Prévia do material em texto
1 Abdul Manuel Valentim Anastácia Magombo Angelina Lucas Benate Severino Francisco Telma de Sousa Fernando Osório Observações Pessoais: A auto afirmação è determinante básico do comportamento. Licenciatura em Psicologia Educacional com Habilitações em Intervenção, Desenvolvimento Humano e Aprendizagem Universidade Rovuma Extensão Montepuez 2019 Abdul Manuel Valentim Anastácia Magombo Angelina Lucas Benate Severino Francisco Telma de Sousa Fernando Osório Observações Pessoais: A auto afirmação è determinante básico do comportamento. Trabalho de carácter avaliativo, a ser apresentado na cadeira de Aconselhamento Psicológico, leccionado no curso de Psicologia Educacional 3o ano, pelo Msc: Luciano Mário Jacinto Universidade Rovuma Extensão Montepuez 2019 Índice Introdução 4 1. Hipótese 4 2. Auto afirmação 5 2.1. Comportamento de nulidade 5 2.1.1. Comportamento de activação 5 3. Hipótese sobre a auto-afirmação 6 4. Hipótese sobre a auto afirmação como determinante básico do comportamento 6 4.1. Hipóteses 7 5. Os resultados de teoria e os fundamentos para uma nova hipótese 8 Conclusão 10 Referências bibliográficas 11 Introdução O presente trabalho tem como tema: A auto afirmação è determinante básico do comportamento. Tendo em conta que ela parte ou pode ser resultado de um complexo de inferioridade, ou superioridade, e ponde ainda se relacionar com desejos ou fraquezas. A auto-afirmação pode-se olhar como um conjunto de comportamentos apresentados por uma pessoa, no contexto interpessoal ou ainda social, no qual exprime os seus sentimentos, aflições, desejos, opiniões, e ainda os seus direitos, de uma forma directa, firme, concisa, e honesta, respeitando os sentimentos, valores, atitudes, opiniões e direitos dos outros. O presente trabalho tem como tema observações pessoais, e dentro das observações pessoais ira-se abordar: Hipótese dobre a auto afirmação como determinante básico do comportamento; resultados da teoria e fundamentos para uma nova hipótese Objectivo geral · Descrever a auto afirmação como determinante básico do comportamento e os resultados da teoria e fundamentos para uma nova hipótese Objectivos específicos · Explicar Hipótese dobre a auto afirmação como determinante básico do comportamento e resultados da teoria e fundamentos para uma nova hipótese · Analisar Hipótese dobre a auto afirmação como determinante básico do comportamento e resultados da teoria e fundamentos para uma nova hipótese No que tange a estrutura do trabalho, importa referir que este responde os padrões de exigências referentes as normas de publicação de trabalhos científicos da instituição, tendo como fases Introdução, Desenvolvimento e conclusão, no qual será submetido para a respectiva avaliação. A metodologia usada para a efectivação do presente trabalho foi necessariamente a revisão bibliográfica e auxílio de alguns livros. 1. Hipótese Hipótese è uma resposta previa que o individuo tem relativamente a uma problema. MARCONI e LAKATOS (2003:125) “a hipótese uma suposta, provável e provisória resposta a um problema, cuja adequação (comprovação-sustentabilidade ou validez) será verificada através da pesquisa, interessa-nos o que é e como se formula um problema.” 2. Auto afirmação A auto-afirmação é o reconhecimento e a valorização da própria individualidade que, no dizer de MAY (1977) apud SANTOS (1982), deve ser preservada. A pessoa necessita afirmar-se para provar o que para si ainda é dúvida, esperando desesperadamente ser corrigido e direccionado para o "certo". Segundo SANTOS (1982:82) dois pólos extremos podem caracterizar os efeitos da auto-afirmação: 2.1. Comportamento de nulidade Ou seja, o da percepção de que pouco ou nada adianta fazer, face aos problemas existenciais, já que seu EU não tem condições de superar problemas. Evita actividades ou quaisquer realizações porque, de antemão, não confia no seu próprio desempenho. É o comportamento de fuga, de esquiva, de negação da realidade e outros semelhantes, explicados como defesas pela linha freudiana, pela não-aceitação de si mesmo, na posição Rogeriana, ou pela ausência de reforço de valor pessoal, na linha comportamental. 2.1.1. Comportamento de activação Se refere à não aceitação de um juízo depreciativo, isto é, o organismo reage contra o baixo conceito que lhe é profundamente traumatizante. A reacção, porém, é não adaptação, uma vez que, gerada sob a percepção de incapacidade, cria tensões severas. A pessoa sente-se incapaz e, em lugar de manter-se em estado depressivo, expresso no comportamento anterior, procura lutar contra essa imagem, às vezes de forma impulsiva e irracional. O comportamento de auto-afirmação pode ser entendido como resultante dos juízos que a pessoa faz em relação a si mesma e de seu Eu em relação ao mundo. Pois SANTOS (1982) ressalta que Quando esses juízos indicam conceitos grandemente desfavoráveis, que geram sentimentos de nulidade, de não ser ele próprio, de alienação, ou mesmo de incapacidade face a necessidades imperiosas, a pessoa ingressa em estados de depressão ou de angústia, que variam de acordo com o grau de insatisfação percebido. 3. Hipótese sobre a auto-afirmação De acordo com SANTOS (1982), a auto-afirmação corresponde ao conjunto de respostas que a pessoa emite a ele mesmo sobre como sente-se vivo social e psicológico, suas competências entre outros. Por outra a auto-afirmação seriam as diversas percepções psicológicas e sociais que o indivíduo tem de si mesmo. Ainda nesta visão quando a pessoa em um sentido de valorização de seus papéis e de seu desempenho reduz-se a angústia existencial e as desordens comportamentais que dela se originam. Esse complexo sentimento de avaliação de si mesmo, de auto-afirmação, de ser alguém, uma pessoa definida no tempo e no espaço, com características próprias, com possibilidades e limites satisfatoriamente interiorizados estimula e direcciona o comportamento psicológico e, em consequência, todos os demais aspectos da vida nos quais haja opções e decisões e que, em última instância, estabelecem a forma de ser, de viver. SANTOS (1982) 4. Hipótese sobre a auto afirmação como determinante básico do comportamento A auto-afirmação é um fenómeno complexo; pode ser entendida como uma grande e variada revisão do Ego, tanto cognitiva como emocional, seguida pelo julgamento feito pela pessoa sobre si mesma (Eu Pessoal) e sobre sua adaptabilidade às expectativas externas (Eu Social). O determinante básico, citado por SANTOS (1982:83) chamado de auto-afirmação, não é tão simples como o nome indica; não se confunde com o comportamento de "chamar à atenção sobre si", como é, às vezes, interpretado. É um produto intelectual e emocional muito mais abrangente e profundo. Intervêm nesse comportamento muitos outros elementos, dos quais se destacam: i. O nível mental, no sentido de ler a pessoa capaz de avaliar e comparar diferenças dentre fatos e objectos e entre situações diversas; ii. O nível intelectual, no que se refere às cognições e à acumulação de informações que permitam à pessoa emitir juízos de valor, sobre si e sobre os outros, e extrair conclusões quantitativas e qualitativas condições de percepção sensorial, através da qual possa a pessoa receber os estímulos ambientais ou auto gerados; iii. As imagens introjetadas de si e dos outros, do Eu-real e do Eu-ideal, ou seja, todos os agentes derivados do auto conceito resultantes de frustrações e conflitos, bem como de sentimentos positivos e negativos. 4.1. Hipóteses As hipótese sobre a auto afirmação como determinante básico do comportamento segundo SANTOS (1982) pode-se destacar as seguintes: Hipótese 1: O comportamento é determinado pelo campo perceptivo do indivíduo. Esta hipótese implica tentar ver e compreender a pessoa a partir do seu quadro de referências (ver o seu mundo tal como ela o vê), e não vê-la, compreendê-la ou avaliá-la enquantoobjecto, a partir do nosso quadro de referências. São apontadas consequências várias resultantes desta nova perspectiva: a minimização da importância das histórias de caso que contêm informação da pessoa como objecto; Hipótese 2: A integração e o ajustamento são condições internas relacionadas com o grau de aceitação ou não aceitação de todas as percepções, e com o grau de organização dessas percepções num sistema consistente. Esta hipótese tem implicações no procedimento clínico: implica o abandono da ideia segundo a qual o ajustamento ou desajustamento são dependentes do carácter, favorável ou não, do ambiente. Esta hipótese exige uma concentração nos processos que conduzem à integração do eu, e o abandono dos procedimentos clínicos que utilizam a alteração do ambiente como método de tratamento. A pessoa que está internamente unificada tem possibilidades muito maiores de resolver construtivamente os problemas com o ambiente, seja de forma individual, seja em cooperação com os outros; Hipótese 3: O eu é, sob de determinadas condições, capaz de alterar o seu campo perceptivo e o seu comportamento. Esta hipótese coloca ênfase numa psicologia que recusa a fixidez dos atributos e capacidades psicológicas e se concentra no processo, ou seja, na alterabilidade dessas características. Enquanto a psicologia se tinha anteriormente preocupado em medir as qualidades fixas do indivíduo e em explicar o presente através do passado, esta hipótese sugere que se valorize o presente de forma a compreender o futuro, e se prediga o futuro de acordo com os princípios, a definir, que estão na base da alteração da personalidade e do comportamento. 5. Os resultados de teoria e os fundamentos para uma nova hipótese Segundo SANTOS (1968) no que concerne aos resultados práticos do aconselhamento psicológico e da psicoterapia há uma dificuldade em determinar padrões que permitam comparar cliente antes e depois de um aconselhamento psicológico. Analisando os efeitos do aconselhamento e da psicoterapia, Truax e Carkhuff (1969) assinalam que essas atividades podem ter efeitos positivos, inócuos ou mesmo negativos, face a alguns estudos publicados. Não obstante a evidência da inutilidade da psicoterapia em certos casos ou situações, há estudos que provam efeitos positivos concluindo esses autores que "quando certas características do terapeuta acham-se presentes, ocorrem resultados positivos enquanto, na sua ausência, uma deterioração aparece. SANTOS (1982:87) SANTOS (1982:87) afirma que o “julgamento da acção terapêutica ou do aconselhamento psicológico è difícil dada a dificuldade biológica e subjectiva que se tem em definir o normal, a adaptação, o equilíbrio e o ajustamento.” SANTOS (idem), afirma ainda que para melhor definir o progresso terapêutico e do aconselhamento psicológico há necessidade de buscar um conjunto de 13 itens de sinais de progressos baseados nas teorias psicanalíticas, comportamentalistas s e Rogerianas. Os resultados apresentados por Santos apontam que ocorria evolução de quadros de depressão, de ansiedade ou de desestruturação comportamental para um estágio em que esses comportamentos se atenuavam sempre que: · O cliente atribuía a si mesmo a origem do problema, numa visão auto-referente, ainda que crítica ou traumática; · O cliente caminhava no sentido de avaliar a si mesmo, disposto a enfrentar as dificuldades que o traumatizam; · O terapeuta procurava explorar a auto-estima e o auto conceito, trabalhando com a imagem do cliente. Com base nos resultados observados surgem diversas questões: haveria algum fato psicológico relacionado com a auto-imagem que estaria agindo em sentido construtivo e benéfico para o cliente, restaurando sua tranquilidade e seu desempenho pessoal e social? Seriam as atitudes de congruência, calor humano, respeito positivo incondicional e empatia propostas por Rogers)? Seriam as interpretações de sentimentos profundos, nem sempre verbalizados reforços do comportamento adaptativo? Segundo SANTOS (1982:89) Nesta perspectiva surge uma nova hipótese que propõe: que deveria existir uma necessidade, motivo, impulso ou tendência na pessoa que, ao ser adequadamente focalizado pelo terapeuta, produzisse as mudanças favoráveis. Com esta nova hipótese a actuação centrada na pessoa foi suplementada com outros elementos, atitudes e técnicas diferentes, onde a valorização da pessoa mediante verbalizações sobre a dinâmica de seus comportamentos, suas defesas, suas aspirações e sua auto-imagem tornou-se um dos pontos centrais na medida em que se podia perceber uma relação positiva entre essa abordagem e um progresso terapêutico suficientemente estável. Em suma a questão principal è procurar identificar o factor que estaria contribuindo para o para a melhoria ou progresso do cliente. Conclusão A auto afirmação, a imagem que o individuo tem de sim mesmo, das suas atitudes, a crença no seu EU è determinante básico do seu comportamento perante as pessoas, perante o meu social. Dentre os os determinantes do comportamento, pode-se verificar a auto-afirmação, compreendendo a auto afirmação esta como único complexo processo derivado do EU e do auto conceito. Tratar-se de uma complexa, variada e constante revisão do EU, no seu ser cognitivo e emocional, resultante dos juízos que a pessoa faz de si e de seu Eu em relação ao mundo. Os determinantes do comportamento humano, as necessidades, os motivos conscientes ou inconsciente, originam da actividade, de pura sobrevivência e estarem concentrados nos conceitos sobre si e sobre a sua auto afirmação. Referências bibliográficas SANTOS de Barros O. Aconselhamentos psicológico e psicoterapia; auto afirmação um determinante básico, livraria pioneira, editora. São Paulo, 1982. SANTOS B.O. teorias e técnicas de Carl Rogers, revista de psicologia normal e patológica, são Paulo,1968 MAY, R. A Ar/e do Aconselhamento Psicológico. Tradução. Pettópolis: Vozes, 1977. MARCONI Marina de Andrade e LAKATOS Eva Maria .Fundamentos de metodologia científica, 5 ed. - São Paulo : Atlas 2003.