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2 
 
SUMÁRIO 
1 NEUROCIÊNCIA ............................................................................... 3 
2 REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA INTENSIVA: A SUA 
IMPORTÂNCIA NOS DANOS CEREBRAIS ADQUIRIDOS ............................... 7 
3 O FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO NO PROCESSO DE 
APRENDIZAGEM ............................................................................................. 11 
4 ALTERAÇÕES NA TRANSMISSÃO NEURONAL E SÍNTESE DE 
NEUROTROFINA. ............................................................................................ 15 
5 REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA ................................................... 21 
6 REABILITAÇÕES MOTORAS NO ACIDENTE VASCULAR 
CEREBRAL ...................................................................................................... 22 
6.1 Tratamento da Lesão Cerebral .................................................. 23 
6.2 Reabilitação por hidroterapia ..................................................... 25 
6.3 Principais diferenças ................................................................. 27 
7 REABILITAÇÃO COM A DANÇA ..................................................... 28 
8 REABILITAÇÃO COM REALIDADE VIRTUAL ................................ 30 
9 REABILITAÇÃO COM CRANIOPUNTURA ..................................... 32 
10 REABILITAÇÃO COM EQUOTERAPIA ....................................... 34 
11 REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA ................................................ 36 
12 SINAPSES .................................................................................... 38 
13 A REABILITAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA SOB A ÓTICA DA 
PSICOLOGIA ................................................................................................... 41 
13.1 O que é reabilitação neuropsicológica? ................................. 46 
13.2 Planejamento da reabilitação norteado pela teoria 
comportamental ............................................................................................ 48 
14 BIBLIOGRAFIA ............................................................................. 52 
 
 
3 
 
 
1 NEUROCIÊNCIA 
 
Fonte: ufjf.br 
A Neurociência é a parte da ciência que descreve o estudo do sistema 
nervoso central tais como suas estruturas, funções, mecanismos moleculares, 
aspectos fisiológicos e compreender doenças do sistema nervoso. Essa, 
normalmente é confundida com a Neurologia que, por sua vez, é uma área 
especializada da medicina que se refere ao estudos das desordens e a doenças 
do sistema nervoso, esta envolve o diagnóstico e tratamento dessas condições 
patológicas dos sistemas nervoso central, periférico e autonômico. 
A neurociência, normalmente é estudada por diversos profissionais de 
diversas áreas e não somente por médicos neurologistas. Dentre os 
profissionais que se interessam pela neurociência 
temos, farmacêuticos, fisioterapeutas, enfermeiros, médicos, nutricionistas, 
biólogos, biomédicos e até mesmo engenheiros, pois a capacitação nesta área 
pode elucidar as novas técnicas te arquitetura robótica baseadas na 
neurociência. 
http://www.infoescola.com/biologia/sistema-nervoso/
http://www.infoescola.com/biologia/sistema-nervoso/
http://www.infoescola.com/medicina/neurologia/
http://www.infoescola.com/profissoes/farmaceutico/
http://www.infoescola.com/profissoes/fisioterapeuta-fisioterapia/
http://www.infoescola.com/medicina/enfermagem/
http://www.infoescola.com/profissoes/nutricionista/
http://www.infoescola.com/noticias/o-que-faz-um-biomedico/
 
 
4 
 
Essa ciência pode ser dividida em cinco grandes grupos: a neurociência 
molecular, celular, sistêmica, comportamental e cognitiva. 
 
Fonte: espacodamente.com.br 
 Neurociência molecular, neuroquímica ou neurobiologia 
molecular - ramo da neurociência responsável pelo estudo de 
moléculas que têm importância funcional e suas possíveis 
interações no sistema nervoso; 
 Neurociência celular, neurocitologia ou neurobiologia celular- esta 
área estuda as células que compõem o sistema nervoso, suas 
estruturas e funções; 
 Neurociência sistêmica, neurofisiologia, neuro-histologia 
ou neuroanatomia- Estuda as possíveis ligações entre os nervos 
do cérebro (chamadas de vias) e diferentes regiões periféricas. 
São também considerados os grupos celulares situados nestas 
vias; 
 Neurociência comportamental, psicobiologia ou psicofisiologia - 
estuda as estruturas que estão relacionadas ao comportamento ou 
a fenômenos como ansiedade, depressão, sono entre outros 
comportamentos; 
http://www.infoescola.com/neurologia/neuroanatomia/
http://www.infoescola.com/anatomia-humana/cerebro/
http://www.infoescola.com/psicologia/ansiedade/
http://www.infoescola.com/psicologia/depressao/
 
 
5 
 
 Neurociência cognitiva ou neuropsicologia - trata de todas as 
capacidades mentais relacionadas a inteligência como a 
linguagem, memória, autoconsciência, percepção, atenção, 
aprendizado entre outras. 
Como todas as grandes áreas a neurociência teve grandes cientistas que 
mudaram o rumo da humanidade e da medicina com suas descobertas dentre 
eles os que receberam premiação Nobel em fisiologia ou medicina; 
1906 - Golgi recebeu premiação por estudos sobre a estrutura do sistema 
nervoso, esse foi dividido com Ramón y Cajal que também propôs a maneira 
pela qual os axônios crescem e que as células neurais poderiam estar envolvidas 
na detecção de sinais químicos. 
 
 
Fonte: tivisolucoesinterativas.com.br 
Outro ganhador do Nobel foi Charles Scott Sherrington que explicou sobre 
o arco reflexo e flexão-extensão dos músculos ao provar que a excitação de um 
grupo muscular era inversamente proporcional a do grupo muscular oposto. 
Em 1952 Alan Hodkin publicou sua teoria e de Andrew Huxley baseada 
no potencial de ação dos nervos, onde os impulsos elétricos enviados pelas 
células nervosas eram capazes de controlar a atividade do organismo e em 1963 
http://www.infoescola.com/biologia/nervos/
 
 
6 
 
recebeu o Nobel com Huxley e John Eccles por sua descrição sobre as sinapses, 
e ainda sugeriram a hipótese de canais iônicos que foi confirmada anos depois. 
 Dentre os neurocientistas atuais ganhadores do Nobel estão; Kandel, 
Greengard e Carlsson ganhadores do prêmio de 2000 revelando os aspectos 
essenciais no processo de formação de memória. 
 
 
Fonte: jrmcoaching.com.br 
Dentre os brasileiros que trabalham com neurociências temos Miguel 
Nicolelis nomeado em 2009 um dos mais influentes brasileiros, foi também o 
primeiro cientista brasileiro a receber a premiação dos Institutos Nacionais de 
Saúdes Estadunidenses. Nicolelis foi um dos idealizadores do projeto 
exoesqueleto que fez com que um portador de necessidades especiais pudesse 
dar o chute inicial na Copa de 2014 no Brasil. 
http://www.infoescola.com/sistema-nervoso/sinapse-quimica/
 
 
7 
 
2 REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA INTENSIVA: A SUA IMPORTÂNCIA 
NOS DANOS CEREBRAIS ADQUIRIDOS 
 
Fonte: mbenedicto-rn.blogspot.com.br 
O conceito Dano Cerebral Adquirido remete para toda a lesão cerebral 
permanente, respeitante a uma ou mais das estruturas encefálicas – hemisférios 
cerebrais, cerebelo, tronco cerebral, gânglios da base, entre outras – que surge 
após lesão ou trauma. A manifestação das suas complicações é muito variável, 
dada a grande especificidade que estas estruturas apresentam em termos 
funcionais. 
A recuperação também depende de múltiplos fatores contextuais – 
ambientais e pessoais – cuja interferência se vai manifestar no resultado final. A 
intervenção de equipes interdisciplinares e a intensidade dos programas ou dos 
tratamentos de reabilitação são um dos fatores que de forma transversal agem 
no potencial e no processo de recuperação destes doentes. 
O Dano Cerebral Adquirido (DCA) engloba todas as sequelas que surgem após 
lesão cerebral, sendo que a maioriadestas lesões e consequentemente as suas 
sequelas, correspondem aos acidentes vasculares cerebrais (habitualmente 
designados por AVC’s, tromboses ou hemorragias cerebrais) e aos 
 
 
8 
 
traumatismos cranio-encefálicos (TCE), excluindo por isso as doenças 
hereditárias, congénitas, degenerativas ou traumas de parto. 
 
 
Fonte: diariodasaude.com.br 
Os DCAs causam deficiências nas funções fisiológicas, incluindo as 
funções do movimento, comunicação, deglutição, visuais, intestinais, urinárias e 
mentais, limitações nas atividades e restrições na participação social, cuja 
manifestação vai depender de vários fatores como o tipo, a localização e a 
extensão da lesão. 
Devido à complicações serem muito variáveis, mas igualmente extensas 
e profundas, as equipas interdisciplinares e a comunidade científica discutem 
permanentemente as técnicas, os programas e parâmetros que poderão ser 
mais eficazes na reabilitação neurológica. 
A intensidade das sessões é um dos fatores que mais tem merecido 
investigação. Não é avaliada quanto à «carga» ou à «força», como o termo 
poderia sugerir, mas sim relativamente ao tempo por sessão e/ou em termos de 
repetição/treino das tarefas. Sessões mais longas têm provado oferecer 
melhores resultados, existindo já o consenso que o tempo mínimo de cada 
sessão deve ser 45 minutos por dia, mas devendo prolongar-se durante o tempo 
 
 
9 
 
que o indivíduo conseguir tolerar. No caso do AVC, por exemplo, a Direção Geral 
de Saúde já definiu que a reabilitação intensiva corresponde a um período diário 
de terapia, superior a três horas. 
 
 
Fonte: ahoragranada.com 
A repetição de tarefas ou de exercício é outro princípio importante, cuja 
fundamentação fisiológica se baseia na teoria de aprendizagem de Hebbian; as 
conexões entre os neurônios são reforçadas promovendo deste modo o aumento 
da plasticidade sináptica (a forma como estas células melhor comunicam entre 
si). 
A evidência disponível conclui ainda que a intensidade do exercício 
produz resultados benéficos ao nível da função motora dos membros, do 
equilíbrio, bem como da força dos membros inferiores, implicando assim 
melhores resultados no desempenho das atividades básicas da vida diária, com 
destaque para a marcha. É sugerido que este fator tem também uma implicação 
positiva na comunicação, deglutição, no controlo dos esfíncteres, funções 
cognitivas e humorais, incluindo a depressão e a ansiedade. 
O Grupo HPA Saúde possui um corpo multiprofissional a operar na área 
da reabilitação neurológica com a adoção de programas intensivos e 
 
 
10 
 
interdisciplinares. Na primeira consulta e após uma avaliação intensiva das 
deficiências, das limitações e restrições do indivíduo, é proposto um plano de 
terapia intensiva que pode atingir até seis horas por dia, cinco dias por semana, 
durante oito semanas. 
 
 
Fonte: scoresfinally.blogspot.com.br 
Os resultados e a satisfação global dos utentes e das suas famílias têm 
sido muito positivos, da mesma forma que a motivação e a dedicação da equipa, 
que diariamente investiga e analisa inovações tecnológicas e terapêuticas 
capazes de oferecer mais qualidade de vida, autonomia e independência aos 
doentes com DCA. 
 
 
11 
 
3 O FUNCIONAMENTO DO CÉREBRO NO PROCESSO DE 
APRENDIZAGEM 
 
Fonte: seillacarvalho.blogspot.com.br 
Em decorrência dos avanços das pesquisas neurológicas e estudos 
realizados por neurocientistas; é curioso conhecer o funcionamento do cérebro 
e sua plasticidade; que mesmo sofrendo traumatismos, tem condições de 
reconstituir-se na busca da construção do conhecimento humano. 
Afirmam os pesquisadores, que o cérebro é uma entidade material 
localizada dentro do crânio, que pode ser visualizado, tocado e manipulado. E 
ainda que, é composto de substâncias químicas, enzimas e hormônios, que 
podem ser medidos e analisados. Que seu funcionamento depende de 
neurônios, os quais consumem oxigênio, trocando substâncias químicas através 
de suas membranas. Pesquisas recentes mostram que o crescimento de novos 
neurônios, ou seja, “os neurogeneses”, também acontece no hipocampo que é 
uma região do cérebro fortemente ligada à memória e a aprendizagem humana. 
Segundo a Dra. Henriette Van Praag, do Instituto Salk (San Diego, Califórnia, 
Estados Unidos), os ambientes enriquecidos e estimulados com recursos 
 
 
12 
 
materiais, prática de exercícios físicos e uma boa nutrição influenciaram no 
desenvolvimento da memória e na aprendizagem. 
Pesquisas médicas atestam que o desenvolvimento do cérebro ocorre 
mais rápido nos primeiros anos de vida da criança. O desenvolvimento sadio do 
cérebro atua diretamente sobre a capacidade cognitiva. Quando ativado para 
funções como a linguagem, a matemática, a arte, música ou atividade física que 
facilitam para que as crianças desenvolvam seu potencial e sejam futuros adultos 
inteligentes, confiantes e articulados. 
 
 
Fonte: neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br 
Experiências realizadas com ratos pela Dra. Marian Diamond, 
neuroanotomista americana, demonstram que os animais criados em gaiolas 
cheias de brinquedos tais como bolas, rodas, escadas, rampas entre outros, 
desenvolveram um córtex cerebral em um maior número de células nervosas. 
Embora ainda não existem evidencias diretas, como os experimentos realizados 
com ratos, presume-se que o mesmo acontece com os seres humanos. 
Segundo as pesquisas realizadas afirma-se que o cérebro divide-se em 
dois hemisférios e que o temperamento de cada pessoa tem relação direta com 
a utilização desses hemisférios. As pessoas que apresentam o lado esquerdo 
mais desenvolvido são tendentes a usarem de forma adequada a lógica, a 
 
 
13 
 
matemática possuindo habilidades para planejar e organizar suas ações. Já que 
é o lado mais intuitivo do homem. Por isso são introspectivas, amorosas, 
delicadas e mais racionais. 
O lado direito do cérebro é responsável pela imaginação criativa, a 
serenidade, a capacidade de síntese, a facilidade de memorizar. As pessoas que 
utilizam mais esse lado do cérebro possuem habilidades para analisar esquemas 
e técnicas em oratórias. 
 
 
Fonte: tutores.com.br 
Para que a memória funcione adequadamente no processo de 
informação; faz-se necessário a busca da integração entre os dois hemisférios, 
equilibrando o uso de nossas potencialidades. Como se processam muitas 
informações diárias o cérebro acaba seletivo, guardando apenas informações 
que o impressione desenvolvendo a capacidade para fixação dos fatos. 
Manter ativada a atenção é de suma importância, visto que, normalmente 
o ser humano distrai-se com facilidade. 
Alguns pesquisadores sugerem que se recorra à música, pois o uso de 
uma música apropriada diminui o ritmo cerebral, contribuindo para haver uma 
 
 
14 
 
equilibração no uso dos hemisférios cerebrais. Enfatizam ainda que a música 
barroca, especialmente o movimento “largo” propiciam um bom aprendizado. 
Diante dos estudos realizados pelos pesquisadores conclui-se que torna-
se necessário estimular as áreas do cérebro objetivando auxiliar os neurônios a 
desenvolverem novas conexões; educar as crianças desde a mais tenra idade 
em um ambiente enriquecedor, estimulando a linguagem falada, cantada, escrita 
criando um clima estruturado com afetividade diversificando positivamente as 
sensações, com a presença de cor, de música, de interações sociais, e de jogos 
visando o desenvolvimento de suas capacidades cognitivas e memórias futuras; 
favorecendo assim o seu processo de aprendizagem. 
 
 
Fonte: conversaemacao.com.br 
Nesse sentido observa-se que devido às inúmeras pesquisas 
desenvolvidas sobre o cérebro no processo de aprendizagem, verifica-se que 
cada indivíduo possui diferentes potenciais de inteligência. E que ela não é fixa, 
já que todo ser humano possui habilidade para expandir e aumentar sua própria 
aprendizagem. SegundoRogers, o aluno deve ter desejo de aprender e o 
professor como o facilitador do aprendiz deverá ser o motivador da 
aprendizagem. Apreciando, escutando e respeitando o estudante, criando um 
 
 
15 
 
estabelecimento de vínculo positivo confiando na capacidade de crescer e 
aprender do aluno. 
 
4 ALTERAÇÕES NA TRANSMISSÃO NEURONAL E SÍNTESE DE 
NEUROTROFINA. 
 
Fonte: sinapsiscuanticaspolarizadas-war.blogspot.com.br 
Evidências mostram que o exercício promove alterações cerebrais em 
consequência do aumento no metabolismo, oxigenação e fluxo sanguíneo no 
cérebro. No entanto, a maioria das evidências disponíveis provém de pesquisas 
em animais. Estes estudos mostram que o exercício modula a maioria dos 
neurotransmissores no sistema nervoso central associados ao estado de alerta 
(norepinefrina), sistema de recompensa e prazer (dopamina) e ansiedade. 
A atividade física ativa as monoaminas e aumenta as chances de 
recuperação de transtornos como a depressão. Nesse contexto, é interessante 
o fato de que agonistas de serotonina, incluindo alguns antidepressivos como a 
fluoxetina, podem aumentar a gênese celular, enquanto a administração de 
antagonistas de receptores de serotonina reduzem a proliferação celular no giro 
 
 
16 
 
denteado, uma região do hipocampo têm se mostrado tão potentes quanto o de 
medicações serotonérgicas, aumentando a possibilidade de o incremento na 
neurogênese ser o mecanismo comum terapêutico por trás das melhoras nos 
sintomas. 
 
Fonte: pt-br.aia1317.wikia.com 
O processo da biossíntese de serotonina pode ocorrer pelo aumento de 
seu precursor triptofano no cérebro, influenciado pelo exercício. A serotonina 
pode atenuar a formação de memórias relacionadas ao medo e diminuir as 
respostas à eventos ameaçadores através de projeções serotoninérgicas que 
partem dos núcleos da rafe para o hipocampo. 
O exercício também pode influenciar a síntese de dopamina em 
consequência do aumento nos níveis de cálcio no cérebro, através do aumento 
da atividade enzimática do sistema cálcio-calmodulina. Análises de varredura 
mostraram também que tanto o exercício agudo quanto o crônico afetam a 
expressão de genes hipocampais associados à plasticidade sináptica de uma 
forma geral. Mais especificamente, genes relacionados ao sistema 
glutamatérgico são regulados para cima e aqueles associados ao sistema GABA 
érgico, para baixo. As alterações na função glutamatérgica induzidas pelo 
exercício podem desse modo influenciar a produção e função de novos 
neurônios no cérebro adulto. No entanto, é improvável que esse aumento de 
ativação resulte em excitotoxidade associada ao glutamato, já que o exercício 
também eleva os níveis de proteínas neuroprotetoras como o BDNF. 
 
 
17 
 
Outros fatores neuroquímicos liberados durante o exercício agudo 
incluem opióides e endocanabinóides, responsáveis pela sensação de euforia, 
bem-estar, sedação e redução à sensibilidade da dor O exercício aumenta a 
atividade nos sistemas opióides. Além disso, agonistas externos exógenos, 
como a morfina e a heroína, suprimem a neurogênese in vivo enquanto, 
endorfinas e encefalinas estimulam a gênese celular in vitro. Os complexos 
efeitos dos opióides na produção de novos neurônios, no entanto, ainda 
permanecem incertos. 
 
 
Fonte: blogbodysports.wordpress.com 
As endorfinas não atravessam a barreira hematoencefálica, mas a 
molécula liposolúvel da anandamida, um endocanabinóide, pode entrar no 
cérebro e desencadear as conhecidas sensações. Os autores fornecem uma 
visão completa de como esse importante sistema de recompensa está envolvido 
na melhora do estado psicológico, sensibilidade à dor, e consequentemente na 
função cognitiva, em consequência do exercício. 
Fatores neurotróficos, proteínas essenciais para sobrevivência, 
proliferação e maturação neuronal, também são ativados e sintetizados durante 
o exercício agudo e crônico. Estudos em animais mostraram aumento nos níveis 
de expressão de diversas neurotrofinas como o fator neurotrófico derivado do 
cérebro, Fatores neurotróficos, proteínas essenciais para sobrevivência, 
 
 
18 
 
proliferação e maturação neuronal, também são ativados e sintetizados durante 
o exercício agudo e crônico. Estudos em animais mostraram aumento nos níveis 
de expressão de diversas neurotrofinas como o fator neurotrófico derivado do 
cérebro, fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), fator de 
crescimento vascular endotelial (VEGF), neurotrofina-3 (NT3), fator de 
crescimento de fibroblasto (FGF-2), fator neurotrófico derivado da glia (GDNF), 
fator de crescimento epidérmico (EGF) e fator de crescimento nervoso (NGF). 
 
 
Fonte:uol.com.br 
Nas últimas décadas, vem crescendo o interesse na relação entre fatores 
angiogênicos e neurogênese. No giro denteado, no hipocampo, os novos 
neurônios se aglomeram próximos aos vasos sanguíneos e se proliferam em 
resposta aos fatores vasculares, como VEGF e IGF-1. Isto levou à hipótese de 
que células neurais progenitoras estão associadas a um nicho vascular e que a 
neurogênese e a angiogênese estão intimamente relacionadas. 
Em particular, estudos mostraram que a expressão do gene hipocampal 
de VEGF em animais adultos resulta em aproximadamente o dobro do número 
de neurônios no giro dentado e melhoras na cognição. Além disso, a infusão 
periférica de IGF-1 também aumenta a neurogênese no cérebro de animais 
adultos, além de reverter a redução neuronal relacionada ao envelhecimento. 
 
 
19 
 
Deste modo, muitos autores concluem que as alterações vasculares no cérebro 
em consequência do exercício podem ser mediadas por fatores como o IGF e 
VEGF. 
 
Fonte: youtube.com 
Recentemente, em um estudo de neuroimagem em animais e humanos 
foi observada uma correlação entre fluxo sanguíneo no giro denteado e 
neurogênese, sugerindo que mudanças no fluxo sanguíneo do cérebro de 
humanos podem ser uma medida de mensuração da neurogênese. 
No entanto, outros estudos mostraram que o exercício aumentou a taxa 
de sobrevivência de novos neurônios, mas não a vascularização associada, o 
que indica que esta associação ainda é incerta. 
 
 
 
 
20 
 
 
Fonte: cerebroecoluna.com.br 
Os efeitos de longo prazo do exercício parecem resultar de diferentes 
respostas e adaptações, comparados com os efeitos do exercício agudo. Uma 
série de alterações neuroquímicas em consequência do exercício, como o 
aumento na expressão de fatores neurotróficos e a indução de processos anti-
inflamatórios que promovem angiogênese, neurogênese e sinaptogênese, 
advém do aumento no fluxo sanguíneo cerebral. 
 Apesar da maioria dos estudos serem realizados em animais, alguns 
destes resultados já foram extrapolados para humanos, já que os mecanismos 
adjacentes apresentam respostas muito similares em animais e humanos. 
 
 
21 
 
5 REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA 
 
 Fonte: saudesemfronteiras.zip.net 
A reabilitação é um processo complexo e individualizado e que requer 
paciência, motivação, trabalho constante e tempo, necessitando envolvimento 
total do paciente e de seus familiares. 
A reabilitação possui resultados mais efetivos quando realizada por 
equipe multiprofissional. Fazem parte dessa equipe, além do neurologista em 
casos de reabilitação neurológica: médico fisiatra, fisioterapeuta, terapeuta 
ocupacional, fonoaudiólogo, psicólogo, enfermeiro de reabilitação e nutricionista 
de reabilitação. O trabalho em equipe é fundamental para que os objetivos do 
plano de reabilitação sejam alcançados. 
O Programa de Reabilitação tem por finalidade reduzir os efeitos das 
incapacidades físicas, psicológicas e intelectuais, por meio de terapias que 
visam buscar a restauração das habilidades comprometidas. Também faz parte 
do processo a indicação de adaptações ambientais e instrumentais. 
Em um primeiro momento, faz-se a estimulação para a melhora do movimento e 
da sensibilidade,para que o indivíduo possa voltar a executar funções básicas. 
Ao mesmo tempo, as terapias são direcionadas para aproveitar aquilo que o 
http://saudesemfronteiras.zip.net/
 
 
22 
 
paciente consegue executar para que readquira, mesmo que parcialmente, a 
capacidade de realizar algumas funções. 
O principal objetivo ao longo do tratamento é tornar o indivíduo o mais 
independente possível em casa, na comunidade e no trabalho. O paciente e sua 
família devem estar envolvidos no plano de cuidados e no plano de reabilitação 
com seus objetivos adaptados às suas necessidades e possibilidades. 
6 REABILITAÇÕES MOTORAS NO ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL 
 
Fonte: mundodastribos.com 
Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido por Acidente 
Vascular Encefálico (AVE), é um entupimento ou rompimento dos vasos que 
levam sangue ao cérebro, resultando em lesões celulares e danos às funções 
neurológicas. 
A alteração da circulação cerebral pode ocasionar um déficit transitório ou 
definitivo no funcionamento das partes do cérebro, podendo ser por meio 
isquêmico, que atinge maior parte da população devido uma lesão arterial, ou 
hemorrágico, devido uma lesão venosa. 
 
 
23 
 
Atualmente o AVC resulta em cerca de quinze milhões de casos no mundo 
todo, onde um total de cinco milhões desses casos leva ao óbito. Segundo dados 
do Ministério da Saúde, no Brasil, as doenças cardiovasculares são 
responsáveis por 32% dos óbitos e, ao se ajustar os dados de mortalidade com 
a idade, o acidente vascular encefálico aparece como líder de causas de morte 
no nosso país. A reabilitação motora dos pacientes pós-AVC requer extremo 
cuidado, atenção e conhecimento do profissional fisioterapêutico, considerando 
que os danos vão desde os físicos, como paralisias de membros do corpo, até 
danos psicoativos, como a depressão. Desta forma, o presentes estudo buscou 
como objetivo abordar os tipos de reabilitações motoras e a atuação do 
fisioterapeuta na reabilitação dos pacientes sequelados de AVC. 
6.1 Tratamento da Lesão Cerebral 
 
Fonte: ericasitta.wordpress.com 
A comunidade médica iniciou a compreensão dos mecanismos através dos 
quais o cérebro se recupera das suas lesões. Um exemplo disso se dá na 
capacidade do tecido cerebral que não foi lesionado de aprender a desempenhar 
funções que eram desempenhadas pelas células que morreram. Isso faz com que 
http://doutissima.com.br/2014/07/13/como-acontece-um-derrame-desvende-os-impactos-cerebro-humano-14636442/
 
 
24 
 
os tratamentos atuais se baseiem fundamentalmente na compreensão crescente 
desses mecanismos de regeneração cerebral a fim de proporcionar uma 
recuperação cada vez mais efetiva. 
A finalidade da reabilitação de pacientes com lesão cerebral está 
fundamentada em ajudar a pessoa a atingir novamente um nível de cognição e 
bem-estar, reduzindo o impacto dos problemas causados pela lesão que possam 
interferir na vida e no cotidiano. Um programa médico especializado na reabilitação 
da lesão cerebral em geral inclui alguns pontos como a psicoterapia, a terapia 
ocupacional, a fisioterapia, a hidroterapia, a terapia da fala, bem como grupos de 
suporte ou autoajuda e/ou orientação vocacional. Este método apoia a 
recuperação do sujeito com lesão cerebral e a sua família. 
 
Fonte: doutissima.com.br 
 
A principal função da reabilitação desses casos é ajudar o indivíduo a 
conseguir o máximo das suas capacidades por meio do uso de estratégias de 
compensação. A compensação dos déficits cognitivos é um dos principais 
objetivos que a reabilitação de quadros de lesão almeja. Além disso, é importante 
entender que a recuperação de um quadro de lesão cerebral também depende 
muito do ambiente e da motivação do paciente que, acima de tudo, deverá 
acreditar que pode e vai melhorar, e que deve lutar por si. 
http://doutissima.com.br/2014/07/17/dor-nas-costas-confira-como-o-tratamento-da-fisioterapia-pode-ajudar-14636457/
http://doutissima.com.br/2014/07/31/motivacao-e-um-dos-segredos-para-cumprir-metas-defina-sua-estrategia-14637207/
 
 
25 
 
O papel dos médicos é importante, mas nesse momento a família se faz 
fundamental para essa transmissão de carinho, apoio, esperança e positividade. 
Esse contato é assimilado de forma positiva pelas partes do cérebro não 
afetadas e, ainda que pareçam simples, são extremamente eficientes na ajuda 
do processo de reabilitação do paciente. Por isso, se você é familiar e não se 
sentir capacitado a dar força positiva e apoio ao seu familiar, é interessante que 
você procure auxilio terapêutico a fim de encontrar força e dicas para esse 
delicado momento. 
6.2 Reabilitação por hidroterapia 
 
Fonte: fisioteraloucos.com.br 
A reabilitação por hidroterapia transmite benefícios motores para os 
pacientes devido a sua turbulência e viscosidade que geram estímulos 
repetitivos no ajuste postural e nas reações de equilíbrio. Usando as técnicas 
fisioterapêuticas é possível tratar as sequelas da doença com o objetivo de 
maximizar a independência funcional e minimizar respostas anormais do corpo, 
amplificando os movimentos apropriados do paciente. De acordo com estudos 
realizados, pacientes sequelados de AVC obtiveram como resultados uma 
http://www.crpg.pt/estudosProjectos/temasreferencia/def_incap/lesao/Paginas/Cuidardeumapessoalesaocerebral.aspx
 
 
26 
 
melhora significativa em sua mobilidade funcional devido aos efeitos benéficos 
derivados do uso da água junto aos exercícios fisioterapêuticos. 
 
 
Fonte: ganbaresatie.wordpress.com 
A Hidroterapia e Hidroginástica são duas atividades claramente distintas, 
ainda que os objetivos de ambas sejam processados através da exercitação 
física no meio aquático. No caso da Hidroterapia, os objetivos predominantes 
dizem respeito à reabilitação de capacidades funcionais, em meio a sessões 
individualizadas e orientadas por fisioterapeutas. Pode-se então acrescentar que 
não existe aula de Hidroterapia. Quanto à Hidroginástica, através dessa 
expressão de cunho genérico, referimo-nos a uma prática pedagógica destinada 
à realização de valores sociais, baseada em diversos programas de exercitação 
aquática, realizados predominantemente em posição vertical, durante aulas 
ministradas por profissionais de Educação Física que visam o desenvolvimento 
da aptidão física, a elevação da auto- estima e a integração social de seus 
praticantes. 
Mesmo assim, é comum a confusão. O problema é quando um profissional 
excede os limites da sua área de atuação e invade a atividade que é da 
 
 
27 
 
competência de quem está habilitado para praticá-la. Precisamos um do outro 
para contribuir para o bem-estar das pessoas, quer seja para aliviar as dores, 
reabilitar, manter e/ou melhorar a condição de saúde delas. 
 
 
Fonte: facafisioterapia.net 
6.3 Principais diferenças 
a) Temperatura da água; 
b) Qualificação profissional; 
c) Atendimento individualizado ou em grupos patológicos recém avaliados; 
d) Presença na água de profissional devidamente habilitado e com 
conhecimento inclusive de primeiros socorros; 
e) Local de fácil acesso para a entrada e saída do paciente da água, sem 
haver barreiras arquitetônicas de qualquer espécie; 
f) Esclarecimentos ao paciente sobre o que está sendo feito bem como os 
objetivos a serem atingidos; 
 
 
28 
 
7 REABILITAÇÃO COM A DANÇA 
 
Fonte: requilibrius.blogspot.com.br 
Conhecida como Dança- terapia é uma técnica usada para transmitir 
estímulos nas áreas antes inativas do nosso organismo resultando num 
autoconhecimento físico que motiva os pacientes a se esforçarem mais a cada 
seção, vencendo os limites impostos pelas sequelas da doença. Também ajuda 
na redução da rigidez muscular e uma melhor interação consigo e com outras 
pessoas, resultando na evolução da inclusão social e da qualidade vida. 
Pesquisadores, desenvolveram um estudo com o objetivo de analisar os efeitos 
da Dança- terapia nos pacientes pós-AVC. 
Os resultados do trabalho tiveram efeitos negativos como casos de 
depressão devidos os limites impostos pela doença, entretanto, os efeitos 
benéficos conseguiram se sobrepuser aos negativos, trazendo uma melhora no 
aspecto emocional, social e na capacidade motora dos pacientes ao término da 
pesquisa. Acredita-se que o cavalo possui movimento único e repetitivo, similar 
a marcha humana, proporcionando ao praticante um desenvolvimento no 
estimulo sensório-motor e em seu equilíbrio. De acordo com os autores Pedebos 
et.al (2014), após pesquisa, os resultados da equoterapia alteraram suas 
 
 
29 
 
respostas de acordo com o hemisfério afetado pela lesão, sendo que o paciente 
com a lesão no hemisfério esquerdo apresentou simetria na postura dinâmica. 
Encontraram, também, a melhora significativa do equilíbrio e aspecto social de 
cada indivíduo estudado. 
 A música vem sendo muito usada em casos neurofuncionais, devido aos 
grandes benefícios trazidos por ela. Seu uso pode ser feito independente da 
idade do paciente. 
 Lesões no encéfalo causam diversos distúrbios motores, associados ou 
não com transtornos psíquicos, sensoriais ou de linguagem. 
 
 
Fonte: fisioterapialove.blogspot.com.br 
A fisioterapia aliada a outras profissões ajuda a melhorar a dependência 
pessoal, a imobilidade, a locomoção, comunicação e a cognição. 
Todo tratamento deve começar o mais precoce possível, de acordo com 
as características pessoais de cada um, assim como a frequência e intensidade 
do mesmo. 
O objetivo da dança como recurso de tratamento é dar mais qualidade de 
vida, melhorando movimento e, função e controle postural. A dança além do 
 
 
30 
 
aspecto motor, auxilia no sensorial e emocional, pois essas também são áreas 
afetadas. Por isso é sempre muito importante que aconteça a estimulação. 
A terapia com dança baseia-se em princípios de que o uso do movimento 
expressivo, altera comportamentos, atitudes e estados físicos, por isso ela é 
usada para expressar emoções e futuras aquisições motoras. É aplicada em 
diversas patologias, a fim de exteriorizar habilidades funcionais e emocionais, 
possibilitando o autoconhecimento do corpo e construção de consciência para 
ultrapassar os próprios limites. 
A dança ajuda no equilíbrio postural, direção, fortalecimento, alongamento 
e no movimento propriamente dito. Acompanhado de um profissional não há 
contra indicações para o uso da música! 
8 REABILITAÇÃO COM REALIDADE VIRTUAL 
 
 
 Fonte: istoe.com.br 
A Realidade Virtual (RV) é uma nova tecnologia que proporciona a 
simulação da vida real e transmite uma maior intensidade durante o treinamento, 
resultando em um estímulo sensorial mais avançado. A Realidade Virtual 
reorganiza funcionalmente os sistemas motores e pré-motores que foram 
http://istoe.com.br/19224_TERAPIA+VIRTUAL+CONTRA+A+TONTURA
 
 
31 
 
afetados pelo AVC e ainda garante uma recuperação dessas funções. Estudo 
desenvolvido, avaliou os efeitos da RV em pacientes com a doença. Os 
resultados encontrados foram excelentes na estabilidade motora, na força 
muscular e, principalmente, na qualidade de vida desses pacientes. 
Ela gira em torno da interação entre o terapeuta e o paciente. No ambiente 
virtual é possível interagir até mesmo estando os dois a longas distâncias. 
Caracteriza-se por um ambiente multissensorial e multidimensional, 
gerado por computador, e em tempo real. É multissensorial porque estimula os 
diversos sentidos como visão e audição por exemplo. Em tempo real porque toda 
ação efetuada no ambiente virtual tem uma resposta que é percebida como 
instantânea, além dos cenários e ambientes serem apresentados no momento 
da interação. Imerso nesse contexto virtual, os usuários chegam a esquecer de 
que se trata de algo artificial em certos momentos. 
Os estímulos são importantes, pois os sistemas sensoriais básicos são 
mais primitivos. Eles nos dão as informações sobre o corpo e seus limites. Ainda, 
nos dão a segurança e liberdade de nos movermos nos espaços tridimensionais. 
Nos processos de reabilitação, seus estímulos são importantes para a 
recuperação com sucesso. 
Os sistemas de realidade virtual são compostos principalmente por: 
Hardware: computadores potentes, luvas de interação, capacetes com 
visão estereoscópicas entre outros equipamentos não convencionais. 
Software: ambiente de simulação, sistema operacional, drivers, etc. 
Percepção Sensorial: os cinco sentidos do corpo devem estar presente no 
ambiente virtual sempre que possível. 
Utilizar a realidade virtual no processo de reabilitação apresenta 
benefícios que vem sendo descobertos à medida que estas tecnologias se 
tornam mais acessíveis. Dentre eles podemos destacar: 
 Tratamento pode ser adaptado ao paciente, 
 Permite ser executado várias vezes, 
 Possibilita a padronização dos tratamentos e dos protocolos de 
recuperação aumentam. 
 
 
32 
 
O exército americano, por exemplo, usa ferramentas com jogos de 
realidade virtual para distrair pacientes com queimaduras enquanto passam por 
tratamentos dolorosos. 
Nesse contexto, as ferramentas envolvendo realidade virtual tem um 
papel que vai muito além da simples motivação, trazendo contribuições em 
diferentes aspectos. 
9 REABILITAÇÃO COM CRANIOPUNTURA 
 
Fonte: inspirar.com.br 
Craniopuntura é uma técnica modificada da acupuntura que possui a 
finalidade de diminuir a deficiência de movimentação e chegar a uma melhora 
das funções motoras perdidas pelo AVC. É um procedimento realizado através 
de cinco pontos básicos do crânio localizados na linha de inserção do couro 
cabeludo. Pesquisadores, avaliaram os efeitos da craniopuntura em um único 
paciente com AVC, demonstrando, ao final do tratamento, um desenvolvimento 
positivo da função motora funcional, velocidade de coordenação e nas suas 
atividades diárias. 
Evidencia-se que pacientes sequelados de AVC evoluem com 
incapacidades e prejuízos sensórios- motores com impacto significante em seu 
 
 
33 
 
nível de independência funcional. Contudo, os serviços de reabilitação, a cada 
dia, trazem novos estudos e técnicas para melhora da qualidade de vida destes 
pacientes, contemplando a análise das atividades de vida diária que se 
encontram afetadas após o AVC, adequando assim, a intervenção terapêutica 
às reais condições do paciente. Com isso, profissionais fisioterapêuticos são 
essenciais para reabilitação motora, trazendo consigo novos métodos de 
reabilitações e benefícios fisiológicos no sentido da prevenção de nova recidiva 
de acidente vascular cerebral. Também, influenciam, de forma benéfica, no 
aspecto emocional dos pacientes, proporcionando-lhes maior autoconfiança, 
autonomia e independência. 
 
 
Fonte: rsaude.com.br 
 
 
 
34 
 
10 REABILITAÇÃO COM EQUOTERAPIA 
 
Fonte: leiaogazeta.com.br 
A equoterapia é um método terapêutico alternativo que visa uma melhora 
física e psicológica de pacientes com deficiências cognitivas, utilizando o cavalo 
como cinesioterapêutico. Acredita-se que o cavalo possui movimento único e 
repetitivo, similar a marcha humana, proporcionando ao praticante um 
desenvolvimento no estimulo sensório-motor e em seu equilíbrio. 
Os resultados da equoterapia alteraram suas respostas de acordo com o 
hemisfério afetado pela lesão, sendo que o paciente com a lesão no hemisfério 
esquerdo apresentou simetria na postura dinâmica. Encontraram, também, a 
melhora significativa do equilíbrio e aspecto social de cada indivíduo estudado. 
 
 
 
35 
 
 
Fonte: blogbr.diabetv.com 
Evidencia-se que pacientes sequelados de AVC evoluem com 
incapacidades e prejuízos sensórios-motores com impacto significante em seu 
nível de independência funcional. Contudo, os serviços de reabilitação, a cada 
dia, trazem novos estudos e técnicas para melhora da qualidade de vida destes 
pacientes, contemplando a análise das atividadesde vida diária que se 
encontram afetadas após o AVC, adequando assim, a intervenção terapêutica 
às reais condições do paciente. Com isso, profissionais fisioterapêuticos são 
essenciais para reabilitação motora, trazendo consigo novos métodos de 
reabilitações e benefícios fisiológicos no sentido da prevenção de nova recidiva 
de acidente vascular cerebral. Também, influenciam, de forma benéfica, no 
aspecto emocional dos pacientes, proporcionando-lhes maior autoconfiança, 
autonomia e independência. 
 
 
 
36 
 
11 REABILITAÇÃO NEUROLÓGICA 
 
 Fonte: blogpilates.com.br 
A reabilitação do cérebro lesado pode promover reconexão de circuitos 
neuronais lesados. Quando há pequenas perdas de conectividade a tendência é 
que ocorra uma recuperação autônoma, enquanto que, grandes perdas poderão 
acarretar em perda permanente da função. Algumas lesões são potencialmente 
recuperáveis, mas para tanto, necessitam de tratamentos precisos, mantendo 
níveis adequados de estímulos facilitadores e inibidores. As mudanças 
organizacionais dependem das áreas lesadas e íntegras pré-existentes e da 
localização da lesão e são encontradas em ambos os hemisférios cerebrais. 
Até os anos 50, aproximadamente, acreditava-se na impossibilidade de 
se fazer algo quando conexões e neurônios eram perdidos, em consequência de 
lesão cerebral, devido a incapacidade dos neurônios se dividirem. Com o avanço 
das pesquisas e dos métodos de imagem foi possível adquirir uma nova visão 
do sistema nervoso, não como uma estrutura rígida e imutável, mas sim flexível, 
que modifica sua estrutura funcional sob diferentes circunstâncias, expressando 
assim uma capacidade plástica durante o processo de adaptação. 
 
 
37 
 
 
Fonte: inovacaotecnologica.com.br 
O SNC possui uma rede neural complexa, com células altamente 
especializadas, que fazem milhares de conexões a todo momento e determinam 
a sensibilidade e as ações motoras, traduzindo-as em comportamento. Na 
presença de lesões, há um desarranjo nesta rede neural e o SNC inicia seus 
processos de reorganização e regeneração. 
 A análise dos aspectos plásticos do SNC permite-nos relacioná-los a 
vários fatores, como influência do ambiente (ambiente terapêutico deve fornecer 
condições adequadas para o aprendizado ou reaprendizado motor do paciente), 
o estado emocional (motivação e depressão), o nível cognitivo (indivíduos com 
menor déficit cognitivo, respondem de maneira mais adequada à terapia), entre 
outros, que interferem direta ou indiretamente na plasticidade do SNC e, 
consequentemente, na reabilitação do paciente neurológico. 
 
 
 
38 
 
12 SINAPSES 
 
Fonte: pt.dreamstime.com 
Sabemos que os impulsos nervosos devem passar de uma célula à outra 
para que ocorra uma resposta a um determinado sinal. Para que isso ocorra, é 
necessária a presença de uma região especializada, que recebe o nome 
de sinapse. Ela pode ser definida como a região de proximidade entre a 
extremidade de um neurônio e uma célula vizinha, onde os impulsos nervosos 
são transformados em impulsos químicos em decorrência da presença de 
mediadores químicos. 
Um neurônio faz sinapses com diversos outros neurônios. Estima-se que 
uma única célula nervosa possa fazer mais de mil sinapses. Geralmente elas 
ocorrem entre o axônio de um neurônio e o dendrito de outro. Entretanto, podem 
ocorrer algumas sinapses menos comuns, tais como axônio com axônio, 
dendrito com dendrito e dendrito com corpo celular. 
Os axônios apresentam diversas ramificações e, no final delas, são 
encontradas expansões chamadas de botões pré-sinápticos. Esse botão está 
 
 
39 
 
separado da membrana do outro neurônio ou célula muscular através de um 
espaço que recebe o nome de fenda sináptica. 
 
 
Fonte: etudocienciacdb.blogspot.com.br 
No botão pré-sináptico existem diversas mitocôndrias, além de vesículas 
que são repletas de uma substância química que recebe o nome 
de neurotransmissores, que são capazes de alterar a permeabilidade da 
membrana do neurônio pós-sináptico. Como exemplos de neurotransmissores, 
podemos citar a acetilcolina e a noradrenalina. 
Quando um impulso nervoso chega ao botão pré-sináptico, os 
neurotransmissores são liberados na fenda sináptica. Eles passam por difusão 
através da sinapse e atingem o neurônio pós-sináptico, ligando-se a receptores 
de membrana. Alguns neurotransmissores exercem a função excitatória em uma 
sinapse, enquanto outros podem ter a função de inibir o impulso. A inibição 
sináptica também pode ocorrer pela diminuição da liberação de 
neurotransmissores excitatórios. 
Os neurotransmissores são produzidos continuamente pelos botões 
sinápticos ou, ainda, pelo corpo celular. Entretanto, uma estimulação frequente 
e excessiva pode ocasionar o esgotamento dessa substância e, 
 
 
40 
 
consequentemente, parar o impulso, funcionando, assim, como um meio de 
proteção. 
 
 
Fonte: raizdavida.com.br 
Os estudos de Adams demonstraram que as perdas de sinapses durante 
o envelhecimento humano são específicas por região e que as alterações 
poderiam variar nos diferentes tipos de sinapses. Esse autor sugere a existência 
de um fenômeno compensatório para manter a função sináptica cortical normal, 
pois a perda de sinapses e as mudanças nas estruturas pré-sinápticas parecem 
ser acompanhadas por um aumento na extensão média da zona pós-sináptica 
ativa. Observando-se que muitas sinapses contendo neurotransmissores 
excitatórios (glutamato, por exemplo) estabelecem contatos sobre as espinhas 
dendríticas, a perda significativa de estruturas dendríticas pode limitar a 
disponibilidade de substrato pós-sináptico para conexões sinápticas nos 
cérebros velhos. 
Considerando-se, no entanto, que o número de neurônios permanece 
praticamente estável no córtex cerebral velho, a redução significativa de 
 
 
41 
 
conexões interneuronais no cérebro seria resultante da perda de estruturas pré 
e pós-sinápticas. 
 
 
Fonte: cerebroturbinado.com 
13 A REABILITAÇÃO NEUROPSICOLÓGICA SOB A ÓTICA DA 
PSICOLOGIA 
 
Fonte: paulamartim.com.br 
 
 
42 
 
A neuropsicologia é uma área relativamente nova. Os avanços na área de 
reabilitação neuropsicológica come- çaram a ocorrer após a Primeira e a 
Segunda Guerras Mundiais, período no qual os cientistas passaram a empregar 
esforços para compreender como os diferentes tipos de lesões influenciavam o 
comportamento humano e como se poderia remediá-los. Mais recentemente, as 
mudanças socioculturais e os avanços tecnológicos levaram a um aumento no 
número de vítimas de lesões cerebrais ocasionado por acidentes 
automobilísticos (Abrisqueta-Gomez, 2006), acidentes decorrentes de esportes 
radicais, vítimas da violência, entre outros. 
 Além disso, o aumento na expectativa de vida trouxe consigo a 
necessidade de estudos sobre o envelhecimento normal e também sobre as 
doenças decorrentes do processo de envelhecer (acidentes vasculares 
cerebrais, doença de Alzheimer e demais tipos de demências, hipertensão 
arterial etc.). Desse modo, ficam claras as implicações sociais que o estudo da 
reabilitação neuropsicológica traz para a população. McMillan e Greenwood 
(1993) afirmaram que “a reabilitação neuropsicológica deve navegar pelos 
campos da neuropsicologia clínica, análise comportamental, retreinamento 
cognitivo e psicoterapia individual e grupal”. Aqui começa a ser ressaltado o 
intercâmbio entre a reabilitação neuropsicológica e a análise do comportamento. 
Wilson et al. (1994; 2003) afirmam que é por meio da observação 
comportamental que se obtêm dados sobre o nível de comprometimento do 
paciente de maneira individual e também se adquirem informações sobre a 
maneira mais adequada de se aplicar determinado procedimento. Assim, a 
reabilitação neuropsicológica exige uma ampla base teórica, já que não existe 
um único modelo ou teoria que abarque os mais variados problemas encontradospor vítimas de distúrbios neurológicos e neuropsiquiátricos (Abrisqueta-Gomez, 
2006). 
 
 
43 
 
 
Fonte: ismasaude.com.br 
A análise do comportamento pode contribuir sobremaneira para a 
neuropsicologia, tanto para o processo de avaliação como para o de reabilitação. 
No processo de avaliação, apenas mensurar quantitativamente as funções 
cognitivas e considerá-las representativas do funcionamento cognitivo traz 
implicações sérias, pois déficits cognitivos diferentes podem gerar escores 
gerais idênticos ou globalmente deficientes. 
A análise do comportamento pode contribuir nesse processo por dar 
subsídios para que o profissional faça uma análise aprofundada a respeito das 
contingências ambientais que podem interferir no desempenho cognitivo do 
paciente. Por exemplo, é possível que um paciente com dificuldades de interação 
social decorrentes de algum distúrbio ou lesão neurológica viva em um ambiente 
familiar pobre de interações sociais, o que contribui para o agravamento desse 
aspecto. 
 
 
44 
 
 
Fonte: pt.slideshare.net 
Já na reabilitação neuropsicológica, a análise do comportamento contribui 
com seus inúmeros procedimentos para a promoção da aprendizagem e 
mudanças comportamentais, oferecendo ao neuropsicólogo ferramentas 
valiosas, sobretudo a análise de contingências. Apesar de haver alguns estudos 
sobre o emprego de procedimentos comportamentais na reabilitação 
neuropsicológica, a literatura disponível é ainda bastante restrita. Uma pesquisa 
realizada nas bases de dados Medline e PsycINFO com o termo “behavioral 
neuropsychology” e o cruzamento de termos como: “neuropsychological 
rehabilitation”, “neuropsychological training”, “cognitive rehabilitation”, “cognitive 
training” e “behavior therapy”, “behavioral therapy”, “behavior analysis” e 
“behaviorism”, visando abarcar a produção científica dos últimos 16 anos, 
resultou em somente um artigo de revisão. Essa restrição parece se dever não 
tanto à escassez de estudos sobre reabilitação neuropsicológica que empregam 
procedimentos comportamentais, mas talvez à falta de percepção por parte dos 
profissionais de reabilitação, de que muitos dos procedimentos que eles 
empregam são comportamentais. Wilson et al. (2003) enfatizam que a 
abordagem comportamental para a reabilitação é um processo de raciocínio 
 
 
45 
 
clínico e não um conjunto fixo de técnicas que devem ser seguidas rigidamente. 
Apesar de a psicologia comportamental oferecer vantagens em relações a outras 
abordagens psicológicas, o emprego de procedimentos comportamentais não 
deve ser feito à custa de outras áreas do conhecimento. 
É necessária uma integração de campos como psicoterapia, psicologia 
cognitiva, neuroplasticidade, linguística, psiquiatria, geriatria e outros campos. A 
abordagem comportamental, aplicada corretamente, é benevolente e humana e 
merece ser considerada como tal, assim como qualquer outra abordagem. 
Qualquer metodologia pode ser empregada humanamente e isso não depende 
da abordagem escolhida e sim da atitude do profissional. 
 
 
Fonte: cerebro.org.pt 
O cuidado com o paciente é um componente importante do behaviorismo 
assim como de qualquer outra abordagem e nenhum profissional tem o direito 
de afirmar que esse cuidado é intrínseco à sua filosofia pessoal ou uma parte 
natural de determinada teoria ou prática. Durante algum tempo houve uma 
negação do uso de procedimentos comportamentais quando, na realidade, essa 
abordagem foi central no trabalho de muitos dos profissionais que a negam. 
Neuropsicólogos que trabalham com reabilitação e que têm formação em 
abordagens psicodinâmicas tendem a rejeitar ou negar o fato de que empregam 
procedimentos comportamentais, alegando que estes objetivam “treinar” o 
cliente a se comportar de certo modo, desconsiderando seus desejos, emoções, 
 
 
46 
 
pensamentos e personalidade (nomeados eventos privados pelo behaviorismo). 
Há um equívoco nesta afirmação, em relação ao objetivo da psicologia 
comportamental. Segundo o próprio Skinner (1974/2006), os eventos privados 
são importantes e exercem influência sobre o comportamento tanto quanto os 
eventos ambientais. Assim, o behaviorismo de Skinner considera que os eventos 
privados não são superiores ou mais importantes que os eventos públicos, 
ambos são igualmente importantes para a análise do comportamento. O sentir é 
tão importante quanto o fazer, diz Skinner (1974/2006; 1953/1998). 
13.1 O que é reabilitação neuropsicológica? 
 
Fonte: psicoalentejo.wordpress.com 
A reabilitação objetiva melhorar a qualidade de vida dos pacientes e 
familiares, otimizando o aproveitamento das funções total ou parcialmente 
preservadas por meio do ensino de “estratégias compensatórias, aquisição de 
novas habilidades e a adaptação às perdas permanentes”. O processo de 
reabilitação proporciona uma conscientização do paciente a respeito de suas 
capacidades remanescentes, o que leva a uma mudança na auto-observação e, 
possivelmente, uma aceitação de sua nova realidade (D’Almeida et al., 2004). 
 
 
47 
 
Wilson (1996) diferencia a reabilitação cognitiva da reabilitação 
neuropsicológica. A reabilitação cognitiva visa “capacitar pacientes e familiares 
a conviver, lidar, contornar, reduzir ou superar as deficiências cognitivas 
resultantes de lesão neurológica”, mas foca-se principalmente na melhora das 
funções cognitivas por meio dos treinos cognitivos. Já a reabilitação 
neuropsicológica é mais ampla, pois, além de almejar tratar os déficits cognitivos, 
objetiva também tratar as alterações de comportamento e emocionais, 
melhorando a qualidade de vida do paciente. 
 
 
Fonte: ctviva.com.br 
Prigatano (1999) afirma que a reabilitação cognitiva é apenas um 
componente da reabilitação neuropsicológica, e esta abarca ainda a 
psicoterapia, o estabelecimento de um ambiente terapêutico, o trabalho com 
familiares e o trabalho de ensino protegido com os pacientes. Existe mais de 
uma maneira de se planejar um programa de reabilitação eficiente. É importante 
salientar para o cliente que nem sempre é possível restaurar a função cognitiva 
prejudicada, mas é possível compensá-la, encontrando maneiras de minimizar 
os problemas cotidianos. O primeiro passo é realizar uma avaliação 
neuropsicológica para que se mensurem os prejuízos cognitivos e as funções 
 
 
48 
 
intactas. A avaliação comportamental é um complemento da avaliação 
neuropsicológica. 
Uma das diferenças em relação aos testes padronizados é que 
geralmente a avaliação comportamental é parte do tratamento em si. Ela 
identifica problemas a serem trabalhados e também pode avaliar a eficácia de 
tal tratamento. O terapeuta ou psicólogo continua a avaliar o cliente enquanto o 
tratamento está em andamento. Assim, o tratamento pode ser modificado ou 
alterado em resposta a uma informação observada. A avaliação comportamental 
deriva do behaviorismo, filosofia que embasa a análise do comportamento 
(Skinner, 1974/2006) e que foi fundada por John B. Watson e aprimorada por B. 
F. Skinner (Baum, 1999). De Vreese et al. (2001) esclarecem que os hábitos, o 
afeto e a motivação do cliente podem interferir significativamente no nível de 
funcionamento diário e por isso precisam ser levados em conta no processo de 
avaliação, devendo ser analisados como parte das contingências e produtos 
destas. 
13.2 Planejamento da reabilitação norteado pela teoria comportamental 
 
Fonte: psicologado.com 
 
 
49 
 
Uma infinidade de procedimentos comportamentais pode ser empregada 
na reabilitação neuropsicológica. É importante que o programa de reabilitação 
seja bem estruturado, o que facilita a escolha das melhores técnicas a serem 
empregadas. Wilson et al. (2003) e McGlynn (1990) sugerem alguns passos para 
o planejamento do tratamento: 
1) Especificar o comportamento a ser trabalhado, evitando descrições 
gerais como “melhorar a concentração”,“reduzir dificuldades de memória” ou 
“dificuldade de autocontrole”. 
2) Determinar os objetivos do tratamento claramente. Exemplo: 
“permanecer em uma tarefa por 15 minutos, 3 vezes por dia, por 5 dias 
consecutivos”. 
3) Obter uma linha de base do comportamento em questão. Isso pode ser 
feito registrando a frequência com que o comportamento-problema ocorre ou 
não. Exemplo: “quantas vezes este cliente faz a mesma pergunta no período de 
uma sessão” ou “quantas vezes Maria se esquece de acionar os freios da cadeira 
de rodas quando tem de ir ao banheiro”. O número de sessões para se obter 
uma boa linha de base varia, mas os autores recomendam quatro sessões para 
comportamentos que não apresentam muita variação (mais estáveis). Para 
comportamentos com grande variabilidade, podem ser necessárias mais 
sessões, além de se fazer uma análise mais detalhada de fatores que possam 
estar interferindo (horário do dia, cansaço, presença de algumas pessoas etc.). 
4) Identificar motivadores ou reforçadores. Podem ser verbais 
(“parabéns”, “você diminuiu 30 segundos para fazer esta tarefa”) ou algo mais 
concreto como na Economia de Fichas, em que, após adquirir determinado 
número de pontos, o cliente pode escolher algum prêmio (passeios, maior tempo 
de visita, ir ao cinema etc.). O tipo de reforçador escolhido deve ser valorizado 
pelo cliente. Por exemplo, atenção pode ser um reforçador eficiente para certo 
indivíduo, mas pode ser aversivo para um outro indivíduo que é retraído. Assim, 
a observação comportamental cuidadosa é essencial na escolha dos 
reforçadores mais poderosos para cada indivíduo. 
5) Especificar os passos do tratamento de maneira que um novo membro 
da equipe possa implementar as atividades caso seja necessário substituir 
 
 
50 
 
algum profissional. Investigar que tipos de técnicas comportamentais serão mais 
eficazes para cada problema e analisar quais são as habilidades cognitivas que 
o cliente deve possuir para se beneficiar de um procedimento. 
6) Monitorar o progresso. Isso deve ser feito de acordo com o que foi 
planejado. 
7) Avaliar. Isso poderá ser feito por meio de registros ou de um estudo de 
caso experimental. 
8) Fazer modificações, caso sejam necessárias. 
9) Planejar a generalização. Essa é uma parte crucial da reabilitação, pois 
os clientes têm dificuldade para transferir o que foi aprendido no ambiente 
terapêutico para a vida cotidiana. Isso pode ser feito mediante treinos fora do 
ambiente das sessões e instruindo os familiares a incentivar o cliente nos mais 
diversos ambientes, o que ajudará a promover o aprendizado e a generalização 
do que foi reabilitado. É importante não ter expectativas de que a generalização 
ocorrerá espontaneamente, pois na maioria das vezes ela não ocorre. 
 
 
Fonte: psicologaclinica.blogs.sapo.pt 
A qualidade da relação terapêutica é outro fator essencial para os bons 
resultados de um programa de reabilitação. Se o cliente não gostar do 
 
 
51 
 
profissional, não confiar nele ou não o respeitar, provavelmente não será 
cooperativo e não conseguirá se beneficiar do programa. Também o 
reforçamento por parte do profissional é crucial, sendo motivador para o cliente 
e contribuindo para seu engajamento no programa. 
 
 
 
 
52 
 
14 BIBLIOGRAFIA 
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