Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

CONHECIMENTOS GERAIS
Didatismo e Conhecimento 1
CONHECIMENTOS GERAIS
1. O BRASIL NA ATUALIDADE: 
FONTES ENERGÉTICAS, EPIDEMIAS E 
CONFLITOS POLÍTICOS E SOCIAIS.
As fontes de energia são extremamente importantes para o 
desenvolvimento de um país. Além disso, a qualidade e nível de 
capacidade das fontes de energia de um determinado local são in-
dicativos para apontar o grau de desenvolvimento da região. Países 
com maiores rendas geralmente dispõem de maior poder de con-
sumo energético.
No Brasil não é diferente: à medida que o país foi se mo-
dernizando, o setor energético brasileiro foi se desenvolvendo. As 
principais fontes de energia do Brasil, atualmente, são: energia 
hidroelétrica, petróleo, carvão mineral e os biocombustíveis, 
além de algumas outras utilizadas em menor escala, como gás na-
tural e a energia nuclear. 
O petróleo é utilizado para a geração de energia para veículos 
motores, através da produção de gasolina, óleo diesel, querosene. 
Além disso, também é responsável pelo abastecimento de usinas 
termoelétricas. É a principal fonte de energia brasileira.
As principais bacias petrolíferas são: Bacia de Campos, a 
maior do Brasil; bacia de Santos, Bacia do Espírito Santo e Bacia 
do Recôncavo Baiano.
Há alguns anos o país importava cerca de 60% do petróleo 
consumido internamente. Entretanto, atualmente, o país é quase 
completamente abastecido pela produção interna. Além disso, re-
centemente, foram descobertas grandes reservas de petróleo na ca-
mada do pré-sal no fundo oceânico do litoral de Santos (SP) e do 
Espírito Santo.
A energia hidroelétrica é a principal fonte de energia utiliza-
da para produzir eletricidade no país. Atualmente, 90% da energia 
elétrica consumida no país advém de usinas hidrelétricas. Apesar 
disso, o país só utiliza 25% do seu potencial hidráulico. Além do 
mais, o Brasil ainda importa parte da energia hidroelétrica, uma 
porção dessas importações é referente à propriedade paraguaia da 
Usina Binacional de Itaipu, outra parte se refere à compra de eletri-
cidade produzida pelas usinas de Garabi e Yaciretá, na Argentina.
Metade da produção da Usina de Itaipu
 pertence ao Paraguai em virtude do fato de
 ela se encontrar na divisa com o Brasil
Segue abaixo a lista das principais hidrelétricas do país:
1. Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Rio Paraná - Capacidade: 
14.000 MW;
2. Usina Hidrelétrica de Tucuruí, Rio Tocantins - Capacidade: 
8.370 MW;
3. Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, no Rio Paraná - Capa-
cidade: 3.444 MW;
4. Usina Hidrelétrica de Xingó, no Rio São Francisco - Capa-
cidade: 3.162 MW;
5. Usina Hidrelétrica de Foz Do Areia, no Rio Iguaçu - Capa-
cidade: 2.511 MW;
6. Usina Hidrelétrica de Paulo Afonso, no Rio São Francisco 
- Capacidade: 2.462 MW;
7. Usina Hidrelétrica de Itumbiara, no Rio Paranaíba - Capa-
cidade: 2.082 MW;
8. Usina Hidrelétrica de Teles Pires, no Rio Teles Pires - Ca-
pacidade: 1.820 MW;
9. Usina Hidrelétrica de São Simão, no Rio Paranaíba - Capa-
cidade: 1.710 MW;
10. Usina Hidrelétrica de Jupiá, no Rio Paraná - Capacidade: 
1.551 MW.
A produção de Carvão Mineral é destinada para a geração 
de energia termelétrica e como matéria-prima principal para as in-
dústrias siderúrgicas. Sua produção no Brasil está concentrada nos 
estados de Santa Catarina, no vale do Tubarão, e no Rio Grande do 
Sul, no vale do Rio Jacuí.
Apesar da existência dessas reservas, o carvão mineral bra-
sileiro não é de boa qualidade, o que faz com que o país importe 
cerca de 60% do que consome, uma vez que os fornos das siderúr-
gicas e hidrelétricas necessitam de carvões minerais de alta quali-
dade e que produzam poucas cinzas.
Os biocombustíveis são fontes de energia recentemente im-
plantadas no país, caracterizados por serem do tipo renovável. São 
originados de produtos vegetais (como a mamona, a cana-de-açú-
car, entre outros).
Seu uso é amplamente defendido, pois se trata de uma energia 
mais limpa e que, portanto, acarreta em menos danos para o meio 
ambiente. Por outro lado, os críticos apontam que muitas áreas na-
turais são devastadas para o cultivo das matérias-primas necessá-
rias para essa fonte de energia. Os biocombustíveis mais utilizados 
no país são: o Etanol (álcool), o Biogás e o Biodiesel.
O gás natural geralmente é produzido de forma conjunta ao 
petróleo e é responsável por quase 10% do consumo nacional de 
energia. Seu uso predominante é na produção de gás de cozinha, 
no abastecimento de indústrias e usinas termoelétricas e na produ-
ção de combustíveis automotores.
A energia nuclear também é um recurso energético utilizado 
no país. O seu uso foi idealizado no início da década de 1960 e 
implantado a partir de 1969, com a criação do Programa Nuclear 
Brasileiro, sob a argumentação de que a energia hidroelétrica, por 
si só, não seria suficiente para conduzir a matriz energética do Bra-
sil. Tal argumento se mostrou falso primeiramente pela descoberta 
da real capacidade hidráulica do país (a terceira maior do mundo) 
e, em segundo lugar, pela descoberta posterior de novas formas de 
produção de energia, como os biocombustíveis.
Em 1981, foi inaugurada a primeira Usina Nuclear brasileira, 
localizada na cidade de Angra dos Reis e, por isso, denominada 
de Angra I. Porém, por problemas técnicos, ela foi desativada e, 
atualmente, não se encontra em operação.
Didatismo e Conhecimento 2
CONHECIMENTOS GERAIS
Posteriormente, em um acordo com a Alemanha, foram inicia-
dos os projetos de Angra II e III, que deveriam entrar em funciona-
mento na década de 1980. Entretanto, a usina de Angra II começou 
a operar em 2000 e Angra III até hoje não foi concluída.
Usinas de Angra I (à esquerda) e Angra II (à direita). 
Apenas a segunda encontra-se em funcionamento.¹
Além dos altos gastos e do baixo nível produtivo (apenas 
3% da produção nacional de eletricidade), as usinas nucleares de 
Angra são duramente criticadas por grupos ambientais em razão 
dos altos riscos em casos de acidentes ou vazamentos e pelo não 
estabelecimento de um local fixo para a destinação dos resíduos 
radioativos gerados pela usina.
Fonte : http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/fon-
tes-energia-brasil.htm
Epidemias
Uma nova epidemia de altas proporções de zika, chikungun-
ya e dengue causa preocupação em médicos em Pernambuco, que 
lida com o mais alto número de casos suspeitos e confirmados de 
microcefalia no país.
As ocorrências recentes da má-formação em bebês têm sido 
associadas ao zika vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.
Mas, desde o início de janeiro, o número de novos casos re-
gistrados em todo o país – que chegou a crescer mais de 40% por 
semana em dezembro – começou a cair.
Atualmente, o Ministério da Saúde investiga 3.670 casos sus-
peitos de microcefalia. Cerca de 400 foram confirmados e 700, 
descartados.
A queda nas notificações provocou questionamentos sobre a 
qualidade do registro de casos no país.
De acordo com o ministério, a mudança nos números se deve 
a fatores como redução do pânico em relação à má-formação e 
ajuste dos serviços de saúde ao novo protocolo para notificações – 
que estaria evitando erros no registro de casos.
Especialistas também levantaram a hipótese de subnotificação 
de casos de microcefalia no passado, o que explicaria o número 
atual maior.
No entanto, para médicos que tentam comprovar a ligação 
entre microcefalia e zika, o alto número de bebês registrados nos 
últimos meses de 2015 também se deve ao fato de que eles fo-
ram concebidos nos primeiros meses do ano, quando o mosquito 
está mais ativo.”O número de casos novos de microcefalia caiu, 
se compararmos com dezembro. Atendíamos cerca de 15 novos 
casos por semana e agora são quatro”, disse à BBC Brasil a infec-
tologista Regina Coeli, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, 
principal referência para o atendimento da microcefalia no Estado.
“O que vimos até agora é um reflexo de nove meses atrás, 
quando havia um surto de dengue, zika e chikungunya. Precisamos 
tomar pé da situaçãopara que o mesmo não ocorra daqui a nove 
meses.”
O cenário em Pernambuco mostra que as medidas de combate 
ao mosquito podem ter chegado tarde para evitar novas ocorrên-
cias.
Em dezembro, o governo pernambucano anunciou que desti-
naria R$ 25 milhões a esforços para atender as famílias com casos 
de microcefalia e para ações de combate ao Aedes aegypti.
No entanto, o Estado já registra uma epidemia de arboviroses 
(doenças transmitidas por mosquitos) cujos números superam o do 
mesmo período no ano passado.
No caso da dengue, cuja notificação é compulsória há mais 
tempo, o crescimento em relação ao início de 2015 chega a 190%, 
de acordo com dados divulgados pela Secretaria da Saúde pernam-
bucana.
Em cidades como Vitória de Santo Antão, a cerca de 60 km 
de Recife, a emergência do Hospital João Murilo de Oliveira aten-
deu mais de 3 mil pacientes a mais do que sua capacidade – 70% 
deles com sintomas de uma das três arboviroses.”Entre novembro 
e janeiro tínhamos uma queda nos atendimentos, mas esse ano já 
estamos superlotados.
Segundo Camara, o hospital recebeu mais de 90 mães com 
sintomas que podem ser de zika vírus em janeiro – 40 a mais do 
que no mês anterior.
Desde o último mês de outubro, a cidade teve 26 casos suspei-
tos de microcefalia notificados.
Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noti-
cias/2016/02/160210_microcefalia_pe_cc
Conflitos Politicos e Sociais 
Dentre as inúmeras variáveis que favorecem a perpetuação 
da corrupção no Brasil está a enorme distância entre a lei e rea-
lidade da população brasileira. De fato, a realidade da efetivação 
das garantias constitucionais está bem distante para aqueles que 
até possuem cidadania “política”, mas sequer estão próximos de 
atingir de fato a cidadania “civil”. Para estes que estão à margem 
da sociedade brasileira, a lei é uma realidade distante. O presente 
artigo tem como finalidade expor os fatos que levaram a inserção e 
a legitimação da corrupção no Brasil tendo como amparo o modelo 
desigual de acesso à justiça aos menos favorecidos.
O papel da apatia política da sociedade como forma de 
legitimação da corrupção no Brasil
A corrupção decididamente não é um fato que surgiu nos últi-
mos anos, na verdade está presente no Brasil há muitos séculos e 
acompanha desde então as discussões em todos os âmbitos do país. 
Segundo Emerson Garcia, a corrupção, em seus aspectos mais ba-
silares, reflete a infração de um dever jurídico posicional e a corre-
lata obtenção de uma vantagem indevida (Garcia, 2011, p.1).
Didatismo e Conhecimento 3
CONHECIMENTOS GERAIS
Portanto, a corrupção é uma velha conhecida da sociedade 
brasileira, desde a época do império passando pela República e 
Era Getúlio até os dias atuais, conforme descrito por Carvalho no 
seguinte fragmento de texto,
No século XIX, os republicanos acusavam o sistema imperial 
de corrupto e despótico. Em 1930, a primeira república e seus 
políticos foram chamados de carcomidos. Getúlio Vargas foi der-
rubado em 1954 sob acusação de ter criado um mar de lama no 
Catete. [...] (Carvalho, 2009, p.1)
Logo, desde sempre a corrupção vagueia pelos meandros da 
nossa sociedade, atingindo todos os tipos de classes sociais, sobre-
tudo as menos favorecidas.
Infelizmente existe um abismo muito grande entre a lei, ou 
seja, aquela que está positivada na Constituição da Republica Fe-
derativa do Brasil e a realidade das classes sociais menos favore-
cidas, que sobremaneira não tem acesso a cidadania e justiça na 
prática.
Este também é um problema que permeia a história do Brasil, 
conforme citado por Carvalho:
Até a metade do século XX, para quase toda a população ru-
ral, que era majoritária, a lei do Estado era algo distante e obscu-
ro. O que essa população conhecia bem era a lei do proprietário. 
(Carvalho, 2009, p.2)
Na verdade, sempre foi assim, aqueles que têm maior poder 
de troca, a favor da maquinaria capitalista são favorecidos e tem 
acesso à justiça, já aqueles que não contribuem para a reprodução 
do capital têm pouco ou nenhum acesso à justiça e menos ainda 
direito de requerer participação política.
Faz se mister aqui ressaltar a importância de separar dois sig-
nificados de acesso à justiça: primeiramente como acesso ao poder 
judiciário e em segundo como acesso à justiça como valor. Logo, 
conforme os ensinamentos de Mauro Cappelletti, acesso à Justiça 
é (1988, p.8)
[...] o sistema pelo qual as pessoas podem reivindicar seus 
direitos e ou resolver seus litígios sob os auspícios do Estado. [...] 
deve ser igualmente acessível a todos [...].
Por conseguinte, conforme visto ao longo da história do Bra-
sil, desde os primórdios, sempre existiram aqueles que têm “ver-
dadeiro” acesso à justiça e aqueles que não sabem sequer seus di-
reitos, muito distantes de ter efetivo acesso à justiça.
Carvalho (2009, p.2) destaca a distorção da semântica de 
“agente da lei” em diferentes âmbitos da sociedade,
“Nas grandes cidades, sobretudo em suas periferias, o agente 
da lei próximo à população era, e ainda é, o policial militar ou 
civil, cujo arbítrio e violência são conhecidos”.
A luz disso pode-se concluir que nas periferias, ao contrário 
do que acontece nos bairros nobres, há uma inversão do papel de 
agente da lei, não como aquele que protege e dá segurança, e sim, 
como aquele que repreende e aplica a violência. Para este povo 
acesso ao poder judiciário é uma utopia.
No texto de Boaventura de Souza Santos, isto é bem eviden-
ciado quando perguntado aos moradores de “Pasárgada” por qual 
motivo eles não chamam a polícia quando tem problemas. Este 
relato é observado no trecho de “Notas sobre a história jurídico 
social de Pasárgada” (1980, p. 111),
[...] “a polícia continua a desempenhar um papel mínimo na 
prevenção e na resolução de conflitos. Não obstante os seus es-
forços no sentido de uma aceitação mais positiva por parte da 
comunidade, continua a ser vista por esta como uma força hostil 
investida de funções estritamente repressivas”.
Para os moradores da favela do Rio de Janeiro, a polícia não 
está lá para protegê-los, ao contrário do que pensaria, por exemplo, 
um morador do Leblon. Na verdade, a polícia cumpre o papel de 
repreendê-los e está ali para vigiá-los, além disso, eles próprios se 
sentem distanciados e se vêem como marginalizados.
Logo, fica claro que a eficácia da norma jurídica alcança so-
mente determinada classe social. Esse problema tem raízes profun-
das, ou seja, são frutos da herança colonial como cita José Murilo 
de Carvalho em Cidadania no Brasil – um longo caminho,
“A herança colonial pesou mais na área dos direitos civis. O 
novo país herdou a escravidão, que negava a condição humana 
do escravo, herdou a grande propriedade rural, fechada à ação 
da lei, e herdou um Estado comprometido com o poder privado” 
(Carvalho, p.45, 2004).
Percebe-se que a negação dos direitos fundamentais, princi-
palmente os civis, encontra seu fundamento de validade nas raízes 
podres da herança colonial e da escravidão, que se dissipou ao lon-
go dos anos até legitimar a ação dos mais “poderosos” na prática 
da corrupção, subjugando os menos poderosos a sorte da lei que 
para eles não é aplicada com o ideal de justiça, qual seja dar aquilo 
que cada um merece.
Logo, diante da crescente diferença entre as classes abarcadas 
pelo modelo capitalista infiltrado na sociedade, o grande marco foi 
a busca desenfreada por mais e mais lucros. E por que não lucrar 
em cima dos mais fracos?
A sociedade brasileira sofre os abusos das classes altas que 
geralmente são aquelas que representam a maior parte dos mem-
bros do Congresso Nacional. Ao contrário do que vislumbrava 
Rousseau, “uma democracia como ideal que protege a política 
dos usurpadores e incentiva a participação popular”, é instalada 
na sociedade brasileira, a apatia política. Neste contexto segundo 
Rousseau (1983):
“Há uma sociedade desigual cuja igualdade vai se concreti-
zar no Estado, local onde os elementos desiguais acordam entre 
si para a criação de um Estado da naturezacapaz de suprimir os 
elementos limitativos da desigualdade reinante entre os homens”.
Originariamente, o brasileiro sempre foi considerado por mui-
tos como politicamente apático, e neste sentido parecia não se im-
portar com o crescimento desenfreado da corrupção. Entretanto, 
o que se espera diante dos últimos acontecimentos no cenário da 
política brasileira, é um verdadeiro despertar social no sentido de 
cobrarmos verdadeiramente uma democracia participativa que se 
dê de forma consciente e atuante.
Os laços sociais precisam ser definitivamente reestabelecidos 
e acabar de vez com a institucionalização do individualismo, com 
o interesse privado ou individual se sobrepondo ao interesse cole-
tivo. De fato, os representantes do povo brasileiro no Congresso 
Nacional defendem os interesses de uma minoria, eles próprios. É 
claramente o oposto do que Durkheim (1893) esperaria visto que o 
coletivismo deveria sobrepor os interesses individuais.
Por conseguinte, é árduo o caminho que leva a efetivação do 
acesso à justiça e à emancipação política para a maioria da popula-
ção brasileira. Entretanto somente quando esse marco for atingido, 
será possível pensar no fim da corrupção, pois sem a participação 
efetiva de toda sociedade brasileira, especialmente daqueles que 
não tem acesso nenhum à justiça, o sistema político corrupto con-
tinuará esmagando as velhas entranhas apáticas do povo brasileiro.
Fonte: http://clarissatonini.jusbrasil.com.br/arti-
gos/173948214/a-corrupcao-no-cenario-brasileiro
Didatismo e Conhecimento 4
CONHECIMENTOS GERAIS
2 GOIÁS NA CONTEMPORANEIDADE: 
SAÚDE PÚBLICA, EDUCAÇÃO, 
SEGURANÇA E TRANSPORTE.
Situação Politíca
Goiás desenvolve programas específicos à indústria como o 
Produzir e o Funmineral, que além de incentivar a implantação, 
expansão ou revitalização de negócios, acreditam no potencial de 
desenvolvimento tecnológico sequente às cadeias por eles servi-
dos. O Estado trabalha também em parcerias com o governo fede-
ral para aplicar recursos do Fundo Constitucional de Financiamen-
to do Centro-Oeste, gerando impactos dinâmicos na diversificação 
e modernização da estrutura produtiva. Mais ainda, desenvolve 
projetos de cooperação internacional para estimular a instalação de 
novos empreendimentos no Estado, ao passo que promove os pro-
dutos goianos na pauta de exportação brasileira para outros países.
Périodo “Marconismo”
O período que chamamos de “Marconismo” é caracterizado por 
um absoluto personalismo do poder estatal, uma agressiva política 
de comunicação e um projeto político focado nos programas assis-
tências de renda direta. O “Marconismo” tem a seu favor uma estru-
tura que independe do sufrágio eleitoral, que consiste nas estrutura 
de regulação do poder, que hoje, são praticamente dominadas pelos 
idealistas do “Marconismo” ou seja, TCM e TCE, além do TJG.
Mesmo fora do poder, o “Marconismo” possui nestes órgãos 
pessoas ligadas diretamente ao atual Governador. A maior prova 
deste poder antigoverno ocorreu entre 2006 e 2010: Período em 
que o “Marconismo” não estava à frente do executivo Estadual 
mas, de certa forma, era capaz de “dar as cartas” nos bastidores.
Por outro lado, o poder, com seu caráter efêmero, também é 
meio padrasto, se quisermos lembrar bem o “Irismo” que era am-
parado por estruturas parecidas. De certa forma o “Marconismo” 
transferiu parte de seu poder de influência para dentro dos órgãos de 
regulamentação pública e justiça, e isso faz diferença porque se con-
tinuar se desgastando, não de forma administrativa, mas se colorin-
do de Governo Corrupto, pode ser que, por medo ou por bom senso, 
o “Marconismo” se enfraqueça também fora da Esfera Estatal.
Para que ocorra o sustentável desenvolvimento econômico e 
social, é preciso bastante vontade política em promover políticas 
que viabilizem o constante progresso do processo produtivo agro-
pecuário, industrial, comercial e de serviços no Estado.
Situação Socio-Econômica
A agropecuária goiana tem grande importância no cenário 
econômico nacional, Quase metade do território goiano é formada 
por latifúndios rurais, ou seja, propriedades com mais de mil hec-
tares, uma vez também que sua produção de carnes e grãos impul-
siona a exportação estadual. Goiás é um dos maiores produtores de 
tomate, milho e soja do Brasil. Responsável por 33% da produção 
nacional de sorgo, Goiás é o principal produtor desse grão no país. 
Outros cultivos importantes são: algodão, cana-de-açúcar, café, ar-
roz, feijão, trigo e alho.
A pecuária, por sua vez, está em constante expansão. O estado 
possui, atualmente, o terceiro maior rebanho bovino do país. O 
aspecto negativo com relação à agropecuária é que ela é a principal 
atividade responsável pela destruição do bioma Cerrado, visto que 
desencadeia constantes desmatamentos e degradação do solo.
Agropecuária e Pecuária
A indústria goiana é responsável por 27% do PIB regional, esse 
setor da economia vem se diversificando constantemente. A cidade 
de Goiânia, capital do estado, abriga boa parte dos complexos indus-
triais. Outras cidades que se destacam são: Aparecida de Goiânia, 
Anápolis, Catalão, Rio Verde e Itumbiara. O Distrito Agroindustrial 
de Anápolis (DAIA) possui o maior polo farmoquímico da América 
Latina, abrigando também, indústrias alimentícias, automobilísticas, 
têxteis, além de possuir o único porto seco brasileiro.
Goiás também possui reservas minerais. Entre essas, desta-
cam-se os municípios de Minaçu (extração de amianto), Niquelân-
dia e Barro Alto (níquel), além de Catalão (fosfato).
Indústria
O turismo é outra atividade de fundamental importância para 
a economia goiana. As cidades de Caldas Novas e Rio Quente, 
principais estâncias hidrotermais do país, atraem milhares de visi-
tantes. O turismo histórico é cultuado na Cidade de Goiás (Goiás 
Velho), Corumbá e Pirenópolis. Na região da Chapada dos Veadei-
ros e do Rio Araguaia, o turismo ecológico é proporcionado.
Energia, Saúde e Saneamento em Goiás:
O Estado de Goiás possui atualmente 93 empreendimentos 
geradores de energia elétrica, que, somados, geram 10.457 MW de 
potência. Desse total, 83,8% são gerados por usinas hidrelétricas, 
12,7% por usina termelétrica, 3,5% pelas PCHs e 0,04% pelas CGH. 
Estão em construção outros 5 novos empreendimentos de geração 
de energia com potência total de 708 kW e mais 18 com sua outorga 
assinada. As condições topo-hidrológicas do Estado de Goiás são 
extremamente favoráveis à implantação de usinas hidrelétricas.
Outro fator substancial para o desenvolvimento é a saúde que 
em pleno século XXI, na era de doenças como depressão, estresse 
e outras do gênero, pessoas ainda morrem com dengue, tuberculo-
se, doença de chagas, desinteria (crianças). Devido a problemas de 
higiene e saneamento, desde o século XIX, esses malefícios deve-
riam ter desaparecido, mas refletem o baixo índice de saneamento 
básico disponível para a população, que em diversos casos não tem 
acesso à rede de esgoto, questão básica de saneamento.
Infraestrutura- Rodoviária e Ferrovias
A malha rodoviária goiana é composta de 25 mil km de rodo-
vias dos quais, 53,2% são pavimentados. As principais rodovias 
federais do Estado são a BR-153 que atravessa toda sua extensão 
ligando o norte ao sul do País, a BR-060, que liga Goiânia a Bra-
sília e ao sudoeste goiano e a BR-050, que liga o Distrito Federal 
ao sul do Brasil.
Goiás também dispõe de 685 km da Ferrovia Centro-Atlânti-
ca que atende a região do sudeste do Estado e o Distrito Federal. 
A Ferrovia Norte-Sul, em construção, com o papel fundamental 
de mudar o perfil econômico do Brasil Central, terá em território 
goiano 1.200 km, onde atravessará as regiões norte, central e o 
pujante sudoeste do Estado de Goiás.
Educação
A educação é um dos fatores determinantes para o processo de 
desenvolvimento de qualquer região. Em Goiás isso não é diferen-
te. A presença de números expressivos nas diversas fases do ensino 
reforçam a preocupação do governo quanto ao desenvolvimentolocal, mas não garante que este processo de bem-estar e de capaci-
tação esteja acontecendo.
Didatismo e Conhecimento 5
CONHECIMENTOS GERAIS
Goiás apresenta, no aspecto quantitativo de ensino, índices 
avançados de educação o que colabora para o seu processo de de-
senvolvimento econômico e social. No entanto, quanto à qualidade 
do ensino oferecido ainda o caminho é longo a ser percorrido, não 
obstante a todos avanços conseguidos.1
Memória e história da educação em Goiás
Esse é um exercício breve de reflexão e aproximação da his-
tória da educação em Goiás, de certa forma, um exercício historio-
gráfico de apreensão da memória histórica da educação em Goiás 
a partir da leitura de textos sobre educação produzidos, em sua 
maioria, sobre a época dos anos 1930 e 1940.
Importa para esse trabalho, confrontar a historiografia e as 
fontes utilizadas, quais sejam artigos de periódicos e regulamen-
tos da instrução pública. Objetivando inicialmente uma discussão 
teórica sobre a relação entre memória e história e passando em se-
qüência a um mapeamento da historiografia da educação em Goiás 
relativa ao período indicado.
A dificuldade de tratar a questão da memória reside no fato 
de que tal discussão engendra a necessidade de deslocamento no 
tempo, por sua vez, o tempo histórico carrega uma dimensão de 
sentido, não equivalendo ao tempo da memória, que é captado na 
externalidade do vivido. Certeau (2002), Lacerda (1994), Halbwa-
chs (1990), Ricoeur (2007), Mastrogregori (2006), entre outros, 
são referências importantes para se pensar essa relação entre his-
tória e memória. 
Inicialmente é preciso partir do suposto que memória e histó-
ria são formas distintas de representação do passado. Para Certeau 
(2002) a operação histórica relaciona-se à combinação do lugar 
social, de práticas científicas e de uma escrita. Segundo o autor, 
fazer história é uma prática, e a operação de apreensão de um ob-
jeto e sua inserção no tempo é o que ele denomina de ato historio-
gráfico. Para Certeau, esse processo de inserção de um objeto no 
tempo demanda comparação com objetos anteriores e posteriores. 
Na história, o objeto histórico sobre o qual o pesquisador debruça-
se é a fonte. Importa dizer que, segundo a perspectiva de história 
engendrada pelo autor, o objeto é sempre um construto a partir do 
qual a operação historiográfica se realiza historicizando o presente.
Lacerda (1994) em suas análises sobre história, narrativa e ima-
ginação histórica realiza uma discussão da polaridade existente en-
tre história narrativa e história científica. Lacerda toma em análise 
os trabalhos de Braudel, que identifica o relato factual a uma ence-
nação, conferindo ao discurso historiográfico elementos alegóricos.
 Halbwachs (1990) por sua vez contribui para essa discussão 
apresentando a problemática da construção das memórias coleti-
vas. Para ele é importante ressaltar que a memória é prisioneira de 
um quadro histórico, e que as memórias individuais só são possí-
veis por estabelecerem relações com os acontecimentos históricos. 
Partindo desse suposto, a história não é um referencial de alteri-
dade em relação à memória; pois, a história é uma escrita que se 
apresenta roteirizada, e cujos acontecimentos são apreendidos, no 
tempo e no contexto social, pelos grupos.
Segundo Halbwachs (1990, p. 81), seguramente, “um dos ob-
jetivos da história pode ser, exatamente, lançar uma ponte entre o 
passado e o presente, e restabelecer, essa continuidade interrompi-
da”. Os quadros de referencialidade histórica são o que Halbwachs 
1 Fonte: www.prezi.com – Por Ingrid Mylena
denomina de memória histórica, a qual, segundo ele, constitui-se 
a partir de um processo de negociação entre os atores sociais. A 
memória histórica funda-se nas representações coletivas. O autor 
destaca que a história pode apresentar-se como a memória univer-
sal do gênero humano. Mas não existe memória universal. Toda a 
memória coletiva tem por suporte um grupo limitado no espaço e 
no tempo. Não se pode concentrar num único quadro a totalidade 
dos acontecimentos passados senão na condição de desligá-los da 
memória dos grupos que deles guardavam a lembrança, romper as 
amarras pelas quais participavam da vida psicológica dos meios 
sociais onde aconteceram, de não manter deles senão o esquema 
cronológico e espacial. Não se trata mais de revivê-los em sua 
realidade, porém de recolocá-los dentro dos quadros nos quais a 
história dispõe os acontecimentos, quadros que permanecem exte-
riores aos grupos, em si mesmos, e defini-los, confrontando-os uns 
aos outros. (HALBWACHS, 1990, p. 86)
A história em seu processo de constituição recorre à memória, 
e é preciso recorrer à abstração para apreender essas relações que 
se instituem entre história e memória. A memória é sempre refe-
rente a um grupo, e a história, por seu turno, estabelece-se a partir 
de um quadro histórico.
Refletindo acerca da escrita historiográfica Ricoeur (2007) 
problematiza a historiografia como um jogo de interpretações. Ao 
mesmo tempo em que o autor indica a escrita como antídoto para 
a história aponta que a mesma pode ser percebida como veneno, 
pois a escrita é uma memória artificial e se configura como uma 
tradução da memória do vivido. “Ora, é à memória verdadeira, à 
memória autêntica, que a invenção da escrita e de todas as drogas 
aparentadas é oposta como uma ameaça”. (RICOEUR, 2007, p. 
151). Nesse sentido, a transformação da memória em escrita ao 
invés de remédio pode ser veneno, pois pode provocar o esqueci-
mento do passado ou a dúvida sobre a verdade histórica.
Partindo desse princípio, a história pode atestar possibilidades 
de verdade em relação ao acontecimento histórico. O autor contra-
põe os escritos narrativistas ao discurso historiográfico. De certa 
forma, essa valorização da narrativa relaciona-se ao processo de 
valorização da memória.
[...] a interpretação depende, antes, da reflexão segunda sobre 
o curso total dessa operação; ela reúne todas as fases, enfatizan-
do assim, simultaneamente, a impossibilidade da reflexão total do 
conhecimento histórico sobre si mesmo e a validade do projeto de 
verdade da história nos limites de seu espaço de validação. (RI-
COEUR, 2007, p. 347).
Embora a memória possa ser considerada como algo ins-
titucionalizado, um corpo estruturado de acontecimentos, ela é 
apreendida também como interpretativa. Para Mastogregori (2006, 
p. 68), por exemplo, a historiografia é “uma das expressões da tra-
dição de lembranças”. O autor sugere que as análises destinadas 
aos estudos historiográficos tomem um campo histórico mais am-
plo e englobem o que ele conceitua como uma produção funda-
mentada na “tradição das lembranças, nas “ações da memória e do 
esquecimento, de conservação e de destruição” (p. 68), ou seja, o 
modo pelo qual as lembranças são transmitidas ou perdidas. Essa 
tradição das lembranças vincula-se à relação existente entre a so-
ciedade e seu passado. Relação esta que “resolve-se com eventos 
que modificam a experiência do passado de um grupo social, que 
transmitem ou destroem seu valor, seus conteúdos ou sua simples 
expressão literal, mais ou menos deliberadamente” (p. 69).
Didatismo e Conhecimento 6
CONHECIMENTOS GERAIS
A história de Goiás foi construída a partir de representações 
pautadas na perspectiva da decadência, do atraso e do isolamento.
Até a Primeira República, o interior do Brasil, no qual Goiás 
situa-se, era representado pelo imaginário social como lugar dis-
tante, de difícil acesso, com poucas condições para o desenvolvi-
mento de uma vida civilizada. Uma constatação pertinente acerca 
da história de Goiás é que a mesma foi construída a partir de uma 
compreensão centrada na decadência, no atraso e no isolamento, 
tendência inaugurada por Silva e Souza (1978). Essa noção de 
decadência é representada pela historiografia como sinonímia da 
situação econômica e dos índices de extração aurífera.
A questão da construção da decadência é tratada por Chaul 
(2002), quetoma como objeto “as representações expressas nas 
imagens e análises tecidas em torno de Goiás” (p. 21). O histo-
riador destaca que a decadência transfigurou-se em um concei-
to que se tornou explicativo da realidade econômica e social de 
Goiás no período pós-mineratório. Chaul procura evidenciar que 
essa concepção foi fruto do olhar dos viajantes europeus que ao 
observarem Goiás, durante o período de esgotamento do ciclo do 
ouro, vislumbravam o lugar a partir de suas matrizes européias de 
compreensão da realidade. Acerca do trabalho de Chaul é interes-
sante destacar que:na sociedade goiana do pós-mineração, houve 
o esgotamento de uma forma de produção e a sua substituição por 
outras atividades econômicas sem que isto tenha implicado em de-
cadência propriamente dita; tentamos mostrar, também, que essa 
transformação provocou mudanças na sociedade, com os desloca-
mentos de grupos sociais ligados às antigas e às novas atividades 
econômicas. Nesse contexto, sedimentou-se um universo cultural 
próprio do homem do sertão, do roceiro, do camponês e do índio, 
distante dos padrões europeus e difícil de ser compreendido pelos 
viajantes do Velho Mundo. (CHAUL, 2002, p. 24).
Seu trabalho pode ser considerado inovador na medida em 
que rompe com uma compreensão negativa atribuída a Goiás pela 
historiografia, que, segundo ele reproduz a representação da deca-
dência, porém, o autor, em suas análises não confronta a produ-
ção historiográfica com fontes documentais, construindo sua tese 
muito mais a partir das interpretações historiográficas do que pela 
pesquisa documental.
Importa apreender a maneira pela qual o campo educacional 
em Goiás realizou a gestão dos acontecimentos referentes a essa 
relação presente e passado, por meio do registro escrito dos even-
tos relativos às políticas e práticas educacionais concernentes à 
primeira metade do século XX no Estado de Goiás. 
História e historiografia da educação em Goiás
O campo da historiografia da educação no Brasil conta, segun-
do Saviani (2007), com pouco mais de meio século de existência. 
Em Goiás, essa produção é constituída de poucos trabalhos de re-
ferência, dentre os quais é possível destacar Silva (1975), Bretas 
(1991), Brzezinski (1987), Canesin e Loureiro (1994) e Nepomu-
ceno (1994, 2003).
O trabalho de Silva (1975), Tradição e Renovação Educacio-
nal em Goiás, foi pioneiro na apreensão da educação goiana sob 
o olhar da história, propondo-se a investigar a forma pela qual a 
escola elementar desenvolveu-se em Goiás, e que circunstâncias 
contribuíram para isso.
O trabalho de Bretas (1991) intitulado História da Instrução 
Pública em Goiás abarca quase dois séculos de história, que vão 
de 1787 ao final da década de 1960, descrevendo a educação em 
Goiás nos períodos colonial, imperial e republicano.
O trabalho de Brzezinski (1987) abrange o mesmo período 
estudado por Bretas (1991), recortando, porém, a história da for-
mação de professores das séries iniciais no Estado de Goiás. Por 
sua vez, Canezin e Loureiro (1994) investigam a constituição his-
tórica da Escola Normal em Goiás desde suas origens, no final do 
império, até a década de 1970.
Nepomuceno (1994, 2003) contribui para a construção dessa 
historiografia com a publicação de dois trabalhos A ilusão Pedagó-
gica (1930-1945): estado, sociedade e educação em Goiás (1994) 
e O papel político-educativo de A Informação Goiana na constru-
ção da nacionalidade (1993). Ambos esforçam-se em apreender 
os entrelaçamentos existentes entre o projeto político de desen-
volvimento econômico e social do Estado de Goiás e as propostas 
educacionais implementadas nas primeiras décadas do século XX.
A priori é possível inferir que as mudanças em curso ao longo da 
primeira metade do século XX no Estado de Goiás, tais como a subs-
tituição de uma economia mineradora por uma de base agropastoril, 
implantação da estrada de ferro, a transferência da capital, a Marcha 
para Oeste, e o incentivo governamental à ocupação das terras do 
Centro-Oeste contribuíram para uma transformação no que concerne 
às políticas voltadas à instrução pública no Estado de Goiás.
Os currículos propostos e proposição de métodos de ensino 
presentes na legislação educacional vigente no período em Goiás 
demonstram uma tentativa, ao menos no plano discursivo, de su-
peração da escola tradicional. 
Nas primeiras décadas do século XX, no que tange à educa-
ção, o sistema educacional no referido estado era bastante inci-
piente, havia obrigatoriedade de escolarização para as crianças 
com idades de 7 a 14 anos, que deveriam frequentar escolas públi-
cas ou particulares, ou ainda, serem instruídas em casa por suas fa-
mílias. Segundo Silva (1975), o provimento do ensino em família, 
figura na história da educação em Goiás como uma modalidade de 
instrução elementar que prevalece nas duas primeiras décadas do 
século XX, configurando-se como uma “verdadeira instituição” (p. 
50). A autora registra que essa modalidade tornou-se uma caracte-
rística do ensino nas zonas rurais em Goiás, nas quais o professor, 
designado como mestre-escola, recebia uma mensalidade referente 
ao ensino ministrado a cada aluno.
Nos documentos pesquisados até o presente momento não foi 
possível constatar a ocorrência nas décadas iniciais do século XX 
de preocupações por parte do poder público referentes à educação 
de crianças residentes no meio rural, embora se possa supor que 
grande parte da população de Goiás residisse no campo e não fosse 
alfabetizada, visto que, segundo Paiva (2003), em Goiás, cerca de 
98% da população do Estado era analfabeta com base nos dados 
do Censo de 1920.
Sobre os anos iniciais do século XX em Goiás, Silva (1975) 
destaca que o desenvolvimento de um sistema de ensino público 
era dificultado por fatores como: baixa remuneração dos professo-
res, evasão escolar, isolamento da capital de Goiás em relação aos 
grandes centros e aos povoados do interior do Estado, desqualifi-
cação docente, desorganização didático-administrativa e mingua-
dos recursos a serem destinados à instrução pelos cofres públicos, 
fatores que levavam inúmeras vezes à supressão de escolas. De 
acordo com Silva (1975, p. 47)
Nada parecia favorecer ao desenvolvimento e aperfeiçoa-
mento do ensino vigente, nem mesmo as sucessivas reformas que 
amiúde ocorriam. Inúmeras foram as administrações que se empe-
nharam em elaborar um regulamento da instrução ou modificar o 
Didatismo e Conhecimento 7
CONHECIMENTOS GERAIS
existente. Medidas louváveis houve, como a criação do Lycêo, do 
Seminário Episcopal e a abertura de uma Escola Normal. Foram 
empreendimentos pioneiros de especial significado, lançando se-
mentes das quais germinariam muitos dos benefícios futuros. Na 
realidade, porém, o ensino somente sofreria um impulso conside-
rável após as duas primeiras décadas do século XX, quando a me-
lhoria das vias de comunicação permitiria que, paulatinamente, se 
aproximasse Goiás do resto do País (Grifado no original).
No que concerne à interferência de idéias oriundas de outros 
Estados da federação referentes a métodos e processos de ensino, 
pode-se dizer que Goiás contou fortemente com a influência dos 
Estados de São Paulo e Minas Gerais. 
O padrão das escolas paulista e mineira prevaleceu desde os 
primeiros tempos, fato que encontra explicação na própria inci-
piência educacional de Goiás (impotente ainda para tentar o seu 
modelo) e no renome que, entre nós, usufruía o ensino daqueles 
Estados (SILVA, 1975, p. 238).
Em artigo publicado na Revista Informação Goiana, no ano 
de 1917, Victor de Carvalho Ramos analisa a situação do sistema 
de ensino em Goiás à época, evidenciando o descaso do poder pú-
blico em relação aos níveis secundário e primário. A matéria dá 
destaque ao papel assumido pelas instituições de ensino mantidas 
pela iniciativa privada. Tal artigo tenta justificar que se Goiás se 
destaca como o Estado com o maior índice de analfabetismo do 
país é porque os gastos com instrução pública são insuficientes,e que as únicas instituições mantidas pelo governo eram o curso 
secundário do Liceu e o curso anexo à Escola Normal, destinado 
à educação primária, subvencionando ainda o Colégio Santana. 
Embora Ramos pinte um quadro caótico no que diz respeito à or-
ganização de um sistema público de instrução do Estado de Goiás, 
faz referências à existência de estabelecimentos de ensino priva-
dos que cumprem, segundo ele, com êxito sua função pedagógica.
Assim é que em Goias, onde a instrução primaria ficou sob 
os auspicios dos municipios, se contam numerosos estabelecimen-
tos de ensino particular, alguns dos quais modelados pelos grupos 
escolares de Minas e S. Paulo e obedecendo aos mais rigorosos 
principios de moderna Pedagogia. (RAMOS, 1917, p. 47)
Nesse artigo, Ramos destaca as instituições privadas de ensi-
no de Porto Nacional, Rio Verde, Curralinho, Formosa, Bela Vista, 
Catalão, Ipameri e Pirenópolis. 
Merecesse o longinquo e olvidado coração do Brasil mais um 
pouco de consideração por parte do governo federal e dos nossos 
representantes no Congresso, que bem podem dota-lo de vias rapi-
das de comunicação com os centros cultos do país, e ele ofereceria 
á minha grande Patria o fruto dos braços e da inteligencia de seus 
filhos, os quais, se pouco ou nada oferecem ou produzem até aqui, 
é que não podem operar milagres.(1917, p. 48).
Ramos (1917) ponderava em seu texto que embora conside-
rado esquecido e distante do restante do país, Goiás, com a cola-
boração da iniciativa privada no âmbito da educação, avançava de 
forma bastante auspiciosa, refletindo em seus cursos a influência 
de Estados como Minas Gerais e São Paulo, e contemplando em 
seus currículos elementos de uma pedagogia de vanguarda.
É possível supor que essa influência apresente relação com a 
hegemonia econômica e cultural do Estado de São Paulo sobre os 
outros Estados. Essa é uma hipótese apontada por Saviani (2004, 
p. 23), que afirma:
Considerando-se que o estado de São Paulo detinha a hegemo-
nia econômica, dada sua condição de principal produtor e exporta-
dor de café e, com a República, alcançou também a hegemonia polí-
tica posta em prática com a ‘política dos governadores’, a ele coube 
dar a largada no processo de organização e implantação da instrução 
pública, em sentido próprio, o que se empreendeu por meio de uma 
reforma ampla da instrução herdada do período imperial.
A influência do pensamento paulista pode-se ser interpretada, 
de certa forma, como uma tentativa de reorganização do sistema de 
ensino em Goiás. Os documentos evidenciam que ao final da dé-
cada de 1920, houve um acordo entre os governos de Goiás e São 
Paulo, que culminou com a diligência de um grupo, de técnicos em 
formação de professores, que veio ao Estado de Goiás encarregado 
de assumir por um período de dez meses a administração da Escola 
Normal e reformar o ensino normal e o ensino primário estaduais. 
O episódio que marca a vinda desses professores ao Estado, no ano 
de 1929, é conhecido como Missão Pedagógica Paulista.
Importa afirmar que a Seção Pedagógica do Correio Oficial 
foi um veículo de comunicação que se destacou por ser a primei-
ra publicação educacional de Goiás, e por se constituir como um 
instrumento importante de divulgação das idéias dos educadores 
paulistas no Estado. Foi um suplemento destinado a difundir o 
ideário pedagógico escolanovista no Estado de Goiás decorrente 
das discussões e debates suscitados pela missão pedagógica.
Em artigo publicado na Seção Pedagógica, o chefe da missão 
pedagógica, Humberto de Souza Leal, expressa preocupações refe-
rentes ao que, segundo ele, constitui-se como o maior problema da 
educação no país: o analfabetismo. Leal destaca que José Gumercin-
do Marques Otéro, Secretário do Interior, designado pelo Presidente 
do Estado Alfredo Lopes de Morais para resolver assuntos referen-
tes à instrução pública, empenhou-se de maneira árdua em resolver 
a situação educacional em Goiás, realizando o governo goiano uma 
ação “carinhosa” em benefício da educação popular. Dentre as ações 
propostas por Otéro para a instrução em Goiás, Leal chama atenção 
à vinda dos professores paulistas, os quais vieram colaborar para o 
preparo dos professores do Estado. A contribuição dos professores 
integrantes da Missão Pedagógica Paulista, segundo Leal, seria ofe-
recer aos professores goianos o domínio metodológico que condu-
ziu São Paulo à liderança da instrução nacional.
No mesmo número da Seção Pedagógica do Correio Oficial, 
a professora Ophélia Sócrates do Nascimento, Diretora do Grupo 
Escolar de Goiás, apresenta artigo sobre as qualidades inerentes à 
função do professor, quais sejam: ter vocação, ser abnegado, ser 
alegre, ser justo, ser bom e ser paciente.
A professora afirma que a grandeza de um país tem relação 
com a educação de seu povo, e que essa tarefa é delegada ao pro-
fessor. É possível perceber em sua fala uma responsabilização da 
educação pelo desenvolvimento nacional. Ela compara a docên-
cia a uma importante missão. Segundo as metáforas utilizadas por 
Ophélia Sócrates do Nascimento, quando comparada a educação 
à arte da lapidação tem-se como operário o professor e como ofi-
cina a escola; quando o processo educativo é comparado a uma 
missão o professor é o sacerdote e a escola passa a ser o templo. 
Suas idéias seguiam uma lógica segundo a qual a instrução seria o 
caminho para salvar o Brasil.
De acordo com Rodrigues (2007) essa professora foi uma for-
te influência nesse período para a construção de uma nova realida-
de educacional em Goiás:
Didatismo e Conhecimento 8
CONHECIMENTOS GERAIS
Muito contribuiu para a construção dessa nova realidade edu-
cacional, a professora Ofélia Sócrates do Nascimento Monteiro, 
formada na Escola Normal de São Paulo e que ocupou o cargo de 
diretora do Grupo Escolar da Capital. Ao assumir a direção dessa 
instituição, disseminou entre as professoras primárias da capital 
algumas concepções acerca de uma pedagogia moderna. Além dis-
so, promovia reuniões com o intuito de divulgar os novos métodos 
pedagógicos entre os docentes do Grupo Escolar, e foi responsável 
pela realização da primeira experiência de treinamento em serviço 
dos professores em Goiás. (RODRIGUES, 2007, p. 139).
Ainda em relação à interferência paulista na reorganização do 
sistema de ensino dos estados brasileiros na década de 1920, Sou-
za (2004) informa que:
A disseminação do modelo escolar paulista para outros esta-
dos brasileiros foi marcada por ambiguidades envolvendo atração, 
repúdio e apropriações diversas, e deve-se não somente à hegemo-
nia política e econômica de São Paulo em relação aos demais esta-
dos da federação, mas também, e sobretudo, à visibilidade e força 
exemplar dos novos métodos de ensino e instituições de educação 
pública, sintonizados com as inovações educacionais empreen-
didas nos países europeus e nos Estados unidos e estreitamente 
associadas aos ideais de modernização da sociedade brasileira. 
Educadores paulistas foram contratados por governos de vários es-
tados para participarem do processo de reorganização da instrução 
pública. Outro expediente utilizado foi o financiamento de visitas 
comissionadas ao estado paulista. (SOUZA, 2004, p. 118-119).
A leitura da documentação referente à Missão Pedagógica 
Paulista leva à compreensão de que em Goiás, os profissionais 
paulistas reorganizaram a Escola Normal, contribuíram para a 
reestruturação do sistema de ensino, propuseram a elaboração de 
novos regulamentos de ensino, ministraram cursos de formação 
docente e cooperaram para a produção e difusão de conhecimentos 
pedagógicos e práticas de ensino assentados em uma matriz psico-
lógica de caráter escolanovista.
É necessário ressaltar, que esses documentos foram testemu-
nhos de um dado período histórico, produzidos sob determinadas 
condições e que devem ser lidos como parte de um processo de 
memorização constituído no próprio tempo dos acontecimentos, 
não podendo ser apreendidos como expressão absoluta da verdade,mas como rastros que ajudam a reconstruir o tempo histórico, ou, 
dito de outra forma, colaboram para a reescrita da memória e da 
história da educação em Goiás.
De certa forma, é possível dizer que a história da educação em 
Goiás ainda carece do aprofundamento de estudos que tenham por 
objetivo deslindar o processo constitutivo do campo da educação 
neste estado, delimitar o papel desempenhado por cada ator social, 
desvelar o papel do Estado e dos grupos sociais na construção de 
uma memória histórica da educação em Goiás.2
Saúde
A questão da saúde pública no Brasil sempre foi considerada 
um dos grandes entraves para o seu desenvolvimento econômico. 
Uma séria faceta da economia da saúde para o estado é represen-
tada pelos gastos que ainda não têm surtido um resultado notório 
e que desconsidera que “A doença resulta não apenas de uma con-
tradição entre o homem e o meio natural, mas também e necessa-
riamente de uma contradição entre o indivíduo e o meio social” 
(Singer, 1988;69). 
2 Fonte: www.histedbr.fe.unicamp.br/acer_histedbr/seminario/seminario8/_fi-
les/tmFbg39c.doc. – Por Jaqueline Veloso Portela de Araújo
A visão geral da saúde para o homem brasileiro pode nos dar 
uma prévia de que ainda é necessário reavaliar os caminhos para as 
verbas destinadas aos programas de saúde pública. Popularmente 
e historicamente o Brasil foi caracterizado como o espaço de gen-
te doente (Silva, 2003). Uma rápida análise pode nos mostrar o 
quanto se mantém a discrepância entre a produção de riqueza e sua 
distribuição, colaborando com o desenvolvimento de índices ina-
ceitáveis de desenvolvimento humano especialmente em regiões 
específicas do Brasil, a desigualdade permanece uma constante 
independentemente da região.
Não há dúvidas de que a condição sanitária está distante do 
ideal. No entanto é importante observar que tem se proposto uma 
mentalidade diferente do estado para com a saúde da população. 
Um dos elementos definidores dessa nova visão do estado para 
com a saúde pública, sem dúvida, são os gastos públicos direcio-
nados para essa pasta e toda uma legislação reguladora da ação dos 
órgãos gestores em saúde. 
As verbas destinadas à saúde têm como fonte o faturamen-
to das empresas (COFINS), valores provenientes de fontes fiscais 
como a CPMF e o lucro líquido. Na esfera municipal os recursos 
são oriundos do tesouro e recursos transferidos da União que de-
vem ser previstos nos fundos de saúde estatal e municipal como 
receita operacional proveniente da esfera estatal ou federal e utili-
zada em ações prevista nos respectivos planos de saúde.
A legislação específica com relação à saúde busca implemen-
tar a proposta da Constituição Federal de 1988 que define que:
Saúde é um direito de todos, e dever do Estado, garantido me-
diante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco 
de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário 
às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação 
(artigo 196).
Além da Carta Magna a Lei Orgânica de Saúde (LOS) e as 
Normas Operacionais Básicas (NOB) buscam viabilizar e definir 
estratégias e movimentos táticos que auxiliem na implementação 
e operacionalização do Sistema Único de Saúde (SUS) possibili-
tando uma real atenção ao direito à saúde fundamentada na Cons-
tituição.
É preciso nos deter na definição de nosso objeto, para tanto 
nos apoiaremos na definição de Rosen (1979;77) de que a doença é 
um processo biológico, mas que depende da relação entre o corpo 
e o ambiente em que este está incluso, sendo que a atividade social 
e o ambiente natural são elementos mediadores e modificadores 
das condições de saúde do indivíduo. O conceito da Organização 
Mundial de Saúde reconhece, por exemplo, o paradoxo represen-
tado pelo fato de um indivíduo ser considerado portador de boa 
saúde quando é afetado por pobreza, discriminação ou qualquer 
forma de repressão. 
Desta forma a discussão sobre as condições econômicas e so-
ciais em que o organismo está inserido são elementos básicos para 
a compreensão da melhoria dos níveis e condições de vida deste 
mesmo organismo (como define a LOS - Lei 8080).3
3 Fonte: www.imb.go.gov.br/pub/conj/conj4/03.htm
Didatismo e Conhecimento 9
CONHECIMENTOS GERAIS
Segurança Pública
A Segurança Pública é tema de discussão e preocupação em 
todo o Brasil, onde as mortes de civis e, sobretudo, policiais mili-
tares e policiais civis têm aumentado cada vez mais as estatísticas 
de violência nos Estados. Não é necessário ir tão distante para ve-
rificar esta ocorrência, já que no Estado de Goiás esses números 
crescem cada dia mais.
Os policiais, assim como os médicos e outros profissionais que 
lidam diariamente com a vida, não deixam de exercer a sua profis-
são, mesmo estando de folga, como mostra um estudo do 7º Anuário 
Brasileiro de Segurança Pública, que mostra que a morte de policiais 
fora de serviço é três vezes maior do que exercendo a atividade.
De acordo com esta edição do Anuário, a taxa de PMs mortos 
fora de serviço no Brasil, desde o ano de 2012, foi de 58,7 homi-
cídios a cada grupo de 100 mil habitantes, contra o índice de 17,8 
registrado a PMs em diligências. Já os policiais civis mortos nes-
ta mesma situação ficou em 42,9 a cada 100 mil habitantes, mais 
que o triplo do índice de 13,7 verificado com aqueles que estavam 
em trabalho. Segundo o Fórum Nacional de Segurança Pública de 
2013, em cinco anos (2009-2013) 1.770 policiais foram mortos.
Estes dados se tornam ainda mais palpáveis quando vistos na 
realidade do Estado de Goiás. Ainda neste ano de 2015 fomos sur-
preendidos com diversos amigos e heróis que tiveram a suas vidas 
e seus sonhos corrompidos pela violência, famílias que ficaram 
sem um pai, mulheres agora viúvas, mães que perderam os seus 
filhos para a criminalidade.
Esses nossos guerreiros, em busca de cumprir o seu dever e ju-
ramento, cumprem longas escalas de trabalho e se deparam muitas 
vezes com bandidos muito bem armados.
É a partir disto que devemos pensar, qual é a solução para que 
possamos nos sentir seguros? Muitos estão pedindo a substituição 
do nosso Secretário de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, mas 
não vejo essa atitude como uma saída.
A resposta para combater toda essa violência, tanto contra a 
sociedade quanto aos nossos policiais, é aumentar o efetivo. Em 
1998, Goiás possuía uma população de 5.003.228 para 13 mil po-
liciais militares e 6 mil policiais civis, em 2015 a população pas-
sou para 6.610.681 para 12.800 policiais militares e 3.100 policiais 
civis. Com esses dados é notória a mudança que precisa ser feita, 
novos concursos devem ser abertos para que se aumente o número 
de policiais, não há como cobrar uma atitude do secretário Joa-
quim Mesquita, sem antes resolver a situação do efetivo policial, 
esta sim é uma das demandas que o nosso Governador e o nosso 
Estado precisam observar.4
4 Fonte: www.dm.com.br/opiniao/2016/02/seguranca-publica-em-goias.
html - Por Venúzia Alencar Chaves - 18/02/2016 às 21:30 PM
ASPECTOS ÉTNICOS, GEOGRÁFICOS, 
HISTÓRICOS, SOCIAIS, CULTURAIS, 
ECONÔMICOS, POLÍTICOS 
E ADMINISTRATIVOS 
DO ESTADO DE GOIÁS E DO 
MUNICÍPIO DE GOIÂNIA.
A maior parte do território goiano se caracteriza pelo relevo 
suave das chapadas e chapadões, entre 300 e 900m de altitude. 
Consiste de grandes superfícies aplainadas, talhadas em rochas 
cristalinas e sedimentares. Cinco unidades compõem o quadro 
morfológico goiano: (1) o alto planalto cristalino; (2) o planalto 
cristalino do rio Araguaia-Tocantins; (3) o planalto sedimentar do 
São Francisco; (4) o planalto sedimentar do Paraná; e (5) a planície 
aluvial do médio Araguaia.
Aspectos étnicos
A cultura brasileira resulta de uma síntese de influências ét-
nico-raciais, sendo não perfeitamente homogênea, mas sim um 
mosaico de diferentes vertentes culturais. Sendo assim, podemos 
considerar os alcances de raízes lusitana, indígena e negra, as quais 
deixaram suas marcas no âmbito da música, da culinária, do fol-
clore,do artesanato e das festas populares. As regiões brasileiras 
receberam maior ou menor “grau” dessa variedade cultural: por 
exemplo, os estados da região Norte receberam fortes influências 
indígenas, enquanto diversas localidades da região Nordeste ti-
veram suas formações culturais baseadas na dinâmica africana e, 
outras, como o que ocorre no Sertão nordestino, tiveram suas cons-
tituições culturais resultantes de uma histórica mescla de caracte-
rísticas lusitanas e indígenas, com menor participação africana. No 
Sul do Brasil, as influências de imigrantes italianos e alemães são 
evidentes, seja na língua, culinária, música e outros aspectos. Gru-
pos étnicos como árabes, espanhóis, poloneses e japoneses contri-
buíram também para as formações culturais brasileiras, embora de 
forma mais limitada.
Em Goiás não foi diferente, ou seja, as vertentes culturais 
goianas resultam da história do homem no Planalto Central, desde 
a chegada de seus primeiros habitantes, os indígenas, perpassando 
pela colonização por portugueses e seus descendentes paulistas, 
pela atuação de indígenas e africanos escravizados e pela consoli-
dação da chamada cultura caipira.
A historiografia goiana nos conta que, após a febre pelo ouro, 
a sociedade goiana passa a ser constituída por negros escraviza-
dos e forros, por decadentes exploradores de ouro, por portugueses 
e seus descendentes, muitos desses enviados para exercer cargos 
políticos e religiosos e, pela presença indígena, os poucos que re-
sistiram ao extermínio do colonizador. A construção de Goiânia foi 
efetivada pelas mãos de migrantes que saíram de suas cidades tra-
zendo consigo traços culturais e identitários. Dentro do território 
goiano têm-se expressões dessas culturas, grupos que se espacia-
lizam, migrantes que recriam seus costumes formando a heteroge-
neidade de práticas culturais.
Didatismo e Conhecimento 10
CONHECIMENTOS GERAIS
Roda de Capoeira – Aparecida de Goiânia: considerada bem 
cultural pelo Iphan, manifestação recebeu o título de Patrimônio 
Cultural Imaterial da Humanidade, em 2014
A marcante presença da população negra desde o início da 
colonização do interior brasileiro possibilitou que a cultura goiana 
herdasse grande parte de seus saberes, de suas memórias e de suas 
práticas. Dessa forma, as expressões culturais negras tais como o 
samba, as congadas, a capoeira, além das práticas religiosas de ma-
triz africana, assumiram posições de destaque na composição cul-
tural goiana. A respeito dessas manifestações culturais em Goiás é 
que falaremos a seguir.
O samba se consolida no Rio de Janeiro nas primeiras décadas 
do século XX. Sua origem é fortemente relacionada com o espaço, 
com o corpo e com a dança acompanhada de pequenas frases me-
lódicas. Essa manifestação cultural dos negros era, originalmente, 
reconhecida como suburbana, marginalizada e até perseguida pela 
elite ocupante do núcleo central carioca. Em 1935, as escolas de 
samba foram legalizadas e oficializadas para os desfiles de rua. Em 
Goiânia, o processo migratório foi fundamental para a existência 
do samba/carnaval, pois trouxe o carnaval de rua que é recriado 
principalmente por migrantes do Rio de Janeiro e Minas Gerais 
e por goianienses que com eles tiveram contato. Apesar de haver 
certa negação do carnaval como cultura e tradição de Goiânia por 
parte de segmentos da cidade, ele é real e forte dentre os goianien-
ses que se identificam com as práticas carnavalescas.
Já a congada é um ato de manifestação cultural surgida no 
Brasil a partir da recriação de elementos portugueses e africanos 
do catolicismo negro aos moldes de cada região brasileira. As fes-
tas de devoção a Nossa Senhora do Rosário, incluindo a reverência 
a São Benedito e Santa Efigênia, realizadas por Reinados e Irman-
dades Negras e acompanhadas por Congadas (também denomina-
das de Congados, Reis Congos ou somente Congos) constituem 
uma expressão cultural conhecida no Centro Oeste, no Sudeste e 
estados do Nordeste brasileiro.
Os congadeiros rememoram e recriam os significados desta 
expressão cultural que é composta por pessoas negras, brancas e 
de outros pertencimentos étnico-raciais. Em Goiás, as congadas 
ocorrem na cidade de Catalão, Goiandira, Pires do Rio, Goiânia, 
dentre outras. Segundo o mapeamento elaborado pela Universida-
de Federal de Goiás (UFG), em Goiânia, as congadas acontecem 
nas Vilas João Vaz, Santa Helena e Abajá, no Residencial Itamara-
cá e no Setor Campinas.
A Roda de Capoeira, por sua vez, foi registrada como bem 
cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 
(IPHAN) no ano de 2008 e recebeu o título de Patrimônio Cultural 
Imaterial da Humanidade pela UNESCO em novembro de 2014. 
A origem e história da capoeira é ainda assunto de debate sendo 
comumente defendida a ideia de que se trata de uma expressão 
cultural afro-brasileira que ritualiza movimentos de artes marciais, 
jogos, dança e música. A capoeira começou a ser difundida em 
Goiás por duas academias pioneiras fundadas em Goiânia: o terrei-
ro de Capoeira Angola e a Academia de Capoeira Regional. Hoje, 
a capoeira é considerada uma das manifestações culturais negras 
mais populares praticadas por diferentes grupos em Goiás: os par-
ticipantes formam uma roda e revezam tocando instrumentos mu-
sicais como o berimbau, cantando e fazendo a luta ritual em pares 
no centro do círculo, movimentando diferentes espaços urbanos de 
Goiânia e do interior.
Congada de Catalão: manifestação cultural surgiu no Brasil a 
partir da recriação de elementos portugueses e africanos do catoli-
cismo negro aos moldes de cada região brasileira
As práticas religiosas de matriz africana também estão pre-
sentes em diferentes localidades de Goiás. Segundo a indicação de 
alguns pesquisadores, no Brasil ocorreu um movimento de reinter-
pretação das práticas africanas, ou seja, como as práticas religiosas 
de matriz africana foram sendo marginalizadas, para que se manti-
vessem, passaram por um processo de ressignificação. Nesse sen-
tido, na cidade de Goiânia, o candomblé, por exemplo, foi formado 
em meio a um clima de “medo da macumba”, o qual pode ser ob-
servado na imprensa religiosa goianiense das primeiras décadas do 
século XX. Assim, elementos do candomblé já se faziam presentes 
desde o final da década de 1940 quando a umbanda chegou à capi-
tal. Conforme apontam as pesquisas, o conhecido João de Abuque, 
negro, migrante nordestino e de poucos recursos financeiros, foi o 
responsável por fundar o primeiro terreiro de candomblé goianien-
se. Os terreiros de candomblé que existem atualmente em Goiânia 
são chefiados, em sua grande maioria, por filhos e filhas ou netos e 
netas e santo do pai João de Abuque.
Diante de tais manifestações culturais existentes pelo Brasil e, 
especificamente, em Goiás, podemos considerar que a identidade 
negra está arraigada à história de seus antepassados [pela memória 
coletiva], a exemplo das contínuas referências à Zumbi do qui-
lombo dos Palmares, especialmente ao longo do mês de novembro 
(considerado o mês pela consciência negra). A identidade negra 
brasileira se forma pela ciência da posição de subalternidade de 
grande parte dos negros brasileiros, mas admite a valorização de 
sua raça, em seus mais diversos aspectos, evidencia a sua atuação 
social e política junto ao (re)direcionamento de políticas públicas 
e considera o legado dos povos negros para a cultura brasileira e, 
especificamente, a goiana.5
5 Fonte: www.jornalopcao.com.br – Por Fernando Bueno Oliveira
Didatismo e Conhecimento 11
CONHECIMENTOS GERAIS
O alto planalto cristalino situa-se na porção leste de Goiás
Com mais de mil metros de altitude em alguns pontos, forma 
o divisor de águas entre as bacias do Paranaíba e do Tocantins. É a 
mais elevada unidade de relevo de toda a região Centro-Oeste. O 
planalto cristalino do Araguaia-Tocantins ocupa o norte do estado. 
Tem altitudes mais reduzidas, em geral de 300 a 600m. O planal-
to sedimentar do São Francisco, representadapela serra Geral de 
Goiás (no passado dito “Espigão Mestre”), vasto chapadão areníti-
co, caracteriza a região nordeste do estado, na região limítrofe com 
a Bahia. O planalto sedimentar do Paraná, extremo sudoeste do 
estado, é constituído por camadas sedimentares e basálticas ligei-
ramente inclinadas, de que resulta um relevo de grandes planuras 
escalonadas. A planície aluvial do médio Araguaia, na região limí-
trofe de Goiás e Mato Grosso, tem o caráter de ampla planície de 
inundação, sujeita a deposição periódica de aluviões.
Clima
Dois tipos climáticos caracterizam o estado de Goiás: o tropi-
cal, com verões chuvosos e invernos secos; e o tropical de altitu-
de. O primeiro domina a maior parte do estado. As temperaturas 
médias anuais variam entre 23o C, ao norte, e 20o C, ao sul. Os 
totais pluviométricos oscilam entre 1.800mm, a oeste, e 1.500mm, 
a leste, com forte contraste entre os meses de inverno, secos, e os 
de verão, chuvosos.
O clima tropical de altitude aparece apenas na região do alto 
planalto cristalino (área de Anápolis, Goiânia e Distrito Federal), 
onde, por efeito da maior altitude, se registram temperaturas em 
geral mais baixas, embora o regime pluvial conserve a mesma 
oposição entre as estações chuvosa de verão e seca de inverno.
Hidrografia
A rede hidrográfica divide-se em duas bacias: uma delas é 
formada pelos rios que drenam para o rio Paraná; a outra, pelos 
que escoam para o Tocantins ou para seu afluente, o Araguaia. O 
divisor de águas entre as duas bacias passa pelo centro do estado 
e o atravessa de leste a oeste. O limite oriental de Goiás segue o 
divisor de águas entre as bacias dos rios Tocantins e São Francisco 
e o divisor de águas entre as bacias do Tocantins e do Paranaíba. 
Todos os rios apresentam regime tropical, com cheias no semestre 
de verão, estação chuvosa.
Flora e fauna
A maior parte do território de Goiás é recoberta por vegetação 
característica do cerrado. As matas, embora pouco desenvolvidas 
espacialmente, têm grande importância econômica para o estado, 
de vez que constituem as áreas preferidas para a agricultura, em 
virtude da maior fertilidade do solo, em comparação com os solos 
do cerrado. A principal mancha florestal do estado se encontra no 
centro-norte, na região chamada do Mato Grosso de Goiás, situada a 
oeste de Anápolis e Goiânia. Essa área florestal é de grande relevân-
cia econômica porque apresenta solos férteis, derivados de rochas 
efusivas. Entre as espécies vegetais predominantes estão o jatobá, a 
palmeira guariroba, que fornece um palmito amargo muito aprecia-
do no estado, o óleo vermelho, ou copaíba, o jacarandá e a canela.
Outras manchas florestais ocorrem nos vales dos rios Paranaí-
ba, ao sul; Tocantins, a leste; e Araguaia, a oeste. Boa parte dessas 
matas, especialmente no vale do rio Araguaia, assume uma for-
ma de transição entre o cerrado e a floresta denominada cerradão. 
Ocorrem aí espécies arbóreas freqüentes na área do Mato Grosso 
de Goiás e outras, como o angico, a aroeira e a sucupira-verme-
lha. Nas áreas dominadas pelo cerrado ocorrem as espécies típicas: 
lixeira, lobeira, pau-terra, pequi, pau-de-colher-de-vaqueiro, pau-
de-santo, barbatimão, quineira-branca e mangabeira.
A fauna de Goiás tem diversas espécies ameaçadas de extin-
ção, quer pela ação predatória dos caçadores, quer pelas queimadas 
e pelo envenenamento do solo com agrotóxicos. Estão entre elas 
o lobo-guará, o cachorro-do-mato-vinagre, o tamanduá-bandeira, 
o veado-campeiro, o tatu-canastra, a ariranha e o cervo. Outras 
espécies são a paca, a anta, o tatu-peludo, o tatu-galinha, o taman-
duá-mirim, a lontra, o cachorro-do-mato, a raposa-do-campo, a ca-
pivara, a onça, a suçuarana, a onça-pintada, o bugio, a jaguatirica e 
diversos tipos de serpentes, como a sucuri e a jibóia. Também entre 
as aves há espécies em extinção, como o tucano-rei, o urubu-rei e 
a arara-canindé. Há ainda várias espécies de tucanos e araras, além 
de perdizes, emas, codornas, patos-selvagens, pombas-de-bando, 
pombas-trocazes, jaós, mutuns e siriemas.
População
A região Centro-Oeste caracteriza-se pela baixa concentração 
demográfica. No entanto, a partir da implantação de Brasília e da 
descoberta dos cerrados como nova fronteira econômica, em eta-
pas diferentes, dirigiram-se para Goiás grandes fluxos de migran-
tes, sobretudo das cidades muito populosas ou das regiões mais 
pobres do país, em busca de ocupação ou de novas opções de vida. 
A ocupação de mão-de-obra na montagem da infraestrutura do es-
tado — rodovias e hidrelétricas — e na instalação de novas indús-
trias permitiu que essa ocupação se desse de maneira mais organi-
zada, sem formar os bolsões de miséria e de populações marginais 
típicos das grandes capitais brasileiras. Com o desmembramento 
que deu origem ao estado de Tocantins, em 1988, a população de 
Goiás reduziu-se, mas manteve suas taxas de crescimento e de 
densidade demográfica. Verifica-se maior concentração populacio-
nal na região central do estado, a oeste do Distrito Federal.
A palavra Goiás, originada do tupi, que designa a noção de 
“pessoas iguais, da mesma raça, parentes”, bem se aplica à soli-
dariedade e ao espírito comunitário do povo goiano, comprovados 
pelas obras sociais abundantes em praticamente todas as cidades 
do estado, destinadas a socorrer a população carente.
Economia
Agricultura e pecuária
O setor agropecuário tem sido tradicionalmente a base da eco-
nomia goiana. Nas três últimas décadas do século XX, Goiás foi 
uma das regiões de fronteira agrícola mais expressivas do país. Em 
muitas culturas, como soja, milho, arroz, feijão, tornou-se, naquele 
período, um dos maiores produtores do país. A principal área agrí-
cola e pastoril do estado é a região do Mato Grosso de Goiás, onde 
se pratica uma agricultura diversificada, com arroz, milho, soja, 
feijão, algodão e mandioca.
Apesar de possuir o segundo rebanho do país, Goiás observa 
uma tradição de baixa produtividade, tanto em nível de fertilidade 
quanto de idade de abate dos animais, idade de primeira parição e 
produção leiteira. A bovinocultura de corte representa um segmen-
to de importância fundamental para a economia do estado, tanto 
como fonte de divisas, pelos excedentes exportáveis, quanto pelo 
expressivo contingente de mão-de-obra ocupado nessa atividade. 
Nos pastos plantados em antigos terrenos florestais (invernadas) 
engordam-se bovinos, criados nas áreas de cerrado, e mantém-se 
Didatismo e Conhecimento 12
CONHECIMENTOS GERAIS
um rebanho de gado leiteiro. O vale do Paranaíba é a segunda re-
gião econômica de Goiás e maior produtora de arroz e abacaxi. 
Cultivam-se também milho, soja, feijão e mandioca. É grande o 
rebanho de leite e corte.
A soja é o principal produto agrícola do estado
Introduzida em 1980, a cultura foi aperfeiçoada pela obtenção 
de sementes adaptadas ao cerrado e aplicação de calcário e outros 
elementos para combater a acidez do solo. Com o lançamento de 
novas variedades de grãos mais resistentes à armazenagem e às 
pragas, registrou-se forte aumento de produtividade. A cultura do 
milho é geralmente associada à criação de suínos e ao plantio de 
feijão. A cana-de-açúcar e a mandioca têm caráter de lavouras de 
subsistência e servem ao fabrico de farinha, aguardente e rapadu-
ra. O extrativismo vegetal inclui babaçu, casca de angico, pequi e 
exploração de madeira, principalmente mogno.
Energia e mineração
A produção e distribuição de energia elétrica no estado está a 
cargo das Centrais Elétricas de Goiás (Celg). As principais usinas 
hidrelétricas do estado são Cachoeira Dourada, São Domingos, 
ambas da Celg, Serra da Mesa e Corumbá I, ambas de Furnas. 
Parte da energia produzida por Furnas supere o Distrito Federal e 
a região Sudeste.
No subsolo de todo o estado existem importantes jazidas de 
calcário, já medidas e em condições de abastecer todos os muni-
cípios goianos, seja qual for o ritmo de crescimento do mercado 
de corretivos do solo. Há ainda jazidas consideráveisde ardósia, 
amianto, níquel, cobre, pirocloro, rutilo e argila, além de quanti-
dades menores de manganês, dolomita, estanho, talco e cromita. 
Encontram-se ainda ouro, cristal-de-rocha, pedras preciosas (es-
meraldas) e pedras semipreciosas. O estado possui excelente in-
fraestrutura para extração de minerais não ferrosos, principalmen-
te ouro, gemas, fosfato e calcário, além de minérios estratégicos, 
como titânio e terras raras.
Indústria
Para tirar partido de sua vocação agrícola e de seus recursos 
minerais, a indústria goiana concentrou suas atividades inicial-
mente em bens de consumo não duráveis e, a partir da década de 
1970, nos bens intermediários e na indústria extrativa. Em meados 
da década de 1990, o desenvolvimento industrial goiano era ainda 
incipiente, vulnerável aos constantes impactos negativos da con-
juntura econômica nacional. Tal fragilidade reduzia significativa-
mente o dinamismo do setor secundário, incapaz de beneficiar-se 
devidamente das vantagens proporcionadas pela agropecuária e 
pelas imensas reservas minerais. Observava-se, porém, uma ten-
dência à diversificação, principalmente em setores da siderurgia.
Aumentaram consideravelmente os setores da indústria extra-
tiva e da produção de minerais não-metálicos, bens de capital e 
bens de consumo duráveis. Um dos principais ramos industriais do 
estado, que, no entanto, não acompanhou a tendência ascendente 
dos outros setores nas três últimas décadas do século XX, foi o da 
produção de alimentos — fabricação de laticínios, beneficiamento 
de produtos agrícolas e abate de animais — concentrado nas cida-
des de Goiânia, Anápolis e Itumbiara. Setores novos dinamizaram-
se nesse mesmo período, como as indústrias metalúrgica, quími-
ca, têxtil, de bebidas, de vestuário, de madeira, editorial e gráfica. 
Um elemento coadjuvante de grande importância ao crescimento 
econômico foi a implantação dos distritos industriais, nos muni-
cípios de Anápolis, Itumbiara, Catalão, São Simão, Aparecida de 
Goiânia, Mineiros, Luziânia, Ipameri, Goianira, Posse, Porangatu, 
Iporá e Santo Antônio do Descoberto.
Transporte e comunicações
Na década de 1970, em consonância com as diretrizes fede-
rais, o estado de Goiás iniciou a implantação dos primeiros corre-
dores de exportação, conceito que definiu rotas de transporte des-
tinadas a ligar as áreas produtivas a algum porto, com prioridade 
para os excedentes agrícolas. Posteriormente, essas diretrizes fo-
ram aplicadas ao abastecimento, visando a articular os sistemas de 
armazenagem e escoamento de uma determinada área geográfica, 
de forma a adequar os fluxos das fontes de produção até os centros 
de consumo ou terminais de embarque, com destino ao mercado 
externo ou a outras regiões do país. No estado de Goiás estabele-
ceu-se uma rede rodoviária capaz de dar sustentação ao transporte 
das regiões produtoras de grãos e minerais para os pontos de cap-
tação de cargas ferroviárias de Goiânia, Anápolis, Brasília, Pires 
do Rio e Catalão.
Tal como ocorreu no restante do país, o transporte ferroviário 
e fluvial em Goiás foi relegado a segundo plano, devido à opção 
pelo transporte rodoviário. Na área de influência do corredor de 
exportação goiano, os principais troncos utilizados para atingir os 
pontos de transbordo ferroviário, sobretudo para a soja e o farelo, 
são: a BR-153, principal eixo de escoamento do norte de Goiás e 
de Tocantins, interligado ao ponto de transbordo rodo-ferroviário 
de Anápolis; a GO-060, que liga Aragarças a Goiânia, numa dis-
tância de 388km; a BR-020, que liga o nordeste de Goiás à região 
oeste da Bahia e a Brasília, onde está instalado outro ponto de 
transbordo; a BR-060, que liga Santa Rita do Araguaia/Rio Verde 
a Goiânia; a BR-452, que liga Rio Verde a Itumbiara, importante 
centro produtor e beneficiador de grãos, e segue até Uberlândia 
MG, onde está instalada uma rede de armazenagem de grande ca-
pacidade; e a BR-364-365, que liga Jataí a Uberlândia e atravessa a 
cidade de São Simão, outra opção para o escoamento da produção 
do sudoeste goiano.
Os jornais de maior circulação são O Popular, a Tribuna de 
Goiás, o Diário Oficial do Estado e o Diário do Município, em 
Goiânia. Em Anápolis, circulam A Imprensa e Tribuna de Anápo-
lis; na antiga capital, Goiás, circula o Cidade de Goiás. Há várias 
emissoras de rádio em AM e FM. A principal emissora de televisão 
é a TV Anhangüera, pertencente à Organização Jaime Câmara.
História
Quase um século após o descobrimento do Brasil, os coloni-
zadores portugueses trilharam pela primeira vez as terras de Goiás. 
Ficaram famosas, entre outras, as expedições de Domingos Rodri-
gues (1596), Belchior Dias Carneiro (1607), Antônio Pedroso de 
Alvarenga (1615) e Manuel Campos Bicudo (1673), além da mais 
famosa, a de Bartolomeu Bueno da Silva, com seu filho de igual 
nome, então com apenas 12 anos de idade. Bueno encontrou em 
pleno sertão a bandeira de Manuel Campos Bicudo, que conduzia 
presos índios da nação dos araés, cuja área parecera ao bandei-
rante extraordinariamente rica em minas de ouro. De acordo com 
as indicações de Bicudo, para ali seguiu Bartolomeu Bueno, que 
aprisionou os silvícolas restantes e colheu muitas pepitas de ouro.
Parece datar dessa época o episódio segundo o qual Bueno 
pedira aos índios que lhe mostrassem o lugar de onde retiravam o 
ouro empregado em seus adornos. Diante da negativa, o bandei-
Didatismo e Conhecimento 13
CONHECIMENTOS GERAIS
rante despejou aguardente num recipiente e queimou-a, dizendo 
aos selvagens que o mesmo faria com a água de todos os rios e 
nascentes, matando-os de sede, se não lhe fosse mostrada a mina. 
Apavorados, os índios levaram-no à jazida e passaram a chamá-lo 
de Anhangüera, que significa “diabo velho”, nome com que Bueno 
e seu filho passaram à história. Depois disso, graças ao sucesso da 
expedição do Anhangüera e de novas iniciativas dos reis portu-
gueses para a descoberta das riquezas do subsolo brasileiro, foram 
muitas as bandeiras que cortaram, em todas as direções, as para-
gens goianas, algumas delas provenientes do Maranhão.
O objetivo das bandeiras era unicamente o descobrimento e a 
cata do ouro e outros metais preciosos, pois na época um breve papal 
condenara a escravização do índio, talvez por influência das inúme-
ras expedições religiosas que penetraram o solo goiano, a começar 
pela do frei Cristóvão de Lisboa, que fundou uma missão religiosa 
na área do Tocantins (1625). As entradas e bandeiras culminaram 
com a expedição de Bartolomeu Bueno da Silva, o segundo Anhan-
güera, que em 1720, juntamente com seus cunhados João Leite Ortiz 
e Domingos Rodrigues do Prado, requereu a João V licença para 
penetrar os altos sertões e avançar pelos centros da América, em 
busca de minas de ouro, prata e pedras preciosas. Pedia em troca a 
munificência real das passagens dos rios que encontrassem.
No ano seguinte, o capitão-general de São Paulo, D. Rodrigo 
César de Meneses, mandou chamar Bueno e estabeleceu com ele 
o ajuste de uma bandeira para localização e exploração da mina 
de ouro descoberta por seu pai. Em pouco tempo, Bueno arregi-
mentou uma poderosa bandeira, que partiu de São Paulo em 3 de 
setembro de 1722, tomou o rumo do rio Grande e caminhou, sem 
encontrar tropeços, até o rio Paranaíba. Feita a travessia, desviou-
se para o nordeste, pelo espigão do rio São Marcos, e foi atingir 
a lagoa Mestre d’Armas, poucos quilômetros acima do local onde 
hoje se ergue Brasília. Em seguida, rompeu o divisor das águas, foi 
ter às margens do rio Maranhão, ponto onde se cindiu a bandeira: 
parte dos seus integrantes desceu pelo grande rio, enquanto Bar-
tolomeu Bueno e seus seguidores caminharam para o sudoeste, à 
procura da região dos goiases.
Em 21 de outubro de 1723, após mais de três anos nos cha-
padões, serras e matas, quando o governo paulista já cogitava de 
mandar uma expedição em seu socorro, Bueno regressou e foi exi-
bir a D. Rodrigo amostras de ouro de várias minas descobertas.
Febre do ouro
A notíciada façanha do Anhangüera levou milhares de brasilei-
ros a enveredarem sertão adentro. Imediatamente, o capitão-general 
de São Paulo comunicou o fato a D. João V, que respondeu com 
carta régia de 29 de abril de 1726, na qual deferia todos os pedidos 
formulados pelos descobridores. Como decorrência, D. Rodrigo Cé-
sar de Meneses passou a Bueno e a seu cunhado João Leite Ortiz a 
carta de sesmaria de 2 de julho de 1726, dando-lhes o direito das 
passagens de vários rios existentes no itinerário feito, bem como seis 
léguas de terras de testada à margem dos mesmos rios.
Munido de tais privilégios, Bueno retornou em seguida a 
Goiás e parou num sítio próximo à serra Dourada, onde encontrou 
diversas minas e fundou o primeiro povoado em terras goianas, 
com o nome de Barra, hoje Buenolândia. Achadas depois, a pouca 
distância, minas mais copiosas, para lá se transportaram os mo-
radores de Barra e fundaram, em 26 de julho de 1727, o arraial 
de Sant’Ana, que mais tarde (1739) tomaria o nome de Vila Boa, 
corruptela de Vila Bueno, núcleo da cidade de Goiás, sede do go-
verno da capitania.
Em 1728 Bartolomeu Bueno assumiu as funções de superin-
tendente-geral das minas de Goiás, cabendo-lhe a administração 
da justiça civil, criminal e militar. Ficava assim constituída a pri-
meira organização político-administrativa das terras até então ha-
bitadas pelos selvagens. À medida que se iam descobrindo outras 
regiões auríferas, novos povoados se erguiam: Meia Ponte (hoje 
Pirenópolis), Ouro Fino, Santa Rita de Anta, Santa Cruz, Crixás, 
São José, Água Quente e Traíras.
No final de 1733, em virtude de intrigas políticas entre o go-
verno de São Paulo e o reino, Bueno foi destituído de suas funções 
e substituído por Gregório Dias da Silva. A chegada do novo supe-
rintendente a Goiás coincidiu com o descobrimento de importantes 
jazidas, mas a implantação do imposto por capitação em vez dos 
antigos quintos deu motivo a graves motins e revoltas, sobretudo 
nas minas do Norte.
Domínio paulista
Durante meio século (1730-1782) houve um só caminho para 
Goiás, o das bandeiras paulistas. Estabeleceu-se, em 1736, comu-
nicação regular de Vila Boa com o litoral sul, através de Paracatu 
e São João del Rei, em Minas Gerais, até o Rio de Janeiro. A ex-
ploração das minas foi entregue aos paulistas, que dominaram a 
região e se estabeleceram no alto do Tocantins, predominando no 
médio Tocantins os contingentes humanos oriundos do norte. A in-
terrupção da navegação acarretou o truncamento das relações entre 
o centro e o norte e a decadência de grande parte das povoações 
surgidas na zona dos afluentes do Tocantins.
A sociedade que se estruturou nas minas caracterizou-se pelo 
relaxamento dos costumes e pela violência. Fugitivos por dívidas 
ou por passado criminal ali se refugiaram. Eram raros os casamen-
tos, e predominavam, ao longo do período colonial, as ligações 
livres. O grande número de escravos, calculado entre 13.000 e 
14.000 no ano de 1736, e a falta de mulheres brancas, conduziram 
à natural miscigenação com as negras. Assim, no final do século 
XVIII, os brancos representavam a minoria no contexto popula-
cional (7.200 num total de cinqüenta mil habitantes), enquanto os 
mulatos constituíam 31% e os escravos, 41%. A população ma-
meluca era inexpressiva, em conseqüência das restrições legais 
ao amancebamento entre brancos e indígenas, e porque o ódio e 
ressentimento gerados pela resistência do nativo à escravização 
impediram a miscigenação.
Capitania de Goiás. Só em 9 de maio de 1748, D. João V des-
membrou do governo de São Paulo o território goiano e instituiu 
a capitania, para a qual nomeou, como governador, D. Marcos de 
Noronha, ex-governador de Pernambuco e futuro conde dos Arcos. 
Por esse tempo já se esgotavam as jazidas de ouro, que, se antes 
era encontrado quase à superfície, agora recuava para o subsolo e 
para as correntes fluviais, tornando-se de captação difícil. Decaía, 
dessa forma, a atividade mineira, que durante vinte anos dera lu-
cros fabulosos à coroa portuguesa. Com o objetivo de disciplinar a 
mineração e evitar o esgotamento das jazidas, D. Marcos instituiu 
novo sistema de arrecadação, restringiu as despesas e construiu as 
casas de fundição das vilas de Goiás e São Félix.
Em 1754 sucedeu-lhe na administração José Xavier Botelho 
Távora, conde de São Miguel, e em seguida João Manuel de Melo, 
que governou de 1759 até 1770 e deu os primeiros passos para a 
franquia da navegação dos rios Araguaia e Tocantins, como meio 
de ligar ao resto do Brasil a capitania de Goiás. Em 1772 assumiu 
o governo José de Almeida Vasconcelos Soveral e Carvalho, barão 
Didatismo e Conhecimento 14
CONHECIMENTOS GERAIS
de Mossâmedes e visconde da Lapa, o primeiro a se preocupar 
menos com o problema da mineração e atentar mais para a admi-
nistração da capitania. Estimulou a transferência de trabalhadores 
para as atividades agrícolas, a catequese dos índios e a instrução 
pública, e edificou no Araguaia o presídio São Pedro do Sul. Sua 
linha administrativa foi seguida por Luís da Cunha Meneses, que 
lhe sucedeu em 1778, em cujo governo foi aberta a navegação da-
quele grande rio da bacia Amazônica.
Período de transição
No final do século XVIII o comércio se ressentiu da deca-
dência geral que estreitou cada vez mais o mercado consumidor. 
Houve breves períodos de reação, em que a exportação excedeu a 
importação e as estatísticas revelaram saldo favorável, mas torna-
ram-se cada vez mais raras.
As vilas pouco evoluíram em relação ao período inicial. Mes-
mo Vila Boa, mais próspera, carecia de boas casas, de condições 
sanitárias e de conforto. O ensino era precário, tanto em sentido 
quantitativo quanto qualitativo: somente em 1788 chegaram os 
primeiros professores, três de primeiras letras, para Vila Boa, Meia 
Ponte e Pilar, dois de cultura latina e um de retórica. A decadência 
dos arraiais mineiros provocou a ruralização da vida, já presente à 
época do governo de Cunha Meneses.
O desenvolvimento da agricultura tornou-se imperioso, não só 
para abastecer o mercado interno, despojado de condições para im-
portação, mas também como veículo de intensificação do comércio 
externo, capaz de dar combate à estagnação da capitania. O comér-
cio era dificultado pelos transportes deficientes e pelos impostos. A 
partir da década de 1780, quando caíram as barreiras restritivas, a 
navegação fluvial apresentou-se como meio capaz de propiciar no-
vas condições de vida, fundamentadas no intercâmbio mais efetivo 
com o exterior, mas de resultados pouco compensadores.
Da instalação da corte portuguesa no Rio de Janeiro à inde-
pendência (1808-1822), a política governamental delineou-se 
rumo à integração e valorização dos domínios portugueses. Ob-
jetivava-se então reerguer as capitanias do Centro-Oeste por meio 
do aproveitamento técnico das vias fluviais, da renovação das téc-
nicas agropecuárias e da pacificação e utilização do indígena como 
mão-de-obra.
Iniciou-se então um novo surto de expansão territorial, deter-
minado por algumas novas descobertas auríferas, pelo progresso 
da pecuária e pela necessidade de conter o indígena, um dos prin-
cipais entraves ao estabelecimento regular da navegação e do co-
mércio fluviais. Fracassaram as sucessivas tentativas de incremen-
to das sociedades mercantis, quer pelas dificuldades geográficas, 
quer pela natureza dos produtos agropecuários exportáveis, que 
não atraíam os comerciantes paraenses mais interessados no ouro, 
já então inexistente.
Movimentos separatistas
No início do século XIX, Goiás foi obrigado a ceder áreas 
de seu território às províncias do Maranhão e de Minas Gerais. 
Pelo alvará de 18 de março de 1809, o norte foi desmembrado da 
ouvidoria sediada em Vila Boa e constituiu-se em comarca, com 
sede em São João das Duas Barras. O isolamento levou-o a des-
ligar-se paulatinamente do sul e a vincular-se comercialmente ao 
Maranhão e ao Pará. A tendência à secessão, já latente, materiali-
zou-se após a revolução constitucionalistado Porto, que chegou ao 
conhecimento dos goianos em 24 de abril de 1821.
Em Natividade, em 14 de setembro, foi proclamada uma junta 
provisória, que se recusou a aceitar ordens de Vila Boa. Aderiram 
os antigos arraiais de mineração do norte, cujos eleitores não com-
pareceram para a escolha do governo provisório, em 8 de abril 
de 1822, em Vila Boa. A junta de Natividade considerou ilegal o 
novo governo. Palma, alegando ter sido sempre abandonada pelo 
sul, constituiu-se em província autônoma. As lutas pela liderança 
do movimento provocaram cisão entre Palma e Natividade e en-
fraqueceram o movimento, que acabou por ser debelado em 1823.
As características mais relevantes do período monárquico fo-
ram a busca de soluções para os problemas econômico-financei-
ros e para a pacificação social. O comércio fluvial e as atividades 
agrárias foram incentivados. A pecuária passou a representar o 
sustentáculo econômico da província, motivando a penetração de 
novas levas humanas no território goiano: baianos, maranhenses, 
piauienses, mineiros e paulistas. A agricultura, até a segunda me-
tade do século, tinha ocupado posição secundária. Foram exceções 
as culturas do fumo, de Natividade e Meia Ponte, e do café, em 
diversas regiões. Desenvolveu-se a indústria de couros. Até o final 
da quarta década, a província experimentou um lento progresso, 
que não chegou a representar dinamização em sentido global.
Caetano Maria Lopes Gama foi o primeiro presidente de Goiás 
nomeado pelo imperador (1824). Seu sucessor, Miguel Lino de Mo-
rais (1827), ao ver que nada era possível realizar por falta de re-
cursos, incentivou o desenvolvimento da agricultura e da pecuária. 
Graças a essa medida, houve produção em larga escala de algodão, 
fato que levou o presidente à criação, em 1828, de uma fábrica de 
tecidos, primeiro estabelecimento manufatureiro de Goiás.
Logo em seguida, com o objetivo de facilitar a aquisição de 
instrumentos agrícolas, Lino de Morais incrementou o estabele-
cimento de uma fábrica de ferro em São José de Mossâmedes. 
Mandou à pacificação dos indígenas, principalmente caiapós e ca-
noeiros, a índia Damiana da Cunha, que se tornou famosa por seu 
heroísmo e abnegação nas lutas pela catequese.
Lutas regionais
Foi Lino de Morais o primeiro a compreender e expor, por 
ocasião da instalação do Conselho Geral em 1830, a necessidade 
de mudança da capital goiana, o que só veio a efetivar-se um sé-
culo depois. Isso foi causa de animosidades e conspirações contra 
seu governo, que terminaram com sua deposição, em 14 de agosto 
de 1831, por um golpe político-militar.
Nos governos seguintes, pela primeira vez ocupados por goia-
nos — José Rodrigues Jardim, padre Luís Gonzaga de Camargo 
Fleury e José de Assis Mascarenhas — especial atenção foi dada 
ao problema da instrução pública. Multiplicou-se a partir de então 
o número de escolas primárias em todo o território da província. 
Em 1835 iniciou-se a publicação do Correio Oficial, que por mais 
de um século divulgou os atos governamentais e matérias de inte-
resse geral. Antes desse jornal, havia circulado em Meia Ponte, du-
rante mais de três anos, o Matutina Meia-Pontense, primeiro órgão 
da imprensa goiana, fundado em 1830.
A elevação paralela do nível educacional preparou o ambiente 
para a criação, em 1846, do Liceu de Goiás. Tais empreendimentos 
foram prova do esforço dos presidentes da antiga província, dos 
quais há que destacar, além dos citados, o comendador Antônio de 
Pádua Fleury, Olímpio Machado, José Martins Pereira de Alencas-
tre e João Bonifácio Gomes de Siqueira. Percebe-se, porém, por 
seus relatórios e memoriais, que se obstinavam em impulsionar a 
Didatismo e Conhecimento 15
CONHECIMENTOS GERAIS
navegação do Araguaia (da mesma forma que antes os sucessivos 
governadores da capitania teimavam em incrementar a exploração 
do ouro) em detrimento de outras medidas administrativas.
A população, que no final do século XVIII se mostrava es-
tacionária e que em 1837 fora estimada em 117.000 habitantes, 
atingiu em 1872 a casa de 160.000. A progressiva decadência de 
Vila Boa após o surto mineratório levou o presidente José Vieira 
Couto de Magalhães a defender a mudança da capital para a região 
do Araguaia (Leopoldina), em 1863. Graças a sua atuação, concre-
tizou-se o intercâmbio regular com o Pará, com o estabelecimento 
da navegação a vapor do Araguaia, em 1868 e, posteriormente, do 
Tocantins, até Belém.
Em 1865, Goiás se viu na contingência de enviar tropas ao sul 
de Mato Grosso, então invadido pelo exército paraguaio. Goiás 
participou ativamente da guerra do Paraguai, na condição de for-
necedora de tropas e de víveres para os combatentes.
O presidente Augusto Ferreira França mandou para o campo 
de guerra um batalhão de infantaria, um esquadrão de cavalaria 
e ainda um batalhão de voluntários goianos. Terminada a guerra, 
seguiu-se, até a proclamação da república, um período sem acon-
tecimentos merecedores de menção, em vista da descontinuidade 
administrativa ocasionada pela sucessiva mudança de quadros di-
rigentes, como resultado da instabilidade da política liberal e con-
servadora que caracterizou os últimos anos do segundo império. 
Em compensação, a partir de 1870 houve um florescimento das 
atividades literárias e jornalísticas, graças à atuação de Félix de 
Bulhões, poeta, jornalista e líder abolicionista.
A partir da década de 1860 a província progrediu também 
economicamente, devido sobretudo ao crescimento do rebanho 
bovino e à expansão da agricultura. A indústria de couros prospe-
rou, juntamente com o início da fabricação de tecidos de algodão, 
graças à abundância de matéria-prima. Existiam já em 1861 cerca 
de 1.500 teares. No município de Formosa, começaram a ser fabri-
cados implementos agrícolas de ferro.
Primeira república
A república não trouxe modificação sensível ao panorama ge-
ral da vida goiana. Logo depois da promulgação da constituição de 
1891, uma expedição chefiada por Luís Cruls demarcou uma área 
pertencente ao estado de Goiás, no planalto central, como ponto 
ideal para a localização da sede do governo brasileiro. O gran-
de estado mediterrâneo, quase isolado do resto do país, tinha sua 
principal fonte de riqueza na atividade agropecuária, que não se 
arruinara ou se modificara com a deficiência de braços resultante 
da abolição da escravatura.
Do final do período monárquico até 1930, o povoamento se 
intensificou graças à atividade rural e à expansão das ferrovias, que 
facilitaram o intercâmbio comercial com o sul e contribuíram para 
o povoamento das regiões sul, sudeste e sudoeste do estado. Novos 
povoados se formaram a partir de 1888 e, até 1930, constituíram-
se 12 novos municípios.
A população, que em 1890 era de 225.000 almas, duplicou em 
trinta anos. O norte ainda era a região menos povoada. Em 1924 
foi tentada pela primeira vez, embora sem sucesso, a colonização 
européia, com o estabelecimento da colônia alemã de Uvá e Itapi-
rapuã. A navegação fluvial, que havia prosperado no século ante-
rior, ainda foi intensa nos primeiros anos da república, principal-
mente em função do abastecimento dos seringais da Amazônia. As 
comunicações com o sul melhoraram à medida que se expandiam 
os trilhos. Até o final da primeira década do século, o intercâmbio 
se fazia por Araguari, para onde os produtos goianos eram levados 
em lombo de burros.
Em 1913 Goiandira passou a ser servida pela estrada de fer-
ro, mas somente em 1930 esta se estendeu até Bonfim (Silvânia). 
Em 1926, um século após a construção do Hospital São Pedro de 
Alcântara de Vila Boa (1825), foi instalado o segundo hospital do 
estado, em Anápolis (Hospital Evangélico Goiano).
Coronelismo
Em decorrência da agropecuária extensiva formaram-se os la-
tifúndios, com suas implicações econômicas e sociais. No campo 
predominaram características semifeudais. No norte, região mais 
desabitada, reinou certa instabilidade, motivada pelo banditismo 
de jagunços e pela luta dos coronéis.
Com a república,os clãs que se formaram ao longo do impé-
rio, já então depositários do poder econômico, dominaram a vida 
política. Os vícios eleitorais e o coronelismo, decorrentes da estru-
tura econômica e social, somados à “política dos governadores” 
implantada por Campos Sales, deram origem às oligarquias dos 
coronéis, já consolidadas em 1920 e que se sucederam até 1930: 
José Leopoldo de Bulhões Jardim, José Xavier de Almeida, Eugê-
nio Rodrigues Jardim e Antônio Ramos Caiado. O personalismo 
desses chefes, que se sobrepunham aos poderes legislativo e judi-
ciário, e as relações de vassalagem pelo voto caracterizam a políti-
ca da época. A oposição se estruturou em função das contradições 
interpartidárias, da reação no plano nacional, pelos movimentos de 
1922 e 1924 e do contato com o tenentismo do sudoeste goiano. 
Sua liderança foi assumida por intelectuais e liberais aliados aos 
políticos dissidentes. Coligaram-se os movimentos aliancistas, e, 
com a vitória da revolução de 1930, a máquina eleitoral e admi-
nistrativa cheia de falhas, que dominava o estado havia mais de 
trinta anos, começou a ser desarticulada. A intensificação da in-
teriorização e a dinamização econômica caracterizaram o período 
posterior a 1930.
Nova capital
A partir da década de 1930, o estado entrou numa fase de real 
prosperidade. O novo governo, chefiado por Pedro Ludovico Tei-
xeira, escolheu como meta inicial a mudança da capital do estado. 
Em dezembro de 1932 foi decretada a mudança de sede do gover-
no para um local próximo da cidade de Anápolis, que iria receber 
em breve a Estrada de Ferro de Goiás.
Com poucos recursos, baseada num empréstimo concedido 
pelo Banco do Brasil, iniciou-se a construção da nova capital, a 
que foi dado o nome de Goiânia, de acordo com projeto do enge-
nheiro Atílio Correia Lima e do urbanista Armando de Godói. Em 
março de 1937, já concluídos os principais edifícios públicos e 
algumas casas de moradia, foi decretada a transferência da capital, 
inaugurada em 1942.
A construção de Goiânia coincidiu com a instalação, pelo go-
verno federal, de colônias agrícolas em várias regiões do estado, 
como decorrência da política da marcha para o oeste. Desse modo, 
constituíram-se cidades novas como Ceres, Rialma, Uruana, Britâ-
nia e outras, as duas primeiras fundadas pelo engenheiro Bernardo 
Saião Carvalho Araújo, que foi mais tarde encarregado pelo presi-
dente Juscelino Kubitschek de comandar a construção de Brasília.
Didatismo e Conhecimento 16
CONHECIMENTOS GERAIS
Modernização
A transferência da capital do estado para Goiânia; a chegada da 
estrada de ferro a Anápolis, permitindo o adensamento populacional 
do sul; a programação da expansão agrícola pelo governo federal 
com a criação da Colônia Agrícola Nacional de Goiás, em 1941; 
e a escolha do planalto central, por determinação da constituição 
de 1946, para sede da nova capital do Brasil, concretizada com a 
inauguração de Brasília — tudo isso representa alguns dos condicio-
namentos mais relevantes do processo de modernização de Goiás.
A eletrificação, empreendida pela Celg com recursos do es-
tado, contribuiu para o aceleramento da urbanização e o início da 
industrialização, bem como trouxe novos atores à cena política, 
embora predominasse ainda a liderança da agropecuária na repre-
sentação legislativa e executiva. Eleito em 1961, Mauro Borges 
Teixeira, filho de Pedro Ludovico Teixeira e militar de carreira, foi 
o primeiro governante goiano a tentar o planejamento econômico 
e administrativo do estado. O plano tinha como bases a exploração 
do potencial mineralógico, por meio da Metais de Goiás S.A. (Me-
tago); o aproveitamento industrial das riquezas extrativas e dos 
produtos agrícolas; e o aumento da produtividade agrícola median-
te o aprimoramento técnico.
Como tivesse participado da resistência ao golpe militar de 
1964, Mauro Borges teve seu mandato cassado, foi reformado no 
posto de coronel e viu seus direitos políticos suspensos por dez 
anos. O governo do estado ficou entregue, até 1965, a um interven-
tor, o coronel Carlos Meira Matos. Sucederam-se os governos de 
Otávio Laje de Siqueira, Leonino de Ramos Caiado, Irapuã Costa 
Júnior e Ari Ribeiro Valadão. Em 1983, Íris Resende Machado re-
tomou a política inaugurada por Mauro Borges, de grandes obras 
de infra-estrutura como condição para propiciar a entrada de inves-
timentos e dinamizar a extração de riquezas minerais, multiplicar 
a produção agrícola e fomentar a industrialização do estado. No 
governo de seu sucessor, Henrique Santillo, ocorreu em Goiânia o 
trágico episódio da abertura clandestina de uma cápsula de césio 
137, que provocou a morte de quatro pessoas e contaminou cente-
nas de outras. No ano seguinte, a Assembléia Nacional Constituin-
te criou o estado de Tocantins por desmembramento do norte do 
estado de Goiás, que assim perdeu 277.322km2 de seu território.
Em 1991, Íris Resende assumiu pela segunda vez o governo 
do estado e obteve do governo federal, pelo patrimônio transferi-
do para o estado de Tocantins, uma indenização que foi investi-
da na construção de casas populares e na recuperação de estradas 
vicinais. Por decisão da Comissão Nacional de Energia Nuclear 
(CNEN), o lixo radioativo proveniente do acidente radiológico 
passou a ser guardado em depósito especial, construído no municí-
pio de Abadia, a vinte quilômetros de Goiânia.
Cultura
Entidades culturais
O estado conta com duas grandes instituições de ensino supe-
rior: a Universidade Federal de Goiás e a Universidade Católica 
de Goiás, ambas sediadas na capital. Entre as entidades culturais, 
destacam-se a Academia Goiana de Letras, fundada em 1930, a 
seção goiana da União Brasileira de Escritores, a Academia Femi-
nina de Letras e Artes de Goiás, a Agremiação Goiana de Teatro 
e o Instituto
Histórico e Geográfico de Goiás
Dentre as bibliotecas existentes no estado, destacam-se as da 
Universidade Federal de Goiás, a maior das quais é a da Faculda-
de de Filosofia, Ciências e Letras. Das bibliotecas mantidas pelas 
entidades culturais, a mais importante é a do Instituto Histórico e 
Geográfico. O Departamento Estadual de Estatística e a Delegação 
da Fundação IBGE mantêm bibliotecas especializadas, e a Prefei-
tura de Goiânia, a Biblioteca Pública Municipal.
Museus
Entre os museus destacam-se, em Goiânia, o Museu Profes-
sor Zoroastro Artiaga, pertencente ao estado, com coleções de 
zoologia, mineralogia e peças indígenas; o Museu Antropológico 
do Instituto de Ciências Humanas e Letras, com peças indígenas, 
especialmente das tribos carajás, craôs e caiapós; e o Museu Or-
nitológico, particular, que dispõe de peças provenientes de outros 
países. A prefeitura municipal de Cristalina mantém um pequeno 
museu com exemplares de minérios, animais e madeiras da região, 
no qual se destacam as pedras preciosas e semipreciosas, em bruto 
e lapidadas pelos alunos da escola existente na cidade.
Acervo arquitetônico
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional 
tombou praticamente todo o conjunto arquitetônico da cidade de 
Goiás, na qual se destaca a praça Monsenhor Confúcio, os antigos 
Paço Municipal e Palácio dos Governadores, várias igrejas e ca-
pelas. Entre outros monumentos importantes figuram, em Nique-
lândia, a igreja de Nossa Senhora do Rosário; em Pilar de Goiás, o 
conjunto arquitetônico e paisagístico da cidade; e em Pirenópolis, 
a matriz de Nossa Senhora do Rosário (1728).
Folclore
Entre os festejos folclóricos tradicionais do estado, destacam-
se as festas do Divino Espírito Santo, de Santana, do Senhor Bom 
Jesus da Lapa e de Nossa Senhora do Rosário. Entre as danças 
populares, o congado (auto popular), o cururu (dança com canto 
em desafio), o maribondo, o quebra-machado e o recortado (dança 
popular sapateada).
Turismo
As principais atrações para apreciadores de arte e arquitetu-
ra estão nas cidades de Goiás, antiga capital do estado, Pilar de 
Goiás, Pirenópolis e Goiânia. Caldas Novas, estância hidromineral 
muito procurada,apresenta piscinas naturais, grutas e uma lagoa 
com água à temperatura de 38o a 42o C.
No município de Paraúna, no sudoeste do estado, encontram-
se na serra do Caiapó extensas muralhas de pedra, trabalhadas 
pelo vento, que simulam grandiosa cidade em ruína. Outros pontos 
de interesse são as minas de cristal-de-rocha de Cristalina, bem 
como, para os apreciadores da caça e da pesca, certos trechos do 
rio Araguaia com torneio de pesca; o lago Azul, na represa do rio 
Paranaíba, no município de Três Ranchos; as termas de Cachoeira 
Dourada e o centro de lazer de Pico dos Pireneus.6
6 Fonte: www.benhur2001.wordpress.com/2013/04/01/estrutura-territo-
rial-brasileira-xd/ Por Sandro Vieira Guimarães
Didatismo e Conhecimento 17
CONHECIMENTOS GERAIS
ATUALIDADES HISTÓRICAS, 
ADMINISTRATIVAS, SOCIAIS, POLÍTICAS, 
CIENTÍFICAS, ECONÔMICAS, CULTURAIS 
E AMBIENTAIS DO BRASIL, DO ESTADO DE 
GOIÁS E DO MUNICÍPIO DE GOIÂNIA
Caro estudante: o material aqui apresentado é um compilado 
de fatos e notícias que nos últimos 18 meses se destacaram no 
Estado de Goiás. Nosso trabalho foi fazer a seleção de notícias 
que tiveram destaque. Entretanto, para estar bem preparado para 
a prova, é imprescindível a leitura de jornais diários e sites de no-
tícia, além de acompanhar programas informativos das emissoras 
de rádio e TV. Estar em dia com os fatos é a melhor maneira de 
responder com desenvoltura às questões formuladas. 
Em artigo, Marconi explica e defende modelo de OSs na 
Educação 
O jornal O Popular publicou na edição desta segunda-feira, 
16/5, um artigo assinado pelo governador Marconi Perillo cujo 
tema foi totalmente voltado ao ensino público. Com o título “De-
safio na Educação”, o governador de Goiás citou a preocupante 
queda do desempenho dos alunos, apontada por ele como fruto do 
esgotamento do modelo de gestão da Educação Básica.
No artigo, o governador mostrou dados do Índice de Desen-
volvimento da Educação Básica (Ideb), um dos principais indica-
dores de avaliação. “Entre 2011 e 2013, apenas 9 dos 27 Estados 
brasileiros tiveram aumento no rendimento. No período, Goiás fi-
cou em 1º lugar no ensino médio das escolas estaduais. Para alcan-
çar este resultado, adotamos medidas e planejamento estratégico 
voltados exclusivamente para o aprimoramento deste setor”, disse.
Marconi enumerou os motivos que fizeram Goiás melhorar o 
desempenho: ensino universalizado em 1999, instituição do Plano 
de Cargos e Salários, implantação da correção idade/série, além 
do aprimoramento pedagógico. Também fez questão de frisar que 
a meta daqui em diante é avançar na gestão das escolas, o que, no 
seu ponto de vista, vai fazer com que os alunos tenham condições 
de aprender mais.
 “Como na experiência bem sucedida dos colégios militares, es-
tamos apostando em um novo modelo de gestão compartilhada com 
Organizações Sociais (OSs), instituições sem fins lucrativos, alter-
nativa mais econômica e eficiente para a garantia da qualidade na 
administração do ensino público, gratuito e inclusivo”, disse. “Pro-
pomos uma gestão menos burocratizada, e escolas em que professo-
res e diretores se dediquem à atividade pedagógica – que permanece 
sob a responsabilidade da Secretaria de Educação”, completou.
O governador continuou o artigo dizendo que Goiás é o pri-
meiro a propor tal modelo de gestão na Educação. Também se 
mostrou confiante no que diz respeito aos resultados, uma vez que 
a experiência já é bem sucedida na área da Saúde. “O nível de 
satisfação com os hospitais de Goiás é superior a 90%, conforme 
pesquisa do Instituto Serpes de 2014”.
Marconi concluiu traçando o plano de ação do Estado: “inicia-
mos a gestão por OSs na Educação, Macrorregião de Anápolis. A im-
plantação será gradual, com análise minuciosa dos resultados. O diá-
logo estabelecido com diferentes setores da sociedade nos permitiu 
aprimorar o programa, para garantir a diversidade de modelos para 
atender as demandas de um Estado plural. À semelhança das escolas 
religiosas e dos colégios militares, que têm destacado desempenho 
em avaliações e ampla aprovação familiar, as escolas gerenciadas por 
OSs se tornam mais uma opção de ensino público de qualidade”. 7
Colégio Militar de Itumbiara desenvolve projeto para in-
centivar a leitura
Um painel anexado no pátio recebe livros doados e ficam dis-
poníveis para todos 
O Colégio Militar Dionária Rocha, de Itumbiara, no Sul de 
Goiás, desenvolveu o projeto ‘Livres Para Ler’, que busca incenti-
var a leitura, facilitar ao acesso a vários tipos de literatura e trazer a 
comunidade para dentro da unidade escolar. A iniciativa da escola, 
realizada em parceria com os alunos, pais, professores e funcioná-
rios, arrecadou mais de dois mil exemplares.
Um painel com a palavra ‘Ler’ foi anexado em uma parede no 
pátio do colégio. Os alunos e a comunidade puderam abastecer o es-
paço com diversos títulos, revistas, gibis, entre outros, propiciando 
uma integração da escola com a sociedade. No horário do recreio, 
o local ficou repleto de visitantes interessados em novas histórias.
Segundo o comandante e diretor do Colégio militar, Rejânio 
Mendes Lopes, as tecnologias propiciaram o esquecimento da lei-
tura e isso resultou em jovens cada vez mais desinteressados pelos 
livros com vocabulários limitados. “A leitura é algo crucial para 
a aprendizagem do ser humano, pois é por meio dela que pode-
mos enriquecer nosso vocabulário, obter conhecimento, dinamizar 
o raciocínio e a interpretação. Durante a leitura descobrimos um 
mundo novo, cheio de novidades”, enfatizou. 
O painel é permanente na escola e está sempre recebendo no-
vos títulos que não só preenchem as prateleiras, mas também a 
imaginação dos leitores.8
7 http://portal.seduc.go.gov.br/SitePages/Noticia.aspx?idNoticia=1950 - 
Enviado em: 16/05/2016 
8 http://portal.seduc.go.gov.br/SitePages/Noticia.aspx?idNoticia=1949 
– Enviado em: 16/05/2016 
Didatismo e Conhecimento 18
CONHECIMENTOS GERAIS
Goiás será primeiro estado a ter organizações sociais na 
educação básica
Alunos ocupam o Colégio Estadual Layser O’Dwer em Aná-
polis (GO) Valter Campanato/Agência Brasil
A partir deste ano, Goiás começará a transferir a administra-
ção de escolas estaduais que passarão a ser geridas por organiza-
ções sociais (OS). O modelo já é aplicado no sistema de saúde do 
estado. A implementação em escolas é, segundo o próprio gover-
no, inédita no Brasil. A questão, no entanto, gera polêmica. Um 
grupo de professores e alunos é contra o modelo de gestão e pede 
mais diálogo. Já o governo acredita que o setor privado poderá 
trazer mais eficiência ao sistema de ensino. No estado, 27 escolas 
estão ocupadas por estudantes em protesto contra as OS.
Durante os três dias que esteve em Goiás, de 18 a 20 de janei-
ro, a reportagem da Agência Brasil visitou ocupações, conversou 
com pais e com estudantes. Poucos, até mesmo dentro das ocu-
pações, sabiam explicar o modelo. A professora Ana Cláudia Si-
queira descobriu, no ato da matrícula da filha no Colégio Estadual 
Antensina Santana, em Anápolis, que a escola está na lista para 
começar a ser administrada por OS ainda neste ano. Ela foi infor-
mada por estudantes que ocupavam o colégio.
O professor da Universidade Federal de Goiás Tadeu Arrais 
cobra mais diálogo do governo antes da implantação das organiza-
ções sociais nas escolas Valter Campanato/Agência Brasil
“Não estamos tratando de uma mudança em uma escola, es-
tamos falando em uma mudaça em um sistema, em uma filosofia, 
isso não pode ser feito sem diálogo”, diz o professor associado do 
Instituto de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de 
Goiás (UFG) Tadeu Arrais.
Ele apoia a luta dos estudantes e defende que a universida-
de tem um papel central nessa discussão, uma vez que é uma das 
responsáveis pela formação docente. Professores como Arrais têm 
visitado as ocupações e conversado com estudantes. O Facebook é 
um dos principais meios de divulgação de informações, tanto dos 
estudantes quanto de artigos e denúnciasde apoiadores.
Modelo goiano
As OS são entidades privadas, sem fins lucrativos. Estão pre-
vistas na Lei 9.637/1998 e foram reconhecidas no ano passado 
pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou uma Ação Dire-
ta que Inconstitucionalidade (Adin) que questionava a legalidade 
da atuação das OS.
No modelo goiano, os repasses públicos passam a ser feitos às 
entidades que são responsáveis pela manutenção das escolas e por 
garantir melhores desempenhos dos estudantes nas avaliações fei-
tas pelo estado. Elas também ficarão responsáveis pela contratação 
de professores e funcionários.
A secretária de Educação, Raquel Teixeira, fala sobre a ocupação 
de alunos nas escolas do estado Valter Campanato/Agência Brasil
“Vai ser uma parceria que vai tirar dos ombros dos diretores 
e dos professores a tarefa que hoje demanda tanto tempo deles, 
que é correr atrás de descarga do vaso sanitário que estragou, da 
infiltração da parece que vai estragar o computador, do vento que 
levou o teto. Nós queremos criar condições para que o clima esco-
lar seja voltado para o processo de aprendizagem”, diz a secretária 
de Educação de Goiás, Raquel Teixeira. “Continua o mecanismo 
de eleição direta para diretor e o conselho escolar continua com 
autonomia. O conselho tem representantes de pais de alunos e da 
comunidade escolar. O currículo é o mesmo e quem define é a 
Seduce [Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte]”.
Segundo Raquel, os gastos com educação vão diminuir com a 
implantação do novo modelo. O edital de chamamento das OS pre-
vê um gasto mínimo de R$ 250 e máximo de R$ 350 por estudante. 
Atualmente são gastos R$ 388,90. “Um conjunto de fatores leva a 
[adoção do modelo de gestão por] OS, entre elas, dificuldades de 
ordem orçamentária e financeira e rigidez de ordem burocrática 
e administrativa. Hoje, a burocracia instaurada no Poder Público, 
por conta da Lei de Licitações [Lei 8.666/93], é grande problema 
porque compromete atuação ágil e eficiente que se espera”, diz o 
procurador do estado de Goiás Rafael Arruda. Ele atua na Casa 
Civil acompanhando a implementação dos programas de parceria.
Dúvidas no edital
A Seduce divulgou, no próprio site, no dia 6 de janeiro, o edi-
tal de chamada das entidades, que foi publicado no Diário Oficial 
do estado no dia 30 de dezembro de 2015. A abertura de envelopes 
será feita no dia 15 de fevereiro. O projeto-piloto começará por 
23 unidades da Subsecretaria Regional de Anápolis. A intenção é 
que haja pelo menos mais duas convocações ainda este ano para 
ampliar o modelo para 200 escolas. A capital, Goiânia, deverá ser 
incluída na terceira chamada, segundo a secretária de Educação, 
Raquel Teixeira.
Didatismo e Conhecimento 19
CONHECIMENTOS GERAIS
Para o professor Tadeu Arrais, o edital abre brechas para a 
desvalorização dos professores. Falta ainda transparência e mais 
esclarecimentos no texto sobre a atuação das OS. “Se lermos o 
edital, vamos perceber que a permanência ou não de uma OS em 
uma escola dependerá do desempenho escolar. Como ela não vai 
interferir no processo pedagógico? É no mínimo estranho”, diz.
O edital estabelece que ano a ano os alunos deverão apresen-
tar melhores resultados nas avaliações do estado. As OS terão que 
garantir ainda que mais alunos sejam aprovados e que menos estu-
dantes abandonem os estudos.
Ainda de acordo com o edital, as OS podem firmar convênios 
para ter outras fontes de recursos para investir nas escolas. “Tem 
uma lista aqui com convênios, mas essa lista não está clara. Qual é o 
resultado de reembolso de despesas, por exemplo? De que modo eu 
faço esse convênio? Não está claro. Dizem que o modelo é novo e 
que vai sendo adequado e construído. É o ‘vou trocar o pneu com o 
carro andando’, mas com educação não se faz isso”, diz o professor.
Procurador da Casa Civil do estado de Goiás Rafael Arruda ex-
plica que as regras para funcionamento das organizações sociais nas 
escolas ainda serão regulamentadasValter Campanato/Agência Brasil
Segundo o procurador Rafael Arruda, algumas regras ainda 
serão regulamentadas. De acordo com ele, pelo edital, uma OS 
pode usar o espaço da escola para publicidade. Perguntado se uma 
propaganda da Coca-Cola poderia, por exemplo, ser fixada no 
muro da escola, ele disse que ainda “tem dúvidas”, mas que isso 
ainda será objeto de regulamentação.
Outra forma de obtenção de recursos, exemplificada pelo 
procurador, é a locação do espaço para eventos corporativos fora 
do horário de funcionamento da escola. A questão pode abrir, no 
entanto, brecha para que a entidade cobre da própria comunidade 
o uso do espaço, na avaliação de Arrais. “O edital não fala disso 
especificamente, mas como a gestão e o espaço serão da OS, ima-
gino que poderá ser utilizado com esse propósito. Difícil pensar 
em controle”.
Diálogo
Arrais, assim como os estudantes nas ocupações, defende que o 
edital seja suspenso e melhor debatido com a comunidade. A Seduce 
diz que não há possibilidade de retroceder no tema, mas que está agen-
dando reuniões com os diretores, professores e estudantes do estado.
Uma das advogadas do movimento das ocupações, Claris-
sa Machado, da Associação Brasileira dos Advogados do Povo 
(Abrapo), critica a falta de diálogo do governo com a comunidade 
escolar. “Temos os primeiros registros de diálogo no dia 21 de de-
zembro, sendo que as ocupações começaram no dia 9”, diz.
Perguntado pela Agência Brasil, o ministro da Educação, 
Aloizio Mercadante, não se posicionou em relação à adoção do 
modelo, mas ressaltou que é preciso dialogar com a comunidade 
antes de qualquer mudança na educação.
“Temos que ter certa prudência na implantação e na mudan-
ça de regime nas escolas públicas. Tivemos recentemente em São 
Paulo uma tentativa que gerou um posicionamento muito grande”, 
disse o ministro. “Qualquer mndança estruturante precisa de muito 
diálogo, muita negociação. O MEC respeita as redes estaduais e 
municipais, mas é muito importante [o diálogo].”9
Chega a 21 o número de escolas ocupadas em Goiás contra 
privatização do ensino
Alunos protestam contra as reformas do governo Marconi Pe-
rillo (PSDB), que prevê transferência da administração das insti-
tuições de ensino para organizações sociais
Ocupação dos secundaristas no Colégio Pré-Universitário de Goiânia
São Paulo – Em Goiás, o número de escolas ocupadas por es-
tudantes chegou a 21 na tarde de hoje (17), segundo o Sindicato dos 
Trabalhadores em Educação do estado e o movimento Secundaristas 
em Luta-GO. Os alunos protestam contra as reformas anunciadas 
pelo governador Marconi Perillo (PSDB), que transferirá a adminis-
tração das instituições de ensino para organizações sociais.
As ocupações já chegam a quatro municípios: Goiânia, Aná-
polis, Aparecida de Goiânia e Cidade de Goiás. A intenção do go-
verno é que as entidades sociais comecem a administrar as escolas 
já no primeiro semestre do próximo ano. Segundo o governo, além 
de cuidar da administração e da infraestrutura, as organizações po-
derão contratar professores e funcionários.
Inspiradas nas ocupações ocorridas em São Paulo, as mani-
festações de Goiás começaram há uma semana, após o governa-
dor publicar um despacho (596 de 2015) que autoriza o estado 
a contratar organizações privadas para dirigir escolas estaduais. 
Em entrevistas, Perillo e a secretária estadual da Educação, Raquel 
Teixeira, têm afirmado que “empresários são melhores gestores do 
que os educadores”.
Para os estudantes, a medida significa a privatização da educa-
ção pública. “O estado está simplesmente assinando um atentado 
de incompetência na gestão da educação. Para nós, é uma entrega 
das escolas. O estado sucateou e, agora, coloca uma organização 
privada, que visa ao lucro ou a outro benefício, para gerenciar”, 
9 http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2016-01/goias-sera-
-primeiro-estado-a-ter-organizacoes-sociais-na-educacao-basica - 25/01/2016 
07h45 - Mariana Tokarnia - Enviada Especial / Colaborou Aline Leal
Didatismo eConhecimento 20
CONHECIMENTOS GERAIS
disse o diretor da União Goiana dos Estudantes Secundaristas 
(Uges) e da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), 
Gabriel Tatico, à Agência Brasil.
Nas escolas ocupadas, os estudantes organizam atividades 
culturais e oficiais esportivas, além de mutirões de limpeza e de 
pequenas reformas nos prédios. Os secundaristas goianos neces-
sitam de doações, em especial de alimentos, material de limpeza, 
produtos de higiene pessoal e materiais para confecção de cartazes.
Ontem (16), a Justiça goiana negou o pedido de reintegração 
de posse das escolas ocupadas, impetrado pelo governo do estado. 
O juiz Eduardo Tavares dos Reis entendeu que se trata de um pro-
testo dos estudantes e não de uma tentativa de tomar propriedade 
dos prédios. Além disso, avaliou que a ação policial poderia causar 
danos físicos e psicológicos aos adolescentes.
A Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás 
(UFG) divulgou uma nota hoje se posicionando contra o repasse 
das escolas para as organizações sociais por entender que a medi-
da “constitui um processo de terceirização da oferta da educação 
pública”. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás 
também é contra a mudança.
Do outro lado, a Secretaria de Educação informou à Agência 
Brasil que respeita a livre manifestação dos estudantes e que está 
aberta ao diálogo. A instituição reforçou que as escolas continua-
rão públicas e gratuitas, que não haverá alteração nos direitos dos 
professores e funcionários e que a medida não visa a privatizar ou 
terceirizar o ensino público, mas atender às demandas da socieda-
de com mais agilidade.10
Segurança Pública em Goiás
Aumenta possibilidade de greve na Segurança Pública de 
Goiás 
Líderes de 14 entidades, reunindo a Polícia Civil e Polícia 
Militares de Goiás (PMGO), que representam o funcionalismo 
público na área da Segurança, estiveram reunidos no fim da tarde 
desta quarta-feira (18), com o chefe de gabinete do governador 
Marconi Perillo (PSDB), Frederico Jayme. Os sindicalistas fo-
ram solicitar uma audiência com o chefe do executivo e apresentar 
posições das categorias. O Estado sinalizou que não pagará parce-
las da reposição salarial prevista para este fim de ano.
Durante a reunião com Frederico Jayme, os servidores mostra-
ram a necessidade de o governo pagar a segunda parcela da reposi-
ção salarial na ordem de 12,33%, nos meses de novembro (Polícia 
10 Fonte: www.redebrasilatual.com.br/educacao/2015/12/chega-a-21-o-
-numero-de-escolas-ocupadas-em-goias-contra-privatizacao-do-ensino-publi-
co-6418.html - por Redação da RBA publicado 17/12/2015 18:40 
Civil) e dezembro (demais categorias da Segurança). O governo do 
Estado comunicou a intenção de pagar a parcela somente em 2018, o 
motivou que os trabalhadores se mobilizassem em conjunto.
“Vai haver um colapso”, disse o presidente da União Goia-
na dos Policiais Civis (UGOPOCI), Ademar Luiz, sobre a gre-
ve geral da Segurança Pública, e o governo foi alertado disso. A 
paralisação só não acontecerá se o governo abrir uma “porta de 
negociação”. “Ele vai ter que decidir, a hora de negociar é agora. 
A pauta da assembleia é greve”, avaliou o presidente, referindo-se 
ao governador de Goiás, Marconi Perillo.
Um fato destacado pelo presidente da UGOPOCI é a união 
entre as 14 entidades da Segurança Pública, pois raramente a ação 
conjunta chegou a tantas entidades com um discurso e com um 
objetivo tão bem definido.
De acordo com o diretor financeiro do Sindicato dos Policiais 
Civis de Goiás (SINPOL), Henrique César, foi informado às ca-
tegorias que o governo atravessa dificuldades financeiras. Foi dito 
ainda que se tentará uma audiência com o governador antes da 
próxima terça (24), data de uma assembleia das categorias.
Os servidores da Segurança Pública do Estado de Goiás pre-
tendem realizar assembleia geral unificada no próximo dia 24, ter-
ça-feira, em frente à Assembleia Legislativa, para avaliar a possi-
bilidade de uma greve geral das categorias.
O pagamento do reajuste para todas as categorias (policiais 
civis, militares, bombeiros, papiloscopistas, médicos legistas, 
peritos criminais e outros) foi definido em três Leis – 18.419/14, 
18.421/14 e 18.475/14 – aprovadas pela Assembleia Legislativa e 
sancionadas pelo governador Marconi Perillo.
O comitê das categorias é composto pelas seguintes entida-
des: Sinpol, Associação dos Subtenentes e Sargentos do Estado de 
Goiás (Assego), Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Mi-
litar e do Corpo de Bombeiros Militar (ACS), Associação dos Ofi-
ciais da Polícia e Bombeiros Militar de Goiás (Assof), Associação 
das Pensionistas da PM/BM de Goiás (APPB), Associação dos Pe-
ritos Criminais e Médicos Legistas (Aspec), Associação dos Mili-
tares Inativos de Goiás (Amigo), União Goiana dos Policiais Civis 
(Ugopoci), Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás 
(Sindepol), Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Pe-
nal do Estado de Goiás (Sinsepgo), Associação dos Servidores do 
Sistema Prisional de Goiás (Aspego), Associação dos Delegados 
de Polícia do Estado de Goiás (Adpego), Sindicato dos Peritos Cri-
minais e Médicos Legistas de Goiás (Sindperícias) e Associação 
dos Papiloscopistas Policiais do Estado de Goiás (Appego).
A assesoria de imprensa da governadoria informou que será 
verificada pelo chefe de gabinete Frederico Jayme, a possibilidade 
de marcar uma audiência entre o governador e as categorias da 
Segurança Pública.11
Tolerância Zero avança no interior
Forte operação policial está sendo realizada nesta quarta-fei-
ra (9/3) em Rio Verde, com participação de 150 agentes. Atividade 
ostensiva de combate à criminalidade conta com integração das 
polícias Militar e Civil. Foram montados diversos pontos de blo-
queio, com foco na […]
11 Fonte: www.diariodegoias.com.br/blogs/samuel-straioto/20231-aumenta-
-risco-de-greve-na-seguranca-publica - 18/11/2015 18h17 
Didatismo e Conhecimento 21
CONHECIMENTOS GERAIS
Forte operação policial está sendo realizada nesta quarta-feira 
(9/3) em Rio Verde, com participação de 150 agentes. Atividade 
ostensiva de combate à criminalidade conta com integração das 
polícias Militar e Civil. Foram montados diversos pontos de blo-
queio, com foco na apreensão de armas de fogo, drogas e recaptura 
de foragidos. Secretário de Segurança Pública, José Eliton diz que 
ações serão contínuas nos municípios.
Mais uma forte operação policial está sendo realizada nesta quar-
ta-feira (9/3) no município de Rio Verde, Sudoeste goiano. A ativida-
de ostensiva de combate à criminalidade conta com a integração das 
polícias Militar e Civil, dentro do Programa Tolerância Zero. Foram 
montados diversos pontos de bloqueio na cidade, com foco na apreen-
são de armas de fogo, drogas e também na recaptura de foragidos da 
Justiça. São 150 policiais envolvidos diretamente na missão.
O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Ad-
ministração Penitenciária (SSAP), José Eliton, acompanhado do 
comandante-geral da Polícia Civil, coronel Divino Alves, e do de-
legado-geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio dos Santos, seguiU 
para acompanhar as ações de perto, mas devido ao mal tempo tive-
ram que retornar a Capital. Eliton lamentou não poder acompanhar 
a atuação policial pessoalmente, mas fez questão de ressaltar que 
os trabalhos seguiram em pleno desenvolvimento. Ele garantiu que 
a Operação Tolerância Zero, deflagrada no último dia 4 de março, 
prossegue na Capital e no interior do Estado ininterruptamente, 
sem data para acabar.
De acordo com o tenente-coronel Wellington Urzêda, as ações 
serão feitas em todos os bairros de Rio Verde e não tem data para 
terminar. “Serão abordadas todas as pessoas com atitudes suspei-
tas, dentre elas motoristas motociclistas e pedestres, pois o mu-
nicípio está localizado em um corredor de tráfico de drogas. Esta 
é a ligação direta com outros estados como Mato Grosso e Mato 
Grosso do Sul e ainda países como Colômbia e Paraguai”, disse.Segundo a funcionária de um posto de gasolina, Eula Pau-
la Franco, de 49 anos, a Operação Tolerância Zero proporcionará 
mais tranquilidade à população de Rio Verde. “Estamos preci-
sando muito, pois diante dos índices de criminalidade a gente já 
trabalha com medo. Qualquer motorista que chega no posto, prin-
cipalmente à noite, a gente já pensa que é um assaltante”, afirma. 
Um dos pontos de bloqueio fica de frente ao posto, na saída para o 
município de Montividiu. A Operação conta com o apoio da AMT 
de Rio Verde. Eles recolhem veículos e motos irregulares.
QUIRINÓPOLIS
No Sul do Estado, a Polícia Militar efetuou, na terça-feira (8/3), 
uma grande apreensão de drogas. A operação bem-sucedida acon-
teceu em Quirinópolis. De acordo com o comandante da 12ª Com-
panhia Independente da Polícia Militar (CIPM), capitão Alexandre 
Barcelos, foram apreendidos mais de 400 quilos de maconha. O 
produto é originário de Salto de Guairá, na fronteira do Paraguai. “O 
crime configura tráfico internacional”, alertou Barcelos, esclarecen-
do tratar-se da maior apreensão de drogas feita na história da cidade. 
Duas pessoas foram presas e encaminhadas à unidade da Polícia Fe-
deral em Jataí, onde foram autuadas em flagrante.
Segundo o capitão Alexandre Barcelos, esse caso pode levar 
a Polícia Federal a desvendar as ramificações do grupo que age 
no estado. “As investigações preliminares indicam que esses trafi-
cantes podem fazer parte de uma rede com ramificações em outras 
regiões do estado”, afirmou.
O combate intensivo ao tráfico de drogas é um dos quatro 
eixos estratégicos prioritários da segurança, citado pelo vice-go-
vernador e secretário de Segurança Pública e Administração, José 
Eliton, para o combate à criminalidade no Estado. Ele garantiu 
que as forças de segurança vão continuar priorizando o setor de 
inteligência na repressão à criminalidade e vão atuar com muita 
força nos eixos: combate aos crimes contra a vida, a administração 
pública, o patrimônio e ao tráfico de drogas.12
Marconi Perillo e José Eliton anunciam investimentos em 
inteligência e em obras
Após reunião com governador, vice-governador e secretário 
de Segurança Pública diz que aparato de inteligência é prioridade 
para prevenir e elucidar crimes de grande impacto, como os do 
chamado “novo cangaço”
O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Ad-
ministração Penitenciária, José Eliton, recebeu, nesta terça-feira 
(15/3), no Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle 
(CIICC), o governador Marconi Perillo, que deu início a uma série 
de encontros com os diversos secretários de Estado. Na reunião, 
que contou com a participação do alto comando das polícias Civil 
e Militar e de superintendentes da SSAP, José Eliton fez um ba-
lanço das ações realizadas nos últimos dias e apresentou as prio-
ridades que estão sendo definidas para investimentos, principal-
mente em tecnologia e em ferramentas para fortalecer o aparato 
de inteligência que, segundo declarou, contribui para o combate a 
crimes de grande repercussão ou grande impacto, como o ocorrido 
recentemente em Mara Rosa e em outros estados.
De acordo com José Eliton, os responsáveis pelas diversas 
áreas mostraram os indicadores relacionados ao combate à crimi-
nalidade em todo o estado que, entre várias operações, incluem 
as ações ostensivas na capital e no interior. Durante o encontro, 
12 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/tolerancia-zero-
-avanca-no-interior.html - 10/03/2016 
Didatismo e Conhecimento 22
CONHECIMENTOS GERAIS
segundo o vice-governador e secretário, foi feito um debate muito 
claro com a Polícia Militar e a Polícia Civil em relação ao chama-
do “novo cangaço”, e em relação a esses últimos episódios que 
ocorreram no Norte do estado, uma das decisões tomadas foi a de 
ampliar a atuação do Comando de Operações de Divisas (COD) 
naquela região, decisão que envolverá investimentos e alocação 
de efetivo.
“Novo cangaço”
Conforme destacou José Eliton, além de discutir as formas de 
se buscar efetivamente coibir numa ação preventiva o chamado 
“novo cangaço”, a Secretaria de Segurança Pública e Administra-
ção Penitenciária irá fortalecer toda a estrutura de inteligência para 
investigar os crimes dessa natureza. A integração das inteligências 
dos estados próximos também foi assunto da reunião. Segundo o 
vice-governador e secretário, é importante destacar que em Goiás 
não há um só crime de grande repercussão que não tenha sido so-
lucionado pelas forças policiais. “Já estamos em contato com os 
secretários de outros estados e na próxima reunião do Fórum de 
Governadores deve ter, também, a presença dos secretários de Se-
gurança Pública, visando essa integração”, ressaltou.
Ele lembrou que recentemente, foram presas duas quadrilhas 
especializadas em roubos a bancos e que numa operação denomi-
nada Esfacela a polícia goiana quebrou articulações que eram fei-
tas do interior dos presídios para o mundo externo, explicando que 
grande parte das operações dessas organizações criminosas eram 
relacionadas a furtos e roubos de bancos.
Quanto aos contingentes policiais nas cidades do interior e 
às investigações da ação do “novo cangaço” em Mara Rosa, José 
Eliton declarou que há situações que são de natureza reservada, 
em função da própria investigação que está ocorrendo em função 
desses episódios. Mas, destacou que caso semelhante ocorreu em 
Campinas (SP), que tem um dos maiores contingentes policiais 
do país, em que só para a retirada dos malotes de dinheiro até os 
veículos os autores levaram cerca de 15 minutos. “Portanto, essa 
questão não tem qualquer correlação com contingente policial”, 
disse ele. Segundo lembrou, em Tocantins, há cerca de duas sema-
nas aconteceu um crime similar.
José Eliton afirmou que desde o episódio em São Miguel do 
Araguaia que está em curso uma investigação criteriosa no senti-
do de se identificar e chegar aos autores e que, naturalmente, nos 
próximos dias ou nas próximas semanas as forças policiais terão 
avançado nessa questão.
Ao destacar o combate à criminalidade de uma forma geral, 
José Eliton afirmou que a ostensividade das polícias, especialmen-
te da Polícia Militar, já vem resultando em queda, em declínio, dos 
indicadores. “Não queremos pautar essa discussão agora, pois o 
espaço temporal é muito curto, queremos consolidar os números 
para que nós tenhamos um norte a seguir, e estamos convencidos, 
do ponto de vista da inteligência, de que esse norte é a ostensivi-
dade, é a ação forte da Polícia Militar, respaldada por um aparato 
de investigação da Polícia Civil, com a participação da Secretaria 
da Fazenda, do Procon, da Polícia Técnico-Científica, do Corpo 
de Bombeiros, de todo o aparato de segurança, que vamos coibir 
o crime”, acentuou.
José Eliton afirmou que em caso de roubos de carros, por 
exemplo, nem sempre se consegue pegar imediatamente o ladrão 
que rouba, mas ao quebrar a cadeia do comércio de veículos e pe-
ças roubadas você evita que esse tipo de crime aconteça. “Então, 
vamos atuar com muita força nessa questão, ao remeter o projeto 
de lei do desmanche para a Assembleia Legislativa, e também com 
as ações integradas que estão sendo executadas, nós vamos dimi-
nuir esse indicador”, destacou.13
 
Goiás foi o 2º estado que mais reduziu taxas de homicídios 
no período entre 2013 e 2014
Goiás foi o 2º estado que mais reduziu taxas de homicídios no 
período entre 2013 e 2014
De acordo com Atlas da Violência 2016, divulgado nesta 
terça-feira (22/3) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada 
(Ipea),estado registrou queda de 5,7% neste indicador por 100 mil 
habitantes e ficou entre as sete unidades da Federação que dimi-
nuíram registros
O estado de Goiás reduziu em 5,7% a taxa de homicídios a 
cada 100 mil habitantes, segundo melhor desempenho no país, fi-
cando no grupo dos nove estados que alcançaram redução no pe-
ríodo de 2013 e 2014. Em números absolutos de homicídios, Goiás 
ficou entre os sete estados que conseguiram reduzir as taxas,regis-
trando queda de 4,5% dos casos. Esses números foram divulgados 
nesta terça-feira (22/3), no Atlas da Violência 2016, pelo Instituto 
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), do Ministério do Planeja-
mento, Orçamento e Gestão, e pelo Fórum Brasileiro de Segurança 
Pública. Os dados são ainda preliminares.
O documento, dividido em oito seções, faz uma análise das 
evoluções do número de homicídios em todo o país em três perío-
dos distintos, de 2004 a 2014, de 2011 a 2014 e de 2013 a 2014. 
Em todo o Brasil, o número de homicídios foi de 59.627 em 2014, 
ano em que a taxa por 100 mil habitantes ficou em 29,1%. É o 
maior número já registrado ao longo da década e corresponde a 
10% de todos os homicídios do mundo, tornando-se o país com 
o maior número absoluto de homicídios. De acordo com o Ipea, 
trata-se de uma tragédia que traz sérias implicações na saúde, na 
dinâmica demográfica e, por conseguinte, no processo e desenvol-
vimento econômico e social do país.
As análises trazem ainda especificidades em relação a estima-
tivas de taxas de homicídios em 558 microrregiões brasileiras, as 
mortes produzidas por intervenção legal, homicídios contra jovens, 
negros e mulheres, a relação dos homicídios com armas de fogo 
e, ainda, um exercício para dimensionar o número de homicídios 
que se teria sem o Estatuto do Desarmamento. O Atlas da Violência 
2016 é disponibilizado anualmente pelo IPEA a toda a sociedade.
Além da redução da taxa de homicídios por grupo de 100 mil 
habitantes e também em números absolutos de 2013 para 2014, o 
estado de Goiás registrou uma redução de 3% no número de homi-
cídios por faixa etária de 15 a 29 anos, ficando no grupo de nove 
estados que conseguiram reduzir esse indicador.
Todas as demais unidades da Federação registraram aumento 
nessa taxa. Em grupo de 100 mil habitantes, a redução na taxa de 
homicídios na faixa etária de 15 a 29 anos foi de 3,4 %.
Goiás registrou, ainda, redução na taxa de homicídios de ho-
mens na mesma faixa etária de 15 a 29 anos em R$ 4,3%, ficando 
no grupo de oito estados que conseguiram reduzir esse indicador.
A redução foi de 6,2% na taxa de homicídios de negros por 
100 mil habitantes, ficando no grupo dos sete estados que conse-
guiram redução deste indicador.
13 http://www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/marconi-perillo-
-e-jose-eliton-anunciam-investimentos-em-inteligencia-e-em-obras.html - 
15/03/2016 
Didatismo e Conhecimento 23
CONHECIMENTOS GERAIS
Na relação entre a taxa de homicídios de negros e não negros, 
Goiás reduziu em 7,9% a taxa de homicídios, ficando entre os doze 
estados com redução nesses números.
A taxa de homicídios de mulheres teve um aumento de 5,9%, 
deixando o estado em 10º lugar em números absolutos e em 11º lu-
gar com a taxa de aumento de 4,5% por grupo de 100 mil habitan-
tes. Só treze estados conseguiram reduzir as taxas de homicídios 
de mulheres.
Na relação entre homicídios e armas de fogo, o estado de 
Goiás registrou uma redução de 5,9%, ficando no grupo de cinco 
estados que conseguiram essa redução em números absolutos.
A taxa por grupo de 100 mil habitantes sofreu uma redução 
de 2% no estado, que ficou entre os treze que conseguiram reduzir 
esse indicador. Esse índice se deve, principalmente, à adoção do 
bônus a policiais civis e militares por apreensão de armas de fogo.
Entre os anos de 2009 e 2014, Goiás apresentou redução de 
59,6% no número de mortes por causa indeterminada, ficando no 
grupo de quatorze estados que conseguiram redução deste indi-
cador. A taxa por grupo de 100 mil habitantes sofreu redução de 
63,3%, o que coloca o estado entre os quinze que conseguiram 
reduzir esse indicador. A redução desses números pode indicar que 
no mesmo período a Segurança Pública do estado conseguiu iden-
tificar um número maior de mortes causadas por homicídios.14
Segurança Pública aperfeiçoa integração das polícias
Alto comando esteve reunido nesta segunda-feira (28) deba-
tendo novos processos para dar respostas mais rápidas aos cida-
dãos goianos
 
 
A Secretaria de Segurança Pública e Administração Peniten-
ciária (SSPAP) implementa, a partir do próximo mês de abril, uma 
série de medidas que visam impactar ainda mais a prevenção e o 
combate às diversas modalidades de crime no estado de Goiás. A 
integração das forças policiais e a unificação do sistema de infor-
mações da Segurança Pública foram duas das estratégias discuti-
das e apresentadas nesta segunda-feira a todas as Redes e Áreas In-
tegradas de Segurança Pública (Risp e Aisp) em reunião de traba-
lho, no auditório da Fundação Tiradentes, em Goiânia, aberta pelo 
vice-governador e secretário de Segurança Pública, José Eliton.
De acordo com Eliton, neste momento a SSPAP busca aper-
feiçoar o processo de integração das ações policiais no estado para 
dar respostas ainda mais rápidas à população. A reunião de traba-
lho contou com a participação do delegado-geral da Polícia Civil, 
14 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/goias-foi-o-2o-es-
tado-que-mais-reduziu-taxas-de-homicidios-no-periodo-entre-2013-e-2014.
html - 23/03/2016 
Álvaro Cássio dos Santos; do subcomandante da Polícia Militar, 
coronel Carlos Antonio Borges; do comandante do Corpo de bom-
beiros, coronel Carlos Helbingen Júnior; do superintendente de 
Ações e Operações Integradas da SSPAP, Emmanuel Henrique de 
Oliveira; da superintendente interina de Inteligência, Emilia Glück 
De Podestà; e da superintendente de Polícia Técnico-Científica, 
Rejane da Silva Sena Barcelos; entre outros.
O vice-governador e secretário afirmou que aqueles debates 
tinham por objetivo o aperfeiçoamento de todo o processo de in-
tegração das ações policiais, o que não significava dizer que o que 
está em curso ficará em segundo plano. “Ao contrário, queremos 
justamente aprofundar as situações que entendemos ser importan-
tes para resultados de maneira mais ágil e, da mesma forma, bus-
car alterar alguns cursos, dentro da perspectiva da gestão atual da 
secretaria”, disse.
Segundo José Eliton, o que se busca é atender de forma efe-
tiva as expectativas de cada cidadão goiano. Conforme explicou, 
algumas medidas trarão impactos imediatos e outras serão mais de 
médio e longo prazos. “Vamos anunciar essas medidas no próximo 
dia 31 para dar início a essa nova fase de modo a atender efetiva-
mente as expectativas de cada cidadão deste estado”, afirmou. O 
superintendente de Ações e Operações Integradas da SSPAP, dele-
gado Emmanuel Henrique de Oliveira, coordenou o encontro em 
que foram apresentados os principais ajustes a serem feitos nos 
programas que já estão em andamento além de novas medidas.
Reconhecimento
Ao falar aos policiais, José Eliton fez questão de externar o 
seu reconhecimento e gratidão a cada policial militar e civil, bom-
beiro militar e técnico-científico do estado de Goiás pela atuação 
durante a Semana Santa. Segundo informou, ainda bem cedo quan-
do recebeu o relatório com os balanços das ocorrências do feriado, 
teve a satisfação de observar o acerto na condução das novas mo-
dalidades de ações que estão sendo empreendidas pelas polícias 
Civil e Militar amparadas pelas demais estruturas que compõem o 
aparato de segurança do estado. “Tivemos uma redução, somente 
de homicídios em Goiânia, de 88% comparando com o período da 
Semana Santa do ano de 2015, e de 29% em Goiás como um todo”, 
informou José Eliton.
Segundo ele, esses números são significativos e expressivos. 
“E essa tendência de queda verificada nessa semana já é observada 
desde o início desse trabalho que está sendo realizado”, acentuou 
o vice-governador. Para ele, esse trabalho só pode ser aperfeiçoado 
porquanto cada policial esteja imbuído desse espírito de colocar 
Goiás como referencial também nessa área. “Felizmente, temos 
homens e mulheres que são qualificados e que têm potencial para 
dar respostas aos anseios da sociedade”, destacou o vice-governa-
dor e secretário José Eliton.
Ele lembrou que há dificuldades a serem enfrentadas, desafios 
a seremsuperados, tanto de ordem corporativa quanto de ordem 
estrutural. “Mas estamos avançando com o alto comando de todas 
as forças para buscar a tempo e a modo respostas a cada uma des-
sas questões”, disse. José Eliton afirmou ainda: “Temos por hábi-
to manter sempre o diálogo e, assim, haveremos de continuar na 
construção desse momento que me parece ser muito importante 
para o aparato de segurança pública do estado de Goiás”.15
15 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/seguranca-publica-aperfei-
coa-integracao-das-policias.html - 28/03/2016 
Didatismo e Conhecimento 24
CONHECIMENTOS GERAIS
Governo de Goiás divulga novos serviços para área de segurança
Programas e aplicativos vão se valer do aporte tecnológico 
para promover integração e aperfeiçoamento nos sistemas de 
atendimento ao usuário
O governador Marconi Perillo e o vice-governador e secretá-
rio de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), 
José Eliton, lançam nesta quarta-feira (06/04), às 9 horas, no au-
ditório Mauro Borges do Palácio Pedro Ludovico, novos progra-
mas que modernizam ainda mais a rede de segurança do Estado de 
Goiás por meio de soluções tecnológicas. Ambos também assinam 
ordens de serviços para o aperfeiçoamento e melhoria dos procedi-
mentos policiais adotados em Goiás.
As iniciativas que serão lançadas são: RAI, aplicativo I9X, 
Mopi e Gisgestão. Também será anunciada a compra de 280 câme-
ras. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Peixoto, 
participa da solenidade. O maior Programa Estadual de Inovação e 
Tecnologia, o Inova Goiás, lançado quando José Eliton era o titular 
da SED, abarca algumas destas iniciativas, como o I9X.
Novo sistema vai integrar atendimento
O RAI vem para mudar a dinâmica do principal instrumento uti-
lizado pelas forças de segurança no curso inicial de qualquer tratativa 
de evento: a ocorrência ou notificação de crime, que é utilizada da 
mesma forma há dezenas de anos. A implantação do programa, por-
tanto, não será uma mera mudança tecnológica, mas uma mudança de 
paradigma que tem impacto direto na cultura das instituições.
O RAI foi desenvolvido para que as instituições que compõem 
o Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CIICC) 
possam utilizá-lo, ou, caso possuam sistemas próprios, que esses 
interajam com o novo programa enviando e recebendo dados de 
maneira automática e em tempo real.
Com a chegada do novo sistema o fluxo de registro de ocor-
rência será integrado e mais ágil. A partir do primeiro contato do 
usuário com a SSPAP ou a instituição integrada ao RAI, todas as 
demais terão conhecimento do caso, podendo inclusive atuar sobre 
ele, inserindo dados, fazendo contatos etc.
Vão integrar o RAI em sua fase inicial a Polícia Militar, a 
Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Superintendência 
de Polícia Técnico-Científica (SPTC). Na etapa seguinte, a Supe-
rintendência Executiva de Administração Penitenciária (SEAP) 
também será inserida no sistema.
Exemplo: o cidadão liga para o telefone 190 e registra sua 
ocorrência. Imediatamente, todas as unidades da área de interesse 
(PM, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros) recebem informações 
sobre o evento. Quando necessário, o próprio RAI aciona a Polícia 
Técnico-Científica, ou a Superintendência Executiva de Adminis-
tração Penitenciária (SSPAP).
Com o advento do lançamento do RAI, tanto a população 
quanto as instituições de segurança devem ser beneficiadas, pois 
não haverá mais a necessidade de se fazer diferentes registros para 
o mesmo caso. Haverá, ainda, a unificação das fontes de infor-
mações e a diminuição das subnotificações, o que deve melhorar 
sobremaneira a capacidade investigativa das forças policiais.
Ações como o acompanhamento por meio de registro único 
dentro do setor de segurança e o rastreamento do evento pela fase 
de inquérito, judiciário, e, posteriormente, da execução penal, au-
xiliarão nas políticas públicas e retroalimentação do sistema de 
informações a ser acessado por todos os agentes de segurança.
Aplicativo I9X vai permitir registro de ocorrências e denún-
cias pelo celular
A chegada do aplicativo I9X vai trazer importantes avanços tec-
nológicos para o usuário que precisar abrir ocorrências de roubo, ho-
micídio, incêndio, agressão, acidente pessoal, atitude suspeita, vio-
lência doméstica, acidente com vítima e outros, inclusive com envio 
de fotos, vídeos e mensagens de voz. Por ele, também será possível 
acompanhar o deslocamento de viaturas. O cidadão poderá conver-
sar com o atendente via chat e fazer, inclusive, novas denúncias.
A inovação na prestação desses serviços pela Secretaria de Se-
gurança Pública e Administração Penitenciária visa o aperfeiçoa-
mento da segurança no estado e está inserida no processo de mo-
dernização da estrutura administrativa estadual, desencadeado pelo 
governo com o Programa de Inovação e Tecnologia – o Inova Goiás, 
lançado pelo então secretário de Desenvolvimento Econômico, José 
Eliton, no dia 2 de setembro. O Inova é capitaneado pela SED.
A partir de agora, os usuários terão acesso aos serviços dos 
telefones 190 (Polícia Militar), 193 (Corpo de Bombeiros) e 197 
(Polícia Civil). Para abrir uma ocorrência, deve selecionar o ícone 
que melhor se aproxima à situação. Imediatamente o sistema gera 
a ocorrência, dando início à conversa com o usuário, além de avi-
sar a unidade competente. O atendente informa as providências e 
o solicitante terá a prerrogativa de acompanhar o deslocamento e 
a chegada da viatura.
Para fazer o download do aplicativo, o usuário precisa ter ape-
nas um aparelho smartphone com sistema operacional Android ou 
IOS, dispor de pacote de internet ativo e preencher os dados para 
habilitação durante o primeiro acesso. O cadastro pode ser feito 
com a conta do Facebook ou diretamente no aparelho celular, bas-
tando informar nome, sexo, email, telefone e data de nascimento. 
Quanto maior a velocidade de navegação, melhor será a transmis-
são de dados (imagens, áudios e vídeos).
Câmeras
A aquisição de 280 câmeras vai elevar o número total para 430 
na Capital. Os equipamentos a serem adquiridos serão dotados de 
recursos analíticos (que identifica movimento, pessoas estranhas, 
objetos abandonados, etc), bem como leitor de placas. As câmeras, 
com tecnologia Full HD (alta definição), serão instaladas em pon-
tos estratégicos e vão transmitir imagens em tempo real ao Centro 
Integrado de Inteligência, Comando e Controle da SSPAP.
Mopi
O Sistema de Monitoramento de Operações Integradas (Mopi) 
é um software que será responsável pelo planejamento e monito-
ramento de todas as ações e/ou operações integradas dentro das 
36 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) do Estado de 
Goiás. Seu objetivo é otimizar todas as estratégias policiais para 
que sejam atingidas as metas de redução de criminalidade e au-
mento de proatividade das forças policiais.
GisGestão
Este é um software de análise criminal e geoprocessamento 
que disponibilizará em tempo real todas as análises dos crimes 
considerados de alta prioridade e os convertidos em metas de redu-
ção pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Peniten-
ciaria, para a elaboração das estratégias policiais e planejamento 
de emprego operacional e investigativo.
Didatismo e Conhecimento 25
CONHECIMENTOS GERAIS
O referido sistema disponibilizará, como exemplo, os locais, 
dias da semana e horários de maior incidência dos crimes, mapas 
de manchas criminais até o nível de rua, bem como o modus ope-
randi, perfil da vítima e autor e demais dinâmicas de ocorrências 
dos crimes.16
Plataforma de Sistemas Integrados inova Segurança Pú-
blica em Goiás
Plataforma de Sistemas Integrados inova Segurança Pública 
em Goiás
O governador Marconi Perillo e o vice-governador e secretá-
rio de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), 
José Eliton, lançaram nesta quarta-feira (06/04) a Plataforma de 
Sistemas Integrados (PSI), que é composta pelos programas Regis-
tro de Atendimento Integrado(RAI), Sistema Geográfico de Infor-
mação (GisGestão), Mapeamento de Operações Policiais Integra-
das (MOPI), Mapeamento de Ações Sociais Integradas (MASI) e o 
Aplicativo de Integração entre Polícia e Cidadão (I9X).
Os novos programas modernizam ainda mais a rede de se-
gurança do Estado de Goiás por meio de soluções tecnológicas e 
investimentos em inteligência. Ainda durante o lançamento, foram 
assinadas ordens de serviços para aperfeiçoamento e melhoria dos 
procedimentos policiais adotados em Goiás.
Ao falar dos programas, José Eliton explicou que Goiás rece-
be uma plataforma (PSI) que é exemplo para o Brasil. Mais que 
isso: segundo ele, o Estado será um dos primeiros do País a ter uma 
estrutura que fortalece todo aparato de segurança pública. “É um 
ganho muito grande. As forças policiais goianas já atuam de forma 
incisiva e, agora, terão condições de realizar um trabalho cada vez 
mais amplo no combate ao crime”, afirma.
José Eliton ressaltou ainda que Goiás é o estado brasileiro que 
mais investe proporcionalmente em segurança. Também elogiou 
a atuação das polícias Civil e Militar no combate ao crime. Se-
gundo ele, graças à atuação incisiva dos policiais goianos, março 
foi um mês de redução da criminalidade nas mais diversas áreas. 
Ele cita que foi o menor número de homicídios e furtos e roubos 
de veículos dos últimos seis meses. “Estamos no caminho certo. 
Com ações integradas e investimentos, tenho certeza que Goiás vai 
vencer a criminalidade”, disse José Eliton.
16 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/governo-de-goias-
-divulga-novos-servicos-para-area-de-seguranca.html - 05/04/2016 
Os programas lançados integram o maior Programa Estadual 
de Inovação e Tecnologia, o Inova Goiás, lançado em setembro 
de 2015, quando José Eliton era secretário de Desenvolvimento 
Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e 
Irrigação (SED). O atual titular da pasta, Thiago Peixoto também 
participou do lançamento.
Integração no atendimento
O RAI, que é a base da plataforma PSI, vem para mudar a 
dinâmica do principal instrumento utilizado pelas forças de segu-
rança no curso inicial de qualquer tratativa de evento: a ocorrência 
ou notificação de crime. Ou seja, a implantação do programa, por-
tanto, não será uma mera mudança tecnológica, mas uma mudança 
de paradigma que tem impacto direto na cultura das instituições.
O RAI foi desenvolvido para que as instituições que compõem 
o Centro Integrado de Inteligência, Comando e Controle (CIICC) 
possam utilizá-lo, ou, caso possuam sistemas próprios, que esses 
interajam com o novo programa enviando e recebendo dados de 
maneira automática e em tempo real. Com o programa as forças 
policiais em todo o Estado terão um retrato em tempo real de todos 
os crimes praticados em Goiás, pois o RAI reúne, no mesmo local, 
registros de atendimentos e ocorrências.
Vão integrar o RAI em sua fase inicial a Polícia Militar, a 
Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e a Superintendência 
de Polícia Técnico-Científica (SPTC). Na etapa seguinte, a Supe-
rintendência Executiva de Administração Penitenciária (SEAP) 
também será inserida no sistema.
Com o advento do lançamento do RAI, tanto a população 
quanto as instituições de segurança devem ser beneficiadas, pois 
não haverá mais a necessidade de se fazer diferentes registros para 
o mesmo caso. Haverá, ainda, a unificação das fontes de infor-
mações e a diminuição das subnotificações, o que deve melhorar 
sobremaneira a capacidade investigativa das forças policiais.
Ações como o acompanhamento por meio de registro único 
dentro do setor de segurança e o rastreamento do evento pela fase 
de inquérito, judiciário, e, posteriormente, da execução penal, au-
xiliarão nas políticas públicas e retroalimentação do sistema de 
informações a ser acessado por todos os agentes de segurança.
Ferramenta de Análise Criminal Geográfica
O Sistema Geográfico de Informação (GisGestão) é um soft-
ware de análise criminal e geoprocessamento que disponibilizará 
em tempo real todas as análises dos crimes considerados de alta 
prioridade e os convertidos em metas de redução pela Secretaria 
de Segurança Pública e Administração Penitenciaria, para a elabo-
ração das estratégias policiais e planejamento de emprego opera-
cional e investigativo.
O sistema disponibiliza, por exemplo, os locais, dias da sema-
na e horários de maior incidência dos crimes, mapas de manchas 
criminais até o nível de rua, bem como o modus operandi, perfil da 
vítima e autor e demais dinâmicas de ocorrências dos crimes. Em 
porte desse mapa, as forças de segurança poderão analisar, plane-
jar e implementar ações mais efetivas no combate à criminalidade, 
convertendo os dados em estratégia.
Mapeamento de Operações Policiais Integradas
Após a análise dos dados de manchas criminais em todas as 
regiões do Estado, entra em ação o sistema de Mapeamento de 
Operações Integradas (MOPI), responsável pelo planejamento e 
Didatismo e Conhecimento 26
CONHECIMENTOS GERAIS
monitoramento de todas as ações e/ou operações integradas dentro 
das 36 Áreas Integradas de Segurança Pública (AISP) do Estado 
de Goiás. Seu objetivo é otimizar todas as estratégias para que se-
jam atingidas as metas de redução de criminalidade e aumento de 
proatividade das forças policiais.
Assim, os comandantes das polícias Militar e Civil de cada re-
gião vão traçar estratégias para combater a criminalidade. O apli-
cativo registra o plano de operação definido por cada força policial 
e permite o acompanhamento das informações. Esta é a resposta 
prática contra o crime, de forma integrada e organizada.
Eixo social
Por fim, o Mapeamento de Ações Sociais Integradas (MASI) 
é um sistema que objetiva a pacificação, por meio da redução de 
crimes contra pessoas e ao patrimônio, bem como a inibição ao 
tráfico de drogas. Com ele, ações transversais serão planejadas, 
controladas e executadas pelo programa, criando uma rede ativa 
entre Estado, municípios, União, setor público-privado e organis-
mos internacionais.
Segurança pública no Smartphone
Com a criação do aplicativo de Integração entre Polícia e 
Cidadão (I9X), a Segurança Pública de Goiás ganha importantes 
avanços tecnológicos para o usuário que precisar abrir ocorrências 
de roubo, homicídio, incêndio, agressão, acidente pessoal, atitude 
suspeita, violência doméstica, acidente com vítima e outros, in-
clusive com envio de fotos, vídeos e mensagens de voz. Por ele, 
também será possível acompanhar o deslocamento de viaturas. O 
cidadão poderá conversar com o atendente via chat e fazer, inclu-
sive, novas denúncias.
A inovação na prestação desses serviços pela Secretaria de 
Segurança Pública e Administração Penitenciária visa o aperfei-
çoamento da segurança no Estado e está inserida no processo de 
modernização da estrutura administrativa estadual.
A partir de agora, os usuários terão acesso aos serviços dos 
telefones 190 (Polícia Militar), 193 (Corpo de Bombeiros) e 197 
(Polícia Civil). Para abrir uma ocorrência, deve selecionar o ícone 
que melhor se aproxima à situação. Imediatamente o sistema gera 
a ocorrência, dando início à conversa com o usuário, além de avi-
sar a unidade competente. O atendente informa as providências e 
o solicitante terá a prerrogativa de acompanhar o deslocamento e 
a chegada da viatura.
Para fazer o download do aplicativo, o usuário precisa ter ape-
nas um aparelho smartphone com sistema operacional Android ou 
IOS, dispor de pacote de internet ativo e preencher os dados para 
habilitação durante o primeiro acesso. O cadastro pode ser feito 
com a conta do Facebook ou diretamente no aparelho celular, bas-
tando informar nome, sexo, e-mail, telefone e data de nascimento. 
Quanto maior a velocidade de navegação, melhor será a transmis-
são de dados (imagens, áudios e vídeos).17
Vice-governador e titular da SSPAP ressalta importância 
do processo de pacificação social
Durante apresentação dos suspeitos de assassinar jovem Ga-
briel Caldeira de Souza,José Eliton lamentou profundamente ba-
nalidade do motivo do crime
17 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/plataforma-de-
-sistemas-integrados-inova-seguranca-publica-em-goias.html - 06/04/2016 
O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Ad-
ministração Penitenciária, José Eliton, acompanhado do delegado-
geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio, e dos delegados responsáveis 
pelo inquérito acerca da morte do jovem Gabriel Caldeira de Sou-
za, de 19 anos, apresentaram nesta quinta-feira (07) os responsá-
veis pelo crime, ocorrido na madrugada da última segunda-feira, 
no setor Marista, em Goiânia.
Durante a coletiva de imprensa realizada no auditório da se-
cretaria, o vice-governador e titular da SSPAP falou do sentimento 
de perplexidade pela banalização da vida, devido à maneira fútil 
como o crime ocorreu. “Esse tipo de violência gratuita causa, além 
de comoção, uma reflexão na sociedade, já que todos os envolvi-
dos são jovens que teriam um longo futuro pela frente”, lamenta.
Ele falou ainda da necessidade de envolvimento dos policiais, 
segmentos sociais, organismos governamentais e da própria so-
ciedade no processo de pacificação social. “A realidade ideal seria 
aquela em que não teríamos a necessidade de atuação das forças de 
segurança do Estado”, afirmou ao relatar a confiança no trabalho 
das polícias.
A vítima, Gabriel Caldeira, tinha 19 anos. Os acusados, os 
irmãos Arthur Dias Stival, 20, e Bruno Dias Stival, 19, e Murillo 
Eduardo Conceição, também 20. “Segundo informações da polícia 
a reação dos acusados se deu sem mesmo uma discussão motiva-
da”, pontuou o secretário de Segurança Pública.
Conclusão do inquérito policial
O titular da SSPAP ressaltou ainda a agilidade e rapidez na 
elucidação do caso. Elogiou o trabalho investigativo, coordenado 
pela delegada Ana Cláudia Stoffel e pelo titular da Delegacia Esta-
dual de Investigação de Homicídios (DIH), Carlos Douglas Pinto. 
“Quero agradecer à Polícia Civil pela elucidação recorde do caso 
(quatro dias) e por todos os casos que temos resolvido e dado uma 
resposta à sociedade goiana”, disse.
Sobre as ações ostensivas e repressivas, José Eliton afirmou 
ainda que a SSPAP, bem como o governo de Goiás não vai tolerar a 
criminalidade. “As forças policiais estão agindo com muito rigor e 
eficiência. Estamos investindo cada vez mais em inteligência para 
solucionar crimes de qualquer natureza”, afirmou.
Momentos depois da entrevista coletiva, em sua página no 
Facebook, José Eliton retomou o assunto: “É com indignação que 
constatamos a ausência de limites, o relativismo sobre tudo que 
banaliza a violência e faz com que jovens tratem a própria vida 
e as dos demais com desrespeito. À família de Gabriel Caldei-
ra, quero mais uma vez expressar minha solidariedade, profunda 
perplexidade e pesar pela irreparável perda, que lamentavelmente 
se deu por motivo banal. A Polícia Civil segue cumprindo com 
a indefectível missão de esclarecer os crimes e de apresentar os 
responsáveis à Justiça para o devido julgamento. Parabenizo esta 
Didatismo e Conhecimento 27
CONHECIMENTOS GERAIS
corporação pelo trabalho desenvolvido com o apoio dos serviços 
de inteligência e interação com os demais organismos que com-
põem as forças policiais”.18
“Investiremos ainda mais em inteligência no combate à 
criminalidade”, diz José Eliton
Vice-governador e titular da SSPAP ressaltou que integração 
entre diversas forças de segurança é importante ferramenta na 
garantia de paz e tranquilidade social
O vice-governador e secretário de Segurança Pública e Admi-
nistração Penitenciária, José Eliton, participou nesta segunda-feira 
(11) da posse da nova titular da 8ª Delegacia Regional de Polícia 
Civil de Rio Verde. A delegada Taisa Antonello ocupa o lugar de 
Danilo Fabiano Carvalho e Oliveira, que deixa o cargo para assu-
mir a Superintendência Estadual de Inteligência, vinculada direta-
mente ao gabinete do secretário.
A nova titular da 8ª DRP, em seu discurso, agradeceu ao vice-
governador e titular da SSPAP pela confiança e disse que tem pela 
frente uma grande missão. Já o delegado Danilo Fabiano falou da 
satisfação em colaborar diretamente com o titular da pasta na in-
tegração de esforços entres as forças de segurança e, consequente-
mente, garantir mais segurança à população.
Acompanhado do prefeito Juraci Martins; do comandante-
geral da Polícia Militar, Coronel Divino Alves; do delegado-ge-
ral-adjunto da Polícia Civil, Marcelo Aires, além de vereadores 
e lideranças do município, o titular da SSPAP destacou a redução 
dos índices de criminalidade no município e afirmou que o fato de 
deve aos investimentos em inteligência.
“Agradeço aos rio-verdenses pela contribuição ao ‘emprestar-
nos’ o novo superintendente, que é uma das pessoas mais capaci-
tadas na Polícia Civil, para nosso serviço de Inteligência que será, 
entre outras funções, responsável pela integração das ações entre 
as diversas forças de segurança”, relatou ao ressaltar a contribui-
ção de Danilo Fabiano durante os seis anos em que esteve à frente 
da Delegacia Regional de Rio Verde.
Ao dar boas-vindas à delegada Taisa Antonello, José Eliton 
afirmou que, assim como ocorre com todas as forças de segurança, 
ele será sempre a voz das polícias na busca por melhores condi-
ções de trabalho, valorização dos policiais e, consequentemente, 
uma sociedade mais tranquila e segura. “A sociedade precisa reco-
nhecer o belíssimo trabalho das polícias goianas”, complementa.
18 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/vice-governador-e-
-titular-da-sspap-ressalta-importancia-do-processo-de-pacificacao-social.
html - 07/04/2016 
Sobre a integração entre as diversas forças de segurança do 
Estado, o titular da SSPAP reforçou que desde que assumiu a pasta, 
no final de fevereiro, tem afirmado que a união de esforços entre as 
polícias é uma importante ferramenta no enfrentamento à crimina-
lidade. “A presença do comandante-geral da PM, Coronel Divino 
Alves, (que estava na cerimônia de posse da delegada), é a prova 
de que vivemos essa realidade”, disse.
Queda nos índices
José Eliton chamou a atenção de todos quanto ao papel da 
sociedade no enfrentamento à criminalidade. De acordo com ele, 
o cidadão não pode apenas esperar ações do Estado, das forças 
de segurança. “A pessoa que compra peças roubadas, que adquire 
equipamentos derivados de roubo e furto, por exemplo, está finan-
ciando o crime”, pontuou.
Por fim, o vice-governador parabenizou as polícias Militar e 
Civil do Estado pelas recentes ações de repressão ao crime. “Em 
pouco tempo já é notada pela população uma melhora significativa 
da sensação de paz e tranquilidade entre os goianos. Quero rea-
firmar que aqui em Goiás quem ousar infringir a lei será preso e 
entregue à justiça”, disse.
“Nossas polícias estão motivadas, prontas para o combate”, 
afirmou o titular da SSPAP ao ressaltar que Goiás é o Estado que 
mais investe proporcionalmente em segurança. “Somente em 
2015, aplicamos cerca de 12,5% do nosso orçamento”.19
Parceria entre SSPAP e Tribunal de Justiça visa moderni-
zar tramitação de inquéritos
Intenção foi firmada entre as duas instituições durante assina-
tura de termo de doação pelo Tribunal de Justiça de equipamentos 
eletrônicos e móveis para Superintendência Executiva de Admi-
nistração Penitenciária
A Secretaria de Segurança Pública e Administração Peniten-
ciária (SSPAP) e o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás ini-
ciaram, nesta quinta-feira (14), as tratativas para uma parceria no 
sentido de modernizar a tramitação de inquéritos e a comunicação 
entre as duas instituições. De acordo com o vice-governador e 
secretário de Segurança Pública, José Eliton, essa integração é im-
19 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/investiremos-ainda-
-mais-em-inteligencia-no-combate-a-criminalidade-diz-jose-eliton-em-rio-
-verde.html - 11/04/2016 
Didatismo e Conhecimento 28
CONHECIMENTOS GERAIS
portante para o aperfeiçoamento do sistema judiciário. “É uma parceriaque constrói, que ajuda, na medida em estamos trabalhando conjun-
tamente na instalação de ferramentas tecnológicas que possam dar agilidade à parte de investigação no âmbito da Polícia, fazendo todo o 
inquérito digital e remetendo ao judiciário por via eletrônica”, afirmou.
José Eliton recebeu nesta quinta-feira o juiz Wilson da Silva Dias, diretor do Foro da Comarca de Goiânia, e o diretor geral do Tribunal 
de Justiça, Stenius Lacerda Bastos, que formalizaram a doação à Secretaria de Segurança Pública de 60 mesas para escritórios e 85 com-
putadores, destinados à Superintendência Executiva de Administração Penitenciária. “A doação é em prol da própria sociedade e temos a 
certeza de que ao beneficiar as unidades do sistema penitenciário essas doações também irão resultar em ganhos para toda a população”, 
disse o juiz Wilson Dias.
Durante o encontro, ele apresentou ao vice-governador e titular da SSPAP o esforço do tribunal em tornar plenamente digital os proces-
sos nas várias áreas. “Até o final deste ano, os processos cíveis, da área de família e da fazenda pública estarão digitalizados e até o meio do 
ano nenhum processo entrará no tribunal por meio físico; e queremos avançar também na área criminal”, acentuou. “Os processos criminais 
têm sua origem nos inquéritos policiais e de nada adianta termos um processo eletrônico no tribunal se os inquéritos continuarem chegando 
em grandes volumes de papel”, explicou Wilson Dias.
Conforme explicou, uma primeira reunião já foi definida para a próxima semana, quando será discutida toda a logística para que num 
futuro próximo os inquéritos policiais sejam direcionados ao poder judiciário por via eletrônica.
Segundo o vice-governador e secretário José Eliton, a Secretaria de Segurança Pública já deu um passo importante para aperfeiçoar 
esse processo ao criar o Registro de Atendimento Integrado (RAI) que é todo eletrônico e que forma a base dos inquéritos. “Na medida em 
que tivermos a capacidade de encaminhar o inquérito para o poder judiciário de forma digitalizada, ele pode rapidamente apreciar, deferir 
ou indeferir as medidas cautelares e os pedidos de prisões, dando mais agilidade aos processos; portanto, essa integração é muito importante 
para aperfeiçoar todo o sistema judiciário”, afirmou.20
 
Projeto de assistência jurídica a integrantes das forças de segurança é exemplo para o País
Para presidente da Assembleia Legislativa, Hélio de Sousa, e para representantes de entidades ligadas à segurança pública, gover-
nador Marconi Perillo e governador em exercício José Eliton dão importante passo na consolidação de direitos de servidores da SSPAP
Representantes de diversas entidades ligadas à segurança pública manifestaram apoio ao projeto de autoria do Governo de Goiás que 
institui indenização por pagamento de defesa jurídica aos policiais das diversas forças de segurança do Estado. O governador em exercício, 
José Eliton, entregou a proposta ao presidente da Assembleia Legislativa, Helio de Sousa, em solenidade ocorrida nesta quarta-feira (20) na 
sala de reuniões do 10º andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira.
Para a presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Goiás (Sindepol), Silvana Nunes Ferreira, o projeto é uma im-
portante referência, pois ao zelar dos policiais, o Estado proporciona mais motivação àqueles que protegem a sociedade. “Trata-se de um 
projeto muito importante. As polícias goianas precisam desse respaldo”, declarou.
Assim como a representante do Sindepol, o presidente da Associação dos Oficiais da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar (Assof), 
tenente-coronel Ubiratan Régis Junior, elogia a proposta implementada pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança Pública 
e Administração Penitenciária (SSPAP). Segundo ele, a iniciativa é exemplo para o Brasil. “É um projeto que já chama a atenção de outros 
estados. Merece nosso total reconhecimento”, disse.
O deputado federal e delegado licenciado João Campos afirmou que “o governador Marconi Perillo e o governador em exercício José 
Eliton fazem história ao implementar um projeto que se traduz em efetiva segurança jurídica que dará mais tranquilidade aos profissionais 
que defendem com garra os cidadãos goianos”, relatou. A medida contempla as polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Supe-
rintendência de Polícia Técnico-Científica e Superintendência Executiva de Administração Penitenciária do Estado de Goiás.
Presidente da Assembleia Legislativa, Helio de Sousa, ao receber o projeto das mãos de José Eliton, afirmou que o texto a ser apreciado 
em plenário representa um sentimento de todo o povo goiano. “Fico feliz em participar desse momento histórico que evidencia grandes 
esforços do governo de Goiás e investimentos necessários para que a segurança pública avance cada vez mais”, relatou.
20 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/parceria-entre-sspap-e-tribunal-de-justica-visa-modernizar-tramitacao-de-inqueritos.html - 14/04/2016 
Didatismo e Conhecimento 29
CONHECIMENTOS GERAIS
O presidente da Alego lembrou a todos que a indenização por assistência jurídica é mais uma ação dentre outros projetos encabeçados 
por Marconi Perillo e José Eliton desde a criação da força-tarefa por segurança pública em Goiás, no final do mês de fevereiro. As iniciativas 
contam com respaldo da Assembleia Legislativa, OAB, Tribunal de Justiça, Ministério Público e entidades ligadas à segurança pública.21
Índices de criminalidade caem em Goiás
Taxa de homicídios reduz 13,53% no estado e furtos a veículos despencam 31,58% no período de outubro de 2015 a abril de 2016, revelam 
registros do Observatório de Segurança. Ações integradas das forças policiais e investimentos na área de inteligência têm impacto positivo 
Ações integradas entre as forças de segurança de Goiás aliadas à política de investimentos em inteligência policial e ao lançamento de 
programas estratégicos reduzem os índices de criminalidade em todas as regiões do estado. Registros divulgados ontem pela Gerência do 
Observatório de Segurança da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP) demonstram que a taxa de homicí-
dios em Goiás caiu 13,52% e a de furtos a veículos despencaram 31,58% no período de outubro de 2015 a abril de 2016. Furtos a comércio 
e a residências retraíram 28,88% e 7,1%, respectivamente.
Três das quatro modalidades de roubos também recuaram: a prática de roubo em comércio retrocedeu 19,05%, o roubo de veículo teve 
queda de 12,08%, e o crime de roubo a transeunte ficou 1,96% menor. Entre as oito ocorrências reativas, sete apresentaram recuo neste in-
tervalo de tempo. Apenas os roubos a residência aumentaram em 13,88%, porém, no primeiro quadrimestre deste ano já demonstra tendência 
de estabilidade e queda.
21 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/projeto-de-assistencia-juridica-a-integrantes-das-forcas-de-seguranca-e-exemplo-para-o-pais.html - 
20/04/2016 
Didatismo e Conhecimento 30
CONHECIMENTOS GERAIS
Quedas em comparação anual
Os dados do mês de abril divulgados pela Gerência do Observatório de Segurança demonstram que a taxa de homicídios em Goiás 
recuou 17,25% em abril de 2016 se comparada com igual período de 2015. Na capital, a redução chegou a 38,33% no mesmo critério de 
comparação. Furtos em comércios e em residências também apresentaram recuos significativos. As duas ocorrências caíram, respectiva-
mente, em 21,12% e 8,21%.
Os números apontam também que, desde o início do ano, os homicídios dentro do Estado seguem em declínio. Em janeiro aconteceram 
250 ocorrências. Os meses seguintes apontaram queda no ritmo dessa natureza de ocorrência (fevereiro, 240; março, 224; e abril, 211). 
Essa modalidade de crime demonstra consistência de queda sequencial. Em termos percentuais, a retração já acumula 15,60% nesses meses.
Goiânia (-38,33%), Anápolis (-38,89%) e Aparecida de Goiânia (-25%) influenciaram fortemente na redução dos homicídios de abril 
em relação ao mesmo mês do ano passado.Esses municípios participaram também da redução de outras modalidades pesquisadas: a capital 
diminuiu em 25% sua taxa de tentativa de homicídios. Em Anápolis, os roubos em residências caíram 41,18%, ao passo que os estupros 
recuaram 87,5% em Aparecida.
 Crimes de alta prioridade têm recuo
A Secretaria de Segurança Pública divulgou também levantamento que mostra a evolução dos crimes considerados de alta prioridade. 
As ações táticas ostensivas da polícia têm obtido resultados históricos na redução dos homicídios. Nesse quesito, o gráfico da segurança 
mostra no estado uma descendente constante desde o mês de dezembro de 2015.
As principais cidades goianas que foram foco das primeiras operações do programa Tolerância Zero mantiveram a tendência de queda 
dos homicídios: Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Senador Canedo, Rio Verde, Formosa e Trindade, foram locais que acompanha-
ram a queda.
O gráfico que representa o interior apresentou oscilações nesses sete meses, porém com o detalhe de haver registrado grande queda no 
mês passado. Os números de abril apresentaram 23,80% de queda se comparados com os homicídios praticados em outubro do ano passado. 
Algumas cidades do Entorno do Distrito Federal não acompanharam a tendência mas, de acordo com informações da SSPAP, esses locais 
devem ser alvos de ações mais intensas das forças policiais nas próximas semanas.
As estatísticas mostram ainda que o crime de estupro está caindo na região metropolitana da capital e no interior. Na Grande Goiânia, 
eles recuaram 37,03% em abril ante o mês outubro e 41,37% em relação a dezembro do ano passado. No interior do estado, o mês de abril 
obteve o menor número de ocorrência dessa natureza desde novembro de 2015. A queda em todo o estado ficou em 18,37% e 27,27% na 
mesma comparação anterior.
Furtos em comércio despencam
Em todas as regiões do Estado, os furtos a comércio tiveram queda significativa durante o período de outubro de 2015 a abril de 2016. 
O crime está em queda livre desde janeiro último quando aconteceram 710 casos. Desde então, esses furtos caíram mês a mês fechando o 
mês passado com o total de 463 ocorrências, ou recuo de 37,8%.
Nas regiões metropolitana da capital, entorno do DF e interior do estado, os furtos a comércio recuaram seguidamente desde o início do 
ano. Pela ordem, ouve recuo de 45,69%, 18,81% e 27,2% nessas regiões.
Da mesma forma, os dados estaduais mostram a retração de furtos em residências. Desde dezembro de 2015, esse tipo de crime vem 
diminuindo sistematicamente. De 1.688 casos registrados na época, os registros caíram nos meses subsequentes: janeiro (1.658), fevereiro 
(1.628), março (1.574) e abril (1.465).
O histórico de furtos a transeuntes mantém a linearidade entre outubro do ano passado e abril deste ano, com taxa de queda 9,77% nas 
ocorrências registradas no período.
O histórico da evolução dos crimes de furtos e roubos de veículos no estado, principalmente na região metropolitana de Goiânia, 
mostra números animadores para quem é proprietário de veículos motorizados. Essa espécie de furto obteve redução, na comparação entre 
janeiro e abril, em todas as estratificações por região. No geral, as quedas atingiram 37,77% nos furtos e 27,37% nos roubos de veículos, se 
comparado os meses de janeiro e abril deste ano. Na região metropolitana, a queda chegou a 45,58% e 31,12%, utilizando-se os mesmos 
comparativos acima.
A redução dos crimes relacionados a veículos automotores na região do entorno registrou taxa negativa de 18% nas duas naturezas 
criminais. No interior do estado, os crimes sofreram redução de 36,13% e de 27,27%, respectivamente.22
22 Fonte: www.ssp.go.gov.br/noticias-em-destaque/indices-de-criminalidade-caem-em-goias.html - 05/05/2016 
Didatismo e Conhecimento 31
CONHECIMENTOS GERAIS
TRANSPORTE
Infraestrutura e energia » 
Transportes
A infraestrutura de transportes brasileira e, especialmente, a goiana é fundamental para o desenvolvimento econômico de Goiás, pois 
o Estado tem localização privilegiada no país. Essa localização central de Goiás no território brasileiro favorece o uso de diferentes mo-
dais - rodoviário, ferroviário, aeroviário, hidroviário e dutoviário - que interligam as demais regiões do país. Alguns apresentam vantagens 
e desvantagens em decorrência de fatores como segurança e eficiência no atendimento às demandas, custo do frete em relação ao valor da 
mercadoria, tipo e destino da mercadoria.
Existe uma preferência, inclusive histórica, pelo transporte rodoviário, que deve ser repensada no contexto de um planejamento de longo 
prazo. O atraso no desenvolvimento de novos modais sobrecarrega as rodovias, encarecendo o custo de transporte, já que para grandes distân-
cias, esse não é o meio de menor custo operacional. Neste sentido, o investimento nesta e em outras alternativas é um desafio para o Estado.
O Plano de Desenvolvimento do Sistema de Transporte do Estado de Goiás (PDTG) foi o primeiro planejamento estratégico intermodal 
de transportes, realizado em Goiás, e contou na sua elaboração com a participação das três instâncias governamentais e da sociedade civil. 
Teve como meta alinhar políticas e ações públicas necessárias para adequar o setor de transportes aos fluxos produtivos relevantes para o 
Estado e constituir parte do financiamento da malha rodoviária estadual. Portanto, para entender o atual contexto dos transportes em Goiás 
é interessante que se retome o PDTG e se entenda a estratégia logística nacional.
Rodoviário
Um dos estudos mais importantes sobre o transporte rodoviário é feito periodicamente pela Confederação Nacional do Transporte 
(CNT). Para Goiás, o estudo cobriu 5.384 km de rodovias em 2014. A frota goiana era de mais de 3,2 milhões de veículos para uma extensão 
de 11.155 km pavimentados, dos quais 3.466 km são federais e 7.629 km são estaduais. DO total, 87% são de pistas simples de mão dupla 
e apenas 13% de pista dupla.
A condição geral das rodovias localizadas no Estado é de 7% em ótimo, 30% bom, 44% regular, 13% ruim e 6% péssimo. Sobre a clas-
sificação de alguns aspectos especificamente, a respeito da superfície do pavimento e pinturas das faixas centrais e laterais, quase metade 
está em ótimas condições, entretanto, a outra metade está desgastada ou em más condições, sendo esta uma das fragilidades do principal 
meio de escoamento da produção goiana. 81% dos quilômetros de rodovias em Goiás possuem placas de indicação, com 80% destas visíveis 
e 85% legíveis.
Didatismo e Conhecimento 32
CONHECIMENTOS GERAIS
 
Recentemente o Governo de Goiás anunciou pacote de obras de conclusão e construção de novas estradas, pontes, aeroportos, viadutos 
e duplicações. Este volume de obras significou o maior pacote de investimentos já feito na infraestrutura rodoviária e aeroportuária em 
Goiás, através do Programa Rodovida. O programa foi dividido em quatro eixos (Reconstrução, Urbano, Manutenção e Construção), sendo 
que para o modal rodoviário a prioridade foi atender trechos que apresentavam dificuldades nas condições de tráfego e propor o aumento da 
vida útil das rodovias em, no mínimo, 10 anos.
Nos últimos anos, o governo federal vem duplicando algumas das principais rodovias que cortam o Estado. Assim, grande parte dos 
investimentos será realizada por meio de concessões, que atingiram o território goiano, na BR-153 GO/TO, trecho Anápolis (Entr. BR-060) 
– Entr. TO-080 (56 km de Palmas); e, na BR-050 GO/MG - Entr. BR-040 (Cristalina) – Div. SP/MG, passando por Catalão.
Ressalta-se que o estudo da CNT mostra que as condições das rodovias com gestões concedidas são, em média, melhor que as de gestão 
pública. Logo, provavelmente, além da duplicação, as referidas rodovias terão uma melhora qualitativa que facilitará o tráfego, e consequen-
temente, o desenvolvimento econômico do Estado.
Mobilidade Urbana
A Constituição Federal rege que o sistema de transporte público urbano é gerido pelo governo municipal, enquanto o transporte me-
tropolitano de passageirosé responsabilidade dos estados em conjunto com as cidades da região metropolitana, restringindo-se às linhas 
de ônibus urbanos e semi-urbanos. Logo, a mobilidade urbana é um tema que diz respeito, especialmente, aos maiores centros urbanos do 
Estado, como a Região Metropolitana de Goiânia, Anápolis e o Entorno do DF, que tem grande ligação com o Distrito Federal. Este possui 
suas próprias políticas de mobilidade, mais articuladas aos governos municipais daquela região do que à esfera estadual goiana.
Didatismo e Conhecimento 33
CONHECIMENTOS GERAIS
Em Goiânia, chama atenção a construção do Veículo Leve so-
bre Trilhos (VLT), projeto integrado ao sistema de transporte me-
tropolitano. Os recursos, da ordem de bilhões, serão do Programa 
de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo do Estado de 
Goiás e da iniciativa privada. Outra obra importante a ser execu-
tada é o sistema BRT (Bus Rapid Transit) de Goiânia, chamado de 
Corredor Goiás Norte/Sul com previsão de início das operações 
para 2016. A concepção do sistema prevê a implantação de faixas 
exclusivas para o transporte coletivo e a substituição da frota atual 
por veículos de maior capacidade. Esses tipos de iniciativas são 
importantes para dar mais qualidade ao transporte público e redu-
zir o tempo médio de viagem, o que representa maior qualidade 
de vida para os goianos. Além disso, são exemplos para cidades 
de menor porte, que já começam a sofrer os problemas ligados ao 
trânsito das grandes cidades.
Nessa linha, de acordo com o estudo Arranjos Populacionais e 
Concentrações Urbanas do Brasil do IBGE, Anápolis possui uma 
intensidade de deslocamento média alta com Goiânia, o que insti-
ga uma maior atenção do poder público a respeito das políticas de 
transporte de passageiros entre as duas cidades.
Ferroviário
É sabido que um dos transportes terrestres com menor custo 
para longas distâncias é o ferroviário. Essa seria uma das melho-
res alternativas de escoamento da produção agrícola de grãos do 
Estado de Goiás. Dentre os benefícios das ferrovias estão os de 
reduzir os custos de comercialização no mercado interno, reduzir a 
emissão de poluentes, reduzir o número de acidentes em estradas, 
melhorar o desempenho econômico de toda a malha ferroviária e 
desafogar os outros modais, aumentar a competitividade dos pro-
dutos brasileiros no exterior e, melhorar a renda e a distribuição
da riqueza nacional.
Atualmente, Goiás conta com o recém construído ramal norte 
da Ferrovia Norte-Sul (FNS). Esta teve sua construção iniciada por 
trechos, na década de 1980, a partir da ligação com a Estrada de 
Ferro Carajás. O traçado inicial previa a construção de 1.550 km, 
de Açailândia (MA) até Anápolis (GO), entretanto o trecho recém 
inaugurado faz parte do Tramo Central (855 km) e vai de Anápolis 
até Porto Nacional (TO). Atualmente existem investimentos em 
execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no 
ramal sul da FNS. Este trecho vai de Ouro Verde de Goiás (GO) a 
Estrela d´Oeste (SP), correspondendo a 669km.
Outra ferrovia importante com presença em Goiás é a Cen-
tro-Atlântica (FCA), originária da antiga Rede Ferroviária Federal 
S/A (RFFSA) e voltada exclusivamente para a operação ferroviá-
ria de cargas com logística focada, principalmente, em granéis.
Em Goiás, novos investimentos no modal ferroviário fa-
zem parte do Programa de Concessões de Rodovias e Ferrovias, 
no qual a Valec comprará capacidade de transporte da ferrovia e 
oferecerá sua capacidade. O governo federal dividiu o programa 
em duas etapas que contemplam trecho entre Lucas do Rio Verde 
(MT) – Uruaçu (GO) da Ferrovia da Integração Centro-Oeste e faz 
parte do primeiro grupo.
A conclusão e operação dessas ferrovias revelam uma série de 
oportunidades, mas, por outro lado, geram alguns desafios para o 
Estado. Entre eles, e talvez o mais importante, o de interligar as ro-
dovias aos terminais de cargas dessas ferrovias. Além disso, o au-
mento da competitividade dos produtos goianos pode agravar ainda 
mais a questão da demanda por transporte rodoviário, demandando 
do Governo do Estado investimento ainda maior em estradas.
Aeroviário
De acordo com Anuário de Transporte Aéreo 2012 da Agên-
cia Nacional de Aviação Civil (ANAC), existem em Goiás quatro 
aeroportos utilizados por voos domésticos regulares e não regula-
res: Goiânia, Rio Verde, Caldas Novas e Minaçu. Segundo estudo 
do IMB, existem 31 aeródromos públicos, 107 aeródromos priva-
dos e 17 helipontos. Está em execução um programa do Governo 
federal de expansão dos aeroportos regionais, além de um projeto 
do Governo estadual em execução, que contempla um aeroporto 
de cargas (e, possivelmente, passageiros) em Anápolis, que integra 
a Plataforma Logística Multimodal de Goiás.
O Programa de Investimentos em Logística-Aeroportos, da 
Empresa de Planejamento e Logística (EPL) tem o objetivo de for-
talecer e ampliar a aviação regional, com novos aeroportos, aumen-
to do número de rotas operadas pelas empresas aéreas, melhoria da 
infraestrutura aeroportuária e ampliação da malha de aeroportos 
regionais. Este programa prevê a construção ou expansão de 10 
aeroportos em Goiás (Mapa 1), e conta com parceria, por meio de 
convênio, com Estados e municípios, o que garantiria o custeio e 
gestão desses aeroportos. Desse modo, a sobrecarga no transporte 
rodoviário reduziria, elevando a eficiência do transporte aéreo no 
Estado. Além de tudo, a localização estratégica de Goiás para esse 
tipo de transporte o coloca entre um dos principais Estados para 
receber novas rotas. Neste contexto, o Aeroporto de Goiânia, pres-
tes a ser concluído, vai exigir a atenção do Governo do Estado no 
que se refere às obras urbanísticas em torno da área, assim como 
um plano de expansão, dada a recente elevação da demanda não 
acompanhada pela oferta de infraestrutura aeroviária.
Por fim, ressalta-se a adequação da interligação dos diferentes 
tipos de transportes, que, neste sentido, foi criada a Plataforma Lo-
gística Multimodal de Goiás, baseada em sua localização estraté-
gica, “Trevo do Brasil”, situada entre Goiânia e Brasília, com fácil 
acesso rodoviário ao DAIA (Distrito Agroindustrial de Anápolis) 
e Porto Seco (Estação Aduaneira do Interior) pelas BR-153 e BR-
060, além do ramal ferroviário com a Ferrovia Centro-Atlântica 
- cuja ligação com os trilhos da ferrovia Norte-Sul está na imi-
nência de se efetivar - e do Aeroporto de Cargas de Anápolis. A 
Plataforma se oferece para ser o centro de serviços de logística 
integrado com as principais rotas logísticas do país, com acesso 
eficiente aos eixos de transporte rodoviário, ferroviário e aeropor-
tuário, promovendo uma maior sinergia operacional entre as em-
presas do Estado.
Hidroviário
O território goiano é ocupado pelas maiores bacias hidrográ-
ficas do Brasil: a do Paraná, Tocantins/Araguaia e São Francisco. 
Entretanto, apenas nas duas primeiras há navegação com trans-
porte de cargas viável economicamente. Em Goiás destacam-se 
como centros polarizadores os municípios de Luís Alves, no rio 
Araguaia, e São Simão, no Paranaíba-Tietê-Paraná. Estes chamam 
atenção pela sua potencialidade produtiva e disponibilidade de 
infraestrutura, que viabilizam o transporte da produção, princi-
palmente agrícola e de minérios, atividades que o Estado tem se 
sobressaído no período recente.
A pesquisa da CNT da Navegação Interior de 2013 levantou 
os principais problemas das hidrovias brasileiras. No caso goiano, 
os portos foram identificados com problemas sem gravidade nos 
quesitos eficiência, carência de terminais, berços e retroáreas. No 
que se refere aos canais de navegação, as profundidades observa-
Didatismo e Conhecimento 34
CONHECIMENTOS GERAIS
das durante as cheias foram consideradas ideais. Porém, na seca, as profundidades médias observadas nos terminais de Goiás são inferiores 
à profundidade informada como necessária para garantir a navegação segura, obrigando os armadores a operarem com embarcações car-
regadas abaixo da capacidadeou até não navegarem. Neste sentido, para garantir a profundidade necessária para comportar, o tráfego das 
embarcações (no canal de navegação ou na área dos berços) é fundamental a realização de operações de dragagem. Neste quesito, Goiás 
teve 50% das avaliações negativas, portanto, necessitando de especial atenção do poder público. Por fim, a pesquisa mostra que o tempo de 
espera para atracação é razoável.
Dutoviário
O modal dutoviário em Goiás se refere ao duto que vai de Senador Canedo (GO) a Paulínia (SP) e de lá para o porto de São Sebastião, 
além dos projetos de duto paralelo ao anterior e do ramal que partirá de Jataí (GO), passando por Itumbiara (GO) com o mesmo destino. O 
projeto é de um grupo de empresas e se estende por 1,3 mil km ligando algumas das principais regiões produtoras do Estado com o principal 
centro consumidor do país. O alcoolduto prevê uma redução média de 50% dos custos de escoamento da produção goiana de etanol do sul 
do Estado, além de reduzir a emissão de poluentes, desafogar as rodovias e ser mais ágil no atendimento dos centros consumidores.
 
Didatismo e Conhecimento 35
CONHECIMENTOS GERAIS
Goiás possui uma extensa malha viária. Conta com 3.400 km 
de rodovias federais, 18.610 quilômetros de rodovias estaduais e 
64.690 quilômetros de rodovias municipais, o que totaliza 86.700 
quilômetros de rodovias, dos quais somente 7.822 são pavimenta-
dos. A BR-050 que passa por Catalão, e liga cidades como Brasília, 
Uberlândia, Uberaba e Santos é uma das rodovias federais que pas-
sa pelo o estado. A BR-153 corta o estado de Norte a Sul, ligando 
Itumbiara, na divisa com Minas Gerais, a Porangatu, na divisa com 
Tocantins. A BR-040 que liga Brasília a Belo Horizonte e ao Rio 
de Janeiro conecta também, por sua vez, diversos municípios goia-
nos como Cristalina, Luziânia, Valparaíso de Goiás. Outras rodo-
vias dignas de destaque são a BR-060 que liga Brasília a Goiânia e 
ao Mato Grosso do Sul, cortando o Sudoeste goiano; e a BR-070, 
que liga Brasília a Aragarças e ao Mato Grosso.
Atualmente o transporte ferroviário é pouco utilizado em 
Goiás, o Estado possui um trecho de linha férrea que interliga par-
te de Minas Gerais ao Sudeste de Goiás e um outro trecho que 
interliga o Sudeste Goiano à capital Goiânia passando por Senador 
Canedo, cidade na qual possui grande distribuidoras petrolíferas e 
abatedouros de grande porte junto a margem dessa ferrovia. Mas 
este quadro pode mudar já que o Governo Federal começou as 
obras da Ferrovia Norte-Sul com grande parte já pronta em Goiás, 
despontando do recém criado Porto Seco de Anápolis em direção 
ao Tocantins lado norte e lado sul indo em direção a Minas Gerais. 
A Ferrovia Norte-Sul está bem infra-estruturada na região norte do 
país devido aos investimentos crescentes do Governo Federal. Já 
foi finalizada pela presidente Dilma Rousseff.
Há apenas uma hidrovia no Rio Paranaíba e o principal porto 
dela é o de São Simão que faz parte da Hidrovia Paraná-Tietê.
O trafego aéreo de Goiás conta com vários aeroportos sendo o 
mais movimentado o Santa Genoveva, em Goiânia. Em Anápolis 
foi construída a Base Aérea para aviões supersônicos. As compa-
nhias aéreas que servem Goiás são: “TRIP + TOTAL”, “TAM”, 
“GOL”, “Azul”, “Passaredo”, “Oceanair” e “SETE” além de algu-
mas companhias que fazem o serviço de táxi aéreo.23
Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governador Marconi Perillo apresenta na tarde desta quarta-
feira (18), em seminário no Americas Society and Council of the 
Americas, em Nova York, as potencialidades e oportunidades de 
negócios de Goiás para investidores norte-americanos e latino-a-
mericanos. O seminário encerra missão comercial do Governo de 
Goiás nos Estados Unidos, que começou na última segunda-feira, e 
é o principal compromisso dos três dias de agenda em Nova York.
O objetivo do governador é captar novos investimentos para 
a economia local, que impactem de forma positiva na geração de 
postos de trabalho e aumento da renda dos goianos. Para conter os 
efeitos da retração econômica do País, o Governo de Goiás tem 
apostado no estreitamento das relações econômicas e culturais 
com diferentes nações do mundo. O programa de internacionaliza-
ção de Goiás, iniciado em 1999, ampliou de 40 para 160 o total de 
países com os quais Goiás têm intercâmbio comercial.
O seminário do governador será durante o Lide Business Lun-
ch, no Americas Society and Council of the Americas. Ao longo 
dos quatro mandatos de Marconi à frente do governo de Goiás, 
esta é a 31.ª missão do governo. Apenas neste último mandato são 
23 Fonte: www.goias.gov.br/paginas/invista-em-goias/infraestrutura-e-
-energia/ www.pt.wikipedia.org
sete missões comerciais. Como consequência, desde 2014 o gover-
no já assinou 33 protocolos de intenção com empresas nacionais 
e estrangeiras, totalizando investimento superior a R$ 3,5 bilhões.
A projeção é de que estas empresas gerem pelo menos 30 
mil postos de trabalho diretos e indiretos no Estado. Estimativas 
da equipe econômica do governo apontam que cerca 60% destes 
protocolos só foram possíveis pela agenda no exterior. As últimas 
missões realizadas para a Europa e os Estados Unidos, por exem-
plo, foram fundamentais para o anúncio do investimento de R$ 
650 milhões da Heineken em Itumbiara. Para a missão realizada à 
Oceania, Marconi avaliou, logo após a sua chegada, que a agenda 
de reuniões vai abrir as portas para o Estado de um mercado em 
crescimento nos ramos de tecnologia e inovação.
Reflexos
Os investimentos externos na econômica de Goiás são funda-
mentais para o desenvolvimento da economia. Na última década 
foram gerados mais de 1 milhão postos de trabalho no Estado. Em 
2015 a população ocupada em Goiás era de mais de 3,5 milhões 
de pessoas. Os empregos estão sendo ocupados por pessoas com 
melhor qualificação: mais de 50% dos trabalhadores, com carteira 
assinada, tem o ensino fundamental e/ou médio completo
Entre 2004 e 2015, o PIB de Goiás cresceu em média 4,8% ao 
ano, enquanto o aumento médio do País ficou em 3,4%. Os dados 
são do relatório do Banco Central (Bacen). Goiás cresceu 50% aci-
ma da média nacional. O bom desempenho da economia goiana foi 
impulsionado, principalmente, pelo dinamismo do comércio, da 
indústria de transformação e do setor de outros serviços
Outro reflexo desses investimentos está na diminuição da 
desigualdade. Entre 2005 a 2015, os 20% mais pobres do Estado 
tiveram crescimento na sua renda de 7,3 pontos, numa escala de 
0 a 10. Os 20% mais ricos avançaram metade deste índice. Esse 
crescimento da renda das famílias carentes foi real, não causado 
pela transferência de renda.
Avaliação
O governador Marconi Perillo avalia que esses investimentos 
externos diminuem para efeitos da crise econômica nacional. Em 
pronunciamento recente, ele observou que, embora o Brasil atra-
vesse a pior crise econômica de sua história, Goiás tem conseguido 
se sobressair por meio da atração de empresas. “Empresários apos-
tam na pujança do Estado, na competitividade, incentivos fiscais e 
segurança jurídica”, disse.
Ele também fez referência ao protagonismo dos empreende-
dores que sabem aproveitar as oportunidades que as crises geram: 
“Eles estão apostando mais uma vez em um dos diferenciais que o 
nosso Estado tem, que é a competitividade. Goiás é, hoje, um Es-
tado estratégico para o desenvolvimento nacional”. Destacou que 
o governo tem cumprido com sua parte ao garantir incentivos e o 
cumprimento de todos os pré-requisitos e garantias para que todos 
os empreendimentos possam acontecer.24
Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governador Marconi Perillo afirmou nesta segunda-feira 
(16), após participar de reuniões e do encerramento do pregão da 
Bolsa de Valores de Nova York, que o aumento da participação de 
24 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/233012/NY-Marconi-
-mostra-for%C3%A7a-de-Goi%C3%A1s-a-investidores.htm - 18 de Maio de 2016 
Didatismo e Conhecimento 36
CONHECIMENTOSGERAIS
Goiás em eventos internacionais é resultado do reconhecimento do 
avanço administrativo e econômico do Estado nos últimos anos. 
Marconi esteve na Bolsa de Valores de York ao lado do ex-presi-
dente do Banco Central do Brasil, Armínio Fraga, principal pales-
trante do 5.º World Economy and Brazil.
“Goiás tem hoje um prestígio muito grande fora do Brasil gra-
ças ao trabalho que estamos fazendo para organizar as finanças, 
impulsionar o desenvolvimento do Estado, e principalmente gra-
ças ao fato de Goiás ter crescido, nos últimos 16 anos, 10 vezes”, 
afirmou Marconi, em referência ao crescimento do Produto Interno 
Bruto do Estado entre 1999 e o ano passado – de R$ 17,4 bilhões 
para R$ 160 bilhões. “Por tudo que Goiás representa hoje em ter-
mos de avanços tecnológicos e da gestão, nosso Estado é reco-
nhecido e convidado para um evento tão emblemático como esse 
aqui”, afirmou o governador, em referência à agenda da Missão 
Comercial do Governo de Goiás nos Estados Unidos.
Entre as áreas em que o Governo de Goiás vem apostando 
para impulsionar o crescimento da economia, o governador citou 
a política de incentivos fiscais, a modernização da gestão, a inova-
ção e a competitividade. “São políticas de governo formuladas em 
sintonia com o setor produtivo, trabalhadores e empresários, com 
foco na geração de emprego e renda”, disse o governador. Os com-
promissos da Missão Comercial começaram nesta segunda-feira e 
se estendem até a próxima quarta-feira, dia 18 de maio.
Nesta terça-feira, Marconi participa de conferência promovi-
da pelo Banco BTG. Na quarta-feira, o governador apresenta as 
potencialidades econômicas de Goiás no Lide Business e participa 
da Conferência do Açúcar e do Etanol, evento anual que discute os 
investimentos e as políticas públicas voltadas para o setor. Nesta 
segunda-feira, mais cedo, o governador esteve no 5º World Eco-
nomy and Brazil, onde afirmou que o Brasil precisa fazer as refor-
mas estruturantes necessárias à retomada do crescimento.
As reformas também foram o ponto central das apresenta-
ções de todos os palestrantes. “Perdemos 14 anos no Brasil sem 
reformas. É preciso reconquistar esse espaço perdido focando para 
valer, priorizando para valer e buscando consenso em relação a 
essas reformas”, afirmou Marconi após o evento, em entrevista 
à imprensa. As reformas estruturantes são sempre muito difíceis, 
polêmicas, mas absolutamente necessárias. Sem passar por elas o 
Brasil não vai conseguir chegar a esse patamar de prosperidade 
que nós desejamos”, disse o governador.
O debate foi feito entre o fundador da Gávea Investimentos e 
ex-presidente do Banco Central do Brasil, Arminio Fraga; o Dire-
tor do Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas e 
ex-presidente do Banco Central do Brasil, Carlos Geraldo Lango-
ni, e o diretor e economista do Banco Bradesco, Octavio de Barros.
O governador lembrou ainda que os palestrantes reconhece-
ram a importância do agronegócio para a economia brasileira, e 
que é preciso fortalecê-lo. “Todos são unânimes em dizer que se 
desperdiça muito dinheiro no Brasil por falta de planejamento, 
por falta de bons projetos e por conta da falta de foco na gestão”, 
frisou. Ele informou que está, junto à sua comitiva, conversando 
com investidores fortíssimos, tanto do Brasil quanto dos Estados 
Unidos, que são potenciais industriais do futuro em Goiás.25
25 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232679/Avan%C3%A7o-
-econ%C3%B4mico-fez-Goi%C3%A1s-reconhecido.htm - 17 de Maio de 2016 
Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
A reforma administrativa promovida por Marconi Perillo em 
Goiás foi um dos assuntos abordados no encontro entre o gover-
nador e o economista brasileiro Pérsio Arida, ocorrido nesta terça-
feira, em Nova York; no segundo dia da missão comercial nos Es-
tados Unidos, Marconi participou de conferência promovida pelo 
Banco BTG, que tem Pérsio como um dos comandantes, e recebeu 
os “parabéns” pelo trabalho desenvolvido 
A Redação (João Unes, de NY) - A reforma administrativa 
promovida por Marconi Perillo em Goiás foi um dos assuntos 
abordados no encontro entre o governador e o economista brasilei-
ro Pérsio Arida, ocorrido nesta terça-feira (17/5), em Nova York. 
No segundo dia da missão comercial nos Estados Unidos, Marconi 
participou de conferência promovida pelo Banco BTG, que tem 
Pérsio como um dos comandantes, e recebeu os “parabéns” pelo 
trabalho desenvolvido. 
Marconi e Pérsio também conversaram sobre a economia bra-
sileira e possíveis ações para tirar o país da atual crise econômica. 
Acompanhado da secretária da Fazenda, Ana Carla Abrão, o go-
vernador destacou que Goiás anda na contramão da crise, conquis-
tando índices positivos e gerando empregos. O cenário, conforme 
destacou, é fruto da reforma administrativa que cortou gastos e 
ajustou despesas.
Conhecido por transitar com facilidade entre governo e setor 
privado, Pérsio avaliou que o Brasil passa por um momento de 
transformação. “Acho que há razões para ser otimista. Goiás tem, 
certamente, muito a contribuir porque nossa plataforma exporta-
dora é, sem sombra de dúvidas, muito diversificada. Tem indústria, 
tem agricultura. Goiás é um dos Estados que mais cresce no Bra-
sil”, disse o economista, referindo-se ao posicionamento geográ-
fico do Estado.
“Acontece que muita gente não tem coragem política em fazer 
o óbvio e, nesse sentido, o Governo de Goiás tem que ser muito 
elogiado. São Paulo, Goiás e Espírito Santo são Estados que estão 
na vanguarda desse processo”, completou Pérsio, que é um dos 
idealizadores do Plano Real.26
Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governador Marconi Perillo disse nesta segunda-feira, em 
Nova York, onde lidera missão internacional, que Goiás acertou e 
virou modelo de administração para outros estados ao inovar na 
gestão. Marconi falou após participar do “V World Economy and 
Brazil”, que teve palestras dos ex-presidentes do Banco Central 
Armínio Fraga e Carlos Langoni
“Goiás é um caso de sucesso porque nós procuramos investir 
ao longo do tempo nas parcerias privadas e principalmente nas 
gestões novas e nas áreas estratégicas, como saúde e educação”, 
disse o governador Marconi Perillo em entrevista para a Agência 
Estado e Valor Econômico.
“Nós temos hoje dois programas muito importantes que são 
as espinhas dorsais deste governo, um focado na inovação, que é o 
Inova Goiás e o outro é o Goiás Mais Competitivo. Acho que para 
sairmos da crise nós vamos ter que investir em criatividade e em 
programas que possam fazer a diferença”.
26 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232753/Goi%C3%A1s-
-est%C3%A1-na-vanguarda-da-reforma-avalia-economista.htm - 17 de Maio 
de 2016 
Didatismo e Conhecimento 37
CONHECIMENTOS GERAIS
Economia nacional
Marconi comentou sobre as palestras de Armínio Fraga e Lan-
goni. “Todos são unânimes em dizer que se desperdiça muito di-
nheiro no Brasil por falta de planejamento, falta de bons projetos 
e falta de foco na gestão. Além do desperdícios que acontecem por 
causa da corrupção”.
“Hoje nós ouvimos muito falar-se em confiança. O Dr. Ar-
mínio foi muito claro ao dizer que é preciso ter confiança mas é 
preciso também ter ação prática”.
“Na minha opinião o governo quando chega e tem gordura 
para queimar ele precisa investir em reformas, infelizmente nós 
perdemos 14 anos no Brasil sem reformas, é preciso reconquistar 
esse espaço perdido focando para valer e priorizando para valer”.27
Goias 247 - Potencialidades e Oportunidades Negócios
O governo de Goiás espera que a gestão do presidente em 
exercício, Michel Temer, priorize a retomada do processo de pri-
vatização da Celg. O ministro dos Transportes, Maurício Quintel-
la Lessa, afirmou ao jornal O Estado de S.Paulo que a ordem de 
Temer é “privatizar ou conceder tudo o que for possível na área 
de infraestrutura”. O governo federal intenciona recuperar com 
agilidade os investimentos, uma das ações previstas no plano de 
reequilíbrio econômicoe da retomada da competitividade no país.
Em entrevista concedida a Associação Goiana dos Municípios 
(AGM), Marconi discorreu sobre a necessidade da retomada do 
processo de privatização da Celg para retomar investimentos e me-
lhorar o sistema de energia ofertado ao cidadão. Disse que seria 
absolutamente insensato se houvesse por parte do governo federal 
qualquer interrupção do curso do processo de privatização.
“O que as pessoas querem é serviço de qualidade, energia de 
qualidade, água de qualidade, telefonia de qualidade, reguladas, fis-
calizadas, saúde de qualidade”, afirmou, lembrando que a Celg é 
federalizada desde 2012, quando passou a ser gerida pela Eletrobras. 
“A Celg não é um problema de Goiás apenas. É, fundamentalmente, 
um problema federal. A Celg é federalizada, e ela não pode entrar 
em colapso, precisa ter uma solução rápida porque está tendo pre-
juízos, e, à medida que for privatizada, nós vamos ter dinheiro pra 
novos investimentos, garantindo a melhoria do sistema, a melhoria 
da energia que é entregue aos consumidores, e também obras que 
vão garantir o atendimento a novas demandas dos consumidores re-
sidenciais, comerciais, industriais e do agronegócio”, explicou.
O governador lembrou que a privatização da Celg ficou pa-
ralisada por conta do processo de impeachment de Dilma Rous-
seff e que agora o governo de Goiás aguarda a abertura do edital 
para federalização da empresa. Ressaltou que hoje tanto o governo 
federal como o governo estadual não têm recursos para investir 
na recuperação da companhia e fazer face aos investimentos ne-
cessários para atender às demandas reprimidas de consumidores 
residenciais, industriais e comerciais.
“Com a privatização, nós vamos ter dinheiro. Espera-se que 
só nos primeiros anos, pelo menos R$ 2 bilhões sejam investidos, 
pelos novos detentores da concessão, em obras, subestações, re-
des, que possam melhorar a qualidade do suprimento de energia 
aqui no Estado. Tudo o que tinha de ser feito na Aneel, no TCU, 
em todas as instâncias já foi feito. Agora, só estamos esperando 
27 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232524/Goi%C3%A1s-
-acertou-ao-inovar-na-gest%C3%A3o-diz-Marconi.htm - 16 de Maio de 2016 
o lançamento do edital. A única coisa que falta é isso. A empresa 
é boa, mas tem déficits mensais. Não podemos mais esperar pela 
privatização, sob pena da Celg entrar em colapso”, alertou.28
Pesquisadores se reúnem no 1º Workshop do Projeto Bio-
gás Redutor 
Workshop foi realizado na sala da diretoria do Câmpus Goiânia.
Pesquisadores realizaram nesta segunda e terças-feiras, 16 e 
17 de maio, o primeiro workshop do Projeto Biogás Redutor, na 
sala da diretoria do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás 
(IFG). A ação faz parte do Convênio de Cooperação Técnica fir-
mado entre docentes do IFG - Câmpus Goiânia, da Universidade 
Federal de Goiás (UFG), a Fundação de Amparo à Pesquisa do 
Estado de Goiás (Fapeg) e a Votorantim Metais para a implemen-
tação de ações e metas relacionadas ao projeto “Biogás redutor de 
cana energia para redução de minérios lateríticos”.
A abertura do workshop, realizada nesta segunda no Câmpus 
Goiânia, contou com a presença do diretor-geral do Câmpus Goiâ-
nia, Alexandre Silva Duarte, do diretor científico da Fapeg, Albe-
nones José de Mesquita, e do coordenador do projeto e professor 
do IFG – Câmpus Goiânia, Wagner Bento Coelho. De acordo com 
o coordenador do projeto, Wagner Bento, o convênio foi firmado 
em 2015 e a realização do workshop é uma das atividades progra-
madas para o projeto. Do Câmpus Goiânia, participam do projeto 
os professores Joachim Werner Zang, Warde da Fonseca Zang e 
Sérgio Botelho.
Segundo o professor Wagner, são esperados resultados que 
podem transformar a realidade energética do Estado, melhoran-
do diversos setores, como o econômico e o social. “No Estado de 
Goiás, não temos aqui o gás como fonte de energia. Esse proje-
to permite a substituição, em boa escala, do gás natural. Existe 
a possibilidade muito grande da matriz energética do Estado de 
Goiás se beneficiar de mais esse insumo. Além disso, essa inova-
ção possibilita indiretamente a geração de empregos, recolhimento 
de impostos e outra série de benefícios”, ressalta.
28 Fonte: www.brasil247.com/pt/247/goias247/232430/Gest%C3%A3o-
-Temer-deve-agilizar-venda-da-Celg.htm - 16 de Maio de 2016 
Didatismo e Conhecimento 38
CONHECIMENTOS GERAIS
Fomento
Para o diretor científico da Fapeg, Albenones José de Mes-
quita, a ação da Fapeg no projeto propiciou, além do fomento, a 
união entre os setores acadêmico e empresarial, em uma parceria 
benéfica para a sociedade. “A Fapeg teve um papel catalisador na 
ação para o estabelecimento desta parceria público-privada. Neste 
caso, todos os lados são beneficiados, com o fomento da pesquisa 
e produção de conhecimento para a academia; a redução de gastos 
e a melhoria da produtividade, para o setor empresarial; e a socie-
dade, com estímulo à indústria e geração de emprego e processos 
menos poluentes ao meio ambiente”, ressalta.
O projeto também ganhou reforços, com o interesse de grupos 
científicos da Alemanha e da França, na pesquisa, e que deverão 
dar apoio técnico à sua execução. Faz parte da ação a Université 
de Poitiers (França) e há o interesse da Forschungszentrum Jülich 
(Alemanha) em também participar do projeto. Além das discus-
sões pertinentes à iniciativa, também foi realizado um tour pelo la-
boratório do Mestrado em Tecnologias de Processos Sustentáveis, 
da Rede Brasileira de Biogás.
No total, está sendo investido R$ 1,05 milhão, sendo R$ 700 
mil da Fapeg para concessão de Bolsa de Pesquisa, Formação e 
Bolsas Tecnológicas, e para Fomento à Pesquisa em Áreas Estra-
tégicas; e R$ 350 mil pela Votorantim Metais para atividades de 
pesquisa e desenvolvimento.
Sobre o projeto
O projeto busca substituir o óleo combustível por biogás de 
cana energia como matéria-prima utilizada na geração de gases 
redutores em processos de redução de metais (níquel e cobalto), 
tendo a VM como piloto do projeto. A ideia é buscar, por meio 
de pesquisas e conhecimentos científicos, alternativas energéticas 
para melhorar indicadores ambientais e sociais, além de reduzir os 
custos da produção.
Além da redução de insumos e custos, o projeto prevê dentro 
dessa aproximação entre universidade e setor empresarial, o forta-
lecimento de arranjo produtivo local, geração de emprego e renda 
e maior desenvolvimento econômico no Norte Goiano. Também 
faz referência ao incentivo à implantação de polo de desenvolvi-
mento de biometano em Goiás e, ainda, a criação de indústria de 
Química Verde e Carbono Renovável no Estado.29
Professores do IFG estão em Portugal para adaptação de 
sistema de comunicação para surdos 
29 www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/article/1-latest-
-news/3546-workshop-biogas-produtor - 17/05/2016 
Sistema está sendo adaptado no Porto para uso no IFG.
A partir de parceria do Instituto Federal de Goiás (IFG) com o 
Instituto Politécnico do Porto (IPP), dois professores da Instituição 
estão em Portugal para realizar uma adaptação do software Virtual 
Sign para que ele faça a tradução bidirecional para a Língua Bra-
sileira de Sinais (Libras). O objetivo é adaptar o sistema para que 
possa ser adotado por todos os câmpus do IFG, na perspectiva da 
educação inclusiva, simplificando o processo de aprendizagem e 
comunicação para promoção da igualdade de oportunidades para 
todos os que usam a língua gestual.
 O Diretor Executivo do IFG, professor Adelino Candido, 
conta que a oportunidade de uso do sistema pela Instituição surgiu 
por acaso, em uma das visitas do Reitor do IFG, professor Jerôni-
mo Rodrigues da Silva, ao Porto (Portugal). “Em uma das tratati-
vas para as parcerias com o IPP para pós-graduação e pesquisa, o 
Reitor conheceu o sistema e viu ali a possibilidade de ampliar a 
inclusão no IFG em todos os câmpus”, destacou Adelino Pimenta. 
O Diretor Executivo antecipa que, após a adaptação para Libras,há a possibilidade de o sistema ser usado por todas as instituições 
que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica 
e Tecnológica.
A partir disso, as conversas entre as instituições evoluíram e o 
IFG decidiu custear a viagem dos professores do Câmpus Apare-
cida de Goiânia Waléria Vaz (coordenadora do curso de Pedagogia 
Bilíngue) e Thiago Aguiar, professor de Libras, para trabalharem 
na adaptação do Virtual Sign para a Língua Brasileira de Sinais. 
Com as adaptações que estão sendo feitas, a aplicação permitirá 
traduzir os gestos usados na Libras para texto escrito e traduzir o 
texto escrito para os seus respetivos gestos na Língua Brasileira 
de Sinais.
Os professores ficam no Porto até o dia 20 de maio, perío-
do em que terão também o acompanhamento de representantes do 
Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP). Estão também 
sendo realizadas atividades de intercâmbio de conhecimentos rela-
cionados ao Grupo de Pesquisa Graphics, Interaction and Learning 
Technologies – GILT.
Sobre a participação dos professores do Câmpus Aparecida de 
Goiânia, o chefe do Departamento de Áreas Acadêmicas da unida-
de, professor Wanderley Azevedo de Brito, destaca que é de gran-
de interesse para o IFG a participação dos professores no projeto, 
em função do curso de licenciatura em Pedagogia Bilíngue que é 
ofertado no Câmpus.
A segunda etapa dessa parceria entre o IFG e o IPP objetiva 
o desenvolvimento dos sensores da luva que é utilizada na tradu-
ção gesto-texto do Virtual Sign, de forma a baratear os custos do 
equipamento.30
30 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/
article/1-latest-news/3527-comunicacao-para-surdos - 05/05/2016 
Didatismo e Conhecimento 39
CONHECIMENTOS GERAIS
Estudante desenvolve protótipo para coleta de água plu-
vial em residências 
Estudantes do Centro Acadêmico de Engenharia Ambiental e 
Sanitária do Câmpus Goiânia.
Com o objetivo de mostrar para o público que é possível de-
senvolver um sistema simples para coleta e aproveitamento da 
água da chuva, aluna do curso de Engenharia Ambiental e Sani-
tária do Câmpus Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG), Re-
nata Mafra, desenvolveu um protótipo de uma minicisterna para o 
armazenamento de águas pluviais em residências. A ação integra 
um projeto do Centro Acadêmico - CA de Engenharia Ambiental e 
Sanitária do Câmpus Goiânia, que visa promover atividades liga-
das ao meio ambiente a cada mês.
De acordo com a estudante e desenvolvedora da minicisterna, 
Renata Mafra, do 7º período de Engenharia Ambiental e Sanitá-
ria, o protótipo foi elaborado com vários materiais, buscando fazer 
a representação proporcional de uma casa, feita em isopor, bem 
como de calhas e um pote de plástico em alusão à minicisterna, 
para exemplificar o funcionamento do sistema de coleta de água 
pluvial. Segundo a estudante, a intenção com o protótipo foi a de 
incentivar as pessoas a implantarem esse sistema em suas casas, 
com baixo custo e de fácil desenvolvimento. O passo a passo sobre 
a construção da minicisterna esteve disponível durante exposição 
realizada na entrada da biblioteca do Câmpus Goiânia do IFG, até 
ontem, 2 de maio.
Além da responsabilidade ambiental, a estudante frisa outras 
vantagens com o desenvolvimento da minicisterna.“Além da reuti-
lização da água como benefício para o meio ambiente, o protótipo 
propõe a utilização de materiais simples, como tambor para 200 
litros, calhas, tubulações. Algo muito barato em relação ao retorno 
que vai trazer”, ressalta Renata Mafra. A minicisterna foi projetada 
para marcar a importância do Dia Mundial da Água, celebrado em 
22 de março.
 
Calendário ambiental
A minicisterna é o segundo projeto executado pelos estudantes 
da diretoria do Centro Acadêmico - CA de Engenharia Ambiental 
e Sanitária do Câmpus Goiânia do IFG. O objetivo dos estudantes 
é promover ações e atividades em consonância com o calendário 
ambiental brasileiro, que celebra datas comemorativas ligadas ao 
meio ambiente durante todo o ano. Participam desse projeto anual 
de iniciativa do CA os alunos: Renata Mafra, Michelle Honório, 
Janeide Magalhães, Bianca, Aura, Caroline Souza, Ingrid Karolli-
ne e Daniel Antunes. Além desses, o CA de Engenharia Ambiental 
e Sanitária também convida estudantes dos outros cursos do Câm-
pus Goiânia para participarem do projeto.
Para o mês de maio deste ano, o CA de Engenharia Ambiental 
e Sanitária articula um minicurso sobre compostagem, para cele-
brar o Dia do Solo, comemorado em 3 de maio, proporcionando 
uma atividade voltada ao tratamento de resíduos sólidos.31
Diálogos entre Literatura e Cinema está com inscrições 
abertas 
Estudantes dos cursos técnicos integrados no Câmpus Goiâ-
nia do Instituto Federal de Goiás podem se inscrever a partir de 
hoje, 15 de abril, no projeto Diálogos entre Literatura e Cinema. 
Os interessados devem garantir sua inscrição, pela internet, até o 
dia 22 deste mês.
Neste ano, a programação do projeto se inicia no dia 25 de 
abril e vai até o mês de junho, com exibições de filmes e discussões 
de obras da literatura e do cinema com professores convidados, 
às segundas-feiras, a partir das 13h até às 16h30, na Cinemateca 
do Câmpus Goiânia. São oferecidas 90 vagas, e os participantes 
receberão certificado de 32 horas de atividades extracurriculares, 
mediante frequência, mínima, de 75%.
Segundo a coordenadora do projeto, professora Josimeire 
Aguiar, o Diálogos entre Literatura e Cinema pretende desenvol-
ver ações de atividades complementares, fomentando o debate por 
meio de exibições de filmes que foram baseados em obras escri-
tas da literatura nacional ou universal. O projeto tem por objetivo 
proporcionar, aos alunos dos cursos técnicos integrados ao ensino 
médio, uma visão geral sobre os recursos linguísticos, literários e 
cinematográficos explorados nesses dois tipos de leitura: a leitura 
da obra escrita e a cinematográfica. O Diálogos entre Literatura e 
Cinema está na sua 9ª edição, sendo promovido pela coordenação 
de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias no Câmpus Goiânia.
A abertura, dia 25, contará com a exibição do filme: “Meu 
pé de Laranja Lima”, adaptação cinematográfica da obra de José 
Mauro Vasconcelos, que será debatida pelo professor Waldeir 
Eterno da Silva.
Confira abaixo a programação 2016.1 do Diálogos entre Lite-
ratura e Cinema:
 
Abril
25.04
Abertura do projeto e “Meu pé de laranja lima” – adaptação 
homônima da obra de José Mauro Vasconcelos.
Palestrante: Prof. Ms. Waldeir Eterno da Silva
 
Maio
02.05
“Otelo” – adaptação homônima da obra de William Shakes-
peare.
Palestrante: Prof. Dr. André Perez da Silva
09.05
“O jardineiro fiel” - adaptação homônima da obra de John Le 
Carré
Palestrante: Profa. Dra. Sandra Regina Longhin
16.05
“O pequeno príncipe” – adaptação homônima da obra de An-
toine de Saint-Exupéry.
Palestrante: Profa. Dra. Deusa Castro de Barros
23.05
31 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/article/1-
-latest-news/3525-prototipo-coleta-agua-pluvial - 03/05/2016 
Didatismo e Conhecimento 40
CONHECIMENTOS GERAIS
“Matrix” – Diálogo com as obras Mito da caverna, de Platão; 
Alice no país das maravilhas, de Lewis Carrol e Simulacro e simu-
lações, de Jean Baudrillard.
Palestrante: Ms. Humberto Pires da Paixão
 
Junho
06.06
“Só dez por cento é mentira” – documentário sobre a vida e 
obra de Manoel de Barros, dirigido por Pedro Cézar.
Palestrante: Prof. Dr. Alexssandro Ribeiro Moura
13.06
“Goethe” – adaptação da obra Os sofrimentos do jovem Wer-
ther, de Johann Wolfgang von Goethe.
Palestrante: Prof. Ms. Renan Gonçalves Rocha
14.06
“Anna Karenina” – adaptação homônima da obra de Liev 
Tolstói.
Palestrante: Profa. Dra. Paula Franssinetti M. Dantas
 
Diálogos entre Literatura e Cinema
Inscrições: 15 a 22 de abril, pelo link (clique aqui)
Abertura do projeto: 25 de abril, a partir das 13h, na Cine-
mateca.
Número de vagas: 90
Público-alvo: Estudantes dos cursos técnicos integrados no 
Câmpus Goiânia32
 
Aberturado 6º SLICT destaca a importância da divulga-
ção de pesquisas no Câmpus Goiânia 
Professor do IFG, Joachim Werner Zang, ministrou palestra 
de abertura do 6º SLICT, no Teatro do IFG.
Foi aberta hoje, 19 de abril, a programação do 6º Seminário 
Local de Iniciação Científica e Tecnológica – SLICT no Câmpus 
Goiânia do Instituto Federal de Goiás (IFG). Durante dois dias, 
estudantes e professores participam de palestras, minicursos e 
comunicações orais, para a divulgação das produções científicas 
desenvolvidas pela comunidade acadêmica no âmbito do câmpus.
A palestra de abertura, no Teatro do IFG, foi proferida pelo 
professor do IFG, Joachim Werner Zang, que falou sobre o concei-
to de Bioeconomia, sobre pesquisas em andamento no IFG relacio-
nadas com Bioeconomia e projetos em desenvolvimento.
32 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/
article/1-latest-news/3496-dialogos-literatura-cinema - 15/04/2016 
Antes da palestra de abertura, houve apresentação musical do 
GruLaP – Grupo do Laboratório de Percussão do IFG. O professor 
de Música e coordenador do grupo, Ronan Gil, frisou a possibi-
lidade de se casar Artes com a Ciência, ressaltando que as peças 
musicais que foram apresentadas na abertura são também resultan-
tes de pesquisas científicas em percussão em desenvolvimento no 
Câmpus Goiânia do IFG.
A cerimônia de abertura contou com a presença do pró-rei-
tor de Pesquisa e Pós-Graduação do IFG, Ruberley Rodrigues de 
Souza; do diretor-geral do Câmpus Goiânia, professor Alexandre 
Silva Duarte; do Gerente de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão 
do Câmpus Goiânia, José Luis Domingos; e da coordenadora de 
Pesquisa e Inovação no Câmpus Goiânia, Regina Célia Bueno da 
Fonseca. O diretor-geral do Câmpus Goiânia, Alexandre Duarte, 
recordou a importância da iniciação científica para sua própria car-
reira e currículo e incentivou os estudantes a investirem em suas 
formações, a partir do desenvolvimento de pesquisas.
O Gerente de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão do Câm-
pus Goiânia, José Luis Domingos, também destacou a relevância 
do seminário local. “Esse evento tem um papel importante. O foco 
dele é para o aluno, para inseri-lo no mundo da pesquisa”. A coor-
denadora de Pesquisa e Inovação, Regina Célia Bueno da Fonseca, 
pontuou que espera que os alunos do Câmpus Goiânia continuem 
realizando pesquisas, “porque esse é o nosso caminho: ensino e 
pesquisa”. Para esta sexta edição do seminário local, foram ins-
critos 54 trabalhos de autoria de estudantes e professores do Câm-
pus Goiânia. Participaram também da abertura a Diretora de Pós-
Graduação do IFG, Clarinda Aparecida da Silva, e professores do 
Câmpus Goiânia.
 
Incentivo à publicação científica
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação do IFG, Ruberley 
Rodrigues de Souza, lembrou a contribuição dos seminários locais 
de iniciação científica e tecnológica nos câmpus do IFG, para a 
formação do estudante pesquisador, bem como daqueles que par-
ticipam como ouvintes nas comunicações orais. O pró-reitor in-
centivou ainda os estudantes e seus orientadores a se inscreverem 
para a premiação dos cinco melhores resumos no Seminário Insti-
tucional de Iniciação Científica e Tecnológica, que será realizado 
no segundo semestre letivo deste ano.
Didatismo e Conhecimento 41
CONHECIMENTOS GERAIS
De acordo com o pró-reitor Ruberley, os cinco melhores tra-
balhos, entre os destaques da iniciação científica, serão convidados 
a ampliarem suas pesquisas para o formato de resumo completo. 
Os estudos avaliados e selecionados irão compor como capítulos 
de um livro a ser lançado pela pró-reitoria de Pesquisa e Pós-gra-
duação do IFG. Ainda em sua fala, o pró-reitor convidou a comu-
nidade acadêmica do Câmpus Goiânia a colaborar na reelaboração 
da Política de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação do IFG, que 
está em discussão no Plano de Desenvolvimento Institucional - 
PDI 2017-2021.33
Cursos de medicina suspensos em Goiás
Autorizações para novos cursos foram suspensas pelo 
Conselho Pleno no CEE-GO
O Conselho Estadual de Educação de Goiás (CEE-GO) sus-
pendeu por 180 dias (seis meses) os pedidos de autorização do 
curso de medicina no Sistema Educativo do Estado de Goiás. A 
Resolução CEE/CP n. 8, de 01 de dezembro de 2015, determina 
que durante este prazo seja redigida uma norma específica para 
análise e deliberação sobre estes atos. Consta ainda no documento 
que a medida não se aplica às instituições de educação superior 
que gozam de autonomia universitária.
Em Goiás cidades como Aparecida de Goiânia, Goianésia, 
Ceres, Trindade e Mineiros pleitearam junto ao Ministério da Edu-
cação (MEC) a abertura de cursos de Medicina. Demanda que faz 
parte de uma orientação do Governo Federal para interiorização 
do curso no Brasil. No entanto, para a instituição conseguir essa 
autorização parâmetros como infraestrutura, projeto pedagógico e 
corpo docente são criteriosamente avaliados.
Em entrevista a reportagem do Diário da Manhã a presidente do 
CEE/GO, Maria Ester Galvão de Carvalho informou que há pedidos 
de abertura de três novos cursos em tramitação no Conselho Esta-
dual de Educação. Esclareceu que os motivos que levaram o Conse-
lho a suspender a autorização do curso de medicina está relacionado 
à situação concreta do País e, particularmente do Estado de Goiás.
“Os cursos de medicina, para a sua autorização e oferta, exi-
gem um olhar distinto, com mais profundidade e verticalidade, na 
sua avaliação. Dessa forma, o CEE constatou a necessidade de 
baixar diretrizes próprias para as avaliações deste curso. Essas di-
retrizes serão analisadas e discutidas ao longo dos 180 dias em que 
o Conselho suspendeu a análise dos pedidos de abertura de novos 
cursos de medicina”, informou.
33 Fonte: www.ifg.edu.br/goiania/index.php/component/content/article/1-
-latest-news/3502-seminario-local-iniciacao-e-tecnologica - 19/04/2016 
Sobre o diagnóstico dos cursos de medicina oferecidos no Es-
tado, Ester esclarece que o CEE só é responsável pela avaliação 
dos cursos oferecidos pelas instituições de educação superior do 
Sistema Educativo do Estado de Goiás. “Temos sob nossa res-
ponsabilidade avaliativa quatro cursos de medicina. Um acaba de 
ser reconhecido com uma boa avaliação, na cidade de Rio Verde 
(UniRV)” diz.
Ela descreve que o outro é, em Aparecida de Goiânia, o qual 
também é oferecido pela UniRV, e esse menciona, ainda não foi 
objeto de avaliação para o reconhecimento, pois ainda não com-
pletou o ciclo necessário para esse procedimento (que é de três 
anos), embora tenha passado, recentemente, por uma verificação 
in loco por parte do Conselho de Educação.
Observa que a UniRV também oferece o curso de medicina 
em Goianésia, após a autorização da abertura do campus naquele 
município. O quarto curso é o da UniFimes, no município de Mi-
neiros. “No geral as condições de oferta são consideradas favorá-
veis. O Conselho considera que a situação desses cursos exige um 
natural e constante aprimoramento e se certifica que sejam cumpri-
das as exigências básicas para a sua oferta” avalia.
Ester considera que apesar da carência de médicos em todo o 
país é preciso baixar diretrizes próprias para a avaliação dos cursos 
no estado. “O CEE considera que, de fato precisamos aumentar a 
oferta de cursos de medicina. No entanto, o nosso entendimento é 
que essa expansão só poderá/deverá acontecer quando assegurada 
que a oferta desses cursos implicará na formação de profissionais 
da medicina com a qualidade que a saúde brasileira requer e que 
nossa população deseja”, finaliza.
Brasil aumenta número de médicos, mas mantém desigualda-
de na distribuição
Dados do relatório Demografia Médica no Brasil 2015 indi-
cam que cerca de 400 mil médicos atuam no Brasil. De acordo 
com os números divulgados hoje (30) pelos conselhos Regional de 
Medicina de São Paulo (Cremesp) e Federal de Medicina (CFM), 
o total de registros de médicos no país é de 432.870, mas 33.178 
registros se referem a registros secundários, ouseja, são de profis-
sionais com mais de um registro nos conselhos regionais.
A segunda inscrição ocorre quando o médico trabalha em 
áreas fronteiriças entre dois estados [e ele têm registro em mais 
de um conselho] ou quando ele muda temporariamente para fazer 
cursos ou especializações. Deduzidos os registros secundários, o 
total de médicos no país soma 399.692 profissionais.
Considerando-se o total de registros médicos no país, já que 
um médico pode atuar em estados diferentes, o Brasil tem, em mé-
dia 2,11 médicos para cada grupo de mil pessoas. A taxa é muito 
próxima a de países desenvolvidos como Estados Unidos [média 
de 2,5 médicos por grupo de mil habitantes], Canadá (2,4) e Japão 
(2,2). Segundo Mário Scheffer, coordenador do estudo, nessa mé-
dia não é considerada o número total de médicos, mas o de regis-
tro, porque “um médico com dois registros tem de ser contado nos 
dois estados, porque ele é mão de obra para ambos”.
Desigualdade
A distribuição desses médicos pelo país é muito desigual tan-
to entre as unidades da Federação quanto em relação a capitais e 
interior do país. A região Sudeste, por exemplo, concentra mais da 
metade dos médicos do país (55,3%), enquanto a região Norte tem 
apenas 4,4% desse total, seguida pelo Centro-Oeste, com 7,9%.
Didatismo e Conhecimento 42
CONHECIMENTOS GERAIS
O estado do Maranhão dispõe de 5.396 médicos, o que cor-
responde a 1,3% do total de profissionais brasileiros, enquanto sua 
população corresponde a 3,4% do total nacional. A média é a mais 
baixa do país, de 0,79 profissionais para cada grupo de mil pes-
soas. O estado de São Paulo concentra 117.995 médicos (28,1% do 
total), para uma população que corresponde a 21,7% do país [2,7 
médicos a cada grupo de mil]. O Distrito Federal é a unidade fede-
rativa com maior concentração de médicos por grupo de pessoas 
do país: 4,28 médicos a cada mil pessoas.
As 27 capitais do país concentram 55,24% do total de registros 
de médicos, embora a população dessas cidades represente apenas 
23,80% do país. Todas as 5.543 cidades do interior têm 44,76% 
dos médicos, enquanto sua população soma 76,2% do Brasil. Com 
isso, a taxa de médicos por grupos de mil habitantes soma 4,84 nas 
capitais e 1,23 médicos no interior.
“O médico é um profissional que demora 12 anos para se for-
mar. Ele não vai trabalhar em lugares distantes se não houver boas 
condições para sua família. O relatório mostra que abrir escolas 
não resolverá o problema porque a maioria deles [médicos] vai tra-
balhar em cidades com mais de 50 mil habitantes. O governo pre-
cisa desenvolver uma política de interiorização”, defendeu Braúlio 
Luna, presidente do Cremesp.
Salário
A maioria dos médicos tem mais de um emprego e se submete 
a longas jornadas semanais de trabalho. Do total de médicos do 
país, apenas 22% têm somente um empregador. O restante tem 
entre dois ou mais vínculos.
A maioria dos médicos [75,5% do total] trabalha mais de 40 
horas semanais. O salário da maioria [62,4%] é de R$ 16 mil men-
sais. No entanto, o salário é considerado baixo pelo presidente do 
CFM, Carlos Vital. Segundo ele, o ideal seria um salário de R$ 11 
mil por 20 horas semanais ou R$ 22 mil por 40 horas.
“Essa é a proposta que a categoria médica tem defendido. Mas 
o governo paga, em média, R$ 6 mil por 40 horas semanais. Isso 
é extremamente desmotivador”, afirmou Braúlio Luna, presidente 
do Cremesp.
Para Vital, a PEC 459, em tramitação na Câmara dos Depu-
tados desde 2009 e que institui a carreira de estado para o médi-
co brasileiro, poderia ajudar a resolver esse problema salarial e 
garantir condições dignas para o exercício da profissão. “A PEC 
reconhece o exercício da medicina como essencial ao estado. A 
lei é que irá, posteriormente, regulamentar e determinar esses sa-
lários”, concluiu.
Governo adia terceirização da educação em Goiás por fal-
ta de OS qualificada
O governo de Goiás suspendeu o processo de terceirização 
da gestão da educação pública no estado, uma vez que nenhuma 
Organização Social inscrita no processo apresentar capacidade 
técnica que contemple as exigências da Secretaria de Educação. 
Na terça-feira (29), o governo goiano encaminhou à Assembleia 
Legislativa do estado um projeto de lei de autoria do Executivo 
que altera a Lei das Organizações Sociais estaduais.
Apesar da falta de qualificação, as entidades inscritas no pro-
cesso continuam credenciadas para a área da Educação e poderão 
participar do novo edital que será lançado nas próximas semanas. 
De acordo com a secretaria estadual de Educação, será oferecia 
capacitação às entidades participantes do processo.
 
Recentemente, a reportagem “Quem vai administrar as es-
colas de Goiás?”, da revista Nova Escola, denunciou o desastre 
do processo de terceirização da gestão da educação em Goiás. A 
publicação apurou informações sobre das dez OS que estavam cre-
denciadas até aquele momento no processo. O levantamento mos-
trou empresas com menos de um ano de vida, com escassa expe-
riência em Educação e com equipes técnicas ainda não definidas.
Professores e estudantes seguem mobilizados para barrar o 
processo de transferência da gestão da educação pública para as 
organizações sociais. No final do ano, os estudantes promoveram 
a ocupação de diversas escolas no estado, em protesto à medida. 
O protesto foi duramente reprimido pelo governo, com pedidos de 
reintegração de posse executados com violência pela força policial 
do estado.
Didatismo e Conhecimento 43
CONHECIMENTOS GERAIS
O modelo de gestão de serviços públicos via OS já se de-
monstrou problemático em muitos estados, em especial na área 
da saúde. Exemplos vindos do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná 
comprovam que a precarização do trabalho, a piora na qualidade 
do atendimento, a falta de transparência, a falta de controle so-
cial, a diminuição e atraso no pagamento de salários e o desvio de 
verbas públicas são práticas recorrentes dessas parcerias público
-privadas. A entrega das escolas públicas para administração via 
OS transforma as escolas em empresas, que passarão a funcionar 
dentro de um modelo gerencial, preocupado com a lucratividade e 
o cumprimento de metas.34
Goiás repassará 25% das escolas estaduais para OS em 2016
Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino 
Superior - ANDES-SN
O governo de Goiás anunciou que, em 2016, repassará a ges-
tão de um quarto das escolas estaduais para Organizações Sociais 
(OS). Com a medida, cerca de 250 escolas goianas serão geridas, 
com dinheiro público, por organizações privadas. 
A justificativa da Secretaria de Educação de Goiás para a ter-
ceirização das escolas é que o desempenho dos estudantes goianos 
é baixo, e que isso se deve ao fato das escolas serem geridas por 
professores, e não por gestores. Por isso, o governo convidou or-
ganizações com experiência de gestão privada, como escolas par-
ticulares e fundações, para assumirem um quarto das escolas do 
estado. 
As OS que assumirem as escolas terão, de acordo com o go-
verno, autonomia para contratar parte dos professores, e, além dis-
so, serão responsáveis pela contratação de todos os trabalhadores 
temporários do ensino básico estadual goianos – hoje 30% dos tra-
balhadores das escolas de Goiás. 
Para Giovanni Frizzo, um dos coordenadores do Grupo de 
Trabalho de Política Educacional (GTPE) e 1º vice-presidente da 
Regional Rio Grande do Sul do ANDES-SN, o governo de Goiás, 
seguindo a mesma lógica adotada pelo governo federal, busca im-
plantar políticas de privatização e precarização da educação pública. 
“Entregar as escolas públicas para administração de OS sig-
nifica transformar as escolas em empresas, que elas funcionem na 
forma gerencial destes modelos de gestão. Ou seja, não será a for-
mação humana a preocupação central da educação, mas sim a sua 
34 Fonte: ANDES-SN
https://ene2016.org/2016/04/04/governo-adia-terceirizacao-da-educa-
cao-em-goias-por-falta-de-os-qualificada - 04/04/2016 
lucratividade e o cumprimento de metasestabelecidas pelas pró-
prias OS e governos, ferindo a autonomia das instituições públicas 
de ensino”, afirma o diretor do ANDES-SN. 
Frizzo ainda critica o fato de que, ao invés dinheiro público 
para financiar a educação pública, o governo de Goiás opta por 
utilizar dinheiro público em empresas privadas como as Organi-
zações Sociais. 
Organizações Sociais rondam Instituições Federais de Ensino
A ameaça de repasse de gestão da educação pública para OS 
não está restrita à educação básica goiana. Em setembro de 2014, 
o então presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal 
de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, declarou em 
um debate sobre educação superior que a Capes, o Ministério de 
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério da Edu-
cação (MEC) pretendem criar uma OS para contratar docentes 
para as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) por meio da 
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
O modelo de gestão de serviços públicos via OS já se demons-
trou problemático em muitos estados, em especial na área da saúde. 
Exemplos vindos do Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná mostram 
que a precarização do trabalho, a piora na qualidade do atendimen-
to, a falta de transparência, a falta de controle social, a diminuição 
e atraso no pagamento de salários e o desvio de verbas públicas são 
práticas recorrentes dessas parcerias público-privadas.35
Policiais militares expulsam estudantes à força de escola 
ocupada em Goiás
Estudantes que ocupavam a escola Ismael Silva de Jesus, loca-
lizado no bairro Vitória, em Goiânia (GO), denunciam que policiais 
militares (PM) invadiram a escola na manhã segunda-feira (25), sem 
mandado judicial, e os expulsaram com pontapés, socos e empur-
rões. Devido à ação truculenta, nesta terça-feira (26), os estudantes 
foram ao Ministério Público prestar queixa dos abusos cometidos 
pela PM na desocupação. O colégio estava ocupado desde dia 17 
de dezembro de 2015, em protesto contra o novo modelo de gestão 
terceirizada das escolas, imposto pelo governo estadual. 
Estudantes e apoiadores da Ocupação Ismael Silva relataram 
na página Secundaristas em Luta, mantida pelos manifestantes no 
Facebook, que a ação da polícia foi violenta e contou com a coni-
vência do diretor da instituição e um funcionário. “Os alunos estão 
muito machucados. Tem um com uma fratura exposta inclusive, 
a grande maioria é menor de idade. Não aceitaremos ações trucu-
lentas para com jovens que estão lutando pela defesa de uma edu-
cação pública e gratuita”, diz um dos textos. Os estudantes temem 
pela integridade física dos alunos, a maioria entre 13 e 16 anos, 
que ocupam as outras 26 escolas. 
Ocupações
Com a saída dos estudantes do Colégio Ismael, o número de 
colégios ocupados no estado de Goiás caiu para 26. Os municípios 
que têm escolas ocupadas são Goiânia, São Luís de Montes Belos, 
Cidade de Goiás, Anápolis e Aparecida de Goiânia. Os estudantes 
são contrários à medida do governo de Goiás, que repassará 25% 
das escolas estaduais para Organizações Sociais (OS) no ano de 
2016. Com a medida, cerca de 250 escolas goianas serão geridas, 
com dinheiro público, por organizações privadas. 
35 Com informações de EBC e Folha de São Paulo. Ilustração de 
Rafael Balbueno. 
www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7852 - 
19/11/2015
Didatismo e Conhecimento 44
CONHECIMENTOS GERAIS
As OS que assumirem as escolas terão, de acordo com o go-
verno, autonomia para contratar parte dos professores, e, além dis-
so, serão responsáveis pela contratação de todos os trabalhadores 
temporários do ensino básico estadual goianos – hoje 30% dos 
trabalhadores das escolas de Goiás. Após o anúncio, estudantes 
inspirados pela experiência de estudantes paulistas, iniciaram no 
dia 9 de dezembro de 2015, um processo de ocupação de escolas 
em todo o estado. 
Os estudantes criticam ainda o governo de Goiás por não ter 
dialogado sobre o projeto de terceirização com eles, familiares e 
professores. Após o início das ocupações, o governo limitou-se a 
intimidar os estudantes, com pedidos de reintegração de posse e 
uso de violência policial, afirma a nota. 
Reintegração de Posse
No dia 18 de janeiro, estudantes foram notificados da decisão 
Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) pela desocupação de três es-
colas públicas estaduais José Carlos de Almeida, Lyceu de Goiânia 
e Robinho Martins de Azevedo. A partir da notificação, eles têm 
até 15 dias para deixar as unidades, sob pena de requisição de for-
ça policial e multa diária no valor de R$ 50 mil, a ser revertida ao 
fundo estadual de educação. Ao todo, a Justiça de Goiás decidiu 
pela desocupação de 14 escolas. Juízes das comarcas de Aparecida 
de Goiânia e de Anápolis determinaram a reintegração de posse 
das escolas ocupadas nos dois municípios, três em Aparecida de 
Goiânia e oito em Anápolis.36
Governador discute temas para desenvolvimento da 
Grande Goiânia
Marconi encaminhará projeto para criação do Parque Es-
tadual da Serrinha e continuará o trabalho pela linha férrea
36 Com informações e imagem de Agência Brasil, e informações de 
Secundaristas em Luta-GO
http://www.andes.org.br/andes/print-ultimas-noticias.andes?id=7954 - 
26/01/2016
Goiânia vai ganhar um parque estadual na região da Serrinha 
e o projeto de viabilidade técnica do trem de passageiros e cargas 
que ligará a capital e Brasília (DF) será apresentado no próximo 
dia 10. Os anúncios foram feitos hoje pelo governador Marconi 
Perillo, durante o 10º e último fórum 2015 do projeto Agenda 
Goiás, realizado no salão do Hotel Mercure, em Goiânia, sob o 
tema Desenvolvimento Urbano.
O evento buscou debater propostas e sugestões para incre-
mentar o desenvolvimento na região Metropolitana da capital. Os 
10 fóruns contaram com a participação de prefeitos, empresários e 
especialistas, e tiveram o objetivo de elencar projetos que agreguem 
competitividade a todas as regiões do Estado nos próximos 10 anos.
Como forma de garantir o desenvolvimento sustentável da 
região, Marconi afirmou que vai encaminhar o projeto de criação 
do Parque Estadual da Serrinha, na Região Sul da capital, nas pro-
ximidades da divisa com Aparecida, nos próximos dias. “A requa-
lificação e o desenvolvimento das cidades passam pela criação de 
novos parques. Agora mesmo, vou encaminhar o decreto de cria-
ção do Parque Estadual da Serrinha para a Casa Civil”, destacou. 
Um dos pontos mais altos da capital, o parque contará com pista de 
cooper, iluminação e trilhas, dentre outros logradouros.
Ele disse ainda que o desenvolvimento urbano sustentável é 
um tema desafiador para todos os governantes hoje. Mas que, com 
planejamento e parceria, é possível avançar. Um dos exemplos está 
no processo que viabilizará a ligação férrea entre Goiânia e Bra-
sília (DF).
“Vamos receber concluído, no próximo dia 10, na ANTT 
(Agência Nacional de Transportes Terrestres), o Evetea (Estudo 
de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental) do trem que vai 
ligar as duas regiões metropolitanas mais importantes de Goiás, 
depois de mais de cinco anos. Com o Evetea e a sinalização de uma 
PPP (Parceria Público Privada), vamos nos debruçar nos próximos 
anos em relação ao projeto executivo, a licitação e recursos públi-
cos para executar este projeto”, afirmou.
Ele destacou, ainda, a preocupação do governo do Estado para 
o andamento dos projetos de saneamento e de mobilidade urbana. 
“Há 15 anos, Goiânia não contava com o tratamento de efluentes. 
Todo esgoto coletado era depositado nos leitos dos córregos, rios e 
mananciais. Viabilizamos a ETE. Neste ano, estamos com 90% de 
esgoto coletado sendo tratado, principalmente com a expansão do 
serviço na região Noroeste da capital”, observou.
Sobre mobilidade, anunciou a inclusão do VLT no PAC. “A 
modernização do Eixo Anhanguera tem compromisso do ministro 
Kassab e da coordenação do PAC de inclusão do VLT de Goiânia 
no PAC de mobilidade”, frisou.
Cenário
Marconi lembrou ainda o salto em desenvolvimento registra-do por Goiás após a primeira edição do Agenda Goiás, em 2005. 
“Há 10 anos, imaginávamos bons resultados, mas não tão expres-
sivos como os ocorridos. Nosso PIB era de R$ 50,5 bilhões. Em 
2013, saltamos para R$ 151 bilhões. Em apenas oito anos, aumen-
tamos R$ 100 bilhões. Neste ano de 2015, devemos chegar a R$ 
165 ou 170 bilhões. Este foi um crescimento extraordinário. Mas 
não foi só a riqueza. Nos últimos dez anos, Goiás foi o Estado 
que mais reduziu as diferenças sociais. Entre os 20% mais ricos, o 
ganho foi de 3,3 vezes. Entre os 20% mais pobres, o ganho foi 7,5 
vezes. Diminuímos as discrepâncias”, mostrou.
Didatismo e Conhecimento 45
CONHECIMENTOS GERAIS
Ao comentar a evolução dos indicadores do Estado, ele disse 
que as exportações foram multiplicadas, o processo de industria-
lização e prestação de serviços acelerados, com o nascimentos de 
start ups, arranjos produtivos locais e parques tecnológicos.
“É por isso que devemos continuar. Participei de nove dos 
10 encontros desta agenda. Devido a sua importância, precisamos, 
no próximo ano, agregar as 17 metas do milênio, como o fórum 
das águas. Este é um desafio que vai integrar todos os atores do 
nosso Estado. E, claro, precisamos transformar esse planejamento 
em ação”, anunciou.
Segundo o governador, é preciso que os temas de adensamen-
to urbano e do uso do solo, que integram os debates mais impor-
tantes da atualidade, assim como o dos transportes, não deixem de 
ser debatidos.
“O desafio de uma Saúde humanizada, incluindo a atenção 
básica, e de uma Educação focada no futuro tem de ser enfrentado. 
Quanto à Educação, independente se o instrumento será OS ou 
não, precisamos pensar em algo que signifique avanço na presta-
ção de serviços ao usuário. A Saúde a cargo do governo estadual 
já é humanizada. Isso está testado e aprovado. Nosso desafio é de 
oferecermos uma educação libertadora e pública, mas de qualidade 
e focada no futuro”, acentuou.
Agenda
Realização do jornal O Popular, com apoio do Governo de 
Goiás, o Agenda Goiás é focado em três eixos principais: quali-
dade de vida, competitividade e gestão de resultados. O objetivo 
é buscar junto aos agentes públicos e à sociedade sugestões de 
políticas públicas para elaborar uma agenda estratégica para a pró-
xima década.
As outras nove cidades-polo que receberam o programa fo-
ram: Rio Verde (com o tema Desenvolvimento Econômico), For-
mosa (Proteção Social), Itumbiara (Gestão Pública), Catalão (Edu-
cação), São Luís de Montes Belos (Segurança Pública), Aruanã 
(Meio Ambiente), Porangatu (Saúde), Luziânia (Parcerias Público
-Privadas) e Anápolis (Infraestrutura e Logística).
O presidente do Grupo Jaime Câmara, Cristiano Câmara, ava-
liou o encerramento desta 2ª edição como “um sucesso”. “Um dos 
objetivos é construir condições favoráveis ao ambiente da com-
petitividade e promover a integração com a população, para me-
lhorar as políticas públicas. Conseguimos avançar. Mas podemos 
ir além. Junto do Consórcio Brasil Central, do Inova Goiás, que 
prevê R$ 1,17 bilhão de investimentos em tecnologia, e do Goiás 
Mais Competitivo, vamos conseguir colocar Goiás entre os Esta-
dos mais competitivos até 2018”, avaliou.
O secretário de Meio Ambiente, Vilmar Rocha, por sua vez, 
destacou que o governo tem um acordo com a UFG para impul-
sionar um plano de desenvolvimento da região Metropolitana, que 
será concluído em 2016. “Antes do término, já vamos encaminhar 
ações. Já temos recurso da Caixa Econômica Federal e Ministério 
das Cidades para assinar a licitação do projeto do BRT do terminal 
Veiga Jardim até o Terminal do Cruzeiro, em Aparecida. Serão 5 
quilômetros. A solução para mobilidade nas cidades do mundo é o 
metrô. Mas não fizemos essa opção no Brasil. VLT, assim como o 
metrô, é caro e demorado. Acredito que a opção é o BRT”, disse.
O presidente do Sebrae, Igor Montenegro, afirmou que, ape-
sar do momento difícil, é preciso ter esperança no futuro. Segun-
do ele, Goiás tem um papel fundamental no desenvolvimento da 
economia mundial. “Precisamos reconhecer o nosso gigantismo, 
para falar de futuro. A população global continuará crescendo. Os 
alimentos vêm das áreas de expansão agrícola, principalmente da 
Região Central do Brasil. Nós vamos contribuir para que o mundo 
seja alimentado. Isso vai fazer parte do desenvolvimento econô-
mico mundial. Somos uma região estratégica para o país e para o 
mundo. Precisamos de nos apropriar desse discurso cada vez mais. 
O mundo quer regiões onde haja sanidade de alimentos. Precisa-
mos prover isso.”
O secretário de Gestão e Planejamento, Thiago Peixoto, des-
tacou em sua fala que o momento é de planejar ações para ocupar 
os espaços e aproveitar estas discussões. “A mobilidade urbana e a 
poluição visual, por exemplo, são debates que precisam ser feitos. 
60% do nosso PIB é de serviços. Ou seja, a riqueza acontece nas 
cidades, que podem ser fonte de prosperidade de econômica, se 
tivermos uma plano”, afirmou.
A palestrante Erika Cristine Kneib disse que a ocupação ter-
ritorial dispersa, como ocorreu ao longo dos anos em Goiânia e 
em vários municípios de sua região Metropolitana, encarece so-
bremaneira o transporte público, amplifica a desigualdade social 
e traz uma série de consequências negativas com custos sociais 
muito altos.
“Já a compacidade urbana, que é o contrário, com o desenvol-
vimento orientado ao transporte, leva à sustentabilidade. O Plano 
Diretor de Goiânia, lei que orienta o crescimento especial da ci-
dade e seu desenvolvimento, privilegia o transporte público e o 
adensamento populacional ao longo dos eixos de transporte, mas 
apenas isso não é suficiente”, observou.37
Lacen promove ação sobre Biossegurança
O Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysnei-
ros (Lacen-GO) realizou, no dia 05 de maio, ações para sensibili-
zar os servidores sobre normas de segurança. A atividade faz parte 
de um programa que pretende fortalecer as práticas de trabalho se-
guras para todos os colaboradores, de acordo com as leis vigentes. 
Com esse objetivo, foi feita uma programação que incluiu a 
exibição de um filme sobre Biossegurança, do programa de educa-
ção continuada do Ministério da Saúde - TELELAB; e a apresen-
tação da síntese do estudo: “Uma análise sobre possíveis resistên-
cias dos profissionais quanto ao atendimento de normas de Saúde 
e Segurança no Trabalho no Âmbito do Lacen-GO”, elaborado por 
Ivaneide Caetano dos Santos, coordenadora de gestão de pessoas 
da unidade.
Finalizando as atividades do dia, foi realizada a cerimônia de 
posse da nova equipe da CIPA – Gestão 2016 / 2018, que realizou 
a primeira reunião ordinária no dia 06/05/2016. A nova equipe da 
CIPA tem como função a prevenção de acidentes e doenças de-
correntes do trabalho, de modo a tornar compatível - permanente-
mente - a atividade laboral diária, com a preservação da vida e a 
promoção da saúde do trabalhador.38
37 http://www.dm.com.br/cotidiano/2015/12/governador-discute-
-temas-para-desenvolvimento-da-grande-goiania.html - 2/12/2015 
38 http://www.saude.go.gov.br/view/4430/lacen-promove-acao-so-
bre-biosseguranca - 06/05/2016
Didatismo e Conhecimento 46
CONHECIMENTOS GERAIS
RECONHECIMENTO 
Saúde pública de Flores de Goiás ganha prêmio nacional
Cidade recebeu a Comenda Grand Gestor Municipal do 
Brasil 2015. Única cidade do Estado a ser contemplada com o 
prêmio
Secretário Diego Segger foi até a Bahia para receber a pre-
miação
A saúde pública de Flores de Goiás, município localizado na 
Região Nordeste do Estado, foi novamente premiada em âmbito 
nacional, em evento realizado na Costa do Sauipe, na Bahia, entre 
os dias 22 e 25 de fevereiro. A cidade recebeu a Comenda Grand 
Gestor Municipal do Brasil 2015, prêmio máximo de gestão na 
área de saúde e que reúne os destaques do País. Representando o 
município, o secretário de Saúde, Diego Segger, foi pessoalmente 
na solenidade para receber a honraria. Os índices avaliados colo-
caram Flores De Goiás entre os 50 melhores do País. Omunicípio 
desde 2013 vem avançando em diversas áreas e a saúde teve suas 
metas atingidas e com resultados significativos.
Em entrevista ao Diário do Norte, o secretário Diego Segger 
não escondeu a emoção pela saúde pública de Flores de Goiás ter 
sido reconhecida nacionalmente pelos avanços alcançados nos úl-
timos anos. «Esse prêmio é, acima de tudo, um reconhecimento a 
equipe que compõe a saúde de Flores, ao prefeito José Dias, aos 
usuários do nosso sistema público de saúde e aos colegas da admi-
nistração municipal”, disse o secretário. Segger agradeceu também 
aos seus “familiares, aos meus filhos e, é claro, a Deus que é a 
força da minha vida” conclui o secretario da saúde Diego Segger.
O evento realizado na Costa do Sauipe, na Bahia, entre os 
dias 22 e 25 de fevereiro adotou critérios para a seleção dos mu-
nicípios levando em consideração as ações e projetos praticados 
a nível municipal; bom uso da verba pública; implementação das 
estratégias e planos; sociedade, desenvolvendo ações de responsa-
bilidade social. Também foi avaliada a gestão de pessoas, focando 
no sistema de trabalho de sua equipe, bem como o estabelecimento 
dos princípios e valores da organização municipal.
A comenda, referente à atuação no ano de 2014, é oferecida 
em reconhecimento por projetos desenvolvidos pelos gestores que 
se destaquem pela observância às regras técnicas e pela obtenção 
de resultados positivos para a população. O prêmio foi concedido 
pela empresa Premium Brasil Group que, por meio de uma minu-
ciosa pesquisa entre 5.600 municípios, chegou à lista oficial dos 
homenageados, entre eles, Flores De Goiás, único município do 
Estado de Goiás a receber esta Comenda na área da Saúde.39
Governo decreta emergência na Saúde Pública em Goiás
39 Fonte: 29 Março 2015 - Juvenal Junior
http://www.jornaldiariodonorte.com.br/noticias/saude-publica-de-flores-
-de-goias-ganha-premio-nacional-13271 
Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti desenca-
deiam ações de emergência
O governador Marconi Perillo decreta estado de emergência 
em saúde pública em Goiás para evitar uma possível epidemia das 
doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. O decreto será 
assinado no dia 15 de dezembro, às 8h30, pelo governador Mar-
coni Perillo, com a presença dos prefeitos goianos, dentre eles, o 
da capital, Paulo Garcia, e o de Aparecida de Goiânia, Maguito 
Vilela, em reunião no auditório Mauro Borges, do Palácio Pedro 
Ludovico Teixeira.
Este ano, a Secretaria de Estado da Saúde notificou 182 mil 
537 casos de dengue, com 76 mortes. Goiás teve ainda o registro 
de cinco casos de febre amarela com três óbitos. A medida também 
pretende coibir a propagação dos vírus zika e chikungunya no ter-
ritório goiano. Até o momento, não existem casos confirmados de 
zika e chikungunya no Estado. O zika é o responsável pelo surto 
de microcefalia registrado no país.
Com a adoção do estado de emergência, por um período de 
180 dias, o governo do Estado toma uma iniciativa para proteger 
a população goiana. O decreto autoriza a aquisição, sem licita-
ção, de medicamentos para tratamento de pacientes e inseticidas, 
máquinas e veículos necessários para o trabalho de pulverização 
para eliminar o Aedes. É o que prevê o artigo 24, inciso IV, da Lei 
8.666/93, que estabelece as normas para licitações e contratos da 
administração pública federal, estadual e municipal.
Por ser de interesse público, o decreto do governador, também 
permite a contratação temporária de pessoal para atuar nas ações 
preventivas de controle do mosquito, com base na Lei estadual 
13.664/2000.
Ação Conjunta
O decreto cria ainda o Comitê Executivo Estadual de Comba-
te ao Aedes, a ser coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde 
(SES-GO). Além da SES-GO, fazem parte do Conselho repre-
sentantes das seguintes secretarias: Secretaria de Gestão e Pla-
nejamento; Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte; 
Secretaria de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, 
Cidades e Assuntos Metropolitanos; Secretaria de Segurança Pú-
blica, Justiça e Administração Penitenciária; Secretaria Estadual 
da Mulher, do Desenvolvimento Social, da Igualdade Racial, dos 
Direitos Humanos e do Trabalho; Agência Goiana de Transportes 
e Obras e Saneamento de Goiás (Saneago).
Ação do Aedes
De acordo com o boletim da dengue mais recente, com dados 
até o dia 28 de novembro, Goiás registrou neste ano 182 mil 537 
casos notificados da doença, com 76 óbitos. O Ministério da Saúde 
registrou, até 14 de novembro, 1,5 milhão de casos prováveis da 
doença no país. Goiás registrou a maior incidência de dengue, com 
2.314 casos por 100 mil habitantes, seguido por São Paulo, com 
1.615 casos por 100 mil habitantes. As picadas do mosquito Aedes 
também provocaram a notificação de 122 casos de chikungunya 
no Estado.
O mosquito também é o transmissor do zika vírus, apontado 
como responsável por casos de microcefalia. A SES-GO investiga 
três casos suspeitos deste tipo de anomalia congênita em bebês, 
embora não tenha confirmado nenhuma pessoa contaminada pelo 
zika no Estado. Em relação à febre amarela, a SES-GO confirmou 
cinco casos, mas todos causados pelo mosquito Haemagogus, de 
origem silvestre.1
Didatismo e Conhecimento 47
CONHECIMENTOS GERAIS
Comitiva do Estado, MP e TCE conhecem experiência da saúde de Goiás
Camilo Santana se encontrou com o governador de Goiás, Marconi Perillo, e destacou ações que deram certo e estão sendo analisadas 
para serem implantadas no Ceará.
Ao lado de gestores do Estado e representantes do Ministério Público e Tribunal de Contas do Ceará, o governador Camilo Santana 
visitou Goiânia nesta sexta-feira (26), para conhecer o sistema de gestão da Saúde do Estado de Goiás, considerado modelo pelo Ministério 
da Saúde. “Queremos aprofundar o intercâmbio com Goiás, para que a gente possa discutir essas boas experiências daqui e trazer também 
o que temos de bom na saúde do Ceará.
 
Nosso objetivo é sempre o melhor atendimento para quem mais precisa usar a nossa rede de saúde pública. Saio muito impressionado, 
não só com a visita, mas também com toda a integração dos municípios e o Estado”, disse Camilo.
Com o objetivo de trocar experiências, a comitiva pôde ver in loco, durante todo o dia, os modelos de gestão de Organização Social 
(OS), controle, fiscalização e qualidade do serviço. “O mais importante é atender bem à população. Essa área da saúde é muito sensível. 
Exige muito dos gestores um olhar cuidadoso. A nossa intenção é garantir que a população do Ceará tenha um atendimento de saúde melhor, 
com mais qualidade. Por isso, vamos levar essa experiência de Goiás, com muito diálogo com os sindicatos, com o Ministério Público e as 
instituições”, ressaltou o governador do Ceará.
Camilo Santana citou ainda que a rede de saúde pública do Ceará foi ampliada e que vem sendo aperfeiçoada, com aporte significativo do 
Estado perante o Sistema Único de Saúde (SUS). O Ceará conta com uma rede distribuída em todo o estado: 10 hospitais, 19 policlínicas, 23 
Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), 24 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), além de Hemocentro e Laboratório. “Temos 
hospitais que são gerenciados por OS (organizações sociais) e hospitais que são gerenciados ainda pela administração direta do Estado. Há 
uma diferença no modelo”, explicou.
Didatismo e Conhecimento 48
CONHECIMENTOS GERAIS
Humanização e tecnologia
A comitiva foi recebida pelo governador de Goiás, Marconi Perillo, na Secretaria da Saúde. Em seguida, conheceu o Conecta SUS, sistema 
de monitoramento da Secretaria da Saúde de Goiás, para acompanhamento em tempo real da situação dos hospitais e outros equipamentos. O 
secretário Leonardo Vilela apresentou as salas que monitoram os índices, entre eles os relacionados ao Aedes aegypti no estado.
A terceira agenda do dia na capital de Goiás foi a visita às instalações do Hospital de Urgência de Goiânia (Hugo). A unidade de saúde 
é referencia em traumatologia e atende média ealta complexidade. Na sequência, mais dois hospitais da cidade foram visitados, o Hospital 
Geral de Goiânia (HGG) e Hospital de Urgências Governador Otávio Lage (Hugol).
“Estou impressionado com a qualidade do ambiente físico do hospital e constatamos um alto nível de satisfação pelos pacientes. O 
Governo de Goiás adotou a humanização no atendimento e isso muda a qualidade de atendimento aos pacientes nas unidades hospitalares”, 
destacou Camilo.
Participam da comitiva cearense os secretários Henrique Javi (Saúde), Alexandre Landim (Casa Civil), Juvêncio Viana (PGE) e Maurício 
Holanda (Educação), o procurador-geral de Justiça, Plácido Rios, e o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Edilberto Lima. “Essa 
experiência de Organizações Sociais (OS) deve ser levada para outros estados da federação, por isso nós viemos aqui acompanhados do 
Procurador Geral do Ministério Público e do Presidente do TCE para que eles também vejam como esse modelo trouxe um resultado muito 
positivo para a população de Goiás”, disse o governador cearense.
Educação
A visita a Goiânia também incluiu reunião com a secretária de Educação, Esporte e Cultura de Goiás, Raquel Teixeira, para troca de 
experiências sobre o modelo de gestão das escolas do estado, que são por meio de Organizações Sociais (OS).
“O Ceará tem sido destaque em nível nacional pelo sucesso, pelos resultados e avanços na educação. Também temos as Escolas Estaduais 
de Educação Profissional, que têm participação de OS. O importante é que a gente possa cada vez mais conhecer as experiências que estão 
dando resultado”, avaliou Camilo Santana.
Fonte: 26.02.2016
Thiago Cafardo 
Porta-voz / Governador
Fotos: Carlos Gibaja / Governo do Ceará http://www.saude.ce.gov.br/index.php/noticias/47384-comitiva-do-estado-mp-e-tce-conhecem-
experiencia-do-sistema-de-saude-de-goias-
Didatismo e Conhecimento 49
CONHECIMENTOS GERAIS
Vacinação contra H1N1 é antecipada na rede pública de 
Goiás; veja datas
Prazo começa no dia 12 em Goiânia, Região Metropolitana e 
Anápolis. No entanto, apenas grupos considerados de risco pode-
rão ser imunizados.
Pacientes enfrentam fila para se vacinar contra H1N1 na rede 
privada (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
A Secretaria Estadual de Saúde de Goiás antecipou para a pró-
xima terça-feira (12) o início da campanha de vacinação contra 
o vírus da gripe H1N1, em parte do estado, incluindo Goiânia, 
Região Metropolitana e Anápolis. Entretanto, apenas os grupos 
considerados de risco poderão ser imunizados na rede pública.
Desde o início do ano, já foram confirmados 10 casos da doen-
ça, com cinco mortes em Goiás.
A campanha na rede pública vai usar o lote de vacinas já de 
2016 e pretende atender idosos a partir de 60 anos, crianças entre 
6 meses e 4 anos e 11 meses, trabalhadores da saúde, povos indí-
genas, gestantes e portadores de doenças crônicas. “Esse grupo 
é prioritário porque 70% dos óbitos estão dentro desse grupo de 
risco”, disse o secretário de Saúde do estado, Leonardo Vilela.
 Quem se encaixa nesses grupos deve procurar as unidades de 
saúde em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana, 
Anápolis e municípios vizinhos a partir do dia 12 para ser imuni-
zado. É necessário levar certidão de nascimento para comprovar a 
idade e, em casos de gestantes e portadores de doenças, é preciso 
apresentar atestado médico comprovando a condição.
Nos demais municípios, a imunização começa no dia 18 de 
abril, também só para os grupos de risco. Em todo estado, a cam-
panha vai até o dia 20 de maio.
Aqueles que não pertenceram aos grupos de risco citados não 
serão vacinados na rede pública. Se quiserem se imunizar, devem 
procurar unidades de saúde particulares. Nesses locais, a dose va-
ria de R$ 130 a R$ 170.
Inicialmente prevista para começar dia 30 de abril, a campa-
nha foi antecipada para tentar barrar o aumento no número de ca-
sos. Segundo o secretário da Saúde, “Goiás caminha para ter uma 
epidemia de H1N1”, justificando a nova data.
Dos 10 casos confirmados de H1N1 no estado, três deles fo-
ram em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, e dois em Goiânia. Ca-
choeira Alta, Quirinópolis, Caldas Novas, Planaltina de Goiás e 
Ouvidor registraram um caso cada. Já as mortes aconteceram em 
Goiânia, Rio Verde, Caldas Novas, Planaltina de Goiás e Ouvidor.
Rio Verde
A cidade é a que mais sofre atualmente com a doença. Tanto 
que o secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, considera 
a quantidade de casos como um “surto”. No município, ocorre a 
vacinação de grupos prioritários desde o último dia 26 de março.
Todos os 12 postos de saúde realizam imunizações de segun-
da a sexta-feira das 8h às 17h. É preciso levar o cartão de vacina 
- caso a pessoa ainda não tenha, ele é confeccionado no local. A 
Secretaria Municipal de Saúde ainda não estipulou uma quantida-
de de quantas pessoas devem ser vacinadas.40
Seminário discute estratégias e ações para a luta antima-
nicomial em Goiás
O Fórum Goiano de Saúde Mental (FGSM) - em parceria com 
o Sindsaúde - realiza nos dias 18, 19 e 20 deste mês, o Encontro 
Goiano da Luta Antimanicomial. O evento, que é uma referência 
ao Dia Internacional da Luta Antimanicomial - comemorado em 
18 de maio - vai ocorrer no auditório da Faculdade de Educação da 
Universidade Federal de Goiás, no Setor Universitário.
O objetivo é discutir a política de Saúde Mental em Goiás e os 
atuais desafios da reforma psiquiátrica antimanicomial na perspec-
tiva do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Apesar de alguns exemplos positivos, Goiás ainda caminha 
na contramão dos princípios da reforma psiquiátrica, com ações 
burocráticas, agendamento, medicalização dos processos de traba-
lho, assumindo características semelhantes às instituições manico-
miais”, afirma o documento de divulgação do evento.
Durante o evento, os organizadores pretendem homenagear o 
Drº Marcus Vinícius de Oliveira Silva, defensor ativo da reforma 
psiquiátrica e professor na Universidade Federal da Bahia, ele foi 
assassinado numa emboscada encomendada por grileiros, quando 
defendia as terras dos indígenas na Bahia.41
40 Fonte: Vitor Santana - G1 GO - 07/04/2016 
http://g1.globo.com/goias/noticia/2016/04/vacinacao-contra-h1n1-e-an-
tecipada-na-rede-publica-de-goias-veja-datas.html
41 Fonte: 17/05/2016
http://www.sindsaude.com.br/noticias_ver/seminario-discute-estrategias-
-e-acoes-para-a-luta-antimanicomial-em-goias
Didatismo e Conhecimento 50
CONHECIMENTOS GERAIS
Escola de Saúde Pública é parceira do processo de planificação em Goiás
O objetivo principal é a reorganização dos processos de trabalho para a padronização do atendimento bem como na regulação dos casos 
partindo das unidades básicas de saúde, nos 246 municípios de Goiás.
Serão realizadas, ao todo, 11 oficinas que foram iniciadas em 2015, e previstas para se encerrarem em 2018, envolvendo as 18 regiões 
de saúde. As Oficinas tem a participação dos técnicos dos níveis central e regional, que atuam como facilitadores, para posterior trabalho 
com os municípios, que resultarão na aplicação prática dos processos de trabalho.
Os conhecimentos adquiridos nas oficinas, resultarão na prática para conhecimento aos profissionais, que vão contribuir melhoria no 
desenvolvimento nas unidades de saúde, para a aplicação as normas/ protocolos das ações nas áreas de vacinação, pré-natal, programas de 
tuberculose, hanseníase, diabetes, hipertensão, e outros.... bem como melhorando os conceitos sobre a rede de atenção à saúde.
Segundo a gerente de Atenção à Saúde da Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde de Goiás, Marisa Aparecida de 
Souza e Silva, nas oficinas são orientados aos facilitadores, de como organizar um planejamento de como devem proceder os treinamentos 
nos municípios. A metodologia a ser utilizada , por exemplo, poderá ser um estudo de caso de acordo com a realidade local.
A partir desse processo de organização / reorganização que pode garantir a otimização do serviço público de saúde e um melhor aten-
dimento prestado|à população. A assessora técnica da Superintendência de Educação em Saúde e Trabalho para o SUS, Loreta Marinho 
Queiroz Costa, explicou que a Escola de Saúde Pública deve estar sempre inserida no processo para identificar as necessidades e desenvolver 
sistemas pedagógicos para a qualificação dos trabalhadores. “ A Esap-Sest/SUS tem a missão de formular, coordenar, executar e avaliar a 
política estadual de educação em saúde no estado de Goiás, concluiu”.42
ESAP/ SEST-SUS querem ampliar parceria de ensino em saúde pública
42 Fonte: 21/03/2016 
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209521/escola-de-saude-publica-e-parceira-do-processo-de-planificacao-em-goias
Didatismo e Conhecimento 51
CONHECIMENTOS GERAIS
ESAP/ SEST-SUS querem ampliar parceria de ensino em 
saúde pública
Com o intuito de fortalecer parcerias com a Secretaria de Saú-
de de Goiás o reitor da Universidade Federal de Goiás, Orlando 
Afonso Valle do Amaral, visitou hoje as instalações do Conecta-
SUS, que é o Centro de Informações e Decisões Estratégicas em 
Saúde, a convite do secretário Leonardo Vilela e da superintenden-
te de Educação em Saúde e Trabalho para o SUS, Irani Ribeiro. O 
objetivo é ampliar as ofertas de vagas em cursos de especialização 
e mestrado. Na prática isto significa a ampliação de convênios en-
tre as duas instituições para a qualificação dos servidores do SUS 
em análise de dados fornecidos pelo Conecta-SUS para a posterior 
definição de estratégias de saúde pública. Para tanto será autoriza-
do o acesso da UFG ao Conecta-SUS.
Além disso estão sendo negociados vários outros cursos e for-
mas de qualificação dos servidores que atuam no SUS. Uma delas 
é a realização de oficinas voltadas para a capacitação do corpo do-
cente da Secretaria de Saúde no sentido de melhorar cada vez mais 
a qualidade dos cursos oferecidos pela ESAP/SEST-SUS.
A superintendente de Educação em Saúde e Trabalho para o 
SUS, Irani Ribeiro, informou que a ESAP/SEST-SUS também pre-
tende retomar a capacitação dos preceptores, que são os preparadores 
dos residentes médicos e multiprofissionais nos hospitais públicos. 
Existe também a proposta de ampliação de vagas para o mestrado 
em saúde coletiva. Para ela o objetivo maior da parceria é buscar a 
qualidade dos serviços prestados à população desde a atenção básica 
até as assistências especializadas nas mais diversas áreas.43
Secretário Leonardo Vilela recebe médicos do HDT: “UTI 
terá 10 leitos sendo 4 de isolamento”
Dirigentes de entidades médicas também estiveram na SES
O secretário de Estado da Saúde, Leonardo Vilela, recebeu 
nesta terça-feira, 17/05, dirigentes de entidades médicas, convida-
dos para uma conversa sobre a assistência hospitalar e a parceria 
estabelecida com a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO). O 
presidente do Sindicato dos Médicos de Goiás, Rafael Martinez, e 
o presidente da Sociedade Goiana de Pediatria, Leônidas Fernan-
des, afirmaram que sempre foram ouvidos pela gestão e atuam em 
conjunto para a evolução da Saúde Pública.
43 Fonte: 10/03/2016 
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209219/esap--sest-sus-querem-am-
pliar-parceria-de-ensino-em-saude-publica
“A administração pelas Organizações Sociais, de fato, melho-
raram as condições de trabalho nos hospitais estaduais, que antes 
angustiavam os profissionais. O Simego, desde o começo, nunca 
se posicionou contrário”, afirmou Rafael Martinez. Ele reconheceu 
ainda as conquistas efetivadas como os bônus para os médicos e 
para os auditores médicos estaduais.
Já o presidente da Sociedade Goiana de Pediatria, parceira da 
SES em projetos de capacitação profissional, pontuou que colegas 
expressaram preocupação com noticias de fechamento da UTI pe-
diátrica no HDT.
O secretário Leonardo Vilela foi categórico: “Jamais cogita-
mos fechar serviço, e sim melhorar, ampliar e fortalecer. Estamos 
discutindo como aplicar melhor os recursos públicos, garantindo 
ao mesmo tempo uma qualidade integral”. O presidente do Cre-
mego, Aldair Novato, impossibilitado de comparecer ligou para o 
secretário e garantiu total apoio à SES, que busca manter canais de 
diálogo abertos a toda sociedade.
UTI será ampliada
A mesma afirmação foi feita pelo secretário Leonardo Vile-
la à comissão de médicos do Hospital de Doenças Tropicais Dr. 
Anuar Auad (HDT), liderada por Boaventura Braz de Queiroz e 
João Alves de Araújo. Os médicos esclareceram dúvidas e fizeram 
sugestões, como a de que a ampliação da UTI pediátrica contemple 
a proporção de 4 leitos de isolamento e 6 comuns.
Na reunião, o secretário Leonardo Vilela pontuou a necessida-
de de otimização da ocupação de leitos do HDT para uma melhor 
resposta à assistência dos casos graves de dengue e outros agravos 
e demandou acertos com a regulação para que isso seja reavaliado.
“Não temos nenhuma intenção de interferir na gestão que tem 
sido eficiente e dado respaldo à evolução do trabalho. Queremos 
sim, contribuir com esses desafios da Secretaria de Saúde, pois 
temos no HDT nossa casa”, pontuou João Alves, médico infecto-
logista e servidor efetivo, concursado desde 1992. Leonardo Viela 
reiterou: “O canal de diálogo com a SES está aberto, nossas deci-
sões são colegiadas e transparentes”.
Por orientação do secretário, os médicos do HDT farão um 
documento contendo sugestões do corpo clínico para efetivar a 
ampliação de novos serviços no hospital. “Queremos que com sua 
experiência e comprometimento, nos ajudem a pensar o HDT da-
qui a 10 anos, que é o que queremos para estabelecer metas do 
contrato que estamos renovando com a Organização Social”, fina-
lizou Vilela.44
Semana de Enfermagem do HGG resgata história da pro-
fissão em Goiás
Abertura acontece nesta terça-feira, 17 de maio, a partir das 
18h30, no Auditório. Durante quatro dias, ocorrerão palestras, 
premiação para profissionais destaques, exposição de fotografias 
e desfile vestimentas antigas
A profissão de enfermagem surgiu do desenvolvimento e evo-
lução das práticas de saúde no decorrer dos períodos históricos. 
Com o intuito de resgatar essa história e homenagear aos enfermei-
ros que deixaram o seu legado e principalmente aos que exercem 
a profissão no Estado, o Hospital Alberto Rassi – HGG promove, 
44 Fonte: 17/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4493/secretario-leonardo-vilela-recebe-
-medicos-do-hdt-ldquo-uti-tera-10-leitos-sendo-4-de-isolamento-rdquo
Didatismo e Conhecimento 52
CONHECIMENTOS GERAIS
entre os dias 17 e 20 de maio, a XVII Semana de Enfermagem da 
unidade. Com o tema “Enfermagem: Uma história de defesa da 
vida, da saúde, e da qualidade do cuidado”, a abertura acontece 
nesta terça-feira, 17, a partir das 18h30, no Auditório.
Com o apoio da Pontifícia Universidade Católica de Goiás 
(PUC-GO) e do Conselho Regional de Enfermagem de Goiás 
(Coren-GO), o hospital promoverá na abertura um desfile com 
vestimentas de roupas do século passado, e uma exposição com 
a história da profissão. De acordo com a enfermeira da Educação 
Continuada e uma das organizadoras do evento, Fabrícia Cândida, 
a Semana no HGG segue a linha nacional que é resgatar a histó-
ria da enfermagem, principalmente no âmbito estadual. “A ideia é 
mostrar a evolução das roupas e das práticas que se aperfeiçoaram 
com o tempo. A equipe de enfermagem atual poderá conhecer o 
que era feito há mais de cem anos, através da exposição fotográfica 
e do desfile”.
Além disso, os profissionais que se destacaram também serão 
homenageados. A programação conta com palestras que abordarão 
temas como higienização bucal em paciente em ventilação mecâ-
nica e espontânea, cuidados paliativos, práticas seguras de higie-
nização, entre outros. Uma das maiores pesquisadoras da história 
da enfermagem em Goiás com atuação na PUC-GO, a primeira 
enfermeira a obter o título de doutora, Celma Martins Guimarães, 
que também será homenageada no evento, elogiou a iniciativa do 
hospital. “Isso que vocês estão fazendo é fantástico. É preciso que 
divulgar a nossa história, é preciso que os outros conheçam asnos-
sas conquistas”, afirmou.45
Hugol já realizou mais de 316 mil exames em 10 meses
O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira 
– Hugol já realizou 316.263 exames em 10 meses de funcionamento 
da unidade, de julho a abril de 2016, com uma média de 31 mil 
exames/mês. Grande parte desse número advém do Laboratório de 
Análises Clínicas do Hugol, que realiza exames de rotina, emergên-
cia e testes especializados em pacientes atendidos no pronto socorro, 
internações, UTI’s e ambulatório de retorno cirúrgico do hospital. 
De acordo com Luma Correia, Supervisora de Análises Clí-
nicas, os exames realizados contemplam as áreas técnicas da 
Bioquímica, Hematologia, Microbiologia, Imunologia, Gasome-
tria, Marcadores Cardíacos, Uranálise e Parasitologia, através de 
equipamentos modernos com programa de qualidade, “pois o in-
vestimento em tecnologia é indispensável para garantir qualidade 
e segurança nos exames. Entre os diferenciais do laboratório do 
45 Fonte: 16/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4485/semana-de-enfermagem-do-hgg-
-resgata-historia-da-profissao-em-goias
Hugol estão a capacitação contínua dos profissionais e a moderni-
zação tecnológica dos procedimentos com foco no atendimento ao 
paciente 24 horas por dia”, explica a biomédica. 
No âmbito hospitalar, os resultados devem ser obtidos de for-
ma rápida devido à necessidade de se avaliar, em um curto inter-
valo de tempo, o quadro clínico de pacientes internados. Os resul-
tados produzidos devem refletir com alto índice de assertividade o 
quadro clínico apresentado pelos pacientes, assegurando que não 
haja interferência no processo e garantindo ao público usuário con-
fiabilidade quanto os resultados gerados nas análises clínicas. 
Luma relata ainda sobre o sistema informacional utilizado na 
unidade, que integra o cadastramento único de pacientes, promove 
a identificação de amostras por código de barras, transmissão e 
impressão de resultados à distância, proporcionando absoluta se-
gurança ao paciente. “A automação é elevada para quase todos os 
tipos de exames e o controle da qualidade proporciona níveis de 
coeficientes de desempenho acima dos 95%”, conclui.46
Última semana teve redução de 82% de casos de dengue em 
relação a 2015
Os números de casos de dengue no Estado da última semana 
epidemiológica (1º a 7 de maio) foi 82% menor do que o mesmo 
período do ano passado. Essa informação está no mais recente bo-
letim da Dengue da Secretaria de Estado da Saúde (SES), referen-
te a semana epidemiológica 18. Segundo o documento, na última 
semana houve 1.937 notificações, enquanto que, em 2015, foram 
feitos 10.482 registros.
Nesse ano, a queda dos números vem acontecendo desde mea-
dos de fevereiro, semana epidemiológica 14, quando foram noti-
ficados 6.870 casos. Desde então, as notificações estão em curva 
decrescente de semana a semana, chegando aos números atuais 
(1.937 casos). Segundo o secretário Leonardo Vilela, esses núme-
ros positivos são reflexos do “Goiás Contra o Aedes”, que desde o 
início do ano eliminou mais de 100 mil focos de Aedes no Estado.
Com a diminuição nas últimas semanas, houve um decréscimo 
de casos durante todo o ano, quando comparado com 2015. Até o 
momento, em 2016, foram notificados, em todo o Estado, 119.788 
casos da doença, enquanto que no ano passado foram 121.048 ca-
sos no período, o que representa redução de 1%. Goiânia lidera o 
número de casos, seguidos por Anápolis e Aparecida de Goiânia. 
Até o momento houve 5 óbitos confirmados.
46 Fonte: 16/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4484/hugol-ja-realizou-mais-de-316-
-mil-exames-em-10-meses
Didatismo e Conhecimento 53
CONHECIMENTOS GERAIS
Operação “Goiás Contra o Aedes”
A operação “Goiás Contra o Aedes”, desencadeada pela Se-
cretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) em dezembro do 
ano passado, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar, su-
perou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde de reduzir em 
1%, até abril, os índices de infestação do Aedes aegypti nos imó-
veis de todo o Estado. Os dados da força-tarefa apontam que nos 
primeiros 12 dias de maio apenas 0,25% dos imóveis goianos es-
tão com focos do mosquito. Em comparação com o início do ano, 
a queda é de mais de 93%. Em janeiro, esse índice era de 3,99%. 
Com o avanço da ação, tais índices decresceram para 2,11%, em 
fevereiro; 1,19%, em março; chegando a 0,39%, no fim de abril.
Foram 6 milhões de vistorias realizadas desde o início da ope-
ração. A força-tarefa conseguiu impedir o surgimento de aproxi-
madamente 100 milhões de mosquitos, com a eliminação de cerca 
de 100 mil criadouros.47
Casos de câncer de mama não têm elo com césio-137, 
aponta estudo
Um estudo da Sociedade Brasileira de Mastologia mostra que 
os novos casos de câncer de mama em mulheres de Goiânia não 
têm relação com o acidente radiológico com o césio-137, ocorrido 
em setembro de 1987. Além disso, a pesquisa aponta que não há 
ligação entre a doença e níveis de renda ou adensamento popula-
cional.
De acordo como presidente da Sociedade Brasileira de Mas-
tologia Ruffo de Freitas Júnior, a pesquisa não foi motivada por 
um aumento no número de casos de câncer de mama na região. 
“Existe o aumento no número de casos, isso infelizmente acontece. 
Mas esse aumento em Goiânia tem a mesma proporção de outras 
cidades. Isso já mostra que não existe uma relação entre o césio e 
os tumores”, disse.
Durante o estudo, foram medidos, entre 2010 e 2014, os níveis 
de radiação em milhares de pontos na região central da cidade, 
local onde aconteceu o acidente radiológico, e não foi encontrado 
nenhum nível fora dos padrões estabelecidos nacional e interna-
cionalmente. Além disso, foi feito um mapeamento de onde as mu-
lheres que têm a doença moram.
“Colocando o mapa das medições da radiação e de onde as 
pacientes vivem, percebemos que não há qualquer ligação entre as 
duas análises”, esclareceu o presidente da entidade.
Diante dessas conclusões, Júnior destaca a importância do es-
tudo. “Isso coloca uma pedra em cima da questão que todo o país 
questiona, que é sobre o acidente e as consequências. Isso tem uma 
implicação social, financeira e médica para toda a população. Po-
demos assegurar com muita tranquilidade que não há relação entre 
o césio e o câncer de mama”, explicou.
Ainda de acordo com o médico, grande parte da doença está 
ligada à mudança de vida, atividades físicas e consumo de hormô-
nios pela população.
Câncer
O médico destacou que o principal fator para dar uma maior 
chance de cura para as pacientes é o diagnóstico no estágio inicial, 
possibilitado pelos exames de rotina. Atualmente, cerca de 50 mil 
novos casos são registrados anualmente em todo o Brasil.
47 Fonte: 13/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4479/ultima-semana-teve-reducao-
-de-82-de-casos-de-dengue-em-relacao-a-2015
Para a psicóloga Márcia de Faria Veloso, esses números estão 
ligados a vários fatores. “Falta de informação, de conscientização, 
medo de um diagnóstico de câncer, medo de dor ao realizar a ma-
mografia e outras questões que impedem elas de chegar a tempo 
em um estágio inicial do câncer, que tem cura”, disse.
Para a pensionista Berenice Rosa Guimarães, a doença é mui-
to chocante, mas participar de grupos de assistência aos pacientes 
ajuda no tratamento. “Você quer morrer, você acha que chegou no 
fundo do poço, que acabou a vida para você. Mas aí vem a força, a 
gente vira uma irmã, família”, disse.
Césio-137
A tragédia envolvendo o césio-137 deixou centenas de pes-
soas mortas contaminadas pelo elemento e outras tantas com se-
quelas irreversíveis. O incidente teve início depois que dois jovens 
catadores de papel encontraram e abriram um aparelho contendo o 
elemento radioativo. A peça foi achada em um prédio abandonado, 
onde funcionava uma clínica desativada.
Mesmo passadas mais de duas décadas da tragédia, o acidente 
ainda deixa resquícios de medo. Um exemplo é a situação do lo-
cal onde morava uma das pessoas que encontraram apeça. A casa 
em que vivia o catador foi demolida no mesmo ano em que tudo 
ocorreu. Apesar de o solo ter sido todo retirado e ter sido substi-
tuído por várias camadas de concreto, nunca mais qualquer tipo de 
construção foi feita no local.
Riscos
Segundo o supervisor de radiodivisão César Luis Vieira, que 
também trabalhou na época do acidente, o risco de contaminação 
em Goiânia foi praticamente extinto. “Se for comparar o resultado 
de hoje com o da época, é uma diferença [de radiação] quase mil 
vezes menor”, afirma.
César explica ainda que o nível de radiação da cidade é con-
siderado dentro dos padrões normais. “Não há nenhum lugar que 
não tenha material radioativo, como, por exemplo, o urânio, que 
está no solo. É o que a gente chama de radiação natural, mas que 
não oferece risco”, complementa.
Cerca de 6 mil toneladas de lixo radioativo foram recolhidas 
na capital goiana após o acidente. Todo esse material com suspeita 
de contaminação foi levado para a unidade de do Cnen em Abadia 
de Goiás, na Região Metropolitana da capital, onde foi enterrado.
Passadas mais de duas décadas, os resíduos já perderam meta-
de da radiação. No entanto, o risco completo de radiação só deve 
desaparecer em pelo menos 275 anos.48
48 Fonte: G1 Goiás - 12/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4458/casos-de-cancer-de-mama-nao-
-tem-elo-com-cesio-137-aponta-estudo
Didatismo e Conhecimento 54
CONHECIMENTOS GERAIS
Saúde de Goiás e do DF participam de reunião no Conecta 
SUS sobre Sala Interfederativa
Em reunião de trabalho, os membros da Sala Interfederativa 
apresentaram resultados e discutiram estratégias futuras para ações 
de combate ao Aedes na Região do Entorno
Equipes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES) e 
da Saúde do Distrito Federal (SES-DF) se reuniram nessa quarta-
feira, 11 de maio, no Centro de Informações e Decisões Estratégi-
cas em Saúde – Conecta SUS Zilda Arns Neumann para discutir 
estratégias para ações do “Goiás contra o Aedes” no Entorno. No 
encontro, coordenado pela superintendente de Vigilância em Saú-
de da SES-GO Maria Cecília Martins Brito, foram apresentadas 
várias situações relativas aos trabalhos de combate ao Aedes ae-
gypti em Goiás.
O coordenador geral de ações estratégicas em dengue, Murilo 
do Carmo, fez uma explanação dos números da dengue no Estado, 
comparando os dados desde 2013, até o mês de abril deste ano. Os 
resultados revelaram que, nos quatro meses deste ano, o Estado 
reduziu em 90% o número de focos do mosquito, superando a meta 
estabelecida pelo Ministério da Saúde de reduzir em 1%, até abril, 
os índices de infestação do Aedes aegypti nos imóveis do Estado. 
O percentual de domicílios com foco do mosquito, nos municípios 
goianos, diminuiu de 3,99%, em janeiro, para 0,39%, em abril – 
queda de 90%.
Os governos de Goiás e do DF querem avançar também no 
combate ao Aedes nos municípios do Entorno. Com esse objetivo 
firmaram uma parceria, em março desse ano, durante a estrutura-
ção da Sala Interfederativa. A região é a mais crítica do Estado, 
tanto em relação aos criadouros, quanto das notificações de doen-
ças. Foram mais de 7,5 mil casos de dengue em 2016.
Entre as medidas adotadas por Goiás e DF, a Sala Interfedera-
tiva é a que chama mais atenção. O local, instalado no escritório da 
representação de Goiás no DF, é a primeira iniciativa no País que 
une dois entes da federação para o combate ao Aedes. Do ambiente 
são coordenadas as ações do Goiás contra o Aedes nos municípios 
do Entorno. A sala busca, por meio do monitoramento efetivo, so-
luções em conjunto para aprimorar o trabalho. Todos os 19 muni-
cípios do Entorno também participam dessa sala.
Durante a reunião, os técnicos ainda discutiram sobre o estreita-
mento das relações em relação às notificações dos casos e óbitos das 
doenças causadas pelo Aedes aegypti – dengue, zika e chikungunya.
Da SES-DF participaram da reunião a diretora de Vigilância 
Epidemiológica da SES-DF, Cristina Segatto, o chefe da assesso-
ria de mobilização social da SES-DF, Ailton Domício da Silva; a 
chefe do núcleo de vigilância ambiental de Santa Maria, Viviane 
de Cássia; e o chefe do núcleo de saúde de Planaltina.
Conecta SUS
Após a reunião, os representantes da SES-DF conheceram de 
perto o Conecta SUS. O trabalho de monitoramento dos indicado-
res de saúde do Estado foi apresentado pelo coordenador da As-
sessoria de Informação em Saúde da SES, Alan Kardec Filho. Os 
técnicos também ouviram as explicações do Corpo de Bombeiros 
Militar sobre o monitoramento em tempo real das visitas realiza-
das nos imóveis na força-tarefa Goiás contra o Aedes.
“Vocês estão de parabéns. Nós queremos conhecer melhor o 
trabalho, pois já temos a intenção de montar uma sala de situação 
lá parecida com o trabalho que é desenvolvido aqui. E temos que 
seguir os bons exemplos”, disse a diretora de Vigilância Epidemio-
lógica da SES-DF, Cristina Segatto, ao final da visita ao Conecta 
SUS. Ela falou, ainda, da intenção de uma equipe do Cievs (Centro 
de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde-
DF) voltar ao Centro em breve.49
Goiás volta a realizar transplante de coração
Depois de seis anos sem oferecer esse serviço, a Central de 
Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás passou a 
oferecer o procedimento aos pacientes no Estado
A Central de Transplantes de Goiás, gerência da Secretaria de 
Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), viabilizou nesse domingo, 
08 de maio, captação de múltiplos órgãos no Hospital Santa Mô-
nica. A unidade de saúde somou-se às dez outras instituições que 
captam órgãos em Goiás. Foram captados coração, fígado, dois 
rins e duas córneas. A equipe de cirurgia cardíaca do Hospital Lú-
cio Rebelo implantou o coração doado em um paciente que aguar-
dava na fila pelo procedimento.
Esse foi o primeiro transplante cardíaco em Goiás, depois de 
seis anos sem oferta desse serviço que, anteriormente, era realiza-
do no Hospital Santa Genoveva. Em Goiás, também são captados 
rins, pâncreas, medula óssea e córneas.
“Essa foi a primeira captação no Santa Mônica, cuja diretoria, 
juntamente com a direção do Lúcio Rebelo, colocou-se muito fa-
vorável a dar prosseguimento a essa parceria. A partir daqui tenho 
certeza de que vamos aumentar o número de doação de múltiplos 
órgãos. Estamos muito satisfeitos e nesse ano ainda prevemos rea-
lizar, de forma inédita, o transplante de fígado”, afirma o gerente 
da Central de Transplantes, Luciano Leão.50
49 Fonte: 11/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4455/saude-de-goias-e-do-df-partici-
pam-de-reuniao-no-conecta-sus-sobre-sala-interfederativa
50 Fonte: 09/05/2016
Didatismo e Conhecimento 55
CONHECIMENTOS GERAIS
Mais Saúde para Goiás
O Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), apresenta o PROGRAMA MAIS SAÚDE PARA 
GOIÁS. Nesta ação, a SES-GO estabeleceu, dentre suas prioridades, o fortalecimento da atenção primária, seu monitoramento e avaliação. 
Este é um programa inovador do governo estadual e está instituindo uma nova lógica para a organização da Atenção Primária à Saúde (APS), 
estreitando as relações entre o Estado e os municípios, fortalecendo as capacidades de assistência e de gestão, com vistas à implantação das 
Redes de Atenção à Saúde (RAS) na implementação do Sistema Único de Saúde (SUS). Este programa conta com a parceria do Conselho 
Nacional dos Secretários de Saúde (CONASS) 
MISSÃO
Oferecer uma Atenção Primária à Saúde de qualidade e resolutiva em todo o Estado de Goiás
VISÃO
Estar, até 2018, com a Atenção Primária à Saúde (APS) organizada no Estado e nos Municípios, atuando como porta de entrada do SUS, 
com resolubilidade e responsabilidade pelos cuidados aos cidadãos.
OBJETIVO GERAL
Restruturar a Atenção Primária à Saúde, garantindo à população, acesso a serviços de qualidade, humanizado, com equidade e resolu-
bilidade, desenvolvendo habilidades e competências dos profissionais de saúde e gestores em uma Atenção Primária à Saúde de qualidade.51Centro de excelência faz nova pesquisa com moradores de Faina
O Centro de Excelência, Ensino, Pesquisas e Projetos - Leide das Neves Ferreira, da Superintendência de Educação em Saúde e Tra-
balho para o SUS, iniciou uma nova pesquisa científica com um grupo de moradores de Faina, na região central de Goiás, para identificar 
possíveis portadores de genes do xeroderma pigmentoso. Está sendo feita a coleta de material genético, sangue e saliva, de 71 pessoas para 
análise molecular (DNA) em laboratório. O que o geneticista Rafael Souto pretende com o estudo é descobrir se existem, entre a população 
local, potenciais portadores da mutação, mas que não desenvolveram nem desenvolverão a doença.
A partir da análise do material coletado e da identificação dos pacientes será feito um aconselhamento genético dos indivíduos em idade 
fértil a fim de evitar o nascimento de novos portares do xeroderma, já que a anomalia pode ser transmitida dos pais para os filhos. Os exames 
devem ser feitos através de uma parceria com o Hospital Araújo Jorge, Universidade Federal de Goiás - UFG, em Goiânia, e Universidade 
de São Paulo - USP. De posse dos resultados o Centro de Excelência emitirá os laudos que deverão ser usados para orientar a assistência de 
saúde prestada a cada pessoa individualmente.
A assistência aos pacientes de xeroderma pigmentoso e o trabalho de pesquisa, feitas pela Secretaria da Saúde de Goiás, começou em 2009 
quando 145 moradores da comunidade de Faina foram testados molecularmente e identificados 27 pacientes com a doença. De posse do laudo 
científico todos conseguiram receber benefício do INSS devido à incapacidade para o trabalho provocada pela doença. Como parte do estudo 
os moradores também responderam a um questionário de avaliação de qualidade de vida cujos dados auxiliam na definição do diagnóstico.
http://www.saude.go.gov.br/view/4435/goias-volta-a-realizar-transplante-de-coracao
51 Fonte: 27/10/2015
http://www3.saude.go.gov.br/view/3176/mais-saude-para-goias
Didatismo e Conhecimento 56
CONHECIMENTOS GERAIS
Segundo Rafael Souto a escolha dos participantes da pesquisa 
é baseada nas características hereditárias seja de parentesco com 
pacientes doentes ou que sejam comprovadamente portadores dos 
genes do xeroderma. Ele salientou que são os diagnósticos defini-
dos na pesquisa que norteiam os tratamentos que devem ser ofere-
cidos pela equipe multidisciplinar que atende aos pacientes. Con-
forme suas explicações a pesquisa subsidia as rotinas de saúde e 
até mesmo mostra o caminho para a capacitação dos profissionais 
que atuam na área. O ideal, para o geneticista é que a assistência 
seja cada vez mais associada à pesquisa para que o serviço alcance 
o maior nível de eficácia pos.52
Escola de Saúde Pública oferece capacitação sobre cuida-
dos pediátricos
A Superintendência de Educação em Saúde e Trabalho para 
o SUS – Sest-SUS, através da Escola Estadual de Saúde Pública 
Cândido Santiago, promove de 1º de abril a 20 de maio próximos 
o curso de capacitação em cuidados pediátricos para médicos que 
atuam na rede de atenção primária à saúde (estratégia de saúde da 
família). As aulas serão presenciais, com carga horária de 16 horas 
e serão oferecidas por meio de parceria entre a Secretaria Estadual 
de Saúde, secretarias municipais de saúde, Sociedade Goiana de 
Pediatria, Conselho de Medicina (CREMEGO), Universidade Fe-
deral de Goiás e Hospital Materno Infantil.
Ao todo serão disponibilizadas 320 vagas distribuídas em oito 
turmas e as aulas serão ministradas às sextas-feiras, das 14:00 às 
18:00 horas, e aos sábados, das 08:00 às 12:00. O curso tem como 
objetivo capacitar os médicos que atuam na de atenção primária 
dos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Goianira, Se-
nador Canedo e Trindade, que compõem a região metropolitana 
da capital.
O conteúdo abordará as condutas básicas preventivas e tera-
pêuticas no atendimento pediátrico, atendendo as recomendações 
técnicas do Ministério da Saúde. Constam do programa da capa-
citação temas como imunização, avaliação do recém-nascido e 
atendimento pediátrico, desenvolvimento neuropsicomotor e pôn-
dero-estatural, aleitamento materno e alimentação no primeiro ano 
de vida, manejo da diarreia, infecções das vias áreas e pneumonias 
comunitárias, infecções do trato urinário e acidentes na clínica pe-
diátrica. 
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209459/escola-de-saude
-publica-oferece-capacitacao-sobre-cuidados-pediatricos
Mesa redonda debate serviço de urgência e emergência
52 Fonte: 10/05/2016 
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/211033/centro-de-excelencia-faz-no-
va-pesquisa-com-moradores-de-fain
A Superintendente de Educação em Saúde e Trabalho para o 
SUS, Irani Ribeiro, foi a mediadora de um debate sobre urgência 
e emergência como parte da programação do 1º Congresso de Es-
colas Médicas, promovido pela Pontifícia Universidade Católica 
de Goiás. O nome da Dra. Irani foi recomendado pela vasta expe-
riência dela como diretora do Hospital de Urgências de Goiânia e 
como a responsável pela implantação do Serviço de Atendimento 
Móvel de Urgência-SAMU no Brasil.
O debate aconteceu depois da apresentação de três palestras 
de cunho social, político e científico. Os temas foram: “Urgência 
e Emergências: BLS e RCP, ACLS: atualização”; “As situações 
de agravo: o que o acadêmico de medicina pode fazer em caso de 
emergência, aspectos jurídicos, éticos e de foro íntimo” e o “Siste-
ma de Regulação de Saúde”.
 O início do SAMU
 O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência no Brasil foi 
instituído pelo Ministério da Saúde em 2003, mas a questão pré 
hospitalar móvel já era muito discutida no final da década de 90 
por permitir o salvamento de muitas vidas. A implantação efetiva 
do SAMU começou a ganhar consistência em 1999 durante um 
congresso em foram discutidas a urgência e emergência entre mais 
de 800 profissionais de todo o Brasil e de cinco países.
Como a Dra. Irani Ribeiro tinha grande experiência como 
diretora do Hospital de Urgências de Goiânia, ela foi convidada 
para coordenar o projeto SAMU no Brasil. Com o levantamento 
de algumas experiências isoladas de municípios brasileiros que já 
tinham iniciado alguns serviços semelhantes a Dra. Irani também 
buscou informações em outros países que estavam mais avança-
dos no atendimento móvel para a definição do modelo implantado, 
com sucesso, em todos os estados brasileiros.53
ESAP-SEST/SUS forma exército de agentes de saúde que 
ajudam no combate ao aedes
Na guerra contra o mosquito aedes aegypti declarada pelo 
governo de Goiás a Escola Estadual de Saúde Pública “Cândido 
Santiago” capacitou um exército de 7.000 agentes de saúde que é 
um importante reforço na força tarefa criada pela Secretaria Esta-
dual de Saúde. Além dos quatro técnicos e de um veículo que estão 
acompanhando o trabalho de campo juntamente com vários órgãos 
do estado, a escola oferece um curso introdutório sobre conheci-
mentos básicos de atenção à saúde para os agentes que também 
podem atuar como auxiliares nos casos emergenciais, como o de 
combate ao mosquito da dengue.
53 Fonte: 04/04/2016 
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209877/mesa-redonda-debate-servi-
co-de-urgencia-e-emergencia
Didatismo e Conhecimento 57
CONHECIMENTOS GERAIS
Com a formação o profissional se torna capaz de executar o 
trabalho em grupo, já que é membro integrante da equipe multi-
profissional da Estratégia da Saúde da Família. Ele também pode 
desenvolver habilidades analisando os riscos sociais e ambientais 
à saúde dos moradores de sua área de atuação. Principalmente por-
que o agente comunitário de saúde é o principal elo entre as equi-
pes de saúde e a comunidade.
O primeiro módulo do curso com 570 horas contem disci-
plinas que desenvolvem estratégias de abordagem ao usuário 
do SUS na atenção básica de saúde. Segundo o coordenador do 
Centro de Educação Profissional da SEST/SUS, Marcelo Doura-
do, o processo de qualificação faz parte do programa de valoriza-
ção do profissionalno sentido de atender a população e resolver a 
maioria das questões de saúde das famílias atendidas pela aten-
ção básica em saúde. A Escola Estadual de Saúde Pública também 
é parceira dos municípios na execução do curso introdutório ao 
Agente Comunitário de Saúde, com carga horária de 40 horas, que 
é pré-requisito aos processos seletivos dos municípios.
 
Força tarefa
No trabalho da força tarefa desenvolvida pela Secretaria de 
Estado da Saúde, em que a Superintendência de Educação em 
Saúde e Trabalho para o SUS está participando, são feitas visi-
tas domiciliares em busca dos focos do mosquito aedes aegypti e 
o morador também é orientado a adotar o manejo adequado para 
eliminação dos criadouros. Além disso são coletados dados, que 
depois farão parte de um levantamento geral, sobre a situação de 
cada bairro e do município como um todo. Marcelo Dourado ex-
plicou que, com base nesse trabalho in loco, está sendo possível 
identificar a qualidade das informações repassadas à comunidade 
para que sejam propostas novas qualificações e atualizações dos 
profissionais da linha de frente para o combate às endemias, inclu-
sive do mosquito da dengue.54
Lacen promove ação sobre Biossegurança
O Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysnei-
ros (Lacen-GO) realizou, no dia 05 de maio, ações para sensibili-
zar os servidores sobre normas de segurança. A atividade faz parte 
de um programa que pretende fortalecer as práticas de trabalho se-
guras para todos os colaboradores, de acordo com as leis vigentes. 
Com esse objetivo, foi feita uma programação que incluiu a 
exibição de um filme sobre Biossegurança, do programa de educa-
ção continuada do Ministério da Saúde - TELELAB; e a apresen-
tação da síntese do estudo: “Uma análise sobre possíveis resistên-
cias dos profissionais quanto ao atendimento de normas de Saúde 
e Segurança no Trabalho no Âmbito do Lacen-GO”, elaborado por 
Ivaneide Caetano dos Santos, coordenadora de gestão de pessoas 
da unidade.
Finalizando as atividades do dia, foi realizada a cerimônia de 
posse da nova equipe da CIPA – Gestão 2016 / 2018, que realizou 
a primeira reunião ordinária no dia 06/05/2016. A nova equipe da 
CIPA tem como função a prevenção de acidentes e doenças de-
correntes do trabalho, de modo a tornar compatível - permanente-
mente - a atividade laboral diária, com a preservação da vida e a 
promoção da saúde do trabalhador.55
54 Fonte: 06/04/2016 
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/209971/esap-sest-sus-forma-exercito-
-de-agentes-de-saude-que-ajudam-no-combate-ao-aedes
55 06/05/2016
Inaugurada sala da Comissão de Residência Multiprofis-
sional no Hugo
Foi inaugurada nesta quinta-feira, 5 de maio, a sala da Comis-
são de Residência Multiprofissional nas dependências do Hospital 
de Urgências de Goiânia (Hugo). A equipe que atua no hospital é 
composta por seis tutores, além dos preceptores, que agora tem 
um espaço físico para desempenharem suas atividades com melhor 
qualidade. Estiveram presentes na entrega do novo centro de apoio 
os 27 residentes multiprofissionais que fazem a especialização no 
Hugo, o diretor geral Ciro Ricardo de Castro, o diretor técnico 
Ricardo Furtado, o diretor de ensino e pesquisa, Luiz Fernando 
Martins e a superintendente de Educação em Saúde e Trabalho 
para o SUS Irani Ribeiro.
Segundo Ana Paula Cordeiro de Menezes, coordenadora do 
Programa de Urgência e Trauma, a comissão está sendo fortalecida 
pela atual superintendente da SEST-SUS, Irani Ribeiro, e a orga-
nização social que administra o Hugo também está reconhecendo 
a importância do trabalho da comissão na formação dos profissio-
nais de saúde. Para a coordenadora, a presença do residente numa 
unidade hospitalar como o Hugo é de grande importância, não só 
para sua formação profissional, como para a prestação de serviços 
aos pacientes.
Durante a inauguração, Irani Ribeiro afirmou que a instala-
ção da equipe numa sala do Hugo é apenas o primeiro passo para 
demonstrar a importância do Coremu. Segundo ela os tutores e 
preceptores tanto da Comissão de Residência Médica quanto da 
Multiprofissional devem ter um espaço adequado em todos os hos-
pitais do Estado. Irani lembrou aos presentes que toda a formação 
do profissional de saúde deve estar voltada para o paciente. “Pro-
curem dar à população o serviço de saúde com a qualidade que ela 
merece”, enfatizou.
O residente
A fisioterapeuta Mônica Batista Duarte, que é residente no 
Hugo, afirmou que estar presente na rotina do hospital é uma ex-
periência única e fundamental para a formação do profissional de 
qualidade. Para ela a variedade de casos que existe na unidade de 
atendimento de urgência dá base para a habilitação em qualquer si-
tuação dentro da realidade do SUS. Além disso, segundo Mônica, 
é possível prestar um bom atendimento ao paciente já que todos 
os procedimentos são supervisionados por especialistas. Hoje o 
http://www.saude.go.gov.br/view/4430/lacen-promove-acao-sobre-biosse-
guranca
Didatismo e Conhecimento 58
CONHECIMENTOS GERAIS
programa de residência multiprofissional do Hospital de Urgência 
possui 4 residentes de serviço social, 4 de psicologia, 4 de fisiote-
rapia, 3 de fonoaudiologia, 3 de enfermagem, 4 de nutrição e 5 de 
cirurgia bucomaxilofacial.
Tutores e preceptores
Os residentes que atuam nos hospitais públicos de Goiás têm 
total apoio e acompanhamento de tutores e preceptores. Os tutores 
são mestres que coordenam as questões didático-pedagógicas da 
área específica de cada profissão. Já os preceptores são especialis-
tas que acompanham os residentes em suas atividades, tanto teóri-
cas quanto práticas, atuando conjuntamente nos atendimentos e na 
discussão de casos.56
Assembleia Legislativa de Goiás valida serviços prestados 
pelo Hugol
O Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira 
recebeu uma menção honrosa na Assembleia Legislativa do Es-
tado de Goiás, destacando o alto grau de satisfação dos usuários 
da unidade. A proposição, de autoria do Deputado Estadual Dr. 
Antonio (PR), foi aprovada em sessão realizada pelo plenário da 
assembleia em 06 de abril. Em texto endereçado ao presidente da 
Assembleia, o Deputado Dr. Antonio destacou “o trabalho de todos 
os profissionais do Hugol que se dedicam para atender a demanda 
de urgência e emergência, com qualidade e respeito aos usuários”.
Para o diretor geral do Hugol, Hélio Ponciano, é muito gra-
tificante receber esse destaque pelos resultados positivos obtidos 
pelo hospital em menos de um ano de funcionamento. “Ter nosso 
serviço validado pela Assembleia Legislativa do Estado de Goiás 
nos mostra que estamos no caminho certo, e vamos continuar de-
senvolvendo ações e projetos para cada vez mais fazer a diferença 
para a população que precisa de assistência”, afirma o diretor.57
CRER passa a oferecer curso de qualificação profissional 
para pessoas com deficiência
56 Fonte: 05/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4423/inaugurada-sala-da-comissao-de-
-residencia-multiprofissional-no-hugo
57 Fonte: 05/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4420/assembleia-legislativa-de-goias-
-valida-servicos-prestados-pelo-hugol
O Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santil-
lo (CRER) passa a oferecer o Curso de Qualificação Profissional 
em Operador de Computador, em parceria com o Fórum Goiano 
de Inclusão no Mercado de Trabalho das Pessoas com Deficiência 
e dos Reabilitados pelo INSS (FIMTPODER) e a Faculdade Se-
nai. Na tarde desta segunda-feira, 02 de maio, foi realizada a aula 
inaugural do curso, totalmente gratuito, voltado para as pessoas 
com deficiência.
O curso será ministrado no Laboratório de Tecnologia Assistiva 
do CRER, onde são oferecidos atendimentos especializados volta-
dos às pessoas com deficiência utilizando ferramentas de tecnologia 
assistiva e de informação com foco na acessibilidade digital.
O ambiente é equipado com 12 computadores, mesas com re-
gulagem de altura para facilitar a entrada de cadeirantes, mouses 
e teclados adaptados,softwares e hardwares inclusivos que permi-
tem o acesso digital das pessoas com deficiências física, auditiva, 
visual e intelectual. Os equipamentos do laboratório foram adqui-
ridos com recursos ajuizados pelo Ministério Público do Trabalho.
O diretor geral do CRER, Válney Luís da Rocha, ressaltou 
que “a promoção de cursos de qualificação de pessoas com defi-
ciência ampliam as chances de inserção no mercado de trabalho. 
Temos certeza que a parceria entre o CRER, FIMTPODER e SE-
NAI renderá bons frutos”, pontuou.
O curso de Qualificação Profissional em Operador de Compu-
tador, com carga horária de 160 horas, oferece o aprendizado vol-
tado à informática básica (windows), pacote office, e-mail e redes 
sociais. Dicas de como se portar em uma entrevista de emprego e 
formatação de currículo também serão ofertadas.
“O SENAI se preocupa com a inclusão social, estamos muito 
felizes com essa parceria. Que os alunos possam aprender e apro-
veitar esse momento de estudo com muita dedicação”, destacou o 
professor de informática do SENAI, Willian Borges de Jesus.
Renato Soares da Silva, 26 anos, vítima de acidente de trân-
sito, é um dos estudantes do curso. Paciente do CRER, Renato 
passou pelo processo de reabilitação e readaptação, hoje se pre-
para para assumir uma vaga no mercado de trabalho. “Estou com 
ótimas expectativas para o curso, aqui vou me profissionalizar, 
aprender mais sobre a área de informática e conquistar uma vaga 
de emprego”, planeja.
Segundo o supervisor de terapia ocupacional do CRER, Jef-
ferson Silva Dias, o curso vai capacitar e readaptar as pessoas com 
deficiência, para que elas tenham condições técnicas e profissio-
nais para serem inseridas na sociedade. “Temos a certeza que será 
o primeiro de muitos cursos voltado para a capacitação das pessoas 
com deficiência. Todos nós do CRER estamos muito felizes com 
este avanço”, comemorou.
A primeira turma do Curso de Qualificação Profissional em 
Operador de Computador inicia com 12 pessoas. As aulas serão 
ministradas toda segunda, terça e quinta-feira, das 13h às 17h30, 
no CRER. Após a formação da primeira turma, outras vagas serão 
abertas.58
58 Fonte: 03/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4411/crer-passa-a-oferecer-curso-de-
-qualificacao-profissional-para-pessoas-com-deficiencia
Didatismo e Conhecimento 59
CONHECIMENTOS GERAIS
Palhaços levam alegria para pacientes do Hurso
Os voluntários do “Universo da Alegria” brincaram e conver-
saram com os pacientes do Hospital de Urgências da Região Su-
doeste (Hurso), em Santa Helena de Goiás (GO), na última sexta 
feira (29/04). O grupo é formado por funcionários que se vestem 
de palhaço e usam instrumentos musicais para levar diversão aos 
usuários do Hurso.
Desta vez o grupo foi formado por Karla Montes, Stephanie 
Curcino, Thayline Fernandes e Renair Wenceslau. Os pacientes, 
acompanhantes, visitantes e colaboradores aproveitaram para re-
laxar com todas as brincadeiras e conversas realizadas. A colabo-
radora Cláudia de Bastos contou que eram todos bem recebidos e 
saíam de cada quarto com muitos agradecimentos.59
SES-GO divulga Protocolo de Biossegurança para profis-
sionais de saúde
O Comitê Estadual de Crise para Doença Pandêmica da Se-
cretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), que gerencia a 
epidemia de Influenza por H1N1 em Goiás, divulga o protocolo de 
Biossegurança destinado aos profissionais de saúde que atuam no 
manejo de pacientes com suspeita ou diagnóstico de Influenza. O 
objetivo do documento é orientar todos os profissionais de saúde 
no Estado para que atentem para sua própria segurança e também 
do ambiente de trabalho. O protocolo de Biossegurança deve ser 
conhecido por profissionais de saúde da Atenção Primária (postos 
de saúde, Cais) como de hospitais, clínicas e laboratórios, tanto da 
rede pública quanto da rede privada de saúde.60
59 Fonte: 03/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4407/palhacos-levam-alegria-para-pa-
cientes-do-hurso
60 Fonte: 02/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4402/ses-go-divulga-protocolo-de-bios-
seguranca-para-profissionais-de-saude
1º Hugol na Comunidade realiza mais de 1.800 atendimentos
O 1º Hugol na Comunidade aconteceu neste sábado, 30, das 
09h às 16h, e realizou 1.847 atendimentos, com o apoio de 300 
voluntários, entre acadêmicos e profissionais da saúde, artistas – 
palhaços e músicos – e parceiros de empresas e instituições. “O 
Colégio Estadual Ismael Silva de Jesus tornou-se palco de um 
grande marco do voluntariado desenvolvido pelo Hugol, estamos 
muito contentes com o resultado dessa ação voltada para a Região 
Noroeste”, destaca o diretor geral da unidade, Hélio Ponciano.
Os moradores da comunidade participaram de uma pesquisa 
na saída do evento para avaliar a ação (concedendo uma nota de 1 
a 5) e também sugerir temas para uma próxima atividade. A nota 
média de análise positiva foi 97% - respostas 4 e 5, significando 
bom e ótimo, respectivamente -, com sugestões de ações sobre te-
mas como combate às drogas, mais atividades de beleza e orienta-
ções para gestantes.
Emislene Correia, moradora da comunidade, disse que o 
evento foi ótimo e superou suas expectativas. “Foi a melhor coisa 
que aconteceu para nós da Região Noroeste. É um privilégio poder 
contar com essa parceria”, afirma a colaboradora do colégio.
Déborah Evelyn Gomes da Silva, acadêmica do 5º período de 
Enfermagem e voluntária no evento, relatou que a saúde coletiva 
é muito importante para o cidadão, auxiliando ao ofertar informa-
ções. “Nós, como futuros profissionais de saúde, já estamos pro-
movendo a saúde desde agora. Para nós foi uma experiência ótima, 
pois estamos desenvolvendo nossa técnica e aprendendo com os 
que já têm experiência”, afirma a estudante.
Saúde
As atividades mais procuradas foram aferição de pressão arte-
rial e teste de glicemia, avaliação nutricional (IMC – Índice de Mas-
sa Corpórea) e orientações sobre prevenção de acidentes de trânsito.
O evento também ofereceu dicas para evitar a gripe H1N1, 
combate ao Aedes aegypti, uso adequado do repelente e protetor 
solar, saúde bucal, avaliação de LER/DORT, aleitamento materno, 
adequação do ambiente domiciliar para idosos, noções de atendi-
mento em situações de emergência, prevenção de traumas faciais e 
traumas pediátricos. De acordo com a Sargento Kássia, do Corpo 
de Bombeiros, um evento como esse é importante para auxiliar 
na prevenção de acidentes e na postura diante de possíveis emer-
gências. Além disso, o 1º Hugol na Comunidade orientou a popu-
lação sobre a classificação de risco para atendimento no hospital, 
visando esclarecer como são os procedimentos para priorização da 
assistência na emergência da unidade.
Didatismo e Conhecimento 60
CONHECIMENTOS GERAIS
Cidadania e estética
Esses foram pontos fortes da ação, disponibilizando o atendi-
mento do Serviço Social e CRAS, com orientações, encaminha-
mento e acesso aos direitos de cidadania, transferência, inclusão e 
atualizações do CAD ÚNICO do Bolsa Família, atividades desem-
penhadas pelo Conselho Tutelar da Região Noroeste.
Os 40 alunos do Instituto Embelleze executaram 210 cortes de 
cabelo, escova, esmaltação e design de sobrancelhas. Na opinião 
de Ana Vitória Leite de Souza, 11 anos, moradora do Bairro Flo-
resta, cortar o cabelo e fazer um penteado tornaram seu dia mais 
feliz. “Já estou pronta para o final de semana”, conta a vaidosa 
criança.
Entretenimento e empreendedorismo
A criançada brincou durante todo o dia nos pula-pulas e to-
bogã instalados na quadra do colégio, além de se deliciarem com 
pipoca e algodão doce oferecidos pelo evento e picolés doados 
pela Creme Mel.
No quesito empreendedorismo, o SEBRAE Goiás participou 
oferecendo atendimento individualizado aos participantes que ti-
nham interesse em investir em um novo negócio ou que desejavam 
melhorar a gestão dos comércios já em funcionamento. A equipe 
de Recursos Humanos do hospital realizou um minicurso durante 
todo o dia sobre “Como se portar em uma entrevistade emprego”, 
proporcionando o aperfeiçoamento dos moradores para buscarem 
oportunidades no mercado de trabalho. Outro diferencial foi um 
curso para formação básica em microcomputador ofertado para os 
alunos do colégio pela equipe de Tecnologia da Informação (TI) do 
hospital, capacitando cerca 20 jovens para que possam buscar me-
lhores oportunidades educacionais e, futuramente, profissionais.61
Saúde do trabalhador é tema de debate 
 A coordenação de Saúde do Trabalhador da Secretaria de Es-
tado da Saúde de Goiás (SES-GO) realiza, entre os dias 25 e 29 
de abril, o Curso Básico em Vigilância em Saúde do Trabalhador, 
no Augustus Hotel. O objetivo é discutir, com diversos órgãos li-
gados ao trabalhadores, a legislação voltada à Saúde desse públi-
co, a precarização do trabalho, a educação em Saúde, promoção e 
prevenção em Saúde do Trabalhador, inspeções fiscais, entre ou-
tros. Participam do evento, o Centro de Referência em Saúde do 
Trabalhador (Cerest), a Universidade Federal de Goiás (UFG), o 
Conselho Estadual de Saúde, sindicatos e demais entidades afins.62
61 Fonte: Hugol - 01/05/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4394/1-ordm-hugol-na-comunidade-
-realiza-mais-de-1-800-atendimentos
62 Fonte: 26/04/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4376/saude-do-trabalhador-e-tema-de-
-debate
Balanço de custo das OSs é apresentado a secretários de 
Estado e conselheiros do TCE 
“Como responsável por avaliar a saúde no Tribunal de Contas 
fico satisfeito em constatar que a Secretaria de Estado da Saúde dis-
põe de tão avançado sistema de controle e monitoramento de sua 
gestão”, disse o conselheiro Celmar Rech na última sexta-feira, 01º 
de abril em visita à sede da secretaria. Acompanhado ainda pelos 
conselheiros Edson Ferrari e Sebastião Tejota, ele fez parte de uma 
comitiva que contou com a presença dos secretários de Estado da 
Educação, Raquel Teixeira, e de Gestão e Planejamento, Joaquim 
Mesquita, e ainda do controlador-geral do Estado, Adauto Barbosa.
O secretário da Saúde, Leonardo Vilela, reuniu membros da 
Controladoria-geral do Estado de Goiás (CGE), secretários e con-
selheiros do Tribunal de Contas do Estado para apresentar dados 
de um trabalho sobre a Gestão de Custos das Organizações So-
ciais, desenvolvido por uma consultoria especializada. “Aumentar 
a transparência, ao mesmo tempo em que trabalhamos a eficiência 
do controle e fiscalização, é fundamental para avançar na qualida-
de da Saúde em Goiás”, diz Vilela.
O consultor Wladimir Taborda – um dos pioneiros no País no 
estudo da relação entre poder público e Organizações Sociais – 
apresentou as análises feitas nos hospitais da rede própria da Saúde 
estadual. “Nosso desafio sintético é responder: pode-se fazer mais 
saúde, com mais qualidade e com os mesmos recursos? Em gestão 
pública, eficiências técnica e financeira devem andar juntas para 
cumprir todos os preceitos legais e orçamentários”, explicou ele.
Segundo Taborda, a OS operacionaliza aquilo que foi definido 
como uma política de governo, com metas, objetivos e recursos 
definidos. Nesse aspecto, a gestão de custos parametriza os preços 
de serviços e contratos, auxiliando e muito o ente público a fazer o 
planejamento e o avanço da oferta.
Conecta SUS
Os conselheiros do TCE também visitaram o Conecta SUS, 
onde conheceram em detalhes como a Secretaria da Saúde con-
centra seus principais dados e informações. Câmeras de vigilância 
nos hospitais permitem acompanhar o dia a dia das unidades de 
saúde, obras são monitoradas, a execução orçamentária atualizada, 
sem contar uma base de dados sobre todos os indicadores de saúde 
estão reunidos num único local.
Didatismo e Conhecimento 61
CONHECIMENTOS GERAIS
“Uma ferramenta como essa, alimentada em tempo real e 
atualizações diárias, resulta num importante instrumento de mo-
nitoramento e que, sem dúvida, facilita a fiscalização”, comentou 
Edson Ferrari do TCE de Goiás. Os conselheiros se interessaram 
muito pelo controle feito sobre todos os equipamentos de diag-
nóstico que estão dentro dos hospitais e ainda pelo Regulatron, o 
sistema que monitora a regulação de vagas para os leitos de UTI.
Segundo o secretário Leonardo Vilela, a regulação é um dos 
focos de trabalho prioritários da SES-GO. Em poucos meses, o 
Conecta SUS, que já observa o fluxo de pendências de pacientes 
por vaga em leito de UTI, vai dispor de informação em tempo real 
sobre cada leito. “Saberemos em tempo real o nome do paciente, 
o nome do médico que atende, a data de internação e outros dados 
de cada um dos pacientes que forem internados na rede própria da 
SES”, informou Leonardo Viela.63
Goiás teve 928 casos novos de tuberculose em 2015
Estado é o 3º com a menor incidência do País
O dia 24 de março é instituído como o Dia Mundial de Luta 
Contra Tuberculose. A campanha tem como objetivo esclarecer, 
motivar e conseguir apoio da população e dos profissionais de saú-
de para as ações de prevenção e controle da doença.
Doença infectocontagiosa causada por uma bactéria chamada 
“Bacilo de Koch”, considerada uma das enfermidades mais antigas 
do mundo. Ainda é um problema de Saúde Pública em todo País, 
sendo uma prioridade entre as políticas governamentais de saúde. 
A forma mais comum é a tuberculose pulmonar, mas outros ór-
gãos podem ser atingidos, sendo estas denominadas de tuberculose 
extrapulmonar e não transmissíveis. É transmitida de uma pessoa 
doente, da forma pulmonar bacilífera sem tratamento, para outra 
sadia, por meio da tosse, espirro ou fala.
O diagnóstico da doença é ambulatorial, por meio da solici-
tação da baciloscopia de escarro, com resultado em 24 horas, e, 
ainda, pelo Teste Rápido Molecular para Tuberculose, em 2 horas. 
Atualmente, o teste está disponível nos municípios de Goiânia e 
Aparecida de Goiânia. Uma das medidas importantes para a pre-
venção e controle é a busca ativa dos casos nos indivíduos com 
tosse há três semanas ou mais. “É importante também que todas 
as pessoas que tiveram contato com pacientes portadores de tu-
berculose procurem um serviço de saúde para serem avaliadas”, 
acrescenta o subcoordenador Estadual de Controle da Tuberculo-
se, Emílio Alves. 
63 Fonte: 06/04/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4303/balanco-de-custo-das-oss-e-apre-
sentado-a-secretarios-de-estado-e-conselheiros-do-tce
A tuberculose tem cura, desde que o tratamento seja feito 
corretamente até o final. O tratamento dura de seis a nove meses, 
dependendo da forma clínica apresentada pelo paciente. Durante 
o tratamento, a pessoa pode trabalhar e levar uma vida normal, 
devido à eficácia da quimioterapia. Somente em casos graves o 
paciente necessita de internação.
Situação Epidemiológica
Tuberculose no Brasil:
· 68 mil casos novos notificados em 2014;
· 4,6 mil mortes em 2013;
· 16º país em número de casos entre os 22 países de alta carga;
· 22º país em taxa de incidência, prevalência e mortalidade 
entre os 22 países de alta carga;
· 3ª causa de mortes por doenças infecciosas;
· 1ª causa de mortes dos pacientes com AIDS;
Fonte: PNCT – Programa Nacional de Controle da Tubercu-
lose – 2015
Tuberculose em Goiás:
· 928 casos novos de tuberculose todas as formas correspon-
dendo uma incidência de 14/100.000 hab* em 2015;
· 3º Estado com a menor incidência do País
· 654 casos novos da forma pulmonar com confirmação labo-
ratorial correspondendo uma incidência de 9,3/100.000 hab* em 
2015;
· Co-infecção TB/HIV – 11,5% em 2015*
· Casos Curados -70% em 2014 – Meta nacional: ≥ 85%
· Abandono – 9,6% em 2014 – Meta nacional: ≤ 5%
Fonte: SUVISA/SES-GO (*Dado sujeito à alteração) 64
Saúde de Goiás defende gestão compartilhada na regulação
Regulação rege o acesso de pacientes no SUS
O secretário de Saúde de Goiás, Leonardo Vilela, aponta a 
necessidade de uma gestão compartilhada entre o Estado e os mu-
nicípios como forma de assegurar a assistência ágil e de qualidade 
à população. Esta opinião foi manifestada nesta segunda-feira, 14 
de março, durante reunião no auditório do Centro de Reabilitaçãoe Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), realizada com o obje-
tivo de discutir as ações efetivadas pelo Complexo Regulador, os 
desafios a serem superados e as propostas para a melhoria do fluxo 
de todo o sistema.
64 Fonte: 22/03/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4243/goias-teve-928-casos-novos-de-
-tuberculose-em-2015
Didatismo e Conhecimento 62
CONHECIMENTOS GERAIS
O evento contou com a participação de representantes da SES-
GO, do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), 
da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e de outros muni-
cípios, do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia e do Minis-
tério da Saúde. Leonardo Vilela citou, como exemplo de sistema 
eficiente, a regulação desenvolvida atualmente no Estado de São 
Paulo, na qual há o compartilhamento entre os entes. Ele defendeu 
a estruturação de um sistema de informática preciso, a adoção de 
critérios claros para o encaminhamento de pacientes e transparên-
cia nas ações.
Leonardo Vilela avalia que os maiores entraves no processo 
de regulação em Goiás são: a demora no efetivo encaminhamento 
do paciente, o desconhecimento das diretrizes e do funcionamento 
do sistema por técnicos que atuam no interior e, por fim, a falta de 
diálogo entre as partes. Mesmo diante dos desafios, o Complexo 
Regulador tem se desdobrado para garantir o atendimento qualifi-
cado ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Os registros 
do Complexo Regulador apontam que, no ano passado, o órgão 
intermediou a realização de 3,7 milhões de procedimentos ambu-
latoriais e hospitalares.
Em Goiás, de acordo com informações do coordenador do 
Complexo Regulador, Genésio Pereira, existem 17 Centros Regio-
nais de Regulação. Destes, três centros – Goiânia, Aparecida de 
Goiânia e Anápolis – atuam no nível ambulatorial e com interna-
ção; os demais operam somente na área ambulatorial. O coordena-
dor nacional de Regulação do Ministério da Saúde, João Marcelo 
Barreto Silva, informou que a nova Política Nacional de Regula-
ção, já em processo de efetivação, introduz a unidade de saúde no 
sistema, rediscute a regionalização dentro da regulação e as formas 
de financiamento de todo o setor.65
Somente 10% das famílias abordadas aceitam doar órgãos 
de parentes
De cada dez famílias, nove dizem “não” para a doação dos 
órgãos de parentes que tiveram morte encefálica. Essa é a esta-
tística da rotina enfrentada pela equipe de Entrevista Familiar da 
Central de Transplantes do Estado de Goiás e, mesmo diante de um 
placar tão desfavorável, a equipe não desiste, nem tão pouco deixa 
de compreender a dor e o sofrimento dos que dizem não. No dia 
seguinte, com a mesma paciência e delicadeza, estão realizando 
o mesmo trabalho, de abordar quem sofre com a dor da morte, na 
esperança de diminuir a fila de espera por um órgão.
65 Fonte: 14/03/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4208/saude-de-goias-defende-gestao-
-compartilhada-na-regulacao
Para a Coordenadora Técnica da Central de Transplantes, Lei-
la Márcia de Faria, a entrevista familiar é a parte mais difícil do 
processo de captação de um órgão e requer, além de qualificação 
específica, controle emocional e um grande suporte psicológico. 
“A família está abalada, vivendo uma dor indescritível e nós temos 
que esperar o momento certo para fazer a abordagem. Ouvimos de 
tudo: desde relatos desesperados até ofensas e desaforos. Alguns 
nos comparam a urubus de tocaia”. Se isso magoa? A coordenado-
ra diz que não chega a magoar, mas não deixa de ser um momento 
difícil para a equipe.
Nas palavras da psicóloga Flávia Martins, o que impede que a 
autoestima seja afetada é a empatia. “Nós nos colocamos no lugar 
do outro e entendemos que o momento é de muito sofrimento. Ten-
tamos não levar para o lado pessoal, mas também somos humanos 
e é tudo muito delicado”, explica.
Integrar a equipe de Entrevista Familiar da Central de Trans-
plantes não é para qualquer um. A qualificação para a função é 
constante e a formação inicial exigida é nas áreas de psicologia e 
enfermagem. Os integrantes da equipe estudam a Teoria da Comu-
nicação de Má Notícia, se informam sobre os maiores mitos e me-
dos, aprendem a explicar a morte encefálica de maneira coloquial 
e, principalmente, estudam as técnicas de acolhimento. O tom de 
voz certo, a disposição para ouvir, um copo com água, uma cadeira 
para a pessoa se sentar ou mesmo um abraço. Tudo é acolhimento 
e não é possível precisar qual desses gestos vai estabelecer a cone-
xão entre o familiar desesperado e o profissional da Central.
 “Já abordamos famílias debaixo de uma árvore, no estaciona-
mento do Hugo; outras precisamos levar para uma sala reservada 
e ouvir relatos sobre os planos que o falecido tinha para o futuro. 
Já presenciamos a mãe chorar desesperadamente a perda do único 
filho enquanto o pai, diante do pranto da mulher, não podia fraque-
jar e demonstrar o quanto estava sofrendo também. Uma troca de 
olhar com aquele homem foi suficiente para estabelecer o diálogo 
e tratar do assunto algumas horas depois”, relembra a enfermeira 
Rosângela da Silva Nunes.
Apenas dez por cento das entrevistas familiares podem ser 
consideradas tranquilas. As demais podem ser classificadas como 
difíceis e tensas. Isso, quando a entrevista acontece. Há casos em 
que as famílias simplesmente se recusam a conversar com a equipe 
da Central e, quando perguntadas se concordariam em falar num 
outro momento, respondem com a palavra nunca.
Normalmente, as equipes de Entrevista Familiar nunca ficam 
visíveis nos hospitais. Elas só aparecem quando há uma notifica-
ção de morte encefálica. Apenas o médico pode comunicar o óbito 
à família mas, nem sempre, o faz com a clareza necessária. São 
comuns os casos nos quais as famílias, após as explicações, con-
tinuam sem alcançar o que realmente entendeu. Só compreendem 
quando o médico informa “a hora da morte”.
Saiba Mais
A equipe de Entrevista Familiar da Central de Transplantes 
de Goiás é composta por nove enfermeiros e seis psicólogos, que 
trabalham 24 horas, em esquema de revezamento.
Os hospitais que mais notificam casos de morte encefálica são 
o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital Santa Môni-
ca e Hospital Neurológico, nesta ordem.
Em 2014, as equipes de Entrevista Familiar fizeram 124 en-
trevistas e obtiveram 97 recusas. O levantamento é trimestral. De 
janeiro a março, foram 28 entrevistas, com 25 recusas (89% de 
Didatismo e Conhecimento 63
CONHECIMENTOS GERAIS
negativas); de abril a junho, 33 entrevistas e 25 recusas (76% de 
negativas); de julho a setembro, 41 entrevistas e 33 recusas (80% 
de negativas); de outubro a dezembro, 22 entrevistas e 14 recusas 
(78% de negativas). 
Medos e mitos são entraves para a doação de órgãos
Que morte é essa na qual o coração continua batendo? Ou 
a perna treme de vez em quando? O corpo continua quente e os 
pulmões ainda se enchem de ar? Cabe aos profissionais da Central 
de Transplantes do Estado de Goiás responder essas perguntas e 
lidar com as três fases que envolvem a perda: desespero, choque 
e aceitação.
A doação demora a ser abordada. Primeiro, as dúvidas sobre 
as causas da morte são esclarecidas e, geralmente, o próprio fami-
liar admite que o quadro era grave, uma situação muito comum 
em vítimas de acidentes de trânsito. O passo seguinte é deixar cla-
ro que todos os recursos e possibilidades foram empregados e se 
mostraram insuficientes, pois não houve melhora no quadro clíni-
co. Nesse momento, muitos pedem uma transferência para outro 
hospital e a realização de novos exames, além de cogitar a contra-
tação de empréstimos para pagar outros tratamentos. A equipe da 
Central deixa claro que nada disso será capaz de alterar a situação 
e explica, detalhadamente e de maneira bem coloquial, o que é a 
morte encefálica.
Assim que a família demonstra ter compreendido o que é a 
morte encefálica, a equipe começa a tratar da doação de órgãos. O 
assunto é abordado com delicadeza e sensibilidade, com o familiar 
sendo incentivadoa falar sobre o falecido: se era uma pessoa ca-
ridosa, se seguia alguma religião, se gostava de ajudar o próximo 
e, dependendo das respostas, se já tinha falado da intenção de ser 
um doador de órgãos.
Quando a resposta é positiva, surgem as dúvidas, medos e mi-
tos. O tráfico de órgãos é o número um e a equipe explica as razões 
pelas quais se trata de uma lenda. Primeiro, um órgão não pode ser 
transplantado aleatoriamente, visto que é necessária a compatibili-
dade entre doador e receptor; depois, os órgãos possuem um tempo 
de vida útil muito curto após a retirada do corpo e precisam seguir 
rígidas normas de conservação; para finalizar, existe a legislação 
brasileira, que pune com prisão de dois a oito anos, mais multa, 
quem trafica órgãos.
As restrições religiosas também costumam ser um entrave. 
Muitos acreditam que o familiar deve “voltar inteiro”, “do jeito 
que veio” e, para tal argumento, a equipe lembra que, mais que 
um órgão, Jesus doou a vida pela humanidade e que, textualmente, 
nenhuma religião se opõe à doação e aos transplantes.
A aparência do corpo também é motivo de preocupação e a 
equipe precisa tranquilizar a família, explicando que a aparência 
não muda com a retirada dos órgãos, apenas alguns pontos, imper-
ceptíveis durante o velório.
Tabu
Todo esse esclarecimento não é garantia de doação e os pro-
fissionais se deparam com as situações mais inusitadas. Há quem 
concorde em doar todos os órgãos, menos o coração; há quem só 
autorize a retirada das córneas e há quem queira saber quem vai re-
ceber o órgão. Nas duas primeiras situações, o desejo da família é 
completamente respeitado. A possibilidade de conhecer o receptor, 
porém, é descartada. “Informamos, no máximo, o sexo do receptor 
e a idade. Dependendo do caso, informamos a cidade. Nada além 
disso, pois não seria ético e poderia criar problemas futuros”, es-
clarece a Coordenadora Técnica da Central de Transplantes, Leila 
Márcia de Faria.
Apesar das campanhas de conscientização e incentivo, a doação 
de órgãos ainda não é muito abordada nas famílias. O assunto ainda 
é um tabu e é a principal causa de não doação. Mesmo quando a 
família aceita ouvir a equipe e compreende a importância do que 
pode vir a ser feito, a recusa é comum, com o argumento de que o 
morto nunca falou sobre o assunto e ninguém quer correr o risco de 
desrespeitar quem já se foi. “A primeira atitude de quem quer doar é 
falar sobre isso com a família e os amigos”, afirma Leila.
A decisão só pode ser tomada pelo pai, mãe, filho, marido ou 
esposa. Na falta desses, se outro membro da família fizer muita 
questão de doar, é preciso procurar o Ministério Público, que de-
verá conceder a autorização. 
Se houver divergência entre o desejo do pai e da mãe, por 
exemplo, a captação não é realizada e nada é feito às escondidas. 
“Tivemos um caso de uma mãe que queria doar, mas o pai não 
concordava. Como ele estava no Maranhão e teria que se deslocar, 
ela disse para fazermos e ele nem ficaria sabendo. Não concorda-
mos. Não podemos concordar com isso”, afirma a psicóloga Flávia 
Martins. Ela completa dizendo que a doação é um processo para a 
família se sentir bem, mesmo em um momento de dor.
O zelo com os argumentos atinge um nível impensado para 
quem não lida diretamente com a situação. Ao contrário do que 
se imagina, o argumento de que “a doação salva vidas” ou “ajuda 
quem está precisando” nunca é usado durante a entrevista familiar. 
A experiência comprova que a melhor abordagem é a que trata a 
doação como um direito. De acordo com a psicóloga, é muito com-
plicado atribuir a uma família que está sofrendo o peso de fazer 
outra feliz. “É uma situação na qual não cabe coação, chantagem 
emocional nem nada do tipo”, lista Flávia Martins. Ela lembra de 
uma mãe que disse que não concordaria com a doação pois, “se 
Deus não tinha ouvido o apelo dela, ela não iria ajudá-lo a ouvir o 
apelo de outra mãe”. A mãe insistiu que queria o filho dela de volta 
e não dar uma nova chance ao filho de outra.
Em situações como essas, não cabem rótulos como “egoísta”, 
“insensível” ou qualquer outro equivalente. O que vale é entender 
que não é fácil para ninguém. A família que perde, a equipe de en-
trevista que aborda, todos são e estão vulneráveis, numa situação 
instável, que requer equilíbrio entre direitos e deveres.
Outro equilíbrio delicado é o que diz respeito à durabilidade 
do órgão e ao tempo da Entrevista Familiar. Segundo a Coorde-
nação da Central, nenhuma entrevista dura menos de duas horas e 
já houve casos em que ela durou três dias. As famílias têm tempo 
para pensar e há troca de contatos. A partir de determinado ponto, 
a Central não procura a família e espera que ela mantenha contato. 
“Não podemos pressionar. Deixamos claro que o tempo é impor-
tante, mas não pressionamos. Há um momento em que a gente 
entende que a resposta é não“, explica a psicóloga Flávia Martins.
Morte encefálica e coma
A morte encefálica é uma situação irreversível, na qual o cé-
rebro para de funcionar definitivamente e, consequentemente, de 
comandar o corpo. O funcionamento dos diversos órgãos, múscu-
los e tecidos acontece de maneira artificial, com uso de aparelhos e 
medicamentos. O corpo pode ser mantido vivo dessa forma por um 
tempo limitado, que varia de um organismo para outro.
Didatismo e Conhecimento 64
CONHECIMENTOS GERAIS
O coma é reversível e se caracteriza por um menor nível de 
consciência, muito semelhante a um sono profundo. As células ce-
rebrais continuam vivas e, com isso, os neurônios fazem as reações 
elétricas. É uma situação reversível e a duração do coma varia de 
um indivíduo para o outro. O coma induzido pode ser suspenso 
com indicação e intervenção médica; já do coma espontâneo o pa-
ciente precisa despertar naturalmente.
O diagnóstico de morte encefálica segue um protocolo que 
determina a realização de diversos exames, com um intervalo mí-
nimo de seis horas, entre a primeira e a segunda bateria de testes.66
Marconi: “Saúde no Brasil tem jeito”
Durante inauguração de unidade de atendimento móvel para 
mulheres, governador destaca sucesso das políticas do governo 
para área
Na contramão da maioria dos governadores eleitos e reeleitos 
em outubro do ano passado, o governador Marconi Perillo (PSDB) 
disse nesta quarta-feira que, na sua opinião, “Saúde pública no 
Brasil tem jeito”. Marconi afirma que o padrão de excelência no 
atendimento do Hugo, Crer e HGG, por exemplo, é a prova de que 
o poder público é capaz de oferecer serviços de alto nível à popu-
lação. “Basta ter responsabilidade”, completa.
O governador participou da inauguração da unidade móvel de 
atendimento à mulher, em Trindade, e afirmou que o Governo vai 
promover uma verdadeira revolução na Saúde depois que estiver 
concluído o Hospital de Urgências da Região Noroeste de Goiânia 
(Hugo 2), o maior da região Centro Oeste. O Hugo 2, segundo 
Marconi, deve ser entregue à população até o início de abril.
“Consertamos a Saúde no Estado e em breve vamos inaugurar 
o Hugo 2. Já avançamos muito, mas é claro que vamos continuar 
avançando”, afirma o governador. “Estamos vivendo um momento 
de crise no País, mas estamos buscando forças para realizar as ações 
de forma planejada, para que a população seja bem atendida”.
MULHERES
A unidade móvel de atendimento foi instalada dentro de uma 
carreta e é munida de tecnologia necessária para realizar, por mês, 
cerca de três mil exames preventivos contra câncer de mama, de 
colo do útero e ultrassonografias. Só em tecnologia, o Governo 
investiu mais de R$ 1 milhão – sem contar os 14 funcionários que 
66 Fonte: 14/04/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/587/somente-10-das-familias-aborda-
das-aceitam-doar-orgaos-de-parentes
trabalham na unidade. “Esse é o presente da Saúde pelo Dia Inter-
nacional da Mulher, especialmente àquelas mulheres mais carentes 
que não têm acesso a esses exames de alta complexidade”, disse 
o governador.
A unidade permanecerá por 30 dias em Trindade e seguirá 
para asregiões Nordeste e Norte do Estado, onde a demanda por 
estes exames é maior. Nessa região, ela permanecerá até o final 
deste ano visitando, de acordo com o cronograma, 15 municípios. 
“Não tenho dúvida que a unidade vai melhorar a qualidade de vida 
de inúmeras goianas e ainda salvará muitas vidas”, comemora o 
secretário de Saúde, Leonardo Vilela.
O secretário explica que mulheres que tiverem identificação 
positiva para câncer da mama ou de colo de útero devem ser enca-
minhadas de imediato para unidades de saúde por meio da regula-
ção dos municípios. “Essa agilidade é fundamental para o sucesso 
do tratamento e cura das doenças”, ressalta. Ele lembra, ainda, que 
a detecção precoce do câncer de colo de útero pode garantir a cura 
em até 100% dos casos.
Segundo o superintendente Executivo, Halim Girade, a ideia 
da unidade móvel partiu do governador e é reflexo das experiên-
cias que ele teve nas viagens pelo Estado. “Vendo as realidades 
das regiões goianas, o governador sentiu a necessidade de oferecer 
esses exames, absolutamente, fundamentais para a saúde mulher”, 
diz. Ele lembrou que a proposta é descentralizar a oferta desses 
serviços e levá-los a milhares de mulheres residentes em municí-
pios afastados dos grandes centros.
De acordo com dados do Sistema de Informação de Mortali-
dade (SIM/DataSUS/Ministério da Saúde), morreram em Goiás, 
no ano de 2012, um total de 173 mulheres em decorrência do cân-
cer do colo do útero, enquanto outras 357 morreram por câncer de 
mama. Segundo a Gerência da Saúde da Mulher, Criança e Ado-
lescente da Secretaria de Estado da Saúde, esses números são con-
siderados elevados, tendo em vista que essas enfermidades podem 
ser evitadas por meio de exames preventivos.
Exames
A Unidade conta com os seguintes equipamentos: mamógra-
fo, ultrassom gineco-obstétrico e aparelho de colposcopia para 
exames de colo do útero. Nos municípios em que estiver instalada, 
a Unidade funcionará das 8h às 18h, de terça-feira a sexta-feira, e 
das 8h às 17h, aos sábados. O atendimento será prestado por 12 
profissionais de saúde, dentre médicos, enfermeiros, técnicos de 
radiologia, auxiliares administrativos e motorista.
A secretaria do lar Maria do Carmo é uma das moradoras de 
Trindade que foi beneficiada com a ação. Ela já estava no oitavo 
mês da gestação e ainda não tinha feito um ultrassom. “Estou mui-
to feliz com a possibilidade de fazer esses exames. Se fosse pagar 
particular seria muito caro e não teria condições”, ressalta ela ao 
lembrar que a data se tornou especial porque saberia o sexo do 
filho com a realização do exame. 
Regulação
Será de responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde 
realizar a regulação das pacientes para iniciar tratamentos o mais 
precoce possível, conforme estabelecido na Lei N° 12.732, de 22 
de dezembro de 2012, que dispõe sobre o primeiro tratamento de 
paciente com neoplasia maligna comprovada e estabelece prazo 
para seu início. Todo paciente com neoplasia maligna tem direito 
a se submeter ao primeiro tratamento no Sistema Único de Saúde 
Didatismo e Conhecimento 65
CONHECIMENTOS GERAIS
(SUS), no prazo de até 60 dias contados a partir do dia em que for 
firmado o diagnóstico em laudo patológico, ou em prazo menor 
conforme a necessidade terapêutica do caso registrada em pron-
tuário único.
Números:
-Número de mamógrafos em Goiás – 164 (DATASUS)
-Disponíveis pelo SUS – 78 (DATASUS)
-População feminina em Goiás: 3 milhões, 313 mil, 314 mu-
lheres
-O câncer de mama é o que mais mata mulheres no mundo. 
Ele é responsável por 22% dos casos e 12 mil mortes por ano.
-No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama conti-
nuam elevadas, porque a doença só é diagnosticada, na maior parte 
dos casos, em estágios avançados. 
-O câncer de mama deve atingir 60 mil mulheres a mais em 
2014, a previsão é de que surjam 1,66 milhões de casos no mundo 
no próximo ano. 
Se diagnosticado e tratado oportunamente são elevadas as 
chances de cura.67
HGG realiza o seu primeiro implante de pele sintética
O Hospital Alberto Rassi (HGG) realiza nesta quarta-feira, 4 
de março, procedimento inovador na rede pública do Estado e iné-
dito no HGG. Será realizada uma cirurgia de matriz dérmica, ou 
seja, um implante de pele sintética na testa da paciente Delcimaura 
Lemes do Prado, vítima de um acidente de carro em janeiro deste 
ano. Ela dirigia o próprio carro na região de Quirinópolis, quando 
o pneu estourou e o carro capotou várias vezes.
O chefe da Seção de Cirurgia Plástica do HGG, Sérgio Augus-
to da Conceição, informa que a técnica é utilizada em pacientes 
com feridas complexas. “No acidente, a paciente perdeu toda a 
pele da testa. A cirurgia de matriz dérmica atua onde existe o fe-
rimento com dificuldade de cicatrização. Como a ferida dela está 
no osso, onde não existe essa possibilidade, vamos colocar a pele 
sintética que vai auxiliar na cicatrização, promovendo a integração 
com a pele da paciente”, informou. Além da matriz dérmica, tam-
bém será utilizada a técnica de vacuoterapia, mesmo procedimento 
realizado na jovem que teve as nádegas dilaceradas.
67 Fonte: 11/03/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/699/marconi-ldquo-saude-no-brasil-
-tem-jeito-rdquo
O médico do Hospital de Queimaduras de Anápolis, Leonardo 
Cunha, foi convidado para participar do procedimento cirúrgico.68
Goiás preenche 95% das vagas com profissionais brasileiros
Nas duas primeiras chamadas do Programa Mais Médicos em 
2015, 95% das 265 vagas ofertadas para os 84 municípios goianos 
foram preenchidas por profissionais com CRM Brasil. Os médi-
cos começam suas atividades a partir desta semana. Na terceira 
chamada, que acontecerá nos dias 17 e 18 de março, 4.362 médi-
cos que estão inscritos poderão selecionar 10 vagas em 10 cida-
des goianas. Caso ainda existam vagas em 10 de abril, será aberta 
chamada para brasileiros formados no exterior e, no dia 5 de maio, 
para médicos estrangeiros.
Das 4.146 opções disponíveis em todo Brasil, 3.823 (92%) já 
foram ocupadas nas primeiras chamadas. Para a terceira chamada, 
4.362 médicos poderão optar dentre as 318 vagas em 218 municí-
pios e 10 Distritos Indígenas. Dos 757 profissionais alocados em 
2ª chamada, 519 (68%) se apresentaram nos municípios portando a 
documentação exigida até última sexta-feira (27). A maioria (451) 
optou pelo benefício da pontuação de 10% nas provas de residên-
cia médica. Outros 68 profissionais escolheram os benefícios do 
Mais Médicos. Na primeira chamada, dos 3.936 médicos inscritos, 
3.304 (84%) compareceram às prefeituras até o dia 20 de fevereiro.
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, comemorou a grande 
adesão já nas duas primeiras chamadas do Programa. “É supreen-
dentemente positiva a adesão de médicos brasileiro em apenas 
duas chamadas. Em todo Brasil eles ocuparam a maioria das va-
gas. Eles irão iniciar o atendimento à população que mais precisa 
do SUS, integrarão as equipes de saúde da família para atender 
com dignidade a população brasileira”, comemorou o ministro da 
Saúde, Arthur Chioro.
Em relação às 1.294 cidades que aderiram edital lançado em 
janeiro, 1.209 (93%) municípios e seis Distritos Sanitários Espe-
ciais Indígenas (DSEIs) já atraíram médicos para ocupar integral 
ou parcialmente as vagas nas unidades básicas de saúde. Até o mo-
mento, 1.076 (83%) localidades supriram 100% das vagas, outras 
197 (15%) tiveram a solicitação parcialmente atendida e 31 (2%) 
municípios ainda não conseguiram atrair nenhum médico. Nos dis-
tritos indígenas, 71% das vagas ainda não foram ocupadas.
O Nordeste foi a região que mais atraiu profissionais: das 
1.784 oportunidades ofertadas aos médicos, 1.711 vagas já foram 
ocupadas. O Sudeste conseguiu ocupar 970, das 1.019 vagas dis-
poníveis, seguido do Sul, que preencheu 477 das 520 oportunida-
des, do Centro-Oeste, que atraiu médicos para 358 vagas das 393 
disponíveis e o Norte que ocupou 297 vagas das 382 oportunida-
des. Os Distritos Indígenas já ocuparam 10 vagas das 35 ofertadasaos médicos.
PRÓXIMAS ETAPAS – As vagas referentes aos médicos que 
não se apresentaram na segunda chamada ficam disponíveis para a 
terceira chamada, que acontecerá nos dias 17 e 18 de março. Pode-
rão participar dessa fase, 4.362 médicos que estão inscritos e ainda 
não conseguiram alocação.
Caso ainda existam vagas em 10 de abril, será aberta chamada 
para brasileiros formados no exterior e, no dia 5 de maio, para 
médicos estrangeiros. O módulo de acolhimento para esses profis-
sionais está previsto para iniciar em 8 de junho. A cada trimestre, o 
68 Fonte: 03/03/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/747/hgg-realiza-o-seu-primeiro-implan-
te-de-pele-sintetica
Didatismo e Conhecimento 66
CONHECIMENTOS GERAIS
Ministério da Saúde lançará edital para oferta de vagas em aberto. 
Os editais poderão contemplar outros municípios, que antes não 
haviam conseguido aderir ao programa pela ausência de capaci-
dade instalada.
Para a classificação do médico na concorrência das vagas fo-
ram estabelecidas as seguintes regras: ter título de Especialista em 
Medicina de Família e Comunidade; experiência comprovada na 
Estratégia Saúde da Família; ter participado do Programa de Edu-
cação pelo Trabalho – PET (Vigilância, Saúde, Saúde da Família e 
Saúde Indígena); do VER-SUS; do ProUni ou do FIES. Como cri-
térios de desempate serão considerados a maior proximidade entre 
o município desejado e o de nascimento e ter maior idade. A data e 
horário da inscrição do médico não serão mais considerados como 
critérios de seleção.
Com a ocupação das 4.146 vagas apontadas pelos municípios 
no novo edital, o governo federal garantirá em 2015 a permanência 
de 18.247 médicos nas unidades básicas de saúde de todo o país, le-
vando assistência para cerca de 63 milhões de pessoas. Serão 4.058 
municípios beneficiados, 72,8% de todas as cidades do Brasil, além 
dos 34 distritos indígenas. Até 2014, 14.462 médicos atuavam em 
3.785 municípios, beneficiando 50 milhões de brasileiros.69
Dados do Conecta SUS estão acessíveis a toda sociedade
Com o hotsite do Conecta, que acaba de entrar no ar, SES-GO 
pretende ampliar acesso à informação, incentivando o desenvolvi-
mento de pesquisas e inovação na área da saúde
Discutir a inovação tecnológica, estimular o desenvolvimento 
de pesquisas no meio acadêmico-científico e facilitar o acesso da 
sociedade aos indicadores de saúde dos municípios goianos. Essa 
é a proposta do hotsite do Centro de Informações e Decisões Estra-
tégicas em Saúde – Conecta SUS Zilda Arns Neumann, que acaba 
de entrar no ar. Para acessar, digite o endereço do site da SES-GO 
(www.saude.go.gov.br) e clique na aba CONECTA SUS, no menu 
superior da página.
O Conecta SUS, projeto da Secretaria de Estado da Saúde 
(SES-GO), inédito no Brasil, inaugurado em dezembro de 2014, 
monitora todas as informações em Saúde do Estado, para subsidiar 
técnicos a coordenarem atividades, ações e políticas da SES. Entre 
os objetivos do Centro estão a análise de dados, planejamento es-
tratégico, avaliação dos indicadores, divulgação das informações 
e a melhoria na gestão.
69 Fonte: Agência Saúde - 04/03/2015
http://www.saude.go.gov.br/view/740/goias-preenche-95-das-vagas-com-
-profissionais-brasileiros
Acesso à informação
Limitado, até o momento, ao acesso de gestores e técnicos 
nos níveis municipal e Estadual da Saúde, a proposta da página é 
criar plataformas para disponibilização na web dos dados a toda 
sociedade, em especial, às universidades e instituições de pesqui-
sa. Além disso, a disposição do conteúdo atende à Lei de Acesso à 
Informação (LAI), que obriga União, Estados e Municípios a ga-
rantir a qualquer cidadão o direito de recebimento das informações 
públicas dos órgãos e entidades.
“O intuito é apresentar ferramentas para que o Centro de In-
formações e Decisões Estratégicas em Saúde transponha o univer-
so dos gestores da Saúde Pública e torne-se também uma fonte de 
dados qualificados abertos à sociedade em geral e, em específico, 
para a comunidade acadêmico-científica e tecnológica”, destaca o 
coordenador geral do Conecta SUS, Jean Pierre Pereira.
Estrutura
Para ampliar e facilitar a difusão do conteúdo, a página é bilín-
gue – português/inglês. Todos os sistemas de análise de indicado-
res de saúde criados pelos técnicos do Conecta SUS estão dispo-
níveis no local. Por meio deles, é possível acessar os principais 
indicadores de saúde do Estado de Goiás.
Os sistemas trazem, entre outros, dados sobre o pré-natal, par-
to cesáreo, taxa de mortalidade infantil, boletim epidemiológico da 
dengue e, ainda, o inédito e pioneiro monitoramento da força-tare-
fa Goiás contra o Aedes, que aponta o total de imóveis visitados, 
fechados e os imóveis com focos do Aedes aegypti em Goiás. O 
trabalho feito pela SES e Corpo de Bombeiros Militar no Esta-
do tornou-se referência nacional. “Toda essa riqueza de material 
estará acessível e servirá para o desenvolvimento de importantes 
pesquisas”, avalia Jean Pierre Pereira.
Para a população goiana, o hotsite traz mais transparência e 
informação sobre a saúde do seu município. No menu Acesso à In-
formação estão disponibilizadas as cartas que a Secretaria da Saúde 
de Goiás envia a cada gestor municipal dos indicadores de saúde da 
cidade. O cidadão pode digitar o nome do município e conseguirá 
visualizar como está a situação da dengue, por exemplo.
Outro destaque da página do Conecta SUS é o blog. Com a 
divulgação de conteúdo científico, o blog busca ser fonte de infor-
mação e plataforma de fomento ao debate sobre inovação tecnoló-
gica e gestão pública.70
Goiás é pioneiro no País na notificação de dados sobre o 
Aedes
A estruturação e logística da ação Goiás contra o Aedes, 
desenvolvida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) em 
parceria com o Corpo de Bombeiros, estão proporcionando reco-
nhecimento e resultados positivos ao Estado. Goiás foi a primeira 
unidade da Federação a inserir dados relativos da operação na Sala 
Nacional de Coordenação e Controle do Centro Nacional de Ge-
renciamento de Desastres (Cenad), do Ministério da Integração.
A realização de forças-tarefas para a eliminação de focos do 
Aedes aegypti passou a ser desenvolvida em grande parte dos Es-
tados brasileiros depois da notificação de casos de chikungunya 
e zika e do avanço dos casos de microcefalia em todo o País. Em 
nível nacional, a ação é coordenada pelo Ministério da Saúde, com 
70 Fonte: 25/02/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/4100/dados-do-conecta-sus-estao-aces-
siveis-a-toda-sociedade
Didatismo e Conhecimento 67
CONHECIMENTOS GERAIS
o apoio do Ministério da Integração. Em Goiás, a megaoperação 
teve início em 16 de dezembro do ano passado, um dia depois de o 
governador Marconi Perillo ter assinado decreto que institui emer-
gência em saúde pública no Estado.
Até o momento, mais de 524 mil imóveis de 200 municípios 
goianos já receberam a visita de agentes de saúde, de combate às 
endemias, equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de 
Goiás, profissionais de saúde e voluntários. No total, 80 % do Es-
tado já foi vistoriado com retirada de mais de 16.678 mil focos do 
mosquito.
As equipes do Corpo de Bombeiros, responsáveis por coorde-
nar a reunião dos dados nos municípios goianos, utilizam um sis-
tema de mapa georreferenciado das quadras de cada cidade. Este 
sistema é alimentado em tempo real nos municípios e atualizado 
a cada 30 segundos, por meio de uma estrutura instalada na Sala 
de Situação na sede da SES-GO. O mapa apresenta quadros que 
sinalizam com a cor verde as casas que já estão livres dos focos e 
de vermelho as que não estão com os focos erradicados.71
Ministério da Saúde cita Governo de Goiás como exemplo 
no combate ao Aedes
O representante do Ministério da Saúde, Sérgio Gustavo 
Evangelista da Mata, estará em Goiânia nesta quarta-feira (27/01), 
às 9h, para visitar o Centro de Informações e Decisões Estratégicas 
em Saúde – Conecta SUS Zilda Arns Neumann, onde funciona 
a central de monitoramento dedados do Goiás contra o Aedes, 
localizado na sede da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), 
no Parque Santa Cruz. Na quinta-feira (28/01), será a vez de re-
presentantes da Sala Nacional de Coordenação e Controle para o 
Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus conhecerem 
o trabalho.
O monitoramento online, em tempo real, dos resultados do 
trabalho dos agentes de saúde pública que visitam os domicílios 
do Estado, na operação Goiás contra o Aedes, realizado pelo Co-
necta SUS, que poderá ser replicado em todo o Brasil. O modelo 
foi apresentado pelo governador Marconi Perillo e pelo secretário 
de Estado da Saúde Leonardo Vilela ao ministro da Saúde Marcelo 
Castro, e foi considerado exemplo para o país.
“Por meio do Conecta SUS, os municípios informam-nos em 
quantos domicílios foram encontrados focos do Aedes, onde eles 
não existem e ainda, quantas casas não puderam ser visitadas por-
71 Fonte: 22/01/2016
http://www.saude.go.gov.br/view/3900/goias-e-pioneiro-no-pais-na-noti-
ficacao-de-dados-sobre-o-aedes
que estavam fechadas. Dessa forma, acompanhamos, em tempo 
real, a situação de focos do mosquito no Estado”, esclarece o se-
cretário Leonardo Vilela.
Lançado pelo Governo do Estado em dezembro, o Goiás con-
tra o Aedes é uma ação da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás, 
em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar e prefeituras muni-
cipais. A meta é mobilizar todos os 246 municípios e visitar todos 
os imóveis do Estado até o dia 31 de janeiro. A ideia é que esse 
mesmo ciclo de visitas seja realizado novamente nos meses de fe-
vereiro, março, abril, maio e junho, com objetivo de erradicar o 
Aedes aegypti no território goiano. A expectativa é que as ações 
continuem, nos próximos três anos. 
Balanço
Até esta terça-feira, dia 26 de janeiro, 228 municípios par-
ticiparam do Goiás contra o Aedes, realizando visitas domicilia-
res para eliminar focos do mosquito. Foram visitados 692.547 
imóveis. Destes, 523.204 foram trabalhados, 170.396 estavam 
fechados e 1.238 visitas foram recusadas pelos moradores. Entre 
os imóveis fechados e visitas recusadas, as equipes retornaram e 
conseguiram realizar o trabalho em 2.741 residências. Foram en-
contrados focos em 21.190 imóveis. A meta, de acordo com o se-
cretário Leonardo Vilela, é alcançar todos os domicílios situados 
no Estado de Goiás.72
Curso de cuidados pediátricos é sucesso entre clínicos da 
sede básica de saúde
Os médicos clínicos gerais do sistema básico de saúde da re-
gião metropolitana, que estão participando do Curso de Cuidados 
Pediátricos na Escola Estadual de Saúde Pública Cândido Santia-
go, aprovam a capacitação. Segundo a maioria o curso é um refor-
ço importante aos conhecimentos dos clínicos devido ao tipo de 
atendimento que abrange toda a família de usuários do SUS, do 
recém-nascido ao idoso. Os alunos demonstraram estar receptivos 
e envolvidos com o conteúdo apresentado.
O Dr. Sebastião Leite Pinto, que é um dos professores do cur-
so, informou que a proposta é dar mais segurança ao profissional 
para aumentar a resolutividade no local de atendimento básico e, 
assim, evitar o encaminhamento desnecessário aos centros espe-
cializados de média e alta complexidade. Segundo ele a Escola 
Estadual de Saúde Pública SEST/SUS, em parceria com a Fa-
culdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás e com a 
Sociedade Goiana de Pediatria, foi muito feliz em promover o 
72 Fonte: 04/02/2016
http://www.visa.goias.gov.br/post/ver/207991/ministerio-da-saude-cita-
-governo-de-goias-como-exemplo-no-combate-ao-aedes
Didatismo e Conhecimento 68
CONHECIMENTOS GERAIS
curso e também na escolha do público-alvo. “Além de melhorar 
os conhecimentos dos médicos, ainda ajuda a dar mais eficiência 
ao atendimento no sistema como um todo”, disse. Especialista na 
área de amamentação o Dr. Sebastião deu como exemplo os casos 
de mastite materna e fissura do mamilo que podem ser tratados nos 
postos de saúde, sem a necessidade de encaminhamentos.
A Dra. Letícia Andrade, que é clínica geral no Posto de Saúde 
da Família do Jardim Nova Olinda, em Aparecida de Goiânia, afir-
mou que é sempre bom participar desse tipo de atualização, já que 
a medicina é muito dinâmica. Para ela os casos concretos da dife-
rença no desenvolvimento das crianças que amamentam e das que 
recebem alimento artificial mostrados na sala de aula aproximaram 
o conteúdo apresentado à realidade do consultório.
Já a Dra. Juliana Ferreira Figueiredo, do Programa de Estra-
tégia da Família de Trindade, espera sanar as possíveis dúvidas 
no atendimento pediátrico e também, através dos conhecimentos, 
atingir os objetivos no trabalho de prevenção entre as crianças 
atendidas. O Dr. Gabriel Marques Coelho, que atende no ESF do 
Setor Pontakaiana, também em Trindade, disse que é preciso al-
cançar um atendimento padronizado. “Esperamos que seja defini-
do que forma clara até onde é atendimento primário e onde começa 
o especializado”, explicou.
Os dois médicos de Trindade disseram ser tão importante esse 
tipo de atualização que apontaram a saúde do homem e a atenção 
ao idoso, por exemplo, como temas a serem abordados em outros 
cursos que também deveriam ser oferecidos pela Secretaria Esta-
dual de Saúde. Ideia compactuada pelo professor Sebastião Leite 
Pinto que avaliou como de suma importância a expansão para ou-
tras áreas da medicina e também para profissionais médicos de 
todos os municípios o estado.73
Exercícios
01. (FUNIVERSA/2010 - Ministério do Turismo) A UNES-
CO, Organização das Nações Unidas para a Cultura, Ciência 
e Educação, define alguns locais do mundo como patrimônio 
natural da humanidade, ressaltando a riqueza e a exuberância 
das características naturais desses lugares e a importância de 
preservá-los. A respeito desse assunto, assinale a alternativa 
correta.
a) Nenhuma ilha oceânica brasileira inclui-se como patri-
mônio natural da humanidade.
b) Em Goiás, duas áreas são reconhecidas pela Unesco 
como Patrimônio Natural da Humanidade: são dois parques nacio-
nais, o da Chapada dos Veadeiros e o das Emas, regiões protegidas 
do cerrado.
c) Não obstante a enorme riqueza cultural, expressa espe-
cialmente em Salvador, a Bahia não ostenta nenhuma área entre as 
que são consideradas patrimônio natural da humanidade.
d) O Parque Nacional de Brasília, comumente chamado de 
Água Mineral, insere-se no rol dos lugares que integram o patri-
mônio natural mundial.
e) A Mata Atlântica brasileira, por ter sofrido um longo pro-
cesso de devastação desde o descobrimento, deixou de ser incluída 
como patrimônio natural da humanidade, apesar dos esforços en-
vidados pelo governo brasileiro.
73 Fonte: 12/04/2016 
http://www.esap.go.gov.br/post/ver/210159/curso-de-cuidados-pediatri-
cos-e-sucesso-entre-clinicos-da-sede-basica-de-saude
02. (ConsulRH/2010 - Prefeitura de Tupirama) Assinale a 
alternativa correta:
a) No início do povoamento com o ouro aflorando, em toda 
região, o norte goiano passou a ser conhecido como uma das áreas 
que mais produzia ouro na capitânia
b) a partir do declínio da mineração, o norte goiano passou 
a ser visto como sinônimo de atraso e involução social
c) a denominação Norte de Goiás durou por mais de dois 
séculos, até a divisão do Estado de Goiás, onde o norte de Goiás 
passou a ser o Estado do Tocantins.
d) todas estão corretas
03. (UFGO/2009 - SEE/GO) A fundação de Goiânia foi 
concebida em um contexto de mudanças políticas, tanto nacio-
nais quanto locais. A nova capital de Goiás deveria aproximar 
o estado do eixo de desenvolvimento do País, focado na Região 
Sudeste. A escolha do sítio para instalação da cidade conside-
rou também 
a) a proximidade com Brasília, o que favoreceria os conta-
tos com o governo federal. 
b) a abundância de recursos hídricos, o que permitiria a pos-
terior expansão do núcleo urbano. 
c) o relevo mais movimentado que o da antiga capital, 
Goiás, favorável à instalação de instrumentos urbanos. 
d) a maior distância em relação ao litoral, para garantiras 
questões de segurança quanto a ataques externos. 
04. A implementação do regime militar em 1964 trouxe 
substanciais mudanças na política goiana. A elite econômica e 
política local que, desde o fim do Império controlava o poder 
político do estado, teve que submeter as diretrizes centraliza-
doras do governo federal. Um acontecimento da política goia-
na durante o regime militar foi 
a) a nomeação, por meio de decreto presidencial, do enge-
nheiro Otávio Lage de Siqueira como governador de Goiás. 
b) a nomeação de governadores desvinculados das famílias 
tradicionais que controlaram o poder político em Goiás, tais como 
os Caiado e os Bulhões. 
c) a cassação do governador Mauro Borges Teixeira, em 
represália a sua atitude firme, em março de 1964, na defesa da 
permanência de João Goulart no poder. 
d) a eleição indireta de Ary Valadão para governador de 
Goiás em 1978, o último governador do período da Ditadura militar. 
Didatismo e Conhecimento 69
CONHECIMENTOS GERAIS
05. (FGV/2014 – TJGO/GO) 
a) somente I estiver correta; 
b) somente II estiver correta; 
c) somente III estiver correta; 
d) somente I e II estiverem corretas; 
e) I, II e III estiverem corretas. 
06. (UEG/2013 – PM/GO) Os recursos naturais de uma 
determinada região podem influenciar diretamente a sua in-
corporação econômica, uma vez que representam um conjunto 
de fatores necessários ao processo produtivo os insumos am-
bientais que podem servir como indutores de ocupação. Com 
base nessas características, no território goiano verifica-se que 
a microrregião 
a) Chapada dos Veadeiros é caracterizada por um planalto 
relativamente acidentado, com altitude média superior a 800 me-
tros, abundante em solos ácidos e apresenta baixo potencial para a 
agricultura mecanizada. 
b) Vão do Paranã apresenta baixo potencial de ocupação 
agrícola em virtude da presença de relevos muito acidentados, 
constituídos por solos com alto teor de argila e índices pluviomé-
tricos inferiores a 900mm anuais. 
c) do Sudoeste Goiano foi palco de um grande desenvolvi-
mento da agricultura mecanizada, devido à existência de grandes 
chapadões constituídos em sua maioria por solos altamente ricos e 
relevo de planícies. 
d) de São Miguel do Araguaia, constituída por latossolos ar-
gilosos desenvolvidos sobre chapadões planálticos bem drenados, 
favoreceu o desenvolvimento da pecuária leiteira e de corte, e a 
agricultura mecanizada. 
07. (FGV/2014 – TJGO/GO) O Estado de Goiás apresen-
tou elevadas taxas de urbanização e a população urbana, que 
correspondia a 68% da população total em 1980, passou para 
81% em 1991, atingindo 86% em 1996, taxa bastante superior 
à brasileira para o mesmo ano, que era de 78%. 
Segundo dados relativos aos períodos compreendidos en-
tre 1980 e 1991 e 1991 e 1996, o crescimento populacional em 
Goiás também foi superior ao do país, com taxas de 2,33% e 
2,40% ao ano, respectivamente, embora haja grandes diferen-
ças entre suas cinco mesorregiões. (Fonte: http://portal.mec.
gov.br/)
O processo de urbanização em Goiás nas últimas décadas 
foi caracterizado por: 
a) alterar a hierarquia e a estrutura urbana, ao originar mui-
tos centros regionais, espalhados por todo o estado de Goiás; 
b) diferenciar-se das décadas anteriores, ao estar desvincu-
lado da dinâmica das atividades agropecuárias modernas; 
c) originar municípios de grande porte, sendo Goiânia, Aná-
polis e Lusiânia exemplos com mais de 1 milhão de habitantes; 
d) apresentar as mais baixas taxas na mesorregião Leste 
Goiano, em função da ausência de importantes centros urbanos 
na região; 
e) promover o crescimento dos problemas sociais de Goiâ-
nia, muitos gerados nos municípios vizinhos, dada a polarização 
exercida pela capital. 
GABARITO
1 B
2 D
3 B
4 D
5 D
6 A
7 E
(Footnotes)
1 Fonte: 10/12/2015
http://www.visa.goias.gov.br/post/ver/206704/governo-decre-
ta-emergencia-na-saude-publica-em-goias
Didatismo e Conhecimento 70
CONHECIMENTOS GERAIS
 ANOTAÇÕES
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————
———————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————
————————————————————————————————————————————————————

Mais conteúdos dessa disciplina