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Vida de José de Alencar Nasceu em 1 de maio de 1829 em Lagoa Redonda, próximo a Messejana- Ceará. Cursou direito em São Paulo, foi político, jurista, dramaturgo e romancista. Em 1859 tornou-se chefe da Secretaria do Ministério da Justiça, sendo depois consultor do mesmo, tornando-se mais tarde deputado estadual do Ceará. Em 1856 publica o primeiro romance, Cinco Minutos, seguido de A Viuvinha em 1857. Mas é com O Guarani em (1857) que alcançará notoriedade. Estes romances foram publicados todos em jornais e só depois em livros. Morreu dia 12 de dezembro de 1877. Publicado em: 1865. Autor: José de Alencar. Principais Personagens Iracema- a índia dos lábios de mel e de cabelos negros e longos. Martim - o guerreiro branco de olhos azuis. Poti - amigo fiel de Martim, está sempre com ele nas lutas. Araquém - pai de Iracema. Pajé, recebe Martim em sua cabana e o protege. Caubi - irmão de Iracema. Moacir - filho de Iracema e Martim. Irapuã – cacique tabajara e inimigo de Martim. Foco narrativo É em 3° pessoa. O narrador é onisciente. Inicialmente o narrador participa da história pois irá contar uma narrativa que lhe contaram de sua terra natal “Uma história que me contaram nas lindas vargens onde nasci”. Gênero Literário Para José de Alencar, como explicita o subtítulo de seu romance, Iracema é uma "Lenda do Ceará". É também, segundo diferentes críticos e historiadores, uma romance poemático, um exemplo de prosa poética, um romance histórico- indianista, uma narrativa épico-lírica ou mitopoética. Enredo Parte I- a chegada do guerreiro branco Parte II- abandono da pátria Parte III- um novo começo Parte IV- final trágico Parte 1- a chegada do guerreiro branco Durante uma caçada, Martim, um guerreiro português, se perdeu dos companheiros pitiguaras e caminhou sem rumo durante 3 dias. Encontrou-se com Iracema da tribo dos tabajaras. Quando se deparou com Martim, surpresa e amedrontada a índia o feriu com uma flechada, arrependida a moça correu até Martim e ofereceu-lhe hospitalidade. A hospedagem ali não agradou um guerreiro: Irapuã, que era apaixonado por Iracema. Enquanto isso, Martim convivia com a saudade de Portugal, e também com a crescente admiração pela virgem Tabajara. Parte 2- abandono da pátria Apaixonada por Martim e assim traindo o compromisso de virgem, portadora do segredo de Jurema da tribo tabajara, Iracema decide fugir ao lado de seu amado e seu amigo Poti (guerreiro da tribo inimiga, pitiguaras). Iracema fugiu de sua aldeia rumo ao litoral. Ao perceberem o ocorrido, Irapuã e Caubi lideram os tabajaras e perseguem os amantes. No caminho encontraram os pitiguaras. Ocorrendo assim, uma batalha sangrenta. Parte 3- um novo começo A fuga acabou numa praia deserta, onde o casal decidiu construir uma cabana. Após um tempo os franceses de aliaram aos tabajaras e decidiram travar uma batalha com a tribo. Assim Martim viu-se obrigado a guerrear junto a seu irmão Poti deixando Iracema na cabana grávida. Parte 4- final trágico Iracema deu a luz a um menino, mas foi um parto de risco, por esta a razão ficou debilitada, então seu filho foi chamado de Moacir, o filho da dor. De tanto chorar Iracema perdeu o leite para alimentar o filho, conseguiu nutrir seu filho, mas a jovem perdia as forças e o apetite. O guerreiro branco, ao chegar e ouvir o canto triste da jandaia pressentiu a tragédia, voltou a tempo de Iracema morrer em seus braços. O sofrimento de Martim foi enorme com a perda do seu grande amor. O lugar onde Iracema foi enterrada veio a se chamar Ceará. Moacir, fruto de uma relação trágica entre sangue português e sangue indígena tornou-se o primeiro cearense. No Ceará, Martim cria seu filho, implanta a fé cristã e continuou uma amizade fiel com Poti.