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FILOSOFIA DO DIREITO CCJ0161_A10_201809028191_V1 Lupa Calc. Vídeo PPT MP3 Aluno: JULIANO DOS SANTOS CORTES Matrícula: 201809028191 Disc.: FILOSOFIA DO DIREITO 2019.1 EAD (GT) / EX Prezado (a) Aluno(a), Você fará agora seu TESTE DE CONHECIMENTO! Lembre-se que este exercício é opcional, mas não valerá ponto para sua avaliação. O mesmo será composto de questões de múltipla escolha. Após responde cada questão, você terá acesso ao gabarito comentado e/ou à explicação da mesma. Aproveite para se familiarizar com este modelo de questões que será usado na sua AV e AVS. 1. Questão 2: Considerando a obra de Luís Recaséns Sanchez, saõ feitas a afirmativas abaixo: I-A lógica do razoável não traz a única regra para que o julgador alcance uma decisão justa, pois toda ponderação parcial. II-O clássico silogismo no Direito é próprio à lógica em que a norma jurídica é vista como premissa maior em relação ao caso fático. III- A tese de Siches sustenta que a produção do Direito não termina com a promulgação da lei, mas com a individualização no mundo real, em que se desvela o real papel do julgador. É correto o que se afirma em: I, apenas. III, apenas. II e III, apenas. II, apenas. I e II, apenas. Explicação: A afirmativa I está incorreta, à medida que a lógica do razoável seria a única regra, na concepção de Siches, ao alcance de quem julga, permitindo a neutralidade necessária a uma decisão justa.L 2. Considerando os estudos da lógica do razoável, assinale a opção que apresenta uma característica desta forma de interpretação: Valoriza a rápida aplicação da norma, sem recurso à prudência. Evita amparar-se nos ensinamentos da vida e na experiência histórica. Exige obediência única à lei positivada sem recurso à criatividade. Busca a congruência entre fins e a realidade concreta. Mantém-se nos limites da norma positivada e da subsunção formal. Explicação: São características vindas da aplicação da lógica do razoável: · Não se ampara no silogismo; · Não se apoia na subsunção formal; · Fundamenta-se na prudência; · Baseia-se na equidade e no sentido de justo; · Está condicionada pela realidade concreta do mundo; · Está impregnada de critérios estimativos ou axiológicos; · Reporta-se a uma determinada situação real; · É regida por razões de congruência ou adequações entre valores e fins/entre fins e a realidade concreta; · Está orientada pelos ensinamentos de vida e experiência histórica; · Enseja a aplicação das normas jurídicas segundo princípios de razoabilidade. 3. Em sua obra acerca da lógica do razoável, o jurista Luís Siches sugeriu um esquema com situações que podem se apresentar a um magistrado em seu cotidiano. Entre tais situações, teríamos: I-Existe, aparentemente, uma norma vigente, aplicável a um caso em julgamento, de modo a produzir uma solução satisfatória. Nesta situação, o magistrado não realiza quaisquer juízos axiológicos, uma vez que a norma em seu sentido abstrato e geral naturalmente alcança a significação concreta do caso em análise. II-No caso de dúvida sobre a aplicação de normas de mesma hierarquia, mas de conteúdo diferente, o magistrado deve escolher aquela que conduza a uma solução que, de acordo com sua valoração, melhor alcance o sentido de justiça. III-O magistrado não deve se colocar nunca em contingência de lacuna, mesmo quando percebe que a aplicação da norma a um caso concreto pode gerar efeitos diversos ao que a mesma norma propõe ou que teria pretendido o legislador no processo de sua elaboração. Acerca das situações, são feitas as seguintes afirmativas: As situações I e II estão de acordo com o que se considera como razoável. As situações II e III estão de acordo com o que se considera como razoável. A situação I está de acordo com o que se considera como razoável. A situação II está de acordo com o que se considera como razoável. A situação III está de acordo com o que se considera como razoável. Explicação: Com relação à situação I, não está de acordo com o que se entende como razoável, porque: Aparentemente, existe uma norma vigente, aplicável ao caso em julgamento, de modo a lhe produzir uma solução satisfatória. Mas, mesmo nesta situação, o magistrado realiza uma série de juízos axiológicos: para encontrar a norma, para apreciar a prova e qualificar os fatos, e para adequar o sentido abstrato e geral da norma à significação concreta do caso controvertido. Com relação à situação II, há concordância com a lógica do razoável proposta pro Siches. Acerca da situaçao III, observa-se a questão da contingência de lacuna, conforme se lê abaixo: À primeira vista, o juiz, por se deixar influenciar por nomenclaturas e conceitos classificatórios contidos em uma norma, pensa estar diante da regra que cobre o caso. Mas, quando ensaia mentalmente, a aplicação da lei à controvérsia sub judice, percebe que sua aplicação levaria a uma consequência diversa do resultado a que a norma propõe, contrária aos efeitos que o legislador pretendeu ou que teria pretendido se tivesse em vista a controvérsia concreta da questão. Em tal circunstância, o juiz deve afastar a norma aparentemente aplicável à espécie e colocar-se em contingência de lacuna. 4. Considerando os estudos da Lógica do razoável, assinale a opção que não apresenta uma característica desta forma de interpretação: Se baseia na equidade e no sentido de justo. Se baseia apenas na norma jurídica positivada e no ordenamento jurídico. Não se apoia na subsunção formal. Não se ampara no silogismo clássico. Se fundamenta na prudência. 5. Considerando a relevância para a feitura de Justiça do debate sobre a lógica do razoável, são feitas as seguintes afirmativas: I- A lógica do razoável trabalha o sentido de justo, sem fazer uma crítica elaborada da lógica tradicional aplicada ao Direito. II- Na perspectiva daquilo que é razoável a norma jurídica é vista num contexto em que o caso fático não é premissa menor e a conclusão uma mera subsunção deste àquela. III- A aplicação da lógica da razoabilidade está relacionada a situações com especificidades com a possibilidade de que o juiz ou intérprete recorra nos costumes e na analogia diante da falta de norma adequada. II e III, apenas. I, apenas. III, apenas. I e III, apenas. II, apenas. Explicação: Na afirmativa I, é necessário observar que a lógica do razoável elabora uma interessante crítica à lógica tradicional aplicada ao Direito em que podemos observar o clássico silogismo: a norma jurídica como premissa maior; o caso fático como premissa menor e a conclusão como subsunção do fato na norma jurídica. 6. Nos estudos de hermenêutica jurídica investigamos a tese da lógica do razoável. Assinale a opção que apresenta a postura do intérprete diante de eventuais lacunas segundo esta teoria da interpretação: O intérprete deve buscar a aplicação da teoria pura do Direito. O intérprete deve aplicar apenas o silogismo dedutivo. O intérprete deve seguir a lógica do positivismo. O intérprete deve buscar apoio nos princípios do direito natural. O intérprete deve ficar nos limites da norma positivada. Legenda: Questão não respondida Questão não gravada Questão gravada Exercício inciado em 06/03/2019 20:15:27.