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Assistência Imediata e Mediata ao RN de Baixo Risco Prof.ª Enf.ª MSc. Rayana Brito Manaus-AM Setembro / 2019 Apresentação O Recém-nascido de Médio/Alto Risco • Hiperbilirrubinemia • Distúrbios respiratórios: • Taquipneia Transitória do RN • Síndrome da Aspiração de Mecônio • Síndrome da Angústia Respiratória (Doença da Membrana Hialina). Hiperbilirrubinemia – Icterícia Conceito e Fisiopatologia • Cor amarelada: pele, mucosas e escleróticas no RN - 60%; • Causa: ↑ das [ ] de bilirrubina indireta no sangue, com a concentração sérica de bilirrubina indireta (BI) > a 1,5 mg/dL. • A bilirrubina é um dos produtos de degradação da hb, e apresenta vida média de 70 a 90 dias no feto e neonatos. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Conceito e Fisiopatologia • É destruída na medula óssea, no fígado e baço; • Do processo de destruição da hemoglobina são geradas 2 frações: • Grupo “heme” que atua na produção de novas células vermelhas e depósito de ferritina no fígado. • Grupo “globina” é transformado em aminoácidos e nutrientes utilizados pelo nosso organismo. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Conceito e Fisiopatologia • Grupo heme → formação de bilirrubina (livre ou indireta) → corrente sanguínea → liga à albumina → transportada até o fígado → captação, conjugação (de bilirrubina indireta para bilirrubina direta) → excreção. • Este tipo de bilirrubina é altamente tóxica, lipossolúvel e fotossensível. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Conceito e Fisiopatologia Fatores que levam à deficiência ou inibição da conjugação de bilirrubina: • Demora na eliminação de mecônio • ↓ tempo de vida das hc fetais • Associação à amamentação ou ao leite materno • Outras condições (doença hemolítica, céfalo-hematoma, equimoses, obstrução do ducto biliar, galactosemia, etc.) Hiperbilirrubinemia – Icterícia Classificação • A icterícia fisiológica se desenvolve após 24h de vida → complicação comum do RN. • Nos RNs prematuros, a captação e a conjugação da bilirrubina são mais lentas, e por esse motivo eles tornam-se ictéricos um pouco mais tarde e permanecem por mais tempo ictéricos (até o meio da 2ª semana de vida). Hiperbilirrubinemia – Icterícia Classificação • É causada geralmente por imaturidade hepática. • Pico: 3º dia de vida (RN à termo); 5º dia de vida (RN prematuro), com níveis de bilirrubina total (BT) menores do que 12 mg/dlL no RN termo e 15 mg/dL no prematuro. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Classificação • A icterícia patológica desenvolve-se nas 24h após o nascimento e seus níveis de BT subindo (taxa > 5 mg/dL nas 24h de vida); • Pode se originar de condições como: incompatibilidade sanguínea, anormalidades hepáticas, biliares, metabólicas, infecção, hipoglicemia, hipotermia, hipoxemia e asfixia. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Fatores de risco • Prematuridade • Diabetes materno • Restrição de crescimento intrauterino • Incompatibilidade sanguínea (doença hemolítica) • Obs: a presença de icterícia antes de 24h de vida ou de valores de BT > 12 mg/dL, independentemente da idade pós-natal, alerta para a investigação da causa. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Classificação • Icterícia Hemolítica • Icterícia Não-hemolítica • Icterícia associada ao Leite Materno • Icterícia associada à Amamentação • Icterícia Fisiológica • Icterícia por Incompatibilidade de ABO-Rh Hiperbilirrubinemia – Icterícia Eritroblastose fetal ou doença hemolítica do recém-nascido (DHRN) Hiperbilirrubinemia – Icterícia Encefalopatia bilirrubínica • É a impregnação cerebral pela bilirrubina, que causa, em 1º momento, letargia, hipotonia e sucção débil; • Considerada a fase aguda da doença, que ocorre nos primeiros dias e pode perdurar por semanas. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Kernicterus • O acontece quando a bilirrubina impregna os núcleos da base celular de forma irreversível. • Manifestações: hipertonia, hipertermia e choro agudo (alta intensidade), retardamento mental, distúrbios comportamentais, retardo no desenvolvimento motor, displasia dentária, etc. Doença hemolítica do recém-nascido Hiperbilirrubinemia – Icterícia Diagnóstico • Avaliação clínica (zonas de Kramer) e laboratorial. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Tratamento – fototerapia Os objetivos principais do tratamento da hiperbilirrubinemia neonatal são prevenir a encefalopatia bilirrubínica e, consequentemente o kernicterus, assim como em qualquer caso de incompatibilidade de grupo sanguíneo, reverter o processo hemolítico. As formas de terapia mais utilizadas no tratamento da hiperbilirrubinemia compreendem a fototerapia e a exsanguíneotransfusão. A fototerapia é um tratamento utilizado por meio da luz proveniente de lâmpadas fluorescentes, halógenas ou lâmpadas LED com espectro azul que agem por fotossensibilização. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Tratamento – fototerapia • A eficácia da fototerapia depende principalmente dos seguintes fatores: • Características da luz • Cuidados na fototerapia Hiperbilirrubinemia – Icterícia Cuidados – fototerapia • A fototerapia apresenta maior eficácia quando o recém-nascido recebe a radiância de forma adequada, ou seja, quando recebe a luz na parte anterior e posterior do tronco, membros e permanece sem fraldas. • Não deve ser usado óleo ou outro tipo de líquido hidratante no RN, já que seu uso favorece queimaduras pela lâmpada. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Cuidados – fototerapia • O uso de spot com lâmpada halógena é comum para recém-nascidos com menos de 1500g e que estão mantidos dentro da incubadora. • Quando utilizado, deve-se tomar especial cuidado com a distância mínima preconizada de 50 cm acima do RN. • Atentar para hipertermia e queimaduras. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Cuidados – fototerapia • Atenção ao uso e protetor ocular para a criança (retinopatia). • Atenção especial ao ambiente, pois a luz também pode prejudicar os demais presentes no quarto onde se realiza a fototerapia. • Verificar a temperatura corporal a cada 3h (hipotermia ou hipertermia), e o peso diariamente. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Cuidados – fototerapia • Mudança de decúbito: 3h ou quando desconforto do RN. • Atentar para o ↑ da oferta hídrica e administração (CPM); • Fototerapia → lâmpada fluorescente ou halógena → ↑ da temperatura → consumo de O2, da FR e do fluxo sanguíneo na pele → ↑ perda insensível de água. Hiperbilirrubinemia – Icterícia Cuidados – fototerapia • Hidratação do RN: turgor de pele, palpação de fontanela anterior e a umidade da mucosa. • Cobrir a solução parenteral e o equipo com papel alumínio ou usar extensores impermeáveis à luz (exposição de soluções de aminoácidos ou multivitamínicas ao comprimento de luz azul compromete a qualidade da mesma). • Amamentação é de livre demanda. Taquipneia Transitória do RN Conceito • “Síndrome do pulmão úmido”, ocorre devido à retenção do fluido pulmonar fetal. • Durante a vida fetal, os pulmões estão preenchidos por fluidos pulmonares e, durante o nascimento, na passagem pelo canal de parto, esses líquidos são eliminados de forma mecânica. Taquipneia Transitória do RN Conceito • A absorção dos fluidos pulmonares não eliminados no processo mecânico do nascimento se faz por meio do sistema linfático, em geral em um período entre 12 e 72h. • A TTRN pode ser caracterizada por um desconforto respiratório leve a moderado, geralmente de evolução benigna, decorrente de retardo na absorção do líquido pulmonar após o nascimento. Taquipneia Transitória do RN Conceito • ... Síndrome da Aspiração de Mecônio Conceito - SAM • O mecônio é uma substância de coloração verde-escuro e de aspecto viscoso, composta basicamente por secreções gastrintestinais e água. • Acomete 1% a 3% dos RN vivos, embora esteja presente no líquido amniótico em 5% a 15% dos nascimentos. Síndrome da Aspiração de Mecônio SÍNDROME DA ASPIRAÇÃO DE MECÔNIO - SAM SÍNDROME DA ASPIRAÇÃO DE MECÔNIO - SAM SÍNDROME DA ASPIRAÇÃODE MECÔNIO - SAM SÍNDROME DA ASPIRAÇÃO DE MECÔNIO - SAM TAMPÃO MUCOSO MECÔNIO Síndrome da Aspiração de Mecônio Conceito • A principal causa da SAM tem relação com o sofrimento fetal, associado à diminuição do fluxo placentário e consequentemente hipoxemia, o que propicia aumento do peristaltismo intestinal, seguido de relaxamento esfincteriano e liberação de mecônio no líquido amniótico. Síndrome da Aspiração de Mecônio Grupos de Risco • RNs pós-termo; • RNs com restrição do crescimento intrauterino; • Condições maternas que favoreçam oligodramnia e insuficiência placentária; • Prolapso de cordão umbilical; • Fetos com apresentação pélvica e os macrossômicos. *Além destes fatores, qualquer fator intrauterino que predispõe o RN à asfixia pode ser responsável pela SAM. Síndrome da Aspiração de Mecônio Conceito • A aspiração do mecônio leva a fenômenos obstrutivos e inflamatórios, e a presença dessa substância estranha dentro dos pulmões pode ter repercussões graves, principalmente se o tamanho da partícula for grande. Síndrome da Aspiração de Mecônio Complicações • A aspiração induz a obstrução mecânica das vias aéreas respiratórias por impregnação meconial, disfunção do surfactante e hipóxia, favorecendo a ocorrência de hiperinsuflação, evoluindo para pneumotórax e pneumonite química. • Em casos graves, progride para hipertensão pulmonar e morte. Síndrome da Aspiração de Mecônio Manifestações clínicas • Impregnação meconial em pele e cordão umbilical, alteração respiratória e mesmo obstrução total de via aérea. • Os sintomas respiratórios podem aparecer logo após o nascimento ou passar despercebidos nas primeiras horas, evoluindo após 6 a 12h de vida, com manifestações que incluem taquipneia prolongada, evolução da angústia respiratória leve para intensa, retrações intercostais, grunhido respiratório final e cianose. • Outro achado clínico inclui tórax em forma de barril com aumento do diâmetro antero-posterior. ASPIRAÇÃO Síndrome da Aspiração de Mecônio Assistência de enfermagem • A assistência ao RN com líquido amniótico meconial deve seguir com avaliação da frequência cardíaca, ritmo respiratório e tônus muscular, iniciando-se a reanimação cardiopulmonar, caso seja necessário. Síndrome da Aspiração de Mecônio Assistência de enfermagem 2. A conduta de aspiração das vias aéreas para remoção do mecônio deve ser indicada pelo pediatra; quando indicada, deve ser feita por meio de intubação traqueal e aspiração de conteúdo com auxílio de vácuo. Síndrome da Aspiração de Mecônio Assistência de enfermagem • A conduta de enfermagem concentra-se em assegurar perfusão tecidual adequada e minimizar a demanda de oxigênio e o gasto de energia. • Observe se existe líquido amniótico meconial quando as membranas amnióticas romperem durante o trabalho de parto, e esteja atento aos parâmetros vitais do feto nestes casos, tomando as condutas necessárias. Síndrome da Aspiração de Mecônio Assistência de enfermagem • A administração de surfactante conforme prescrito para contrabalancear a inativação do surfactante pulmonar pelo mecônio e a administração de antibiótico de largo espectro para tratar pneumonia bacteriana são cuidados essenciais. • É importante também a monitoração contínua do estado do neonato. DMH / SDR / SAR Doença da membrana hialina (DMH)/ Síndrome do desconforto respiratório (SDR)/ Síndrome da angústia respiratória (SAR) • É uma das principais causas de morbimortalidade neonatal, e geralmente está associada à prematuridade. • Ocorre pela deficiência na produção ou mesmo ausência de produção do surfactante pulmonar. • O surfactante é produzido pelos pneumócitos tipo II a partir da 20a semana de vida intrauterina, e segue a gestação aumentando a sua produção progressivamente até atingir um pico de produção por volta de 34/35 semanas. DMH / SDR / SAR Doença da membrana hialina (DMH)/ Síndrome do desconforto respiratório (SDR)/ Síndrome da angústia respiratória (SAR) • No caso de nascimento de bebês prematuros, não há ainda uma produção suficiente do surfactante, que está também relacionado ao amadurecimento pulmonar; • que causa colabamento alveolar, resultando em ventilação inadequada e desvio do sangue por meio de áreas pulmonares com atelectasias. • Essa ventilação inadequada por conta da atelectasia aumenta o esforço respiratório o que resulta em hipoxemia e acidose metabólica. DMH / SDR / SAR Epidemiologia • É a afecção respiratória mais frequente no RN pré- termo, chegando a cometer • 60% dos bebês prematuros, em especial sendo mais comum nos RNs prematuros • com menos de 28 semanas de gestação e filhos de mãe diabética. DMH / SDR / SAR Quadro clínico Manifesta-se imediatamente após o nascimento (sala de parto) • Insuficiência respiratória imediatamente após o parto ou nas primeiras 6horas com piora progressiva nas primeiras 48 horas de vida; • Taquipneia, com respiração superficial; • Taquicardia, com frequências acima de 150 a 180 bpm; • Retração esternal e intercostal; DMH / SDR / SAR Quadro clínico • Batimento de asas do nariz; • Diminuição difusa do murmúrio vesicular; • Cianose central e/ou palidez; • Gemido expiratório. Boletim de Silverman-Andersen (BSA) Método clínico para quantificar o grau de desconforto respiratório e estimar a gravidade do comprometimento pulmonar. São conferidas notas de 0 a 2 para cada parâmetro. Somatória das notas inferior a 5 indica dificuldade respiratória leve, e quando é igual a 10 corresponde ao grau máximo de dispneia. DMH / SDR / SAR Diagnóstico • O diagnóstico para o desenvolvimento da síndrome do desconforto respiratório pode ser realizado por meio da análise do líquido amniótico (relação lecitina-esfingomielina), quando o bebê ainda se encontra intraútero. • O exame radiográfico de tórax pode revelar um padrão de imagem retinogranular fino e difuso com aspecto de “vidro quebrado”. DMH / SDR / SAR Tratamento • administração de corticoides para a gestante em ameaça de trabalho de parto prematuro com fins de acelerar a maturidade pulmonar, entre 24 a 48 horas antes do parto, para diminuir a severidade dessa complicação respiratória. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória • A assistência ventilatória é caracterizada pela otimização das trocas gasosas com o mínimo possível de fração inspirada de oxigênio (FiO2) e pressão, tendo a finalidade de melhorar a oxigenação e a redução na retenção de CO2, melhorar a ventilação alveolar, reverter situações de hipoxemia, estabilizar a caixa torácica, aliviar o desconforto respiratório e prevenir e reverter atelectasias. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória • Pode ser dividida em 2 métodos ventilatórios: • invasiva, quando é feita por meio da inserção de tubos no sistema respiratório, e • não invasiva, quando utiliza máscaras ou outros dispositivos que não são inseridos diretamente na traqueia. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Cateter nasal: cânulas plásticas, rígidas ou flexíveis, que têm tamanhos variáveis e são introduzidas nas narinas. Concentração de FiO2 = 20% – 40%. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Máscara simples: tem perfurações que permitem a exalação do gás para fora do sistema e a inalação de ar ambiente. Concentração de FiO2 = 40% – 60%. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: Máscara de respiração parcial: a criança respira o O2 de uma bolsa reservatória adjacente juntamente com o ar ambiente. Concentração de FiO 2 = 50% – 75% DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Máscaras faciais ou tendas faciais: deposita O2 sobre a boca e tem uma abertura sobre a face ou a traqueostomia, acoplado a um fluxômetro de O2 ou ar comprimido umidificado. Podeficar a uma distância de 5 cm da face. Concentração de FiO2 = 30% – 70%. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Máscara Venturi: utiliza um fluxo de O2 que passa por uma válvula plástica com vários diâmetros que gera uma FiO2 predeterminada e confiável. Concentração de FiO2 = 24% – 50% DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Máscara de sistema fechado: cobre o rosto, podendo exercer ou não pressão positiva para a inspiração. Concentração FiO2 = 80% – 100%. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Oxitendas: dispositivo fechado que tem uma conexão alta e perpendicular à base, que gera um fluxo turbulento, substituindo o gás de cima para baixo. Concentração de FiO2 = 30% – 70%. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Capacete (halo, capuz ou hood): dispositivo de acrílico com abertura maior para o topo. Recebe o ar aquecido e umidificado, permitindo uma administração contínua, com flutuações mínimas nos níveis de oxigênio. Os halos podem ficar fechados sobre a região cervical, mas não podem ser fechados no topo, pois o CO2 exalado sai por essa abertura superior. É indicado para recém-nascidos e lactentes. Concentração de FiO2 = 30% – 70%. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Catéter ou pronga CPAP/BiPAP: realizadas com uso de pronga nasal, ou mesmo máscara ou tubo intratraqueal, fornece estímulo respiratório por uso de pressão contínua nas vias aéreas. O modo CPAP utiliza a mesma pressão inspiratória e expiratória, e o modo BiPAP alterna uma pressão maior e uma menor, facilitando o processo inspiratório e expiratório. A FiO2 é oferecida pelo fluxômetro de um ventilador mecânico com fluxo umidificado. Concentração FiO2 = 21% – 100%. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio não invasivo são: • Incubadora: o ar circulante na incubadora pode ser enriquecido com oxigênio, alcançando FiO2 = 21% – 100%. Indicada para recém-nascidos e lactentes com peso inferior a 10 kg, e que necessitam de outros cuidados que não permitam que o bebê saia da incubadora. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio invasivo são: • Ventilação mandatória intermitente: fornece ciclos inspiratórios e expiratórios em tempos predeterminados, sem sincronia entre o paciente e o respirador, podendo ser regulados por volume ou pressão. A falta de sincronia pode ocasionar “brigas” entre a criança e o ventilador, e ainda trazer problemas como barotrauma e pneumotórax. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio invasivo são: • Ventilação mandatória intermitente: fornece ciclos inspiratórios e expiratórios em tempos predeterminados, sem sincronia entre o paciente e o respirador, podendo ser regulados por volume ou pressão. A falta de sincronia pode ocasionar “brigas” entre a criança e o ventilador, e ainda trazer problemas como barotrauma e pneumotórax. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Os métodos mais comuns de administração de oxigênio invasivo são: • Ventilação de alta frequência: fornece menor quantidade de ar por peso (1 a 3 mL/kg), porém em frequência muito maior (300-600 ciclos por minuto), sendo uma importante alternativa à ventilação convencional. DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória Importante salientar que ventiladores mecânicos modernos também exercem a função CPAP/BiPAP para crianças e mesmo neonatos. Ainda, para todas as modalidades ventilatórias, invasivas e não invasivas, a oferta de oxigênio pode trazer algumas complicações, tais como: DMH / SDR / SAR Assistência ventilatória - complicações • Displasia broncopulmonar • Barotrauma • Retinopatia da prematuridade DMH / SDR / SAR Cuidados de enfermagem • Administração da oxigenoterapia, da termorregulação, monitoração de níveis de saturação de oxigênio, suporte nutricional (nutrição enteral ou parenteral total) e da manutenção do RN em decúbito dorsal para otimizar o estado respiratório e reduzir o estresse. DMH / SDR / SAR Intervenções de enfermagem • Monitore os parâmetros vitais, balanço hídrico, pressão venosa central, oximetria de pulso, peso diário, coloração da pele, condições respiratórias e integridade cutânea; • Administre medicações e dieta conforme prescrito, para promoção de calorias suficientes por gavagem ou via intravenosa; • Implemente medidas para prevenir infecções; • Monitore sinais e sintomas de infecção e circulação periférica diminuída; • Observar sinais e sintomas de complicações respiratórias, como pneumotórax; • Incentive os pais a participarem dos cuidados básicos com a criança (Doença da Membrana Hialina).