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Laura Villela Amaral Marreiro 5º Turma XXXI 
SÍFILIS 
INTRODUÇÃO 
- Doença infecciosa; 
- Sistêmica; 
- Evolução crônica; 
- Sujeita a surtos de agudização e períodos de 
latência. 
- AGENTE: Treponema pallidum 
 
TRANSMISSÃO 
- Contato sexual; 
- Materno-fetal (transmissão vertical de mãe 
com sífilis não tratada/tratada inadequadamente); 
- Transfusão com sangue contaminado; 
- Na fase de latência não tem sintomas (muita 
gente tinha e transmitia sem saber); 
- 1940/50: período de descoberta da penicilina; 
- Deve-se ficar atento à pele, pois são os 
sintomas que vão aparecer primeiro; 
- A infecção pelo T. pallidum não confere 
imunidade permanente (diferenciar persistência de 
exame reagente e reinfecção); 
- Quando não tratada, alterna períodos 
sintomáticos e assintomáticos; 
- 3 fases (com características clínicas, 
imunológicas e histopatológicas distintas) 
 Sífilis Primária 
 Sífilis Secundária 
 Sífilis Terciária 
 
CLASSIFICAÇÃO 
- Sífilis Aquirida Recente: primária, 
secundária e latente recetente; 
- Sífilis Adquirida Tardia: latente tardia e 
terciária; 
- Sífilis Congênita Recente; 
- Sífilis Congênita Tardia 
SÍFILIS CONGÊNITA (SC) 
- Infecção por via placentária em qualquer fase 
da gestação; 
- Inicialmente a carga bacteriana na criança vai 
ser menor, porque passa pouca bactéria, mas já 
nasce com VLDL positivo; 
QUADRO CLÍNICO: 
SÍFILIS CONGÊNITA RECENTE 
(até 1 ano após o nascimento) 
- Começa a ter manifesta já ao nascimento; 
- Peso baixo; 
- rinite sanguinolenta; 
- coriza; 
- obstrução nasal; 
- prematuridade; 
- osteocondrite, periostite ou osteíte; 
- choro ao manuseio; 
- hepatomagalia; 
- esplenomagalia; 
- alterações respiratórias – pneumonia; 
Laura Villela Amaral Marreiro 5º Turma XXXI 
- icterícia; 
- anemia severa; 
- edema; 
- pseudoparalisia dos membros (Parrot); 
- fissura peribucal; 
- condiloma plano (caroços/pápulas que 
aparecem em orifícios e pregas do corpo, não é 
verruga, principalmente região genitália e 
perianal, adultos e crianças); 
- pênfigo palmo-plantar (bolhas nas mãos e nos 
pés). 
A criança tem inflamação nos ossos e 
cartilagens, então chora ao manuseio por conta 
da dor. 
Essa dor fará com que o lactente tenha 
pseudoparalisia. 
- Pré-natal: VLDL, realizado também em 
outras etapas da gestação (a mãe pode se 
contaminar nesse período) 
- Quando se tem diagnóstico trata a mãe 
para que o RN tenha pouca sintomatologia. 
SÍFILIS CONGÊNITA TARDIA 
(após 1 ano do nascimento) 
- Criança nasce aparentemente saudável 
- Os sintomas só começam a aparecer após um 
ano de idade 
Triade de Hutchinson: PROVA 
• Surdez labirintica, ceratite parenquimatosa (nos 
olhos) e dentes incisivos com entalhes semilunares. 
- Tíbia em lamina de sabre (a tíbia fará uma 
curva), fronte olimpica, nariz em sela, 
mandíbula curta, arco palatino elevado e 
dificuldade no aprendizado. 
- Fissuras ao redor das comissuras labiais 
(ranhuras de Parrot) 
Essa clínica irá aparecer quando a criança for maior. 
Será perceptível que ela não escuta, não enxerga 
bem e que tem uns dentes com entalhes 
semilunares. 
 
i: Tíbia em Lâmina de Sabre 
 
ii: condilomas planos na região anal 
 
 
iii: Dentes semilunares 
Laura Villela Amaral Marreiro 5º Turma XXXI 
 
SÍFILIS ADQUIRIDA 
SÍFILIS ADQUIRIDA RECENTE PRIMÁRIA 
- Sintomatologia aparece em menos de um ano 
de contágio 
CANCRO DURO: 
- Primeira manifestação da sífilis adquirida 
recente primária; 
- Mais comum em genitália externa; 
- Pode aparecer em região anal, facial, oral... 
- 1-2 semanas ; 
- Durante o ato sexual, a espiroqueta irá 
penetrar na pele e começará a se multiplicar, o 
que promoverá um processo inflamatório que 
irá aparecer depois de 15 dias de contato; 
• Úlcera geralmente única (endurecida devido 
ao processo inflamatório, indolor, infiltrada) 
• Acompanhada de adenomegalia regional (se 
for na genitália aumento dos gânglios da 
região inguinal) 
• Involui espontaneamente de 15 a 40 dias 
• Não deixa cicatriz 
- Testes laboratoriais positivos a partir de 15 a 
30 dias –> porque tem que produzir anticorpos 
 
iv: úlcera do cancro duro 
SÍFILIS ADQUIRIDA RECENTE SECUNDÁRIA 
- De 4 a 8 semanas após o aparecimento do 
cancro duro (cicatrização da úlcera e 
disseminação dos treponemas); 
- Causada pela disseminação dos treponemas no 
organismo; 
QUADRO CLÍNICO: 
- Aparecimento de lesões cutâneo-mucosas não 
ulceradas; 
Geralmente acompanha-se de 
micropoliadenopatia generalizada, artralgias, 
febrícula, cefaleia e adnamia sintomas de 
gripo devido à disseminação da bactéria 
- Manchas eritematosas de aparecimento 
precoce, podendo formar exantema 
morbiliforme, não pruriginosa; 
- Pápulas de coloração eritemato-acastanhadas, 
lisas a princípio e posteriormente escamosas 
(sifilides papulosas) – em superficies palmo-
plantares sugere sífilis secundária (quase 
patognomônico; 
- Alopécia, principalmente no couro cabeludo e 
nas porções distais das sombrancelhas; 
(alopecia em clareiras); 
- Lesões elevadas em platô de superfície lisa nas 
mucosas -> comum na mucosa oral, placas 
eritematosas grudadas no céu da boca; 
- Lesões pápulo-hipertróficas nas regiões de 
dobras ou de atrito (condiloma plano) -> 
principalmente na região anal e urogenitália; 
Essas lesões desaparecem mesmo sem 
tratamento, 
 
- Lesões secundo-terciárias (fase transicional) 
 
 
Laura Villela Amaral Marreiro 5º Turma XXXI 
Na fase transicional, ou fase de latência do 
secundarismo para o terciarismo, pode ter alguns 
sintomas, começar com manifestações diferentes, 
mas pode passar sem lesão. É por exemplo, o pct 
que vai chegar com 1 ano de evolução e não vai ter 
nada na pele, vai passar 1,2, 5 anos de latência para 
começar a ter a fase terciária. 
 
v: Pápulas 
 
vi: manchas eritemato-acastanhadas e pápulas 
 
vii: Iniciou com uma manchinha na palma da mão. Sifilides 
papulosa. 
 
(São muitas lesões palmo-plantares e tem um 
aspecto hiperceratótico. Como são muitas lesões, 
pensar em pct HIV positivo) 
 
São condilomas planos, são aquelas pápulas 
hipertrofiadas 
 
 
Laura Villela Amaral Marreiro 5º Turma XXXI 
 
É uma doença de notificação compulsória. 
Pacientes com HIV tem lesões muito maiores em 
número 
 
Diagnóstico diferencial de lesões em mucosa oral: 
LES, pênfigos, afta, estomatites virais 
 
Diagnóstico diferencial de alopécia: hanseníase 
(fácies leonina), face infiltrada, dermatite 
seborreica (a pessoa coça e pode cair os cílios) e 
alopécia areata. 
SÍFILIS LATENTE RECENTE 
 
- Não se observam sinais e sintomas clínicos 
- Tem seu diagnóstico feito por meio de testes 
sorológicos 
- Duração variada. 
- Curso interrompido por sinais e sintomas das 
formas secundária ou terciária. 
- Ocorre em menos de 1 ano 
 
SÍFILIS LATENTE TARDIA 
 
- O indivíduo é soropositivo há mais de 1 ano. 
- Diagnóstico é achado ocasional. 
- Ocorre em mais de 1 ano 
O diagnóstico é um achado ocasional: o 
indivíduo vai doar sangue, vai fazer um 
concurso e descobre que tem Sifilis 
SÍFILIS TERCIÁRIA (ADQUIRIDA TARDIA) 
 
- É considerada tardia após o primeiro ano de 
evolução. 
- Os sinais e sintomas ocorrem geralmente após 
3 a 12 anos da infecção. 
- Lesões cutâneo-mucosas (tubérculos ou 
gomas). 
Neurológicos (tabes dorsalis, demência) -> 
menigite, encefalite 
-Cardiovasculares (aneurisma aórtico) -> a 
sífilis era a principal causa de aneurisma de 
aorta 
- Articulares (artropatias de Charcot) -> 
inflamações nas articulações 
 
 
SÍFILIS TERCIÁRIA CUTÂNEA 
 
- São lesões sempre mais localizadas que na fase 
recente. 
- Caracterizam-se por nódulos e gomas, que tem 
caráter infiltrativo e destrutivo. 
- Podem sofrer fistulização 
 
 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL: 
Sifilis primária: 
- Cancro mole 
- Herpes genital 
- Donovanose 
- Linfogranulomavenéreo 
- Pensar em DST’s 
Sifilis Secundária: 
- Farmacodermias -> coçam bastante 
- Doenças exantemáticas não vesiculosas 
- Hanseníase Virchowiana 
- Colagenoses 
 
Catapora e varicela não entram como diagnostico 
diferencial porque têm vesículas, e na sífilis tem-se 
pápulas. 
Sifilis terciária: 
Linfomas, tumores de pele, doenças 
granulomatosas 
Então podem ser diagnostico diferencial: PLECT 
(paracoccidioidomicose, leishmaniose cutânea, 
esporotricose, cromomicose, tuberculose). 
 
Laura Villela Amaral Marreiro 5º Turma XXXI 
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 
 
- Pesquisa direta em campo escuro. 
- Sorologia não-Treponêmica (Testes não 
específicos) 
 VDRL (veneral Disease Research Laboratory) 
 RPR (Rapid Plasma Reagin Test) 
 Diagnóstico e acompanhamento (qualitativos e 
quantitativos) 
Positiva-se entre a 2o e a 4o semana após o 
cancro duro. 
 
- Na fase de ferida não adianta fazer exame, 
pois só após 15 dias que irá ter disseminação do 
treponema na corrente sanguínea e consequente 
produção de anticorpos. 
 
- Quando está no início da úlcera deve-se 
pesquisar o Treponema 
(raspagem/lamina/coloração). 
 
- Alguns números aparecem: 
 
1/4 ou 1/36 ou 1/164 (mais reagente) 
- Todos são positivos 
- 1/4 está praticamente curado, ou é uma cicatriz 
sorológica. 
 
Fenômeno de prozona: 
pct com HIV ou imunossuprimido não produz 
anticorpos suficientes. Esses pcts fazem os testes, 
mas vêm negativos porque não têm anticorpos. 
Então quando é suspeita de sifilis, faz-se o 
diagnostico pelo histopatológico. 
 
relação desproporcional entre quantidade dos 
antigenos e dos anticorpos presentes na reação não 
treponêmica, gerando resultados falso-negativos 
 
 
 
 
Sorologia Treponêmica (Teste Específicos) 
- FTA-Abs (Fluorescent Antibody Treponemal 
Test) 
- Exame qualitativo. 
- Não são úteis para o acompanhamento -> não 
irá negativar depois que a pessoa tratar 
- São os primeiros a se positivarem (a partir do 15 
dia da infecção) -> aparecem já no começo da 
úlcera 
- Resultados falso-positivos em MH, malária, 
mononucleose, leptospirose, LES. 
 
TRATAMENTO 
Sifilis primária: 
• Penicilina benzatina 2,4 milhões UI – IM - dose 
única 
 
Sifilis recente secundária e latente: 
• Penicilina benzatina 2,4milhões UI – IM - 
repetida após uma semana (dose total de 4,8 
milhões UI) 
Antes de baixar o nivel da penicilina fazer outra 
dose 
 
Sifilis tardia (latente e terciária): 
• Penicilina benzatina 2,4 milhões UI – IM - 
repetida semanalmente / 3 semanas (dose total de 
7,2milhões UI) 
 
 
Reação febril de Jarisch-Herxheimer: 
- Ocorre em várias doenças infecciosas e após 
aplicação de benzetacil; 
- Piora da sintomatologia (febre, mal estar geral, 
taquicardia), mas não é reação alérgica. 
- Essa reação ocorre porque a penicilina começa 
a eliminar muitas espiroquetas (uma carga alta de 
bacterias de uma vez) 
Pcts soropositivos: devem ser tratados como sifilis 
terciário e fazer VDRL a cada 3 meses, para 
verificar se o título está baixando. 
No primeiro ano faz de 3 em 3 meses, no segundo 
ano faz de 6 em 6 meses se tiver reagente, se não 
tiver reagente não precisa acompanhar mais.

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