), faringoamigdalites, 
causadas principalmente vírus e bactérias. Em geral, no décimo dia de sintomas separa uma 
infecção viral de uma bacteriana. Abaixo foi criado uma tabela para diferenciar as infecções. 
A rinossinusite para denominar os processos infecciosos que acometem os seios paranasais, 
uma vez que, quase sempre, a rinite e a sinusite são doenças em continuidade. Ocorre a 
inflamação e o edema do complexo ostiomeatal podem levar à obstrução dos óstios de 
drenagem dos seios paranasais, acarretando diminuição da oxigenação do seio, do movimento 
dos cílios e, consequentemente, do clearance mucociliar, estase de secreção e infecção. Já otite 
média é a infecção da orelha média, da tuba auditiva e de celas da mastoide precedida de uma 
infecção viral da via aérea superior. Por último, as faringotonsilites são doenças inflamatórias 
e infecciosas envolvendo faringe, tonsilas palatinas (amígdalas) e tonsilas faríngeas 
(adenóides). As principais causas de faringoamigdalites são de origem virais (90% dos casos), 
apenas uma pequena parcela de 10% que é de origem bacteriana. 
 Quadro Agentes 
Rinossinusite 
Viral 
Duração de 5 a 7 dias, ás vezes podem se 
prolongar ou podem com melhora do quadro. 
Sintomas como: dor de garganta, coriza, obstrução 
nasal, espirros, tosse seca e febre de intensidade 
variável. No exame físico: congestão da mucosa 
nasal e faríngea e hiperemia das membranas 
timpânica. 
Rinovírus, Coronavírus, 
Vírus Sincicial Respiratório 
(VSR), Parainfluenza, 
Influenza, Coxsackie, 
Adenovírus 
Rinossinusite 
Bacteriana 
Piora do quadro com persistência e gravidade dos 
sintomas (por mais de 10 dias). São sintomas: 
rinorreia mucopurulenta anterior ou posterior, 
edema e hiperemia da mucosa nasal, 
acompanhado de halitose aumento dos folículos 
linfoides, ocasionalmente, pode haver dor à 
palpação dos seios da face. 
Streptococcus pneumoniae 
e 
Haemophilus influenzae. 
Em menor frequência 
Moraxella catarrhalis, 
Staphylococcus aureus e 
estreptococo beta-
hemolítico. 
Rinite Alérgica É definida como inflamação da mucosa de 
revestimento nasal, mediada por IgE, após 
exposição a alérgenos e com os sintomas: 
obstrução nasal, rinorreia aquosa, espirros e 
prurido nasal. 
Ácaros da Poeira; Fungos; 
Baratas; Animais; Polens; 
Ocupacionais; Irritantes ou 
Poluentes. 
OMA Viral Alteram a mucosa da tuba auditiva e diminuem a 
função dos leucócitos polimorfonucleares. 
Sintomas: otalgia, febre, irritabilidade, choro e 
inapetência. 
Vírus sincicial respiratório, 
adenovírus e influenza A e 
B. 
OMA Bacteriana Otalgia, febre, irritabilidade, choro e inapetência Streptococcus pneumoniae, 
Haemophilus influenzae e 
Moraxella catarrhali 
Faringoamigdalite 
Viral 
Apresenta sintomas de leve intensidade. Os 
principais são dor de garganta e disfagia. A 
maioria dos pacientes irá apresentar mialgia e 
febre baixa, associadas a coriza hialina e espirros. 
Rinovírus, coronavírus 
(5%), adenovírus (5%), 
herpes simples (4%), 
influenza (2%) e 
parainfluenza (2%), entre 
outros (coxsakie, 
citomegalovírus, Epstein-
Barr vírus, HIV). 
Faringoamigdalites 
Bacterianas 
Dor faríngea, odinofagia e otalgia reflexa. A febre 
é de intensidade variável e pode ser acompanhada 
de queda do estado geral. O exame físico revela 
hiperemia, aumento de tonsilas e exsudato 
purulento, além de adenomegalia em cadeia 
jugulo-digástrica. 
Streptococcus pyogenes 
(estreptococo beta-
hemolítico do grupo A); 
Mycoplasma pneumoniae; 
Staphylococcus aureus, 
Haemophilus sp, Moraxella 
catarrhal 
 
1.4 Caracterizar o quadro gripal quanto ao mecanismo de lesão, o diagnóstico, as 
complicações e o tratamento 
 
GRIPE (INFLUENZA) 
A gripe é uma zoonose, causada por vírus classificados como influenza A, influenza B 
e influenza C. É um vírus de RNA de cadeia simples recoberto por hemaglutininas e 
neuraminidades, que causa problemas respiratórios, ou seja, o vírus da gripe se multiplica nas 
células respiratórias o que causa destruição do epitélio respiratório e produção de citocinas pró-
inflamatórias circulantes. As hemaglutininas (H) são importantes para a adesão ao epitélio 
respiratório, e as neuraminidases (N) formam grupos de espiculas agregadas na superfície das 
células e participam na liberação do vírus no ápice de células infectadas. Entre as principais 
características da gripe encontram-se algumas que merecem destaque, a saber: 
1. A proteção adquirida contra um sorotipo de influenza não garante proteção cruzada, não 
conferindo a imunidade permanente, por isso a vacina é tomadaanualmente, além do poder de 
mutabilidade do vírus. 
2. Transmite-se por via aérea (gotículas de saliva) e tem curto período de incubação, o que 
permite rápida disseminação. 
 
QUADRO CLÍNICO 
A gripe tem começo abrupta ou súbito, com período de incubação de 1 a 4 dias, pode 
apresentar cefaleia, calafrios, dor de garganta, coriza, tosse seca, mialgias, prostração e febre as 
vezes elevada, rouquidão, causando o mal-estar de forma geral, podem ocorrer episódios de 
diarreia e vômitos, principalmente em crianças. Ao exame clínico, observa-se abatimento 
(prostração) na fase aguda, e a ausculta respiratória e frequentemente não significativa (poucos 
roncos, alguns estertores). A radiografia de tórax tem poucas alterações. Podem-se observar 
infiltrados intersticiais, bilaterais e simétricos mínimos. O hemograma apresenta leucopenia 
moderada e hemossedimentação aumentada. 
 
COMPLICAÇÕES 
Nos casos graves pode ocorrer hipoxemia e rabdomiolise. Foram descritos quadros 
neurológicos raros de encefalites durante ou após a gripe que ocorre 2 a 3 semanas após a gripe. 
As encefalites letárgicas cursam com cefaleia, tremores, delírio e até convulsões, além da tríade 
clássica de febre, letargia e movimentos oculares. Em relação à ocorrência de gripe em crianças 
em uso de aspirina ou ácido acetilsalicílico, convém mencionar a descrição de casos de 
síndrome de Reye. O comprometimento do miocárdio é raro, e a síndrome de choque tóxico 
ocorre quando há infecção por Staphylococcus aureus. O comprometimento respiratório pode 
ocorrer por ação direta do vírus, por ação concomitante do vírus e de bactérias ou apenas por 
infecção bacteriana. A infecção viral pode causar quadros de insuficiência respiratória grave 
denominado de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), mas foram descritos 
principalmente pelo vírus da H1N1. 
 
DIAGNÓSTICO 
O diagnóstico pode ser realizado pelos testes de imunofluorescência ou 
enzimaimunoensaio (ELISA), no qual ocorre a coleta com um swaby da secreção em 
nariz/garganta que detectam a ocorrência de influenza. 
 
PROFILAXIA 
A vacinação é profilaxia da gripe visto que não existe nenhum tratamento, há não ser 
tratar os sintomas. Por isso, a vacinação tem sido associada a redução de internações, morte e 
complicações infecciosas. Existem algumas drogas antivirais utilizadas em pacientes cujas 
complicações devem ser evitadas como: amantadina, rimantadina, zanamivir e oseltamivir. 
 
1.5 Identificar os diferentes modos de transmissão dos agentes microbianos e as medidas 
de precaução recomendadas aos possíveis contactantes, incluindo profilaxia pós-
exposição 
 
De modo geral a transmissão das IVAS (rinossinusite bacteriana ou viral e 
faringoamidalite bacteriana ou viral) ocorre no ar ou objetos contaminados por meio de 
gotículas produzidas pela tosse, espirros, fala, beijo, ou pelo contato de mãos contaminadas, no 
qual entra em contato com a outra pessoa sadia pelo nariz, boca ou olhos. Já a otite média ocorre 
depois de uma infecção respiratória, seja uma gripe ou resfriado comum, no qual ocorre 
passagem desses microoganismo da via respiratória (nariz ou garganta) que entram em contato 
com a tuba auditiva. Os microorganismos são de diversos e foram citados acima no quadro do 
objetivo 3. 
Para se prevenir das IVAS e de suas complicações, algumas medidas devem ser 
tomadas, especialmente no inverno, período de maior frequência dessas doenças. Deve-se: lavar 
as mãos com água e sabão com frequência, utilizar lenço descartável e cobrir nariz e boca 
quando espirrar ou tossir, utilizar álcool em gel nas mãos, evitar de tocar nariz/olhos/ boca, 
evitar contato com pessoas que tenham sintomas, não utilizar os mesmos copos e/ou talheres, 
evitar aglomerações e se vacinar. 
Para se prevenir com relação às demais infecções (sinusites, faringites e amigdalites), 
além dessas medidas é importante também: avaliar se há alergia para evitar os fatores 
desencadeadores das crises, evitar a exposição à fumaça de cigarro e produtos químicos 
irritantes, e pode ser necessária a correção anatômica de fatores predisponentes em casos de 
infecções crônicas e repetitivas. 
A maioria das IVAS é causada por vírus e resulta em sintomas leves ou moderados e 
são passageiros. Nesses casos o controle da febre e outros sintomas, assim como a boa 
hidratação, boa alimentação, exercícios físicos, são as medidas mais importantes. Se houver a 
persistência dos sintomas por mais de 7 dias ou o agravamento dos mesmos indicam a 
necessidade de avaliação médica. 
 
1.6 Aplicar os conceitos de incidência, período de incubação e período de transmissão em 
diferentes situações clinicas 
 
Até julho de 2019, foram registrados 1.756 casos de Síndrome Respiratória Aguda 
Grave causadas pelo vírus influenza e a incidência maior é do tipo H1N1. O período de 
incubação do vírus H1N1 é de 3 a 5 dias, quando começa a manifestação dos sintomas, e durante 
esse período as pessoas podem transmitir a doença. O período de transmissão do vírus em 
crianças é de até 14 dias, enquanto que nos adultos é de até 7dias. A doença pode começar a ser 
transmitida até um dia antes do início do surgimento dos sintomas. 
 
1.7 Diagnóstico (strep-test) e tratamento (antibióticos de escolha e resistências bacteriana) 
de amigdalites bacterianas 
 
O STREP A é um teste rápido imunocromatográfico, qualitativo para detectar o antígeno 
de estreptococos do grupo A diretamente de material da garganta com o swaby. O teste serve 
como um indicador precoce de faringite e é positivo quando aparecem duas faixas visíveis, uma 
na janela Teste e outra na janela Control. 
O tratamento específico de faringoamigdalites agudas são os antibióticos: 
 
 Doses em crianças Doses em adultos 
Fenoximetilpenicilina 
(Penicilina V Oral) 
1ª escolha 
27 kg: 800.000 U (500 mg), 
8/8 horas, por 10 dias. 
 750 mg/dia para adultos, 
divididos em três doses, por 10 
dias. 
Penicilina G benzatina 
1ª escolha 
27kg: 1.200.000 U, IM, dose 
única. 
1,2 a 2,4 milhões unidades/dia, 
dose única. 
Amoxicilina 
1ª escolha 
40-50 mg/kg/dia, VO, 8/8 
horas ou 12/12 horas, por 10 
dias. 
500mg, 8/8horas ou 875mg de 
12/12horas, por 7 a 10 dias. 
Eritromicina estolato 
(alérgicos a penicilina) 
20-40mg/kg/dia, em 2-3 
tomadas por dia, por 10 dias. 
250mg ou 500mg, 6/6horas, por 
7 a 10 dias. 
Azitromicina 
(tratamento alternativo) 
5 a 12 mg/Kg/dia, por 3 dias. 500 mg/dia dose única, por 3 ou 
5 dias. 
Claritromicina 
(tratamento alternativo) 
15 mg/kg/dia, divido em 
duas doses, por no máximo 
10 dias. 
250mg, 12/12horas ou 500mg 
liberação prolongada 1x ao dia, 
por no máximo 10 dias. 
Amoxicilina+ác. 
Clavulânico 2ª escolha 
25/3,6 a 45/6,4 mg/kg/dia 
divididos em duas doses para 
infecções leves a moderadas, 
por 7 a 10 dias. 
875mg/125mg, de 12/12horas, 
por 7 ou 10 dias. 
Cefaclor 
2ª escolha 
20- 40mg/Kg/dia, divido em 
duas tomadas, por no 
máximo 10 dias. 
250mg, 8/8horas, por 7 a 10 
dias. 
Cefalexina 
(Indicado na falha 
terapêutica de 
penincilinas) 
30mg/kg/dia, 8/8h, por 10 
dias. 
250mg, 6/6horas ou 500mg 
6/6horas 12/12horas ou 1g de 
12/12horas, , por 7 a 10 dias. 
Clindamicina 
(Indicado na falha 
terapêutica de 
penincilinas) 
10 a 40 mg/kg/dia, de 
8/8horas, de 10 a 14 dias. 
 300-600 mg, 8/8 horas, de 10 a 
14 dias. 
 As bactérias utilizam mais de uma estratégia para evitar a ação dos antimicrobianos, a 
resistência a determinado antimicrobiano ocorre quando a bactéria altera seu DNA e seu 
material genético e um dos principais fatores para a resistência foi o uso abusivo e incorreto 
dos antimicrobianos. 
As infecções por Pseudomonas aeruginosa multirresistentes ou extensivamente 
resistentesesistentes a pelo menos três grupos de antimicrobiano e uma menor porcentagem 
resistente a cinco grupos de antimicrobianos. Além de mecanismos que favorecem a resistência 
intrínseca a antibióticoscomo beta-lactmâmicos, quinolonas e aminoglicosídeos, cepas de P. 
aeruginosa frequentemente apresentam mutações cromossomiais que resultam em resistência 
adquirida. Dependendo do padrão de resistência, as cepas podem ser classificadas em 
multirresistentes (MDR) que são resistentes a 3 classes de antibióticos, extensivamente 
resistentes (XDR) que são resistentes a quase todas as classes de antibióticos com exceção a 
uma ou duas classes, e panrresistentes (PDR) são aquelas bactérias resistentes a todos os 
antibióticos de todas as classes testadas. Os tratamentos disponíveis a essas cepas resistentes 
são: polimixinas, carbapenêmicos e outros beta-lactâmicos, aminoglicosídeos, ceftazidima-avibactam 
e fosfomicina. 
 
1.8 Discorrer sobre infecção por Influenza H1N1 (manifestação clínica, transmissão, 
profilaxia e tratamento) 
 
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 
Os adultos jovens saudáveis e as crianças são proporcionalmente mais afetados que os 
outros grupos da população. A manifestação clínica no início tem febre, tosse, coriza, diarreia 
e vômitos. A manifestação clínica da doença causada pelo vírus influenza A (H1N1) varia desde 
casos afebris, formas moderadas do comprometimento do trato respiratório superior até as 
formas graves e fatais de pneumonia. As manifestações do trato respiratório inferior tendem a 
se resolver em um período de duas semanas. 
Manifestações neurológicas atípicas como convulsões, encefalite, encefalopatia, 
hemiplegia, quadriparesia, mielopatia aguda e ataxia foram descritas em casos esporádicos. 
Outras formas clinicas complicadas incluem miocardite, insuficiência cardíaca, linfo-
histiocitose fagocitica, síndrome de Guilllain-Barre, miosite e rabdomiolise. A pneumonite viral 
difusa e outra complicação grave que pode ocorrer. 
 
TRANSMISSÃO 
A transmissão ocorre como na gripe de pessoa a pessoa, pela inalação de gotículas 
eliminadas pela tosse, espirro, beijo ou fala de pessoas infectadas ou, ainda, por meio do contato 
direto com superfícies contaminadas com vírus influenza H1N1 ou quando a pessoa toca nos 
olhos, o nariz ou boca com as mãos contaminadas. O período de incubação do H1N1 varia de 
1 a 4 a 4 dias, semelhante ao período de incubação da influenza sazonal. O pico da carga viral 
ocorre no dia do início dos sintomas e, posteriormente, evolui com queda gradativa. Nas 
crianças e adultos jovens podem alcançar dez dias ou mais. 
 
ACHADOS LABORATORIAIS INESPECÍFICOS 
Na infecção pelo influenza A (H1N1), o hemograma pode revelar o número de 
leucócitos normais ou leucopenia (com linfopenia), as transaminases, a desidrogenase láctica, 
creatinoquinase e creatinina apresentam padrão elevado. Os achados radiográficos variaram 
desde o padrão normal a alterações intersticiais reticulonodulares, incluindo casos com 
opacificação do espaço aéreo. Entre os aspectos tomográficos, foram revelados pequenos 
nódulos centrilobulares, inclusive com halo em “vidro fosco”, e áreas de consolidação do 
parênquima, com distribuição segmentar ou multifocal, localizadas principalmente nas zonas 
inferiores dos pulmões. Ao estudo histológico, observou-se dano alveolar difuso exsudativo e, 
em alguns casos, bronquiolite necrosante caracterizada por extensa necrose da parede 
bronquiolar e preenchimento do lúmen bronquiolar por exsudato fibrinoso e leucócitos. 
 
TRATAMENTO 
Existem duas classes de drogas antivirais para tratamento das infecções causadas pelos 
vírus influenza (H1N1): os inibidores da neuraminidase (ex.: oseltamivir e o zanamivir) e os 
inibidores da hemaglutinina (p. ex: amantadina e a rimantadina). Os vírus influenza são 
resistentes as adamantinas e outras classes de antivirais. O tratamento deve ser iniciado até 48 
horas após o início dos sintomas e mantido por cinco dias. No SUS é disponibilizado o 
tratamento com fosfato de oseltamivir e zanamivir. A dose de fosfato de oseltamivir 
(Tamiflu®) para adultos e de 75 mg, duas vezes ao dia, por cinco dias. O zanamivir para adultos 
10mg, duas vezes ao dia, também por 5 dias, e contraindicado em menores de cinco anos para 
tratamento ou para quimioprofilaxia e para todo paciente com doença respiratória crônica pelo 
risco de broncoespasmo severo. Além disso, não pode ser administrado em paciente em 
ventilação mecânica porque essa medicação pode obstruir os circuitos do ventilador. 
MEDIDAS DE PREVENÇÃO 
VACINAÇÃO E OUTRAS MEDIDAS 
A higienização das mãos seja ela lavando com água e sabão ou utilizando álcool em gel 
sendo uma das principais medidas para prevenir a infecção por influenza. Evitar contato com a 
pessoa contaminada, evitar de tocar os olhos, o nariz e a boca e, ao tossir ou espirrar, utilizar 
lenço para proteger a face. A vacinação e o método mais eficaz para a prevenção contra 
influenza e suas complicações. 
 
1.9 Discorrer sobre Corona vírus (Covid-19) (manifestação clínica, transmissão, 
profilaxia e tratamento) 
 
 A infecção ocorre pelo vírus SARS-CoV-2 causa o COVID-19 que tem os principais 
sintomas febre acima de 37,8ºC, fadiga, tosse seca, podendo evoluir para dispneia ou sintomas 
mais graves como a SARS. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por gotículas de saliva, 
seja ela tosse, fala, espirro, beijo ou aperto de mão e podendo ocorrer quando a pessoa toca em 
algum objeto contaminado e coloca a mão nos olhos, boca ou nariz, dessa forma se infecta. A 
medida de proteção é higienização das mãos seja ela lavada com água e sabão, ou pelo uso do 
álcool em gel, utilização de mascaras, evitar aglomerações, evitar colocar as mãos no rosto 
(olhos, nariz e boca). Uma doença com rápida disseminação, caracterizada como uma 
pandemia, não existe vacina ou tratamento especifico para o COVID-19. Se caso a pessoa tiver 
sintomas leves/ brandos ou moderados deve ficar em isolamento de 14 dias, sem contato com 
outras pessoas, se hidratar bem, alimentar bem, usar máscara, higienizar bem as mãos, já se os 
sintomas forem graves o médico deve ser procurado, porque o vírus ataca o sistema respiratório, 
causando nas células respiratórias. 
As pessoas podem ser sintomáticas ou assintomáticas, podendo transmitir o vírus. O 
diagnóstico é feito pelo teste de PCR, identificando a sequência de RNA do vírus. Em exames 
de imagem como raio-X do tórax pode-se encontrar infiltrados pulmonares unilaterais ou 
bilaterais, na TC do tórax geralmente mostra múltiplas áreas lobulares e subsegmentares 
bilaterais de opacidade ou consolidação em vidro fosco. As pessoas que são grupo de risco são 
os idosos, pessoas com comorbidades como diabetes, hipertensão, imunocomprometidos 
(AIDS), pessoas com asma. 
Quando os sintomas são graves e o paciente está internado ele é intubado quando não 
tem alívio dos sintomas respiratórios (desconforto respiratorio persistente e/ou hipoxemia) após 
oxigenioterapia padrão. Os cuidados para auxilio respiratório são: oxigênio suplementar, 
cânulas nasais de alto fluxo, nebulização de medicamentos, broncodilatadores e se necessário a 
intubação. Estão sendo realizados estudos com medicamentos antimaláricos (cloroquina e 
hidrocloroquina) associados com azitromicina e a FDA liberou o uso em pacientes graves. 
Outro estudo está sendo realizado na Austrália com a ivermectina que é um antiparasitário para 
combater o COVID-19, porém nada ainda é certo, e no atual cenário o melhor ainda é 
isolamento das pessoas, a quarentena.

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