Prévia do material em texto
1 Resumo do 1º Teste de Fisiologia Animal Adaptativa Forças de propulsão (classificação BCF e MPF), figura do peixe para colocar as forças que atuam, hiperóxia, formas e funções de comunicação, bioiluminescência (função, exemplos), relação do tamanho do organismo x taxa metabólica específica de endotérmicos e ectotérmicos/ tamanho corporal e abundância (gráficos). Classificação dos ritmos biológicos quanto à frequência (gráfico); explicação do relógio biológico. Constrangimentos no processo evolutivo das aves migratórias e como se adaptaram. Tipos de locomoção (gráfico). Fatores que afetam o sistema acústico, categorias de desenvolvimento do canto nas aves, diferenças do canto contínuo e canto descontinuo e suas variedades. Aula adaptação e exolução Ambiente é o conjunto de condições que afetam a existência, desenvolvimento e bem estar dos seres vivos, incluindo não apenas o lugar no espaço, mas todas as condições físicas, químicas e biológicas. Pode ser classificado em ambiente natural e artificial. É constituído por dois componentes: 1) Componente abiótica: a. Químicos: substrato em que os organismos vivem, O2, CO2. b. Físicos: Luz, temperatura, correntes, pressão. 2) Componente biótica: interação entre os organismos vivos. 2 Como os animais lidam com as variações ambientais? Os animais dependem da bioquímica, morfologia e fisiologia, ou seja, do genótipo + ambiente, que determinam o fenótipo. O fenótipo determina o grau de sobrevivência num dado ambiente. Se ultrapassar o limite e continuar vivo, houve adaptação (seleção natural). Se o organismo não se adaptar ele pode passar por aclimação e aclimatização. O que é adaptação? R: É o resultado da acção conjunta de características morfológicas, anatómicas, fisiológicas, bioquímicas e comportamentais, no sentido de promover o bem-estar e favorecer a sobrevivência de um organismo em um ambiente específico. A adaptação é resultado da seleção natural sobre os atributos que afetam o processo evolutivo, como o sucesso reprodutivo de um indivíduo. A adaptação confere uma probabilidade máxima de sobrevivência, sucesso reprodutivo e difere da aclimação e aclimatização. Dentro da fisiologia temos dois tipos de adaptação: • Adaptação genotípica: produto ou processo da evolução por seleção natural, ou seja, uma mudança em uma população ou grupo de organismos durante o processo evolutivo. • Plasticidade fenotípica: capacidade de um genótipo de produzir mais de um fenótipo quando exposto a diferentes ambientes. Ex: polimorfismos de asas de insetos, tempo de metamorfose em anfíbios, osmorregulação em peixes. 3 Regras ecológicas (4) 1. Animais que habitam regiões quentes e húmidas possuem mais melanina do que as espécies que habitam regiões frias. 2. As partes protuberantes do corpo (cauda, orelhas, extremidades, etc.) são menores em raças que habitam regiões frias. 3. As raças menores de uma certa espécie habitam regiões mais quentes e as raças maiores, as regiões mais frias. 4. A insolação do corpo, baseada no comprimento dos pêlos e espessura do tecido adiposo, estão altamente relacionados com o clima. Aclimação: mudanças compensatórias (bioquímicas, fisiológicas e ou anatómicas) que ocorrem em animais mantidos sob condições controladas dos fatores ambientais. Ex: alterações compensatórias que ocorrem em animais como ratos e camundongos, quando são mantidas em condições controladas em laboratório. Aclimatização: alterações compensatórias (bioquímicas, fisiológicas e ou anatómicas) que ocorrem em condições naturais. É a soma dos ajustes que seguem a exposição repetida e prolongada às mudanças ambientais naturais. Exemplos: migração a uma montanha pode levar à aclimatação devido à baixa [oxigênio] e baixa pressão; salmão mostra mudanças sazonais em sua tolerância à temperatura, que são parcialmente devidas ao ciclo de temperatura sazonal. Adaptação: a mudança ocorre ao longo de múltiplas gerações; a mudança ocorre numa população; mudança em geral é irreversível Aclimação/Aclimatização: as mudanças ocorrem em um indivíduo; alterações são geralmente reversíveis. A aclimatação pode deslocar o espaço de atividade de um organismo em resposta às condições ambientais. A aclimatação é uma resposta reversível da estrutura em resposta à mudança ambiental. Quais são os tipos (3) de compensação fisiológica p/ ambiente alterado? 1. Evitadores (avoiders): aquele animal que foge de uma situação. 2. Conformadores: as células estão sujeitas a alterações em virtude de alterações no meio externo. Tem um CUSTO MUITO BAIXO, evitando o gasto energético para manter o ambiente interno diferente do ambiente externo (ectotérmicos). 4 pode ser muito bem sucedido no seu ambiente relativamente estável, mas menos capazes de sobreviver fora desse ambiente. 3. Reguladores: permite que as células funcionem numa condição de equilíbrio, independente das variações externas. Mas a regulação tem um CUSTO MUITO ALTO (endotérmicos). Reguladores geralmente são mais adaptáveis. Tolerância vs resistência: escala de qualquer variável ambiental específica, dentro da qual um animal pode sobreviver. Acima e abaixo da tolerância estão as escalas de RESISTÊNCIA em que o animal não morre imediatamente, mas morrerá eventualmente se mantido nesta escala. Fatores que determinam a tolerância: idade do organismo: (larva, embrião, juvenil e adultos) apresentam tolerâncias diferentes (1 adulto pode sobreviver a uma certa temperatura, mas o efeito térmico nas gónodas pode tornar uma população incapaz de reproduzir). Condição física (nutrientes e minerais). Ação de outros organismos: parasitas. História do organismo (disponibilidade de O2, alimentos). Combinação de fatores: quando todas as variáveis ambientais actuam sobre o organismo: alteram a tolerância de modo diferente - comparando com a acção de 1 único factor, nestas condições é muito difícil investigar e predizer o efeito de cada um dos factores. Alguns animais aquáticos conseguem tolerar grandes variações na concentração salina da água na qual vivem; são denominados animais eurialinos (do grego, eurys = amplo, extenso; halos = sal). Outros animais apresentam uma tolerância limitada às variações na concentração do meio; são denominados estenoalinos (do grego, stenos =próximo, perto). Um animal marinho que consegue sobreviver em água salobra é eurialino. Um animal extremamente eurialino pode ser capaz de tolerar períodos mais curtos ou mais prolongados em água doce. O termo eurialino é usado também para animais de água doce que conseguem suportar aumentos consideráveis no conteúdo salino da água (salmão e enguias). Um organismo estenoalino, marinho ou de água doce, consegue suportar somente uma pequena variação na concentração salina da água onde vive (exemplo: peixes-bruxas). Não há uma separação nítida entre animais eurialinos e estenoalinos e não existe uma definição comumente aceita que classifica um animal como pertencente a um grupo ou a outro. Anádromos: água doce → água salgada → água doce (salmão). 5 Catádromos: água salgada → água doce → água salgada (enguia). Lei de Liebig/lei do mínimo: distribuição de uma espécie é controlada pelo factor ambiental para o qual o organismo apresenta estreito intervalo de tolerância. LD50: dose letal que define a resistência a um estressor particular. É aquela capaz de causar a morte de 50% da população num determinado período de tempo /concentração. Limite de sobrevivência: é amplo para moléculas (ex: enzimas); estreito para os tecidos; mais estreito ainda para os organismos intactos; extremamente estreito para populações. Aula de ritmos biológicos Ritmo: sequência de eventos que ocorrem na mesma ordem e com o mesmo intervalo de tempo, repetidamente. Ritmos biológicos: oscilação de um parâmetro biológico dependente de um relógio endógeno e de sincronizadoresambientais. Parâmetros do ritmo: 6 1. Período: “intervalo de tempo em que um ciclo se completa”. 2. Amplitude da oscilação: “distância entre os valores mais extremos (máximos e mínimos)” 3. Fase: “momento de um processo ou de um ciclo ambiental” Ex: fases clara/escuro. a. Acrofase: hora do pico máximo de um ritmo. b. Batifase: hora do pico mínimo de um ritmo. Noite: hormônio de crescimento aumente; leptina aumenta e cortisol é baixo. Dia: cortisol aumenta e temperatura aumenta. O cortisol aumenta o metabolismo (fígado/açucares). Categorias de RB: 1. Ritmos exógenos: entranhados (regulados) por fatores externos. Dadores do tempo, zeitgebers. Zeitgeber é um termo usado para descrever estímulos que reajustam os ritmos. 1.1. Luz: espectro de luz ou comprimento de onda, tipos de receptores de luz, pigmentos visuais e fonte de luz. 1.2. Temperatura: fraco, mas pode modificar o entranhamento do ciclo da luz. Alguns ectotérmicos mudam o padrão de atividade em resposta à temperatura. Ex: cobra d'água. 1.3. Campo magnético: a Terra tem um campo magnético que muda em função de sua rotação. Ex: aves detectam os campos magnéticos p/ migração. 7 1.4. Disponibilidade de alimento: abelhas indicam a época de abertura das flores. 1.5. Causas sociais: em ratos as fêmeas tem seu ritmo do ciclo estral - o ciclo pode ser entranhado com a exposição das fêmeas à feromonas masculinas conduzindo assim a sincronização reprodutiva. 2. Ritmos endógenos: persistem na ausência de sinais externos. São regulados pelo RB mas controlados pelos zeitgebers. Funções dos RB: • Capacidade antecipatória: proporciona antecipação e permite a organização de recursos e actividades que garantam a adaptação. • Harmonização das fases: harmonia entre as fases dos ritmos internos e os ciclos ambientais a fim de preservar a espécie. • Sincronização: assegura o ajuste do relógio biológico ao relógio geológico. Migração dos gnus: os gnus movimentam-se: para sul na estação das chuvas e na direcção norte na estação seca. Os gnus são acompanhados por diversos animais, nomeadamente gazelas e zebras. A maioria dos ritmos animais diários e anuais estão ligados a mudanças ambientais cíclicas causadas pelos ritmos da Terra (ex: gnus). Classificação de ritmos Circanual: esquilos. 8 Circatidal: caranguejos violinistas. Durante a mare baixa forrageiam e fazem o corte e acasalamento. Se retirado da costa, a atividade circatidal pode persistir por 5 semanas. Circalunar: na lua nova o salmão migra 1º para a jusante dos rios e depois volta ao mar. Na lua nova ainda apresenta aumento na produção de tiroxina, que confere mudanças na fisiologia para lidar com a água salgada. Poliquetos também. Semi-lunar: peixe californiano deixa o mar para desova na areia de praias no período de fevereiro a setembro. A desova ocorre em 3-4 noites após a lua cheia ou nova (marés mais elevadas). Os ovos são levados novamente quando na maré alta seguinte. Vantagens ritmos anuais: reprodução, migração e hibernação. Morcegos de cauda longa reproduzem na época mais quente do ano, onde há mais alimentos. Ritmos compostos: animal que responde a mais de um ritmo ambiental. Ex: crustáceos anfípodes (pulga da areia) que usa a orientação lunar à noite e navegação solar durante o dia. Classificação dos RB quanto à frequência Papel da leptina: regulação da energia corporal; regulação do peso corporal; ser o sinal bioquímico que informa o cérebro que as reservas energéticas são suficientes para sustentar o início da puberdade e a reprodução. 9 Relógio biológico: ajustável ao ambiente pela ação de células sensoriais e vias aferentes (neurônios), tornando-se sincronizados com os ciclos naturais. Os RB dos mamíferos e pássaros está no NÚCLEO SUPRAQUIASMÁTICO, presente no hipotálamo. A luz é o estímulo temporizador principal dos ritmos circadianos, e influencia o marca-passo (SCH) através das fibras retino-hipotalâmicas. Durante o dia a retina estimula o NSQ cujos neurónios são inibitórios e como consequência – os neurónios do núcleo para ventricular deixam de estimular os neurónios pré-ganglionares simpáticos da medula pela produção da melatonina e baixa durante o dia (ou quando o fotoperíodo e longo) A noite acontece o contrário a concentração da melatonina aumento e o seu aumento induz ao sono. A Melatonina é sintetizada a partir do triptofano (aminoácido essencial). A Melatonina é imediatamente libertada (por difusão) para dentro dos capilares sanguíneos que irrigam a glândula pineal após a sua formação. 10 A densidade dos receptores de melatonina também apresenta ritmo circadiano (aumentam a noite e diminuem de dia). Presentes especialmente no hipotálamo e tronco cerebral. Funções da melatonina: sincronização dos ritmos biológicos com os ciclos luz escuridão; inibição da secreção de gonadotrofinas (especialmente em indivíduos jovens). Em algumas espécies regula os ciclos de reprodução, migração e hibernação. Melatonina sintética é usada para tratar: “jet lag”, alguns tipos de insónia e para prevenir doenças que tem um importante componente de stress oxidativo. Base genética do relógio: genes Per, Tim e Clock (codifica enzima para degradar Per e Tim). A degradação das proteínas Per e Tim acrescenta atraso ao tempo. Sono: é um estado de repouso normal e periódico, que no homem, nos animais superiores se caracterizam especialmente pela suspensão de consciência, pelo relaxamento dos sentidos e dos músculos, pela diminuição do ritmo circulatório e respiratório e pela atividade mírica(sonhos, idéias, fantasias). Fases do sono: 1. Sono Non-Rem: 75 a 80% do tempo total de sono. Estado anabólico marcado por processos fisiológicos de crescimento e rejuvenescimento do sistema imune, nervoso muscular e esquelético. 2. Sono Rem: tempo remanescente, rápido movimento dos olhos. ajuda na consolidação da memória espacial e de procedimentos, entretanto as SWS ajudam na consolidação de memorias declarativas. 11 Teoria evolucionária: o tempo de sono necessário é inversamente proporcional ao tamanho do corpo. Mamíferos marinhos “dormem” com 1 hemisfério acordado e outro a dormir, alternadamente. Eles necessitam de dormir assim para poderem respirar ar enquanto dormem. Controle do sono Aula de alometria Alometria: parâmetros biológicos crescem a uma taxa diferente do que a massa total. Refere-se ao crescimento diferencial de diferentes partes de um objeto/organismo. Características/parâmetros que mudam com o tamanho (atributos): 1. Morfológicos: relação entre o tamanho de um determinado órgão e o corpo. 2. Fisiológicos: relação entre a taxa metabólica e o tamanho do corpo. 3. Ecológicos: relação entre o tamanho da asa e a performance de voo em aves. 4. Comportamentais: relação entre os comportamentos dos organismos. Principais fontes de variação biológica entre indivíduos: 1. Crescimento: os organismos multicelulares passam por aumento de dimensões durante o crescimento (ontogenia). 2. Diferenças genéticas: indivíduos de uma população possuem diferenças no seu conteúdo genético (genótipo) - fenótipo. 12 3. Diferenças ambientais: diferenças induzidas pelo habitat (nutrição, condições energéticas, concentração de diferentes gases, etc.) e de hábitos (utilização ou não utilização de diversas partes do corpo, etc.) = variação ecofenotípica. Exponte b (lei de potência de Kleiber): • Se b= 1 → relação isométrica. • Se b ≠ 1 → relação alométrica. o b>1 = positiva: variável fisiológica ↑ com ↑ massa do corpo. o b<1 = negativa: variável fisiológica ↓ com ↑ massa do corpo. o b=0 → variável não é afectada. A variável fisiológica é dependente da massa do corpo (variável independente). Níveis de alometria: 1. Alometria ontogenética: relações de escala dentrodo indivíduo, refletindo nos componentes estruturais e funcionais. Exemplo: crescimento da cabeça de uma criança em relação ao corpo; tamanho dos braços em relação ao tronco; tamanho da quela e tamanho corporal. 2. Alometria intraespecífica: relações de escala entre indivíduos de uma mesma população. Mesma população, mas com diferentes fases de crescimento. 3. Alometria interespecífica: relações de escala entre indivíduos de diferentes populações, a qual a variável biológica é medida em organismos adultos de diferentes espécies. Podemos mediar a partir do valor energético do alimento ingerido e o valor presente no excremento. A taxa de consumo de oxigênio diminui com o aumento da massa corporal. Uma grama de tecido de rato 13 metaboliza 10 vezes mais rápido ou mais do que uma grama de tecido de elefante! 4. Alometria ecológica: relações de escala entre níveis de organização biológicas maior. TPC Gráfico 1: alometria ? Gráfico 2: alometria intraespecífica, pois apresenta as relações entre indivíduos com diferentes tamanhos dentro de uma mesma população. Observa-se que a velocidade de natação aumenta conforme a taxa metabólica, ou seja, peixes com maior massa corporal (1kg) apresenta maior velocidade. Aula de comunicação animal Tipos de sentidos 1. Quimiorrecepção: detectam substâncias químicas. Ex: lígua e nariz. 2. Termorrecepção: capta estímulos de natureza térmica. Ex: pele. 3. Mecanorrecepção: capta estímulos mecânicos. Ex: sons, toque. 4. Fotorrecepção: capta estímulos luminosos, como os olhos. 5. Electrorrecepção: capte ou emite campos eléctricos. 14 Processo de comunicação depende: 1. Estado do emissor: motivação interna ou externa. 2. Execução do sinal: dirigido ou irradiado. 3. Recepção do sinal: órgãos dos sentidos. 4. Influência do sinal no comportamento do receptor: factores motivacionais, contexto em que o sinal é recebido. Informação transferida? R: Ocorre quando o receptor tem que discriminar entre variantes de sinais e deduzir o significado apropriado. Deve ser capaz de extrair a informação contida no sinal apesar da atenuação/ degradação causadas pelo ambiente. Como os animais respondem aos sinais? R: Pela identidade do emissor (diferente sp, reconhecimento/localização do grupo, potencias para acasalamento). Pela localização do emissor (direção e distância em que se encontra o emissor). Por fim, por contextos particulares: reprodução, forrageamento, alerta de perigo de competidores/predadores, recursos, cuidado parental, anúncio sexual, integração social, defesa de território. Formas de comunicação: • Táctil: toque e força. É primitivo, apresenta baixo custo energético, não necessita de estruturas especializadas, apenas de luz. Cobras, formigas, abelhas. Linha lateral do peixe é um sistema sensível que monitora a velocidade e direção do movimento do peixe em relação aos outros peixes. As condições de detecção do sinal são: não requer um ambiente específico para ocorrer, detectável por uma rede de nervos detectores de pressão e/ou células ciliadas no corpo; importante em aranhas, insectos sociais e espécies com fertilização interna. • Químico: feita por substâncias química, a partir de glândulas especializadas que produzem feromonas. Os feromonas podem ser de sinalização e indutoras. As feromonas de sinalização produzem mudanças comportamentais em curto período – servem para atrair/repelir outros animais. Os feromonas indutoras produzem mudanças comportamentais de longa duração, por activação do 15 sistema hipotalâmico-pituitária. Activam a secreção de LH e FSH. As vantagens são: baixo custo energético, independência de luz e durabilidade varia conforme o peso molecular. Desvantagem: acção demorada, sofre interferência de outras substâncias e substratos mecânicos, além de precisar de glândula. • Visual: transmissão instantânea e direcional (postura, movimento cor, luz, símbolo), grande quantidade de informação. Desvantagem: curtas distâncias, depende de luz, atrai predadores. A bioluminescência: cefalópodes, peixes, água viva, insectos e anfíbios. Envolve alto custo energético, sendo mais útil para organismos de ambientes escuros (como grandes profundidades). A luciferina + oxigênio (na presença da luciferase) produz oxiluciferina e luz. Funções: reprodução, fuga, identificação, forrageamento. • Acústico: canal primário para comunicação em humanos. É a forma mais complexa de comunicação. A seleção actua sobre os sinais que minimizam a degradação. Processos que alteram a estrutura do sinal acústico: 1. Atenuação esférica e atmosférica: dispersão de sons de forma esférica, a energia decresce com o quadrado da distancia a partir da fonte. 2. Reverberações: taxa de decréscimo da energia seguido dos términos do sinal. A taxa de energia que resta e a energia do sinal. 3. Sequência dependente da atenuação: atenuação nas florestas frequentemente aumenta um adicional 5-10dB pra frequências de 1- 10KHz. 4. Flutuação irregular de amplitude: medido pela variação na amplitude de um som em desenvolvimento continuo ou de pulsos idênticos sucessivos. As alterações são medidas por oscilogramas e espectogramas. Categorias dos sons: 1. Sons vocais: sofrem atenuação, reverberação e degradação (membrana timpânica nos humanos). 2. Ultrassons: os cães e morcegos percebem sons de alta frequência (que são completamente inaudíveis para humanos), por uma razão: são sons contínuos. 16 Sonar: reflexão do som emitido pelo animal (eco) e serve para localização de objectos e presas/alimento. Ex: golfinhos, mussaranho, dugongo, morcegos, aves (Steatornis). Vantagens: tem uma alta precisão no direcionamento e permite detectar objectos de pequenas dimensões. 3. Infrassons: baixa atenuação (1/W2). Propagam-se a longas distâncias (centenas ou milhares de km) da fonte. Ex: Laxodonta africana (usa sinais que os humanos não percebem). Em casos de inversão de tª combinado com ventos é possível comunicar até 10Km. 4. Não vocais: estridulação, bater no peito, bater objectos contra meio, bater na água, vibrações no solo (sísmico), vibração da teia (aranhas) – comunicacao vibracional. a. Vibração muscular de uma membrana: articulações (insectos, crustáceos) e pente e palheta (ortópteros). b. Estridulação (vibração): tímpano (cigarras) – bexiga natatória (peixes) – membrana vibrada por passagem de ar. – Ex: cobras possuem dois sistemas, um para o som (sistema auditivo). c. Fluxo forçado de um orifício médio para uma menor vibração muscular de apêndices percussão em um substrato. Ex: cobras possuem dois sistemas, um para vibração nos substratos (cabeça). Vantagens comunicação acústica: usada para a comunicação a longa distância; transmissão instantânea, direccional e muito rápida; atravessa obstáculos; pode ocorrer em todos os períodos do dia; condensa muita informação; tem longo alcance. Desvantagens da comunicação acústica: maior gasto de energia; estruturas capazes de produzir e receber. SN desenvolvido, repetição, interceptável; sujeito a interferência, atenuação e distorção. • Eléctrica: sinais eléctricos (choques), correntes produzidas por contracções musculares; meio de condução é a água com sais dissolvidos. O tecido muscular modificado apresenta eletroplacas empilhadas em colunas. Estão localizados na pele e podem ser: tuberosos (apenas peixes elétricos) e ampulares (peixes eléctricos e não eléctricos). Vantagens: explorar o meio quando a visão é inadequada e independe do ciclo diurno-noturno. 17 Qual diferença entre os campos magnéticos dos organismos de águas salgada e doce? • Água salgada: peixes possuem menor condutividade que a água circundante - linhas de corrente divergem ao redor do peixe e um canal longo ajuda a maximizar a queda de voltagem por meio da unidade sensorial. • Água doce: linhas de corrente convergem para opeixe devido à sua maior condutividade. Um canal longo poderia funcionar se houvesse uma alta resistência da pele e uma baixa resistência do canal - difícil de ser obtido. Para manter a resistência baixa seria necessário um gel com elevada concentração salina ou um alto isolamento da parede. Aula de locomoção Locomoção: função que permite aos animais deslocarem-se de um lado para outro. Por que os animais se deslocam: captura de alimentos, predadores, acasalamento, migração para melhores condições de vida. O que permite a locomoção: endoesqueleto, exoesqueleto, hidroesqueleto, articulações (osso ao outro), ligamentos (ossos), tendões (músculos aos ossos). Formas de locomoção terrestre: 1. Marcha: mamíferos plnatígrados, os quais assentam no solo a planta das patas → marcha lenta. É a locomoção de aves que apoiam no solo 3 dos 4 dedos, invertebrados que apoiam as extremidades das patas articuladas. 18 2. Corrida (locomoção cursorial): a. Digitígrados: apoiam os dedos no chão. Canídeo. b. Ungulígrados: apoiam as extremidades do dedo (casco). Avestruzes atingem grandes velocidades, pois suas patas possuem apenas dois dedos. Não voam porque são grandes, asas reduzidas e ausência de quilha. 3. Reptação: locomoção dos animais ápodes ou de animais com patas curtas colocada lateralmente (locomoção lenta). 4. Santo: membros inferiores/posteriores mais longos que os anteriores e em forma de Z → canguru, coelhos e anura. Principais constrangimentos da locomoção: 1. Características físicas do meio (água, ar e terra) a) Resistência: força exercida, pelo meio (ar e água), na direção oposta ao movimento de um animal. Ex: o ar tem baixa viscosidade e baixa densidade. A água tem alta viscosidade e alta densidade. 19 b) Gravidade: o ar exerce maior impacto sobre os animais terrestres, enquanto que, na água, a gravidade é substituída por forças de empuxo e flutuabilidade. c) Inércia: capacidade de resistir a aceleração. Momento é a capacidade de manter a velocidade. 2. Sustentação do corpo (água, ar e terra) a) Água: a maioria dos nadadores não usa esforço para sustentar o corpo (flutuabilidade neutra= meio sustenta o próprio corpo). b) Terra e ar: animais têm que sustentar o corpo: o corredor tem suporte sólido debaixo dos pés; o voador deve sustentar continuamente seu corpo contra um fluído de baixa densidade () e baixa viscosidade (). c) Aérea: gravidade representa um grande problema quando se voa. A chave principal para o voo é asas com estrutura aerodinámica. Adaptações Locomoção aquática (natação): • Propulsão - força que impulsiona para a frente. • Arrasto - fricção produzida pela passagem de um objeto através de um meio. • Gravidade - força de atração magnética da Terra (parcialmente compensada pela densidade da água). • Empuxo - força para cima que neutraliza a gravidade. Para reduzir o arrasto: corpo fusiforme, orientação das escamas, redução da amplitude de onda do corpo, redução da área de superfície das barbatanas. Modificações permanentes (morfológicas): barbatanas caudais bifurcadas, comprimento das barbatanas médias reduzidas. Modificações ajustáveis: erecção variável das barbatanas - permite minimizar a superfície quando ela não é necessária para o impulso ou viragem. • Modificações das camadas de fronteira: muco (proteínas e polissacáridos) reduz em 65% o atrito; jatos de água laminar e microprojeções. • Minimizar o movimento lateral da cabeça para reduzir o arrasto. • Aumentar a amplitude de onda que se move em direcção posterior. 20 • Expressão máxima: contração alternada e transferência de energia da musculatura do corpo para pedúnculo caudal e barbatana caudal (fisiológica). • Redução de substâncias de alta densidade: uso de “designs” de ossos que aumentam a força e que reduzem a massa de osso. • Redução da quantidade de substâncias pesadas (Ex. Carbonato de cálcio ou fosfato de cálcio). Bexiga natatória: tipos • Fisostomosa - ducto pneumático conecta a bexiga natatória ao esôfago – bexiga esofagiana. • Fisoclista - sem conexão entre bexiga natatória e intestino. Controle de flutuabilidade em peixes 1. Dinâmicade empuxo lift: gerada pela propulsão de um aerofoli para a frente em um ângulo inclinado de ataque 2. Lift estático: gerado pela inclusão de substâncias de baixa densidade e redução da massa de substâncias de alta densidade no corpo. 3. Hydrofoils: peixes usam seu corpo fusiforme e alguns usam suas nadadeiras peitorais como hydrofoils. 4. A sustentação é determinada: a. Pelo ângulo de ataque b. Pela velocidade de propulsão c. Expressão máxima disso são os pelágicos “rovers “- atuns, tubarões, cavala. Cabeça, nadadeiras peitorais e quilhas pedúnculo todos usados como hydrofoils; nadar constantemente. Aves nadadoras: Adaptações para dois fluidos: carga de asa alta e frequência de batimentos de asa alta no ar. Penas (isolamento – evitar ↑ peso). Redução arrasto: sacudir. Comutação da velocidade e nadar em uma bolha; osso fundido; tendões ossificados. Tipos de natação 1. Ondulação e ou oscilação do tronco e cauda: anguiliforme e carangiforme. 2. Ondulação das barbatanas: rajiforme, gymnotiforme, amiiforme. 21 3. Oscilação das barbatanas: ostraciforme, balistiforme, labriforme. Locomoção aérea • Constrangimentos: nadadores e voadores enfrentam desafios semelhantes quando se deslocam: superar a gravidade para manter a posição → estratégias de locomoção devem ser compatíveis com as propriedades físicas do meio (ar versus água). • Adaptações: forma aerodinâmica → ambos beneficiam da forma fusiforme - reduz a quantidade de energia que os animais necessitam para vencer a pressão de arrasto. Ascenção ou empuxo: as aves devem gerar forças de elevação superior a sua própria massa e devem fornecer propulsão para avançar. Ascenção depende da velocidade e formato da asa (asas maiores = maior elevação). Pássaros de asas pequenas/ aviões precisam de voar mais rápido para manter a mesma ascensão que asas maiores. 1. Gerar uma força ascendente (A). 2. Reduzir o arrasto (R). 3. Impulsionar-se em espaços restritos. 4. Manobrar, mantendo estabilidade. 5. Aumento de força com redução de peso. 6. Firmeza do tronco. Adaptações estruturais para o voo: ossos pneumáticos, cauda curta, redução/perda de dígitos, ausências de dentes (bicos), regressão das gônadas quando não activas, digestão rápida, fusão esterno e quilha, fusão vértebras adjacentes, tronco curto e rígido, alta taxa metabólica, respiração eficiente, circulação rápida. Locomoção terrestre: principal desafio é gravidade e inércia. O custo metabólico de locomoção (MR/ G / Km) diminui com o aumento do tamanho corporal. É mais caro para um animal pequeno mover uma certa distância do que um animal grande cobrir a mesma distância. MR aumenta mais rapidamente com o aumento da velocidade em pequenos animais do que em animais de grande porte. 22 Isto significa que animais maiores podem viajar mais rápido do que os animais de pequeno porte. Curva de força: a) Voadores: U. b) Terrestres: Linha. c) Natação: J.