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O extrativismo vegetal e animal
 
Os recursos naturais constituem todos os bens que a natureza nos fornece, como o ar, a água, a energia solar, o solo, a vegetação, a fauna, os minerais, entre outros.
Os recursos naturais podem ser classificados em 2 grupos: renováveis e não renováveis.
Vamos estudar cada um deles.
Os recursos naturais renováveis são aqueles que não se esgotam com facilidade porque o tempo de regeneração consegue acompanhar o consumo pelos seres humanos. Esse é o caso do solo, da água, dos vegetais e dos animais. Contudo, o uso irracional desses recursos pode inviabilizar sua regeneração na natureza.
 
Os recursos não renováveis são aqueles que, uma vez usados ou destruídos, não são reproduzidos mais pela natureza ou demandam um tempo muito longo, que não acompanha o ritmo de utilização humana. São representados, principalmente, pelos minerais.
 
 
É importante que você saiba que um recurso natural só é considerado uma riqueza quando passa a ser utilizado pelo homem.
Tem se dado muita importância à conservação dos recursos naturais, ou seja, à utilização racional dos recursos, procurando obter o máximo de aproveitamento para o maior número de pessoas.
Vejamos, agora, como são explorados pelo homem alguns dos recursos naturais.
 
À atividade pela qual o homem retira da natureza elementos vegetais, animais e minerais, chamamos de extrativismo.
Apesar das modernas técnicas introduzidas nessa atividade, que se caracteriza basicamente pelo emprego de meios mecânicos, ainda existem grupos humanos que a praticam de forma bem simples, como os esquimós, habitantes das áreas setentrionais da América, que ainda vivem da caça e da pesca.
Vamos começar nosso estudo pelo extrativismo vegetal.
 
O extrativismo vegetal
 
Extrativismo vegetal consiste na atividade baseada na coleta vegetal sem que antes tenha havido o cultivo.
Muitas vezes, pode transformar-se numa indústria extrativa vegetal. Isto acontece quando, no local da extração, ou em suas proximidades, o produto passa por processos de beneficiamento.
As áreas florestais cobrem cerca de um 1/4 da superfície terrestre. Nelas são encontrados produtos de grande valor alimentar e comercial. Dentre eles, podemos destacar os seguintes:
· madeiras, destinadas à fabricação de papel, móveis e outras finalidades, tais como: construções em geral e combustível doméstico e industrial;
· gomas (borracha) e resinas industriais;
· raízes, cascas e folhas de valor medicinal;
· frutos e amêndoas (castanha, coco) de grande valor alimentício e industrial;
· fibras para o aproveitamento industrial e artesanal (chapéus, esteiras etc.);
· folhas destinadas à produção de bebidas estimulantes (erva-mate), cobertura de casas etc.
 
 
Nas florestas equatoriais é comum a extração da seiva de algumas espécies vegetais, que se prestam à fabricação de borracha, goma e resinas industriais e medicinais. Também é realizada intensa extração de frutos como o coco, a castanha e o babaçu.
Os maiores produtores mundiais de madeira são os países industrializados, situados em regiões de climas temperados. O único país tropical que apresenta uma posição de destaque nessa produção é o Brasil. Economicamente, a madeira mais explorada no Brasil é o pinheiro (araucária), encontrado nas áreas florestais do Paraná.  Nas regiões Norte e Nordeste, o extrativismo vegetal é também explorado, destacando-se a borracha,  a castanha-do-Pará e outras na região Norte, e o babaçu, a carnaúba, a oiticica e o coco  na região Nordeste.
 
O extrativismo animal
 Extrativismo animal consiste na atividade de extrair da
         natureza os recursos animais utilizados pelo homem.
Nos primórdios da vida humana, constituía sua fonte de subsistência para alimentação e vestuário e, mesmo após o surgimento da agricultura, continua sendo muito importante para a vida do homem.
 
O extrativismo animal ocorre por meio da caça e da pesca. Suas finalidades são variadas:
 
 
· alimentação: carnes, ovos;
· extração de óleos e gorduras;
· peles para vestuário, instrumentos musicais, bolsas, sapatos, cintos etc.;
· penas para adornos, travesseiros etc.;
· medicamentos;
· ossos e dentes para adornos, escultura etc.
 
A pesca
A pesca é praticada em todo o mundo e sua produção e consumo têm sido cada vez maiores. O desenvolvimento da pesca como atividade econômica deve-se a vários fatores como:
· a modernização da atividade pesqueira (pesquisas, mão-de-obra especializada, embarcações e equipamentos modernos);
 
· a industrialização de pescado e os processos de conservação do mesmo;
 
· o desenvolvimento dos meios de transporte.
 
 
Existem vários tipos de pesca. Vejamos.
· Pesca em água doce (rios e lagos). Tem grande importância no abastecimento das populações locais e regionais. Exemplos: rio Amazonas (pirarucu e tucunaré); rio São Francisco (surubim e outros); rio Congo ou Zaire (manati) e Grandes Lagos da América do Norte que possuem uma grande produção generalizada.
 
· Pesca em água salgada. É , sem dúvida, a mais importante, sendo responsável pela quase totalidade da produção mundial de pescado e é realizada em todos os oceanos e mares. A pesca marítima compreende 2 tipos: a litorânea e a de alto-mar.
 
O Brasil possui um extenso litoral, mas a pesca ainda se acha pouco desenvolvida e a produção anual de pescado é pequena se comparada com o potencial da costa brasileira.
 
O litoral brasileiro possui 2 principais zonas pesqueiras:
 
· o litoral Norte-Nordeste (camarão, lagosta, atum etc.) onde há o predomínio da pesca artesanal, com barcos a vela e a remo;
 
· o litoral Sul-Sudeste (peixes populares como sardinha, pescadinha, corvina etc.) onde a pesca tem um caráter mais profissional e os métodos são mais modernos (embarcações motorizadas etc.).
 
A pesca está deixando de ser uma atividade predatória. Muitos países, atualmente, fazem criação de peixes e de outros elementos de origem marinha em tanques e lagoas, com o objetivo de aumentar o potencial alimentar do homem e de reproduzir as espécies em vias de extinção. O Japão, por exemplo, foi o primeiro país do mundo a criar fazendas submarinas para camarões, ostras, trutas e carpas.
O pescado vem conhecendo, também, um grande processo de transformação industrial, por meio de seu uso na fabricação de farinhas, óleos e graxas.
 
O extrativismo e os animais em extinção 
A extinção das espécies é uma característica natural da evolução da vida na Terra, mas nos últimos séculos é a ação do homem que vem causando o desaparecimento de muitas espécies animais.
A fauna é cada vez mais agredida em virtude de desmatamentos, grandes queimadas, de caçadas predatórias, comercialização ilegal e muitas espécies encontram-se na lista dos animais ameaçados de extinção.
Um dos problemas graves para o equilíbrio ecológico hoje é a biopirataria. Apesar das proibições, continua existindo contrabando de couro de jacarés, de peles de animais silvestres, de répteis, de aves exóticas vendidas na maioria das vezes para o exterior.
Existem 2 tipos principais de madeiras.
· Madeiras moles ou brandas. São muito exploradas e alguns exemplos são: pinho, cedro e sequoia. Predominam em regiões de altas latitudes. Flutuam com facilidade, podendo ser conduzidas diretamente sobre as águas dos rios. São muito empregadas nas indústrias de celulose e de papel.
· Madeiras duras. São utilizadas em maior escala na marcenaria e como material de construção. Predominam nas matas temperadas e tropicais. Alguns tipos mais conhecidos: ébano, peroba, mogno, jacarandá e cedro tropical.

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