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SISTEMAS AUXILIARES EM MOTORES DE COMBUSTÃO INTERNA MOTORES A COMBUSTÃO INTERNA • NICOLAS OTTO, alemão, é o inventor do motor de combustão por centelha; • RUDOLF DIESEL, alemão, engenheiro, é o inventor do motor de combustão por compressão; CICLOS DO MOTOR ROTATIVO Motor Conbustão Interna Wankel , de pistão rotativo Motor Wankel MOTOR ROTATIVO WANKEL TURBINA A GÁS CICLO BRYANTON -Máquinas puramente rotativas, de diversas formas construtivas, contendo: -Compressor, -câmara de combustão e turbina . - As características de cada projeto são funções do meio de transmissão de potência (por eixo ou jato de gases), dos combustíveis utilizados, do porte, das temperaturas de trabalho. Em relação às demais máquinas as turbinas tem característica de ter a maior densidade de potência, ou seja capacidade por peso. Devido a isso, são frequentemente empregadas em aeronaves. https://pt.wikipedia.org/wiki/Compressor https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mara_de_combust%C3%A3o https://pt.wikipedia.org/wiki/Turbina https://pt.wikipedia.org/wiki/Combust%C3%ADvel https://pt.wikipedia.org/wiki/Aeronave Classes de Motores MOTORES STIRLING Funcionamento • Motor Stirling é uma máquina térmica de ciclo fechado. É referido também como motor a ar quente, por utilizar os gases atmosféricos como fluido de trabalho. • Obtém energia a partir de uma fonte externa de calor, que pode ser qualquer combustível (hidrocarbonetos, biomassa, álcool etc), a luz solar ou até mesmo uma xícara de chá ou o calor emitido pela palma das mãos. • Teoricamente, o motor Stirling possui uma alta eficiência energética. Alguns protótipos construídos pela empresa holandesa Philips nas décadas de 1950 e 1960 chegaram a índices de 45%, superando facilmente os motores a gasolina, diesel e as máquinas a vapor (eficiência entre 20% e 35%). • Hoje sua aplicação inclui, entre outras, geração de energia elétrica em sondas espaciais e em usinas solares de diversas capacidades. https://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho_(f%C3%ADsica) https://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho_(f%C3%ADsica) https://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa https://pt.wikipedia.org/wiki/Philips https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_de_Otto https://pt.wikipedia.org/wiki/Motor_diesel https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1quina https://pt.wikipedia.org/wiki/Vapor CONSTITUIÇÃO DOS MOTORES • O motor de combustão interna é um conjunto de mecanismos que transforma energia térmica em energia mecânica • Motor de combustão interna: produção de calor no interior do próprio motor. PRINCIPAIS PARTES DO MOTOR • Cabeçote, bloco e cárter CABEÇOTE DO MOTOR • o cabeçote é a parte superior do motor; • são fabricados em ferro fundido ou alumínio. BLOCO DO MOTOR • o bloco é a parte central do motor; • normalmente construído de ferro fundido ou alumínio; CÁRTER DO MOTOR • o cárter é a parte inferior do motor; • normalmente é o reservatório de óleo lubrificante. PRINCIPAIS COMPONENTES NO CABEÇOTE • Válvulas: as válvulas são usadas nos motores de quatro tempos. Controlam a entrada e saída de gases em cada cilindro do motor. COMANDO DE VÁLVULAS Responsável pelo fechamento e abertura das válvulas nos motores de 4 tempos Principais Componentes no Cabeçote • Eixo de cames ou eixo de comando de válvulas; possui ressaltos ou cames para cada válvula e são fabricados em aço forjado ou ferro fundido. ACIONAMENTO DAS VÁLVULAS PRINCIPAIS COMPONENTES NO BLOCO DO MOTOR • Cilindro:o cilindro é um furo no bloco aberto nas duas extremidades. PRINCIPAIS COMPONENTES NO BLOCO • Virabrequim ou árvore de manivelas: PRINCIPAIS COMPONENTES NO BLOCO • Pistão: o pistão é fechado na parte superior e aberto na inferior. Apresenta ranhuras na parte superior para fixação dos anéis de segmento PRINCIPAIS COMPONENTES NO BLOCO • Biela: em forma de haste, serve para transmitir o movimento linear alternativo do pistão para o virabrequim ou árvore de manivelas. PRINCIPAIS COMPONENTES NO CÁRTER • Reservatório de óleo lubrificante; • Bomba de óleo lubrificante está localizada no cárter; • Fechamento da parte inferior do motor. COMPONENTES DOS MOTORES CICLO OTTO • Motores de ignição por centelha; • Utilizam a energia da centelha elétrica da vela de ignição para dar início a reação de combustão. MOTORES DO CICLO DIESEL • Motores do ciclo diesel; • Motores de ignição por compressão; • Utilizam o aumento da temperatura devido a compressão de uma massa de ar para dar início a reação de combustão MOTORES DE 4 TEMPOS • Realiza o ciclo em quatro cursos cada curso corresponde 180º; • Realiza o ciclo em duas voltas (720o) na árvore de manivelas MOTORES DE 2 TEMPOS • Realiza o ciclo em uma volta (360o) na árvore de manivelas, cada 180 º é um curso do PMS ao PMI MOTORES DO CICLO OTTO DE 4 TEMPOS • Os motores do ciclo otto de quatro tempos admitem mistura de ar e combustível. MOTORES DO CICLO OTTO DE 2 TEMPOS • Os motores do ciclo otto de dois tempos admitem mistura de ar,combustível e óleo lubrificante. MOTOR 4 TEMPOS Abertura e fechamento de válvulas SISTEMA DE ALIMENTAÇÃO SISTEMAS AUXILIARES DOS MOTORES Sistemas de Alimentação do motor Circuito de Ar PRÉ-FILTRO ABAFADOR COLETOR DE DESCARGA VÁLVULA DE DESCARGA FILTRO COLETOR DE ADMISSÃO VÁLVULA DE ADMISSÃO CILINDRO • Responsável pelo suprimento de ar e combustível ao motor Sistema de alimentação- COMPOSIÇÃO 1- Circuito de ar 2- Circuito de combustível PRÉ-FILTRO DE AR • Localizado antes do filtro de ar • Tem como função reter partículas grandes contidas no ar. Filtro de ar FILTRO DE AR • Tem como função reter partículas pequenas contidas no ar Podem ser de dois tipos: 1- Em banho de óleo 2- De papel FILTRO DE AR EM BANHO DE ÓLEO • O ar passa por uma camada de óleo antes de atravessar o elemento filtrante. O elemento filtrante não é trocado, devendo ser limpo periodicamente. Ar com impurezas Ar filtrado FILTRO DE AR DE PAPEL Nos filtros de papel, também conhecidos como “filtro de ar seco” existem dois elementos filtrantes descartáveis: • Primário de papel • Secundário de feltro FILTRO DE AR DE PAPEL Ar com impurezas Centrifugação do ar Ar filtrado Válvula de descarga Ciclonizador FILTRO DE AR SECO • Apresenta dois elementos filtrantes descartáveis: 1) filtro primário de papel 2) filtro secundário de feltro COLETOR DE ADMISSÃO Admissão do ar • Por meio do vácuo criado pelo movimento descendente do pistão: motor aspirado • Sob pressão: motor turbinado motor ar Gases de escape resfriador Q Combustível por injeção motor ar Gases de escape resfriador Q Combustível turbina Na admissão Supercarregamento mecânico Motor turbinado Turbocompressor: o ar é admitido sob pressão. Mesma cilindrada com maior potência • turbocharger, turboalimentador ou turbo • Maior massa para mesmo volume de ar Intercooler: sistema de resfriamento de ar para motores turbinados • Localizado entre a turbina e os cilindros; • Contribui para aumentar a massa de ar do volume de admissão. Ocorre diferente para os diferentes tipos de motor • Otto • Diesel • Injeção eletrônica • Veículos carburados SISTEMAS DE ALIMENTAÇÃO PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO MOTOR DIESEL CIRCUITO DE COMBUSTÍVEL DIESEL Funções do circuito de combustível • Armazenamento, transporte e filtragem de combustível; • Dosagem de combustível de acordo com a posição do acelerador; • Injeção de combustível atomizado, sob pressão, no interior da câmara de combustão de cada cilindro segundo a ordem de ignição do motor; • Pressão de injeção: 1600-2000 kgf.cm-2 = 1600- 2000 atm. COMPONENTES DO SISTEMA Sistema de injeção (Bosch) Motor Diesel Válvulas que controlam a liberação de combustível COPO DE SEDIMENTAÇÃO • Está localizado antes da bomba alimentadora; • Decantaa água contida no combustível; • Apresenta na parte inferior um parafuso para drenagem. BOMBA ALIMENTADORA • Bomba alimentadora: baixa pressão – bombeamento do combustível do tanque até a bomba injetora http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.tododiesel.com.ar/images/Mvc-002fmail2.jpg&imgrefurl=http://www.tododiesel.com.ar/hh.htm&h=180&w=240&sz=29&tbnid=KS8EyvNY3T8AgM:&tbnh=78&tbnw=104&hl=pt-BR&ei=CpkNRJfQH6e-iAHl0IU_&sig2=YZS78jvSCdRaT4cEJ7QqXQ&start=2&prev=/images%3Fq%3Dbomba%2Balimentadora%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DG FILTRO DE COMBUSTÍVEL • Evita que partículas contidas no combustível atinjam a bomba injetora http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.wunderlich-al.com.br/images/acessorios/fmann.jpg&imgrefurl=http://www.wunderlich-al.com.br/acessorios.html&h=402&w=536&sz=26&tbnid=EKOeac-q0e-TjM:&tbnh=96&tbnw=129&hl=pt-BR&ei=9pcNRLb8E4zeigHO7IxD&sig2=z7A2n9yCKT-CvGTr5k1chw&start=26&prev=/images%3Fq%3Dfiltro%2Bde%2B%25C3%25B3leo%26start%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DN http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.marcosmarcelino.com.br/images/filtros/filtro_lubr.jpg&imgrefurl=http://www.marcosmarcelino.com.br/comercio_lista.asp%3Fid_submenu_comercio%3D39&h=183&w=140&sz=15&tbnid=6AhYdRLYp3EG1M:&tbnh=96&tbnw=73&hl=pt-BR&ei=9pcNRLb8E4zeigHO7IxD&sig2=AZX3YMNk0VgHDA6omM7BKQ&start=35&prev=/images%3Fq%3Dfiltro%2Bde%2B%25C3%25B3leo%26start%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DN http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.metrosul.com.br/pub/news/a5218eaec50923f4a3fa33ef545ad326.gif&imgrefurl=http://www.metrosul.com.br/%3Fsystem%3Dnews%26eid%3D106&h=155&w=160&sz=14&tbnid=hZsLIxAL2ehEWM:&tbnh=89&tbnw=92&hl=pt-BR&ei=9pcNRLb8E4zeigHO7IxD&sig2=OD6pLAo0Ua-0Emlt3iDz_g&start=22&prev=/images%3Fq%3Dfiltro%2Bde%2B%25C3%25B3leo%26start%3D20%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26lr%3D%26sa%3DN FILTRO DE COMBUSTÍVEL COM SEDIMENTADOR • Filtra combustível e decanta água TUBULAÇÕES • Baixa pressão: entre o tanque e a bomba injetora • Alta pressão: entre a bomba injetora e os bicos injetores BOMBA INJETORA • Dosagem e controle da injeção de combustível sob pressão • Localizada entre os filtros e os bicos injetores BICOS INJETORES • Quando ocorre a pulverização do combustível na câmara a pressão é em torno de 1600 bar, ou seja, cerca de 1600 vezes o valor da pressão atmosférica • Os motores diesel podem apresentar controle de injeção eletrônica Controle de injeção eletrônica UNIDADES USUAIS DE PRESSÃO Unid. Pascal, Pa Bar, bar Atmosfera, atm Torre, mmHg Pound per square inch, psi 1 Pa ≡ 1 N.m-2 10−5 9,8692×10−6 7,5006×10−3 145,04×10−6 1 bar 100 000 ≡ 106 dyn/cm² 0,98692 750,06 14,504 1 at 98 066,5 0,980665 0,96784 735,56 14,223 1 atm 101 325 1,01325 ≡ 101 325 Pa 760 14,696 1 torr 133,322 1,3332×10−3 1,3158×10−3 ≡ 1 mmHg 19,337×10−3 1 psi 6 894,76 68,948×10−3 68,046×10−3 51,715 torr ≡ 1lbf/in² 1 kgf.cm-2 98 066,5 0,980665 0,96784 735,56 14,223 A unidade internacional é o Pascal, Pa; 19/03/2020 Página 65 SISTEMA DE VÁLVULAS Responsável pelo fechamento e abertura das válvulas nos motores de 4 tempos 19/03/2020 Página 68 1) eixo de cames; 2) tucho; 3) vareta; 4) balancim; 5) mola; 6) válvula COMANDO INDIRETO Vista de cima Vista de lado 19/03/2020 Página 69 COMANDO DIRETO 1) eixo de cames; 2) tucho; 3) mola; 4) válvula 19/03/2020 Página 70 Tuchos • São fabricados em aço forjado ou de fundição temperada e podem ser mecânicos ou hidráulicos • Tuchos hidráulicos apresentam ajuste automático a medida que ocorre desgaste dos ressaltos. • Os tuchos são responsáveis por aproximadamente 20% da fricção total do motor ; • Os tuchos ficam em contato direto com os ressaltos e transmitem o movimento do eixo de cames para as varetas ; FUNCIONAMENTO VÁLVULAS 19/03/2020 Página 75 Válvulas • O motor convencional apresenta duas válvulas por cilindro; • A válvula de admissão é maior que a válvula de descarga; • Existem motores com mais de duas válvulas por cilindro. 19/03/2020 Página 76 Variação da área de admissão em função do número de válvulas por cilindro • A maior área de admissão é obtida para cinco válvulas por cilindro, sendo três de admissão e duas de descarga Válvulas por cilindro 19/03/2020 Página 77 EIXO DE CAMES Engrenagem do eixo de cames • Localizada em uma das extremidades do eixo • O diâmetro é o dobro da engrenagem do virabrequim • Pode estar localizado no bloco ou cabeçote do motor • Apresenta ressaltos que transformam movimento de rotação em movimento linear alternado das válvulas • Fabricados em aço forjado ou ferro fundido SISTEMA DE ARREFECIMENTO • O sistema de arrefecimento é um conjunto de dispositivos eletromecânicos • Tem como função controlar a temperatura dos motores de combustão interna. Combustão - Calor Alta temperatura SISTEMA DE ARREFECIMENTO 25-38% do calor é transformado em trabalho mecânico; 65-75% é liberado para o meio ambiente: por radiação direta, gases do escape e pelo sistema de arrefecimento. Motor CALOR Radiação direta SISTEMA DE ARREFECIMENTO Gases do escape Trabalho útil Trabalho para vencer resistências MEIOS ARREFECEDORES • Os meios arrefecedores usados são o ar e a água. (origem nas guerras) • O meio arrefecedor entra em contato com as partes aquecidas do motor, absorver calor e transfere para o meio ambiente. TIPOS DE SISTEMAS DE ARREFECIMENTO 1. Sistema ar de circulação livre ou forçada; 2. Sistema água de camisa aberta ou por evaporação, de circulação fechada com torre de arrefecimento ou de circulação aberta com reservatório. 3. Sistema ar e água de termossifão ou de Circulação Forçada (tipo comumente usado nos motores veiculares acima de 45 cv). SISTEMA AR-ÁGUA DE ARREFECIMENTO • Usa AR e ÁGUA como meios arrefecedores. A água absorve o calor dos cilindros e transfere para o ar através de um radiador. TIPOS DE SISTEMAS AR-ÁGUA 1. Termossifão 2. Circulação forçada TERMOSSIFÃO • A vantagem do termossifão é a simplicidade. • As desvantagens são: • Exige camisas e tubulações mais amplas para facilitar a circulação da água. • Se a água se encontrar abaixo do nível normal haverá formação de bolsões de ar acarretando superaquecimento. TERMOSSIFÃO (NÃO POSSUI BOMBA D´AGUA) Ventoinha Cabeçote Bloco Cárter Radiador SISTEMA AR-ÁGUA DE CIRCULAÇÃO FORÇADA (COM BOMBA DE AGUA) • Usado nos veículos CIRCULAÇÃO FORÇADA 1- Radiador 4- Ventilador 2- Bomba d´água 5- Termostato 3- Galerias 6- Indicador de temperatura CIRCULAÇÃO FORÇADA • Usa bomba centrífuga que promove a circulação forçada do meio arrefecedor; • Possui válvula termostática entre o cabeçote do motor e o radiador para o controle da temperatura; • A quantidade de água do sistema pode ser reduzida consideravelmente, pois neste sistema a água está sob pressão e circula com maior velocidade que no termossifão RADIADOR • Trocador de calor entre a água e o ar. FLUXO DA ÁGUA NO SISTEMA DE ARREFECIMENTO DE CIRCULAÇÃO FORÇADA AR-ÁGUA MOTOR FRIO T<70-80OC VÁLVULA TERMOSTÁTICA FECHADA DEPÓSITO INFERIOR BOMBA D’ÁGUA BLOCO DO MOTOR DEPÓSITO SUPERIOR COLMÉIA MOTOR QUENTE T>70-80OC VÁLVULA TERMOSTÁTICA ABERTA TROCADOR DE CALOR Ar VANTAGENS DO AR 1. Torna mais simples o projeto e a construção do sistema; 2. É facilmente disponível e não requer reservatórios e tubulações fechadas para sua condução; 3. Não é corrosivo e não deixa incrustações; 4. Não se evapora e não se congela para as mais severas condições de funcionamento do motor. 5. Menor peso por CV, menor manutenção, construção simples DESVANTAGENS DO AR 1. Baixa densidade, havendo necessidade de um volume muito maior de ar do que de água para retirar 1 caloria do motor; 2. Baixo calor específico, isto é, baixa capacidade de transferir calor entre um sistema e sua vizinhança. 3. Temperatura não é uniformeno motor e ocorre a formação de “pontos quentes” fica sujeito a superaquecimento; 4. Não existe um dispositivo para controlar a temperatura do motor nas diversas rotações difícil controle temperatura. 5. Exige limpeza frequente das aletas O AR POSSUI MENOR CALOR ESPECÍFICO QUE A ÁGUA Quadro 1. Quantidades de ar e água para retirar 1 caloria do motor Meio arrefecedor Calor específico, cal.oC-1 Quantidade, g Ar 0,2380 4,2 Água 1,0043 1,0 SISTEMA DE ARREFECIMENTO A AR • Componentes: Aletas, ventoinha, dutos e defletores. • Aletas: localizadas no cabeçote e nas partes externas dos cilindros com a finalidade de aumentar a superfície de contato entre o motor e o meio arrefecedor, o ar. SISTEMA DE ARREFECIMENTO A AR 2. Ventoinha: produção de corrente de ar entre o meio ambiente e o motor ; 2. Dutos e defletores: condução e orientação da corrente de ar na direção das aletas de arrefecimento. SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO • O sistema de lubrificação tem como função distribuir o óleo lubrificante entre partes móveis do motor para diminuir o desgaste, o ruído e auxiliar no arrefecimento do motor. SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO Nos motores de quatro tempos o óleo lubrificante é armazenado no cárter e o fluxo de óleo é feito sob pressão através de galerias existentes no motor. Nos motores de dois tempos do ciclo Otto o óleo lubrificante fica misturado com o combustível no tanque. 4 tempos OTTO/DIESEL Óleo lubrificante Tanque de combustível Cárter do motor 2 tempos OTTO SISTEMA DE MISTURA COM O COMBUSTÍVEL • Utilizado nos motores de 2 tempos do ciclo OTTO; • O óleo é misturado no combustível na proporção de 1:20 a 1:40 depende das especificações do fabricante do motor. ÓLEOS LUBRIFICANTES • São fluidos utilizados na lubrificação de motores e sistemas de transmissão. Sistema de válvulas Sistema de transmissão FUNÇÕES DOS ÓLEOS LUBRIFICANTES 1. Diminuir atrito: com consequente diminuição do desgaste das partes em contato; 2. Atuar como agente de limpeza: retirando carvões e partículas de metais que se formam durante o funcionamento do motor; 3. Resfriamento auxiliar: nos motores de 4 tempos; 4. Vedação: entre os anéis do pistão e a parede do cilindro; 5. Redução de ruído: amortece os choques e as cargas entre os mancais. ESPECIFICAÇÕES DO ÓLEO LUBRIFICANTE 1. VISCOSIDADE: classificação SAE 1. QUALIDADE: classificação API SAE- Society of Automotive Engineers API- American Petroleum Institute VISCOSIDADE DO ÓLEO LUBRIFICANTE • Usa o padrão da SAE; • É medida em função da resistência ao escoamento do óleo; • É o tempo em segundos, para que uma certa quantidade de óleo, numa dada temperatura, escoe através de um orifício de formato e dimensões padronizados EXEMPLO: VISCOSÍMETRO SAYBOLT UNIVERSAL Termômetro Aquecedor Óleo Lubrificante Óleo de aquecimento Orifício padrão CLASSIFICAÇÃO SAE Cárter Transmissão SAE 5W SAE 75W SAE 10W SAE 80 SAE 20 SAE 90 SAE 30 SAE 140 SAE 40 SAE 250 SAE 50 A viscosidade do óleo lubrificante vem estampada na lata. Quanto maior o número mais alta é a viscosidade do óleo. • Para motores turbinados ou aspirados; • Óleo lubrificante multiviscoso: SAE 15W-40. QUALIDADE DO ÓLEO LUBRIFICANTE • Com base na CLASSIFICAÇÃO API do Instituo Americano de Petróleo; • Função das condições em que o óleo deve ser usado; • Define os aditivos. CLASSIFICAÇÃO API Em função do ciclo do motor • Motores do ciclo OTTO • Motores do ciclo DIESEL Em função do uso do motor Leve Médio Pesado e intermitente Pesado e contínuo Muito pesado e velocidades elevadas e contínuas Extremamente pesados em grandes velocidades API PARA MOTORES OTTO 1. SA - Serviços leves 2. SB - Serviços médios 3. SC - Serviços pesados e intermitentes 4. SD - Serviços pesados e contínuos 5. SE - Serviços muito pesados e velocidades elevadas e contínuas 6. SF - Serviços extremamente pesados em grandes velocidades API PARA MOTORES DIESEL-TRATORES 1. CA - Serviços leves 2. CB - Serviços médios 3. CC – Motor aspirado serviço normal 4. CD – Motor aspirado serviço pesado 5. CE – Motor turbinado serviço normal 6. CF – Turbinado serviço pesado Seguir recomendações do fabricante do motor ÓLEOS PARA MOTORES DIESEL Ultramo Turbo • Para motores turbinados ou aspirados operando em condições normais; • Óleo lubrificante monoviscoso, SAE 10W, 20W, 30, 40 e 50. Classificação: API CF • Para motores aspirados operando em condições normais; • Óleo lubrificante monoviscoso, SAE 10W, 30 e 40. •Classificação: API CC TIPOS DE ADITIVOS 1. Antioxidante 2. Anticorrosivo 3. Ampliador de viscosidade 4. Detergentes 5. Antiespumante RELEMBRANDO:TIPOS DE SISTEMAS DE LUBRIFICAÇÃO 1. sistema de mistura com o combustível; 2. sistema por salpico; 3. sistema de circulação e salpico; 4. sistema de circulação sob pressão. SISTEMA POR SALPICO • Utilizado em motores estacionários monocilíndricos de uso agrícola; • Neste sistema o pé da biela apresenta um prolongamento afilado denominado pescador; • Uma bomba alimenta com óleo o pescador; • Ao girar o motor o óleo é borrifado pelo pescador nas paredes dos cilindros e nas demais partes móveis no interior do bloco. SISTEMA DE LUBRIFICAÇÃO POR SALPICO FILTRO BOMBA SUPRIMENTO DE ÓLEO P/A BANDEJA DE SALPICO MANCAIS FIXOS MANCAIS EXCÊNTRICOS EIXO DE COMANDO DE VÁLVULAS PESCADOR CALHA DE SALPICO SISTEMA DE CIRCULAÇÃO E SALPICO • Neste sistema uma bomba força a passagem do óleo através de uma galeria principal contida no bloco do motor, ao mesmo tempo que abastece as calhas de lubrificação por salpico. • Da galeria principal o óleo, sob pressão, é direcionado a passar através do eixo de manivelas, do eixo de comando de válvulas e do eixo dos balancins. • O óleo que escapa dos eixos é pulverizado na parte superior das paredes dos cilindros, nos pistões e nos pinos das bielas. SISTEMA DE CIRCULAÇÃO SOB PRESSÃO Utilizado nos motores em geral; • Óleo sob pressão; • Passa através dos eixos (manivelas, comando de válvulas e balancins); • A parte superior dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo que escapa de furos existentes nas conexões das bielas com os pinos dos pistões; • A parte inferior das paredes dos cilindros e dos pistões é lubrificada pelo óleo pulverizado de furos existentes nas conexões da árvore de manivelas com as bielas. • Devido a longa distância e diversas galerias percorridas pelo óleo neste sistema, o requerimento de pressão na maioria dos motores dos tratores varia de 15 a 40 psi, podendo em alguns casos chegar até 65 psi. SISTEMA DE CIRCULAÇÃO SOB PRESSÃO EIXO DOS BALANCINS PISTÃO CAMES VÁLVULA DE ALÍVIO BOMBA E FILTROÁRV.MANIVELAS GALERIA PRINCIPAL DE ÓLEO BOMBA DE ÓLEO LUBRIFICANTE • Localizada no cárter; • Acionada pelo movimento do eixo de manivelas ou pelo eixo pelo eixo de comando de válvulas; • Sua função é suprir óleo lubrificante sob determinada pressão as diversas partes do motor; • As bombas de óleo na sua maioria são do tipo de engrenagens. TIPO: BOMBA DE ENGRENAGENS • São constituídas por um par de engrenagens encerradas em uma caixa fechada; • O óleo entra por uma das extremidades da caixa e é forçado a passar entre as engrenagens; • A medida que as engrenagens giram é obtido o aumento de pressão. ENTRADA DE ÓLEO BAIXA PRESSÃO SAÍDA DE ÓLEO ALTA PRESSÃO FILTRO DE ÓLEO LUBRIFICANTE • Localizado na parte externa do bloco do motor; • Tem como função reter partículas indesejáveis visando promover a limpeza do óleo lubrificante; • As impurezas reduzem significativamente a vida dos motores, desta forma os filtros devem sempre ser trocados de acordo com a recomendação do fabricante do veículo ou máquina. FILTRO DE ÓLEO LUBRIFICANTE FILTRO ALÍVIO ÓLEO FILTRADO ÓLEO NÃO FILTRADO BOMBA DE ÓLEO DEPÓSITO DE ÓLEO COMPONENTES SISTEMALUBRIFICAÇÃO 1. Reservatório de óleo 2. Bomba de óleo 3. Galerias 4. Filtro de óleo 5. Válvula de alívio 6. Manômetro 7. Radiador de óleo ( em alguns sistemas) • Diferente para ciclo Otto e Diesel; • Tem como função auxiliar na partida dos motores; • Controlar a iluminação do veículo; • Nos motores do ciclo Otto controla e produz centelha elétrica para combustão; • Nos motores do ciclo diesel não faz parte do processo de combustão. SISTEMA ELÉTRICO Componentes básicos do sistema Bateria Motor de partida Alternador COMPONENTES DO MOTOR DE PARTIDA Volante