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Estudos dirigidos_10 TCC_2017

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Estudo dirigido 10 – Análise e elaboração de resenha 
Roteiro para elaboração de resenha, com base na obra Prática textual: atividades de leitura e escrita (KÖCHE; BOFF; PAVANI. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 2008.).
1. Identificação (informações sobre a obra e credenciais do autor)
2. Estrutura da obra, objetivo, tema e síntese do conteúdo
3. Análise crítica (dos aspectos formais e da apresentação do conteúdo)
4. Relevância do tema/implicações
5. Recomendação
6. Referências da resenha (se houver, caso seja feita pesquisa adicional para a elaboração)
7. Nome completo e dados do resenhador
Atividades
1. Localize no texto (se houver): informações sobre a obra resenhada (informações editoriais/ficha técnica, síntese do conteúdo); portador da resenha; resenhista; opinião do resenhista.
 
Os azuis amarelaram – Miguel Barbieri Jr (RESENHISTA)
Fonte: VEJA São Paulo(Portador da resenha), ano 46, n. 32, 7 ago. 2013, p. 162-163.
Avaliação (Obra resenhada)
Dois anos atrás, Os Smurfs fez sucesso entre adultos e crianças devido à azeitada mistura de comédia e aventura e por ser um filme com atores e animação (na linha da bem-sucedida cinessérie Alvim e os Esquilos). Esperava-se, portanto, uma continuação de nível semelhante. Uma pena: Os Smurfs 2 destina-se só à meninada mais nova. A fórmula volta reciclada e sem brilho, mesmo com os roteiristas e o diretor de antes. Na trama, Smurfette é raptada a mando de Gargamel (Hank Azaria), que vive dias de glória em Paris apresentando-se como mágico. Ele também criou os seres acinzentados Vexy e Hackus para ajudá-lo em suas vilanias. Papai Smurf e mais três azuizinhos (entre eles o afetado Vaidoso) vão pedir ajuda ao casal de nova-iorquinos Patrick e Grace (Neil Patrick Harris e Jayma Mays). Todos, então, se mandam para a capital francesa a fim de resgatar a pequenina. Em locações esplêndidas, Paris raras vezes foi tão bem fotografada. Os efeitos visuais mantêm a qualidade, e os personagens animados parecem ainda mais reais. Contudo, uma narrativa antenada com o mundo infantil de hoje tornaria o programa menos morno. Extremamente ingênua, a história soa encalhada no túnel do tempo. (OPINIÃO DO RESENHISTA) Direção: Raja Gosnell (The Smurfs 2, EUA, 2013, 105min). Livre. Estreou em 2/8/13. Dublado (lista de salas). Dublado, em 3D (lista de salas). Legendado, em 3D (lista de salas).
2. Elaboração de resenha (atividade avaliativa)
Texto I – Por que não reagem os pedagogos brasileiros ao neocolonialismo pedagógico? – José Pacheco
José Pacheco é educador e escritor, ex-diretor da Escola da Ponte, em Vila das Aves (Portugal).
Texto disponível em: <http://revistaeducacao.uol.com.br>. Acesso em: 25 fev. 2016.
A última “inovação” veiculada pela grande media foi a da aula invertida. O que vem a ser isso? Nas palavras do seu “criador”, flipped classroom, ou sala de aula invertida, é o nome que se dá ao método que inverte a lógica de organização da sala de aula. Os alunos aprendem o conteúdo no aconchego dos seus lares, digerindo videoaulas e games (a chamada aula cassino). Na sala de aula, fazem exercícios...
Diz-nos a media especializada que o peer instruction foi inventado há cerca de 20 anos. Há quase um século, Vigotski nos dizia que a aprendizagem é resultante de um processo interativo e considerava a existência de uma ZDP, que representa a diferença entre o que o aprendiz pode fazer individualmente e aquilo que é capaz de atingir em colaboração com outros aprendizes. Também sabemos que, há mais de 30 anos, Papert escreveu sobre o assunto. E que, há cerca de 40 anos, o trabalho de pares era prática comum no quotidiano de uma escolinha de Portugal, muito antes de um professor de física o ter “inventado”.
Diz-nos o “inventor” que, nos últimos 23 anos, em aulas de diferentes disciplinas, ficou comprovado que o ensino ativo (active learning) coloca o foco no estudante. Cheira a escolanovismo reciclado... Diz que mudar é difícil, especialmente na universidade, que mudou muito pouco nos últimos 400 anos. Devo reconhecer que tem razão. Só não entendo por que busca compradores da “invenção” nas universidades. Acrescenta: Na sala de aula, existe uma pessoa falando em frente aos alunos (...) não se dá conta de quão pouco seus alunos aprendem. Se assim é, por que razão metade da “invenção” acontece em sala de aula?
O “inventor” do método diz ter escrito um livro sobre a abordagem (felizmente, sem tradução em português). Eu recomendaria substituir essa leitura por versos do Drummond: Deus que livre vocês de uma escola em que tenham que copiar pontos, de decorar sem entender, de aceitarem conhecimentos “prontos”, mediocremente embalados nos livros didáticos descartáveis, de ficarem passivos, ouvindo e repetindo. Ou escutar o amigo Nóvoa, referindo-se à escola da aula: uma instituição retrógrada, detentora de esquemas arcaicos de organização do trabalho, sistemas de ensino centralizados e estruturas físicas e curriculares rígidas. Hoje sabe-se que este modelo está fatalmente condenado. Os brasileiros deveriam procurar alforria científica e maioridade educacional na obra de Milton Santos, ou Maria Nilde, mas insistem em comprar gato por lebre, desde que o gato venha do estrangeiro. Essas novidades importadas não passam de inovações requentadas. E é confrangedora a receptividade da universidade brasileira a tais “inovações”.
Por que não reagem os pedagogos brasileiros ao neocolonialismo pedagógico? Acaso os nossos professores universitários não leram Freire? Não leram Lauro? Afinal, o que leem os nossos professores?
Desconhecendo que a “invenção” gringa já tinha sido inventada em escolas brasileiras da década de 1960, um centro universitário promoveu palestra do “inventor”. E um consórcio de 14 universidades vai adotar (leia-se: comprar) o “método”. Volta e meia, mais uma moda pedagógica desce do hemisfério norte. Mal não viria ao mundo, se educadores tupiniquins a não comprassem. Mas compram.
Texto II – Sala de aula invertida: a educação do futuro – Andrea Ramal (28 abr. 2015)
Disponível em: <http://g1.globo.com/educacao/blog/andrea-ramal>. Acesso em: 25 fev. 2016.
Outra educação é possível, na qual o aluno é o protagonista e aprende de forma mais autônoma, com o apoio de tecnologias. Isso é o que os estudiosos da área defendem há décadas, mas na maior parte das instituições de ensino brasileiras perdura o modelo tradicional de ensino: o professor expõe os conteúdos e os alunos ouvem e anotam explicações para, em seguida, estudar e fazer exercícios.
Como alternativa, uma nova didática vem sendo adotada de forma crescente em vários países, colocando-se como uma das tendências da educação: a sala de aula invertida (flipped classroom). Nela, o aluno estuda os conteúdos básicos antes da aula, com vídeos, textos, arquivos de áudio, games e outros recursos. Em sala, o professor aprofunda o aprendizado com exercícios, estudos de caso e conteúdos complementares. Esclarece dúvidas e estimula o intercâmbio entre a turma.
Na pós-aula, o estudante pode fixar o que aprendeu e integrá-lo com conhecimentos prévios, por meio de atividades como, por exemplo, trabalhos em grupo, resumos, intercâmbios no ambiente virtual de aprendizagem. O processo é permeado por avaliações para verificar se o aluno leu os materiais indicados, se é capaz de aplicar conceitos e se desenvolveu as competências esperadas.
A metodologia tem alcançado resultados positivos, com impacto nas taxas de aprendizagem e de aprovação, como também no interesse e na participação da turma. Disseminada nos últimos anos pelos professores norte-americanos Jon Bergmann e Aaron Sams, foi testada e aprovada por universidades classificadas entre as melhores do mundo, como Duke, Stanford e Harvard.
Em Harvard, nas classes de cálculo e álgebra, os alunos inscritos em aulas invertidas obtiveram ganhos de até 79% a mais na aprendizagem do que os que cursaram o ensino tradicional. Na Universidade de Michigan, um estudo mostrou que os alunos aprenderam em menos tempo. O MIT (Massachusetts Institute of Technology) considera a Flipped Classroom fundamentalno seu modelo de aprendizagem. O método é adotado em escolas da Finlândia e vem sendo testado em países de alto desempenho em educação, como Singapura, Holanda e Canadá.
Poderíamos discutir até que ponto a sala de aula invertida é mesmo uma inovação. Vygotsky (1896-1934), por exemplo, já destacava a importância do processo de interação social para o desenvolvimento da mente. Seymour Papert, na linha de Piaget, já defendia na década de 60 uma didática em que o aluno usasse a tecnologia para construir o conhecimento. E, sem ir tão longe, o próprio Paulo Freire era adepto de que o professor transformasse a classe num ambiente interativo, usando recursos como vídeos e televisão. “Não temos que acabar com a escola”, disse num diálogo com Papert em 1996, mas sim “mudá-la completamente até que nasça dela um novo ser tão atual quanto a tecnologia”.
Em todo caso, seja um método novo ou apenas um nome diferente para o que há muito se pensa para a educação do futuro, é fundamental que escolas e faculdades brasileiras conheçam mais sobre essa pedagogia. Sobretudo porque ela apresenta contribuições importantes para alguns dos maiores desafios do nosso alunado: motivação, hábito de leitura, qualidade da aprendizagem.
Além disso, a sala de aula invertida valoriza o papel do professor, como orientador dos percursos de pesquisa e mediador entre estudantes e conhecimentos. E pode ajudar a desenvolver competências como capacidade de autogestão, responsabilidade, autonomia, disposição para trabalhar em equipe.
Sem cair no erro de importar tal e qual um modelo estrangeiro, nada impede que, no Brasil, o método seja estudado, sejam realizados estudos, ensaios e experiências e, na sequência, se adaptem alguns dos princípios e recursos para as necessidades do nosso contexto. Algumas escolas e universidades já vêm fazendo isso e, em breve, talvez verifiquemos resultados surpreendentes.
Orientações para a elaboração da resenha do texto de José Pacheco
1 Apresentar o autor e a obra a ser resenhada (organizar as informações em texto corrido)
· José Pacheco (José Francisco de Almeida Pacheco) (cidade do Porto, Portugal, 1951- )
· pedagogo português
· autor de livros e artigos sobre educação
· idealizador da Escola da Ponte, na cidade do Porto, coordenada por ele de 1976 até sua aposentadoria
· desde 2011, colabora com a ONG Projeto Âncora, em Cotia (SP, Brasil), que segue o modelo de ensino da Escola da Ponte
· texto resenhado: Por que não reagem os pedagogos brasileiros ao neocolonialismo pedagógico?, publicado pela Revista Educação em maio de 2014 e disponível online (http://revistaeducacao.uol.com.br/). 
2 Apresentar as ideias principais (responder a estas questões ajudará a identificar as ideias principais do texto)
a) O que se refere por sala de aula invertida, trabalho de pares e ensino ativo?
b) Que argumentos o autor reúne para afirmar que esses elementos não representam uma inovação no fazer pedagógico?
c) Qual é a crítica feita à universidade e aos professores universitários brasileiros?
 
3 Avaliação/comentário
Linguagem/estilo e exposição
- emprego de aspas (para que servem, o que sinalizam da parte do autor)
- vocabulário (acessível ou difícil, adequado ou não ao tema etc.)
- referências mencionadas (teóricos da educação, poema de Drummond[footnoteRef:1], movimento Escola Nova, Escola da Ponte (“uma escolinha de Portugal”): a que servem essas referências, como contribuem na argumentação etc. [1: Há uma controvérsia a respeito da autoria do poema citado por José Pacheco neste texto: embora circule com autoria atribuída a Drummond, existem documentos que demonstram não ser de autoria dele; isso fica aqui apontado a título de curiosidade e esclarecimento, não precisa figurar na resenha.
] 
- objetividade, clareza, organização etc.
Conteúdo
- relevância, pertinência, atualidade, posicionamento do autor sobre o tema
- posicionamento do resenhista sobre o tema (com liberdade para concordar ou discordar do autor, fundamentando sua posição)
Obs.: As ideias contidas no texto Sala de aula invertida: a educação do futuro, de Andrea Ramal, podem ser utilizadas na avaliação do resenhista, conforme julgue conveniente, pois estabelecem um contraponto às ideias de José Pacheco.
Recomendação
Público que pode se beneficiar da leitura.
4 Outras orientações
- dar um título próprio à resenha, diferente do título do texto resenhado 
- redigir em texto corrido, organizado em parágrafos (não em tópicos, como está aqui; estes tópicos são orientações; o texto da resenha é um texto único, contemplando esses itens)
- o trabalho deverá ser entregue em data a ser marcada, digitado e impresso (não será recebido posteriormente nem por meio eletrônico)
- o trabalho poderá ser feito individualmente ou em dupla, no máximo.
Segundo o texto “Por que não reagem os pedagogos brasileiros ao neocolonialismo pedagógico?" escrito por José Pacheco, publicado pela revista educação em maio de 2014. Dentro deste contexto, abordaremos de forma clara e objetiva o tema sala de aula invertida. 
Há duas maneiras de entender a aula invertida, uma delas se concentra no aluno aprender dentro de casa, sem precisar ir à escola, e sem ter a ajuda do mediador (Professor). Nesse caso o aluno administra por assim dizer as próprias disciplinas, só frequentam a escola no dia de fazer as atividades e exercícios. Essa ideia de inovação surge com o escritor José Pacheco, que trás esse tema com o seguinte nome neocolonialismo pedagógico, que inverte a lógica da sala de aula. O texto também ressalta o “trabalho em pares” que na verdade

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