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OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 1 Orientação para Planos de Aulas (OPA) 2º ano/1º bimestre Uma parceria entre a SED/SC e o Instituto Ayrton Senna Ciências da Natureza A experimentação como recurso integrador dos conhecimentos científicos OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 2 Su m ár io Introdução p. 2 A experimentação no ensino das Ciências da Natureza p. 3 Mais uma vez, foco na avaliação p. 7 Orientações p. 8 Biologia p. 11 Física p.39 Química p. 64 Introdução Caro(a) professor(a), Neste bimestre inicial do 2º ano de Ensino Médio, os componentes da área passam a estudar o mundo invisível das reações químicas, a vida molecular, e os processos físicos relacionados ao calor. Para que as aulas não se tornem excessivamente teóricas e abstratas, optamos por dar a elas formas pelas quais os alunos poderão “ver” o que não pode ser visto com os olhos humanos. Foi essa escolha que nos levou à experimentação como o fator de integração da área no bimestre. Os experimentos oferecem aos estudantes a oportunidade de inferirem o que se passa no mundo invisível por meio da observação de reações ou resultados de investigações montadas para focar um fenômeno ou conceito. São meios de aproximar o jovem do fazer e pensar as Ciências, de provocar sua curiosidade para ajudá-lo a olhar o mundo de forma questionadora. São objetivos formativos que estiveram presentes no trabalho desenvolvido no 1º ano e aos quais damos continuidade agora. Uma parceria entre a SED/SC e o Instituto Ayrton Senna 2º ano/1º bimestre Orientação para Planos de Aulas (OPA) Ciências da Natureza A experimentação como recurso integrador dos conhecimentos científicos OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 3 No 2º ano, lembramos, o nível de aprofundamento das ideias e a complexidade dos conceitos e das relações solicitadas aos jovens são bem maiores, o que significa mais cuidado no planejamento das aulas e a necessidade de um ritmo maior de tarefas e estudos por parte dos alunos. No entanto, mantemos a meta de formar um jovem para as competências do século 21 eleitas prioritárias nesta proposta de ensino: leitura e escrita e resolução de problemas. Assim, neste bimestre, mantemos sugestões de atividades para o desenvolvimento de habilidades formadoras dessas competências, reforçando-as com o recurso integrador da experimentação, entendida como um fazer das Ciências sempre que se busca verificar uma hipótese ou estudar um fenômeno. Mantemos também o foco no trabalho relativo à avaliação dos alunos e das aulas, e à gestão da aula, pilares importantes desta proposta de educação integral. Refletindo o conjunto de propósitos mencionados, apresentamos a seguir os quadros- síntese dos conteúdos de cada componente da área. Acompanham os conteúdos objetivos e comentários para o planejamento das aulas, um texto explicativo dos diversos sentidos da experimentação nas Ciências e algumas atividades exemplares, que podem servir de modelo para a elaboração das demais que somarão o total das aulas do bimestre. Ressaltamos que, para compreender o posicionamento desses exemplos, indicados neste texto no item Orientações para aulas integradoras, é preciso ter a ideia do todo da organização do ensino para o período de aulas. Por fim, apontamos, mais uma vez, a importância do planejamento integrado, uma vez que Química, Física e Biologia tratarão de diferentes conteúdos específicos, mas com o mesmo enfoque em competências da área e, especialmente, porque o aluno é o mesmo nos três componentes curriculares. A experimentação no ensino das Ciências da Natureza A Física, a Biologia e a Química, como Ciências da Natureza, têm por princípio fundamental a experimentação. Nas escolas, essa característica desperta o interesse e a curiosidade dos jovens. De fato, é consenso entre os professores do ensino fundamental e médio que a experimentação é uma prática que envolve os alunos de diferentes formas, ora aguçando a curiosidade, ora estimulando a atenção e a observação de fenômenos naturais. Agrega, ainda, a vantagem de constituir uma das maneiras promissoras de minimizar as dificuldades de se aprender e de ensinar conteúdos científicos. Além da motivação e da ludicidade, as práticas experimentais são formativas quando favorecerem o desenvolvimento do senso crítico e do pensamento lógico-dedutivo e argumentativo, e, também, ampliam as habilidades de observação, de análise e de síntese. No entanto, o que se observa nas escolas, geralmente, são atividades de laboratório orientadas por roteiros de aula que os alunos desenvolvem em uma sequência linear de procedimentos. É o professor ou o roteiro impresso que define o desenvolvimento experimental, o que e o como fazer, sem uma discussão previa do porquê da realização de tal experimento e sua contextualização no escopo das aulas. Se o discente é orientado apenas a realizar a sequência de procedimentos propostos, sem que lhe seja apresentada uma situação problema que deve ser respondida ou compreendida por meio da experimentação, as ações dos alunos ficam direcionadas apenas para o aspecto automatizado. Dessa forma, são menosprezados o raciocínio, o OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 4 questionamento e a vivência do processo experimental, o que leva a uma percepção desfigurada da atividade científica. De fato, o desenvolvimento de habilidades cognitivas está condicionado aos objetivos dos experimentos e às estratégias planejadas para o processo de ensino- aprendizagem. Tais objetivos podem envolver a simples demonstração de fenômenos, a comprovação de um princípio teórico, a observação de ocorrências em um evento, ou práticas típicas às ciências naturais, tais como: coleta de dados, levantamento e testagem de hipóteses e medições precisas, além de familiaridade com os procedimentos e instrumentos típicos de laboratórios. Em outras palavras, não basta realizar um experimento para garantir o desenvolvimento de habilidades cognitivas; é preciso definir os objetivos de aprendizagem próprios ao componente curricular, as habilidades que se tem como meta e, então, definir a modalidade experimental mais apropriada para atender nossas intenções. Mais adiante, neste texto, vamos caracterizar modalidades de atividades experimentais feitas na escola, com diferentes objetivos. Nosso propósito é que se perceba que o desenvolvimento de habilidades cognitivas mantém relação com as intenções expressas em cada uma das formas de se propor um experimento, bem como com as estratégias planejadas para o desenvolvimento experimental. A proposta é, portanto, constituir a experimentação como forte aliada à formação dos jovens, superando a condição de simples estratégia para ilustrar ou reafirmar o que se aprende nas aulas de modo formal. Neste texto, a meta, primeira, é refletir sobre as possíveis formas de propiciar ao aluno a vivência dos métodos de se fazer ciência, e a possibilidade de refletir suas ideias a respeito dos fenômenos e conceitos abordados. Todo esse processo certamente irá favorecer o aluno na reestruturação dos modelos explicativos dos fenômenos, superando as compreensões de senso comum. Diferentes modalidades de atividades experimentais Para que se perceba a potencialidade das atividades de experimentação, sejam elas realizadas no laboratório, em sala de aula ou em campo, no processo de ensino e aprendizagem, vale destacar as diferentes modalidades no uso da experimentação e suas características. Até há pouco tempo destacavam-se três modalidades de experimentos: demonstração, verificação e investigação. Mais recentemente, com a expansão dos recursos tecnológicos, outra opção entra em evidência: a experimentação virtual. A. Demonstração A demonstração apresenta uma característica marcante que é a ilustrativa. É uma modalidade de interesse na comprovação de uma lei científica, na reprodução de um fenômeno da Natureza ou de alguns aspectos a elerelacionados, tornando perceptível aos alunos, de alguma forma, uma representação concreta. Em geral as atividades demonstrativas necessitam de pouco tempo para serem desenvolvidas, podendo ser facilmente integradas a uma aula expositiva despertando o interesse do aluno para o tema abordado. No entanto, uma das limitações dessa modalidade é quando ela se desenvolve de forma centrada no professor. Nesse caso, os estudantes são apenas observadores do experimento. Porém, é possível superar a simples característica de OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 5 ilustração/observação de um fenômeno e contribuir efetivamente para o aprendizado conceitual, quando o experimento demonstrado é tomado como um ponto de partida para as discussões sobre os conhecimentos abordados. Para tanto, ao planejar o experimento de demonstração, o professor precisa prever ações que proporcionem uma maior abertura e flexibilidade para as discussões, incentivo para que os alunos expressem suas hipóteses, bem como desenvolver estratégias que favoreçam um ambiente de reflexão crítica, de tal forma a propiciar o aprofundamento nos aspectos conceituais e práticos relativos ao experimento. A possibilidade de exploração mais profunda do tema estudado é, portanto, ampliada, quando é permitido aos alunos momentos de questionamentos e os estudantes são provocados e incentivados a buscar explicações ou mais informações sobre o conhecimento em estudo. B. Verificação Os experimentos de verificação são caracterizados por buscar a validade de alguma lei ou sistema físico, químico ou biológico. Essa atividade se destaca por facilitar a interpretação dos parâmetros que determinam o comportamento de um evento. Além disso, poderá provocar o aluno a efetuar generalizações, quando são extrapolados os limites do experimento, implicando na exploração de novos problemas. Ou seja, também na verificação, a potencialidade da prática experimental em gerar aprendizagem está nas estratégias que o professor planeja. A verificação pode, também, contribuir para tornar o ensino mais realista, no sentido de se evitar erros conceituais. Nesse caso, depende das metas estabelecidas pelo professor no seu plano de trabalho. C. Investigação As atividades investigativas fazem uso de laboratório não estruturado permitindo uma maior flexibilidade metodológica, quando comparada com uma atividade de demonstração ou de verificação. A Investigação envolve, em especial, um ambiente de discussão e questionamento que, com as intervenções do professor, conduz os alunos a indagarem o porquê do experimento e os conhecimentos que podem ser inferidos daquela prática. Aliando esse movimento questionador com as práticas dos registros, a investigação tem aproximação com o processo de resolução de problemas, em que os estudantes são envolvidos desde a identificação do problema, até à comunicação dos resultados. O professor se evidencia tanto nos cuidados em planejar o processo do aluno, como também em manter o sentido dessa prática, estimulando e envolvendo o estudante. Em geral, o progresso no desempenho dos alunos, a autonomia e a variedade de habilidades desenvolvidas por meio da experimentação, são potencializados na modalidade investigativa. No entanto, o envolvimento do aluno de forma competente, participando das discussões, levantando suas hipóteses, pesquisando referências teóricas, organizando estratégias, registrando dados de pesquisa e a forma com que eles são obtidos, analisando, tanto os dados como o próprio processo investigativo, não é conquistado de forma imediata. É preciso planejar atividades simples que, ao longo do percurso de formação, são ampliadas para propostas mais complexas, bem como são necessárias as intervenções do professor, que não pode se ater apenas ao OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 6 conteúdo objetivado, mas também ao modo com que os estudantes se aproximam do fazer científico. A atividade de investigação requer um tempo maior de dedicação, uma vez que as etapas de execução, análise e conclusões demandam mais envolvimento, quando comparada com as modalidades descritas anteriormente. Em contrapartida, propicia um melhor entendimento dos sistemas físicos ou químicos ou biológicos estudados e um maior compromisso do aluno na construção de seu conhecimento. Envolve, também, intensa participação do professor, pois é ele que irá auxiliar e estimular os alunos na busca das explicações. D. Experimentação virtual Sobre essa modalidade de experimento não existe mais dúvida de sua importância e a necessidade da utilização de ferramentas computacionais para o processo de ensino e aprendizagem da Biologia, Física e Química. De fato, a integração das tecnologias na sala de aula vem se despontando como um recurso muito promissor. O uso de computadores para a realização de experimentos virtuais pode ser explorado por meio de softwares específicos ou por acesso a Appletsjava, disponíveis no ambiente virtual. Ambos oferecem possibilidades reais de aprendizagem. Um dos aspectos exclusivos das atividades experimentais no computador é o fato de permitir simular situações que não podem ser repetidas em um laboratório de escola ou observadas de perto pelos alunos. Outro aspecto é o de permitir idas e vindas ao mesmo experimento, ou parte dele, para melhor entendimento dos resultados, ou, ainda, retornar diversas vezes, alterando, com facilidade, os parâmetros envolvidos nos sistemas abordados e, assim, tanto compreender os processos ou fenômenos (físicos, químicos ou biológicos) estudados nas simulações, como vivenciar práticas para o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo. A desvantagem da experimentação virtual é o fato do aluno não ter o tato com os recursos experimentais, bem como com o processo de montagem da prática e vivenciar as dificuldades próprias às exigências de exatidão dos procedimentos de construção dos aparatos utilizados no experimento. No entanto, a experimentação virtual apresenta uma característica muito vantajosa quando o experimento envolve aparatos instrumentais, típicos de laboratório, onerosos e nem sempre facilmente adquiridos e disponibilizados nas escolas. Nesse caso, a simulação do experimento no ambiente virtual é a oportunidades de resolver essa questão, pois requer apenas o computador ou tablet e/ou internet. É importante evidenciar, ainda, que não basta ter um bom simulador para desenvolver um experimento. É fundamental a forma como a prática virtual é organizada e conduzida pelo professor, para que se constitua em uma real oportunidade de aprendizagem. Considerações finais As limitações ou vantagens de privilegiar uma das citadas modalidades experimentais depende dos conteúdos envolvidos e das metas de aprendizagem estabelecidas. No entanto, independente das escolhas da prática que melhor se encaixa para a aprendizagem que se almeja, é importante que o professor tenha em mente que o sucesso na conquista das metas depende da forma que planeja o processo a ser vivenciado pelos estudantes. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 7 Como foi dito anteriormente, não basta que o aluno veja um experimento sendo realizado, ele precisa querer fazê-lo porque tem um bom problema mobilizador, porque pode elaborar hipóteses prévias e confrontá-las com o que vê no experimento. Pode ainda alterar algumas das condições iniciais para propor novas questões ou identificar aspectos importantes de um conceito ou propriedade científica, independente da modalidade de experimentação. A ilustração apresentada a seguir evidencia as habilidades e procedimentos envolvidos nas atividades experimentais. Valorizando o trabalho científico, e tendo como norte a cooperação e interação entre alunos, as aulas experimentais podem transformar-se em um rico movimento de construção de conhecimento e conquista de um aprendizado mais significativo. Nas atividades sugeridas nesta OPA, alguns experimentosserão propostos pelos três componentes da área de Ciências da Natureza. Analise cada uma delas e observe os cuidados para sua realização, de modo a identificar o tipo de experimentação e a metodologia, para que todas as habilidades estabelecidas como foco da atividade sejam de fato alcançadas pelos alunos. Mais uma vez, foco na avaliação Ao longo do 1º ano nos detivemos a discutir o tema da avaliação, sempre tão complexo. Insistimos agora nessa conversa, com uma série de observações, a primeira delas com respeito às propostas de avaliação nas atividades desta OPA. Salientamos que elas podem ser utilizadas durante o processo de aprendizagem, por permitirem intervenções e replanejamento de acordo com os dados registrados quanto ao que seus alunos sabem ou não. Observamos, também, que temos investido consideravelmente no desenvolvimento da leitura e produção de textos e na resolução de problemas. No entanto, queremos dar um passo à frente, incluindo na avaliação dessas habilidades cognitivas os avanços dos alunos em aspectos não cognitivos presentes na Matriz de Competências e que são metas desta proposta curricular de Ensino Médio: Responsabilidade Autoconfiança Colaboração OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 8 A responsabilidade será solicitada na realização de tarefas e no cuidado com os materiais de estudo e os experimentos. A ausência desse comprometimento com o que está sendo solicitado nas atividades certamente prejudicará as aulas e a aprendizagem dos jovens. Essa habilidade pode ser entendida como parte do que chamamos “conscienciosidade” (do inglês conciousness), ou seja, a pessoa deve ter consciência de que o trabalho árduo e responsável é necessário para atingir seus objetivos. Nesse sentido, essa competência pessoal está relacionada à macro competência “autonomia”. A autoconfiança estará em desenvolvimento nas diversas exposições de resultados e de observações de experimentos ou quando o aluno tiver de emitir suas concepções prévias sobre conceitos e fenômenos. Essa competência também faz parte do desenvolvimento da “autonomia”, porque se a entendemos como a capacidade de fazer escolhas com base em objetivos de vida consistentes, a autoconfiança é parte do ciclo de desafios para se chegar a isso. Ter autoconfiança é aprender a apoiar-se em suas forças, em vez de ficar preso a suas fragilidades; por isso, a avaliação é tão importante, uma vez que é ela que dá aos jovens condições de conhecer suas forças, e mostra a cada um deles seu valor como pessoa, sem qualquer preocupação com uma nota ou conceito. Por fim, a colaboração será solicitada em todos os trabalhos em grupos ou em times, especialmente em tarefas ou atividades mais complexas. Colaborar é uma das macro competências da Matriz para o Século 21. Apesar de importante, colaborar não significa apenas ajudar o colega com dificuldade. De fato, a colaboração é uma ação mais dinâmica e sistêmica, ela é agir com os outros, compartilhar a ação respeitando diferenças e decisões comuns. Obviamente, para que essas habilidades se desenvolvam, o ambiente da sala de aula deve permitir tranquilidade aos jovens para que eles trabalhem e se posicionem sem julgamento, mas com disposição a críticas e discordâncias. Lançado o desafio de ampliação do olhar na avalição, propomos que o realize respondendo: Sobre os jovens nas atividades realizadas: Responsabilidade: eles realizaram as tarefas e leituras solicitadas? Cumpriram os prazos estabelecidos para as tarefas e leituras? Trouxeram os materiais combinados para cada aula? Perceberam que aprendem mais e melhor quando se comprometem com as tarefas combinadas? Autoconfiança: os alunos se expuseram? Falaram suas opiniões sem temer julgamento do colega ou o seu? Como eles resolveram os impasses em cada grupo ou time e depois na discussão coletiva? Todos se sentiram ouvidos por você? Colaboração: todos participaram e colaboraram com o trabalho de cada grupo ou time? Como você procurou envolver aqueles que demonstraram falta de iniciativa? Sobre sua gestão da sala de aula: Conseguiu envolver todos os grupos na realização das atividades ou em algum dos grupos surgiu problema de convívio? Propiciou um ambiente de liberdade de expressão para os alunos? OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 9 O que tem a dizer sobre seus alunos para os demais professores da área ou da escola? Que informações são importantes registrar pensando no próximo Conselho de Classe? Aprendeu algo ao observar e fazer anotações sobre os alunos? O que destacaria como sendo uma aprendizagem sua? Aceita o desafio? Que tal então um caderno de anotações para esses registros? Nada muito sofisticado, apenas um bom apoio à memória e a chance de poder voltar, sempre que desejar, ao que observou em seus alunos. Orientações As atividades exemplares para as aulas integradoras na área de Ciências da Natureza, relacionadas a cada uma das competências em foco neste bimestre, foram pensadas e elaboradas seguindo a seguinte estrutura: Aulas integradas na área de conhecimento Componentes curriculares BIOLOGIA FÍSICA QUÍMICA Metodologias integradoras Problematização com resolução e criação de problemas pelos alunos. Leitura e escrita de textos dos componentes curriculares. Leitura e análise de modelos explicativos. Realização de experimentos. Investigação. Gestão do ensino Rotina de aula: pauta, fechamento e organização da classe. Gestão da aprendizagem O aluno aprende a: registrar em aula; produzir esquemas e sínteses; levantar hipóteses e argumentar sobre fatos; investigar; desenvolver pesquisa bibliográfica com produção de texto síntese. Avaliação Mapa de conceitos. Avaliação entre pares. Responsabilidade. Autoconfiança. Colaboração. Registros do professor com devolutiva para os alunos se situarem na aprendizagem. Registros de observações experimentais. Apresentação de pesquisa bibliográfica. Produção de gráfico com dados experimentais. Responsabilidade. Autoconfiança. Colaboração. Avaliação entre pares. Autoavaliação Responsabilidade. Autoconfiança. Colaboração. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 10 Produções dos alunos Dicionário de conceitos, esquema explicativo, textos, experimentos. Dicionário de conceitos. Textos explicativos. Síntese de pesquisas bibliográficas. Produção e interpretação de gráfico com dados experimentais. Resolução exercícios e formulação de hipóteses. Textos, justificativas, formulação de hipóteses. Recursos utilizados Vídeos, imagens, livro didático, poesia, material para experimentos. Vídeos, datashow, livro didático, sites, material para experimentos. Vídeos, imagens, livro didático, material para experimentos. Duração prevista Atividade 1, 4, 5, 6, 8 e 9 – 2 aulas cada. Atividade 2, 3 e 7 – 4 aulas cada. Atividades 1, 3 e 5 – 2 aulas cada. Atividades 2 e 4 – 4 aulas cada. Atividade 1 – 8 aulas. Atividade 2 – 4 aulas. Atividade 3 – 4 aulas. Atividades As sugestões apresentadas nesta orientação não contemplam o total das aulas do bimestre, sendo preciso ter a ideia do conjunto de estudos previstos para o período para entender o posicionamento dos exemplos construídos para as aulas integradoras. Nos quadros que antecedem as atividades de cada componente curricular – “Mapa das atividades” e “Sugestões para aula” – estão as sínteses dessas atividades, seus objetivos, as habilidades mais marcantes que podem ser desenvolvidas pelos alunos, além de comentários para o planejamento das aulas. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 11 Biologia O fio condutor dos conteúdos propostos é a evolução da vida – dando-se assim continuidade ao trabalho desenvolvido no ano anterior –, e a abordagem temática inicial envolve a utilização de energia pelos seres vivos (produção, obtenção e transformação). Os processos de produção de energia biológica, respiração celular (aeróbia e anaeróbia) e o de fermentação são comparados quanto àeficiência na produção de moléculas energéticas (ATP e ADP) e os alunos são levados a associar essa produção de energia biológica aos organismos e o ambiente em que vivem. Com tal percurso, eles têm condição de entender o significado evolutivo da vida, adotando-se por isso igual caminho para o estudo de fotossíntese e quimiossíntese, conteúdos que também se apresentam associados aos organismos que os produzem, ao ambiente onde vivem, à história evolutiva e a como interferem na diversidade de organismos vivos ao longo dos tempos geológicos e na manutenção atual da biodiversidade biológica. Essas articulações facilitam a compreensão dos conceitos biológicos abordados no bimestre, relativos a processos celulares de difícil compreensão, por conta da sua complexidade e por pertencerem ao “invisível” ambiente molecular. A história de vida dos respiradores (aeróbios e anaeróbios), dos fermentadores, assim como dos fotossintetizantes e quimiossintetizantes, vincula-se a parâmetros ambientais, os quais selecionam as formas de vida mais bem adaptadas a eles. É nesse contexto que os processos moleculares de produção e transformação de energia biológica se articulam com os conceitos macroevolutivos estudados no final do 1o ano, possibilitando ao aluno ter uma visão integrada dos mecanismos do metabolismo energético dos seres vivos e do processo de evolução. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 12 Mapa das Atividades Biologia Nome Resumo Duração prevista Página Atividade 1 Obtenção de energia pelos seres vivos A atividade propõe que os alunos reconheçam que todos os seres vivos utilizam energia para sobreviver para realizaras mais diversas ações e que essa energia provém das moléculas energéticas, ou alimentos energéticos consumidos ou produzidos pelos diferentes seres vivos (autótrofos e heterótrofos). 2 aulas p. 15 Atividade 2 O que é metabolismo? A discussão sobre as fontes e tipos de energia que os alunos conhecem é utilizada para que reconheçam que a fonte de energia utilizada pelos seres vivos (autótrofos e heterótrofos) é a existente nas ligações atômicas de determinadas moléculas, denominadas alimentícias (carboidratos, lipídios e proteínas) e que essa energia é transferida entre moléculas especificas (entre elas o ADT e ATP), por meio de reações químicas complexas que compõem o metabolismo celular. 4 aulas p. 18 Atividade 3 Respiração celular: o mecanismo de obtenção de energia Revisão com os alunos dos conceitos que leram no livro didático, apresentando os pontos essenciais do processo de respiração celular e associando-os ao conceito de metabolismo celular de diferentes tipos celulares; e o significado disso para um organismo multicelular como o corpo humano. 4 aulas p.21 Atividade 4 Respiração anaeróbia e fermentação: dois processos diferentes de obtenção de energia A apresentação dos processos de respiração anaeróbia e de fermentação propõe compará- los ao de respiração aeróbia, a partir do foco de eficiência e produção de moléculas de ATP, e discutir o significado desses processos para a sobrevivência dos seres vivos. 2 aulas p. 25 Atividade 5 Experimento de demonstração: fermentação Desenvolvimento das etapas experimentais para conclusão sobre as variáveis ambientais e sua ação sobre o desenvolvimento de leveduras. 2 aulas p. 28 Atividade 6 Revendo conceitos Retomada dos conceitos sobre respiração celular e fermentação por meio de esquemas e questões, além de leituras no livro didático. A revisão facilitará a compreensão do processo de fermentação e sua utilização na produção de alimentos e substâncias úteis ao ser humano, assim como do fenômeno da fermentação láctica que se dá nas fibras musculares de organismos de respiração 2 aulas p.31 OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 13 aeróbia sob condições especiais de esforço físico. Atividade 7 Outras formas de obtenção de energia Revisão do conceito de fotossíntese e seus produtos, estudados no ensino fundamental 2, para subsidiar o estudo das fases, clara e escura, desse processo de produção de moléculas alimentícias e possibilitar, por comparação, compreender o processo de quimiossíntese. 4 aulas p. 33 Atividade 8 Cromatografia no papel: experimento Constatação da existência de diferentes quantidades de pigmentos em diferentes espécies de vegetais que vivem sob condições ambientais diferentes. A associação entre as diferentes quantidades de pigmentos e as condições ambientais deve auxiliar o aluno a relacionar o processo de fotossíntese e seu significado evolutivo para as plantas. 2 aulas p. 35 OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 14 Sugestão para as aulas Biologia Objetivos Conteúdos Sugestões para as aulas Analisar os processos de obtenção de energia dos seres vivos, relacionando-os aos ambientes em que vivem. Obtenção e transformação de energia biológica e seu significado evolutivo. Atividade 1 – Análise de vídeos (“Vida selvagem – África selvagem parte 3/5”, “O desenvolvimento das plantas”) e da música (“Feijoada Completa”) para que os alunos concluam que todos os seres vivos necessitam de energia para sobreviver e que essa energia é transformada e transferida de um organismo para outro por meio da alimentação. Reconhecer respiração aeróbia, anaeróbia e fermentação como processos do metabolismo celular energético e seu significado evolutivo. Identificar alterações ambientais que interferem no processo de produção de moléculas de ATP e sobrevivência das células. Metabolismo energético: respiração celular, fermentação, e quimiossíntese). Molécula de ATP e ADP. Ligações químicas energéticas. Atividade 2 – Debate para retomar o conhecimento dos alunos a respeito de fotossíntese e respiração celular; e aula expositiva, com análise de esquemas comparativos e de vídeo sobre respiração celular, para ampliar conteúdos relativos ao metabolismo celular. Atividade 3 – A eficiência respiratória dos processos de respiração aeróbia e anaeróbia e a da fermentação são associadas ao seu significado evolutivo e essa associação é uma inovação no estudo do metabolismo respiratório no Ensino Médio, pois o aluno compreende o significado desses processos moleculares na sobrevivência dos diferentes organismos no ambiente onde vivem. Atividade 4, 5 e 6 – O processo de fermentação (alcoólica, láctica e acética) também é apresentado de modo contextualizado, associando-o à produção de alimentos, bebidas e combustíveis. Conhecer o processo molecular da fotossíntese e da quimiossíntese associado às modificações ambientais ao longo dos tempos geológicos. Associar os pigmentos fotossensíveis aos comprimentos de onda luminosa. Associar a variação de pigmentos fotossensíveis ao ambiente onde as diferentes plantas sobrevivem. Fotossíntese. Quimiossíntese. Pigmentos fotossensíveis. Produção de alimento (moléculas de carboidrato). Seres autotróficos. Atividades 7 e 8 – Os processos de fotossíntese e quimiossíntese são estudados e comparados. O estudo da fotossíntese é complementado com a realização do experimento de cromatografia de diferentes folhas de plantas, que vivem em ambientes sombreados ou iluminados. Esse experimento auxilia o aluno a associar a maior ou menor quantidade dos diferentes pigmentos fotossensíveis a diferentes intensidades luminosas e ao significado evolutivo dessa variação na quantidade de pigmentos e sobrevivência das diferentes espécies vegetais. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 15 Atividade1 Obtenção de energia pelos seres vivos Resumo A atividade propõe que os alunos reconheçam que todos os seres vivos utilizam energia para sobreviver realizando as mais diversas ações e que essa energia provém das moléculas energéticas ou alimentos energéticos consumidos ou produzidos pelos diferentes seres vivos (autótrofos e heterótrofos). Objetivos Reconhecer o alimento como fontepara obtenção de energia dos seres vivos; conhecer o conceito de energia, seu fluxo e possibilidades de conversão. Organização da turma Coletivo e em duplas. Recursos e providências Ficha 1 do Caderno do Estudante. Os vídeos: – “Vida selvagem - África selvagem parte 3/5”. Disponível em: bit.ly/VidaSelvagemAfrica. Acesso em: jun. 2017. – “O desenvolvimento das plantas”. Disponível em: bit.ly/VideoBBCPlantas. Acesso em: jun. 2017. – e o da música “Feijoada Completa”, de autoria e interpretação de Chico Buarque. Disponível em: bit.ly/FeijoadaCompletaChico. Acesso em: jun. 2017. Duração Prevista 2 aulas. Gestão de Aula As aulas expositivas devem cuidar para que os alunos interajam continuamente com a apresentação do professor. No entanto, é importante que o foco da apresentação não seja perdido diante dos diferentes questionamentos dos alunos. O cuidado com o tempo previsto na apresentação, assim como a sequência de fatos que seguem um raciocínio linear (começo – meio – fim)é necessário para o bom desenvolvimento da aula. A sequência de aulas propostas envolve tarefas que os alunos deverão realizar às vezes individualmente, ás vezes em duplas ou grupos maiores, portanto programe, quando necessário, o tempo adequado no início da aula subsequente para avaliar o trabalho dos alunos em relação às tarefas propostas. Desenvolvimento 1. Organize com antecedência os vídeos previstos, baixando os arquivos diretamente dos endereços indicados, ou verificando a possibilidade de conexão àinternet no momento em que a aula for realizada. 2. Inicie a aula colocando no quadro a rotina que será desenvolvida e comece a mobilização dos alunos para o tema do bimestre com a projeção de dois vídeos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 16 3. O primeiro deles aborda o comportamento de caça de algumas espécies da fauna africana em uma savana, o segundo abordao desenvolvimento das plantas em movimento acelerado. Esses vídeos representam seres vivos em intensa atividade, seja se movimentando, correndo, estabelecendo uma relação entre presa e predador, como é o caso do primeiro vídeo, seja no processo de crescimento de uma planta, apresentado no segundo vídeo. 4. A proposta dessa atividade é fazer com que os alunos percebam o que acontece em cada um dos vídeos, ou seja, quais são as ações que cada um dos seres vivos presentes nos vídeos está realizando. Correndo, lutando, fugindo, crescendo, se alimentando, caçando? Essas são algumas observações esperadas e que poderão ser feitas pelos alunos durante a projeção. 5. Na sequência, inicie uma etapa de problematização, perguntando aos alunos o que é necessário para que cada um dos seres vivos possa executar essas ações? Correr, caçar, crescer, demanda que tipo de gasto? Conduza a conversa de maneira que convirja para a necessidade de energia para que cada uma das atividades desempenhadas pelos seres vivos e apresentadas nos vídeos possa acontecer de fato. 6. Continue essa abordagem, perguntando de onde toda essa energia é obtida. Peça que reflitam sobre essa questão e aproveite o momento para apresentar o vídeo da música “Feijoada Completa” (de Chico Buarque). 7. Perceba se encontra na música a resposta para essa pergunta. Explore um pouco mais esse assunto, abordando questões como distúrbios alimentares (bulimia e anorexia) e desnutrição, bem como as consequências que esses distúrbios e a falta de acesso à alimentação causam ao corpo humano. 8. O conteúdo dos vídeos apresentados remete à ideia de que a energia é utilizada apenas para atividades físicas com grande demanda energética, como correr atrás de uma presa, correr de um predador, ou pensando em uma atividade humana, como participar de uma partida de futebol. Então, cabe salientar que as demais atividades desempenhadas por quaisquer organismos, e por mais simples que sejam, dependem do gasto de energia, como, por exemplo, o processo de germinação de sementes, ou o ato de ler, ficar em repouso e até mesmo pensar! 9. Lance nova problematização com outra questão aos alunos: como o alimento pode, então, ser convertido em energia? Nesse momento, será necessário que os alunos compreendam que existem muitas reações químicas que ocorrem nas células e são elas que permitem aos seres vivos extrair, dos alimentos classificados como energéticos, a energia para mantê-los vivos e para que outras atividades, como eliminação de resíduos e circulação sanguínea, aconteçam. 10. Explique que, além da Biologia, o tema energia também é discutido em Química e Física, e que os físicos consideram que energia é a capacidade de uma substância, um sistema ou um corpo de realizar trabalho ou de produzir movimento. Apesar de o tema “fluxo de energia” só ser discutido e aprofundado em Ecologia no terceiro ano, os alunos já podem ter uma noção de que a energia é transferida de um corpo para outro, como quando comemos (a energia contida nos alimentos é transferida para nós). Outro aspecto importante que seus alunos deverão compreender é que a energia pode ser convertida de um tipo para outro, como, por exemplo, a energia luminosa que é captada pelas plantas é convertida em energia química, por meio da OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 17 fotossíntese. Relembre esse processo de forma superficial (pois o tema já foi apresentado no Ensino Fundamental 2), mas ele será aprofundado nas próximas aulas, e que o calor, a luz e o som representam diferentes tipos de energia, também. 11.Monte um esquema no quadro sobre o processo de transferência de energia e suas possíveis conversões, e peça para que os alunos copiem em seus cadernos os registros feitos por você no quadro. Reserve os 15 minutos finais dessas duasaulas para fazer mais um registro, esse com palavras-chave, no quadro. Por meio da concordância ou não dos alunos sobre as palavras colocadas e as associações feitas, perceba se os objetivos dessa aula foram alcançados, como, por exemplo, se compreenderam o alimento como fonte de energia para os seres vivos, e que a energia pode ser transferida e convertida. Orientação de estudos Para finalizar, oriente os alunos quanto à realização da tarefa (Ficha 1 Caderno do Estudante) que devem fazer sobre a leitura do texto “A depressão metabólica nos animais”. Essa leitura é importante para que os alunos percebam que muitos seres vivos têm a capacidade de alterar seu metabolismo como estratégia adaptativa à sobrevivência em condições ambientais extremas. Após a leitura, seus alunos deverão responder à questão sugerida, que deverá ser entregue em folha avulsa na próxima aula. Relembre as técnicas de leitura que realizaram no ano anterior, em especial o grifar das ideias-chave do texto, que permitem compreender a informação principal do texto para depois responder à questão final. Preveja um tempo no início da próxima aula para discutir essa atividade com seus alunos. Questão: a capacidade de alteração do metabolismo foi uma característica selecionada em muitos seres vivos e representa uma vantagem evolutiva para viver em ambientes extremos. Explique que vantagem evolutiva é essa. Resposta esperada: os seres vivos com essa capacidade (metabolismo mais baixo) têm vantagem sobre os demais, pois, sob condições ambientais extremas associadas à falta de acesso aos alimentos, conseguem reduzir o metabolismo e com isso economizam energia durante esse período crítico, utilizando-a minimamente para a manutenção das funções vitais e com isso sobreviver. Ao passo que os seres vivos que não têm essa capacidade, e que ao mesmo tempo mantêm um consumo energético elevado, não terão como suprir a reposição de energia necessária para se manterem vivos, por falta de alimento nesse ambiente desfavorável. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 18 Atividade2 O que é metabolismo? Resumo A discussão sobre as fontes e tipos de energia que os alunos conhecem é utilizada para que reconheçam que a fonte de energia utilizada pelos seresvivos (autótrofos e heterótrofos) é a existente nas ligações atômicas de determinadas moléculas, denominadas alimentícias (carboidratos, lipídios e proteínas) e que essa energia é transferida entre moléculas especificas (entre elas o ADT e ATP), por meio de reações químicas complexas que compõem o metabolismo celular. Objetivos Compreender o que é o metabolismo celular; reconhecer a formação de ATP, bem como sua função. Organização da turma Em duplas e coletivo. Recursos e providências Ficha 2 do Caderno do Estudante. Projetor multimídia, aula expositiva. Duração Prevista 4 aulas. Gestão de Aula Essa atividade, assim como as que se seguem, inicia-se retomando os conceitos estudados na(s) aula(s) passada(s), e na maioria delas os minutos iniciais são dedicados à entrega da tarefa de casa e/ou a rever os conceitos estudados. É importante gerenciar o tempo tanto desse iníciocomo do final da aula, no qual os alunos devem tirar suas dúvidas sobre a Tarefa que deverão realizar para a próxima aula. Desenvolvimento 1ª etapa 1. Inicie a aula registrando os alunos que fizeram e os que não fizeram a tarefa sugerida na aula anterior, sobre leitura e compreensão do texto “A depressão metabólica nos animais” e o significado de termos desconhecidos. Informe que deverão corrigir o que responderam após a aula do dia de hoje e a conversa que terão com você, professor, sobre a depressão metabólica. Informe-os de que deverão entregar na próxima aula essa questão respondida com as devidas alterações e que essa versão é que será avaliada. Portanto, oriente-os a anotar e participar atentamente dessa conversa para que tenham elementos para refazer suas respostas. 2. Reserve aproximadamente os primeiros 30 minutos dessa aula para apresentar o fato de que os seres vivos têm a capacidade de reduzir o metabolismo (por encistamento, torpor, hibernação, anaerobiose – diminuição da taxa respiratória e cardíaca – hibernação – estivação), ou seja, alterações metabólicas que causam a diminuição do funcionamento do corpo, o metabolismo, possibilitam a sobrevivência desses organismos em ambientes que periodicamente tornam-se desfavoráveis à sobrevivência da maioria dos seres vivos (por exemplo, estivação severa, frio intenso). Afirme que a sobrevivência dos organismos que têm a capacidade de OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 19 reduzir seu metabolismo, eportanto de se alimentar menos ou não se alimentar por longos períodos de tempo, têm vantagem sobre os demais que precisam se alimentar mais para manter o funcionamento do corpo, ou metabolismo celular. 3. Pergunte se os alunos concordam com tal afirmação e procure de modo dialogado verificar se todos entenderam a associação entre comer menos e sobreviver em ambientes sem alimento. 4. Reforce, apenas após a manifestação dos alunos, que a ausência de plantas causa problemas para os animais herbívoros e onívoros, pois sem vegetais esses animais passam fome (restrição alimentar). O mesmo ocorre em relação aos animais onívoros e carnívoros que, não tendo mais presas para se alimentar, passam por restrição alimentar, o que compromete sua sobrevivência. Portanto, os seres vivos que têm a capacidade de diminuir suas atividades param de se alimentar e gastam menos energia para respirar e manter o coração batendo. Nessas condições metabólicas, eles conseguem sobreviver ao longo dos períodos mais frios ou mais secos, enquanto a maioria dos outros seres vivos morre, ou tem de migrar para outros locais em busca de alimento. 5. Conclua perguntando se nessas condições ambientais extremas é vantajosodiminuir o metabolismo. É importante levar os alunos a relacionar esses processos vitais (no caso, alimentação, respiração e batimentos cardíacos) às condições ambientais, para que percebam que os seres vivos estão associados às condições abióticas do ambiente e de que forma elas podem ser consideradas fatores limitantes à sobrevivência. 2ª etapa 1. Após essa conversa inicial, estimule os alunos a responder que tipo de energia eles conhecem. À medida que forem respondendo, vá anotando no quadro e organize uma lista. Eles provavelmente apontarão alguns exemplos já citados na aula anterior e outros que não tenham sido mencionados. Porém, espera-se que apresentem como exemplos: a energia eólica (dos ventos), energia solar (da luz do Sol), energia das marés, energia obtida por meio da queima de combustíveis fósseis. Caso não tenham mencionado, cite outros exemplos, como energia nuclear, energia hidrelétrica, geotérmica etc. Aproveite esse momento para recordar o que foi discutido na aula anterior e avaliar se seus alunos assimilaram o conteúdo. 2. Direcione sua apresentação sobre os diferentes tipos e fontes de energia que os alunos conhecem. Enfatize que o alimento (matéria) – discutido amplamente na aula anterior – é formado por substâncias que por sua vez são formadas por moléculas e átomos, e que esses átomos são ligados uns aos outros por meio de uma ligação química ou energia química. Esse tema, ligações químicas, foi estudado no primeiro ano no componente Química; portanto, alerte os alunos sobre isso e diga que o que estão fazendo é apenas uma recordação desses conceitos químicos. 3. Acrescente, a esse reconhecimento da energia química presente nas ligações atômicas e moleculares, que as células utilizam a energia das ligações químicas para obter energia, e essa energia é a chamada energia biológica: é ela que permite a uma aranha produzir sua teia, a uma semente germinar ou a um atleta competir em uma maratona. Faça um esquema no quadro ou em datashow sobre essas informações e dê alguns minutos para que os alunos façam seus registros no caderno. 4. Nesse momento, conceitue metabolismo e descreva o conjunto de reações que o constituem, ou seja: o catabolismo (reações de degradação ou quebra) e o OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 20 anabolismo (reações de síntese e produção). É importante salientar que essas reações ocorrem de modo geral, juntas, e dentro das células. Para explicar catabolismo, dê o exemplo do que ocorre com a molécula de glicose (obtida por meio do alimento), que ao ser quebrada libera energia. Essa energia, quando direcionada para a síntese de outras substâncias, representa uma reação de anabolismo. 5. Informe que a energia utilizada nesses processos (conjunto de reações químicas) é a energia presente nas ligações químicas de algumas moléculas especiais. Projete no quadro um esquema simplificado das moléculas de ATP e ADP e enfatize que as ligações FOSFATO, características dessas moléculas, são altamente energéticas. Explique a transformação entre as moléculas de ADP e ATP e onde está a energia (ligações entre os átomos de fósforo) e que, ao ocorrer o rompimento das ligações fosfato, a energia dessa ligação química é liberada e utilizada em outras ligações químicas para agrupar e/ou separar outras moléculas (cadeias de reações químicas). Informe que as diferentes cadeias de reações químicas, que ocorrem no interior das células, são movidas pela energia existente nas ligações fosfato das moléculas de ADP e ATP e essas reações são classificadas como catabólicas e anabólicas. Associe os termos metabolismo catabólico e anabólico às reações catabólicas e anabólicas, e explique que essas reações químicas que ocorrem nas células dependem das moléculas de ADP e ATP. Chame a atenção dos alunos para o fato de que a reação de fosforilação do ADP constituindo o ATP é determinada pela ocorrência de outras reações, ou seja, a transformação de ADT em ATP e de ATP em ADP só se dá quando ocorre um processo ou cadeia de reações químicas em que moléculas de glicose são quebradas ou desmontadas. Informe que esse processo, a quebra da glicose e a sua associação com a formação de ATPs, será o assunto da próxima aula. O conjunto de reações químicas que se inicia com a quebra da molécula de glicose e resulta na produção de moléculas de ATPs é denominadode respiração celular. 3ª etapa Reserve algum tempo para finalizar essa sequência de aulas produzindo um mapa de conceitos no quadro, que será a síntese do que foi estudado. 1. Apresentar no quadro, na forma de mapa de conceitos, uma síntese do que foi discutido com os alunos na aula e relacionar as palavras-chave entre si, resgatando as ideias apresentadas e discutidas com os alunos. Veja sugestão de esquema a seguir: Geotérmica Eólica Energia Hidroelétrica Ligações químicas Energia Solar (luz-calor) Energia biológica Metabolismo Redução do metabolismo Catabolismo Anabolismo Nuclear (fissão e fusão) OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 21 2. Solicite que os alunos copiem esse registro em seus cadernos e confirmem se têm alguma sugestão de acréscimo ou de associação entre essas palavras ou se querem acrescentar outras palavras-chave. Orientação de estudos: Oriente os alunos a ler e fazer os registros da atividade 2 presente na Ficha 2 do Caderno do Estudante. Atividade3 Respiração celular: o mecanismo de obtenção de energia Resumo Revisão com os alunos dos conceitos que leram no livro didático, apresentando os pontos essenciais do processo de respiração celular e associando-os ao conceito de metabolismo celular de diferentes tipos celulares; e o significado disso para um organismo multicelular como o corpo humano. Objetivos Compreender a obtenção de energia em ambiente aeróbio; reconhecer os principais reagentes e produtos envolvidos no processo de respiração celular aeróbia; compreender que as etapas da respiração aeróbia acontecem exclusivamente no interior das células; compreender o balanço energético desempenhado pelo processo de respiração celular aeróbica; reconhecer o alimento como fonte para obtenção de energia dos seres vivos; conhecer o conceito de energia, seu fluxo e possibilidades de conversão. Organização da turma Coletivo e em duplas. Recursos e providências Ficha 3 do Caderno do Estudante. Projetor multimídia, aula expositiva e os vídeos abaixo. – “Glicólise” (Kyrk, J. 2009). Disponível em: bit.ly/Glicolitica. Acesso em: jun. 2017. – “Ciclo de Krebs” (Kyrk, J. 2009). Disponível em: bit.ly/CicloDeKrebs. Acesso em: jun. 2017. – “Mitocôndria”. Disponível em: bit.ly/PortalProfessorMitocondria. Acesso em: jun. 2017. (Nesse endereço eletrônico é possível realizar download ou visualizar o vídeo on-line direto da própria página.) – “Respiração celular”. Disponível em: bit.ly/PortalProfessorRespiracao. Acesso em: jun. 2017. (Programa sobre respiração celular que inclui instruções para o professor, animação e teste. Nesse endereço eletrônico é possível realizar download ou visualizar o vídeo on-line direto da própria página.) – “Cadeia transportadora de elétrons e fosforilação oxidativa”. Disponível em: bit.ly/PortalProfessorCadeiaTransporteEletrons. Acesso em: jun. 2017. (Animação interativa sobre a cadeia transportadora de elétrons e a fosforilação oxidativa.) – “Respiração Celular - Parte 1: Glicólise”. Prof. Paulo Jubilut. Disponível em: bit.ly/RespiracaoCelularVideo. Acesso em: jun. 2017. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 22 – “Respiração Celular - Parte 2: Ciclo de Krebs”. Prof. Paulo Jubilut. Disponível em: bit.ly/RespiracaoCelularVideo2. Acesso em: jun. 2017. – “Respiração Celular - Parte 3: Cadeia Respiratória”. Prof. Paulo Jubilut. Disponível em: bit.ly/RespiracaoCelularVideo3. Acesso em: jun. 2017. – “Outra verdade”. Germana Facundo. Disponível em: bit.ly/ComoPossoRespirar. Acesso em: jun. 2017. Duração Prevista 4 aulas. Gestão de Aula A sequência de aulas propostas envolvem tarefas que os alunos deverão realizar em duplas. Eles também farão a correção de uma tarefa produzida por outra dupla de alunos essa ação tem por objetivo organizar a tarefa de avaliação que deve seguir o roteiro descrito no Caderno do Estudante. Cuide para reservar o tempo adequado no início da aula subsequente para avaliar o trabalho dos alunos em relação à tarefa proposta. Desenvolvimento 1ª etapa Reserve os primeiros cinco minutos dessa aula para recolher as tarefas solicitadas na aula anterior e realizadas pelas duplas de alunos. Enfatize a importância da realização de tarefas como instrumento avaliador e como estratégia para que o aluno possa mostrar para si mesmo seu próprio desempenho e averiguar possíveis dúvidas. Informe que receberão novas informações sobre essa tarefa no final da aula. 2ª etapa 1. Após esse momento, apresente o poema Outra Verdade, de Germana Facundo, e organize os alunos em duplas para a realização da leitura e interpretação do texto poético. Outra Verdade, de Germana Facundo Disponível em: bit.ly/ComoPossoRespirar Acesso em: jun. 2017. 2. Após a leitura, peça que apresentem suas interpretações sobre a poesia. Essa ação deve ser feita de modo dialogado e deve comprometer entre 10 a 15 minutos, no sentido de levar os alunos a relacionarem a “dor”, apresentada sob a licença poética do autor, com a falta do ar, como elemento imprescindível à vida. O objetivo é estimular os alunos a exporem suas ideias sobre a poesia. Desse modo, o professor pode registrar as habilidades de argumentação e de iniciativa, verificar se os alunos compreenderam a ideia da autora e se conseguem associá-la à respiração do ar e à importância do mesmo para a manutenção da vida. Essa ideia pertence ao senso comum; no entanto, dizer que o oxigênio é vital para a maioria dos seres vivos e que sua falta resulta na morte do indivíduo é uma explicação superficial. 3. Informe aos alunos que nessa aula eles estudarão qual é a participação do oxigênio – que é captado por meio das vias áreas até chegar aos pulmões (respiração mecânica), atravessa os alvéolos pulmonares e atinge a corrente sanguínea, que se OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 23 encarrega de distribuí-lo para as células – no processo de respiração celular aeróbia estudada no livro didático. 4. Apresente no quadro um esquema, semelhante ao presente no livro didático, sobre as fases da respiração celular e o local onde cada uma delas ocorre na célula. Não se atenha a descrever a sequência de reações químicas associadas a cada uma das fases da respiração aeróbia, ou seja, à GLICÓLISE e ao CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO (ou ciclo de Krebs). A ideia é rever e organizar os dados que os alunos leram no livro didático, demonstrando que o processo de respiração celular aeróbio apresenta quatro etapas: 1) glicólise; 2) preparação para o ciclo do ácido cítrico; 3) ciclo de Krebs; 4) cadeia respiratória. Indique onde cada uma das etapas acontece: glicólise, no citoplasma; e preparação para o ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs e a cadeia respiratória, no interior das mitocôndrias. É importante que saibam que esse processo ocorre inteiramente no interior da célula e com a participação ativa de uma organela citoplasmática, a mitocôndria, e quantas moléculas de ATP são produzidas em cada uma delas e qual é a produção final de ATPs por molécula de glicose. 5. Veja esquema sugerido a seguir: Fonte: Baseado em CÉSAR e CEZAR. Disponível em: bit.ly/EsquemaRespiracaoCelular. Acesso em: jun. 2017. 6. Cada uma dessas etapas é bastante complexa e exige uso de material de apoio, como modelos, mesmo que sejam esquemas projetados no quadro e que demonstrem detalhes do processo de respiração celular aeróbia. A leitura dos textos do livro didático de Biologia é atividade obrigatória, assim como a resolução de exercícios, para que os alunos compreendam que energia é um dos conceitos mais importantes no campo da Biologia, e como a energia é captada e transformada para manutenção da vida da célula e, em última instância, do ser vivo. 7. Como recurso didático e de apoio a essa aula, divulgue aos alunos alguns dos vídeos listados no item material e que poderão ser acessados na internet, apenas para que tenham uma ideia da complexidade do processo. Mas enfatize que devem reconhecer as quatro fases discutidasem sala de aula. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 24 8. Coloque no quadro, ou projete, a equação química simplificada que representa a respiração celular aeróbia que ocorre na maioria dos eucariontes e procariontes. Glicose + oxigênio + água = gás carbônico + água + ENERGIA C6H1206 + 6 O2 + 6 H2O = 6 CO2 + 12 H2O + moléculas de ATP 9. Chame a atenção dos alunos para o fato de que o oxigênio (O2) captado no processo de respiração mecânica (também chamada ventilação – pulmonar ou branquial) participa da fase final do ciclo de Krebs como um receptor e que se unirá a dois prótons de hidrogênio formando moléculas de água (H2O). 10.Pergunte: O que acontece se as células não receberem o oxigênio? 11.Retorne ao esquema simplificado do processo de respiração e localize no ciclo de Krebs o local da entrada e participação do O2. Estimule os alunos a pensar sobre o que acontece com o funcionamento do ciclo de Krebs se esse elemento faltar. A resposta esperada é que esse ciclo pare de funcionar. 12. Informe, após a manifestação dos alunos: “Se esse ciclo para de funcionar significa que não há produção de ATPs, portanto após um tempo a célula morre porque não tem combustível para funcionar”. Pergunte se os alunos concordam com tal conclusão. Observe se entenderam essa relação entre o oxigênio e a manutenção do funcionamento celular. 13.Acrescente alguns exemplos de células do corpo humano que utilizam mais ATPs do que outras, como as células epiteliais ou as células adiposas que têm baixo consumo energético proporcionalmente às células nervosas (neurônios), que consomem as mais altas taxas de ATPs. Associe o fato conhecido do perigo de uma pessoa ficar sem respirar (parada respiratória e cardíaca) por mais de 2 a 3 minutos (no máximo 5 minutos), o que ocasiona o colapso no fornecimento de O2 para as células. As células com baixo consumo de O2 para produzir ATP sobrevivem, enquanto as primeiras células a morrerem são os neurônios, porque consomem rapidamente o O2 presente na célula. E na falta de novos aportes desse gás, o processo de respiração celular para mais rapidamente, o que causa a morte dessas células nervosas. A morte de neurônios causa as chamadas lesões cerebrais, que acarretam diferentes problemas ao indivíduo, dependendo da sua extensão. 14. Informe aos alunos que depois dessa apresentação e discussão eles têm a resposta da Ciência, que confirma o que o autor da poesia “Outra verdade” afirma, ou seja, que sem ar, no caso oxigênio, ocorre a morte, a morte celular. 15.Ressalte novamente que para cada molécula de glicose degradada são produzidas 38 moléculas de ATPs, e esse é o resultado final desse processo por célula de glicose. Informe que esse dado será utilizado para comparar a eficiência desse processo de produção de energia celular com outros que serão estudados na próxima aula e será objeto de outros questionamentos. 3ª etapa 1. Para finalizar essa aula, retorne ao esquema de respiração celular e oriente os alunos a copiarem esse esquema em seus cadernos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 25 Orientação de estudo Oriente os alunos sobre o que devem realizar como tarefa de casa, descrita na Ficha 3 no Caderno do Estudante. A seguir, entregue uma cópia com a Tarefa 1 feita por uma dupla para outra dupla, que deverá corrigir o que os colegas escreveram com base no que leram no livro e no esquema que copiaram do quadro. Instrua-os sobre como proceder, de acordo com as orientações descritas na Ficha 3 no Caderno do Estudante. Oriente os alunos que corrigirão o trabalho dos colegas (conforme descrito na Ficha 2 no Caderno do Estudante), eles devem colocar seus nomes completos, identificando-se como alunos corretores. Eles deverão entregar esse trabalho corrigido na próxima aula para que sejam avaliados como autores e como corretores. Atividade 4 Respiração anaeróbia e fermentação: dois processos diferentes de obtenção de energia Resumo A apresentação dos processos de respiração anaeróbia e de fermentação propõe compará-los ao de respiração aeróbia, a partir do foco de eficiência e produção de moléculas de ATP, e discutir o significado desses processos para a sobrevivência dos seres vivos. Objetivos Compreender a obtenção de energia em ambiente anaeróbio; reconhecer os principais reagentes e produtos envolvidos no processo de respiração celular anaeróbia; compreender o balanço energético desempenhado pelo processo de respiração celular anaeróbica. Organização da turma Coletivo e em duplas. Recursos e providências Ficha 4 do Caderno do Estudante. Projetor multimídia, aula expositiva. Vídeo “Bactérias crescendo”. Disponível em: bit.ly/BacteriasCrescendoVideo, 13”. Acesso em: jun. 2017. Duração Prevista 2 aulas. Desenvolvimento 1ª etapa 1. Inicie a aula recolhendo as correções feitas pelas duplas de alunos como tarefa (Fichas 2 e 3 do Caderno do Estudante). Pergunte se houve alguma dificuldade e avise-os de que receberão esse trabalho com suas observações sobre a realização dessa tarefa. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 26 2ª etapa 1. Informe os alunos de que nem todos os seres vivos têm o processo de respiração celular e pergunte como então esses seres vivos se mantêm vivos? Diga que estudarão outros processos bioquímicos, que relativamente poucos seres vivos apresentam atualmente, e cuja finalidade é produzir ATP, a molécula que fornecerá a energia para o funcionamento celular. 2. Apresente o vídeo “Crescimento bacteriano”, que mostra o crescimento exponencial das bactérias em movimento acelerado. Pergunte se sabem o que essas imagens representam. Aguarde a manifestação dos estudantes e informe, confirmando ou não a identificação que fizeram, a atividade de reprodução de bactérias. Explique que, assim como qualquer atividade, a reprodução dos seres vivos também requer gasto de energia. Essas bactérias, assim como outros seres vivos, vivem em ambiente sem a presença de oxigênio, ou seja, em um ambiente anaeróbio, portanto não realizam o processo de respiração celular aeróbio. 3. Apresente a pergunta: Como conseguem viver ou se reproduzir, por exemplo? 4. Após essa problematização, apresente a equação do processo de respiração anaeróbica de uma bactéria nitrificante e, abaixo dela, reapresente a equação simplificada de respiração celular. Veja sugestão de apresentação, a seguir: Glicose + nitrato = gás carbônico + água + nitrogênio + ENERGIA C6H1206+ 4NO3 = 2 CO2 + 6 H2O + 2 N2 + moléculas de ATP Glicose + oxigênio + água = gás carbônico + água + ENERGIA C6H1206 + 6 O2 + 6 H2O = 6 CO2 + 12 H2O + moléculas de ATP 5. Solicite a diferentes alunos que analisem as duas equações químicas e apontem primeiramente as diferenças entre elas. Anote as observações deles no quadro (ou marque as diferenças nas próprias equações) e peça para outros alunos apontarem o que há de comum nas duas equações, registrando também suas observações. Então verifique se todos os alunos concordam com as diferenças e semelhanças apontadas. 6. Oriente os alunos a escreverem essas equações em seus cadernos (reserve alguns minutos para essa ação). 7. Peça para que os alunos descubram qual elemento está no lugar do oxigênio e qual está no lugar do CO2. Reforce o fato de que algumas bactérias utilizam outras substâncias no lugar do oxigênio, no caso o nitrato, e outros organismos unicelulares utilizam o sulfato no lugar do oxigênio. Explique que essas bactérias vivem em ambientes com baixa ou total ausência de oxigênio (ex.: bactérias nitrificantes no solo ou no sedimento do fundo de lagos ou bactérias sulfurosas que vivem em locais ricos em enxofre e ausência de oxigênio, como alguns lagos e/ou fumarolas no fundo dos oceanos) e só conseguem sobreviver nesses ambientes porque possuem esse processo metabólico, denominado respiração celularanaeróbia, que produz as moléculas de ATP necessárias para manter sua sobrevivência. 8. Esclareça que os processos de respiração celular anaeróbia (que produz moléculas de ATP) seguem reações químicas ou caminhos metabólicos, que não são objeto OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 27 de estudo do Ensino Médio, mas são citados para que os alunos tenham ideia da existência desses organismos, de onde vivem, e saibam que na respiração celular anaeróbia cada molécula de glicose produzirá apenas duas moléculas de ATP, bem menos do que ocorre no processo de respiração celular aeróbia, onde de cada molécula de glicose a célula produz 38 moléculas de ATP. 9. Em seguida, informe que há ainda outro processo de produção de moléculas de ATP, o chamado processo de fermentação. Apresente um esquema semelhante ao sugerido a seguir e outro que sintetiza o processo de respiração aeróbia. Solicite aos alunos que observem esses esquemas e apontem as diferenças entre um esquema e o outro. Esquema da fermentação alcoólica Baseado em: bit.ly/FermentacaoAlcoolica. Acesso em: jun. 2017. Fonte: Baseado em CÉSAR e CEZAR. Disponível em: bit.ly/EsquemaRespiracaoCelular. Acesso em: jun. 2017. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 28 10.Peça para diferentes alunos apontarem as diferenças observadas entre os dois esquemas. Oriente-os a observar o local da célula onde se dá o processo de fermentação e as diferentes fases da respiração celular aeróbia. Resposta esperada: citosol (citoplasma) na fermentação e citosol e mitocôndria na respiração aeróbia. Peça que observem em qual reação química ocorre a produção de ATPs na fermentação. Resposta esperada: na glicólise. 11.Peça que apontem quais reações químicas estão envolvidas na produção de ATPs na respiração aeróbia. Resposta esperada: na glicólise e nas outras fases da respiração que ocorrem na mitocôndria. Peça que observem que as únicas moléculas de ATPs produzidas na fermentação ocorrem durante a fase de glicólise. Informe que a fermentação tem rendimento final de produção de dois ATPs. 12. Informe os alunos que no livro didático de Biologia, no capítulo relativo ao metabolismo celular, que inclui respiração celular e fermentação, poderão rever esses dois processos de produção de moléculas de ATPs (fermentação e respiração aeróbia) e recordar o que foi tratado nessa aula e na anterior. OBSERVAÇÃO: É importante esclarecer aos alunos que tanto o processo de respiração celular anaeróbio como o processo de fermentação ocorrem em ambientes com ausência de oxigênio e são realizados por organismos anaeróbios. No entanto, esses dois processos diferem entre si, a saber: Na respiração anaeróbia, a molécula de glicose é totalmente degradada, isto é, é quebrada até formar moléculas inorgânicas, ou seja, água e gás carbônico, assim como ocorre no processo de respiração aeróbia. Na fermentação, a molécula de glicose dá origem a outras moléculas orgânicas (ácido acético, etanol ou ácido láctico), o que se configura como uma degradação ou quebra incompleta da molécula de glicose. Informe aos alunos que nos livros didáticos do Ensino Médio os autores apresentam apenas a fermentação, portanto, eles não devem confundir respiração anaeróbia com fermentação, pois os processos envolvem a quebra total ou parcial da molécula. Por esse motivo, esses processos anaeróbios (respiração anaeróbia e fermentação) são reconhecidos como processos diferentes. Orientação de estudos Reserve os minutos finais da aula para orientar e tirar possíveis dúvidas a respeito da tarefa indicada na Ficha 4 no Caderno do Estudante. Atividade5 Experimento de demonstração: fermentação Resumo Desenvolvimento das etapas experimentais para conclusão sobre as variáveis ambientais e sua ação sobre o desenvolvimento de leveduras. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 29 Objetivos Compreender a influência de parâmetros ambientais sobre o crescimento e o desenvolvimento de seres vivos unicelulares. Organização da turma Coletivo. Recursos e providências Fichas 5 e 6 do Caderno do Estudante. Vídeo “Análise do crescimento de leveduras”. 13:32 min. Disponível em: bit.ly/AnaliseCrescimentoLevedurasVideo. Acesso em: jun. 2017. Duração Prevista 2 aulas. Desenvolvimento 1ª etapa 1. Inicie essa aula devolvendo a tarefa relativa à correção dos esquemas produzidos e corrigidos pelos alunos sobre a respiração celular (Tarefa 2 – Ficha 2 do Caderno do Estudante). Dê um visto na tarefa que os alunos devem ter feito, relativa ao processo de fermentação (Ficha 4 Caderno do Estudante), e informe que deverão fazer nela as mudanças que acharem necessárias no final do segundo tempo da aula. 2ª etapa 1. Essa aula será dedicada à exibição de dois experimentos sequenciais, demonstrados no vídeo “Análise do crescimento de leveduras” (Disponível em: bit.ly/AnaliseCrescimentoLevedurasVideo, 13:32 min. Acesso em: jun. 2017.) Oriente os alunos a acompanharem as etapas da experiência como se ela estivesse acontecendo em sala de aula. Eles devem observar a organização do local, o cuidado com o material e o rigor no desenvolvimento da atividade. Informe-os de que esses são procedimentos que deverão ser adotados em experimentos cuja manipulaçãofor feita por eles. 2. Durante a projeção, faça interrupções para esclarecimentos (planeje essas pausas vendo o vídeo com antecedência); os experimentos demonstram o crescimento de leveduras sob a influência de diferentes temperaturas – primeiros 8 minutos cujo procedimento está transcrito na primeira parte da Ficha 5 do Caderno do Estudante. 3. O procedimento relativo à segunda parte do experimento, descrito nosúltimos 5 minutos do vídeo, está transcrito na segunda parte da Ficha 5 do Caderno do Estudante. Esses experimentos referem-se ao crescimento de leveduras sob a influência de pHs diferentes. 4. Informe que na Ficha 5 há a transcrição do protocolo e da ficha de resultados, transcritos dos experimentos descritos no vídeo “Análise e crescimento de leveduras”. 5. Projete os primeiros 8 minutos do vídeo e faça uma pausa. Oriente os alunos a registrar os resultados dos experimentos (apresentados entre os 6’22” e os 8’) nas tabelas presentes na Primeira parte da Ficha 5 do Caderno do Estudante. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 30 Reapresente o trecho do vídeo quantas vezes achar necessário para que os alunos possam fazer os registros adequadamente. 6. Exiba os 5 minutos finais do vídeo nos quais é apresentado o crescimento da levedura sob pH diferentes: frasco G ph neutro (água + açúcar + levedura; frasco H pH alcalino (água + açúcar + bicarbonato + levedura); e frasco I pH ácido (água + açúcar + vinagre + levedura). Solicite que preencham a tabela presente na segunda parte da Ficha 5 no Caderno do Estudante colocando quantos X acharem necessários na coluna relativa ao “crescimento” para cada uma das culturas de levedura. 7. Estimule os alunos a levantar hipóteses sobre o porquê dos resultados apresentados e a responder, em grupo, às questões da Ficha 6 do Caderno do Estudante, que deverá ser entregue no final da atividade. Reproduza em folhas avulsas as questões (lembrando de retirar as respostas já apresentadas) e acrescente outras, se achar necessário. Estipule de 15 a 20 minutos para a tarefa e recolha as fichas de cada grupo. Utilize essa produção como mais um elemento avaliativo do bimestre. Respostas esperadas na primeira parte dos experimentos Solução levedura + água (frascos A e B) Solução Temperatura Crescimento após 24 horas Frasco A geladeira X Frasco B ambiente XX Solução levedura + água + açúcar (frascos C e D) Solução Temperatura Crescimento após 24 horas Frasco C geladeira XX Frasco D ambiente XXXX Solução água + açúcar (frascos E e F) solução Temperatura Crescimento após 24 horas Frasco E geladeira -- Frasco F ambiente -- Respostas esperadas na segunda parte dos experimentos Crescimento comparado da levedura Frasco G – solução neutraXXXX Frasco H – solução alcalina XX Frasco I – solução ácida X Respostas esperadas no questionário: 1 – Menor. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 31 2 – Entre os frascos A e B e os frascos C e D, o crescimento das leveduras foi influenciado pela temperatura. Temperaturas mais baixas da solução do frasco A diminuíram a taxa de crescimento em relação ao frasco B, e o mesmo foi observado entre os frascos C e D. 3 – O desenvolvimento das leveduras no frasco C foi maior que o observado no frasco B, apesar da temperatura mais baixa das leveduras do frasco C em relação à das leveduras do frasco B. Isso ocorreu porque as leveduras do frasco C tinham mais nutrientes (açúcar) que as do frasco B. 4 – Porque na solução do frasco D havia nutrientes e na do frasco B, não. Atividade6 Revendo conceitos Resumo Retomada dos conceitos sobre respiração celular e fermentação por meio de esquemas e questões, além de leituras no livro didático. A revisão facilitará a compreensão do processo de fermentação e sua utilização na produção de alimentos e substâncias úteis ao ser humano, assim como do fenômeno da fermentação láctica que se dá nas fibras musculares de organismos de respiração aeróbia sob condições especiais de esforço físico. Objetivos Compreender a obtenção de energia em ambiente anaeróbio por meio da fermentação; reconhecer a importância e a diversidade de organismos fermentadores na produção de produtos utilizados pelos seres humanos. Organização da turma Coletivo, individual e em quartetos. Recursos e providências Ficha 6 do Caderno do Estudante - ficha de questões sobre o Experimento Análise de crescimento de leveduras; PowerPoint. Duração Prevista 2 aulas. Professor, se não houver tempo em sala, oriente os times para fazer a tarefa nos Estudos Orientados. Peça que dois alunos façam a avaliação das aulas; pergunte o que entenderam sobre mito contemporâneo e a relação dos sentimentos nas histórias mitológicas. Aproveite essa atividade coletiva para avaliar algumas habilidades e valores. Por exemplo: houve tolerância às ideias diferentes? Houve respeito pela opinião alheia? Para finalizar as respostas que representassem a opinião do grupo, os alunos usaram de parcimônia e negociação? O comportamento deles foi o esperado? Houve comprometimento nas observações e resolução das questões? OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 32 Desenvolvimento 1ª etapa 1. Inicie com a entrega das fichas corrigidas (sobre o crescimento de leveduras). Organize a classe nos mesmos grupos da aula anterior para que revisem as questões da ficha. Utilize o PowerPoint para socializar as respostas, tirando dúvidas que surgirem ou as que detectou na sua correção. Diga para fazerem as modificações que acharem necessárias em suas anotações, e que elas serão utilizadas nas próximas avaliações. 2. Apresente o esquema abaixo e reveja com os alunos o processo de fermentação e os produtos gerados pelos organismos fermentadores. Esclareça dúvidas e aproveite para apresentar a diversidade de organismos envolvidos nesse processo. Adaptado de: bit.ly/Fermentacao. Acesso em: jun. 2017. 2ª etapa 1. Apresente o esquema abaixo, ou outro semelhante, para discutir com os alunos a fermentação láctica nas células musculares do nosso corpo. Ela ocorre por uma queda no suprimento de glicose devido a um esforço muscular intenso, que faz as células consumirem mais glicose. Procure associar com a liberação de mais glicose pelo fígado, que deverá suprir a carência de energia (moléculas de ATPs) das células musculares e refazer o processo de respiração celular aeróbia. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 33 Disponível em: bit.ly/FermentacaoLactica. Acesso em: jun. 2017. Atividade7 Outras formas de obtenção de energia Resumo Revisão do conceito de fotossíntese e seus produtos, estudados no Ensino Fundamental 2, para subsidiar o estudo das fases, clara e escura, desse processo de produção de moléculas alimentícias e possibilitar, por comparação, compreender o processo de quimiossíntese. Objetivos Compreender a fotossíntese, diferenciando suas fases e identificando nelas os diferentes reagentes envolvidos e os produtos resultantes; compreender o processo de quimiossíntese; encontrar semelhanças entre a fotossíntese e a quimiossíntese. Organização da turma Individual, coletivo e em duplas. Recursos e providências Fichas 7 e 8 do Caderno do Estudante. Projetor multimídia, aula expositiva; vídeo “Bioenergética: fotossíntese e quimiossíntese”. Disponível em: bit.ly/VideoAulaBioenergeticaFotossinteseQuimiosintese. Acesso em: jun. 2017. Texto: “Sobrevivendo de luz”. Disponível em: bit.ly/SobrevivendoDeLuz. Acesso em: jun. 2017. Duração Prevista 4 aulas. Gestão de aula Indique a tarefa que deverá ser desenvolvida pelos alunos no final da aula. Para tanto, reserve os minutos finais da aula para esclarecer dúvidas e preveja, para a próxima aula, um tempo para a discussão do tema. Desenvolvimento 1ª etapa 1. Apresente aos alunos o texto “Sobrevivendo de luz” (Ficha 7 do Caderno do Estudante), a seguir, e peça que o leiam individualmente. Oriente-os a marcar os termos cujos significados desconhecem e a destacar, com marcador de texto, as informações que revelam um conhecimento novo ou surpreendente, por exemplo. Estipule 20 minutos para a tarefa. 2ª etapa Acesse o link clicando com o leitor de QR-Code do seu celular! OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 34 1. Pergunte para diferentes alunos o que o artigo apresenta de novidade e se essas informações são conflitantes com os conhecimentos prévios que eles têm sobre os organismos produtores de alimento (autotróficos) e os consumidores de alimento (heterotróficos). Provoque-os a associar o que sabem sobre os organismos que conseguem produzir alimento por meio da fotossíntese (objeto de estudo do ensino fundamental 2) com o fato de alguns pulgões (heterotróficos) conseguirem utilizar a energia luminosa e convertê-la em energia química (como fazem os autotróficos). 2. Perceba as impressões dos alunos e veja como confrontam as informações lidas no texto com seus conhecimentos prévios sobre fotossíntese. Aproveite o momento para falar que a Ciência se caracteriza por produzir conhecimento, e que essa produção a torna dinâmica, e não estática, ao contrário do que muitos pensam. Portanto, novas descobertas podem revolucionar muitas áreas do conhecimento humano que antes pareciam, sob o senso comum, imutáveis. 3ª etapa 1. Realize uma roda de conversa e procure conhecer o que os alunos sabem sobre o processo de fotossíntese. Registre no quadro os comentários e suas intervenções, organizando-os na forma de um mapa de conceitos. Depois apresente a equação básica da fotossíntese. luz 12 H2O + 6 CO2 → 6 O2 + 6 H2O + C6H12O6 clorofila água + gás carbônico oxigênio + água + glicose 2. Ressalte nessa equação simplificada da fotossíntese que a luz do Sol absorvida por pigmentos, como a clorofila, desencadeia nos organismos fotossintetizantes uma série de reações químicas. Nessas reações, a energia da luz do Sol é utilizada para transformar as moléculas inorgânicas (H2O e CO2) em moléculas de glicose (C6H12O6), processo que resulta em dois resíduos: o oxigênio (O2), que é eliminado para a atmosfera, e a água, cujo excesso tem o mesmo destino. Reveja com os alunos a importância da fotossíntese para a manutenção da grande maioria dos seres vivos do nosso planeta, salientando que os organismos clorofilados (plantas, algas e certas bactérias), por meio da fotossíntese, transformam a energia solar em energia de ligações químicas das substâncias denominadas alimentos, que são consumidas pelos organismos heterotróficos. Além disso, ressalte que o O2 produzido na fotossíntese é um resíduo desse processo metabólico. O foco das reações fotossintéticas é produzir moléculas alimentares (tanto para os animaiscomo para os vegetais) e não produzir o O2. O oxigênio é apenas um resíduo eliminado no ambiente. 3. Apresente, de modo sintético, as duas etapas da fotossíntese: a fase clara (fotoquímica – depende da luz) e a fase escura (química – que independe da luz). Explique e diferencie as duas fases e mostre que na fase clara há a produção de moléculas de ATP que serão utilizadas na fase escura. 4. Sobre a fase clara, é importante que os alunos saibam que ela acontece obrigatoriamente na presença da luz e, nos tilacoides dos cloroplastos, ocorre na presença da clorofila, sendo essa etapa a responsável pela transformação da energia luminosa em energia química em forma de ATP. Projete o esquema de um cloroplasto, como este: OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 35 Disponível em: bit.ly/Cloroplastos. Acesso em: jun. 2017. 5. Explique que ainda sob a luz do Sol ocorre outra reação, denominada fotólise da água, cuja molécula é quebrada, liberando átomos de oxigênio (aproveite para elucidar que o oxigênio liberado não é originado do CO2, como se pensou por muito tempo). Portanto, enfatize que essa é uma etapa que: 1- produz e libera oxigênio para a atmosfera; 2- produz ATP, que será utilizado na fase escura; 3- produz NADPH2, que será utilizado na fase escura. 6. Projete esta equação da fase clara e mostre cada um dos produtos obtidos: 12 H2O + 6 NADP + 9 ADP + 9P -(luz)→ 9 ATP + 6 NADPH2 + 3 O2 + 6 H2O 7. Com relação à fase escura, ressalte que, embora seja uma etapa da fotossíntese, ela independe da luz, mas depende diretamente de substâncias produzidas na fase clara, como citado anteriormente. É importante que os alunos saibam que essa fase ocorre também nos cloroplastos, porém, no estroma; que suas reações ocorrem de forma lenta, envolvendo várias enzimas. 8. Chame a atenção dos alunos para o fato de que é na fase escura que o carbono das moléculas de CO2 se liga a átomos de hidrogênio e oxigênio (com a ajuda do ATP e do NAPDH formados na fase clara), formando as moléculas de glicose. Utilize esta equação simplificada da fase escura para mostrar o processo: 6 CO2 + 12 NADPH2 + 18 ATP -(enzimas)→ 12 NADP + 18 ADP + 18 P + 6 H2O + C6H12O6 9. Destaque o papel dos pigmentos, chamados fotorreceptores, que é o de absorver determinadas ondas de luz cuja energia será utilizada nas reações da fase clara da fotossíntese. 10.Os pigmentos ativos na fotossíntese são encontrados no cloroplasto. As clorofilas e as bacterioclorofilas, essas últimas encontradas em certas bactérias, são pigmentos típicos de organismos fotossintetizantes. Atualmente, todos os organismos fotossintetizantes possuem uma mistura de mais de um tipo de pigmento, cada um servindo a uma função específica. 11.Os pigmentos mais importantes na absorção de luz, que se encontram nas membranas dos tilacoides dos cloroplastos, são as clorofilas, mas os pigmentos acessórios (por exemplo, os carotenoides e as ficobilinas) também são capazes de absorver luz. Os pigmentos acessórios absorvem luz em comprimentos de onda diferentes daqueles absorvidos pelas clorofilas e, portanto, são receptores suplementares de luz. 12.Para completar o entendimento básico sobre outras formas de obtenção de energia, será necessária a compreensão de outro processo semelhante à fotossíntese, denominado quimiossíntese. Os alunos desenvolverão o tema de forma autônoma, por meio da tarefa descrita na Ficha 8 do Caderno do Estudante. É importante que aprendam quais seres vivos estão relacionados a esse processo, de que forma obtêm energia química, que semelhanças há entre a quimiossíntese e a fotossíntese e qual a importâncias dos organismos quimiossintetizantes. Acesse o link clicando com o leitor de QR-Code do seu celular! OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 36 Observação: Os anexos referentes às Atividades 7 e 8 encontram-se na Ficha 11 do Caderno do Estudante. Atividade 8 Cromatografia no papel: experimento Resumo Constatação da existência de diferentes quantidades de pigmentos em diferentes espécies de vegetais que vivem sob condições ambientais diferentes. A associação entre as diferentes quantidades de pigmentos e as condições ambientais deve auxiliar o aluno a relacionar o processo de fotossíntese e seu significado evolutivo para as plantas. Objetivos Compreender a existência de diferentes pigmentos nas plantas; identificar os diferentes pigmentos vegetais e associá-los ao processo de fotossíntese; extrair, observar e identificar os diferentes pigmentos encontrados nas plantas. Organização da turma Em times de 4 alunos. Recursos e providências Fichas 9 e10 do Caderno do Estudante. Materiais descritos na Ficha 9 do Caderno do Estudante Para todos os grupos – folhas verdes frescas de plantas que vivem em locais sombreados e em não sombreados; – folhas frescas variegadas (contêm outras cores, além do verde, como as de folhas de cróton); – álcool 95%; – água filtrada. Material para cada grupo: – 3 placas de Petri (ou pratos de plástico); – 1 almofariz com pistilo (ou um pilão com socador); – 1 tripé e tela; – 1 béquer ou pote de maionese; – 3 tubos de ensaio; lamparina; – 3 tiras de papel de filtro (aproximadamente 2 x 10 cm); – Linha de costura, clipes e etiquetas. Texto de apoio para o professor: “A cromatografia”. Disponível em: bit.ly/Cromatografia. Acesso em: jun. 2017. Duração Prevista 2 aulas. Gestão de aula As questões sobre obtenção e gasto de energia são cruciais para o entendimento da vida. Neste bimestre, os alunos conheceram como diferentes processos acontecem. Portanto, para finalizar essa etapa do conhecimento, disponha de um tempo no final desses estudos (associados ao metabolismo energético das células) para revê-los na forma ou de esquema associativo ou de mapa de conceitos nos quais possa apresentar as vantagens evolutivas de cada um desses processos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 37 Essas vantagens devem contemplar o ganho energético e sua importância ecológica, para o que os estudantes compreendam o significado desses processos metabólicos no contexto da sobrevivência das espécies. Desenvolvimento Para perceber a presença de diferentes pigmentos envolvidos na fotossíntese, o experimento sobre cromatografia em papel é relativamente simples e rápido e apresenta resultados fáceis de serem observados. Para que tudo ocorra adequadamente, leia com antecedência o protocolo da atividade. Providencie o material necessário e organize a sala de aula ou laboratório para o desenvolvimento adequado desse experimento, sem contratempos, e otimizando assim o tempo necessário para sua execução. 1ª etapa Nos primeiros 10 minutos, recolha a tarefa (Ficha 8 do Caderno do Estudante) e resolva eventuais dúvidas. Perceba, em uma rápida conversa, se os alunos conseguiram compreender o processo da obtenção de energia pela quimiossíntese. 2ª etapa 1. Proponha a realização do experimento indicado, explicando aos alunos que se trata da execução de uma técnica de cromatografia que permitirá separar tipos diferentes de pigmentos. Esclareça que é uma técnica da química analítica utilizada para a separação de misturas e substâncias. Ela foi descoberta em 1906 pelo botânico de origem russa nascido na Itália Mikhail Tswett, que separou pigmentos de plantas (clorofilas) adicionando um extrato de folhas verdes em éter de petróleo sobre uma coluna com carbonato de cálcio em pó em um tubo de vidro vertical. Para apoio na orientação da atividade, está indicada a leitura do texto “A cromatografia”, que apresenta a história da descoberta dessa técnica. No site com o texto também há um vídeo com uma demonstração simples da técnica. 2. Recorde com os alunos os pigmentos fotossintetizantes que leram na seção sobre fotossíntese no livro didático (se isso não tiver ocorrido, aborde a temática antes do início da atividade), quais sejam, as clorofilas com coloração verde-azulada e os carotenoides com cor alaranjada, mas que normalmente sãomascarados pelo verde da clorofila. As clorofilas são classificadas em dois tipos: a e b. A clorofila "a" ocorre em todos os organismos clorofilados, possui cor verde-azulada e absorve luz na região próxima ao azul e ao violeta. A clorofila "b" é considerada um pigmento acessório, juntamente com os carotenoides, e possui cor verde. As plantas de sombra possuem maior quantidade de clorofila "b" em relação à "a". A clorofila "b" não faz conversão de energia: após absorver luz, transfere para a clorofila "a" a energia captada do fóton para que ela faça a conversão. Verifique se, nocomponente Física, a temática sobre luz já foi ou será estudada nesse período e tente desenvolver a atividade proposta de maneira interdisciplinar. Essas informações específicas deverão ser discutidas com os alunos enquanto forem verificados os resultados do experimento. À medida que os pigmentos forem separados entre si, serão formadas faixas de cores diferentes nas tiras de papel absorvente, como nesta figura que identifica os pigmentos e deve ser mostrada aos alunos: OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 38 3. É importante que eles percebam que os pigmentos são substâncias que absorvem diferentes ondas de luz e que podem ser mais ou menos abundantes, dependendo do tipo de planta e onde ela vive na natureza. 3ª etapa 1. Discorra sobre a importância da experimentação para compreender os processos biológicos e depois organize a classe em grupos de três alunos. Lembre-os dos cuidados com relação ao uso dos materiais, com a segurança dos colegas e do professor. Peça que fiquem atentos à execução das etapas, para que o experimento seja produtivo. 2. Oriente os alunos a lerem o protocolo do experimento “Cromatografia em papel”, descrito na Ficha 9 do Caderno do Estudante. 3. Informe-os que o material a ser utilizado, os procedimentos e as questões que deverão ser respondidas pelos times serão depois socializados e discutidos em sala. Na avaliação, considere essa atividade para verificar o nível de comprometimento dos alunos com o trabalho em grupo, o espírito investigativo e a aquisição de novos conhecimentos. Questões: Observe os resultados do experimento e responda: A. Quais são as cores que aparecem nas tiras 1, 2 e 3? B. Essas cores correspondem a pigmentos diferentes? C. Esses pigmentos exercem alguma função nos vegetais? Explique. D. Os pigmentos de cor verde aparecem em tonalidades diferentes? E. As tonalidades de verde representam que tipo de clorofila? F. Em qual tira houve maior concentração de clorofila b? E o que isso significa? Respostas esperadas: A. Deverão aparecer as cores verde (em dois tons), amarelo e alaranjado, porém, podem variar. B. Sim. Nas tiras 1 e 2: a cor verde corresponde às clorofilas a e b; a cor amarela à xantofila; a cor alaranjada ao caroteno. Na tira 3: a cor arroxeada corresponde às antocianinas. C. Sim. Os pigmentos, principalmente a clorofila fazem parte da fotossíntese, absorvendo a energia luminosa utilizada no fenômeno. D. Uma tonalidade mais clara e outra mais escura. E. A verde clara representa a clorofila a, e a verde escura a clorofila b. F. Na tira 1 (para vegetais retirados de locais sombreados), houve maior concentração de clorofila b. A clorofila b é acessória ao processo de fotossíntese, apenas captando luz em um ambiente cuja iluminação é menos intensa, e transferindo-a à clorofila a, que a converterá em energia química. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 39 As questões sobre obtenção e gasto de energia são cruciais para o entendimento da vida. Neste bimestre, os alunos conheceram como diferentes processos acontecem. Portanto, para finalizar essa etapa do conhecimento, disponha de um tempo no final desses estudos (associados ao metabolismo energético das células) para revê-los. A Tarefa de casa descrita na Ficha 10 no Caderno do Estudante tem como objetivo recordar e rever esses conceitos, mas associando-os ao seu significado evolutivo, ou seja,as vantagens evolutivas do ganho energético e sua importância ecológica. Importante que os alunos compreendam o significado desses processos metabólicos no contexto da sobrevivência das espécies. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 40 FÍSICA A meta do bimestre é introduzir conceitos básicos da termodinâmica, tendo como ponto de partida a experimentação, uma vez que os conhecimentos relativos ao estudo da temperatura e calor mantém aproximação intensa com as sensações, principalmente o tato e a visão. O laboratório facilita tal aproximação por ser um ambiente propício à curiosidade e às evidências de relações entre teorias e fatos cotidianos que passam despercebidos sem uma interpretação científica. Na proposta desta OPA, os experimentos são bem simples e na tendência de ensino tradicional geralmente são trabalhados em sala de aula por observação, ou apenas citados como exemplo. De fato, essas seriam as formas mais práticas de conduzir o ensino, porém menos indicadas para gerar aprendizagem. Citar o exemplo leva o aluno a lembrar de fatos e não da ciência envolvida neles. Demonstrar experimentos que envolvem sensações com as mãos e o olhar com foco nos detalhes ilustra a aula, mas não proporciona boas relações entre teoria e prática. Talvez apenas os físicos e alguns curiosos por ciência, em raros momentos, vivenciem situações cotidianas pensando em Física. Assim, é nosso intento proporcionar ao aluno a oportunidade da experiência de fazer ciência na aula de Física. Outro foco que identifica a Física do bimestre é a pesquisa bibliográfica sobre as máquinas térmicas, permitindo fazer conexão entre o conhecimento de fatos científicos históricos e a evolução da humanidade no limiar da era moderna, além da apropriação de conceitos termodinâmicos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 41 Mapas das atividades de Física Nome Resumo Duração prevista Página Atividade 1 Ilhas de Investigação As atividades 1 e 2 deste roteiro estão vinculadas. Na primeira, os alunos fazem experimentações e investigam fenômenos cotidianos; na segunda, formalizam os conceitos teóricos relacionando-os com os experimentos, contrastando as hipóteses iniciais com os conhecimentos científicos. Mais especificamente nessa primeira atividade, os alunos, em times, desenvolvem oito experimentos de forma totalmente autônoma. As equipes se revezam nas diferentes propostas experimentais, traçando, cada uma delas, a própria trilha formada por ilhas de investigação. 2aulas p. 43 Atividade 2 Relacionando teorias com as práticas experimentais Nessa atividade os alunos, mediados pelo professor, discutem as explicações, justificativas e argumentos produzidos na atividade anterior para se aproximarem dos conhecimentos científicos formalizados. Uma rotina de aula e um roteiro orientam a atividade. 4 aulas p.47 Atividade 3 Efeito da temperatura sobre as dimensões dos corpos Uma lista de questões problematizadoras dá início a esta atividade. Em seguida, dois experimentos desenvolvidos pelo professor ampliam as discussões iniciadas com os problemas e ajudam a ilustrar a formalização do conhecimento sobre dilatação de sólidos e líquidos. 2aulas p. 55 Atividade 4 Consequências da absorção de calor Um roteiro envolvendo leitura de texto e duas experimentações é o aporte para sistematizar conhecimentos sobre a relação entre calor e mudança de estado, introduzidos nas atividades 1 e 2. 4 aulas p. 60 Atividade 5 Máquinas térmicas Partindo de uma pesquisa bibliográfica realizada pelos alunos, as máquinas térmicas são abordadas em aula expositiva com a participação ativa de todos. 2 aulas p. 62 OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 42 Sugestão para as aulas de Física Objetivos Conteúdos Sugestões para as aulas Compreender e significar os conceitos científicos de calor, temperatura e energia interna de um sistema, entendendo calor como fluxo de energia e temperatura como grandezaassociada à energia interna de um corpo. Diferenciar calor e temperatura, reconhecendo suas unidades de medidas. Interpretar relações entre fenômenos naturais que envolvem calor e temperatura, e fazer associações com as propriedades da matéria. – Temperatura – Calor – Energia interna – Lei zero da termodinâmica – Mecanismos de transferência de calor: condução, convecção e radiação – Condutores e isolantes Atividade 1 - Ilhas de investigação: Sequência de experimentos investigativos. O desenvolvimento das aulas requer do professor: preparo dos materiais indicados e do ambiente para experimentação; acompanhamento, sem interferência, das realizações dos alunos; e registro das aulas (escrito e filmado). As atividades 1 e 2 são inter-relacionadas. Atividade 2 - Relacionando teorias com as práticas experimentais: Aulas expositivas, para estabelecer relações entre a teoria e os experimentos realizados. O professor precisa planejar a aula, considerando o material necessário, e organizar a apresentação oral dos alunos, problematizando os conceitos. Interpretar a relação entre fenômenos naturais que envolvem calor e temperatura, associando-os com as propriedades da matéria. Dilatação térmica: Comportamento anômalo da água. Expansão linear, superficial e volumétrica. Atividade 3 - Efeito da temperatura nas dimensões dos corpos: Os alunos discutem fenômenos cotidianos a partir de um roteiro de questões problematizadoras. As teorias correspondentes são apresentadas com três experimentos demonstrativos. O professor precisa organizar os materiais indicados e do ambiente para experimentação. Compreender a relação entre fluxo de calor e variação de energia térmica, avaliando a decorrente alteração na temperatura ou nas mudanças de estado da matéria, e interpretando fenômenos cotidianos. Interpretar os fenômenos naturais, com e sem mudanças de estado da matéria, a partir de diagramas de calor e temperatura. A matéria em estados agregados: Transições de fase; Absorçãode calor; Capacidade calorífica; Calor específico e Calor latente. Atividade 4 - Consequências da absorção de calor: Desenvolvida em três etapas que compreendem aula teórica, expositiva, roteiro do aluno com abordagem teórica e orientação para experimentações, além de aula de resolução de problemas. É preciso organizar a apresentação oral da teoria, selecionar os exemplos que devem ser problematizados em relação aos cálculos matemáticos envolvidos e produzir uma lista de problemas ou selecioná-los no livro do aluno. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 43 Reconhecer a influência das máquinas térmicas na Revolução Industrial, compreendendo as mudanças sociais, políticas e econômicas decorrentes, bem como os avanços tecnológicos propiciados pela termodinâmica. Interpretar e reconhecer os conceitos de trabalho e potência, a partir do funcionamento de uma máquina térmica. Reconhecer o conceito de rendimento da máquina térmica, associando-o às perdas de calor irreversíveis. História das máquinas térmicas e sua importância. Trabalho, potência e rendimento de uma máquina térmica, com significação dessesconceitos. Atividade 5 - Máquinas térmicas: A proposta se desenvolve a partir de dois textos e quatro vídeos. Os alunos terão como tarefa a realização de uma pesquisa bibliográfica sobre a história da Revolução Industrial e seu significado. Com base na pesquisa, em aula, produzirão um texto. E, para a abordagem dos conceitos básicos de trabalho, potência e rendimento de uma máquina térmica (que serão aprofundados no 2º semestre), é sugerida aula expositiva. O professor precisa organizar a aula expositiva. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 44 Atividade1 Ilhas de investigação Resumo Levantar as hipóteses dos alunos sobre vários fenômenos relacionados aos conceitos de temperatura e calor, que eles verificam no cotidiano. Que explicações apresentam? Como interpretam? Como justificam? Trata-se de uma chamada para o estudo que será desenvolvido neste e no próximo bimestre, mobilizando os alunos para as explicações científicas de “fatos cotidianos”, e de uma oportunidade de conhecer o que eles já sabem, que linguagem utilizam, quais aproximações fazem com conceitos formais que já possuem, que assuntos relacionados aos conteúdos demonstram mais curiosidade e/ou motivação para aprender. As observações sobre os alunos na atividade formarão um rico material para abordar os conceitos de Termodinâmica, principalmente na Atividade 2, quando as aulas teóricas propostas terão como base os experimentos da Atividade 1. Objetivos Conceituar e significar calor, temperatura e energia interna de um sistema, entendendo calor como fluxo de energia; reconhecer a temperatura de um corpo como uma grandeza associada à energia interna desse corpo; diferenciar calor e temperatura; interpretar a relação entre fenômenos naturais envolvendo calor e temperatura, relacionando-os com as propriedades da matéria. Organização da turma Classe dividida em 7 times (4 ou 5 alunos em cada um). Recursos e providências Espaço para experimentação: sala ampla, com carteiras /bancadas para montagem de 8 experimentos, conforme a orientação apresentada no item de desenvolvimento da atividade. Fichas de 1 a 8 do Caderno do Estudante. Materiais para os experimentos conforme relacionados nas Fichas de 1 a 8 (ver preparo do material no desenvolvimento). Dispositivo para filmagem caseira (celular, Ipad etc.). Duração prevista 2 aulas. Gestão da aula O trabalho autônomo em equipe facilita a aprendizagem em todas as dimensões do conhecimento: conceituais, procedimentais e habilidades cognitivas e não cognitivas. A sala de aula torna-se, assim, um espaço comunitário, interativo e experimental. Dessa perspectiva, o professor busca dar voz e vez aos alunos, saindo da cena principal e assumindo o lugar de quem planeja e organiza as aprendizagens, cuidando para que os objetivos propostos sejam alcançados. A observação, o levantamento de hipóteses e a argumentação, além das competências socioemocionaisrelativas ao trabalho autônomo, são os destaques da atividade para o desenvolvimento científico dos estudantes. Nossa indicação é de que o professor tenha o olhar para essas habilidades ao circular entre os alunos e acompanhar os trabalhos. Desenvolvimento OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 45 1. Para preparar o material, caso não haja fonte de calor e recipientes suficientes para todos os experimentos, pode-se fazer, antecipadamente, a montagem indicada na ficha de montagem a seguir. FICHA DE MONTAGEM – PROFESSOR As ilhas são adaptações do Projeto Experimentos de Física com Materiais do Dia a Dia - Unesp/Bauru. Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. 1º) LAMPARINAS A BASE DE VELAS, COM SUPORTE MATERIAL Duas latinhas de refrigerante da mesma marca, sendo uma delas com a argola usada para abrir a lata. Estilete. Abridor de latas. MONTAGEM 1. Tire a parte superior da latinha sem argola, com o abridor de latas, e corte-a ao meio com o estilete. 2. Com o estilete, tire dos lados da meia lata quatro tiras (quatro janelas) de cerca de 2,5 cm de largura. 3. Retire da lateral da latinha com argola um retângulo de 4cm de altura e 6cm de comprimento (uma janela) e faça cortes de cerca de 5mm na vertical e depois dobre as beiras da lata para dentro (para evitar acidentes com a beira da lata cortante). 4. Coloque uma vela dentro da latinha, de modo que ela fique apoiada na argola do furo; assim, ela não cairá para dentro da lata conforme for queimando. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 46 5. Coloque o suporte sobre a lamparina de latinha produzida e acenda a vela. 6. Conforme a vela for queimando, empurre-a para cima. Tenha cuidado para não desgastar muito os lados da vela, caso contrário a vela não ficará firme na beira da lata. Casoutilize outra fonte de calor e não tenha suporte adequado, utilize as orientações do item (1) para a montagem dos suportes. Lembrando que, para um bom encaixe, devem ser usadas latinhas do mesmo fabricante. 2º) RECIPIENTES PRODUZIDOS COM LATINHAS CORTADAS MATERIAL Latinhas de refrigerante. MONTAGEM 1. Corte a latinha bem próximo da borda superior. 2. No lugar onde foi cortado, faça cortes de cerca de 5mm na vertical e depois dobre as beiras da lata para dentro (para evitar acidentes com a beira da lata cortante). 2. Organize antecipadamente o ambiente amplo (uma sala de aula disponível ou laboratório), a partir das indicações da ficha de organização do percurso, apresentada a seguir. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 47 FICHA DE ORGANIZAÇÃO DO PERCURSO - PROFESSOR Reúna as mesas da sala de aula formando oito ilhas, ou utilize oito espaços de bancada em laboratório. O espaçamento entre as ilhas deve ser o maior possível, de tal forma que uma equipe não atrapalhe a movimentação de outra. Cada uma das ilhas deve ter o número de identificação (Ilha 1; Ilha 2, ...), a lista de orientações (combinados com os alunos) e as questões a serem investigadas, fixados no tampo da mesa (ou bancada) e um pano para limpeza na troca de equipes. Os materiais necessários para as investigações devem estar organizados. Cada uma das ilhas com o material correspondente. 3. Antes de conduzir os alunos para a sala com o percurso, é preciso informá-los da dinâmica que será desenvolvida (essa prática pode ser desenvolvida no final da aula anterior). A classe deve ser dividida em sete equipes. Cada equipe assume uma ilha, ao chegar à sala do percurso, desenvolvendo e discutindo a proposta apresentada no Caderno do Estudante. Depois de um consenso de todos os participantes da equipe quanto às respostas a serem dadasdeve ser feito o registro, antes de a equipe dirigir-se a outra ilha. Todas as equipes devem fazer o percurso completo, ou seja, percorrer as oito ilhas, desenvolvendo as oito propostas experimentais. Não há uma ordem a ser seguida. O tempo médio estimado é de 10 minutos por ilha. 4. Ainda antes de iniciar a atividade, fazer combinados sobre as atitudes e procedimentos dos estudantes: As equipes devem trabalhar de forma independente, sem que uma interfira ou solicite a atenção de outra. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 48 Cada equipe deve deixar a ilha totalmente preparada para o ingresso de outra equipe, com materiais e tampo limpos, conforme as instruções do Caderno do Estudante. Os registros devem ser finalizados antes de iniciar a proposta de outra ilha, de tal forma que nenhum colega fique para trás escrevendo, enquanto os demais iniciam a próxima proposta etc. ATENÇÃO: uma ilha sempre estará vazia (sete equipes para oito ilhas). Essa é uma estratégia que facilitará a movimentação das equipes, pois sempre haverá uma ilha disponível para ingressar, quando terminado o trabalho em outra. São 8 experimentos, portanto, 8 fichas (Fichas 1 a 8 do Caderno do Estudante) com roteiros que orientam os alunos no desenvolvimento do experimento e indicam o que eles devem registrar a respeito. 5. Durante o desenvolvimento da atividade, circule entre as equipes sem nenhuma intervenção, porém, cumprindo a importante função de registrar informações, falas, fatos e ideias que serão, posteriormente, utilizados nas aulas em que os conhecimentos serão explorados e formalizados (Atividade 2). Além disso, indicamos a filmagem (com câmera de celular, por exemplo) do desenvolvimento dos experimentos. Atividade 2 Relacionando teorias com as práticas experimentais Resumo A atividade propõe uma sequência de aulas expositivas com intensa participação dos alunos, tendo como base os experimentos realizados na Atividade 1. A ideia é provocar a discussão das explicações, justificativas e argumentos dos alunos às propostas dos experimentos e, com base nessas discussões, formalizar os conhecimentos e conceitos científicos. É apresentada uma rotina de aula e um roteiro de apoio ao professor, com os objetivos, os conteúdos, as explicações e as Ao circular na sala de aula, verifique se os alunos (ou quais deles) utilizam termos microscópicos para explicar fenômenos como, por exemplo, agitação de átomos, moléculas, partículas etc. A maior parte dos alunos estudou o 1º ano do Ensino Médio na própria escola; perceba de que procedimentos e atitudes eles já se apropriaram em relação a posturas investigativas, participação e interação com a equipe, autonomia para ler e interpretar as orientações e perguntas, bem como a dedicação a buscar respostas, discutir com os colegas, argumentar e registrar. Ou seja, anote sua avaliação de todas as habilidades relacionadas às dimensões cognitiva, relacional, pessoal e produtiva importantes para a formação do aluno, mas lembre-se de que neste bimestre o foco está em especial nas habilidades não cognitivas. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 49 dicas de discussões teóricas referentes a cada uma das oitoexperiências realizadas na atividade anterior. Se faz necessário o planejamento do professor, bem como a organização de material de apoio (por exemplo, PowerPoint e livro didático). Objetivos Os mesmos indicados na Atividade 1. Organização da turma Coletivo. Recursos e providências Registros de observação do professor (escritos e vídeos da Atividade 1). Registros dos alunos (da Atividade 1, no Caderno do Estudante). Livro didático adotado na escola. Datashow. Duração prevista 4 aulas. Gestão de Aula Para as aulas teóricas e expositivas, propomos as orientações que se seguem, em conformidade com nossa constante atenção ao fato de que toda aula deve ter começo, meio e fim, para que os alunos vejam sentido no estudo. Ressaltamos que a distribuição dos temas teóricos deve ser bem dosada em cada aula e nos quatro dias planejados, para a boa aplicação desta rotina: Desenvolvimento Rotina para cada dupla de aulas: 1. Expor a pauta no quadro. 2. Iniciar com a correção, comentário ou entrega da tarefa da aula anterior, quando houver. 3. Abordar o tema a partir da discussão dos experimentos desenvolvidos. Como apoio, mais adiante é apresentada a ficha de exploração dos experimentos. 4. Exibir o vídeo (ou apenas a principal parte) do experimento, para retomada do que foi feito e pensado. 5. Organizar e ordenar as ideias, hipóteses e fatos colocados pelos alunos e acrescentar suas observações e intervenções. 6. Desenvolver a abordagem teórica, sempre estabelecendo relações com as ideias, hipóteses e fatos organizados no início da aula. 7. Formalizar conceitos, exemplificando com dois ou três exercícios relacionados, para serem desenvolvidos em aula, coletivamente ou em equipes. 8. Verificar, nos 5 minutos finais da aula, se a pauta proposta foi ou não cumprida e também a orientação da tarefa. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 50 9. Escolher dois ou três exercícios a serem resolvidos individualmente como tarefa. A seguir, indicações para apoiar a exploração dos experimentos da Atividade 1 nas aulas teóricas. FICHA EXPLORAÇÃO DOS EXPERIMENTOS - PROFESSOR ROTEIRO DE APOIO – ILHA 1 Objetivodo do experimento: mostrar que durante o aquecimento de um material ocorre dissipação de energia térmica. Conceito: energia térmica. Expectativa da aprendizagem: perceber que um objeto não mudará de estado físico se houver dissipação de energia térmica. Observação/explicação: observa-se que o copo vazio derrete rapidamente, enquanto que o com água não derrete. No segundo caso, a energia térmica que passa da chama para o plástico (do fundo do copo com água) é dissipada para a água. Quando começa a formar bolhas no fundo do copo, nos lugares onde estão as bolhas não há dissipação de energia térmica e o plástico derrete, formando furinhos no lugar onde estão as bolhas. A água dissipa o calor que o copo recebe e, por isso, o copo com água não derrete, com exceçãodos pontos onde as bolhas se formaram. Fique atento! - Os gases não são bons condutores de energia térmica, por isso praticamente não há dissipação de energia térmica no lugar onde se formam as pequenas bolhas. - Durante a ebulição da água, as bolhas que se formam são de vapor. Exploração: o que determina a temperatura de um material é a sua quantidade de energia térmica. Fornecendo mais energia térmica para o material, sua temperatura aumenta. A chama de uma vela é uma fonte contínua de energia térmica enquanto a vela estiver acesa. Se colocarmos um objeto próximo à chama ou na chama da vela, ele estará recebendo energia térmica continuamente e sua temperatura, portanto, deveria aumentar continuamente. No entanto, se colocamos um pedaço de ferro na chama de uma vela, a temperatura do ferro não aumentará continuamente, pois se isso ocorresse aconteceria a fusão do ferro, assim como ocorre a fusão do gelo quando sua temperatura aumenta além de zero graus Celsius (0 ºC). O que acontece é que, sempre que houver desequilíbrio de temperatura, a energia térmica se propagará de um lugar de maior temperatura para um lugar de menor temperatura. É por isso que a barra de ferro colocada na chama da vela não se aquece continuamente, pois a energia térmica se dissipa pelo ambiente que possui temperatura menor que o ferro aquecido. No cotidiano, há situações em que a propagação de energia térmica é contida pelo ambiente, como no caso das garrafas térmicas e das roupas de lã. Em outros ambientes, ela tem de ser dissipada – nos motores dos carros, os sistemas de refrigeração dissipam a energia térmica, garantindo que a temperatura não aumente a ponto de ocorrer a fusão das peças do motor. Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. ROTEIROS DE APOIO - ILHA 2 e ILHA 3 Objetivo dos experimentos: introduzir os conceitos de calor e temperatura, mostrando a diferença entre ambos. Conceitos: calor e temperatura. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 51 Expectativa da aprendizagem: a compreensão de que, para se elevar a temperatura de um objeto até certo valor, é preciso de certa quantidade de calor, mas se o objeto tiver o dobro de massa precisará do dobro da quantidade de calor para atingir a mesma temperatura. Observação/explicação: ILHA 2: onde há mais água, a demora para esquentar é maior, porque ambos recebem a mesma quantidade de calor ao mesmo tempo. Isso porque as duas vasilhas são colocadas sob fonte de calor de mesma intensidade. Um objeto de massa maior precisa de quantidade maior de calor para atingir a mesma temperatura que um objeto de massa menor. ILHA 3: o gelo absorve a mesma quantidade de calor nos dois recipientes, logo, a água do recipiente B perde a mesma quantidade de calor que a água do recipiente A. Como a quantidade de água do recipiente B é menor, tem-se ali um número menor de moléculas de água. Isso explica o fato de a temperatura ser menor: individualmente, cada molécula ficou menos agitada. E isso é coerente com o conceito de temperatura: ela mede apenas o estado de agitação de cada molécula. Exploração: no dia a dia, em contato com objetos ou ambientes, podemos ter a sensação de quente ou frio, percebendo diferentes temperaturas. E é comum usarmos as palavras calor e temperatura sem deixar clara a diferença existente entre as duas. Algumas expressões podem até apresentar as palavras com seus conceitos trocados, como no caso da expressão "como está calor hoje!", onde se usa a palavra calor para expressar a temperatura do ambiente. A partir disso se deduz que as sensações de quente e frio que temos também não são sensações de calor e sim de temperatura. Na verdade, a temperatura de um objeto ou ambiente é a medida do quanto seus átomos e moléculas estão agitados, enquanto calor, ou energia térmica, é a quantidade de energia envolvida nessa agitação molecular. Para entender melhor, imaginemos duas piscinas de mesma profundidade e de tamanhos diferentes, relacionando volume de água com o calor e nível de água com a temperatura. As duas piscinas podem ter o mesmo nível de água, mas, obrigatoriamente, terão volumes diferentes de água. Podemos concluir que dois objetos com a mesma temperatura podem possuir quantidades diferentes de calor. Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. ROTEIRO DE APOIO – ILHA 4 Objetivo do experimento: mostrar que a transferência espontânea de calor entre objetos em contato ocorre sempre da maior temperatura para a menor, levando ambos a atingirem a mesma temperatura (o equilíbrio térmico). Conceito: Lei zero da termodinâmica. Expectativa da aprendizagem: perceber a transferência de energia da água e do recipiente de alumínio, que estão em uma temperatura mais alta, para a água de menor temperatura. Observação/explicação: nota-se que a água da vasilha de boca larga começa a aquecer, pois ocorre a transferência de energia da água e do recipiente de alumínio, que estão em uma temperatura mais alta, para a água de menor temperatura. Essa transferência de calor ocorrerá até que os dois volumes de água e os recipientes atinjam o equilíbrio térmico. Durante a execução, também há transferência de calor para o ar que está a volta do experimento. Entretanto, o equilíbrio térmico entre os dois volumes de água é atingido bem mais rapidamente do que entre os volumes de água e o ar. Assim, focamos a atenção somente no equilíbrio entre os dois volumes de água. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 52 Exploração: em diversas situações cotidianas, presenciamos, e até mesmo sentimos, a transferência de calor entre objetos. Na cozinha, por exemplo, para preparar os alimentos precisamos aquecê-los; ao terminar de prepará-los, eles começam a esfriar até ficar na mesma temperatura do ambiente, ou seja, esfriam até atingir um equilíbrio térmico com o meio onde estão. Nesse exemplo, a troca de calor ocorreu entre a panela onde estavam os alimentos e o ar que a rodeava. Não é por acaso que a cozinha esquenta: ela recebe o calor dos objetos aquecidos em seu interior. Outro exemplo de transferência de calor é a nossa sensação de frio ou quente. Quando o ambiente em que estamos se torna mais frio do que o nosso corpo, então o calor do nosso corpo começa a propagar para o ambiente e nós começamos a sentir frio. Quando o ambiente está mais quente, não há transferência de calor do nosso corpo para o meio e temos a sensação de quente. A roupa que usamos também influencia a quantidade de calor que será transferida do corpo para o ambiente. Pois o algodão ou a lã isolam o calor, ou seja, eles impedem que o calor propague rapidamente do corpo para o ambiente. A lã é um isolante térmico melhor que o algodão e justamente por isso ela é usada no inverno, quando o ambiente está mais frio, pois ela consegue reter melhor o calor do nosso corpo, impedindo que ele se propague para o ambiente. Roupas leves de algodão são usadas no verão porque o algodão permite que o calor do nosso corpo se propague melhor. Transferência espontânea de calor ocorre sempre do objeto de maior temperatura para aquele de menor temperatura. Essa transferência de energia ocorre até que as temperaturas se igualem, ou seja, até que os objetos atinjam o equilíbrio térmico. Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. ROTEIRO DE APOIO – ILHA 5 Objetivo do experimento: mostrar a propagação de calor por condução. Conceitos: propagação de calor por condução; condutores e isolantes térmicos. Expectativa da aprendizagem: perceber a propagação do calor por condução e a resistência de materiais diferentes a ela: um fio elétrico, que conduz bem o calor, e um palito de madeira, que é um mau condutor de calor. Observação/explicação: conforme o calor se propaga pelo fio, as gotas de parafina vão derretendo, começando do ponto mais próximo de onde está sendo aquecido até à outra extremidade. O mesmo não acontece no aquecimento da extremidade do palito, poisa madeira não conduz calor tão bem quanto o metal. Portanto, a parafina sobre a madeira não derrete do mesmo modo como derrete a parafina sobre o fio. Observação: os pingos de vela são usados para que não seja necessária a utilização do tato para sentir a propagação de calor. Exploração: a propagação de calor pode ocorrer de três modos: condução, convecção e irradiação. Enquanto a propagação por irradiação se dá mesmo na ausência de matéria (vácuo), a propagação por condução exige o contato entre os objetos que trocarão calor, e a propagação por convecção envolve a movimentação da matéria. Quando colocamos uma panela com água no fogo para esquentar, podemos observar a propagação de calor dos três modos. Por condução: o calor do fogo se propaga para a panela que está em contato com ele; esse calor se propaga também por condução para a água, que está em contato com a panela. Por convecção: a água que está em contato com o fundo da panela se aquece, sua densidade diminui (fica mais leve) e ela sobe, enquanto a água fria da superfície (mais pesada) desce para o fundo. Por irradiação: se tiramos a panela do fogo e aproximamos a mão de seu fundo, sentiremos um aumento de temperatura. O calor sentido não chegou por condução (pois não havia contato) nem por convecção (pois o ar quente sobe), pois a radiação independe da existência ou movimentação de matéria para se propagar. Outro exemplo de propagação por irradiação é a energia OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 53 térmica do Sol, que chega até nós pela propagação através do espaço, que é quase um vácuo perfeito. O experimento mostra a propagação de calor por condução e também a resistência oferecida a essa propagação por dois materiais diferentes: um fio elétrico e um palito de madeira. (Professor: os processos de transferência de calor (condução,convecção e radiação), para a compreensão de fenômenos ambientais e cotidianos, serão aprofundados no segundo bimestre.) Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. ROTEIRO DE APOIO – ILHA 6 Objetivo do experimento: observar o processo de transformação do estado físico da matéria e reconhecer processos físicos reversíveis e irreversíveis. Conceito: mudança do estado físico da matéria. Expectativa da aprendizagem: perceber a relação entre o estado físico da matéria e a configuração das moléculas. Observação/explicação: inicialmente, quando a parafina mudou do estado sólido para o líquido (por meio da chama da vela que forneceu calor ao sistema), foi possível reverter o processo, retornando do estado líquido para o sólido (retirando calor, por meio da proximidade com o gelo). No entanto, o mesmo não ocorreu depois do estado líquido transformar-se em gasoso, ou seja, não foi feita a passagem do estado gasoso para o líquido, pois a parafina é um derivado do petróleo formado de várias substâncias diferentes e na mudança para o estado gasoso as diferentes substâncias se separam. Portanto, o que realmente ocorre é uma decomposição da parafina em diferentes componentes. Podemos concluir, portanto, que na mudança de estado da parafina no estado sólido para a forma gasosa é impossível reverter o processo, de gás para sólido. (Professor: essa discussão é uma primeira aproximação do aluno com o conceito de reversibilidade e irreversibilidade. No segundo bimestre esses conceitos serão aprofundados). Exploração: os principais efeitos físicos que podem ocorrer em um material devido a alterações em sua energia térmica são: variação da temperatura, variação de volume e mudança de estado físico. Todos os materiais são formados por moléculas (menor parte da matéria que conserva as características de uma substância), sendo que a maioria dos materiais que encontramos na natureza é formada pela mistura de diferentes substâncias. O efeito do aumento de energia térmica em um material é o aumento da velocidade com que as moléculas se movem (vibram) no material. A temperatura é um indicativo da energia cinética (energia de movimento) com que as moléculas estão vibrando, ou seja, mede o quão rápido as moléculas estão se movimentando. O estado físico de um material, sólido, líquido ou gasoso, é devido à interação elétrica existente entre as moléculas das substâncias de que é formado o material. Com o aumento da energia térmica das moléculas, ou seja, com o aumento da intensidade com que vibram as moléculas, chega-se a certa temperatura onde a intensidade da vibração é suficiente para superar a interação molecular existente. Então ocorre a mudança de estado. As moléculas de um sólido vibram em torno de uma posição fixa; na mudança para o estado líquido as moléculas deixam de ter esta posição fixa de vibração, e com isso podem deslocar-se de um lugar para outro. Na mudança do estado líquido para o gasoso, as moléculas deixam de ter interações entre si e passam a movimentar-se para qualquer direção, espalhando-se no espaço. A diminuição da quantidade de energia térmica simplesmente faz com que os mesmos fenômenos aconteçam, só que em ordem contrária. Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. ROTEIRO DE APOIO – ILHA 7 OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 54 Objetivo do experimento: mostrar que ocorre transmissão de calor por irradiação. Conceito: propagação de calor por irradiação. Expectativa da aprendizagem: perceber a transferência de calor, sem contato com a fonte, devido à irradiação de calor produzida pela chama de uma vela e/ ou da lâmpada. Vários outros sistemas provocam a mesma forma de propagação de calor: lareira, ferro elétrico, qualquer corpo muito aquecido... Mas o sistema mais importante, pois ele mantém a vida na Terra, é o Sol! Observação/explicação: o aumento de temperatura na mão comprova que há transmissão de calor. Sem contato direto com a fonte, exclui-se, também, a possibilidade de a energia térmica chegar até àmão pelo ar por condução ou convecção, pois o ar é mau condutor de calor e o ar aquecido sobe em vez de ir para os lados ou para baixo. Logo, conclui-se que o calor chegou até à mão por outro processo: a irradiação. Exploração: o calor (energia térmica) propaga-se de um corpo ou substância de maior temperatura para outro de menor temperatura. Por exemplo, quando colocamos uma panela com água no fogo para esquentar, podemos observar a propagação de calor de três modos diferentes. Por condução: o calor do fogo se propaga para a panela que está em contato com ele; esse calor se propaga também por condução para a água, que está em contato com a panela. Por convecção: a água que está em contato com o fundo da panela se aquece, sua densidade diminui (fica mais leve) e ela sobe, enquanto a água fria da superfície (mais pesada) desce para o fundo. Por irradiação: se tiramos a panela do fogo e aproximamos a mão de seu fundo, sentiremos um aumento de temperatura. Quando estamos na luz do Sol, também podemos perceber a irradiação de calor, pois sentimos o calor irradiado do Sol. Como sabemos, entre a Terra e o Sol não existe matéria (chama-se a ausência de matéria de "vácuo"). Logo, o calor do Sol não chega até àTerra por condução através de algum tipo de material. Nem por convecção, pois esse tipo de transporte de calor também exige o transporte de matéria. A esse processo de transferência de calor na ausência de matéria chamamos "irradiação". Em geral, todas as coisas irradiam calor. No entanto, a irradiação de uns é maior que a de outros, devido ao fato de ter a temperatura mais alta. O calor em forma de radiação se propaga até encontrar matéria, que poderá absorvê-lo. Como exemplos, o ar aquecido pela luz solar (que é o mais importante dos fenômenos responsáveis pelas variações de temperatura do meio ambiente) e a pele aquecida pela radiação do fogo. (Professor: os conceitos discutidos nesse experimento são importantes para compreensão de fenômenos e significados relacionados aos conceitos de Calor e Temperatura. No entanto, os processos detransferência de calor serão abordados de forma mais abrangente no segundo bimestre.) Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. ROTEIRO DE APOIO – ILHA 8 Objetivo do experimento: mostrar que a sensação de frio ou quente depende da condutividade térmica do objeto tocado. Conceito: condutividade térmica. Expectativa da aprendizagem: perceber que o motivo da diferença entre sensação térmica e temperatura é a condutividade térmica dos materiais. Observação/explicação: o fluxo de calor da água para a mão é maior no recipiente de alumínio que na caneca de porcelana, por isso tem-se a sensação que o recipiente de alumínio está mais quente que a caneca. O fluxo de calor na caneca é menor OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 55 porque a porcelana não conduz calor tão bem quanto o alumínio, que é um bom condutor de calor. Apesar de se ter a sensação que a temperatura do recipiente de alumínio é maior que a temperatura da caneca, ambos estão na mesma temperatura, que é a temperatura da água dentro deles. Exploração: num determinado ambiente, uma sala, por exemplo, todos os objetos ficam na mesma temperatura: a temperatura ambiente. Nesse ambiente, quando se toca em um objeto bom condutor de calor, como os de metal, tem-se a impressão de que a temperatura é menor que a dos demais objetos que são maus condutores de calor, como os de madeira. Ao tocarmos os móveis de madeira e as partes de metal ou o piso de uma sala, temos a impressão de que a parte de metal ou o piso está mais frio que a madeira dos móveis. Isso acontece porque a nossa sensação de frio ou calor é criada pelo fluxo de calor do corpo para o ambiente ou vice-versa. Fluxo de calor é a quantidade de calor que passa de uma região de temperatura mais alta para uma região de temperatura mais baixa em determinado intervalo de tempo. Quando se toca em um objeto mau condutor de calor, há pouca passagem de calor da pele para o objeto (considerando que a pele está mais quente que o objeto). Além disso, a temperatura da pele se iguala rapidamente à temperatura da superfície tocada. Pele e superfície do objeto rapidamente chegam à mesma temperatura, pois o objeto é mau condutor de calor e segura em sua superfície o calor recebido. Quando se toca um objeto bom condutor de calor, há passagem de grande quantidade de calor da pele para o objeto (considerando que a pele está mais quente que o objeto). O fluxo é contínuo, pois o calor que chega da pele à superfície do objeto condutor é conduzido para todo o objeto. Assim, a temperatura da pele só se iguala à temperatura do objeto quando todo o objeto estiver na mesma temperatura que a pele, o que demora certo tempo. Durante esse tempo, a superfície do objeto continua com temperatura menor que a da pele, passando-nos a sensação de frio. Ocorre processo semelhante se os objetos tocados estiverem mais quentes que a pele. Disponível em: bit.ly/ExperimentosFisicaUNESP. Acesso em: jun. 2017. Orientação de estudos Como rotina, depois de cada dupla de aulas, escolha alguns exercícios do livro didático (ou outra fonte) referentes aos temas explorados nas aulas para que os estudantes ampliem suas relações com o conhecimento. Outra indicação de tarefa de interesse é a produção de um dicionário de conceitos de termodinâmica. Iniciando essa prática na primeira aula da Atividade 2, a cada aula de Física, o aluno assume a tarefa de atualizar seu dicionário. Na aula seguinte, em equipes, por cerca de 10 minutos, os estudantes compartilham seus dicionários com os colegas, comparando as definições que escreveram, como oportunidade de aperfeiçoar seus registros. As tarefas podem ser bons instrumentos de avaliação para acompanhar os avanços e dificuldades dos alunos quando desenvolvem exercícios e problemas sem ajuda dos colegas. Na correção coletiva ou em pequenos grupos, observe e identifique os alunos que fizeram a tarefa, os que fizeram mas apagaram ou riscaram sua produção para copiar a resposta de outro ou do quadro. Aproxime-se dos alunos que não apresentam tarefa, para perceber se é por falta de empenho ou por sentirem dificuldade em resolver as propostas sem ter ajuda. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 56 Atividade 3 Efeito da temperatura sobre as dimensões dos corpos Resumo Partindo de um roteiro, os alunos estabelecem relações do conteúdo que será aprendido com os conhecimentos que possuem a partir de suas experiências cotidianas. Em experimentos demonstrativos, realizados pelo professor, são explorados os conhecimentos científicos relacionados à dilatação térmica de sólidos e fluidos. Objetivos Interpretar a relação entre fenômenos naturais envolvendo calor e temperatura, relacionando-os com as propriedades da matéria. Organização da turma Times de 4 alunos e coletivo. Recursos e providências Ficha 9 (Como você explica?) do Caderno do Estudante. Materiais para experimentos especificados mais adiante na Ficha com roteiros dos experimentos. Duração prevista 2 aulas. Gestão da Aula Ao planejar um experimento na modalidade demonstração, é preciso elaborar alguns questionamentos-chave que provoquem e incentivem os estudantes a expressar hipóteses e a participar das discussões coletivas. A estratégia é favorecida em um ambiente aberto à reflexão crítica e à busca de explicações ou mais informações sobre o conhecimento em estudo. É importante reunir e organizar previamente os materiais utilizados nos experimentos, verificando a necessidade ou não de ajustes nos procedimentos, bem como prever os tempos, espaços, exploração e sistematização do conhecimento. O experimento observado pode ser conduzido de forma a estimular os alunos a buscar mais explicações e informações sobre o tema em estudo. Desenvolvimento Atenção professor! Não temos a expectativa de trabalhar matematicamente a dilatação térmica e consideramos totalmente impróprio tal trabalho, uma vez que a relação entre o número de aulas e a quantidade de conteúdos exige que se façam escolhas sobre o que deve ser privilegiado. Uma perspectiva é o desenvolvimento coletivo, mediado pelo professor, de alguns exemplos, com foco em: O dicionário de conceitos de termodinâmica pode fazer parte das avaliações que geram a nota do aluno. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 57 Reconhecer a relação entre as variáveis ΔT, variação de temperatura, e ΔL, variação de comprimento, percebendo o significado do coeficiente de dilatação térmica. Dimensionar a dilatação: cada metro de determinado material, submetido à variação de temperatura 1 oC, quanto dilata? Comparar coeficientes de dilatação térmica, para reconhecer os materiais que se dilatam mais facilmente, percebendo como são feitas as escolhas de materiais para as grandes construções e os mecanismos utilizados para prevenir acidentes devido à dilatação de materiais. 1ª etapa: Refletir e registrar 1. Organize a classe em equipes de quatro alunos e peça que acessem a Ficha 9 - Como você explica, do Caderno do Estudante. 2. Estabeleça o tempo (cerca de 15 minutos) para o desenvolvimento do roteiro. 3. Inicie a discussão coletiva da seguinte forma: direcione a primeira questão para uma equipe, que deve ler sua resposta. Incentive a discussão: Todos concordam? Alguma equipe apresentou uma resposta diferente? Depois direcione a segunda questão para outro grupo, e assim sucessivamente, com o mesmo movimento, explorando as cinco questões do roteiro. 2ª etapa: observar, discutir e anotar 1. Organize a classe em forma de U para uma boa visibilidade dos experimentos que devem ser realizados por você, na modalidade de observação. 2. Tenha por perto os recursos necessários para realizar os experimentos. 3. Oriente os alunos sobre os registros, que são fundamentais, tanto para a aprendizagem quanto para a tarefa que será solicitada. 4. A ideia é seguir a seguinte rotina, para cada um dos experimentos: 1º. Apresente o objetivo do experimento, a propostae os materiais utilizados (uma síntese do roteiro do professor, apresentado a seguir). 2º. Demonstre o experimento, envolvendo os alunos em cada etapa por meio de perguntas. 3º. Coletivamente, provoque-os com perguntas relacionadas à interpretação do experimento. 4º. Com base nos registros dos alunos, discuta as compreensões. 5º. Sistematize as discussões conduzindo à aula teórica dos conteúdos relacionados ao experimento. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 58 FICHA COM ROTEIRO DOS EXPERIMENTOS – PROFESSOR Experiência 1: esfera metálica Introdução: Provavelmente, o registro mais antigo da experiência sobre dilatação térmica tenha sido a realizada por Willem Jacob's Gravesande (1688-1742) no século XVIII. É a experiência da esfera metálica e de um anel, pelo qual ela passa com facilidade, quando esta não está aquecida. Entretanto, ao se aquecer a esfera metálica ela não consegue mais passar por dentro do anel. Não é possível visualizar esse aumento de seu diâmetro, entretanto conseguimos observá-lo ao tentar passar a esfera pelo anel. Objetivo: comprovar que os corpos aumentam suas dimensões quando aquecidos. Material : Um kit “anel de Gravesande”, com esfera e chapa com furo circular (mais adiante apresenta-se uma proposta alternativa). Chama para aquecimento do material (lamparina, bico de Bunsen etc.). Desenvolvimento experimental: 1. Antes de aquecer a esfera, comprove que ela mesma passa sem dificuldade pelo furo circular. 2. Após fazer a comprovação anterior, aqueça a esfera, por alguns minutos, utilizando a lamparina ou o bico de Bunsen. 3. Apague a chama e tente novamente passar a esfera pelo furo circular. Discussão: Motive a discussão das justificativas que os alunos apresentam para o fato da esfera não atravessar o furo circular após o aquecimento. Exploração: a temperatura dos corpos está relacionada com o grau de vibração das moléculas que o constituem. Assim, o aumento da temperatura do corpo corresponde a um aumento da agitação molecular fazendo com que a distância média entre as partículas aumente, ou seja, o material dilata-se, expande-se resultando num aumento nas dimensões do corpo. A este aumento é dado o nome de dilatação térmica. De forma análoga, quando a temperatura diminuiu também acarreta redução nas dimensões do material, é a chamada contração térmica. O calor é espontaneamente transferido do corpo que possui temperatura mais alta para o que possui temperatura mais baixa, e o calor só é transferido enquanto os corpos possuírem temperaturas diferentes entre si, isso porque uma vez que é atingido o equilíbrio térmico, os corpos atingem a mesma temperatura e deixa de ocorrer o fluxo de energia, ou seja, calor. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 59 Material alternativo (caso a escola não disponha de um kit “anel de Gravesande”) Moeda de um real Pinça, pregador ou alicate, para segurar a moeda com segurança Chama para aquecimento do material, vela, lamparina, bico de Bunsen etc. Placa de alumínio com furo circular com 2,72 cm de diâmetro (a placa de alumínio pode ser substituida por uma tampa de lata de alumínio e o furo deve ser feito tendo uma moeda de um real como molde; a figura abaixo mostra a produção desse material usando uma latinha de refrigerante e, mais adiante, outro modelo que pode ser produzido). Desenvolvimento experimental: 1. Faça a montagem com o material alternativo antecipadamente, estando com o material pronto no momento da aula. 2. Seguir os mesmos procedimentos indicados para o experimento com o “anel de Gravesande”. Professor, atenção aos registros dos alunos. Experiência 2: dilatação dos líquidos Introdução: A dilatação dos líquidos ocorre tal como a dilatação dos sólidos. No entanto, um líquido não tem forma própria, tomando a forma do recipiente que o contém. Assim, ao aquecermos o líquido, estaremos também aquecendo o recipiente, fazendo com que os dois se dilatem. A dilatação observada experimentalmente é o que chamamos dilatação aparente. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 60 Objetivo: observar a dilatação aparente do líquido ao ser aquecido. Material: Água. Balão de ensaio de vidro com fundo chato (ou recipiente com o mesmo formato). Rolha com o mesmo diâmetro da boca do balão de ensaio. Lamparina ou bico de Bunsen. Tinta guache. Bastão de vidro (ou palito de madeira, tipo espetinho de churrasco). Béquer (ou um copo comum). Suporte universal com garra. Tubo de vidro vazado dos dois lados ou canudinho de refrigerante transparente, de material resistente. Saca-rolha. Desenvolvimento experimental 1. Use o saca-rolha para fazer um furo no centro da rolha, para nele encaixar o tubo de vidro vazado dos dois lados. É importante que o tubo de vidro fique bem ajustado ao furo. Reserve este material. Professor, faça esse procedimento antecipadamente, estando com o material pronto no momento da aula. 2. Coloque uma quantidade de água no béquer e misture um pouco de tinta guache. Mexa circularmente com o bastão de vidro (ou palito de madeira) até que a tinta guache esteja completamente dissolvida, obtendo uma substância colorida, homogênea. 3. Em seguida, derrame a mistura dentro do balão de vidro. 4. Coloque, no balão de ensaio, a rolha com o tubo de vidro vazado, de tal forma que parte do tubo fique encostado no fundo do balão de vidro e a outra parte para fora do balão. 5. Finalmente, fixe o sistema montado, com a ajuda da garra, no suporte universal. Analise a imagem para verificar a montagem. 6. Acenda a lamparina, colocando-a embaixo do sistema, para aquecê-lo. 7. Peça aos alunos que observem o que acontecerá no sistema montado! Professor, atenção! Durante o desenvolvimento experimental, relembre os alunos sobre a importância dos registros. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 61 Resultado observado: Depois de transcorridos alguns minutos, é possível observar a substância colorida subindo no bastão de vidro vazado (ou canudinho de refrigerante), à medida que a temperatura do sistema vai aumentando. Discussão: Para discutir o experimento, pergunte à classe: O que foi observado? Houve dilatação do líquido? E do vidro? Diga que o líquido que subiu no bastão de vidro corresponde à dilatação aparente do líquido: Como explicam o significado de “dilatação aparente”? Orientação de estudos Apresente a seguinte questão: Por que o mercúrio do termômetro “sobe” quando aumenta a temperatura? Peça que os alunos pesquisem como funciona um termômetro clínico e que façam uma pesquisa sobre o termostato, explicando seu funcionamento. Os registros de pesquisa devem ser entregues ao professor. (Este é um bom instrumento de avaliação. Verifique se os alunos relacionam a pesquisa com as experiências 2 e 3). Atividade 4 Consequências da absorção de calor Resumo É indicada uma aula teórica, inicial, e na sequência um roteiro que retoma a teoria, para relacioná-la a dois experimentos de verificação que ajudam a compreender o comportamento de uma substância na transição de fase. A meta é que os alunos percebam quando a transferência de calor para uma substância altera sua temperatura e quando muda de estado. Objetivos Interpretar a relação entre fenômenos naturais que envolvem calor e temperatura, relacionando-os com as propriedades da matéria. Organização da turma Coletivo e classe dividida em 5 grupos de alunos. Recursos e providências Espaço para experimentação. Ficha 10 do Caderno do Estudante. Materiais para os experimentos conforme relacionados na Ficha 10 do Caderno do Estudante. Atenção professor! Prepare antecipadamente o gelo picado, utilizando um recipiente térmico para preservá-lo.Para picar o gelo, enrole o mesmo em um pedaço de pano e faça uso de um martelo (de cozinha ou de carpinteiro) para dar algumas marteladas. Papel milimetrado (um por aluno). Peça aos alunos que, em times, produzam um relato escrito comentando como foi desenvolvido cada um dos experimentos, as justificativaspara as observações feitas e as principais conclusões da discussão coletiva. Indicamos que as produções dos alunos sejam recolhidas e avaliadas pelo professor, e posteriormente devolvidas com uma devolutiva. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 62 Duração Prevista 4 aulas. Gestão da Aula O levantamento de hipóteses e a argumentação fundamentada em fatos são habilidades cognitivas muito importantes para o amadurecimento do pensamento lógico dedutivo característico da Ciência. É importante cuidar para que os alunos exponham suas ideias e para tanto a atuação do professor deve se ater a orientar os jovens a fundamentarem suas ideias em fatos e/ou conceitos. A associação de dados é uma das habilidades cognitivas muito importantes para o desenvolvimento do pensar científico e deve ser foco de planejamento das aulas e avaliações. Desenvolvimento É importante observar que na 2ª etapa serão desenvolvidos dois experimentos (duração de uma aula). Antecipadamente, faz-se necessário organizar, em uma sala não utilizada para aulas ou em laboratório, os materiais para cinco grupos de alunos. 1ª etapa: aula expositiva 1. Planejar uma aula expositiva para abordar os conceitos envolvidos com foco nas equações, grandezas e constantes das variações de temperatura e mudança de estado devido à absorção e perda de calor. Basicamente o conteúdo a ser abordado deve estar centrado no calor específico e calor latente de uma substância, para que a nossa meta “perceber quando a transferência de calor para uma substância altera sua temperatura e quando muda de estado” seja atingida. Orientação de estudos Leitura individual (Ficha 10 do Caderno do Estudante). Oriente a turma a marcar as ideias principais do texto e buscar o significado dos termos desconhecidos. Diga que a leitura do texto servirá de apoio para o desenvolvimento da próxima aula. 2ª etapa: interpretação de texto e experimentação 1. Retome o texto da Ficha 10, lido como tarefa, e desenvolva uma leitura coletiva, com paradas para questionamentos dos alunos, suas explicações, relações entre a aula expositiva e o texto. Apresente exemplos. 2. Em seguida, divida a classe em cinco grupos, dê as orientações básicas sobre o que espera dos alunos no desenvolvimento da próxima atividade, que é experimental. Cada grupo deve receber as orientações para os experimentos 1 e 2 e a tarefa descrita após os experimentos. 3. Encaminhe os alunos para a sala em que os experimentos já devem estar organizados para os cinco grupos. 4. Durante os experimentos, circule pelos grupos apoiando-os diante das possíveis dificuldades. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 63 Atenção professor! Distribua, uma por aluno, folhas de papel milimetrado para a realização da tarefa indicada na Ficha 10. 3ª etapa: calculando Esta etapa deverá ser dedicada à resolução de problemas. 1. Para iniciá-la, solicite aos alunos que formem as mesmas equipes organizadas para a realização dos experimentos. 2. Peça que comparem os gráficos que produziram e escolham um deles (aquele que mais se aproximou do modelo esperado) e o utilizem para determinar o valor do calor específico do gelo e da água, e o valor do calor latente de fusão do gelo. 3. Diga que os resultados devem ser comparados com os valores teóricos. 4. Em seguida, indique mais dois ou três exercícios do livro do aluno para que resolvam nas equipes. Circule pelos grupos, apoiando-os diante das possíveis dificuldades. Orientação de estudos Proponha uma pesquisa bibliográfica sobre A História das máquinas térmicas. Indique os textos e vídeos destacados na lista de sites apresentada a seguir, e peça aos alunos que produzam uma lista das principais ideias e fatos envolvidos na história das máquinas térmicas. Apresente as questões que devem orientar a pesquisa: Qual a importância das máquinas térmicas? Por que se constituem como marco do desenvolvimento moderno? Quais os principais personagens e os fatos mais marcantes da descoberta das máquinas térmicas? Que influência esse desenvolvimento teve no modo de viver e pensar do homem? Inclua outras que considerar importantes. Bibliografias indicadas para a pesquisa: TEXTOS disponíveis em: bit.ly/MaquinasTermicasUFC. Acesso em: jun. 2017. bit.ly/MaquinaAVaporUSP. Acesso em: jun. 2017. bit.ly/TermodinamicaReportagem. Acesso em: jun. 2017. VÍDEOS disponíveis em: bit.ly/RevolucaoIndustrial. Acesso em: jun. 2017. bit.ly/RevolucaoIndustrial2. Acesso em: jun. 2017. bit.ly/RevolucaoIndustrial3. Acesso em: jun. 2017. bit.ly/RevolucaoIndustrialConsequencias. Acesso em: jun. 2017. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 64 Atividade 5 Máquinas térmicas Resumo Esta atividade dá sequência à pesquisa desenvolvida como tarefa, com a produção de texto a partir da lista das principais ideias e fatos envolvidos na história das máquinas térmicas. Uma aula expositiva é indicada para abordar três importantes conceitos relacionados às máquinas térmicas: trabalho, potência e rendimento. Objetivos Reconhecer a influência das máquinas térmicas na Revolução Industrial, compreendendo as mudanças sociais, políticas e econômicas decorrentes, bem como os avanços tecnológicos propiciados pela termodinâmica; interpretar e reconhecer os conceitos de trabalho e potência, a partir do funcionamento de uma máquina térmica; reconhecer o conceito de rendimento da máquina térmica, associando-o às perdas de calor irreversíveis. Organização da turma Trios e coletivo. Recursos e providências Livro didático adotado na escola. Duração Prevista 2 aulas. Gestão da Aula A interação entre a fala do professor e o envolvimento dos alunos em uma aula expositiva torna a participação dos alunos ativa, dinâmica e propicia ao professor determinar compreensões e dúvidas que os alunos apresentam ao longo da exposição. Desenvolvimento 1ª etapa: produção de texto e avaliação Em trios, os alunos devem discutir o que descobriram com suas pesquisas, selecionar as informações e produzir um pequeno texto: Afinal, por que essa tal de máquina térmica é importante? Para ser entregue ao professor (o material pode ser boa fonte para avaliação dos alunos). 2ª etapa: quanto uma máquina rende! Para os conceitos básicos de trabalho, potência e rendimento de uma máquina térmica, sugerimos aula expositiva, com abordagem dos conceitos e apresentação de exemplos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 65 O texto produzido pelos alunos são bons instrumentos de avaliação. As questões envolvidas na análise de tais textos são: . Quais conteúdos foram priorizados no texto? . As produções apresentam indícios de que os alunos compreenderam os conceitos e ideias envolvidos no tema? . A escrita apresentada tem uma organização de ideias? Tem início, meio e fim? OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 66 QUÍMICA Ao iniciarem as atividades do 2º ano os alunos precisam ser esclarecidos quanto ao que vão estudar: os ácidos, bases, sais e óxidos, suas propriedades e usos, e também conteúdos como a estequiometria, o estudo das soluções, alguns aspectos da termoquímica e da cinética química. É bom lembrá-los de que já conhecem algumas das propriedades das substâncias, os conteúdos de estrutura atômica relativos aos modelos de Rutherford e Bohr e de ligações químicas. Isso os auxiliará a usar os novos conhecimentos para o entendimento e a previsão de comportamentos das substâncias, assim como de suas reatividades. É importante que os alunos compreendam que o conhecimento das relações entre as propriedades das substâncias e suas estruturas é determinante na previsão de seus comportamentos e para a obtenção de materiais com certas propriedades específicas. As funções inorgânicas – ácidos, bases, sais e óxidos – serão apresentadas aos alunos, primeiramente a partir de fatos observáveis e mensuráveis, e conceituadas no nível macroscópico; em seguida, serão definidas no nível molecular ou exploratório e, porúltimo, será abordado o nível representacional (nível simbólico), no qual as substâncias são reconhecidos por suas fórmulas e nomes. Uma breve conceituação sobre pH será fornecida aos alunos usando a escala de pH e vinculada a amostras do cotidiano do aluno. Gestão da aula Lembre-se, professor: as atividades experimentais propiciam o trabalho em time entre vários atores que participam do processo de ensino-aprendizagem, inclusive você. Faça isso acontecer seja no laboratório como na sala de aula, para que estes ambientes sejam um sistema social onde é permitida a negociação de significados e a compreensão. Professor, as experiências devem ser previamente testadas. Você deve também preencher as tabelas e responder às questões. Estas atitudes permitem verificar as condições dos reagentes e instrumentos disponíveis no laboratório. Possibilitará também uma reflexão sobre as possíveis respostas e eventuais dificuldades dos alunos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 67 Mapa das Atividades Química Nome Resumo Duração prevista Página Atividade 1 Funções: Ácidos e Bases – experimentos de verificação e de observação Os ácidos e as bases serão conceituados primeiramente no nível macroscópico a partir do comportamento destas substâncias frente aos indicadores. A condução da corrente elétrica pelos ácidos e bases em solução aquosa também será investigada. Em seguida estas funções inorgânicas serão definidas no nível molecular ou exploratório como o conceito de grau de ionização e ácidos e bases de Arrhenius. Por último, o terceiro nível será abordado, aquele que diz respeito ao nível representacional, no qual os ácidos e bases são reconhecidos por suas fórmulas e nomes. Uma breve conceituação será dada sobre pH usando a escala de pH e vinculada com amostras do cotidiano do aluno. 8 aulas p. 67 Atividade 2 Função Sal O conceito de sal será formulado após a realização de experimentos que utilizam reações de neutralização para a obtenção do sal. Estas equações serão também usadas para verificar que a fórmula de um sal é constituída pelo cátion (íon positivo) da base e pelo ânion (íon negativo) do ácido. 4aulas p.80 Atividade 3 Função Óxido Nesta atividade, com o auxílio de um texto que descreve um material muito comum no cotidiano do aluno, o vidro, o conceito de óxido será construído. Em seguida à realização de um experimento e leitura de um texto, o conceito de óxido será diferenciado em óxido básico e óxido ácido respectivamente. As fórmulas e a nomenclatura dos óxidos serão estudadas para as substâncias mais comuns e associadas, por exemplo, à chuva ácida. 4aulas p. 82 OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 68 Sugestão para as aulas Química Objetivos Conteúdo Sugestões para aula Diferenciar ácidos e bases por meio de evidências macroscópicas e pelo uso de indicadores. Definir ácidos e bases de acordo com a teoria de Arrhenius. Escrever a fórmula dos ácidos e das bases. Nomear alguns ácidos e algumas bases. Usar a escala de pH para medir o caráter ácido e básico. Funções: ácidos e bases A atividade 1 desta OPA conceitua ácidos e bases a partir de suas propriedades macroscópicas. Propõem- se então conceituações a partir do comportamento de ácidos e base frente aos indicadores (experimento de verificação); de sua ação sobre carbonatos, reação com metais e condução elétrica (experimento de observação, projetado); e, no nível atômico molecular, uso de analogia (porca e parafuso), também aplicável à conceituação de grau de ionização (α). O professor elabora a aula referente ao nível representativo. Conceituar sal e reação de neutralização. Nomear e formular os principais sais. Função Sal Texto inicial com a função de organizador introdutório: “Ação dos antiácidos no estômago”. Experimento de verificação: Reação de neutralização – formação de um sal e água. A aula referente ao nível representativo será elaborada pelo professor. Conceituar óxidos. Diferenciar óxido básico e óxido ácido. Nomear e formular óxidos básico e ácido. Comprovar a chuva ácida por meio de experimento. Função Óxido Leitura e interpretação do texto Vidro como introdução ao tema e para conceituar óxido a partir da generalização de fórmulas; experimento de verificação para conceituar óxido básico; leitura e interpretação do texto “A Química do enxofre na atmosfera” para conceituar óxido ácido; e experimento de observação para o conceito de chuva ácida. O professor elabora a aula referente ao nível representativo. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 69 Atividade 1 Funções: Ácidos e Bases – experimentos de verificação e de observação Resumo Os ácidos e as bases serão conceituadas primeiramente no nível macroscópico (nível sensorial ou perceptivo) a partir do comportamento destas substâncias frente aos indicadores, ação sobre carbonatos e reação com metais. A condução da corrente elétrica pelos ácidos e bases em solução aquosa também será investigada. Em seguida, estas funções inorgânicas serão definidas no nível molecular ou exploratório (nível submicroscópico), como o conceito de grau de ionização e ácidos e bases de Arrhenius. Por último, o terceiro nível será abordado, aquele que diz respeito ao nível representacional (nível simbólico), no qual os ácidos e bases são reconhecidos por suas fórmulas e nomes. Uma breve conceituação será dada sobre pH usando a escala de pH e vinculada com amostras do cotidiano do aluno. Objetivos Diferenciar ácidos e bases por meio de evidências macroscópicas. Definir ácidos e bases de acordo com a teoria de Arrhenius. Escrever a fórmula dos ácidos e das bases. Nomear alguns ácidos e algumas bases. Usar a escala para medir o caráter ácido e básico (pH). Organização da turma Individual / 4 alunos. Recursos e providências Caderno do Estudante Datashow 9 tubos de ensaio por grupo de indicador (4 indicadores) Papel de tornassol azul Papel de tornassol vermelho Extrato de repolho roxo Solução de fenolftaleína Água Suco de limão Vinagre Ácido clorídrico Ácido nítrico Sabão de coco Soda cáustica Cloreto de sódio Açúcar Pedacinho de mármore Cloreto de magnésio Hidróxido de sódio Solução 0,1 mol/L de ácido clorídrico Solução 0,1 mol/L de ácido fosfórico Solução 0,1 mol/L de ácido acético OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 70 Sugestão de apoio de livros didáticos: LISBOA, Julio Cezar Foschini. Química. São Paulo: SM, 2010. (Ser Protagonista) e PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO Eduardo Leite. Química na abordagem do cotidiano. v. 1. São Paulo: Moderna, 2006. Duração Prevista 8 aulas. Desenvolvimento 1ª ETAPA (2 aulas) 1. Inicie a aula solicitando aos alunos que façam uma leitura silenciosa do texto “A existência dos ácidos, bases, sais e óxidos na Hidrosfera” (Ficha 1 do Caderno do Estudante). 2. Peça que os alunos formem seus times habituais. 3. Organize a correção das questões de 1 a 7, que estão logo a seguir do texto, de tal forma que os alunos participem da aula e que utilizem seus argumentos tanto para concordar como para discordar da resposta dada por seus colegas e/ou professor. 4. Oriente os alunos a corrigir, ou complementar, as suas respostas no caderno. 5. Discuta com os alunos a questão 7 mostrando os atributos nas fórmulas das substâncias dos grupos 1, 2, 3 e 4. 6. Enfatize aos alunos que o texto e a questão 7 mostraram a existência de quatro grupos de substâncias que formam as principais funções inorgânicas. Então, iniciaremos o estudo de cada uma destas funções. EXPECTATIVA DE RESPOSTA 1. 1,5 . 1021 L 2. Dessalinização refere-se a vários processos de retirada de sal e de outros minerais da água. 3. O ciclo hidrológico envolve, sob a ação da energia solar, o movimento contínuo das águas, através da evaporação, transpiração, condensação, precipitação e infiltração. Este ciclo faz da água um recurso renovável, que garante um suprimento contínuo desse líquido para a vida. 4. São principalmenteos bicarbonatos (HCO3-), fosfatos (PO43-) e nitratos (NO3-) dissolvidos, e também os aminoácidos (proteínas), gorduras, amido e açúcares. 5. Os íons Na+ e Cl- são os que se encontram em maior concentração, e que conferem à água do mar seu sabor salgado. 6. É a presença de ácido sulfúrico (H2SO4) e ácido nítrico (HNO3) na água da chuva. 7. a) O2 e N2. b) Cl-, Na+ e Mg2+. SO42-, HCO3-, PO43- e NO3-, CO32-. c) NaCl, CaCl2, MgCl2, KCl, MgBr2, KOH, CaSO4, CO2, NH3, SO2, H2SO4 e HNO3. d) Grupo I: NaCl, CaCl2, MgCl2, KCl, MgBr2, CaSO4. Grupo II: CO2, SO2. Grupo III: H2SO4, HNO3 e Grupo IV: KOH. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 71 7. Professor, para a aprendizagem dos conceitos de ácidos e bases recomendamos iniciar o assunto com as propriedades macroscópicas destes dois grupos de substâncias, como o comportamento frente aos indicadores. 8. Para resgatar os conhecimentos adquiridos no dia a dia, é interessante apresentar aos alunos a escala de pH vinculada a amostras do cotidiano do aluno. E também retornar ao texto de abertura. 9. Projete, no datashow, a imagem de uma escala de pH, como a indicada a seguir. Não é necessário se aprofundar no assunto, este conteúdo será abordado novamente mais para a frente, com mais detalhes, inclusive matemáticos. Escala de pH. Disponível em: bit.ly/escalaph. Acesso em: ago. 2017 10.Explique que a escala de pH permite medir o grau de acidez ou de basicidade (alcalinidade) de uma solução. E que esta é uma propriedade característica de cada solução. 11.Projete no datashowimagens de diferentes produtos e os valores de pH, para exemplificar, como: xampu, condicionador, sabão de coco etc. 12.Conhecidos os pH dos xampus e olhando na escala de pH, peça aos alunos que respondam às perguntas a seguir. 1. Qual xampu apresenta característica mais ácida? 2. Ao dissolver o sabão de coco em água, a solução resultante será ácida ou básica? 3. Projete, no datashow, a tabela a seguir. Peça aos alunos que a copiem no caderno e completem a última coluna. Amostra pH É acida ou básica? Suco de limão 2,2 – 2,4 Água gaseificada 3,9 Suco gástrico 1,0 – 3,0 Vinagre 2,4 – 3,4 Cerveja 4,0 – 4,5 Leite 6,4 Sangue 7,4 Leite de magnésia 10,5 13.Discuta com os alunos o importante papel das chuvas na hidrosfera. 14.Projete a figura a seguir e explique. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 72 15.Questione os alunos: “O texto de abertura cita as proximidades de regiões industrializadas, nesse caso, é mais provável que o pH da água da chuva destas regiões seja maior, igual ou menor que 5,6?” 2ª ETAPA: (2 aulas) Gestão da aula Professor, é interessante que cada grupo realize o seu experimento para uma melhor visualização das mudanças de cor. Organizados em seus times, peça aos alunos que realizem o experimento seguindo a Ficha 2 do Caderno do Estudante. Para otimizar o tempo de aula, avise previamente que o time 1 realizará o experimento com o papel de tornassol azul, o time 2 realizará o experimento com o papel de tornassol vermelho, o time 3 realizará o experimento com o extrato de repolho roxo e o time 4 realizará o experimento com a solução de fenolftaleína. É importante deixar as 9 soluções diluídas utilizadas no experimento previamente preparadas. No laboratório, solicite aos alunos que observem o Roteiro (Ficha 2 do Caderno do Estudante) para a realização do experimento. Os alunos devem estar organizados nos mesmos times que realizaram as etapas anteriores desta atividade. Orientação de estudos Solicite aos alunos que respondam às questões que englobam as conclusões. Avise-os também que as questões serão corrigidas pelos colegas. O pH da água pura é 7,0, mas quando o dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera se dissolve na água, ocorre a formação do ácido carbônico (H2CO3), e, portanto, o pH da água em equilíbrio com o CO2 atmosférico é de 5,6. A chuva em equilíbrio com o gás carbônico é ácida. Dizemos que a chuva tem um excesso de acidez quando seu pH for menor que 5,6. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 73 Continue a aula discutindo com os alunos os resultados da tabela de dados e as questões propostas depois do experimento. E, a partir daí, enfatize que os experimentos realizados referentes à ação dos indicadores permitiram identificar substâncias ácidas, básicas e neutras de acordo com este critério, e que esta é uma propriedade das substâncias ácidas, básicas e neutras. 3ª ETAPA: (2 aulas) 1. Professor, além da ação sobre a cor de indicadores ácido-base, outras propriedades macroscópicas dos ácidos são importantes para definir e identificar estes grupos de substâncias. São elas: ação sobre carbonatos e reação com metais. Também é importante considerar como propriedade macroscópica a condução da corrente elétrica pelos ácidos e bases em solução aquosa. Nos experimentos 3.1, 3.2, 3.3 e 3.4 os alunos realizarão reações que fornecerão estas informações. 2. Para a realização dos experimentos 3.1, 3.2 e 3.4 sugere-se a utilização do retroprojetor para demonstração. A utilização deste recurso para demonstrar experimentos químicos em sala de aula apresenta uma série de vantagens, como o gasto de reagentes ser minimizado e os experimentos poderem ser vistos, numa projeção, por um número grande de pessoas. 3. Informe os alunos que outras propriedades macroscópicas dos ácidos são importantes para definir e identificar estes grupos de substâncias como a ação sobre carbonatos e reação com metais, além da condução da corrente elétrica pelos ácidos e bases em solução aquosa. 4. Para começar o estudo destas propriedades, sugere-se primeiramente a projeção, no datashow, da figura e do parágrafo a seguir. A acidez da atmosfera não só afeta os seres vivos como também pode danificar a superfície de monumentos históricos e edifícios feitos de mármore (CaCO3 ) por causada reação com o ácido (Figura 1). O ácido pode ser representado de forma genérica (H+). CaCO3 (s) + 2H+(aq) → Ca2+ (aq) + H2O (l) + CO2 (g) Equação 1 Figura 1 - Monumento danificado pela chuva ácida Disponível em: bit.ly/chuvaÁcidaimagens. Acesso em: jun. 2017. 5. Informe aos alunos que no experimento 3.1, que será observado por meio de sua projeção com o auxílio de um retroprojetor, eles irão constatar a ação de uma solução ácida (que poderia ser a chuva ácida) sobre carbonatos (mármore). Experimento 3.1 – Demonstração com auxílio do retroprojetor 1. Transfira para um béquer de vidro (50 ou 100 mL) uma solução ácida (solução de ácido clorídrico, vinagre etc.) até àmetade da capacidade do béquer. 2. Coloque o béquer na mesa do retroprojetor e ligue-o. 3. Peça aos alunos que observem e descrevam a solução. 4. Adicione um pequeno pedaço de mármore àsolução. Acesse o link clicando com o leitor de QR-Code do seu celular! OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 74 5. Peça aos alunos que observem e descrevam o que está ocorrendo. 6. Peça aos alunos que interpretem o experimento considerando a Equação 1. 7. Repita o experimento utilizando outro ácido. 8. Repita o experimento utilizando o bicarbonato de sódio no lugar do pedaço de mármore. Professor se você não possuir os reagentes, pode utilizar a Figura 2 para ilustrar a reação. Você pode realizar também a reação com casca de ovo e vinagre, como mostra a Figura 3. Generalize “Ácidos reagem com carbonatos (CO32-) e bicarbonatos (HCO3-), produzindo gás carbônico.” Por exemplo: CaCO3 (s) + 2HCl(aq) → CaCl2 (aq) + H2O (l) + CO2 (g) NaHCO3(s) + HCl(aq) → NaCl (aq) + H2O (l) + CO2 (g) Figura 2 – Reação entre o mármore com solução de ácido clorídrico liberando CO2(g). Figura 3 – Reação entre a casca de ovo (carbonato de cálcio) e vinagre (ácido acético) liberando CO2 (g). Informe aos alunos de que no experimento 3.2, que será observado por meio de sua projeção com o auxílio de um retroprojetor, eles irão observar a ação de uma solução ácida (que poderia ser a chuva ácida) sobre metais. Experimento 3.2 – Demonstração com auxílio doretroprojetor OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 75 1. Transfira para um béquer de vidro (50 ou 100 mL) uma solução ácida (solução de ácido clorídrico, vinagre etc.) até à metade da capacidade do béquer. 2. Coloque o béquer na mesa do retroprojetor e ligue-o. 3. Peça aos alunos que observem e descrevam a solução. 4. Adicione um pequeno pedaço de magnésio à solução. 5. Peça aos alunos que observem e descrevam o que está ocorrendo. 6. Repita o experimento utilizando outro ácido. 7. Repita o experimento utilizando o zinco. Generalize “Ácidos reagem com vários metais, corroendo-os e produzindo gás hidrogênio.” Por exemplo: Zn (s) + 2HCl(aq) → ZnCl2 (aq) + H2 (g) Mg (s) + H2SO4(aq)→ MgSO4(aq)+ H2 (g) Professor, se você não possuir os reagentes, pode utilizar como na Figura 4 para ilustrar a reação. Figura 4 - Reação entre o magnésio e solução de ácido clorídrico liberando H2 (g). Experimento 3.3 – Condutividade elétrica dos ácidos e bases Professor, no experimento 3.3, com auxílio de um circuito elétrico, mostre aos alunos que as soluções aquosas de ácidos e bases conduzem corrente elétrica. Generalize “Os ácidos e as bases são eletrólitos e suas soluções aquosas são eletrolíticas, conduzem corrente elétrica”. Informe os alunos que os experimentos 3.1 e 3.2 foram realizados para demonstrar outras propriedades macroscópicas importantes para definir e identificar os ácidos, além da ação sobre indicadores. O experimento 3.3 foi realizado para mostrar uma propriedade macroscópica, agora para definir e identificar tanto os ácidos como as bases. E por último, o experimento 3.4 será realizado para demonstrar uma propriedade macroscópica para definir e identificar as bases. Experimento 3.4 – Demonstração com auxílio do retroprojetor 1. Observe as soluções aquosas de cloreto de magnésio e de hidróxido de sódio. 2. Transfira para uma placa de Petri cerca de 10 mL da solução de cloreto de magnésio (MgCl2). 3. Coloque o béquer na mesa do retroprojetor e ligue-o. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 76 4. Coloque na placa de Petri cerca de 10 mL da solução de hidróxido de sódio (NaOH) (solução básica). 5. Peça aos alunos que observem e descrevam o resultado. Professor, se você não possuir os reagentes, pode utilizar como na Figura 5 para ilustrar a reação. Figura 5 - Reação entre a solução aquosa de cloreto de magnésio e a solução aquosa de hidróxido de sódio formando hidróxido de magnésio sólido. Generalize “Os ácidos reagem com carbonatos (CO32-) e as bases reagem com íons magnésio (Mg2+) precipitando hidróxido de magnésio [Mg(OH)2]”. MgCl2 (aq) + 2 NaOH (aq) → 2 NaCl (aq) + Mg(OH)2 (s) Orientação de estudos Solicite aos alunos que façam, para a próxima aula, uma revisão dos conceitos de dissociação iônica, dissolução, ionização, eletrólito e solução eletrolítica. Sugestão: Para recordar estes conceitos, sugere-se que os alunos façam uma leitura do texto que se encontra na página 277 do livro Química, de Julio Cezar Foschini Lisboa, coleção Ser Protagonista, da editora SM; e também do capítulo 20 do livro Química na abordagem do cotidiano, volume 1, de Francisco Miragaia Peruzzo e Eduardo Leite Canto, da editora Moderna. 1. Utilizando todas as propriedades macroscópicas dos ácidos e das bases, defina ácidos e base. 2. Foi avaliado o pH de um grande número de amostras de água de chuva de uma cidade “A”, que possui uma grande frota automotiva e indústrias. O pH médio foi 4,5. Já Professor, se não houver tempo em sala, oriente os times para fazer a tarefa nos Estudos Orientados. Peça que dois alunos façam a avaliação das aulas; pergunte o que entenderam sobre mito contemporâneo e a relação dos sentimentos nas histórias mitológicas. Sugerimos que os 6 exercícios sejam resolvidos fora do horário de aula, com uma data marcada para a discussão das respostas em aula. Aqui o foco é avaliar os conceitos desenvolvidos na Atividade 1. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 77 para uma cidade remota (cidade B) pouco afetada por atividades antrópicas, o pH médio foi de 5,8. Por que na cidade “B” que tem baixo impacto humano o pH da água de chuva ainda é menor do que 7,0? 3. Uma propriedade agrícola foi dividida em áreas numeradas de I a IV, de acordo com a acidez da terra. A 25 °C, os pH detectados nos respectivos solos são indicados na tabela a seguir. solo pH I 6,0 II 5,7 III 7,0 IV 7,7 Quais as duas melhores áreas para o cultivo de plantas que exigem solo neutro ou ligeiramente básico? 4. A chuva em locais não poluídos é levemente ácida. Em locais onde os níveis de poluição são altos, os valores do pH da chuva podem ficar abaixo de 5,5, recebendo, então, a denominação de chuva ácida. Este tipo de chuva causa prejuízos nas mais diversas áreas: construção civil, agricultura, monumentos históricos, entre outras. A tabela a seguir permite fazer algumas afirmativas. Coloque (V) se a afirmativa é verdadeira e (F) se a afirmativa é falsa. Mês amostra pH março 6ª 4 abril 8ª 5 abril 14ª 6 maio 18ª 7 ( ) A18ª amostra é a menos ácida dentre as expostas. ( ) As únicas amostras de chuvas denominadas ácidas são a 6ª e a 8ª. ( )A amostra 6ª torna-se verde-azulada com a adição de extrato de repolho roxo. ( ) O tornassol azul tornar-se-á vermelho ao entrar em contato com a amostra 8ª. ( ) Todas as amostras conduzem a corrente elétrica. 5. O suco extraído do repolho roxo pode ser utilizado como indicador do caráter ácido (pH entre 0 e 7) ou básico (pH entre 7 e 14) de diferentes soluções. Misturando-se um pouco de suco de repolho e da solução, a mistura passa a apresentar diferentes cores, segundo sua natureza ácida ou básica, de acordo com a escala abaixo. Algumas soluções foram testadas com esse indicador, produzindo os seguintes resultados: Material Cor OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 78 I – Amoníaco Verde II – Leite de magnésia Azul III – Vinagre Vermelha IV – Leite de vaca Rosa De acordo com esses resultados, as soluções I, II, III e IV têm, respectivamente, caráter: a) ácido / básico / básico / ácido b) ácido / básico / ácido / básico c) básico / ácido / básico / ácido d) ácido / ácido / básico / básico e) básico / básico / ácido / ácido 6. Um dos problemas ambientais decorrentes da industrialização é a poluição atmosférica. Chaminés altas lançam ao ar, entre outros materiais, o dióxido de enxofre (SO2), que pode ser transportado por muitos quilômetros em poucos dias. Dessa forma, podem ocorrer precipitações ácidas em regiões distantes, causando vários danos ao meio ambiente (chuva ácida). Um dos danos ao meio ambiente diz respeito à corrosão de certos materiais. Considere as seguintes obras: I. Monumento Itamarati - Brasília (mármore). II. Esculturas do Aleijadinho - MG (pedra sabão, contém carbonato de cálcio). III. Grades de ferro ou alumínio de edifícios. A ação da chuva ácida pode acontecer em: (a) I, apenas. (b) I e II, apenas. (c) I e III, apenas. (d) II e III, apenas. (e) I, II e III. 4ª ETAPA – (2 aulas) 1. Professor, os temas ácidos e bases foram amplamente desenvolvidos nas etapas anteriores no nível fenomenológico (observável). Mas a Química atua em três níveis distintos: o fenomenológico (observável), o representacional (simbólico) e o teórico- conceitual. Nesta etapa você iniciará o processo de ensino e aprendizagem do nível teórico-conceitual (microscópico) destes temas, isto é, o estudo dos ácidos e das bases segundo a teoria de Svante Arrhenius. 2. Utilize os primeiros cinco minutos dessa aula para verificar se os alunos fizeram a revisão dos conceitos dissociação iônica, dissolução, ionização, eletrólito e solução eletrolítica, e enfatize a importância da realização das tarefas solicitadas para o bom desenvolvimento das aulas. 3. Essa etapa é complexa e permite o uso de modelo (analogia) como material de apoio. 4. Ácidos e bases segundo a teoria de Svante Arrhenius. Analogia 4.1 Professor, a analogia a seguir será utilizada para que, posteriormente,o grau de ionização seja conceituado a partir de objetos concretos e observáveis. Projete as figuras a seguir para os alunos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 79 Figura 6- Caixas A, B, e C cheias de ar. Diga aos alunos que as caixas estão preenchidas com ar. Você pode aproveitar o momento e perguntar aos alunos se as caixas estão vazias. Recordar a atividade desenvolvida na OPA do 2º bimestre do 1º ano. Em seguida, informe aos alunos que nas caixas serão colocadas 20 porcas e parafusos, como os da figura. Solicite aos alunos para observar as caixas. Peça para alguns alunos descreverem em voz alta as observações sobreo interior das caixas. Divida o quadro em três partes denominadas caixa A, B e C. Convide os alunos para realizarem, em seus cadernos, o cálculo da porcentagem de parafuso desenroscado da porca. Peça que três alunos escrevam no quadro o cálculo da porcentagem. % de parafusos desenroscados = (nº de parafusos sem as roscas) / (nº de parafusos com roscas adicionados) x 100 Realize o experimento 4.1 e permita que os alunos façam associação com a analogia do par porca e parafuso. Experimento 4.1 – Experimento de observação Transfira, para três béqueres, 50 mL de soluções aquosas de ácido clorídrico, ácido fosfórico e ácido acético. A concentração das soluções é 0,1 mol/L. Informe aos alunos que a concentração 0,1 mol/L para as três soluções indica que foram colocadas na água o mesmo número de moléculas de cada ácido. Coloque os eletrodos do circuito elétrico no interior das soluções e peça aos alunos para observarem a intensidade de luminosidade da lâmpada. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 80 Peça aos alunos que façam, no caderno, a associação a seguir. As caixas são aquelas da analogia com as porcas e parafusos. a) Caixa A ( ) solução de ácido clorídrico b) Caixa B ( ) solução de ácido sulfúrico c) Caixa C ( ) solução de ácido acético Professor, o aspecto teórico relaciona-se a informações de natureza atômico-molecular (nível microscópico), isto é, sugerem explicações dos fenômenos, baseadas em modelos abstratos que envolvem entidades não diretamente perceptíveis ou hipotéticas, como átomos, moléculas, íons etc. Chegou o momento de entender o nível microscópico dos ácidos e das bases. Projete a Figura 7. Fale aos alunos que a Figura 7 mostra 4 béqueres com água. Associe a Figura 7 com a Figura 6 (as três caixas com ar). Figura 7 – Béqueres 1, 2, 3, e 4 com água. Em seguida, diga aos alunos que nos béqueres 1, 2, 3 e 4 serão adicionadas moléculas de ácidos clorídrico (HCl), nítrico (HNO3), sulfúrico (H2SO4) e acético (CH3COOH), respectivamente (associar com as caixas contendo os parafusos com roscas). (Figura 8). Figura 8- Béqueres com soluções de HCl, HNO3, H2SO4 e CH3COOH, respectivamente. Projete a Figura 9 e formalize que os ácidos sofrem ionização. Figura 9 – Ionização do cloreto de hidrogênio. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 81 Projete a Figura 10, que indica as equações de ionização dos ácidos clorídrico (HCl), nítrico (HNO3), sulfúrico (H2SO4) e acético (CH3COOH) e as suas estruturas moleculares para formalizar o conceito de ácido de Arrhenius. Figura 10 – Equações de ionização dos ácidos clorídrico (HCl), nítrico (HNO3), sulfúrico (H2SO4) e acético (CH3COOH). Aproveite o momento e diferencie um ácido orgânico de um ácido inorgânico. Mostre, por meio da figura, que só ionizam os átomos de hidrogênio ligados diretamente a átomos de oxigênio. Não se esqueça de informar que o ácido acético é um componente do vinagre. Mostre também reações de dissociação iônica de bases. Formalize Conceito de ácido segundo Arrhenius – Ácido é toda substância que, dissolvida em água, origina H+ como único cátion (o ânion varia de ácido para ácido). Conceito de base segundo Arrhenius – Base é toda substância que, dissolvida em água, origina OH- como único ânion (o cátion varia de base para base). Solicite que os alunos escrevam a fórmula matemática que determina o número de moléculas ionizadas (lembrar do cálculo realizado para os parafusos). Formalização (α) % = (número de moléculas ionizadas)/ (número de moléculas dissolvidas) x 100 Classificação Grau de ionização %α (α%) exemplos Forte α% > 50 % HCl (α% = 92 %) Moderado 5 % <α% < 50 % HF (α% = 8 %) Fraco α% = 5% H2CO3 (α% = 0,18 %) Professor, chegou o momento de iniciar o aspecto representacional dos ácidos e bases, que compreende informações inerentes à linguagem química, tais como as fórmulas das substâncias. As tarefas para o desenvolvimento desta etapa devem ser direcionadas no entendimento que as substâncias podem ser representadas por fórmulas. Usar as fórmulas de substâncias mais comuns. Professor, para finalizar o conteúdo desta atividade, desenvolva com os alunos a formulação e nomenclatura dos principais ácidos e bases. Como sugestão para esse desenvolvimento,sugere-se utilizar as páginas 283 e 288 do livro Química, de Julio Cezar Foschini Lisboa, da coleção Ser Protagonista, editora SM. E as páginas 346 e 356 (Parte G) do livro Química na abordagem do cotidiano, volume 1, de Francisco Miragaia Peruzzo e Eduardo Leite Canto, da editora Moderna. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 82 Atividade 2 Função Sal Resumo O conceito de sal será formulado após a realização de experimentos que utilizam reações de neutralização para a obtenção do sal. Estas equações serão também usadas para verificar que a fórmula de um sal é constituída pelo cátion (íon positivo) da base e pelo ânion (íon negativo) do ácido. Objetivos Conceituar sal e reação de neutralização. Nomear e formular os principais sais. Organização da turma Individual ou em times de 4 alunos. Recursos e providências Caderno de estudante Soluções 0,1 mol/L de HCl Soluções 0,1 mol/L H2SO4 Soluções 0,1 mol/L NaOH Fenolftaleína Copos de café descartáveis ou béquer Frasco conta-gotas. Sugestão de apoio de livros didáticos: LISBOA, Julio Cezar Foschini. Química. São Paulo: SM, 2010. (Ser Protagonista) e PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO Eduardo Leite. Química na abordagem do cotidiano. v. 1. São Paulo: Moderna, 2006. Duração Prevista 4 aulas. Desenvolvimento Professor, para a realização do experimento 2.1 é mais cômodo usar frascos conta gotas, além de copinhos de café descartáveis. Professor, para iniciar a aula sobre sal é interessante que os alunos individualmente façam a leitura do Texto 1. Este texto permite associar os conceitos de ácidos e bases já aprendidos ao conceito novo “Sal”, que será discutido na Atividade 2. ETAPA 1 (2 tempos) 1. Solicite que façam a leitura individualmente do Texto 1 (Ficha 3 do Caderno do Estudante). Após a leitura, organize times com no máximo 4 alunos. Solicite aos times que discutam e respondam às questões que se encontram no final do texto. 2. Antes do início do experimento de verificação 2.1 diga aos alunos que nesta aula farão um experimento importante para definir outra função inorgânica denominada sal. Informe também que a aprendizagem desta função está associada aos conceitos de ácidos e bases. 3. Organize times de 4 alunos e oriente-os quanto aos cuidados que todos devem ter com relação ao uso dos materiais, com a segurança dos colegas e professor, e na atenção da execução do experimento, para que o mesmo seja produtivo. 4. Distribua para cada grupo o roteiro (Ficha 4 do Caderno do Estudante) do experimento. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 83 5. Questione os alunos se eles já entenderam as respostas das perguntas 1 e 2 da ficha 3. 6. Professor, as conclusões elencadas a seguir devem ser obtidas a partir de um debate sobre os resultados do experimento. É importante incentivar os grupos a colocar seus argumentos, principalmente diante de discordâncias. CONCLUSÕES Um sal é formado em uma reação entre um ácido e uma base. A reação é denominada reação de neutralização. Um sal neutro é formado quando um ácido forte como o HCl (ácido clorídrico), HNO3 (ácido nítrico), HClO4(ácido perclórico), H2SO4 (ácido sulfúrico) é neutralizado com uma base forte como o LiOH (hidróxido de lítio), NaOH (hidróxido de sódio), KOH (hidróxido de potássio) e CsOH (hidróxido de césio). No experimento 2.1, a reação de neutralização pode ser representada por: NaOH (aq) + HCl NaCl (aq)+ H2O (l) - Equação 1 ou Na+ (aq) + OH- (aq) + H+ (aq) + Cl- (aq) Na+ (aq) + Cl- (aq)+ H2O (l) - Equação 2 ou OH- (aq) + H+ (aq) H2O (l) - Equação 3 Vale lembrar que a força de um ácido ou de uma base está associada ao grau de ionização (α) do ácido ou da base. No exemplo, tanto o ácido (HCl) como a base (NaOH) se dissociam completamente. A ionização do ácido é completa. As Equações 1 e 2 mostram que o sal é formado pelo cátion da base e pelo ânion do ácido. As Equações 2 e 3 mostram que ao reagir soluções aquosa de HCl e NaOH a reação que efetivamente ocorre é aquela representada pela Equação 3. Os sais produzidos nessas reações de neutralização são neutros (por exemplo: LiCl, NaNO3, NaCLO4, KCl, etc.). Se a água empregada é pura, o pH irá se manter em um valor igual a 7,00 (25 oC) e a solução salina é neutra. Generalize Quando um sal neutro é adicionado em água, não altera o pH da água e a solução salina resultante também é neutra (pH igual a 7). ETAPA 2 (1 aula) – Nomenclatura e fórmula dos sais Professor, para finalizar o conteúdo desta atividade, desenvolva com os alunos a realização da nomenclatura e formulação dos principais sais. Sugere-se, como apoio, a página 302 do livro Química, de Julio Cezar Foschini Lisboa, editora SM, coleção Ser Protagonista. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 84 Atividade 3 Função Óxido Resumo Nesta atividade, com o auxílio de um texto que descreve um material muito comum no cotidiano do aluno, o vidro, o conceito de óxido será construído. Em seguida à realização de um experimento e à leitura de um texto, o conceito de óxido será diferenciado em óxido básico e óxido ácido respectivamente. As fórmulas e a nomenclatura dos óxidos serão estudadas para as substâncias mais comuns e associadas, por exemplo, à chuva ácida. Objetivos Conceituar óxidos. Diferenciar óxido básico e óxido ácido. Nomear e formular óxidos básico e ácido. Comprovar a chuva ácida por meio de experimento. Organização da turma Times de 4 alunos. Recursos e providências Caderno do Estudante CaO Fenolftaleína Béquer Enxofre em pó Fio de cobre Solução de NaOH Frasco com tampa (tipo frasco de conserva) Fósforo,de caixa de fósforos Sugestão de apoio de livros didáticos: LISBOA, Julio Cezar Foschini. Química. São Paulo: SM, 2010. (Ser Protagonista) e PERUZZO, Francisco Miragaia; CANTO Eduardo Leite. Química na abordagem do cotidiano. v. 1. São Paulo: Moderna, 2006. Duração Prevista 4 aulas. Gestão da aula É sempre bom lembrar: As atividades experimentais, bem como a leitura e discussão de textos, contribuem para a construção do conhecimento químico pelos alunos. O desenvolvimento dos conteúdos deve promover nos alunos a capacidade de leitura de textos diversos, interpretação dos mesmos e a produção de textos escritos como relatórios de atividades experimentais. 1ª ETAPA (1 aula) 1. Professor, no início da aula peça à classe que se divida em times com até 4 alunos. 2. Solicite aos alunos que façam, individualmente, a leitura silenciosa do texto “Vidros” na Ficha 5 do Caderno do Estudante. Alerte que a leitura do texto irá ampliar seus conhecimentos sobre este material (vidros) e contribuirá para a aprendizagem de outra função inorgânica. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 85 3. Em seguida: Solicite aos alunos que, com base nos conhecimentos adquiridos sobre sais, façam no caderno uma relação das fórmulas dos sais que são citados no texto. Peça que um aluno de um time fale para a turma as fórmulas dos sais selecionados. Os demais alunos podem interferir, caso esteja faltando alguma fórmula ou se uma ou mais fórmulas foram selecionados sem ser de um sal. Neste momento, os alunos devem escrever no caderno as fórmulas das demais substâncias citadas no texto. Peça aos alunos que observem as fórmulas e redijam no caderno o que elas têm em comum. Promova uma discussão com toda a turma. É importante incentivar os grupos a expor seus argumentos, principalmente diante de discordâncias. Por fim, generalize: as substâncias elencadas no item 3 são binárias (formadas por dois elementos químicos) e um deles é o oxigênio. Este grupo de substâncias é chamado óxido. Generalize Óxido é toda a substância formada pelo oxigênio e um outro elemento que não seja o flúor. 2ª ETAPA (1 aula) 1. Professor, o Experimento 3.1 é muito simples e permite que o aluno construa o conceito de óxido ácido. Você pode realizá-lo no laboratório ou em sala de aula. Você pode também projetar o experimento colocando o béquer sobre o retroprojetor. 2. No início da aula, peça que a classe se divida em times com até 4 alunos. 3. Solicite que um aluno da turma leia, em voz alta, o texto indagador presente na Ficha 6 do Caderno do Estudante, enquanto os demais alunos acompanham a leitura. Professor, incentive os alunos a colocar seus argumentos. Em seguida, informe aos alunos que a realização do experimento 3.1 dará ou confirmará a resposta da pergunta feita no texto indagador. Experimento 3.1 O experimento 3.1 também se encontra na Ficha 6 do Caderno do Estudante. Após o experimento, informe aos alunos que o resultado do experimento 3.1 é o mesmo se fosse utilizado, por exemplo, Na2O, MgO ou outro óxido de metais dos grupos I (metais alcalinos) e II (metais alcalinoterrosos) da tabela periódica. Por exemplo: Na2O (s) + H2O (l) 2NaOH (aq) Questione os alunos: Além do oxigênio, o que estes óxidos têm em comum? Resposta: São formados por metais. Generalize Óxidos básicos reagem com água, formando base. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 86 3ª ETAPA (1 aula) 1. O texto 3.2 fornecerá aos alunos mais subsídios para entender a chuva ácida e perceber o papel da Química no mundo moderno. Além disso, auxiliará o aluno a definir um óxido ácido. 2. Comente com os alunos que no início deste bimestre, no Texto de Abertura, foi feito um breve comentário sobre chuva ácida, e que agora o texto 3.2 discutirá o assunto com mais detalhes. 3. Distribua uma cópia do texto 3.2 aos alunos e solicite uma leitura silenciosa e individual. TEXTO 3.2 - A Química do enxofre na atmosfera CARDOSO, Arnaldo Alves; FRANCO, Alexandre. Algumas reações do enxofre de importância ambiental, Química Nova na Escola, n. 15, p. 39-41, mai. 2002. (Adaptado.) A chuva ácida é um fenômeno causado pela poluição atmosférica. A poluição atmosférica é um problema que se agrava no início do século XXI. A poluição atmosférica, em alguns aspectos, é um problema global, resultado de problemas de difusão e misturas gasosas na atmosfera. As principais reações de interesse ambiental envolvendo a química de enxofre atmosférico serão discutidas neste texto. O SO2 (g) é um dos principais poluentes atmosféricos, sua presença resulta em danos aos vegetais, às águas superficiais, aos bens artísticos e arquitetônicos e à saúde humana. A principal fonte de emissão desse gás para a atmosfera é a combustão de materiais que contenham enxofre na sua composição. Por exemplo, quando se queima um combustível fóssil que contém enxofre forma-se SO2 (g), que é emitido com outros gases de exaustão. A reação pode ser representada pela seguinte equação geral: S (s) + O2 (g) SO2 (g) Equação 1 Como o SO2 (g) é solúvel em água, ele pode ser incorporado às gotículas de água que formam as nuvens, formando o ácido sulfuroso. SO2 (g) + H2O (l) H2SO3 (aq) Equação 2 Outras substâncias (R) presentes na atmosfera podem também ser incorporadas às gotículas de água das nuvens e oxidar ou servir de catalisador para a reação do ácido sulfuroso a ácido sulfúrico. H2SO3 (aq) + R (oxidante) H2SO4 (aq) Equação 3 Além do enxofre, o nitrogênio, na forma de N2O, NO e NO2, presente na atmosfera forma ácidosfortes, aumentando a acidez da água da chuva. A chuva ácida reage com metais e carbonatos, atacando muitos materiais usados na construção civil como mármore e calcários. Após a leitura do texto 3.2, peça aos alunos que desenvolvam as tarefas que seguem o texto na Ficha 7 do Caderno do Estudante. Assim é possível fazer a seguinte generalização: Generalize Óxidos que reagem com água produzindo ácidos são óxidos ácidos. 4. Projete e peça aos alunos que observem a estrutura dos óxidos a seguir. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 87 Questione oralmente os alunos se os óxidos SO2 e NO2 são ( ) iônicos ou ( ) moleculares. 4ª ETAPA (1 aula) (Experimento de observação) 1. Diga aos alunos que o assunto chuva ácida será contemplado com uma atividade experimental (Experimento 3.2). 2. Peça aos alunos que observem o experimento que o professor irá realizar. Experimento 3.2 (adaptado de: CARDOSO Arnaldo Alves; FRANCO Alexandre, Algumas reações do enxofre de importância ambiental, Química Nova na Escola, n. 15, p. 39-41, mai. 2002). Informe os alunos que este experimento mostra como ocorrem as principais reações do enxofre na atmosfera. Material: frasco de 200 mL com tampa de rosca, cerca de 20 cm de fio de cobre, caixa de fósforos com os palitos, enxofre sólido, NaOH 0,1 mol/L, indicador fenolfetaleína. Procedimento Experimental Enrole parte do fio de cobre no formato de cone, com o auxílio de uma caneta ou lápis (Figura 1). O cabo do cone de cobre deve ser longo o suficiente para manter o cone com o enxofre queimando dentro do frasco de vidro (Figura 2). Adicione 20 mL de água no frasco, 5 gotas de solução de NaOH 0,1 mol/L e 2 gotas de solução de fenolftaleína. Solicite que observem e anotem, em seus cadernos, as características do sistema inicial. Coloque uma ponta de espátula de enxofre no interior do cone do fio de cobre. Com a chama de um palito de fósforo, inicie a combustão do enxofre. Coloque a chama do enxofre dentro do frasco e segure a tampa sobre a boca do frasco para que os gases emanados da combustão fiquem confinados no interior do frasco. Figura 1- Fio de cobre no formato de cone. Figura 2- Cone de cobre preenchido de enxofre colocado no frasco do experimento. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 88 Quando a chama se apagar, rapidamente retire o fio de cobre e tampe o frasco. Agite o frasco para a solubilização dos gases na solução. Solicite que observem a solução no interior do frasco. Questione: Houve mudança no sistema inicial? Qual(ais) foi(foram) a(s) mudança(s)? Por que essa(s) mudança(s) ocorreu(ram)? Professor, finalize a aula fornecendo aos alunos a nomenclatura dos principais óxidos, como Na2O, K2O, Fe2O3,CO2, CO, SO2 e SO3. Como apoio nesta finalização, sugere-se a página 305 do livro Química, de Julio Cezar Foschini Lisboa, editora SM, coleção Ser Protagonista. 5ª etapa: Atividade para a avaliação da aprendizagem Exercícios 1.(ENEM) Um dos problemas ambientais decorrentes da industrialização é a poluição atmosférica. Chaminés altas lançam ao ar, dentre outros materiais, o dióxido de enxofre (SO2), que pode ser transportado por muitos quilômetros em poucos dias. Dessa forma, podem ocorrer precipitações ácidas em regiões distantes, causando vários danos ao meio ambiente (chuva ácida). Um dos danos ao meio ambiente diz respeito à corrosão de certos materiais. Considere as seguintes obras: I. monumento Itamarati – Brasília (mármore). II. esculturas de Aleijadinho – MG (pedra-sabão, contém carbonato de cálcio). III. grades de ferro ou alumínio de edifícios. A ação da chuva ácida pode acontecer em: a) I apenas b) I e II apenas c) I e III apenas d) II e III apenas e) I, II, e III 2. É comum ouvir a seguinte frase ”é preciso colocar cloro na piscina”, ou na água, para eliminar germes patogênicos. Na maioria das vezes, a fonte desse cloro são os hipocloritos de sódio (NaClO) e de cálcio [Ca(ClO)2]. A qual função inorgânica pertencem estas substâncias? O cloro foi primeiramente obtido em 1774 por C. W. Scheele, químico sueco, pela interação de duas substâncias. O processo de Scheele é até hoje empregado para produzir cloro em laboratório. O processo é representado pela Sugere-se que os 5 exercícios a seguir sejam resolvidos fora do horário de aula, com uma data marcada para a discussão das respostas. Aqui o foco é avaliar os conceitos desenvolvidos nas atividades referentes ao estudo dos ácidos, bases, sais e óxidos. Professor, se você preferir, poderá usar estes exercícios na avaliação bimestral, pois nos 5 exercícios são revistos todos os conceitos estudados até o momento referentes às funções inorgânicas, ou seja, ácidos, bases, sais e óxidos. OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 89 equação: MnO2 (s) + HCl (aq) Mn2+ (aq) + 2 Cl- (aq) + Cl2 (g) + H2O (l). A quais funções inorgânicas pertencem os reagentes do processo de Scheele? Qual o nome dos reagentes? 3. Um cloreto de grande importância é o cloreto de alumínio, usado como catalisador na síntese de inúmeros compostos orgânicos e também no craqueamento do petróleo (ruptura de longas cadeias de hidrocarbonetos sólidos nele existente). Esse cloreto é obtido por um processo representado pela equação: Al2O3 (s) + 3 C (s) + 3 Cl2 (g) 2 AlCl3 (s) + 3 CO2 (g) Dentre as substâncias representadas na equação: 3.1 Quais são óxidos? 3.2 Quais são óxidos ácidos? 3.3 Tem sal na equação? Se você respondeu sim, qual sua fórmula e nome? 3.4 Tem ácido na equação? Se você respondeu sim, qual sua fórmula e nome? 4. O sal de cozinha contém iodato de potássio para evitar o bócio (anomalia da tireoide). Este é produzido pela reação de iodo com clorato de potássio em meio aquoso: 2 KClO3 (aq) + I2 (aq) 2 KIO3 (aq) + Cl2 (g) O clorato de potássio, por sua vez, é obtido pela interação de cloro com hidróxido de potássio a quente: 6 KOH (aq) + 3 Cl2 (aq) KClO3 (aq) + 5 KCl (aq) + 3 H2O Complete a tabela Fórmula da substância Nome da substância Função inorgânica KClO3 Iodato de potássio base Cloreto de potássio 5. Leia o texto (extraído do livro Química na abordagem do cotidiano, de Tito e Canto, parte G, página 417). Entre vários produtos formados na queima do fumo está o gás CO, monóxido de carbono. Ele não reage com a água, ácidos ou bases, pois é ..................................... Apesar disso é capaz de reagir com a hemoglobina que existe em nosso sangue, impedindo-a de transportar oxigênio para várias partes de nosso organismo. Esse é um dos inúmeros problemas associados ao tabagismo. Caçar as palavras que estão sublinhadas no texto. Em uma das diagonais aparecerá a classificação da substância monóxido de carbono, CO, que completará o pontilhado. Qual é a classificação? OPA Ciências da Natureza – 2º ano/1º bimestre 90 EXPECTATIVA DE RESPOSTA 1) E. 2) Sais, óxido (MnO2) e ácido (HCl), dióxido de manganês e ácido clorídrico. 3.1)Al2O3 e CO2. 3.2) CO2. 3.3) Sim, AlCl3, cloreto de alumínio. 3.4) Não. 4) Fórmula da substância Nome da substância Função inorgânica KClO3 Clorato de potássio sal KIO3 Iodato de potássio sal KOH Hidróxido de potássio base KCl Cloreto de potássio sal 5) Na diagonal: Óxido neutro. P W H F O I E G I X O R S A T V E F U G N X Q R X D A A W V M L U H M E T S Y F M R I R O H E F I U A R T I E T I R G A E D E G B B E E L Y R O L C R N S N A A I A B I R O O I O W S A G A D T O L U S B D Z O M S I N A G R O U E I O B A S E S I V E P Z U X N H F O F U M O S E O G O U A C D O Y Q O C D A I V A G U A D P K L G L A I P E P W H F O I E G I X O R S A T V E F U G N X Q R X D A A W V M L U H M E T S Y F M R I R O H E F I U A R T I E T I R G A E D E G B B E E L Y R O L C R N S N A A I A B I R O O I O W S A G A D T O L U S B D Z O M S I N A G R O U E I O B A S E S I V E P Z U X N H F O F U M O S E O G O U A C D O Y Q O C D A I V A G U A D P K L G L A I P E