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Juspositivismo Eclético 
No início do século XIX, outros juristas que se aproximavam do juspositivismo insistiam em encontrar outros fundamentos às leis, outras fontes externas variadas postas pelo Estado, sendo eles: a moral, a cultura, e os valores sociais. Pôde-se chamar de Juspositivismo Eclético esse tipo de pensamento que era dar fundamento exterior, social e histórico. Eclético porque comparado ao mais radical pensador da técnica jurídica, Hans Kelsen, esse tipo de pensamento se mostra largo, com muitas raízes, buscando em elementos externos um fundamento para o direto positivo. 
O maior exemplo de positivismo eclético  é a Escola Histórica, que era um movimento dos juristas no início do século XIX na Alemanha, apontava o direito como norma do povo, do espírito do povo (Volksgeist), que era composto pela cultura e valores de cada povo é o direito de exprimir  esse espírito. No século XX, embora esse movimento tenha diminuído sua influência, ele continuava sendo base de explicação de muitos pensadores do Direito. Para Hans Kelsen o direito se reduz a um, e este um é a norma jurídica como base de sua ciência do direito. No Brasil teve destaque a Teoria Tridimensional de Miguel Reale, no qual o direito é constituído por fato, valor, e norma, o fato é a realidade social, os valores da cultura e normas jurídicas. A tridimensionalidade foi uma consideração sobre o fenômeno jurídico muito comum aos pensadores daquela época.