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Izabela	Corona	Sena	
PBL – CASO 03 – APENDICITE 
	
1. Compreender sinais de Blumberg e Rovsing 
 
O sinal de Blumberg é um dos sinais clássicos da Medicina, e sua presença representa Inflamação 
peritoneal, e é muito sugestivo do diagnóstico de Apendicite, apesar de não ser 
patognomônico("característica de uma doença específica") desta condição. 
O sinal de Blumberg só é pesquisado no ponto de Mcburney, sendo que a 
descompressão dolorosa em qualquer outra parte do abdome não é reconhecida 
como este sinal. Indica alguma peritonite, porém não apendicite. 
Definição: Dor ou piora da dor à compressão e descompressão súbita 
do ponto de McBurney. Importante notar que o verdadeiro sinal de Blumberg 
positivo ocorre somente quando a dor ocorre em dois tempos: 
 
- durante a compressão 
 
- e na descompressão, sendo nesta de muito maior intensidade! 
 
Ponto de McBurney é um ponto situado entre o umbigo e a espinha ilíaca ântero-
superior. Quando o apêndice está inflamado (apendicite), pode ser percebida uma 
sensibilidade no quadrante inferior direito, no ponto de McBurney. 
 
Esse sinal da “descompressão dolorosa”, que às vezes está relacionado a um 
quadro de infecção de algum órgão abdominal (apendicite, colecistite e 
diverticulite), foi descrito por Jacob Blumberg (1873-1955), um cirurgião alemão judeu, formado na 
Universidade de Breslau em 1896. 
 
Na medicina, o sinal de Rovsing é um sinal médico de 
apendicite. Se a palpação do quadrante inferior 
esquerdo do abdômen do paciente resultar em 
dor no quadrante inferior direito, diz-se que o 
paciente é positivo para o sinal de Rovsing. 
 
Este sinal é revelado clinicamente por dor na fossa ilíaca 
direita à compressão retrógrada dos gases a partir da fossa 
ilíaca esquerda. 
Tal manobra produz a distensão do ceco e do apêndice, 
empurrando os gases do cólon esquerdo no sentido anti-
peristáltico até o ceco. 
 
DESLOCAMENTO DE AR -> MOVIMENTO DE 
APÊNDICE INFLAMADO 
 
Sinal de Blumberg caracterizado por dor ou piora da dor 
à compressão e descompressão súbita no ponto de 
McBurney (localizado no entre os terços médio e distal de 
uma linha traçada da cicatriz umbilical até a crista ilíaca 
ântero-superior). 
Sinal de Rovsing, ou seja, dor em quadrante inferior 
direito após compressão do quadrante inferior esquerdo. 
 
 
Izabela	Corona	Sena	
2. Os exames e sinais apontam para um apendicite 
 
Sintomas da paciente: 
 
- dor abdominal inicialmente aguda e difusa na região periumbilical 
- anorexia 
- náuseas 
- vômitos incoercíveis 
- taquicardia 
- PCR alterado 
- ultrassonografia com alterações na dimensão do apêndice 
 
Sintomas da apendicite: 
 
Dor abdominal. 
Enrijecimento da parede do abdômen. 
Enjoos. 
Vômitos. 
Perda do apetite. 
Febre. 
Diarreia 
Prisão de ventre. 
Distensão abdominal. 
Leucocitose (aumento do número de leucócitos no hemograma). 
 
O que é o apêndice? 
Um pequeno órgão em forma de bolsa situado no começo do intestino grosso, dotado de tecido 
linfoide, importante na defesa de infecções locais. Porém, essa utilidade não chega a ser significativa 
para o organismo. 
 
Sintomas? 
O processo de inflamação tende a ser muito rápido e pode durar por volta de 12 a 18 horas. As 
primeiras sensações de incômodo surgem ao redor do umbigo, mas é comum que a dor se concentre 
no lado inferior direito do abdome. 
Quando ocorre a ruptura do órgão, as defesas do organismo tendem a bloquear a infecção, gerando 
um abcesso. Em alguns casos, o conteúdo infeccioso se espalha pela cavidade abdominal, causando 
uma peritonite, ou inflamação do peritônio. 
 
A pessoa nesta situação tem uma dor intensa que chega a impossibilitar ações simples como mudar de 
posição e andar – uma simples tosse pode gerar uma dor insuportável. Além disso, o abdome 
apresenta uma rigidez intensa. 
 
A cirurgia para esses casos é fundamental e por isso, o paciente deve ser encaminhado o quanto antes 
ao pronto socorro para evitar uma infecção generalizada, ou sepse. 
 
3. Explicar os exames solicitados 
 
A confirmação do diagnóstico de apendicite é com avaliação física pela palpacao do abdômen, 
realização de hemograma e ultrassonografia. 
Apesar do diagnóstico de apendicite aguda ser eminentemente clínico, dois exames laboratoriais 
podem auxiliar na investigação: hemograma e urina tipo I (ou sumário de urina). Sinais de dor 
abdominal há mais de seis horas associados a presença de leucocitose e ausência de alterações 
urinárias (principalmente no sexo masculino) nos levam a forte suspeição diagnóstica de apendicite 
 
Leucocitose: aumento da taxa sanguínea de leucócitos acima do limite superior da normalidade. 
Izabela	Corona	Sena	
 
O tratamento é cirúrgico e consiste na apendicectomia, na drenagem de eventuais abscessos e na 
limpeza da cavidade abdominal. A cirurgia deve ser indicada assim que o diagnóstico for feito. O 
paciente deve permanecer em jejum e receber, ainda no pré-operatório, hidratação, eletrólitos e 
glicose por venóclise. Portanto, diante de um quadro suspeito solicite a avaliação de um cirurgião. 
 
https://pebmed.com.br/apendicite-aguda-como-diagnosticar-com-poucos-recursos/ 
 
4. Entender anatomicamente os quadrantes da parede abdominal 
 
 
Os planos sagital, mediano e transversal passam através do umbigo e dividem a região 
abdominopélvica nos quatro quadrantes. 
 
5. Compreender a irradiação da dor da apendicite para outros órgãos. 
 
O principal sintoma característico da apendicite aguda é uma dor abdominal intensa, localizada no 
lado direito inferior da barriga, perto do osso do quadril. No entanto, a dor da apendicite também 
pode começar mais leve e de forma difusa, sem localização específica em redor do umbigo. 
 
Dor típica da apendicite 
 
O apêndice em si é um órgão mal inervado. Por isso, no início de um quadro de apendicite, quando a 
inflamação se restringe apenas ao apêndice, o cérebro tem dificuldade em reconhecer o local exato do 
trato intestinal em sofrimento. Apesar de o apêndice se localizar no quadrante inferior direito do 
abdômen, a dor decorrente da apendicite, nas suas primeiras 6 a 8 horas, costuma localizar-se ao 
redor do umbigo. O paciente não consegue determinar com exatidão o local que dói. Quando 
questionado, ele faz um movimento circular com o dedo indicador ao redor do umbigo. 
 
Ao longo das primeiras 24 horas, conforme a inflamação se agrava e passa a atingir não só o apêndice, 
mas também as alças intestinais ao seu redor e o peritônio (membrana que envolve o trato 
gastrointestinal), o cérebro começa a receber mensagens mais precisas do local afetado, tornando-se 
claro para o paciente que há algum problema na região inferior direita do abdômen. 
 
Esse padrão de dor mal localizada ao redor do umbigo, que em questão de horas migra para o 
quadrante inferior direito do abdômen, tornando-se restrita a um ponto bem determinado, é o 
Izabela	Corona	Sena	
sintoma mais típico da apendicite, ocorrendo em mais de 60% dos casos. Toda vez que um médico 
atende um paciente com esse tipo de dor, a hipótese de apendicite deve ser priorizada. 
 
Quando o peritônio é acometido, a dor da inflamação do apêndice intensifica-se, e a palpação do 
abdômen torna-se muito dolorosa. A dor costuma também agravar-se quando o paciente tosse, tenta 
andar ou fazer qualquer movimento brusco com o tronco. 
 
Ao exame físico, há um sinal típico da apendicite aguda chamado dor à descompressão ou sinal de 
Blumberg. Esse sinal é investigado da seguinte maneira: pressionamos com a mão a região inferior 
direita do abdômen e perguntamos ao paciente se ele sente dor. Em geral a resposta é sim. Em 
seguida, retiramos de forma súbita a mão que pressionava a barriga e observamos o comportamento 
do paciente. Quando há apendicite, com irritação do peritônio, essa rápida retirada da mão provoca 
intensa dor no local, bem mais forte que aquela provocada pela compressão do abdômen. 
 
6. Conceituar ELIIAASS 
 
7. Entender REG e LOTE 
 
REG: regular estado geral 
LOTE: lúcido, orientado no tempo e no espaçoPelo o que eu achei faz parte da ficha de anamnese do paciente.

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